UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS, ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS GRACIELA ANGELITA BARBOSA AUDITORIA OPERACIONAL NO SETOR DE RECURSOS HUMANOS EM UM DIRETÓRIO DE ESTUDANTES (Trabalho de conclusão de curso) IJUÍ (RS) 2014 GRACIELA ANGELITA BARBOSA AUDITORIA OPERACIONAL NO SETOR DE RECURSOS HUMANOS EM UM DIRETÓRIO DE ESTUDANTES Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no Curso de Ciências Contábeis da UNIJUI, como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis. Profª Orientadora: EUSÉLIA PAVEGLIO VIEIRA IJUÍ (RS), NOVEMBRO/2014 3 AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar agradeço a Deus por ser a base das minhas conquistas, fonte de força e luz em toda a minha vida, sempre presente em todos os momentos trazendo motivação para eu sempre superar os obstáculos e hoje chegar até aqui e realizar este grande sonho. Agradeço aos meus pais ALBERI e NOEMI, pelo dom da vida e pelo apoio que sempre me deram em todos os momentos e principalmente pelo ensinamento dos valores e princípios. Obrigada por serem essas pessoas maravilhosas e que sempre torcem pela realização dos meus objetivos. Um agradecimento especial ao meu esposo CARLOS ALBERTO e meus filhos LAURA e LUCAS, pelas demonstrações de carinho e confiança, por sempre me apoiaram em todas as minhas escolhas, também pela motivação e incentivo o que foi fundamental para que eu não desistisse perante as dificuldades.... Agradecer também pela paciência e pela compreensão nos momentos de nervosismo e de ausência no decorrer desta caminhada. Aos meus irmãos MARI LUCI, CLAUDIA, ODILAR e ODIRLEI e aos demais familiares que sempre me deram força e coragem para seguir em frente acreditando na minha capacidade. Agradeço a todos os professores do curso de Ciências Contábeis da UNIJUÍ, os quais transmitiram seus conhecimentos para que eu construísse e aprimorasse os meus. Um agradecimento especial a minha professora orientadora Eusélia Paveglio Vieira, por sua paciência, incentivo e por acreditar no meu potencial. Agradeço ao Diretório de Estudantes e ao Laboratório de Contabilidade da Unijuí, de forma particular ao Contador Marcelo Didoné por sua prontidão, paciência e pela colaboração obtida para a realização deste trabalho. Aos amigos e colegas que estiveram ao meu lado, sempre dispostos a ajudar, seja com gesto de carinho ou uma palavra de incentivo. A todos que citei aqui e muitas outras pessoas que de uma forma ou outra me auxiliaram na realização deste objetivo o meu muito obrigada! 4 Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por omitir! Augusto Cury 5 RESUMO A cada ano aumenta a competitividade entre as empresas, visando sua permanência no mercado, exigindo que as mesmas tenham excelentes controles internos, para que assim e quanto melhores os seus controles, melhores e mais eficazes serão as informações obtidas para a tomada de decisões. Os controles internos são uma ótima ferramenta para que as empresas possam acompanhar os seus resultados, permitindo que seus gestores tomem decisões cada vez mais acertadas possuindo uma visão clara da situação da empresa. Sendo assim é necessário que seja analisada a veracidade dessas informações geradas por meio dos controles internos, sendo que a auditoria possui ferramentas necessárias para analisar estas informações, visando a identificação de erros ou fraudes. A realização da auditoria operacional no setor de recursos humanos teve como objetivo avaliar os controles internos, e obter as evidências necessárias para fundamentar a opinião e por fim elaborar o relatório de auditoria baseado nas conclusões obtidas mediante a realização dos trabalhos, gerando informações aos diretores de caráter preventivo e corretivo. Por meio da pesquisa aplicada, descritiva, qualitativa e do levantamento de dados e análise documental foi realizado o estudo. Os resultados apontam que a entidade apresenta algumas irregularidades e falhas, as quais devem ser observadas pois podem ser motivo para reclamatórias trabalhistas, assim como, multa de órgãos fiscalizadores. Ao fim deste estudo pode-se verificar a importância da realização de auditorias pois é uma maneira de identificar práticas as quais podem ser prejudiciais para a organização. Palavras - Chave: Auditoria Operacional. Recursos Humanos. Controles Internos. Contabilidade. Gestão. 6 LISTA DE FIGURAS E QUADROS Figura 1 - Organograma do Diretório de Estudantes............................................................. 15 Figura 2 - Fluxograma do proceso de admissão do diretório de estudantes .......................... 73 Figura 3 - Fluxograma do processo de movimentação mensal de colaboradores do diretório de estudantes ............................................................................................................................. 75 Figura 4 - Fluxograma do processo de desligamento de trabalhador .................................... 77 Quadro 1 - Diferenças entre auditoria externa e auditoria interna ......................................... 32 Quadro 2 - Principais diferenças entre o auditor externo e o interno ..................................... 32 Quadro 3 - Valor da parcela do seguro desemprego .............................................................. 62 Quadro 4 - Programa de auditoria do setor de recursos humanos do diretório de estudantes 80 Quadro 5 - Papel de trabalho de auditoria - Exame médico admissional ............................... 84 Quadro 6 - Papel de trabalho de auditoria - Contrato de trabalho .......................................... 85 Quadro 7 - Papel de trabalho de auditoria - Livro de registro dos empregados ..................... 87 Quadro 8 - Papel de trabalho de auditoria - Livro de registro dos empregados e a CTPS ..... 88 Quadro 9 - Papel de trabalho de auditoria - Protocolo de devolução da CPTS ...................... 89 Quadro 10 - Papel de trabalho de auditoria - Concessão salário-família ................................. 90 Quadro 11 - Papel de trabalho de auditoria - Vale transporte .................................................. 91 Quadro 12 - Papel de trabalho de auditoria - Informações obrigatórias - CAGED e RAIS .... 92 Quadro 13 - Papel de trabalho de auditoria - Atribuição salarial e aumento de salário ........... 94 Quadro 14 - Papel de trabalho de auditoria - Obrigações legais - exame médico periódico, PPRA, PCMSO e PPP .............................................................................................................. 95 Quadro 15 - Papel de trabalho de auditoria - Ficha ponto, horas extras e faltas ...................... 96 Quadro 16 - Papel de trabalho de auditoria - Direitos dos trabalhadores ................................. 98 Quadro 17 - Papel de trabalho de auditoria - Descontos dos funcionários: facultativos e legais .................................................................................................................................................. 99 Quadro 18 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionária A ................ 101 Quadro 19 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionária B ................ 103 Quadro 20 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionário C ................ 105 Quadro 21 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionários D, F e H ... 107 Quadro 22 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionária E ................ 108 Quadro 23 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionária G ............... 110 Quadro 24 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionários I, J e K ..... 112 7 Quadro 25 - Papel de trabalho de auditoria - Serviço de autônomos .................................... 114 Quadro 26 - Papel de trabalho de auditoria - Guias de INSS, PIS e FGTS ........................... 115 Quadro 27 - Papel de trabalho de auditoria - Férias .............................................................. 117 Quadro 28 - Papel de trabalho de auditoria - Décimo terceiro salário .................................. 119 Quadro 29 - Papel de trabalho de auditoria - Rescisão dos colaboradores............................ 121 8 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ASO Atestado de Saúde Ocupacional CFC Conselho Federal de Contabilidade CVM Comissão de Valores Imobiliários CLT Consolidação das Leis de Trabalho CTPS Carteira de Trabalho e Previdência Social CPF Cadastro de Pessoa Física CRCRS Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul CAGED Cadastro Geral de Empregados e Desempregados CIPA Comissão Interna de Prevenção de Acidentes DSR Descanso Semanal Remunerado FGTS Fundo de Garantia por Tempo de Serviço GFIP Guia de Recolhimento de FGTS e de Informações à Previdência Social GRRF Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS IRRF Imposto de Renda Retido na Fonte IFAC Federação Internacional de Contabilidade IBRACON Instituto dos Auditores Independentes do Brasil INSS Instituto Nacional do Seguro Social MTE Ministério do Trabalho e Emprego NBC Normas Brasileiras de Contabilidade NR Norma Regulamentadora PAT Programa de Alimentação do Trabalhador PPP Perfil Profissiográfico Previdenciário PIS Programa de Integração Social PPRA Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PCMSO Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional RH Recursos Humanos SENALBA Sindicato dos empregados em entidades culturais, recreativas, de assistência social, de orientação e formação profissional TRCT Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho 9 SUMÁRIO RESUMO .......................................................................................................................... 5 LISTA DE FIGURAS E QUADROS............................................................................... 6 LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ....................................................................... 8 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 12 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ........................................................................ 14 1.1 ÁREA DE CONHECIMENTO CONTEMPLADA ........................................................ 14 1.2 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO................................................................ 14 1.3 PROBLEMATIZAÇÃO DO TEMA ............................................................................... 15 1.4 OBJETIVOS .................................................................................................................... 17 1.4.1 Objetivo geral .................................................................................................................. 17 1.4.2 Objetivos específicos ....................................................................................................... 17 1.5 JUSTIFICATIVA ............................................................................................................ 17 2 REFERENCIAL TEÓRICO ............................................................................................ 18 2.1 CONTABILIDADE ........................................................................................................ 18 2.1.1 Princípios da contabilidade.............................................................................................. 20 2.2 AUDITORIA ................................................................................................................... 23 2.2.1 Conceito de auditoria ....................................................................................................... 23 2.2.2 Objeto e função da auditoria ............................................................................................ 24 2.2.3 Objetivo da auditoria ....................................................................................................... 24 2.2.4 Técnicas básicas de auditoria .......................................................................................... 25 2.2.5 Normas de auditoria......................................................................................................... 27 2.2.6 Classificação da auditoria ................................................................................................ 28 2.3 FORMAS DE AUDITORIA ........................................................................................... 28 2.3.1 De acordo com a extensão dos trabalhos ......................................................................... 28 2.3.2 De acordo com a profundidade dos exames .................................................................... 29 2.3.3 De acordo com a natureza ............................................................................................... 29 10 2.3.4 De acordo com os fins a que se destina ........................................................................... 30 2.3.5 De acordo com a relação do auditor com a entidade auditada ........................................ 31 2.4 PAPÉIS DE TRABALHO ............................................................................................... 33 2.4.1 Finalidade e objetivos dos papéis de trabalho ................................................................. 33 2.4.2 Aspectos fundamentais dos papéis de trabalho ............................................................... 34 2.5 CONTROLES INTERNOS ............................................................................................. 35 2.5.1 Características de um sistema de controles internos ....................................................... 36 2.6 PLANEJAMENTO E PROGRAMA DE AUDITORIA ................................................. 37 2.7 RELATÓRIO DE AUDITORIA ..................................................................................... 38 2.8 AUDITORIA OPERACIONAL ...................................................................................... 39 2.8.1 Objetivos da auditoria operacional .................................................................................. 40 2.9 AUDITORIA DE RECURSOS HUMANOS .................................................................. 41 2.9.1 Admissão de pessoal........................................................................................................ 42 2.9.2 Documentação necessária para a admissão ..................................................................... 42 2.9.3 Contrato de trabalho ........................................................................................................ 43 2.9.4 Jornada de trabalho e duração ......................................................................................... 45 2.9.5 Livro ou ficha de registro de empregado/carteira de trabalho ......................................... 46 2.9.6 Exigências legais ............................................................................................................. 47 3 METODOLOGIA DO ESTUDO .................................................................................... 66 3.1 CLASSIFICAÇÃO DO ESTUDO .................................................................................. 66 3.1.1 Quanto à natureza ............................................................................................................ 66 3.1.2 Quanto aos objetivos ....................................................................................................... 67 3.1.3 Quanto à forma de abordagem do problema ................................................................... 67 3.1.4 Quanto aos procedimentos .............................................................................................. 68 3.2 COLETA DE DADOS .................................................................................................. 69 3.2.1 Instrumento da coleta de dados ....................................................................................... 69 3.3 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS.............................................................. 70 11 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS .................................................................................... 71 4.1 ESTRUTRA DO SETOR DE RECURSOS HUMANOS DO DIRETÓRIO ................. 71 4.2 PROCEDIMENTOS NO SETOR DE RECURSOS HUMANOS .................................. 72 4.2.1 Processo de admissão ...................................................................................................... 72 4.2.2 Movimentação mensal ..................................................................................................... 74 4.2.3 Desligamento do empregado ........................................................................................... 76 4.3 IDENTIFICAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS .................................................... 79 4.4 ELABORAÇÃO DO PROGRAMA DE AUDITORIA PARA O DIRETÓRIO ............ 80 4.5 REALIZAÇÃO DO TRABALHO DE AUDITORIA..................................................... 83 4.6 RELATÓRIO DE AUDITORIA ................................................................................... 123 CONCLUSÃO ............................................................................................................... 138 REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 142 12 INTRODUÇÃO O estudo realizado buscou ampliar os conhecimentos Contábeis absorvidos no decorrer do curso e em particular sobre auditoria, que por sua vez, se divide em vários segmentos, porém o enfoque principal será a auditoria operacional no setor de recursos humanos. A auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros, e fazendo inspeções e obtenção de informações e confirmações, tanto internas quanto externas, relacionados com o controle interno do patrimônio, objetivando mensurar a exatidão desses registros e das demonstrações contábeis deles decorrentes. A auditoria operacional no setor de recursos humanos tem papel fundamental nas organizações, pois se trata de uma análise aprofundada no sistema, nos processos internos e se estes estão de acordo com a legislação vigente, buscando, dessa forma prevenir e/ou evitar futuros passivos trabalhistas bem como punições administrativas. Sendo assim, este estudo objetiva verificar o atual funcionamento do setor de recursos humanos por meio da avaliação dos controles internos, da elaboração de um programa de auditora, de preparação de papéis de trabalho e da elaboração do relatório de auditoria. Inicialmente o relatório apresenta a contextualização do estudo, onde foi definido a caracterização da organização, o tema, os objetivos gerais e específicos, seguido da justificativa. No capítulo dois apresenta-se a revisão teórica que foi baseada em livros, artigos, legislação, sites e outros materiais necessários ao desenvolvimento do estudo pesquisado, buscando conceitos sobre auditoria, auditoria operacional, auditoria de recursos humanos, controles internos, programa de auditoria, papéis de trabalho, relatório de auditoria e a legislação vigente. Na sequencia, o capítulo três trata da metodologia utilizada na realização da pesquisa e a sua classificação quanto à natureza, quanto aos objetivos, quanto à forma de abordagem, quanto aos procedimentos, à coleta de dados, instrumento da coleta de dados e a análise e interpretação dos dados. O capítulo quatro deste trabalho de conclusão de curso, apresenta a realização da auditoria operacional no setor de recursos humanos de um Diretório de Estudantes. O estudo aplicado compreende a verificação dos procedimentos do setor de recursos humanos do Diretório desde a admissão dos colaboradores, sua movimentação mensal e o desligamento. Também foram verificados os controles internos adotados pelo Diretório, posteriormente foi 13 elaborado o programa de auditoria, e por meio de sua elaboração foram aplicados os papéis de trabalho, culminando com a elaboração do relatório da auditoria realizada. Finalizando o estudo, o relatório apresenta a sua conclusão da auditoria realizada no setor de Recursos Humanos do Diretório, assim como todas as referencias que serviram de base na sua realização. 14 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO A seguir apresenta-se a contextualização do estudo que contempla o tema abordado, seguido da caracterização da entidade, da problemática do estudo, dos objetivos e da justificativa. 1.1 ÁREA DE CONHECIMENTO CONTEMPLADA A contabilidade tem como objeto o estudo e o controle do patrimônio das organizações composto pelos bens, os direitos e as obrigações. Sendo que, um dos ramos de aplicação está baseado nos controles internos e na auditoria, sendo que esta, se divide em diversas possibilidades, seja auditoria fiscal, contábil, operacional, que envolve os processos operacionais das entidades. Sendo assim, o tema abordado neste estudo é a auditoria operacional no setor de Recursos Humanos de um Diretório de Estudantes. 1.2 CARACTERIZAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO O diretório de estudantes é formado pelos alunos da universidade para fins de representação do corpo discente, é uma associação civil, sem fins lucrativos, isenta de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, foi constituído por tempo indeterminado, de direito privado e é regido por meio de estatuto, o qual está registrado no registro civil das pessoas jurídicas do município a que pertence, sua sede está localizada na Rua do Comércio, 3000. A principal finalidade do diretório é a organização política dos estudantes da universidade, devendo planejar e também discutir a Educação e Cultura de uma forma a constituir um projeto para a Educação e para a Universidade. O diretório de estudantes é mantido através de recursos provenientes das contribuições, auxílios, doações e também de promoções. Todos os processos de Recursos Humanos são realizados por Contador devidamente registrado em órgão competente, o qual realiza os serviços de forma gratuita. O Diretório de Estudantes é integrado por todos os estudantes da universidade, regularmente matriculados nos campi Ijuí, Panambi e Três Passos é administrado por uma assembleia geral, por uma diretoria executiva a qual é composta por um (a) presidente, um (a) 15 vice presidente, um (a) secretário geral, um (a) primeiro secretário, um (a) segundo secretário, um (a) tesoureiro e um (a) 1º tesoureiro e pelo conselho dos diretórios acadêmicos. A seguir a figura que representa o organograma do Diretório: Figura 1- Organograma do Diretório de Estudantes Assembléia ( alunos) Diretórios acadêmicos A, B, C Presidente Vice Presidente Secretário Geral 1º Secretário 2º Secretário Tesoureiro 1º Tesoureiro Fonte - Dados conforme pesquisa Após a descrição da organização onde o estudo foi desenvolvido, apresenta-se na sequência a problematização do mesmo. 1.3 PROBLEMATIZAÇÃO DO TEMA A auditoria tem sua base em avaliar os controles internos e uma organização, além de verificar os possíveis erros voluntários ou não, buscando avaliar os seus impactos na condução dos negócios. 16 Assim sendo, a auditoria externa é praticada por profissional liberal autônomo ou empresa de auditoria independente, contratada e sem vínculo de emprego com a empresa auditada, este contrato de serviço pode ser eventual ou permanente de acordo com a necessidade ou preferência da organização. Auditoria interna é praticada por profissional que faz parte do quadro de funcionários da empresa auditada onde executa os seus trabalhos. Cabe destacar que embora possua vínculos com a empresa, este fato não pode interferir em seu eficiente trabalho de auditoria. Quando o profissional faz parte do quadro de funcionários este trabalho tem caráter permanente. Neste sentido, a auditoria operacional tem a finalidade de avaliar os controles internos em um horizonte temporal presente/passado, buscando a avaliação dos mesmos no sentido de assessorar a gestão da organização diante do processo decisório da mesma. Conforme Crepaldi (2002, p.32) uma auditoria operacional pode ser assim definida: A auditoria operacional consiste em revisões metódicas de programas, organizações, atividades ou segmentos operacionais dos setores público e privado, com a finalidade de avaliar e comunicar se os recursos da organização estão sendo usados eficientemente e se estão sendo alcançados os objetivos operacionais. Resumindo, a auditoria operacional é um processo de avaliação do desempenho real, em confronto com o esperado, o que leva inevitavelmente, à apresentação de recomendações destinadas a melhorar e a aumentar o êxito da organização. Neste contexto, o estudo realizou-se no Diretório de Estudantes, com a intenção de verificar os atuais controles internos, assim como, os processos operacionais do setor, além de confrontar os dados com as demandas externas fiscalizadoras, especialmente o e-social, que é um assunto muito intrigante na área contábil neste momento, em função de ser recente e do não conhecimento integral do mesmo. Diante do exposto, questiona-se: Qual a efetiva contribuição da auditoria operacional no setor de RH de um diretório de estudantes na certificação das informações para a gestão? 17 1.4 OBJETIVOS 1.4.1 Objetivo geral Realizar uma auditoria operacional no setor de recursos humanos do diretório de estudantes avaliando os controles e sua efetividade na operacionalização dos mesmos diante gestão da atividade. 1.4.2 Objetivos específicos - Revisar a bibliografia impressa ou virtual referente à temática do estudo; - Mapear os processos operacionais no setor de recursos humanos; - Identificar os controles internos do setor; - Estruturar um programa de auditoria para o setor; - Aplicar os papéis de trabalho; - Elaborar o relatório de auditoria. 1.5 JUSTIFICATIVA Estudar Auditoria Operacional no setor de RH é um desafio no sentido de ampliar os conhecimentos na área buscando proporcionar um estudo detalhado neste setor. Para o diretório de estudantes este estudo é importante, por ter avaliado as rotinas de trabalho dentro do setor de recursos humanos, do mesmo modo se as mesmas estão sendo cumpridas de maneira acertada e de acordo com a legislação vigente, verificando também se estão de acordo com as normas internas, evitando dessa forma, processos trabalhistas e infrações administrativas. Este estudo fica a disposição de quem tiver interesse nesta área do conhecimento, especialmente aos alunos do Curso de Ciências Contábeis contribuindo no desenvolvimento da profissão. Para a acadêmica, na condição de concluinte do Curso de Ciências Contábeis e futura profissional da contabilidade, o estudo ampliou os meus conhecimentos e os horizontes profissionais, qualificando o mesmo. 18 2 REFERENCIAL TEÓRICO Neste capítulo apresenta-se a revisão bibliográfica, ou seja, a pesquisa ou embasamento teórico sobre o assunto objeto deste estudo que foi baseado em livros, artigos, legislação, sites e outros materiais necessários no desenvolvimento do mesmo, buscando conceitos por meio da pesquisa sobre o tema, ampliando e qualificando a base conceitual para o desenvolvimento do estudo de caso. 2.1 CONTABILIDADE A contabilidade é a ciência que estuda o patrimônio e suas variações. Neste contexto, Montoto (2011) descreve como sendo uma ciência social que estuda o patrimônio de uma entidade econômico-administrativa, pessoa física ou jurídica, com a finalidade de obter registros classificados e sintetizados dos fenômenos que alteram a sua situação patrimonial e financeira, registrando os fatos contábeis ocorridos, pode controlar a entidade através de suas demonstrações financeiras e também pode orientar os gestores a partir da análise das demonstrações financeiras e da auditoria. Complementando o conceito anterior, Lopes de Sá (1999, p.42) relata que a "Contabilidade é a ciência que estuda fenômenos patrimoniais, preocupando-se com realidades, evidências e comportamento dos mesmos, em relação à eficácia funcional das células sociais". Do ponto de vista de Basso (2011, p. 26) a contabilidade pode ser entendida: Como um conjunto ordenado de conhecimentos próprios, leis científicas, princípios e métodos de evidenciação próprios, é a ciência que estuda, controla e observa o patrimônio das entidades, no seu aspecto quantitativo (monetário) e qualitativo (físico), e que como conjunto de normas, preceitos, regras e padrões gerais, se constitui na técnica de coletar, catalogar e registrar informações de suas variações e situação, especialmente de natureza econômica e financeira e, complementarmente, controla, registra e informa situações impactantes de ordem socioambiental decorrentes de ações praticadas pela entidade no ambiente em que está inserida. Dessa forma pode-se dizer que além do controle e variação do patrimônio, a contabilidade tem inferência sobre os diferentes fenômenos ambientais e sociais. Assim sendo, a finalidade da contabilidade na visão de Basso (2011, p. 28) "é gerar informações de ordem física, econômica e financeira sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e o planejamento - processo decisório". 19 Na visão de Montoto (2011, p.41) a finalidade da contabilidade é de "fornecer informações aos seus usuários para a tomada de decisões nos processos de controle e planejamento da entidade". O objeto da contabilidade é o Patrimônio, que é composto pelo conjunto dos bens, direitos e obrigações de uma determinada entidade. A contabilidade foca o patrimônio sob dois aspectos: o aspecto qualitativo que considera os bens direitos e obrigações de acordo com a sua natureza, como a composição individual e a natureza jurídica de cada elemento; já o aspecto quantitativo considera os mesmo itens citados, porém sob o aspecto financeiro, conforme Basso (2011). Neste sentido, os principais objetivos da Contabilidade conforme Basso (2011, p.29) podem ser elencados da seguinte forma: - Controlar (física e monetariamente) os elementos patrimoniais e suas variações; - apurar os resultados decorrentes das variações ocorridas no patrimônio da entidade; - evidenciar a situação patrimonial, econômica e financeira da entidade, bem como suas tendências; - atentar para o cumprimento das normas, leis e demais dispositivos emergentes da legislação aplicável aos negócios da entidade; - fornecer informações sobre o patrimônio aos seus usuários, de acordo com suas necessidades. Para que os objetivos sejam alcançados cabem algumas funções à Contabilidade que segundo Basso (2011, p. 30) podem ser assim descritas: Coletar os documentos comprobatórios dos atos e fatos administrativos e econômicos que ocorrem com o patrimônio da entidade; classificar os documentos comprobatórios de acordo com as alterações que provocam no patrimônio da entidade; registrar os fatos contábeis decorrentes das alterações patrimoniais nos livros de escrituração contábil da entidade; acumular informações quantitativas e qualitativas do patrimônio e suas variações ao longo do tempo; resumir informações do patrimônio e suas variações, em demonstrativos contábeis; revelar a situação patrimonial, econômica e financeira da entidade. Portanto, a contabilidade enquanto ciência social, busca controlar, registrar e avaliar o patrimônio, com a finalidade de fornecer informações para os diferentes usuários internos e externos, contribuindo com o desenvolvimento da sociedade por meio da eficiência na gestão dos resultados. A mesma pode ser aplicada nos diferentes ramos de atuação, seja ele comercial, industrial ou de serviços, por meio da contabilidade pública, contabilidade de custos, auditoria, perícias, contabilidade societária, social, ambiental, entre outros. 20 2.1.1 Princípios da contabilidade Os Princípios da Contabilidade estão representados na Resolução do Conselho Federal de Contabilidade nº 750 de 29 de dezembro de 1.993, modificada pela resolução CFC nº 1.282/10, são eles: o princípio da entidade, da continuidade, da oportunidade, do registro pelo valor original, da competência e da prudência. a) O princípio da entidade Conforme o artigo 4º sobre o Princípio da Entidade, (CFC, 2010) Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição. Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. Este princípio, reconhece o patrimônio como objeto da contabilidade e declara a autonomia patrimonial, ou seja, reconhece a necessidade de separação do patrimônio da empresa, com o do proprietário, dos sócios e dos acionistas. b) O princípio da continuidade Quando uma empresa é constituída acredita-se que ela terá continuidade, sendo assim a continuidade influencia no valor econômico de seus bens e direitos assim como no valor de seus passivos se for o caso de extinção da mesma. "Art. 5º O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação no futuro e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta esta circunstância". (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10). c) O princípio da oportunidade Com relação ao princípio da oportunidade, conforme o artigo 6º: 21 Art. 6º O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. Parágrafo único. A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10) De acordo com o princípio da oportunidade todas as variações ou alterações ocorridas no patrimônio da entidade devem ser registradas no momento de sua ocorrência. d) O princípio do registro pelo valor original O Artigo 7º trata sobre o princípio do registro pelo valor original: Art. 7º O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional. § 1º As seguintes bases de mensuração devem ser utilizadas em graus distintos e combinadas, ao longo do tempo, de diferentes formas: I – Custo histórico. Os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos que são entregues para adquiri-los na data da aquisição. Os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos em troca da obrigação ou, em algumas circunstâncias, pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações; e II – Variação do custo histórico. Uma vez integrado ao patrimônio, os componentes patrimoniais, ativos e passivos, podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores: a) Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis. Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis; b) Valor realizável. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. Os passivos são mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa, não descontados, que se espera seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade; c) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo no curso normal das operações da Entidade; d) Valor justo. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedoras, dispostas a isso, em uma transação sem favorecimentos; e e) Atualização monetária. Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis mediante o ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais. § 2º São resultantes da adoção da atualização monetária: I – a moeda, embora aceita universalmente como medida de valor, não representa unidade constante em termos do poder aquisitivo; 22 II – para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das transações originais, é necessário atualizar sua expressão formal em moeda nacional, a fim de que permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais e, por consequência, o do Patrimônio Líquido; e III – a atualização monetária não representa nova avaliação, mas tão somente o ajustamento dos valores originais para determinada data, mediante a aplicação de indexadores ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado período. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10) O princípio do registro pelo valor original esclarece que todos os bens da entidade devem ser inicialmente registrados na contabilidade pelo valor original em moda corrente do País. e) O princípio da competência De acordo com o artigo 9º: Art. 9º O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento. Parágrafo único. O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação de receitas e de despesas correlatas. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10). Este artigo, esclarece o princípio da competência onde determina que os lançamentos das transações acontecidas sejam reconhecidos no momento de sua ocorrência independentemente do recebimento ou pagamento. f) O princípio da prudência De acordo com o artigo 10º sobre o princípio da prudência: Art. 10. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. Parágrafo único. O Princípio da Prudência pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exercício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza, no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados, atribuindo maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. (Redação dada pela Resolução CFC nº. 1.282/10). 23 A determinação do princípio da prudência é a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior valor para os do passivo, sempre que apresentem alternativas igualmente válidas na quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido. Procura estabelecer um grau de precaução no sentido de não superestimar as receitas e os ativos e subestimar as despesas e os passivos, buscando dessa forma atribuir maior confiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. 2.2 AUDITORIA Auditoria é um dos ramos de atuação da contabilidade, é uma técnica que procura, através de seus procedimentos, verificar a veracidade das informações, buscando dessa forma aumentar o grau de confiabilidade em suas demonstrações contábeis. Auditoria é uma técnica contábil que visa o exame de documentos, livros, procedimentos de registros e demonstrações contábeis, na busca da certificação da correção e lisura dos atos administrativos, operacionais e contábeis, visando a mensurar o grau de confiabilidade dos atos e a fidedignidade das demonstrações e informações contábeis geradas pela entidade, conforme Basso (2005). A auditoria torna-se elemento fundamental dentro das organizações visto que através dela é possível expressar o grau de confiabilidade de suas demonstrações. 2.2.1 Conceito de auditoria Na visão de Crepaldi (2002, p.23) "de forma bastante simples, pode-se definir auditoria como o levantamento, estudo e avaliação sistemática das transações, procedimentos, operações, rotinas e das demonstrações financeiras de uma entidade". Para Franco, Marra (1982, apud BASSO 2005, p. 91): Auditoria é a técnica contábil que através de procedimentos específicos que lhe são peculiares, aplicados no exame de registros e documentos, inspeções e na obtenção de informações relacionadas com o controle patrimonial de uma entidade - objetiva obter elementos de convicção que permitam julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os princípios fundamentais de Contabilidade e se as demonstrações contábeis dele decorrentes refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais situações demonstradas. 24 Complementando apresenta-se a definição de Lopes de Sá (2000, p.25): Auditoria é uma tecnologia contábil aplicada ao sistemático exame de registros, demonstrações e de quaisquer informes ou elementos de consideração contábil, visando a apresentar opiniões, conclusões, críticas e orientações sobre situações ou fenômenos patrimoniais da riqueza aziendal, pública ou privada, quer ocorridos, quer por ocorrer ou prospectados e diagnosticados. Dessa forma, auditoria é a análise de documentos e registros que tem a finalidade de verificar a autenticidade a que estes se propõem, assim como apresentar o resultado através de opinião, conclusão e sugestões para que não ocorram punições ou multas para a entidade, vindas de possíveis fraudes ou erros cometidos de forma involuntária, ou não. 2.2.2 Objeto e função da auditoria O objeto da auditoria pode ser entendido como o conjunto da totalidade dos elementos de controle do patrimônio administrativo, os quais abrangem os registros contábeis, documentos, papéis, fichas, arquivos, anotações e informações que comprovem a veracidade dos registros, assim como a legitimidade dos atos da administração e também a sua lealdade na defesa dos interesses patrimoniais. Também é objeto da autoria fatos ligados ao patrimônio, mesmo que tenha deficiência de documentos, mas que podem ser identificáveis por meio de outros procedimentos, conforme Basso (2005). Conforme Basso (2005, p.93) “a principal função da auditoria é a confirmação da lisura dos procedimentos administrativos, operacionais, dos registros contábeis e das consequentes demonstrações contábeis". Neste contexto, Crepaldi (2002, p.24) diz "pode a auditoria, inclusive, basear-se em informações fora da empresa, tais como relativas à confirmação de contas de terceiros e de saldo bancários por exemplo". Segundo o autor estas confirmações oriundas de fontes externas, demonstram melhor credibilidade do que as obtidas dentro à entidade auditada. Sendo assim, constata-se que a auditoria é realizada nas organizações com o intuito de certificação e comprovação da veracidade em relação a informações divulgadas. 2.2.3 Objetivo da auditoria O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. 25 Para Crepaldi (2002, p.23) o objetivo principal da auditoria pode ser descrito "como o processo pelo qual o auditor se certifica da veracidade das demonstrações financeiras preparadas pela companhia auditada". 2.2.4 Técnicas básicas de auditoria As técnicas básicas de auditoria de acordo com Basso (2005, p.134) "podem ser conceituadas como caminhos, métodos, meios ou ferramentas utilizadas pelo auditor para a obtenção das provas auditoriais". Destaca ainda que, "não se pode confundir a prova auditorial com a técnica de auditoria; enquanto a primeira se constitui nas informações coletadas pelo auditor durante os exames realizados, as técnicas básicas são orientações técnicas para a busca daquelas". Sobre técnicas de auditoria Crepaldi (2002, p.158) esclarece: Para colher as evidências que lhe proporcionem atestar a fidedignidade das demonstrações contábeis, o auditor emprega vários métodos, chamados de técnicas de auditoria. Técnicas de autoria são o conjunto de investigações empregadas pelo auditor para reunir aquelas evidências citadas anteriormente. As técnicas não são provas em si: elas proporcionam a obtenção das provas necessárias para o auditor emitir um parecer bem fundamentado. As técnicas de auditoria mais utilizadas na visão de Basso (2005) são as seguintes: a) Exame e contagem física: consiste no exame físico do objeto, envolvendo a identificação, contagem e verificação da sua autenticidade, qualidade, propriedade e localização; utilizada em exame de bens materiais, exame de registros e documentos comprobatórios de transações. b) Confirmação: consiste em obter declaração escrita de terceiros, de dentro ou de fora da entidade auditada, sendo que deve estar capacitado a confirmar. Esta técnica é muito utilizada no exame de contas a pagar e a receber. c) Exame de documentos originais: consiste na análise da documentação que deu origem a escrituração dos fatos na Contabilidade da entidade auditada. Esta técnica visa através dos documentos originais comprovar a sua autenticidade, comprovar a conveniência da operação de está de acordo com as atividades da entidade, assim como se a operação foi autorizada por pessoa que tenha competência para tal e finalmente se o registro da operação foi efetuado de forma correta e adequadamente. 26 d) Conferência de cálculos: é a mais simples e completa das técnicas de auditoria, onde o auditor refaz os cálculos e somatórios feitos pelo pessoal da entidade, com a finalidade de comprová-los da sua adequacidade e exatidão. Esta técnica é muito utilizada além de refazer os cálculos são verificados também os documentos comprobatórios, registros e demonstrações contábeis. e) Acompanhamento retroativo dos procedimentos de escrituração: está técnica trata de refazer lançamentos de escrituração já contabilizados pela entidade desde o exame de documentos originais, registros auxiliares, diário, razão até o levantamento da situação num novo balancete de verificação. Utilizado para se certificar quanto os procedimentos de escrituração da entidade auditada. f) Investigação minuciosa: significa examinar o objeto em profundidade, ponto a ponto, em toda sua dimensão. Pode ser de uma conta ou de um livro de registro ou de qualquer outra fonte de informação. Esta técnica é utilizada sempre que surgir fato novo ou incomum na escrituração ou nas demonstrações contábeis, onde o auditor se utiliza de todo seu conhecimento, experiência e astúcia na busca de comprovação dos fatos. g) Inquérito: consiste na formulação de perguntas para obtenção de respostas de pessoa ligada ao fato ou setor auditado. As perguntas devem ser de forma que busquem respostas com elementos que contribuam para o processo de obtenção de provas. h) Exame de registros auxiliares: trata-se da conciliação dos livros de escrituração auxiliar (inventário, entradas e saídas, caixa e outros) com os registros nos livros obrigatórios: Diário e Razão, buscando a comprovação da regularidade dos procedimentos de registro, fatos e dos elementos contabilizados. i) Correlação de dados: consiste na confrontação de operações e saldos de contas entre si. Através desta técnica em um bom número de operações é possível estabelecer relações para comprovação de legitimidade e exatidão de registro e valores. j) Observação: é uma técnica auxiliar, sempre presente nos trabalhos do auditor, consiste em observar tudo o que acontece, principalmente entre as pessoas, para testar o funcionamento do sistema de controle interno. Dessa forma, Queiroz (2013, p.20) relata que: ...durante a execução do trabalho, o auditor deverá estar atento sobre a melhor forma de obtenção de provas necessárias ao seu trabalho, para que as técnicas e procedimentos de auditoria realmente possam ser úteis e eficientes. A prática adequada dessas técnicas, conjugada com os objetivos traçados, permitirá a auditor executar o programa de auditoria de acordo com tais objetivos e com segurança fornecidos pelos sistemas de controles internos avaliados. 27 Sendo assim, é possível perceber que o trabalho do auditor no processo de obtenção de provas não é tão simples, pois é através das técnicas e procedimentos adotados na realização dos mesmos, é vão originar as provas da auditoria utilizadas para fundamentar sua opinião na emissão do seu parecer. 2.2.5 Normas de auditoria Para Attie (2012 p.33) "As normas usuais de auditoria representam os requisitos básicos relacionados e a serem obervados no desempenho do trabalho de auditoria". As normas de auditoria na visão de Crepaldi (2002, p.112-113): Por norma de auditoria são entendidas as regras estabelecidas pelos órgãos regulares da profissão contábil, em todos os países, com o objetivo de regulamentar o exercício da função do auditor, estabelecendo orientação e diretrizes a serem seguidas por esses profissionais no exercício de suas funções. Elas estabelecem conceitos básicos sobre exigências em relação a pessoa do auditor,à execução de seu trabalhos e ao parecer que deverá por ele ser emitido. Queiroz (2013, p.22) relata sobre as normas brasileiras de auditoria que: As Normas brasileiras de auditoria são regras ditadas pelos órgãos reguladores da profissão contábil do Brasil e tem por objetivo a regularização da profissão e atividades, bem como, estabelecer diretrizes a serem seguidas pelos profissionais no desenvolver de seus trabalhos. As normas atualmente em vigor no Brasil são emitidas em conjunto pelo CFC, IBRACON, Banco Central do Brasil, a CVM e a Superintendência de Seguros Privados. No âmbito internacional, a Federação Internacional de Contadores (IFAC) também emite pronunciamentos através da Comissão de Normas Internacionais de Auditoria, a qual contém orientações aos países-membros daquele órgão. As principais normas em vigor no Brasil é a Resolução CFC nº 820, de 17 de dezembro de 1997, que a prova a NBC T 11 – Normas de auditoria independente das demonstrações contábeis, e a Resolução CFC nº 821/97, de 17 de dezembro de 1997, que são periodicamente complementadas por instruções técnicas do Conselho Federal de Contabilidade. Cabe destacar que em função da vigência das leis 11.638/7 e 11.941/09, que introduziram mudanças nas Normas de Contabilidade e de Auditoria no Brasil, as normas de auditoria existentes e em vigor antes da vigência dessas leis, estão sendo revisadas e já foram emitidas várias resoluções que adaptam as atuais normas de auditoria independente das demonstrações contábeis às normas de auditoria adotadas no exterior, conforme Queiroz (2013). 28 2.2.6 Classificação da auditoria Com base na definição conceitual de auditoria podemos classificá-las em dois tipos a auditoria de demonstrações financeiras e auditoria operacional ou de gestão. Na visão de Basso (2005) podem ser assim definidas: - A auditoria de demonstrações financeiras é um exame detalhado das demonstrações que realizado por um auditor independente culminado com a emissão de um parecer técnico sobre as suas constatações sobre o trabalho realizado. - A auditoria operacional ou de gestão consiste na revisão dos processos internos das organizações e tem por objetivo verificar processos e controles internos, finalizando com a emissão de um parecer do auditor apontando possíveis erros ou fraudes evitando, dessa forma possíveis punições, se houver algo em seus apontamentos é de sua incumbência apresentar sugestões e/ou recomendações à entidade auditada. 2.3 FORMAS DE AUDITORIA A auditoria pode ser de muitas formas conforme as suas características, podem ser de acordo com a extensão dos trabalhos, de acordo com a profundidade dos exames, de acordo com a natureza, de acordo com os fins a que se destina e de acordo com a relação do auditor com a entidade auditada. 2.3.1 De acordo com a extensão dos trabalhos Refere-se à abrangência do exame e está ligada aos fins a que se destina, pode ser dividida em auditoria geral e auditoria parcial. A auditoria geral conforme Basso (2005, p.103) "é aquela que se refere a todos os elementos patrimoniais, bem como a todas as operações do exercício social, sobre o que o auditor deverá, ao final de seu trabalho emitir parecer". Tem muitas finalidades, dentre elas pode ser destacado o controle administrativo, o atendimento referente às exigências legais a de avaliação da confiabilidade das demonstrações contábeis. A auditoria parcial (ou específica) é quando o objeto do exame é de alguma ou de algumas partes do patrimônio ou das demonstrações contábeis ou de algum setor específico da entidade auditada, tendo uma finalidade especial, ou que pode ser a de conferência de custos, 29 de verificação de cumprimento de exigências fiscais, apuração de erros ou fraudes entre outras, de acordo com Basso (2005). Portanto, o enfoque da auditoria quanto à extensão do trabalho pode ser de forma geral quando abrange todos os elementos patrimoniais e as operações da entidade auditada ou parcial/específica quando abrange algumas demonstrações contábeis, ou uma de forma específica. 2.3.2 De acordo com a profundidade dos exames Na visão de Basso (2005, p.104) "a profundidade dos exames refere-se à aplicação dos procedimentos de verificação no todo ou em parte dos elementos objetos de verificação" se divide em revisão integral, auditoria por testes ( amostragem) e revisão analítica. Basso (2005, p.104) explica cada uma delas: a) Revisão Integral: compreende o exame de todos os registros contábeis, bem como de todos os documentos e controles da entidade, com a finalidade de descobrir fraudes ou erros... b) Auditoria por Testes (Amostragens): compreende o exame de determinada parcela da população-alvo, determinada com base na avaliação dos controles internos da entidade auditada... c) Revisão Analítica: a revisão analítica aparece quando o auditor, por razões de deficiências do controle interno ou por descobertas de irregularidades, decide aprofundar os exames de determinados elementos na busca de melhores provas, capazes de dirimir dúvidas de dar-lhes novos elementos de convicção para a formação de sua opinião. Diante do exposto, verifica-se que a auditoria de acordo com a profundidade dos exames poderá ser integral, neste caso, só é viável para a auditora interna, pois demanda de maior número de pessoas e de maior tempo; por testes (amostragem), neste caso tendo cuidado ao selecioná-la, pois quanto menor a amostra maior o risco; e por fim a revisão analítica que faz um acompanhamento detalhado do fato até que seja totalmente esclarecido para o auditor. 2.3.3 De acordo com a natureza A forma dos serviços de auditoria de acordo com a natureza quer especificar a duração desta, que pode ser auditoria permanente ou auditoria eventual. A auditoria permanente é aquela "...exercida em caráter permanente, como o caso auditoria interna em certas entidades. Em alguns casos a auditoria externa pode assumir o 30 caráter de permanente, quando o auditor estabelece um cronograma de atividades permanentes para vários anos, sem solução de continuidade..." (BASSO 2005, p.105) Para Franco, Marra (1991, p.168-169) com relação a auditoria eventual: A auditoria eventual ou especial é aquela que se realiza com fim específico, sem caráter permanente, podendo ser geral ou parcial, integral ou por testes. O auditor poderá ser chamado a executar a auditoria geral de apenas um exercício, sem programa de continuidade, mas apenas com fim especial de opinar sobre a exatidão das contas e atos da gestão daquele período... Na visão de Franco, Marra (1991), constata-se uma terceira divisão, a auditoria de balanço com fim específico que tem por objetivo apenas as demonstrações contábeis periódicas como, por exemplo, o balanço patrimonial com a finalidade de acautelar interesses de acionistas e investidores, o controle administrativo, a concessão de crédito, atendimento a exigências legais, e apurar o valor real do patrimônio liquido da entidade. Sendo assim, a auditoria de acordo com a natureza pode ter continuidade se assim a entidade o desejar, como também por objetivo se for o caso de optar pelas demonstrações contábeis. 2.3.4 De acordo com os fins a que se destina No que se refere aos fins a que se destina a auditoria, Basso (2005, p.106) diz que "diversos podem ser os objetivos ou finalidades dos serviços de auditoria". Em sua percepção são eles: a) Auditoria para acautelar interesses de acionistas e investidores: é comum, com surgimento das empresas de capital aberto, ocorrerem situações em que a maioria dos acionistas e investidores em geral não participa diretamente da administração da empresa. Por este motivo, passam a exigi-la para verificar a lisura dos procedimentos. b) Auditoria para controle administrativo: que pode ser geral e permanente, e por isso se confunde com a do item anterior e também com a específica. Neste caso a melhor é auditoria geral e permanente pois de certa forma controla os funcionários dificultando assim erros e fraudes. c) Auditoria para apurar erros e fraudes: auditoria específica contratada por entidades que não mantém auditores e que os procuram somente nos momentos em que o erro ou fraude se manifesta. Neste caso, pode ser a auditoria eventual, parcial ou especifica, com profundidade. 31 d) Auditoria para apurar o valor real do patrimônio: serviço de auditoria executado com vistas à apuração do valor real do patrimônio bruto (ou líquido) da entidade, com a finalidade de, principalmente, acertos por retirada ou admissão de sócio/acionista, colocação de ações com ágio no mercado, venda, cisão etc. Neste caso cabe ao auditor conferir e confirmar a existência dos elementos, corrigir o balanço e apurar o novo valor do patrimônio líquido. e) Auditoria para concessão de crédito: serviço exigido por agente financeiro para certificar-se do real estado financeiro e econômico da empresa para a qual vai conceder crédito. Pode a auditoria ser parcial, com o intuito de verificar a liquidez a solvabilidade e a rentabilidade da empresa. f) Auditoria para cumprimento de obrigações fiscais: a auditoria geral e permanente, de certa forma faz também um exame do cumprimento das exigências fiscais, poderá também ser parcial específica, se solicitado pelo fisco ou mesmo pela própria empresa. g) Auditoria para confirmar a exatidão das demonstrações contábeis: de certa forma, todos os tipos de auditoria caracterizados concorrem para a comprovação da exatidão das demonstrações contábeis. Diante do citado, a auditoria está relacionada à acautelar interesses dos sócios e acionistas, para que se tenha controle administrativo, com intuito de apurar erros ou fraudes, apurar o valor real do patrimônio líquido,para a concessão de crédito, para certificação de cumprimento de obrigações legais e confirmação da exatidão da demonstrações contábeis. 2.3.5 De acordo com a relação do auditor com a entidade auditada O fator que determina a relação do auditor com a entidade auditada conforme Basso (2005, p.108) é: "A relação contratual entre o auditor e a entidade auditada estabelece a divisão fundamental dos serviços de auditoria [...] pode-se dizer que é o divisor entre a auditoria externa e a interna". Auditoria externa é realizada por profissional liberal autônomo ou por empresa de auditoria independente, sem vínculo de emprego, contratada para executar serviço de auditoria permanente ou eventual, de acordo com a contratação. O auditor independente pode realizar seus serviços, de acordo com seus próprios métodos, pessoal ou conveniências, desde que respeite as normas de auditoria e obtenha elementos de convicção com os quais possa formar uma opinião e dar um parecer sobre a matéria examinada. (BASSO 2005). 32 Auditoria interna geralmente é exercida por funcionário da própria entidade e forma permanente. Este vínculo não pode prejudicar o seu trabalho de auditoria que deve ser com muita isenção e ética, da mesma forma que o auditor externo deve obedecer às normas de auditoria. Suas funções devem ser exercidas com total independência da administração, que apesar de sua função ser superior hierárquica, deve também sujeitar-se ao controle e submeter a seu exame todos os atos por ela praticados. Basso (2005). A autoria externa e a auditoria interna possuem algumas diferenças e este fato também está presente também nos auditores que as realizam. Nos quadros 1 e 2 seguem algumas delas: Quadro 1 - Diferenças entre auditoria externa e auditoria interna Elementos Sujeito Auditoria Externa Profissional independente Ação e objetivo Exame das demonstrações financeiras Opinar sobre as demonstrações financeiras Parecer Finalidade Relatório principal Grau de independência Interessados no trabalho Responsabilidade Número de áreas cobertas pelo exame durante um período Intensidade dos trabalhos em cada área Continuidade do trabalho Fonte - Crepaldi (2002, p. 48) Auditoria interna Auditor interno(funcionário da empresa Exame dos controles operacionais Mais amplo A empresa e o público em geral Profissional, civil e criminal Maior Promover melhorias nos controles operacionais Recomendações de controle interno e eficiência administrativa Menos amplo A empresa Trabalhista Menor Menor Maior Periódico Contínuo Quadro 2 - Principais diferenças entre o auditor externo e o interno Auditor Interno - É empregado da empresa auditada; - Menor grau de independência; - Executa auditoria contábil e operacional Os principais objetivos são: . verificar se as normas internas estão sendo seguidas; . verificar a necessidade de aprimorar as normas internas vigentes; . verificar as necessidade de novas normas internas . efetuar auditoria das diversas áreas das demonstrações contábeis e em áreas operacionais; - Maior volume de testes ( tem maior tempo na empresa para executar os serviços de auditoria). Fonte - Almeida ( 2010, p.6) Auditor Externo - Não tem vínculo empregatício com a empresa auditada - Maior grau de independência; - Executa apenas auditoria contábil - O principal objetivo é emitir um parecer ou opinião sobre as demonstrações contábeis, no sentido de verificar se estas refletem adequadamente a posição patrimonial e financeira, o resultado das operações, as mutações do patrimônio liquido e os fluxo de caixa da empresa examinada. Também, se essas demonstrações foram elaboradas de acordo com os princípios contábeis e se esses princípios foram aplicados com uniformidade em relação ao exercício social anterior; - Menor volume de testes, já que está interessado em erros que individualmente ou cumulativamente possam alterar de maneira substancial as informações das demonstrações contábeis. 33 Desta forma percebe-se que existem algumas diferenças no trabalho dos auditores externos e internos, pois a auditoria interna é geralmente é desenvolvida por funcionário da organização e revisa os controles internos e os processos, é de forma continua e tem função orientativa, já a auditoria externa, é executada por profissional que não possui vínculo com a organização, examina as demonstrações contábeis de forma periódica e ao final de seus trabalhos emite o parecer com a sua opinião que pode ser através do parecer com ressalva, opinião adversa ou com abstenção de opinião. Por outro lado, o perfil do auditor externo e interno deve ser o mesmo, desenvolvendo seus trabalhos de forma ética. 2.4 PAPÉIS DE TRABALHO Os papéis de trabalho são documentos elaborados pelo auditor onde estão fundamentadas/comprovadas todas as evidências obtidas ao longo da execução dos seus serviços de auditoria e que servirão de base para a elaboração do seu parecer em relação a organização auditada. No entendimento de Crepaldi (2002, p.259) Entende-se por papéis de trabalho o conjunto de formulários e documentos que contém informações e apontamentos coligidos pelo auditor, no decurso do exame,as provas por ele realizadas e, em muitos casos, a descrição dessas provas, que consistem o testemunho do trabalho executado e o fundamento de sua opinião. Complementando, Attie (2012) explica porque são utilizados papéis de trabalho no serviço de auditoria, segundo o autor como objeto dos exames são os documentos originais de propriedade da empresa e como é um grande volume de documentos a cópia de tais documentos seria volumoso e oneroso, sendo assim o auditor elabora os papéis de trabalho, para registrar as descobertas realizadas e comprovar o trabalho cumprido. Relata também, que tais papéis são de propriedade exclusiva do auditor, devido à neles estar fundamentada a sua opinião. 2.4.1 Finalidade e objetivos dos papéis de trabalho Os papéis de trabalho são documentos elaborados pelo profissional durante a realização de seu trabalho de auditora, onde constam todas as evidências obtidas no processo, assim como, seus comentários, opiniões, observação e comprobatórios que apoiem o seu parecer. conclusão, ou seja elementos 34 Na visão de Attie (2012, p.169): Os papéis de trabalho formam o conjunto de formulários e documentos que contêm as informações e apontamentos obtidos pelo auditor durante seu exame, bem como as provas e descrições dessas realizações; constituem a evidência do trabalho executado e fundamento da sua opinião. As finalidades dos papéis de trabalho para Crepaldi (2002, p. 260): 1- Fornecer um registro escrito permanente do trabalho efetuado, incluindo: .descrição dos fatores referentes à extensão do trabalho, considerados no planejamento; . evidência da revisão e avaliação do sistema de controle interno; . extensão do exame realizado sobre os registros analíticos e testes de auditoria; . natureza e grau de credibilidade das informações obtidas. 2- Fornecer informações importantes com relação ao planejamento contábil, financeiro e fiscal. 3- Ser apresentados, mediante solicitação, como evidência que fundamentou o relatório emitido. 4- Fornecer aos encarregados a oportunidade de avaliar os atributos membros da equipe quanto a: . competência em assuntos de auditoria; . senso de organização; . habilidade em planejar e executar o trabalho. Conforme o site Portal de auditoria (2014) os papéis de trabalho de auditoria, representam o registro do trabalho realizado pelo auditor, onde ele evidencia os fatos e informações obtidas, assim como as suas conclusões sobre os exames realizados, é com base neles que o auditor irá se fundamentar para relatar suas opiniões, críticas e sugestões na elaboração do relatório e parecer da auditoria. Sendo assim, para Basso (2005) são duas as principais finalidades da auditoria: a primeira de reunir provas para fundamentar a opinião do auditor contida em seu parecer e a segunda comprovar a execução do trabalho realizado. 2.4.2 Aspectos fundamentais dos papéis de trabalho Na elaboração dos papéis de trabalho o auditor deve levar em conta alguns aspectos fundamentais, na visão de Crepaldi (2002): a) Concisão: os papéis de trabalho devem ser elaborados de forma precisa, sucintos e claros de forma que todos os entendam; b) Objetividade: os papéis de trabalhos devem ser objetivos, de tal forma que se entenda aonde o autor quer chegar; 35 c) Limpeza: os papéis de trabalho devem estar limpos, para que não prejudique o seu entendimento; d) Lógica: os papéis de trabalho devem ser elaborados de forma lógica de raciocínio, na sequencia natural do objetivo a ser atingido; e) Completos: os papéis de trabalho devem ser completos por si só, deve conter todos os elementos descritivos da situação do exame, ou seja, devem relatar começo, meio e fim do trabalho praticado. Já Attie (2012, p.170), fala sobre a importância dos cuidados na elaboração dos papéis de trabalho “... são o espelho da pessoa do auditor, que os preparou, colocando, de forma escrita, seus sentimentos e pontos de vista acerca da matéria examinada". Sendo assim os papéis de trabalho devem ser elaborados de forma clara e objetiva, para que todos os entendam e saibam onde o autor pretende chegar; limpos, para que não prejudique o seu entendimento; de forma lógica e completos, que sejam de acordo com o objetivo a ser atingido e de forma completa que contemple todos os elementos do inicio ao fim do trabalho praticado. 2.5 CONTROLES INTERNOS Os controles internos representam a maneira de como uma organização se organiza em um sistema de forma a proteger o seu patrimônio. "As normas de auditoria geralmente aceitas, referente ao trabalho no campo estabelecem que o auditor deve avaliar o sistema de controle interno da empresa auditada, a fim de determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria" (ALMEIDA 2003, p. 62). Os controles internos de acordo com Crepaldi (2002, p.213): O controle interno representa em um organização os procedimentos, métodos ou rotinas cujo objetivos são proteger os ativos, produzir os dados contábeis confiáveis e ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa. Os controles dos primeiros objetivos representam controles contábeis e os do último, controles administrativos. Sobre controle temos o conceito de Fayol (apud DIAS, 2006, p.3) "O controle consiste em verificar se tudo ocorre de conformidade com o plano adotado, com as instruções emitidas e com os princípios estabelecidos. Tem por objetivo apontar falhas e erros, para retificá-los e evitar sua reincidência..." 36 Conforme Bordin, Saraiva (2005, p.3): ... é importante ressaltar que o controle interno não é necessariamente um complexo sistema de rotinas e procedimentos burocráticos que necessite ser implementado exatamente como indicado nos livros e normas, para que funcione de modo satisfatório. A filosofia do administrador irá determinar a capacidade de implantar sistemas de controle que apresentem condições favoráveis para a empresa, atendendo suas particularidades. Dessa forma, é importante que cada empresa elabore seus próprios controles internos de maneira que possam manter o controle, um exemplo de controle seria a segregação de atividades, pois determina que uma operação não deve ser iniciada e finalizada por uma única pessoa, se houver sequencia da atividade por outras pessoas e erro ou fraude seria descoberto. 2.5.1 Características de um sistema de controles internos Na visão de Attie (2012, p.186) sobre as características de um controle interno "Em sentido amplo, controle interno inclui, portando, controles que podem ser peculiares tanto à contabilidade como à administração". De acordo com o autor: a) Controles Contábeis – compreendem o plano de organização e todos os métodos e procedimentos diretamente relacionados, principalmente com a salvaguarda do patrimônio e a fidedignidade dos registros contábeis. Geralmente incluem os seguintes controles: sistema de autorização e aprovação; separação das funções de escrituração e elaboração dos relatórios contábeis daquelas ligadas às operações ou custódia dos valores; e, controles físicos sobre estes valores. b) Controles Administrativos – compreendem o plano de organização e todos os métodos e procedimentos que dizem respeito à eficiência operacional e à adesão à política traçada pela administração. Normalmente, se relacionam de forma indireta aos registros financeiros. Com freqüência abrangem análises estatísticas, estudos de tempo e movimentos, relatórios de desempenho, programas de treinamento e controle de qualidade.(ATTIE, 2012, p.186-187). Ainda conforme Attie (2012), as características de um eficiente sistema de controle interno compreendem: - plano de organização que proporcione segregação de funções apropriada das responsabilidades funcionais; - sistema de autorização e procedimentos de escrituração adequados, que proporcionem controle eficiente sobre o ativo, passivo, receitas, custos e despesas; - observação de práticas salutares no cumprimento dos deveres e funções de cada um dos departamentos da organização; e 37 - pessoal com adequada qualificação técnica e profissional, para a execução de suas atribuições. De acordo com Vieira (2014, p.18) os objetivos de um sistema de controle interno podem ser assim elencados: a) Comprovação da veracidade das informações contábeis, financeiras, econômicas e operacionais geradas; b) Prevenção à fraude e sua pronta identificação e correção; c) Localização de erros e desperdícios; d) Estímulo à eficiência do pessoal; e) Salvaguarda dos Ativos. Crepaldi (2002, p.221) diz que "não adianta a empresa implementar um excelente sistema de controle interno sem que alguém verifique periodicamente se os funcionários estão cumprindo o que foi determinado no sistema..." Neste contexto, a auditoria interna surge com os objetivos de verificar se as normas internas estão sendo seguidas e avaliar se há necessidade de novas normas internas ou de notificação das já adotadas na empresa. 2.6 PLANEJAMENTO E PROGRAMA DE AUDITORIA Ao se iniciar o trabalho de auditoria, este deve ser cuidadosamente planejado visando o alcance de seus objetivos, os exames e verificações serão orientados conforme o alcance visado pela auditoria (FRANCO, MARRA, 1982). Basso (2005) descreve que o planejamento de um serviço de auditoria pressupõe a definição de objetivos, mesmo que de forma ampla e abrangente, cabendo ao auditor determinar de forma antecipada a finalidade do exame e assim estabelecer os objetivos específicos de cada parte de verificação. Na visão de Vieira (2014, p.7) os principais objetivos a serem atingidos são os seguintes: Adquirir conhecimento sobre a natureza das operações, dos negócios e forma de organização da empresa; Planejar maior volume de horas nas auditorias preliminares; Obter maior cooperação do pessoal da empresa; Determinar a natureza, amplitude e datas dos testes de auditoria; Identificar previamente problemas relacionados com contabilidade, auditoria e impostos. Conforme Basso (2005) quando ao planejar os programas de auditoria, o auditor precisa levar em conta três pontos importantes, sobre cada setor ou objeto de exame, sendo 38 eles: determinar o que se quer, ou seja, os objetivos a serem alcançados no exame de cada elemento; determinar os procedimentos de auditoria necessários para que sejam alcançados os objetivos e determinar os elementos mínimos de controle para o setor/objeto sua funcionalidade. De acordo com Pamponet (2009, p.10) são etapas de planejamento e execução: As atividades que podem compor a etapa de planejamento são: • Definir escopo; • Elaborar programação e cronograma. As atividades que podem compor a etapa de execução são: • Elaborar questionário e/ou check list; • Realizar reunião de abertura; • Realizar entrevistas; • Elaborar e validar memorando de entrevistas; • Analisar dados e processo; • Realizar observações direta; • Coletar evidências; • Preparar relatório analítico; • Preparar plano de regularização; • Apresentar relatório analítico; • Realizar reunião de fechamento; • Formalizar e distribuir relatório analítico; • Arquivar documentos de Auditoria; Durante a realização dos trabalhos de auditoria, Crepaldi (2002) destaca que o auditor deve utilizar das técnicas auditoriais e que mantenha atitude profissional e independente com relação as informações obtidas, salienta ainda que o auditor não deve formar opinião apressada e sem fundamentação e também não deixar que o relacionamento pessoal entre ele e o pessoal da empresa possam interferir em sua opinião. 2.7 RELATÓRIO DE AUDITORIA O relatório de auditoria de acordo com Basso (2011, p. 332) é definido como: O relatório é o produto do trabalho realizado e é por ele que o auditor informa as pessoas sobre o trabalho que realizou, o alcance abrangido pelo trabalho, a forma como o fez e as conclusões a que chegou, que ao final culminarão com sua opinião ou parecer sobre o objetivo da auditoria, em geral, as demonstrações contábeis ou outras peças examinadas. Complementado, Franco, Marra (1982) explicitam que o relatório deve ser redigido de forma clara, concisa, objetiva e imparcial e também isentos de erros de redação, de forma fiel e completo, ou seja, deve relatar com fidelidade os trabalhos executados e os fatos 39 observados, cuidando para não omitir fatos relevantes, cuja omissão possa trazer prejuízos a terceiros e pelos quais o auditor venha a ser responsabilizado. Os relatórios de auditoria emitidos por auditores independentes variam de acordo com a sua amplitude, sua forma e conteúdo, de acordo com a natureza de exame executado, do alcance dos procedimentos realizados, dos fins a que se destinam e principalmente de acordo com as conclusões que o auditor chegou em decorrência de seu exame dos registros e respectivas demonstrações contábeis (FRANCO, MARRA, 1982). Os mesmos autores consideram que os relatórios podem ser formais, estes elaborados de forma escrita e sujeitos a determinadas normas e relatórios informais, que geralmente não são elaborados de forma escrita, compreendendo informações verbais, comunicadas aos administradores da entidade auditada, ou a seus subordinados, e que envolvem assuntos ou erros não relevantes, que podem ser corrigidos sem que precisem constar de relatórios formais. Na elaboração do parecer ao final dos trabalhos de auditoria conforme Crepaldi (2002) o auditor deve expressar sua opinião de modo objetivo e preciso, a fim de consignar o grau de responsabilidade em relação às demonstrações contábeis. Os tipos de parecer pode ser com ressalva, parecer adverso, parecer com negativa de opinião, parecer parcial, demonstrações comparativas, parecer sobre as demonstrações contábeis de empresa não auditada no período anterior, incerteza, parecer quando demonstrações contábeis de controladas e coligadas são auditadas por outros auditores, parecer sobre demonstrações contábeis condensadas e fusão de interesses. (CREPALDI, 2002). 2.8 AUDITORIA OPERACIONAL A auditoria operacional na visão de Attie (2012) é uma função independente de avaliação, criada dentro das empresas com o intuito de avaliar suas atividades, sendo assim é um serviço da mesma organização. A principal proposta é a de auxiliar os membros da administração através do fornecimento de análises, avaliações, recomendações, assessoria e informações referentes as atividades examinadas. Complementando, Vieira (2014, p.26) diz que: ...a auditoria operacional se caracteriza pelo enfoque e pela capacidade profissional do auditor, e não pela aplicação de métodos distintos. Auditorias operacionais raramente são executadas mediante a aplicação de procedimentos especiais ou distintos das auditorias tradicionais. Ao invés disso, elas representam a aplicação do talento, do conhecimento e de técnicas sobre os controles operacionais existentes na 40 empresa. Por essas razões, não consideramos ou propomos qualquer separação ou diferenciação e classificação entre os auditores, mas nos preocupamos com o enfoque operacional que caracteriza o moderno auditor operacional (interno/externo). Ainda na visão de Oliveira, Diniz Filho (2001, p.116) A auditoria operacional é um conjunto e técnicas e procedimentos empregados para realizar ampla e construtiva revisão da estrutura organizacional e seus componentes. Compreende exame analítico das atividades do negócio, destinado a determinar sua adequação para alcançar as políticas e os objetivos gerenciais e para estabelecer o grau de adesão ao sistema estabelecido. Os autores relatam ainda que: " pode ser entendida como um dos "subprodutos" da auditoria interna...". Perante o citado, a auditoria interna realiza tanto a auditoria nos sistemas de controles internos como nas atividade operacionais, dessa forma complementando-se. Portanto, a auditoria operacional tem caráter preventivo serve como assessoria para os administradores das empresas, ela á baseada nos controles internos, examinando seus processos e procedimentos da organização, após executados seus serviços pode auxiliar os gestores por meio de recomendações que visem aprimorar os procedimentos, melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial. 2.8.1 Objetivos da auditoria operacional A auditoria operacional tem como objetivos segundo Oliveira, Diniz Filho (2001): a) avaliar se os bens e recursos da empresa estão sendo utilizados de maneira eficaz e eficiente, analisando a eficiência dos sistemas operacionais; b) sugerir melhorias que auxiliem na redução de custos; c) verificar se estão sendo cumpridos os planos e objetivos traçados pela organização; d) analisar as causas de desvios e sugerir correções desses planos ou dos instrumentos e sistema de controle; e) analisar a adequação na utilização dos recursos materiais e humanos da organização; f) em resumo, revisar e analisar os objetivos e métodos de todas as áreas da organização, sem exceção. Além dos objetivos citados a auditoria pode encontrar erros ou fraude, conforme Vasconcelos, Pereira (2003, p.64): 41 A descoberta de fraude depende da oportunidade, extensão e profundidade dos exames efetuados pelo auditor em seu trabalho, portando poderá ocorrer mesmo não sendo este o seu foco principal. As tarefas do auditor não visam particularmente evitar fraudes, mas sim um estado de coisas num bojo muito maior e mais complexo, fato que possibilita a detecção destes desvios comportamentais sem contudo, tornar a fraude a razão de existir da auditoria interna contábil interna. Sendo assim, pretende-se alcançar muitos objetivos ao realizar uma auditoria interna, na verificação dos procedimentos, e pode-se com o desenvolvimento desta, detectar erros ou fraudes, mesmo não sendo este o objetivo principal, caso as encontre é preciso apontá-las, pois estas são importantes indicando que precisa ocorrer mudanças. 2.9 AUDITORIA DE RECURSOS HUMANOS A auditoria de Recursos Humanos é um exame das políticas e práticas de uma organização, buscado avaliar como está o funcionamento atual. O departamento de recursos humanos é de suma importância nas organizações, pois é vital para a sua manutenção de desenvolvimento das empresas, é o setor responsável por toda a rotina dos colaboradores desde a contratação até o seu desligamento, respeitando o que a legislação determina. Soares et al (2009, p.1) destacam que: A auditoria de Recursos Humanos trata se de uma análise aprofundada sobre o sistema de funcionamento que envolve a área de recursos humanos, enfatizando os aspectos: qualidade e serviço, rotinas burocratizadas de gestão de pessoal, a fim de prevenir e ou evitar demandas judiciais e infrações administrativas. Os mesmos autores relatam ainda, que a realização de auditoria de recursos humanos é importante dentro das organizações, pois ela tem a função de examinar analiticamente e pericialmente as operações trabalhistas, direitos e deveres do empregado e do empregador, políticas e práticas de pessoal em uma organização, avaliando o funcionamento atual, e concluindo com a emissão de um parecer sobre as irregularidades encontradas na análise e sugerindo melhores ações que a empresa deve tomar. Com essas práticas a entidade sempre poderá evoluir e produzindo cada vez mais, aproveitando melhor seus recursos humanos, aumentando assim sua rentabilidade e produtividade. Complementando Rocha, Silva (2011, p.22) declaram que: Os custos decorrentes de procedimentos trabalhistas mal implantados podem apresentar relevância nas demonstrações financeiras das organizações. São várias as empresas que sofrem com a alienação de bens do imobilizado (vinculados a 42 processos trabalhistas), multas por atraso no pagamento das obrigações,elevadas indenizações e também com autuações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).Na maioria das vezes, tais situações estão ligadas ao não cumprimento das obrigações ou da não observância das normas trabalhistas,devido à constantes mudanças e ao difícil entendimento da legislação trabalhista brasileira,ou ainda, por práticas agressivas e antiéticas de contratação e gestão trabalhista das empresas e pela falta de especialização dos colaboradores do departamento de pessoal. Os processos trabalhistas e as autuações que as empresas sofrem acabam gerando dispêndios indesejáveis que causam impacto negativo nos resultados. Com base no citado anteriormente, pode-se verificar que a auditoria no setor de recursos humanos em uma organização é uma ferramenta de grande utilidade, visto que por meio dela é possível a verificação de todos os processos internos e também se está sendo cumprida a legislação trabalhista, prevenindo, dessa forma futuros passivos trabalhistas. 2.9.1 Admissão de pessoal No processo de admissão de pessoal primeiramente são divulgadas as vagas oferecidas pela organização nos meios de comunição, e após esta etapa os candidatos inscritos passarão por processo seletivo podendo ser por meio de provas, tanto escritas como práticas, análise do currículo, entrevista, e outras, dessa forma selecionando colaboradores que melhor se adaptem as necessidades da empresa e de acordo com o perfil desejado. 2.9.2 Documentação necessária para a admissão Após todo o processo de recrutamento e seleção a empresa deverá iniciar o processo de contratação do colaborador. Inicialmente é preciso encaminhar o candidato para a realização do exame admissional, este exame é de caráter obrigatório, e quem faz o pagamento é a empresa e tem por objetivo avaliar a capacidade física e mental do empregado para a realização dos serviços pertinentes a função para qual está sendo contratado. Antes de formalizar o contrato de trabalho o empregado deverá apresentar a empresa alguns documentos exigidos pela legislação trabalhista, tributária e previdenciária, pois está sujeita a fiscalização do Ministério do Trabalho. A seguir alguns desses documentos, conforme Manfio (2013): Carteira de trabalho e previdência social (CTPS), mediante recibo de entrega e devolução; Atestado de saúde ocupacional, apto à função; 43 Título de eleitor; Foto 3x4; Comprovante de residência; Certificado de reservista ou de alistamento militar, para brasileiros do sexo masculino com idade entre 18 e 45 anos; Certidão de nascimento, casamento ou carteira de identidade; Cadastro de pessoa física (CPF) Inscrição no PIS/PASEP, ou anotação correspondente na CTPS; Cópia da certidão de nascimento de filhos menores de 14 anos; Cartão da criança dos filhos entre 1 e 7 anos de idade; Carteira nacional de habilitação (CNH) (se a função necessitar) Carteira de habilitação profissional, expedida pelos Conselhos Regionais, para os empregados que exercerem profissões regulamentadas; Histórico escolar. Após a entrega dos documentos descritos e acertadas todas os pontos que se referem ao cargo que vai ocupar e o salário que vai receber o empregado ficará devidamente registrado junto a empresa conforme determinação da lei. 2.9.3 Contrato de trabalho O contrato de trabalho é o documento que representa o vínculo empregatício entre empregado e empregador, nele deve constar a assinatura de ambos, assim como na carteira de trabalho. Conforme a CLT (2013) art. 443 "o contrato individual de trabalho poderá ser acordado tácita ou expressamente, verbalmente ou por escrito e por prazo determinado ou indeterminado". Na elaboração de um contrato é importante que alguns itens sejam obervados, como a qualificação do empregado e do empregador, o trabalho a ser prestado, ou seja, deve estar especificado o cargo e função, assim como as atividades que devem ser executadas; deve também especificar o local de trabalho, se caso existir matriz e filiais, pois, haverá reflexos no caso de transferências; também deve estar definida a jornada de trabalho, o horário de trabalho assim como os períodos de descanso; deve estar especificado a remuneração fixa e/ou variável, e os descontos legais; especificar a duração (prazo) do contrato e descrever o 44 local da celebração do contrato, data, assinatura das partes e de duas testemunhas. (MANFIO, 2013). De acordo com Manfio (2013, p.31) " O objeto do contrato de trabalho é a prestação de serviço subordinado e não eventual do empregado ao empregador, mediante o pagamento de salário, formando uma relação de emprego...". Portanto, o contrato de trabalho é uma relação de emprego onde de um lado está a empresa disposta a contratar e de outro lado o empregado disposto a prestar os seus serviços mediante pagamento de salário. Os contratos de trabalho podem ser classificados como contrato de experiência, contrato por prazo determinado e contrato por prazo indeterminado. a) Contrato de experiência O contrato de experiência é um contrato normal, tem a finalidade de testar o interesse e adaptação do novo funcionário, tendo em vista a expectativa pela efetivação posterior. O prazo de duração deste contrato é de no máximo 90 dias, sendo que dentro deste prazo admite-se uma única prorrogação. b) Contrato por prazo determinado O contrato com prazo determinado é o contrato onde as partes determinam seu tempo de duração. De acordo com Formica (1998, p.24) "...é aquele cuja vigência depende de tempo prefixado ou da execução de serviços especificados..." relata ainda que este tipo de contrato não pode ser estipulado por mais de dois anos e sua prorrogação obedece a regra do art. 451 da CLT (2013) "o contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita ou expressamente for prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo". Conforme Queiroz (2013, p.36) "a nova modalidade de contratação criada pela lei nº 9601/98, depende sempre de precisão em convenção ou acordo coletivo e abrange qualquer atividade da empresa, devendo gerar, obrigatoriamente, aumento de postos de trabalho, novas vagas". 45 c) Contrato por prazo indeterminado O contrato por prazo indeterminado é o tipo de contrato em que as partes não ajustam antecipadamente o seu tempo de duração, vigorando por um período indeterminado, sem previsão para o seu término. ( MANFIO, 2013). Conforme Formica (1998) normalmente, ao se admitir alguém como empregado e sendo feito o registro na ficha ou livro de registro, em conformidade da lei. Se, além deste registro não se fizer contrato formal com o empregado, subentende-se que há entre ele e a empresa um contrato de prazo indeterminado. Complementando ainda, Manfio (2013, p.34) relata que o "Empregado demitido e recontratado dentro num prazo inferior a seis meses deve ser contratado por prazo indeterminado..." Destaca-se ainda que ao final do contrato de experiência e se não houver a dispensa por parte do empregador e nem o desejo do empregado em ser dispensado o mesmo passa a vigorar por prazo indeterminado. d) Outros (Menor aprendiz) De acordo com Manfio (2013, p. 114) "Aprendiz é o maior de quatorze anos e menor de vinte e quatro anos que celebra contrato de aprendizagem, nos termos do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho. A idade máxima não se aplica a aprendizes portadores de deficiência". Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos, inscrito em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a executar, com zelo e diligência, as tarefas necessárias a essa formação.(CLT, 2013 art. 428). Sendo assim, o contrato de trabalho do menor aprendiz é um contrato especial realizado para os jovens que estudam e trabalham, sendo uma oportunidade de capacitação para a sua formação profissional. 2.9.4 Jornada de trabalho e duração A jornada de trabalho é caracterizado pelos serviços prestados e pelo tempo em que o empregado permanece a disposição do empregador. Conforme a CLT (2013) art. 4º: 46 "Considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressa consignada". A duração da jornada de trabalho esta esclarecida na Constituição Federal de 1.988 no artigo 7º inciso XIII que diz: "duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta quatro semanais, facultada compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho" Ainda conforme a CLT (2013) art. 59 "A duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente de 2 (duas) mediante acordo escrito entre empregador e empregado, ou mediante contrato coletivo de trabalho". Dessa forma, e de acordo com a lei vigente, a limitação da jornada de trabalho não impossibilita que seja menor, mas determina que tenha um limite máximo. 2.9.5 Livro ou ficha de registro de empregado/carteira de trabalho O registro do empregado pode ser efetuado em livros ou fichas como também através de sistema informatizado. Serve como comprovação de vínculo entre a empresa e o empregado, também para contar o tempo de serviço para a Previdência Social. Em todas as atividades será obrigatória para o empregador o registro dos respectivos trabalhadores, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho. Parágrafo único. Além da qualificação civil ou profissional de cada trabalhador, deverão ser anotados todos os dados relativos a sua admissão no emprego duração e efetividade do trabalho, a férias, acidentes e demais circunstâncias que interessem a proteção do trabalhador. (CLT 2013, art. 41). As anotações na carteira de trabalho devem obedecer alguns critérios estabelecidos na (CLT, 2013) art. 29º: A carteira de trabalho e Previdência Social será obrigatoriamente apresentada, contra recibo, pelo trabalhador ao empregador que o admitir, o qual terá prazo de quarenta e oito horas para nela anotar, especificamente, a data de admissão, a remuneração e as condições especiais se houver, sendo facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho. A legislação proíbe que seja feitas anotação que venham prejudicar o funcionário de acordo com a (CLT, 2013) no art. 29 parágrafo 4º "É vedado ao empregador efetuar anotações desabonadoras à conduta do empregado em sua Carteira de Trabalho e Previdência Social". 47 A Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), insere o cidadão no mercado de trabalho, e é um documento muito importante e por isso suas anotações devem estar sempre atualizadas, demonstrando a vida funcional do empregado, garantindo-lhe os principais direitos trabalhistas e também previdenciários. 2.9.6 Exigências legais As exigências legais são procedimentos a que as organizações regidas pela CLT devem observar tanto na contratação quanto na manutenção do seu quadro de colaboradores, estas exigências devem ser cumpridas para que a empresa possa funcionar de maneira regular, observado tanto os direitos dos trabalhadores, quanto as obrigações da empresa. Algumas delas abordaremos na sequência: a) Livro de inspeção do trabalho De acordo com o site Portal da Contabilidade (2014): O Livro de Inspeção do Trabalho é obrigatório para todas as pessoas jurídicas e equiparadas, conforme Portaria METPS 3.158/1971. Deve permanecer no estabelecimento à disposição da fiscalização do Ministério do Trabalho, nos termos estabelecidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas. Os Agentes da Inspeção do Trabalho, quando de sua visita ao estabelecimento empregador, autenticarão o Livro de Inspeção do Trabalho que ainda não tiver sido autenticado, sendo desnecessária a autenticação pela unidade regional do Ministério do Trabalho. As empresas ou empregadores que mantiverem mais de um estabelecimento, filial ou sucursal, deverão possuir tantos livros "Inspeção do Trabalho" quantos forem seus estabelecimentos. b) Livro ou relógio ponto Conforme o parágrafo 2º da (CLT, 2013) "Para os estabelecimentos de mais de 10 trabalhadores será obrigatório a anotação da hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico...". Complementando, Gonçalves (2011) relata que independente do número de empregados, este controle de horário é conveniente para a empresa, pois, se caso algum funcionário acionar o Poder Judiciário, para cobrança de horas extras ela precisará desses cartões para fazer sua defesa. 48 c) Cadastro geral de empregados e desempregados (CAGED) De acordo com o site do Ministério Trabalho e Emprego, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), foi criado pelo Governo Federal, através da Lei nº 4.923/65, que "instituiu o registro permanente de admissões e dispensa de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)." Dessa forma, este cadastro serve como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que subsidia a tomada de decisões para ações governamentais, é também utilizado pelo Programa de SeguroDesemprego, para conferir os dados referentes aos vínculos trabalhistas, além de outros programas sociais. d) Comissão interna de prevenção de acidentes - CIPA A CLT (2013) nos artigos 163 e 164 relata que as empresas serão obrigadas a constituição de Comissão Interna de Acidentes de Trabalho (CIPA) de acordo com as instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho, devendo ser composta por representantes da empresa e dos empregados. Para Gonçalves (2011, p.48) "independente da classificação da empresa (grau de risco), as empresas com até 19 empregados estão desobrigadas de constituir a CIPA". e) Programa de controle médico de saúde ocupacional (PCMSO) De acordo com o site Guia Trabalhista (2014), a NR 7 é a norma regulamentadora que estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores com parâmetros mínimos e diretrizes gerias podendo ser ampliados mediante negociação coletiva de trabalho. Sendo assim, o programa de controle médico de saúde ocupacional deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores, avaliação clínica, ocupacional e exame físico e mental; e também de exames complementares, dessa forma estabelecendo um controle da saúde do trabalhador que deverá obrigatoriamente realizar 49 exames médicos admissional; periódico; de retorno ao trabalho; de mudança de função e demissional, conforme o necessário em cada caso. Ao realizar os exames o médico emitirá o Atestado de Saúde Ocupacional - ASO, em 2 (duas) vias , a primeira via ficará arquivada no local de trabalho do trabalhador, inclusive frente de trabalho ou canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho, já a segunda via será obrigatoriamente entregue ao trabalhador. Devem constar neste atestado o nome do trabalhador, o número da identidade a função; os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência deles; indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador, inclusive os exames complementares e a data em que foram realizados; o nome do médico coordenador, definição de apto ou inapto para a função específica; nome do médico encarregado do exame assim como seu contato; data e assinatura e seu número de inscrição no Conselho Regional de Medicina.Os dados obtidos nos exames médicos, incluindo avaliação clínica e exames complementares, as conclusões e as medidas aplicadas deverão ser registrados em prontuário clínico individual, que ficará sob a responsabilidade do médicocoordenador do PCMSO. (GUIA TRABALHISTA, 2014). f) Perfil profissiográfico previdenciário (PPP) Conforme o site do Ministério da Previdência Social (2014), o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é um formulário com campos que devem ser preenchidos com todas as informações referentes ao empregado, como por exemplo, a atividade que exerce, o agente nocivo ao qual está exposto, a intensidade e a concentração do agente, exames médicos clínicos, inclusive de dados referentes à empresa. O PPP deve ser preenchido por todas as empresas que exercem atividades que exponham seus empregados a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física, para a devida comprovação e também para ter conhecimento de todos os espaços e o controle da saúde ocupacional de todos os trabalhadores. g) Programa de prevenção de riscos ambientais (PPRA) Conforme o site Guia Trabalhista (2014), a norma regulamentadora do programa de prevenção e riscos ambientais é a NR 9, segundo ela: 50 Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. h) Folha de pagamento A folha de pagamento é um documento trabalhista, que deve ser preparada por todas as empresas, ou pessoas jurídicas que possuam funcionários, nela deverá constar o nome do funcionário, o cargo que exerce, o salário, descontos entre outros. A folha divide-se em duas partes, uma delas são os proventos como o salário, horas extras, comissões, gratificações, adicionais (insalubridade, periculosidade, noturno, por tempo de serviço) salário família e outros, a outra é composta dos descontos como o imposto de renda, INSS, contribuição sindical, faltas, plano de saúde, vale transporte, entre outros. A lei determina que o pagamento seja realizado até o quinto dia útil ao mês subsequente ao vencido, porém as empresas podem antecipar o pagamento. i ) Salários De acordo com Manfio (2013, p.58) "é o pagamento a que tem direito o empregado, em razão do contrato de trabalho, pelo trabalho prestado, por estar à disposição do empregador e pelas interrupções remuneradas do trabalho ( faltas justificadas)..." j) Horas extras Consideram-se horas extras as horas trabalhadas além da jornada normal e quando o empregado não tinha obrigação de prestar serviço. De acordo com Manfio (2013), em relação a horas extras: tem natureza salarial e não indenizatória; o adicional é de no mínimo 50% sobre a hora normal, de segunda a sábado (art. 7º XVI CF; domingos e feriados o pagamento deve ser em dobro (art. 9º da Lei 605/49); acordo e convenções coletivas podem negociar percentuais superiores; 51 pagas habitualmente (na maior parte do contrato/+de 6 meses/ano) integram a remuneração; é devido o adicional quando utilizado o sistema de compensação de horas. k) Adicional de insalubridade O adicional de insalubridade é devido a colaboradores que exercem suas atividades ou operações com exposição a agentes nocivos a sua saúde, estes agentes podem ser químicos: como agrotóxicos; biológicos: como bactérias, fungos, vírus, animais venenosos; agentes físicos: como ruído, umidade, luminosidade deficiente e ainda por agentes ergonômicos: operação de determinada máquina, postura inadequada. O adicional de insalubridade pode ser de 10% para o grau mínimo, 20% para o grau médio e de 40% grau máximo, este grau é determinado pelo médico ou engenheiro do trabalho cadastrado no Ministério do Trabalho e Emprego, que o determina com base nas inspeções e vistorias técnicas nos locais de trabalho. (MANFIO, 2013). l) Adicional de periculosidade O adicional de periculosidade é devido à colaboradores que trabalham em atividades perigosas e de caráter permanente tendo assim o direito de receber um adicional de 30% sobre o seu salário base. Este adicional obedece a mesma regra do adicional de insalubridade, ou seja ele é determinado pelo médico ou engenheiro do trabalho cadastrado no Ministério do Trabalho e Emprego. São consideradas atividades ou operações perigosas aquelas que impliquem contatos permanentes com produtos explosivos, inflamáveis ou energia elétrica e em condições de risco de morte acentuado no exercício de função de segurança pessoal ou patrimonial. (art. 193 da CLT, 2013). O colaborador que exerce suas funções em ambiente considerado insalubre e perigoso deverá optar por receber apenas um dos adicionais. (MANFIO, 2013). 52 m) Adicional noturno O adicional noturno para Manfio (2013, p.70) "é devido adicional ao empregado urbano que trabalha das 22 às 5 horas. Para o rural, na lavoura, o horário será das 21 às 5 horas e, na pecuária, entre as 20 e às 4 horas (Lei 5.889/73)". O adicional é de 20% sobre a hora diurna se trabalhador urbano e de 25% para o trabalhador rural, este adicional se pago habitualmente integra a remuneração para o cálculo das férias, 13º, aviso prévio, FGTS. (MANFIO, 2013) n) Salário família De acordo com Manfio (2013) é prestação previdenciária devida ao empregado urbano e rural de baixa renda e que tiver filho menor de 14 anos ou inválido, sendo que deve ser comprovado através da apresentação da certidão de nascimento, cartão da criança (carteira de vacina) e também da comprovação da frequência escolar. Este benefício não incorpora ao salário e acaso pai e mãe são empregados este valor é devido aos dois. Conforme o site guia trabalhista (2014) o valor do salário família em vigor para o presente ano é de R$ 35,00 (trinta e cinco reais) para trabalhadores com remuneração até R$ 682,50 (seiscentos e oitenta e dois reais e cinquenta centavos), a partir deste valor e até o teto de até R$ 1.025,81 ( um mil, vinte e cinco reais, e oitenta e um centavos) o valor a ser pago é de R$ 24,66 (vinte e quatro reais e sessenta e seis centavos). O empregador paga para os colaboradores e desconta na guia de recolhimento das contribuições previdenciárias. o) Salário maternidade A empregada que estiver em licença gestante, terá direito ao recebimento do salário maternidade com duração de 120 dias como beneficio previdenciário, da mesma forma que o salário família o empregador efetua o pagamento e desconta das guias de recolhimento do INSS. O valor a ser pago é integral para as funcionárias que recebem salário fixo e no caso de salário variável a média dos últimos seis meses. (MANFIO, 2013). De acordo com a nova lei 11.779/08 o prazo pode ser prorrogado por mais 60 dias por adesão do empregador. 53 p) Descanso semanal remunerado (DSR) De acordo com o art. 67 da CLT (2013) "Será assegurado a todo empregado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro horas) consecutivas, o qual salvo motivo de conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte". Este mesmo artigo declara em seu parágrafo único nos serviços onde exija trabalho aos domingos deverá ser estabelecia escala de revezamento. Este direito propicia ao trabalhador um descanso familiar, social e recreativo. A remuneração do repouso semanal corresponde a 1/6 das horas semanais trabalhadas. q) Dissídio coletivo Os dissídios ou acordos ocorrem por ocasião das revisões salariais da categoria a que pertencem os empregados. As revisões partem da convenção entre empregador (sindicato patronal) e empregados (sindicato da classe). Se houver acordo entre as partes ele deve ser formalizado e enviado ao Tribunal Regional do Trabalho, para que seja homologado. (QUEIROZ, 2013). r) Décimo terceiro salário - 13º Salário Conforme Manfio (2013) este benefício foi criado no Brasil pela Lei 4090/62 como sendo um pagamento a ser efetuado no mês de dezembro no valor de uma remuneração mensal, logo após com a em a Lei 4749/65 determinou o pagamento em duas parcelas, regulamentado pelo decreto 57.155/65 e 63.912/68. Dessa forma é uma gratificação compulsória, tem natureza salarial e é também denominada de gratificação natalina. Para o pagamento deste beneficio devem ser observados alguns critérios, na visão de Manfio (2013): O valor do pagamento é proporcional aos meses trabalhados durante o ano, na ordem de 1/12 por mês, considerando a fração igual ou superior a 15 dias como mês inteiro; A primeira parcela no valor de 50% deve ser paga, sem descontos entre os meses de fevereiro a novembro, sem descontos; A segunda parcela deve ser quitada até o dia 20 de dezembro, descontando valor pago na primeira parcela assim como INSS, IRRF; 54 Se ocorrer afastamento durante o ano é devido valor parcial; Salário variável deverá ser calculado pela média dos meses trabalhados no período; Na rescisão de contrato o trabalhador terá direito ao valor proporcional aos meses trabalhados com base na remuneração do respectivo mês da rescisão; Na dispensa por justa causa não terá direito de receber este beneficio, se caso já tiver pago a primeira parcela, este valor poderá ser descontado das verbas rescisórias. Integrará o valor do 13º salário as horas extras, horas noturnas, adicional de insalubridade, adicional de periculosidade, adicional noturno, gorjetas, comissões, percentagens, abonos e diárias de viagem. s) Faltas justificadas Na CLT (2013) o art. 473 esclarece sobre as faltas "o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço sem prejuízo ao salário". No mesmo artigo conforme seus incisos: Até dois dias consecutivos em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou pessoa que, declara em sua carteira de trabalho, viva sob sua dependência econômica; Até três dias consecutivos em virtude de casamento; Cinco dias em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana; Por um dia em cada 12 meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada; Até dois dias, consecutivos ou não, para fins de se alistar eleitor, nos termos da lei respectiva; No período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas na letra c do Art. 65 Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964 (Lei do Serviço Militar); Nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular para ingresso em estabelecimento de ensino superior; Quando for arrolado ou convocado para depor na justiça; Faltas ao trabalho justificado a critério do empregador; Outras faltas dispostas em acordo ou convenções coletivas. 55 t) Instituto nacional do seguro social (INSS) O Instituto Nacional de Seguro Social, é uma autarquia do Governo Federal do Brasil que recebe as contribuições para a manutenção do Regime Geral da Previdência Social. Conforme o site da Previdência Social (2014): A Previdência Social é o seguro social para a pessoa que contribui. É uma instituição pública que tem como objetivo reconhecer e conceder direitos aos seus segurados. A renda transferida pela Previdência Social é utilizada para substituir a renda do trabalhador contribuinte, quando ele perde a capacidade de trabalho, seja pela doença, invalidez, idade avançada, morte e desemprego involuntário, ou mesmo a maternidade e a reclusão. Sua missão é garantir proteção ao trabalhador e sua família, por meio de sistema público de política previdenciária solidária, inclusiva e sustentável, com o objetivo de promover o bem-estar social e tem como visão ser reconhecida como patrimônio do trabalhador e sua família, pela sustentabilidade dos regimes previdenciários e pela excelência na gestão, cobertura e atendimento. Para o ano de 2014 a tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso. A contribuição destes segurados é calculada mediante a aplicação da correspondente alíquota, de forma não cumulativa, sobre o seu salário de contribuição mensal, conforme descrição abaixo: * Salário de contribuição (R$) até:1.317, 07 aplica-se a alíquota de 8%; * Salário de contribuição (R$) de 1.317,08 até 2.195,12 a alíquota é de 9% * Salário de contribuição (R$) de 2.195,13 até 4.390,24 a alíquota é de 11% u) Imposto de renda retido na fonte (IRRF) Este imposto incide sobre o rendimento de pessoas físicas e jurídicas. As alíquotas variam de acordo com o rendimento. As informações para o cálculo mensal do Imposto sobre a Renda de pessoa física, são divulgadas no site da Receita Federal para apuração deste imposto consideram-se os dependentes, podendo ser deduzido o valor correspondente do imposto devido. v) Contribuição sindical Na CLT (2013) art. 580 e inciso I encontre-se expresso dessa forma "a contribuição sindical será recolhida, de uma só vez, anualmente e consistirá na importância correspondente 56 à remuneração de 1(um) dia de trabalho, para os empregados, qualquer que seja a forma da referida remuneração". Quanto a forma de recolhimento segundo a CLT (2013) art. 582 "Os empregadores são obrigados a descontar, da folha de pagamento de seus empregados relativa ao mês de março de cada ano, a contribuição sindical por estes devida aos respectivos Sindicatos". Cabe destacar que para empregados admitidos nos meses de janeiro e fevereiro, o devido desconto ocorrerá no mês de março, já para os admitidos em março e após este a empresa contratante precisa verificar se o referido desconto não ocorreu na empresa onde trabalhava anteriormente, caso tenha ocorrido e como é uma contribuição anual não se procede um novo desconto, caso não tenha ocorrido deverá ser feito no mês seguinte a sua admissão. (GONÇALVES, 2011). x) Contribuição assistencial A contribuição assistencial para Manfio (2013) é o pagamento feito pelos membros da entidade. É uma quantia ou percentual fixado por ocasião da negociação coletiva vigência de um acordo, convenção coletiva de trabalho ou sentença normativa da categoria, em decorrência das vantagens, especialmente salariais, obtidas pelo sindicato. Conforme a CLT (2013) art. 513 salienta as prerrogativas dos sindicatos e na alínea "e" podemos ver uma das prerrogativas que é "impor contribuições a todos aqueles que participam das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas". y) Contribuição confederativa De acordo com o site do Guia Trabalhista (2014) a contribuição confederativa tem objetivo de custear o sistema confederativo, do qual fazem parte os sindicatos, federações e confederações, esta contribuição é fixada em assembleia geral. Esta contribuição só é exigível aos filiados do sindicato. Sua base legal está no art. 8º, IV da Constituição Federal "a assembleia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para o custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei". 57 z) Descontos e adiantamentos de salários Com relação a estes descontos a CLT no art. 462 esclarece "Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositivos de lei ou de contrato coletivo". aa) Vale transporte O vale transporte é um direito do colaborador, um benefício que o empregador antecipará ao colaborador para seu descolamento casa-trabalho e vice versa, cabendo a ele a sua solicitação, o momento oportuno para esta solicitação ou renúncia é na hora da contratação, já que ambos devem documentados. Na visão de Gonçalves (2011, p.134) " A iniciativa deve ser do empregado, podendo a empresa, quando de sua inércia, exigir, por medida de cautela, que o mesmo assine uma declaração atestando não ter interesse por tal benefício". De acordo com o site Guia Trabalhista o empregado para passar a receber o ValeTransporte deverá informar ao empregador, por escrito algumas informações as quais serão registradas em formulário especifico onde deve constar o seu endereço residencial; os serviços e meios de transporte mais adequados ao seu deslocamento residência/trabalho e vice-versa, assim como o número de vezes utilizados no dia para o deslocamento residência/trabalho/residência. O valor referente ao vale transporte será custeado pelo beneficiário, na parcela equivalente a 6% (seis por cento) de seu salário básico e pelo empregador o restante do valor. O vale transporte não tem natureza salarial, nem se incorpora à remuneração do colaborador, também não constitui base de incidência de contribuição previdenciária ou do fundo de garantia por tempo de serviço. bb) Fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS) De acordo com o site da Caixa Econômica Federal (2014) O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço: FGTS foi criado em 1967 pelo Governo Federal para proteger o trabalhador demitido sem justa causa. O FGTS é constituído de contas vinculadas, abertas em nome de cada trabalhador, quando o empregador efetua o primeiro depósito. O 58 saldo da conta vinculada é formado pelos depósitos mensais efetivados pelo empregador, equivalentes a 8,0% do salário pago ao empregado, acrescido de atualização monetária e juros. O saque do FGTS obedece algumas regras, poderá ser sacado em momentos oportunos dentre eles: para aquisição da casa própria, ou quando o colaborador se aposenta, ou no caso de rescisão sem justa causa ou em caso do colaborador ou seu dependente estar acometido de alguma doença grave. Complementando Manfio (2013) relata que no caso do menor aprendiz o valor do depósito é de 2%. Para todos os trabalhadores a contribuição incide sobre a remuneração paga em cada mês, inclusive sobre o 13º salário, e deve ser depositado até o dia 7 do mês subsequente, caso não seja dia com expediente bancário, antecipa-se o pagamento. cc) Programa de integração social (PIS/ PASEP) Conforme o site da Caixa Econômica Federal (2014) o PIS - Programa de Integração Social foi instituído pela Lei Complementar nº 07/1970 com o objetivo de integrar o empregado do setor privado com o desenvolvimento da empresa. Paralelo a isso, a Lei Complementar N° 08/1970 instituiu o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PASEP, no qual União, Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios, contribuíam ao fundo destinados aos empregados do setor público. "As contribuições eram recebidas pelo Fundo de Participação PIS/PASEP, que as distribuía anualmente entre empregados e servidores sob a forma de quotas, proporcionais ao salário e ao tempo de serviço". Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, foi criado o Abono Salarial nos moldes atuais e o saldo de quotas dos patrimônios dos programas PIS e PASEP foi preservado tendo alguns critérios para o saque como a aposentadoria, invalidez permanente ou reforma militar, idade de 70 anos ou mais, transferência de militar para a reserva remunerada; titular ou dependentes portadores do vírus HIV (SIDA/AIDS), portadores de doença grave como o câncer, morte do segurado, beneficio assistencial à pessoa portadora de deficiência e ao idoso. O Abono Salarial é gerido pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE e o PIS/PASEP é de gestão do Ministério da Fazenda. O pagamento do PIS é realizado pela CAIXA e do PASEP pelo Banco do Brasil. Conforme site da Caixa Econômica Federal, (2014). 59 Para ter direito ao abono salarial, é preciso estar cadastrado no PIS/PASEP, pelo período de cinco anos e ter trabalhado pelo menos trinta dias no ano base e ter recebido em média até dois salários mínimos, o valor do abono é de um salário mínimo atual. dd) Relação anual de informações sociais (RAIS) Conforme o site do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE, 2014) a Relação Anual de Informações Sociais - RAIS é um importante instrumento na coleta de dados que para a gestão governamental do setor do trabalho, ela foi instituída pelo Decreto nº 76.900, de 23/12/75. "A RAIS tem por objetivo: o suprimento às necessidades de controle da atividade trabalhista no País, o provimento de dados para a elaboração de estatísticas do trabalho, a disponibilização de informações do mercado de trabalho às entidades governamentais". Os dados coletados pela RAIS formam significativos insumos para atendimento das necessidades: da legislação da nacionalização do trabalho, de controle dos registros do FGTS; dos Sistemas de Arrecadação e de Concessão e Benefícios Previdenciários; de estudos técnicos de natureza estatística e atuarial; de identificação do trabalhador com direito ao abono salarial PIS/PASEP. (MTE, 2014) ee) Férias "Férias é o período de tempo, predeterminado em lei, em cada ano, durante o qual o empregado interrompe a prestação de seu trabalho sem prejuízo e sua remuneração". (FORMICA, 1998 p. 69). Após cada 12 meses de trabalho o colaborador adquire o direito ao gozo de um período de férias com remuneração adicional de no mínimo um terço. É permitido ao empregado converter 1/3 do período de férias em abono pecuniário, devendo fazer esta solicitação ao empregador com quinze dias antes do término do período aquisitivo. O número de dias varia e acordo com o número de faltas injustificadas do empregado ao serviço, de acordo com a CLT (2013) art. 130: até 30 dias corridos se não houver faltado mais de 5 vezes, 24 dias se tiver faltado de 6 a 14; 18 dias de férias se as faltas ficaram de 15 a 23 dias e 12 dias de férias se as faltas foram de 24 a 32 se tiver mais de 32 faltas perde o direito à férias. O período concessivo, de acordo com Manfio (2013, p.51) "compreende o período dos 12 meses subsequentes ao período aquisitivo, na qual o empregador deverá conceder às férias 60 ao empregado". A época das férias é definida pelo empregador, porém devendo comunicar o colaborador com trinta dias de antecedência, membros da mesma família tem direito de usufruir férias no mesmo período, e para estudante empregado menor de 18 anos as férias devem coincidir com as do recesso escolar. No caso de férias coletivas conforme a CLT (2013) art. "Poderão ser concedidas férias coletivas a todos os empregados de uma empresa ou de determinados estabelecimentos ou setores da empresa". Quando as férias forem concedidas após o período concessivo o empregado terá direito a remuneração em dobro, com acréscimo de 1/3. ff) Rescisão A rescisão do contrato de trabalho é sem dúvida um fato que envolve o lado sentimental das pessoas, pois uma das partes não tem mais interesse em continuar com o vinculo até então existente, seja por desmotivação ou descontentamento, aposentadoria do colaborador ou da empresa que não o deseja mais em seu quadro funcional. Após tomada esta decisão é necessário que o funcionário seja avisado ou avise a empresa, se por de sua iniciativa, através de um documento o aviso prévio. Para Formica (1998, p. 69) "Aviso prévio é a notificação de uma das partes à outra, no contrato de prazo indeterminado, informando-a da cessação do mesmo contrato ao fim de determinado prazo". O aviso prévio por parte do empregado deve ser de trinta dias e por parte do empregador além dos trinta dias (depois de um ano na empresa) será acrescido conforme o tempo de serviço, ou seja, para cada ano a mais três dias de aviso, limitando em noventa dias. O prazo para pagamento das verbas rescisórias depende de ter ou não aviso prévio, sendo assim, para Manfio (2013) se o aviso prévio for trabalhado o prazo de pagamento é até o 1º dia útil imediato ao término do contrato, na ausência deste aviso o prazo se estende para até o 10º dia útil, contado da data da notificação da demissão. Para a homologação do termo de rescisão, são necessários alguns documentos de acordo o site do Guia Trabalhista (2014): Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho, em 4 (quatro) vias; CTPS, com as anotações atualizadas; Comprovante de aviso prévio, quando for o caso, ou do pedido de demissão; Cópia da convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa aplicáveis; 61 Extrato para fins rescisórios da conta vinculada do empregado no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, devidamente atualizado, e guias de recolhimento das competências indicadas no extrato como não localizadas na conta vinculada; Guia de recolhimento rescisório do FGTS - GRRF, nas hipóteses do art. 18 da Lei 8.036/90, e do art. 1º da Lei Complementar 110/2001; Comunicação da Dispensa – CD e Requerimento do Seguro Desemprego, para fins de habilitação, quando devido; Atestado de Saúde Ocupacional Demissional, ou Periódico, durante o prazo de validade, atendidas as formalidades especificadas na Norma Regulamentadora - NR 7; Ato constitutivo do empregador com alterações ou documento de representação; Demonstrativo de parcelas variáveis consideradas para fins de cálculo dos valores devidos na rescisão contratual; e Prova bancária de quitação, quando for o caso. Dessa forma, a rescisão de contrato de trabalho é a formalização do fim do vínculo empregatício, ou seja, assinala o término da relação de trabalho até então existente entre o empregado e o empregador e a iniciativa pode partir de ambos, porém é necessário que sejam cumpridas as regras previstas na legislação trabalhista conforme mencionado anteriormente. gg) Seguro desemprego De acordo com Manfio (2013, p. 149) O programa de seguro desemprego tem por finalidade prover assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado em virtude de dispensa sem justa causa ou indireta, bem como, o trabalhador resgatado de regime de trabalho forçado na condição de escravo e ao pescador na período da proibição da pesca. Também auxiliar na busca de emprego e qualificação profissional. Para Gonçalves (2011) o número de parcelas a que terá direito depende de quantos meses ele trabalhou nos últimos 36 meses que antecederam a dispensa, sendo assim: 3 parcelas se trabalhou no mínimo 6 no máximo 11 meses com a devida comprovação; 4 parcelas se o vínculo foi de no mínimo 12 e no máximo 23 meses e de 5 parcelas se comprovar vínculo de no mínimo 24 meses. Já o trabalho escravo terá direito a 3 parcelas. O valor das parcelas não pode ser inferior ao salário mínimo, o prazo para encaminhamento do beneficio é do 7º dia até o 120º dias após a rescisão. O seguro pode ser cancelado em caso de recusa de novo emprego, falsidade nas informações prestadas, fraude e morte de acordo com o art. 8º Lei 7998/90 e art. 14 Res. 64/94. (MANFIO, 2013). Para saber o valor da parcela do seguro desemprego, calcula-se o valor do salário médio dos últimos três meses anteriores a dispensa e aplica-se a seguinte fórmula: 62 Quadro 3 - Valor da parcela do seguro desemprego Faixas de Salário Médio (R$) Valor da Parcela Até R$ 1.151,06 Multiplica-se o salário médio 0.8 (80%) De R$ 1.151,07 até R$ l.918,62 O que exceder a R$ 1.151,06 multiplica-se por 0,5 (50%) e soma-se a R$ 920,85 O valor da parcela será de R$1.304,63 invariavelmente Acima de R$ 1.918,62 Fonte - Ministério do Trabalho e Emprego (2014) hh) Programa de alimentação do trabalhador (PAT) Conforme o site do MTE, (2014) "O Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT foi instituído pela Lei nº 6.321, de 14 de abril de 1976 e regulamentado pelo Decreto nº 5, de 14 de janeiro de 1.991, que priorizam o atendimento aos trabalhadores de baixa renda, isto é, aqueles que ganham até cinco salários mínimos mensais. Este Programa, estruturado na parceria entre Governo, empresa e trabalhador, tem como unidade gestora a Secretaria de Inspeção do Trabalho / Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. ii) Guia de recolhimento do fundo de garantia e informações à previdência social (GFIP) Conforme o site da Receita Federal do Brasil (RFB, 2014), a lei nº 9.528/97 introduziu a obrigatoriedade de apresentação da Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social - GFIP . Desde a competência janeiro de 1999, todas as pessoas físicas ou jurídicas sujeitas ao recolhimento do FGTS, conforme estabelece a lei nº 8.036/90 e legislação posterior, bem como às contribuições e/ou informações à Previdência Social, conforme disposto nas leis nº 8.212/91 e 8.213/91 e legislação posterior, estão obrigadas ao cumprimento desta obrigação. Nesta guia deverão ser informados os dados da empresa e dos trabalhadores, os fatos geradores de contribuições previdenciárias e valores devidos ao INSS, bem como as remunerações dos trabalhadores e valor a ser recolhido ao FGTS. A entidade está obrigada à entrega da GFIP ainda que não haja recolhimento para o FGTS, se sendo assim esta GFIP será declaratória, contendo todas as informações cadastrais e financeiras de interesse da Previdência Social. A GFIP deverá ser entregue/recolhida até o dia 7 do mês seguinte ao fato gerador, caso não tenha expediente bancário antecipa-se a entrega. 63 jj) Guia de recolhimento rescisório do FGTS (GRRF) Conforme o site da Caixa Econômica Federal (2014) a Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS - GRRF possibilita ao empregador, o recolhimento do FGTS e de todas as importâncias relativas ao mês de rescisão do contrato. Devem constar na GRRF "As importâncias relativas à multa rescisória, ao aviso prévio indenizado, quando for o caso e ao depósito do FGTS do mês da rescisão e do mês imediatamente anterior, caso ainda não tenham sido efetuados". Este recolhimento é determinado pela Lei 9.491/97, de 09 de Setembro de 1997, e pode ser efetuado através da guia gerada com código de barras via internet. kk) E-social Conforme o site da Lefisc (2014), O E-Social é um projeto do governo federal que vai unificar o envio de informações pelo empregador em relação aos seus empregados. A partir da regulamentação da Emenda Constitucional nº 72/2013, a versão terá caráter obrigatório e outros recursos estarão disponíveis para que o empregador possa cumprir com suas obrigações. É possível descrever diversas vantagens em relação à sistemática atual, tais como: Atendimento a diversos órgãos do governo com uma única fonte de informações, para o cumprimento das diversas obrigações trabalhistas, previdenciárias e tributárias atualmente existentes; Integração dos sistemas informatizados das empresas com o ambiente nacional do eSocial, possibilitando a automação na transmissão das informações dos empregadores; Padronização e integração dos cadastros das pessoas físicas e jurídicas no âmbito dos órgãos participantes do projeto. (LEFISC, 2014). O projeto E-Social é uma ação conjunta dos seguintes órgãos e entidades do governo federal: Caixa Econômica Federal, Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, Ministério da Previdência – MPS, Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB. O Ministério do Planejamento também participa do projeto, promovendo assessoria aos demais entes na equalização dos diversos interesses de cada órgão e gerenciando a condução do projeto, através de sua Oficina de Projetos. ( LEFISC, 2014). De acordo com Correa (2014) os objetivos do E-Social são: de garantir direitos trabalhistas e previdenciários, simplificar o cumprimento das obrigações principais e das acessórias, diminuindo os custos e a informalidade; aumentar a arrecadação através da 64 diminuição da inadimplência, de incidência de erros, da sonegação e da fraude; padronização da folha de pagamento e das tabelas de rubricas; agilidade no acesso as informações, dessa forma tornando a fiscalização mais efetiva; atendimento a diversos órgãos do governo com uma única escrituração e declaração facilitando assim o cumprimento das diversas obrigações trabalhistas e tributárias atualmente existentes. Ainda conforme Correa (2014) diversas obrigações acessórias exigidas atualmente serão substituídas como: o livro de registro de empregados, folha de pagamento, guia de recolhimento do FGTS (GFIP), relação anual de informações socias (RAIS), cadastro geral de empregados e desempregados (CAGED), declaração do imposto de renda retido na fonte (DIRF), comunicação acidente de trabalho, perfil profissiográfico previdenciário, (PPP), arquivos eletrônicos entregues à fiscalização (MANAD), termo de rescisão e formulário do seguro desemprego. Perante o citado, pode-se perceber que haverá um grande impacto nas empresas, que precisam se adequar a este novo sistema, sendo assim é de vital importância que invista em treinamentos para o quadro de pessoal envolvido neste processo, rever todos os processos internos para que contemplem a legislação trabalhista e tributária. De acordo com Bressan (2014), este projeto implementado pelo governo tem o objetivo de unificar a captação de informações relativas aos eventos trabalhistas, previdenciários, fiscais, apuração de tributos e o FGTS, ressalta ainda que não teve mudança na legislação, o que muda é a forma de fiscalizar o cumprimento das atuais regras do país. Conforme Bressan ( 2014) no que se refere ao prazo no envio das informações: Na prática, as informações atuais são repassadas aos órgãos governamentais de forma isolada e após terem acontecido nas empresas, com prazos estabelecidos pela legislação, sendo que uma eventual fiscalização dessas informações precisa ser feita diretamente na empresa. Com a nova sistemática, as informações serão repassadas instantaneamente, o que permitirá um processo de controle e fiscalização digitalmente, ou seja, as informações do que acontece na empresa serão enviadas ao governo diariamente, o programa apontará os itens que não foram informados adequadamente pela organização, ou seja, se a lei não foi cumprida o sistema aplica multas automaticamente. Este projeto, na verdade implica numa mudança cultural das empresas, sendo preciso manter constantemente as informações atualizadas no e-Social, assim como ter muito cuidado em determinados casos o envio das informações, antes da ação ocorrer. Um exemplo: antes de contratar/registrar um novo empregado, é preciso informar ao sistema e-Social, as informações referentes a esse novo contrato, na prática você informa num dia e contrata no outro. (BRESSAN, 2014). 65 Conforme palestra sobre o e-Social Correa (2014), enfatiza que a mudança é cultural, pois as leis não mudaram, o que mudou é a forma de fiscalização, segundo ele principalmente os empresários necessitam dessa mudança uma vez que as informações partem da empresa para os escritórios de contabilidade. Portanto, é preciso se adaptar a essa nova realidade o e-Social vai determinar uma mudança cultural, é necessário que as organizações estejam preparadas para essa mudança, pois num primeiro momento será o processo de cadastramento no sistema de todos os funcionários, das funções, dos salários depois dessa etapa a folha e demais encargos pertinentes a ela serão geradas através das informações repassadas ao sistema. O e-Social foi desenvolvido para ser uma ferramenta de fiscalização por parte do governo e de forma punitiva, ou seja, se a empresa deixa de cumprir prazos, não repassa tal informação, ou repassa em atraso, de imediato a empresa é multada, dessa forma será muito importante o trabalho de auditoria no setor de recursos humanos para verificação e adequação dos processos e controles internos frente a esse modo de fiscalização. 66 3 METODOLOGIA DO ESTUDO A metodologia do trabalho está baseada no levantamento e apuração de dados da empresa estudada, também foi elaborado um relatório técnico. Este estudo teve o propósito de auditar o setor de recursos humanos por meio da avaliação de controles internos e a operacionalização do setor. Na sequência apresenta-se a metodologia que foi utilizada no decorrer desse estudo. 3.1 CLASSIFICAÇÃO DO ESTUDO Conforme a forma como foi desenvolvida a pesquisa, a classificação do estudo ocorre de acordo com a sua natureza, quanto os objetivos, quanto à forma de abordagem do problema e quanto aos procedimentos técnicos, apresentados a seguir. Para Silva, Menezes (2005, p.20) "pesquisa é um conjunto de ações propostas para encontrar a solução para um problema, que têm por base procedimentos racionais e sistemáticos. A pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se têm informações para solucioná-lo". 3.1.1 Quanto à natureza Quanto à natureza a pesquisa pode ser básica ou aplicada, como este estudo foi desenvolvido no setor de recursos humanos com o intuito de verificar os procedimentos operacionais internos do setor, se classifica como pesquisa aplicada, pois tem finalidade prática na resolução de problemas específicos, que de acordo com Andrade (2003) tem o objetivo de contribuir para fins práticos, buscando trazer soluções para problemas concretos. Para Vergara (2009, p.43) "a pesquisa aplicada é fundamentalmente motivada pela necessidade de resolver problemas concretos, mais imediatos, ou não. Tem, portanto finalidade prática...”. Diante do exposto, a pesquisa se classifica sob sua natureza em aplicada, porque foi elaborado e aplicado um programa de auditoria na área de Recursos Humanos, para que se possa avaliar se os controles internos estão sendo cumpridos e detectar possíveis problemas neste setor da empresa. 67 3.1.2 Quanto aos objetivos Quanto aos objetivos esta pesquisa se caracteriza como descritiva, no entendimento de Vergara (2003 p.42) "a pesquisa descritiva expõe características de determinada população ou de determinado fenômeno...". Para Oliveira (1997, apud ZAMBERLAN et al, 2014 p.97): Os estudos descritivos possibilitam identificar as diferentes formas dos fenômenos, sua ordenação, classificação, explicação das relações de causa e efeito dos mesmos, o que leva à obtenção de uma melhor compreensão do comportamento de diversos fatores e elementos que influenciam determinado fenômeno”. Andrade (2003, p.124) diz que "neste tipo de pesquisa, os fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira neles. Isto significa que os fenômenos do mundo físico e humano são estudados, mas não manipulados pelo pesquisador". Para tal modo, os dados coletados do diretório de estudantes foram auditados e analisados, descritos e interpretados. 3.1.3 Quanto à forma de abordagem do problema Em relação à forma de abordagem do problema esta pesquisa classifica-se de forma qualitativa, que conforme Richardson (1999, apud BEUREN et al, 2004, p.92) "os estudos que empregam uma metodologia qualitativa podem descrever a complexidade de determinado problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais". Beuren et al (2004, p.92) traz a concepção que "na pesquisa qualitativa concebem-se análises mais profundas em relação ao fenômeno que está sendo estudado". Para Silva, Menezes (2005, p.20) a pesquisa qualitativa: Considera que já uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição dos significados são básicas nos processos de pesquisa qualitativa. Não requer o uso de métodos e de técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte para a coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave. É descritiva. Os pesquisadores tendem a analisar os dados indutivamente. O processo e o seu significado são os focos principais de abordagem. 68 No estudo, foi usada a forma de abordagem qualitativa, que a partir dos dados coletados foi realizada a avaliação, verificação dos controles internos, e aplicação dos papéis de trabalhos e a emissão do relatório final da entidade auditada. 3.1.4 Quanto aos procedimentos Referente aos procedimentos técnicos, este estudo utilizou-se de pesquisa bibliográfica, também foram utilizados artigos publicados em sites, portais, legislação, leis; também se utilizou pesquisa documental e estudo de caso. A pesquisa bibliográfica no entendimento de Gil (2010, p.29): A pesquisa bibliográfica é elaborada com base em material já publicado. Tradicionalmente, esta modalidade de pesquisa inclui material impresso, como livros, revistas, jornais, teses, dissertações e anais de eventos científicos. Todavia, em virtude da disseminação de novos formatos de informação, estas pesquisas passam a incluir outros tipos de fonte, como discos, fitas magnéticas, CDs, bom como material disponibilizado pela Internet. Na mesma visão, Vergara (2009) descreve que a pesquisa bibliográfica baseia-se em materiais já publicados, pode ser em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, e outros disponibilizados ao público. No entendimento de Gil (2010, p.30) a pesquisa documental: ...Como delineamento apresenta muitos pontos de semelhança com a pesquisa bibliográfica, posto que as duas modalidades utilizam-se dados já existentes. A principal diferença está na natureza das fontes"... e continua relatando que ..." o que geralmente se recomenda é que seja considerada fonte documental quando o material consultado é interno a organização, e fonte bibliográfica quando for obtido em bibliotecas ou base de dados. Na mesma linha de pensamento, Silva, Grigolo (2002, apud BEUREN et al, 2004, p.89) destaca que: A pesquisa documental vale-se de materiais que ainda não receberam nenhuma análise aprofundada. Este tipo de pesquisa visa, assim, selecionar, tratar e interpretar a informação bruta, buscando extrair dela algum sentido e introduzir lhes algum valor, podendo desse modo contribuir com a comunidade científica a fim de que outros possam voltar a desempenhar futuramente o mesmo papel. Na visão de Vergara (2009, p. 44) “estudo de caso é o circunscrito a uma ou poucas unidades, entendidas estas como pessoa, família, produto, empresa órgão público, comunidade, ou mesmo país. Tem caráter de profundidade e detalhamento...”. Gil (1999, apud BEUREN et al, 2004, p.84) traz seu entendimento sobre o estudo de caso; "o estudo de caso é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos 69 objetos, de maneira a permitir conhecimentos amplos e detalhados do mesmo, tarefa praticamente impossível mediante os outros tipos de delineamentos considerados". Perante o citado, o estudo bibliográfico é fator de suma importância no sentido de ampliar os conhecimentos anteriores sobre auditoria, seguido da pesquisa documental, utilizando-se de documentos internos pertencentes ao setor de recursos humanos, tais como, folha de pagamento, livro de registro de empregados, carteiras de trabalho, guias de recolhimento, entre outros e, estudo de caso por ser detalhado os processos inerentes as rotinas do setor. 3.2 COLETA DE DADOS A coleta de dados ocorreu conforme entrevista com o Contador responsável pelo setor de recursos humanos, sendo esta classificada de forma não estruturada. Conforme Vergara (2009, p.52) "entrevista é um procedimento no qual você faz perguntas a alguém que, oralmente lhe responde". Para Andrade (2003, p.146) "a entrevista constitui um instrumento eficaz na recolha de dados fidedignos para a elaboração de uma pesquisa, desde que seja bem elaborada, bem realizada e interpretada...". A entrevista não estruturada ou despadronizada na visão de Andrade (2003) pode ser caracterizada como uma conversa informal, as perguntas podem ser abertas, dessa forma proporcionando maior liberdade para o informante. Na mesma linha de pensamento Beuren et al (2004, p.133) explica sobre entrevista não estruturada "... possibilita ao entrevistado a liberdade de desenvolver cada situação na direção que considera mais adequada. Isso significa uma forma de explorar mais amplamente as questões levantadas". Baseado nos conceitos, nesta pesquisa foram realizadas entrevistas, sendo estas, não estruturadas com o Contador responsável pelo setor de recursos humanos. 3.2.1 Instrumento da coleta de dados Os instrumentos de coleta de dados para o presente estudo foi mediante entrevistas informais, também se utilizou de análise documental, e as técnicas de observação foram de forma sistemática, não participante, individual e na vida real. 70 As entrevistas foram informais, com o objetivo de coletar as dados necessários a pesquisa. A análise documental ocorreu por meio da conferência de vários documentos, tais como, folha de pagamento, guias de recolhimento, contratos de trabalho, livro de registro e outros. Quanto às técnicas de observação para este estudo utilizou-se a observação sistemática: onde o observador sabe o que procura e o que é importante, pretende-se responder a propósitos preestabelecidos; não participante: o pesquisador apenas presencia o fato não é participante dele; individual: a técnica de observação é realizada por apenas um pesquisador e, finalmente na vida real: as observações serão feitas no ambiente real, sendo registradas de acordo como vão ocorrendo, conforme Lakatos, Marconi (1991). O plano de coleta de dados foi de acordo com as entrevistas e foram analisados os documentos necessários ao desenvolvimento do estudo. 3.3 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS A análise interpretação de dados foi da seguinte forma: - Compreender os conceitos e técnicas relatados na teoria; - Conhecer a estrutura do setor a ser auditado; - Estruturar o fluxo das informações a serem auditadas; - Aplicar os papéis de trabalho com base no programa de auditoria; - Sistematizar as informações em um relatório de auditoria. As informações foram coletadas de acordo com as entrevistas realizadas com o Contador responsável pelo setor de Recursos Humanos do Diretório de Estudantes, também através de visitas ao Laboratório de Contabilidade da Unijuí, onde estão arquivados os documentos os quais foram objeto da auditoria realizada. Inicialmente foram verificados os processos realizados no setor através da elaboração do fluxograma da admissão, movimentação mensal e desligamento dos colaboradores, após foi identificado os principais controles internos existentes, baseado neles foi elaborado programa de auditoria, em seguida foram realizados os papéis de trabalho e finalizando foi elaborado o relatório de auditoria. 71 4 ANÁLISE DOS RESULTADOS Neste capítulo apresenta-se o estudo aplicado de auditoria operacional, que foi realizado no setor de recursos humanos de um Diretório de Estudantes. Primeiramente foi definida a amostra que foi de 100% dos colaboradores, assim como o período a ser analisado que foi de 01 de agosto de 2013 a 31 de julho de 2014, tendo como base os documentos originais que envolvem a rotina deste setor. Posteriormente são apresentados a estrutura do setor de recursos humanos do Diretório de Estudantes, os procedimentos internos relativos ao setor e os respectivos controles internos, que foram base para a elaboração do programa de auditoria e a aplicação dos papéis de trabalho, culminando na elaboração do relatório final da auditoria operacional realizada, o qual apresenta as conclusões e sugestões que podem servir ao Diretório para futura tomada de decisões. 4.1 ESTRUTRA DO SETOR DE RECURSOS HUMANOS DO DIRETÓRIO O setor de recursos humanos em uma entidade é de suma importância, pois é o setor responsável por toda a rotina dos empregados desde sua a admissão, toda a movimentação ocorrida no período ao qual este presta serviços a organização, até o desligamento dos colaboradores da entidade. O Diretório de Estudantes analisado é uma entidade sem fins lucrativos e a parte de Recursos Humanos e também da contabilidade são realizadas pelo Laboratório de Contabilidade da Unijuí, sendo o profissional responsável por este setor o Contador Marcelo Didoné. Segundo o Contador, os funcionários são recrutados pela diretoria da entidade, depois de selecionados são encaminhados para o setor de pessoal para os devidos procedimentos de contratação. Todos os procedimentos contábeis são realizados por sistema informatizado, proporcionando maior confiança e agilidade nos processos. Os documentos do setor de pessoal são arquivados e ficam sob a guarda e responsabilidade do Contador no respectivo Laboratório Contábil. 72 4.2 PROCEDIMENTOS NO SETOR DE RECURSOS HUMANOS A auditoria de Recursos Humanos é um exame dos procedimentos realizados em uma organização, buscado dessa forma verificar e avaliar como está o funcionamento atual. Diante disso e, conforme entrevista com o Contador, foi realizado uma descrição nos itens a seguir, dos atuais procedimentos realizados no setor de recursos humanos quanto a admissão de novos funcionários, quanto a sua movimentação mensal e também quanto ocorre o desligamento de colaboradores. 4.2.1 Processo de admissão O processo de admissão do diretório auditado começa quando é necessária a contratação de mais trabalhadores, que pode ser por abertura de uma nova vaga que ocorre com aumento na demanda nos serviços, ou por substituição de colaborador que foi desligado do Diretório. Na sequência apresenta-se a figura 2 que representa o processo de admissão de colaboradores: 73 Figura 2 - Fluxograma do processo de admissão do diretório de estudantes Fonte - Dados conforme pesquisa 74 O processo de admissão como citado anteriormente ocorre por surgir nova vaga ou quando acontece o desligamento de algum colaborador. O processo inicial de seleção ocorre por meio de indicação, após esta etapa ocorrem entrevistas e análise de currículo com os membros da diretoria, se estiver de acordo com as exigências e aptidões desejadas ele é encaminhado para a contratação. Para a admissão do novo funcionário o Tesoureiro, de posse de uma cartilha elaborada pelo Contador responsável, no qual constam os documentos necessários para a admissão; solicita-os ao novo colaborador e o encaminha para a realização do exame admissional (Atestado de Saúde Ocupacional), se ele estiver apto à função é encaminhado para o laboratório de contabilidade para a formalização da contratação, caso contrário, encerra-se o processo. O candidato apto à função é encaminhado ao setor de recursos humanos onde o Contador responsável faz o registro no sistema de Recursos Humanos, baseado nos documentos fornecidos pelo empregado, este processo também é realizado no livro de registro de empregados e na CTPS. Além disso, preenche-se o protocolo de recebimento/devolução da carteira de trabalho, também elabora-se a declaração de renúncia ou termo de utilização do vale transporte e se tiver dependentes menores de 14 anos são preenchidos os documentos que dão direito ao salário família e por fim celebra-se o contrato de experiência que normalmente é firmando por trinta dias com renovação por mais sessenta dias, sempre respeitando o prazo de 90 dias. Passado o período de experiência, caso não haja interesse das partes em rescindir o vínculo, o contrato passa a vigorar por prazo indeterminado. 4.2.2 Movimentação mensal O novo trabalhador agora já faz parte do quadro de funcionários efetivados da entidade e passa a fazer parte da folha de pagamento mensal. A figura 3 demonstra a movimentação do mês. 75 Figura 3 - Fluxograma do processo de movimentação mensal de colaboradores do diretório de estudantes Fonte - Dados conforme pesquisa Para o processamento do cálculo da folha observa-se a legislação trabalhista, a convenção coletiva de trabalho da categoria vigente e também a ficha ponto eletrônica onde ficam registradas todas as movimentações dos horários praticados pelos trabalhadores. Verifica-se a existência de horas extraordinárias, além da incidência do trabalho noturno e por fim busca-se apurar as faltas ocorridas, os atestados de saúde, licenças, acidentes e outros. De acordo com as rotinas de encerramento do cálculo da folha de pagamento verifica-se se os eventos foram devidamente calculados em conformidade com a convenção coletiva de trabalho e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Os recibos de pagamentos de salários e também as guias que foram geradas a partir do cálculo da folha, tais como: FGTS, INSS e PIS, são enviadas por e-mail para o tesoureiro do Diretório observando sempre o prazo limite, que corresponde ao final de cada mês. Diante 76 disso, o tesoureiro é responsável por efetuar o pagamento/recolhimento das referidas obrigações trabalhistas e previdenciárias. O pagamento dos funcionários é realizado mediante os recibos de salário gerados pelo setor de recursos humanos, e são executados por meio da emissão de cheques, depósitos bancários ou moeda corrente. As guias referentes às contribuições de INSS, FGTS e PIS são quitadas no sistema bancário com a emissão de cheque ou diretamente nos terminais de autoatendimento e após seu devido pagamento retornam ao laboratório de contabilidade onde são devidamente contabilizadas e arquivadas. 4.2.3 Desligamento do empregado O desligamento do trabalhador geralmente é um momento delicado para ambas as partes, onde uma delas não deseja mais estar vinculada a outra, sendo assim a rescisão contratual pode ser por iniciativa tanto do colaborador como do diretório, mediante a manifestação de sua vontade de romper o vínculo até então existente. A figura 4 representa o processo de desligamento de empregados. 77 Figura 4 - Fluxograma do processo de desligamento de trabalhador Fonte - Dados conforme pesquisa 78 O contador responsável pelo setor de recursos humanos elabora e envia os documentos relativos ao aviso prévio a diretoria (presidente ou tesoureiro), que deve comunicar ao trabalhador o seu desligamento, da mesma forma, o trabalhador ao expressar a sua vontade em desligar-se da entidade comunica sua decisão, em função disso é emitido um pedido de demissão, trabalhado/indenizado. O aviso prévio pode ser indenizado ou trabalhado, caso solicitado pelo trabalhador, se for por decisão da entidade o aviso será indenizado, conforme informação fornecida pelo Contador. Exige-se então que o trabalhador realize o exame demissional, com o objetivo de verificar se está apto ao desligamento da entidade, caso contrário, é preciso ser reintegrado a mesma. Após esta etapa, e se apto ao desligamento, o trabalhador tem a informação por meio de documento formal em relação ao dia e hora da sua rescisão contratual. Sendo que o empregado deverá entregar no recursos humanos, uma via do exame demissional realizado e sua Carteira de Trabalho e Previdência Social ( CTPS). De posse dos documentos já citados, realizam-se os cálculos das verbas rescisórias por meio do termo de rescisão do contrato de trabalho, após emite-se um extrato da conta do FGTS na qual o empregado está vinculado e partir disso por meio do sistema eletrônico GRRF emite-se a guia da multa do FGTS, além disso, é emitida a guia de seguro desemprego caso a rescisão seja motivada pelo diretório, deve-se observar o tempo que o empregado esteve vinculado ao diretório, ou seja, ele precisa ter vínculo superior a seis meses. Tendo em vista que o trabalhador tenha completado um ano de vínculo com a entidade à homologação da rescisão obrigatoriamente deverá ser realizada no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), caso não haja vínculo superior a um ano a rescisão pode ser realizado em local indicado pela entidade que pode ser no Diretório acompanhado pelo Contador. Os documentos que são exigidos para a formalização da rescisão do contrato de trabalho são: Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCT), exame médico demissional (ASO), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) devidamente atualizada, tanto quando a iniciativa de ambos. Caso a iniciativa seja do empregador exige-se também a guia da multa do FGTS (GRRF), chave de acesso para o saque do FGTS, além da emissão das guias de seguro desemprego. Após efetuado o pagamento ao colaborador no dia estabelecido e coletada as assinaturas os documentos devidamente assinados e datados, são destinados para a contabilidade e também para o recursos humanos para arquivamento. 79 4.3 IDENTIFICAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS Os controles internos do Diretório são realizados pelo próprio contador responsável, que os realiza com muito cuidado buscando sempre prestar um bom serviço e também com o propósito de prevenir ou detectar falhas, desperdícios ou irregularidades. Por meio de uma entrevista realizada com o Contador, sendo questionado sobre os controles internos e o funcionamento do Diretório, foi realizado um levantamento dos controles que contribuem para a entidade. Para a identificação dos controles é preciso adotar alguns passos, são eles: a. Entrevista com o Contador responsável pelo setor de recursos humanos; b. Solicitação da sua colaboração para o desenvolvimento das tarefas de auditoria a ser realizada no setor de recursos humanos do Diretório; c. Questionamento das rotinas e práticas e funcionamento das tarefas desenvolvidas no setor; d. Identificação da estrutura, funcionamento e responsabilidades dentro da entidade; e. Elaborar organograma da entidade, identificando a estrutura completa dos seus setores/serviços; f. Elaborar um fluxograma das atividades desenvolvidas pelo setor de recursos humanos do Diretório, da admissão, movimentação e desligamento dos colaboradores; g. Identificar as responsabilidades e as formas de controles e de conferência; h. Examinar as formas e segurança de arquivos de documentos do setor. Os principais controles internos do Diretório de Estudantes de acordo com o Contador são o controle do horário dos colaboradores o qual é feito por meio das fichas pontos, verificando a ocorrência de horas extras, ou de faltas, se as faltas foram justificadas por meio de atestado. No período auditado contatou-se que as fichas pontos/cartão ponto de alguns funcionários estão assinadas, outras não e que não as possuem todos os meses. Também é observado os prazos dos contratos de experiência verificando junto a Diretoria do Diretório se é para renovar ou não o referido contrato; no sentido de cumprir os prazos de pagamento os recibos de salários e demais guias incidentes são enviadas ao responsável pela efetivação dos pagamentos com antecedência. Verificou-se que também que foi elaborado o PPRA visando o controle dos riscos à saúde e segurança do trabalhador onde foram avaliados os riscos a que os funcionários do Diretório estão expostos, indicando medidas as quais podem para amenizar os risco a que estão sujeitos. 80 4.4 ELABORAÇÃO DO PROGRAMA DE AUDITORIA PARA O DIRETÓRIO Com base na entrevista realizada com o Contador responsável e após a identificação dos controles internos foi elaborado o programa de auditoria, sendo ele uma etapa do planejamento da auditoria que vão nortear os trabalhos da auditoria. O programa de auditora compreende os processos de admissão, seleção, movimentação e desligamento dos colaboradores do Diretório de Estudantes. No processo de admissão foram analisados: os exames médicos admissionais, contratos de trabalho, livro de registro de empregados, Carteira de Trabalho e Previdência Social, protocolo de recebimento e devolução da CTPS, declaração de renúncia ou utilização do vale transporte, documentação dos dependentes necessários para a concessão do benefício do salário família e outros. Para movimentação mensal foram verificadas as fichas ponto, as folhas de pagamento, folhas de férias, folhas de 13º salário, as guias de pagamento de FGTS, PIS, INSS e para o processo de desligamento do colaborador foram verificados o termo de rescisão de contrato de trabalho, o documento de aviso prévio e o exame médico demissional. Na sequência, apresenta-se o programa de auditoria elaborado e posteriormente aplicado no setor de recursos humanos do Diretório de Estudantes: Quadro 4 - Programa de auditoria do setor de recursos humanos do diretório de estudantes Entidade Auditada: Diretório de Estudantes Período Auditado: 01/08/2013 a 31/07/2014 Auditor Responsável pela Auditoria: Graciela Angelita Barbosa Programa de Auditoria: Setor de Recursos Humanos Fato ou objeto Exames a serem realizados Finalidade Documentos de admissão dos funcionários Exame Médico Contratos de Trabalho Verificar se foram realizados os exames médicos admissionais, e se estão conforme o previsto em lei. Verificar se estão assinados pelo funcionário e pelo médico, e verificar se a data de realização foi anterior ao inicio das atividades do funcionário. Observar se o contrato é celebrado por escrito, se possuem assinaturas de ambas as partes, se está devidamente preenchido, se consta horário de trabalho, se possui cláusula autorizando descontos em folha, observar se foi respeitado os prazos legais de contrato de experiência e sua prorrogação. Certificar que o Diretório está cumprindo com as suas obrigações e os funcionários contratados estão aptos as funções para as quais foram contratados. Averiguar se os contratos estão com os dados completos, atualizados, identificar possíveis falhas. 81 Livro de Registro Verificar se todos os funcionários estão registrados e se constam os dados obrigatórios, como nome, nº da CTPS e Série, RG, CPF, PIS, data de admissão, horário e local de trabalho, endereço e filiação do funcionário. Assegurar que os funcionários estejam protegidos mediante registro e para que a entidade não sofra punição por eventual irregularidade. Carteira Profissional x Livro de Registro Verificar se todas as informações estão de acordo nos dois documentos. Identificar possíveis divergências entre os dois documentos. Comprovante de Entrega e Devolução da CTPS Termo de Responsabilidade para a concessão de Salário Família Solicitação de Vale Transporte Examinar a existência dos comprovantes de entrega e de devolução da carteira de trabalho e verificar se foi respeitado o prazo de devolução previsto na Legislação. Averiguar se o funcionário que tem filhos menores de quatorze anos ou invalido apresentou os documentos necessários para o recebimento do beneficio e se o Diretório forneceu termo para a sua concessão, verificar se está devidamente preenchido e assinado pelo funcionário. Verificar se os colaboradores fizeram a opção de utilização de vale transporte, através do Termo de Opção pelo recebimento do vale transporte ou de não utilização através de Declaração de Renúncia de por meio de solicitação escrita, averiguar de estes documentos estão devidamente preenchidos e assinados. Averiguar se há assinatura dos documentos de entrega e devolução da CTPS e se o Diretório está agindo de acordo com a legislação vigente. Certificar que a entidade esta agindo de acordo com a legislação vigente, em exigir que todos os colaboradores apresentem toda a documentação necessária e obrigatória. Movimentação dos funcionários Verificar se os funcionários ativos informados no CAGED estão de acordo com os da folha de pagamento; e também Informações Obrigatórias: se o Diretório está informando as RAIS e CAGED movimentações ocorridas. Certificar de o CAGED e a RAIS estão sendo enviadas de acordo com o prazo estabelecido por lei. Identificar se as funções e respectivas remunerações dos colaboradores registradas na CTPS estão de acordo com a remuneração determinada pela Atribuição Salarial e legislação, assim como verificar se os Aumento de salário aumentos salariais estão corretos bem como os percentuais aplicados e também conferir de está de acordo com a data que ocorreu. Verificar se os funcionários do Diretório estão realizando os exames médicos periódicos e se os mesmos estão em conformidade com a Lei. Verificar se o Obrigações Legais : Diretório elabora o PPP e se o mesmo Exame Médico Periódico contém as devidas assinaturas; se o PPP, PCMSO PPRA Diretório tem um PCMSO e se está atualizado; se o Diretório elabora e aplica o PPRA se está atualizado e se estão em conformidade com a legislação vigente. Certificar se as informações foram enviadas corretamente e dentro dos prazos estabelecidos. Examinar se há divergências entre salários e funções, certificar-se de que os trabalhadores não recebam salários menores a que teriam direito, que o salário praticado está de acordo com a legislação, prevenindo assim reclamatórias trabalhistas futuras. Certificar-se quanto ao cumprimento das obrigações legais; de que os funcionários não adquiriram nenhuma doença no trabalho, e também que o Diretório esteja adotando medidas para evitar /diminuir riscos a saúde do colaborador prevenindo dessa forma futuras reclamatórias trabalhistas. 82 Verificar se a ficha ponto do funcionário está preenchida corretamente, se não possui rasuras, se o horário de trabalho é o mesmo que está no contrato, se há a Ficha Ponto, Horas Extras ocorrência de horas extras e se estas estão e Faltas sendo pagas ou estão sendo compensadas com folgas, se os funcionários faltaram ao trabalho se estas foram justificadas e se foi descontado do funcionário. Insalubridade Adicional Noturno Direitos dos Colaboradores Salário Família Quinquênio (ATS) FGTS Assegurar que os colaboradores trabalhem nos horários previstos em seu contrato de trabalho, que as horas extras sejam pagas ou compensadas e comprovar possíveis descontos caso por faltas ao trabalho não justificadas. Certificar que o Diretório está cumprindo com todas as obrigações trabalhistas, garantindo os direitos dos trabalhadores e assegurar se as alíquotas estão corretas. PIS Vale Transporte: conferir se a entidade observa o limite para o desconto do vale transporte. Descontos Legais e Facultativos INSS: conferir se o desconto esta obedecendo à tabela vigente e se incide sobre todos os proventos. Contribuição Sindical e Assistencial: conferir se a contribuição recolhida equivale a um dia de trabalho por ano. IRRF: verificar se foi descontado de algum funcionário e se o valor está correto. Averiguar se há eventual irregularidade de descontos na folha dos colaboradores e certificar se os descontos foram efetuados de acordo com a legislação vigente. Verificar a quitação da guia de pagamento da contribuição assistencial e sindical, assegurar que o valor descontado foi repassado ao órgão competente. Confecção da Folha de Pagamento Examinar os valores que compõem a folha Confirmar os valores líquidos da folha e sua efetiva quitação mediante de cada colaborador. comprovante, e se os mesmos estão Conferir a quitação da Folha de assinados e se consta a data do Pagamento. pagamento. Serviço de Autônomo Verificar se a entidade utiliza serviço de autônomo, e se no valor pago foi retido a contribuição previdenciária no valor correto. Identificar se quando o Diretório utiliza serviço de autônomo efetua o pagamento e recolhimento de acordo com a legislação vigente. Conferir se a entidade esta efetuando o Verificar a quitação das guias de desconto pagamento das guias conforme prazos Guias de INSS, FGTS e e de direito dos colaboradores estão sendo previstos na legislação; evitando dessa PIS pagas em dia e dentro dos prazos forma encargos financeiros como juros estabelecidos em Lei. e multas. Averiguar a data de aviso, o pagamento, o Verificar se os valores estão corretos, a período de gozo. Refazer os cálculos e Férias data de pagamento e o período de gozo conferir os valores que compõem a base de férias, se estão de acordo com a lei. de calculo. Certificar os valores e prazos para Verificar os cálculos, valores pagos e pagamento do décimo terceiro salário. Décimo Terceiro Salário prazos para pagamento. Desligamento do Colaborador Demissão de colaboradores Motivo da demissão Verificar quais os motivos da demissão. 83 Exame Médico Demissional Verificar se foi realizado o exame médico dentro do prazo previsto na demissão. Certificar que a entidade cumpre suas obrigações. Aviso Prévio Férias Cálculo das Verbas Rescisórias Décimo Terceiro INSS Examinar os cálculos rescisórios e assegurar que o Diretório está pagando todos os direitos para o funcionário. FGTS Fonte: Adaptado de (VIEIRA, 2014) Após a confecção do programa de auditoria do setor de recursos humanos para ser aplicado no Diretório de Estudantes, ocorre a etapa onde são realizados os papéis de trabalho de auditoria, os quais tem como base os procedimentos de verificação descritos no programa e que direcionam a execução dos trabalhos de auditoria, tendo como objetivo fundamentar a correta e precisa opinião do auditor através de evidências ou provas. 4.5 REALIZAÇÃO DO TRABALHO DE AUDITORIA Dando sequência ao estudo, e tendo por base o programa de auditoria elaborado, passou a ser realizado os exames nas documentações originais, e quando necessário foi realizado questionamentos ao Contador responsável pelo Diretório. A seguir, apresentam-se os quadros com os respectivos Papéis de Trabalho (PT), de acordo com os itens abordados no Programa de Auditoria, onde foram realizados os exames nas documentações, envolvendo o processo de admissão, movimentação e desligamento dos funcionários do Diretório de Estudantes, ocorridas de 01.08.2013 a 31.07.2014 os quais servirão de base para a elaboração do relatório final de auditoria. No primeiro papel de trabalho, demonstrado no quadro 5 a seguir, estão evidenciados as informações com relação ao exame médico admissional dos funcionários do Diretório. Foram verificados a data de admissão do colaborador comparada a data de realização do referido exame, também foi verificado o preenchimento e as assinaturas tanto do médico responsável que realizou o exame como do funcionário ora examinado e também foi efetuada a verificação da aptidão do funcionário para o exercício das atividades para a qual estava sendo contratado. 84 Quadro 5 - Papel de trabalho de auditoria - Exame médico admissional EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 1 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Exame médico admissional CONSTATAÇÕES: Colaborador Data do exame admissional A 28/04/2008 B 21/08/2007 C 07/10/2009 D 15/04/2013 E Data de admissão Médico do Trabalho Assinatura Assinatura Apto Situação Trabalhador Médico ok ok Sim ok ok ok Sim não ok ok ok Sim ok ok ok Sim ok 30/07/2013 02/05/2008 Dr.Lauro Erni Borth Dr. Antonio Itacir da 01/08/2007 S. Rocha Dr.Rogério Machado 08/10/2009 de Souza Dr.Rogério Machado 18/04/2013 de Souza 30/07/2013 Dr.Cristiano Brevian ok ok Sim ok F 27/08/2013 27/08/2013 Dr.Cristiano Brevian ok ok Sim ok G 27/08/2013 ok ok Sim ok H 10/10/2013 ok ok Sim ok I 29/01/2014 ok ok Sim ok J 24/042014 ok ok Sim ok K 09/06/2014 27/08/2013 Dr.Cristiano Brevian Dr. Ernani 15/10/2013 Oppermann Filho 03/02/2014 Dr.Armindo Pydd Dr. João A. da Silva 24/04/2014 Stucky 09/06/2014 Dr. Lauro Erni Borth ok ok Sim ok Constatou-se, após analisar os exames médicos admissionais que os funcionários A, C, D, H, I realizaram os exames antes do início das suas atividades no diretório, porém o exame da funcionária B está em desacordo com a Legislação, pois a mesma começou a trabalhar dia 01/08/2007 e o exame foi realizado vinte dias depois, ou seja, no dia 21/08/2007. Os exames dos demais colaboradores E, F, G, J e K foram realizados no mesmo dia em os funcionários começaram suas atividades. Constatou-se ainda que todos os exames estavam preenchidos corretamente constando a assinatura do médico responsável e do colaborador, a função para a qual o colaborador foi contratado e assim como a situação de apto para todos os examinados. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Conclui-se que nas contratações os exames médicos admissionais estão sendo realizados conforme determina a Legislação e que apenas um fato ocorreu em desacordo, ou seja, o colaborador foi encaminhando para a realização do exame, após vinte dias trabalhando fato este que não faz parte do período auditado. Sugere-se que sempre seja feito o exame admissional antes do colaborador iniciar as suas atividades, pois desse modo, evita a contratação de funcionário não apto a função para a qual está sendo contratado, o que pode se tornar em uma causa trabalhista futura. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí: 23/09/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí: 24/09/2014 85 A seguir apresenta-se o papel de trabalho 2 demonstrado no quadro 6 onde estão destacadas as evidências com relação aos contratos de trabalho. Os exames realizados, buscando-se a verificação do tipo de contrato celebrado, se foi escrito ou verbal, verificação das informações no que se refere à qualificação das partes, dos prazos dos referidos contratos, se foi determinado ou indeterminado, buscou-se analisar a data de início e fim dos contratos, o valor da remuneração, informações relativas ao dia e horário de trabalho, se as mesmas estão especificadas, o cargo a ser ocupado pelo colaborador, as cláusulas específicas firmadas no contrato e a data e assinatura do respectivo contrato de trabalho. Quadro 6 - Papel de trabalho de auditoria - Contrato de trabalho EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 2 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Contrato de trabalho Tipo de Contrato: Verbal/Escrito Contrato experiência Acordo prorrogação compensação de horas Remuneração Assinatura colaborador Assinatura Diretório Situação Função Dia e Horário de Trabalho Colaborador CONSTATAÇÕES: Escrito 02/05/2008 até 31/05/2008 31/05/2008 até 30/07/2008 ok ok ok ok Não ok Escrito 01/08/2007 até 30/08/2007 ok ok ok ok Não ok ok ok ok ok Não ok ok ok ok ok ok A não consta Auxiliar de escritório B não consta Auxiliar de escritório C não consta Auxiliar de escritório Escrito D seg a sex 18:30 as 22:30 Assistente Administrativo Escrito seg a sex 18:30 as 22:30 seg. a sex. 13:30 as 17:30 Assistente Administrativo Assistente Administrativo Assistente Administrativo Auxiliar de limpeza E F G 18:30 as 22:30 H terça e quinta 13:30 as 08/10/2009 até 06/11/2009 06/11/2009 até 05/01/2010 18/04/2013 até 17/05/2013 17/05/2013 até 16/07/2013 Escrito 30/07/2013 a 27/09/2013 ok ok ok ok ok Escrito 27/08/2013 até 25/09/2013 ok ok ok ok ok Escrito 27/08/2013 até 25/09/2013 ok ok ok ok ok Escrito 15/10/2013 até 28/11/2013 de 28/11/2013 a ok ok ok ok ok 86 17:30 12/01/2014 I seg a sex 18:30 as 22:30 Assistente Administrativo J seg a sex 18:30 as 22:30 Assistente Administrativo Escrito K seg a sex 18:30 as 22:30 Assistente Administrativo Escrito Escrito 03/02/2014 ate 03/04/2014 24/04/2014 até 23/05/2014 23/05/2024 até 22/07/2014 09/06/2014 a 08/07/2014 08/07/2014 a 06/09/2014 ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok Constatou-se que todos os funcionários no período analisado possuem contrato de trabalho firmando com o Diretório de forma escrita. Estes contratos possuem as respectivas assinaturas, com a descrição da função, da remuneração, possuem cláusula específica onde estabelece acordo de prorrogação e compensação de horas. No contrato dos funcionários A, B e C não consta os dias, nem os horários de trabalho, os quais estão fora do período auditado; nos demais contratos este item está especificado. Quanto ao prazo dos contratos de experiência todos estão de acordo com a legislação que é de no máximo noventa dias, admitindo prorrogação dentro desse prazo uma única vez. Passado o prazo de contrato de experiência o mesmo passa a vigorar por tempo indeterminado. A funcionária B teve sua jornada de trabalho, em novembro de 2013 alterada para 220h, o aditivo de contrato está corretamente preenchido e possui as devidas assinaturas. Com relação a prorrogação do contrato da funcionária H verificou-se a ausência das assinaturas. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Conclui-se que na elaboração dos contratos mais antigos, ou seja, referente às contratações que ocorreram em 2007, 2008 e 2009, faltava a informação dos dias e horários em que o colaborador prestaria os seus serviços ao Diretório, sendo que eles não fazem parte do período auditado. Percebe-se que nas demais contratações os contratos estão devidamente preenchidos com todos os dados e com as devidas assinaturas, exceto na prorrogação do contrato da funcionária H a qual não faz mais parte do quadro de colaboradores do Diretório Sugere-se que o Diretório continue fazendo o processo de elaboração dos contratos de trabalho desta forma, pois está de acordo com as exigências legais, mas também que colete as devidas assinaturas por ocasião de sua prorrogação. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 29/09/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 30/09/2014 O papel de trabalho 3, evidenciado no quadro 7 buscou apurar os dados relativos ao livro de registro de empregados (LRE). Os exames realizados ocorreram no sentido de verificar quanto ao correto preenchimento dos dados do colaborador como: nome completo, se foram preenchidos os dados relativos aos documentos pessoais, como o RG, CPF e se consta o nº e séria da CTPS e do PIS, também foram verificados a data de admissão o horário de trabalho a função a ser desempenhada, se consta o endereço residencial, a filiação do colaborador, assim como, os dados dos dependentes, quando o mesmo tiver. 87 Quadro 7 - Papel de trabalho de auditoria - Livro de registro dos empregados EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 3 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Livro de registro dos empregados CONSTATAÇÕES: ok 02/05/2008 B ok ok 01/08/2007 C ok ok 08/10/2009 D ok ok 18/04/2013 E ok ok 30/07/2013 F ok ok 27/08/2013 G ok ok 27/08/2013 H ok ok 15/10/2013 I ok ok 03/02/2014 J ok ok 24/04/2014 K ok ok 09/06/2014 Função 18:50 as 22:30 13:30 as 22:30 07:45 as 11:45 18:30 as 22:30 18:30 as 22:30 13:30 as 17:30 18:30 as 22:30 13:30 as 17:30 18:30 as 22:30 18:30 as 22:30 18:30 as 22:30 Auxiliar de escritório Auxiliar de escritório Auxiliar de escritório Assistente Administrativo Assistente Administrativo Assistente Administrativo Assistente Administrativo Auxiliar de Limpeza Assistente Administrativo Assistente Administrativo Assistente Administrativo ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok Data Nasc. Depend. Situação ok Horário Trabalho - ok - ok 18/8/2008 ok - ok - ok 08/8/2004 ok - ok - ok - ok - ok - ok Dependente A Data de admissão Filiação Nome completo Documentos: RG/CPF CTPS Nº e série End. Resid. Colaborador Livro de Registro dos Empregados Não tem Não tem 1 Não tem Não tem 1 Não tem Não tem Não tem Não tem Não tem Constatou-se que todos os funcionários no período auditado estão registrados no livro de registro dos funcionários. Constata-se também que os dados pessoais dos colaboradores estão preenchidos corretamente, onde consta nome completo, documentação como RG, CPF, nº e série da CPTS, consta a data de admissão, o horário de trabalho, a função a ser exercida, a remuneração acordada, o endereço e filiação, também consta os dados referentes aos dependentes, e as devidas assinaturas dos funcionários. No caso da funcionária H seu contrato foi rescindido, porém no livro de registro foi coletada apenas a assinatura, mas não consta a data que ocorreu a rescisão. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Pode-se concluir que o Diretório está fazendo os devidos registros no que se refere a contratação dos empregados, onde estão preenchidos todos os dados corretamente. Sugere-se que o Diretório faça a anotação no livro de registro quanto ao desligamento da funcionária H e faça a dedevida anotação da data, para dessa forma finalizar este processo. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva DATA: Ijuí, 29/09/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa Data: Ijuí, 30/09/2014 88 No quadro 8 estão evidenciadas as informações relativas ao confronto dos documentos examinados anteriormente, ou seja, são comparadas as informações expressas no livro de registro de empregados com as constantes na carteira de trabalho e previdência social dos colaboradores. Os exames realizados buscaram a certificação das informações constantes nos dois documentos analisados, confrontando os dados pessoais, a documentação, a data de admissão do colaborador, remuneração, filiação e também as anotações com relação a férias, alterações de salário e também da contribuição sindical. Neste objeto não foi possível o exame de todas as CTPS, pois estão de posse de seus respectivos donos. Quadro 8 - Papel de trabalho de auditoria - Livro de Registro dos empregados e a CTPS EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 4 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Livro de registro dos funcionários e a CTPS CONSTATAÇÕES: Dados Analisados/Funcionários A B C D E F G H I J K Nome completo: ok ok ok # # # ok # # ok - Nº CTPS e série: ok ok ok # # # ok # # ok - RG, CPF e PIS: Data de admissão: ok ok ok # # # ok # # ok - 02/05/08 01/08/07 08/10/09 # # # 27/08/13 # # 24/04/14 - Data de rescisão: - - - # # # - # # - 207,50 380,00 232,05 # # # 339,05 # # 386,00 - ok ok ok # # # ok # # ok - não ok não ok não ok # # # não ok # # - - não ok não ok não ok # # # não ok # # - - Remuneração: Filiação: Anotações de Férias/salários Anotações de Contribuição Sindical Legenda: # não examinada Constatou-se após analisar os dados constantes no Livro de Registro de Empregados em confronto com a CTPS que ambos os documentos estão devidamente preenchidos, onde constam o nome completo, o nº da CTPS e série, os números do RG, CPF e PIS dos funcionários, a data de admissão, a remuneração acordada, a filiação dos funcionários. Constatou-se também que as anotações referentes a férias da funcionária B no LRE e na CTPS foi em dez/2011 as alterações de salário foi em abril/2012 e a contribuição sindical tem anotação no LRE foi em 2012 e não consta na CTPS. A funcionária A também não possui anotações atualizadas sendo que das férias foi em dezembro de 2011 nos dois documentos e as alterações de salário foi em abril de 2012, também não possui a contribuição sindical atualizada, o último registro ocorreu em 2012 apenas no LRE e a funcionária C com relação as férias ocorreu a ultima anotação na CTPS em julho/2011 e no LRE foi em dezembro/2012, e as alterações salariais em ambos documento foi em abril/2012 e a contribuição sindical registrada apenas no LRE foi em 2012; fatos estes que não pertencem ao período auditado; com relação a funcionária G não possui atualizações nos dois documentos tanto salarial quanto a contribuição sindical, o funcionário K foi recentemente integrado ao Diretório, sendo seus registros estão atualizados. Os demais funcionários não foi possível o acesso a CTPS. 89 CONCLUSÕES E SUGESTÕES Após a análise pode-se concluir que não houve divergências na comparação com os dados constantes do Livro de Registro de Empregados com os da CTPS dos colaboradores aos quais foi possível acesso, os demais não foi possível examinar fisicamente já que estão de posse dos respectivos funcionários. Pode-se concluir ainda que as anotações referentes a férias, alterações salariais e contribuição sindical não estão sendo registradas nos dois documentos. Sugere-se que o Diretório faça as devidas atualizações nos dois documentos. Com relação as férias é necessário observar para os próximos períodos que sejam devidamente registradas; com relação ao horários recomenda-se indicar em anotações gerais a carga horária quando esta não for integral; referente ao desconto sindical e alterações de salário efetuar os registro para que os documentos estejam sempre atualizados. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 01/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 02/10/2014 No quadro 9, está descrito o papel de trabalho 5, destacando-se os dados com relação ao exame no protocolo de recebimento e devolução da CTPS. Os exames realizados foram no sentido de verificação se o protocolo está sendo realizado, se está devidamente assinado pelo empregador e pelo empregado e se está sendo respeitado o prazo de devolução dos documentos solicitados ao colaborador conforme a lei determina. Quadro 9 - Papel de trabalho de auditoria - Protocolo de devolução da CPTS EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 5 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Protocolo de devolução da CTPS CONSTATAÇÕES: Funcionários Data de admissão Data de devolução Assinaturas A 02/05/2008 - Não ok B 01/08/2007 - Não ok C 08/10/2009 - Não ok D 18/04/2013 - E 30/07/2013 31/07/2013 Não ok ok F 27/08/2013 - G 27/08/2013 17/09/2013 Não ok Não ok H 15/10/2013 - Não ok I 03/02/2014 - Não ok J 24/04/2014 - Não ok K 09/06/2014 - Não ok Certificou-se que apenas o protocolo da funcionária E está de acordo com a Legislação, dentro do prazo previsto e devidamente assinado por ambos; os funcionários A, B, C, D, F não possuem a emissão do protocolo, a funcionária G possui protocolo, porém a data de devolução é além do prazo legal, já os funcionária H, I, J, tem o protocolo mas sem data e assinado apenas pela funcionária, a funcionária K tem protocolo com ambas as assinaturas porém percebe-se a ausência da data. 90 CONCLUSÕES E SUGESTÕES Pode-se concluir que o Diretório necessita de alguns ajustes neste item, pois a documentação está incompleta e sem as assinaturas e datas necessárias a validação do documento, caso seja necessário alguma comprovação. Recomenda-se que o diretório cumpra a lei rigorosamente, se resguardando com a emissão do protocolo de recebimento do documento solicitado sendo registrado nele a data e coletado as assinaturas e que a mesma prática seja feita ao devolver os documentos e que seja no prazo legal de 48 horas conforme está previsto no art. 29 da CLT. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 23/09/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 24/09/2014 No papel de trabalho 6 evidenciado no quadro 10, foram realizados exames na documentação de dá direito ao funcionário ao salário família. Foi verificado neste exame se o funcionário tem dependentes que dão direito a este benefício, se apresentou os documentos necessário a concessão desse beneficio e se possui o termo de responsabilidade do salário família devidamente preenchido e assinado. Quadro 10 - Papel de trabalho de auditoria - Concessão salário-família EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 6 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Concessão salário-família CONSTATAÇÕES: Funcionários Dependentes Data de Nascimento Dependente Documentos dos dependentes Termo de responsabilidade do salário família Situação A Não possui - - - ok B Não possui - - - ok C 1 18/08/2008 não ok Não possui Não ok D Não possui - - - ok E Não possui - - - ok F 1 08/08/2004 não ok Não possui Não ok G Não possui - - - ok H Não possui - - - ok I Não possui - - - ok J Não possui - - - ok K Não possui ok Constatou-se com relação do direito de recebimento do salário família, que os funcionários A, B, D, E, G, H, I, J, e K não têm direito, pois não possuem dependentes. Com relação à funcionária C ela tem um dependente menor de 14 anos, tendo assim direito de receber o benefício, no entanto a documentação apresentada foi apenas a certidão de nascimento, constatou-se também que o diretório não possui o termo de responsabilidade do salário família da funcionária. Já a funcionária F, também possui dependente menor de 14 anos sendo que disponibilizou os documentos de identidade e também o atestado de frequência escolar, e também não possui o termo de responsabilidade do salário família. 91 CONCLUSÕES E SUGESTÕES Conclui-se que o diretório não possui todos os documentos necessários para o efetivo pagamento do salário família aos funcionários C e F, podendo em caso de fiscalização por parte do INSS, acarretar penalidades ao diretório. No caso da funcionária F, ela já não faz parte do quadro de funcionários. Sugere-se que seja elaborado o Termo de Responsabilidade do salário - família, para a funcionária C, e também que providencie os outros documentos que estão faltando, como a carteira de vacinação e atestado de frequência escolar, para que dessa forma, se caso houver, fiscalização por parte do INSS, toda documentação esteja de acordo com as exigências para o pagamento deste benefício. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 29/09/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 30/09/2014 No quadro 11 apresentado a seguir estão elencados os dados relativos ao papel de trabalho 7, o qual trata sobre o benefício do vale transporte. Neste objeto foram analisados os documentos relativos ao pagamento ou não deste benefício, cabe destacar que é necessário que seja feito o termo de utilização do vale transporte para o funcionário que o deseja utilizar e a declaração de renúncia ao direito ao vale transporte caso o funcionário não venha usufruir do benefício. Quadro 11 - Papel de trabalho de auditoria - Vale transporte EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 7 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Vale transporte/declaração CONSTATAÇÕES: Funcionários Termo de opção de recebimento de vale transporte Declaração/renúncia do vale transporte A Não possui Não possui B Não possui Não possui C Não possui Não possui D Possui - E Possui - F Possui - G Possui - H Possui - I Possui - J Possui - K - Possui 92 Constatou-se que nem todos os funcionários tem o documento onde fizeram opção ou não pelo vale transporte. Os funcionários A, B e C não possuem nem o documento de renúncia nem o de utilização do vale transporte, e percebe-se que a funcionária B utiliza este direito. Já a situação dos funcionários D, E, F, G, H, I e J optaram por receber o vale transporte e possuem o documento devidamente assinado. Com relação ao funcionário K o mesmo não pretende utilizar o vale transporte e fez a renúncia que está devidamente preenchida e assinada. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Conclui-se que o diretório necessita de alguns ajustes com relação ao vale transporte. Os funcionários A e C, não possuem o termo de renúncia do vale transporte, ou seja, sem o documento do renúncia é como se o diretório não estivesse pagando aos funcionários citados este direito. No caso da funcionária B ela está utilizando o beneficio e não possui o documento da opção pelo vale transporte. Sugere-se que sejam feitas as declarações de renúncia ao direito para os funcionários A e C e de utilização para a funcionária B. Desse modo se resguardando de possível cobrança futura dos funcionários que não possuem o documento assinado de renúncia a este direito. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 29/09/2014 LOCAL E DATA: Ijuí, 30/09/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa No papel de trabalho 8 demonstrado no quadro 12 a seguir, foram examinados os documentos com relação a informações obrigatórias, o CAGED e a RAIS. Neste exame buscou-se verificar se as informações estão sendo enviadas, se estão com os dados corretos e também se está sendo entregue nos prazos estipulados. Quadro 12 - Papel de trabalho de auditoria - Informações obrigatórias - CAGED e RAIS EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Informações obrigatórias - CAGED e RAIS PT: 8 CONSTATAÇÕES: Informações Obrigatórias CAGED CAGED CAGED CAGED CAGED CAGED CAGED Movimentações ocorridas Admissão funcionários F e G mês de agosto/2013 Demissão funcionária D mês de agosto/2013 Demissão funcionário F mês de setembro/2013 Admissão da funcionária H em outubro/2013 Demissão da funcionária H em Janeiro/2014 Admissão funcionário I em fevereiro/2014 Admissão funcionário J em abril/2014 Data da entrega Prazo legal Situação 06/09/2013 dia 7 ok 06/09/2013 dia 7 ok 07/10/2013 dia 7 ok não consta dia 7 não ok não consta dia 7 não ok 06/03/2014 dia 7 ok 07/05/2014 dia 7 ok 93 CAGED Demissão do funcionário E em abril/2014 07/05/2014 dia 7 ok CAGED Admissão do funcionário K em Junho/2014 04/07/2014 dia 7 ok RAIS ANO BASE 20.01.14 a Vínculos no ano - 10 05/03/2013 ok 2013 21.03.13 Constatou-se que no período analisado no que se refere ao envio do CAGED, o mesmo foi enviado da competência de agosto quando ocorreu a admissão dos funcionários F e G e a demissão do funcionário D, da competência de setembro quando ocorreu a demissão da funcionária F, em fevereiro por ocasião da admissão do funcionário I, da competência de abril com a contratação da funcionária J e demissão da funcionária E , e de competência de junho quando ocorreu a contratação do funcionário K, sendo assim a entrega destas informações ocorreu de forma correta com as devidas informações de admissão e demissão. Quanto ao prazo de entrega o mesmo estava dentro do prazo previsto por lei. Já na competência de outubro/2013 onde ocorreu a contratação da funcionária H e na competência de janeiro de 2014 onde ocorreu a demissão da funcionária H nota-se a falta do comprovante de envio destas informações. Com relação ao envio da RAIS a data de envio está dentro prazo determinado e as informações estão corretas. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Pode-se concluir que ocorreu a falta do envio das informações do CAGED nos meses de outubro e janeiro. Sugere-se que sempre seja feito o envio das informações do CAGED e RAIS dentro dos prazos determinados pela legislação. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí: 01/10/2014 LOCAL E DATA: Ijuí: 02/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa No quadro 13 está evidenciado o papel de trabalho 9, verificando-se a atribuição salarial dos colaboradores e os aumentos de salários ocorridos no período auditado. Neste objeto-se buscou a certificação se funcionários que desempenham a mesma função estão recebendo o mesmo salário, como também se foi concedido os ajustes quando da alteração do salário mínimo como também no acordo sindical. 94 Quadro 13 - Papel de trabalho de auditoria - Atribuição salarial e aumento de salário EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 9 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Atribuição salarial e aumento de salário Colaborador Função Salário 2013 Salário Mínimo/2014 Reajuste Abril/2014 Salário c/ Reajuste Salário praticado Situação CONSTATAÇÕES: A - 100h Auxiliar de escritório 339,05 362,00 6,62% 385,96 386,00 ok B - 220h Auxiliar de escritório 745,92 796,49 6,62% 849,22 850,00 ok C - 200h Auxiliar de escritório Assistente Administrativo Assistente Administrativo Assistente Administrativo Assistente Administrativo Auxiliar de limpeza Assistente Administrativo Assistente Administrativo Assistente Administrativo 678,10 724,00 6,62% 771,93 772,00 ok 339,05 362,00 6,62% 385,96 - ok 339,05 362,00 6,62% 385,96 - ok 339,05 362,00 6,62% 385,96 - ok 339,05 362,00 6,62% 385,96 386,00 ok 129,46 138,24 6,62% 147,39 - ok 339,05 362,00 6,62% 385,96 386,00 ok 339,05 362,00 6,62% 385,96 386,00 ok 339,05 362,00 6,62% 385,96 386,00 ok D- 100h E - 100h F - 100h G - 100h H - 40h I - 100h J - 100h K- 100h Constatou-se com relação a equiparação salarial o Diretório está agindo de forma acertada, os salários são de acordo com a indicação do SENALBA/RS, (sindicato ao qual pertence a categoria), inclusive sendo praticados salários acima do valor especificado, valorizando assim o trabalhador, verificou-se que estão de acordo com as horas trabalhadas e da função desempenhada, percebe-se que não houve diferenciação de salário entre funções. No mês de janeiro com o novo salário mínimo em vigor é de prática do Diretório fazer o ajuste, pois senão o salário ficaria abaixo do salário mínimo então é adotado o salário mínimo (conforme carga horária) até o mês onde ocorre o reajuste salarial que é no mês de abril. Neste ano o percentual acordado no sindicato é de 6,62%. Dessa forma conforme demonstrado acima os reajustes salariais praticados estão de acordo com o que foi determinado para este ano. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Conclui-se que não foi encontrada nenhuma divergência entre salários e funções e que o Diretório está cumprindo com a legislação e aplicando os percentuais corretos quanto ao reajuste salarial. Sugere-se que siga nesta linha, pagando ao trabalhador o salário que lhe é devido por direito evitando reclamatórias trabalhistas futuras. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 03/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 03/10/2014 95 No papel de trabalho 10 demonstrado no quadro 14, estão evidenciados dados relativos a segurança e saúde do trabalhador, a realização do exame médico periódico, o programa de prevenção de riscos ambientais o programa de controle médico de saúde ocupacional e o perfil profissiográfico previdenciário. Neste objeto foi verificado se o Diretório cumpre com as obrigações, se os documentos elaborados estão assinados por profissional competente, e se os mesmos estão atualizados. Quadro 14 - Papel de trabalho de auditoria - Obrigações legais - exame médico periódico, PPRA, PCMSO e PPP EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Obrigações legais - Exame médico periódico, PPRA, PCMSO e PPP PT: 10 CONSTATAÇÕES: Exame Médico Periódico PPRA PCSMO PPP não é realizado ok não é elaborado não é elaborado Data da realização - jun/11 - Assinatura/registro - RS N º 005575.1 - Atualização - não - Conformidade com a legislação - ok - Obrigações legais Realização/elaboração Constatou-se que o Diretório não está exigindo de seus funcionários a realização dos exames médicos periódicos. No que diz respeito ao PPRA verifica-se que o Diretório elaborou um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais em 2011,o qual esta devidamente assinado por um técnico de segurança do trabalho e de acordo com a legislação, porém o mesmo está desatualizado, visto que é válido para um ano. Verificou-se também que o Diretório não possui programa de controle de saúde médico ocupacional e não elabora o perfil profissional profissiográfico de seus colaboradores, sendo que estes tem a saúde exposta a agentes nocivos. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Conclui-se com relação as obrigações legais que o Diretório não está exigindo a realização dos exames médicos periódicos dos seus funcionários, tal exame é de extrema importância para se certificar se o colaborador não adquiriu nenhuma doença resultante da realização das suas atividades, prevenindo reclamações trabalhistas. Com relação ao PPRA verifica-se que o Diretório elaborou, mas ele está vencido e é necessário que seja atualizado a cada ano para pois nele constam sugestões e orientações tendo em vista a integridade dos profissionais que desenvolvem suas atividades profissionais no Diretório. Com relação o PCSMO e ao PPP o diretório não está cumprindo com a legislação. Sugere-se que o Diretório encaminhe seus colaboradores para a realização dos exames periódicos para monitorar como está a saúde do trabalhador. Com relação ao PPRA recomenda-se que o mesmo seja atualizado e que sejam elaborado o PCMSO e o PPP, visto que visam a preservação da saúde e a integridade dos trabalhadores. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 01/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 02/10/2014 96 No quadro 15 demonstra-se o papel de trabalho 11, onde foi verificado as fichas ponto, se existem, se estão preenchidas de maneira correta, se consta os dados do trabalhador, se as mesmas estão assinadas, se está sendo cumprida a jornada de trabalho expressa no contrato de trabalho, se existem horas extras, e se existem faltas do funcionário ao trabalho. Quadro 15 - Papel de trabalho de auditoria - Ficha ponto, horas extras e faltas EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT:11 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Ficha Ponto, horas extras e faltas CONSTATAÇÕES: Funcionários ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 A B C D E F G não possui não possui não possui não possui não possui não possui não possui não possui não possui não possui não possui não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui - - - - - - - ok - # - # - # - Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui Não possui - H I J K - - - - - - - - - - - - - - - - - Não possui Não possui Não possui Não possui - - - - - - - - - - Não possui Não possui - - - ok - ok ok - - # - # # - # - # # - # - # # Não possui Não possui Legenda: # não assinado Constatou-se nas fichas pontos dos funcionários no período auditado, que o Diretório apenas possui de alguns funcionários, e de alguns meses e a partir de mês de abril/2014 onde foi instalado o ponto eletrônico, sendo que possuem ficha ponto os funcionários C, G I e J, sendo que estes estão preenchidos e assinados, nos meses seguintes permanecem os mesmos funcionários com cartão ponto, sendo que nestes meses não consta as devidas assinaturas. O Cartão ponto foi instalado apenas na cidade A, onde constam os cartões dos funcionários e onde tem maior numero de colaboradores, sendo que as funcionárias A e B trabalham uma em cada cidade diferente. Consta-se nos meses onde foi possível verificar os cartões que os funcionários cumprem os horários determinados e o descanso entre jornadas. Verifica-se eventualmente a existência de horas extras e faltas sendo que foram compensados não havendo a pagamento de horas extras ou descontos. 97 CONCLUSÕES E SUGESTÕES Conclui-se que o Diretório poderia implantar o ponto eletrônico nas outras duas cidades que ainda não possui, e onde já possui que se certifique do correto preenchimento do cartão mesmo, pois faltou a assinatura dos funcionários, o que invalida as informações constantes nele. Sugere-se a implantação do ponto eletrônico apesar de o Diretório não estar obrigado, pois possui menos de dez empregados ativos, pois dessa forma terá um controle com relação a entradas e saídas dos empregados e também evitar possíveis denúncias a Justiça do Trabalho. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí 03/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 03/10/2014 No quadro 16 está evidenciado o papel de trabalho 12, onde foram examinados os direitos dos trabalhadores. Foram objeto desse exame os direitos dos trabalhadores como a insalubridade se está sendo paga e no percentual correto, se salário família está sendo pago ao funcionário que tem esse direito e se o valor esta correto, se o PIS e o FGTS estão com as alíquotas corretas, se o quinquênio está sendo pago aos colaboradores vinculados ao diretório a mais de cinco anos, e se está sendo pago adicional noturno para os trabalhadores que possuem a jornada noturna além das 22 horas. 98 Quadro 16 - Papel de trabalho de auditoria - Direitos dos trabalhadores EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 12 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Direito dos trabalhadores CONSTATAÇÕES: Colaborador Admissão Insalubridade Salário Família PIS FGTS Quinquênio Adicional Noturno A 02/05/2008 20% - 1% 8% 5% ok B 01/08/2007 20% - 1% 8% 5% ok C 08/10/2009 20% ok 1% 8% 5% - D 18/04/2013 20% - 1% 8% - ok E 30/07/2013 20% - 1% 8% - ok F 27/08/2013 20% ok 1% 8% - - G 27/08/2013 20% - 1% 8% - ok H 15/10/2013 20% - 1% 8% - - I 03/02/2014 20% - 1% 8% - ok J 24/04/2014 20% - 1% 8% - ok K 09/06/2014 20% - 1% 8% - ok Em análise quanto aos direitos dos trabalhadores no período analisado, observou-se que teriam direito ao salário família aos funcionários C e F, sendo que o beneficio foi pago corretamente conforme tabela INSS, não tendo divergência nos valores pagos. Considerou-se insalubridade em grau médio 20% para todos os colaboradores a qual foi incluída em seus proventos, não apresentado divergência nos pagamentos efetuados, com relação ao adicional de Insalubridade conforme laudo elaborado em 2011 o mesmo deveria corresponder a 10%, ou seja o grau mínimo, porém como já era praticado o percentual de 20% o mesmo foi mantido para todos os colaboradores. O cálculo do FGTS corresponde aos 8%, que foram recolhidos conforme as guias analisadas. O valor do PIS conforme analisado foi recolhido dentro do período correto. Os valores referentes ao quinquênio foram calculados de forma correta e pagos aos funcionários A, B e C que possuem direito por estar vinculado do Diretório por mais de cinco anos. O adicional noturno foi devidamente pago para os funcionários A, B, D, E, G, I, J e K. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Sugere-se que o Diretório continue observando todas as regras diante dos direitos de seus colaboradores evitando assim deixar lacunas para uma causa trabalhista futura. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí 01/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí 02/10/2014 99 No papel de trabalho 13 demonstrado no quadro 17 estão descritos os exames realizados que contemplam os descontos dos funcionários facultativos e legais. Neste objeto foi verificado os descontos dos funcionários como o INSS, se está sendo aplicada a alíquota e base de cálculo correta, se o desconto do valor do vale transporte está respeitando o limite estipulado de 6%, se os descontos referentes aos descontos sindical e assistencial estão corretos e se os valores estão sendo repassados aos respectivos sindicatos. Quadro 17 - Papel de trabalho de auditoria - Descontos dos funcionários: facultativos e legais EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 13 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Descontos dos funcionários: facultativos e legais CONSTATAÇÕES: Contribuição Assistencial INSS Vale Transporte Valor descontado folha A 8% 17,84 16,71 B 8% 33,04 30,95 C 8% ok não desconta desconta mas não tem protocolo ok não desconta 28,96 27,12 D 8% ok - - E 8% ok 17,23 16,14 F 8% ok - - G 8% ok 17,23 16,14 H 8% ok - 8,84 Valor Guia vencto. 30.04.14 Valor pago dia 20.05.2014 Colaborador Contribuição Sindical Valor desc. na folha I 8% ok 17,21 - J 8% ok - - K VALOR TOTAL: 8% - - - 131,51 131,51 145,98 115,90 Valor da Guia Valor vencto. pago dia em 05/12/13 13/12/13 115,90 115,90 Em análise aos descontos legais e facultativos dos colaboradores no período analisado verificou-se que a alíquota aplicada foi a correta, ou seja, de 8%, em observação a tabela vigente do INSS 2013, 2014. Com relação ao desconto do vale transporte o percentual foi o correto que é de 6%, para os funcionários B, D, E, F, G, H, I e J cabe ressaltar que a funcionária B desconta o referido valor porém não tem a declaração de utilização de vale transporte, as funcionárias A e C não descontam e não tem a declaração de renuncia ao vale transporte a funcionária K não desconta e possui a declaração de renúncia. Com relação as contribuição sindical foi descontado o valor correto dos funcionários totalizando R$131,51, sendo que o mesmo valor foi repassado para o sindicato por meio do pagamento do boleto na data de 20.05.2014, em atraso, já que o vencimento era em 30/04/2014, por este motivo o boleto que era de R$ 131,51 foi pago com juros de mora no valor de R$ 14,47 totalizando R$ 145,98. A contribuição assistencial totalizou R$ 115,90 a mesma sendo repassada ao sindicato, através de pagamento do boleto no dia 05/12/2013, o qual tinha vencimento em 13/12/2013. 100 CONCLUSÕES E SUGESTÕES Verificou-se todos os descontos legais e facultativos e não encontrou-se divergência nos cálculos efetuados. Mediante apresentação as guias devidamente quitadas, conforme autenticação dos órgãos competentes, ocorreu o referido pagamento. Sugere-se ao Diretório que efetue o pagamento das obrigações em dia, dessa forma evitando o desembolso de juros e multa, como ocorreu na quitação da guia de contribuição sindical e que regularize a situação das funcionárias A, B e C preenchendo os devidos documentos e coletando as assinaturas para não obter desagradáveis constatações futuras diante de uma causa trabalhista. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 03/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 03/10/2014 Os papéis de trabalho 14 até o 20 estão evidenciados nos quadros 18 a 24 os quais demonstram a folha de pagamento dos funcionários do período auditado que foi de 01.08.2013 até 31.07.2014, neles foram examinadas se o Diretório fornece o recibo de salário aos seus colaboradores, se o mesmo apresenta os dados necessários a identificação da empresa e do colaborador, se conta a sua função, se os cálculos dos proventos estão corretos, assim como se os descontos estão em conformidade, se foi respeitado o prazo de pagamento até o quinto dia útil do mês subsequente e se os mesmos foram assinadas pelos funcionários. 101 Quadro 18 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionária A EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Folha de Pagamento - Pagamentos efetuados de 01.08.2014 a 31.07.2014 - Funcionária A PT: 14 CONSTATAÇÕES: ago/13 Funcionária A - 100 horas Admissão: 02/05/2008 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 Proventos: 501,70 501,32 501,57 502,27 501,18 501,57 Descontos: 40,14 40,11 40,13 40,18 56,80 40,13 Salário Líquido calculado: 461,57 461,22 461,45 462,09 444,38 461,45 Salário Líquido auditado: 461,57 461,22 461,45 462,10 444,38 461,45 Eventos Diferença: 0,00 7/8/2013 depósito Data de pagamento da folha bancário Assinatura ok 0,00 0,00 -0,01 0,00 0,00 05/09/2013 3/10/2013 6/11/2013 04/12/2013 06/01/2014 depósito depósito depósito bancário depósito depósito bancário bancário ch nº 851198 bancário bancário ok ok não não não fev/14 Funcionária A - 100 horas Admissão: 02/05/2008 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 Proventos: 196,35 438,45 535,13 561,01 561,09 561,01 Descontos: 15,71 35,08 60,65 44,88 44,89 44,88 Salário Líquido calculado: 180,65 403,37 474,48 516,13 516,20 516,13 Salário Líquido auditado: 180,65 409,48 474,47 516,14 516,21 516,14 0,00 -6,11 0,01 -0,01 -0,01 -0,01 Eventos Diferença: Data de pagamento da folha Assinatura 17/01/2014 28/2/2014 depósito depósito bancário bancário ch nº ch nº 851226 851239 não ok jul/14 07/4/2014 07/05/2014 05/06/2014 03/07/2014 depósito depósito bancário depósito depósito bancário ch nº 851260 bancário bancário ch nº ch nº ch nº 851248 851270 851279 não não não não Em análise a folha de pagamento constatou-se que o Diretório fornece o recibo de pagamento aos colaboradores sendo eles em duas vias, onde um é do funcionário e o outro permanece arquivado no Diretório. Pode-se constatar que os recibos de pagamento no período auditado estavam completos sendo possível identificar os dados do empregado e do empregador, consta a função do colaborador a competência a que se refere o recibo de pagamento, os proventos recebidos, os descontos efetuados resultando no valor liquido a ser recebido pelo colaborador, assim como o valor a ser recolhido do FGTS. Constatou-se também que os percentuais de reajuste foram aplicados corretamente, as alíquotas de descontos de foram devidamente aplicadas, gerando assim o valor liquido a pagar: proventos menos os descontos. Após analisar a folha da funcionária A constatou-se que o valor 102 dos salários está de acordo e também as alterações dos mesmos, constata-se o pagamento da insalubridade praticado pelo diretório que é de 20%, de forma proporcional aos dias trabalhados no período ao qual ou estava antecedendo as férias ou ao retonar delas, no mês de fevereiro ocorreu o pagamento de uma gratificação pelo bom desempenho; o adicional noturno está corretamente calculado; como a funcionária possui vínculo a mais de 5 anos recebe quinquênio de 5% devidamente calculado, ocorreu uma diferença neste cálculo no mês de fevereiro, pois a funcionária estava de férias então todos os proventos deveriam ter sido calculados de forma proporcional, o que não ocorreu, na folha da funcionária o adicional foi pago integral, ou seja, R$18,10, aplicando a proporcionalidade o correto é de R$ 11,46; com isso gerou uma diferença de R$ 6,11 na folha de pagamento sendo que ela recebeu a maior de quinquênio o valor de R$ 6,64 e a incidência do INSS que foi de R$35,61 deveria ser R$35,08 descontando a mais R$ 0,53 da funcionária, percebe-se então que ela recebeu R$6,11 a maior. As contribuições sindical e assistencial foram descontadas no valor correto correspondendo a 1/30 avos cada uma. Os pagamentos foram efetuados dentro do prazo estipulado por lei através de deposito bancário, conforme demonstrado no quadro. Constatou-se ainda a ausência das assinaturas em quase todos os meses, mas possui o comprovante de deposito bancário. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Pode-se concluir que o Diretório está cumprindo com o prazo determinado pela legislação para pagamento dos salários devidos aos seus colaboradores, a que é no quinto dia útil no mês subsequente , ressalta-se a importância da verificação de cálculo quando ocorre a proporcionalidade em função das férias ficarem parte em um mês e o restante em outro. Sugere-se quando isso ocorrer ficarem atentos a proporcionalidade para que não ocorra pagamento indevidos e incidência de tributos. Sugere-se também que siga na linha de observância dos prazos legais quanto aos prazos de pagamento dessa forma evitando reclamações trabalhistas e eventuais multas conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho do SENALBA/RS descrito no item 4.3. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 01/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 02/10/2014 103 Quadro 19 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionária B EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Folha de Pagamento - Pagamentos efetuados de 01.08.2014 a 31.07.2014 - Funcionária B PT: 15 CONSTATAÇÕES: Eventos ago/13 Funcionária - 200 horas / 220h a partir de novembro set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 Proventos: férias 857,33 857,58 858,28 928,64 650,20 Descontos: Salário Líquido calculado: Salário Líquido auditado: Diferença: férias 68,59 109,29 109,35 150,00 83,34 férias 788,74 748,28 748,93 778,64 566,86 férias 788,74 748,29 748,94 778,64 566,88 férias 0,00 -0,01 -0,01 0,00 -0,02 Data de pagamento da folha férias 05/09/2013 depósito bancário 3/10/2013 depósito bancário 06/11/2013 depósito bancário ch nº 851199 Assinatura férias ok ok não fev/14 mar/14 Proventos: 628,54 1090,67 991,34 Descontos: Salário Líquido calculado: Salário Líquido auditado: Diferença: 50,28 135,04 578,26 Eventos Data de pagamento da folha Assinatura Funcionária B - 220 horas abr/14 mai/14 04/12/2013 20/12/2013 depósito depósito bancário ch bancário nº 851208 ch nº 851218 não não jun/14 jul/14 1048,22 1048,30 1048,22 160,14 134,86 134,86 134,86 955,63 831,20 913,36 913,44 913,36 578,26 955,63 831,21 913,37 913,45 913,37 0,00 0,00 -0,01 -0,01 -0,01 -0,01 05/02/2014 depósito bancário ch nº 851229 28/2/2014 depósito bancário c/c ch nº 851240 07/4/2014 depósito bancário ch nº 851250 07/05/2014 depósito bancário ch nº 851259 não não não não 05/06/2014 03/07/2014 depósito depósito bancário ch bancário nº 851271 ch n º 851278 não não Em análise a folha de pagamento constatou-se que o Diretório fornece o recibo de pagamento aos seus colaboradores sendo ele em duas vias, onde um é do funcionário e o outro permanece arquivado no Diretório. Pode-se constatar que os recibos de pagamento no período auditado estavam completos sendo possível identificar os dados do empregado e do empregador, consta a função do colaborador a competência a que se refere o recibo de pagamento, os proventos recebidos, os descontos efetuados resultando no valor liquido a ser recebido, assim como o valor a ser recolhido do FGTS. Constatou-se também que os percentuais de reajuste foram aplicados corretamente também pela ocorrência da alteração da carga horária ocorrida em novembro de 104 2011, constando em aditivo de contrato devidamente assinado pelas partes, as alíquotas de descontos foram devidamente aplicadas, gerando assim o valor liquido a pagar: proventos menos os descontos. Após analisar a folha da funcionária B percebe-se que os salários praticados estão de acordo e que os reajustes foram efetuados da maneira e alíquota correta a insalubridade foi calculada corretamente que é de 20%, de forma proporcional aos dias trabalhados no período ao qual ou estava antecedendo as férias ou ao retonar delas, também esta prática com relação ao salário; no mês de fevereiro foi efetuado pagamento de uma gratificação pelo bom desempenho; o adicional noturno esta corretamente calculado; como a funcionária possui vínculo a mais de 5 anos recebe quinquênio de 5% devidamente calculado, é descontado o valor de 6% corretamente aplicado, porém a funcionário não possui a declaração de utilização do vale transporte. No mês de agosto/2013 a funcionária não tinha valores a receber pois estava de férias tendo recebido o valor antecipadamente. As contribuições sindical e assistencial foram descontadas no valor correto correspondendo a 1/30 avos cada uma. Os pagamentos foram efetuados dentro do prazo estipulado por lei através de deposito bancário, cheque ou moeda corrente, conforme demonstrado no quadro. Constatou-se ainda a ausência das assinaturas em quase todos os meses, mas possui o comprovante de deposito bancário. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Pode-se concluir que o Diretório está cumprindo com o prazo determinado pela legislação para pagamento dos salários devidos aos seus colaboradores, a que é no quinto dia útil no mês subsequente. Recomenda-se que elabore o documento de solicitação do vale transporte e colete as assinaturas para que dessa forma esteja em situação regular. Sugere-se que siga a linha de observância dos prazos legais quanto aos prazos de pagamento dessa forma evitando reclamações trabalhistas e eventuais multas conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho do SENALBA/RS descrito no item 4.3. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 01/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 02/10/2014 105 Quadro 20 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionário C EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Folha de Pagamento - Pagamentos efetuados de 01.08.2014 a 31.07.2014 - Funcionário C PT: 16 CONSTATAÇÕES: Eventos Funcionário C - 200 horas out/13 nov/13 ago/13 set/13 Proventos: 837,06 837,06 837,06 Descontos: Salário Líquido calculado: Salário Líquido auditado: Diferença: 65,10 65,10 65,10 771,96 771,96 771,97 Data de pagamento da folha Assinatura Eventos dez/13 jan/14 837,06 837,06 592,95 65,10 92,22 45,57 771,96 771,96 744,84 547,38 771,97 771,97 771,97 744,85 547,38 -0,01 -0,01 -0,01 -0,01 -0,01 0,00 07/08/2013 em moeda corrente 05/09/2014 depósito bancário 7/10/2013 depósito bancário ok ok ok 06/11/2013 depósito bancário ch nº 851197 não 04/12/2013 depósito bancário ch nº 851209 ok 20/12/2013 depósito bancário ch nº 851217 não jun/14 jul/14 Funcionário C - 200 horas abr/14 mai/14 fev/14 mar/14 Proventos: 285,30 993,46 893,46 941,46 941,46 941,46 Descontos: Salário Líquido calculado: Salário Líquido auditado: Diferença: 20,85 77,50 98,46 73,34 73,34 73,34 264,45 915,96 795,00 868,12 868,12 868,12 264,44 915,96 795,00 868,12 868,12 868,12 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 05/02/2014 deposito bancário ch nº 851227 28/2/2014 deposito bancário ch nº 851238 07/04/2014 deposito bancário ch nº 851249 05/05/2014 ch nº 851258 05/06/2014 deposito bancário ch nº 851266 02/07/2014 pagto por caixa ok ok não ok ok ok Data de pagamento da folha Assinatura Em análise a folha de pagamento, constatou-se que o Diretório fornece os recibos de salário aos colaboradores sendo ele em duas vias, onde um é do funcionário e o outro permanece arquivado no Diretório. Pode-se constatar que os recibos de pagamento no período auditado estavam completos sendo possível identificar os dados do empregado e do empregador, consta a função do colaborador a competência a que se refere o recibo de pagamento, os proventos recebidos, os descontos efetuados resultando o valor liquido a ser recebido, assim como o valor a ser recolhido do FGTS. Constatou-se que os salários praticados estão corretos, também que os percentuais de reajuste foram aplicados corretamente, as alíquotas de descontos de foram devidamente aplicadas, gerando assim o valor liquido a pagar: proventos menos os descontos. Após analisar a folha da funcionária C percebemos o pagamento de insalubridade praticado pelo diretório que é de 20%, de forma proporcional aos dias 106 trabalhados no período ao qual ou estava antecedendo as férias ou ao retonar delas, no mês de fevereiro ocorreu pagamento de uma gratificação pelo bom desempenho; ela tem direito ao salário família, pois tem dependente menor de 14 anos, tendo recebido o valor corretamente. As contribuições sindical e assistencial foram descontadas no valor correto correspondendo a 1/30 avos cada uma. Os pagamentos foram efetuados dentro do prazo estipulado por lei através de deposito bancário, conforme demonstrado. Constatou-se ainda a ausência das assinaturas em alguns meses, mas possui o comprovante de deposito bancário o que valida o documento. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Pode-se concluir que o Diretório está cumprindo com o prazo determinado pela legislação para pagamento dos salários devidos aos seus colaboradores, a que é no quinto dia útil no mês subsequente. Sugere-se que o Diretório siga nessa linha de observância dos prazos legais quanto aos prazos de pagamento dessa forma evitando reclamações trabalhistas e eventuais multas conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho do SENALBA/RS descrito no item 4.3. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 01/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 02/10/2014 107 Quadro 21 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionários D, F e H EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Folha de Pagamento - Pagamentos efetuados de 01.08.2014 a 31.07.2014 Funcionários D, F e H PT: 17 CONSTATAÇÕES: Funcionário D 100 horas ago/13 Funcionária F 100 horas set/13 Proventos: 484,75 Descontos: Eventos Funcionária H - 40 horas nov/13 dez/13 jan/14 67,71 141,37 265,06 265,06 59,12 5,06 15,45 37,81 28,97 Salário Líquido calculado: 425,63 62,65 125,91 227,25 236,09 Salário Líquido auditado: 425,63 62,65 125,93 227,25 236,09 0,00 0,00 -0,02 0,00 0,00 07/08/2013 depósito bancário 04/09/2014 pgto por cx ok ok 07/11/2013 pgto por caixa ok Diferença: Data de pagamento da folha Assinatura 05/12/2013 07/01/2014 ch nº pgto por cx 851204 ok ok Em análise a folha de pagamento, constatou-se que o Diretório fornece os recibos de salários aos seus colaboradores sendo ele em duas vias, onde um é do funcionário e o outro permanece arquivado no Diretório. Pode-se constatar que os recibos de pagamento no período auditado estavam completos sendo possível identificar os dados do empregado e do empregador, consta a função do colaborador a competência a que se refere o recibo de pagamento, os proventos recebidos, os descontos efetuados resultando assim no valor liquido a ser recebido, assim como o valor a ser recolhido do FGTS. Constatou-se também que os percentuais de reajuste foram aplicados corretamente, as alíquotas de descontos de foram devidamente aplicadas, gerando assim o valor liquido a pagar: proventos menos os descontos. Após analisar a folha do funcionário D competência julho, recebida em agosto teve apenas uma folha seu contrato foi rescindido no final de agosto 30/08 e seus direitos constam na folha de rescisão), percebemos a correta aplicação do percentual de insalubridade praticado pelo diretório que é de 20%, o adicional noturno esta corretamente calculado, ocorreu devidamente o desconto do vale transporte .Quanto a funcionária F na competência agosto recebido em setembro teve seus proventos e descontos devidamente calculados proporcionalmente aos dias de trabalho, salário, insalubridade e salário família, já que foi admitida em 27.08.13, também rescindiu seu contrato no mês seguinte onde foram calculados os seus direitos . Já a funcionária H foi contratada em 15.10.13 sendo na primeira folha de pagamento seus proventos e descontos calculados de forma proporcional, nos dois próximos meses trabalhados recebeu a folha integral, salário mais insalubridade proporcional as horas trabalhadas, rescindiu seu contrato no dia 09/01/14, tendo recebido seus diretos na rescisão. Os pagamentos foram efetuados dentro do prazo estipulado por lei através de deposito bancário, cheque ou moeda corrente conforme demonstrado no quadro. Constatou-se ainda que todos os recibos estavam assinados. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Pode-se concluir que o Diretório está cumprindo com o prazo determinado pela legislação para pagamento dos salários devidos aos seus colaboradores, a que é no quinto dia útil no mês subsequente. Sugere-se que siga na linha de observância dos prazos legais quanto aos prazos de pagamento dessa forma evitando reclamações trabalhistas e eventuais multas conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho do SENALBA/RS descrito no item 4.3. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 01/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 02/10/2014 108 Quadro 22 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionária E EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Folha de Pagamento - Pagamentos efetuados de 01.08.2014 a 31.07.2014 - Funcionária E PT: 18 CONSTATAÇÕES: Eventos ago/13 Funcionária E - 100 horas Admissão: 02/05/2008 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 Proventos: 16,59 484,37 484,62 485,32 484,23 484,62 Descontos: Salário Líquido calculado: Salário Líquido auditado: Diferença: 1,33 59,09 59,11 59,17 75,22 59,11 15,26 425,28 425,51 426,15 409,01 425,51 15,27 425,29 425,52 426,17 409,02 425,52 -0,01 -0,01 -0,01 -0,02 -0,01 -0,01 07/08/2013 em moeda corrente 02/09/2013 ch nº 851174 1/10/2013 ch nº 851183 06/11/2013 ch nº 851200 03/12/2013 ch nº 851206 6/1/2014 ch 851219 ok ok ok ok ok ok Data de pagamento da folha Assinatura Eventos fev/14 Funcionária E - 100 horas Admissão: 02/05/2008 mar/14 abr/14 Proventos: 517,52 616,36 517,03 Descontos: Salário Líquido calculado: Salário Líquido auditado: Diferença: Data de pagamento da folha 41,40 71,03 80,32 476,12 545,33 436,71 476,12 545,35 436,73 Assinatura 0,00 -0,02 -0,02 04/02/2014 ch nº 851230 27/2/2014 ch n º 851235 04/04/2014 ch nº 851247 não ok ok Em análise a folha de pagamento, constatou-se que o Diretório fornece os recibos de salários aos colaboradores sendo ele em duas vias, onde um é do funcionário e o outro permanece arquivado no Diretório. Pode-se constatar que os recibos de pagamento no período auditado estavam completos sendo possível identificar os dados do empregado e do empregador, consta a função do colaborador a competência a que se refere o recibo de pagamento, os proventos recebidos, os descontos efetuados, resultando o valor liquido a ser recebido, assim como o valor a ser recolhido do FGTS. Constatou-se também que os percentuais de reajuste foram aplicados corretamente, as alíquotas de descontos de foram devidamente aplicadas, gerando assim o valor liquido a pagar: proventos menos os descontos. Após analisar a folha da funcionária E percebemos que os salários praticados estão de acordo e que os reajustes foram efetuados da maneira e alíquota correta a insalubridade foi calculada corretamente que é de 20%, de forma proporcional no mês da sua contratação que foi em julho/13 também adotada esta pratica com relação ao salário; no mês de fevereiro foi pago para os funcionários uma gratificação 109 pelo bom desempenho; o adicional noturno esta corretamente calculado; foi descontado o valor de 6% corretamente aplicado. A funcionária foi desligada do diretório em 24.04.2014, onde seus direitos foram acertados na rescisão. As contribuições sindical e assistencial foram descontadas no valor correto correspondendo a 1/30 avos cada uma. Os pagamentos foram efetuados dentro do prazo estipulado por lei através de deposito bancário, cheque ou moeda corrente, conforme demonstrado no quadro. Constatou-se ainda que em quase todos os meses a folha de pagamento estavam assinadas, ocorreu um mês onde estava assinada a folha porém não tinha a data de pagamento este foi através da emissão de cheque. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Pode-se concluir que o Diretório está cumprindo com o prazo determinado pela legislação para pagamento dos salários devidos aos seus colaboradores, a que é no quinto dia útil no mês subsequente. Sugere-se que siga na linha de observância dos prazos legais quanto aos prazos de pagamento dessa forma evitando reclamações trabalhistas e eventuais multas conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho do SENALBA/RS descrito no item 4.3. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 01/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 02/10/2014 110 Quadro 23 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionária G EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Folha de Pagamento - Pagamentos efetuados de 01.08.2014 a 31.07.2014 - Funcionária G PT: 19 CONSTATAÇÕES: Funcionária G - 100 horas admissão 27/08/2013 Eventos set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 Proventos: 64,83 484,62 485,32 484,23 484,62 Descontos: Salário Líquido calculado: Salário Líquido auditado: Diferença: 5,19 59,11 59,17 75,22 59,11 59,64 425,51 426,15 409,01 425,51 59,65 425,52 426,17 409,02 425,52 -0,01 -0,01 -0,02 -0,01 -0,01 2/9/2013 pgto por cx 01/10/2013 ch 851184 05/11/2013 ch nº 851201 03/12/2013 ch nº 851205 6/1/2014 ch nº 851221 ok ok ok ok ok Data de pagamento da folha Assinatura Eventos Funcionária G - 100 horas admissão 27/08/2013 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 Proventos: 517,52 616,36 517,03 541,71 541,79 541,71 Descontos: Salário Líquido calculado: Salário Líquido auditado: Diferença: 41,40 71,03 80,32 66,50 66,50 66,50 476,12 545,33 436,71 475,21 475,29 475,21 476,12 545,35 436,73 475,23 475,29 475,23 0,00 -0,02 -0,02 -0,02 0,00 -0,02 Data de pagamento da folha 4/02/2014 27/2/2014 04/04/2014 05/05/2014 ch nº 851228 ch nº 851236 ch n º 851246 ch nº 851257 04/06/2014 2/7/2014 ch nº ch nº 851267 851277 Assinatura ok ok ok ok ok ok Em análise a folha de pagamento, constatou-se que o Diretório fornece os recibos de salários aos seus colaboradores sendo eles em duas vias, onde um é do funcionário e o outro permanece arquivado no Diretório. Pode-se constatar que os recibos de pagamento no período auditado estavam completos sendo possível identificar os dados do empregado e do empregador, consta a função do colaborador a competência a que se refere o recibo de pagamento, os proventos recebidos, os descontos efetuados resultando no valor liquido a ser recebido, assim como o valor a ser recolhido do FGTS. Constatou-se também que os percentuais de reajuste foram aplicados corretamente, as alíquotas de descontos de foram devidamente aplicadas, gerando assim o valor liquido a pagar: proventos menos os descontos. Após analisar a folha da funcionária G percebemos que os salários praticados estão de acordo e que os reajustes foram efetuados da maneira e alíquota correta a insalubridade foi calculada corretamente que é de 20%, de forma proporcional no mês da sua contratação que foi em agosto/13 também adotada esta pratica com relação ao salário; no mês de fevereiro ocorreu pagamento para os funcionários de uma gratificação pelo bom desempenho; o adicional noturno esta corretamente calculado; foi é descontado o valor de 6% corretamente aplicado. As contribuições sindical e assistencial foram descontadas no valor correto correspondendo a 1/30 avos cada uma. Os pagamentos foram efetuados dentro do prazo estipulado por lei através de deposito bancário, cheque ou moeda corrente, conforme demonstrado na tabela. Constatou-se ainda que em todos os meses a folhas de pagamento estavam assinadas. 111 CONCLUSÕES E SUGESTÕES Pode-se concluir que o Diretório está cumprindo com o prazo determinado pela legislação para pagamento dos salários devidos aos seus colaboradores, a que é no quinto dia útil no mês subsequente. Sugere-se que siga na linha de observância dos prazos legais quanto aos prazos de pagamento dessa forma evitando reclamações trabalhistas e eventuais multas conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho do SENALBA/RS descrito no item 4.3. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 01/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 02/10/2014 112 Quadro 24 - Papel de trabalho de auditoria - Folhas de pagamento funcionários I, J e K EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Folha de Pagamento - Pagamentos efetuados de 01.08.2014 a 31.07.2014 - Funcionários I, J e K PT: 20 CONSTATAÇÕES: Funcionário I - 100 horas - admissão 03/02/2014 Eventos mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 Proventos: 481,17 516,28 541,07 540,63 540,63 Descontos: 58,77 80,23 66,45 86,41 66,41 Salário Líquido calculado: 422,41 436,05 474,62 454,22 474,22 Salário Líquido auditado: 422,41 436,05 474,62 454,22 474,22 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 27/02/2014 ch n º 851237 04/04/2014 pgto por caixa ok ok Diferença: Data de pagamento da folha Assinatura 05/05/2014 04/06/2014 ch nº 851256 ch nº 851269 ok Eventos Funcionário J- 100 horas admissão 24/04/2014 mai/14 jun/14 jul/14 Proventos: 126,40 541,79 541,71 ok 02/07/2014 pagto por caixa ok Funcionário k - 100 horas admissão 09/06/2014 jul/14 397,25 Descontos: 10,11 66,50 66,50 31,78 Salário Líquido calculado: 116,29 475,29 475,21 365,47 Salário Líquido auditado: 116,30 475,29 475,23 365,48 -0,01 0,00 -0,02 -0,01 Diferença: Data de pagamento da folha Assinatura 05/05/2014 nº 851255 ok 04/06/2014 02/07/2014 ch nº 851268 ch nº 851276 ok ok 02/07/2014 depósito bancário não Em análise a folha de pagamento, constatou-se que o Diretório fornece os recibos de salários aos colaboradores sendo eles em duas vias, onde um é do funcionário e o outro permanece arquivada no Diretório. Pode-se constatar que os recibos de pagamento no período auditado estavam completos sendo possível identificar os dados do empregado e do empregador, consta a função do colaborador a competência a que se refere o recibo de pagamento, os proventos recebidos, o valor liquido a ser recebido, assim como o valor a ser recolhido do FGTS. Constatou-se também que os percentuais de reajuste foram aplicados corretamente, as alíquotas de descontos de foram devidamente aplicadas, gerando assim o valor liquido a pagar: proventos menos os descontos. Após analisar a folha da funcionária I percebemos que os salários praticados estão de acordo e que o reajuste foi 113 efetuado da maneira e alíquota correta a insalubridade foi calculada corretamente que é de 20%, de forma proporcional no mês da sua contratação que foi em fevereiro/2014 também adotada esta pratica com relação ao salário; o adicional noturno está corretamente calculado; foi descontado o valor de 6% referente a vale transporte corretamente aplicado, também foi descontado um valor de R$ 20,00 porém não possui o documento assinado referente a este adiantamento. A contribuição sindical foi descontada no valor correto correspondendo a 1/30 avo. Com relação a funcionária J que foi contratada no final de abril, foi calculado os proventos e descontos proporcionais aos dias trabalhados, nos meses seguintes de forma integral, descontando o valor de 6% de vale transporte. A funcionária K contratada em 09/06 recebeu proporcionalmente proventos e descontos aos dias trabalhados, ela não é optante do vale transporte. Os pagamentos foram efetuados dentro do prazo estipulado por lei através de deposito bancário, cheque ou moeda corrente, conforme demonstrado. Constatou-se ainda que em quase todos os meses a folhas de pagamento estavam assinadas. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Pode-se concluir que o Diretório está cumprindo com o prazo determinado pela legislação para pagamento dos salários devidos aos seus colaboradores, a que é no quinto dia útil no mês subsequente. Sugere-se que siga na linha de observância dos prazos legais quanto aos prazos de pagamento dessa forma evitando reclamações trabalhistas e eventuais multas conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho do SENALBA/RS descrito no item 4.3. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 01/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 02/10/2014 No quadro 25 evidenciado no papel de trabalho 21 foi realizado exames relativos a contratação de serviços de autônomos por parte do diretório. Foram objetos deste exame se ocorreu a contratação, se o preenchimento dos recibos foi de maneira correta se as alíquotas de INSS e IR (se houver) foram aplicadas de maneira correta se o valor pago foi o correto e se conta a assinatura nos recibos e a data de pagamento. 114 Quadro 25 - Papel de trabalho de auditoria - Serviço de autônomos EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes SETOR: Recursos Humanos PT: 21 OBJETO DE EXAME: Serviço de autônomos ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 CONSTATAÇÕES: Quantidade de recibos - - - - - - - - - - - - Preenchimento correto - - - - - - - - - - - - Valor a Pagar - - - - - - - - - - - - Alíquota - - - - - - - - - - - - Valor INSS/IR - - - - - - - - - - - - Valor liquido a pagar - - - - - - - - - - - - Data de pagamento - - - - - - - - - - - - Assinatura - - - - - - - - - - - - Situação: ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok Constatou-se que durante o período auditado de 01/08/2013 a 31/07/2014 o Diretório não contratou serviços de autônomo. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Sugere-se ao Diretório que ao contratar serviços de autônomo que preencha corretamente os recibos, verifique a alíquota correta quanto ao INSS, e IR se houver,e faça as devidas retenções e pagamentos corretamente e no prazo estabelecido. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 01/10/2014 LOCAL E DATA: Ijuí, 02/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa O quadro 26 a seguir apresentado no papel de trabalho 22 onde buscou a certificação da aplicação das alíquotas corretas, com relação as guias de INSS, PIS e FGTS. As análises compreendem o efetivo recolhimento das guias de INSS, FGTS e PIS. Se as alíquotas praticadas estão em conformidade com a legislação e se os cálculos dos recolhimentos foram realizados de maneira correta. Com relação ao INSS se está em conformidade com a remuneração do trabalhador e de acordo com a tabela vigente do INSS. Também verificou-se se o valor retido dos funcionários com relação ao INSS foi realmente repassado ao INSS, se todas as guias tanto de INSS, FGTS e PIS foram devidamente pagas e se foram na pontualidade. 115 Quadro 26 - Papel de trabalho de auditoria - Guias de INSS, PIS e FGTS EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 22 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: INSS, PIS e FGTS CONSTATAÇÕES: INSS ago/13 3450,20 set/13 3431,96 out/13 3586,81 nov/13 3286,29 dez/13 3477,04 13º 2618,40 jan/14 3636,72 Retenção funcionários 275,98 274,51 286,90 262,87 278,13 209,44 290,90 Parte empresa 690,04 686,39 717,36 657,26 695,41 523,68 727,34 Parte terceiros 200,11 199,05 208,03 190,60 201,67 151,87 210,93 RAT+FAP 34,50 34,32 35,87 32,86 34,77 26,18 36,37 Dedução 23,36 27,78 50,99 23,36 23,36 0,00 23,36 Valor apurado 1177,27 1166,50 1197,18 1120,24 1186,62 911,17 1242,18 Valor pago 1177,28 1166,49 1197,17 1120,23 1186,61 911,15 1242,17 -0,01 0,01 0,01 0,01 0,01 0,02 0,01 Base de cálculo utilizada Diferença Dia vencimento 20/08/13 20/09/13 18/10/13 20/11/13 20/12/13 20/12/13 20/01/14 Dia pagamento 14/08/13 11/09/13 03/10/13 06/11/13 05/12/13 16/12/13 06/01/14 INSS fev/14 3963,17 mar/14 4469,78 abr/14 3945,64 mai/14 4931,16 jun/14 4150,41 jul/14 4547,37 Retenção funcionários 317,04 357,55 315,63 394,46 332,01 363,76 Parte empresa 792,63 893,96 789,13 986,23 830,08 909,47 Parte terceiros 229,86 259,25 228,85 286,01 240,72 263,75 RAT+FAP 39,63 44,70 39,46 49,31 41,50 45,47 Dedução 24,66 24,66 24,66 24,66 24,66 24,66 Valor apurado 1354,51 1530,79 1348,40 1691,35 1419,66 1557,80 Valor pago 1354,51 1530,78 1348,39 1691,35 1419,66 1557,79 0,00 0,01 0,01 0,00 0,00 0,01 Base de cálculo utilizada Diferença Dia vencimento guia 20/02/14 22/03/14 20/04/14 20/05/14 20/06/14 21/07/14 Dia pagamento 05/02/14 07/03/14 07/04/14 07/05/14 05/06/14 03/07/14 PIS ago/13 3450,20 set/13 3431,96 out/13 3586,81 nov/13 3286,29 dez/13 3477,04 jan/14 6255,12 Valor a pagar 34,50 34,32 35,87 32,86 34,77 62,55 Valor pago 34,50 34,32 35,87 32,86 34,77 62,55 Diferença 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Dia vencimento 28/08/13 20/09/13 18/10/14 20/11/14 20/12/14 20/02/14 Dia do Pagamento 16/08/14 05/09/14 03/10/14 06/11/14 05/12/14 06/01/14 Base de cálculo utilizada 116 PIS fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 Base de cálculo utilizada 3963,17 4469,78 3945,64 4931,16 4150,41 4547,37 Valor a pagar 39,63 44,70 39,46 49,31 41,50 45,47 Valor pago 39,63 44,70 39,46 49,31 41,50 45,47 Diferença 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 Dia vencimento 20/02/14 20/03/14 17/04/14 20/05/14 20/06/14 25/07/14 Dia do pagamento 05/02/14 07/03/14 07/04/14 07/05/14 03/06/14 03/07/14 FGTS ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 Valor a pago 276,01 274,55 286,94 357,89 279,93 403,64 Retido s/ remunerações funcionários 276,00 274,55 286,94 357,87 278,16 403,60 0,01 0,00 0,00 0,02 1,77 0,04 Diferença Dia vencimento guia 07/08/13 07/09/13 07/10/13 07/11/13 07/12/13 07/01/14 Dia pagamento guia 06/08/13 05/09/13 03/10/13 06/11/13 05/12/13 06/01/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 FGTS Valor a pago 310,26 357,78 315,65 298,81 332,03 363,78 Retido s/ remuneração funcionários 310,27 357,57 315,65 298,82 332,03 363,79 -0,01 0,21 0,00 -0,01 0,00 -0,01 Diferença Dia vencimento guia 07/02/14 07/03/14 07/04/14 07/05/14 07/06/14 07/07/14 Dia pagamento guia 05/02/14 07/03/14 07/04/14 07/05/14 05/06/14 03/07/14 Constatou-se com relação as guias de INSS que o valor apurado foi repassado ao órgão competente por meio de pagamento da guia sendo que todas as guias no período auditado foram pagas na pontualidade conforme análise nos referidos documentos. No mês de janeiro por ocasião de apropriação indevida da funcionária B ocorreu apuração a maior,ou seja, o valor do 1/3 sobre férias era de R$ 205,72 sendo apropriado R$88,84 em dezembro e em janeiro foi apropriado os R$ 205,72 ao invés de ser o valor de R$116,88 sendo assim foi apropriado a maior o valor de R$ 77,65; gerando uma base de cálculo maior. Constatou-se também que nos meses de março e julho o vencimento da guia foi posterior ao dia 20, o que poderia ter causado atraso no pagamento que deve ser pago até o dia 20. Com relação as guias do PIS foram corretamente calculadas e pagas conforme documentos analisados com relação as guias de FGTS ocorreu no uma pequena diferença de valores sendo pago a maior o valor de R$1,77 e no mês de março pago a maior R$0,21 nos outros meses ocorreu pequenas diferenças sendo elas de centavos o que não é necessário considerar, as guias foram pagas em dia, algumas antecipado o pagamento, conforme a análise dos documentos. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Conclui-se após analisado os valores retidos dos funcionários quanto ao INSS e os valores referente ao FGTS e PIS estão sendo pagos na pontualidade, algumas guias até de forma antecipada. Com relação ao valor do INSS sugere-se que o Diretório peça ressarcimento do valor pago a maior e que tenha maior cautela ao fazer as apropriações. Sugere-se ainda que o Diretório prossiga dessa forma observando todas as regras quanto os direitos dos trabalhadores evitando deixar lacunas para uma futura causa trabalhista futura. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: 07/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: 08/10/2014 117 O papel de trabalho de 23 apresentado no quadro 27 onde estão evidenciados os fatos relativos as férias dos colaboradores A, B e C no período auditado. Neste objeto foram analisados o período aquisitivo das férias, quando os funcionários tinham direito ao gozo as férias e se foi efetuado o aviso por parte do diretório com relação ao período e dos dias em que ele terá direito as férias e se o mesmo está assinado. Em relação a remuneração de férias foram verificadas o salário base, se o mesmo estava de acordo com o praticado, o pagamento do 1/3 de férias, a insalubridade e demais variáveis sobre férias se o mesmo foi efetuado e calculado corretamente, os descontos relativos ao INSS, se foram aplicadas as alíquotas correspondentes e vigentes na época da concessão das férias, a data do pagamento da remuneração das férias, se o mesmo ocorreu no mínimo dois dias antes do início das mesmas, se os recibos de pagamento estão devidamente assinados, comprovando o efetivo pagamento das férias. Quadro 27 - Papel de trabalho de auditoria - Férias EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 23 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Férias CONSTATAÇÕES: Dados/Colaborador Data de admissão Período aquisitivo Período gozo Data do aviso/assinaturas Nº dias de férias A B B C C C 02/05/2008 01/08/2007 02/08/2007 08/10/2009 09/10/2009 08/10/2009 02/05/2012 a 01/5/2013 13/01/2014 a 11/02/2014 01/08/2012 a 31/07/2013 16/07/2014 a 25/07/2014 01/08/2012 a 31/07/2013 23/12/2013 a 11/01/2014 12/12/2013 22/11/2013 não consta não assinaturas assinado funcionária 30 20 08/10/2011 a 07/10/2012 23/12/2013 a 01/01/2014 08/10/2012 a 07/10/2013 16/07/2014 a 25/07/2014 08/10/2012 a 07/10/2013 02/01/2014 a 21/01/2014 13/06/2014 22/11/2013 13/06/2014 22/11/2013 não assinaturas não assinaturas assinado ok assinado ok 10 10 10 20 Salário Base 362,00 745,92 850,00 678,10 772,00 678,10 Valor Férias 362,00 497,28 283,33 226,03 257,33 452,07 Insalubridade s/ férias 144,80 90,40 48,27 45,20 48,27 90,40 Variáveis s/ férias 7,26 4,62 2,97 0,17 4,69 2,73 Quinquênio s/ férias 18,10 24,86 14,17 0,00 1/3 sobre férias 177,39 205,72 116,25 90,47 103,43 181,73 Valor Férias 709,55 822,89 464,98 361,87 413,72 726,93 Inss s/ férias 56,76 65,83 37,20 28,95 33,10 58,15 0,00 118 Valor Liquido Calculado: 652,78 652,79 757,05 757,06 427,78 427,80 332,92 332,93 380,62 380,63 668,77 668,78 Diferença: 0,01 0,01 0,02 0,01 0,01 0,01 Assinatura: Não Não Não ok Não ok Valor auditado: Data de Pagamento 17/01/2014 20/12/2013 15/07/20014 20/12/2013 15/07/2014 20/12/2013 Forma de Pagamento Depósito bancário Depósito bancário Depósito bancário Depósito bancário Depósito bancário Depósito bancário Constatou-se no período analisado que tiveram direito e gozaram férias os funcionários A, B e C . Com relação aos valores pagos os mesmo foram efetuados de forma correta obedecendo os dias de férias que para a funcionária A foram de 30 dias, para a funcionária B 20 dias entre os dias de final de dezembro/2013 e inicio de janeiro/2014 e em julho de 2014 e 10 dias em julho/2014 e a C o período de gozo foi de 10 dias referente a um período aquisitivo e 20 dias de outro período e mais 10 dias no mês de julho/2014. Constata-se que os cálculos foram efetuados de maneira correta considerando a proporcionalidade dos dias de férias e acrescidas de 1/3 e demais adicionais a que tem direito, descontado o valor do INSS e o recolhimento da guia de FGTS e PIS. Com relação a data de pagamento pode-se verificar que o mesmo ocorreu antes do inicio das férias para as funcionárias B e C, já no caso da funcionária A, o mesmo ocorreu cinco dias após a data de início das férias, os pagamentos foram efetuados através de deposito bancário. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Conclui-se com relação as férias que o diretório precisa coletar as assinaturas dos funcionários quando ocorre a emissão do documento de Aviso de Férias para que estes fiquem cientes com relação ao período gozado e sempre respeitar a data de pagamento das férias, conforme determinação do art. 145 da CLT. Sugere-se que o Diretório observe os prazos estipulados por Lei para o pagamento do beneficio para todos os funcionários e também colete as assinaturas em todos os documentos para prevenir possíveis reclamações trabalhistas futuras. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijúi, 01/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí: 02/10/2014 O quadro 28 apresentado a seguir, no papel de trabalho 24 demonstra o pagamento aos funcionários no que se refere ao décimo terceiro salário no período auditado. Foram efetuadas as verificações referentes aos valores proventos pagos aos funcionários, se os mesmos foram proporcionais ao tempo de serviço no Diretório se os descontos efetuados quando do pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário, referentes ao INSS e também ao pagamento da primeira parcela e se o valor liquido pago aos funcionários está correto, também foi verificado as datas de pagamento das parcelas, se ambas foram efetuadas conforme a legislação prevê, se os recibos estão devidamente assinados e datados dessa forma comprovando o efetivo pagamento do 13º salário aos seus colaboradores. 119 Quadro 28 - Papel de trabalho de auditoria - Décimo terceiro salário EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT:24 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Décimo terceiro salário CONSTATAÇÕES: Dados/Funcionários A 13º Sal.Adiantamento 169,53 339,05 Insalubridade 67,80 Média even. var (adic not.quinq) 7,38 244,71 Liquido FGTS Data de Pagamento Assinatura B C 1ª Parcela - parcial E G H 339,05 42,38 28,25 10,79 67,80 67,80 16,95 11,30 11,30 20,24 0,02 4,92 4,98 - 427,09 406,87 64,25 44,53 22,09 19,58 34,17 32,55 5,14 3,56 1,77 16/10/2013 16/10/2013 16/10/2013 15/10/2013 15/10/2013 28/11/2013 deposito deposito deposito pagamento pagamento pagamento c/c ch nº c/c ch nº c/c ch nº por caixa por caixa por caixa 851192 851193 851191 não ok ok ok ok ok 2ª Parcela - integral Dados/Funcionários 13º Salário Insalubridade Média even var ( adic not/quinq) A 339,05 B 745,92 C 678,1 E 141,27 G 113,02 H 32,37 135,60 135,60 135,60 56,50 45,20 33,90 8,15 7,25 4,28 3,7 2,89 0 Total Bruto 482,80 888,77 817,98 201,47 161,11 66,27 Desconto 13º adiantamento 244,71 427,09 406,87 64,25 44,53 22,09 Inss 38,62 71,10 65,44 16,12 12,89 5,30 Valor líquido calculado: 199,47 390,58 345,67 121,10 103,69 38,88 Valor líquido auditado: 199,47 390,58 345,68 121,11 103,70 38,88 0,00 0,00 0,01 0,01 0,01 0,00 dep 16/12/2013 16/12/2014 16/12/2013 16/12/2013 17/12/2013 16/12/2013 Data de Pagamento dep c/c ch dep c/c chº ch nº ch nº recebido por dep c/c ch nº 851215 851213 851214 851211 caixa nº 851212 não não ok ok ok ok Assinatura Constatou-se com relação ao pagamento do décimo terceiro salário que é uma bonificação paga pelo empregadores aos empregados denominada como gratificação natalina. Referente a este benefício o Diretório efetuou o pagamento de maneira correta para as funcionárias A, B e C foi pago o valor integral já para a funcionária E e que foi contratada em 30/07, tem direito a 5/12 avos, a funcionaria G foi contratada em 27/08/2013 tendo direito a 4/12 avos, pois conforme a legislação para o mês ser computado é necessário que o trabalhador tenha trabalhado nele pelo menos 15 dias, o que não cabe a elas pois não trabalharam este tempo no mês contratado; no caso da funcionária H este é valido pois foi contratada dia 15/10/2013 então este mês entra no seu 13º tendo direto a 3/12 avos. Com relação aos valores pagos não houve divergências nos cálculos e as datas de pagamento estão de acordo, pois a primeira parcela foi paga em outubro para as funcionárias A, B, C, E e G e para a funcionária H em novembro. Quanto ao valor referente a segunda parcela a mesma foi paga no dia 16/12/2014 dentro do prazo estabelecido, descontando o valor do adiantamento referente a primeira parcela e os encargos, os quais foram recolhidos. Diferença: 120 CONCLUSÕES E SUGESTÕES Conclui-se que foram pagos os valores devidos aos funcionários, referente ao décimo terceiro salário obedecendo a proporcionalidade de tempo de vínculo com o Diretório e que os pagamentos ocorreram através de depósito em banco ou moeda corrente dentro dos prazos estabelecidos por lei. Sugere-se que o diretório siga nessa linha de observância do cumprimento das leis vigentes e efetuando o pagamento a seus funcionário dos valores devidos. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí, 02/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí, 03/10/2014 No quadro 29 apresentado a seguir, consta papel de trabalho de auditoria 25, onde estão demonstradas as recisões contratuais ocorridas no período auditado, sendo dos funcionários D, E, F e H. Verificou-se o motivo pelo qual foi efetuado o desligamento dos referidos funcionários, foram verificados a os documentos referentes ao aviso prévio e se houve a realização do exame médico demissional, se estava em prazo hábil, se estavam devidamente assinados pelo médico e funcionário e a sua situação relatada no exame. Com relação as verbas rescisórias, foram verificados se havia saldo de salário a receber, adicional noturno, insalubridade e salário família, se havia 13º a pagar ou férias proporcionais e 1/3 de férias; na a rescisão da funcionária B também foi verificado se os cálculos indenizatórios estavam corretos e se foi recolhida a multa do FGTS no valor e prazo devidos, na rescisão da funcionária H, verificou-se ainda se a multa foi paga no valor correto. Foram verificados também se os descontos de vale transporte e do cálculo do INSS sobre o saldo do salário e sobre o décimo terceiro e se o valor liquido foi o correto pago ao funcionários, também se foram assinados os termos e se conta a data e ainda se tem a informação da chave de acesso para o saque do FGTS e se foram feitas as guias do seguro desemprego. 121 Quadro 29 - Papel de trabalho de auditoria - Rescisão dos colaboradores EMPRESA DE AUDITORIA: Gracy Auditoria CLIENTE: Diretório de Estudantes PT: 25 SETOR: Recursos Humanos OBJETO DE EXAME: Examinar a rescisão dos colaboradores CONSTATAÇÕES: Colaborador D E F H Data de admissão 18/04/2013 30/07/2013 27/08/2013 15/10/2013 Data da demissão 30/08/2013 rescisão pedido empregado 28/04/2014 rescisão sem justa causa pelo empregador 25/09/2013 rescisão sem justa causa pelo empregador 30/08/2013 24/04/2014 25/09/2013 10/01/2014 ok ok ok ok Apto 01/08/2013 pelo empregado Apto 22/04/2014 pelo empregador Apto 19/09/2014 pelo empregado Apto * saldo de salário 339,05 283,07 282,54 41,47 *salário família - 0 27,63 - 113,00 43,44 * adicional noturno 135,60 9,72 106,19 7,93 8,50 - * Férias proporcionais 162,76 417,77 70,76 * 1/3 Salário férias 54,25 139,26 40,69 13,56 * 13º proporcional 162,76 193,31 40,69 Motivo da demissão 09/01/2014 rescisão antecipada pelo empregador, do contrato por prazo determinado Exame médico demissional * data do exame * assinaturas * situação do funcionário Data do Aviso Prévio 08/01/2014 pelo empregador Verbas rescisórias * insalubridade * 13º indenizado 48,34 * Férias indenizadas 51,96 * Aviso prévio indenizado 557,08 Multa art. 479 CLT Valor total: 23,58 14,15 INSS: 864,13 38,75 1804,91 76,34 526,62 32,32 193,41 6,79 INSS S/13º salário 13,02 19,33 3,26 - Vale transporte 20,34 16,98 0,00 - Total a pagar 792,02 1692,26 491,04 186,62 Total pago 792,04 1692,27 491,04 186,62 Diferença: -0,02 30/08/2013 -0,01 28/04/2014 0,00 25/09/2014 0,00 09/01/2014 ok ok ok Ok Chave para saque do Fgts no termo de quitação não ok não ok não ok não ok Código rescisão SJ1 - ok SJ2 - ok SJ2 - ok RA2 - ok Dia do pagamento Assinaturas 122 Com relação a rescisão do funcionário D a mesma foi motivada pelo empregado, avisou o Diretório no dia 01/08/2013 tendo cumprido o aviso trabalhando, realizou o exame demissional no dia da rescisão, ou seja dia 30/08/2013 o qual estava devidamente assinado pelo funcionário e pelo médico e situação apto, as verbas rescisórias foram pagas devidamente sendo o salário do mês, insalubridade, adicional noturno , férias e 1/3 de férias e 13º proporcionais, aos meses trabalhados os descontos foram de vale transporte e INSS, o termo de rescisão está devidamente assinado e com a data da rescisão o dia em que foram pagas as verbas rescisórias . A rescisão da funcionária E foi motivada pelo Diretório a data do aviso foi no dia 22/04/14 sendo indenizado por 30 dias, foi realizado o exame demissional no dia 24/04/14 consta assinatura do funcionário e do médico que o realizou e situação apto; com relação as verbas rescisórias foi pago o saldo de salário do mês corrente, a insalubridade, adicional noturno, as férias proporcionais 1/3 sobre férias, 13º proporcional e demais verbas indenizatórias ocorreu desconto de INSS e vale transporte, a guia GRRF foi devidamente calculada com vencimento para 29/04 e paga em 25/04 o termo de rescisão está devidamente assinado. Com relação a rescisão da funcionária F partiu dela a iniciativa, sendo o aviso emitido em 19/09 e o exame demissional ocorreu em 25/09 devidamente assinado por ambos e situação de apto, com relação as verbas rescisórias foi pago salário, salário família insalubridade, férias, 1/3 sobre férias e 13º proporcional e descontado INSS, devidamente calculados. Já a rescisão da funcionária H foi motivada pelo diretório antes de terminar a renovação do contrato de experiência, em três dias motivo pelo qual foi indenizada em 1,5 dias conforme estabelecido na CLT,mais o salário e insalubridade proporcionais, assim como férias e 1/3 sobre férias proporcionais. Constatou-se porém que a prorrogação do contrato desta funcionária não estava assinado, dessa forma caso ela buscar seus direitos na justiça do trabalho sua rescisão seria de tempo indeterminado o que aumentaria suas verbas rescisórias e também no caso dessa funcionária o exame demissional foi realizado após a rescisão. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Conclui-se que nas rescisões ocorridas no período auditado ocorreu uma divergência de valores no calculo de uma funcionária, e também que não houve assinatura da prorrogação do contrato de trabalho e a rescisão ocorreu de tal forma; também que foi realizado exame demissional depois da rescisão, conclui-se também que o Diretório não está informando na rescisão a chave de acesso para o saque do FGTS, e também não emitiu as guias do seguro desemprego. Sugere-se que sempre os cálculo seja feitos de maneira correta obedecendo a legislação, que os contratos de trabalho caso haja o interesse de sua prorrogação que seja devidamente assinado, e que sempre seja informada a chave de acesso para o saque do FGTS e também seja disponibilizado as guias do seguro desemprego, dessa forma o Diretório estará evitando processos trabalhistas. EXECUTOR: Graciela Barbosa REVISADO POR: Antonio da Silva LOCAL E DATA: Ijuí: 02/10/2014 Fonte - Dados conforme pesquisa LOCAL E DATA: Ijuí: 03/10/2014 Após a conclusão dos papéis de trabalho, documentos exclusivos de auditoria, onde ocorreu a verificação de todos os itens especificados no programa de auditoria, os quais foram desde o processo seletivo, admissão, as movimentações que ocorreram com os colaboradores, os cálculos dos vencimentos, encargos sociais até o desligamento do Diretório. Nos papéis de trabalho evidenciados anteriormente estão expressas todas as constatações, conclusões e sugestões, as quais são a base para a elaboração do relatório de Auditoria Operacional no setor de Recursos Humanos do Diretório de Estudantes que será apresentado em seguida. 123 4.6 RELATÓRIO DE AUDITORIA Na sequência, apresenta-se o relatório de auditoria operacional, realizado no setor de recursos humanos do Diretório de Estudantes no período de 01 de agosto de 2013 a 31 de julho de 2014, sendo que ele compreende as conclusões e sugestões relativos a admissão, a movimentação mensal e o desligamento de colaboradores ocorridas no setor de recursos humanos durante o período auditado. O relatório de auditoria foi elaborado tendo como base as constatações obtidas por meio da análise dos documentos originais, os quais foram fornecidos pelo Diretório, sendo o mesmo, realizado em conformidade com a normas de auditoria vigentes. 124 RELATÓRIO E CONCLUSÕES DE AUDITORIA OPERACIONAL REALIZADA NO DIRETÓRIO DE ESTUDANTES Ijuí (RS), 15 de Outubro de 2014 Prezada Sra. Mariele Bottega de Moura Presidente do Diretório de Estudantes Responsável pelo Diretório de Estudantes Em anexo, encaminhamos o relatório de auditora operacional, referente aos trabalhos de auditoria operacional realizado no Diretório de Estudantes, no período de 01 de agosto de 2013 a 31.07.2014, o qual foi elaborado em conformidade com as normas de auditoria vigentes, baseado na documentação fornecida pelo setor de Recursos Humanos do Diretório de Estudantes e nos processos internos praticados pelo setor. Atenciosamente, Graciela Angelita Barbosa Antonio da Silva Auditora responsável Auditor revisor CRC - RS 1807/21 CRC - RS 2203/73 125 GRACY AUDITORIA RELATÓRIO DE AUDITORIA OPERACIONAL DO DIRETÓRIO DE ESTUDANTES SETOR: RECURSOS HUMANOS IJUÍ - RS, 31 DE OUTUBRO DE 2014 126 INTRODUÇÃO A auditoria realizada no Diretório de Estudantes consiste na avaliação dos controles internos do mesmo e na análise dos documentos relativos aos processos ocorridos no setor de recursos humanos, compreendido pela verificação da documentação exigida para a admissão dos funcionários, como a carteira de trabalho e previdência social, os exames médicos, e relativo ao salário família, também o contrato de trabalho, o livro de registro dos empregados, e outros foi analisado também os cálculos relacionados a folha mensal dos funcionários, as folha de férias, de décimo terceiro salário, e também o recolhimento e pagamento das guias de INSS, FGTS e PIS, finalizando com a verificação dos processos e documentação no que se refere ao desligamento dos colaboradores. Os trabalhos de auditoria foram realizados com base nos controles internos do setor e nos documentos fornecidos pelo Diretório, tendo como referência o período de 01 de agosto de 2013 a 31 de julho de 2014. A auditoria envolveu a análise documental de todos os funcionários que estão ou estavam vinculados ao Diretório de Estudantes durante o período analisado, desenvolvendo-se em conformidade com as normas de auditoria vigentes, com o objetivo de verificar o cumprimento da legislação trabalhista vigente e detectar possíveis erros ou falhas, que possam vir a gerar futuros passivos trabalhistas ao Diretório. Os resultados obtidos no decorrer da execução da auditoria no Diretório serão apresentados aos responsáveis pela sua administração, por meio do relatório de auditoria sendo nele apontadas as constatações e conclusões com relação a possíveis irregularidades encontradas, seguido das sugestões a serem inseridas com o intuito de melhorar o setor de recursos humanos do Diretório, dessa forma exercendo o papel de uma auditoria preventiva e corretiva para que não venha ocorrer uma auditoria externa de caráter punitivo e oneroso. 1 Admissão dos funcionários Os trabalhos realizados no processo de admissão dos colaboradores consistem na verificação dos exames médicos admissionais, contrato de trabalho, livro de registro dos empregados, CTPS, da comparação entre os dois documentos, protocolo de devolução da CTPS, concessão do salário família e do vale transporte. Referente a análise do exame médico admissional dos colaboradores constatou-se que apenas o exame médico da funcionária B está de forma irregular por ter sido realizado depois de vinte dias da mesma já estar exercendo suas funções no diretório, constatou-se também que 127 todos os exames estavam preenchidos corretamente, continha a assinatura do médico responsável e do funcionário contratado, também informava a função a ser desempenhada pelo colaborador e a situação de apto, para todos. Sugere-se que sempre seja feito o exame admissional antes do colaborador antes de iniciar as suas atividades, desse modo, evita a contratação de funcionário não apto a função para a qual está sendo contratado, o que pode se tornar em uma causa trabalhista futura. Ao examinar os contratos de trabalho, constatou-se que no período analisado todos foram realizados de forma escrita, os prazos dos contratos de experiência foram realizados e prorrogados dentro do prazo legas de 90 dias, com uma única prorrogação, dentro deste prazo estabelecido, que continham a descrição das funções, da remuneração e possuem cláusula onde estabelece acordo de prorrogação e compensação de horas. No caso da contratação das funcionárias A, B e C não consta a informação dos dias, nem especificação da jornada de trabalho, os quais não pertencem ao período auditado. Constatou-se a alteração de carga horária da funcionária B onde consta o aditivo de contrato com a devida alteração o qual está corretamente preenchido e constam as devidas assinaturas. Com relação a prorrogação do contrato da funcionária H, percebe-se que, o mesmo não está assinado, e a rescisão da funcionária, assim como o pagamento das verbas rescisórias ocorreu baseado nesta prorrogação, sendo assim caso a funcionária procurasse seus direitos na Justiça do Trabalho teria valores a receber do Diretório. Sugere-se que o Diretório siga nessa linha de observância quanto a elaboração dos contratos, pois estão de acordo com as exigências legais mas que tenha maior atenção quanto a prorrogação dos contratos coletando suas assinaturas, validando dessa forma o referido documento. Na análise do livro de registro dos empregados, pode-se perceber que todos os funcionários do período auditado estão devidamente registrados no referido documento, percebe-se o correto preenchimento dos dados pessoais dos colaboradores, onde constam o nome completo, a documentação como RG, CPF, nº e série da CTPS, está especificado a data de admissão, o horário de trabalho, a função a ser exercida, assim como a remuneração acordada, também o endereço residencial e filiação, ainda constam os dados referentes aos dependentes e contêm as devidas assinaturas. No caso da funcionária H, seu contrato foi rescindido porém no livro de registro não consta a data que o fato ocorreu, apenas a sua assinatura. Sugere-se que o Diretório regularize a situação referente ao desligamento da funcionária H, registrando a data em que ocorreu a rescisão desse modo finalizando este processo. 128 Referente ao livro de registro dos funcionários e a CTPS, ao proceder a análise confrontando os dois documentos procurou-se a certificação das informações, desse modo percebeu-se que os dados relativos as informações pessoais como nome, documentação, data de admissão, remuneração e filiação estava de acordo nos dois documentos. Constatou-se porém com relação a atualizações com relação a anotação de férias, contribuição sindical e alterações de salários não estão sendo efetuadas. No caso da funcionária B, as anotações referente a férias tanto no LRE como na CTPS ocorreu em dez/2011 já as alterações salariais foi em abril/2012 e a contribuição sindical tem anotação no LRE foi em 2012 e não consta na CPTS; a funcionária A também não possui anotações atualizadas sendo que das férias foi em dez/2011, nos dois documentos e as alterações de salário foi em abril de 2012, também não possui a contribuição sindical atualizada, o último registro ocorreu em 2012 apenas no LRE e a funcionária C com relação as férias ocorreu a última anotação na CPTS em julho/2011 e no LRE foi em dezembro/2012, e as alterações salariais em ambos documento foi em abril/2012 e a contribuição sindical registrada apenas no LRE foi em 2012; porém estes fatos não pertencem ao período auditado. A funcionária G não possui atualizações nos dois documentos tanto salarial quanto a contribuição sindical, o funcionário K foi recentemente integrado ao Diretório, sendo seus registros estão atualizados. Os demais funcionários D, E F H e I não foi possível o acesso a CTPS. Sugere-se que o Diretório faça as devidas atualizações tanto do LRE quanto na CPTS dos colaboradores. Quanto ao protocolo de devolução da CTPS, constatou-se após a verificação que o Diretório necessita de alguns ajustes pois apenas de uma funcionária (E) está de acordo com o que a legislação prevê que é a devolução do referido documento que é de 48 horas após a retenção do documento. Nos demais casos percebe-se que normalmente o documento não é elaborado (funcionárias A, B, C, D e F) ou não é datado (funcionários H, I e J) e possui a assinatura apenas dos funcionários, e ainda (funcionária G) possui protocolo está assinado porém a data de devolução excedeu ao prazo legal, por fim (funcionaria K) tem protocolo tem devidas assinaturas, mas não é datado. Sugere-se que o Diretório passe a ter mais cuidado com relação a este procedimento, adotando a prática de elaboração do protocolo de recebimento e devolução da CPTS, datando o documento nas duas ocasiões e coletar as devidas assinaturas e ainda respeitar o prazo estabelecido por lei de 48 horas para a sua devolução. Ao auditar a concessão do salário-família, com relação ao recebimento deste benefício verificou-se que os funcionários A, B, D, E, G, H, I, J e K não possuem dependentes, portando não tem direito e não recebem o salário família, já os funcionários C e F possuem 129 dependentes menores de 14 anos, e sua faixa salarial dá direito a receber o salário família, no entanto para a concessão desse benefício são exigidos documentos alguns documentos para a sua concessão, sendo assim nota-se que no caso da funcionária C a documentação apresentada é apenas a certidão de nascimento, no caso da funcionária F apresentou carteira de identidade e atestado de frequência escolar, nenhum delas possui assinado o termo para concessão do salário família. Sugere-se que o diretório regularize a situação da funcionária C, pois a F não faz mais parte do quadro de funcionários, elaborando e coletando as assinaturas no Termo de responsabilidade do salário família e que solicite os documentos que estão faltando como a carteira de vacinação e atestado de frequência escolar, evitando assim penalidades no caso de fiscalização por parte do INSS. Referente a conferência do vale transporte, analisando os documentos pertinentes ao pagamento ou não do referido benefício, verifica-se no caso dos funcionários A, B e C a ausência tanto do documento de utilização do beneficio como da renúncia a ele e mesmo não sendo optante a funcionária B utiliza este direito. Com relação aos funcionários D, E, F, G, H, I e J, fizeram a opção por utilizar o vale transporte por meio de documento devidamente assinado. Por fim a funcionária K renunciou o beneficio por meio do documento de renúncia devidamente assinado. Sugere-se que o Diretório faça o termo de utilização do vale transporte para a funcionária B que já o utiliza, e de renúncia aos funcionários A e C evitando possível cobrança futura já que não possui a renúncia em documento assinado. 2 Movimentação mensal A auditora realizada com relação aos procedimentos internos de movimentação mensal ocorridos no período auditado, compreendem a verificação e análise das informações obrigatórias como CAGED e RAIS; atribuição salarial e aumento de salário; as obrigações legais: exame médico periódico, PPRA, PCMSO e PPP; fichas ponto horas extras e faltas; direito dos trabalhadores como a insalubridade, salário família, PIS, FGTS, quinquênio e adicional noturno; os descontos dos funcionários: facultativos e legais como o INSS, vale transporte, as contribuições sindical e assistencial; a folha de pagamento, a ocorrência de contratação de serviços de autônomos; a quitação das guias de INSS, FGTS e PIS, as férias gozadas pelos funcionários e por fim a verificação do décimo terceiro salário. Quanto as informações obrigatórias (RAIS e CAGED), constatou-se no período analisado no que se refere ao envio do CAGED que o mesmo foi enviado da competência de agosto quando ocorreu a contratação dos funcionários F e G e a demissão do funcionário D, 130 da competência de setembro quando ocorreu a demissão da funcionária F, em fevereiro por ocasião da contratação do funcionário I da competência de abril por ocasião de contratação da funcionária J e demissão da funcionária E, da competência de junho quando da contratação do funcionário K, sendo que estas informações foram entregues dentro do prazo legal e com as devidas informações de admissão e demissão ocorridas. Na competência de outubro/2013 onde ocorreu a admissão e competência de janeiro/2014 onde ocorre a contratação e demissão respectivamente da funcionária H, nota-se a falta do documento do envio dessas informações. Em relação à RAIS, constatou-se que a data de envio está dentro do prazo determinado e que as informações estão corretas. Pode-se verificar a falta do CAGED de outubro e janeiro. Sugere-se ao Diretório sempre envie as informações do CAGED e RAIS dentro dos prazos determinados por legislação. Ao examinar a atribuição salarial e o aumento de salário, pode-se constatar que não ocorreram diferenciação de salários para funções iguais, que está sendo observado o salário mínimo nacional vigente, também está sendo observado o aumento da carga horária de trabalho, e o percentual de reajuste estabelecido pela Convenção Coletiva de Trabalho do SENALBA/RS. Constatou-se também que os salários praticados são superiores aos determinados na referida Convenção Coletiva. Sugere-se que siga nessa linha valorizando o colaborador e observando o que determina a legislação. No que se refere as obrigações legais - exame médico periódico, PPRA , PCMSO E PPP,os documentos que visam a preservação da saúde e segurança do trabalhador; verificouse que o Diretório não está exigindo de seus funcionários a realização do exame médico periódico; com relação ao PPRA verifica-se que foi elaborado em 2011 o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, o mesmo está assinado por um técnico de segurança do trabalho e está de acordo com a legislação, porém está desatualizado, visto que sua validade é de um ano. Verificou-se também que o Diretório não possui programa de controle médico ocupacional e também não elabora o perfil profissiográfico previdenciário, mesmo que seus colaboradores estejam expostos a agentes nocivos. Sugere-se o Diretório passe a exigir dos colaboradores o exame periódico, no sentido de verificar se os mesmos não adquiriram nenhuma doença proveniente da execução de suas atividades, prevenindo reclamatórias trabalhistas; com relação ao PPRA recomenda-se a sua atualização e que seja elaborado o PCMSO e o PPP, visto que visam a preservação da saúde do trabalhador. Na verificação das fichas ponto dos funcionários no período analisado, verificou-se que o Diretório as possui, mas de alguns funcionários e de alguns meses e que a partir do mês de abril/2014 onde foi instalado o ponto eletrônico, possuem cartão ponto os funcionários C, 131 G , I e H sendo que estes estão preenchidos e devidamente assinados, nos meses seguintes os mesmos funcionários permanecem com a ficha ponto, sendo que nestes não consta suas assinaturas. O cartão ponto foi instalado apenas na cidade A, onde consta o cartão dos funcionários citados e onde se concentra o maior número de funcionários. Nos meses onde foi possível examinar os registros no cartões ponto verificou-se que os funcionários cumprem a jornada determinada e o descanso entre jornadas. Verifica-se eventualmente a existência de horas extras e faltas sendo as mesmas são compensadas não havendo o pagamento de horas extras ou descontos. Sugere-se a implantação do ponto eletrônico nas cidades B e C que ainda não o possuem mesmo não estando obrigado pois possui menos de 10 funcionários ativos, mas é dessa forma que poderá ter um efetivo controle com relação aos horários praticados pelo empregados e que sempre exija a assinaturas nestes cartões dessa forma validando-os; com essas medidas pretende-se evitar possíveis denúncias a Justiça do Trabalho. Com relação aos direitos dos trabalhadores relativo a insalubridade, constatou-se que foi pago a todos os colaboradores o percentual em grau médio, ou seja 20% sobre o salário mínimo nacional vigente. Percebe-se que em conformidade com o laudo elaborado em 2011 que o referido adicional deveria ser de 10%, no entanto como anteriormente era praticado o percentual de 20% o mesmo foi mantido para todos os colaboradores. Com relação ao salário família observou-se que teriam direito a este benefício as funcionárias C e F, verificou-se que o referido benefício foi pago corretamente conforme tabela INSS, não tendo divergência nos valores pagos; já com relação ao FGTS e ao PIS verificou-se que ambos foram recolhidos de todos os funcionários de maneira correta, nos meses auditados, conforme o percentual determinado na legislação, de 8% para o FGTS e de 1% para o PIS, sendo estes calculados sobre a remuneração bruta dos funcionários. Com relação ao quinquênio os valores foram calculados e pagos aos funcionários A, B e C estes possuem este direito pois estão vinculados ao Diretório a mais de 5 anos e por fim o adicional noturno foi devidamente pago aos funcionários A, B, D, E, G, I, J e K. Sugere-se ao Diretório que continue observando todas as regras diante dos direitos dos trabalhadores evitando assim deixar lacunas para uma causa trabalhista futura. Em análise aos descontos efetuados pelo Diretório, verificou-se que os descontos referente ao INSS foram devidamente calculados aplicando a alíquota correta, de 8% em observância a tabela vigente do INSS 2013, 2014; com relação ao vale transporte o percentual aplicado foi o correto de 6%, para os funcionários B, D, E, F, G, H, I e J os quais utilizam o beneficio, cabe ressaltar que a funcionária B desconta o referido percentual mas não tem a declaração de utilização do vale transporte, no caso das funcionárias A e C não tem 132 desconto e não tem declaração de utilização nem a renúncia a este direito. A contribuição sindical foi descontado o valor correto dos funcionários o qual totalizou R$ 131,51 sendo que o mesmo foi repassado ao sindicato por meio do pagamento do boleto na data de 20.05.2014, em atraso pois o vencimento era em 30.04.2014, por este motivo incidiu juros de mora no valor de R$ 14,47 totalizando o valor pago em R$ 145,98 e por fim desconto referente a contribuição assistencial a qual totalizou R$ 115,90 e a mesma foi repassada ao sindicato através do pagamento do boleto no dia 05.12.2013 o qual venceria no dia 13.12.2013. Sugerese que o Diretório efetue o pagamento das obrigações em dia, dessa forma evitando o desembolso de juros e multas, fato que ocorreu com a ocorrência de atraso do pagamento da guia da contribuição sindical e também que regulariza a situação das funcionárias A, B e C preenchendo os referidos documentos e coletando as assinaturas pata não obter desagradáveis constatações futuras diante de uma causa trabalhista. Ao auditar a folha de pagamento dos funcionários no período abrangido pela auditoria, constatou-se que, o Diretório disponibiliza o recibo de pagamento dos salários aos funcionários, sendo ele em duas vias sendo que, um deles permanece com o colaborador e o outro retorna para o Diretório para arquivamento, verificou-se que nem todos os recibos foram assinados pelo colaborador, sendo nestes casos a comprovação do pagamento pode ser constatada pelo recibo de depósito realizado na conta bancária do respectivo funcionário, contatou-se também que constam os dados necessários a identificação da empresa e do colaborador, a função do funcionário, a competência a que se refere os recibos de pagamento, os proventos recebidos e os descontos efetuados, gerando assim o valor líquido a ser recebido pelo colaborador e, também consta os valores a serem recolhidos de FGTS verificou-se que as remunerações estavam devidamente calculadas, sendo pagos os salários acordados e os direitos determinados na legislação vigente, e que os descontos foram efetuados de maneira correta, tomando por base as alíquotas vigentes determinadas em lei, bem como o valor líquido a pagar aos funcionários estava devidamente calculado; ocorreu apenas um fato onde os valores pagos foram divergente do calculado, sendo ele relativo a funcionária A no mês de fevereiro, onde todos os proventos deveriam ter sido calculados de forma proporcional, pois a funcionária retornava das férias, o que não ocorreu com o quinquênio o valor correto seria de R$ 11,46 e ela recebeu R$ 18,10 gerando assim uma divergência de R$ 6,11. Verificou-se também que o pagamento da folha aos funcionários está de acordo com o que prevê a legislação e o mesmo ocorre até o quinto dia útil do mês subsequente ao vencido. Sugere-se que o Diretório tenha maior cuidado ao elaborar a folha proporcional, para que não ocorra pagamentos indevidos e incidência de tributos; também que siga na linha de observância dos 133 prazos legais relativos ao pagamento dos salários evitando dessa forma reclamações trabalhistas e eventuais multas conforme está disposto no item 4.3 da Convenção Coletiva de Trabalho do Senalba/RS. Com relação a contratação de serviços de autônomos, constatou-se que durante o período abrangido pela auditora que o mesmo não ocorreu, sendo assim não houveram constatações. Sugere-se, no entanto, que ao fazê-lo o Diretório observe o correto preenchimento dos recibos, verifique a alíquota correta quanto ao INSS e IR se houver, e faça as devidas retenções e pagamentos corretamente e no prazo estabelecido. Ao analisar a quitação das guias relativas ao INSS, verificou-se que o valor apurado foi repassado ao órgão competente por meio de pagamento da guia, sendo que elas durante o período auditado, foram pagas na pontualidade conforme análise efetuada nos documentos. No mês de janeiro por ocasião de apropriação indevida dos valores relativos a 1/3 sobre as férias ocorreu apuração a maior, ou seja o valor do 1/3 total era de R$ 205,72 sendo apropriado corretamente no mês de dezembro o valor de R$ 88,84 e no mês de janeiro deveria ter sido apropriado a diferença que era de R$ 116,88, porém foi apropriado o valor total do 1/3 ou seja os R$ 205,72; com isso foi apropriado um valor a maior de R$ 77,65 gerando uma base de cálculo maior; com relação ao dia do vencimento das guias nota-se que nos meses de março e julho o vencimento das guias expresso no documento era de 22/03/2014 e 21/07/2014, fato este que poderia ter causado a incidência de juros caso o pagamento fosse efetuado nos dias de vencimento apresentado nas guias, conforme determinação os valores relativos ao INSS devem ser recolhidos até o dia 20 do mês subsequente ao fato gerador, e se caso não houver expediente bancário antecipa-se o pagamento. Com relação as guias do PIS foram corretamente calculadas e pagas na pontualidade de acordo com os documentos analisado, com relação ao FGTS as guias foram pagas na pontualidade antecipando o pagamento caso o dia 7 dia do vencimento da guia, não tivesse expediente bancário ocorreu pequenas divergências de valores, sendo pago a maior o valor de R$ 1,77 no mês de dezembro de R$ 0,21 no mês de março, nos outros meses ocorreu diferenças que variaram de R$ 0,01 a R$ 0,04. Sugere-se com relação ao valor do INSS sugere-se que o Diretório peça o ressarcimento do valor pago a maior e tenha maior cautela ao efetuar as apropriações; e que prossiga dessa forma observando todas as regras e direitos dos trabalhadores evitando assim deixar lacunas para uma futura causa trabalhista. Com relação às férias, verificou-se no período auditado que tiveram direito e gozaram das férias os funcionários A, B e C. Verificou-e que o documento de aviso de férias o qual deve ser emitido e comunicado ao colaborador o seu período concessivo, não estavam 134 devidamente assinados, no caso das funcionária A e B as quais gozaram de férias 30 dias (A) e de 20 dias e depois mais 10 dias (B); com relação a funcionária C o aviso de férias estava assinado referente ao período de 10 dias de um período aquisitivo e também de 10 dias de outro período aquisitivo, no entanto os 20 dias desse mesmo período o aviso de férias não estava assinado. Constatou-se que não houveram irregularidades quanto aos valores pagos sendo obedecido a proporcionalidade dos dias de férias acrescidos de 1/3 e demais adicionais que o colaborador tem direito, e descontado o valor de INSS e o recolhimento das guias de FGTS e PIS; já com relação ao data de pagamento pode verificar que o mesmo ocorreu antes do início das férias para as funcionárias B e C, porém no caso da funcionária A, o mesmo ocorreu cinco dias após a data do início das férias, os pagamentos foram efetuados por meio de depósito bancário. Sugere-se que o Diretório passe a coletar as devidas assinaturas, tanto do empregado quanto do empregador, quando ocorre a emissão do documento de Aviso de Férias para que os funcionários estejam cientes com relação ao período concessivo das férias e sempre respeitar o prazo para o pagamento das mesmas, conforme determinação do art. 145 da CLT, prevenindo assim possíveis reclamações trabalhistas futuras. Ao analisar os pagamentos efetuados, referente ao décimo terceiro salário parcial e integral verificou-se que não ocorreram irregularidades. Os pagamentos foram realizados obedecendo a proporcionalidade para as funcionárias E, G e H contratadas em 30/07 tendo direito a 5/12 avos, contratada em 27/08 tendo direito a 4/12 avos e contratada em 15/10 tendo direito a 3/12 avos, respectivamente, conforme prevê a legislação para o mês ser computado é necessário que o colaborador tenha trabalhado nele pelo menos 15 dias. Verificou-se que a quanto a data de pagamento da primeiro parcela ocorreu no mês de outubro nos dias 15 e 16 para os funcionários A, B, C, E e G e para a funcionária H no mês de novembro dia 28, quanto ao pagamento da segunda parcela o mesmo ocorreu nos dias 16 e 17 de dezembro para todos os funcionários ficando dentro do prazo estipulado por lei que é até o dia 20 de dezembro, neste pagamento foi descontado o adiantamento referente a primeira parcela e os encargos, os quais foram recolhidos. Os pagamentos dos valores relativos ao décimo terceiros salário ocorreram através de deposito bancário, cheque nominal ou moeda corrente. Sugere-se que o Diretório siga nesta linha de observância do cumprimentos das leis vigentes. 3 Desligamento dos funcionários Em análise do processo de desligamento de funcionários ocorridos no período abrangido pela auditoria, contatou-se que ocorreram quatro rescisões contratuais, sendo do 135 funcionário D que por meio do aviso prévio no dia 01.08.2013 solicitou seu desligamento, tendo cumprido o aviso trabalhado, realizou o exame demissional no dia de sua rescisão, que foi no dia 30.08.2013 o qual está devidamente assinado tanto pelo funcionário, como pelo médico e a situação de apto, quanto o pagamento das verbas rescisórias constatou-se foram calculadas corretamente o mesmo acontecendo com os descontos, o termo de rescisão está devidamente assinado e datado. A rescisão da funcionária E ocorreu foi motivada pelo Diretório a data do aviso prévio foi no dia 22/04/2014 sendo indenizado por 30 dias, seu exame demissional foi realizado no dia 24/04/2014 onde consta ambas assinaturas bem como situação apta, com relação ao pagamento das verbas rescisórias foi pago o saldo de salário do mês corrente, a insalubridade, adicional noturno, férias proporcionais, 1/3 sobre férias, 13º proporcional e demais verbas indenizatórias, ocorreram descontos de INSS e vale transporte, a guia GRRF foi devidamente calculada com vencimento para o dia 29/04 e paga no dia 25/04 o termo de rescisão está devidamente assinado e datado. Já a rescisão da funcionária F partiu dela a iniciativa sendo o aviso emitido em 19/09 e o exame demissional realizado dia 25/09 onde verificou-se as devidas assinaturas e situação apta, com relação as verbas rescisórias não ocorreram divergências de cálculo, o termo de rescisão foi devidamente assinado e datado e por fim a rescisão da funcionária H motivada pelo Diretório antes do término da renovação do contrato de experiência, em três dias, motivo pelo qual foi indenizada por 1,5 dias conforme prevê a CLT, com relação as verbas rescisórias pagas e descontos efetuados não houveram irregularidades, porém, contatou-se que a renovação do contrato desta funcionária não estava assinado sendo assim caso ela buscar seus direitos na justiça do trabalho sua rescisão seria de tempo indeterminado o que aumentaria suas verbas rescisórias e ainda o exame demissional ocorreu um dia após a sua rescisão, ou seja a rescisão foi feita no dia 09 de janeiro o referido exame no dia 10/01. Sugere-se que o Diretório fique atento quanto a data e assinaturas de prorrogação dos contratos de trabalho e que seja informada a chave de acesso para o saque do FGTS também que seja disponibilizado as guias para os seguro-desemprego, evitando assim processos trabalhistas futuros. CONCLUSÕES E SUGESTÕES Os trabalhos de auditoria realizados no setor de recursos humanos do Diretório de Estudantes, o qual compreendeu o período de 01 de agosto de 2013 à 31 de julho de 2014, possibilitaram a constatação de algumas irregularidades e falhas nos controles internos, com 136 relação aos procedimentos de admissão, movimentação mensal e desligamento de colaboradores. A auditoria realizada se constitui em um instrumento de verificação de ordem preventiva e corretiva e não de ordem punitiva, cuja principal finalidade é gerar informações que auxiliarão para a gestão e o melhor desenvolvimento do Diretório de Estudantes. Orienta-se que sejam tomadas algumas providências no sentido de corrigir as irregularidades apontadas. As providências a serem tomadas compreendem o registro da data de rescisão da funcionária H o qual não foi efetuado no livro de registro de funcionários, a atualização tanto na CPTS quanto no LRE relativas a férias, alterações salariais e contribuição sindical, que o Diretório faça a emissão do protocolo de recebimento e devolução da CTPS, coletando as assinaturas e datando o documento, e que proceda a devolução dos documentos no prazo de 48 horas conforme prevê a legislação, que seja elaborado o termo para concessão do salário família com as devidas assinaturas e que seja solicitado os documentos que faltam para a concessão do referido benefício e que seja arquivada uma cópia, que sejam elaborados os documentos de renúncia ou utilização ao direito ao vale transporte e coletada as devidas assinaturas, com relação ao CAGED que seja feito o envio mesmo que em atraso para regularizar a situação, que passe a exigir a realização dos exames periódicos dos funcionários, que sejam elaborados os documentos que se referem a segurança e saúde do trabalhador como o PCMSO e o PPP e também que seja atualizado o PPRA. Sugere-se ainda, que seja adotado cartões ponto para todos os funcionários e em todos os meses e que seja sempre assinados, que a guia referente a contribuição sindical seja pagas em dia evitando pagamento de juros conforme ocorreu no período auditado, com relação ao valor pago a maior de INSS que o Diretório peça o ressarcimento do valor, por ocasião das férias que sempre disponibilize e solicite a assinatura do colaborador no documento do aviso de férias, e que o pagamento seja efetuado no prazo previsto em lei, verificação das assinaturas na prorrogação de contrato de trabalho, que o exame demissional seja efetuado antes do desligamento do funcionário e por fim que seja fornecido a chave de acesso para o saque do FGTS assim como as guias do seguro-desemprego. Espera-se que, com a realização desta auditoria operacional no setor de recursos humanos e a elaboração do presente relatório de auditoria tenham atendido as expectativas do Diretório de Estudantes, servindo como ferramenta para prevenir e corrigir as irregularidades, para auxiliar no controle e na correta execução dos processos relativos ao setor, para recomendar as melhorias necessárias para o aprimoramento dos controles internos, para cumprir a legislação vigente e evitar assim, possíveis reclamatórias e pendências junto à 137 fiscalização trabalhista e por fim, para auxiliar no desenvolvimento do Diretório de Estudantes. Gracy Auditoria _____________________ _____________________ Graciela Angelita Barbosa Antonio da Silva Auditora responsável Auditor revisor CRC - RS 1807/21 CRC - RS 2203/73 Ijuí RS, 31 de Outubro de 2014. 138 CONCLUSÃO A Auditoria Operacional no setor de Recursos Humanos de um Diretório de Estudantes, tema escolhido para este trabalho de conclusão de curso, foi realizado com êxito, proporcionando conhecimento e experiência para a graduanda do Curso de Ciências Contábeis pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul UNIJUÍ. A contabilidade é uma das áreas que oferecem muitas oportunidades para os seus profissionais principalmente no atual cenário empresarial, sendo assim dentre as novas perspectivas na área contábil destaca-se a atuação na auditoria. A auditoria é uma tecnologia de fundamental importância dentro das organizações, por meio delas, é possível a verificação total nos seus processos nas demonstrações financeiras, nos seus registros, nas transações e operações de uma entidade, com o objetivo de assegurar a veracidade dos registros e proporcionar credibilidade as suas demonstrações financeiras. A auditoria também identifica irregularidades e/ou falhas nos controles internos e apresenta sugestões para melhorá-los. Neste cenário a auditoria operacional tem o propósito de analisar e verificar os procedimentos internos de uma entidade, ela tem caráter corretivo e preventivo, com o objetivo de corrigir as eventuais falhas que possam estar ocorrendo, prevenindo assim a organização de punições por órgãos fiscalizadores. A auditoria operacional realizada no setor de recursos humanos do Diretório de Estudantes procurou avaliar os procedimentos internos adotados no setor, visando identificar erros ou falhas, evitando assim futuras penalidades, bem como eventuais injustiças involuntárias aos seus colaboradores. Para tanto, primeiramente buscou-se embasamento teórico por meio de pesquisa bibliográfica referente a auditoria e de suas ramificações, em especial na Auditoria Operacional de Recursos Humanos, e dessa forma foi desenvolvido a contextualização do estudo, a revisão bibliográfica, a metodologia da pesquisa e por fim a análise dos resultados, por meio de estudo prático baseado nos documentos fornecidos pelo Diretório, onde foram verificados os controles internos, e analisados os métodos adotados nos processos de admissão, movimentação mensal e no desligamento dos colaboradores. Na sequência foram identificados os processos operacionais internos, sendo estes demonstrados por meio de fluxogramas os quais retratam os métodos adotados para a 139 realização das atividades no setor de recursos humanos do Diretório. A partir desses e da análise dos controles internos existentes, foi elaborado o programa de auditoria onde constam os procedimentos de verificação aplicados nos processos de admissão, movimentação mensal e desligamento dos colaboradores o qual serviu de base para o desenvolvimento dos papéis de trabalho. Dando seguimento ao estudo, foram aplicados os papéis de trabalho com a verificação dos procedimentos operacionais que integram o setor de recursos humanos, neles foram evidenciadas todas as constatações, conclusões e sugestões obtidas no transcorrer da auditoria, os quais foram a base para a elaboração do relatório final de auditoria que será entregue ao Diretório de Estudantes. Nesta etapa foram encontradas algumas irregularidades e falhas sobre as quais sugere-se que sejam tomadas providências no sentido de corrigi-las, como segue: registro da data de rescisão da funcionária H no LRE o qual não foi efetuado, atualização tanto na CTPS quanto no LRE relativas a férias, alterações salariais e contribuição sindical, que o Diretório faça a emissão do protocolo de recebimento e devolução da CTPS, com as respectivas e colete as assinaturas, e que proceda a devolução dos documentos no prazo de 48 horas, o qual está previsto na legislação, elabore o termo solicite as assinaturas neste, para concessão do salário família, e solicite os documentos que faltam para a concessão do referido benefício, elaboração de documento devidamente assinado referente a renúncia ou utilização ao direito ao vale transporte; relativo ao CAGED que seja feito o envio mesmo que em atraso regularizando a situação; exigência da realização dos exames periódicos dos funcionários; elaboração dos documentos que se referem a segurança e saúde do trabalhador como o PCMSO e o PPP e também que seja atualizado o PPRA. Também que seja adotado cartões ponto para todos os funcionários, que as guias referente a contribuição sindical seja paga em dia evitando pagamento de juros, com relação ao valor pago a maior de INSS que o Diretório peça o ressarcimento do valor, por ocasião das férias que sempre disponibilize e solicite a assinatura do colaborador no documento do aviso de férias, e que o pagamento seja efetuado no prazo previsto em lei, verificação das assinaturas na prorrogação de contrato de trabalho, que o exame demissional seja efetuado antes do desligamento do funcionário e por fim que seja fornecido a chave de acesso para o saque do FGTS assim como as guias do seguro-desemprego. Com base nos apontamentos citados, foi realizado o Relatório de Auditoria, no qual constam as informações e evidências observadas durante a verificação dos objetos de exame, onde foi demonstrado os itens nos quais foram identificadas algumas falhas e/ou irregularidades no setor, assim como as sugestões de melhoria, servindo como orientação para 140 que a entidade possa evitar futuras penalidades, ou reclamatórias trabalhistas, além de estar em conformidade com a legislação trabalhista e previdenciária. A partir das irregularidades e/ou falhas apontadas e relatadas no presente estudo e também com a proximidade de vigorar o e-social, percebe-se que o Diretório necessita realizar os ajustes propostos no relatório de auditoria para dessa forma estar em conformidade com a legislação e se antecipar aos fatos que poderão impactar nos resultados da organização devendo agir para neutralizar os efeitos indesejáveis que possam ocorrer, caso não observados. O E-Social é um projeto do governo, no qual serão unificadas todas as informações trabalhistas, ele está sendo desenvolvido em conjunto pela Caixa Econômica Federal (CEF), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ministério da Previdência Social (MPS), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB). Este projeto tem o objetivo de garantir os direitos trabalhistas e previdenciários e simplificar o cumprimento das obrigações principais e acessórias. Importante destacar que esta novidade não introduz nenhuma mudança na legislação trabalhista, previdenciária ou FGTS, porém dá ao governo a possibilidade de monitorar, em tempo real, se as organizações estão ou não cumprindo suas obrigações, em outras palavras haverá maior fiscalização e esta de ordem punitiva, ou seja, se a organização deixa de cumprir o prazos, ou não repassa tal informação ou repassa em atraso, de imediato é multada. A implantação do e-social será obrigatória para todas as empresas e em caso de não adequação a mesma poderá sofrer punições, será uma mudança cultural necessitando que as organizações estejam preparadas. No cenário atual as empresas necessitam registrar os eventos trabalhistas de várias maneiras diferentes e a enviar estes registros para diversos órgãos a partir do e-social várias delas serão substituídas como o LRE, RAIS, CAGED, PPP, pois já estarão contempladas no novo sistema. Oportunamente as empresas deverão neste primeiro momento revisar e analisar todos os seus processos internos, destacando-se assim a importância da realização de auditoria operacional de recursos humanos, que para o Diretório será de grande valia pois através dela foi destacado os pontos que devem ser ajustados e melhorados. Alguns dos itens descritos e que devem ser observados pelo Diretório os quais não estão em conformidade para cumprir as exigências do e-social são: a contratação de pessoal com documentação incompleta (falta de documentação na concessão do salário família), rotinas de férias incompletas (pagamento das férias após o período previsto por lei), controles de exames de admissão e periódicos (ocorreu realização de exames no dia da contratação e a não realização dos exames periódicos). 141 Ao finalizar este trabalho de conclusão de curso, percebo que foi de extrema importância e aprendizado, e que proporcionou ampliar e aprimorar os conhecimentos relativos ao setor de recursos humanos, contemplando todos os seus procedimentos desde o início até o fim, os quais envolvem a admissão, a movimentação mensal, a demissão, os deveres da empresa, os direitos dos trabalhadores, o conhecimento das leis, os cálculos trabalhistas entre outros; também na realização de auditoria, tendo uma experiência prática ao realizá-la em uma organização e verificando a sua importância para a entidade e que os apontamentos relatados no Relatório de Auditoria com as ações corretivas e preventivas, e que possam evitar possíveis reclamatórias trabalhistas futuras e punições no caso da ocorrência de uma auditoria externa. Também esses apontamentos podem servir para o Diretório se antecipar as mudanças que virão após a implantação do e-social, revendo os seus processos e controles internos e ajustando o que for necessário para o bom andamento da organização e para que esteja de acordo com todas as exigências propostas por esta nova ferramenta de fiscalização por parte do governo. Como não atuo na área, posso dizer que a realização deste estudo foi muito desafiante, mas que no final se constituiu em uma aprendizagem muito gratificante a qual que me tornou mais capacitada e me agregou conhecimentos e crescimento pessoal e me despertou a pretensão de começar a atuar nesta área. Seria interessante realizar outras pesquisas e auditorias em outros Diretórios Acadêmicos de outras Instituições para fazer o cruzamento e análise das informações e dos resultados. 142 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 6ed. São Paulo: Atlas. 2003. 590p ________. 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