1 Ficha Descritiva X Boletim Escolar: Um olhar sobre a Avaliação na Rede Municipal de Guarulhos na ótica dos pais e mães de alunos 1 INTRODUÇÃO 2 Avaliação 2.1 Novas Concepções de Avaliação 2.2 Ficha Descritiva de Avaliação e a Rede Municipal de Guarulhos 3 METODOLOGIA 4 APRESENTAÇÃO DOS DADOS E ANÁLISE DOS RESULTADOS 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 2 RESUMO O trabalho em questão pretendeu investigar a opinião de pais e mães de alunos da Rede Municipal de Guarulhos quanto à Avaliação por meio da Ficha Descritiva. Daí a relevância da pesquisa: a ótica dos pais sobre a forma avaliativa da rede em questão, uma vez que são os imediatos responsáveis pelos cidadãos formados pela escola e, portanto também pelo seu desenvolvimento, sendo sujeitos de primeira importância de ser ouvidos. O objetivo geral se voltou à verificação da opinião que pais e mães dos alunos tinham quanto à forma avaliativa da Rede Municipal de Guarulhos e os específicos para a compreensão do conceito de Avaliação que estes sujeitos tinham, além da opinião acerca do boletim Escolar. Sendo assim os sujeitos desta pesquisa foram 20 pais dos alunos de 5º. Ano. Optamos pelo estudo qualitativo, utilizamos o método de análise de conteúdo, seguindo com análise categorial. O instrumento foi um questionário com duas questões abertas que versavam sobre a opinião acerca da Ficha Descritiva de Avaliação e sobre a preferência destes sujeitos entre a Ficha Descritiva de Avaliação e o Boletim Escolar. A aplicação foi numa escola da região leste da Rede Municipal de Guarulhos. Os dados revelam uma opinião em sua maioria favorável à ficha descritiva de avaliação, no entanto também houve opiniões favoráveis ao boletim escolar, o que enriqueceu a análise, mas ficou evidenciada preferência à Ficha Descritiva de Avaliação com esclarecimentos plausíveis. Palavras - chave: Ficha Descritiva. Boletim Escolar. Avaliação. 3 ABSTRACT The work in question sought to investigate the opinion of parents of students of Municipal Guarulhos regarding the evaluation through the Fact Sheet . Hence the relevance of the research : the parents' view on the evaluation form of the network , since they are responsible for the immediate citizens trained by the school and therefore also for its development , being subject of prime importance to be heard . The overall goal turned the verification of the opinion that parents of the students had about the evaluative form of Municipal Guarulhos and specific to understanding the concept of rating these guys had , beyond belief about the School newsletter . Therefore the subjects in this study were 20 parents of students in 5th . Year We chose qualitative study , we used the method of content analysis , according to categorical analysis . The instrument was a questionnaire with two open-ended questions that focused on the impression of the Fact Sheet and Evaluation on the preference of subjects between the Descriptive Data Evaluation and Report Card . The application was a school in the eastern region of the Municipal Guarulhos . The data reveal an opinion in favor of a descriptive evaluation form majority, however there were also favorable to the school newsletter , which enriched the analysis reviews , but it was obvious preference to the Fact Sheet Assessment with plausible explanations . Keywords: Fact Sheet. Report Card. Assessment. 4 1 INTRODUÇÃO Em meio a um tempo de mudanças, adaptações são necessárias, as exigências externas tem aumentado de maneira veloz, ao ponto de necessitarmos recrutar a reflexão e reavaliação de maneira muito mais constante, isso apenas para nos situarmos. Tendo em vista as quebras de paradigmas e necessidade de mudança em práxis, surge esse trabalho advindo do curso de especialização em Ética, valores e saúde na escola, cursado justamente com a expectativa de modelar o olhar para essas temáticas as quais se mostram complexas demais no dia-a-dia dos profissionais da educação. A princípio a ideia para este trabalho percorria outra dimensão, o tema seria outro: “Rede Municipal de Guarulhos: Ficha descritiva X boletim escolar: Qual deles atende de maneira mais eficiente as exigências avaliativas do MEC.”, o que demandaria uma investigação profunda sobre cada um dos aspectos mencionados. No entanto, por escassez de tempo (dois meses), optou-se pela realização de um trabalho que investigasse a opinião de pais e mães de alunos quanto à Avaliação por meio da ficha descritiva, o que nos revelaria a ótica dos pais sobre a forma avaliativa da rede em questão, o que se mostra relevante à medida que eles são os imediatos responsáveis pelos cidadãos formados pela escola e, portanto também responsáveis pelo desenvolvimento dos seus, bem como seus problemas e obstáculos. Deixamos a primeira ideia guardada para futuras investigações. Para o momento, convido a leitura dessa pesquisa, que teve como ponto de partida um problema: “Qual a opinião de pais e mães de alunos da Rede Municipal de Guarulhos quanto à avaliação por meio da ficha descritiva?”; um objetivo geral: “Verificar a opinião que pais e mães dos alunos da Rede Municipal de Guarulhos têm quanto à forma avaliativa da Rede Municipal de Guarulhos”; e dois objetivos específicos que giraram em volta da verificação da compreensão de avaliação que os pais e mães de alunos têm e da observação da opinião dos pais acerca do boletim escolar e da ficha descritiva. 5 Vale a pena destacar que essa pesquisa surgiu a partir de murmúrios e inquietações no interior da escola, por parte dos professores, o que despertou o interesse de saber quais eram os sentimentos dos pais acerca do instrumento de avaliação da Rede, verificar se seriam as mesmas do interior da escola, então surgiram as hipóteses que norteou todo o processo investigativo a primeira era: acredita-se que os pais e mães dos alunos têm uma compreensão de que a ficha descritiva não atende as expectativas de mensurar aprendizagem dos alunos; a segunda: Supõe-se que os pais e mães de alunos têm uma compreensão quantitativa de avaliação relacionada à nota (0-10) e valorizam essa forma de avaliação; e a terceira: acredita-se que os pais e mães não compreendem o papel da avaliação qualitativa através da ficha descritiva e relatem a falta do boletim escolar. Fomos à campo em busca dos sujeitos pais e mães dos alunos da Rede Municipal da Cidade de Guarulhos. Os dados obtidos na pesquisa sinalizam para uma satisfação acerca da ficha descritiva de avaliação, mas também houve evidências de que alguns pais e mães de alunos sentem falta do registro quantitativo de notas (0-10), sendo que a maioria dos sujeitos apresenta compreensão do vem a ser avaliação através da ficha descritiva. 2. Avaliação A avaliação escolar atual é concebida de maneira teórica tradicional, a qual mantém a expectativa de um ensino mecânico e reprodutor das condições sociais. Leite e Kager (2009, p.109-134). Avaliação é o resultado direto das práticas escolares, segundo Kager (2006) ela é parte do processo da mediação pedagógica do professor que envolve, também, aspectos afetivos, não se restringindo apenas à dimensão cognitiva. Os alunos não são simplesmente avaliados, cada um deles sente a avaliação de forma diferente, e no formato atual de avaliação, aspectos afetivos não são levados em consideração. Em 1984 Luckesi já subdividiu o modelo de avaliação que perpetua até hoje em três tipos pedagógicos: a tradicional, a renovada e a tecnicista, tipos estes 6 que vão contra a pedagogia libertadora de Paulo Freire, e a pedagogia sóciocultural de Dermeval Saviani. Sendo assim se têm em discussão duas formas pedagógicas de avaliação antagônicas: a tradicional, que zela pela reprodução de conceitos sociais através de um profissional autoritário cúmplice dessa zeladoria e a libertadora que prega a necessidade de transformação dos conceitos sociais, através de um profissional que valorize a construção autônoma de cada indivíduo. Leite e Kager (2009, p.109-134). É indispensável discutir avaliação estabelecendo relação imediata com o as novas concepções que estão surgindo, portanto segue uma breve mostra de pesquisas desenvolvidas na área, que utilizam de várias terminologias, mas possuem objetivos muito em comum, inovações que proporcionem para a educação, meios de avaliação mais eficientes. 2.1 Novas Concepções de Avaliação Nas últimas décadas houve várias mudanças na concepção de ensino aprendizagem, portanto “O saber não pode mais ser considerado como algo estático, e muito menos ser exclusividade da escola.”, são esses os argumentos utilizados por Vieira (2002, p. 149-153), quando apresenta o portifólio como um instrumento promissor para avaliação, o qual segundo ela apresenta clareza ao professor, quanto a aprendizagem do aluno, e referência ao aluno quanto ao que necessitam aprender. Nesse contexto de mudanças nas concepções de ensino e aprendizagem, surge como proposta uma modalidade de avaliação advinda do campo da arte: o portfólio. Nos Estados Unidos da América, o uso do portfólio no meio educativo adquiriu um significado tão importante, que levou a Association for Supervision and Curriculum, a considerá-lo como uma das três metodologias de topo, atualmente em uso naquele país (Sá-Chaves, 2000). Para Seldin & cols. (1998), o portfólio tem sido usado no Canadá, por quase 20 anos, onde é chamado de dossiê de ensino e, atualmente, tem sido adotado ou testado por mais de 1.000 universidades nos Estados Unidos. 7 E a partir de uma pesquisa que envolveu alunos, os reais sujeitos da avaliação, verificou-se que o trabalho com portifólio favoreceu a compreensão dos objetivos de aprendizagem e as notas de todos ficaram entre 7,5 e 9,0, o que segundo a autora foi apenas um “reflexo da aceitação e funcionamento do sistema portifólio de avaliação (...)”. Vieira (2002, p. 149-153). Em uma pesquisa que objetivou e constatou “os efeitos aversivos das práticas de avaliação da aprendizagem escolar” Leite e Kager (2009, p.109134), fundamentado em outros teóricos, como Luckesi (1984, p.12) e outros, propõem a avaliação diagnóstica como uma “alternativa viável visto que, nesta perspectiva, o ato de avaliar implica decisões sempre a favor do aluno (...)”, e acrescenta que deve representar um momento de reflexão, que resulte em transformações na condição de ensino, visando a lapidação do processo de apropriação por parte do aluno, e para ele tal avaliação independe de um sistema superior, ela nasce dentro da escola. O primeiro passo seria um posicionamento claro e explícito sobre o tipo de sociedade e de cidadão que se pretende formar. Um segundo ponto seria a conversão/conscientização de cada educador para novos rumos da prática educacional. No entanto, essa conscientização deve ser traduzida em práticas pedagógicas assumidas pelo coletivo dos educadores da escola. O último aspecto a ser considerado refere-se ao resgate da avaliação em sua função diagnóstica: mesmo numa sociedade produtora de exclusão social, é possível rever e alterar os rumos das práticas tradicionais de avaliação. Para isso, o professor deve estar comprometido com uma escola inclusiva, que esteja preocupada com o crescimento e o desenvolvimento integral dos alunos. Em 2010, Bertagna, publicou um estudo quanto à avaliação e a progressão continuada, onde investigou a realidade de uma escola, acompanhando alunos de todos os ciclos do ensino fundamental I, o qual evidenciou que a função da progressão continuada, não conseguiu causar avanços “no sentido de mudança de concepção de avaliação, ou mesmo na cultura avaliativa e escolar, como a proposta do regime de progressão continuada apontava nos documentos oficiais”. No decorrer de sua pesquisa, ela compartilha que uma prática avaliativa com menos foco em provas classificatórias fora possível na escola em questão graças a discussão da progressão continuada em sua 8 essência e a implantação da ficha descritiva de avaliação como instrumento de avaliação. A adoção desta prática permitiu aos professores — com exceção das professoras que acreditam na prova como um instrumento principal de avaliação — discutir outras formas de avaliar, além das provas e das formas que tradicional mente estavam acostumados a praticar, mas transferiu todos os demais instrumentos para o âmbito da avaliação pessoal do professor sobre o aluno. Bertagna (2010). Embora esse processo de implantação tenha tido seus pontos favoráveis, a autora fez questão de levantar, as opiniões de Dalben (1998, p. 208-9), que ao analisar a ficha descritiva, “alertou para algumas dificuldades provenientes desse recurso”. [..] é possível admitir-se que não será com a introdução de uma avaliação do tipo qualitativo-descritivo que se poderá alterar o processo unidirecional e, por isso autoritário, de que vem se revestindo a avaliação escolar, porque ela permanece totalmente dependente da postura e do olhar do avaliador na leitura da realidade pedagógica (Dalben, 1998, p. 208-9). Ao abandonar as provas ou aplicá-las somente para cumprir um ritual, o professor pautava a sua avaliação nas fichas descritivas e nos julgamentos e juízos constituídos no dia a dia escolar. Ele passou a valorizar a avaliação informal em detrimento da avaliação formal e a transformar as avaliações informais em notas ou conceitos que, de certa maneira, ainda se constituíam em uma forma de representar o rendimento escolar do aluno. Bertagna (2010). Mesmo com opiniões negativas e relevantes a cerca da ficha descritiva de avaliação e da comprovação em pesquisa da prática inadequada de professores, quanto a esse recurso, há quem acredite que a avaliação deve seguir o canto de avaliação entoado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), como Jussara Hoffmann (1995, p. 21) que alerta para que “a avaliação deixe de ser o momento terminal do processo educativo [...] para se transformar na busca incessante de compreensão das dificuldades do educando e na dinamização de novas oportunidades de conhecimento”. Vieira e Sforni (2010, p.45-57). A avaliação subsidia o professor com elementos para uma reflexão contínua sobre a sua prática, sobre a criação de novos instrumentos de trabalho e a retomada de aspectos que devem ser revistos, ajustados ou reconhecidos como adequados para o processo de aprendizagem individual ou de todo o grupo (BRASIL, 1997, p. 81). 9 A ficha descritiva é um dos instrumentos de avaliação que busca preencher a lacuna de uma nova perspectiva de avaliação, sabe-se que todo processo de mudança é turbulento em sua implantação, e à medida que se tem ideias de avaliação tão ricas em legislação, e práticas tão controversas, conclui-se que de fato ainda há muitos pontos a ser refletidos, portanto para continuidade da análise abordaremos de maneira geral as expectativas da Rede Municipal de Guarulhos, em aquisição e manutenção da ficha descritiva de avaliação como instrumento oficial de avaliação. 2.2 Ficha Descritiva de Avaliação e a Rede Municipal de Guarulhos O modelo de ficha de avaliação descritiva utilizadas durante essa pesquisa (Anexo – C) está em vigor na Rede desde agosto de 2007, com objetivo geral de: “elaborar a síntese do acompanhamento do aprendizado e desenvolvimento integral de cada educando, a fim de avaliar o processo de construção de saberes e aprendizagens priorizados para cada tempo da vida e fornecer subsídios para a prática pedagógica” Guarulhos (2007, p.5). Mas como o processo de avaliação depende de constantes mudanças para que mantenha sua qualidade em fevereiro de 2010 a Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos, resolveu reavaliar o meio de avaliação que estava sendo utilizado com os alunos de sua Rede, então: “via Departamento de Orientações Educacionais e Pedagógicas (DOEP), solicitou que todos os educandos e equipes gestoras, em suas respectivas escolas, respondessem individualmente a duas questões: a) Qual é a Avaliação que desejamos em nossa escola? b) Em relação à Ficha Descritiva em uso na Rede, destaque pontos positivos, negativos e dê sugestões.” Guarulhos (2011). Esta pesquisa e seus resultados serviram de estudo sobre a concepção de avaliação da Rede, então no dia 20 de março e dia 14 de abril de 2010, a coordenadoria pedagógica da Rede, objetivando aprofundamento em concepção de avaliação, encontrou-se com o professor Celso dos Santos 10 Vasconcellos, um defensor de uma educação que promova, de fato, a aprendizagem e a autonomia dos educandos. No dia 24 de junho de 2010 chegou às escolas um “texto-síntese”, contendo 26 páginas, cujo título era “Proposta curricular: avaliação da aprendizagem e seus registros”, este texto discursava a respeito dos dados interpretados em pesquisa, que mostrava a opiniões e participação efetiva dos membros da escola bem como a nova concepção de avaliação formada a partir de então, os seus sub-tópicos discursava sobre avaliação como componente indissociável do processo educativo, em oposição ao caráter excludente da avaliação ressaltaram a importância da avaliação em sua essência diagnóstica, também abordaram a necessidade de ter como recurso avaliativo algo que ao mesmo tempo contemplasse a avaliação de todos e não deixasse de mostrar a individualidade dos educando, enfatizando também a importância da prática educacional ficar claramente registrada nesse documento avaliativo. Guarulhos (2010, p. 1-7). Entre os dias 11 e 15 de abril de 2011, foi realizado um “laboratório” com nove escolas da Rede sobre uma nova proposta estrutural da ficha descritiva e avaliação (Anexo - D), visando discutir “como este Registro pode descrever de maneira real e eficiente o processo de aprendizagem e desenvolvimento de nosso educando, constituindo-se em um instrumento diagnóstico da formação humana.” Guarulhos (2011 p.01). A partir de todo este estudo fora construída um novo formato de ficha descritiva de avaliação (Anexo – D) que entrará em vigor em 2012, e como evidenciam os documentos, fora pensada por todo meio escolar, ainda no dia 02 de setembro de 2011, chegou as escolas, orientação para a realização de uma “Parada do Registro-Síntese do Processo Avaliativo”, onde mais uma vez a escola foi recrutada em “apreciação, discussão e possíveis intervenções”, quanto a ficha descritiva, chegado o dia da parada pedagógica que fora dia 13 de setembro de 2011, os profissionais da escola foram convocados a realizar uma discussão coletiva e analítica sobre todos os itens do novo registro: 11 cabeçalho, legenda, finalidades, campo dos objetivos, registro de faltas, relatório semestral e auto avaliação do educando, da mesma forma fora discutido o texto de “orientação para o preenchimento de registro-síntese do processo avaliativo’, que foi enviado juntamente com as demais orientações. Guarulhos (2011). Dias depois os pais também foram convidados a responder em discussão e análise, bem como fora feito entre os professores e gestores. Nesse sentido fica claro o que também está descrito na proposta curricular da Secretaria de Educação de Guarulhos, também chamado Quadro de Saberes Necessários (QSN), evidencia seus horizontes da seguinte forma: (...) projeto socientário que repensa, criticamente, as bases sociais, econômicas e políticas de nossa sociedade, visando à construção de uma realidade em que se possibilite concretamente o direito à vida, à educação e aos direitos fundamentais dos sujeitos históricos. (2010, p.15) Esse tópico mostrou um pouco da história, objetivos e metas da Rede de Guarulhos, quando optou pela avaliação descritiva, sob as reflexões mais atuais que permeiam o meio escolar em Guarulhos, a partir desse tópico, passamos para a metodologia desse trabalho, onde é possível verificar a forma de estudo realizado, bem como as explicitações que fundamentaram a realização dessa pesquisa. 3. METODOLOGIA Optamos por realizar um estudo quali-quantitativo, já que é o que mais se adéqua às nossas intenções. De acordo com Dantas e Cavalcante (2006) a pesquisa qualitativa completa a quantitativa, portanto enquadramos a pesquisa como quali-quantitativa, para maior clareza metodológica. Tem caráter exploratório, isto é, estimula os entrevistados a pensarem livremente sobre algum tema, objeto ou conceito. Mostra aspectos subjetivos e atingem motivações não explícitas, ou mesmo conscientes, de maneira espontânea. É utilizada quando se busca 12 percepções e entendimento sobre a natureza geral de uma questão, abrindo espaço para a interpretação. É uma pesquisa indutiva, isto é, o pesquisador desenvolve conceitos, idéias e entendimentos a partir de padrões encontrados nos dados, ao invés de coletar dados para comprovar teorias, hipóteses e modelos pré-concebidos. É mais adequada para apurar opiniões e atitudes explícitas e conscientes dos entrevistados, pois utiliza instrumentos estruturados (questionários). Deve ser representativa de um determinado universo de modo que seus dados possam ser generalizados e projetados para aquele universo. Seu objetivo é mensurar e permitir o teste de hipóteses, já que os resultados são concretos e menos passíveis de erros de interpretação. Em muitos casos cria-se índices que podem ser comparados ao longo do tempo, permitindo traçar um histórico de informação. Mostra-se apropriada quando existe a possibilidade de medidas quantificáveis de variáveis e inferências a partir de amostras numéricas, ou busca padrões numéricos relacionados a conceitos cotidianos. Realizamos pesquisa bibliográfica e de campo. Severino (2007, p.122-123). Na pesquisa bibliográfica fora investigado os mais atuais registros como artigos, livros e teses ligados ao tema. Na pesquisa de campo, fomos à Escola em busca do nosso público alvo, para que respondesse a duas questões abertas que versavam sobre a opinião, preferência e justificativas sobre a ficha descritiva de avaliação da Rede Municipal de Guarulhos. Para tratamento dos dados obtidos no trabalho de campo, a metodologia utilizada fundamenta-se nos pressupostos do método de Análise de Conteúdo, definidos por Bardin (1977, p. 42), como: (...) um conjunto de técnicas de análise das comunicações, visando obter, por procedimentos objetivos e sistemáticos de descrição de conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção destas mensagens. Para além da análise de conteúdo, também realizamos pesquisa bibliográfica e de campo. Severino (2007, p.122-123). Em pesquisa bibliográfica fora investigado os mais atuais registros como artigos, livros e teses ligados ao tema, já em pesquisa de campo, fora proposto ao público alvo, que respondesse a duas questões abertas que versavam acerca da opinião, preferência e justificativas, quanto a ficha descritiva de avaliação tendo como meio avaliativo para comparação o boletim escolar (Anexo-A). Logo a 13 metodologia desse trabalho não poderia ser outra, pois como descreve Severino (2007, p.121) tal metodologia trata e analisa informações de um documento, sob diferentes linguagens. (...) Trata-se de se compreender criticamente o sentido manifesto ou oculto das comunicações. Envolve, portanto, a análise do conteúdo das mensagens, os enunciados dos discursos, a buscado significado das mensagens. As linguagens, a expressão verbal, os enunciados, são vistos como indicadores significativos, indispensáveis para a compreensão dos problemas ligados às práticas humanas e a seus componentes psicossociais. As mensagens podem ser verbais (orais ou escritas), gestuais, figurativas, documentais. Escolhida a modalidade da metodologia, e na expectativa de cumprir o objetivo geral desse trabalho, fora escolhido como público alvo os pais e mães de alunos do 5º ano E do ensino fundamental I, estudantes de uma Escola da Rede Municipal de Guarulhos, localizada em um bairro de periferia da Região Leste da Cidade. A escolha por esses sujeitos foi feita por se tratar dos responsáveis imediatos da sala de aula que a autora deste trabalho leciona no ano letivo de 2011. Assim, após autorização da gestão escolar (Anexo - B), fora aplicado o questionário aos 20 pais presentes na reunião de pais do 2º bimestre realizada normalmente, para recebimento das fichas descritivas de avaliação, e trocas verbais, entre pais e professores, acerca dos alunos e do processo de ensinoaprendizagem dos mesmos. A variável que houve nessa reunião, foi a aplicação do questionário, entregue após o discurso de que se tratava de uma pesquisa de opinião, pois havia uma preocupação da unidade escolar em saber o que os responsáveis dos alunos, pensavam a respeito do instrumento de avaliação da Rede. Essa coleta de dados forneceu subsídios teóricos para a escolha do procedimento metodológico específico: Análise Categorial, que segundo Bardin (1977, p.37): (...) pretende tomar em consideração a totalidade de um texto, passando-o pelo crivo da classificação e do recenseamento, segundo a freqüência de presença (ou de ausência) de itens de sentido. Isso 14 pode constituir um primeiro passo, obedecendo ao princípio de objetividade e racionalizando através de números e percentagem, uma interpretação que, sem ela, teria de ser sujeita a aval. É o método das categorias, espécie de gavetas ou rubricas significativas que permitem a classificação dos elementos de significação constitutivas, da mensagem. É, portanto, um método taxionômico bem concebido para (...) introduzir uma ordem, segundo certos critérios, na desordem aparente. A decisão pela utilização da Análise Categorial Temática se deu por sua adequação ao estudo da comunicação social, pois procura identificar os núcleos de sentido dos enunciados, sendo que “a presença ou frequência de aparição, pode significar alguma coisa para o objetivo analítico escolhido” (Bardin, 1997, p. 105), principalmente porque o objetivo intrínseco do trabalho é analisar as opiniões, preferências e justificativas. Recolhidos os instrumentos de pesquisa, realizou-se a análise das respostas, iniciada com uma leitura flutuante do material coletado, processo que “consiste em estabelecer contacto com os documentos a analisar e em conhecer o texto deixando-se invadir por impressões e orientações” Bardin (2010, p. 122). Então apareceram em grifos as citações mais relevantes, definindo assim as unidades de registro, que deu origem a diferentes núcleos de sentido que constituíam a comunicação, e as categorias que foram elaboradas após a análise dos instrumentos de pesquisa, a partir da correspondência entre a significação e a lógica do senso comum. E para qualidade na categorização, seguiu-se as indicações de Bardin (2010, p. 38): 1- exclusão mútua, encaixando cada elemento em uma única categoria; 2- homogeneidade para definir cada categoria; 3pertinência às intenções do trabalho; 4- objetividade e fidelidade, com indicadores claros para evitar distorções e subjetividade; 5produtividade das categorias, dando margem às inferências. Na análise dos dados fornecidos pela primeira questão, que versava sobre a opinião dos participantes, apareceram categorias subdivididas em favoráveis, não favoráveis e não respondeu. E na análise dos dados fornecidos pela segunda questão, que versava sobre a preferência quanto aos meios de avaliação, apareceram categorias subdivididas em ficha descritiva de avaliação, boletim escolar e não deu preferência. Todas as categorias foram 15 criadas com base nas declarações dos sujeitos pesquisados. Será possível apreciação detalhada desses dados no tópico a seguir. 4. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS Seguiremos com a apresentação dos dados obtidos em nossa pesquisa. Na intenção de facilitar a apresentação e a análise dos dados coletados, foram elaboradas 2 (duas) tabelas. A primeira se refere às unidades de registro determinadas pelas respostas da 1ª questão do instrumento de pesquisa e apresenta a opinião dos sujeitos sobre a ficha descritiva de avaliação. A segunda tabela, que corresponde à segunda questão do instrumento, enumera os sujeitos participantes, apresenta a preferência dos responsáveis, junto aos respectivos “porquês” citados pelos mesmos; E para melhor visualização essa 2ª tabela é precedida de um gráfico fundamentado no estudo concomitante das duas questões, que apresenta sinteticamente o percentual das preferências, colocando ficha descritiva X boletim escolar. Para uma melhor organização dos dados obtidos nessa questão optamos por abrir categorias, definidas com base no material coletado. Seguimos então com as especificações das categorias de opiniões favoráveis a ficha descritiva de avaliação. No que se refere à primeira questão, a primeira categoria: “Mostra o Desenvolvimento” foi composta de respostas relacionadas ao desempenho, rendimento e progresso, no sentido de acompanhamento do processo geral de aprendizagem do aluno. A segunda categoria: “É Individualizada” contém citações que consideraram a ficha clara, detalhada e, sobretudo particular. A terceira categoria: “Revela os Sentimentos do Aluno”: compreende citações em que o responsável considera possível, ver e entender a como se dá a participação, colaboração, sentimentos, comportamentos e expectativas dos alunos na rotina escolar. A quarta categoria: “Possibilita Intervenção dos 16 Responsáveis”: fora elencada pelas citações em relação à correção do aluno e colaboração com o professor. Agora, vejamos as especificações das categorias que surgiram, mas de opiniões não favoráveis a ficha descritiva de avaliação. A primeira categoria: “Relativa e Vaga” refere-se a citações em que foram mencionados os referidos termos e a segunda e última categoria: “Ilusória” compreende as citações em que o sujeito descreve que o instrumento em análise da seguinte forma: “não fala a real avaliação”. (Sujeito 13). (Anexo – E) Na tabela a seguir é possível visualizar a quantidade de citações e o percentual de concordâncias, totalizando 37 citações favoráveis. No que se refere às não favoráveis, total de 4 citações, esclarecemos que todas foram retiradas de um mesmo sujeito , motivo pelo qual o número de citações da tabela 1, não casará com o nº( tira as siglas e escreva a palavra número) de sujeitos que participaram da coleta. Ainda na tabela 1, é possível verificar o nº e percentual dos participantes que responderam a questão, porém não com a opinião, como foi proposto. Cumprida a tarefa de explicitar o conteúdo das categorias da tabela 1, apresentaremos os dados da primeira questão do instrumento de pesquisa que solicitava ao leitor da seguinte forma: “Dê a sua opinião sobre a ficha descritiva de avaliação.” Tabela 1 – Categorização das Unidades de Registro das Opiniões sobre Ficha Descritiva de Avaliação. OPINIÕES SOBRE A FICHA DESCRITIVA DE AVALIAÇÃO Opiniões Categorias 1.Mostra o Desenvolvimento Nº. e % Arredondados das CITAÇÕES dos investigados 12 32,4 % 17 Favoráveis NÃO Favoráveis NÃO deu a Opinião 2.É individualizada 3.Revela os sentimentos do aluno 4.Possibilita Intervenção dos Responsáveis 1. Relativa e Vaga 15 7 3 3 40,5 % 18,9 % 8,1% 75 % 2.É Ilusória 1 25 % 1. Não respondeu 1 25% Essa tabela deixa claro o fato da ficha descritiva de avaliação ser um meio de avaliação que satisfaz a maioria dos pais em questão, a medida que houveram trinta e sete opiniões favoráveis, contra apenas cinco não favoráveis, cinco estas, que por estar em menor quantidade, não são menos relevantes, vale lembrarmos aqui o que menciona o autor Dalben (1998, p. 208 e 209), presente no tópico Novas Concepções e Avaliação, do quadro teórico desse trabalho. [..] é possível admitir-se que não será com a introdução de uma avaliação do tipo qualitativo-descritivo que se poderá alterar o processo unidirecional e, por isso autoritário, de que vem se revestindo a avaliação escolar, porque ela permanece totalmente dependente da postura e do olhar do avaliador na leitura da realidade pedagógica. Inferimos que as opiniões não favoráveis apresentadas, tenham intima ligação com o aspecto negativo da ficha descritiva, levantado por Dalbem, pois se no momento de descrição o profissional da educação manter-se confuso nas idéias acerca do aluno, utilizar palavras metafóricas, pouco objetivas, ou simplesmente não atentar-se a individualidade do aluno em questão, pode ser que quando o seu responsável iniciar a leitura, ele simplesmente não entenda os dizeres ali colocados, e se assim o for, para esse sujeito, esse meio de avaliação não terá valor, parecerá “relativa, vaga e ilusória”, como levantaram em categoria. No modelo atual de ficha descritiva de avaliação (Anexo – C), de fato o sujeito fica “totalmente dependente da postura e do olhar do avaliador na leitura da realidade pedagógica”, pois há eixos, porem não há uma legenda referencial que nivele aproximadamente os conhecimentos dos alunos aos critérios ali elencados, daí a “relatividade” colocada pelo sujeito, o mesmo lê uma série de informações, mas não consegue comparar, categorizar, conforme fora alienado pelo modelo conservador de avaliação. 18 O Departamento de Orientação Pedagógicas da Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos, em um texto por título: Proposta Curricular: avaliação da aprendizagem e seus registros; fundamenta esses pontos negativos de outra forma, a partir de pesquisa buscando melhorias no formato avaliativo, já mencionada no quadro teórico desse trabalho, no tópico Ficha Descritiva de Avaliação e a Rede Municipal de Guarulhos, a prefeitura menciona que: Segundo a maioria das escolas da Rede, a Ficha Descritiva induz a repetição, pois é pouco aprofundada e faz com que o educador utilize frases já prontas, por se ver diante das mesmas questões desnecessariamente. O que se relaciona com isso também é a sua extensão, ou seja, ela é, por assim dizer, prolixa e cansativa, o que faz com que se perca o aspecto da objetividade, não servindo, como a Rede salientou, para o desenvolvimento integral do educando. Por isso, o instrumento e seu preenchimento se tornam burocráticos, pois não servem de consulta para os pais, contrariamente ao que se salientou em outros pontos. A Ficha Descritiva não é suficiente para dar ao pai elementos para pensar o desenvolvimento de seu(sua) filho(filha) e o dele próprio quando educando, o que é ocasionado pela terminologia incompreensível e desconhecida para ele. Guarulhos (2010, p.14). Tal reconhecimento, por parte da Rede, revelada em pesquisa representa a intenção em minimizar os aspectos negativos, e, portanto construir um instrumento de avaliação descritivo, mas totalmente benéfico ao educando e a compreensão facilitados de todos os interessados e envolvidos (profissionais da educação, pais e educandos). Partindo agora para as opiniões favoráveis, trazemos a tona às ideias de Leite e Kager (2009, p. 109-134), também presente no quadro teórico desse trabalho, mas no tópico Avaliação, pois suas idéias corroboram com as opiniões favoráveis, que surgiram nessa pesquisa. (...)é importante ressaltar a necessidade do resgate da avaliação como função diagnóstica. Através dessa função, a avaliação é planejada e desenvolvida como uma situação de reflexão, preferencialmente envolvendo o conjunto dos educadores da escola, no sentido de buscar não só o avanço cognitivo dos alunos, mas propiciar as condições afetivas que contribuam para o estabelecimento de vínculos positivos entre os alunos e os conteúdos escolares. Com a função diagnóstica, a avaliação pode auxiliar o progresso e o crescimento do aluno, através do aprimoramento das condições de ensino. 19 O fato dos sujeitos da pesquisa ter em sua maioria citado algo peculiar a primeira categoria “Mostra o Desenvolvimento” demonstra que de certa forma a avaliação no formato descritivo precede uma avaliação diagnóstica que rompe com o modelo tradicional, esses dados ainda se reafirma, pelo aparecimento de sete citações favoráveis na categoria “Revela os sentimentos do aluno”, já que para Leite Leite e Kager (2009, p. 109-134), uma avaliação diagnóstica, vai além dos interesses cognitivos e “estabelece vínculos positivos entre os alunos e os conteúdos escolares”, a partir de condições afetivas, condições essas que foram perceptíveis aos sujeitos que deram origem a essa categoria, através da ficha descritiva como meio de avaliação. Ainda no texto, Proposta Curricular: avaliação da aprendizagem e seus registros, a Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos levanta os aspectos positivos, também reconhecidos na categoria “É individualizada”, onde tivemos o maior número de citações, o que deixa claro que o fator particularidade, fica bem evidenciado através da ficha descritiva de avaliação. A Ficha Descritiva, para a maioria das escolas da Rede, enfoca o desenvolvimento individual e particular do educando, observando sua trajetória em todos os aspectos. Com finalidade do registro da formação integral, ela visa aos saberes necessários e contempla aqueles priorizados para cada Tempo de Vida. Além de respeitar aos Tempos de Vida dos educandos e, considerando suas experiências e trajetórias, o instrumento abrange todas as áreas do conhecimento, bem como suas habilidades e aptidões. Dessa maneira, segundo as escolas, a Ficha Descritiva é um subsídio para intervenções pedagógicas posteriores e, por isso, serve como parâmetro de continuidade do trabalho para o educador no ano seguinte. Guarulhos (2010, p.8). Logo se há um concordância entre as escolas, que o instrumento é favorável aos aspectos de individualidade e de subsídio para intervenções pedagógicas, valida-se a categoria “Possibilita Intervenção dos Responsáveis”, pois os pais são, além de imediatos responsáveis, educadores, e se a ficha descritiva consegue ser clara nesses sentidos a medida que três sujeitos distintos conseguiram identificá-los através de uma imediata leitura, é possível, sim, que mesma resulte em intervenções familiares, quanto aos assuntos escolares. 20 Em resposta a pesquisa realizada pela Rede, foi elaborado um novo instrumento de avaliação ainda descritivo, mas em uma estrutura diferente (Anexo – D), como as opiniões dos pais dessa pesquisa estão em consonância com os dados da pesquisa da Rede, talvez esse novo modelo também reflita em mais satisfações, e sanando as insatisfações dos nossos sujeitos. Cumprida a tarefa de detalhar a primeira questão, de acordo com a tabela 1, passaremos à segunda questão, que trata da preferência dos responsáveis dos alunos em relação aos instrumentos de avaliação. O questionamento fora feito da seguinte forma: Questão 2- “O que você prefere receber a ficha descritiva de avaliação, ou um boletim onde conste as notas referentes a cada disciplina? ( ) Ficha descritiva ( ) Boletim – Por quê?”. Com objetivo de maior clareza quantitativa fora elaborado um gráfico que mostra de maneira resumida, o percentual assinalado na parte b da segunda questão, onde os sujeitos apenas assinalavam com um X a sua preferência. 60% 50% 40% 30% 20% 10% Boletim Escolar 0% Preferem Boletim Preferem Ficha Escolar Descritiva de Avaliação Prefere os Dois Ficha Descritiva de Avaliação Prefere os Dois Gráfico 1 – Apresentação sintética com o percentual do ranque das preferências, colocando ficha descritiva X boletim escolar. De acordo com o gráfico acima é possível vislumbrarmos que 55% dos sujeitos preferem a ficha descritiva de avaliação. Segundo Hoffmann (1995, p. 21), talvez isso represente o entendimento dos pais, quanto a necessidade da 21 avaliação deixar de ser “(...) o momento terminal do processo educativo [...] e de se transformar na busca incessante de compreensão das dificuldades do educando e na dinamização de novas oportunidades de conhecimento”. Vieira e Sforni (2010, p.45-57). Conforme a citação do sujeito 2, presente em anexos: “Por ser a forma correta de se demonstrar a evolução do aluno... facilita a compreensão dos pais em relação aos filhos de maneira geral”, que é complementada pela citação do sujeito 10: “Nesta ficha eu sei exatamente o que acontece com a minha filha, sei o seu desenvolvimento com a visão da professora. E assim eu posso ajudar no que ainda não está bom. De certa forma é um meio de comunicação pais e professor.”; Destaca-se que ambos os sujeitos demonstram entendimento de que a avaliação deve ser algo continuo, que depende da comunicação entre a família e a escola, que ela apresenta evolução, e que portanto é mutável, apresenta as dificuldades gerais, mas ao mesmo tempo permite reflexão e intervenção. (Anexo – E). Vê-se também que 40%, número significante de responsáveis, preferem o boletim escolar, o que segundo Leite e Kager (2009, p.109-134), talvez se dê ao fato da avaliação escolar atual ser concebida de maneira teórica tradicional, a qual mantém a expectativa de um ensino mecânico e reprodutor das condições sociais, o que está enraizado nos sujeitos sociais, conforme mencionado por todos os sujeitos que preferiram o boletim escolar, exemplos: “Porque mostra as notas.” (Sujeito 16), “... temos uma noção de como estão se comportando nas provas...” (Sujeito 19), “... podemos avaliar melhor o desempenho dos nossos filhos em relação às matérias...” (Sujeito 13). (Anexo – E). Apenas 5% dos participantes referiram que o ideal seria ter os dois meios de avaliação, não dando preferência a nenhum, vejamos sua citação no Anexo - E “Eu gostaria de receber os dois porque na ficha descritiva tem detalhado o desenvolvimento, se fosse possível gostaria de receber os dois.” (Sujeito 20). Tal ideia mostrava-se antagônica para o autor Luckesi em 1984, formando dois 22 eixos distintos, o primeiro seria composto pela avaliação tradicional, que zela pela reprodução de conceitos sociais e o segundo pela avaliação libertadora que prega a necessidade de transformação dos conceitos sociais. Seguiremos com a tabela 2 que trata das justificativas das preferências referidas pelos participantes, seguindo a metodologia, também foram elaboradas categorias para maior clareza dos dados, sendo definidas com base no material coletado, respeitam o seguinte critério: Porquês das preferências das Fichas Descritivas de Avaliação. A primeira categoria “Mostra o desempenho geral” abrange as justificativas que consideram a ficha descritiva, como um instrumento claro em demonstração da evolução, dos acontecimentos, do processo de aprendizagem, bem como do desempenho dos alunos. A segunda categoria “É clara” trata das citações em que a ficha descritiva é considerada clara e capaz de avaliar bem o aluno. A terceira categoria “O aluno não se preocupa só com a nota” compreende a citação que utilizou exatamente os termos referidos. Quanto ao critério de justificativas das preferências quanto ao Boletim Escolar, tivemos as seguintes categorias: A primeira “Mostra as notas de cada Matéria” categoria onde os participantes justificam sua preferência pelo boletim, pois o mesmo mostra o desempenho dos alunos em relação a cada matéria. A segunda “Não respondeu” categoria onde o participante mencionou que considera o boletim escolar melhor, mas não justificou a resposta. Nessa tabela também houve a necessidade de categorizarmos a justificativa do indivíduo que não deu a preferência, “Um completa o outro”, referente à citação do sujeito que mencionou, que gostaria de ter como parâmetros avaliativos os dois instrumentos. Cumprida a tarefa de explicitar o conteúdo das categorias da tabela 2, apresentaremos os dados da segunda questão do instrumento de pesquisa que questionava o participante da seguinte forma: “O que você prefere receber a 23 ficha descritiva de avaliação, ou um boletim onde conste as notas referentes a cada disciplina? Tabela 2 – Unidades de Registro das citações dos “porquês” das preferências entre ficha descritiva de avaliação e o boletim escolar. PREFERÊNCIAS FICHA DESCRITIVA DE AVALIAÇÃO X BOLETIM ESCOLAR “Porquês” das preferências FICHA DESCRITIVA DE AVALIAÇÃO. BOLETIM ESCOLAR NÃO DEU PREFERÊNCIA Categorias 1.Mostra o desempenho geral Nº. e percentual de SUJEITOS em relação aos 20 investigados 8 35% 2. É clara 3.O aluno não se preocupa só com a nota 1. Mostra as notas de cada Matéria 2 1 7 10% 5% 35% 2.Não respondeu 1 5% 1.Um completa o outro 1 5% Nesta tabela também foram eleitas categorias quanto às justificativas dos sujeitos em relação a sua preferência, no entanto é importante citar que junto às explicitações de suas escolhas, houve apenas uma em relação aos vinte sujeitos que comparou os meios de avaliação em questão, dando sua preferência a ficha descritiva de avaliação criticando o boletim escolar: “Porque a ficha descritiva avalia bem a aluna enquanto o boletim só mostra as notas.” (Sujeito 7) e nenhum dos sujeitos que deram sua preferência ao boletim escolar, menosprezaram a ficha descritiva de avaliação. Ainda nesse sentido, houve um sujeito que simplesmente não assinalou sua preferência, antes mencionou que gostaria de receber os dois se fosse possível. “Eu gostaria de receber os dois porque na ficha descritiva tem detalhado o desenvolvimento, se fosse possível gostaria de receber os dois.” (Sujeito 20). (Anexo – E) A campeã das categorias da tabela 2, atende pelo seguinte título: “Mostra o Desempenho Geral”, A Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos, concorda, em outras palavras, e fundamentada na opinião de 61 escolas, infere que a ficha descritiva “Traz o desenvolvimento integral (Global) do educando”. Guarulhos (2010, p.9). 24 “[Verifica] o desenvolvimento global da criança, jovem e adulto (físico, motor, cognitivo, social, afetivo etc.) do educando individualmente, não sendo apenas uma simples “medição” de conhecimentos...”; “[Ela deve] manter seus aspectos avaliativos quanto ao psíquico, social, emocional e também na aprendizagem...”; “Faz pensar no educando de forma global, no aspecto social, cognitivo, físico e emocional...” (em algumas aparecem integral); “Um espaço, em outras observações, para a avaliação das especificidades de cada educando, visa ao seu desenvolvimento como um todo, envolvendo sua capacidade de se relacionar, forma de expressar (lado emocional), habilidades físicas, desenvolvimento das artes (físico) e aprendizagem. Abrange toda a área cognitiva, emocional e comportamental do educando em si, seu desenvolvimento e crescimento”.; “É fundamental para que o educador tenha um olhar sensível e abrangente sobre cada educando de forma global/integral respeitando seus avanços (construção de saberes) e seu tempo...”; “A Ficha demonstra o trabalho que o educador realizou com os educandos, demonstra desenvolvimento, processo e isto favorece o entendimento de desenvolvimento do ser humano.”. Sendo a ficha descritiva tão global, em contemplação do educando, fica fácil de entender a justificativa dos dois sujeitos que constituíram a categoria “É clara”, o (Sujeito 1) cita “... Tem mais clareza a situação do aluno.” E o (Sujeito 4) complementa citando que na ficha descritiva há “Tudo que acontece, com a criança... sua atitude, seu desenvolvimento...”, ambos demonstram satisfação quanto aos seus conteúdos. (Anexo – E). Partimos então para a categoria que dá preferência ao boletim escolar: “Mostra as notas de cada Matéria”, ressalta-se que todos os sujeitos que constituirão essa categoria, fizeram inferência a importância de ver notas em relação a matérias e provas, sendo que uma ou mais dessas três palavras aparecem na fala dos oito sujeitos que preferiram o boletim escolar. Exemplos: “Pois sabemos realmente a nota dos alunos, e se pode melhorar mais.” (Sujeito 18), “... pois tem as notas de cada matéria... seria mais fácil reforçar o aprendizado.” (Sujeito 14). Inicio então a discussão quanto as justificativas colocadas, com a justificativa do (Sujeito 11), que deu sua preferência a ficha descritiva: “Porque... a criança não se preocupa muito com a nota e não leva a criança a colar só para mostrar nota.” Vejamos também o que cita o (Sujeito 9) de maneira sábia consegue enxergar o aspecto “nota” na ficha sem que nela haja: “É mais interessante saber seu desempenho, pois a partir daí sabemos as notas e sua capacidade.” (Anexo – E). 25 Em sua pesquisa sobre “efeitos aversivos da prática de avaliação” Leite e Kager (2009, p.109-134), conclui mediante depoimentos de jovens quanto as provas e notas que: (...) as práticas tradicionais de avaliação escolar podem ter efeitos deletérios na relação que se estabelece entre os alunos e os objetos de conhecimento em questão. A partir dos relatos dos sujeitos participantes, é possível reafirmar que a avaliação constitui-se em um dos pontos nevrálgicos do nosso sistema de ensino, podendo afetar profundamente a qualidade da vida escolar dos alunos. Em defesa dos aspectos positivos da ficha descritiva a Secretaria Municipal de Educação de Guarulhos, coloca a ausência de notas como fator favorável: “(...) ainda segundo as escolas, a Ficha Descritiva lhe permite a avaliação do aprendizado de forma qualitativa, que não seja pautada na simples “mediação” numérica”(...)”. Contudo, entende-se que a temática de avaliação escolar, tem como exigência estar em discussão continuamente, por hora ficaram claras as intenções e investimentos da Rede Municipal de Guarulhos, em melhorar seu instrumento de avaliação, o mantendo em formato diagnóstico e com foco principal da individualidade do aluno. Quanto aos pais, em maioria apoiaram o instrumento tanto em opinião quanto em justificativa, embora alguns apóiem a ficha e ainda prefiram o boletim escolar, os dados revelam que é possível pensar em novas concepções de avaliação com o apoio da família, da comunidade, pois não se trata de algo inadmissível a eles, talvez ainda obscuro, mas não inaceitável. Seguiremos com as considerações finais desse trabalho, à medida que a apresentação de dados e análise dos resultados, aqui finalizadas nos permite. 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS Considerando que os principais objetivos estabelecidos para este trabalho se voltavam para a verificação da "opinião que pais e mães dos alunos da Rede Municipal de Guarulhos têm da forma avaliativa da Rede Municipal de 26 Guarulhos” e os dois objetivos específicos voltados para a verificação da compreensão de Avaliação que os pais e mães de alunos tinham bem como quantificar a preferência dos pais acerca do Boletim Escolar em relação a Ficha Descritiva, o problema de pesquisa estabelecido foi: “Qual a opinião de pais e mães de alunos da Rede Municipal de Guarulhos quanto à Avaliação por meio da Ficha Descritiva?” A partir da pesquisa de campo e da análise de dados pudemos verificar que os pais e/ou responsáveis declararam sua preferência pela ficha descritiva de avaliação, o que demonstra que essa nova concepção de avaliação é aceitável a comunidade escolar atual, que consequentemente revela que a concepção de avaliação que os pais e mães de alunos têm, está voltada a uma análise diagnóstica, que visa a individualidade do aluno, seja clara e descreva todo o seu desenvolvimento escolar. Logo, devemos trazer aqui as hipóteses, declarando que houve surpresas na devolutiva dos instrumentos de pesquisa; Acreditávamos que os pais e mães dos alunos tinham uma compreensão de que a Ficha Descritiva não atendesse as expectativas de mensurar aprendizagem dos alunos: mas 55% dos participantes da pesquisa, como descrito no gráfico – 1, demonstraram sua preferência a ficha descritiva, e mais abaixo na tabela – 2 deixam explícito através das suas justificativas, que consideram esse instrumento de avaliação capaz não só de mensurar a aprendizagem dos alunos, mas também de deixar claro outros aspectos das crianças, de maneira que se for bem preenchida, revela a integralidade da mesma. A segunda hipótese era que supúnhamos que os pais e mães de alunos tinham uma compreensão quantitativa de Avaliação relacionada à nota (0-10) e que valorizassem essa forma de avaliação; É, 45% dos participantes de fato valorizam a avaliação em seu modo tradicional de administração, é possível que essa valorização seja fruto da prática majoritária avaliativa, que vigora desde que esses sujeitos frequentaram a escola até os dias atuais. 27 A terceira e última hipótese era a de que acreditávamos que os pais e mães não compreendiam o papel da Avaliação qualitativa através da Ficha Descritiva e que relatariam a falta do Boletim Escolar. De fato, boa parte dos responsáveis sente a necessidade da presença do boletim escolar, como referido em análise, para eles o boletim “mostra as notas”, “aponta as dificuldades nas matérias”, “mostra como as crianças estão nas provas”. (Anexo – E), mas não podemos afirmar que isso se dê mediante ao não entendimento da Ficha Descritiva de Avaliação, pois a maioria dos participantes, descreveu em opinião, características pertinentes aos objetivos reais do instrumento de avaliação. Respondido o nosso problema de pesquisa e checadas as nossas hipóteses temos a dizer que as principais contribuições deste estudo voltam para a compreensão de avaliação presentes nos pais e mães de alunos, sendo eles a comunidade imediata da escola e partes fundamentais na educação dos educandos que pertencem à escola, logo o interessante é que a escola, até por ter interesse em comum com os familiares, que é a educação dos educando, utilize um meio de registros de avaliação claro aos pais e responsáveis, compreensível aos membros da comunidade, eficiente para o sistema nacional e justo aos educandos. Esse trabalho vislumbrou apenas um recorte dessa temática infindável em discussão, é importante que novas pesquisas surjam na área, afinal para quebra de paradigmas, faz-se necessária a união de muitas ideias, destacamos que há a pretensão de futuramente prosseguir com essa pesquisa, juntando o olhar dos professores à respeito dessa nova concepção de avaliação, a um público maior de pais e responsáveis. Deixamos como sugestões a prática da auto reflexão sobre avaliação que deve estar presente periodicamente nas mentes dos profissionais de educação que buscam uma prática avaliativa que valorize os conhecimentos de seus educandos, e que estejam comprometidos com o real desenvolvimento dos mesmos. 28 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977. __________ Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1997. __________ Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2010. BERTAGNA, Regiane Helena. Avaliação e progressão continuada: o que a realidade desvela. 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