PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO
BACHARELADO EM MÚSICA
Coordenador: Prof. Dr. Peter Dietrich
São Paulo – SP
2013
Sumário
1. Dados gerais do curso ....................................................................6 2. Perfil do curso..................................................................................7 2.2. História do Curso ........................................................................................ 7 2.3. O Curso e o Contexto Institucional ........................................................... 7 2.4. O Curso e o contexto regional ................................................................... 8 3. Formas de acesso ao curso (Edital em anexo) ..............................11 4. Missão.............................................................................................13 4.1. Missão da instituição................................................................................ 13 4.2. Missão do curso ....................................................................................... 13 4.3. Políticas institucionais no âmbito do Curso .......................................... 13 5. Concepção do curso .....................................................................14 5.1. Objetivos do curso ................................................................................... 15 5.2. Perfil do egresso ....................................................................................... 16 5.3. Atribuições no Mercado de Trabalho ...................................................... 17 5.4. Aderência com o Desenvolvimento Sustentável ................................... 18 5.5. Articulação do PPC com o PPI e o PDI ................................................... 19 6. Organização curricular..................................................................21 6.1. Matriz Curricular ....................................................................................... 24 6.2. Disciplinas Optativas................................................................................ 27 6.3. Gráfico do Perfil de formação .................................................................. 28 6.4. Coerência da Matriz Curricular com os Objetivos do Curso ................ 29 6.5. Coerência da Matriz Curricular com o Perfil do Egresso ...................... 31 6.6. Coerência do PPC com as DCN de Música ............................................ 32 6.7. Dimensionamento da Carga Horária do Curso ...................................... 34 6.8. Componentes Curriculares ...................................................................... 35 6.8.1. Apreciação Musical e Introdução à Teoria ........................................... 35 6.8.2. Linguagem da canção .......................................................................... 37 6.8.3. Percussão Corporal.............................................................................. 39 6.8.4. História da Arte .................................................................................... 41 6.8.5. Prática de ensino e Formação de Professores .................................... 43 6.8.6. Comunicação e Expressão .................................................................. 46 6.8.7. Instrumento I ........................................................................................ 48 6.8.8. Harmonia Funcional Popular ................................................................ 50 6.8.9. Rítmica e Solfejo .................................................................................. 52 6.8.10. Interpretação Vocal ............................................................................ 53 6.8.11. Metodologia de Pesquisa em Música ................................................. 55 6.8.12. Prática de ensino e Contexto Escolar ................................................ 57 6.8.13. Ética e Responsabilidade Social ........................................................ 60 6.8.14. Instrumento II ..................................................................................... 62 6.8.15. Harmonia e Arranjo ............................................................................ 65 6.8.16. Percussão Instrumental...................................................................... 67 6.8.17. História da Música Popular ................................................................ 68 6.8.18. Percepção .......................................................................................... 70 6.8.19. Prática de ensino, Diversidade e Língua Brasileira de Sinais ............ 72 6.8.20. Instrumento III .................................................................................... 74 6.8.21. Arranjo................................................................................................ 75 6.8.22. Treinamento Auditivo Aplicado ........................................................... 77 6.8.23. Violão Complementar – Princípios e Técnicas ................................... 79 6.8.24. Flauta doce Complementar ................................................................ 80 6.8.25. Estética e composição musical .......................................................... 83 6.8.26. Prática de conjunto e direção musical ................................................ 84 6.8.27. Instrumento IV .................................................................................... 86 6.8.28. Canto Coral ........................................................................................ 88 6.8.29. Violão Complementar – Gêneros e Repertório .................................. 90 6.8.30. Produção musical ............................................................................... 92 6.8.31. Improvisação ...................................................................................... 93 6.8.32. Didática .............................................................................................. 95 6.8.33. Harmonia Avançada ........................................................................... 97 6.8.34. Instrumento V ..................................................................................... 99 6.8.35. História da Música Ocidental ............................................................ 100 6.8.36. Softwares Musicais .......................................................................... 102 6.8.37. Técnicas Teatrais e Corporais ......................................................... 104 6.8.38. Canto Coral e Regência Coral ......................................................... 105 6.8.39. Trilhas sonoras ................................................................................. 108 6.8.40. Instrumento VI .................................................................................. 109 6.9. Metodologia de ensino ........................................................................... 111 6.10. Flexibilidade Curricular ........................................................................ 112 6.11. Interdisciplinaridade ............................................................................. 114 7. Avaliação ......................................................................................116 7.1. Sistema de Avaliação do Projeto do Curso .......................................... 116 7.2. Sistema de Avaliação do Processo Ensino e aprendizagem .............. 117 7.3. Trabalho Discente Efetivo (T.D.E.) ........................................................ 118 7.4. Atividades Complementares .................................................................. 119 8. Administração Acadêmica do Curso .........................................122 8.1. Composição do NDE .............................................................................. 122 8.2. Titulação e Formação Acadêmica do NDE ........................................... 123 8.3. Regime de Trabalho do NDE .................................................................. 123 8.4. Titulação e formação do coordenador do Curso ................................. 124 8.5. Regime de Trabalho do Coordenador do Curso .................................. 124 8.6. Funções e atuação do Coordenador do Curso .................................... 124 8.7. Funcionamento do Colegiado do Curso ............................................... 126 8.8. Composição do Colegiado do Curso .................................................... 127 9. Perfil Docente...............................................................................128 9.1. Titulação Docente ................................................................................... 129 9.2. Regime de Trabalho Docente ................................................................ 129 10. Perfil Discente ............................................................................130 10.1. Perfil do ingressante ............................................................................ 130 10.2. Número de alunos por docente equivalente a tempo integral .......... 134 10.3. Alunos por turma em disciplina teórica.............................................. 134 10.4. Número Médio de disciplinas por docente ......................................... 135 11. Programas Institucionais de apoio aos discentes .................136 11.1. Núcleo de Desenvolvimento Inclusivo................................................ 136 11.2. Mecanismos de Nivelamento Institucional ......................................... 138 11.3. Apoio Psicopedagógico ....................................................................... 139 12. Pesquisa e Produção Científica ................................................141 13. Instalações Físicas ....................................................................144 13.1. Salas de aula ......................................................................................... 144 13.2. Acesso dos alunos a equipamentos de informática.......................... 144 13.3. Biblioteca............................................................................................... 144 13.4. Livros da Bibliografia Básica ............................................................... 145 13.5. Livros da Bibliografia Complementar ................................................. 152 14. Instalações Gerais .....................................................................164 14.1. Laboratórios Especializados ............................................................... 164 14.2. Infraestrutura dos Laboratórios Especializados ................................ 164 14.2.1. Laboratório de música ...................................................................... 164 14.2.2. Laboratório de rádio e música .......................................................... 165 14.2.3. Laboratório de informática IS08 ....................................................... 166 14.2.4. Sala de teclados ............................................................................... 166 14.2.5. Sala de estudos ............................................................................... 167 14.2.6. Laboratório de TV ............................................................................ 167 14.2.7. Salas multimídia ............................................................................... 169 14.2.8. Auditórios I e II ................................................................................. 170 14.2.9. Palco de eventos .............................................................................. 170 15. Requisitos Legais ......................................................................171 15.1. DCN para Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de
História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (CNE/CP 01/2004) ................ 171 15.2. Disciplina de LIBRAS (Dec 5.626/2005) ............................................... 172 15.3. Carga horária mínima e tempo mínimo de integralização ................. 173 15.4. Condições de acesso para portadores de necessidades especiais 173 15.5. Políticas de Educação ambiental (Lei 9795/1999 e decreto 4.281/2002) 174 15.6. Educação em direitos humanos (resolução 01 – 30/05/2012) ........... 174 16. ANEXO ........................................................................................175 1. Dados gerais do curso
Denominação do Curso
Bacharelado em Música
Campus
Santana
Endereço
Rua Voluntários da Pátria, 257
Santana – São Paulo – CEP 02011-000
Modalidade
Bacharelado
Matutino
Noturno
20 vagas semestrais
20 vagas semestrais
Turno de Funcionamento
Carga Horária do Curso
2.440 horas
Regime de Matrícula
Seriado semestral
Duração do Curso
6 semestres - 3 anos
Tempo de Integralização
6 semestres (mínimo) a 9 semestres (máximo)
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 6
2. Perfil do curso
2.2. História do Curso
O planejamento inicial do curso de Bacharelado em Música do Centro
Universitário Sant’Anna remonta ao ano de 2008, e é fruto do trabalho de seu
fundador, Prof. Celso Brescia Leal. O curso de bacharelado em música iniciou
suas atividades em fevereiro de 2012, sob a coordenação pedagógica do Prof. Dr.
Peter Dietrich, com uma turma no período matutino e outra no período noturno. Os
instrumentos oferecidos pelo curso são Canto, Piano, Violão, Guitarra, Baixo,
Bateria, Percussão, Sopros Madeiras (Saxofone e Flauta Transversal), Sopros
metais (Trompete e Trombone), Violino, Viola e Violoncelo. Foram implantados no
bacharelado os projetos Canja na Sant’Anna, com apresentações regulares dos
alunos de música, e o projeto de monitoria, com ampla participação dos alunos.
No segundo semestre de 2013, o curso chega a 81 alunos matriculados.
2.3. O Curso e o Contexto Institucional
O Curso de Bacharelado em Música foi criado em 2007, dentro do plano de
expansão de ofertas de cursos superiores do Centro Universitário Sant’Anna. A
instituição tem longa tradição na oferta de cursos de tanto de Licenciatura quanto
de Bacharelado, tendo iniciado essa atividade em 1972. No momento da sua
criação, o Centro Universitário já tinha um amplo conjunto de cursos em pleno
funcionamento.
Uma das motivações para a implementação do Bacharelado em Música no
Centro Universitário Sant’Anna foi a percepção de uma crescente demanda por
qualificação profissional na área. O pequeno porém gradativo aumento do poder
aquisitivo da população brasileira repercute na demanda pela produção artística e
cultural de qualidade. Por isso, um número cada vez maior de profissionais das
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 7
artes e especialmente da música procuram a formação ampla e profunda que só
pode ser encontrada no ensino de nível superior.
Atualmente, o bacharelado em música divide com os cursos de licenciatura
da instituição um pequeno leque de disciplinas, que são preferencialmente
ministradas
em
conjunto
(Formação
de
Professores,
Contexto
Escolar,
Diversidade e LIBRAS). Esse fato não apenas promove o intercâmbio entre os
cursos como também fornece um preparo mínimo para os futuros músicos na
docência, atividade muito comum entre bacharéis em música, tradicionalmente
renegada pelos cursos de formação profissional.
2.4. O Curso e o contexto regional
O Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna está
localizado na Zona Norte da Capital São Paulo, no bairro de Santana, vizinho dos
bairros Tucuruvi, Mandaqui e Casa Verde. A Zona Norte da Cidade de São Paulo
é consubstanciada com as cidades de Guarulhos, Mairiporã, Itaquaquecetuba,
Suzano, Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Arujá e Poá. A faixa etária
dessa população é de 40,7 anos - semelhante às médias de países de primeiro
mundo como Canadá, Suíça e Alemanha – e ela está predominantemente incluída
na classe B. Estes índices estão acima da média brasileira.
Atualmente, a região metropolitana de São Paulo representa o principal
centro industrial e financeiro do Estado de São Paulo e do Brasil, conforme
divulgado no site da prefeitura de São Paulo:
[O PIB da região metropolitana de São Paulo] revisado recentemente
pelo IBGE em parceria com a Fundação SEADE para 2005, marca a cifra
de R$ 263,2 bilhões [aproximadamente US$ 108 bilhões, a preços
daquele ano], ou seja, cerca de 12% do PIB brasileiro e 36% de toda
produção de bens e serviços do Estado de São Paulo. A decomposição
deste valor por grandes setores mostra que o terciário (Serviços) é
largamente predominante e representa cerca de 75,8% do Valor
Adicionado, seguido do secundário (Indústria) com 24,2%. A atividade
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 8
primária é praticamente inexistente (0,01% do total) e se restringe a
poucos estabelecimentos agrícolas e extrativos situados nos limites leste
e sul da cidade. (http://www9.prefeitura.sp.gov.br/sempla/ , acessado em
02/04/2007).
Um dos maiores destaques no mercado de trabalho se dá por conta da
redução da taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)
capitaneada pelo município. A taxa de desemprego desacelerou em 2013 e foi a
5,6 % em julho, abaixo da registrada no mês anterior (6%); apesar disso, foi
superior a taxa de julho de 2012 (5,4%). Os dados foram divulgados em agosto de
2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
.
Figura 1 – Taxa de desemprego local e Relação de emprego local/municipal
O rápido crescimento sócio-econômico do município pode ser observado
também na expansão das redes de ensino públicas e privadas da região, o que
não apenas pressiona a demanda por professores qualificados para a docência,
como também faz crescer a procura por cursos de graduação.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 9
Figura 2 – Localização do Centro Universitário Sant’Anna
Como pode ser observado na figura 2, o acesso ao Centro Universitário
Sant’Anna é privilegiado graças à sua proximidade com a Rodoviária Tietê e o
Transporte Metroviário, além da grande quantidade de linhas de ônibus que
servem a região. Esse fator facilita o aporte de alunos provenientes não apenas de
outras regiões do município como também de municípios vizinhos. Esse fato
amplia consideravelmente a abrangência do Curso de Bacharelado em Música,
que se consolida como um polo de desenvolvimento que se estende além da sua
circunscrição geográfica local.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 10
3. Formas de acesso ao curso (Edital em anexo)
O acesso à instituição ocorre por meio de processo seletivo, composto de
provas de conhecimento das matérias do ensino fundamental e médio, além de
uma redação. A finalidade deste exame não tem caráter exclusivamente
eliminatório, mas também de servir como diretriz para os programas de
nivelamento e apoio pedagógico ao discente.
A cada semestre letivo ocorre a publicação de edital específico do processo
seletivo de toda a instituição no Diário Oficial da União, onde consta número de
vagas, forma de inscrição e realização dos exames e condições gerais de
formação de turmas. O Centro Universitário Sant’Anna realiza o Processo Seletivo
na forma de agendamento pela via eletrônica e provas tradicionais em data que é
amplamente divulgada. A classificação faz-se pela ordem decrescente dos
resultados obtidos, excluídos os candidatos que não obtiverem os níveis mínimos
e os que tiverem resultado nulo em qualquer das avaliações.
O Curso de Bacharelado em Música opta por não realizar provas de
conhecimento específico na área musical. Essa postura é consequência da
percepção de uma oferta desigual de ensino musical nas escolas de ensino básico
tanto da rede pública quanto da rede privada. Atualmente, na cidade de São
Paulo, apenas algumas escolas da rede pública e especialmente as escolas de
alta renda da rede privada oferecem o ensino da música de maneira sistemática e
regular. Na maioria dos casos, o acesso ao ensino musical é alcançado por meio
de aulas particulares, já que o aparelho público e as ONGs, apesar de realizarem
trabalhos de grande relevância social, não dão conta da imensa demanda
existente. Além disso, mesmo nas escolas e nos serviços que oferecem o acesso
à educação musical, não há um consenso sobre programas e currículos.
Nesse contexto, a exigência de conhecimentos musicais específicos na
admissão do curso se configuraria como uma flagrante discriminação sócioeconômica. A proposta de ingresso no curso de música pretende acompanhar a
evolução da implementação sistemática do ensino de música nas escolas de
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 11
ensino básico, exigindo apenas os conteúdos que se consolidarem nos programas
do ensino médio.
Para as aulas de instrumento, no entanto, espera-se do aluno um
conhecimento médio no ingresso, definido a cada semestre pelos professores
específicos, em conjunto com o NDE e o Colegiado do Curso.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 12
4. Missão
4.1. Missão da instituição
A missão do Centro Universitário Sant´Anna é formar profissionais
cidadãos, que saibam pensar e agir, comprometidos com o desenvolvimento, a
democracia e a justiça social.
4.2. Missão do curso
Formar músicos capazes de atuar com eficiência em todas as situações
profissionais a que forem submetidos e transformá-los em profissionais seguros e
competentes, capazes de intervir criativamente no meio em que estiverem
inseridos, de promover e divulgar a criação artística, e de atuar junto a instituições
de ensino e cultura.
4.3. Políticas institucionais no âmbito do Curso
As políticas institucionais descritas no Plano de Desenvolvimento
Institucional estão plenamente implementadas no Curso de Bacharelado em
Música. Mesmo não sendo tarefa simples, o curso de Bacharelado em Música da
UniSant’Anna assume o compromisso de participar com sua parcela no processo
de aprimoramento do ser humano, buscando oferecer um preparo profissional
técnico, científico e, sobretudo, humanístico, solidificado em uma formação
acadêmica. Desta maneira, o curso cumpre com seu dever social de oferecer à
sociedade um profissional ético, ciente do seu valor e dos outros como pessoas,
consciente e vinculado ao seu tempo e ao da sua sociedade, sensível às questões
sociais e ambientais, competente e qualificado para o exercício de suas funções.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 13
5. Concepção do curso
O Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna
atende plenamente às DCNs específicas da área, à LDB, ao PPI e ao PDI, como
também às particularidades regionais e locais em que se insere.
Depois da promulgação da Lei 5.692/1971, que tornou o ensino de Artes
obrigatório no currículo escolar brasileiro, a Música paulatinamente perdeu espaço
no ensino de base, que acabou adotando as Artes Visuais como foco central de
educação artística. Isso só começou a mudar com a promulgação da lei 11.769,
publicada no D.O.U. de 19 de agosto de 2008. Dessa maneira, em todo esse
período, o ensino de música foi quase completamente gerido pela iniciativa
privada, ou em parcerias entre a iniciativa privada e o governo. Isso quer dizer que
o acesso à educação musical de qualidade só foi possível em famílias de renda
compatível com os preços de mercado, ou para aqueles que conseguiram vagas
em programas especiais – cuja oferta é geralmente muito limitada, e o tempo de
permanência pequeno. A consequência desse fato é que uma grande parcela da
população brasileira não teve acesso a nenhum tipo de educação musical no
período escolar.
A proposta do Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário
Sant’Anna é a de democratizar o acesso à carreira de músico, em nível superior,
dando a possibilidade de ingresso aos alunos que nunca tiveram condições de
investir em uma aprendizagem musical formal. O acesso ao curso depende
apenas dos conhecimentos que constam nos currículos do ensino fundamental e
médio, e de sua habilidade prática no instrumento escolhido. O curso se propõe
então a construir, junto com os alunos, uma base sólida e profunda, que servirá de
alicerce para o desenvolvimento das habilidades e aquisição de conhecimento não
apenas no decorrer do período em que o aluno está na instituição, mas por toda a
sua vida.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 14
O curso de Bacharelado em Música promove o contato com a mecânica de
instrumentos musicais diversos (harmônicos, rítmicos e melódicos), o domínio dos
fundamentos teóricos, a fluência na linguagem musical, a boa capacidade
perceptiva, o conhecimento e a consciência histórica e social da música, a
habilidade da performance em grupo, as habilidades composicionais e a
consciência dos aspectos psicológicos da performance - habilidades mínimas que
todo músico deve possuir. Essas habilidades são construídas ao longo do curso,
paralelamente ao profundo desenvolvimento e aprendizagem das técnicas e
repertórios específicos do instrumento escolhido. Além disso, o curso promove
uma introdução à formação do professor, ao ambiente escolar e estratégias
didáticas, habilidades tradicionalmente negligenciadas pelos cursos de formação
de instrumentistas. A partir destes alicerces é possível entender a atuação do
músico como algo mais amplo, em que o conhecimento e a técnica não se
configuram como um fim em si, mas um caminho para a compreensão da música
como um componente indispensável à construção da personalidade e da
cidadania.
5.1. Objetivos do curso
O objetivo principal do curso é formar músicos capazes de atuar
criativamente em todos os contextos e situações profissionais.
Dentre os objetivos específicos do Curso de Bacharelado em Música,
podemos citar:

Desenvolver a sensibilidade artística a partir do domínio de técnicas
composicionais e do conhecimento de estilos e repertórios diversos;

Construir uma visão abrangente e humanística do papel do músico,
estimulando a tolerância ao outro e o respeito às diversidades sociais,
econômicas, culturais e regionais;

Estimular o exercício da liderança e o da colaboração em grupo;
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 15

Atender às demandas e às necessidades profissionais relacionadas à
carreira de músico na região;

Desenvolver a capacidade reflexiva na área de Educação Musical com
base em projetos que inter-relacionem ensino, pesquisa e extensão;

Proporcionar subsídios para lidar com a multiculturalidade oriunda das
diferenças culturais de cada sociedade e dos distintos contextos sócioculturais;

Desenvolver o senso crítico e o pensamento científico.
5.2. Perfil do egresso
O egresso do Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário
Sant’Anna é um músico apto a atuar em todas as situações profissionais e
também em escolas especializadas da área, capaz de usar a música como forma
de expressão e de desenvolvimento de sua sensibilidade artística.
Dentre as habilidades e competências do egresso, podemos ressaltar as
de:

Analisar e compor peças em diferentes estilos;

Compor e arranjar peças para formações instrumentais variadas;

Ler e escrever em diversas formas de escrita musical;

Organizar e reger grupos corais;

Criar, planejar, implementar, gerir e avaliar projetos e estratégias didáticas
para a aprendizagem da música e para o desenvolvimento de seus alunos;

Conhecer a história da arte e da música ocidental e especialmente a
música brasileira;

Conhecer, compreender, respeitar e ter a capacidade de se articular frente
às diversidades sociais, econômicas, culturais e regionais do ensino e do
fazer musical;
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 16

Fazer uso apropriado de novas tecnologias;

Conhecer um leque variado de instrumentos e dominar suas técnicas
básicas;

Ser capaz de participar de equipes multidisciplinares e articular seu
conhecimento com outras áreas do saber;

Conhecer métodos de pesquisa em música, e ser capaz de desenvolver e
conduzir projetos e pesquisas científicas e tecnológicas;

Ser capaz de prosseguir seu desenvolvimento acadêmico em cursos de
pós-graduação em música.
5.3. Atribuições no Mercado de Trabalho
O mercado de trabalho para os egressos do Curso de Bacharelado em
Música do Centro Universitário Sant’Anna é bastante amplo. Composição,
performance, arranjo, regência, produção e docência são as principais áreas de
atuação do Bacharel em Música, o que configura um vasto leque de opções
profissionais. Tendo em vista o recente desenvolvimento sócio-econômico que
atravessa o país, percebe-se um aumento na demanda por cultura, educação e
entretenimento. O Bacharel em Música é o profissional preparado para ocupar
esse espaço crescente, capaz de coordenar e atuar em projetos culturais dos mais
variados.
Dentre a ampla e diversificada gama de atuações profissionais, podemos
destacar algumas. O Bacharel em música do Centro Universitário Sant´Anna pode
atuar como instrumentista em diversas configurações e estilos musicais, tais como
solista, membro de grupo ou orquestra, improvisador, band leader ou sideman. Ele
pode se especializar tanto em performances ao vivo como em gravações em
estúdio. Como compositor, ele é capaz de articular os elementos técnicos,
estéticos e culturais em suas novas obras, não apenas atendendo a demanda do
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 17
mercado para produção musical, mas também propondo novos caminhos e
possibilidades. Ele é capaz de atuar também como arranjador, em diversos estilos
musicais, sendo capaz também de atuar como regente de corais ou pequenas
formações musicais. Ele pode atuar junto com outros profissionais em grupos
multidisciplinares na área de saúde, por exemplo, ao lado de médicos e
musicoterapeutas. Apesar de não poder exercer a docência na rede de ensino
regular, o Bacharel pode atuar como professor em escolas livres e ONGs, ou
como professor particular.
5.4. Aderência com o Desenvolvimento Sustentável
O novo século trouxe consigo novos caminhos, novas propostas, novas
ações e muitas inovações. As modificações na estrutura da sociedade acontecem
de forma cada vez mais rápida, e o explosivo crescimento demográfico produz um
acirramento da competição na disputa por espaço no mercado de trabalho, assim
como a disputa por clientes e consumidores. As empresas perceberam que
precisam refazer seu ciclo pessoal, funcional e estrutural, procurando atualizações
de toda ordem, e também criar mecanismos de sobrevivência e competitividade,
sem deixar de lado as questões sociais.
O Centro Universitário Sant’Anna entende que a responsabilidade social e
as questões ligadas à cidadania e desenvolvimento sustentável estão cada vez
mais presentes nas organizações, e neste aspecto a Instituição contribui por meio
de ações que buscam interação entre a comunidade interna e externa, tais como:
 Envolver seu pessoal mediante ações planejadas e implementadas dentro
da própria comunidade, de acordo com o PDI;
 Atuar no meio ambiente com ética, fortalecendo as políticas já existentes e
criando novas diretrizes de desenvolvimento sustentável;
 Investir no bem-estar das pessoas da organização e de seus dependentes
ao criar um ambiente de trabalho agradável e seguro;
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 18
 Comunicar com transparência com o propósito de estimular as pessoas da
organização no engajamento de determinada ação, e com isso assumir o
compromisso de reduzir lacunas sociais;
 Elaborar o balanço social, apontando as ações sociais mais diretamente
relacionadas ao quadro funcional e ações familiares mais amplas,
envolvendo a comunidade ou toda a sociedade;
 Agir com ética e responsabilidade social para conduzir pessoas e tomar
decisões institucionais.
O Curso de Bacharelado em Música tem como campo de atuação
empresas comerciais e prestadoras de serviços, muitas delas inseridas na região
norte do município de São Paulo e nos municípios circunvizinhos. Esta é uma
região que está em forte desenvolvimento, apresentando um comércio
diversificado e amplo, incluindo Shopping Centers e lojas de pequeno, médio e
grande porte. Esse desenvolvimento sócio-econômico pressiona também o
desenvolvimento cultural da região, o que aumenta a responsabilidade da
instituição em ser um agente transformador da realidade, com a oferta de
profissionais capazes de corresponder às demandas de desenvolvimento do
mercado de trabalho local.
5.5. Articulação do PPC com o PPI e o PDI
O curso de Bacharelado em Música desenvolve suas atividades em acordo
com as políticas institucionais do Centro Universitário Sant’Anna constantes no
PDI e PPI, ao assumir a missão de formar cidadãos e profissionais atuantes e
críticos, comprometidos com o desenvolvimento e a melhoria das condições de
vida, a democracia e a justiça social. Esse comprometimento começa com o
acesso ao curso, que não privilegia a origem socioeconômica do ingressante, e se
aprofunda na consolidação de um vínculo baseado no respeito mútuo, no amparo
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 19
às necessidades especiais e na tolerância, no acolhimento e incentivo às
diferenças e características individuais. Essa política se reflete também – mas não
apenas – na matriz curricular, que prevê estratégias de inclusão e nivelamento,
sem perder de vista a qualidade do ensino e o perfil do egresso desejado.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 20
6. Organização curricular
O curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna pode
ser dividido em sete grandes áreas de conhecimento: teoria musical; percepção
musical; práticas instrumentais; ferramentas de trabalho; cultura e sociedade;
pesquisa; ensino musical. Esses grandes grupos de conhecimentos não são
autônomos nem independentes. Eles se entrelaçam se complementam e se
sobrepõem. As áreas também não são delimitadas por disciplinas específicas e
cada disciplina oferecida se relaciona, em maior ou menor grau, com todas as seis
áreas de conhecimento desenvolvidas no curso.
A interdisciplinaridade é um forte componente da matriz curricular do curso.
Todas as disciplinas mantêm alto grau de comunicação e interdependência. Essa
relação pode ser observada horizontalmente, em cada semestre, e também ao
longo dos módulos que compõem o curso. Além do entrelaçamento das
disciplinas, ao longo dos semestres, a interdisciplinaridade é incentivada também
por meio dos TDEs (trabalhos discentes efetivos), que acionam diretamente e
colocam em circulação as habilidades desenvolvidas em várias disciplinas. Alguns
desses trabalhos são aplicados e corrigidos por mais de um professor,
estimulando a capacidade dos alunos de integrar os conhecimentos construídos
em unidades curriculares diferentes.
O Curso de Bacharelado em Música coloca à disposição dos alunos um
leque de disciplinas extracurriculares, com o objetivo do aperfeiçoamento do
conhecimento e da técnica instrumental e de práticas pedagógicas, além de
inúmeras monitorias, permitindo a solidificação de competências adquiridas ou
ampliação dos horizontes propostos pela matriz curricular.
Os conteúdos curriculares estão em constante renovação e aprimoramento,
tornando o curso dinâmico e sempre atual, condizente com as necessidades do
mercado e os objetivos institucionais. Essa discussão convoca a totalidade do
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 21
corpo docente, e envolve todas as áreas de conhecimento trabalhadas ao longo
da matriz curricular.
O grupo de Teoria musical é representado sobretudo pelas disciplinas
Apreciação musical e Introdução à teoria, Linguagem da canção, Harmonia
funcional popular, Harmonia e Arranjo, Arranjo, Harmonia avançada e
Estética e composição. Essas disciplinas mantêm forte relação entre si e
também alimentam todas as outras disciplinas do curso. A relação com a área de
Percepção é direta, pois cada novo conceito teórico é trabalhado não apenas em
seu aspecto cognitivo, mas também sensorial. Por sua vez, a área de cultura e
sociedade é constantemente requisitada, pois todas as ferramentas teóricas são
apresentadas em seu contexto histórico e social. Sendo um curso de formação de
professores, os conceitos são apresentados dentro de uma ampla discussão sobre
as estratégias de ensino.
A área de Percepção perpassa toda a grade, mas é mais especificamente
representada pelas disciplinas Apreciação Musical e Introdução à teoria,
Percussão corporal, Rítmica e solfejo, Interpretação vocal, Percepção,
Treinamento auditivo aplicado, Canto coral e Canto coral e Regência coral.
A área Práticas Instrumentais é composta pelas disciplinas específicas de
instrumento (módulos I a VI), prática de conjunto e direção musical,
improvisação e os instrumentos complementares (flauta doce, violão,
percussão instrumental, percussão corporal e interpretação vocal).
O grupo de Ferramentas de trabalho fornece ao aluno subsídios para
desempenhar satisfatoriamente as habilidades necessárias para a continuidade de
sua formação e para sua atividade profissional. Nessa área estão às disciplinas
Trilhas sonoras, Produção musical, Percussão corporal, Comunicação e
expressão, Interpretação vocal, Percussão instrumental, Prática de ensino diversidade e LIBRAS, Violão e Flauta doce complementares, Canto Coral,
Softwares musicais, Técnicas teatrais e corporais, Canto coral e Regência
coral.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 22
A área denominada Cultura e sociedade levam à reflexão sobre o papel da
arte, da música, e do educador musical na sociedade em que se inserem. A
contextualização histórica e a discussão sobre valores éticos é uma constante em
todo o curso, e estão particularmente presentes nas disciplinas História da Arte,
Prática de ensino - formação de professores, Ética e responsabilidade social,
Prática de ensino e contexto escolar, História da música popular e História
da música ocidental – estas duas últimas, fortemente marcadas pelos
conhecimentos adquiridos nas áreas de teoria e percepção.
O contato e o incentivo à pesquisa acadêmica são fundamentais para o
desenvolvimento de um profissional articulado e em constante atualização. A
pesquisa é incentivada em todas as disciplinas, na forma de discussão de
trabalhos acadêmicos, e na exigência de produção discente voltada para a área
de pesquisa. O mesmo acontece com as Atividades complementares, com uma
carga horária exclusivamente destinada à pesquisa. O conhecimento para a
elaboração de projetos e a condução de pesquisas é trabalhado especificamente
na disciplina Metodologia de pesquisa em música.
A formação de um educador seguro, competente, ético e inovador é
desenvolvida nas disciplinas da área de ensino musical, nas três disciplinas de
Práticas de ensino (formação de professores, contexto escolar e diversidade) e
Didática.
A carga horária relativa às disciplinas e aos grupos de disciplinas está
adequadamente distribuída, e as respectivas bibliografias (básica e complementar)
são atualizadas e compatíveis com as propostas pedagógicas desenvolvidas.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 23
6.1. Matriz Curricular
Aulas
Módulo 1
Apreciação Musical e Introdução à Teoria
Linguagem da canção
Percussão Corporal
História da Arte
Prática de ensino e Formação de
Professores
Comunicação e Expressão
Instrumento I
Atividades Complementares
Carga Horária do Semestre
Módulo 2
Harmonia Funcional Popular
Rítmica e Solfejo
Interpretação Vocal
Metodologia de Pesquisa em Música
Prática de ensino e Contexto Escolar
Ética e Responsabilidade Social
Instrumento II
Atividades Complementares
Carga Horária do Semestre
AC
CH
Total
80
80
40
40
40
80
20
380
20
20
Aulas
AC
400
CH
Total
80
80
40
40
40
80
20
380
20
20
400
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 24
Aulas
Módulo 3
Harmonia e Arranjo
Percussão Instrumental
História da Música Popular
Prática de ensino, Diversidade e Língua
de Sinais Brasileira
Percepção
Instrumento III
Atividades Complementares
Carga Horária do Semestre
Módulo 4
Arranjo
Treinamento Auditivo Aplicado
Violão Complementar – Princípios e
Técnicas
Flauta doce Complementar
Estética e composição musical
Prática de conjunto e direção musical
Instrumento IV
Atividades Complementares
Carga Horária do Semestre
AC
CH
Total
80
40
80
80
80
20
380
40
40
Aulas
AC
420
CH
Total
80
40
40
40
80
40
20
340
40
40
380
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 25
Aulas
Módulo 5
Canto Coral
Harmonia avançada
Violão Complementar – Gêneros e
Repertório
Improvisação
Produção musical
Didática
Instrumento V
Atividades complementares
Carga Horária do Semestre
Módulo 6
História da Música Ocidental
Softwares Musicais
Técnicas Teatrais e Corporais
Canto Coral e Regência Coral
Trilhas sonoras
Instrumento VI
Atividades Complementares
Carga Horária do Semestre
AC
CH
Total
80
80
40
80
40
80
20
420
40
40
Aulas
AC
460
CH
Total
80
40
40
80
80
20
340
40
40
Síntese da Matriz Curricular
Aulas Presenciais
Atividades complementares
Total
2.240
200
2.440
380
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 26
6.2. Disciplinas Optativas
Os alunos do Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário
Sant’Anna que tiverem interesse em aprimorar seu conhecimento em docência
podem se inscrever em disciplinas optativas, oferecidas pelo curso de Licenciatura
em Música.
Semestre
4
5
6
Disciplinas Optativas
Psicologia da Educação
Repertório Didático e Infantil,
Música Brasileira, Folclore e
Jogos
Educação Brasileira – Estrutura e
Funcionamento
Total Optativas
CH
80
40
40
160
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 27
6.3. Gráfico do Perfil de formação
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 28 6.4. Coerência da Matriz Curricular com os Objetivos do Curso
A matriz curricular do Curso de Bacharelado em Música é a espinha dorsal
da estratégia adotada para alcançar os objetivos delimitados pelo PPC. Assim
como os próprios objetivos, a matriz está em constante revisão, a partir dos
resultados observados e discussões realizadas não apenas pelo NDE, mas por
todo o corpo docente e discente.
É a matriz curricular que articula a concepção do curso com os objetivos
desejados. Tendo a formação do profissional em música como objetivo básico, e o
desenvolvimento das habilidades musicais como pré-requisito para o sucesso do
projeto, todas as disciplinas e demais componentes curriculares precisam estar
corretamente articulados e entrelaçados.
Podemos conceber a matriz curricular como o entrelaçamento de três
grandes eixos articuladores: musical, humanístico e pedagógico. Esses eixos não
são
independentes
e
não
se
organizam
nem
modularmente
e
nem
sequencialmente, mas atuam como um pano de fundo sobre o qual as áreas e
disciplinas se estruturam.
Para conseguir atingir esses objetivos, a Matriz Curricular do Curso de
Bacharelado em Música precisa fornecer, especialmente nos módulos iniciais,
todo o preparo e apoio necessário para o bom desempenho do aluno nos módulos
superiores, e essa á a principal função do eixo musical. Os fundamentos teóricos
são desenvolvidos inicialmente nas disciplinas Introdução à Teoria e Harmonia
Funcional Popular. Posteriormente, essas habilidades são aprofundadas em
Harmonia e Arranjo, Arranjo e Harmonia Avançada. A capacidade perceptiva é
trabalhada em Apreciação Musical, Percussão corporal, Rítmica e Solfejo,
Percepção, Treinamento Auditivo Aplicado e Canto Coral.
O estudo e o exercício das técnicas composicionais acompanham o estudo
de estilos e repertórios. Nas disciplinas Linguagem da canção, Harmonia
Funcional Popular, Harmonia e Arranjo, Arranjo, Estética e composição,
improvisação, Trilhas sonoras e Harmonia Avançada, os recursos técnicos são
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 29
apresentados como recursos composicionais, capazes de construir objetos não
apenas possuidores de valores estéticos, mas que são, sobretudo formas de
expressão portadoras de sentido. As práticas instrumentais completam o eixo
musical, nas disciplinas Instrumento (I a VI), Prática de conjunto e direção
musical, Percussão (corporal e instrumental), Violão e Flauta Doce.
A visão abrangente e humanística do papel do músico é construída em
todas as disciplinas, a partir do próprio exemplo dado aos discentes pela atuação
dos docentes em sala de aula. Mas é nas aulas de Formação de Professores, e
Ética e Responsabilidade Social que esse tema é abordado em profundidade.
Paralelamente, o curso promove o desenvolvimento do espírito de liderança e de
colaboração em grupo em diversas disciplinas, mas explicitamente nas disciplinas
de Práticas de conjunto e direção musical, Produção musical, Práticas de
ensino, Percussão Corporal, Regência Coral e Técnicas Corporais e Teatrais,
e também nas disciplinas de instrumento.
O
conhecimento
de
repertórios
e
estilos,
necessário
para
o
desenvolvimento da sensibilidade artística, é trabalhado de forma transversal,
sendo uma das tônicas do curso. Por mais técnico que seja o assunto abordado,
ele sempre é contextualizado com acontecimentos musicais reais, que por sua vez
são contextualizados dentro de sua realidade temporal, geográfica e cultural. Para
que essa contextualização seja possível, o aluno precisa dos subsídios fornecidos
pelas disciplinas História da Arte, História da Música Popular Brasileira e
História da Música Ocidental, que completam o eixo humanístico.
No eixo ensino musical encontramos disciplinas que iniciam o aluno na
atuação como educador, como as Práticas de ensino e Didática, construindo
situações em que tanto as habilidades musicais quanto o conhecimento da
pedagogia são convocados em situações reais de ensino-aprendizagem, em
efetiva articulação entre teoria e prática.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 30
6.5. Coerência da Matriz Curricular com o Perfil do Egresso
Os objetivos almejados pelo Curso de Bacharelado em Música do Centro
Universitário Sant’Anna só se realizam plenamente quando se convertem em
habilidades e competências passíveis de serem colocadas em prática pelo
Discente Egresso. Para tanto, a matriz curricular precisa assegurar que o
profissional habilitado pela instituição tenha o perfil previsto para atuar com
segurança e competência, capaz de promover o desenvolvimento e bem-estar
pessoal e social no exercício de suas funções.
Além disso, Egresso deve ter a consciência que a graduação é apenas uma
pequena etapa na formação de um profissional, e que para enfrentar os desafios
futuros
ele
precisa
ter
competência
para
dar
prosseguimento
ao
seu
desenvolvimento pessoal. Para isso, deve não apenas estar preparado para
ingressar em cursos de pós-graduação, como também possuir o espírito
investigativo e proativo, necessário a um profissional em constante evolução.
A reflexão e a integração entre teoria e prática constituem um eixo
articulador central da matriz curricular, e se expressa especialmente nas seis
disciplinas de Instrumento, que atravessam todos os módulos do curso. Para o
sucesso da empreitada, o aluno precisa desenvolver pré-requisitos indispensáveis,
tais como:

O conhecimento de variadas abordagens teóricas do fazer musical
(Introdução à teoria, Harmonia, Harmonia e Arranjo, Harmonia
Avançada, Estética e composição, Trilhas sonoras, Improvisação)

A excelência técnica e o profundo conhecimento do instrumento e seu
repertório (Instrumento I a VI)

A segurança e capacidade de liderança e trabalho em equipe (Percussão
corporal, Técnicas Teatrais e Corporais, Regência Coral, Prática de
conjunto e direção musical, Produção musical)
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 31

O domínio de novas tecnologias aplicadas à música e ao ensino
(desenvolvidos na disciplina Softwares musicais e também nos trabalhos
acadêmicos (TDEs) exigido ao longo do curso)

O espírito científico e investigativo (desenvolvido sobretudo mas não
apenas na disciplina Metodologia de pesquisa em Música e nas
Atividades Complementares de pesquisa)

O contato com instrumentos variados (Violão, Flauta Doce, Percussão)

A
integração
entre
teoria
e
prática
(Instrumento,
Atividades
complementares e Práticas de ensino)

O conhecimento de concepções educacionais e estratégias de ensino
(conteúdos abordados nas seis Práticas de ensino e Didática)

A capacidade de lidar com as diferenças e o conhecimento de estratégias
de inclusão e integração (Prática de ensino, diversidade e LIBRAS)
6.6. Coerência do PPC com as DCN de Música
O curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna se
enquadra dentro da Resolução nº 2 de 8 de março de 2004 do CNE que aprovou
as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em música.
O presente PPC atende às exigências da lei ao apresentar, entre outros:

A concepção do curso;

Os objetivos do curso, devidamente contextualizados em relação às suas
inserções institucional, política, geográfica e social;

As condições de oferta do curso;

As cargas horárias das atividades didáticas e da integralização do curso;

As formas de realização da interdisciplinaridade;

Os modos de integração entre a teoria e a prática;

As formas de avaliação do ensino e da aprendizagem;

O incentivo à pesquisa;
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 32

A concepção e composição das atividades complementares;

O perfil do formando, com suas competências e habilidades;

Os componentes curriculares.
O perfil do egresso contempla as recomendações de capacitação para o
pensamento reflexivo e da sensibilidade artística, do conhecimento de estilos e
repertórios e do domínio das técnicas composicionais.
A matriz curricular do Curso de Bacharelado em Música atende aos três
tópicos de conteúdos interligados propostos pela DCN:
I - conteúdos Básicos: estudos relacionados com a Cultura e as Artes,
envolvendo também as Ciências Humanas e Sociais, com ênfase em Antropologia
e Psico-Pedagogia.
Esse tópico de conteúdos é desenvolvido especialmente nas disciplinas
História da Arte, História da Música Popular Brasileira, História da Música
Ocidental, Ética e Responsabilidade Social e Prática de ensino e diversidade.
II - conteúdos Específicos: estudos que particularizam e dão consistência à
área de Música, abrangendo os relacionados com o Conhecimento Instrumental,
Composicional, Estético e de Regência;
Este é um dos eixos articuladores do curso, desenvolvido especialmente pelas
disciplinas Apreciação Musical e Introdução à Teoria, Harmonia Funcional
Popular, Harmonia e Arranjo, Arranjo, Harmonia Avançada, Estética e
composição, Trilhas sonoras, Improvisação, Rítmica e Solfejo, Percepção,
Treinamento Auditivo Aplicado, Canto Coral e Regência Coral.
III - conteúdos Teórico-Práticos: estudos que permitam a integração
teoria/prática relacionada com o exercício da arte musical e do desempenho
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 33
profissional, incluindo também Estágio Curricular Supervisionado, Prática de
Ensino, Iniciação Científica e utilização de novas Tecnologias.
.A integração teoria-prática é outro eixo articulador do curso, desenvolvido
pelas Atividades Complementares, pelos Trabalhos Discentes Efetivos
(TDEs), pelas disciplinas de Prática de ensino, Softwares Musicais,
Metodologia de Pesquisa em Música, Treinamento Auditivo Aplicado, Canto
Coral, Regência Coral, Percussão Corporal, Prática de conjunto e direção
musical, Improvisação, Percussão instrumental, Violão, Flauta, Técnicas
Teatrais e Corporais e pelas apresentações musicais desenvolvidas nos Saraus,
Workshops e no projeto “Canja na Santanna”.
Base Legal: LDB 9394/96; Parecer CNE/CP 9/2001; Resoluções CNE/CP
1/2002, CNE/CP 2/2002, CNE/CES 2/2004
6.7. Dimensionamento da Carga Horária do Curso
A carga horária do curso de Bacharelado em Música é de 2440 horas,
assim distribuídas:
● Aulas presenciais: 2240h
● Atividades complementares: 200h
As aulas presenciais são repartidas em 40 disciplinas (com cargas horárias
de 20, 40 ou 80 horas semanais) que se distribuem e se entrelaçam nas sete
grandes
áreas
do
curso,
em
consonância
com
as
necessidades
de
desenvolvimento das competências e habilidades do licenciado em música.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 34
6.8. Componentes Curriculares
6.8.1. Apreciação Musical e Introdução à Teoria
Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Elementos da música e suas funções. Conceitos musicais básicos. Terminologia
formal e coloquial. Notações musicais. Estética (fenomenológica): sensações
causadas no ouvinte pelas ocorrências musicais. Análise musical e organização
do “ouvido” para escuta analítica. Reflexões sobre talento, competência, qualidade
e gosto musical, valor artístico. Acústica: Fundamentos e Terminologia.
Objetivos
Consolidar o uso do rigor terminológico para tratar os elementos da música;
fundamentar a teoria musical na acústica; situar os elementos da música, suas
funções e momentos históricos na escuta de obras, organizando o ouvido musical
do estudante; propor reflexões a respeito das habilidades do músico/professor e
qualidade e valor de obras musicais.
Habilidades
Ao término da disciplina, o aluno deve ser capaz de identificar e nomear
corretamente os elementos musicais; apresentar rigor terminológico musical;
conhecer as diversas formas de notação musical e suas inter-relações e
desenvolvimento histórico; conhecer os fundamentos da teoria musical a partir do
fenômeno sonoro; organizar o ouvido para uma escuta seletiva.
Competências
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno será capaz de
refletir coerentemente sobre gosto musical e valor artístico; saberá desenvolver-se
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 35
como ouvinte qualificado podendo entender o valor de uma obra a partir do
contexto de gênero e estilos musicais; poderá se comunicar usando corretamente
as ferramentas de escrita musical; estará apto para cursar as disciplinas de
percepção, solfejo, rítmicas e teoria musical dos próximos semestres.
Bibliografia Básica
1. DOURADO Henrique Autran. Dicionário de termos e expressões
musicais. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2008.
2. ZAMACOIS, Joaquim. Teoria da música. Coimbra: Editora 70, 2009.
3. KRIEGER, Elisabeth. Descobrindo a música: idéias para sala de aula. 2.
ed. Porto Alegre: Sulinas, 2007.
Bibliografia Complementar
1. LIMA, Marisa Ramires Rosa; FIGUEIREDO, Sérgio Luiz Ferreira.
Exercícios de teoria musical: uma abordagem prática. 6. ed. São Paulo:
Embraform, 2004.
2. BENNETT, Roy. Elementos Básicos da Música. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, 1994.
3. MEDAGLIA, Júlio. Música Impopular. São Paulo: Global, 2003.
4. MED, Bohumil. Teoria da música. 6. ed. Brasília: Musimed, 1996.
5. TAUBKIN, Benjamin (org.). Viver de música: diálogos com artistas
brasileiros. São Paulo: Bei, 2011.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 36
6.8.2. Linguagem da canção
Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Semiótica Greimasiana e Semiótica da canção. Conceito de texto. Percurso
gerativo do sentido. Mecanismos de produção de sentido cancional. Forma,
harmonia e timbre na construção do sentido musical. Construção de um artigo
científico na área da semiótica da canção.
Objetivos
Fornecer recursos suficientes para que o aluno possa compreender e manipular
os sentidos produzidos pela canção. Estimular a audição crítica e a reflexão,
evidenciando a relação dos diversos elementos musicais (melodia, harmonia,
timbre, ritmo, forma) na construção do sentido de uma peça. Introduzir o aluno ao
fazer científico, estimulando a realização de análises e a escrita de artigos
científicos.
Habilidades
Após a conclusão da disciplina, o aluno terá subsídios para compreender e
manipular os sentidos produzidos pela canção. Saberá identificar os efeitos de
sentidos produzidos por textos verbais e musicais, e suas interações.
Competências
Após a conclusão da disciplina, o aluno não apenas se tornará um intérprete mais
seguro e consciente como poderá também ser um instrumentista ou arranjador
capaz de dialogar com os elementos musicais e verbais encontrados na canção.
Além disso, o conteúdo trabalhado melhora a compreensão de outros textos
verbais e musicais, assim como a produção/composição de novos textos.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 37
Bibliografia Básica
1. TATIT, Luiz Augusto de Moraes; LOPES, Ivã Carlos. Elos de melodia e
letra. São Paulo: Ateliê Editorial, 2008
2. TATIT, Luiz Augusto de Moraes. Musicando a semiótica. 2. ed. São
Paulo: Annablume, 2011.
3. DIETRICH, Peter. Semiótica do discurso musical: uma discussão a partir
da obra de Chico Buarque. 2008. Tese (Doutorado em Linguística e
Semiótica Geral). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas,
Universidade de São Paulo, 2008.
Bibliografia Complementar
1. BARROS, Diana Luz Pessoa. Teoria semiótica do texto. São Paulo: Ática,
2005
2. GREIMAS, A. J. Dicionário de semiótica. São Paulo: Contexto, 2008.
3. TATIT, Luiz Augusto de Moraes. O cancionista: composição de canções
no Brasil. 2.ed. São Paulo: Edusp, 2002.
4. TATIT, Luiz Augusto de Moraes. Semiótica da canção. 3. ed. São Paulo:
Escuta, 2007.
5. SEVERIANO, Jairo; MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo: 85
anos de músicas brasileiras. 2 vols. 6. ed. São Paulo: Editora 34, 2006.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 38
6.8.3. Percussão Corporal
Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Estudo dos timbres de percussão corporal. Estudo dos timbres de percussão
vocal. Exercícios para prática do pulso em grupo. Movimento e percussão
corporal. Criação sobre ritmos da música popular. Noções básicas de teoria
musical. Regência e liderança. Composição de pequenos temas instrumentais e
arranjos. Improviso coletivo espontâneo. Formação de repertório.
Objetivos
Apresentar aos alunos a linguagem da percussão corporal como ferramenta para
a prática da música, sob ponto de vista artístico e pedagógico; praticar as noções
de tempo (pulso) e espaço (corpo em cena), por meio do estudo e prática de
ritmos da música popular; integrar o grupo para realização das tarefas propostas;
trabalhar os conceitos de liderança e organização em grupo.
Habilidades
Ao final do semestre, o aluno terá desenvolvido as seguintes habilidades:
-
Aptidão para trabalho em grupo: liderança e cooperação
-
Concentração para o fazer musical
-
Coordenação motora e expressão corporal
-
Conhecimento e entendimento dos ritmos da música popular
-
Leitura rítmica básica
-
Leitura melódica básica
-
Ampliação de repertório para apreciação musical
-
Experiência de palco
Competências
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 39
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno estará apto a utilizar
a percussão corporal como ferramenta de trabalho em situações de ensino, como
complemento ao projeto pedagógico musical em que estiver inserido. Com isso,
será um professor mais versátil e competente. Ele terá desenvolvido sua
capacidade de organização do conhecimento e vivência musical para criação e
improvisação e arranjos coletivos, e estará também mais desinibido e seguro tanto
no palco como na sala de aula.
Bibliografia Básica
1. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.
2. JACOB, Mingo. Método Básico de Percussão - Universo Rítmico. São
Paulo: Irmãos Vitale, 2008.
3. TUGNY, Rosangela Pereira; QUEIROZ, Ruben Caixeta. Músicas africanas
e indígenas no Brasil. Belo Horizonte: UFMG, 2006.
Bibliografia Complementar
1. RÜGER, Alexandre Cintra Leite. A percussão corporal como proposta
de sensibilização musical para atores e estudantes de teatro. 2007.
Dissertação (Mestrado em música). Instituto de artes, Universidade
Estadual Paulista “Julio Mesquita Filho”.
2. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica viva: a consciência do ritmo. Campinas:
Editora da Unicamp, 2008.
3. FREITAS, Emília Maria Chamone de. O gesto musical nos métodos de
percussão afro-brasileira. 2008. Dissertação (Mestrado em música).
Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, 2008.
4. ABRAMSON, Robert M. Jogos rítmicos para percepção e cognição. São
Paulo: Tom sobre tom, 2007.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 40
5. POZZOLI, Heitor. Guia teórico- prático para o ensino do ditado musical
partes I e II. São Paulo: Musicália, 1977.
6.8.4. História da Arte
Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Introdução ao estudo da história da Arte; conceitos fundamentais de História da
Arte; as civilizações antigas, arte medieval, renascimento, barroco, neoclássico e
os “ismos”. Arte no ocidente e oriente.
Objetivos
Introdução às questões filosóficas, históricas e sociais. A abordagem busca uma
interseção com a História, a Antropologia, a Filosofia, a Música e as demais áreas
das Ciências Humanas; apresentar em linhas gerais os principais estilos artísticos,
suas diversas correntes e as formas mais importantes de seus discursos;
favorecer o senso crítico e a atitude de busca de novas respostas para questões
humanas fundamentais de ontem e hoje, bem como a habilidade para a
articulação lógica das idéias, métodos e processos de conhecimento e pesquisa;
auxiliar na identificação dos diferentes estilos artísticos para compreender as
diversas formas da Linguagem e da Arte, possibilitando o entendimento da música
dentro de um aspecto cultural maior.
Habilidades
Ao término do semestre, o aluno saberá compreender textos teóricos,
decompondo seus elementos fundamentais. Terá conhecimento acerca de cada
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 41
período da história da arte e saberá reconhecer suas características em diversas
formas artísticas.
Competências
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno saberá identificar e
relacionar os temas propostos com a realidade que o cerca, além de poder
interpretar e aplicar conceitos de estilo e arte.
Bibliografia Básica
1. JANSON, H.W. História Geral da Arte. São Paulo : Martins Fontes, 2007.
2. PROENÇA, Graça. Descobrindo a História da Arte. São Paulo: Ed. Ática,
2008.
3. MEGGS, Phillip B.; PURVIS, Alston W. História do Design Gráfico. São
Paulo: Cosac-naif, 2009.
Bibliografia Complementar
1. AGRA, Lúcio. História da Arte do Século XX: Idéias e movimentos. São
Paulo: Editora Anhembi-Morumbi, 2004.
2. CAUCQUELIN, A. A arte contemporânea: uma introdução. São Paulo,
Martins Fontes, 2005.
3. GOMBRICH, E. História da arte. Rio de Janeiro : LTC, 2000.
4. ECO, Umberto. História da Feiúra. Rio de Janeiro: Record, 2004.
5. ECO, Umberto. História da Beleza, Rio de Janeiro: Record, 2005.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 42
6.8.5. Prática de ensino e Formação de Professores
Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Ensino-aprendizagem. Papel do professor. Relação professor-aluno- saber,
fundamentado em valores morais e éticos, que norteiam as condutas individuais e
coletivas.
Objetivos
Discutir sobre os diversos fatores intervenientes no processo de ensino, tendo
como foco a interação na sala de aula; experienciar as ações que culminam em
uma aula – planejamento e regência; refletir sobre o aprendiz e o professor, em
relação a suas atitudes e habilidades; refletir sobre a diversidade manifestada
pelos alunos em seus aspectos sociais e culturais, no espaço da escola; resgatar
o papel do professor como sujeito de transformação; identificar, conceituar,
diferenciar, comparar os papéis do professor, educador e formador (professor
olhando para si próprio); refletir sobre questões pertinentes à sala de aula e as
diferentes ações do professor (estratégia de aprendizagem que ele, como aluno,
teve); compreender a complexidade das situações de ensino e buscar reflexões
sobre as alternativas necessárias nas práticas cotidianas; perceber as diferentes
atitudes dos alunos em sala de aula, desenvolvendo a prática de analisar antes de
criticar (foco: eu como aluno); desenvolver técnicas que procurem resolver
diferentes tipos de problemas em sala de aula (foco: eu como aluno).
Habilidades
Ao término do semestre, o aluno deverá saber aplicar os conhecimentos
adquiridos para a resolução das situações expostas em seu contexto de atuação;
levantar informações sobre o processo educativo e a relação professor-alunosaber; relacionar o contexto escolar atual às questões de disciplina na escola;
fazer correlações do perfil do aluno-professor; identificar, organizar, e elaborar o
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 43
processo de preparação de uma aula; visualizar, analisar e situar os problemas
dentro do contexto educacional; comunicar-se com alunos, professores e todo o
corpo técnico-administrativo de forma eficaz; trabalhar em equipe, gerenciando
conflitos e interesses; aplicar a Consciência Ambiental; ter iniciativa; aplicar a
criatividade na elaboração da aula; ter coerência; ter compromisso com
resultados;
gerenciar
o
tempo;
ter
planejamento
e
organização;
atuar
estrategicamente.
Competências
Ao final da disciplina, o aluno deverá compreender a escola como lugar de
transformações que possibilita às novas gerações s posse das conquistas
humanas; analisar e interpretar situações de ensino-aprendizagem, fazendo
correlações com o que aprendeu como estudante e na vida.
Diferenciar e comparar o papel do professor em situações diversas; elaborar
relatórios sobre as diferentes propostas desenvolvidas em sala de aula;
reconhecer que o saber docente ultrapassa a formação acadêmica, abarcando a
prática cotidiana e a experiência vivida; reconhecer e definir problemas, propondo
soluções para equacioná-los; sustentar-se em valores éticos e morais, gerando
credibilidade e confiança na sua atuação por aqueles que fazem parte do seu
convívio diário; desenvolver a capacidade de liderança.
Bibliografia Básica
1. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa. 39. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2009.
2. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Para onde vai o professor?
Resgate do professor como sujeito de transformação. 13. ed. São Paulo:
Libertad, 2008.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 44
3. BORDENAVE Diaz, Juan E.; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de
ensino aprendizagem. 27. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. 312 p.
Bibliografia Complementar
1. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa . 39. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2009
2. PILETTI, Nelson. Psicologia educacional. 17. ed. São Paulo: Ática, 2008
3. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2010. 263 p. (Coleção
Magistério 2º grau).
4. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares
nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria
de Educação Fundamental. - Brasília : MEC/SEF, 1997.
5. PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar: convite
à viagem. Porto Alegre: Artmed, 2000.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 45
6.8.6. Comunicação e Expressão
Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Noções sobre linguagem: oralidade e escrita. Níveis lingüísticos. O texto como
produto lingüístico da prática social discursiva: paráfrase, resumo, relatório,
currículo, entrevista. Narração, descrição e dissertação. Fatores de textualidade:
palavras-chave,
coesão
e
coerência;
adequação
vocabular;
redundância,
ambigüidade. Leitura e produção. Uso adequado da língua portuguesa. Reforma
Ortográfica.
Objetivos
Desenvolver a competência linguística compatível com o exercício profissional;
ampliar o domínio ativo do discurso nas diversas situações comunicativas de
modo a possibilitar sua inserção efetiva no mundo da escrita, ampliando suas
possibilidades de participação social nos exercícios da cidadania; dominar a língua
portuguesa na sua manifestação escrita em termos de compreensão e produção
de textos; criar situações comunicativas, de maneira a utilizar as múltiplas
possibilidades da língua e saber adequá-las, tornando-se usuário consciente;
sintetizar e ampliar idéias; empregar mecanismos de construção textual que
permitam perceber intenções explícitas e implícitas nas formas de construção
lingüística; distinguir o padrão culto do padrão coloquial da língua.
Habilidades
Ao término da disciplina, o aluno devera conseguir adequar a linguagem verbal às
situações de uso contextual; identificar e compreender a importância dos
elementos de coesão como fator de textualidade; operar com fatores de coerência
na (re) elaboração de texto; demonstrar domínio da norma culta; elaborar proposta
de solução para problemas abordados, mostrando respeito aos valores humanos e
considerando a diversidade sociocultural; identificar marcas de variantes
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 46
linguísticas de natureza sociocultural, regional, de registro ou de estilo, e explorar
as relações entre as linguagens coloquial e formal; compreender, respeitar e
preservar as diferentes manifestações de linguagem; elaborar paráfrases,
resumos e relatórios; perceber que a língua se aprende pelo uso e pela constância
de leitura; compreender o uso da língua portuguesa como fonte de significação,
comunicação e integração.
Competências
Ao final do semestre, o alune deverá compreender e usar a língua portuguesa
como língua materna, geradora de significação e integradora da organização de
mundo e da própria identidade; atualizar-se profissionalmente de acordo com a
dinâmica do mercado de trabalho; compreender a proposta textual, aplicar
conceitos das várias áreas de conhecimento e desenvolver o tema dentro dos
limites estruturais do texto dissertativo/argumentativo; demonstrar conhecimento
dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação;
compreender e reconhecer os diferentes recursos linguísticos que dão unidade ao
texto bem como adequar e ampliar vocabulário; compreender o uso da repetição e
ambiguidade intencionais e, também, como defeitos textuais; reconhecer, ampliar
e aplicar recursos linguísticos bem como perceber a escrita agramatical; aplicar os
recursos morfo-sintático-semânticos na produção do texto.
Bibliografia Básica
1. CUNHA, Celso; CINTRA, Luis F. Lindley. Nova gramática do português
contemporâneo. 3. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2007.
2. BARBOSA, Severino Antonio M. Redação: escrever é desvendar o mundo.
Colab. Emilia AMARAL. 20. ed. Campinas: Papirus, 2009.
3. ABREU, Antonio Suarez. Curso de redação. 12. ed. São Paulo: Ática,
2008. 168 p. (Coleção Ática universidade).
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 47
Bibliografia Complementar
1. MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos,
resumos, resenhas. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2009.
2. BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
3. FARACO, Carlos Emilio; MOURA, Francisco Marto de; MARUXO JR, José
Hamilton. Gramática. 20. ed. São Paulo: Ática, 2009.
4. ABREU, Antonio Suarez. Gramática mínima: para o domínio da língua
padrão. 2. ed. Cotia, SP: Ateliê, 2006.
5. FIORIN e PLATÃO. Lições de Texto, Redação e Leitura. 5 ed. São Paulo:
Ática, 2009.
6.8.7. Instrumento I
Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 20h
Ementa
Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento.
Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação.
Objetivos
Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e
estruturada.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 48
Habilidades
Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de
leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e
solista em diversos gêneros musicais.
Competências
Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua
fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais
tanto como solista como acompanhador.
Bibliografia Básica
1. ABIGAIL, Professora. Aprender, tocar e criar ao piano: improvisação e
técnica. São Paulo: Vitale, 2009.
2. MAGALHÃES, Alexandre. Técnica para contrabaixo elétrico. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2010.
3. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2010.
Bibliografia Complementar
1. CORREA, Fernando. Improvisação para guitarra e outros instrumentos. São
Paulo: MF Music, 2004.
2. KLOSÉ. Método completo para todos os saxofones. São Paulo: Ricordi,
s.d.
3. GAGLIARDI, Gilberto. Método de Trombone para Iniciantes. São Paulo:
Ricordi, s.d.
4. SILVA, Zéli. Jazz-harmonia e walking bass. São Paulo: Editora Souza Lima,
2006.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 49
5. BRANDÃO, Rubens Geraldi. O Trompete na música de câmera. Rio de
Janeiro: Editora da UFRJ, 1967.
6.8.8. Harmonia Funcional Popular
Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Formação da escala maior. Modos gregos. Intervalos. Tríades e tétrades. Campo
harmônico maior e menor. Funções. Cadências. Escalas menores. Substituições
harmônicas.
Objetivos
Solidificar os conhecimentos necessários para a construção de uma teoria da
harmonia; apresentar um curso completo de harmonia funcional; desenvolver a
consciência das relações harmônicas e iniciar o estudo da percepção harmônica.
Habilidades
Ao término do semestre, o aluno saberá identificar e construir todas as tríades e
tétrades, as escalas maiores e os modos gregos, conhecerá os campos
harmônicos maior e menor, e as diversas manifestações das funções tônica,
dominante e subdominante.
Competências
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 50
Após a conclusão da disciplina, o aluno terá subsídios para compreender e
manipular todos os mecanismos harmônicos presentes nas músicas populares.
Com isso ele se tornará um músico mais consciente, capaz de trabalhar com o
material harmônico com desenvoltura e facilidade.
Bibliografia Básica
4. ALMADA, Carlos. Harmonia Funcional. Campinas: Editora da Unicamp,
2009.
5. CHEDIAK, Almir. Harmonia & improvisação: 70 músicas improvisadas e
analisadas. Volume 1. São Paulo: Irmãos Vitale, 2009.
6. GUEST, Ian. Harmonia-Método prático. 2 vols. Rio de Janeiro: Editora
Lumiar, 2009.
Bibliografia Complementar
1. FREITAS, Sérgio Paulo Ribeiro de. Que acorde eu ponho aqui?
Harmonia, práticas teóricas e o estudo de planos tonais em música popular.
2010. Tese (Doutorado em música). Instituto de Artes, Universidade
estadual de Campinas, 2010.
2. WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. 2. ed. São Paulo: Companhia
das letras, 2002. 283 p.
3. MENEZES, Flo. Apoteose de Shoenberg: tratado sobre as entidades
harmônicas. 2. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2002. 452 p.
4. PRINCE, Adamo. Linguagem harmônica do choro. São Paulo: Vitale,
2010.
5. CHEDIAK, Almir. Songbook Bossa-Nova. 5 vols. Rio de Janeiro: Lumiar,
1996.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 51
6.8.9. Rítmica e Solfejo
Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Leitura, reconhecimento e solfejo de células rítmicas até a semicolcheia.
Característica rítmica dos gêneros. Comportamento rítmico dos instrumentos.
Deslocamentos rítmicos. Leitura, reconhecimento e solfejo do pentacórdio.
Objetivos
Desenvolver a percepção e a consciência rítmica do aluno, para que ele possa
reconhecer e solfejar frases rítmicas construídas com células divididas até a
semicolcheia, assim como frases melódicas construídas com o pentacórdio maior
e menor. Estudar as características rítmicas de diversos gêneros musicais e as
marcas rítmicas e melódicas dos instrumentos que atuam nesses gêneros.
Habilidades
Ao final do semestre, o aluno será capaz de escrever e ler com fluência figuras e
células rítmicas em compasso simples e composto, e conseguirá relacionar
estruturas rítmicas com os gêneros musicais. Deverá também reconhecer e ler
melodias simples construídas sobre o pentacórdio maior e menor.
Competências
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno se tornará um
músico mais consciente e com maior capacidade de comunicação, graças ao
melhor domínio das técnicas de percepção e escrita musical.
Bibliografia Básica
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 52
1. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.
2. ABRAMSON, Robert M. Jogos rítmicos para percepção e cognição. São
Paulo: Tom sobre tom, 2007.
3. BENWARD, Bruce; KOLOSICK, Timothy. Percepção musical: prática
auditiva para músicos. São Paulo: Edusp, 2009.
Bibliografia Complementar
1. POZZOLI, Heitor. Guia teórico- prático para o ensino do ditado musical
partes I e II. São Paulo: Musicália, 1977.
2. MED, Bohumil. Solfejo. 3. ed. Brasília: Musimed, 1986.
3. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica viva: a consciência do ritmo. Campinas:
Editora da Unicamp, 2008.
4. ADOLFO, Antonio. O livro do músico. São Paulo: Vitale, 2010.
5. WILLEMS, E. Solfejo - curso elementar. São Paulo: Fermata, s/d.
6.8.10. Interpretação Vocal
Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Introdução à voz como instrumento de trabalho diário do músico, seja ele cantor,
instrumentista ou professor. Fisiologia da voz aplicada ao canto e à fala sem
esforço.
Compreensão da importância da manutenção vocal. Vivência pelo
discente de diversos tipos e estilos de canto como instrumento qualitativo para seu
futuro trabalho como docente e músico atuante. Solfejo do pentacórdio maior e
menor.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 53
Objetivos
Apresentar ao aluno noções essenciais sobre a fisiologia da voz, aparelho
respiratório e fonador. Apresentar problemas de saúde vocal comuns (temporários
e permanentes) e formas de evitá-los. Conhecer e desenvolver as qualidades da
voz de cada aluno através do canto. Facilitar a “desinibição vocal” do aluno.
Trabalhar com a classificação vocal e expansão vocal. Prática de exercícios de
afinação, vocalização e consciência da voz no contexto musical. Experimentar
diferentes tipos de emissão em diversos gêneros e estilos musicais (da ópera ao
canto falado).
Habilidades
Ao término da disciplina, o aluno deverá conhecer os problemas de saúde vocal
comuns (temporários e permanentes) e maneiras de cuidar da voz; terá maior
consciência da voz no contexto musical; terá desenvolvido sua percepção,
especialmente no quesito afinação e emissão vocal.
Competências
Com as habilidades adquiridas, o aluno poderá usar a voz em diversas situações
com mais consciência e segurança. Com o controle vocal mais preciso, terá
melhor rendimento no uso da voz tanto como performer quanto como professor.
Além disso, estará mais preparado para as disciplinas de percepção e treinamento
auditivo.
Bibliografia Básica
1. PINHO, Silvia. Músculos intrínsecos da laringe e dinâmica vocal. Vol. 1
(Série: Desvendando os segredos da voz). São Paulo: Revinter, 2008.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 54
2. LEAL, Patrícia. Respiração e expressividade. São Paulo: Annablume,
2007
3. BENWARD, Bruce; KOLOSICK, Timothy. Percepção musical: prática
auditiva para músicos. São Paulo: Edusp, 2009.
Bibliografia Complementar
1. MACHADO, Regina. A voz na canção popular brasileira: um estudo
sobre a Vanguarda Paulista. 2007. Dissertação (Mestrado em música). ).
Instituto de artes, Universidade Estadual de Campinas, 2007.
2. QUEIROZ, Alexei Alves de. Canto popular: pensamentos e procedimentos
de ensino na UNICAMP. 2009. Dissertação (Mestrado em música). Instituto
de artes, Universidade Estadual de Campinas, 2009.
3. BEHLAU, Mara. Voz: O livro do especialista. vol.1. São Paulo: Revinter,
2001
4. ESTIENNE, Françoise. Voz Falada Voz Cantada. São Paulo: Editora
Revinter, 2004
5. VALENTE, Heloísa de Araújo Duarte. Os cantos da voz: entre o ruído e o
silêncio. São Paulo: Annablume, 2003.
6.8.11. Metodologia de Pesquisa em Música
Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 55
Panorama da pesquisa no Brasil e as agências de fomento. Características da
pesquisa em música. Elementos de um projeto de pesquisa. Lógica matemática e
lógica textual. Elementos de análise estatística. Correntes de pensamento
científico. Normas da ABNT.
Objetivos
Apresentar um panorama da pesquisa e no Brasil e as agências fomentadoras em
atividade. Introdução ao método científico e suas especificidades. Discutir sobre
os métodos aplicados à pesquisa musical. Fornecer ao aluno subsídios para a
elaboração de um projeto de pesquisa.
Habilidades
Ao final do semestre, o aluno estará familiarizado com a estrutura e conteúdo do
trabalho acadêmico; conhecerá as diversas áreas e campos de pesquisa em
música; conhecerá as linhas de fomento de pesquisa no Brasil; conhecerá as
etapas necessárias para a produção de um trabalho de pesquisa.
Competências
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno saberá identificar,
organizar e sistematizar os conteúdos ministrados de acordo com as
características do seu projeto de pesquisa. Alem disso, terá competência para
elaborar, redigir e aplicar projetos de pesquisa, e estará mais apto a ingressar na
carreira de pesquisador, como complemento à graduação, em uma iniciação
científica, ou como continuidade do estudo acadêmico, em um mestrado.
Bibliografia Básica
1. FREIRE, Vanda Bellard. Horizontes da pesquisa em música. São Paulo:
7 letras, 2010.
2. BUDASZ, Rogério (org.) Pesquisa em música no Brasil: métodos,
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 56
domínios, perspectivas. Goiânia: ANPPOM, 2009.
3. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. Ed. São
Paulo: Atlas, 2010.
Bibliografia Complementar
1. BAIA, Silvano Fernandes. A pesquisa sobre música popular em São
Paulo. 2005. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes da
Universidade Estadual de São Paulo, 2005.
2. BARROS, Aidil J. P. & LEHFELD, Neide A. S. Projeto de pesquisa:
propostas metodológicas. Petrópolis: Vozes, 18. Ed., 2009.
3. KOCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da
ciência e iniciação à pesquisa. 22. ed. Petrópolis: Vozes, 2004.
4. PARRA FILHO, Domingos. Apresentação de trabalhos científicos:
monografia, TCC, teses, dissertações. 7. ed. São Paulo: Futura, 2002.
5. SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed.
São Paulo : Cortez, 2010.
6.8.12. Prática de ensino e Contexto Escolar
Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Prática educativa no contexto escolar em escolas de Educação Básica. A relação
pedagógica centrada nas necessidades e interesses do corpo discente.
Relacionamento professor-aluno. Novas propostas de EAD e das novas
tecnologias
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 57
Objetivos
Fornecer ao aluno subsídios para identificar, conceituar, diferenciar, comparar os
papéis do professor, educador, formador; refletir sobre questões pertinentes à sala
de aula e as diferentes ações do professor; compreender a complexidade das
situações de ensino e buscar reflexões sobre as alternativas necessárias nas
práticas cotidianas; perceber as diferentes atitudes dos alunos em sala de aula,
desenvolvendo a prática de analisar antes de criticar; desenvolver técnicas que
procurem resolver diferentes tipos de problemas em sala de aula; reconhecer e
dar início à utilização dos Parâmetros Curriculares Nacionais no processo
educacional, entendendo-os como um meio que embasa o planejamento;
reconhecer o projeto político pedagógico como espaço de construção coletiva e
contínua, permeado pela realidade escolar.
Habilidades
Ao final do semestre, o aluno conseguirá analisar e interpretar situações de
ensino-aprendizagem; levantar informações sobre o processo educativo e a
relação professor-aluno; interagir com os alunos, percebendo que a autoridade do
professor não vem com o cargo, mas se constrói na relação com estes; identificar,
organizar e elaborar o processo de preparação de uma aula; visualizar, analisar e
situar os problemas dentro do contexto educacional; comunicar-se com alunos,
professores e todo o corpo técnico-administrativo de forma eficaz; trabalhar em
equipe, gerenciando conflitos e interesses; aplicar a Consciência Ambiental; ter
iniciativa; ter compromisso com resultados; gerenciar o tempo; ter planejamento e
organização; atuar estrategicamente.
Competências
Ao término da disciplina, o aluno deverá saber auto-analisar-se como futuro
profissional da educação, suas características e dificuldades; elaborar relatórios
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 58
sobre as diferentes propostas desenvolvidas em sala de aula; reconhecer que o
saber docente ultrapassa a formação acadêmica, abarcando a prática cotidiana e
a experiência vivida; diferenciar e comparar o papel do professor em situações
diversas; relacionar o contexto escolar atual às questões de disciplina na escola;
desenvolver técnicas de apresentação perante o público; desenvolver trabalhos
utilizando as novas tecnologias em sala de aula; desenvolver o conhecimento do
professor relativo à escola e ao sistema educativo; desenvolver o processo de
reflexão crítica.
Bibliografia Básica
1. ALVES, Rubem. A escola com que sempre sonhei sem imaginar que
pudesse existir. Campinas: Papirus, 2010.
2. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa. 39. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2009.
3. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed,
2010.
Bibliografia Complementar
1. LOUREIRO, Alícia Maria Almeida. O ensino de música na escola
fundamental. Campinas: Papirus, 2010.
2. SNYDERS, Georges. A escola pode ensinar as alegrias da música? São
Paulo: Cortez, 2008.
3. GADOTTI, Moacir. A escola e o professor: Paulo Freire e a paixão de
ensinar. São Paulo: Publisher Brasil, 2007.
4. PASSOS, Ilma (Org.). Didática: o ensino e suas relações. 11. ed.
Campinas, SP: Papirus, 2001.
5. GADOTTI, Moacir, E. ROMÃO, José (Org.) AUTONOMIA da escola:
princípios e propostas. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2004.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 59
6.8.13. Ética e Responsabilidade Social
Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Estudo dos conceitos de Ética, Moral, Cidadania e Responsabilidade Social.
Abordagem das relações entre Ética e Filosofia. Pesquisa e estudo de exemplos
de programas de Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável. Estudo
dos Direitos Humanos. Avaliação de Códigos de Ética Profissional. Ética nas
Organizações. As escolhas pessoais.
Objetivos
Proporcionar aos alunos a capacidade de reconhecer e aplicar conceitos
essenciais
relacionados
à
Ética,
Cidadania
e
Responsabilidade
Social;
desenvolver o comportamento ético e responsável para com os outros e a
sociedade em geral; ter conhecimento de projetos sociais e de desenvolvimento
sustentável que estão sendo realizados por empresas/escolas em diversos
setores.
Habilidades
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 60
Ao término da disciplina, o aluno deverá reconhecer e definir problemas, propondo
soluções para equacioná-los; identificar aspectos básicos da conduta ética no
ambiente escolar e fora dele.
Competências
Ao final do semestre, o aluno deverá saber aplicar seus conhecimentos técnicos
para a resolução das situações expostas em seu contexto de atuação; sustentarse em valores éticos e morais, gerando credibilidade e confiança na sua atuação
por aqueles que fazem parte do seu convívio diário; ter consciência do seu papel
na preservação do meio ambiente.
Bibliografia Básica
1. DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de papel: a infância, a adolescência e
os Direitos Humanos no Brasil. 21. ed. São Paulo: Ática, 2008.
2. GELAIN, I. Ética, bioética e os profissionais de enfermagem. 4. ed. São
Paulo: EPU, 2010.
3. REALE, Miguel. Filosofia do direito. 20. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
Bibliografia Complementar
1. BOFF, Leonardo. Ética e moral. 4 ed. Petrópolis: Vozes, 2009.
2. NOVAES, Carlos Eduardo e LOBO, César. Cidadania para principiantes.
São Paulo: Editora Ática, 2003.
3. RIOS, Terezinha Azeredo. Ética e Competência. 19. ed. São Paulo:
Editora Cortez, 2010.
4. CARVALHO, José Murilo. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.
5. LOPES DE SÁ, Antonio. Ética Profissional. 5. ed. São Paulo: Editora
Atlas, 2004.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 61
6.8.14. Instrumento II
Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 20h
Ementa
Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento.
Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação.
Objetivos
Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e
estruturada.
Habilidades
Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de
leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e
solista em diversos gêneros musicais.
Competências
Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua
fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais
tanto como solista como acompanhador.
Bibliografia Básica
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 62
1. PINHO, Silvia. Músculos intrínsecos da laringe e dinâmica vocal. Vol. 1
(Série: Desvendando os segredos da voz). São Paulo: Revinter, 2008.
2. ADOLFO, Antonio. O livro do músico: harmonia e improvisação para
teclado e outros instrumentos. São Paulo: Vitale, 2010.
3. MAGALHÃES, Alexandre. Técnica para contrabaixo elétrico. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2010.
4. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2010.
5. PACHECO, Fernando Antonio. Criação dos cinco prelúdios de VillaLobos. São Paulo: Annablume, 2010.
6. EZEQUIEL, Carlos. Interpretação melódica para bateria. São Paulo:
Editora Souza Lima, 2006.
7. WOLTZENLOGEL, Celso. Música brasileira para conjuntos de flauta.
Vol. 3. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010.
8. KLOSÉ. Método completo para todos os saxofones. São Paulo: Ricordi,
s.d.
9. CASCAPERA, Sergio. Método Elementar para trompete, trombone ou
bombardino em clave de Sol. São Paulo: Ricordi Brasileira, 1992.
10. GAGLIARDI, Gilberto. Método para Trombone Baixo. São Paulo: Ricordi,
s.d.
11. LAMBERT, Ribeiro. Método de violino. São Paulo: Ricordi, 2010.
Bibliografia Complementar
1. PINHO, Silvia. Temas em Voz Profissional. São Paulo: Revinter, 2007.
2. ABIGAIL, Professora. Aprender, tocar e criar ao piano: improvisação e
técnica. São Paulo: Vitale, 2009.
3. PESCARA, Jorge. Manual do Groove: o contrabaixo completo. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2008.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 63
4. CORREA, Fernando. Improvisação para guitarra. São Paulo: MF editora,
2005.
5. PRADA, Teresinha. Violão: de Villa-Lobos a Leo Brouwer. São Paulo:
Terceira margem, 2008.
6. BARSALINI, Leandro. As sínteses de Edison Machado: um estudo sobre
o desenvolvimento de padrões de samba na bateria. 2009. Dissertação
(Mestrado em Música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de
Campinas, 2009.
7. POLANUER, Jorge. Música para saxofone. São Paulo: Irmãos Vitale,
2006.
8. SILVA, Raphael Ferreira da. A construção do estilo de improvisação de
Vinicius Dorin. 2009. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de
Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2009.
9. BAPTISTA, Paulo Cesar. Metodologia de Estudo para Trompete. . 2010.
Dissertação (Mestrado em musicologia). Escola de Comunicação e Artes,
Universidade de São Paulo, 2010.
10. MAESTRELLO, Dino. Trompete: aspectos físicos e orgânicos da
performance musical: proposta de atividade física. . 2010. Dissertação
(Mestrado em musicologia). Escola de Comunicação e Artes, Universidade
de São Paulo, 2010.
11. RONQUI, Paulo Adriano. Levantamento e abordagens técnicointerpretativas do repertório para solo de trompete escrito por
compositores paulistas. 2002. Dissertação (Mestrado em música). Centro
de letras e artes, Universidade do Rio de Janeiro, 2002.
12. FONSECA, Donizéti. O trombone e suas atualizações: sua história,
técnica e programas universitários. 2008. Dissertação (Mestrado em
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 64
musicologia). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo,
2008.
6.8.15. Harmonia e Arranjo
Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Construção de acordes - tríades e tétrades. Método de cifragem da harmonia
popular e tradicional. Regras de condução de vozes. Alterações e extensões do
acorde, técnicas da escrita musical em diferentes contextos e estilos musicais.
Objetivos
Fornecer aos alunos ferramentas de construção de arranjos para diferentes
formações e estilos musicais, a partir do aprofundamento no estudo da harmonia e
suas diferentes abordagens.
Habilidades
Ao final do semestre, o aluno será capaz de analisar harmonicamente a extensa
maioria das peças encontradas em livros como os da série de Real Books (Jazz) e
Songbooks (Música Brasileira); entender e aplicar técnicas básicas de
harmonização e rearmonizacão em diferentes contextos musicais; aprimorar-se no
uso escrita musical. Além disso, terá desenvolvido a consciência e percepção
harmônica.
Competências
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 65
As técnicas adquiridas podem ser utilizadas em diferentes contextos de aplicação
profissional: elaboração de material didático, trabalhos acadêmicos ou trabalhos
que atendam às atuais demandas da indústria fonográfica.
Bibliografia Básica
1. ALMADA, Carlos. Harmonia Funcional. Campinas: Editora da Unicamp,
2009.
2. GUEST, Ian. Harmonia-Método prático. 2 vols. Rio de Janeiro: Editora
Lumiar, 2009.
3. CORRÊA, Antenor Ferreira. Estruturações harmônicas pós-tonais. São
Paulo: Editora UNESP, 2006.
Bibliografia Complementar
1. BUETTNER, Arno Roberto von. Expansão Harmônica: uma questão de
timbre. São Paulo: Irmãos Vitale, 2004.
2. LIMA, Adriano Fagundes Oliveira. Policordes: sistematização e uso na
música popular. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes,
Universidade estadual de Campinas, 2006.
3. LIMA, Marcos Aurélio de. A banda estudantil em um toque além da
música. São Paulo: Annablume, 2007.
4. SCHOENBERG, A. Harmonia. São Paulo: Editora UNESP, 2001.
5. MENEZES, Flo. Apoteose de Shoenberg: tratado sobre as entidades
harmônicas. 2. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2002. 452 p.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 66
6.8.16. Percussão Instrumental
Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Apresentação dos instrumentos de percussão. Pulso e divisões. Pergunta e
resposta de células rítmicas. Breque, chamada do breque, silêncio e retomada.
Ritmos populares e folclóricos brasileiros. Ritmos Afro-brasileiros. Exercícios de
Regência/liderança. Leitura rítmica. Composição e arranjo rítmico.
Objetivos
Apresentar aos alunos os instrumentos de percussão mais comuns e trabalhar sua
técnica. Desenvolver a capacidade de liderança e organização em grupo,
concentração e coordenação motora. Analisar ritmos brasileiros representativos
(samba, baião, maracatu, frevo, afoxé e suas derivações) e aplicar os
instrumentos percussivos no estudo desses ritmos.
Habilidades
Ao término da disciplina, o aluno deverá conhecer e dominar a técnica básica de
um leque variado de instrumentos de percussão e saberá aplicá-la em diversos
gêneros e contextos musicais..
Competências
Ao final do semestre, os alunos estarão aptos a aplicar as habilidades adquiridas
tanto em situações pedagógicas quanto artísticas. Estarão aptos a usar os
diversos instrumentos de percussão em aulas de musicalização, tornando-se
então professores mais versáteis e dinâmicos. Além disso, estarão aptos a utilizar
a percussão como instrumento complementar em suas composições, arranjos e
performances.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 67
Bibliografia Básica
1. JACOB, Mingo. Método Básico de Percussão - Universo Rítmico. São
Paulo: Irmãos Vitale, 2008.
2. SAMPAIO, Luiz Roberto e BUB, Victor Camargo. Pandeiro Brasileiro. vol.
1. Florianópolis: Bernúncia Editora, 2006.
3. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.
Bibliografia Complementar
1. SAMPAIO, Luiz Roberto. Pandeiro Brasileiro. vol. 2. Florianópolis:
Bernúncia Editora, 2006.
2. FREITAS, Emília Maria Chamone de. O gesto musical nos métodos de
percussão afro-brasileira. 2008. Dissertação (Mestrado em música).
Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, 2008.
3. FRUNGILLO, Mário D. Dicionário de Percussão. São Paulo: Editora
UNESP: Imprensa oficial do estado, 2003.
4. KAZ, Leonel; CRAVO ALBIN, Ricardo; MAXIMO, João; SOUZA, Tarik de.
Brasil Rito e Ritmo. Rio de Janeiro: Aprazível Edições, 2004.
5. BRASIL, Nando. Pandeiro: Técnicas, Grooves, Conceitos. Irmãos Vitale:
São Paulo, 2006.
6.8.17. História da Música Popular
Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 68
Introdução ao estudo da História da Música Popular Brasileira. Caracterização e
estabelecimento de relações entre gêneros e épocas. Transformações harmônicas
na música popular ao longo do tempo.
Objetivos
Fornecer um corpo de informações relevantes que permitam o entendimento das
particularidades históricas de cada época, dados importantes sobre a vida e obra
dos autores, bem como das características musicais de cada gênero estudado:
rítmica, formas e procedimentos harmônicos.
Habilidades
Ao final da disciplina o aluno estará apto a reconhecer as características dos mais
importantes estilos e gêneros presentes na música popular brasileira. Saberá
identificar os elementos musicais que definem cada estilo e conhecerá a vida e a
obra de seus principais autores.
Competências
Com as habilidades adquiridas, o aluno terá competência para dialogar com os
estilos musicais brasileiros e saberá se posicionar de maneira crítica no ambiente
musical presente e futuro.
Bibliografia Básica
1. ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Ilustrado Houaiss da Música Popular
Brasileira. Rio de Janeiro: Instituto Antonio Houaiss/ Instituto Cultural
Cravo Albin, 2006.
2. TINHORÃO, José Ramos. História social da música popular brasileira.
22. ed. São Paulo: editora 34, 2010.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 69
3. SEVERIANO, Jairo. História da música popular brasileira. 2. ed. São
Paulo: editora 34, 2009.
Bibliografia Complementar
1. CAZES, Henrique. Choro: Do Quintal ao Municipal. 4. ed. São Paulo:
Editora 34, 2010.
2. CALADO, Carlos. Tropicália: história de uma revolução musical. 2. ed. São
Paulo: editora 34, 2010.
3. CASTRO, Ruy. Chega de saudade. São Paulo: Companhia das letras,
2008.
4. RIBEIRO, Júlio Naves. Lugar Nenhum ou Bora Bora? Rock brasileiro
anos 80. São Paulo: Annablume, 2009.
5. FENERICK, José Adriano. Façanhas às próprias custas: vanguarda
musical paulista. São Paulo: Annablume, 2007.
6.8.18. Percepção
Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Reconhecimento auditivo de intervalos musicais e tríades. Leitura e solfejo em
diferentes tonalidades e claves. Escala maior. Transposição de melodias
diatônicas. Técnica de leitura em dó móvel. Solfejos rítmicos.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 70
Objetivos
Aprimorar a percepção auditiva de elementos básicos da teoria musical, tais como
intervalos, escalas e tríades. Desenvolver e estudar técnicas de aprendizado do
solfejo musical, através da leitura de melodias e figuras rítmicas e ordenações.
Aprofundar a fluência na leitura em diferentes claves.
Habilidades
Ao final do semestre, o aluno saberá reconhecer e solfejar intervalos e melodias e
estará habituado com a técnica do “dó móvel”.
Competências
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno estará mais
capacitado para as atividades de leitura, transcrição e escrita musical.
Bibliografia Básica
1. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.
2. ABRAMSON, Robert M. Jogos rítmicos para percepção e cognição. São
Paulo: Tom sobre tom, 2007.
3. BENWARD, Bruce; KOLOSICK, Timothy. Percepção musical: prática
auditiva para músicos. São Paulo: Edusp, 2009.
Bibliografia Complementar
1. POZZOLI, Heitor. Guia teórico- prático para o ensino do ditado musical
partes I e II. São Paulo: Musicália, 1977.
2. MED, Bohumil. Solfejo. 3. ed. Brasília: Musimed, 1986.
3. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica viva: a consciência do ritmo. Campinas:
Editora da Unicamp, 2008.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 71
4. ADOLFO, Antonio. O livro do músico. São Paulo: Vitale, 2010.
5. WILLEMS, E. Solfejo - curso elementar. São Paulo: Fermata, s/d.
6.8.19. Prática de ensino, Diversidade e Língua Brasileira de
Sinais
Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Mediações pedagógicas para a inclusão de alunos com deficiência na escola.
Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS).
Objetivos
Desenvolver com os alunos a capacidade de observação, investigação, pesquisa,
síntese, reflexão no que se refere à inclusão de alunos com deficiência, buscando
práticas que propiciem a acessibilidade, permanência e qualidade de ensino de
todos; reconhecer o seu papel de educador que busca a inclusão de todos,
articulando os saberes e as características de personalidade e profissionais, que
caracterizam a competência no contexto educativo; dominar o básico da Língua
Brasileira de Sinais; incluir no processo de escolarização os alunos com
deficiência auditiva.
Habilidades
Ao término da disciplina, o aluno saberá pesquisar, analisar e avaliar estudos que
privilegiem a relação educação-diversidade.
Competências
Ao final do semestre, o aluno deverá poder elaborar propostas educacionais
consistentes, com vistas à superação da exclusão educacional.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 72
Bibliografia Básica
1. CARVALHO, Rosita Edler. Removendo barreiras para a aprendizagem:
educação inclusiva. 6. ed. Porto Alegre: Mediação, 2007.
2. LUCHESI, Maria Regina C. Educação de pessoas surdas: experiências
vividas, histórias narradas. 3. ed. Campinas: Papirus, 2008.
3. CAPOVILLA, Fernando César; RAPHAEL, Walkiria Duarte; MARQUES,
Silvana Novo Deit-Libras: Dicionário enciclopédico ilustrado trilíngue da
língua de Sinais Brasileira (libras). 2 vols. 3. ed. São Paulo: Edusp, 2008.
Bibliografia Complementar
1. HONORA, Márcia; FRIZANCO, Mary Lopes Esteves; MORA, Paulo E. de
(Ilust.). Esclarecendo as deficiências: aspectos teóricos e práticos para
contribuir com uma sociedade inclusiva. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008.
2. GESSER, Audrei. Libras? Que língua é essa? São Paulo: Parábola
Editorial, 2009.
3. LOURO, Viviane dos Santos, et. al. Educação Musical e Deficiência:
propostas pedagógicas. São José dos Campos: Estúdio Dois, 2006.
4. SACKS, Oliver. Vendo vozes: uma viagem ao mundo dos surdos. São
Paulo: Companhia das Letras, 2010.
5. SANTANA, Ana Paula. Surdez e Linguagem: aspectos e implicações
neurolinguísticas. São Paulo: Plexus, 2007.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 73
6.8.20. Instrumento III
Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 20h
Ementa
Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento.
Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação.
Objetivos
Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e
estruturada.
Habilidades
Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de
leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e
solista em diversos gêneros musicais.
Competências
Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua
fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais
tanto como solista como acompanhador.
Bibliografia Básica
1. WOLTZENLOGEL, Celso. Música brasileira para conjuntos de flauta. Vol. 3.
São Paulo: Irmãos Vitale, 2010.
2. POLANUER, Jorge. Iniciação ao saxofone. São Paulo: Irmãos Vitale,
2006.
3. PINHO, Silvia. Músculos intrínsecos da laringe e dinâmica vocal. Vol. 1
(Série: Desvendando os segredos da voz). São Paulo: Revinter, 2008.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 74
Bibliografia Complementar
1. MACHADO, Sizão. Contrabaixo brasileiro. São Paulo: Editora Souza
Lima, 2006.
2. BAPTISTA, Paulo Cesar. Metodologia de Estudo para Trompete. . 2010.
Dissertação (Mestrado em musicologia). Escola de Comunicação e Artes,
Universidade de São Paulo, 2010.
3. SOUZA, Rogério. Choro 100 – violão. Rio de Janeiro: Biscoito fino, 2009.
4. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2010.
ADOLFO, Antonio. O livro do músico: harmonia e improvisação para
teclado e outros instrumentos. São Paulo: Vitale, 2010.
6.8.21. Arranjo
Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Técnicas de escrita musical para seção rítmica e naipe de sopros.
Objetivos
Fornecer aos alunos ferramentas de elaboração de arranjos em diferentes
gêneros da música popular, a partir da sistematização de regras de grafia, do
estudo de instrumentação, e da aplicação de técnicas de harmonização a duas,
três, quatro e cinco vozes.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 75
Habilidades
Ao término do semestre, o aluno deverá ser capaz de escrever um arranjo para
seção rítmica e naipe de cinco sopros; entender e aplicar técnicas básicas de
harmonização em diferentes contextos musicais; aprimorar-se no uso escrita
musical; desenvolver o reconhecimento de diferentes gêneros da musica popular.
Competências
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno terá condições de
fazer seus próprios arranjos em diversas situações profissionais.
Bibliografia Básica
1. GUEST, Ian. Arranjo – método prático. 3 vols. Rio de Janeiro: Editora
Lumiar, 2009.
2. ALMADA, Carlos. Arranjo. Campinas: Editora da Unicamp, 2006.
3. SCHOENBERG, Arnold. Fundamentos da composição musical. São
Paulo: Edusp, 2008.
Bibliografia Complementar
1. ARAGÃO, Paulo. Pixinguinha e a gênese do arranjo musical Brasileiro.
2001. Dissertação (mestrado em música). Centro de Letras e Artes,
Universidade do Rio de Janeiro, 2001.
2. SALLES, Paulo de Tarso. Villa-Lobos: processos composicionais.
Campinas: Ed. da Unicamp, 2009.
3. MASSON, Érica. Elementos da escrita de Nailor Azevedo “Proveta”
para instrumentos de sopro em seus arranjos para Big Band. 2008.
Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade
estadual de Campinas, 2008.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 76
4. NASCIMENTO, Hermilson Garcia do. Recriaturas de Cyro Pereira: arranjo
e interpoética na música popular. 2008. Tese (Doutorado em música).
Instituto de Artes, Universidade estadual de Campinas, 2008.
5. BARBOSA, Joel. Arranjo linear: uma alternativa às técnicas tradicionais de
arranjo em bloco. 2004. (Mestrado em música). Instituto de Artes,
Universidade estadual de Campinas, 2004.
6.8.22. Treinamento Auditivo Aplicado
Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Elementos relacionados à percepção musical; reconhecimento auditivo e técnico
de escalas, modos, intervalos, rítmica, acordes, forma musical e encadeamentos
harmônicos no discurso musical.
Objetivos
Aplicar todos os conteúdos desenvolvidos na disciplina “percepção musical” aos
discursos musicais. Reconhecer elementos em gravações profissionais de música
e realizar a escrita em partitura destes elementos.
Habilidades
Ao término da disciplina, o aluno deve ser capaz de reconhecer e escrever em
partitura fragmentos musicais e obras integrais, tendo que ser fluente nos
discursos melódico, harmônico e rítmico.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 77
Competências
Com as habilidades adquiridas ao término da disciplina, os alunos devem ter a
competência de escrever uma partitura musical com base em uma gravação ou
memória musical. Esta competência é útil na confecção de partituras para as
seguintes finalidades: registro de composições junto à biblioteca nacional,
transcrições e lições para diferentes tipos de publicações musicais (métodos,
artigos, colunas em revistas), confecção e publicação de songbooks, transcrições,
arranjos, reduções de partituras e composições.
Bibliografia Básica
1. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010.
2. ABRAMSON, Robert M. Jogos rítmicos para percepção e cognição. São
Paulo: Tom sobre tom, 2007.
3. BENWARD, Bruce; KOLOSICK, Timothy. Percepção musical: prática
auditiva para músicos. São Paulo: Edusp, 2009.
Bibliografia Complementar
1. POZZOLI, Heitor. Guia teórico- prático para o ensino do ditado musical
partes I e II. São Paulo: Musicália, 1977.
2. MED, Bohumil. Solfejo. 3. ed. Brasília: Musimed, 1986.
3. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica viva: a consciência do ritmo. Campinas:
Editora da Unicamp, 2008.
4. ADOLFO, Antonio. O livro do músico. São Paulo: Vitale, 2010.
5. WILLEMS, E. Solfejo - curso elementar. São Paulo: Fermata, s/d.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 78
6.8.23. Violão Complementar – Princípios e Técnicas
Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Reconhecimento de notas no braço do instrumento. Acordes maiores, menores e
dominantes, sem pestana. Modelos de acordes maiores, menores e dominantes,
sem pestana. Levadas de Pop e Rock. Introdução à técnica de dedilhados.
Exercícios de harmonia aplicados ao instrumento.
Objetivos
Fornecer aos alunos os recursos técnicos e teóricos suficientes para o domínio
das técnicas elementares do instrumento.
Habilidades
Ao final do semestre, o aluno estará apto a construir, reconhecer e encadear todos
os acordes maiores, menores e com sétima. Saberá articulá-los em ao menos
duas levadas amplamente utilizadas, Pop e Rock. Terá a capacidade de executar
dedilhados rudimentares.
Competências
Ao término da disciplina, o aluno terá condições de realizar a leitura de cifras de
acordes maiores, menores e dominantes, o que dará a ele a possibilidade de usar
o violão como instrumento de acompanhamento e como ferramenta de
musicalização infantil.
Bibliografia Básica
1. CHEDIAK, Almir. Dicionário de acordes cifrados. 12. ed. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2008.
2. DIETRICH, Peter. Violão fácil. vol. 1. São Paulo: Case editorial, 2010.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 79
3. CHEDIAK, Almir. Harmonia & improvisação: 70 músicas improvisadas e
analisadas. Volume 1. São Paulo: Irmãos Vitale, 2009.
Bibliografia Complementar
1. TABORDA, Márcia. Violão e identidade nacional. São Paulo: Civilização
brasileira, 2009.
2. PRADA, Teresinha. Violão: de Villa-Lobos a Leo Brouwer. São Paulo:
Terceira margem, 2008.
3. FERREIRA, Vicente Alves. Como estudar violão pelas cordas soltas.
São Paulo: Irmãos Vitale, 2008.
4. CHEDIAK, Almir. Songbook Rita Lee. 2 vols. Rio de Janeiro: Lumiar, 1996.
5. CHEDIAK, Almir. Songbook Cazuza. 2 vols. Rio de Janeiro: Lumiar, 1996.
6.8.24. Flauta doce Complementar
Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Analisar métodos, práticas e possibilidades de ensino utilizando a flauta doce, que
ampliem a capacidade perceptiva, expressiva e reflexiva dos alunos. Buscar
ferramentas que auxiliem o educador musical na seleção, criação e planejamento
de procedimentos musicais utilizando a flauta doce. Abordar técnicas de
musicalização, operando-as como elementos integradores das disciplinas
cursadas, posicionando-se na intersecção teoria-prática.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 80
Objetivos
Fornecer subsídios para o entendimento e a reflexão sobre as práticas
pedagógicas utilizando a flauta doce e a análise das opções para atender as
necessidades de ensino, nos diferentes níveis e espaços de atuação do licenciado
em Música. Capacitar o aluno - futuro professor - para desenvolver, nos
educandos, habilidades musicais, expressivas e artísticas, no plano específico;
além daquelas de cunho geral, direcionadas à formação integral, fundadas no
respeito à multiculturalidade, no respeito mútuo e no convívio social.
Habilidades
Ao final da disciplina espera-se que o aluno desenvolva as habilidades de
elaborar, planejar e executar atividades para o ensino de flauta doce; selecionar
repertório para o ensino da flauta doce adaptados à realidade de cada faixa etária
e diferentes espaços de intervenção pedagógica; elaborar arranjos para conjuntos
de flauta doce; utilizar instrumentos musicais, instrumentos musicais pedagógicos
e outros extramusicais para finalidades de ensino musical.
Competências
Ao final da disciplina espera-se que o aluno desenvolva as competências de
estimular e orientar o desenvolvimento e a sensibilidade musical dos alunos;
ensinar os conteúdos principais relativos à apreciação, teoria e técnicas musicais;
ensinar a tocar flauta doce.
Bibliografia Básica
1. POTTIER, Laurence. Método de flauta doce para iniciantes. Recife:
UFPE, 2006.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 81
2. VELLOSO, Angélica Cristal (Coord.). Sopro novo Yamaha: caderno de
flauta doce soprano. Rio de Janeiro: Vitale, 2006.
3. BEINEKE, Viviane; FREITAS, Sérgio Paulo Ribeiro de . Lenga la Lenga:
jogos de mãos e copos (acompanha CD, CD-ROM e VCD). São Paulo:
Ciranda Cultural, 2006.
Bibliografia Complementar
1. VELLOSO, Angélica Cristal (Coord.). Sopro novo Yamaha: conjunto. Rio
de Janeiro: Vitale, 2008.
2. BARROS, Daniele Cruz. A flauta doce no século XX: o exemplo do Brasil.
Recife, Editora da UFPE, 2010.
3. PENTEADO, Silvia Regina Beraldo. O aprendiz da flauta doce nas
primeiras séries do ensino fundamental: repertorio didático. 2007.
Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade
estadual de Campinas, 2007.
4. AGUILAR, Patrícia Michelini. Fala flauta: um estudo sobre as articulações
indicadas por Silvestro Ganassi (1535) e Bartolomeo Bismantova (1677) e
sua aplicabilidade a interpretes brasileiros de flauta doce. 2008. Dissertação
(Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade estadual de
Campinas, 2008.
5. PAOLIELLO, Noara de Oliveira. A flauta doce e sua dupla função como
instrumento artístico e de iniciação musical. 2007. Monografia
(Bacharelado Plena em Educação Artísitica). Centro de Letras e Artes,
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2007.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 82
6.8.25. Estética e composição musical
Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Noções de estética e estética musical. Técnicas composicionais. Relações entre
música, história e sociedade.
Objetivos
Fornecer subsídios para o desenvolvimento das técnicas composicionais e sua
relação com a estética musical de cada período da história da música.
Habilidades
Ao final da disciplina espera-se que o aluno seja capaz de reconhecer
procedimentos estilísticos que caracterizam a música de cada época, e que tenha
desenvolvido sua habilidade composicional no manuseio das diversas técnicas
apresentadas.
Competências
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno terá desenvolvido
um olhar crítico perante as diversas práticas musicais, e será capaz de
desenvolver seus próprios trabalhos com mais consciência das relações entre as
suas próprias intervenções e a sociedade em que está inserido.
Bibliografia Básica
1. SCHOENBERG, Arnold. Fundamentos da composição musical. São
Paulo: Edusp, 2008.
2. SEINCMAN, Eduardo. Estética da comunicação musical. São Paulo: Via
Lettera, 2008.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 83
3. SUASSUNA, Ariano. Introdução à estética. 7. ed. Rio de Janeiro: Editora
José Olympio, 2006.
Bibliografia Complementar
1. SALLES, Paulo de Tarso. Villa‐Lobos: processos composicionais.
Campinas: Editora da Unicamp, 2009.
2. SCLIAR, Esther. Fraseologia musical. 3. ed. Porto Alegre: Movimento,
2008.
3. ZUBEN, Paulo. Ouvir o som: aspectos da organização na música do
século XX. Cotia: Ateliê, 2005.
4. TOMAS, Lia; CAZNOK, Yara (org.). Música e filosofia: estética musical.
São Paulo: Irmãos Vitale, 2004.
5. ALMEIDA, Jorge de. Crítica dialética em Theodor Adorno: música e
verdade nos anos vinte. Cotia: Ateliê Editorial, 2007.
6.8.26. Prática de conjunto e direção musical
Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Gêneros e instrumentação característica. Organização e planejamento de ensaios
e apresentações. Leitura, transcrição e escrita musical. Pesquisa e estruturação
de repertório.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 84
Objetivos
Desenvolver a capacidade de organização, planejamento e liderança do aluno
diante de situações práticas de pesquisa de repertório, gerenciamento de recursos
e direção musical.
Habilidades
Ao final do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade de planejar e
organizar ensaios para diversas formações. Saberá construir repertórios orgânicos
e coerentes, e conseguirá coordenar apresentações musicais estruturadas.
Competências
Ao término do semestre, o aluno terá conhecimento suficiente para assumir a
direção de eventos musicais em diversos estilos e formações variadas.
Bibliografia Básica
1. GUEST, Ian. Arranjo – método prático. 3 vols. Rio de Janeiro: Editora
Lumiar, 2009.
2. SEVERIANO, Jairo; MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo: 85
anos de músicas brasileiras. 2 vols. 6. ed. São Paulo: Editora 34, 2006.
3. LIMA, Marcos Aurélio de. A banda estudantil em um toque além da
música. São Paulo: Annablume, 2007.
Bibliografia Complementar
1. BOTA, João Victor. A transcrição musical como processo criativo.
2008. Dissertação (Mestrado em Música). Instituto de Artes, Universidade
Estadual de Campinas. 2008.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 85
2. LIMA, Marcos Aurélio de. A banda e seus desafios: levantamento e
análise das táticas que a mantém em cena. 2000. Dissertação (Mestrado
em Artes). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas. 2000.
3. HIKIJI, Rose Satiko Gitirana. A música e o risco: etnografia da
performance de crianças e jovens. São Paulo: Editora da Universidade de
São Paulo, 2006.
4. CHEDIAK, Almir. Songbook Bossa-Nova. 5 vols. Rio de Janeiro: Lumiar,
1996.
5. CHEDIAK, Almir. Songbook Choro. 3 vols. Rio de Janeiro: Lumiar, 2007.
6.8.27. Instrumento IV
Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 20h
Ementa
Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento.
Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação.
Objetivos
Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e
estruturada.
Habilidades
Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de
leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e
solista em diversos gêneros musicais.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 86
Competências
Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua
fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais
tanto como solista como acompanhador.
Bibliografia Básica
1. SILVA, Zéli. Jazz-harmonia e walking bass. São Paulo: Editora Souza
Lima, 2006.
2. PAIS, Erik Heimann. Sopro Novo Yamaha: Caderno de Saxofone. São
Paulo: Irmãos Vitale, 2008.
3. ADOLFO, Antonio. O livro do músico: harmonia e improvisação para
teclado e outros instrumentos. São Paulo: Vitale, 2010.
Bibliografia Complementar
1. PRESTA, Fernando. Música brasileira para violão. São Paulo: Irmãos Vitale,
2006.
2. PINHO, Silvia. Temas em Voz Profissional. São Paulo: Revinter, 2007.
3. MAESTRELLO, Dino. Trompete: aspectos físicos e orgânicos da
performance musical: proposta de atividade física. . 2010. Dissertação
(Mestrado em musicologia). Escola de Comunicação e Artes, Universidade
de São Paulo, 2010.
4. FONSECA, Donizéti. O trombone e suas atualizações: sua história,
técnica e programas universitários. 2008. Dissertação (Mestrado em
musicologia). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo,
2008.
5. KLOSÉ. Método completo para todos os saxofones. São Paulo: Ricordi,
s.d.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 87
6.8.28. Canto Coral
Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Técnicas de canto em grupo. Exercícios para aprimoramento da técnica de Canto
Coral. Noções de técnicas de respiração aplicadas ao Canto Coral. Técnicas de
postura relacionadas ao canto. Fundamentos do uso da voz - extensão e tessitura
vocal. Técnicas de afinação vocal. Técnicas de dicção e articulação vocal.
Técnicas de dinâmicas de grupo relativas ao canto coral. Conceitos de repertório.
Estratégias e organização de apresentações musicais.
Objetivos
Consolidar o uso do canto coral como recurso para trabalhos em grupo;
fundamentar a técnica vocal aplicada às diferentes tessituras; dirimir possíveis
dificuldades de leitura musical através de exercícios de solfejo e leitura aplicada
ao canto coral; capacitar o aluno na escolha de repertório e organização de
apresentações no decorrer do ano letivo nas escolas em seu futuro trabalho como
docente.
Habilidades
Ao término da disciplina, o aluno deve ser capaz de aplicar exercícios de
aprimoramento de técnica de Canto Coral; executar repertórios musicais
específicos do Canto em grupo; organizar e aplicar procedimentos de montagem
de apresentações, de acordo com os critérios para escolha do repertório; aplicar
procedimentos de montagem de repertórios musicais; utilizar técnicas de dinâmica
de grupo relacionadas ao canto coral; aplicar técnicas de respiração e de postura
na execução musical e utilizar técnicas de afinação e de articulação vocal na
execução musical.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 88
Competências
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno será capaz de
analisar aspectos básicos da execução coral; identificar exercícios para
aprimoramento da técnica do Canto Coral e correlacionar técnicas de execução
vocal coletiva com o processo de ensino-aprendizagem de canto; utilizar técnicas
de execução musical aplicadas ao Canto Coral; definir critérios para escolha de
repertório coral, além de analisar procedimentos de montagem de repertórios
musicais em função dos cantores disponíveis no grupo.
Bibliografia Básica
1. BEHLAU, Mara e REHDER, Maria Inês. Higiene Vocal para o Canto
Coral. São Paulo: Revinter, 2009.
2. LEAL, Patrícia. Respiração e expressividade. São Paulo: Annablume,
2007.
3. KERR, Samuel. Carta Coral. Ensaios: olhares sobre a música coral
brasileira. Rio de Janeiro: Oficina Coral, 2006.
Bibliografia Complementar
1. FERNANDES, A.; KAYAMA, A. ; ÖSTERGREN, E. O regente moderno e a
construção da sonoridade coral. In: Per Musi,n.13, p.33-51. Belo
Horizonte: Editora da UFMG, 2006.
2. DRAHAN, Snizhana. Ouvir a voz: a percepção da produção vocal pelo
Regente Coral - método e formação. 2007. Dissertação (Mestrado em
música). Escola e comunicação e artes, Universidade de São Paulo, 2007.
3. OLIVEIRA, Sergio Alberto de. Coro-cênico: uma nova poética coral no
Brasil. 1999. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes,
Universidade estadual de Campinas, 1999.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 89
4. VERTAMATTI, Leila Rosa Gonçalves. Ampliando o repertório do coro
infanto-juvenil: um estudo inserido numa nova estética. 2006. Dissertação
(Mestrado em música). Instituto de artes, Universidade estadual paulista,
2006.
5. LIMA, Maria José Chevitarese de Souza. O canto coral como agente de
transformação sociocultural nas comunidades do Cantagalo e PavãoPavãozinho: educação para a liberdade e autonomia. 2007. Tese
(Doutorado em Psicossociologia de comunidades e ecologia social).
Instituto de psicologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2007.
6.8.29. Violão Complementar – Gêneros e Repertório
Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Tétrades maiores, menores, dominantes com tensões maiores e menores, meiodiminutas, diminutas. Acordes m6 e 7/4/9. Técnicas de dedilhado avançadas.
Ritmos brasileiros. Exercícios harmônicos aplicados ao instrumento.
Objetivos
Fornecer ao aluno subsídios para o acompanhamento de músicas estruturadas
em tétrades. Desenvolver a técnica instrumental para um nível mais avançado.
Habilidades
Ao final do semestre, o aluno estará apto a reconhecer, construir e encadear com
velocidade acordes do tipo 7M, 7(13), 7(b13), 7(9), 7(b9), m7, m7(b5), diminutos,
m6 e 7/4/9. Conseguirá também executar peças violonísticas que exigem mais
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 90
desenvoltura técnica, e estará apto a produzir um variado leque de ritmos de
acompanhamento.
Competências
Ao término da disciplina, o aluno será capaz de utilizar o instrumento no
acompanhamento de tétrades com tensões. Seu conhecimento e sua capacidade
técnica mais avançada poderão ser aproveitados no uso do violão como
instrumento de estudo de harmonia; como ferramenta de musicalização; como
instrumento acompanhante em performances musicais.
Bibliografia Básica
1. CHEDIAK, Almir. Dicionário de acordes cifrados. 12 ed. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2008.
2. DIETRICH, Peter. Violão fácil. vol. 2. São Paulo: Case editorial, 2010.
3. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2010.
Bibliografia Complementar
1. BERTAGLIA, Marco. Ritmos no violão. São Paulo: Editora Samba &
Choro, 2008.
2. FARIA, Nelson. Toque junto: bossa-nova - violão. Rio de Janeiro: Lumiar,
2008.
3. JUNIOR, Fanuel Maciel de Lima. A elaboração de arranjos de canções
populares no violão. 2003. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de
Artes, Universidade estadual de Campinas, 2003.
4. CHEDIAK, Almir. Songbook Bossa-Nova. 5 vols. Rio de Janeiro: Lumiar,
1996.
5. CHEDIAK, Almir. Songbook Djavan. 2 vols. Rio de Janeiro: Lumiar, 1996.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 91
6.8.30. Produção musical
Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Etapas da produção. Planejamento e execução de projetos. Orçamento. Leis de
incentivo.
Objetivos
Fornecer subsídios para o planejamento e execução de produções musicais.
Habilidades
Ao final da disciplina o aluno conhecerá e dominará todas as etapas de uma
produção musical, desde a concepção à execução; saberá definir prioridades,
gerenciar recursos humanos e materiais, elaborar orçamentos, captar recursos e
obter financiamento público e particular.
Competências
Ao final da disciplina espera-se que o aluno seja capaz de assumir a qualquer
etapa de uma produção musical.
Bibliografia Básica
1. OLIVIERI, Cristiane. NATALE, Edson (Org.). Guia brasileiro de produção
cultural 2010 | 2011. São Paulo: Edições Sesc SP, 2010.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 92
2. BOULAY, Marinilda Bertolete (org.). Guia do mercado brasileiro da
música. Imprensa oficial do Estado de São Paulo: Instituto Totem Cultural,
2008.
3. SALABERRY. Manual prático de produção musical. São Paulo: Editora
áudio, música e tecnologia, 2008.
Bibliografia Complementar
1. RATTON, Miguel. Fundamentos do áudio. São Paulo: Editora áudio,
música e tecnologia, 2007.
2. ALVES, Luciano. Fazendo música no computador. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2006.
3. HENRIQUES, Fabio. Guia de mixagem. São Paulo: Editora áudio, música
e tecnologia, 2007.
4. MENEZES, Elisângela Dias. Curso de direito autoral. Belo Horizonte: Del
Rey, 2007.
5. MULLER, Daniel Gustavo Mingotti. Música Instrumental e Indústria
Fonográfica no Brasil: A experiência do selo Som da Gente. 2005.
Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade
Estadual de Campinas, 2005.
6.8.31. Improvisação
Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 93
História da improvisação. Aspectos rítmicos e melódicos. Aspectos estilísticos.
Aspectos cognitivos da improvisação. Relações entre improvisação e forma
musical. Improvisação coletiva e improvisação livre.
Objetivos
Desenvolver a compreensão e a capacidade de improvisação em estilos musicais
variados.
Habilidades
Ao final da disciplina o aluno dominará as principais técnicas de improvisação e
saberá aplicá-las em diversas situações práticas.
Competências
Com as habilidades desenvolvidas ao longo do semestre, o aluno terá condições
de participar de diversas formações musicais na qualidade de improvisador. Terá
desenvolvido sua musicalidade, sua cultura musical e sua capacidade de
composição em tempo real.
Bibliografia Básica
1. COLLURA, Turi. Improvisação, volume I: práticas criativas para a
composição melódica na música popular. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008.
2. ADOLFO, Antonio. O livro do músico. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010.
3. SANTIAGO, Lupa. Improvisação moderna. Vol. 1. São Paulo: Editora
Souza Lima, 2008.
Bibliografia Complementar
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 94
1. FALLEIROS, Manuel Silveira. Anatomia de um improvisador: o estilo de
Nailor Azevedo. 2006. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de
Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2006.
2. COOK, Nicholas. Fazendo música juntos ou improvisação e seus
outros. Trad. Fausto Borém. Revista Per Musi, v.16, p. 7-20, Belo
Horizonte, 2007.
3. SILVA, Raphael Ferreira da. A construção do estilo de improvisação de
Vinicius Dorin. 2009. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de
Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2009.
4. FARIA, Nelson. A arte da improvisação. Rio de Janeiro: Lumiar, 1991.
5. COSTA, Rogério Luiz Moraes. O músico enquanto meio e os territórios
da livre improvisação. 2003. Tese (Doutorado em Comunicação e
Semiótica). Departamento de Comunicação e Semiótica, Pontífica
Universidade Católica de São Paulo, 2003.
6.8.32. Didática
Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Mudanças culturais, científicas e tecnológicas na Educação e na Didática.
Interdependência dos elementos constitutivos das situações de ensino e de
aprendizagem. Objetivos educacionais como norteadores da ação educativa
Objetivos
Refletir sobre a didática; didática e cultura; o ensino comprometido com o social e
a contemporaneidade; enfocar a didática em ação: sala de aula; espaço de
construção do conhecimento para o aluno e de pesquisa para o professor;
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 95
enfatizar a necessidade de pensar e ensinar sobre as relações pessoais na
escola: “uma cultura para a paz e a tolerância”; propiciar uma atuação docente
que parta da concepção de que o conhecimento é historicamente constituído, que
esta ação é comprometida no sentido de que faz parte de um sujeito/docente
engajado historicamente; analisar as características da Instituição Escolar no
contexto sócio-econômico cultural brasileiro: objetivos, finalidade, organização,
política educacional, recursos humanos e materiais.
Habilidades
Ao final do semestre, o aluno conhecerá os métodos utilizados pelos precursores
da Didática e saberá privilegiar proposta contextualizada.
Competências
Ao término do semestre, o aluno saberá planejar, executar e avaliar situações de
aprendizagem; terá recursos para enfrentar os dilemas da docência, atuando de
forma ética e profissional.
Bibliografia Básica
1. BORDENAVE Diaz, Juan E.; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de
ensino aprendizagem. 27. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. 312 p.
2. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2010. 263 p. (Coleção
Magistério 2º grau).
3. MASETTO, Marcos. Didática: a aula como centro. 4. ed. São Paulo: FTD,
1997. 111 p. (Coleção aprender e ensinar).
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 96
Bibliografia Complementar
1. CANDAU, Vera Maria (Org.). A didática em questão. 25. ed. Petrópolis:
Vozes, 2005. 128p.
2. HOFFMANN, J. Avaliação mediadora. Porto Alegre: Mediação, 2005.
3. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed,
2010.
4. GADOTTI, M. História das idéias pedagógicas. São Paulo: Ática, 2002.
5. FREIRE, Paulo.Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática
educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
6.8.33. Harmonia Avançada
Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Elementos da harmonia vistos pelo viés estético/histórico. Harmonia modal,
harmonia tonal (tradicional e funcional), harmonia atonal e suas convergências
Objetivos
Determinar os pontos em comum encontrados nas diferentes escolas de harmonia
e proporcionar aos discentes um conhecimento eclético a respeito do assunto.
Habilidades
Ao término da disciplina, o aluno deve ser capaz de analisar a harmonia de
músicas modais, tonais ou atonais, sejam estas escritas em partituras tradicionais
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 97
ou no esquema “melodia e cifras”. O aluno adquire também a capacidade de
harmonizar e rearmonizar melodias.
Competências
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno será capaz de atuar
como arranjador de música popular; ganhará ferramentas para atuar na
composição musical; será capaz de atuar como revisor de partituras; estará
habilitado a exercer a função de analista musical, seja para fins pedagógicos ou
práticos.
Bibliografia básica
1. ALMADA, Carlos. Harmonia Funcional. Campinas: Editora da Unicamp,
2009.
2. LIMA, Marisa Ramires Rosa. Harmonia: uma abordagem prática. 2 vols. 2.
ed. São Paulo: Embraform, 2010.
3. SCHOENBERG, Arnold. Fundamentos da composição musical. São
Paulo: Edusp, 2008.
Bibliografia Complementar
1. CORRÊA, Antenor Ferreira. Estruturações harmônicas pós-tonais. São
Paulo: Editora UNESP, 2006.
2. BUETTNER, Arno Roberto von. Expansão Harmônica: uma questão de
timbre. São Paulo: Irmãos Vitale, 2004.
3. SCLIAR, Esther. Fraseologia musical. 3. ed. Porto Alegre: Movimento,
2008.
4. MENEZES, Flo. Apoteose de Shoenberg: tratado sobre as entidades
harmônicas. 2. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2002. 452 p.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 98
5. HINDEMITH, P. Curso condensado de harmonia tradicional. São Paulo,
Irmãos Vitale, 2009.
6.8.34. Instrumento V
Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 20h
Ementa
Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento.
Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação.
Objetivos
Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e
estruturada.
Habilidades
Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de
leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e
solista em diversos gêneros musicais.
Competências
Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua
fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais
tanto como solista como acompanhador.
Bibliografia Básica
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 99
1. PACHECO, Fernando Antonio. Criação dos cinco prelúdios de VillaLobos. São Paulo: Annablume, 2010.
2. MACHADO, Sizão. Contrabaixo brasileiro. São Paulo: Editora Souza
Lima, 2006.
3. LEAL, Patrícia. Respiração e expressividade. São Paulo: Annablume,
2007.
Bibliografia Complementar
1. BRANDÃO, Rubens Geraldi. O Trompete na música de câmera. Rio de
Janeiro: Editora da UFRJ, 1967.
2. GAGLIARDI, Gilberto. Método para Trombone Baixo. São Paulo: Ricordi,
s.d.
3. MAGALHÃES, Alexandre. Técnica para contrabaixo elétrico. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2010.
4. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2010.
5. EZEQUIEL, Carlos. Interpretação melódica para bateria. São Paulo:
Editora Souza Lima, 2006.
6.8.35. História da Música Ocidental
Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Transformações do tratamento do material sonoro da música medieval até a
modernidade. Caracterização dos períodos da história da música e audição crítica
de seus principais compositores. Características técnicas dos instrumentos de
cada período e seu reflexo na produção musical.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 100
Objetivos
Fornecer ao aluno subsídios para compreender as características musicais de
cada período, assim como as forças que determinaram sua evolução.
Proporcionar ao aluno uma visão crítica da produção musical e evidenciar as
relações entre a música e as demais áreas da cultura.
Habilidades
Ao término da disciplina, o aluno terá condições de reconhecer elementos
musicais que caracterizam os diversos períodos da história da música, além de
compreender melhor as relações entre música e sociedade;
Competências
Com as habilidades conquistadas no decorrer do semestre, os alunos estarão
mais conscientes de seu próprio papel dentro da história da música, e com isso
poderão projetar suas atividades de composição, performance e didática com mais
desenvoltura e responsabilidade.
Bibliografia Básica
1. GROUT, Donald; PALISCA, Claude V. História da música ocidental. 5.
ed. Lisboa, Gradiva, 2011.
2. LORD, Maria. História da música. São Paulo: H. F. Ullmann, 2008.
3. MARIZ, Vasco. História da música no Brasil. 6. ed. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 2005.
Bibliografia Complementar
1. GANDE, Roland de. Dicionário de músicos. Coimbra: Editora 70, 2009.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 101
2. GRIFFITHS, Paul. A musica moderna: uma historia concisa e ilustrada de
Debussy a Boulez. São Paulo: Zahar, 2011.
3. MEDAGLIA, Julio. Música, maestro! Do canto gregoriano ao sintetizador.
São Paulo: Globo, 2008.
4. WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. 2. ed. São Paulo: Companhia
das letras, 2002.
5. LOVELOCK, William. História concisa da música. 2. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 2001
6.8.36. Softwares Musicais
Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Conceitos básicos de informática. Breve história da computação musical.
Conexões entre equipamentos. Sistemas MIDI. Softwares de gravação e edição
musical. Softwares de sequenciamento. Softwares de notação musical. Softwares
didáticos.
Objetivos
Instrumentalizar o aluno para que ele possa utilizar softwares musicais no auxílio
de suas atividades profissionais.
Habilidades
Ao término do semestre, o aluno conhecerá os softwares disponíveis para as mais
diversas atividades musicais; saberá escolher e utilizar o software adequado para
cada necessidade; poderá escrever, gravar e editar música com o auxílio do
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 102
computador; saberá utilizar softwares musicais em situações de ensinoaprendizagem.
Competências
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno terá a capacidade
de interagir de forma inteligente e criativa com os recursos computacionais
disponíveis, obtendo um sensível ganho de qualidade em suas atividades
profissionais. Além disso, o aluno poderá compreender melhor quais são as
possibilidades criativas que os recursos digitais oferecem, e aplicá-las diretamente
em seu dia-a-dia na potencialização de suas capacidades.
Bibliografia Básica
1. ALVES, Luciano. Fazendo música no computador. São Paulo: Elsevier
Editora, 2006.
2. RATTON, Miguel. A arte de sequenciar. São Paulo: Editora Áudio, Música
e Tecnologia, 2006.
3. DANIEL, Raizer. Como fazer música com o Pro-tools. São Paulo: Editora
Áudio, Música e Tecnologia, 2010.
Bibliografia Complementar
1. COULTER, Leo; JONES, Richard. Como gravar suas músicas e colocar
na internet. Barueri: Girassol, 2009.
2. SÁ, Sergio. Fábrica de sons. Rio de Janeiro: Editora Globo, 2004.
3. SERRA, Fabio. Áudio digital: a tecnologia aplicada à música e ao
tratamento do som. São Paulo, Ciência Moderna, 2002.
4. FURLANETE, Fábio Parra. Modelagem de interações musicais com
dispositivos informáticos. 2010. Tese (Doutorado em música). Instituto
de artes, Universidade Estadual de Campinas, 2010.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 103
5. MENDES, Adriana do Nascimento Tavares. Um estudo experimental da
apreciação musical de alunos do ensino fundamental no ensino
musical via computador. 2010. Tese (Doutorado em música). Instituto de
artes, Universidade Estadual de Campinas, 2010.
6.8.37. Técnicas Teatrais e Corporais
Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 40h
Ementa
Elementos cênicos. Exercícios de criatividade, desinibição e improvisação. O
teatro como ferramenta comunicação e ensino.
Objetivos
Fornecer ao aluno ferramentas para que ele possa se conscientizar da sua
presença no espaço das suas atividades profissionais e aprimorar sua capacidade
de comunicação. Construir um repertório de exercícios e técnicas que auxiliam
sua performance tanto como instrumentista como professor.
Habilidades
Ao término da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua consciência corporal e sua
capacidade de comunicação. Poderá compreender e manipular os elementos
cênicos inerentes à performance musical e à prática docente.
Competências
Com as habilidades adquiridas, o aluno poderá se inserir nos espaços
profissionais com maior consciência e domínio, além de poder utilizar em sala de
aula as ferramentas adquiridas no decorrer do semestre.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 104
Bibliografia Básica
1. SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula. São Paulo, Perspectiva,
2010.
2. KOUDELA, Ingrid Dormien. Jogos teatrais. 7 ed. São Paulo, Perspectiva,
2009.
3. Adler, Stella. Técnica da representação teatral. Rio de Janeiro:
Civilização brasileira, 2010
Bibliografia Complementar
1. DASCAL, Miriam. Eutonia: o saber do corpo. São Paulo: Editora Senac
São Paulo, 2008.
2. SPOLIN, Viola. O jogo teatral no livro do diretor. São Paulo, Perspectiva,
2010.
3. DESGRANDES, Flavio. A pedagogia do teatro. 2. ed. São Paulo: Hucitec,
2010.
4. VIDOR, Heloise Baurich. Drama e teatralidade, v.13: o ensino do teatro na
escola. São Paulo, Mediação, 2010.
5. DIDHA, Pereira. Educação informal para o teatro. São Paulo: Didha
Pereira, 2009
6.8.38. Canto Coral e Regência Coral
Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 105
Exercícios para aprimoramento da técnica de Canto Coral. Aprimoramento da
técnica vocal. Exercícios de respiração, suporte respiratório, emissão, ressonância
e articulação. Técnicas de postura relacionadas ao canto coral. Leitura musical.
Fundamentos do uso da voz - extensão e tessitura vocal relacionadas ao canto
coral. Técnicas de afinação vocal. Técnicas de regência de coral. Técnicas de
ensaio. Pesquisa e organização de repertório de canto coral como instrumento
facilitador à adequação curricular do canto coral nas escolas.
Objetivos
Identificar e aplicar os componentes básicos da técnica vocal ao canto coral;
vivenciar exercícios de regência coral como parte integrante de estudos e
pesquisa em regência coral; caracterizar, escolher e utilizar os elementos
musicais, respeitando o estilo e a coerência, ao interpretar composições e arranjos
corais; desenvolver sua própria percepção auditiva e leitura musical.
Habilidades
Ao término da disciplina, o aluno deve ser capaz de utilizar técnica vocal durante o
aquecimento e ensaio visando maior liberdade vocal; reger composições musicais
e arranjos vocais adequadas ao perfil dos alunos utilizando técnicas desenvolvidas
no
decorrer
do
semestre;
utilizar
técnicas
de
ensaio,
aplicando
seus
conhecimentos a diferentes tipos de obras e grupos corais além de seguir
programas e repertórios de apresentações musicais. O aluno também terá
desenvolvido sua leitura musical.
Competências
Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno será capaz de reger
e avaliar pequenos grupos vocais e corais; saber lidar com as dificuldades de
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 106
técnica vocal nos seus futuros alunos/coralistas; organizar repertório a partir da
pesquisa e análise realizada durante o semestre; ler e entoar melodias em clave
de sol e clave de fá utilizando técnica vocal. Ao final do semestre o aluno poderá
ler e interpretar partituras e arranjos vocais além de transmiti-las ao grupo por
meio de gestos de regência.
Bibliografia Básica
1. ZANDER, O. Regência Coral. 6. ed. Porto Alegre: Ed. Movimento, 2008.
2. GIARDINI, Monica. Caderno de Regência. São Paulo: Editora Som, 2009.
3. KERR, Samuel. Carta Coral. Ensaios: olhares sobre a música coral
brasileira. Rio de Janeiro: Oficina Coral, 2006.
Bibliografia Complementar
1. FERNANDES, A.; KAYAMA, A. ; ÖSTERGREN, E. O regente moderno e a
construção da sonoridade coral. In: Per Musi, n.13. Belo Horizonte:
Editora da UFMG, 2006.
2. DRAHAN, Snizhana. Ouvir a voz: a percepção da produção vocal pelo
Regente Coral - método e formação. 2007. Dissertação (Mestrado em
música). Escola e comunicação e artes, Universidade de São Paulo, 2007.
3. BRANCO, Heloiza de Castello. Empatia no ensaio coral: aspectos dessa
interação não-verbal dos cantores com o regente durante a execução
musical. 2010. Tese (Doutorado em música). Instituto de artes,
Universidade Estadual de Campinas, 2010.
4. MATHIAS, Nelson. Coral um canto apaixonante. Brasília: Musimed, 1986.
5. NETO, José Viegas Muniz. A comunicação gestual na regência de
orquestra. São Paulo: Annablume, 2008.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 107
6.8.39. Trilhas sonoras
Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 80h
Ementa
Linguagem cinematográfica. Linguagem publicitária. Linguagem radiofônica.
Música no cinema. Música no rádio. Jingles.
Objetivos
Fornecer subsídios para a composição e arranjo de peças musicais para o
cinema, para o rádio e para a publicidade.
Habilidades
Ao final da disciplina o aluno conhecerá as principais características das
linguagens cinematográfica, radiofônica e publicitária; conhecerá as etapas da
produção de filmes e jingles; dominará a articulação entre música e imagem e os
efeitos de sentido resultantes.
Competências
Ao final da disciplina, o aluno saberá planejar, compor e arranjar peças musicais
para produções cinematográficas, radiofônicas e publicitárias.
Bibliografia Básica
1. MARTINO, Guilherme de. Trilhas sonoras: de Nosferatu a Senhor dos
anéis – 80 anos de música no cinema. Londrina: EDUEL, 2008.
2. MONCLAR, Jorge. Linguagem cinematográfica. São Paulo: Editora
Áudio, música e tecnologia, 2009.
3. BERCHMANS, Tony. A música do filme: tudo o que você gostaria de
saber sobre a música de cinema. São Paulo: Escrituras Editora, 2006.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 108
Bibliografia Complementar
1. QUEIROZ, Adolpho; GONÇALVES, Lucilene (orgs.). Sotaques regionais
da propaganda. São Paulo: Arte e Ciência, 2006.
2. SILVA, Márcia Regina Carvalho da. A canção popular na história do
cinema brasileiro. 2009. Tese (Doutorado em multimeios). Instituto de
Artes, Universidade Estadual de Campinas. 2009.
3. RIGHINI, Rafael Roso. A trilha sonora da telenovela brasileira: da
criação à finalização. São Paulo: Paulinas, 2004.
4. FERREIRA, Sandra Cristina Novais Ciocci. Assim era a música da
Atlântida: a trilha musical do cinema popular brasileiro no exemplo da
Companhia Atlântida Cinematográfica 1942/1962. 2010. Dissertação
(Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de
Campinas. 2010.
5. SILVA, Júlia Lúcia de Oliveira Albano da. Rádio: oralidade mediatizada. O
spot e os elementos da linguagem radiofônica. São Paulo: Annablume,
1999.
6.8.40. Instrumento VI
Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 20h
Ementa
Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento.
Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação.
Objetivos
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 109
Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e
estruturada.
Habilidades
Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de
leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e
solista em diversos gêneros musicais.
Competências
Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua
fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais
tanto como solista como acompanhador.
Bibliografia Básica
1. POLANUER, Jorge. Música para saxofone. São Paulo: Irmãos Vitale,
2006.
2. PESCARA, Jorge. Manual do Groove: o contrabaixo completo. São Paulo:
Irmãos Vitale, 2008.
3. PRADA, Teresinha. Violão: de Villa-Lobos a Leo Brouwer. São Paulo:
Terceira margem, 2008.
Bibliografia Complementar
1. VALENTE, Heloísa de Araújo Duarte. Os cantos da voz: entre o ruído e o
silêncio. São Paulo: Annablume, 2003.
2. RONQUI, Paulo Adriano. Levantamento e abordagens técnicointerpretativas do repertório para solo de trompete escrito por
compositores paulistas. 2002. Dissertação (Mestrado em música). Centro
de letras e artes, Universidade do Rio de Janeiro, 2002.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 110
3. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo: Irmãos
Vitale, 2010.
4. SILVA, Raphael Ferreira da. A construção do estilo de improvisação de
Vinicius Dorin. 2009. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de
Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2009.
5. BARSALINI, Leandro. As sínteses de Edison Machado: um estudo sobre
o desenvolvimento de padrões de samba na bateria. 2009. Dissertação
(Mestrado em Música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de
Campinas, 2009.
6.9. Metodologia de ensino
O sucesso de cada componente curricular pressupõe o estabelecimento de
objetivos claros no início de cada semestre, pelo professor responsável. Esses
objetivos são claramente apresentados no Plano de Ensino de cada unidade
curricular, apresentado às turmas nas primeiras aulas de cada semestre, e
entregues ao representante de cada sala. Uma vez apresentados e discutidos os
objetivos, inicia-se um contrato pedagógico entre aluno e professor, fundado no
compromisso de seguir o caminho planejado, que deve ser rediscutido, reavaliado
e corrigido sempre que necessário.
Os objetivos devem estar sempre ao alcance do aluno, consideradas as
habilidades e competências adquiridas no semestre anterior, e devem favorecer a
interação professor-aluno, de modo a provocar o estímulo de um e outro no
processo ensino-aprendizagem. Sempre que possível, as habilidades individuais
do corpo discente são utilizadas em benefício da coletividade, e os alunos são
então encorajados a compartilhar seu conhecimento com os demais, na própria
sala de aula ou em monitorias.
Para que o processo de ensino e aprendizagem tenha sucesso é
necessário que, ao longo do processo de formação do educando, sejam usados
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 111
variados métodos de ensino, a critério do professor responsável por cada
intervenção:

Aulas práticas em grupo, que possibilitam a construção do conhecimento na
articulação entre teoria e prática.

Aulas dialogadas, que permitem a valorização da troca e acréscimos de
informações por alunos e professores, implicando posicionamento e
participação ativa;

Aulas expositivas, em que o professor organiza e apresenta as condições
favoráveis à aprendizagem e enfatiza atividades que valorizam o progresso
individual;

Trabalhos dirigidos em grupos, objetivando a interação e a habilidade de
agir de maneira unificada;

Estudo de Caso, atividade que requer interpretação e assimilação para
trabalhar a capacidade de fazer analogias de situações reais;

Condução de discussões sobre formulação e resolução de exercícios
experimentais, visando o encorajamento à livre apresentação de idéias;

Apresentações de aulas e seminários em sala de aula;

Atividades extraclasse, que valorizam atividades que complementam o
conhecimento e ideias trabalhados na sala de aula;

Performances abertas à comunidade acadêmica.
6.10. Flexibilidade Curricular
A flexibilidade de integralização da Matriz Curricular do Curso de
Bacharelado em Música se manifesta especialmente nos componentes de
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 112
Atividades Complementares, nas Disciplinas Optativas e nas Provas de
Proficiência.
Atividades Complementares estabelecem cargas horárias mínimas, mas
flexibilizam tanto a distribuição das horas em diversas possibilidades de
integralização como também deixam a critério do próprio aluno a distribuição da
carga horária ao longo dos módulos (respeitadas as normas internas).
As Atividades Complementares são divididas em três grupos, Cultura,
Extensão e Pesquisa, e definem mínimos de horas para cada grupo (40h, 40h e
20h, respectivamente). Os alunos têm liberdade de escolher as atividades em
cada um desses grupos. Além disso, existem 100 horas em que a flexibilidade é
maior ainda: o próprio aluno decide em qual grupo realizar a atividade.
Como evidência de flexibilidade curricular e atendendo aos dispositivos legais,
considera-se que todo conhecimento adquirido nos cursos/atividades de educação
formal, bem como os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos
por meios informais, podem ser objeto de exames de validação e possível
certificação para prosseguimento ou aproveitamento de estudos. A Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Brasileira prevê que as instituições de ensino
possam validar conhecimentos e competências adquiridos pelos estudantes fora
do ambiente acadêmico, desde que este conhecimento seja demonstrado por
meio de provas e outros instrumentos de avaliação específicos.
Conforme apresentado no item 8.1, os alunos do curso de música apresentam
grande heterogeneidade de conhecimentos e habilidades musicais. Alguns
ingressantes se mostram profissionais experientes e dotados de grande habilidade
técnica em seus respectivos instrumentos. Desta maneira, de acordo com a base
legal supracitada, o curso promove regularmente exames de proficiência para
disciplinas diretamente relacionadas à técnica instrumental.
Por outro lado, o aluno tem também a possibilidade de enriquecer a sua
formação ao optar pelas aulas adicionais de docência, nas disciplinas optativas.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 113
6.11. Interdisciplinaridade
Nas disciplinas musicais, a interdisciplinaridade, no sentido que geralmente
lhe é atribuído, é em muitos casos evidente – e até mesmo inevitável. Isso ocorre
devido à própria fragilidade do conceito de disciplinaridade em música.
O conceito de disciplinaridade advém da delimitação dos modelos de
apreensão da realidade. Assim, podemos pensar em ver o mundo através dos
conceitos da física, da química, da biologia, a partir dos princípios metodológicos
próprios – que decorrem da visão de mundo de cada disciplina. Se as delimitações
dos recortes dados por essas ciências já é discutível, em música a possibilidade
do recorte o é ainda mais, especialmente nas disciplinas de base. A
indissociabilidade das propriedades do som (altura, duração, intensidade e ritmo)
já coloca por terra a possibilidade de uma disciplinaridade plena em disciplinas
como rítmica, solfejo e percepção, por exemplo.
No entanto, a necessidade didática de decomposição dos elementos
musicais gera uma série de “sub-disciplinas” que ganham força (e nome) de
disciplina – e acabam gerando uma falsa percepção de individualidade. Essa
fragmentação aparece nas matrizes curriculares de todos os cursos de música,
nas muitas disciplinas que os compõem (harmonia, análise melódica, rítmica, etc.).
No entanto, embora cada disciplina apresente ênfase em elementos diferentes,
nenhuma delas exclui as outras. Não há fenômeno harmônico que independa de
fatores rítmicos, e o domínio de um conceito depende do domínio do outro. É por
isso que as fronteiras abstratas criadas pela disciplinaridade precisam ser diluídas,
e essa é uma tarefa que recai principalmente para o professor em sala de aula, na
medida em que convoca, sempre que possível, todas as habilidades trabalhadas
ao longo do curso.
Como pode ser observado no gráfico do item 6.2, há uma forte interação
entre as disciplinas do curso. As grandes áreas (teoria, práticas instrumentais,
cultura e sociedade, percepção, ensino e ferramentas de trabalho) se distribuem
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 114
verticalmente e horizontalmente, transpassando todos os módulos do curso,
construindo eixos sobre os quais o curso se estrutura. Esses eixos se entrelaçam
constantemente, construindo novas regiões de interdisciplinaridade. Todo
fenômeno musical é sempre contextualizado nas disciplinas do grupo cultura e
sociedade. Toda capacidade perceptiva é atualizada e articulada com a teoria.
Todas as ferramentas de trabalho são contextualizadas em situações reais do
futuro
músico-professor.
Por
fim,
todas
as
habilidades
são
reunidas,
contextualizadas e colocadas em prática nas aulas de prática instrumento e
prática de conjunto e nas atividades complementares. Esse entrelaçamento dos
diversos componentes curriculares se consolida em atividades propostas de
trabalhos interdisciplinares, que culminam em TDEs transversais, agrupando
várias disciplinas de um mesmo semestre.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 115
7. Avaliação
7.1. Sistema de Avaliação do Projeto do Curso
Avaliar o Curso é necessidade imperiosa ao se buscar a promoção da
qualidade educacional. O estabelecimento de critérios, a definição de padrões e a
forma de aferição constituem condições importantes para o sucesso da avaliação.
Por meio de avaliação será possível reunir informações, aferir resultados, corrigir
ações e emitir juízo de valor quanto à qualidade e à relevância do trabalho
desenvolvido.
Assim, a instituição possui uma Comissão Própria de Avaliação (CPA) que
tem a função de avaliar os cursos de maneira sistemática, como uma auditoria
interna voltada à adequação do curso como um todo. Portanto, a avaliação do
curso se faz de diferentes formas, visando sempre a melhor formação do egresso.
Uma das ações da CPA é a avaliação dos Projetos Pedagógicos com vistas
à atualização dos mesmos. A avaliação dos Projetos Pedagógicos dos Cursos
realiza-se por meio da aplicação de formulários específicos, resultando em
pareceres, por professores da Instituição devidamente capacitados. O formulário
contempla as seguintes dimensões: projeto pedagógico, corpo docente e
infraestrutura. Cada dimensão é dividida em questões específicas, com o objetivo
de verificação da coerência e relevância do texto, assim como da aplicação do
projeto na Instituição. Para cada uma destas questões, se atribui um conceito
entre muito fraco, fraco, regular, bom e muito bom, sendo atribuídas
respectivamente notas 1, 2, 3, 4 e 5 a cada um destes conceitos, de maneira a
facilitar a objetividade da avaliação. A última página do formulário indica a
avaliação final do projeto, coerentemente com os conceitos aplicados a cada
dimensão, além de observações gerais sobre a avaliação.
No
processo
de
auto-avaliação
institucional,
são
identificadas
as
necessidades da Instituição, através de coleta de dados, análise das tendências,
questionários, seminários, entrevistas, visita de autoridades do assunto.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 116
Estas informações são interligadas de tal forma que possam ter a força
necessária para provocar mudanças no curso em concordância com a Instituição,
informações estas realizadas pelas Comissões Setoriais de Avaliação, onde ficam
evidenciadas as potencialidades e fragilidades referentes à qualidade do currículo,
disciplinas, corpo docente, aspectos administrativos e infraestruturais, envolvendo
o processo e os resultados. Portanto, todas essas informações são encaminhadas
à Comissão Própria de Avaliação, sob a forma de relatórios consolidados
globalmente. Esses relatórios servem de base para a etapa de avaliação externa,
pois tratam as sugestões de planejamento para as mudanças desejadas para os
próximos anos. Sugerem as estratégias necessárias, o papel dos responsáveis
pelas mudanças, o cronograma e os mecanismos a serem utilizados para garantir
que ocorram com mais rapidez. Este processo resulta num conjunto de
informações, que são enviadas à coordenação do curso para a efetivação de
medidas que garantam a qualidade do mesmo.
7.2. Sistema de Avaliação do Processo Ensino e aprendizagem
A avaliação discente realizada no Curso de Bacharelado em Música segue
o regimento do Centro Universitário Sant’Anna, sendo realizadas duas avaliações
oficiais por semestre para verificação da aprendizagem do aluno.
Além dessas duas avaliações oficiais são realizadas outras, determinadas
em cada disciplina, pelo professor. De forma geral, com a aplicação desse sistema
de avaliação procura-se avaliar o aluno de forma contínua, com a realização de
provas, tarefas realizadas dentro ou fora da sala de aula, individualmente ou em
grupo e trabalhos monográficos, entre outros.
As avaliações do Curso são realizadas por meio de provas práticas ou
teóricas (questões objetivas e dissertativas), e por trabalhos, sob a forma do
Trabalho Discente Efetivo (TDE). Esse trabalho tem como objetivo prolongar o
esforço realizado em classe para fora dela, sob a forma de pesquisas e aplicações
práticas que visam à ampliação dos conhecimentos tratados na disciplina. O
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 117
colegiado do curso de música flexibilizou a pontuação máxima possível para o
TDE, que precisa contabilizar ao menos 2,0 pontos em uma das avaliações
bimestrais.
A média instituída pelo curso é 8,0, ponto médio entre 6,0 - notas mínima
para aprovação - e 10,0 a nota máxima. O aluno que não obtiver a nota mínima
média realizará prova substitutiva, tendo a chance de substituir seu pior resultado
e recalcular a sua média. Se ainda assim o aluno não atingir a nota mínima é
considerado reprovado, devendo realizar dependência da disciplina.
O aluno pode acumular apenas duas dependências por semestre. Se
ultrapassar esse número, não poderá efetuar matrícula no semestre posterior
antes de obter a nota mínima nas disciplinas pendentes.
7.3. Trabalho Discente Efetivo (T.D.E.)
O Trabalho Discente Efetivo - TDE constitui-se em ações práticas
desenvolvidas
obrigatoriamente
pelos
alunos
da
Uni
Sant'Anna
e
que
compreendem atividades realizadas além da sala de aula, sob a orientação do
professor. Incluem-se aqui atividades de pesquisa, atividades experimentais
(pesquisas de campo, em laboratórios, em bibliotecas, etc), trabalhos individuais e
em grupo, práticas de ensino e outras atividades, sem que se confundam com as
Atividades Complementares que têm regulamentação própria.
O Trabalho Discente Efetivo deve constar dos Planos de Ensino de todas as
disciplinas presenciais e ser lançado no Registro de Atividades Ministradas
(Diário), com a respectiva carga horária. Compõe a avaliação do desempenho do
aluno, sendo parte das notas bimestrais bem como computadas as horas pela
realização do trabalho.
De acordo com o período diário de atividades acadêmicas em vigor (3h e 30min)
nas unidades mantidas pelo Instituto Santanense de Ensino Superior (Centro
Universitário Sant’Anna – unidades Santana e Shopping Aricanduva e Faculdade
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 118
Sant’Anna de Salto), a carga horária das disciplinas presenciais, compõe-se
conforme tabela a seguir:
Carga horária da
disciplina
20 horas
40 horas
80 horas
Aulas
17,5 horas
35 horas
70 horas
Trabalho
Discente Efetivo
2,5 horas
5 horas
10 horas
Desta forma, o aluno deve cumprir o TDE em cada disciplina, tendo direito à(s)
nota(s) e às horas referentes ao(s) trabalho(s) realizado(s).
7.4. Atividades Complementares
As
atividades
complementares
seguem
o
Regimento
do
Centro
Universitário Sant’Anna e constituem ações que devem ser desenvolvidas pelo
aluno ao
longo do curso, criando mecanismos de aproveitamento
de
conhecimentos adquiridos por meio de estudos e práticas independentes,
presenciais e/ou à distância, promovendo a integração entre os tópicos abordados
em sala de aula e as atividades desenvolvidas fora dela, profissionais ou culturais.
As atividades complementares foram desenvolvidas para cumprir três
importantes papéis:

Como instrumento de integração e conhecimento do aluno da realidade
social, econômica e do trabalho de sua área/curso;

Como instrumento de iniciação à pesquisa e ao ensino;

Como instrumento de iniciação profissional e de desenvolvimento de
competências e habilidades necessárias para a formação do aluno.
As atividades complementares são computadas no sistema de créditos, para
efeito de integralização do total previsto para o curso. Desta maneira, as ACs
constituem uma importante ferramenta para:

Agregar valor a formação acadêmica;
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 119

Flexibilizar o projeto pedagógico adotado, de forma a permitir uma
adequação constante dos conteúdos curriculares às exigências das
mudanças contínuas do campo profissional e das inovações tecnológicas;

Estimular a ação docente, na promoção, organização e realização de
atividades extraclasse;

Promover a criação e difusão de novos conhecimentos;

Ampliar a prestação de serviços à comunidade.
As atividades referidas podem ocorrer sob a forma da participação dos alunos
em:

Programas de nivelamento e reciclagem, promovidos pelo Centro
Universitário Sant’Anna ou por outras Instituições;

Programas de extensão universitária promovidos pelo Centro Universitário
Sant’Anna ou por outras Instituições;

Programas de disciplinas em cursos diferentes à sua graduação oferecidos
pelo Centro Universitário Sant’Anna ou por outras Instituições;

Simpósios, ciclos de debates, congressos, seminários e outros eventos de
caráter científico, promovidos pelo Centro Universitário Sant’Anna ou por
outras Instituições;

Em grupos de estudos de temas específicos e vivência de práticas e
técnicas, coordenadas por professores do Centro Universitário Sant’Anna
ou por outras Instituições;

Em atividades profissionais relacionadas à área de formação do aluno, por
meio da participação em órgãos/cursos criados como mecanismos de
desenvolvimento da prática profissional ou pré-treinamento de serviços, ou
ainda, em organizações externas ao Centro Universitário Sant’Anna;

Atividades de prestação de serviços à comunidade, que estimulem a
participação social e a cidadania, realizadas pelo próprio Centro
Universitário Sant’Anna ou por outras Instituições;
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 120

Atividades destinadas à realização de eventos, de caráter científico,
cultural, social e desportivo, promovidos pelo Centro Universitário
Sant’Anna ou não.
Para o planejamento e acompanhamento das atividades complementares
existe a figura do Coordenador de Atividades Complementares. Este Coordenador
é responsável pela preparação da documentação, divulgação, acesso e
esclarecimento ao acadêmico de eventuais dúvidas, além da aceitação final da
atividade complementar.
Para a comprovação da realização da atividade complementar, o acadêmico
deve preencher uma ficha com os dados da atividade e um resumo acerca da
pesquisa, demonstrando sua relevância. Essa ficha é apresentada a um docente
responsável pela atividade
complementar, que verifica a documentação
apresentada pelo acadêmico e o correto preenchimento da ficha. Caso o discente
comprove as informações, ele assinará no local apropriado e a ficha será
protocolada na secretaria do Centro Universitário Sant’Anna.
A secretaria encaminhará esta ficha para o Coordenador de Atividade
Complementar, que a analisará e efetuará o lançamento no sistema de controle,
remetendo então para a secretaria para que o aluno saiba se a atividade foi
deferida ou indeferida. Dessa forma o discente terá um retorno sobre a aceitação
ou não da sua atividade.
As ações com atividades complementares são de livre escolha do aluno. A IES
promove atividades como feiras, semanas científicas, jornadas das licenciaturas,
palestras, programas de apresentações musicais e workshops. Cabe ao aluno a
livre escolha de acompanhar e participar das atividades que ocorrem em nosso
Campus.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 121
8. Administração Acadêmica do Curso
8.1. Composição do NDE
O Núcleo Docente Estruturante (NDE) é o órgão consultivo responsável
pela criação, implantação e consolidação do projeto pedagógico dos cursos de
graduação. O NDE do Curso de Bacharelado em Música é composto pelo
Coordenador do Curso, Prof. Dr. Peter Dietrich, seu presidente, e quatro membros
do corpo docente do curso, todos com titulação stricto sensu.
Os membros do NDE são escolhidos em reuniões gerais de professores,
envolvendo todo o corpo docente. A escolha obedece aos seguintes critérios:

Disponibilidade;

Vínculo com o curso;

Titulação.
A lista de membros é então transmitida ao Colegiado do Curso, para ratificação
e publicação em ata.
Os membros do NDE mantém entre si constante comunicação, em reuniões
parciais ou gerais, ou via e-mail. Todos os aspectos do curso são alvo de
discussão, do planejamento e implementação à realização e avaliação. Essas
discussões se concentram, mas não se limitam ao NDE, já que todo o corpo
docente é constantemente convocado. O NDE se reúne em reunião formal
registrada em ata semestralmente, momento em que todos os questionamentos e
sugestões recolhidos ao longo do período são discutidos. As ações são então
deliberadas, registradas em ata e transmitidas ao Colegiado do Curso.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 122
8.2. Titulação e Formação Acadêmica do NDE
Professor
Titulação
Prof. Dr. Peter Dietrich
Doutor
Prof. Dr. Eduardo Visconti
Doutor
Profa. Dra. Ana Fridman
Doutor
Prof. Julio Caliman Smarçaro
Mestre
Profa. Andrea Mischiatti
Mestre
Titulação
Quantidade
%
Especialização
0
0
Mestrado
2
40
Doutorado
3
60
TOTAL
5
100
8.3. Regime de Trabalho do NDE
Professor
Regime de Trabalho
Prof. Dr. Peter Dietrich
Tempo integral
Prof. Dr. Eduardo Visconti
Tempo parcial
Profa. Dra. Ana Fridman
Tempo parcial
Prof. Julio Caliman Smarçaro
Tempo parcial
Profa. Andrea Mischiatti
Tempo parcial
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 123
Regime de trabalho
Quantidade
%
Tempo Integral
1
20
Tempo Parcial
4
80
Horista
0
0
TOTAL
5
100
8.4. Titulação e formação do coordenador do Curso

Doutorado em Linguística geral e Semiótica pela FFLCH – USP em 2008.
Tese defendida pela linha de pesquisa em Semiótica da Canção, sob
orientação do Prof. Dr. Luiz Tatit: “Semiótica do discurso musical – uma
discussão a partir da obra de Chico Buarque”

Mestrado em Linguística gera e Semiótica pela FFLCH – USP em 2003.
Dissertação defendida pela linha de pesquisa em Semiótica da Canção, sob
orientação do Prof. Dr. Luiz Tatit: “Araçá Azul – uma análise semiótica”

Bacharelado em Música pelo Instituto de Artes da UNICAMP em 1999
8.5. Regime de Trabalho do Coordenador do Curso
O Coordenador do atua em regime de trabalho integral, dispensando vinte
horas semanais na coordenação e vinte horas semanais como professor do curso.
8.6. Funções e atuação do Coordenador do Curso
O coordenador do curso tem responsabilidade direta sobre a criação,
revisão, implementação e avaliação contínua do PPC. Presidente do Colegiado e
do NDE com direito a voto, tem o poder de convocar suas reuniões, e a
responsabilidade de encaminhar suas deliberações até a efetiva aplicação prática.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 124
Ele é responsável pela contratação e supervisão do corpo docente, e atende
diretamente à comunidade discente, colocando-se como fonte primária de
informações e orientações sobre o curso e mediador entre o corpo docente e
corpo discente, e entre estes e os colegiados superiores e os órgãos de
atendimento ao aluno e apoio ao professor.
Os professores têm livre acesso à coordenação e ao coordenador, e se
comunicam constantemente através de lista própria de email. Todos os
professores são convocados para reuniões gerais no início do semestre.
No curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna,
todas as turmas elegem semestralmente um representante de sala, que se
reúnem com o coordenador regularmente. Os representantes de sala podem se
assim o desejarem, convocar reunião extraordinária, com ou sem os demais
representantes de sala, a qualquer tempo.
Além disso, o coordenador disponibiliza horários de atendimento pessoal
aos alunos, informalmente ou formalmente (por meio de agendamento),
atendendo a todas as solicitações do corpo discente do curso, individualmente,
coletivamente ou por intermédio da representação de sala. Além disso, o
coordenador supervisiona diretamente as listas de e-mails de cada sala, intervindo
sempre que necessário, e também responde a dúvidas e questionamentos de
alunos individualmente por e-mail.
O coordenador participa também das reuniões colegiadas da instituição, em
que todos os coordenadores de curso são convocados, e da qual participam
também o coordenador geral de cursos, o pró-reitor acadêmico e membros da
reitoria. Essas reuniões acontecem mensalmente e suas deliberações são
registradas em ata.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 125
8.7. Funcionamento do Colegiado do Curso
O Colegiado de Curso é o órgão de natureza consultiva, deliberativa e
normativa nos assuntos que tratam do ensino, pesquisa e extensão do curso,
sendo regido pelo Regulamento dos Colegiados de Curso do Centro Universitário
Sant’Anna. O Colegiado do Curso é composto pelo coordenador do Curso, seu
presidente nato; por quatro professores que integram o curso de graduação; e por
um representante discente, indicado pelo corpo discente do curso. O
representante estudantil tem mandato de um ano, com direito a uma recondução.
Compete ao Colegiado de Curso, no âmbito do respectivo curso:

Definir o projeto pedagógico do curso de graduação, com atualização
contínua;

Sugerir alterações no currículo do curso e deliberar sobre o conteúdo
programático
de
cada
disciplina
e
atividade,
incentivando
a
interdisciplinaridade;

Promover a avaliação periódica do curso, na forma definida pela
administração superior, integrando-se ao sistema de avaliação institucional;

Decidir, em grau de recurso, sobre aceitação de matrículas de alunos
transferidos ou portadores de diplomas de graduação, aproveitamento de
estudos, adaptação e dispensa de disciplinas, de acordo com o Estatuto, o
Regimento Geral e demais normas aplicáveis;

Deliberar, em primeira instância, sobre os projetos de ensino, pesquisa e a
extensão;

Desenvolver e aperfeiçoar metodologias próprias para o ensino, pesquisa e
extensão;

Promover e coordenar seminários, grupos de estudos e outros programas
para o aperfeiçoamento de seu quadro docente, assim como indicar, à
Reitoria, professores para participarem de cursos de pós-graduação;
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 126

Encaminhar às Diretorias de Ensino de Graduação e de Pós-Graduação e
Extensão, por meio da Coordenadoria de Curso; os problemas relativos à
atuação didático-pedagógica dos respectivos professores;

Exercer as demais funções que lhe forem delegadas.
O Colegiado de Curso reúne-se, em sessão ordinária, uma vez durante o
semestre letivo e, em sessão extraordinária, sempre que for convocado pelo
Coordenador do Curso.
8.8. Composição do Colegiado do Curso
Presidente
Prof. Dr. Peter Dietrich
Membro
Prof. Dr. Eduardo Visconti
Membro
Profa. Dra. Ana Fridman
Membro
Prof. Julio Caliman Smarçaro
Membro
Profa. Andrea Mischiatti
Representante Discente
Sr. Wagner dos Santos Cezar
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 127
9. Perfil Docente
O Curso de Bacharelado em Música conta atualmente com 19 docentes,
conforme quadro a seguir:
Professor
Titulação
Regime de Trabalho
Especialização
Tempo Parcial
Profa. Dra. Ana Luisa Fridman
Doutorado
Tempo Parcial
Profa. Andrea Mischiatti Gianelli
Mestrado
Tempo Parcial
Prof. Celso Marques Gonçalves
Mestrado
Horista
Profa. Cibele Cecconi de Sousa e Sousa
Mestrado
Tempo Parcial
Especialização
Horista
Prof. Danilo Augusto de A. Rossetti
Mestrado
Horista
Prof. Dr. Eduardo de Lima Visconti
Doutorado
Tempo Parcial
Prof. Julio Cesar Caliman Smarçaro
Mestrado
Tempo Parcial
Profa. Dra. Leila Rosa G. Vertamati
Doutorado
Horista
Profa. Dra. Leila Yuri Sugahara
Doutorado
Horista
Prof. Lucas Baptista Casacio
Mestrado
Horista
Profa. Magali do Nascimento de Paula
Mestrado
Tempo Parcial
Prof. Dr. Marcos Horácio Gomes Dias
Doutorado
Horista
Especialização
Tempo Parcial
Doutorado
Tempo Integral
Especialização
Tempo Parcial
Mestrado
Tempo Parcial
Especialização
Tempo Integral
Prof. Abdnald Aurélio A. de L. M. Santiago
Prof. Daniel Ribeiro Campos
Profa. Natalia Eugênia Sanchez Escamez
Prof. Dr. Peter Dietrich
Profa. Rosangela Freitas de Assis
Profa. Telma Maria de Lima
Profa. Valdete da Anunciação Reis
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 128
Profa. Vania da Silva
Mestrado
Horista
9.1. Titulação Docente
Titulação
Quantidade
Percentual
Doutorado
6
30
Mestrado
9
45
Strictu Sensu
15
75
Especialização
5
25
Total
20
100
9.2. Regime de Trabalho Docente
Regime de Trabalho
Quantidade
Percentual
Tempo integral
2
10
Tempo parcial
10
50
Horista
8
40
Total
20
100
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 129
10. Perfil Discente
10.1. Perfil do ingressante
De modo geral, os seguintes traços socioeconômicos e culturais
caracterizam o perfil do aluno ingressante no Curso de Bacharelado em Música:

Parte dos ingressantes é composta por alunos de famílias de
baixa renda e que contam com o subsídio oficial (Bolsa PROUNI) ou com
desconto oferecido pela própria UniSant’Anna (em parceria com a
Associação dos Trabalhadores Sem Terra, Mais Escola, OMB e outras
instituições), para se manterem no curso.

Em geral, são os primeiros membros da família a realizarem
um curso superior;

Tiveram percursos irregulares de formação básica, com muitas
lacunas de aprendizagens, com destaque para o baixo domínio das
capacidades de leitura e escrita;

Possuem poucas práticas de letramento que envolvam custos
(teatro, cinema, leitura de conhecimento geral);

Participam de comunidades religiosas, grupos de jovens e
movimentos políticos, com destacada aptidão para atividades colaborativas;

Têm alto grau de expectativa quanto à formação que a
universidade lhes pode oferecer;

Têm alto grau de heterogeneidade no que se refere ao
conhecimento específico em música.
A heterogeneidade parece ser a característica principal dos ingressantes no
Curso de Bacharelado em Música. Parte dos ingressantes é composta por
músicos profissionais que atuam a muitos anos no mercado e buscam formação
na área da educação musical. Outros são interessados em música com pouca – e,
raramente, nenhuma – experiência na área.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 130
Mesmo dentre os que têm experiência com música, podemos também
observar grande diversidade de habilidades e conhecimentos. Uma parcela muito
pequena teve acesso ao estudo formal da música e domina bem os rudimentos da
linguagem musical, apresentando razoável capacidade de leitura, escrita e
percepção. Esse grupo costuma ter excelente desempenho nas disciplinas
teóricas, e alguma resistência para compreender que a formação do educador
musical vai além do domínio técnico e teórico, e depende da articulação com
outras áreas do saber, como a história, a sociologia e a semiótica.
A maior parte do conjunto ingressante possui um repertório variado de
informações não articuladas e não embasadas, provenientes de experiências
diversas e aprendizagem autodidata ou informal. Esse grupo vincula-se
rapidamente ao curso, pois percebe rapidamente as grandes lacunas de sua
própria formação e vê nas disciplinas dos primeiros módulos uma chance de
potencializar o conhecimento que já têm. Esse grupo aceita com facilidade a
proposta interdisciplinar, já que assume imediatamente a articulação entre
conhecimentos antigos e novos como ferramenta útil para um rápido
desenvolvimento.
Finalmente, uma parte pequena dos ingressantes é composta por
estudantes com pouco conhecimento e experiência musical. Esse grupo costuma
apresentar muita dificuldade para acompanhar a rápida curva de crescimento que
o curso propõe, e por isso mesmo requer especial atenção e acompanhamento.
No entanto, uma vez que o projeto pedagógico é assumido (o que implica
principalmente a dedicação extraclasse e a participação ativa em projetos de
nivelamento), muitos alunos desse grupo conseguem resultados surpreendentes,
não raramente atingindo desempenho igual ou até mesmo superior a alunos que
já ingressaram com significativa experiência e vivência musical.
Para auxiliar no processo de vinculação e integração do corpo docente, a
coordenação do Curso de Bacharelado em Música instaurou uma ferramenta de TI
capaz de a um só tempo aumentar o contato entre alunos, turmas e períodos e
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 131
fornecer informações estatísticas valiosas para a coordenação e para o corpo
docente.
Essa ferramenta se concentra em um website que, para o aluno, funciona
como um anuário eletrônico, no qual ele pode visualizar e obter informações sobre
sua turma e a totalidade do curso. Cada aluno monta um pequeno perfil, com foto,
contato telefônico, e-mail e link para página pessoal, visível para outros alunos.
Assim, a rede de contatos, tão importante para o desenvolvimento profissional,
fica sempre disponível para a coletividade, mesmo depois de egresso. O aluno
pode também realizar buscas específicas, selecionando outros alunos escolhidos
por período (matutino ou noturno), status (cursando, afastado ou formado) ou
instrumento. Desta maneira, o corpo discente pode se articular e se reunir em
torno de assuntos específicos.
Ao fazer o ingresso no sistema, os alunos preenchem um formulário com
questões sobre a sua própria formação no momento de ingresso. Estas
informações alimentam relatórios estatísticos que podem ser visualizados pelos
próprios alunos, pelo corpo docente e coordenação. Além desses dados, o
coordenador insere informações sobre o desempenho acadêmico obtido pelos
processos de avaliação institucional, que geram por sua vez relatórios sobre o
curso, os períodos, as turmas e os próprios alunos individualmente.
Para os alunos, estes relatórios apresentados sob a forma de gráficos
representam uma enorme oportunidade de conhecer melhor a turma e o curso, e
poder se situar melhor em relação a ambos. Para a coordenação e o corpo
docente, essas informações constituem valiosíssima fonte de dados sobre o
funcionamento e desempenho do próprio curso. A partir desses dados, é possível
fazer uma clara avaliação das estratégias aplicadas, e planejar alterações no
projeto pedagógico que possam no futuro levar a um melhor aproveitamento dos
conteúdos, melhorando a qualidade do curso e reduzindo a evasão discente.
O sistema é utilizado também como uma ferramenta de mão única de
comunicação entre corpo docente e corpo discente. Em seus perfis pessoais, os
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 132
professores podem deixar links e arquivos que servem como apoio às suas aulas.
Além disso, os alunos têm acesso permanente a links para todos os periódicos
eletrônicos utilizados pelo curso, além da totalidade dos planos de ensino do curso
e a possibilidade de download do PPC.
A pesquisa mostra que mais da metade dos ingressantes já exerceu
atividade de docência, por um tempo médio de 4 anos ou mais. Isso indica que um
significativo grupo de alunos que procura o Bacharelado já atua na área da
educação musical. Por outro lado, esse alto índice nos revela que um grande
número de professores está atuando informalmente no mercado, e sem a devida
formação. Esse fato aumenta a responsabilidade do Curso em atuar como um
agente transformador dessa realidade, o que representa também uma excelente
oportunidade de melhorar sensivelmente a qualidade do ensino musical na região
em que se insere. É por essa razão que incluímos na matriz curricular do
Bacharelado disciplinas que tratam também de questões didáticas e da formação
de professores.
O dado estatístico que apresenta maior discrepância entre o perfil dos
períodos matutino e noturno se refere à atividade profissional não musical dos
ingressantes. Apenas 33% dos ingressantes do período matutino exercem outras
atividades profissionais além da música, contra 63% do noturno. Isso mostra
claramente que o perfil do aluno noturno é composto majoritariamente de
indivíduos que estão migrando de outra atividade profissional para a música, e
encontram no Bacharelado a possibilidade de exercer essa transição. O perfil
majoritário do ingressante matutino é, ao contrário, composto por indivíduos que já
adotaram a música como atividade principal – o que explica também a diferença
de idade encontrada.
No entanto, é necessário lembrar que dados estatísticos trabalham com
médias, o que geralmente encobre discrepâncias individuais. Embora o trabalho
de nivelamento deva ser exercido de maneira contínua em ambos os períodos, o
perfil noturno merece atenção redobrada, especialmente porque estando
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 133
envolvidos em outras atividades, os alunos desse período nem sempre dispõem
de tempo livre para participar das estratégias de nivelamento e aprimoramento
disponíveis.
10.2. Número de alunos por docente equivalente a tempo integral
Total de alunos
81
Docente equivalente a tempo integral
02
Relação aluno/docente tempo integral
40
10.3. Alunos por turma em disciplina teórica
Período Matutino
Turmas
1º Sem
2º Sem
3º Sem
4º Sem
5º Sem
6º Sem
Total de alunos
18
12
-
6
-
-
Disciplinas teóricas
7
7
7
2,6
1,7
0,9
1º Sem
2º Sem
3º Sem
4º Sem
5º Sem
6º Sem
Total de alunos
17
11
5
2
-
-
Disciplinas teóricas
7
7
6
7
2,4
1,6
0,8
0,3
Aluno/disciplina teórica
Período Noturno
Turmas
Aluno/disciplina teórica
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 134
10.4. Número Médio de disciplinas por docente
Total de disciplinas
40
Docentes
20
Disciplinas/Docentes
2
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 135
11. Programas Institucionais de apoio aos discentes
11.1. Núcleo de Desenvolvimento Inclusivo
As diretrizes sociais da Instituição estão presentes em diversas ações do
Centro
Universitário
Sant’Anna
desde
a
participação
no
ProUni,
FIES
(Financiamento Estudantil), Programa de Apoio ao Esporte e FUNDER (Fundo de
Estudo Reembolsável). Além dessas, existem várias outras, como o Programa de
Alianças Corporativas, Universidade Sênior, Centro Clínico Santana, Projeto
APRIMORAR, NAPP (Núcleo de Apoio Psicopedagógico e Profissional) e o
Programa de Alfabetização Solidária (Alfasan), inserido no contexto da Educação
de Jovens e Adultos. Dentre essas ações, destaca-se o Programa de Inclusão da
Pessoa com Deficiência, com seus diferentes projetos de capacitação profissional,
além do Centro de Reabilitação Dr. Bernard Brucker e da realização de pesquisas
e desenvolvimento de tecnologia assistiva.
O PROUNI - PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS, criado pela MP
nº 213/2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, tem
como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a
estudantes de baixa renda, em cursos de graduação e sequenciais de formação
específica, em instituições privadas de educação superior. O Centro Universitário
Sant’Anna e Faculdade Sant´Anna de Salto firmaram o Termo de Adesão ao
PROUNI, ratificado pela Portaria nº 2.248 de 24 de junho de 2005 e pelos Termos
Aditivos ao Termo de Adesão assinados digitalmente em 09/12/2005, 12/05/2006,
23/11/2006, 11/05/2007 e 01/11/2007 e 16/05/2008, 14/11/2008 e 19/05/2009,
respectivamente, e mantêm, atualmente, mais de 1.300 bolsas de estudos
integrais.
O FINANCIAMENTO ESTUDANTIL – FIES, instituído pela portaria nº 1725,
de 03 de agosto de 2001, é um programa da Caixa Econômica Federal (CEF) em
convênio com o Ministério da Educação, que estabelece normas, critérios e
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 136
calendário de oferta de vagas para financiamento do ensino superior (até 100%).
É uma importante iniciativa para a democratização do acesso à educação de
qualidade, propiciando ao maior número possível de estudantes a permanência e
a conclusão do ensino superior, e já contribuiu para a formação de mais de mil
alunos do Centro Universitário Sant’Anna.
O PROGRAMA DE APOIO AO ESPORTE, há mais de vinte anos, promove
a concessão e manutenção de bolsas de estudos aos universitários atletas
carentes, permitindo, além do aprimoramento da prática desportiva, a condição
para que estes jovens possam cursar o ensino superior e obter formação
profissional. O programa, além de coordenar e manter a concessão de bolsas de
estudos promove: assistência nutricional e capacitação esportiva aos atletas;
organização de competições internas e externas; treinamentos de todas as
equipes
esportivas;
participação
em
competições
esportivas
de
várias
modalidades, em torneios regionais, nacionais e internacionais e suporte em todas
as competições disputadas.
Por meio do convênio com a Fundação Leonídio Allegretti, o FUNDO DE
ESTUDO REEMBOLSÁVEL - FUNDER proporciona a indicação e concessão de
crédito
educativo
próprio,
além
de
orientação
e
colocação
profissional
(agenciamento de empregos) para alunos carentes e em situação de
vulnerabilidade social. Desde o segundo semestre de 1993, funciona como um
sistema gradativo e amplo de crédito educativo, com expressiva linha de
financiamento a alunos carentes, formalizado por meio de contrato aprovado
oficialmente e já beneficiou mais de 1500 alunos.
O CENTRO CLÍNICO SANTANA, inaugurado em julho de 2003 no Bairro
do Tucuruvi, foi projetado para atender às necessidades de atividades práticas em
clínica para os cursos de Fisioterapia e Enfermagem e promover atendimento à
comunidade carente da região. Sua localização foi estrategicamente pesquisada
para atender a uma região onde há carência de serviços nas áreas de
Enfermagem e Fisioterapia e promover atendimentos gratuitos à comunidade,
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 137
principalmente para crianças, idosos e deficientes físicos. Além da melhoria da
qualidade de vida dos milhares de pacientes atendidos, o Centro Clínico Santana
promove estágio profissionalizante a alunos dos cursos abrangidos, conduzindo
aos alunos formandos, completa formação profissional e importante prática
profissional. Desde sua implantação, realizou importante trabalho social,
estimando-se ter realizado mais de 23 mil atendimentos gratuitos de neurologia
funcional, ortopedia e traumatologia funcional, cardiorrespiratória, neuropediatria,
pediatria funcional e hidroterapia.
O PROJETO ALFASAN foi criado em 1994, inicialmente, para atender às
necessidades
de
alfabetização
dos
funcionários
da
própria
Instituição.
Posteriormente, foi estendido à comunidade, a fim de promover a inclusão social e
exercício de cidadania de pessoas carentes. Desde o início, as aulas do
ALFASAN são ministradas por universitários supervisionados que cumprem seus
estágios neste projeto, adquirindo vivências e experiências que os auxiliam a
conquistar a consciência de sua função social, ao mesmo tempo em que adquirem
as competências e habilidades docentes. O ALFASAN, oferecido à comunidade de
forma totalmente gratuita, tem por objetivo maior prover o acesso de jovens e
adultos à escolarização. Ao longo destes quinze anos de atividades, foram
atendidos mais de 1000 alunos e, aproximadamente, 400 estagiários atuaram
neste projeto.
11.2. Mecanismos de Nivelamento Institucional
O PROJETO APRIMORAR foi implantado para atender ao crescente
número de alunos que chegam à universidade com déficits dos conteúdos do
Ensino Fundamental e Médio.
De natureza assistencial, visa a oferecer gratuitamente apoio pedagógico a
jovens de escolas públicas e alunos universitários ingressantes na Instituição que
necessitem de reforço do conteúdo de ensino médio, nas disciplinas de Língua
Portuguesa, Inglesa, Língua Espanhola, Matemática, Informática, entre outras,
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 138
com intuito de promover a continuidade de seus estudos. Inicialmente, o Aprimorar
foi desenvolvido para executar atividades acadêmicas e culturais com os alunos
ingressantes
na
UniSant’Anna
(APRIMORAR-GEA
-
Grupo
de
Estudo
Acadêmico). Hoje, prevê também a realização de trabalhos com a comunidade
externa, de escolas públicas da região e outros segmentos da sociedade,
beneficiando mais de 2.500 jovens.
Tomando como exemplo o caso bem sucedido do Projeto Aprimorar, o
Curso de Bacharelado em música iniciou em 2010 o Projeto de Monitorias e
Grupos de Estudo. Este projeto aproveita a heterogeneidade do perfil ingressante
e a transforma em um aspecto positivo para os dois lados da corrente. Para os
alunos que entram com um conhecimento já formalizado, essa é a possibilidade
de atuar sob a supervisão de um professor do curso e aprimorar suas habilidades
de ensino. Para os alunos ingressantes que encontram dificuldades em seguir o
curso por falta de conhecimento, vivência ou articulação, é uma chance de praticar
os tópicos vistos em sala de aula sob um novo ponto de vista.
11.3. Apoio Psicopedagógico
O apoio pedagógico ao discente é feito pelos professores, coordenadores
de curso e Núcleo de Orientação e Assistência Psicopedagógica ao Discente. Este
apoio é feito durante o horário de aulas e fora dele, de acordo com a
disponibilidade dos alunos e professores. Quando necessário, os alunos são
orientados a procurar o mencionado núcleo, onde recebem orientação e/ou são
reencaminhados para órgãos específicos. No plano acadêmico, as orientações
sobre o histórico escolar e desenvolvimento no curso são feitas pelas secretarias e
pelas coordenadorias de curso.
O apoio didático-pedagógico aos docentes, que é feito pelo Núcleo de
Orientação e Assistência Psicopedagógica ao Discente, tem os seguintes
objetivos: prestar assistência psicopedagógica a alunos; orientar docentes na
condução de seus projetos; prestar assessoria de natureza psicopedagógica a
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 139
docentes e coordenadores de curso; apresentar sugestões para melhoria dos
projetos pedagógicos; reunir cadastro de alunos e professores, com informações
de natureza psicopedagógica.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 140
12. Pesquisa e Produção Científica
Ao iniciar o processo de aprendizagem, é importante explorar os conceitos
básicos necessários à descoberta do conhecimento sendo este uma verdade
articulada e justificável sobre um determinado assunto e deve ser representado
em linguagem compreensiva. A necessidade do conhecimento está associada em
sua forma mais profunda à questão da sobrevivência, seja ela de uma
organização ou de um ser vivo, reconhecendo-se assim a constante necessidade
de estabelecer-se uma cadeia evolutiva de reestruturação na formação dos
conteúdos e metodologias utilizadas no ensino acadêmico. A modernização,
globalização e os avanços da tecnologia, principalmente no que diz respeito aos
processos de comunicação, têm obrigado os indivíduos a estarem cada vez mais
envolvidos com questões de atualização, formação e reciclagem. As pessoas que
procuram
seu
desenvolvimento
pessoal
e
profissional
devem
estar
constantemente se atualizando através de estudos, seja eles de nível técnico ou
superior, o que representa o caminho para que elas se tornem empreendedoras
em âmbito acadêmico (pesquisa) ou social. Muito mais do que simplesmente
informar, os cursos superiores, hoje, devem ter a preocupação de colaborar na
formação das pessoas e isso faz com que os trabalhos acadêmicos não se
restrinjam aos conteúdos teóricos passados em sala ou simplesmente às leituras.
Tais procedimentos devem estar acompanhados de atividades práticas, sejam
elas estágios ou projetos de pesquisa, com caráter científico, nas quais os
estudantes devem planejar ações que, através da observação e da pesquisa,
possam analisar, avaliar e diagnosticar os resultados e, com base da
fundamentação teórica, elaborar relatórios conclusivos sobre as questões
propostas para estudo.
No âmbito de se atender as necessidades descritas, projetos de pesquisa
são essenciais, sendo que a UniSant’Anna aposta no futuro destes como forma de
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 141
complementar as atividades docentes e discentes elevando cada vez mais o nível
do pensamento acadêmico. Dando prosseguimento a política institucional de
iniciação científica, regulamentada pelo parecer CONSEPE no 19/2001 de
15/2/2001 e em concordância com as normas deste, oficializou-se em 25/07/2006
a "Comissão de Iniciação Científica do Centro Universitário Sant´Anna". Nomeada
pela instituição, tem caráter multidisciplinar, atendendo as três grandes áreas de
interesse e estudo com cursos nesta, sendo especificamente: exatas, humanas e
de saúde. A comissão é formada por professores da instituição com, no mínimo,
grau de mestre e de doutor. Esta normativa visa manter uma proximidade com as
regulamentações de órgãos públicos financiadores (tomando-se o CNPq como
exemplo). Em análise prévia, a então Comissão de Análise de Iniciação Científica
e Monitoria, na figura dos professores Jair dos Santos Júnior, José Luís Lourenço
e Oscar K. Uehara, e com a participação do professor Sidnei José Buso, a convite
desta, vislumbrou algumas ações prementes da C.I.C. que abrangem:
a) a formação de uma cultura institucional do tipo instituição-docente-discente
sobre projetos científicos, sendo uma primeira ação sugerida pelo professor Oscar
K. Uehara a organização do "Encontro Institucional de Iniciação Científica" com o
primeiro evento realizado em setembro de 2006, e previsão dos os demais em
frequência anual, sempre no mesmo período letivo;
b) regulamentação de linhas de fomento;
c) procurar parceiros de fomento (órgãos públicos, convênios com empresas,
agências particulares, etc.) visando aumentar as possibilidades de bolsas tanto
como a auto-suficiência do programa de iniciação científica na instituição;
d) regulamentar as políticas de pesquisa de iniciação científica e
e) criar, em conjunto com o setor de marketing da instituição, um boletim
eletrônico com as publicações dos avanços dos projetos e artigos publicados
pelos alunos e grupos de iniciação científica.
Com relação a regulamentação a C.I.C. instituiu três possíveis tipos de
projetos associados a fomento, adequando-se às políticas de pesquisa possíveis
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 142
numa instituição de ensino privada, sendo elas: I – Projetos Integrados (com
responsabilidade de um pesquisador com núcleo de pesquisa específico), II Projetos Conveniados (com co-responsabilidade instituição-empresa) e III Projetos Individuais (com responsabilidade de professor orientador diretamente ao
aluno) que deverá regulamentar o tipo de benefício que o aluno de iniciação
científica receberá durante o projeto.
Em relação ao tipo de pesquisa também há três possibilidades, relativas a
duração do projeto, são elas divididas em: I - Curta Duração (um semestre, a titulo
de atividade complementar e com expectativa que o aluno adapte-se com as
normas e procedimentos gerais de um trabalho de iniciação científica) e II - Média
Duração (dois semestres, podendo ter a característica de projeto conveniado ou
integrado).
Além destes coube também a C.I.C. a revisão da regulamentação do
parecer do CONSEPE no 19/2001 em alguns dos itens, visto a necessidade de
mantê-lo atual e de acordo com as políticas institucionais e a missão da
instituição.
Desde 2006 vários projetos de Iniciação Científica têm sido desenvolvidos,
entretanto o período entre 2007 e 2008 foi o mais produtivo em termos de número
de grupos de trabalho. A partir de 2010 instituiu-se um programa de bolsas de
iniciação científica procurando propiciar aos alunos um incentivo ainda maior para
a atividade.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 143
13. Instalações Físicas
13.1. Salas de aula
O curso de música dispõe de 6 salas de aulas regulares, localizadas no 4º
andar do Bloco F. Três salas estão equipadas com piano vertical. Conforme a
necessidade, os professores podem solicitar ao setor de audiovisual a instalação
de datashow e equipamento de áudio, ou então solicitar qualquer equipamento
dos laboratórios especializados.
13.2. Acesso dos alunos a equipamentos de informática
O Centro Universitário Sant’Anna possui dezenove laboratórios de
informática com mais de setecentas máquinas instaladas e à disposição para a
área acadêmica.
Os alunos do curso de Bacharelado em Música têm acesso irrestrito aos
laboratórios DS01 a DS07, que dispõem de 180 máquinas instaladas com acesso
à internet. Os Laboratórios estão disponíveis aos alunos das 7h20min às 23h, de
segunda a sexta-feira, e das 8h às 17h horas aos sábados, perfazendo um total de
89 horas semanais.
Além disso, os alunos utilizam o laboratório IS08 para as aulas de
Softwares Musicais, conforme descrito no item 13.2.3.
13.3. Biblioteca
A Biblioteca está situada no Bloco D, Térreo e funciona de segunda às sextasfeiras das 07h20 às 22h30 e aos sábados das 07h20 às 16h50. Possui área total
de 2.260 m², contando com os Setores de Processamento Técnico e de
Atendimento ao Público.
As instalações da biblioteca dividem-se em:

Hall de entrada, com terminais para consulta;
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 144

Balcão de atendimento;

02 Salas de Leitura;

02 Salas para Estudo em Grupo;

Sala de Audiovisual Individual;

Sala para Estudo Individual;

02 Salas de Vídeo;

Sala de Processamento Técnico.
A biblioteca conta com os seguintes equipamentos:

03 computadores na Sala do Acervo;

04 computadores no balcão de atendimento;

13 terminais de consulta aos usuários;

01 computador no Setor de Processamento Técnico;

01 impressora;

03 aparelhos telefônicos

“02 TVs de 32” no balcão de atendimento e Sala de Leitura;

“02 TVs de 29” nas Salas de Vídeo;

“03 TVs de 20” na Sala de Audiovisual Individual;

03 aparelhos de DVD;

04 aparelhos de Vídeo.
13.4. Livros da Bibliografia Básica
ABRAMSON, Robert M. Jogos rítmicos para percepção e cognição. São Paulo:
Tom sobre tom, 2007.
ABREU, Antonio Suarez. Curso de redação. 12. ed. São Paulo: Ática, 2008. 168
p. (Coleção ática universidade).
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 145
Adler, Stella. Técnica da representação teatral. Rio de Janeiro: Civilização
brasileira, 2010
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Ilustrado Houaiss da Música Popular
Brasileira. Rio de Janeiro: Insituto Antonio Houaiss/ Instituto Cultural Cravo Albin,
2006.
ALMADA, Carlos. Arranjo. Campinas: Editora da Unicamp, 2006.
ALMADA, Carlos. Harmonia Funcional. Campinas: Editora da Unicamp, 2009.
ALVES, Luciano. Fazendo música no computador. São Paulo: Elsevier Editora,
2006.
ALVES, Rubem. A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse
existir. Campinas: Papirus, 2010.
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Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 162
TATIT, Luiz Augusto de Moraes. O cancionista: composição de canções no
Brasil. 2.ed. São Paulo: Edusp, 2002.
TATIT, Luiz Augusto de Moraes. Semiótica da canção. 3. ed. São Paulo: Escuta,
2007.
TAUBKIN, Benjamin (org.). Viver de música: diálogos com artistas brasileiros.
São Paulo: Bei, 2011.
VALENTE, Heloísa de Araújo Duarte. Os cantos da voz: entre o ruído e o
silêncio. São Paulo: Annablume, 2003.
VEIGA, I. P. (Org.). Projeto político-pedagógico da escola: uma construção
possível. 13. ed. Campinas: Papirus, 2001.
VELLOSO, Angélica Cristal (Coord.). Sopro novo Yamaha: conjunto. Rio de
Janeiro: Vitale, 2008.
VERTAMATTI, Leila Rosa Gonçalves. Ampliando o repertório do coro infantojuvenil: um estudo inserido numa nova estética. 2006. Dissertação (Mestrado em
música). Instituto de artes, Universidade estadual paulista, 2006.
VIDOR, Heloise Baurich. Drama e teatralidade, v.13: o ensino do teatro na
escola. São Paulo, Mediação, 2010.
WILLEMS, E. Solfejo - curso elementar. São Paulo: Fermata, s/d.
WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. 2. ed. São Paulo: Companhia das
letras, 2002. 283 p.
ZABALA, A. A Prática educativa: como Ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 163
14. Instalações Gerais
14.1. Laboratórios Especializados
O curso de Bacharelado em Música utiliza regularmente os seguintes
laboratórios especializados: o laboratório de música, o laboratório de rádio e
música, o laboratório de informática IS08, a sala de teclados, a sala de estudos, o
laboratório de TV, as salas multimídia, os auditórios I e II e o palco de eventos.
14.2. Infraestrutura dos Laboratórios Especializados
14.2.1. Laboratório de música
Localizado no piso inferior do bloco F, o laboratório de música climatizado é
regularmente utilizado nas aulas de prática de ensino, violão complementar,
percussão instrumental e nas aulas optativas de instrumento. No tempo livre, é
utilizado por alunos para ensaios e estudo. Ele é gerido por dois funcionários,
cobrindo os períodos da manhã, tarde e noite, que controlam o uso da sala e o
empréstimo de equipamentos.
O laboratório de música conta com os seguintes equipamentos:

10 xilofones soprano;

06 xilofones contralto;

03 xilofones baixo;

04 xilofones sustenido soprano;

10 metalofones soprano;

06 metalofones contralto;

04 metalofones baixo;

02 metalofones sopranino de 25 teclas;

01 carrilhão 24 tubos;

02 paus de chuva;
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 164

12 guizos;

12 blocos sonoros tijolo;

04 flautas de êmbolo;

15 violões;

2 baterias;

31 instrumentos de percussão;

19 baquetas;

8 teclados;

12 estantes de partitura;

CPU, monitor e mouse;

1 Caixa amplificada;

8 cabos;

4 apoios para pé;

35 cadeiras;
14.2.2. Laboratório de rádio e música
Localizado no térreo do bloco F, o laboratório de rádio e música é utilizado
pelos alunos de música nas aulas de softwares musicais. Em seu tempo livre, ele
é utilizado para a gravação de trabalhos acadêmicos e extras acadêmicos. Seu
uso é gerenciado por funcionário da instituição.
O estúdio de rádio e música conta com os seguintes equipamentos:
Quantidade
01
04
01
01
02
02
01
03
Equipamento
Receiver
Caixa amplificadora
Potência
Amplificador
Caixa de som
Caixa de som
Computador
Computador
Marca / Modelo
Cygnus
Selenium
Alesis / RA100
Cygnus / TV800
Alesis
Yamara / N510
MAC / G3
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 165
02
02
01
01
02
01
01
01
04
03
01
01
01
01
01
01
01
04
01
01
01
01
03
02
04
03
01
Monitor 19 pol.
Monitores de 22 pol. E 15 pol.
Monitor / TV
Mesa de som
MD
MD
CD player
Tape Dec
Microfone
Fone
Cardiode
Câmera Cyber Shot
Câmera
Câmera Cyber Shot
Filmadora HandCam
Filmadora HandCam
Filmadora
Tripé para caixa de som
Pedestal
Mesa de som
Placa de som externa
HD externo de 1TB
DVD player
01 TV de Plasma (40 pol.) e 01 CRT
(20 pol.)
Amplificadores de Guitarra 20W
Amplificadores de Baixo 20W
Bateria
LG
Sansung
LG / 20 pol.
Eurodesk
Sony
Teac
Denon
Teac
Shure / 5M7A
AKG / K100
Shure / 5M58
Sony / DSC-W730
Sony / MVC-CD500
Sony / DSC-W130
Sony /DCR-HC52
Sony / DVD108
Sansung / SC-MX10A
Beringer
Digidesign
ONERR
ONERR
Ludwik
14.2.3. Laboratório de informática IS08
Além dos laboratórios de informática de uso comum, os alunos do curso de
música utilizam o laboratório IS08 nas aulas de Softwares Musicais. Esse
laboratório conta com 78 computadores Semprom 2.6 Ghz, equipados com os
softwares livres Audacity 1.3 e MuseScore 1.2.
14.2.4. Sala de teclados
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 166
Localizado no piso inferior do bloco F, a sala de teclados é utilizada pelos
alunos nas monitorias de teclado. No seu tempo livre, é utilizada pelos alunos para
estudo.
A sala de teclados conta com 7 teclados com fonte, estante de partitura e
capa protetora.
14.2.5. Sala de estudos
Localizada no piso inferior do bloco F, a sala de estudos é utilizada pelos
alunos nas aulas optativas de instrumento. No tempo livre, é utilizada para estudo.
14.2.6. Laboratório de TV
Localizado no piso inferior do bloco F, o laboratório de TV é utilizado pelo
curso de Música especialmente para a realização de Workshops. Esses eventos
são filmados pelos alunos da área de comunicação, sob a supervisão dos
professores
da
área
e
dos
técnicos
responsáveis
pelo
laboratório.
Ocasionalmente, o laboratório de TV é utilizado pelos alunos da música para a
gravação/filmagem de clipes e material audiovisual.
O laboratório de TV conta com os seguintes equipamentos:
Laboratório
Quantidade
01
02
01
02
06
03
02
02
02
01
Equipamento
Monitor de computador 15 pol.
Tripes para câmera
Receptor de Intercon
Fresnéis de 2000 KW
Fresnéis de 1000 KW
Spots de 1000 KW
Soft`s de 1000 KW
Brut`s de 3000 KW
Mini Brut`s de 3000 KW
Computador Processador Semprom
2800, com teclado, mouse, 02 caixas
Marca / Modelo
AOC
JVC / TP-P300u
RTS / BP-318
Telem / TM 3822
Telem / TM 3812
Telem
Telem
Telem
Teletrome Cânila
AMD
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 167
01
01
01
01
01
02
04
01
01
de som.
Caixa de som
Trancodificador para tele prompter
TV 29 pol.
TV 20 pol.
Aparelho de DVD
Monitores de Tele-prompter
Suportes de iluminação para piso
Filtro de linha
Tela para chroma-key verde (4m x 6m)
Yamaha / MSP5
Transcorte / PCTV-8000
Sansung / CL-29k40MQ
Philco / TP-2504
J-TEC / MTK-1000
Kodo / KBM1200S
Sem marca
Sem marca
Scwitcher
Quantidade
Equipamento
01
DVD Player
01
Gravador de DVD
04
Monitores de 10 pol. (Preto e
branco)
02
Monitores de 17 pol. (colorido)
01
Mesa de corte
01
Legendadora
01
Controlador de vídeo
01
Vídeo (Mini-DV)
01
Vídeo (SVHS)
01
Vídeo (SVHS)
01
TV de 14 pol.
01
Tape Deck duplo
01
CD player
01
Mesa de som (16 canais)
01
Caixa de som
01
Receptor de Intercom
01
Fonte para Intercom
01
Câmera de vídeo (Mini-DV)
Marca / Modelo
Phillips / DVP3320K
Panasonic / DMRE85H
JVC / TM-923B
JVC / TM-1600SV
Panasonic / WJ-MX50A
Vidconics 3000
JVC / RM6870V
JVC / BRCV600V
JVC / BRS8000V
Panasonic /AG-1960
Philco / TP-1452
Teac / W-518R
Teac / CD-P1120
Mackie / 1600-VLZ Pró
Yamaha / MSP5
RTS / BP318
RTS Systems / PS15-Power
Supply
Sony / HC-52
Almoxarifado
Quantidade
Equipamento
01
Câmera de vídeo (Mini-DV)
01
Câmera de vídeo (Mini-DV)
Marca / Modelo
JVC / GY500
Sony / FX-1
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 168
01
01
01
02
01
01
01
04
01
01
02
03
11
16
03
02
02
02
01
01
01
01
03
02
01
01
02
01
01
01
01
01
01
Câmera de vídeo (Mini-DV)
Câmera de vídeo (Mini-DV)
Câmera de vídeo (Mini-DV)
Câmera de vídeo (Mini-DV)
Câmera de vídeo (Mini-DV)
Câmeras fotográficas digitais
Câmeras fotográficas digitais
Baterias para câmeras
Fone de ouvido
Tripé (Foto/video)
Tripé (vídeo)
Cabo para microfone (P2/XLR)
Carregadores de bateria (câmera de
vídeo)
Bateria (câmera de vídeo)
Extensões
Set-light`s (1000 KW- 220V)
A/C para câmera
Cabo para microfone (XLR/XLR)
Suporte para câmera
HD externo (250 GB)
CD player
Receptor
Intercon`s Headset
Filtro de linha (110/220V)
Microfone direcional
Microfone de L’Apela
Microfone cardióide (com fio)
Microfone cardióide (sem fio)
Espuma para microfone direcional
Zepellin para microfone direcional
Manta para microfone direcional
Vara para microfone direcional
Computador com mointor LG (15 pol.
W15), teclado, mouse e caixa de som
(Yamaha MSP5)
Sony / VX-2000
Panasonic / DVC-7
Panasonic / GS320
Panasonic / GS180
Sony / HC52
Nikon / E8700
Sony (DSC-H10)
AKG
Manfrontto
Velbon
PIAL
JVC / IA-60A
JVC / GY500
Teac / CD-P1120
RTS / BP-318
Telex / 64438
Zandoni
Sennheiser
Sony
Shure
Sony
AMD SEMPROM
14.2.7. Salas multimídia
O curso de música utiliza regularmente as três salas multimídia em aulas
diversas, conforme solicitação dos professores responsáveis.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 169
As salas multimídia contam com os seguintes equipamentos:

Televisores de 20 e 29 polegadas

Aparelhos de DVD

Aparelhos de vídeo
14.2.8. Auditórios I e II
Localizados no 6º andar do bloco I, os auditórios I e II são utilizados pelos
professores em aulas diversas, conforme solicitação. As disciplinas Percussão
Corporal, Linguagem da Canção e História da Música Popular utilizam os
auditórios ostensivamente.
Os auditórios I e II compartilham os seguintes equipamentos:

01 Aparelho de CD de mesa;

02 Conjuntos de cabeamento para som, áudio, vídeo e rede analógica e
digital;

02 Mesas de som;

02 Potências;

04 Microfones;

04 Suportes para Microfones;

08 Caixas de som;

08 Pedestais;

02 retroprojetor;

02 Púlpitos para 12 pessoas, fixos no palco;

350 Poltronas;

500 Cadeiras.
14.2.9. Palco de eventos
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 170
Localizado no térreo do bloco C, o palco de eventos é utilizado pelos alunos
nos eventos do projeto Canja na Sant’Anna e demais apresentações abertas à
comunidade.
O Palco de eventos é alimentado por equipamentos dos laboratórios de
música e de rádio e música, conforme solicitação.
15. Requisitos Legais
15.1. DCN para Educação das Relações Étnico-raciais e para o
Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana
(CNE/CP 01/2004)
O Centro Universitário Sant’Anna tem uma grande preocupação em
preparar seus alunos para compreender a cidadania como participação social e
políticas, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais.
Desta forma, adota no dia a dia atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio
às injustiças, e de respeito à diversidade do público que frequenta a instituição.
Por meio da missão do Centro Universitário, que é formar cidadãos que
saibam pensar e agir, comprometidos com o desenvolvimento, democracia, e
justiça social, busca-se contemplar as questões da pluralidade étnico–racial, sem
deixar de lado questões de diversidade, inclusão de deficientes e respeito ao meio
ambiente.
Partindo da conscientização da diversidade social do nosso país, os cursos
promovem discussões sobre a pluralidade e a valorização do patrimônio
sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e
nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças
culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características
individuais e de grupos.
É esperado que o futuro profissional perceba-se integrante e agente
transformador da sociedade e do ambiente, identificando seus elementos e as
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 171
interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente,
das relações humanas e da sociedade como um todo.
Dentre as competências desenvolvidas nos cursos destacam-se as
relacionadas com o comprometimento com os valores inspiradores da sociedade
democrática:
•
Pautar-se por princípios da ética democrática: igualdade de nascimento e
direitos
civis,
dignidade
humana,
justiça,
respeito
mútuo,
participação,
responsabilidade, diálogo e solidariedade, para atuação como profissionais e
como cidadãos;
•
Orientar suas escolhas e decisões por valores democráticos e por reflexão
pautada em pressupostos epistemológicos coerentes.
•
Reconhecer e respeitar a diversidade manifestada por seus colegas e
professores, em seus aspectos sociais, culturais e físicos, detectando e
combatendo todas as formas de discriminação.
De um modo geral, os temas relacionados à Educação das Relações
Étnicos-Raciais e à História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e Cultura Indígena
são transversais em todos os cursos de da instituição e percorrem parte das
disciplinas. Sempre que possível, são estudadas as contribuições destas culturas
na construção do escopo de parte dos conhecimentos científicos atuais. No Curso
de Bacharelado em Música, esses temas têm especial destaque no conteúdo
programático das disciplinas Ética, cidadania e Responsabilidade Social, História
da Música Popular e Percussão Instrumental.
15.2. Disciplina de LIBRAS (Dec 5.626/2005)
O curso de Bacharelado em Música atende à exigência do decreto
5.626/2005 no conteúdo programático da disciplina Prática de ensino, diversidade
e LIBRAS. Esta disciplina é obrigatória para os alunos do bacharelado e conta
com carga horária de 80 horas.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 172
15.3. Carga horária mínima e tempo mínimo de integralização
A carga horária total do Curso de Bacharelado em Música do Centro
Universitário Sant’Anna é de 2540 horas. O tempo mínimo de integralização é de 6
semestres e o tempo máximo é de 9 semestres.
15.4. Condições de acesso para portadores de necessidades
especiais
O Centro Universitário Sant`Anna implementou em 1998 o CIVI (Centro de
Informação para a Vida Independente), tornando acessível mais de 6.000 itens de
produtos e serviços voltados à questão da deficiência. Em decorrência deste
processo, a Instituição passou a desenvolver atividades de orientação e
acompanhamento personalizado a um número maior de alunos, promovendo
também a colocação profissional dessas pessoas.
Com os bons resultados alcançados, pessoas com deficiência auditiva e
visual passaram a procurar Centro Universitário Sant’Anna - UniSant’Anna na
busca de desenvolvimento e, rapidamente, se formou a maior comunidade
acadêmica de pessoas com deficiência no país.
Esse crescimento promoveu a criação da Coordenadoria de Inclusão que
mantém atualmente uma equipe multidisciplinar especializada, com mais de 100
(cem) profissionais de inclusão, criando funções como ledores, para apoio e
acompanhamento pedagógico de pessoas com deficiência visual, e capacitando
intérpretes de LIBRAS, psicólogos e pedagogos em metodologia educacional
inclusiva construída com o know-how e vivência da Instituição.
Importante salientar a Coordenadoria de LIBRAS, criada para suportar o
grande número de alunos com deficiência auditiva, que em um curto espaço de
tempo, passou a ser referência nacional na padronização de sinais da Língua
Brasileira de Sinais – LIBRAS.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 173
Pelo diferenciado trabalho de acolhimento oferecido às pessoas com
deficiência pela Instituição, a Centro Universitário Sant’Anna - UniSant’Anna
tornou-se referência nacional de desenvolvimento inclusivo, sendo umas das
instituições no País com maior número de alunos com deficiência e/ou
necessidades especiais.
15.5. Políticas de Educação ambiental (Lei 9795/1999 e decreto
4.281/2002)
A preocupação com o meio ambiente não pode ser tema de conteúdos
específicos, mas precisa permear todas as ações institucionais, dentro e fora do
âmbito dos cursos. Ciente do seu papel, a instituição promove ações contínuas de
conscientização e preservação do meio ambiente, como a disseminação de
valores e práticas como a reciclagem, o uso racional da água, energia, papel e
demais insumos. A instituição conta com o curso de Gestão Ambiental, que
centraliza as iniciativas que atingem a totalidade do Centro Universitário.
Dentre essas iniciativas destacamos a Semana do Meio Ambiente, que
reúne alunos, docentes e profissionais convidados para debater o tema, com a
participação de toda a comunidade. O curso de música participa ativamente desse
evento, pontuando os seminários com intervenções musicais relacionadas ao
tema, o que leva a comunidade a refletir o papel da arte nesse debate.
No corpo das disciplinas, esse assunto também é transversal, mas
abordado principalmente em Ética e Responsabilidade Social, e nas Práticas de
ensino, que estimulam a criação de instrumentos musicais com material reciclado.
15.6. Educação em direitos humanos (resolução 01 – 30/05/2012)
A reflexão sobre os Direitos Humanos perpassa todo o curso, e é abordada
especialmente na disciplina Ética e Responsabilidade Social.
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 174
16. ANEXO
Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 175
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