jornal do COOPERATIVISMO GAÚCHO - ano 39 - número 1025 - janeiro de 2012 Aprendiz Cooperativo estreia em 2012 Páginas 12 e 13 Escoop realiza primeiro vestibular Prova foi realizada no dia 8 de janeiro, no Centro de Formação Profissional Cooperativista, em Porto Alegre. Aprovados iniciarão o Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Cooperativas no dia 1º de março. Páginas 8 e 9 Interior Janeiro 2012.indd 1 07/02/2012 15:36:20 janeiro de 2012 opinião 2 O segmento da economia onde estão inseridas as cooperativas é um dos que mais cresce no mundo e no Brasil. Este crescimento não é expresso por aumento de cooperativas, mas sim por um aumento significativo de cooperados e uma gradativa compreensão de que essa forma de organização social proporciona efetivamente uma forma real de ganho de renda extra e também que se trata de um modelo de negócio sério. Pode, inclusive, ser considerada uma das formas mais avançadas de organização da sociedade civil. Entretanto, esse crescimento pode estar, em alguns casos, sendo realizado de forma não sustentada, o que pode gerar uma situação problemática para o sistema cooperativo brasileiro. É verdade que as cooperativas estão investindo seriamente no preparo de seus dirigentes e colaboradores, o que é muitíssimo salutar para o sucesso econômico da instituição cooperativa. A falha, porém, ocorre no preparo dos associados. As cooperativas ainda não se estruturaram adequadamente para prestar uma educação cooperativa que atenda às prerrogativas cooperativistas. Precisase encontrar a fórmula ideal para operacionalizar este relacionamento, visto sua enorme importância no contexto da educação individualista/capitalista e neo-liberal e a contribuição e capacidade de modificação social que a educação cooperativa pode proporcionar no processo da educação/capacitação no nosso país. Todavia, é essencial encontrar atividades e intervenções de um processo de educação cooperativa e expelir as dificuldades e fatores impeditivos que, de maneira geral ou concretamente, impedem um dinâmico avanço nesta ordem. Tem-se muito claro que, de maneira geral, não há consciência do associado do seu verdadeiro papel na cooperativa e fica evidente que muitos não sabem identificar o que representa ser associado de uma Divulgação Educação Cooperativista: o cooperativismo desconhecido Mário José Konzen cooperativa de Crédito, por exemplo, muito menos especificar suas principais características. Há ainda a confusão do associado do que faz a cooperativa de Crédito e os bancos comerciais. Está patente que o cooperativismo se faz insuficientemente presente na análise de diferenças entre as cooperativas de Crédito e os bancos. Somente destacam as diferenças de tarifas, prestação de serviço, o bom atendimento e taxas de juros diferenciados. Em geral existe baixo grau de conhecimento de todas e das reais vantagens e desvantagens em ser associado de uma cooperativa de Crédito. A maioria, especialmente no início da associação, praticamente busca vantagens pessoais, sequer tem noção do fator da coletividade e cooperação. Ou quando o mesmo não é afetado com alguma particularidade, simplesmente acredita não existirem vantagens ou desvantagens na cooperativa. As mesmas observações podem ser consideradas nas cooperativas Agropecuárias, onde os associados muitas vezes não acreditam serem diferentes de “clientes”. Cabe então aos que já puderam perceber e vivenciar o potencial presente na cooperação, quando pessoas se unem através de uma instituição jurídica, com todas as suas características, também ajudar a construir e contribuir para uma educação maior do cooperativismo. Aplicar a teoria de antepassados que diziam que “todos têm oportunidades para acender luzes”. Então, por que não fazê-lo em toda parte que andemos? Dizer e mostrar para as pessoas as oportunidades e benefícios quando se coopera? É claro que ninguém perde quando o número aumenta, quando mais pessoas se juntam a nós. Mas com isso nós podemos acender uma luz para iluminar. Sem esquecer que “quem acende a luz é o primeiro a se beneficiar da claridade”. Necessário se faz que os dirigentes de cooperativas brasileiras, além de vivenciar, valorizem e apliquem a educação cooperativa. Com uma adequada educação pode-se trazer ainda mais qualificação e participação e gerar um aumento de sentimento de pertencimento e de identidade com a sua cooperativa, alçando, com isso, uma maior fidelidade e confiança. O estudo e os processos educativos utilizados compreendem um resgate e uma construção de práticas solidárias pelos associados e sua gestão enquanto negócio coletivo. Então a educação cooperativista entra como ferramenta participativa na reestruturação de empreendimentos solidários como são as cooperativas, deixando fluir a relação entre cooperativa, associados, parceiros institucionais não governamentais e governamentais. Mário José Konzen Vice-presidente da Sicredi Pioneira expediente O Interior é uma publicação do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado do Rio Grande do Sul – SESCOOP/RS. Endereço: Rua Félix da Cunha, 12 – Bairro Floresta – Porto Alegre/RS – CEP 90570-000 – Fone: (51) 3323.0048 – Fax: (51) 3323.0026 – e-mail: [email protected] – site: www.sescooprs.coop.br Produção e edição de textos e imagens: Assessoria de Imprensa Ocergs-Sescoop/RS (Luana Pagliarini Trevisol - Carolina Barcelos) - Assessorias de imprensa de cooperativas Responsável: Carolina Barcelos – Reg. 3036 Convênio: Sescoop/RS e Fundação de Cooperação para o Desenvolvimento Cultural – Funcoop Produção Gráfica: Imagine Design – Impressão: Trindade Indústria Gráfica Ltda. Tiragem: 11.500 exemplares – Distribuição gratuita Interior Janeiro 2012.indd 2 07/02/2012 15:37:29 Cooperativismo discute plano de eventos do Ano Internacional Este ano foi definido como o Ano Internacional das Cooperativas e o momento é de muito trabalho para sistema cooperativista de todo o mundo. Unidades estaduais do Sistema OCB de todo o Brasil estão definindo seu calendário de eventos, projetos e ações voltadas ao Ano Internacional. O Sistema OcergsSescoop/RS está fazendo sua parte. Com a agenda comum definida desde o final do ano passado, o cooperativismo gaúcho agora está debatendo a programação dos eventos. No dia 12 de janeiro, cooperativas ligadas a jovens e crianças se reuniram no Centro de Formação Profissional Cooperativista para tratar de três eventos reservados especialmente a jovens de 14 a 24 anos: o Fórum do Jovem Cooperativista Gaúcho (09 de março, na Expodireto Cotrijal), “O Jovem Canta o Cooperativismo” (7 de julho, em Porto Alegre) e o “Mundo Cooperativo Jovem”, um grande encontro que será realizado em Porto Alegre no dia 1º dezembro. Participaram da reunião representantes de 17 cooperativas, da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis e da Competence, agência responsável pela campanha de comunicação do Sescoop/RS. Todos contribuíram com sugestões e terão participação direta no contato com os jovens participantes dos eventos, que são promovidos pelo Sescoop/RS. Governo participa dos debates O ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, recebeu, no dia 11 de janeiro, representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e outras instituições para definir ações conjuntas que coloquem o cooperativismo no centro da agenda de discussões de especialistas, governos e empresários durante todo o ano. Participaram da reunião os superintendentes da OCB, Renato Nobile, e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Luís Tadeu Prudente Santos. O ministro considera que o fomento a linhas de crédito que beneficiem o setor será outra forma de fortalecer o cooperativismo. “No Brasil, temos grandes exemplos de que, por meio da união e cooperação, podemos ir mais longe do que se estivéssemos sozinhos”. Em sua avaliação, o segmento conquistou importantes resultados ao longo de 2011. Entre os exemplos de cooperativas, a Agrária (PR) foi citada pelo secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, E r i k s o n C a m a rg o C h a n d o h a . Atualmente, ela figura entre as 11 cooperativas paranaenses com maior movimentação econômicofinanceira, chegando a R$ 1,27 bilhão em 2011, o que representa um crescimento de 16,5% em comparação ao ano anterior. Os superintendentes da OCB e do Sescoop representaram o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, no encontro. Ele avalia que ações coletivas, como a reunião do dia 11, são fundamentais para a conquista de objetivos comuns e consolidação do movimento. Além da OCB e do Ministério da Agricultura, o evento contou com representantes dos ministérios do Desenvolvimento Agrário; Trabalho e Emprego; União Nacional de Cooperativas de Agricultura Familiar (Unicafes) e Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol). 3 2012: Ano Internacional da Cooperativas janeiro jane ja ane neiririroo de 22012 0112 Ano Internacional será destaque na 13ª Expodireto Cotrijal A declaração da ONU sobre o Ano Internacional das Cooperativas motivou a organização da Expodireto Cotrijal a dar um enfoque especial ao sistema cooperativo gaúcho e brasileiro na 13ª edição da Feira. Segundo o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, o objetivo é mostrar a força do cooperativismo dentro do agronegócio e do setor primário. “Vamos mostrar o cooperativismo de Trabalho, de Crédito, de Produção e unir a FecoAgro/RS, o Sistema Ocergs-Sescoop/RS e a CCGL para energizar as ações cooperativistas na Feira”, destaca Mânica, revelando que uma dessas ações acontecerá no Recanto Temático, com a participação da Coprel. Na última edição da Feira, em 2011, o cooperativismo já foi destaque com a realização do Interior Janeiro 2012.indd 3 1º Seminário Internacional do Cooperativismo, desenvolvido pelo Sistema Ocergs-Sescoop/ RS, Sicredi, FecoAgro/RS e Cotrijal. O evento reuniu lideranças e produtores brasileiros e estrangeiros. Feira deve mais uma vez mostrar sua força econômico-social Ao longo dos anos, a Expodireto Cotrijal tem mostrado força política ao debater assuntos relevantes para o agronegócio e contribuir com o encaminhamento de soluções para problemas que afligem os agricultores. Em 2011, o Código Florestal Brasileiro ganhou evidência na Feira. O debate reuniu as mais influentes personalidades políticas e levou à organização de um mutirão para arrecadar assinaturas e solicitar a votação imediata das mudanças propostas no Código (na época, pelo deputado Aldo Rebelo). Com o objetivo de aproveitar a visita do grande número de políticos que prestigiam a Feira, em 2012, além da importância do cooperativismo, devem ser debatidos outros assuntos que estão em destaque no meio agrícola e que dependem de encaminhamento via Congresso Nacional ou outros órgãos legislativos, executivos e judiciários. 07/02/2012 15:37:36 janeiro de 2012 Ano Internacional do Cooperativismo é lançado no RS O diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), José Graziano da Silva, disse, no dia 24 de janeiro, que “a FAO precisa do cooperativismo muito mais do que o cooperativismo precisa da FAO”. A manifestação ocorreu durante a cerimônia de lançamento do Ano Internacional do Cooperativismo no Rio Grande do Sul. O evento, no Palácio Piratini, contou com a presença do governador Tarso Genro e diversas autoridades que, posteriormente, participaram de uma reunião extraordinária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), cuja pauta principal foi a estiagem. Graziano citou que as cooperativas representam 30% da produção da agricultura familiar no mundo. Pela importância que representa no cenário mundial, as melhores práticas do cooperativismo, entre elas a desenvolvida no Rio Grande do Sul, precisam chegar aos países que possuem sérios problemas de alimentação. Ele citou uma conversa que teve com o governador Tarso Genro e com o secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Ivar Pavan, na qual trataram da experiência gaúcha e da possibilidade de levar a assistência técnica e consultores do Rio Grande do Sul para outros países, através da FAO, a fim de expor o conhecimento e as experiências bem sucedidas. Assim como o governador Tarso Genro, que afirmou que o Programa Gaúcho do Cooperativismo é uma conquista para todo o Estado e cuja elaboração envolveu diversos setores e movimentos sociais, “sem que nenhum deles tenha perdido sua identidade”, Graziano também elogiou o Programa, lançado no ano passado e coordenado pela SDR. Disse que é um modelo a ser difundido, porque o cooperativismo ajuda a organizar a produção e os mercados. “Agora, os espaços de consumo e de produção têm um outro passo a seguir, isto é, o envolvimento com o cooperativismo. E no Brasil, o Rio Grande do Sul está na cabeça deste processo”, lembrou o diretor-geral da FAO. O secretário Ivar Pavan afirmou que “para o RS é uma boa notícia ter 2012 como o Ano Caroline Bicocchi 2012: Ano Internacional das Cooperativas 4 Governador Tarso Genro e o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, durante ato de lançamento do Ano Estadual das Cooperativas Internacional dedicado às cooperativas”. Lembrou que o Estado reúne dois milhões de associados em 13 ramos de atividade, que os números do cooperativismo gaúcho movimentam 10% do PIB (Produto Interno Bruto) e as cooperativas agrícolas somam 59% do PIB agropecuário. “As cooperativas exercem um papel importantíssimo no desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul e, muitas vezes, fazem o papel do próprio poder público. Pensando nisso, o Governo do Estado decidiu fazer das cooperativas uma grande força política e econômica para o desenvolvimento, ao unir todos os setores em torno de uma única proposta, o Programa do Cooperativismo Gaúcho”, afirmou Pavan. O secretário desejou vida longa às cooperativas e que elas sejam a grande estratégia de desenvolvimento do Estado, do Brasil e do mundo. Em nome das cooperativas, a manifestação foi do presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/ RS), Rui Polidoro Pinto. Ele afirmou estar bastante satisfeito com o lançamento do Ano Internacional do Cooperativismo no Rio Grande do Sul e que o Programa Gaúcho do Cooperativismo vem para contribuir com o desenvolvimento do setor no Estado. Fonte: Governo do RS (Secom) Pesquisa aponta crescimento do cooperativismo no mundo Segundo o relatório “Global Business Ownership 2012”, encomendado pela Organização das Cooperativas do Reino Unido (Coopeeratives UK), o número de pessoas ligadas a cooperativas no mundo chega a 1 bilhão, bem acima do número de acionistas de empresas com capital, que é 328 milhões. “As cooperativas estão aproveitando o momento que a economia mundial oferece e conquistando um maior espaço econômico e social”, avalia o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas. Para Freitas, o grande diferencial do cooperativismo é ser formado por Interior Janeiro 2012.indd 4 organizações de pessoas. “Estamos falando de um movimento que valoriza e prioriza o capital humano e não o lucro. Logicamente que, ao ser constituída, a cooperativa atende às necessidades sociais, mas também econômicas de um grupo. Afinal, tem o objetivo de gerar trabalho e renda com inclusão social”, ressalta. Além destas questões, Freitas argumenta que o cooperativismo é uma atividade socialmente responsável, que promove naturalmente o desenvolvimento sustentável, gerando crescimento para as comunidades onde está presente. 07/02/2012 15:37:42 O Sistema Ocergs-Sescoop/RS recebeu, no dia 23 de janeiro, a visita do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Mauro Luciano Hauschild, para uma conversa informal. Participaram da reunião, além de representantes do Instituto, o vice-presidente do Sistema OcergsSescoop/RS, Irno Pretto, e o superintendente, Norberto Tomasini; o presidente da FecoAgro/ RS (Federação da Cooperativas Agropecuárias do RS), Rui Polidoro Pinto; o diretor da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo - Escoop, Derli Schmidt; e o vice-presidente da Central Sicredi Sul, Gerson Seefeld. Segundo Hauschildt, o INSS está presente com suas agências em 1.077 municípios brasileiros, devendo chegar a 1.600 até 2015. Hoje, o Instituto é responsável pelo pagamento de R$ 300 bilhões em benefícios, distribuídos por instituições financeiras conveniadas, como é o caso do Sicredi, para cerca de 600 milhões de brasileiros. “A expectativa é que a gente traga mais 42 milhões de brasileiros para dentro do sistema da Previdência”, afirma o presidente.“O Instituto tem dezenas de milhares de casos de pessoas que estão aposentadas há mais tempo do que contribuíram e pode chegar o momento em que a conta não vai fechar”. Carolina Barcelos INSS convida cooperativas a debaterem a questão previdenciária 5 Sescoop/RS janeiro de 2012 Representantes do INSS e do Sistema Ocergs-Sescoop/RS se reuniram para uma conversa no dia 23 de janeiro. Ao centro, o presidente do INSS, Hauschildt, e o vice-presidente do Sistema, Irno Pretto O presidente do Instituto fez um convite ao sistema cooperativista: “queremos criar uma pauta para começar a discutir a questão da previdência com a Ocergs, a OCB e as cooperativas. Trata-se de uma pauta importante, uma pauta social, que diz respeito aos associados”. Derli Schmidt ressaltou que o sistema cooperativo do Rio Grande do Sul tem cerca de 2 milhões de associados e 50 mil empregados. Além de 2012 ser o Ano Internacional das Cooperativas, em 2011 o sistema recebeu boas notícias, como o credenciamento da Escoop pelo MEC. “Estamos em um momento de crescimento, consolidando vários aspectos, como a Faculdade do Cooperativismo. Estamos caminhando em direção à qualificação do cooperativismo”, disse Schmidt. Hauschildt encerrou a visita se colocando à disposição das cooperativas. “Para qualquer questão, dúvida ou alguma outra agenda. O Sistema tem acesso a qualquer canal que precisar, devido a sua representatividade”. A Fecolã (Federação das Cooperativas de Lã do Brasil) homenageou, na tarde de 18 de janeiro, dois de seus sete expresidentes: Hermes Silva Pinto e Carlos Silveira Gadret. Agora, eles fazem parte da Galeria de Presidentes da Federação. As fotos foram descerradas na sede da Fecolã, em Porto Alegre, na presença de representantes do setor cooperativista, amigos e família dos homenageados. O atual presidente da Federação e proponente da homenagem, Álvaro Lima da Silva, salientou que 2012 é um ano muito oportuno: “Estamos no Ano Internacional das Cooperativas e, em fevereiro, a Fecolã fará 60 anos. Estes fatos enriquecem o momento”, disse ele. Hermes Silva Pinto iniciou sua trajetória na Fecolã em junho de 1975, como conselheiro administrativo. Ao término do mandato no Conselho, em 79, foi eleito presidente da Fecolã, cargo desempenhado por mais três mandatos – até 91. Quando deixou a presidência, voltou a ser membro do Conselho de Administração, no qual permaneceu até 1997. Interior Janeiro 2012.indd 5 Carolina Barcelos Fecolã presta homenagem a ex-presidentes para um grande desenvolvimento do setor e nos fez conhecer muito sobre a lã”, disse. O vice-presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, Irno Pretto, esteve presente na cerimônia e cumprimentou os homenageados e suas esposas. “Parabéns. É muito bonito ver a história sendo escrita nesta parede”, declarou. A Fecolã Hermes Silva Pinto (e) e Carlos Silveira Gadret (d) agora fazem parte da Galeria de Presidentes da Federação Hermes descerrou sua foto na galeria ao lado da esposa, Helena Maria, e afirmou se sentir honrado pela homenagem. “Os 12 anos que passei nesta casa serviram muito para que eu formasse meu conhecimento de vida. É uma honra receber esta homenagem junto com Gadret”, declarou. O sucessor de Hermes, Carlos Silveira Gadret, iniciou seu trabalho pela Fecolã como conselheiro suplente de Administração. Desempenhou a função de 1979 a 82, quando passou a ser conselheiro titular, até 85. Em maio desse ano, foi eleito vice-presidente, cumprindo mandato até 1988, quando foi reeleito. Em 91, a Assembleia Geral Ordinária da Federação o elegeu presidente, em mandato que acabou em 1994. Gadret também descerrou sua imagem na Galeria ao lado da esposa, Raquel. “Mais do que tudo, eu aprendi muito aqui na Fecolã, especialmente com meu antecessor, Hermes, que contribui A Fecolã foi fundada por cooperativas de produtores de lã em 12 de fevereiro de 1952, sob o título de Federação das Cooperativas de Lã do Rio Grande do Sul Ltda. Com a ampliação da área de ação, porém, a Federação passou a ser do Brasil. Em seus 60 anos de existência, a entidade teve oito presidentes: Fernando Chagas Riet, Brigadeiro Canabarro Lucas, Coronel Brasil Lago, José da Cunha Ratto, Mário Altamirano Belleza, Hermes Silva Pinto, Carlos Silveira Gadret e o atual dirigente, Álvaro Lima da Silva. 07/02/2012 15:37:56 janeiro de 2012 Conselho diretor da OCB discute ações em Brasília OCB/Divulgação Sescoop 6 Conselho Diretor da OCB se reuniu em Brasília no dia 17 de janeiro O emprego das boas práticas de governança corporativa está entre os princípios da moderna administração organizacional do cooperativismo. O assunto foi tratado no dia 17 de janeiro, em Brasília (DF), pelo Conselho Diretor da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), do qual faz parte o presidente do Sistema OcergsSescoop/RS, Vergilio Perius. Durante a reunião, também foram elaboradas estratégias de mobilização do setor pela aprovação definitiva do novo Código Florestal. A previsão é que a matéria seja votada na Câmara dos Deputados ainda em março. O Ano Internacional das Cooperativas – 2012, estabelecido pela Organização das Nações Unida (ONU), foi outro assunto tratado pelos conselheiros, segundo o assessor Estratégico da OCB, Mauricio Landi. “Falamos das ações e da força-tarefa que faremos para que este ano seja singular e realmente demonstre o compromisso do segmento com o desenvolvimento global”, disse. Entre outros temas da pauta, Landi destacou a reforma estatutária da OCB e a parceria com a Agência de Cooperação Nacional de Transporte Terrestre. Cooperativas batem recorde em exportações As cooperativas brasileiras registraram um resultado recorde em vendas ao exterior no ano de 2011, alcançando US$ 6,1 bilhões em exportações, com crescimento de 39,8% em relação a 2010 (US$ 4,4 bilhões). Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e também indicam saldo positivo da balança comercial, que fechou em US$ 5,8 bilhões, com incremento de 40,4% no comparativo ao mesmo período do último ano, quando atingiu US$ 4,1 bilhões. Para o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, os números confirmam não só as projeções feitas pelo segmento, mas a receptividade dos produtos cooperativistas no mercado internacional. “Os doze meses de 2011 foram de crescimento,, o qque reflete a qqualidade crescente dos itens oferecidos ppelo setor. Além disso, temos trabalhado para manter a relação comercial com destinos tradicionais e, ao mesmo tempo, buscado novas oportunidades de negócio”, diz o executivo. e 31,3% do total. Na terceira colocação, está Minas Gerais (US$ 885,5 milhões; 14,3%), seguida do Rio Grande do Sul (US$ 363,6 milhões; 5,9%) e Santa Catarina (US$ 312,7 milhões; 5,1%). Mercados No acumulado de janeiro a dezembro de 2011, os Estados Unidos aparecem como o principal mercado de destino dos produtos cooperativistas. No ano passado, o país comprou US$ 739,2 milhões, o correspondente a 12% do total das vendas do movimento. A China, que figurou como o maior comprador durante vários meses, fechou o período na segunda posição, com US$ 736,1 milhões e 11,9%. Em seguida, vêm os Emirados Árabes (US$ 526,3 milhões; 8,5%), Alemanha (US$ 441,5 milhões; 7,2%) e Países Baixos (US$ 311,9 milhões; 5,1%). Produtos No grupo de produtos exportados pelas cooperativas, continua em primeiro lugar o complexo sucroalcooleiro, com US$ 2,2 bilhões, respondendo por 36,7% do total. Em seguida, aparece o complexo soja, com US$ 1,3 bilhão e 20,5%. Café em grãos fechou o período com US$ 893,3 milhões, representando 13,6% das vendas. Carne de frango também está entre os principais itens e registrou US$ 569,9 milhões, correspondendo a 9,2%. Estados exportadores Na relação dos estados exportadores, São Paulo continuou na liderança, totalizando US$ 2,1 bilhões, respondendo por 33,7% dos negócios do setor. Paraná aparece na segunda posição, com US$ 1,9 bilhão Interior Janeiro 2012.indd 6 07/02/2012 15:38:08 7 Cooperativismo janeiro de 2012 Sicredi apresenta perspectivas para a economia em 2012 O cenário econômico internacional, principalmente o europeu, deverá ser o principal termômetro também para a economia brasileira em 2012, Ano Internacional das Cooperativas. A avaliação foi apresentada em dezembro, na palestra “Cenário Econômico e Perspectivas 2012”, apresentada pelo diretor de Economia e Riscos do Banco Cooperativo Sicredi, Júlio Cardozo, pelo gerente de Análise Econômica e Riscos de Mercado, Alexandre Englert Barbosa, e pelo consultor econômico Marcelo Portugal. O Sicredi acredita que a economia global terá um desempenho menor, de 3,7% e 3,0% em 2011 e 2012, respectivamente. “A menor demanda de produtos manufaturados é um indicador de desaceleração mais forte no futuro, especialmente para zona do Euro”, explicou Marcelo Portugal. Entre os três principais motores da economia global, Estados Unidos, China e Europa, esta última é a que apresenta os principais fatores de fraqueza no crescimento. “O pior cenário futuro é o de um padrão desordenado, com a saída da zona do Euro de países como Portugal, Grécia e outros de economia mais fraca. No entanto, a estratégia atual tem sido conceder mais prazo para possibilitar o ajuste fiscal, como vem funcionando com a Irlanda e Portugal”, assinalou. No momento, o que se tenta evitar a todo custo é uma crise bancária, mas Portugal apontou que há sinais desanimadores: os bancos americanos não financiam os bancos europeus; o dólar está se valorizando e o crédito para exportação já é mais escasso no Brasil. Ainda segundo o consultor, nos Estados Unidos haverá recuperação, mas apenas gradual, com o agravante do desemprego elevado e desempenho fraco no mercado imobiliário e de crédito, com problemas políticos na concessão de estímulos fiscais e monetários. Já a China apresenta um crescimento mais robusto, mas, ainda assim, descendente, com inflação em desaceleração. Interior Janeiro 2012.indd 7 Cenário brasileiro é de força no mercado interno Baseado no contexto internacional, a projeção de Barbosa para 2012 é de crescimento de 3,3% no PIB brasileiro, inflação de 5,6% (ainda longe do centro da meta de 4,5% estabelecida pelo governo) e taxa Selic na casa dos 10%. “O final de 2011 está evidenciando uma desaceleração na economia, que deverá apresentar recuperação ao longo do próximo ano, limitado pelo setor de serviços, que não sofreu com a crise de 2008 e se encontra aquecido pela forte demanda interna”, comentou, salientando ainda o crescimento da renda fomentado por um aumento do salário mínimo previsto para 14% em 2012. “O crédito também deve seguir crescendo, diante da queda dos juros e do afrouxamento de medidas como a redução da exigência de capital, depósito compulsório, entre outras”, disse Barbosa. O câmbio brasileiro é que deve sofrer grandes oscilações, devido ao ‘nervosismo’ do mercado. Apesar da taxa de R$ 1,75 para o dólar valer tanto para o fim de 2011 quanto para 2012, o período deve ser marcado por altas e quedas ao redor desse valor. “Em parte isso acontece pelos choques vindos do mercado internacional, que afetam a entrada e saída de dólares do Brasil”, esclareceu. Se a crise se intensificar, o gerente assinala a possibilidade de a redução da Selic ficar ainda mais abaixo dos 10% estimados pelo Sicredi. Os principais riscos para o Brasil estão em uma eventual ruptura da economia internacional e estão localizados principalmente na indústria, que pode sofrer mais com os segmentos ligados a investimento e crédito, além das exportações para os países europeus mais atingidos pela crise. Para Márcio Port, presidente da Sicredi Pioneira RS, “os associados de cooperativas de Crédito podem melhorar o cenário econômico nacional de 2012 utilizando os produtos e serviços das suas próprias cooperativas, tendo em vista que todo o resultado gerado por uma cooperativa permanece na região onde atua. Estudos mostram que a comunidade da região da Sicredi Pioneira RS economizou em 2011 o montante de R$ 60 milhões em virtude dos preços justos e distribuição do resultado aos associados”. Investimentos refletem incerteza da crise Cardozo concluiu a análise do mercado financeiro apontando apreensão dos investidores relativa à inflação, visível no comportamento da bolsa e do mercado de juros. “Em 2011, o mercado de juros futuros sofreu um choque no sentido de queda das taxas. O prêmio de risco agora é negativo. A extensão desse choque e suas consequências ainda são incertas”, observou. Cardozo acredita numa maturidade maior da economia brasileira, resultando na aproximação do Brasil com a avaliação de risco dos países mais desenvolvidos, graças à crise de dívida soberana europeia. Para a Bolsa de Valores, o diretor nota um comportamento mais favorável do Ibovespa quando comparado às bolsas americana e europeia no curto prazo. “Resta saber se este é um movimento duradouro: como a bolsa é o mercado mais sujeito à atuação do investidor estrangeiro, a crise europeia e a situação fiscal americana vão ditar, mais uma vez, o rumo do Ibovespa no próximo ano. A diferença é que estamos em um preço cada vez mais atrativo”, considerou, apontando a queda de cerca de 18% sofrida pela Bovespa em 2011. 07/02/2012 15:38:16 8 janeiro de 2012 Vestibular Escoop realiza seu primeiro vestibular A Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo - Escoop realizou, no dia 8 de janeiro, seu primeiro vestibular. Mais de 90 pessoas se inscreveram para o Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Cooperativas, que diplomará os alunos como Tecnólogos em Gestão de Cooperativas. A prova, com duração de duas horas e meia, foi de redação e teve como tema “2012, o Ano Internacional das Cooperativas”, instituído pela ONU. O candidato devia produzir um texto dissertativo de 30 linhas, em terceira pessoa. A avaliação foi feita sobre o tema, leitura, compreensão e estrutura textual, com atribuição de nota de zero a dez. Oportunidade para todos Fotos: Carolina Barcelos O Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Cooperativas não é destinado exclusivamente a pessoas relacionadas ao cooperativismo, mas a grande maioria dos inscritos tem alguma ligação com o sistema. Cenir Bagesteiro Ribeiro, por exemp exemplo, trabalha na Unicred há quatro meses, como assistente administrativa na área de convênios. Antes deste emprego, Cenir não en na Cooperativa indicada por uma amiga. tinha contato com o sistema – entrou Agora, porém, ela já fala sobre cooperativismo com propriedade. “Pretendo po muito tempo. O sistema propõe uma maneira continuar no cooperativismo por U diferente de ver as coisas. Na Unicred, a atenção dada às pessoas, o ambiente bom de trabalho, tudo é muito bom”. Cenir ficou sabendo do vesti vestibular da Escoop através de um e-mail que d vulgava as inscrições, mas já estava procurando cursos de capacitação na di divulgava crescimen do sistema cooperativista, já que 2012 é o área, “por causa do crescimento d Cooperativas”, explica ela. Ano Internacional das fo aprovada, Cenir se mostra empolgada com o Agora que foi “Pr Curso. “Pretendo abrir novos horizontes e aprender basc tante. O cooperativismo está crescendo muito, abrindo op , por p isso creio que q é possível p novas oportunidades, issto adiante”. levar isto Josiane Jardim Soares da Silva já tem mais experiência que Cenir no cooperativismo. Ela trabalha no Sicredi há quatro anos e meio, como gerente de negócios. Formada em Administração de Empresas, Josiane estava ção na área de cooperativismo. pesquisando uma pós-graduação Viu o Curso da Escoop como uma oportunidade de aprenderr m teoria, já que, segundo ela, a mais sobre o cooperativismo em prática vem naturalmente, com o trabalho.“Espero que o Curso cimento e, posteriormente, me permita agregar mais conhecimento eas e funções”, planeja talvez até operar em outras áreas ela, após a aprovação. Camila Bettin Ávila tam também é formada em Administração e trabalha no Sicredi há dois an anos, como gerente de pessoa física. Escolheu o Curso de Tecnolog Tecnologia em Gestão de Cooperativas para aprender um pouco mais sobr sobre a teoria do cooperativismo. “Nunca tive um curso específico de cooperativismo, onde a teoria fosse aplicada. Esta vai ser uma opo oportunidade de aplicar conhecimentos teóricos ao meu trabalho.Esp trabalho.Espero que isso se traduza no trabalho com o aassociado as sociado do Sicredi e até mesmo na prospecção de novos assocciados”, ci ados”, afirma Cami Camila. A futura tecnóloga em gestão de cooperativas tem planos de carreira no Sicredi, mas m não descarta trabalhar em outras áreas do cooperativis cooperativismo, já que o curso é abrangente e não tratará so o ramo no qual ela trabalha, o Crédito. apenas sobre Interior Janeiro 2012.indd 8 Veja a lista dos aprovados: Esta é a lista dos aprovados no vestibular da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop), em ordem de classificação: 1. Nelson Krug Bezerra 2. Mario Fernando Rousselet Gonçalves 3. Adiles Marina Justo 4. Bernardete Pilatti 5. Estevan Maciel Krabbe 6. Eleu Tadeu dos Santos 7. Josiane Jardim Soares da Silva 8. Savio da Rosa Terra 9. Veber Vargas de Vargas 10. Milene de Lacerda Danemberg 11. Camila Bettin Avila 12. Neida Vidal Pereira 13. Isolete Lopes da Rosa 14. Carlos Alberto Aroldi 15. Zaira Adelina Charão Longaray 16. Diego da Silva Fernandes 17. Maria José Dutra dos Santos 18. Vera Regina Neitzke 19. Romihl Leonardo Brandeburski dos Santos 20. Failange de Souza e Silva 21. Fábio Canisio Bartzen 22. Rosangela Almeida Viana 23. Rosangele Bergamo Braga 24. Gelson de Casser Timotheo 25. Joni Meira Niederauer 26. Cleber Pereira 27. Miriam Coiro 28. Edison do Nascimento Webster 29. Leandro Vasques Cardoso 30. Fabio Wobeto 31. Marcia Machado Ravazzolo 32. Ceni Bagesteiro Ribeiro 33. Ana Maria Dier 34. Fabio Alex da Silva Antunes 35. Sergio Jesus Marques da Silva 36. Sergio Ricardo Cardoso Pereira 37. Luciana Parmegiani Cardoso 38. João Francisco da Silva 39. Marco Antonio da Silva 40. Juliano Silvada Silva 41. Gleice Barbosa Piegas 42. Gabriella Meneghini 43. Tatiana Maria da Silva 44. Susi Patricia Mira 45. José Luis Lopes de Souza 46. Eliandro Pereira Lopes 47. Monica de Souza Rodrigues 48. Anderson Maier Rodrigues 49. Nitelmar Rogerio Lopes dos Santos 50. Antonio Carlos Braga 07/02/2012 15:38:20 Primeiro colocado: um sonho realizado O dono do primeiro lugar no vestibular da Escoop é cooperativista há pouco tempo. Nelson Krug Bezerra, de 52 anos, é porteiro no Centro de Formação Profissional Cooperativista do Sescoop/RS, em Porto Alegre, há um ano. Casado e com dois filhos, Nelson já trabalhou como gerente de estacionamento e supervisor de segurança patrimonial. Ele conta que fazer faculdade sempre foi um sonho, adiado muitas vezes ao longo da vida, por motivos diversos. Quando soube do vestibular da Escoop, resolveu se inscrever. “Eu vi este vestibular como uma oportunidade de crescimento. Gosto da minha profissão, mas quero crescer. Tenho a ambição – não desmedida, mas saudável – de crescer e me destacar dentro do Sistema. Nunca é tarde para estudar”, diz ele, que considera o vestibular, além de um presente, um incentivo e exemplo para os filhos, de 20 e 15 anos de idade. Nelson diz que foi confiante para a prova, mas que o primeiro lugar foi uma grande surpresa. Ele se preparou lendo matérias, artigos e sites sobre cooperativismo. “Pesquisei vários assuntos, li bastante, escrevi tudo numa folha e organizei em parágrafos, montando a redação. Atribuo o primeiro lugar aos dados que utilizei no texto”, diz ele, que também estudou bastante sobre o Ano Internacional das Cooperativas. O futuro universitário está empolgado com o início das aulas. “Estou bem ansioso com o dia 1º de março. Quero sentar na minha cadeira com lápis, borracha e caderno e estudar muito. Sinto-me como uma criança indo para a escola”, diz. Depois de formado, ele quer trabalhar em cooperativas ou no próprio Sescoop/RS – na área de gestão, é claro. Como empregado do Sescoop/RS, Nelson já aprendeu ante sobre o sistema cooperativista. “Trabalhando bastante ede da Escoop, vejo que o Sescoop/RS está na sede empenhando muito bem as suas funções desempenhando maiss importantes, que são a Promoção Social e rmação Profissional. Acho que o cooperatia Formação vismoo deve buscar no mercado cada vez mais profissionais que tenham qualificação em todos mbitos, para contribuírem com o sucesso os âmbitos, destee sistema que está dando certo no mundo ”, opina. todo”, S,, Além de trabalhar no Sescoop/RS, on é associado do Sicredi Nelson or isso conquistou a e por bolsaa de estudos. 9 Vestibular janeiro jane neiroo de 22012 0122 01 O Curso O Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Cooperativas tem duração média de dois anos e meio a três anos. É autorizado pelo Ministério da Educação (Portaria 290, de 22/07/2011, publicada no Diário Oficial da União de 25/07/2011) e tem carga-horária total de 1.620 horas ou 108 créditos acadêmicos. As disciplinas serão ofertadas de segunda a sexta-feira, no período da noite, podendo haver opções de horários alternativos, com aulas nos turnos matutino e vespertino, nas sextas-feiras e aos sábados. Os alunos deverão se matricular em pelo menos quatro disciplinas por semestre, o equivalente a 16 créditos. O Curso tem como objetivos específicos oportunizar aos acadêmicos a formação ne- Interior Janeiro 2012.indd 9 cessária em administração de cooperativas, que os capacite a promover o alinhamento da tecnologia de gestão aos objetivos organizacionais; corroborar para que a tecnologia da gestão seja aplicada de forma alinhada com os objetivos organizacionais, através de uma proposta metodológica que promova a integração de conteúdos; contribuir para o desenvolvimento na área de gestão de cooperativas e atender às necessidades regionais e nacionais quanto à formação de profissionais para atuar na área de gestão de cooperativas. Ao final do Curso, o aluno será diplomado como Tecnólogo em Gestão de Cooperativas e terá condições de integrar conhecimentos técnico-científicos nas áreas de Ciência Organizacional, Administração, Contabilidade, Recursos Humanos, Marketing, Finanças, Planejamento, Direito, Educação, Economia e História, sendo capaz de absorver, propor e aplicar tecnologias de gestão cooperativa para identificação e resolução de problemas organizacionais das sociedades cooperativas. Associados e empregados de cooperativas têm possibilidade de adquirir bolsas de estudo no valor de até 70% do investimento total. Para pleitear o benefício, o aluno deve comprovar, no ato da matrícula, o vínculo com uma cooperativa registrada e regular no Sistema Ocergs-Sescoop/RS. 07/02/2012 15:38:37 coluna técnica 10 janeiro de 2012 A representatividade do Sindicato nas negociações coletivas Denilson Prestes, advogado, pós-graduado em Direito Civil – UFRGS/FMP – Assessor Jurídico – Sindicato-Ocergs Com o inicio de um novo ano, começam as negociações das Convenções Coletivas para o período de 2012, buscando aglutinar os direitos sociais, econômicos e políticos frente às relações de trabalho que envolvem os entes patronais (cooperativas) e de outro lado os seus colaboradores (empregados que laboram nas cooperativas), representados respectivamente pelo Sindicato Patronal das Cooperativas (SindicatoOcergs) e de outro lado Sindicato dos Empregados dentro dos seus respectivos ramos (Crédito, Comércio, Alimentação, Transporte e outros). Neste contexto, podemos identificar as funções da negociação coletiva da seguinte forma: a normativa seria a criação de normas aplicáveis às relações de emprego; a obrigacional, a criação de normas válidas para os sujeitos da negociação; a compositiva, visando superar o conflito existente entre as partes; a política, que resultaria do diálogo entre grupos sociais, como forma de suplantar divergências; a econômica, que seria forma de distribuição da riqueza social, pela participação dos colaboradores na vida e desenvolvimento da cooperativa. Alfred J. Ruprecht, sem tratar da matéria de forma sistemática, como Mascaro aponta, dentro dos fins e da importância de negociação coletiva, o que pode ser traduzido como funções de negociação que, além de social (exemplificando: plano de saúde, seguro de vida, assistência ao acidentado, etc.) que se ampara Cosmópolis1 seriam as seguintes: normativa, moderadora, por trazer as pretensões das partes a limites justos e possibilidades reais, e política, por favorecer o diálogo, com a democratização das relações de trabalho. Registre-se que de todas estas funções, sobressai a função normativa, pois, nos mais das vezes, o principal objetivo da negociação é criar normas e condições de trabalho. Por tal razão, a função normativa, juntamente com a lei, é uma das fontes do Direito Individual do Trabalho e traça também diretrizes para normas de seguridades social e de política econômica e social, que revela sua extraordinária importância, ou seja, significa a exteriorização da liberdade como valor supremo do indivíduo, tanto como cidadão quanto como produtor. Desse modo, o Sindicato patronal (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul-Ocergs) exerce a função normativa através da representatividade, se encarregando de cuidar dos interesses dos seus associados (cooperativas) representando-os nas negociações coletivas e em outros procedimentos que se façam necessários. Assim, a ordem jurídica reconhece e dá validade a esses instrumentos. Integra-os no seu macromodelo jurídico, desde que preenchidos os pressupostos de elaboração e validade estabelecido pela legislação, sendo a negociação coletiva a expressão do princípio da autonomia coletiva dos particulares e da liberdade sindical. Neste escopo, o papel das entidades sindicais, seja Sindicato Patronal, seja Sindicato de Empregados, é de suma importância para dar suporte às partes, sempre dando ênfase e observância ao dever de informação, que impõem às partes a obrigação de negociar dando conhecimento à outra das informações necessárias para que a discussão da matéria que é objeto de negociação possa ser travada à luz de um real conhecimento das partes sobre suas respectivas situações e condições. Por fim, temos que a participação efetiva dos sindicatos nas negociações coletivas, como se depreende do art.1142, §2º, da Constituição Federal e, de forma mais expressa, nos art.611 (caput) e art.616 (caput), da CLT, deixa claro a obrigatoriedade da participação dos mesmos nas negociações coletivas, primando pelo princípio da informação e boa fé contratual a fim de garantir a qualidade e igualdade nas condições de trabalho. 1 Segundo Mario Pasco Cosmópolis, citado por Alfredo Ruprecht, a função social da negociação tem as seguintes características: a) é meio de conciliação de conflitos sociais; b) iguala as partes; c) é fonte dinâmica do Direito do Trabalho e d) evita ou modera a competição desleal entres as empresas (na obra do segundo Relações coletivas de trabalho. Tradução Edilson Alkmin Cunha. São Paulo: LTr, 1995. p. 264). 2 Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004). § 2º Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem, é facultado às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica, podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho, bem como as convencionadas anteriormente. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) As cooperativas registradas e regulares podem encaminhar questionamentos à Assessoria Jurídica do Sistema Ocergs-Sescoop/RS, através do endereço eletrônico [email protected] ou acessando o link “Pergunte ao Jurídico”, disponível no site www.ocergs.coop.br. Siga-nos pelo Twitter: http://twitter.com/dir_cooperativo. Interior Janeiro 2012.indd 10 07/02/2012 15:38:52 Divulgação Cooperativas gaúchas estudam o cooperativismo alemão “A organização do cooperativismo alemão é muito moderna e seguramente absorveremos muito deste modelo, que tem se mostrado altamente competitivo e eficaz”, acredita Pretto. Para ele, a viagem despertou a conscientização sobre a necessidade de se constituírem Centrais para que se tenha escala, alavancando assim os preços e conquistando novos mercados. Interior Janeiro 2012.indd 11 11 Cooperativismo janeiro de 2012 Cooperativas gaúchas que produzem laticínios estiveram na Alemanha, conhecendo mais sobre o cooperativismo do país europeu Uma delegação formada pelas cooperativas CCGL, Languiru, Cosuel, Piá e Santa Clara, além da Ocergs, representada pelo vice-presidente, Irno Augusto Pretto, esteve na Alemanha no último mês de novembro, conhecendo um pouco mais sobre o cooperativismo alemão e avaliando possíveis parcerias com o país europeu. De acordo com Pretto, umas das pautas discutidas na viagem foi a possibilidade de se firmar uma parceria entre cooperativas gaúchas e Centrais alemãs para a produção de sorvetes. “Seria o perfeito modelo de sociedade intercooperativa”, explica o vice-presidente. “As Centrais alemãs trariam a indústria, produtos de alta aceitação no mercado europeu e gestão qualificada”. Foi apontada também a possibilidade de se criar uma central de inseminação artificial de bovino leiteiro e outra de geração de energia via fontes orgânicas. O grupo que esteve na viagem elogiou muito o sistema de auditoria das cooperativas alemãs, sugerindo a implantação no Sistema OcergsSescoop/RS. “A organização do cooperativismo alemão é muito moderna e seguramente absorveremos muito deste modelo, que tem se mostrado altamente competitivo e eficaz”, acredita Pretto. Para ele, a viagem despertou a conscientização sobre a necessidade de se constituírem Centrais para que se tenha escala, alavancando assim os preços e conquistando novos mercados. Premiação do Mapa destaca o cooperativismo O Prêmio Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no ano de 2012, terá o cooperativismo como um dos temas a serem trabalhados por alunos de instituições públicas de educação profissional e tecnológica de todo o País. O objetivo da premiação é estimular a aplicação dos conhecimentos técnico-científicos adquiridos pelos estudantes na construção de ideias, tecnologias e empreendimentos inovadores. “A ideia central é que os projetos contribuam para o desenvolvimento socioeconômico e ambiental dos territórios, geração de trabalho e renda, inclusão produtiva e social e inovação tecnológica”, afirmou o Secretário de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Mapa, Erikson Chandoha. A iniciativa reforça as ações que o Mapa e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) estão promovendo em comemoração ao Ano Internacional das Cooperativas. O lançamento do edital está previsto para o dia 10 de fevereiro de 2012 e o período de inscrições deverá se estender até 10 de agosto. Para participar, os alunos interessados deverão desenvolver projetos que se enquadrem em uma das cinco temáticas: Tecnologia da Informação, Inovação Tecnológica, Inclusão Produtiva pelo Cooperativismo ou pelo Associativismo, Plano de Negócio de Micro ou Pequena Empresa Inovadora e Tecnologias Sociais e Assistivas. Após passarem por um processo de análise e avaliação, os três projetos que alcançarem a maior pontuação em cada temática serão premiados no dia 16 de novembro. “O tema ‘Inclusão Produtiva pelo Cooperativismo ou pelo Associativismo’ representa uma excelente oportunidade de apresentar ao público jovem o cooperativismo e o seu importante papel como indutor do desenvolvimento socioeconômico do país e como promotor de integração social”, ressaltou Chadoha. Mais informações sobre a premiação podem ser encontradas no site do Mapa: http://www.agricultura.gov.br. 07/02/2012 15:38:54 Carolina Barcelos Sescoop/RS 12 janeiro de 2012 Sescoop apresenta material do Programa Aprendiz Cooperativo A matriz do Programa Aprendiz Cooperativo foi divulgada para todos os estados durante o II Encontro de Coordenadores da Aprendizagem do Sescoop. No evento, os representantes das unidades estaduais tiveram a oportunidade de conhecer a metodologia e os materiais didáticos e de apoio do programa. Interior Janeiro 2012.indd 12 Desde 2006, o Sescoop/RS (unidade gaúcha do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo) participa do programa Jovem Aprendiz, desenvolvido em cumprimento à Lei Federal 10.097/2000, que determina que as empresas devem ter, em seu quadro de empregados, no mínimo 5% e no máximo 15% de Jovens Aprendizes, com funções que exijam formação profissional. O Programa começou tímido no Estado, mas, em 2007, o Sescoop/RS fez importantes alterações: elaborou de um programa pedagógico com estrutura curricular voltada às necessidades das cooperativas, tendo o cooperativismo como tema transversal, e incluiu cooperativas Educacionais como executoras, levando o Projeto a somar mais de 3.500 alunos em um período de cinco anos. Este ano, porém, o Sescoop reformulou intensamente o Jovem Aprendiz, que passou a se chamar “Aprendiz Cooperativo”. De acordo com o gerente do departamento de Promoção Social do Sescoop/RS, José Zigomar Vieira dos Santos, as mudanças são significativas. “A reformulação é bastante abrangente. Um dos aspectos modificados é o conteúdo programático, que tinha 14 módulos e passou a ter oito. O material também foi incrementado pelos professores e as cooperativas passaram a receber manuais sobre o Programa”, conta Zigomar. A matriz do Programa Aprendiz Cooperativo foi divulgada para todos os estados durante o II Encontro de Coordenadores da Aprendizagem do Sescoop. No evento, os representantes das unidades estaduais tiveram a oportunidade de conhecer a metodologia e os materiais didáticos e de apoio do Programa. “No primeiro semestre de 2012, os Estados estarão aptos a apresentar às cooperativas todo material para, de fato, executar o programa”, destacou a gerente de Formação e Qualificação Profissional, Andrea Sayar. Todo o material didático foi disponibilizado aos coordenadores, incluindo os manuais de operacionalização, do professor e de gestão e avaliação do Programa. 07/02/2012 15:38:58 Rio Grande do Sul está preparado O Aprendiz Cooperativo é um dos maiores projetos do Sescoop/RS. Este ano terá a participação de 1.344 jovens, mas, de acordo com a equipe da unidade gaúcha, este número pode chegar a 1.500 no segundo semestre. Assim como no Jovem Aprendiz, as cooperativas Educacionais Coopeeb, Coeducars, Cooperconcórdia, Coopatere Cootrael serão as executoras. Zigomar acredita que o Aprendiz Cooperativo beneficia a vida profissional dos jovens, além de contribuir para a formação de um quadro social de qualidade nas cooperativas, preparado para enfrentar os desafios do mercado. “O Programa foi estruturado de maneira a criar espaços de reflexão e participação para que o aprendiz amplie suas potencialidades humanas e sociais e desenvolva um espírito empreendedor e cooperativo”, afirma ele. Segundo o gerente de Promoção Social, um dos grandes diferenciais do Aprendiz Cooperativo em relação ao Jovem Aprendiz é que o primeiro atenderá todos estados da federação, respeitando as diversidades, particularidades e necessidades de cada estado, sem perder as diretrizes gerais, que valem para todos. Além disso, os conteúdos programáticos, que agora são chamados de unidades temáticas, terão as dimensões teórica e prática articuladas entre si, partindo do menor para o maior grau de complexidade. “Esta metodologia foi desenvolvida durante dois anos por um comitê nacional, que teve a participação do Sescoop/ RS”, conta Zigomar. “A concepção de matriz curricular fundamenta-se na percepção da educação como um processo contínuo e autônomo, que desenvolva competências exigíveis ao longo da vida profissional”, diz ele. Vagas para a execução prática do Programa Veja quais municípios terão aprendizes cooperativos e quais são as cooperativas gaúchas que disponibilizarão vagas para a execução prática do Programa: • Encantado: Cosuel e Certel • Lajeado: Unimed VTRP, Certel e Sicredi Vale do Taquari Sescoop busca parcerias para o Projeto • Porto Alegre: Confederação Sicredi, Central Sicredi Sul, Sicredi União Metropolitana, Unicred Central, Cooperativa Habitacional Geraldo Santana, Federação Unimed/RS, Unimed Central, Unimed Porto Alegre Na segunda quinzena de janeiro, o Sescoop iniciou uma série de reuniões com diversas entidades, visando identificar possíveis parcerias. As primeiras foram com representantes do Centro Integrado Empresa-Escola (CIEE) e Centro Paula Souza da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (CPS/Fipe), em São Paulo (SP). De acordo com a gerente de Formação e Qualificação Profissional do Sescoop, o objetivo é mapear alternativas que facilitem a execução e acompanhamento do Programa nos estados. “Nosso foco principal será justamente auxiliar as unidades estaduais na operacionalização e gestão das atividades, particularmente aquelas que encontram um pouco mais de dificuldade em razão, por exemplo, de quadro de pessoal reduzido”, diz. Além da preocupação com a gestão, nesta etapa o Sescoop também vai verificar quesitos relacionados à atuação das entidades enquanto formadoras. “Nestas reuniões vamos avaliar, além da questão da infraestrutura das instituições, sua capacidade e experiência como formadoras de professores”, diz. Segundo Andréa, os profissionais que atuarão no programa Aprendiz Cooperativo precisam de conhecimento e linguagem próprios. “O público a ser formado por eles é constituído de jovens, que por si só já caracterizam um grupo diferenciado. Além disso, atua em cooperativas, que são instituições de natureza também diferenciada, por isso, é fundamental que os professores que trabalharão com este público sejam muito bem orientados”, ressalta. Jovem Aprendiz formou mais de 3.500 alunos em cinco anos. Na foto, a formatura de uma das turmas, realizada no espaço do Sescoop/RS no parque da Expodireto Cotrijal • Teutônia: Certel, Languiru e Sicredi Ouro Branco • Picada Café: Coopershoes • Carlos Barbosa: Santa Clara, Certel e Sicredi Serrana • Erechim: Aurora Alimentos, SicrediNorte • Espumoso: Cotriel e Sicredi Espumoso • Frederico Westphalen: Cotrifred e Sicredi • Ibirubá: Cotribá e Sicredi Ibirubá • Não-Me-Toque: Cotrijal e Sicredi Alto Jacuí • Nova Petrópolis: Piá, Certel e SicrediPioneira • Panambi: Cotripal e Sicredi Panambi • Sananduva: Majestade, Sicredi Altos da Serra e Coasa • Santa Cruz do Sul: Certel, Sicredi Vale do Rio Pardo e Unimed • Sarandi: Cotrisal, Sicredi Região da Produção, Aurora Alimentos • Soledade: Coagrisol, Certel e Sicredi Botucaraí • Tapera: Cotrisoja, Santa Clara e Sicredi Rota das Terras • Taquari: Certaja, Ouro do Sul e Certel • Cruz Alta: Unimed Cruz Alta, Cotribá, Coceagro, CCGL e SicrediPlanalto Luana Trevisol Nem todos os estados executavam o Jovem Aprendiz. Este é um dos diferenciais do Aprendiz Cooperativo: trata-se de um programa nacional, para todas as unidades do Sescoop. Segundo Andréa, a interlocução com as unidades estaduais é essencial para conhecer as necessidades e adequar o programa às realidades dos estados. “Esta é a oportunidade que temos, enquanto unidade gestora do programa em âmbito nacional, de ouvir os anseios e realidades dos estados, uma vez que, aqui, nós não operacionalizamos as ações”, explicou. A gestora afirma, ainda, que estão previstos encontros anuais de manutenção, além de mais um encontro no primeiro semestre de 2012, para a avaliação de demandas e encaminhamento de questões de ordem legal. 13 Sescoop/RS janeiro jane ja neiririroo de 22012 ne 0122 01 • Cerro Largo: Sicredi Serro Azul • Ijuí: Unimed Noroeste, Crehnor, Ceriluz, Sicredi União e Cotrijuí • Santa Rosa: Unimed Santa Rosa, Comtul, Cotrirosa, Coopermil e Cooperluz • Santo Ângelo: Unimed Missões, SicrediUnião e Cotrisa • São Luiz Gonzaga: Coopatrigo, Sicredi União, Cotrijuí e Cermissões • Três de Maio: Cotrimaio, Certhil, Cooperagrícola e Comtul • Salvador das Missões: Cooperoque e Cotrisul • Caçapava do Sul: Sicredi e Unimed Santa Maria • Santa Maria: Sicredi Região Centro • Montenegro: Unimed Vale do Caí Interior Janeiro 2012.indd 13 07/02/2012 15:39:26 Cooperativas 14 janeiro de 2012 Cosuel lança programa de gestão compartilhada A Cosuel, de Encantado, é pioneira no Brasil em um importante projeto para beneficiar pequenos produtores rurais. Trata-se do Programa Associativo de Produção Leiteira, que busca reunir produtores em torno de um empreendimento de produção associativa, proporcionando o aumento da produtividade e da renda dos associados. A proposta do programa é simples. Cada propriedade forma uma espécie de núcleo, composto por uma média de 20 famílias, com um mínimo de 200 vacas alojadas. Os produtores serão sócios do empreendimento, adquirindo suas cotas de acordo com o número de animais alojados. A infraestrutura, a tecnologia e a administração técnica são de responsabilidade da cooperativa, enquanto a gestão é executada em conjunto, pela Cosuel e as famílias associadas. Os ganhos do produtor são fundamentados no número de vacas cotadas e na alimentação do animal, que é de responsabilidade das famílias. A Cooperativa se responsabilizará pela tecnologia na alimentação, com a proposta de um sistema moderno para mistura dos nutrientes. De acordo com o presidente da Cosuel, Gilberto Piccinini, o padrão de produção desse programa garantirá maior qualidade do leite e, em consequência, melhor preço e melhor qualidade de vida aos agricultores, já que a carga horária de trabalho será reduzida. Apesar da redução do volume de trabalho, estima-se que vacas que hoje produzem até 12 litros de leite por dia passem a produzir mais de 24 litros, devido ao controle de qualidade. Sob esta perspectiva, a previsão de crescimento da receita do associado é de 168% dentro de seis a nove anos. De acordo com o diretor superintendente da Cosuel, Carlos Alberto Freitas, outros benefícios gerados pelo Programa são a eliminação da sazonalidade de produção e redução dos custos de frete e assistência técnica. Ele lembra ainda que o aumento da renda tem efeito multiplicador, gerando ganhos Interior Janeiro 2012.indd 14 Vinícius Flôres Programa visa unir pequenos produtores em propriedades com uma média de 200 vacas, geridas por cerca de 20 famílias Uma visita à Galícia incentivou a Cosuel a implantar o programa. Representantes da Cosuel, políticos e lideranças regionais participaram da viagem, realizada em 2010 para a economia como um todo. “A Cosuel não visa lucrar em cima do produtor com esse programa. O sistema de cooperativismo serve para o crescimento de todos”, destaca ele. O programa foi apresentado ao secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Mainardi, em novembro de 2011. ‘É um dia histórico para o Estado”, afirmou. “Com esse programa, vemos que o futuro nos reserva um espaço extraordinário no mercado mundial”. Atualmente, a indústria leiteira representa 2,67% do PIB do Estado. Até 2020, a Cosuel pretende fazer com que essas unidades atinjam a média de 30 litros de leite ao dia, chegando a 9.150 litros por lactação, faixa dos maiores produtores do mundo. Atualmente, 49% da renda das propriedades rurais do Vale do Taquari são oriundas da indústria leiteira. Para o associado Juari Ceratti, de Coqueiro Baixo, o projeto tem uma ótima perspectiva de futuro. Ele ressalta que a mão-de-obra no campo está cada dia mais escassa. Já para Marlinho Salini, produtor de Vespasiano Corrêa, o programa permitirá mais descanso nos finais de semana, já que, hoje, a atividade leiteira demanda muito de sua atenção. A Cooperativa está em fase de negociação com prefeituras da região que estejam interessadas em apoiar o projeto. A iniciativa para implantação do Programa Associativo de Produção Leiteira surgiu após uma viagem à Galícia, na Espanha, feita em 2010 por membros da Cooperativa, políticos e lideranças regionais. 07/02/2012 15:39:44 Divulgação/Camol Camol promove encontro de mulheres São José do Ouro sediou, no final do ano passado, o 2º Encontro de Mulheres Cooperativistas da Camol. A segunda edição do evento, realizado de dois em dois anos, foi promovida pela Camol com o apoio da CCN (Central de Cooperativas do Nordeste do RS) e do Sescoop/RS. Cerca de 500 mulheres assistiram ao palestrante especialista em motivação humana Ainor Lotério, de Santa Catarina, que falou a respeito da participação efetiva da mulher na cooperativa, além de abordar a vida familiar, a auto-estima, a liderança e a força feminina cooperativista. O encontro ainda teve bênção religiosa, pronunciamento do presidente da Camol, Adilo Gelain, apresentações audiovisuais e almoço de encerramento com a presença de autoridades do setor agrícola. 15 cooperativas janeiro de 2012 Encontro de Mulheres Cooperativistas da Camol reuniu cerca de 500 participantes em São José do Ouro Cotrijuí é destaque em homenagem São Luiz Gonzaga sediou, no dia 13 de dezembro, a entrega de comendas às empresas que mais contribuíram para a formação do Valor Adicionado do ICMS (retorno do imposto ao município). A Cotrijuí foi destaque no evento, ocupando o primeiro lugar do ranking de 20 empresas homenageadas. É o segundo ano consecutivo em que a Cotrijuí lidera a lista, por sua Unidade Frigorífica (suínos), em São Luiz Gonzaga, com o índice de 23,26% de participação no índice de retorno de ICMS. A Coopatrigo, de São Luiz Gonzaga, ficou em segundo lugar. Cosulati recebe colaboradores para celebrar resultados Supermercado Santa Clara tem nova unidade em São Pedro novo espaço, agora de propriedade da Santa Clara, o supermercado passa a oferecer aos consumidores da região de São Pedro maior variedade de produtos. Além de linhas variadas de alimentos e bebidas, padaria, açougue, hortifrutigranjeiros, produtos de limpeza, perfumaria e espaço agropecuário, a nova unidade do Supermercado Santa Clara possui também uma loja de confecções. Na presença de autoridades, funcionários, associados e imprensa, o presidente da Santa Clara, Rogerio Bruno Sauthier, inaugura a nova filial ao lado da vice-prefeita de São Pedro da Serra, Iara Sanders Roesler Interior Janeiro 2012.indd 15 Divulgação/Santa Clara A Cooperativa Santa Clara inaugurou, em dezembro de 2011, as novas instalações de seu supermercado em São Pedro da Serra. A filial tem área construída de 1.200 m² e está localizada na avenida Pedro Chies, nº 303, no Centro de São Pedro da Serra. A Cooperativa já mantinha uma filial no município desde 1985, em um prédio alugado. Com o Cerca de 1.500 pessoas, entre colaboradores, associados, familiares e convidados de Pelotas, Canguçu, Capão do Leão e Morro Redondo se reuniram na tradicional confraternização de final de ano dos colaboradores da Cosulati, no dia 10 de dezembro. O evento, organizado pelo Departamento de Comunicação da Cooperativa, foi realizado no Centro de Eventos de Pelotas. A confraternização assinalou o encerramento das atividades do ano da Cosulati e celebrou os resultados positivos alcançados durante o ano. Além de homenagens e pronunciamentos da equipe de diretoria, os coordenadores da iniciativa programaram atividades específicas para as crianças, com recreação de brinquedos infláveis, distribuição de presentes, show de mágica e chegada do Papai Noel. Houve sorteio de uma moto Honda Fan 125, duas TVs LCD e quatro viagens com acompanhante para o Beto Carrero. “A festa não é apenas uma confraternização, é um momento de integração entre os colaboradores e reconhecimento do trabalho de cada um no ano que passou”, afirma a coordenadora do evento, Viviane Retzlaff. 07/02/2012 15:39:48 Languiru inaugura supermercado Éderson Moisés Käfer Cooperativas 16 janeiro de 2012 Novo Supermercado Languiru, inaugurado em 25 de janeiro, fica em Bom Retiro do Sul No dia 25 de janeiro, a Cooperativa Languiru inaugurou, no município de Bom Retiro do Sul, seu novo supermercado. A inauguração foi prestigiada pelo Conselho de Administração, Conselho Fiscal, associados e clientes. A quarta loja da Cooperativa, que entrou em funcionamento no dia 26 de janeiro, empregará 34 colaboradores e disponibilizará em torno de 10 mil itens de mer- cearia, açougue, confeitaria, padaria, hortifruti, ferragens e insumos. Segundo o presidente Dirceu Bayer, é possível ver o crescimento da Languiru através de seus investimentos. Para ele, a Cooperativa reforça gradativamente a sua posição entre as maiores organizações do Rio Grande do Sul. “Queremos desenvolver o aspecto social, porque a Languiru é do Vale do Taquari”, afirmou. Bayer observa que, com o supermercado, a Languiru resgata sua tradição no município, lembrando que muitos associados de Bom Retiro são destaques na produção de matéria prima. “O supermercado está sendo inaugurado para a Languiru ficar mais próxima de seus produtores. Da mesma forma, nossos clientes e fornecedores são fundamentais”, sintetizou. O presidente frisou que a Cooperativa cresce porque o associado acredita nela. “Nós viemos para somar e crescer com o município, além de melhorarmos as condições sócio econômicas dos nossos associados”, afirmou. Ressaltando o planejamento da Languiru, o vice-presidente Renato Kreimeier comentou que ela é referência no cooperativismo gaúcho. “É um dia especial para a Cooperativa e a região. É um grande sonho que vem ao encontro aos associados. Um belo supermercado, sem dúvida um dos mais bonitos da região”, falou. O coordenador da loja, Robson Luís de Souza, agradeceu aos coordenadores e colaboradores dos outros supermercados da Languiru, que ajudaram a montar a loja de Bom Retiro do Sul. O prefeito de Bom Retiro do Sul, Celso Pazuch, relembrou o histórico da Languiru no município e agradeceu à Cooperativa por mais uma vez investir no município. Lançada pedra fundamental do Hospital Unimed Litoral Sul A pedra fundamental do Hospital Unimed Litoral Sul foi lançada oficialmente no dia 27 de janeiro, em cerimônia realizada na sede da Cooperativa para autoridades, médicos cooperados, imprensa, dirigentes de outras Unimeds e convidados. O Hospital ficará localizado na própria sede da Cooperativa, numa área de 6 mil metros quadrados. O investimento será de 25 milhões e a estimativa é de geração de 500 empregos, entre diretos e indiretos. A complexidade é média, dimensionado para 80 leitos de internação, cinco salas de cirurgia e cerca de 15% dos leitos para cuidados intensivos de adulto, pediatria e neonatal. Os principais serviços serão centro cirúrgico; centro obstétrico – maternidade com Labor Delivery Room; internações clínicas e cirúrgicas – adulto e pediátricas; UTI adulto pediátrica e neonatal, Centro de Diagnósticos e Pronto Atendimento. O dimensionamento será de cinco salas cirúrgicas; 80 leitos de internação; 12 leitos UTI e 11 salas integrando o Centro de Diagnósticos (análises clínicas, raio X telecomandado, ultrassonografia, densitometria óssea, mamografia, tomografia e ressonância nuclear magnética). O complexo terá uma estrutura moderna, com destaque especial para os requisitos de sustentabilidade, integração inter-setorial, fluxos operacionais e eficiência econômico-financeira, além de atender os programas de certificação correspondentes à acreditação nacional e internacional vigentes. O projeto de implantação do Hospital Unimed e Centro de Diagnósticos foi aprovado por unanimidade em Assembleia Geral Extraordinária, no dia 18 de julho de 2011. “A decisão tomada garantirá condições de trabalho aos cooperados e atendimento aos nossos clientes, além de permitir a sustentabilidade da nossa cooperativa, firmando nossa posição no desenvolvimento de Rio Grande e região”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Unimed Litoral Sul, Carlos Faria. O Hospital Unimed tem como objetivo oferecer seus serviços aos beneficiários dos planos de saúde do Sistema Unimed, aos seus médicos cooperados e à comunidade da região de abrangência, que compreende os municípios de Rio Grande, São José do Norte, Santa Vitória do Palmar e Chuí. A previsão é que ele entre em operação em julho de 2014. Hospital da Unimed Litoral Sul deve ficar pronto em julho de 2014 Interior Janeiro 2012.indd 16 07/02/2012 15:39:57 Unimed VTRP doa brinquedos arrecadados em ação Divulgação/Unimed VTRP Uniodonto e Unicursos encerram mais uma turma A Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (VTRP) lançou, em novembro de 2011, o Troca Solidária, para comemorar o alcance de mil fãs em sua página no Facebook (http://www.facebook.com/unimedvtrp). O objetivo do projeto, que ainda está em execução, é arrecadar brinquedos e livros infantis para instituições que atendem crianças em situação de vulnerabilidade social. Quem fizer a doação nos pontos de Atendimento ao Cliente Unimed em Santa Cruz do Sul, Lajeado e São Jerônimo, recebe um brinde ecológico da Cooperativa. São sacolas, frasqueiras e estojos feitos com lonas reutilizadas. Em Santa Cruz do Sul, já foram arrecadados cerca de 80 brinquedos e livros, que foram re- passados à Coomcat (Cooperativa de Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul) no dia 29 de dezembro. A entidade realizou, no dia 30, uma festa de encerramento, quando o Papai Noel entregou os presentes aos filhos de catadores cooperados. A arrecadação continuará até quando durarem os estoques de brindes. Serão beneficiadas, além da Coomcat, o Abrigo Mary Taranger, de Rio Pardo; a Casa Lar Saidan, de Lajeado; a Casa da Criança Ceci Leite Costa, de Taquari, e a Obra Social São Cristóvão, de Lajeado. O desenvolvimento da ação pode ser acompanhado nas redes sociais da Unimed VTRP: http://www.facebook. com/unimedvtrp e http://twitter.com/unimedvtrp. Unidonto VTRP/Divulgação Representante da Coomcat recebeu brinquedos e livros arrecadados pela Unimed Mais uma turma de auxiliares de saúde bucal (ASB), profissionais responsáveis pelo atendimento inicial e preparação dos pacientes no consultório, formou-se em Lajeado, no dia 16 de dezembro. O curso, com300 horas de aulas teóricas e práticas e mais 100 horas de estágio, foi promovido pela Unicursos, que presta cursos na área da saúde, e pela Uniodonto. Para ser um auxiliar de saúde bucal, é necessário registro do CRO/RS (Conselho Regional de Odontologia do RS). Segundo o coordenador do curso, Diego Augusto Pretto, o curso atende às necessidades do mercado e dos dentistas. “Uma das características de nossos cursos é que geralmente cinco ou seis alunos que ainda não trabalham na área estão, antes do final do curso, prestando seus serviços em clínicas ou consultórios particulares”, afirma. 17 cooperativas janeiro de 2012 Parte da turma, que formou 20 alunasno curso de Auxiliar de Saúde Bucal, e três professores O Sindicato Rural de Lajeado garantiu, através de convênio firmado com a Uniodonto Vales do Taquari e Rio Pardo (VTRP), tratamento odontológico e serviços ampliados a seus sócios e funcionários. Cerca de duas mil pessoas serão beneficiadas pela parceria, sem que o custo do plano aumente. O presidente do Sindicato, Adilson Metz, explica que o Sindicato paga a taxa mensal do convênio e o associado pagará apenas a taxa de prestação extras, caso houver. “O convênio foi firmado com a Uniodonto por ela ser a maior cooperativa de saúde odontológica do Brasil, com 40 anos de atividade e garantia pelos serviços prestados”, afirma Metz. O convênio inclui atendimento em horário comercial, urgência 24 horas em Lajeado e urgência nacional, através da rede de mais de 25 mil dentistas pelo Brasil. O atendimento comercial é feito na Clínica de Especialidades da Uniodonto, localizada na Rua Júlio de Castilhos, no Centro de Lajeado, onde há sete dentistas e seis gabinetes odontológicos. A Uniodonto ainda conta com 29 dentistas associados no município e mais 236 pela região. Interior Janeiro 2012.indd 17 Divulgação Sindicato Rural e Uniodonto VTRP firmam parceria Presidente do Sindicato, Adilson Metz, e presidente da Uniodonto VTRP, Irno Pretto, firmaram parceria no dia 1o de dezembro 07/02/2012 15:40:10 cooperativas 18 janeiro de 2012 Clientes da Unimed VTRP vão usar a biometria no processo de atendimento A partir deste mês, clientes da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (Unimed VTRP) que procurarem consultórios de médicos cooperados em Lajeado, Estrela, Arroio do Meio, Cruzeiro do Sul e Santa Clara do Sul poderão fazer o cadastramento de suas impressões digitais. A Cooperativa está trabalhando para a completa informatização de seu processo de atendimento e o uso da biometria vai substituir, gradualmente, a atual senha do cartão magnético. Depois de coletada a impressão digital do cliente na primeira vez que ele comparecer a um consultório habilitado, esta será sua forma de acesso a todos os outros pontos de atendimento igualmente informatizados – laboratórios, clínicas de fisioterapia e diagnóstico por imagem e hospitais. “Essa mudança vai facilitar e agilizar o acesso do paciente, que não precisará memorizar ou ficar procurando sua senha. Ou ainda, muitas vezes, ligar para o SAC para obter esta informação”, explica o vice-presidente da Unimed VTRP, Aldo Pricladnitzki. Outra novidade é a possibilidade de o histórico de atendimento do paciente ser armazenado no sistema. Assim, se o cliente autorizar o acesso do médico, este poderá obter informações sobre consultas e exames realizados. Segundo Pricladnitzki, essa ferramenta deverá contribuir para uma melhora na qualidade da assistência médica, agilizando o diagnóstico médico. O novo sistema está sendo implantado por etapas, nos 670 pontos de atendimento espalhados pelos 59 municípios da área de abrangência da Cooperativa: vales do Taquari e Rio Pardo e região do Jacuí. A meta da organização é habilitar, até o final deste ano, todos os médicos cooperados, secretárias e atendentes desses locais para o uso da biometria, além de cadastrar os mais de 180 mil clientes da Unimed VTRP. Além da praticidade, a informatização do processo q de atendimento terá como consequência também a redução no consumo de papel, que deve ximachegar a uma economia de aproximano. damente cinco toneladas por ano. Segundo o supervisor da áreaa de Tecnologia da Informação daa Cooperativa, Daniel Hallmann, ass guias impressas de autorizaçõess devem sair de circulação no pro-cesso de atendimento. “Quandoo o médico requisitar algum examee ade laboratório, por exemplo, o pa- Saiba mais • A impressão digital (biometria) substituirá a senha do cartão, mas não o cartão Unimed. Ele é o documento que identifica a pessoa como cliente. • Até o final deste ano a senha do cartão continuará valendo em pontos de atendimento que utilizem o sistema atual, até que estes também migrem para o novo. • Em alguns casos não será possível o uso da identificação biométrica. Pessoas com menos de 6 anos ou com mais de 75 anos, além daquelas que em decorrência do exercício da profissão tenham a pele dos dedos desgastada, poderão usar apenas o cartão, sem precisar de senha ou de identificação biométrica. • O cliente da Unimed VTRP que tiver um plano com abrangência nacional e precisar de atendimento em outra região que não possui identificação biométrica terá assistência apenas apresentando o cartão. • Outras informações podem ser obtidas na Unimed VTRP, pelo 0800 051 1166 (SAC 24 horas). Cuide Agora em Ação já tem seis episódios Uma das ações comemorativas aos 40 anos da Unimed Porto Alegre é o “Cuide Agora em Ação”, um programa transmitido pela internet e composto por oito vídeos, 17 posts em texto, fotos, tweets e geolocalização dos seis participantes. O objetivo é retratar a importância de uma vida saudável e de hábitos preventivos. Os episódios são publicados no hotsite especial dos 40 anos: www.unimedportoalegre40anos.com.br. Sete vídeos já estão no site, com dicas sobre gravidez e maternidade, saúde e desenvolvimento da criança, escolha profissional, bem-estar na terceira idade e saúde do adulto. Os episódios são produzidos com a participação de pessoas que possuem um perfil que se encaixe no assunto abordado, como uma mãe e seu recém-nascido, uma adolescente que prestará vestibular e uma idosa de hábitos saudáveis. Após assistir o episódio, o público pode enviar mais dicas ao participante e ainda concorrer a uma viagem para Chapada Diamantina, Costão do Santinho ou Porto de Galinhas. Interior Janeiro 2012.indd 18 ciente não receberá nenhum documento em papel. Ao chegar neste prestador de serviço, o cliente fornecerá sua impressão digital e o atendente conseguirá visualizar no sistema todos os exames solicitados”, explica. Unimed Porto Alegre inaugura Laboratório em Gravataí A Unimed Porto Alegre inaugurou, no dia 5 de janeiro, um Laboratório em Gravataí, que deve beneficiar 32 mil clientes da Cooperativa na região. No local podem ser realizadas coletas de exames clínicos e emissão de guias para exames e internações. O posto de coleta do Laboratório já está em funcionamento junto à unidade da Unimed Porto Alegre no município, na Rua Adolfo Inácio Barcelos, 888. O local fica aberto de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h e nos sábados, das 7h às 13h. O Laboratório Unimed conta atualmente com cinco unidades de atendimento em Porto Alegre, além de estruturas em Cachoeirinha, Canoas, Gravataí e Esteio. 07/02/2012 15:40:20 Coprel comemora 44 anos Divulgação/Coprel Transformadores na cor laranja sinalizam a presença da Coprel em 72 municípios gaúchos Sistema Interligado de Energia garante fornecimento em épocas de estiagem Com a escassez de chuva no Estado, muitas áreas têm suas rotinas modificadas. A produtividade do meio agrícola, que tem o desenvolvimento de suas lavouras e rebanhos afetado pela falta de água, e o racionamento para o abastecimento humano, que já ocorre em algumas cidades, são alguns exemplos. Mas outro segmento que também sente os reflexos da seca é a geração de energia elétrica em Pequenas Centrais Hidrelétricas. A Certel, que opera com as PCH’s Salto Forqueta, no rio Forqueta, entre Putinga e São José do Herval, e Boa Vista, no arroio Boa Vista, em Linha Geraldo, Estrela, informa que a vazão dos leitos está muito reduzida. “A geração de energia está em 10% da capacidade total”, afirma o diretor de geração da Cooperativa, Julio Cesar Salecker. A solução para que não haja racionamento de energia elétrica nestas condições está no Sistema Interligado Nacional, que conta com o apoio de grandes usinas hidrelétricas, como Itaipu, no Paraná, e Tucuruí, no Pará, que têm água represada nas estruturas e ajudam as barragens menores. “Quando a vazão é pequena, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aumenta a geração nas usinas com grandes lagos, aciona as termelétricas e, em último caso, restringe carga”, explica. Salecker acrescenta que a média mensal de precipitações precisa voltar ao normal, entre 120 e 170 milímetros/mês, para manter o fornecimento, e ressalta que, se chover uma média de 15mm/ semana, o problema é amenizado. “Existe sempre uma crítica muito forte à construção de grandes usinas devido aos seus impactos ambientais, mas elas são fundamentais para que tenhamos energia com confiança de fornecimento. Afinal, o nosso desenvolvimento depende de energia”, avalia. Interior Janeiro 2012.indd 19 Muita luz e prosperidade Mais um ano inicia. É tempo de avaliação, de novas projeções, de pensamentos positivos e de recarregar as energias. A cada dia somos desafiados, temos novos propósitos e novas ideias. Assim foi em 2011, quando percebemos o constante crescimento da demanda de energia elétrica, e com enorme alegria, projetamos investimentos para atender as necessidades. Passou o tempo em que a energia elétrica era somente para iluminar as casas. Hoje, ela é mais! É oportunidade para quem acredita que é possível gerar renda e viver com qualidade no interior. Estamos felizes! O meio rural cresce, as famílias cooperantes melhoram suas receitas, desenvolvem suas propriedades e novas indústrias acreditam no potencial da região. A Coprel, através do fornecimento constante de energia elétrica de qualidade, quer acompanhar e incentivar esse desenvolvimento. Novas redes trifásicas estão sendo projetadas, tecnologias estão sendo inseridas no trabalho e o grande investimento de 2012: a construção de uma nova subestação 20MVA com tensão de 69/13,8kV, em Ibirubá. Com previsão de investimento de mais de 6 milhões de reais, essa subestação irá disponibilizar mais energia para a região do Alto Jacuí, beneficiando principalmente os municípios de Ibirubá, Quinze de Novembro,, Fortaleza dos Valos,, Selbach,, Colorado e anha Marinho. Saldanha stamos preparados para os Estamos desafifios. os. Acreditamos que 2012 será um bom ano e contamos com o apoio de cada família ligadaa na Coprel. ânio Vital Stefanello, presidente Jânio da Coprel Cooperativa de Energia Divulgação/Coprel A Coprel Cooperativa de Energia, com sede em Ibirubá, foi fundada por um grupo de agricultores no dia 14 de janeiro de 1968, quando a luz elétrica era uma realidade exclusivamente urbana. Ao completar 44 anos, a Cooperativa tem muitos motivos para comemorar. Hoje, a Coprel 173 colaboradores e participa da vida de mais de 46 mil famílias em 72 municípios, abrangendo 21 mil km² nas regiões da Produção, Alto Jacuí, Alto da Serra do Botucaraí, Nordeste, Noroeste Colonial, Central, Rio da Várzea, Norte e Vale do Rio Pardo. Leva energia para a área rural e urbana de 14 destes município e, em vários outros, atende também as áreas industriais e loteamentos. Possui 171.408 postes - mais de 80% de concreto – e 15.232 transformadores. Mais de 17 mil quilômetros de rede ligam o homem do campo e da cidade ao desenvolvimento. 19 cooperativas janeiro de 2012 07/02/2012 15:40:23 Samuel Dickel Bünecker cooperativas 20 janeiro de 2012 Quase uma tonelada a menos em 20 semanas de reeducação alimentar Participantes que eliminaram mais de dez quilos foram parabenizados na festa de encerramento do 17º Peso Leve Mais de 200 pessoas compareceram ao encerramento da 17ª edição do programa de reeducação alimentar Peso Leve, na noite de 14 de janeiro, em Teutônia. Realizada na sede do Clube Esportivo e Recreativo Teutoniense, a festa permitiu comemorar a eliminação de 956 quilos – o equivalente a 9,4 metros de cintura diminuídos – em 20 semanas de reeducação alimentar com atividades físicas, brincadeiras, apoio comportamental e integração. Dos 295 participantes que iniciaram esta edição em Lajeado, Peso Leve tem inscrições abertas Já está aberto o período de inscrições para a 18ª edição do Peso Leve. No primeiro semestre de 2012, o Programa será realizado a partir do dia 27 de fevereiro em Arroio do Meio (às segundas-feiras, das 15h às 17h, no Centro Cultural), em Travesseiro (às segundas-feiras, das 18h30min às 20h30min, na sede do Esporte Clube Travesseirense), em Teutônia (às terças, das 14h30min às 16h30min, no salão da Comunidade Católica de Languiru),em Lajeado (às terças, das 18h30min às 20h30min, no salão da Paróquia São Cristóvão) e em Barão (às quartas-feiras, das 18h30min às 20h30min, em local a ser definido). São necessários grupos de, no mínimo, 50 inscritos para cada local. Coordenado pelo Departamento de Relações Institucionais da cooperativa, o Peso Leve conta com equipe multidisciplinar formada por nutricionista, professores de educação física, psicóloga, assistente social, técnica de enfermagem e fisioterapeuta. Em 17 edições, o programa já auxiliou 3.389 pessoas a emagrecerem 12.800 quilos. Travesseiro, Arroio do Meio e Teutônia, 221 chegaram até a final, uma permanência de 75%. Destes, 110 não faltaram em nenhum encontro. Um vídeo editado pelo Departamento de Relações Institucionais, com entrevistas e flashes do programa, foi uma das atrações da noite, fazendo os participantes se emocionarem. A nutricionista Helena Conrad dos Santos e o professor de educação física Leandro Tiggemann apresentaram os resultados alcançados pelo grupo. A diminuição de peso foi de 371 quilos em Lajeado, 203 em Arroio do Meio, 160 em Teutônia e 222 em Travesseiro. Quanto à prática de atividades físicas, obteve-se uma média de 3,1 dias por semana de exercícios. Implantou-se o teste Vai e Vem, de caminhada, que atingiu 638 metros percorridos e 6,2% de melhora no condicionamento físico dos participantes. O presidente da Certel, Egon Édio Hoerlle, e o vice-presidente, Erineo José Hennemann, cumprimentaram os participantes chamando-os de herois pela conquista. “Além de reeducar o corpo e a mente, o Peso Leve também enfatiza a importância do coleguismo e da união entre as pessoas”, avalia Hoerlle. Lara Fuhr, de Arroio do Meio, foi campeã em eliminação de peso do programa, com 22 quilos e 950 gramas emagrecidos. “Coloquei em prática tudo o que a gente aprendeu e deu certo. Queria emagrecer 19 quilos e 800 gramas e acabei superando esta expectativa”, afirma. Ela conta porque procurou o Peso Leve. “Escutei na rádio e me interessei, então me inscrevi e fui fazer. Tinha colesterol, triglicerídios e pressão arterial altos, mas já estou bem melhor”. Lara ainda cita os principais fatores que contribuem para o sucesso deste programa de reeducação alimentar. “É preciso exercício físico, alimentação correta e pensamento positivo. Já estou ansiosa para participar da próxima edição”, recomenda. A fim de evitar que seus consumidores sejam prejudicados pela falta de eletricidade, a Certel Energia realiza obras e melhorias em sua rede elétrica de forma planejada. As manutenções no sistema de distribuição são feitas sempre nas primeiras horas da manhã, em horários previamente divulgados nas rádios da região e no programa Contato Direto. O Centro de Operação do Sistema (COS) da Cooperativa também informa com antecedência os associados e empresas e faz as eventuais interrupções em comum acordo. Segundo o vice-presidente da Certel, Erineo José Hennemann, estas medidas são fundamentais para que a confiabilidade do fornecimento não seja prejudicada. “Mais de 55 mil associados dependem da energia elétrica para o desempenho de suas atividades. No caso específico de quem é agricultor, a falta de energia em horários de maior temperatura, como à tarde, pode resultar na mortalidade de animais, entre outros prejuízos”, explica. Interior Janeiro 2012.indd 20 Pauline Klein Certel Energia programa desligamentos Manutenção com linha energizada afasta o risco da falta de luz Hennemann destaca que, há 11 anos, a cooperativa conta com atividades de manutenção com linha energizada, que possibilitam trabalhos em contato com rede de 13,8 mil volts sem desligá-la. E, para diminuir ainda mais a incidência de desligamentos, a cooperativa adquiriu recentemente seu segundo caminhão equipado para manutenção em redes ligadas. “É um ca- minhão maior, com duas cestas que alcançam uma altura de 13 metros, facilitando a troca de cruzetas e outros trabalhos. É uma importante atividade que o consumidor não percebe, pois afasta o risco da falta de luz e de prejuízos”, afirma Hennemann, observando que a operação à distância em rede energizada de 69 mil volts é realizada desde 1991. 07/02/2012 15:40:42 Unicred Central RS e BRDE firmam parceria para linhas de crédito A Unicred Central RS assinou, no dia 20 de janeiro, o termo de cooperação técnica com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A parceria permitirá às 19 unidades singulares ligadas à Unicred Central RS oferecer aos cooperados uma nova fonte de recursos, conforme as linhas de crédito disponíveis junto ao BRDE, buscando estimular projetos que gerem desenvolvimento nas localidades. O termo de cooperação busca viabilizar aos associados da cooperativa de crédito no Estado a obtenção de linhas de financiamento para a realização de projetos como ampliação de hospitais, clínicas de saúde, aquisição de equipamentos, entre outros, tanto para pessoa física quanto jurídica. “Essa é mais uma fonte de crédito que disponibilizaremos aos nossos cooperados para que ampliem seus negócios e desenvolvam novos projetos”, comentou o diretor-presidente da Unicred Central RS, Léo Airton Trombka. Ele acrescentou que a parceria firmada também servirá de incentivo para que outros profissionais e empresas se associem às cooperativas localizadas no Rio Grande do Sul. Já o vice-presidente do BRDE, Carlos Henrique Horn, destacou que o relacionamento com o segmento cooperativista tem trazido benefícios para ambas as partes. “Os investimentos realizados são seguros e confiáveis”, afirmou. Para o gerente de Planejamento do BRDE, Carlos José Ponzoni, o acordo permitirá aos só- cios das cooperativas usufruírem dos montantes disponíveis no Banco, conforme os interesses de cada associado da Unicred. “A singular terá a oportunidade de ampliar sua carteira de cooperados e, ao mesmo tempo, de compartilhar rendimentos, sem que perca projetos para outras instituições”, avaliou. A Unicred Central RS conta com um ativo total de mais de R$ 956 milhões, sendo que aproximadamente 50% estão emprestados aos seus cooperados, e um patrimônio líquido de quase R$ 157 milhões. São 56 agências no Estado e 26 mil associados. Já o BRDE conta com patrimônio líquido de R$ 1,250 bilhão e 35 mil clientes nos três estados do Sul do País. 21 cooperativas janeiro de 2012 Com o objetivo de esclarecer as principais dúvidas sobre a resolução 3.658/11, que vigora desde o dia 22 de janeiro, a Central Rede Transporte se reuniu com duas grandes administradoras de pagamento eletrônico de frete: a IPC e a DBTrans. O encontro ocorreu no dia 10 de janeiro, no Centro de Formação Profissional Cooperativista do Sescoop/RS, em Porto Alegre. James Vanin, gerente comercial da IPC, apresentou sua empresa e comentou os principais pontos da resolução 3.658/11, destacando a extinção da carta-frete e a determinação do pagamento de frete do transportador autônomo de cargas por meio de depósito em conta bancária ou outro meio regulamentado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O gerente comercial da DBTrans, Ramiro Llorens, e o consultor Edson Fernandes apresentaram o sistema Rodocred Frete, destacando que o objetivo principal do governo é formalizar o mercado de transporte rodoviário. Para Paré, o trabalho da Central Rede Transporte é viabilizar o cumprimento da legislação da conta frete pelas cooperativas sem traumas na operação e com menor custo possível. “Considerando o volume financeiro de negócio das cooperativas de Transporte, Divulgação/Central Rede Transporte Rede Transporte promove reunião sobre Conta-frete Reunião das cooperativas de Transporte foi realizada no Centro de Formação Profissional Cooperativista, em Porto Alegre temos condições de customizar uma solução com benefício para todos envolvidos”, afirma. Estiveram presentes o presidente da Central Rede Transporte, Abel Moreira Paré, o vicepresidente, Luiz Hélio Girotto, o diretor financeiro Roberto Brezolin, o diretor operacional, José Luis Santin, o secretário Astrogildo dos Santos, e o coordenadordo Conselho Fiscal, Luis Geraldo Santini, além de representantes de sete cooperativas de Transporte. Cotracaaró reúne associados e colaboradores A Cotracaaró (Cooperativa dos Transportadores Autônomos de Cargas Caaró), de Caibaté, realizou, no dia 29 de novembro, mais uma edição do Encontro de Associados e Colaboradores. Os convidados foram recepcionados com um jantar e assistiram à apresentação de Beto Pires, humorista e músico da cidade de Santa Maria, e show de Renan e Rafael. Participaram do evento representantes do setor de transportes, concessionárias de veículos, autoridades locais e cooperativas como a Cermissões, de Caibaté, representada pelo presidente Diamantino Marquês dos Santos. Interior Janeiro 2012.indd 21 07/02/2012 15:40:58 cooperativas 22 janeiro de 2012 Selo comemorativo marca centenário da Santa Clara Dando início às ações voltadas para o centenário da Cooperativa Santa Clara, que será celebrado em 2012, a marca apresentou, em dezembro, seu selo comemorativo. Desenhado em tons de dourado, o selo mantém o logotipo da Santa Clara que, reconhecido pelo consumidor, confirma a tradição da marca. O número cem, estilizado, coroa o logotipo, trazendo sofisticação e remetendo à nobreza de um século de história. Desenvolvido pela agência Núcleo de Propaganda, de Porto Alegre, o selo comemorativo do centenário estampará materiais especiais como produtos, materiais de expediente e publicitários. A Cooperativa Santa Clara comemora seu centenário em 10 de abril de 2012. Hoje, é a mais antiga cooperativa de laticínios em atividade no Brasil, oferecendo ao consumidor mais de 200 itens entre produtos de laticínios e frigorífico. divulgação/Cotripal Cotripal inaugura novo supermercado A Cotripal inaugurou, no dia 20 de dezembro, o novo Supermercado Panambi, localizado no bairro Arco-Íris. A solenidade de abertura contou com a presença de diversas autoridades, fornecedores, associados e clientes em um café da manhã, quando foram apresentados os detalhes da obra e funcionamento do estabelecimento. O novo supermercado tem instalações modernas e comunicação visual que confere facilidade de localização dos produtos e leveza ao ambiente. As seções, compostas por padaria, confeitaria, açougue, hortifrutigranjeiros, além de lanchonete, depósito de produtos e vasilhames, central de congelados com câmaras frias e mezanino para a administração, distribuídos em uma área de 2.648m². O estacionamento disponibiliza vagas para 150 carros e mais 40 motos. O meio ambiente também foi contemplado na construção, já que foram utilizados equipamentos ecologicamente corretos para a refrigeração e iluminação da área. Uma estação compacta de tratamento de efluentes (ETE) também está na lista dos recursos que preservam o meio ambiente. A ETE serve para tratar os esgotos sanitários produzidos no local, de forma a reaproveitar os recursos hídricos. A água tratada será utilizada para limpeza, e não para o consumo humano. O telhado do supermercado é composto por telhas térmicas especiais que têm tecnologia para isolamento térmico. A vantagem está na economia de energia, durabilidade, resistência e conforto da clientela. “Este novo empreendimento vem para trazer mais retorno ao nosso associado, gerar mais empregos e negócios, fazer circular e multiplicar riquezas, implicando em mais renda e impostos, de modo a colaborar com a vocação desenvolvimentista do município e região. Além disso, deve ajudar a reduzir o fluxo de caminhões, carros e pedestres no centro da cidade. Para isso, inclusive, houve um esforço incrível por parte dos nossos colaboradores e prestadores de serviço envolvidos na obra para dar condições de inauguração nesta data, semana do Natal, pois assim podemos oferecer à população duas opções de local para compras”, falou o gerente de Comunicação e Marketing da Cotripal, Marco André Regis. No mesmo local do Supermercado fica também o Autocentro Goodyear, com área de 1.768 m2, preparado especialmente para as necessidades do negócio. O supervisor do Autocentro, Jorge Volkmann, diz que no local há mais espaço para expandir os negócios, além de equipamentos novos e modernos. Segundo o presidente da Cooperativa, Germano Döwich, a construção do supermercado e a transferência do Autocentro são um sonho antigo e tiveram como objetivo seguir com a política de investimentos no desenvolvimento socioeconômico do quadro associativo, bem como das comunidades onde a Cooperativa está inserida. “Acreditamos que vale a pena investir nas comunidades das quais a Cotripal faz parte. Por isso, esse novo empreendimento vem para gerar mais empregos e negócios, aumentar a circulação de riquezas no local, gerar impostos e incentivar o crescimento”, explica. Segundo o vice-prefeito de Panambi, José Luiz de Mello Almeida, “a Cooperativa traz para o nosso município prosperidade, empregos e serviço de qualidade. A história de sucesso que construímos teve a participação fundamental da Cotripal”. Conab comercializa 364,25 mil toneladas de trigo Os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) seguem concentrando a atenção do mercado de trigo, mesmo com subsídios mais baixos. No dia 27 de janeiro, foi arrematada a subvenção equivalente a 364,25 mil toneladas, 96% da oferta total de 380 mil toneladas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu o valor da subvenção em 10% no caso do trigo destinado ao Nordeste e/ou mercado externo e em até 30% para o produto comercializado dentro do País. Ainda assim, houve disputa e os prêmios fecharam bem abaixo do preço de abertura. Foi o caso do trigo do Rio Grande do Sul a ser transferido para o Nordeste ou outros países, cujo PEP inicial era de R$ 152,50 a tonelada e saiu a R$ 98 a tonelada, queda de 36%. No PEP para qualquer Estado, o valor caiu de R$ 37,70 a tonelada para R$ 19 a tonelada, no caso do trigo paranaense, e de R$ 37,70 a tonelada para R$ 23,20 a tonelada, caso do trigo gaúcho. Com PEP e Pepro, o governo busca reduzir o custo do frete ao comprador, ao mesmo tempo em que assegura ao vendedor um preço mínimo pelo produto. Pelo trigo pão negociado no leilão, produtor deve receber R$ 477,00 a tonelada. O comprador que participou do remate recebeu R$ 19,00 a tonelada, o que significa que desembolsará de fato R$ 458,00 a tonelada. Argentina Moinhos e tradings se movimentam no mercado interno ao mesmo tempo em que negociam trigo na Argentina. Segundo o representante da importadora e exportadora Serra Morena, Walter Von Mühlen, o mercado ainda espera que um volume maior de licenças de exportação seja disponibilizado. No início de janeiro, o governo argentino anunciou a liberação de um volume de três milhões de toneladas, mas isso ainda não aconteceu de fato. Apesar de prometer menos burocracia nas vendas externas de trigo, o governo ainda deve controlar a emissão dos documentos, liberando-os em etapas, acredita Mühlen. A perspectiva de alta das cotações da commodity no mercado internacional está por trás dessa estratégia. Com a Rússia reduzindo o ritmo de suas exportações, o mercado deixa de ser “inundado” de trigo do leste Europeu e os preços ficam menos pressionados. Além disso, o anúncio do Federal Reserve, de manutenção de juros baixos nos Estados Unidos até 2014, sugere aos participantes que os investidores voltarão ao mercado de commodities e os preços do produto tornarão a subir. “Hoje temos o preço do trigo argentino equiparável ao do soft americano e a tendência é de que se aproxime mais do hard” (tipo pão) - diz o analista. Fonte: Agência Estado Novo Supermercado Panambi tem mais de 2.600 m² e sua construção é ecologicamente responsável Interior Janeiro 2012.indd 22 07/02/2012 15:41:02 A 13ª edição da Expodireto Cotrijal foi lançada oficialmente no dia 30 de janeiro, na Sociedade Libanesa, em Porto Alegre. O evento iniciou com uma coletiva de imprensa com o presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, que afirma que o momento é de retomada para a agricultura gaúcha e de expectativa para uma grande exposição no mês de março. Mais de 40 profissionais da comunicação, entre jornalistas, radialistas e fotógrafos, estiveram presentes na cerimonia. Em mais de uma hora de entrevista, foram abordados temas como os desafios da Expodireto para 2012, os principais temas que estarão em discussão e as expectativas de público e comercialização para a exposição. Mânica destacou a ampliação da área internacional e os mais de 70 países que já confirmaram presença. “Estamos preparando uma grande Expodireto, que estará ainda mais internacional. Também estaremos debatendo temas importantes como o seguro rural e desenvolvendo ações que farão parte das comemorações do Ano Internacional das Cooperativas”, declarou Mânica, que também fez referência aos 55 anos da Cotrijal, comemorados em 2012. Após a entrevista, autoridades e representantes do agronegócio, além da imprensa, estiveram reunidos para conhecer as perspectivas para a Expodireto Cotrijal 2012. Expodireto: Trabalhos estão em ritmo acelerado Com menos de 40 dias para o início da Expodireto Cotrijal 2012, intensificam-se os trabalhos no parque, para que sejam concluídas, nos próximos dias, as alterações propostas na infraestrutura, que visam melhor atender expositores e visitantes. As modificações mais expressivas estão acontecendo na parte central do parque, com o deslocamento da Área Internacional para o antigo estacionamento de expositores e a ampliação do espaço destinado às máquinas e implementos agrícolas. A nova área totaliza 14 mil m² e contará com ruas calçadas e lotes gramados. Segundo os organizadores, na Área Internacional as mudanças visam principalmente proporcionar maior visibilidade para os expositores estrangeiros. Com a conclusão dessa obra, que deve ocorrer no início de fevereiro, o foco será a organização do parque para liberação do início da montagem dos estandes. Também está em andamento a construção da Casa do Sicredi, segunda instituição que terá sua estrutura fixa no parque, assim como já acontece com o Sistema Ocergs-Sescoop/RS. Interior Janeiro 2012.indd 23 Divulgação/Cotrijal Cotrijal lança a Expodireto oficialmente Expodireto Cotrijal 2012 foi lançada no dia 30 de janeiro. Feira ocorre de 5 a 9 de março, em Não-Me-Toque Mânica destacou a importância da nova área do parque em que o Pavilhão Internacional (International Point) estará localizado, dos avanços tecnológicos e dos mais diversos lançamentos que acontecerão durante a feira. “Preocupados sim, com medo, não. Temos a oportunidade para mostrar a pujança do agronegócio e para isso temos a Expodireto, 23 Expodireto Cotrijal 2012 janeiro de 2012 que é do cooperativismo e do Rio Grande do Sul”, completou o presidente, chamando a atenção para o momento apreensivo que o setor está passando devido à estiagem. A Expodireto Cotrijal 2012 acontece de 5 a 9 de março, no Parque da Expodireto Cotrijal, em NãoMe-Toque. Confirmada programação do 4º Fórum Nacional do Milho A 4ª edição do Fórum Nacional do Milho, que será realizada no dia 5 de março, durante a Expodireto Cotrijal 2012, em Não-Me-Toque, já está com a programação confirmada. Este ano, o evento terá um formato diferente, com a realização de um painel que visa promover uma ampla interação entre os diversos elos da cadeia produtiva com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que vai colher informações, contribuições e demandas. Os participantes serão estimulados ao debate através de uma publicação a ser distribuída no início do evento, contendo manifestações de entidades regionais e setoriais vinculadas à produção e ao consumo de milho. “Nosso objetivo é aprofundar o debate sobre políticas públicas em tempos de crises, estiagem e super safra”, salienta o coordenador do encontro, Odacir Klein. “Para tanto, os debatedores serão representantes dos segmentos de sementes, máquinas agrícolas, avicultura, suinocultura e produção de milho, com possibilidade de ampla interação com os presentes e internautas, o que permitirá uma visão sistêmica desde a formação da lavoura até a mesa do consumidor. Só assim poderemos dar segurança e incentivar cada vez mais a produção de milho no Brasil para exercermos o papel de protagonistas na produção de alimentos que o mundo espera de nós”. Klein também enfatiza que o Fórum do Milho prima pela interação, de forma que as contribui- ções decorrentes do evento darão origem a uma publicação, que será encaminhada aos integrantes do Governo e às entidades vinculadas ao agronegócio. “A revista do 3º Fórum Nacional do Milho, que ocorreu em 2011, apresentou propostas de planejamento geomercadológico para o milho. O cenário deste ano, totalmente diverso do que tínhamos no ano passado, demonstra a importância de propostas consistentes, que sejam decorrentes de uma convergência dos interesses dos diversos integrantes da cadeia produtiva e tenham os olhos voltados ao futuro”, complementa Fabrício Klein, responsável pela execução do fórum. O evento, que ocorrerá no auditório central do Parque da Expodireto Cotrijal a partir das 14 horas, terá transmissão ao vivo pelo portal www.forumdomilho.com.br. É realizado em uma parceria de Klein & Associados, Cotrijal e ApromilhoRS, com apoio institucional da FecoAgro/RS. O painel, sob o título “Interação com o MAPA - Políticas em tempos de crises, estiagens e super safras”, terá na coordenação Odacir Klein, com participação dos seguintes debatedores: Caio Tibério da Rocha, secretário de Política Agrícola do MAPA; Francisco Turra, presidente da União Brasileira de Avicultura (Ubabef); Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS); Narciso Barison Neto, presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) e Eduardo Copetti, engenheiro agrônomo da Semeato S/A. 07/02/2012 15:41:10 Interior Janeiro 2012.indd 24 07/02/2012 15:41:20