1 JB NEWS Informativo Nr. 813 Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC Loja Templários da Nova Era nr. 91 (GLSC) Quintas-feiras às 20h00 - Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras Gramado (RS) 17 de novembro de 2012 Edição deste sábado elaborada em Gramado (RS) Com 30 páginas em PDF Bloco Bloco Bloco Bloco Bloco Bloco Bloco 1: 2: 3: 4: 5: 6: 7: Almanaque Opinião: Mario Gentil Costa (A beleza da dúvida cartesiana) A Gravata preta na indumentária maçônica... – Ir. Daniel Prates Fundação Nacional da Maçonaria I Maçons Célebres – Ir. Paulo Roberto ( Perguntas e Respostas – Ir. Pedro Juk (Procedimentos de leitura e saudação) Destaques JB Pesquisas e artigos desta edição: Arquivo próprio - Internet – Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br Os artigos constantes desta edição não refletem a opinião deste informativo, sendo de plena responsabilidade de seus autores. 2 Livros Maçônicos – indicação JB News Autor: Walter Celso de Lima Título do livro: “Ensaios sobre Filosofia e Cultura Maçônica”. Release: (material informativo sobre o livro): Trata-se de um livro composto de 25 ensaios sobre a filosofia e cultura maçônica. Estes 25 ensaios são independentes e estanques, podendo ser lidos em ordem aleatória. Destacam-se ensaios sobre: filosofia; a procura de um Ser Superior; os valores e a cultura maçônica; direitos e rituais maçônicos; fraternidade e beneficência; ética; o Rito Brasileiro e o Rito Britânico (chamado no Brasil de Rito de York); e o último ensaio, escrito por Eleutério Nicolau da Conceição (conceituado maçom da Grande Loja de Santa Catarina): as três vertentes da Maçonaria. Todos os textos são baseados em pesquisa bibliográfica, referida no final de cada ensaio. Nenhum destes ensaios exaure cada assunto, cujos temas desenvolvidos não podem ser considerados esgotados em suas possibilidades de estudo. As referências bibliográficas destinamse aos leitores que desejam se aprofundar no tema dos textos. 3 Hoje, 17 de novembro de 2012, é o 322º. dia do calendário gregoriano. Faltam 44 para acabar o ano. Para aprofundar-se no conhecimento clique nas palavras sublinhadas. Eventos Históricos 1558 - Elizabete I da Inglaterra torna-se rainha e é a última representante da dinastia Tudor a ocupar o trono. 1717 - Início da construção do Convento de Mafra. 1851 - Fundação do município cearense de Maranguape. 1855 - O explorador escocês David Livingstone é o primeiro ocidental a chegar às Cataratas Vitória. 1869 - Inauguração oficial do Canal de Suez. 1875 - Fundação oficial da Sociedade Teosófica. 1889 - Proclamação da República: a família real brasileira parte para o exílio em Paris. 1895 - Fundação oficial do Clube de Regatas do Flamengo. 1903 - Assinatura do Tratado de Petrópolis: o Acre é incorporado ao Brasil. 1905 - A Coréia é declarada um protetorado japonês. 1913 - O Canal do Panamá, na América Central, é aberto para ligar os oceanos Atlântico e Pacífico. 1922 - Queda do Império Otomano 1960 - Butiá é elevada a vila. 1982 - É lançada a primeira edição do Memorial do Convento, de José Saramago. 1997 - Fundação do Maranguape Futebol Clube, da cidade de Maranguape, no estado do Ceará. 2006 - A Sony lança seu videogame nos EUA, o Playstation 3. ncipação política). ia Feriados e Eventos cíclicos: Brasil Assinatura do Tratado de Petrópolis no estado do Acre Dia da Criatividade Dia nacional de combate a Tuberculose Emancipação da cidade de Paranhos Internacional Dia Internacional do não fumador Dia Internacional de Sensibilização para a Prematuridade 4 Santos do dia Católico Alfeu Gregório Taumaturgo Isabel da Hungria Vitória Santo Antônio da Cachoeira. ncip Históricos maçônicos do dia: (Fonte: “o Livro dos Dias” 16ª. edição e arquivo pessoal) 1907: Graças ao trabalho diplomático do Ir Barão do Rio Branco, o Acre que foi incorporado ao território brasileiro por outro Irmão, Plácido de Castro, é reconhecido como parte integrante do Brasil, mediante o pagamento de dois milhões de libras esterlinas, cessão de terras em Mato Grosso e construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré. 1950: Fundação da ARLS 14 de Julho nr. 3, de Florianópolis (GLSC) 1966: Fundado o Supremo Conselho de Israel 1986: Fundação da ARLS Templários da Arte Real nr. 44, de Blumenau (GLSC) 1990: Renasce a Grande Loja da Thecoslováquia, destruída por Hitler em 1939 e depois pelos comunistas em 1948. 1993: Fundação da ARLS Rei Davi nr. 58, de Florianópolis (GLSC) Academia Maçônica de Letras do Brasil. Arcádia Belo Horizonte www.academiamaconicadeletrasdobrasil.blogspot.com 5 Mario Gentil Costa, escreve aos sábados e domingos O autor é médico em Florianópolis. Contato: [email protected] http://magenco.blog.uol.com.br "A BELEZA DA DÚVIDA CARTESIANA" Não devemos confundir filosofia com teologia, escatologia e telefinalismo. Tenho um dicionário de Francisco Silveira Bueno – em 9 volumes – muito superior ao Aurélio, que diz textualmente: "Escatologia = estudo do que acontecerá depois do fim do mundo". Pode alguém imaginar maior adivinhação que esta? Alguém, algum dia, seria capaz de fazer afirmações em torno disso? Só mesmo delirando. Mesmo porque não há, sendo o mundo visto como o Universo, a menor probabilidade de que tal venha a acontecer. O Universo nunca terá fim. Porque ele é a própria existência. A única coisa que vai acontecer com absoluta certeza é o fim da vida no planeta Terra. E esse evento só poderá ocorrer de três maneiras: uma – a mais garantida – por motivos astrofísicos, quando o Sol queimar sua última molécula de hidrogênio e se transformar – como de fato é previsto pela ciência (e não adivinhado) – numa gigante-vermelha que englobará e incinerará todos os planetas interiores (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), fato que já aconteceu com outras estrelas, Antares, da constelação do Escorpião, incluída. Outra hipótese desastrosa seria o eventual choque com um meteorito de grandes proporções, uma colisão acidental de astros que também já ocorreu alhures. E a última – que depende do comportamento humano – se a humanidade se autodestruir num conflito nuclear de proporções planetárias. Isso, sim, dizimaria a espécie humana e a maior parte da vida animal e vegetal na superfície. Pronto! Está dito o que a ciência sabe, prova e garante. O resto, escatologias à parte, é chute de gente que nada sabe e gosta de praticar adivinhações. É conversa-fiada de ignorantes presunçosos, incluídos aí todos os papas, teólogos e profetas bíblicos. Não há a menor possibilidade de essa gente ter qualquer razão em suas previsões místicas. Acho que isso basta para separar os alhos dos bugalhos. A única ferramenta de que dispomos para estudar essa fenomenologia é a ciência. Mencionei os dogmas de propósito, justamente por tê-los na conta das afirmações mais infundadas e descabidas de que é capaz um papa ou um desses escatólogos atrelados aos ditames da fé organizada. Nada disso tem apoio na razão ou na lógica. Mas apesar dessa carência, há pessoas ingênuas que lhes dão crédito irrestrito. E não exagero nas minhas afirmações, todas admitidas pelos maiores luminares do saber 6 científico. Em contrapartida, o que dizer do dogma da infalibilidade do papa? Isso não é abusar da boa-fé dos crentes? Então, o que é? Como pode um papa afirmar coisas que o bom senso rejeita e, ainda assim, questionar o que afirmam aqueles que têm a razão e a lógica como pilar de sustentação? Qual dos dois merece credibilidade? O profeta, que previu absurdos que jamais se realizaram? O papa, que se diz iluminado pelo espírito santo e, em nome dessa falácia, se autodenomina ‘infalível’? Ou o cientista que se utiliza da física, da química ou da matemática para, depois de muito desgaste mental e anos de cálculos e profundos estudos, fazer previsões fundadas em raciocínios e testes confirmados em laboratório? Como foi que Galileu provou a tese da igualdade da velocidade da queda dos corpos no vácuo? Por inspiração divina? Como foi que Lavoisier chegou à estupenda conclusão que o levou à lei da conservação da matéria em todo o Universo (Natureza)? Terá sido através de revelações místicas, vindas diretamente do além? Isso, sim, essas leis imutáveis mereceriam o rótulo de dogmas. Mas dogmas documentados, límpidos, claros, insofismáveis, indiscutíveis, que se repetem e confirmam a cada teste, dia-apósdia, ano-após-ano. A diferença entre esses gênios e os papas está na tríade grega dos teoremas: hipótese, tese e demonstração. Peça-se a um papa para demonstrar um único de seus dogmas. Claro que ele nunca será capaz de fazê-lo. Se pedíssemos a Pio XII uma justificativa racional para o dogma da "subida de Maria ao ‘céu’ em-carne-e-osso", teríamos uma resposta convincente? Jamais! No entanto, a maior prerrogativa dada ao cérebro humano foi questionar em busca da compreensão. Foi graças a esse maravilhoso recurso intelectual da dúvida aristotélica e cartesiana que a ciência nos ajudou a compreender o que sabemos e que, por azar, ainda é tão pouco. Mas é o máximo que podemos ostentar, com a imensa vantagem de que iremos compreendendo cada vez mais, desde que não nos deixemos enganar por escatólogos, profetas e teólogos e dediquemos toda a atenção ao que nos dizem os postulados que provêm dos esforços fundados na razão. Então, fica assim: 2+2=4 e a lei de Lavoisier sempre serão verdades, ao passo que afirmações com base no além sempre serão conceitos sem sustentação. Crer é aceitar passivamente, mas não é compreender. Que cada creia no que quiser, até mesmo no impossível, desde que guarde consigo sua crença e não a imponha a ninguém. Porque se a crença é livre, a descrença também é... 7 A GRAVATA PRETA NA INDUMENTÁRIA MAÇÔNICA - A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - A HALLSTONE JEWEL Daniel Prates - MM ARLS Lyceum Paranaensis 4046 GOB/PR A maior parte das gravuras e fotos antigas não denota que os maçons utilizavam especificamente terno preto e gravata preta, até o final do século 19 e começo do século 20. A foto abaixo, dos idos de 1880, do Irmão G. W. Speth (Quatuor Coronati), por exemplo, mostra ele usando uma camisa de gala com gravata borboleta branca. Isto pelo jeito era o costume até a primeira década do século 20. Contudo, após a Primeira Guerra Mundial, em sinal de luto pelos que tombaram lutando pela Inglaterra neste conflito, os maçons ingleses começaram a utilizar a gravata preta. "5. Os francomaçons sempre usaram gravata preta? R: Não, nós não as usamos sempre. Esta indumentária em loja seria apropriada para a posição e bolso através dos séculos 18 e 19. Gradualmente o uso do terno e gravata foi se transformando em norma (muito embora estes variassem em estilo). A gravata preta que se transformou em lugar comum depois da primeira guerra era usado como sinal de respeito pelos irmãos nela falecidos. Então a resposta seria que tal roupa se tornou de uso comum após 1918 mas está agora se tornando cada vez menos freqüente, em seqüência à introdução das gravatas de festival, de loja, provinciais e de grande loja." Considerando a distância histórica do conflito, longe de diminuir, a meu ver só aumenta as razões pelas quais seja importante a adoção da gravata preta que, infelizmente nos dias de hoje vêm caindo no esquecimento. Como os Ingleses têm o hábito de usar gravatas padronizadas para tudo (clubes, sociedades, times etc.), e a prática de usar a 8 gravata preta vem caindo em desuso, a nova prática é o uso de gravatas com temas da Ordem. A situação da lembrança da Primeira Guerra está bem presente na prática maçônica inglesa, e o uso da gravata preta é só uma de suas características. Logo após o fim do conflito, o Grão Mestre da UGLE sugeriu a criação de uma jóia destinada a relembrar os falecidos no conflito. A sugestão acabou se entremeando com a perspectiva da construção de um novo Palácio Maçônico em Londres (O atual e bem conhecido Freemasons Hall, construído entre 1927 e 1933, e que inicialmente era conhecido como "Masonic Peace Memorial" justamente por sua vinculação à lembrança dos tombados no conflito). Em alguns anos a idéia evoluiu para o seguinte: Lojas que contribuíssem para a construção do novo Palácio seriam agraciadas com a Jóia referente à memória dos falecidos na Guerra (que acabou sendo chamada de "Hallstone Jewel"). O próprio prédio seria consagrado como uma homenagem aos soldados já referidos. Note-se, quem era agraciado com a Jóia era a Loja, e não um Irmão em particular (foram emitidas exatamente 1321 jóias, para 1321 lojas). Também haviam comendas individuais, dadas a Irmãos que contribuíssem acima de um certo valor. Lojas agraciadas com a Hallstone Jewel obviamente ainda a têm nos dias de hoje, e de acordo com a regra, quem utiliza a jóia é o Venerável Mestre. Sempre que um mestre novo é empossado como Venerável, ele recebe também a Hallstone Jewel. A forma apropriada de transmissão da jóia, pelo venerável que deixa a cadeira, ainda tem lugar no ritual de emulação. Vejamos em que termos ele se comunica como o recémempossado Mestre da Loja: "Venerável Mestre, eu agora apresento à vossa atenção a Hallstone Jewel, a qual foi conferida à esta loja pelo Venerabilíssimo Grão-Mestre. Você irá observar que a sua forma é simbólica, pois nos quadrados laterais estão inscritas as datas 1914-1918; quatro anos de supremo sacrifício. No centro há uma figura alada, representando a Paz, suportando um templo. Isto simboliza o presente dado pela Ordem Inglesa para a construção de um novo templo em memória daqueles irmãos que fizeram o supremo sacrifício na cauda do Rei e de seu País (...)" Aqui temos uma imagem da Hallstone Jewel: 9 Este sacrifício a que tanto alude o ritual não foi coisa pequena: O Reino Unido sozinho perdeu quase 900 mil soldados (mortos) na Grande Guerra, com um adicional de mais 1.600.000 feridos, totalizando mais de 20% das baixas totais do lado dos Aliados (que perdeu quase seis milhões em mortos e doze milhões em feridos, isto para não contar as perdas civis). Muitos foram instantaneamente pulverizados nas trincheiras a troco de nada: apenas para citar um exemplo, os ingleses perderam cerca de 350.000 soldados apenas na Batalha do Somme de 1916, que duraram poucas semanas - em troca de alguns quilômetros de terreno ganho à custa dos Alemães (que sofreram perdas semelhantes). Assim, quando envergamos a gravata preta, convém lembrar também com reverência do motivo por trás de sua adoção. Fontes: Emulation Ritual (Lewis Masonic) http://www.southchurch.mesh4us.org.uk/pdf/HallStoneJewel.pdf http://freemasonry.london.museum/os/wp-content/uploads/2010/10/The-HallstoneJewel.pdf "Twenty Questions" http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_the_Somme 10 FUNDAÇÃO DA MAÇONARIA - I O CONTRIBUTO DA IDADE MÉDIA GRANDE LOJA DE PORTUGAL DEPARTAMENTO DE DOCÊNCIA MAÇÔNICA GRÃO-MESTRE JOSÉ DIAS FERREIRA Arquivo Nacional Maçônico Alexandre Herculano A história diz-nos que na Idade Média a maioria dos artesãos tinham residência fixa. Produziam bens para a venda local e permitiam que os intermediários comercializassem os mesmos em mercados distantes. A Arte dos maçons era estranha para todos os restantes artesãos. Os maçons tinham que se deslocar para outros locais e esses locais de trabalho eram imprevisíveis. A História diz-nos ainda que a forma habitual de organização das artes e dos ofícios era a Guilda local. Tratava-se de uma organização social e econômica. Tratava-se de uma organização que permitia que as pessoas se tratassem como uma família, apesar de essa relação ser artificial. Unia-os interesses comuns, reforçados por juramentos e rituais. Existia um santo padroeiro da arte e uma irmandade religiosa. As entidades civis tentavam controlar e regulamentar as artes. A afiliação à Guilda era um privilégio que seria guardado, preservado e aceitavam com tolerância os visitantes ou forasteiros. Eram também conhecidas como corporações. Muitas eram admitidas na vida e no governo dos burgos, sendo-lhes concedido um “selo da causa” e onde eram definidos os seus direitos e poderes. Idade Média A Idade Média também é muito conhecida como Idade Medieval, Era Medieval ou Época Medieval. A Idade Média teve inicio com a ruína do Império Romano do Ocidente, no século V, terminando com o fim do Império Romano do Oriente, com a Queda de Constantinopla, no século XV e no ano de 1453 d.C.. Ano de 1475 O selo da Incorporação dos Maçons e Artífices de Edimburgo foi concedido em 1475. Em Aberdeen e Glasgow, os carpinteiros (maçons e artífices) e tanoeiros agrupavam-se em corporações que receberam os seus selos em 1527 e 1551. Mas as artes já existiam muito antes destas ocorrências. A recepção dos selos podem porém explicar a visibilidade da organização. Ano de 1483 Em Aberdeen, em 1483, o Conselho de Burgo envolveu-se numa relação de disputa entre seis maçons da Masownys of the Luge, havendo multas por ofensas, com a exclusão de alguns maçons da Loja. A Loja deve ter sido construída por volta de 1485. Ano de 1493 Em 1493, três maçons comprometeram-se a permanecer e a residir nessa Loja (Luge). 11 Originalmente, a Loja de um Maçom seria o seu local de trabalho protegido, um local temporário, eventualmente uma estrutura junto a uma parede de um edifício já existente ou em construção. A palavra Loja não existe em Inglaterra Na Alemanha e no século XV, os Steinmetzen das Lojas (Bauhutten) mantinham contatos e reuniões periódicas para regularem a arte. Sendo certo que em Inglaterra não existia a palavra LOJA. Aliás, os Antigos Deveres falam de Assembléias Anuais. O conceito de Loja é utilizado na Escócia e na Europa Continental e, só mais tarde, usado em Inglaterra. As reuniões anuais inglesas representavam mais um ideal que uma realidade, podendo acontecer algumas reuniões informais de maçons para regulamentarem o ofício, certamente nos momentos mais importantes e relacionados com o trabalho de novas edificações. A Inglaterra diz-se herdeira da Maçonaria. Será verdadeira essa afirmação? Podemos declarar que em Inglaterra existiram no passado umas cópias dos Antigos Deveres e o uso difundido da palavra “maçom livre” e “maçom aceite”. Mas a investigação histórica diz-nos que em 1717 não havia maçonaria operativa em Inglaterra e a MAÇONARIA moderna ainda não tinha sido desenvolvida. O que ocorreu nessa data? A história maçônica moderna tenta associar-se aos Antigos Deveres e fundamentar a sua pertença maçônica por associação às Guildas, ou às Confrarias, que há muito tinham deixado de existir, por já não serem necessárias. Uma Ilusão Como nos coloca em relevo David Stevenson, (The First Freemasons, Scotland’s Eraly Lodges and Their Members, Aberdeen University Press, 1988), é ilusório continuar a sustentar que a Maçonaria Especulativa nasceu em Inglaterra, repentinamente, em 1717, com o acordo de quatro Lojas, formando a Grande Loja de Londres. Já é claro para os investigadores que não houve e não há até hoje documentos que em termos de análise científica, histórica, verossímil, credível, atestem esta organização e este fato histó-rico de 1717. Ausência de Documentos A ausência de documentos que possamos considerar fidedignos sobre a história da Grande Loja de Londres em 1717 propicia o aparecimento de lendas e hipóteses historicamente não comprovadas. Na “An Encyclopedia of Free Masonry”, Albert G. Mackey, maçom norte-americano de grau 32, escreve que “os elos em falta da cadeia de provas têm sido freqüentemente substituídos por invenções gratuitas […] e afirmações de grande importância têm sido negligentemente baseadas em documentos cuja autenticidade não está provada”. A versão oficial diz ter havido uma reunião preparatória de quatro Lojas. Há quem vá aceitando a Lenda, mas a história da Grande Loja de Londres em 1717 e dos cinco anos subseqüentes precisa ser validada. A investigação universitária, histórica e a própria investigação maçônica exigem uma abordagem da História da Maçonaria e a conclusão atual é o nascimento de uma maçonaria artificial que acabou por ser aceita e associada a 1717. Em síntese, desenvolveu-se artificialmente a chamada Maçonaria atual. Com um conjunto de documentos medievais desenvolveu-se a Maçonaria Moderna. Se aceitarmos a Lenda, formou-se uma macroestrutura administrativa em 24 de Junho de 1717, nas festividades de S. João Baptista. FIM DO FASCÍCULO I 12 Este bloco, apresentado todas as terças e sábados, é produzido pelo Ir. Paulo Roberto Pinto MI da ARLS Rei David nr. 58 (GLSC) Florianópolis – Contato: [email protected] . Jean - Baptiste Willermoz (WILLER Comerciante de sedas e convicto maçom. Lyon (França), 10 de julho de 1730 – Lyon (França), 20 de maio de 1824. Jean Baptiste Willermoz era filho de Claude e Caterin Willermoz, comerciante da cidade. Devido as necessidades da família foi obrigado a deixar os estudos aos 12 anos de idade, na Escola da Trinité da cidade de Lyon, para ajudar o pai nos negócios, três anos mais tarde ingressou como aprendiz numa loja especializada em comércio de seda. Tendo aprendido a profissão, instalou-se, aos 24 anos, por conta própria, produzindo e comercializando sedas. Tornou-se maçom em 1750, aos vinte anos de idade, e em 1752, foi eleito Venerável Mestre da sua Loja, fundando no ano seguinte, em 1753, sua própria Loja Maçônica, a “La Parfait Amitié” “A Perfeita Amizade”, que se viria a juntar à Loja Mãe de Lyon em 1756. Tendo um rápido desenvolvimento realizando estudos ocultistas e principalmente a alquimia. Willermoz permaneceu Venerável dessa Loja durante oito anos, dedicava parte de seus recursos às obras de caridade junto à comunidade. Para o profano, era tido como um homem sério, honesto, enriquecido pelo trabalho com o comércio de sedas, cristão e frequentador da Igreja; pelos seus discípulos era admirado pela sua cordialidade e pela grande dedicação aos trabalhos maçônicos. 13 Na própria família, outros membros se interessaram pelo ocultismo: sua irmã mais velha, Claudine (Madame Provençal), seus irmãos Antoine e Pierre-Jacques, seu sobrinho Jean Baptiste Willermoz Neveu. No meio ocultista era admirado pela solidez de seus conhecimentos que eram praticados juntamente com um pequeno grupo de esoteristas, escolhidos criteriosamente no seio da Maçonaria. Durante sua longa existência, Willermoz manteve correspondência com os principais ocultistas de sua época: Martinez de Pasqually, Saint Martin, Joseph de Maistre, Savalette de Lange, Brunswick, Saint Germain, Cagliostro, Dom Pernety, Salzman e outros ocultistas alemães, franceses, ingleses, italianos, dinamarqueses, suecos e russos. Em 21 de novembro de 1756, sua Loja filiou-se à Grande Loja da França, com a evolução dos trabalhos, fundou uma Obediência, composta por três Lojas, tornou-se o primeiro Grão Mestre da Grande Loja dos Mestres Regulares de Lyon. Em 1760 as três Lojas contavam com 62 membros: “A Perfeita Amizade”: 30 membros, “A Amizade”: 20 membros, “Os Verdadeiros Amigos”: 12 membros. Foi eleito presidente da Grande Loja dos Mestres Regulares de Lyon, em 04 de maio de 1760, o irmão Grandon, recebeu do Conde de Clermont, o reconhecimento da Grande Loja da França e também o direito de ocultar os Altos Graus Escoceses. Willermoz elegeu-se Grão-Mestre da Grande Loja de Lyon em 1761/1762, mas não aceitou a renovação de seu mandato em 1763 para que pudesse dedicar-se mais à parte oculta. Em 1763 fundou juntamente com seu irmão Pierre-Jacques, o Soberano Capítulo dos Cavaleiros da Águia Negra, nele, entraram os irmãos mais instruídos das Lojas de Lyon. As reuniões eram secretas para evitar a curiosidade dos demais irmãos, a admissão de novos membros foi fechada, estudavam particularmente o simbolismo e a importância dos diversos níveis e os catecismos (rituais) dos diferentes graus e sistemas maçônicos. Jean-Baptiste Willermoz e seus companheiros não aprovavam os graus possuidores de vingança contidos em muitos sistemas maçônicos, com relação aos exterminadores da Ordem do Templo em 1313. Os membros do Soberano Capítulo dos Cavaleiros da Águia Negra estariam ligados aos Iluminados de Avignon, dirigidos por D. Pernety, este, tinha contato com a “Estrita Observância Templária”, na Alemanha e provavelmente também com D. Martinez de Pasqually e, que, por seu intermédio, possivelmente, foi que conheceu Pasqually e que veio a se tornar Delegado Geral da “EOT” para a região de Lyon. Com a aprovação da Grande Loja da França, os maçons de Lyon desenvolveram seus trabalhos sob o comando de sua própria Grande Loja, Willermoz deixou o Grão-Mestrado em 1763, tornando-se simples Guarda-Selos e Arquivista, nunca deixando de exercer alguma função na Maçonaria. Acreditava, desde a sua primeira admissão na Maçonaria, que Esta detinha o conhecimento de um objetivo possível e capaz de satisfazer o homem honesto. Trabalhos e estudos há mais de vinte anos, uma correspondência particular intensa com os Irmãos mais instruídos da França e do 14 exterior e os arquivos da Ordem em Lyon, forneceram-lhe os meios para encontrar os inúmeros sistemas, alguns mais simples que outros. Willermoz era em primeiro lugar, um discípulo esforçado, dedicado aos estudos, em segundo, foi um grande organizador de sistemas iniciáticos, grande pesquisador, ativo e prático; pela relação com D. Pernety, deu uma impregnação alquímica ao seu sistema maçônico cujo objetivo era alcançar a Iluminação, realizar a Grande Obra. Em uma viagem à Paris, em maio de 1767, encontrou Bacon de La Chevalerie, substituto da Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus-Cohens do Universo, no Grão Mestrado, foi nessa oportunidade que constatou pela primeira vez com a doutrina de Martinez de Pasqually. Tinha 37 anos de idade quando foi iniciado por Pasqually na Ordem dos Elus-Cohens, em cerimônia realizada em Versailles, proximidades de Paris. Bacon colocou Willermoz em contato também com outros irmãos e, juntamente com seu irmão Pierre Jacques, entraram na nova Sociedade, cujo chefe era Pasqually, um dos sete chefes soberanos universais da Ordem, como ele próprio se apresentava. Iniciado há 18 anos na Maçonaria e possuidor de todos os seus graus, compreendeu que até aquele momento nada sabia da Maçonaria essencial e que havia um vasto campo de conhecimentos a percorrer. Seus conhecimentos de alquimia, uma ampla base de conhecimentos de simbolismo maçônico e do ocultismo em geral, permitiram-lhe destacar-se rapidamente na Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus-Cohens do Universo. As teorias expostas por seu novo Mestre respondiam aos desejos secretos que possuía e a tudo aquilo que sempre procurou. A nova Ordem detinha prescrições particulares a seus discípulos; era vetado o consumo de sangue, dos rins, e da gordura dos animais, recomendava a prática mundana com moderação e duas vezes por ano praticavam um rigoroso jejum; também, abstinham-se de toda alimentação algumas horas antes de seus trabalhos. Pasqually concedeu-lhe o direito de estabelecer uma Grande Loja do novo rito em Lyon e deu-lhe o título de Inspetor Geral do Oriente em Lyon e fez com que entrasse como membro não residente do Tribunal Soberano de Paris. Em 13 de março de 1768, Bacon de La Chevalerie ordena Willermoz no Grau Rosa Cruz. Jean-Baptiste Willermoz iniciou longa correspondência com Pasqually, através da qual era instruído acerca das operações de equinócio e em relação aos trabalhos diários. Determinados irmãos iam de Bordeaux à Lyon para trabalharem com Willermoz. Os irmãos de Paris realizavam trabalhos a sós ou acompanhados por Pasqually, como o Mestre não tinha meios de estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo, havia irmãos descontentes, JeanBaptiste procurou acalmar os irmãos, tanto os de Paris como os de Versailles e com tom moderado solicitou a assistência do Mestre em Bordeaux. Todos aguardavam suas promessas, os discípulos impacientes esperavam a ma-nifestação do sinal do Reparador. O Mestre mandou que estudassem com mais perseverança ainda, que tivessem paciência e esperassem que a luz se fizesse presente no interior de cada um. Essa cobrança de que foi o porta-voz, parece ter irritado o Mestre, que o proibiu de realizar os trabalhos de determinado equinócio. 15 Desde 1768 Willermoz mantinha correspondência com Saint Martin, na época secretário de Pasqually, formou-se entre ambos uma forte amizade, estavam em início de carreira iniciática e ainda bastante imaturos na Iniciação Real. Saint Martin reconfortava o líder Lyones, seu estilo elegante, seu fervor espiritual e seus conhecimentos de ocultismo acalmaram a mente dos irmãos de Lyon, dando-lhes coragem e paciência. Através de Saint Martin, Jean-Baptiste Willermoz em 11 de julho de 1770, Pasqually falou-lhe de seus mestres, sendo ele próprio apenas um intérprete, possuidor do terceiro grau de uma Ordem originária do Lendário Rosa Cruzes. Willermoz encontrou nos novos companheiros da Ordem dos Elus-Cohens: Grainville, Champoleon, Bacon de La Chevalerie, Saint Martin, entre outros, uma grande fé em Martinez de Pasqually, na imortalidade da alma e na iluminação humana. Todos praticavam as técnicas mágicas oriundas do sistema organizado por Pasqually; esperavam pacientemente o desenvolvimento espiritual que se mostrava lento para todos os discípulos. Aguardavam a presença do agente incógnito, de La Chose, que deveria um dia manifestar-se no seu meio e aportar-lhes os conhecimentos divinos. Com a partida de Pasqually para S. Domingos, a Ordem dos Elus-Cohens começou a declinar, Willermoz não esperou o desaparecimento do Mestre para agir por conta própria. Da América, o Mestre escreveu-lhe colocando um fim em sua punição e dizendo-lhe que continuasse seu trabalho com a dedicação demonstrada até aquele momento, porque acabaria obtendo o sucesso almejado nas operações. Ao mesmo tempo recebia encorajamento de Grainville e de Champoleon no sentido de lhe pacientar, salientavam esses, a necessária distinção que se deve estabelecer entre o instrutor, falível como qualquer ser humano e a doutrina secreta, divina, pura, que ele nada mais fazia de que interpretá-la. A ideia de adaptar o sistema da Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus-Cohens do Universo, de Pasqually, dentro da Maçonaria, não era tarefa fácil. O sistema maçônico representa a Iniciação Primitiva e é tão antigo como a própria raça humana. Sua ritualística está inserida dentro de um contexto histórico, simbólico e iniciático. Em 1771 recebeu instruções de Saint Martin sobre a ordem e o método, Willermoz era apegado à organização e às experiências, ainda que se sentisse constantemente decepcionado pelos seus insucessos, necessitava de provas para afirmar seu espiritualismo e sentia-se fascinado pelo cerimonial e pelo ritualismo. Saint Martin tentava fazê-lo acessível à voz interior. Jean-Baptiste Willermoz procurava obter por carta, maiores esclarecimentos acerca dos problemas que iam surgindo no transcorrer de sua jornada iniciática. Os resultados positivos da iniciação não apareciam tão rapidamente como os discípulos desejavam, era necessário muito trabalho como em qualquer sistema de iniciação, para que surgisse alguma manifestação de aprimoramento espiritual. Difícil era encontrar adeptos capazes de professar uma Maçonaria Espiritualista, havia homens dispostos a praticar a Maçonaria Ocultista tanto em Lyon, como em Metz, em Strasbourg, em Paris, em Versailles; Willermoz mantinha contato com todos esses grupos de maçons. 16 Os contatos com os grupos maçons da Alemanha foram intensos a partir de 1772. Através do Venerável da Loja “A Virtude”, de Metz: Meunier de Précourt, Willermoz ficou sabendo da sobrevivência da Ordem do Templo na Alemanha através dos Cavaleiros Teutônicos, que era a herança externa e dos Rosa-Cruzes, o legado interno. Em 1772, recebeu uma carta da Loja “La Candeur”, de Strasbourg, confirmando existir na Alemanha, uma Obediência Maçônica rica pelo número e pela qualidade de seus membros, fundada por Superiores Incógnitos e denominada Estrita Observância Templária (EOT). Seu GrãoMestre era o Barão de Hund e o objetivo: a prática das virtudes cristãs e o desenvolvimento moral e espiritual de seus membros. Tratava-se de uma Maçonaria Templária e Ocultista, seus membros estudavam a Cabala, a Alquimia e o Ocultismo em geral, Willermoz foi conquistado ao tomar conhecimento dos objetivos altruísticos e da seriedade dos seus trabalhos. Ocultismo. Em 24 de junho de 1772, a EOT tornou-se Lojas Reunidas Escocesas e o Barão de Hund foi substituído pelo Duque Ferdinand de Brunswick. Em dezembro de 1772, Rodolphe de Salzmann, Mestre dos Noviços do Diretório de Strasbourg, chega a Lyon para fazer a iniciação de Jean-Baptiste e de seus companheiros, na Sociedade dos Filósofos Desconhecidos, como Willermoz, Salzmann era um grande admirador do sistema maçônico. Jean-Baptiste, paralelamente, a Saint Martin, que em setembro de 1772 havia se instalado em Lyon, em sua casa, trabalhavam juntos para o aperfeiçoamento do sistema maçônico, com base na doutrina e no sistema oriundo da Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus-Cohens do Universo e dos demais sistemas existentes que conheciam. Jean-Baptiste Willermoz pretendia através da Maçonaria, a adaptação dos ensinamentos secretos recebidos de Pasqually. Saint Martin permaneceu um ano em Lyon, seguiu depois para sua cidade natal e depois para Paris. Em carta de 14 de dezembro de 1772, Willermoz pedia sua filiação na EOT, o Barão Weiler respondeu-lhe em 18 de março de 1773, que nada aceitariam que fosse contrário à sua religião de nascimento e a seus deveres de cidadãos como fiéis súditos do Rei da França. Conservaram também a ligação com a Grande Loja da França no que dizia respeito aos graus simbólicos; a ligação com a Grande Loja da Alemanha foi estabelecida somente em relação aos altos graus. Em 1773, o Barão Weiler foi a Lyon e iniciou Willermoz e seus companheiros na EOT, deixou instalada a Loja Escocesa Retificada “A Benevolência”, em condições de desenvolver independentemente seus trabalhos, isso aconteceu no dia 07 de novembro de 1773. Face à decadência da parte externa da Ordem dos Elus-Cohens, ocorrida a partir do ano de 1772, com a partida de Pasqually para S. Domingos, Jean-Baptiste encontrou no sistema maçônico um substituto à altura. Nesse novo sistema, pretendia espargir as luzes recebidas na senda interior 17 dos Elus-Cohens e receber também a manifestação do Agente Invisível; retirou então, a partir dessa época, os melhores ensinamentos de suas operações e a luz iniciava a brilhar no seio das trevas. Como a Ordem dos Elus-Cohens, a EOT possuía dez graus, sendo: três simbólicos, três intermediários e quatro superiores, esta última classe, de origem templária. Willermoz obteve a corrente de Jacob Boheme ao ser iniciado por Salzmann e confirmado na linha mais antiga dos Templários, ao associar-se com a EOT. Recebeu o grau de Grande Professo no Convento de Gaules, realizado em Lyon entre 25 de novembro de 1778 a 10 de dezembro de 1778, também conseguiu com Salzmann, que se introduzisse após o sexto grau da EOT, os dois graus denominados: Professo e Grande Professo que continham a doutrina da Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus-Cohens do Universo. A EOT da região de Auvergne (Lyon) ficou conhecida pelo nome de Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa ou Maçonaria Retificada. Os graus simbólicos ficaram sendo quatro: Aprendiz, Companheiro, Mestre e Mestre Escocês; a classe superior ficou denominada: Cavaleiro Professo e Grande Professo. Willermoz, tendo conseguido introduzir no sistema maçônico de Lyon, da EOT, a filiação espiritual e doutrinária de Pasqually, tentou fazer o mesmo no resto das obediências maçônicas. No seu conceito, o Rito Escocês Retificado (RER) tinha por objetivo o estudo das ciências ocultas, pretendia unir o ocultismo com o cristianismo, estudar o esoterismo do cristianismo, considerar a Cristo, o Reparador; crê em Cristo porem renega a autoridade do Vaticano, do Catolicismo de Roma. No RER seus princípios aparecem como cristãos fundamentados nos evangelhos. O Willermosismo tendeu sempre para o agrupamento das fraternidades iniciáticas, à constituição de coletividades de iniciados dirigidas por centros ativos religados ao Iluminismo. No convento de Wilhemsbad, aberto no dia 14 de julho de 1782, Willermoz encontrou o apoio precioso dos dois príncipes dignatários da EOT: os irmãos: Ferdinand de Brunswick, que presidiu o Convento, e Charles de Hesse, recebeu a missão de organizar o RER e foi designado Soberano Delegado Geral do Movimento para a região de Lyon. Conseguiu também que todos os irmãos da Ordem Interior recebessem o título de Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa. E no novo conjunto de graus, no número de sete, continha todo o sistema doutrinário de Pasqually, organizado inteiramente em Lyon através de: Willermoz, Saint Martin, Grainville, Savaron e outros e que a partir do Convento de Wilhemsbad passou a ser adotado igualmente em toda a Alemanha e resto da França. O título "Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa" originou-se do nome da Loja "La Bienfaisance" (“A Benevolência”), de Lyon, que abrigou os primeiros cavaleiros. Em 05 de abril de 1785, Jean Baptiste Willermoz obteve sucesso com as suas operações, a Coisa ativa e inteligente mostrou-se aos homens. O Agente Incógnito, ser de natureza divina, teria ditado uma série de instruções aos Irmãos de Lyon, através de uma sonâmbula: Madame de Vallière:..., “... não rejeiteis a voz do Espírito Puro que se serve de uma mão corruptível", teria dito o Agente. 18 Era a prova definitiva da validade das cerimônias pela manifestação da Coisa, treze anos após a partida de Pasqually para S. Domingos. Willermoz não rejeitou a voz do Espírito Puro, mensageiro da Divindade; seu grupo foi escolhido para ser o centro de irradiação da Luz. Com auxílio do Invisível, ele e Saint Martin adquiriram um lugar de destaque na organização da Maçonaria Retificada e da Ordem Interior; iniciaram adeptos em toda a França e Alemanha, porém sabiam que o sucesso não seria fácil, Saint Martin disse à Willermoz: "... o espírito é como o vento, ele sopra quando quer e como quer e ninguém sabe quem ele é e de onde vem...". Foi também no seio desta Loja que foram recrutados os membros do Conselho dos Onze que fundaram a Loja “Elue et Cherie” (“Eleito e Amado”) pela ação do Agente Incógnito, o mensageiro divino esperado desde o tempo de Pasqually. No dia 10 de abril de 1785, Jean-Baptiste Willermoz comunicou aos onze irmãos de sua Loja “La Bienfaisance”, que ela passaria a denominar-se Loja “Elue et Cherie”, centro de uma nova sociedade. Os irmãos escolhidos pelo Agente foram: Willermoz, Pagannuci, Grainville, Millancia, Monspey, Savaron, Braun, Périsse-Duloc, Castellas, Rachain, Antoine Willermoz. Havia um décimo segundo irmão que estava ausente dos trabalhos e o Agente disse que ele ainda não podia ser designado porque seu coração estava muito ocupado com os negócios profanos. Tudo leva a crer que se tratava de Saint Martin. Jean-Baptiste falava sobre a iniciação: Aquele que me a transmitiu não é um ser inspirado interiormente, nem um magnetizador privilegiado, nem um ser versado nas iniciações antigas, que conhece muito menos que nós. É um ser que goza de todos os sentidos ao escrever, que escreve quando lhe fazem pegar na pena (caneta), sem saber nada do que escreverá, nem a quem escreverá. Uma potência invisível, que não se manifesta a ele senão por diversas partes de seu corpo, toma a mão (psicografia) como se toma a mão de uma criança de três anos, para lhe fazer escrever o que se deseja. Ele não pode conduzir a ação, mas pode resisti-la por ato de sua vontade, que então para de escrever; ele lê então o que sua mão escreveu e é o primeiro admirador do que vê, muitas vezes nada compreende de que escreveu, foi prevenido, desde o tempo que esse dom extraordinário começou a se manifestar nele, que escreveria coisas que não deveria compreender porque não foram escritas para si, mas para aqueles a quem elas se destinavam. O próprio Agente tinha seus superiores, "as potências celestes superiores ou secundárias" que dirigiam seus trabalhos e faziam-no escrever. Eram depósitos de conhecimentos admiráveis, uma doutrina da verdade (Espiritismo?!). A revelação e o desenvolvimento dessa doutrina deveriam continuar, através do Agente, desde que se formasse uma nova sociedade secreta de Iniciação, cujos membros escolhidos individualmente pelo Agente, seriam os obreiros da décima primeira hora, os sucessores dos Apóstolos e dedicados à Grande Obra; seriam os precursores de um novo amanhã, homens regenerados pela fé e pelo trabalho. A reunião havia sido realizada na casa de Savaron, onde Willermoz também dissertou sobre os quatro cadernos de instrução ditados pelo Agente. "Informei-vos do que se passou de vossa eleição pessoal, do destino atribuído a esta nova Sociedade. Esforcei-me, confesso em vos comunicar a persuasão e a confiança de que venho de ser cumulado. Ao aspecto desse depósito maravilhoso, ficaste tão admirados quanto eu... A Iniciação que ele fornecia e a forma que ele a 19 apresentava vos pareceram um prodígio e vós permanecestes tomados de admiração e reconhecimento.” E, assim, a nova Sociedade de amigos foi fundada. Os Iniciados da nova Sociedade não eram recrutados apenas em Lyon, um mês depois, Willermoz viu-se obrigado a aumentar sua correspondência com pessoas residentes em outras cidades. Dois amigos de Saint Martin foram iniciados: o Visconde de Saulx-Tavannes e o Saxon Tieman. Seguindo o apelo do Agente, Jean-Baptiste contatou o Cavaleiro de Barberin, Ferdinand de Brunswick e Charles de Hesse. Em 30 de junho de 1785, a Sociedade possuía trinta membros. Quando o Abade Fournier, último secretário particular de Pasqually, soube do sucesso dos trabalhos de Lyon, partiu para essa cidade, porém, chegando à Lyon, não foi recebido no Templo, porque os altos graus na Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus-Cohens do Universo, de nada valiam na nova Sociedade e também porque somente seriam iniciados novos membros mediante convite especial do próprio Agente. Da mesma forma a decepção se fez sentir com o Dr. Archbold, que foi também rejeitado. Essas pessoas teriam desencadeado uma série de intrigas que abalou a Sociedade. Jean-Baptiste Willermoz parou de remeter sua contribuição ao Abade Fournier. Saint Martin também ficou sabendo da notícia, partiu de Paris, em junho de 1785, levando consigo uma bíblia em hebraico e um dicionário, para entreter-se na viagem. Pelo que se pôde perceber ele teria tido previamente contato com o Agente, porém ele teria agido como precursor não autorizado em relação ao Agente Incógnito e publicado seu livro: “Dos Erros e da Verdade”, sem autorização e com o pseudônimo de Filósofo Desconhecido. O próprio Saint Martin esclareceu esse ponto: "Eu sei que, em meu foro íntimo, a publicação de meus escritos jamais teve meu próprio assentimento completo. O erro que cometi em me deixar conhecer não me pareceu comparável ao de ter escrito. Este último erro ofendeu "La Chose" por me colocar em seu lugar, sem sua ordem; o outro erro não expunha senão minha pessoa". Saint Martin acabou por alcançar a Graça da Reconciliação, porque os homens não são castigados eternamente. Após ter aceitado o Agente como sinal da Divindade, foi recebido em julho de 1785, segundo as leis do Agente, sob o nome de Eques a Leone Sidero, no seio da Loja “Elus et Chérie”, permaneceu em Lyon até janeiro de 1786. De abril a dezembro de 1785, cento e vinte cadernos foram escritos, somente trinta e um foram escolhidos por Willermoz para serem copiados pelos irmãos e servirem de instrução aos novos membros. A Doutrina da Verdade ensinava que Phaleg deveria ser reverenciado como fundador da Maçonaria, no lugar de Tubal-Cain. Phaleg teria reagrupado pela primeira vez homens em Lojas. Esta palavra Loja ensinou o Agente, teria se originado da palavra primitiva Logos ou Verbo. O Agente trouxe um reconhecimento divino às Lojas. Lyon tornou-se o depósito e centro dessa bem-aventurada Luz, que a partir desse local, propagou-se por toda a Província, pela França e outros países. 20 Phaleg. Tubal-Cain. Vários Homens de Desejo foram chamados em presença dos Martinistas de Lyon e se submeteram às formalidades de Iniciação na nova Ordem. Saint Martin ajudou Jean-Baptiste a colocar em ordem os Cadernos de Instrução dos irmãos. Entre 1785 e 1787, foram iniciadas várias pessoas, oriundas de inúmeras localidades, a organização dos círculos de Iniciados em Lyon, recebia a inspiração do Agente, o Superior Incógnito. Desde a revelação, no dia 5 de abril de 1785, Willermoz, com 54 anos de idade, não cessou de trabalhar, inspirado pelo Agente, procurava suscitar nos corações de seus Iniciados, não apenas o conhecimento das coisas transcendentais, mas a convicção de que entravam em uma Loja onde a Luz estava presente e cuja aliança com a Divindade fazia irradiar dessa Loja a Luz dos últimos tempos sobre todas as nações, e que os Maçons Retificados de Lyon formavam os elementos do novo templo escolhido. Esperando a conclusão da Grande Obra, os Iniciados de Lyon deveriam praticar as virtudes ensinadas pelo Agente Incógnito, antes de pretenderem propagar a doutrina por todo o Universo. A fraternidade reinante entre os irmãos castigava os recém-chegados, Gaspar de Savaron, Millanois e Périsse-Duloe salientavam-se por sua cordialidade em relação a todos os irmãos; o próprio Willermoz mostrava-se um mestre afável e hospitaleiro, irradiava amizade entre todos os irmãos. No dia 10 de abril de 1786, os Iniciados de Lyon comemoravam o primeiro aniversário de fundação da nova Sociedade, alguns dias após, o Agente revelou que em três anos sua ação seria renovada e que um ser providencial faria a Sociedade entrar em uma fase decisiva: "Recebeis, como bons estudantes, as lições de Maria ainda no segundo ano, mas no terceiro, Jesus Cristo tornar-se-á vosso mestre. Sua sábia voz escolheu o "tipo" entre vós". Os três primeiros anos foram de muita expectativa para todos os Iniciados de Lyon, porque aguardavam o novo Mestre Incógnito. Esperavam todos os amigos íntimos de Jean-Baptiste Willermoz: Gaspar de Savaron, Grainville, Saint Martin e à distância: Charles de Hesse, Ferdinand de Brunswick, Bernard Turkheim, banqueiro e maçom ativo de Strasbourg, amigo íntimo de Salsmann. O Agente teria também prometido comentários inéditos sobre a Bíblia e sobre os escritos dos primeiros Padres da Igreja. Até 1788 nada de novo ocorreu, o Agente suspendeu sua ação e isto fez com que alguns discípulos ficassem com a fé abalada. Um dos irmãos, o Conde de Tavannes, apresentava de vez em quando, crise de nervos, ele tinha sido encarregado pelo Agente, de procurar um manuscrito grego, que apresentava revelações sensacionais e que estaria depositado na Biblioteca Imperial. Tavannes tentou encontra-lo, mas não teve sucesso e responsabilizou as doutrinas da Iniciação Lyonesa pelo seu estado de saúde. 21 Saint Martin tinha previsto que esse acidente, bem como a falta de comunicação do Agente, iria abalar a reputação dos Iniciados de Lyon. Com efeito, os Iniciados de Strasbourg começaram a vacilar na senda, através das dúvidas lançadas por Bernard de Turkheim, voltaram todos sua atenção para os príncipes alemães. Em 18 de junho de 1788, o Grão-Mestre da Maçonaria Retificada, o Duque de Havre, depositou em Lyon, junto a Jean-Baptiste Willermoz, sua demissão; em vão Jean-Baptiste tentou convencê-lo da realidade dos trabalhos, da sinceridade de intenções de todos os irmãos de Lyon. "Infelizmente, escreveu Willermoz a Saint Martin, por essa época, aquele que recebeu a ordem de velar pelo Agente, de falar a todos em seu nome, tendo as vezes que gritar para melhor se fazer ouvir, não deixou de ser, para alguns, senão um usurpador que, ao abusar dos mistérios, aproveitava-se das circunstâncias para dominar seus irmãos... Seu cargo excitou murmúrios secretos, ciúmes... Outros preferiram duvidar de sua missão, porque ele não a mantinha por prodígios que lhes pareciam necessários para ser acreditado." Saint Martin, profundo conhecedor do caráter de Willermoz, vivendo na sua intimidade há quase vinte anos, acentuou suas atividades após julho de 1785, os Cadernos de Instrução passaram a ser copiados por ele. Em 10 de outubro de 1788, Jean-Baptiste Willermoz convocou uma Assembleia Extraordinária para tentar reconquistar a confiança dos Iniciados; não teve sucesso. Em dezembro de 1789, Saint Martin pediu demissão de Loja Maçônica de Lyon. O Agente reapareceu em 1790, mandou destruir 80 Cadernos de Instrução, que não tinham sido copiados pelos irmãos, porém, entre 1790 e 1791 o Agente ditou mais 40 cadernos, tratando de: orações, liturgia, leis sobre a natureza, comentários sobre a Bíblia etc. Em 1798, surgiu um caderno comentando criticamente as obras do Saint Martin: “Dos Erros e da Verdade”, “A Tábua Natural”, “O Homem de Desejo”, “O Novo Homem”, “O Homem Espírito”. Em 1793, quando eclodiu a Revolução Francesa, o terror tomou conta da cidade de Lyon, Virieu desapareceu, Millanois, Grainville e o veterano Guilaume de Savaron (irmão de Gaspar de Savaron), oficiais do exército em Lyon, foram condenados pelo tribunal e fuzilados. Antoine Willermoz e Bruyzet foram guilhotinados. A obra maçônica de Willermoz sofreu a perseguição da Revolução, muitos Templos Retificados ou Cohens foram obrigados a fecharem suas portas. O sistema maçônico Retificado dos CBCS - Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa estabeleceu-se na Suíça, fugindo dos Revolucionários e depois de Napoleão, dando origem ao Sistema Retificado Moderno; mais tarde, esse sistema voltou à França e recentemente à Alemanha. Muitos fugiram para a Suíça, alguns para o campo, o grupo de Iniciados de Lyon ficou praticamente extinto, Jean Baptiste foi para uma casa retirada onde se reuniam os Iniciados e em dois baús colocou os arquivos e os trouxe para a cidade, no dia seguinte aquela casa ficou reduzida a cinzas. Na casa onde se alojava em Lyon, caiu uma bomba que atingiu um dos baús, desmanchando-o com todos os documentos, Willermoz fugiu levando o que restava dos documentos e colocouos em mãos seguras; parte deles ficou com seu sobrinho Jean Baptiste Willermoz Neveu. 22 Willermoz, como Périsse, seguiu as funções de caridade em hospitais e escapou da condenação, a ação de seu irmão Pierre-Jaques Willermoz, médico, foi decisiva para salvá-lo da Revolução. Passada a tormenta revolucionária, graças aos rituais que havia salvado, Jean-Baptiste Willermoz reorganizou a Maçonaria Espiritualista, onde até a morte procurou como objetivo, as práticas da virtude e da caridade e com que as Lojas e Capítulos fossem centros de seleção para os grupos de Iluminados. A primeira parte de sua obra era clara, a segunda, oculta. Willermoz continuou sua obra sobre a terra, 19 anos após a partida de Saint Martin para o Mundo Invisível (Oriente Eterno) em 1803, os dois Adeptos completavam-se, Willermoz destacou-se pelo seu dinamismo e pela capacidade de organização, usava a Maçonaria como centro de recrutamento para a Ordem Interior. Saint Martin, mais intelectual, procurava em todos os meios onde se achava os Homens de Desejo para colocá-los em Sua Senda Interior. Jean-Baptiste escolheu a Maçonaria como base fundamental para preparar o Iniciado e colocá-lo em condições de marchar na Senda da Luz entre as duas colunas, até chegar ao Oriente, onde encontrará a coluna invisível que o ligará com a Divindade. Para ele, tal como para Saint Martin e demais Mestres do Ocultismo Ocidental, a Iniciação Real é um trabalho eminentemente pessoal, interior. O Homem ao encarnar ficou com o espírito por desenvolver a partir de uma centelha espiritual. O receptáculo é a Alma Humana, a Pedra Bruta que deverá ser transformada e inserida na obra de construção do Templo Universal, a Jerusalém Celeste das almas regeneradas e imortalizadas pelo Verbo Divino. Poucos anos, antes de sua morte, confiou os arquivos a seu sobrinho, seu Iniciado, posteriormente esses escritos foram legados a Élie Steel e depois a Papus, já em 1895. Após a morte de Jean-Baptiste Willermoz, ainda subsistiram Lojas de seu sistema trabalhando com êxito em toda a França, Alemanha e Itália. Referências Sociedade das Ciências Antigas. 23 O presente bloco, a cargo do Ir. Pedro Juk, está sendo apresentado às quartas-feiras, sábados e domingos. Procedimentos de leitura e saudação O Respeitável Irmão Ricardo de Souza Paula, Loja Acácia de Balneário, 3978 Oriente de Balneário Camboriú, Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão: [email protected] Os Irmãos quando vão apresentar uma peça de arquitetura eles procedem de que forma? Temos em nossa Loja 2 correntes: A primeira que eu sigo diz que o Irmão fica de pé e à Ordem, com a peça na mão, saúda verbalmente o Venerável Mestre, Primeiro Vigilante, Segundo Vigilante e demais irmãos, desfaz o Sinal de Ordem e começa a leitura sem pedir licença para tal ao Venerável. A segunda corrente afirma que o Irmão fica de pé e à Ordem, sem falar nada, faz a saudação maçônica ao Venerável Mestre, Primeiro e Segundo Vigilantes (desfazendo o sinal para cada um), aí volta à Ordem e espera o Venerável autorizar. Conforme o ritual - Cobridor do Grau - Página 39 Saudação Maçônica - Est.: à Ord.:, lev.: a m.: dir.: horiz.: até o omb.: dir.: e dep.: deix.: cair ao long.: do corp.: for.: uma esq.:, volt.: depois ao Sin.: de Ord.:. Primeira Instrução - Página 165 O Sin.: Gut.:, ou Saud.: Maç.:, é feito à entrada do Templo, durante os ttrab.:, ao Ven.: Mestre e aos VVig.: - Estando à Ord.:, leva-se a m.: dir.: ao omb.: dir.: e deixa-se cair o br.: d.: ao longo do corpo, volt.:, depois ao Sin.: de Ord.:. Como é o correto então? CONSIDERAÇÕES. Vamos por partes. Obedecendo a regra de que todo obreiro em Loja aberta que estiver em pé e parado fica à Ordem, assim, para a apresentação de uma Peça de Arquitetura, o Obreiro estará por primeiro à Ordem com o seguinte procedimento. Primeiro: ele deve deixar o escrito sobre o assento, se posicionar em pé com o corpo ereto e os pés em esquadria, compondo o Sinal do Grau em que a Loja estiver trabalhando. Segundo: com a postura indicada ele cumpre o protocolo, que não é saudação, proferindo o cargo das Luzes – Venerável Mestre, Irmãos Primeiro e Segundo Vigilantes, e por fim, meus Irmãos. O Venerável, que é o único que pode dispensar o Sinal, em uma atitude de bom senso, dispensa o mesmo para o conforto do usuário da palavra que precisará ter um 24 texto escrito às mãos. Ato seguido o apresentante da Peça, apanha os escritos, procede à apresentação, recoloca os escritos sobre o assento, retoma a postura de se estar à Ordem, desfaz o Sinal e senta-se novamente. Se por acaso o Venerável não se aperceber que o apresentante precise ter as mãos livres para o manuseio do texto, o próprio Irmão pede então essa permissão ao Venerável. Não há como confundir procedimentos de telhamento e saudação com a oportunidade de se estar em pé em Loja aberta para o cumprimento de um ofício. Um obreiro fazendo uso da palavra se dirige por primeiro as Luzes da Loja por protocolo consuetudinário o que não é em hipótese alguma a saudação maçônica pelo Sinal, daí não se dever saudar pelo Sinal a cada cargo proferido pela ocasião protocolar. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Ratificando, no uso da palavra o usuário à Ordem, sem desfazer o sinal a cada citação, profere o cargo dos enunciados. Também não se deve confundir que ao se desfazer o Sinal pelo cumprimento simbólico da pena esteja obrigatoriamente se fazendo uma saudação. É bem verdade que os procedimentos são iguais, porém as finalidades é que se distinguem. A sutileza da ritualística é rica em detalhes que demandam de um bom entendimento para a verdadeira compreensão da Arte. T.F.A. PEDRO JUK [email protected] - OUT/2012 Na dúvida pergunte ao JB News ( [email protected] ) que o Ir Pedro Juk responde ( [email protected] ) 25 Agenda das Lojas da Grande Florianópolis (GLSC) Fonte: Ir. Édio Coan, Assessor Especial de Comunicação da GLSC LOJAS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS JURISDICIONADAS A M:.R:. GRANDE LOJA DE SANTA CATARINA (Florianópolis, São José, Palhoça e Santo Amaro) NOVEMBRO/2012 INICIAÇÃO, ELEVAÇÃO, EXALTAÇÃO, PALESTRA, ANIVERSÁRIO E OUTROS DATA EVENTO LOCAL HORA SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO – JARDIM ITAGUAÇU/ 16/11 20H LOJA ALFERES TIRADENTES, 20 ABRAÃO SESSÃO MAGNA DE INICIAÇÃO – 17/11 BARREIROS/SJ 17H LOJA LAURO MULLER, 7 SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO – 19/11 BARREIROS/SJ 20H LOJA PADRE ROMA, 16 SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO – 19/11 MONTE VERDE 20H LOJA SOLIDARIEDADE, 28 SESSÃO MAGNA DE ELEVAÇÃO – JARDIM ITAGUAÇU/ 21/11 20H LOJA ALDO LINHARES SOBRINHO, 93 ABRAÃO SESSÃO MAGNA DE ELEVAÇÃO – 22/11 JARDIM ATLÂNTICO 20H LOJA DELTA DO UNIVERSO, 98 SESSÃO DE ANIVERSÁRIO – 22/11 MONTE VERDE 20H LOJA 14 DE JULHO, 3 SESSÃO DE ANIVERSÁRIO – 22/11 ESTREITO 20H LOJA UNIÃO E VERDADE, 53 SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO – 26/11 JARDIM ATLÂNTICO 20H LOJA ACÁCIA DA ARTE REAL, 50 SESSÃO DE ANIVERSÁRIO – PONTA DE 26/11 20H LOJA ARY BATALHA, 31 BAIXO/SJ ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES 28/11 MONTE VERDE 20H 2012 – LOJA CAVALEIROS DA LUZ, 64 SESSÃO MAGNA DE ELEVAÇÃO – 29/11 ESTREITO 20H LOJA UNIÃO E VERDADE, 53 SESSÃO COM PALESTRA – JARDIM ITAGUAÇU/ 30/11 20H LOJA ALFERES TIRADENTES, 20 ABRAÃO ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES 30/11 MONTE VERDE 20H 2012 – LOJA SOLIDARIEDADE, 28 Rádio Sintonia 33 e JB News. Eles se completam. Música e informação 24 horas/dia, o ano inteiro. Rede Catarinense de Comunicação da Maçonaria Universal. www.radiosintonia33.com.br 26 Vista da capela no Castelo dos Templários, na enigmática cidade de Tomar, em Portugal. A foto, do acervo JB News, data de novembro de 2011. 27 Fundada em 07/12/1895, a Augusta, Respeitável e Grande Benfeitora Loja Simbólica "Estrela do Rio Claro" nº 496 - é filiada ao Grande Oriente de São Paulo e federada ao Grande Oriente do Brasil. Possui em torno de 120 membros e atua no Rito Escocês Antigo e Aceito. Possui todos os corpos maçônicos: Loja Base, Loja de Perfeição, Capítulo Rosa Cruz, Conselho Filosófico de Kadosh e Consistório (até o grau 32). Foi agraciada com a Cruz da Distinção Maçônica. 28 Sábado é dia dos versos do Ir Adilson Zotovici. Os de hoje o Ir. Adilson visualiza a Abóbada de Aço ! ABÓBADA DE AÇO A Loja já está composta, O Templo bem preparado ! Para continuar a obra proposta Em seu interior consagrado ! O Venerável, com maestria, Pelo Livro da Lei amparado Convoca entre os seus, sinergia Para cumprirem o jurado ! Alvenéus com ferramental ideal Mentes sãs, em sintonia ! Purificado e guardado o local Onde boa Egrégora, vigia ! Mas é dia de festividade ! Afluirá muita gente afinal Franquear-se-á, à sociedade Do Templo, o protegido Portal ! Serão bem vindos os convidados, Do simplório à autoridade ! De raças e credos, variados Mas, profanos... na verdade !!! Haverá cortesia e proteção ! Com necessários cuidados Como que uma ablução Aos que estão, e aos chegados ! Com as portas ainda trancadas 29 Prepara-se a recepção ! Para quando então, liberadas E entrar a população ! Duas colunas perfiladas O Venerável manda formar ! Com obreiros e suas espadas Para delas, a força, emanar ! Organizado o espaço Como belo telhado a ornamentar Qual livrará de qualquer embaraço Quem estiver, ou por ali passar ! As más energias transmutarão ! Como se, num fraternal abraço Recebidos, um a um, de cada irmão, Pelo poder...da “ Abóboda de aço” ! Adilson Zotovici ARLS Chequer Nasssif-169 Adilson Zotovici ARLS Chequer Nassif-169 São Bernardo do Campo - SP 30