UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO CURSO DE BIBLIOTECONOMIA THIAGO LEITE AMARO DA SILVA O FLUXO DA INFORMAÇÃO HIPERTEXTUAL NAS REDES SOCIAIS: Facebook e Twitter. RECIFE 2011 THIAGO LEITE AMARO DA SILVA O FLUXO DA INFORMAÇÃO HIPERTEXTUAL NAS REDES SOCIAIS: Facebook e Twitter. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Biblioteconomia. Orientador: Profº. Mascarenhas e Silva RECIFE 2011 Drº. Fábio S586f Silva, Thiago Leite Amaro da. O fluxo da informação hipertextual nas redes sociais: Facebook e Twitter/ Thiago Leite Amaro da Silva. - Recife: Impresso pelo autor, 2011. Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Biblioteconomia. Orientador: Profº Dr. Fábio Mascarenhas e Silva. 1. Hipertexto 2. Fluxo da informação 3. Web 2.0 4. Internet 5. Rede social UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO CENTRO DE ARTES E COMUNICAÇÃO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO CURSO DE GRADUAÇÃO EM BIBLIOTECONOMIA THIAGO LEITE AMARO DA SILVA O FLUXO DA INFORMAÇÃO HIPERTEXTUAL NAS REDES SOCIAIS: Facebook e Twitter. Este Trabalho de Conclusão de Curso foi aprovado pela banca examinadora do curso de Graduação em Biblioteconomia constituída pelos seguintes membros: Profº Drº Fábio Mascarenhas e Silva (Orientador) Profº Murilo Artur Araújo da Silveira Ana Cláudia Gouveia Araújo Aprovado em: Dedico este trabalho à vida e ao seu criador, à minha mãe Que fez a permissão desta jornada com o seu “sim”, A mim e a vida que me permitiu grandes acontecimentos. AGRADECIMENTOS Agradeço acima de todos e de tudo a Deus, meu autor que me concebeu inteligência e sabedoria, coragem e persistência para que tudo fosse concretizado. A Jesus Cristo por me amar quando menos mereço. À Maria, minha mãe do céu, pelo amor que ampara e que só sabe quem realmente o sente, obrigado por segurar minha mão e meu corpo antes de qualquer queda. Ao meu pai José Amaro (in memorian) por todos os momentos vividos que passamos, e pelo desejo de me ver chegar onde estou, pode olhar com orgulho este momento, te carrego guardado eternamente. À minha mãe Lúcia Leite, flor mais preciosa do meu jardim, intercessora, acolhedora, e com este amor inegável que me permitiu chegar até aqui. Obrigado pela perseverança e direção, sem ti meus trilhos iriam à outra direção. Amo-te incondicionalmente, esta conquista é nossa. Ao professor Fábio Mascarenhas por ser um guia quando eu estava perdido no tema abordado, sabendo colocar calma, ordem, prática e paciência em um só lugar. Um exemplo a se seguir. Aos amigos de faculdade, em especial Mariana Bandeira (Miss suvaco), pela parceria acadêmica, profissional e pessoal, valeu por cada momento e estamos apenas começando juntamente com nossos amigos da “turma do mal” Sílvia Alcântara (Miss busto), Kleiton Predo, Janypaula Albuquerque, Darcy Gomes (Vovó mafiosa) e Cínthia Holanda (Coração) nossas cachacinhas e morgações em Boa Viagem era ótimas. Aos outros amigos de faculdade que conseguir conquistar, sendo verdadeiramente eu nas brincadeiras, nos abraços e carinhos, nas emoções, e nas risadas interminantes. Sem querer e já usando uma frase dita por outros colegas: “Amo uns mais que outros”, porém cada um tem o seu cantinho e suas lembranças, nestes mais de quatro anos de CAC. Aos funcionários e todos os professores do DCI, e minha admiração especial a alguns antigos e outros recém chegados, como Anna Elizabeth de quem fui monitor, Vildeane Borba, Edilene Silva, Lourival Pinto, Diego Salcedo, Simone Rosa e Murilo Silveira. Ao amigo Ênio Júnior (vulgo Duh) que torceu e foi importante em etapas da minha vida. À minha madrinha e tia Dalva e sua família, a quem tenho muito amor e apreciação inestimável, que, além de sobrinho, posso ter essa amizade tamanha. Obrigado pelos cuidados e amor. Às minhas ex-chefes bibliotecárias e locais de estágio, dentre os quais pude aprender e praticar vendo realmente como é a vida de um profissional bibliotecário, são elas: Fátima Robespierre – SOPECE, a primeira a gente nunca esquece, Verônica Farache – Biblioteca Pública de Casa Amarela, pela confiança repassada na execução das atividades, Ana Lia de Souza Evangelista – ABA, pela parceria na dinâmica, criatividade e credibilidade nas minhas ações, obrigado pela amizade, à Roseanne Canejo por dividir nossas histórias, pela liberdade nas atividades da biblioteca e por dar um jeitinho nas coisas pra mim, como também a Sandryne Barreto, Doralice Rodrigues (Do mármore) e Ivanete Soares (A miserávi) pela companhia nos dois anos de TJPE, Ao corpo de bibliotecários da UNICAP, que me acolheram de braços abertos, e aos amigos da ESMAPE, em especial à Kerlly Moreno, pela liberdade, confiança e amizade a mim doada. Preciso de pessoas especiais como você, espero que tenhamos muitos assuntos pra indexarmos nesta vida, grato pelo carinho. Enfim, aos amigos da minha vida, Cecinha Campello, Júlia Fontes, Fred Oliveira, Marília de Andrade, Juliana Xavier, Renan Medeiros dentre tantos outros que graças a Deus posso contar, peço mil perdões por não poder citar todos, mas um bom homem sabe das boas pessoas que estão ao seu redor e lembram-se delas também no momento de vitória. Agradeço a todos! Deus nos abençoe! “But all I can do is Try” “Mas tudo que eu posso fazer, é tentar” (Trecho da música Try – Nelly Furtado) RESUMO A mudança decorrente do avanço da tecnologia fez surgir a era da web 2.0, onde os hipertextos encontram-se geralmente presentes nos documentos da internet. As redes sociais ganharam espaço permitindo que informações transitem a todo instante. A utilização do hipertexto como colaborador do fluxo da informação em meio às redes sociais é o foco de estudo deste trabalho que tem como objetivo realizar uma análise no Facebook e no Twitter justificando a importância da utilização do hipertexto como colaborador em disseminar informações. Através de referencial teórico pautado no assunto e uma pesquisa exploratória, a análise foi realizada demonstrando que o hipertexto através do estudo de algumas de suas características colabora positivamente quanto ao fluxo das informações geradas nas redes sociais, sendo o hipertexto no Twitter mais utilizável. Palavras-chave: Hipertexto. Redes sociais. Fluxos de informação. ABSTRACT The change due to the advancement of technology has given rise to the era of Web 2.0, where the hypertext is generally found in the documents of the Internet. Social networks have gained space allowing transit information at all times. The use of hypertext as a contributor of information flow through social networks is the focus of the present study that aims to perform an analysis on Facebook and Twitter justifying the importance of the use of hypertext as a contributor to disseminate information. Through theoretical matter and ruled in an exploratory research, the analysis was performed demonstrating that hypertext through the study of some of its characteristics and contributes positively to the flow of information generated in social networks, and hypertext Twitter more usable. Keywords: Hypertext. Web 2.0. Social networks. Flow of information. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - Modelo do ciclo social da informação ...............................................21 Figura 2 - exemplo de hipertexto ........................................................................34 Figura 3 - Manchete em destaque e sublinhado ..................................................37 Figura 4 – Exemplo de lexia ...............................................................................38 Figura 5 - Sobre rede social ................................................................................40 Figura 6 - Logotipo do Facebook ......................................................................43 Figura 7 - Logotipo do Twitter ...........................................................................44 Figura 8 - Postagem no Facebook .......................................................................49 Figura 9 - Compartilhamento de informação no Facebook ................................50 Figura 10 – Exemplo de intertextualidade e precisão no Facebook ...................51 Figura 11 – Resultado do exemplo de intertextualidade no Facebook ...............51 Figura 12 – Exemplo de interatividade no Faceboook .......................................53 Figura 13 – Resultado da interatividade no Facebook ........................................53 Figura 14 - Tweet com hiperlink ........................................................................55 Figura 15 – Mural do Twitter .............................................................................56 Figura 16 – Hipertexto do Twitter ......................................................................57 Figura 17 – Exemplo de intertextualidade no Twitter ........................................58 Figura 18 – Link aberto após clicar no hiperlink do tweet .................................58 Figura 19 – Página de hiperlink após ser aberto por outro hiperlink ..................59 Figura 20 – Precisão ...........................................................................................59 Figura 21 – Exemplo de precisão .......................................................................60 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Resultado da análise das características do hipertexto no Facebook. Quadro 2 Resultado da análise das características do hipertexto no Twitter. LISTA DE SIGLAS WWW – World Wide Web HTTP – Hypertext Transfer Protocol HTML – HyperText Markup Language ARPA – Advanced Research and Projects Agency EUA – Estados Unidos da América SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 15 2 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................... 17 2.1 A Ciência da Informação......................................................................................... 17 2.2 A Informação ........................................................................................................... 19 2.3 O Fluxo da Informação ........................................................................................... 20 3 INTERNET, CIBERESPAÇO E WEB 2.0 .............................................................. 23 3.1 E O Ciberespaço, Onde Fica? ................................................................................. 26 3.2 A Web 2.0 ................................................................................................................. 28 4 O HIPERTEXTO E O FLUXO DA INFORMAÇÃO ............................................ 31 5 REDES SOCIAIS ....................................................................................................... 39 5.1 Mídias Sociais .......................................................................................................... 41 5.1.1 Facebook ................................................................................................................ 42 5.1.2 O Twitter ................................................................................................................ 43 6 O FLUXO DA INFORMAÇÃO E O HIPERTEXTO NAS REDES SOCIAIS ... 45 6.1 Processos metodológicos .......................................................................................... 45 6.2 O hipertexto no Facebook ....................................................................................... 48 6.2.1 Análise das características do hipertexto no Facebook ........................................ 50 6.3 O hipertexto no Twitter ............................................................................................ 55 6.3.1 Análise das características do hipertexto no Twitter ............................................ 57 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................... 63 REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 65 15 1 INTRODUÇÃO Com a evolução tecnológica, indivíduos e organizações em geral, sejam públicas ou privadas, vêm aderindo cada vez mais aos recursos que a tecnologia tem a oferecer, e no meio web não são diferentes. As redes sociais que vão surgindo, apenas não facilitam a comunicação pessoal entre os indivíduos, como contribuem para a divulgação, marketing e propaganda de empresas, que utilizam por sua vez os recursos que estas mesmas dispõem para efetuar um meio de divulgar em massa e gratuito, oferecendo, por exemplo, promoções no Twitter e no Facebook. O Facebook foi criado para propiciar a interação entre indivíduos de uma universidade americana, porém tomou proporções globais. O Twitter é um microblog que permite postagens rápidas e de fácil leitura e utilização, sendo muito importante na troca de informações. O fluxo da informação nestas redes sociais ocorre de maneira prática tornando assim o hipertexto um meio colaborativo. Através dos critérios descritos na metodologia e já focando no que será avaliado, o Facebook e o Twitter foram escolhidos para que a análise sobre hipertexto pudesse ser concluída, uma vez que em ambos o hipertexto se faz presente em abundância. O objetivo desta análise é focar como ocorre o fluxo da informação nestas redes através do hipertexto. A análise do fluxo da informação em relação ao tempo e qualidade da informação na web, faz ser imprescindível o estudo para se chegar à conclusão da condição que as informações são repassadas nas redes, preocupando-se com o seu devido uso, focando o ciclo do modelo social da informação. Desta forma, este trabalho se justifica em demonstrar a importância do uso do hipertexto em redes sociais e de sua utilização, contribuindo com o fluxo da informação, sendo o cerne principal deste trabalho, que terá abordagem na utilização do hipertexto no Twitter e no Facebook. Assim, será demonstrado um pouco da utilização prática e o histórico das redes, da prática do compartilhamento da informação e viabilização e disseminação da informação nestes ambientes. Os capítulos deste trabalho abordarão uma visão da Ciência da Informação e da informação com os seus fluxos, perpassando por uma explanação sobre internet e o ciberespaço até a web 2.0, também denominada de web colaborativa. No capítulo do 16 hipertexto e de redes sociais, já serão abordados os principais critérios que delinearam o foco de análise do trabalho bem como as conclusões de toda a análise. A pesquisa parte da pergunta sobre o uso do hipertexto e sua utilização nas redes sociais analisadas, e se o hipertexto contribui para que o fluxo da informação aconteça. Ou seja, no Facebook e no Twitter através do hipertexto pode-se realizar um bom compartilhamento de informações? 17 2 REFERENCIAL TEÓRICO Para que haja uma melhor compreensão da pesquisa abordada, o referencial teórico traz o conceito de fluxo de informação, de internet com a web 2.0 e de hipertexto, com a contribuição de autores relevantes destes conhecimentos. 2.1 A Ciência da Informação Ao longo dos tempos, os bens materiais começaram a concorrer com algo não palpável, mas que atualmente vem adquirindo um valor consideravelmente elevado, a informação. A informação bruta, crua e que muitas vezes não é absorvida com eficácia por muitos, precisa ser lapidada e organizada. Célebre função do profissional da informação, que além de obter toda a técnica, precisa procurar conduzir a informação por um caminho para que ela tenha seu devido uso. A grande área da Ciência da Informação abrange campos distintos e ao mesmo tempo semelhantes entre si, como a Biblioteconomia considerada por alguns autores como a grande gênese de tudo, e as mais recentes Museologia, Arquivologia e Gestão da Informação. Como uma ciência social, e de caráter interdisciplinar (multidisciplinar), a Ciência da Informação surgiu e expandiu-se no período pós-guerra, como explica Le Coadic (2004), ao dizer que ocorreram acontecimentos de cunho mundial como a criação da bomba atômica, inovações em medicamentos dentre outros. Saquel apud Pimentel (2000, p.50) define Ciência da Informação como: Una ciência multidisciplinaria, que estudia la transmissión del conocimiento, su naturaleza y propriedades, los suportes en los cuales se contienem estos conocimientos y las técnicas aptas para su procesamiento, almacenamiento, recuperación y difusión.1 Em relação à multidisciplinaridade, Pimentel (2000, p. 59) salienta que Taylor conseguiu delimitar melhor o conceito de Ciência da Informação explicitando a mesma ser interdisciplinar quando diz que ela é uma 1 Tradução nossa: Uma ciência multidisciplinar, que estuda a transmissão do conhecimento sua natureza e propriedades, nos quais se contém estes conhecimentos e as técnicas aptas para seu processamento, armazenamento, recuperação e difusão. 18 Ciência que investiga las propriedades y el comportamiento de la información, las fuerzas que gobiernan su flujo y los medios para procesarla para su acesso y uso óptimo. (...) El campo se deriva o se relaciona con matemática, lingüística, psicología, tecnologia de la computación, investigación de operaciones, artes gráficas, comunicación, bibliotecología, administración y algunos otros campos.2 Tal ciência caracteriza-se por três grandes propriedades que a define magnificamente, sendo: a “construção da informação”, a “comunicação da informação” e o “uso da informação”, expressões já utilizadas por Le Coadic (2004). Todas estas aplicadas a fim de controlar o grande volume de informação que o mundo foi gerando, e das previsíveis tecnologias que iam avançando a cada ano. Comunidades informacionais foram tomando seu espaço e promovendo mudanças nas necessidades dos indivíduos, e tais mudanças influenciaram na busca por informações precisas e confiáveis. Social, por visar suprir a necessidade do ser que busca acesso, compreensão e obtenção de algo. Interdisciplinar, por requerer o auxílio e complementação de conteúdos de outras áreas, tais como a informática, a psicologia, a linguística, etc. já citadas anteriormente em função das fronteiras traçadas com outros novos conhecimentos, que se equiparam da necessidade de se envolverem a fim de ampliar o campo do saber. Porém, esta interdisciplinaridade justamente veio suprir a quantidade de informação criada, associando-se às novas tecnologias de informação. Retornando ao ciclo social, pode-se entender por construção de informação toda a atividade inicial, toda a idéia que se deseja registrar, sendo uma aplicação de conhecimento. Isto se confirma quando Le Coadic (2004) corrobora dizendo que “a informação é o sangue da ciência. Sem informação, a ciência não pode se desenvolver e viver. Sem informação a pesquisa seria inútil e não existiria o conhecimento”. Esse tal conhecimento já discutido, é produzido a partir de qualquer indivíduo que colabore intelectualmente com alguma produção, seja pesquisa, invenção tecnológica ou algum tipo de produção científica, que venha somar a outros conhecimentos já estudados. 2 Tradução nossa: Ciência que investiga as propriedades eo comportamento da informação, as forças que governam o fluxo e processamento de meios para dar acesso rápido e uma utilização optimizada. (...) O campo é derivado ou relacionado com a matemática, lingüística, psicologia, informática, pesquisa operacional, artes gráficas, comunicação, biblioteca, administração e alguns outros campos. 19 Dá-se o nome de atores da construção científica aos que formam esta comunidade especialista. E é deste pressuposto de contribuição científica que na ciência da informação destacam-se “os principais estudiosos que contribuíram para o surgimento desta nova ciência, como Samuel Clement Bradford (1878-1948), Suzanne Briet (1894-1989), Paul Otlet (1868-1944), S. R. Ranganathan (1892-1972) e Jesse H. Shera (1903-1982)”. (BARRETO, 2009 apud ALMEIDA, 2010). 2.2 A Informação A informação e o conhecimento se diferem quando partimos do pressuposto de que a informação cabe quanto ao nível de recepção que vêm de outro conhecimento já discutido e que estava em seu domínio. O conhecimento é basicamente a informação que será gerada a partir da informação recebida, ou seja, é uma transformação da informação, deixando este por sua vez sentenciar se a informação recebida lhe agregou algum valor, portanto, se causou algum conhecimento. Tomaél (2005), afirma que segundo os autores McGarry, 1999; Davenport; Prusak, (1998) os autores reconhecem a dificuldade em conceituar informação e conhecimento, destacando que a epistemologia concentra esforços na tentativa de estabelecer o significado de informar e conhecer. As informações nas redes sociais passeiam pelo ciclo social da informação já conhecido na área de Ciência da Informação. Informação é sempre um fluxo e para o sujeito ela funciona como troca com o mundo exterior, o que lhe confere seu caráter social. Assimilada, interiorizada e processada por um sujeito específico, ela é a base para sua integração no mundo, propiciando ajustes contínuos entre o mundo interior e o mundo exterior. (TÁLAMO, 2004, p. 1). Há, a necessidade e a busca pela informação, e, posteriormente acontecem o uso e o compartilhamento, possivelmente desta informação processada via web. Examinando a partir da origem da informação, percebe-se que muitas das informações 20 geradas nas redes sociais originam-se a partir de outras postagens3 que outrem criou e esta mesma mensagem está sendo reutilizada por outro usuário. Muitas vezes, esta mensagem é escrita de forma diferente, sem citar sua origem. 2.3 O Fluxo da Informação Um produto estocado e guardado em uma prateleira, caso não seja comprado acaba sendo desinteressante para uma empresa. Assim acontece com a informação, quando não consegue alcançar seu objetivo final no ciclo informacional, que é seu devido uso; torna-se somente um dado e não propicia a construção de novos conhecimentos. O fluxo de informação é o grande responsável para que a informação corra nas “veias digitais” e impressas, e possa assim manter um fluxo constante, que vai do emissor ao receptor e vice-versa. Conceituada dentro de três campos de conhecimento, o fluxo da informação ganha diferentes conotações, porém com o mesmo objetivo. Na semiótica, envolve-se na construção do discurso, onde a palavra é analisada através no auxílio do fluxo informacional. Dentro da área de teoria da informação, o fluxo de informação cabe quanto à quantidade de informação que é processada. O campo da teoria da comunicação abrange a qualidade de informação gerada, e em como ela é repassada, que se enquadra nos moldes do que será abordado mais especificamente neste trabalho, visando analisar o fluxo de informação e não o fluxo do conhecimento, este que vai além do uso da informação, como também em como ela é abordada na mente de quem utiliza esta informação. Um fluxo pode ser representado por uma seta, tendo um alvo e um objetivo a ser alcançado. No caso do fluxo de informação, a seta é apontada para o usuário4, sendo este o indivíduo que irá utilizar-se da informação. Barreto (2001) exprime que o fluxo da informação permeia dois critérios: o da tecnologia da informação e o da Ciência da Informação, e ainda diz que enquanto o 3 4 Mensagem ou pequeno texto criado a partir de um usuário e inserido na sua página pessoal na internet. Termo geralmente utilizado no campo da Ciência da Informação (Biblioteconomia) para designar o indivíduo que utiliza a biblioteca, centro de informação em busca de suprir sua necessidade informacional. Também chamado de clientes. 21 primeiro almeja possibilitar o maior e melhor acesso a informação disponível, o segundo pretende qualificar este acesso em termos da assimilação da informação. Ora, esta diferenciação cabe perfeitamente para explicar o ensino e o uso da informação nas distintas áreas com seus respectivos posicionamentos. Le Coadic (2004) aplica o fluxo da informação referente à explosão da informação e a implosão do tempo, quando a junção destes dois implica elevados fluxos de informação em relação a significativas quantidades de informações produzidas em um espaço de tempo. Dessa forma, explica-se a busca incessante pelo conhecimento, quando diz que o mercado da informação consegue “compreender o interesse crescente pelo ‘conhecimento conforme a demanda’ (just in time knowledge)”. Porém, não adianta obter-se de exorbitante quantidade de informação se não for possível fazer uso destas, ou seja, volta-se a comentar sobre o uso da informação. Alves (2009, p. 96) comenta que “a atual overdose de informação tem resultado em enorme dificuldade de transformar dados em informação e informação em conhecimento”. É através da comunicação que se pode observar a construção e o uso de informações, representando e utilizando o modelo social do ciclo da informação, demonstrado por Le Coadic através da idéia do modelo clássico do esquema econômico, onde temos respectivamente: produção – distribuição - consumo, aplica-se na ciência da informação os processos de: construção – comunicação – e uso da informação como explicitado na figura 1. Figura 1. Modelo do ciclo social da informação Fonte: < http://www.dgz.org.br/fev07/Art_01.htm> 22 A informação torna-se plurilateral, abandonando a antiquada idéia limitada do informador ao informado, deixando que a comunicação seja um intermediário na melhoria da informação difundida, permitindo análise e escolha. Ainda no relato sobre informação e conhecimento, vê-se que na grande área da Ciência da Informação seu âmago é gerir conhecimento ao indivíduo, fazendo com que ocorra o fluxo destas informações e utilizando a informação como meio disto tudo. Informação esta que é pesquisada, mas que tende a se transformar em algo individual e pessoal. Qualidade que se torna característica no ambiente do fluxo. Sem os processos de comunicação, o fluxo não ocorreria e não conseguiria atingir objetivos nos níveis desejados. Ciente disso, Tálamo assimila a relação de informação com o fluxo da mesma quando afirma que: Informação é sempre fluxo e para o sujeito ela funciona como troca com o mundo exterior, o que lhe confere seu caráter social. Assimilada, interiorizada e processada por um sujeito específico, ela é a base para sua integração no mundo, propiciando ajustes contínuos entre o mundo interior e o mundo exterior. (TÁLAMO, 2004, p.1) Esse valor agregado de informação provém de conhecimentos anteriores, já geridos e incorporados ao indivíduo, e que na literatura já foram abordados por Davenport e Prusak (1998) quando criou os quatro Cs, algo similar aos quatro Ps da área de Marketing. Os quatro Cs resumem-se em: comparação (comparando informações), conseqüências (em relação às decisões na ação), conexões (quando há relações dos acontecimentos) e conversação (sobre a opinião das pessoas em relação a essa informação). Tudo isto tem relação direta com o conhecimento. O fluxo da informação cresceu desde a chegada da informação em vias eletrônicas na web, possibilitando a rapidez na troca de mensagens, via internet e modificando a delimitação do tempo e do espaço das informações. Assim, tanto os emissores quanto os receptores foram se aprimorando nas relações. 23 3 INTERNET, CIBERESPAÇO E WEB 2.0 A favor do uso da informação e prática da comunicação, a evolução tecnológica mundial fez por surgir a Internet, - algo como uma conexão, ou interconexão entre redes de computadores - termo atualmente bastante discutido e utilizado. Com o objetivo de ampliar a comunicação entre os locais de pesquisas tecnológicas do Departamento de Defesa Nacional, os Estados Unidos da América (EUA) desenvolveu através da agência de pesquisa avançada e projetos – ARPA (Advanced Research and Projects Agency) uma rede ao qual nomearam de ARPANET. Tudo isto em contra-ataque ao Sputnik, satélite artificial lançado em órbita pela União Soviética em outubro de 1957. Holanda (2010) ao tecer conhecimentos sobre a internet e sua evolução histórica comentava que perpassando a utilização e a contribuição que obteve no meio militar, a internet passou na década de 70 a ter seus objetivos ligados ao mundo acadêmico, unindo-se a universidades e centros de estudos, oferecendo o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores e firmando-se com forte característica na comunidade acadêmica. Conceituar a internet é demonstrar novas formas de utilização e manejo da informação, organizando-a e a disponibilizando. Estas informações que antes eram distribuídas através dos meios convencionais para a época como a carta, o telefone, a televisão e o rádio, passaram a ter uma nova aliada nessa empreitada. Muitas vezes chamada de “a rede das redes”, a internet é uma infra-estrutura dentre as conexões de rede que interligam milhões de computadores, em um nível global entre si, permitindo a conexão entre eles desde que ambos estejam conectados a internet. Guimarães (2005, p.159) diz que “devido à internet, a sociedade vem se transformando de forma dinâmica e, aparentemente, sem precedentes na nossa história”. Esta gama de conexões é chamada também de WWW – World Wide Web, ou grande teia mundial, onde ficam “penduradas” as informações compartilhadas e que são acessadas pela internet através do protocolo HTTP5. Surgida em 1991, a Web tem um poder de desenvolvimento dir-se-ia até exagerado, vendo do ponto de vista da grande quantidade de informação produzida e consumida, e da idéia de até onde ela pode ser abrangida. Porém, foi com a web que foi-nos suportados diversos serviços, tais como os 5 Hipertext Transfer Protocol – Protocolo de transferência de arquivos HTML, uma das linguagens utilizadas pela internet que serve para realizar a transmissão de dados. 24 emails também chamados de correio eletrônico, o compartilhamento de arquivos em áudio, textos, vídeos e imagens, os chats utilizados para a comunicação instantânea, compras on-line dentre outros. Com o passar do tempo, a internet passou justamente a perder a linearidade, e começou a se descentralizar, ocorrendo veemente o fluxo das informações que são utilizadas na grande rede. Segundo Vidotti (2001, p. 44) apud Oliveira (2005): Podemos pensar na internet como uma grande biblioteca, ou como um ambiente hipermídia coletivo, no qual usuários são agentes ativos do processo de armazenamento, indexação, recuperação e disseminação de documentos eletrônicos hipertextuais, um ambiente auto-organizado em permanente mutação. Foi Tim Berners-Lee quem idealizou a atual web, quando criou o HTTP, permitindo a utilização efetiva do Hipertexto, termo que será abordado com mais afinco no capíulo 4. E essa web tão falada, continua a expandir-se a cada momento, adicionando idéias, informações e gerando conhecimento nas diversas partes do mundo. Abrangente, a web alcança atualmente toda a população mundial, e permite que, de locais extremos, indivíduos possam transmitir e receber notícias ficando “antenados” com o outro lado do planeta. Este crescimento da web, sinônima, porém distinta da Internet, influencia diretamente em outros meios sociais, como a educação e a economia. Sua contribuição na educação origina-se antes do mundo acadêmico universitário, pois as crianças já dispõem de websites6 voltados totalmente para o aprendizado, sejam interativos ou não, o conteúdo permite um aprendizado diferente do habitual, graficamente interessante e atrativo e que obtém um resultado eficiente. Na economia, a web desenvolve um papel concretamente amplo, que vai além das compras online, que crescem a cada dia, e que vêm galgando muitos adeptos pela praticidade e qualidade, chegando ao benefício de acesso, onde a publicidade atua prontamente e se faz presente no financiamento quanto à quantia por acesso a determinados sites. Como diz Wertheim (2001, p.165) “O crescimento inflacionário na Web é tão extremado que especialistas temem jamais ser capazes de acompanhá-lo em sua totalidade”. 6 Termo utilizado para designar os sites, também chamados de sítios, onde abrigam todo conteúdo que se deseja informar. 25 Porém, a grande marca que a web conseguiu adquirir, foi a socialização dos indivíduos, o compartilhamento destes entre si, fazendo-os tornarem-se segundo Wertheim 2001 “cidadão de internet”, quando diz também que “pessoas com quem é difícil entrar em contato pessoas estão muitas vezes prontamente disponíveis online.” É dessa web do mundo de fantasia, onde se pode “ter” e “ser” um avatar7, que se pode mostrar o que ocorreu no fim-de-semana através de vídeo e fotos, onde a troca é o principal foco, e a informação corre aonde se quer se abordar. Guimarães (2005) relembra que há alguns anos algum indivíduo só era capaz de inserir alguma informação na internet se soubesse realizar programações em HTML – Hypertext Markup Language, porém, o surgimento dos blogs8 possibilitou a acessibilidade de postagens de textos sem maiores problemas, e isto foi evoluindo para os fotologs, audiologs, videologs, que atualmente estão agrupados em um único hospedeiro permitindo a inserção concomitantemente de todos estes recursos. A literatura diz que a Web cresce um milhão de páginas por dia. A grande maioria destas homepages9 abrigam informações pessoais dos indivíduos, são criadas individualmente e estes ainda a alimentam diariamente – nem sempre – exprimindo seus próprios pensamentos e conhecimentos pessoais. Lévy (1996, p. 46), já dizia que “a informática contemporânea – soft e hardware – desconstrói o computador para dar lugar a um espaço de comunicação navegável e transparente centrado nos fluxos de informação. Em relação à Internet no Brasil, a mesma se deu por conta da multiplicação de usuários na América Latina, uma vez que o Brasil é o país mais populoso e devido à privatização do uso da internet, que: Em muitos casos, o acesso a internet só foi tecnicamente possível devido à privatização. O número de linhas telefônicas aumentou verticalmente e ficou mais barato telefonar ou surfar. Ao mesmo tempo, as economias se estabilizaram o poder aquisitivo aumentou e a abertura econômica da maioria dos países para o exterior conduziu à redução sensível dos excessivos preços de hardware e software. Diante desse pano de fundo, o instituto de pesquisas 7 Termo utilizado para demonstrar um indivíduo que é outra pessoa na internet, por animação gráfica, com gostos e estilos diferentes – ou não – mas que é ele próprio quem realiza todos os comandos. 8 Diários eletrônicos que permitem a inserção de idéias e opiniões dos usuários, geralmente organizados por data e horário de postagem. 9 Termo também utilizado para sites (websites). 26 mercadológicas IDC prognosticou, até o ano 2001, uma duplicação dos gastos da região em computadores e programas, quem em 1998, eram cerca de 10 bilhões de dólares. (GERMAN, 2005, p. 56). Processo lento, que inferiu numa restrição de seus usuários iniciais, quando a partir de 1995, latinos e europeus compreenderam a ampliação do uso da internet por Bill Clinton que fomentou a “information superhighway” – termo utilizado nos anos 70, sobre a super-via da informação). No Brasil, a internet se divide em dois setores. No primeiro, fortemente comercializado, podem ser encontradas as empresas com finalidade lucrativa, inclusive livrarias e lojas de artigos de música, bem como um grande número de lojas de venda pelo correio (Versandhäuser). No segundo setor, há ofertas gratuitas dos órgãos governamentais (www.planalto.gov.br / www.congressonacional.com.br) e da administração pública, das universidades, associações empresariais, movimentos de cidadania, associações, pessoas individuais e outras empresas. Os conteúdos estão redigidos preponderantemente em português, mas há também muitas páginas da rede nas línguas inglesa e espanhola. (GERMAN, 2000, p. 57). Contudo, a internet é uma das maiores fontes de informação consultada nos dias atuais, apesar da comunicação em rede ter surgido há um pouco mais de 30 anos atrás, a internet comercial está democratizando o acesso e muito do que se tem hoje em termos de acessibilidade. 3.1 E O Ciberespaço, Onde Fica? Ciberespaço é um termo ao qual fomos obrigados a reconhecer que existisse, e, mesmo que não fosse dada a devida atenção, ele iria continuar ali existindo. Cunhado por William Gibson em 1984, o ciberespaço é uma estrutura virtual transnacional de comunicação interativa, onde Oliveira (2005) complementa quando diz que o ciberespaço tem “comunicação de dupla via em tempo real, multimídia ou não, que permite a realização de trocas (personalizadas) com alteridades virtuais (humanos ou agentes inteligentes). Exprimindo outro pensamento, fazendo a imaginação da comunicação e da filosofia através de Heráclito, cita-se o fluxo do devir. 27 Este espaço digital não é manufaturado, muito menos tem partículas físicas e matéria propriamente dita – visto que para adentrá-lo, necessita-se de tecnologia física, os hardwares- mas é feito de bits, ou bytes. Sendo uma “evolução” da web, ou talvez um sinônimo, o ciberespaço caminha lado a lado com o hipertexto, onde os mesmos se retroalimentam e se auto-organizam mutuamente e continuamente. Mas, muitos se perguntam o porquê de ciberespaço. Ora, simplesmente é um mundo não terrestre, onde estamos presentes nele, porém não o tocamos nem sentimos, mas podemos vê-lo e ouvílo, onde encontramos amigos também presentes e dele podemos suprir diversas necessidades para nosso mudo terrestre. Neste domínio digital, Wertheim (2001) capta uma verdade ao dizer que: Quando “vou ao” ciberespaço, meu corpo permanece em repouso na minha cadeira, mas “eu” – ou pelo algum aspecto de mim – sou transportado para uma outra arena, que possui sua própria lógica e geografia, e tenho profunda consciência disso enquanto estou lá. Através da literatura da ciência da informação, mais precisamente no que tange o uso da informação processada a partir de dados, pede-se que a mesma produza algum conhecimento no indivíduo. Em relação ao ciberespaço, é interessante a explanação de Wertheim (2001) quanto ao “espaço informacional” no ciberespaço. O ciberespaço tornou-se, porém, muito mais que um mero espaço de dados, pois, como observamos grande parte do que ali se passa não está voltado para a informação. Como muitos comentadores frisaram, o ciberespaço é usado fundamentalmente não para coleta de informação, mas para a interação social e comunicação – e também, cada vez mais, para o entretenimento interativo, o que inclui a criação de uma profusão de mundos de fantasia on-line em que as pessoas assumem elaborados alter egos. (WERTHEIM, 2001, p.170). Através de ciberespaço, podem-se conhecer novas culturas, novos caminhos, através de pessoas e lugares. Este espaço, sem fronteiras, abre possibilidades para os sonhos de muitos – uma aldeia global. “O ciberespaço possibilita novas formas de ver o mundo, por meio dos contatos com novos grupos sociais, econômicos e políticos, em que a proximidade está nas idéias, e não mais na sua localização geográfica”. (GRILLO, 2005, p. 19). 28 É de algo denominado “inteligência coletiva” – na internet – que se tem comentado muito nos últimos tempos, e que poderá vir a ser mais um motivo da real utilização do ciberespaço, como o autor Pierre Lévy que já afirma que o crescimento que vem ocorrendo no ciberespaço se deve a três fatores, sejam eles: a interconexão, a construção de comunidades virtuais e a inteligência coletiva. E conceitua: A inteligência coletiva constitui mais um campo de problemas do que uma solução. Todos reconhecem que o melhor uso do que podemos fazer do cibersespaço é colocar em sinergia os saberes, as imaginações, as energias espirituais daqueles que estão conectados a ele. Mas em que perspectiva? De acordo com qual modelo? Trata-se de construir colméias ou formigueiros humanos? [...] A inteligência coletiva é um modo de coordenação eficaz na qual cada um pode considerar-se como um centro? Ou, então, desejamos subordinar os indivíduos a um organismo que os ultrapassa? [...] Cada um dentre nós se torna uma espécie de neurônio de um mega-cérebro planetário ou então desejamos constituir uma multiplicidade de comunidades virtuais nas quais cérebros nômades se associam para produzir e compartilhar sentido? (LÉVY, 1999, p. 131) Sentido que é sinônimo de conhecimento, e que ainda adiante, será explicitado como este – conhecimento – poderá ser utilizado dentro de redes através do uso direto dos indivíduos e de seus mega-cérebros, compartilhando informações mútuas. Então, é no ciberespaço que também vive o conhecimento, e apesar das grandes transformações tecnológicas, Oliveira (2005) ainda afirma que a essência das ciências que sustentam a profissão do bibliotecário, a Biblioteconomia e a Ciência da informação e o seu objeto de trabalho – o ciclo informacional, não foi mudado. 3.2 A Web 2.0 Chamada por alguns autores de “o novo paradigma”, a Web 2.0 surgiu em 2004 cunhada por Tim O’Reilly, fazendo jus a uma Conferência realizada nos Estados Unidos da América e tornou-se um vocábulo apropriado para descrever uma nova era da internet, a partir dos anos 90. Este termo vincula-se à nova maneira de como “navegar” na internet foi sendo modificado. As palavras “dinamismo’ e “interatividade” não foram às mesmas após esse 29 boom inovador. De acordo com Alves (2009, p. 97) “os internautas ganharam o poder de criar e modificar conteúdo na web, produzindo novos ambientes hipertextuais.” Radfaher (2007) já fazia críticas à nova palavra que surgia, chamando-a de uma Buzzword10e afirmando que na sua essência, distinguir as webs era muito arbitrário, visto as demandas já existentes de informação e de características que fizeram a evolução do conhecimento, fazendo também surgir este ambiente com grandes recursos. Web 2.0 is a buzzword introduced in 2003/2004 which is commonly used to encompass various novel phenomena on the world wide web. Although largely a marketing term, some the key attributes associated with web 2.0 include the growth of social networks, bi-directional communication, various “glue” technologies, and significant diversity in content types.11 (CORMODE, 2008, p.1) Digamos que a web 2.0 é uma nova série do que seria apenas ser receptivo no mundo web, fazendo com que o indivíduo atuasse de forma mais atrativa, e por que não dizer colaborativa nessa gama de notícias e atualidade surgidas segundo a segundo ininterruptamente. A web 2.0 passou a ser chamada de “a web colaborativa”, onde o compartilhamento de informações é o produto, e o vendedor é o próprio usuário, que coloca na prateleira e deixa exposta a sua criação, deixando livre para que as comunidades conectadas possam ser o receptor e também disseminador deste mesmo conteúdo. É um círculo colaborativo. Assim, Radfaher (2007) ainda diz que viver no mundo 1.0 é mais fácil perante todo este aspecto citado aqui acima. Cormode (2008, p. 1), explica com proeza o novo termo no momento em que diz que a “web 2.0 captures a combination of innovations on the web in recent years. A precise definition is elusive and many sites are hard to categorize with the binary label 10 Palavra designada a toda palavra que surge em meio ao caos alucinante que domina a sociedade em criar uma nova expressão modista. 11 Tradução nossa: Web 2.0 é um chavão introduzido em 2003/2004 que é comumente usado para abranger novos fenômenos diversos sobre a world wide web. Embora em grande parte e em termos de marketing, alguns atributos associados a web 2.0 incluem o crescimento das redes sociais, a diversidade, a comunicação bidirecional, vários “grudes”tecnológicos e significados nos tipos de conteúdo. 30 “web 1.0” or “web 2.0”12. Este novo conceito de web está praticamente voltado para o ser humano, fazendo com que a tecnologia fique em segundo plano, uma vez que o homem domina praticamente o seu conteúdo. Mas antigamente o homem também não realizava todos os comandos? A diferença, é que entre ordenar que um comando aconteça e deixá-lo livre para operar, e no momento da operação, continuar opinando é que faz a diferença. As ferramentas utilizadas na web 2.0 permitem que o indivíduo possa se tornar totalmente ativo e não apenas receptivo. Um claro exemplo disto são as redes sociais de compartilhamento, como o uso extensivo do hipertexto. Esta web é uma plataforma que sustenta várias novas formas de tecnologias, ou seja, serviços online inovadores e populares. Zago (2008, p. 5) comenta que “em um contexto de web 2.0 há a possibilidade de participação do cidadão na produção e distribuição do conteúdo” e que “os espaços de participação propiciados pela web 2.0 permitem que práticas colaborativas de produção de conteúdo surjam em diferentes pontos do ciberespaço”. O Facebook, o Twitter, o MySpace e algumas outras ferramentas colaborativas de informação, fazem parte deste novo mundo e maximizam um dos conceitos abordados ao longo do trabalho que é a disseminação da informação através do envolvimento dos indivíduos, podendo utilizar o termo “friendlink”. Acrescentar conteúdo e poder reformulá-lo é possível nesta segunda fase da web. O grande estouro da bolha da internet permitiu que a tecnologia fosse valorizada com maior rapidez, e que as empresas investissem em ações, que posteriormente muitas viraram pó e decaíram, enquanto outras puderam erguer-se perante o novo mandato tecnológico. É o dinamismo que não se tinha com a web 1.0, a velocidade que não havia e uma modificação do fazer. Assim, o uso do hipertexto obteve a ser mais tendencioso na era da nova web com todos os recursos digitais subseqüentes. 12 Tradução nossa: a web 2.0 capta uma combinação de inovações na web nos últimos anos. A definição precisa é indescritível e muitos sites são difíceis de categorizar com o rótulo de binário "web 1.0" ou "web 2.0" 31 4 O HIPERTEXTO E O FLUXO DA INFORMAÇÃO O hipertexto deve ser visto como uma nova oportunidade de leitura em que o leitor é o condutor da informação a partir do momento em que decide regredir ou adiantar o caminho de sua leitura virtual. Como dito anteriormente, a internet é vasta em seus conteúdos e na maioria das vezes o caminho para se chegar à informação desejada precisa ser condensado, como já dizia Ranganathan, poupando o tempo do leitor e ainda aplicando outra lei fazendo com que a cada leitor tenha a sua informação. Hipertexto é uma narrativa de múltiplas possibilidades, por meio das quais os próprios leitores constroem a sua história com base em informações referenciais. Os leitores utilizam o hipertexto para traçar os caminhos e o desenvolvimento das ações. Acrescentando, agregando, modificando o texto original e tornando-o um novo texto. (LEÃO, 1999, p.27). Há alguns séculos, a leitura não chegava a todas as camadas sociais, não era abrangível a todos, e esta dificuldade tinha alguns motivos. Dentre os quais, o volume físico dos livros que eram gigantescos e que eram mantidos guardados com segurança nas grandes bibliotecas, da salva-guarda dos mesmos por ser difícil o processo de reprodução destes. Porém, o principal motivo era realmente o não interesse para que muitos tivessem acesso às informações. Assim, a característica do hipertexto nas informações dos livros já existia como afirma Grillo (2006, p. 23) quando diz que “esses livros já tinham características hipertextuais, já que a eles eram acrescentados comentários e interpretações importantes dos seus diversos leitores, tais como: ilustrações, notas de rodapé e notas remissivas a outros textos”. Lemos (1996) lembra que todo texto escrito é um hipertexto e é citado por Grillo (2006, p.23) quando diz que “o leitor se engaja num processo também hipermidiático, pois a leitura é feita de interlocuções à memória do leitor, às referências do texto, aos índices e ao índex que remetem o leitor para fora da linearidade do texto”. Silva (2003, p. 43) vem ressaltar que “o livro deixou de ser uma obra de um único autor e passou a incorporar as relações de conhecimentos entre os autores”. Com 32 base nas seguintes definições, se pode observar de diferentes formas explicitadas a função e o que se resume o hipertexto. Hipertexto: a tecnologia de leitura e escrita não-seqüenciais. O termo hipertexto refere-se a uma técnica, uma estrutura de dados e uma interface de usuário. [...] Um hipertexto (ou hiperdocumento) é uma coleção de textos, imagens e sons - nós – ligados por atalhos eletrônicos para formar um sistema de um nó para outro, seguindo atalhos estabelecidos ou criando outros novos. (BERK; DEVLIN, 1991, p.543 apud KOCH, 2007, p.24) Como também: Um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos ou partes de gráficos seqüências sonoras, documentos complexos que podem ser eles mesmos hipertextos. Os itens de informação não são ligados linearmente, com uma corda com nós, mas cada um deles, ou a maioria deles, estende suas conexões em estrela, de modo reticular (LEVY, 1993, p.33 apud KOCH, 2007, p.24) Assim, o hipertexto foi tornando-se um novo meio para que as informações pudessem ser registradas e armazenadas, criando-se uma nova forma de fluxo da informação, já muito citado no capítulo sobre fluxo da informação. O hipertexto deixa o texto desterritorializado, sem fronteiras, tornando-o dinâmico. O leitor, por sua vez, passa a ter um trabalho contínuo em organizar e selecionar os textos da grande rede. Dentro da literatura não existe consenso quanto às características de hipertexto. Pierre Lévy (1993) define seis princípios que caracterizam o hipertexto em relação à comunicação, como: princípio de metamorfose, princípio de heterogeneidade, princípio de multiplicidade e de encaixe das escalas, princípio de topologia e o princípio de mobilidade dos centros. Marcuschi (2009) em relação à produção textual exprime outras nove características, sendo elas: não-linearidade, volatilidade, topografia, fragmentariedade, acessibilidade imediata, multisemiose, interatividade e iteratividade. 33 Porém, na definição de hipertexto na Wikipedia (2011) são apresentadas nove principais características dentre as quais são: intertextualidade, velocidade, precisão, dinamismo, interatividade, acessibilidade, estrutura em rede, transitoriedade e organização multilinear. Muitas destas características diferem como também existem outras que se repetem e já outras são apenas sinônimas, não havendo anuência dentre todas as características abordadas, mas que no cap.6 serão conceituadas as priorizadas para a análise. Como resultado direto das novas tecnologias, o hipertexto mudou completamente o conceito do conhecimento, que atualmente estabelece modos diferentes de interação, interligando informações intuitivamente, fazendo associações e despertando novas possibilidades. Naves e Kuramoto (2006), ressaltam ainda a ligação do hipertexto com os processos de indexação quando fixam que a semântica dos nós no hipertexto acaba sendo expressa pelos vínculos das palavras-chave ou alguma outra maneira formal que se pode descrever o conteúdo destes nós, ou o mesmo por inteiro. Segundo Silva (2003, p. 50) “os nós são pontos no documento que podem associar unidades significativas”. Ainda afirma que os nós não são objetos de abstração, porém nos faz lembrar, por exemplo, em quando se lê um texto e que este faz lembrar outro, e outro. Este nó global de informações que é o hipertexto pode ser de autores diferentes, como geralmente o são, que vai assim formando um novo texto à medida que o leitor vai agregando informações partidas de cada um deles, podendo ser exemplificado como a figura 2: 34 Figura 2 - exemplo de hipertexto. Fonte: <HTTP://www.ilhn.com/datos/images/hypertext1.gif> Bairon (1995) apud Grillo (2006, p.25) diz que: Hipertexto é um conjunto de informações textuais, combinadas com imagens (animadas ou fixas) e sons, organizadas de forma a permitir uma leitura (ou navegação) não-linear, baseada em indexações e associações de idéias e conceitos, sob a forma de links. Os links agem como portas virtuais que abrem caminho para outras informações. Informações desnecessárias contribuem para a não-compreensão do leitor com o que se está lendo. Virtualmente, um indivíduo inicia sua leitura em um determinado sítio na internet, mas geralmente termina em outro, pois, vão surgindo oportunidades de navegação que lhe são interessantes e logo após alguns cliques o indivíduo encontra-se muito distante do ponto de partida. Este procedimento ocorre em virtude dos links que lhe são apresentados e que lhe remetem a outro conteúdo (geralmente do mesmo tema) ou de outro, caso seja explicativo e que permite uma navegação entrelaçada e muitas vezes rica e proveitosa. 35 Hipertexto é um médium de informação que existe apenas online, num computador. É uma estrutura composta de blocos de texto conectados por nexos (links) eletrônicos que oferecem diferentes caminhos para os usuários. O hipertexto providencia um meio de arranjar a informação de maneira nãolinear, tendo o computador como automatizador das ligações de uma peça d informação com outra. (SNYDER, 1997, p.126 apud KOCH, 2007, p.24). Estes links citados são os hipertextos, ou hiperlinks agem como portas virtuais que abrem caminhos para se chegar a estas novas informações. A não-linearidade é o responsável para que ocorra o real sentido do hipertexto, primaziando o “hiper” como algo que vai além do texto. Ramal (2005) apud Grillo (2006, p.26) afirma que: Dentro do hipertexto existem vários links que permitem acessar o caminho para outras janelas, conectando algumas expressões com novos textos, fazendo com que esses se distanciem da linearidade da página e se pareçam mais com uma rede. Aquino (2007) comenta que a navegação não-linear não surgiu com a internet, e afirma que o pensamento associativo por ser uma característica do ser humano, um simples devaneio causa uma confusão mental de significados em meio à extensa rede. Ao ler um livro, assistir a um filme, escutar uma música, travar relações de comunicação, estamos constantemente formando um hipertexto mental, na medida em que pulamos de um assunto a outro estabelecendo relações entre os mesmos. (AQUINO, 2007, p. 2) Ainda em explanação sobre a dimensão do hipertexto, pode-se extrair da afirmação de Ascensão (2002, p.191) que o hipertexto – intrinsecamente – pode ser sites (links) que fazem referências a outros sites, no momento em que “elas tecem a teia (net) que forma a internet”. Ressalta ainda um novo nome ligado ao hipertexto, denominado de hipernexo, ligando aos termos em inglês hiperlinks ou hiperliens. São apenas nomes diferentes para algo técnico de mesma função. 36 Mais adiante, em seu livro “Direito da internet e sociedade da informação”, o autor volta a citar a importância do hipertexto com mais afinco, e fala com propriedade quando diz que “estamos no domínio das hiperconexões, que por sua vez são uma modalidade do hipertexto: ou ainda, para generalizar às imagens e sons, uma modalidade de hipermédia. (ASCENSÃO, 2002, p.218). O uso do hipertexto na internet permite que o internauta faça remissões ás suas escolhas, e incorpore seu conhecimento tácito, realizando conexões. Por um hiperlink ou hipernexo, o internauta pode ser transportado, do site (site) onde se encontra, a um site diferente (ou a página diferente do mesmo site). Nos casos normais, as referências a outros lugares aparecem na página em realce e a cor diferente (azul em princípio). Premindo (clicando), passa-se para a página correspondente. (ASCENSÃO, 2002, p. 219). Não há dúvidas que uma leitura com hipertextos torna-se mais rica e agradável. Levy (1996, p. 41) positiva com clareza, a idéia interpretativa quando diz que “a hipercontextualização é o processo inverso da leitura, no sentido em que produz, a partir de um texto inicial, uma reserva textual e instrumentos de composição graças aos quais um navegador poderá projetar uma quantidade de outros textos”. O exemplo a seguir, demonstra uma figuração de um link que corrobora com o pensamento de Grillo (2006, p.28) ao dizer que: Os links permitem que o leitor tenha acesso a espaços virtuais utilizados para que ele possa interagir com o autor do texto virtual, com comentários, opiniões, críticas, perguntas e sugestões, o que caracteriza o hipertexto como texto essencialmente interativo, em que o leitor também é o seu escrevente. 37 Figura 3 - Manchete em destaque e sublinhado. Fonte: <http://g1.globo.com/pernambuco/> Ao clicar na manchete em destaque, o leitor internauta será remetido à manchete na íntegra, então teremos uma intertextualidade virtual, sendo assim um somatório de textos que gera uma inter-relação textual indefinida. Cabe aqui falar em labirinto hipertextual, onde existem variadas páginas desorganizadas e que formam seqüências lógicas e tematizadas. Leão (2002) já afirmou que além destes caminhos poderem ter semelhanças entre temas e assuntos diferentes, há na verdade uma teia de relações preestabelecidas e que cabe ao navegador/leitor/usuário ter papel ativo na interpretação de tudo, construindo sentidos. Nessa caminhada entre textos, gerando novos textos, surge também as lexias, que são desdobramentos do espaço textual e que são nada menos que os nós, os links já citados anteriormente. Como afirma Grillo (2005), a viagem do leitor se faz pelas lexias ou nós que formam a malha textual que é o hipertexto. 38 Figura 4 – exemplo de lexia. Fonte: royoby.com/hyper_essay/images/5.gif O relacionamento entre uma lexia e outra só é possível através da utilização dos links. Então, repetindo para gravar melhor, links são vínculos eletrônicos que ligam elementos e permitem ao usuário viajar de site em site segundo as trilhas do seu pensamento. (JOHNSON; STEVEN, 1997 apud GRILLO, 2005, p. 49). Em suma, o hipertexto qualifica a prioridade em disseminar a informação, só que de uma forma atraente, diferente e ousada, mesmo que suas técnicas possam ter vindo dos mais primórdios tempos, ainda assim continua a ser uma prática vigente com a vinda da tecnologia, alavancando estruturas na organização do conhecimento, já assim desorganizando a forma em como se ler um texto, geralmente virtual. 39 5 REDES SOCIAIS Redes sociais são estruturas que envolvem pessoas e organizações que se conectam para que possa haver uma relação e partilha de informação mutuamente, porém, cada tipo de rede com suas características definidas. Há mais de um século, as redes eram utilizadas para ser possível designar a complexidade de membros e suas relações dentro de um sistema social. Parecido com o hipertexto em si, as redes são compostas por três elementos básicos, que são os atores também denominados de nós, os vínculos e o fluxo de informação. Estes atores sociais são caracterizados por sua vez pelos seus atributos, sejam eles por classe social, gênero, idades, sexo, etc. A relação que os mesmos podem ter depende quase que exclusivamente da importância e dos laços que estes podem possuir em comum, afastando ou separando-os a uma distância medida qualitativa ou quantitativamente Para tal, existem alguns tipo diferentes de redes como as redes de relacionamento, que são o Orkut, Facebook, Twitter, etc., e que servem para criar perfis de seus usuários deixando que os mesmos sejam seus próprios avatares no meio web. As redes profissionais como o Linkedln, agrupam usuários com objetivos profissionais, seja para trocar idéias e/ou buscar possíveis oportunidades. Também é possível citar que existem redes comunitárias (que atuam em bairros), redes políticas (a fim de discutir opiniões partidárias), mas que cada uma tem o seu objetivo e alguns pontos em comum. Este trabalho será focado em redes sociais de relacionamento e seus fluxos informacionais, denominando-se apenas como redes sociais, por possibilitar um ambiente social nesta integralização dos indivíduos. Uma rede social como as citadas aqui anteriormente, propicia uma plataforma online onde seus usuários podem interagir e usufruir de todos os recursos que cada uma destas dispõe. Não é a toa que foram as redes sociais que motivaram ainda mais o uso da internet por classes que não davam real importância ao mundo web, Vieira (2009, p. 13) completa a idéia quando diz: “Afirmo que as redes sociais são as “culpadas” do crescimento de número de usuários, tendo em vista que a internet só passou a fazer parte efetiva da vida dos brasileiros após o surgimento do Orkut e do Messenger”. 40 Sites de redes sociais permitem contribuir para o fluxo de informação para compartilhar trabalhos, pensamentos, dúvidas e conhecimentos com outras maneiras que podem agregar ou filtrar a informação. Como um participante no fluxo de informação, o indivíduo pode contribuir, assim como consumir. São tantas opções de redes sociais, que muitos acabam por não conseguir participar ativamente de todas elas, alguns criam contas apenas em algumas e outros já estão fazendo parte de todas, mas não as usam com eficiência. A figura faz uma alusão a algumas redes e o usuário, onde é possível notar o homem e seu avatar. Figura 5. Sobre rede social Fonte: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_social > Qualquer pessoa pode adentrar e ser usuário de alguma rede social através de cadastro, onde geralmente é gratuito e requer apenas alguns dados de quem for se cadastrar. Capra (2008) já expressa que “os limites das redes não são limites de separação, mas limites de identidade. [...] Não é um limite físico, mas um limite de expectativas, de confiança e lealdade, o qual é permanentemente mantido e renegociado pela rede de comunicações". Nesta atuação de integração social, Alves (2011, p.94) defende a importância das redes sociais como meio para tal, quando corrobora em dizer que: 41 A cognição depende de interação social, pois, a troca de experiências, informações e conhecimentos faz parte da construção dos significados e é intermediada pela linguagem. Neste processo, ressalta-se o papel da escrita, que tem função de armazenar, preservar e comunicar as informações no tempo e espaço. Esta teia social gera um emaranhado de informações em ambientes diversos e uma mistura de pessoas produzindo aspectos que podem ser avaliados quanto cada um de seus conteúdos hipertextuais inseridos. 5.1 Mídias Sociais Aqui neste sub-tópico será apresentado um rápido panorama explicitando o que pode vir a ser mídia social. Comm (2009) explica que pode ser o conteúdo criado pelo público, ou seja, algo que pode ser produzido da forma e maneiras diferentes que o usuário deseje – a informação. O autor ainda cita que o facebook é um exemplo grandioso de mídia social, onde ele não cria, mas permite que seus usuários produzam informação em seus artigos, parecendo ser uma campanha editorial, mas não sendo. Ainda complementa que esta é a parte social, onde publicar é participar. E diz que “esta é a real beleza da mídia social, e sendo ou não o objetivo – dependendo do site –, a mídia social sempre poderá ter como resultado, firmes conexões entre os participantes”. (COMM, 2009, p. 3). Focando na informação repassada através de outrem em rede social e deixando de lado o aspecto do marketing e de negócios, foco muito utilizado as redes sociais, vemos que os sites de mídias sociais atraem um número muito grande de pessoas, e segundo Comm (2009) a maioria delas possuem um alto grau de instrução, são bem remuneradas e especialistas em seu campo de atuação. Existem diferentes tipos de mídia social, porém, o foco de estudo deste trabalho será baseado apenas nas redes de relacionamento e o fluxo de suas informações. Comm (2009, p. 8) comenta que “embora os sites de rede de relacionamento com suas dezenas de milhões de membros possam ser os mais conhecidos, existe na verdade toda sorte de 42 diferentes meios de criar e partilhar conteúdo em mídia social.” Os blogs e os fotoblogs são um exemplo disto. 5.1.1 Facebook Quatro de fevereiro de 2004, Califórnia. Foi justamente a partir daí que Mark Zuckerbergh juntamente com Dustin Moskovitz, Eduardo Saverin e Chris Huges conseguiu mostrar ao mundo quem quer se mostrar socialmente, criando uma das redes sociais mais populares da atualidade, com um exorbitante poder sobre as pessoas e sobre o que elas são, ou parecem ser. Ex-estudantes da Universidade Harvard, criaram o facebook para ser algo restrito aos alunos da universidade como forma de comunicação, porém, foi se expandido até o Instituto de Tecnologia de Massachusets, a Universidade de Boston, dentre outros centros educacionais norte-americanos. O Facebook é uma rede social que visa à criação de um perfil onde os indivíduos agregam suas informações pessoais e profissionais. O intuito é que sejam inseridas suas verdadeiras informações, tais como nome, idade, sexo, preferências musicais, sobre leitura, dentre outros atributos que possam descrever sobre a identidade pessoal do indivíduo. O mural do Facebook permite a visualização das mensagens que os usuários postam. Aplicativos, fotos, jogos, criação de eventos e alguns outros atributos são recursos que o Facebook possui e que permite que o usuário faça interação com sua rede. Porém, o hipertexto está muito presente nas atividades que os usuários postam. Geralmente quando uma notícia está em evidência no país ou no mundo, surgem vídeos, links com matérias de sites de notícias ou até mesmo fotos do acontecido no mural dos usuários do Facebook. Seus amigos interligados vêem no mural do perfil a notícia compartilhada e podem também compartilhá-la com outras pessoas, fazendo com que a informação passe de mural para mural. 43 Figura 6 - Logotipo do Facebook. Fonte: Wikipedia (2001) 5.1.2 O Twitter Serviço criado em março de 2006, pelos programadores Evan Williams, Jack Dorsey e Biz Stone. A partir de um software para administração de projetos, esta empreitada tornou-se um blogger através de um recurso gratuito. Algumas empresas compraram a idéia, como o Google e a Odeo, de Williams. O nome Twitter vê de tweet (pio), que relembra o som produzido por pássaros. Então, Twitter pode ser livremente traduzido para o português como “piador”. Alves (2011, p. 99) diz que: O microblog foi lançado oficialmente em outubro de 2006, ganhou o prêmio Web Award no festival de música e cinema South by Southwest em março de 2007. O Twitter tornou-se uma empresa independente em abril de 2007, sob o comando de Dorsey. A simplicidade do twitter o torna mais fácil de ser utilizado. O seu emblema é conseguir informar através de 140 caracteres, fazendo com que a informação seja uma manchete sucinta do que se quer transmitir. Quando os “tweets” – nome dado a postagem realizada no twitter – são de conteúdo pessoal, onde o usuário posta algo muitas vezes irrelevante e sem valor intelectual para alguns, geralmente não se aplica o uso do hipertexto, recurso utilizado quando se quer transmitir uma informação que sirva para conhecimento em geral, fazendo com que quem veja a informação possa 44 aprofundar-se no assunto navegando no clique e adentrando em uma nova página da web. O Twitter possui os chamados “trending topics” que nada mais são do que os assuntos mais comentados no Twitter, porém, suportados e denominados sinonimamente de hashtags e simbolizados pelo símbolo # - jogo da velha – antes da palavra que se quer destacar na mensagem. Comumente, se utiliza este recurso para se discutir sobre um assunto polêmico ou em evidência, e que possa reunir todos os tweets que possuem o mesmo assunto citado pelos usuários em suas contas. Em relação ao Twitter, existe uma variedade e quantidade de outros sites relacionados a ele e que fazem ligações com esta rede social, como colaboradores de recursos diversos como o de fotos (Twitpic) dentre outros. Figura 7 - Logotipo do Twitter. Fonte: Wikipedia (2011) 45 6 O FLUXO DA INFORMAÇÃO E O HIPERTEXTO NAS REDES SOCIAIS Neste espaço, será focado o processo metodológico bem como a análise propriamente dita sobre os estudos realizados do hipertexto e do fluxo da informação no contexto das redes sociais. Conjuntamente, serão apresentadas as cinco características que servem como critérios da análise e que terão seus conceitos explicitados para determinar a conclusão da pesquisa. 6.1 Processos metodológicos Esta pesquisa se caracteriza por procedimentos metodológicos de abordagem qualitativa e possui natureza exploratória, cujo principal objetivo da pesquisa que é a análise da utilização do hipertexto como um recurso auxiliar do fluxo da informação no contexto das redes sociais que serão aqui abordadas. É considerado método de natureza exploratória a pesquisa que envolve experiências práticas com o problema a ser pesquisado, podendo analisar exemplos que desenvolvam a compreensão no todo, através da técnica da observação. Gil (2009, p. 41) conclui que: Estas pesquisas têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vista a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Podese dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o aprimoramento de idéias ou a descoberta de intuições. Possui ainda como seguinte característica de definição o motivo de ainda existirem poucos estudos anteriores e pesquisas a seu respeito. Gil (1999, p. 43) diz que “este tipo de pesquisa é realizado especialmente quando o tema escolhido é pouco explorado e torna-se difícil sobre ele formular hipóteses precisas”. Oliveira (2005, p. 36) completa que “esse tipo de estudo constitui-se em um primeiro passo para a realização de uma pesquisa mais aprofundada. Portanto, uma pesquisa exploratória requer um estudo posterior”. Assim, este estudo visa analisar a utilização do hipertexto nas redes sociais, mas especificamente no Facebook e no Twitter. 46 Foram escolhidos o Facebook e o Twitter como objetos de análise nesta pesquisa, por serem umas das mais utilizadas mundialmente dentre as redes sociais e por apresentarem interfaces de utilização similares no que tange à inserção de informações, embora cada uma tenha suas ferramentas e recursos diferenciados. Segundo dados inseridos no Wikipedia (2011) e no próprio site do Facebook (2011), a rede possui mais de 750 milhões de usuários ativos, sendo estes dados contabilizados até agosto de 2011 em pesquisa realizada pelo mecanismo de busca do Google que mostra que o Facebook está no topo dos sites mais acessados através do site Ad Planner Top 1000 Sites (2011). O site Thectudo (2011) faz uma breve descrição sobre a rede social afirmando que o Faceboook, por possuir mais de 750 milhões de usuários ativos, é considerado a maior rede social do mundo na atualidade e que é de se esperar que também seja o mais acessado do mundo. O Twitter, por sua vez, fica no 15º lugar deste ranking realizado pelo mesmo mecanismo de busca do Google no site Ad Planner Top 1000 Sites (2011), porém foi escolhido para esta análise como já dito anteriormente, por possuir um sistema de postagem semelhante ao Facebook – apesar da quantidade de caracteres – e por se caracterizar como microblogging tendo utilização no Brasil e sendo uma das maiores fontes de conteúdo da atualidade, por conta de sua agilidade e facilidade de uso. Baseando-se nas características do hipertexto citadas na seção quatro, serão escolhidas, conceituadas e avaliadas cinco do total, como também suas aplicações referentes às redes sociais estudadas a partir do uso do hipertexto. Estas cinco foram escolhidas dentre outras características do hipertexto, por possuírem peculiaridades competentes ao estudo do hipertexto nas redes sociais. Pelo fato de algumas dessas características do hipertexto não possuírem definições próprias nesta abordagem dentro da literatura revisada, estas serão conceituadas neste trabalho com o intuito de estabelecer tais conceitos para fins de pesquisa. As características escolhidas são: • Intertextualidade; • Precisão; • Interatividade; 47 • Transitoriedade; • Multisemiose. A Intertextualidade é quando um texto se faz estar inserido em outro texto. Através de referências, cria-se uma variedade de interações possíveis. Araújo (2009, p. 15) considera que “a análise da intertextualidade no hipertexto tem se apoiado apenas no fato de se ter textos indexados na hipertextualidade, ou seja, apóia-se unicamente no dispositivo técnico-informático denominado hiperlink”. A literatura sobre intertextualidade a considera algo inerente ao hipertexto, fazendo com que virtualmente explicitando que textos são simultaneamente acessíveis ao toque do mouse. Este conceito reflete a idéia de não-linearidade. A Precisão é uma característica que poupa o tempo do leitor virtual, uma vez que através do link incluso no texto remete a informação específica, sem ter de levar ao leitor a procurar o que deseja. Na sua definição, precisão é a exatidão na execução. Com a precisão, é possível destacar a credibilidade das informações hipertextuais, exercitando com mais agilidade a leitura dentro do texto. A Interatividade se dá ao processo da relação homem-máquina citado por Grillo (2006), onde prevalece a interface gráfica, no sentido de usabilidade e que se divide em interatividade reativa e mútua, sendo aqui analisada a segunda que “possibilita uma comunicação com trocas reais de forma criativa e aberta” Grillo (2006, p. 42). E o hipertexto compreende este meio, quando o mesmo é de fácil identificação no texto, por meio de se apresentar como hiperlink. O termo “interatividade” em geral ressalta a participação ativa do beneficiário de uma transação de informação, Lévy (1999, p. 79). Marcuschi (2009) relata que a interatividade é propiciada pela multisemiose e pela acessibilidade, com a função de estabelecer relação do leitor com outros autores e com a máquina. A Transitoriedade refere-se à efemeridade de algumas informações, que podem não estar mais disponíveis no ambiente web. O usuário, ao fazer uso do recurso hipertextual do link, pode não ser remetido à informação a qual deseja, fazendo com que o caminho da informação não seja concluído. O entendimento da transitoriedade das informações e do conhecimento, nesse ambiente, nos leva a perceber dois aspectos 48 complementares: aquilo que transita, ou seja, está em movimento constante entre agentes e, por outro lado, refere-se também ao que não é perene, estável, que não se consolida. Pode-se fazer uma relação da característica precisão e transitoriedade, ressaltando que algo pode ser preciso porém intransitório, e outro preciso e transitório. A Multisemiose É a possibilidade de interconectar simultaneamente a linguagem verbal, da linguagem não-verbal (gestual, visual, musical, cinematográfica, etc.) fazendo a integração às informações de diferentes mídias não se limitando a escrita textual. 6.2 O hipertexto no Facebook O Facebook trabalha, segundo o pensamento de Reid (1991), tanto de forma síncrona ou assíncrona. A publicação de postagens pelos usuários cria uma expectativa de resposta imediata ao que foi publicado (síncrona) ao mesmo tempo em que permite ao autor e outros sujeitos tenham acesso a ela em outro momento (assíncrona). Esta rede tem como foco visual o mural de postagens dos amigos adicionados do usuário, que, ao inserir login e senha na rede social, ficam acessíveis a estas informações. Enquanto conectado à rede social, o sujeito simula uma interação temporal e atemporal com os “links” inseridos no seu mural, ou no mural de algum amigo quando acreditam que tal informação será relevante para o mesmo. Este link pode ser um vídeo, pode ser um arquivo de música de um determinado site, pode ser um texto de um blog, entre outras opções. No Facebook, os links postados após serem clicados, geralmente abrem uma nova aba ou uma nova janela do navegador com a página que foi indicada. Porém, o Facebook permite mostrar uma miniatura da página que será aberta, com imagem e uma pequena descrição da própria pagina “linkada”. Estes links inseridos no Facebook permitem que o compartilhamento da informação seja viabilizado, no processo de compartilhamento, onde os usuários trocam informações através do hipertexto, disseminando algo que acredita que seja interessante 49 para todos os que virem o que está sendo postado. Assim afirma Sugahara (2011, p. 6) ao explicitar que: Os atores integram-se aos fluxos de informação quando reconhecem a existência de opções da informação que estão circulando na rede, selecionando as mais adequadas segundo o contexto e a realidade em que se encontram. Por exemplo, o vídeo de divulgação do Movimento Gota D’água através de um determinado link do YouTube foi postado por alguém, ou seja, um “ator inicial” em seu mural. Daí então, quem se identificou com a idéia, repassou o vídeo adiante, compartilhando o mesmo em seu mural permitindo assim que as pessoas interligadas a sua rede pudessem assisti-lo. E o vídeo trilha um caminho dentro dos perfis. Assim como mostrado na figura 8, que mostra o vídeo postado de um usuário por outro usuário, totalizando nove compartilhamentos. Figura 8 - Postagem no Facebook Fonte: Facebook (conta pessoal) Na figura 9, percebe-se que há outro compartilhamento, originário de outro perfil, grafado em destaque. 50 Figura 9 - Compartilhamento de informação no Facebook Fonte: Facebook (conta pessoal) Percebe-se que onde está grafado, um outrem já compartilhou o que foi compartilhado pela segunda pessoa, ou seja, a informação veiculada caminha e determina o fluxo da informação originária. 6.2.1 Análise das características do hipertexto no Facebook a) Intertextualidade No quesito intertextualidade, foi avaliado que o Facebook apresenta ponto positivo quanto ao conteúdo dos seus hiperlinks. No momento em que os usuários julgam interessantes as postagens e, estes por sua vez, repassam por meio do compartilhamento, fazem a disseminação na rede através do hipertexto. Esta intertextualidade flui, conduzindo uma informação à outra. O breve exemplo explicita uma postagem de uma notícia no Facebook e a página que contém a devida informação. Assim o hipertexto atende com êxito em relação ao Facebook nesta característica. 51 O grafo em destaque contém o link na figura 10. Figura 10 – Exemplo de intertextualidade e precisão no Facebook Fonte: Facebook (conta pessoal) Vê-se na figura 11, a imagem do site após o clique no link demonstrado. Figura 11 – Resultado do exemplo de intertextualidade no Facebook Fonte: Facebook (conta pessoal) 52 b) Precisão Em relação à precisão, não se pode confiar em todos os links hipertextuais, muito menos sendo de um perfil individual de um usuário, onde pode ocorrer um equívoco quanto à relação que se faz da informação que se quer repassar, mais o link inserido. O exemplo demonstrado nas figuras 10 e 11 revelam que há precisão no que foi divulgado, pois a notícia refere-se a um fato relativo a prefeitura da cidade de Olinda, e de fato, o link remete ao site da mencionada prefeitura, contendo a informação precisa do evento. Porém, nem sempre pode ocorrer desta forma, pois é possível que o link não faça relação com a mensagem, não atendendo com êxito a expectativa desta característica do hipertexto no Facebook. Tomando como exemplo, pode-se citar um link que após aberto demonstrasse a homepage de outra prefeitura que não a citada. c) Interatividade Com relação à interatividade, percebeu-se que o hipertexto assegura a interação do usuário no Facebook valendo-se da interface da rede social, que permite a troca de informações entre redes de amigos. Dá-se a idéia de interconexão interativa, o motivo de o hipertexto ser de fácil acessibilidade, assim, informações hipertextuais no Facebook concedem ao leitor-navegador uma comunicação mútua, criativa e aberta. As figuras 12 e 13 mostram que existe a comunicação graças ao compartilhamento e a ferramenta de comentários do Facebook do usuário 1, e ao clicar na imagem, novas interações na foto do mural do usuário 2 que é a origem da informação. Assim, a interatividade é uma característica do hipertexto que atende com êxito em relação ao Facebook. . 53 Figura 12 – Exemplo de interatividade no Faceboook Fonte: Facebook (conta pessoal) Figura 13 – Resultado da interatividade no Facebook Fonte: Facebook (conta pessoal) 54 d) Transitoriedade A transitoriedade no Facebook está relacionada muitas vezes com a precisão. Mas isto não é determinante para se avaliar que o hipertexto seja intransitório, pois, o link pode ser preciso e não transitório, como também pode ser transitório. Portanto, esta característica no Facebook é avaliada como um aspecto negativo pelo fato de não haver uma exatidão quanto se os hiperlinks das postagens ainda estão disponíveis online. Isto se deve a efemeridade que muitos conteúdos da web possuem. e) Multisemiose Em questão da multisemiose, o Facebook é bem avaliado por permitir, com excelência, que a partir dos seus hiperlinks, possam-se compartilhar músicas, vídeos, imagens e os textos propriamente ditos. Assim, os compartilhamentos são em sua maioria multisemióticos, mesclando a gama de opções que se podem disseminar informações. Portanto, infere-se com relação ao Facebook que os aspectos da intertextualidade, a interatividade e a multisemiose como características do hipertexto, atendem perfeitamente a observação que o mesmo contribui para o fluxo da informação no Facebook. Já a precisão e a transitoriedade, não permitem atender completamente que estas características possam contribuir de forma proveitosa. O seguinte quadro demonstra, em caráter visual de análise, o resultado da utilização do hipertexto no Facebook, mostrando se as características atendem aos objetivos em relação às atribuições do hipertexto. Quadro 1: Resultado da análise das características do hipertexto no Facebook ATENDE NÃO ATENDE SUGESTÃO DE MELHORIA INTERTEXTUALIDADE Atende por apresentar boa intertextualidade em recurso hipertextual Inserir links que contenham em seu conteúdo textos interessantes 55 Não atende por apresentar pouca precisão em recurso hipertextual PRECISÃO INTERATIVIDADE Atende por apresentar boa interatividade em recurso hipertextual MULTISEMIOSE Sempre mostrar no mural do Facebook a miniatura dos links inclusos Não atende por apresentar pouca transitoriedade em recurso hipertextual TRANSITORIEDADE Atenção na inserção de links é primordial para se ter links precisos e eficazes Atende por apresentar boa multisemiose em recurso hipertextual Atenção quanto da inserção de links já não mais disponíveis na Internet Diversificar cada vez mais o conteúdo dos hiperlinks,com vídeos, imagens, etc. 6.3 O hipertexto no Twitter O Twitter age como propiciador de compartilhamento rápido de informações, fazendo uso do hipertexto pra complementar a manchete do tweet postado, mesmo que seus hipertextos “linkados” possam conter extensos textos e de difícil compreensão. O indivíduo fazendo uso do hipertexto no twitter pode selecionar as informações que mais lhe agradam. Após ter lido os tweets e caso algum seja de seu interesse, o indivíduo pode se aprofundar mais sobre o assunto visto, bastando que o tweet contenha um link seja direcionando-o à informação na íntegra. A forma que o hipertexto no twitter é apresentado é em formato reduzido. Diferentemente do Facebook, o twitter não transforma o link em miniatura na tela, deixando assim o link exposto no formato bruto de um link, como na figura 7. Figura 14. Tweet com hiperlink. Fonte: Twitter (conta pessoal) 56 A ferramenta de postagem do twitter por suportar apenas os 140 caracteres, impede que alguns links possam ser inseridos e postados. Quando o hipertexto possui um link muito extenso, é possível reduzir seus caracteres através de ferramentas online que servem para encurtar o tamanho da URL (Uniform Resource Locator), em bom português - Localizador Padrão de Recursos -, ou seja, URL pode ser entendido com a essência de um link, ou em outras palavras, o endereço de um site, hospedeiro, etc. em uma rede, seja internet ou intranet que possui uma estrutura já definida. Ferramentas como o “twixar.com” e o “migre.com” conseguem manter o conteúdo do link inalterado, porém diminuindo a quantidade de caracteres existentes, como mostra o esquema abaixo. Vê-se que em quatro tweets, respectivamente, há a presença do hipertexto. Figura 15 – Mural do Twitter Fonte: Twitter (conta pessoal) A figura 16 apresenta a página que surge quando foi aberto o hipertexto do primeiro tweet, referente ao site G1, sobre petróleo. 57 Figura 16 – Hipertexto do Twitter Fonte: Site G1 através do Twitter. 6.3.1 Análise das características do hipertexto no Twitter a) Intertextualidade A intertextualidade no Twitter acontece de maneira positiva. Pois os usuários necessitam da utilização do hipertexto, devido não ser permitida a explanação da idéia de todo o contexto em relação aos poucos caracteres, daí o hipertexto torna-se muito útil. Por este motivo, os links são explicativos e complementares, e seguem a mesma idéia da manchete, ou notícia do tweet. O hipertexto no Twitter colabora com a idéia do próprio microblog e se dá pela facilidade e rapidez em sua utilização, atendendo as expectativas da pesquisa. Nas figuras 17, 18 e 19 explicitam uma intertextualidade, onde além de clicar no link do tweet, ainda é possível clicar em outro link da página que foi aberta, levando o leitor de um texto a outro. 58 Figura 17 – Exemplo de intertextualidade no Twitter Fonte: Twitter (conta pessoal) Figura 18 – Link aberto após clicar no hiperlink do tweet. Fonte: Twitter (conta pessoal) 59 Figura 19 – Página de hiperlink após ser aberto por outro hiperlink. Fonte: Twitter (conta pessoal) b) Precisão A precisão dos hipertextos é positivamente utilizável, pois, geralmente os links postados nos tweets são condizentes com o assunto informado. Também foi analisado isto porque em diversas vezes, pelo fato de haverem muitos perfis organizacionais a serem seguidos no mundo do Twitter, a precisão se faz muito presente nas postagens destes que ficam atentos no link que for inserir. A função retweet também auxilia neste fator, uma vez que a informação é inalterada, sendo apenas repassada como a original. As figuras 20 e 21 ilustram um bom exemplo de precisão no Twitter atendendo assim o que se quer com a análise. 60 Figura 20 – Precisão Fonte: Twitter (conta pessoal) Figura 21 – Exemplo de precisão Fonte: Twitter (conta pessoal) 61 c) Interatividade A interatividade no Twitter permite ao usuário um bom aproveitamento da rede social, além da sua fácil interface gráfica. Este fato é avaliado positiviamente pelo fato da facilidade do Twitter proporcionar o bom uso e a fácil compreensão das suas manchetes, deixando o usuário à vontade para decidir qual hiperlink será aberto dependendo da sua necessidade de informação. d) Transitoriedade Assim como no Facebook, as transitoriedades das informações em sites deixam os links suscetíveis a não estarem mais disponíveis on-line, porém, no Twitter, as organizações que mantém perfil ativo na rede procuram postar links oriundos do site próprio em tempo real. Pode ocorrer o contrário, mas em menor proporção que no Facebook. Isto concretiza a veracidade da informação, uma vez que o link postado remete ao homepage do perfil atribuído no Twitter. Portanto, a transitoriedade flui melhor sem deixar margem para que ocorra a intransitoriedade. e) Multisemiose Os hiperlinks no Twitter, após abertos, permitem que sejam demonstrados além de textos, links para vídeos, downloads de livros em pdf, imagens zipadas dentre outros atributos que possam ser compartilhados na web. Basta saber quem ou o quê seguir na rede social. Mostra que o hipertexto no Twitter não é apenas de texto (escrito) para outro texto. Ponto positivo para esta característica, atendendo ao quesito desta análise. Conclui-se que, as cinco características do hipertexto estudadas atendem corretamente com a utilização deste em meio ao Twitter. O seguinte quadro demonstra, em caráter visual de análise, o resultado da utilização do hipertexto no Twitter, mostrando se as características atendem aos objetivos em relação às atribuições do hipertexto. 62 Quadro 2: Resultado da análise das características do hipertexto no Twitter. ATENDE NÃO ATENDE SUGESTÃO DE MELHORIA INTERTEXTUALIDADE Atende por apresentar boa intertextualidade em recurso hipertextual Continuar unindo o conteúdo do Tweet ao conteúdo do hiperlink utilizado PRECISÃO Atende por apresentar boa precisão em recurso hipertextual Que a precisão se estenda dos perfis organizacionais até os pessoais INTERATIVIDADE Atende por apresentar boa interatividade em recurso hipertextual Manter a interação no conteúdo dos hiperlinks, assim como sua boa interface gráfica TRANSITORIEDADE Atende por apresentar boa transitoriedade em recurso hipertextual Os usuários dos perfis devem ficar mais atentos na inclusão dos links a fim de não haver alguma intransitoriedade MULTISEMIOSE Atende por apresentar boa multisemiose em recurso hipertextual Continuar disseminando hiperlinks com conteúdo de vídeos e imagens 63 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir da demanda de informações que a web 2.0 trouxe com as novas tecnologias de informação em meio a internet, a quantidade de informações aumentou gradativamente e com isto, o fluxo destas informações passou a ocorrer de forma mais rápida e itinerante. As redes sociais produzem muitas informações a partir das postagens dos seus usuários, portanto, o uso do hipertexto nestas redes se fez cada vez mais atuante. O hipertexto consegue contribuir de forma positiva nas redes, atuando como cooperador no quesito interatividade e precisão das informações, reafirmando o conceito de intertextualidade que é o caminho para que o fluxo da informação possa transitar com êxito. Foi possível concluir que dentre as cinco características do hipertexto analisadas, o resultado desta maioria foi positiva e que o Twitter possui uma melhor utilização do hipertexto, seja pelo fato de sua fácil utilização ou pelo fato de que o mesmo por possuir apenas 140 caracteres para transmissão de informação necessita do recurso do hipertexto. Os objetivos deste trabalho em demonstrar como se dá o hipertexto nesta abordagem, permitiu avaliar a sua importância nestas redes, conseguindo assim evidenciar que a sua utilização é relevante em ambas e que o compartilhamento de informações no Facebook e no Twitter puderam ser realizados de forma efetiva, evidenciados em comentários na análise e através de exemplos com imagens. Entretanto, não foi possível demonstrar através de imagens, algumas características utilizadas a fim de melhor firmar um conceito ilustrativo pelo fato das postagens nas redes serem transitórias, não permitindo estar disponível a todo o momento que alguns exemplos pudessem ser retirados e integrados ao trabalho. O presente trabalho pode contribuir para que estes conceitos das características de hipertexto aqui abordados dentro das redes sociais pudessem ser estudados. Assim, é possível sugerir como fundamento de novos estudos, que ocorram futuras contribuições no tangente à utilização destes conceitos com outras redes sociais, e que novas características possam ser estudadas e conceituadas, para que possa ser feito 64 comparações e novas indagações. Para a área da Ciência da Informação, este trabalho contribui para que o estudo do hipertexto possa ser mais lembrado quanto às pesquisas dos cientistas que permeiam o mundo web, com a preocupação quanto à informação que transita neste mundo virtual. 65 REFERÊNCIAS ALCARÁ, Adriana Rosecler, et al. As redes sociais como instrumento estratégico para a inteligência competitiva. Transinformação, Campinas, 18 (2): 143-153, maio/ago., 2008. ALMEIDA, Jéssica Cavalcanti de. Fontes de informação científica: o caso Youtube. Recife: A autora, 2010. ALVES, Cláudio Diniz. Informação na twitosfera. In: Rev. Dig. Bibl. Ciênca da Informação, Campinas, v. 9, n. 1, p. 92-105, jul./dez. 2011. 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