FILME: DOCUMENTO OU FICÇÃO?
PILLA*, Maria Cecília Barreto Amorim – PUCPR
[email protected]
CONCEIÇÃO**, Jorge Vanderlei Costa da.
Acadêmico do Curso de Filosofia - PUCPR
Resumo:
O cinema é um testemunho da sociedade que o produziu, dessa forma constitui-se uma fonte
importante para a análise histórica. Dessa forma, os filmes não devem ser encarados apenas
como ilustrações, devem ser considerados como documentos, percebendo a diferenciação
existente entre um filme de época e um de produção atual sobre um tema do passado. É
importante considerar que os filmes não são a realidade nem a sua reprodução, mas uma
interpretação dela, a elaboração de um discurso sobre a realidade, uma construção e, portanto,
não pode ser visto como sua reprodução fiel. O conteúdo veiculado no cinema não reflete nem
reproduz a história-verdade, mas sim reconstrói a partir de uma linguagem produzida num
determinado contexto histórico. Para servir-se do filme como documento é preciso que o
professor-pesquisador eduque o olhar para que isso lhe possibilite reconhecer as imagens. A
película pode assim representar um veículo precioso para a compreensão dos
comportamentos, das visões de mundo, dos valores, das identidades e das ideologias de uma
sociedade ou de um momento histórico. Tanto do momento histórico que se quer retratar
quanto do período histórico em que é construído e veiculado. Nesse sentido, é que o filme
“Vatel: um banquete para o rei”, mostrou-se o ponto de partida para uma reflexão teóricometodológica sobre o funcionamento da sociedade de corte da França dos séculos XVIIXVIII. Tratado como documento histórico que é, propiciou a elaboração de um estudo que
pretendeu levar em conta especialmente a apreensão e a concepção histórica do filme sob a
luz da historiografia e as interpretações do período.
Palavras-chave: História E Cinema; Fontes Históricas; Filme Documento.
"O cinema é infinito
- Não se mede.
Não tem passado nem futuro.
Cada imagem
Só existe interligada
A que a antecedeu e a que a sucede."
Vinícius de Moraes
(Livro de Sonetos)
*
Professora do Curso de Filosofia e Diretora dos Cursos de Secretariado Executivo e Biblioteconomia e
Documentação da PUCPR. Doutora em História pela UFPR.
**
Acadêmico de Graduação em Filosofia da PUCPR.
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As relações entre história e cinema não são recentes, porém essas relações vêm se
estreitando desde o a década de 1920 com o surgimento da Escola de Annales, na França, e
especialmente na década de 1970, quando as discussões teóricas passaram a considerar
seriamente o cinema como um documento-fonte. No entanto, para a utilização do cinema em
sala de aula é preciso que o professor se aproprie da linguagem cinematográfica. Assim, “todo
o cuidado com a incorporação das ‘novas linguagens’ é pouco, principalmente numa época de
desvalorização do conteúdo socialmente acumulado pelo conhecimento científico”
(NAPOLITANO, 1998, p.149).
Todo filme é um documento, é testemunho da sociedade que o produziu, reflete
ideologias, costumes, mentalidades. Sobre o cinema Marc Ferro (1992) afirma que, as formas
como as imagens aparecem num filme passam uma ideologia e por isso os dirigentes
perceberam a função do cinema buscando pô-lo a seu serviço, como também as autoridades
buscam torná-lo submisso. Dessa forma, os “cineastas conscientemente ou não, estão cada um
a serviço de uma causa, de uma ideologia, explicitamente ou sem colocar abertamente as
questões. Entretanto, isso não exclui o fato de que haja entre eles resistência e duros combates
em defesa de suas próprias idéias” (FERRO, 1992, p.14).
Nesse sentido, a ideologia apresentada num filme não pode aparecer como a ideologia
da classe dominante, mas interpretada como a realidade, ou seja, busca a identificação com
quem assiste o filme. Assim, “o cinema, como toda área cultural, é um campo de luta, e a
história do cinema é também o esforço constante para denunciar este ocultamento e fazer
aparecer quem fala” (BERNARDET, 1990, p. 131).
Para perceber a presença de ideologias num filme é preciso não apenas recuperar quem
o produziu, mas para quem e como o produziu, ou seja, porque as imagens estão colocadas de
determinada maneira e não de outra. E não apenas as imagens, mas a escolha da trilha sonora
e os momentos em que ela é tocada, os recortes de imagens, a escolha dos atores, enfim
pensar o filme como uma construção e não como o registro do real.
Importante esclarecer que os filmes não devem ser encarados apenas como ilustrações,
devem ser considerados como um texto de época, percebendo a diferenciação existente entre
um filme de época e um filme de produção atual sobre um tema do passado. Para Carlos
Alberto Vesentini (1998) todo o ambiente deve ser considerado na análise dos filmes, os
gestos e corpos dos personagens, sua personalidade, ou seja, os problemas e neuroses que os
envolvem.
Dessa forma, é importante considerar que os filmes não são a realidade, nem a sua
reprodução, mas uma interpretação dela, a elaboração de um discurso sobre a realidade. Os
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filmes nos revelam uma história, não apenas aquela produzida pela historiografia oficial,
busca assim a realidade na ficção. Nesse sentido, ao analisar um filme deve-se olhar não
apenas o que é mais significativo, mas também o banal, o corriqueiro, e muitas vezes a
ausência de determinadas imagens.
O filme em sua concepção didática é um importante veículo de análise de contextos
históricos. Tanto da época que quer retratar, quanto da época de sua construção. Nesse sentido
é que Nóvoa (1995, p. 10) defende que:
A função didática da relação cinema-história se consubstancia na utilização de um
novo método aplicado ao ensino: o uso da linguagem cinematográfica como
instrumento auxiliar de formação histórica, com a finalidade de integrar, orientar e
estimular a capacidade de análise dos estudantes. Do ponto de vista didático, trata-se
de utilizar películas já existentes como fontes para a discussão de temas históricos,
de analisar o cinema como agente da história e como documento e, mais ainda, de
preparar estudantes para a pesquisa.
Considerando essas e outras questões sugeriu-se, como trabalho em História Moderna
disciplina ministrada no curso de Filosofia da PUCPR, o filme “Vatel: um banquete para o
rei”, visto que um dos temas a serem estudados no semestre foi o “Absolutismo e a Sociedade
de Corte”. Para tanto, foi encaminhada uma listagem contendo uma bibliografia contendo
alguns textos que pudessem amparar teoricamente a discussão e a elaboração de um artigo
que fosse resultado de uma reflexão do documento/fonte do filme – Vatel. Alguns pontos
deveriam ser analisados, uns a respeito do documento em si, tais como: ano de produção;
direção; prêmios recebidos; atores principais; geografia dos locais; principais personagens;
entre outros. Num segundo momento, a crítica da fonte, uma análise a respeito do tema
abordado: contexto histórico em que se desenvolve o filme; identificação elementos de poder
(social, cultural, político, religioso) veiculados; examinar os espaços de exercício desses
poderes; reconhecer as relações entre os personagens como elementos de poder; perceber as
transformações e permanências em relação aos comportamentos e poderes em geral.
Que resultados surgiram dessas reflexões? Qual a relação possível a ser realizada entre
o documento/filme e as análises teóricas do período analisado? Quais os resultados das
relações entre as imagens e História? Estas e outras questões nortearam a produção dos
trabalhos que foram apresentados, dos quais um deles merece destaque pois nortearam o
estudo que se segue.
A construção do Simbólico, a construção do poder do rei
Luis XIV era acordado em geral às oito horas da manhã ou a qualquer outra hora
fixada de véspera pelo rei, pelo primeiro criado de quarto que dormia junto ao leito
real. Abriam-se as portas para deixar entrar os pajens de câmara. Um destes ia
avisar o camareiro-mor e o primeiro fidalgo de quarto, outro a boca, uma terceiro
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ficava de guarda à porta do quarto para só deixar entrar os senhores que tivessem
esse privilégio (ELIAS, 1995, p.57-58).”
A epígrafe do texto alude à cerimônia do levantar do Rei Luis XIV, que
institucionalizou a etiqueta na França no século XVII e construiu Versalhes. Tanto a
cerimônia construída em volta do rei, como o próprio palácio de Versalhes, pode-se chamar
de símbolos e arquiteturas de poder. Na perspectiva de Norbert Elias (1995, p. 59), “a etiqueta
assumia nesta sociedade e neste tipo de governo uma função simbólica de maior alcance”. A
etiqueta na sociedade de corte impregnava o imaginário humano, divinizando o ritual e a
figura do rei, por outro lado, também agente do aristocrata que projetava o seu lugar na corte
por meio da obtenção do prestígio.
Havia na corte a diferenciação de títulos como pro exemplo aquela que define que o
duque é superior ao marquês, isso influenciava o protocolo que acaba por regulamentar o
lugar e a proximidade que o nobre estaria do rei, tanto nas cerimônias como na vida cotidiana.
Versalhes foi construído de forma a que permitir que os aposentos do rei ficassem
como que o centro da corte daquele chamado “rei Sol”. Em torno desse astro do poder a alta
nobreza circulava e tinha seus aposentos permanentes, enquanto os outros nobres tinham
hôtels em Paris e se dirigiam ao palácio todos os dias em busca de atenção e de prestígio –
qualidades vitais de poder na sociedade de corte.
Para Claudine Haroche (1998, p.52), “esses rituais, dispositivos contínuos, silenciosos
e imperceptíveis, contribuem para despertar, por gestos e posturas, sentimentos de deferência
e reverência, de respeito, temor e medo em relação ao monarca, mas também os sentimentos
de apego e de amor: uma sensibilidade monárquica”.
Norbert Elias (1990) assegura que, no reinado de Luis XIV, a espada deu lugar à
diplomacia, ou seja, a corte se torna lugar de disputas políticas, pessoais e financeiras e, a
figura do rei é centro dessa disputa.
Como objeto de reflexão sobre o estudo da sociedade de corte tomou-se o filme
baseado numa histórica verídica, “Vatel: um banquete para o rei”, película de temática
histórica, mostra a corte francesa do século XVII. Co-produção França-Reino Unido, do ano
de 2000, com a duração de 119 minutos, traz o jogo de poder e as intrigas da corte de Luis
XIV que vai passar um final de semana a convite do príncipe de Condé em seu castelo de
Chantilly. O filme é dirigido por Roland Joffé e protagonizados pelos autores Gerard
Depardieu (Vatel), Tim Roth (Marques de Lauzun), Julian Sands (Rei Luis XIV) e Julian
Glover (O Príncipe de Condé).
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O filme Vatel retrata a corte do século XVII, na França, principalmente a tentativas
que o Príncipe Condé, que realiza banquetes para o rei Luis XIV, com o intuito de conseguir
favores financeiros e militares. Em 1671, o Príncipe de Condé organiza três dias e três noites
de banquetes nos quais estão presentes, o rei, a rainha e parte da corte de Versalhes, está
presente, em torno dos banquetes há toda uma maratona de intrigas que tem como objetivo
agradar ao rei. Condé está falido, arruinado e precisa chamar a atenção do rei para suas
habilidades de grande anfitrião e de grande militar. Só assim será capaz de reconquistar a
confiança de Luís XIV para nomeá-lo general de tropas francesas contra a Holanda e
conseqüentemente, salvar-se da bancarrota.
Somente um homem poderia resgatar Condé, François Vatel, grande artista da
culinária e dos festins barrocos da alta nobreza francesa do período. Luís XIV,
reconhecidamente como um amante da mesa e das recepções suntuosas, poderia, literalmente
ser seduzido pela “boca e pelos olhos”. No final, o príncipe consegue o pretendido, a guerra
declarada contra a Holanda garante-lhe a nomeação como general em defesa da Alsácia. O
“rei guloso” mostrou que um final de semana regado pela abundância, ser capaz de relacionar
os feitos de um grande anfitrião às façanhas de um grande militar.
A cunhada de Luís XIV, a princesa Palatina diz em suas memórias que o rei tinha tão
boa disposição para comer que era capaz, em uma só refeição, quatro pratos de sopa, uma
travessa de salada, um faisão, uma perdiz, uma perna inteira de cabrito, dois enormes pedaços
de presunto, doces e frutas. Glutão ou não, o certo é que era o centro de todas as atenções e da
distribuição dos privilégios e regalias.
O filme Vatel retrata as relações de poder entre nobreza e rei, aquela em busca do tão
necessário prestígio, e o segundo a cata de apoio e submissão.
Logo no início do filme, percebe-se a ordem hierárquica no interior da sociedade da
corte, quando o Príncipe de Condé faz a distribuição dos quartos-apartamentos. Para Elias
(1995, p.60), “a verdadeira posição de um indivíduo na trama da corte dependia: da posição
oficial e posição do poder efetivo”.
Condé coloca nas mãos a grande responsabilidade deste ganhar a confiança do rei,
pois como conhecedor das artes culinárias era também criativo na elaboração dos espetáculos
artísticos e teatrais que deveriam entreter os ilustríssimos visitantes. Com isso o príncipe de
Condé poderia ter uma importante oportunidade de aproximação em relação ao rei, prestes a
declarar guerra com Guilherme de Orange, da casa de Holanda e necessitando do auxílio de
militares seguros e vitoriosos. Essa aproximação poderia conceder-lhe prestígio suficiente
para ajuda-lo a pagar suas dívidas e restabelecer seu lugar na etiqueta da corte.
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.Atenção particular há que se dar à construção da personagem real que representa ao
mesmo tempo, domínio e fascínio exercidos por meio de sua postura, gestos, e pelo
movimento real sobre os súditos, isso tudo é o que constitui o diferencial que o destaca, o
define e o coloca como centro de tudo, em sua célebre posição solar. Pois como prevê Ribeiro
(1987, p.77): “Os gestos mais triviais adquirem uma importância que, somada ao fascínio que
exercem, serve a organizar a hierarquia da corte”.
A etiqueta regulava a vida na corte, o controle de si era qualidade tão necessária
quanto o controle sobre o outro. Luis XIV demonstrava seus afetos, concedia favores ou
repudiava seus súditos, a partir de gestos, esse comportamento também era encontrado nos
nobres que viviam o tempo inteiro envolvido em jogos de intrigas, amores e traição. “Alguns
atributos do poder, fundamentalmente ligado à apresentação pública do monarca, contribuem
à instauração dessa ordem. Vestimentas, ornamentos ou, como dizia La Bruyère, equipagem
ou aparatos; posturas, gestos, olhares, condutas aparecem, assim, como instrumentos do poder
[...]” (HAROCHE, 1998, p.58).
Em torno da organização das cerimônias, aconteciam os jogos políticos. Elias (1995)
afirma que, o lugar que a nobreza ocupava na ante-sala para o ritual de entrada nos aposentos
reais, implicava num valor de prestigio social e quanto maior a aproximação do nobre ao
monarca, maior era o seu titulo ou a “graça” que ele conseguia.
Da relação da nobreza com o rei ou dos nobres entre si, podemos vislumbrar a
existência de uma antropologia do poder. Os elementos simbólicos que permeavam a corte de
Luis XIV, constituíam a noção de psicologismo político, pois qualquer reação de
descontentamento ou desaprovação de alguma ordem por entre aqueles que detinham alguma
autoridade, poderia arruinar as estratégias políticas. Assim, na corte a arte de observar o outro
era tão importante como a arte de observar a si mesmo.
Para Elias (1995, p.79), um “perfeito cortesão é senhor dos seus gestos, dos seus
olhos, do seu rosto; é profundo, impenetrável; dissimula os maus ofícios; sorri aos inimigos;
oculta a sua má disposição, mascara as suas paixões, contraria o coração, fala e age contra os
seus sentimentos”.
Nesse sentido é que, em sua obra “O Príncipe”, Nicolau Maquiavel (1976, p.81)
preconizava para o século XVI que: “Os meios que empregar serão sempre julgados honrosos
e louvados por todos, porque o vulgo é levado pelas aparências e pelos resultados dos fatos
consumados, e o mundo é constituído pelo vulgo, e não haverá lugar para a minoria se
maioria não tem onde se apoiar “. A perspectiva do filósofo italiano possibilita a seguinte
alegoria: na vida da corte não importa os meios, mas sim, os resultados e as aparências, pois
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na nobreza há apenas duas vertentes, a saber, a aparência e o poder. Por isso, torna
indispensável ao nobre a etiqueta, por ela ser um mecanismo de controle sobre si e sobre o
outro.
Segundo Maquiavel, a política também é feita de aparência e cerimônia. Na corte do
Luis XIV, havia várias cerimônias que legitimavam o poder do rei. Na sociedade
contemporânea podemos perceber algumas permanências dos chamados “rituais de corte”,
ainda que em outra perspectiva, em sua maior parte, republicana. Exemplo disso é a cerimônia
de posse do Presidente da República – que desfila em carro aberto em Brasília. Chegando ao
Palácio do Planalto sobe a rampa em um tapete vermelho, e se dá continuidade da cerimônia
de apossamento do Presidente. A palavra apossamento pode soar estranho, devido o seu
significado de “tomar a posse de”, mas, quando o Presidente assume, ele toma a posse dos
ministérios e da direção do País. A sua validade é legitimada pelo ritual de posse, se ele não
acontecer o suposto Presidente eleito não assume o cargo de chefe de Estado. Entendo-se, por
personificação do poder a conjunção da idéia de poder com a figura de um homem. Assim,
podemos afirmar que a cerimônia constitui o poder e o personifica. A cerimônia é composta
de normas de conduta, que são reflexo de etiqueta institucionalizada, hoje mais chamada de
protocolo.
REFERÊNCIAS:
BERNARDET, J.C. O que é cinema? São Paulo : Brasiliense, 1980.
ELIAS, Norbert. A sociedade de corte. Lisboa: Estampa, 1995.
FERRO, Marc. Cinema e história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
HAROCHE, Claudine. Da palavra ao gesto. Campinas: Papirus, 1998.
MAQUIAVEL. O Príncipe. São Paulo: Abril, 1976.
NAPOLITANO, Marcus. A televisão como documento. In: O saber histórico em sala de
aula. São Paulo : Contexto, 1998.
NÓVOA, Jorge. A apologia da relação cinema-história. Revista Olho da História.
Disponível em: < http://www.ufba.br/~revistao/01apolog.html >. Acesso em 19 de mar. de
2007.
RIBEIRO, Renato Janine. A etiqueta no Antigo Regime. São Paulo : Brasiliense, 1987.
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VESENTINI, C. História e ensino: o tema do sistema de fábrica visto através de filmes. In: O
saber histórico na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1998.
VATEL. Roland Joffé. França/Reino Unido. Miramax Films, 2000. 119m.
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