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JB NEWS
Informativo Nr. 813
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Editoria: IrJeronimo Borges – JP-2307-MT/SC
Loja Templários da Nova Era nr. 91 (GLSC)
Quintas-feiras às 20h00 - Templo: Obreiros da Paz - Canasvieiras
Gramado (RS) 17 de novembro de 2012
Edição deste sábado elaborada em Gramado (RS)
Com 30 páginas em PDF
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Almanaque
Opinião: Mario Gentil Costa (A beleza da dúvida cartesiana)
A Gravata preta na indumentária maçônica... – Ir. Daniel Prates
Fundação Nacional da Maçonaria I
Maçons Célebres – Ir. Paulo Roberto (
Perguntas e Respostas – Ir. Pedro Juk (Procedimentos de leitura e saudação)
Destaques JB
Pesquisas e artigos desta edição:
Arquivo próprio - Internet – Colaboradores – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias e www.google.com.br
Os artigos constantes desta edição não refletem a opinião deste informativo, sendo de plena responsabilidade
de seus autores.
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Livros Maçônicos – indicação JB News
Autor: Walter Celso de Lima
Título do livro: “Ensaios sobre Filosofia e Cultura Maçônica”.
Release: (material informativo sobre o livro):
Trata-se de um livro composto de 25 ensaios sobre a filosofia e cultura maçônica. Estes 25
ensaios são independentes e estanques, podendo ser lidos em ordem aleatória. Destacam-se
ensaios sobre:
filosofia;
a procura de um Ser Superior;
os valores e a cultura maçônica;
direitos e rituais maçônicos;
fraternidade e beneficência;
ética;
o Rito Brasileiro e o Rito Britânico (chamado no Brasil de Rito de York); e
o último ensaio, escrito por Eleutério Nicolau da Conceição (conceituado maçom da
Grande Loja de Santa Catarina): as três vertentes da Maçonaria.
Todos os textos são baseados em pesquisa bibliográfica, referida no final de cada
ensaio. Nenhum destes ensaios exaure cada assunto, cujos temas desenvolvidos não podem ser
considerados esgotados em suas possibilidades de estudo. As referências bibliográficas destinamse aos leitores que desejam se aprofundar no tema dos textos.
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Hoje, 17 de novembro de 2012, é o 322º. dia do calendário gregoriano.
Faltam 44 para acabar o ano.
Para aprofundar-se no conhecimento clique nas palavras sublinhadas.
Eventos Históricos
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1558 - Elizabete I da Inglaterra torna-se rainha e é a última representante da dinastia Tudor a
ocupar o trono.
1717 - Início da construção do Convento de Mafra.
1851 - Fundação do município cearense de Maranguape.
1855 - O explorador escocês David Livingstone é o primeiro ocidental a chegar às Cataratas
Vitória.
1869 - Inauguração oficial do Canal de Suez.
1875 - Fundação oficial da Sociedade Teosófica.
1889 - Proclamação da República: a família real brasileira parte para o exílio em Paris.
1895 - Fundação oficial do Clube de Regatas do Flamengo.
1903 - Assinatura do Tratado de Petrópolis: o Acre é incorporado ao Brasil.
1905 - A Coréia é declarada um protetorado japonês.
1913 - O Canal do Panamá, na América Central, é aberto para ligar os oceanos Atlântico e
Pacífico.
1922 - Queda do Império Otomano
1960 - Butiá é elevada a vila.
1982 - É lançada a primeira edição do Memorial do Convento, de José Saramago.
1997 - Fundação do Maranguape Futebol Clube, da cidade de Maranguape, no estado do Ceará.
2006 - A Sony lança seu videogame nos EUA, o Playstation 3.
ncipação política). ia
Feriados e Eventos cíclicos:
Brasil
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Assinatura do Tratado de Petrópolis no estado do Acre
Dia da Criatividade
Dia nacional de combate a Tuberculose
Emancipação da cidade de Paranhos
Internacional
 Dia Internacional do não fumador
 Dia Internacional de Sensibilização para a Prematuridade
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Santos do dia Católico
 Alfeu
 Gregório Taumaturgo
 Isabel da Hungria
 Vitória
 Santo Antônio da Cachoeira.
ncip
Históricos maçônicos do dia:
(Fonte: “o Livro dos Dias” 16ª. edição e arquivo pessoal)
1907:
Graças ao trabalho diplomático do Ir Barão do Rio Branco, o Acre que foi incorporado ao território
brasileiro por outro Irmão, Plácido de Castro, é reconhecido como parte integrante do Brasil, mediante o
pagamento de dois milhões de libras esterlinas, cessão de terras em Mato Grosso e construção da estrada de
ferro Madeira-Mamoré.
1950:
Fundação da ARLS 14 de Julho nr. 3, de Florianópolis (GLSC)
1966:
Fundado o Supremo Conselho de Israel
1986:
Fundação da ARLS Templários da Arte Real nr. 44, de Blumenau (GLSC)
1990:
Renasce a Grande Loja da Thecoslováquia, destruída por Hitler em 1939 e depois pelos comunistas em
1948.
1993:
Fundação da ARLS Rei Davi nr. 58, de Florianópolis (GLSC)
Academia Maçônica de Letras do Brasil.
Arcádia Belo Horizonte
www.academiamaconicadeletrasdobrasil.blogspot.com
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Mario Gentil Costa, escreve aos sábados e domingos
O autor é médico em Florianópolis.
Contato: [email protected]
http://magenco.blog.uol.com.br
"A BELEZA DA DÚVIDA CARTESIANA"
Não devemos confundir filosofia com teologia, escatologia e telefinalismo.
Tenho um dicionário de Francisco Silveira Bueno – em 9 volumes – muito superior
ao Aurélio, que diz textualmente: "Escatologia = estudo do que acontecerá depois do fim
do mundo". Pode alguém imaginar maior adivinhação que esta? Alguém, algum dia,
seria capaz de fazer afirmações em torno disso? Só mesmo delirando. Mesmo porque
não há, sendo o mundo visto como o Universo, a menor probabilidade de que tal venha
a acontecer.
O Universo nunca terá fim. Porque ele é a própria existência. A única coisa que
vai acontecer com absoluta certeza é o fim da vida no planeta Terra. E esse evento só
poderá ocorrer de três maneiras: uma – a mais garantida – por motivos astrofísicos,
quando o Sol queimar sua última molécula de hidrogênio e se transformar – como de
fato é previsto pela ciência (e não adivinhado) – numa gigante-vermelha que englobará e
incinerará todos os planetas interiores (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), fato que já
aconteceu com outras estrelas, Antares, da constelação do Escorpião, incluída. Outra
hipótese desastrosa seria o eventual choque com um meteorito de grandes proporções,
uma colisão acidental de astros que também já ocorreu alhures. E a última – que
depende do comportamento humano – se a humanidade se autodestruir num conflito
nuclear de proporções planetárias. Isso, sim, dizimaria a espécie humana e a maior
parte da vida animal e vegetal na superfície. Pronto! Está dito o que a ciência sabe,
prova e garante.
O resto, escatologias à parte, é chute de gente que nada sabe e gosta de praticar
adivinhações. É conversa-fiada de ignorantes presunçosos, incluídos aí todos os papas,
teólogos e profetas bíblicos. Não há a menor possibilidade de essa gente ter qualquer
razão em suas previsões místicas. Acho que isso basta para separar os alhos dos
bugalhos. A única ferramenta de que dispomos para estudar essa fenomenologia é a
ciência.
Mencionei os dogmas de propósito, justamente por tê-los na conta das afirmações
mais infundadas e descabidas de que é capaz um papa ou um desses escatólogos
atrelados aos ditames da fé organizada. Nada disso tem apoio na razão ou na lógica.
Mas apesar dessa carência, há pessoas ingênuas que lhes dão crédito irrestrito. E não
exagero nas minhas afirmações, todas admitidas pelos maiores luminares do saber
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científico. Em contrapartida, o que dizer do dogma da infalibilidade do papa? Isso não é
abusar da boa-fé dos crentes? Então, o que é? Como pode um papa afirmar coisas que
o bom senso rejeita e, ainda assim, questionar o que afirmam aqueles que têm a razão e
a lógica como pilar de sustentação? Qual dos dois merece credibilidade? O profeta, que
previu absurdos que jamais se realizaram? O papa, que se diz iluminado pelo espírito
santo e, em nome dessa falácia, se autodenomina ‘infalível’? Ou o cientista que se utiliza
da física, da química ou da matemática para, depois de muito desgaste mental e anos
de cálculos e profundos estudos, fazer previsões fundadas em raciocínios e testes
confirmados em laboratório?
Como foi que Galileu provou a tese da igualdade da velocidade da queda dos
corpos no vácuo? Por inspiração divina? Como foi que Lavoisier chegou à estupenda
conclusão que o levou à lei da conservação da matéria em todo o Universo (Natureza)?
Terá sido através de revelações místicas, vindas diretamente do além? Isso, sim, essas
leis imutáveis mereceriam o rótulo de dogmas. Mas dogmas documentados, límpidos,
claros, insofismáveis, indiscutíveis, que se repetem e confirmam a cada teste, dia-apósdia, ano-após-ano.
A diferença entre esses gênios e os papas está na tríade grega dos teoremas:
hipótese, tese e demonstração. Peça-se a um papa para demonstrar um único de seus
dogmas. Claro que ele nunca será capaz de fazê-lo. Se pedíssemos a Pio XII uma
justificativa racional para o dogma da "subida de Maria ao ‘céu’ em-carne-e-osso",
teríamos uma resposta convincente? Jamais!
No entanto, a maior prerrogativa dada ao cérebro humano foi questionar em
busca da compreensão. Foi graças a esse maravilhoso recurso intelectual da dúvida
aristotélica e cartesiana que a ciência nos ajudou a compreender o que sabemos e que,
por azar, ainda é tão pouco. Mas é o máximo que podemos ostentar, com a imensa
vantagem de que iremos compreendendo cada vez mais, desde que não nos deixemos
enganar por escatólogos, profetas e teólogos e dediquemos toda a atenção ao que nos
dizem os postulados que provêm dos esforços fundados na razão.
Então, fica assim: 2+2=4 e a lei de Lavoisier sempre serão verdades, ao passo
que afirmações com base no além sempre serão conceitos sem sustentação. Crer é
aceitar passivamente, mas não é compreender. Que cada creia no que quiser, até
mesmo no impossível, desde que guarde consigo sua crença e não a imponha a
ninguém. Porque se a crença é livre, a descrença também é...
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A GRAVATA PRETA NA INDUMENTÁRIA MAÇÔNICA - A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL - A
HALLSTONE JEWEL
Daniel Prates - MM
ARLS Lyceum Paranaensis 4046
GOB/PR
A maior parte das gravuras e fotos antigas não denota que os maçons utilizavam
especificamente terno preto e gravata preta, até o final do século 19 e começo do século
20. A foto abaixo, dos idos de 1880, do Irmão G. W. Speth (Quatuor Coronati), por
exemplo, mostra ele usando uma camisa de gala com gravata borboleta branca.
Isto pelo jeito era o costume até a primeira década do século 20. Contudo, após a
Primeira Guerra Mundial, em sinal de luto pelos que tombaram lutando pela Inglaterra
neste conflito, os maçons ingleses começaram a utilizar a gravata preta.
"5. Os francomaçons sempre usaram gravata preta?
R: Não, nós não as usamos sempre. Esta indumentária em loja seria apropriada para a posição e bolso
através dos séculos 18 e 19. Gradualmente o uso do terno e gravata foi se transformando em norma
(muito embora estes variassem em estilo). A gravata preta que se transformou em lugar comum depois da
primeira guerra era usado como sinal de respeito pelos irmãos nela falecidos. Então a resposta seria que
tal roupa se tornou de uso comum após 1918 mas está agora se tornando cada vez menos freqüente, em
seqüência à introdução das gravatas de festival, de loja, provinciais e de grande loja."
Considerando a distância histórica do conflito, longe de diminuir, a meu ver só aumenta
as razões pelas quais seja importante a adoção da gravata preta que, infelizmente nos
dias de hoje vêm caindo no esquecimento. Como os Ingleses têm o hábito de usar
gravatas padronizadas para tudo (clubes, sociedades, times etc.), e a prática de usar a
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gravata preta vem caindo em desuso, a nova prática é o uso de gravatas com temas da
Ordem.
A situação da lembrança da Primeira Guerra está bem presente na prática maçônica
inglesa, e o uso da gravata preta é só uma de suas características. Logo após o fim do
conflito, o Grão Mestre da UGLE sugeriu a criação de uma jóia destinada a relembrar os
falecidos no conflito. A sugestão acabou se entremeando com a perspectiva da
construção de um novo Palácio Maçônico em Londres (O atual e bem conhecido
Freemasons Hall, construído entre 1927 e 1933, e que inicialmente era conhecido como
"Masonic Peace Memorial" justamente por sua vinculação à lembrança dos tombados no
conflito). Em alguns anos a idéia evoluiu para o seguinte: Lojas que contribuíssem para
a construção do novo Palácio seriam agraciadas com a Jóia referente à memória dos
falecidos na Guerra (que acabou sendo chamada de "Hallstone Jewel"). O próprio prédio
seria consagrado como uma homenagem aos soldados já referidos. Note-se, quem era
agraciado com a Jóia era a Loja, e não um Irmão em particular (foram emitidas
exatamente 1321 jóias, para 1321 lojas). Também haviam comendas individuais, dadas
a Irmãos que contribuíssem acima de um certo valor.
Lojas agraciadas com a Hallstone Jewel obviamente ainda a têm nos dias de hoje, e de
acordo com a regra, quem utiliza a jóia é o Venerável Mestre. Sempre que um mestre
novo é empossado como Venerável, ele recebe também a Hallstone Jewel. A forma
apropriada de transmissão da jóia, pelo venerável que deixa a cadeira, ainda tem lugar
no ritual de emulação. Vejamos em que termos ele se comunica como o recémempossado Mestre da Loja:
"Venerável Mestre, eu agora apresento à vossa atenção a Hallstone Jewel, a qual foi
conferida à esta loja pelo Venerabilíssimo Grão-Mestre. Você irá observar que a sua
forma é simbólica, pois nos quadrados laterais estão inscritas as datas 1914-1918;
quatro anos de supremo sacrifício. No centro há uma figura alada, representando a Paz,
suportando um templo. Isto simboliza o presente dado pela Ordem Inglesa para a
construção de um novo templo em memória daqueles irmãos que fizeram o supremo
sacrifício na cauda do Rei e de seu País (...)"
Aqui temos uma imagem da Hallstone Jewel:
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Este sacrifício a que tanto alude o ritual não foi coisa pequena: O Reino Unido sozinho
perdeu quase 900 mil soldados (mortos) na Grande Guerra, com um adicional de mais
1.600.000 feridos, totalizando mais de 20% das baixas totais do lado dos Aliados (que
perdeu quase seis milhões em mortos e doze milhões em feridos, isto para não contar
as perdas civis). Muitos foram instantaneamente pulverizados nas trincheiras a troco de
nada: apenas para citar um exemplo, os ingleses perderam cerca de 350.000 soldados
apenas na Batalha do Somme de 1916, que duraram poucas semanas - em troca de
alguns quilômetros de terreno ganho à custa dos Alemães (que sofreram perdas
semelhantes).
Assim, quando envergamos a gravata preta, convém lembrar também com reverência do
motivo por trás de sua adoção.
Fontes:
Emulation Ritual (Lewis Masonic)
http://www.southchurch.mesh4us.org.uk/pdf/HallStoneJewel.pdf
http://freemasonry.london.museum/os/wp-content/uploads/2010/10/The-HallstoneJewel.pdf
"Twenty Questions"
http://en.wikipedia.org/wiki/Battle_of_the_Somme
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FUNDAÇÃO DA MAÇONARIA - I
O CONTRIBUTO DA IDADE MÉDIA
GRANDE LOJA DE PORTUGAL
DEPARTAMENTO DE DOCÊNCIA MAÇÔNICA
GRÃO-MESTRE JOSÉ DIAS FERREIRA
Arquivo Nacional Maçônico Alexandre Herculano
A história diz-nos que na Idade Média a maioria dos artesãos tinham residência fixa.
Produziam bens para a venda local e permitiam que os intermediários comercializassem
os mesmos em mercados distantes. A Arte dos maçons era estranha para todos os
restantes artesãos. Os maçons tinham que se deslocar para outros locais e esses locais
de trabalho eram imprevisíveis.
A História diz-nos ainda que a forma habitual de organização das artes e dos ofícios era
a Guilda local. Tratava-se de uma organização social e econômica. Tratava-se de uma
organização que permitia que as pessoas se tratassem como uma família, apesar de
essa relação ser artificial. Unia-os interesses comuns, reforçados por juramentos e
rituais. Existia um santo padroeiro da arte e uma irmandade religiosa. As entidades civis
tentavam controlar e regulamentar as artes.
A afiliação à Guilda era um privilégio que seria guardado, preservado e aceitavam com
tolerância os visitantes ou forasteiros.
Eram também conhecidas como corporações. Muitas eram admitidas na vida e no
governo dos burgos, sendo-lhes concedido um “selo da causa” e onde eram definidos os
seus direitos e poderes.
Idade Média
A Idade Média também é muito conhecida como Idade Medieval, Era Medieval ou Época
Medieval.
A Idade Média teve inicio com a ruína do Império Romano do Ocidente, no século V,
terminando com o fim do Império Romano do Oriente, com a Queda de Constantinopla,
no século XV e no ano de 1453 d.C..
Ano de 1475
O selo da Incorporação dos Maçons e Artífices de Edimburgo foi concedido em 1475.
Em Aberdeen e Glasgow, os carpinteiros (maçons e artífices) e tanoeiros agrupavam-se
em corporações que receberam os seus selos em 1527 e 1551. Mas as artes já existiam
muito antes destas ocorrências. A recepção dos selos podem porém explicar a
visibilidade da organização.
Ano de 1483
Em Aberdeen, em 1483, o Conselho de Burgo envolveu-se numa relação de disputa
entre seis maçons da Masownys of the Luge, havendo multas por ofensas, com a
exclusão de alguns maçons da Loja. A Loja deve ter sido construída por volta de 1485.
Ano de 1493
Em 1493, três maçons comprometeram-se a permanecer e a residir nessa Loja (Luge).
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Originalmente, a Loja de um Maçom seria o seu local de trabalho protegido, um local
temporário, eventualmente uma estrutura junto a uma parede de um edifício já existente
ou em construção.
A palavra Loja não existe em Inglaterra
Na Alemanha e no século XV, os Steinmetzen das Lojas (Bauhutten) mantinham
contatos e reuniões periódicas para regularem a arte.
Sendo certo que em Inglaterra não existia a palavra LOJA. Aliás, os Antigos Deveres
falam de Assembléias Anuais.
O conceito de Loja é utilizado na Escócia e na Europa Continental e, só mais tarde,
usado em Inglaterra.
As reuniões anuais inglesas representavam mais um ideal que uma realidade, podendo
acontecer algumas reuniões informais de maçons para regulamentarem o ofício,
certamente nos momentos mais importantes e relacionados com o trabalho de novas
edificações.
A Inglaterra diz-se herdeira da Maçonaria. Será verdadeira essa afirmação?
Podemos declarar que em Inglaterra existiram no passado umas cópias dos Antigos
Deveres e o uso difundido da palavra “maçom livre” e “maçom aceite”.
Mas a investigação histórica diz-nos que em 1717 não havia maçonaria operativa em
Inglaterra e a MAÇONARIA moderna ainda não tinha sido desenvolvida.
O que ocorreu nessa data?
A história maçônica moderna tenta associar-se aos Antigos Deveres e fundamentar a
sua pertença maçônica por associação às Guildas, ou às Confrarias, que há muito
tinham deixado de existir, por já não serem necessárias.
Uma Ilusão
Como nos coloca em relevo David Stevenson, (The First Freemasons, Scotland’s Eraly
Lodges and Their Members, Aberdeen University Press, 1988), é ilusório continuar a
sustentar que a Maçonaria Especulativa nasceu em Inglaterra, repentinamente, em
1717, com o acordo de quatro Lojas, formando a Grande Loja de Londres.
Já é claro para os investigadores que não houve e não há até hoje documentos que em
termos de análise científica, histórica, verossímil, credível, atestem esta organização e
este fato histó-rico de 1717.
Ausência de Documentos
A ausência de documentos que possamos considerar fidedignos sobre a história da
Grande Loja de Londres em 1717 propicia o aparecimento de lendas e hipóteses
historicamente não comprovadas.
Na “An Encyclopedia of Free Masonry”, Albert G. Mackey, maçom norte-americano de
grau 32, escreve que “os elos em falta da cadeia de provas têm sido freqüentemente
substituídos por invenções gratuitas […] e afirmações de grande importância têm sido
negligentemente baseadas em documentos cuja autenticidade não está provada”.
A versão oficial diz ter havido uma reunião preparatória de quatro Lojas. Há quem vá
aceitando a Lenda, mas a história da Grande Loja de Londres em 1717 e dos cinco anos
subseqüentes precisa ser validada. A investigação universitária, histórica e a própria
investigação maçônica exigem uma abordagem da História da Maçonaria e a conclusão
atual é o nascimento de uma maçonaria artificial que acabou por ser aceita e associada
a 1717.
Em síntese, desenvolveu-se artificialmente a chamada Maçonaria atual. Com um
conjunto de documentos medievais desenvolveu-se a Maçonaria Moderna.
Se aceitarmos a Lenda, formou-se uma macroestrutura administrativa em 24 de
Junho de 1717, nas festividades de S. João Baptista.
FIM DO FASCÍCULO I
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Este bloco, apresentado todas as terças e sábados,
é produzido pelo Ir. Paulo Roberto Pinto
MI da ARLS Rei David nr. 58 (GLSC)
Florianópolis – Contato: [email protected]
.
Jean - Baptiste Willermoz
(WILLER
Comerciante de sedas e convicto maçom.
Lyon (França), 10 de julho de 1730 –
Lyon (França), 20 de maio de 1824.
Jean Baptiste Willermoz era filho de Claude e Caterin Willermoz,
comerciante da cidade. Devido as necessidades da família foi obrigado a deixar os estudos aos 12
anos de idade, na Escola da Trinité da cidade de Lyon, para ajudar o pai nos negócios, três anos
mais tarde ingressou como aprendiz numa loja especializada em comércio de seda.
Tendo aprendido a profissão, instalou-se, aos 24 anos, por conta própria, produzindo e
comercializando sedas.
Tornou-se maçom em 1750, aos vinte anos de idade, e em 1752, foi eleito Venerável Mestre da
sua Loja, fundando no ano seguinte, em 1753, sua própria Loja Maçônica, a “La Parfait Amitié” “A Perfeita Amizade”, que se viria a juntar à Loja Mãe de Lyon em 1756. Tendo um rápido
desenvolvimento realizando estudos ocultistas e principalmente a alquimia.
Willermoz permaneceu Venerável dessa Loja durante oito anos, dedicava parte de seus recursos
às obras de caridade junto à comunidade. Para o profano, era tido como um homem sério, honesto,
enriquecido pelo trabalho com o comércio de sedas, cristão e frequentador da Igreja; pelos seus
discípulos era admirado pela sua cordialidade e pela grande dedicação aos trabalhos maçônicos.
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Na própria família, outros membros se interessaram pelo ocultismo: sua irmã mais velha, Claudine
(Madame Provençal), seus irmãos Antoine e Pierre-Jacques, seu sobrinho Jean Baptiste Willermoz
Neveu.
No meio ocultista era admirado pela solidez de seus conhecimentos que eram praticados
juntamente com um pequeno grupo de esoteristas, escolhidos criteriosamente no seio da
Maçonaria.
Durante sua longa existência, Willermoz manteve correspondência com os principais ocultistas
de sua época: Martinez de Pasqually, Saint Martin, Joseph de Maistre, Savalette de Lange,
Brunswick, Saint Germain, Cagliostro, Dom Pernety, Salzman e outros ocultistas alemães,
franceses, ingleses, italianos, dinamarqueses, suecos e russos.
Em 21 de novembro de 1756, sua Loja filiou-se à Grande Loja da França, com a evolução dos
trabalhos, fundou uma Obediência, composta por três Lojas, tornou-se o primeiro Grão Mestre da
Grande Loja dos Mestres Regulares de Lyon.
Em 1760 as três Lojas contavam com 62 membros: “A Perfeita Amizade”: 30 membros, “A
Amizade”: 20 membros, “Os Verdadeiros Amigos”: 12 membros. Foi eleito presidente da Grande
Loja dos Mestres Regulares de Lyon, em 04 de maio de 1760, o irmão Grandon, recebeu do
Conde de Clermont, o reconhecimento da Grande Loja da França e também o direito de ocultar os
Altos Graus Escoceses.
Willermoz elegeu-se Grão-Mestre da Grande Loja de Lyon em 1761/1762, mas não aceitou a
renovação de seu mandato em 1763 para que pudesse dedicar-se mais à parte oculta.
Em 1763 fundou juntamente com seu irmão Pierre-Jacques, o Soberano Capítulo dos Cavaleiros
da Águia Negra, nele, entraram os irmãos mais instruídos das Lojas de Lyon. As reuniões eram
secretas para evitar a curiosidade dos demais irmãos, a admissão de novos membros foi fechada,
estudavam particularmente o simbolismo e a importância dos diversos níveis e os catecismos
(rituais) dos diferentes graus e sistemas maçônicos.
Jean-Baptiste Willermoz e seus companheiros não aprovavam os graus possuidores de
vingança contidos em muitos sistemas maçônicos, com relação aos exterminadores da Ordem do
Templo em 1313.
Os membros do Soberano Capítulo dos Cavaleiros da Águia Negra estariam ligados aos
Iluminados de Avignon, dirigidos por D. Pernety, este, tinha contato com a “Estrita Observância
Templária”, na Alemanha e provavelmente também com D. Martinez de Pasqually e, que, por seu
intermédio, possivelmente, foi que conheceu Pasqually e que veio a se tornar Delegado Geral da
“EOT” para a região de Lyon.
Com a aprovação da Grande Loja da França, os maçons de Lyon desenvolveram seus trabalhos
sob o comando de sua própria Grande Loja, Willermoz deixou o Grão-Mestrado em 1763,
tornando-se simples Guarda-Selos e Arquivista, nunca deixando de exercer alguma função na
Maçonaria.
Acreditava, desde a sua primeira admissão na Maçonaria, que Esta detinha o conhecimento de um
objetivo possível e capaz de satisfazer o homem honesto. Trabalhos e estudos há mais de vinte
anos, uma correspondência particular intensa com os Irmãos mais instruídos da França e do
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exterior e os arquivos da Ordem em Lyon, forneceram-lhe os meios para encontrar os inúmeros
sistemas, alguns mais simples que outros.
Willermoz era em primeiro lugar, um discípulo esforçado, dedicado aos estudos, em segundo,
foi um grande organizador de sistemas iniciáticos, grande pesquisador, ativo e prático; pela
relação com D. Pernety, deu uma impregnação alquímica ao seu sistema maçônico cujo objetivo
era alcançar a Iluminação, realizar a Grande Obra.
Em uma viagem à Paris, em maio de 1767, encontrou Bacon de La Chevalerie, substituto da
Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus-Cohens do Universo, no Grão Mestrado, foi nessa
oportunidade que constatou pela primeira vez com a doutrina de Martinez de Pasqually. Tinha 37
anos de idade quando foi iniciado por Pasqually na Ordem dos Elus-Cohens, em cerimônia
realizada em Versailles, proximidades de Paris.
Bacon colocou Willermoz em contato também com outros irmãos e, juntamente com seu irmão
Pierre Jacques, entraram na nova Sociedade, cujo chefe era Pasqually, um dos sete chefes
soberanos universais da Ordem, como ele próprio se apresentava.
Iniciado há 18 anos na Maçonaria e possuidor de todos os seus graus, compreendeu que até aquele
momento nada sabia da Maçonaria essencial e que havia um vasto campo de conhecimentos a
percorrer.
Seus conhecimentos de alquimia, uma ampla base de conhecimentos de simbolismo maçônico e
do ocultismo em geral, permitiram-lhe destacar-se rapidamente na Ordem dos Cavaleiros Maçons
Elus-Cohens do Universo. As teorias expostas por seu novo Mestre respondiam aos desejos
secretos que possuía e a tudo aquilo que sempre procurou. A nova Ordem detinha prescrições
particulares a seus discípulos; era vetado o consumo de sangue, dos rins, e da gordura dos animais,
recomendava a prática mundana com moderação e duas vezes por ano praticavam um rigoroso
jejum; também, abstinham-se de toda alimentação algumas horas antes de seus trabalhos.
Pasqually concedeu-lhe o direito de estabelecer uma Grande Loja do novo rito em Lyon e deu-lhe
o título de Inspetor Geral do Oriente em Lyon e fez com que entrasse como membro não residente
do Tribunal Soberano de Paris. Em 13 de março de 1768, Bacon de La Chevalerie ordena
Willermoz no Grau Rosa Cruz.
Jean-Baptiste Willermoz iniciou longa correspondência com Pasqually, através da qual era
instruído acerca das operações de equinócio e em relação aos trabalhos diários.
Determinados irmãos iam de Bordeaux à Lyon para trabalharem com Willermoz. Os irmãos de
Paris realizavam trabalhos a sós ou acompanhados por Pasqually, como o Mestre não tinha meios
de estar presente em todos os lugares ao mesmo tempo, havia irmãos descontentes, JeanBaptiste procurou acalmar os irmãos, tanto os de Paris como os de Versailles e com tom
moderado solicitou a assistência do Mestre em Bordeaux.
Todos aguardavam suas promessas, os discípulos impacientes esperavam a ma-nifestação do sinal
do Reparador. O Mestre mandou que estudassem com mais perseverança ainda, que tivessem
paciência e esperassem que a luz se fizesse presente no interior de cada um. Essa cobrança de que
foi o porta-voz, parece ter irritado o Mestre, que o proibiu de realizar os trabalhos de determinado
equinócio.
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Desde 1768 Willermoz mantinha correspondência com Saint Martin, na época secretário de
Pasqually, formou-se entre ambos uma forte amizade, estavam em início de carreira iniciática e
ainda bastante imaturos na Iniciação Real.
Saint Martin reconfortava o líder Lyones, seu estilo elegante, seu fervor espiritual e seus
conhecimentos de ocultismo acalmaram a mente dos irmãos de Lyon, dando-lhes coragem e
paciência.
Através de Saint Martin, Jean-Baptiste Willermoz em 11 de julho de 1770, Pasqually
falou-lhe de seus mestres, sendo ele próprio apenas um intérprete, possuidor do terceiro grau de
uma Ordem originária do Lendário Rosa Cruzes.
Willermoz encontrou nos novos companheiros da Ordem dos Elus-Cohens: Grainville,
Champoleon, Bacon de La Chevalerie, Saint Martin, entre outros, uma grande fé em Martinez de
Pasqually, na imortalidade da alma e na iluminação humana. Todos praticavam as técnicas
mágicas oriundas do sistema organizado por Pasqually; esperavam pacientemente o
desenvolvimento espiritual que se mostrava lento para todos os discípulos.
Aguardavam a presença do agente incógnito, de La Chose, que deveria um dia manifestar-se no
seu meio e aportar-lhes os conhecimentos divinos.
Com a partida de Pasqually para S. Domingos, a Ordem dos Elus-Cohens começou a declinar,
Willermoz não esperou o desaparecimento do Mestre para agir por conta própria. Da América,
o Mestre escreveu-lhe colocando um fim em sua punição e dizendo-lhe que continuasse seu
trabalho com a dedicação demonstrada até aquele momento, porque acabaria obtendo o sucesso
almejado nas operações.
Ao mesmo tempo recebia encorajamento de Grainville e de Champoleon no sentido de lhe
pacientar, salientavam esses, a necessária distinção que se deve estabelecer entre o instrutor,
falível como qualquer ser humano e a doutrina secreta, divina, pura, que ele nada mais fazia de
que interpretá-la.
A ideia de adaptar o sistema da Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus-Cohens do Universo, de
Pasqually, dentro da Maçonaria, não era tarefa fácil. O sistema maçônico representa a Iniciação
Primitiva e é tão antigo como a própria raça humana. Sua ritualística está inserida dentro de um
contexto histórico, simbólico e iniciático.
Em 1771 recebeu instruções de Saint Martin sobre a ordem e o método, Willermoz era apegado
à organização e às experiências, ainda que se sentisse constantemente decepcionado pelos seus
insucessos, necessitava de provas para afirmar seu espiritualismo e sentia-se fascinado pelo
cerimonial e pelo ritualismo. Saint Martin tentava fazê-lo acessível à voz interior.
Jean-Baptiste Willermoz procurava obter por carta, maiores esclarecimentos acerca dos
problemas que iam surgindo no transcorrer de sua jornada iniciática. Os resultados positivos da
iniciação não apareciam tão rapidamente como os discípulos desejavam, era necessário muito
trabalho como em qualquer sistema de iniciação, para que surgisse alguma manifestação de
aprimoramento espiritual.
Difícil era encontrar adeptos capazes de professar uma Maçonaria Espiritualista, havia homens
dispostos a praticar a Maçonaria Ocultista tanto em Lyon, como em Metz, em Strasbourg, em
Paris, em Versailles; Willermoz mantinha contato com todos esses grupos de maçons.
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Os contatos com os grupos maçons da Alemanha foram intensos a partir de 1772. Através do
Venerável da Loja “A Virtude”, de Metz: Meunier de Précourt, Willermoz ficou sabendo da
sobrevivência da Ordem do Templo na Alemanha através dos Cavaleiros Teutônicos, que era a
herança externa e dos Rosa-Cruzes, o legado interno.
Em 1772, recebeu uma carta da Loja “La Candeur”, de Strasbourg, confirmando existir na
Alemanha, uma Obediência Maçônica rica pelo número e pela qualidade de seus membros,
fundada por Superiores Incógnitos e denominada Estrita Observância Templária (EOT). Seu GrãoMestre era o Barão de Hund e o objetivo: a prática das virtudes cristãs e o desenvolvimento moral
e espiritual de seus membros.
Tratava-se de uma Maçonaria Templária e Ocultista, seus membros estudavam a Cabala, a
Alquimia e o Ocultismo em geral, Willermoz foi conquistado ao tomar conhecimento dos
objetivos altruísticos e da seriedade dos seus trabalhos.
Ocultismo.
Em 24 de junho de 1772, a EOT tornou-se Lojas Reunidas Escocesas e o Barão de Hund foi
substituído pelo Duque Ferdinand de Brunswick.
Em dezembro de 1772, Rodolphe de Salzmann, Mestre dos Noviços do Diretório de Strasbourg,
chega a Lyon para fazer a iniciação de Jean-Baptiste e de seus companheiros, na Sociedade dos
Filósofos Desconhecidos, como Willermoz, Salzmann era um grande admirador do sistema
maçônico.
Jean-Baptiste, paralelamente, a Saint Martin, que em setembro de 1772 havia se instalado em
Lyon, em sua casa, trabalhavam juntos para o aperfeiçoamento do sistema maçônico, com base na
doutrina e no sistema oriundo da Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus-Cohens do Universo e dos
demais sistemas existentes que conheciam. Jean-Baptiste Willermoz pretendia através da
Maçonaria, a adaptação dos ensinamentos secretos recebidos de Pasqually.
Saint Martin permaneceu um ano em Lyon, seguiu depois para sua cidade natal e depois para
Paris.
Em carta de 14 de dezembro de 1772, Willermoz pedia sua filiação na EOT, o Barão Weiler
respondeu-lhe em 18 de março de 1773, que nada aceitariam que fosse contrário à sua religião de
nascimento e a seus deveres de cidadãos como fiéis súditos do Rei da França. Conservaram
também a ligação com a Grande Loja da França no que dizia respeito aos graus simbólicos; a
ligação com a Grande Loja da Alemanha foi estabelecida somente em relação aos altos graus.
Em 1773, o Barão Weiler foi a Lyon e iniciou Willermoz e seus companheiros na EOT, deixou
instalada a Loja Escocesa Retificada “A Benevolência”, em condições de desenvolver
independentemente seus trabalhos, isso aconteceu no dia 07 de novembro de 1773.
Face à decadência da parte externa da Ordem dos Elus-Cohens, ocorrida a partir do ano de 1772,
com a partida de Pasqually para S. Domingos, Jean-Baptiste encontrou no sistema maçônico
um substituto à altura. Nesse novo sistema, pretendia espargir as luzes recebidas na senda interior
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dos Elus-Cohens e receber também a manifestação do Agente Invisível; retirou então, a partir
dessa época, os melhores ensinamentos de suas operações e a luz iniciava a brilhar no seio das
trevas.
Como a Ordem dos Elus-Cohens, a EOT possuía dez graus, sendo: três simbólicos, três
intermediários e quatro superiores, esta última classe, de origem templária.
Willermoz obteve a corrente de Jacob Boheme ao ser iniciado por Salzmann e confirmado na
linha mais antiga dos Templários, ao associar-se com a EOT.
Recebeu o grau de Grande Professo no Convento de Gaules, realizado em Lyon entre 25 de
novembro de 1778 a 10 de dezembro de 1778, também conseguiu com Salzmann, que se
introduzisse após o sexto grau da EOT, os dois graus denominados: Professo e Grande Professo
que continham a doutrina da Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus-Cohens do Universo.
A EOT da região de Auvergne (Lyon) ficou conhecida pelo nome de Cavaleiros Benfeitores da
Cidade Santa ou Maçonaria Retificada. Os graus simbólicos ficaram sendo quatro: Aprendiz,
Companheiro, Mestre e Mestre Escocês; a classe superior ficou denominada: Cavaleiro Professo e
Grande Professo.
Willermoz, tendo conseguido introduzir no sistema maçônico de Lyon, da EOT, a filiação
espiritual e doutrinária de Pasqually, tentou fazer o mesmo no resto das obediências maçônicas.
No seu conceito, o Rito Escocês Retificado (RER) tinha por objetivo o estudo das ciências ocultas,
pretendia unir o ocultismo com o cristianismo, estudar o esoterismo do cristianismo, considerar a
Cristo, o Reparador; crê em Cristo porem renega a autoridade do Vaticano, do Catolicismo de
Roma.
No RER seus princípios aparecem como cristãos fundamentados nos evangelhos. O
Willermosismo tendeu sempre para o agrupamento das fraternidades iniciáticas, à constituição de
coletividades de iniciados dirigidas por centros ativos religados ao Iluminismo.
No convento de Wilhemsbad, aberto no dia 14 de julho de 1782, Willermoz encontrou o apoio
precioso dos dois príncipes dignatários da EOT: os irmãos: Ferdinand de Brunswick, que presidiu
o Convento, e Charles de Hesse, recebeu a missão de organizar o RER e foi designado Soberano
Delegado Geral do Movimento para a região de Lyon.
Conseguiu também que todos os irmãos da Ordem Interior recebessem o título de Cavaleiro
Benfeitor da Cidade Santa. E no novo conjunto de graus, no número de sete, continha todo o
sistema doutrinário de Pasqually, organizado inteiramente em Lyon através de: Willermoz,
Saint Martin, Grainville, Savaron e outros e que a partir do Convento de Wilhemsbad passou a ser
adotado igualmente em toda a Alemanha e resto da França.
O título "Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa" originou-se do nome da Loja "La Bienfaisance"
(“A Benevolência”), de Lyon, que abrigou os primeiros cavaleiros.
Em 05 de abril de 1785, Jean Baptiste Willermoz obteve sucesso com as suas operações, a
Coisa ativa e inteligente mostrou-se aos homens. O Agente Incógnito, ser de natureza divina, teria
ditado uma série de instruções aos Irmãos de Lyon, através de uma sonâmbula: Madame de
Vallière:..., “... não rejeiteis a voz do Espírito Puro que se serve de uma mão corruptível", teria
dito o Agente.
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Era a prova definitiva da validade das cerimônias pela manifestação da Coisa, treze anos após a
partida de Pasqually para S. Domingos. Willermoz não rejeitou a voz do Espírito Puro,
mensageiro da Divindade; seu grupo foi escolhido para ser o centro de irradiação da Luz.
Com auxílio do Invisível, ele e Saint Martin adquiriram um lugar de destaque na organização da
Maçonaria Retificada e da Ordem Interior; iniciaram adeptos em toda a França e Alemanha,
porém sabiam que o sucesso não seria fácil, Saint Martin disse à Willermoz: "... o espírito é
como o vento, ele sopra quando quer e como quer e ninguém sabe quem ele é e de onde vem...".
Foi também no seio desta Loja que foram recrutados os membros do Conselho dos Onze que
fundaram a Loja “Elue et Cherie” (“Eleito e Amado”) pela ação do Agente Incógnito, o
mensageiro divino esperado desde o tempo de Pasqually.
No dia 10 de abril de 1785, Jean-Baptiste Willermoz comunicou aos onze irmãos de sua
Loja “La Bienfaisance”, que ela passaria a denominar-se Loja “Elue et Cherie”, centro de uma
nova sociedade. Os irmãos escolhidos pelo Agente foram: Willermoz, Pagannuci, Grainville,
Millancia, Monspey, Savaron, Braun, Périsse-Duloc, Castellas, Rachain, Antoine Willermoz.
Havia um décimo segundo irmão que estava ausente dos trabalhos e o Agente disse que ele ainda
não podia ser designado porque seu coração estava muito ocupado com os negócios profanos.
Tudo leva a crer que se tratava de Saint Martin.
Jean-Baptiste falava sobre a iniciação: Aquele que me a transmitiu não é um ser inspirado
interiormente, nem um magnetizador privilegiado, nem um ser versado nas iniciações antigas, que
conhece muito menos que nós.
É um ser que goza de todos os sentidos ao escrever, que escreve quando lhe fazem pegar na pena
(caneta), sem saber nada do que escreverá, nem a quem escreverá. Uma potência invisível, que
não se manifesta a ele senão por diversas partes de seu corpo, toma a mão (psicografia) como se
toma a mão de uma criança de três anos, para lhe fazer escrever o que se deseja.
Ele não pode conduzir a ação, mas pode resisti-la por ato de sua vontade, que então para de
escrever; ele lê então o que sua mão escreveu e é o primeiro admirador do que vê, muitas vezes
nada compreende de que escreveu, foi prevenido, desde o tempo que esse dom extraordinário
começou a se manifestar nele, que escreveria coisas que não deveria compreender porque não
foram escritas para si, mas para aqueles a quem elas se destinavam.
O próprio Agente tinha seus superiores, "as potências celestes superiores ou secundárias" que
dirigiam seus trabalhos e faziam-no escrever. Eram depósitos de conhecimentos admiráveis, uma
doutrina da verdade (Espiritismo?!).
A revelação e o desenvolvimento dessa doutrina deveriam continuar, através do Agente, desde que
se formasse uma nova sociedade secreta de Iniciação, cujos membros escolhidos individualmente
pelo Agente, seriam os obreiros da décima primeira hora, os sucessores dos Apóstolos e dedicados
à Grande Obra; seriam os precursores de um novo amanhã, homens regenerados pela fé e pelo
trabalho.
A reunião havia sido realizada na casa de Savaron, onde Willermoz também dissertou sobre os
quatro cadernos de instrução ditados pelo Agente. "Informei-vos do que se passou de vossa
eleição pessoal, do destino atribuído a esta nova Sociedade. Esforcei-me, confesso em vos
comunicar a persuasão e a confiança de que venho de ser cumulado. Ao aspecto desse depósito
maravilhoso, ficaste tão admirados quanto eu... A Iniciação que ele fornecia e a forma que ele a
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apresentava vos pareceram um prodígio e vós permanecestes tomados de admiração e
reconhecimento.” E, assim, a nova Sociedade de amigos foi fundada.
Os Iniciados da nova Sociedade não eram recrutados apenas em Lyon, um mês depois,
Willermoz viu-se obrigado a aumentar sua correspondência com pessoas residentes em outras
cidades. Dois amigos de Saint Martin foram iniciados: o Visconde de Saulx-Tavannes e o Saxon
Tieman. Seguindo o apelo do Agente, Jean-Baptiste contatou o Cavaleiro de Barberin,
Ferdinand de Brunswick e Charles de Hesse.
Em 30 de junho de 1785, a Sociedade possuía trinta membros.
Quando o Abade Fournier, último secretário particular de Pasqually, soube do sucesso dos
trabalhos de Lyon, partiu para essa cidade, porém, chegando à Lyon, não foi recebido no Templo,
porque os altos graus na Ordem dos Cavaleiros Maçons Elus-Cohens do Universo, de nada valiam
na nova Sociedade e também porque somente seriam iniciados novos membros mediante convite
especial do próprio Agente.
Da mesma forma a decepção se fez sentir com o Dr. Archbold, que foi também rejeitado. Essas
pessoas teriam desencadeado uma série de intrigas que abalou a Sociedade.
Jean-Baptiste Willermoz parou de remeter sua contribuição ao Abade Fournier.
Saint Martin também ficou sabendo da notícia, partiu de Paris, em junho de 1785, levando consigo
uma bíblia em hebraico e um dicionário, para entreter-se na viagem. Pelo que se pôde perceber ele
teria tido previamente contato com o Agente, porém ele teria agido como precursor não autorizado
em relação ao Agente Incógnito e publicado seu livro: “Dos Erros e da Verdade”, sem autorização
e com o pseudônimo de Filósofo Desconhecido.
O próprio Saint Martin esclareceu esse ponto: "Eu sei que, em meu foro íntimo, a publicação de
meus escritos jamais teve meu próprio assentimento completo. O erro que cometi em me deixar
conhecer não me pareceu comparável ao de ter escrito. Este último erro ofendeu "La Chose" por
me colocar em seu lugar, sem sua ordem; o outro erro não expunha senão minha pessoa".
Saint Martin acabou por alcançar a Graça da Reconciliação, porque os homens não são castigados
eternamente. Após ter aceitado o Agente como sinal da Divindade, foi recebido em julho de 1785,
segundo as leis do Agente, sob o nome de Eques a Leone Sidero, no seio da Loja “Elus et Chérie”,
permaneceu em Lyon até janeiro de 1786.
De abril a dezembro de 1785, cento e vinte cadernos foram escritos, somente trinta e um foram
escolhidos por Willermoz para serem copiados pelos irmãos e servirem de instrução aos novos
membros.
A Doutrina da Verdade ensinava que Phaleg deveria ser reverenciado como fundador da
Maçonaria, no lugar de Tubal-Cain. Phaleg teria reagrupado pela primeira vez homens em Lojas.
Esta palavra Loja ensinou o Agente, teria se originado da palavra primitiva Logos ou Verbo.
O Agente trouxe um reconhecimento divino às Lojas. Lyon tornou-se o depósito e centro dessa
bem-aventurada Luz, que a partir desse local, propagou-se por toda a Província, pela França e
outros países.
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Phaleg.
Tubal-Cain.
Vários Homens de Desejo foram chamados em presença dos Martinistas de Lyon e se submeteram
às formalidades de Iniciação na nova Ordem.
Saint Martin ajudou Jean-Baptiste a colocar em ordem os Cadernos de Instrução dos irmãos.
Entre 1785 e 1787, foram iniciadas várias pessoas, oriundas de inúmeras localidades, a
organização dos círculos de Iniciados em Lyon, recebia a inspiração do Agente, o Superior
Incógnito.
Desde a revelação, no dia 5 de abril de 1785, Willermoz, com 54 anos de idade, não cessou de
trabalhar, inspirado pelo Agente, procurava suscitar nos corações de seus Iniciados, não apenas o
conhecimento das coisas transcendentais, mas a convicção de que entravam em uma Loja onde a
Luz estava presente e cuja aliança com a Divindade fazia irradiar dessa Loja a Luz dos últimos
tempos sobre todas as nações, e que os Maçons Retificados de Lyon formavam os elementos do
novo templo escolhido.
Esperando a conclusão da Grande Obra, os Iniciados de Lyon deveriam praticar as virtudes
ensinadas pelo Agente Incógnito, antes de pretenderem propagar a doutrina por todo o Universo.
A fraternidade reinante entre os irmãos castigava os recém-chegados, Gaspar de Savaron,
Millanois e Périsse-Duloe salientavam-se por sua cordialidade em relação a todos os irmãos; o
próprio Willermoz mostrava-se um mestre afável e hospitaleiro, irradiava amizade entre todos
os irmãos.
No dia 10 de abril de 1786, os Iniciados de Lyon comemoravam o primeiro aniversário de
fundação da nova Sociedade, alguns dias após, o Agente revelou que em três anos sua ação seria
renovada e que um ser providencial faria a Sociedade entrar em uma fase decisiva: "Recebeis,
como bons estudantes, as lições de Maria ainda no segundo ano, mas no terceiro, Jesus Cristo
tornar-se-á vosso mestre. Sua sábia voz escolheu o "tipo" entre vós".
Os três primeiros anos foram de muita expectativa para todos os Iniciados de Lyon, porque
aguardavam o novo Mestre Incógnito. Esperavam todos os amigos íntimos de Jean-Baptiste
Willermoz: Gaspar de Savaron, Grainville, Saint Martin e à distância: Charles de Hesse,
Ferdinand de Brunswick, Bernard Turkheim, banqueiro e maçom ativo de Strasbourg, amigo
íntimo de Salsmann.
O Agente teria também prometido comentários inéditos sobre a Bíblia e sobre os escritos dos
primeiros Padres da Igreja. Até 1788 nada de novo ocorreu, o Agente suspendeu sua ação e isto
fez com que alguns discípulos ficassem com a fé abalada.
Um dos irmãos, o Conde de Tavannes, apresentava de vez em quando, crise de nervos, ele tinha
sido encarregado pelo Agente, de procurar um manuscrito grego, que apresentava revelações
sensacionais e que estaria depositado na Biblioteca Imperial. Tavannes tentou encontra-lo, mas
não teve sucesso e responsabilizou as doutrinas da Iniciação Lyonesa pelo seu estado de saúde.
21
Saint Martin tinha previsto que esse acidente, bem como a falta de comunicação do Agente, iria
abalar a reputação dos Iniciados de Lyon.
Com efeito, os Iniciados de Strasbourg começaram a vacilar na senda, através das dúvidas
lançadas por Bernard de Turkheim, voltaram todos sua atenção para os príncipes alemães. Em 18
de junho de 1788, o Grão-Mestre da Maçonaria Retificada, o Duque de Havre, depositou em
Lyon, junto a Jean-Baptiste Willermoz, sua demissão; em vão Jean-Baptiste tentou convencê-lo da
realidade dos trabalhos, da sinceridade de intenções de todos os irmãos de Lyon.
"Infelizmente, escreveu Willermoz a Saint Martin, por essa época, aquele que recebeu a ordem de
velar pelo Agente, de falar a todos em seu nome, tendo as vezes que gritar para melhor se fazer
ouvir, não deixou de ser, para alguns, senão um usurpador que, ao abusar dos mistérios,
aproveitava-se das circunstâncias para dominar seus irmãos... Seu cargo excitou murmúrios
secretos, ciúmes... Outros preferiram duvidar de sua missão, porque ele não a mantinha por
prodígios que lhes pareciam necessários para ser acreditado."
Saint Martin, profundo conhecedor do caráter de Willermoz, vivendo na sua intimidade há
quase vinte anos, acentuou suas atividades após julho de 1785, os Cadernos de Instrução passaram
a ser copiados por ele.
Em 10 de outubro de 1788, Jean-Baptiste Willermoz convocou uma Assembleia
Extraordinária para tentar reconquistar a confiança dos Iniciados; não teve sucesso. Em dezembro
de 1789, Saint Martin pediu demissão de Loja Maçônica de Lyon.
O Agente reapareceu em 1790, mandou destruir 80 Cadernos de Instrução, que não tinham sido
copiados pelos irmãos, porém, entre 1790 e 1791 o Agente ditou mais 40 cadernos, tratando de:
orações, liturgia, leis sobre a natureza, comentários sobre a Bíblia etc. Em 1798, surgiu um
caderno comentando criticamente as obras do Saint Martin: “Dos Erros e da Verdade”, “A Tábua
Natural”, “O Homem de Desejo”, “O Novo Homem”, “O Homem Espírito”.
Em 1793, quando eclodiu a Revolução Francesa, o terror tomou conta da cidade de Lyon, Virieu
desapareceu, Millanois, Grainville e o veterano Guilaume de Savaron (irmão de Gaspar de
Savaron), oficiais do exército em Lyon, foram condenados pelo tribunal e fuzilados. Antoine
Willermoz e Bruyzet foram guilhotinados.
A obra maçônica de Willermoz sofreu a perseguição da Revolução, muitos Templos
Retificados ou Cohens foram obrigados a fecharem suas portas. O sistema maçônico Retificado
dos CBCS - Cavaleiros Benfeitores da Cidade Santa estabeleceu-se na Suíça, fugindo dos
Revolucionários e depois de Napoleão, dando origem ao Sistema Retificado Moderno; mais tarde,
esse sistema voltou à França e recentemente à Alemanha.
Muitos fugiram para a Suíça, alguns para o campo, o grupo de Iniciados de Lyon ficou
praticamente extinto, Jean Baptiste foi para uma casa retirada onde se reuniam os Iniciados e
em dois baús colocou os arquivos e os trouxe para a cidade, no dia seguinte aquela casa ficou
reduzida a cinzas.
Na casa onde se alojava em Lyon, caiu uma bomba que atingiu um dos baús, desmanchando-o
com todos os documentos, Willermoz fugiu levando o que restava dos documentos e colocouos em mãos seguras; parte deles ficou com seu sobrinho Jean Baptiste Willermoz Neveu.
22
Willermoz, como Périsse, seguiu as funções de caridade em hospitais e escapou da condenação,
a ação de seu irmão Pierre-Jaques Willermoz, médico, foi decisiva para salvá-lo da Revolução.
Passada a tormenta revolucionária, graças aos rituais que havia salvado, Jean-Baptiste
Willermoz reorganizou a Maçonaria Espiritualista, onde até a morte procurou como objetivo, as
práticas da virtude e da caridade e com que as Lojas e Capítulos fossem centros de seleção para os
grupos de Iluminados.
A primeira parte de sua obra era clara, a segunda, oculta. Willermoz continuou sua obra sobre a
terra, 19 anos após a partida de Saint Martin para o Mundo Invisível (Oriente Eterno) em 1803, os
dois Adeptos completavam-se, Willermoz destacou-se pelo seu dinamismo e pela capacidade
de organização, usava a Maçonaria como centro de recrutamento para a Ordem Interior. Saint
Martin, mais intelectual, procurava em todos os meios onde se achava os Homens de Desejo para
colocá-los em Sua Senda Interior.
Jean-Baptiste escolheu a Maçonaria como base fundamental para preparar o Iniciado e
colocá-lo em condições de marchar na Senda da Luz entre as duas colunas, até chegar ao Oriente,
onde encontrará a coluna invisível que o ligará com a Divindade.
Para ele, tal como para Saint Martin e demais Mestres do Ocultismo Ocidental, a Iniciação Real é
um trabalho eminentemente pessoal, interior.
O Homem ao encarnar ficou com o espírito por desenvolver a partir de uma centelha espiritual. O
receptáculo é a Alma Humana, a Pedra Bruta que deverá ser transformada e inserida na obra de
construção do Templo Universal, a Jerusalém Celeste das almas regeneradas e imortalizadas pelo
Verbo Divino.
Poucos anos, antes de sua morte, confiou os arquivos a seu sobrinho, seu Iniciado, posteriormente
esses escritos foram legados a Élie Steel e depois a Papus, já em 1895.
Após a morte de Jean-Baptiste Willermoz, ainda subsistiram Lojas de seu sistema
trabalhando com êxito em toda a França, Alemanha e Itália.
Referências

Sociedade das Ciências Antigas.
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O presente bloco,
a cargo do Ir. Pedro Juk,
está sendo apresentado às
quartas-feiras, sábados e domingos.
Procedimentos de leitura e saudação
O Respeitável Irmão Ricardo de Souza Paula, Loja Acácia de
Balneário, 3978 Oriente de Balneário Camboriú, Estado de Santa
Catarina, apresenta a seguinte questão:
[email protected]
Os Irmãos quando vão apresentar uma peça de arquitetura eles procedem de
que forma? Temos em nossa Loja 2 correntes: A primeira que eu sigo diz que o Irmão
fica de pé e à Ordem, com a peça na mão, saúda verbalmente o Venerável Mestre,
Primeiro Vigilante, Segundo Vigilante e demais irmãos, desfaz o Sinal de Ordem e
começa a leitura sem pedir licença para tal ao Venerável.
A segunda corrente afirma que o Irmão fica de pé e à Ordem, sem falar nada, faz a
saudação maçônica ao Venerável Mestre, Primeiro e Segundo Vigilantes (desfazendo o
sinal para cada um), aí volta à Ordem e espera o Venerável autorizar.
Conforme o ritual - Cobridor do Grau - Página 39
Saudação Maçônica - Est.: à Ord.:, lev.: a m.: dir.: horiz.: até o omb.: dir.: e dep.: deix.:
cair ao long.: do corp.: for.: uma esq.:, volt.: depois ao Sin.: de Ord.:.
Primeira Instrução - Página 165
O Sin.: Gut.:, ou Saud.: Maç.:, é feito à entrada do Templo, durante os ttrab.:, ao Ven.:
Mestre e aos VVig.: - Estando à Ord.:, leva-se a m.: dir.: ao omb.: dir.: e deixa-se cair o
br.: d.: ao longo do corpo, volt.:, depois ao Sin.: de Ord.:.
Como é o correto então?
CONSIDERAÇÕES.
Vamos por partes. Obedecendo a regra de que todo obreiro em Loja aberta que estiver
em pé e parado fica à Ordem, assim, para a apresentação de uma Peça
de Arquitetura, o Obreiro estará por primeiro à Ordem com o seguinte
procedimento. Primeiro: ele deve deixar o escrito sobre o assento, se
posicionar em pé com o corpo ereto e os pés em esquadria, compondo o
Sinal do Grau em que a Loja estiver trabalhando. Segundo: com a postura
indicada ele cumpre o protocolo, que não é saudação, proferindo o cargo
das Luzes – Venerável Mestre, Irmãos Primeiro e Segundo Vigilantes, e por fim, meus
Irmãos. O Venerável, que é o único que pode dispensar o Sinal, em uma atitude de bom
senso, dispensa o mesmo para o conforto do usuário da palavra que precisará ter um
24
texto escrito às mãos. Ato seguido o apresentante da Peça, apanha os escritos, procede
à apresentação, recoloca os escritos sobre o assento, retoma a postura de se estar à
Ordem, desfaz o Sinal e senta-se novamente. Se por acaso o Venerável não se
aperceber que o apresentante precise ter as mãos livres para o manuseio do texto, o
próprio Irmão pede então essa permissão ao Venerável.
Não há como confundir procedimentos de telhamento e saudação com a oportunidade
de se estar em pé em Loja aberta para o cumprimento de um ofício. Um obreiro fazendo
uso da palavra se dirige por primeiro as Luzes da Loja por protocolo consuetudinário o
que não é em hipótese alguma a saudação maçônica pelo Sinal, daí não se dever
saudar pelo Sinal a cada cargo proferido pela ocasião protocolar. Uma coisa é uma
coisa e outra coisa é outra coisa. Ratificando, no uso da palavra o usuário à Ordem, sem
desfazer o sinal a cada citação, profere o cargo dos enunciados.
Também não se deve confundir que ao se desfazer o Sinal pelo cumprimento simbólico
da pena esteja obrigatoriamente se fazendo uma saudação. É bem verdade que os
procedimentos são iguais, porém as finalidades é que se distinguem.
A sutileza da ritualística é rica em detalhes que demandam de um bom entendimento
para a verdadeira compreensão da Arte.
T.F.A.
PEDRO JUK
[email protected] - OUT/2012
Na dúvida pergunte ao JB News ( [email protected] )
que o Ir Pedro Juk responde ( [email protected] )
25
Agenda das Lojas da Grande Florianópolis (GLSC)
Fonte: Ir. Édio Coan, Assessor Especial de Comunicação da GLSC
LOJAS DA GRANDE FLORIANÓPOLIS JURISDICIONADAS A M:.R:. GRANDE
LOJA DE SANTA CATARINA (Florianópolis, São José, Palhoça e Santo Amaro)
NOVEMBRO/2012
INICIAÇÃO, ELEVAÇÃO, EXALTAÇÃO, PALESTRA, ANIVERSÁRIO E OUTROS
DATA
EVENTO
LOCAL
HORA
SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO –
JARDIM ITAGUAÇU/
16/11
20H
LOJA ALFERES TIRADENTES, 20
ABRAÃO
SESSÃO MAGNA DE INICIAÇÃO –
17/11
BARREIROS/SJ
17H
LOJA LAURO MULLER, 7
SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO –
19/11
BARREIROS/SJ
20H
LOJA PADRE ROMA, 16
SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO –
19/11
MONTE VERDE
20H
LOJA SOLIDARIEDADE, 28
SESSÃO MAGNA DE ELEVAÇÃO –
JARDIM ITAGUAÇU/
21/11
20H
LOJA ALDO LINHARES SOBRINHO, 93 ABRAÃO
SESSÃO MAGNA DE ELEVAÇÃO –
22/11
JARDIM ATLÂNTICO
20H
LOJA DELTA DO UNIVERSO, 98
SESSÃO DE ANIVERSÁRIO –
22/11
MONTE VERDE
20H
LOJA 14 DE JULHO, 3
SESSÃO DE ANIVERSÁRIO –
22/11
ESTREITO
20H
LOJA UNIÃO E VERDADE, 53
SESSÃO MAGNA DE EXALTAÇÃO –
26/11
JARDIM ATLÂNTICO
20H
LOJA ACÁCIA DA ARTE REAL, 50
SESSÃO DE ANIVERSÁRIO –
PONTA DE
26/11
20H
LOJA ARY BATALHA, 31
BAIXO/SJ
ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES
28/11
MONTE VERDE
20H
2012 – LOJA CAVALEIROS DA LUZ, 64
SESSÃO MAGNA DE ELEVAÇÃO –
29/11
ESTREITO
20H
LOJA UNIÃO E VERDADE, 53
SESSÃO COM PALESTRA –
JARDIM ITAGUAÇU/
30/11
20H
LOJA ALFERES TIRADENTES, 20
ABRAÃO
ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES
30/11
MONTE VERDE
20H
2012 – LOJA SOLIDARIEDADE, 28
Rádio Sintonia 33 e JB News. Eles se completam.
Música e informação 24 horas/dia, o ano inteiro.
Rede Catarinense de Comunicação da
Maçonaria Universal. www.radiosintonia33.com.br
26
Vista da capela no Castelo dos Templários, na enigmática cidade de Tomar,
em Portugal. A foto, do acervo JB News, data de novembro de 2011.
27
Fundada em 07/12/1895, a Augusta, Respeitável e Grande Benfeitora Loja Simbólica
"Estrela do Rio Claro" nº 496 - é filiada ao Grande Oriente de São Paulo e federada ao
Grande Oriente do Brasil. Possui em torno de 120 membros e atua no Rito Escocês Antigo e
Aceito. Possui todos os corpos maçônicos: Loja Base, Loja de Perfeição, Capítulo Rosa Cruz,
Conselho Filosófico de Kadosh e Consistório (até o grau 32). Foi agraciada com a Cruz da
Distinção Maçônica.
28
Sábado é dia dos versos do Ir Adilson Zotovici.
Os de hoje o Ir. Adilson visualiza a Abóbada de Aço
!
ABÓBADA DE AÇO
A Loja já está composta,
O Templo bem preparado !
Para continuar a obra proposta
Em seu interior consagrado !
O Venerável, com maestria,
Pelo Livro da Lei amparado
Convoca entre os seus, sinergia
Para cumprirem o jurado !
Alvenéus com ferramental ideal
Mentes sãs, em sintonia !
Purificado e guardado o local
Onde boa Egrégora, vigia !
Mas é dia de festividade !
Afluirá muita gente afinal
Franquear-se-á, à sociedade
Do Templo, o protegido Portal !
Serão bem vindos os convidados,
Do simplório à autoridade !
De raças e credos, variados
Mas, profanos... na verdade !!!
Haverá cortesia e proteção !
Com necessários cuidados
Como que uma ablução
Aos que estão, e aos chegados !
Com as portas ainda trancadas
29
Prepara-se a recepção !
Para quando então, liberadas
E entrar a população !
Duas colunas perfiladas
O Venerável manda formar !
Com obreiros e suas espadas
Para delas, a força, emanar !
Organizado o espaço
Como belo telhado a ornamentar
Qual livrará de qualquer embaraço
Quem estiver, ou por ali passar !
As más energias transmutarão !
Como se, num fraternal abraço
Recebidos, um a um, de cada irmão,
Pelo poder...da “ Abóboda de aço” !
Adilson Zotovici
ARLS Chequer Nasssif-169
Adilson Zotovici
ARLS Chequer Nassif-169
São Bernardo do Campo - SP
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Informativo nr. 0813