Universidade de Brasília – 01/2011 Faculdade de Comunicação Programa da Disciplina Estética e Cultura de Massa Professor responsável: Gustavo de Castro (1009478) Apostila com textos na xerox do elefante Ementa O conceito de estética e de arte. Estética e reprodutibilidade técnica. Comunicação e Arte. Crítica da cultura e da arte. Programa Reflexões sobre a arte e o seu valor diante da reprodutibilidade técnica das imagens, iniciada pela fotografia, pelo cinema, transformada pela música pop, pela televisão, vídeo e pelo computador, constituindo uma cultura visual contemporânea. Atualidade do conceito de estética e suas dificuldades. Discussão de categorias capazes de compreender a produção artística contemporânea como o poético, o feio, o brega, o chique, o sublime, o simulacro, multiculturalismo, pós-modernidade, entre outras categorias estéticas que orbitam a esfera do contemporâneo. Desenvolvimento da experiência estética e da reflexão crítica criativa a partir da análise de diferentes produtos culturais e obras artísticas. Metodologia Aulas expositivas, mesas-redondas e seminários. Conteúdo Programático O que é estética? Beleza, história e mídia. O feio no homem e na cultura. Por que estudar estética na Comunicação?; A estética na filosofia; Indústria Cultural e Cultura de Massa; É verdade que as artes e as comunicações estão convergindo?; A era da iconofagia; o Belo, o Feio, O Sublime e a estética do cotidiano; o simples e o complexo; Benjamim e A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica; a experiência estética; Artemedia. Critérios de Avaliação São dois os critérios de julgamento do alunos. 1) Avaliação individual contínua = aula-a-aula das miniapresentações/problematizações/enquetes dos textos estudados. Serão duas avaliações. Primeiro cada aluno se dispõe a apresentar/compartilhar os textos a serem estudados. Neste primeiro momento, o professor convida os alunos para uma mesa-redonda, construindo o conteúdo conjuntamente. Implica na participação em aula e na apresentação/defesa oral e/ou por escrito dos textos lidos. 2) Avaliação da preparação, desempenho, responsabilidade e aprofundamento temático nos seminários escolhidos. Os seminários serão apresentados em grupo. Bibliografia Obrigatória BAITELLO, Norval. A Era da Iconofagia. São Paulo: Hacker, 2005. BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas: Magia, Arte e Técnica. 7ª edição. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1994 BOSI, Alfredo. Reflexões sobre a arte. São Paulo: Ática, 1985. ECO, Umberto. História da Beleza. Rio de Janeiro: Record, 2004. ____. História da Feiúra. Rio de Janeiro: Record, 2007. GUIMARÃENS, César. “O que ainda podemos esperar da experiência estética?”. In: GUIMARÃES, C.; LEAL, B.; MENDONÇA, C. (orgs). Comunicação e Experiência Estética. BH: UFMG, 2006. . MACHADO, Arlindo. Artemídia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2007. MEDEIROS, Maria Beatriz. Aisthesis: estética, educação e comunidades. Chapecó: Argos, 2005. SANTAELLA, L. Por quê as artes e as comunicações estão convergindo? SP: Paulus, 2007. WUNENBURGER, Jean-Jacques. Imaginários de uma técnica social, IN: Explorações do Imaginário. São Paulo: Loyola, 2007. 1 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ADORNO, Theodor W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: Fragmentos filosóficos. Rio de janeiro: J Zahar, 2005. 1. ARANTES, Priscila. Arte e mídia: perspectivas da estética digital. Ed.Senac/FAPESP, 2005 2. ARISTÓTELES. Poética. São Paulo. Ed. Ars Poética. 1993. 3. BAKHTIN, M. M. Estética da criação verbal. 4. Ed. São Paulo: M Fontes, 2003. 4. BASTOS, Fernando Jose de Menezes. Em torno de uma arte, uma estética: reflexões estético-filosóficas sobre a obra do escultor Orlando Luiz. Brasília: Funarte, 1982. 5. BASTOS, Fernando Jose de Menezes. Panorama das idéias estéticas no ocidente: De Platão a Kant. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1987. 184 p. (Biblio 18.01(09) B327p 1987) 6. BAUDRILLARD, Jean. Da sedução. São Paulo: Papirus. 1991. 7. BAUDRILLARD, Jean. A sombra das maiorias silenciosas: O fim do social e o surgimento das massas. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. 8. BAUDRILLARD, Jean. Simulacros e Simulação. Lisboa: Relógio d‟Água. 1991. 9. BAUMGARTEN, Alexander Gottlieb. Estética: A lógica da arte e do poema. Petropolis: Editora Vozes Ltda, 1993. 10. BAYER, Raymond. A história da estética. Tradução: José Saramago. Editorial Estampa: Lisboa, 1995. 11. BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. IN: Benjamin, W. Magia e técnica, arte e política. São Paulo, Brasiliense, 1994. 12. BENJAMIN, Walter. O narrador. In: Obras escolhidas: Magia, Arte e Técnica. 7ª edição. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1994, pp. 197 -221. 13. CASTO e SILVA, Gustavo de. Filosofia da comunicação – Comunicosofia. 3ed. Brasília: Casa das Musas, 2007. Col. Textos em Comunicação, no.7. 14. DILTHEY, Poética. La imaginación del poeta - las 3 épocas de la estética moderna y su problema actual. 1945. 15. DUFRENNE, Mikel. Estética e filosofia. 3. Ed. São Paulo: Perspectiva, 2004. 16. FEAGIN, Susan L.; et MAYNARD, Patrick (org.) Aesthetics. Oxford: Oxford University, 1997. 17. GOETHE, Johann Wolfgang von. Escritos sobre a arte: a formação estética. São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 2005. 18. GOMBRICH, E.H. A história da arte. 15. ed. Rio de janeiro: Guanabara Koogan. 19. HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Cursos de Estética. São Paulo: Edusp, 2001/06. 4 vols (Original: Vorlesungen Uber die Asthetik. 630 p. Outra versão: tradução de Marco Aurélio Werle. São Paulo: Universidade de São Paulo - USP, 1996. 20. HEIDEGGER, Martin. Arte y poesía. México: Fondo de Cultura Económica, 1978. 21. HEIDEGGER, Martin. Hölderlin y. La esencia de la poesía. Barcelona: Anthropos, 1994. 22. HUME, David. Essais esthetiques(les). Paris: J Vrin 2 v. 23. JIMENEZ, Marc. O que é estética? São Leopoldo: Unisinos, 1999. 24. KANDINSKY, Wassily. Do espiritual na arte e na pintura em particular. 2. ed. São Paulo: M Fontes, 2000. 25. KANT, Immanuel. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime; ensaio sobre as doenças mentais. Campinas: Papirus, 1993. 26. LEAL, Roberto Guzman. Estética – Síntesis para la escuela preparatoria. Editorial Porrúa, SS, México. 1973. 27. LIMA, Luiz Costa (org.). Teoria da cultura de massa. 4ª.Ed., São Paulo, Paz e Terra, 2000 28. LONGINO. Do sublime. São Paulo: Martins Fortes, 1996. 29. LOPES, Denilson. A delicadeza: estética, experiência e paisagens. Brasília: Editora Universidade de Brasília: Finatec, 2007. 30. LÓPES QUINTÁS, Alfonso. Estética. Tradução Jaime A. Closen. Petrópolis, RJ:Vozes, 1992. 2 31. MERLEAU-PONTY, Maurice. Fenomenologia da percepção. 2.ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. 662 p. (Biblio 1(44) M564p =690 2. ed) 32. MOLES, Abraham. Kitsch: A arte da felicidade. São Paulo: Perspectiva, 1975. (Biblio 7:301 M719k 2. ed. =690) 33. MOLES, Abraham. Teoria da informação e percepção estética. Rio de janeiro: TB - Edições Tempo Brasileiro, 1978. 34. MORIN, Edgar. O grande público. In: Cultura de Massa do Século XX: neurose. 9ª edição. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007, pp. 35 -47 35. NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. O nascimento da tragédia: ou helenismo e pessimismo. São Paulo: Companhia de Bolso, 2007. 36. PAREYSON, Luigi. Os problemas da estética. 2. Ed. São Paulo: M Fontes, 1989. 37. PENA, Felipe. Televisão e sociedade (do Big Brother à TV Universitária). Rio de Janeiro: 7 Letras, 2002. 38. PLATÃO. Fedon. Brasilia: Editora Universidade de Brasília, 2000. 39. PLATÃO. Sobre a inspiração poética (íon) e sobre a mentira. L&PM Pocket, 2007. 40. PLOTINO. Sobre la belleza. Madrid: José Planeta. 41. RIBOT, Th. Essai sur les passions. 2.ed. Paris:F Alcan, 1907. 42. SANTAYANA, George. Sense of beauty: Being the outlines of aesthetic theory(the). New york: Modern Library, 1955. 43. SARTRE, Jean Paul. Esboço de uma teoria das emoções. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2007. 44. SARTRE, Jean Paul. O Imaginário: Psicologia fenomenológica da imaginação. São Paulo: Ática, 1996. 45. SCHLEIERMACHER, Friedrich. Lições de estética. (L‟estetica dell „idealismo. CEDAM, Pádua, 1950. 46. SÊGA, Christina Pedrazza. O Kitsch e suas dimensões. 1ed. Brasília: Casa das Musas, 2008. 47. SILVA, Ana Claudia Pinheiro da. Compreensão para a poesia na comunicação (uma). Brasília, 2002. 48. SHUSTERMAN, Richard. Arte e Teoria: Entre a Experiência e a Prática. Vivendo a arte: o pensamento pragmatista e a estética popular. Tradução Gisela Domschke, São Paulo: Ed. 34, 1998. 49. SUASSUNA, Ariano. Iniciação à estética. São Paulo: José Olympio, 2006. 50. VIRILIO, Paul. Esthetique de la disparition. Paris: Galilee, 1989. 51. WERLE, Marco Aurélio. Poesia e Pensamento em Hölderlin e Heidegger. São Paulo: Ed. Tal. 52. WOLLHEIM, Richard (1923-2003). A arte e seus objetos. São Paulo: Martins Fontes, 1994 3 Cronograma PARTE I: abordagem filosófica e histórica da Estética Data 15.08 15.08 17.08 22.08 24.08 Professor Gustavo de Castro Gustavo de Castro Gustavo de Castro Tema para Discussão Apresentação do curso, do programa, dos alunos e dos critérios de avaliação. Discussão e montagem dos seminários. - Pensando os seminários diários.; - O que é estética? - Por que estudar estética na Comunicação? - O que é estética? - Por que estudar estética na Comunicação? Bibliografia Obrigatória . O conjunto da bibliografia Autor convidado: Luigi Pereyson Alunos responsáveis O conjunto da bibliografia Autor convidado: Luigi Pereyson. MEDEIROS, Maria Beatriz. Aisthesis: estética, educação e comunidades. Chapecó: Argos, 2005. pg. 07-. 65. Autores convidados: Kant, Nietzsche.e Heidegger 29.08 29.08 31.08 05.09 05.09 07.09 Gustavo de Castro e Verônica Brandão - Gustavo de Castro e Verônica Brandão Estética e vida. O jogo,o trabalho, o tempo, a morte, os impulsos vitais. Gustavo de Castro e Verônica Brandão Gustavo de Castro e Verônica Brandão - Arte mídia, Vilém Flusser. Arte construção e conhecimento. Começando a pensar o belo e o feio na mídia. Conceitos de arte X comunicação Primeiras aproximações entre mídia X arte Pensando o belo e o feio na mídia - Primeiras aproximações entre mídia X arte O que é estética? Por que estudar estética na Comunicação? O feio Artemídia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2007. (livro todo) . Autor convidado: Flusser KAMPER, Dietmar. O Trabalho como Vida. São Paulo: Ed. Annablume,1997. Livro todo. Autores convidados: Rilke, Arendt BOSI, Alfredo. Reflexões sobre a arte. São Paulo: Ática, 1985. (livro todo) Autor convidado: Leonardo Da Vinci . ECO, Umberto. História da Feiúra. Rio de Janeiro: Record, 2007 Autor convidado: Karl Rozenkranz 12.09 12.09 14.09 19.09 Gustavo de Castro e Verônica Brandão Gustavo de Castro e Verônica Brandão Gustavo de Castro e Verônica O feio O feio O belo ECO, Umberto. História da Feiúra. Rio de Janeiro: Record, 2007 Autor convidado: Karl Rozenkranz ECO, Umberto. História da Feiúra. Rio de Janeiro: Record, 2007. Autor convidado: Karl Rozenkranz ECO, Umberto. História da Beleza. Rio de Janeiro: Record, 2004. Autores convidados: Sócrates, 4 a Platão e Aristóteles. Brandão 19.09 21.09 26.09 Gustavo de Castro e Verônica Brandão Gustavo de Castro e Verônica Brandão 26.09 28.09 O belo. 2.ECO, Umberto. História da Beleza. Rio de Janeiro: Record, 2004. A reprodutibilidade técnica X arte Outras aproximações entre comunicação, experiência e arte BENJAMIN, Walter. A obra de arte na época de sua reprodutibilidade técnica. In: Obras escolhidas: Magia, Arte e Técnica. 7ª edição. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1994, pp. 165 -196. SANTAELLA, L. Por quê as artes e as comunicações estão convergindo? SP: Paulus, 2007. GUIMARÃENS, César. “O que ainda podemos esperar da experiência estética?”. In: GUIMARÃES, C. (orgs). Comunicação e Experiência Estética. BH: UFMG, 2006. p. 1326 PARTE II: seminários Professor TEMAS Gustavo de Castro A questão do imaginário e da imaginação, da poesia e da mídia. 03.10 05.10 Gustavo de Castro O trash, o lixo e o feio na mídia (aprofundamento do tema) 10.10 Gustavo de Castro e Mídia e Estética – A publicidade 10.10 12.10 Gustavo de Castro e Telenovela, programas de auditório, telejornalismo, tv‟ abertas e fechadas, programas diversos, especiais. 17.10 Gustavo de Castro e Verônica Música brasileira contemporânea. mercado 03.10 GRUPOS CASTRO, Gustavo. (Org. ) Mídia e Imaginário. Prelo. 2011. WUNENBURGER, Jean-Jacques. Imaginários de uma técnica social, IN: Explorações do Imaginário. São Paulo: Loyola, 2007. MIER, Antônio. Tv Trash – as cenas mais insólitas, bizarras e curiosas da televisão. Ed. Panda, 2009 ROSENKRANZ, Karl, Estetica de lo feo. Ed. Julio Olero, 1992. ECO, Umberto. História da Feiúra. Rio de Janeiro: Record, 2007 ECO, Umberto. História da Feiúra. Rio de Janeiro: Record, 2007. SEGA, Christina Pedrazza. O kitsch e suas dimensões, BSB: Casa das Musas, 2008. WUNENBURGER, Jean-Jacques. Imaginários de uma técnica social, IN: Explorações do Imaginário. São Paulo: Loyola, 2007. ECO, Umberto. História da Beleza. Rio de Janeiro: Record, 2004. CASTRO, Gustavo. (Org. ) Mídia e Imaginário. Prelo. 2011. VALENTE, Heloísa. (Org. ) MUSICA E MIDIA – NOVAS ABORDAGENS SOBRE A CANÇAO. Ev Via Lettera. 5 Brandão 2007. Jornalismo e Estética CASTRO, Gustavo. (Org. ) Mídia e Imaginário. Prelo. 2011. Gustavo de Castro e Verônica Brandão A estética no Cinema Brasileiro; Cinema e literatura CUNHA, Renato. Cinematizações. Brasília: Círculo de Brasília, 2007. MONTORO & CALDAS. A Evolução (estética) do cinema brasileiro. Casa das Musas, 2007. (livro todo) 24.10 26.10 Gustavo de Castro A questão do terror, o horror. O sublime e a beleza no cinema contemporâneo. Monstros; pin-up; divas; 31.10 Gustavo de Castro O excesso da Imagem e a questão do ouvir. A Era da Iconofagia BAITELLO, Norval. A Era da Iconofagia. São Paulo: Hacker, 2005. (Livro todo) 31.10 07.11 Gustavo de Castro Música e mídia VALENTE, Heloísa. (Org. ) MUSICA E MIDIA – NOVAS ABORDAGENS SOBRE A CANÇAO. Ev Via Lettera. 2007. Gustavo de Castro Música, mídia, estética dos gêneros e dos artistas VALENTE, Heloísa. (Org. ) MUSICA E MIDIA – NOVAS ABORDAGENS SOBRE A CANÇAO. Ev Via Lettera. 2007. Gustavo de Castro Música, mídia, estética dos gêneros e dos artistas VALENTE, Heloísa. (Org. ) MUSICA E MIDIA – NOVAS ABORDAGENS SOBRE A CANÇAO. Ev Via Lettera. 2007. Estética e quadrinhos, animação, questão gráfica, fotoshop, impressos, revistas de beleza. Imprensa e beleza A definir Corpo como mídia: Body art. A cidade como mídia: land art. O minimalismo, a pos-modernidade. Artes plásticas e estética. A definir 17.10 19.10 24.10 07.11 14.11 09.11 21.11 Gustavo de Castro 21.11 23.11 Gustavo de Castro 28.11 Gustavo de Castro Gustavo de Castro Gustavo de Castro 28.11 30.11 05.12 WAINBERG, JACQUES A. .Mídia e Terror. COMUNICAÇAO E VIOLENCIA POLITICA . PAULUS EDITORA, Tema a definir ou aula de reposição Reposição ou tema a explorar Encerramento do curso 6