Relatório Anual 2010 Lisboa, Março, 2011 Lisboa • Funchal • Nordeste • Povoação • Corvo www.spea.pt Relatório Anual 2010 Lisboa, Março, 2011 Trabalhar para o estudo e conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras. A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves é uma organização não governamental de ambiente que trabalha para a conservação das aves e dos seus habitats em Portugal. Como associação sem fins lucrativos, depende do apoio dos sócios e de diversas entidades para concretizar as suas acções. Faz parte de uma rede mundial de organizações de ambiente, a BirdLife International, que actua em mais de 100 países e tem como objectivo a preservação da diversidade biológica através da conservação das aves, dos seus habitats e da promoção do uso sustentável dos recursos naturais. - Relatório Anual 2010 – 2/55 - ÍNDICE 04 A PALAVRA DA PRESIDENTE DA DIRECÇÃO NACIONAL 06 EDITORIAL, PELO DIRECTOR EXECUTIVO 07 APRESENTAÇÃO DA SPEA 08 OS PROGRAMAS OPERACIONAIS DA SPEA E AS ACTIVIDADES EM 2010 08....Departamento de Actividades e Educação Ambiental 13....Departamento de Conservação / Programa Marinho 16....Departamento de Conservação / Programa Terrestre 21....SPEA Madeira 26....SPEA Açores 32 A ESTRUTURA DA SPEA 33 APRESENTAÇÃO DE CONTAS 2010 33....Balanço 36....Demonstração de Resultados por naturezas 38....Demonstrações de Fluxos de Caixa 40....Demonstração de Alterações no Capital Próprio 42....Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados 51 RELATÓRIO DE AUDITORIA 54 PARECER DO CONSELHO FISCAL Capa: a Cegonha-preta Ciconia nigra foi a Ave do Ano em 2010 eleita pelos sócios da SPEA (foto de Tina Chaves). Classificada com o estatuto de ameaça de “Vulnerável” pelo Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, a Cegonhapreta enfrenta algum risco de extinção. As maiores ameaças à sua sobrevivência são a perturbação humana, especialmente devido a actividades de recreio e de turismo em áreas de nidificação. A colisão com linhas eléctricas é também uma ameaça a considerar. A Cegonha-preta pode ser observada entre Fevereiro e Setembro e os melhores locais são os Parques Naturais do Douro Internacional e Tejo Internacional; Barrancos e Marvão; e em Sagres. A SPEA pretende alertar para o declínio da diversidade natural em Portugal e a Cegonha-preta foi o símbolo de uma campanha de sensibilização desenvolvida no âmbito do Ano Internacional da Biodiversidade 2010.. - Relatório Anual 2010 – 3/55 - A PALAVRA DA PRESIDENTE DA DIRECÇÃO NACIONAL Caros Sócios, ao dia de hoje, e perante uma maior incerteza gerada por recentes crispações políticas nacionais, não me é possível apresentar um cenário positivo para a realidade em torno da SPEA. Seria impróprio da minha parte fazê-lo e demonstraria alguma incapacidade em encarar factos que nos irão afetar a todos, em larga escala, em pouco tempo. A SPEA não está imune a esta situação nacional e estamos particularmente sensibilizados para todos os problemas que envolvem a nossa comunidade associativa. O ano 2010 fechou-se pleno de receios mas afirmo com confiança que é positivo o balanço final das iniciativas em que a SPEA participou, e das que organizou ao longo de todo o ano. Para esta Direção Nacional 2010 não podia ter começado melhor! Foi um início de ano marcado por uma enorme força positiva dentro da SPEA, com uma orientação estratégica a uma só voz, facto que merece todo o meu apreço e tem sido reconhecido por diversas instituições, mas principalmente por sócios que continuam acreditar nos valores que a SPEA defende. A nossa comunidade está a crescer, estamos a gerar massa crítica a bom ritmo dentro da Sociedade e a nível Nacional e estamos a conseguir gerar valor (imaterial, acrescento), junto de populações mais novas e mais distantes dos grandes centros urbanos. Foi um ano de viragem e de muitas mudanças, mas que creio terem sido feitas com uma orientação clara do caminho que pretendemos seguir: estarmos cada vez mais “Juntos pelas Aves”. Pretendemos, desde o início, juntar elementos que estavam dispersos na sociedade com o intuito promover as suas atividades, e acima de tudo mostrar que há trabalho que é feito e ao qual deve ser dado o devido mérito, por todos! Quisemos, desde o início, apoiar todos os grupos de voluntários que dedicam tanto do seu tempo a uma causa tão nobre para todos nós. A todos, o nosso sincero obrigado. Se quisermos passar em revista o ano 2010, falaremos obrigatoriamente das atividades realizadas no âmbito do Ano Internacional da Biodiversidade; da organização do primeiro grande evento SPEA de observação de aves com impacto Internacional, em Sagres e que prometemos manter na agenda dos próximos anos; da realização de protocolos com entidades públicas e privadas para organização de atividades conjuntas ou para disponibilização de conhecimentos técnicos especializados, como tem vindo a acontecer com iniciativas promovidas dentro do Turismo Ornitológico. É aqui, em balanço, que importa também ressalvar que, foi o trabalho da SPEA que permitiu, entre outros: o desenvolvimento de um relatório que define as metodologias recomendadas para a identificação de IBAs Marinhas no mundo; o reconhecimento internacional do projeto LIFE Priolo como um projeto Best of the Best pelos sucessos alcançados para a ave permitindo mesmo a revisão do seu estatuto; o reconhecimento da SPEA como ONG de Ambiente pelo Governo Regional dos Açores e membro do Conselho Regional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CRADS); o reconhecimento crescente do trabalho da SPEA Madeira no arquipélago, mesmo num ano manchado por duas violentas catástrofes naturais. Quisemos e queremos colaborar com outras instituição que nos são pares, pois acreditamos que juntos seremos sempre mais fortes. Faz prova disto a identificação ao longo deste documento das inúmeras instituições que contribuíram para o sucesso do nosso trabalho. Foi ainda em 2010 que a SPEA apresentou um novo site, que ficou finalizada a VI edição do Anuário Ornitológico - pela primeira vez com distribuição online acessível a todos. - Relatório Anual 2010 – 4/55 - Em 2011 despedimo-nos da Cegonha-negra e demos as boas vindas à nova Ave do Ano – Cagarro Calonectris diomedea com uma votação muito renhida pelos sócios. Também este ano serão algumas as mudanças com uma nova equipa na revista Pardela e novos contributos e formatos do noticiário ornitológico. Este é também o tempo de pensar no futuro e intentar que ele se apresente mais sólido muito em breve. É para isso importante que a SPEA encontre, finalmente, um “ninho” sólido, estável e que assegure a correta aplicação de verbas em conservação e não em património que não nos pertence! Mais uma vez, o apoio de todos é bem vindo e todas as ideias serão consideradas. Espera-nos um ano grande de iniciativas e estão todos convidados voar mais alto com a SPEA! A colaboração de todos é importante para sermos mais fortes e estarmos cada vez mais Juntos pelas Aves, por nós e para as gerações vindouras! Clara Ferreira Presidente da Direcção Nacional - Relatório Anual 2010 – 5/55 - EDITORIAL, PELO DIRECTOR EXECUTIVO O ano 2010 foi o Ano Internacional da Biodiversidade foi um ano muito importante, em que toda a comunidade da conservação da natureza e científica se juntou para comunicar a importância da biodiversidade e o seu valor e papel primordial no nosso planeta. Mas para a SPEA ficará também para sempre como o ano em que conseguimos retirar uma espécie do estatuto de Criticamente em Perigo de extinção - o priolo! Com efeito, os resultados do projecto Life Priolo levaram a uma recuperação do habitat e ao aumento da população de priolo, uma ave que se encontra confinada ao único lugar do mundo onde existe: a área oriental da Ilha de São Miguel nos Açores. Este exemplo em pleno Ano Internacional da Biodiversidade trouxe um enorme reconhecimento do trabalho que a SPEA e os seus parceiros tiveram. A Comissão Europeia atribuiu o galardão “Best of the Best” do programa Life+ ao projecto, reconhecendo-o como um dos 5 melhores no continente. Mas também o projecto Life IBAs Marinhas recebeu o galardão “Best of”, e o programa de voluntariado da SPEA recebeu uma Menção Honrosa do Prémio BES Biodiversidade. Este prémios vêm assim reconhecer não só a qualidade do trabalho, mas sobretudo a qualidade da SPEA enquanto associação activa na conservação das aves e da biodiversidade que envolve uma grande comunidade de voluntários e de sócios. São centenas de pessoas que participam nos vários projectos de voluntariado, possibilitando a monitorização das espécies de aves que ocorrem no continente e nas regiões autónomas de Açores e Madeira, a vigilância de situações danosas para o ambiente, e a realização de acções de conservação no terreno. É esta uma das principiais forças da SPEA, que requer nestes tempos mais difíceis uma ainda maior perseverança. Precisamos de ser cada vez mais a conseguir estes resultados, e desde lanço um apelo para que todos ajudem a trazer mais sócios e amigos para este esforço. A SPEA cresceu ainda mais em 2010. Acabaram alguns projectos importantes (Life Freira-dobugio, Semear o Futuro II, IberAves) mas outros começaram: por exemplo, o projecto Interreg FAME, o Life MARPRO, o Life Ilhéus do Porto Santo e Eco-compatível, estes dois últimos em parceria do Parque Natural da Madeira. E, sobretudo, é de destacar o grande projecto que arranca em 2011 e que conta com a participação de sócios e voluntários para preencher uma das lacunas do conhecimento das aves em Portugal: a realização do primeiro Atlas de Aves Invernantes e Migradoras em Portugal. É mais um exemplo de como o voluntariado pode contribuir para a conservação. Contamos com todos para este desafio. Luís Costa Director Executivo - Relatório Anual 2010 – 6/55 - APRESENTAÇÃO DA SPEA A SPEA é uma associação sem fins lucrativos que promove o estudo e a conservação das aves em Portugal. Foi fundada em 25 de Novembro de 1993, correspondendo a um desejo manifestado por um grande número de profissionais e amadores desenvolvendo actividade na área da Ornitologia e conservação da avifauna. Desde 1999 é parceiro da BirdLife International e a principal Organização Não Governamental de Ambiente em Portugal com objectivos de conservação das aves. A SPEA tem como Missão: trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras. Os principais objectivos da sociedade são: ‣ Promover, dinamizar e divulgar o estudo da biologia das aves e desenvolver as bases científicas e técnicas para a aplicação de medidas de gestão e conservação. ‣ Promover a conservação das populações de aves que vivem no estado selvagem e dos seus habitats, em particular no território português. ‣ Contribuir para a valorização e promoção da Ornitologia, nas suas diversas vertentes, através da elaboração e divulgação de princípios orientadores desta disciplina. O Programa de Acção que nos propomos cumprir no mandato presente está orientado nos seguintes pilares que consideramos fundamentais: 1. Desenvolver acções de conservação de aves e seus habitats em território nacional e internacional 2. Ser considerada parceira em temáticas de conservação de aves e seus habitats em projectos de âmbito nacional e internacional 3. Garantir uma taxa de fidelização de sócios acima dos 60% contribuindo para o desenvolvimento de iniciativas que vão ao encontro das necessidades e interesses dos sócios. 4. Desenvolver acções que visem aumentar consideravelmente o número de sócios (15%/ ano) 5. Contribuir para a consciencialização da opinião pública para a defesa dos objectivos da SPEA 6. Orientar estrategicamente o trabalho da equipa profissional da SPEA 7. Promover a divulgação de dados científicos e de monitorização que suportem a conservação das aves e seus habitats. 8. Encontrar uma nova Sede Nacional para a SPEA Para o pôr em prática, a SPEA conta com Sedes em Lisboa, Funchal e Nordeste (Açores), além de Sedes de projectos na Povoação e no Corvo, onde trabalhava um quadro profissional com 36 colaboradores além de um grupo importante de voluntários e estagiários, no final de 2010, e diversos grupos de trabalho e actividades baseadas em trabalho da extensa rede de voluntários, que constituem um recurso fundamental para a associação e motivo de orgulho e exemplo de cidadania. Com estes meios, a SPEA coordena ou participa em diversos projectos com recurso a financiamentos comunitários ou patrocinados, integrados nos seus departamentos: Actividades e Educação Ambiental, Conservação (Marinho/Terrestre), SPEA Madeira, e SPEA Açores. - Relatório Anual 2010 – 7/55 - OS PROGRAMAS OPERACIONAIS DA SPEA E AS ACTIVIDADES EM 2010 Departamento de Cidadania Ambiental Nuno Loureiro, Sagres 2010 O Ano Internacional da Biodiversidade, 2010, foi sinónimo de crescimento, inovação e de consolidação deste departamento. Crescemos em capacidade de sensibilização e educação ambiental, dinamizando diversas campanhas, em parcerias com benefícios para os sócios e diversificámos a oferta da nossa loja com produtos inovadores. Este ano, foi também a vez de um maior desenvolvimento da temática do turismo ornitológico, sendo de destacar o I Festival de Observação de Sagres, que decorreu em Outubro. O mote da biodiversidade foi obrigatório em toda a acção do departamento, que desenvolveu uma campanha em várias frentes, sendo disso exemplo alguns artigos sobre a biodiversidade na revista Pardela, a exposição nos centros comerciais, o concurso escolar ou o workshop alusivos ao tema. Toda esta actividade foi devidamente comunicada aos sócios e público em geral, através dos meios próprios da SPEA, tendo resultado em menções frequentes à SPEA nos meios de comunicação social. A destacar – o novo website da SPEA, mais apelativo e funcional. Mas tudo isto não seria possível sem ajuda dos nossos parceiros e dos muitos sócios e voluntários que apoiaram o trabalho deste e dos vários departamentos da SPEA. Sabemos que a conjuntura socioeconómica actual não é fácil, e por isso houve um abrandamento na velocidade de crescimento do número de sócios, mas a verdade é que cada vez somos mais a lutar juntos por esta missão da conservação das aves e dos seus habitats. A todos, um grande obrigado! Fidelização e aumento do número de sócios No final do ano de 2010, a SPEA tinha 3135 sócios, o que se traduz num acréscimo de 210 sócios e uma taxa de crescimento do número de associados de 7,2%. Houve, portanto, um abrandamento na taxa de aumento de novos associados em relação ao ano anterior (19%), em consonância com as dificuldades vividas pela maioria de organizações em ano de grave crise económica. É importante retomar o ritmo de crescimento de sócios e apoiantes da nossa Missão, pelo que se reitera o apelo a todos os sócios e seguidores das actividades da SPEA para que se esforcem na angariação e retenção de sócios. - Relatório Anual 2010 – 8/55 - Neste ano, a SPEA continuou a desenvolver acções diversas junto de públicos-alvo específicos, sobretudo famílias, no sentido de dar a conhecer a associação e sensibilizá-los para a importância de apoiarem o trabalho que desenvolvemos, tornando-se sócios da mesma. Em todas as iniciativas desenvolvidas pela SPEA é transmitida esta mensagem, contudo, há situações privilegiadas para o efeito, das quais se destacam as iniciativas “De olho nas Aves” que decorreram regularmente no Porto e em Lisboa (22 acções), e outras desenvolvidas noutros locais, no âmbito do programa Biologia no Verão, e que incluíram também sessões de construção de caixas-ninho e saídas de campo (14 acções). A este nível destaca-se também a parceria estabelecida com o Museu Nacional de História Natural, através da qual se desenvolveram 8 visitas guiadas no Jardim Botânico de Lisboa para observação da avifauna aí presente, e cujo potencial de divulgação nos incentiva a continuar em 2011, mas reforçando a componente da comunicação. A reimpressão do Guia de aves comuns (4.ª edição reformulada), bem como a edição de um novo folheto de sócio foram também acções desenvolvidas neste departamento. Em 2010, o número de actividades dirigidas aos sócios decresceu face a anos anteriores, tendose desenvolvido 12 saídas de campo, duas das quais a Espanha. Quanto aos cursos, embora estivessem programados 4 com temáticas diferentes, apenas se realizou um, por falta de participantes nos restantes. Para continuar a proporcionar aos sócios a possibilidade de participarem em iniciativas que lhes permitam aumentar os seus conhecimentos em termos de identificação de aves e desfrutarem da vastíssima riqueza ornitológica que temos no nosso país, a SPEA tem investido no estabelecimento de parcerias diversas, que se traduz em benefícios de participação para os sócios, tendo em 2010 divulgado 6 saídas de campo promovidas por outras ONG e estabelecido 6 novas parcerias com empresas de animação turística e 3 com alojamentos. Loja SPEA – tem-se verificado um grande interesse por parte dos sócios e não sócios nos produtos da Loja SPEA, facto que motivou um forte investimento na mesma, traduzido em novos produtos e melhoramento e alargamento dos canais de divulgação. Destaca-se a caneca da ave do ano “Cegonha-preta”, que integrou a colecção de canecas, composta neste momento por 5 motivos de aves diferentes, e o Guia de Aves dos Açores, juntamente com os puzzles 3D, pois foram sem dúvida os artigos mais procurados nesta loja. Pardela – Em 2010 foram editados os três números previstos da revista Pardela: 37 (Março), 38 (Julho) e 39 (Novembro), que continua a ser um dos veículos principais de contacto com os sócios e divulgação das iniciativas e projectos da SPEA, bem como de temas relevantes e actuais relacionados com a área de actuação da associação e da Ornitologia no seu sentido lato. Em 2010, as rubricas da revista passaram a incluir artigos que abordam temas não centrados unicamente nas aves, focando-se a ligação destas com o meio natural. No final do ano, a comissão editorial da Pardela sofreu algumas alterações, contando com nova Comissão e editor a partir de meados de 2011. Voluntariado – O envolvimento dos voluntários continua a ser determinante para a prossecução de vários projectos e acções, destacando-se o Projecto de monitorização das linhas eléctricas, o Censo de Aves Comuns (CAC), as Contagens de Aves no Natal e Ano Novo (CANAN), o Comité - Relatório Anual 2010 – 9/55 - Português de Raridades, a própria revista Pardela, os dias RAM (Rede de Observação de Aves Marinhas), a Campanha Conheça as Aves da sua Propriedade, as saídas de campo e acções “De Olho nas Aves” e muitos outros. Os voluntários são sobretudo sócios da SPEA e residentes em Portugal, mas tem-se verificado um aumento do interesse de voluntários estrangeiros, que escolhem o nossos país, e concretamente a SPEA, para aqui desenvolverem a sua experiência de voluntário, destacando-se a parceria que se continua a estabelecer com o projecto de Serviço Voluntário Europeu (SVE) promovido em parceria com a Rota Jovem e o projecto SVE dinamizado na Madeira. Mais de 500 voluntários colaboraram com a SPEA, em 2010. Divulgação e Comunicação – Em 2010, e em consonância com as comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade, a SPEA alargou o âmbito da sua mensagem focando a ligação das aves aos ecossistemas e à sustentabilidade dos mesmos. A este nível, realizou um seminário sobre o tema “Biodiversidade: um investimento com futuro”, promoveu uma saída de campo para observação de borboletas, libélulas e libelinhas, criou e dinamizou a exposição “Biodiversidade e Nós” – que esteve patente ao público nos Centros Comerciais Vasco da Gama, Loures Shopping e no Parque Urbano de Santa Maria de Azóia. Desenvolveu também acções centradas no público estudantil, tendo para o efeito realizado uma palestra sobre “Aves: Conservação e Biodiversidade” à qual assistiram 110 alunos, e dinamizou uma campanha que envolveu eurodeputados portugueses, sobre a Biodiversidade, e na qual foram elaborados 153 trabalhos por um total de 75 alunos. A SPEA é cada vez mais mencionada nos meios de comunicação social portugueses e este crescente aumento de notoriedade está intimamente relacionado com o esforço feito diariamente em termos de divulgação e comunicação. Para a ampla divulgação dos projectos e acções da SPEA muito contribuíram iniciativas como: as edições regulares da SPEA on-line (45 edições portuguesas; 6 edições inglesas); o estabelecimento de parcerias publicações periódicas, nomeadamente Revista do Agricultor (4 artigos); Turcaça (4 artigos); Parques e Vida Selvagem (4 artigos); o novo site da SPEA; a associação da SPEA a eventos como lançamento de livros, participação em feiras temáticas relacionadas com a actuação da SPEA; a emissão de cerca de 60 comunicados de imprensa; cerca de 690 notícias nos meios de comunicação social; e a utilização das redes sociais, nomeadamente o Facebook (2623 fãs) e o Twitter (259 seguidores). Participação em campanhas - Em 2010, a SPEA esteve envolvida em inúmeras campanhas com grande visibilidade e que contribuíram para consolidar a imagem da associação. Há iniciativas desta natureza nas quais a presença da SPEA já é assegurada desde há vários anos, como é o caso do Spring Alive (160 registos no site este ano) e do Festival “European Birdwatch” (15 actividades dinamizadas por entidades parceiras). A campanha Ave do Ano voltou a decorrer em 2010, tendo a Cegonha-preta sido a ave eleita pelos sócios. No âmbito da mesma, produziu-se uma caneca alusiva a esta espécie que integrou os produtos da Loja SPEA, e elaborou-se um anúncio para a revista Pardela a chamar a atenção para a necessidade de conservação desta - Relatório Anual 2010 – 10/55 - espécie. Alguns elementos deste departamento estiveram também envolvidos na campanha “Conheça as aves da sua propriedade”, nomeadamente na gestão das 80 inscrições recebidas e nas 35 visitas que foram efectuadas às propriedades, com a colaboração de voluntários. A SPEA desenvolveu igualmente duas campanhas de angariação de fundos, nomeadamente para a nova sede e para a reconstrução do habitat da freira-da-madeira Pterodroma madeira em apoio às acções do Parque Natural da Madeira, tendo esta ultima atingido o recorde de donativos até agora alcançados numa campanha dos parceiros da rede BirdLife. Educação Ambiental – Através do estabelecimento de um protocolo com a Câmara Municipal e Oeiras, desenvolveram-se acções de interpretação e educação ambiental, focadas nas aves, e que decorreram em dois locais deste concelho, a Fábrica da Pólvora em Barcarena e a Praia de Santo Amaro de Oeiras. Foram realizadas 18 acções e estiverem envolvidos 321 alunos. A SPEA conseguiu também dar resposta a inúmeras solicitações (de escolas, de autarquias, etc.) para a realização de palestras e outras iniciativas, as quais foram possíveis realizar graças à disponibilidade de sócios voluntários. Integrou também o painel de júri do concurso “Caça à minhoca” promovido pela Ciência Viva. Turismo Ornitológico – A SPEA está-se a afirmar como uma entidade de referência ao nível técnico para as questões relacionadas com o desenvolvimento e promoção do turismo ornitológico no nosso país. Em 2010, finalizou-se o projecto piloto “Iberaves” que teve como promotor a SEO e envolveu igualmente a BirdLife. Tivemos presentes em várias feiras/fóruns dedicados a esta temática, nomeadamente no 3.º Encontro de Educação e Turismo Ambientais, na II edição da Observanatura, na British Birdwatching Fair (em parceria com o Turismo do Algarve e o Turismo dos Açores). Mas neste aspecto, o ponto alto foi sem duvida a realização do I Festival de Observação de Aves em Sagres, cujo promotor foi a Câmara Municipal de Vila do Bispo e cuja organização esteve a cargo da SPEA e da Almargem. Foi um evento há muito esperado, e cujo sucesso superou as nossas expectativas, tendo envolvido mais de 600 participantes nos 3 dias em que decorreu. Departamento de Sócios, Actividades e Educação Ambiental Coordenadora: Alexandra Lopes Staff: Alexandra Lopes, Joana Domingues, Sílvia Chambel, Susana Alves, Susana Costa e Vanessa Oliveira Colaboradores e voluntários: Alejandro Onrubia, Alexandra Silva, Alexandra Viana, Alison Lang, Amândio Caldeira, Ana Caldeira, Ana Cristina Araújo, Ana Filipa Dias, Ana Leal, Ana Teresa Marques, Anabela Santos, Ângela Maurício, António Paulino, Aron Tanti, Beatriz Ginja, Begoña Vilas, Bill Stripling, Bruno Maia, Bruno Pinto, Carolina Bloise Carlos Cruz, Carlos Pacheco, Carlos Pereira, Carlos Pimenta, Carlos Ribeiro, Carlos Santos, Centro de Estudos da Avifauna Ibérica, Cláudia Franco, Daniel Gomes, Daniel Jareño, Dília Menezes, Diogo Veríssimo, Fábio Pastori, Faísca, Fernando Romão, Filipa Machado, Flávio Oliveira, Francisco Pereira, Frank Dhermain, Gonçalo Elias, Helder Costa, Henrique Oliveira Pires, Iolanda Rocha, Joana Figueiredo, Joana Rodrigues, Joana Vilela, João Bastos, João Carrilho, João Ministro, João Paulo Ruas, João Pedro Martins, João Pereira, Joaquim Muchaxo, José Cordeiro, José David, José Paulo Monteiro, José Paulo Ruas, José Pedro Granadeiro, José Pedro Tavares, José Viana, Juarez Bongo, Júlio Caldas, Lourenço Marques, Luís Carreira, Luís Ferreira, Luís Gordinho, Luís Nogueira Santos, Luís Venâncio. Marco Correia, Maria Dias, Marta Moreno Garcia, Marta Silva, Martin Poot, Miguel Antunes, Miguel Lecoq, Milene Matos, Natália Narcisa, Nelson Pereira, Noelia Carrillo, Nuno Luz, Paulo Alves, Paulo Cardoso, Paulo Catry, Paulo Marques, Paulo Travassos, Pedro Alvito, Pedro Gomes, Pedro Martins, Pedro Pires, Projecto Bico-Vermelho (LEA-UTAD/ICNB), Ricardo Guerreiro, Ricardo Martins, Ricardo Rocha, Ricardo Tomé, Rita Moreira, Rory McCann, Ruben Heleno, Rui Castanhinha, Rui Eufrásia, Rui Lourenço, Rui Pedroso, Rui Rodrigues Pedro, Sara - Relatório Anual 2010 – 11/55 - Loureiro, Sílvia Nunes, Sofia Tavares, Susana Velazquez, Teresa Catry, Tina Chaves, Thijs Valkenburg, Uwe Kucklander, Victor Maia e Vitor Paiva Financiado por: ‣ As Actividades “Biologia no Verão” foram financiadas pela Ciência Viva ‣ A participação na BBF teve o patrocínio da Direcção Geral de Turismo dos Açores e da Associação de Turismo dos Açores e do Turismo do Algarve. ‣ A revista Pardela teve os patrocínios da Fotocamo e da Nautiradar/Steiner ‣ Os projectos de Serviço Voluntário Europeu são financiados pela Agência Portuguesa para a Gestão do Programa Juventude em Acção ‣ A Exposição “A Biodiversidade e Nós” foi financiada pela Simtejo ‣ O Festival de Observação de Aves de Sagres foi financiado pela Câmara Municipal de Vila do Bispo e pela Cerveja Sagres ‣ As actividades de educação ambiental promovidas no concelho de Oeiras foram financiadas pela C.M. Oeiras ‣ O Guia de aves comuns teve o patrocínio da Swarovski, obtido por intermédio da empresa Esteller ‣ As actividades “De Olho nas Aves” têm o patrocínio da Swarovski, traduzido no empréstimo de material óptico Parceiros: A Abegoaria, Aldeia, Alfa, Almargem, Amigos do Caster, Bombeiros Voluntários Alcochete, C.M. Águeda, C.M. Alcobaça, C.M. Góis, C.M. Oeiras, C.M. Peniche, C.M. Porto, C.M. Santa Maria da Feira, CEILA, Desafios de Letras, Estação Agronómica de Oeiras, Formosamar, Georiders, Iberian Nature, Iberian Nature, ICNB, Junta de Freguesia de Sagres, Junta de Freguesia de Vila do Bispo, LPN Castro Verde, Mar Ilimitado, Memmo Baleeira, Martinhal Monchique AlternativTours, Museu Nacional de História Natural, Natura-Algarve, Navigator Aparthotel, Palácio Nacional de Queluz, Passeios Ria Formosa, Pontalaia, Pousadas de Portugal, Promosagres, MegaVerde, Rotas do Sal, SEO/BirdLife, Sociedade Portuguesa de Botânica, STRIX, Terra Azul, Transumância e Natureza, Turismo do Algarve, Turismo de Portugal, Universidade de Évora. - Relatório Anual 2010 – 12/55 - Departamento de Conservação / Programa Marinho Este Programa foi criado em 2005 e tem vindo a crescer até se converter num departamento internacional com ligações a projectos marinhos no Mediterrâneo e no continente americano. O Programa Marinho da SPEA no ano 2010 continuou a crescer, sobretudo graças à chegada de um novo projecto Interreg, o FAME (Future of the Atlantic Marine Environment), que fez aumentar a equipa do Programa e que nos vai permitir colaborar com outros países na avaliação dos impactes das energias renováveis marinhas em Portugal. O Projecto LIFE+ Ilhas Santuário para Aves Marinhas, a decorrer nas ilhas açorianas de Corvo e São Miguel, entrou no seu segundo ano, e os avanços conseguidos são espectaculares, incluindo a compra e gestão da primeira Reserva, na ilha do Corvo, que vai servir como área de teste para os métodos de controlo de espécies invasoras e medidas de atracção para a nidificação das aves marinhas nos Açores. O projecto LIFE SOS Freira do Bugio entrou no seu último ano, concluindo assim 5 anos de recolha de dados e de medidas de conservação directa numa das espécies de aves marinhas mais ameaçadas do mundo. Ainda na secção dos projectos, a SPEA ganhou um novo projecto LIFE, sendo parceira da Universidade de Aveiro e outras instituições nacionais; este novo projecto chamado MARPRO, apenas irá começar no ano 2011. O trabalho internacional da SPEA na área marinha continuou a pleno rendimento, através do posto de Coordenador Marinho Europeu, que teve como principais logros o lançamento de dois relatórios técnicos internacionais: o “Marine IBA Toolkit” e o “Marine Important Bird Areas in the European Union”. O primeiro relatório resume as metodologias utilizadas e recomendadas para a identificação de IBAs Marinhas no mundo (baseados muitos deles na experiência adquirida pela SPEA ao longo do Projecto LIFE IBAs Marinhas 2004-2008). O segundo relatório constitui a primeira análise Europeia da rede actual de IBAs Marinhas e a sua protecção legal, no âmbito da Directiva Aves. Projecto LIFE Ilhas Santuário para Aves Marinhas – O projecto entrou no seu segundo ano, tendo a maior partes dos objectivos sido atingidos como previsto. A Comissão Europeia visitou o projecto em Setembro e verificou o andamento de trabalhos e de preenchimento de formulários financeiros, tendo a SPEA recebido os parabéns pelo andamento dos trabalhos. - Relatório Anual 2010 – 13/55 - Os principais marcos atingidos foram: Relatório de Biodiversidade disponível na internet; foram realizadas 4 reuniões do grupo local, uma das quais com 80 pessoas de assistência (cerca de 20% da população local); foi publicado um artigo científico sobre erradicações em ilhas habitadas, continuaram os censos de gatos e ratos em curso; foi realizada uma estimativa da população de gatos da ilha e uma estimativa da população de cabras e ovelhas; foi cartografada a distribuição de plantas invasoras nas áreas de intervenção; foi realizado um teste de erradicação com apoio da população local; foi assinado um Protocolo com a Comissão de Baldios para uso de uma área de 10ha como zona alvo do projecto; foram controlados 1,35 ha de cana no Ilhéu de Vila Franca do Campo; uma Reserva Biológica de altitude (10ha) foi delimitada e vedada com vedação eléctrica; uma equipa da Nova Zelândia visitou o Corvo e apresentou um estudo de viabilidade para a construção de uma vedação anti-predadores no local; foram erradicadas 95% das plantas invasoras da Reserva Biológica do Corvo; foram cartografadas as áreas de controlo de plantas exóticas invasoras; foram plantadas 4150 Faias e Urzes no Ilhéu de Vila Franca; foi montada e está em funcionamento uma estufa de endémicas na Escola Mouzinho da Silveira (Corvo) em que 6800 plantas de 7 espécies nativas foram produzidas; foram construídos 400 ninhos artificiais para aves marinhas e instalados sistemas de atracção sonora e colocadas as 100 negaças para atrair as aves; foram instalados 3 ecopontos na Ilha do Corvo; foram esterilizados e marcados com microchip 70% dos gatos domésticos e marcados e esterilizados 60 gatos assilvestrados; foram monitorizadas as populações de Cagarro no Corvo e Ilhéu de Vila Franca do Campo e realizados censos de aves marinhas nas falésias do Corvo com radar; continuaram os trabalhos de pontos de escuta mensais e gravador automatizado nas falésias; durante o ano colaboraram com a equipa de projecto 8 estagiários e 29 voluntários de vários países; foram produzidos vários mini-vídeos sobre o projecto e colocado um ecrã no aeroporto com filme divulgativo do Corvo; foi produzido um calendário temático (1500 exemplares) distribuído em todas as ilhas do arquipélago e para além da sinalização das áreas de intervenção do projecto, foi ainda mantido um blogue regular com actividades do projecto em português e inglês. Duas acções do projecto apresentam algum atraso, nomeadamente a instalação da vedação anti-predadores e a disponibilização online de um centro de interpretação virtual, que serão recuperadas em 2011. Projecto LIFE SOS Freira-do-bugio – Em 2010 tiveram lugar os últimos censos de aves marinhas no arquipélago da Madeira, além de mais uma campanha de marcação da Freira do Bugio com geolocators, completando assim 4 anos de trabalho intenso no campo. Um dos resultados mais surpreendentes deste ano foi a publicação das análises genéticas realizadas pela Universidade da Madeira a todas as espécies de Freiras nidificantes na Macaronésia. O resultado deste estudo demonstra que a freira-do-bugio é na realidade uma espécie diferente daquela que nidifica no arquipélago de Cabo Verde, pelo que foi re-baptizada com a nomenclatura científica de Pterodroma deserta. Este e outros resultados vão aparecer na Monografia “Freiras do Arquipélago da Madeira” que apresenta os últimos avanços na conservação e investigação realizados pelo PNM e a SPEA nas duas espécies de Freiras endémicas da Madeira. Projecto Species Guardian para pardela-balear – Foram realizadas várias actividades relacionadas com esta espécie, uma das mais ameaçadas na Europa: destaca-se a realização de censos costeiros mensais (dias RAM), e a participação no processo de revisão do Plano de Acção (SAP) para a Pardela-balear em conjunto com a BirdLife International, SEO/BirdLife e Comissão Europeia. Destaca-se a realização de censos costeiros de forma paralela aos censos dos Dias RAM, que foram realizados censos na 2ª quinzena de cada mês, de forma a melhorar os dados de ocorrência e distribuição da Pardela-balear. Projecto Interreg FAME – No primeiro ano de execução, o projecto FAME teve o seu arranque num evento de lançamento organizado pela SPEA, em Cascais. Simultaneamente teve lugar a 1ª reunião entre todos os parceiros do projecto. Foram iniciadas as monitorizações de aves - Relatório Anual 2010 – 14/55 - marinhas através de censos costeiros mensais em 5 cabos da costa continental, através de censos marinhos (campanha IPIMAR Abril/Maio e M@rBIS Junho/Julho), e foi promovida uma formação de observadores em censos marinhos (metodologia ESAS). Durante a época de reprodução de Cagarras na Berlenga, foram desenvolvidas várias acções, nomeadamente campanhas de tracking com GPS-loggers em diversos períodos (e pela primeira vez em simultâneo com censos marinhos à volta da Berlenga), censo total da população reprodutora na Berlenga e avaliação do sucesso reprodutor. Foi ainda realizada uma reportagem jornalística sobre o trabalho da SPEA na Berlenga e acções do FAME para o programa Terra Alerta, da SIC. Foram definidos os transectos para detecção de arrojamentos e solicitado apoio às autoridades marítimas para apoio logístico na realização dos mesmos. Foi estruturado e finalizado o inquérito para mestres de pesca, e foram definidos os formulários a utilizar nas monitorizações das interacções com aves em barcos de pesca. Neste âmbito, foi ainda produzido o calendário SPEscA 2010/11 para distribuir entre os pescadores. Foram realizadas várias reuniões de trabalho com os parceiros nacionais, e a SPEA, como coordenadora do grupo “Managing Marine Environment”, organizou a 1ª reunião para todos os parceiros, tendo ainda participado nas reuniões dos grupos “Gathering Data by Monitoring & Tracking” e “Communications”. A SPEA foi também responsável pelo desenvolvimento do site do projecto, disponível desde Novembro de 2010 em www.fameproject.eu. Base de dados marinha - A SPEA conta com uma base de dados de censos marinhos, comum a todo o programa marinho, onde se encontram os dados dos censos visuais marinhos efectuados desde 2004 até ao presente. A base de dados encontra-se ligada a um sistema de informação geográfica para visualização e análise dos resultados. Até final de 2010 foram realizados mais de 77.000 pontos de observação, em toda a região marítima de Portugal continental e ilhas, o que consiste em perto de 6.500 horas de observação. Foram identificadas mais de 140 espécies de aves, num total de cerca de 350.000 aves foram observadas no território português. Programa Marinho Coordenador: Iván Ramírez Staff: Pedro Geraldes, Ana Meirinho, Joana Andrade, Ana Isabel Fagundes, Sandra Hervías , Carlos Silva, Nuno Oliveira, Nuno Barros, Vanessa Oliveira, Nuno Domingos Staff não contratado pela SPEA: Vítor Paiva (Universidade de Coimbra) Estagiários e voluntários: Alazne Díez Fernández, Eva Immler, Filipa Viegas, Jacob Katzenberger, Jannes Landschoff, Julia Herrera Garcia, Javier Roma, Nuno Câmara, Pedro Domingos, Rui Pimentel, Sandra Mealha, Sara Estácio, Silvia Monforte Rey, Tiago Pereira, Valentina Piacentini, Vincent Le Grand Colaboradores: Ana Catarina Henriques, Carlos Santos, Helder Cardoso, João Paulo Carvalho, Marina Tamagnini Mendes, Miguel Lecoq, Pedro Ramalho e Ricardo Guerreiro. Financiado por: Fundo Comunitário Life+, BirdLife International, Global Seabird Programme, RSPB, Espaço Atlântico (INTERREG) Instituições Parceiras: Departamento de Oceanografia e Pescas; Universidade dos Açores; Instituto do Mar; Instituto Nacional de Investigação Agrária e das Pescas; Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais da Madeira – Parque Natural da Madeira; Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade; Instituto Hidrográfico; Museu da Baleia da Madeira; Aeroclube de Portugal; Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem; Universidade do Minho; Centro de Energia das Ondas; Martifer - Relatório Anual 2010 – 15/55 - Departamento de Conservação / Programa Terrestre O Programa Terrestre da SPEA englobou diferentes projectos e campanhas, com os seguintes objectivos: ‣ ‣ Manter os meios agro-florestais e agrícolas ricos em aves e biodiversidade; ‣ ‣ Proteger as IBAs e as suas populações de aves; Conservar as populações de aves ameaçadas que dependem dos meios agrícolas e florestais; Monitorizar as populações de aves comuns como ferramenta essencial de gestão das espécies e dos habitats. Para alcançar estes objectivos a SPEA tem trabalhado em conservação dos meios rurais, através de projectos dirigidos para espécies e habitats e da pressão para influenciar políticas relevantes. Tem desenvolvido também uma actividade importante na valorização da biodiversidade rural, através da sensibilização dos agricultores e da promoção do turismo ornitológico. O ano de 2010 foi o culminar de dois projectos importantes, o IberAves e o Semear o Futuro II. O primeiro foi uma parceria com a SEO/BirdLife para desenvolver módulos de formação em turismo ornitológico para operadores turístico e hoteleiros, que deixou instrumentos importantes para a prática do turismo sustentável em áreas Rede Natura 2000. O segundo foi uma campanha de informação para agricultores e gestores agro-florestais sobre o papel da agricultura na protecção das aves e da biodiversidade. Durante o ano houve o desenvolvimento do protocolo com a EDP, ICNB e Quercus para a monitorização e correcção de Linhas Eléctricas, que foi redireccionado para a correcção de linhas eléctricas problemáticas para espécies prioritárias, como a águia-imperial e a águia-perdigueira. O Programa Terrestre contribuiu em 2010 para a conservação da natureza de Cabo Verde, com o desenvolvimento, em parceria com a associação Biosfera I, do projecto Sinergias para Conservação de aves na Área Marinha Protegida de Santa Luzia, Ilhéus Branco e Raso, e com a definição das prioridades de conservação da biodiversidade para a região Mediterrânica e Macaronésica, no âmbito do programa Critical Ecossistem Partnership Fund. Durante este ano desenvolvemos candidaturas a projectos estruturantes e vitais para a acção da SPEA em prol da conservação das aves terrestres. Nomeadamente o Projecto Atlas das Aves Invernantes e Migradoras, o Projecto LIFE+ Águia Imperial e vários projectos mais pequenos. - Relatório Anual 2010 – 16/55 - Durante o ano participamos na revisão dos planos de acção da União Europeia para o sisão e para o francelho, elaboramos pareceres e queixas e participamos, com o Turismo de Portugal e o Turismo do Algarve, em actividades de promoção do turismo ornitológico. No final do ano conseguimos pela primeira vez um financiamento para o Índice de Aves Comuns de Zonas Agrícolas, no âmbito do Programa da Rede Rural Nacional e assistimos a publicação da nova Medida Agro-ambiental que abrange todas as ZPEs estepárias do Alentejo (uma luta da SPEA com mais de 5 anos). Marcos do Programa Terrestre em 2010: ‣ Projecto Semear o Futuro II – Realização da 4ª campanha “Conheças as Aves da Sua Propriedade”, organização do seminário “O papel da Agricultura na protecção da Biodiversidade”, em Campo Maior, e a organização de dois cursos sobre identificação de aves, na ESA de Viana do Castelo e na ESA de Beja. ‣ Projecto IberAves – Criação e tradução dos módulos formativos e realização de um grupo-piloto. ‣ Participação na elaboração do Plano de Acção da UE para o sisão, e realização de um senso da espécie em parceria com outras ONGAs e o ICNB. ‣ Projecto Linhas Eléctricas – desenvolvimento do protocolo Avifauna III e criação de uma bolsa de voluntários para ajudar na monitorização de linhas eléctricas. ‣ Cabo Verde - Desenvolvimento do projecto Sinergias para Conservação de aves na Área Marinha Protegida de Santa Luzia, Ilhéus Branco e Raso, em parceria com a Biosfera I – expedição ao Ilhéu Raso para monitorizar a população de cagarra-de-cabo-verde e expedição à ilha de Santa Luzia para avaliar a possibilidade de erradicação de gatos. ‣ Participação na definição do perfil das Key Biodiversity Areas para a região Mediterrânica e sub-região Macaronésica, no âmbito do Critical Ecossystem Partnership Fund, com apoio de autoridades e ONGAs de Cabo Verde. ‣ Desenvolvimento do projecto CAC, com o fornecimento dos dados para o PECBMS (Pan-European Common Bird Monitoring Scheme) e para o Gabinete de Planeamento e Políticas. Entrada em funcionamento do novo esquema de introdução de dados on-line, com base no módulo PortugalAves. ‣ Desenvolvimento do projecto das Contagens de Aves no Natal e Ano Novo (CANAN), com a elaboração do relatório anual e de um artigo para o Anuário Ornitológico. ‣ Desenvolvimento do Projecto Chegadas em 2010, com o aumento da participação e elaboração do relatório anual. ‣ Lançamento do Grupo de Trabalho em Aves Nocturnas e do programa de monitorização Noctua. ‣ ‣ Participação na reunião da Taskforce da BirdLife sobre a Política Agrícola Comum (PAC). ‣ Participação na definição da norma FSC para Portugal Continental, como parte interessada e como membro da Associação para a Gestão Florestal Sustentável. ‣ Menção Honrosa do Prémio BES Biodiversidade para o Programa de Monitorização de Aves Comuns da SPEA ‣ Candidaturas a novos projectos: Fundo EDP Biodiversidade - Atlas das Aves Invernantes e Migradoras de Portugal, LIFE+ - Conservação da águia-imperial em Portugal, Programa da Rede Rural Nacional – vários pequenos projectos no Continente e nos Açores. Programa de Desenvolvimento Rural - Assento no Conselho de Coordenação da Rede Rural Nacional. - Relatório Anual 2010 – 17/55 - Programa IBA – O principal objectivo deste Programa, organicamente ligado ao Programa Terrestre da SPEA, é o de promover a classificação de todas as Áreas Importantes para Aves, ou IBAs (do inglês Important Bird Areas), como Zonas de Protecção Especial ao abrigo da Directiva Aves Europeia e garantir a sua gestão com benefícios para as aves. Neste momento existem em Portugal 93 IBA Terrestres, das quais apenas 69% se encontram protegidas como ZPE, e 17 IBA Marinhas, que ainda não estão incluídas na Rede Natura 2000. Nos últimos anos a SPEA tem identificado novas IBA e coordenado a monitorização das já existentes, através da participação directa de mais de 80 vigilantes. O programa de vigilância das IBAs em 2010 foi revitalizado, havendo actualmente dois técnicos da SPEA que contactam regularmente os voluntários do Continente, e tendo surgido novos vigilantes, que cobriram sítios vazios. Durante o ano foram elaborados pareceres e outras tomadas de posição sobre processos com potenciais impactos negativos em nove IBAs: ‣ IBA Rios Sabor e Maçãs - Contencioso sobre a Barragem do Baixo Sabor – acompanhamento de vários processos judiciais em Portugal e no Tribunal de Luxemburgo. ‣ IBA Serra de Penha Garcia e Campina de Toulões – Pareceres sobre dois processos de AIA do IC31 Castelo Branco – fronteira espanhola. ‣ IBA Portas do Ródão e Vale Mourão – Parecer sobre Avaliação de Impacte Ambiental do Aproveitamento Hidroeléctrico do Alvito. ‣ ‣ IBA Albufeira do Caia – Carta ao ICNB sobre espantamento ilegal de grous. ‣ IBA Estuário do Tejo – Carta ao ICNB sobre exploração de camarinha nas salinas e impacto nas aves aquáticas. ‣ IBA Estuário do Tejo – Pareceres sobre dois processos Avaliação de Impacte Ambiental, “NOVO AEROPORTO DE LISBOA” e “ACESSOS RODOVIÁRIOS AO NOVO AEROPORTO DE LISBOA”. ‣ ‣ ‣ IBA Costa Sudoeste – Parecer sobre a proposta de Plano de Ordenamento do PNSACV. ‣ IBA Serra do Caldeirão – Parecer sobre Estudo de Incidências Ambientais do Parque Eólico de Tavira. ‣ ‣ ‣ Várias IBAs – Parecer sobre proposta de Calendário Venatório para 2010-2011. IBA Vila Fernando/Veiros – Parecer sobre Estudo de Impacte Ambiental “Linha EstremozAlandroal, a 400 kV”. IBA Lagoa dos Salgados – Acções de sinalização e inutilização de acessos abusivos. IBA Lagoa dos Salgados – Parecer sobre empreitada de obras públicas: “Requalificação do habitat lagunar dos Salgados”. Várias IBAs – Carta aberta ao Ministro da Agricultura sobre caça sustentável. Várias IBAs – Carta ao Comissário de Ambiente da CE sobre o Plano Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico. A SPEA participou na Conferência dos Juízes e Procuradores Portugueses e Espanhóis, sobre o Papel dos Agentes Judiciais no Cumprimento da Legislação de Ambiente da União Europeia, que teve lugar em Sevilha, nos passados dia 11 e 12 de Novembro. A SPEA apresentou uma comunicação sobre os Projectos e Programas com Impacto na Rede Natura 2000 em Portugal. Programa Terrestre Coordenador: Domingos Leitão Staff: Ana Meirinho, Julieta Costa, Vanessa Oliveira, Rita Moreira, Hugo Sampaio - Relatório Anual 2010 – 18/55 - Coordenação CAC: Ricardo Martins, Ana Leal, Teresa Marques, Rui Pedroso, Ana Isabel Fagundes, Ricardo Ceia, Hugo Sampaio Coordenação Projecto Chegadas: Henk Feith Coordenação Projecto NOCTUA: Rui Lourenço Colaboradores e voluntários Projecto Linhas Eléctricas: Adriana Príncipe da Silva, Ana Marta Martinho Sampaio, Ana Patrícia Pereira Andrade, Ana Raquel Subtil Neves, Anabela Pereira da Silva, Andreia de Barros Mendes Penado, António Miguel Proença Ferreira, Bruno Miguel Silva Oliveira, Camilo André Ferreira Carneiro, Carlos Manuel Duarte de Almeida Magalhães, 2010Carlos Xavier Varela Pita, Edna Rita de Freitas da Costa Correia, João Paulo Esteves Narciso Gomes, João Pedro Fernandes das Neves Pio, João Pedro Lopes Martins, João Pedro Lousa de Almeida, José António Cruz Maia Pereira, Luís Filipe Martins de Oliveira, Luís Manuel Jesus Cunha Avelar, Maria Timóteo Fernandes, Marta Sofia Serra Acácio, Miguel Rodrigues Antunes, Nuno Miguel Silva Natal da Luz, Raquel Liliana Moreira Silva, Raquel da Conceição Milheiro Mendes, Ricardo Aresta Timóteo, Rui André Marques Vila, Tânia Marisa Ramos Pipa, Maria Margarida Caló Canudo, Maria do Rosário Rodrigues Lagoa Vitorino. Colaboradores e voluntários projecto Semear o Futuro II: Alexandre Pereira, Alexandra Fonseca, José Fernandes, Raquel Tavares, Nuno Soares, Ricardo Tomé, Nelson Pereira, Luis Santos, Paulo Alves, Luis Rodrigues, Franck MacClintock, Sérgio Ribeiro, Filipe Dias, Filipe Dias, John Burton, Pedro Pires. Colaboradores e voluntários Projecto Chegadas: Abel Gomes, João Godinho, Miguel Gaspar, Agostinho Tomás, João Guilherme, Miguel Mendes, Alexandra Fonseca, João Inez, Miguel Peixoto, Alexandre Leitão, João Luís Almeida, Mónica Silva, Ana Teresa Marques, João Paulo Carvalho, Nelson Fonseca, Anabela Amado, João Pedro Pina, Nelson Pereira, Andreia Dias, João Pereira, Nigel Jackson, Andrew Cunningham, João Quadrado, Norman Elkins, António Antunes Gonçalves, João Rodrigues, Nuno Barros, António Cunha Pereira, João Tiago Tavares, Nuno Morgado Martins, António Luís, Joaquim Muchaxo, Nuno Silva, António Manuel Carlos Rosa, Joaquim Simão, Patrícia Ferreira, António Matos, John Burton, Paulo Alves, António Monteiro, Joost Valkenburg, Paulo Barros, António Pena, Jorge L. Duarte, Paulo Dias, António Ribeiro, Jorge Silva, Paulo Fernandes, António Xeira, Jorge Vicente, Paulo Guerra, Barrento, José Conde, Paulo Maio, Beatriz Estanque, José Jambas, Paulo Pereira, Beatriz Ginja, José Manuel Pereira, Paulo Tenreiro, Camilo Carneiro, José Paulo Monteiro, Pedro Correia, Carlos Carrapato, José Pereira, Pedro Fernandes, Carlos Godinho, José Viana, Pedro Geraldes, Carlos Noivo, Júlio Neto, Pedro Grilo, Carlos Pacheco, Júlio Reis, Pedro Horta, Carlos Patrício, Jurrien van Deijk, Pedro Marques, Carlos Pereira, Kees van Weert, Pedro Marrecas, Carlos Santos, Keith Wileman, Pedro Miguel Lopes, Cláudia Mieiro, Kelle Moreau, Pedro Pereira, Cláudio Carvalho, L Rodrigues, Pedro Ramalho, Colin Key, Luís Antunes, Pedro Seixas, David Rodrigues, Luís Arruda, Peter Dedicoat, Domingos Patacho, Luís Carreira, Pinto Moreira, Duarte Bastos, Luís Costa, Rafa Romero, Eduardo Realinho, Luís da Costa, Rafael Matias, Elisa Brás, Luís Ferreira, Raquel Tavares, Fernando F. Pereira, Luís Gordinho, Ricardo Nabais, Fernando Romão, Luís Guilherme, Ricardo Oliveira, Filipa Machado, Luís Ramos, Ricardo Silva, Filipe Canário, Luís Reino, Ricardo Tomé, Filipe Martins, Luís Rodrigues, Rita Ferreira, Filipe Ribeiro, Luís Santos, Roger Skan, Francisco Barros, Luís Venâncio, Rui Constantino, Georg Schreier, Magnus Robb, Rui Lourenço, Georges Olioso, Manuel Fernando Coelho, Rui Marcão, Gonçalo Elias, Manuel Jorge dos Santos, Rui Rufino, Guilherme Dias, Manuel Matos, Rui Santos, Guillaume Réthoré, Manuel Vasconcelos Abreu, Samuel Duarte, Helder Cardoso, Marco Fachada, Sandra Pereira, Helder Costa, Marco Nunes, Simon Wates, Helder Vieira, Margarida Azeredo, Stuart MacKay, Helena Campos, Maria Alho, Tânia Campos, Helena Raposeira, Mário Carmo, Teresa Catry, Henk Feith, Mário Estevens, Teresa de Macedo, Hugo Rebordão, Mário Pinto, Teresa Marques, Hugo Zina, Mário Santos, Thys Valkenburg, Humberto Grácio, Marisa Gomes, Tiago Trataruga, Isidoro S. Teodoro, Marja van Leeuwen, Tiago Ventura, Ivo Coelho, Mary Josephin Morgan, Trataruga, J. Safara, Matthias Tissot, Vanessa Mata, Jacos Jes, Michael Armelin, Vicente Olazabal, Joana Santana, Miguel Braga, Vitor Garcia. - Relatório Anual 2010 – 19/55 - Colaboradores e voluntários projecto CANAN: Tiago Rodrigues, Ana Luisa Machado, Pedro Moreira, Ana Alexandra da Fonseca, Jose Pedro Tavares, Raquel Silva Tavares, Mário Santos,Daniel Sobral, Vítor Garcia, Henk Feith, Ricardo Mendão Silva, Domingos Leitão, Artur Leitão, Nuno Oliveira, José Oliveira, Ricardo Belo, Célia Alverca, Marco Nunes Correia, Paulo Alexandre Alves, Manuel Jorge Díez dos Santos, Ana Teresa Marques, Vítor Pereira, Carlos Manuel de Vilhena, Nuno Soares, Paula Martins, Antonio Xeira, Bruno Galante, Glenis Vowles, Ralph Vowles e Ana Catarina Henriques. Colaboradores e voluntários Projecto NOCTUA: Alexandra Fonseca, Alexandre Leitão, Ana Cordeiro, Ana Jones, Ana Marques, Ana Teresa Marques, André Aguiar, Andreia Dias, Carlos Godinho, Carlos Pacheco, Carlos Pato, Carlos Pereira, Célia Gomes, Fábia Azevedo, Filipa Machado, Filipe Canário, Francisco Morinha, Hany Alonso, Hélia Gonçalves, Hugo Laborda, Inês Roque, Joana Andrade, Joana Figueiredo, João Rabaça, João T. Tavares, Jorge Henriques, José Carlos Morais, Lúcia Lopes, Luís Rosa, Luís Venâncio, Marco Mirinha, Mariana Marques, Marisa Arosa, Nadine Pires, Nuno Faria, Nuno Oliveira, Paulo Cardoso, Pedro Salgueiro, Pedro Pereira, Pedro Sepúlveda, Ricardo Correia, Ricardo Monteiro, Ricardo Tomé, Rita Ferreira, Rui Lourenço, Sérgio Correira, Thijs Valkenburg, Tiago Rodrigues, Vanessa Oliveira, Vitor Azevedo, Paulo Alves, Adriana Silva, Luís Novo, João Quadrado, Sérgio Fernandes, Ricardo Ceia, Sara Araújo, Domingos Francisco, Raquel Santos, Irina Oliveira, Nuno Faria, Helena Batalha, Mário Estevens, Agostinho Tomás, Manuel Matos, João Guilherme, Inês Henriques, Cláudio Dias, Paulo Catry, Fernando Pereira, Ricardo Nabais, Luís Rui Custódia, Nuno Barros, Luísa Catarino, Eduardo Realinho, Susana Pereira, Daniel Magalhães, Pedro Moreira, Nélia Penteado, Filipe Gomes Financiamentos por: APA/EEE, Programa Leonardo, EDP Distribuição, RSPB, PRCM, BES Biodiversidade, Honeyguide Wildlife Holidays, PRRN/IFAP/FEADER Parceiros: SEO/BirdLife, RSPB, Biosfera I, Plataforma Sabor Livre, ICNB, GPP, CM Oeiras, CM Campo Maior, FERN, LPN, Quercus, EDP Distribuição, CAP, PECBMS - Relatório Anual 2010 – 20/55 - SPEA Madeira O ano de 2010 foi um ano negro para a ilha da Madeira, em que os elementos da natureza deixaram o seu rasto bem marcado e colocaram em causa alguns dos nossos recursos naturais. As águas que invadiram as cidades costeiras a 20 de Fevereiro provocaram a destruição de habitats naturais, alguns dos quais refúgio para as aves residentes e migradoras. O violento incêndio que em Agosto devastou toda a ZPE e ZEC do Maciço Montanhoso Central assim como parte da floresta Laurissilva, foi responsável pelo desaparecimento do seu meio natural de uma das plantas mais raras da Madeira Sorveira Sorbus maderensis, assim como pela morte de 3 adultos e 37 crias de freira-da-madeira Pterodroma madeira, uma das aves marinhas mais raras da Europa. Apesar destes contratempos, a SPEA na Madeira continua em crescimento, não só no número de projectos e actividades em que está envolvida mas também na representação no arquipélago. O início do projecto LIFE Porto Santo é assim um novo meio para a SPEA expandir o seu bom trabalho na área da conservação e aumentar a sua visibilidade junto da população e entidades públicas e privadas da ilha do Porto Santo. No âmbito do programa anual da SPEA Madeira, além dos projectos específicos que são realizados, muitos dos quais com o apoio de voluntários, têm sido desenvolvidas diversas actividades direccionadas quer para os sócios como para o público escolar e população em geral. Actualmente contamos com 187 sócios na Madeira. Projecto Avaliação do Impacte das Linhas Eléctricas de Média Tensão sobre algumas Espécies de Aves Vulneráveis (2009-2011) - Foi com base nos resultados do estudo desenvolvido entre 2007 e 2008 que surgiu o presente projecto o qual tem como principais objectivos i) identificar as principais áreas de ocorrência, estimativa populacional e a susceptibilidade de colisão da Galinhola, Roque-de-castro e Alma-negra nas linhas situadas na área do Paul da Serra e Caniçal, ii) apresentar medidas correctivas, de modo a reduzir o número de incidentes com estas espécies. - Relatório Anual 2010 – 21/55 - O projecto teve início em Maio de 2009 e têm sido realizadas prospecções mensais das Linhas Eléctricas em ambas as áreas de estudo, postos de observação mensais para detecção da Galinhola nas 4 linhas do Paul da Serra e escutas nocturnas na Ponta de São Lourenço para detecção de Roque-de-castro (Junho/Julho e Outubro/Novembro). Até Dezembro de 2010 foram detectadas 43 aves mortas por interacção com as linhas eléctricas, 42 por colisão e apenas 1 por electrocussão O maior número de registos de mortalidade por colisão pertence à Alma-negra, com nove casos, seguida da Gaivota com seis ocorrências e da Galinhola com cinco. De acordo com os dados obtidos nos pontos de observação realizados nas linhas, verifica-se a interacção de Galinhola com as quatro linhas monitorizadas, quer em habitats de pastagem de montanha como também em urzal. Verifica-se uma sazonalidade nos contactos com esta espécie, sendo que no período compreendido entre os meses de Julho e Dezembro não foram obtidos contactos com machos em roding. De um modo geral, as populações de Verão e Inverno de Roque-de-castro estão distribuídas ao longo de toda a península da Ponta de São Lourenço, tendo sido obtidos contactos positivos na maioria dos pontos efectuados. Censo de Galinhola - De modo a complementar o conhecimento acerca da distribuição e comportamento da Galinhola, entre 28 de Março e 1 de Abril foi realizado o Censo de Galinhola, que com a colaboração de 52 voluntários permitiu a cobertura de 108 pontos de escuta distribuídos por todo o habitat propício à presença da espécie. A espécie foi detectada em apenas 48 pontos, maioritariamente localizados na parte Oeste da ilha da Madeira e entre os 1200 e 1600 metros de altitude. Após a correcção dos valores, para a área de estudo monitorizada, foi calculada uma população de 162 machos reprodutores. Relativamente ao habitat, a densidade de machos de galinhola é superior nas áreas de vegetação de alta montanha mista (3,51 machos/Km2), logo seguida do urzal (3,40 machos/Km2). Diagnóstico e Minimização do Impacte da Iluminação Pública sobre Aves Marinhas (2009-2011) Este projecto pretende identificar pontos na rede de iluminação pública com incidência problemática nas aves marinhas, assim como identificar as medidas de minimização necessárias para reduzir o número de incidentes verificados. Pretende-se desenvolver uma campanha de sensibilização junto dos municípios e população local, em especial junto das áreas mais sensíveis. Com este projecto pretendemos demonstrar que é possível e importante manter o balanço entre a vida selvagem e a saúde humana, segurança e interesses económicos. O projecto teve início em Maio de 2009 e já foi realizada a identificação de pontos sensíveis nas diversas localidades em estudo, contabilização de todos os tipos de iluminarias existentes e escutas nocturnas para detectar as aves marinhas presentes. Em 2010 iniciou-se a campanha de divulgação e sensibilização, nas quais participaram cerca de 700 pessoas. Foi criada uma base de dados com todos os registos de incidentes com aves, com o apoio do PNM e do PECOF, que disponibilizaram os seus dados. Durante o ano de 2010 foram recolhidas 72 aves marinhas, em especial cagarras. Iniciaram-se igualmente os contactos com as autarquias e outras entidades com responsabilidade na colocação/definição de luminárias na faixa costeira da ilha, no sentido de sensibilizar os responsáveis para esta problemática. Até ao momento já foram realizadas reuniões com oito Câmaras Municipais (Porto Moniz, Santana, Santa Cruz, Funchal, Câmara de Lobos, Ponta do Sol, Porto Santo e Calheta) e com a Sociedade de Desenvolvimento da Ponta Oeste. O projecto foi apresentado e bastante elogiado no seminário “Promoção do Desempenho Ambiental nos Sectores Eléctrico e do Gás Natural”, promovido pela ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, que decorreu no mês de Julho. - Relatório Anual 2010 – 22/55 - Projecto LIFE SOS Freira do Bugio - A Freira-do-bugio Pterodroma deserta é uma das espécies mais ameaçadas da Europa e este projecto, coordenado pelo Parque Natural da Madeira, tem como objectivo assegurar a área de nidificação da espécie no Bugio nas ilhas Desertas e adquirir conhecimento sobre os locais de ocorrência no mar. Durante o ano 2010 foram concluídos os trabalhos de campo, em particular os censos náuticos e neste momento está em fase de elaboração a monografia sobre a espécie e o relatório final (ver Programa Marinho). Em Julho foi realizado o Workshop para apresentação dos principais resultados obtidos ao longo de projecto e o mesmo contou com a participação de 50 pessoas. Projecto LIFE Ilhéus do Porto Santo - Projecto desenvolvido pelo Serviço do Parque Natural da Madeira com parceria com a SPEA, cujo o objectivo é garantir que os ilhéus do Porto Santo e a área marinha adjacente, atinjam um estatuto de conservação estável e auto-sustentável. Além da recuperação do habitat de nidificação das aves marinhas, prevê-se continuar com o seguimento das aves marinhas nidificantes nestes ilhéus, assim como melhorar a iluminação pública do Porto Santo de forma a minimizar o impacte sobre as mesmas. O projecto teve início em Setembro de 2010 e já foram efectuadas as primeiras visitas de reconhecimento aos ilhéus, assim como uma apresentação do projecto a alguns agentes locais do Porto Santo (Câmara Municipal, empresários de actividade marítimo-turística e hoteleiros). Projecto LIFE Eco-Compatível – Este projecto é desenvolvido pelo Serviço do Parque Natural da Madeira em parceria com a SPEA e tem como objectivo comunicar para a sustentabilidade socioeconómica, usufruto humano e biodiversidade em Sítios da rede Natura 2000 no arquipélago da Madeira. Desta forma pretende-se reforçar e melhorar a compatibilidade das actividades com impacto socioeconómico e cultural, tais como turismo, pesca e agricultura, com a gestão das reservas naturais, habitats e espécies listadas na Rede Natura 2000. O projecto teve início em Outubro de 2010 e após a constituição da comissão executiva foram iniciados os trabalhos de preparação dos manuais de boas práticas para agricultores, pescadores e agentes ligados à actividade turística. Projecto Puffinus – O Projecto Puffinus visa a conservação do Patagarro Puffinus puffinus no Parque Ecológico do Funchal e teve início em 1994. Desde 2005 que a SPEA é parceira deste projecto que actualmente tem como objectivos i) controlo de predadores nas áreas de nidificação, ii) aquisição de conhecimento sobre a ecologia da espécie, iii) divulgação do projecto na comunidade escolar e população geral. Este projecto reveste-se de grande importância pelo facto de esta espécie ser pouco conhecida, nomeadamente os seus hábitos reprodutores e requisitos ambientais. Este desconhecimento, que é generalizado para os arquipélagos da Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias) deve-se essencialmente à dificuldade de descobrir os seus ninhos, em escarpas de difícil acesso. Em 2010 não foi possível efectuar a monitorização dos ninhos pois o temporal que assolou a ilha a 20 de Fevereiro destruiu parte dos trilhos de acesso à área de nidificação e o incêndio de Agosto destruiu por completo toda a área de nidificação. O artigo submetido ao Airo no início do ano foi aprovado. Formação Fura-bardos – A população de Fura-bardos Accipiter nisus que nidifica na ilha da Madeira pertence à subespécie granti cuja distribuição é exclusiva da ilha da Madeira e arquipélago das Canárias. Esta subespécie está incluída no Anexo I da Directiva Aves. Apesar de ser considerada uma espécie prioritária, na Madeira nunca foram desenvolvidos quaisquer projectos ou censos dirigidos e a informação sobre a sua ecologia é reduzida. De acordo com os dados do Atlas das Aves Nidificantes na Madeira é uma ave pouco comum ou rara. - Relatório Anual 2010 – 23/55 - Considerando a experiência que Canárias tem com esta espécie e os trabalhos que decorrem actualmente, em colaboração com a SEO-Canárias foi desenvolvida uma acção de formação sobre o Fura-bardos e metodologias de censo. Esta acção decorreu entre 21 e 23 de Junho, com a participação de 11 pessoas tendo como formador Domingo Trujillo. Atlas das Aves Nidificantes da Madeira - Desenvolvido em parceria com o Parque Natural da Madeira, tem como principais objectivos conhecer a distribuição de todas as espécies que nidificam no arquipélago da Madeira. Teve início em 2009 e prolonga-se por 3 anos. Em 2010 deu-se continuidade à realização das visitas sistemáticas (apenas faltam visitar 19 quadrículas na ilha da Madeira), iniciaram-se os censos específicos de Coruja, gaivotas e garajaus e foi concluído o censo de Galinhola. O website foi actualizado com os dados de 2010 e contactados voluntários para colaborar nos registos casuais e visitas não sistemáticas. Censo de Mantas – A Manta Buteo buteo é uma das três aves de rapina diurnas que ocorre no arquipélago da Madeira, sendo esta a de maiores dimensões. Este censo, que teve início em 2006, é baseado no conceito de “Cidadania pela Ciência” no qual é reconhecido a importância da participação de cidadãos voluntários para o sucesso do projecto. Em 2010 o censo contou com a participação de apenas 16 pessoas, que conseguiram cobrir grande parte da ilha da Madeira e Porto Santo. O censo foi divulgado na imprensa regional. Censo de Aves Comuns – O Censo de Aves Comuns (CAC) é um programa de monitorização a longo prazo de aves comuns nidificantes e seus habitats, em Portugal. Este projecto tem sido realizado na Madeira desde 2004. O CAC no arquipélago da Madeira foi assegurado por 7 colaboradores que efectuaram 6 quadrículas, incluindo a ilha do Porto Santo. Projecto Arenaria – Este projecto tem como objectivo a monitorização anual das praias de Portugal continental e ilhas, de modo a obter dados que permitam avaliar as tendências populacionais das aves, em particular as limícolas, que utilizam a faixa não estuarina da costa portuguesa durante o Inverno. Durante a época de 2010/2011, no arquipélago da Madeira foram cobertas 9 praias, com a colaboração de 10 voluntários Newsletter SPEA-Madeira – A SPEA na Madeira necessitava de um contacto mais directo com os sócios residentes no arquipélago, de forma a divulgar e promover as suas actividades e projectos em desenvolvimento. Com este objectivo, em Janeiro de 2010 foi dado início à distribuição quinzenal da Newsletter da SPEA-Madeira. Actualmente a newsletter é distribuída para 113 contactos. Workshop Birdlife – Este evento que decorreu entre 27 e 28 de Julho, teve como objectivos reunir especialistas da Madeira, Canárias e Portugal continental, para discutir a revisão dos estatutos de conservação das espécies endémicas das ilhas europeias e actualização dos planos de acção das espécies. Este evento contou com a participação das seguintes entidades: Birdlife International, Cabildo de Gran Canaria, SEO/Canárias, SPEA e SPNM. Esta actualização resultou na alteração do estatuto de conservação das 3 espécies de Pombo endémicas da Macaronésia, Columba trocaz (Madeira), Columba bollii e Columba junoniae (Canárias), para Pouco Preocupante e o início de revisão dos Planos de Acção da Comissão Europeia para estas espécies. Campanha donativos Freira – Após o incêndio que em Agosto devastou todo o Maciço Montanhoso Central e parte da floresta Laurissilva, provocando a destruição de toda a área de - Relatório Anual 2010 – 24/55 - nidificação da Freira da Madeira e consequentemente a morte de 3 adultos e 37 crias, desde imediato a SPEA e a Birdlife International uniram esforços na angariação de donativos para apoio ao PNM nos trabalhos de minimização dos estragos e recuperação do habitat. Até final de 2010 foram angariados 8000 € através do pedido no Just Giving e 1000 € a nível nacional através dos sócios e colaboradores da SPEA. A candidatura ao Fundo Mark Costantine também foi aprovada, o que soma mais 11.800 €. Imediatamente após o fogo, todos os ninhos foram reconstruídos artificialmente com material não inflamável, foi colocada a manta anti-erosão em volta dos ninhos e nas áreas mais expostas, os ramos dos arbustos queimados foram cortados (evitando-se assim lesões nas aves), foi reposto todo o cordão de gatoeiras e caixas de veneno e foi realizada uma monitorização sistemática para avaliar a actividade das aves na colónia. SPEA Madeira Coordenadora: Ana Isabel Fagundes Staff: Cátia Gouveia Estagiários: Costantino Marullo, Eva Laporta, Isaac Mas, Mariana Figueira, Patrícia Candelas Colaboradores e voluntários: Adérito Vieira, Ana Maria Villa, Ana Mendonça, André Ferreira, António Matos, Ausra Navickaite, Bruno Aveiro, Bruno Oliveira, Carla Veríssimo, Cátia Freitas, Cláudia Delgado, Claudio Rodrigues, David Jesus, Diogo Gouveia, Dionísio Sousa, Fábia Azevedo, Fabrício Nunes, Filipe Ceia, Hugo Sampaio, Hugo Vieira, Joana Figueiredo, João Marinheiro, João Nunes, João Tiago Nunes, Joel Pereira, Luís Dias, Manuel Gomes, Manuela Friedler, Marisa Arosa, Marília Aveiro, Marta Marialva, Marta Nunes, Miguel Capela, Mónica Bouça, Mónica Lopes, Nicola Castro, Nuno Rodrigues, Patrícia Duarte, Patrícia Medina, Pedro Augusto, Rafael Romero, Raquel Marques, Renato Nunes, Ricardo Ceia, Roberto Moritz, Rui Camacho, Rui Vila, Teresa Serafim, Thijs Valkenburg, Tiago Gomes, Tiago Ventura, Vânia Dias, Verónica Madeira e Zara Zino Financiamentos externos por: Comissão Europeia/Programa LIFE, EEM - Empresa de Electricidade da Madeira, Município do Funchal, Parque Natural da Madeira, Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais Instituições Parceiras: PNM – Parque Natural da Madeira e PECOF – Parque Ecológico do Funchal. - Relatório Anual 2010 – 25/55 - Entidades Colaboradoras: Câmara Municipal da Machico, Clube Aventura da Madeira, Delta, Direcção Regional de Florestas, Direcção Regional de Juventude, Direcção Regional de Turismo, Greenstorm, Horizonte do Atlântico, Ilma – Indústria de Lacticínios da Madeira Lda, Museu da Baleia, Seaborn, Sea the best, Sociedade Porto Santo Verde. - Relatório Anual 2010 – 26/55 - SPEA Açores A acção da SPEA nos Açores, para além dos projectos mais direccionados para o estudo e conservação das espécies e habitats, tem permitido desenvolver diversas actividades dirigidas à população e aos sócios locais: cursos, saídas, apoio a entidades regionais, voluntariado, etc. Um dos objectivos tem sido igualmente a colaboração com diversas entidades tendo como objectivo o desenvolvimento económico sustentável das populações e da Região de forma a promover e garantir a conservação do património natural da Região. O ano de 2010 permitiu consolidar alguns dos projectos iniciados em 2009, casos do LIFE+ Laurissilva Sustentável, LIFE+ Ilhas Santuário para as Aves Marinhas (ver Programa Marinho) e a 2ª fase do trabalho referente à interacção das Linhas Eléctricas e Avifauna. Em 2010 foi revisto estatuto de ameaça do Priolo, dada a evolução global da população num sentido positivo nos anos mais recentes, bem como publicado o novo Plano de Acção para esta espécie. Em Ano Internacional da Biodiversidade o Priolo foi um bom exemplo a nível mundial da possibilidade de recuperação de uma das espécies de aves mais ameaçadas de extinção. O ano passado marca também o início da realização de alterações na rede eléctrica regional no âmbito do projecto de Avaliação da Interacção entre a Avifauna e a Rede Eléctrica nos Açores. Estas alterações destinam-se a corrigir situações prioritárias que foram identificadas como causadoras de elevada mortalidade entre as aves, principalmente os Milhafres. Pretende-se assim, não só reduzir a mortalidade numa espécie de elevada importância ambiental como é o Milhafre, mas também contribuir para uma melhoria no serviço às populações reduzindo o número de interrupções da distribuição de electricidade. Durante o ano de 2010 foram desenvolvidos nos Açores os seguintes projectos: ‣ ‣ ‣ Projecto LIFE+ Laurissilva Sustentável ‣ ‣ ‣ ‣ ‣ Projecto Monitorização dos Aeroportos de Faial e Flores (com a ANA) ‣ Projecto LIFE+ Ilhas Santuário para as Aves Marinhas (ver Programa Marinho) Centro Ambiental do Priolo Projecto Interacção Aves e Linhas Eléctricas (com a EDA) Projecto Censo Aves Comuns Plano de monitorização do Priolo/ Birdlife Preventing Extintions Programme Censo de Milhafres Desenvolvimento e apoio de outras actividades de monitorização, sensibilização e divulgação Projecto LIFE+ Laurissilva Sustentável – Este projecto tem por principal objectivo a recuperação e conservação dos habitats prioritários existentes na área da Zona de Protecção Especial do Pico da Vara/Ribeira do Guilherme na Ilha de São Miguel, nomeadamente de áreas de floresta nativa (Laurissilva dos Açores) e das turfeiras de altitude dos Graminhais. Este projecto tem vindo a desenvolver um amplo conjunto de acções de recuperação de habitat, de monitorização, acções experimentais para aumentar as áreas disponíveis, acções ao nível do turismo de natureza e acções de sensibilização e divulgação. Este projecto dedica também uma parte importante dos seus recursos para a produção de plantas nativas e endémicas que serão utilizadas em acções de replantação para reforço das áreas de floresta intervencionadas para controlo de espécies exóticas. - Relatório Anual 2010 – 27/55 - Este projecto que termina em 2012 é coordenado pela SPEA, tendo como parceiros a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e a Câmara Municipal da Povoação, para além de um conjunto de outras entidades que colaboram no projecto: Direcção Regional dos Recursos Florestais, Direcção Regional de Turismo, SPRAçores e Câmara Municipal do Nordeste. A diversidade e extensão das acções deste projecto implicam a existência de uma grande equipa técnica e de campo. No final de 2010 a equipa do projecto era composta por 16 elementos para além dos estagiários e bolseiros que colaboraram ao longo do ano. O viveiro para produção de plantas está agora em pleno funcionamento tendo já ultrapassado a meta das 25000 plantas em estufa. Nos últimos meses do ano a sede do projecto mudou-se para um novo espaço na antiga Escola Básica da Lomba do Carro, espaço cedido pela CMP. Durante o ano de 2010 os principais resultados obtidos foram: Acções de conservação e recuperação do habitat ‣ Início dos trabalhos na 3ª área de Intervenção – Malhada – para controlo de Cletra e Conteira: abertura de trilhos de trabalho, preparação de pontos de água e estruturas de apoio, intervenção em cerca 2 ha; ‣ Manutenção da rede de 20 km de trilhos de trabalho já existente e algumas das áreas intervencionadas nos últimos anos; ‣ Remoção de frutificação de Gigante (Gunnera tinctoria) no planalto dos Graminhais em colaboração com a Direcção Regional dos Recursos Florestais ‣ Controlo de Incenso (e Cletra) em cerca de 5,5 ha na área de intervenção do Labaçal/ Pico da Vereda, estrada da Tronqueira; ‣ Recolha de sementes e estacas para produção de plantas em viveiro, repicagem e acompanhamento das plantas germinadas; ‣ Viveiro em funcionamento com produção total em 2010 de cerca de 33.000plantas, das quais 8700 já plantadas em áreas de intervenção (Tronqueira e Ilhéu de Vila Franca) ‣ Início dos trabalhos de recuperação das Turfeiras dos Graminhais: corte de 1,5 ha de cortinas de criptoméria e testes de fecho de valas e inoculação de Sphagnum. Acções de estudo e monitorização dos habitats ‣ Monitorização da regeneração natural de Laurissilva e instalação de novas área de monitorização; ‣ Mapeamento de cobertura de Gunnera tinctoria nas turfeiras dos Graminhais; ‣ Conclusão a nível regional e nacional e envio da candidatura da área dos Graminhais e Serra da Tronqueira a Sitio de Interesse de Conservação; ‣ ‣ ‣ ‣ Testes de controlo de Incenso; Mapeamento e calendarização das acções a realizar nas Turfeiras; Elaboração do primeiro draft da Carta de Vegetação Potencial para o SIC e ZPE Monitorização da produção da plantas e sucesso de plantação Acções de divulgação, educação e sensibilização ambiental ‣ ‣ ‣ ‣ ‣ ‣ VI Jornadas de Conservação do Priolo (Vila Franca do Campo, São Miguel) Fim-de-semana da Biodiversidade (Nordeste, São Miguel) Acção de Divulgação do Priolo (Arquivo / Biblioteca de Ponta Delgada) Participação no Workshop sobre Turfeiras e Técnicas de Restauro (Terceira) Participação na British Birdwatching Fair (Rutland, Inglaterra) em Agosto Candidatura e início do processo de adesão à Carta Europeia de Turismo Sustentável - Relatório Anual 2010 – 28/55 - ‣ Organização do Workshop sobre Oportunidades de Negócio em torno de Áreas Protegidas (Povoação) ‣ Actividades diversas de divulgação no viveiro, na ZPE e em Escolas e colaboração com o Centro Ambiental do Priolo na realização de diversas actividades (À Descoberta da Laurissilva; Dia da Floresta Autóctone; De Ossos nas Mãos; Da Semente à Planta) ‣ Elaboração do guia da Marca Priolo e primeiras reuniões para dinamização da rede de empresas ‣ Elaboração dos textos para um guia interpretativo da ZPE ‣ Produção de materiais didácticos para apoio escolar ‣ Exposição ”Uma floresta, um futuro” em 19 locais da Ilha de São Miguel nos 2 anos de projecto ‣ Integração de 2 estagiários e 6 voluntários/bolseiros internacionais ‣ Colaboração com o projecto LIFE Ilhas Santuário para as Aves Marinhas ‣ Visitas especificas ao projecto, por exemplo com Angelo Caserta (Director da Birdlife Europeia), Hugulay Maia (ONG de São Tomé e Príncipe), grupo parlamentar regional do PS, Manuel Nogales (CSIC – Espanha) e Luís Delgado (Cabildo de Tenerife – Espanha), Conchi Fagundo (Parque Garajonay – Espanha), Norman Russel (RSPB – Escócia), Secretário Regional do Ambiente e do Mar, Jaime Ramos (Universidade de Coimbra), entre outros ‣ Cerca de 140 referências noticiosas regionais e nacionais desde o início do projecto ‣ Criação de um blogue sobre o projecto e produção e manutenção de um novo microsite, actualização de Facebook. Centro Ambiental do Priolo – O Centro Ambiental do Priolo é o primeiro centro de interpretação e educação ambiental criado e coordenado pela SPEA. A sua criação, enquadrou-se na vertente de sensibilização da população local do Projecto LIFE-Priolo, e foi possível graças à cedência da casa pela Direcção Regional dos Recursos Florestais e o financiamento da Secretaria Regional de Ambiente e do Mar e dos fundos LEADER+ (ASDEPR). Em 2010, o Centro Ambiental do Priolo recebeu 2007 visitantes dos quais é de realçar o aumento de visitas correspondentes à população local da Ilha de São Miguel. Nos seus programas escolares envolveu no total 2135 alunos das escolas de São Miguel. Com “O Priolo visita a tua escola” realizou 50 actividades com 1754 alunos envolvidos, “A tua escola visita o Priolo” com 37 actividades realizadas com 381 alunos. Para além das actividades correspondentes ao Programa Escolar, o Centro Ambiental do Priolo oferece um programa de actividades anual para a população em geral que em 2010 incluiu mais de 30 actividades e no qual participaram mais de 2000 pessoas. O Centro Ambiental do Priolo participou em 9 Feiras e Exposições nos Açores, algumas destinadas ao público geral e outras destinadas ao público escolar. Além disso, organizou e dinamizou 7 Acções de Formação, uma destinada à população em geral e outras 3 destinadas a populações concretas, nomeadamente guias turísticos e professores. Foram realizadas 9 Actividades de Campo, desde saídas de observação de aves até passeios pedestres, os passeios “Conheça um projecto de conservação!” em parceria com o Projecto LIFE Laurissilva Sustentável ao longo do ano 2010. O Centro Ambiental do Priolo organizou 3 Eventos principais em colaboração com o LIFE Laurissilva Sustentável: as VI Jornadas do Priolo, a III Maratona Fotográfica na Serra da Tronqueira e o Fim de semana da Biodiversidade que celebrou o aniversário do Centro. O Centro Ambiental do Priolo participou no Programa “Biologia no Verão”, através da organização de 6 actividades educativas no concelho do Nordeste. Uma delas, de curta duração, sendo realizada 4 dias por semana. Foi realizado um total de 39 actividades diferentes que contaram com 2336 participantes. - Relatório Anual 2010 – 29/55 - Além disso, no programa “Descobre com o Priolo!” o Centro estabeleceu parceria com o projecto Eco-Escola da Escola Básica e Secundária de Nordeste. No âmbito desta parceria realizaram-se duas actividades educativas: “A Rota da Agua no Nordeste” (Também em parceria com a Câmara Municipal do Nordeste) e “À descoberta da Laurissilva”. A primeira foi realizada com todos os alunos do 5º Ano e mais uma turma do ensino profissional, enquanto que na segunda participaram todos os alunos dos 5º e 6º ano. O total de alunos participantes nestas actividades foi de 150. O Centro Ambiental do Priolo emitiu 23 Comunicados de Imprensa que deram lugar a cerca de 83 notícias, com grandes diferenças no impacte dos diferentes comunicados. 70 destas notícias foram de âmbito regional e 10 delas de âmbito nacional. A manutenção do Site www.centropriolo.com, e das páginas do Centro Ambiental do Priolo de Facebook e Twitter, aumentou a capacidade de comunicação e de divulgação na internet. Estas páginas de internet contribuíram também para aumentar o número de contactos do Centro Ambiental do Priolo que atingiu as 500 pessoas. O Centro Ambiental passou a ter em 2010 um novo espaço de escritório de apoio localizado na Lomba da Fazenda, cedido pela Junta de freguesia desta freguesia. Projecto Linhas Eléctricas 2ª fase – No seguimento do trabalho realizado nos últimos anos em colaboração com a EDA, foram identificadas várias situações prioritárias que estavam a causar elevada mortalidade, principalmente de milhafres. O ano de 2010 marca o início dos trabalhos de correcção dessas situações, com acções em muitas das ilhas dos Açores. Pretende-se assim, não só reduzir a mortalidade numa espécie de elevada importância ambiental como é o Milhafre, mas também contribuir para uma melhoria no serviço às populações, reduzindo o número de interrupções da distribuição de electricidade. Nesta 2ª fase do projecto Linhas Eléctricas e Avifauna dos Açores, parte integrante do Plano de Promoção do Desenvolvimento Ambiental 2009/11 da EDA, para além das alterações e sua monitorização posterior, continua a prospecção de apoios focada sobre as tipologias consideradas mais perigosas no Relatório Final do Projecto de Avaliação da Interacção entre a Avifauna e a Rede de Transporte e Distribuição de Energia Eléctrica dos Açores. Pretende-se aumentar significativamente a amostra de apoios perigosos para definir quais as prioridades de intervenção que a EDA deve seguir no futuro para diminuir a mortalidade de aves por electrocussão. Em 2010 prospectaram-se 790 apoios diferentes em todas as ilhas menos Flores (em 2011) e Corvo (pela reduzida dimensão da rede eléctrica da ilha). No seguimento destes trabalhos, a EDA realizou já 79 correcções em apoios com elevada mortalidade, principalmente em Postos de Transformação com DST's na cabeça do apoio e Seccionadores horizontais na cabeça do apoio. Estas alterações foram realizadas na Terceira (27), na Graciosa (19), em São Miguel (16), em Santa Maria (13), e 4 em São Jorge. Estas alterações serão agora seguidas no sentido de avaliar o seu sucesso na redução de mortalidade na avifauna. Continuou também a recolha de dados e mapeamento dos troços da rede eléctrica mais utilizados pelo estorninho-malhado como local de repouso nas ilhas Santa Maria, Graciosa e Faial. Nestes locais, as grandes aglomerações de estorninhos nos apoios e cabos eléctricos podem causar problemas na distribuição de energia. Pretende-se avaliar estas situações e propor medidas, se necessárias, que visem a diminuição do número de incidentes. Em 2010 iniciou-se uma colaboração com a Osteoteca do IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico) no sentido de se iniciar a elaboração de uma colecção de referência de ossos e esqueletos das espécies de aves da Região, com fins científicos e de divulgação. Esta colecção será de grande utilidade em estudos e monitorizações a efectuar na Região. Neste âmbito realizaram-se igualmente acções de divulgação denominadas “de Ossos nas Mãos”, para divulgar e sensibilizar para a importância que um simples osso pode ter para obtermos mais informação sobre a avifauna. - Relatório Anual 2010 – 30/55 - Projectos de Monitorização dos Aeroportos de Faial e Flores - Estes projectos foram concluídos em 2010 tendo tido como principal objectivo contribuir para o conhecimento da utilização pelas aves dos dois aeroportos e sugerir medidas de modo a aumentar a segurança das operações aeronáuticas e diminuir a interacção com a avifauna. Plano de Acção do Priolo e Birdlife Preventing Extintions Programme – No âmbito da campanha mundial Preventing Extintions Programme desenvolvida pela Birdlife International, a SPEA foi designada como Species Guardian do Priolo, sendo que a revista inglesa BIRDWATCH se prontificou a ser Species Champion, promovendo desta forma uma série de actividades desenvolvidas para monitorização e conservação da espécie. No âmbito desta parceria, foi realizado em 2010 o censo anual de Priolo e o censo de juvenis. Ao nível do censo anual verificou-se uma diminuição ligeira e não significativa (cerca de 4%) em relação aos valores de 2009. Esta situação poderá ter sido devida ao prolongado e rigoroso Inverno que se fez sentir em 2010, com temperaturas muito baixas e elevada precipitação até maio/junho. Desta forma, a estimativa do tamanho da população mantém-se nos valores entre os 1000 e os 1600 indivíduos. O censo de Juvenis para avaliação do sucesso da época de reprodução realizou-se no final do Verão tendo sido este ano registados valores dos mais altos em termos de números de juvenis observados. Os meses de verão foram dentro das médias climáticas e o aumento de recursos alimentares na ZPE terá permitido uma boa época de reprodução para a espécie. Os dados obtidos em 2010 parecem indicar uma estabilização da população que lhe poderá permitir ultrapassar melhor invernos mais rigorosos, e dado o número de juvenis observados espera-se que, se o Inverno de 2010/2011 não for muito rigoroso se possa ter em 2011 a manutenção ou aumento ligeiro da população. Em 2010 foi revisto estatuto de ameaça do Priolo, dada a evolução global da população num sentido positivo nos anos mais recentes, bem como publicado o novo Plano de Acção para esta espécie. Em Ano Internacional da Biodiversidade o Priolo foi um bom exemplo a nível mundial da possibilidade de recuperação de uma das espécies de aves mais ameaçadas de extinção, tendo merecido inclusive a visita de Angelo Caserta, Director da divisão europeia da Birdlife International. Censo de Milhafres – O Milhafre Buteo buteo é a maior ave de rapina que ocorre no arquipélago dos Açores (excepção às ilhas das Flores e do Corvo). Em 2006 a SPEA iniciou um Projecto de Citizen Science (Cidadão-cientista) com o objectivo de monitorizar a população desta ave de grande importância ecológica e simbólica para os Açores, e cativar a participação do cidadão comum em projectos científicos, que adquire assim um novo olhar sobre a espécie. O resultado deste censo é assim útil ainda para a divulgação e sensibilização ambiental da espécie. Em 2010, nos Açores, participaram 45 voluntários que avistaram 331 milhafres nos cerca de 1000 km percorridos nas ilhas de São Miguel, Santa Maria, Terceira, Graciosa, São Jorge e Pico. SPEA AÇORES Coordenador: Joaquim Teodósio Equipa técnica: Azucena de la Cruz; Carlos Silva; Carla Veríssimo; Filipe Figueiredo; Filipe Suspiro; Joana Domingues; Natália Melo; Ricardo Ceia; Rui Botelho; Hugo Sampaio; Sandra Parejo; Sérgio Timóteo; Laura Salgado, André Batista, Tânia Silva. Equipa de campo: José Mendonça, José Pacheco, André Fernandes, Bruno Oliveira, Helder Festa; Hilberto Correia, João Oliveira; José Tavares; Marcelino Oliveira, Manuel Frias. Colaboradores e voluntários: Carlos Pereira, Roberto Reis, António Ventura, Pedro Monteiro, Vítor Coelho, Hélder Xavier, Cecília Melo, Filipe Barata, Hervé Roueché, Paulo Fernandes, Silvia Pimentel, Teresa Soares e André Medeiros, Séverine Bonnet, Guillaume Le Moulec, Carla Melo, José Pedro Tavares, Ricardo Ceia, Ruben Huttel, Jaime Ramos, Paulo Oliveira, Manuel Nogales, Eduardo Dias, José Palacios, Nelson Santos, Catarina Cymbron, Alice Melo, Carlos Rodrigues, - Relatório Anual 2010 – 31/55 - Carlos Bulhão Pato, Luis Silva, Gerbrand Michielsen, Pedro Rodrigues, Ricardo Peixoto; Pedro Domingos, Sandra Mealha, Patrícia Pedro, Marlene Noia, Luís Aguiar, Pedro Raposo, Décio Leal, Carla Silva, Verónica Neves, Jaime Bairos, Rui Botelho, Hugo Sampaio, Carlos Silva, Miguel Fontes Financiado por: Fundo Comunitário LIFE+, Governo dos Açores - Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e Direcção Regional de Turismo, ASDEPR (fundos LEADER+), EDA – Electricidade dos Açores, ANA - Aeroportos dos Açores, Preventing Extintions Programme (BirdLife International) Instituições Parceiras: Associação Ecologica Amigos dos Açores, Associação de Fotografos Amadores dos Açores, Projecto Eco-escola da Escola Básica e Secundaria de Nordeste, Ecotecas de Ponta Delgada, Ribeira Grande e Lagoa, Câmara Municipal de Nordeste, Câmara Municipal da Ribeira Grande, Câmara Municipal da Povoação, Serviços Florestais de Nordeste, Grupo Bensaude, CTT Açores, Tradicampo, loja Mega 4, loja Publidecor, Jornal Correio dos Açores, Jornal Açoriano Oriental, RDP Açores, Universidade dos Açores, Royal Society for the Protection of Birds, Universidad de La Laguna, Consejo Superior de Investigaciones Científicas – Tenerife, BIRDWATCH, Birdlife International, Direcção Regional do Turismo, Associação de Turismo dos Açores, Delegação de Turismo de São Miguel, Agência Melo, Rede de Ecotecas Regionais. - Relatório Anual 2010 – 32/55 - A ESTRUTURA DA SPEA A SPEA é uma associação com Órgãos Sociais eleitos e uma estrutura profissional, que contava, no final de 2010, com 3.135 sócios. Os órgãos associativos da SPEA são a Direcção Nacional, a Mesa da Assembleia Geral e o Conselho Fiscal. A Direcção Nacional da SPEA, órgão que dirige a Sociedade, é constituída por sete elementos: Presidente, Vice-presidente, Secretário, Tesoureiro e três Vogais. Compete à Direcção Nacional, entre outras tarefas (ver Estatutos e Regulamento Interno em www.spea.pt), executar o Programa e Orçamento aprovados em Assembleia Geral, gerir e administrar a SPEA e apresentar contas dessa actividade. A actual Direcção Nacional foi eleita em Assembleia Geral de 17 de Junho de 2010 e é constituída pelos seguintes membros: Presidente: Vice-presidente: Secretário-geral: Tesoureiro: Vogais: Clara Casanova Ferreira José Manuel Monteiro Lourenço Marques Michael Armelin Jaime A. Ramos, José Paulo Monteiro e Adelino Gouveia A Mesa da Assembleia Geral é composta por um Presidente, um Vice Presidente e três Secretários. Ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral compete convocar e dirigir as sessões de Assembleia Geral. A actual Mesa da Assembleia Geral é composta pelos seguintes membros: Presidente: Vice-presidente: Secretários: Pedro Santos Coelho Cláudia Serrano Alexandre Hespanhol Leitão, Sérgio Timóteo e Pedro Monteiro O Conselho Fiscal é o órgão que tem a competência de examinar a escrita da SPEA e elaborar um parecer sobre o Relatório e Contas da Direcção Nacional e divulgá-lo em Assembleia Geral Ordinária. É constituído por um Presidente, um Secretário e um Relator. O actual Conselho Fiscal é composto pelos seguintes membros: Presidente: Secretário: Relator: José Manuel Azevedo Vítor Couto Gonçalves Filipe Cansado O quadro profissional da SPEA era constituído, no final de 2010, por 36 colaboradores, e ainda 9 estagiários ou voluntários sem encargos para a associação. A SPEA conta ainda com o apoio benemérito e dedicado de muitos voluntários para todas as suas actividades, a quem agradece publicamente. - Relatório Anual 2010 – 33/55 - APRESENTAÇÃO DE CONTAS 2010 Balanço, em 31 de Dezembro de 2010 Rubricas Períodos 2010 2009 ACTIVO Activo não corrente Activos fixos tangíveis 101.446,62 56.009,51 101.446,62 56.009,51 Propriedades de investimento Goodwill Activos tangíveis Activos biológicos Participações financeiras – método da equivalência patrimonial Participações financeiras – outros métodos Accionistas / sócios Outros activos financeiros Activos por impostos diferidos Activo corrente Inventários Activos biológicos Clientes 45.320,97 Adiantamento a fornecedores Estado e outros entes públicos Accionistas / sócios Outras contas a receber Diferimentos 70.040,43 303.102,55 2.275,38 1.732,88 2.360,44 2.360,44 552.735,62 707.443,35 672,732,84 1.014.639,22 774.179,46 1.070.648,73 Activos financeiros detidos para negociação Outros activos financeiros Activos não correntes detidos para venda Caixa e depósitos bancários Total do Activo - Relatório Anual 2010 – 34/55 - Rubricas Períodos 2010 2009 CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Capital próprio: Capital realizado 82.296,40 82.296,40 Outras reservas 13.860,08 7.324,02 Resultados transitados -26.996,06 -48.130,82 Acções (quotas) próprias Outros investimentos de capital próprio Prémios de emissão Reservas legais Ajustamentos em activos financeiros Excedentes de revalorização Outras variações no capital próprio Resultado líquido do período 40.091,39 109.251,81 41.489,60 61.881,04 27.670,82 171.132,85 69.160,42 171.132,85 69.160,42 Interesses minoritários Total do capital próprio Passivo Passivo não corrente: Provisões Financiamentos obtidos Responsabilidades por benefícios pós-emprego Passivos por impostos diferidos Outras contas a pagar Passivo corrente: Fornecedores 7.066,93 Adiantamentos de clientes Estado e outros entes públicos - Relatório Anual 2010 – 35/55 - 18.926,22 15.309,92 Accionistas / sócios Financiamentos obtidos Outras contas a pagar 119.710,15 91.401,86 Diferimentos 464.410,24 887.709,60 603.046,61 1.001.488,31 Total do passivo 603.046,61 1.001.488,31 Total do Capital Próprio e do Passivo 774.179,46 1.070.648,73 Passivos financeiros detidos para negociação Outros passivos financeiros Passivos não correntes detidos para venda - Relatório Anual 2010 – 36/55 - Demonstração individual dos resultados por naturezas Período findo em 31 de Dezembro de 2010 Rubricas Períodos 2010 2009 Rendimentos e Gastos 17.625,43 14.628,28 1.191.025,78 896.678,36 Fornecimentos e serviços externos -481.908,75 -317.139,69 Gastos com o pessoal -704.120,40 -638.327,97 Outros rendimentos e ganhos 116.448,31 124.676,10 Outros gastos e perdas -41.833,75 -28.618,98 97.236,62 51.896,10 -26.503,57 -22.516,42 70.733,05 29.379,68 -8.852,01 -1.708,86 61.881,04 27.670,82 61.881,04 27.670,82 Vendas e serviços prestados Subsídios à exploração Ganhos/perdas imputados de subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos Variação nos inventários da produção Trabalhos para a própria entidade Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas Imparidade de inventários (perdas/reversões) Imparidade de dívidas a receber (perdas/reversões) Provisões (aumentos/reduções) Imparidade de investimentos não depreciáveis/amortizáveis (perdas/reversões) Aumentos/reduções de justo valor Resultados antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos Gastos/reversões de depreciação e de amortização Imparidade de investimentos depreciáveis/amortizáveis (perdas/ reversões) Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos) Juros e rendimentos similares obtidos Juros e gastos similares suportados Resultado antes de impostos Imposto sobre o rendimento do período Resultado líquido do período - Relatório Anual 2010 – 37/55 - - Relatório Anual 2010 – 38/55 - 10 CP = Capital Próprio AI = Activo Intangível AFT = Activo Fixo Tangível Legenda: POSIÇÃO NO FIM DO PERÍODO 2009 Outras operações Entradas para cobertura de perdas Distribuições Realizações de prémios de emissão Realizações de capital Operações com detentores de CP: Resultado integral Resultado líquido do período Outras alterações reconhecidas no CP Ajustamentos por impostos diferidos Exced.revalor.AFT e AI e respectivas variações Realização do exced.revalor.AFT e AI Diferenças de conversão de dem.financeiras Alterações de políticas contabilísticas Primeira adopção do referencial contabilístico Alterações do período: POSIÇÃO NO INÍCIO DO PERÍODO 2009 MOVIMENTOS NO PERÍODO 10 6=1+2+3+5 5 4=2+3 3 2 1 Notas 82.296 82.296 Capital realizado Acções (quotas) próprias Outros instrumentos de capital Prémios de emissão Reservas legais 7.324 7.324 Outras reservas (48.131) (138.432) 90.301 Resultados transitados Ajustamentos em activos financeiros Excedente de revalorização DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO NO PERÍODO 2009 Outras variações no CP 27.671 27.671 27.671 138432 (138.432) Resultado líquido do período 69.160 27.671 27.671 41.490 TOTAL Interesses minoritários Página 1 de 2 69.160 27.671 27.671 41.490 TOTAL do Capital Próprio Montantes expressos em EUROS (sem decimais) Demonstração individual das alterações no capital próprio no período 2010 - Relatório Anual 2010 – 39/55 - CP = Capital Próprio AI = Activo Intangível AFT = Activo Fixo Tangível Legenda: POSIÇÃO NO FIM DO PERÍODO 2010 Outras operações Entradas para cobertura de perdas Distribuições Realizações de prémios de emissão Realizações de capital Operações com detentores de CP: Resultado integral Resultado líquido do período Outras alterações reconhecidas no CP Ajustamentos por impostos diferidos Exced.revalor.AFT e AI e respectivas variações Realização do exced.revalor.AFT e AI Diferenças de conversão de dem.financeiras Alterações de políticas contabilísticas Primeira adopção do referencial contabilístico Alterações do período: POSIÇÃO NO INÍCIO DO PERÍODO 2010 MOVIMENTOS NO PERÍODO 10 6+7+8+10 10 9 = 7+8 8 7 6 Notas 82.296 82.296 Capital realizado Acções (quotas) próprias Outros instrumentos de capital Prémios de emissão Reservas legais 13.860 6.536 7.324 Outras reservas (26.996) 21.135 (48.131) Resultados transitados Ajustamentos em activos financeiros Excedente de revalorização DEMONSTRAÇÃO INDIVIDUAL DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO NO PERÍODO 2010 40.091 40.091 Outras variações no CP 61.881 61.881 -27671 27.671 Resultado líquido do período 171.132 69.160 TOTAL Interesses minoritários Página 2 de 2 171.132 69.160 TOTAL do Capital Próprio Montantes expressos em EUROS (sem decimais) Demonstração individual de fluxos de caixa Períodos 2010 2009 Actividades operacionais Recebimentos de clientes 979.753,04 1.147.896,72 Pagamentos a fornecedores -477.318,35 -450.370,98 Pagamentos ao Pessoal -601.872,03 -536.359,66 -99.437,34 161.166,66 -99.437,34 161.166,66 -71.941,00 -52.828,21 Caixa gerada pelas operações Pagamento/recebimento de imposto sobre o rendimento Outros recebimentos/pagamentos Fluxos de caixa operacionais (1) Actividades de investimento Pagamentos respeitantes a: Activos fixos tangíveis Activos intangíveis Investimentos financeiros Outros activos Recebimentos respeitantes a: Activos fixos tangíveis 25.522,62 Activos intangíveis Investimentos financeiros Outros activos Subsídios ao investimento Juros e rendimentos similares Dividendos Fluxos de caixa das actividades de investimento (2) -46.418,38 -52.828,21 -8.852,01 -1.708,86 Actividades de financiamento Recebimentos provenientes de: Financiamentos obtidos Realizações de capital e de outros investimentos de CP Cobertura de prejuízos Doações Outras operações de financiamento Pagamentos respeitantes a: Financiamentos obtidos Juros e gastos similares Dividendos Redução de capital e de outros instrumentos de CP Outras operações de financiamento Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3) -8.852,01 -1.708,86 -154.707,73 106.629,01 Caixa e seus equivalentes no início do período 709.803,79 603.174,78 Caixa e seus equivalentes no fim do período 555.096,06 709.803,79 Variação de Caixa e seus equivalentes Efeito das diferenças de câmbio - Relatório Anual 2010 – 40/55 - Notas sobre o resultado do exercício de 2010 O ano de 2010 foi marcado pelo acentuar da crise financeira já verificada no ano anterior e que tem afectado a economia nacional. Este ambiente económico tem levado a uma retracção de empresas, que tendem a eliminar todas as contribuições que não sejam necessárias ao seu funcionamento, entre estas as suas contribuições para causas ambientais. Apesar desse ambiente recessivo, a SPEA continua a apresentar um resultado positivo, possível por um esforço no controlo orçamental e na gestão de tesouraria de acordo com esse mesmo orçamento e com regras de contenção de custos. O facto de estarem em curso projectos com financiamentos assegurados nos anos anteriores limita danos maiores, e verificou-se também a angariação de novos financiamentos para projectos a partir de 2011. Notas explicativas da Demonstração dos Resultados por Naturezas 1. A rubrica de Vendas e Serviços Prestados é constituída na sua maioria por receitas da loja SPEA e actividades representando 74% do total desta rubrica, sendo o restante valor referente a prestação de serviço com 13% e 10% de publicações; 2. Nos Subsídios à Exploração, com valor significativo verificam-se os de origem da Comissão Europeia representando 44% do valor desta rubrica, 23% são de origem da Secretaria Regional do Ambiente, 10% da RSPB- Royal Society for the Protection of Birds, com 4% os subsídios da EDP, ANA Aeroportos, Empresa da Electricidade da Madeira e SRAM- Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e o restantes 7% de subsídios de menor valor repartidos por diversas entidades. 3. Em relação à rubrica de Fornecimentos e Serviços Externos, esta encontra-se desagregada da seguinte forma, 33% em Serviços Especializados (avençados, impressões, conservação e reparação e outros trabalhos diversos), 25% em Deslocações Estadas e Transportes, 20% em Serviços Diversos (rendas e alugueres, comunicações, despesas de representação e outros serviços de menor valor) e 16% em Materiais (ferramentas e utensílios de desgaste rápido e material de escritório). 4. Nos Gastos com Pessoal, 85% da rubrica são relativos às remunerações do pessoal, sendo13% de encargos sobre remunerações e 2% de seguros de acidentes no trabalho e doenças profissionais. 5. Na rubrica de Outros Rendimentos e Ganhos, o maior valor é referente à comparticipação de despesas com 43% do valor da rubrica, 20% correspondem a quotas, 16% de saídas de campo, 6. 12% relativo a donativos, 4% de cursos e 5% referente ao valor da venda de uma viatura antiga com a compra de uma nova. 7. A rubrica de Outros Gastos e Perdas, corresponde essencialmente a gastos com parceiros de projectos Life representando 79% do valor total desta rubrica, 11% são relativos a materiais da loja SPEA, sendo os restantes 10% relativos a gastos diversos. 8. A rubrica de Gastos/reversões de depreciação de amortização, corresponde a 49% em equipamentos de transporte, 25% são relativos a equipamento básico, 22% de equipamento administrativo e os restantes 4% de ferramentas e utensílios e outras imobilizações corpóreas. - Relatório Anual 2010 – 41/55 - Anexo ao Balanço e à Demonstração dos Resultados 1. Identificação da entidade 1.1 - Designação da entidade: Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves 1.2 - Sede: Rua João Crisóstomo nº 18 4º Dto. - Lisboa 1.3 - Natureza da actividade: Associação 2. Referencial contabilístico de preparação das demonstrações financeiras: 2.1 – Referencial contabilístico adoptado a) As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no quadro das disposições em vigor em Portugal, vertidas no Decreto-Lei nº 158/2009, de 13 de Julho, e de acordo com a Estrutura Conceptual (EC), Normas Contabilísticas e de Relato Financeiro (NCRF) e Normas Interpretativas (NI) consignadas, respectivamente, nos Avisos n.os 15652/2009, 15655/2009 e 15653/2009, de 27 de Agosto de 2009. 2.2 - Indicação e justificação das disposições do SNC que, em casos excepcionais, tenham sido derrogadas e dos respectivos efeitos nas demonstrações financeiras, tendo em vista a necessidade de estas darem uma imagem verdadeira e apropriada do activo, do passivo e dos resultados da entidade. No presente exercício não foram derrogadas quaisquer disposições do SNC. 2.3 - Indicação e comentário das contas do Balanço e da demonstração dos resultados cujos conteúdos não sejam comparáveis com os do exercício anterior. Os valores constantes das demonstrações financeiras do período findo em 31 de Dezembro de 2009 são comparáveis em todos os aspectos significativos com os valores do exercício de 2010; 2.4 - Adopção pela primeira vez das NCRF - divulgação transitória: Até 31 de Dezembro de 2009, a Entidade elaborou, aprovou e publicou, para efeitos de cumprimento da legislação comercial vigente, demonstrações financeiras de acordo com o Plano Oficial de Contabilidade (POC). Em 31 de Dezembro de 2010, a preparação destas demonstrações financeiras foi efectuada de acordo com o SNC. O período de 2009, apresentado para efeitos comparativos, foi reexpresso de forma a estar de acordo com o SNC. Os ajustamentos de transição, com efeitos a 1 de Janeiro de 2009, foram efectuados de acordo com a NCRF 3 - Adopção pela primeira vez das normas contabilísticas e de relato financeiro e foram registados em Outras variações no Capital próprio As principais diferenças de políticas contabilísticas com impacto nas demonstrações financeiras da Entidade são as seguintes: i) O POC permitia a capitalização de algumas despesas que, de acordo com o SNC, devem ser imediatamente reconhecidas como gastos do exercício. À data da transição, foram desreconhecidas as despesas daquela natureza, líquidas de amortizações acumuladas, que não satisfaziam os critérios de reconhecimento como activo da NCRF 6 – Activos intangíveis; ii) Os subsídios de investimento, que se encontravam registados como proveitos diferidos, passaram a ser registados a crédito da rubrica de capital próprio – Outras variações no capital próprio; iii) O SNC não contempla a existência de resultados extraordinários. a)Forma como a transição dos PCGA anteriores para as NCRF afectou a posição financeira, o desempenho financeiro e os fluxos de caixa relatados; Os efeitos, no Balanço em 1 de Janeiro de 2009, da conversão das demonstrações financeiras preparadas de acordo com o POC para as demonstrações financeiras reexpressas, em conformidade com o SNC em vigor a 1 de Janeiro de 2010, apenas foram ajustados pela reclassificação da Conta 431 Despesas de Instalação que inclusive já se encontrava totalmente amortizada. b) Reconciliação do capital próprio relatado segundo os PCGA anteriores com o capital próprio segundo as NCRF, entre a data de transição para as NCRF e o final do último período apresentado nas mais recentes demonstrações financeiras anuais, elaboradas segundo os PCGA anteriores; A reconciliação entre o Capital próprio, de acordo com o POC e o SNC, em 1 de Janeiro de 2009, detalha-se da seguinte forma: - Relatório Anual 2010 – 42/55 - Reconciliação do Capital próprio Capital social Reservas Resultados transitados Saldo em 1 de Janeiro de 2009 (POC) 82.296 € 7324 € -48.130,82 € Reservas Outras Total de varia ç õ es reavaliação no capital próprio -41.489,60 € Desreconhecimento de activos e passivos (não cumprem os critérios de reconhecimento) Despesas de instalação Despesas de investigação Contratos de construção Diferimentos Outros Reconhecimento de activos e passivos (cumprem os critérios de reconhecimento) Activos e passivos relacionados com locações financeiras Activos intangíveis adquiridos Provisões para garantias a clientes Instrumentos financeiros Benefícios dos empregados Activos biológicos Capitalização de encargos financeiros – Inventários Outros Ajustamentos em subsidiárias e associadas Activos por impostos diferidos 40.091,39 Subsídios ao investimento 6.536,06 Outras situações Total ajustamentos Saldo em 31 de Dezembro de 2009 (SNC) 82.296 € 13.860,08 € -48.130,82 € 40.091,39 109.251,81€ … 3. Principais políticas contabilísticas: 3.1 - Bases de mensuração usadas na preparação das demonstrações financeiras: ACTIVOS FIXOS TANGÍVEIS (NCRF 7) Os activos fixos tangíveis adquiridos até 1 de Janeiro de 2009 (data de transição para NCRF), encontram-se registados ao seu custo de aquisição de acordo com os princípios contabilísticos geralmente aceites em Portugal até àquela data, deduzido das amortizações acumuladas e de perdas por imparidade. Os activos fixos tangíveis adquiridos após aquela data encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das correspondentes depreciações e das perdas por imparidade acumuladas. - Relatório Anual 2010 – 43/55 - As depreciações são calculadas, após a data em que os bens estejam disponíveis para serem utilizados, pelo método da linha recta em conformidade com o período de vida útil estimado para cada grupo de bens. As taxas de depreciação utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada: Equipamento básico: 4 Anos Equipamento de transporte: 4 Anos Equipamento administrativo: 4 Anos Outros activos fixos tangíveis: 4- 8 Anos As despesas de conservação e reparação que não aumentem a vida útil dos activos nem resultem em benfeitorias ou melhorias significativas nos elementos dos activos fixos tangíveis são registadas como gastos do exercício em que ocorrem. Os activos fixos tangíveis em curso representam imobilizado ainda em fase de construção, encontrandose registados ao custo de aquisição deduzido de eventuais perdas de imparidade. Estes activos fixos tangíveis são depreciados a partir do momento em que os activos subjacentes estejam disponíveis para uso e nas condições necessárias para operar de acordo com o pretendido pela gestão. As mais ou menos-valias resultantes da venda ou abate do activo fixo tangível são determinadas como a diferença entre o preço de venda e o valor líquido contabilístico na data de alienação ou abate, sendo registadas na Demonstração dos resultados nas rubricas Outros rendimentos e ganhos ou Outros gastos e perdas. LOCAÇÕES (NCRF 9) A classificação das locações em financeiras ou operacionais depende da substância da transacção e não da forma do contrato. Nas locações consideradas como operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como gastos na Demonstração dos resultados numa base linear durante o período do contrato de locação. IMPARIDADE DE ACTIVOS (NCRF 12) À data do Balanço é efectuada uma avaliação da existência objectiva de imparidades das quais resulte, nomeadamente, um impacto adverso decorrente de eventos ou alterações de circunstâncias que indiquem que o valor pelo qual os activos se encontram reconhecidos possa não ser recuperável. Sempre que a quantia escriturada do activo for superior à sua quantia recuperável, deve ser reconhecida uma perda por imparidade, registada de imediato na Demonstração dos resultados na rubrica de Perdas por imparidade. A reversão de perdas por imparidade, reconhecidas em exercícios anteriores, é registada quando há evidências de que estas perdas já não existem ou diminuíram, sendo reconhecida na Demonstração dos resultados, na rubrica de Reversões de perdas por imparidade, e efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida, caso a perda não tivesse sido registada. SUBSÍDIOS DO GOVERNO E APOIOS DO GOVERNO (NCRF 22) Os subsídios governamentais, incluindo os não monetários pelo justo valor, são reconhecidos quando existe segurança de que sejam recebidos e cumpridas as condições exigidas para a sua concessão. Os subsídios à exploração são reconhecidos na Demonstração dos resultados na parte proporcional dos gastos suportados. Os subsídios ao investimento não reembolsáveis para financiamento de activos tangíveis e intangíveis são registados no Capital próprio e reconhecidos na Demonstração dos resultados, proporcionalmente às depreciações/amortizações respectivas dos activos subsidiados. INSTRUMENTOS FINANCEIROS (NCRF 27) Os instrumentos financeiros encontram-se valorizados de acordo com os seguintes critérios: Clientes e outras dívidas de terceiros As dívidas de clientes ou de outros terceiros são registadas pelo seu valor nominal dado que não vencem juros e o efeito do desconto é considerado imaterial. Fornecedores e outras dívidas a terceiros As dívidas a fornecedores ou a outros terceiros são registadas pelo seu valor nominal dado que não vencem juros e o efeito do desconto é considerado imaterial. Periodizações - Relatório Anual 2010 – 44/55 - As transacções são contabilisticamente reconhecidas quando são geradas, independentemente do momento em que são recebidas ou pagas. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes rendimentos e gastos são registados nas rubricas Outras contas a receber e a pagar e Diferimentos. Caixa e Depósitos bancários Os montantes incluídos na rubrica caixa e seus equivalentes correspondem aos valores em caixa e depósitos bancários, ambos imediatamente realizáveis e sem perda de valor. 3.2 - Outras políticas contabilísticas relevantes: 3.3 - Juízos de valor (exceptuando os que envolvem estimativas) que o órgão de gestão fez no processo de aplicação das políticas contabilísticas e que tiveram maior impacte nas quantias reconhecidas nas demonstrações financeiras: Na preparação das Demonstrações financeiras, a Direcção Nacional baseou-se no melhor conhecimento e na experiencia de eventos passados e/ou correntes, considerando determinados pressupostos relativos a eventos futuros. 3.5 - Principais fontes de incerteza das estimativas (envolvendo risco significativo de provocar ajustamento material nas quantias escrituradas de activos e passivos durante o ano financeiro seguinte): As estimativas são baseadas no melhor conhecimento existente em cada momento e nas acções que se planeiam realizar, sendo periodicamente revistas com base na informação disponível. As alterações nos factos e circunstâncias podem conduzir à revisão das estimativas, pelo que os resultados reais futuros poderão diferir daquelas estimativas. 4. Fluxos de caixa: 4.1 - Comentário da gerência sobre a quantia dos saldos significativos de caixa e seus equivalentes que não estão disponíveis para uso: Estão cativos valores dos seguintes depósitos à ordem conforme quadro: Entidade Conta Montante SPEA Observações 158,28 € Fundo maneiro da Sede Nacional SPEA 2.100,00 € Fundo maneiro do Programa Terrestre SPEA 600,00 € Fundo maneiro do Centro Amb. Priôlo SPEA 1.000,00 € Fundo maneiro do Programa Marinho Total 3.858,28 € 4.2 - Desagregação dos valores inscritos na rubrica de caixa e em depósitos bancários. Descrição Total de caixa Total de depósitos bancários Conta Montante Observações 3.858,28 € 548.877,34 € 8. Activos fixos tangíveis: 8.1 - Divulgações sobre activos fixos tangíveis: a) Bases de mensuração usados para determinar a quantia escriturada bruta; b) Métodos de depreciação usados; c) Vidas úteis ou as taxas de depreciação usadas; d) Quantia escriturada bruta e depreciação acumulada (agregada com perdas por imparidade acumuladas) no início e no fim do período; e - Relatório Anual 2010 – 45/55 - e) Reconciliação da quantia escriturada no início e no fim do período mostrando as adições, as revalorizações, as alienações, os activos classificados como detidos para venda, as amortizações, as perdas de imparidade e suas reversões e outras alterações, de acordo com o seguinte quadro: 31–12–2009 Descrição Terrenos e recursos naturais Adições Activos detidos para venda Alienações 31–12–2010 – 3.500 3.500 3.965 3.965 Equipamento básico 112.703,79 37.510 150.214 Equipamento de transporte 174.743,19 26.405 25.523 175.625 Equipamento administrativo 49.017 4.525,74 53.543 23.370 23.370 Activo tangível bruto 363.799 71.940,93 25.523 410.217 Depreciações acumuladas 307.789 26.503,57 25.523 307.789,89 26.503,57 25.523 5.699.068 56.009,51 45.437,18 0 101.447 Edifícios e outras construções Equipamentos biológicos Outros activos tangíveis Investimentos em curso – Activos tangíveis Perdas por imparidade e reversões acumuladas Depreciações acumuladas Activo tangível líquido 5.699.068 8.6 - Depreciação, reconhecida nos resultados ou como parte de um custo de outros activos, durante um período. Os Gastos de depreciação e amortização do período totalizaram o montante de 26.503,57€ 8.7 - Depreciação acumulada no final do período. O valor depreciação e amortizações acumuladas findo exercício do período ascende ao montante de 308.770,13€ 10. Locações: 10.1 - Locações operacionais –Apenas existe um contrato de locação operacional com a Prosonic ( RefªPRO-0709), relativo a uma maquina fotocopiadora instalada na sede Nacional. a) Total dos futuros pagamentos mínimos da locação nas locações operacionais não canceláveis para cada um dos seguintes períodos: i) Não mais de um ano; ii) Mais de um ano e não mais de cinco anos; iii) Mais de cinco anos. LOCAÇÕES OPERACIONAIS Durante o exercício findo em 31 de Dezembro de 2010 foi reconhecido como gastos do exercício o montante de, aproximadamente, 3.115,89 euros relativo a rendas pagas a título de contratos de locação operacional, fundamentalmente relativos a uma maquina fotocopiadora exploradas pela Entidade. Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2010, a Entidade detinha, como locatário, contratos de locação operacional, cujos pagamentos mínimos de locação vencem como segue: Ano N: 3.115,89 € Ano N+1: 3.423,12 € Ano N+2: Ano N+3: 3.423,12 € 3.423,12 € 21. Rédito: 21.1 - Políticas contabilísticas adoptadas para o reconhecimento do rédito incluindo os métodos adoptados para determinar a fase de acabamento de transacções que envolvem a prestação de serviços. - Relatório Anual 2010 – 46/55 - 21.2 - Quantia de cada categoria significativa de rédito reconhecida durante o período incluindo o rédito proveniente de: a) Venda de bens; b) Prestação de serviços; O rédito reconhecido no exercício findo a 31 de Dezembro de 2010 e 2009, apresenta a seguinte decomposição: Rubricas 31–12–2010 Vendas 31–12–2009 Loja SPEA 15.294,05 € 14.628,28 € Prestação de serviços Relatórios Técnicos 2.331,38 € 17.625,43 € 14.628,28 € … TOTAL 23. Subsídios do Governo e apoios do Governo: 23.1 - Política contabilística adoptada para os subsídios do Governo, incluindo os métodos de apresentação adoptados nas demonstrações financeiras. 23.2 - Natureza e extensão dos subsídios do Governo reconhecidos nas demonstrações financeiras e indicação de outras formas de apoio do Governo de que directamente se beneficiou. Relativamente a recebimentos de subsídios Governamentais de destacar co-financiamentos para projectos por parte da Secretária Regional do Ambiente e do Mar (SRAM), Comissão Europeia e Fundação de Ciência e Tecnologia(FCT). Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, os valores recebidos e por receber de subsídios eram os seguintes: 31–12–2010 Subsídio Montante Rédito Subsídio por reconhecer total recebido por receber Subsídios à exploração: do período acum ulado 1.624.936,02 € 161.293,02 € 1.191.025,78 € 433.910,2 24.091,39 € 24.091,39 € 3.011,42 € 21.079,96 € 1.637.027,41 € 1.637.027,41 € 1.182.037,20 € 454.990,02 € Subsídios relacionados com activos: Total 31–12–2009 Subsídio Subsídios à exploração: Montante Rédito Subsídio por reconhec er total recebido por receber 1.784.387,96 € - Relatório Anual 2010 – 47/55 - 1.784.387,96 € do período acumula do 896.678,36 € 887.709,60 € Subsídios relacionados com activos: Total 1.784.387,96 € 1.784.387,96 € 896.678,36 € 887.709,60 € Estes subsídios, destinados ao investimento, encontram-se a ser reconhecidos em resultados, conforme Nota 3, de acordo com o período de vida útil dos activos tangíveis e intangíveis respectivos, tendo sido reconhecido no exercício de 2010 o montante de 3.011,42 euros, relativo a activos tangíveis. 25. Acontecimentos após a data do balanço: 25.1 - Autorização para emissão: As demonstrações financeiras para o exercício findo em 31 de Dezembro de 2010 foram aprovadas pela Direcção e autorizadas para emissão em 28 de Março de 2011. 25.2 - Actualização da divulgação acerca de condições à data do Balanço. Após a data do Balanço não houve conhecimento de eventos ocorridos que afectem o valor dos activos e passivos das demonstrações financeiras do período. 28. Instrumentos financeiros: Práticas contabilísticas 28.1 - Bases de mensuração utilizadas para os instrumentos financeiros e outras políticas contabilísticas utilizadas para a contabilização de instrumentos financeiros relevantes para a compreensão das demonstrações financeiras. Categorias de activos e passivos financeiros 28.2 - Quantia escriturada de cada uma das categorias de activos financeiros e passivos financeiros, no total e para cada um dos tipos significativos de activos e passivos financeiros de entre cada categoria. a) Activos financeiros mensurados ao justo valor por contrapartida em resultados; b) Activos financeiros mensurados ao custo amortizado menos imparidade; c) Instrumentos de capital próprio mensurados ao custo; d) Compromissos de empréstimo mensurados ao custo menos imparidade; e) Passivos financeiros mensurados ao justo valor por contrapartida em resultados; f) Passivos financeiros mensurados ao custo amortizado; g) Activos financeiros para os quais foi reconhecida imparidade, com indicação, para cada uma das classes, separadamente, i) a quantia contabilística que resulta da mensuração ao custo ou custo amortizado e ii) a imparidade acumulada. Clientes/Fornecedores/Accionistas-Sócios/Outras contas a receber e a pagar/Pessoal Estado e outros entes públicos Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, a rubrica de Estado e outros entes públicos apresentava a seguinte decomposição: 31–12–2010 31–12–2009 Corrente Não corrente Total Corrente Não corrente Total Passivos Imposto rendimento sobre o Retenção de impostos sobre rendimentos - Relatório Anual 2010 – 48/55 - 4.604,17 € 4.604,17 € 4153,30 € 4153,30 € Imposto sobre o valor acrescentado 489,59 € 489,59 € Outros impostos Contribuições para segurança social a 13.832,46 € 13.832,46 € 11.156,62 € 11.156,62 € 18.926,22 € 18.926,22 € 15.309,92 € 15.309,92 € Tributos das autarquias locais … Outras tributações Total Diferimentos Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, a rubrica de Diferimentos apresentava a seguinte decomposição: 31–12–2010 31–12–2009 Corrente Não corrente Diferimentos Total Corrente Total Não corrente Activos Gastos a reconhecer 2.275,38 € 2.275,38 € 1.732,88 € 1.732,88 € Total 2.275,38 € 2.275,38 € 1.732,88 € 1.732,88 € 433.910,24 € 433.910,24 € 887.709,60 € 887.709,60 € 433.910,24 € 433.910,24 € 887.709,60 € 887.709,60 € Passivos Rendimentos reconhecer a Total Caixa e Depósitos bancários Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, a rubrica de Caixa e Depósitos bancários apresentava a seguinte decomposição: 31–12–2010 31–12–2009 Caixa e depósitos bancários Activos Caixa Depósitos à ordem Outros depósitos bancários Total 3.858,28 € 10.405,46 € 548.877,34 € 697.037,89 € 2.360,44 € 2360,44 € 555.096,06 € 709.803,79 € Capital próprio Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, a rubrica de Capital próprio apresentava a seguinte decomposição: - Relatório Anual 2010 – 49/55 - 31–12–2010 Capital próprio Capital Acções (quotas) próprias 31–12–2009 82296,40 82296,40 Outros instrumentos de capital próprio Prémios de emissão Reservas legais Outras reservas 13860,08 7.324,02 Resultados transitados -26996,06 -48.130,82 Ajustamentos em activos financeiros Excedentes de revalorização 40091,39 109251,81 41.489,60 Outras variações no capital próprio Total Capital Em 31 de Dezembro de 2010, o capital da Entidade, tem o valor nominal de 159.132,85 euros. Reserva Estatutária De acordo com os estatutos, pelo menos 20% do valor das quotas, aquando de resultado líquido anual positivo, tem de ser destinado ao reforço da Reserva Estatutária. - Relatório Anual 2010 – 50/55 - Relatório de auditoria - Relatório Anual 2010 – 51/55 - - Relatório Anual 2010 – 52/55 - - Relatório Anual 2010 – 53/55 - Parecer do Conselho Fiscal “Exmos. Senhores Associados da SPEA Em cumprimento do disposto na alínea b) do Artigo 11º dos Estatutos da SPEA, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, vem o Conselho Fiscal apresentar à consideração da Assembleia Geral o seu Parecer sobre o Relatório e Contas da Direcção Nacional referente ao exercício de 2010. No respeito pelas funções que lhe estão atribuídas pelos Estatutos e demais legislação aplicável, o Conselho Fiscal acompanhou a actividade da Direcção Nacional e verificou o cumprimento das disposições estatutárias e do Regulamento Interno, nomeadamente através do exame das Demonstrações Financeiras e sua conformidade com a respectiva informação de suporte, no seguimento do que foram efectuadas algumas recomendações, designadamente em matéria de reforço do controlo interno e da tramitação documental entre os distintos pontos de operação da SPEA. Nestes termos, tendo em atenção tanto os resultados favoráveis de diversas auditorias efectuadas pelas instituições comunitárias como o teor do relatório de Auditoria emitido por Oliveira, Reis & Associados, SROC, Lda., de 24 de Março de 2011, ainda que considerada a reserva dele constante, somos de parecer que o Balanço e a Demonstração de Resultados em 31 de Dezembro de 2010, que evidencia um resultado positivo de € 61.881,04 (sessenta e um mil oitocentos e oitenta e um euro e quatro cêntimos), traduzem de forma apropriada a situação económico-financeira naquela data. Desta forma, e face ao exposto, somos de parecer que ‣ Seja aprovado o Relatório e Contas da Direcção Nacional, referente ao exercício de 2010; ‣ Seja aprovada a proposta da Direcção Nacional sobre a aplicação do resultado do exercício, apresentado no relatório anual; ‣ Seja efectuada a apreciação geral da Administração e Fiscalização da SPEA, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves. Lisboa, 25 de Março de 2011” O Conselho Fiscal, José Manuel Azevedo (Presidente) Vítor Couto Gonçalves (Secretário) Filipe Cansado (Relator)” - Relatório Anual 2010 – 54/55 - A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) é uma organização não governamental de Ambiente sem fins lucrativos, que tem por missão trabalhar para o estudo e a conservação das aves e seus habitats, promovendo um desenvolvimento que garanta a viabilidade do património natural para usufruto das gerações futuras. A SPEA é o parceiro português da rede BirdLife International e está actualmente representada no Continente e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. No âmbito da sua actuação, é responsável pela designação e vigilância das Áreas Importantes para as Aves (do inglês Important Bird Areas - IBAs) e por desenvolver projectos de conservação dirigidos a algumas das aves mais ameaçadas na Europa, e seus habitats, nomeadamente, o Sisão, o Priolo e a Freira do Bugio. Dos mais de 3000 sócios que integram a SPEA, inclui-se praticamente toda a comunidade científica e técnica no campo da Ornitologia em Portugal. Para além dos projectos da área da investigação/conservação, a SPEA actua também na área da Sensibilização e Educação Ambiental. Para além disso, dinamiza um vasto programa de actividades, onde se incluem saídas de campo, cursos de ornitologia, acções de voluntariado, palestras, eventos, e edita revistas e livros técnicos e de divulgação geral. A SPEA é ainda promotora da Campanha Ave do Ano – em 2011, a Cagarra será a ave do ano. Como meio privilegiado de comunicação com os sócios, edita a revista quadrimestral Pardela e o boletim digital semanal SPEA On-Line. Esta última é gratuita e acessível a todos, sócios e nãosócios, podendo ser solicitada a sua subscrição através do e-mail [email protected]. As actualidades e informações sobre a SPEA podem também ser conhecidas nas redes sociais Facebook (http://www.facebook.com/spea.Birdlife) e Twitter (https://twitter.com/spea_birdlife). Caso queira ajudar a SPEA, pode fazê-lo de várias formas: ‣ Tornar-se Sócio; ‣ Adquirir artigos da Loja SPEA; ‣ Apoiar a Campanha Ave do Ano; ‣ Fazer um donativo; ‣ Ser Voluntário nas nossas iniciativas e projectos. Visite o nosso site www.spea.pt e fique a conhecer melhor a SPEA! Torne-se Sócio! Avenida João Crisóstomo, 18-4º Dto 1000-179 Lisboa Tel. (+351) 213 220 430 / fax (+351) 213 220 439 www.spea.pt - Relatório Anual 2010 – 55/55 -