Ano I • Nº 1 • Maio de 2004 SESI CONSELHO NACIONAL 1 ENTREVISTA JAIR MENEGUELLI “Sistema integrado pode atender a mais pessoas” Páginas 4 a 7 Fórum do Sistema S Composição do Conselho Nacinal do SESI Páginas 28 a 36 Intercâmbio para evoluir Páginas 8 a 11 Os principais números do Sistema Páginas 12 e 13 COZINHA BRASIL Educação com respeito à cultura alimentar Páginas 14 a 19 Sempre é tempo de aprender A nova sede do Conselho Nacional Conhecendo de perto os Departamentos Regionais Páginas 22 a 24 Páginas 20 a 21 Páginas 25 a 27 CONSELHO NACIONAL DO SESI Jair Antônio Meneguelli Presidente do Conselho Nacional do SESI Armando de Queiroz Monteiro Neto Presidente da Confederação Nacional da Indústria – CNI Osvaldo Martines Bargas Secretário de Relações do Trabalho e Emprego – Coordenador-Geral do Fórum Nacional do Trabalho Carlos Roberto Bispo Diretor da Receita Previdenciária - representante do Instituto Nacional do Seguro Social junto ao Conselho Nacional do SESI José Augusto Carvalho de Mendonça Representante da categoria econômica da pesca junto ao Conselho Nacional do SESI ALAGOAS – José ACRE – Carlos Lyra de Andrade João Francisco Salomão AMAPÁ – Junta Governativa Isaías Mathias Antunes, José Góes de Almeida e Alessandro de Jesus Uchôa de Brito AMAZONAS – José BAHIA – Jorge Nasser Lins Freire CEARÁ – Jorge Parente Frota Júnior DISTRITO FEDERAL – Antônio Rocha da Silva ESPíRITO SANTO – Fernando Antônio Vaz GOIÁS – Paulo Afonso Ferreira MARANHÃO – Jorge Machado Mendes MATO GROSSO – Alexandre Herculano Coelho de Souza Furlan MATO GROSSO DO SUL – Alfredo MINAS GERAIS – Robson PARÁ – Fernandes Braga de Andrade Danilo Olivo Carlotto Remor PARAÍBA – Francisco PARANÁ – Rodrigo de Assis Benevides Gadelha Costa da Rocha Loures PERNAMBUCO – Jorge PIAUÍ – Antônio Wicks Côrte Real José de Moraes Souza RIO DE JANEIRO – Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira RIO GRANDE DO NORTE – Flávio José Cavalcanti de Azevedo RIO GRANDE DO SUL – Francisco RONDÔNIA – Júlio RORAIMA – Rivaldo Fernandes Neves SANTA CATARINA – José SÃO PAULO – Renan Proença Augusto Miranda Filho Fernando Xavier Faraco Horácio Lafer Piva SERGIPE – Eduardo Prado de Oliveira TOCANTINS – Eduardo Machado Silva REVISTA SESI CONSELHO NACIONAL EDITORA-CHEFE – Márcia Milanesio EDITOR EXECUTIVO / JORNALISTA RESPONSÁVEL Idelson Alan - DRT/DF 2305 PLANEJAMENTO EDITORIAL Instituto do Desenvolvimento da Inteligência Aplicada - IDEIA SUPERVISÃO TÉCNICA – Cleude Mauro REPORTAGEM – Ana Cristina Vilela, Carla A. B. Gomes, Liz Elaine Lobo, Taísa Ferreira EDITORAÇÃO ELETRÔNICA – Licurgo S. Botelho Álvaro Pedreira, arquivos Departamentos Regionais do SESI FOTOGRAFIA – IMPRESSÃO – Gráfica TIRAGEM – 10.000 Brasil exemplares SESI CONSELHO NACIONAL 3 E D I T O R I A L V ocação para o sucesso U ma das primeiras iniciativas do Conselho Nacional do Sesi em 2003 foi a criação do Fórum do Sistema S, uma medida políticoinstitucional adotada para estabelecer um espaço próprio de discussão, análise e avaliação. Essa iniciativa possibilita a apresentação de propostas visando a definição de planos de crescimento e fortalecimento em comum, interação de ações, programas e projetos, redução de desperdícios, superposição de atividades e maior participação da classe trabalhadora. Acreditamos que o fortalecimento de parcerias com instituições públicas e privadas é um caminho natural para ampliar as ações de atendimento do sistema, cada vez mais incorporadas às iniciativas de inclusão social, no limite de suas competências e condições. Na primeira edição da Revista do Conselho Nacional do Sesi apresentamos os depoimentos dos integrantes da reunião inaugural do Fórum do Sistema S que, de forma consensual, acreditam ser possível estabelecer um processo que resulte em mais integração e garanta maior aproveitamento da estrutura física e dos recursos. Apresentamos, ainda, outras iniciativas desenvolvidas pelo Conselho Nacional, como o Cozinha Brasil, uma proposta de educação alimentar com a preservação das culturas locais. Trata-se de uma cozinha experimental pedagógica, montada em unidades móveis, projetada para ensinar a população de municípios de pequeno, médio e grande portes, especialmente em localidades de difícil acesso, como preparar alimentos de baixo custo e alto valor nutritivo. Promovemos, também a edição de três títulos da literatura brasileira, de forma especial, para incentivar o gosto pela leitura dos brasileiros recém- alfabetizados. Os livros, cuja coleção é denominada “É só o começo”, tiveram sua primeira remessa distribuída a todos os departamentos regionais, com apoio logístico do Departamento Nacional do Sesi e o aval didático-pedagógico do MEC, a contribuição da UNESCO e a colaboração de instituições não governamentais. Esse projeto integra a parceria entre o SESI e o governo federal no programa “Por Um Brasil Alfabetizado”. Com a edição da Revista do Conselho Nacional pretendemos criar um canal de comunicação permanente entre os órgãos do sistema e a sociedade em geral, sempre com foco na busca da integração, no alcance de objetivos comuns e na apresentação de propostas inovadoras. 4 SESI CONSELHO NACIONAL E N T R E V I S T A Jair Meneguelli Presidente do Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI) M udança de paradigmas Jair Meneguelli, como revela sua trajetória pessoal, nunca se esquivou de um bom combate. A acomodação não faz parte da personalidade desse líder sindical, que enfrentou apenas com a determinação e o apoio dos companheiros de então, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as restrições aos direitos individuais e coletivos impostas pelo regime militar. Ao assumir a presidência do Conselho Nacional do SESI ele não poderia fugir da sua própria história. Uma das suas primeiras medidas foi a criação do Fórum Nacional do Sistema S, que pretende apoiar a integração entre seus componentes, para ampliar o já extenso leque de benefícios que oferece à sociedade. “Com o Sistema mais integrado, poderemos atender a mais pessoas, assim como eu e o presidente Lula, ambos formados pelo SENAI”, avalia. Meneguelli tem plena consciência de que há muito trabalho pela frente, mas ele aposta no entendimento e na busca do consenso - objetivos que sempre buscou nos incontáveis processos de negociação dos quais já participou. Qual o posicionamento que o Conselho Nacional do SESI está adotando na sua gestão? A primeira diferença nos procedimentos do Conselho Nacional do SESI foi a de aproveitar o que o sistema já tem. Tudo aquilo que é bom, tanto na área de informação, como na área de assistência social. Aproveitar instruções para, principalmente, integrar o sistema aos projetos do Estado. É preciso discutir informação com a estratégia do Estado. Na área de atendimento social, estamos tentando fazer a mesma SESI CONSELHO NACIONAL coisa. Procuramos discutir com o Ministério dos Esportes como utilizar os equipamentos do Sistema “S”, que não são poucos, de forma mais abrangente para atender aos programas de recuperação de crianças em situação de risco. O objetivo é trazê-las para a prática do esporte, utilizando a infra-estrutura do Sistema. Hoje, existem aproximadamente, em todo o Brasil, milhares de unidades fixas que poderão ser utilizadas com essa finalidade. 5 esse atendimento à necessidade e à demanda do País, aumentando o volume de atendimentos. O que o Sistema está se prontificando a fazer é ajudar o governo naquilo que já sabemos fazer. Estamos integrados, por exemplo, no projeto Fome Zero. Temos um projeto que é de disponibilizar aproximadamente 40 caminhões ao Ministério do Desenvolvimento. Vamos trabalhar juntos, por intermédio dos nossos regionais em todo o Brasil, para ensinar à população a se alimentar com segurança e qualidade, O Conselho está desenvolvendo outras ações aproveitando produtos que normalmente muitas pessoas em apoio aos programas sociais do governo? jogam fora. Sabemos que estatisticamente somos um País Atendendo a uma solicitação do Ministério da com muito desperdício. Com esse programa - uma idéia Educação para a alfabetização dos 20 milhões de jovens e nascida no Conselho Nacional do SESI - queremos tornar o adultos no País, o SESI assinou um alimento mais nutritivo e barato para o convênio com o órgão se dispondo a conjunto da população. Mais uma contri“Em convênio alfabetizar, nesses quatro anos, dois buição do sistema aos projetos sociais do com o Ministério milhões de pessoas. Já participamos de governo. Nosso objetivo é promover a da Educação, o formações de grupos em alguns estados, integração do sistema aos diversos níveis Conselho mostrando a integração do Sistema. de governo, de qualquer partido. Queremos Nacional está Podemos aproveitar o know how e os continuar integrando nossos ideais às distribuindo equipamentos do Sistema para nos integrar necessidade do País. a outros projetos sociais do governo. mais de Isso representa uma mudança de Estamos também discutindo , com o 1 milhão de rumo substancial. Como o Sistema S Ministério da Saúde, a implementação de livros em todo está avaliando essa nova proposta? farmácias populares no Brasil. Temos o Brasil” Nada poderia ter sido feito a partir algumas experiências na Região Sul. Agora, da idéia de apenas uma pessoa ou do estamos discutindo com o governo para, a compromisso de poucos indivíduos. Tudo só está sendo partir das nossas unidades, ajudarmos na implantação realizado porque hoje há um entendimento da necessidade dessas farmácias, fazendo com que os medicamentos de aperfeiçoamento por parte do Sistema e dos empresários cheguem às pessoas muito mais baratos que os comprados ligados a ele. Estamos em um momento diferente no País. normalmente nos estabelecimentos comerciais. Independentemente de que partido o Presidente da O Senhor falou de duas importantes áreas República pertença, esse é um compromisso que o Sistema sociais: educação e saúde. De que forma pretende tem que assumir com o Brasil. Há hoje um entendimento da disponibilizar melhor o Sistema para a integração maioria dos empresários de que é preciso disponibilizar tudo com as diversas áreas do governo? aquilo que sabemos e temos para ajudar a população O que se teve no passado foi um pouco o Sistema brasileira. trabalhando em função das suas necessidades ou dos seus O senhor acredita que o País usa pouco os beneficiários. A indústria atendendo particularmente aos recursos do Sistema em prol da população? Como industriários e seus dependentes. O comércio, com o SESC isso poderia ser otimizado? e SENAC, priorizando, principalmente, seus beneficiários, Quando nós pensamos na criação do Fórum do comerciários e dependentes. O que estamos fazendo agora, Sistema “S”, uma de nossas principais preocupações foi além de continuar atendendo aos beneficiários, é ampliar 6 SESI CONSELHO NACIONAL exatamente essa. Com o Sistema mais integrado, poderemos atender a mais pessoas. Assim como eu, o presidente Lula também foi formado pelo SENAI. Recordo perfeitamente que fiz o teste de admissão quando a Willys estava no Brasil, em 63. Éramos aproximadamente mil garotos por volta dos 14 anos, candidatos a 36 vagas do curso oferecido por aquela empresa no SENAI. Eu me considero um privilegiado. Gostaria que mais garotos tivessem essa oportunidade. Se juntássemos o Sistema a uma estratégia do governo e recursos do Fundo de Apoio ao Trabalhador (FAT), isso poderia ser possível. Teríamos muito mais que 36 garotos, por exemplo, sendo aprovados em um teste de seleção para fazer cursos de formação no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Com essa nova visão, percebemos que é possível se estabelecer novas parcerias, já que o Sistema não pode assumir todas essas responsabilidades. O senhor pretende ampliar as parcerias com entidades da sociedade organizada? O Sistema já desenvolve vários projetos por meio de parcerias. No entanto, buscamos ampliá-las, tanto junto ao poder público quanto às empresas privadas. Quando falamos em educação, no “Estou projeto de alfabetização de dois milhões de aproveitada. Estamos verificando, por plenamente jovens e adultos, estamos nos referindo a exemplo, cada unidade em que há convicto que, parcerias do SESI com o governo federal. oportunidade de colocar mais uma turma de com a ampliação Quando falamos do projeto dos caminhões garotos desassistidos para fazer treinamento de parcerias, e de ensinar as pessoas a se alimentar com de natação ou qualquer outro tipo de teremos todas as segurança na periferia ou em qualquer esporte. Também na área de educação condições para município ou estado, estamos mostrando queremos ocupar essa ociosidade, onde que há parceria entre o SESI, SENAI, o houver. Esse é um projeto ambicioso, mas otimizar a Ministério do Desenvolvimento, empresas que vamos realizar. capacidade estatais e privadas. É preciso contribuir mais, instalada” já que estamos nos referindo à ajuda à O senhor acha que é possível população. Como essas parcerias já são envolver mais os trabalhadores no reais, cada vez mais os benefícios serão ampliados. Sistema? De que forma isso poderia ser feito? Nem todos os trabalhadores conhecem o que o O senhor acredita que há uma capacidade Sistema pode lhes trazer de benefício. Eles sabem das ociosa do sistema que poderia ser melhor necessidades reais do seu vizinho desempregado, do seu aproveitada? parente desempregado, das pessoas que vivem em sua Tenho visitado algumas unidades e percebo que em comunidade. Queremos trazê-los para participar mais da alguns lugares há uma potencialidade que precisa ser direção do Sistema, para que tragam as idéias da base da SESI CONSELHO NACIONAL 7 sociedade. Vivemos em um sistema onde o imposto que é cobrado incide sobre a folha de pagamento desses trabalhadores. Nada mais justo do que os integrarmos de forma efetiva a esse sistema. O senhor acredita que a maior oferta de cursos de qualificação profissional poderia facilitar o acesso da população ao mercado de trabalho? Eu, por exemplo, passei pela aprendizagem, fiz um curso técnico. Na medida do possível, de acordo com os recursos que formos recebendo, poderemos ampliar cada vez mais a quantidade de cursos de qualificação profissional, garantindo aprendizagem e a oferta de cursos técnicos, sempre de forma gratuita. O senhor falou do Fórum do Sistema “S” que é uma instância de integração. Como o senhor pretende conduzir esse trabalho? Já iniciamos um processo de debates sobre o assunto. É evidente que não é uma tarefa fácil, naturalmente também não é uma discussão muito simples, para a qual exista uma solução rápida. No entanto, estamos discutindo a questão e, com certeza, vamos ter mudanças para melhorar ainda mais o atendimento desse sistema. Otimizando podemos ampliar o “O Sistema S é atendimento às pessoas. É preciso uma estrutura democratizar mais o Sistema, para que os que permeia seus serviços possam ser ampliados. Na toda a área de formação profissional, não conheço sociedade. outro projeto melhor ou parecido com o do Portanto, SENAC ou do SENAI. uma forma integrada. A hora em que puder ver uma unidade do Sistema, um aparelho dessa unidade com um emblema junto a outra entidade, terei certeza que começamos a dar passos importantes na nova forma do Sistema nesse País. oferece Existe alguma ação objetiva O senhor falou que é uma tarefa nesse sentido já em curso no Conselho inúmeras difícil, mas quais seriam os pontos de Nacional? oportunidades convergência por onde as tarefas Temos várias situações nas quais de integração” poderiam ser iniciadas? iniciamos esse processo, como, por Em primeiro lugar, o ponto de exemplo, montar uma escola do SESI convergência principal para iniciarmos uma mudança no para atender a uma demanda em certa região, juntasistema, que o torne mais eficaz, amplo e transparente, é mente com salas paralelas de aulas do SESC, atendendo entender que o Sistema é uma cadeia que permeia toda a aos trabalhadores da indústria e do comércio. Estamos sociedade. Com isso, não pode haver disputa entre o setor discutindo em várias regiões do País como transformar de indústria e comércio, SESC e SESI, por exemplo. Todos isso em uma realidade, criando uma nova consciência devem trabalhar de forma integrada, pois um não vive sem sobre o tema e, ao mesmo tempo, abrindo novas possio outro. A informação e o trabalho devem ser pensados de bilidades. 8 SESI CONSELHO NACIONAL José de Alencar, vice-presidente da República: defesa de maior intercâmbio no Sistema Jair Meneguelli, presidente do Conselho Nacional do SESI: acesso à formação profissional ampliado Em busca da integração Armando Monteiro, presidente da CNI: a produtividade do Sistema pode e deve ser elevada O Sistema S - denominação informal que engloba o Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Serviço Social do Comércio (SESC), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Serviço Nacional de Aprendizagem no Transporte (SENAT), Serviço Social do Transporte (SEST), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP) - é um dos raros exemplos brasileiros de eficiência e continuidade institucional. SESI CONSELHO NACIONAL 9 Após 60 anos de existência e inquestionáveis benefícios levados a milhões de brasileiros, pela primeira vez o Sistema S ganha espaço próprio para estimular a integração institucional e ampliar a sua ação na sociedade A o longo dos últimos 60 anos, o Sistema S tem contribuído institucional implantada para promover a integração e interação de modo substantivo para a formação e qualificação entre todas as entidades que o compõem. “Não vamos mexer profissional de milhões de brasileiros na indústria, no comércio, no que já está dando certo. Pretendemos, ao contrário, ampliar nos transportes e na agropecuária. Paralelamente, o Sistema o alcance dessa vitoriosa experiência, integrando os também desempenha um importante papel social, prestando componentes do Sistema entre si e às ações do governo e da assistência nas áreas de educação e saúde, propiciando sociedade organizada”. atividades culturais, esportivas e de lazer aos seus milhões de beneficiários em todo o País. Na primeira reunião de trabalho do Fórum já houve posições unânimes: a constatação da importância do Sistema Para desempenhar essa tarefa, o Sistema conta com a para o desenvolvimento econômico e social do País e a contribuição compulsória recolhida sobre a folha de pagamento necessidade de se promover a sinergia entre os seus das empresas. Mesmo com os inquestionáveis resultados integrantes, evitando-se a superposição de atividades, além produzidos em mais de meio século de atividade, há do aproveitamento da capacidade ociosa. Na reunião também determinados segmentos na sociedade que, talvez por absoluto foi aprovada a criação do Comitê Executivo do Fórum, formado desconhecimento, ainda colocam em xeque a necessidade da por representantes do Sistema, centrais sindicais de sua existência. trabalhadores, confederações empresariais e do governo. Hoje a Presidência da República é ocupada por um exmetalúrgico formado nas escolas do SENAI, que conhece de perto a diferença entre ter ou não ter acesso ao mercado de trabalho pela falta de oportunidades de qualificação profissional. Muito provavelmente por sua própria experiência Um patrimônio de todos os brasileiros de vida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja um defensor O vice-presidente da República, José de Alencar, fez o intransigente da continuidade e aperfeiçoamento do Sistema. primeiro pronunciamento na reunião inaugural do Fórum apoiando Foi com essa visão que ele destacou outro ex- a iniciativa que vai permitir que empresários, trabalhadores e metalúrgico, também como ele egresso das salas de aula do governo possam, permanentemente, avaliar as ações do Sistema. SENAI, para contribuir no seu processo de crescimento e Com objetividade, demonstrou de forma concreta uma das evolução - o deputado Jair Meneguelli, que não mede palavras inúmeras potencialidades que podem ser exploradas com a para valorizar a contribuição propiciada pelo Sistema ao País integração do Sistema S. “Há municípios que possuem unidades e, particularmente, à sua própria vida profissional. “Eu me do SESI e não possuem do SESC, outros têm do SESC e não têm considero um privilegiado, pois tive uma oportunidade de do SESI. Provavelmente haja nessa situação uma oportunidade formação profissional que mudou o meu destino. Tenho uma de se realizar um intercâmbio no sentido de aproveitar melhor as imensa vontade de levar essa mesma chance a um número instalações em benefício dos trabalhadores e das instituições”. maior de pessoas que, por sua condição social, encontra-se à margem da sociedade”. E ele fala de cátedra, pois já presidiu a Federação das Indústrias de Minas Gerais, acumulando a titularidade do SESI Para viabilizar essa intenção, uma das primeiras e SENAI do estado. Para ilustrar a situação, rememora uma medidas tomadas por Meneguelli no Conselho Nacional do citação do líder chinês Deng Xiaoping: “não importa a cor do SESI foi a criação do Fórum do Sistema S – uma instância gato, o que importa é que ele cace o rato”. Assim, “também 10 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L João Felício, secretário-geral da CUT: o Sistema é modelo para outros países da América Latina Agnelo Queiroz, ministro dos Esportes: parceria com o SESI vai atender 40 mil crianças no País não importa a casa, pode ser SESI, SESC, SENAR, SENAT e todos; é preciso que haja realmente um entendimento para que um número cada vez maior de pessoas seja atendido pelo Sistema”. Para o vice-presidente da República, além da economia de escala, a integração pode proporcionar o aproveitamento máximo da infra-estrutura do Sistema, “pois há determinada ociosidade em algumas unidades, que poderia ser reduzida por intermédio de convênios ou parcerias”. José de Alencar também defende maior utilização do Sistema pelo Estado, que poderia beneficiar um contingente maior de pessoas com cursos de formação profissional. “É muito comum constatarmos, ao visitar uma fábrica, que os alunos egressos das escolas do Sistema S estão sempre ocupando cargos de maior responsabilidade, tendo em vista a formação que tiveram lá”, conclui. O ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, faz coro com o vice -presidente da República e reconhece o trabalho “gigantesco do Sistema em diversas frentes, de capacitação, formação profissional e assistência social”. Com essa percepção, o ministro não perdeu tempo: já firmou uma parceria com o SESI para atender a 40 mil crianças em todo o País e iniciou entendimentos com o SESC com o objetivo de desenvolver programas de esportes direcionados a grupos de baixa renda, na faixa etária de 7 a 17 anos. Ele estima que, com a utilização da estrutura física do Sistema S, é possível chegar até milhões de crianças em Antônio de Oliveira Santos, presidente da CNC: a superposição de atividades pode ser reduzida programas como esse, promovendo a formação integral. “Estudando em um turno, praticando esporte no outro e, junto com a atividade esportiva, o reforço escolar, a alimentação e a assistência médica, as crianças de baixa renda terão as oportunidades que hoje não têm”, avalia. De acordo com o ministro do Esporte, com a criação do Fórum do Sistema S, será possível otimizar ainda mais iniciativas como as que ele já adotou em seu ministério, “pois quando há um esforço concentrado, um foco definido, é possível alterar a realidade, principalmente levando- se em conta a extraordinária experiência dessas entidades”. O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro, considera a criação do Fórum como “uma iniciativa extremamente importante para o aperfeiçoamento do Sistema, com a qual expresso nossa absoluta adesão”. Para ele, é inquestionável a eficácia desse modelo, comprovada ao longo dos seus 60 anos de atuação, principalmente ainda mais em um país cuja marca é a descontinuidade”. No entanto, Monteiro acredita que o Sistema deve ser aperfeiçoado, buscando ganhos de produtividade, complementaridade nos seus programas, maior eficiência nas suas ações e controle social mais amplo.“Eu quero dizer que o setor empresarial está absolutamente disposto a contribuir para que, com uma agenda correta, possamos buscar, sempre pela via do entendimento, um processo maduro que resulte numa contribuição que – tenho certeza – esse Fórum será capaz de SESI CONSELHO NACIONAL 11 dar ao País e ao Sistema, que tem um papel muito importante ainda a desempenhar”. Outro ponto mencionado durante a primeira reunião do utilizada pelo presidente da Confederação Nacional do Comércio, Antônio de Oliveira Santos, que defendeu uma profunda avaliação do Sistema S, “que tem 60 anos de sucesso Fórum foi o da contribuição compulsória, recolhida sobre a folha de pagamento das empresas para financiar o Sistema. Para o secretário-geral da CUT, João Felício, a entidade sempre e necessita de outros 60 pela frente”. Ele acredita que algumas críticas feitas ao Sistema, que seria “uma caixa preta”, revela justamente a falta de conhecimento que a sociedade tem sobre defendeu a manutenção do recolhimento e a manutenção do Sistema, devido “a sua enorme contribuição ao longo dos anos na formação de milhões de jovens e que tem sido, inclusive, o seu funcionamento. Antônio Santos sugere que uma das formas de se obter mais transparência para o Sistema seria a criação de um um modelo para outros países da América Latina”. Felício também acredita que é possível democratizar a gestão do Sistema sem se referir exclusivamente às questões conselho fiscal para todas as entidades, com a presença dos trabalhadores, governo e, minoritariamente, dos empresários: “já que esses estão administrando, por que não serem financeiras, mas na escolha dos cursos oferecidos e na metodologia de ensino a ser aplicada. “As centrais sindicais de trabalhadores adquiriram uma enorme experiência na área, fiscalizados?”. O presidente da CNC também acredita ser viável a participação conjunta das entidades em um projeto global, como as confederações empresariais também acumularam projetos de êxito na administração do Sistema S. Está na hora de unificarmos esforços para que possamos alcançar melhores mesmo que não seja único. “O mais importante é que haja uma ajuda recíproca, que se acabe com a sobreposição de atividades e, ao mesmo tempo, tenhamos o cuidado de não desmanchar o resultados”. O presidente do Conselho Nacional do SESCOOP, Márcio Lopes de Freitas, também apóia a implantação do Fórum. que de bom foi construído durante 60 anos”. O aperfeiçoamento do Sistema também foi o principal ponto defendido pelo presidente da Confederação da Agricultura “Apoiamos o processo de buscar sinergia, de formular o modelo ideal de gestão que atenda às necessidades e especialidades de todos os integrantes do Sistema. Acho que por aí vamos e Pecuária do Brasil - CNA, Antônio Ernesto de Salvo. “As sociedades organizadas, civilizadas e segmentadas mantêm as coisas que dão certo e as aprimoram, as corrigem em função conseguir a evolução”, pondera. Sinergia, aliás, foi uma palavra-chave durante a primeira reunião do Fórum, também do que acontece ao longo dos anos. Tenho certeza que os “S” pertencem a essa categoria e, nesse Fórum, temos absoluta certeza de que vamos sair melhor do que entramos”. Participantes da reunião inaugural do Fórum Nacional do Sistema S Jair Meneguelli (Coordenação) Antônio de Oliveira Santos Agostinho Guerreiro Presidente do Conselho Nacional do SESI Presidente da Confederação Nacional do Comércio Representante do Ministério da Assistência Social Vice-presidente da República Antônio Ernesto de Salvo Antônio Fernandes dos Santos Neto Agnelo Queiroz Presidente da Confederação Nacional da Agricultura Representante da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil Remígio Todeschini Antônio Cortizo Representante do Ministério do Trabalho e Emprego Representante da Central Geral dos Trabalhadores Thiers Fattori Costa Carlos Altino Presidente de honra da Confederação Nacional do Transporte Representante da Social Democracia Sindical Antônio Ibañez Carlos Gastaldoni Representante do Ministério da Educação Representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior José Alencar Gomes da Silva Ministro do Esporte Armando Monteiro Neto Deputado Federal e Presidente da Confederação Nacional da Indústria João Felício Secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores Márcio Lopes de Freitas Presidente Nacional do Serviço Nacional do SESCOOP Elieto Gomes de Araújo Representante da Força Sindical 12 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L Um pouco do muito que o Sistema faz Não há atividade econômica produtiva no Brasil que não tenha recebido a contribuição dos órgãos do Sistema S ao longo das últimas décadas - um apoio que tem propiciado a formação e atualização profissional na indústria, no comércio e nos agronegócios SESI O Serviço Social da Indústria (SESI), ligado à Confederação Nacional da Indústria (CNI), existe desde 1946. Ele está presente no País todo. São 2.285 Unidades de Atendimento em 1.565 municípios, com inúmeros programas nas áreas de educação, saúde, lazer, cultura e alimentação. Além de atender diretamente aos trabalhadores e suas famílias, os programas desenvolvidos pelo SESI também beneficiam a comunidade, através de parcerias e convênios firmados com instituições governamentais e privadas, nacionais e internacionais. O número de atendimentos na área de educação é significativo: em 2003, foram 213.912 matrículas em Educação Básica para crianças e adolescentes; 932.928 em Educação do Trabalhador (da alfabetização ao Ensino Médio) e 792.348 em Educação Continuada (Presencial e a Distância) em cursos de Educação, Emprego e Renda. Na área de saúde, o número de atendimentos também chama atenção: no ano passado, foram 1.656.719 consultas médicas e ocupacionais e 2. 452.048 consultas odontológicas. Tem mais: em 2003, 26.045.803 pessoas participaram de atividades de lazer, esporte e cultura e 1.095.918 foram atendidas por ações comunitárias desenvolvidas pelo SESI. Fonte: www.sesi.org.br - Relatório Anual do Sistema SESI 2003 SESC O Serviço Social do Comércio (SESC) foi criado em 1946 pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) para atender aos comerciários e seus dependentes nas áreas de educação, saúde, lazer, cultura e assistência. Mas as populações carentes, das periferias, também são assistidas através de parcerias com o poder público, empresas privadas, sindicatos e associações de moradores. Só em 2002, cerca de 3,6 milhões de pessoas, em todo o País, foram beneficiadas pelas ações sociais do SESC. Educar é missão histórica do SESC, que atende a todas as faixas etárias com projetos de alfabetização, de educação infantil, fundamental, complementar, de ensino médio e profissional. O foco do trabalho do SESC na área de saúde é a prevenção e a medicina de apoio. Alguns exemplos são os projetos Ver para Aprender, que detecta problemas oftalmológicos, e o SESC saúde, de apoio a ações educativas em saúde. O programa de Turismo social democratiza o acesso a viagens, passeios e excursões por todo o Brasil. São mais de 14 mil acomodações em rede hoteleira própria, em 20 estados, a preços acessíveis. O SESC promove regularmente atividades nas áreas de teatro, música, literatura, dança e cinema, através de uma rede de aproximadamente 200 salas de espetáculos. Fonte: www.sesc.com.br SENAI O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) foi o primeiro órgão do Sistema S. Criado em 1942 por iniciativa do empresariado do setor e parte integrante do Sistema Confederação Nacional da Indústria (CNI), o SENAI é hoje um dos mais importantes pólos nacionais de geração e difusão de conhecimento aplicado ao desenvolvimento industrial e já se consolidou como o maior complexo de educação profissional da América Latina. São 765 unidades operacionais em todo o País, distribuídas entre centros de educação profissional, centros de tecnologia, centros ou agências de treinamento e unidades móveis. O SENAI conta ainda com 320 Kits do Programa de Ações Móveis (PAM), especialmente montados para chegar às mais remotas regiões do País. Os números impressionam: o SENAI oferece mais de 1.800 cursos, com cerca de 2 milhões de matrículas anuais, totalizando 37 milhões de matrículas desde 1942; só em 2003, foram prestados 462.605 serviços de assessoria técnica-tecnológica e laboratorial, beneficiando quase 20 mil empresas e mais de 82 mil pessoas da comunidade em geral. Fonte: www.senai.br - Relatõrio anual do Sistema SENAI 2003 SENAC Criado em 10 de janeiro de 1946, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - SENAC é uma instituição de educação profissional aberta a toda a sociedade. Sua missão é desenvolver pessoas e organizações para o mundo do trabalho com ações educacionais e disseminando conhecimentos em Comércio de Bens e Serviços. Ao longo destes 58 anos de atividades, o SENAC preparou mais de 40 milhões de pessoas para o setor de Comércio e Serviços, SESI CONSELHO NACIONAL contribuindo para a valorização do trabalhador, por meio de sua capacitação profissional em doze áreas de formação. Através de diferentes modalidades de ensino, dentre as quais destaca-se o Programa SenacMóvel, a instituição se faz presente em mais de 1.850 municípios, capacitando para o Mundo do Trabalho cerca de 1,7 milhão de brasileiros, a cada ano. Em 2003, o SENAC registrou 1.783.294 matrículas, com 1.856 municípios atendidos. São 474 unidades escolares e 59 unidades móveis que contam com os serviços de 15.571 docentes. Fonte: www.senac.com.br SEBRAE Existem hoje no Brasil 4,6 milhões de micro e pequenas empresas formais na indústria, comércio e serviços. No mercado informal, não há dados atualizados, mas as estimativas oscilam entre 9,5 a 14,5 milhões, Pois é esse o público-alvo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (SEBRAE), que trabalha há 22 anos pelo desenvolvimento sustentável das empresas brasileiras de pequeno porte. Hoje, o SEBRAE tem 600 pontos de atendimento, de norte a sul do País. Promove cursos de capacitação, facilita o acesso ao crédito, estimula a cooperação entre as empresas, organiza feiras e rodadas de negócios e incentiva o empreendedorismo e o desenvolvimento de atividades que contribuem para a geração de emprego e renda. Entre 2001 e 2002, o SEBRAE capacitou 4.661.611 pessoas, em 3.294 municípios. Promoveu 74.177 cursos e ofereceu 9.868.739 consultas (uma média de 41 por dia). O número de atendimentos por internet chegou a 25.853.840. Fonte: www.sebrae.com.br SENAR O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) é vinculado à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Criado em 1991, tem como objetivo organizar, administrar e executar a formação profissional e a promoção social dos trabalhadores rurais em todo o País. O processo educativo desenvolvido pelo SENAR é informal, participativo e sistematizado. São nove linhas de ação, englobando as áreas de agricultura, pecuária, silvicultura, aqüicultura, extrativismo, agroindústria, atividades de apoio agro-silvo-pastoril e de prestação de serviços. Só em 2003, o SENAR realizou 32.902 ações - 26.807 cursos de formação profissional rural, com 732.878 horas/aula; e 6.095 cursos de promoção social, com 225.162 horas/aulas. O número 13 de alunos beneficiados foi de 574.164 - 441.786 na área de formação profissional e 132.378 na área de promoção social. Fonte: www.senar.org.br - Dep. de Pedagogia e Programação do SENAR SEST/SENAT O Serviço Social do Transporte (SEST) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT) foram criados pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 1993. A proposta era valorizar os transportadores autônomos e trabalhadores do setor de transporte, com a prestação de atendimento especial nas áreas de educação, saúde, cultura, lazer e esporte. Na área de saúde, a prioridade é a ação preventiva. Um dos destaques é o programa SEST/SENAT de Promoção e Educação para a Saúde, que inclui a Ginástica Laboral nas empresas de transporte. O programa de atendimento médico engloba as especialidades de clínica geral, pediatria, oftalmologia, ginecologia, cardiologia e medicina do trabalho. Além de consultórios próprios, o SEST/SENAT conta com inúmeros laboratórios, clínicas e farmácias conveniados.Trabalhadores e dependentes contam ainda com um atendimento odontológico completo. O SEST/SENAT forma equipes técnicas qualificadas, desenvolve recursos pedagógicos e uma série de cursos para a capacitação de motoristas profissionais, condutores de passageiros, cargas, urbanos, intermunicipais, interestaduais e internacionais. O Programa de Educação à Distância (PEAD) do SEST/SENAT é transmitido pela Rede Transporte, o canal digital de televisão do Sistema CNT, com 60 cursos disponíveis, sinal privativo e pontos de recepção instalados em empresas de transporte rodoviário, federações, sindicatos do setor e Unidades SEST/SENAT. O SEST promove atividades de esporte, cultura e lazer em todas as suas Unidades, para os trabalhadores e seus dependentes. Fonte: www.senat.org.br - Centro de Documentação, Informação e Controle SESCOOP O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (SESCOOP) é o mais novo órgão do Sistema S. Criado em 1998 para operacionalizar o programa de autogestão das cooperativas, o SESCOOP já se evidencia como uma das mais importantes ferramentas para o desenvolvimento do sistema cooperativista. Ligado diretamente à Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), está presente no País inteiro, com um trabalho de monitoramento, supervisão, auditoria e controle das cooperativas. Entre 2001 e 2003, o público atendido foi de 663.451 pessoas. Na área de monitoramento, foram 46.698 atendimentos; na área de formação profissional, 382.936; e na área de promoção social, 230.817. Fonte: Gerência de Auto-gestão da OCB 14 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L O Conselho Nacional do SESI criou o Projeto Cozinha Brasil para levar a todo o País, em unidades móveis, conhecimentos sobre alimentação saudável SESI CONSELHO NACIONAL 15 E ducação alimentar com produtos Regionais Incentivar o consumo de produtos nutritivos, aproveitar os alimentos regionais, evitar o desperdício e levar saúde à mesa são algumas das metas do Cozinha Brasil E ducação alimentar é o ponto central do programa Cozinha Brasil – Alimentação Inteligente, lançado pelo Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI) em parceria com o Fome Zero, do Governo Federal. O objetivo é promover ações de educação alimentar para elevar o nível de saúde e qualidade de vida das populações de baixa renda, por meio da orientação didático-pedagógica, visando à produção e ingestão de uma alimentação de alto valor nutricional e baixo custo. A orientação para a produção e consumo respeitará as diversidades regionais e culturais, estimulará o aproveitamento dos recursos naturais locais e favorecerá a geração e melhoria da renda familiar. O baixo aproveitamento dos alimentos já deu ao Brasil o título de “o país do desperdício”, comprovando que grande quantidade de comida em bom estado de consumo é jogada fora. Esse é um dos hábitos que se busca mudar através de uma cozinha experimental pedagógica. A secretária do Conselho Nacional e coordenadora do programa para o Conselho, Cleude Gomes da Silva Mauro, explica que comunidades carentes terão prioridade, mas ressalta que o Cozinha Brasil também pretende atender à população em geral. Em torno de 40 unidades móveis - caminhões adequadamente equipados - serão distribuídas em todo o País, levando conhecimento nas áreas de higienização, segurança alimentar e aproveitamento de alimentos nutritivos, priorizando sempre os produtos regionais. 16 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Patrus Ananias e Jair Meneguelli no lançamento do Cozinha Brasil: alimentação de qualidade com menos desperdício Como a água é fator fundamental ao corpo humano, à manutenção das condições de saúde e à produção, assim como ao preparo dos alimentos, o projeto também pretende orientar e conscientizar a população sobre sua captação, tratamento, armazenagem e consumo. Para tanto, serão montadas verdadeiras salas de aula ao redor de cada unidade móvel e as aulas serão ministradas por instrutores do SESI. Parcerias são fundamentais O projeto, lançado oficialmente em fevereiro na Expo Fome Zero, em São Paulo, começa em maio em cinco estados: Pernambuco, Piauí, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. Para viabilizar os trabalhos existem os parceiros-pilares, que são o SESI, o SENAI e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, mas o projeto prevê amplitude de parcerias, tanto na busca dos equipamentos, quanto na aquisição de unidades móveis e na manutenção e ampliação do programa. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, por sua vez, atua em conjunto com os governos estaduais e municipais, o que visa garantir a operacionalização em cada estado. Também cabe ao Ministério buscar o público a ser atendido. Mas o projeto, com foco para a sociedade, está aberto e convida prefeituras, comunidade em geral, governos estaduais, empresas públicas e privadas e demais entidades a participarem. O SESI é responsável pela operacionalização do programa e o o seu Conselho Nacional pela aquisição das SESI CONSELHO NACIONAL 17 unidades móveis, que têm sua guarda a cargo dos regionais. O SESI/SP está repassando aos demais Departamentos o SESI fez o seu papel ao criar esse projeto, as empresas fazem o dela ajudando na sua viabilização, na medida em que Regionais a metodologia e o know how do programa Alimente- se Bem a R$ 1,00, um trabalho na área de se tornam parceiras”, esclarece. educação alimentar que busca associar alimentação saudável com baixo custo. O Cozinha Brasil adotou a experiência do SESI/SP, que vem sendo aprimorada nos últimos quatro anos. Para viabilizar o processo, o Conselho Nacional do SESI precisa atrair apoios tanto do setor privado quanto do setor público para a construção das unidades. “Estamos em busca de novos parceiros”, reforça Cleude Gomes. Atualmente, Petrobrás, Banco do Brasil e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) são algumas das instituições que apóiam a iniciativa, assim como a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), uma das primeiras a aderir. O presidente da empresa, Antônio Ermírio de Moraes, conta porque decidiu colaborar. “Aderimos ao Programa Cozinha Brasil, idealizado pelo SESI, como forma de contribuir para a diminuição da fome no Brasil, ensinando as pessoas a aproveitarem os alimentos típicos de sua região que possuem alto valor nutricional e baixo custo. É uma forma de Produtos com qualidade O SENAI, que prestará orientação sobre a tecnologia adequada para as unidades móveis, tem como grande preocupação, segundo o diretor-geral José Manuel de Aguiar Martins, a qualidade do alimento consumido. Por isso, o Programa Alimento Seguro do SENAI levará ao Cozinha Brasil a tecnologia desenvolvida para garantir produtos ideais, até mesmo para o padrão exportação. Martins esclarece que o movimento começou há oito anos para dar suporte à indústria de alimentos, com garantia de qualidade não só na produção, mas na exportação, reduzindo as barreiras enfrentadas pelos produtos nacionais. Primeiramente, focou-se apenas nos produtos para a indústria (in natura, enlatados, congelados), mas a produção do alimento começa mesmo na plantação, passando pela aprenderem a usufruir os recursos que estão disponíveis no colheita, transporte, armazenamento, industrialização e comercialização. “Por isso, decidimos ampliar o enfoque e País, mas que não são conhecidos. Acredito que assim como unir forças”, conta Martins. 18 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L O SESI/SP está repassando aos Departamentos Regionais a metodologia do Programa Alimente-se Bem a R$ 1,00, que já funciona há quatro anos SESI CONSELHO NACIONAL A ampliação da idéia inicial uniu SENAC, SENAI, SESI, 19 Programa Cozinha Brasil, cujo objetivo é orientar a população SEBRAE, SENAR, Anvisa, Embrapa e o Ministério da Saúde e carente a utilizar melhor os alimentos”, ressalta. é o resultado dessa parceria que vai ser levado ao Cozinha Brasil, com a finalidade de criar “produtos baratos com Armando Monteiro lembra que a ação terá como base tecnologias desenvolvidas pela entidade, como o Programa qualidade, dando ao alimento que vai chegar à população o de Alimentos Seguros (PAS), do Departamento Nacional do mesmo padrão de um item tipo exportação.” SENAI e o Alimente-se Bem com Um Real, do Departamento Regional de São Paulo. “O Departamento Nacional do SESI Participação fundamental está adquirindo cinco caminhões que integrarão a frota que o Cozinha Brasil utilizará para percorrer o País levando informações à população. importante instrumento de educação alimentar, uma das Conscientização e geração de renda ações priorizadas para 2004. A contribuição para o resgate da cultura alimentar das comunidades e o estímulo a hábitos O secretário Nacional de Segurança Alimentar do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Para o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, a participação do SESI no Programa Fome Zero, através do Cozinha Brasil, é fundamental. “É um alimentares saudáveis são de extrema José Giacomo Baccarin, informa que relevância para combater a fome e a desnutrição em todo o País”, diz o primeiramente serão atendidos estados do Sudeste e Nordeste e, em seguida, ministro, que complementa: “Conheci uma unidade da Cozinha durante a Expo Fome Zero, em fevereiro passado, junto com o presidente Lula, e fiquei impressionado com o potencial transformador desse projeto.” Segundo ele, o fato das unidades serem móveis, somado à ampla capilaridade do SESI no País, fortalece ainda mais a parceria e o suporte ao projeto do Ministério de implantação de sistemas municipais de segurança O Cozinha Brasil também vai estimular os pequenos empreendimentos, da produção da matéria-prima até a fase de comercialização alimentar e nutricional. “O SESI tem uma do Centro-Oeste, Sul e Norte. Ele avalia que um dos pontos principais do projeto é a capacitação profissional, pessoas que poderão incrementar a renda familiar e, ao mesmo tempo, difundir bons hábitos à mesa. Afinal está previsto o incentivo ao aproveitamento dos recursos naturais, assim como o estímulo aos pequenos empreendimentos, da produção da matéria-prima à comercialização de alimentos. Para Baccarin, é preciso pensar quantitativa e qualitativamente, gerando larga história na formação e qualificação dos trabalhadores. E essa credibilidade que a entidade uma nova consciência do bem-alimentar e do não-desperdício. O secretário de Segurança Alimentar mantém no Brasil amplia o leque de parcerias do Fome Zero cita, ainda, o grave problema da obesidade no Brasil, e reforça a divulgação do principal programa do governo Lula”, conclui. independentemente de classe social, o que se refere à má qualidade do que se come. Ele lembra, também, que o O presidente da Confederação Nacional da Indústria desperdício de alimentos no País começa ainda no campo e no (CNI), também diretor-nacional do Serviço Social da Indústria (SESI), Armando Monteiro Neto, afirma o incentivo à iniciativa transporte, gerando mais um dos problemas que reduzem a quantidade de alimento que chega à mesa do brasileiro. “Trinta do Conselho Nacional. “O Serviço Social da Indústria (SESI) por cento do que se produz não chegam ao consumidor”, apóia a iniciativa do Conselho Nacional de desenvolver o enfatiza o secretário, que aposta em uma mudança de hábito. 20 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L N ova sede, nova filosofia de trabalho A qualidade ambiental das instalações de trabalho é fundamental para facilitar e motivar mudanças que levam ao crescimento. A proposta de um Conselho mais pró-ativo, integrado aos programas estratégicos do Sistema, também passa por mudanças de natureza física. Mas a necessidade de sair do antigo endereço foi ocasionada principalmente pela insuficiência de espaço e pelo estado das instalações físicas, que apresentavam constantes problemas de manutenção. O Edifício JK, um antigo prédio, exigia ampla reforma. Por isso, essa hipótese foi descartada pelo alto custo que acarretariam os reparos nas instalações em geral, pois faltam no local ítens como escada de incêndio, garagens e sistemas de ar condicionado central e de segurança. Outro inconveniente era a divisão dos funcionários do Conselho, espalhados em salas avulsas distribuídas em cinco andares, o que impedia a agilização e a viabilização dos D epois de quase 23 anos funcionando no Edifício JK, localizado no Setor Comercial Sul, em Brasília, o Conselho Nacional do SESI ganhou casa nova, agora no 11º andar do prédio da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Setor Bancário Norte, ao lado da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Departamento Nacional do SESI. A mudança procurou aliar condições físicas, com um ambiente adequado para o trabalho, economia, agilização dos serviços e integração dos funcionários. trabalhos. Após avaliação, constatou-se que o valor da reforma seria o mesmo a ser investido em novas instalações, porém, sem os mesmos benefícios. Por isso, em fevereiro de 2003 foi locado o 11º andar da CNC, com área superior a 800 metros quadrados e sistemas de segurança informatizados, garagens e ar condicionado central. Mediante licitação, foram contratados serviços para obras civis, divisórias e para instalação de rede de microcomputadores. SESI CONSELHO NACIONAL 21 Integração e funcionalidade A área, contínua, sem divisão alguma, foi toda estruturada pela arquiteta Vera Luna, do sistema CNI, responsável pelo projeto da nova sede, que priorizou a integração dos setores, funcionalidade e flexibilidade. O primeiro ponto levado em consideração foi com base em uma nova concepção de escritórios, onde as pessoas têm um ambiente em que possam se comunicar o mais rápido possível, gerando proximidade com o grupo de trabalho. Para tanto, foram criadas estações de trabalho, separadas por divisórias acústicas, que facilitam o aproveitamento do espaço. Desta forma, agilidade e integração são as palavras-chave. A flexibilidade, permitindo ajustar o espaço de acordo com as novas necessidades, também foi levada em consideração, assim como a funcionalidade. Foram implantados em todos os setores, inclusive nas salas de reuniões, As novas instalações do Conselho Nacional do SESI foram planejadas para integrar as equipes de trabalho sistemas de informatização através de fibra ótica, e de comunicação de última geração, gerando o que Vera Luna chama de otimização. “Dentro de uma sala de reuniões, por exemplo, é possível realizar vídeo-conferência e cursos a longa distância”, exemplifica. Bem-estar e economia A saúde dos funcionários também não foi esquecida e para a aquisição dos móveis a ergonomia foi fundamental. Muito além do design moderno e da praticidade, na hora de escolher o mobiliário o mais importante foi a postura de cada um, ou seja, a comodidade e o bem-estar, evitando danos para o organismo. Outra palavra-chave foi a economia. Por isso, alguns móveis antigos, como mesas, foram reciclados e readaptados ao novo espaço. Outros foram doados para entidades, como creches e asilos. E, seguindo a linha da economia, uma grande preocupação foi quanto aos recursos energéticos. “É possível economizar monitorizando todos os equipamentos, como elevadores e ar condicionado”, esclarece Vera. Ela explica que é preciso observar o custo-benefício, mesmo que o mecanismo implantado seja um pouco mais alto que o sistema comum. Um dos exemplos são as luzes com sensores instaladas em o prédio da CNC é inteligente, sendo ligado automaticamente após determinada temperatura, o que facilitou os trabalhos. Outro motivo que levou à escolha do edifício-sede da CNC, acrescenta a arquiteta, foi a claridade natural do edifício, assim como a vista geral, o que gera um ambiente de trabalho agradável e menos estressante. “Buscamos dar o maior conforto possível para o funcionário e, por isso, criamos também uma área para fumantes, assim como utilizamos o tons claros”, conta Vera, que também ressalta a importância copas e banheiros, as quais se acendem somente com a da integração, através de sistema de informatização, entre os prédios da CNC e da CNI, que, mesmo trabalhando presença de pessoas. Vera lembra que o sistema de ar de todo independentemente, têm ligação entre si. 22 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L A brindo as janelas do conhecimento O Conselho Nacional do SESI decidiu incentivar a leitura e despertar desde cedo, naqueles que somente agora começam a decifrar as primeiras frases, o prazer de entrar no mundo das letras. Por isso, criou o programa É Só o Começo, que lança, em versão resumida e adaptada para novos leitores, três clássicos da literatura brasileira. A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, Garibaldi e Manuela: uma história de amor, de José Guimarães, e Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, serão distribuídos a dois milhões de pessoas que serão alfabetizadas pelo SESI até 2006, uma parceira com o Brasil Alfabetizado – programa do Ministério da Educação, firmada com o Departamento Nacional do SESI. Em Caruaru, dia 20 de fevereiro, foram entregues O presidente da CNI, Armando Monteiro, o ministro da Educação, Tarso Genro, e Jair Meneguelli entregam diplomas aos alunos da primeira turma do projeto “Por um Brasil Alfabetizado”, em Caruaru - PE os primeiros livros adquiridos pelo Conselho Nacional, quando esteve presente o presidente do Conselho, Jair Meneguelli, momento em que os primeiros formandos do ano receberam seus diplomas. Enquanto isso, em Brasília, alguns alunos deixam escapar a emoção de estar aprendendo e de, em breve, poder ler histórias e estórias. “Quem não sabe ler e escrever é quase um cego”, diz o alfabetizando Severino José de Santana, 40, ascensorista do Edifício Venâncio 2000. Severino, que veio de Pernambuco há nove anos, é uma das pessoas, entre jovens a partir de 15 anos e adultos, que serão alfabetizadas. “Quero sair daqui lendo e escrevendo, pois ler um destes livros vai ser ótimo”, deseja Severino, enquanto segura nas mãos um dos três exemplares para leitura da coleção É Só o Começo, que vai receber do Conselho Nacional do SESI no final do curso. A professora Francisca de Andrade, do SESI: o programa “É Só o Começo” é um resgate social que responde à vontade de aprender dos alunos SESI CONSELHO NACIONAL 23 Projetos e sonhos O trabalho de adaptação teve o apoio da Unesco, Programa Brasil Alfabetizado, do MEC, e do programa Brasil – Um País de Todos, do Governo Federal, além do SESI e do seu Conselho Nacional. Editados pela L&PM Editores, os livros encantaram os alunos que estudam na área cedida pelos proprietários do Restaurante Salada Mista, localizado no Venâncio 2000. Pessoas como Severino de Santana, que, depois da aula, ainda viaja durante uma hora e quinze minutos até Águas Lindas de Goiás, e Vanderli Cardoso dos Santos, 29, flanelinha. Vanderli conta que estudou um pouco, mas que queria aprender mais. “Estou achando maravilhoso, vou continuar e me formar”, planeja, acreditando já nos resultados imediatos: “Posso arrumar uma profissão.” O flanelinha faz questão de ressaltar o incentivo do presidente da União dos Flanelinhas (Uniflan). “Eles nos dão a maior força e nos colocam para dentro da sala de aula”, brinca. Também lavando e vigiando carros diariamente, Simone Jesus Figueira, 24, moradora da Vila Estrutural, reconhece a necessidade do saber. “Gosto de estudar. Tinha feito até a terceira série, mas, agora, quero continuar, pois hoje em dia sem estudo não se é nada”, avalia. A professora da turma, Francisca de Andrade, a Cleo, como todos a conhecem, é contratada do SESI para o programa e fala do valor de iniciativas como o Brasil Alfabetizado, que prevê a alfabetização de 20 milhões de pessoas até 2006. “É muito importante, porque resgatamos estes jovens e adultos para que eles tenham uma participação mais ativa na sociedade”, analisa. Segundo ela, os alunos se esforçam e têm mesmo muita vontade de aprender. O que é confirmado pelo supervisor, Mário Lúcio Câmara Pires, que tem a obrigação de observar o alfabetizador, o grupo de alunos e o ambiente em que estão sendo ministradas as aulas. “Aqui temos o exemplo de uma boa turma, pois são pessoas carentes de uma série de necessidades, mas Os flanelinhas Simone Figueira e Vanderli Santos, beneficiários do programa: freqüência às aulas até mesmo debaixo de chuva comparecem às aulas até com chuva”, relata. Mário entende que é muito importante a continuidade do estudo após o término do curso e recebeu com grande entusiasmo a notícia da doação dos livros. 24 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L União em nome do ensino O secretário Nacional de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação, Até agora foram comprados mais de um milhão de livros - um milhão e 20 mil, mais precisamente. Destes, 300 mil foram Eduardo Henriques, diz que o Ministério não tem a ilusão de enfrentar sozinho uma agenda de luta contra o analfabetismo. adquiridos em dezembro de 2003 e, os outros 720 mil, em “Isso requer uma agenda de sociedade e não estritamente de janeiro deste ano. O primeiro lote foi entregue em janeiro e o restante será repassado nas próximas etapas de 2004. Cada governo, sendo uma política pública para além do estadual”, acrescenta, determinando a importância da participação do SESI. unidade custa pouco mais de R$ 1, com despesa de envio, e O secretário lembra que, nas primeiras fases, a forte cada aluno vai receber uma coleção com três exemplares. A coordenadora Nacional de Alfabetização do SESI, concentração da meta do protocolo de intenções entre os dois órgãos está situada no Nordeste. Assim, dos 244 mil Eliane Cruz de Pinho Martins, garante que os livros foram muito alfabetizados ao longo de 2003, recebendo diploma este ano, bem recebidos. À frente do programa na entidade, Eliane Martins informa que existe uma grande demanda reprimida de O repasse do MEC por aluno é de R$ 10,25 e a verba do Departamento Nacional do SESI é usada para garantir um 163 mil encontram-se nessa região. Eduardo Henriques também falou das alterações feitas no programa Brasil Alfabetizado depois da transferência da pasta para o então ministro Tarso Genro. “As inovações foram no sentido de aprimorar o conteúdo programático, aumentando a qualidade do processo”, garante. Entre as mudanças, está o aumento do período de alfabetização de seis para oito meses e do peso relativo a recursos direcionados para capacitação de professores. kit para os alunos e outro para os professores, assim como Acrescentou-se, também, o encadeamento da escolari- para a formação de supervisores, tudo visando à melhoria do ensino. O dinheiro é transferido aos departamentos regionais zação e da alfabetização de jovens e adultos. “A meta não é esgotar o processo de avaliação e a Secretaria traz tanto a alfabetização do SESI, responsáveis por compor as turmas. O SESI quanto a escolarização de jovens e adultos”, explica. Será definido (Departamento Nacional) é o gestor de todo o investimento – tanto da parte vinda do Ministério quanto da sua própria. e implementado, ainda, um sistema de monitoramento e avaliação tanto no início quanto no fim do processo de alfabetização, avaliando Os cursos são ministrados em todos os lugares possíveis, os alfabetizandos e o impacto da alfabetização sobre a qualidade como no caso do restaurante Salada Mista do Venâncio 2000. de vida das pessoas. analfabetos no Brasil e que, para conquistar o adulto, tem sido feito um intenso trabalho de mudança cultural. “Temos todos os segmentos nas salas de aula, pescadores, donas de casa, flanelinhas, indígenas”, relaciona. Eliane Martins: 1 milhão e 200 mil livros distribuídos até o final de 2004 O supervisor Mário Pires: entusiasmo com o recebimento dos livros Eduardo Henriques, da Secad: parceria com o SESI amplia o volume de atendimento SESI CONSELHO NACIONAL E 25 m 2003, o presidente do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneguelli, realizou programa de visitas aos departamentos regionais, cumprindo o compromisso de conhecer pessoalmente as sedes da entidade em vários estados brasileiros. Além de conhecer de perto a atuação de cada unidade, V ele pretende estimular a integração entre os diversos integrantes do isitas Sistema S com o propósito de estender os serviços às Unidades Regionais do SESI oferecidos por essas entidades ao maior número possível de brasileiros. SÃO PAULO e DF GOIÁS Logo no início de 2003, dia 7 de janeiro, Jair Meneguelli visitou a unidade do SESI de Vila Leopoldina, em O segundo estado a ser visitado pelo Conselho Nacional do SESI foi o de Goiás, no mês de março de 2003, São Paulo. Nos meses de fevereiro, março, abril e maio do na cidade de Goiânia, Bairro Vila Nova, onde Meneguelli foi ano passado, ele ainda percorreu as unidades de Barretos, Taubaté, Bragança Paulista, Santa Bárbara D’Oeste, Rio Claro, recebido por técnicos e diretores do Sistema da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) e pelos deputados São Caetano do Sul e, em novembro, o SESI de Santo André federais Sandro Mabel e Rubens Otoni. – todos naquele estado. O Departamento Regional do Distrito Federal também Ele enalteceu a importante contribuição da entidade. “Aproveitando a experiência do SESI na área de educação, foi visitado em fevereiro de 2003. Meneguelli percorreu várias queremos contribuir com o governo federal, ampliando as cidades e pôde ver de perto o funcionamento da Central de Produção de Alimentos, no Guará, o SESI Park, no Núcleo oportunidades de acesso aos programas de inclusão social”, declarou. Ainda em Goiás, Meneguelli visitou os centros de Bandeirante, o Centro Cultural de Taguatinga, além do Centro atividade do SESI em Campinas, Canaã e Aparecida de de Atividades na Ceilândia. Goiânia. 26 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L BAHIA A visita à Bahia, realizada no mês de abril de 2003, teve início no Centro de Atividades Gilberto Mendes de Azevedo, em Itapegipe, onde Meneguelli conheceu os programas das áreas de saúde e segurança ocupacional, além da área de odontologia, que recebeu o certificado ISO 2001. A unidade também mantém 120 alunos de ensino especial, com atividades educativas voltadas para a integração de portadores de deficiência na comunidade. O Presidente do Conselho Nacional do SESI visitou o Centro Social Reitor Miguel Calmon, no SESI Retiro e o SENAI Cimatec, Centro Tecnológico, localizado na Paralela. O Programa SESI Educação do Trabalhador registrou, só no primeiro semestre do ano passado, mais de 20 mil matrículas no estado. PIAUÍ Jair Meneguelli participou em Teresina, Piauí, no mês de maio de 2003, do “Fórum de Responsabilidade e Balanço Social”. Ele também conheceu toda a infra-estrutura da sede da Federação das Indústrias do Estado do Piauí (FIEPI), visitando os setores de saúde, educação e lazer do SESI. Meneguelli lançou a idéia de um projeto de formação profissional e fomento ao turismo para o estado, considerando o potencial da região. “O turismo é uma fábrica pronta, mas é preciso investir na profissionalização e na infra-estrutura”, ressaltou. Os Departamentos Regionais do SESI oferecem lazer, saúde, cultura e educação a milhões de pessoas em todo o País O presidente do Conselho Nacional do SESI também esteve na Superintendência do SENAI e no Centro de Capacitação Profissional e Tecnologia de Alimentos e Nutrição. Em Parnaíba, cidade localizada na região Norte do um Brasil Alfabetizado”, quando foram entregues os diplomas de 1,2 mil alunos, de 25 municípios pernambucanos. estado, visitou o Ginásio de Esportes Verdinho, o Centro Recreativo Lagoa do Portinho, a Escola Integrada Deputado Em seu discurso, ele disse que os formandos, a partir Moraes Souza, além das unidades do SENAI. daquele momento, poderiam ler o que está escrito na Bandeira, saber qual ônibus pegar, ler bulas de remédios e conhecer um pouco mais a literatura brasileira, através dos livros cedidos PERNAMBUCO pela Conselho Nacional. (Ver matéria nesta edição) Também estiveram presentes à solenidade o ministro O presidente do Conselho Nacional do SESI participou da Educação, Tarso Genro; o presidente da CNI, deputado de reunião extraordinária do Conselho Nacional do SESI, em maio de 2003. Já em fevereiro de 2004, Jair Meneguelli Armando Monteiro; o secretário estadual de educação, Mozart Ramos; o prefeito de Caruaru, Tony Gel; os superin- retornou a Pernambuco, onde visitou o SESI de Caruaru durante tendentes nacional e regional do SESI, além de diversos a solenidade de formatura da primeira turma do projeto “Por parlamentares. SESI CONSELHO NACIONAL 27 O Centro de Atividades de Itapegipe - BA recebeu certificação ISO 2001 Em Goiânia, Meneguelli conheceu centros de atividades do SESI CEARÁ que, no Ceará, o atendimento do SESI à população já chega A histórica função social do Sistema S foi ressaltada por Jair Menegueli durante sua visita, no mês de junho de potencialidade. No Ceará, Meneguelli visitou ainda o Núcleo de 2003, ao estado do Ceará. Na ocasião, pediu para que todos Negócios do SESI de Parangaba e de Barra do Ceará. A visita estivessem atentos à intenção de alguns políticos de mudar o Sistema. Para ele, é possível fazer melhorias, “como tudo incluiu, ainda, em Fortaleza, um almoço em um dos dois restaurantes populares instalados na capital, o Mesa do Povo, que tem 60 anos pode ser melhorado, mas sem perder a da Praça José de Alencar. O restaurante oferece, diariamente, essência e a identidade que possibilitaram essa trajetória de sucesso”. cerca de três mil refeições, ao preço de R$ 1,00. O presidente do Conselho Nacional do SESI ainda realizou Jair Meneguelli parabenizou o Ceará por sair à frente visitas à Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (março/03), na questão da educação, por meio do Programa de Alfabetização de Jovens e Adultos. “O Brasil não pode ter e às diretorias regionais do SESI do Paraná (setembro/03). Na visita ao SESI/Amapá, em fevereiro deste ano, competitividade para conquistar o mercado internacional se Meneguelli assinou convênio com o governo estadual. Essa continuar a ter 20 milhões de analfabetos”, afirmou. Ele falou de sua meta de fazer com que a entidade amplie, em todo o ação já é resultado do saneamento administrativo e financeiro promovido pela junta governativa que atualmente gerencia País, o seu leque de atuação nas comunidades onde estão aquele regional, sob intervenção do Conselho Nacional, com inseridos seus núcleos. Ele ficou surpreso ao ser informado o apoio do Departamento Nacional do SESI. a 60 por cento, enquanto a indústria utiliza 40 por cento dessa CONSELHO E S I C O N S NACIONAL E L H O N A C IDO ONA SESI L 28 S COMPOSIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO SESI JAIR ANTÔNIO MENEGUELLI Presidente do Conselho Nacional do SESI do Instituto Euvaldo Lodi - IEL, do Conselho Nacional do SENAI e do Conselho Deliberativo do SEBRAE Nacional. Armando Monteiro também é membro do Conselho Permanente de Política Econômica da CNI, do Fórum Consultivo Empresarial Em fevereiro de 2003, Jair Meneguelli, 56 anos, assumiu a do Banco do Nordeste do Brasil e do Conselho de Desenvolvimento Industrial, Comercial e de Serviços do Estado presidência do Conselho Nacional de Pernambuco. do SESI. Em 1963 ingressou no Entre as atividades sindicais de representação empresarial, Armando Monteiro foi diretor-presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), no curso Sindicato das Indústrias Mecânicas, Metalúrgicas e de Material de ferramenteiro, colocado em prática na Willys Overland do Brasil, futura Ford. Elétrico do Estado de Pernambuco, vice-presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores do Aço e diretor regional da Em 1981, é eleito para a presidência do Sindicato dos Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas - ABIMAQ. De Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Entre 1984 e 1988, acumulou as funções presidente do Sindicato e 1992 a 2002, presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco - FIEPE, sendo reeleito por três mandatos coordenador da Executiva Nacional da CUT, além de membro do consecutivos. Como empresário, dirigiu a Fives Lille Industrial Diretório e da Executiva Nacional do PT. À frente da CUT por onze anos, Meneguelli escreveu parte do Nordeste S.A. e a Noraço S.A. importante da história trabalhista nacional. Permaneceu na Todos os presidentes dos Conselhos Regionais do Sesi são membros do Conselho Nacional presidência da Central até 1994, contribuindo decisivamente para transformá-la na maior central sindical brasileira, uma das mais respeitadas no Brasil e no exterior. Eleito deputado federal em 1994, Jair Meneguelli participa dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público e vicelíder do PT. De 1985 a 2002, o deputado fez de seus dois mandatos uma extensão da vida sindical, combatendo o desemprego e defendendo os direitos dos trabalhadores. ALAGOAS JOSÉ CARLOS LYRA DE ANDRADE O industrial paraibano José Carlos Lyra de Andrade, 57 anos, engenheiro civil, é o presidente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas- ARMANDO DE QUEIROZ MONTEIRO NETO FIEA. Acumula ainda as funções de diretor regional do SESI/AL Presidente da Confederação Nacional da Indústria- CNI e presidente do Conselho Regional do SENAI/AL. É também o atual presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Advogado, administrador Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Alagoas e membro de empresas e deputado federal, o empresário Armando de Queiroz do Conselho de Política Econômica do Estado de Alagoas, do Conselho Tributário Municipal e do Conselho Estadual de Justiça Monteiro Neto, 52 anos, acumula e Segurança Pública-CEJS. José Carlos Lyra de Andrade é ainda as funções de diretor do Departamento Nacional do SESI e presidente do Conselho Superior diretor da Britex Minerações Ltda e sócio-gerente da Magnum Indústria e Comércio de Auto Peças Ltda. CONSELHO S E S I C O N NACIONAL SELHO NAC DO I O SESI NAL 29 ACRE Responde ainda pela vice- JOÃO FRANCISCO SALOMÃO presidência da Confederação Nacional da Indústria - CNI e é delegado representante da FIEAM junto ao Conselho da CNI. José Nasser também preside o O Sistema da Federação das Indústrias do Estado do AcreFIEAC tem como presidente João Conselho Deliberativo do SEBRAE/ Amazonas e os conselhos do SENAI e SESI do estado. Participa Francisco Salomão, 47 anos, engenheiro elétrico. Preside também o Conselho Nacional e Regional do SENAI - Serviço do Conselho de Administração da Superintendência da Zona Nacional de Aprendizagem Industrial e é diretor regional do Franca de Manaus. Comandou o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Manaus. Membro titular do Conselho de Serviço Social da Indústria - SESI e do Instituto Euvaldo Lodi. Atualmente, João Francisco Salomão exerce a função de diretorpresidente de várias empresas como da ELEACRE - Engenharia e Comércio Ltda, ELENORTE - Comércio de Materiais Elétricos e de Construção Ltda e CONCRENORTE - Indústria de Artefatos de Concreto Ltda. AMAPÁ Desenvolvimento do Amazonas - Codam, integra ainda o Conselho Estratégico do Instituto Certi Amazônia; o Conselho Diretor da Fundação Universidade do Amazonas; o Conselho de Administração da Sociedade de Navegação, Portos e Hidrovias do Estado do Amazonas - SNPH; além do Comitê Consultivo Setorial de Biotecnologia da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico. JUNTA GOVERNATIVA BAHIA A FIAP atualmente é dirigida por uma junta governativa, composta por três membros do colegiado e presidentes dos JORGE LINS FREIRE sindicatos patronais. São eles: Isaías Mathias Antunes, Desde abril de 2002, o presidente do Sindicato da Indústria de Artefato de Cimento, Barro, Cerâmica e Assemelhados do Estado do Amapá; José administrador de empresas Jorge Góes de Almeida, presidente do Sindicato da Indústria do Lins Freire é o presidente do Sistema da Federação das Mobiliário do Estado do Amapá e Alessandro de Jesus Uchoa de Brito, presidente do Sindicato Estadual da Indústria de Indústrias do Estado da Bahia - Minérios Não-Metálicos do Estado do Amapá. Esse Depar- FIEB. Atualmente, também ocupa a presidência do Conselho Deliberativo do SEBRAE e é membro tamento Regional está sob intervenção do Conselho Nacional desde 08/09/2003 e está sendo dirigido pelo interventor Jorge do Conselho Permanente de Política Econômica da Confe- Luiz Guimarães Dupuy, técnico do Departamento Nacional. deração Nacional da Indústria - CNI. Como empresário, é sócioproprietário da Rumos Empreendimentos e Participações Ltda e membro do Conselho de Administração da Veracel Celulose. AMAZONAS JOSÉ NASSER José Nasser, 59 anos, engenheiro civil e empresário, é o presidente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas - FIEAM, pelo terceiro mandato consecutivo. De 1987 a 2001, foi secretário da Fazenda do Município de Salvador e, anteriormente, do estado da Bahia. Exerceu ainda a presidência do Banco do Nordeste do Brasil, do BNDES Participações e do Desenbanco. Durante cinco anos, dirigiu o Banco Econômico e, por dois anos, foi diretor financeiro de Furnas Centrais Elétricas. 30 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L COMPOSIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO SESI CEARÁ Construção Civil do DF - Sinduscon. À frente do Sistema Fibra, JORGE PARENTE FROTA JÚNIOR Antônio Rocha defende o fortalecimento da atividade sindical e o fomento ao cooperativismo. À frente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Ceará - SFIEC, pelo segundo mandato consecutivo, está o economista Jorge Parente Frota Júnior, 56 anos. Atualmente, também é diretor da Confederação Nacional da Indústria – CNI, membro do Conselho Temático da Integração Nacional daquela entidade e do Conselho Superior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes. Desde o ano passado, ocupa o cargo de membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. Possuidor de vasta experiência profissional, Jorge Parente Frota Júnior é sócio-diretor da Companhia Brasileira de Laticínios - CBL, empresa industrial localizada no município de Morada Nova, Ceará. Formado pela Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas da Universidade Federal do Ceará - UFC, participou, em 1999 e 2002, do Programa de Gestão Estratégica para Dirigentes Empresariais do INSEAD, European Institute of Business Administration, em Fountaineblue, França. DISTRITO FEDERAL ANTÔNIO ROCHA DA SILVA A Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) tem como titular o administrador de empresas e empresário ESPÍRITO SANTO FERNANDO ANTÔNIO VAZ Fernando Antônio Vaz, economista, 60 anos, é o atual presidente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo - FINDES. Em 2000, foi eleito diretor da CNI - Confederação Nacional das Indústrias; diretor-presidente do Instituto Euvaldo Lodi - IEL e do Conselho Regional do SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Espírito Santo, cargos que ainda ocupa. Fernando Vaz também é diretor do Centro da Indústria do Espírito Santo - CINDES. Há três anos, foi reeleito presidente do Sindicato da Indústria de Embalagens e Tubos Flexíveis, Frascos e Componentes, Artefatos Injetados e de Fibra de Vidro do Estado do Espírito Santo - Sindiembalagens. Em 2002, chefiou a missão empresarial do estado do Espírito Santo ao Reino do Marrocos, onde promoveu seminário e rodada de negócios em Casablanca. GOIÁS PAULO AFONSO FERREIRA O engenheiro civil Paulo Antônio Rocha da Silva, 48 anos. Afonso Ferreira, 53 anos, No início de sua carreira foi representante comercial. Ampliou seu negócio e conquistou espaço significativo no mercado formado pela UNB-DF, é o titular do Sistema Federação das de reparação de eletroeletrônicos. Fundou o Sindicato da Indústrias do Estado de Goiás. Indústria de Reparação de Produtos Eletroeletrônicos do DF (Sindeletro), no qual ocupou a presidência e elegeu-se diretor- Ele preside a FIEG, o Conselho Regional do SENAI e o Conselho do SESI e é diretor regional do SESI. É diretor-tesoureiro e secretário da Fibra. Estendeu suas atividades para o setor de membro do Conselho de Representantes da CNI. Foi construção civil e é filiado ao Sindicato das Indústrias da presidente da Associação Goiana de Empresas de Engenharia SESI CONSELHO NACIONAL 31 (AGE), do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de de Mato Grosso - FIEMT. Exerce os cargos de Secretário de Goiás (Sinduscon-GO) e da Comissão de Política e Relações Trabalhistas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia – SICME, e diretor 1º tesoureiro da Confederação Nacional da Indústria (CBIC), além de diretor da Associação Brasileira de Engenharia – CNI. Alexandre Furlan é membro do Conselho Deliberativo Sanitária (ABES), Seção de Goiás. É vice-presidente da CBIC. Como empresário, preside a Sobrado Construção Ltda desde do Fundo Constitucional do Centro Oeste – CONDEL/FCO e vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Alimentação sua fundação, em 1975. de Mato Grosso. Como empresário, é sócio das empresas MARANHÃO JORGE MACHADO MENDES Hidropower Energia Ltda; TUPAN Energia Elétrica Ltda; FIASUL Indústria de Fios S.A; e FURLAN & Pelacani Advogados Associados. MATO GROSSO DO SUL O Sistema da Federação ALFREDO FERNANDES das Indústrias do Estado do Maranhão - FIEMA é presidido por Jorge Machado Mendes, 72 Alfredo Fernandes, 68 anos, engenheiro civil, ocupa, anos, natural Penalva-MA . entre outros, os cargos de presidente do Sindicato das Anteriormente ocupou, na FIEMA, os cargos de diretortesoureiro, de 1968 a 1974; secretário, de 1974 a 1980; vice- Indústrias da Construção e do Mobiliário de Corumbá/MS ; presidente, de 1980 a 1992; e 1º vice-presidente de 1992 a 1998. Foi presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Óleo Vegetais, por três mandatos. Na Associação Comercial do Maranhão, foi membro da diretoria e da comissão fiscal por dois biênios. Atualmente, Jorge Mendes faz parte da Comissão Fiscal da Associação, como membro efetivo. Desde 1980, exerce a presidência da Agroindustrial Coqueiro S.A, empresa do ramo de cerâmica vermelha. presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul – Fiems, instituição líder do Sistema Fiems, integrado pela Fiems, Ciems, Sesi-DR/MS, Senai-DR/MS e IEL-DR/MS; vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria – CNI; presidente do Centro das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul - Ciems; presidente do Conselho Regional do Senai/MS e diretor regional do Sesi/MS e do IEL/MS. É cônsul honorário de Portugal em Corumbá. MATO GROSSO ALEXANDRE HERCULANO COELHO DE SOUZA FURLAN Alexandre Herculano Coelho de Souza Furlan, bacharel em Direito e Administração de Empresas, é o presidente licenciado do Sistema Federação das Indústrias no Estado MINAS GERAIS ROBSON BRAGA DE ANDRADE O presidente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais-FIEMG, Robson Braga de Andrade, possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. É vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria - CNI e presidente do Conselho Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI/MG. Há 22 anos, exerce a função de diretor-presidente da Orteng 32 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L COMPOSIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO SESI Equipamentos e Sistemas Ltda, Confederação Nacional da empresa fornecedora de sistemas integrados de energia e auto- Indústria-CNI, é Conselheiro do SEBRAE e membro representan- mação. Faz parte também do te brasileiro junto à Organização Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Internacional do Trabalho-OIT. Ao longo de sua carreira, exer- Gerais-CDMG; do Conselho ceu diversas funções públicas e Superior da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica - privadas, como vice-presidente da Bolsa de Mercadorias da ABINEE e do Centro de Estudos da Realidade Brasileira - CERB. Paraíba, diretor da Associação Nacional dos Beneficiadores Robson de Andrade também preside o Conselho Superior do Centro Empresarial de Minas Gerais - CICI/CIEMG. de Algodão e professor da Universidade Estadual da Paraíba - UEPB. Também foi secretário de Indústria e Comércio, e de Agricultura, Irrigação e Abastecimento da Paraíba. Francisco PARÁ Gadelha é ainda membro permanente do Fórum de Líderes Empresariais Gazeta Mercantil. DANILO OLIVO CARLOTTO REMOR PARANÁ RODRIGO COSTA DA ROCHA LOURES Danilo Olivo Carlotto Remor, industrial do setor madereiro, é o presidente do O Sistema da Federação Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Pará. Ao das Indústrias do Estado do longo de sua trajetória, exerceu diversos cargos nos órgãos Paraná - FIEP tem no seu comando o empresário Rodrigo Costa da de classe empresarial, tendo sido presidente da Associação das Indústrias Exportadoras de Madeira do Estado do Pará e Rocha Loures, 60 anos, formado do Centro das Indústrias do Pará - CIP; vice-presidente do em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas. Foi Professor da Universidade Federal do Paraná - UFPR e Sindicato das Indústrias de Madeira de Belém e Ananindeua, e diretor da Associação Comercial do Pará. Danilo Remor é fundou a Nutrimental, empresa que atua no ramo de alimentos diretor-presidente das empresas MG-Madeireira Araguaia, nutricionais, barras de cereais, farinhas infantis, sobremesas e refrescos em pó, além de produtos para merenda escolar. Indústria, Comércio e Agropecuária S.A e MG Compensados S.A. Nascido no Rio Grande do Sul, já está radicado há mais Atualmente afastado do cotidiano operacional da indústria, de 30 anos no Pará, onde recebeu diversos títulos. Rodrigo Loures assumiu a presidência do Sistema FIEP em 2003 e também dedica-se a entidades e instituições que pregam o desenvolvimento sustentável. Está ainda na direção PARAÍBA FRANCISCO DE ASSIS BENEVIDES GADELHA O engenheiro civil Francisco de Assis Benevides Gadelha é o presidente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba. Vice -presidente da do Instituto Paraná Desenvolvimento - IPD e é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo federal, da Fundação Brasileira do Desenvolvimento Sustentável - FBDS, do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, entre outras organizações nacionais e internacionais. SESI CONSELHO NACIONAL 33 PERNAMBUCO Ltda - IRMAC e da Rosápolis Indústria Cerâmica Ltda. Também JORGE WICKS CÔRTE REAL fundou e dirigiu a Rádio Igaraçu de Parnaíba. Presidiu a Associação Comercial de Parnaíba. Além das atividades À frente do Sistema da empresariais, Antônio Sousa exerce atividades políticas, Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco está sendo Deputado Federal pelo PMDB. Anteriormente, de 1983 a 2002, foi Deputado Estadual e membro do Diretório Estadual Jorge Wicks Côrte Real, 53 anos, do Partido da Frente Liberal - PFL. Exerceu ainda a função de engenheiro civil e pós-graduado em engenharia civil do trabalho. Secretário de Estado da Indústria e Comércio, Ciência e tecnologia do Piauí. Acumula as funções de delegado representante junto à CNI, de presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE/PE, de diretor regional do SESI/PE e de presidente do Conselho Regional do SENAI/PE. Jorge Côrte Real está ainda na direção da Construtora A.B. Côrte Real Ltda e da Incorporadora Carrilho & Real RIO DE JANEIRO EDUARDO EUGÊNIO GOUVÊA VIEIRA O Presidente do Sistema Empreendimentos Ltda. Presidiu, por duas vezes, nos períodos da Federação das Indústrias do de 1993 a 1995 e de 1999 a 2001, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Pernambuco. Também atuou como Estado do Rio de Janeiro - FIRJAN, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, conselheiro do Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas 52 anos, é engenheiro formado de Pernambuco (SEBRAE/PE).Ele foi eleito 1º vice-presidente da Federação no biênio 1998/2000 e no quadriênio 2000/2004, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Atualmente ocupa o cargo de Membro do Conselho Superior tendo assumido a presidência em 5/4/2004, com a saída do nas empresas Petróleo Ipiranga. À frente do Sistema FIRJAN deputado Armando Monteiro para a CNI. Em maio deste ano foi eleito presidente da Fiepe para o quadriênio 2004/2008. desde 1995, Eduardo Vieira também é presidente do Centro Industrial do Rio de Janeiro (CIRJ) e do Conselho Regional do SENAI e Diretor Regional do SESI. O presidente do Sistema PIAUÍ ANTÔNIO JOSÉ DE MORAES SOUZA Antônio José de Moraes Sousa, 67 anos, formado em Contabilidade e Administração de Empresas, preside o Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Piauí. Acumula a presidência dos conselhos regionais do SENAI e do SESI. É Presidente ainda do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário e a Federação das Indústrias do Estado do Piauí. Foi Diretor da Telefones da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro integra ainda, o Conselho de Administração do BNDES. RIO GRANDE DO NORTE FLÁVIO JOSÉ CAVALCANTI DE AZEVEDO O Presidente do Sistema da Federação das Indústria do Estado do Rio Grande do Norte FIERN é Flávio José Cavalcanti Norte do Piauí - TENOPI; da Sociedade de Empreendimentos de Azevedo, 58 anos. Empresário da Construção Civil, acumula ainda as funções de diretor-regional do SESI/RN e Técnicos Ltda - SETE; da Indústria Cerâmica e Imobiliária de presidente do Conselho Regional do SENAI/RN. 34 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L COMPOSIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO SESI RIO GRANDE DO SUL RORAIMA FRANCISCO RENAN PROENÇA RIVALDO FERNANDES NEVES Rivaldo Após 16 anos como vice- Fernandes presidente, Francisco Renan Proença, hoje com 66 anos, assumiu em 1999 Neves, 56 anos, engenheiro civil formado pela Escola de a presidência do Sistema da Federa- Engenharia da Universidade ção das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, atualmente em segundo mandato. É formado em Federal do Rio de Janeiro, é o presidente do Sistema da Federação das Indústrias do Bioquímica e Farmácia pela Universidade Federal do Rio Grande Estado de Roraima - FIER, onde atua há dez anos. Preside o do Sul. Foi presidente do Sindicato das Indústrias de Artefatos de Couro do Rio Grande do Sul e da Associação Brasileira das Indústrias Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Roraima e é membro do Conselho da Confederação Nacional de Artefatos de Couro e Artigos de Viagem. Integra o Fórum de da Indústria. Rivaldo Neves também é empresário do ramo Líderes da Gazeta Mercantil, como líder empresarial setorial e como líder estadual. Exerceu o cargo de presidente do Centro da Indústria da construção civil desde 1982. Fabril de Bento Gonçalves, sede de sua empresa, a Fasolo. São de sua iniciativa a Supercesta SESI, a expansão das farmácias do SESI, a ampliação dos financiamentos aos industriários e a ampliação da rede de saúde e de lazer para os trabalhadores. RONDÔNIA JÚLIO AUGUSTO MIRANDA FILHO SANTA CATARINA JOSÉ FERNANDO XAVIER FARACO O empresário e engenheiro de telecomunicações José Fernando Xavier Faraco, Júlio Augusto Miranda 50 anos, é o atual presidente do Sistema da Federação das Filho, 52 anos, engenheiro civil, é o Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC. Anterior- presidente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado mente, ocupou o cargo de 1º vice-presidente do Sistema FIESC nas duas gestões precedentes. Ocupa a presidência de Rondônia - FIERO. Preside ainda do Sindicato da Indústrias de Informática de Santa Catarina o Conselho Deliberativo do SEBRAE, do SESI e do SENAI. Faz parte do Conselho de Representantes da Confederação Nacional - SIESC, do qual foi fundador. Responde ainda como membro do Conselho Temático de Política Industrial e da Indústria - CNI. Entre 1991 e 1994, foi presidente do Sindicato Desenvolvimento Tecnológico da CNI, representante do das Indústrias da Construção Civil do estado de Rondônia Sinduscom e da Associação dos Empreiteiros em Obras Públicas setor privado no Plano de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico - PADCT, do Ministério da Ciência do Estado de Rondônia. Como empresário da construção civil, e Tecnologia e do Conselho de Curadores da Fundação de dirige a Miranda Filho Construção Ltda. Júlio Miranda Filho exerce também a função de diretor-regional do Instituto Euvaldo Lodi. Centros de Referências em Tecnologias Inovadoras - CERTI. José Fernando Faraco é ainda fundador e presidente das SESI CONSELHO NACIONAL 35 empresas Dígitro Tecnologia Ltda, Gyron Tecnologia em Aprendizagem Servo-Sistemas Ltda; Teclan Engenharia de Software Ltda; Netvox Serviços Avançados em Temática Ltda; Flug Eduardo de Oliveira ocupa ainda a direção regional do Serviço Telemática e Automação Ltda e Acqualan Tecnologia & Social da Indústria e do Instituto Ambiente S.A. Euvaldo Lodi. Exerce também o cargo de delegado representante SÃO PAULO HORÁCIO LAFER PIVA O Sistema da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo-FIESP tem como presidente o industrial e economista Horácio Lafer Piva, 46 anos, que Industrial. da Federação das Indústrias junto à CNI. Eduardo de Oliveira é sócio do Grupo H. Dantas Comércio, Navegação e Indústria Ltda. De 1992 a 2001, o presidente do Sistema da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe trabalhou como juiz classista do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região. Em 2002, foi presidente da Junta Comercial de Sergipe. também preside o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo-CIESP. Foi eleito um dos Global Leaders for Tomorrow TOCANTINS (Líderes do Amanhã) pelo World Economic Forum e faz parte do Group of Fifty, com sede em Washington. Horácio Lafer EDUARDO MACHADO SILVA Piva também é membro dos Conselhos de Administração das Indústrias Klabin de Celulose e Papel e vice-presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel - Bracelpa. Também ocupa uma vaga no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, da Presidência da República. Atua ainda em várias outras entidades, como presidente do Conselho de Política Econômica da Confederação Nacional das Indústrias - CNI; vice-presidente da Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD; membro do Conselho do Centro Brasileiro de Relações Internacionais - CEBRI e do Conselho Estadual de Comércio Exterior-CERICEX. SERGIPE EDUARDO PRADO DE OLIVEIRA O economista Eduardo Prado de Oliveira, 57 anos, preside desde 2003 o Sistema da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe. Neste mesmo ano, também assumiu a presidência do Conselho do Serviço Nacional de Eduardo Machado Silva, empresário, está à frente do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Tocantins. Trabalhou na Secretaria de Indústria e Comércio como assessor na implantação do Proálcool e do Programa de Fomento à Industrialização do Estado de Goiás, por meio da criação de distritos industriais. No setor de transporte de cargas, foi diretor-adjunto da empresa Irmão Prata S.A, especializada em construção pesada, participando da execução das obras de implantação do projeto Rio Formoso, hoje Tocantins. Também exerceu a função de presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil - Sinduscon, quando implantou o Projeto Orla. Em 2003, elegeu-se deputado estadual, sendo 3º secretário da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa. Como empresário, Eduardo Silva atua nos segmentos da construção civil e comércio. 36 S E S I C O N S E L H O N A C I O N A L COMPOSIÇÃO DO CONSELHO NACIONAL DO SESI JOSÉ AUGUSTO CARVALHO DE MENDONÇA período de 1993 a 1996. Atualmente, é secretário de Representante da categoria econômica da pesca virão com a reforma trabalhista e sindical. Relações do Trabalho e Emprego e coordenador-geral do Fórum Nacional do Trabalho, cuja tarefa é negociar entre trabalhadores, empregadores e governo as mudanças que Formado pela Faculdade Nacional de Direito do Estado do CARLOS ROBERTO BISPO Rio de Janeiro, José Augusto é o representante da categoria Representante do Instituto Nacional do Seguro Social econômica da pesca e membro da Comissão de Orçamento O Instituto Nacional do do Conselho Nacional do SESI. Atua como advogado do Sindicato dos Armadores da Pesca do Rio de Janeiro, primeiro Seguro Social tem , como representante junto ao Conselho Nacional do SESI, o economista sindicato do setor no País. OSVALDO MARTINÊS BARGAS Representante do Ministério do Trabalho e Emprego e contador Carlos Roberto Bispo, 49 anos. Entre 1989 e 1991, Bispo foi chefe da Região Fiscal Juiz de Fora, assumindo, depois, as funções de auditor-fiscal, gerente de arrecadação e fiscalização. Em 1997, passou a ser instrutor Osvaldo Martinês Bargas, do INSS vinculado ao Núcleo de Brasília, participando de 53 anos, é metalúrgico e integra a geração que retomou a trabalhos, externa e internamente, ministrando cursos de formação aos auditores-fiscais da Previdência Social, cargo tradição de luta dos sindicatos que exerceu por três anos. Em 2002, já era coordenador- operários da zona industrial da Grande São Paulo, na década de 1970, e que culminou na técnico e instrutor do curso de formação dos AFPS da área de auditoria do concurso de 2002, em Brasília e no Rio de fundação do Partido dos Trabalhadores, em 1979, e da Central Janeiro. No ano seguinte, assumiu a Diretoria da Receita Única dos Trabalhadores, em 1983. Foi presidente do PT de Santo André, de 1980 a 1981, e membro do Conselho Previdenciária. Carlos Roberto Bispo também foi coordenador do Projeto de Educação Continuada – PEC, em Administrativo da Organização Internacional do Trabalho no Brasília/DF. CONSELHO NACIONAL DO SESI conselhonacional.sesi.org.br ENDEREÇO Setor Bancário Norte, Quadra 1, Bloco B, Nº 14, Ed. CNC, 11º andar CEP: 70 041-902 - Brasília-DF Tel: (61) 217-0700 - Fax: (61) 217-0715 CONSELHO NACIONAL DO SESI conselhonacional.sesi.org.br ENDEREÇO Setor Bancário Norte, Quadra 1, Bloco B, Nº 14, Ed. CNC, 11º andar CEP: 70 041-902 - Brasília-DF Tel: (61) 3217-0700 - Fax: (61) 3217-0715