Automação I ÍNDICE 1 – INTRODUÇÃO 2 – FUNÇÕES LÓGICAS/INTRODUÇÃO A LINGUAGEM LADDER 2.1 – Função E ou AND 2.2 – Função OU ou OR 2.3 – Função NÃO ou NOT 2.4 – Funções Derivadas 2.4.1 – Função NÃO E ou NAND/Função NÃO OU ou NOR 2.5 – Funções Combinacionais 2.5.1 – Função OU EXCLUSIVO ou EXOR 2.5.2 – Função COINCIDÊNCIA ou NÃO OU EXCLUSIVO ou EXNOR 3 – CIRCUITOS COMBINACIONAIS 3.1 –Expressões Expressões Booleanas Obtidas de Circuitos Lógicos 3.2 – Circuitos Lógicos Obtidos de Expressões Booleanas 3.3 – Tabela da Verdade Obtida de Expressões Booleanas e Circuitos Lógicos 3.4 – Expressões Booleanas e Circuitos Lógicos Obtidos a Partir de Tabelas da Verdade 3.4.1 – Soma de Produtos 3.5 – Simplificação de Circuitos Combinacionais Através do Diagrama de Vietch-Karnaugh Vietch Karnaugh 3.5.1 – Diagrama para Duas Variáveis 3.5.2 – Diagrama para Três Variáveis 3.5.3 – Diagrama para Quatro variáveis 3.6 – Projetos de Circuitos Combinacionais 4 – CIRCUITOS DE COMANDO ELÉTRICO 4.1 – Introdução 4.2 – Dispositivos de comando dos Circuitos 4.3 – Dispositivos de Proteção 4.4 – Funcionamento Básico de um Dispositivo Eletromagnético Eletromagnétic 4.4.1 – Contactores e Chaves Magnéticas 4.4.2 – Identificação dos Bornes dos Contactores 4.4.3 – Identificação dos Bornes do Relé Térmico 4.5 – Circuitos com Comandos Elétricos 4.5.1 – Comando dos Contactores 4.5.2 – Intertravamento de Contactores 4.6 – Dispositivos de Desligamento e Acionamento de Motores 4.6.1 – Chave de Partida Direta 4.6.2 – Chave de Partida Direta com reversão do Sentido de Rotação Rot 4.6.3 – Chave de Partida Triãngulo/Estrêla 5 – BIBLIOGRAFIA 2 Automação I 1 – INTRODUÇÃO Definição Automação industrial pode ser definida como a tecnologia que se ocupa da utilização de sistemas mecânicos, eletroeletrônicos letroeletrônicos e computacionais na operação e controle da produção. Inclui a idéia de usar potência elétrica ou mecânica para acionar algum tipo de máquina, adicionando à máquina algum tipo de inteligência para ela executar a tarefa de modo eficiente, seguro seguro e econômico, sem ou com a mínima interferência do homem. Vantagem da máquina sobre o homem Não reclama Não faz greve Não pede aumento de salário Não tira férias Trabalha no escuro, etc Desvantagem da máquina Capacidade limitada de tomar decisões Precisa de programação para operar Requer ajustes periódicos Requer manutenção periódica Consome energia Custo de propriedades Automação e mão de obra Automação reduz mão de obra, mas ainda é necessário operador Automação cria alguma outra atividade Em vezz de fazer a tarefa diretamente, o operador monitora a máquina que faz automaticamente a tarefa. Altera habilidades e exigências do operador Quando se faz necessário automatizar o processo Quando a atividade profissional apresenta risco aos operadores Quando ndo se necessita aumentar a produção Quando se necessita reduzir os gastos, mesmo que a médio e longo prazo Quando a atividade exige raciocínio numérico, etc. Classificação da automação industrial É possível classificar as diferentes formas de automação industrial em três áreas não claramente delimitadas: a automação fixa, a automação programável e a automação flexível. flexível A automação fixa está baseada numa linha de produção especialmente projetada para a fabricação de um produto específico e determinado. É utilizada quando o volume de produção deve ser muito elevado, e o equipamento é projetado adequadamente para produzir altas quantidades de um único produto ou uma única peça em forma rápida e eficiente, isto é para ter uma alta taxa de produção. Um exemplo exemplo de automação fixa é encontrado nas indústrias de automóvel. O equipamento é, em geral, de custo elevado, devido a alta eficiência e produtividade. Porém devido à alta taxa de produção, o custo fixo é dividido numa grande quantidade de unidades fabricadas. cadas. Assim os custos unitários resultantes são relativamente baixos se comparados com outros métodos de produção. O risco que se enfrenta com a produção fixa é que, devido ao investimento inicial ser alto, se o volume de vendas for menor do que o previsto, previsto, então só custos unitários serão maiores do que o previsto, e conseqüentemente a taxa interna de retorno de investimento será menor. Outra dificuldade existente ao adotar um sistema de automação fixa é que o equipamento é especialmente projetado para produzir um produto ou peça específica, e se o ciclo de vida do produto acabar, por mudanças de projeto ou modelo, por exemplo, o equipamento pode tornar obsoleto. Portanto a automação fixa não é adequada para produtos com ciclo de vida breve ou para produções uções de baixo ou médio volume. A automação programável está baseada num equipamento com capacidade para fabricar uma variedade de produtos com características diferentes, segundo um programa de instruções previamente introduzido. Esse tipo de automação é utilizado quando o volume de produção de cada produto é baixo, inclusive para produzir um produto unitário especialmente encomendado, por exemplo. O equipamento de produção é projetado para ser adaptável às diferentes características e configurações dos produtos fabricados. Essa adaptabilidade é conseguida mediante a operação do equipamento sob o controle de um programa de instruções preparado para o produto em questão. Esse programa, freqüentemente, pode ser introduzido no sistema através de um teclado teclad numérico, por meio de um programa de computador, entre outras possibilidades. Assim, a operação do 3 Automação I equipamento operatriz sempre dependerá das instruções indicadas por esse programa de controle. Em termos de economia, o custo do equipamento pode ser diluído diluído num grande número de produtos, mesmo que estes tenham diferentes configurações ou, em alguns casos, sejam completamente diferentes. Devido às características de programação e adaptabilidade, vários produtos diferentes podem ser fabricados em pequenos lotes ou inclusive em forma unitária. A terceira classe de automação industrial é a automação flexível,, que pode ser entendida como uma solução de compromissos entre a automação fixa e a programável e, em geral, parece ser mais indicada para um volume médio dio de produção. Os sistemas de produção baseados na automação flexível têm algumas características da automação fixa e outras da automação programável. Assim, por exemplo, um sistema de manufatura flexível pode ser projetado para produzir uma única peça, peça, mas com dimensões diferentes, ou diferentes materiais, entre outras variações, certamente limitadas. Uma das características que distinguem a automação programável da automação flexível (embora esta distinção nem sempre possa ser estabelecida nos casos casos práticos), é que, nos sistemas que utilizam à primeira, os produtos são fabricados em lotes. Quando a fabricação de um lote é completada, o equipamento é reprogramado para processar o próximo lote. Nos sistemas de produção baseados na automação flexível, flexíve deferentes produtos podem ser fabricados ao mesmo tempo no mesmo sistema de fabricação: é só programar o computador central para desviar as diferentes peças e materiais para as estações de trabalho adequadas. Essa característica permite um nível de versatilidade satilidade que nem sempre é possível encontrar na automação programável, tal como foi definida aqui. 2 - FUNÇÕES LÓGICAS / INTRODUÇÃO À LINGUAGEM LADDER Neste momento pretendemos revisar as principais funções lógicas, bem como introduzir os conceitos iniciais in da linguagem ladder, a primeira linguagem destinada especificamente à programação de CLPs. Por ser uma linguagem gráfica baseada em símbolos semelhantes aos encontrados nos esquemas elétricos (contatos e bobinas), as possíveis diferenças existentes entre os fabricantes de CLPs, quanto à representação das instruções, são facilmente assimiladas pelos usuários, como exemplificados abaixo. CONTATO NA CONTATO NF CONTATO NA CONTATO NF O nome Ladder deve-se se à representação da linguagem se parecer com uma escada (ladder em inglês), na qual duas barras verticais paralelas são interligadas pela Lógica de Controle formando os degraus (rung) da escada. Portanto, a cada Lógica de Controle ontrole existente no Programa de Aplicação dá-se dá se o nome de rung, a qual é composta por Colunas e Linhas, conforme apresentado abaixo: Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 Linha 1 Rung 1 1 1 Linha 2 Linha 1 2 Rung 2 4 Coluna Saída Automação I A quantidade de Colunas e Linhas, ou Elementos e Associações, que cada rung pode ter é determinada pelo fabricante do PLC, podendo variar conforme a CPU utilizada. Em geral, este limite não apresenta uma preocupação ao usuário durante o desenvolvimento do Programa de Aplicação, pois os softwares de Programação indicam se tal quantidade foi ultrapassada, por meio de erro durante a compilação do Programa de Aplicação. 2.1- FUNÇÃO E ou AND sume valor “0” quando uma ou mais variáveis forem iguais a “0” e só assume valor “1” quando É aquela que assume todas as variáveis forem iguais a “1”. Podemos dizer que a função em questão executa a operação de multiplicação. A expressão algébrica que representa a função é: S = A . B ou AB (para duas variáveis), lida da forma: S = A e B. O circuito abaixo representa a função de forma análoga: Podemos agora construir uma tabela de estados possíveis das chaves com a respectiva situação da lâmpada, e esse processo chamaremos emos de TABELA DA VERDADE. A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 0 0 0 1 Os símbolos que representam as funções lógicas são chamados de PORTAS e o caso acima é referente a PORTA E de duas entradas que executa a tabela da verdade da função E. Podemos estruturar struturar portas com mais de duas variáveis de entrada, através de combinações feitas pelas próprias portas de duas entradas. Veja o exemplo abaixo: S = (A.B).C 5 Automação I A tabela da verdade é assim distribuída: A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S 0 0 0 0 0 0 0 1 A combinação de portas acima é representada por uma única porta de três variáveis de entrada, como na figura abaixo. É importante salientar, que também podemos representar portas com "n" variáveis de entrada. Função AND em Linguagem ladder: EXERCÍCIOS 01) Desenhar a tabela da verdade e escrever a expressão algébrica de uma porta E de quatro entradas: 02) Complete a tabela da verdade onde A,B, e C representam as entradas de uma porta E: A 1 0 1 B 1 0 1 1 C 1 1 1 S 1 0 2.2 FUNÇÃO OU ou OR É a função que assume o valor “1” quando uma ou mais variáveis forem iguais a “1” e só assume o valor “0” quando todas as variáveis forem iguais a “0”. Sua representação algébrica ca fica da seguinte forma: S = A+B (para duas variáveis) e lê-se: lê S = A ou B 6 Automação I Vejamos o esquema elétrico abaixo que representa a função OU: Para que a lâmpada fique acesa basta uma das chaves estarem fechada (1), e a situação de lâmpada apagada (0) só ocorrerá orrerá quando as duas chaves estiverem abertas (0). Logo podemos montar a tabela da verdade : A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 0 1 1 1 A porta que executa a função é a PORTA OU e seu símbolo é assim representado: Da mesma forma que a porta AND, podemos podemos representar portas OU com mais de duas variáveis de entrada. Para três variáveis a tabela da verdade é estruturada da seguinte forma: A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 7 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S 0 1 1 1 1 1 1 1 Automação I unção OR em Linguagem ladder: Função EXERCÍCIOS 01) Descreva o trem de pulso de saída da porta abaixo, a partir da forma de onda de entrada: du 02)) Desenhe um circuito que executa a função OU de quatro variáveis, a partir de portas OU com duas variáveis de entrada. 2.3 - FUNÇÃO NÃO ou NOT É também chamada de função complemento, pois o seu resultado será sempre o número que falta para se chegar ao último algarismo do grupo de algarismos do sistema numérico em questão. Sendo o sistema binário bin constituído de apenas dois algarismos, podemos dizer que o resultado é o inverso da variável, quando igual a “0”assume o valor “1” e quando igual a “1” assume o valor “0”, surgindo então outra denominação que é a de função inversora. É representada algebricamente da seguinte forma: S= A ou S = A' e lê-se: se: “A” BARRADO ou NÃO “A”. O circuito a seguir funciona de forma análoga a função NÃO: Quando a chave está aberta (0) a lâmpada está acesa (1) e quando a chave está fechada fechada (1) a lâmpada esta apagada (0). 8 Automação I A tabela da verdade da função é expressa da seguinte forma: A A 0 1 1 0 O bloco lógico que executa a função é chamado de PORTA NÃO ou, mais conhecido, PORTA INVERSORA e sua simbologia é assim representada: Função NOT em Linguagem ladder: EXERCÍCIOS 01)) Dado o circuito abaixo, qual o nível lógico da saída “S”: 02)) Ainda para o circuito acima, escreva sua expressão algébrica sendo a entrada igual a “B” e a saída s retirada no segundo inversor: 03) Desenhe: a) Uma porta OU a partir de uma porta AND associada a portas INVERSORAS e b) Uma porta AND a partir de uma porta OU associada a portas INVERSORAS. 2.4 - FUNÇÕES DERIVADAS /FUNÇÃO NÃO OU ou NOR 2.4.1– FUNÇÃO NÃO E ou NAND/FUNÇ É o complemento (inverso) da função E, e é representada algebricamente como: S= AB (para duas variáveis) e lê-se: lê S = A e B barrados. O circuito abaixo demonstra o equivalente elétrico da função: fu 9 Automação I A lâmpada só ficará apagada (0) quando as duas chaves estiverem fechadas (1). A tabela da verdade da expressão acima é a seguinte: A B 0 0 0 1 1 0 1 1 S 1 1 1 0 A porta que executa a função é a PORTA NAND e esta poderá ter duas ou mais variáveis de entrada. Sua simbologia é a seguinte: Função NAND em Linguagem ladder: OU É o complemento (inverso) da função unção OU, e é representada algebricamente como: S = A + B (para duas variáveis) e lê-se: lê S = A ou B barrados. Observe abaixo o circuito análogo à função OU: Para que a lâmpada fique apagada (0) basta que uma das chaves esteja fechada (1). A tabela da verdade é assim expressa: A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 1 0 0 0 10 Automação I A porta que representa a função é a PORTA NOR e esta poderá também ter duas ou mais variáveis de entrada. Sua simbologia é a seguinte: Função NOR em Linguagem ladder: EXERCÍCIO 01)) Qual a porta lógica que representa a tabela da verdade abaixo? A 1 0 0 1 0 B 1 0 0 0 1 C 1 1 0 1 0 S 0 1 1 1 1 2.5- FUNÇÕES COMBINACIONAIS 2.5.1– FUNÇÃO “OU EXCLUSIVO” ou EXOR É aquela que assume o valor “1” na saída, quando as duas variáveis de entrada forem diferentes entre si, ou seja, uma das entradas deve ser exclusiva. Sua representação algébrica é a seguinte: S= A ⊕ B (S = AB + A B ) e lê-se: S = A ou exclusivo B Observe o esquema elétrico abaixo que representa a função EXOR: 11 Automação I Para que a lâmpada fique acesa (1), as chaves A e B devem estar em estados diferentes, fechado (1) e aberto (0) ou aberto o (0) e fechado (1), respectivamente. A tabela da verdade é assim mostrada: A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 0 1 1 0 A porta que executa a função é a PORTA EXOR e sua simbologia é: Função EXOR em Linguagem ladder: 2.5.2 - FUNÇÃO NÇÃO COINCIDÊNCIA ou NÃO OU EXCLUSIVO ou EXNOR É aquela que assume o valor "1" na saída, quando houver uma coincidência nos valores das duas variáveis de entrada. Podemos dizer que a sua expressão é o complemento da função EXOR, ou seja, S = sua verdadeira representação algébrica é assim definida: S = A B (S = A ⊕ B . Porém A.B + AB ) e lê-se: A coincidência B Abaixo, um circuito elétrico que pode representar a função EXNOR: Para que a lâmpada fique acesa (1), as duas duas chaves devem estar no mesmo estado, fechado (1) ou aberto (1). 12 Automação I Veja agora sua tabela da verdade: A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 1 0 0 1 A porta que executa a função é a PORTA EXNOR e sua simbologia é assim mostrada: Função EXNOR em Linguagem ladder: adder: EXERCÍCIO 1) Explique xplique porque o circuito a seguir não pode representar uma única porta EXNOR de quatro variáveis de entrada. 3 - CIRCUITOS COMBINACIONAIS Até aqui vimos expressões algébricas que descreviam circuitos de uma única porta, apesar de ser algumas portas, a combinação de outras. A partir de agora, estudaremos circuitos complexos, com a combinação de duas ou mais portas. Para isso, inicialmente, devemos chamar as expressões algébricas de expressões booleanas, boolean isto porque todas as expressões podem ser submetidas ao modelo matemático de George Boole, também conhecido como álgebra de Boole. 13 Automação I 3.1 - EXPRESSÕES BOOLEANAS OBTIDAS DE CIRCUITOS LÓGICOS Podemos escrever a expressão booleana que é executada por qualquer qualquer circuito lógico. Vejamos, por exemplo, qual a expressão que o circuito abaixo executa: amos dividir o circuito em duas partes: Vamos Na saída S1, teremos o produto A . B, pois o bloco número 1 é uma porta E, então a expressão de S1 será: S1 = AB Esta saída S1 é injetada em uma das entradas da porta OU pertencente ao bloco número 2 do circuito. Na outra entrada da porta OU, está a variável "C", e a expressão da segunda parte do circuito será: S = S1+ C. Para sabermos a expressão final, basta substituir substituir a expressão S1 na expressão acima, ficando então: S = (AB)+C EXERCÍCIO 01) Escreva a expressão booleana dos circuitos abaixo: a) 14 Automação I b) 3.2 - CIRCUITOS LÓGICOS OBTIDOS DE EXPRESSÕES BOOLEANAS Podemos também desenhar um circuito circuito lógico que execute uma expressão booleana qualquer, a partir de sua expressão característica. Por exemplo, o circuito que executa a expressão S = A+B é uma porta OU e sua representação será: Para circuitos mais complexos devemos observar alguns procedimentos, pr por exemplo: S = (A+B) . C . (B+D) Faremos como na aritmética elementar, iniciaremos pelos parênteses, fazemos primeiramente as multiplicações e após, as somas. Dentro do primeiro parêntese, e, temos a soma booleana A+B, logo, o circuito que executa esse parêntese será a porta OU. Dentro do segundo parêntese, temos a soma booleana B+D, logo, o circuito que executa esse parêntese será também a porta OU. Até aqui teremos: Agora, temos uma multiplicação booleana dos dois parênteses, juntamente com a variável "C", e o circuito que executa esta multiplicação será uma porta E. Temos então: O circuito completo será: 15 Automação I EXERCÍCIO 01)) Desenhe o circuito que executa as seguintes expressões booleanas: a) S = ABC + ( A + B ).C b) S= A.B + CD 3.3 - TABELA DA VERDADE OBTIDA DE EXPRESSÕES BOOLEANAS E CIRCUITOS LÓGICOS Uma maneira de se fazer o estudo de um circuito lógico é a utilização da tabela da verdade, que, como vimos, anteriormente, nteriormente, é um mapa onde se colocam todas as situações possíveis, de uma dada expressão booleana, juntamente com o valor por esta assumida. Para extrairmos a tabela da verdade de um circuito lógico, devemos primeiramente transforma-lo transforma na sua expressão booleana característica. Para esclarecer este processo, tomemos, por exemplo, o circuito: Sua expressão será: S= ABC + AD + B 4 Temos na expressão acima 4 variáveis : A; B; C e D, logo, teremos 2 possibilidades de combinações. O quadro de possibilidades ficará da seguinte forma: ABCD 0000 0001 0010 0011 0100 0101 0110 0111 1000 1001 1010 1011 1100 1101 1110 1111 1º membro 2º membro 3º membro ABC AD B 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 16 Resultado final S 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 1 1 Automação I EXERCÍCIOS 01)) Monte a tabela da verdade das expressões booleanas abaixo: a) S= A.B.C + A.B.C + A.B.C + A.B.C b) S= [(A + B ).C ]+ [D.(C + B )] 3.4 - EXPRESSÕES BOOLEANAS E CIRCUITOS LÓGICOS OBTIDOS A PARTIR DE TABELAS DA VERDADE 3.4.1- SOMA DE PRODUTOS Considere a tabela da verdade abaixo: ESTAD A B C S 0 0 0 0 0 1 0 0 1 1 2 0 1 0 0 3 4 0 1 1 1 0 0 0 0 5 1 0 1 0 6 1 1 0 0 7 1 1 1 1 Ela contém as variáveis A, B e C. Note que somente duas combinações de variáveis gerarão uma saída "1". No estado 1, dizemos que uma entrada "não A AND não B AND C" ira gerar uma saída "1". A expressão booleana que identifica esta situação é A.B.C . A outra combinação de variáveis que ira gerar uma saída "1" é mostrada no estado 7 da tabela. Nesta situação teremos "A AND B AND AND C e sua expressão será ABC. Essas duas combinações possíveis são, então, submetidas juntas a uma operação OR para formar a expressão booleana completa da tabela da verdade. Logo: S = A.B.C + A.B.C A expressão final é chamada forma de soma-de-produtos soma produtos de uma expressão booleana ou na forma de MINTERMOS (∑ m). Note que a expressão pode ser descrita através de portas lógicas com um padrão bastante familiar AND-OR: AND 17 Automação I EXERCÍCIO 01)) Desenhe os circuitos lógicos, a partir das tabelas da verdade verdad abaixo. a) A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 A 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 B 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 0 1 b) C 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 D 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 S 0 1 1 0 1 1 1 1 0 0 0 1 1 1 1 1 3.5 - SIMPLIFICAÇÃO DE CIRCUITOS COMBINACIONAIS ATRAVÉS DO DIAGRAMA DE VEITCHVEITCH KARNAUGH Os diagramas de Veitch-Karnaugh Karnaugh permitem a simplificação de expressões características com duas, três, quatro ou mais variáveis, sendo que para cada caso existe um tipo de diagrama mais apropriado. Este modelo de simplificação trabalha com padrão de função AND-OR ou OR-AND. AND. Para não complicarmos muito adotaremos o padrão AND-OR OR. 3.5.1 - DIAGRAMA PARA DUAS VARIÁVEIS Vejamos inicialmente as possibilidades que duas variáveis podem fornecer: ESTADO 0 1 2 3 A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 18 Automação I Estes estados deverão erão ser distribuídos racionalmente nas quadrículas do modelo geométrico de VeitchVeitch Karnaugh. Substituindo por seus valores lógicos, temos: Através dos conceitos de transformação em MINTERMOS, podemos ainda substituir os valores por expressões. Devemoss ter consciência de que chegaríamos ao mesmo objetivo com MAXTERMOS, porém para este assunto todas as transformações estarão baseadas em MINTERMOS. Logo: Veja na figura a seguir, que para cada dupla de quadrículas possuímos uma variável em comum. Após todas as observações, notamos que cada linha da tabela da verdade possui sua região própria no diagrama e essas regiões são, portanto, os locais onde devem ser colocados os valores de saída (S) que a expressão assume nas diferentes possibilidades. Para entendermos melhor o significado deste conceito, vamos observar o exemplo: A tabela da verdade abaixo mostra o estudo de uma função de duas variáveis e ao lado sua expressão não simplificada. A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 0 1 1 1 S= AB + A B + AB Primeiramente vamos colocar no diagrama, o valor que a expressão assume em cada estado. 19 Automação I Uma vez entendida a colocação dos valores no diagrama, assumidos pela expressão em cada estado, vamos verificar como podemos efetuar a simplificação. simplific Para isto, utilizamos o seguinte método: Tentamos agrupar as regiões onde "S" é igual a "1", no menor número possível de pares. As regiões onde "S" é "1", que não puderem ser agrupadas em pares, serão consideradas isoladamente. Assim, temos: Notamoss que um par é o conjunto de duas regiões onde "S" é "1", que tem um lado em comum, ou seja, são vizinhos. O mesmo "1" pode pertencer a mais de um par. Feito isto, escrevemos a expressão de cada par, ou seja, a região que o par ocupa no diagrama. O "Par 1"" ocupa a região A e sua expressão será: Par 1 = A O "Par 2" ocupa a região B e sua expressão será: Par 2 = B Agora basta unirmos as expressões ao operador OU, para obtermos a expressão simplificada "S", logo: S = Par 1 + Par 2 S= A + B Como o podemos notar, esta é a expressão de uma porta OU, pois a tabela da verdade também é da porta OU. É evidente que a minimização da expressão, simplifica o circuito e consequentemente, diminui o custo e a dificuldade de montagem. EXERCÍCIO: 01) Simplifique implifique o circuito que executa a tabela da verdade abaixo, através do diagrama de Veitch-Karnaugh. Veitch A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 1 1 1 0 3.5.2 - DIAGRAMA PARA TRÊS VARIÁVEIS Para três variáveis temos o diagrama com a seguinte distribuição dos estados: est 20 Automação I Podemos também substituir por seus valores lógicos: E por expressões: Notamos que para cada quadrupla de quadrículas existe uma variável em comum. Como no estudo para duas variáveis, podemos agrupar as quadrículas formando duplas. Porém, agora podemos também formar quádruplos de quadrículas adjacentes ou em sequência, e ainda podemos utilizar as duplas laterais, pois estas se comunicam. Veja os exemplos de possíveis quadras: Para melhor compreensão, vamos transpor para o diagrama, a tabela tabel da verdade: A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S 1 1 0 1 1 1 1 0 Expressão extraída da tabela sem simplificação: S= A.B.C + A.B.C + A.B.C + A.B.C + A.B.C + A.B.C Transpondo para o diagrama. Para ra efetuarmos a simplificação, primeiramente, localizamos as quadras e escrevemos suas expressões, estas quadras podem ter quadrículas comuns. Feita a localização das quadras, agora localizaremos os pares e também escrevemos suas expressões. Não devemos considerar os pares já incluídos nas quadras, porém pode acontecer de termos um ou mais pares formados com um elemento externo à quadra e um outro interno. Por fim, localizamos e escrevemos as expressões dos termos isolados. 21 Automação I Sendo assim, destacamos os seguintes uintes grupos: Escrevendo suas expressões temos: Quadra = Par 1 = Par 2 = B AC AC A expressão final minimizada será a união das expressões encontradas através do operador OU: S= B + AC + AC O circuito que executa a tabela será então desenhado na forma a seguir: 22 Automação I EXERCÍCIOS 01)) Ache a expressão simplificada das tabelas da verdade abaixo, através dos diagramas de VeitchVeitch Karnaugh, a partir das saídas "1" das tabelas. a) b) A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S 0 0 1 0 1 1 1 0 02)) Simplifique a expressão S = A.B.C de Veitch-Karnaugh, Karnaugh, utilizando o padrão AND-OR. AND c) A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S 1 0 1 1 1 0 1 1 + A.B.C + A.B.C + A.B.C + A.B.C 3.5.3 - DAGRAMA PARA QUATRO VARIÁVEIS Para quatro variáveis, os estados são distribuídos no diagrama na forma abaixo: Substituindo por seus valores lógicos, temos: E por suas expressões: 23 A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 através do diagrama S 1 1 1 1 1 0 0 1 Automação I Observamos que para cada grupo de oitavas, existe uma variável v em comum. Para ara elucidarmos melhor as regras acima, vamos transpor para o diagrama de Veitch-Karnaugh Veitch a seguinte tabela da verdade: A 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 B 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 C D 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 1 1 0 1 1 0 0 0 1 1 0 1 1 S 0 1 0 0 1 1 1 1 0 1 0 0 1 1 1 1 Expressão extraída da tabela sem simplificação: S= A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D Transpondo para o diagrama 24 Automação I Escrevendo suas expressões temos: Oitava = B Quadra = C.D A expressão final será: S = Oitava + Quadra S=B+ C.D O circuito que executa a a tabela será assim desenhado EXERCÍCIOS 01)) Simplifique as expressões que executam as tabelas da verdade abaixo, através do diagrama de Veitch-Karnaugh, Karnaugh, a partir das saídas "1" das tabelas. a) A 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 B C D 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 1 1 1 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 1 1 1 0 1 1 1 S 0 1 0 1 1 0 1 0 0 1 0 1 1 0 1 0 b) A B C D 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 1 1 0 0 1 1 1 1 0 0 0 1 0 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 1 1 0 0 1 1 0 1 1 1 1 0 1 1 1 1 S 1 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 A 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 c) B C D 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 1 1 1 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 1 1 1 0 1 1 1 S 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 0 1 1 1 1 02)) Simplifique a expressão abaixo através do diagrama de Veitch-Karnaugh, Veitch Karnaugh, utilizando o padrão ANDAND OR. S= A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D + A.B.C.D 25 Automação I 3.6 - PROJETOS DE CIRCUITOS COMBINACIONAIS Podemos utilizar um circuito lógico combinacional para solucionar problemas em que necessitamos de uma resposta, quando acontecerem determinadas situações, situações estas, representadas pelas variáveis de entrada. Para construirmos estes circuitos, necessitamos de uma expressão característica, característi como vimos em estudos anteriores. Precisamos então, obter uma expressão que represente uma dada situação. Para extrairmos uma expressão de uma situação, o caminho mais fácil será o de obtermos a tabela da verdade desta situação e, em seguida, levantamoss a expressão. Esquematicamente temos: Tomemos como exemplo a figura abaixo: A figura representa o cruzamento das ruas A e B. Neste cruzamento, queremos instalar um sistema automático para semáforos, com as seguintes características: 1ª - Quando houver carros transitando somente na rua B, os semáforos 2 deverão permanecer verdes para que estas viaturas possam trafegar livremente. 2ª - Quando houver carros transitando somente na rua A, os semáforos 1 deverão permanecer verdes pelo mesmo motivo. 3ª - Quando houver carros transitando nas ruas A e B, devemos abrir os semáforos para rua A, pois é a preferencial. Para solucionarmos este problema, podemos utilizar um circuito lógico. Para montarmos este circuito, necessitamos de sua expressão. Vamos agora, analisando a situação, obter sua tabela da verdade. Primeiramente, vamos estabelecer as seguintes convenções: a) Existência de carro na rua A → A=1 b) Não existência de carro na rua A → A=0 c) Existência de carro na rua B → B=1 d) Não existência de carro o na rua B → B=0 26 Automação I e) Verde dos sinais 1 acesos → V1=1 f) Verde dos sinais 2 acesos → V2=1 g) Quando V1=1, o vermelho estará apagado → Vm1=0 h) Quando V2=1, o vermelho estará apagado → Vm2=0 Vamos montar a tabela da verdade: SITUAÇÃO 0 1 2 3 V1 A B 0 0 0 1 1 0 1 1 Vm1 V2 Vm2 A situação "0" representa a ausência de veículos em ambas as ruas. Se não temos carros, tanto faz os sinais permanecerem abertos ou fechados. Logo podemos preencher a primeira linha da seguinte forma: SITUAÇÃO 0 A B 0 0 V1 Ø Vm1 Ø V2 Ø m2 Ø A situação "1" representa a presença de veículo na rua B e ausência de veículo na rua A, logo, devemos acender o sinal verde para a rua B. Temos então na linha dois a distribuição: SITUAÇÃO 1 A B 0 1 V1 0 Vm1 1 V2 1 Vm2 0 A situação 2 representa a presença de veículo na rua A e ausência de veículo na rua B, logo, devemos acender o sinal verde para rua A. Temos então: SITUAÇÃO 2 A B 1 0 V1 1 Vm1 0 V2 0 Vm2 1 A situação 3 representa a presença de veículos em ambas as ruas, logo, devemos acender o sinal verde para rua A, pois esta é a preferencial. Temos então: SITUAÇÃO 3 A B 1 1 V1 1 Vm1 0 V2 0 Vm2 1 A tabela totalmente preenchida é vista a seguir: SITUAÇÃO 0 1 2 3 A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 V1 Ø 0 1 1 Vm1 Ø 1 0 0 V2 Ø 1 0 0 Vamos transpor as saídas para o diagrama de Veitch-Karnaugh Veitch Karnaugh e retirar a expressão simplificada para cada caso. 27 Automação I Notamos que as expressões de V1 e Vm2 são idênticas, o mesmo ocorrendo com V2 e Vm1. O circuito, a partir destas expressões, é assim desenhado: EXERCÍCIOS 01) Deseja-se se utilizar um amplificador de uma única entrada para ser conectado a três aparelhos: um toca-fitas, um toca-discos discos e um rádio. Vamos elaborar um circuito lógico que nos permitirá permitirá ligar os aparelhos ao amplificador, obedecendo as seguintes prioridades: 1ª - Toca discos. 2ª - Toca-fitas. 3ª - Rádio. 02) Deseja-se se em uma empresa, implantar um sistema de prioridade nos seus intercomunicadores, da seguinte maneira: Presidente: Vice-presidente: presidente: Engenharia: Chefe de seção: 1ª prioridade. 2ª prioridade. 3ª prioridade. 4ª prioridade. 03)) Desenhe um circuito para, em conjunto de três chaves, detectar um número par destas ligadas. 04)) Elabore um circuito lógico que permita encher automaticamente um filtro de água de dois recipientes e vela, conforme desenho na figura abaixo. A eletroválvula permanecerá aberta quando tivermos nível "1" de saída do circuito, e permanecerá desligada quando tivermos nível "0". O controle controle será efetuado por dois sensores A e B, colocados nos recipientes "a" e "b" respectivamente. 28 Automação I 4- CIRCUITOS DE COMANDO ELÉTRICO 4.1 - INTRODUÇÃO A cada dia que passa os equipamentos elétricos e mecânicos vão dando lugar aos microprocessadores. Tanto Ta na vida profissional como na cotidiana, estamos sendo envolvidos por estes componentes que se juntam a outros, formando os sistemas computadorizados. Na indústria, estes sistemas estão sendo empregadas para facilitar e melhorar o serviço. Estamos vivendo viv na “era da automação”. Na indústria, o computador chegou para aumentar a produção, reduzir gastos e principalmente para automatizar máquinas. Um microprocessador, por exemplo, pode tomar decisões no controle de uma máquina, pode ligá-la, ligá desligá-la, movimentá-la, la, sinalizar defeitos e até gerar relatórios operacionais. Mas, por trás dessas decisões, está a orientação do microprocessador, pois elas estão baseadas em linhas de programação (código de máquina). Ocorre que paralelamente aos microprocessadores microprocessadores há a automação industrial obtida através de comando elétrico, o qual consiste da interligação de diversos dispositivos eletromagnéticos com a finalidade de acionar um ou mais circuitos e/ou equipamentos. Assim nosso estudo de automação industrial tem tem como ponto de partida os comandos elétricos, até chegarmos no que há de maior aplicação na indústria hoje que são os Controladores Programáveis ( CLP ou PLC ). Os circuitos elétricos são dotados de dispositivos que permitem: a) Interrupção da passagem da corrente c por seccionamento – São os aparelhos de comando, tais como: interruptores, chaves de faca simples, contactores, disjuntores etc; b) Proteção contra curto--circuito e sobrecargas – Em certos casos, o mesmo dispositivo permite alcançar os objetivos acima a citados, como os disjuntores. disjuntores 4.2 - DISPOSITIVOS DE COMANDO DOS CIRCUITOS a) Dispositivos Mecânicos (Interruptores) Interrompem o fio fase do circuito, podendo ser unipolar, bipolar ou tripolar, de modo a ser possível o desligamento de todos os condutores ores fase simultaneamente. b) Dispositivos Eletromagnéticos São todos os componentes que se aproveitam de um campo magnético gerado a partir da eletricidade, sendo encontrados nos mais variados ramos da automação industrial. Como exemplo tem relês, contactoras, conta chave magnética, eletroválvulas, solenóides, etc. c) Dispositivos Eletrônicos Eletrônico Utilizam circuitos eletrônicos com SCRs e TRIACs como substitutos dos contatos, embora, necessitem de outra chave para iniciar a condução nesses componentes. componentes SPOSITIVOS DE PROTEÇÃO 4.3 - DISPOSITIVOS Os condutores e equipamentos que fazem parte de um circuito elétrico devem ser protegidos automaticamente contra curto-circuitos circuitos e contra sobrecargas (intensidade de corrente acima do valor compatível com o aquecimento do condutor e que poderiam danificar a isolação do mesmo ou deteriorar o equipamento) e outras anormalidades. Dentre eles podemos citar: a) Fusível É uma resistência devidamente protegida e que deve fundir com a passagem da corrente excessiva. Sua ação pode ser imediata ta ou com retardo. Existe fusível tipo rolha, cartucho (virola ou faca), etc. etc b) Disjuntor Pode servir como protetor contra curto-circuito curto circuito e sobrecarga, além de estabelecer ou romper a passagem da corrente pela ação direta do operador. Internamente, o disjuntor disjuntor é composto por dois elementos metálicos com coeficiente de dilatação diferentes (latão e aço) soldados, que se torcem, desligando o disjuntror, quando há aquecimento provocado pela sobrecarga ou curto-circuito. curto 29 Automação I c) Dispositivo DR (Diferencial Residual) Tem a finalidade de proteger vidas humanas contra choques provocados no contato acidental com redes e equipamentos elétricos energizados. Oferecem também proteção contra incêndios que podem ser provocados por falha de isolamento dos condutores e equipamentos. equipame d) Relés de máxima e mínima tensão Interrompem o circuito, na falta de fase, mantendo-o mantendo o desligado mesmo com a normalização do circuito, para evitar que o pico de tensão, ao retorno da fase, danifique o equipamento. Ou desliga o circuito sempre que a tensão ensão fique acima ou abaixo de um valor determinado. Nota: Alguns dispositivos de proteção ao desligarem o ramal de alimentação da carga com problema pode religar o ramal, após a verificação do problema que ocasionou o desligamento, ou até para desativar provisoriamente para a substituição, ou manutenção, de componentes do ramal. Este é o caso dos disjuntores, chaves seccionadoras com fusível e Diferencial Residual (DR). Porém, alertamos que esses dispositivos de forma alguma podem substituir os interruptores, interruptores, botoeiras ou quaisquer outros dispositivos de comando ou manobra. SICO DE UM DISPOSITIVO ELETROMAGNÉTICO 4.4 - FUNCIONAMENTO BÁSICO Os relés consistem em chaves eletromagnéticas que tem por função abrir ou fechar contatos a fim de conectar ou interromper per circuitos elétricos, sendo constituído por bobina ou solenóide, núcleo de ferro, contatos e armadura. Os outros dispositivos eletromagnéticos têm funcionamento f semelhante ao relé. O fechamento da chave S1 faz circular uma corrente através do solenóide criando um campo magnético magnét que atrai a armadura do relé, fechando o contato. Existem dois tipos de contatos: Normalmente Aberto (NA ou NO) Quando a bobina ou solenóide é energizada ele se fecha. Normalmente Fechado (NF ou NC) Quando a bobina ou solenóide é energizado ele se abre. 4.4.1 CONTACTORES E CHAVES MAGNÉTICAS Muitas vezes, temos necessidade de comandar circuitos elétricos à distância (controle (controle remoto), quer manual, quer automaticamente. Contactores e chaves magnéticas são dispositivoss com dois circuitos básicos, de comando e de força que se prestam a esse objetivo. O circuito de comando opera com corrente pequena, apenas o suficiente para para operar uma bobina, que fecha o contato do circuito de força. O circuito de força é o circuito principal do contactor que permite a ligação do motor, da máquina operatriz; utiliza correntes elevadas. 30 Automação I Esquematicamente, podemos representar o circuito de uma chave magnética da maneira ira apresentada na figura a seguir: Diagrama de ligação de uma chave magnética Eletromar Neste esquema temos uma chave magnética magnética trifásica. Ela serve para ligar e desligar motores ou quaisquer circuitos, com comando local ou à distância (controle remoto). O comando pode ser um botão interruptor, chave unipolar, chave-bóia, bóia, termostato, pressostato etc. No caso de botões, há um circuito especial que mantém a chave ligada depois que se retira o dedo do botão. Os contactores são semelhantes às chaves magnéticas, porém simplificados, pois não possuem relé térmico de proteção contra sobrecargas. 4.4.2 – IDENTIFICAÇÃO DOS BORNES BORNE DOS CONTACTORES CONTATOS CONTATOS PRINCIPAIS AUXILIARES BOBINA 1 3 5 13 21 2 4 6 14 22 A1 A2 31 Automação I As bobinas têm os bornes indicados pelas letras A1 e A2 e oss contatos são identificados por números, que indicam: Contatos Principais: os números ímpares são as entradas de força (1,3 e 5) e os números pares pare as saídas (2,4 e 6). Contatos Auxiliares: são identificados por um par de algarismos que indicam: 1º algarismo indica a posição sua posição física nos contactores, 1 para o primeiro, 2 para o segundo e assim sucessivamente. 2º algarismo indica o estado o do contato: NA ou NO (Normalmente Aberto), 3 na parte superior e 4 na parte inferior. NF ou NC (Normalmente Fechado), 1 na parte superior e 2 na parte inferior. 4.4.3 – IDENTIFICAÇÃO ÇÃO DOS BORNES DO RELÉ TÉRMICO 1 3 5 95 97 2 4 6 96 98 Os contatos 1,3 e 5 ficam acoplado nas saídas 2,4 e 6 do contactor e os contatos 2,4 e 6 vão para a carga (motor). Quando há uma sobrecarga no circuito o relé desarma e conseqüentemente o contato contat NA se fechará e o NF abrirá. 4.5 – CIRCUITOS COM COMANDOS ELÉTRICOS De posse da compreensão do princípio de funcionamento dos dispositivos eletromagnéticos, passemos a analisar algumas experiências que se utilizam destes componentes. Antes, porém, vejamos vejamos certas definições básicas: • Circuito de Controle É um circuito que utiliza baixas correntes e diversos componentes que permitem a energização da bobina de ligação do circuito de força. • Circuito de Força É o circuito principal do contactor que permite permite a ligação do motor, da máquina operatriz. correntes elevadas. Utiliza • Contato normalmente aberto (NA). É o contato acionado automaticamente pela bobina de ligação; quando a bobina não está energizada ele está aberto. Seus símbolos são: Contato fechador • 32 Automação I • Contato normalmente fechado (NF). É o contato que, quando a bobina não está energizada, ele está fechado. Seus símbolos são: Contato abridor • Botões de comando Servem para ligar e parar o motor da máquina operatriz; por meio dos botões de comando completa-se completa o circuito da bobina de ligação (botão LIGA) ou interrompe-se interrompe se o circuito (botão DESLIGA). Seus símbolos são: • Contato térmico Serve para desligar o circuito, quando há sobrecorrente; é também denominado relé térmico ou relé bimetálico. Seu símbolo é: 4.5.1 – COMANDO DOS CONTACTORES Acompanhando-se se o diagrama de ligação abaixo, que representa um contactor trifásico comandado por botoeira e um contato auxiliar, nota-se se que, quando o contato “L” da botoeira (ligação) é pressionado, fecha-se fecha o circuito de alimentação ação da bobina “B” e, consequentemente fecham-se fecham se os contatos principais e o auxiliar. Com o fechamento deste último, formou-se se um circuito paralelo de alimentação da bobina, de modo que, quando retiramos a pressão do botão de ligação “L”, a alimentação da bobina não é interrompida; este contato auxiliar faz o papel de contato de selo. Para o desligamento, faz-se faz se necessário acionar o botão “D” da botoeira, que, estando em série com a bobina, interrompe a alimentação da mesma. 4.5.2 – INTERTRAVAMENTO DE CONTACTORES 33 Automação I É um sistema elétrico ou mecânico destinado a evitar que dois ou mais contactores se fechem acidentalmente ao mesmo tempo, provocando curto-circuito circuito ou mudança da seqüência de funcionamento de d um determinado circuito. Intertravamento elétrico No intertravamento elétrico é inserido um contato auxiliar abridor de um contactor no circuito de comando que alimenta a bobina do outro contactor, deste modo, faz-se faz se com que o funcionamento de um dependa do outro. 4.6 – DISPOSITIVOS ISPOSITIVOS DE DESLIGAMENTO DESLIGAME E ACIONAMENTO DE MOTORES Os motores devem ter uma chave e de partida para o seu acionamento e/ou desligamento. nto. As chaves devem conter um dispositivo de proteção o de proteção contra curto-circuito (fusível ou disjunttor), um dispositivo de comando (contactor) e um dispositiivo de proteção contra sobrecargas (relé de sobrecarga) carga). Para motores até 5 CV (e excepc cepcionalmente até 30 CV), ligados a uma rede secund dária trifásica, pode-se usar chave cha de partida direta. Acima desta potência, deve-se em mpregar dispositivo de partida que limite a corrente de partida pa a um máximo de 225% da corrente nominal do motor. 4.6.1 – CHAVE DE PARTIDA DIRETA O circuito abaixo permite partir ou parar p um motor, através de dois botões de contato mo omentâneo (botoeiras). Note o contato auxiliar da contacto actora, usado para manter sua energização após o opera ador soltar o botão de partida (S1). Já o botão de parada a (S0) é do tipo normal fechado (NF). Ao ser pression onado ele interrompe o circuito, desenergizando a contacto tora e, portanto, abrindo também o contato auxiliar de auto-retenção. a 34 Automação I R S Diagrama de Força Diagrama de Comando aticamente. Isso é Note que este circuito, no caso de interrupção da rede elétrica, se desarma automa importante para segurança. Caso simplesmente s fosse utilizada uma chave 1 pólo, 2 posições pos para acionar a contactora, ao retornar a energia elétrica e (no caso de um “apagão”, por exemplo) o mo otor seria energizado, pois a chave se manteria na posiição ligada. 4.6.2 – CHAVE DE PARTIDA DIRETA COM REVERSÃO DO SENTIDO DE ROTAÇÃO Neste caso existem dois botões es de contato momentâneo para partir o motor (B1 e B2). B2 Um deles faz o motor girar no sentido horário e o outro no sentido anti-horário. Um terceiro botão desliga d o motor (S0), independentemente do sentido de e rotação. Note os contatos auxiliares NA das contatoras as usados u para autoretenção. Além disso, as contatoras as se inibem mutuamente através dos contatos auxiliarres NF. Assim, se a contactora C1 estiver energizada, da, a contactora con C2 não pode ser energizada, e vice-versa. sa. Isso impede que o operador, inadvertidamente, acion ne simultaneamente os dois sentidos de giro do motor. m Caso as duas contactoras fossem energizadas simultaneamente, s o resultado seria a queima dos fus fusíveis de força (pois teríamos curto-circuito entre as fases invertidas). 35 Automação I R S Note que para inverter o giro do motor basta inverter duas fases. HAVE DE PARTIDA TRIÂNGULO/ESTRÊLA 4.6.3 – CHAVE Neste caso, partimos o motor na configuração estrela, de forma a minimizar a corrente ente de partida e, após determinado tempo especificado cado no relé temporizado, comuta-se o motor para a config guração triângulo. Ao pressionar B1, energiza-se se a contactora contac C3, que por sua vez energiza a contactora C1. 1. Isso liga o motor à rede trifásica na configuração estrrela. Após o tempo especificado no relé temporizado RT, R a contactora C3 é desenergizada e a contactora C2 energizada. ene C1 continua energizada, pois existe um contato auxiliar de C1 para efetuar sua auto-retenção. Co om isso, o motor é conectado a rede trifásica na config guração triângulo. 36 Automação I R S 5 – BIBLIOGRAFIA Manuais Técnicos da WEG Manuais Técnicos da Siemens Site da WEG – www.weg.com.br Site da Siemens – www.siemens.com.br 37