[ www.correiobraziliense.com.br/euestudante ] Esporte na escola As ginastas Camila Rodrigues e Aline Gomes (foto) são alunas do Centro de Educação Física e Desporto de Alto Rendimento Escolar (antigo Cief), da rede pública. A equipe coleciona medalhas e boas colocações no Pan-Americano e na Copa Vancouver, no Canadá. Já imaginou se todas as escolas e universidades do país investissem na formação de atletas? CMYK EU 1-28 CMYK Brasília, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 - Ano I, nº 9 CORREIO BRAZILIENSE Páginas 6 a 13 Bruno Peres/CB/D.A Press EU 1-28 DICTUM AC FACTUM, O UDF É MAIS CONQUISTA. 1º lugar na OAB pela 9ª vez consecutiva*. *EXAME DE ORDEM 2009/1 • Desempenho das Instituições de Ensino Superior Privadas 3704.8888 www.udf.edu.br Eduardo Sebastião Crisóstomo Barbosa Fábio Alexandre Oliveira Nota da Redação A redução de juros aprovada pelo Conselho Monetário Nacional vale apenas para os novos contratos. Dione Craveiro Diferente do publicado no caderno Eu, estudante do jornal Correio Braziliense, em 3 de agosto, o Crédito Universitário PRAVALER financia 100% da mensalidade de qualquer curso universitário presencial das instituições parceiras que esteja credenciado no programa. O estudante começa a pagar o financiamento Patrícia S. Oliveira Nota da Redação A matéria sobre a estrutura do ensino superior saiu com outra falha: não citamos a fonte de pesquisa. Além do Inep, o Guia do Estudante da Abril 2008 foi consultado. A versão online do caderno, no entanto, foi postada com a correção. om c e l a F gente a ião BOLSA DE CDs LÓKI? Arnaldo Baptista. EVERYBODY KNOWS THIS IS NOWHERE Neil Young. n a opi Dê su214-1124 ou ados.com.br (61) 3 riosassoci º 340 dia ,n te.df@ , Quadra 2 a-DF n a d u i o t c s i s f e a á u r e B íl Gr Setor 6110-901 - a 0 r CEP 7 Assinatu 11 1 1 3342 ade cid ial) Publeinto comerc Diretor de Redação: Josemar Gimenez ([email protected]) Editora-chefe:Ana Dubeux ([email protected]) Editor-executivo:Carlos Marcelo ([email protected]) Editora:Ana Sá ([email protected]) Editor de Arte:João Bosco Adelino de Almeida ([email protected]) Editor de fotografia:Luís Tajes ([email protected]) Arte:Anderson Araújo ([email protected]) e Leandro Mello ([email protected]) Diagramação:Anderson Araújo ([email protected]) O bardo Neil Young completa 40 anos de carreira solo neste 2009. Desde que saltou de banda do Buffalo Springfield para buscar seus próprios caminhos.Que têm sido vários:country music,baladas folks,tempestades elétricas. Os primeiros LPs foram relançados no estrangeiro. Este é safra 1969 e adianta à perfeição todos os estilos de seu autor. Anti Records (importado). Preço médio: R$ 65,00. Whitmore é uma revelação do folk blues americano.Tem 31 anos e gravou quatro CDs.Este é o mais recente.Filho de fazendeiro do Iowa,ele cresceu literalmente às margens do Rio Mississippi. Canta como se fosse um colhedor de algodão do início do século 20. Como se o velho trovador Leadbelly fosse seu vizinho e companheiro de copo. Bloodshot (importado). Preço médio: R$ 65,00. Earle é outra revelação do folk blues.Tem 27 anos e três CDs.Este é o mais recente. Nascido em Nashville,Tennessee, ele tem pedigree: filho de Steve Earle,prestigiado cantor e compositor de country music.Mas o rapaz canta como se fosse um caipira que largou o roçado para entrar na lendária gravadora Sun Records dos anos 1950. A casa do pode r — Atherton, volume 1 Patrick Corman, Tradução de Roberto Mugiatti Galera Record; 368 páginas; R$ 34,90 Edgar, um garoto simples e esforçado, vive nos campos da Terra Média do mundo de Atherton. Devido à escassez de água,os habitantes dessa região são obrigados a dar quase toda a produção da aldeia às pessoas da Terra Alta, na qual residem os mais poderosos e ricos habitantes do planeta. Combinando visão crítica com criatividade, Patrick Carman, nessa obra de aventura e fantasia, levanta questões sociais que levam os leitores à reflexão. A diferença de benefícios usufruídos pelos habitantes das Terras Alta e Média, por exemplo, se assemelha muito à desigualdade social existente no mundo real. O livro agrada, assim, tanto àqueles que buscam severos olhares sobre atitudes da humanidade quanto àqueles que querem apenas se distrair. Mesmo com algumas inadequações na tradução e com um final que,de certo modo,deixa a desejar,a obra é interessante e peculiar. A Casa do Poder — Atherton agrada, sobretudo, pela história extremamente intrigante e por atiçar a curiosidade do leitor, que fica ansioso por saber o que está por vir. Thales Alexandre, 18 anos, aluno do 3º ano do Colégio Militar. CMYK Expediente Reprise Records (importado). Preço médio: R$ 55,00. MIDNIGHT AT THE MOVIES Justin Townes Earle 1240 3214- profiss ões co nsider Outra adas m matéria ajorita revela vai bem riamen q u e te mas com o uma le culinas tra feia estuda Eu,estu no pas n é um s te . Mas dante. sado. in O a n l de qu ão deix Meu es nerd d e nem e Nath tilo, po e de le t u r exem alya Ho r as se anos, r plo, tra ções fix do erlle, 2 espect 2 z a o a s n s iv do o visuais ament s, e Ped Scartez e . Na c helenin ro Hen ini exp o ha e rique M luna Va lica americ i nessa elo Sou ano em por que Jimi , z o a H , jo 20 W endrix rnalist Guia, d oodsto tocou a Bern a colun ck. E n o a rdo ã hino na a Hipe Consult rlink, alé o deixe de c cional ório de onferir nortem de t portugu as nov irar as ês. idades dúvida do s de por Ana Sá tuguês no Os Mutantes partiram da Tropicália-1968 para irem fundo na psicodelia abrasiva de sua época. Líder deixado no meio do caminho,Arnaldo Baptista agora voltou a ser pop. Ganhou documentário sobre a carreira errática e este seu primeiro trabalho solo (1974) voltou às lojas. Periga ser apenas o melhor disco do rock brasileiro. Belo e maldito. ANIMALS IN THE DARK William Elliott Whitmore dim (aten na 23ª posição ado, o Brasil ficou ss pa no ,a im qu Pe os bonito porque Nas Olimpíadas de assim: não fazem e pr m se É s. ha al ades brasileigeral, com 15 med colas e universid es s A e. rt po es ivo ao obrir talentos. não existe incent os alunos e desc ar ul tim es ra pa ição planos ras não têm trad o da situação, os ic st nó ag di um capa traz nta como Nossa matéria de tos de atletas e co en im po de l, ra de l e fe e e podem transdos governos loca timulam o esport es o sin en de s metros de algumas instituiçõe exemplo. Com 2 um ,é os an 17 s, s Morai lsa de estudo formar vidas. Luca as, ganhou uma bo Em s da o nt ca Re Asa do uma quitinete na altura, morador de l ue ug al o é at rticular e to desemem uma escola pa s e treinos. Pelo al do tu es s ao so es ar o ac ão: "Se não conNorte, para facilit e tem o pé no ch se en ili as br o çã le também penho, integra a se do". Esta edição tu es o nh te os en te, pelo m mulheres em tinuar no basque crescimento das o a tr os m e qu sa squi apresenta uma pe Universal. Preço médio: R$ 25,00. Você é o crítico Valério Ayres/CB/D.A Press Fies Gostaria de saber se a redução dos juros do financiamento será somente para contratos novos ou se os juros de quem já terminou o curso e está pagando o Fies também serão reduzidos? no mês seguinte à contratação e tem até o dobro do tempo do curso para quitálo. A Ideal Invest é gestora do PRAVALER e atua como correspondente bancária do Banco ABC Brasil S.A. Brasília, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 EU 2-27 Exame da OAB A prova da OAB nada mais é do que uma reserva de mercado e também um meio de a OAB aumentar sua receita, cobrando taxas altíssimas dos participantes. A OAB não está preocupada com a qualidade dos futuros profissionais, mas em aumentar o seu faturamento. Alexandre Magno Pinheiro Foi mal Cumprimentos pelo oportuno encarte Eu, estudante. Na última edição, 3 de agosto, ocorreu pequena incorreção no artigo A estrutura do ensino superior, página 9, no quadro bacharelado, está escrito “o aluno poderá fazer uma pósgraduação strictu sensu (mestrado e/ou doutorado) ou lato sensu (especialização)”. A forma latina correta é stricto sensu. Philips/Divulgação Nota da Redação Não há como concorrer por cotas no PAS. O sistema de cotas é aplicado apenas ao vestibular tradicional da UnB. Sou a favor do exame da ordem. Sou estudante de direito e acho que o exame ainda é pouco para permitir o exercício da advocacia. A mediocridade, como sempre, impera neste país. Estudante de direito que teme o exame é porque, realmente, não está apto a esse nobre exercício. 2 6 /27 Reprise/Divulgação Cotas Gosto muito do caderno Eu,estudante, a equipe está de parabéns! Mas eu tenho uma dúvida. Este ano eu irei fazer pela primeira fez o PAS, posso participar do sistema de cotas no programa? Brasília, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 Anti Records/Divulgação 2 Ingrid Melo Matos CMYK CORREIO BRAZILIENSE CORREIO BRAZILIENSE Bloodshot/Divulgação EU 2-27 E-mails Informe Publicitário Guia Por Bernardo Scartezini PARA SEMPRE TEU, CAIO F. De Paula Dip. Editora Record. 504 páginas. Preço: R$ 63,00. Tiras Fox/Divulgação Record/Divulgação Caio Fernando Abreu era escritor dos pequenos espaços, horas pequenas. Intimidade.Aproximando-se lentamente de seus personagens, emprestando de seus sentimentos mais calados para tornar viva uma prosa elegante e sedutora. Porque o mundo de Caio Fernando (1948-1996) era bem este aqui. Com carros de escapamentos barulhentos, esquinas vazias de domingo, um passo apertado para fugir da chuva de fim de tarde, o cheirinho de incenso de sândalo, o mapa astral rabiscado na última folha do caderno. Caio Fernando deixou uma obra significativa em gêneros diversos... Do conto (O ovo apunhalado, 1975) ao romance (Onde andará Dulce Veiga, 1990), passando por quase memórias (Limite branco, 1971) e crônicas várias para a imprensa (Pequenas epifanias, de 1986 a 1995), além de teatro (A maldição do Vale Negro, 1988).Todos esses títulos, e outros (como as antologias Ovelhas negras e Mel & girassóis), são periodicamente reeditados e devem ganhar novas versões, embalados pela constante revalorização da obra do escritor. Revalorização que ganha agora uma biografia íntima e fraterna, feita pela jornalista e amiga Paula Dip, seguindo de perto momentos desse escritor gaúcho que viveu as liberdades,as paranóias e a morte de sua época entre Porto Alegre,São Paulo,Amsterdã,Londres. Sua obra mais marcante, a reunião de contos Morangos mofados (1982),já inspirou filmes e peças de teatro.Talvez seja mesmo este o centro de sua arte: pequenas narrativas de solidão na grande metrópole.A cidade que une e afasta, aproxima e impossibilita encontros e descobertas.A herança de um rapaz gentil que cultivava roseiras no jardim do hospital e escrevia sobre os canteiros de cimento da cidade.“Será possível plantar morangos aqui? Ou se não aqui, procurar algum lugar em outro lugar? Frescos morangos vivos vermelhos.Achava que sim. Que sim. Sim.” Geração coca-cola Quando os Paralamas do Sucesso assinaram com uma gravadora, Herbert Vianna tratou de descolar um contrato para seus amigos de adolescência brasiliense, a Legião Urbana. Natural que a camaradagem entre as bandas levasse a Rede Globo, tempos depois, a convidá-las para um encontro musical. Que agora ganha formato de DVD.A Legião ainda estava às voltas com seu passado punk (o LP Que país é este?) e os Paralamas vinham da melhor safra (o LP Bora Bora).O registro visual hoje parece precário, mas é fiel lembrança de uma época pré-MTV. E por falar em MTV, o programa Acústico feito pela Legião em 1991 ganhou reedição em DVD. Divertido ver Renato Russo a infiltrar espontaneidade na cartilha perfeitinha da MTV, pegando a plateia no contrapé. Renato aproveita um intervalo da filmagem para cantar uma balada dos Menudos. Só de onda. LEGIÃO URBANA E PARALAMAS JUNTOS EMI Music. Preço médio: R$ 45,00. LEGIÃO URBANA ACÚSTICO MTV EMI Music. Preço médio: R$ 45,00. A alma imortal Josefel Zanatas é o maior anti-herói do cinema brasileiro.Conhecido pela alcunha de Zé do Caixão, o camarada derramou sangue em dois clássicos de nossa marginália: À meia-noite levarei sua alma (1963) e Esta noite encarnarei em teu cadáver (1966). Por seus crimes, Zanatas puxou 40 anos de cadeia. E este A encarnação do demônio (2008) é seu retorno às ruas.Ele ainda procura a “mulher ideal” para ter um filho e dar continuidade a seu sangue herege. A trama é assim simples, similar às anteriores. Mas, desta vez, Zanatas se vê atormentado pelas próprias assombrações — e acossado pela violência policial na grande cidade. Nessas décadas que separam os filmes, José Mojica Marins se tornou artista mui cultuado. E agora teve dinheiro e talentosos cúmplices para realizar em plenas cores as mais sádicas perversões — e emergir do purgatório, literalmente. CMYK EU 3-26 CMYK Os morangos e a cidade EMI/Divulgação Livros, CDs, filmes, DVDs A ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO Direção de José Mojica Marins. Com José Mojica Marins e Milhem Cortaz. Distribuidora Fox/ Videolar. Preço médio: R$ 32,00. Por Caio Gomez, do Correio EU 3-26 EU 4-25 Hyperlink 2 4 / 25 Brasília, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 Tudo ao mesmo tempo agora Cansado das listinhas meio sem graça de resultados do Google ao fazer uma pesquisa básica? Então experimente digitar qualquer palavra no www.spezify.com — e ficar de boca aberta com o número e a variedade de resultados apresentados em um painel com uma colagem de links e fotos que parecem não ter mais fim! Além da utilidade da ferramenta de busca, é superdivertido digitar qualquer coisa, como o seu sobrenome, por exemplo, e com a ajuda daquela mãozinha que serve de cursor para arrastar imagens, dar uma olhada na cara das figuras remotas que fazem ou já fizeram parte da sua família. Para quem não tem tempo ou paciência de ver tudo, ao clicar na chave de fenda no canto superior direito da tela, é possível editar suas preferências e fazer sua pesquisa apenas por textos, ou por imagens, ou ainda seus sites de busca prediletos. Internet/Reprodução Cansou de ouvir sempre as mesmas músicas no seu i-Pod? Na rádio virtual www.jango.com , você pode escolher uma estação que só toca Madonna, por exemplo, e também escutar as seleções musicais de outros usuários. E nem só de pop ou rock vive a Jango.com: fãs de hip-hop, country e rap também têm várias bandas, artistas e faixas para escolher. As músicas ainda vêm acompanhadas das biografias dos músicos, imagens e vídeos. INÚTIL – Mas todo mundo adora! Tudo bem que já virou modinha receber e-mails carregadíssimos com placas de trânsito engraçadinhas e suas interpretações duvidosas como “proibido dançar break em ambiente com gravidade zero”. Quer ir direto à fonte? Dê uma olhadinha neste link, no blog.fspina: blog.fspina.com.br/category/placas/ e divirta-se com mensagens como “Messias em treinamento”, “área de encontro de homens-sombra com foguete propulsor”, e a já clássica “Proibido dançar Bee Gees”. Fotos: José Varella/CB/D.A Press Internet/Reprodução O que os roqueiros psicodélicos do Fleetwood Mac têm a ver com o rei da guitarra romântica Roy Orbison? E qual é a relação entre um certo integrante do Boston, banda de pop que é a cara dos anos 80,e o som pesado do cavaleiro das trevas Ozzy Osbourne? Em bandtoband.com, dá para perceber que mesmo bandas que aparentemente não têm nada em comum e provocariam discussões intermináveis entre seus fãs de carteirinha podem ser muito bem farinha do mesmo saco rock ‘n roll. Além de trazer todas as capas dos álbuns da carreira das bandas ou artistas-solo, o site traça uma verdadeira árvore genealógica, mostrando quais músicos fizeram parte de qual outra banda, ou deram uma palhinha aqui ou fizeram uma participaçãozinha especial ali, numa teia musical que parece não ter fim. Será que o velho ditado “diga-me com quem andas que te direi quem és” também vale nesse caso? Investigar essas relações perigosas é diversão pura. Você se lembra daquelas bonequinhas de papel que a gente vestia com um monte de roupinhas – de papel também (lógico)? Pois esses dias de estilista de moda em duas dimensões ficaram no passado mesmo. No Roiworld (www.roiworld.com), meninas (e a mulherada também) podem brincar de vestir celebridades como Jennifer Aniston, ícones da moda como a Princesa Diana e até estrelas teen como Demi Lovato com uma série de roupas e acessórios pra lá de fashion. Se o seu gosto para moda não for lá essas coisas, não se preocupe: é só pedir dicas de combinação de peças para montar seu look. O site também funciona como uma rede social, e você pode fazer amizade com outros amantes da moda. Nathalya Hoerlle, 22 anos Relógio - Michael Kors "Não tiro ele do pulso" Becky Bloom, delírios de consumo da 5º avenida Sophie Kinseller De acordo com Nathalya Hoerlle, quem vai para Nova York pela primeira vez fica impressionado com os preços dos artigos de marca, que são caríssimos aqui no Brasil. "Uma coisa que eu comprei no exterior que jamais compraria aqui foi minha bolsa Louis Vitton. Nunca achei que um dia eu teria uma autêntica. E quando eu comprei em NY,foi emocionante,já que aqui uma custa uns R$ 5mil e lá eu paguei 700 dólares", afirma. Nathalya confessa ser uma legítima consumista de boas marcas e bons preços e, de preferência, de produtos estrangeiros. O estilo heleninha é inspirado em Heleninha Bordon, filha de Donata Meirelles e criadora da grife 284. Nathalya, como Heleninha Bordon, adora viajar para comprar roupas e acessórios de marca e qualidade. "Eu viajo para ver qual é a tendência da moda, adquiri-la e trazer alguns itens de maquiagem que não são vendidos aqui no Brasil", afirma.Além de colecionar muitos lápis pretos para olhos da marca Too faced, ela conta que também adora colecionar óculos de sol e calça jeans. Quem se encontrar com essa exploradora do mundo da moda nunca a verá sem maquiagem e de cabelos esticados com escova. "Eu nunca faço chapinha,mas faço intervenções no cabelo,fiz luzes californianas", explica Nathalya. Em seu dia a dia, ela adota o visual básico: blusa, camiseta ou polo, calça jeans, rasteirinha ou All Star, todos de marcas de qualidade e algumas compradas longe daqui. Os brincos são pequenos para não tirar a atenção dos anéis grandes e do relógio grandes e dourado Michael Kors. Mas quem pensa que Nathalya é fútil porque é consumista está errado.Ela está se formando em direito e todo o dinheiro que gasta é do próprio bolso. "Trabalho em um escritório de direito desde o 1º semestre. Então, junto salário para viajar", diz. Próximos destinos? "Sonho em conhecer Paris, Londres, Frankfurt… toda a Europa", confessa. Máquina digial Canon Óculos de sol Gucci Maquiagem lápis de olho (Too faced), blush líquido (Benefit), rímel (Givenchy), pó Bronzeador (Estée Lauder) Perfume The Beat Burberry Camiseta - Abercrombie "Adoro essa loja porque os atendentes são modelos e dentro delas eles te atendem sem camisa!" CMYK Ligações perigosas Brincando de boneca Coisas que não vivo sem EU 4-25 Um novo sorvete afrodisíaco, a nova campanha nonsense de uma marca conhecida de balas, a última declaração de amor mais ridícula da internet, ou o lançamento de robôs movidos à luz solar: notícias curiosas assim podem não dar capa de jornal, mas informam de maneira divertida quem passa o dia em frente à tela do computador. No site updateordie.com, “garimpeiros” de notícias e curiosidades do mundo inteiro — e com a mesma “obsessão” de ficar atualizados o dia inteiro. Ansiedade à parte, o site ainda traz dicas de música, cinema, gastronomia, moda e meio ambiente, e foi criado exatamente para atualizar quem não tem tempo de visitar os milhares de sites que gostaria sobre assuntos tão variados. Deu de cara com alguma pessoa com o seu sobrenome, mas que você nunca viu antes? Tire suas dúvidas montando a árvore genealógica de sua família no site www.myheritage.com.br, com um software que permite reunir nomes e imagens. No site, também dá para formar uma comunidade da sua família — e manter contato com aquela tia do interior que apertava sua bochecha quando você era criança — e até procurar antepassados obscuros. Quem sabe até dá para descolar uma herança perdida por aí. Heleninha Internet/Reprodução Atualize-se ou morra CMYK CORREIO BRAZILIENSE Por Ana Paula Corradini CORREIO BRAZILIENSE Guitarra - Studio e Melodia "Eu a tenho há 4 anos e busco uma banda para poder tocar" Pedro Henrique Melo de Sousa, 20 anos Correio Braziliense, SIG Quadra 2 nº 340 CEP 70610-901 A cada semana é exibido um vídeo sobre um livro recomendado pelo PAS. Não perca! Acompanhe Fique de olho Você acompanha os fatos sobre educação no Distrito Federal e no país: Enem, vestibular, PAS, estágio, exposições, notícias do MEC, da UnB, intercâmbio e demais universidades do país, prêmios, passe estudantil, Fies, avaliações, eventos educativos ou culturais. Eu, estudante no Twitter! http://twitter.com/euestudante Quer estudar fora? Saiba quais são os programas de estudo na Irlanda e o que é preciso para estudar ou trabalhar nesse país Celular Nokia (modelo N95) - "Sou viciado no sistema operacional dele, o Symbian" Carteira "Fui eu que fiz com o circuito interno do teclado" EMBARQUE RUMO A SUA APROVAÇÃO PRÉ-PAS ,00 2 1 UnB + ENEM 87 A PARTIR DE EM (61) 3201-1000 MENSAIS EU 5-24 [email protected] Vídeos Resolva o simulado, elaborado pelo curso Sentido, com questões sobre epidemia, abrangendo as disciplinas de biologia, química, história, literatura, música, geografia,matemática, física e português. Siga as últimas notícias do euestudante no Twitter Tênis (Vans) com cabos USB Over Street - "Comprei junto com a minha namorada, que tem um igual. Então, é como se fosse nossa aliança” Se você é estiloso na escola, no cursinho ou no câmpus, mande sua foto para sair neste espaço: UnB Game Boy "Minha relíquia" Pedro sempre foi aquele tipo de aluno que senta na primeira carteira da sala de aula. E, além disso, seus amigos sempre o apelidaram como Dexter,por causa do desenho O laboratório de Dexter. De acordo com ele, esse apelido é devido à sua semelhança, tanto física e de perfil nerd, com o personagem. "Eu era baixinho, gordinho, cabelo encaracolado e usava a inseparável armação grossa dos óculos. Uso até hoje", diz. "Além de tudo, nunca fiz questão de procurar a minha turma", completa. Ele conta ainda que só começou a aceitar que era nerd de uns três anos para cá. "Aceitei o meu perfil quando comecei a escutar geek rock", confessa Pedro. Geek rock é um gênero musical que tem como temas o isolamento, a solidão, o amor não correspondido e um fascínio pela cultura pop nerd, como comic books, ficção científica e fantasia. "A partir dos 17 anos comecei a escutar Weezer, Fountains of Wayne,The Ataris, Death Cab for Cutie, e comecei a me vestir como eles, um estilo parecido com os anos 50, 60", explica Pedro. Ele também toca guitarra há quatro anos, mas nunca participou de uma banda de geek rock. O estilo nerd parece ter saído do armário do vovô.As estampas não se combinam, e o pulôver de lã e o blazer listrado voltam com tudo para os armários dos nerds saudosos. "Tenho Buddy Holly, o precursor do rock como ícone de estilo", declara Pedro. Mesmo com roupas saudosistas, a característica nerd que idolatra o passado termina por aí. Pedro adora programar linux, tem um blog só de tecnologia (www.erros523.com) e está conectado pelo facebook, twitter, orkut e MSN "o tempo que a bateria do celular permite". Como posso participar? Brasília, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 No www.correiobraziliense.com.br/euestudante Valor referente ao Pré –PAS Semestral nas unidades de Taguatinga,em todos os turnos.Valor promocional com desconto somente para ex-alunos ALUB, para pagamento em cheque, dinheiro ou cartão.Conforme disponibilidade de vagas. EU 5-24 CMYK Nerd 4/5 CMYK Coisas que não vivo sem Meu estilo CORREIO BRAZILIENSE EU 6-23 Capa 22/23 Bola Murcha Camila de Magalhães Engenharia Apesar de ainda ser minoria, a mulherada dos cursos de engenharia da Universidade de Brasília está aí para provar que já vem ganhando espaço. A estudante de engenharia de redes Ethel Gondim, 19 anos, defende que é errado pensar que só os homens se dão bem na área de exatas.“Mesmo existindo um pouco de preconceito, quem gosta de cálculos não tem medo de entrar no curso”, garante. Quéssia de Noronha, 20, é uma das seis mulheres entre 34 homens na sala de aula do 6º semestre de engenharia mecânica.“Me sinto um pouco especial, a gente surpreende as pessoas, pois ninguém espera que você faça engenharia, ainda mais mecânica”, observa.Vanessa Oliveira, 22, também da engenharia mecânica, admite que ainda há preconceito.“A gente entra nos laboratórios e os técnicos acham que estamos perdidas, que não somos alunas”. O curso - Há várias opções de áreas dentro da engenharia. Na UnB, são oferecidos cursos de graduação em engenharia mecânica, civil, mecatrônica, elétrica, automotiva, de redes de comunicação, agronômica, florestal, de energia, eletrônica, de computação e de software. O início de todos eles é bem parecido. Nos três primeiros semestres, o aluno lida com matérias de cálculo e física. Em seguida, entram as disciplinas específicas. No caso de mecânica, projetos de máquinas, mecânica dos fluidos, transferência de calor. Já em redes de computação, teoria da informação, redes de comunicação de dados e telecomunicações.A engenharia civil aborda estruturas e construção civil, geotecnia, recursos hídricos e meio ambiente, transportes e sistemas construtivos e materiais. Duração - média de 5 anos. Áreas de trabalho - consultoria, concepção de projetos, controle de qualidade. Gustavo Borges, 36, ex-nadador, quatro vezes medalhista olímpico, recordista brasileiro em medalhas pan-americanas, recordista brasileiro em medalhas da Copa do Mundo, recordista mundial de natação. Evandro Teixeira/COB "Dentro do cenário esportivo, o Brasil tem uma tradição de formação de clubes.Várias universidades entram com conceito de clube, não de universidade. O modelo americano é difícil de ser seguido, onde há esportes fortíssimos. Mas poderíamos ter uma organização, incentivos para que universidades tivessem parques adequados e competições adequadas para os clubes, não só Jogos Universitários, que não sei se é uma forma muito competitiva. No entanto, o investimento tem que ser de maneira ampla, em todos os níveis. O Brasil também merece atenção voltada para o aspecto de conhecimento dos profissionais ao redor. Falta capacitação”. "Brasília é muito carente de pistas para atletismo.Aqui a única pista oficial é a do CIEF, mas há uma burocracia danada para treinarmos. Em termos de estrutura, a cidade deixa muito a desejar. Atleta bom tem demais, porém a região é muito carente em termos de empresários.Muitos atletas já tiveram que deixar a cidade. Aparecem patrocínios de São Paulo e Rio de Janeiro e os atletas têm que abrir mão daqui. Sobradinho, onde comecei, agora que tem uma pista,com muita dificuldade.As quadras estão destruídas. Poderiam sair atletas de lá. Já vi muitos amigos se perderem em drogas, tiros. Eles se desviaram para outro lado pela falta de condições. Para ser atleta de ponta,tem que ralar muito.Brasília não tem projeto.É difícil ver atleta de iniciação”. Hudson de Souza, 32, corredor meio-fundista (800m a 5 km), tem 12 títulos de campeão brasileiro, cinco recordes sul-americanos, quatro medalhas em Jogos Pan-americanos, participou de três jogos olímpicos e quatro mundiais. É bolsista da Universidade Católica de Brasília. Na UnB Confira o número de alunos matriculados em cada um dos cursos tradicionalmente masculinos Curso homens mulheres Administração (diurno) 300 266 Administração (noturno) 304 148 Economia 317 146 Direito (diurno) 184 131 Direito (noturno) 264 124 Engenharia civil 334 99 Engenharia elétrica 329 66 Engenharia mecânica 362 31 Engenharia de redes de comunicação 221 44 Engenharia florestal 197 224 * Dados da Universidade de Brasília CMYK Este ano, a Secretaria de Esporte e Lazer do DF recebeu R$ 12 milhões para investimento. Parte dos recursos é destinada aos programas Bolsa Atleta e Compete, Brasília. O primeiro contempla atualmente 125 atletas indicados pelas federações e que não têm apoio empresarial. O benefício atende prioritariamente atletas estudantis, aproximadamente 50% do benefício. O restante é dividido entre as categorias de participação esportiva estadual (21,4%),nacional (17,4%), internacional (11,1%) e olímpica (1,6%). Já o programa Compete,Brasília atendeu 662 atletas de janeiro a julho deste ano. Foram custeadas 80 passagens terrestres e 582 aéreas para disputarem competições nacionais e internacionais. “Embora estejamos aquém da necessidade, o que fazemos aqui não acontece nos outros estados”, garante o secretário Aguinaldo de Jesus. Grandes atletas analisam os problemas do país nessa área Rodrigo Rosenthal/Divulgacao CMYK A Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press Investimento público EU 6-23 vida de Lucas Morais, 17 anos, mudou completamente de dois anos para cá. Estudante da rede pública e morador de Recanto das Emas, sua rotina era ir de casa para a escola, no Guará, e vice-versa. Lá começou a se interessar pelo basquete e a se destacar no esporte, com uma ajudinha de sua altura. Ele mede nada menos do que 2 metros. A primeira chance veio com a seletiva de basquete na escolinha Lance Livre, terceirizada pelo Colégio Santa Dorotéia. Foi convidado para integrar a seleção brasiliense, ganhou bolsa de estudos na escola particular e até aluguel de uma quitinete bem próxima à instituição, na Asa Norte, para facilitar o acesso aos estudos e treinos durante a semana. Ele divide o apartamento com o colega David Henrique Conrado, 16. Morador de Sobradinho, o garoto madrugava para chegar às aulas a tempo e ficava fora de casa até tarde para treinar. O jovem tem consciência de que a vida no esporte não é fácil. “Se não continuar no basquete, pelo menos tenho os estudos”, pondera. Mas seu sonho é representar o país na seleção brasileira de basquete. David e Lucas são exemplos de uma minoria de jovens do Distrito Federal que conseguiram apoio no esporte e tem um futuro brilhante pela frente. Para milhares de estudantes, o cenário é bem diferente. Das 1.070 escolas de ensino básico do DF — públicas e particulares — , 43% não têm quadras de esportes. No resto do país, a realidade é ainda menos animadora: 73% das quase 200 mil escolas não têm espaço para prática desportiva. Os dados são do Censo Escolar 2008, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação. Iano Andrade/CB/D.A Press Por que as escolas e universidades brasileiras não investem em esporte? E saiba sobre os planos dos governos local e federal para apoiar os jovens atletas Brasília, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 CORREIO BRAZILIENSE Carreira 6/7 Conheça mais sobre alguns cursos tradicionalmente masculinos e saiba a opinião das estudantes sobre a presença feminina nessas áreas Administração Professor do curso de administração da UnB há 34 anos, Carlos Alberto Torres afirma que a porcentagem de mulheres sempre foi significativa na instituição, mas o maior aumento da presença feminina ocorreu na última década.“Pareceme que o número de mulheres já superou o de homens”, comenta. Entre as hipóteses para o crescimento da procura,Torres aponta a a vocação para organizar e sistematizar processos, além de maior acessibilidade.A aluna do 5º semestre na UnB Natasha Wiedmann, 22, destaca o dinamismo e criatividade das mulheres, que, segundo ela, dão um “toque mais leve para a administração”. Já a colega Bárbara Bravim, 21,afirma que escolheu o curso por ser amplo e poder focar em diversas perspectivas. O curso — Assim como as demais faculdades, o curso de admi- nistração começa com noções de várias áreas. Estão no currículo introduções à economia, matemática, sociologia, psicologia e contabilidade. Depois, o foco vai para mercadologia, finanças, recursos humanos, orçamento, processo decisório e mercado financeiro. Áreas de trabalho — Finanças, administração de pessoas, marketing, administração da produção e administração geral. Duração — média de 5 anos. "São poucas as universidades que incentivam o esporte.Eles não têm uma visão de que vão colher um fruto a longo prazo.Tem muita universidade que acha que, investindo hoje, vai colher o fruto amanhã. Mas leva um ano, um ano e meio. A gente perde muito atleta para fora porque não há esse investimento. No Brasil, o esporte é clubístico. Na universidade, você pode estudar e ter todo o acompanhamento. Seria mais fácil para o atleta. Numa faculdade que possa propor a bolsa para o aluno atleta, há tranquilidade para os pais e o adolescente não vai precisar optar por deixar a prática esportiva”. Rebeca Gusmão, 24, nadadora, medalhista de ouro nos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro 2007. Cursa educação física no UniCeub, de onde é ex-bolsista. Representa o Centro universitário no futebol feminino. "Brasília tem um potencial humano enorme. Há muitas crianças ansiosas porque tem muito espaço e pouca oportunidade de desenvolver a prática esportiva.Todos os colégios particulares têm ginásios bons e de qualidade. O que falta é o apoio, que, aos poucos, o governo e iniciativa privada estão entendendo que é importante para a juventude não optar pela criminalidade.Na minha época,o esporte tinha um certo glamour. A aula de educação física era o momento mais esperado pela turma. Mas o apoio ao esporte se perdeu junto com o interesse pela educação física. Minha torcida é para que as pessoas, o governo e a iniciativa privada entendam que esporte é uma ferramenta imprescindível na formação do cidadão, passa lições, regras e valores muito importantes. Sou filha de mecânico com dona de casa, passei por uma realidade dura de brigas de rua em Taguatinga e o esporte me abriu um horizonte enorme. Quando saí, senti muito, mas tive que sair porque sabia que a cidade não oferecia estrutura para minha vida.Mas Brasília pode novamente ressuscitar e alimentar sonhos de muitos atletas”. Leila Barros, 37, foi atleta da seleção brasileira de vôlei, medalhista nas Olimpíadas de Atlanta (Estados Unidos), em 1996, e jogou por cinco anos no vôlei de praia. Ela toca um projeto social em Brasília, Amigos do Vôlei, ao lado da também ex-jogadora da seleção brasileira Ricarda Negrão, 38. EU 7-22 A quantidade de mulheres no curso de economia da UnB ainda é bem inferior ao número de homens. É o que constata a estudante do 3º semestre Sofia Hauschild, 18. Na turma dela, são 10 mulheres para 40 homens.“Quando as pessoas pensam em economista, já imaginam um cara de óculos e engravatado”, comenta. Mas as representantes do sexo feminino não ficam para trás. “Os homens falam que as mulheres têm menos capacidade para a matemática, mas a gente está provando que não é bem assim”, ressalta Ana Carolina Carvalho, 19. Elas esbanjam nos cálculos e utilizam a sensibilidade para resolver problemas. O desempenho nas notas é igual ou superior ao dos homens. O curso — O início do curso é marcado por matérias introdutórias a áreas afins. É o caso de introdução à economia, direito, ciência política, contabilidade, estatística, cálculo e história econômica geral. A partir da segunda metade, entram matérias mais específicas, como macroeconomia, microeconomia, econometria, economia industrial e economia política. Não há estágio obrigatório, mas as oportunidades costumam aparecer a partir do quinto semestre. Duração — 4 anos. Áreas de trabalho — O economista pode trabalhar em consultorias, bancos públicos e privados, área de finanças, pesquisa, fundos de pensão e até como gestor. Daniel Ferreira/CB/D.A Press Economia Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press Valério Ayres/Esp. CB/D.A Press Embora o orçamento do Ministério do Esporte tenha aumentado nos últimos anos, de R$ 371,3 milhões em 2003 para R$ 1,3 bilhão em 2009, os recursos ainda são insuficientes para um bom desenvolvimento do esporte em nível nacional, conforme destaca o ministro Orlando Silva. "As escolas também precisam aprimorar seu caráter de espaços formadores de atletas. Elas sempre foram os locais mais indicados para o processo de estímulo e formação esportiva, para além das aulas de educação física", observa. Silva também lembra a importância da ação de empresas privadas. “O Ministério do Esporte, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, tem estimulado o empresariado brasileiro a investir nessa área fazendo uso da aplicação direta dos impostos devidos”, afirma.“É importante reforçar essa possibilidade, pois ela pode significar aumento direto de investimentos no esporte e ser uma chance importante e rica para nossa juventude e nossa população”. O investimento ainda precário no esporte se reflete no desempenho do país em competições. Nas Olimpíadas de Pequim, no ano passado, o Brasil ficou na 23ª posição geral, com 15 medalhas. Os Estados Unidos ficaram em segundo, atrás da China, mas conseguiram nada menos do que 110 medalhas. Na terra do Tio Sam, o esporte é levado a sério desde a escola. E aqueles que se destacam são convidados para estudar nas universidades privadas do país para representar as instituições em campeonatos nacionais e internacionais. E há muitos brasileiros que acabam aproveitando esse benefício para alcançar passos maiores no mundo competitivo, como o nadador Gustavo Borges, ex-bolsista da Universidade de Michigan, onde formou-se em economia. Durante encontro com cerca de 25 atletas da equipe brasileira de natação no mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministro do Esporte,Orlando Silva,que fale com os reitores das universidades públicas federais e das instituições privadas para encontrar formas de apoiar os nadadores com bolsas de estudo, a exemplo do que acontece nos Estados Unidos. Caio Gomez/CB/D.A Press Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press EU 7-22 As colegas Lara Borges,Aimée Feijão, Marina Lacerda, Juliana Litaiff e Ana Beatriz Robalinho (foto)se encontraram no curso e têm planos ambiciosos para o mercado de trabalho. Uma parte pretende se tornar juíza e outra, procuradora.“Resolvi desde pequeninha”, comenta a futura juíza Ana Beatriz. Já Alice Braatz prefere se dedicar à advocacia. O curso - Nos primeiros semestres, há aulas de introdução à sociologia,filosofia,economia e ciência política.A partir do terceiro semestre, as matérias entram mais na prática do direito.Os alunos estudam direito privado,público, penal, civil, constitucional, administrativo, tributário, trabalhista e de sucessões. Nos dois últimos anos, há o estágio obrigatório. No caso da Universidade de Brasília, ele ocorre no núcleo de prática jurídica em Ceilândia. Duração - 5 anos (diurno) ou 6 anos (noturno). Áreas de trabalho - Para exercer a advocacia,o bacharel de direito deve passar pelas duas etapas da prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O profissional também pode optar pela área acadêmica ou pelo serviço público, em cargos como juiz, promotor, defensor público, auditor militar, procurador e delegado. Camila de Magalhães CMYK Mas ainda há esperança para que o esporte brasiliense dê uma guinada. Reforma de ginásios, criação de novos campos para escolinhas e cobertura de todas as quadras de escolas públicas do DF estão nos planos da Secretaria de Esporte e Lazer.A última,segundo o secretário Aguinaldo de Jesus,está em fase de licitação.As obras devem começar até o fim do ano. Uma nova forma de aliar esporte e educação, na avaliação do secretário, é a construção de 14 grandes vilas olímpicas nas cidades do DF.A primeira deve ser inaugurada em 16 de outubro, em Samambaia. Segundo Aguinaldo, cada vila olímpica vai abrigar 5 mil estudantes no contra-turno da escola.“Queremos transformar a escolinha num centro de excelência do esporte de Brasília, pinçando aquele aluno ou pessoa da comunidade que seria um atleta de ponta amanhã e trazê-lo para os centros com bolsa atleta, passagens e atendimento médico”. Para cuidar da saúde desse grupo, também será criado o Instituto do Atleta, um centro de tratamento médico com apoio de profissionais da saúde pública do DF, seguindo o modelo de Cuba. Serão oferecidos serviços de nutricionista, fisioterapeuta, ortopedista, psicólogo, com custo zero. Em fase de licitação, as instalações estão sendo preparadas para que se possa construir o projeto no ginásio e conjunto aquático Cláudio Coutinho, ao lado do estádio Mané Garrincha.A ideia é atender não só estudantes da educação básica, mas também a comunidade. Outra aposta é a criação de um centro de excelência do esporte no Eixo Monumental.A área utilizada será a do Centro Poliesportivo Ayrton Senna (antigo Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação - Defer). Em breve, o Centro de Educação Física e Desporto de Alto Rendimento Escolar (Cefare, antigo Cief) deve tornar-se uma referência ainda maior. CMYK Direito Até Lula já pediu aos reitores para apoiar os atletas GDF quer construir vilas olímpicas Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press Brasília, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 Conheça escolas que investem em esportes no Distrito Federal. Algumas delas terceirizam os serviços de professores, outras oferecem bolsas de estudo ou patrocínio aos atletas Cadu Gomes/CB/D.A Press Esporte terceirizado As meninas do vôlei Em 2003, o técnico Fernando Alves era treinador do Instituto Amigos do Vôlei na Candangolândia, conheceu o coordenador de esportes do colégio Nossa Senhora de Fátima, Fabrício Carvalho, e sugeriu levar para a escola atletas de destaque com bolsas de estudos.A ideia foi aprovada e hoje, 40 jogadoras recebem bolsas permanentes, de 50% a 100%. Meninas não só da Candangolândia ganharam a oportunidade de dar um salto na vida após serem convidadas para deixar a escola pública e representar o colégio particular Nossa Senhora de Fátima no time de voleibol. Garotas de Ceilândia, Santa Maria,Taguatinga, Gama, São Sebastião, Guará, Cruzeiro, Riacho Fundo I e II, Samambaia e até Santo Antônio do Descoberto tiveram seus destinos modificados pelo projeto. Noely Oliveira, 15 anos, estava cansada das aulas de educa- ção física praticadas ao sol e resolveu começar o treinamento de voleibol perto de casa, na Candangolândia.“Entrei no vôlei porque achava bonito usar joelheira, mas só vim usar há pouco tempo”, lembra. Há três anos, ela e a irmã foram convidadas para estudar no Nossa Senhora de Fátima.“Mudou muita coisa, conheci recursos, aprendi a me virar sozinha, andar de ônibus.” A moça acorda todos os dias às 6h para ir às aulas e treina três vezes por semana.“Meu sonho é entrar na seleção brasileira, mas, se não der,pelo menos a gente tentou.” Desde o início, o trabalho já colhe frutos. Logo no primeiro ano, a equipe venceu os Jogos Escolares do DF e garantiu o 5º lugar nas Olimpíadas Escolares Brasileiras. Hoje, é tetracampeã do JEDF.Tainara Holanda, 16 anos, está na seleção brasiliense de voleibol.“Meu sonho é ser jogadora profissional, não falo só em seleção brasileira, mas em continuar jogando”, diz. A ex-aluna Tandara, de Vicente Pires, hoje está jogando por um time de Brusque (SC) e foi eleita a melhor atacante da América do Sul em 2005, quando foi campeã mundial pela seleção brasileira infanto-juvenil. “Para mim, não há o que pague esse reconhecimento”, afirma Fernando Alves.“Ganho muito mais com o prazer de ver as meninas brilharem do que com o lado financeiro da profissão.” O mesmo aconteceu com os meninos do futsal, cujo projeto começou no ano passado, com 30 bolsas permanentes, parte para alunos carentes, parte para alunos da escola que se destacam no esporte . Para manter o benefício, é preciso ter bom desempenho nos estudos. As inscrições, uniformes e transporte para jogos são custeados, assim como a preparação física,com equipamentos de musculação e o atendimento de um fisioterapeuta. CMYK O incentivo à permanência no esporte não é restrito aos alunos Lucas Morais e David Henrique Conrado. Doze alunos do basquete, handebol e voleibol recebem bolsas integrais e parciais a partir de 50% no Colégio Santa Dorotéia. O benefício é dado não só a jovens carentes, mas também a antigos alunos da escola que têm talento esportivo. O carro-chefe da escola é o basquete, que se sobressai hoje, com cinco jogadores da seleção brasiliense. Há alunos moradores de Planaltina, Brazlândia, Sobradinho e Recanto das Emas. Breno Sena, 16 anos, começou a estudar na escola a partir da 8ª série, quando foi convidado para receber bolsa de estudos integral. Foi convocado para a seletiva da seleção brasileira em sua categoria. Guilherme Parreira Passos, 17, também ingressou para a escola por causa do projeto. O trabalho com bolsa para atle- tas já dura 30 anos, mas é condicionado às boas notas nas disciplinas escolares. Para isso, contam com acompanhamento pedagógico e reforço escolar, se necessário, pois são liberados em algumas etapas para viagens e repõem o conteúdo depois. Há uma década, os treinamentos são dados por profissionais de uma empresa terceirizada, a Lance Livre, porém na estrutura da escola. Nos federativos, representam a Lance Livre. O colégio arca ainda com custos de inscrições, uniforme, apoio de fisioterapia, transporte para jogos e não cobra pela participação dos atletas nas equipes. “Muitos estudantes querem vir para cá porque, além do estudo bom, tem o incentivo ao esporte”, destaca o coordenador do basquete, Ricardo Oliveira. O resultado é satisfatório na vida escolar, como disciplina, organização e trabalho de comando, conforme destaca a supervisora pedagógica Valéria Calmon. EU 8-21 CMYK Iano Andrade/CB/D.A Press INA QUE VOCÊ L G Á ÊT AP RA D . Z O O R J N A O CA MAI L OU EÚD S AS D T C N O A M SD JA AI E S NT ERN ET. Termo de Cooperação Técnica: Distrito Federal / Secretaria de Estado de Educação / Diários Associados / Correio Braziliense S/A. EU 8-21 Capa do Os alunos com mais conteú na sala de aula, e mais informação na internet. O Leio e Escrevo meu Futuro vai muito mais longe. Além de chegar às 199 escolas da rede de ensino público do DF, o projeto chega até milhares de internautas. Para isso, o Correio Braziliense e o Governo do Distrito Federal desenvolveram um hotsite exclusivo, que funciona como um canal direto entre os alunos e o projeto. Quem acessa www.leioeescrevomeufuturo. com.br encontra informações atualizadas, ferramentas de interação com os professores, cobertura editorial e muitas novidades. E ainda: BLOG para aproximação dos alunos com os educadores; QUIZ com assuntos diversos de interesse dos jovens; DICAS de português, gramática e ortografia e ESPAÇO para divulgação das iniciativas geradas nas escolas. CORREIO BRAZILIENSE Carreira O domínio da CMYK turma do batom Áreas como engenharia, administração de empresas, economia e advocacia, profissões majoritariamente masculinas, passaram a atrair mais a atenção das mulheres colher profissões diferentes”, explica a especialista. Na avaliação de Heitor Kuser, fundador e presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (Ibdes) e da Caixa de Assistência das Profissões (CAP), o aumento do número de mulheres em profissões tradicionalmente masculinas também é reflexo da necessidade de um incremento na renda familiar. O ingresso feminino nessas áreas é visto de forma positiva por Kuser.“O comprometimento com suas atividades e com as ações colocadas da empresa ou da instituição, principalmente, nos cargos de chefia é a grande diferença e o que tem gerado o reconhecimento dos empregadores e também dos colegas”, aponta. A mudança é sentida na pele por Valdelice Teodoro, presidente do Conselho Nacional de Técnicos Radiologistas pela terceira gestão.“A mulher está ocupando a gerência em profissões com maior número de profissionais do sexo masculino porque está desbravando para conhecer o novo e marcando o território com competência”, analisa. conta com uma referência em plataforma de salto e piscina, o que chamou a atenção do paraense Ian Matos, 20 anos. Ele deixou o Norte do país para tentar a vida no esporte e conseguiu o patrocínio do Mackenzie.“Eu me joguei, não tinha muita coisa a perder”, comenta o campeão brasileiro e pan-americano de salto sincronizado. O investimento também tem gerado alguns frutos internos no colégio, como a motivação dos alunos ao esporte. Hoje, 48 alunos do ensino fundamental e médio estão divididos entre a escolinha e o treinamento de saltos ornamentais. O estudante Thiago Cirilo, 16 anos, é um deles. Inspirado pelo pai, saltava do trampolim em casa. Mas, ao ver os atletas olímpicos, resolveu começar a treinar de verdade. “Gostaria muito de seguir a carreira, competir e chegar ao nível deles”, adianta. O Mackenzie concede dez bolsas (de 20% a 50%) a alunos que integram as equipes de natação, handebol,futsal,saltos ornamentais,vôlei e basquete.O critério para receber o benefício é estudar na escola há, pelo menos, um ano, ter boas notas e não repetir de ano. “Nosso estímulo é pegar os menores para terem tempo de chegar ao nível de ponta”, resume o coordenador de esportes em Brasília, Adailton Santanna. Um exemplo desse investimento é a corredora Ana Paula Brandão, que ingressou na escola na 3ª série e só saiu ao fim do ensino médio, sempre com bolsa. Além das bolsas, a escola oferece o apoio da infraestrutura,parque esportivo, professores capacitados, pagamento de inscrições e transporte para torneios locais.As viagens internacionais são parcerias entre pais e escola. EU 9-20 Num passado não muito distante, quando se pensava em juristas, só vinham à cabeça nomes masculinos. Os cargos de juiz, procurador, promotor e advogado eram dominados pelos homens. Nos últimos 30 anos, essa realidade mudou. Muitas mulheres largaram os tanques e fogões para se dedicar a profissões tradicionalmente exercidas pelo sexo oposto. Prova disso é a turma do 2º semestre de direito diurno na UnB, onde o número de mulheres superou o de homens, conforme conta a estudante Juliana Litaiff, 19 anos. No grupo de calouros, diz ela, a maioria é masculina, mas a presença feminina não fica muito para trás. Mas o total de matrículas na faculdade de direito da UnB aponta para uma maioria masculina. São 448 homens e 255 mulheres. Mesmo assim, Juliana afirma não observar qualquer forma de preconceito, tanto que a diretora da faculdade de direito é uma mulher.“As opiniões de ambos os sexos têm a mesma validade”, garante a estudante. Pesquisa realizada pela profes- sora Regina Madalozzo, do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa, revela que o número de profissionais mulheres na área do direito quase triplicou de 1978 para 2007. Passou de 18% para 44%. A tendência do aumento se repete em outras carreiras.A quantidade de engenheiras duplicou nos últimos 30 anos. Subiu de 5% para 10%.As profissionais formadas em administração representavam 17% e passaram para 36%. Os dados foram colhidos da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O objetivo de Regina era desvendar a distribuição ocupacional de homens e mulheres no Brasil nos anos de 1978, 1988, 1998 e 2007. A professora do Insper destaca que a maior inserção das mulheres no mercado de trabalho se deu na década de 1980, quando cerca de 50% das mulheres economicamente ativas estavam trabalhando.“Primeiro, elas conquistaram apenas a entrada, mas depois conquistaram a qualificação e perceberam que podem ser tão capazes quanto os homens.Isso abriu possibilidade de es- Patrocínio para atletas Desde 2003, o Mackenzie investe em categorias profissionais,patrocinando atletas de alto rendimento. Sete atletas e uma equipe integram o quadro esportivo da instituição. Em São Paulo,o apoio vai para o nadador paraolímpico Daniel Dias, outros dois para-atletas, uma equipe de vôlei feminina e um time de futebol feminino.Em Brasília, os beneficiados são os atletas da equipe olímpica brasileira de saltos ornamentais, César Castro, Hugo Parisi e Ian Mattos. O apoio foi responsável pelo retorno do brasiliense Hugo Parisi, 25 anos, à cidade de origem, já que ele teve de se mudar para o Rio de Janeiro para dar prosseguimento à carreira no salto ornamental.“Sempre tive vontade de voltar, mas não aparecia oportunidade concreta”, observa. A estrutura da capital federal Brasília, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 CMYK EU 9-20 Camila de Magalhães Cadu Gomes/CB/D.A Press 8/9 CORREIO BRAZILIENSE Capa Brasília, segunda-feira, 7 de setembro de 2009 APESAR DA FAMA, NEM SEMPRE ESSA GALERA TEM NOTAS BAIXAS OU SE DÁ MAL NA VIDA CMYK CAMILA RODRIGUES E ALINE GOMES BRILHAM NA GINÁSTICA RÍTMICA Investindo em atletas de ponta As atletas contam que muitas participações em campeonatos se deram com ajuda do programa Compete, Brasília, da Secretaria de Esporte e Lazer do DF. Mas elas já deixaram de participar de campeonatos internacionais por falta de patrocínio. A escassez de recursos e a burocracia para participação em campeonatos fora do DF é o principal problema enfrentado no Cefare, segundo o coordenador do local, Guilherme Samy. Ele diz que o centro faz o que pode, mas nem sempre consegue ajudar os atletas em viagens.“A verba não atende a todas as necessidades,mas,se não fosse a Secretaria de Educação, não participaríamos de nada”, revela.“O esporte em Brasília é feito com suor, é extremamente talentoso, mas não tem o apoio que precisa”,lamenta o coordenador. O ingresso no Cefare se dá de duas maneiras. A primeira é por meio da visita de professores aos centros de iniciação desportivas (CIDs) em todas as cidades do DF para descobrir talentos e levá-los para treinar.A outra possibilidade é que os estudantes vão ao Cefare em qualquer época do ano para fazer testes e avaliar a possibilidade de entrada. Handebol é forte Há seis anos, a equipe de professores esportivos do Sigma conseguiu despertar na escola a necessidade de oferecer aos alunos escolinhas de esportes.Até lá, os estudantes apenas participavam das aulas de educação física. Foram montadas equipes do ensino fundamental e médio para participação em competições de voleibol, basquete, futsal e handebol, sem custos para os atletas. Os bons resultados foram aparecendo e a instituição decidiu, no ano passado, conceder bolsas parciais de 15% a todos os atletas das equipes. O pré-requisito é que eles tenham, no mínimo, nota 7 em todas as disciplinas escolares. “Conseguimos melhorar muito o rendimento dos alunos”, comemora o coordenador de educação física, Carlos Roberto Teles. Dezesseis atletas recebem hoje o desconto. Além do benefício, a escola arca com todas as despesas de inscrições em campeonatos locais e nacionais, além de transporte para torneios locais e uniformes. O time de handebol feminino do ensino médio é a menina dos olhos do coordenador.As garotas foram vice-campeãs do campeonato da Federação Regional do Desporto em 2008, conquistaram a medalha de bronze nos Jogos Escolares do DF em 2007, além da sexta colocação no Curitiba International Cup no mesmo ano.Várias atletas são convocadas para a seleção brasiliense de handebol. Zuleika de Souza/CB/D.A Press “Fui da turma do fundão por muitos anos. Desde a 5ª série, quando estudava em um colégio de freiras em Penápolis (SP), de tanto ser mandada para fora de sala de aula, colocavam eu e mais dois meninos no fundo, cada um em uma fileira. Cheguei a levar até suspensão porque aprontava muito mesmo.Além de falar muito durante a aula, eu fazia bagunça. Colocava apelido nos colegas, desenhava as pessoas na lousa, adorava brincar de luta.Também colava rabo no bumbum dos outros, pintava com corretivo as unhas de quem dormia na sala. Mas nunca respondi o professor. No ensino médio, continuei na turma do fundão. Eu ficava mandando entregar presente bizarro na classe quando era aniversário de alguém. Soltava o perfume mais fedido que existia para ficar o fedor a aula toda, também tinha aquele ‘peido de véia’, colocava ovo no ventilador.Apesar disso, minhas notas eram boas.Tenho que admitir que colava bastante, eu sabia colar.Tenho saudade daquela época. Mas acho que o trabalho no Pânico na TV é uma extensão disso tudo”. Maria Paula Fidalgo, 38 anos Psicóloga, atriz e apresentadora do programa humorístico Casseta & Planeta, da TV Globo Sabrina Sato, 28 anos Humorista do Pânico na TV, participou do BBB 3 e foi dançarina do Domingão do Faustão CMYK Como o próprio nome diz, o Centro de Educação Física e Desporto de Alto Rendimento Escolar (Cefare, antigo Cief) é uma instituição do governo do DF voltada para o desenvolvimento de atletas de ponta em idade escolar.As equipes de ginástica rítmica, ginástica acrobática, atletismo, natação, nado sincronizado, boxe e judô são formadas por 215 estudantes, em sua maioria da rede pública de ensino, que treinam e competem pela Secretaria de Educação em torneios escolares e federativos. O local também é utilizado por escolas da rede para prática de educação física e escolinhas esportivas. Não há recursos da Secretaria do Esporte e Lazer. Com exceção do atletismo, os demais esportistas não recebem bolsas para participar das equipes. O incentivo é o treinamento de qualidade e a estrutura oferecidos. Apesar disso, os resultados são excelentes. Em ação há dez anos, a equipe de ginástica rítmica, com alunos de 4 a 23 anos, é um dos maiores destaques do centro.Coleciona 17 medalhas em campeonatos brasileiros e ótimas colocações no pan-americano e na Copa Vancouver, no Canadá. A ginasta heptacampeã brasiliense Camila Rodrigues (esquerda na foto), 19 anos, treina no grupo desde o começo.Ao longo dos anos, conseguiu importantes colocações em torneios nacionais. Quando estava para terminar o ensino médio, veio a dúvida sobre o que fazer. Continuar no esporte ou largá-lo? Ela não pensou duas vezes. Resolveu cursar educação física na Universidade Católica de Brasília, onde recebe bolsa, e continuar a fazer o que gosta. Hoje, além de atleta, ela é estagiária e treinadora de pequenas ginastas lá mesmo,no Cefare.“A ginástica foi o que deu sentido à minha vida”, desabafa. Aline Gomes (direita na foto), 22, tem a história bem parecida com a da colega de equipe e de faculdade Camila.A jovem começou a treinar ginástica rítmica na mesma época e não largou mais o esporte.“É uma paixão, não consigo me ver fazendo outra atividade”, revela a bicampeã brasileira em conjuntos, campeã individual do Torneio Nacional de Ginástica Rítmica em 2002 e quarto lugar em conjuntos no Panamericano da Venezuela, em 2001. Apesar da fama, nem sempre os mem- gente”, relata Jomar. O estudante do 2º semestre de engebros da turma do fundão têm notas baixas ou se dão mal na vida. No Centro de nharia na UnB Pedro Souto, 18, sempre foi Ensino Médio Setor Oeste (Cemso), nem o terror dos professores em sala de aula no a turma com melhor desempenho no 3º ensino fundamental e médio. Sentava no ano se salva da bagunça. Os alunos pres- canto da sala,com a galera do fundão,jogava giz nos colegas, fazia piatam atenção nas aulas, das o tempo todo e muimas, se houver uma breta bagunça. Foi mandado cha, aproveitam para bapara fora de sala diversas ter papo e rir muito. Eri- Resistência ck Allison, 16, prefere » A coordenadora pedagógica de uma vezes e até mudado de lugar para sentar em frensentar-se distante do escola particular, Zuleide Caldeiron, destaca que antigamente as turmas te ao quadro negro. professor para ter mais eram muito mais bagunceiras. Ela obApesar de ninguém liberdade dentro de sala. serva que os alunos são muito cobraacreditar — nem os “Acaba criando um amdos pelos professores, que sabem das professores, nem a fabiente mais descontraídificuldades e do desinteresse em almília —, Pedro ingresdo lá atrás”,justifica. gumas matérias.“Há uma resistência em querer ser interessado, ninguém sou na Universidade de quer ser chamado de nerd”, explica. Brasília por meio do Aulas monótonas “Mas hoje o cara que é estudioso Programa de Avaliação Jomar Dias, 17, adere à não precisa ser bobão”, pondera. Seriada (PAS). “O proideia há bastante tempo fessor de matemática fae explica que a maioria lava que minha nota não dos colegas tem facilidade em compreender o conteúdo. Por ia dar para passar, que era melhor escolher conta disso, quando as aulas ficam monó- outro curso, mas eu pensei: quer saber? tonas, a mania de conversar vem à tona. Vou fazer o que eu quero. E deu certo.” Pedro atribui o sucesso aos bons pro“Quando junta esse pessoal, só sai piada”, fessores, que passavam o conteúdo essencomenta Vinícius Gomes. Em um episódio em que um grupo jogava cial durante as aulas, pela manhã e à tarde. truco em sala de aula, Gustavo de Almeida, “Ficava zoando, mas prestava atenção na aula”, garante. No 3º ano, passou a sentar 17,lembra que foi mandado para a direção. “Uma vez, montei um aviãozinho e mi- mais na frente.“Gostava de ficar desenhanrei num moleque da frente, mas foi rápido do,era o jeito de eu ficar calado”.Se não fidemais e bateu no professor de química. zesse isso, ficava inquieto. A atitude deixaEle perguntou quem tinha feito aquilo e va os professores nervosos. Mas quando dissemos que tinha sido o vento, mas ele faziam perguntas sobre o conteúdo, nindeu pontos negativos para um monte de guém respondia, apenas o rapaz. “Quando eu estudava no Objetivo, era bem da turma do fundão.Tocava uma zona horrorosa na escola. Fazia comentários, piadinhas, jogava bolinhas de papel. Uma coisa bem criançona mesmo, que só tem graça dentro da sala. Foi uma fase do segundo grau (ensino médio). Fazer parte da turma do fundão faz com você tenha habilidades sociais que vão te ajudar para o resto da vida. Hoje em dia é difícil para o pai exigir do filho que se concentre o tempo todo na educação formal porque fora da escola tem muita informação também, na internet, em blogs. A pessoa faz uma mixagem e isso dá instrumentos para ela se fazer. Por um lado, é legal ter a formação acadêmica e conseguir um diploma, mas tem a coisa social, da criatividade e descontração. Sem dúvida nenhuma, a rebeldia também é importante para aprender a se colocar. Esse momento tem que ser vivido na juventude, pois, mais tarde, a vida vai exigir responsabilidade, comprometimento e não dá para viver na turma da bagunça. Na faculdade, fiquei interessada em psicologia e sentava na turma da frente”. EU 10-19 Aureliza Correa/Esp. CB/D.A Press Bruno Peres/CB/D.A Press Daniel Ferreira/CB/D.A Press EU 10-19 18/19 Dúvida CORREIO BRAZILIENSE Você pergunta, a gente responde 12/13 Filipe Guedes/Divulgação Consultório de português CMYK De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Escreva para Rafael Ohana/CB/D.A Press Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. As gramáticas classificam o posto que como locução conjuntiva concessiva. Joga no time de embora, mesmo que, apesar de. Mas a ideia do verso é causal.“Que não seja imortal porque é chama”. Vinicius errou? Artista tem licença poética. Pode pisar a língua sem susto. O poetinha empregou o posto que como popularmente se emprega, mas não como manda a norma culta. Rafael Ohana/CB/D.A Press Georgia, as duas construções merecem nota 10.Ambas dão o mesmo recado. Só muda o jeitinho de dizer.Vamos à análise dos ilustres enunciados? Na oração “Por amor ao filho lançou-se o pai ao rio”, quais os termos que exercem a função de sujeito e objeto, visto que “o pai” é agente e paciente da ação? Denny Elder Peixoto Denny,a ordem inversa é calo no pé.Pra fazer a análise sintática, ponha a frase na ordem direta (O pai lançou-se ao rio por amor ao filho.) Vamos à análise? É proibido entrar no parque. O período tem duas orações: Oração principal: é proibido Oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de particípio: entrar no parque A entrada no parque é proibida. Aí temos uma oração: Sujeito simples: a entrada no parque Predicado nominal: é proibida Predicativo: proibida Rafael Ohana/CB/D.A Press Meyrianne Almeida Barbosa A ordem direta torna o enunciado mais claro e, em consequência, mais fácil.Veja: Não me responsabilizo mais pelo projeto se as questões ainda não discutidas tiverem de ser decididas no último instante. A classificação fica mole, mole: Oração principal: Não me responsabilizo mais pelo projeto Oração subordinada adverbial condicional: se as questões ainda não discutidas tiverem de ser decididas no último instante Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press Na garra As equipes esportivas da Universidade de Brasília (UnB) são organizadas pelos próprios alunos, com apoio da Associação Atlética Acadêmica da instituição. Foi assim que surgiu a equipe feminina de basquete (foto). As atletas já haviam praticado o esporte na escola, conheciamse e resolveram montar um time. O empenho foi tão grande que as moças foram campeãs dos Jogos Universitários do DF e garantiram uma vaga nas Olimpíadas Universidades, ocorridas no mês passado em Fortaleza (CE).Terminaram o campeonato em 9º lugar na primeira divisão. “A gente tinha três bolas para o time”, comenta Daniele Leão, 22 anos , estudante de estatítica. Segundo ela, o que a fez permanecer treinando foi o amor ao esporte. Depois de procurarem a atlética, conseguiram uniforme e ultimamente, passagens aéreas para viajar a Fortaleza. Este semestre,lembra a estudante de direito Adriana Mindêllo, 21 anos,as atletas tiveram acesso à academia do Centro Olímpico, mais bolas foram compradas e há apoio de fisioterapeutas e psicólogos. O técnico de basquete Carlos Gomes está há 10 anos na chefia do time e sempre trabalhou como voluntário.“Este é o primeiro ano que o esporte recebe auxílio da UnB para contratação”, revela. As melhorias antecipam o que virá com o Programa de Desenvolvimento do Esporte e Valorização do Atleta da UnB, lançado este mês pelo Decanato de Assuntos Comunitários (DAC). A ideia é incentivar mais a participação dos atletas em competições esportivas e avançar no atendimento não só do atleta, mas de toda a comunidade universitária para usar o esporte e o lazer como instrumento para qualidade de vida e integração. De acordo com a diretora de esporte, arte e cultura do DAC, Lucila Rondon, a ação prevê a contratação temporária de técnicos para 14 modalidades esportivas para treinamentos mais rigorosos; concessão de bolsas atletas a partir deste mês (inicialmente serão 50); auxílio-esporte (passagens de ônibus); reforma e construção da estrutura física para treinos; fundação de novos clubes; parcerias internas para atendimento médico, psicológico, nutricional e fisioterapêutico; parcerias externas para suporte ao deslocamento em caso de competições; observatório esportivo com pesquisas; além de agenda esportiva e de lazer para as mais de 30 mil pessoas que circulam pela universidade. “ Essa é a nossa meta, não se sabe se será possível atingí-la, mas vamos fazer todo o esforço”, destaca Lucila Rondon. EU 13-16 Sujeito: pai Predicado verbal: lançou-se ao rio por amor ao filho Núcleo: lançou Objeto direto (quem lança lança alguém ou alguma coisa): se Adjunto adverbial de lugar: ao rio Adjunto adverbial de causa: por amor ao filho Núcleo: amor Complemento nominal: ao filho “Se tiverem que ser decididas no último instante as questões ainda não discutidas, não me responsabilizo mais pelo projeto”. As orações estão na ordem inversa. Como reescrevê-las na ordem direta? Qual das duas formas é preferível? Ao contrário de alguns anos, quando o Centro Universitário de Brasília (UniCeub) patrocinava atletas de ponta como a nadadora Rebeca Gusmão e oferecia mais bolsas com maior porcentagem de desconto, hoje praticamente se restringe a incentivar a participação dos alunos no esporte. Cerca de mil estudantes praticam modalidades como futsal, voleibol, handebol, basquete, futebol de campo, natação, jiu jitsu, karatê e boxe chinês, sem custo. Desse total, apenas 20 recebem bolsas parciais de 25%, todas distribuídas pelo Diretório Central Acadêmico (DCE). “Temos a oferta de estrutura e oportunidade para que alunos pratiquem esportes dentro do UniCeub”, observa o professor Daniel Veloso. Além disso, o centro universitário cobre as despesas de inscrições, passagem e uniformes, no caso de participação dos atletas em campeonatos universitários. Aluno de relações internacionais, Udson Santos (foto), 22 anos, recebe a bolsa atleta por se destacar na natação. Nas categorias 50m e100m livre, ele tem títulos como campeão do Centro-Oeste, campeão brasiliense, finalista do campeonato brasileiro e das olimpíadas universitárias. “Acho importante ter um auxílio por causa do esporte, mas deveria ter mais”, opina Udson. A estudante do 4º semestre de educação física Raquel Rosa Araújo, também nadadora e dona de títulos locais e regionais, recebe bolsa de estudos por ter conseguido boa colocação no vestibular, mas isso a impediu de ter uma bolsa atleta. Para ela, isso a deixa desmotivada para representar a faculdade nos campeonatos. tições federativas e universitárias são custeadas pela universidade. É o caso de inscrições, taxas de arbitragem, deslocamento e hospedagem. Os uniformes são de empréstimo. Vitor Braga, (foto) 18 anos, calouro em gestão financeira, faz parte da equipe de judô. Ele começou no esporte há cinco anos, por incentivo do tio, o judoca Mário Tranquilini, e já é dono de títulos como campeão pan-americano júnior, campeão brasileiro regional sênior e campeão brasileiro juvenil. Na equipe feminina, o destaque é Gislaine Garcia, 18, estudante de educação física. Ela é vice-campeã pan-americana júnior meio-pesado, campeã sulamericana juvenil meio-pesado e tetracampeã brasileira. Informações: 3356-9041. CMYK EU 13-16 E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Corte no patrocínio e aposta nos alunos Georgia Almeida Magalhães Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento A Universidade Católica de Brasília (UCB) conta com o Programa Sistemático de Treinamento Universitário. São oferecidas atividades desportivas — para todos os atletas universitários da Católica – em 19 modalidades. Os cerca de 400 atletas têm seguro saúde, atendimento de fisioterapia, treinamento complementar e musculação. Aqueles que se destacam são convidados a receber a bolsa atleta, com descontos na mensalidade. Atletas de rendimento — com reconhecimento regional, nacional e internacional também recebem apoio. Por serem alunos, ganham bolsas de até 80%. Há ainda seis atletas paraolímpicos, com títulos mundiais. As participações em compe- [email protected] Estão corretas as frases: “A entrada no parque é proibida” e “É proibido entrar no parque”? Qual a função sintática de “entrada” e “entrar”? Pra quem não se lembra, eis o “Soneto da fidelidade”, referido pela Marina: Bolsa atleta: desconto nas mensalidades DAD SQUARISI Rafael Ohana/CB/D.A Press Marina Senra Rabello Zuleika de Souza/CB/D.A Press [email protected] No verso de Vinícius de Moraes "Que não seja eterno, posto que é chama" o termo "posto que" está empregado de forma correta? Brasília, segunda-feira, 7 de setembro de 2009