CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES
ASSOCIADAS DE ENSINO – FAE
NATHÁLIA CRISTINA DE ASSIS O FENÔMENO DOS GRATUITOS
SÃO JOÃO DA BOA VISTA - SP
2010
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CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES
ASSOCIADAS DE ENSINO – FAE
NATHÁLIA CRISTINA DE ASSIS O FENÔMENO DOS GRATUITOS
SÃO JOÃO DA BOA VISTA - SP
2010
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NATHÁLIA CRISTINA DE ASSIS
O FENÔMENO DOS GRATUITOS
Relatório Técnico do Projeto Experimental,
modalidade monografia, apresentado ao Centro
Universitário das Faculdades Associadas de
Ensino – FAE, como requisito parcial para
obtenção do grau de Bacharel em Comunicação
Social – Jornalismo, sob orientação do professor
Ms. Camilo Antônio de Assis Barbosa.
SÃO JOÃO DA BOA VISTA – SP
2010
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NATHÁLIA CRISTINA DE ASSIS
O FENÔMENO DOS GRATUITOS
Este Projeto Experimental, modalidade monografia, foi apresentado como trabalho de
conclusão do curso de Comunicação Social – Jornalismo do Centro Universitário das
Faculdades Associadas de Ensino – Unifae, e foi avaliado pela banca examinadora integrada
pelos professores abaixo nomeados.
São João da Boa Vista (SP), 21 de outubro de 2010.
____________________________________________
Prof.a Ms. Rosa Helena Carvalho Serrano
Examinadora
____________________________________________
Prof. Ms. Wiliam L. R. de Oliveira
Examinador
____________________________________________
Prof. Ms. Camilo Antônio de Assis Barbosa
Orientador
3
DEDICATÓRIA
A minha querida família e aos amigos que conquistei durante os quatro anos de faculdade.
4
AGRADECIMENTOS
A Deus, por guiar meus passos e me abençoar.
A minha querida família pelo apoio de sempre.
Aos meus avós que amo incondicionalmente.
A meus pais que me deram forças para que eu chegasse a mais uma etapa da minha
vida.
A minha tia Paloma por todos os conselhos e apoio a minha carreira.
Às equipes da TV Poços e do Jornal Mantiqueira que me ensinaram, na prática, o que
é ser jornalista.
Aos meus queridos amigos e jornalistas Alex Silva, Jéssica Balbino e Lúcia Ribeiro
por me ajudarem, de alguma maneira, a concluir este trabalho.
Ao orientador e professor Camilo Barbosa pelo apoio, paciência, compreensão,
dedicação e palavras sábias que tornaram possível a conclusão desta monografia.
Aos meus colegas de classe pelos quatro anos de convivência, pela amizade verdadeira
e pelo apoio que cada um me deu, seja dentro ou fora da faculdade.
As minhas amigas Alinne Fanelli, Daniele Luengo, Emília Frison, Fernanda Melo,
Marta Marsullo e Zeinab Salman por todos os momentos preciosos que passei com cada uma
durante esses quatro anos.
Aos meus amigos Éder Rezende e Pedro Cotrim por serem companheiros e atenciosos
quando precisei.
A todos os professores do Unifae pelos conhecimentos e experiências repassados ao
longo do curso, contribuindo para minha formação acadêmica.
Aos entrevistados desta monografia que foram essenciais na coleta de informações e
dados para este trabalho. Em especial Irineu Masiero, diretor do Jornal Metro.
5
RESUMO
A monografia O Fenômeno dos Gratuitos analisa o mercado dos jornais distribuídos
nas ruas de São Paulo, tendo como objeto de estudo o Jornal Metro, maior veículo de
distribuição gratuita no mundo. A pesquisa apresenta a linha editorial do jornal, como é
produzido, além de sua distribuição e circulação em várias cidades brasileiras. O trabalho traz
levantamentos sobre a história da imprensa brasileira, passando pela evolução dos impressos.
Palavras-chave: Jornais Gratuitos - Metro – Destak - Imprensa
6
ABSTRACT
The monograph O Fenômeno dos Gratuitos (Phenomenon of the Free), analyzes the market
of the newspapers distributed in the streets of São Paulo, where the object of study is Jornal
Metro, the largest vehicle of free worldwide distribution. The research presents the
newspaper's editorial line, as it is produced as well as their distribution and movement in
many Brazilian cities. The work brings a survey on the history of the Brazilian press, through
the evolution of printing.
Keywords: Free Newspapers - Metro - Destak - Press
7
SUMÁRIO
1
INTRODUÇÃO............................................................................................................9
1.1 MÉTODOS UTILIZADOS NA PESQUISA..........................................................10
1.2 OBJETIVOS............................................................................................................11
1.3 JUSTIFICATIVA....................................................................................................11
2
PRIMÓRDIOS DA IMPRENSA BRASILEIRA....................................................13
2.1 CORREIO BRASILIENSE....................................................................................14
2.2 OUTROS JORNAIS DE DESTAQUE NO PAÍS..................................................14
2.3 DIÁRIOS ASSOCIADOS......................................................................................13
2.4 FOLHA DE S. PAULO..........................................................................................16
2.5 O ESTADO DE S. PAULO....................................................................................17
2.6 O GLOBO...............................................................................................................18
2.7 JORNAL DO BRASIL...........................................................................................19
2.8 NOTÍCIAS POPULARES......................................................................................20
3 RUMOS DO JORNALISMO IMPRESSO...............................................................22
3.1 JORNAIS GRATUITOS.........................................................................................24
3.2 METRÔ NEWS......................................................................................................26
3.3 DESTAK.................................................................................................................26
4 O SURGIMENTO DO METRO................................................................................28
4.1 O METRO NO BRASIL.........................................................................................28
4.2 LINHA EDITORIAL..............................................................................................29
4.3 PRODUÇÃO...........................................................................................................29
4.4 IMPRESSÃO E DISTRIBUIÇÃO..........................................................................29
4.5 PERFIL DO LEITOR.............................................................................................30
4.6 DEPARTAMENTO COMERCIAL.......................................................................30
4.7 METRO SÃO PAULO...........................................................................................31
4.8 METRO ABC PAULISTA.....................................................................................32
4.9 METRO SANTOS..................................................................................................32
8
5 ANÁLISE METRO SÃO PAULO.............................................................................34
5.1 ANÁLISE DESCRITIVA DO JORNAL METRO............................................... 34
5.1.1
CAPAS........................................................................................................34
5.1.2
PÁGINA 2...................................................................................................39
5.1.3
PÁGINA 3...................................................................................................41
5.1.4
PÁGINA 4...................................................................................................43
5.1.5
PÁGINA 5...................................................................................................44
5.1.6
PÁGINA 6...................................................................................................45
5.1.7
PÁGINA 7...................................................................................................48
5.1.8
PÁGINA 8...................................................................................................50
5.1.9
PÁGINA 9...................................................................................................51
5.1.10 PÁGINA 10.................................................................................................54
5.1.11 PÁGINA 11.................................................................................................57
5.1.12 PÁGINA 12.................................................................................................60
5.1.13 PÁGINA 13.................................................................................................65
5.1.14 PÁGINA 14.................................................................................................68
5.1.15 PÁGINA 15.................................................................................................72
5.1.16 PÁGINA 16.................................................................................................75
5.1.17 OUTRAS EDIÇÕES...................................................................................78
5.1.18 ANÁLISE GERAL.....................................................................................78
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................................................81
7 CRONOGRAMA DE TRABALHO..........................................................................82
REFERÊNCIAS................................................................................................................86
ANEXO..............................................................................................................................88
APÊNDICE.......................................................................................................................90
9
1 INTRODUÇÃO
Os jornais gratuitos, segundo dados da Associação Mundial dos Jornais, estão,
atualmente, em franca expansão e correspondem a 8% dos jornais em circulação no planeta. A
edição brasileira do maior jornal de distribuição gratuita do mundo, o Metro, de São Paulo, é
o foco principal de análise desta monografia. Para isso serão analisadas 17 edições diárias
publicadas nos meses de junho e julho de 2010.
Atualmente, o Metro circula em 23 países, totalizando 150 cidades em todo o globo.
No Brasil, é distribuído em São Paulo, ABC Paulista, Santos e Campinas. De acordo com o
diretor de redação do jornal, Irineu Masiero, em e-mail enviado a autora deste trabalho, “o
padrão Metro prevê pouco texto, com informações absolutamente concisas”.
No país, a distribuição de jornais gratuitos teve início com o lançamento do jornal
Shopping News, em 1970. Distribuído em São Paulo, aos domingos, o veículo sobreviveu até
1998, quando o grupo DCI (Comércio, Indústria e Serviços), que o editava, entrou em crise.
Em 2003, o caderno Shopping News voltou a funcionar. O veículo chega às bancas toda
sexta-feira junto com o jornal DCI. Temas variados, colunas de moda, turismo, variedades e
cultura compõem o jornal, distribuído gratuitamente em alguns pontos de São Paulo, como
cafés, galerias e bancas da cidade.
Em 14 de setembro de 1974 chega ao mercado dos gratuitos o Metrô News. O veículo
pertence ao Grupo Thomeu, também proprietário da Folha Metropolitana, de Guarulhos, da
Artes Gráficas Guaru e da Metalúrgica Paschoal Thomeu. Ele circula de segunda a sextafeira, em todas as estações de metrô da cidade de São Paulo, com tiragem de 150 mil
exemplares por dia.
O jornal Destak foi o segundo grande gratuito lançado em São Paulo. A circulação
começou em seis de julho de 2006 e é fruto de uma parceria entre o empresário André Jordan
e a Cofina, maior grupo de mídia impressa de Portugal. Hoje são 150 mil exemplares
publicados na cidade de São Paulo. Nos últimos anos, o veículo se expandiu para o Rio de
Janeiro e também para o Distrito Federal. De acordo com a empresa, o Destak “tem a missão
de atender a um público exigente e sem tempo a perder, que busca informação concisa e
completa. É produzido para ser lido em meia hora”.
Com visual leve e textos curtos, os gratuitos fogem às regras dos impressos
tradicionais, que trabalham a profundidade dos fatos com matérias e artigos longos.
A primeira parte desta monografia apresenta a história da imprensa brasileira, do
primeiro jornal editado no país até os impressos de grande circulação nos dias atuais. A
10
segunda parte fala sobre o surgimento dos primeiros jornais gratuitos no Brasil e no mundo.
Já a terceira parte apresenta informações sobre o Jornal Metro, o maior gratuito do planeta, da
produção à distribuição. Por último, a quarta parte traz uma análise estatística de 17 edições
diárias do Metro.
1.1 Métodos utilizados na pesquisa
Este trabalho enquadra-se no conceito elaborado por Ander-Egg (1978, p.28 apud
MARCONI e LAKATOS, 2002, p.15) que define pesquisa como “[...] um procedimento
reflexivo sistemático controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados,
relações ou leis, em qualquer campo de conhecimento”. Assim, esta investigação também é
“[...] um procedimento formal, com método de pensamento reflexivo, que requer um
tratamento científico e se constitui no caminho para se conhecer a realidade ou para descobrir
verdades parciais” (Ibidem, ib).
Para o desenvolvimento do tema proposto, uma das ferramentas metodológicas
utilizadas foi a pesquisa bibliográfica, que, na ótica de Alves (2003, p. 53 apud
GONÇALVES, 2007, p.13) é feita a partir de fontes já prontas, como livros, artigos
científicos, publicações periódicas, entre outras, as quais são chamadas “fontes de papel”,
abrangendo toda bibliografia de conhecimento público em relação ao assunto estudado.
[...] toda bibliografia já tomada pública em relação ao tema de estudo, desde
publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses,
material cartográfico etc., até meios de comunicação orais: rádio, gravações em fita
magnética e audiovisuais: filmes e televisão (MARCONI e LAKATOS, 2002, p.71).
A fase da pesquisa bibliográfica e de fontes secundárias teve como objetivo “conhecer
e analisar as principais contribuições teóricas existentes sobre um determinado tema ou
problema, tornando-se um instrumento indispensável para qualquer tipo de pesquisa”.
(KÖCHE, 2004, p.122)
A entrevista também foi uma das ferramentas metodológicas utilizadas na pesquisa.
As realizadas por e-mail se encaixam na modalidade “padronizada ou estruturada”, na qual,
segundo Marconi e Lakatos, “o entrevistador segue um roteiro previamente estabelecido e as
perguntas feitas ao indivíduo são predeterminadas”. (2002, p. 93).
Entrevistas individuais e em profundidade também foram realizadas para a produção
desta monografia. Elas possibilitam perguntas que facilitam explorar o assunto, descrever
processos, compreender, analisar e discutir.
11
A entrevista em profundidade é uma técnica dinâmica e flexível, útil para apreensão
de uma realidade tanto para tratar de questões relacionadas ao íntimo do
entrevistado, como para descrição de processos complexos nos quais está ou esteve
envolvido. (BARROS, A. e DUARTE, J. 2006, p. 64)
A entrevista fechada também foi utilizada como método de pesquisa. Foram
elaboradas perguntas iguais para todos os entrevistados, a fim de se estabelecer uniformidade
e comparação entre as respostas. Nas entrevistas aos diretores de redação do Metro e do
Destak, as questões foram semelhantes. A maioria delas se refere à estrutura do veículo de
comunicação, critérios usados na seleção das notícias, avaliação do trabalho e informações
sobre a rotina da redação, gráfica e distribuição aos leitores.
A seleção das informações tomou por base as fontes primárias, que envolvem os
jornalistas e demais profissionais diretamente ligados na produção dos informativos. Para a
coleta de dados e complemento das entrevistas, quando necessário, foi utilizada a internet, via
consulta de sites e envio de emails.
Dezessete edições do jornal metro, num total de 210 páginas, foram analisadas neste
trabalho. A amostra do número de exemplares foi feita com base em cálculos estatísticos que
dão margem de acerto do estudo em 90%. Para isso, foram consultadas obras específicas e
contou-se com o apoio de um profissional de estatística da Unifae.
Ao longo da produção desta monografia, foram grandes as dificuldades de pesquisa
nesta área por se tratar de um assunto órfão de estudos aprofundados.
1.2 Objetivos
O objetivo geral da monografia é analisar o jornal gratuito Metro e o mercado no qual
está inserido na cidade de São Paulo.
Os objetivos específicos são analisar a trajetória e a evolução do veículo, sua inovação
editorial, produção, circulação e distribuição no Brasil.
1.3 Justificativa
A proposta do estudo de caso do Jornal Metro justifica-se pelo crescimento da
circulação dos jornais gratuitos no Brasil, bem como pela importância do mesmo como o
maior impresso gratuito de todo o planeta. Numa época de constantes mudanças e evolução
das mídias, a monografia pretende contribuir com um novo olhar sobre as propostas editoriais
e de mercado dos impressos gratuitos.
12
Os autores Goode e Hatt (1979, p.421 – 422) definem o estudo de caso como um
método de olhar para a realidade social; “[...] não é uma técnica específica. É um meio de
organizar dados sociais preservando o caráter unitário do objeto social estudado”.
13
2 PRIMÓRDIOS DA IMPRENSA BRASILEIRA
No Brasil, a imprensa nasceu tardiamente e com propósitos diferentes dos primeiros
jornais lançados na Europa e nas Américas espanhola e inglesa, no século XVII. A imprensa
brasileira só surgiu no país no século XIX, em 1808, com “roupagem política”, como afirma
Álvaro Caldas, no artigo Deu no Jornal – O Jornalismo Impresso na Era da Internet. O texto
descreve que, naquela época, no começo do jornalismo brasileiro, os jornais pertenciam a
políticos que os utilizavam para fazer propaganda de seus partidos e idéias.
Enquanto em outras partes do mundo o veículo impresso veio para fortalecer a
classe mercantil que se impunha no cenário histórico, para nós a imprensa chegou no
início do século XIX (1808), com roupagem política. (DEU NO JORNAL; O
Jornalismo Impresso na era da Internet. Organizador Álvaro Caldas, Editora PUC
Rio, 2002).
No século XIX, diferente dos principais países latino-americanos, ainda
não
havia
tipografia no Brasil, inventada pelo alemão Joahnnes Gutenberg, em 1447, que deu base ao
surgimento dos impressos. Naquela época, a instalação da tipografia e, conseqüentemente, da
imprensa na colônia, não interessava a Coroa por diversos motivos.
Depois de tentativas fracassadas, a primeira tipografia passa a funcionar no país de
forma duradoura. Ela veio com a Corte Portuguesa, a bordo da Meduza, uma das naus da
família real, em 22 de janeiro de 1808. Até então, qualquer atividade de imprensa era
proibida. Devido à invasão das tropas francesas, a sede do governo português foi transferida
para o Rio.
Oficialmente, a imprensa brasileira nasceu no dia 13 de maio de 1808, com a criação
da Impressão Régia, pelo príncipe-regente D. João VI. Por meio dela, em 10 de setembro de
1808, é lançado a Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal impresso publicado em território
brasileiro.
A importância da Gazeta, além de documentar um aspecto da época, foi acabar com
a interdição que o governo português impunha até então aos brasileiros de
reproduzir mecanicamente a palavra escrita. Até a implantação da Imprensa Régia,
com máquinas trazidas pela esquadra em que a corte portuguesa fugiu das tropas
napoleônicas, não se podia, no Brasil, imprimir nem poemas em louvor aos
governantes. (DEU NO JORNAL; O Jornalismo Impresso na era da Internet.
Organizador Álvaro Caldas, Editora PUC Rio, 2002).
O veículo tinha Frei Tibúrcio José da Rocha como editor. Os comunicados eram sobre
o governo, além de notícias sobre a política internacional. No início, o jornal circulou
semanalmente, publicado aos sábados. Depois, passa a bissemanal, às quartas-feiras e aos
14
sábados. E, mais tarde , começa a veicular às terças e quintas-feiras e, também, aos sábados.
Além dessas edições, houve a publicação de extraordinárias, sempre com quatro páginas cada.
No dia 29 de dezembro de 1821, passou a se chamar apenas “Gazeta do Rio”. Mas,
com a Independência do Brasil, em 1822, a Gazeta parou de circular.
2.1 Correio Braziliense
Muitos autores consideram que o marco inicial do jornalismo no Brasil foi quando
Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça fundou o jornal Correio Braziliense,
escrito e editado em Londres.
O Correio Braziliense ou Armazém Literário circulava mensalmente, com 140
páginas. Com uma linguagem didática e argumentativa, as principais seções eram Política,
Comércio e Artes, Literatura e Ciências, Miscelânea, Reflexões e Correspondência.
Resolvi lançar esta publicação na capital inglesa dada a dificuldade de publicar
obras periódicas no Brasil, já pela censura prévia, já pelos perigos a que os redatores
se exporiam, falando francamente das ações dos homens poderosos”. (HIPÓLITO
JOSÉ DA COSTA; Edição nº 1, Correio Braziliense)
O jornal entrava clandestinamente no Brasil. Apesar de lançado em 1º de junho de
1808, só chegou ao país em outubro do mesmo ano, com grande repercussão. Após alguns
anos o veículo é proibido, apreendido, censurado e processado no Brasil e em Portugal. Ao
todo, 175 números e 29 volumes compõem a coleção completa do Correio Braziliense, que
circulou de 1808 a 1822.
2.2 Outros jornais de destaque no país
Até 1820, apenas a Gazeta do Rio de Janeiro e revistas impressas na Imprensa Régia
tinham licença para circular. A proibição só terminou em 1821. Neste ano, surge o Diário do
Rio de Janeiro. O Jornal do Commercio, fundado em 1827, também foi um marco na história
dos impressos no Brasil.
O livro “O Jornalismo Impresso na Era da Internet”, no artigo Deu no Jornal, de
Álvaro Caldas, explica que o Jornal do Commercio praticamente não emitia opinião, apenas
informava notícias de interesse dos comerciantes. Em primeiro de agosto, o veículo foi
responsável por uma grande mudança na história da imprensa brasileira. Ele publicou os
primeiros telegramas recebidos com notícias enviadas de Londres pela agência Havas-
15
Reuters. Na mesma época surgiu o artigo editorial, hoje denominado apenas editorial, que
separa a opinião da informação.
2.3 Diários Associados
O grupo Diários Associados, fundado pelo jornalista, político e empresário Assis
Chateaubriand Bandeira de Melo, conhecido como Chatô, já foi a maior corporação de mídia
na história da imprensa brasileira. Entre os anos de 1930 e 1960 detinha um grupo de
comunicação composto por mais de uma centena de jornais, emissoras de rádio e TV, revistas
e agências telegráficas.
Os Diários Associados tiveram início com a aquisição de O Jornal, em 1924. Em 10 de
novembro de 1928, lançou a revista O Cruzeiro, hoje extinta, que bateu recordes de tiragem
devido às reportagens publicadas. Muitos dos jornais, revistas e emissoras de rádio e TV
fundados pelo grupo continuam operando. Atualmente, são 50 veículos de comunicação
pertencentes aos Associados, entre eles 15 impressos. Um deles é O Estado de Minas,
fundado em 7 de março de 1928. O grupo lançou também, em 1960, um jornal em Brasília.
Assis Chateubriand retomou o título “Correio Braziliense”, de Hipólito José da Costa.
Outros jornais pertencentes ao grupo:
- Diário Mercantil – Rio de Janeiro/RJ
- Diário de Natal – Natal/RN
- Aqui DF – Brasília, DF
- Aqui PE – Pernambuco/PE
- Aqui Betim – Betim/MG
- O Norte – João Pessoa/PB
- O Imparcial – São Luis/MA
16
Capa da edição de 03/09/2010 do jornal Estado de Minas
2.4 Folha de S. Paulo
Em 19 de fevereiro de 1921, foi fundado o jornal Folha da Noite, criado por Olival
Costa e Pedro Cunha. O diário noticiava as deficiências dos serviços públicos no Brasil. Em
julho de 1925, foi lançado o Folha da Manhã, edição matutina do Folha da Noite. Em janeiro
de 1931, foi vendido para Octaviano Alves Lima. A tiragem diária foi para 80 mil exemplares
e a companhia passou a se chamar Folha da Manhã. Em 1949, foi lançado o Folha da Tarde.
Na década de 60, os três títulos da empresa se fundem e surge a Folha de S. Paulo, em
1º de janeiro de 1960. Em agosto de 1962, os empresários Octavio Frias de Oliveira e Carlos
Caldeira Filho (1913 -1993) assumiram a empresa.
Atualmente a Folha é o jornal de maior circulação do Brasil, segundo dados do
Instituto Verificador de Circulação (IVC). Em 2008, um levantamento do órgão apontou que
o jornal atinge uma média de 311.287 exemplares por dia.
17
Capa da edição número 29.738 do jornal Folha de S. Paulo, publicada em 03/09/2010
2.5 O Estado de S. Paulo
Fundado em 4 de janeiro de 1875, o jornal “Província de São Paulo” passou a chamarse O Estado de S. Paulo em dezembro de 1889. No fim do século XIX já era o maior veículo
impresso de São Paulo. Na época era dirigido por Julio Mesquita. Depois de falecido, Júlio de
Mesquita Filho assumiu a direção, seguido de Júlio de Mesquita Neto e, atualmente, Ruy
Mesquita.
Segundo dados do IVC, O Estado de S. Paulo é o quarto maior jornal brasileiro em
circulação. Em média, são publicados mais de 200 mil exemplares por dia.
18
Capa da edição de número 42271 do Jornal O Estado de S. Paulo, publicada em 12/07/2010 2.6 O Globo
O Jornal O Globo foi fundado em 29 de julho de 1925, no Rio de Janeiro. Pertence a
Organizações Globo, da família Marinho, que também fundou a Rede Globo de Televisão, a
Editora Globo e a Rádio Globo.
Em 1925 era dirigido pelo jornalista Irineu Marinho, que faleceu 21 dias após a
fundação do veículo. Seu filho, Roberto Marinho, e o amigo da família Euclydes de Matos,
foram os responsáveis pela continuidade dos trabalhos. Entre os anos de 1930 e 1980, foi
considerado o jornal mais vendido do país, sendo superado pela Folha de S. Paulo. Tem
tiragem aproximada de 300 mil exemplares dia.
19
Capa do Jornal O Globo, publicada no dia 12 de setembro de 2001.
2.7 Jornal do Brasil
O Jornal do Brasil foi fundado em 1891, por Rodolfo Epifânio de Sousa Dantas, com
Joaquim Nabuco, Sancho de Barros Pimentel e José Veríssimo. Era um veículo conservador
até ser assumido por Rui Barbosa em 1893.
A morte de Pedro II leva o Jornal do Brasil a publicar uma edição especial com a
manchete “O grade morto” como forma de manifestar a simpatia do jornal pela monarquia.
Joaquim Nabuco assina dois artigos – “As ilusões republicanas” e “Outras ilusões
republicanas” – que são análises doutrinárias consideradas provocatórias,
inadmissíveis. É o estopim. Na noite de 16 de dezembro de 1891, a redação é
atacada a bala por invasores que gritam “Mata, mata Nabuco”. As oficinas são
depredadas. O ministro da Justiça responde a Nabuco que “o governo não tem meios
de garantir a vida dos jornalistas que trabalham nos jornais monarquistas”. (BAHIA,
Juarez. História da Imprensa Brasileira, 1990, p 117)
Quando Rui Barbosa assume a direção do JB, em 1893, pretende fazer um jornalismo
livre, independente e “dentro da lei”. Porém, em algumas publicações, o jornal é acusado de
20
incitar a Revolta Armada. Com isso, no dia 1º de outubro daquele ano, o veículo é assaltado e
ocupado militarmente. Ele só volta a ser publicado um ano e 45 dias depois.
Em 2008, o Jornal do Brasil disponibilizou na internet o acervo histórico digitalizado
do veículo, por meio de uma parceria com o Google. Todas as edições das décadas de 30 a 40
passaram a ser de livre acesso na web.
Entre os anos de 2003 e 2010, passou por crises. Chegou a atingir a marca de 100 mil
exemplares em 2007, mas, em março de 2010, as vendas começaram a cair e a tiragem passou
para cerca de 20 mil exemplares. Devido à crise financeira anunciou, em julho de 2010, o fim
da edição impressa. A partir do dia primeiro de setembro do mesmo ano, passou a existir
somente em versão online, restrita a assinantes.
O “Jornal do Brasil” publica hoje um comunicado aos leitores anunciando o fim de
sua edição impressa, a partir do dia 1º de setembro. Seu conteúdo, a partir de então,
ficará disponível apenas na internet, com preço de assinatura de R$ 9,90 por mês.
(FOLHA ONLINE, 14 de julho de 2010)
Capa da edição número 159 do Jornal do Brasil, publicada em 14/09/2010
2.8 Notícias Populares
O jornal Notícias Populares, conhecido como NP, é considerado como um dos marcos
do jornalismo brasileiro. Publicado pelo Grupo Folha, o veículo circulou na cidade de São
Paulo, de 15 de outubro de 1963 a 20 de janeiro de 2001. Com o slogan “Nada mais que a
verdade”, chamava a atenção dos leitores com as manchetes violentas, em sua maioria sobre
notícias de crimes e sexo. Saiu de circulação após o sucesso de programas televisivos que
tinham a mesma proposta que o NP, como o Brasil Urgente, apresentado por José Luiz
Datena, na Rede Bandeirantes.
O jornalismo adotado pelo Notícias Populares gerou polêmica. Muitos criticavam o
veículo por publicar textos “exagerados” e por abordar temas relacionados ao sexo. O jornal
21
foi também um dos primeiros a criar colunas dedicadas ao público GLS (gays, lésbicas e
simpatizantes). O veículo publicou ainda histórias polêmicas e curiosas, como a do Bebê
Diabo, série de reportagens sobre uma criança que havia nascido com deformações.
22
3 O JORNALISMO IMPRESSO
O site da revista The Economist, em reportagem publicada em 24 de agosto de 2006,
trouxe o fim dos jornais à tona com a manchete “Quem matou o jornal?”. O texto, de autoria
não publicada pela revista, apresentava opiniões e suposições pessimistas sobre o jornal
impresso frente ao crescimento do acesso às novas tecnologias. “De todos os 'velhos' meios de
Comunicação Social, os jornais são os que mais têm a perder frente à internet”, enfatiza a
matéria.
As informações mostravam que, nas últimas décadas, a circulação de jornais
apresentara declínio na América, Europa Ocidental, América Latina, Austrália e Nova
Zelândia, principalmente após o surgimento da web. Na reportagem, o escritor Philip Meyer
foi citado quando defende no livro “Os jornais podem desaparecer?”, Editora Contexto, São
Paulo, 2007, que “no primeiro trimestre de 2043 o último leitor norte-americano tossirá ao
lado da derradeira edição impressa de um jornal”.
Muitos jornais já estão gastando menos em jornalismo a fim de cortar custos. Muitos
também estão tentando atrair leitores mais jovens através da mudança do mix de
suas histórias para o entretenimento, estilos de vida e assuntos que podem parecer
mais relevante para a vida cotidiana das pessoas. Eles estão tentando criar novos
negócios on e offlines. (THE ECONOMIST, August, 24, 2006)
Assim como The Economist, outros meios abordaram o fim dos impressos. Mas há
quem desconsidere a hipótese, como o jornalista Daniel Piza, que, em um artigo publicado em
24 de maio de 2009, afirmou: “o jornalismo escrito não vai morrer, nem mesmo o bom. Ele é
tão antigo que já sobreviveu a inúmeras mudanças de suportes e concorrências de meio”. E
disparou: “Desafio qualquer pessoa a dizer em qual outra era da humanidade houve tantas
páginas preenchidas com palavras e frases sobre os fatos e as questões da hora – incluindo
inúmeras sobre a morte dos jornais”.
Dados do Índice o Instituto de Verificação de Circulação (IVC) mostram que há mais
de quatro anos, quando os veículos começaram a se recuperar da queda de vendas, em 2001, o
crescimento na circulação de jornais tem sido uma constante. A Associação Nacional dos
Jornais (ANJ), em notícia divulgada em seu site, apontou um aumento de 89,03% na
circulação paga dos jornais nos últimos 17 anos. O órgão estimou que, somente em 2007,
tinha sido comercializado uma média diária de 8.08 milhões de exemplares de jornais em todo
país.
Os dados revelam que desde 1990 os jornais nunca circularam tanto no país. No
entanto, o número ainda é pequeno se comparado aos cinco maiores mercados estrangeiros, de
23
acordo com informações divulgadas no site da Associação Mundial dos Jornais (WAN, World
Association of Newspapers). Na China, por exemplo, são 107 milhões de exemplares
vendidos diariamente; na Índia, 99 milhões; Japão, 68 milhões; nos Estados Unidos são mais
de 50 milhões exemplares e, na Alemanha, 20,6 milhões.
Os números dividem o mundo em duas tendências: nas regiões mais desenvolvidas,
em que os jornais impressos eram soberanos, como Europa e Estados Unidos, a
circulação paga caiu; já em mercados mais jovens e em desenvolvimento, como
América Latina e Ásia, a circulação dos jornais pagos aumentou. Na região latinoamericana, o Brasil, com 11,8%, obteve resultado acima da média de 6,4% do
continente.” (REVISTA IMPRENSA, Agosto de 2008, Ano 21, Edição nº 237,
página 23)
A ANJ mostrou, também, que no Brasil são mais de quatro mil jornais em circulação,
sendo Folha de S. Paulo, O Globo e Estado de S. Paulo os principais.
O quadro a seguir mostra um balanço dos 10 maiores jornais de circulação paga do
Brasil, nos anos de 2007 e 2008, respectivamente. Os dados foram feitos pelo IVC e baseados
em uma média diária de cada jornal. O levantamento foi divulgado pela ANJ.
2007
Titulo
Circulação
Formato
Folha de S. Paulo
302.595
Standart
O Globo
280.329
Standart
Extra
273.560
Standart
O Estado de S. Paulo
241.126
Standart
Super Notícia
238.611
Tablóide
Meia Hora
205.768
Tablóide
Zero Hora
176.412
Tablóide
Diário Gaúcho
155.328
Tablóide
Correio do Povo
154.188
Tablóide
Lance!
112.625
Tablóide
24
2008
Titulo
Circulação
Formato
Folha de S. Paulo
309.383
Standart
O Globo
276.385
Standart
Extra
267.225
Standart
O Estado de S. Paulo
231.165
Standart
Zero Hora
174.617
Tablóide
Correio do Povo
157.740
Tablóide
Diário Gaúcho
152.149
Tablóide
Super Notícia
135.217
Tablóide
Meia Hora
129.920
Tablóide
O Dia
122.324
Standart
Uma reportagem publicada no site do jornal Folha de S. Paulo, no dia 26 de maio de
2010, mostra que a circulação de jornais no país registrou expansão no primeiro quadrimestre
do ano: 1,5% de crescimento se comparado ao mesmo período do ano passado. No confronto
com 2008, a expansão chega a 1,7%. O levantamento considera os 97 jornais filiados à
entidade em ambos os períodos. (FOLHA DE S. PAULO, 26 de maio de 2010)
O presidente-executivo da IVC, Pedro Martins Silva, afirmou na entrevista ao jornal
que “o crescimento constatado é orgânico”. Ele explicou que no período de comparação dos
dados, o Instituto não teve registro de filiação de nenhum grande jornal e que, portanto, a alta
no índice de circulação total “representou efetivamente a recuperação dos títulos afiliados,
configurando uma notícia positiva para todo mercado brasileiro”.
3.1 Jornais Gratuitos
Distribuídos gratuitamente e dependendo exclusivamente de publicidade, estes jornais
têm conquistado, nos últimos anos, espaço na imprensa mundial. Segundo dados da
Associação Mundial dos Jornais, os gratuitos correspondem hoje a 8% dos impressos em
circulação no planeta. Na Europa, esse percentual subiu para 31,9%. São 312 jornais que
distribuem uma média diária de 41 milhões de exemplares.
O primeiro jornal gratuito do mundo, com o nome Contra Costa Times, surgiu em
1947, na Califórnia, Estados Unidos. Porém, os gratuitos só se consolidaram no ano de 1995,
com a fundação do Metro, do grupo Metro Internacional, em Estocolmo, na Suécia.
25
Em 1997, foi lançada na cidade de Praga, na República Tcheca, a primeira edição
internacional do Metro. Em 2000, o veículo se expandiu em países da Europa, Grécia, Itália,
Chile, Estados Unidos e Canadá. Chegou à Ásia em 2002, com distribuição nas cidades de
Hong Kong e Seul. Já em 2007, o jornal Metro ao Canadá e também ao Brasil.
O Destak, fundado em 2004 em Portugal, foi o primeiro gratuito do país. De acordo
com um levantamento da Associação Portuguesa para o Controle de Tiragem, no seu último
relatório disponibilizado, realizado de janeiro a outubro de 2008, o jornal é hoje o terceiro
diário de maior tiragem, com 164 mil exemplares.
Completamente adaptada à vida corrida de quem mora nas grandes metrópoles, a
imprensa gratuita conquistou o leitor essencialmente urbano, habituado a buscar
informações na Internet, oferecendo em apenas 20 ou 30 minutos (tempo médio de
permanência no metrô ou trem), informações estruturadas de forma sucinta sobre os
mais atuais e variados assuntos. Outro fator que diferencia os jornais gratuitos da
imprensa paga é a mobilidade. Enquanto os leitores dos jornais pagos são pró-ativos,
ou seja, procuram o produto nas bancas, os leitores dos gratuitos são passivos, pois
os jornais são distribuídos em locais estratégicos e vão ao encontro do leitor.
(NORONHA, Jornais Gratuitos – Um Parâmetro dos Jornais Metro e Destak, 2009)
Devido à potência dos impressos gratuitos, empresas jornalísticas têm investido na
compra destes veículos. O jornal americano The New York Times comprou, em janeiro de
2005, por US$ 16,5 milhões, 49% das ações do gratuito Metro Boston, do grupo Metro
Internacional. Outro exemplo é o jornal Washington Post, que, em cinco de agosto de 2003,
lançou o diário gratuito Express, distribuído em vários pontos da área metropolitana de
Washington e que hoje possui mais de 300 mil leitores.
Os jornais gratuitos também se consolidaram no Brasil nos últimos anos. Na cidade de
São Paulo, o gratuito Metrô News é distribuído nos metrôs de São Paulo, de segunda a sexta,
desde 1974. O jornal Destak, pioneiro na criação de grandes gratuitos na cidade de São Paulo,
chegou ao mercado em seis de julho de 2006. Hoje são 150 mil exemplares publicados na
cidade de São Paulo e o veículo já se expandiu para o Rio de Janeiro e para o Distrito Federal,
onde também rodam de segunda à sexta-feira, com tiragem de 80 mil exemplares. O Metro, o
maior jornal do mundo, teve sua primeira edição brasileira em sete de maio de 2007. A estréia
foi com tiragem de 150 mil exemplares, distribuídos na cidade de São Paulo. Atualmente o
veículo se expandiu para cidades do ABC Paulista, Campinas e Santos.
Jornais gratuitos com públicos-alvo diferentes também tem sido destaque em grandes
centros urbanos. Um jornal mensal em formato tablóide e com 40 páginas com informações
sobre moda, voltado para a mulher brasileira, foi lançado este ano, no dia quatro de março, em
26
São Paulo, pela C&A. Com o nome Exclusivo!, o jornal pertence ao grupo Metro e é o
primeiro veículo gratuito destinado às mulheres. Ao todo, são 500 mil exemplares.
3.2 Metrô News
O Metrô News foi o primeiro jornal gratuito do Brasil. Lançado em 14 de setembro de
1974, o veículo foi criado a partir do surgimento do sistema Metroviário de São Paulo.
Pertencente ao Grupo Thomeu (proprietário da Folha Metropolitana), o Metrô News circula
de segunda a sexta-feira em todas as estações de metrô da cidade.
3.3 Destak
O jornal Destak foi pioneiro na criação de grandes gratuitos na cidade de São Paulo.
Lançado em seis de julho de 2006, o veículo é uma parceria entre o empresário André Jordan
e a Cofina, maior grupo de mídia impressa de Portugal. Em São Paulo, atualmente são 150
mil exemplares publicados. Após dois anos de lançamento na capital paulista, o jornal se
expandiu para o Rio de Janeiro. Sua estréia foi em sete de janeiro de 2008. Em 21 de maio de
2010, o jornal foi lançado no Distrito Federal, onde é distribuído de segunda a sexta-feira em
mais de 100 pontos da cidade, por um grupo de 60 entregadores. A tiragem na capital federal
é de 50 mil exemplares.
De acordo com o site do jornal, o veículo “tem a missão de atender a um público
exigente e sem tempo a perder, que busca informação concisa, mas completa. É produzido
para ser lido em meia hora”.
O veículo é distribuído de segunda a sexta-feira em diversos pontos das cidades de São
Paulo e Rio de Janeiro, como principais avenidas, universidades, estacionamentos, bancas de
jornal e mais 300 pontos fixos. Ao todo, são 150 mil exemplares em São Paulo – podendo
aumentar para 180/200 mil em algumas edições – e 80 mil no Rio de Janeiro.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo jornal no período de agosto de 2008 a
agosto de 2009, 57% dos leitores do Destak são mulheres, sendo 43% homens. O
levantamento mostrou também que 65% deles pertencem às classes A e B, 34% a C e 1% às
classes D e E. A pesquisa apontou ainda as idades dos leitores: 31% possuem entre 25 a 34
anos; 21% de 35 a 44; 18% de 45 a 54; 5% de 55 anos de idade a 64; 8% de 12 a 19 e 18% de
20 a 24 anos.
São 21 jornalistas empenhados na produção do gratuito em São Paulo e outros sete
responsáveis pelo jornal no Rio de Janeiro. Fábio Santos, diretor editorial do Destak, explica
27
que a maior parte do conteúdo jornalístico do jornal é produzida com informações colhidas
em agências de notícias, sites e o que foi publicado por outros veículos de comunicação,
como rádio e televisão. As pautas, segundo ele, muitas vezes são definidas diariamente em
reunião inicial, às 14h30. “Ao longo do dia, a editora-chefe e os demais editores, sob a minha
supervisão, revêem as decisões tomadas na reunião”.
O Destak sobrevive apenas de publicidade tendo como principais anunciantes
empresas de telefonia, redes de revenda de automóveis, órgãos públicos, bancos e grandes
lojas como Casas Bahia e Ponto Frio. Em cada edição, a média é de 40% de anúncios e 60%
de conteúdo editorial.
28
4 O SURGIMENTO DO METRO
Atualmente o jornal circula em 23 países, totalizando 150 cidades, com mais de 22
milhões de leitores diários. 70% deles têm idade entre 18 e 44 anos, e 71% pertencem às
classes A e B. O jornal é de distribuição gratuita e se mantém exclusivamente pela
publicidade.
A primeira edição mundial do Metro foi em 13 de fevereiro de 1995, em Estocolmo,
na Suécia. Após dois anos, foi lançado na Republica Checa, em Praga, na Hungria, em
Budapeste, no Chile e na Filadélfia.
Na Suíça, uma edição em alemão foi publicada com o nome “Metropol”, em 31 de
Janeiro de 2000. No entanto, o jornal cessou sua publicação em 13 de fevereiro de 2002, sem
explicações ou avisos.
Buenos Aires, capital da Argentina, recebeu o primeiro jornal do grupo em língua
espanhola naquele país. Foram 390 mil exemplares do Metro, intitulado Publimetro. Devido à
concorrência do diário grátis La Razon, o Publimetro saiu de circulação após um ano.
Na Europa, o Metro circula em 11 países. São 36 edições distribuídas em 81
municípios, para 11 milhões 482 mil leitores. Nas Américas, ele circula em seis países, em 32
cidades, atingindo 3 milhões e 795 mil leitores. Já na Ásia, dois países os recebem, em seis
cidades, atingindo mais de um milhão de pessoas.
O Metro é publicado nas 119 maiores cidades do mundo, sendo que 42 delas possuem
mais de um milhão de habitantes. São locais como São Paulo, Nova York, Paris, Roma,
Montreal, Praga, Santiago, Hong Kong, Toronto, Boston, entre outras.
4.1 O Metro no Brasil
O Metro brasileiro pertence ao Grupo Bandeirantes e ao Metro Internacional, empresa
sueca responsável pela edição do impresso em vários países da Europa, América do Norte e
Ásia. No Brasil teve sua primeira edição em sete de maio de 2007. A estréia foi com tiragem
de 150 mil exemplares, distribuídos em São Paulo. Sua primeira manchete, na versão
brasileira, foi “Virada Cultural acaba em pancadaria na Sé”. Hoje, circula em algumas cidades
do ABC Paulista, em Santos e Campinas.
De acordo com o diretor de redação do veículo Irineu Masiero, em entrevista a autora
deste trabalho, na sede do grupo em São Paulo, até o fim de 2010 o jornal deve se expandir
para os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de Curitiba e Brasília.
29
4.2 Linha editorial
Apesar de ser distribuído em lugares diferentes, o Metro segue o mesmo padrão
editorial. Em média são publicadas de 16 a 18 páginas por edição, em formato tabloide,
divididas nas editorias: Foco, Economia, Mundo, Diversão, Ócio, Esportes, Plus, Motor,
Conexão e Turismo. Política e Polícia não compõem o jornal. Porém, há publicações quando
acontecem fatos de grande relevância e repercussão nessas áreas.
Diferente dos jornais tradicionais, o Metro não traz editorial. “Não há aquele editorial
formal, mas isso não impede que haja comentários nas reportagens que, no caso, seria o tipo
de um editorial informal”, explicou Irineu Masiero.
Pelle Tomberg, presidente do Metro Internacional, em entrevista ao Portal Imprensa
no lançamento do jornal no Brasil, disse que o que o levou a acreditar na criação do impresso
foram as “intensas e rápidas mudanças no mercado da informação”. Ele afirmou que a
proposta do Metro é oferecer uma “leitura rápida, porém, eficiente e mais aprofundada do que
a fornecida pelos veículos online. O Metro informa de maneira rápida, sem perda de tempo e,
se as pessoas não querem mais pagar pela informação, então vamos oferecê-la de graça. Não é
o fim da comunicação de massa, mas o começo de um futuro diferente”.
4.3 Produção
As pautas no Metro são levantadas no período da manhã, durante uma reunião entre as
equipes de Jornalismo. Elas são baseadas em assuntos e fatos de relevância nas cidades que o
veículo abrange. A partir daí, tem início a produção das reportagens. “A manchete é decidida
em função do material que temos em mãos e o que é produzido de acordo com o que foi
definido na reunião de pauta”, explica Masiero.
Segundo
ele,
o
repórter
fotográfico
também contribui para a produção das pautas. Depois de decididos os assuntos a serem
desenvolvidos para o dia seguinte, ele vai às ruas para fotografar. “Trata-se também de um
editor de imagem”, complementa.
As reportagens possuem, no máximo, 350 palavras. As informações dos textos não se
repetem, ou seja, o que é escrito na linha-fina, no olho, na arte e no texto é diferente. Os
repórteres vão às ruas, mas, geralmente, a apuração é feita na redação por meio de contatos
telefônicos e e-mails. O horário de fechamento das edições diárias é às 21h30.
4.4 Impressão e Distribuição
30
Depois do fechamento, os jornais são impressos na Gráfica Plural, situada em Santana
do Parnaíba, no estado de São Paulo, num serviço terceirizado. A distribuição começa às
7h30. São transportados de madrugada e chegam às cidades por meio de vans, que seguem
itinerário predeterminado pela logística de distribuição, que termina por volta das 9h30.
4.5 Perfil do leitor
Uma pesquisa aplicada na cidade de São Paulo, de junho de 2008 a julho de 2009
revelou que os leitores do Metro são homens e mulheres economicamente ativos, formadores
de opinião, possuem carro e estudam ou já estudaram. O levantamento mostrou, ainda, que
73% pertencem às classes A e B. 9% deles tem idade de 10 a 19 anos; 34,03%, de 20 a 29
anos; 23,45% de 30 a 39 anos; 15,86% de 40 a 49 anos e 17,67% acima de 50 anos.
4.6 Departamento Comercial
A equipe do Departamento Comercial do Metro é composta por 31 funcionários,
sendo 22 responsáveis pelo Metro São Paulo, três pelo ABC Paulista, três por Santos e outros
três encarregados pela edição de Campinas.
Segundo Oscar Osawa, diretor comercial do Metro, em entrevista via email a autora
deste trabalho, o modelo de negócio do veículo é exclusivamente publicitário. “O Metro só
não trabalha com classificados e balanços legais pela estrutura de páginas de cada edição, que
são poucas”, explica. Ele afirma ainda que o veículo “subscreve o Conselho Nacional de
Autorregulamentação Publicitária (Conar) e que, portanto, não aceita anúncios que
transgridam os bons costumes e os valores gregários da sociedade”. O site da Conar explica
que os jornais gratuitos devem ter 40% de conteúdo publicitário e 60% de jornalístico.
O Metro tem uma média de seis anúncios por dia, 140 por mês e 1680 por ano por
edição. “Temos um anúncio por página; é raro ter mais que um”, exemplifica Osawa.
Desde quando foi lançado em São Paulo, empresas como Telefônica, Bradesco, Casas
Bahia, Embratel, Ponto Frio, Claro, Vivo e Banco Itaú fazem publicidade no jornal. Os
principais anunciantes são do setor de varejo,
como
lojas
de
departamentos,
hiper/supermercados, shoppings); concessionárias de automóveis, setor imobiliário,
operadoras de telefonia, bancos, montadoras e universidades.
Nas edições publicadas em datas especiais, como Natal, Dia das Mães, entre outras, o
Departamento Comercial do Metro, segundo Osawa, continua em seu ritmo natural. No
entanto, a demanda do mercado é de anúncios com sugestões de presentes pessoais, telefones
31
e informática. “Em datas festivas, devido ao hábito de reuniões em família, o comércio
alimentício e de bebidas vem em peso”, afirma.
4.7 Metro São Paulo
O Metro São Paulo, fundado em sete de maio de 2007, tem tiragem de 150 mil
exemplares dia. Na equipe de Jornalismo são 16 pessoas, entre funcionários e estagiários,
sendo um editor executivo, outro por editoria (Foco, Esportes, Diversão, Economia, Mundo,
Plus e Conexão + Turismo + Motor), dois repórteres para Foco, um para Diversão, um
tratador de imagens, um editor de Arte, um fotógrafo, um revisor e um estagiário.
O Metro São Paulo é distribuído nos principais pontos da cidade. 90% dos exemplares
são entregues em 135 cruzamentos, o que equivale a 135 mil jornais. 10% são distribuídos
em mais de 350 pontos fixos, totalizando outros 15 mil exemplares.
Os pontos são as avenidas Paulista, Brigadeiro Faria Lima e Berrine, além da Vila
Olímpia, Conjunto Habitacional, indústrias farmacêuticas e escritórios de multinacionais.
Órgãos governamentais como prefeitura de São Paulo, Câmara Municipal, Tribunais de
Justiça e Fóruns também o recebem.
A distribuição também é feita em lugares criteriosamente selecionados, como
hospitais, academias, universidades e hotéis.
Capa da edição número 822 do Jornal Metro São Paulo, publicada em 2 de junho de 2010
32
4.8 Metro ABC Paulista
O Metro ABC foi lançado em 23 de outubro de 2009. São 30 mil exemplares diários
distribuídos em Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Para as edições
do ABC, o jornal conta com uma equipe de jornalistas composta por seis funcionários, sendo
um editor executivo, dois repórteres, um fotógrafo, um editor chefe e um revisor.
No ABC é distribuído em 36 pontos, sendo 10 em São Caetano do Sul, 10 em Santo
André e 16 pontos em São Bernardo do Campo.
Capa da edição número 216 do Metro ABC Paulista, publicada em 13 de setembro de 2010
4.9 Metro Santos
O Metro Santos foi lançado em 11 de dezembro de 2009. São 30 mil exemplares
diários, distribuídos nos principais pontos de Santos e Praia Grande. Na equipe de Jornalismo
são seis colaboradores, sendo um editor executivo, dois repórteres, um fotógrafo, um editor de
arte e um revisor.
A distribuição em Santos é feita em 33 pontos. Desse total, 25 são em Santos, cinco
em São Vicente e três em Praia Grande.
33
Capa da edição número 184 do Jornal Metro Santos, publicada em 14 de setembro de 2010
34
5 ANÁLISE METRO SÃO PAULO
Dezessete edições do Jornal Metro, num total de 210 páginas, foram analisadas neste
trabalho. A amostra do número de exemplares foi feita com base em cálculos estatísticos que
dão margem de acerto do estudo em 90%. Abaixo, a fórmula aplicada para que se chegasse a
esta quantidade de jornais estudados.
FÓRMULA:
M = (Z α/2) ²d²
4
M = AMOSTRA
D = DISTÂNCIA
Z = GRAU DE CONFIANÇA
A fórmula é utilizada para calcular amostras de uma população. O número quatro
representa a probabilidade de fracasso, que nunca pode ser superior a 4. O D representa a
distância entre o valor verdadeiro e o valor médio das amostras. Ainda na fórmula, o α (alfa) é
dividido pelo número 2.
Itens a serem analisados:
- Artes
- Cores
- Faixas de separação
- Fotografias
- Gráficos
- Legendas
- Logotipos
- Propagandas
- Reportagens
- Títulos/Manchetes
5.1 Análise descritiva do Jornal Metro
Foram analisadas 17 capas das edições de número 829 a 845.
5.1.1 Capas
Para a análise das capas o jornal foi dividido em três partes na horizontal e quatro na
vertical, conforme a figura a seguir:
35
As capas seguem uma diagramação simétrica, com o mesmo padrão nos textos e fotos
principais, além dos cabeçalhos. Um terço do jornal é dedicado ao logotipo “Metro”, sempre
da esquerda para a direita. A figura tem por base um fundo verde musgo em degradê. Uma
das características do terço superior da capa do jornal é a quarta coluna. Nesta área do
impresso há sempre uma fotografia ou desenho em destaque, na lateral superior direita,
reforçada por uma manchete sobre o assunto. Essa diagramação é observada em oito edições
(829, 833, 834, 836, 837, 838, 840, 843).
829
833
36
834
836
837
838
840
843
Os outros dois terços horizontais da capa do jornal tem características semelhantes em
oito edições. Logo abaixo da logo, uma manchete ocupa quatro colunas da página na
37
horizontal, constituída por duas linhas. Como na edição nº 833, “Senado aprova parcelar
multas”; ou ainda na edição nº 843, que traz o título “Sobrepeso atinge uma em cada cinco
crianças”.
833
834
Ainda na capa, logo abaixo da manchete principal, o Jornal Metro apresenta uma linha
fina diferenciada, constituída por uma média de três a quatro períodos independentes,
separados por arte, mas que dizem respeito ao assunto abordado na manchete principal.
Em oito edições (829, 833, 834, 836, 837, 838, 840, 843) o Metro apresenta na terceira
parte inferior da capa uma foto na horizontal, que ocupa em média um quarto da página. Ela
vem acompanhada de uma pequena frase ou de palavras em destaque amarelo, que dizem
respeito à foto. Já as legendas são colocadas sobre as fotos, numa barra em negrito, com os
textos vazados, diferenciando-se das legendas tradicionais, que vem abaixo das imagens. A
quarta coluna na vertical complementa a capa, sempre com manchetes e pequenos períodos
apresentam, em média, de três a quatro matérias. Das 17 edições, apenas as de números 834 e
842 apresentam propaganda na capa. Respectivamente, as edições trazem anúncio de
empresas de veículos, fast food e uma universidade. Tradicionalmente, as capas dos jornais
não trazem anúncios, diferentemente do Metro.
38
834
842
Três edições do Metro diferenciam-se das demais na primeira página. A 835 e a 841
apresentam uma foto na vertical, responsável por três das quatro colunas da capa. Ambas,
referem-se à Seleção Brasileira, em virtude das edições terem sido produzidas durante a Copa
do Mundo. Nelas, o logotipo ocupa a parte superior do jornal, com as letras vazadas na
própria foto. A 835 apresenta o atacante Luis Fabiano. A 841 os jogadores Luis Fabiano e
Robinho. A quarta coluna de ambas segue o mesmo padrão: são fotos na metade superior e
manchetes na metade inferior da página.
835
841
Já a edição 839 traz nos dois terços inferiores da capa, logo abaixo da logomarca, uma
foto que toma a totalidade da área de mancha, dedicada ao jogador Julio Baptista, com a
manchete vazada e com o título “De olho em la Bestia”, seguido de três períodos que falam
sobre a Seleção Brasileira. Logo abaixo, uma pequena foto apresenta torcedores da Itália,
destacando sua desclassificação no mundial.
39
839
5.1.2 Página 2
Os jornais tradicionais apresentam nesta página o expediente, acompanhado de
editorial e artigos. Porém, no Metro este padrão não é seguido. A página 2 em 16 edições
(829, 831, 832, 833, 834, 835, 836, 837, 838, 839, 840, 841, 842, 843, 844, 845) apresenta a
editoria Metro Brasil, dedicada a reportagens sobre Política, Economia, Segurança e Saúde. O
jornal não apresenta cadernos, mas sim, editorias.
Na edição 842, a editoria Metro Brasil ocupa as páginas 2 e 3. Porém, em 16 edições
(829, 831, 832, 833, 834, 835, 837, 838, 839, 840, 841, 843, 844, 845) ocupa apenas a página
2.
Todas as páginas 3 das edições analisadas apresentam publicidade de toda a folha ou
sua metade. Os clientes variam de agências de automóveis, passando por construtoras,
notebook, agências de viagens, bancos, empresas de internet e telefonia.
A primeira coluna da esquerda segue o mesmo padrão de diagramação em todos
jornais analisados. Na parte superior, logo abaixo do logotipo Metro Brasil há o algarismo 1 é
acompanhado da palavra foco. A margem superior traz as cores verde musgo e verde claro,
interligando-se a coluna nas mesmas cores, que apresenta uma nota sobre política e uma arte
com cotações do dólar, euro e taxa de Selic.
40
839
As paginas trazem, em média, três matérias, sendo uma a principal acompanhada de
foto e manchete, geralmente em duas linhas. Como na edição 835 que trás o título “Chuvas
matam 23 em Alagoas e Pernambuco”. Na 840, a manchete “Tempo seco coloca seis estados
em risco de alerta”, e a 841 com “Policiais fazem busca em sítio de goleiro”. Os textos são
curtos e apresentam uma média de três a quatro colunas. Cada texto tem uma média de 40
linhas. Destaque para a edição nº 838, de 24 de junho de 2010. A página 2 apresenta um
fundo vermelho na foto principal, que tem como figura a candidata a presidência pelo PT,
Dilma Rousself. O vermelho, subjetivamente, remete a cor do Partido dos Trabalhadores.
41
835
841
840
838
5.1.3 Página 3
Em nove edições do Jornal Metro (829, 831, 834, 835, 837, 838, 839, 843, 844) a
página 3 é composta por anúncios de folhas inteiras. São propagandas de concessionárias,
empresas de celulares, universidades, governo, agências de viagem, empresas de alimentos e
vendas de notebook. Na edição número 834, por exemplo, a página III traz a propaganda da
concessionária de carros Fiat, com fotos e preços de veículos.
42
834
Em sete edições (832, 833, 836, 840, 841, 842, 845) a página III é destinada a editoria
Metro São Paulo. A folha é dividida ao meio. Nas edições, a metade superior traz manchetes
que variam de seis a oito palavras e uma ou duas fotos pequenas na horizontal ou vertical.
Ainda na parte superior, em algumas edições há, também, pequenas matérias ou fotoslegendas. A metade inferior das edições analisadas é destinada somente a propaganda. São
anúncios de empresas de TV a cabo, telefonia e hospitais.
Como exemplo, destaque-se a edição número 833, que traz na metade superior a
reportagem “Senado aprova pagamento de multa em até seis vezes”, seguida de duas linhas
finas que complementam a matéria, com uma foto na vertical. No lado superior direito, uma
coluna traz a reportagem com a manchete “SP tem novo secretário de serviços”, sem foto. A
metade inferior traz um anúncio de vendas de televisores da empresa CCE.
833
43
5.1.4 Página 4
Nas páginas 4 das 17 edições analisadas, apenas duas não correspondem à editoria
Metro São Paulo. São as edições de número 832 e 845, que trazem a editoria Metro
Economia. Em ambas há uma manchete principal, com média de seis palavras, seguidas por
uma ou duas linhas finas que complementam a chamada da reportagem. Na número 832, na
metade superior da folha, há três matérias: uma principal e outras duas menores. Apenas uma
delas não possui foto. Na inferior há um anúncio que ocupa metade da página. A propaganda
é de uma concessionária. Já na edição 845, a página IV traz quatro reportagens. Uma delas é
de destaque, composta por uma foto na vertical que ocupa quatro colunas. Do lado superior
direito, há uma foto pequena que compõe uma matéria em duas colunas. Embaixo, há uma
pequena reportagem, também ilustrada com uma fotografia no lado direito inferior. Há ainda
um texto sobre o crescimento no setor da construção civil, no rodapé da folha. Ao lado, no
canto inferior esquerdo, há um pequeno anúncio do “Disque-Paz”.
845
832
As páginas 4 das outras 15 edições analisadas são da editoria Metro São Paulo. Nove
delas tem anúncios que são distribuídos sem uma sequência única. Vem no rodapé, ocupam
metade da página ou, ainda, ocupam o lado inferior direito. As propagandas variam de
supermercados a concessionárias. Como exemplo, há a edição número 839, que traz na página
4 um anúncio de TV a cabo ocupando meia página. Na metade superior há uma reportagem
de quatro colunas, que inclui foto e linhas finas. As duas colunas superiores da direita
apresentam matérias sem fotografias.
44
839
5.1.5 Página 5
As páginas 5 das edições analisadas, em sua maioria, tem anúncios de páginas inteiras,
que vão de propagandas de supermercados a concessionárias e empresas de telefonia. As
edições 829, 830, 832, 833, 836, 837, 838, 839, 841, 842 e 844 tem a folha inteira destinada a
publicidade.
O diferencial é que cinco edições (831, 834, 835, 840 e 843) apresentam nesta página
a editoria Metro São Paulo que, normalmente, é publicada na 3. Na edição número 843, por
exemplo, a página 5 traz na metade superior três reportagens. A destaque ocupa quatro
colunas, com a manchete “Greve da USP acaba depois de dois meses”, seguida de duas linhas
finas e uma pequena foto na horizontal. No lado superior direito há duas pequenas matérias
que ocupam duas colunas sem foto. A metade inferior conta com um anúncio do Governo.
45
843
Dentre as 17 edições analisadas do Jornal Metro, apenas a de número 845 foge ao
padrão das páginas V, trazendo a editoria Metro Mundo. A reportagem da edição é “Novo
chefe aponta crise no Afeganistão”, seguida de duas linhas finas e uma fotografia na
horizontal, que ocupa quatro colunas. Na metade superior, lado esquerdo, há uma pequena
reportagem, destacada na cor verde claro, que ocupa duas colunas, acompanhadas de uma
fotografia vertical. Na parte inferior da página há uma propaganda de vendas de notebook.
845
5.1.6 Página 6
Em sete das 17 edições, a página 6 corresponde a editoria Metro São Paulo (829, 830,
837, 838, 839, 842 e 844). Já a editoria Metro Economia aparece na página 6 em cinco
edições (833, 834, 836, 840, 841 e 843). A Metro Mundo está presente nas edições 831, 832
e 835. A edição 845 é a única que traz na página 6 a editoria Metro Cultura. Nela não há
anúncios, apenas reportagens e fotografias que ocupam as seis colunas da folha.
46
845
Exceto nas edições 842 e 845, todas as páginas 6 das analisadas possuem propagandas
de meia folha. São propagandas de concessionárias, empresa de telefonia, hotéis e papelaria.
Em três delas (833, 835 e 837) há o mesmo anúncio sobre saúde, situados no lado inferior
esquerdo da página, ocupando duas colunas.
833
835
47
837
A edição número 842, que não traz anúncio, tem uma reportagem principal ocupando
cinco colunas, com a manchete “Túneis da Sena Madureira devem sair apenas em 2012”,
seguida de duas linhas finas e uma fotografia. A página possui também uma foto legenda e
mais quatro reportagens menores.
842
48
5.1.7 Página 7
A página 7 das edições estudadas apresenta, em sua maioria, propagandas que ocupam
toda a folha. Nove jornais trazem anúncios de concessionárias, supermercados, produtos de
limpeza, imóveis e uma propaganda sobre o próprio veículo, (número 836).
836
Em quatro números (833, 840, 841 e 843) a página 7 apresenta a editoria Metro
Mundo. Em três (833, 841 e 843) há anúncios de universidades e concessionárias que ocupam
meia página.
Na Metro Mundo, o leitor encontra notícias internacionais, como na edição 840 – que
não possui anúncio - com a manchete “FBI põe menina de seis anos em lista de terror”. Elas
apresentam uma média de quatro a cinco reportagens pequenas.
49
840
Em três edições (835, 842 e 844) a página 7 apresenta a Metro Economia. Todas
possuem propagandas de meia página ou um terço dela. São anúncios dos Correios, de
empresas de TV a cabo e de telefonia celular. Elas possuem uma média de três a quatro
fotografias pequenas e textos que ocupam de duas a quatro colunas.
A única edição que traz a editoria Metro Cultura na página 7 é a de número 845. Nela,
há duas reportagens com fotos que ocupam de quatro a cinco colunas. Há, ainda, duas foto
legendas e uma pequena chamada. No centro da folha, há o anúncio de uma seguradora.
845
50
5.1.8 Página 8
Em quatro edições (829, 830, 838 e 839) a página 8 apresenta a editoria Metro São
Paulo. Todas trazem propagandas que ocupam meia página. São anúncios de shopping,
universidade, concessionárias e cursos técnicos. As edições analisadas contam com somente
duas reportagens, ambas com uma fotografia. Na edição 838, por exemplo, há a manchete
“30% dos alimentos contém agrotóxico irregular, diz Anvisa”, seguida de uma linha fina e
uma foto. O texto ocupa duas colunas da folha.
838
A editoria Metro Cultura aparece na página 8 em sete edições (832, 833, 835, 840,
841, 843, 845). Em todas elas a primeira coluna da esquerda segue o mesmo padrão de
diagramação. Na parte superior, abaixo do logotipo Metro Cultura, há o algarismo 2,
acompanhado da palavra cultura. Geralmente, há em média de quatro a cinco reportagens,
sendo a maioria com fotos. A exceção é na edição 845, que traz uma página com horóscopo,
cartas de leitores, palavras cruzadas, sudoku, histórias em quadrinhos e o expediente.
Em quatro edições (831, 834, 837 e 842) dos jornais analisados, a página 8
corresponde à editoria Metro Economia. Apenas duas delas possuem propagandas. As outras
são apenas reportagens, fotos e artes, como na edição 831.
51
831
As edições 844 e 836 são as únicas que apresentam a editoria Metro Mundo na página
8. Elas possuem propagandas e uma média de três a quatro reportagens, seguidas de
fotografias e linhas finas.
836
844
5.1.9 Página 9
Cinco edições (829, 830, 834, 838 e 839) das 17 trazem na página 9 um anúncio de
página inteira. São propagandas de supermercados, empresas de telefonia e concessionárias.
52
Já as páginas 9 das outras edições restantes (831, 833, 835, 836, 837, 840, 841, 842, 843, 844
e 845) tem anúncios de meia folha ou que ocupam quatro colunas da página.
A editoria que prevalece na maioria das páginas 9 é a Metro Cultura. Elas só não estão
presentes nas edições 837 e 842, que trazem reportagens da Metro Mundo. Nelas há anúncios
de uma empresa de notebook, que ocupam a metade inferior da folha. Na metade superior, há
reportagens e fotografias de temas internacionais.
837
842
As edições que apresentam a editoria Metro Cultura são as de número 829, 830, 831,
832, 833, 834, 835, 836, 838, 839, 840, 841, 843 e 844. Em todas há anúncios que ocupam
seis ou quatro colunas. As propagandas são de vendas de notebook, Governo Federal, TV a
cabo, saúde, produtos de limpeza, universidade e vendas de televisores. As reportagens,
geralmente, se referem a festivais, música, livros e exposições. Todas possuem fotografias ou
ilustrações.
53
831
A página 9 da edição 845 traz uma crônica escrita pelo colunista do jornal, Cesar B.
Giobbi. O logotipo Metro vem na cor branca, situado em uma faixa alaranjada. A crônica está
na metade superior da folha, enquanto na inferior há a propaganda de uma loja.
845
54
5.1.10 Página 10
As páginas 10 dos jornais analisados não apresentam a mesma editoria em todos os
números. Metro Esporte, Metro Economia, Metro Cultura, Metro Mundo, Metro São Paulo e
Metro Copa (editoria especial lançada nos meses de junho e julho para noticiar assuntos
ligados à Copa do Mundo) dividem a página em diversas edições.
A página 10 dos números 829 e 838 pertencem à editoria Metro Economia. Apenas a
829 traz anúncio (festa junina, situado no rodapé da página).
Em ambas as edições, as reportagens ocupam em média de quatro a seis colunas e a
maioria é acompanhada de fotos. O diferencial são as artes com informações adicionais que
complementam os textos.
829
838
Metro Cultura, nas páginas 10, é encontrado nas edições 833, 836, 837, 840, 841, 843
e 844. As 833, 840 e 841 seguem o mesmo padrão, com textos de horóscopo, palavras
cruzadas, sudoku, histórias em quadrinhos, cartas de leitores, twitter e expediente.
55
841
Já as que não apresentam estes componentes trazem reportagens, em sua maioria,
sobre música. Os textos são seguidos de linhas finas e fotografias. Poucas possuem anúncio,
como a 843, que traz uma concessionária na metade inferior da página.
843
Duas edições apresentam a editoria Metro Esporte: 832 e 835. Ambas trazem
reportagens e fotografias sobre os jogos da Copa do Mundo. No rodapé há um anúncio de
produto de limpeza, da Topper e da CCE. As páginas 10 e 11 destas duas edições (espelho do
jornal) dão continuidade às fotos e textos sobre futebol.
56
832
835
A edição 845 traz na página 10 a editoria Metro Copa, criada especialmente nos meses
dos jogos do mundial. A folha tem as mesmas características das páginas da editoria Metro
Esporte, com os mesmos anúncios publicados em lugares iguais.
57
845
5.1.11 Página 11
Sete das 17 edições (829, 833, 834, 837, 839, 843 e 844) trazem na página 11
propagandas em toda a folha. São anúncios de supermercado, concessionárias,
eletrodomésticos e do Governo Estadual.
Todas as outras edições, exceto as de número 840, 841 e 842 apresentam propagandas
que ocupam em média de duas a quatro colunas. A única edição que traz a editoria Metro
Economia é a 838, com uma matéria de destaque e uma pequena nota sem foto. A página tem
ainda um anúncio das Pernambucanas, que ocupa quatro colunas.
58
838
Já as edições 831 e 842 apresentam a editoria Metro Cultura, com ilustrações ou
fotografias sobre temas ligados à música e a arte.
831
842
Outras três edições (836, 840 e 841) trazem na mesma página a editoria Metro, com
crônicas do colunista do jornal César B. Giobbi, além de algumas reportagens.
59
840
As restantes (835 e 845) trazem na página 11 reportagens da editoria Metro Esporte.
845
60
5.1.12 Página 12
Nas edições analisadas, a página 12 não segue um padrão fixo. Nela são encontradas
diversas editorias como a Metro Cultura, Metro Copa, Metro Mundo, Metro Esporte e Metro
Economia.
Nas edições que apresentam a editoria Metro Mundo (829, 838, 839) apenas a 829 e a
839 tem anúncios. São propagandas de concessionárias que ocupam meia página e um sexto
de página respectivamente.
829
839
A edição 838 não traz anúncio na página 12. Ela apresenta apenas uma página inteira
com entrevista do secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A entrevista é
no estilo pingue-pongue (pergunta e resposta) e traz na parte superior uma foto que ocupa seis
colunas da página.
61
838
Todas as edições que apresentam a editoria Metro Copa (832, 833, 835, 840, 845)
trazem anúncios. 833 e 840 trazem as mesmas propagandas no rodapé. São mostrados
também resultados de jogos da Copa, notas com pequenas fotografias e reportagens que
ocupam uma média de três a quatro colunas.
833
840
A edição 832 tem a página 12 diferenciada. São apenas fotografias – grandes e
pequenas – que retratam a festa brasileira na África do Sul durante a Copa. Abaixo das fotos
há legendas curtas, seguida de uma propaganda sobre a FIFA.
62
832
Nas edições 835 e 845, que também apresentam a editoria Metro Copa, há
propagandas que ocupam meia folha. Na 835 o anúncio é sobre um programa de televisão e,
na 845, sobre um evento promovido por um banco. Na 835 não há reportagens, somente fotos
retratando a comemoração dos brasileiros durante os jogos. Já na 845 há uma reportagem
sobre decepções e alegrias do mundial, que ocupa meia página.
835
63
845
A edição 830 é a única que apresenta a editoria Metro Economia na página 12. Há
apenas uma propaganda, situada do lado superior esquerdo, sobre uma papelaria. Três
reportagens pequenas ocupam duas colunas, além de uma maior com quatro colunas e uma
foto. A página 12 e 13 formam novo espelho com continuidade dos textos e fotos.
830
64
A edição 841 é a única que traz a editoria Metro Esporte. Há duas reportagens, cada
uma de meia página, além de uma tabela feita em arte com dados dos jogos da seleção
brasileira. Esta página também é espelhada.
841
As edições 831, 834, 836, 837, 842, 843 e 844 apresentam na página 12 a editoria
Metro Cultura. As de número 831, 836, 837, 843 trazem horóscopo, palavras cruzadas,
tirinhas, sudoku, twitter, cartas de leitores e expediente.
65
831
As edições 834, 842 e 844 trazem textos sobre música, teatro e televisão. Nenhuma
delas possui anúncio. Apenas a 844 faz uma promoção do próprio jornal. No geral, essas
páginas apresentam fotografias de todos os tamanhos.
834
842
844
Observação: A edição 845 é finalizada na página 12.
5.1.13 Página 13
Nas 17 edições analisadas, a maioria das páginas 13 possui propagandas de folha
inteira. Elas aparecem nas de números 829, 834, 835, 838, 839, 842, 843 e 844. Entre os
clientes há supermercados, bancos, canais de TV, concessionárias e computadores.
829
As edições 830, 831, 833 e 837 apresentam anúncios de meia página, todas na parte
inferior. São propagandas de TV a cabo, Petrobrás, Ministério da Saúde e loja de esportes. Na
66
parte superior há de uma a duas reportagens. Nestas edições ocorrem as editorias de Metro
Economia (830), Metro Copa (831), Metro Esporte (833) e Metro Cultura (837). Na sequência
o exemplo da edição 830.
830
A edição 840 traz a editoria Metro Copa com foto e duas reportagens de tamanho
médio sobre futebol. Em toda lateral esquerda há uma foto do jogador da seleção brasileira
Robinho, ocupando três colunas.
840
A 841 traz na página 13 um novo espelho.
67
841
Já as edições restantes contam com as editorias Metro (831) e Metro Copa (832 e 836).
Ambas apresentam anúncios no rodapé ou centralizados.
831
832
68
836
5.1.14 Página 14
As edições analisadas trazem na página 14, em sua maioria, as editorias de Metro
Mundo (829, 838, 839) e Metro Copa (831, 832, 835, 836, 837, 840 e 841).
Nas Metro Mundo há anúncios apenas em duas (829 e 839). São propagandas de meia
página sobre cinema e loja de pneu, respectivamente. Já na 838 há reportagens e notas com
fotografias.
829
839
69
838
As edições que apresentam a editoria Metro Copa (831, 832, 835, 836, 837, 840 e 841)
ou não apresentam propagandas ou trazem anúncios de rodapé. As reportagens possuem
fotografias de diversos tamanhos, artes e notas, como no exemplo a seguir.
831
As 830, 834, 842, 844 trazem a editoria Metro Cultura. A única com anúncio é a 834,
sobre concessionária, ocupando quatro colunas (espelhada).
70
834
As outras edições contêm horóscopo, cartas ao leitor, twitter, palavras cruzadas,
expediente e sudoku. Já a 830 tem reportagens, ilustrações e artes.
842
71
830
A 833 traz a Metro Esporte, com uma propaganda sobre rádio na parte inferior da
folha, acompanhada de uma foto que ocupa cinco colunas, além de várias notas e uma
pequena foto.
833
A 843 traz a editoria especial Metro Gastronomia, sem propagandas. Possui apenas
uma foto na horizontal que ocupa cinco colunas, além de várias notas e duas pequenas fotos.
72
843
5.1.15 Página 15
A página 15, nas edições 829, 830, 832, 837, 838, 839, 840, 843 e 844 possui anúncios
de folha inteira. São propagandas de supermercados, concessionárias, produtos de limpeza,
universidades e construtora.
830
A editoria Metro Esporte aparece nas edições 831 e 841. Na primeira, há a propaganda
de um supermercado, acompanhada de uma reportagem de quatro colunas, além de notas e
chamadas esportivas. Na 841 não há anúncios, apenas uma reportagem, uma fotografia e duas
notas.
73
831
841
Metro Copa aparece nas edições 835 e 836. Ambas possuem propagandas de meia
página, sobre universidade e escola de inglês, respectivamente. As reportagens estão situadas
na parte superior da folha, com fotos que ocupam duas colunas, além de notas e chamadas.
835
836
A edição 834 possui na página 15 uma propaganda de concessionária ocupando quatro
colunas, além de uma reportagem com duas fotos. Ela é espelhada.
74
834
A 842 apresenta a editoria Metro com crônica do colunista César B. Giobbi, na metade
superior. Na inferior, há a editoria Metro Motor, com uma reportagem de três colunas e foto.
842
75
5.1.16 Página 16
Na página 16 das edições analisadas, duas (833 e 836) apresentam anúncios de
concessionárias que ocupam uma página inteira.
836
Em quatro edições (835, 837, 840 e 842) ocorre a editoria Metro Copa. A única com
anúncio é a 842, situada no rodapé sobre diferentes produtos. Esta página é espelhada.
842
Nas outras edições (835, 837 e 840) a editoria Metro Copa traz reportagens, notas e
diversas fotos. Na 840, por exemplo, há uma foto de meia página com a manchete sobreposta
“Quem segura a Argentina?”.
76
840
Na página 16 das edições 829, 830, 834 e 838 aparece a editoria Metro Cultura. Há
reportagens, notas e fotografias. 829 e 834 há propagandas de filmes ocupando duas colunas
da folha.
829
834
Duas edições (831 e 841) apresentam a Metro Esporte. Há reportagens, notas e
fotografias. Em nenhuma delas há propagandas. Na 831 há um texto opinativo do piloto Hélio
Castroneves.
77
830
A editoria Metro aparece nas páginas 16 de duas edições (832 e 843). Na 832, ao invés
da coluna de Giobbi, há uma reportagem sobre automóvel na parte superior da folha. Na
inferior, há um anúncio sobre motos. A 843, na mesma área, traz uma crônica do colunista
Cesar B. Giobbi. Na metade inferior, a editoria Metro Conexão traz uma reportagem sobre
celulares, acompanhada de uma fotografia que ocupa três colunas, e uma propaganda de
vestuário no rodapé.
78
832
843
As edições restantes (839 e 844) trazem as editorias Metro Economia e Metro Campos
do Jordão, respectivamente. Não há propagandas, apenas reportagens, notas, box, chamadas e
fotografias. A 844 é especial e divulga eventos realizados em Campos do Jordão.
839
844
5.1.17 Edições especiais, acima de 16 páginas
Tradicionalmente, cada edição do Jornal Metro possui de 16 a 18 páginas, ou menos.
No entanto, algumas ultrapassaram este número. Elas possuem cadernos especiais com os
nomes Metro Copa (839 e 844)), Metro Gastronomia (834), Metro Turismo (830), Metro
Conexão (838) ou apresentam um número maior de notícias na editoria ou, ainda, páginas
adicionais com publicidade.
5.1.18 Análise Geral
Com a análise das 272 páginas das 17 edições do Jornal Metro, publicadas nos meses
de junho e julho, foi possível concluir que o veículo foge às regras dos impressos tradicionais,
que trabalham a profundidade dos fatos com matérias e artigos mais longos. Ao contrário, o
Metro opta por textos curtos, dinâmicos e de leitura rápida.
79
Quanto ao planejamento gráfico, segue rigorosamente o padrão estabelecido pelo
Metro Internacional. As fotografias de capa, por exemplo, tem o mesmo tamanho na maioria
das edições. Dividindo o jornal em três terços na vertical, é possível identificar que na parte
superior direita, há a predominância de uma fotografia na maioria das edições. Na mesma
margem, são colocados box e chamadas quase sempre nas cores branco e amarelo.
A área central das capas apresenta manchetes acompanhadas de linhas finas, box ou
fotografias. O rodapé apresenta fotos ou chamadas para as reportagens internas. Como existe
um padrão fixo do planejamento gráfico, a maioria das fotos é situada no mesmo local, além
de serem, quase sempre, do mesmo tamanho. Algumas publicações fogem às regras quando
em edições especiais.
Já as fontes utilizadas nas chamadas, textos e nos títulos são diferentes, sendo
selecionadas inúmeras famílias, sem a predominância de algumas em específico.
A cor verde é que mais prevalece no impresso, seja no logotipo, nos números de
páginas, no destaque das editorias ou nas faixas de separação dos textos e fotos.
O Metro também se utiliza de inúmeros gráficos, artes e legendas. A página 2 de
qualquer edição é a única que o Metro não publica anúncios. As demais, em sua maioria,
trazem propagandas, sejam
de páginas inteiras, meia, um quarto, rodapé entre outros
formatos menos freqüentes.
Quanto a elaboração das pautas, acontecem
no período da manhã, durante uma
reunião entre as equipes de Jornalismo. Elas são baseadas em assuntos e fatos de relevância
nas cidades que o veículo abrange. A partir daí, tem início a produção das reportagens. O
diferencial, segundo o diretor de redação Irineu Masiero, é o uso da internet como fonte para a
elaboração das pautas. “Os repórteres ficam antenados em tudo que é publicado na internet,
reorganizando as informações publicadas na web para que sejam trabalhadas no jornal do dia
seguinte, de forma mais explicativa.
O Metro mantém contato direto com seus leitores. Diariamente há um espaço no jornal
destinado à publicação de cartas, além de mensagens enviadas via twitter. Segundo Masiero,
pautas também são sugeridas pelos consumidores do veículo via e-mail ou telefone.
O Metro dá importância a datas comemorativas. Além de publicar edições especiais de
Natal e Páscoa, por exemplo, também produz materiais diferenciados no Dia da Mulher e no
Dia do Meio Ambiente. Nessas ocasiões, são impressos por completo nas cores rosa e verde,
respectivamente.
80
Sobre a concorrência, Masiero explica que os jornais tradicionais não são ameaça ao
Metro. “Não estamos preocupados em dar furos jornalísticos. Claro que isso é importante,
mas não é nosso foco principal. Não somos concorrentes dos grandes impressos. Talvez o
único concorrente que temos seja o também gratuito Destak”.
81
6
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os jornais gratuitos estão, atualmente, em franca expansão, apesar das especulações
relacionadas ao fim dos jornais impressos. Neste trabalho são apresentados dados que
mostram o constante aumento da circulação paga e gratuita desses meios não só no Brasil,
como também em outros países. Ressalte-se que Metro circula em 23 países, em 150 cidades,
com mais de 22 milhões de leitores diários. 70% de seus leitores têm entre 18 e 44 anos,
sendo que 71% pertencem às classes A e B. A edição brasileira, por exemplo, começou
circulando apenas na cidade de São Paulo e já está presente no ABC Paulista, em Santos e
em Campinas.
O visual chamativo, que explora cores e fotos, aliado aos textos curtos são produzidos
para satisfazer o leitor que não tem tempo pra ler. Por isso, da distribuição ser feita em pontos
estratégicos, principalmente, nos semáforos. Masiero caracteriza o veículo como uma “leitura
complementar das pessoas que vivem nas cidades onde circula”.
Analisar o Metro foi um grande desafio, seja pelo volume de material, pela falta de
bibliografia de apoio às pesquisas, entre outras várias dificuldades. Porém, foi gratificante
pelo contato com uma mídia alternativa em sua produção e distribuição.
82
7
CRONOGRAMA DE TRABALHO
Janeiro/ 2010
Escolha do tema
Escolha da modalidade
Leitura de monografia sobre o objeto de estudo
Leitura de reportagens feitas sobre o assunto
Pesquisa de sites sobre o tema
Fevereiro/ 2010 (Trabalho realizado para a banca de qualificação)
Reconhecimento do tema
Leitura sobre as novas normas para a realização do Trabalho de Conclusão de Curso
Aprofundamento do estudo sobre os jornais Metro e Destak
Leitura do livro Monografia Passo a Passo, de Maria Cristina Traldi e Reinaldo Dias
Leitura do livro Métodos e Técnicas de Pesquisa em Comunicação, de Antônio Barros e Jorge
Duarte.
Março/ 2010
Definição de orientador
Leitura do Livro A Arte de entrevistar Bem, de Thais Oyama
Aprofundamento de estudo sobre jornais gratuitos
83
Leitura da monografia Novos Rumos da Narrativa - O Jornalismo na Revista Piauí, de
Rodolfo Tiengo, publicada em 2007.
Pré-agendamento de entrevistas com os jornais Metro e Destak, em São Paulo
Redação da Introdução da Monografia
Redação dos Objetivos da Monografia
Redação da Justificativa da Monografia
Redação da Metodologia adotada na Monografia
Leitura e análise superficial de 20 edições dos jornais gratuitos Metro e Destak, publicados no
início de 2010
Abril/2010
Realização de entrevistas na cidade de São Paulo com os profissionais dos jornais Metro e
Destak
Leitura dos livros História da Imprensa Brasileira, de Juarez Bahia, e História da Imprensa no
Brasil, de Nelson Werneck Sodré, para redação da seção sobre História da Imprensa Brasileira
Visita dos sites dos jornais Metro e Destak, com leitura de materiais e pesquisas dos veículos
disponibilizadas na web
Leitura de artigos e textos diversos da web sobre a influência da internet na mudança editorial
e visual dos jornais impressos
Elaboração das seções 1, 2 e 3 da monografia
84
Elaboração do Cronograma
Redação das Referências Bibliográficas
Maio/2010
Redação das seções 1, 2 e 3 da Monografia
Elaboração do Cronograma
Redação das Referências Bibliográficas
Análise dos jornais Metro e Destak publicados no início de 2010
Leitura do Livro Os jornais podem desaparecer?, de Philip Meyer para a redação da seção 2
da monografia
Leitura do livro O Jornal, de Judith Brito e Ricardo Pedreira
Leitura do livro 1808, de Laurentino Gomes, para acréscimo na seção 1 da monografia
Entrega do trabalho para análise da banca de qualificação
Junho/2010
Análise das seções 1 e 2 da monografia observadas pela banca de qualificação
Revisão e considerações das observações solicitadas pela banca de qualificação
Agendamento e realização de entrevistas com editores do jornal Metro, em São Paulo
Decupagem das entrevistas realizadas
Redação da seção 4 da monografia
85
Revisão bibliográfica
Julho/2010
Continuação elaboração seção 4 da monografia
Pesquisas e leituras de sites e artigos sobre o assunto na web
Agosto/2010
Revisão da seção 4 da monografia
Produção de fotografias
Seleção de fotos
Seleção de anexos
Setembro/2010
Revisão da monografia
Elaboração do Prefácio e Posfácio do livro
Outubro/2010
Correções da monografia
Revisão geral do material
Elaboração e preparação da apresentação pra banca examinadora
86
REFERÊNCIAS
Associação Nacional dos Jornais. Disponível em http://www.anj.org.br, acesso nos meses de
março e abril de 2010.
BAHIA, J. História da Imprensa Brasileira. VOL 1. 5 ed.: Editora Mauad, 2009.
BARROS, A. e DUARTE, J. Métodos e Técnicas de Pesquisa em Comunicação. 2 ed., S.
Paulo, Editora Atlas, 2006.
BDO Brasil. Disponível em
http://www.bdobrazil.com.br/portugues/?CFID=128763&CFTOKEN=2c63b0815a02e02c68520936-D1F0-26A7-95003814CBD50FE7, acesso em 20 de fevereiro de 2010.
Diário de Pernambuco. Disponível em
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/08/23/viver2_0.asp, acesso em 01 de maio de
2010.
DIAS, R.; TRALDI, M. C. Monografia Passo a Passo. 2 ed., S. Paulo, Editora Atlas, 2006.
GOMES, L. 1808 ― Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte
corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil. São Paulo:
Editora Planeta, 2007.
GOODE, Wiliam J.; HATT, Paul K. Métodos em pesquisa Social. 7 ed. São Paulo: Nacional,
1979.
Jornal Destak Portugal. Disponível em http://www.destak.pt, acesso em 03 de abril de 2010.
Jornal Destak Brasil. Disponível em http://www.destakjornal.com.br, acesso em 03 de abril de
2010.
Jornal Metro Brasil. Disponível em http://publimetro.band.com.br/, acesso em 03 de abril de
2010.
Jornal Metro Mundo. Disponível em http://www.metro.us/us/home/, acesso em 1 de maio de
2010.
KÖCHE, J.C. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e iniciação à
pesquisa. 22.ed. Petrópolis: Vozes, 2004.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Técnicas de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.
MEYER, P. Os Jornais podem desaparecer? São Paulo: Contexto, 2004.
OYAMA, T. A arte de entrevistar bem. São Paulo, Editora Contexto, 2008.
PENA, F. Jornalismo literário. São Paulo. Editora Contexto, 2006.
87
Portal Imprensa. Disponível em http://portalimprensa.uol.com.br/, acesso nos meses de
março, abril e maio.
Press Kit Jornal Metro. Disponível em
http://publimetro.band.com.br/_pdf/apresentacaoSP.pdf, acesso em 03 de abril de 2010.
Relatório Anual de Administração do Metro. Disponível em
http://www.metro.lu/files/Annual%20Report%202009.pdf, acesso em 01 de maio de 2010.
SANT’ANNA, L. O Destino do Jornal. Rio de Janeiro: Record, 2008.
SODRÉ, N.W. História da imprensa no Brasil. 4. ed. Rio de Janeiro: Mauad, 1999.
World Association of Newspapers and News Publishers. Disponível em http://www.wanifra.org/, acesso em 28 de fevereiro de 2010.
88
ANEXOS
Distribuição de jornais gratuitos em São Paulo
Especificamente na cidade de São Paulo, as publicações gratuitas passaram por um período de
instabilidade, já que o prefeito Gilberto Kassab incluiu um artigo na Lei nº 14.517, 16 de outubro de 2007, que
regulamenta as Parcerias Público Privadas. Inicialmente, o novo artigo restringia a distribuição dos jornais
gratuitos em semáforos e determinava que essas publicações teriam de ter 80% de conteúdo jornalístico, o que
seria inviável para os gratuitos, já que a maior parte da receita vem da publicidade.
No entanto, Kassab voltou atrás e, hoje, podem ser distribuídos normalmente na cidade jornais que se
enquadrem na Lei de Imprensa (Lei Federal nº 5.250, de 9 de fevereiro de 1967), que prevê a livre publicação e
circulação de jornais que tenham registro em cartório em que constem, entre outros dados, informações sobre o
proprietário e o diretor ou redator-chefe.
89
Visita ao Jornal Metro
90
APÊNDICES
E-MAILS
Nathalia Cristina Assis
[email protected]
To [email protected]
From: Nathalia Cristina Assis ([email protected])
Sent: Thursday, April 15, 2010 12:20:45 PM
To:
[email protected]
Oscar, Bom Dia!
Muito obrigada pelas respostas. A principio preciso somente dessas informações. Caso necessite de outras no
decorrer da minha pesquisa, entrarei em contato com vocês.
Att;
Nathália Assis
Poços de Caldas / MG
35 8801-2662
Subject: Pesquisa TCC
Date: Thu, 15 Apr 2010 08:01:01 -0300
From: [email protected]
To: [email protected]
1. A equipe do Departamento Comercial do Metro é composta por 31 funcionários.
Ø
Metro São Paulo: 22
Ø
Metro ABC: 3
Ø
Metro Santos: 3
Ø
Metro Campinas: 3
2. O modelo de negócio do Metro é exclusivamente publicitário:
Ø 100%.
3. Os principais anunciantes do Metro são:
Ø
Varejo (Lojas de Departamentos, Hiper/Supermercados, Shoppings)
Ø
Concessionárias de Autos,
Ø
Imobiliário,
91
Ø
Operadoras de Telefonia,
Ø
Bancos,
Ø
Montadoras e
Ø
Universidades.
4. Telefônica, Bradesco, Casas Bahia, Embratel, Ponto Frio, Claro, Vivo, Banco Itaú... anunciam
desde o lançamento do jornal.
5. O Metro subscreve o CONAR, portanto não aceita anúncios que transgridam os bons costumes e
os valores gregários da sociedade. O Metro só não trabalha com classificados e balanços legais
pela estrutura de páginas de cada edição, que são poucas.
6. A média de páginas de anúncios por dia/mês/ano.
Ø
Respectivamente 6, 140, 1680.
7. Temos um anúncio, em média, por página. É raro ter mais que um anúncio numa mesma página.
8. Nas edições especiais, como Natal, Dia das Mães etc. as nossas ofertas em vendas não dão
prioridade para determinados segmentos. Continuamos em nosso ritmo natural. Contudo, a
demanda do mercado é claramente de campanhas com sugestões de presentes pessoais, UD,
telefones e informática. Em paralelo, devido ao hábito de reuniões em família, todo o comércio
alimentício e bebidas vêm em peso.
9. A média de faturamento mensal do Metro é uma informação estratégica, portanto reservada.
10. Tabela e formatos do site são atualizados.
Oscar Osawa
On Apr 12, 2010, at 5:06 PM, Nathalia Cristina Assis wrote:
Olá Irineu,
Conforme contato por telefone, seguem abaixo algumas das informações que preciso. Só para ressaltar, meu
trabalho tem como objetivo analisar os jornais gratuitos em uma fase em que muitos cogitam o fim dos
impressos devido ao avanço da internet. Com textos curtos e visual leve, os jornais gratuitos têm crescido, como
92
é o caso do Metro que, em pouco tempo, passou a circular em outras cidades.
Sobre Metro São Paulo
- Tiragem diária dos jornais;
Metro São Paulo tem tiragem de 150 mil exemplares diários
Metro ABC tem 30 mil exemplares diários
Metro Santos Tem 30 mil exemplares diários
- Número de páginas;
Em média, o número de páginas é de 16, formato tabloide (nunca menos que isso)
- Editorias;
Em todos os jornais, as editorias são: Foco, Economia, Mundo, Diversão, Ócio, Esportes, Plus, Motor, Conexão,
Turismo
- Número de funcionários na parte de Jornalismo (especificamente cada editoria, contando com estagiários e
revisores)
Em São Paulo temos:
um editor executivo,
1 editor para cada editoria (Foco, Esportes, Diversão, Economia, Mundo, Plus e Conexão + Turismo + Motor)
2 repórteres para Foco
1 repórter para Diversão
1 tratador de imagens
1 Editor de Arte
1 fotógrafo
1 revisor
um estagiário
Metro ABC e Santos
Para cada um
1 editor executivo
2 repórteres
1 fotógrafo
1editor de arte
93
1 revisor
-Data de lançamento de ambos;
ABC: 23 de outubro de 2009
Santos: 11 de dezembro de 2009
-Tiragem diária;
30 mil exemplares
-Onde são distribuidos;
Principais pontos de Santo André, São Bernardo, São Caetano
Pincipais pontos de Santos e Praia Grande
Geral
- O Metro vai expandir para Campinas? Já tem data definida para o lançamento?
Sim. A edição Campinas começa no dia 26 de abril
- Há expectativa de expansão para outros Estados?
Está em estudos
- Como é a produção de pautas?
Funciona como um jornal tradicional: tem reunião de pauta e, a partir daí, começa a produção do material
- Como é decidida a manchete?
A manchete é decidida em função do material que temos em mãos e qu é produzido de acordo com o que foi
definido na reunião de pauta
- O jornal não possui a editoria de Polícia?
não
- A que horas os jornais começam a ser entregues?
7h30
- Há critérios de diagramação? Qual a fonte/tamanho usados?
Os critérios de diagramação do metro são os mesmos em todos os países em que estamos.
- Como é a produção de fotografias?
O fotógrafo é também editor de imagem. Ele sai com a aputa definida na reunião de pautas
- Como é a apuração? O repórter vai a rua ou apura dentro da redação utilizando telefone/faz/email?
Sim, o repórter vai à rua, mas na maioria das vezes a apuração se dá na redação.
- Qual o horário de fechamento?
94
21h30
- Há limites de caracteres na reportagem?
Não, mas o padráo Metro prevê pouco texto, com informações absolutamente concisas.
Irineu, aguardo a indicação de alguém do Comercial para falar comigo. Se puder, me indique por gentileza
alguém da Distribuição também.
Desde já, obrigada pela atenção.
Você pode conversar com Oscar Osawa, na parte Comercial e Luiz Henrique Correia, na Distribuição. O
telefone 3528-8500.
Nathália Assis
35 8801 2662
De: Nathalia Cristina Assis [mailto:[email protected]]
Enviada em: segunda-feira, 12 de abril de 2010 12:17
Para: Fabio Santos
Assunto: Perguntas TCC
Olá Fábio!
Como vai?
Como conversamos, seguem abaixo as perguntas para minha monografia.
- Quantas pessoas trabalham no jornal (setor jornalismo, reportagem, etc)?
Somos ao todo 21 pessoas em São Paulo e sete no Rio
- Quantos reporteres/editores/fotógrafos tem cada editoria?
O Destak não divide o seu pessoal por editorias. Algumas pessoas são dedicadas mais a uma seção do jornal que
a outras, mas todos fazem um pouco de tudo.
- Como é a produção de pautas?
A maior parte do conteúdo é produzido com informações colhidas em agências de notícia, sites e o que foi
publicado por outros veículos (rádio, Tv e jornais). As matérias principais costumam ser apuradas por nossos
repórteres/redatores.
- Como é a escolha da manchete e matérias de destaque?
Muitas vezes ela é definida já na reunião inicial, às 14h30. Ao longo do dia, a editora-chefe e os demais editores,
sob a minha supervisão, revêem as decisões tomadas nessa reunião.
- Há limite nos caracteres dos textos?
Não há limite fixo, mas os textos costumam ser sempre curtos, pois sempre tentamos dar várias unidades de
notícia por página
- Não há editoria de Polícia? Algumas notícias policias entram no Brasil/Mundo/São Paulo?
Não há tal editoria. A divisão tem a ver com o local em que os fatos ocorrem: São Paulo/Rio; Brasil; Mundo
- As entrevistas/apurações são feitas por telefone ou o repórter vai a rua?
95
Em geral, por telefone.
- Há critérios para diagramação?
Claro, temos um projeto gráfico que tem de ser obedecido.
- Qual a fonte usada nos textos?
A principal é a benton modern one
- E com relação a diagramação das fotos, há critérios?
Idem
- O jornal sobrevive apenas de publicidade?
sim
- Quem são os principais anunciantes do Destak?
Casas Bahia, empresas de telefonia, Ponto Frio, redes de revenda de automóveis, Dell Computadores, Itaú,
diversos órgãos públicos, Banco do Brasil, Caixa Econômica, etc
- O jornal roda em gráfica própria?
Não, contratamos terceiros
- Qual a média de anúncio por dia/mês/ano?
Em geral, a média é 40% de anúncio, 60% de conteúdo editorial.
Fábio, outras informações consegui no site do jornal.
Apenas me confirme o número de exemplares distribuidos no RJ e em SP e o horário que os jornais começam a
ser entregues nas cidades.
15 mil em SP, podendo subir a 180 ou 200 mil. No Rio, 80 mil.
Outra pergunta, há expectativa do Destak ir para outros estados ou cidades?
A tendência é o jornal se expandir para as principais capitais do país.
A principio é apenas isso, mais pra frente te mando mais perguntas. Se quiser acrescentar algo, fique a vontade.
Obrigada pela atenção!
Nathália Assis
35 8801-2662
96
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nathália cristina de assis o fenômeno dos gratuitos