DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL EM XANXARÉ, SANTA CATARINA, BRASIL: POSSIBILIDADES PARA UM FIM MAIS SUSTENTÁVEL SPADOTTO, Aryane (1) e BATISTA, Geovani Rafael (2) (1)Arquiteta e Urbanista. FAU/UNOESC – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Oeste de Santa Catarina, Campus de Xanxerê. [email protected] (2) Graduando em Arquitetura e Urbanismo, FAU/UNOESC – faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Oeste de Santa Catarina, Campus de Xanxerê. [email protected] Resumo Este trabalho buscou estudar novas estratégias de redução e destinação de resíduos da construção civil, bem como tomar conhecimento sobre o que vem sendo feito com o entulho gerado no município de Xanxerê (distância de 1678 km da capital nacional - Brasília), Santa Catarina, Brasil, para que assim fosse possível propor uma melhor destinação final aos resíduos sólidos de construção. Para isso foram realizadas pesquisas de campo com o uso de questionários de apoio em órgãos municipais, associações de catadores e empresas da cidade que possuem ligação direta ou indireta quanto a produção de resíduos da construção civil no município. Além destes levantamentos de dados, foram estudadas estratégias adotadas em outras cidades brasileiras e em outros países, assim como a legislação vigente, para compreender a viabilidade de implantação destas estratégias na cidade de Xanxerê. Com este estudo foi possível identificar as estratégias em relação aos resíduos adotadas pelo município, possibilitando-se assim a adoção de novas abordagens ao problema. para um maior controle sobre os resíduos gerados na cidade e na adoção de maneiras mais adequadas para uma destinação final mais sustentável. Palavras-chave: Resíduos da Construção Civil, Destino mais Sustentável para Resíduos. Abstract This paper has as its objective the study of new strategies for the reduction and the destination of construction waste, as well as to acknowledge what is being done with the waste produced in the city of Xanxare (distance of 580 km. from the State Capital, Florionopolis), Santa Catarina, Brazil, in order to propose actions for a better destination of solid waste from construction. In order to achieve this, a field survey was carried out with the use of support questionnaires , interviewing authorities, collectors’ associations and companies, which have a direct or indirect link to the production of construction waste in the city. Furthermore, strategies adopted in other Brazilian cities and abroad were also studied, as well as the existing legislation, in order to understand the feasibility of using such strategies in Xanxare. With this study it was possible to identify the current strategies relative to waste destination adopted by the city, allowing the adoption of new approaches to the problem, so as to exercise a better control over the construction waste produced in the city and to adopt adequate ways to ensure a more sustainable final destination. Keywords: Waste; Sustainable Waste Destination Introdução Em panoramas gerais, sabe-se que a construção civil é responsável por gerar grandes quantidades de resíduos sólidos. Especificamente no Brasil, a produção de entulho proveniente da construção civil é estimada em 685 000 000 toneladas. Não somente o descarte de resíduos, mas também alterações no meio ambiente são causadas pela construção civil. Estes acontecem desde as etapas iniciais de processos de extração de matérias-primas e durante toda vida útil de cada edificação (FRAGA, 2006). No Brasil a preocupação com os resíduos da construção civil é recente. Processos de reciclagem são conhecidos desde a antiguidade, e na Europa 2 foram utilizados em sua reconstrução após a Segunda Guerra Mundial. No final da década de 1960 foram implantadas políticas de gestão de resíduos nos Estados Unidos da América. Para Jhon e Agopyan (2000): “[...] a reciclagem de resíduos de construção encontra-se em estágio relativamente avançado seja no aspecto de redução de sua geração durante a atividade de construção, políticas públicas para o manuseio dos resíduos e ainda tecnologias para a reciclagem” (JHON; AGOPYAN, 2000, p. 2). Um grande problema enfrentado atualmente na área de reciclagem de entulhos é a falta de conhecimento sobre as tecnologias existentes e a transmissão destas entre países que poderiam ser aplicadas. A reciclagem e reutilização do entulho são inevitáveis para a melhoria do desenvolvimento das cidades, e visa não apenas reduzir os custos monetários, mas também preservar os recursos naturais, além de diminuir áreas de contaminação, já que há falta de lugares adequados ou soluções que absorvam esta demanda de produção (ALCANTARA, 2005). Para que sejam adotados novos procedimentos de gestão dos resíduos é necessário que haja estudos para diagnosticar a quantidade e as características dos resíduos da construção civil gerados nos municípios, pois cada região utiliza de processos construtivos e materiais diferentes na construção. Com isso, é necessário que cada região avalie os resíduos produzidos, para que assim possam-se propor soluções eficientes de redução e destinação dos mesmos. Para o desenvolvimento deste trabalho foi realizado levantamento de dados, na cidade de Xanxerê, Santa Catarina, Brasil, para o conhecimento dos principais tipos de entulhos gerados na construção civil. Para tanto, foi necessário o estudo de temas relacionados à produção e destinação de resíduos da construção civil, bem como formas de classificação, diminuição e reaproveitamento dos mesmos, legislação vigente, dentre outros. Conhecendo o atual destino dos materiais, elaborando análises, levantamentos e estudos de características dos resíduos de construção civil originados na cidade de Xanxerê, torna-se possível a elaboração de propostas para a destinação final mais sustentável dos materiais provenientes de resíduos da construção civil no município. Dados Atuais A construção civil é uma atividade de suma importância para o desenvolvimento econômico e social em todo o mundo. A importância do setor pode ser vista através de indicadores econômicos, como em 2002 que sua participação no Produto Interno Bruto brasileiro correspondeu a 8% (BRASIL, 2005a). No entanto a atividade é grande geradora de impactos ambientais. Desde a extração e consumo de recursos, na alteração de ambientes até a geração de resíduos (PINTO, 2005). Os problemas enfrentados com a produção de resíduos sólidos de construção e demolição são o desconhecimento dos volumes gerados e dos impactos que causam, dos custos envolvidos e quais as possibilidades de reaproveitamento (PINTO, 1999). Sendo então a correta gestão destes resíduos o principal problema enfrentado pela maioria das cidades. O conceito de desenvolvimento sustentável e a globalização causaram o aumento na busca de novas e melhores técnicas para uso na produção de materiais da construção civil e reaproveitamento de RCD (Resíduos de Construção e Demolição), bem como maior preocupação em relação à destinação correta destes em todo o mundo. A reciclagem de RCD existe desde a antiguidade, no entanto apenas recentemente vem sendo utilizada como material da construção civil. Este método foi inicialmente utilizado na Europa, após a Segunda Guerra Mundial para a reconstrução de algumas cidades. Atualmente a Holanda é líder absoluta na reciclagem de RCD, chegando a atingir em torno de 90% a fração de material reciclado (ÂNGULO; ZORDAN; JOHN, 2007). Leis e regulamentações rigorosas, com aplicações firmes e bem fiscalizadas, são uma das estratégias que contribuiu na redução da quantidade de resíduos gerados e a destinação final irregular em diversos países. Punições severas e o apoio da sociedade em exigir de empresas que atuem de maneira responsável com o meio ambiente fizeram com que em países como a Bélgica, Japão, Holanda e Dinamarca, a reciclagem e o reaproveitamento sejam destaque em suas agendas políticas. Já no Reino Unido houve diminuição significativa da quantidade de resíduos de concreto gerados através da cobrança de taxas sobre a deposição. Esta ação incentivou usinas de concreto pré-misturado a controlar e reduzir o volume de resíduos (BUTTLER; CORREA; RAMALHO, 2009). Impactos Gerados A destinação de resíduos sólidos da construção civil, assim como sua correta gestão, são pontos de difícil resolução, tendo em vista o pensamento de menor impacto ao meio ambiente e ao setor socioeconômico. É crescente o volume dos RCD (Resíduos de Construção e Demolição), perante o aumento da população, da necessidade de consumo e da falta de preocupação em relação à preservação dos recursos (AEC, 2011). No Brasil atualmente se produz, um montante diário de 241.614 toneladas de resíduos sólidos urbanos, estes dispostos, quase que em sua totalidade, a céu aberto (ALCANTARA, 2005, p.26), e segundo Pinto (2005) isto evidencia, falta de efetividade ou, em alguns casos, a inexistência de políticas públicas que disciplinam e ordenam o destino dos resíduos da construção civil nas cidades que, associada ao descompromisso dos geradores no manejo e, principalmente, na destinação dos resíduos, provocam grandes impactos ambientais. O poder público municipal deve exercer um papel fundamental para disciplinar o fluxo dos resíduos, utilizando instrumentos para regular especialmente a geração dos detritos provenientes de eventos informais (PINTO, 2005). Não somente a incorreta gestão dos RCD é proveniente do setor de construção, mas também outros impactos ambientais de poluição, como exemplo cita-se a indústria de cimento do Brasil, onde é responsável por 6% do total CO² gerado em âmbito nacional (JOHN, 2000). Embora segundo Ângulo, Zordan e John (2007), a maior experiência brasileira na área da reciclagem de resíduos de construção é a conduzida pela indústria cimenteira, que recicla, principalmente, escórias de alto forno básicas e cinzas volantes, estima-se que em 1996, a indústria cimenteira brasileira reduziu a geração de CO2 em 29%, e uma economia de combustível de 28%, com a adoção da reciclagem desses componentes. Conforme Schneider (2003), “os principais impactos sanitários e ambientais relacionados aos RCD talvez sejam aqueles associados às deposições irregulares”, uma vez que, os resíduos da construção civil podem apresentar resquícios de óleo de maquinários utilizados na construção, pinturas e asbestos de telhas de cimento amianto, por exemplo, que são considerados resíduos perigosos. Além de que o acúmulo dos RCD em lugar inadequado pode atrair resíduos não inertes, tornando o local nicho ecológico de muitas espécies de vetores de patogênicos, como ratos, baratas, moscas, vermes, bactérias, fungos e vírus. A falta de locais apropriados para deposição dos resíduos faz com que materiais sejam acumulados em áreas urbanas, desvalorizando essas áreas e sendo custosos para posterior saneamento, causando problemas ambientais. Os resíduos de construção e demolição representam um total que fica entre 41% e 70% da massa total dos resíduos sólidos urbanos brasileiros (PINTO, 1999). A quantidade de resíduos gerados por um município é, normalmente, diretamente proporcional ao seu grau de desenvolvimento, sendo resultado das maiores atividades econômicas e dos hábitos de consumo decorrentes, assim, é provável que os problemas relacionados com a gestão de resíduos sejam mais intensos nas vinte e seis regiões metropolitanas do país, onde vivem pouco mais de 40% da população brasileira (SCHNEIDER, 2003). A remoção destes resíduos acumulados irregularmente onera os cofres públicos municipais. As estimativas de Pinto (1999) variaram entre US$5,4/ton e US$14,8/ton de RCD recolhido para diferentes cidades e técnicas de recolhimento. A Prefeitura Municipal de São Paulo recolhe diariamente 4 mil toneladas de entulho, a um custo mensal de R$ 4,5 milhões, o que permite estimar um custo de US$30/ton (JOHN; AGOPYAN,2001). A Lei da Política Nacional de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/2007) assinala a necessidade dos Municípios elaborarem seus Planos de Saneamento, incluindo o abastecimento de água, efluentes sanitário, manejo de águas pluviais e dos resíduos sólidos, a mesma lei indica a obrigatoriedade da participação da população na elaboração do Plano. “A participação de todos os segmentos da sociedade faz com que o plano seja de todos e permita a implantação e manutenção de um sistema sustentável que atenda de fato às demandas da comunidade” (MESQUITA JUNIOR, 2007). Legislação Criada, no dia 5 de julho de 2002, a Resolução nº307 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que leva em consideração a Lei de Crimes Ambientais, de fevereiro de 1998, em que prevê penalidades a quem dispõe resíduos de maneira discordante a legislação, e, também, o Estatuto da Cidade - Leinº 10.257, de 10 de julho de 2001, para tratar dos resíduos da construção civil. Essa resolução define e classifica os tipos de resíduos gerados nas obras, bem como estabelece possíveis destinos para os mesmos, além de atribuir responsabilidades aos poderes públicos municipais e aos geradores de resíduos. O Art. 2º da Resolução CONAMA nº 307 define: I. Resíduos da construção civil: são os provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha; II. Geradores: são pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem os resíduos definidos nesta Resolução; O Art. 3º classifica os resíduos da construção em quatro grupos, o primeiro, Classe A, diz respeito a todo e qualquer tipo de material que possa ser reciclado e reutilizado como agregado, a exemplo de: restos de tijolos, argamassa, pedras, concreto, etc., os resíduos da Classe B, são materiais que podem ser reciclados, porém, destinados a outros usos, como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros, madeiras, etc., na Classe C, se enquadram materiais que não possuem processos de reciclagem ou reutilização, devido a inviabilidade financeira ou ausência de tecnologia para isso, do último grupo, Classe D, faz parte resíduos, vindos do processo de construção, diretamente nocivos a saúde humana, tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou materiais contaminados resultantes de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros. Esta mesma resolução define como principal responsável, pelo destino dos resíduos, o próprio gerador, porém, cabe a administração dos municípios o gerenciamento, bem como a viabilização de meios para a disposição correta desses materiais. Segundo a resolução: Art. 4º Os geradores deverão ter como objetivo prioritário a não geração de resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação final. [...] Art. 5º É instrumento para a implementação da gestão dos resíduos da construção civil o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, a ser elaborado pelos Municípios e pelo Distrito Federal, o qual deverá incorporar: I- Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, II- Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil No Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, os municípios devem incluir: I- As diretrizes técnicas e procedimentos para o Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil e para os Projetos de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil a serem elaborados pelos grandes geradores, possibilitando o exercício das responsabilidades de todos os geradores. II. O cadastramento de áreas, públicas ou privadas, aptas para recebimento, triagem e armazenamento temporário de pequenos volumes, em conformidade com o porte da área urbana municipal, possibilitando a destinação posterior dos resíduos oriundos de pequenos geradores às áreas de beneficiamento; III O estabelecimento de processos de licenciamento para as áreas de beneficiamento e de disposição final de resíduos; IV. A proibição da disposição dos resíduos de construção em áreas não licenciadas; V. O incentivo à reinserção dos resíduos reutilizáveis ou reciclados no ciclo produtivo; VI. A definição de critérios para o cadastramento de transportadores; VII Ações de orientação, de fiscalização e de controle dos agentes envolvidos; VIII. Ações educativas visando reduzir a geração de resíduos e possibilitar a sua segregação A resolução prevê ainda a forma como deverão ser destinados os resíduos: Art. 10 Os resíduos da construção civil deverão ser destinados das seguintes formas: I. classe A - deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura; II. classe B - deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura; III. classe C - deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas. IV classe D - deverão ser armazenados, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) possui, desde julho de 2004, cinco normas técnicas (NBR 15.112, 15.113, 15.114, 15.115) que tratam do assunto, estabelecendo diretrizes para o manejo e uso correto de resíduos da construção civil. Redução e reciclagem. A partir da década de 1980 foram realizados os primeiros estudos de processos de reciclagem de resíduos da construção civil. Em paralelo, começou a ser utilizado um equipamento de pequeno porte chamado de masseira-moinho, que faz a moagem de resíduos como argamassa e alvenaria, permitindo sua reutilização como revestimento (PINTO, 1999. p. 93). O uso da masseira-moinho traz bons resultados. Como a diminuição de perdas, redução dos custos, gerenciamento de resíduos e diminui a quantidade e os impactos causados pelo RCD (PINTO, 1999. p. 94). Já no Brasil o uso de equipamentos de maior porte teve início na década de 1990, com a implantação de instalações em alguns municípios, sendo adquiridos devidamente com plano de ações ou sem nenhum preparo. Em que, dependendo do caso não trazendo resultados (PINTO, 1999. p. 94). A reciclagem do entulho torna-se cada vez mais inevitável, pois somente nos EUA estima-se que sejam gerados 7% do montante total gerado mundialmente que é de cerca de 900 x 106 toneladas/ano de resíduos de construção e demolição. Não sendo reciclada grande parte desse volume (BUTTLER; CORRÊA; RAMALHO, 2009). A primeira usina de reciclagem e reaproveitamento dos resíduos de construção civil implantada com plano de gestão em Santa Catarina foi no município de Balneário Camboriú. Esta foi criada pela atuação do Sindicato da Construção Civil. Atualmente, dos 5.507 municípios brasileiros apenas 39 prefeituras possui plano de gerenciamento dos resíduos da construção civil normatizado (ADMIN, 2011). Manejo e Gestão de Resíduos de Construção e Demolição. Segundo Pinto e Gonzáles (2005), a maioria dos municípios brasileiros já possui sistemas de manejo, pelo menos na fase da coleta dos resíduos domiciliares e de serviço de saúde. Já aos resíduos de construção e demolição, por não serem putrescíveis, acaba-se por aceitar a não responsabilização dos geradores e o aumento dos lugares de deposições irregulares, entretanto, a qualidade de vida urbana é, igualmente, afetada. Como afirma Pinto (1999), existem duas medidas atuantes em relação ao manejo de RCD: a gestão corretiva e a diferenciada. A gestão corretiva caracteriza-se por ações emergenciais, e, portanto, onerosas ao poder público. É este sistema que se faz presente na maioria dos municípios brasileiros, uma vez que, as medidas são efetivas após a ocorrência da deposição em locais inadequados, feitas através da limpeza do local. A gestão diferenciada, por sua vez, valoriza ações preventivas elaboradas por meio de planejamento, e vem sendo implantada em algumas cidades, principalmente, nas últimas décadas. O programa de ações da gestão diferenciada sustenta-se por diretrizes básicas que devem ser seguidas para um resultado satisfatório. Um fator de grande importância na Gestão Diferenciada dos RCD é que essas diretrizes sejam aplicadas de forma unificada, assim, permitindo a integração entre os agentes (geradores e coletores, públicos e privados), com os processos que devem ser articulados: coleta extensiva de resíduos, reciclagem eficiente da mais ampla gama de tipos possível, uso intenso de resíduos reciclados em obras e serviços públicos e privados (PINTO, 1999). A diferenciação integral após a captação dos resíduos caracteriza-se pela separação de toda a gama de resíduos que são descartados, inevitavelmente, junto aos detritos de construção e demolição, como restos de podas, madeiras, embalagens e rejeitos. Esse princípio permite interromper a irracionalidade da gestão corretiva, que, por não contar com soluções efetivas de descarte, “obriga a miscigenação dos resíduos sólidos, impossibilitando qualquer outro processo que não seja seu aterramento (PINTO, 1999)”. Levantamento de Dados. Para desenvolvimento do trabalho realizou-se uma pesquisa de campo a fim de conhecer a situação atual do município em relação aos resíduos de construção civil. Nesta etapa da pesquisa, foram realizadas entrevistas semi-estruturadas nos seguintes órgãos: Prefeitura Municipal de Xanxerê, Continental Obras e Serviços, cinco empresas da construção civil (COMAX, Engemix, Paulino Construtora, Planta e Obra e EG Projetos) e com a Associação dos Recicladores Xanxerê Amigos da Natureza – ARXAN. Segundo informações da Prefeitura Municipal de Xanxerê - Secretaria de Políticas Ambientais, no município de Xanxerê os órgãos responsáveis pela fiscalização do destino dos materiais de construção civil são a Secretaria Municipal de Políticas Ambientais e a Vigilância Sanitária. Conforme a resolução nº 307 do CONAMA, municípios e empresas geradoras de grandes quantidades de resíduos devem possuir um plano de gerenciamento dos mesmos. Porém, atualmente a prefeitura municipal de Xanxerê não possui plano de gerenciamento de resíduos para fornecer aos pequenos geradores, bem como controlar os resíduos gerados na cidade. Empresas privadas que necessitam de plano de gerenciamento de resíduos próprio não são definidas pela prefeitura, nem controladas ou fiscalizadas. O plano é elaborado por iniciativa da própria empresa, ou pelo tipo de resíduo gerado. As leis seguidas pela prefeitura para o gerenciamento dos resíduos da construção, e de outras áreas, são os padrões ISO (Organização Internacional para Padronização). Esses padrões definem para cada tipo de material a composição e o destino adequado. A prefeitura municipal é que recolhe os entulhos destinados em locais impróprios, que chegam a 05 toneladas por mês, o restante é de responsabilidade da empresa Continental Obras e Serviços (contratada via licitação, empresa especializada, para os Serviços de Coleta, Medição, Transporte, Tratamento e Destinação Final de resíduos sólidos produzidos no município de Xanxerê). Os locais impróprios em que depositam os resíduos são principalmente em áreas verdes do município, terrenos baldios, próximo a cursos d’água e mananciais. Segundo a empresa Continental o município de Xanxerê possui aterro próprio para a destinação de resíduos de construção e demolição, licenciado pelos órgãos ambientais e está localizado, no interior do município. Porém não é feito controle sobre qual é a maior fonte produtora dos resíduos encaminhados ao aterro, se construções novas, reformas ou demolições. A quantidade estimada de entulho varia de 40 a 50 toneladas por dia conforme a época do ano e as condições climáticas. Não é feita a classificação e seleção de materiais, pois diz ser inviável a seleção para reciclagem pela baixa quantidade de resíduos gerados e o alto custo de equipamentos. O entulho destinado em locais impróprios, segundo o representante da empresa é de responsabilidade da prefeitura. Atualmente a cidade não conta com nenhuma empresa que compre, ou receba resíduos de construção civil do município para reciclagem. Em relação aos valores que seriam cobrados por material de entulho selecionado, o custo seria de aproximadamente 70% do custo de mercado de algum material semelhante. Como por exemplo, a areia, agregado miúdo, custa R$ 100,00 reais o metro cúbico, a mesma quantidade de pó de entulho, que poderia substituir a areia, custaria R$ 70,00 reais o metro cúbico. Atualmente o aterro recebe apenas entulho oriundo do município de Xanxerê, onde a “caixa” custa para o gerador R$ 75,00 reais. Em entrevista com demais empresas da cidade, relacionadas a construção civil (COMAX, Engemix, Paulino Construtora, Planta e Obra e EG Projetos) atualmente nenhuma das empresas entrevistadas possui plano de gerenciamento de resíduos. Todas responderam que não possuem um plano por “escrito”, mas que seguem as leis federais, estaduais e municipais vigentes. Apesar das empresas não possuírem o plano, a maioria controla a quantidade de entulho produzido. Este controle é feito pelo mestre de obras, fiscalizando o andamento da obra para que não ocorram erros de execução, que causaria demolições, e com a distribuição de “baias” para que os materiais sejam armazenados separadamente. As estratégias adotadas para diminuir a produção de entulho é investir na qualificação da mão-de-obra, para que ocorram menos erros, organização do canteiro, treinamento e conscientização dos funcionários. Nenhuma das empresas recicla os materiais, mas o reutilizam. Uma delas utiliza argamassas e tijolos como base de aterro, outra peneira resíduo do reboco e o utiliza no contra piso. A madeira é totalmente reutilizada, como forma ou escora, ou quando em pedaços menores como madeira para queima. Materiais, como papel e plásticos, são separados para catadores, e o que não é possível reaproveitar é encaminhado para a Continental, que leva para aterro licenciado. Na cidade de Xanxerê existem aproximadamente 100 catadores de materiais recicláveis, e, os principais materiais recolhidos são papéis, papelão, plásticos, vidros, alumínio, cobre e ferro. A quantidade média de material coletado em Xanxerê é de 40 toneladas mensais. Em supermercados e lojas, é que são encontrados resíduos em maior quantidade. Já nas residências em volume menor, e na maioria das vezes misturados com lixo orgânico. Os materiais chegam misturados à associação de catadores, e então são selecionados conforme cada tipo de material. Em obras de construção civil o único material normalmente recolhido é o papel dos sacos de cimento. E somente quando já estão separados para a coleta. Os materiais recolhidos são encaminhados após a seleção para diversas empresas. Como utilizar os resíduos de construção Com o aumento da preocupação com o uso de materiais sustentáveis, reciclagem e a redução da produção de resíduos de construção civil, houve maior investimento em tecnologia e pesquisas de novas formas de reaproveitamento e produção destes materiais. Algumas recomendações de como reduzir a quantidade de entulhos produzidos e reutilizá-los na mesma obra são apontadas por Fraga (2006), como: · No assentamento de batentes; · Assentamento de esquadrias; · Assentamento de blocos cerâmicos; · Embonecamento de tubulações; · Remendos e emendas em alvenaria; · Enchimento de degraus e escadarias. As recomendações apontadas por Fraga (2006) são de fácil aplicação tanto em obras de pequeno porte como de grande porte devido às simples formas de utilização. Outras estratégias desenvolvidas com o objetivo de atenuar o impacto ambiental negativo ou diminuir custos operacionais são ações aplicadas desde a produção dos materiais de construção, considerando a possibilidade de reciclagem até a sua completa eliminação. Um dos materiais que passou a ter um destino final sustentável foi o gesso. Em que, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall desenvolveu uma cartilha que mostra passo a passo seu processo de reciclagem, do recebimento, a correta armazenagem, até soluções para utilização correta (BEZERRA, 2011). Em Santa Catarina outro resíduo que passou a ser reutilizado foi o originado na maricultura. Pesquisadores da Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL, em parceria com a empresa de Biguaçu Blocaus Pré-Fabricados desenvolveram um “bloco verde” utilizando cascas de ostras e mariscos como agregados na fabricação (BATISTA et al, 2009). Além de estratégias voltadas e reciclagem e reutilização de materiais surge o ecodesign. O ecodesign tem como objetivo desenvolver projetos visando o meio ambiente, pensando na redução do impacto ambiental causado pelos produtos durante o processo de produção, consumo de matérias primas, uso de energia, vida útil e destinação final (BARRA, PASCHOARELLI, RENÓFIO, 2006). Muitas cidades brasileiras desenvolveram diferentes estratégias em busca do desenvolvimento sustentável. Na cidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, foi elaborado o Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos de Construção, além de um web site para cadastro de dados e controle dos resíduos (KARPINSKI, et al, 2008). Em Salvador, Bahia, foi implantado um projeto de gestão diferenciada de entulho para resolver problemas de deposição de entulho em locais inapropriados. Com este projeto foram gerados postos de descarte de entulho (PDE) para pequenos geradores e bases de descarte de entulho (BDE) para grandes geradores. Desta forma levando os resíduos descartados a um destino final adequado (SALVADOR, 1997, 1999; BLOISI, 2002; CARNEIRO, BRUM e CASSA, 2001; apud AZEVEDO; KIPERSTOCK; MORAES, 2007, pg. 2-3). Na Holanda 90% dos resíduos de construção e demolição são reciclados, o restante é encaminhado para incineração e aterro. Para conseguir atingir esses índices foram elaboradas regulamentações municipais, ambientais e um decreto de materiais de construção. Além da proibição de disposição (BLUMENSCHEIN, 2001). Implantação de estratégias de redução e reciclagem dos resíduos de construção civil no município de Xanxerê – Conclusão Com a realização de pesquisas, levantamento de dados e entrevistas com funcionários da Prefeitura Municipal de Xanxerê foi possível constatar que atualmente a cidade não possui um plano de gestão para os resíduos de construção civil, e as medidas adotadas são corretivas e não preventivas. É importante iniciar com a implantação de estratégias que visam à melhor gestão dos resíduos revisando e inserindo novas leis e regulamentações no município. Considerando que estas são determinantes no modo de agir dos geradores, administradores e moradores da cidade. O esquema a seguir mostra a ordem de aplicação das estratégias: Esquema 1: Ordem de aplicação das estratégias. Fonte: os autores. A definição da ordem de aplicação das estratégias se deu considerando a influência sobre as pessoas que vivem na sociedade, em que a legislação seguida de conscientização faz com que a população passe a exigir das empresas e administradores atitudes e posicionamentos adequados em relação à produção e destinação dos resíduos. As estratégias legais são as únicas que dependem unicamente do poder público para que entrem em vigor e sejam efetivadas dentro do município. O esquema a seguir mostra estas estratégias: Esquema 2: Estratégias legais. Fonte: os autores. Já para a conscientização da população e envolvidos é necessário essencialmente de publicidade e divulgação de informações sobre o descarte correto do entulho e as ações adotadas no município. Xanxerê possui uma emissora de televisão que pode ter papel importante e de grande contribuição na divulgação das normas, guias e tudo que estiver relacionado com a gestão e o manejo dos resíduos sólidos de construção civil. O esquema a seguir mostra as estratégias encontradas com a finalidade de conscientização: Esquema 3: Estratégias de conscientização dos envolvidos e população. Fonte: os autores. As estratégias de redução dependem principalmente da atuação da mão de obra, e de iniciativas como a escolha de materiais que usam menos energia na produção e técnicas construtivas que gerem pouco ou nenhum desperdício. As estratégias encontradas para a redução da produção de resíduos de construção civil e que podem ser adotadas no município de Xanxerê estão no esquema a seguir: Esquema 4: Estratégias de redução. Fonte: os autores. Estratégias comuns de reciclagem tornar-se-iam difíceis de serem implantadas, devido ao alto investimento necessário para aplicação, sendo o investimento apenas compensável de forma que a produção de entulho fosse igual ou maior a 1000 toneladas por dia, diferentemente das estratégias descritas anteriormente, onde são mínimos ou zerados os empecilhos para implantação. As estratégias de reciclagem que podem ser adotadas no município estão no esquema a seguir: Esquema 5: Estratégias de reciclagem. Fonte: os autores. Tendo em vista todos os pontos listados e mostrados nos esquemas de implantação de estratégias de redução e reciclagem dos resíduos de construção civil no município de Xanxerê, com a adoção de estratégias de conscientização, redução e reciclagem, é possível possibilitar um destino mais sustentável aos resíduos sólidos de construção e demolição para a cidade pesquisada. Ações estas que podem e devem ser ampliadas conforme o crescimento e desenvolvimento da cidade, que por sua vez está diretamente ligado a produção e quantidade de resíduos sólidos de RCD, assim, será possível manter ou tornar a cidade livre de problemas causados por deposições irregulares de entulho, tornando ou mantendo o município uma cidade mais sustentável. Referências ADMIN. Construção civil recicla resíduos. São Paulo, 28 mar. 2011. Disponível em: <http://www.imobinews.com.br/index.php/2011/03/28/construcao-civilrecicla-residuos/>. Acesso em: o5 mar. 2012 ALCANTARA, Cícero Alves de. 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