Reciclagem
na arte
PATROCÍNIO:
REALIZAÇÃO
N
{
4
N
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
07
Introdução
08
Obras
10
Biografias
57
Jacob Klintowitz
67
Prática Didática
71
Ficha Técnica
74
N
N
sumário
Museu Itinerante
5
N
{
6
N
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
u
Cremos que o acesso à arte tem o poder transformador de abrir novos horizontes nas vidas
daqueles que tomam contato com ela, e assim, a democratização da cultura é parte fundamental da missão de sustentabilidade da Ultragaz, que é “Contribuir com o desenvolvimento socioeconômico das comunidades, investindo em projetos educativos,
culturais e de preservação ambiental com foco na sustentabilidade do negócio”.
O tema desta exposição, “A reciclagem na arte”, almeja proporcionar uma reflexão a favor da
valorização da vida, do desenvolvimento sociocultural das comunidades e, ainda, chamar a
atenção a respeito da necessidade de preservação ambiental e sustentabilidade.
Esta exposição reúne 40 trabalhos de 12 artistas brasileiros e todos, cada um no seu estilo,
louvam a vida e a necessidade de cuidarmos do nosso presente, do futuro e do legado às
futuras gerações. A própria arte, ao refazer imagens e conceitos já caídos no uso comum e
transformá-los em obras de arte, nos ensina como é possível recuperar a beleza e o brilho das
coisas a partir do que parecia sem valor.
A Ultragaz, com mais de 70 anos de atuação, está presente em todas as regiões do país e é
líder em distribuição de Gás LP no mercado brasileiro. Uma história marcada por inovação,
pioneirismo e excelência na prestação de serviços, reforçada constantemente por meio de
sua ações, seu orgulho em colaborar com a disseminação da cultura e do lazer pelo país, pois
entende que sua responsabilidade vai muito além das questões comerciais.
N
N
u
ARTE PARA TODOS.
UM MUSEU
PERCORRE O BRASIL
O Museu Itinerante Ultragaz tem a proposta de levar arte e cultura a diversas regiões do país
por meio de diferentes manifestações culturais de importantes artistas brasileiros. Em 2012, 12
cidades de 9 estados, de atuação da Ultragaz, foram cuidadosamente selecionados para receber a exposição. Este é o segundo ano consecutivo em que a Ultragaz leva arte gratuitamente
para as crianças e adolescentes de escolas e instituições públicas pelo Brasil.
7
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
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{
[
N
8
N
introdução
Deste ponto de vista, o da revitalização da linguagem e de dar forma aos símbolos, a arte é pioneira na recuperação do significado das coisas, no respeito ao
que o ser humano tem de fundamental e na capacidade original de nos dar
o máximo sem dilapidar a natureza e comprometer o futuro. Ao contrário,
a arte ajuda a construir o futuro e a manter vivos os valores da dignidade, do
trabalho em prol do coletivo, da cooperação comunitária, da educação, e do
respeito à diversidade.
Esta exposição é extremamente significativa, pois reúne artistas brasileiros de
diversas tendências, com algumas características comuns: a qualidade de seu
trabalho, o respeito ao ofício da arte e a crença de que é possível a construção
da cultura, da educação e a discussão dos valores humanos e sociais que
dignificam a vida dos homens e tornam a comunidade mais justa.
N
N
ARTE, PIONEIRA NO
CONCEITO DE RECICLAGEM
JACOB KLINTOWITZ
Arte é reciclar a banalidade, criar formas, e devolver o brilho e a inteligência
das coisas. A arte de reciclar sempre recupera o que já não servia para nada,
e nos devolve um tesouro único capaz de nos emocionar, ensinar, ampliar o
nosso horizonte e melhorar a qualidade de nossa vida. A essência da arte é nos
revelar os símbolos da humanidade.
9
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
Cirton
Genaro
O menino é simples e a sua vida é
humilde, mas ele está com o arco-íris sobre a sua cabeça. A árvore
reduzida pelo desmatamento é
só um tronco, mas a riqueza do
futuro está na infância e ela está
abençoada pelo arco-íris, todas as
cores do espectro solar e o anúncio
de um tesouro oculto.
Cirton Genaro
Arco-Íris, 1992
Óleo sobre tela e madeira
56 x 40 cm
{
N
N
Cirton Genaro
A margem, 1991
Óleo sobre tela
e madeira
40 x 56 cm
O canto da cidade contaminada. A água suja, o derramamento de óleos, o pouco cuidado. E, no entanto,
em tudo há beleza e tudo exige que nós cuidemos da
nossa paisagem urbana, do nosso estar e da qualidade
de nossa vida. Em tudo existe a beleza, mas depende de
nós o seu estado de pureza.
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N
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12
N
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
Cirton Genaro
Arco-Íris (detalhe), 1992
N
Cirton Genaro
Mondrian, 1995
Óleo sobre tela e madeira
56 x 40 cm
N
A imaginária urbanização da
favela, um lugar improvisado de
moradias e de vidas precárias.
O artista refaz um dos barracos
com a obra de um dos mais
famosos artistas do século XX,
Piet Mondrian. Reconstrução do
urbano caótico. E a vontade do
artista de desejar para todos o
universo da beleza.
13
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Aldemir
Martins
A dignidade da figura feminina.
A beleza da flor do café, símbolo
do Brasil. A personagem feminina
erecta, bela, consciente de si mesmo. Afirmação da força primordial
da natureza, capaz de criar a vida e,
a cada dia, reciclar o mundo com a
nova existência, com a esperança
do recomeço.
N
14
N
Aldemir Martins. (1922-2006)
A flor do café, 1960
Tinta de imprensa sobre tela
162 x 97 cm
N
Símbolo da fertilidade, cantor
do futuro, pois anuncia sempre
o novo dia. O galo e o alvorecer
são identificados como a nova
esperança, o dia renasce sempre
e o sol, a cada manhã, refaz os
sonhos e os presságios da noite.
N
Aldemir Martins (1922-2006)
Galo, 1996
Nanquim e aguada sobre papel
53,5 x 39 cm
15
N
{
16
N
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
N
Aldemir Martins (1922-2006)
Galo (detalhe), 1996
Aldemir Martins (1922-2006)
Cactus, 1972
Acrílica sobre tela
37 x 60 cm
N
A natureza em estado puro, a magnífica flor do cacto. Nada é inútil, tudo
deve ser preservado, pois esta paisagem é única e na sua aspereza está
contida também uma lição da existência: cada coisa tem o seu lugar e todas
são necessárias para compor o ambiente da vida.
17
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
N
18
N
Um homem feito de massas,
densidade, e uma riqueza quase
inimaginável de traços e tons.
A verticalidade da figura, o tom
portentoso. Também este homem
é feito à semelhança do galo, do
animal vitorioso e capaz de enfrentar
o novo dia e se recriar quando o
sol nasce.
Aldemir Martins (1922-2006)
Ídolo, 1963
Nanquim sobre papel
59 x 40 cm
Yutaka
Toyota
A vibração da cor oculta que se
reflete no metal polido. O que
aparece e o que é reflexo do
escondido, do que se revela, fazem
parte da mesma possibilidade
de existência que se resume em
harmonia e beleza.
Yutaka Toyota
Espaço Vibração X, 2011
Técnica mista
130 x 40 x 40 cm
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Yutaka Toyota
Espaço Invisível (contraste), 2010
Técnica mista
115 x 130 cm
N
20
N
O invisível que pode ser visto da alma. O contraste
entre as figuras e a possibilidade de olhar com atenção,
com foco, para ver o que existe e passa despercebido.
Olhar de verdade para ver o que parecia invisível.
Yutaka Toyota
Espaço Invisível, 2011
Técnica mista
44 x 50 cm
N
N
A cada vez que olhamos, a cada
novo ângulo, vemos a obra de
maneira diferente. É uma arte cinética que convida ao movimento.
E a este movimento se soma o
encanto da cor oculta, a que se vê
apenas no espelho da superfície
metálica refletora. Este é um dos
aspectos que tornaram este escultor tão conhecido, o jogo visual de
revelar o que está escondido.
21
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
Taisa Nasser
Crepúsculo dos Ídolos (detalhe), 2012
{
Taisa
Nasser
N
22
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Taisa Nasser
Crepúsculo dos Ídolos, 2012
Técnica mista sobre tela
195 x 230 cm
O núcleo essencial da realidade. A matéria absoluta. Taisa Nasser é uma artista que mostra
que a parte e o todo são sempre infinitos. Tudo é impregnação da matéria e cada parte dela é
também matéria e é total. Além de todas as aparências, voltamos e somos sempre uma essência. A artista refaz o conceito de “fragmento” e de “todo”. E tem como fonte de inspiração um
forte conhecimento da história da arte, da filosofia e, principalmente, um contato permanente
com a sua intuição e com a sua percepção do universo. Taisa pertence à estirpe dos artistas
que trabalham a partir da forte certeza que o acolhimento da intuição traz.
N
N
23
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
Taisa Nasser
Eu, Deus Criador, 2012
Técnica mista sobre tela
195 x 230 cm
{
N
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Taisa Nasser
Nova Aurora, 2012
Técnica mista sobre tela
195 x 230 cm
25
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Caciporé Torres
Tulipa Negra (detalhe), 1970
Caciporé
Torres
Caciporé Torres gosta de esculpir
com aço, com ferro, com sucata,
metais já inutilizados que recicla
e traz novamente para a sociedade, dessa vez como obras de
arte. A aspereza não esconde a
fonte de inspiração, uma flor rara, a
tulipa negra.
N
26
N
Caciporé Torres
Tulipa Negra, 1970
Chapa de aço soldada
86 x 116 x 38 cm
N
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MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
N
28
N
Uma chapa de metal quase plana, as cores vermelho e
azul, e uma parte superior que se destaca. A leveza da
escultura, a aparência de voo livre, lembra uma libélula
pairando no ar primaveril. É notável como materiais
tão pesados podem transmitir a sensação de leveza.
Caciporé Torres
Libélula, 1995
Chapa de aço soldada, com cor
160 x 111 cm
Esta é uma peça em metal pesado
cercado de leveza por todos os
lados. É a densidade e o espaço
vazio, o escuro e o claro. A ideia do
artista é mostrar a relação entre o
pesado e o leve, entre a atividade
incessante e a imobilidade.
N
N
Caciporé Torres
A Ilha (detalhe), 2008
chapa de aço soldada
135 x 80 x 20 cm
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MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
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Neto
Sansone
N
30
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Neto Sansone
Niña Temple, 2008
Acrílica s/ tela
150 x 300 cm
N
N
O artista Neto Sansone trabalha
sempre com aproximações de
épocas ou de gêneros expressivos. Para ele, a diferença entre o
passado e o presente é apenas a
mudança de tecnologia. É por isso
que ele junta, lado a lado, a imagem
clássica de uma menina do pintor
Diego Velázquez e a famosa atriz-menina Shirley Temple. Ele recicla
o conceito do belo e do eterno na
cultura.
31
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Neto Sansone
N
32
N
Pshyco Roy, 2009
Acrílica sobre tela
150 x 300 cm
N
N
Nesta dupla imagem, o artista
Neto Sansone aproxima comparativamente imagens de mulher.
A primeira sai da tela de um
importante artista americano, Roy
Lichtenstein, que se apropria de
história em quadrinhos. E a outra,
de um filme de Alfred Hitchcock,
Psycho. Duas formas atuais de
comunicação, a pintura e o cinema,
e a reciclagem da nobreza da arte
em qualquer gênero.
33
N
{
34
N
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
Rubens
Matuck
Nesta pintura de Rubens Matuck
o azul entre vermelhos e pretos
domina esta cena e não sabemos se anoitece ou amanhece
neste clima de sonho. Existe uma
profunda identificação entre o
homem que vê e a poesia que
emana da natureza.
N
Rubens Matuck
Sem título (detalhe), 2008
N
Rubens Matuck
Sem título, 2008
Acrílica sobre linho
100 x 120 cm
35
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
N
36
N
A natureza na pintura de Rubens Matuck aparece transfigurada em luz e
beleza. Ele capta o movimento do vento, a copa das árvores contra o céu
e nos mostra de como isto é único e faz bem para a qualidade da nossa
vida e deve ser preservado para sempre.
Rubens Matuck
Sem título, 2008
Óleo sobre bolo armênio sobre linho
90,5 x 45 cm
Rubens Matuck
Árvores, anos 1992
Caderno de Estudos
Desenho, pintura e colagem sobre papel
50 x 70 cm (fechado)
Rubens Matuck é um artista dos nossos dias que gosta
de viajar, como faziam antigamente os artistas. Ele
desenha e pinta o que vê, o que sente e cria relações
novas. Nos seus cadernos de viagem ele documenta a
natureza, a vida das sementes e o ciclo de vida natural.
É o olho humano registrando a natureza.
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Juan
Muzzi
Juan Muzzi
Código de Barras Humano, 2005
Acrílica sobre tela
100 x 120 cm
N
38
N
O código de barras é a marca dos produtos à venda, do comércio e da
indústria. É anônima. Feito com seres humanos o código de barras afirma
que a criatividade e a individualidade também têm um preço. Mas diz
também que a criatividade é a última realidade.
Juan Muzzi
Encontros I, 2008
Acrílica iridescente sobre tela
100 x 100 cm
N
N
Os homens se encontram no
espaço e no tempo. Estão pressionados pela rapidez e pelo
congestionamento da sociedade
moderna. Mas juntos possuem a
luz da comunicação e da possibilidade de modificar o espaço social.
39
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Juan Muzzi
Obra-prima Contemporânea, 2005
Escultura com latas de refrigerante
76 x 67 cm
N
40
N
Reciclagem de embalagens. Transformar os detritos em obra de arte.
A obra-prima contemporânea.
Será só lixo? O homem tem o
poder de criar e recriar.
Juan Muzzi
Rastro da Roda de Duchamp, 2008
Grafite e aço inox
25 x 90 x 80 cm
N
N
O grafite, carbono, tornou-se
rastro da história da arte e de uma
narrativa inventada pelo artista. Ele
recria com o material inesperado e
transforma um material inerte em
forma.
41
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Floriano
Martins
Floriano Martins
O acaso não se desculpa, 2011
Fotografia digital
90 x 90 cm
N
42
N
O corpo humano como centro. A
natureza identificada com o corpo
humano. O umbigo é um lugar do
qual irradia a luz. É nele que foi feita
a ligação com a maternidade e é
dele que emerge esta luz.
Todas as paisagens de Floriano
Martins são compostas, construídas, refeitas à luz da sua inteligência
e sensibilidade. De maneira permanente o artista recria a natureza
ideal. Por conta própria, com a
sua máquina fotográfica e o seu
laboratório, ele recicla a natureza
em paisagens de sonho.
N
N
Floriano Martins
Mundo Paralelo, 2011
Fotografia digital
90 x 90 cm
43
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
A mão do homem é do mesmo
barro da natureza e nela cabem
todos os sonhos da construção da
beleza e do aconchego. A história
de Adão, o homem feito de barro,
refeita na invenção artística da
mão cerâmica que segura a vida
marítima.
N
44
N
Floriano Martins
Origem Esquecida, 2011
Fotografia digital
90 x 90 cm
Floriano Martins
Indivisível Abismo, 2011
Fotografia digital
90 x 90 cm
N
N
Será um lugar feito de panos e
imaginação ou de areia e pedra?
Para Floriano Martins este cenário
é o que você quiser que seja.
45
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
César
Romero
N
46
N
César Romero
Faixas Emblemáticas, 2011
Acrílica sobre tela
100 x 300 cm
As faixas emblemáticas de César Romero já percorreram o mundo
mostrando um pouco do que é o Brasil. São signos de festas populares,
sinais de narrativas populares que o artista recolhe nas suas pesquisas e os
recicla em forma de arte.
N
N
César Romero
Faixas Emblemáticas, 2011
Acrílica sobre tela
200 x 100 cm
47
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{
48
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MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
48
César Romero
Faixas Emblemáticas
(detalhe), 2011
César Romero
Faixas Emblemáticas, 2011
Acrílica sobre tela
100 x 300 cm
N
N
Estes sinais da vida popular, sempre utilizados em festas
e feiras, ocupam todo o espaço da pintura: tudo é uma
só expressão e o tempo é total, circular. O imaginário
anônimo da população, a herança de símbolos faz
parte total da existência e o artista os recria, os recolhe
e recicla, em pintura erudita e com este cromatismo
tonal refinado.
49
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Fernando
Araujo
O azul é a cor dominante do céu e da meditação do artista Fernando Araujo. É com este azul
que invade tudo que ele mostra o seu sentimento do universo, a sua concepção de totalidade.
A intuição transformada em arte. O azul como manifestação de felicidade e de onde surge
delicadamente um ramalhete de cores.
Fernando Araujo
Sem título, 2008
Acrílica sobre tela
250 x 167 cm
Fernando Araujo
Antes de tudo, 2007
Acrílica sobre tela
180 x 170 cm
N
N
A explosão inicial, o surgimento
do mundo, antes mesmo de o
planeta ser habitado pela vida
orgânica. O caos primitivo e o nascimento do movimento. O artista
Fernando Araujo identifica em si
mesmo este momento do início,
do ovo primevo, do Big Bang.
51
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Fernando Araujo
Capela (detalhe), 2007
N
52
N
Fernando Araujo
Capela, 2007
Acrílica sobre tela
130 x 200 cm
Uma memória imaginária de um cenário paradisíaco, com o verde da
natureza e o amarelo da presença humana. Talvez uma casa, talvez um
templo, de qualquer maneira um lugar de prazer e de estar. O desejo de
paz e alegria em substituição ao ambiente de pressão e rapidez. O homem
modifica e recicla o tempo e a memória em busca do paraíso perdido.
N
N
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53
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N
{
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
53
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Claudio
Tozzi
Claudio Tozzi
Fragmentos, 2002
Acrílica sobre tela
100 x 200 cm
N
54
N
Esta pintura tão elaborada, geométrica, parte de duas existências independentes. O desenho da cidade atual e o desenho da colcha de retalhos.
Ambos, a cidade e a colcha, são criações coletivas e o artista Claudio
Tozzi as torna pintura, as torna linguagem e as põe em discussão.
A mulher contempla uma imagem
impressa e ela também é uma imagem impressa pelo artista. Tozzi faz
deste jeito, ele usa o cotidiano para
mostrar o cotidiano das pessoas.
O artista aponta as semelhanças
entre a vida das imagens e a vida
do ser humano.
N
N
Claudio Tozzi
Em viagem, 1967
Acrílica sobre aglomerado
120 x 120 cm
55
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
N
56
N
O artista Claudio Tozzi cria um
objeto especial, como um objeto
de culto, para louvar a existência
do mundo: terra, grama e céu.
E para chamar a atenção sobre
a beleza desta combinação de
elementos naturais, para dizer
que o mundo, em si mesmo, é
sagrado, é a nossa casa, o lugar
em que habitamos e que nós
também, pelo nosso lado, temos
de nos sentir como parte deste
universo, preservar a nossa casa e
ter prazer no simples convívio com
a natureza.
Claudio Tozzi
Terra / Grama / Céu, 1973
Fibra de algodão, pigmento em pó,
tinta acrílica e terra
72 x 39 cm
Biografias
N
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MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Cirton Genaro (Martinópolis, SP, 1947)
Artista plástico, estudou pintura no ateliê do pintor tcheco Jorge Kopecny entre 1965 e 1968. Em 1970 formou-se em Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Presidente Prudente (USP). Cirton Genaro
dedicou-se, fundamentalmente, a quatro atividades: o ensino, o desenho interpretativo, a ilustração e a pintura.
Na pintura e no desenho, utilizou o seu conhecimento técnico e histórico para desenvolver uma verdadeira visão
do seu universo de origem em uma linguagem realista, com incursões no fantástico e no surreal; escolheu como
tema o ser humano e as questões sociais rurais e urbanas, centrando o seu interesse na multiplicidade de formas
e situações inesperadas. Cirton Genaro já mostrou seu trabalho em exposições individuais e coletivas: Galeria
Paulo Figueiredo, Secretaria da Cultura, Sharp, Espazio Pirandello, Carlos A. Wint, Tenda, Chapel Art Show, Apap,
Lácio, Centro Cultural Lao, Centro Empresarial, Salão do Sindicato, Unesp, Galeria Itaú, Art’ Risco, Fazart, Jaú,
Vivart, Amulp, Tableau, Arte Atual e Maksoud Plaza.
Aldemir Martins (Ingazeiras, CE, 1922-2006)
N
58
N
Artista plástico, ilustrador, pintor e escultor autodidata de grande renome no país e no exterior. Foi o primeiro
brasileiro a ganhar um prêmio na Bienal de Veneza. Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1946, para
São Paulo. De espírito inquieto, o gosto pela experiência de viajar e conhecer outras paragens foi marca do pintor,
apaixonado que era pelo interior do Brasil. O artista participou de inúmeras exposições, revelando produção
artística intensa e fecunda. Sua técnica passeia por várias formas de expressão, compreendendo pintura, gravura,
desenho, cerâmica e escultura em diferentes suportes. Faleceu em fevereiro de 2006, aos 83 anos, em São Paulo.
Algumas premiações importantes: Prêmio “Olívia Guedes Penteado”, na 1ª Bienal de São Paulo, com o desenho
“Cangaceiro” (1951), Prêmio “Nadir Figueiredo”, na 2ª Bienal de São Paulo (1953), Prêmio “Aquisição”, no III Salão
N
N
Paulista de Arte Moderna (São Paulo, 1954), Prêmio “Melhor Desenhista Nacional”, na 3ª Bienal
de São Paulo (1955), Prêmio “Presidente Del Consiglio dei Ministri”, de “Melhor Desenhista
Internacional”, na XXVII Bienal de Veneza (Itália, 1956), Prêmio “Museu de Arte Moderna do
Rio de Janeiro” e Prêmio “Melhor Desenhista Brasileiro”, na 4ª Bienal de São Paulo (1957),
Prêmio “Viagem pelo País”, no VII Salão Paulista de Arte Moderna (São Paulo, 1958), Troféu
Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, pela “Melhor Capa de Livro” (1958 − Mário da Silva
Brito, História do Modernismo Brasileiro: antecedentes da Semana da Arte Moderna, Editora Saraiva),
Primeiro Prêmio “Del Club Del Fútbol”, na III Bienal Internacional Del Deporte em Bellas Artes
(Barcelona, 1971), Medalha de Ouro na “1ª Exposição de Belas-Artes Brasil-Japão”, realizada em
Tóquio, Atami e Osaka, no Japão, como convidado especial da Igreja Messiânica Mundial (1973),
“Medalha de Mérito Artístico e Cultural”, pela Academia Brasileira de Artes, Cultura e História
(1995), e Prêmio “20 Brasileiros Vencedores do Século XX” (2000). Exposições individuais: Galeria
Pogliani (Roma, 1961), Instituto de Arte Contemporânea (Lima, Peru, 1965), Galeria Portinari (Porto
Alegre, 1969), Individual Comemorativa do Cinquentenário: “Paisagens de Aldemir”, A Galeria
(São Paulo, 1972), Inauguração da “Sala Aldemir Martins” no Museu de Arte da Universidade do
Ceará (Fortaleza, 1979), Individual de Desenhos “Aldemir Martins na Coleção Cora Pabst”, Centro
Dragão do Mar de Arte e Cultura (Fortaleza, Ceará, 2000).
59
MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
{
{
Yutaka Toyota (Tendo, Província de Yamagata, Japão, 1931)
N
60
N
Estudou Desenho Industrial na Universidade de Artes de Tóquio e cursou a Escola de Belas-Artes, também na
capital japonesa. Trabalhou no Instituto de Pesquisas Industriais em Shizuoka. Em 1968 naturalizou-se brasileiro,
mas continuou se destacando no Japão. Recebeu as medalhas Kyokujitsu Sokoosho e Konju-Hosho, entregues
pelo imperador e pelo primeiro-ministro do Japão, respectivamente. Yutaka tem uma centena de monumentos expostos tanto no Brasil como no Japão. Alguns de seus projetos no Japão são: na cidade de Tendo, uma
escultura em parque público, feita a pedido do Museu de Arte Moderna de Yamagata e da Rádio e Televisão
NHK; na cidade de Tóquio, uma escultura para a Campanha de Seguros Dai Tóquio; na cidade de Amarume,
uma escultura para o Ginásio de Esportes; e, na cidade de Guifu, uma escultura para o Parque do Fórum Cultural
de Guifu. No Brasil: em São Paulo, esculturas na Praça da Sé, no Hotel Maksoud Plaza, no Parque Toyotomi, no jardim e no museu da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), e também no Salão do Mofarrej Sheraton Park
Hotel; na cidade de Guarujá, litoral sul de São Paulo, fez uma escultura ao ar livre; na cidade de Brasília executou
esculturas no Salão Nobre do Clube do Exército e na Praça Sarah Kubitschek. Além das obras no Brasil e no Japão,
projetou e executou uma escultura para o Nani Mau Garden Park no Havaí, nos Estados Unidos. Em 1964 expôs
individualmente no Museu de Arte Moderna do Rio Grande do Sul. Ganhou prêmios no 1º Salão Esso de Jovens
Artistas em 1965; em 1968, na 2ª Bienal de Artes Plásticas da Bahia. Em 1969 recebeu prêmio da 10ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1972 foi premiado no Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna
de São Paulo, MAM-SP. Em 1973 apresentou mostra individual no Museu de Arte Moderna de Kyoto e, em 1974,
expôs na mostra Artistas Japoneses nas Américas, no Museu de Arte Moderna de Tóquio. Em 1991 foi eleito o
melhor escultor pela Associação Paulista de Críticos de Arte, APCA, em São Paulo.
Taisa Nasser (São Paulo, SP, 1953)
N
N
Artista de tendência expressionista, Taisa Nasser é arquiteta urbanista formada pela Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo (USP), atividade que exerceu por muitos anos e na qual se destacou.
Nos últimos anos dedicou-se exclusivamente às artes plásticas, desenvolvendo uma série de
pinturas densas e matéricas, com ênfase na textura e no uso exuberante de cores. O vigor
de seu trabalho, a reverberação cromática e a assertividade pictórica foram entendidos
como uma contribuição efetiva à presença da emoção na pintura atual e na consciência do
suficiência da pintura como um veículo adequado aos tempos atuais. Suas principais exposições
individuais e coletivas: Salon des Arts Contemporains du B’nai B’rith (Paris, 2012), Salon des
Artistes Contemporains (Honfleur, França, 2012), Espaço Cultural Citi (São Paulo, 2012), Salon des
Independants, Grand Palais (Paris, 2011), Banco do Brasil (Nova York, 2011), Carrousel du Louvre,
Salon Art en Capital (Paris, 2012), Espace Pierre Cardin, Salon Business Art (Paris, 2012), Galerieforum Berlin am Meer (Berlim, 2011), e Salon d’Art La Ferme du Manet (Montigny le Bretonneux,
França, 2011). Entre suas premiações estão Revelation 2012, no Grand Concours International
de Art Contemporain e Toile d’Or de l’An 2011, ambos pela Federation Nationale de la Culture
Francaise. Artista da Communauté Européenne, a obra de Taisa Nasser é integrante da Collection
Club, Galerie de Fréjus, Gam’art International Gallery, Cote d’Azur, França.
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MUSEU ITINERANTE ULTRAGAZ
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Caciporé Torres (Araçatuba, SP, 1935)
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Escultor, desenhista e professor, viajou para a Europa após receber uma bolsa de estudos por
ocasião da primeira Bienal de São Paulo, realizada de 1951. Estudou História da Arte na Sorbonne, em Paris, e trabalhou em ateliê desenvolvendo obras de caráter abstracionista. Depois
disso, passa a construir formas maciças orgânicas e geométricas, utilizando peças metálicas de
aparência industrial, como aço, bronze e ferro. Muitas dessas esculturas são feitas em grandes
dimensões e integram museus e espaços públicos de diversas cidades, como as obras na Praça
da Sé e na estação Santa Cecília do Metrô, ambas em São Paulo, e um painel escultórico em
Miami, nos Estados Unidos. Depois do Prêmio Viagem à Europa e de ter sido escolhido para
o Prêmio Aquisição do Museu de Arte Moderna de São Paulo, MASP, na segunda edição
da Bienal em São Paulo, em 1958 recebeu o Prêmio de Isenção de Júri e em 1960 o Prêmio
Itamaraty, respectivamente, na 6ª e na 8ª Bienal de São Paulo. Em 1970 foi eleito presidente da
Associação Internacional de Artes Plásticas, da Unesco, e, em 1980 e 1982, o melhor escultor
brasileiro pela Associação Paulista de Críticos de Artes, APCA. Foi agraciado com a Comenda
Mário de Andrade pelo Governo do Estado de São Paulo na gestão de Paulo Egydio Martins. Suas principais exposições individuais: Museu de Arte de São Paulo, MASP (São Paulo,
1955), Terry Clune Gallery (Sydney, Austrália, 1957), Galeria Atrium (São Paulo, 1964), e Museu
de Arte de São Paulo, MASP (São Paulo, 1971). Ao lado das Bienais Internacionais em São
Paulo, estão entre suas principais exposições coletivas: Bienal de Veneza (Itália, 1955), Maison
d’Amérique Latine (Paris, 1957), Bienal dos Jovens (Paris, 1976), e Quadriennale di Roma (Itália, 1978).
Neto Sansone (São Paulo, SP, 1973)
Artista plástico e editor, pinta e desenha desde pequeno por puro prazer. Neto quer que sua arte chegue a todas as
pessoas, sem distinção. Para ele, quem sente alguma emoção ao ver um quadro já é um entusiasta, e por esse motivo
quer tirar a arte da redoma e popularizá-la. Em sua primeira exposição individual, “Ação”, o artista plástico Neto
Sansone explorou o glamoroso universo do cinema de todas as épocas. A exposição foi aberta no dia 9 de fevereiro
de 2006, no Cultural Blue Life, na cidade de São Paulo. Sua segunda exposição individual, “Divas: A fonte feminina nas
duas artes”, foi realizada no MuBE (Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo) em julho de 2009. Na parte editorial,
Neto Sansone coordena há mais de 15 anos a Revista Affari, da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio. Edita a sua revista
Itália em São Paulo desde 2008 e em 2011 editou a Revista do Centenário do Circolo Italiano de São Paulo.
Rubens Matuck (São Paulo, SP, 1952)
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Formado em Arquitetura em 1977 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, FAU-USP,
é ilustrador, gravador, pintor, escultor, desenhista, designer gráfico e professor. Na década de 1980 completou sua
formação com cursos de fotogravura, com Thereza Miranda, linguagem fotográfica, com Cláudio Kubrusly, fabricação
de papel artesanal, com Otávio Roth, e pintura a óleo, com Jorge Mori. Entre 1968 e 1994 trabalhou como ilustrador
para diversos jornais e revistas, como Última Hora, Jornal da Tarde, Folha da Tarde, O Estado de S. Paulo, Playboy, Visão, Exame,
Claudia e IstoÉ. Produz logotipos, trabalhos de tipografia, além de ilustrações e capas para livros infantis. Também
escreve e ilustra uma série de livros infantis. Em 1993 recebeu o Prêmio Jabuti pela ilustração do livro infantil O sapato
furado, de Mario Quintana.
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Juan Muzzi (La Paz, Departamento de Canelones, Uruguai, 1949)
Artista formado na extraordinária escola de Joaquín Torres-García, um dos principais artistas sul-americanos do
século XX. Juan Muzzi é também engenheiro e esta dupla formação, estética e tecnológica, estes dois lados de
sua personalidade explicam em boa parte a sua maneira de criar. De um lado, o cuidado com o ofício, os materiais, a qualidade da pintura, a correta construção de suas esculturas e objetos. De outro, sua permanente curiosidade e a invenção de objetos, assuntos e temas. Trata-se de um artista que alia a percepção filosófica do tempo, a
visão crítica da sociedade de consumo e o prazer da produção estética. Juan Muzzi realizou diversas exposições
individuais e teve significativa retrospectiva de sua obra no Memorial da América Latina (São Paulo, 2011). Suas
principais mostras foram realizadas no Espaço Cultural Citi, Banco de La República Oriental del Uruguay, Museu
Brasileiro da Escultura e Galeria Hebraica.
Floriano Martins (Fortaleza, CE, 1957)
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Poeta, fotógrafo, editor, ensaísta e tradutor. Criou em 1999 a Agulha Revista de Cultura, de circulação pela internet.
Coordenou, de 2005 a 2010, a coleção “Ponte Velha”, obras de autores portugueses publicadas pela Escrituras Editora
(São Paulo). Atualmente coordena a coleção “O Começo da Busca”, das Edições Nephelibata (Santa Catarina).
Organizou algumas mostras especiais dedicadas à literatura brasileira para revistas em países hispano-americanos
em 2003. Esteve presente em festivais de poesia realizados em países como Chile, Colômbia, Costa Rica,
República Dominicana, El Salvador, Equador, Espanha, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Portugal e Venezuela.
Trabalha ainda com fotografia, colagem e design, tendo realizado exposições e capas de livros. Curador da Bienal
Internacional do Livro do Ceará (Brasil, 2008), e membro do júri do Prêmio Casa de las Américas (Cuba, 2009) e
do Concurso Nacional de Poesia (Venezuela, 2010).
César Romero (Feira de Santana, BA, 1950)
Pintor, psiquiatra, empresário e crítico de arte, Romero é um artista de atividade incessante, com sucessivas exposições no circuito internacional − Washington, Hannover, Paris, Colônia, Berlim, Barcelona, Madri, Bilbao, Lisboa,
Miami, Paris, Granada, Montevidéu, Caiena, Nova York, Los Angeles, São Francisco, Honolulu, Porto, Lousã, Espinho,
Coimbra e Punta del Este. No Brasil, realizou dezenas de mostras individuais e participou de 200 exposições temáticas. Fez parte, também, dos principais Salões de Arte realizados no país. Possui trabalhos em 32 museus brasileiros
e pinturas suas integraram projetos de decoração e cenários em 22 novelas e alguns especiais da Rede Globo de
Televisão, Rede Manchete e TV Record.
Fernando Araujo (Freguesia de Moreira de Rei, Conselho de Fafe, Portugal, 1957)
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Autodidata, o pintor Fernando Araujo habita um universo feito de formas mercuriais, em constante mutação,
caleidoscópicas, que se organizam a partir da emissão de vetores cromáticos que se concretizam em largos gestos.
Em razão disso, sua pintura se aproxima do “método Pollock” pela elaboração de visualidades contrastantes e
matérias densas. Sua confiança na intuição e no gestual torna o seu trabalho vertiginoso e torrencial. Entre suas exposições individuais estão as realizadas no Centro Cultural Brasital (São Roque, SP, 2007), o Salão “Darcy Penteado”,
(São Paulo, 2008), e a mostra “Antes de Tudo”, no MuBE, Museu Brasileiro da Escultura (São Paulo, 2008). Entre as
coletivas, “IX Exposição Nacional de Artes Plásticas” no Memorial da América Latina, (São Paulo, 2007) e “Academia
Brasileira de Arte, Cultura e História”, na Casa da Fazenda (São Paulo, 2007). Participou como jurado na modalidade
Artes Visuais para a fase municipal do Mapa Cultural Paulista 2007-2008, evento realizado no Centro Cultural
Brasital (São Roque, SP).
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Claudio Tozzi (São Paulo, SP, 1944)
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Pintor, desenhista e programador visual brasileiro, é formado pela Faculdade de Arquitetura e
Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Sua atividade como artista plástico foi
iniciada em 1963, ano em que ganhou o concurso para o cartaz do XI Salão Paulista de Arte
Moderna. Em 1969 fez uma viagem de estudos à Europa, quando realizou as séries Astronautas
e Parafusos, com gravuras, objetos e pinturas. A partir da década de 1970 sua obra evolui do
pop para o conceitual, momento em que alia a pintura ao uso das palavras, como em
Dissociação das Cores (1974) e Colors (1975). Em 1979 realizou o mural da estação Sé do Metrô,
em São Paulo. O trabalho dá origem à série de pinturas Colcha de Retalhos. Em 1989 foi publicada uma monografia sobre o seu trabalho, com texto de Fábio Magalhães. Dois anos depois
expôs na 21ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1993 realizou uma exposição individual no
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
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Jacob
Klintowitz
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Jacob Klintowitz
Jacob Bernardo Klintowitz é crítico de arte, jornalista,
editor de arte e designer editorial. Nascido em Porto
Alegre, no Rio Grande do Sul, em 1941, em 1967 vai
para o Rio de Janeiro, onde manteve uma coluna
diária de crítica de arte no jornal Tribuna da Imprensa, até
transferir-se para São Paulo em 1973 e assumir a crítica
de arte do Jornal da Tarde até 1990, período em que também foi colaborador do jornal O Estado de S. Paulo como
crítico de desenho industrial e comunicação gráfica.
Ganhou duas vezes o “Prêmio Gonzaga Duque”, da
Associação Brasileira de Críticos de Arte, por sua atuação
crítica. Foi redator e crítico de arte da TV Globo na área
do telejornalismo, crítico de arte das revistas IstoÉ e
Sras & Srs e editor da revista Shalom.
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Autor de mais de cem livros sobre teoria de arte,
arte brasileira, ficção e livros de artista, Klintowitz é
ainda curador do Espaço Cultural Citi, conselheiro
do Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi, conselheiro
do Museu Judaico de São Paulo e vice-presidente do
Instituto Anima De Sophia.
Entre dezenas de mostras de arte, foi curador de
exposições como A Ressacralização da Arte, no SESC
Pompeia, em São Paulo; Um século de Escultura no Brasil, no Museu de Arte de São Paulo (ao lado de Pietro
Maria Bardi); Formas e Ritmos na Arte Brasileira, no Museu de Charlottenborg, na Dinamarca; João Câmara,
mostra itinerante em museus e casas de cultura na Dinamarca, Noruega, Alemanha e Brasil; Victor Brecheret,
modernista brasileiro, que inaugurou o Museu Brasileiro
da Escultura, em São Paulo; Aldemir Martins, no Espaço
Cultural Correios, no Rio de Janeiro; Ivald Granato, no
Espaço Cultural Citi, em São Paulo; Os Deuses, com
obras de Sergio Lucena, Newton Mesquita. Me recordo e
Yutaka Toyota. 50 anos de Brasil, no Museu Brasileiro da
Escultura, em São Paulo; O Trançado Brasileiro e Máscaras Brasileiras, mostras itinerantes em cinco capitais
brasileiras; Domenico Calabrone. A fragmentação da forma,
no SESC Vila Mariana, em São Paulo; Escultor Horacio Kleinman, no Museu Brasileiro de Escultura, em São Paulo;
Criatividade na Arte Brasileira, exposição no Museu Real,
em Bruxelas; A Cor na Arte Brasileira, exposição no Museu de Arte de São Paulo; O Desenho de Aldemir Martins
Sergio Lucena. O viajante imóvel, Luciana Maas. Retrato da artista quando jovem, Odilla Mestriner. Vida poética e o luminoso
mistério da arte, Rubens Matuck. Na verdade, não há pressa, e
Aldemir Martins: rastros de um olhar para dentro, todas no
Espaço Cultural Citi, em São Paulo.
Alguns de seus principais livros:
30 segundos de televisão valem mais do que 2 meses de Bienal de São Paulo. Isto é bom
ou é ruim? Editora Summus, 1981.
50 anos de comércio. Edição Federação do Comércio de São Paulo, 1989.
A arte do comércio I. Editora Senac, 1982.
A arte do comércio II. Editora Senac, 1983.
A arte do comércio III. Editora Senac, 1984.
A cor inexistente e o aprendiz do novo. Odisseia Editorial, 1982.
A cor na arte brasileira. Edição Volkswagen, 1982.
A paisagem mineira. Edição Banco de Minas Gerais, 1985.
A ressacralização da arte. Edições SESC SP, 2009.
Abstração, em coautoria com José Roberto Teixeira Leite. Editora Pinakotheke, 2004.
Aldemir Martins em Roma. Editora Empório Cultural, 1990.
Aldemir Martins. Fauna e flora. Edição Valoart Galeria de Arte, 1989.
Aldemir Martins. O viajante amigo, Editora SESC SP, 2006.
Aldo Bonadei. Editora Raízes, 1980.
Arte e Comunicação. 2ª ed. Editora Shalom, 1979.
Arte ingênua brasileira. Edição Banco Cidade, 1985.
Augusto Rodrigues. 50 anos de arte. Edição Grupo Service, 1980.
Branco-Preto-Branco-Preto, imagens de Sérvulo Esmeraldo. Edições Xisto Colonna, 1983.
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na Coleção Cora Pabst, no Centro Cultural Dragão do Mar,
em Fortaleza, no Ceará; Colecionadores. Guita e José Mindlin:
gravuras e matrizes, exposição no Centro Cultural FIESP,
em São Paulo; Bardi dos Artistas, exposição em cocuradoria com Fábio Magalhães no Memorial da América
Latina, em São Paulo, e no Espaço Cultural Correios, no
Rio de Janeiro; Esculturas de Maria Guilhermina, exposição
na Fundação Jaime Câmara, em Goiânia, Goiás; Cirton
Genaro, exposição no Liceu de Artes e Ofícios, em São
Paulo; Espaço Francisco Brennand, exposição na II Bienal Barro de América, no Museo de Arte Contemporáneo Sofía
Ímber, em Caracas, na Venezuela; O Novo Expressionismo,
no Espaço Cultural Citi, em São Paulo; Fernanda Genthon.
A colheita das cores, no Museu Brasileiro da Escultura, em
São Paulo; Caciporé Torres. A invenção do real, no Espaço
Cultural Citi, em São Paulo; Fernando Araujo. Antes de tudo e
Luiz Martins. A transparência da forma, no Museu Brasileiro
da Escultura, em São Paulo; Mônica. A criação do personagem
brasileiro, do desenhista Mauricio de Sousa, Arte e vida em
Eros Oggi, Antonio Peticov e a forma oculta, Neto Sansone. Divas:
jogo de armar, jogo de amar, Ivald Granato. O gesto e a arte, Os
novos materiais da arte, Odetto Guersoni. O profeta amoroso,
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Brasil-Venezuela: diálogo visual. Editora Raízes, 1993.
Brasil: a arte de hoje. Edição Galeria São Paulo, 1983.
César Romero. A escritura do Brasil, Edição do autor, 2001.
Cláudio Tozzi. Edição Valoart Galeria de Arte, 1989.
Coleção Aldo Franco. Editora Pinakotheke, 2001.
Élvio Becheroni: escultor. Edição Valoart Galeria de Arte, 1989.
Élvio Becheroni: pintor. Edição Valoart Galeria de Arte, 1989.
Ermelindo Nardin. Retratos Imaginários. Edição MASP, 1983.
Eros Oggi. O sonho da harmonia. Klintowitz Editora, 2011.
Fernando Pacheco. Fogo e pátina, Editora C/Arte, 2007.
Fortalezas históricas do Brasil. Editora Raízes, 1983.
Francisco Brennand, Mestre do sonho. Edição do autor, 1995.
Geometria hoje. Edição Galeria Paulo Figueiredo, 1984.
Gilberto Salvador. O reino interior. Edição Fundação Gilberto Salvador, 2001.
Glauco Pinto de Moraes. Edição Grupo Service, 1983.
Gustavo Rosa. A penúltima visão da realidade. Editora Instituto Olga Kos, 2009.
Histórias brasileiras de arte e artistas, Laserprint Editorial, 2006.
Imagens do comércio na arte. Edições SESC SP, 1981.
Intimidade. Edições Athanor, 1982.
Ivald Granato. Gesture and Art. Editora Francis, 2009.
João Câmara. Além das circunstâncias. Edição Fundação Cultural Recife, 1993.
João Rossi. As luzes da América. Edição Grupo Service, 1983.
Marcos Duprat, em coautoria com Raïssa Cavalcanti. Edição do autor, 1985.
Maria Bonomi, gravadora. Editora Cultura, 2000.
Máscaras brasileiras. Editora Raízes, 1986.
Mestres do desenho brasileiro. Edição Volkswagen, 1983.
Mitos brasileiros. Editora Raízes, 1987.
Museu Casa de Portinari, Editora Museu Casa de Portinari, 2007.
Naji Ayoub, Edição do autor, 2005.
Newton Mesquita. Me recordo, Laserprint Editorial, 2008.
Notas para um retrato de Rodrigo de Haro. Edições Athanor, 1981.
O construtivismo afetivo de Emanoel Araújo. Edição MWM International, 1981.
O dia em que o sonho visitou o sol. A arte digital de Liana Timm, em coautoria com Lenira Fleck. Território
das Artes Editora, 2009.
O livro do inusitado. Edição Secretaria de Cultura de Goiânia, s.d.
O nominador. imagens de Sérvulo Esmeraldo.Edições Xisto Colonna, 1983.
O ofício da Arte: a escultura. Edições SESC SP, 1988.
O ofício da Arte: a pintura. Edições SESC SP, 1987.
O portão dourado. Edições Nephelibata, 2010. Coleção O Começo da Busca.
Octávio Araújo. O desenho e o feminino. Edição Galeria André, 1982.
Odilla Mestriner. Edição do autor, 1987.
Os novos viajantes. Edições SESC SP, 1993.
Pedro Luiz Correa de Araujo. Edição Galeria André, 1981.
Rodrigo de Haro. Edição Grupo Service, 1983.
Sergio Lucena. Os Deuses, em coautoria com Raïssa Cavalcanti. Edição For Comunicações, 2007.
Sonia Ebling. A natureza da criação. Marcus Vieira − Galerias de Arte, 2001.
Tiradentes − Portinari. Editora Raízes, 1985.
Trançado brasileiro. Editora Raízes, 1985.
Um século de escultura no Brasil,em coautoria com Pietro Maria Bardi. Edição MASP, 1982.
Versus, 10 anos de crítica de arte. Editora Espade, 1978.
Victor Brecheret, modernista brasileiro. Edição Museu Brasileiro da Escultura, 1994.
Volpi, 90 anos. Edições SESC SP, 1989.
Zaragoza. Desenhos eróticos. Editora Raízes, 1980.
Zaragoza. Retratos imaginários. Edição do autor, 1983.
Participação em livros antológicos:
Arca profana, org. Liana Timm. Território das Artes Editora, 2010.
Horacio Quiroga. Decálogo do perfeito contista, org. Sérgio Faraco e Vera Moreira. L&PM Editores, 2009.
Tapete: trama de sentidos, org. Gelson Balbueno. Território das Artes Editora, 2010.
Prática
Didática
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Qual a obra de que você gostou mais? Por quê?
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Escolha o artista e o trabalho de que você mais gostou. Aquela imagem que
você achou mais bonita ou mais engraçada. Ou aquela imagem que mais lhe emocionou. E agora brinque de falar com ela. É como se ela fosse uma nova amiga.
Uma amiguinha que você acaba de conhecer. Escreva uma carta, conte por que
você gostou tanto dela.
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E você também pode mostrar o que faria se tivesse de desenhar este mesmo assunto no seu caderno. Conte do seu jeito e desenhe da sua maneira estas
mesmas coisas, este mesmo assunto que lhe impressionou.
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’ Ficha Técnica
Realização
Liz Editora
“Oscar” Junitsi Koeke
Curadoria
Jacob Klintowitz
Execução Operacional
Ekho Promoções
Monica Jorge
Manuel Gomes Moreira Junior
Coordenação Editorial
Alexandra Vedolin
Diagramação e Criação
Renan Benvenuti
Cenografia
Arquiprom
Fotografias
Claudio Wakahara
Patrocínio
Ultragaz
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Imagens cedidas pelos artistas
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ISBN: 978-85-65373-05-0
PATROCÍNIO:
REALIZAÇÃO: