2013
Janeiro
21/01/2013
Terra 'foi atingida por explosão de raios gama na Idade Média'
Cientistas afirmam ter encontrado provas em árvores e no gelo de que planeta recebeu radiações de evento
ocorrido na Via Láctea.
da BBC
Explosão teria sido resultado da fusão de dois buracos
negros ou estrelas de nêutrons em nossa galáxia
Foto: Nasa/BBC
Fonte: http://s2.glbimg.com/m2AqnhugFVZdiw2PMRuzPGTSu68Y8_xNLQ8E0h2vDOBIozHdGixxa_8qOZvMp3w/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/01/21/gama.png
Uma explosão de raios gama, a mais poderosa explosão conhecida no Universo, pode ter atingido a Terra no
século 8. Em 2012, pesquisadores encontraram evidências de que o nosso planeta foi atingido por uma súbita
onda de radiação durante a Idade Média, mas ainda não havia clareza sobre que tipo de evento cósmico pudesse
ter sido sua causa.
Agora, um estudo sugere que a explosão teria sido resultado da fusão de dois buracos negros ou estrelas de
nêutrons em nossa galáxia. Esta colisão teria gerado e arremessado para fora uma grande quantidade de energia.
A pesquisa foi publicada no "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society".
'Totalmente consistente'
No ano passado, uma equipe de pesquisadores constatou a presença em nível incomum de um tipo de carbono
radioativo – conhecido como carbono-14 – em algumas antigas árvores de cedro-do-japão.
Na Antártica, também, houve um aumento nos níveis de uma forma de berílio – berílio 10 – no gelo. Estes
isótopos são criados quando uma radiação intensa atinge os átomos na atmosfera superior, o que sugere que
uma explosão de energia havia atingido o nosso planeta.
Usando dados recolhidos nas árvores e no gelo, os pesquisadores foram capazes de identificar que este evento
teria ocorrido entre os anos 774 e 775 d.C., mas que sua causa era desconhecida.
A possibilidade de uma supernova – explosão de uma estrela – foi considerada, mas descartada em seguida
porque os rastros de um evento como esse ainda seriam visíveis hoje por telescópio.
Outra equipe de físicos americanos recentemente publicou um artigo sugerindo que uma explosão solar
extraordinariamente grande poderia ter causado a emissão de energia. No entanto, outros membros da
comunidade científica acharam pouco provável que explosões solares fossem capazes de gerar os níveis de
carbono 14 e berílio-10 encontrados nas árvores e no gelo.
Agora, pesquisadores alemães ofereceram outra explicação: uma enorme explosão que teria ocorrido dentro da
Via Láctea. Um dos autores do estudo, o professor Ralph Neuhauser, do Instituto de Astrofísica da Universidade
de Jena, disse: "Nós observamos os espectros de curtas explosões de raios gama para estimar se seriam
consistentes com a taxa de produção de carbono-14 e berílio-10 – e [achamos] que é totalmente consistente".
Cientistas divergem sobre origem de raios gama que
atingiram a terra na Idade Média
Foto: Nasa/BBC
Fonte: http://s2.glbimg.com/Gsv0Wdc3GtLYN16TFJSFSqS0pu4Tqdgiyn_KDPmQW0ZIozHdGixxa_8qOZvMp3w/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/01/21/gama2.jpg
Alguns segundos
Estas emissões enormes de energia ocorrem quando os buracos negros, estrelas de nêutrons ou anãs brancas
(estrelas na fase final de suas vidas, prestes a explodir) colidem – as fusões galácticas levam apenas alguns
segundos, mas enviam uma vasta onda de radiação.
Neuhauser disse: "Explosões de raios gama são eventos muito, muito explosivos e enérgicos. Então usamos a
quantidade de energia encontrada (na Terra) para estimar a distância do evento". "Nossa conclusão foi de que era
de 3.000 a 12.000 anos-luz de distância – e isso está dentro de nossa galáxia". Embora o evento soe dramático,
nossos antepassados medievais podem mal tê-lo notado.
Uma explosão de raios gama ocorrida nesta distância teria sido absorvida pela nossa atmosfera, deixando apenas
um traço nos isótopos que eventualmente passaram pelo filtro da atmosfera e chegaram às árvores e ao gelo. Os
pesquisadores não acham que foi emitida qualquer luz visível.
Eventos raros
Observações do espaço sugerem que explosões de raios gama são raras. Elas ocorrem no máximo a cada 10 mil
anos e pelo menos uma vez em um milhão de anos em uma galáxia. O professor Neuhauser disse ser improvável
que o planeta Terra fosse atingido por outro fenômeno do tipo, mas, caso isso ocorra, deverá ter mais impacto.
Se uma explosão cósmica ocorrer na mesma distância que o evento do século 8, poderia derrubar nossos
satélites. Mas se ocorrer ainda mais perto – a apenas algumas centenas de anos-luz de distância – poderia
destruir a camada de ozônio, com efeitos devastadores para a vida na Terra. No entanto, esta hipótese, disse o
professor Neuhauser, é "extremamente improvável".
Fonte: G1 > Ciência e Saúde(http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/terra-foi-atingida-porexplosao-de-raios-gama-na-idade-media.html)
24/01/2013
Lâmpadas fluorescentes compactas são produtos perigosos, dizem cientistas
Redação do Site Inovação Tecnológica
Antes restrito a locais determinados e de mais fácil controle, o
mercúrio finalmente se espalhou "democraticamente" por todo o
globo por meio das lâmpadas fluorescentes compactas (CFLs).
Foto: Imagem: ACS
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010125130124-mercurio-lampadas.jpg
Democratização do risco
Há poucos anos, ambientalistas pressionavam os legisladores de todo o mundo para banir as lâmpadas
incandescentes(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=banimento-lampadasincandescentes&id=010175120702), reconhecidamente grandes consumidoras de energia – seu grande
problema é que elas desperdiçam muita energia na forma de calor.
Em seu lugar, foram adotadas as lâmpadas fluorescentes compactas, que gastam menos energia.
O problema é que essas lâmpadas aparentemente mais econômicas levam em seu interior não apenas o
tóxico mercúrio, mas também uma série de outros metais pesados, usados na fabricação dos seus circuitos
eletrônicos.
Antes restrito a locais determinados e de mais fácil controle, o mercúrio finalmente se espalhou
"democraticamente" por todo o globo.
Riscos das lâmpadas fluorescentes compactas
Agora, as tão recomendadas lâmpadas fluorescentes compactas precisam ser banidas – pelo menos é o
que os cientistas estão dizendo.
E eles não estão usando meias-palavras: um novo estudo alerta que as lâmpadas fluorescentes compactas,
assim como os LEDs(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/meta.php?meta=LED), deveriam
entrar para a lista de produtos perigosos.
Outros estudos já haviam demonstrado que o mercúrio liberado pelas lâmpadas eletrônicas pode superar os
níveis
de
segurança(http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=mercurio-liberado-lampadasfluorescentes-compactas-pl&id=6685).
Mas Seong-Rin Lim e seus colegas da Universidade da Califórnia, em Davis e Irvine, mostraram que o
problema é bem maior.
Enquanto o limite para a liberação de chumbo no ambiente é de 5 mg/l, as lâmpadas fluorescentes
compactas podem liberar 132 mg/l, e os LEDs 44 mg/l.
O limite de segurança para o cobre é de 2.500 mg/kg, mas as duas fontes de iluminação atingem 111.000 e
31.600 mg/kg, respectivamente.
Tanto lâmpadas fluorescentes compactas, quanto LEDs, usam ainda alumínio, ouro, prata e zinco – as
lâmpadas incandescentes, por outro lado, usam quantidades mínimas desses metais, sobretudo daqueles
que são tóxicos.
O resultado não mudou nem mesmo quando os pesquisadores analisaram todo o ciclo de vida dos três tipos
de lâmpadas.
Em comparação com as lâmpadas incandescentes, as lâmpadas fluorescentes compactas têm 26 vezes
mais riscos de efeitos danosos ao meio ambiente por causa da toxicidade dos metais usados em sua
fabricação – os LEDs têm um risco 3 vezes maior do que as lâmpadas incandescentes.
Convenção de Minamata sobre Mercúrio
A recém-negociada Convenção de Minamata sobre Mercúrio estabeleceu metas para o banimento de
diversos usos do mercúrio, de longe o maior risco contido nas lâmpadas fluorescentes compactas.
A proposta de banimento desses usos até 2020 cita "Determinados tipos de lâmpadas fluorescentes
compactas (CFLs)", mas o texto final ainda não foi divulgado – o documento só deverá assinado pelos 140
países que negociaram o acordo a partir de Outubro.
Não é a primeira vez que as tentativas de driblar problemas ambientais dão resultados opostos aos
esperados: recentemente os cientistas anunciaram que os mesmos gases que salvaram a camada de
ozônio agora ameaçam o clima(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=fracassogeoengenharia-gas-camada-ozonio&id=010125120313) – de resto, avisos contundentes para os
apressados
proponentes
da
geoengenharia(http://www.inovacaotecnologica.com.br/pesquisar.php?keyword=geoengenharia).
Bibliografia:
Potential Environmental Impacts from the Metals in Incandescent, Compact Fluorescent Lamp (CFL), and
Light-Emitting Diode (LED) Bulbs
Seong-Rin Lim, Daniel Kang, Oladele A. Ogunseitan, Julie M. Schoenung
Environmental Science and Technology
Vol.: 47 (2), pp 1040-1047
DOI: 10.1021/es302886m
Fonte:
INOVAÇÃO
tecnológica
>
Notícias
>
Meio
Ambiente(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=lampadas-fluorescentescompactas-devem-banidas&id=010125130124)
01/01/2013
Governo de Gana proíbe importação de geladeiras usadas
Objetivo da medida é reduzir o consumo de energia e o impacto ambiental dos aparelhos antigos.
BBC
Trabalhadores temem perder o emprego devido à nova medida
Foto: AFP
Fonte:
http://s2.glbimg.com/snHpkKsbXYdQ5oZMH_JNH3p6DdciSD696pZDUHbIxGJIozHdGixxa_8qOZvMp3w/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/01/01/geladeirasgana1.jpg
Com o intuito de reduzir o consumo de energia e os danos ao meio ambiente, o governo de
Gana(http://g1.globo.com/topico/gana/), no oeste da África, tomou uma medida inusitada: proibiu a importação de
geladeiras usadas.
Muitos refrigeradores antigos contêm uma substância química chamada Clorofluorcarbonos (conhecidos
popularmente pela sigla CFCs), que destroem a camada de Ozônio. Embora a fabricação da maior parte das
geladeiras que possuem tal tipo de composto já foi descontinuada, ainda existem muitas delas espalhadas pela
África.
O responsável pela comissão de energia de Gana disse à BBC que a proibição tomada pelo governo é "pioneira
no oeste do continente". O banimento foi introduzido inicialmente em 2008, mas acabou adiado para dar aos
comerciantes tempo para se adaptarem à nova lei.
Entretanto, para uma parcela dos comerciantes de Gana, a medida provocará perda de empregos. Mas segundo
Alfred Ofosu-Ahenkora, chefe da comissão de energia do país, os refrigeradores de segunda mão são prejudiciais,
já que eles não foram feitos para serem usados na África ou consumem muita eletricidade.
Dados da entidade revelam que 2 milhões de geladeiras de segunda mão do país são importadas, especialmente
de locais como a União Europeia.
Dano ambiental
O uso de CFCs é proibido segundo o protocolo de Montreal sobre substâncias que empobrecem a camada de
Ozônio. Para desencorajar seu uso, Gana introduziu um programa que incentiva a população a trocar seu
refrigerador usado por um novo.
O problema de medida é que apenas uma pequena parcela da população tem dinheiro suficiente para comprar
uma geladeira nova. Por essa razão, a demanda por refrigeradores usados ainda permanece em alta em lojas de
segunda mão que se multiplicam nos subúrbios da maior cidade ganense.
Emprego
Em entrevista à BBC, o vendedor Albert Kwasi Breku disse que teme perder seu emprego com a nova medida.
"Nós perderemos nossos empregos e eu preciso dele para sustentar minha família", afirmou.
Mas Ofosu-Ahenkora diz que a solução é estimular a fabricação de geladeiras nacionalmente. "Não se trata de
interromper o comércio, mas encorajar a fabricação interna. Eu acho que a produção nacional criaria mais
empregos do que a importação de refrigeradores usados".
Desde que os CFCs foram banidos, muitos fabricantes de geladeiras substituíram tais substâncias químicas pelos
chamados Hidrofluorcarbonos (HFCs). Porém, no ano passado, um relatório da ONU alertou que o HFC contribui
para o efeito estufa, sendo 20% mais potente do que o CO2.
Segundo as Nações Unidas, seu uso pode inibir os esforços para frear o aquecimento global. Gana também é um
tradicional destino do chamado "e-waste", ou lixo eletrônico, proveniente de computadores e televisões importados
do Ocidente, que frequentemente contêm material tóxico.
Fonte: G1 > Ciência e Saúde(http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/gana-proibe-importacaode-geladeiras-usadas.html)
2013
Fevereiro
08/02/2013
Buraco na camada de Ozônio sobre Antártida em 2012 foi o menor da década
do UOL, em São Paulo
O buraco na camada de Ozônio sobre a Antártida em 2012 foi o menor observado na última década,
segundo mostram as observações feitas pelo satélite europeu MetOp. Isso aconteceu, segundo a Agência
Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), devido a temperaturas menos frias na região.
É que a destruição da camada protetora da Terra é mais severa na Antártida do que no polo Norte devido à
velocidade dos ventos da região, que criam uma alta rotação de ar frio e baixam drasticamente a
temperatura. Sob estas condições, os clorofluorocarbonetos (CFC) produzidos e emitidos pelo homem têm
um efeito mais forte sobre a camada de Ozônio, abrindo um buraco nela.
Sobre o Ártico, o efeito é mais ameno porque as massas de ar irregulares e as montanhas do hemisfério
Norte, geralmente, impedem o acúmulo de fortes ventos na região.
A destruição da camada começou a crescer a partir da década de 1980, principalmente durante a primavera
do hemisfério Sul, que ocorre de setembro a novembro, resultando na queda de 70% da concentração de
ozônio que protegem as calotas polares.
De acordo com a ESA, a evolução da camada de Ozônio é afetada pela interação entre a química da
atmosfera do planeta e sua dinâmica climática, como ventos e temperatura. São essas condições climáticas
e atmosféricas que mantêm ou não a camada protegida naturalmente.
Fonte:
UOL
Notícias
>
Meio
Ambiente(http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimasnoticias/redacao/2013/02/08/camada-de-ozonio-sobre-antartida-foi-a-menor-da-decada-em-2012.htm)
co2
Crescimento das instalações
por CO2 no Brasil
Atualmente existem
cerca de 30 instalações
operando com CO2
espalhadas em diversas
regiões do país
Condor Campo Comprido
É notória a evolução das aplicações por CO2 em supermercados brasileiros. Nos últimos anos as
regiões Sul, Sudeste e Nordeste já
contam com instalações funcionando a partir deste fluido natural e o
número não para de crescer.
Segundo Alessandro da Silva,
pesquisador na área de CO2 e supervisor da engenharia de aplicação
da Bitzer Compressores, aqui no
Brasil, desde 2009, quando houve a
primeira aplicação de CO2, o interesse só cresceu.
“O uso do CO2 está ganhando
cada vez mais sucesso e força na
46
substituição do R22 e R404A nas
instalações de refrigeração comercial de supermercados. Atualmente
são mais de 30 supermercados brasileiros que aderiram ao CO2. Utilizar
o CO2 significa uma solução verde,
sustentável e maior eficiência energética. A tendência é a de aumentar
ainda mais a aplicação do CO2 no
Brasil diante do congelamento da
produção do R22, que ocorrerá a
partir 1º de janeiro de 2013”, informa Silva.
Outra questão importante que
impulsionará ainda mais o usuário
final a optar pela tecnologia do CO2,
Climatização + Refrigeração Outubro 2012
diz Silva, é em relação ao preço seu
preço de aquisição em comparação
ao R404A ou R22. A média de
preço do CO2 no Brasil é R$4,00/
Kg contra R$60/Kg do R404A.
Como exemplo desse comparativo
Silva informa que se uma loja de
médio porte utilizasse o R404A e
houvesse uma perda total da carga
de refrigerante equivalente a 600
Kg, a perda financeira seria de aproxima R$ 36.000,00, enquanto que
se fosse com CO2, essa perda seria
de R$ 500,00.
Outro fato relevante diz respeito às exigências estabelecidas pelo
Protocolo de Montreal para a eliminação e redução dos HCFCs a
partir de 2013, onde a aplicação do
CO2 na refrigeração comercial de
supermercados está cada vez mais
ganhando força e sucesso.
“Com instalações relativamente simples e a possibilidade de se
usar compressores herméticos e
semi-herméticos, além de pequenas
exigências quanto à segurança, os
refrigerantes sintéticos (H) CFCs e
HFCs têm ocupado uma posição de
liderança nas últimas décadas em
aplicações de refrigeração comercial para supermercados. Entretanto,
como o aumento das discussões
referentes ao meio ambiente sobre
a redução da Camada de Ozônio
– ODP e o aumento do efeito estufa – GWP, o dióxido de carbono
(CO2) passa a ocupar uma posição
de destaque neste cenário. A Figura
1 mostra uma breve história dos
refrigerantes ao longo dos anos,
apontando principalmente o ressurgimento do CO2 nos dias atuais”,
informa Silva.
co2
Figura 2: Linha do tempo sobre a evolução do CO2
Proposta para
usar o CO2 como
refrigerante
(Alexander Twining,
patente Britânica)
1850
Pico na utilização do
CO2 como refrigerante
Reivenção da tecnologia do
CO2 (Profº Gustav Lorentzen)
1920......1930
1960
1993
Professor Gustav Lorentzen
1915-1995 (Cortesia SINTEF Technology and Society). Após
a sua morte, a cada dois anos é realizada uma conferência
internacional entre a comunidade científica, universidades,
empresas e governos para discutir os últimos avanços
tecnológicos na área de CO2, essa conferência recebe o seu
nome: Gustav Lorentzen.
Compressor de CO2, ano de fabricação 1897, capacidade
4,5TR a -10/25°C, 90 rpm, funcionou em uma indústria de
laticínios na Dinamarca entre 1897 a 1940 (Cortesia Sabroe)
Ele acrescenta que a aplicação do
Dióxido de carbono, R744 ou CO2
não é nova, ele foi inicialmente
proposto como refrigerante em 1850
a partir do estudo da literatura por
Alexander Twining. Em princípio
o CO2 foi usado em máquinas de
fabricar gelo e nas embarcações
para alimentos congelados. Sua utilização nos sistemas de refrigeração cresceu entre os anos de 1920
e 1930. Nessa época o CO2 era
geralmente a escolha preferida para
as embarcações, enquanto o R717
(Amônia - NH3) era preferido para
plantas estacionárias. Em 1960 a
tecnologia de refrigeração com CO2
praticamente desapareceu do mercado com o surgimento do “Freon”,
fabricado pelas indústrias DuPont,
baseado nos “refrigerantes seguros”,
inicialmente com o R12 no ano
de 1929 e mais tarde com o R22 e
R502 para aplicações comerciais.
Entretanto, devido às restrições de
utilização impostas aos refrige-
rantes sintéticos, a tecnologia de
refrigeração com CO2 volta a ser
reinventada em 1993 pelo cientista
sueco Professor Gustav Lorentzen,
onde propôs a aplicação de sistemas
de refrigeração com CO2 subcrítico
e transcrítico. Veja a linha do tempo
sobre a evolução do CO2 na Figura
2 e a Figura 3 aponta o número de
instalações hoje no Brasil.
Os benefícios reais
De acordo com Ivair Lucio Soares Jr,
Gerente de Engenharia e Instalações
da Eletrofrio Refrigeração, a disponibilização de compressores para
aplicação do CO2 no frio alimentar
e a disseminação do uso das válvulas de expansão eletrônicas contribuíram para viabilizar os sistemas.
“Em um ano a Eletrofrio vendeu
16 lojas, das quais 50% já estão em
operação. Isto demonstra uma tendência muito forte, de crescimento
do sistema com CO2. Se compararmos com a tecnologia do glicol em
sistemas de resfriados, observamos
que o mercado demorou 6 anos para
instalar a mesma quantidade de sistemas em um mesmo período de um
ano”, revela Soares.
Segundo ele, os principais benefícios proporcionados aos usuários é redução tanto no consumo
de energia quanto na aplicação de
gases refrigerantes sintéticos que
agridem a camada de ozônio e o
efeito estufa, o que representa uma
preocupação dos usuários com a
sustentabilidade.
“A necessidade de buscar sistemas mais eficientes que impactam
em uma redução do custo operacional, apelo ecológico e o fato de que
nossos clientes se sentem seguros
em operar os nossos equipamentos
com CO2. A segurança, simplicidade de operação e manutenção
são características importantes do
projeto da Eletrofrio. Há 6 anos
estamos com um programa de capacitação e treinamento das nossas
equipes de montagem e das equipes
de manutenção de nossos clientes.
Este programa tem a duração de
8 dias ininterruptos na cidade de
Curitiba”, diz Soares.
Ele cita como exemplo as redes
Condor, em Curitiba (PR) e redes
Extra/Pão de Açúcar , em São Paulo
(SP).
Para Pedro Joanir Zonta, presidente Grupo Condor, esta nova tecnologia está alinhada à tendência
mundial na busca pela sustentabilidade.
“Inauguramos em dezembro
de 2011 a primeira loja do Grupo
Condor, em São José dos Pinhais,
na região metropolitana de Curitiba,
e em julho último, o Condor Campo
Comprido, ambas operando a partir
do CO2. Esta loja serve de exemplo
ao setor supermercadista com o
objetivo de incentivar o segmento
a adotar sistemas que priorizam os
cuidados com o meio ambiente e
Outubro 2012 Climatização + Refrigeração
47
co2
a sustentabilidade. Esse projeto foi
desenvolvido pela Eletrofrio com
o apoio da Bitzer Brasil e levou
dois anos de estudo para chegar ao
modelo ideal de aplicação.
Ele cita como um dos vários benefícios da aplicação do CO2 o uso
do glicol como fluido intermediário
para refrigerados, reduzindo em até
90% a carga de refrigerante HFC no
sistema de MT.
“Nessa loja conseguimos diminuir o consumo energético em 20%
no sistema de congelados, o que
representa uma redução de cerca
de 5% no consumo de energia
no sistema de refrigeração total”,
informa Zonta.
A economia de energia também é
citada por José Eduardo P. Machado,
gerente de manutenção do Grupo
Pão de Açúcar e responsável pelo
Extra São Bernardo do Campo (SP),
que inaugurou recentemente sua primeira unidade operando com CO2.
“Os principais benefícios proporcionados em termos operacionais
foram menor consumo de energia
elétrica, menor quantidade de gás
refrigerante envolvido no sistema,
além da manutenção simples comparada ao sistema tradicional. A
aplicação foi muito bem recebida
por operações e ficou dentro de nossas expectativas. Houve uma preocupação infundada da dificuldade
na manutenção do sistema a partir
do CO2 por ser, até então, inusitado
no Grupo, tão infundada que já
estamos aplicando o sistema na Loja
Pão de Açúcar Washington Luis”,
informa Machado.
A rede mineira de supermercados
Verdemar desde 2010 utiliza o CO2
como fluido refrigerante no frio
alimentar, substituindo os atuais, e
recentemente inaugurou um Centro
de Distribuição de 10 mil m2 localizado em Nova Lima – MG. De
acordo com Alexandre Poni, um dos
sócios da rede o resultado foi a redu48
ção da emissão de poluentes a zero,
já que o CO2 não destrói a Camada
de Ozônio e possui um potencial de
aquecimento global cerca de 3,3 mil
vezes menos que o R404A.
“Além disso, o consumo energético do CO2 é bem menor em relação
aos fluidos sintéticos (em torno de
20%) e seu preço é bem mais barato
do que o R404A. O CO2 é também um refrigerante puro, ecológico, encontrado na natureza, não é
tóxico e nem inflamável. Para o CO2
não há nenhuma obrigatoriedade de
recolhimento e reciclagem como o
que acontece com os refrigerantes
sintéticos em caso de uma intervenção no sistema de refrigeração”,
afirma Poni.
Do mito ao fato
Alessandro da Silva lista os mitos
e fatos sobre o CO2, atestando seu
potencial de aplicação:
Sustentabilidade
Mito: O CO2 não é um refrigerante
ecológico.
Fato: O dióxido de carbono - CO2
é um refrigerante ecológico 100%
natural, sua concentração na atmosfera é de aproximadamente 0,04%
em volume (400ppm), é uma fonte
disponível na atmosfera e é de baixo
custo de aquisição. Seu potencial de
destruição da Camada de Ozônio
(ODP) é zero e o seu Potencial de
Aquecimento Global é de apenas
um (GWP=1). Para o CO2 não há
nenhuma obrigatoriedade de recolhimento e reciclagem como o que
acontece com os refrigerantes sintéticos (R22, R404A, R507A, etc)
em caso de uma intervenção no
sistema de refrigeração. Além disso,
o CO2 oferece uma ótima eficiência
energética que incentiva o desenvolvimento de sistemas modernos e
eco-eficientes que colocam a indústria de refrigeração em uma posição
mais sustentável.
Climatização + Refrigeração Outubro 2012
Aquecimento Global
Mito: O CO2 é considerado um gás
de efeito estufa.
Fato: O CO2 tem um baixíssimo potencial de aquecimento global
(GWP), possuindo o valor de referência entre os refrigerantes avaliado como 1. Os refrigerantes sintéticos chegam a ser aprox. 4.000 vezes
mais poderosos como gases estufas
do que o CO2, por exemplo, 1 kg
do R404A lançado na atmosfera
possui um potencial de aquecimento
global equivalente a 3.780 unidades
de dióxido de carbono. Um único
supermercado com HFC tem um
GWP igual a 1.850 supermercados
do mesmo tamanho com CO2.
Eficiência energética
Mito: Os sistemas de CO2 não são
tão eficientes.
Fato: Todos os sistemas existentes com CO2 até agora tiveram
um desempenho superior aos refrigerantes halogenados como R22,
R404A, R507A, etc, principalmente
na questão energética. Um sistema
com CO2 projetado corretamente
e baseado nas mesmas condições
de aplicação tem um rendimento
superior aos sistemas com R22 e
R404A. A BITZER realizou vários
testes de laboratório e comparações
de eficiência energética entre o CO2
versus R22 e R404A que comprovam o elevado desempenho do dióxido de carbono. Além disso, todos
os supermercados aqui no Brasil
que estão utilizando o CO2 como
refrigerante, tais como o Verdemar,
Condor, Giassi, Extra, etc. economizando energia elétrica na faixa de 10
a 20% comparado com os refrigerantes convencionais.
Capacidade frigorífica
Mito: O CO2 não tem elevada
capacidade de refrigeração.
Fato: O CO2 tem alta capacidade
volumétrica de refrigeração, com-
Divulgação Bitzer
co2
Figura 3 – Relação de instalação com CO2 no Brasil
15 e 16
14
22
25, 26, 27 e 28
29
20
13
3, 5, 8 e 23
21
12
17
11
10
4, 9
1, 2 e 6
24
19
7
parada aos refrigerantes sintéticos,
e dependendo das condições de aplicação chega a ser de 5 a 8 vezes
maior que o R22, R404A ou R507A,
isso significa trabalhar com compressores, componentes e tubulações
de tamanhos reduzidos. Os técnicos
ficam surpreendidos com o tamanho
físico e capacidade dos compressores
de CO2, pois são menores comparados aos de capacidades similares com
R22, R404A ou R507A.
Características
termodinâmicas
Mito: O CO2 não é termodinamicamente eficiente.
Fato: O CO2 possui ótimas características para transferência de
calor, além de ser estável química e termodinamicamente. Possui
uma excelente miscibilidade com os
óleos lubrificantes, o que facilita sua
separação e diminui o arraste para
o sistema, aumentando consequentemente a transferência de calor nos
evaporadores e condensadores.
50
Custo
Mito: Os sistemas com CO2 custam mais caros do que os sistemas
convencionais.
Fato: Atualmente quando se compara uma instalação com CO2 versus R22, R404A ou R507A com
os mesmos tipos de controles eletrônicos, por exemplo: válvulas de
expansão eletrônica; gerenciadores
eletrônicos; variadores de frequência, sistema de supervisão, sistema
de equalização de óleo com Traxoil
e separador de óleo centrífugo COS
/ OilPack, etc., basicamente não há
diferença no custo inicial. Tivemos
recentemente alguns casos no Brasil
em que não havia diferença de preço
entre uma loja com CO2 versus
R404A, os dois sistemas estavam
sendo negociado com o mesmo
preço, o resultado disso impulsionou
ainda mais o cliente final a escolher
a tecnologia de CO2 para sua loja.
Mesmo havendo diferença de preço
entre uma instalação com CO2 ver-
Climatização + Refrigeração Outubro 2012
1 - Centro Treinamento BITZER •
2 - Show Room BITZER •
3 - Supermercado Verdemar (5ª loja) •
4 - Hipermercado Condor (33ª loja) •
5 - Supermercado Verdemar (6ª loja) •
6 - Centro Treinamento BITZER •
7 - Supermercados Giassi •
8 - Centro Distribuição Verdemar •
9 - Hipermercado Condor (34ª loja) •
10 - Hipermercado Condor (35ª loja) •
11 - Extra Hipermercado – unidade 2065 •
12 - Supermercado Bon Netto •
13 - Supermercado Apoio Mineiro •
14 - Supermercado Nordestão •
15 - Supermercado Cometa •
16 - Compremax •
17 - Pão Açúcar •
18 - Supermercado Zoni •
19 - Cooper Garcia •
20 - Super ABC 21 Abril •
21 - Centro de Distribuição Extra Bom •
22 - Frigorífico Frigamar •
23 - Centro de Distribuição Apoio Mineiro •
24 - Supermercado Angeloni •
25 - Supermercado Maia •
26 - Supermercado Maia •
27 - Supermercado Maia •
28 - Supermercado Maia •
29 - Supermercado Apoio Mineiro •
sus os sistemas convencionais utilizando o R404A ou R507A o “pay
back” dessa diferença não passará
de 6 meses, depois o restante da
economia de energia será lucro para
o cliente final.
Segurança
Mito: O CO2 não é seguro.
Fato: Segundo a norma Ashrae
34-92 / EN 378-1 Anexo – E, o CO2
é classificado na categoria dos refrigerantes mais seguros denominada
A1 (não inflamável e atóxico). Assim
como todos os refrigerantes, as normas de segurança local e regional
devem ser levadas em consideração
durante as etapas de projeto, instalação, operação e manutenção do
sistema com CO2. Atualmente, as
boas práticas e cuidados desenvolvidos utilizados nos sistemas existentes de refrigeração com CO2 no
Brasil, baseiam-se na documentação
internacional disponível através de
normas americanas e europeias. A
comissão de estudos de refrigera-
co2
ção industrial – CE-55:001.04, do
CB-55, da ABNT, desenvolveu uma
norma brasileira sobre segurança
em sistemas de refrigeração, a NBR
16069. A norma está baseada no
ANSI/ASHRAE Standard 15-2007
e utiliza as outras normas internacionais, como referência para discussão. Além disso, é importante e
necessário que todo o pessoal técnico do OEM, instalador, cliente final,
etc., seja previamente treinado com
a tecnologia de CO2 antes de iniciar
os serviços de instalação, operação e
manutenção dos equipamentos com
CO2.
Ambientes quentes
Mito: O CO2 não pode ser aplicado
em climas quentes.
Fato: O CO2 pode ser aplicado em
climas quentes sem afetar seu desempenho termodinâmico e energético,
principalmente na condição subcrítica em cascata. Já temos instalações
frigoríficas com CO2 no Nordeste
Brasileiro, tais como: supermercado
Cometa e Compremax em Fortaleza;
supermercado Nordestão em Natal;
Frigorífico Frigamar em Salvador e
o Centro de Distribuição do Extra
Bom em Vitória. Tais sistemas estão
configurados em cascata e utilizam
o CO2 como fluido refrigerante no
estágio de baixa pressão com expansão direta para atender os equipamentos de baixa temperatura (câmaras e ilhas de congelados). Já nos
equipamentos de média temperatura
algumas instalações usam o CO2
ou propileno glicol como fluidos de
transferência de calor num circuito
bombeado que circula nos expositores e câmaras de resfriados. No
estágio de alta pressão é utilizado
o R134a com carga de refrigerante
muito reduzida, atuando somente
no resfriamento do condensador de
CO2 cascata.
Alta Pressão
Mito: A pressão de um sistema
com CO2 é muito alta.
Fato: O CO2 é um refrigerante
de alta pressão, entretanto, na condição subcrítica os lados de alta
e baixa pressão são similares aos
sistemas com refrigerantes convencionais, tais como o R410A. A
maioria das instalações com CO2
subcrítico e transcrítico utiliza tubulação de cobre baseado na norma
ASTMB280. Somente a linha de
descarga do sistema de CO2 transcrítico é que possui uma pressão
mais elevada do que a dos refrigerantes convencionais. Nesse caso
o separador de óleo, tubulação de
descarga e condensador (gas cooler)
co2
deve ser projetado para suportar alta
pressão.
Disponibilidade dos
componentes para CO2
Mito: É muito difícil encontrar os
componentes de refrigeração para
CO2.
Fato: O mercado oferece uma
linha completa de compressores e
componentes para CO2 subcrítico e
transcrítico, inclusive compressores
de CO2 fabricados no Brasil, além
disso, possui peças e assistência
técnica de fábrica. Outras empresas como a RAC, Swep, Heatcraft,
Mipal, Carel, Danfoss também disponibilizam no mercado brasileiro
uma linha completa de equipamentos, componentes e controles eletrônicos para CO2, tais como válvulas
de expansão eletrônicas, componentes frigoríficos, trocadores de calor,
gerenciadores de racks, sistema de
supervisão, variadores de frequência, etc.
Complexidade
Mito: Os sistemas de CO2 são
muito complexos.
Fato: Através da tecnologia atualmente disponível, não há qualquer
questão técnica que impeça a aplicação do CO2 no campo da refrigeração comercial para supermercados.
De certo modo o sistema de refrigeração com CO2 é mecanicamente
muito simples, entretanto, exige um
amplo conhecimento referente ao
seu comportamento sob certas condições. É preciso treinar todos os
envolvidos com as questões de segurança, projeto, instalação, operação e
manutenção do sistema. Além disso,
é necessário seguir todas as normas
de segurança e recomendações dos
fabricantes para que o sistema possa
ser projetado, instalado e operado
de maneira segura e confiável com a
satisfação de todos.
Comercialização do CO2
Mito: O CO2 é difícil de encontrar.
Fato: O CO2, por ser um refrigerante natural, é encontrado em todo
o mundo com grande disponibilidade. Aqui no Brasil várias empresas
comercializam o CO2 em todo o
território nacional, tais como: White
Martins, Linde BOC, Air Products,
Air Liquide, etc. O CO2 é fornecido
em cilindro que varia de 25 a 45 Kg.
Para grandes quantidades o CO2
também poderá ser fornecido em
mini tanques equipados com bombas de líquido que pode ser conectada diretamente ao sistema.
Alessandro da Silva e
Ana Paula Basile Pinheiro
2013
Março
05/03/2013
Rússia pretende explorar energia espacial
Foto: © Flickr.com/Chandra Marsono /cc-by-nc-sa 3.0
Fonte: http://m.ruvr.ru/data/2013/03/05/1341530363/2283251423_5341783dd0_o.jpg
Na Rússia estão pensando em construir uma central elétrica solar gigante que transmitisse energia do
espaço para a Terra. Esta iniciativa foi avançada pela principal instituição científica da Roscosmos – o
Instituto Central de Pesquisa de Construção de Máquinas (ICPCM).
O conceito de tal estação não é novo, ele foi proposto ainda em 1968 nos EUA por Peter Glasier. A
essência é a transmissão de eletricidade para a Terra a partir de um gigante painel solar. Para acumular a
potência necessária, o painel deverá ter uma área de vários quilômetros quadrados. Será melhor colocá-lo
na órbita geoestacionária. Desde lá, a eletricidade, convertida num fluxo potente de micro-ondas, será
dirigida para a Terra, onde terá que ser instalado um grande campo de antenas. Lá, as micro-ondas serão
novamente convertidas em eletricidade.
Em ICPCM propõem usar um laser em vez de micro-ondas. Um feixe de rádio é difícil de focar, e uma
antena de recepção teria que ocupar quilômetros quadrados de área. Com a opção de laser essa área
diminuirá dezenas de vezes. No entanto, lasers de potência necessária ainda não existem, mas pode-se
usar muitos diodos de laser infravermelho, distribuídos pelo painel solar. Sua radiação é somada e
transmitida para a Terra.
Os planos de construção de usinas elétricas espaciais até 2030-40 já existem nos EUA, Japão, Europa e
China. E o fato de que a eles se está unindo a Rússia o que é perfeitamente natural, diz o membro da
Academia Russa de Cosmonáutica (ARC) Alexander Zheleznyakov:
"Nós também devemos abordar estas questões. Se a energia do espaço será barata, então é rentável,
porque a Terra já está sofrendo há muito tempo de escassez de energia. Temos que pensar no futuro. E
isso inclui não só questões de concorrência com outros países. Isso é a economia. Estamos construindo
novas usinas de energia na Terra, e se for possível criar algo semelhante no espaço – porquê não fazê-lo?"
O vice editor-chefe da revista Notícias de Cosmonáutica Igor Lisov chama a ideia de bonita, mas
requerendo investimentos gigantescos. E, portanto, não rentável:
"Temos que olhar a situação de olhos abertos e não cair em pensamentos ansiosos. Em nenhum dos
países estão sendo conduzidos trabalhos sérios que estivessem, pelo menos, no nível de experiências com
a transferência de energia da órbita para a Terra".
O projeto usa o mito de que a humanidade em breve vai ficar sem energia. No caso de, claro, considerar
como suas fontes somente o petróleo e o gás. Mas, certamente, serão também desenvolvidas outras
espécies de fontes terrestres, incluindo mesmo a fusão termonuclear. Com o seu surgimento uma usina
espacial dificilmente será útil, acredita o membro correspondente da ARC, Andrei Yonin:
"É muito caro colocar uma estação em órbita e depois explorá-la. Sem falar do impacto sobre a ecologia da
Terra. Deus nos livre de que o feixe de laser se mova para o lado. O que acontecera na Terra? Nós não
sabemos como isso vai afetar a camada de ozônio: não irá o laser queimar buracos de ozônio? As
consequências custariam centenas de vezes mais do que o custo da eletricidade produzida. A proposta de
ICPCM deve ser acompanhada de relatórios de ecologistas e economistas".
Tais projetos, se forem realizados, não o serão em breve. Mas conduzir pesquisas nesta área é necessário
de qualquer forma, dizem especialistas. No processo podem surgir muitas soluções técnicas interessantes,
tais como a criação de lasers ou células solares mais eficientes.
Fonte: radio VOZ DA RÚSSIA > Notícias(http://portuguese.ruvr.ru/2013_03_05/A-beleza-que-nao-vaisalvar-o-mundo/)
14/03/2013
Relatório da Onu fala sobre 'castástrofe ambiental' em 2050
da Redação SRZD
Fonte: http://imgs-srzd.s3.amazonaws.com/srzd/upload/p/o/pobreza_brasil_1_w580325.jpg
Com o "famoso" buraco na camada de ozônio os países investiram em energias renováveis e em
sustentabilidade, mas o mundo pode viver uma "catástrofe ambiental" em 2050, segundo o Relatório de
Desenvolvimento Humano 2013, apresentado pela ONU.
Até 2050 são estimadas que mais de 3 bilhões de pessoas vivam em situação de extrema pobreza, das
quais 155 milhões estariam na América Latina e no Caribe. Esse condição demográfica e social aconteceria
por causa da degradação do meio ambiente e pal redução dos meios de subsistência, como a agricultura e
água potável.
Ainda de acordo como relatório, cerca de 2,7 bilhões de pessoas a mais viveriam em extrema pobreza por
consequência do problema ambiental. Sendo que 1,9 bilhão seria composto por indivíduos que entraram na
miséria e os outros 800 milhões seriam formados por aqueles impedidos de sair dessa situação por causa
das calamidades do meio ambiente.
As mudanças climáticas e a escasses dos recursos naturais têm aumentado muito, independentemente do
estágio de desenvolvimento dos países, de acordo com o relatório. Outro ponto destacado é que o
progresso de desenvolvimento humano no futuro estará ameaçado caso não sejam tomadas medidas
urgentes.
De acordo com o texto divulgado pela Onu, os desastres naturais estão se intensificando em todo o mundo
(em 2011, terremotos seguidos de tsunamis e deslizamentos de terra causaram mais de 20 mil mortes e
prejuízos aos EUA, somando US$ 365 bilhões e 1 milhão de pessoas sem casas), tanto em frequência
quanto em intensidade, causando grandes danos econômicos e perdas humanas.
Fonte: http://imgs-srzd.s3.amazonaws.com/srzd/upload/a/m/amazonia580395.jpg
A Onu ressalta que os governos precisam formular políticas públicas para melhorar as condições de vida,
permitindo a livre expressão e participação das pessoas, além de administrar as mudanças demográficas e
fazer frente às pressões ambientais.
A China prometeu cortar as suas emissões de dióxido de carbono por unidade de PIB em 40% a 45% até
2020. E a Índia anunciou reduções voluntárias de 20% a 25%. Muitas iniciativas estão surgindo no mundo,
mas ainda existe uma grade diferença entre as reduções de emissões necessárias e essas promessas de
mudança.
Fonte:
SRZD
>
Notícias
>
Ciências(http://www.sidneyrezende.com/noticia/203411+relatorio+da+onu+fala+sobre+castastrofe+ambienta
l+em+2050)
18/03/2013
Longe de um consenso
Após acompanhar 20 anos de impasses entre governos, especialista em diplomacia propõe novas
estratégias para se chegar a acordos internacionais que tratam das mudanças climáticas.
por: Célio Yano, Ciência Hoje/ PR
Madeira extraída ilegalmente da Amazônia. Experiência do Brasil em
redução de desmatamento pode servir de incentivo para que outros países
adotem políticas sérias voltadas ao meio ambiente, diz cientista político.
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/03/longe-de-um-consenso/image_preview
Desde 1992 a Organização das Nações Unidas (ONU) busca um acordo entre seus países membros com o
objetivo de atenuar a influência humana em mudanças no clima global. Mas uma das principais medidas, a
redução na emissão de carbono, esbarra em consequências negativas às economias locais. Mais de 20
anos depois, as negociações ainda não resultaram em tratados consensuais.
Para o cientista político David G. Victor(http://irps.ucsd.edu/faculty/faculty-directory/david-victor.htm), diretor
do Laboratório de Legislação Internacional e Regulação da Universidade da Califórnia, em San Diego
(EUA), está na hora de buscar outras vias para se chegar a acordos climáticos eficazes. A principal
estratégia seria estabelecer pactos mais flexíveis entre grupos menores de países.
Embora se mostre pouco otimista, Victor considera que há modelos que poderiam ser seguidos nas
discussões sobre o clima, como o da formação do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio e da Organização
Mundial do Comércio. “Até que fossem concretizados, esses processos levaram 50 anos”, afirma. “As
negociações sobre o clima deverão exigir um tempo semelhante antes de chegarmos a soluções sérias”,
completa.
Autor do livro Global warming gridlock: creating more effective strategies for protecting the
planet(http://www.cambridge.org/us/knowledge/isbn/item5860010/?site_locale=en_US), o cientista político
esteve no Brasil na semana passada para participar de um ciclo de conferências sobre os desafios da
globalidade, promovido pela Universidade de São Paulo. Em entrevista à CH On-line, Victor falou do seu
ponto de vista sobre a questão.
David G. Victor
Foto: Divulgação/UC San Diego
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/03/imagens/longedoconsenso02.jpg/image_mini
Após mais de 20 anos de negociações internacionais sobre tratados que visam mitigar o problema
das mudanças climáticas, o senhor acha que houve mais avanços ou retrocessos?
O resultado líquido é zero. Houve alguns progressos – por exemplo, a criação de marcos legais e de
sistemas de rastreamento de emissões de carbono –, mas também grandes retrocessos, principalmente na
confiança que as pessoas têm de que a diplomacia fará muita coisa.
Por que há tanta dificuldade para se estabelecer um consenso global em torno de tratados
climáticos? Há outras razões que não puramente econômicas?
O problema central é que mudança climática é um tema difícil de lidar. Exige que países com interesses
muito diferentes cooperem durante períodos muito longos e que estejam dispostos a adotar regulamentos
que serão onerosos no futuro, com a promessa de benefícios incertos. Poucas sociedades estão dispostas
a firmar acordos desse tipo. O maior problema, no entanto, é que o mundo conseguiu tornar essa questão
ainda mais difícil ao adotar estratégias erradas. Por exemplo, quase todas as negociações envolvem grande
número de participantes da ONU. Ao tentar criar um acordo sobre um tema complexo envolvendo muitos
países membros, as negociações se tornam ainda mais espinhosas. Seria melhor trabalhar com grupos
menores e com acordos mais flexíveis, em vez de propor tratados juridicamente vinculativos, que têm se
mostrado muito rígidos.
Que estratégia o senhor propõe para conseguir sucesso nessas negociações? Como ela pode ser
melhor do que o que tem sido feito até agora?
A primeira estratégia seria tirar as negociações do âmbito da ONU e levá-las a grupos menores
A primeira delas seria tirar as negociações do âmbito da ONU e levá-las a grupos menores. Já há uma
experiência
no
Fórum
das
Maiores
Economias
sobre
Energia
e
Clima(http://www.majoreconomiesforum.org/), mas infelizmente os governos não têm dado a esse processo
a importância que realmente tem. Outra estratégia seria trabalhar em aspectos do problema do clima em
que há maiores chances de progressos tangíveis – como na emissão de fuligem, e não apenas no controle
do dióxido de carbono.
Que papel tem o Brasil como um dos maiores emissores de carbono e, ao mesmo tempo, uma das
mais importantes economias emergentes?
O Brasil é um ator fundamental, pois é o país com a maior experiência em lidar com o desmatamento.
Desde 2004, reduziu o ritmo de perda de florestas em cinco vezes – nenhum outro país chegou perto disso.
Portanto, pode ensinar o resto do mundo como conseguiu fazer isso e tornar condicionais os compromissos
futuros de cortar emissões sob a condição de outros governos adotarem políticas sérias em seus países.
Isso criaria um incentivo maior para outros países agirem.
Há exemplos de negociações internacionais em outras áreas que possam ser adotadas como
referência nas discussões sobre tratados climáticos?
Um dos problemas da diplomacia do clima é que usamos negociações ambientais como modelo;
modelos melhores são encontrados no campo econômico
Um dos problemas da diplomacia do clima é que usamos negociações ambientais como modelo – por
exemplo, negociações sobre a proteção à camada de ozônio. Modelos melhores são encontrados no campo
econômico, notadamente o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio e a Organização Mundial do Comércio.
Esses processos levaram 50 anos para se estabelecer. As negociações sobre o clima deverão exigir um
tempo semelhante antes de chegarmos a soluções sérias.
Internamente, o que os países poderiam fazer para cumprir os acordos? O uso de fontes de energia
alternativas é a principal decisão a se tomar?
Cada país deve adotar um expediente distinto. No Brasil, a estratégia é incentivar o uso de fontes de
energia renovável (hidrelétricas e etanol, por exemplo) e reduzir o desmatamento. Na China, a estratégia
deve ser melhorar a eficiência na geração de energia e migrar, quando for possível, para combustíveis que
não sejam tão poluentes quanto o carvão mineral(http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2013/301/carvaomineral-um-mal-necessario) (maior fonte de energia na China). Nos Estados Unidos, a estratégia vai
envolver mais o uso de gás natural e de energias renováveis. Não há exatamente uma decisão principal
para todos os países, e a chave para o sucesso com a diplomacia será adotar políticas flexíveis para
acomodar essa variedade de alternativas.
O senhor acredita que essa questão será resolvida um dia?
Sim, mas levará bastante tempo ainda. As mudanças necessárias são muitas e muito complexas. O que é
praticamente certo é que ao longo do caminho nos veremos diante da ocorrência de mudanças climáticas
globais.
Fonte: Instituto
consenso)
Ciência
Hoje
>
Notícias(http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2013/03/longe-de-um-
2013
Abril
10/04/2013
Consequências da poluição do ar são piores do que estimativas anteriores, alerta OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu novamente por uma ação global eficiente para reduzir o que
foi descrito como um dos "maiores perigos à saúde humana". Segundo a instituição, os perigos causados
pela poluição do ar são muito mais abrangentes do que se acreditava. O alerta foi dado durante a mais
recente reunião da Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC, na sigla em inglês), realizada pelo Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em Paris, nos dias 6 e 7 de abril.
Os poluentes climáticos de curta duração (PCCD) são apontados como os
principais responsáveis por danos à saúde
Foto: Blog do MÃlton Jung(http://www.flickr.com/photos/cbnsp/8284918369/)
Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/abril/consequencias-da-poluicao-do-ar-sao-pioresdo-que/images/poluicao.jpg
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu novamente por uma ação global eficiente para reduzir o que
foi descrito como um dos "maiores perigos à saúde humana". Segundo a instituição, os perigos causados
pela poluição do ar são muito mais abrangentes do que se acreditava. O alerta foi dado durante a mais
recente reunião da Coalizão para o Clima e o Ar Limpo (CCAC, na sigla em inglês), realizada pelo Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em Paris, nos dias 6 e 7 de abril.
Por meio de um cálculo baseado em anos de vidas perdidas combinado com anos vividos sem a saúde
plena, profissionais da saúde afirmaram que a poluição do ar em ambientes fechados se tornou o maior
fator de risco para o "fardo das doenças" no sul da Ásia, o segundo na África Subsaariana e o terceiro no
sudeste asiático.
"Estima-se que existam 3,5 milhões de mortes prematuras causadas todo ano pela poluição do ar
doméstico, e 3,3 milhões de mortes todo ano causadas pela poluição atmosférica", comentou Maria Neira,
Diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, na reunião.
Estimativas da OMS apontam que a poluição da camada de ozônio causa adicionalmente 200 mil mortes
prematuras todo ano. "A poluição do ar está se tornando um dos maiores problemas de saúde que estamos
enfrentando no momento", destacou Maria.
Os poluentes climáticos de curta duração (PCCD) são apontados como os principais responsáveis por
danos à saúde, pela perda de colheitas e pelas mudanças climáticas. Os PCCDs que são nocivos à saúde
são liberados através de diversas fontes, desde a combustão do diesel, fumaça e fuligem proveniente de
fogões ineficientes, a vazamentos e queimas do óleo e produção do gás natural proveniente da eliminação
de resíduos sólidos.
Em um comunicado à imprensa, o Pnuma reforçou que uma ação eficiente em relação aos PCCDs poderia
reduzir consideravelmente o número de mortes pela poluição do ar. Esforços para diminuir a emissão de
carbono negro feita por veículos de grande porte e motores receberam muita atenção do CCAC.
A CCAC já realiza esforços para reduzir a emissão do carbono negro e outros poluentes, desde a sua
fabricação até a adoção de tecnologias mais modernas que podem diminuir a emissão de poluentes de 10 a
50%, enquanto esforços para distribuir fogões mais eficientes já estão em andamento em Bangladesh.
EcoDesenvolvimento.org
Tudo
Lugar(http://www.ecodesenvolvimento.org.br/).
Sobre
Sustentabilidade
em
um
só
Fonte: iBahia > Notícias > Sustentabilidade(http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/consequencias-dapoluicao-do-ar-sao-piores-do-que-estimativas-anteriores-alertaoms/?cHash=f005ed4ea8e251d759e1670b69b098be)
12/04/2013
Países discutem eliminação dos HCFCs
por Lucas Tolentino
Camada de ozônio: países adotam medidas de proteção
Foto: Divulgação/Corbis
Fonte: http://www.mma.gov.br/media/k2/items/cache/241218a8576ea237cdbfb63c0d7b7e65_XL.jpg
Signatários do Protocolo de Montreal estudam mecanismos para reduzir substâncias nocivas à camada de
ozônio, como composto das espumas
Medidas capazes de reduzir os impactos causados à camada de ozônio serão discutidas com governantes
e especialistas de todo o mundo. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) enviará representante para
participar, na próxima semana, da 69ª Reunião do Comitê Executivo do Fundo Multilateral para
Implementação do Protocolo de Montreal, no Canadá. O acordo internacional prevê a redução da emissão
de substâncias nocivas à concentração de gases que protege o planeta dos raios ultravioletas.
O encontro tem o objetivo, entre outros, de dar início às discussões para a criação de um fundo de custeio
do programa de eliminação dos hidroclorofluorcarbonos (HCFCs). O composto é encontrado em espumas
como as usadas em cadeiras e surge como um potencial destruidor do ozônio concentrado em volta da
Terra. O modelo de financiamento, no entanto, ainda precisa ser definido pelo Comitê Executivo. Caso
aprovado, a previsão é que o fundo comece a operar a partir de 2015.
A coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Magna
Luduvice, destaca que o encontro será apenas o pontapé para o debate a respeito da criação do fundo. Mas
a possível implantação da medida só deve ocorrer em reuniões futuras. “É o início da discussão das
diretrizes de aprovação do financiamento para a eliminação dos HCFCs. Há um documento de base que
deverá ser analisado”, pondera Magna Luduvice.
META BRASILEIRA
Ao todo, integrantes do governo de 14 países desenvolvidos e em desenvolvimento participarão da reunião,
a primeira de 2013, que ocorrerá na cidade canadense de Montreal entre segunda (15) e sexta-feira (19).
Todos os anos, três encontros são realizados pela coordenação do Protocolo. Desta vez, o Brasil integrará
a delegação da América do Sul, chefiada, na ocasião, pelo Uruguai. A presidência da reunião e a condução
dos trabalhos ficará por conta do Reino Unido, com o auxílio da Sérvia na posição de vice.
Aberto em 1987, o Protocolo de Montreal é um acordo em que 197 países se comprometem a eliminar
substâncias destruidoras do ozônio. Entre as metas do Brasil, está o congelamento do consumo dos HCFCs
e a redução em 16,6% do uso do gás até 2015. Uma instrução normativa do Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), publicada no fim de 2012, já controla a entrada da
substância no país por meio de cotas específicas para a importação do material.
Fonte: MMA > InfoMMA > Notícias(http://www.mma.gov.br/informma/item/9242-pa%C3%ADses-discutemelimina%C3%A7%C3%A3o-dos-hcfcs)
23/04/2013
Para proteger ozônio, ONU ajudará China a acabar com gás HFC
O organismo da ONU encarregado da luta contra as substâncias que reduzem a camada de ozônio
anunciou nesta terça-feira que concederá à China US$ 385 milhões em um período de 17 anos para ajudar
a deter a produção do gás HFC, utilizado em geladeiras, aerossóis, ou nos aparelhos de ar-condicionado.
O Fundo multilateral, criado em 1990 para levar adiante os planos do Protocolo de Montreal, facilitará a
quantia para Pequim, que deverá eliminar por completo a produção industrial dessa substância até 2030.
Primeiro produtor mundial de HFC (hidrofluorcarbono) e fonte de 92% dos produtos HFC nos países em
desenvolvimento, a China aceitou reduzir a capacidade de sua produção atual.
Segundo um comunicado do organismo, isso permitirá à China reduzir suas emissões de HFC em mais de
4,3 milhões de toneladas até 2030 e, no caso dos gases causadores do efeito estufa, o equivalente a 8
bilhões de toneladas de dióxido de carbono.
Esse é o projeto mais ambicioso já aprovado no âmbito do fundo multilateral desde sua criação. Nos
próximos quatro anos, a China receberá US$ 95 milhões para cobrir a primeira etapa da operação que
compreende o congelamento da produção aos níveis de 2013, e uma redução de 10% para 2015.
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TERRA.COM
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Fonte:
Sustentabilidade(http://noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/onu-ajudara-china-a-acabar-com-gashfc,3d5b166e4f73e310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html)
25/04/2013
China quer encerrar produção de substâncias destruidoras da camada de ozônio até 2030
por Redação da ONU Brasil
O Protocolo de Montreal ajudou a acabar com 97% da produção de substâncias destruidoras da
camada de ozônio desde que foi implementado, em 1987.
Foto: PNUMA
Fonte: http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/04/n416.jpg
O governo da China se comprometeu a eliminar completamente a sua produção industrial de substâncias
destruidoras da camada de ozônio (SDOs) e de hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) até 2030. O anúncio foi
feito pelo programa ambiental da ONU na terça-feira (23). A agência dará todo o suporte necessário para
que os chineses atinjam a meta no tempo certo.
O Comitê Executivo do Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a
Camada de Ozônio declarou que vai fornecer à China uma quantia de até 385 milhões de dólares para que
o país consiga erradicar a produção de SDOs.
“A China vai fechar e desmantelar as suas linhas de produção, produzindo apenas HCFCs para usos
regulamentados pelo Protocolo de Montreal”, disse o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA), que supervisiona o Protocolo.
O Protocolo de Montreal tem como objetivo proteger a camada de ozônio, tomando medidas para controlar
a produção global total e o consumo de substâncias que possam prejudicá-la. Desde a sua ratificação, em
1987, conseguiu erradicar 97% dos produtos químicos que destroem a camada de ozônio em todo o
mundo.
De acordo com dados fornecidos pelo PNUMA, a China produz 92% da quantidade total de HCFCs nos
países em desenvolvimento. A maior parte dos produtos químicos fornecidos é utilizada na refrigeração e no
setor de espumas, mas há também solventes, protetores contra incêndio e produtos de esterilização de
dispositivos médicos.
* Publicado originalmente no site ONU Brasil(http://www.onu.org.br/china-quer-encerrar-producao-desubstancias-destruidoras-da-camada-de-ozonio-ate-2030/).
Fonte:
ONU
Brasil/Envolverde(http://envolverde.com.br/noticias/china-quer-encerrar-producao-desubstancias-destruidoras-da-camada-de-ozonio-ate-2030/)
29/04/2013
China lidera ações de combate à mudança climática, aponta estudo
No entanto, país ainda enfrenta graves problemas como a poluição.
EUA também lideram ações; crise econômica ajudou a baixar emissões.
do G1, em São Paulo
A Agência espacial americana (Nasa) divulga imagem de satélite que mostram a névoa espessa de poluição
que cobre Pequim, capital da China, no início do ano. Estudo aponta que o país se tornou protagonista no
combate às mudanças climáticas
Foto: Reuters/Nasa/Terra - Modis
Fonte:
http://s2.glbimg.com/vXu9MuzddJIGPYuee5XRJz7eouI=/620x465/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/01/15/201301-15t154633z_a.jpg
A China(http://g1.globo.com/topico/china/) está rapidamente assumindo um papel de liderança global frente às
mudanças climáticas, protagonismo que é dividido com os Estados Unidos, revela um estudo publicado nesta
segunda-feira (29), o qual alertou que as emissões globais de gases de efeito estufa continuam a crescer com
força.
O informe da Comissão do Clima, uma organização independente sediada na Austrália, intitulado "A década
crítica: ação internacional contra as mudanças climáticas" oferece um panorama geral das ações empreendidas
nos últimos nove meses.
O documento é divulgado ao mesmo tempo em que inicia uma nova rodada de negociações climáticas da
Organização das Nações Unidas, em Bonn, sobre como estimular as ações contra esse processo que já dura
duas décadas, tem sido marcado por disputas processuais e defesa de interesses nacionais.
Segundo a agência France Presse, o estudo revelou que todas as grandes economias do mundo têm políticas em
andamento para abordar a questão, mas que a China assume um papel de liderança ao fortalecer suas respostas,
'dando passos ambiciosos para inserir as energias renováveis à sua matriz'.
'"A China está acelerando as ações", afirmou Tim Flannery, co-autor do estudo e figura chave da Comissão do
Clima, que reúne cientistas internacionalmente reconhecidos, assim como líderes políticos e de negócios.
"Depois de anos de um forte crescimento do uso do carvão, ele começou a se estabilizar. Estão começando a
colocar em andamento sete esquemas de comércio de emissões, que cobrirão 250 milhões de pessoas", afirmou.
Apesar das ações, desde o começo do ano as grandes cidades do país, como Pequim e Xangai, sofrem
constantemente com névoas densas de poluição. O governo precisou intervir e anunciou em janeiro que iria
divulgar novas regras sobre como a capital da China deve reagir à perigosa poluição do ar.
As regras vão formalizar medidas pontuais tomadas anteriormente, incluindo o fechamento de fábricas, corte na
queima de carvão e a proibição de certas classes de veículos nas estradas nos dias em que a poluição atingir
níveis inaceitáveis.
Parceria
O estudo acrescentou que a China, que este mês concordou em trabalhar com os Estados Unidos para fazer
frente ao aquecimento global, quer "posicionar os dois países na liderança mundial em energias renováveis".
"Qualquer que seja a razão, os resultados falam por si. A China está rapidamente movendo-se rumo ao topo da
liderança no que diz respeito às mudanças climáticas", afirmou Flannery.
Segundo o estudo, só em 2012 a China investiu US$ 65,1 bilhões em energias limpas, 20% mais que em 2011,
um feito comparação com outros países e que representou 30% de todos os investimentos dos membros do G20
no ano passado.
O informe apontou ainda que a capacidade elétrica chinesa a partir da energia solar se expandiu 75% no ano
passado, enquanto o volume de eletricidade gerada a partir do vento em 2012 foi 36% maior do que em 2011.
Os Estados Unidos, que ao lado da China produzem 37% das emissões mundiais de gases estufa, também
fortaleceram significativamente sua resposta às mudanças climáticas, investindo US$35,6 bilhões em energias
renováveis no ano passado, sendo superados apenas por Pequim.
Crise econômica "ajudou" a frear emissões
O informe destacou que o impacto do declínio econômico e a mudança progressiva do carvão para o gás manteve
Washington no caminho de alcançar suas metas de redução de emissões em 17% em 2020 com base nos níveis
de 2005.
"Foram estabelecidos importantes alicerces que são propensos a ter um impacto duradouro nas próximas
décadas", acrescentou, apontando para a Califórnia, a nona maior economia do mundo, e que inicia um esquema
de comércio de emissões em janeiro.
Mais da metade dos Estados americanos agora tem políticas para encorajar o uso das energias renováveis. Além
de China e Estados Unidos, atualmente 98 países assumiram compromissos para limitar suas emissões.
"A energia renovável aumenta em todo o mundo, com a capacidade solar crescendo 42% e eólica, 21% em
apenas um ano", disse Flannery. "Com tanto dinamismo global, esta é claramente o início da era da energia
limpa", emendou. Mas apesar dos avanços, o informe alertou que as ações ainda não são suficientes. "As
emissões continuam a crescer.
Fonte:
G1
>
Natureza(http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/04/china-lidera-acoes-de-combatemudanca-climatica-aponta-estudo.html)
2013
Junho
08/06/2013
EUA e China anunciam compromisso conjunto contra mudança climática
Países querem reduzir emissões de gases hidrofluocarbonetos.
Presidentes Obama e Xi Jinping participaram de encontro na Califórnia.
da France Presse
Os presidentes Barack Obama, dos EUA, e Xi Jinping, da China, caminham na Califónia, após fecharem
acordo contra mudanças climáticas.
Foto: Jewel Samad/France Presse
Fonte:
http://s2.glbimg.com/4rmxPfx5DxXyGGoBXK48Z0DRO0M=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/06/08/obama.jpg
Estados Unidos(http://g1.globo.com/topico/estados-unidos/) e China concordaram, neste sábado (8), em realizar
um esforço conjunto para combater a mudança climática.
Os presidentes dos dois países comprometeram-se, especificamente, com a redução da emissão de gases
hidrofluorcarbonetos (HFC).
Em
declaração
divulgada
após
uma
reunião
entre
os
presidentes
Barack
Obama(http://g1.globo.com/topico/barack-obama/) e Xi Jinping, os dqois países se comprometem a reduzir a
produção e o uso desses gases, que contribuem para agravar a mudança climática.
Fonte: G1 > Natureza(http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/06/eua-e-china-anunciam-compromissoconjunto-contra-mudanca-climatica.html)
10/06/2013
Pnuma elogia acordo ambiental entre Estados Unidos e China
por Leda Letra, da Rádio ONU
Fonte: http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/06/n24.jpg
Os dois países decidiram cooperar pela redução de gases HFC, utilizados na produção de refrigeradores;
reunião entre presidentes Barack Obama e Xi Jinping ocorreu no sábado, na Califórnia.
O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, elogiou neste domingo um acordo feito pelos Estados
Unidos e China para reduzir a produção de um grupo de químicos sintéticos e assim, combater a mudança
climática.
Em um encontro na Califórnia, no sábado, os presidentes Barack Obama e Xi Jinping anunciaram que irão
reduzir a produção de gases hidrofluorcarbonetos, HFCs, usados em refrigeradores, aparelhos de arcondicionado e espumas.
Novo Passo
Em nota, o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, afirmou que o anúncio significa um “novo capítulo na
história da cooperação internacional sobre mudança climática”.
Os gases HFC causam danos à camada de ozônio, que filtra os altos níveis de raios ultravioleta. Segundo o
Pnuma, os HFCs são potentes causadores do efeito estufa e podem, até 2050, emitir entre 3,5 a 8,8
gigatoneladas de dióxido de carbono. Por isso, a importância da indústria diminuir o seu uso.
Desafios
Os presidentes da China e dos Estados Unidos afirmaram que irão trabalhar em conjunto para uma redução
internacional do consumo e produção de HFCs. Os dois governos destacam que se nenhuma ação for
tomada, até 2050, as emissões de HFC podem aumentar em 20% as emissões de dióxido de carbono.
Segundo Achim Steiner, a decisão “entre duas economias chave é muito bem-vinda”, já que permitir o
crescimento do mercado desses gases só iria agravar o desafio de combater a mudança climática.
O Pnuma, em parceria com mais de 60 países, também está trabalhando pela redução de poluentes do
clima, como os HFCs, por meio de uma iniciativa chamada Coalisão do Clima e do Ar Limpo.
*
Publicado
originalmente
no
site
Rádio
ONU(http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2013/06/pnuma-elogia-acordo-ambiental-entre-estadosunidos-e-china/).
Fonte: Rádio ONU/Envolverde(http://envolverde.com.br/noticias/pnuma-elogia-acordo-ambiental-entreestados-unidos-e-china/)
12/06/2013
Temperatura cairia 0,5ºC até 2050 se China e EUA agissem, diz estudo
Corte de emissões de gases HFCs conteria aquecimento global.
Resultado foi divulgado por cientistas nesta quarta-feira, na Alemanha.
da France Presse
Relatório publicado nesta quarta-feira (12) por organizações não-governamentais afirma que eliminar os "super
gases-estufa", que grandes emissores como China e Estados Unidos concordaram em restringir, poderia conter o
aquecimento global em até 0,5ºC até 2050.
O documento, divulgado no mesmo período em que ocorre as negociações climáticas da Organização das
Nações Unidas em Bonn, na Alemanha, destaca que um novo acordo entre as duas potências para reduzir as
emissões de hidrofluorcarbonos (HFCs) "pode fazer a diferença". "Se conseguirmos remover os HFCs, teríamos
benefícios significativos", disse Bill Hare, diretor do "think tank" Climate Analytics, coautor do estudo.
Se os HFCs forem eliminados globalmente, isto "poderia resultar em uma redução do aquecimento entre 0,1ºC e
0,5ºC", afirmou.
O cálculo se baseia em uma contenção mundial que, até 2020, poderia poupar a atmosfera de emissões anuais
equivalentes a cerca de 300 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) ou aproximadamente o que a
Espanha emite em um ano.
Os HFCs são usados em refrigeradores, aparelhos de ar condicionado e solventes industriais como alternativa
aos clorofluorcarbonos (CFCs) e hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), produtos químicos que destroem a camada de
ozônio.
Os Estados Unidos e a China são hoje os principais emissores de gases de efeito estufa, e respondem juntos por
mais de 40% das emissões globais
Geradas especialmente pela produção em países em desenvolvimento, as emissões de HFCs têm uma
perspectiva de crescimento da atual uma gigatonelada (1 Gt, ou seja, um bilhão de toneladas) de CO2 equivalente
(CO2e) por ano, para de quatro a nove GtCO2e ao ano em 2050.
Os Estados Unidos e a China são hoje os principais emissores de gases de efeito estufa, e respondem juntos por
mais de 40% das emissões globais. O relatório também advertiu que o aquecimento global tem a probabilidade de
exceder, talvez até dobrar, a meta de 2ºC estabelecida pela ONU para uma mudança climática administrável.
Com base em diferentes relatórios sobre tendências de emissões, o mundo provavelmente ficará 3,8ºC mais
quente em 2100, com 40% de probabilidade de exceder os 4ºC, e 10%, os 5ºC, alertou o estudo. "Estamos nos
defrontando com uma imagem muito perturbadora", disse Hare. "Estamos ficando cada vez mais céticos de que
os compromissos (dos governos) serão totalmente implementados", acrescentou.
Negociações pré-COP
O relatório foi divulgado na última rodada das negociações climáticas globais em Bonn, que têm tropeçado em
objeções procedimentais dos russos. O processo atual da ONU, que visa a um novo acordo em 2015 para conter
as emissões de gases-estufa causadoras do aquecimento global, tem sido contido desde o princípio por minúcias,
contendas e defesas de interesses nacionais.
Desta vez, a Rússia, apoiada por Belarus e Ucrânia, congelou o trabalho de um dos três corpos técnicos, o Corpo
Subsidiário de Implementação (SBI em inglês), que pretende apresentar um importante trabalho de campo na
próxima rodada das conversas climáticas da ONU, prevista para novembro, em Varsóvia.
O SBI tem a tarefa de mensurar os avanços feitos rumo à redução de emissões alteradoras do clima e esboçar o
próximo orçamento para o secretariado da Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas
(UNFCCC, na sigla em inglês), sob cujos auspícios as negociações climáticas globais são celebradas.
Moscou exasperou-se por considerar que suas objeções foram ignoradas no último grande encontro anual,
celebrado em Doha, em dezembro do ano passado, pelo presidente catari da conferência, que aprovou um acordo
estendendo o Protocolo de Kyoto até 2020 para conter as emissões de gases-estufa.
A decisão de Doha paralisou a venda planejada por Moscou de 5,8 bilhões de toneladas de créditos de carbono,
acumuladas durante a primeira rodada do protocolo, que expirou no final de 2012.
Imagem de dezembro de 2009 mostra fumaça de chaminés na província de Shanxi, na China
Foto: Andy Wong/AP
Fonte:
http://s2.glbimg.com/9K8OgqKFS3FQ7PuqbWhoyUvrQyE=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/06/10/china1_
1.jpg
Fonte: G1 > Natureza(http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/06/temperatura-cairia-05-c-ate-2050-sechina-e-eua-agissem-diz-estudo.html)
25/06/2013
Obama anuncia plano contra mudanças climáticas
por Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil
Fonte: http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/06/ca103-300x200.jpg
Nova estratégia climática proposta pelo presidente Barack Obama quer, pela primeira vez, colocar em
prática padrões para gases do efeito estufa resultantes das usinas geradoras já em funcionamento.
Na tarde desta terça-feira (25), em um discurso na Universidade de Georgetown, o presidente Barack
Obama apresentará o novo plano de ação climática de sua administração, que, entre outros pontos,
promete limitar as emissões do setor de energia, aumentar os incentivos para fontes renováveis e
estabelecer medidas de adaptação às mudanças climáticas.
Apesar de o anúncio ainda não ter sido realizado, o documento com as informações sobre as novas
políticas já foi apresentado para a imprensa, e em suas 27 páginas detalha diversos objetivos do governo.
“Embora nenhum passo único possa reverter os efeitos das mudanças climáticas, nós temos a obrigação
moral de entregar um planeta menos poluído e danificado para as futuras gerações. Através de ações
firmes e responsáveis para cortar a poluição do carbono, nós protegeremos a saúde de nossas crianças e
frearemos os efeitos das mudanças climáticas para que deixemos como legado um meio ambiente mais
equilibrado e limpo”, afirma o documento.
O plano é dividido em vários tópicos, porém decepciona ao não trazer metas concretas para diversos deles.
Segundo a Casa Branca, mais detalhes devem ser apresentados até setembro.
Emissões de Geradoras
O documento reconhece que as usinas de geração de energia, entre elas as termoelétricas a carvão,
respondem por mais de um terço das emissões de gases do efeito estufa dos Estados Unidos, e, por isso,
precisam adotar limites o quanto antes.
Para conseguir esse objetivo, Obama promulgará um Memorando Presidencial que colocará sob a
responsabilidade da Agência de Proteção Ambiental (EPA) a criação de padrões de poluição para todas as
usinas no país. Já existia algum tipo de controle sobre as instalações em construção, mas essa é a primeira
vez que o governo norte-americano afirma com clareza que vai limitar as emissões de usinas já existentes.
Essas regras devem ser apresentadas pela EPA em junho do próximo ano e entrariam em vigor em 2015.
Para minimizar os impactos econômicos dessa medida para as geradoras, as usinas receberão uma linha
de crédito de US$ 8 bilhões para adotarem tecnologias de Captura e Armazenamento de Carbono (CCS).
Energias Renováveis
Os Estados Unidos possuem a meta de dobrar sua geração renovável até 2020, e, com esse intuito, o plano
traz uma série de medidas.
Uma delas compromete o Departamento de Defesa, o maior consumidor de energia do país, a comprar o
equivalente a três gigawatts de energia renovável para atender as instalações militares.
Já para popularizar as fontes alternativas, as agências federais serão mobilizadas para ajudar a instalar
100MW em residências até 2020. Para isso, o governo promete elevar os gastos em 30% nessa área,
chegando a US$ 7,9 bilhões.
A intenção é que até seis milhões de lares possuam sistemas fotovoltaicos ou eólicos até 2030, uma medida
que reduziria as emissões em três bilhões de toneladas métricas durante as próximas duas décadas.
Investimentos também serão destinados para os biocombustíveis, carvão limpo, energia nuclear e
modernização da rede elétrica do país.
HFCs e Metano
No primeiro passo para reduzir os impactos climáticos dos hidrofluorocarbonetos (HFCs) depois do acordo
fechado com a China, Obama promete direcionar as compras da administração para opções mais limpas de
equipamentos que utilizem menos HFCs ou que já adotem gases alternativos.
Para lidar com o metano, será criado um grupo com a participação da EPA e dos Departamentos de
Agricultura, Energia, Interior, Trabalho e Transporte com o objetivo de estabelecer um cenário preciso das
emissões e para estabelecer melhores práticas que possam reduzi-las.
Florestas
O desmatamento responde por cerca de 12% das emissões dos EUA e o documento aponta que a
capacidade de absorção de CO2 das florestas está diminuindo devido aos impactos das mudanças
climáticas.
Dentro do território dos EUA, o documento apenas coloca que a “Administração está trabalhando para
identificar nossas medidas para proteger e restaurar as florestas, assim como outras paisagens, como
pastos e áreas úmidas, diante da ameaça das mudanças climáticas”.
No entanto, o plano destaca que Obama está se esforçando em conjunto com a Aliança de Florestas
Tropicais para conscientizar nações da necessidade de frear o desmatamento.
Adaptação Climática
Buscando medidas para minimizar os efeitos do aquecimento global, as agências federais serão compelidas
para identificar e remover barreiras para os investimentos de resiliência climática.
Também serão distribuídos mais recursos para setores como transportes e gerenciamento de água, para
atuarem com mais velocidade em eventos climáticos extremos.
Obama promete criar uma força-tarefa que trabalhará em conjunto com comunidades locais para aumentar
a prontidão aos fenômenos extremos e para a adoção de ações que possam diminuir as consequências das
mudanças climáticas.
Com relação à resiliência costeira, o Departamento do Interior lançará um programa com US$ 100 milhões
para expandir e proteger áreas verdes que servem como barreiras naturais em caso de enchentes e do
avanço do nível do mar. Além disso, US$ 250 milhões serão destinados para restauração costeira, em
especial na região atingida pelo Sandy.
Negociações Internacionais
O plano afirma que os EUA estão engajados com as maiores economias do planeta para manter o
aquecimento global em 2ºC.
O documento aponta que existem conversas em andamento com a Índia, sob a Parceria para o Avanço de
Energia Limpa, e com o Brasil, sob os Diálogos Estratégicos de Energia.
Sobre o financiamento de ações climáticas nos países mais pobres, os EUA afirmam terem liberado US$
7,5 bilhões para a meta de US$ 30 bilhões de ajuda prometida pelas nações ricas até 2012.
Com relação ao novo acordo climático internacional, que deve ficar pronto até 2015 para entrar em vigor em
2020, o governo norte-americano diz estar engajado nas negociações.
“Estamos buscando um tratado que seja ambicioso, inclusivo e flexível. Precisa ser ambicioso para lidar
com o tamanho do desafio que encaramos. Precisa ser inclusivo porque se todos os países não
participarem não será possível enfrentar as mudanças climáticas. E precisa ser flexível porque as muitas
diferentes Partes envolvidas possuem suas próprias necessidades, que precisam ser atendidas de forma
prática e inteligente”, conclui o documento.
*
Publicado
originalmente
no
CarbonoBrasil(http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias2/noticia=734419).
site
Fonte:
CarbonoBrasil/Envolverde(http://envolverde.com.br/economia/obama-anuncia-plano-contramudancas-climaticas/)
29/06/2013
"Protestos preocupam mais que a inflação"
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, esteve no Sesi
Foto: ALDO V. SILVA
Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br/galeria/126041
Virtual pré-candidato do PMDB ao governo paulista, o presidente da Federação das Indústrias no Estado de
São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse ontem em Votorantim que, mais preocupante do que a alta
inflacionária é a onda de protestos que ganha as ruas do país há quase duas semanas. "A inflação precisa,
sim, ser combatida e está sendo, mas as manifestações têm deixado claramente a mensagem de
insatisfação do povo com a carga tributária excessiva, com os desmandos e com a corrupção", destacou.
Skaf participou na unidade do Sesi local da inauguração do Circuito Educativo "Dinossauros do Brasil". No
contato com os jornalistas, declarou, em resposta ao Cruzeiro do Sul, que deverá ocupar-se da candidatura
no ano que vem. Apesar de não reconhecer abertamente sua condição de concorrente, o presidente da
Fiesp tem demonstrado, na prática, que deverá, sim, tomar parte na corrida sucessória de 2014. O dirigente
empresarial tem aparecido sistematicamente nos comerciais que a entidade veicula pela tevê e esteve à
frente da mobilização que resultou na redução do imposto incidente sobre a tarifa de energia elétrica e, mais
recentemente fez campanha a favor da MP dos Portos.
Demonstrando vitalidade, Skaf percorreu a trilha onde ficam as réplicas instaladas, e até brincou ao dizer
que ali não estavam "os dinossauros de Brasília". Mais tarde, na saída do recinto, o prefeito de Votorantim,
Erinaldo Alves da Silva (PSDB), também ironizou comentando que no local haviam mais dinossauros
visíveis do que na política. Paulo Skaf chegou ao compromisso com uma hora de atraso e ficou pouco
tempo, porque o helicóptero que o conduziria depende de teto para voar.
O circuito
O circuito educativo "Dinossauro do Brasil consiste num parque temático onde ficarão expostas dez réplicas
de animais pré-históricos com até quinze metros de altura. As espécies relacionadas são originariamente
brasileiras e habitaram várias regiões do país, inclusive do interior do Estado, como Bauru e São José do
Rio Preto. Os bichos emitem sons característicos e foram construídos em resina plástica pelo artista baiano
Ivo Gatto.
O objetivo da iniciativa é o de sensibilizar diferentes públicos sobre temas relacionados ao meio ambiente, a
partir do uso de um cenário lúdico para abordar questões como ecossistema, aquecimento global, poluição,
preservação das águas e destruição da camada de ozônio. O circuito é o primeiro a funcionar em São Paulo
e custo, conforme o diretor do Sesi, Júlio César Martins, foi de cerca de R$ 500 mil. Ele também anunciou o
início das obras de construção de uma escola no município que disponibilizará cerca de mil vagas. As
visitas ao circuito serão monitoradas e acontecerão a partir de julho, de segunda a sexta-feira entre 9h e
16h. A data exata não foi informada, mas os interessados podem obter outras informações pelo telefone
(15) 3353.9200. A atividade é gratuita.
Fonte:
Cruzeiro
do
Sul
–
Sorocaba/SP
>
Notícias
Sorocaba(http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia/483101/protestos-preocupam-mais-que-a-inflacao)
>
30/06/2013
Arrogância e cobiça mudam imagem do Canadá
Obsessão do premiê Stephen Harper pela exploração do petróleo extraído de depósitos de betume faz com
que o país deixe de ser o escoteiro global
É EDITOR DO JORNAL CANADENSE TYEE , ANDREW , NIKIFORUK, FOREIGN POLICY, É EDITOR DO
JORNAL CANADENSE TYEE , ANDREW , NIKIFORUK, FOREIGN POLICY – O Estado de S.Paulo
Durante décadas, o mundo pensava no Canadá como o cordial vizinho dos EUA, uma terra responsável,
séria, apesar de um tanto entediante, de torcedores de hóquei e de um sistema de saúde universal e
abrangente. Sobre as grandes questões, há muito que ele fazia o papel de escoteiro global, oferecendo
uma liderança moral em tudo, da proteção da camada de ozônio à erradicação de minas terrestres e os
direitos dos gays.
O romancista Douglas Adams, certa vez, ironizou e disse que, se os EUA se comportavam normalmente
como um adolescente belicoso, o Canadá era uma mulher inteligente na faixa dos 30. Basicamente, o
Canadá era os EUA – não como eles são, mas como deveriam ser. No entanto, um segredo tenebroso
espreita as florestas setentrionais do país.
Ao longo da última década, o Canadá se transformou, com grande alarde, em um centro internacional de
mineração e um Estado petrolífero irresponsável. Ele já não é a metade melhor da América, mas uma visão
distópica do futuro empapado de energia do continente.
Uma coisa é certa: o bom vizinho atrelou sua economia ao elixir amaldiçoado da disfunção política – o
petróleo. Ofuscado pelas visões de se tornar uma superpotência energética global, o governo do Canadá se
mancomunou com evangelistas dos oleodutos, valentões do petróleo e céticos da mudança climática.
Ocorre que o escoteiro não está apenas viciado em petróleo bruto – ele se tornou um traficante. E isso
ainda não é o pior de tudo.
Agora que o petróleo e o gás correspondem a aproximadamente um quatro de suas receitas de exportação,
o Canadá perdeu sua tradicional cordialidade. Desde que o Partido Conservador conquistou maioria no
Parlamento, em 2011, o governo federal atacou ambientalistas, nações indígenas, comissários europeus e
praticamente todos os que se opuseram à produção irrestrita de petróleo.
O governo amordaçou cientistas estudiosos das mudanças climáticas, cassou o financiamento a todo tipo
de ciência ambiental e, em leis sem precedentes, desmantelou sistematicamente a muito elogiada
legislação ambiental mais significativas do país.
O autor dessa metamorfose é o primeiro-ministro Stephen Harper, um cristão evangélico e "rato político" de
direita com base eleitoral em Alberta, marco zero do boom petrolífero do Canadá. Do jeito que Margaret
Thatcher baseou a renovação política da Grã-Bretanha na receita do petróleo do Mar do Norte, Harper
pretende reformar toda a experiência canadense com petrodólares extraídos do solo.
No processo, ele concentrou poder no escritório do primeiro-ministro e reorientou as prioridades externas do
Canadá. Harper, que assumiu o cargo em 2006, aumentou os gastos com Defesa em US$ 1 bilhão,
anualmente, em seus primeiros quatro anos, e comprometeu US$ 2 bilhões para a expansão de prisões
com uma política de "endurecimento ao crime" que faz vista grossa à queda da taxa de criminalidade do
país. Enquanto isso, o Canadá acumulava uma enorme dívida federal – a mais alta de sua história, de cerca
de US$ 600 bilhões.
Os críticos liberais gostam de dizer que a revolução política de Harper pegou muitos canadenses, em geral
pessoas gordas e apáticas, de surpresa. Isso pode ser verdade, mas, embora os canadenses vivam em
latitudes altas, eles não estão acima dos instintos humanos mais baixos – como a ganância.
Harper fez uma aposta econômica no petróleo, o recurso natural mais volátil do mundo, prometendo uma
nova prosperidade nacional com base em riquezas inexploradas distantes de onde a maioria dos
canadenses vive que encherão seus bolsos por gerações. Com o apoio de quase três quartos dos
canadense, tudo indica que Harper está convencendo o país.
O recurso natural que está por trás de muitas dessas mudanças comportamentais nefastas é o betume, um
petróleo bruto pesado e ácido extraído de areias petrolíferas. Os depósitos da substância muito degradada,
parecida com asfalto, repousam sob uma floresta do tamanho da Flórida, no nordeste de Alberta, e
representam a terceira maior reserva de petróleo do mundo.
Ao longo da última década, enquanto os preços do petróleo quintuplicavam, as companhias petrolíferas
investiram aproximadamente US$ 160 bilhões para desenvolver o betume de Alberta até ele se tornar
lucrativo.
Hoje, o Canadá produz 1,7 milhão de barris por dia de betume e a produção programada deve encher os
cofres dos governos provincial e federal com cerca de US$ 120 bilhões em arrendamento e royalties até
2020. Mais de 40% dessa receita vão diretamente para o governo federal ,principalmente na forma de
impostos corporativos. Mas o governo quer ainda mais e está se empenhando para a produção atingir 5
milhões de barris por dia até 2030.
Pouco importa que o processo todo seja confuso e perdulário. Ele requer quantidades copiosas de água,
capital e energia para escavar as areias ricas em carbono, para não falar de melhorar e processar o óleo
bruto pesado, que não dá nem para escoar por um oleoduto se não for previamente diluído num
condensado importado semelhante à gasolina.
Com o maior descaramento, o governo ainda defende o megaprojeto de Alberta como "responsável" e
"sustentável" – "um empreendimento de proporções épicas, comparável à construção das pirâmides ou à
Grande Muralha da China, só que maior". De fato: os projetos de extração do betume aprovados poderiam
escavar uma área florestal seis vezes o tamanho da cidade de Nova York. Recuperação e reflorestamento
continuam sendo uma proposta incerta e cara. Até agora, as companhias petrolíferas já criaram lama tóxica
de mineração suficiente (6 bilhões de barris) para inundar Washington.
Não espanta que Ottawa tenha se tornado mestre na arte cínica da falsa responsabilidade ambiental.
Quando ministros de Harper não estão atacando o ex-cientista da Nasa James Hansen nas páginas do New
York Times ou fazendo lobby contra as normas para a qualidade de combustíveis da Europa (que considera
o betume mais poluente do que o petróleo convencional), seu governo gastou US$ 100 milhões, desde
2009, em anúncios para convencer os canadenses de que exportar esse petróleo é um "desenvolvimento
responsável de recurso natural".
Cobiça. Ao mesmo tempo, o Canadá fez de tudo para seduzir Pequim. Três companhias petrolíferas
estatais chinesas (todas com histórico lamentável em transparência) já gastaram mais de US$ 20 bilhões
comprando direitos de exploração das areias petrolíferas de Alberta. A bajulação da China, hoje a maior
consumidora de petróleo do mundo, mostra o dilema do betume do Canadá: como levar petróleo sujo
enterrado no chão a mercados globais.
Os EUA, o maior cliente do Canadá, não parecem necessitar mais dele. As importações caíram mais de 4
milhões de barris por dia, entre 2005 e 2011, e com os projetos de oleodutos para os EUA atolados na
lama, a visão de Harper de ser uma "superpotência energética emergente" parece em perigo.
Não espanta que Harper tenha encerrado as críticas ao histórico de direitos humanos da China. Como deixa
claro um documento secreto de política externa vazado, no ano passado, para a Canadian Broadcasting
Corp. (CBC), o Canadá tem novas prioridades: "Para vencermos, precisamos buscar relações políticas
combinadas com os interesses econômicos, mesmo onde os valores e interesses políticos possam não se
alinhar".
Em 2012, o Canadá assinou silenciosamente um acordo comercial com a China e aprovou uma compra de
US$ 15 bilhões da Nexen, operadora em areias petrolíferas, pela China National Offshore Oil. Agora que as
areias petrolíferas respondem por quase 10% das emissões de gases estufa do Canadá, Ottawa não pode
tolerar nenhuma discussão sobre um imposto do carbono, embora a maioria dos canadenses seja a favor.
Harper descreveu o Protocolo de Kyoto como "um esquema socialista" e um acordo "destruidor de
economias e eliminador de empregos" antes de se retirar por completo dele, em 2012. Muitos ministros
canadenses hoje são céticos até mesmo da ciência por trás das mudanças climáticas. Como explicou o
ministro dos Recursos Naturais, Joe Oliver: "Creio que as pessoas não estão tão preocupadas como
estavam antes sobre o aquecimento global de 2 graus. Os cientistas nos disseram que nossos temores são
exagerados".
Para silenciar opositores, o governo simplesmente parou de financiar a Canadian Foundation for Climate
and Atmospheric Sciences, desmantelou o Environment Canada's Adaptation to Climate Change Research
Group e eliminou o papel de consultor chefe de ciência. E, desde 2008, os dirigentes políticos vetaram
todos os pedidos de recursos para 23 mil cientistas federais do país.
Depois que o governo proibiu um cientista de falar sobre a descoberta de um grande buraco na camada de
ozônio no Ártico, um editorial, em 2012, na influente publicação científica Nature pediu que Ottawa
"libertasse seus cientistas". Ao que parece, Harper não ouviu: seu governo fechou sumariamente a
mundialmente famosa estação de pesquisa Experimental Lakes Area, uma joia da ciência experimental
canadense, que ajudou a instigar uma política global sobre a chuva ácida, para economizar a soma
principesca de US$ 2 milhões por ano (embora o governo de Ontário esteja trabalhando para mantê-la
aberta).
A continuação obstinada desse projeto petrolífero tem assombrado analistas. A revista Economist, que não
é nenhum farol de esquerda, caracterizou Harper, o filho de um contador da Imperial Oil, como um valentão
"intolerante com críticas e dissidentes" com um hábito contumaz de violar as regras.
Lawrence Martin, um dos comentaristas políticos mais influentes do Canadá, diz que "a governança no
porrete" de Harper desbravou "novos terrenos na subversão do processo democrático". O especialista em
pesquisas eleitorais conservador Allan Gregg descreveu a agenda de Harper como um "assalto ideológico a
evidências, fatos e razão".
Plano. O governo Harper tem um único plano para enfrentar as mudanças climáticas: empurrar o problema
para EUA e China. O petróleo bruto das areias petrolíferas transportado para os EUA pelo oleoduto
Keystone XL, por exemplo, poderia aumentar, em 50 anos, as emissões de carbono em até 935 milhões de
toneladas métricas em relação a outros petróleos brutos.
O planejado oleoduto Northern Gateway, de US$ 5,5 bilhões, de Alberta ao Oceano Pacífico, resultaria num
aumento de 100 toneladas métricas de emissões de dióxido de carbono por ano, da extração e produção no
Canadá à queima na China – mais do que as emissões totais da Colúmbia Britânica em 2009.
O Relatório sobre Estoque Nacional de 2012 do Environment Canada, departamento ambiental do país, diz
que o Canadá reduziu parcialmente a intensidade das emissões totais nas areias petrolíferas "exportando
mais betume bruto".
Tudo isso ressalta a nova realidade do Canadá: praticamente todo tipo de evidência racional está sendo
atacada por um governo que acredita que os mercados – e somente eles – têm as respostas. Toda lei que o
setor considere um obstáculo à rápida extração mineral ou à construção de oleodutos tem sido reescrita
com floreios ao estilo saudita.
Uma única lei orçamentária abrangente alterou 70 outras leis, eliminando, por exemplo, a Lei dos
Pesqueiros, que proibia diretamente a destruição de hábitats de vida aquática e estava no caminho do
oleoduto Northern Gateway, que terá de cruzar 1.000 cursos d'água até o Oceano Pacífico.
Ao mesmo tempo, o financiamento do emblemático sistema de parques do Canadá foi cortado em 20%, o
que os críticos chamaram de "lobotomia". A CBC, respeitada emissora estatal há muito ironizada por Harper
como uma crítica independente do poder, sofreu uma série de cortes.
O Conselho de Saúde, que já assegurou padrões nacionais e inovação nas 13 províncias e territórios
também sofreu cortes. Além disso, com o ímpeto de um príncipe do Oriente Médio, Harper nomeou o chefe
de sua segurança embaixador na Jordânia. E fez tudo isso sem um pio do povo canadense.
Há mais de uma década, o cientista político americano Terry Lynn resumiu a disfunção dos Estados
petrolíferos: países que se tornam dependentes demais das riquezas de petróleo e gás se comportam como
economias de plantation, que dependem de uma trajetória de desenvolvimento insustentável alimentada por
um recurso esgotável" cujos fluxos de receita formam "uma barreira implacável para mudanças".
Foi o que ocorreu com o Canadá enquanto ninguém estava olhando. Preso à arrogância de um líder que
sonha em construir uma nova superpotência energética global, o escoteiro virou escravo de sua própria
cobiça.
Tradução de Celso Paciornik
Fonte:
O
Estado
de
S.
Paulo
>
Notícias
>
Internacional(http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,arrogancia-e-cobica-mudam-imagem-do-canada-,1048539,0.htm)
2013
Julho
10/07/2013
Austrália reconhece oficialmente declínio da Grande Barreira de Corais
Com degradação, estado da barreira é considerado 'medíocre'.
Unesco estuda incluí-la na lista de áreas em perigo.
da France Presse
A Austrália reconheceu oficialmente nesta quarta-feira (10) a degradação da Grande Barreira de Corais, que tem
estado classificado atualmente como "medíocre" e que a Unesco ameaça incluir na lista de áreas em perigo.
O ministro do Meio Ambiente, Mark Butler, divulgou um relatório que reconhece a alteração regular do recife de
corais desde 2009 em consequência dos ciclones e inundações, apesar da redução da poluição agrícola.
Foto sem data recebida pelo Instituto Australiano de Ciência Marinha em outubro de 2012 mostra corais sem
cor na Grande Barreira de Corais australiana
Foto: Ray Berkelmans/AIMS/AFP
Fonte:
http://s2.glbimg.com/mXtpzDnISDLd402phWxSIYvM7MI=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/07/10/corais.jpg
"Os episódios climáticos extremos têm impacto significativo sobre o estado geral do meio ambiente marinho, que
declinou de mediano a medíocre", afirma o documento.
Os ecossistemas de recife apresentam "uma tendência à degradação de seu estado pela qualidade da água, que
continua sendo ruim, e ao aumento, em frequência e intensidade, dos acontecimentos (meteorológicos)
extremos", completa.
Os resíduos de nitratos (-7%), de pesticidas (-15%), de sedimentos (-6%) e de outros fatores que contaminam a
área registraram queda, o que também reduziu a presença de uma estrela-do-mar que devora o coral.
A Grande Barreira de Corais, que está lista de patrimônio mundial da Unesco desde 1981, perdeu mais da metade
dos corais nos últimos 27 anos.
2
A barreira tem 345.000 km ao longo da costa australiana.
Fonte: G1 > Natureza(http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/07/australia-reconhece-oficialmentedeclinio-da-grande-barreira-de-corais.html)
11/07/2013
EUA e China aceitam reduzir emissões de veículos e centrais de carvão
Foto: inShare
Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/images_content/2013/carro-fumo110703.jpg
Os Estados Unidos e a China concordaram na quarta-feira cinco iniciativas para reduzir a emissão de
carbono das principais fontes, incluindo veículos pesados, indústrias e centrais a carvão, disse o
Departamento de Estado norte-americano. Os dois países são os maiores emissores mundiais de gases
com efeito de estufa e as principais nações a bloquear acordos globais de redução das emissões destes
gases.
O grupo de trabalho sino-americano sobre alterações mudança climáticas, formado em Abril por
funcionários dos dois países, agirá com empresas e organizações não-governamentais (ONGs) para
desenvolver até Outubro planos para a implantação de medidas de combater as mudanças climáticas e
para reduzir a poluição.
As iniciativas também procuram melhorar a eficiência energética, a recolha e gestão de dados sobre
emissões, e promover redes eléctricas que sejam capazes de transportar mais energia proveniente de
fontes renováveis.
As medidas foram oficializadas durante a reunião do Diálogo Estratégico e Económico EUA-China, realizado
na quarta e quinta-feira, no Departamento de Estado norte-americano.
O presidente dos EUA, Barack Obama, e o seu colega chinês, Xi Jinping, concordaram cooperar no
combate às mudanças climáticas através da redução do uso de hidrofluorcarbonos, ou HFCs.
Fonte: diáriodigital > Notícias > Sociedade > Ensino > Ciência e Tecnologia > Ambiente >
Insólito(http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=643884)
12/07/2013
EUA e China divulgam novos planos para reduzir emissões
por Fabiano Ávila, do CarbonoBrasil
Fonte: http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/07/eua-china-.jpg
Países prometem trabalhar em conjunto nas áreas de captura e armazenamento de carbono, redes elétricas
inteligentes, corte da liberação de poluentes no transporte, eficiência energética e monitoramento de gases
do efeito estufa.
Somando juntos cerca de 40% do total de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) do planeta, Estados
Unidos
e
China
anunciaram
nesta
quarta-feira
(10)
o
aprofundamento
de
sua
cooperação(http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias2/noticia=733708) para lidar com as mudanças
climáticas.
Em junho, os dois países já haviam apresentado um plano para reduzir o uso de hidrofluorocarbonetos
(HFCs)(http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias2/noticia=734248), com o objetivo de evitar que 90
gigatoneladas de CO2 equivalente sejam emitidas até 2050.
Agora, cinco novos tópicos de ação foram divulgados, uma demonstração de interesse pelo tema que pode
ter boas repercussões na próxima Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 19), a ser realizada na
Polônia em novembro.
“Não há dúvidas de que os EUA e a China são os atores mais importantes [para o clima mundial]. Então,
quando os dois países resolvem trabalhar juntos e acham maneiras de cooperar, é claro que teremos
impactos bastante positivos”, explicou Todd Stern, principal negociador climático dos EUA.
“Quando tomamos uma decisão, ela vai além de nossas fronteiras. Como poderemos lidar com as
mudanças climáticas? Como ser os pioneiros em novas tecnologias energéticas que são de fato a solução
para as mudanças climáticas? [...] As mudanças climáticas estão no topo da nossa agenda de discussões
bilaterais”, afirmou John Kerry, Secretário de Estado norte-americano.
O representante chinês no encontro desta quarta, Xie Zhenhua, presidente interino da Comissão Nacional
de Reforma e Desenvolvimento, lembrou que as palavras precisam agora ser seguidas por ações.
“Acredito que somente honrando os compromissos e cumprindo as obrigações poderemos estabelecer uma
sólida fundação de confiança política. Devemos continuar trabalhando sob os princípios da Convenção
Quadro sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) para alcançarmos um novo acordo em 2015. Esse é o
grande objetivo do grupo de trabalho formado por chineses e norte-americanos”, declarou.
Iniciativas
O documento final da reunião desta semana detalha cinco áreas que serão foco de ações para minimizar o
aquecimento global:
Reduzir emissões de veículos pesados e de outros veículos: Caminhões, ônibus e outros veículos
pesados são a fonte de emissões que mais cresce no setor de transporte nos Estados Unidos e respondem
por mais da metade do combustível consumido na China. Esforços sob essa iniciativa incluirão políticas
para reduzir a liberação de CO2 e carbono negro através de novos padrões de eficiência, combustíveis mais
limpos, melhorias nas tecnologias de emissões dos veículos e a busca por formas de transporte mais
eficientes e limpas.
Expandir a captura de carbono, utilização e armazenamento (CCUS): Juntos, Estados Unidos e China
respondem por mais de 40% do consumo global de carvão. As emissões da queima do carvão para a
geração de eletricidade podem ser significantemente reduzidas através do CCUS. Os dois países prometem
cooperar para superar as barreiras para colocar em prática o CCUS em grande escala, integrando projetos
em ambas as nações. Esses projetos terão o engajamento da iniciativa privada.
Aumentar a eficiência energética em construções, indústrias e transportes: EUA e China reconhecem o
potencial de redução de emissões e de custos através de um esforço abrangente para melhorar a eficiência
energética. Os países se comprometem a intensificar o trabalho nesse sentido, começando com a eficiência
em construções, que respondem por mais de 30% do consumo de energia nas duas nações. Serão
estabelecidos novos modelos de financiamento para empreendimentos que seguirem parâmetros de
sustentabilidade.
Melhorar a coleta e a administração de dados de emissões: Ambos os governos desejam priorizar o reporte
preciso e abrangente das emissões em todos os setores da economia. Para isso, vão trabalhar com a
missão de estabelecer inventários, que serão a base para políticas climáticas.
Promoção de redes elétricas inteligentes (Smart Grids): O setor energético responde por mais de 30% das
emissões nos dois países. Será aumentada a cooperação para que as redes elétricas chinesa e norteamericana se tornem mais resilientes e eficientes. A modernização também servirá para incentivar que
fontes alternativas de energia possam ser mais facilmente integradas às redes.
Veja o documento na íntegra (inglês)(http://pt.scribd.com/doc/153110802/US-China-Climate-Plan-July-10213).
*
Publicado
originalmente
no
CarbonoBrasil(http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias2/noticia=734563).
site
Fonte:
CarbonoBrasil/Envolverde(http://envolverde.com.br/noticias/eua-e-china-divulgam-novos-planospara-reduzir-emissoes/)
17/07/2013
China e Estados Unidos mais próximos na luta contra a mudança climática
por Carey L. Biron, da IPS
Washington e Pequim pesquisarão sobre tecnologia para a captura de carbono nas usinas a carvão.
Foto: Bigstock
Fonte: http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/07/china-usa.jpg
Washington, Estados Unidos, 17/07/2013 – China e Estados Unidos acordaram um conjunto de iniciativas
que podem ajudar a reduzir as emissões de gases-estufa de suas respectivas economias, as maiores do
mundo e as mais contaminantes. Organizações ambientalistas aplaudiram a notícia do acordo alcançado
entre os dias 10 e 11 deste mês. Além disso, parece que as relações entre as duas potências melhoraram
um pouco, o que poderia servir de base para uma nova cooperação importante nas negociações
internacionais sobre mudança climática.
“Foi uma das melhores sessões sobre mudança climática de que já participei”, disse, no dia 10, um portavoz do governo de Barack Obama. “Não havia apenas autoridades dos dois países, mas também
aconteceram intercâmbios francos, interessantes e, o mais importante, houve propostas para promover a
cooperação”, acrescentou. Os dois países acordaram se concentrar em grandes áreas como reduzir as
emissões derivadas do transporte pesado, fortalecer a eficiência energética e melhorar a coleta de dados
relativos aos gases contaminantes.
Washington e Pequim também vão aumentar a pesquisa sobre tecnologias de captura de carbono nas
usinas de geração elétrica a carvão e colaborar na construção de novas redes elétricas “inteligentes”, para
serem mais eficientes e poderem incorporar mais facilmente fontes renováveis e geração distribuída (a que
procede de muitas alternativas energéticas pequenas). As conversações bilaterais também avançaram
sobre as modalidades de outro acordo histórico alcançado entre Obama e o presidente da China, Xi Jinping,
em junho, para reduzir a quantidade de hidrofluorocarbonos (HFC), utilizados em refrigerantes e em arescondicionados que os dois países usam e produzem.
“Claramente aponta para alguns dos maiores setores em termos de liberação de gases-estufa (construção,
transporte e energia), que juntos concentram a maioria das emissões dos dois países”, afirmou Alden
Meyer, diretor do escritório em Washington da União de Cientistas Preocupados, em entrevista à IPS.
“Contudo, no momento é difícil estimar o impacto real sobre as emissões sem conhecer mais detalhes”,
ressaltou. “A questão fundamental é se essas iniciativas ajudarão apenas os dois países a alcançarem os
objetivos de redução de emissões já estabelecidos para até 2020. Seria bom, naturalmente, mas isso não
estaria dando um impulso adicional ao esforço global”, advertiu Meyer.
A atual política dos Estados Unidos procura reduzir, até 2020, 17% nas emissões contaminantes em relação
aos níveis registrados em 2005. A China, por seu lado, coloca como seu objetivo central reduzir a
“intensidade de carbono” de sua economia entre 40% e 45%, também até o final desta década. Porém,
Meyer disse que “todo o mundo concorda” que os dois países têm que fazer muito mais para se evitar que a
temperatura global suba mais do que dois graus até o final do século. Este é o atual objetivo coletivo que,
segundo especialistas, constitui um limite perigoso.
Estas conversações bilaterais também são consideradas um grande êxito do secretário de Estado norteamericano, John Kerry, conhecido defensor do clima. Kerry foi fundamental para criar um novo grupo de
trabalho sobre mudança climática entre Estados Unidos e China, e afirma-se que promove ativamente este
assunto em quase todos os países que visita.
“Não é mais um assunto marginal. Kerry converteu a mudança climática em um ponto forte das
conversações políticas, colocando-o entre os mais importantes da agenda geopolítica, junto com segurança
e questões econômicas”, pontuou Meyer, acrescentando que “também ajudou o Banco Mundial, o Fundo
Monetário Internacional e a Agência Internacional de Energia a alertarem que a mudança climática é uma
grande ameaça para o desenvolvimento, bem como para a economia mundial”.
Remendando a desconexão
A mudança climática não foi o único assunto tratado durante a cúpula entre China e Estados Unidos,
conhecida como Diálogo Estratégico e Econômico, mas foi um dos mais destacados. No encontro foram
mostrados os resultados iniciais do grupo de trabalho criado em abril para o tema. “Queremos demonstrar
ao mundo que as duas maiores economias podem cooperar para ajudar a atender os desafios ambientais”,
afirmou na semana passada um porta-voz de Washington.
O grupo sobre mudança climática realiza um trabalho especialmente intensivo, que, espera-se, continue. A
previsão é que o grupo chegue a um acordo em outubro sobre a implantação das cinco primeiras iniciativas.
O governo de Obama deu a entender que o tema da mudança climática permanecerá na agenda anual do
Diálogo Estratégico e Econômico, que incluirá a revisão anual das iniciativas empreendidas, bem como o
lançamento de novas. Os resultados do intercâmbio da semana passada poderão servir como plataforma
para impactar as negociações internacionais prévias à cúpula de Paris de 2015, quando os governantes
mundiais se reunirão para criar um novo acordo global contra o aquecimento global.
“Há um renovado impulso no intercâmbio entre China e Estados Unidos sobre mudança climática. Os
esforços bilaterais são fundamentais, e esta colaboração é uma injeção adicional para abordar o tema em
escala mundial”, diz um comunicado de Jennifer Morgan, diretora do programa de clima e energia do World
Resources Institute, um grupo de estudo com sede em Washington. “Estas ações ajudam a criar confiança e
melhorar a cooperação entre dois grandes países. Os benefícios são claros. Agora precisamos que sejam
tomadas medidas para reduzir as emissões contaminantes no mundo e aproveitar as oportunidades
econômicas de um futuro com menos dióxido de carbono”, destacou.
Por sua vez, Meyer destacou que a desconexão entre estes dois países em matéria de mudança climática
constituiu um enorme obstáculo no avanço das negociações internacionais dos últimos anos. “Na medida
em que agora cooperarem, esperamos que se chegue a uma associação mais útil nas negociações para um
acordo posterior a 2020”, acrescentou. “Em Paris, em 2015, necessitaremos um amplo compromisso e
cooperação entre os governantes das grandes potências, que não tivemos antes da cúpula de Copenhague
(2009). Contar com esta nova relação dois anos antes da cúpula de Paris é algo bom. Será essencial esse
nível de compromisso entre os governantes”, concluiu.
Fonte: IPS/Envolverde(http://envolverde.com.br/ips/inter-press-service-reportagens/china-e-estados-unidosmais-proximos-na-luta-contra-a-mudanca-climatica/)
17/07/2013
Fluidos Refrigerantes – Tecnologias para substituição de HCFCs e segurança de fluidos
refrigerantes são destaques de evento da DuPont em Curitiba
por Fernanda Campos
Evento acontece no dia 08 de agosto e abordará as determinações do Protocolo de Montreal
Fluidos adulterados e questões relacionadas à segurança dos prestadores de serviços de refrigeração e
condicionamento de ar também serão enfatizados nos encontros
Inscrições
estão
abertas
até
dia
07
de
agosto
e
http://www2.dupont.com/Refrigerants/pt_BR/news_events/cadastro.html
podem
ser
feitas
no
A DuPont Fluidos Refrigerantes promove em Curitiba (PR), no dia 08 de agosto, no Hotel Slaviero
Rockefeller, a palestra técnica Tecnologias para substituição de HCFCs, Protocolo de Montreal e
Segurança. O encontro acontece às 19h e as inscrições podem ser efetuadas até o dia 07 de agosto no link
http://www2.dupont.com/Refrigerants/pt_BR/news_events/cadastro.html.
Segundo a DuPont, o objetivo dos eventos, que acontecerão ao longo de 2013, é difundir a profissionais e
empresas dos mercados de refrigeração e condicionamento de ar as tendências para o segmento de fluidos
refrigerantes. Como é de conhecimento de mercado, os fluidos refrigerantes HCFCs, dentre eles o R-22, por
exemplo, são regulados pelo Protocolo de Montreal, que determina a redução gradual de compostos que
degradam a camada de Ozônio.
“A boa notícia é que o mercado está preparado para substituir os HCFCs, com soluções aplicáveis a cada
tipo de equipamento ou sistema”, assinala Maurício Xavier, da DuPont. “Por meio de um procedimento
simples e prático, que chamamos de Retrofit, é possível, inclusive, que equipamentos originalmente
projetados para funcionar com fluidos refrigerantes HCFCs sejam mantidos em operação com a troca
desses fluidos pelos HFCs”, conclui o executivo.
As palestras técnicas da DuPont Refrigerantes também focalizam os riscos atrelados à utilização de fluidos
refrigerantes sem garantia de origem, prática que resulta em riscos à segurança de profissionais e
empresas, e que também compromete o funcionamento dos sistemas de refrigeração e condicionamento de
ar.
“Fluidos refrigerantes adulterados, impróprios para aplicações em sistemas de refrigeração e
condicionamento de ar, têm sido responsáveis por acidentes com vítimas fatais dentro e fora do Brasil”,
resume Maurício Xavier, gerente de negócios da DuPont Fluorquímicos.
O Hotel Slaviero Rockefeller está localizado na R. Rockefeller, 11 – Rebouças. A palestra acontecerá na
sala New York.
Sobre a DuPont Refrigerantes
A DuPont Refrigerantes é uma divisão de negócios da E.I. DuPont de Nemours and Company, uma
empresa que traz ao mundo o melhor da Ciência em forma de produtos, materiais e serviços inovadores
desde 1802. A companhia acredita que por meio da colaboração com clientes, governos, ONGs e líderes de
opinião, é possível encontrar soluções para os desafios globais, provendo alimentos saudáveis e suficientes
para a população mundial, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e protegendo a vida e o meio
ambiente. Quatro plataformas estratégicas norteiam as atividades da DuPont Refrigerantes: Ciência e
tecnologia, soluções ambientais, relacionamentos globais e tecnologias sustentáveis em refrigeração. Para
mais informações sobre a DuPont Refrigerantes, acesse www.fluidosrefrigerantes.com.br
Fonte: Segs.com.br – Portal Nacional > Notícias(http://www.segs.com.br/informatica-e-ti/125110--fluidosrefrigerantes-tecnologias-para-substituicao-de-hcfcs-e-seguranca-de-fluidos-refrigerantes-sao-destaquesde-evento-da-dupont-em-curitiba.html)
17/07/2013
Meio ambiente e cidadania são temas de projeto em escola na Zona Norte
A escola Corina Machado realizou uma ação voltada para a melhoria da qualidade de vida na comunidade
por Redação Capital Teresina
Alunos e professores plantaram árvores
Foto: Divulgação/Ascom Seduc
Fonte:
http://www.capitalteresina.com.br/media/materia/2013/07/escolameioambiente1.jpg.300x250_q85_box381%2C0%2C3326%2C2448_crop_detail.jpg
Alunos, professores e a comunidade do residencial Jacinta Andrade se reuniram na tarde da última quintafeira (11), no Centro Estadual de Educação Profissional – CEEP Corina Machado Vieira, durante uma ação
voltada para a melhoria da qualidade de vida e conservação do meio ambiente.
Desde o dia 5 de julho (Dia Mundial do Meio Ambiente), gestores, professores e alunos da escola, iniciaram
o Projeto de Arborização com o intuito de melhorar a área externa e o entorno da escola e ontem (11), foi a
culminância do projeto com uma série de atividades.
Gestores, professores e alunos do Centro Estadual de Educação Profissional Corina Vieira, deram início no
dia 5 de junho (dia do Meio Ambiente), ao Projeto de arborização com o intuito de melhorar a área externa e
o entorno da escola e hoje(11), foi a culminância do projeto com uma série de atividades.
"Com o projeto aprendemos a cuidar mais das plantas, a valorizar a natureza e saber a importância da
reciclagem para a nossa vida", disse Jéssica Raquel. Aluna do 2º ano do Ensino Médio. Já Francil de Sousa
disse que além de preservar o meio ambiente o projeto ensina a ser mais cidadão. "Incentiva a prática da
gentileza e a darmos mais atenção a coisas que antes não nos importávamos", completa o estudante que
também cursa o 2º ano na escola.
Para o diretor da escola, o professor José Craveiro, é importante realizar eventos como esse sobre o Meio
Ambiente que engaja toda a comunidade, tendo em vista que a escola é nova. "Propicia um ambiente onde
os alunos aprendem na prática, a fazer o correto, conservando o ambiente e o nosso patrimônio que é a
escola", disse o diretor.
Além de apresentações artísticas e culturais, seminário, mesa redonda, desfile com material reciclado,
recital de poesia, paródias ambientais, maquetes sobre poluição e atmosfera e painéis sobre o efeito estufa
e o aquecimento global, são alguns dos temas apresentados e debatidos durante o evento.
De acordo com a professora de Ciências, Joana Calhaz, cerca de 40 mudas de plantas serão plantadas na
escola e no seu entorno, dentre elas, pau D’arco, Pau D’arquinho, oiti, caneleiro e uma variedade de
árvores frutíferas. "Com a arborização exercemos um papel de vital importância para a população, uma vez
que, melhora o equilíbrio climático, o controle da poluição, tornando a escola mais bonita, ajudando a médio
e longo prazos, a frear o aquecimento global e a destruição da camada de ozônio", completa a professora.
Os alunos foram divididos em grupos onde cada um realizou uma atividade diferente. "Vamos apresentar os
benefícios da água. Água de coco, água potável, água mineral e água isotônica serão apresentadas", disse
a professora de história Charlene Ribeiro, que assim como os outros de disciplinas diferentes, também
estavam envolvidos no evento.
Fonte: CapitalTerezina > Notícias(http://www.capitalteresina.com.br/noticias/educacao/meio-ambiente-ecidadania-sao-temas-de-projetos-em-escola-na-zona-norte-1758.html#.UefQU9I3vxA)
Julho de 2013
Comércio internacional e meio ambiente: uma análise desta complexa interação
por Ássima Farhat Jorge Casella
Resumo: No contexto atual, verifica-se um aumento das políticas de proteção ao meio ambiente,
consequência, da crescente preocupação com a natureza. Tal postura ocorre, pois o ambiente encontra-se
fragilizado em virtude das tecnologias criadas pelo homem para o seu bem estar, da exploração
desenfreada e da destruição da natureza. A nova postura adotada pelos Estados quanto à proteção
ambiental atinge alguns domínios de suas relações internacionais e, entre essas, o comércio internacional.
Em vista do objetivo primordial desse ramo ser a redução de obstáculos à troca, e a proteção ao meio
ambiente requerer para tanto, a adoção de regras restritivas que impedem a livre circulação de produtos, a
proteção ambiental é vista, por vezes, como um ato de protecionismo disfarçado. Assim, investigaremos
esta complexa interação buscando analisar criticamente o paradoxo: comércio internacional e meio
ambiente.
Palavras-chave: Comércio internacional. Meio Ambiente. Proteção Ambiental. Organização Mundial do
Comércio. Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio/GATT.
Abstract: In the current context, verify an increase policies protecting the environment, therefore, the
growing worry concern with nature. Such a stance is because the environment is fragile because of
technology created by man for his well being, the unbridled exploitation and destruction of nature.
The new posture adopted by States and environmental protection reaches some areas of international
relations and, among these, the international trade. Given the primary goal of this branch is the reduction of
barriers to trade, and environmental protection to both require the adoption of restrictive rules that prevent
the free movement of products, environmental protection is seen sometimes as an act of disguised
protectionism. Then, we will investigate this complex interaction seeking to critically analyze the paradox:
international trade and environment.
Keywords: International trade. Environment. Environmental Protection. World Trade Organization. General
Agreement on Tarifs and Trade/ GATT.
Sumário: Introdução. 1. Economia, comércio internacional e meio ambiente. 1.2 As medidas de
preservação ambiental e os efeitos no comércio global. 2. Uma análise das esferas normativas do GATT E
OMC em relação à proteção ambiental. 2.1. Os mecanismos que possibilitam tutelar o meio ambiente no
GATT. 2.2. A Organização Mundial do Comércio e a proteção ambiental. 3. A resolução de controvérsias
ambientais. Conclusão.
Introdução
Este artigo analisará a relação existente entre meio ambiente e comércio internacional, a partir das medidas
adotadas pelos Estados para a proteção da natureza e, também das medidas relacionadas ao livre
comércio. Neste contexto, verifica-se que a relação entre o meio ambiente e o comércio internacional,
mostra-se por vezes antagônica, gerando, assim um conflito entre as áreas tão importantes para a relação
de um país no cenário internacional.
O tema proteção internacional do meio ambiente relaciona-se com vários assuntos da vida social dos
Estados modernos, especialmente em suas relações internacionais face ao alto grau de interação dos
atores internacionais diante da globalização. Consequentemente, em virtude dos posicionamentos adotados
pelos países quanto à cautela com o meio ambiente, há um confronto com normas que, na atualidade,
regulam o comércio global.
Diante da relação conflituosa que se estabelece entre o comércio internacional e a proteção ambiental, fazse necessário, na presente pesquisa, traçar os contornos que motivam essa problemática, levando esses
dois ramos a entrelaçarem-se. A partir dessa breve análise, será possível investigar como a Organização
Mundial do Comércio (OMC), instituição que regula o comércio internacional, e o Acordo Geral sobre Tarifas
e Comércio (GATT – General Agreement on Tarifs and Trade), se posicionam nessa interação, quais
mecanismos ou institutos prevêem a proteção ao meio ambiente em seus respectivos âmbitos. A OMC,
enquanto organização mundial que regula o comércio, tem previsões sobre essa interação, através de
alguns dispositivos, que visam regulamentar as adoções de medidas legítimas com finalidade de proteção à
natureza, sem que configurem, entretanto, um protecionismo disfarçado ao comércio. Por isso, trazer a tona
os dispositivos permissivos, não só na OMC, como no GATT, é um meio de justificar a legitimidade da
atuação protetora ao ambiente no comércio internacional e analisar se mesmo diante da existência desses
dispositivos o tema proteção ambiental encontra respaldo naquela organização internacional.
A razão que nos leva a essa análise está relacionada, com o exame da postura da OMC, através do seu
Órgão de Resolução de Litígios (ORL), quando cabe a esse pronunciar-se acerca da política comercial de
países que restringem seu comércio, em razão da política ambiental e sanitária adotada.
1. Economia, comércio internacional e meio ambiente
Sendo o Direito do Comércio Internacional uma vertente do Direito Econômico global, torna-se
imprescindível observar o conflito que se instala entre preservação ambiental e economia e, com esse
intuito que discorreremos as próximas linhas[1].
Pode-se afirmar que o primeiro valor da economia é a natureza, pois essa é a primeira apropriação, a base
de qualquer transformação. A economia parte, portanto, da idéia de dominação e transformação da
natureza, pois é dependente da disponibilidade de recursos naturais. O progresso, nesse âmbito, está
intimamente ligado à preservação do meio ambiente. Nessa perspectiva “não há verdadeiro progresso com
a deterioração da qualidade de vida, e será ilusório qualquer desenvolvimento à custa da degradação
ecológica”. (NUSDEO, 1975, p.94).
Em uma perspectiva comercial, observa-se que, desde as manifestações iniciais de leis em matéria de
proteção ambiental, a relação conflituosa entre a política ambiental e comercial pode ser percebida.
Atualmente, os laços entre elas estão cada vez mais profundos em razão do agravamento dos problemas
ambientais de um lado, e da rápida expansão do comércio internacional de outro.
A regulação do comércio global inicia-se em outubro de 1947, com o advento do GATT, que veio suprir a
carência de regras destinadas a liberalizar o comércio entre as partes contratantes, por meio de reduções
tarifárias, uma vez que, até a data mencionada, não havia sido criada a Organização Internacional do
Comércio (OIC). A OIC acabou não saindo do papel, em razão da não ratificação pelo Congresso norteamericano, que por sua vez, temia o caráter intervencionista da futura organização. Portanto, o GATT
acabou por adquirir, com o passar do tempo, uma natureza institucional, até a criação da OMC, em 1994.
Com a instituição do GATT de 1947 e, posteriormente com a OMC, procurava-se assegurar uma crescente
liberalização do comércio em esfera internacional, conseguida através da redução paulatina das imposições
aduaneiras e outros obstáculos à livre circulação das mercadorias em um horizonte de comércio
internacional. No âmbito do GATT e OMC, a evolução da economia no sentido da crescente liberalização,
consequentemente, da progressiva redução dos obstáculos às trocas, é feita com base no multilateralismo –
que se encontra presente, quer no plano institucional, onipresente no GATT e OMC, quer no plano do
cumprimento dos princípios fundamentais, em especial o princípio da não discriminação, em qualquer das
suas cláusulas: cláusula da nação mais favorecida e tratamento nacional – em um quadro de participação e
colheita de resultados generalizados diversos países, por oposição aos sistemas de relacionamento
econômico internacional bilaterais ou plurilaterais.
Apesar de antagônicas, a economia e a preservação ambiental são indissociáveis. A economia envolve-se
com a melhoria da qualidade de vida e, o ambiente preservado, por sua vez, assegura uma vida digna,
portanto, com qualidade. Destarte, as normas voltadas para o Direito Econômico, dentre elas a
regulamentação do comércio internacional, não devem comprometer-se apenas com o lucro e o
crescimento da economia, devendo considerar todas as relações sociais ligadas à atividade econômica,
inseridas em um contexto dinâmico entre preservação ambiental, evolução econômica e qualidade de vida.
1.2 As medidas de preservação ambiental e os efeitos no comércio global
A proteção ambiental manifestada através da política ambiental adotada por um país poderá repercutir
sobre a competitividade das exportações de diferentes países em caso de adoção divergente de padrões
ambientais por um país importador. Poderá, assim, representar o chamado ecodumping ou dumping[2]
ambiental que ocorre quando os países adotam padrões ambientais menos rigorosos, podendo essa atitude
configurar-se como subsídios implícitos a suas exportações, pois, como não haverá a inserção dos custos
de degradação ambiental nos produtos, esses tornam-se mais acessíveis que aqueles emanados de países
que adotam padrões ambientais mais elevados. Igualmente, uma regulação nacional severa em termos
ambientais em um país poderá criar distorções que lhe são desfavoráveis no comércio global em virtude da
inserção dos custos dessa proteção nos produtos. Depreende-se daí a necessidade de uma padronização
mínima de regulamentação ambiental para evitar os efeitos perniciosos no comércio internacional em
virtude da desigualdade entre as legislações nacionais.
Há ainda o problema quanto ao uso de medidas destinadas à proteção do meio ambiente serem utilizadas
como protecionismo disfarçado, transformando-se em obstáculos técnicos ao Comércio Internacional. Os
efeitos das medidas adotadas, com o intuito de preservação do meio ambiente, podem ser legítimas, ou
revestirem-se em uma barreira não tarifária, tendo por escopo proteger o mercado doméstico. Por exemplo,
a aplicação de medidas que obstem o comércio entre países em virtude de desrespeito a certos padrões
ambientais[3]. O transporte de mercadorias entre os países é extremamente poluente, sendo igualmente
degradante. O transporte de desperdícios tóxicos quaisquer, que através das fronteiras atingem alguns
países, sequer possuem meios para se auto-protegerem, e, também, a troca de espécies em extinção para
mercados dispostos a pagar um preço atrativo por essa mercadoria transformam a caça ilícita, vantajosa
economicamente.
De acordo com Cunha (2006), a erosão do multilateralismo é uma das consequências que a proteção
ambiental poderá trazer ao comércio global. A busca pela abertura dos mercados aos produtos e produtores
externos, através de Princípios Liberalizadores, é o fim almejado pelo multilateralismo. Sendo assim, a
atuação comercial por parte de um país que adote normas ambientais poderá ocorrer de forma
discriminativa, indo portanto, contra um dos princípios basilares do GATT, que é o ‘Princípio da não
discriminação, do qual aludiremos no próximo tópico.
De acordo com Aragão (1997) a adoção de Políticas Ambientais Nacionais desiguais podem afetar o
Comércio Internacional de duas formas: modificando a procura dos bens ou alternando os seus custos de
produção. A proibição ou restrição ao uso de certos produtos impostos por algumas políticas,
consequentemente, modifica a procura e limitam o acesso ao mercado, criando assim barreiras não
tarifárias ao comércio. Prossegue sua afirmação atinente à afetação do comércio por parte de políticas
ambientais díspares, pois, essas têm como conseqüência o aumento do preço das matérias-primas, do
custo dos fatores de produção, ou do transporte e distribuição.
Não podemos deixar de citar, contudo, alguns aspectos positivos ao Comércio Internacional em razão da
proteção ambiental. O que pode ser percebido, por exemplo, em virtude do Comércio Internacional se
apresentar como um meio adequado à difusão de tecnologias menos poluidoras, configurando em um
instrumento que pode criar melhores condições de transferência de tecnologias amigas do ambiente.
Possibilita, ainda, o acesso à bens e serviços amigos do ambiente.
É necessário ter em conta que as sociedades não almejam níveis de qualidade ambiental semelhantes, o
que reflete em baixos níveis de preocupação com a qualidade ambiental em suas políticas internas. Isso
decorre em virtude, principalmente, de não possuírem recursos financeiros ou tecnológicos suficientes,
sendo assim, sua capacidade de melhorar o meio ambiente ou de aplicar processos menos poluentes
encontra-se limitada ao nível econômico que possuem.
O livre cambismo permite aos países e aos seus nacionais desenvolverem suas economias tornando
possível melhorar de modo sustentado a condição de vida - por meio do crescimento- do avanço
tecnológico e do emprego, que consequentemente eleva do nível econômico e fomenta a sensibilização da
população para valores ambientais.
De acordo com Cunha (2001), os benefícios econômicos gerados, dessa forma, pela expansão do comércio
internacional em um país resulta, entre outros, no acréscimo de receitas, tornando-se um estímulo à
proteção ambiental, por reduzir a pobreza extrema. Dessa forma, os impostos arrecadados podem ser
investidos em programas de conscientização e cuidados ambientais.
A cooperação multilateral é também necessária para resolver vários problemas ambientais. Um contexto de
livre comércio que aproxima as relações internacionais das nações poderá constituir-se em um cenário
propício para que tal cooperação ocorra.
2. Uma análise das esferas normativas do GATT E OMC em relação à proteção ambiental
Com o escopo de confrontar a esfera normativa de proteção ambiental e as regras multilaterais do
comércio, torna-se necessário o conhecimento dos mecanismos legais que legitimam a execução de
normas ambientais nos sistemas GATT e OMC, sistemas esses que regulam o Direito do Comércio
Internacional. Dita necessidade decorre, pois, no final da pesquisa em que apreciaremos na prática como o
ORL se posiciona quando a proteção ambiental se confronta com os princípios liberalizadores do comércio.
2.1. Os mecanismos que possibilitam tutelar o meio ambiente no GATT
Ao buscar uma economia internacional livre, o GATT, definiu um conjunto de princípios fundamentais que
deveriam ser seguidos pelos seus signatários. Os primeiros artigos constantes no GATT consagram os
princípios basilares do comércio internacional, sendo eles: não discriminação, proibição das restrições
quantitativas, redução generalizada e progressiva dos impostos alfandegários, proibição do dumping e dos
subsídios com efeitos nas exportações e dois instrumentais transparência e reciprocidade. Face à
possibilidade de interpretação de dispositivos ambientais no Princípio da não discriminação e em suas
cláusulas – que aludiremos abaixo – faremos apenas o seu contorno, não o fazendo o com os demais
princípios citados.
O Princípio da não discriminação assume um papel central na afirmação de um sistema comercial
internacional caracterizado pelo multilateralismo e determina que nenhum dos países signatários será objeto
de tratamento diferenciado relativamente aos demais em razão das importações ou exportações de
mercadorias. Tal princípio manifesta-se através de duas cláusulas, ou seja, da nação mais favorecida, e a
cláusula do tratamento nacional, previstas, respectivamente, no Artigo I e III do GATT.
De acordo com a cláusula da nação mais favorecida se procura a multilateralização dos avanços no campo
da liberalização do comércio internacional, alcançados no âmbito das negociações entre um número
limitado de Membros, normalmente negociações bilaterais. Consoante o disposto nessa cláusula,
entendemos que nenhum Estado tenha um tratamento mais favorável do que aquele que é concedido aos
restantes, uma vez que, as vantagens obtidas através das negociações entre alguns Estados apenas irá
atingir aos demais. Assim, nas palavras de Thorstensen:
“(...) toda vantagem, favor, privilégio ou imunidade afetando direitos aduaneiros ou outras taxas que são
concedidos a uma parte contratante, devem ser acordados imediatamente e incondicionalmente a produtos
similares comercializados com qualquer outra parte contratante”. (THORSTENSEN, 2005, p. 33)
A cláusula do tratamento nacional também procura evitar a discriminação entre os produtos no horizonte do
comércio internacional. No entanto, distingue-se da cláusula da nação mais favorecida porque essa visa
evitar a discriminação entre os produtos originários de dois países estrangeiros no momento da sua
importação. Já cláusula do tratamento nacional procura garantir que os produtos de origem estrangeira que
entram num determinado Estado não tenham um tratamento diferente daquele que é dado aos produtos
nacionais de maneira a proteger a produção nacional[4].
Afirma Thorstensen (2001), que pertinente à proteção ambiental há as seguintes interpretações: em relação
à cláusula da nação mais favorecida, um país importador não tem a permissão para aplicar um tipo diferente
de padrão ambiental de um país para outro, devendo os critérios adotados serem semelhantes. No que
tange à clausula do tratamento nacional, sempre que medidas ambientais forem impostas aos produtos
importados, essas medidas adotadas não podem ser mais exigentes que as aplicadas aos produtos
nacionais.
Há, também, no acordo referido - ainda em relação à previsão de medidas comerciais com fins ambientais exceções previstas no Artigo XX[5]. Nele é determinado que as regras gerais do GATT possam deixar de
ser aplicadas, impedindo, dessa forma, a importação de outro país. Suas letras “b” e “g” prevêem
respectivamente esta possibilidade através da adoção de medidas necessárias para a proteção da vida ou
saúde de homens, animais e vegetais. Engloba, também, o impedimento de importações, caso o intuito seja
a conservação de recursos naturais exauríveis, desde que tais medidas sejam estabelecidas em conjunto
com restrições à produção ou consumo doméstico. Nas referidas alíneas do Artigo XX se destaca o advento
da preocupação ambiental.
As medidas excepcionais acima referidas podem ser consideradas a interface entre o direito do comércio
internacional e as preocupações não-comerciais, mas não podem ser aplicadas de forma a constituir um ato
discriminatório e arbitrário, ou sem justificação entre países que possuam as mesmas condições, ou, ainda,
como uma restrição disfarçada ao comércio internacional. O escopo do artigo é permitir a imposição de
restrições comerciais de forma unilateral, estando em causa medidas que visem assegurar a política
ambiental.
2.2. A Organização Mundial do Comércio e a proteção ambiental
A Organização Mundial do Comércio (OMC) - que resultou da última rodada realizada sob os auspícios do
GATT - o Uruguai Round, iniciado em 1986, e concluído Marraqueche no Marrocos, em 1994 – inovou, ao
incorporar em seu preâmbulo, o conceito de desenvolvimento sustentável[6]. Portanto, no Preâmbulo do
Acordo da OMC, dispõe o seguinte às partes:
“Reconhecendo que suas relações no domínio comercial e económico deveriam ser orientadas tendo em
vista a melhoria dos níveis de vida, a realização do pleno emprego e um aumento acentuado e constante
dos rendimentos reais e da procura efectiva, bem como o desenvolvimento da produção e do comércio de
mercadorias e serviços, permitindo simultaneamente optimizar a utilização dos recursos mundiais em
consonância com o objectivo de um desenvolvimento sustentável (Grifo nosso) que procure proteger e
preservar o ambiente e aperfeiçoar os meios para atingir esses objetivos de um modo compatível com as
respectivas necessidades e preocupações a diferentes níveis de desenvolvimento económico[7](...)”
(SEARA,1996, p. 313).
No preâmbulo da Organização Mundial do Comércio, o disposto referido reafirma os objetivos perseguidos
pelo GATT, ou seja, o desmantelamento das barreiras protecionistas e abre, também, espaço para novos
temas, dentre eles, o meio ambiente[8].
Importa-nos referir que a partir da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
(ECO-92) foi reconhecido globalmente que o crescimento econômico, a degradação ambiental e o
desenvolvimento humano estão intimamente ligados, sendo desenvolvido, dessa forma, uma série de
instrumentos internacionais para proteger o ambiente global e promover um modelo sustentável de
globalização. Por conseguinte, ocorre um número crescente de Acordos Ambientais Internacionais - dentre
eles, alguns que afetam as trocas comerciais[9]- juntamente com a aceleração da liberalização do comércio.
Também em 1992, através das discussões emanadas do Grupo sobre Medidas Ambientais e Comércio
Internacional, bem como do Subcomitê sobre o Comércio e Meio Ambiente, ambos subordinados ao comitê
preparatório da OMC, chega-se ao acordo de que é necessária a criação de um órgão especializado em
matéria ambiental, inserido na nova organização multilateral do comércio que surgia. Em conformidade com
o disposto, em 1995, a organização criou o Comitê de Comércio e Meio Ambiente para examinar a interrelação crescente entre os assuntos sobre comércio internacional e meio ambiente.
O Comitê de Comércio e Meio Ambiente tem o papel de desempenhar as seguintes funções: examinar as
relações existentes entre os dispositivos constantes na OMC e as medidas comerciais com objetivos
ambientais, a articulação entre os Acordos Multilaterais Ambientais[10] e o Direito da OMC e as políticas
ambientais com implicações sobre o comércio internacional.
Desponta nesse cenário, e persiste até os dias atuais, uma intensa articulação entre a relação comércio e
meio ambiente, os temas ambientais passam, portanto, a merecer atenção no seio da OMC no momento em
que configuram óbices ao comércio entre os membros dessa Organização Internacional Intergovernamental.
Desse modo, obstam a busca pela liberdade comercial, propósito do multilateralismo comercial.
3. A resolução de controvérsias ambientais
Face ao exposto no decorrer da pesquisa, indagamos: apesar das previsões relacionadas à questão
ambiental no seio do GATT/OMC a restrição ao comércio de produtos em razão da proteção ambiental
adotada por um país, é aceita, é considerada legitíma? Ou é vista como um ato de protecionismo
disfarçado? Surge daí uma grande problemática, pois o país que entender que o impedimento de circulação
de produtos adotado por outro, com o qual tenha relação é, na verdade, um meio de proteção ao mercado
doméstico encobertado pela adoção de medidas de proteção ambiental, será levado ao Órgão de Solução
de Litígios da OMC[11]. Esse órgão, ao nosso ver, não é o foro adequado para solucionar pendências
envolvendo o paradoxo comércio internacional e meio ambiente.
O confronto entre instrumentos de política ambiental e princípios liberalizadores do comércio, através de
acordos ambientais e comercias, quando apreciados pelo Órgão de Resolução de Litígios da OMC,
resultarão, possivelmente, na preponderância dos interesses comerciais em relação aos interesses de
proteção ambiental. Entende Caubet (2007), que os acordos comerciais têm primazia e os em relação aos
acordos ambientais, pois, por melhores que sejam as suas premissas, acabam subordinar-se. Entende que
tal primazia pode ser percebida a partir da análise das soluções encontradas em diversas controvérsias
internacionais[12].
Os dispositivos que permitem a proteção ambiental no seio da OMC, assim como os Acordos Multilaterias
Ambientais que confrontam com o liberalismo comercial, dificilmente produzem efeitos quando o ambiente
estiver em conflito com o comércio. Além disso, face ao poder sancionador dessa organização internacional,
as decisões proferidas por ela produzirão os efeitos almejados, e, consequentemente, as normas de
proteção ambiental não atingirão a finalidade perseguida. Neste sentido,
“(...) na prática, a solução se dá com a maior eficácia no conjunto normativo mais forte, ou seja, aquele que
aplica sanções econômicas: a OMC. Neste sentido, os tratados multilaterais ambientais, quando em conflito
com o direito da OMC, dificilmente terão eficácia”. (BARROS-PLATIAU; VARELLA; SCHLEICHER 2004, p.
213)
Do disposto, depreende-se: faz-se necessário a criação de um Órgão Internacional que trate
especificamente de questões ambientais, já que cuidaria de forma mais legítima das controvérsias surgidas
em relação às essas questões. Nessa esteira, há autores que defendem a criação de uma Organização
Mundial Ambiental – ou Organização Mundial do Ambiente e Desenvolvimento - bem como de um Órgão
Internacional especializado para dirimir as questões controversas que surjam no ramo com o intuito de
consolidar uma jurisprudência ambiental.
Anderson preceitua que:
“O novo organismo proposto seria comparável à Organização Mundial do Comércio e seria autorizado a
servir – de maneira que a OMC nunca teve em vista – de instituição quase-judicial de resolução de
diferendos ambientais internacionais”. (ANDERSON, p. 120, 2001)
Ainda, Postiglione (2002), afirma que uma Corte Internacional que trate das questões ambientais será capaz
de garantir de forma sustentável e equitativa normas e princípios congruentes capazes de criar uma
jurisdição universal, sendo possível assegurar uma tutela jurídica do ambiente mais efetiva.
A efetiva proteção ao meio ambiente no cenário internacional, portanto, está atrelada a uma instituição que
tenha como escopo primoridal a resolução de disputas internacionais ambientais.
Conclusão
Defende-se o ponto de vista de que, quando as regras que buscam a proteção ambiental confrontarem-se
com regras relativas à liberação comercial, a primeira dever prevalecer em relação a segunda, embora o
comércio seja uma forma de trazer riquezas às nações. O desenvolvimento envolvendo a possibilidade de
investimentos em áreas necessitadas, melhoria na condição de vida das populações e até reversão da
situação de degradação ambiental - por meio do emprego dos recursos financeiros que emergem para o
ramo, a transferência de tecnologia mais limpas, entre outros - no atual estágio de degradação ambiental
que nos encontramos, a máxima cautela deve predominar chegando-se ao nível de máxima segurança e
mínimo risco. Entretanto, não deve a proteção ambiental servir de álibi para o protecionismo comercial e
não se transformar em uma barreira artificial e dissimulada ao comércio internacional.
Dessa maneira, deve-se encontrar os meios de prevenir a degradação do meio ambiente, que possa ocorrer
através do comércio, através de barreiras legítimas. Tais barreiras deveriam encontrar respaldo no
GATT/OMC, entretanto, não é o que ocorre consoante o demonstrado na pesquisa.
O confronto entre políticas ambientais e comerciais parece-nos ser traçado, na maioria das vezes, com a
sobreposição dos interesses comerciais sobre os ambientais. Dificilmente o escopo da proteção ambiental é
considerado quando estiver em causa medidas ambientais que restrinjam a comercialização produtos. A
apreciação pelo ORL da OMC de questões controversas entre o comércio e meio ambiente, possivelmente,
resultarão na preponderância dos interesses comerciais em relação aos interesses de proteção ambiental,
visto o escopo da organização ser a liberação comercial através da redução de obstáculos às trocas. Juntase ao disposto o poder sancionador dessa Organização Internacional, garantido mais efetividade às suas
decisões. Faz-se necessário, portanto, a criação de um Órgão Internacional que trate especificamente de
questões ambientais, já que cuidaria de forma mais legítima das controvérsias surgidas em relação às
questões comerciais e ambientais.
Referências
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Notas:
[1] Em relação ao Direito Internacional Econômico ressalta-se sua formação por um conjunto normativo ao
abrigo de três grandes organizações internacionais com poder: o Banco Mundial, o Fundo Monetário
Internacional e a Organização Mundial do Comércio.
[2] O dumping configura-se na venda de produtos em um mercado de exportação através de preços
inferiores aos praticados no próprio mercado interno do país exportador. Esta prática é nociva para o livre
comércio quando causa um prejuízo significativo a um determinado setor produtivo interno.
[3] Cunha (2001) afirma não ser fácil e nem pacífico combater os standarts ambientais- medidas de
proteção ambiental- que transformaram-se em obstáculos técnicos ao comércio, uma vez que, inicialmente
não foi esse o seu objetivo. O objetivo da imposição de standarts ambientais, por exemplo - dos standarts
que respeitam a qualidade ambiental e a segurança dos produtos - poderá encontrar o seu fundamento no
bem-estar da sociedade, vista como um todo, e não pode ser comprometido pelos interesses de um grupo
restrito.
[4] Consoante um caso concreto de aplicação da cláusula da nação mais favorecida e do tratamento
nacional, cita-se o caso ocorrido em 1995, em que a Venezuela e o Brasil ingressaram perante ao Órgão de
Solução de Litígios da OMC contra os EUA, fundamentando que esse país estava infringindo, os Artigos I e
III do GATT, entre outros. Os EUA foram demandados por imporem restrições contra a gasolina importada
da Venezuela e do Brasil, sob a alegação de necessidade de preservação do ar. Porém, essa postura não
foi adotada perante os fabricantes nacionais, configurando, dessa maneira, uma afronta aos Princípios da
Nação mais Favorecida e do tratamento nacional. Para maiores detalhes sobre o caso, ver: Organização
Mundial do Comércio. Estados Unidos: Pautas para la gasolina reformulada y convencional, WT/DS2,
30/05/2008. Disponível em: <http://www.wto.org/spanish/tratop_s/dispu_s/cases_s/ds2_s.htm>. Acesso em:
13/03/2013.
[5] Artigo XX GATT: A reserva de que no se apliquen las medidas enumeradas a continuación en forma que
constituya un medio de discriminación arbitrario o injustificable entre los países en que prevalezcan las
mismas condiciones, o una restricción encubierta al comercio internacional, ninguna disposición del
presente Acuerdo será interpretada en el sentido de impedir que toda parte contratante adopte o aplique las
medidas: Alíneas: b) necesarias para proteger la salud y la vida de las personas y de los animales o para
preservar los vegetales; g) relativas a la conservación de los recursos naturales agotables, a condición de
que tales medidas se apliquen conjuntamente con restricciones a la producción o al consumo nacionales.
Organização Mundial do Comércio. Acuerdo General sobre Aranceles Aduaneros y Comercio (GATT 1947):
Artículo XVIII — XXXVIII.Disponível em: http://www.wto.org/spanish/docs_s/legal_s/gatt47_02_s.htm.
Acesso em: 13/03/2013.
[6] O Relatório Brundtland conhecido também como Nosso Futuro Comum – Our Commom Future –
desenvolvido, pela Comissão Mundial das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desenvolvimento, em 1987,
veio atentar para a necessidade de um novo tipo de desenvolvimento onde o progresso fosse mantido e, a
longo prazo, alcançado por países em desenvolvimento e desenvolvidos. Neste relatório a pobreza foi
apontada como uma das principais causas e um dos principais efeitos dos problemas ambientais do mundo.
Este criticou o modelo adotado pelos países desenvolvidos, por ser insustentável e impossível de ser
copiado pelos países em desenvolvimento, sob pena de se esgotarem rapidamente os recursos naturais.
Cunhou, desta forma, o conceito de desenvolvimento sustentável, ou seja, o desenvolvimento que satisfaz
as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer suas
próprias necessidades. Sobre o assunto, ver: The Word Commission on Environment and Development, Our
Commom Future (1987, p. 43 a 46).
[7] Nesta obra encontra-se o texto integral do Acordo que cria a OMC, traduzido para a língua portuguesa.
[8] Outros acordos concluídos no Uruguai Round – alguns deles de forma não tão explícita – também
apresentam dispositivos comerciais com implicações sobre o meio ambiente. São eles: o Acordo sobre a
Agricultura, o Acordo sobre os Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio (por exemplo,
inclui-se a bio-pirataria), o Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços e o Acordo sobre Subsídios e
Medidas Compensatórias. Contudo, seguindo o objetivo proposto pelo trabalho analisaremos os acordos
que possibilitam uma interpretação do princípio da precaução. Referente aos demais dispositivos que tratam
da pauta ambiental no âmbito da OMC, ver: Organização Mundial do Comércio. Normas de la OMC y
políticas
ambientales:
Otros
textos
pertinentes
de
la
OMC.
Disponível
em:http://www.wto.org/spanish/tratop_s/envir_s/issu3_s.htm#sps. Acesso em: 13/03/2013.
[9] Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies em Extinção da Fauna e da Flora Silvestre
(CITES), Convenção sobre Biodiversidade (CDB), o Protocolo de Cartagena, o Protocolo de Montreal sobre
substâncias que afetam a Camada de Ozônio e a Convenção da Basiléia sobre o controle do movimento
transfronteiriço de dejetos perigosos, são alguns exemplos.
[10] Os Acordos Multilaterais Ambientais – MEA (Multilateral Environment Agreements”) - são acordos
internacionais, que envolvem mais de dois países. Mais de 20 MEAs prevêem medidas de cunho comercial,
sejam principais ou acessórias.
[11] O sistema de resolução de controvérsias da OMC possui uma natureza compulsória e unificada,
abrangendo os acordos celebrados sob a égide da Organização Mundial do Comércio. Desta maneira, a
resolução de litígios apoia-se, essencialmente, na interpretação e aplicação das normas convencionais da
OMC, incluindo acordos celebrados entre essa organização e outras organizações internacionais, assim
como normas emanadas pelos órgãos da OMC.
[12] Caubet (2007) cita duas decisões proferidas pelo ORL da OMC, onde as medidas ambientais que
confrontaram-se com o comércio internacional foram desconsideradas, sobrepondo-se, desta maneira, o
direito do comércio internacional em relação à proteção ambiental. São elas: O caso atum/golfinho, onde foi
proibida a pesca de atum em condições que provocassem a morte de golfinhos, levado ao ORL da OMC,
pelos EUA contra o México. E, também o caso onde a Índia, Malásia, Paquistão e Tailândia apresentaram
reclamação contra os EUA, devido à pesca de camarões induzir a mortandade de tartarugas. Mais detalhes
sobre os casos mencionadas ver, respectivamente: Organização Mundial de Comércio, Diferencia 4, México
y otros países contra los Estados Unidos: “atún-delfines”,03/09/1991.
Disponível em: http://www.wto.org/spanish/tratop_s/envir_s/edis04_s.htm. Acesso: 13/03/2013
Organização Mundial de Comércio, Diferencia 8, La India y otros países contra los Estados Unidos:
“camarón- tortugas”, 06/11/2005. Disponível em: http://www.wto.org/spanish/tratop_s/envir_s/edis08_s.htm.
Acesso: 13/03/2013.
Fonte:
Revista
Âmbito
Jurídico.com.br
>
Análise
juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=12726)
>
Ambiental(http://www.ambito-
2013
Agosto
06/08/2013
Recorde de degelo no Ártico e de emissões de CO2 em 2012
Degelo no Ártico bateu recorde em 2012
Foto: GLOBAL IMAGENS/ARQUIVO
Fonte: http://www.jn.pt/Storage/JN/2013/big/ng2696860.JPG
O mundo perdeu quantidades recorde de gelo do mar Ártico em 2012 e mandou para a atmosfera os níveis
mais elevados dos últimos tempos de gases com efeito de estufa provenientes da queima de combustíveis
fósseis, anunciaram cientistas internacionais.
O ano passado fica assim no "top 10" dos registos sobre o solo e a temperatura de superfície, desde que
começou a recolha de dados moderna, apontou o relatório "Estado do Clima", realizado anualmente por
investigadores britânicos e dos Estados Unidos da América.
"Os resultados são impressionantes", disse a diretora da Administração Nacional dos Oceanos e Atmosfera
(NOAA, na sigla em inglês).
Kathryn Sullivan acrescentou, em declarações aos jornalistas, que o "planeta, como um todo, está-se a
transformar num local mais quente".
O relatório não se debruça sobre as causas destes fenómenos, mas os especialistas dizem que o
documento deve servir como guia para os políticos se prepararem para os efeitos da subida das marés e o
aumento das temperaturas nas pessoas e nas infraestruturas.
Além disso, aponta para um novo padrão de normalidade, em que os eventos recordes são típicos,
especialmente no Ártico, onde o aumento da temperatura da superfície está rapidamente a superar o
aumento sentido no resto do mundo.
Globalmente, 2012 fica classificado como o oitavo ou nono ano mais quente desde o início dos registos, nos
finais de 1800, de acordo com quatro análises independentes citadas no estudo.
"O ano de 2012 foi entre 0,14ºC e 0,17ºC acima da média de 1981-2010, dependendo do conjunto de dados
considerados", aponta o relatório, publicado no boletim da Sociedade Meteorológica Americana.
Quando a questão é o mar Ártico, o documento aponta que foi observada uma nova redução recorde em
setembro e houve uma diminuição recorde na cobertura de gelo no hemisfério norte.
"As temperaturas da superfície do Ártico estão a aumentar a uma taxa de cerca duas vezes mas rápido do
que o resto do mundo", revelou um investigador.
O degelo tem igualmente contribuído para o aumento do nível do mar. A média global para o nível do mar
atingiu um valor recorde em 2012, 3,5 centímetros acima do valor médio entre 1993 e 2010.
Entretanto, as temperaturas do 'permafrost', ou seja, a terra, gelo e rochas permanentemente congelados,
atingiram valores recordes no norte do Alasca e 97% do gelo da Gronelândia apresentou algum tipo de
degelo quatro vezes maior do que a média.
A quantidade de emissões de dióxido de carbono proveniente da queima de combustíveis fósseis também
atingiu novos máximos, depois de um ligeiro declínio nos anos que se seguiram à crise financeira global.
Secas e chuvas incomuns atingiram também diferentes partes do mundo no ano passado, "com a pior seca
em pelo menos três décadas no nordeste do Brasil" e com "as Caraíbas a terem uma estação seca com
muita chuva, a mais chuvosa dos últimos 50 anos".
O dado positivo é que, segundo o relatório, os investigadores constataram que o clima na Antártica
permaneceu "relativamente estável no global" e que o ar quente fez com que se registasse o segundo mais
pequeno buraco do ozono das últimas duas décadas.
Jornal
de
Notícias
Fonte:
Sociedade(http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=3360610)
>
07/08/2013
Fluidos Refrigerantes - Tecnologias para substituição de HCFCs e segurança de fluidos refrigerantes
são destaques de evento da DuPont em Curitiba
por Fernanda Campos
Evento acontece no dia 08 de agosto e abordará as determinações do Protocolo de Montreal
Fluidos adulterados e questões relacionadas à segurança dos prestadores de serviços de refrigeração e
condicionamento de ar também serão enfatizados nos encontros
Inscrições
estão
abertas
até
hoje
(07/08)
e
podem
http://www2.dupont.com/Refrigerants/pt_BR/news_events/cadastro.html
ser
feitas
no
site:
A DuPont Fluidos Refrigerantes promove em Curitiba (PR), no dia 08 de agosto, no Hotel Slaviero
Rockefeller, a palestra técnica Tecnologias para substituição de HCFCs, Protocolo de Montreal e
Segurança. O encontro acontece às 19h e as inscrições podem ser efetuadas até hoje (07/08) no link:
http://www2.dupont.com/Refrigerants/pt_BR/news_events/cadastro.html.
Segundo a DuPont, o objetivo dos eventos, que acontecerão ao longo de 2013, é difundir a profissionais e
empresas dos mercados de refrigeração e condicionamento de ar as tendências para o segmento de fluidos
refrigerantes. Como é de conhecimento de mercado, os fluidos refrigerantes HCFCs, dentre eles o R-22, por
exemplo, são regulados pelo Protocolo de Montreal, que determina a redução gradual de compostos que
degradam a camada de Ozônio.
“A boa notícia é que o mercado está preparado para substituir os HCFCs, com soluções aplicáveis a cada
tipo de equipamento ou sistema”, assinala Maurício Xavier, da DuPont. “Por meio de um procedimento
simples e prático, que chamamos de Retrofit, é possível, inclusive, que equipamentos originalmente
projetados para funcionar com fluidos refrigerantes HCFCs sejam mantidos em operação com a troca
desses fluidos pelos HFCs”, conclui o executivo.
As palestras técnicas da DuPont Refrigerantes também focalizam os riscos atrelados à utilização de fluidos
refrigerantes sem garantia de origem, prática que resulta em riscos à segurança de profissionais e
empresas, e que também compromete o funcionamento dos sistemas de refrigeração e condicionamento de
ar.
“Fluidos refrigerantes adulterados, impróprios para aplicações em sistemas de refrigeração e
condicionamento de ar, têm sido responsáveis por acidentes com vítimas fatais dentro e fora do Brasil”,
resume Maurício Xavier, gerente de negócios da DuPont Fluorquímicos.
O Hotel Slaviero Rockefeller está localizado na R. Rockefeller, 11 – Rebouças. A palestra acontecerá na
sala New York.
Sobre a DuPont Refrigerantes
A DuPont Refrigerantes é uma divisão de negócios da E.I. DuPont de Nemours and Company, uma
empresa que traz ao mundo o melhor da Ciência em forma de produtos, materiais e serviços inovadores
desde 1802. A companhia acredita que por meio da colaboração com clientes, governos, ONGs e líderes de
opinião, é possível encontrar soluções para os desafios globais, provendo alimentos saudáveis e suficientes
para a população mundial, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e protegendo a vida e o meio
ambiente. Quatro plataformas estratégicas norteiam as atividades da DuPont Refrigerantes: Ciência e
tecnologia, soluções ambientais, relacionamentos globais e tecnologias sustentáveis em refrigeração. Para
mais informações sobre a DuPont Refrigerantes, acesse: www.fluidosrefrigerantes.com.br.
Fonte: Segs > Notícias(http://www.segs.com.br/informatica-e-ti/127578--fluidos-refrigerantes-tecnologiaspara-substituicao-de-hcfcs-e-seguranca-de-fluidos-refrigerantes-sao-destaques-de-evento-da-dupont-emcuritiba.html)
12/08/2013
Buraco na camada de ozônio ajuda no aquecimento
Por José Eduardo Mendonça
Imagem: NASA
Ventos e nuvens sofrem mudanças em seus padrões
Usando modelos de computador, cientistas examinaram como o buraco na camada de ozônio pode estar
alterando as correntes de jato (correntes de ar muito velozes que ocorrem na alta troposfera) sobre a região
Antártica, empurrando as nuvens para mais perto do Polo Sul.
Estas mudanças nas nuvens podem afetar o quanto de radiação solar é refletido pelas nuvens, levando a
um planeta ligeiramente mais quente.
“Ficamos surpresos como este efeito ocorreu apenas com a alteração da corrente de jato e as nuvens,”
disse o líder do estudo, Kevin Grise, cientista do clima da Universidade Columbia, em Nova York. Quando
as nuvens migram em direção ao Polo Sul, a quantidade de energia que refletem é reduzida, o que significa
que mais radiação chega ao solo.
Não se determinou quanto o buraco no ozônio pode estar esquentando o planeta, mas Grise e colegas
estimam que o aumento de radiação seria de menos de 1 watt por metro quadrado. Este ainda é um efeito
muito menor que aquele dos gases estufa. Mas a pesquisa irá ajudar climatologistas a fazer previsões mais
precisas no futuro.
A camada de ozônio, presente na estratosfera, impede que os perigosos raios ultravioletas vindos do sol
alcancem o solo, protegendo assim a Terra e seus habitantes. Nos anos 1980, descobriu-se um buraco no
ozônio sobre a Antártica, como resultado do uso excessivo de clorofluorocarbonos (CFCs). Em 1987, entrou
em vigor o Protocolo de Montreal, proibindo a utilização de CFCs em todo o mundo. Observações feitas
pelo satélite do tempo MetOp, da Agência Espacial Européia, mostram que o buraco está diminuindo.
Grise espera que as alterações na corrente de jato serão reduzidas com a recuperação da camada de
ozônio. Mas o aumento de gases estufa afetará os padrões dos ventos, o que irá mais uma vez deslocá-los
em direção ao polo, informa o States Chronicle.
Fonte: (http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/buraco-na-camada-de-ozonio-ajuda-noaquecimento/)
20/08/2013
Limitar o crescimento
por Marcus Eduardo de Oliveira
O crescimento contínuo da atividade econômica é incompatível com uma biosfera (conjunto de todos os
ecossistemas da Terra) finita. Insistir num acentuado crescimento físico da economia, tendo em conta que
os recursos naturais e energéticos são limitados e, muitos não renováveis, somente incorre-se em mais
custos (ambientais) que benefícios (econômicos).
A poluição do ar e dos oceanos, a extinção de espécies, cardumes ameaçados, chuvas ácidas, buraco na
camada de ozônio, esgotamento dos solos e a constante mudança climática - fatores desencadeados pela
expansão da atividade econômica -, mostram que os limites ecológicos convertem o exagerado crescimento
econômico numa condição antieconômica. Nesse caso, as perdas (de capital natural) superam os ganhos
(produtivos). É a economia provocando sérios impactos sobre o equilíbrio ecológico; é a crescente pressão
da humanidade sobre os recursos naturais.
Isso enlaça a própria dinâmica da economia, tornando necessária a imediata promoção da ruptura com a
ideia central de que o crescimento da economia leva espontaneamente à melhoria dos padrões de vida.
É simplista pressupor que elevadas taxas de crescimento econômico conduz a um melhoramento no modo
de viver das pessoas. Essa é uma visão míope dos benefícios do desenvolvimento, uma vez que reduz à
ideia do próprio desenvolvimento à conquista material, defendendo assim o acúmulo de mercadorias como
fator determinante de ascensão social.
Objetivamente, alcança-se desenvolvimento, na acepção do termo, quando se atinge padrões
ecologicamente sustentáveis; além da fundamental conquista das chamadas liberdades, meta-síntese do
desenvolvimento, como defende Amartya Sen, prêmio Nobel de economia.
Logo, não é o crescimento da economia em si que faz progredir qualitativamente a vida das pessoas. Para
fazer uma economia crescer é preciso “passar” pela imposição dos limites dados pela natureza. É aí que
reside um intenso conflito.
As palavras a seguir, corroborando esse argumento, são de Herman Daly, o maior expoente da economia
ecológica: “Se os recursos pudessem ser criados a partir do nada e os resíduos pudessem ser aniquilados
no nada, então poderíamos ter uma produção de recursos sempre em crescimento através da qual
alimentaríamos o crescimento contínuo da economia. Mas a primeira lei da termodinâmica (lei da
conservação, o grifo é meu) diz NÃO. Ou se pudéssemos apenas reciclar a mesma matéria e energia
através da economia de forma mais rápida, poderíamos manter o crescimento em andamento (grifo meu:
matéria e energia não são criadas, mas apenas transformadas). O diagrama de fluxo circular de todos os
textos de iniciação à teoria econômica infelizmente aproxima-se muito desta afirmação. Mas a segunda lei
da termodinâmica (lei da entropia, outro grifo meu) diz NÃO”.
Dessa incompatibilidade entre crescimento econômico versus não agressão ambiental nasce a
imprescindível necessidade de fazer com que os sistemas econômicos “conversem” com os sistemas
ecológicos visando estabelecer uma fina sintonia entre ambos. Por oportuno, Fritjof Capra nos diz que
enquanto “a economia enfatiza a competição, a expansão e a dominação; a ecologia enfatiza a cooperação,
a conservação e a parceria”.
O fato mais proeminente é a impossibilidade de fazer uma economia crescer sem produzir consideráveis
impactos ambientais. Não há como negar que todo e qualquer crescimento (expansão) gera estragos
(dilapidação) ao ambiente natural (sistema ecológico). Quanto mais as economias modernas crescem, mais
se dilapidam os principais serviços ecossistêmicos. Lester Brown, a esse respeito, assevera que “pode-se
comprovar que a economia está em conflito com os sistemas naturais da Terra nas notícias diárias de
colapso de pesqueiros, encolhimento de florestas, erosão de solos, deterioração de pradarias, expansão de
desertos, aumento constante dos níveis de dióxido de carbono (CO2), queda de lençóis freáticos, aumento
da temperatura, tempestades mais destrutivas, derretimento de geleiras, elevação do nível do mar, morte de
recifes de coral e desaparecimento de espécies”.
Tudo isso afeta sobremaneira a qualidade de vida das pessoas. O que realmente é importante em matéria
de bem-estar, de bem viver, não é atingir crescimento (mais quantidade), mas, sim, desenvolvimento (mais
qualidade). Limitar o crescimento quantitativo (exagerado) da economia é um bom caminho para se
alcançar o desenvolvimento qualitativo.
Para isso, o fator preponderante é promover a troca de quantidade (crescimento) por qualidade
(desenvolvimento). A economia tradicional precisa aceitar a premissa de que o sistema econômico é uma
parte – e não o todo – de um sistema maior, a biosfera. Dada às limitações naturais do planeta, não é
aceitável fazer a economia crescer à custa da pilhagem do capital natural, diminuindo avassaladoramente o
patrimônio natural. Insistir nesse modelo econômico que desfigura o semblante da natureza (ao dilapidá-la)
é reduzir a biosfera submetendo-a ao modo de produção do sistema econômico. Definitivamente, não
precisamos de mais quantidade; precisamos de mais qualidade. O planeta não quer mais produção; quer
sim mais proteção.
Marcus Eduardo de Oliveira
[email protected]
é
economista
e
professor,
com
mestrado
pela
Fonte: BEMPARANÁ > Artigos(http://www.bemparana.com.br/noticia/272127/limitar-o-crescimento)
(USP)
entrevista
Dave Rule
Um olhar sobre
fluidos naturais
Divulgação
Nesta edição, a Revista
Abrava traz uma
entrevista com Dave
Rule, presidente do
International Institute of
Ammonia Refrigeration,
a organização que
.6. representa a amônia
e outros refrigerantes
naturais
D
ave Rule juntou-se à lide-
Quanto à estrutura do IIAR, a lideran-
rança do IIAR depois de
ça voluntária consiste da Diretoria do
uma carreira na refrigeração
IIAR com 20 membros, incluindo os
industrial, encabeçando as
cinco membros da Comissão Executiva,
operações de marketing para a Evap-
e os presidentes dos comitês do IIAR. A
co. Dave mora em Mount Airy no es-
maioria dos projetos do IIAR são exe-
tado de Maryland e gosta de restaurar
cutados pelos comitês com o apoio do
carros clássicos e jogar golfe. Nesta
pessoal do IIAR. Os comitês do IIAR
entrevista, ele explica o que é o IIAR,
incluem Normas, Educação, Códigos,
a importância de entidades como a
Marketing, Segurança, Pesquisa, Rela-
Abrava e a ASHRAE e revela que a
ções com o Governo, CO2, Tubulação e
maioria dos membros do Instituto são
Internacional. O pessoal de assuntos téc-
os usuários finais da tecnologia de
nicos, filiação, publicações, marketing,
refrigeração por amônia. Esse grupo
comunicação e administração trabalham
inclui muitas empresas no setor de
na sede do IIAR em Arlington no es-
alimentos e bebidas incluindo laticí-
tado de Virginia perto de Washington,
nios, carnes e aves, cervejarias, viní-
D.C. Nosso pessoal de assuntos inter-
colas, alimentos congelados, peixes e
nacionais está sediado fora dos Estados
frutos do mar, varejistas de alimentos
Unidos (na África do Sul e no México).
e mais.
Os membros da associação representam
cada parte da indústria de refrigeração
O que é o IIAR e como está estrutu-
industrial, incluindo fabricantes, repre-
rado?
sentantes dos fabricantes, engenheiros
O IIAR é uma organização sem fins lu-
de projeto, contratantes, consultores,
crativos que representa a indústria de
usuários finais, agências governamen-
refrigeração por amônia e outros re-
tais, acadêmicos e estudantes.
frigerantes naturais nos Estados Unidos e ao redor do mundo. O papel do
Qual o seu posicionamento junto a
IIAR como a organização técnica que
parceiros internacionais?
representa a refrigeração por amônia
O IIAR está aberto a qualquer pessoa en-
é desenvolver códigos, normas e pro-
volvida na indústria de refrigeração por
gramas que melhoram a tecnologia e
amônia. É verdadeiramente uma orga-
mantêm a segurança e eficiência da
nização internacional, dedicada a apoiar
nossa indústria.
a refrigeração por amônia em qualquer
Revista Abrava . Edição 318 . Agosto 2013
entrevista
Dave Rule
parte do mundo. Nesse momento, o IIAR
go da sua revista sobre a instalação
com a utilização segura e eficiente da
tem associações aliadas na Europa, Chi-
de sistemas de CO2 feito pelo maior
tecnologia de refrigeração de amônia,
na, Índia, Austrália, Colômbia e Chile.
varejista do Brasil. Porém, como sua
pode proporcionar à industria brasilei-
publicação menciona que a maioria
ra de refrigeração as informações prá-
De que maneira o IIAR atua junto a
dos 84.000 supermercados represen-
ticas que precisa para uma transição
esses parceiros?
tados pela Associação Brasileira de
bem-sucedida dos HFCSs para refri-
A relação do IIAR junto a esses alia-
Supermercados ainda estão usando
gerantes mais ecológicos.
dos é estabelecida por acordos, al-
R-22, é evidente que ainda resta muito
Qual a relação do IIAR com a
guns dos quais foram assinados na
Conferência de Refrigeracão Industrial do IIAR em Colorado Springs
em março desse ano. Essa relação inclui o intercâmbio de publicações de
notícias das associações, o envio de
representantes para as conferências
.8.
e exposições principais das organizações aliadas, a oferta de conhecimento técnico na forma de normas e
outras publicações, e reuniões de vez
em quando para estabelecer e manter iniciativas estratégicas que beneficiam as duas organizações aliadas.
Além disso, nossos parceiros internacionais podem nomear um membro
com direito a voto para o comitê internacional do IIAR e nossos aliados
novos na América Latina vão trabalhar conjuntamente com o IIAR na
organização dos nossos Seminários
de Refrigeração Industrial nos países
que eles representam.
“...refrigerantes, como
o HFO-1234yf, estão
na fase experimental
ao redor do mundo
devido à preocupação
crescente com a
inflamabilidade
deles. Esperamos ver
mais aplicações de
refrigerantes naturais
que trazem o benefício
de não ter nenhum
impacto na camada
de ozônio assim como
impacto zero no
efeito do aquecimento
global.”
ASHRAE?
O IIAR e a ASHRAE colaboram para
alcançar objetivos compartilhados no
setor da refrigeração industrial. Por
exemplo, membros e pessoal do IIAR
participam nos comitês de normas da
ASHRAE e vice-versa. Ambas organizações têm muitos membros em comum, incluindo algumas pessoas que
foram eleitas para liderar ou servir no
conselho de administração de ambas
organizações.
De que maneira o IIAR beneficia o
setor cliente da indústria de refrigeração?
Nosso maior grupo de membros são os
usuários finais da tecnologia de refrigeração por amônia. Esse grupo inclui
muitas empresas no setor de alimentos
e bebidas incluindo laticínios, carnes
e aves, cervejarias, vinícolas, alimentos congelados, peixes e frutos do mar,
Como o IIAR enxerga o Brasil na
trabalho para fazer. O comitê de CO2
varejistas de alimentos e mais. Nossos
transição dos HCFCs e de que manei-
do IIAR está finalizando a segunda
usuários finais também incluem mui-
ra poderá contribuir?
edição de nosso Manual de CO2 para
tos armazéns frigorificados, empresas
Ficamos felizes de ver que o Bra-
Refrigeração Industrial que abrange
farmacêuticas e também têm incluído
sil esteja progredindo na transição
muitos aspetos do desenho, instalação
organizações usando amônia para ar-
dos HCFCs enquanto adota de modo
e operação de sistemas de CO2. Esse
-condicionado, como universidades.
crescente refrigerantes naturais como
conhecimento, para não mencionar as
Essas empresas se beneficiam dos ma-
amônia e CO2 como explica o arti-
numerosas publicações relacionadas
teriais disponibilizados pelo IIAR para
Revista Abrava . Edição 318 . Agosto 2013
entrevista
Dave Rule
.10.
treinar o pessoal sobre a segurança,
a matrícula e espaço na exposição na
colaboração para oferecer seminários
manutenção e tecnologia de refrigera-
Conferência de Refrigeracão Industrial
para usuários finais e outros membros
ção por amônia; manuais para a gestão
e Exposição anual organizado pelo
da indústria no Brasil, disponibilizar
dos sistemas de acordo com os regula-
IIAR; informações de contato para
materiais do IIAR em Português, etc.
mentos governamentais; e os usuários
membros do IIAR ao redor do mundo;
Esse tipo de cooperação poderia even-
finais vão achar em nossa reunião e
e oportunidades para estabelecer uma
tualmente tornar acessível o conhe-
exposição anual todos o contatos que
rede de contatos com outros membros
cimento do IIAR em outros países de
precisam em termos de componentes,
de cada parte da indústria. Os membros
língua portuguesa.
peças, controles e serviços para dese-
tornam-se parte de uma organização na
nhar, instalar, atualizar e manter os sis-
vanguarda das novidades da utilização
Qual a sua visão sobre o Brasil no
temas de refrigeração deles.
e métodos de refrigeração industrial e
desenvolvimento de fluidos refrige-
refrigeração por amônia. A participa-
rantes que não agridem a Camada de
Quantas são as empresas filiadas ao
ção dos membros facilita o papel do
Ozônio?
IIAR e quais os benefícios oferecidos
IIAR na promoção e defesa da utili-
Nosso entedimento é que a maior
para essas organizações?
zação segura e eficiente de amônia e
parte da indústria brasileira de ar-
O IIAR representa mais de 2.000 pro-
outros refrigerantes naturais em aplica-
-condicionado fez a transição dos
fissionais da indústria de mais de 1.000
ções de refrigeração industrial em todo
HCFCs para os novos refrigerantes
empresas em mais de 30 países, incluin-
o mundo, e cada membro novo fortale-
sintéticos HFC. As subtituições mais
do o Brasil.
ce o impacto dessa indústria.
disponíveis são R-404A, R-410A e
Os membros do IIAR têm acesso à
R-134A, sem impacto na camada de
melhor fonte de informação sobre a in-
De que maneira associações como a
ozônio. Outros refrigerantes, como
dústria, incluindo as normas do IIAR e
Abrava podem contribuir com o IIAR?
o HFO-1234yf, estão na fase expe-
centros de trabalhos técnicos em nosso
Associações como a Abrava podem
rimental ao redor do mundo devido
site (www.iiar.org); notícias do IIAR,
desempenhar um papel fundamental,
à preocupação crescente com a in-
incluindo o boletim informativo e a
ajudando o IIAR no cumprimento da
flamabilidade deles. Esperamos ver
revista Condenser; descontos nos ma-
missão que acabei de descrever, fa-
mais aplicações de refrigerantes na-
nuais do IIAR incluindo o manual de
zendo parceria com o IIAR para servir
turais que trazem o benefício de não
tubulações (“a bíblia da amônia”), ma-
melhor a indústria de refrigeração no
ter nenhum impacto na camada de
terias didáticos e outras publicações.
país ou a região que representam. No
ozônio assim como impacto zero no
Também recebem taxas reduzidas para
caso da Abrava, isso poderia envolver
efeito do aquecimento global.
[a]
“Ficamos felizes de ver que o Brasil esteja progredindo na
transição dos HCFCs enquanto adota de modo crescente
refrigerantes naturais como amônia e CO2 como explica o artigo
da sua revista sobre a instalação de sistemas de CO2 feito pelo
maior varejista do Brasil.”
Revista Abrava . Edição 318 . Agosto 2013
2013
Setembro
05/09/2013
Camada de ozônio deverá estar recuperada neste século
José Eduardo Mendonça
Mas não se sabe que efeito isto terá na mudança do clima
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/files/2013/09/noaa-articoe1378396344683.jpg
O buraco na camada de ozônio na estratosfera sobre a Antártica está se fechando lentamente e deverá se
recuperar completamente na segunda metade deste século, segundo dados recentes da Organização
Metereológica Mundial. Mas o efeito disto sobre a mudança do clima ainda é incerto.
O Protocolo de Montreal, de 1989, que proibiu o uso de clorofluorocarbonos, ajudou a reduzir o tamanho da
abertura, disse hoje o cientista Adrian McDonald, da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia.
O protocolo é um tratado internacional destinado a eliminar substâncias tidas como responsáveis pela
depleção do ozônio. A camada de gás, que paira entre 10 e 50 quilômetros acima da superfície da Terra,
funciona como uma proteção natural contra a radiação dos raios ultravioleta emitidos pelo sol. Sem esse
filtro formado ao longo de milhares de anos, teria sido impossível o desenvolvimento das incontáveis e
variadas formas de vida encontradas no planeta.
Mas, ironicamente, a depleção do ozônio pode ter indiretamente protegido a Antártica dos piores efeitos dos
gases estufa relacionados ao aquecimento.
“O efeito da recuperação da camada sobre o futuro da região é menos certo, e as interações complexas na
atmosfera local tornam difícil fazer uma previsão,” disse McDonald ao New Zeland Herald.
“O aumento no buraco até agora alterava o padrão de circulação no hemisfério sul, fazendo com que os
ventos ligados a correntes de jato se movessem para o polo.” Essas correntes de jato são uma parte
importante do sistema de troca de calor da Terra, uma vez que ajudam na transferência do superávit de
energia dos trópicos em direção aos polos e do excesso de frio das regiões polares em direção ao equador.
Imagem: NOAA/Divulgação
Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/camada-de-ozonio-devera-estarrecuperada-neste-seculo/
05/09/2013
Brasil alcança metas para controle do buraco da camada de ozônio
O Brasil alcançou as principais metas estabelecidas para o controle do buraco da camada de ozônio, que é
o escudo protetor da Terra contra os raios ultravioleta. A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira,
declarou como excepcional a atuação do País na redução do consumo de clorofluorcarbonos (CFCs).
Presentes em equipamentos de refrigeração, aerosois, entre outros produtos, os CFCs são as principais
substâncias que afetam a concentração de gás ozônio na estratosfera. “Esse é um resultado do esforço de
todos os agentes envolvidos”, afirmou.
As declarações foram dadas ontem (14 de setembro), durante as comemorações do Dia Internacional de
Proteção da Camada de Ozônio e dos 25 anos do Protocolo de Montreal, acordo internacional com o
objetivo de eliminar as substâncias destruidoras do ozônio. Para celebrar a data, o Ministério do meio
Ambiente (MMA) realizou, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(PNUD), o seminário “Protegendo nossa atmosfera para as gerações futuras”.
RESULTADOS
Entre os resultados obtidos com a implantação do Protocolo de Montreal no âmbito brasileiro, está a
eliminação de 10.525 toneladas de substâncias com Potencial de Destruição do Ozônio (PDO), equivalente
ao consumo de CFC constatado entre 1995 e 1997. Foi implantado, ainda, um sistema de recolhimento,
reciclagem e regeneração de substâncias nocivas em todo o País. Além disso, 24,6 mil técnicos receberam
capacitação em boas práticas de refrigeração.
Comerciantes de Brasília receberam, durante o evento, certificado de participação no programa de
substituição de refrigeradores antigos do MMA. O projeto também aparece como uma das iniciativas do
governo federal voltadas para a proteção da Camada de Ozônio. Ao todo, 100 estabelecimentos foram
analisados e quatro receberam novos freezers e geladeiras, como forma de incentivar a consciência
ambiental e troca dos equipamentos antigos que ainda contêm CFC.
EXPANSÃO
A ministra Izabella Teixeira ressaltou, ainda, a posição avançada do Brasil e defendeu a exportação das
boas práticas desenvolvidas no País. “Os resultados são extremamente estruturantes. Chegou o momento
de o Brasil oferecer conhecimento para outros países. Já fazemos isso em áreas como a de florestas e
devemos começar a fazer o mesmo no setor de desenvolvimento industrial”, explicou.
O representante-residente do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, afirmou que o Protocolo de Montreal é um
modelo de articulação internacional e elogiou o desempenho brasileiro no acordo. “O protocolo estabelece o
princípio da responsabilidade compartilhada”, disse. “Dentro disso, o Brasil tem se tornado modelo tanto nas
questões institucionais quanto na realização das metas e objetivos”.
MENOR
O buraco na camada de ozônio deve ficar menor este ano sobre a Antártica do que no ano passado,
declarou a Organização das Nações Unidas (ONU) ontem. Para os pesquisadores, isso mostra como a
proibição a substâncias prejudiciais interrompeu a destruição dessa camada.
O buraco, entretanto, provavelmente está maior do que em 2010 e uma recuperação completa ainda está
longe de ocorrer.
A assinatura do Protocolo de Montreal, há 25 anos, deu início à retirada aos poucos dos
clorofluorocarbonos (CFCs) do mercado. Estudos comprovaram que essas substâncias químicas destroem
a camada de ozônio.
A iniciativa ajudou a evitar milhões de casos de câncer de pele e de cataratas, assim como os efeitos
nocivos sobre o ambiente, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência climática da
ONU.
“As condições de temperatura e a extensão das nuvens estratosféricas polares até agora este ano indicam
que o grau de perda de ozônio será menor do que em 2011, mas provavelmente algo maior do que em
2010″, disse em um comunicado a OMM.
O buraco da camada de ozônio na Antártica, que atualmente mede 19 milhões de quilômetros quadrados,
provavelmente estará menor este ano do que no ano recorde de 2006, informou a organização. A
ocorrência anual em geral atinge sua área de superfície máxima durante o fim de setembro e sua
profundidade máxima no começo de outubro.
Mesmo depois da proibição, os CFCs, que já foram usados em geladeiras e latinhas de spray, duram
bastante na atmosfera e levará várias décadas para que as concentrações voltem aos níveis pré-1980,
informou a OMM.
Fonte: http://www.ctrcursos.com.br/brasil-alcanca-metas-para-controle-do-buraco-da-camada-de-ozonio/
09/09/2013
Países do G20 concordam em reduzir HFCs
Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/arquivos_web/geral/Industry_smoke.jpg
Os países que participaram da última reunião do G20, em São Petersburgo, na Rússia, firmaram uma série
de acordos para dar fim ao uso dos hidrofluorocarbonetos (HFCs), gases do efeito estufa (GEEs) mais
potentes que o CO2 e utilizados em refrigeradores, condicionadores de ar e outras aplicações industriais.
De acordo com os Estados Unidos, o controle dos HFCs poderia reduzir as emissões de GEEs em até 90
bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente entre hoje e 2050. Caso contrário, as emissões de
HFCs podem crescer cerca de 20% nas próximas quatro décadas.
“Esse compromisso representa um passo importante para lidar com os HFCs através do mecanismo
comprovado do Protocolo de Montreal”, afirmou a administração norte-americana em um comunicado. O
Protocolo de Montreal é um tratado internacional firmado em 1987 que visa diminuir a produção e uso de
substâncias que prejudicam a camada de ozônio.
Os líderes do G20 expressaram formalmente seu apoio a iniciativas complementares aos esforços da
Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), concordando em utilizar as
resoluções do Protocolo de Montreal para eliminar gradualmente a produção e o consumo de HFC.
Entre os países que concordaram em participar das novas medidas estão Alemanha, Arábia Saudita,
Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália,
Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia. O novo acordo também foi apoiado por
Brunei, Cazaquistão, Espanha, Etiópia, Senegal e Singapura.
Além disso, os Estados Unidos e a China, que atualmente são os maiores emissores de GEEs do mundo,
decidiram dar novos passos para reduzir os HFCs, criando um grupo de contato que abordará temas
específicos, como o apoio financeiro e tecnológico a países em desenvolvimento em relação ao Protocolo
de Montreal.
Ambas as nações também usaram o encontro para reafirmar seu compromisso, firmado em junho, em
trabalharem juntas para reduzir o uso e consumo de HFCs. “Reiteramos nosso compromisso firme de
trabalharmos juntos e com outros países cara firmarmos uma solução multilateral”, concluiu uma declaração
conjunta.
Os norte-americanos ainda aproveitaram a ocasião para pedir que os países presentes parassem de investir
em novas usinas de carvão. Alguns países escandinavos apoiaram os EUA nesse pedido para acabar com
o financiamento de novas centrais carboníferas.
Fonte: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/mudancas_climaticas1/noticia=735081
09/09/2013
Os edifícios brasileiros e a camada de ozônio
Fernanda Campos
Cresce demanda por certificações no setor imobiliário; fluido refrigerante pode dar crédito adicional
Especialista assinala que tem aumentado o número de empresas projetistas que prevê fluidos refrigerantes
ambientalmente aceitos no desenvolvimento de empreendimentos
Uma reportagem do jornal Valor Econômico publicada recentemente mostrou que a preocupação com as
questões ambientais vem crescendo no mercado imobiliário nacional, nos edifícios comerciais e
residenciais. De acordo com o maior diário de negócios do País esse cenário já ocasionou aumento de 40%
no número de empreendimentos que buscam o selo LEED – Leadership in Energy and Environmental
Design -, a mais conhecida certificação ambiental do setor de imóveis.
Atualmente, há no País 110 edifícios que já contam com o selo LEED, enquanto outros 659 estão em
processos de avaliação para recebê-lo.
Os termos atuais da LEED determinam que ao integrar fluidos refrigerantes ambientalmente aceitos e com
baixo GWP ao sistema de climatização de um edifício, o empreendedor poderá receber crédito adicional na
pontuação que determinará - ou não - a concessão da certificação. Fluidos com essas caraterísticas
também agregam eficiência energética aos imóveis. Já o uso de CFCs ou clorofluorcarbonos nos sistemas
automaticamente elimina a possibilidade de conquista da LEED.
Fluidos refrigerantes CFCs tiveram sua importação e comercialização descontinuada no Brasil a partir do
final da década de 1990, quando a ciência descobriu que esses compostos contribuíam para a degradação
da camada de ozônio. À época, os fluidos HCFCS – hidroclorofluorcarbonos -, foram utilizados em muitas
aplicações como alternativos aos CFCs devido a seu menor potencial de degradação. Os HCFCs, por sua
vez, começaram a ser substituídos há alguns anos pelos HFCs ou hidrofluorcarbonos. Estes, isentos de
cloro em sua composição, não degradam a camada de ozônio.
“Nos dias de hoje as empresas que projetam os empreendimentos têm olhado para três questões
relacionadas ao uso de fluidos refrigerantes – ataque a camada de ozônio, eficiência energética e
aquecimento global”, explica Manoel Gameiro, vice-presidente de Eficiência Energética da Abrava –
Associação Brasileira das Empresas de Refrigeração, Ventilação e Aquecimento - e executivo da
Trane/Ingersoll Rand, um dos maiores do mundo do setor de refrigeração, com faturamento de US$ 13
bilhões.
“O grande desafio agora é desenvolver projetos que utilizem menor carga de fluidos refrigerantes e com
melhor eficiência energética”, acrescenta Gameiro. “De toda maneira, a certificação LEED contribui
positivamente pelo fato de restringir o CFC em prédios já existentes, isso é muito importante”, continua ele.
De acordo com o gerente de negócios da DuPont para a América Latina, Maurício Xavier, os HFCs
constituem hoje a mais aceita tecnologia de fluidos refrigerantes para a preservação da camada de ozônio.
A companhia americana, líder global do mercado de fluidos refrigerantes, comercializa no Brasil a linha
ISCEON®, que permite a substituição dos fluidos refrigerantes HCFCs nos equipamentos já existentes, com
alterações mínimas para a maioria das aplicações.
Segundo o executivo, a DuPont já realizou no Brasil diversas operações de Retrofit em edificações,
substituindo os fluidos refrigerantes HCFCs por um dos fluidos da linha ISCEON®, que não degradam a
camada de ozônio. O Retrofit, além de adequar os empreendimentos à legislação derivada do Protocolo de
Montreal, contribui para a melhor pontuação de edifícios corporativos e residenciais na busca por
certificações ambientais.
Glossário
- Fluidos Refrigerantes são compostos largamente utilizados nas indústrias de refrigeração,
condicionamento de ar, ventilação e aquecimento. É graças à ação desses produtos que se obtém a
propriedade de ‘frio’ ou ‘calor’ nos equipamentos.
- Protocolo de Montreal: Documento celebrado mundialmente no final da década de 1980, que estabelece
metas e prazos para a eliminação dos CFCs e HCFCs, substâncias que degradam a camada de ozônio.
Tais compostos, sobretudo HCFCs, por sinal, ainda predominam nos sistemas de refrigeração brasileiros.
- Retrofit = Conversão de equipamentos que contêm CFCs ou HCFCs, para operar com fluidos refrigerantes
que não degradam a camada de ozônio.
Fonte: http://www.segs.com.br/demais-noticias/130501-os-edificios-brasileiros-e-a-camada-de-ozonio.html
11/09/2013
G20 assina acordo para reduzir gases de efeito estufa
por Redação da ONU Brasil
O impacto das mudanças climáticas nos icebergs e nas geleiras é inegável.
Foto: ONU/Mark Garten
Fonte: http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/09/G20.jpg
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) parabenizou, nesta terça-feira (10), os
líderes mundiais que participaram da Cúpula do G20, por assinarem um acordo para reduzir a emissão de
gases de efeito estufa. De acordo com o PNUMA, esta é uma contribuição vital nos esforços para combater
as mudanças climáticas.
Durante o encontro do G20 na semana passada, em São Petersburgo, na Rússia, 35 países e a União
Europeia concordaram em diminuir o uso de gases como os hidrofluorocarbonos (HFCs) e as emissões de
dióxido de carbono no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças
Climáticas(http://unfccc.int/2860.php).
Os HFCs são utilizados em geladeiras, aparelhos de ar condicionado e em aplicações industriais como
substitutos para substâncias que prejudicam a camada de ozônio, Eles estão sendo eliminadas sob o
Protocolo de Montreal(http://ozone.unep.org/new_site/en/index.php) sobre substâncias que destroem a
camada de ozônio.
“Muitos países podem mostrar uma ação positiva no que diz respeito às emissões e transições para uma
economia verde, com recursos eficientes e de baixo carbono, mas a dura realidade é que os níveis de
poluição na atmosfera continuam subindo junto com os inerentes os riscos para a vida, meios de
subsistência e economia global”, disse o diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner.
Na Declaração dos líderes do G20, os governos reiteraram seu compromisso em combater as mudanças
climáticas e disseram que apoiariam abordagens multilaterais, incluindo a utilização dos conhecimentos e
das instituições do Protocolo de Montreal para diminuir a produção e o consumo de HFCs. Para Steiner, ”os
líderes do G20 deram outro sinal positivo para conseguir um acordo climático universal até 2015 no âmbito
da Convenção do Clima da ONU, que tenha por objetivo final a acentuada redução das emissões de gases
de efeito estufa, de acordo com o imperativo científico”.
* Publicado originalmente no site ONU Brasil(http://www.onu.org.br/g20-assina-acordo-para-reduzir-gasesde-efeito-estufa-fundamental-para-combater-mudancas-climaticas/).
Fonte: ONU Brasil/Envolverde(http://envolverde.com.br/noticias/g20-assina-acordo-para-reduzir-gases-deefeito-estufa/)
16/09/2013
Meio Ambiente e Apocalipse
As árvores desempenham um papel crucial como componentes fundamentais da biodiversidade
Fonte:
http://www.midianews.com.br//storage/webdisco/2013/08/05/310x233/7d871b88ace5395e2135de899a4894d9.jpg
Dezesseis de setembro é o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, da qual
dependemos para não morrer torrados. Sem ela, ficaríamos completamente vulneráveis aos raios
ultravioleta emitidos pelo Sol. Alertamento que podemos divisar no Apocalipse de Jesus, em “O Quarto
Flagelo”, 16:8 e 9: “O quarto Anjo derramou a sua taça sobre o Sol, e lhe foi dado afligir os homens com
calor e fogo. Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o nome de Deus
que tem a autoridade sobre estas pragas, e não se arrependeram para lhe darem glória”.
Em 21/9, comemoramos o Dia da Árvore. Destaco, por oportuno, a iniciativa, de abrangência global, do
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. No site da United Nations Environment Programme
(www.unep.org), encontramos detalhes dessa desafiadora empreitada: “Pessoas, comunidades, empresas,
indústrias, organizações da sociedade civil e governos são incentivados a fazer um compromisso de
participação on-line.
A campanha encoraja o plantio de árvores nativas e árvores que são apropriadas para o meio ambiente
local. Até o final de 2009, mais de 7,7 bilhões de árvores já tinham sido plantadas no âmbito desta
campanha – muito acima da meta de 7 bilhões de árvores – por participantes de 170 países. (...) As árvores
desempenham um papel crucial como componentes fundamentais da biodiversidade que constitui a base
das redes da vida e dos sistemas, permitindo-nos saúde, bens, alimentação, combustível e outros serviços
ecossistêmicos dos quais a nossa vida depende. Elas ajudam a fornecer ar puro, água potável, solos férteis
e um clima estável. Os bilhões de árvores plantadas por meio do esforço coletivo dos participantes da
campanha contribuirão significativamente para a biodiversidade em todo o planeta”.
O Brasil, muitas vezes castigado com a seca e as queimadas, tem muito a recuperar de sua flora destruída
pelos incêndios, grande parte deles lamentavelmente provocada pelo próprio Ser Humano.
E não fechemos nossos ouvidos ao Cerrado brasileiro, que segue pedindo socorro. Sua extinção traria
graves consequências para todos.
JOSÉ DE PAIVA NETTO é jornalista, radialista e escritor.
Fonte: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=262&cid=172758
16/09/2013
ONU cita esperança da Rio+20 em dia de preservação da camada de ozônio
O tema deste ano é "uma atmosfera saudável, o futuro que queremos"; Ban Ki-moon afirmou que desafios
exigem respostas extraordinárias
A Organização das Nações Unidas (ONU) comemora em 16 de setembro o Dia Internacional para a
Preservação da Camada de Ozônio. O tema deste ano é "uma atmosfera saudável, o futuro que queremos".
A organização escolheu a data para marcar a assinatura do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que
Danificam a Camada de Ozônio, firmado em 1987.
Em mensagem para comemorar o dia, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que "desafios
extraordinários exigem respostas extraordinárias". Ele afirmou que ao mesmo tempo em que se
implementam os resultados da Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o Protocolo de
Montreal representa uma esperança. Ban disse que a uma geração atrás, os países concordaram em agir
na proteção da camada de ozônio.
O documento determina a proteção da camada de ozônio, contribui de forma significativa para a mitigação
climática e lembra que em face a ameaças existenciais, as nações mundiais são capazes de cooperar pelo
bem comum, segundo o chefe da ONU. O secretário-geral disse esperar que esse dia sirva para inspirar a
comunidade internacional na criação de uma nova visão e de uma agenda de desenvolvimento pós-2015.
Com informações da Rádio ONU.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/onu-cita-esperanca-da-rio20-em-dia-depreservacao-da-camada-de-ozonio,9f8c198cde621410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html
16/09/2013
Preservação da camada de ozônio é lembrada hoje
A data em que aconteceu o conselho de Montreal marcou a preservação da camada de ozônio
A camada de ozônio é uma espécie de capa composta por gás ozônio (O3), sendo responsável por filtrar
cerca de 95% dos raios ultravioleta B (UVB) emitidos pelo Sol que atingem a Terra. Essa camada é de
extrema importância para a manutenção da vida terrestre, pois caso ela não existisse, as plantas teriam sua
capacidade de fotossíntese reduzida e os casos de câncer de pele, catarata e alergias aumentariam, além
de afetar o sistema imunológico.
A degradação da camada de ozônio é um dos grandes problemas da atualidade. As atividades humanas
têm agravado esse processo, principalmente através das emissões de substâncias químicas halogenadas
artificiais, com destaque para os clorofluorcarbonos (CFCs). Essas substâncias reagem com as moléculas
de ozônio estratosférico e contribuem para o seu esgotamento.
Em 16 de setembro de 1987, visando evitar esse desastre, 47 países assinaram um documento chamado
Protocolo de Montreal, que tem por objetivo reduzir a emissão de substâncias nocivas à camada de ozônio.
Curiosidade: o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio ficou estabelecido para ser
comemorado em 16 de setembro.
* Fonte: Artigo de Wagner de Cerqueira e Francisco, publicado no site www.brasilescola.com
Fonte: http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-12--166-20130916
16/09/2013
Sacos plásticos podem sair de uso em Cabo Verde
No Dia Mundial para Preservação da Camada de Ozônio, o arquipélago comemora avanços na proteção da
camada e avisa que deve aprovar neste ano o decreto-lei para eliminar as sacolas de plástico.
Da Redação, com Panapress
Vista panorâmica de São Vicente, em Cabo Verde (Pitt Reitmaier)
Fonte: http://www.africa21digital.com/images/stories/com_form2content/p3/f6620/29.jpg
Praia - No Dia Mundial para Preservação da Camada de Ozônio, comemorado no dia 16 de setembro, o
coordenador do Programa Nacional de Ozônio de Cabo Verde, Adilson Fragoso, afirma que o decreto-lei
que acaba com o uso de sacolas plásticas no arquipélago deve ser aprovado pelo Conselho de Ministros
até o fim de 2013.
Ele garantiu que o país já cumpre com as orientações do Protocolo de Montreal, que visa eliminar
progressivamente o uso e consumo de substâncias que agridem a camada de ozônio.
As Nações Unidas estabeleceram 2015 como o ano final para que os países signatários do protocolo
eliminassem os HCFC. No entanto, Cabo Verde definiu seu próprio calendário, com 2013 como prazo final.
Para se ter uma ideia, o arquipélago já retificou todas as emedas ao Protocolo, formou técnicos e pessoal
qualificado para atuar na área, e aboliu a importação de CFC 12 (um dos gases causadores de buracos de
ozônio) desde 2006.
Inclusive, para importar qualquer gás de refrigeração em Cabo Verde, o importador precisa solicitar uma
autorização à Direção-Geral do Ambiente.
Dia Mundial para Preservação da Camada de Ozônio
A data foi designada pela ONU em 1994, em comemoração a assinatura do Protocolo de Montreal, em
1987, sobre Substâncias que Prejudicam a Camada de Ozônio.
Trata-se de uma área da estratosfera com elevada concentração de ozônio, que funciona como um escudo
protetor para o planeta, já que absorve cerca de 98% da radiação ultravioleta de alta frequência emitida pelo
sol.
Sem esta camada, a vida humana no planeta seria praticamente impossível. Por isso a preocupação em
protegê-la, eliminando o CFC presente em aerosóis, ar-condicionados, gás do frigoríficos, espumas
plásticas e solventes.
Fonte: http://www.africa21digital.com/comportamentos/ver/20034173-sacos-plasticos-podem-sair-de-usoem-cabo-verde
16/09/2013
16 de setembro: Dia Nacional de Preservação da Camada de Ozônio
por Brasil Escola
Fonte:http://www.amambainoticias.com.br/media/images/6846/47806/523767952f11d7d3debb3ec34d7c58a52c13e8acf
055e.jpg
Declarado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o dia de Preservação à Camada de Ozônio, o
dia 16 de setembro passou a comemorar os avanços contra a degradação ambiental.
Em 1987, aconteceu o Protocolo de Montreal, uma reunião que envolveu cerca de quarenta e seis países,
sendo que os mesmos comprometeram-se em diminuir a produção de clorofluorcarbono (CFC), um dos
maiores responsáveis pela destruição da camada de ozônio (O3).
Através do Protocolo, indicando quais as substâncias que mais destroem a camada de ozônio, foi feito um
trabalho internacional, com o comprometimento dos países participantes, que ficou aberto para novos
adeptos e entrou em vigor em primeiro de janeiro de 1989.
Os países participantes se comprometeram em desenvolver pesquisas na área das ciências para descobrir
substâncias que destroem o ozônio.
O protocolo passou por algumas revisões nos anos de 1990, 1992, 1995, 1997 e 1999.
Segundo Kofi Annan, Diplomata da Gana e sétimo secretário geral da ONU, vencedor do prêmio Nobel da
paz do ano de 2001, “Talvez seja o mais bem sucedido acordo internacional de todos os tempos”.
O gás clorofluorcarbono (CFC) liberado em excesso, causa perfurações na camada de ozônio, fazendo com
que os raios ultravioleta atinjam a Terra. O mesmo pode ser encontrado em chips de computadores, em arcondicionado, embalagens plásticas, sprays em geral, dentre outros.
O homem precisa ter consciência de que poluir o ambiente só trará malefícios para sua própria vida,
prejudicando as vidas das gerações futuras.
Algumas atitudes podem contribuir para a preservação dos recursos naturais:
•
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Economizar energia;
Adquirir produtos eletrônicos e eletrodomésticos que tragam a inscrição clean, indicação de que não
contém clorofluorcarbono (CFC);
Trocar, se possível, eletrodomésticos muito antigos, pois consomem mais energia elétrica;
•
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Diminuir o uso de ares-condicionados, utilizando-os somente em casos extremos;
Não lavar roupas com água quente, pois o consumo de energia é maior;
Evitar andar de carro particular, mas utilizando-se dos transportes coletivos, bicicleta ou mesmo
andando a pé;
Separar o lixo reciclável do orgânico;
Juntar o óleo velho, de cozinha, e entregá-lo em postos de coleta, bem como baterias de celulares e
outros eletroeletrônicos;
Usar protetor solar, a fim de não causar problemas em sua própria pele;
Não se expor ao sol e fazer uso de óculos escuros de qualidade;
Fazer campanhas de preservação ambiental no seu grupo de contato, diário.
Fonte: (http://www.amambainoticias.com.br/geral/16-de-setembro-dia-nacional-de-preservacao-da-camadade-ozonio)
16/09/2013
Hoje é o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio
Radioagência Nacional - Radioagência Nacional
Áudio
Fonte: http://radioagencianacional.ebc.com.br/sites/radioagencianacional.ebc.com.br/files/16-09-13 - AMAZONIA
BRASILEIRA - MUDANCAS CLIMATICAS - ra marcela_0.mp3
Você sabia que a temperatura no Brasil pode aumentar em até 6ºC até 2100? A previsão é do primeiro
relatório do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas. Saiba como fazer a sua parte para evitar que isso
aconteça hoje, no Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio (16 de setembro)
Fonte: http://www.ebc.com.br/camada-de-ozonio/galeria/audios/2013/09/hoje-e-o-dia-internacional-para-apreservacao-da-camada-de
16/09/2013
ONU marca o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio
Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.
Tema deste ano é "uma atmosfera saudável, o futuro que queremos"; Secretário-Geral afirmou que desafios
extraordinários exigem respostas extraordinárias.
A camada de ozônio protege a Terra contra os raios ultravioleta do sol.
Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/wp-content/uploads/2012/09/SUN.jpg
A Onu comemora esta segunda-feira, 16 de setembro, o Dia Internacional para a Preservação da Camada
de Ozônio. O tema deste ano é "uma atmosfera saudável, o futuro que queremos".
A Assembleia Geral escolheu a data para marcar a assinatura do Protocolo de Montreal sobre Substâncias
que Danificam a Camada de Ozônio, firmado em 1987.
Desafios e Respostas
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que "desafios extraordinários exigem respostas
extraordinárias". Em mensagem para comemorar o dia, Ban disse que a uma geração atrás, os países
concordaram em agir na proteção da camada de ozônio.
Ban afirmou que ao mesmo tempo em que se implementam os resultados da Conferência sobre
Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o Protocolo de Montreal representa uma esperança.
Segundo o chefe da ONU, o documento determina a proteção da camada de ozônio, contribui de forma
significativa para a mitigação climática e lembra que em face a ameaças existenciais, as nações mundiais
são capazes de cooperar pelo bem comum.
Inspiração
Ban espera que este sucesso sirva para inspirar a comunidade internacional na criação de uma nova visão
e de uma agenda de desenvolvimento pós-2015.
Nesse dia, a ONU quer que os Estados-membros promovam atividades de acordo com o Protocolo. A
camada de ozônio, é uma frágil faixa de gás que protege a Terra contra os raios ultravioleta do sol e
também ajuda a preservar a vida no planeta.
O controle e a redução do uso de substâncias químicas que danificam a camada de ozônio não só
ajudaram a proteger essa barreira atmosférica como também, contribuíram para os esforços globais para
lidar com a mudança climática.
Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2013/09/onu-marca-o-dia-internacional-para-apreservacao-da-camada-de-ozonio/
16/09/2013
ONU cita esperança da Rio+20 em dia de preservação da camada de ozônio
O tema deste ano é "uma atmosfera saudável, o futuro que queremos"; Ban Ki-moon afirmou que desafios
exigem respostas extraordinárias
A Organização das Nações Unidas (ONU) comemora em 16 de setembro o Dia Internacional para a
Preservação da Camada de Ozônio. O tema deste ano é "uma atmosfera saudável, o futuro que queremos".
A organização escolheu a data para marcar a assinatura do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que
Danificam a Camada de Ozônio, firmado em 1987.
Em mensagem para comemorar o dia, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que "desafios
extraordinários exigem respostas extraordinárias". Ele afirmou que ao mesmo tempo em que se
implementam os resultados da Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o Protocolo de
Montreal representa uma esperança. Ban disse que a uma geração atrás, os países concordaram em agir
na proteção da camada de ozônio.
O documento determina a proteção da camada de ozônio, contribui de forma significativa para a mitigação
climática e lembra que em face a ameaças existenciais, as nações mundiais são capazes de cooperar pelo
bem comum, segundo o chefe da ONU. O secretário-geral disse esperar que esse dia sirva para inspirar a
comunidade internacional na criação de uma nova visão e de uma agenda de desenvolvimento pós-2015.
Com informações da Rádio ONU.
Fonte: TERRA.COM > Notícias > Sustentabilidade(http://noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/onucita-esperanca-da-rio20-em-dia-de-preservacao-da-camada-deozonio,9f8c198cde621410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html)
16/09/2013
MMA assina acordos setoriais para reduzir danos à camada de ozônio
da Redação
Klink: O protocolo é um sucesso
Foto: Martim Garcia/MMA
Fonte: http://www.mma.gov.br/media/k2/items/cache/1f622045d13ab8be8629c2b8ad0d78a7_XL.jpg
2013 marca início das medidas para a eliminação dos hidroclorofluorcarbonos nos países em
desenvolvimento
Nesta segunda-feira (16/09), comemora-se o Dia Internacional da Camada de Ozônio. Este ano, o acordo
universal instituído pelo Protocolo de Montreal tem como tema “Uma atmosfera saudável: o futuro que
queremos”. Considerado um dos mais bem-sucedidos do mundo, o tratado contribui, também, com a
redução de gases de efeito estufa, e é exemplo para a solução de problemas ambientais globais. O Brasil
aderiu à iniciativa global em 1990 e está em plena implantação do Programa Brasileiro de Eliminação dos
HCFCs (hidroclorofluorcarbonos). O Ministério do Meio Ambiente (MMA) assinará acordos com
supermercados e indústrias para conter a emissão de substâncias que destroem a camada de ozônio.
A camada serve como filtro à radiação ultravioleta do tipo B, que em excesso é nociva à saúde das
pessoas, provocando câncer de pele, doenças oculares e com consequências negativas também para a
fauna e flora. As substâncias destruidoras da camada de ozônio estão em praticamente todos os setores
industriais, em equipamentos de refrigeração, ar-condionado e em materiais que utilizam espumas de
poliuretano e fazem parte do dia a dia das indústrias e dos cidadãos.
Sucesso
“O Protocolo de Montreal tem a assinatura de 197 países. É um sucesso, que conseguimos por causa da
ampla articulação que fizemos entre governo, comunidade científica e setor privado. As empresas estão
plenamente engajadas para que o Brasil congele o consumo dos hidroclorofluorcarbonos em 2013 e depois
cumpra as metas até a retirada dessas substâncias do mercado”, afirma o secretário de Mudanças
Climáticas e Qualidade Ambiental, do MMA, Carlos Klink.
O secretário acrescenta que para as mudanças necessárias ao cumprimento das tarefas do Protocolo de
Montreal, o Brasil tem importado inovações tecnológicas importantes e“alcança um benefício extra, com a
redução da emissão de substâncias de efeito estufa. Os HCFCs surgiram como alternativa aos
clorofluorcarbonos (CFCs), cuja produção e importações já foram banidas no Brasil. Porém, em uma época
em que não havia preocupações com as mudanças climáticas. Depois os hidroclorofluorcarbonos passaram
também a ser alvo de eliminação, pois são substâncias que provocam o efeito estufa.
O ano de 2013, no âmbito do protocolo, marca o início das medidas de controle para a eliminação dos
hidroclorofluorcarbonos para os países em desenvolvimento. A partir deste ano, todos os países
relacionados nessa categoria devem congelar o consumo na linha de base, que significa a média do
consumo dos anos 2009 e 2010. A linha de base brasileira é de 1.327,3 toneladas PDO (Potencial de
Destruição do Ozônio), o que equivale a 19.597,77 toneladas métricas de HCFCs. A partir de 2015, o Brasil
deverá eliminar 16,6% do consumo de hidroclorofluorcarbonos dessa linha de base.
Novas Ações
O Ministério do Meio Ambiente tem empreendido esforços com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as agências implementadoras PNUD (Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento) e GIZ (Cooperação Internacional Alemã – Deutsche Gesellschaft für
Internationale Zusammenarbeit) e as entidades representativas dos setores de refrigeração e ar-
condicionado, indústria de poliuretano e também do setor supermercadista para implementar as ações do
Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH).
“Até o final de setembro, o MMA assinará acordo de cooperação técnica com a Associação Brasileira de
Supermercados (Abras), com o objetivo de somar esforços para reduzir os índices de vazamentos do fluído
HCFC-22 nas instalações e equipamentos de refrigeração presentes em supermercados”, relata a
coordenadora de Proteção da Camada de Ozônio, do MMA, Magna Luduvice.
Ela informa que, em parceria com a Abras e a GIZ, será lançado o Programa de Treinamento e Capacitação
de Mecânicos e Técnicos de Refrigeração no Setor de Refrigeração Comercial. Serão capacitados 4.800
técnicos de refrigeração até 2015, no Rio Grande do Sul, Bahia, Amazonas, Goiás, Minas Gerais e São
Paulo, representativos das cinco regiões brasileiras.
Conversão
As empresas fabricantes de espumas de poliuretano dos setores de produção de painéis contínuos,
espumas flexíveis moldadas e pele integral já iniciaram o processo de conversão tecnológica para a
substituição do HCFC-141b, utilizado como agente expansor, por outras substâncias que não agridem a
camada de ozônio e com baixo potencial de aquecimento global, como, por exemplo, os hidrocarbonetos,
formiato de metila e metilal.
A expectativa é que 168,8 toneladas PDO de HCFC-141b, equivalente a 1.534,22 toneladas métricas,
sejam eliminados até janeiro de 2015, acrescidas de 51,5 toneladas PDO de HCFC-22, equivalente a
935,79 toneladas métricas.
O Ministério do Meio Ambiente promoverá palestras sobre o Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs,
na Ilha de Meio Ambiente, no dia 19 de setembro, na 18a Feira Internacional de Refrigeração, Ar
condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar (Febrava), que será realizada no Centro de
Exposições Imigrantes, que começa nesta terça-feira (17/09) e vai até o próximo dia 20, em São Paulo.
A Ilha de Meio Ambiente foi patrocinada e montada por empresas associadas à Febrava, sem necessidade
de recursos financeiros do MMA. Técnicos do ministério também participarão do congresso do setor
(Conbrava) que acontece simultaneamente. Em sua 13a edição, tem como tema neste ano “Sistemas
HVAC-R e o Caminho da Sustentabilidade”, e deverá contar com cerca de 1.300 participantes.
Fonte: MMA > InfoMMA > Notícias(http://www.mma.gov.br/informma/item/9627-mma-assina-acordossetoriais-para-reduzir-danos-%C3%A0-camada-de-oz%C3%B4nio)
18/09/2013
Califórnia emite primeiros créditos de compensação para as emissões
por Fernanda B. Muller, do CarbonoBrasil
Fonte: http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/09/emissoes2.jpg
O órgão que administra o programa de limite e comércio de emissões (‘cap-and-trade’) da Califórnia, o Air
Resources Board (ARB), anunciou(http://www.arb.ca.gov/lispub/rss/displaypost.php?pno=7027) nesta
quarta-feira (18) que emitirá os primeiros créditos de compensação elegíveis para uso no esquema.
As unidades, algumas utilizadas há anos por empresas que desejam compensar voluntariamente suas
emissões, são emitidas para projetos que cortam a liberação de gases do efeito estufa em setores não
cobertos pelo programa. Cada unidade representa uma tonelada métrica de dióxido de carbono. Apenas
créditos emitidos pelo ARB são elegíveis para a compensação de emissões no programa californiano.
“Essas compensações passaram pela verificação mais rigorosa dentre qualquer programa existente. Elas
alcançam reduções reais de gases do efeito estufa de acordo com os protocolos aprovados pelo ARB e
resultam em uma gama de benefícios ambientais adicionais”, comentou a presidente do ARB Mary Nichols.
A atual leva de 600 mil créditos – incluindo projetos de ação antecipada – deve ser emitida antes do final do
mês, anunciou o ARB.
Os primeiros créditos emitidos são referentes a projetos de redução de substâncias que destroem a camada
de ozônio (SDOs), que também são potentes gases do efeito estufa. Essas substâncias são utilizadas em
refrigeradores e como agentes expansores na fabricação de espumas de poliuretano.
O
ARB
também
iniciou
o
processo
de
reconhecimento(http://www.climateactionreserve.org/blog/2013/09/17/california-uses-cap-and-tradeprogram-to-reward-early-action-in-reducing-ghg-emissions/) de créditos provenientes de ações antecipadas
(iniciadas antes do programa), geradas por protocolos voluntários aprovados pela agência, como o Climate
Action Reserve (CAR).
“O programa de compensação é um elemento crítico do esquema de ‘cap-and-trade’, pois permite que as
companhias reguladas mantenham os custos de cumprimento [do esquema] gerenciáveis sem comprometer
o impacto positivo sobre o ambiente”, notou Gary Gero, presidente do CAR.
As empresas cujas emissões são reguladas pelo programa podem usar as compensações para cumprir até
8% dos seus compromissos.
O ARB atualmente aceita quatro tipos de projetos para a compensação das emissões: manejo florestal,
florestas urbanas, biodigestores em laticínios e destruição de SDO.
Como esse tipo de crédito carrega um certo risco – os auditores podem em determinado momento verificar
que os cortes de emissão não foram efetivados – eles devem ser negociados por um valor inferior às
permissões de emissões (CCAs, em inglês), que atualmente estão cotadas em torno de US$ 12,50/t.
*
Publicado
originalmente
CarbonoBrasil(http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias/noticia=735169).
no
site
Fonte: CarbonoBrasil/Envolverde(http://envolverde.com.br/noticias/california-emite-creditos-compensacaoemissoes/)
21/09/2013
Gelo no ártico está maior que em 2012, mas deve desaparecer até 2050
por Lilian Ferreira, do UOL, em São Paulo
Veja os destaques de Meio Ambiente (2013)
Setembro - Menor extensão do gelo do Ártico no ano foi registrada em 13 de setembro, com 5,1
milhões de quilômetros quadrados. Esta é sexta menor marca histórica observada pelos satélites
desde 1979, segundo o Centro de Dados de Neve e Gelo dos Estados Unidos, com sede em
Boulder, no Colorado. A linha laranja mostra a média do tamanho da camada de gelo entre 1981 e
2010. À direita, imagem de 16 de setembro mostra a extensão mínima sob outro ângulo.
Foto: National Snow and Ice Data Center/Nasa Earth Observatory
Fonte: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/album/2013/01/03/veja-os-destaques-de-meio-ambiente2013.htm#fotoNav=261
Após um verão incomum, mais gelado nas latitudes mais ao norte do planeta, a camada de gelo do ártico
atingiu seu menor tamanho no ano em 13 de setembro de 2013, 5,1 milhões de quilômetros quadrados,
anunciou o Centro de Dados Nacionais sobre Neve e Gelo dos EUA, que usa dados da Nasa (Agência
Espacial Norte-Americana), baseada na Universidade de Colorado, em Boulder. O número é o sexto menor
desde que as medições começaram em 1979.
Apesar disto, os 5,1 milhões de km estão muito acima do mínimo histórico atingido em 2012 – em 16 de
setembro do ano passado a camada tinha apenas 3,41 milhões de km. Com isto, muitos céticos do clima
apareceram para negar o aquecimento global e falar que o gelo do ártico estava aumentando.
O fato é que todo ano, no verão, o ártico atinge seu menor ponto. Já era sabido que este ano haveria mais
gelo no ártico nesta época do ano do que no ano passado, mas ainda assim, o valor é metade da média dos
mínimos de 1981 a 2010.
"Em março, temos a época de máximo gelo no ártico, no inverno. E neste ano tivemos uma das dez
menores camadas máximas", contou Fabiana Alves, coordenadora da Campanha de Polar do Greenpeace
Brasil. Alves explica que já era esperado que neste ano o tamanho mínimo fosse maior do que em 2012,
mas que em 2050 pode não haver mais gelo no polo Norte se continuarmos no atual ritmo de emissão de
CO2. A informação é confirmada pela Nasa e pelo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças
Climáticas.
O mínimo deste ano segue a tendência de redução na calota de gelo no polo Norte de 12% por década
desde o final da década de 70, um declínio que se acentuou em 2007. "Eu esperava que este ano teríamos
mais gelo que no ano passado", disse Walt Meier, glaciologista da Nasa. "Há sempre uma tendência de
crescimento após um nível muito baixo, nos nossos dados de satélite, o gelo do ártico nunca bateu recordes
mínimos em anos consecutivos".
Fonte: http://imguol.com/c/noticias/2013/09/20/grafico-gelo-no-artico-de-2008-a-20131379727181632_615x492.jpg
Ártico já perdeu 3/4 da calota
"A comparação não pode ser de um ano para outro. Só porque de um ano para outro não houve
decréscimo, não justifica dizer que não há diminuição de gelo na área. Estudos feitos de 1969 a 2011
confirmam que houve uma perda de 3/4 da calota de gelo do ártico. E de 2000 a 2012, foram batidos
recordes ano a ano de menor tamanho do gelo", explica a coordenadora.
"Os estudiosos veem o ártico como algo palpável para medir o aquecimento global. E o fato é que ele
encolheu 3/4 nos últimos 30 anos. É assustador, ainda mais com a maior emissão de CO2", destaca a
coordenadora.
Neste verão, as temperaturas do ártico ficaram de 1 a 2,5ºC mais baixas do que na média, de acordo com a
Nasa. As temperaturas mais frias são consequência de uma série de ciclones de verão. Em agosto de 2012,
uma grande tempestade fez o gelo derreter, mas neste ano ocorreu o contrário: ventos de superfície
espalharam o gelo por uma área maior. Entretanto, a camada nunca foi tão fina.
Hoje, a camada de gelo no ártico é 50% mais fina do que em décadas anteriores, com uma espessura
média de 3,8 metros em 1980 e 1,9 metro nos últimos anos. A calota vem perdendo camadas de gelo mais
antigas e mais espessas, que estão sendo substituídas por camadas mais finas e sazonais.
O oceano ártico costumava ser coberto por camadas de gelo feitas em vários anos, que sobreviviam a
vários verões. Mas são estas camadas que hoje diminuem a uma taxa mais rápida até do que as camadas
mais novas e finas, e estão relegadas basicamente a uma faixa na Groenlândia. O volume total caiu 36% no
outono e 9% no inverno de 2003 a 2012, de acordo com a Agência Espacial Europeia.
A região é de importância estratégica internacional porque é rota marítima – sem o gelo, custos logísticos
seriam menores, lembra Alves – e acredita-se que tenha 90 bilhões de barris de petróleo. "Hoje não tem
muito mais onde procurar petróleo. Cerca de 90% do petróleo do mundo pertencem a nações. E esta é uma
área não convencional, que poderia ser explorada pelas grandes empresas já que não há lei que impeça
sua exploração privada", conclui a ambientalista.
Veja as consequências do aquecimento global
2012: O gelo no Ártico encolheu drasticamente nos últimos anos e chegou a menor superfície desde
1979, com 3,41 milhões de quilômetros quadrados em 16 de setembro de 2012.
Foto: NOAA/AP
Fonte: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/album/2013/06/17/veja-as-consequencias-do-aquecimentoglobal.htm#fotoNav=24
Aquecimento global
Além disso, é importante destacar que o aquecimento não produz só mais calor em todo o planeta, mas
eventos climáticos mais extremos, mais calor no verão, mais frio no inverno, secas e chuvas mais fortes.
"As mudanças climáticas são marcadas por catástrofes climáticas, são extremos, com secas maiores no
nordeste e inundações com o aumento do nível do mar, por exemplo".
O aumento da temperatura em 4ºC até 2100 já é uma verdade aceita pelos cientistas pela emissão de
gases do efeito estufa. Com isso, calcula-se um prejuízo de 60 trilhões de dólares até 2100. "Então, os
gastos que estão sendo feitos para diminuir as emissões de CO2 são muito menores do que estes prejuízos
estimados", diz Alves.
A Antártida, por sua vez, registrou em 18 de setembro seu maior tamanho no inverno, empatando com
2012, quando tinha 19,44 milhões de quilômetros quadrados. A camada de gelo no polo Sul vem
aumentando nos últimos anos devido ao buraco na camada de ozônio, correntezas no hemisférios sul e
ventos que espalham o gelo no continente.
Principais causadores do aquecimento global
Imagem 6/13: A aviação internacional é apontada com um dos grandes contribuidores do aquecimento
global. Estima-se que 3,5% de todas as emissões globais venham do transporte aéreo global.
Foto: Federico Gambarini, dpa/AP
Fonte: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/album/2013/06/14/principais-causadores-do-aquecimentoglobal.htm#fotoNav=6
UOL
Notícias
>
Direto
ao
assunto(http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimasFonte:
noticias/redacao/2013/09/21/gelo-no-artico-esta-maior-que-em-2012-mas-deve-desaparecer-ate-2050.htm)
30/09/2013
O homem é responsável pelos eventos extremos
por Lúcia Chayb e René Capriles, da Eco21
Incêndio no Parque Nacional de Yosemite.
Foto: Jae C. Hong
Fonte: http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/09/ECO-21-202-capinha.jpg
Já está circulando a revista ECO 21 de setembro de 2013. Uma das principais publicações sobre meio
ambiente e sustentabilidade no Brasil, a ECO 21 deste mês traz excelentes textos. Veja abaixo o editorial e
o índice da edição.
Editorial
Três dias antes da divulgação da primeira parte do 5º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC) no qual fica cientificamente comprovado que o aquecimento climático é
de responsabilidade humana, a Presidenta Dilma Rousseff disse na 68ª Assembleia-Geral das Nações
Unidas que a Agenda de Desenvolvimento pós-2015 deveria ter como eixo os resultados da RIO+20. No
seu discurso ela afirmou que “o grande passo que demos no Rio foi colocar a pobreza no centro da agenda
do desenvolvimento sustentável. A pobreza não é um problema exclusivo dos países em desenvolvimento e
a proteção ambiental não é uma meta apenas para quando a pobreza estiver superada. O sentido da
Agenda pós-2015 é a construção de um mundo no qual seja possível crescer, incluir, conservar e proteger”.
O Relatório do IPCC diz que “é clara a influência humana sobre o sistema climático. Esta fica evidente nas
concentrações crescentes de Gases de Efeito Estufa (GEE) na atmosfera (já ultrapassamos as 400 partes
por milhão), no aquecimento observado e na maior compreensão do sistema climático”. Na mesma
Assembleia da ONU, José Mujica, Presidente do Uruguai, disse num discurso que virou viral na Internet, ao
menos no Brasil, que: “Carrego uma gigantesca dívida social e a necessidade de defender a Amazônia, os
mares, os nossos grandes rios da América. Como se financia a luta global pela água e contra os desertos?
Como se recicla e se pressiona contra o aquecimento global? Volto a repetir que o que alguns chamam de
crise ecológica do Planeta é consequência do triunfo avassalante da ambição humana; o nosso triunfo é
também a nossa derrota, porque temos a impotência política de nos enquadrar numa nova época”. As
concentrações de GEE na atmosfera já aumentaram a níveis sem precedentes dentro de um intervalo de
pelo menos 800 mil anos. A queima de combustíveis fósseis é a principal razão do aumento de 40% na
concentração de CO2 observado desde a Revolução Industrial. Segundo Silvia Dias, especialista em
mudanças climáticas da ONG Vitae Civilis “não há espaço para a dúvida política, a hora dos governos
cumprirem seu papel é agora”. O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon disse: “O Informe do IPCC revela
claramente que o impacto humano no clima agora é evidente na maioria das regiões do Planeta e é
altamente provável que a influencia do homem tivesse sido a causa dominante do aquecimento global
registrado desde meados do Século 20”. O cientista Mario Molina, Prêmio Nobel de Química 1995, principal
especialista na Cmada de Ozônio e nos CFCs e membro do IPCC, explicou que: “o Informe emitido pelo
Grupo de Trabalho I do IPCC fala sobre a ciência física da mudança climática e será complementado
posteriormente por três informes cuidadosamente elaborados que serão difundidos durante os próximos 18
meses. O AR-5 é um compêndio conservador e detalhado de estudos revisados entre centenas de
cientistas de todo o mundo, e deve ser reconhecido porque provêm de um prestigioso grupo cujas
descobertas durante os últimos 20 anos contribuíram nas políticas públicas e em nortear os tomadores de
decisões sobre a mudança climática nos mais altos níveis internacionais”. O recente incêndio da floresta do
Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, é uma amostra das radicais mudanças do clima, assim como o
são o ciclone que atingiu Santa Catarina neste mês e as anormais chuvas na região Sudeste do Brasil.
Gaia Viverá!
Índice
Erik Von Farfan – Izabella Teixeira recebe Prêmio Campeões da Terra
André Ferretti – IPCC alerta que o mundo precisa agir rápido
Patricia Ribeiro – IPCC comprova gravidade do aquecimento global
Heloisa Cristaldo – BASIC divulga declaração sobre mudanças climáticas
Sophia Gebrim – Brasil na COP-11 da Convenção sobre Desertificação
Dal Marcondes – Conferência Ethos: 15 anos na trilha da sustentabilidade
Noêmia Lopes – Mudanças no clima podem tornar as UCs obsoletas
Elton Alisson – Ameaças à Amazônia vão muito além das queimadas
Luciene de Assis – FAO debate futuro das abelhas
Sandra Hoffmann – Estado do Rio de Janeiro faz inventário florestal
Najar Tubino – Brasil é cobaia de uma nova semente transgênica
Tara Ayuk – O GMS é mesmo o quito sabor?
Mônica Welker – A importância de etiquetar um edifício
Samyra Crespo – Uma estética do calor: o Jalapão em agosto
José Monserrat Filho – 50 anos do Tratado do Espaço
Xico Graziano – Lição ambiental
Charlotte Wilson – A Era da Energia Extrema
Evaristo E. de Miranda – Descréditos de carbono
Carlos Orsi – Água de 20 capitais tem contaminantes emergentes
José Carlos Oliveira – Câmara discute poluição em bacias hidrográficas
Leandro Fortes – A máfia do atum
Leonardo Boff – O resgate da sensibilidade ecológico-social
Para assinar clique aqui(http://www.eco21.com.br/assinaturas/assinaturas.asp).
Fonte: Eco21/Envolverde(http://envolverde.com.br/noticias/homem-responsavel-eventos-extremos/)
2013
Outubro
01/10/2013
Índice de radiação solar deve ficar 20% mais forte nesta semana no RS
Estudo da UFSM prevê fenômeno entre esta quarta (2) e sexta-feira (4).
Explicação está na camada de ozônio, que perde resistência na primavera.
do G1 RS
Fonte: http://s02.video.glbimg.com/x240/2860797.jpg
O índice de radiação solar vai ficar 20% mais forte no restante desta semana no Rio Grande do
Sul(http://g1.globo.com/topico/rio-grande-do-sul.html). Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria
(UFSM) conseguiram prever com antecedência o fenômeno que deve ocorrer entre esta quarta (2) e a sexta-feira
(4) e é considerado normal durante a primavera.
De acordo com a análise, feita em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a explicação
está na camada de ozônio, que perde metade do poder de resistência aos raios ultravioletas nesta época do ano,
como mostra a reportagem do RBS Notícias (veja o vídeo).
“É uma linha nova de pesquisa, tanto a identificação quanto a previsão, principalmente conseguindo chegar no
público alvo que é a população, para que ela possa se proteger quando da ocorrência desses eventos”, afirma o
doutorando da UFSM Lucas Peres.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para a quarta-feira é de um dia ensolarado com
grande amplitude térmica e baixa umidade relativa do ar na maoria das regiões. O calor deve ser mais intenso na
Fronteira Oeste, onde a máxima pode passar dos 25°C . O índice ultravioleta aumenta principalmente na Região
Norte.
Dermatologistas e especialistas em estética alertam para os cuidados necessários durante a exposição ao sol.
“Aumentar a proteção com filtros solares, principalmente proteções UVA e UVB, fator no mínimo trinta. Uso de
roupas com proteção nesses dias entre dez e quatro horas da tarde, quando os raios estão mais intensos”,
recomenda a médica Caroline Cassini, especialista em estética.
A preocupação também atinge quem fica menos tempo exposto ao sol, como a professora Suzane Saldanha.
“Nunca deixo de usar protetor solar porque acho que é importante para várias coisas, não só para combater o
envelhecimento", diz. “Sempre que saio no sol mais forte uso um chapéu, um protetor solar”, acrescenta o
aposentado João Carlos Dal Molin.
Fonte: G1 > Rio Grande do Sul(http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/10/indice-de-radiacaosolar-deve-ficar-20-mais-forte-nesta-semana-no-rs.html)
01/10/2013
Camada de Ozônio e Flagelos do Apocalipse
por José de Paiva Netto
Ao comentar aqui sobre a camada de ozônio do planeta, prometi voltar ao assunto, intrinsecamente ligado à
nossa sobrevivência.
E inicio citando trecho de reportagem da Agência Estado, assinada por Jamil Chade: “Segundo a ONU, a
agência espacial americana (Nasa) e 300 cientistas de todo o mundo, a capa que protege a vida na Terra
dos níveis nocivos da radiação ultravioleta parou de diminuir, mas não começou a se recuperar.
O estudo mostrou que os gases que provocavam a perda da camada de ozônio foram substituídos com
sucesso. Porém, em seu lugar são usados produtos que poderão impactar de forma mais intensa as
mudanças climáticas, se não houver controle”.
Uma esperançosa notícia que certamente merecerá outros estudos e análises dos especialistas no tema.
Acompanhemos os acontecimentos sem perder de vista que muito ainda precisa ser feito para ficarmos
livres desse tormento.
Os Sete Flagelos e Ação Humana
Chamou a atenção dos meus leitores a similitude da mensagem do Apocalipse de Jesus, no Quarto Flagelo,
16:8 e 9, com o tema em questão: “O quarto Anjo derramou a sua taça sobre o sol, e lhe foi dado afligir os
homens com calor e fogo. Com efeito, os homens se queimaram com o intenso calor, e blasfemaram o
nome de Deus que tem a autoridade sobre estas pragas, e não se arrependeram para lhe darem glória”.
Uma linguagem profética de há quase dois mil anos que diz muito dos tempos atuais.
Apesar do conhecimento que se têm dos efeitos nocivos de uma exposição exagerada ao sol, há quem isso
não reconheça (que significa "ranger os dentes contra Deus") e se coloque entre os que poderão
desenvolver, por exemplo, câncer de pele, catarata ou outras doenças.
Avisos do Supremo Criador
Trago, por oportuno, trecho de improviso radiofônico, de 1991, com a análise dos Sete Flagelos, na série “A
Instituição dos Diáconos”, que apresentei nas aulas do Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração:
(...) Advertiu um mentor das Claridades Divinas que – “Se a semeadura é livre, a colheita é obrigatória”. Daí
entendermos o porquê dos Sete Flagelos, citados nos capítulos 15 e 16 do Apocalipse. Trata-se da vindima
de uma semeadura irresponsável.
Paulo Apóstolo aconselhou, em sua Epístola aos Gálatas, 6:7: “Não vos deveis enganar, porque Deus não
se deixa escarnecer; aquilo que o Homem semear, isso mesmo terá de colher”.
Vamos ao versículo primeiro do capítulo 15 da Revelação de Jesus segundo João – Os Sete Flagelos: “E vi
no céu outro sinal grande e admirável, sete Anjos que tinham os sete últimos flagelos, pois com estes se
consumou a Cólera Divina”.
Um sinal do céu já é algo muitíssimo significativo. Mas João faz questão de ressaltar que este outro sinal é
grande e admirável.
É como a nos chamar a atenção para o fato de que não podemos andar distraídos diante do que nos
poderá sobrevir, pois a manifestação celeste é realmente grandiosa, admirável mesmo: nada menos do que
Sete Anjos traziam os Sete Flagelos, que eram os últimos da série de coisas graves – por que não dizer
terríveis?
– que nós, Seres Humanos, fomentamos pelos milênios, tais como os males causados à camada de ozônio,
muito mais prejudiciais do que pode imaginar a Humanidade desatenta, principalmente os jovens, tão
esperançosos no futuro; porém, em sua maioria, distraídos dos avisos do Supremo Criador de todos nós.
O Exemplo do Telhado
Para ilustrar essa realidade realmente apocalíptica, criada pelos homens e não por Deus, é como se,
levianamente, tivéssemos derrubado o telhado de nossa casa e exposto a família e nós próprios às
intempéries, em um clima já afetado pela irresponsabilidade de seres gananciosos. Só que o “aguaceiro”
que cai do Cosmos, atravessando o telhado aberto no topo atmosférico da Terra, deixa passar coisas piores
que chuva, mesmo quando ácida. Aí está algo sobre a ação dos Sete Flagelos, provocados pela nossa
incúria, que reforça a validade dos alertamentos divinos contidos no Livro das Profecias Finais. Exemplo
disso temos na descrição do Sétimo Flagelo, capítulo 16, versículo 21 do Apocalipse: “Também desabou do
céu sobre os homens grande chuva de pedras que pesavam cerca de um talento; e, por causa do flagelo da
saraivada, os homens blasfemaram de Deus, porquanto o seu tormento (causado pelos próprios Seres
Humanos) era sobremodo grande”.
Temos, portanto, que – perdendo o medo do Apocalipse – serenamente desvendar suas advertências,
enquanto há tempo, e criar juízo para defender nossas vidas, porque a esperança é infinita. (...)
Inspirado no Cristo, tenho afirmado: o Ser Humano preferencialmente cresce quando desafiado pelos
problemas da existência. Por isso, também com o pensamento elevado ao Divino Educador, venho
lembrando a Vocês que é nos momentos de crise que se forjam os grandes caracteres e surgem as mais
poderosas nações. Quando estamos integrados em Deus, as dificuldades só nos fazem crescer. Ensinamnos a lutar com acerto.
José de Paiva Netto é jornalista, radialista e escritor.
Fonte: e-você opinião > Sua Vez(http://www.24horasnews.com.br/evc/index.php?mat=5251)
03/10/2013
Ministério do Meio Ambiente assina acordo para conter vazamentos nocivos à camada de ozônio
por CBN Foz com informações da Portal Brasil
Um acordo de cooperação técnica com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), visando conter
vazamentos de gases que destroem a camada de ozônio, foi assinado nesta quarta-feira (02) pelo Ministério
de Meio Ambiente, representado pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ)
A iniciativa faz parte dos compromissos do governo brasileiro no cumprimento das metas do Protocolo de
Montreal
A iniciativa faz parte dos compromissos do governo brasileiro no cumprimento das metas do Protocolo de
Montreal. O acordo prevê investimentos de US$ 4 milhões, oriundos do Fundo Multilateral do Protocolo de
Montreal, para o treinamento de 4.800 mecânicos que atuam na área de refrigeração e 100 técnicos de
manutenção de ar-condicionado que trabalham nos supermercados em todas as regiões, em equipamentos
que funcionam com hidroclorofluorcarbono (HCFC-22), o gás prejudicial ao ozônio.
A gerente de Projetos do Protocolo de Montreal no Pnud, Marina Ribeiro, comentou que as ações
desenvolvidas desde que o Brasil aderiu ao tratado em 1990, tornaram o país referência para todos os
outros países em desenvolvimento.
Ribeiro diz que o intercâmbio de informações geralmente acontece nas reuniões da secretaria executiva do
Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal e também em reuniões promovidas em
Brasília(http://www.cbnfoz.com.br/cidade/brasilia) e nos estados.
Reciclagem
A capacitação tem como objetivo melhorar as técnicas para redução de vazamentos e ampliar o
recolhimento e a reciclagem dos fluídos. Segundo dados do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFC’s,
os supermercados consumiram cerca de 6 mil toneladas de HCFC-22 em 2009, valor correspondente a 44%
do total do consumido no Brasil.
Também serão montados projetos demonstrativos em cinco lojas de supermercados, que terão
equipamentos de refrigeração melhorados com novos componentes, para servir de modelo para todo o
setor no país.
Esses modelos vão evidenciar a viabilidade econômica que resultante da manutenção preventiva. As ações
terão a parceria entre MMA, Abras e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e a
agência de cooperação alemã GIZ.
Os supermercadistas contarão com um sistema de documentação online com informações como
monitoramento de consumo e previsão das manutenções.
Atualmente, são realizados apenas consertos em momentos de pane, a intenção é que sejam feitas
revisões periódicas de acordo como um calendário de uso. Também estão previstos meios para a
divulgação de todas as ações entre todos os envolvidos.
Fonte:
CBN
>
Notícias(http://www.cbnfoz.com.br/noticias-do-brasil/editorial/brasil/03102013-41816ministerio-do-meio-ambiente-assina-acordo-para-conter-vazamentos-nocivos-a-camada-de-ozonio)
21/10/2013
Buraco na camada de ozônio chega ao sul de Argentina e Chile
O buraco da camada de ozônio na Antártida chegou este ano, pela terceira vez, a cidades do sul da
Argentina e do Chile, informou nesta segunda-feira o Centro de Pesquisa Atmosférica de Izaña, em Tenerife
(Ilhas Canárias).
Alberto Redondas, pesquisador deste centro, disse hoje que a camada de ozônio diminuiu mais de 50% em
relação a seus valores normais e que o índice de intensidade da radiação ultravioleta passou de quatro para
dez, segundo o registro do dia 16 de outubro, data em que o buraco alcançou os 51 graus ao sul da cidade
argentina de Rio Gallegos.
O aumento do buraco na camada de ozônio é especialmente prejudicial em outubro e novembro, quando a
intensidade da radiação ultravioleta aumenta no hemisfério sul, afirmou Redondas.
O pesquisador explicou que a área afetada pelo buraco da camada de ozônio, incluindo zonas povoadas da
Patagônia, alcançou este ano seu pico máximo no dia 16 de setembro, segundo a Organização
Meteorológica Mundial.
O maior tamanho do buraco sobre Ushuaia (sul da Argentina) foi registrado em 2006, quando chegou a 26
milhões de quilômetros quadrados.
Em 2013, a extensão do buraco alcançou os 24 milhões de quilômetros, depois que sua tendência a
diminuir foi interrompida em 2011.
O programa de ozonosonde, desenvolvido na estação de Vigilância Atmosférica Global de Ushuaia, faz
pesquisas semanais sobre o buraco da camada de ozônio.
Este programa é um projeto conjunto do Serviço Meteorológico Nacional (SMN; Argentina), do governo da
Terra do Fogo (Argentina), do Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA, da Espanha) e da Agência
Estatal de Meteorologia (Aemet, da Espanha).
EFE – Agencia EFE – Todos os direitos reservados. Está proibido todo tipo de reprodução sem autorização
escrita da Agencia EFE S/A.
Fonte:
TERRA.COM
>
Notícias
>
Ciência
>
Sustentabilidade(http://noticias.terra.com.br/ciencia/sustentabilidade/buraco-na-camada-de-ozonio-chegaao-sul-de-argentina-e-chile,c6bed4d9ddbd1410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html)
2013
Novembro
11/11/2013
Proibição de CFCs pode ter freado aquecimento, diz estudo
Cientistas demonstraram que fim do uso de gases que destroem a camada de ozônio ainda pode ter pausado
ritmo do aumento da temperatura global.
da BBC
Após a proibição do uso de gases CFCs, buraco na camada de
ozônio da Terra continuou aumentando, mas agora já se estabilizou
Foto: Getty Images
Fonte: http://s2.glbimg.com/Lv6TZWW8VADL5NfeCeeaaREW9s=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/11/11/cfc.jpg
Um novo estudo sugere que a proibição do uso de gases que destroem a camada de ozônio pode ter tido um
impacto no clima do planeta.
Esses compostos químicos têm origem em substâncias chamadas clorofluorocarbonetos (CFCs), que começaram
a ser usados no século passado em vários produtos, incluindo sprays e refrigeradores, e ajudaram a aumentar o
buraco na camada de ozônio sobre a Antártica.
E esses mesmos elementos químicos também causam o efeito estufa. Agora, o novo estudo, publicado na revista
especializada "Nature Geoscience", liga a proibição do uso dos CFCs a uma "pausa" ou desaceleração no
aumento das temperaturas desde o meio da década de 1990.
O hiato ou paralisação no aumento das temperaturas globais, observado desde 1998, gera debates intensos entre
cientistas e já foi usado por alguns setores como um importante argumento para mostrar que há um exagero no
impacto do aquecimento global.
Teorias e argumentos
Várias teorias foram apresentadas para explicar como o aumento das emissões de CO2 e outros gases não se
refletiu nas temperaturas desde o fim da década de 1990.
Agora, essa pesquisa afirma que a desaceleração no aquecimento pode ter sido causada pelas tentativas de
proteger a camada de ozônio. Os cientistas da Universidade Nacional Autonôma do México e do Instituto para
Estudos Ambientais da Universidade de Vrije, em Amsterdã, Holanda, fizeram uma análise estatística da conexão
entre o aumento das temperaturas e as taxas de concentração de gases de efeito estufa na atmofera entre 1880 e
2010.
Os autores concluíram que as mudanças nos níveis de aquecimento podem ser atribuídas a ações humanas
específicas que afetaram as concentrações de gases de efeito estufa. Os pesquisadores ainda conseguiram
mostrar que, quando as emissões foram reduzidas durante as duas guerras mundiais do século 20 e a Grande
Depressão, o aumento nas temperaturas também parou.
Os cientistas argumentam também que a introdução do Protocolo de Montreal, originalmente assinado em 1987
por 46 países, teve um impacto nas temperaturas do planeta. O tratado eliminou gradualmente o uso dos
clorofluorcarbonetos.
Mas a utilização dos CFCs não estavam apenas danificando a camada de ozônio: esses gases também tinham
um impacto no aquecimento global, pois são 10 mil vezes mais poderosos que o dióxido de carbono (CO2) e
podem durar até cem anos na atmosfera terrestre.
A proibição desses compostos foi um fator crítico na desaceleração do aquecimento, segundo os pesquisadores.
"Nossa análise sugere que a redução nas emissões de substâncias que destroem o ozônio, seguindo o Protocolo
de Montreal, assim como a redução nas emissões de metano, contribuíram para diminuir a taxa de aquecimento
desde 1990", escreveram os autores.
Comentando a pesquisa, Felix Pretis e o professor Myles Allen, da Universidade de Oxford, sugerem que a
proibição do uso dos CFCs não deve ser totalmente responsável pela desaceleração no aquecimento, mas
reconhecem que a medida fez diferença.
"O impacto dessa mudança é pequeno, mas não é insignificante: sem a redução nas emissões de CFCs, as
temperaturas hoje poderiam estar quase 0,1°C mais a ltas do que estão", afirmaram.
Fonte: G1 > Natureza(http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/11/proibicao-de-cfcs-pode-ter-freadoaquecimento-diz-estudo.html)
14/11/2013
IETA identifica forte tendência de precificação do carbono ao redor do mundo
por Fernanda B. Müller, do CarbonoBrasil
Estudo mostra diversidade na estrutura e contextualização de dezenas de iniciativas que visam cortar as
emissões de gases do efeito estufa em todos os continentes.
A Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA), que representa mais de 150 empresas
envolvidas no mercado de carbono, divulgou nesta terça-feira (12) seu relatório anual ‘Mercado de Gases
do Efeito Estufa 2013(http://www.ieta.org/assets/Reports/ghgreport2013-web.pdf)’, avaliando os principais
avanços na precificação do carbono ao redor do mundo.
A IETA constatou um crescente número de ações governamentais para lidar com as mudanças climáticas
através de abordagens de mercado, passando pela Califórnia, China, Coreia do Sul, Cazaquistão, África do
Sul e outros.
As projeções atuais indicam que, em dois ou três anos, quase um quarto das emissões mundiais do setor
de energia e indústrias estará em jurisdições com precificação do carbono (Figura ao lado), apesar de
alguns obstáculos encontrados na Austrália e nos Estados Unidos.
“Estamos preparados para uma arrancada no crescimento da precificação do carbono”, comemorou Dirk
Forrister, presidente da IETA.
Ele notou que, no caso do mercado europeu (EU ETS), cujo valor das permissões de emissão está em
apenas €5/t, é preciso lembrar que o esquema ainda está no início, “então é importante manter a base e
continuar construindo uma infraestrutura forte para as próximas décadas”.
A publicação defende que a tendência de expansão no número de iniciativas deve ter um papel importante
nas negociações internacionais, inclusive na COP 19, que está sendo realizada na Polônia, e que o
mecanismo chamado Framework for Various Approaches (FVA) traz a oportunidade de conectar os
mercados de carbono.
“No âmbito das Nações Unidas, as empresas precisam de uma estrutura que ofereça confiança para
negociar unidades de carbono internacionalmente”, colocou Jeff Swartz, diretor de políticas da IETA.
Diversidade
As iniciativas de precificação do carbono são, de fato, muito diversas, e isso pode criar inconsistências,
especialmente em relação aos preços relativos ao corte nas emissões. Porém, ressalta a IETA, a
diversidade pode, de muitas maneiras, significar força, permitindo que diferentes abordagens sejam
tentadas e muitas lições sejam aprendidas.
Apesar da diversidade, muitos elementos em comum estão surgindo nas novas iniciativas compiladas pelo
relatório. Por exemplo, a maioria aceita o uso de compensações, variando muito em quantidade, tipo e local
de origem.
Na América do Norte, a publicação constatou que as compensações tendem a ter origem doméstica. Já na
União Europeia (UE), Austrália (até o momento) e no Japão, os créditos internacionais são bem-vindos.
A cobertura das emissões dos esquemas também varia muito, com alguns restritos a grandes emissores
(UE e China) e outros ampliando o leque de entidades abrangidas (Califórnia e Quebec, que incluem a partir
de 2015 o setor de transportes).
A abordagem para compensar o aumento dos custos devido à limitação das emissões do setor de geração
de eletricidade vai desde a compensação direta, como na UE, até a alocação de permissões gratuitas para
as distribuidoras, como na Califórnia.
Fonte: http://envolverde.com.br/portal/wp-content/uploads/2013/11/capaieta2013.jpg
No caso da Califórnia, Dirk Forrister, presidente da IETA, enxerga uma expansão do mercado em 2014
devido à conexão com a província canadense de Quebec. Ele nota que neste esquema existem alguns
fatores interessantes que aproveitam oportunidades muito além de Quioto, como a elegibilidade de créditos
da destruição de substâncias nocivas à camada de ozônio.
Califórnia e Quebec parecem ser um dos poucos exemplos em que, de fato, a conexão entre diferentes
esquemas está sendo efetivada. Assim, a IETA está organizando uma iniciativa chamada ‘Parceria
Empresarial para a Preparação dos Mercados’ – similar a um esquema criado pelo Banco Mundial – visando
contribuir com a compreensão do que é necessário para estabelecer novos mercados de carbono e ter
maior unidade.
Em nível internacional, as discussões sobre o FVA e os Novos Mecanismos de Mercados devem lidar com
essa questão.
O Japão é outro caso de destaque, segundo Forrister. O Mecanismo de Creditação Conjunta “está juntando
tecnologia, clima e políticas de desenvolvimento”, criando uma alternativa ao MDL para o período 20132020.
O esquema está adaptando metodologias do MDL e fechando acordos bilaterais – especialmente com
países asiáticos – para aplicá-las em troca de créditos de compensação de emissões usados internamente.
Outro exemplo de aprendizado com as lições passadas dos mecanismos pioneiros, como o EU ETS e o
MDL, é a aplicação de mecanismos para conter os preços do carbono, o que já está previsto na Califórnia,
no Quebec e na Iniciativa Regional de Gases do Efeito Estufa (RGGI). A Coreia está também está avaliando
ferramentas para responder a mudanças rápidas nos preços.
Novos esquemas
Outros países anunciaram recentemente que também estão desenvolvendo esquemas alternativos, com
características próprias, para lidar com o crescimento das emissões de gases do efeito estufa.
A África do Sul, por exemplo, tem planos de implantar uma taxa de ZAR 120/tCO2 (€ 8,6) sobre fontes
estacionárias de emissões a partir de janeiro de 2015. Apesar de o país ter optado por uma taxa e não um
mercado, a iniciativa inclui elementos de um comércio de emissões, como os créditos de compensação.
“É surpreendente como, na prática, não há dicotomia entre o mercado [de emissões] e as taxas, mas sim
um espectro de possibilidades de desenho disponível para os reguladores, que permitem que os benefícios
do mercado sejam concretizados”, nota o relatório.
Apenas créditos de projetos domésticos, certificados pelo MDL, VCS ou Gold Standard, serão aceitos como
compensação na África do Sul.
Na China, em meio a grandes expectativas, a província de Shenzhen deu o chute inicial nas negociações
de carbono já em junho. Nos primeiros três meses, o preço do carbono em Shenzhen subiu de 30 RMB
(€3,6) para 90 RMB (€11).
Porém, ainda é muito cedo para dizer por que o mercado reagiu dessa forma e se o preço continuará nesse
nível ao longo do tempo, comentou Wu Qian, da embaixada britânica em Pequim, em um artigo no relatório.
Nas outras seis províncias que a China pretende iniciar o comércio de emissões, as atividades estão
evoluindo, especialmente em Xangai e Guangdong. Juntos, os sete esquemas incluem 25% do PIB e 21%
do consumo de energia chinês.
Em maio de 2012, outro gigante asiático entrou para o rol de países com propostas de comércio de
emissões. A Coreia do Sul – oitavo maior emissor de gases do efeito estufa do mundo – deve ter o seu
esquema ativo em 2015, cobrindo 500 instalações não apenas do setor industrial, mas também de
transportes, agricultura, grandes edificações e resíduos.
“O esquema de comércio de emissões da Coreia será o primeiro em um país fora do Anexo I (do Protocolo
de Quioto), e o volume [equivalente a cerca de 60% das emissões totais do país] deve exceder tanto o da
Austrália quanto o da Califórnia”, disse Dalwon Kim, representante da Comissão Europeia.
Financiamento
Outra questão tratada no relatório é o avanço em relação ao financiamento de ações climáticas. A IETA
defende que o papel do setor privado é essencial para alavancar recursos, e que isso pode ser incentivado
através de ferramentas como o Fundo Verde do Clima e da precificação do carbono – com o uso de créditos
de compensação.
Instrumentos tradicionais como o MDL e a Implementação Conjunta também devem ter papéis importantes,
assim como a redução das emissões por desmatamento e degradação (REDD+), conclui a IETA.
No caso do REDD+, o relatório argumenta que é preciso adotar uma abordagem flexível e ampla para o
financiamento do mecanismo e sugere que se aproveitem exemplos de sucesso de fora do setor florestal
para alcançar resultados significativos – como um tipo de tarifa ‘feed-in’ para as florestas.
*
Publicado
originalmente
CarbonoBrasil(http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias/noticia=735693).
no
site
Fonte:
CarbonoBrasil/Envolverde(http://envolverde.com.br/noticias/ieta-identifica-forte-tendencia-deprecificacao-carbono-ao-redor-mundo/)
20/11/2013
Cientistas criam primeiro mapa digital da Grande Barreira de Corais
por Agência EFE(http://info.abril.com.br/autores/agencia-efe/)
Vista aérea da Grande Barreira de Corais, na Austrália
Foto: Getty Images
Fonte: http://info.abril.com.br/images/materias/2013/11/thumbs/thumb-67200141120-grande-barreira-decorais-resized.jpg
Um grupo de cientistas desenvolveu pela primeira vez um mapa digital de toda a área que cobre a Grande
Barreira de Corais, localizada no nordeste da Austrália, Patrimônio da Humanidade desde 1981, informou
nesta quarta-feira a imprensa local.
Os cientistas australianos e alemães criaram um mapa em 3D que inclui dados sobre a profundidade da
área de mais de 350 mil km², onde até agora quase a metade das águas superficiais não tinham sido
capturadas em documentos digitais.
O especialista da Universidade James Cook, Robin Beaman, disse à emissora "ABC" que o mapa permite
ver a forma de cada recife, a localização de cada lagoa e cada detalhe do ecossistema, o que contribuirá
para entender as ameaças e saber como protegê-lo.
No caso da estrela do mar "Acanthaster planci", conhecida como coroa de espinhos e voraz depredadora de
corais, o mapa ajudará a entender "como as larvas atuam e como se movimentam dentro e ao redor dos
corais, o que pode ajudar a prever para onde viajam e o próximo foco", explicou.
O Instituto Australiano de Ciências Marinhas alertou no ano passado que a Grande Barreira de Corais
perdeu mais da metade de seu corais nos últimos 27 anos, principalmente pelas tempestades e pela coroa
de espinhos.
A Grande Barreira, que abriga 400 tipos de corais, 1.500 espécies de peixes e 4 mil variedades de
moluscos, começou a se deteriorar na década de 1990 pelo duplo impacto do aquecimento da água do mar
e o aumento da sua acidez devido à maior presença de dióxido de carbono na atmosfera.
Fonte: InfoEXAME.COM > Notícias > Ciência(http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2013/11/cientistascriam-primeiro-mapa-digital-da-grande-barreira-de-corais.shtml)
21/11/2013
Níveis de óxido nitroso na atmosfera podem dobrar neste século, diz ONU
Gás é o mais importante a esgotar camada de ozônio, dizem cientistas.
Reunião da ONU na Polônia tenta debater futuro das emissões de gases.
da France Presse
N2O é o terceiro gás de efeito estufa mais poderoso emitido na atmosfera terrestre, segundo o Pnuma
Foto: Michel Gunther/Biosphoto/Arquivo AFP
Fonte:
http://s2.glbimg.com/To2xqlTRgU3jBnS_EpBayNspTT8=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/11/21/camada.jpg
A quantidade de óxido nitroso (gás que atinge a camada de ozônio e aumenta o aquecimento global) liberado na
atmosfera pode mais que dobrar em meados do século 21, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU)
nesta quinta-feira (21).
"Precisamos de todos os esforços disponíveis para combater as elevações sérias e significativas de níveis de N2O
[óxido nitroso] na atmosfera", destacou o diretor do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim
Steiner, em um informe divulgado durante a 19ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas
(COP-19), realizada em Varsóvia, na Polônia, até esta sexta-feira (22).
Segundo o Pnuma, análises de cientistas de 35 organizações revelaram que o N2O é atualmente o gás mais
importante a esgotar o ozônio e o terceiro mais poderoso gás de efeito estufa emitido na atmosfera.
Se a atual tendência se mantiver, as concentrações de N2O aumentarão 83% até 2050, em comparação com os
níveis de 2005, afirmaram especialistas. O N2O existe naturalmente na atmosfera, mas em quantidades mínimas,
liberadas como parte da troca de nitrogênio entre a terra e o ar.
Os níveis desse gás, porém, aumentaram muito nas últimas décadas, impulsionados principalmente por
fertilizantes nitrogenados produzidos industrialmente, pela poluição do transporte rodoviário e pelas emissões da
indústria química.
O óxido nitroso causa danos às moléculas de ozônio na atmosfera, que ajudam a proteger a Terra contra a nociva
radiação ultravioleta do Sol. Essa substância não foi incluída no Protocolo de Montreal, de 1987, firmado para
banir uma série de compostos químicos nocivos à camada de ozônio.
O N2O também é um poderoso gás causador do efeito estufa, sendo mais de 300 vezes mais potente que o
dióxido de carbono (CO2) em aprisionar o calor solar. Uma molécula permanece na atmosfera por cerca de 120
anos, até se degradar.
Uma vez que a agricultura responde por dois terços das emissões de NO2, há muito potencial para reduzi-las, por
meio do uso mais eficiente de fertilizantes, destacou o Pnuma. Segundo o informe, a adoção de uma dieta pobre
em carne também ajudaria, uma vez que a produção de proteína animal conduz a emissões mais elevadas de
NO2.
Essa e outras medidas poderiam resultar na economia de 800 milhões de toneladas de CO2 equivalente em
emissões de gases estufa até 2020.
De acordo com o Pnuma, essa quantidade corresponde a cerca de 8% da "lacuna de emissões", ou seja, o
abismo de emissões de gás carbônico que precisa ser reduzido para atender à meta da ONU de limitar o
aquecimento da Terra a 2°C, com base nos níveis pré -industriais.
Fonte: G1 > Natureza(http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/11/niveis-de-oxido-nitroso-na-atmosferapodem-dobrar-neste-seculo-diz-onu.html)
29/11/2013
Médicos brasileiros lançam recomendações sobre proteção solar
Deve-se evitar sol entre 10h e 15h; no NE, exposição já é nociva desde 9h.
Brasileiros devem adotar fator de proteção solar de no mínimo 30.
por Mariana Lenharo, do G1, em São Paulo
Consenso dá orientações sobre como deve ser feita a proteção solar.
Foto: Reprodução/TV Globo
Fonte: http://s2.glbimg.com/0QYm_QnCymcmisHm5iMT0QgHv8=/300x225/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/10/26/bdpe_261012_quimica1.jpg
Especialistas reunidos pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) lançaram, nesta quinta-feira (28), o
primeiro Consenso Brasileiro de Fotoproteção. De acordo com o documento, a exposição ao sol deve ser evitada
das 10h às 15h. No Nordeste, o sol já é considerado nocivo a partir das 9h. No Centro-Oeste a recomendação
vale até 16h, o que vale também para períodos de horário de verão.
O documento traz recomendações que levam em conta a incidência de radiação solar específica no país, mais
elevada do que a observada nos Estados Unidos e Europa. Orientações anteriores sobre proteção solar
comumente levavam em conta os dados de radiação constatados no hemisfério norte.
“Até então, era muito comum que se importassem esses conceitos de países que tem clima, população e hábitos
completamente diferentes dos nossos”, diz o dermatologista Sérgio Schalka, coordenador do consenso e do
Departamento de Fotobiologia da SBD. Ele observa que além dos altos índices de radiação solar registrados no
país, a população também tem o costume de interagir muito com o sol.
A SBD também recomenda que a população use protetor solar com fator de proteção de, no mínimo, 30. A
utilização de fator de proteção menor pode ser indicado em casos especiais, somente mediante avaliação médica.
Vitamina D
O protetor solar não deve ser deixado de lado nem mesmo para garantir a produção de vitamina D, de acordo com
o consenso. A vitamina, cuja produção tem a participação da radiação solar, é importante para a saúde dos ossos.
Schalka observa que a quantidade de radiação disponível para a população brasileira é muito alta, de maneira que
as pessoas não precisam ir ao sol intencionalmente para produzir vitamina D. “A exposição ocasional já oferece
quantidade de radiação suficiente para produzir o necessário de vitamina D”.
O documento cita um estudo feito com a população de São Paulo durante três anos que constata que ficar 10
minutos ao ar livre por dia é já suficiente para uma produção adequada de vitamina D, mesmo levando em conta
dias nublados.
Duas camadas ou colher de chá
No dia a dia, recomendação é usar o protetor solar em áreas que estarão expostas, como rosto e braços. Quando
houver uma exposição intencional mais prolongada, como quando se vai à praia, a forma correta de usar o
protetor solar, segundo o documento, é aplicar duas camadas do produto em todo o corpo ou uma colher de chá
para rosto, cabeça e pescoço; duas colheres de chá para frente e trás do torso; uma colher de chá para cada
braço e duas colheres de chá para cada perna.
O protetor solar deve ser aplicado 15 minutos antes da exposição ao sol e deve ser reaplicado a cada duas horas
enquanto se estiver exposto. Segundo Schalka, no caso de uma pessoa que trabalhe em ambiente fechado, por
exemplo, o ideal é aplicar o filtro de manhã e reaplicá-lo no horário do almoço.
Efeitos nocivos
Os efeitos nocivos da exposição inadequada ao sol, segundo o documento, são queimaduras, elevação da
temperatura da pele, envelhecimento precoce, câncer de pele melanoma e não melanoma. De acordo com o
Ministério da Saúde, no ano que vem 182 mil pessoas devem desenvolver câncer de pele não melanoma,
equivalente a 31,5% do total de casos de câncer.
Neste sábado (30), a SBD realiza uma campanha para prevenir e detectar precocemente o câncer de pele. Das
9h às 15h, 139 postos em todo o país estarão oferecendo atendimento gratuito. Veja onde ficam os postos
participantes
da
campanha(http://www.sbd.org.br/down/Postos%20de%20atendimentos%20para%20WEBSITESBD_CNPCP%20
2013p.pdf).
Fonte: http://s2.glbimg.com/gEm4GNE5vq6X5JAEmeDIFG83Zc=/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2013/01/15/protetor-solar.jpg
Fonte: G1 > bem estar > Notícias(http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/11/medicos-brasileiros-lancamrecomendacoes-sobre-protecao-solar.html)
CAPA
SAIBA COMO IDENTIFI
REFRIGERANTES ADUL
SÉRIOS DANOS AO SISTEM
Além de causar danos a compressores, o uso de fluidos refrigerantes
adulterados pode provocar acidentes
A
tualmente, o problema com contaminação dos
fluidos refrigerantes já é motivo de preocupação
em todo o mundo. Vários relatos de acidentes
(combustão espontânea durante manutenção do sistema) já foram descritos devido a fluidos refrigerantes adulterados, além de problemas como travamento e deterioração precoce de compressores e de outros componentes
do sistema de refrigeração.
Entre os principais efeitos encontrados em compressores
nos quais foram utilizados refrigerantes adulterados, podemos citar o adiantado estado de corrosão no alumínio do
anel de curto circuito do rotor e de outros componentes,
que somente podem ser acessados após o corte de carcaça realizado em testes de bancada. Este ataque químico,
normalmente ocasionado pela reação com algum produto
clorado adicionado ao sistema, provoca um colapso total do
compressor devido à quantidade de resíduo sólido gerado
que fica impregnado em todas as peças.
Segundo Alcides J. Zanon, engenheiro químico da
Tecumseh, ao se realizar testes nos óleos dos compressores que trabalharam com refrigerante adulterado, são
encontradas alterações na aparência (coloração escura e
muito resíduo sólido), na viscosidade devido à perda das
características do óleo e uma queda acentuada no ponto
de fulgor. Na análise por infravermelho, que é o padrão
para verificação do óleo, constatou-se uma pequena alteração no espectro, tornando difícil de certificar a presença de cloro. Desta forma, o uso da microscopia eletrônica
por varredura (MEV) se fez necessário para comprovar
uma grande quantidade de cloro nos resíduos sólidos encontrados dentro do compressor.
“Nos testes em nossos laboratórios constatamos que,
normalmente, o alumínio do rotor é o metal mais atacado pelas reações químicas que ocorrem no interior dos
compressores com fluido refrigerante contaminado”, explica Alcides.
As principais causas destes problemas são fluidos
10
ICAR
TERADOS E EVITAR
A DE REFRIGERAÇÃO
refrigerantes não compatíveis com o projeto do compressor que podem gerar superaquecimento da bomba e do
óleo, principalmente com o gás R-134a contaminado
com outros gases clorados.
Avaliação química de refrigerantes adulterados
Refrigerantes adulterados identificados como sendo
R-134a (1,1,1,2-Tetrafluoroetano – HFC), constituem, na
verdade, uma mistura que pode conter R-22 (Clorodifluorometano – HCFC), R142b (1-Cloro-1,1-difluoroetano)
ou R-40 (R40 - cloreto de metila ou cloro metano).
O R40 é extremamente inflamável e perigoso. Reage
quimicamente com o Alumínio, formando o Trimetilalumínio que é pirofórico, ou seja, sofre combustão espontânea em contato com o ar.
Estas misturas são difíceis de serem identificadas, pois
a composição do fluido refrigerante adulterado é realizada para manter a pressão e a temperatura muito semelhantes ao do R-134a, o que torna muito difícil a análise
com equipamentos normais de laboratório.
Como identificar um refrigerante adulterado
A avaliação da autenticidade do produto na compra e no
Peças de compressores oxidadas/corroídas
recebimento dos fluidos refrigerantes é muito importante.
A embalagem é uma das formas mais seguras de fazê-lo.
Sempre se certifique de que na embalagem constam
os dados do fabricante (nome e marca), composição, número do lote, telefones de emergência, instruções de uso
e outras informações relevantes que devem vir escritas na
língua local.
Estas informações devem estar tanto na embalagem
que armazena o botijão quanto no próprio botijão.
Desconfie, se os preços estiverem muito baixos e as
embalagens vierem escritas em idiomas diferentes do
local, sem as informações e endereço do fabricante. A
Amostra de alumínio retirado de compressor
danificado por fluido refrigerante contaminado
qualidade das impressões das informações e do logotipo
do fabricante também são um indicativo.
11
2013
Dezembro
01/12/2013
CETESB comemora o Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio e trata do futuro do R-22
Evento acontece no dia 02/12, das 13h30 às 17h, Anfiteatro Augusto Ruschi – CETESB
Coordenadora técnica da DuPont Fluorquímicos, Ana Paula Garrido, fará palestra sobre boas práticas na
aplicação dos fluidos refrigerantes
No próximo dia 02 de dezembro, a CETESB, Agência Ambiental do Governo Paulista, em parceria com a
Abrava - Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento – promove o
16º Seminário em Comemoração ao Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio. O tema central
deste ano é “O futuro do HCFC R-22”.
A coordenadora técnica da DuPont Fluorquímicos, Ana Paula Garrido, fará uma palestra durante o evento
sobre as boas práticas para aplicação dos fluidos refrigerantes, enfatizando os cuidados para preservação
da camada de Ozônio. O evento abordará ainda outros temas relevantes como o futuro do R-22 e o cenário
da refrigeração comercial no País. O seminário começa às 13h30 e vai até às 17h00, no Anfiteatro Augusto
Ruschi – CETESB. Para participar, basta se inscrever gratuitamente no site do órgão, através do link
http://www.ambiente.sp.gov.br/eventos/02122013-inscricao/.
Durante o evento, o consultor da DuPont, Amaral Gurgel, receberá uma homenagem em virtude de seu
histórico de ações e engajamento no Brasil, a favor da utilização de substâncias que preservam a camada
de ozônio no setor de refrigeração e ar condicionado.
A DuPont Refrigerantes foi pioneira no lançamento de fluidos refrigerantes alternativos e oferece em seu
portfólio atual uma linha completa de HFCs sob as marcas Suva® e ISCEON®, com produtos
especialmente desenvolvidos para substituir os compostos que degradam a camada de ozônio, mantendo a
segurança e rendimento necessários para a indústria.
16º Seminário de ‘Comemoração do Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio’
Data: 02 de dezembro de 2013
Horário: 13h30 às 17h00
Local: Anfiteatro Augusto Ruschi – CETESB
Endereço: Av. Professor Frederico Hermann Jr., 345 - Alto de Pinheiros – São Paulo.
Participação gratuita. Inscrições através do link http://www.ambiente.sp.gov.br/eventos/02122013-inscricao/
Sobre a DuPont Refrigerantes
A DuPont Refrigerantes é uma divisão de negócios da E.I. DuPont de Nemours and Company, uma
empresa que traz ao mundo o melhor da Ciência em forma de produtos, materiais e serviços inovadores
desde 1802. A companhia acredita que por meio da colaboração com clientes, governos, ONGs e líderes de
opinião, é possível encontrar soluções para os desafios globais, provendo alimentos saudáveis e suficientes
para a população mundial, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e protegendo a vida e o meio
ambiente. Quatro plataformas estratégicas norteiam as atividades da DuPont Refrigerantes: Ciência e
tecnologia, soluções ambientais, relacionamentos globais e tecnologias sustentáveis em refrigeração. Para
mais informações sobre a DuPont Refrigerantes, acesse www.fluidosrefrigerantes.com.br
Fonte: http://www.segs.com.br/demais-noticias/141639--cetesb-comemora-o-dia-internacional-de-protecaoda-camada-de-ozonio-e-trata-do-futuro-do-r-22.html
03/12/2013
CETESB realiza encontro para discutir o futuro do gás HCFC no País
Evento contou com presenças importantes do setor de refrigeração, como representantes do Ministério do
Meio Ambiente e da ABRAVA.
Fonte: http://www.cetesb.sp.gov.br/media/imagens_noticias/imagem_124450684.jpg Foto: Pedro Calado
Para discutir o que ocorrerá no País referente ao controle das importações e, principalmente, na eliminação
gradual dos hidroclorofluorcarbonos, o chamado gás HCFC utilizado no mercado de refrigeração, a
CETESB promoveu no dia 2/12 – também em comemoração ao Dia Internacional de Proteção da Camada
de Ozônio, comemorado pela ONU (Organização das Nações Unidas) em setembro – o 16º Seminário
sobre o tema, uma iniciativa conjunta com a ABRAVA – Associação Brasileira de Refrigeração, Ar
Condicionado, Ventilação e Aquecimento.
O evento, realizado no Auditório Augusto Ruschi, contou com a participação do diretor de Engenharia e
Qualidade Ambiental da CETESB, Carlos Roberto dos Santos; de Wadi Tadeu Neaime e Paulo Neulaeder,
presidente e vice-presidente da Abrava; Frank Amorin, representante do Ministério do Meio Ambiente;
Josilene Ferrer, gerente de Mudanças Climáticas da CETESB e Eduardo Macedo Ferraz e Souza, diretor da
Unidade de Formação Profissional do SENAI.
“O Estado de São Paulo representa pouco mais da metade de todo o consumo HCFC do mercado
brasileiro. Por isso é importante ressaltar que as ações para a substituição do uso desse gás deverão
continuar, juntando esforços do Governo Federal, da CETESB e em especial da ABRAVA, que é nossa
parceira de longa data para redução ou mesmo eliminação desta substância”, ressaltou Carlos Roberto dos
Santos, na abertura do encontro.
A coordenadora técnica da DuPont Fluorquímicos, Ana Paula Garrido, fez uma palestra sobre as boas
práticas para aplicação dos fluidos refrigerantes, enfatizando os cuidados para preservação da camada de
ozônio. O evento abordou ainda outros temas relevantes como o futuro do HCFC R-22 e o cenário da
refrigeração comercial no País.
Durante o evento, o consultor da DuPont, Amaral Gurgel, recebeu uma homenagem em virtude de seu
histórico de ações e engajamento no Brasil, a favor da utilização de substâncias que preservam a camada
de ozônio no setor de refrigeração e ar condicionado, homenagem esta também prestada a Marina Lopes
Ribeiro, do setor.
Ao final do encontro, a CETESB lançou duas publicações elaboradas pela vice-presidência, para
documentar o inventário de emissões setoriais dos gases de efeito estufa no Estado: o Inventário das
Emissões dos Gases de Efeito Estufa do Setor de Processos Industriais e Uso de Produtos, que inclui os
gases controlados pelo Protocolo de Montreal; e o Inventário das Emissões do Setor de Resíduos Sólidos
Urbanos e Efluentes Líquidos.
Fonte: http://www.segs.com.br/demais-noticias/141639--cetesb-comemora-o-dia-internacional-de-protecaoda-camada-de-ozonio-e-trata-do-futuro-do-r-22.html
departamentos nacionais
Meio ambiente
O cenário nacional sem o R-22
Durante o 16º Seminário de Comemoração do Dia Internacional de Proteção
da Camada de Ozônio, realizado no dia 2 de dezembro, na CETESB (São Paulo),
palestrantes discutiram a substituição ao R-22, cenário para que todo o setor de ar-condicionado e refrigeração esteja preparado, bem como informar aos seus clientes
O
alidade é que precisaríamos de 15 anos.
Na abertura do evento, estiveram
presentes Carlos Roberto dos Santos, diretor de Engenharia e Qualidade Ambiental, representando Otávio
Okano, presidente da CETESB; Frank
Amorim, representando o secretário
de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do Ministério do Meio
Ambiente, Calos Klink; Wadi Tadeu
Neaime, presidente da Abrava; Paulo
Neulaender, vice-presidente de Meio
Ambiente da Abrava; Josilene Ferrer,
gerente de Mudanças Climáticas da
Fotos: Charles Godini
.44.
futuro do R-22 ou sem o R-22?
Essa indagação e as boas práticas na aplicação dos fluidos
refrigerantes foram colocadas
durante o 16º Seminário de Comemoração do Dia Internacional de Proteção da
Camada de Ozônio. O evento, promovido pela Abrava, CETESB, Governo do
Estado de São Paulo, foi realizado no dia
2 deste mês, no Anfiteatro da CETESB,
São Paulo. Entre os palestrantes muitos apontaram: o Brasil terá eliminado
o R-22 nos próximos cinco anos, prazo
dado pelo PNUD. No entanto, hoje a re-
Revista Abrava . Edição 322 . Dezembro 2013
CETESB; Eduardo Macedo Ferraz e
Souza, diretor da Unidade de Formação Profissional do SENAI Oscar Rodrigues Alves.
A questão da segurança na manipulação
de fluidos refrigerantes e em nosso dia
a dia foi abordada por Ana Paula Garrido, coordenadora Técnica de Fluidos
Refrigerantes para a América Latina da
Dupont, representando o presidente do
DN Meio Ambiente, Renato Cesquini.
O Eng.º Artur Jahrmann (Mipal) abordou a Refrigeração Comercial; e o Eng.º
Leonilton Tomaz Cleto apresentou as
departamentos nacionais
Meio ambiente
questões dos Chillers. Após as palestras, os participantes assistiram a um filme, Manufatura Reversa Indústria FOX
e o evento seguiu com um debate.
Além disso, dois profissionais que
muito têm contribuído para as questões relacionadas à proteção ao meio
ambiente e à Camada de Ozônio também em virtude de seus históricos e
ações foram homenageados: Marina
Ribeiro, gerente de Projetos - Protocolo de Montreal Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (veja
entrevista na página 6) e o consultor
independente, Amaral Gurgel, entrevistado pela Revista Abrava no dia do
evento (veja quadro).
“Nós temos um processo que pode trabalhar com várias misturas, CFCs de
qualquer tipo, HCFCs, HFcs, misturas,
até o pó de hidrobutano, entre outros.
Nossa capacidade para tratamento é
de 50 kg por hora, isso significa basicamente uma tonelada por dia e teoricamente 350 toneladas por ano. Então,
acredito que, se olharmos quais os volumes que estão sendo juntados no Brasil,
uma planta dessas, na verdade já daria
conta e de fato como se trata de um investimento muito alto, não sei se é um
A importância de ícones no setor
Desde muito cedo, o consultor
Amaral Gurgel atua no mercado
de refrigeração e, em 1990, teve
contato com as primeiras mudanças de fluidos refrigerantes com
Paulo Neulaender. Um estusiasta e apaixonado pela profissão,
Gurgel detalha a sua trajetória à
Revista Abrava logo após o encerramento do evento.
A maioria dos instaladores já está aprendendo o que se
deve fazer porque meio ambiente já está virando uma área
de negócio. Mesmo o nosso parque fabril de R-22 é muito
grande e por isso as mudanças também serão radicais.
Amaral recebe
homenagem durante
evento.
Qual a importância desta homenagem para você?
Há 35 anos trabalho na área de refrigeração. O primeiro contato
que eu tive com essas mudanças de fluidos refrigerantes foi em
1990 com o pai do Paulo Neulaender, o Sr. Paulo que começou
a conversar com a gente sobre essas mudanças e fui me interessando pela área. Depois fui consultor da Dupont na área de retrofit, treinamentos, palestras e consultoria. A orientação sobre
a mudança é muito mais do que apenas falar, é a interação, ir a
campo junto com os técnicos, fazer toda a parte de orientação
e mostrar a importância disso para o meio ambiente. Estamos
plantando uma sementinha e sabemos que o retorno não será
para agora e sim para daqui a 20 ou 30 anos, mas é importante
que alguém hoje esteja falando sobre isso.
Quando você estima que o mercado brasileiro irá reagir?
O mercado vai reagir mais rápido, porque vai começar a dor
no bolso e a hora em que o custo do R-22 subir mais do que
está hoje, as mudanças serão radicais.
Em sua opinião, como ficará a questão do descarte e reciclagem?
O governo brasileiro já tinha uma verba e já liberou as
recolhedoras para vários mecânicos, mas o grande problema é que as pessoas que receberam isso até tem boa
vontade de recolher, mas na hora de regenerar, para onde
enviarão? Esses centros de regeneração ficam somente nas
grandes cidades e aí nós temos um grande problema: quem
vai emitir a nota, como iremos transportar, quem vai pagar
esse frete, qual o retorno financeiro, pois é uma ilusão pensar que alguém vai regenerar alguma coisa só por causa do
meio ambiente, alguém vai ter que ter um retorno, alguém
paga, tem um custo por isso. Existem varias empresas que
já fazem essa regeneração via IBAMA, CONAMA, mas
percebemos que esse pessoal foi criado na época que era
para regenerar R-12, depois que todo processo saiu já não
havia mais esse fluido refrigerante e agora nós estamos no
HCFC. Então teremos outro problema: temos no mercado
muitas misturas e como vamos regenerar tudo isso? O Brasil está preparado para regenerar substâncias puras como
o R-22 e o R-134, mas para essas misturas nós não temos
como regenerar. Não é só filtrar. Quando se trata de mistura você tem que balanceá-la novamente porque são vários
produtos para destilar.
Revista Abrava . Edição 322 . Dezembro 2013
.45.
departamentos nacionais
Meio ambiente
.46.
mercado, um serviço com tanta atração
que vai atrair muitos outros players para
prestarem serviços nesse ambiente”, comenta Philip Bohr, diretor da Fox.
Em seu pronunciamento de abertura,
o presidente da Abrava, Wadi Tadeu
Neaime, comentou que atualmente
existem ao redor do mundo muitas
pesquisas para novos refrigerantes, envolvendo cientistas em discussões globais sobre a escolha de gases alternativos, com avaliação do seu potencial
de aquecimento global, gerenciando o
equilíbrio entre a eficiência energética,
a segurança no manejo, flamabilidade
e disponibilidade efetiva. “Observa-se
que a população envolvida com esta
questão está bem consciente e já contribui positivamente para melhor qualidade da vida contemporânea e, assim,
assegura um planeta melhor para as
próximas gerações”, Neaime também
agradeceu aos gestores da CETESB
pela parceria de longa data e pelo espaço cedido para o evento.
Segundo Paulo Neulaender, vice-presidente de Meio Ambiente da Abrava:
“o Dia Internacional do Ozônio deste ano, em particular, teve como seu
principal alicerce orientar o mercado
em relação à mudança que teremos
com o controle das importações e a
eliminação dos HCFCs, uma nova
realidade em particular com o HCFC
R-22. O trabalho será grande, pois
o Brasil é um grande usuário dessas
substâncias. A Abrava, como sempre,
está à frente destas ações para orientar nosso setor de HVAC-R; neste
momento o que vemos em relação
ao R-22 é que, dos 100% do consumo atual, 80% está no setor de serviços, desta forma precisamos mais
uma vez incentivar treinamento junto
com informações para profissionais e
usuários finais, focando as boas praticas para o setor e, subsequentemente,
para o meio ambiente”.
Frank Amorim, representando o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do Ministério do Meio
Ambiente, Carlos Klink, comentou
que o grande desafio daqui para frente será eliminar e substituir os HCFCs
por substâncias que não agridam mais
a Camada de Ozônio e que também não
causem impacto climático: “o Brasil
elaborou o Programa Brasileiro de Eliminação de HCFCs e que está sendo
implementado”.
Juscilene Ferrer, gerente de Mudanças
Climáticas da CETESB, agradeceu os
presentes e a parceria da Abrava que
vem contribuindo para o sucesso da organização.
Eduardo Macedo Ferraz e Souza, diretor da Unidade de Formação Profissional do SENAI Oscar Rodrigues Alves,
agradeceu o convite da CETESB por
meio do presidente, Otávio Okano, nesse ato representado pelo Dr. Carlos Roberto, também convidado pelo Sr. Wadi
Tadeu Neaime, presidente da Abrava,
da mesma forma fez uma homenagem:
“Aos alunos e funcionários aqui presentes da Escola SENAI Oscar Rodrigues
Alves, escola em que trabalho, parabéns a vocês e à formação profissional
no Brasil. Tomo a liberdade de citar o
professor Walter Vicioni Gonçalves, diretor Regional do SENAI-SP, que cita,
segundo Saramago, ‘Que as habilidades
que o mundo sabe, dar voltas é que ele
ainda faz melhor. Voltas em torno do
Sol, em torno de Si fazendo o seu ofício pontualmente e bem feito’. Acredito
Revista Abrava . Edição 322 . Dezembro 2013
que 365 voltas depois, além de novas
histórias para contar, estamos certamente fortalecidos e ouso dizer melhores do
que começamos graças aos desafios do
Protocolo de Montreal inserido na educação profissional por meio da nossa
Escola SENAI Oscar Rodrigues Alves
que é considerada referência e contribui significativamente para o setor de
HVAC-R”.
E para finalizar a abertura do encontro,
Carlos Roberto dos Santos, diretor de
Engenharia e Qualidade Ambiental, representando Otávio Okano, presidente
da CETESB, disse que o foco deste ano
foi orientar o mercado de refrigeração
com relação às futuras mudanças que
ocorrerão no controle das importações
na eliminações gradual do HCFCs, em
decorrência da aplicação do Protocolo
de Montreal nos países em desenvolvimento. “A CETESB já vem trabalhando
há anos em parceria com a Abrava, e o
Estado de São Paulo representa um pouco mais da metade de todo o consumo
de HCFCs no mercado brasileiro”. Ele
lembra que as ações para eliminação
desses gases deverão continuar contando com esforços do governo Federal, da
CETESB, e em especial da Abrava que
é parceira de longa data, pelo menos
nos últimos 15 seminários, antecedendo
a esse, é mais do que uma parceria consagrada e consolidada. [a]
Anote:
A Revista Abrava
ção
disponibilizará em sua edi
s.
eletrônica as apresentaçõe
edição
A matéria continuará na
de janeiro. Aguarde!
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