Reabilitação da estufa
e jardim romântico
A estufa da Quinta da Lavandeira (O Occidente, 1883)
Quinta da Lavandeira
Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
A quinta do Sr. conde da Silva Monteiro, situada
sobre uma vasta planície na margem esquerda do
Douro e a cerca de 4 quilómetros do Porto, é uma
das propriedades mais notáveis dos subúrbios da
cidade.
Possui pomares importantes, terrenos cultivados a
cereais, jardins espaçosos cortados por lagos e
regatos, bosques sombrios e tudo quanto pode
tornar uma quinta aprazível para se passar uma
temporada no campo, muito agradavelmente, no
convívio de parentes e amigos.
Duarte de Oliveira Júnior
O Comércio do Porto
8 de Agosto de 1883
Carta Militar de Portugal
folha 122 (S/ escala)
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Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
Proprietários da Quinta da Lavandeira
N
Futuro parque desportivo
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Parque de Lavandeira
O Parque da Lavandeira foi instalado numa parte da Quinta da
Lavandeira, uma propriedade agrícola cujos donos mais antigos, que são
conhecidos, eram em 1726, Domingos Pereira e esposa Eufêmia Azevedo;
a quinta foi mudando sucessivamente de proprietários até chegar à
posse, em 1834, de Joaquim da Purificação Cunha Lima Oliveira Leal que,
em 1852, a vende a João Correia Moreira Ribeiro Pinto Coelho Brandão
(11/01/1804-28/12/1883), que ali viveu casara em 08/07/1840 com
Mariana Isabel da Cunha Lima Barreto (Leão, 1997, Geneall, 2012).
Joaquim era filho do primeiro casamento de Ana da Cunha Lima, que
nasceu em 1766 em Santa Marinha (V. N. de Gaia)
Legenda:
1. Estacionamento
2. Recepção
3. Bar
Assim, tudo indica que foi João Correia Moreira e esposa quem vendeu a
Quinta ao Conde Silva Monteiro, o que vai de encontro ao que escreve,
em 1864, o historiador Inácio de Vilhena Barbosa (1811-1890) na revista
“Archivo Pittoresco”, vol VII, pag. 304: “É proprietário actualmente d´esta
quinta [Lavandeira] o sr. Joaquim [deverá ser confusão com João, que
teve um filho Joaquim] Correia Moreira”, que era irmão da Viscondessa
de Oliveira (do Douro), Mariana Henriqueta Correia Moreira (24/04/181401/04/1877).
Algumas fontes apresentam outra versão, e dizem que foi Joaquim da
Cunha Lima Oliveira Leal, vereador da Câmara Municipal de Gaia em
1839, diretor da Sociedade Agrícola do Distrito de Porto e Comendador
da Ordem de Cristo (1845), quem vendeu a Quinta da Lavandeira ao
Conde António da Silva Monteiro (1822-1885), que lá viveu com a sua
esposa, a Condessa D. Carolina Júlia Ferreira Monteiro, que continuou a
residir na quinta até 1921, razão pela qual a propriedade também é
conhecida por Quinta da Condessa (Lima, 2005, Queiroz, 2005).
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Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
EVOLUÇÃO DA PROPRIEDADE DA QUINTA DA LAVANDEIRA
1726
1826
1834
Compra a?
Vende a
Joaquim
1852
1864
1800
1920
1944
1947
1987
2012
Domingos Pereira
Francisco Filipe Carneiro de
Oliveira Sousa e Cirne e
Herdeiros
Compra a Vende a
Maria Isabel João Correia
Cirne
Moreira
Joaquim da Purificação
Cunha Lima Oliveira Leal
João Correia Moreira Ribeiro
Pinto Coelho Brandão
Compra a
Joaquim
Conde e Condessa Silva
Monteiro
Vende ao
Conde?
?
Concessão
Compra à
Remissão de
de servidão
Condessa?
Foros
de água
Manuel Soares da Silva
Júnior e Herdeiros
Municípo de Vila Nova de
Gaia
Sabe-se (Leão, 1997) que a Quinta da Lavandeira foi comprada por volta
de 1920 por Manuel Soares da Silva Júnior, pai de Albino Soares da Silva,
a cujos Herdeiros o Município de Gaia comprou uma parte da
propriedade em 1987, e que continuam a deter na sua posse a área
restante. Ou seja, a Quinta da Lavandeira terá estado na posse do Conde
Silva Monteiro pouco tempo, entre cerca de 1880 (por volta de 1881
começou a ser construída a estufa) e a data da sua morte, em 1885.
Assim, o grande responsável pelo arranjo e povoamento vegetal da
Quinta da Lavandeira será Joaquim da Purificação Cunha Lima Oliveira
Leal, tendo o Conde Silva Monteiro acrescentado a estufa.
Já no século passado, em 31/07/1987, o Município de Vila Nova de Gaia
adquiriu uma parte da Quinta da Lavandeira, com 128.000 m2. Por Alvará
de Loteamento, de 23/04/2002, o Município recebeu a cedência de mais
13.920 m2 de terrenos para integrar no Parque da Lavandeira, que
atingiu, assim, a área total de 14 ha (141.920 m2).
Por deliberação de 29/07/2004, a Câmara Municipal de Vila Nova de
Gaia delegou no Parque Biológico de Gaia a construção e exploração do
Parque da Lavandeira, que abriu ao público em 20/08/2005.
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Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
A Quinta da Lavandeira no século XIX
Conde Silva Monteiro
Capa da revista O Occidente
Data: 01/02/1885
Noticiou o seu falecimento
António da Silva Monteiro (Lordelo do Ouro, 16/08/1822 - 15/01/1885) –
Visconde de Silva Monteiro (23/07/1871) e depois (22/12/1875), Conde
de Silva Monteiro por decreto de D. Luís I - teve grandes negócios no
Brasil e foi presidente da Associação Comercial do Porto entre 1875 e
1877 e Vice-Presidente da Câmara Municipal do Porto (1876/1877).
Devido à sua ação naqueles cargos tiveram início as obras de construção
do porto de Leixões e do caminho-de-ferro para a Póvoa de Varzim. Ao
conde Silva Monteiro se ficou a dever, também, a modernização da
tanoaria a vapor na Companhia Aurifícia, uma empresa ainda em
funcionamento, na Rua dos Bragas, onde, como o próprio nome indica,
se fabricavam objetos de ouro e prata e que atualmente se dedica ao
ramo da metalurgia (Portoturismo, 2005).
Assim, não são de estranhar os elementos do património industrial
encontrados na sequência da criação do Parque da Lavandeira, que estão
a ser estudados, e que importa salvaguardar e valorizar. Entre eles
destacamos um motor (muito danificado e vandalizado) fabricado pela
The Campbell Gas Engine Co. Ltd. (Halifax – UK) para produção de Gás
de Gasogénio, ou “gás pobre” (Producer gas), pela queima de
combustível sólido (neste caso carvão, de que se encontraram restos),
destinado, provavelmente, ao aquecimento das estufas.
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Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
Motor para produção
de “gás pobre”
Igualmente se encontraram vestígios de um grande captação de água
que, segundo se conseguiu apurar, era bombeada para a Fábrica Coats &
Clark, que fica algumas centenas de metros a montante.
Na parte adquirida pela Câmara Municipal de Gaia, a Quinta da
Lavandeira conserva ruínas de algumas construções agrícolas de que se
destaca a Casa da Eira, com três pisos, que já foi recuperada para bar e
sanitários de apoio ao Parque.
Construção cuidada, o que não é, também, de estranhar, já que o Conde
de Silva Monteiro manifestou um especial interesse pela arquitetura. Em
1871 mandou construir o edifício da Rua da Restauração, no Porto, onde
é hoje a Comissão de Viticultura da Região do Vinho Verde, e que “Foi
considerado por Pinho Leal “um domicílio principesco”, e um dos
principais centros de reunião da alta sociedade portuense do último
quartel do século XIX.” (CVRVV, 2005).
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Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
A Estufa, o Jardim Romântico e a Mata
Foto das estufas e lago
(sem data)
gentilmente cedida pelos atuais
proprietários da Quinta da
Lavandeira
Já fora da propriedade adquirida pelo Município de Vila Nova de Gaia,
mas visível do Parque da Lavandeira, encontra-se a monumental estufa
neogótica (Qeiroz, 2005) de ferro mandada construir em 1881-1883 pelo
Conde de Silva Monteiro e o lago, jardim romântico e mata. O historiador
Vilhena Barbosa (1864) escreves que “A quinta da Lavandeira (...) é digna
de ser ver pela sua bella collecção de plantas exóticas, sobretudo árvores
e arbustos, e por um grande lago aformoseado com uma ilha povoada de
camélias, e com variedade de cedros, araucarias, e outras árvores de talhe
esbelto e gracioso.” Segundo Vilhena Barbosa, terá sido conselheiro
Joaquim da Cunha Lima Oliveira Leal “que a traçou e enriqueceu de
plantas, e na qual estabeleceu uma quinta modelo, com subsídio do
governo, onde se ensaiavam e ensinavam os novos systemas da
agricultura.”
A estufa foi construída entre 1881 e 1883 pela Fundição do Ouro, do
Porto, empresa criada em 1864 por Luís Ferreira de Souza Cruz & Filho, e
que encerrou a atividade nos anos 80 do século passado.
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Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
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1. A estufa | Antunes, 1983
2. A estufa | PBG, 2004
Sobre a estufa, escreveu Duarte de Oliveira Júnior no jornal O Comércio
do Porto de 8 de Agosto de 1883:
“ A estufa do Sr. conde da Silva Monteiro é um documento eloquente do progresso que a
arte e a indústria tem feito em Portugal, porque, nessa edificação, nova no seu género
entre nós, encontramos uma e outra levadas a um grau de perfeição, que pode fazer a
inveja de engenheiros distintos. (...)
Não se procurou, como se vê, fazer uma edificação vulgar, uma estufa como todas as
outras. Recorreu-se à arte, pensou-se muito na parte ornamental, e é este o seu maior
mérito.
Conhecemos as principais estufas e jardins de Inverno da Europa, em geral umas
construções simples e, pouco ou nada arquitectónicas, e, que portanto, diferem muito
desta.
Aqui, o desenhador pegou no lápis e foi descrevendo traços sobre o papel, à medida que
a fantasia divagava pelos domínios da arte dos séculos passados. Não se pode dizer que
seguisse rigorosamente este ou aquele estilo, mas o conjunto é agradável à vista.
A porta do centro é ampla (3m,30) de largo, elegante, bem proporcionada, e as laterais
condizem com o resto do edifício. Os rendilhados da cobertura são todos de ferro e duma
leveza tão extraordinária, que mais parecem recortes feitos em papel transparente.
O corpo principal é sustentado por quatro arcos, nos quais se observa o mesmo estilo da
parte exterior, que recorda muito o gótico.
Nesta edificação é tudo harmonioso e bem proporcionado. Tem 24 metros de frente, 12
de altura no centro e 12 de fundo. Quando estiver povoada de plantas, deve produzir um
efeito surpreendente.
Daqui se vê que esta estufa é uma das maiores que existem em Portugal e a primeira entre
todas quantas possuem os amadores portugueses.
Na parte exterior da estufa há uma escada que dá acesso a todos os pontos, o que é
importante, porque facilita muito qualquer reparo que se torne necessário fazer.
Segundo nos informaram os construtores, a organização dos moldes em madeira,
chumbo, e zinco, levou 883 dias a um entalhador, e a fabricação das suas diferentes peças
de ferro batido e fundido 2372 dias a um serralheiro.
O peso total do ferro empregado na sua construção é de 38.285 Quilos. A estufa ficou
pronta por 10.000$000 réis.” (Oliveira Júnior, 1883)
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Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
Estufa da Lavandeira
9/7/2012
Segundo o historiador Francisco Queiroz, “Apesar de abandonada há
muitos anos e bastante degradada, a estufa é passível de recuperação,
voltando ao seu anterior uso, ou a um outro uso compatível com a sua
natureza arquitectónica, sendo certo que – depois de recuperada passaria a ser o ex-libris do Parque da Quinta da Lavandeira e até um
fortíssimo elemento identitário da arquitectura do ferro em Portugal – e
em Vila Nova de Gaia em particular, a juntar à Ponte D. Maria Pia e à
Ponte D. Luís.” (Queiroz, 2005).
Por estas razões, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia organizou o
processo de classificação da estufa e envolvente como imóvel de interesse
municipal (Ver Anexo), que ficaria concluído em setembro de 2005.
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Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
Estufa da Lavandeira
já sem as acácias infestantes
17/7/2012
Em 30/06/2012 foi celebrado um protocolo entre os atuais proprietários
da estufa, mata e jardim romântico e a empresa municipal Águas e
Parque Biológico de Gaia, nos termos do qual a empresa se compromete
a tratar e recuperar aquela área e os proprietários permitem o seu
usufruto.
Graças a este protocolo, foi possível em agosto de 2012 começar a limpar
a área e a suster as causas de degradação. Começou-se por retirar as
acácias quer cresceram no interior e à volta da estufa e que, com as
oscilações em dias de vendo, iam partindo a estrutura.
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Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
Foto do lago
(sem data)
Igualmente se começou a recuperar o grande lago existente na mata de
recreio, que se encontrava totalmente tapado por sedimentos.
gentilmente cedida pelos atuais
proprietários da Quinta da
Lavandeira
gentilmente cedida pelos atuais
proprietários da Quinta da
Lavandeira
Nesta foto do lago, sem data, podendo ver-se um grupo na ilha e um
barco.
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Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
Património Vegetal
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1. Camelia japonica
cultivar “Viscondessa de Silva
Monteiro”
Foto de Camelias.flavius.com
2. Frutos de Diospyros virginiana
O antigo arvoredo da Quinta degradou-se muito com o abandono, que
deu origem ao desenvolvimento de vegetação espontânea,
nomeadamente um extenso silvado. Contudo, uma ou outra memória
desse património ainda existe.
Destacam-se as diversas variedades de Camélias. Há, mesmo, um cultivar
de Camelia japonica designado “Viscondessa da Silva Monteiro” referido
no Catalogo Nº.29, 1895-1896, p. 57, da Real Companhia HorticoloAgrícola Portuense, sem descrição, que o Web Camellia Register
considera extinta, embora haja uma foto atual no site do Camélias Park
Flavius, de São Torcato, Guimarães (ver abaixo).
Das fruteiras, resistiram alguns diospireiros produtores de frutos de
pequeno tamanho, da espécie Diospyros virginiana (Common
persimmon), rara em Portugal, e não da espécie Diospyros kaki, que é a
vulgar no nosso país.
Também não parece estranha a presença desta fruteira menos comum
em Portugal, pois: “A Quinta da Lavandeira, também conhecida por
Quinta da Condessa, teve uma relevante importância no campo da
agricultura. Foi considerada uma Quinta modelo, onde eram ensaiadas
novas culturas e as mais modernas alfaias, ao ponto de ser subsidiada
pelo Governo.” (Lima, 2005).
A australiana árvore-do-papel, Melaleuca linariifolia, a palmeira mexicana
Washingtonia robusta ou a chilena Araucaria araucana, pouco vulgar em
Portugal, são mais algumas das espécies que sobreviveram a anos de
abandono.
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Reabilitação da estufa e jardim romântico
Quinta da Lavandeira
Bibliografia
ANTUNES, Joaquim (1983)
Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia
Estufa para plantas, na Quinta da Lavandeira, em Oliveira do Douro,
propriedade do Sr. Conde da Silva Monteiro
O OCCIDENTE, Revista Illustrada de Portugal e do Estrangeiro - Vol VI, 6º Ano, nº 157,
1 de Maio de 1883
JÚNIOR, Duarte de Oliveira (1883)
0 Comércio do Porco, 8 de Agosto de 1883, Porto
LEÃO, Manuel (1997)
Quintas antigas de Oliveira do Douro. Boletim da Associação Cultural Amigos de Gaia.
Vol. 7, n.º 44 (Dezembro, 1997), Vila Nova de Gaia.
QUEIROZ, Francisco (2005)
Comunicação por e-mail
RODRIGUES, Manuel M. Rodrigues (1885)
Obituário. O Occidente, Revista Illustrada de Portugal e do Estrangeiro - 1 de fevereiro
de 1885 - 8° anno - Volume VIII - n° 220 - págs. 25/26
VILHENA BARBOSA, Inácio (1864)
Vila Nova de Gaia. Archivo Pittoresco, vol VII, Lisboa
Sítios consultados
CAMELIAS.FLAVIUS. COM (2012) Disponível em:
http://www.cameliasflavius.com/details.php?image_id=933&l=english
CVRVV (2005) Comissão de Viticultura da Região do Vinho Verde,
disponível em:
www.vinhoverde.pt
http://www.geneall.net/site/home.php
LIMA, David Jorge Macedo (2005). disponível em:
www.odseminario.no.sapo.pt
PORTOTURISMO (2005) disponível em:
www.portoturismo.pt/a_cidade/estrangeiros/brasileiros.asp)
Web Camellia Register (2012). ICS - International Camellia Society,
Department of Informatics and Systems, University of Pavia (ITALY),
disponível em
http://camellia.unipv.it
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Quinta da Lavandeira
ANEXO Classificação da Estufa e Jardins anexos
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Reabilitação da estufa e jardim romântico | Quinta da Lavandeira
Dezembro de 2012
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