i 31012013 Periodicidade: Diária Temática: Política Classe: Informação Geral Dimensão: 522 Âmbito: Nacional Imagem: S/Cor Tiragem: 80000 Página (s): 14 100 REMÉDIOS SEM CONTRA INDICAÇÕES Ser grande passa por se aceitar os próprios limites Temos a maior onda do mundo na Nazaré a vencedora europeia de tradução juvenil é portuguesa e também o são os campeões mundiais de debates universitários Continuamos grandes Ema Paulino Já fomos uma aldeia global A primeira em todo o mundo Os portugueses leva ram as túlipas para a Holanda incuti ram o hábito do chá na Inglaterra e intro duziram o caril na Índia Mas agora anda a incomodar nos o ascendente que a Ale manha tem sobre a Europa Ou melhor sobre o nosso destino enquanto país Enquanto pessoas Ninguém gosta de se sentir condicionado que lhe imponham limites que lhes restrinjam os movimen tos É um instinto natural o de querer mos permanecer livres Mas afinal o que é a liberdade De que forma como se pode avaliar Na verda de há um enorme mal entendido sobre o conceito que frequentemente se con funde com a veleidade Porque ser livre não é tanto fazer o que queremos quan to fazer porque podemos António Costa numa intervenção no programa televisivo Quadratura do Cír culo afirmou que a situação económi ca e financeira do país deriva da impo tica induzida Podemos questionar nos necimento de medicamentos aos hospi tais se a Lei dos Compromissos fosse cumprida O que a Lei dos Compromis sos prevê no fundo é que os hospitais subsistam de acordo com as suas possi bilidades Ou seja que o endividamen to não aumente nas instituições João Almeida Lopes argumentou que os hos pitais não são devidamente orçamenta dos pelo que não poderão dar resposta às reais necessidades da população Peran te este cenário propôs a suspensão da Lei dos Compromissos para a área da saúde Os conselhos de administração dos hospitais continuariam a ser livres para decidir sobre a aquisição dos medi camentos mesmo que não pudessem sobre onde estavam os analistas e os prever o seu pagamento sição da União Europeia que o finan ciou durante muitos anos para deixar de produzir Declarou ainda que Portu gal orientou os seus investimentos públi cos e privados em função das opções da União Europeia e que portanto houve um comportamento racional dos agen tes económicos em função de uma polí decisores políticos quando se aceitou de braços abertos este desincentivo à pro dução nacional Mas mais importante ainda é a cons tatação que afinal não tínhamos sido livres até agora E que talvez seja aqui que resida o maior equívoco Ontem o presidente da APIFARMA alertou para o risco de ruptura no for É este tipo de liberdade que queremos para o país O problema é a Lei dos Com promissos ou o subfinanciamento cró nico dos hospitais Mascarar os proble mas abrindo excepções não é solução viável para o futuro Não podemos come ter sempre os mesmos erros à espera de resultados diferentes Analise se de forma séria o financia mento do sistema de saúde dos seus operadores públicos e privados e seja se transparente na comunicação sobre o que de facto os utentes podem espe rar dentro dos limites da sustentabili dade Sobre o que o país pode e deve dar porque já recebeu Sobre o que podería mos ter a mais se fizéssemos o quê e quando E não penalizar nos quando já não chega através de impostos ou quan do o utilizamos através de taxas mode radoras Aí já é porventura tarde demais Esta semana soubemos que temos a maior onda do mundo na Nazaré que a vencedora europeia de tradução juve nil é portuguesa e que também o são os campeões mundiais de debates uni versitários Continuamos grandes Mas sermos grandes não nos toma nem per feitos nem intocáveis Continuaremos subordinados enquanto não nos aper cebermos que só seremos livres quan do conhecermos e aceitarmos os nos sos limites Farmacêutica Escreve à quinta feira