Ano I
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Nº 1
•
Maio de 2004
SESI CONSELHO NACIONAL
1
ENTREVISTA
JAIR MENEGUELLI
“Sistema integrado pode atender a mais pessoas”
Páginas 4 a 7
Fórum do
Sistema S
Composição do Conselho Nacinal do SESI
Páginas 28 a 36
Intercâmbio
para evoluir
Páginas 8 a 11
Os
principais
números do
Sistema
Páginas 12 e 13
COZINHA BRASIL
Educação com respeito à cultura alimentar
Páginas 14 a 19
Sempre é tempo
de aprender
A nova sede do
Conselho Nacional
Conhecendo de perto os
Departamentos Regionais
Páginas 22 a 24
Páginas 20 a 21
Páginas 25 a 27
CONSELHO NACIONAL DO SESI
Jair Antônio Meneguelli
Presidente do Conselho Nacional do SESI
Armando de Queiroz Monteiro Neto
Presidente da Confederação Nacional da Indústria – CNI
Osvaldo Martines Bargas
Secretário de Relações do Trabalho e Emprego – Coordenador-Geral
do Fórum Nacional do Trabalho
Carlos Roberto Bispo
Diretor da Receita Previdenciária - representante do Instituto Nacional
do Seguro Social junto ao Conselho Nacional do SESI
José Augusto Carvalho de Mendonça
Representante da categoria econômica da pesca junto ao Conselho
Nacional do SESI
ALAGOAS – José
ACRE –
Carlos Lyra de Andrade
João Francisco Salomão
AMAPÁ –
Junta Governativa
Isaías Mathias Antunes, José Góes de Almeida e
Alessandro de Jesus Uchôa de Brito
AMAZONAS – José
BAHIA – Jorge
Nasser
Lins Freire
CEARÁ – Jorge
Parente Frota Júnior
DISTRITO FEDERAL – Antônio
Rocha da Silva
ESPíRITO SANTO – Fernando
Antônio Vaz
GOIÁS – Paulo
Afonso Ferreira
MARANHÃO – Jorge
Machado Mendes
MATO GROSSO – Alexandre
Herculano Coelho de Souza Furlan
MATO GROSSO DO SUL – Alfredo
MINAS GERAIS – Robson
PARÁ –
Fernandes
Braga de Andrade
Danilo Olivo Carlotto Remor
PARAÍBA – Francisco
PARANÁ – Rodrigo
de Assis Benevides Gadelha
Costa da Rocha Loures
PERNAMBUCO – Jorge
PIAUÍ – Antônio
Wicks Côrte Real
José de Moraes Souza
RIO DE JANEIRO – Eduardo
Eugênio Gouvêa Vieira
RIO GRANDE DO NORTE – Flávio
José Cavalcanti de Azevedo
RIO GRANDE DO SUL – Francisco
RONDÔNIA – Júlio
RORAIMA – Rivaldo
Fernandes Neves
SANTA CATARINA – José
SÃO PAULO –
Renan Proença
Augusto Miranda Filho
Fernando Xavier Faraco
Horácio Lafer Piva
SERGIPE – Eduardo
Prado de Oliveira
TOCANTINS – Eduardo
Machado Silva
REVISTA SESI CONSELHO NACIONAL
EDITORA-CHEFE – Márcia
Milanesio
EDITOR EXECUTIVO / JORNALISTA RESPONSÁVEL
Idelson Alan - DRT/DF 2305
PLANEJAMENTO EDITORIAL
Instituto do Desenvolvimento da Inteligência Aplicada - IDEIA
SUPERVISÃO TÉCNICA – Cleude
Mauro
REPORTAGEM – Ana
Cristina Vilela, Carla A. B. Gomes,
Liz Elaine Lobo, Taísa Ferreira
EDITORAÇÃO ELETRÔNICA – Licurgo
S. Botelho
Álvaro Pedreira, arquivos Departamentos
Regionais do SESI
FOTOGRAFIA –
IMPRESSÃO – Gráfica
TIRAGEM – 10.000
Brasil
exemplares
SESI CONSELHO NACIONAL
3
E D I T O R I A L
V
ocação
para o
sucesso
U
ma das primeiras iniciativas do Conselho
Nacional do Sesi em 2003 foi a criação do
Fórum do Sistema S, uma medida políticoinstitucional adotada para estabelecer um
espaço próprio de discussão, análise e
avaliação. Essa iniciativa possibilita a
apresentação de propostas visando a definição
de planos de crescimento e fortalecimento em
comum, interação de ações, programas e
projetos, redução de desperdícios, superposição de atividades e maior participação da
classe trabalhadora.
Acreditamos que o fortalecimento de
parcerias com instituições públicas e privadas
é um caminho natural para ampliar as ações
de atendimento do sistema, cada vez mais
incorporadas às iniciativas de inclusão social,
no limite de suas competências e condições.
Na primeira edição da Revista do
Conselho Nacional do Sesi apresentamos os
depoimentos dos integrantes da reunião
inaugural do Fórum do Sistema S que, de forma
consensual, acreditam ser possível estabelecer um processo que resulte em mais
integração e garanta maior aproveitamento da
estrutura física e dos recursos.
Apresentamos, ainda, outras iniciativas
desenvolvidas pelo Conselho Nacional, como
o Cozinha Brasil, uma proposta de educação
alimentar com a preservação das culturas
locais. Trata-se de uma cozinha experimental
pedagógica, montada em unidades móveis,
projetada para ensinar a população de
municípios de pequeno, médio e grande
portes, especialmente em localidades de difícil
acesso, como preparar alimentos de baixo
custo e alto valor nutritivo.
Promovemos, também a edição de três
títulos da literatura brasileira, de forma
especial, para incentivar o gosto pela leitura
dos brasileiros recém- alfabetizados. Os livros,
cuja coleção é denominada “É só o começo”,
tiveram sua primeira remessa distribuída a
todos os departamentos regionais, com apoio
logístico do Departamento Nacional do Sesi e
o aval didático-pedagógico do MEC, a
contribuição da UNESCO e a colaboração de
instituições não governamentais. Esse projeto
integra a parceria entre o SESI e o governo
federal no programa “Por Um Brasil
Alfabetizado”.
Com a edição da Revista do Conselho
Nacional pretendemos criar um canal de
comunicação permanente entre os órgãos do
sistema e a sociedade em geral, sempre com
foco na busca da integração, no alcance de
objetivos comuns e na apresentação de
propostas inovadoras.
4
SESI CONSELHO NACIONAL
E N T R E V I S T A
Jair Meneguelli
Presidente do Conselho Nacional do Serviço
Social da Indústria (SESI)
M
udança
de
paradigmas
Jair Meneguelli, como revela sua trajetória
pessoal, nunca se esquivou de um bom combate.
A acomodação não faz parte da personalidade
desse líder sindical, que enfrentou apenas com
a determinação e o apoio dos companheiros de
então, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
as restrições aos direitos individuais e coletivos
impostas pelo regime militar.
Ao assumir a presidência do Conselho
Nacional do SESI ele não poderia fugir da sua
própria história. Uma das suas primeiras medidas
foi a criação do Fórum Nacional do Sistema S,
que pretende apoiar a integração entre seus
componentes, para ampliar o já extenso leque de
benefícios que oferece à sociedade.
“Com o Sistema mais integrado,
poderemos atender a mais pessoas, assim como
eu e o presidente Lula, ambos formados pelo
SENAI”, avalia. Meneguelli tem plena consciência
de que há muito trabalho pela frente, mas ele
aposta no entendimento e na busca do consenso
- objetivos que sempre buscou nos incontáveis
processos de negociação dos quais já participou.
Qual o posicionamento que o Conselho
Nacional do SESI está adotando na sua gestão?
A primeira diferença nos procedimentos do
Conselho Nacional do SESI foi a de aproveitar o que o
sistema já tem. Tudo aquilo que é bom, tanto na área
de informação, como na área de assistência social.
Aproveitar instruções para, principalmente, integrar o
sistema aos projetos do Estado. É preciso discutir
informação com a estratégia do Estado. Na área de
atendimento social, estamos tentando fazer a mesma
SESI CONSELHO NACIONAL
coisa. Procuramos discutir com o Ministério dos Esportes
como utilizar os equipamentos do Sistema “S”, que não são
poucos, de forma mais abrangente para atender aos
programas de recuperação de crianças em situação de risco.
O objetivo é trazê-las para a prática do esporte, utilizando a
infra-estrutura do Sistema. Hoje, existem aproximadamente,
em todo o Brasil, milhares de unidades fixas que poderão
ser utilizadas com essa finalidade.
5
esse atendimento à necessidade e à demanda do País,
aumentando o volume de atendimentos. O que o Sistema
está se prontificando a fazer é ajudar o governo naquilo que
já sabemos fazer. Estamos integrados, por exemplo, no
projeto Fome Zero. Temos um projeto que é de disponibilizar
aproximadamente 40 caminhões ao Ministério do
Desenvolvimento. Vamos trabalhar juntos, por intermédio
dos nossos regionais em todo o Brasil, para ensinar à
população a se alimentar com segurança e qualidade,
O Conselho está desenvolvendo outras ações
aproveitando produtos que normalmente muitas pessoas
em apoio aos programas sociais do governo?
jogam fora. Sabemos que estatisticamente somos um País
Atendendo a uma solicitação do Ministério da
com muito desperdício. Com esse programa - uma idéia
Educação para a alfabetização dos 20 milhões de jovens e
nascida no Conselho Nacional do SESI - queremos tornar o
adultos no País, o SESI assinou um
alimento mais nutritivo e barato para o
convênio com o órgão se dispondo a
conjunto da população. Mais uma contri“Em convênio
alfabetizar, nesses quatro anos, dois
buição do sistema aos projetos sociais do
com o Ministério
milhões de pessoas. Já participamos de
governo. Nosso objetivo é promover a
da
Educação,
o
formações de grupos em alguns estados,
integração do sistema aos diversos níveis
Conselho
mostrando a integração do Sistema.
de governo, de qualquer partido. Queremos
Nacional está
Podemos aproveitar o know how e os
continuar integrando nossos ideais às
distribuindo
equipamentos do Sistema para nos integrar
necessidade do País.
a outros projetos sociais do governo.
mais de
Isso representa uma mudança de
Estamos também discutindo , com o
1 milhão de
rumo substancial. Como o Sistema S
Ministério da Saúde, a implementação de
livros em todo
está avaliando essa nova proposta?
farmácias populares no Brasil. Temos
o Brasil”
Nada poderia ter sido feito a partir
algumas experiências na Região Sul. Agora,
da idéia de apenas uma pessoa ou do
estamos discutindo com o governo para, a
compromisso de poucos indivíduos. Tudo só está sendo
partir das nossas unidades, ajudarmos na implantação
realizado porque hoje há um entendimento da necessidade
dessas farmácias, fazendo com que os medicamentos
de aperfeiçoamento por parte do Sistema e dos empresários
cheguem às pessoas muito mais baratos que os comprados
ligados a ele. Estamos em um momento diferente no País.
normalmente nos estabelecimentos comerciais.
Independentemente de que partido o Presidente da
O Senhor falou de duas importantes áreas
República pertença, esse é um compromisso que o Sistema
sociais: educação e saúde. De que forma pretende
tem que assumir com o Brasil. Há hoje um entendimento da
disponibilizar melhor o Sistema para a integração
maioria dos empresários de que é preciso disponibilizar tudo
com as diversas áreas do governo?
aquilo que sabemos e temos para ajudar a população
O que se teve no passado foi um pouco o Sistema
brasileira.
trabalhando em função das suas necessidades ou dos seus
O senhor acredita que o País usa pouco os
beneficiários. A indústria atendendo particularmente aos
recursos do Sistema em prol da população? Como
industriários e seus dependentes. O comércio, com o SESC
isso poderia ser otimizado?
e SENAC, priorizando, principalmente, seus beneficiários,
Quando nós pensamos na criação do Fórum do
comerciários e dependentes. O que estamos fazendo agora,
Sistema “S”, uma de nossas principais preocupações foi
além de continuar atendendo aos beneficiários, é ampliar
6
SESI CONSELHO NACIONAL
exatamente essa. Com o Sistema mais integrado,
poderemos atender a mais pessoas. Assim como eu, o
presidente Lula também foi formado pelo SENAI. Recordo
perfeitamente que fiz o teste de admissão quando a Willys
estava no Brasil, em 63. Éramos aproximadamente mil
garotos por volta dos 14 anos, candidatos a 36 vagas do
curso oferecido por aquela empresa no SENAI. Eu me
considero um privilegiado. Gostaria que mais garotos
tivessem essa oportunidade. Se juntássemos o Sistema a
uma estratégia do governo e recursos do Fundo de Apoio
ao Trabalhador (FAT), isso poderia ser possível. Teríamos
muito mais que 36 garotos, por exemplo, sendo aprovados
em um teste de seleção para fazer cursos de formação no
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.
Com essa nova visão, percebemos que é
possível se estabelecer novas parcerias, já que o
Sistema não pode assumir todas essas responsabilidades. O senhor pretende ampliar as parcerias
com entidades da sociedade organizada?
O Sistema já desenvolve vários projetos por meio de
parcerias. No entanto, buscamos ampliá-las, tanto junto
ao poder público quanto às empresas
privadas. Quando falamos em educação, no
“Estou
projeto de alfabetização de dois milhões de
aproveitada. Estamos verificando, por
plenamente
jovens e adultos, estamos nos referindo a
exemplo, cada unidade em que há
convicto que,
parcerias do SESI com o governo federal.
oportunidade de colocar mais uma turma de
com a ampliação
Quando falamos do projeto dos caminhões
garotos desassistidos para fazer treinamento
de
parcerias,
e de ensinar as pessoas a se alimentar com
de natação ou qualquer outro tipo de
teremos
todas
as
segurança na periferia ou em qualquer
esporte. Também na área de educação
condições para
município ou estado, estamos mostrando
queremos ocupar essa ociosidade, onde
que há parceria entre o SESI, SENAI, o
houver. Esse é um projeto ambicioso, mas
otimizar a
Ministério do Desenvolvimento, empresas
que vamos realizar.
capacidade
estatais e privadas. É preciso contribuir mais,
instalada”
já que estamos nos referindo à ajuda à
O senhor acha que é possível
população. Como essas parcerias já são
envolver mais os trabalhadores no
reais, cada vez mais os benefícios serão ampliados.
Sistema? De que forma isso poderia ser feito?
Nem todos os trabalhadores conhecem o que o
O senhor acredita que há uma capacidade
Sistema pode lhes trazer de benefício. Eles sabem das
ociosa do sistema que poderia ser melhor
necessidades reais do seu vizinho desempregado, do seu
aproveitada?
parente desempregado, das pessoas que vivem em sua
Tenho visitado algumas unidades e percebo que em
comunidade. Queremos trazê-los para participar mais da
alguns lugares há uma potencialidade que precisa ser
direção do Sistema, para que tragam as idéias da base da
SESI CONSELHO NACIONAL
7
sociedade. Vivemos em um sistema onde o imposto que é
cobrado incide sobre a folha de pagamento desses
trabalhadores. Nada mais justo do que os integrarmos de
forma efetiva a esse sistema.
O senhor acredita que a maior oferta de cursos
de qualificação profissional poderia facilitar o acesso
da população ao mercado de trabalho?
Eu, por exemplo, passei pela aprendizagem, fiz um
curso técnico. Na medida do possível, de acordo com os
recursos que formos recebendo, poderemos ampliar cada
vez mais a quantidade de cursos de qualificação profissional,
garantindo aprendizagem e a oferta de cursos técnicos,
sempre de forma gratuita.
O senhor falou do Fórum do Sistema “S” que é
uma instância de integração. Como o senhor pretende
conduzir esse trabalho?
Já iniciamos um processo de debates sobre o
assunto. É evidente que não é uma tarefa fácil, naturalmente
também não é uma discussão muito simples, para a qual
exista uma solução rápida. No entanto, estamos discutindo
a questão e, com certeza, vamos ter mudanças para
melhorar ainda mais o atendimento desse
sistema. Otimizando podemos ampliar o
“O Sistema S é
atendimento às pessoas. É preciso
uma estrutura
democratizar mais o Sistema, para que os
que permeia
seus serviços possam ser ampliados. Na
toda a
área de formação profissional, não conheço
sociedade.
outro projeto melhor ou parecido com o do
Portanto,
SENAC ou do SENAI.
uma forma integrada. A hora em que puder
ver uma unidade do Sistema, um aparelho
dessa unidade com um emblema junto a
outra entidade, terei certeza que
começamos a dar passos importantes na
nova forma do Sistema nesse País.
oferece
Existe alguma ação objetiva
O senhor falou que é uma tarefa
nesse sentido já em curso no Conselho
inúmeras
difícil, mas quais seriam os pontos de
Nacional?
oportunidades
convergência por onde as tarefas
Temos várias situações nas quais
de integração”
poderiam ser iniciadas?
iniciamos esse processo, como, por
Em primeiro lugar, o ponto de
exemplo, montar uma escola do SESI
convergência principal para iniciarmos uma mudança no
para atender a uma demanda em certa região, juntasistema, que o torne mais eficaz, amplo e transparente, é
mente com salas paralelas de aulas do SESC, atendendo
entender que o Sistema é uma cadeia que permeia toda a
aos trabalhadores da indústria e do comércio. Estamos
sociedade. Com isso, não pode haver disputa entre o setor
discutindo em várias regiões do País como transformar
de indústria e comércio, SESC e SESI, por exemplo. Todos
isso em uma realidade, criando uma nova consciência
devem trabalhar de forma integrada, pois um não vive sem
sobre o tema e, ao mesmo tempo, abrindo novas possio outro. A informação e o trabalho devem ser pensados de
bilidades.
8
SESI CONSELHO NACIONAL
José de Alencar,
vice-presidente da República:
defesa de maior
intercâmbio no Sistema
Jair Meneguelli, presidente
do Conselho Nacional do
SESI: acesso à formação
profissional ampliado
Em busca
da
integração
Armando Monteiro,
presidente da CNI: a
produtividade do Sistema
pode e deve ser elevada
O Sistema S - denominação informal que
engloba o Serviço Social da Indústria
(SESI), Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial (SENAI),
Serviço Social do Comércio (SESC),
Serviço Nacional de Aprendizagem
Comercial (SENAC), Serviço Nacional
de Aprendizagem Rural (SENAR),
Serviço Nacional de Aprendizagem no
Transporte (SENAT), Serviço Social do
Transporte (SEST), Serviço de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e
o Serviço Nacional de Aprendizagem do
Cooperativismo (SESCOOP) - é um dos
raros exemplos brasileiros de eficiência e
continuidade institucional.
SESI CONSELHO NACIONAL
9
Após 60 anos de existência e inquestionáveis benefícios
levados a milhões de brasileiros, pela primeira vez o
Sistema S ganha espaço próprio para estimular a integração
institucional e ampliar a sua ação na sociedade
A
o longo dos últimos 60 anos, o Sistema S tem contribuído
institucional implantada para promover a integração e interação
de modo substantivo para a formação e qualificação
entre todas as entidades que o compõem. “Não vamos mexer
profissional de milhões de brasileiros na indústria, no comércio,
no que já está dando certo. Pretendemos, ao contrário, ampliar
nos transportes e na agropecuária. Paralelamente, o Sistema
o alcance dessa vitoriosa experiência, integrando os
também desempenha um importante papel social, prestando
componentes do Sistema entre si e às ações do governo e da
assistência nas áreas de educação e saúde, propiciando
sociedade organizada”.
atividades culturais, esportivas e de lazer aos seus milhões
de beneficiários em todo o País.
Na primeira reunião de trabalho do Fórum já houve
posições unânimes: a constatação da importância do Sistema
Para desempenhar essa tarefa, o Sistema conta com a
para o desenvolvimento econômico e social do País e a
contribuição compulsória recolhida sobre a folha de pagamento
necessidade de se promover a sinergia entre os seus
das empresas. Mesmo com os inquestionáveis resultados
integrantes, evitando-se a superposição de atividades, além
produzidos em mais de meio século de atividade, há
do aproveitamento da capacidade ociosa. Na reunião também
determinados segmentos na sociedade que, talvez por absoluto
foi aprovada a criação do Comitê Executivo do Fórum, formado
desconhecimento, ainda colocam em xeque a necessidade da
por representantes do Sistema, centrais sindicais de
sua existência.
trabalhadores, confederações empresariais e do governo.
Hoje a Presidência da República é ocupada por um exmetalúrgico formado nas escolas do SENAI, que conhece de
perto a diferença entre ter ou não ter acesso ao mercado de
trabalho pela falta de oportunidades de qualificação
profissional. Muito provavelmente por sua própria experiência
Um patrimônio de
todos os brasileiros
de vida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja um defensor
O vice-presidente da República, José de Alencar, fez o
intransigente da continuidade e aperfeiçoamento do Sistema.
primeiro pronunciamento na reunião inaugural do Fórum apoiando
Foi com essa visão que ele destacou outro ex-
a iniciativa que vai permitir que empresários, trabalhadores e
metalúrgico, também como ele egresso das salas de aula do
governo possam, permanentemente, avaliar as ações do Sistema.
SENAI, para contribuir no seu processo de crescimento e
Com objetividade, demonstrou de forma concreta uma das
evolução - o deputado Jair Meneguelli, que não mede palavras
inúmeras potencialidades que podem ser exploradas com a
para valorizar a contribuição propiciada pelo Sistema ao País
integração do Sistema S. “Há municípios que possuem unidades
e, particularmente, à sua própria vida profissional. “Eu me
do SESI e não possuem do SESC, outros têm do SESC e não têm
considero um privilegiado, pois tive uma oportunidade de
do SESI. Provavelmente haja nessa situação uma oportunidade
formação profissional que mudou o meu destino. Tenho uma
de se realizar um intercâmbio no sentido de aproveitar melhor as
imensa vontade de levar essa mesma chance a um número
instalações em benefício dos trabalhadores e das instituições”.
maior de pessoas que, por sua condição social, encontra-se à
margem da sociedade”.
E ele fala de cátedra, pois já presidiu a Federação das
Indústrias de Minas Gerais, acumulando a titularidade do SESI
Para viabilizar essa intenção, uma das primeiras
e SENAI do estado. Para ilustrar a situação, rememora uma
medidas tomadas por Meneguelli no Conselho Nacional do
citação do líder chinês Deng Xiaoping: “não importa a cor do
SESI foi a criação do Fórum do Sistema S – uma instância
gato, o que importa é que ele cace o rato”. Assim, “também
10 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
João Felício, secretário-geral
da CUT: o Sistema é modelo
para outros países da
América Latina
Agnelo Queiroz, ministro dos
Esportes: parceria com o
SESI vai atender 40 mil
crianças no País
não importa a casa, pode ser SESI, SESC, SENAR, SENAT e
todos; é preciso que haja realmente um entendimento para
que um número cada vez maior de pessoas seja atendido pelo
Sistema”.
Para o vice-presidente da República, além da economia
de escala, a integração pode proporcionar o aproveitamento
máximo da infra-estrutura do Sistema, “pois há determinada
ociosidade em algumas unidades, que poderia ser reduzida por
intermédio de convênios ou parcerias”. José de Alencar também
defende maior utilização do Sistema pelo Estado, que poderia
beneficiar um contingente maior de pessoas com cursos de
formação profissional. “É muito comum constatarmos, ao visitar
uma fábrica, que os alunos egressos das escolas do Sistema S
estão sempre ocupando cargos de maior responsabilidade, tendo
em vista a formação que tiveram lá”, conclui.
O ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, faz coro com o
vice -presidente da República e reconhece o trabalho
“gigantesco do Sistema em diversas frentes, de capacitação,
formação profissional e assistência social”. Com essa
percepção, o ministro não perdeu tempo: já firmou uma
parceria com o SESI para atender a 40 mil crianças em todo o
País e iniciou entendimentos com o SESC com o objetivo de
desenvolver programas de esportes direcionados a grupos de
baixa renda, na faixa etária de 7 a 17 anos.
Ele estima que, com a utilização da estrutura física do
Sistema S, é possível chegar até milhões de crianças em
Antônio de Oliveira Santos,
presidente da CNC: a
superposição de atividades
pode ser reduzida
programas como esse, promovendo a formação integral.
“Estudando em um turno, praticando esporte no outro e, junto
com a atividade esportiva, o reforço escolar, a alimentação e
a assistência médica, as crianças de baixa renda terão as
oportunidades que hoje não têm”, avalia. De acordo com o
ministro do Esporte, com a criação do Fórum do Sistema S,
será possível otimizar ainda mais iniciativas como as que ele
já adotou em seu ministério, “pois quando há um esforço
concentrado, um foco definido, é possível alterar a realidade,
principalmente levando- se em conta a extraordinária
experiência dessas entidades”.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria,
Armando Monteiro, considera a criação do Fórum como “uma
iniciativa extremamente importante para o aperfeiçoamento
do Sistema, com a qual expresso nossa absoluta adesão”. Para
ele, é inquestionável a eficácia desse modelo, comprovada ao
longo dos seus 60 anos de atuação, principalmente ainda mais
em um país cuja marca é a descontinuidade”.
No entanto, Monteiro acredita que o Sistema deve ser
aperfeiçoado, buscando ganhos de produtividade, complementaridade nos seus programas, maior eficiência nas suas
ações e controle social mais amplo.“Eu quero dizer que o setor
empresarial está absolutamente disposto a contribuir para que,
com uma agenda correta, possamos buscar, sempre pela via
do entendimento, um processo maduro que resulte numa
contribuição que – tenho certeza – esse Fórum será capaz de
SESI CONSELHO NACIONAL
11
dar ao País e ao Sistema, que tem um papel muito importante
ainda a desempenhar”.
Outro ponto mencionado durante a primeira reunião do
utilizada pelo presidente da Confederação Nacional do
Comércio, Antônio de Oliveira Santos, que defendeu uma
profunda avaliação do Sistema S, “que tem 60 anos de sucesso
Fórum foi o da contribuição compulsória, recolhida sobre a folha
de pagamento das empresas para financiar o Sistema. Para o
secretário-geral da CUT, João Felício, a entidade sempre
e necessita de outros 60 pela frente”. Ele acredita que algumas
críticas feitas ao Sistema, que seria “uma caixa preta”, revela
justamente a falta de conhecimento que a sociedade tem sobre
defendeu a manutenção do recolhimento e a manutenção do
Sistema, devido “a sua enorme contribuição ao longo dos anos
na formação de milhões de jovens e que tem sido, inclusive,
o seu funcionamento.
Antônio Santos sugere que uma das formas de se obter
mais transparência para o Sistema seria a criação de um
um modelo para outros países da América Latina”.
Felício também acredita que é possível democratizar a
gestão do Sistema sem se referir exclusivamente às questões
conselho fiscal para todas as entidades, com a presença dos
trabalhadores, governo e, minoritariamente, dos empresários:
“já que esses estão administrando, por que não serem
financeiras, mas na escolha dos cursos oferecidos e na
metodologia de ensino a ser aplicada. “As centrais sindicais
de trabalhadores adquiriram uma enorme experiência na área,
fiscalizados?”.
O presidente da CNC também acredita ser viável a
participação conjunta das entidades em um projeto global,
como as confederações empresariais também acumularam
projetos de êxito na administração do Sistema S. Está na hora
de unificarmos esforços para que possamos alcançar melhores
mesmo que não seja único. “O mais importante é que haja uma
ajuda recíproca, que se acabe com a sobreposição de atividades
e, ao mesmo tempo, tenhamos o cuidado de não desmanchar o
resultados”.
O presidente do Conselho Nacional do SESCOOP, Márcio
Lopes de Freitas, também apóia a implantação do Fórum.
que de bom foi construído durante 60 anos”.
O aperfeiçoamento do Sistema também foi o principal
ponto defendido pelo presidente da Confederação da Agricultura
“Apoiamos o processo de buscar sinergia, de formular o modelo
ideal de gestão que atenda às necessidades e especialidades
de todos os integrantes do Sistema. Acho que por aí vamos
e Pecuária do Brasil - CNA, Antônio Ernesto de Salvo. “As
sociedades organizadas, civilizadas e segmentadas mantêm
as coisas que dão certo e as aprimoram, as corrigem em função
conseguir a evolução”, pondera.
Sinergia, aliás, foi uma palavra-chave durante
a primeira reunião do Fórum, também
do que acontece ao longo dos anos. Tenho certeza que os “S”
pertencem a essa categoria e, nesse Fórum, temos absoluta
certeza de que vamos sair melhor do que entramos”.
Participantes da reunião inaugural do Fórum Nacional do Sistema S
Jair Meneguelli (Coordenação)
Antônio de Oliveira Santos
Agostinho Guerreiro
Presidente do Conselho Nacional do SESI
Presidente da Confederação Nacional do
Comércio
Representante do Ministério da Assistência
Social
Vice-presidente da República
Antônio Ernesto de Salvo
Antônio Fernandes dos Santos Neto
Agnelo Queiroz
Presidente da Confederação Nacional da
Agricultura
Representante da Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil
Remígio Todeschini
Antônio Cortizo
Representante do Ministério do Trabalho e
Emprego
Representante da Central Geral dos
Trabalhadores
Thiers Fattori Costa
Carlos Altino
Presidente de honra da Confederação
Nacional do Transporte
Representante da Social Democracia
Sindical
Antônio Ibañez
Carlos Gastaldoni
Representante do Ministério da Educação
Representante do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior
José Alencar Gomes da Silva
Ministro do Esporte
Armando Monteiro Neto
Deputado Federal e Presidente da
Confederação Nacional da Indústria
João Felício
Secretário-geral da Central Única dos
Trabalhadores
Márcio Lopes de Freitas
Presidente Nacional do Serviço Nacional do
SESCOOP
Elieto Gomes de Araújo
Representante da Força Sindical
12 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
Um pouco do muito que o Sistema faz
Não há atividade econômica produtiva no Brasil que não tenha recebido a contribuição
dos órgãos do Sistema S ao longo das últimas décadas - um apoio que tem propiciado a
formação e atualização profissional na indústria, no comércio e nos agronegócios
SESI
O Serviço Social da Indústria (SESI), ligado à Confederação
Nacional da Indústria (CNI), existe desde 1946. Ele está presente
no País todo. São 2.285 Unidades de Atendimento em 1.565
municípios, com inúmeros programas nas áreas de educação, saúde,
lazer, cultura e alimentação. Além de atender diretamente aos
trabalhadores e suas famílias, os programas desenvolvidos pelo SESI
também beneficiam a comunidade, através de parcerias e convênios
firmados com instituições governamentais e privadas, nacionais e
internacionais.
O número de atendimentos na área de educação é
significativo: em 2003, foram 213.912 matrículas em Educação
Básica para crianças e adolescentes; 932.928 em Educação do
Trabalhador (da alfabetização ao Ensino Médio) e 792.348 em
Educação Continuada (Presencial e a Distância) em cursos de
Educação, Emprego e Renda. Na área de saúde, o número de
atendimentos também chama atenção: no ano passado, foram
1.656.719 consultas médicas e ocupacionais e 2. 452.048 consultas
odontológicas. Tem mais: em 2003, 26.045.803 pessoas
participaram de atividades de lazer, esporte e cultura e 1.095.918
foram atendidas por ações comunitárias desenvolvidas pelo SESI.
Fonte: www.sesi.org.br - Relatório Anual do Sistema SESI 2003
SESC
O Serviço Social do Comércio (SESC) foi criado em 1946
pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) para atender aos
comerciários e seus dependentes nas áreas de educação, saúde,
lazer, cultura e assistência. Mas as populações carentes, das
periferias, também são assistidas através de parcerias com o poder
público, empresas privadas, sindicatos e associações de moradores.
Só em 2002, cerca de 3,6 milhões de pessoas, em todo o País,
foram beneficiadas pelas ações sociais do SESC.
Educar é missão histórica do SESC, que atende a todas as
faixas etárias com projetos de alfabetização, de educação infantil,
fundamental, complementar, de ensino médio e profissional.
O foco do trabalho do SESC na área de saúde é a prevenção
e a medicina de apoio. Alguns exemplos são os projetos Ver para
Aprender, que detecta problemas oftalmológicos, e o SESC saúde,
de apoio a ações educativas em saúde.
O programa de Turismo social democratiza o acesso a
viagens, passeios e excursões por todo o Brasil. São mais de 14 mil
acomodações em rede hoteleira própria, em 20 estados, a preços
acessíveis. O SESC promove regularmente atividades nas áreas de
teatro, música, literatura, dança e cinema, através de uma rede de
aproximadamente 200 salas de espetáculos.
Fonte: www.sesc.com.br
SENAI
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI)
foi o primeiro órgão do Sistema S. Criado em 1942 por iniciativa
do empresariado do setor e parte integrante do Sistema
Confederação Nacional da Indústria (CNI), o SENAI é hoje um dos
mais importantes pólos nacionais de geração e difusão de
conhecimento aplicado ao desenvolvimento industrial e já se
consolidou como o maior complexo de educação profissional da
América Latina.
São 765 unidades operacionais em todo o País, distribuídas
entre centros de educação profissional, centros de tecnologia,
centros ou agências de treinamento e unidades móveis. O SENAI
conta ainda com 320 Kits do Programa de Ações Móveis (PAM),
especialmente montados para chegar às mais remotas regiões
do País.
Os números impressionam: o SENAI oferece mais de 1.800
cursos, com cerca de 2 milhões de matrículas anuais, totalizando
37 milhões de matrículas desde 1942; só em 2003, foram prestados
462.605 serviços de assessoria técnica-tecnológica e laboratorial,
beneficiando quase 20 mil empresas e mais de 82 mil pessoas da
comunidade em geral.
Fonte: www.senai.br - Relatõrio anual do Sistema SENAI 2003
SENAC
Criado em 10 de janeiro de 1946, o Serviço Nacional de
Aprendizagem Comercial - SENAC é uma instituição de educação
profissional aberta a toda a sociedade. Sua missão é desenvolver
pessoas e organizações para o mundo do trabalho com ações
educacionais e disseminando conhecimentos em Comércio de Bens
e Serviços.
Ao longo destes 58 anos de atividades, o SENAC preparou
mais de 40 milhões de pessoas para o setor de Comércio e Serviços,
SESI CONSELHO NACIONAL
contribuindo para a valorização do trabalhador, por meio de sua
capacitação profissional em doze áreas de formação.
Através de diferentes modalidades de ensino, dentre as
quais destaca-se o Programa SenacMóvel, a instituição se faz
presente em mais de 1.850 municípios, capacitando para o Mundo
do Trabalho cerca de 1,7 milhão de brasileiros, a cada ano.
Em 2003, o SENAC registrou 1.783.294 matrículas, com
1.856 municípios atendidos. São 474 unidades escolares e 59
unidades móveis que contam com os serviços de 15.571
docentes.
Fonte: www.senac.com.br
SEBRAE
Existem hoje no Brasil 4,6 milhões de micro e pequenas
empresas formais na indústria, comércio e serviços. No mercado
informal, não há dados atualizados, mas as estimativas oscilam entre
9,5 a 14,5 milhões, Pois é esse o público-alvo do Serviço Brasileiro
de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (SEBRAE), que trabalha
há 22 anos pelo desenvolvimento sustentável das empresas
brasileiras de pequeno porte.
Hoje, o SEBRAE tem 600 pontos de atendimento, de norte
a sul do País. Promove cursos de capacitação, facilita o acesso ao
crédito, estimula a cooperação entre as empresas, organiza feiras
e rodadas de negócios e incentiva o empreendedorismo e o
desenvolvimento de atividades que contribuem para a geração de
emprego e renda.
Entre 2001 e 2002, o SEBRAE capacitou 4.661.611
pessoas, em 3.294 municípios. Promoveu 74.177 cursos e ofereceu
9.868.739 consultas (uma média de 41 por dia). O número de
atendimentos por internet chegou a 25.853.840.
Fonte: www.sebrae.com.br
SENAR
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) é
vinculado à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Criado em 1991, tem como objetivo organizar, administrar e executar
a formação profissional e a promoção social dos trabalhadores rurais
em todo o País.
O processo educativo desenvolvido pelo SENAR é informal,
participativo e sistematizado. São nove linhas de ação, englobando
as áreas de agricultura, pecuária, silvicultura, aqüicultura,
extrativismo, agroindústria, atividades de apoio agro-silvo-pastoril
e de prestação de serviços.
Só em 2003, o SENAR realizou 32.902 ações - 26.807 cursos
de formação profissional rural, com 732.878 horas/aula; e 6.095
cursos de promoção social, com 225.162 horas/aulas. O número
13
de alunos beneficiados foi de 574.164 - 441.786 na área de formação
profissional e 132.378 na área de promoção social.
Fonte: www.senar.org.br - Dep. de Pedagogia e Programação do SENAR
SEST/SENAT
O Serviço Social do Transporte (SEST) e o Serviço Nacional
de Aprendizagem do Transporte (SENAT) foram criados pela
Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 1993. A proposta
era valorizar os transportadores autônomos e trabalhadores do setor
de transporte, com a prestação de atendimento especial nas áreas
de educação, saúde, cultura, lazer e esporte.
Na área de saúde, a prioridade é a ação preventiva. Um dos
destaques é o programa SEST/SENAT de Promoção e Educação para
a Saúde, que inclui a Ginástica Laboral nas empresas de transporte.
O programa de atendimento médico engloba as especialidades de
clínica geral, pediatria, oftalmologia, ginecologia, cardiologia e
medicina do trabalho. Além de consultórios próprios, o SEST/SENAT
conta com inúmeros laboratórios, clínicas e farmácias
conveniados.Trabalhadores e dependentes contam ainda com um
atendimento odontológico completo.
O SEST/SENAT forma equipes técnicas qualificadas,
desenvolve recursos pedagógicos e uma série de cursos para a
capacitação de motoristas profissionais, condutores de
passageiros, cargas, urbanos, intermunicipais, interestaduais e
internacionais.
O Programa de Educação à Distância (PEAD) do SEST/SENAT
é transmitido pela Rede Transporte, o canal digital de televisão do
Sistema CNT, com 60 cursos disponíveis, sinal privativo e pontos
de recepção instalados em empresas de transporte rodoviário,
federações, sindicatos do setor e Unidades SEST/SENAT.
O SEST promove atividades de esporte, cultura e lazer em
todas as suas Unidades, para os trabalhadores e seus dependentes.
Fonte: www.senat.org.br - Centro de Documentação, Informação e Controle
SESCOOP
O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo
(SESCOOP) é o mais novo órgão do Sistema S. Criado em 1998 para
operacionalizar o programa de autogestão das cooperativas, o
SESCOOP já se evidencia como uma das mais importantes ferramentas
para o desenvolvimento do sistema cooperativista. Ligado diretamente
à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), está presente
no País inteiro, com um trabalho de monitoramento, supervisão,
auditoria e controle das cooperativas. Entre 2001 e 2003, o público
atendido foi de 663.451 pessoas. Na área de monitoramento,
foram 46.698 atendimentos; na área de formação profissional,
382.936; e na área de promoção social, 230.817.
Fonte: Gerência de Auto-gestão da OCB
14 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
O Conselho Nacional do SESI
criou o Projeto Cozinha Brasil para
levar a todo o País, em unidades
móveis, conhecimentos sobre
alimentação saudável
SESI CONSELHO NACIONAL
15
E ducação
alimentar com produtos
Regionais
Incentivar o consumo de produtos nutritivos,
aproveitar os alimentos regionais, evitar o
desperdício e levar saúde à mesa são algumas das
metas do Cozinha Brasil
E
ducação alimentar é o ponto central do programa Cozinha Brasil – Alimentação
Inteligente, lançado pelo Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria
(SESI) em parceria com o Fome Zero, do Governo Federal. O objetivo é promover
ações de educação alimentar para elevar o nível de saúde e qualidade de vida
das populações de baixa renda, por meio da orientação didático-pedagógica,
visando à produção e ingestão de uma alimentação de alto valor nutricional e
baixo custo.
A orientação para a produção e consumo respeitará as diversidades
regionais e culturais, estimulará o aproveitamento dos recursos naturais locais e
favorecerá a geração e melhoria da renda familiar. O baixo aproveitamento dos
alimentos já deu ao Brasil o título de “o país do desperdício”, comprovando que
grande quantidade de comida em bom estado de consumo é jogada fora. Esse é
um dos hábitos que se busca mudar através de uma cozinha experimental
pedagógica.
A secretária do Conselho Nacional e coordenadora do programa para o
Conselho, Cleude Gomes da Silva Mauro, explica que comunidades carentes terão
prioridade, mas ressalta que o Cozinha Brasil também pretende atender à
população em geral. Em torno de 40 unidades móveis - caminhões adequadamente
equipados - serão distribuídas em todo o País, levando conhecimento nas áreas
de higienização, segurança alimentar e aproveitamento de alimentos nutritivos,
priorizando sempre os produtos regionais.
16 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, o ministro Patrus Ananias e
Jair Meneguelli no lançamento do
Cozinha Brasil: alimentação de
qualidade com menos desperdício
Como a água é fator fundamental ao corpo humano,
à manutenção das condições de saúde e à produção, assim
como ao preparo dos alimentos, o projeto também pretende
orientar e conscientizar a população sobre sua captação,
tratamento, armazenagem e consumo. Para tanto, serão
montadas verdadeiras salas de aula ao redor de cada
unidade móvel e as aulas serão ministradas por instrutores
do SESI.
Parcerias são
fundamentais
O projeto, lançado oficialmente em fevereiro na Expo
Fome Zero, em São Paulo, começa em maio em cinco estados:
Pernambuco, Piauí, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo.
Para viabilizar os trabalhos existem os parceiros-pilares, que
são o SESI, o SENAI e o Ministério do Desenvolvimento Social
e Combate à Fome, mas o projeto prevê amplitude de
parcerias, tanto na busca dos equipamentos, quanto na
aquisição de unidades móveis e na manutenção e ampliação
do programa.
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome, por sua vez, atua em conjunto com os governos
estaduais e municipais, o que visa garantir a operacionalização
em cada estado. Também cabe ao Ministério buscar o público
a ser atendido. Mas o projeto, com foco para a sociedade,
está aberto e convida prefeituras, comunidade em geral,
governos estaduais, empresas públicas e privadas e demais
entidades a participarem.
O SESI é responsável pela operacionalização do
programa e o o seu Conselho Nacional pela aquisição das
SESI CONSELHO NACIONAL
17
unidades móveis, que têm sua guarda a cargo dos regionais.
O SESI/SP está repassando aos demais Departamentos
o SESI fez o seu papel ao criar esse projeto, as empresas
fazem o dela ajudando na sua viabilização, na medida em que
Regionais a metodologia e o know how do programa
Alimente- se Bem a R$ 1,00, um trabalho na área de
se tornam parceiras”, esclarece.
educação alimentar que busca associar alimentação
saudável com baixo custo. O Cozinha Brasil adotou a
experiência do SESI/SP, que vem sendo aprimorada nos
últimos quatro anos.
Para viabilizar o processo, o Conselho Nacional do
SESI precisa atrair apoios tanto do setor privado quanto do
setor público para a construção das unidades. “Estamos em
busca de novos parceiros”, reforça Cleude Gomes. Atualmente, Petrobrás, Banco do Brasil e a Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos (ECT) são algumas das instituições que
apóiam a iniciativa, assim como a Companhia Brasileira de
Alumínio (CBA), uma das primeiras a aderir.
O presidente da empresa, Antônio Ermírio de Moraes,
conta porque decidiu colaborar. “Aderimos ao Programa
Cozinha Brasil, idealizado pelo SESI, como forma de contribuir
para a diminuição da fome no Brasil, ensinando as pessoas a
aproveitarem os alimentos típicos de sua região que possuem
alto valor nutricional e baixo custo. É uma forma de
Produtos com
qualidade
O SENAI, que prestará orientação sobre a tecnologia
adequada para as unidades móveis, tem como grande
preocupação, segundo o diretor-geral José Manuel de Aguiar
Martins, a qualidade do alimento consumido. Por isso, o
Programa Alimento Seguro do SENAI levará ao Cozinha Brasil
a tecnologia desenvolvida para garantir produtos ideais, até
mesmo para o padrão exportação.
Martins esclarece que o movimento começou há oito
anos para dar suporte à indústria de alimentos, com garantia
de qualidade não só na produção, mas na exportação,
reduzindo as barreiras enfrentadas pelos produtos nacionais.
Primeiramente, focou-se apenas nos produtos para a indústria
(in natura, enlatados, congelados), mas a produção do
alimento começa mesmo na plantação, passando pela
aprenderem a usufruir os recursos que estão disponíveis no
colheita, transporte, armazenamento, industrialização e
comercialização. “Por isso, decidimos ampliar o enfoque e
País, mas que não são conhecidos. Acredito que assim como
unir forças”, conta Martins.
18 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
O SESI/SP está repassando aos
Departamentos Regionais a
metodologia do Programa
Alimente-se Bem a R$ 1,00, que
já funciona há quatro anos
SESI CONSELHO NACIONAL
A ampliação da idéia inicial uniu SENAC, SENAI, SESI,
19
Programa Cozinha Brasil, cujo objetivo é orientar a população
SEBRAE, SENAR, Anvisa, Embrapa e o Ministério da Saúde e
carente a utilizar melhor os alimentos”, ressalta.
é o resultado dessa parceria que vai ser levado ao Cozinha
Brasil, com a finalidade de criar “produtos baratos com
Armando Monteiro lembra que a ação terá como base
tecnologias desenvolvidas pela entidade, como o Programa
qualidade, dando ao alimento que vai chegar à população o
de Alimentos Seguros (PAS), do Departamento Nacional do
mesmo padrão de um item tipo exportação.”
SENAI e o Alimente-se Bem com Um Real, do Departamento
Regional de São Paulo. “O Departamento Nacional do SESI
Participação
fundamental
está adquirindo cinco caminhões que integrarão a frota que
o Cozinha Brasil utilizará para percorrer o País levando
informações à população.
importante instrumento de educação alimentar, uma das
Conscientização e
geração de renda
ações priorizadas para 2004. A contribuição para o resgate
da cultura alimentar das comunidades e o estímulo a hábitos
O secretário Nacional de Segurança Alimentar do
Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome,
Para o ministro do Desenvolvimento Social e Combate
à Fome, Patrus Ananias, a participação do SESI no Programa
Fome Zero, através do Cozinha Brasil, é fundamental. “É um
alimentares saudáveis são de extrema
José Giacomo Baccarin, informa que
relevância para combater a fome e a
desnutrição em todo o País”, diz o
primeiramente serão atendidos estados
do Sudeste e Nordeste e, em seguida,
ministro, que complementa: “Conheci
uma unidade da Cozinha durante a Expo
Fome Zero, em fevereiro passado, junto
com o presidente Lula, e fiquei impressionado com o potencial transformador
desse projeto.”
Segundo ele, o fato das unidades
serem móveis, somado à ampla capilaridade do SESI no País, fortalece ainda
mais a parceria e o suporte ao projeto
do Ministério de implantação de
sistemas municipais de segurança
O Cozinha
Brasil também
vai estimular os
pequenos
empreendimentos,
da produção da
matéria-prima
até a fase de
comercialização
alimentar e nutricional. “O SESI tem uma
do Centro-Oeste, Sul e Norte. Ele avalia
que um dos pontos principais do projeto
é a capacitação profissional, pessoas que
poderão incrementar a renda familiar e,
ao mesmo tempo, difundir bons hábitos
à mesa. Afinal está previsto o incentivo
ao aproveitamento dos recursos naturais,
assim como o estímulo aos pequenos
empreendimentos, da produção da
matéria-prima à comercialização de
alimentos.
Para Baccarin, é preciso pensar
quantitativa e qualitativamente, gerando
larga história na formação e qualificação
dos trabalhadores. E essa credibilidade que a entidade
uma nova consciência do bem-alimentar
e do não-desperdício. O secretário de Segurança Alimentar
mantém no Brasil amplia o leque de parcerias do Fome Zero
cita, ainda, o grave problema da obesidade no Brasil,
e reforça a divulgação do principal programa do governo
Lula”, conclui.
independentemente de classe social, o que se refere à má
qualidade do que se come. Ele lembra, também, que o
O presidente da Confederação Nacional da Indústria
desperdício de alimentos no País começa ainda no campo e no
(CNI), também diretor-nacional do Serviço Social da Indústria
(SESI), Armando Monteiro Neto, afirma o incentivo à iniciativa
transporte, gerando mais um dos problemas que reduzem a
quantidade de alimento que chega à mesa do brasileiro. “Trinta
do Conselho Nacional. “O Serviço Social da Indústria (SESI)
por cento do que se produz não chegam ao consumidor”,
apóia a iniciativa do Conselho Nacional de desenvolver o
enfatiza o secretário, que aposta em uma mudança de hábito.
20 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
N
ova sede,
nova filosofia
de trabalho
A qualidade ambiental das
instalações de trabalho é
fundamental para facilitar e
motivar mudanças que levam
ao crescimento. A proposta de
um Conselho mais pró-ativo,
integrado aos programas
estratégicos do Sistema,
também passa por mudanças
de natureza física.
Mas a necessidade de sair do antigo endereço foi
ocasionada principalmente pela insuficiência de espaço e pelo
estado das instalações físicas, que apresentavam constantes
problemas de manutenção.
O Edifício JK, um antigo prédio, exigia ampla reforma.
Por isso, essa hipótese foi descartada pelo alto custo que
acarretariam os reparos nas instalações em geral, pois faltam
no local ítens como escada de incêndio, garagens e sistemas
de ar condicionado central e de segurança.
Outro inconveniente era a divisão dos funcionários do
Conselho, espalhados em salas avulsas distribuídas em cinco
andares, o que impedia a agilização e a viabilização dos
D
epois de quase 23 anos funcionando no Edifício JK,
localizado no Setor Comercial Sul, em Brasília, o Conselho
Nacional do SESI ganhou casa nova, agora no 11º andar do
prédio da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no
Setor Bancário Norte, ao lado da Confederação Nacional da
Indústria (CNI) e do Departamento Nacional do SESI. A
mudança procurou aliar condições físicas, com um ambiente
adequado para o trabalho, economia, agilização dos serviços
e integração dos funcionários.
trabalhos. Após avaliação, constatou-se que o valor da
reforma seria o mesmo a ser investido em novas instalações,
porém, sem os mesmos benefícios.
Por isso, em fevereiro de 2003 foi locado o 11º andar
da CNC, com área superior a 800 metros quadrados e
sistemas de segurança informatizados, garagens e ar
condicionado central. Mediante licitação, foram contratados
serviços para obras civis, divisórias e para instalação de rede
de microcomputadores.
SESI CONSELHO NACIONAL
21
Integração e funcionalidade
A área, contínua, sem divisão alguma, foi toda
estruturada pela arquiteta Vera Luna, do sistema CNI,
responsável pelo projeto da nova sede, que priorizou a
integração dos setores, funcionalidade e flexibilidade. O
primeiro ponto levado em consideração foi com base em uma
nova concepção de escritórios, onde as pessoas têm um
ambiente em que possam se comunicar o mais rápido
possível, gerando proximidade com o grupo de trabalho.
Para tanto, foram criadas estações de trabalho,
separadas por divisórias acústicas, que facilitam o
aproveitamento do espaço. Desta forma, agilidade e integração
são as palavras-chave.
A flexibilidade, permitindo ajustar o espaço de acordo
com as novas necessidades, também foi levada em consideração, assim como a funcionalidade. Foram implantados
em todos os setores, inclusive nas salas de reuniões,
As novas instalações do Conselho
Nacional do SESI foram planejadas para
integrar as equipes de trabalho
sistemas de informatização através de fibra ótica, e de
comunicação de última geração, gerando o que Vera Luna
chama de otimização. “Dentro de uma sala de reuniões, por
exemplo, é possível realizar vídeo-conferência e cursos a
longa distância”, exemplifica.
Bem-estar e economia
A saúde dos funcionários também não foi esquecida
e para a aquisição dos móveis a ergonomia foi fundamental.
Muito além do design moderno e da praticidade, na hora de
escolher o mobiliário o mais importante foi a postura de cada
um, ou seja, a comodidade e o bem-estar, evitando danos
para o organismo. Outra palavra-chave foi a economia. Por
isso, alguns móveis antigos, como mesas, foram reciclados
e readaptados ao novo espaço. Outros foram doados para
entidades, como creches e asilos.
E, seguindo a linha da economia, uma grande
preocupação foi quanto aos recursos energéticos. “É possível
economizar monitorizando todos os equipamentos, como
elevadores e ar condicionado”, esclarece Vera. Ela explica que
é preciso observar o custo-benefício, mesmo que o mecanismo
implantado seja um pouco mais alto que o sistema comum.
Um dos exemplos são as luzes com sensores instaladas em
o prédio da CNC é inteligente, sendo ligado automaticamente
após determinada temperatura, o que facilitou os trabalhos.
Outro motivo que levou à escolha do edifício-sede da
CNC, acrescenta a arquiteta, foi a claridade natural do edifício,
assim como a vista geral, o que gera um ambiente de trabalho
agradável e menos estressante. “Buscamos dar o maior
conforto possível para o funcionário e, por isso, criamos
também uma área para fumantes, assim como utilizamos o
tons claros”, conta Vera, que também ressalta a importância
copas e banheiros, as quais se acendem somente com a
da integração, através de sistema de informatização, entre
os prédios da CNC e da CNI, que, mesmo trabalhando
presença de pessoas. Vera lembra que o sistema de ar de todo
independentemente, têm ligação entre si.
22 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
A
brindo
as janelas do
conhecimento
O
Conselho Nacional do SESI decidiu incentivar a leitura
e despertar desde cedo, naqueles que somente agora
começam a decifrar as primeiras frases, o prazer de entrar
no mundo das letras. Por isso, criou o programa É Só o
Começo, que lança, em versão resumida e adaptada para
novos leitores, três clássicos da literatura brasileira. A
Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, Garibaldi e
Manuela: uma história de amor, de José Guimarães, e Triste
Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, serão
distribuídos a dois milhões de pessoas que serão
alfabetizadas pelo SESI até 2006, uma parceira com o
Brasil Alfabetizado – programa do Ministério da Educação,
firmada com o Departamento Nacional do SESI.
Em Caruaru, dia 20 de fevereiro, foram entregues
O presidente da CNI, Armando Monteiro, o ministro
da Educação, Tarso Genro, e Jair Meneguelli entregam
diplomas aos alunos da primeira turma do projeto
“Por um Brasil Alfabetizado”, em Caruaru - PE
os primeiros livros adquiridos pelo Conselho Nacional,
quando esteve presente o presidente do Conselho, Jair
Meneguelli, momento em que os primeiros formandos do
ano receberam seus diplomas. Enquanto isso, em Brasília,
alguns alunos deixam escapar a emoção de estar
aprendendo e de, em breve, poder ler histórias e estórias.
“Quem não sabe ler e escrever é quase um cego”, diz o
alfabetizando Severino José de Santana, 40, ascensorista
do Edifício Venâncio 2000.
Severino, que veio de Pernambuco há nove anos,
é uma das pessoas, entre jovens a partir de 15 anos e
adultos, que serão alfabetizadas. “Quero sair daqui lendo
e escrevendo, pois ler um destes livros vai ser ótimo”,
deseja Severino, enquanto segura nas mãos um dos
três exemplares para leitura da coleção É Só o Começo,
que vai receber do Conselho Nacional do SESI no final
do curso.
A professora Francisca de Andrade, do
SESI: o programa “É Só o Começo” é um
resgate social que responde à vontade de
aprender dos alunos
SESI CONSELHO NACIONAL
23
Projetos e sonhos
O trabalho de adaptação teve o apoio da Unesco,
Programa Brasil Alfabetizado, do MEC, e do programa Brasil
– Um País de Todos, do Governo Federal, além do SESI e do
seu Conselho Nacional. Editados pela L&PM Editores, os livros
encantaram os alunos que estudam na área cedida pelos
proprietários do Restaurante Salada Mista, localizado no
Venâncio 2000. Pessoas como Severino de Santana, que,
depois da aula, ainda viaja durante uma hora e quinze minutos
até Águas Lindas de Goiás, e Vanderli Cardoso dos Santos,
29, flanelinha.
Vanderli conta que estudou um pouco, mas que queria
aprender mais. “Estou achando maravilhoso, vou continuar e
me formar”, planeja, acreditando já nos resultados imediatos:
“Posso arrumar uma profissão.” O flanelinha faz questão de
ressaltar o incentivo do presidente da União dos Flanelinhas
(Uniflan). “Eles nos dão a maior força e nos colocam para
dentro da sala de aula”, brinca. Também lavando e vigiando
carros diariamente, Simone Jesus Figueira, 24, moradora da
Vila Estrutural, reconhece a necessidade do saber. “Gosto
de estudar. Tinha feito até a terceira série, mas,
agora, quero continuar, pois hoje em dia sem estudo
não se é nada”, avalia.
A professora da turma, Francisca de
Andrade, a Cleo, como todos a conhecem, é
contratada do SESI para o programa e fala do valor
de iniciativas como o Brasil Alfabetizado, que prevê
a alfabetização de 20 milhões de pessoas até 2006.
“É muito importante, porque resgatamos estes
jovens e adultos para que eles tenham uma
participação mais ativa na sociedade”, analisa.
Segundo ela, os alunos se esforçam e têm
mesmo muita vontade de aprender. O que é
confirmado pelo supervisor, Mário Lúcio Câmara
Pires, que tem a obrigação de observar o
alfabetizador, o grupo de alunos e o ambiente em
que estão sendo ministradas as aulas. “Aqui temos
o exemplo de uma boa turma, pois são pessoas
carentes de uma série de necessidades, mas
Os flanelinhas Simone Figueira e
Vanderli Santos, beneficiários do
programa: freqüência às aulas até mesmo
debaixo de chuva
comparecem às aulas até com chuva”, relata. Mário entende
que é muito importante a continuidade do estudo após o
término do curso e recebeu com grande entusiasmo a notícia
da doação dos livros.
24 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
União em nome do ensino
O secretário Nacional de Educação Continuada,
Alfabetização e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação,
Até agora foram comprados mais de um milhão de livros
- um milhão e 20 mil, mais precisamente. Destes, 300 mil foram
Eduardo Henriques, diz que o Ministério não tem a ilusão de
enfrentar sozinho uma agenda de luta contra o analfabetismo.
adquiridos em dezembro de 2003 e, os outros 720 mil, em
“Isso requer uma agenda de sociedade e não estritamente de
janeiro deste ano. O primeiro lote foi entregue em janeiro e o
restante será repassado nas próximas etapas de 2004. Cada
governo, sendo uma política pública para além do estadual”,
acrescenta, determinando a importância da participação do SESI.
unidade custa pouco mais de R$ 1, com despesa de envio, e
O secretário lembra que, nas primeiras fases, a forte
cada aluno vai receber uma coleção com três exemplares.
A coordenadora Nacional de Alfabetização do SESI,
concentração da meta do protocolo de intenções entre os dois
órgãos está situada no Nordeste. Assim, dos 244 mil
Eliane Cruz de Pinho Martins, garante que os livros foram muito
alfabetizados ao longo de 2003, recebendo diploma este ano,
bem recebidos. À frente do programa na entidade, Eliane
Martins informa que existe uma grande demanda reprimida de
O repasse do MEC por aluno é de R$ 10,25 e a verba
do Departamento Nacional do SESI é usada para garantir um
163 mil encontram-se nessa região.
Eduardo Henriques também falou das alterações feitas
no programa Brasil Alfabetizado depois da transferência da pasta
para o então ministro Tarso Genro. “As inovações foram no sentido
de aprimorar o conteúdo programático, aumentando a qualidade
do processo”, garante. Entre as mudanças, está o aumento do
período de alfabetização de seis para oito meses e do peso relativo
a recursos direcionados para capacitação de professores.
kit para os alunos e outro para os professores, assim como
Acrescentou-se, também, o encadeamento da escolari-
para a formação de supervisores, tudo visando à melhoria do
ensino. O dinheiro é transferido aos departamentos regionais
zação e da alfabetização de jovens e adultos. “A meta não é esgotar
o processo de avaliação e a Secretaria traz tanto a alfabetização
do SESI, responsáveis por compor as turmas. O SESI
quanto a escolarização de jovens e adultos”, explica. Será definido
(Departamento Nacional) é o gestor de todo o investimento
– tanto da parte vinda do Ministério quanto da sua própria.
e implementado, ainda, um sistema de monitoramento e avaliação
tanto no início quanto no fim do processo de alfabetização, avaliando
Os cursos são ministrados em todos os lugares possíveis,
os alfabetizandos e o impacto da alfabetização sobre a qualidade
como no caso do restaurante Salada Mista do Venâncio 2000.
de vida das pessoas.
analfabetos no Brasil e que, para conquistar o adulto, tem sido
feito um intenso trabalho de mudança cultural. “Temos todos
os segmentos nas salas de aula, pescadores, donas de casa,
flanelinhas, indígenas”, relaciona.
Eliane Martins: 1 milhão e 200
mil livros distribuídos até o
final de 2004
O supervisor Mário Pires:
entusiasmo com o
recebimento dos livros
Eduardo Henriques, da Secad:
parceria com o SESI amplia o
volume de atendimento
SESI CONSELHO NACIONAL
E
25
m 2003, o presidente do
Conselho Nacional do
SESI, Jair Meneguelli,
realizou programa de
visitas aos departamentos
regionais, cumprindo o
compromisso de conhecer
pessoalmente as sedes da
entidade em vários estados
brasileiros. Além de
conhecer de perto a
atuação de cada unidade,
V
ele pretende estimular a
integração entre os
diversos integrantes do
isitas
Sistema S com o propósito
de estender os serviços
às Unidades
Regionais do SESI
oferecidos por essas
entidades ao maior número
possível de brasileiros.
SÃO PAULO e DF
GOIÁS
Logo no início de 2003, dia 7 de janeiro, Jair
Meneguelli visitou a unidade do SESI de Vila Leopoldina, em
O segundo estado a ser visitado pelo Conselho
Nacional do SESI foi o de Goiás, no mês de março de 2003,
São Paulo. Nos meses de fevereiro, março, abril e maio do
na cidade de Goiânia, Bairro Vila Nova, onde Meneguelli foi
ano passado, ele ainda percorreu as unidades de Barretos,
Taubaté, Bragança Paulista, Santa Bárbara D’Oeste, Rio Claro,
recebido por técnicos e diretores do Sistema da Federação
das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) e pelos deputados
São Caetano do Sul e, em novembro, o SESI de Santo André
federais Sandro Mabel e Rubens Otoni.
– todos naquele estado.
O Departamento Regional do Distrito Federal também
Ele enalteceu a importante contribuição da entidade.
“Aproveitando a experiência do SESI na área de educação,
foi visitado em fevereiro de 2003. Meneguelli percorreu várias
queremos contribuir com o governo federal, ampliando as
cidades e pôde ver de perto o funcionamento da Central de
Produção de Alimentos, no Guará, o SESI Park, no Núcleo
oportunidades de acesso aos programas de inclusão social”,
declarou. Ainda em Goiás, Meneguelli visitou os centros de
Bandeirante, o Centro Cultural de Taguatinga, além do Centro
atividade do SESI em Campinas, Canaã e Aparecida de
de Atividades na Ceilândia.
Goiânia.
26 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
BAHIA
A visita à Bahia, realizada no mês de abril de 2003,
teve início no Centro de Atividades Gilberto Mendes de
Azevedo, em Itapegipe, onde Meneguelli conheceu os
programas das áreas de saúde e segurança ocupacional, além
da área de odontologia, que recebeu o certificado ISO 2001.
A unidade também mantém 120 alunos de ensino especial,
com atividades educativas voltadas para a integração de
portadores de deficiência na comunidade. O Presidente do
Conselho Nacional do SESI visitou o Centro Social Reitor
Miguel Calmon, no SESI Retiro e o SENAI Cimatec, Centro
Tecnológico, localizado na Paralela. O Programa SESI
Educação do Trabalhador registrou, só no primeiro semestre
do ano passado, mais de 20 mil matrículas no estado.
PIAUÍ
Jair Meneguelli participou em Teresina, Piauí, no mês
de maio de 2003, do “Fórum de Responsabilidade e Balanço
Social”. Ele também conheceu toda a infra-estrutura da sede
da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI), visitando
os setores de saúde, educação e lazer do SESI. Meneguelli
lançou a idéia de um projeto de formação profissional e fomento
ao turismo para o estado, considerando o potencial da região.
“O turismo é uma fábrica pronta, mas é preciso investir na
profissionalização e na infra-estrutura”, ressaltou.
Os Departamentos
Regionais do SESI oferecem
lazer, saúde, cultura e
educação a milhões de
pessoas em todo o País
O presidente do Conselho Nacional do SESI também
esteve na Superintendência do SENAI e no Centro de
Capacitação Profissional e Tecnologia de Alimentos e
Nutrição. Em Parnaíba, cidade localizada na região Norte do
um Brasil Alfabetizado”, quando foram entregues os diplomas
de 1,2 mil alunos, de 25 municípios pernambucanos.
estado, visitou o Ginásio de Esportes Verdinho, o Centro
Recreativo Lagoa do Portinho, a Escola Integrada Deputado
Em seu discurso, ele disse que os formandos, a partir
Moraes Souza, além das unidades do SENAI.
daquele momento, poderiam ler o que está escrito na Bandeira,
saber qual ônibus pegar, ler bulas de remédios e conhecer um
pouco mais a literatura brasileira, através dos livros cedidos
PERNAMBUCO
pela Conselho Nacional. (Ver matéria nesta edição)
Também estiveram presentes à solenidade o ministro
O presidente do Conselho Nacional do SESI participou
da Educação, Tarso Genro; o presidente da CNI, deputado
de reunião extraordinária do Conselho Nacional do SESI, em
maio de 2003. Já em fevereiro de 2004, Jair Meneguelli
Armando Monteiro; o secretário estadual de educação,
Mozart Ramos; o prefeito de Caruaru, Tony Gel; os superin-
retornou a Pernambuco, onde visitou o SESI de Caruaru durante
tendentes nacional e regional do SESI, além de diversos
a solenidade de formatura da primeira turma do projeto “Por
parlamentares.
SESI CONSELHO NACIONAL
27
O Centro de Atividades de Itapegipe - BA recebeu certificação ISO 2001
Em Goiânia,
Meneguelli conheceu
centros de atividades
do SESI
CEARÁ
que, no Ceará, o atendimento do SESI à população já chega
A histórica função social do Sistema S foi ressaltada
por Jair Menegueli durante sua visita, no mês de junho de
potencialidade.
No Ceará, Meneguelli visitou ainda o Núcleo de
2003, ao estado do Ceará. Na ocasião, pediu para que todos
Negócios do SESI de Parangaba e de Barra do Ceará. A visita
estivessem atentos à intenção de alguns políticos de mudar
o Sistema. Para ele, é possível fazer melhorias, “como tudo
incluiu, ainda, em Fortaleza, um almoço em um dos dois
restaurantes populares instalados na capital, o Mesa do Povo,
que tem 60 anos pode ser melhorado, mas sem perder a
da Praça José de Alencar. O restaurante oferece, diariamente,
essência e a identidade que possibilitaram essa trajetória de
sucesso”.
cerca de três mil refeições, ao preço de R$ 1,00.
O presidente do Conselho Nacional do SESI ainda realizou
Jair Meneguelli parabenizou o Ceará por sair à frente
visitas à Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (março/03),
na questão da educação, por meio do Programa de
Alfabetização de Jovens e Adultos. “O Brasil não pode ter
e às diretorias regionais do SESI do Paraná (setembro/03).
Na visita ao SESI/Amapá, em fevereiro deste ano,
competitividade para conquistar o mercado internacional se
Meneguelli assinou convênio com o governo estadual. Essa
continuar a ter 20 milhões de analfabetos”, afirmou. Ele falou
de sua meta de fazer com que a entidade amplie, em todo o
ação já é resultado do saneamento administrativo e financeiro
promovido pela junta governativa que atualmente gerencia
País, o seu leque de atuação nas comunidades onde estão
aquele regional, sob intervenção do Conselho Nacional, com
inseridos seus núcleos. Ele ficou surpreso ao ser informado
o apoio do Departamento Nacional do SESI.
a 60 por cento, enquanto a indústria utiliza 40 por cento dessa
CONSELHO
E S I C O N S NACIONAL
E L H O N A C IDO
ONA
SESI
L
28 S
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO SESI
JAIR ANTÔNIO
MENEGUELLI
Presidente do Conselho Nacional do SESI
do Instituto Euvaldo Lodi - IEL, do Conselho Nacional do SENAI
e do Conselho Deliberativo do SEBRAE Nacional. Armando
Monteiro também é membro do Conselho Permanente de
Política Econômica da CNI, do Fórum Consultivo Empresarial
Em fevereiro de 2003, Jair
Meneguelli, 56 anos, assumiu a
do Banco do Nordeste do Brasil e do Conselho de
Desenvolvimento Industrial, Comercial e de Serviços do Estado
presidência do Conselho Nacional
de Pernambuco.
do SESI.
Em 1963 ingressou no
Entre as atividades sindicais de representação
empresarial, Armando Monteiro foi diretor-presidente do
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), no curso
Sindicato das Indústrias Mecânicas, Metalúrgicas e de Material
de ferramenteiro, colocado em prática na Willys Overland do
Brasil, futura Ford.
Elétrico do Estado de Pernambuco, vice-presidente do Instituto
Nacional dos Distribuidores do Aço e diretor regional da
Em 1981, é eleito para a presidência do Sindicato dos
Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas - ABIMAQ. De
Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Entre 1984
e 1988, acumulou as funções presidente do Sindicato e
1992 a 2002, presidiu a Federação das Indústrias do Estado de
Pernambuco - FIEPE, sendo reeleito por três mandatos
coordenador da Executiva Nacional da CUT, além de membro do
consecutivos. Como empresário, dirigiu a Fives Lille Industrial
Diretório e da Executiva Nacional do PT.
À frente da CUT por onze anos, Meneguelli escreveu parte
do Nordeste S.A. e a Noraço S.A.
importante da história trabalhista nacional. Permaneceu na
Todos os presidentes dos Conselhos
Regionais do Sesi são membros do
Conselho Nacional
presidência da Central até 1994, contribuindo decisivamente para
transformá-la na maior central sindical brasileira, uma das mais
respeitadas no Brasil e no exterior.
Eleito deputado federal em 1994, Jair Meneguelli
participa dos trabalhos legislativos como membro titular da
Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público e vicelíder do PT. De 1985 a 2002, o deputado fez de seus dois
mandatos uma extensão da vida sindical, combatendo o
desemprego e defendendo os direitos dos trabalhadores.
ALAGOAS
JOSÉ CARLOS LYRA DE
ANDRADE
O industrial paraibano José
Carlos Lyra de Andrade, 57 anos,
engenheiro civil, é o presidente do
Sistema da Federação das
Indústrias do Estado de Alagoas-
ARMANDO DE QUEIROZ
MONTEIRO NETO
FIEA. Acumula ainda as funções de diretor regional do SESI/AL
Presidente da Confederação Nacional da
Indústria- CNI
e presidente do Conselho Regional do SENAI/AL. É também o
atual presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas,
Advogado, administrador
Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Alagoas e membro
de empresas e deputado federal,
o empresário Armando de Queiroz
do Conselho de Política Econômica do Estado de Alagoas, do
Conselho Tributário Municipal e do Conselho Estadual de Justiça
Monteiro Neto, 52 anos, acumula
e Segurança Pública-CEJS. José Carlos Lyra de Andrade é ainda
as funções de diretor do Departamento Nacional do SESI e presidente do Conselho Superior
diretor da Britex Minerações Ltda e sócio-gerente da Magnum
Indústria e Comércio de Auto Peças Ltda.
CONSELHO
S E S I C O N NACIONAL
SELHO NAC
DO
I O SESI
NAL
29
ACRE
Responde ainda pela vice-
JOÃO FRANCISCO
SALOMÃO
presidência da Confederação
Nacional da Indústria - CNI e é
delegado representante da FIEAM
junto ao Conselho da CNI. José
Nasser também preside o
O Sistema da Federação
das Indústrias do Estado do AcreFIEAC tem como presidente João
Conselho Deliberativo do SEBRAE/
Amazonas e os conselhos do
SENAI e SESI do estado. Participa
Francisco Salomão, 47 anos,
engenheiro elétrico. Preside
também o Conselho Nacional e Regional do SENAI - Serviço
do Conselho de Administração da Superintendência da Zona
Nacional de Aprendizagem Industrial e é diretor regional do
Franca de Manaus. Comandou o Sindicato da Indústria da
Construção Civil de Manaus. Membro titular do Conselho de
Serviço Social da Indústria - SESI e do Instituto Euvaldo Lodi.
Atualmente, João Francisco Salomão exerce a função de diretorpresidente de várias empresas como da ELEACRE - Engenharia
e Comércio Ltda, ELENORTE - Comércio de Materiais Elétricos e
de Construção Ltda e CONCRENORTE - Indústria de Artefatos
de Concreto Ltda.
AMAPÁ
Desenvolvimento do Amazonas - Codam, integra ainda o
Conselho Estratégico do Instituto Certi Amazônia; o Conselho
Diretor da Fundação Universidade do Amazonas; o Conselho de
Administração da Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias
do Estado do Amazonas - SNPH; além do Comitê Consultivo
Setorial de Biotecnologia da Secretaria de Estado do
Desenvolvimento Econômico.
JUNTA GOVERNATIVA
BAHIA
A FIAP atualmente é dirigida por uma junta governativa,
composta por três membros do colegiado e presidentes dos
JORGE LINS FREIRE
sindicatos patronais. São eles: Isaías Mathias Antunes,
Desde abril de 2002, o
presidente do Sindicato da Indústria de Artefato de Cimento,
Barro, Cerâmica e Assemelhados do Estado do Amapá; José
administrador de empresas Jorge
Góes de Almeida, presidente do Sindicato da Indústria do
Lins Freire é o presidente do
Sistema da Federação das
Mobiliário do Estado do Amapá e Alessandro de Jesus Uchoa
de Brito, presidente do Sindicato Estadual da Indústria de
Indústrias do Estado da Bahia -
Minérios Não-Metálicos do Estado do Amapá. Esse Depar-
FIEB. Atualmente, também ocupa
a presidência do Conselho Deliberativo do SEBRAE e é membro
tamento Regional está sob intervenção do Conselho Nacional
desde 08/09/2003 e está sendo dirigido pelo interventor Jorge
do Conselho Permanente de Política Econômica da Confe-
Luiz Guimarães Dupuy, técnico do Departamento Nacional.
deração Nacional da Indústria - CNI. Como empresário, é sócioproprietário da Rumos Empreendimentos e Participações Ltda
e membro do Conselho de Administração da Veracel Celulose.
AMAZONAS
JOSÉ NASSER
José Nasser, 59 anos, engenheiro civil e empresário, é o
presidente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado
do Amazonas - FIEAM, pelo terceiro mandato consecutivo.
De 1987 a 2001, foi secretário da Fazenda do Município de
Salvador e, anteriormente, do estado da Bahia. Exerceu ainda
a presidência do Banco do Nordeste do Brasil, do BNDES
Participações e do Desenbanco. Durante cinco anos, dirigiu o
Banco Econômico e, por dois anos, foi diretor financeiro de
Furnas Centrais Elétricas.
30 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO SESI
CEARÁ
Construção Civil do DF - Sinduscon. À frente do Sistema Fibra,
JORGE PARENTE FROTA
JÚNIOR
Antônio Rocha defende o fortalecimento da atividade sindical
e o fomento ao cooperativismo.
À frente do Sistema Federação das Indústrias do Estado
do Ceará - SFIEC, pelo segundo
mandato consecutivo, está o
economista Jorge Parente Frota
Júnior, 56 anos. Atualmente, também é diretor da Confederação
Nacional da Indústria – CNI, membro do Conselho Temático da
Integração Nacional daquela entidade e do Conselho Superior
da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior - Capes. Desde o ano passado, ocupa o cargo de
membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. Possuidor
de vasta experiência profissional, Jorge Parente Frota Júnior é
sócio-diretor da Companhia Brasileira de Laticínios - CBL,
empresa industrial localizada no município de Morada Nova,
Ceará. Formado pela Faculdade de Ciências Econômicas e
Administrativas da Universidade Federal do Ceará - UFC,
participou, em 1999 e 2002, do Programa de Gestão Estratégica
para Dirigentes Empresariais do INSEAD, European Institute of
Business Administration, em Fountaineblue, França.
DISTRITO FEDERAL
ANTÔNIO ROCHA DA
SILVA
A Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra)
tem como titular o administrador
de empresas e empresário
ESPÍRITO SANTO
FERNANDO ANTÔNIO
VAZ
Fernando Antônio Vaz,
economista, 60 anos, é o atual
presidente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado
do Espírito Santo - FINDES. Em
2000, foi eleito diretor da CNI - Confederação Nacional das
Indústrias; diretor-presidente do Instituto Euvaldo Lodi - IEL
e do Conselho Regional do SENAI - Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial do Espírito Santo, cargos que ainda
ocupa. Fernando Vaz também é diretor do Centro da Indústria
do Espírito Santo - CINDES. Há três anos, foi reeleito
presidente do Sindicato da Indústria de Embalagens e Tubos
Flexíveis, Frascos e Componentes, Artefatos Injetados e de
Fibra de Vidro do Estado do Espírito Santo - Sindiembalagens.
Em 2002, chefiou a missão empresarial do estado do Espírito
Santo ao Reino do Marrocos, onde promoveu seminário e
rodada de negócios em Casablanca.
GOIÁS
PAULO AFONSO
FERREIRA
O engenheiro civil Paulo
Antônio Rocha da Silva, 48 anos.
Afonso Ferreira, 53 anos,
No início de sua carreira foi representante comercial. Ampliou
seu negócio e conquistou espaço significativo no mercado
formado pela UNB-DF, é o titular
do Sistema Federação das
de reparação de eletroeletrônicos. Fundou o Sindicato da
Indústrias do Estado de Goiás.
Indústria de Reparação de Produtos Eletroeletrônicos do DF
(Sindeletro), no qual ocupou a presidência e elegeu-se diretor-
Ele preside a FIEG, o Conselho Regional do SENAI e o Conselho
do SESI e é diretor regional do SESI. É diretor-tesoureiro e
secretário da Fibra. Estendeu suas atividades para o setor de
membro do Conselho de Representantes da CNI. Foi
construção civil e é filiado ao Sindicato das Indústrias da
presidente da Associação Goiana de Empresas de Engenharia
SESI CONSELHO NACIONAL
31
(AGE), do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de
de Mato Grosso - FIEMT. Exerce os cargos de Secretário de
Goiás (Sinduscon-GO) e da Comissão de Política e Relações
Trabalhistas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção
Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia – SICME, e
diretor 1º tesoureiro da Confederação Nacional da Indústria
(CBIC), além de diretor da Associação Brasileira de Engenharia
– CNI. Alexandre Furlan é membro do Conselho Deliberativo
Sanitária (ABES), Seção de Goiás. É vice-presidente da CBIC.
Como empresário, preside a Sobrado Construção Ltda desde
do Fundo Constitucional do Centro Oeste – CONDEL/FCO e
vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Alimentação
sua fundação, em 1975.
de Mato Grosso. Como empresário, é sócio das empresas
MARANHÃO
JORGE MACHADO
MENDES
Hidropower Energia Ltda; TUPAN Energia Elétrica Ltda; FIASUL
Indústria de Fios S.A; e FURLAN & Pelacani Advogados
Associados.
MATO GROSSO DO
SUL
O Sistema da Federação
ALFREDO FERNANDES
das Indústrias do Estado do
Maranhão - FIEMA é presidido
por Jorge Machado Mendes, 72
Alfredo Fernandes, 68
anos, engenheiro civil, ocupa,
anos, natural Penalva-MA .
entre outros, os cargos de
presidente do Sindicato das
Anteriormente ocupou, na FIEMA, os cargos de diretortesoureiro, de 1968 a 1974; secretário, de 1974 a 1980; vice-
Indústrias da Construção e do
Mobiliário de Corumbá/MS ;
presidente, de 1980 a 1992; e 1º vice-presidente de 1992 a
1998. Foi presidente do Sindicato Intermunicipal das
Indústrias de Óleo Vegetais, por três mandatos. Na
Associação Comercial do Maranhão, foi membro da diretoria
e da comissão fiscal por dois biênios. Atualmente, Jorge
Mendes faz parte da Comissão Fiscal da Associação, como
membro efetivo. Desde 1980, exerce a presidência da
Agroindustrial Coqueiro S.A, empresa do ramo de cerâmica
vermelha.
presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato
Grosso do Sul – Fiems, instituição líder do Sistema Fiems,
integrado pela Fiems, Ciems, Sesi-DR/MS, Senai-DR/MS e
IEL-DR/MS; vice-presidente da Confederação Nacional da
Indústria – CNI; presidente do Centro das Indústrias do Estado
de Mato Grosso do Sul - Ciems; presidente do Conselho
Regional do Senai/MS e diretor regional do Sesi/MS e do
IEL/MS. É cônsul honorário de Portugal em Corumbá.
MATO GROSSO
ALEXANDRE HERCULANO
COELHO DE SOUZA
FURLAN
Alexandre Herculano
Coelho de Souza Furlan, bacharel
em Direito e Administração de
Empresas, é o presidente
licenciado do Sistema Federação das Indústrias no Estado
MINAS GERAIS
ROBSON BRAGA DE ANDRADE
O presidente do Sistema da Federação das Indústrias do
Estado de Minas Gerais-FIEMG, Robson Braga de Andrade, possui
graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal
de Minas Gerais - UFMG. É vice-presidente da Confederação
Nacional da Indústria - CNI e presidente do Conselho Regional
do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI/MG.
Há 22 anos, exerce a função de diretor-presidente da Orteng
32 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO SESI
Equipamentos e Sistemas Ltda,
Confederação Nacional da
empresa fornecedora de sistemas
integrados de energia e auto-
Indústria-CNI, é Conselheiro do
SEBRAE e membro representan-
mação. Faz parte também do
te brasileiro junto à Organização
Conselho de Desenvolvimento
Econômico do Estado de Minas
Internacional do Trabalho-OIT.
Ao longo de sua carreira, exer-
Gerais-CDMG; do Conselho
ceu diversas funções públicas e
Superior da Associação Brasileira
da Indústria Elétrica e Eletrônica -
privadas, como vice-presidente
da Bolsa de Mercadorias da
ABINEE e do Centro de Estudos da Realidade Brasileira - CERB.
Paraíba, diretor da Associação Nacional dos Beneficiadores
Robson de Andrade também preside o Conselho Superior do
Centro Empresarial de Minas Gerais - CICI/CIEMG.
de Algodão e professor da Universidade Estadual da Paraíba
- UEPB. Também foi secretário de Indústria e Comércio, e de
Agricultura, Irrigação e Abastecimento da Paraíba. Francisco
PARÁ
Gadelha é ainda membro permanente do Fórum de Líderes
Empresariais Gazeta Mercantil.
DANILO OLIVO CARLOTTO
REMOR
PARANÁ
RODRIGO COSTA DA
ROCHA LOURES
Danilo Olivo Carlotto
Remor, industrial do setor
madereiro, é o presidente do
O Sistema da Federação
Sistema da Federação das
Indústrias do Estado do Pará. Ao
das Indústrias do Estado do
longo de sua trajetória, exerceu diversos cargos nos órgãos
Paraná - FIEP tem no seu comando
o empresário Rodrigo Costa da
de classe empresarial, tendo sido presidente da Associação
das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará e
Rocha Loures, 60 anos, formado
do Centro das Indústrias do Pará - CIP; vice-presidente do
em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas.
Foi Professor da Universidade Federal do Paraná - UFPR e
Sindicato das Indústrias de Madeira de Belém e Ananindeua,
e diretor da Associação Comercial do Pará. Danilo Remor é
fundou a Nutrimental, empresa que atua no ramo de alimentos
diretor-presidente das empresas MG-Madeireira Araguaia,
nutricionais, barras de cereais, farinhas infantis, sobremesas
e refrescos em pó, além de produtos para merenda escolar.
Indústria, Comércio e Agropecuária S.A e MG Compensados
S.A. Nascido no Rio Grande do Sul, já está radicado há mais
Atualmente afastado do cotidiano operacional da indústria,
de 30 anos no Pará, onde recebeu diversos títulos.
Rodrigo Loures assumiu a presidência do Sistema FIEP em
2003 e também dedica-se a entidades e instituições que
pregam o desenvolvimento sustentável. Está ainda na direção
PARAÍBA
FRANCISCO DE ASSIS BENEVIDES GADELHA
O engenheiro civil Francisco de Assis Benevides
Gadelha é o presidente do Sistema da Federação das
Indústrias do Estado da Paraíba. Vice -presidente da
do Instituto Paraná Desenvolvimento - IPD e é membro do
Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo
federal, da Fundação Brasileira do Desenvolvimento
Sustentável - FBDS, do Instituto Ethos de Empresas e
Responsabilidade Social, entre outras organizações nacionais
e internacionais.
SESI CONSELHO NACIONAL
33
PERNAMBUCO
Ltda - IRMAC e da Rosápolis Indústria Cerâmica Ltda. Também
JORGE WICKS CÔRTE REAL
fundou e dirigiu a Rádio Igaraçu de Parnaíba. Presidiu a
Associação Comercial de Parnaíba. Além das atividades
À frente do Sistema da
empresariais, Antônio Sousa exerce atividades políticas,
Federação das Indústrias do
Estado de Pernambuco está
sendo Deputado Federal pelo PMDB. Anteriormente, de 1983
a 2002, foi Deputado Estadual e membro do Diretório Estadual
Jorge Wicks Côrte Real, 53 anos,
do Partido da Frente Liberal - PFL. Exerceu ainda a função de
engenheiro civil e pós-graduado
em engenharia civil do trabalho.
Secretário de Estado da Indústria e Comércio, Ciência e
tecnologia do Piauí.
Acumula as funções de delegado representante junto à CNI,
de presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE/PE, de
diretor regional do SESI/PE e de presidente do Conselho
Regional do SENAI/PE.
Jorge Côrte Real está ainda na direção da Construtora
A.B. Côrte Real Ltda e da Incorporadora Carrilho & Real
RIO DE JANEIRO
EDUARDO EUGÊNIO
GOUVÊA VIEIRA
O Presidente do Sistema
Empreendimentos Ltda. Presidiu, por duas vezes, nos períodos
da Federação das Indústrias do
de 1993 a 1995 e de 1999 a 2001, o Sindicato da Indústria da
Construção Civil do Estado de Pernambuco. Também atuou como
Estado do Rio de Janeiro - FIRJAN,
Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira,
conselheiro do Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas
52 anos, é engenheiro formado
de Pernambuco (SEBRAE/PE).Ele foi eleito 1º vice-presidente da
Federação no biênio 1998/2000 e no quadriênio 2000/2004,
pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Atualmente ocupa o cargo de Membro do Conselho Superior
tendo assumido a presidência em 5/4/2004, com a saída do
nas empresas Petróleo Ipiranga. À frente do Sistema FIRJAN
deputado Armando Monteiro para a CNI. Em maio deste ano foi
eleito presidente da Fiepe para o quadriênio 2004/2008.
desde 1995, Eduardo Vieira também é presidente do Centro
Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ) e do Conselho Regional
do SENAI e Diretor Regional do SESI. O presidente do Sistema
PIAUÍ
ANTÔNIO JOSÉ DE
MORAES SOUZA
Antônio José de Moraes
Sousa, 67 anos, formado em
Contabilidade e Administração
de Empresas, preside o Sistema
da Federação das Indústrias do
Estado do Piauí. Acumula a presidência dos conselhos
regionais do SENAI e do SESI. É Presidente ainda do Sindicato
das Indústrias da Construção e do Mobiliário e a Federação
das Indústrias do Estado do Piauí. Foi Diretor da Telefones
da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
integra ainda, o Conselho de Administração do BNDES.
RIO GRANDE DO
NORTE
FLÁVIO JOSÉ
CAVALCANTI DE AZEVEDO
O Presidente do Sistema
da Federação das Indústria do
Estado do Rio Grande do Norte FIERN é Flávio José Cavalcanti
Norte do Piauí - TENOPI; da Sociedade de Empreendimentos
de Azevedo, 58 anos. Empresário da Construção Civil,
acumula ainda as funções de diretor-regional do SESI/RN e
Técnicos Ltda - SETE; da Indústria Cerâmica e Imobiliária
de presidente do Conselho Regional do SENAI/RN.
34 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO SESI
RIO GRANDE DO SUL
RORAIMA
FRANCISCO RENAN
PROENÇA
RIVALDO FERNANDES
NEVES
Rivaldo
Após 16 anos como vice-
Fernandes
presidente, Francisco Renan Proença,
hoje com 66 anos, assumiu em 1999
Neves, 56 anos, engenheiro
civil formado pela Escola de
a presidência do Sistema da Federa-
Engenharia da Universidade
ção das Indústrias do Estado do Rio
Grande do Sul, atualmente em segundo mandato. É formado em
Federal do Rio de Janeiro, é o
presidente do Sistema da Federação das Indústrias do
Bioquímica e Farmácia pela Universidade Federal do Rio Grande
Estado de Roraima - FIER, onde atua há dez anos. Preside o
do Sul. Foi presidente do Sindicato das Indústrias de Artefatos de
Couro do Rio Grande do Sul e da Associação Brasileira das Indústrias
Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de
Roraima e é membro do Conselho da Confederação Nacional
de Artefatos de Couro e Artigos de Viagem. Integra o Fórum de
da Indústria. Rivaldo Neves também é empresário do ramo
Líderes da Gazeta Mercantil, como líder empresarial setorial e como
líder estadual. Exerceu o cargo de presidente do Centro da Indústria
da construção civil desde 1982.
Fabril de Bento Gonçalves, sede de sua empresa, a Fasolo. São de
sua iniciativa a Supercesta SESI, a expansão das farmácias do SESI,
a ampliação dos financiamentos aos industriários e a ampliação da
rede de saúde e de lazer para os trabalhadores.
RONDÔNIA
JÚLIO AUGUSTO MIRANDA
FILHO
SANTA CATARINA
JOSÉ FERNANDO XAVIER
FARACO
O empresário e engenheiro de telecomunicações
José Fernando Xavier Faraco,
Júlio Augusto Miranda
50 anos, é o atual presidente
do Sistema da Federação das
Filho, 52 anos, engenheiro civil, é o
Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC. Anterior-
presidente do Sistema da
Federação das Indústrias do Estado
mente, ocupou o cargo de 1º vice-presidente do Sistema
FIESC nas duas gestões precedentes. Ocupa a presidência
de Rondônia - FIERO. Preside ainda
do Sindicato da Indústrias de Informática de Santa Catarina
o Conselho Deliberativo do SEBRAE, do SESI e do SENAI. Faz
parte do Conselho de Representantes da Confederação Nacional
- SIESC, do qual foi fundador. Responde ainda como
membro do Conselho Temático de Política Industrial e
da Indústria - CNI. Entre 1991 e 1994, foi presidente do Sindicato
Desenvolvimento Tecnológico da CNI, representante do
das Indústrias da Construção Civil do estado de Rondônia Sinduscom e da Associação dos Empreiteiros em Obras Públicas
setor privado no Plano de Apoio ao Desenvolvimento
Científico e Tecnológico - PADCT, do Ministério da Ciência
do Estado de Rondônia. Como empresário da construção civil,
e Tecnologia e do Conselho de Curadores da Fundação de
dirige a Miranda Filho Construção Ltda. Júlio Miranda Filho exerce
também a função de diretor-regional do Instituto Euvaldo Lodi.
Centros de Referências em Tecnologias Inovadoras - CERTI.
José Fernando Faraco é ainda fundador e presidente das
SESI CONSELHO NACIONAL
35
empresas Dígitro Tecnologia Ltda, Gyron Tecnologia em
Aprendizagem
Servo-Sistemas Ltda; Teclan Engenharia de Software Ltda;
Netvox Serviços Avançados em Temática Ltda; Flug
Eduardo de Oliveira ocupa ainda
a direção regional do Serviço
Telemática e Automação Ltda e Acqualan Tecnologia &
Social da Indústria e do Instituto
Ambiente S.A.
Euvaldo Lodi. Exerce também o
cargo de delegado representante
SÃO PAULO
HORÁCIO LAFER PIVA
O Sistema da Federação
das Indústrias do Estado de São
Paulo-FIESP tem como presidente o industrial e economista
Horácio Lafer Piva, 46 anos, que
Industrial.
da Federação das Indústrias
junto à CNI. Eduardo de Oliveira
é sócio do Grupo H. Dantas
Comércio, Navegação e Indústria
Ltda. De 1992 a 2001, o presidente do Sistema da Federação
das Indústrias do Estado de Sergipe trabalhou como juiz
classista do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região. Em
2002, foi presidente da Junta Comercial de Sergipe.
também preside o Centro das
Indústrias do Estado de São
Paulo-CIESP. Foi eleito um dos Global Leaders for Tomorrow
TOCANTINS
(Líderes do Amanhã) pelo World Economic Forum e faz parte
do Group of Fifty, com sede em Washington. Horácio Lafer
EDUARDO MACHADO
SILVA
Piva também é membro dos Conselhos de Administração das
Indústrias Klabin de Celulose e Papel e vice-presidente da
Associação Brasileira de Celulose e Papel - Bracelpa. Também
ocupa uma vaga no Conselho de Desenvolvimento Econômico
e Social, da Presidência da República. Atua ainda em várias
outras entidades, como presidente do Conselho de Política
Econômica da Confederação Nacional das Indústrias - CNI;
vice-presidente da Associação de Assistência à Criança
Deficiente - AACD; membro do Conselho do Centro Brasileiro
de Relações Internacionais - CEBRI e do Conselho Estadual
de Comércio Exterior-CERICEX.
SERGIPE
EDUARDO PRADO DE OLIVEIRA
O economista Eduardo Prado de Oliveira, 57 anos,
preside desde 2003 o Sistema da Federação das Indústrias
do Estado de Sergipe. Neste mesmo ano, também assumiu
a presidência do Conselho do Serviço Nacional de
Eduardo Machado Silva,
empresário, está à frente do
Sistema Federação das Indústrias do Estado do Tocantins.
Trabalhou na Secretaria de
Indústria e Comércio como assessor na implantação do
Proálcool e do Programa de Fomento à Industrialização do
Estado de Goiás, por meio da criação de distritos industriais.
No setor de transporte de cargas, foi diretor-adjunto da
empresa Irmão Prata S.A, especializada em construção
pesada, participando da execução das obras de implantação
do projeto Rio Formoso, hoje Tocantins. Também exerceu a
função de presidente do Sindicato das Indústrias da
Construção Civil - Sinduscon, quando implantou o Projeto Orla.
Em 2003, elegeu-se deputado estadual, sendo 3º secretário
da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa. Como
empresário, Eduardo Silva atua nos segmentos da construção
civil e comércio.
36 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L
COMPOSIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO SESI
JOSÉ AUGUSTO
CARVALHO DE
MENDONÇA
período de 1993 a 1996. Atualmente, é secretário de
Representante da categoria econômica da pesca
virão com a reforma trabalhista e sindical.
Relações do Trabalho e Emprego e coordenador-geral do
Fórum Nacional do Trabalho, cuja tarefa é negociar entre
trabalhadores, empregadores e governo as mudanças que
Formado pela Faculdade
Nacional de Direito do Estado do
CARLOS ROBERTO BISPO
Rio de Janeiro, José Augusto é
o representante da categoria
Representante do Instituto Nacional do Seguro
Social
econômica da pesca e membro da Comissão de Orçamento
O Instituto Nacional do
do Conselho Nacional do SESI. Atua como advogado do
Sindicato dos Armadores da Pesca do Rio de Janeiro, primeiro
Seguro Social tem , como
representante junto ao Conselho
Nacional do SESI, o economista
sindicato do setor no País.
OSVALDO MARTINÊS
BARGAS
Representante do Ministério do Trabalho e
Emprego
e contador Carlos Roberto
Bispo, 49 anos. Entre 1989 e
1991, Bispo foi chefe da Região Fiscal Juiz de Fora,
assumindo, depois, as funções de auditor-fiscal, gerente de
arrecadação e fiscalização. Em 1997, passou a ser instrutor
Osvaldo Martinês Bargas,
do INSS vinculado ao Núcleo de Brasília, participando de
53 anos, é metalúrgico e integra
a geração que retomou a
trabalhos, externa e internamente, ministrando cursos de
formação aos auditores-fiscais da Previdência Social, cargo
tradição de luta dos sindicatos
que exerceu por três anos. Em 2002, já era coordenador-
operários da zona industrial da
Grande São Paulo, na década de 1970, e que culminou na
técnico e instrutor do curso de formação dos AFPS da área
de auditoria do concurso de 2002, em Brasília e no Rio de
fundação do Partido dos Trabalhadores, em 1979, e da Central
Janeiro. No ano seguinte, assumiu a Diretoria da Receita
Única dos Trabalhadores, em 1983. Foi presidente do PT de
Santo André, de 1980 a 1981, e membro do Conselho
Previdenciária. Carlos Roberto Bispo também foi
coordenador do Projeto de Educação Continuada – PEC, em
Administrativo da Organização Internacional do Trabalho no
Brasília/DF.
CONSELHO NACIONAL DO SESI
conselhonacional.sesi.org.br
ENDEREÇO
Setor Bancário Norte, Quadra 1, Bloco B, Nº 14, Ed. CNC, 11º andar
CEP: 70 041-902 - Brasília-DF
Tel: (61) 217-0700 - Fax: (61) 217-0715
CONSELHO
NACIONAL
DO SESI
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Revista Sesi número 1 – Ano 2004