Anais XVI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 13 a 18 de abril de 2013, INPE SIG como ferramenta de mapeamento das formas de uso e ocupação do solo na APA Igarapé São Francisco, Rio Branco, Acre. Lucas Souza Silva 1 Cynara Alets Sthuasth Souza de Melo França 2 1 Universidade Federal do Acre – UFAC Caixa Postal 500 – 69.920-900 – Rio Branco – AC, Brasil [email protected] 2 Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais – IVIG Cidade Universitária – Ilha do Fundão – 21945-970 – Rio Branco – AC, Brasil [email protected] Abstract. The mapping of land use, vegetation and environmental impacts using the tools offered by GIS contribute to monitor and plan activities that damage the environment. This study was conducted at the Área de Proteção Ambiental - APA Igarapé São Francisco, in Rio Branco, AC, and aimed to map out the main forms of land use and cover to evaluate its current status. We used Geographic Information Systems (GIS) in order to perform the classification from digital satellite image Landsat-5/TM classes and their use and occupation of the study area. The definition of the main classes of use and occupation of land was determined after prior knowledge of the area by survey control points and visual interpretation of satellite imagery. Revealed the presence of the predominant use of pastures (55.2%) within the APA. The second class was the most significant vegetation category (40.4%), followed by other classes, secondary vegetation, logging, water bodies and urban areas, which have not come to occupy more than 5% of the total area. The native vegetation is giving rise to the formation of areas for livestock cattle for creating and planting of subsistence crops on a small scale. Studies on this issue will serve as support for dynamic monitoring of environmental impacts and benefits for decision making and environmental planning APA Igarapé São Francisco. Palavras-chave: remote sensing, environmental protection area, land use. sensoriamento remoto, área de proteção ambiental, uso da terra. 4723 Anais XVI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 13 a 18 de abril de 2013, INPE 1. Introdução As pressões sobre as áreas de florestas nativas e o uso inadequado do solo pelo homem é um fator determinante para o desequilíbrio ecológico, a degradação ambiental e a perda de biodiversidade local (Fearnside, 2006). As diversas intervenções ocorridas no meio ambiente vêm sendo utilizadas em detrimento da conversão de florestas em pastagens, principalmente para o incentivo de atividades ligadas à pecuária e a exploração dos recursos naturais (Soares-Filho et al., 2005). Nesse sentido, segundo Silva (2006), o processo de uso e ocupação do solo se constitui num dos fatores determinantes da transformação ambiental, uma vez que influencia diretamente na manutenção ou retirada do bioma nativo, bem como tem significativas implicações sobre a qualidade do solo, da água e das condições de vida da sociedade que pertencem a este ecossistema. No entanto, a preocupação com a preservação dessas áreas tem crescido, e alguns desses esforços têm sido consolidar, sob a forma de Unidades de Conservação - UC´s, áreas com relevante interesse ecológico para proteção. A Área de Proteção Ambiental - APA do Igarapé São Francisco, em Rio Branco, AC, é uma das áreas que se enquadra nesse contexto. Devido ao seu elevado grau de antropização, vem sofrendo consideravelmente com a degradação ambiental, caracterizada por extensas áreas de pastagens destinadas principalmente à criação de rebanhos bovinos, e em menor escala, para agricultura de subsistência (Vieira e Lacerda, 2005). O monitoramento ambiental, através do acompanhamento da dinâmica do uso e ocupação do solo, possibilita a atuação racional do homem sobre o ambiente. Assim, os efeitos prejudiciais ao meio físico diminuem, uma vez que o acompanhamento desta dinâmica permite o diagnóstico das mudanças ocorridas sobre o meio ambiente. Nessa conjuntura, o levantamento do uso e ocupação do solo na APA do Igarapé São Francisco, através do uso de imagens de satélites e das ferramentas oferecidas pelo geoprocessamento, torna-se aspecto fundamental para a compreensão dos modelos de organização do espaço naquela região. Atualmente, os recursos para análises ambientais gerados a partir do uso de técnicas e ferramentas oferecidas pelos Sistemas de Informações Geográficas (SIG’s), têm auxiliado os estudos que visam identificar as alterações sofridas com os avanços das ocupações antrópicas sobre as áreas de cobertura florestal (Piroli et al., 2002). Os SIG’s permitem agregar informações espaciais e não espaciais, de natureza e formas diversas em uma única base de dados, possibilitando a derivação de novos dados e sua visualização na forma de mapas (Câmara, 1993; Burrouch, 1995). Realizar o levantamento da vegetação remanescente e identificar as classes de uso do solo ao longo do tempo, podem propiciar a implementação de programas de desenvolvimento sustentáveis, aliados à preservação, proteção, crescimento econômico e gestão da UC. (Rosa, 1990). Sendo assim, a classificação da cobertura e uso do solo permite a elaboração de mapas, documentos considerados de grande relevância para estudos na tomada de decisão quando se elabora um plano de uso da região. O conhecimento do espaço é o primeiro passo para que se possa realizar o planejamento das ações e atividades a serem desenvolvidas. A escolha da imagem e da metodologia para classificação das categorias de uso do solo devem atender as necessidades do usuário de acordo com as características de cada região. Deste modo, cada unidade de uso analisada na imagem de satélite, merece reconhecimento em campo e um estudo adequado para que suas características ambientais possam ser avaliadas separadamente. Assim, de acordo com Saraiva et al. (2010), a identificação de áreas com presença de floresta remanescente, uso agrícola em diferentes intensidades e formas, pastagens e áreas 4724 Anais XVI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 13 a 18 de abril de 2013, INPE com significativa alteração antrópica, são de extrema importância para a compreensão do uso racional dos recursos naturais e das diretrizes a serem tomadas para casa uso. Considerando a importância do mapeamento da cobertura vegetal, esse trabalho tem como objetivo classificar uma imagem de satélite Landsat-5/TM com base no levantamento das principais formas de uso e ocupação do solo na APA Igarapé São Francisco, no município de Rio Branco, Acre. 2. Metodologia de Trabalho Neste trabalho foi analisada a Área de Proteção Ambiental - APA do Igarapé São Francisco, apresentada na Figura 1, criada no entorno da bacia hidrográfica do Igarapé São Francisco, município de Rio Branco, estado do Acre Figura 1. Localização espacial da Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé São Francisco, Rio Branco, Acre. A APA localiza-se na porção Oeste do município de Rio Branco e abrange uma área de 30.004,02 ha. O principal canal de drenagem da APA é o Igarapé São Francisco que ao longo de seu curso passa por 17 bairros da capital e percorre mais de 20 quilômetros. Recebe descarga de vários igarapés de menor tamanho compondo uma rede fluvial de cursos d’ água perenes e intermitentes, além de ser o principal coletor, com exceção do rio Acre, da bacia hidrográfica do sítio urbano de Rio Branco. O igarapé São Francisco deságua no rio Acre, localizado na malha urbana de Rio Branco. De acordo com a classificação de Köppen, o clima do estado do Acre é do tipo equatorial, quente e úmido, com dois períodos climáticos bem caracterizados: (i) estação chuvosa, estendendo-se de novembro a abril e (ii) estação seca, estendendo-se de maio a outubro. Na área da APA, os índices pluviométricos variam de 1773 a 1877 mm/ano. No município de Rio Branco, no qual está inserida a APA, a temperatura média anual oscila entre 24,5 e 32 °C (máxima), podendo a mínima variar em função da intensidade das friagens na estação seca. 4725 Anais XVI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 13 a 18 de abril de 2013, INPE Para realização do trabalho foi utilizada uma imagem do sensor TM (Thematic Mapper), obtida através de passagens periódicas do satélite Landsat-5, órbita/ponto 002/67 com data de passagem no dia 08/08/2010, disponíveis gratuitamente no sítio (www.inpe.com.br) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE. A imagem foi georreferenciada no sistema de projeção de coordenadas Universal Transversa de Mercator (UTM), South American 1969 (SAD-69), Zona 19 S, correspondente ao estado do Acre, área de realização do trabalho. Optou-se por utilizar a composição colorida falsa-cor RGB das bandas: 5 (1,55 - 1,75 µm), 4 (0,76 - 0,90 µm) e 3 (0,63 - 0,69 µm) para a realização da classificação supervisionada. Como suporte na identificação das classes de uso da terra foi utilizado a série histórica das cenas do satélite Landsat-5, referente aos registros de 2001 a 2010 da Unidade Central de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto do estado do Acre - UCEGEO. Toda base cartográfica utilizada como malha hidrográfica, delimitação política, estradas, unidades de conservação, entre outros, encontravam-se disponíveis, também, no banco de dados da UCEGEO. Foi utilizado o software ArcGIS 9.3 (ESRI) para interpretação visual da área de trabalho e o tratamento do banco de dados, assim como a elaboração do mapa final de uso do solo. A definição das principais classes de uso e ocupação do solo foi realizada após o conhecimento prévio da área, mediante vistoria in loco na APA e interpretação visual da imagem de satélite, além da avaliação das fichas de campo e das fotografias digitais da paisagem. As classes foram definidas da conforme descrito na Tabela 1. Tabela 1. Classes utilizadas na classificação da cena do satélite Landsat-5/TM Classes Descrição Áreas com predominância de vegetação nativa e remanescente, Floresta estruturalmente mais densa e desenvolvida, com indivíduos arbóreos de grande porte, formando dossel. Áreas com predominância de vegetação no estágio inicial de regeneração, vegetação mais rasteira com cobertura herbáceoPasto arbustiva aberta, ocorrendo presença predominante de gramíneas e herbáceas. Áreas de vegetação secundária em estágio médio de regeneração e vegetação em estágio inicial com cobertura Capoeira herbáceo-arbustiva fechada com presença predominante de formação arbustiva à arbórea. Corpos d'água mais volumosos, rios, igarapés, açudes, tanques Corpos hídricos artificiais e etc. Área onde a vegetação natural sofreu derrubada de árvores, Exploração madeireira ocorrência de exploração de madeira. Áreas com solo desnudo e desprovido de qualquer tipo de vegetação ou cobertura artificial. Fazem parte dessa categoria Área urbana as áreas urbanas com predominância de uso residencial, comercial, serviços e uso múltiplo. Através da interpretação visual da imagem foram selecionados 16 pontos de controle ao longo da área de estudo. Os pontos de verificação foram selecionados de acordo com a (i) possibilidade de acesso ao respectivo alvo e das (ii) diferentes respostas espectrais encontradas na imagem. Com a orientação de um mapa da área e do GPS (Garmin 76 Csx) foram percorridos cerca de 45 km e, movidos de uma câmera fotográfica digital Nikon D3000 (10.2 Megapixels) 4726 Anais XVI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 13 a 18 de abril de 2013, INPE foram realizados registros fotográficos no local de cada ponto. A caracterização da área no entorno do ponto eram anotadas em uma planilha de campo. Para classificação da imagem foi utilizado o software ENVI Zoom 4.6. O algoritmo de classificação supervisionada aplicado foi o Support Vector Machine (SVM), sistema esse baseado na teoria de aprendizagem por análise estatística. Dentre as funções de Kernel disponíveis no SVM optou-se por utilizar a opção Sigmoid. A edição matricial da imagem classificada incidiu no processo de inspeção visual e posteriormente edição manual, objetivando corrigir pequenos erros e confusões no procedimento da classificação supervisionada. 3. Resultados e Discussão A interpretação visual da imagem de satélite e o trabalho de vistoria dos pontos de controle em campo subsidiaram as informações utilizadas para classificação supervisionada da imagem. O trabalho de classificação supervisionada relacionou os pixels da imagem a uma determinada classe do terreno com base na coleta das amostras de treinamento para o classificador utilizado (SVM). Na Tabela 2 estão apresentadas as classes de uso e ocupação com suas respectivas áreas em hectares (ha) e porcentagem (%) que as mesmas ocupam na APA. Tabela 2. Área em hectares e porcentagem das classes selecionadas para classificação de uso e ocupação do solo referente à Área de Proteção Ambiental (APA) do Igarapé São Francisco, Rio Branco, Acre, 2010. Área Classes de uso Sigla (ha) (%) Pasto Pa 16.570,0 55,2 Vegetação Vg 12.122,8 40,4 Capoeira Cp 693,0 2,3 Exploração Madeireira Em 301,9 1,0 Corpos d’água Ca 245,2 0,8 Área Urbana Au 69,5 0,2 30.002,4 100,0 Total Através da análise do mapa gerado de uso e ocupação do solo, ficou evidente a predominância do uso de pastagens, 16.570 ha, ou seja, 55,2% da área total da APA são destinadas às atividades agropecuárias, principalmente para criação de rebanhos bovinos o que resulta no intenso desmatamento da vegetação nativa. A agricultura é praticada por pequenos produtores, mas não existem regiões de nítida concentração de áreas plantadas. Os solos da APA têm aptidão agroflorestal adequada para culturas perenes, espécies frutíferas e florestais em monocultivo (Vieira e Lacerda, 2005), entretanto, as áreas desmatadas são utilizadas principalmente para a implantação de pastagem, destinadas a pecuária extensiva. Na classe vegetação, foi determinada uma cobertura de 12.122,8 ha, o que representa 40,4% da área. Nesta categoria, estão abrangidas as tipologias florestais: Floresta Ombrófila Aberta Terras Baixas com Bambus (Abb) + Floresta Ombrófila Aberta Terras Baixas com Palmeiras (Abp) (Acre, 2006). Estas tipologias apresentam-se como uma mistura de fisionomias entre floresta aberta com grande concentração de bambu, floresta aberta com palmeira e floresta densa em pequenas manchas. A vegetação apresenta-se distribuída em toda área da APA na forma de pequenos e médios fragmentos, entretanto, a grande parte encontrase distribuída ao longo do Igarapé São Francisco. 4727 Anais XVI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 13 a 18 de abril de 2013, INPE As demais classes de uso não chegaram a ocupar mais do que 5% da área total da APA, quando somados todos os seus respectivos valores. A categoria capoeira, representada por áreas de vegetação secundária em estágio médio e inicial de regeneração representaram 693 ha (2,3%); exploração madeireira, 301,9 ha (1,0%); corpos d’água, 245,2 ha (0,8%) e área urbana, 69,5 ha (0,2%). A Figura 2 mostra a distribuição espacial das categorias de uso e ocupação do solo da APA do Igarapé São Francisco. Figura 2. Resultado da classificação supervisionada e suas respectivas classes de uso e ocupação na APA do Igarapé São Francisco. As informações históricas levantadas em bibliografias complementaram as informações necessárias para a análise das transformações ocorridas na área de estudo. Os resultados levantados se aproximaram com o levantamento realizado pelo IBGE (2009) que utilizou imagens de satélite Landsat-5/TM para avaliar os impactos dos diferentes usos da terra no estado do Acre. De acordo com o estudo do IBGE, 70,34% eram áreas destinadas a pecuária mista (corte e leite) e agricultura de subsistência; 29,33% eram áreas ocupadas por florestas e apenas 0,34% por ocupação urbana. Quanto à análise das imagens Landsat-5/TM, observaram-se algumas dificuldades na identificação do uso da terra e cobertura vegetal. A classe vegetação e capoeira são de difícil discriminação, apresentando-se confusas no momento da interpretação, pois suas tonalidades são bastante semelhantes. De acordo com Amorim et al. (2007), para que esse tipo de confusão não cause erros durante a classificação é importante um maior conhecimento da área em que se está trabalhando, a fim de conferir maior confiabilidade das informações geradas. As áreas mais impactadas são ocupadas por pastagens, localizadas e agrupadas principalmente ao longo das vias de acesso. Segundo Nepstad et al. (2001), Margulis (2002) Soares-Filho et al. (2005) e Fearnside (2005), o desmatamento está associado à abertura e pavimentação das estradas em ambos os lados ao longo do seu eixo, principalmente nos primeiros 10 km. 4728 Anais XVI Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - SBSR, Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 13 a 18 de abril de 2013, INPE Parte da APA está inserida na malha urbana da cidade de Rio Branco (AC), região que sofreu rápido processo de ocupação e urbanização, sem a necessária ordenação da ocupação dos espaços, nem tampouco o acompanhamento de políticas públicas que garantissem condições adequadas de habitações, saúde, saneamento básico, entre outras coisas. De acordo com Firkowski (2007), as Áreas de Proteção Ambiental são muitas vezes questionadas quanto à sua capacidade de garantir a permanência dos recursos naturais no longo prazo e a dificuldade em conciliar ocupação humana e conservação da biodiversidade. No entanto, essa categoria de unidade de conservação, juntamente com as áreas de proteção integral, apresenta-se de forma bastante expressiva no sistema de áreas protegidas do Acre, (31,1%), sendo importante acompanhar sua implantação e seu papel na proteção da biodiversidade do Estado. O processo não planejado de estruturação urbana tem comprometido intensamente os ecossistemas locais, com repercussão na qualidade de vida dos seus moradores. Nota-se deficiência de políticas públicas que estabeleçam critérios de desenvolvimento sustentável, uma vez que se trata de uma unidade de conservação que vem sendo explorada de forma não sustentável, necessitando de uma gestão que satisfaça as diretrizes previstas na elaboração do seu plano de manejo. 4. Conclusões Foi constatado que 55,2% da APA encontra-se na forma de pastagens, a vegetação nativa esta dando lugar à formação de áreas destinadas a pecuária para criação de rebanho bovino e o plantio de culturas de subsistência em pequena escala. A metodologia adotada para classificação supervisionada da imagem (Landsat-5/TM), utilizando o classificador Support Vector Machine (SVM) demonstrou um bom resultado, diminuindo o esforço da edição matricial. Sugere-se avaliar a performance do classificador utilizado e testar outros classificadores de imagem para efeito de comparação dos resultados. O crescimento da cidade de Rio Branco no entorno da APA poderá acarretar a intensificação da área urbana dentro dos seus limites, provocando maiores pressões antrópicas em toda a sua área de entorno. Levantamento futuros realizados nessa temática fornecerão subsídios para acompanhar e avaliar as mudanças dos impactos ambientais e consequentemente servirão de apoio para elaboração de políticas públicas. Referências Bibliográficas Acre. Governo do Estado do Acre. Programa Estadual de Zoneamento EcológicoEconômico do Estado do Acre. Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre Fase II: Documento Síntese – Escala 1:250.000. 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