PROJETO PEDAGÓGICO DO CURSO BACHARELADO EM MÚSICA Coordenador: Prof. Dr. Peter Dietrich São Paulo – SP 2013 Sumário 1. Dados gerais do curso ....................................................................6 2. Perfil do curso..................................................................................7 2.2. História do Curso ........................................................................................ 7 2.3. O Curso e o Contexto Institucional ........................................................... 7 2.4. O Curso e o contexto regional ................................................................... 8 3. Formas de acesso ao curso (Edital em anexo) ..............................11 4. Missão.............................................................................................13 4.1. Missão da instituição................................................................................ 13 4.2. Missão do curso ....................................................................................... 13 4.3. Políticas institucionais no âmbito do Curso .......................................... 13 5. Concepção do curso .....................................................................14 5.1. Objetivos do curso ................................................................................... 15 5.2. Perfil do egresso ....................................................................................... 16 5.3. Atribuições no Mercado de Trabalho ...................................................... 17 5.4. Aderência com o Desenvolvimento Sustentável ................................... 18 5.5. Articulação do PPC com o PPI e o PDI ................................................... 19 6. Organização curricular..................................................................21 6.1. Matriz Curricular ....................................................................................... 24 6.2. Disciplinas Optativas................................................................................ 27 6.3. Gráfico do Perfil de formação .................................................................. 28 6.4. Coerência da Matriz Curricular com os Objetivos do Curso ................ 29 6.5. Coerência da Matriz Curricular com o Perfil do Egresso ...................... 31 6.6. Coerência do PPC com as DCN de Música ............................................ 32 6.7. Dimensionamento da Carga Horária do Curso ...................................... 34 6.8. Componentes Curriculares ...................................................................... 35 6.8.1. Apreciação Musical e Introdução à Teoria ........................................... 35 6.8.2. Linguagem da canção .......................................................................... 37 6.8.3. Percussão Corporal.............................................................................. 39 6.8.4. História da Arte .................................................................................... 41 6.8.5. Prática de ensino e Formação de Professores .................................... 43 6.8.6. Comunicação e Expressão .................................................................. 46 6.8.7. Instrumento I ........................................................................................ 48 6.8.8. Harmonia Funcional Popular ................................................................ 50 6.8.9. Rítmica e Solfejo .................................................................................. 52 6.8.10. Interpretação Vocal ............................................................................ 53 6.8.11. Metodologia de Pesquisa em Música ................................................. 55 6.8.12. Prática de ensino e Contexto Escolar ................................................ 57 6.8.13. Ética e Responsabilidade Social ........................................................ 60 6.8.14. Instrumento II ..................................................................................... 62 6.8.15. Harmonia e Arranjo ............................................................................ 65 6.8.16. Percussão Instrumental...................................................................... 67 6.8.17. História da Música Popular ................................................................ 68 6.8.18. Percepção .......................................................................................... 70 6.8.19. Prática de ensino, Diversidade e Língua Brasileira de Sinais ............ 72 6.8.20. Instrumento III .................................................................................... 74 6.8.21. Arranjo................................................................................................ 75 6.8.22. Treinamento Auditivo Aplicado ........................................................... 77 6.8.23. Violão Complementar – Princípios e Técnicas ................................... 79 6.8.24. Flauta doce Complementar ................................................................ 80 6.8.25. Estética e composição musical .......................................................... 83 6.8.26. Prática de conjunto e direção musical ................................................ 84 6.8.27. Instrumento IV .................................................................................... 86 6.8.28. Canto Coral ........................................................................................ 88 6.8.29. Violão Complementar – Gêneros e Repertório .................................. 90 6.8.30. Produção musical ............................................................................... 92 6.8.31. Improvisação ...................................................................................... 93 6.8.32. Didática .............................................................................................. 95 6.8.33. Harmonia Avançada ........................................................................... 97 6.8.34. Instrumento V ..................................................................................... 99 6.8.35. História da Música Ocidental ............................................................ 100 6.8.36. Softwares Musicais .......................................................................... 102 6.8.37. Técnicas Teatrais e Corporais ......................................................... 104 6.8.38. Canto Coral e Regência Coral ......................................................... 105 6.8.39. Trilhas sonoras ................................................................................. 108 6.8.40. Instrumento VI .................................................................................. 109 6.9. Metodologia de ensino ........................................................................... 111 6.10. Flexibilidade Curricular ........................................................................ 112 6.11. Interdisciplinaridade ............................................................................. 114 7. Avaliação ......................................................................................116 7.1. Sistema de Avaliação do Projeto do Curso .......................................... 116 7.2. Sistema de Avaliação do Processo Ensino e aprendizagem .............. 117 7.3. Trabalho Discente Efetivo (T.D.E.) ........................................................ 118 7.4. Atividades Complementares .................................................................. 119 8. Administração Acadêmica do Curso .........................................122 8.1. Composição do NDE .............................................................................. 122 8.2. Titulação e Formação Acadêmica do NDE ........................................... 123 8.3. Regime de Trabalho do NDE .................................................................. 123 8.4. Titulação e formação do coordenador do Curso ................................. 124 8.5. Regime de Trabalho do Coordenador do Curso .................................. 124 8.6. Funções e atuação do Coordenador do Curso .................................... 124 8.7. Funcionamento do Colegiado do Curso ............................................... 126 8.8. Composição do Colegiado do Curso .................................................... 127 9. Perfil Docente...............................................................................128 9.1. Titulação Docente ................................................................................... 129 9.2. Regime de Trabalho Docente ................................................................ 129 10. Perfil Discente ............................................................................130 10.1. Perfil do ingressante ............................................................................ 130 10.2. Número de alunos por docente equivalente a tempo integral .......... 134 10.3. Alunos por turma em disciplina teórica.............................................. 134 10.4. Número Médio de disciplinas por docente ......................................... 135 11. Programas Institucionais de apoio aos discentes .................136 11.1. Núcleo de Desenvolvimento Inclusivo................................................ 136 11.2. Mecanismos de Nivelamento Institucional ......................................... 138 11.3. Apoio Psicopedagógico ....................................................................... 139 12. Pesquisa e Produção Científica ................................................141 13. Instalações Físicas ....................................................................144 13.1. Salas de aula ......................................................................................... 144 13.2. Acesso dos alunos a equipamentos de informática.......................... 144 13.3. Biblioteca............................................................................................... 144 13.4. Livros da Bibliografia Básica ............................................................... 145 13.5. Livros da Bibliografia Complementar ................................................. 152 14. Instalações Gerais .....................................................................164 14.1. Laboratórios Especializados ............................................................... 164 14.2. Infraestrutura dos Laboratórios Especializados ................................ 164 14.2.1. Laboratório de música ...................................................................... 164 14.2.2. Laboratório de rádio e música .......................................................... 165 14.2.3. Laboratório de informática IS08 ....................................................... 166 14.2.4. Sala de teclados ............................................................................... 166 14.2.5. Sala de estudos ............................................................................... 167 14.2.6. Laboratório de TV ............................................................................ 167 14.2.7. Salas multimídia ............................................................................... 169 14.2.8. Auditórios I e II ................................................................................. 170 14.2.9. Palco de eventos .............................................................................. 170 15. Requisitos Legais ......................................................................171 15.1. DCN para Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (CNE/CP 01/2004) ................ 171 15.2. Disciplina de LIBRAS (Dec 5.626/2005) ............................................... 172 15.3. Carga horária mínima e tempo mínimo de integralização ................. 173 15.4. Condições de acesso para portadores de necessidades especiais 173 15.5. Políticas de Educação ambiental (Lei 9795/1999 e decreto 4.281/2002) 174 15.6. Educação em direitos humanos (resolução 01 – 30/05/2012) ........... 174 16. ANEXO ........................................................................................175 1. Dados gerais do curso Denominação do Curso Bacharelado em Música Campus Santana Endereço Rua Voluntários da Pátria, 257 Santana – São Paulo – CEP 02011-000 Modalidade Bacharelado Matutino Noturno 20 vagas semestrais 20 vagas semestrais Turno de Funcionamento Carga Horária do Curso 2.440 horas Regime de Matrícula Seriado semestral Duração do Curso 6 semestres - 3 anos Tempo de Integralização 6 semestres (mínimo) a 9 semestres (máximo) Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 6 2. Perfil do curso 2.2. História do Curso O planejamento inicial do curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna remonta ao ano de 2008, e é fruto do trabalho de seu fundador, Prof. Celso Brescia Leal. O curso de bacharelado em música iniciou suas atividades em fevereiro de 2012, sob a coordenação pedagógica do Prof. Dr. Peter Dietrich, com uma turma no período matutino e outra no período noturno. Os instrumentos oferecidos pelo curso são Canto, Piano, Violão, Guitarra, Baixo, Bateria, Percussão, Sopros Madeiras (Saxofone e Flauta Transversal), Sopros metais (Trompete e Trombone), Violino, Viola e Violoncelo. Foram implantados no bacharelado os projetos Canja na Sant’Anna, com apresentações regulares dos alunos de música, e o projeto de monitoria, com ampla participação dos alunos. No segundo semestre de 2013, o curso chega a 81 alunos matriculados. 2.3. O Curso e o Contexto Institucional O Curso de Bacharelado em Música foi criado em 2007, dentro do plano de expansão de ofertas de cursos superiores do Centro Universitário Sant’Anna. A instituição tem longa tradição na oferta de cursos de tanto de Licenciatura quanto de Bacharelado, tendo iniciado essa atividade em 1972. No momento da sua criação, o Centro Universitário já tinha um amplo conjunto de cursos em pleno funcionamento. Uma das motivações para a implementação do Bacharelado em Música no Centro Universitário Sant’Anna foi a percepção de uma crescente demanda por qualificação profissional na área. O pequeno porém gradativo aumento do poder aquisitivo da população brasileira repercute na demanda pela produção artística e cultural de qualidade. Por isso, um número cada vez maior de profissionais das Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 7 artes e especialmente da música procuram a formação ampla e profunda que só pode ser encontrada no ensino de nível superior. Atualmente, o bacharelado em música divide com os cursos de licenciatura da instituição um pequeno leque de disciplinas, que são preferencialmente ministradas em conjunto (Formação de Professores, Contexto Escolar, Diversidade e LIBRAS). Esse fato não apenas promove o intercâmbio entre os cursos como também fornece um preparo mínimo para os futuros músicos na docência, atividade muito comum entre bacharéis em música, tradicionalmente renegada pelos cursos de formação profissional. 2.4. O Curso e o contexto regional O Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna está localizado na Zona Norte da Capital São Paulo, no bairro de Santana, vizinho dos bairros Tucuruvi, Mandaqui e Casa Verde. A Zona Norte da Cidade de São Paulo é consubstanciada com as cidades de Guarulhos, Mairiporã, Itaquaquecetuba, Suzano, Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Arujá e Poá. A faixa etária dessa população é de 40,7 anos - semelhante às médias de países de primeiro mundo como Canadá, Suíça e Alemanha – e ela está predominantemente incluída na classe B. Estes índices estão acima da média brasileira. Atualmente, a região metropolitana de São Paulo representa o principal centro industrial e financeiro do Estado de São Paulo e do Brasil, conforme divulgado no site da prefeitura de São Paulo: [O PIB da região metropolitana de São Paulo] revisado recentemente pelo IBGE em parceria com a Fundação SEADE para 2005, marca a cifra de R$ 263,2 bilhões [aproximadamente US$ 108 bilhões, a preços daquele ano], ou seja, cerca de 12% do PIB brasileiro e 36% de toda produção de bens e serviços do Estado de São Paulo. A decomposição deste valor por grandes setores mostra que o terciário (Serviços) é largamente predominante e representa cerca de 75,8% do Valor Adicionado, seguido do secundário (Indústria) com 24,2%. A atividade Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 8 primária é praticamente inexistente (0,01% do total) e se restringe a poucos estabelecimentos agrícolas e extrativos situados nos limites leste e sul da cidade. (http://www9.prefeitura.sp.gov.br/sempla/ , acessado em 02/04/2007). Um dos maiores destaques no mercado de trabalho se dá por conta da redução da taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) capitaneada pelo município. A taxa de desemprego desacelerou em 2013 e foi a 5,6 % em julho, abaixo da registrada no mês anterior (6%); apesar disso, foi superior a taxa de julho de 2012 (5,4%). Os dados foram divulgados em agosto de 2013 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). . Figura 1 – Taxa de desemprego local e Relação de emprego local/municipal O rápido crescimento sócio-econômico do município pode ser observado também na expansão das redes de ensino públicas e privadas da região, o que não apenas pressiona a demanda por professores qualificados para a docência, como também faz crescer a procura por cursos de graduação. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 9 Figura 2 – Localização do Centro Universitário Sant’Anna Como pode ser observado na figura 2, o acesso ao Centro Universitário Sant’Anna é privilegiado graças à sua proximidade com a Rodoviária Tietê e o Transporte Metroviário, além da grande quantidade de linhas de ônibus que servem a região. Esse fator facilita o aporte de alunos provenientes não apenas de outras regiões do município como também de municípios vizinhos. Esse fato amplia consideravelmente a abrangência do Curso de Bacharelado em Música, que se consolida como um polo de desenvolvimento que se estende além da sua circunscrição geográfica local. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 10 3. Formas de acesso ao curso (Edital em anexo) O acesso à instituição ocorre por meio de processo seletivo, composto de provas de conhecimento das matérias do ensino fundamental e médio, além de uma redação. A finalidade deste exame não tem caráter exclusivamente eliminatório, mas também de servir como diretriz para os programas de nivelamento e apoio pedagógico ao discente. A cada semestre letivo ocorre a publicação de edital específico do processo seletivo de toda a instituição no Diário Oficial da União, onde consta número de vagas, forma de inscrição e realização dos exames e condições gerais de formação de turmas. O Centro Universitário Sant’Anna realiza o Processo Seletivo na forma de agendamento pela via eletrônica e provas tradicionais em data que é amplamente divulgada. A classificação faz-se pela ordem decrescente dos resultados obtidos, excluídos os candidatos que não obtiverem os níveis mínimos e os que tiverem resultado nulo em qualquer das avaliações. O Curso de Bacharelado em Música opta por não realizar provas de conhecimento específico na área musical. Essa postura é consequência da percepção de uma oferta desigual de ensino musical nas escolas de ensino básico tanto da rede pública quanto da rede privada. Atualmente, na cidade de São Paulo, apenas algumas escolas da rede pública e especialmente as escolas de alta renda da rede privada oferecem o ensino da música de maneira sistemática e regular. Na maioria dos casos, o acesso ao ensino musical é alcançado por meio de aulas particulares, já que o aparelho público e as ONGs, apesar de realizarem trabalhos de grande relevância social, não dão conta da imensa demanda existente. Além disso, mesmo nas escolas e nos serviços que oferecem o acesso à educação musical, não há um consenso sobre programas e currículos. Nesse contexto, a exigência de conhecimentos musicais específicos na admissão do curso se configuraria como uma flagrante discriminação sócioeconômica. A proposta de ingresso no curso de música pretende acompanhar a evolução da implementação sistemática do ensino de música nas escolas de Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 11 ensino básico, exigindo apenas os conteúdos que se consolidarem nos programas do ensino médio. Para as aulas de instrumento, no entanto, espera-se do aluno um conhecimento médio no ingresso, definido a cada semestre pelos professores específicos, em conjunto com o NDE e o Colegiado do Curso. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 12 4. Missão 4.1. Missão da instituição A missão do Centro Universitário Sant´Anna é formar profissionais cidadãos, que saibam pensar e agir, comprometidos com o desenvolvimento, a democracia e a justiça social. 4.2. Missão do curso Formar músicos capazes de atuar com eficiência em todas as situações profissionais a que forem submetidos e transformá-los em profissionais seguros e competentes, capazes de intervir criativamente no meio em que estiverem inseridos, de promover e divulgar a criação artística, e de atuar junto a instituições de ensino e cultura. 4.3. Políticas institucionais no âmbito do Curso As políticas institucionais descritas no Plano de Desenvolvimento Institucional estão plenamente implementadas no Curso de Bacharelado em Música. Mesmo não sendo tarefa simples, o curso de Bacharelado em Música da UniSant’Anna assume o compromisso de participar com sua parcela no processo de aprimoramento do ser humano, buscando oferecer um preparo profissional técnico, científico e, sobretudo, humanístico, solidificado em uma formação acadêmica. Desta maneira, o curso cumpre com seu dever social de oferecer à sociedade um profissional ético, ciente do seu valor e dos outros como pessoas, consciente e vinculado ao seu tempo e ao da sua sociedade, sensível às questões sociais e ambientais, competente e qualificado para o exercício de suas funções. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 13 5. Concepção do curso O Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna atende plenamente às DCNs específicas da área, à LDB, ao PPI e ao PDI, como também às particularidades regionais e locais em que se insere. Depois da promulgação da Lei 5.692/1971, que tornou o ensino de Artes obrigatório no currículo escolar brasileiro, a Música paulatinamente perdeu espaço no ensino de base, que acabou adotando as Artes Visuais como foco central de educação artística. Isso só começou a mudar com a promulgação da lei 11.769, publicada no D.O.U. de 19 de agosto de 2008. Dessa maneira, em todo esse período, o ensino de música foi quase completamente gerido pela iniciativa privada, ou em parcerias entre a iniciativa privada e o governo. Isso quer dizer que o acesso à educação musical de qualidade só foi possível em famílias de renda compatível com os preços de mercado, ou para aqueles que conseguiram vagas em programas especiais – cuja oferta é geralmente muito limitada, e o tempo de permanência pequeno. A consequência desse fato é que uma grande parcela da população brasileira não teve acesso a nenhum tipo de educação musical no período escolar. A proposta do Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna é a de democratizar o acesso à carreira de músico, em nível superior, dando a possibilidade de ingresso aos alunos que nunca tiveram condições de investir em uma aprendizagem musical formal. O acesso ao curso depende apenas dos conhecimentos que constam nos currículos do ensino fundamental e médio, e de sua habilidade prática no instrumento escolhido. O curso se propõe então a construir, junto com os alunos, uma base sólida e profunda, que servirá de alicerce para o desenvolvimento das habilidades e aquisição de conhecimento não apenas no decorrer do período em que o aluno está na instituição, mas por toda a sua vida. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 14 O curso de Bacharelado em Música promove o contato com a mecânica de instrumentos musicais diversos (harmônicos, rítmicos e melódicos), o domínio dos fundamentos teóricos, a fluência na linguagem musical, a boa capacidade perceptiva, o conhecimento e a consciência histórica e social da música, a habilidade da performance em grupo, as habilidades composicionais e a consciência dos aspectos psicológicos da performance - habilidades mínimas que todo músico deve possuir. Essas habilidades são construídas ao longo do curso, paralelamente ao profundo desenvolvimento e aprendizagem das técnicas e repertórios específicos do instrumento escolhido. Além disso, o curso promove uma introdução à formação do professor, ao ambiente escolar e estratégias didáticas, habilidades tradicionalmente negligenciadas pelos cursos de formação de instrumentistas. A partir destes alicerces é possível entender a atuação do músico como algo mais amplo, em que o conhecimento e a técnica não se configuram como um fim em si, mas um caminho para a compreensão da música como um componente indispensável à construção da personalidade e da cidadania. 5.1. Objetivos do curso O objetivo principal do curso é formar músicos capazes de atuar criativamente em todos os contextos e situações profissionais. Dentre os objetivos específicos do Curso de Bacharelado em Música, podemos citar: Desenvolver a sensibilidade artística a partir do domínio de técnicas composicionais e do conhecimento de estilos e repertórios diversos; Construir uma visão abrangente e humanística do papel do músico, estimulando a tolerância ao outro e o respeito às diversidades sociais, econômicas, culturais e regionais; Estimular o exercício da liderança e o da colaboração em grupo; Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 15 Atender às demandas e às necessidades profissionais relacionadas à carreira de músico na região; Desenvolver a capacidade reflexiva na área de Educação Musical com base em projetos que inter-relacionem ensino, pesquisa e extensão; Proporcionar subsídios para lidar com a multiculturalidade oriunda das diferenças culturais de cada sociedade e dos distintos contextos sócioculturais; Desenvolver o senso crítico e o pensamento científico. 5.2. Perfil do egresso O egresso do Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna é um músico apto a atuar em todas as situações profissionais e também em escolas especializadas da área, capaz de usar a música como forma de expressão e de desenvolvimento de sua sensibilidade artística. Dentre as habilidades e competências do egresso, podemos ressaltar as de: Analisar e compor peças em diferentes estilos; Compor e arranjar peças para formações instrumentais variadas; Ler e escrever em diversas formas de escrita musical; Organizar e reger grupos corais; Criar, planejar, implementar, gerir e avaliar projetos e estratégias didáticas para a aprendizagem da música e para o desenvolvimento de seus alunos; Conhecer a história da arte e da música ocidental e especialmente a música brasileira; Conhecer, compreender, respeitar e ter a capacidade de se articular frente às diversidades sociais, econômicas, culturais e regionais do ensino e do fazer musical; Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 16 Fazer uso apropriado de novas tecnologias; Conhecer um leque variado de instrumentos e dominar suas técnicas básicas; Ser capaz de participar de equipes multidisciplinares e articular seu conhecimento com outras áreas do saber; Conhecer métodos de pesquisa em música, e ser capaz de desenvolver e conduzir projetos e pesquisas científicas e tecnológicas; Ser capaz de prosseguir seu desenvolvimento acadêmico em cursos de pós-graduação em música. 5.3. Atribuições no Mercado de Trabalho O mercado de trabalho para os egressos do Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna é bastante amplo. Composição, performance, arranjo, regência, produção e docência são as principais áreas de atuação do Bacharel em Música, o que configura um vasto leque de opções profissionais. Tendo em vista o recente desenvolvimento sócio-econômico que atravessa o país, percebe-se um aumento na demanda por cultura, educação e entretenimento. O Bacharel em Música é o profissional preparado para ocupar esse espaço crescente, capaz de coordenar e atuar em projetos culturais dos mais variados. Dentre a ampla e diversificada gama de atuações profissionais, podemos destacar algumas. O Bacharel em música do Centro Universitário Sant´Anna pode atuar como instrumentista em diversas configurações e estilos musicais, tais como solista, membro de grupo ou orquestra, improvisador, band leader ou sideman. Ele pode se especializar tanto em performances ao vivo como em gravações em estúdio. Como compositor, ele é capaz de articular os elementos técnicos, estéticos e culturais em suas novas obras, não apenas atendendo a demanda do Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 17 mercado para produção musical, mas também propondo novos caminhos e possibilidades. Ele é capaz de atuar também como arranjador, em diversos estilos musicais, sendo capaz também de atuar como regente de corais ou pequenas formações musicais. Ele pode atuar junto com outros profissionais em grupos multidisciplinares na área de saúde, por exemplo, ao lado de médicos e musicoterapeutas. Apesar de não poder exercer a docência na rede de ensino regular, o Bacharel pode atuar como professor em escolas livres e ONGs, ou como professor particular. 5.4. Aderência com o Desenvolvimento Sustentável O novo século trouxe consigo novos caminhos, novas propostas, novas ações e muitas inovações. As modificações na estrutura da sociedade acontecem de forma cada vez mais rápida, e o explosivo crescimento demográfico produz um acirramento da competição na disputa por espaço no mercado de trabalho, assim como a disputa por clientes e consumidores. As empresas perceberam que precisam refazer seu ciclo pessoal, funcional e estrutural, procurando atualizações de toda ordem, e também criar mecanismos de sobrevivência e competitividade, sem deixar de lado as questões sociais. O Centro Universitário Sant’Anna entende que a responsabilidade social e as questões ligadas à cidadania e desenvolvimento sustentável estão cada vez mais presentes nas organizações, e neste aspecto a Instituição contribui por meio de ações que buscam interação entre a comunidade interna e externa, tais como: Envolver seu pessoal mediante ações planejadas e implementadas dentro da própria comunidade, de acordo com o PDI; Atuar no meio ambiente com ética, fortalecendo as políticas já existentes e criando novas diretrizes de desenvolvimento sustentável; Investir no bem-estar das pessoas da organização e de seus dependentes ao criar um ambiente de trabalho agradável e seguro; Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 18 Comunicar com transparência com o propósito de estimular as pessoas da organização no engajamento de determinada ação, e com isso assumir o compromisso de reduzir lacunas sociais; Elaborar o balanço social, apontando as ações sociais mais diretamente relacionadas ao quadro funcional e ações familiares mais amplas, envolvendo a comunidade ou toda a sociedade; Agir com ética e responsabilidade social para conduzir pessoas e tomar decisões institucionais. O Curso de Bacharelado em Música tem como campo de atuação empresas comerciais e prestadoras de serviços, muitas delas inseridas na região norte do município de São Paulo e nos municípios circunvizinhos. Esta é uma região que está em forte desenvolvimento, apresentando um comércio diversificado e amplo, incluindo Shopping Centers e lojas de pequeno, médio e grande porte. Esse desenvolvimento sócio-econômico pressiona também o desenvolvimento cultural da região, o que aumenta a responsabilidade da instituição em ser um agente transformador da realidade, com a oferta de profissionais capazes de corresponder às demandas de desenvolvimento do mercado de trabalho local. 5.5. Articulação do PPC com o PPI e o PDI O curso de Bacharelado em Música desenvolve suas atividades em acordo com as políticas institucionais do Centro Universitário Sant’Anna constantes no PDI e PPI, ao assumir a missão de formar cidadãos e profissionais atuantes e críticos, comprometidos com o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida, a democracia e a justiça social. Esse comprometimento começa com o acesso ao curso, que não privilegia a origem socioeconômica do ingressante, e se aprofunda na consolidação de um vínculo baseado no respeito mútuo, no amparo Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 19 às necessidades especiais e na tolerância, no acolhimento e incentivo às diferenças e características individuais. Essa política se reflete também – mas não apenas – na matriz curricular, que prevê estratégias de inclusão e nivelamento, sem perder de vista a qualidade do ensino e o perfil do egresso desejado. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 20 6. Organização curricular O curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna pode ser dividido em sete grandes áreas de conhecimento: teoria musical; percepção musical; práticas instrumentais; ferramentas de trabalho; cultura e sociedade; pesquisa; ensino musical. Esses grandes grupos de conhecimentos não são autônomos nem independentes. Eles se entrelaçam se complementam e se sobrepõem. As áreas também não são delimitadas por disciplinas específicas e cada disciplina oferecida se relaciona, em maior ou menor grau, com todas as seis áreas de conhecimento desenvolvidas no curso. A interdisciplinaridade é um forte componente da matriz curricular do curso. Todas as disciplinas mantêm alto grau de comunicação e interdependência. Essa relação pode ser observada horizontalmente, em cada semestre, e também ao longo dos módulos que compõem o curso. Além do entrelaçamento das disciplinas, ao longo dos semestres, a interdisciplinaridade é incentivada também por meio dos TDEs (trabalhos discentes efetivos), que acionam diretamente e colocam em circulação as habilidades desenvolvidas em várias disciplinas. Alguns desses trabalhos são aplicados e corrigidos por mais de um professor, estimulando a capacidade dos alunos de integrar os conhecimentos construídos em unidades curriculares diferentes. O Curso de Bacharelado em Música coloca à disposição dos alunos um leque de disciplinas extracurriculares, com o objetivo do aperfeiçoamento do conhecimento e da técnica instrumental e de práticas pedagógicas, além de inúmeras monitorias, permitindo a solidificação de competências adquiridas ou ampliação dos horizontes propostos pela matriz curricular. Os conteúdos curriculares estão em constante renovação e aprimoramento, tornando o curso dinâmico e sempre atual, condizente com as necessidades do mercado e os objetivos institucionais. Essa discussão convoca a totalidade do Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 21 corpo docente, e envolve todas as áreas de conhecimento trabalhadas ao longo da matriz curricular. O grupo de Teoria musical é representado sobretudo pelas disciplinas Apreciação musical e Introdução à teoria, Linguagem da canção, Harmonia funcional popular, Harmonia e Arranjo, Arranjo, Harmonia avançada e Estética e composição. Essas disciplinas mantêm forte relação entre si e também alimentam todas as outras disciplinas do curso. A relação com a área de Percepção é direta, pois cada novo conceito teórico é trabalhado não apenas em seu aspecto cognitivo, mas também sensorial. Por sua vez, a área de cultura e sociedade é constantemente requisitada, pois todas as ferramentas teóricas são apresentadas em seu contexto histórico e social. Sendo um curso de formação de professores, os conceitos são apresentados dentro de uma ampla discussão sobre as estratégias de ensino. A área de Percepção perpassa toda a grade, mas é mais especificamente representada pelas disciplinas Apreciação Musical e Introdução à teoria, Percussão corporal, Rítmica e solfejo, Interpretação vocal, Percepção, Treinamento auditivo aplicado, Canto coral e Canto coral e Regência coral. A área Práticas Instrumentais é composta pelas disciplinas específicas de instrumento (módulos I a VI), prática de conjunto e direção musical, improvisação e os instrumentos complementares (flauta doce, violão, percussão instrumental, percussão corporal e interpretação vocal). O grupo de Ferramentas de trabalho fornece ao aluno subsídios para desempenhar satisfatoriamente as habilidades necessárias para a continuidade de sua formação e para sua atividade profissional. Nessa área estão às disciplinas Trilhas sonoras, Produção musical, Percussão corporal, Comunicação e expressão, Interpretação vocal, Percussão instrumental, Prática de ensino diversidade e LIBRAS, Violão e Flauta doce complementares, Canto Coral, Softwares musicais, Técnicas teatrais e corporais, Canto coral e Regência coral. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 22 A área denominada Cultura e sociedade levam à reflexão sobre o papel da arte, da música, e do educador musical na sociedade em que se inserem. A contextualização histórica e a discussão sobre valores éticos é uma constante em todo o curso, e estão particularmente presentes nas disciplinas História da Arte, Prática de ensino - formação de professores, Ética e responsabilidade social, Prática de ensino e contexto escolar, História da música popular e História da música ocidental – estas duas últimas, fortemente marcadas pelos conhecimentos adquiridos nas áreas de teoria e percepção. O contato e o incentivo à pesquisa acadêmica são fundamentais para o desenvolvimento de um profissional articulado e em constante atualização. A pesquisa é incentivada em todas as disciplinas, na forma de discussão de trabalhos acadêmicos, e na exigência de produção discente voltada para a área de pesquisa. O mesmo acontece com as Atividades complementares, com uma carga horária exclusivamente destinada à pesquisa. O conhecimento para a elaboração de projetos e a condução de pesquisas é trabalhado especificamente na disciplina Metodologia de pesquisa em música. A formação de um educador seguro, competente, ético e inovador é desenvolvida nas disciplinas da área de ensino musical, nas três disciplinas de Práticas de ensino (formação de professores, contexto escolar e diversidade) e Didática. A carga horária relativa às disciplinas e aos grupos de disciplinas está adequadamente distribuída, e as respectivas bibliografias (básica e complementar) são atualizadas e compatíveis com as propostas pedagógicas desenvolvidas. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 23 6.1. Matriz Curricular Aulas Módulo 1 Apreciação Musical e Introdução à Teoria Linguagem da canção Percussão Corporal História da Arte Prática de ensino e Formação de Professores Comunicação e Expressão Instrumento I Atividades Complementares Carga Horária do Semestre Módulo 2 Harmonia Funcional Popular Rítmica e Solfejo Interpretação Vocal Metodologia de Pesquisa em Música Prática de ensino e Contexto Escolar Ética e Responsabilidade Social Instrumento II Atividades Complementares Carga Horária do Semestre AC CH Total 80 80 40 40 40 80 20 380 20 20 Aulas AC 400 CH Total 80 80 40 40 40 80 20 380 20 20 400 Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 24 Aulas Módulo 3 Harmonia e Arranjo Percussão Instrumental História da Música Popular Prática de ensino, Diversidade e Língua de Sinais Brasileira Percepção Instrumento III Atividades Complementares Carga Horária do Semestre Módulo 4 Arranjo Treinamento Auditivo Aplicado Violão Complementar – Princípios e Técnicas Flauta doce Complementar Estética e composição musical Prática de conjunto e direção musical Instrumento IV Atividades Complementares Carga Horária do Semestre AC CH Total 80 40 80 80 80 20 380 40 40 Aulas AC 420 CH Total 80 40 40 40 80 40 20 340 40 40 380 Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 25 Aulas Módulo 5 Canto Coral Harmonia avançada Violão Complementar – Gêneros e Repertório Improvisação Produção musical Didática Instrumento V Atividades complementares Carga Horária do Semestre Módulo 6 História da Música Ocidental Softwares Musicais Técnicas Teatrais e Corporais Canto Coral e Regência Coral Trilhas sonoras Instrumento VI Atividades Complementares Carga Horária do Semestre AC CH Total 80 80 40 80 40 80 20 420 40 40 Aulas AC 460 CH Total 80 40 40 80 80 20 340 40 40 Síntese da Matriz Curricular Aulas Presenciais Atividades complementares Total 2.240 200 2.440 380 Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 26 6.2. Disciplinas Optativas Os alunos do Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna que tiverem interesse em aprimorar seu conhecimento em docência podem se inscrever em disciplinas optativas, oferecidas pelo curso de Licenciatura em Música. Semestre 4 5 6 Disciplinas Optativas Psicologia da Educação Repertório Didático e Infantil, Música Brasileira, Folclore e Jogos Educação Brasileira – Estrutura e Funcionamento Total Optativas CH 80 40 40 160 Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 27 6.3. Gráfico do Perfil de formação Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 28 6.4. Coerência da Matriz Curricular com os Objetivos do Curso A matriz curricular do Curso de Bacharelado em Música é a espinha dorsal da estratégia adotada para alcançar os objetivos delimitados pelo PPC. Assim como os próprios objetivos, a matriz está em constante revisão, a partir dos resultados observados e discussões realizadas não apenas pelo NDE, mas por todo o corpo docente e discente. É a matriz curricular que articula a concepção do curso com os objetivos desejados. Tendo a formação do profissional em música como objetivo básico, e o desenvolvimento das habilidades musicais como pré-requisito para o sucesso do projeto, todas as disciplinas e demais componentes curriculares precisam estar corretamente articulados e entrelaçados. Podemos conceber a matriz curricular como o entrelaçamento de três grandes eixos articuladores: musical, humanístico e pedagógico. Esses eixos não são independentes e não se organizam nem modularmente e nem sequencialmente, mas atuam como um pano de fundo sobre o qual as áreas e disciplinas se estruturam. Para conseguir atingir esses objetivos, a Matriz Curricular do Curso de Bacharelado em Música precisa fornecer, especialmente nos módulos iniciais, todo o preparo e apoio necessário para o bom desempenho do aluno nos módulos superiores, e essa á a principal função do eixo musical. Os fundamentos teóricos são desenvolvidos inicialmente nas disciplinas Introdução à Teoria e Harmonia Funcional Popular. Posteriormente, essas habilidades são aprofundadas em Harmonia e Arranjo, Arranjo e Harmonia Avançada. A capacidade perceptiva é trabalhada em Apreciação Musical, Percussão corporal, Rítmica e Solfejo, Percepção, Treinamento Auditivo Aplicado e Canto Coral. O estudo e o exercício das técnicas composicionais acompanham o estudo de estilos e repertórios. Nas disciplinas Linguagem da canção, Harmonia Funcional Popular, Harmonia e Arranjo, Arranjo, Estética e composição, improvisação, Trilhas sonoras e Harmonia Avançada, os recursos técnicos são Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 29 apresentados como recursos composicionais, capazes de construir objetos não apenas possuidores de valores estéticos, mas que são, sobretudo formas de expressão portadoras de sentido. As práticas instrumentais completam o eixo musical, nas disciplinas Instrumento (I a VI), Prática de conjunto e direção musical, Percussão (corporal e instrumental), Violão e Flauta Doce. A visão abrangente e humanística do papel do músico é construída em todas as disciplinas, a partir do próprio exemplo dado aos discentes pela atuação dos docentes em sala de aula. Mas é nas aulas de Formação de Professores, e Ética e Responsabilidade Social que esse tema é abordado em profundidade. Paralelamente, o curso promove o desenvolvimento do espírito de liderança e de colaboração em grupo em diversas disciplinas, mas explicitamente nas disciplinas de Práticas de conjunto e direção musical, Produção musical, Práticas de ensino, Percussão Corporal, Regência Coral e Técnicas Corporais e Teatrais, e também nas disciplinas de instrumento. O conhecimento de repertórios e estilos, necessário para o desenvolvimento da sensibilidade artística, é trabalhado de forma transversal, sendo uma das tônicas do curso. Por mais técnico que seja o assunto abordado, ele sempre é contextualizado com acontecimentos musicais reais, que por sua vez são contextualizados dentro de sua realidade temporal, geográfica e cultural. Para que essa contextualização seja possível, o aluno precisa dos subsídios fornecidos pelas disciplinas História da Arte, História da Música Popular Brasileira e História da Música Ocidental, que completam o eixo humanístico. No eixo ensino musical encontramos disciplinas que iniciam o aluno na atuação como educador, como as Práticas de ensino e Didática, construindo situações em que tanto as habilidades musicais quanto o conhecimento da pedagogia são convocados em situações reais de ensino-aprendizagem, em efetiva articulação entre teoria e prática. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 30 6.5. Coerência da Matriz Curricular com o Perfil do Egresso Os objetivos almejados pelo Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna só se realizam plenamente quando se convertem em habilidades e competências passíveis de serem colocadas em prática pelo Discente Egresso. Para tanto, a matriz curricular precisa assegurar que o profissional habilitado pela instituição tenha o perfil previsto para atuar com segurança e competência, capaz de promover o desenvolvimento e bem-estar pessoal e social no exercício de suas funções. Além disso, Egresso deve ter a consciência que a graduação é apenas uma pequena etapa na formação de um profissional, e que para enfrentar os desafios futuros ele precisa ter competência para dar prosseguimento ao seu desenvolvimento pessoal. Para isso, deve não apenas estar preparado para ingressar em cursos de pós-graduação, como também possuir o espírito investigativo e proativo, necessário a um profissional em constante evolução. A reflexão e a integração entre teoria e prática constituem um eixo articulador central da matriz curricular, e se expressa especialmente nas seis disciplinas de Instrumento, que atravessam todos os módulos do curso. Para o sucesso da empreitada, o aluno precisa desenvolver pré-requisitos indispensáveis, tais como: O conhecimento de variadas abordagens teóricas do fazer musical (Introdução à teoria, Harmonia, Harmonia e Arranjo, Harmonia Avançada, Estética e composição, Trilhas sonoras, Improvisação) A excelência técnica e o profundo conhecimento do instrumento e seu repertório (Instrumento I a VI) A segurança e capacidade de liderança e trabalho em equipe (Percussão corporal, Técnicas Teatrais e Corporais, Regência Coral, Prática de conjunto e direção musical, Produção musical) Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 31 O domínio de novas tecnologias aplicadas à música e ao ensino (desenvolvidos na disciplina Softwares musicais e também nos trabalhos acadêmicos (TDEs) exigido ao longo do curso) O espírito científico e investigativo (desenvolvido sobretudo mas não apenas na disciplina Metodologia de pesquisa em Música e nas Atividades Complementares de pesquisa) O contato com instrumentos variados (Violão, Flauta Doce, Percussão) A integração entre teoria e prática (Instrumento, Atividades complementares e Práticas de ensino) O conhecimento de concepções educacionais e estratégias de ensino (conteúdos abordados nas seis Práticas de ensino e Didática) A capacidade de lidar com as diferenças e o conhecimento de estratégias de inclusão e integração (Prática de ensino, diversidade e LIBRAS) 6.6. Coerência do PPC com as DCN de Música O curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna se enquadra dentro da Resolução nº 2 de 8 de março de 2004 do CNE que aprovou as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em música. O presente PPC atende às exigências da lei ao apresentar, entre outros: A concepção do curso; Os objetivos do curso, devidamente contextualizados em relação às suas inserções institucional, política, geográfica e social; As condições de oferta do curso; As cargas horárias das atividades didáticas e da integralização do curso; As formas de realização da interdisciplinaridade; Os modos de integração entre a teoria e a prática; As formas de avaliação do ensino e da aprendizagem; O incentivo à pesquisa; Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 32 A concepção e composição das atividades complementares; O perfil do formando, com suas competências e habilidades; Os componentes curriculares. O perfil do egresso contempla as recomendações de capacitação para o pensamento reflexivo e da sensibilidade artística, do conhecimento de estilos e repertórios e do domínio das técnicas composicionais. A matriz curricular do Curso de Bacharelado em Música atende aos três tópicos de conteúdos interligados propostos pela DCN: I - conteúdos Básicos: estudos relacionados com a Cultura e as Artes, envolvendo também as Ciências Humanas e Sociais, com ênfase em Antropologia e Psico-Pedagogia. Esse tópico de conteúdos é desenvolvido especialmente nas disciplinas História da Arte, História da Música Popular Brasileira, História da Música Ocidental, Ética e Responsabilidade Social e Prática de ensino e diversidade. II - conteúdos Específicos: estudos que particularizam e dão consistência à área de Música, abrangendo os relacionados com o Conhecimento Instrumental, Composicional, Estético e de Regência; Este é um dos eixos articuladores do curso, desenvolvido especialmente pelas disciplinas Apreciação Musical e Introdução à Teoria, Harmonia Funcional Popular, Harmonia e Arranjo, Arranjo, Harmonia Avançada, Estética e composição, Trilhas sonoras, Improvisação, Rítmica e Solfejo, Percepção, Treinamento Auditivo Aplicado, Canto Coral e Regência Coral. III - conteúdos Teórico-Práticos: estudos que permitam a integração teoria/prática relacionada com o exercício da arte musical e do desempenho Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 33 profissional, incluindo também Estágio Curricular Supervisionado, Prática de Ensino, Iniciação Científica e utilização de novas Tecnologias. .A integração teoria-prática é outro eixo articulador do curso, desenvolvido pelas Atividades Complementares, pelos Trabalhos Discentes Efetivos (TDEs), pelas disciplinas de Prática de ensino, Softwares Musicais, Metodologia de Pesquisa em Música, Treinamento Auditivo Aplicado, Canto Coral, Regência Coral, Percussão Corporal, Prática de conjunto e direção musical, Improvisação, Percussão instrumental, Violão, Flauta, Técnicas Teatrais e Corporais e pelas apresentações musicais desenvolvidas nos Saraus, Workshops e no projeto “Canja na Santanna”. Base Legal: LDB 9394/96; Parecer CNE/CP 9/2001; Resoluções CNE/CP 1/2002, CNE/CP 2/2002, CNE/CES 2/2004 6.7. Dimensionamento da Carga Horária do Curso A carga horária do curso de Bacharelado em Música é de 2440 horas, assim distribuídas: ● Aulas presenciais: 2240h ● Atividades complementares: 200h As aulas presenciais são repartidas em 40 disciplinas (com cargas horárias de 20, 40 ou 80 horas semanais) que se distribuem e se entrelaçam nas sete grandes áreas do curso, em consonância com as necessidades de desenvolvimento das competências e habilidades do licenciado em música. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 34 6.8. Componentes Curriculares 6.8.1. Apreciação Musical e Introdução à Teoria Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Elementos da música e suas funções. Conceitos musicais básicos. Terminologia formal e coloquial. Notações musicais. Estética (fenomenológica): sensações causadas no ouvinte pelas ocorrências musicais. Análise musical e organização do “ouvido” para escuta analítica. Reflexões sobre talento, competência, qualidade e gosto musical, valor artístico. Acústica: Fundamentos e Terminologia. Objetivos Consolidar o uso do rigor terminológico para tratar os elementos da música; fundamentar a teoria musical na acústica; situar os elementos da música, suas funções e momentos históricos na escuta de obras, organizando o ouvido musical do estudante; propor reflexões a respeito das habilidades do músico/professor e qualidade e valor de obras musicais. Habilidades Ao término da disciplina, o aluno deve ser capaz de identificar e nomear corretamente os elementos musicais; apresentar rigor terminológico musical; conhecer as diversas formas de notação musical e suas inter-relações e desenvolvimento histórico; conhecer os fundamentos da teoria musical a partir do fenômeno sonoro; organizar o ouvido para uma escuta seletiva. Competências Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno será capaz de refletir coerentemente sobre gosto musical e valor artístico; saberá desenvolver-se Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 35 como ouvinte qualificado podendo entender o valor de uma obra a partir do contexto de gênero e estilos musicais; poderá se comunicar usando corretamente as ferramentas de escrita musical; estará apto para cursar as disciplinas de percepção, solfejo, rítmicas e teoria musical dos próximos semestres. Bibliografia Básica 1. DOURADO Henrique Autran. Dicionário de termos e expressões musicais. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2008. 2. ZAMACOIS, Joaquim. Teoria da música. Coimbra: Editora 70, 2009. 3. KRIEGER, Elisabeth. Descobrindo a música: idéias para sala de aula. 2. ed. Porto Alegre: Sulinas, 2007. Bibliografia Complementar 1. LIMA, Marisa Ramires Rosa; FIGUEIREDO, Sérgio Luiz Ferreira. Exercícios de teoria musical: uma abordagem prática. 6. ed. São Paulo: Embraform, 2004. 2. BENNETT, Roy. Elementos Básicos da Música. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1994. 3. MEDAGLIA, Júlio. Música Impopular. São Paulo: Global, 2003. 4. MED, Bohumil. Teoria da música. 6. ed. Brasília: Musimed, 1996. 5. TAUBKIN, Benjamin (org.). Viver de música: diálogos com artistas brasileiros. São Paulo: Bei, 2011. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 36 6.8.2. Linguagem da canção Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Semiótica Greimasiana e Semiótica da canção. Conceito de texto. Percurso gerativo do sentido. Mecanismos de produção de sentido cancional. Forma, harmonia e timbre na construção do sentido musical. Construção de um artigo científico na área da semiótica da canção. Objetivos Fornecer recursos suficientes para que o aluno possa compreender e manipular os sentidos produzidos pela canção. Estimular a audição crítica e a reflexão, evidenciando a relação dos diversos elementos musicais (melodia, harmonia, timbre, ritmo, forma) na construção do sentido de uma peça. Introduzir o aluno ao fazer científico, estimulando a realização de análises e a escrita de artigos científicos. Habilidades Após a conclusão da disciplina, o aluno terá subsídios para compreender e manipular os sentidos produzidos pela canção. Saberá identificar os efeitos de sentidos produzidos por textos verbais e musicais, e suas interações. Competências Após a conclusão da disciplina, o aluno não apenas se tornará um intérprete mais seguro e consciente como poderá também ser um instrumentista ou arranjador capaz de dialogar com os elementos musicais e verbais encontrados na canção. Além disso, o conteúdo trabalhado melhora a compreensão de outros textos verbais e musicais, assim como a produção/composição de novos textos. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 37 Bibliografia Básica 1. TATIT, Luiz Augusto de Moraes; LOPES, Ivã Carlos. Elos de melodia e letra. São Paulo: Ateliê Editorial, 2008 2. TATIT, Luiz Augusto de Moraes. Musicando a semiótica. 2. ed. São Paulo: Annablume, 2011. 3. DIETRICH, Peter. Semiótica do discurso musical: uma discussão a partir da obra de Chico Buarque. 2008. Tese (Doutorado em Linguística e Semiótica Geral). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, 2008. Bibliografia Complementar 1. BARROS, Diana Luz Pessoa. Teoria semiótica do texto. São Paulo: Ática, 2005 2. GREIMAS, A. J. Dicionário de semiótica. São Paulo: Contexto, 2008. 3. TATIT, Luiz Augusto de Moraes. O cancionista: composição de canções no Brasil. 2.ed. São Paulo: Edusp, 2002. 4. TATIT, Luiz Augusto de Moraes. Semiótica da canção. 3. ed. São Paulo: Escuta, 2007. 5. SEVERIANO, Jairo; MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo: 85 anos de músicas brasileiras. 2 vols. 6. ed. São Paulo: Editora 34, 2006. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 38 6.8.3. Percussão Corporal Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Estudo dos timbres de percussão corporal. Estudo dos timbres de percussão vocal. Exercícios para prática do pulso em grupo. Movimento e percussão corporal. Criação sobre ritmos da música popular. Noções básicas de teoria musical. Regência e liderança. Composição de pequenos temas instrumentais e arranjos. Improviso coletivo espontâneo. Formação de repertório. Objetivos Apresentar aos alunos a linguagem da percussão corporal como ferramenta para a prática da música, sob ponto de vista artístico e pedagógico; praticar as noções de tempo (pulso) e espaço (corpo em cena), por meio do estudo e prática de ritmos da música popular; integrar o grupo para realização das tarefas propostas; trabalhar os conceitos de liderança e organização em grupo. Habilidades Ao final do semestre, o aluno terá desenvolvido as seguintes habilidades: - Aptidão para trabalho em grupo: liderança e cooperação - Concentração para o fazer musical - Coordenação motora e expressão corporal - Conhecimento e entendimento dos ritmos da música popular - Leitura rítmica básica - Leitura melódica básica - Ampliação de repertório para apreciação musical - Experiência de palco Competências Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 39 Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno estará apto a utilizar a percussão corporal como ferramenta de trabalho em situações de ensino, como complemento ao projeto pedagógico musical em que estiver inserido. Com isso, será um professor mais versátil e competente. Ele terá desenvolvido sua capacidade de organização do conhecimento e vivência musical para criação e improvisação e arranjos coletivos, e estará também mais desinibido e seguro tanto no palco como na sala de aula. Bibliografia Básica 1. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010. 2. JACOB, Mingo. Método Básico de Percussão - Universo Rítmico. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008. 3. TUGNY, Rosangela Pereira; QUEIROZ, Ruben Caixeta. Músicas africanas e indígenas no Brasil. Belo Horizonte: UFMG, 2006. Bibliografia Complementar 1. RÜGER, Alexandre Cintra Leite. A percussão corporal como proposta de sensibilização musical para atores e estudantes de teatro. 2007. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de artes, Universidade Estadual Paulista “Julio Mesquita Filho”. 2. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica viva: a consciência do ritmo. Campinas: Editora da Unicamp, 2008. 3. FREITAS, Emília Maria Chamone de. O gesto musical nos métodos de percussão afro-brasileira. 2008. Dissertação (Mestrado em música). Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, 2008. 4. ABRAMSON, Robert M. Jogos rítmicos para percepção e cognição. São Paulo: Tom sobre tom, 2007. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 40 5. POZZOLI, Heitor. Guia teórico- prático para o ensino do ditado musical partes I e II. São Paulo: Musicália, 1977. 6.8.4. História da Arte Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Introdução ao estudo da história da Arte; conceitos fundamentais de História da Arte; as civilizações antigas, arte medieval, renascimento, barroco, neoclássico e os “ismos”. Arte no ocidente e oriente. Objetivos Introdução às questões filosóficas, históricas e sociais. A abordagem busca uma interseção com a História, a Antropologia, a Filosofia, a Música e as demais áreas das Ciências Humanas; apresentar em linhas gerais os principais estilos artísticos, suas diversas correntes e as formas mais importantes de seus discursos; favorecer o senso crítico e a atitude de busca de novas respostas para questões humanas fundamentais de ontem e hoje, bem como a habilidade para a articulação lógica das idéias, métodos e processos de conhecimento e pesquisa; auxiliar na identificação dos diferentes estilos artísticos para compreender as diversas formas da Linguagem e da Arte, possibilitando o entendimento da música dentro de um aspecto cultural maior. Habilidades Ao término do semestre, o aluno saberá compreender textos teóricos, decompondo seus elementos fundamentais. Terá conhecimento acerca de cada Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 41 período da história da arte e saberá reconhecer suas características em diversas formas artísticas. Competências Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno saberá identificar e relacionar os temas propostos com a realidade que o cerca, além de poder interpretar e aplicar conceitos de estilo e arte. Bibliografia Básica 1. JANSON, H.W. História Geral da Arte. São Paulo : Martins Fontes, 2007. 2. PROENÇA, Graça. Descobrindo a História da Arte. São Paulo: Ed. Ática, 2008. 3. MEGGS, Phillip B.; PURVIS, Alston W. História do Design Gráfico. São Paulo: Cosac-naif, 2009. Bibliografia Complementar 1. AGRA, Lúcio. História da Arte do Século XX: Idéias e movimentos. São Paulo: Editora Anhembi-Morumbi, 2004. 2. CAUCQUELIN, A. A arte contemporânea: uma introdução. São Paulo, Martins Fontes, 2005. 3. GOMBRICH, E. História da arte. Rio de Janeiro : LTC, 2000. 4. ECO, Umberto. História da Feiúra. Rio de Janeiro: Record, 2004. 5. ECO, Umberto. História da Beleza, Rio de Janeiro: Record, 2005. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 42 6.8.5. Prática de ensino e Formação de Professores Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Ensino-aprendizagem. Papel do professor. Relação professor-aluno- saber, fundamentado em valores morais e éticos, que norteiam as condutas individuais e coletivas. Objetivos Discutir sobre os diversos fatores intervenientes no processo de ensino, tendo como foco a interação na sala de aula; experienciar as ações que culminam em uma aula – planejamento e regência; refletir sobre o aprendiz e o professor, em relação a suas atitudes e habilidades; refletir sobre a diversidade manifestada pelos alunos em seus aspectos sociais e culturais, no espaço da escola; resgatar o papel do professor como sujeito de transformação; identificar, conceituar, diferenciar, comparar os papéis do professor, educador e formador (professor olhando para si próprio); refletir sobre questões pertinentes à sala de aula e as diferentes ações do professor (estratégia de aprendizagem que ele, como aluno, teve); compreender a complexidade das situações de ensino e buscar reflexões sobre as alternativas necessárias nas práticas cotidianas; perceber as diferentes atitudes dos alunos em sala de aula, desenvolvendo a prática de analisar antes de criticar (foco: eu como aluno); desenvolver técnicas que procurem resolver diferentes tipos de problemas em sala de aula (foco: eu como aluno). Habilidades Ao término do semestre, o aluno deverá saber aplicar os conhecimentos adquiridos para a resolução das situações expostas em seu contexto de atuação; levantar informações sobre o processo educativo e a relação professor-alunosaber; relacionar o contexto escolar atual às questões de disciplina na escola; fazer correlações do perfil do aluno-professor; identificar, organizar, e elaborar o Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 43 processo de preparação de uma aula; visualizar, analisar e situar os problemas dentro do contexto educacional; comunicar-se com alunos, professores e todo o corpo técnico-administrativo de forma eficaz; trabalhar em equipe, gerenciando conflitos e interesses; aplicar a Consciência Ambiental; ter iniciativa; aplicar a criatividade na elaboração da aula; ter coerência; ter compromisso com resultados; gerenciar o tempo; ter planejamento e organização; atuar estrategicamente. Competências Ao final da disciplina, o aluno deverá compreender a escola como lugar de transformações que possibilita às novas gerações s posse das conquistas humanas; analisar e interpretar situações de ensino-aprendizagem, fazendo correlações com o que aprendeu como estudante e na vida. Diferenciar e comparar o papel do professor em situações diversas; elaborar relatórios sobre as diferentes propostas desenvolvidas em sala de aula; reconhecer que o saber docente ultrapassa a formação acadêmica, abarcando a prática cotidiana e a experiência vivida; reconhecer e definir problemas, propondo soluções para equacioná-los; sustentar-se em valores éticos e morais, gerando credibilidade e confiança na sua atuação por aqueles que fazem parte do seu convívio diário; desenvolver a capacidade de liderança. Bibliografia Básica 1. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 39. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2009. 2. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Para onde vai o professor? Resgate do professor como sujeito de transformação. 13. ed. São Paulo: Libertad, 2008. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 44 3. BORDENAVE Diaz, Juan E.; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensino aprendizagem. 27. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. 312 p. Bibliografia Complementar 1. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa . 39. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2009 2. PILETTI, Nelson. Psicologia educacional. 17. ed. São Paulo: Ática, 2008 3. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2010. 263 p. (Coleção Magistério 2º grau). 4. BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. - Brasília : MEC/SEF, 1997. 5. PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar: convite à viagem. Porto Alegre: Artmed, 2000. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 45 6.8.6. Comunicação e Expressão Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Noções sobre linguagem: oralidade e escrita. Níveis lingüísticos. O texto como produto lingüístico da prática social discursiva: paráfrase, resumo, relatório, currículo, entrevista. Narração, descrição e dissertação. Fatores de textualidade: palavras-chave, coesão e coerência; adequação vocabular; redundância, ambigüidade. Leitura e produção. Uso adequado da língua portuguesa. Reforma Ortográfica. Objetivos Desenvolver a competência linguística compatível com o exercício profissional; ampliar o domínio ativo do discurso nas diversas situações comunicativas de modo a possibilitar sua inserção efetiva no mundo da escrita, ampliando suas possibilidades de participação social nos exercícios da cidadania; dominar a língua portuguesa na sua manifestação escrita em termos de compreensão e produção de textos; criar situações comunicativas, de maneira a utilizar as múltiplas possibilidades da língua e saber adequá-las, tornando-se usuário consciente; sintetizar e ampliar idéias; empregar mecanismos de construção textual que permitam perceber intenções explícitas e implícitas nas formas de construção lingüística; distinguir o padrão culto do padrão coloquial da língua. Habilidades Ao término da disciplina, o aluno devera conseguir adequar a linguagem verbal às situações de uso contextual; identificar e compreender a importância dos elementos de coesão como fator de textualidade; operar com fatores de coerência na (re) elaboração de texto; demonstrar domínio da norma culta; elaborar proposta de solução para problemas abordados, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural; identificar marcas de variantes Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 46 linguísticas de natureza sociocultural, regional, de registro ou de estilo, e explorar as relações entre as linguagens coloquial e formal; compreender, respeitar e preservar as diferentes manifestações de linguagem; elaborar paráfrases, resumos e relatórios; perceber que a língua se aprende pelo uso e pela constância de leitura; compreender o uso da língua portuguesa como fonte de significação, comunicação e integração. Competências Ao final do semestre, o alune deverá compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização de mundo e da própria identidade; atualizar-se profissionalmente de acordo com a dinâmica do mercado de trabalho; compreender a proposta textual, aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento e desenvolver o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo/argumentativo; demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação; compreender e reconhecer os diferentes recursos linguísticos que dão unidade ao texto bem como adequar e ampliar vocabulário; compreender o uso da repetição e ambiguidade intencionais e, também, como defeitos textuais; reconhecer, ampliar e aplicar recursos linguísticos bem como perceber a escrita agramatical; aplicar os recursos morfo-sintático-semânticos na produção do texto. Bibliografia Básica 1. CUNHA, Celso; CINTRA, Luis F. Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 3. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2007. 2. BARBOSA, Severino Antonio M. Redação: escrever é desvendar o mundo. Colab. Emilia AMARAL. 20. ed. Campinas: Papirus, 2009. 3. ABREU, Antonio Suarez. Curso de redação. 12. ed. São Paulo: Ática, 2008. 168 p. (Coleção Ática universidade). Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 47 Bibliografia Complementar 1. MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2009. 2. BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. 3. FARACO, Carlos Emilio; MOURA, Francisco Marto de; MARUXO JR, José Hamilton. Gramática. 20. ed. São Paulo: Ática, 2009. 4. ABREU, Antonio Suarez. Gramática mínima: para o domínio da língua padrão. 2. ed. Cotia, SP: Ateliê, 2006. 5. FIORIN e PLATÃO. Lições de Texto, Redação e Leitura. 5 ed. São Paulo: Ática, 2009. 6.8.7. Instrumento I Período Letivo: 1º módulo - Carga Horária: 20h Ementa Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento. Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação. Objetivos Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e estruturada. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 48 Habilidades Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e solista em diversos gêneros musicais. Competências Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais tanto como solista como acompanhador. Bibliografia Básica 1. ABIGAIL, Professora. Aprender, tocar e criar ao piano: improvisação e técnica. São Paulo: Vitale, 2009. 2. MAGALHÃES, Alexandre. Técnica para contrabaixo elétrico. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. 3. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. Bibliografia Complementar 1. CORREA, Fernando. Improvisação para guitarra e outros instrumentos. São Paulo: MF Music, 2004. 2. KLOSÉ. Método completo para todos os saxofones. São Paulo: Ricordi, s.d. 3. GAGLIARDI, Gilberto. Método de Trombone para Iniciantes. São Paulo: Ricordi, s.d. 4. SILVA, Zéli. Jazz-harmonia e walking bass. São Paulo: Editora Souza Lima, 2006. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 49 5. BRANDÃO, Rubens Geraldi. O Trompete na música de câmera. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1967. 6.8.8. Harmonia Funcional Popular Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Formação da escala maior. Modos gregos. Intervalos. Tríades e tétrades. Campo harmônico maior e menor. Funções. Cadências. Escalas menores. Substituições harmônicas. Objetivos Solidificar os conhecimentos necessários para a construção de uma teoria da harmonia; apresentar um curso completo de harmonia funcional; desenvolver a consciência das relações harmônicas e iniciar o estudo da percepção harmônica. Habilidades Ao término do semestre, o aluno saberá identificar e construir todas as tríades e tétrades, as escalas maiores e os modos gregos, conhecerá os campos harmônicos maior e menor, e as diversas manifestações das funções tônica, dominante e subdominante. Competências Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 50 Após a conclusão da disciplina, o aluno terá subsídios para compreender e manipular todos os mecanismos harmônicos presentes nas músicas populares. Com isso ele se tornará um músico mais consciente, capaz de trabalhar com o material harmônico com desenvoltura e facilidade. Bibliografia Básica 4. ALMADA, Carlos. Harmonia Funcional. Campinas: Editora da Unicamp, 2009. 5. CHEDIAK, Almir. Harmonia & improvisação: 70 músicas improvisadas e analisadas. Volume 1. São Paulo: Irmãos Vitale, 2009. 6. GUEST, Ian. Harmonia-Método prático. 2 vols. Rio de Janeiro: Editora Lumiar, 2009. Bibliografia Complementar 1. FREITAS, Sérgio Paulo Ribeiro de. Que acorde eu ponho aqui? Harmonia, práticas teóricas e o estudo de planos tonais em música popular. 2010. Tese (Doutorado em música). Instituto de Artes, Universidade estadual de Campinas, 2010. 2. WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. 2. ed. São Paulo: Companhia das letras, 2002. 283 p. 3. MENEZES, Flo. Apoteose de Shoenberg: tratado sobre as entidades harmônicas. 2. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2002. 452 p. 4. PRINCE, Adamo. Linguagem harmônica do choro. São Paulo: Vitale, 2010. 5. CHEDIAK, Almir. Songbook Bossa-Nova. 5 vols. Rio de Janeiro: Lumiar, 1996. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 51 6.8.9. Rítmica e Solfejo Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Leitura, reconhecimento e solfejo de células rítmicas até a semicolcheia. Característica rítmica dos gêneros. Comportamento rítmico dos instrumentos. Deslocamentos rítmicos. Leitura, reconhecimento e solfejo do pentacórdio. Objetivos Desenvolver a percepção e a consciência rítmica do aluno, para que ele possa reconhecer e solfejar frases rítmicas construídas com células divididas até a semicolcheia, assim como frases melódicas construídas com o pentacórdio maior e menor. Estudar as características rítmicas de diversos gêneros musicais e as marcas rítmicas e melódicas dos instrumentos que atuam nesses gêneros. Habilidades Ao final do semestre, o aluno será capaz de escrever e ler com fluência figuras e células rítmicas em compasso simples e composto, e conseguirá relacionar estruturas rítmicas com os gêneros musicais. Deverá também reconhecer e ler melodias simples construídas sobre o pentacórdio maior e menor. Competências Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno se tornará um músico mais consciente e com maior capacidade de comunicação, graças ao melhor domínio das técnicas de percepção e escrita musical. Bibliografia Básica Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 52 1. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010. 2. ABRAMSON, Robert M. Jogos rítmicos para percepção e cognição. São Paulo: Tom sobre tom, 2007. 3. BENWARD, Bruce; KOLOSICK, Timothy. Percepção musical: prática auditiva para músicos. São Paulo: Edusp, 2009. Bibliografia Complementar 1. POZZOLI, Heitor. Guia teórico- prático para o ensino do ditado musical partes I e II. São Paulo: Musicália, 1977. 2. MED, Bohumil. Solfejo. 3. ed. Brasília: Musimed, 1986. 3. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica viva: a consciência do ritmo. Campinas: Editora da Unicamp, 2008. 4. ADOLFO, Antonio. O livro do músico. São Paulo: Vitale, 2010. 5. WILLEMS, E. Solfejo - curso elementar. São Paulo: Fermata, s/d. 6.8.10. Interpretação Vocal Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Introdução à voz como instrumento de trabalho diário do músico, seja ele cantor, instrumentista ou professor. Fisiologia da voz aplicada ao canto e à fala sem esforço. Compreensão da importância da manutenção vocal. Vivência pelo discente de diversos tipos e estilos de canto como instrumento qualitativo para seu futuro trabalho como docente e músico atuante. Solfejo do pentacórdio maior e menor. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 53 Objetivos Apresentar ao aluno noções essenciais sobre a fisiologia da voz, aparelho respiratório e fonador. Apresentar problemas de saúde vocal comuns (temporários e permanentes) e formas de evitá-los. Conhecer e desenvolver as qualidades da voz de cada aluno através do canto. Facilitar a “desinibição vocal” do aluno. Trabalhar com a classificação vocal e expansão vocal. Prática de exercícios de afinação, vocalização e consciência da voz no contexto musical. Experimentar diferentes tipos de emissão em diversos gêneros e estilos musicais (da ópera ao canto falado). Habilidades Ao término da disciplina, o aluno deverá conhecer os problemas de saúde vocal comuns (temporários e permanentes) e maneiras de cuidar da voz; terá maior consciência da voz no contexto musical; terá desenvolvido sua percepção, especialmente no quesito afinação e emissão vocal. Competências Com as habilidades adquiridas, o aluno poderá usar a voz em diversas situações com mais consciência e segurança. Com o controle vocal mais preciso, terá melhor rendimento no uso da voz tanto como performer quanto como professor. Além disso, estará mais preparado para as disciplinas de percepção e treinamento auditivo. Bibliografia Básica 1. PINHO, Silvia. Músculos intrínsecos da laringe e dinâmica vocal. Vol. 1 (Série: Desvendando os segredos da voz). São Paulo: Revinter, 2008. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 54 2. LEAL, Patrícia. Respiração e expressividade. São Paulo: Annablume, 2007 3. BENWARD, Bruce; KOLOSICK, Timothy. Percepção musical: prática auditiva para músicos. São Paulo: Edusp, 2009. Bibliografia Complementar 1. MACHADO, Regina. A voz na canção popular brasileira: um estudo sobre a Vanguarda Paulista. 2007. Dissertação (Mestrado em música). ). Instituto de artes, Universidade Estadual de Campinas, 2007. 2. QUEIROZ, Alexei Alves de. Canto popular: pensamentos e procedimentos de ensino na UNICAMP. 2009. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de artes, Universidade Estadual de Campinas, 2009. 3. BEHLAU, Mara. Voz: O livro do especialista. vol.1. São Paulo: Revinter, 2001 4. ESTIENNE, Françoise. Voz Falada Voz Cantada. São Paulo: Editora Revinter, 2004 5. VALENTE, Heloísa de Araújo Duarte. Os cantos da voz: entre o ruído e o silêncio. São Paulo: Annablume, 2003. 6.8.11. Metodologia de Pesquisa em Música Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 55 Panorama da pesquisa no Brasil e as agências de fomento. Características da pesquisa em música. Elementos de um projeto de pesquisa. Lógica matemática e lógica textual. Elementos de análise estatística. Correntes de pensamento científico. Normas da ABNT. Objetivos Apresentar um panorama da pesquisa e no Brasil e as agências fomentadoras em atividade. Introdução ao método científico e suas especificidades. Discutir sobre os métodos aplicados à pesquisa musical. Fornecer ao aluno subsídios para a elaboração de um projeto de pesquisa. Habilidades Ao final do semestre, o aluno estará familiarizado com a estrutura e conteúdo do trabalho acadêmico; conhecerá as diversas áreas e campos de pesquisa em música; conhecerá as linhas de fomento de pesquisa no Brasil; conhecerá as etapas necessárias para a produção de um trabalho de pesquisa. Competências Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno saberá identificar, organizar e sistematizar os conteúdos ministrados de acordo com as características do seu projeto de pesquisa. Alem disso, terá competência para elaborar, redigir e aplicar projetos de pesquisa, e estará mais apto a ingressar na carreira de pesquisador, como complemento à graduação, em uma iniciação científica, ou como continuidade do estudo acadêmico, em um mestrado. Bibliografia Básica 1. FREIRE, Vanda Bellard. Horizontes da pesquisa em música. São Paulo: 7 letras, 2010. 2. BUDASZ, Rogério (org.) Pesquisa em música no Brasil: métodos, Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 56 domínios, perspectivas. Goiânia: ANPPOM, 2009. 3. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 2010. Bibliografia Complementar 1. BAIA, Silvano Fernandes. A pesquisa sobre música popular em São Paulo. 2005. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes da Universidade Estadual de São Paulo, 2005. 2. BARROS, Aidil J. P. & LEHFELD, Neide A. S. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. Petrópolis: Vozes, 18. Ed., 2009. 3. KOCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e iniciação à pesquisa. 22. ed. Petrópolis: Vozes, 2004. 4. PARRA FILHO, Domingos. Apresentação de trabalhos científicos: monografia, TCC, teses, dissertações. 7. ed. São Paulo: Futura, 2002. 5. SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo : Cortez, 2010. 6.8.12. Prática de ensino e Contexto Escolar Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Prática educativa no contexto escolar em escolas de Educação Básica. A relação pedagógica centrada nas necessidades e interesses do corpo discente. Relacionamento professor-aluno. Novas propostas de EAD e das novas tecnologias Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 57 Objetivos Fornecer ao aluno subsídios para identificar, conceituar, diferenciar, comparar os papéis do professor, educador, formador; refletir sobre questões pertinentes à sala de aula e as diferentes ações do professor; compreender a complexidade das situações de ensino e buscar reflexões sobre as alternativas necessárias nas práticas cotidianas; perceber as diferentes atitudes dos alunos em sala de aula, desenvolvendo a prática de analisar antes de criticar; desenvolver técnicas que procurem resolver diferentes tipos de problemas em sala de aula; reconhecer e dar início à utilização dos Parâmetros Curriculares Nacionais no processo educacional, entendendo-os como um meio que embasa o planejamento; reconhecer o projeto político pedagógico como espaço de construção coletiva e contínua, permeado pela realidade escolar. Habilidades Ao final do semestre, o aluno conseguirá analisar e interpretar situações de ensino-aprendizagem; levantar informações sobre o processo educativo e a relação professor-aluno; interagir com os alunos, percebendo que a autoridade do professor não vem com o cargo, mas se constrói na relação com estes; identificar, organizar e elaborar o processo de preparação de uma aula; visualizar, analisar e situar os problemas dentro do contexto educacional; comunicar-se com alunos, professores e todo o corpo técnico-administrativo de forma eficaz; trabalhar em equipe, gerenciando conflitos e interesses; aplicar a Consciência Ambiental; ter iniciativa; ter compromisso com resultados; gerenciar o tempo; ter planejamento e organização; atuar estrategicamente. Competências Ao término da disciplina, o aluno deverá saber auto-analisar-se como futuro profissional da educação, suas características e dificuldades; elaborar relatórios Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 58 sobre as diferentes propostas desenvolvidas em sala de aula; reconhecer que o saber docente ultrapassa a formação acadêmica, abarcando a prática cotidiana e a experiência vivida; diferenciar e comparar o papel do professor em situações diversas; relacionar o contexto escolar atual às questões de disciplina na escola; desenvolver técnicas de apresentação perante o público; desenvolver trabalhos utilizando as novas tecnologias em sala de aula; desenvolver o conhecimento do professor relativo à escola e ao sistema educativo; desenvolver o processo de reflexão crítica. Bibliografia Básica 1. ALVES, Rubem. A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir. Campinas: Papirus, 2010. 2. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 39. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2009. 3. ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2010. Bibliografia Complementar 1. LOUREIRO, Alícia Maria Almeida. O ensino de música na escola fundamental. Campinas: Papirus, 2010. 2. SNYDERS, Georges. A escola pode ensinar as alegrias da música? São Paulo: Cortez, 2008. 3. GADOTTI, Moacir. A escola e o professor: Paulo Freire e a paixão de ensinar. São Paulo: Publisher Brasil, 2007. 4. PASSOS, Ilma (Org.). Didática: o ensino e suas relações. 11. ed. Campinas, SP: Papirus, 2001. 5. GADOTTI, Moacir, E. ROMÃO, José (Org.) AUTONOMIA da escola: princípios e propostas. 6. ed. São Paulo: Cortez, 2004. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 59 6.8.13. Ética e Responsabilidade Social Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Estudo dos conceitos de Ética, Moral, Cidadania e Responsabilidade Social. Abordagem das relações entre Ética e Filosofia. Pesquisa e estudo de exemplos de programas de Responsabilidade Social e Desenvolvimento Sustentável. Estudo dos Direitos Humanos. Avaliação de Códigos de Ética Profissional. Ética nas Organizações. As escolhas pessoais. Objetivos Proporcionar aos alunos a capacidade de reconhecer e aplicar conceitos essenciais relacionados à Ética, Cidadania e Responsabilidade Social; desenvolver o comportamento ético e responsável para com os outros e a sociedade em geral; ter conhecimento de projetos sociais e de desenvolvimento sustentável que estão sendo realizados por empresas/escolas em diversos setores. Habilidades Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 60 Ao término da disciplina, o aluno deverá reconhecer e definir problemas, propondo soluções para equacioná-los; identificar aspectos básicos da conduta ética no ambiente escolar e fora dele. Competências Ao final do semestre, o aluno deverá saber aplicar seus conhecimentos técnicos para a resolução das situações expostas em seu contexto de atuação; sustentarse em valores éticos e morais, gerando credibilidade e confiança na sua atuação por aqueles que fazem parte do seu convívio diário; ter consciência do seu papel na preservação do meio ambiente. Bibliografia Básica 1. DIMENSTEIN, Gilberto. O cidadão de papel: a infância, a adolescência e os Direitos Humanos no Brasil. 21. ed. São Paulo: Ática, 2008. 2. GELAIN, I. Ética, bioética e os profissionais de enfermagem. 4. ed. São Paulo: EPU, 2010. 3. REALE, Miguel. Filosofia do direito. 20. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. Bibliografia Complementar 1. BOFF, Leonardo. Ética e moral. 4 ed. Petrópolis: Vozes, 2009. 2. NOVAES, Carlos Eduardo e LOBO, César. Cidadania para principiantes. São Paulo: Editora Ática, 2003. 3. RIOS, Terezinha Azeredo. Ética e Competência. 19. ed. São Paulo: Editora Cortez, 2010. 4. CARVALHO, José Murilo. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. 5. LOPES DE SÁ, Antonio. Ética Profissional. 5. ed. São Paulo: Editora Atlas, 2004. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 61 6.8.14. Instrumento II Período Letivo: 2º módulo - Carga Horária: 20h Ementa Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento. Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação. Objetivos Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e estruturada. Habilidades Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e solista em diversos gêneros musicais. Competências Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais tanto como solista como acompanhador. Bibliografia Básica Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 62 1. PINHO, Silvia. Músculos intrínsecos da laringe e dinâmica vocal. Vol. 1 (Série: Desvendando os segredos da voz). São Paulo: Revinter, 2008. 2. ADOLFO, Antonio. O livro do músico: harmonia e improvisação para teclado e outros instrumentos. São Paulo: Vitale, 2010. 3. MAGALHÃES, Alexandre. Técnica para contrabaixo elétrico. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. 4. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. 5. PACHECO, Fernando Antonio. Criação dos cinco prelúdios de VillaLobos. São Paulo: Annablume, 2010. 6. EZEQUIEL, Carlos. Interpretação melódica para bateria. São Paulo: Editora Souza Lima, 2006. 7. WOLTZENLOGEL, Celso. Música brasileira para conjuntos de flauta. Vol. 3. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. 8. KLOSÉ. Método completo para todos os saxofones. São Paulo: Ricordi, s.d. 9. CASCAPERA, Sergio. Método Elementar para trompete, trombone ou bombardino em clave de Sol. São Paulo: Ricordi Brasileira, 1992. 10. GAGLIARDI, Gilberto. Método para Trombone Baixo. São Paulo: Ricordi, s.d. 11. LAMBERT, Ribeiro. Método de violino. São Paulo: Ricordi, 2010. Bibliografia Complementar 1. PINHO, Silvia. Temas em Voz Profissional. São Paulo: Revinter, 2007. 2. ABIGAIL, Professora. Aprender, tocar e criar ao piano: improvisação e técnica. São Paulo: Vitale, 2009. 3. PESCARA, Jorge. Manual do Groove: o contrabaixo completo. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 63 4. CORREA, Fernando. Improvisação para guitarra. São Paulo: MF editora, 2005. 5. PRADA, Teresinha. Violão: de Villa-Lobos a Leo Brouwer. São Paulo: Terceira margem, 2008. 6. BARSALINI, Leandro. As sínteses de Edison Machado: um estudo sobre o desenvolvimento de padrões de samba na bateria. 2009. Dissertação (Mestrado em Música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2009. 7. POLANUER, Jorge. Música para saxofone. São Paulo: Irmãos Vitale, 2006. 8. SILVA, Raphael Ferreira da. A construção do estilo de improvisação de Vinicius Dorin. 2009. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2009. 9. BAPTISTA, Paulo Cesar. Metodologia de Estudo para Trompete. . 2010. Dissertação (Mestrado em musicologia). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 2010. 10. MAESTRELLO, Dino. Trompete: aspectos físicos e orgânicos da performance musical: proposta de atividade física. . 2010. Dissertação (Mestrado em musicologia). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 2010. 11. RONQUI, Paulo Adriano. Levantamento e abordagens técnicointerpretativas do repertório para solo de trompete escrito por compositores paulistas. 2002. Dissertação (Mestrado em música). Centro de letras e artes, Universidade do Rio de Janeiro, 2002. 12. FONSECA, Donizéti. O trombone e suas atualizações: sua história, técnica e programas universitários. 2008. Dissertação (Mestrado em Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 64 musicologia). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 2008. 6.8.15. Harmonia e Arranjo Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Construção de acordes - tríades e tétrades. Método de cifragem da harmonia popular e tradicional. Regras de condução de vozes. Alterações e extensões do acorde, técnicas da escrita musical em diferentes contextos e estilos musicais. Objetivos Fornecer aos alunos ferramentas de construção de arranjos para diferentes formações e estilos musicais, a partir do aprofundamento no estudo da harmonia e suas diferentes abordagens. Habilidades Ao final do semestre, o aluno será capaz de analisar harmonicamente a extensa maioria das peças encontradas em livros como os da série de Real Books (Jazz) e Songbooks (Música Brasileira); entender e aplicar técnicas básicas de harmonização e rearmonizacão em diferentes contextos musicais; aprimorar-se no uso escrita musical. Além disso, terá desenvolvido a consciência e percepção harmônica. Competências Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 65 As técnicas adquiridas podem ser utilizadas em diferentes contextos de aplicação profissional: elaboração de material didático, trabalhos acadêmicos ou trabalhos que atendam às atuais demandas da indústria fonográfica. Bibliografia Básica 1. ALMADA, Carlos. Harmonia Funcional. Campinas: Editora da Unicamp, 2009. 2. GUEST, Ian. Harmonia-Método prático. 2 vols. Rio de Janeiro: Editora Lumiar, 2009. 3. CORRÊA, Antenor Ferreira. Estruturações harmônicas pós-tonais. São Paulo: Editora UNESP, 2006. Bibliografia Complementar 1. BUETTNER, Arno Roberto von. Expansão Harmônica: uma questão de timbre. São Paulo: Irmãos Vitale, 2004. 2. LIMA, Adriano Fagundes Oliveira. Policordes: sistematização e uso na música popular. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade estadual de Campinas, 2006. 3. LIMA, Marcos Aurélio de. A banda estudantil em um toque além da música. São Paulo: Annablume, 2007. 4. SCHOENBERG, A. Harmonia. São Paulo: Editora UNESP, 2001. 5. MENEZES, Flo. Apoteose de Shoenberg: tratado sobre as entidades harmônicas. 2. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2002. 452 p. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 66 6.8.16. Percussão Instrumental Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Apresentação dos instrumentos de percussão. Pulso e divisões. Pergunta e resposta de células rítmicas. Breque, chamada do breque, silêncio e retomada. Ritmos populares e folclóricos brasileiros. Ritmos Afro-brasileiros. Exercícios de Regência/liderança. Leitura rítmica. Composição e arranjo rítmico. Objetivos Apresentar aos alunos os instrumentos de percussão mais comuns e trabalhar sua técnica. Desenvolver a capacidade de liderança e organização em grupo, concentração e coordenação motora. Analisar ritmos brasileiros representativos (samba, baião, maracatu, frevo, afoxé e suas derivações) e aplicar os instrumentos percussivos no estudo desses ritmos. Habilidades Ao término da disciplina, o aluno deverá conhecer e dominar a técnica básica de um leque variado de instrumentos de percussão e saberá aplicá-la em diversos gêneros e contextos musicais.. Competências Ao final do semestre, os alunos estarão aptos a aplicar as habilidades adquiridas tanto em situações pedagógicas quanto artísticas. Estarão aptos a usar os diversos instrumentos de percussão em aulas de musicalização, tornando-se então professores mais versáteis e dinâmicos. Além disso, estarão aptos a utilizar a percussão como instrumento complementar em suas composições, arranjos e performances. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 67 Bibliografia Básica 1. JACOB, Mingo. Método Básico de Percussão - Universo Rítmico. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008. 2. SAMPAIO, Luiz Roberto e BUB, Victor Camargo. Pandeiro Brasileiro. vol. 1. Florianópolis: Bernúncia Editora, 2006. 3. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010. Bibliografia Complementar 1. SAMPAIO, Luiz Roberto. Pandeiro Brasileiro. vol. 2. Florianópolis: Bernúncia Editora, 2006. 2. FREITAS, Emília Maria Chamone de. O gesto musical nos métodos de percussão afro-brasileira. 2008. Dissertação (Mestrado em música). Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, 2008. 3. FRUNGILLO, Mário D. Dicionário de Percussão. São Paulo: Editora UNESP: Imprensa oficial do estado, 2003. 4. KAZ, Leonel; CRAVO ALBIN, Ricardo; MAXIMO, João; SOUZA, Tarik de. Brasil Rito e Ritmo. Rio de Janeiro: Aprazível Edições, 2004. 5. BRASIL, Nando. Pandeiro: Técnicas, Grooves, Conceitos. Irmãos Vitale: São Paulo, 2006. 6.8.17. História da Música Popular Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 68 Introdução ao estudo da História da Música Popular Brasileira. Caracterização e estabelecimento de relações entre gêneros e épocas. Transformações harmônicas na música popular ao longo do tempo. Objetivos Fornecer um corpo de informações relevantes que permitam o entendimento das particularidades históricas de cada época, dados importantes sobre a vida e obra dos autores, bem como das características musicais de cada gênero estudado: rítmica, formas e procedimentos harmônicos. Habilidades Ao final da disciplina o aluno estará apto a reconhecer as características dos mais importantes estilos e gêneros presentes na música popular brasileira. Saberá identificar os elementos musicais que definem cada estilo e conhecerá a vida e a obra de seus principais autores. Competências Com as habilidades adquiridas, o aluno terá competência para dialogar com os estilos musicais brasileiros e saberá se posicionar de maneira crítica no ambiente musical presente e futuro. Bibliografia Básica 1. ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Ilustrado Houaiss da Música Popular Brasileira. Rio de Janeiro: Instituto Antonio Houaiss/ Instituto Cultural Cravo Albin, 2006. 2. TINHORÃO, José Ramos. História social da música popular brasileira. 22. ed. São Paulo: editora 34, 2010. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 69 3. SEVERIANO, Jairo. História da música popular brasileira. 2. ed. São Paulo: editora 34, 2009. Bibliografia Complementar 1. CAZES, Henrique. Choro: Do Quintal ao Municipal. 4. ed. São Paulo: Editora 34, 2010. 2. CALADO, Carlos. Tropicália: história de uma revolução musical. 2. ed. São Paulo: editora 34, 2010. 3. CASTRO, Ruy. Chega de saudade. São Paulo: Companhia das letras, 2008. 4. RIBEIRO, Júlio Naves. Lugar Nenhum ou Bora Bora? Rock brasileiro anos 80. São Paulo: Annablume, 2009. 5. FENERICK, José Adriano. Façanhas às próprias custas: vanguarda musical paulista. São Paulo: Annablume, 2007. 6.8.18. Percepção Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Reconhecimento auditivo de intervalos musicais e tríades. Leitura e solfejo em diferentes tonalidades e claves. Escala maior. Transposição de melodias diatônicas. Técnica de leitura em dó móvel. Solfejos rítmicos. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 70 Objetivos Aprimorar a percepção auditiva de elementos básicos da teoria musical, tais como intervalos, escalas e tríades. Desenvolver e estudar técnicas de aprendizado do solfejo musical, através da leitura de melodias e figuras rítmicas e ordenações. Aprofundar a fluência na leitura em diferentes claves. Habilidades Ao final do semestre, o aluno saberá reconhecer e solfejar intervalos e melodias e estará habituado com a técnica do “dó móvel”. Competências Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno estará mais capacitado para as atividades de leitura, transcrição e escrita musical. Bibliografia Básica 1. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010. 2. ABRAMSON, Robert M. Jogos rítmicos para percepção e cognição. São Paulo: Tom sobre tom, 2007. 3. BENWARD, Bruce; KOLOSICK, Timothy. Percepção musical: prática auditiva para músicos. São Paulo: Edusp, 2009. Bibliografia Complementar 1. POZZOLI, Heitor. Guia teórico- prático para o ensino do ditado musical partes I e II. São Paulo: Musicália, 1977. 2. MED, Bohumil. Solfejo. 3. ed. Brasília: Musimed, 1986. 3. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica viva: a consciência do ritmo. Campinas: Editora da Unicamp, 2008. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 71 4. ADOLFO, Antonio. O livro do músico. São Paulo: Vitale, 2010. 5. WILLEMS, E. Solfejo - curso elementar. São Paulo: Fermata, s/d. 6.8.19. Prática de ensino, Diversidade e Língua Brasileira de Sinais Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Mediações pedagógicas para a inclusão de alunos com deficiência na escola. Língua de Sinais Brasileira (LIBRAS). Objetivos Desenvolver com os alunos a capacidade de observação, investigação, pesquisa, síntese, reflexão no que se refere à inclusão de alunos com deficiência, buscando práticas que propiciem a acessibilidade, permanência e qualidade de ensino de todos; reconhecer o seu papel de educador que busca a inclusão de todos, articulando os saberes e as características de personalidade e profissionais, que caracterizam a competência no contexto educativo; dominar o básico da Língua Brasileira de Sinais; incluir no processo de escolarização os alunos com deficiência auditiva. Habilidades Ao término da disciplina, o aluno saberá pesquisar, analisar e avaliar estudos que privilegiem a relação educação-diversidade. Competências Ao final do semestre, o aluno deverá poder elaborar propostas educacionais consistentes, com vistas à superação da exclusão educacional. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 72 Bibliografia Básica 1. CARVALHO, Rosita Edler. Removendo barreiras para a aprendizagem: educação inclusiva. 6. ed. Porto Alegre: Mediação, 2007. 2. LUCHESI, Maria Regina C. Educação de pessoas surdas: experiências vividas, histórias narradas. 3. ed. Campinas: Papirus, 2008. 3. CAPOVILLA, Fernando César; RAPHAEL, Walkiria Duarte; MARQUES, Silvana Novo Deit-Libras: Dicionário enciclopédico ilustrado trilíngue da língua de Sinais Brasileira (libras). 2 vols. 3. ed. São Paulo: Edusp, 2008. Bibliografia Complementar 1. HONORA, Márcia; FRIZANCO, Mary Lopes Esteves; MORA, Paulo E. de (Ilust.). Esclarecendo as deficiências: aspectos teóricos e práticos para contribuir com uma sociedade inclusiva. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008. 2. GESSER, Audrei. Libras? Que língua é essa? São Paulo: Parábola Editorial, 2009. 3. LOURO, Viviane dos Santos, et. al. Educação Musical e Deficiência: propostas pedagógicas. São José dos Campos: Estúdio Dois, 2006. 4. SACKS, Oliver. Vendo vozes: uma viagem ao mundo dos surdos. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. 5. SANTANA, Ana Paula. Surdez e Linguagem: aspectos e implicações neurolinguísticas. São Paulo: Plexus, 2007. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 73 6.8.20. Instrumento III Período Letivo: 3º módulo - Carga Horária: 20h Ementa Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento. Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação. Objetivos Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e estruturada. Habilidades Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e solista em diversos gêneros musicais. Competências Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais tanto como solista como acompanhador. Bibliografia Básica 1. WOLTZENLOGEL, Celso. Música brasileira para conjuntos de flauta. Vol. 3. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. 2. POLANUER, Jorge. Iniciação ao saxofone. São Paulo: Irmãos Vitale, 2006. 3. PINHO, Silvia. Músculos intrínsecos da laringe e dinâmica vocal. Vol. 1 (Série: Desvendando os segredos da voz). São Paulo: Revinter, 2008. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 74 Bibliografia Complementar 1. MACHADO, Sizão. Contrabaixo brasileiro. São Paulo: Editora Souza Lima, 2006. 2. BAPTISTA, Paulo Cesar. Metodologia de Estudo para Trompete. . 2010. Dissertação (Mestrado em musicologia). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 2010. 3. SOUZA, Rogério. Choro 100 – violão. Rio de Janeiro: Biscoito fino, 2009. 4. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. ADOLFO, Antonio. O livro do músico: harmonia e improvisação para teclado e outros instrumentos. São Paulo: Vitale, 2010. 6.8.21. Arranjo Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Técnicas de escrita musical para seção rítmica e naipe de sopros. Objetivos Fornecer aos alunos ferramentas de elaboração de arranjos em diferentes gêneros da música popular, a partir da sistematização de regras de grafia, do estudo de instrumentação, e da aplicação de técnicas de harmonização a duas, três, quatro e cinco vozes. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 75 Habilidades Ao término do semestre, o aluno deverá ser capaz de escrever um arranjo para seção rítmica e naipe de cinco sopros; entender e aplicar técnicas básicas de harmonização em diferentes contextos musicais; aprimorar-se no uso escrita musical; desenvolver o reconhecimento de diferentes gêneros da musica popular. Competências Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno terá condições de fazer seus próprios arranjos em diversas situações profissionais. Bibliografia Básica 1. GUEST, Ian. Arranjo – método prático. 3 vols. Rio de Janeiro: Editora Lumiar, 2009. 2. ALMADA, Carlos. Arranjo. Campinas: Editora da Unicamp, 2006. 3. SCHOENBERG, Arnold. Fundamentos da composição musical. São Paulo: Edusp, 2008. Bibliografia Complementar 1. ARAGÃO, Paulo. Pixinguinha e a gênese do arranjo musical Brasileiro. 2001. Dissertação (mestrado em música). Centro de Letras e Artes, Universidade do Rio de Janeiro, 2001. 2. SALLES, Paulo de Tarso. Villa-Lobos: processos composicionais. Campinas: Ed. da Unicamp, 2009. 3. MASSON, Érica. Elementos da escrita de Nailor Azevedo “Proveta” para instrumentos de sopro em seus arranjos para Big Band. 2008. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade estadual de Campinas, 2008. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 76 4. NASCIMENTO, Hermilson Garcia do. Recriaturas de Cyro Pereira: arranjo e interpoética na música popular. 2008. Tese (Doutorado em música). Instituto de Artes, Universidade estadual de Campinas, 2008. 5. BARBOSA, Joel. Arranjo linear: uma alternativa às técnicas tradicionais de arranjo em bloco. 2004. (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade estadual de Campinas, 2004. 6.8.22. Treinamento Auditivo Aplicado Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Elementos relacionados à percepção musical; reconhecimento auditivo e técnico de escalas, modos, intervalos, rítmica, acordes, forma musical e encadeamentos harmônicos no discurso musical. Objetivos Aplicar todos os conteúdos desenvolvidos na disciplina “percepção musical” aos discursos musicais. Reconhecer elementos em gravações profissionais de música e realizar a escrita em partitura destes elementos. Habilidades Ao término da disciplina, o aluno deve ser capaz de reconhecer e escrever em partitura fragmentos musicais e obras integrais, tendo que ser fluente nos discursos melódico, harmônico e rítmico. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 77 Competências Com as habilidades adquiridas ao término da disciplina, os alunos devem ter a competência de escrever uma partitura musical com base em uma gravação ou memória musical. Esta competência é útil na confecção de partituras para as seguintes finalidades: registro de composições junto à biblioteca nacional, transcrições e lições para diferentes tipos de publicações musicais (métodos, artigos, colunas em revistas), confecção e publicação de songbooks, transcrições, arranjos, reduções de partituras e composições. Bibliografia Básica 1. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010. 2. ABRAMSON, Robert M. Jogos rítmicos para percepção e cognição. São Paulo: Tom sobre tom, 2007. 3. BENWARD, Bruce; KOLOSICK, Timothy. Percepção musical: prática auditiva para músicos. São Paulo: Edusp, 2009. Bibliografia Complementar 1. POZZOLI, Heitor. Guia teórico- prático para o ensino do ditado musical partes I e II. São Paulo: Musicália, 1977. 2. MED, Bohumil. Solfejo. 3. ed. Brasília: Musimed, 1986. 3. GRAMANI, José Eduardo. Rítmica viva: a consciência do ritmo. Campinas: Editora da Unicamp, 2008. 4. ADOLFO, Antonio. O livro do músico. São Paulo: Vitale, 2010. 5. WILLEMS, E. Solfejo - curso elementar. São Paulo: Fermata, s/d. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 78 6.8.23. Violão Complementar – Princípios e Técnicas Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Reconhecimento de notas no braço do instrumento. Acordes maiores, menores e dominantes, sem pestana. Modelos de acordes maiores, menores e dominantes, sem pestana. Levadas de Pop e Rock. Introdução à técnica de dedilhados. Exercícios de harmonia aplicados ao instrumento. Objetivos Fornecer aos alunos os recursos técnicos e teóricos suficientes para o domínio das técnicas elementares do instrumento. Habilidades Ao final do semestre, o aluno estará apto a construir, reconhecer e encadear todos os acordes maiores, menores e com sétima. Saberá articulá-los em ao menos duas levadas amplamente utilizadas, Pop e Rock. Terá a capacidade de executar dedilhados rudimentares. Competências Ao término da disciplina, o aluno terá condições de realizar a leitura de cifras de acordes maiores, menores e dominantes, o que dará a ele a possibilidade de usar o violão como instrumento de acompanhamento e como ferramenta de musicalização infantil. Bibliografia Básica 1. CHEDIAK, Almir. Dicionário de acordes cifrados. 12. ed. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008. 2. DIETRICH, Peter. Violão fácil. vol. 1. São Paulo: Case editorial, 2010. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 79 3. CHEDIAK, Almir. Harmonia & improvisação: 70 músicas improvisadas e analisadas. Volume 1. São Paulo: Irmãos Vitale, 2009. Bibliografia Complementar 1. TABORDA, Márcia. Violão e identidade nacional. São Paulo: Civilização brasileira, 2009. 2. PRADA, Teresinha. Violão: de Villa-Lobos a Leo Brouwer. São Paulo: Terceira margem, 2008. 3. FERREIRA, Vicente Alves. Como estudar violão pelas cordas soltas. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008. 4. CHEDIAK, Almir. Songbook Rita Lee. 2 vols. Rio de Janeiro: Lumiar, 1996. 5. CHEDIAK, Almir. Songbook Cazuza. 2 vols. Rio de Janeiro: Lumiar, 1996. 6.8.24. Flauta doce Complementar Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Analisar métodos, práticas e possibilidades de ensino utilizando a flauta doce, que ampliem a capacidade perceptiva, expressiva e reflexiva dos alunos. Buscar ferramentas que auxiliem o educador musical na seleção, criação e planejamento de procedimentos musicais utilizando a flauta doce. Abordar técnicas de musicalização, operando-as como elementos integradores das disciplinas cursadas, posicionando-se na intersecção teoria-prática. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 80 Objetivos Fornecer subsídios para o entendimento e a reflexão sobre as práticas pedagógicas utilizando a flauta doce e a análise das opções para atender as necessidades de ensino, nos diferentes níveis e espaços de atuação do licenciado em Música. Capacitar o aluno - futuro professor - para desenvolver, nos educandos, habilidades musicais, expressivas e artísticas, no plano específico; além daquelas de cunho geral, direcionadas à formação integral, fundadas no respeito à multiculturalidade, no respeito mútuo e no convívio social. Habilidades Ao final da disciplina espera-se que o aluno desenvolva as habilidades de elaborar, planejar e executar atividades para o ensino de flauta doce; selecionar repertório para o ensino da flauta doce adaptados à realidade de cada faixa etária e diferentes espaços de intervenção pedagógica; elaborar arranjos para conjuntos de flauta doce; utilizar instrumentos musicais, instrumentos musicais pedagógicos e outros extramusicais para finalidades de ensino musical. Competências Ao final da disciplina espera-se que o aluno desenvolva as competências de estimular e orientar o desenvolvimento e a sensibilidade musical dos alunos; ensinar os conteúdos principais relativos à apreciação, teoria e técnicas musicais; ensinar a tocar flauta doce. Bibliografia Básica 1. POTTIER, Laurence. Método de flauta doce para iniciantes. Recife: UFPE, 2006. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 81 2. VELLOSO, Angélica Cristal (Coord.). Sopro novo Yamaha: caderno de flauta doce soprano. Rio de Janeiro: Vitale, 2006. 3. BEINEKE, Viviane; FREITAS, Sérgio Paulo Ribeiro de . Lenga la Lenga: jogos de mãos e copos (acompanha CD, CD-ROM e VCD). São Paulo: Ciranda Cultural, 2006. Bibliografia Complementar 1. VELLOSO, Angélica Cristal (Coord.). Sopro novo Yamaha: conjunto. Rio de Janeiro: Vitale, 2008. 2. BARROS, Daniele Cruz. A flauta doce no século XX: o exemplo do Brasil. Recife, Editora da UFPE, 2010. 3. PENTEADO, Silvia Regina Beraldo. O aprendiz da flauta doce nas primeiras séries do ensino fundamental: repertorio didático. 2007. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade estadual de Campinas, 2007. 4. AGUILAR, Patrícia Michelini. Fala flauta: um estudo sobre as articulações indicadas por Silvestro Ganassi (1535) e Bartolomeo Bismantova (1677) e sua aplicabilidade a interpretes brasileiros de flauta doce. 2008. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade estadual de Campinas, 2008. 5. PAOLIELLO, Noara de Oliveira. A flauta doce e sua dupla função como instrumento artístico e de iniciação musical. 2007. Monografia (Bacharelado Plena em Educação Artísitica). Centro de Letras e Artes, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2007. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 82 6.8.25. Estética e composição musical Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Noções de estética e estética musical. Técnicas composicionais. Relações entre música, história e sociedade. Objetivos Fornecer subsídios para o desenvolvimento das técnicas composicionais e sua relação com a estética musical de cada período da história da música. Habilidades Ao final da disciplina espera-se que o aluno seja capaz de reconhecer procedimentos estilísticos que caracterizam a música de cada época, e que tenha desenvolvido sua habilidade composicional no manuseio das diversas técnicas apresentadas. Competências Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno terá desenvolvido um olhar crítico perante as diversas práticas musicais, e será capaz de desenvolver seus próprios trabalhos com mais consciência das relações entre as suas próprias intervenções e a sociedade em que está inserido. Bibliografia Básica 1. SCHOENBERG, Arnold. Fundamentos da composição musical. São Paulo: Edusp, 2008. 2. SEINCMAN, Eduardo. Estética da comunicação musical. São Paulo: Via Lettera, 2008. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 83 3. SUASSUNA, Ariano. Introdução à estética. 7. ed. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 2006. Bibliografia Complementar 1. SALLES, Paulo de Tarso. Villa‐Lobos: processos composicionais. Campinas: Editora da Unicamp, 2009. 2. SCLIAR, Esther. Fraseologia musical. 3. ed. Porto Alegre: Movimento, 2008. 3. ZUBEN, Paulo. Ouvir o som: aspectos da organização na música do século XX. Cotia: Ateliê, 2005. 4. TOMAS, Lia; CAZNOK, Yara (org.). Música e filosofia: estética musical. São Paulo: Irmãos Vitale, 2004. 5. ALMEIDA, Jorge de. Crítica dialética em Theodor Adorno: música e verdade nos anos vinte. Cotia: Ateliê Editorial, 2007. 6.8.26. Prática de conjunto e direção musical Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Gêneros e instrumentação característica. Organização e planejamento de ensaios e apresentações. Leitura, transcrição e escrita musical. Pesquisa e estruturação de repertório. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 84 Objetivos Desenvolver a capacidade de organização, planejamento e liderança do aluno diante de situações práticas de pesquisa de repertório, gerenciamento de recursos e direção musical. Habilidades Ao final do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade de planejar e organizar ensaios para diversas formações. Saberá construir repertórios orgânicos e coerentes, e conseguirá coordenar apresentações musicais estruturadas. Competências Ao término do semestre, o aluno terá conhecimento suficiente para assumir a direção de eventos musicais em diversos estilos e formações variadas. Bibliografia Básica 1. GUEST, Ian. Arranjo – método prático. 3 vols. Rio de Janeiro: Editora Lumiar, 2009. 2. SEVERIANO, Jairo; MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo: 85 anos de músicas brasileiras. 2 vols. 6. ed. São Paulo: Editora 34, 2006. 3. LIMA, Marcos Aurélio de. A banda estudantil em um toque além da música. São Paulo: Annablume, 2007. Bibliografia Complementar 1. BOTA, João Victor. A transcrição musical como processo criativo. 2008. Dissertação (Mestrado em Música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas. 2008. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 85 2. LIMA, Marcos Aurélio de. A banda e seus desafios: levantamento e análise das táticas que a mantém em cena. 2000. Dissertação (Mestrado em Artes). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas. 2000. 3. HIKIJI, Rose Satiko Gitirana. A música e o risco: etnografia da performance de crianças e jovens. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2006. 4. CHEDIAK, Almir. Songbook Bossa-Nova. 5 vols. Rio de Janeiro: Lumiar, 1996. 5. CHEDIAK, Almir. Songbook Choro. 3 vols. Rio de Janeiro: Lumiar, 2007. 6.8.27. Instrumento IV Período Letivo: 4º módulo - Carga Horária: 20h Ementa Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento. Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação. Objetivos Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e estruturada. Habilidades Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e solista em diversos gêneros musicais. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 86 Competências Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais tanto como solista como acompanhador. Bibliografia Básica 1. SILVA, Zéli. Jazz-harmonia e walking bass. São Paulo: Editora Souza Lima, 2006. 2. PAIS, Erik Heimann. Sopro Novo Yamaha: Caderno de Saxofone. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008. 3. ADOLFO, Antonio. O livro do músico: harmonia e improvisação para teclado e outros instrumentos. São Paulo: Vitale, 2010. Bibliografia Complementar 1. PRESTA, Fernando. Música brasileira para violão. São Paulo: Irmãos Vitale, 2006. 2. PINHO, Silvia. Temas em Voz Profissional. São Paulo: Revinter, 2007. 3. MAESTRELLO, Dino. Trompete: aspectos físicos e orgânicos da performance musical: proposta de atividade física. . 2010. Dissertação (Mestrado em musicologia). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 2010. 4. FONSECA, Donizéti. O trombone e suas atualizações: sua história, técnica e programas universitários. 2008. Dissertação (Mestrado em musicologia). Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 2008. 5. KLOSÉ. Método completo para todos os saxofones. São Paulo: Ricordi, s.d. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 87 6.8.28. Canto Coral Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Técnicas de canto em grupo. Exercícios para aprimoramento da técnica de Canto Coral. Noções de técnicas de respiração aplicadas ao Canto Coral. Técnicas de postura relacionadas ao canto. Fundamentos do uso da voz - extensão e tessitura vocal. Técnicas de afinação vocal. Técnicas de dicção e articulação vocal. Técnicas de dinâmicas de grupo relativas ao canto coral. Conceitos de repertório. Estratégias e organização de apresentações musicais. Objetivos Consolidar o uso do canto coral como recurso para trabalhos em grupo; fundamentar a técnica vocal aplicada às diferentes tessituras; dirimir possíveis dificuldades de leitura musical através de exercícios de solfejo e leitura aplicada ao canto coral; capacitar o aluno na escolha de repertório e organização de apresentações no decorrer do ano letivo nas escolas em seu futuro trabalho como docente. Habilidades Ao término da disciplina, o aluno deve ser capaz de aplicar exercícios de aprimoramento de técnica de Canto Coral; executar repertórios musicais específicos do Canto em grupo; organizar e aplicar procedimentos de montagem de apresentações, de acordo com os critérios para escolha do repertório; aplicar procedimentos de montagem de repertórios musicais; utilizar técnicas de dinâmica de grupo relacionadas ao canto coral; aplicar técnicas de respiração e de postura na execução musical e utilizar técnicas de afinação e de articulação vocal na execução musical. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 88 Competências Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno será capaz de analisar aspectos básicos da execução coral; identificar exercícios para aprimoramento da técnica do Canto Coral e correlacionar técnicas de execução vocal coletiva com o processo de ensino-aprendizagem de canto; utilizar técnicas de execução musical aplicadas ao Canto Coral; definir critérios para escolha de repertório coral, além de analisar procedimentos de montagem de repertórios musicais em função dos cantores disponíveis no grupo. Bibliografia Básica 1. BEHLAU, Mara e REHDER, Maria Inês. Higiene Vocal para o Canto Coral. São Paulo: Revinter, 2009. 2. LEAL, Patrícia. Respiração e expressividade. São Paulo: Annablume, 2007. 3. KERR, Samuel. Carta Coral. Ensaios: olhares sobre a música coral brasileira. Rio de Janeiro: Oficina Coral, 2006. Bibliografia Complementar 1. FERNANDES, A.; KAYAMA, A. ; ÖSTERGREN, E. O regente moderno e a construção da sonoridade coral. In: Per Musi,n.13, p.33-51. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2006. 2. DRAHAN, Snizhana. Ouvir a voz: a percepção da produção vocal pelo Regente Coral - método e formação. 2007. Dissertação (Mestrado em música). Escola e comunicação e artes, Universidade de São Paulo, 2007. 3. OLIVEIRA, Sergio Alberto de. Coro-cênico: uma nova poética coral no Brasil. 1999. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade estadual de Campinas, 1999. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 89 4. VERTAMATTI, Leila Rosa Gonçalves. Ampliando o repertório do coro infanto-juvenil: um estudo inserido numa nova estética. 2006. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de artes, Universidade estadual paulista, 2006. 5. LIMA, Maria José Chevitarese de Souza. O canto coral como agente de transformação sociocultural nas comunidades do Cantagalo e PavãoPavãozinho: educação para a liberdade e autonomia. 2007. Tese (Doutorado em Psicossociologia de comunidades e ecologia social). Instituto de psicologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2007. 6.8.29. Violão Complementar – Gêneros e Repertório Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Tétrades maiores, menores, dominantes com tensões maiores e menores, meiodiminutas, diminutas. Acordes m6 e 7/4/9. Técnicas de dedilhado avançadas. Ritmos brasileiros. Exercícios harmônicos aplicados ao instrumento. Objetivos Fornecer ao aluno subsídios para o acompanhamento de músicas estruturadas em tétrades. Desenvolver a técnica instrumental para um nível mais avançado. Habilidades Ao final do semestre, o aluno estará apto a reconhecer, construir e encadear com velocidade acordes do tipo 7M, 7(13), 7(b13), 7(9), 7(b9), m7, m7(b5), diminutos, m6 e 7/4/9. Conseguirá também executar peças violonísticas que exigem mais Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 90 desenvoltura técnica, e estará apto a produzir um variado leque de ritmos de acompanhamento. Competências Ao término da disciplina, o aluno será capaz de utilizar o instrumento no acompanhamento de tétrades com tensões. Seu conhecimento e sua capacidade técnica mais avançada poderão ser aproveitados no uso do violão como instrumento de estudo de harmonia; como ferramenta de musicalização; como instrumento acompanhante em performances musicais. Bibliografia Básica 1. CHEDIAK, Almir. Dicionário de acordes cifrados. 12 ed. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008. 2. DIETRICH, Peter. Violão fácil. vol. 2. São Paulo: Case editorial, 2010. 3. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. Bibliografia Complementar 1. BERTAGLIA, Marco. Ritmos no violão. São Paulo: Editora Samba & Choro, 2008. 2. FARIA, Nelson. Toque junto: bossa-nova - violão. Rio de Janeiro: Lumiar, 2008. 3. JUNIOR, Fanuel Maciel de Lima. A elaboração de arranjos de canções populares no violão. 2003. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade estadual de Campinas, 2003. 4. CHEDIAK, Almir. Songbook Bossa-Nova. 5 vols. Rio de Janeiro: Lumiar, 1996. 5. CHEDIAK, Almir. Songbook Djavan. 2 vols. Rio de Janeiro: Lumiar, 1996. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 91 6.8.30. Produção musical Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Etapas da produção. Planejamento e execução de projetos. Orçamento. Leis de incentivo. Objetivos Fornecer subsídios para o planejamento e execução de produções musicais. Habilidades Ao final da disciplina o aluno conhecerá e dominará todas as etapas de uma produção musical, desde a concepção à execução; saberá definir prioridades, gerenciar recursos humanos e materiais, elaborar orçamentos, captar recursos e obter financiamento público e particular. Competências Ao final da disciplina espera-se que o aluno seja capaz de assumir a qualquer etapa de uma produção musical. Bibliografia Básica 1. OLIVIERI, Cristiane. NATALE, Edson (Org.). Guia brasileiro de produção cultural 2010 | 2011. São Paulo: Edições Sesc SP, 2010. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 92 2. BOULAY, Marinilda Bertolete (org.). Guia do mercado brasileiro da música. Imprensa oficial do Estado de São Paulo: Instituto Totem Cultural, 2008. 3. SALABERRY. Manual prático de produção musical. São Paulo: Editora áudio, música e tecnologia, 2008. Bibliografia Complementar 1. RATTON, Miguel. Fundamentos do áudio. São Paulo: Editora áudio, música e tecnologia, 2007. 2. ALVES, Luciano. Fazendo música no computador. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. 3. HENRIQUES, Fabio. Guia de mixagem. São Paulo: Editora áudio, música e tecnologia, 2007. 4. MENEZES, Elisângela Dias. Curso de direito autoral. Belo Horizonte: Del Rey, 2007. 5. MULLER, Daniel Gustavo Mingotti. Música Instrumental e Indústria Fonográfica no Brasil: A experiência do selo Som da Gente. 2005. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2005. 6.8.31. Improvisação Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 93 História da improvisação. Aspectos rítmicos e melódicos. Aspectos estilísticos. Aspectos cognitivos da improvisação. Relações entre improvisação e forma musical. Improvisação coletiva e improvisação livre. Objetivos Desenvolver a compreensão e a capacidade de improvisação em estilos musicais variados. Habilidades Ao final da disciplina o aluno dominará as principais técnicas de improvisação e saberá aplicá-las em diversas situações práticas. Competências Com as habilidades desenvolvidas ao longo do semestre, o aluno terá condições de participar de diversas formações musicais na qualidade de improvisador. Terá desenvolvido sua musicalidade, sua cultura musical e sua capacidade de composição em tempo real. Bibliografia Básica 1. COLLURA, Turi. Improvisação, volume I: práticas criativas para a composição melódica na música popular. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008. 2. ADOLFO, Antonio. O livro do músico. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. 3. SANTIAGO, Lupa. Improvisação moderna. Vol. 1. São Paulo: Editora Souza Lima, 2008. Bibliografia Complementar Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 94 1. FALLEIROS, Manuel Silveira. Anatomia de um improvisador: o estilo de Nailor Azevedo. 2006. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2006. 2. COOK, Nicholas. Fazendo música juntos ou improvisação e seus outros. Trad. Fausto Borém. Revista Per Musi, v.16, p. 7-20, Belo Horizonte, 2007. 3. SILVA, Raphael Ferreira da. A construção do estilo de improvisação de Vinicius Dorin. 2009. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2009. 4. FARIA, Nelson. A arte da improvisação. Rio de Janeiro: Lumiar, 1991. 5. COSTA, Rogério Luiz Moraes. O músico enquanto meio e os territórios da livre improvisação. 2003. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica). Departamento de Comunicação e Semiótica, Pontífica Universidade Católica de São Paulo, 2003. 6.8.32. Didática Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Mudanças culturais, científicas e tecnológicas na Educação e na Didática. Interdependência dos elementos constitutivos das situações de ensino e de aprendizagem. Objetivos educacionais como norteadores da ação educativa Objetivos Refletir sobre a didática; didática e cultura; o ensino comprometido com o social e a contemporaneidade; enfocar a didática em ação: sala de aula; espaço de construção do conhecimento para o aluno e de pesquisa para o professor; Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 95 enfatizar a necessidade de pensar e ensinar sobre as relações pessoais na escola: “uma cultura para a paz e a tolerância”; propiciar uma atuação docente que parta da concepção de que o conhecimento é historicamente constituído, que esta ação é comprometida no sentido de que faz parte de um sujeito/docente engajado historicamente; analisar as características da Instituição Escolar no contexto sócio-econômico cultural brasileiro: objetivos, finalidade, organização, política educacional, recursos humanos e materiais. Habilidades Ao final do semestre, o aluno conhecerá os métodos utilizados pelos precursores da Didática e saberá privilegiar proposta contextualizada. Competências Ao término do semestre, o aluno saberá planejar, executar e avaliar situações de aprendizagem; terá recursos para enfrentar os dilemas da docência, atuando de forma ética e profissional. Bibliografia Básica 1. BORDENAVE Diaz, Juan E.; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensino aprendizagem. 27. ed. Petrópolis: Vozes, 2008. 312 p. 2. LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2010. 263 p. (Coleção Magistério 2º grau). 3. MASETTO, Marcos. Didática: a aula como centro. 4. ed. São Paulo: FTD, 1997. 111 p. (Coleção aprender e ensinar). Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 96 Bibliografia Complementar 1. CANDAU, Vera Maria (Org.). A didática em questão. 25. ed. Petrópolis: Vozes, 2005. 128p. 2. HOFFMANN, J. Avaliação mediadora. Porto Alegre: Mediação, 2005. 3. ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2010. 4. GADOTTI, M. História das idéias pedagógicas. São Paulo: Ática, 2002. 5. FREIRE, Paulo.Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2002. 6.8.33. Harmonia Avançada Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Elementos da harmonia vistos pelo viés estético/histórico. Harmonia modal, harmonia tonal (tradicional e funcional), harmonia atonal e suas convergências Objetivos Determinar os pontos em comum encontrados nas diferentes escolas de harmonia e proporcionar aos discentes um conhecimento eclético a respeito do assunto. Habilidades Ao término da disciplina, o aluno deve ser capaz de analisar a harmonia de músicas modais, tonais ou atonais, sejam estas escritas em partituras tradicionais Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 97 ou no esquema “melodia e cifras”. O aluno adquire também a capacidade de harmonizar e rearmonizar melodias. Competências Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno será capaz de atuar como arranjador de música popular; ganhará ferramentas para atuar na composição musical; será capaz de atuar como revisor de partituras; estará habilitado a exercer a função de analista musical, seja para fins pedagógicos ou práticos. Bibliografia básica 1. ALMADA, Carlos. Harmonia Funcional. Campinas: Editora da Unicamp, 2009. 2. LIMA, Marisa Ramires Rosa. Harmonia: uma abordagem prática. 2 vols. 2. ed. São Paulo: Embraform, 2010. 3. SCHOENBERG, Arnold. Fundamentos da composição musical. São Paulo: Edusp, 2008. Bibliografia Complementar 1. CORRÊA, Antenor Ferreira. Estruturações harmônicas pós-tonais. São Paulo: Editora UNESP, 2006. 2. BUETTNER, Arno Roberto von. Expansão Harmônica: uma questão de timbre. São Paulo: Irmãos Vitale, 2004. 3. SCLIAR, Esther. Fraseologia musical. 3. ed. Porto Alegre: Movimento, 2008. 4. MENEZES, Flo. Apoteose de Shoenberg: tratado sobre as entidades harmônicas. 2. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2002. 452 p. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 98 5. HINDEMITH, P. Curso condensado de harmonia tradicional. São Paulo, Irmãos Vitale, 2009. 6.8.34. Instrumento V Período Letivo: 5º módulo - Carga Horária: 20h Ementa Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento. Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação. Objetivos Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e estruturada. Habilidades Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e solista em diversos gêneros musicais. Competências Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais tanto como solista como acompanhador. Bibliografia Básica Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 99 1. PACHECO, Fernando Antonio. Criação dos cinco prelúdios de VillaLobos. São Paulo: Annablume, 2010. 2. MACHADO, Sizão. Contrabaixo brasileiro. São Paulo: Editora Souza Lima, 2006. 3. LEAL, Patrícia. Respiração e expressividade. São Paulo: Annablume, 2007. Bibliografia Complementar 1. BRANDÃO, Rubens Geraldi. O Trompete na música de câmera. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1967. 2. GAGLIARDI, Gilberto. Método para Trombone Baixo. São Paulo: Ricordi, s.d. 3. MAGALHÃES, Alexandre. Técnica para contrabaixo elétrico. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. 4. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. 5. EZEQUIEL, Carlos. Interpretação melódica para bateria. São Paulo: Editora Souza Lima, 2006. 6.8.35. História da Música Ocidental Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Transformações do tratamento do material sonoro da música medieval até a modernidade. Caracterização dos períodos da história da música e audição crítica de seus principais compositores. Características técnicas dos instrumentos de cada período e seu reflexo na produção musical. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 100 Objetivos Fornecer ao aluno subsídios para compreender as características musicais de cada período, assim como as forças que determinaram sua evolução. Proporcionar ao aluno uma visão crítica da produção musical e evidenciar as relações entre a música e as demais áreas da cultura. Habilidades Ao término da disciplina, o aluno terá condições de reconhecer elementos musicais que caracterizam os diversos períodos da história da música, além de compreender melhor as relações entre música e sociedade; Competências Com as habilidades conquistadas no decorrer do semestre, os alunos estarão mais conscientes de seu próprio papel dentro da história da música, e com isso poderão projetar suas atividades de composição, performance e didática com mais desenvoltura e responsabilidade. Bibliografia Básica 1. GROUT, Donald; PALISCA, Claude V. História da música ocidental. 5. ed. Lisboa, Gradiva, 2011. 2. LORD, Maria. História da música. São Paulo: H. F. Ullmann, 2008. 3. MARIZ, Vasco. História da música no Brasil. 6. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005. Bibliografia Complementar 1. GANDE, Roland de. Dicionário de músicos. Coimbra: Editora 70, 2009. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 101 2. GRIFFITHS, Paul. A musica moderna: uma historia concisa e ilustrada de Debussy a Boulez. São Paulo: Zahar, 2011. 3. MEDAGLIA, Julio. Música, maestro! Do canto gregoriano ao sintetizador. São Paulo: Globo, 2008. 4. WISNIK, José Miguel. O som e o sentido. 2. ed. São Paulo: Companhia das letras, 2002. 5. LOVELOCK, William. História concisa da música. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001 6.8.36. Softwares Musicais Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Conceitos básicos de informática. Breve história da computação musical. Conexões entre equipamentos. Sistemas MIDI. Softwares de gravação e edição musical. Softwares de sequenciamento. Softwares de notação musical. Softwares didáticos. Objetivos Instrumentalizar o aluno para que ele possa utilizar softwares musicais no auxílio de suas atividades profissionais. Habilidades Ao término do semestre, o aluno conhecerá os softwares disponíveis para as mais diversas atividades musicais; saberá escolher e utilizar o software adequado para cada necessidade; poderá escrever, gravar e editar música com o auxílio do Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 102 computador; saberá utilizar softwares musicais em situações de ensinoaprendizagem. Competências Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno terá a capacidade de interagir de forma inteligente e criativa com os recursos computacionais disponíveis, obtendo um sensível ganho de qualidade em suas atividades profissionais. Além disso, o aluno poderá compreender melhor quais são as possibilidades criativas que os recursos digitais oferecem, e aplicá-las diretamente em seu dia-a-dia na potencialização de suas capacidades. Bibliografia Básica 1. ALVES, Luciano. Fazendo música no computador. São Paulo: Elsevier Editora, 2006. 2. RATTON, Miguel. A arte de sequenciar. São Paulo: Editora Áudio, Música e Tecnologia, 2006. 3. DANIEL, Raizer. Como fazer música com o Pro-tools. São Paulo: Editora Áudio, Música e Tecnologia, 2010. Bibliografia Complementar 1. COULTER, Leo; JONES, Richard. Como gravar suas músicas e colocar na internet. Barueri: Girassol, 2009. 2. SÁ, Sergio. Fábrica de sons. Rio de Janeiro: Editora Globo, 2004. 3. SERRA, Fabio. Áudio digital: a tecnologia aplicada à música e ao tratamento do som. São Paulo, Ciência Moderna, 2002. 4. FURLANETE, Fábio Parra. Modelagem de interações musicais com dispositivos informáticos. 2010. Tese (Doutorado em música). Instituto de artes, Universidade Estadual de Campinas, 2010. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 103 5. MENDES, Adriana do Nascimento Tavares. Um estudo experimental da apreciação musical de alunos do ensino fundamental no ensino musical via computador. 2010. Tese (Doutorado em música). Instituto de artes, Universidade Estadual de Campinas, 2010. 6.8.37. Técnicas Teatrais e Corporais Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 40h Ementa Elementos cênicos. Exercícios de criatividade, desinibição e improvisação. O teatro como ferramenta comunicação e ensino. Objetivos Fornecer ao aluno ferramentas para que ele possa se conscientizar da sua presença no espaço das suas atividades profissionais e aprimorar sua capacidade de comunicação. Construir um repertório de exercícios e técnicas que auxiliam sua performance tanto como instrumentista como professor. Habilidades Ao término da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua consciência corporal e sua capacidade de comunicação. Poderá compreender e manipular os elementos cênicos inerentes à performance musical e à prática docente. Competências Com as habilidades adquiridas, o aluno poderá se inserir nos espaços profissionais com maior consciência e domínio, além de poder utilizar em sala de aula as ferramentas adquiridas no decorrer do semestre. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 104 Bibliografia Básica 1. SPOLIN, Viola. Jogos teatrais na sala de aula. São Paulo, Perspectiva, 2010. 2. KOUDELA, Ingrid Dormien. Jogos teatrais. 7 ed. São Paulo, Perspectiva, 2009. 3. Adler, Stella. Técnica da representação teatral. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2010 Bibliografia Complementar 1. DASCAL, Miriam. Eutonia: o saber do corpo. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2008. 2. SPOLIN, Viola. O jogo teatral no livro do diretor. São Paulo, Perspectiva, 2010. 3. DESGRANDES, Flavio. A pedagogia do teatro. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 2010. 4. VIDOR, Heloise Baurich. Drama e teatralidade, v.13: o ensino do teatro na escola. São Paulo, Mediação, 2010. 5. DIDHA, Pereira. Educação informal para o teatro. São Paulo: Didha Pereira, 2009 6.8.38. Canto Coral e Regência Coral Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 105 Exercícios para aprimoramento da técnica de Canto Coral. Aprimoramento da técnica vocal. Exercícios de respiração, suporte respiratório, emissão, ressonância e articulação. Técnicas de postura relacionadas ao canto coral. Leitura musical. Fundamentos do uso da voz - extensão e tessitura vocal relacionadas ao canto coral. Técnicas de afinação vocal. Técnicas de regência de coral. Técnicas de ensaio. Pesquisa e organização de repertório de canto coral como instrumento facilitador à adequação curricular do canto coral nas escolas. Objetivos Identificar e aplicar os componentes básicos da técnica vocal ao canto coral; vivenciar exercícios de regência coral como parte integrante de estudos e pesquisa em regência coral; caracterizar, escolher e utilizar os elementos musicais, respeitando o estilo e a coerência, ao interpretar composições e arranjos corais; desenvolver sua própria percepção auditiva e leitura musical. Habilidades Ao término da disciplina, o aluno deve ser capaz de utilizar técnica vocal durante o aquecimento e ensaio visando maior liberdade vocal; reger composições musicais e arranjos vocais adequadas ao perfil dos alunos utilizando técnicas desenvolvidas no decorrer do semestre; utilizar técnicas de ensaio, aplicando seus conhecimentos a diferentes tipos de obras e grupos corais além de seguir programas e repertórios de apresentações musicais. O aluno também terá desenvolvido sua leitura musical. Competências Com as habilidades adquiridas ao longo do semestre, o aluno será capaz de reger e avaliar pequenos grupos vocais e corais; saber lidar com as dificuldades de Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 106 técnica vocal nos seus futuros alunos/coralistas; organizar repertório a partir da pesquisa e análise realizada durante o semestre; ler e entoar melodias em clave de sol e clave de fá utilizando técnica vocal. Ao final do semestre o aluno poderá ler e interpretar partituras e arranjos vocais além de transmiti-las ao grupo por meio de gestos de regência. Bibliografia Básica 1. ZANDER, O. Regência Coral. 6. ed. Porto Alegre: Ed. Movimento, 2008. 2. GIARDINI, Monica. Caderno de Regência. São Paulo: Editora Som, 2009. 3. KERR, Samuel. Carta Coral. Ensaios: olhares sobre a música coral brasileira. Rio de Janeiro: Oficina Coral, 2006. Bibliografia Complementar 1. FERNANDES, A.; KAYAMA, A. ; ÖSTERGREN, E. O regente moderno e a construção da sonoridade coral. In: Per Musi, n.13. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2006. 2. DRAHAN, Snizhana. Ouvir a voz: a percepção da produção vocal pelo Regente Coral - método e formação. 2007. Dissertação (Mestrado em música). Escola e comunicação e artes, Universidade de São Paulo, 2007. 3. BRANCO, Heloiza de Castello. Empatia no ensaio coral: aspectos dessa interação não-verbal dos cantores com o regente durante a execução musical. 2010. Tese (Doutorado em música). Instituto de artes, Universidade Estadual de Campinas, 2010. 4. MATHIAS, Nelson. Coral um canto apaixonante. Brasília: Musimed, 1986. 5. NETO, José Viegas Muniz. A comunicação gestual na regência de orquestra. São Paulo: Annablume, 2008. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 107 6.8.39. Trilhas sonoras Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 80h Ementa Linguagem cinematográfica. Linguagem publicitária. Linguagem radiofônica. Música no cinema. Música no rádio. Jingles. Objetivos Fornecer subsídios para a composição e arranjo de peças musicais para o cinema, para o rádio e para a publicidade. Habilidades Ao final da disciplina o aluno conhecerá as principais características das linguagens cinematográfica, radiofônica e publicitária; conhecerá as etapas da produção de filmes e jingles; dominará a articulação entre música e imagem e os efeitos de sentido resultantes. Competências Ao final da disciplina, o aluno saberá planejar, compor e arranjar peças musicais para produções cinematográficas, radiofônicas e publicitárias. Bibliografia Básica 1. MARTINO, Guilherme de. Trilhas sonoras: de Nosferatu a Senhor dos anéis – 80 anos de música no cinema. Londrina: EDUEL, 2008. 2. MONCLAR, Jorge. Linguagem cinematográfica. São Paulo: Editora Áudio, música e tecnologia, 2009. 3. BERCHMANS, Tony. A música do filme: tudo o que você gostaria de saber sobre a música de cinema. São Paulo: Escrituras Editora, 2006. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 108 Bibliografia Complementar 1. QUEIROZ, Adolpho; GONÇALVES, Lucilene (orgs.). Sotaques regionais da propaganda. São Paulo: Arte e Ciência, 2006. 2. SILVA, Márcia Regina Carvalho da. A canção popular na história do cinema brasileiro. 2009. Tese (Doutorado em multimeios). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas. 2009. 3. RIGHINI, Rafael Roso. A trilha sonora da telenovela brasileira: da criação à finalização. São Paulo: Paulinas, 2004. 4. FERREIRA, Sandra Cristina Novais Ciocci. Assim era a música da Atlântida: a trilha musical do cinema popular brasileiro no exemplo da Companhia Atlântida Cinematográfica 1942/1962. 2010. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas. 2010. 5. SILVA, Júlia Lúcia de Oliveira Albano da. Rádio: oralidade mediatizada. O spot e os elementos da linguagem radiofônica. São Paulo: Annablume, 1999. 6.8.40. Instrumento VI Período Letivo: 6º módulo - Carga Horária: 20h Ementa Técnica instrumental. Treinamento de leitura. Técnicas de acompanhamento. Técnicas de solo. Gêneros musicais. Improvisação. Objetivos Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 109 Fornecer os subsídios necessários a uma performance instrumental consciente e estruturada. Habilidades Ao término do semestre, o aluno terá desenvolvido sua capacidade técnica e de leitura. Desenvolverá também suas habilidades como músico acompanhante e solista em diversos gêneros musicais. Competências Após a conclusão da disciplina, o aluno terá desenvolvido sua musicalidade e sua fluência instrumental, o que lhe possibilitará ampliar seus horizontes profissionais tanto como solista como acompanhador. Bibliografia Básica 1. POLANUER, Jorge. Música para saxofone. São Paulo: Irmãos Vitale, 2006. 2. PESCARA, Jorge. Manual do Groove: o contrabaixo completo. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008. 3. PRADA, Teresinha. Violão: de Villa-Lobos a Leo Brouwer. São Paulo: Terceira margem, 2008. Bibliografia Complementar 1. VALENTE, Heloísa de Araújo Duarte. Os cantos da voz: entre o ruído e o silêncio. São Paulo: Annablume, 2003. 2. RONQUI, Paulo Adriano. Levantamento e abordagens técnicointerpretativas do repertório para solo de trompete escrito por compositores paulistas. 2002. Dissertação (Mestrado em música). Centro de letras e artes, Universidade do Rio de Janeiro, 2002. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 110 3. FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra. São Paulo: Irmãos Vitale, 2010. 4. SILVA, Raphael Ferreira da. A construção do estilo de improvisação de Vinicius Dorin. 2009. Dissertação (Mestrado em música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2009. 5. BARSALINI, Leandro. As sínteses de Edison Machado: um estudo sobre o desenvolvimento de padrões de samba na bateria. 2009. Dissertação (Mestrado em Música). Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, 2009. 6.9. Metodologia de ensino O sucesso de cada componente curricular pressupõe o estabelecimento de objetivos claros no início de cada semestre, pelo professor responsável. Esses objetivos são claramente apresentados no Plano de Ensino de cada unidade curricular, apresentado às turmas nas primeiras aulas de cada semestre, e entregues ao representante de cada sala. Uma vez apresentados e discutidos os objetivos, inicia-se um contrato pedagógico entre aluno e professor, fundado no compromisso de seguir o caminho planejado, que deve ser rediscutido, reavaliado e corrigido sempre que necessário. Os objetivos devem estar sempre ao alcance do aluno, consideradas as habilidades e competências adquiridas no semestre anterior, e devem favorecer a interação professor-aluno, de modo a provocar o estímulo de um e outro no processo ensino-aprendizagem. Sempre que possível, as habilidades individuais do corpo discente são utilizadas em benefício da coletividade, e os alunos são então encorajados a compartilhar seu conhecimento com os demais, na própria sala de aula ou em monitorias. Para que o processo de ensino e aprendizagem tenha sucesso é necessário que, ao longo do processo de formação do educando, sejam usados Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 111 variados métodos de ensino, a critério do professor responsável por cada intervenção: Aulas práticas em grupo, que possibilitam a construção do conhecimento na articulação entre teoria e prática. Aulas dialogadas, que permitem a valorização da troca e acréscimos de informações por alunos e professores, implicando posicionamento e participação ativa; Aulas expositivas, em que o professor organiza e apresenta as condições favoráveis à aprendizagem e enfatiza atividades que valorizam o progresso individual; Trabalhos dirigidos em grupos, objetivando a interação e a habilidade de agir de maneira unificada; Estudo de Caso, atividade que requer interpretação e assimilação para trabalhar a capacidade de fazer analogias de situações reais; Condução de discussões sobre formulação e resolução de exercícios experimentais, visando o encorajamento à livre apresentação de idéias; Apresentações de aulas e seminários em sala de aula; Atividades extraclasse, que valorizam atividades que complementam o conhecimento e ideias trabalhados na sala de aula; Performances abertas à comunidade acadêmica. 6.10. Flexibilidade Curricular A flexibilidade de integralização da Matriz Curricular do Curso de Bacharelado em Música se manifesta especialmente nos componentes de Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 112 Atividades Complementares, nas Disciplinas Optativas e nas Provas de Proficiência. Atividades Complementares estabelecem cargas horárias mínimas, mas flexibilizam tanto a distribuição das horas em diversas possibilidades de integralização como também deixam a critério do próprio aluno a distribuição da carga horária ao longo dos módulos (respeitadas as normas internas). As Atividades Complementares são divididas em três grupos, Cultura, Extensão e Pesquisa, e definem mínimos de horas para cada grupo (40h, 40h e 20h, respectivamente). Os alunos têm liberdade de escolher as atividades em cada um desses grupos. Além disso, existem 100 horas em que a flexibilidade é maior ainda: o próprio aluno decide em qual grupo realizar a atividade. Como evidência de flexibilidade curricular e atendendo aos dispositivos legais, considera-se que todo conhecimento adquirido nos cursos/atividades de educação formal, bem como os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais, podem ser objeto de exames de validação e possível certificação para prosseguimento ou aproveitamento de estudos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira prevê que as instituições de ensino possam validar conhecimentos e competências adquiridos pelos estudantes fora do ambiente acadêmico, desde que este conhecimento seja demonstrado por meio de provas e outros instrumentos de avaliação específicos. Conforme apresentado no item 8.1, os alunos do curso de música apresentam grande heterogeneidade de conhecimentos e habilidades musicais. Alguns ingressantes se mostram profissionais experientes e dotados de grande habilidade técnica em seus respectivos instrumentos. Desta maneira, de acordo com a base legal supracitada, o curso promove regularmente exames de proficiência para disciplinas diretamente relacionadas à técnica instrumental. Por outro lado, o aluno tem também a possibilidade de enriquecer a sua formação ao optar pelas aulas adicionais de docência, nas disciplinas optativas. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 113 6.11. Interdisciplinaridade Nas disciplinas musicais, a interdisciplinaridade, no sentido que geralmente lhe é atribuído, é em muitos casos evidente – e até mesmo inevitável. Isso ocorre devido à própria fragilidade do conceito de disciplinaridade em música. O conceito de disciplinaridade advém da delimitação dos modelos de apreensão da realidade. Assim, podemos pensar em ver o mundo através dos conceitos da física, da química, da biologia, a partir dos princípios metodológicos próprios – que decorrem da visão de mundo de cada disciplina. Se as delimitações dos recortes dados por essas ciências já é discutível, em música a possibilidade do recorte o é ainda mais, especialmente nas disciplinas de base. A indissociabilidade das propriedades do som (altura, duração, intensidade e ritmo) já coloca por terra a possibilidade de uma disciplinaridade plena em disciplinas como rítmica, solfejo e percepção, por exemplo. No entanto, a necessidade didática de decomposição dos elementos musicais gera uma série de “sub-disciplinas” que ganham força (e nome) de disciplina – e acabam gerando uma falsa percepção de individualidade. Essa fragmentação aparece nas matrizes curriculares de todos os cursos de música, nas muitas disciplinas que os compõem (harmonia, análise melódica, rítmica, etc.). No entanto, embora cada disciplina apresente ênfase em elementos diferentes, nenhuma delas exclui as outras. Não há fenômeno harmônico que independa de fatores rítmicos, e o domínio de um conceito depende do domínio do outro. É por isso que as fronteiras abstratas criadas pela disciplinaridade precisam ser diluídas, e essa é uma tarefa que recai principalmente para o professor em sala de aula, na medida em que convoca, sempre que possível, todas as habilidades trabalhadas ao longo do curso. Como pode ser observado no gráfico do item 6.2, há uma forte interação entre as disciplinas do curso. As grandes áreas (teoria, práticas instrumentais, cultura e sociedade, percepção, ensino e ferramentas de trabalho) se distribuem Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 114 verticalmente e horizontalmente, transpassando todos os módulos do curso, construindo eixos sobre os quais o curso se estrutura. Esses eixos se entrelaçam constantemente, construindo novas regiões de interdisciplinaridade. Todo fenômeno musical é sempre contextualizado nas disciplinas do grupo cultura e sociedade. Toda capacidade perceptiva é atualizada e articulada com a teoria. Todas as ferramentas de trabalho são contextualizadas em situações reais do futuro músico-professor. Por fim, todas as habilidades são reunidas, contextualizadas e colocadas em prática nas aulas de prática instrumento e prática de conjunto e nas atividades complementares. Esse entrelaçamento dos diversos componentes curriculares se consolida em atividades propostas de trabalhos interdisciplinares, que culminam em TDEs transversais, agrupando várias disciplinas de um mesmo semestre. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 115 7. Avaliação 7.1. Sistema de Avaliação do Projeto do Curso Avaliar o Curso é necessidade imperiosa ao se buscar a promoção da qualidade educacional. O estabelecimento de critérios, a definição de padrões e a forma de aferição constituem condições importantes para o sucesso da avaliação. Por meio de avaliação será possível reunir informações, aferir resultados, corrigir ações e emitir juízo de valor quanto à qualidade e à relevância do trabalho desenvolvido. Assim, a instituição possui uma Comissão Própria de Avaliação (CPA) que tem a função de avaliar os cursos de maneira sistemática, como uma auditoria interna voltada à adequação do curso como um todo. Portanto, a avaliação do curso se faz de diferentes formas, visando sempre a melhor formação do egresso. Uma das ações da CPA é a avaliação dos Projetos Pedagógicos com vistas à atualização dos mesmos. A avaliação dos Projetos Pedagógicos dos Cursos realiza-se por meio da aplicação de formulários específicos, resultando em pareceres, por professores da Instituição devidamente capacitados. O formulário contempla as seguintes dimensões: projeto pedagógico, corpo docente e infraestrutura. Cada dimensão é dividida em questões específicas, com o objetivo de verificação da coerência e relevância do texto, assim como da aplicação do projeto na Instituição. Para cada uma destas questões, se atribui um conceito entre muito fraco, fraco, regular, bom e muito bom, sendo atribuídas respectivamente notas 1, 2, 3, 4 e 5 a cada um destes conceitos, de maneira a facilitar a objetividade da avaliação. A última página do formulário indica a avaliação final do projeto, coerentemente com os conceitos aplicados a cada dimensão, além de observações gerais sobre a avaliação. No processo de auto-avaliação institucional, são identificadas as necessidades da Instituição, através de coleta de dados, análise das tendências, questionários, seminários, entrevistas, visita de autoridades do assunto. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 116 Estas informações são interligadas de tal forma que possam ter a força necessária para provocar mudanças no curso em concordância com a Instituição, informações estas realizadas pelas Comissões Setoriais de Avaliação, onde ficam evidenciadas as potencialidades e fragilidades referentes à qualidade do currículo, disciplinas, corpo docente, aspectos administrativos e infraestruturais, envolvendo o processo e os resultados. Portanto, todas essas informações são encaminhadas à Comissão Própria de Avaliação, sob a forma de relatórios consolidados globalmente. Esses relatórios servem de base para a etapa de avaliação externa, pois tratam as sugestões de planejamento para as mudanças desejadas para os próximos anos. Sugerem as estratégias necessárias, o papel dos responsáveis pelas mudanças, o cronograma e os mecanismos a serem utilizados para garantir que ocorram com mais rapidez. Este processo resulta num conjunto de informações, que são enviadas à coordenação do curso para a efetivação de medidas que garantam a qualidade do mesmo. 7.2. Sistema de Avaliação do Processo Ensino e aprendizagem A avaliação discente realizada no Curso de Bacharelado em Música segue o regimento do Centro Universitário Sant’Anna, sendo realizadas duas avaliações oficiais por semestre para verificação da aprendizagem do aluno. Além dessas duas avaliações oficiais são realizadas outras, determinadas em cada disciplina, pelo professor. De forma geral, com a aplicação desse sistema de avaliação procura-se avaliar o aluno de forma contínua, com a realização de provas, tarefas realizadas dentro ou fora da sala de aula, individualmente ou em grupo e trabalhos monográficos, entre outros. As avaliações do Curso são realizadas por meio de provas práticas ou teóricas (questões objetivas e dissertativas), e por trabalhos, sob a forma do Trabalho Discente Efetivo (TDE). Esse trabalho tem como objetivo prolongar o esforço realizado em classe para fora dela, sob a forma de pesquisas e aplicações práticas que visam à ampliação dos conhecimentos tratados na disciplina. O Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 117 colegiado do curso de música flexibilizou a pontuação máxima possível para o TDE, que precisa contabilizar ao menos 2,0 pontos em uma das avaliações bimestrais. A média instituída pelo curso é 8,0, ponto médio entre 6,0 - notas mínima para aprovação - e 10,0 a nota máxima. O aluno que não obtiver a nota mínima média realizará prova substitutiva, tendo a chance de substituir seu pior resultado e recalcular a sua média. Se ainda assim o aluno não atingir a nota mínima é considerado reprovado, devendo realizar dependência da disciplina. O aluno pode acumular apenas duas dependências por semestre. Se ultrapassar esse número, não poderá efetuar matrícula no semestre posterior antes de obter a nota mínima nas disciplinas pendentes. 7.3. Trabalho Discente Efetivo (T.D.E.) O Trabalho Discente Efetivo - TDE constitui-se em ações práticas desenvolvidas obrigatoriamente pelos alunos da Uni Sant'Anna e que compreendem atividades realizadas além da sala de aula, sob a orientação do professor. Incluem-se aqui atividades de pesquisa, atividades experimentais (pesquisas de campo, em laboratórios, em bibliotecas, etc), trabalhos individuais e em grupo, práticas de ensino e outras atividades, sem que se confundam com as Atividades Complementares que têm regulamentação própria. O Trabalho Discente Efetivo deve constar dos Planos de Ensino de todas as disciplinas presenciais e ser lançado no Registro de Atividades Ministradas (Diário), com a respectiva carga horária. Compõe a avaliação do desempenho do aluno, sendo parte das notas bimestrais bem como computadas as horas pela realização do trabalho. De acordo com o período diário de atividades acadêmicas em vigor (3h e 30min) nas unidades mantidas pelo Instituto Santanense de Ensino Superior (Centro Universitário Sant’Anna – unidades Santana e Shopping Aricanduva e Faculdade Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 118 Sant’Anna de Salto), a carga horária das disciplinas presenciais, compõe-se conforme tabela a seguir: Carga horária da disciplina 20 horas 40 horas 80 horas Aulas 17,5 horas 35 horas 70 horas Trabalho Discente Efetivo 2,5 horas 5 horas 10 horas Desta forma, o aluno deve cumprir o TDE em cada disciplina, tendo direito à(s) nota(s) e às horas referentes ao(s) trabalho(s) realizado(s). 7.4. Atividades Complementares As atividades complementares seguem o Regimento do Centro Universitário Sant’Anna e constituem ações que devem ser desenvolvidas pelo aluno ao longo do curso, criando mecanismos de aproveitamento de conhecimentos adquiridos por meio de estudos e práticas independentes, presenciais e/ou à distância, promovendo a integração entre os tópicos abordados em sala de aula e as atividades desenvolvidas fora dela, profissionais ou culturais. As atividades complementares foram desenvolvidas para cumprir três importantes papéis: Como instrumento de integração e conhecimento do aluno da realidade social, econômica e do trabalho de sua área/curso; Como instrumento de iniciação à pesquisa e ao ensino; Como instrumento de iniciação profissional e de desenvolvimento de competências e habilidades necessárias para a formação do aluno. As atividades complementares são computadas no sistema de créditos, para efeito de integralização do total previsto para o curso. Desta maneira, as ACs constituem uma importante ferramenta para: Agregar valor a formação acadêmica; Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 119 Flexibilizar o projeto pedagógico adotado, de forma a permitir uma adequação constante dos conteúdos curriculares às exigências das mudanças contínuas do campo profissional e das inovações tecnológicas; Estimular a ação docente, na promoção, organização e realização de atividades extraclasse; Promover a criação e difusão de novos conhecimentos; Ampliar a prestação de serviços à comunidade. As atividades referidas podem ocorrer sob a forma da participação dos alunos em: Programas de nivelamento e reciclagem, promovidos pelo Centro Universitário Sant’Anna ou por outras Instituições; Programas de extensão universitária promovidos pelo Centro Universitário Sant’Anna ou por outras Instituições; Programas de disciplinas em cursos diferentes à sua graduação oferecidos pelo Centro Universitário Sant’Anna ou por outras Instituições; Simpósios, ciclos de debates, congressos, seminários e outros eventos de caráter científico, promovidos pelo Centro Universitário Sant’Anna ou por outras Instituições; Em grupos de estudos de temas específicos e vivência de práticas e técnicas, coordenadas por professores do Centro Universitário Sant’Anna ou por outras Instituições; Em atividades profissionais relacionadas à área de formação do aluno, por meio da participação em órgãos/cursos criados como mecanismos de desenvolvimento da prática profissional ou pré-treinamento de serviços, ou ainda, em organizações externas ao Centro Universitário Sant’Anna; Atividades de prestação de serviços à comunidade, que estimulem a participação social e a cidadania, realizadas pelo próprio Centro Universitário Sant’Anna ou por outras Instituições; Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 120 Atividades destinadas à realização de eventos, de caráter científico, cultural, social e desportivo, promovidos pelo Centro Universitário Sant’Anna ou não. Para o planejamento e acompanhamento das atividades complementares existe a figura do Coordenador de Atividades Complementares. Este Coordenador é responsável pela preparação da documentação, divulgação, acesso e esclarecimento ao acadêmico de eventuais dúvidas, além da aceitação final da atividade complementar. Para a comprovação da realização da atividade complementar, o acadêmico deve preencher uma ficha com os dados da atividade e um resumo acerca da pesquisa, demonstrando sua relevância. Essa ficha é apresentada a um docente responsável pela atividade complementar, que verifica a documentação apresentada pelo acadêmico e o correto preenchimento da ficha. Caso o discente comprove as informações, ele assinará no local apropriado e a ficha será protocolada na secretaria do Centro Universitário Sant’Anna. A secretaria encaminhará esta ficha para o Coordenador de Atividade Complementar, que a analisará e efetuará o lançamento no sistema de controle, remetendo então para a secretaria para que o aluno saiba se a atividade foi deferida ou indeferida. Dessa forma o discente terá um retorno sobre a aceitação ou não da sua atividade. As ações com atividades complementares são de livre escolha do aluno. A IES promove atividades como feiras, semanas científicas, jornadas das licenciaturas, palestras, programas de apresentações musicais e workshops. Cabe ao aluno a livre escolha de acompanhar e participar das atividades que ocorrem em nosso Campus. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 121 8. Administração Acadêmica do Curso 8.1. Composição do NDE O Núcleo Docente Estruturante (NDE) é o órgão consultivo responsável pela criação, implantação e consolidação do projeto pedagógico dos cursos de graduação. O NDE do Curso de Bacharelado em Música é composto pelo Coordenador do Curso, Prof. Dr. Peter Dietrich, seu presidente, e quatro membros do corpo docente do curso, todos com titulação stricto sensu. Os membros do NDE são escolhidos em reuniões gerais de professores, envolvendo todo o corpo docente. A escolha obedece aos seguintes critérios: Disponibilidade; Vínculo com o curso; Titulação. A lista de membros é então transmitida ao Colegiado do Curso, para ratificação e publicação em ata. Os membros do NDE mantém entre si constante comunicação, em reuniões parciais ou gerais, ou via e-mail. Todos os aspectos do curso são alvo de discussão, do planejamento e implementação à realização e avaliação. Essas discussões se concentram, mas não se limitam ao NDE, já que todo o corpo docente é constantemente convocado. O NDE se reúne em reunião formal registrada em ata semestralmente, momento em que todos os questionamentos e sugestões recolhidos ao longo do período são discutidos. As ações são então deliberadas, registradas em ata e transmitidas ao Colegiado do Curso. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 122 8.2. Titulação e Formação Acadêmica do NDE Professor Titulação Prof. Dr. Peter Dietrich Doutor Prof. Dr. Eduardo Visconti Doutor Profa. Dra. Ana Fridman Doutor Prof. Julio Caliman Smarçaro Mestre Profa. Andrea Mischiatti Mestre Titulação Quantidade % Especialização 0 0 Mestrado 2 40 Doutorado 3 60 TOTAL 5 100 8.3. Regime de Trabalho do NDE Professor Regime de Trabalho Prof. Dr. Peter Dietrich Tempo integral Prof. Dr. Eduardo Visconti Tempo parcial Profa. Dra. Ana Fridman Tempo parcial Prof. Julio Caliman Smarçaro Tempo parcial Profa. Andrea Mischiatti Tempo parcial Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 123 Regime de trabalho Quantidade % Tempo Integral 1 20 Tempo Parcial 4 80 Horista 0 0 TOTAL 5 100 8.4. Titulação e formação do coordenador do Curso Doutorado em Linguística geral e Semiótica pela FFLCH – USP em 2008. Tese defendida pela linha de pesquisa em Semiótica da Canção, sob orientação do Prof. Dr. Luiz Tatit: “Semiótica do discurso musical – uma discussão a partir da obra de Chico Buarque” Mestrado em Linguística gera e Semiótica pela FFLCH – USP em 2003. Dissertação defendida pela linha de pesquisa em Semiótica da Canção, sob orientação do Prof. Dr. Luiz Tatit: “Araçá Azul – uma análise semiótica” Bacharelado em Música pelo Instituto de Artes da UNICAMP em 1999 8.5. Regime de Trabalho do Coordenador do Curso O Coordenador do atua em regime de trabalho integral, dispensando vinte horas semanais na coordenação e vinte horas semanais como professor do curso. 8.6. Funções e atuação do Coordenador do Curso O coordenador do curso tem responsabilidade direta sobre a criação, revisão, implementação e avaliação contínua do PPC. Presidente do Colegiado e do NDE com direito a voto, tem o poder de convocar suas reuniões, e a responsabilidade de encaminhar suas deliberações até a efetiva aplicação prática. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 124 Ele é responsável pela contratação e supervisão do corpo docente, e atende diretamente à comunidade discente, colocando-se como fonte primária de informações e orientações sobre o curso e mediador entre o corpo docente e corpo discente, e entre estes e os colegiados superiores e os órgãos de atendimento ao aluno e apoio ao professor. Os professores têm livre acesso à coordenação e ao coordenador, e se comunicam constantemente através de lista própria de email. Todos os professores são convocados para reuniões gerais no início do semestre. No curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna, todas as turmas elegem semestralmente um representante de sala, que se reúnem com o coordenador regularmente. Os representantes de sala podem se assim o desejarem, convocar reunião extraordinária, com ou sem os demais representantes de sala, a qualquer tempo. Além disso, o coordenador disponibiliza horários de atendimento pessoal aos alunos, informalmente ou formalmente (por meio de agendamento), atendendo a todas as solicitações do corpo discente do curso, individualmente, coletivamente ou por intermédio da representação de sala. Além disso, o coordenador supervisiona diretamente as listas de e-mails de cada sala, intervindo sempre que necessário, e também responde a dúvidas e questionamentos de alunos individualmente por e-mail. O coordenador participa também das reuniões colegiadas da instituição, em que todos os coordenadores de curso são convocados, e da qual participam também o coordenador geral de cursos, o pró-reitor acadêmico e membros da reitoria. Essas reuniões acontecem mensalmente e suas deliberações são registradas em ata. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 125 8.7. Funcionamento do Colegiado do Curso O Colegiado de Curso é o órgão de natureza consultiva, deliberativa e normativa nos assuntos que tratam do ensino, pesquisa e extensão do curso, sendo regido pelo Regulamento dos Colegiados de Curso do Centro Universitário Sant’Anna. O Colegiado do Curso é composto pelo coordenador do Curso, seu presidente nato; por quatro professores que integram o curso de graduação; e por um representante discente, indicado pelo corpo discente do curso. O representante estudantil tem mandato de um ano, com direito a uma recondução. Compete ao Colegiado de Curso, no âmbito do respectivo curso: Definir o projeto pedagógico do curso de graduação, com atualização contínua; Sugerir alterações no currículo do curso e deliberar sobre o conteúdo programático de cada disciplina e atividade, incentivando a interdisciplinaridade; Promover a avaliação periódica do curso, na forma definida pela administração superior, integrando-se ao sistema de avaliação institucional; Decidir, em grau de recurso, sobre aceitação de matrículas de alunos transferidos ou portadores de diplomas de graduação, aproveitamento de estudos, adaptação e dispensa de disciplinas, de acordo com o Estatuto, o Regimento Geral e demais normas aplicáveis; Deliberar, em primeira instância, sobre os projetos de ensino, pesquisa e a extensão; Desenvolver e aperfeiçoar metodologias próprias para o ensino, pesquisa e extensão; Promover e coordenar seminários, grupos de estudos e outros programas para o aperfeiçoamento de seu quadro docente, assim como indicar, à Reitoria, professores para participarem de cursos de pós-graduação; Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 126 Encaminhar às Diretorias de Ensino de Graduação e de Pós-Graduação e Extensão, por meio da Coordenadoria de Curso; os problemas relativos à atuação didático-pedagógica dos respectivos professores; Exercer as demais funções que lhe forem delegadas. O Colegiado de Curso reúne-se, em sessão ordinária, uma vez durante o semestre letivo e, em sessão extraordinária, sempre que for convocado pelo Coordenador do Curso. 8.8. Composição do Colegiado do Curso Presidente Prof. Dr. Peter Dietrich Membro Prof. Dr. Eduardo Visconti Membro Profa. Dra. Ana Fridman Membro Prof. Julio Caliman Smarçaro Membro Profa. Andrea Mischiatti Representante Discente Sr. Wagner dos Santos Cezar Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 127 9. Perfil Docente O Curso de Bacharelado em Música conta atualmente com 19 docentes, conforme quadro a seguir: Professor Titulação Regime de Trabalho Especialização Tempo Parcial Profa. Dra. Ana Luisa Fridman Doutorado Tempo Parcial Profa. Andrea Mischiatti Gianelli Mestrado Tempo Parcial Prof. Celso Marques Gonçalves Mestrado Horista Profa. Cibele Cecconi de Sousa e Sousa Mestrado Tempo Parcial Especialização Horista Prof. Danilo Augusto de A. Rossetti Mestrado Horista Prof. Dr. Eduardo de Lima Visconti Doutorado Tempo Parcial Prof. Julio Cesar Caliman Smarçaro Mestrado Tempo Parcial Profa. Dra. Leila Rosa G. Vertamati Doutorado Horista Profa. Dra. Leila Yuri Sugahara Doutorado Horista Prof. Lucas Baptista Casacio Mestrado Horista Profa. Magali do Nascimento de Paula Mestrado Tempo Parcial Prof. Dr. Marcos Horácio Gomes Dias Doutorado Horista Especialização Tempo Parcial Doutorado Tempo Integral Especialização Tempo Parcial Mestrado Tempo Parcial Especialização Tempo Integral Prof. Abdnald Aurélio A. de L. M. Santiago Prof. Daniel Ribeiro Campos Profa. Natalia Eugênia Sanchez Escamez Prof. Dr. Peter Dietrich Profa. Rosangela Freitas de Assis Profa. Telma Maria de Lima Profa. Valdete da Anunciação Reis Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 128 Profa. Vania da Silva Mestrado Horista 9.1. Titulação Docente Titulação Quantidade Percentual Doutorado 6 30 Mestrado 9 45 Strictu Sensu 15 75 Especialização 5 25 Total 20 100 9.2. Regime de Trabalho Docente Regime de Trabalho Quantidade Percentual Tempo integral 2 10 Tempo parcial 10 50 Horista 8 40 Total 20 100 Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 129 10. Perfil Discente 10.1. Perfil do ingressante De modo geral, os seguintes traços socioeconômicos e culturais caracterizam o perfil do aluno ingressante no Curso de Bacharelado em Música: Parte dos ingressantes é composta por alunos de famílias de baixa renda e que contam com o subsídio oficial (Bolsa PROUNI) ou com desconto oferecido pela própria UniSant’Anna (em parceria com a Associação dos Trabalhadores Sem Terra, Mais Escola, OMB e outras instituições), para se manterem no curso. Em geral, são os primeiros membros da família a realizarem um curso superior; Tiveram percursos irregulares de formação básica, com muitas lacunas de aprendizagens, com destaque para o baixo domínio das capacidades de leitura e escrita; Possuem poucas práticas de letramento que envolvam custos (teatro, cinema, leitura de conhecimento geral); Participam de comunidades religiosas, grupos de jovens e movimentos políticos, com destacada aptidão para atividades colaborativas; Têm alto grau de expectativa quanto à formação que a universidade lhes pode oferecer; Têm alto grau de heterogeneidade no que se refere ao conhecimento específico em música. A heterogeneidade parece ser a característica principal dos ingressantes no Curso de Bacharelado em Música. Parte dos ingressantes é composta por músicos profissionais que atuam a muitos anos no mercado e buscam formação na área da educação musical. Outros são interessados em música com pouca – e, raramente, nenhuma – experiência na área. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 130 Mesmo dentre os que têm experiência com música, podemos também observar grande diversidade de habilidades e conhecimentos. Uma parcela muito pequena teve acesso ao estudo formal da música e domina bem os rudimentos da linguagem musical, apresentando razoável capacidade de leitura, escrita e percepção. Esse grupo costuma ter excelente desempenho nas disciplinas teóricas, e alguma resistência para compreender que a formação do educador musical vai além do domínio técnico e teórico, e depende da articulação com outras áreas do saber, como a história, a sociologia e a semiótica. A maior parte do conjunto ingressante possui um repertório variado de informações não articuladas e não embasadas, provenientes de experiências diversas e aprendizagem autodidata ou informal. Esse grupo vincula-se rapidamente ao curso, pois percebe rapidamente as grandes lacunas de sua própria formação e vê nas disciplinas dos primeiros módulos uma chance de potencializar o conhecimento que já têm. Esse grupo aceita com facilidade a proposta interdisciplinar, já que assume imediatamente a articulação entre conhecimentos antigos e novos como ferramenta útil para um rápido desenvolvimento. Finalmente, uma parte pequena dos ingressantes é composta por estudantes com pouco conhecimento e experiência musical. Esse grupo costuma apresentar muita dificuldade para acompanhar a rápida curva de crescimento que o curso propõe, e por isso mesmo requer especial atenção e acompanhamento. No entanto, uma vez que o projeto pedagógico é assumido (o que implica principalmente a dedicação extraclasse e a participação ativa em projetos de nivelamento), muitos alunos desse grupo conseguem resultados surpreendentes, não raramente atingindo desempenho igual ou até mesmo superior a alunos que já ingressaram com significativa experiência e vivência musical. Para auxiliar no processo de vinculação e integração do corpo docente, a coordenação do Curso de Bacharelado em Música instaurou uma ferramenta de TI capaz de a um só tempo aumentar o contato entre alunos, turmas e períodos e Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 131 fornecer informações estatísticas valiosas para a coordenação e para o corpo docente. Essa ferramenta se concentra em um website que, para o aluno, funciona como um anuário eletrônico, no qual ele pode visualizar e obter informações sobre sua turma e a totalidade do curso. Cada aluno monta um pequeno perfil, com foto, contato telefônico, e-mail e link para página pessoal, visível para outros alunos. Assim, a rede de contatos, tão importante para o desenvolvimento profissional, fica sempre disponível para a coletividade, mesmo depois de egresso. O aluno pode também realizar buscas específicas, selecionando outros alunos escolhidos por período (matutino ou noturno), status (cursando, afastado ou formado) ou instrumento. Desta maneira, o corpo discente pode se articular e se reunir em torno de assuntos específicos. Ao fazer o ingresso no sistema, os alunos preenchem um formulário com questões sobre a sua própria formação no momento de ingresso. Estas informações alimentam relatórios estatísticos que podem ser visualizados pelos próprios alunos, pelo corpo docente e coordenação. Além desses dados, o coordenador insere informações sobre o desempenho acadêmico obtido pelos processos de avaliação institucional, que geram por sua vez relatórios sobre o curso, os períodos, as turmas e os próprios alunos individualmente. Para os alunos, estes relatórios apresentados sob a forma de gráficos representam uma enorme oportunidade de conhecer melhor a turma e o curso, e poder se situar melhor em relação a ambos. Para a coordenação e o corpo docente, essas informações constituem valiosíssima fonte de dados sobre o funcionamento e desempenho do próprio curso. A partir desses dados, é possível fazer uma clara avaliação das estratégias aplicadas, e planejar alterações no projeto pedagógico que possam no futuro levar a um melhor aproveitamento dos conteúdos, melhorando a qualidade do curso e reduzindo a evasão discente. O sistema é utilizado também como uma ferramenta de mão única de comunicação entre corpo docente e corpo discente. Em seus perfis pessoais, os Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 132 professores podem deixar links e arquivos que servem como apoio às suas aulas. Além disso, os alunos têm acesso permanente a links para todos os periódicos eletrônicos utilizados pelo curso, além da totalidade dos planos de ensino do curso e a possibilidade de download do PPC. A pesquisa mostra que mais da metade dos ingressantes já exerceu atividade de docência, por um tempo médio de 4 anos ou mais. Isso indica que um significativo grupo de alunos que procura o Bacharelado já atua na área da educação musical. Por outro lado, esse alto índice nos revela que um grande número de professores está atuando informalmente no mercado, e sem a devida formação. Esse fato aumenta a responsabilidade do Curso em atuar como um agente transformador dessa realidade, o que representa também uma excelente oportunidade de melhorar sensivelmente a qualidade do ensino musical na região em que se insere. É por essa razão que incluímos na matriz curricular do Bacharelado disciplinas que tratam também de questões didáticas e da formação de professores. O dado estatístico que apresenta maior discrepância entre o perfil dos períodos matutino e noturno se refere à atividade profissional não musical dos ingressantes. Apenas 33% dos ingressantes do período matutino exercem outras atividades profissionais além da música, contra 63% do noturno. Isso mostra claramente que o perfil do aluno noturno é composto majoritariamente de indivíduos que estão migrando de outra atividade profissional para a música, e encontram no Bacharelado a possibilidade de exercer essa transição. O perfil majoritário do ingressante matutino é, ao contrário, composto por indivíduos que já adotaram a música como atividade principal – o que explica também a diferença de idade encontrada. No entanto, é necessário lembrar que dados estatísticos trabalham com médias, o que geralmente encobre discrepâncias individuais. Embora o trabalho de nivelamento deva ser exercido de maneira contínua em ambos os períodos, o perfil noturno merece atenção redobrada, especialmente porque estando Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 133 envolvidos em outras atividades, os alunos desse período nem sempre dispõem de tempo livre para participar das estratégias de nivelamento e aprimoramento disponíveis. 10.2. Número de alunos por docente equivalente a tempo integral Total de alunos 81 Docente equivalente a tempo integral 02 Relação aluno/docente tempo integral 40 10.3. Alunos por turma em disciplina teórica Período Matutino Turmas 1º Sem 2º Sem 3º Sem 4º Sem 5º Sem 6º Sem Total de alunos 18 12 - 6 - - Disciplinas teóricas 7 7 7 2,6 1,7 0,9 1º Sem 2º Sem 3º Sem 4º Sem 5º Sem 6º Sem Total de alunos 17 11 5 2 - - Disciplinas teóricas 7 7 6 7 2,4 1,6 0,8 0,3 Aluno/disciplina teórica Período Noturno Turmas Aluno/disciplina teórica Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 134 10.4. Número Médio de disciplinas por docente Total de disciplinas 40 Docentes 20 Disciplinas/Docentes 2 Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 135 11. Programas Institucionais de apoio aos discentes 11.1. Núcleo de Desenvolvimento Inclusivo As diretrizes sociais da Instituição estão presentes em diversas ações do Centro Universitário Sant’Anna desde a participação no ProUni, FIES (Financiamento Estudantil), Programa de Apoio ao Esporte e FUNDER (Fundo de Estudo Reembolsável). Além dessas, existem várias outras, como o Programa de Alianças Corporativas, Universidade Sênior, Centro Clínico Santana, Projeto APRIMORAR, NAPP (Núcleo de Apoio Psicopedagógico e Profissional) e o Programa de Alfabetização Solidária (Alfasan), inserido no contexto da Educação de Jovens e Adultos. Dentre essas ações, destaca-se o Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência, com seus diferentes projetos de capacitação profissional, além do Centro de Reabilitação Dr. Bernard Brucker e da realização de pesquisas e desenvolvimento de tecnologia assistiva. O PROUNI - PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS, criado pela MP nº 213/2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, de 13 de janeiro de 2005, tem como finalidade a concessão de bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de baixa renda, em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de educação superior. O Centro Universitário Sant’Anna e Faculdade Sant´Anna de Salto firmaram o Termo de Adesão ao PROUNI, ratificado pela Portaria nº 2.248 de 24 de junho de 2005 e pelos Termos Aditivos ao Termo de Adesão assinados digitalmente em 09/12/2005, 12/05/2006, 23/11/2006, 11/05/2007 e 01/11/2007 e 16/05/2008, 14/11/2008 e 19/05/2009, respectivamente, e mantêm, atualmente, mais de 1.300 bolsas de estudos integrais. O FINANCIAMENTO ESTUDANTIL – FIES, instituído pela portaria nº 1725, de 03 de agosto de 2001, é um programa da Caixa Econômica Federal (CEF) em convênio com o Ministério da Educação, que estabelece normas, critérios e Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 136 calendário de oferta de vagas para financiamento do ensino superior (até 100%). É uma importante iniciativa para a democratização do acesso à educação de qualidade, propiciando ao maior número possível de estudantes a permanência e a conclusão do ensino superior, e já contribuiu para a formação de mais de mil alunos do Centro Universitário Sant’Anna. O PROGRAMA DE APOIO AO ESPORTE, há mais de vinte anos, promove a concessão e manutenção de bolsas de estudos aos universitários atletas carentes, permitindo, além do aprimoramento da prática desportiva, a condição para que estes jovens possam cursar o ensino superior e obter formação profissional. O programa, além de coordenar e manter a concessão de bolsas de estudos promove: assistência nutricional e capacitação esportiva aos atletas; organização de competições internas e externas; treinamentos de todas as equipes esportivas; participação em competições esportivas de várias modalidades, em torneios regionais, nacionais e internacionais e suporte em todas as competições disputadas. Por meio do convênio com a Fundação Leonídio Allegretti, o FUNDO DE ESTUDO REEMBOLSÁVEL - FUNDER proporciona a indicação e concessão de crédito educativo próprio, além de orientação e colocação profissional (agenciamento de empregos) para alunos carentes e em situação de vulnerabilidade social. Desde o segundo semestre de 1993, funciona como um sistema gradativo e amplo de crédito educativo, com expressiva linha de financiamento a alunos carentes, formalizado por meio de contrato aprovado oficialmente e já beneficiou mais de 1500 alunos. O CENTRO CLÍNICO SANTANA, inaugurado em julho de 2003 no Bairro do Tucuruvi, foi projetado para atender às necessidades de atividades práticas em clínica para os cursos de Fisioterapia e Enfermagem e promover atendimento à comunidade carente da região. Sua localização foi estrategicamente pesquisada para atender a uma região onde há carência de serviços nas áreas de Enfermagem e Fisioterapia e promover atendimentos gratuitos à comunidade, Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 137 principalmente para crianças, idosos e deficientes físicos. Além da melhoria da qualidade de vida dos milhares de pacientes atendidos, o Centro Clínico Santana promove estágio profissionalizante a alunos dos cursos abrangidos, conduzindo aos alunos formandos, completa formação profissional e importante prática profissional. Desde sua implantação, realizou importante trabalho social, estimando-se ter realizado mais de 23 mil atendimentos gratuitos de neurologia funcional, ortopedia e traumatologia funcional, cardiorrespiratória, neuropediatria, pediatria funcional e hidroterapia. O PROJETO ALFASAN foi criado em 1994, inicialmente, para atender às necessidades de alfabetização dos funcionários da própria Instituição. Posteriormente, foi estendido à comunidade, a fim de promover a inclusão social e exercício de cidadania de pessoas carentes. Desde o início, as aulas do ALFASAN são ministradas por universitários supervisionados que cumprem seus estágios neste projeto, adquirindo vivências e experiências que os auxiliam a conquistar a consciência de sua função social, ao mesmo tempo em que adquirem as competências e habilidades docentes. O ALFASAN, oferecido à comunidade de forma totalmente gratuita, tem por objetivo maior prover o acesso de jovens e adultos à escolarização. Ao longo destes quinze anos de atividades, foram atendidos mais de 1000 alunos e, aproximadamente, 400 estagiários atuaram neste projeto. 11.2. Mecanismos de Nivelamento Institucional O PROJETO APRIMORAR foi implantado para atender ao crescente número de alunos que chegam à universidade com déficits dos conteúdos do Ensino Fundamental e Médio. De natureza assistencial, visa a oferecer gratuitamente apoio pedagógico a jovens de escolas públicas e alunos universitários ingressantes na Instituição que necessitem de reforço do conteúdo de ensino médio, nas disciplinas de Língua Portuguesa, Inglesa, Língua Espanhola, Matemática, Informática, entre outras, Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 138 com intuito de promover a continuidade de seus estudos. Inicialmente, o Aprimorar foi desenvolvido para executar atividades acadêmicas e culturais com os alunos ingressantes na UniSant’Anna (APRIMORAR-GEA - Grupo de Estudo Acadêmico). Hoje, prevê também a realização de trabalhos com a comunidade externa, de escolas públicas da região e outros segmentos da sociedade, beneficiando mais de 2.500 jovens. Tomando como exemplo o caso bem sucedido do Projeto Aprimorar, o Curso de Bacharelado em música iniciou em 2010 o Projeto de Monitorias e Grupos de Estudo. Este projeto aproveita a heterogeneidade do perfil ingressante e a transforma em um aspecto positivo para os dois lados da corrente. Para os alunos que entram com um conhecimento já formalizado, essa é a possibilidade de atuar sob a supervisão de um professor do curso e aprimorar suas habilidades de ensino. Para os alunos ingressantes que encontram dificuldades em seguir o curso por falta de conhecimento, vivência ou articulação, é uma chance de praticar os tópicos vistos em sala de aula sob um novo ponto de vista. 11.3. Apoio Psicopedagógico O apoio pedagógico ao discente é feito pelos professores, coordenadores de curso e Núcleo de Orientação e Assistência Psicopedagógica ao Discente. Este apoio é feito durante o horário de aulas e fora dele, de acordo com a disponibilidade dos alunos e professores. Quando necessário, os alunos são orientados a procurar o mencionado núcleo, onde recebem orientação e/ou são reencaminhados para órgãos específicos. No plano acadêmico, as orientações sobre o histórico escolar e desenvolvimento no curso são feitas pelas secretarias e pelas coordenadorias de curso. O apoio didático-pedagógico aos docentes, que é feito pelo Núcleo de Orientação e Assistência Psicopedagógica ao Discente, tem os seguintes objetivos: prestar assistência psicopedagógica a alunos; orientar docentes na condução de seus projetos; prestar assessoria de natureza psicopedagógica a Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 139 docentes e coordenadores de curso; apresentar sugestões para melhoria dos projetos pedagógicos; reunir cadastro de alunos e professores, com informações de natureza psicopedagógica. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 140 12. Pesquisa e Produção Científica Ao iniciar o processo de aprendizagem, é importante explorar os conceitos básicos necessários à descoberta do conhecimento sendo este uma verdade articulada e justificável sobre um determinado assunto e deve ser representado em linguagem compreensiva. A necessidade do conhecimento está associada em sua forma mais profunda à questão da sobrevivência, seja ela de uma organização ou de um ser vivo, reconhecendo-se assim a constante necessidade de estabelecer-se uma cadeia evolutiva de reestruturação na formação dos conteúdos e metodologias utilizadas no ensino acadêmico. A modernização, globalização e os avanços da tecnologia, principalmente no que diz respeito aos processos de comunicação, têm obrigado os indivíduos a estarem cada vez mais envolvidos com questões de atualização, formação e reciclagem. As pessoas que procuram seu desenvolvimento pessoal e profissional devem estar constantemente se atualizando através de estudos, seja eles de nível técnico ou superior, o que representa o caminho para que elas se tornem empreendedoras em âmbito acadêmico (pesquisa) ou social. Muito mais do que simplesmente informar, os cursos superiores, hoje, devem ter a preocupação de colaborar na formação das pessoas e isso faz com que os trabalhos acadêmicos não se restrinjam aos conteúdos teóricos passados em sala ou simplesmente às leituras. Tais procedimentos devem estar acompanhados de atividades práticas, sejam elas estágios ou projetos de pesquisa, com caráter científico, nas quais os estudantes devem planejar ações que, através da observação e da pesquisa, possam analisar, avaliar e diagnosticar os resultados e, com base da fundamentação teórica, elaborar relatórios conclusivos sobre as questões propostas para estudo. No âmbito de se atender as necessidades descritas, projetos de pesquisa são essenciais, sendo que a UniSant’Anna aposta no futuro destes como forma de Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 141 complementar as atividades docentes e discentes elevando cada vez mais o nível do pensamento acadêmico. Dando prosseguimento a política institucional de iniciação científica, regulamentada pelo parecer CONSEPE no 19/2001 de 15/2/2001 e em concordância com as normas deste, oficializou-se em 25/07/2006 a "Comissão de Iniciação Científica do Centro Universitário Sant´Anna". Nomeada pela instituição, tem caráter multidisciplinar, atendendo as três grandes áreas de interesse e estudo com cursos nesta, sendo especificamente: exatas, humanas e de saúde. A comissão é formada por professores da instituição com, no mínimo, grau de mestre e de doutor. Esta normativa visa manter uma proximidade com as regulamentações de órgãos públicos financiadores (tomando-se o CNPq como exemplo). Em análise prévia, a então Comissão de Análise de Iniciação Científica e Monitoria, na figura dos professores Jair dos Santos Júnior, José Luís Lourenço e Oscar K. Uehara, e com a participação do professor Sidnei José Buso, a convite desta, vislumbrou algumas ações prementes da C.I.C. que abrangem: a) a formação de uma cultura institucional do tipo instituição-docente-discente sobre projetos científicos, sendo uma primeira ação sugerida pelo professor Oscar K. Uehara a organização do "Encontro Institucional de Iniciação Científica" com o primeiro evento realizado em setembro de 2006, e previsão dos os demais em frequência anual, sempre no mesmo período letivo; b) regulamentação de linhas de fomento; c) procurar parceiros de fomento (órgãos públicos, convênios com empresas, agências particulares, etc.) visando aumentar as possibilidades de bolsas tanto como a auto-suficiência do programa de iniciação científica na instituição; d) regulamentar as políticas de pesquisa de iniciação científica e e) criar, em conjunto com o setor de marketing da instituição, um boletim eletrônico com as publicações dos avanços dos projetos e artigos publicados pelos alunos e grupos de iniciação científica. Com relação a regulamentação a C.I.C. instituiu três possíveis tipos de projetos associados a fomento, adequando-se às políticas de pesquisa possíveis Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 142 numa instituição de ensino privada, sendo elas: I – Projetos Integrados (com responsabilidade de um pesquisador com núcleo de pesquisa específico), II Projetos Conveniados (com co-responsabilidade instituição-empresa) e III Projetos Individuais (com responsabilidade de professor orientador diretamente ao aluno) que deverá regulamentar o tipo de benefício que o aluno de iniciação científica receberá durante o projeto. Em relação ao tipo de pesquisa também há três possibilidades, relativas a duração do projeto, são elas divididas em: I - Curta Duração (um semestre, a titulo de atividade complementar e com expectativa que o aluno adapte-se com as normas e procedimentos gerais de um trabalho de iniciação científica) e II - Média Duração (dois semestres, podendo ter a característica de projeto conveniado ou integrado). Além destes coube também a C.I.C. a revisão da regulamentação do parecer do CONSEPE no 19/2001 em alguns dos itens, visto a necessidade de mantê-lo atual e de acordo com as políticas institucionais e a missão da instituição. Desde 2006 vários projetos de Iniciação Científica têm sido desenvolvidos, entretanto o período entre 2007 e 2008 foi o mais produtivo em termos de número de grupos de trabalho. A partir de 2010 instituiu-se um programa de bolsas de iniciação científica procurando propiciar aos alunos um incentivo ainda maior para a atividade. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 143 13. Instalações Físicas 13.1. Salas de aula O curso de música dispõe de 6 salas de aulas regulares, localizadas no 4º andar do Bloco F. Três salas estão equipadas com piano vertical. Conforme a necessidade, os professores podem solicitar ao setor de audiovisual a instalação de datashow e equipamento de áudio, ou então solicitar qualquer equipamento dos laboratórios especializados. 13.2. Acesso dos alunos a equipamentos de informática O Centro Universitário Sant’Anna possui dezenove laboratórios de informática com mais de setecentas máquinas instaladas e à disposição para a área acadêmica. Os alunos do curso de Bacharelado em Música têm acesso irrestrito aos laboratórios DS01 a DS07, que dispõem de 180 máquinas instaladas com acesso à internet. Os Laboratórios estão disponíveis aos alunos das 7h20min às 23h, de segunda a sexta-feira, e das 8h às 17h horas aos sábados, perfazendo um total de 89 horas semanais. Além disso, os alunos utilizam o laboratório IS08 para as aulas de Softwares Musicais, conforme descrito no item 13.2.3. 13.3. Biblioteca A Biblioteca está situada no Bloco D, Térreo e funciona de segunda às sextasfeiras das 07h20 às 22h30 e aos sábados das 07h20 às 16h50. Possui área total de 2.260 m², contando com os Setores de Processamento Técnico e de Atendimento ao Público. As instalações da biblioteca dividem-se em: Hall de entrada, com terminais para consulta; Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 144 Balcão de atendimento; 02 Salas de Leitura; 02 Salas para Estudo em Grupo; Sala de Audiovisual Individual; Sala para Estudo Individual; 02 Salas de Vídeo; Sala de Processamento Técnico. A biblioteca conta com os seguintes equipamentos: 03 computadores na Sala do Acervo; 04 computadores no balcão de atendimento; 13 terminais de consulta aos usuários; 01 computador no Setor de Processamento Técnico; 01 impressora; 03 aparelhos telefônicos “02 TVs de 32” no balcão de atendimento e Sala de Leitura; “02 TVs de 29” nas Salas de Vídeo; “03 TVs de 20” na Sala de Audiovisual Individual; 03 aparelhos de DVD; 04 aparelhos de Vídeo. 13.4. Livros da Bibliografia Básica ABRAMSON, Robert M. Jogos rítmicos para percepção e cognição. São Paulo: Tom sobre tom, 2007. ABREU, Antonio Suarez. Curso de redação. 12. ed. São Paulo: Ática, 2008. 168 p. (Coleção ática universidade). Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 145 Adler, Stella. Técnica da representação teatral. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2010 ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Ilustrado Houaiss da Música Popular Brasileira. Rio de Janeiro: Insituto Antonio Houaiss/ Instituto Cultural Cravo Albin, 2006. 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Infraestrutura dos Laboratórios Especializados 14.2.1. Laboratório de música Localizado no piso inferior do bloco F, o laboratório de música climatizado é regularmente utilizado nas aulas de prática de ensino, violão complementar, percussão instrumental e nas aulas optativas de instrumento. No tempo livre, é utilizado por alunos para ensaios e estudo. Ele é gerido por dois funcionários, cobrindo os períodos da manhã, tarde e noite, que controlam o uso da sala e o empréstimo de equipamentos. O laboratório de música conta com os seguintes equipamentos: 10 xilofones soprano; 06 xilofones contralto; 03 xilofones baixo; 04 xilofones sustenido soprano; 10 metalofones soprano; 06 metalofones contralto; 04 metalofones baixo; 02 metalofones sopranino de 25 teclas; 01 carrilhão 24 tubos; 02 paus de chuva; Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 164 12 guizos; 12 blocos sonoros tijolo; 04 flautas de êmbolo; 15 violões; 2 baterias; 31 instrumentos de percussão; 19 baquetas; 8 teclados; 12 estantes de partitura; CPU, monitor e mouse; 1 Caixa amplificada; 8 cabos; 4 apoios para pé; 35 cadeiras; 14.2.2. Laboratório de rádio e música Localizado no térreo do bloco F, o laboratório de rádio e música é utilizado pelos alunos de música nas aulas de softwares musicais. Em seu tempo livre, ele é utilizado para a gravação de trabalhos acadêmicos e extras acadêmicos. Seu uso é gerenciado por funcionário da instituição. O estúdio de rádio e música conta com os seguintes equipamentos: Quantidade 01 04 01 01 02 02 01 03 Equipamento Receiver Caixa amplificadora Potência Amplificador Caixa de som Caixa de som Computador Computador Marca / Modelo Cygnus Selenium Alesis / RA100 Cygnus / TV800 Alesis Yamara / N510 MAC / G3 Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 165 02 02 01 01 02 01 01 01 04 03 01 01 01 01 01 01 01 04 01 01 01 01 03 02 04 03 01 Monitor 19 pol. Monitores de 22 pol. E 15 pol. Monitor / TV Mesa de som MD MD CD player Tape Dec Microfone Fone Cardiode Câmera Cyber Shot Câmera Câmera Cyber Shot Filmadora HandCam Filmadora HandCam Filmadora Tripé para caixa de som Pedestal Mesa de som Placa de som externa HD externo de 1TB DVD player 01 TV de Plasma (40 pol.) e 01 CRT (20 pol.) Amplificadores de Guitarra 20W Amplificadores de Baixo 20W Bateria LG Sansung LG / 20 pol. Eurodesk Sony Teac Denon Teac Shure / 5M7A AKG / K100 Shure / 5M58 Sony / DSC-W730 Sony / MVC-CD500 Sony / DSC-W130 Sony /DCR-HC52 Sony / DVD108 Sansung / SC-MX10A Beringer Digidesign ONERR ONERR Ludwik 14.2.3. Laboratório de informática IS08 Além dos laboratórios de informática de uso comum, os alunos do curso de música utilizam o laboratório IS08 nas aulas de Softwares Musicais. Esse laboratório conta com 78 computadores Semprom 2.6 Ghz, equipados com os softwares livres Audacity 1.3 e MuseScore 1.2. 14.2.4. Sala de teclados Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 166 Localizado no piso inferior do bloco F, a sala de teclados é utilizada pelos alunos nas monitorias de teclado. No seu tempo livre, é utilizada pelos alunos para estudo. A sala de teclados conta com 7 teclados com fonte, estante de partitura e capa protetora. 14.2.5. Sala de estudos Localizada no piso inferior do bloco F, a sala de estudos é utilizada pelos alunos nas aulas optativas de instrumento. No tempo livre, é utilizada para estudo. 14.2.6. Laboratório de TV Localizado no piso inferior do bloco F, o laboratório de TV é utilizado pelo curso de Música especialmente para a realização de Workshops. Esses eventos são filmados pelos alunos da área de comunicação, sob a supervisão dos professores da área e dos técnicos responsáveis pelo laboratório. Ocasionalmente, o laboratório de TV é utilizado pelos alunos da música para a gravação/filmagem de clipes e material audiovisual. O laboratório de TV conta com os seguintes equipamentos: Laboratório Quantidade 01 02 01 02 06 03 02 02 02 01 Equipamento Monitor de computador 15 pol. Tripes para câmera Receptor de Intercon Fresnéis de 2000 KW Fresnéis de 1000 KW Spots de 1000 KW Soft`s de 1000 KW Brut`s de 3000 KW Mini Brut`s de 3000 KW Computador Processador Semprom 2800, com teclado, mouse, 02 caixas Marca / Modelo AOC JVC / TP-P300u RTS / BP-318 Telem / TM 3822 Telem / TM 3812 Telem Telem Telem Teletrome Cânila AMD Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 167 01 01 01 01 01 02 04 01 01 de som. Caixa de som Trancodificador para tele prompter TV 29 pol. TV 20 pol. Aparelho de DVD Monitores de Tele-prompter Suportes de iluminação para piso Filtro de linha Tela para chroma-key verde (4m x 6m) Yamaha / MSP5 Transcorte / PCTV-8000 Sansung / CL-29k40MQ Philco / TP-2504 J-TEC / MTK-1000 Kodo / KBM1200S Sem marca Sem marca Scwitcher Quantidade Equipamento 01 DVD Player 01 Gravador de DVD 04 Monitores de 10 pol. (Preto e branco) 02 Monitores de 17 pol. (colorido) 01 Mesa de corte 01 Legendadora 01 Controlador de vídeo 01 Vídeo (Mini-DV) 01 Vídeo (SVHS) 01 Vídeo (SVHS) 01 TV de 14 pol. 01 Tape Deck duplo 01 CD player 01 Mesa de som (16 canais) 01 Caixa de som 01 Receptor de Intercom 01 Fonte para Intercom 01 Câmera de vídeo (Mini-DV) Marca / Modelo Phillips / DVP3320K Panasonic / DMRE85H JVC / TM-923B JVC / TM-1600SV Panasonic / WJ-MX50A Vidconics 3000 JVC / RM6870V JVC / BRCV600V JVC / BRS8000V Panasonic /AG-1960 Philco / TP-1452 Teac / W-518R Teac / CD-P1120 Mackie / 1600-VLZ Pró Yamaha / MSP5 RTS / BP318 RTS Systems / PS15-Power Supply Sony / HC-52 Almoxarifado Quantidade Equipamento 01 Câmera de vídeo (Mini-DV) 01 Câmera de vídeo (Mini-DV) Marca / Modelo JVC / GY500 Sony / FX-1 Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 168 01 01 01 02 01 01 01 04 01 01 02 03 11 16 03 02 02 02 01 01 01 01 03 02 01 01 02 01 01 01 01 01 01 Câmera de vídeo (Mini-DV) Câmera de vídeo (Mini-DV) Câmera de vídeo (Mini-DV) Câmera de vídeo (Mini-DV) Câmera de vídeo (Mini-DV) Câmeras fotográficas digitais Câmeras fotográficas digitais Baterias para câmeras Fone de ouvido Tripé (Foto/video) Tripé (vídeo) Cabo para microfone (P2/XLR) Carregadores de bateria (câmera de vídeo) Bateria (câmera de vídeo) Extensões Set-light`s (1000 KW- 220V) A/C para câmera Cabo para microfone (XLR/XLR) Suporte para câmera HD externo (250 GB) CD player Receptor Intercon`s Headset Filtro de linha (110/220V) Microfone direcional Microfone de L’Apela Microfone cardióide (com fio) Microfone cardióide (sem fio) Espuma para microfone direcional Zepellin para microfone direcional Manta para microfone direcional Vara para microfone direcional Computador com mointor LG (15 pol. W15), teclado, mouse e caixa de som (Yamaha MSP5) Sony / VX-2000 Panasonic / DVC-7 Panasonic / GS320 Panasonic / GS180 Sony / HC52 Nikon / E8700 Sony (DSC-H10) AKG Manfrontto Velbon PIAL JVC / IA-60A JVC / GY500 Teac / CD-P1120 RTS / BP-318 Telex / 64438 Zandoni Sennheiser Sony Shure Sony AMD SEMPROM 14.2.7. Salas multimídia O curso de música utiliza regularmente as três salas multimídia em aulas diversas, conforme solicitação dos professores responsáveis. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 169 As salas multimídia contam com os seguintes equipamentos: Televisores de 20 e 29 polegadas Aparelhos de DVD Aparelhos de vídeo 14.2.8. Auditórios I e II Localizados no 6º andar do bloco I, os auditórios I e II são utilizados pelos professores em aulas diversas, conforme solicitação. As disciplinas Percussão Corporal, Linguagem da Canção e História da Música Popular utilizam os auditórios ostensivamente. Os auditórios I e II compartilham os seguintes equipamentos: 01 Aparelho de CD de mesa; 02 Conjuntos de cabeamento para som, áudio, vídeo e rede analógica e digital; 02 Mesas de som; 02 Potências; 04 Microfones; 04 Suportes para Microfones; 08 Caixas de som; 08 Pedestais; 02 retroprojetor; 02 Púlpitos para 12 pessoas, fixos no palco; 350 Poltronas; 500 Cadeiras. 14.2.9. Palco de eventos Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 170 Localizado no térreo do bloco C, o palco de eventos é utilizado pelos alunos nos eventos do projeto Canja na Sant’Anna e demais apresentações abertas à comunidade. O Palco de eventos é alimentado por equipamentos dos laboratórios de música e de rádio e música, conforme solicitação. 15. Requisitos Legais 15.1. DCN para Educação das Relações Étnico-raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (CNE/CP 01/2004) O Centro Universitário Sant’Anna tem uma grande preocupação em preparar seus alunos para compreender a cidadania como participação social e políticas, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais. Desta forma, adota no dia a dia atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, e de respeito à diversidade do público que frequenta a instituição. Por meio da missão do Centro Universitário, que é formar cidadãos que saibam pensar e agir, comprometidos com o desenvolvimento, democracia, e justiça social, busca-se contemplar as questões da pluralidade étnico–racial, sem deixar de lado questões de diversidade, inclusão de deficientes e respeito ao meio ambiente. Partindo da conscientização da diversidade social do nosso país, os cursos promovem discussões sobre a pluralidade e a valorização do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e de grupos. É esperado que o futuro profissional perceba-se integrante e agente transformador da sociedade e do ambiente, identificando seus elementos e as Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 171 interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente, das relações humanas e da sociedade como um todo. Dentre as competências desenvolvidas nos cursos destacam-se as relacionadas com o comprometimento com os valores inspiradores da sociedade democrática: • Pautar-se por princípios da ética democrática: igualdade de nascimento e direitos civis, dignidade humana, justiça, respeito mútuo, participação, responsabilidade, diálogo e solidariedade, para atuação como profissionais e como cidadãos; • Orientar suas escolhas e decisões por valores democráticos e por reflexão pautada em pressupostos epistemológicos coerentes. • Reconhecer e respeitar a diversidade manifestada por seus colegas e professores, em seus aspectos sociais, culturais e físicos, detectando e combatendo todas as formas de discriminação. De um modo geral, os temas relacionados à Educação das Relações Étnicos-Raciais e à História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e Cultura Indígena são transversais em todos os cursos de da instituição e percorrem parte das disciplinas. Sempre que possível, são estudadas as contribuições destas culturas na construção do escopo de parte dos conhecimentos científicos atuais. No Curso de Bacharelado em Música, esses temas têm especial destaque no conteúdo programático das disciplinas Ética, cidadania e Responsabilidade Social, História da Música Popular e Percussão Instrumental. 15.2. Disciplina de LIBRAS (Dec 5.626/2005) O curso de Bacharelado em Música atende à exigência do decreto 5.626/2005 no conteúdo programático da disciplina Prática de ensino, diversidade e LIBRAS. Esta disciplina é obrigatória para os alunos do bacharelado e conta com carga horária de 80 horas. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 172 15.3. Carga horária mínima e tempo mínimo de integralização A carga horária total do Curso de Bacharelado em Música do Centro Universitário Sant’Anna é de 2540 horas. O tempo mínimo de integralização é de 6 semestres e o tempo máximo é de 9 semestres. 15.4. Condições de acesso para portadores de necessidades especiais O Centro Universitário Sant`Anna implementou em 1998 o CIVI (Centro de Informação para a Vida Independente), tornando acessível mais de 6.000 itens de produtos e serviços voltados à questão da deficiência. Em decorrência deste processo, a Instituição passou a desenvolver atividades de orientação e acompanhamento personalizado a um número maior de alunos, promovendo também a colocação profissional dessas pessoas. Com os bons resultados alcançados, pessoas com deficiência auditiva e visual passaram a procurar Centro Universitário Sant’Anna - UniSant’Anna na busca de desenvolvimento e, rapidamente, se formou a maior comunidade acadêmica de pessoas com deficiência no país. Esse crescimento promoveu a criação da Coordenadoria de Inclusão que mantém atualmente uma equipe multidisciplinar especializada, com mais de 100 (cem) profissionais de inclusão, criando funções como ledores, para apoio e acompanhamento pedagógico de pessoas com deficiência visual, e capacitando intérpretes de LIBRAS, psicólogos e pedagogos em metodologia educacional inclusiva construída com o know-how e vivência da Instituição. Importante salientar a Coordenadoria de LIBRAS, criada para suportar o grande número de alunos com deficiência auditiva, que em um curto espaço de tempo, passou a ser referência nacional na padronização de sinais da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 173 Pelo diferenciado trabalho de acolhimento oferecido às pessoas com deficiência pela Instituição, a Centro Universitário Sant’Anna - UniSant’Anna tornou-se referência nacional de desenvolvimento inclusivo, sendo umas das instituições no País com maior número de alunos com deficiência e/ou necessidades especiais. 15.5. Políticas de Educação ambiental (Lei 9795/1999 e decreto 4.281/2002) A preocupação com o meio ambiente não pode ser tema de conteúdos específicos, mas precisa permear todas as ações institucionais, dentro e fora do âmbito dos cursos. Ciente do seu papel, a instituição promove ações contínuas de conscientização e preservação do meio ambiente, como a disseminação de valores e práticas como a reciclagem, o uso racional da água, energia, papel e demais insumos. A instituição conta com o curso de Gestão Ambiental, que centraliza as iniciativas que atingem a totalidade do Centro Universitário. Dentre essas iniciativas destacamos a Semana do Meio Ambiente, que reúne alunos, docentes e profissionais convidados para debater o tema, com a participação de toda a comunidade. O curso de música participa ativamente desse evento, pontuando os seminários com intervenções musicais relacionadas ao tema, o que leva a comunidade a refletir o papel da arte nesse debate. No corpo das disciplinas, esse assunto também é transversal, mas abordado principalmente em Ética e Responsabilidade Social, e nas Práticas de ensino, que estimulam a criação de instrumentos musicais com material reciclado. 15.6. Educação em direitos humanos (resolução 01 – 30/05/2012) A reflexão sobre os Direitos Humanos perpassa todo o curso, e é abordada especialmente na disciplina Ética e Responsabilidade Social. Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 174 16. ANEXO Projeto Pedagógico do Curso de Bacharelado em Música 175