ANAIS DA I SEMANA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL Debates e vivências de práticas pedagógicas no contexto inclusivo 2 Comissão Científica: Bárbara Martins de Lima Del Pretto Fabiana Cia Giseli Barbieri do Amaral Lauand Juliane Ap. de Paula Perez Campos Márcia Duarte Apoio: Proex/UFSCar 3 PÔSTERES 4 ADOÇÃO E ESCOLARIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA NA PERSPECTIVA DOS PAIS ADOTIVOS. Aline Mercês Silva; Márcia Duarte (Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos, [email protected]). A família é um dos fatores principais que contribuem para o desenvolvimento e aprendizagem da criança. Assumir um filho adotivo é, ao contrário, não esquecer essa condição. Embora o ato de adotar seja uma prática que exista ao longo da humanidade seus objetivos nem sempre foram os mesmos, a necessidade do sujeito adotado de vivenciar no ceio de uma família estrutura e que lhe oportunize uma vida de qualidade nem sempre foram critérios para legitimar a adoção, assim muitas famílias ainda optam pela adoção no sentido de satisfazer suas próprias necessidades. Existem casais que optam pelo tipo de adoção menos frequente, neste caso a adoção de pessoas com deficiência. Mas como essas adoções são vivenciadas? Como os pais adotivos de crianças com deficiência percebem e vivenciam as adoções? Como está ocorrendo à escolarização dos filhos adotivos? Como a participação da família auxilia nesse processo? Considerando essas indagações traçamos como objetivo deste estudo conhecer e analisar, junto a pais adotivos de crianças com deficiência, como percebem e vivenciam essas adoções, bem como verificar a contribuição destes no processo de escolarização de seus filhos. O método adotado para esta pesquisa é o qualitativo. Os dados estão sendo coletados por meio de questionário semiestruturado construída pela pesquisadora. Os participantes são famílias que têm filhos adotivos com deficiência. De acordo com os dados preliminares, já é possível observar que a adoção de pessoas com deficiência está sendo considerada uma ação de responsabilidade, pois além de envolver amor estas famílias oferecem recursos que estão possibilitando educação e escolarização para seus filhos com deficiência adotados. Palavras-chave: Pais. Família. Adoção. Deficiência. 5 A VISÃO DOS VEREADORES DO MUNICIPIO DE SÃO CARLOS EM RELAÇÃO ÁS PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS ACERCA DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Maria Grazia Guiller Mayer (Universidade Federal de São Carlos Departamento: Psicologia – Licenciatura Educação Especial - [email protected]), Camila Cristina Barbosa (Graduando do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Jéssica Cristina Vernille Rosa (Graduando do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Bruno Rafael Marques Zancheta (Graduando do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Rafael Augusto Linhares (Graduando do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Maria Amélia Almeida (Professora do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade de São Carlos UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo Brasil - amé[email protected]), Márcia Duarte (Professora do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade de São Carlos UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo - Brasil - [email protected] O Plano Nacional de Educação tem como objetivo assegurar a continuidade das políticas educacionais e articular as áreas da União, dos estados e dos municípios, ao mesmo tempo que se preserva a flexibilidade necessária para fazer face as contínuas transformações sociais. Esta pesquisa consiste em compreender o que os vereadores conhecem sobre o Plano Nacional de Educação e identificar quais pontos eles acham mais importante. Visto que a Educação Especial está amplamente ligada com as políticas educacionais a essa área, queremos saber qual a opinião dos nossos legisladores sobre o Plano Nacional de Educação. Uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório, mediante as entrevistas semi-estruturadas com questões fechadas e abertas, que será iniciada após aprovação do Comitê de Ética. Os sujeitos são treze vereadores eleitos no ano de 2008 com mandato de quatro anos no município de São Carlos no interior do estado de São Paulo. Os materiais utilizados para a confecção das entrevistas serão computador, tinta para impressora, gravador de voz e papel. As entrevistas seguem um roteiro contendo 12 perguntas. As mesmas estão sendo gravadas com o consentimento dos vereadores em seus gabinetes na Câmara Municipal de São Carlos com duração de quinze minutos aproximadamente para responder, após a coleta dos dados avaliaremos de forma aprofundada. Juntamente ao questionário será anexada uma explicação sobre os objetivos da pesquisa. Esse trabalho tem como conclusão conhecer o que nossos legisladores compreendem sobre o Plano Nacional de Educação, sendo que eles têm o poder nas mãos para decidir leis e realizar projetos para toda a comunidade, e principalmente as pessoas com necessidades educacionais especiais. Palavras-chave: Plano Nacional de Educação. Vereadores. Educação Especial. 6 A VISÃO DO EMPREGADOR SOBRE A INSERÇÃO DA PESSOA COM SÍNDROME DE DOWN NO MERCADO DE TRABALHO. Ana Elisa Millan (Licenciatura em Educação Especial- Departamento de Psicologia – Centro de Educação e Ciências Humanas –Universidade Federal de São Carlos- UFSCar- – CEP 13565-905 – São Carlos – SP – Brasil – [email protected]), Carmelina Aparecida Aragon – (Licenciatura em Educação Especial- Departamento de Psicologia – Centro de Educação e Ciências Humanas –Universidade Federal de São CarlosUFSCar- – CEP 13565-905 – São Carlos – SP – Brasil [email protected]), Isabela Bagliotti Santos – (Licenciatura em Educação Especial- Departamento de Psicologia – Centro de Educação e Ciências Humanas –Universidade Federal de São Carlos- UFSCar- – CEP 13565-905 – São Carlos – SP – Brasil [email protected]). Em um mundo globalizado, estar no mercado de trabalho se torna essencial para que o ser humano se sinta produtivo. Por questões legais, empresas de médio e grande porte devem ter pessoas com algum tipo de deficiência dentro do seu quadro de funcionários. Esta pesquisa tem como objetivo geral conhecer a visão do empregador quanto à inserção da pessoa com Síndrome de Down no mercado de trabalho. Como objetivos específicos, visa pesquisar junto aos empregadores quais as expectativas e se as mesmas foram supridas após a contratação dos mesmos, bem como investigar se houve preparação da empresa para a integração desse funcionário dentro do ambiente de trabalho. Participarão da pesquisa quatro empregadores que tenham funcionários com síndrome de Down em seus quadros de funcionários. Para tanto, os participantes serão entrevistados por meio de um roteiro semi estruturado com 32 questões abertas, cujo roteiro está dividido em quatro blocos temáticos que caracterizam a empresa, os funcionários e as ações da empresa. As entrevistas serão gravadas e transcritas de forma literal e o conteúdo será analisado de acordo com as categorias de respostas supostamente pré-definidas, tais como: motivo para tomar a decisão de contratar; expectativa quanto à contratação; o uso de estratégias de contratação da pessoa com Síndrome de Down; tratamento oferecido à pessoa com Síndrome de Down. Os dados serão apresentados em forma de gráfico, quadro ou tabela de acordo com a clareza e significado. Espera-se que este estudo traga benefícios para a contratação futura de pessoas com síndrome de Down. Palavras-Chaves: Síndrome de Down. Mercado de Trabalho. Responsabilidade Social. 7 ALFABETIZAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL. Aline Ferreira Rodrigues Pacco (Graduanda de Licenciatura em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected].), Daniele Sentevil da Silva (Graduanda de Licenciatura em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13.565905, São Carlos/SP/BR. [email protected]), Érika Rímoli Mota da Silva (Graduanda de Licenciatura em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected]), Elaine Maria Bessa Rebello Guerreiro (Doutoranda em Educação Especial pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos –PPGEEs/UFSCar, CEP. 13.565-905 São Carlos/SP/BR. [email protected]), Márcia Duarte (Doutorado em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho UNESP-Araraquara-SP, docente da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected].), Maria Amélia de Almeida (Pós-doutorado em Educação Especial na Universidade da Geórgia (USA), docente da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected].). Conhecer as diferentes estratégias, ou meios de aprendizagens, do aluno com deficiência é fundamental para o educador especial. Cada deficiência tem as suas especificidades que requerem diferentes recursos ou adaptações necessárias para o processo de ensino-aprendizagem. A visão fornece a percepção das coisas não tateáveis, como espaço e cores, localização de objetos, ou seja, noção de quase tudo que faz parte do ambiente externo. Mas o que acontece com as pessoas que não podem enxergar ou tem baixa-visão desde seu nascimento? Quais os recursos necessários para a sua alfabetização? E o que acontece com as pessoas que adquiriram a deficiência visual após a sua alfabetização? Quais foram os recursos utilizados para a continuidade do seu processo de escolarização? Considerando essas indagações traçamos como objetivo deste estudo conhecer as diferentes estratégias de alfabetização de pessoas com deficiência visual. O método adotado para esta pesquisa é o qualitativo e quantitativo, com ênfase no primeiro. É uma pesquisa descritiva com amostra voluntária. Os dados qualitativos serão analisados pela Análise de Conteúdo e os dados quantitativos terão tratamento estatístico pelo programa SPSS. Os dados serão coletados por meio de um questionário semiestruturado construído pelas pesquisadoras. Os participantes possuem algum vínculo com a Universidade Federal São Carlos, bem como alunos do cursinho pré-vestibular mantido pela mesma. De acordo com os dados preliminares, já é possível observar a diversidades de alternativas para o processo de escolarização, bem como a importância do envolvimento da família. O recurso mais utilizado para deslocamento dos participantes é a bengala longa. Já para a leitura são utilizados leitores de tela e a lupa, no caso de baixa visão. Palavras-chave: Educação Especial. Inclusão Escolar. Deficiência visual. 8 ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL INCLUÍDOS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: TRAJETÓRIAS ESCOLARES E EXPECTATIVAS DE SEUS FAMILIARES. Rafaela Lopes (Graduanda do Curso de Licenciatura em Educação Especial/ UFSCAR, São Carlos-SP, [email protected]), Juliane Ap. de Paula Perez Campos (Docente do curso de Licenciatura em Educação Especial/ Departamento de Psicologia/ UFSCAR, São Carlos-sp, [email protected]). Tendo como referência a família e os jovens com deficiência intelectual, alguns questionamentos são necessários na tentativa de se conhecer a trajetória escolar destes jovens e a expectativa da família frente ao processo de escolarização dos mesmos, ou seja: Qual a influência da família no percurso escolar do aluno jovem com deficiência intelectual? Qual a expectativa que a família tem da EJA? Qual a percepção dos familiares sobre a aprendizagem do jovem com deficiência intelectual? Quais ações da família revelam-se como contribuições na escolarização dos jovens com deficiência intelectual? O presente estudo tem por finalidade analisar o papel da família na trajetória escolar do aluno com deficiência intelectual da Educação de Jovens e Adultos (EJA), segundo a opinião do aluno e de seus pais. Para isto, busca-se conhecer o que pensam os alunos com deficiência intelectual incluído na EJA, a respeito do papel da família na sua escolarização; identificar as ações da família que contribuíram para a escolarização de seus filhos jovens com deficiência intelectual; caracterizar as expectativas da família frente à EJA e as perspectivas de desenvolvimento e vida futura de seus filhos jovens com deficiência intelectual. Trata-se de uma pesquisa em andamento, sendo realizada junto às famílias e ao aluno com deficiência intelectual incluídos na Educação de Jovens e Adultos de uma escola da rede municipal de uma cidade de médio porte da região central do estado de São Paulo. Serão realizadas entrevistas semi-estruturadas com os familiares e aluno com deficiência intelectual. Espera-se que os resultados deste estudo contribuam na disseminação de pesquisas que apresentam como temáticas a família e a escolarização de alunos jovens com deficiência intelectual. Palavras-chave: Família. Educação Especial. Educação de Jovens e Adultos. Jovens e Adultos com Deficiência Intelectual. Escolarização. 9 ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS: ACESSO À MÚSICA E AO TEATRO NAS ESCOLAS REGULARES. Frederico Luizi de Souza (Graduando do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Karen Adriana Godoy (Graduanda do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Tiago Botassin (Graduando do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Andrea Carla Machado (Graduanda do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Maria Amélia Almeida (Professora do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade de São Carlos UFSCar Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo - Brasil [email protected]), Márcia Duarte (Professora do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade de São Carlos UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565905 - São Carlos - São Paulo - Brasil - [email protected]). A música e o teatro como instrumentos pedagógicos podem auxiliar os alunos com necessidades especiais na comunicação, seja ela verbal ou não, na psicomotricidade através da expressão corporal, no desenvolvimento de sua criatividade ou mesmo na melhora de sua auto-estima pelo simples domínio de uma atividade. Assim, esta investigação tem como objetivo identificar o acesso à música e ao teatro de alunos com necessidades especiais nas aulas de educação artística, bem como verificar como as aulas de arte estão sendo realizadas nas escolas e identificar qual a formação dos profissionais que atuam nessa área. Participam do estudo diretores, supervisores, professores da sala de recursos multifuncionais e arte-educadores. O instrumento de coleta de dados é um roteiro de entrevista semi estruturado com perguntas sobre o atendimento de alunos com necessidades especiais na escola e sobre o acesso à arte por parte dos alunos. As entrevistas estão sendo gravadas e transcritas e os dados obtidos agrupados de acordo com as categorias levantadas. Os dados preliminares indicam que as aulas tem que ser dadas de acordo com programa pré estabelecido cobrindo as 4 linguagens: artes plásticas, música, dança e teatro havendo pouca chance de aprofundamento nessas linguagens em decorrência da carga limitada horária da disciplina. Espera-se que os resultados finais indiquem formas alternativas de ensino da arte em termos de flexibilização, aprofundamento e adaptação da arte a alunos com necessidades especiais. Palavras-chave: Educação Especial. Alunos. Música. Teatro. 10 AVALIAÇÃO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O BRINCAR DO PRÉ-ESCOLAR INCLUÍDO. Gabriela Ebert Oliveira, Alissa Mayumi Shimokozono, Ana Luiza Ferrari Silva, Debora Lucila Carlos, Mariana Fiori Carvalho Da Silva Souza, Michelli Dutra Pastorello, Carla Ariela Rios Vilaronga, Fabiana Cia (Licenciatura em Educação Especial, Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos, UFSCar. São Carlos, São Paulo, CEP: 13570-000, Brasil, e-mail [email protected]. Financiamento: Proex/UFSCar). Perante o processo de inclusão e a escassez de brinquedos adaptados para alunos incluídos na educação infantil, esse curso teve por objetivos: (a) identificar a importância do brincar para o desenvolvimento infantil; (b) analisar a importância do papel do professor como mediador nas atividades de brincar e (c) construir brinquedos, considerando as especificidades dos pré-escolares incluídos. Participaram da atividade 33 professoras pré-escolares e oito alunos de graduação. Ocorreram 15 encontros semanais, em que foram trabalhadas temáticas sobre inclusão, brincar e o papel do professor no brincar. Além disso, o curso teve quatro oficinas de confecção de brinquedos e como atividade final, os professores deveriam aplicar em sala de aula um brinquedo adaptado, a fim de verificar a eficácia do mesmo para atingir os objetivos pretendidos com a criança. Para avaliar o curso, os professores preencheram uma ficha de avaliação. Quanto aos aspectos positivos: 36,7% dos professores apontaram que o curso proporcionou novas práticas pedagógicas por meio do brincar e 33,3% apontaram a confecção de brinquedos com diferentes materiais. Quanto aos aspectos negativos, 33,3% dos professores não responderam e 26,7% apontaram o tempo curto das aulas. Em relação aos benefícios do curso na prática dos professores, 66,7% apontaram o maior conhecimento sobre o brincar, a utilização, confecção dos brinquedos e, por consequência ampliação das práticas pedagógicas e 16,7% apontaram as novas ideias de trabalhar com crianças incluídas. Pode-se concluir que o curso proporcionou maior conhecimento, reflexão e ampliação das práticas pedagógicas dos professores, em relação ao brincar da criança pré-escolar incluída. Palavras-chave: Formação de professores. Inclusão. Educação Especial. Brincar. 11 AVALIAÇÃO E IMPLEMENTAÇAO DE RECURSO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA COM UMA ALUNA COM PARALISIA CEREBRAL EM UMA SALA DE 1º ANO DO ENSINO REGULAR DA REDE PÚBLICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Adriana Maria Leone Alves Oliveira (Mestre em Educação Escolar e professora do primeiro ano do ensino fundamental – EMEB Professora Dalila Galli – Secretaria da Educação – CEP 13565-040 – São Carlos – São Paulo – Brasil – email: [email protected]), Carolina Lima Silva Formagio (Aluna do Departamento de Psicologia – Curso de Licenciatura em Educação Especial – Universidade Federal, de São Carlos – UFSCar – CEP 13565-905 – São Carlos – São Paulo – Brasil – email: [email protected]). A inclusão de um aluno com necessidades educacionais especiais no ensino regular, apesar de já ter se tornado política pública com leis que a garantam, ainda é uma realidade que gera insegurança e dificuldades para o trabalho de professoras e professores do ensino regular. O educando com deficiência física precisa de condições apropriadas de locomoção, comunicação e aprendizagem. Este trabalho objetivou melhorar as condições de aprendizagem de uma aluna com paralisia cerebral, de 7 anos, que frequenta o 1º ano do ensino fundamental. Foi elaborado em conjunto por uma professora de 1° ano do ensino fundamental de nove anos da rede pública e uma estagiária do curso de Educação Especial da UFSCar. Inicialmente foi realizada a observação da aluna em sala de aula e a identificação de suas necessidades, a partir do Protocolo de Dez passos para Avaliação e Implementação de Recurso de Tecnologia Assistiva. Em seguida foram traçados os objetivos a serem alcançados com a aluna, como, por exemplo, digitar a atividade da lousa, ligar e desligar o computador, desenhar no Paint. O equipamento disponível na escola foi providenciado: um notebook e um mouse convencionais que a aluna só utiliza em sala de aula. O acompanhamento da utilização do recurso foi feito pela estagiaria até o final do semestre. No final desse período foi verificado que a aluna atingiu os objetivos propostos a partir da utilização dos equipamentos disponibilizados e foram identificas novas necessidades para serem superadas no segundo semestre. Constatou-se que o protocolo mostrou-se eficaz para a avaliação de recurso de T.A. Palavras-chave: Inclusão. Acessibilidade. Tecnologia assistiva. 12 CARACTERIZAÇÃO E CONCEPÇÕES DOS PROFESSORES DA SALA DE AULA REGULAR QUE ATUAM COM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL. Laís P. Oliveira (Graduação em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP 13565905, São Carlos/SP/BR. [email protected]), Maria A. Almeida (Professora vinculada ao Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP 13565905, São Carlos/SP/BR), Márcia Duarte (Professora vinculada ao Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP 13565905, São Carlos/SP/BR), Danúsia C. Lago (Acadêmica do curso de Doutorado em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP 13565905, São Carlos/SP/BR), Cariza. de C. Spinazola (Graduação em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP 13565905, São Carlos/SP/BR), Larissa Guadagnini (Graduação em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP 13565905, São Carlos/SP/BR), Matheus Felipe (Graduação em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP 13565905, São Carlos/SP/BR). A matrícula de alunos com deficiência intelectual (DI) nas redes regulares de ensino público vem aumentando consideravelmente no Brasil. Nesse contexto, os professores que atuam junto a esses alunos exercem papel fundamental na consolidação desse processo. Diante dessa problemática elaborou-se um projeto de pesquisa em prol da disciplina Processos Investigativos em Educação Especial I: Planejamento de Trabalho Científico do curso de Graduação em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. O projeto foi enviado ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFSCar e após a provação dar-se-á início ao processo de coleta de dados. O objetivo dessa pesquisa, em andamento, é traçar o perfil pessoal e profissional dos professores que atuam com alunos com DI na sala de aula regular em quatro redes de ensino municipal do interior do estado de São Paulo. Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem mista – qualitativa/quantitativa com ênfase na segunda abordagem. Participarão desse estudo os professores que atuam com alunos com DI na sala de aula regular. Os dados serão coletados por meio de um questionário de identificação pessoal e profissional, que já foi elaborado e revisado por juízes com experiência na área, dividido em cinco blocos temáticos contendo questões em sua maioria fechadas. Os dados serão coletados em quatro municípios do interior do Estado de São Paulo. Espera-se que os resultados dessa pesquisa possam revelar a concepção e o perfil do professor diante da inclusão escolar do aluno com DI no ensino regular, bem como fomentar uma avaliação da política de inclusão escolar do município da qual fazem parte. Palavras-chave: Inclusão escolar. Deficiência intelectual. Perfil dos professores. 13 CONCEPÇÕES DOS PROFESSORES SOBRE O PROCESSO DE INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM SÍNDROME DE DOWN. Alessandra Braz (Departamento de Psicologia - Universidade Federal de São Carlos UFSCar - São Carlos – São Paulo – Brasil), Márcia Duarte (Departamento de Psicologia Universidade Federal de São Carlos UFSCar - São Carlos – São Paulo – Brasil). Todas as pessoas têm o direito à educação e a uma educação de qualidade, incluindo as pessoas com deficiência independente das diferenças que apresentam e à garantia de que a educação dessas pessoas se integre ao sistema educativo. Atualmente a inclusão é entendida como a flexibilização da sociedade para poder inserir as pessoas com necessidades educacionais especiais em prol de desfrutarem de seus direitos sociais, educacionais e morais. O movimento pela construção de sistemas educacionais inclusivos se estabeleceu amparado legalmente, permitindo que os alunos com deficiências pudessem ser matriculados em classes regulares. No âmbito das políticas educacionais brasileiras, a educação inclusiva destaca-se enquanto elemento desafiador na democratização do ensino e na garantia do direito do aluno com deficiência à escolarização. Considerando tais diretrizes o objetivo deste trabalho foi o de conhecer e analisar a concepção dos professores do ensino regular e da educação especial sobre o processo de inclusão e aprendizagem escolar dos alunos com síndrome de Down, bem como verificar junto as rede municipal e instituição especializada o número de alunos com síndrome de Down matriculados no ensino fundamental. O método adotado para análise dos resultados da pesquisa é o qualitativo. Os dados são coletados por meio de um questionário semiestruturado construído pela pesquisadora. Os participantes são três professores do ensino fundamental de uma escola regular e três professores da educação especial de uma cidade de porte médio do interior de São Paulo. Pode-se perceber na análise dos resultados preliminares, que os professores do ensino regular apresentam dificuldades em trabalhar com o aluno com síndrome de Down e que deveria ter um profissional especializado que acompanhasse esses alunos na sala de aula. Palavra-Chave: Síndrome de Down. Inclusão. Aprendizagem. 14 CONSIDERAÇÕES SOBRE A INCLUSÃO ESCOLAR DE ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. Roseli A. Parizzi (Docente da Faculdade de Ciências e Letras Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” – UNESP/CAr CEP: 14.800.901 – Araraquara. São Paulo. Brasil e-mail: [email protected]), Denise Cristina da Costa França dos Santos. Professora PEB I – Rede Municipal de Ensino/ Pedagoga pela Faculdade de Ciências e Letras - Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”- UNESP. CEP: 14.800.901 – Araraquara. São Paulo. Brasil e-mail [email protected]). Realizou-se um estudo exploratório com nove alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEE) que passaram pela escolaridade nos últimos dez anos e que estavam matriculados na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O objetivo foi identificar os efeitos da educação inclusiva, no que diz respeito ao acesso e equidade da educação, em relação à aquisição da leitura, escrita e cálculo tendo como referência o ciclo inicial de alfabetização. A pesquisa foi desenvolvida com alunos na faixa etária entre 16 e 46 anos, em uma cidade do interior paulista brasileiro. Dos participantes, três cursavam o Termo I: (1ª e 2ª série), três o Termo II (3ª e 4ª série) e três o Termo III: (5ª série). Elaborou-se um Instrumento de Avaliação, com questões específicas de língua portuguesa e matemática. Constatou-se que nos últimos dez anos, do grupo investigado, poucos alunos frequentaram o ensino regular e os que freqüentaram foi por pouco tempo. A grande maioria estudou somente em escola especial, contrariando a legislação vigente da política de educação inclusiva no sistema educacional brasileiro. Apesar dos alunos receberem a classificação de alunos com NEE, o sistema escolar demonstra dificuldades em atendê-los em suas demandas específicas de aprendizagem e aponta para a necessidade de formação adequada de professores para atuar em escolas inclusivas e atender a diversidade presente em sala de aula. Palavra chave: EJA. Inclusão. 15 ENSINANDO SOBRE A DIFERENÇA PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL: DA LEITURA DE LIVROS À CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS. Chaiane C. dos Santos (Graduanda do curso de Licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos, São Carlos-SP, Brasil, CEP:13565-905), Márcia Duarte (Professora orientadora do estágio supervisionado do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos UFSCar, São Carlos, SP, Brasil). Adaptar para ensinar muitas vezes, traz um mito errôneo de que são necessárias muitas mudanças no modo e forma de transmitir o conteúdo. Uma adaptação como bonecos de material com e.v.a para trabalhar história infanto juvenil pode ser uma possível alternativa para que seja desenvolvida, por exemplo, o tema diversidade. O relato de experiência de um estágio supervisionado do curso de Licenciatura em Educação Especial mostra uma adaptação feita em uma sala de aula do terceiro ano do ensino fundamental com alunos deficientes. Uma adaptação não significativa no currículo pode fazer com que o tema a ser desenvolvido seja de mais agrado e prazeroso ao aluno, fazendo com que o processo de aprendizagem seja atingindo com sucesso ao objetivo do professor. Em uma experiência de estágio, foi abordado como tema a contação de histórias, e a partir disso, iniciar atividades promovendo a inclusão dos alunos com deficiência juntamente com os colegas de sala. Em uma intervenção feita para trabalhar a temática diversidade foi lido um livro intitulado “Revolução no formigueiro” de autoria de Nye Ribeiro Silva, com algumas adaptações como formigas com algum tipo de deficiência. A utilização do fantoche foi para que a criança prestasse mais atenção e estimulasse com o material concreto sua imaginação através do personagem. O aluno com deficiência intelectual necessita de aprendizados que sejam feitos através de objetos concretos, isso auxilia a entender do que está se falando. Contudo foi possível fazer com que os alunos construíssem conceitos como a diversidade, a deficiência, através de histórias encenadas por fantoches. Palavras-chave: Ensino Fundamental. Histórias Infantis. Adaptação. 16 HELENA ANTIPOFF: PIONEIRA EM EDUCAÇÃO ESPECIAL NO CAMPO NO BRASIL. Kátia Regina Moreno Caiado, Camila Yukari Kawamura e Natália Gomes dos Santos (Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Psicologia, Rodovia Washington Luis, Km 235 - Cx. Postal 676, CEP 13565-905 - São Carlos – SP – Brasil, [email protected]/ [email protected]). Considerando o histórico de desatenção com a educação especial e a educação no campo, entendemos a importância de estudar Helena Antipoff, a pioneira da soma destas áreas tão relevantes e, simultaneamente, carentes em nosso país. Assim, visamos compreender a educação especial no campo dentro da perspectiva de Helena Antipoff, pioneira desta temática no Brasil. Helena Antipoff, ao longo de sua carreira, exerceu funções de psicóloga e educadora, com formação universitária na França atuando de forma bastante significativa inicialmente em Ibirité, interior de Minas Gerais, nas áreas da educação fundamental, especial, rural ou comunitária, disseminando conhecimentos científicos nos campos da psicologia experimental e psicologia da educação. Pois, compreendia o direito dos indivíduos constituírem-se como tal em seu ambiente natural e preocupava-se em oferecer uma educação de qualidade, assim oferecendo acesso, permanência e aprendizagem. Em conseqüência destas ações, foi fundadora da Sociedade Pestalozzi e trouxe consigo o termo “excepcional” para o Brasil disseminando-o mundo afora, por ter atentado-se às crianças ainda mais marginalizadas devido ao desenvolvimento aquém do esperado e à dedicação aos estudos inéditos sobre crianças superdotadas no campo. Outro grande trabalho que Helena Antipoff deixou foi a Fundação Helena Antipoff (FHA), criada em 1955 com o Instituto de Educação Rural (Iser), ela foi se incorporando e hoje oferece serviços como: Educação Básica (Ensino fundamental e Médio), o Ensino Superior oferecendo cinco cursos de Licenciaturas (educação física, ciências biológicas, letras, matemática e pedagogia), a biblioteca comunitária (onde se encontra um dos acervos de Antipoff), cursos de capacitação presenciais e à distância, oficinas pedagógicas para crianças e adolescentes e atendimento psicológico a crianças e adolescentes em Ibirité. Desta forma, o presente trabalho nos apresentará a trajetória de Helena Antipoff, seus principais trabalhos e metodologias, sendo possível perceber as importantes contribuições desta para a educação mineira e brasileira, deixando-nos valores como a solidariedade, respeito e tantos outros vivenciados ao longo de sua carreira. Palavras-Chave: Helena Antipoff. Educação no Campo. Excepcional. Pestalozzi. 17 INSERÇÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA NO ENSINO SUPERIOR. Bruna Rafaela de Batista (Licenciatura em Educação EspecialDepartamento de Psicologia – Centro de Educação e Ciências Humanas –Universidade Federal de São Carlos- UFSCar- – CEP 13565-905 – São Carlos – SP – [email protected]), Tamiris Aparecida Fachinetti (Licenciatura em Educação Especial- Departamento de Psicologia – Centro de Educação e Ciências Humanas – Universidade Federal de São Carlos- UFSCar- – CEP 13565-905 – São Carlos – SP – [email protected]), Maria Amélia Almeida (Professora Associada da UFSCar - Departamento de Psicologia - Universidade Federal de São Carlos - UFSCar – CEP 13.565-905 – São Carlos - SP – Brasil – [email protected]). Na pesquisa presente o leitor irá se deparar com a história da educação do aluno com deficiência auditiva e todas as oposições referentes ao método a ser aplicado na educação do mesmo, além de conhecer e entender as políticas que auxiliam a inserção deste no ensino superior. Através da literatura verifica-se como o aluno surdo tem tido dificuldade na sua inclusão no ensino superior por isso, nosso objetivo neste trabalho é analisar a trajetória do aluno com deficiência auditiva até o ensino superior, verificar as dificuldades que o aluno pode enfrentar ao entrar neste, apontar as possibilidades e condições fornecidas a ele pela universidade, conhecer a convivência com os outros alunos e o corpo docente e por fim, entender como esta acontecendo a inclusão desses alunos nesse nível de ensino. Serão usados materiais e equipamentos como gravador, câmera filmadora, computador, papel sulfite e canetas. Os locais escolhidos para a pesquisa foram às universidades da região de São Carlos sendo que de seis escolhidas somente uma irá participar. A coleta de dados, na universidade, será feita por meio de questionário, que proporcionará obter o levantamento de quantos alunos com deficiência auditiva estão matriculados. Para a coleta de dados com os alunos, foi elaborada uma entrevista semi-estruturada contendo 18 questões que abrangem aspectos relacionados a trajetória escolar do aluno até o ensino superior, as condições de ensino e aprendizagem do mesmo, e as interações sociais no contexto da sala de aula no nível superior. Os dados serão analisados de forma qualitativa e quantitativa, para isso usaremos tabelas e gráficos para apresentar os resultados obtidos. Esperamos, com este trabalho, obter mais conhecimento nesta área, além de entender melhor a situação do aluno e como ele se sente em meio a suas limitações no ensino superior. Palavras-Chaves: Deficiência Auditiva. Ensino Superior. Educação. Inclusão. 18 MEIOS DE ACESSO À LITERATURA PARA PESSOAS CEGAS. Ailton Barcelos da Costa (Pós-Graduando em Educação Especial - PPGEES - Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - 13.565-905 – São Carlos - SP – Brasil [email protected]), Amanda Cristina dos Santos Pereira (Graduanda em Licenciatura em Educação Especial - Departamento de Psicologia - Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - 13.565-905 – São Carlos - SP – Brasil – [email protected]), Jalusa Andréia Storch (Pós-Graduanda em Educação Especial - PPGEES - Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - 13.565-905 – São Carlos - SP – Brasil - [email protected]), Márcia Duarte (Professora Adjunta do curso de Licenciatura em educação Especial - Departamento de Psicologia Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - 13.565-905 – São Carlos - SP – Brasil – [email protected]), Maria Amélia Almeida (Professora Associada da UFSCar - Departamento de Psicologia - Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - 13.565905 – São Carlos - SP – Brasil – [email protected]), Paulo Eduardo Zorel (Graduando em Licenciatura em Educação Especial – Departamento de Psicologia Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - 13.565-905 – São Carlos - SP – Brasil – [email protected]), Vivian Santos (Graduanda em Licenciatura em Educação Especial - Departamento de Psicologia - Universidade Federal de São Carlos - UFSCar 13.565-905 – São Carlos - SP – Brasil – [email protected]) O acesso à literatura por pessoas cegas aconteceu, prioritariamente, por meio da literatura no Sistema Braille. Devido ao avanço tecnológico tem ocorrido uma procura maior pela literatura em áudio. Diante destas informações, questionamos: Será que o acesso à literatura por meio do áudio não estaria prejudicando a leitura e a escrita das pessoas cegas? Assim, o objetivo deste estudo será analisar as implicações da utilização dos meios de acesso em áudio à literatura, por pessoas cegas. Para realização desta pesquisa, serão entrevistados dez participantes cegos, de origem congênita ou adquirida. Como instrumento de coleta de dados, será utilizado um roteiro de entrevista semiestruturado, constituído pelos seguintes blocos temáticos: caracterização dos entrevistados, conhecimento e acesso ao Sistema Braille, conhecimento e acesso ao áudio-livro e preferência entre esses meios. As entrevistas serão gravadas e transcritas. Os dados serão agrupados de acordo com os blocos temáticos e tabelas e gráficos estão sendo montados para análise qualitativa e quantitativa. Resultados preliminares indicam que os sujeitos mais velhos, alunos de pós-graduação, não dão preferência por um ou outro meio, pois de acordo com os mesmos, ambos os meios têm suas vantagens e desvantagens. Quanto aos sujeitos mais jovens, um aluno do ensino médio, revelou preferência pelo áudio, enquanto que dois alunos que já concluíram o ensino médio e estão se preparando para o ingresso no ensino superior, demonstraram preferência pela utilização do braile, mas afirmaram utilizar o áudio. Espera-se que a finalização da coleta de dados de todos os participantes possibilite a apresentação de dados mais conclusivos, de tal forma que possamos colaborar com outras pesquisas sobre o tema. Palavras-chave: Leitura. Pessoas cegas. Braile. Áudio-livro. 19 O IMPACTO PSICOSSOCIAL DO USO DE RECURSOS DE TECNOLOGIA ASSISTIVA EM ALUNOS COM PARALISIA CEREBRAL. Ana Lidia Penteado Urban (Departamento de Psicologia. Graduanda de Licenciatura em Educação Espacial pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar . CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected]), Tamiris Vicente da Silva (Departamento de Psicologia. Graduanda de Licenciatura em Educação Espacial pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar . CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected]), Gerusa Ferreiro Lourenço (Departamento de Psicologia. Doutoranda em Educação Espacial pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar . CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected]), Enicéia Gonçalves Mendes (Departamento de Psicologia. Doutorado em Psicologia pela Universidade São Paulo- USP- Ribeirão Preto- SP. Docente da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. Universidade Federal de São Carlos - UFSCar . CEP. 13.565905, São Carlos/SP/BR. [email protected]). Esta pesquisa é parte de duas iniciações científicas que estão vinculadas e previstas dentro do projeto Alta TA & Inclusão, e foram submetidos à aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Federal de São Carlos e aprovados. Estes estudos têm como foco a criança com paralisia cerebral (PC) que tem vários comprometimentos motores e posturais, o que pode levá-la a enfrentar sérias barreiras em seu processo de escolarização. Diante desse quadro a tecnologia assistiva (TA) pode auxiliar nos desafios enfrentados por esses estudantes, pois pesquisas tem comprovado que a utilização desses recursos tem potencializado o processo de ensino e aprendizagem de estudantes nessa condição. O presente estudo tem por objetivo analisar o impacto psicossocial do uso dos recursos de tecnologia assistiva em estudantes com paralisia cerebral. Essa pesquisa conta com um método de estudo exploratório. Para tanto foi aplicado os seguintes instrumentos, com três pais de estudantes com paralisia cerebral: Escala do Impacto Psicossocial dos Recursos de Tecnologia Assistiva (PIADS) sendo uma entrevista semi estruturada. Os dados apontaram que os estudantes tiveram os seguintes escores de acordo com cada categoria do PIADS: Competência: E1= 2,42; E2= 2,25; E3= 2,08; Adaptabilidade: E1= 3,00; E2= 3,00; E3= 3,00; Auto Estima: E1= 1,43; E2= 1,88; E3= 1,80. A entrevista com os pais apontaram que os estudantes utilizam os seguintes tipos recursos de TA: Auxílio para a vida diária e vida prática; Auxílio de mobilidade; Acessibilidade ao computador; Recursos escolares adaptados; Mobiliário adaptado. Consideramos que os escores apresentados pelos estudantes demonstram que a utilização dos recursos de TA traz benefícios psicossociais. No entanto, algumas limitações motoras interferem nos aspectos que se relacionam a avaliação da autoestima. Palavras Chaves: Tecnologia Assistiva. Paralisia Cerebral. 20 PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO DE ADOLESCENTES COM AUTISMO. Rebeca Augusto (Graduanda do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Rebeca Ripari (Graduanda do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Analice Dutra Silveira (Mestranda do curso de Educação Especial-PPGEEs/UFSCar – Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo - Brasil [email protected]), Maria Amélia Almeida (Professora do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade de São Carlos UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo - Brasil - [email protected]), Márcia Duarte (Professora do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade de São Carlos UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo - Brasil - [email protected]). O autismo tem sofrido uma série de mudanças ao longo do tempo. Sua definição e, concomitantemente, seu diagnóstico têm variado a partir da busca de uma maior elaboração conceitual, fruto do grande aumento de pesquisas na área. Sabe-se que as pessoas com autismo apresentam dificuldades na área da comunicação, relacionamento social, funcionamento cognitivo, processamento sensorial e comportamental e, na maioria das vezes, os familiares não sabem como favorecer seu aprendizado. Assim, o principal objetivo desta pesquisa consiste em compreender as dificuldades enfrentadas pelos indivíduos autistas e suas famílias na trajetória escolar dos mesmos. São objetivos secundários: a) levantar informações sobre a entrada desse adolescente com autismo no sistema de ensino regular; b) verificar se houve acompanhamento durante este processo e como foi esse acompanhamento; c) levantar informações sobre as estratégias utilizadas para a implementação do ensino; d) avaliar as consequências desse acompanhamento na aprendizagem desse indivíduo. Participam da pesquisa, familiares de três adolescentes com autismo e seus respectivos professores. Para a coleta de dados estão sendo utilizados dois roteiros de entrevista semi estruturado, um para os familiares, com nove perguntas relacionadas ao desenvolvimento do adolescente no ambiente domiciliar e outro para os professores com nove perguntas relacionadas ao desenvolvimento do aluno em sala de aula, interação com os colegas e professores, desempenho e aprendizagem. O termo de consentimento de livre e esclarecido está sendo entregue a todos os participantes e as entrevistas só são e serão gravadas e transcritas para posterior análise, se os mesmos o assinarem. Os dados serão agrupados de acordo com as categorias levantadas e analisados de forma qualitativa. Espera-se que este estudo traga contribuições que possam favorecer o desenvolvimento escolar de alunos com autismo. Palavras-chave: Autismo. Desenvolvimento. Educação Especial. Ensino Regular. 21 RECURSOS DE COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA: RELATOS DA PRÁTICA PROFISSIONAL DE EDUCADORES E FONOAUDIÓLOGOS. Patricia Zutião (Graduanda do Curso de Licenciatura em Educação Especial – Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR), Fernanda Sueli Rodrigues (Graduanda do Curso de Licenciatura em Educação Especial – Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR), Gabriela Maria de Almeida (Graduanda do Curso de Licenciatura em Educação Especial – Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR), Fabiana Lacerda Evaristo (Graduanda do Curso de Licenciatura em Educação Especial – Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR), Marta Ferreira da Silva (Graduanda do Curso de Licenciatura em Educação Especial – Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR), Maria Amélia Almeida (Docente do Curso de Licenciatura em Educação Especial – Universidades Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13565905, São Carlos/SP/BR), Marcia Duarte (Docente do Curso de Licenciatura em Educação Especial – Universidades Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13565905, São Carlos/SP/BR), Cândice Lima Moreschi (Doutoranda em Educação Especial – Universidades Federal de São Carlos – UFSCar. CEP. 13565905, São Carlos/SP/BR). Os Sistemas de Comunicação Alternativa/Ampliada (CAA) são utilizados por pessoas com déficits na linguagem oral, durante situações interativas, a fim de possibilitar sua comunicação. Sejam estes recursos de baixa ou alta tecnologia, constituem uma opção para a inclusão no ensino regular, de crianças e jovens que apresentam prejuízos significativos na comunicação oral. O presente estudo teve por objetivo descrever as experiências vividas por profissionais que utilizam recursos de Comunicação Alternativa em sua prática diária, bem como descrever uma situação interativa entre usuária de CAA e educadora, por meio de recursos alternativos de comunicação, durante situação educacional. Fizeram parte do estudo duas Fonoaudiólogas, duas Educadoras e uma usuária de recurso de Comunicação Alternativa/Ampliada. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semi-estruturada, dirigida às Fonoaudiólogas e questionário com perguntas abertas, dirigido às Educadoras. Além disso, ocorreu o registro, por meio de vídeofilmagem, de uma situação interativa entre Educadora e Usuária de recurso de CAA. Foi possível observar que, os recursos de baixa tecnologia, como as pranchas de comunicação, ainda que inseridos no contexto comunicativo do usuário pelo Fonoaudiólogo, são posteriormente ampliadas às situações de vida diária, tanto no ambiente escolar como no ambiente familiar. Tais recursos, embora sejam de baixa tecnologia, foram relatados como os mais utilizados pelos profissionais e pela aluna participante deste estudo. Esse recurso é de fácil confecção e no momento de sua montagem é imprescindível considerar as especificidades de cada usuário, lembrando que o significado de cada pictograma deve ser de domínio do usuário do recurso e de seus parceiros de comunicação. No relato das Educadoras, foi possível observar a falta de familiaridade com os recursos e sistemas de comunicação alternativa. A prática em estabelecer uma interação com a aluna sem oralidade só foi possível pelo aprendizado, com a própria usuária, dos manejos necessários ao uso do recurso comunicativo. Por meio deste estudo, foi possível observar a preocupação, por parte de profissionais Fonoaudiólogos e Educadores, na busca por recursos financeiros que subsidiem a compra de materiais e equipamentos, a fim de promover o processo de comunicação do indivíduo não-falante. A capacitação de Educadores e o investimento em recursos de Comunicação Alternativa são pontos 22 importantes a serem discutidos nas Políticas de Educação de cada município e assim promover a inclusão consciente e responsável do aluno não-falante. Palavras-Chave: Comunicação alternativa-ampliada. Aluno não-falante. Educador. 23 RELATO DE TRABALHO EFETUADO EM CRIANÇAS COM DIFICULDADES ACENTUADAS DE APRENDIZAGEM: EXPERIÊNCIA OBTIDA EM ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO MUNICIPIO DE SÃO CARLOS. Lívia Helena de Freitas – Graduanda em Licenciatura em Educação Especial - Departamento de Psicologia - Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - 13.565905 – São Carlos - SP – Brasil –[email protected]), Vivian Santos – Graduanda em Licenciatura em Educação Especial - Departamento de Psicologia Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - 13.565-905 – São Carlos - SP – Brasil – [email protected]), Márcia Duarte (Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - 13.565-905 – São Carlos - SP – Brasil – [email protected]). Objetivou-se por meio deste descrever a experiência de estágio supervisionado do primeiro semestre de 2011 da graduanda Lívia H. Freitas com alunos que possuíam diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H) e estavam matriculados em uma sala do 3º ano de uma escola regular do município de São Carlos. Questionou-se que atividades seriam compatíveis com o perfil das crianças com TDA/H para que estas pudessem alcançar um rendimento escolar tão bom quanto os demais alunos? Para tal pesquisa, os participantes consistiram em três professoras (P1, P2 e P3) e vinte alunos, sendo três destes com diagnóstico de TDA/H. Os instrumentos utilizados foram observação participante, consultoria colaborativa e diário de campo. Os procedimentos consistiram em atividades diferenciadas, leitura de diversos livros, contos, poemas e fábulas, aplicação de avaliações do conteúdo dado em sala de aula, observação diária do caderno dos alunos, reforço positivo, montagem de caderno de tarefas e agenda para os pais, auxilio pedagógico a professora e reorganização das carteiras de acordo com o nível de alfabetização de cada aluno. Quanto aos resultados e a discussão, foi realizada a caracterização das especificidades de cada aluno, o que resultou em um quadro sobre o nível de alfabetização e o comportamento destes. Encontraram-se mudanças positivas no comportamento dos alunos devido a mudanças efetuadas pela P3, bem como se alcançou o objetivo da “contação de histórias” do livro Uma Tartaruga a Mil por Hora (Márcia Honora), atividade final do estágio realizada pela graduanda. Com base nos dados coletados, conclui-se que com a intervenção adequada, os alunos com TDA/H podem ter um rendimento tão bom quanto os que não possuem o transtorno em questão. Palavras-chave: Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Estágio Supervisionado. Intervenção Pedagógica. 24 SÍNDROME DE DOWN: UM ESTUDO SOBRE ADAPTAÇÕES NO ENSINO DOS CONTEÚDOS DE QUÍMICA NO 1° ANO DO ENSINO MÉDIO. Chaiane Candido dos Santos (Graduanda do curso de Licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos, São Carlos-SP,Brasil, CEP:13565-905 e participante do grupo de pesquisa Laboratório de estudos e pesquisas em direito à educação- Educação Especial (LEPEDEES), Márcia Duarte (2Professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos UFSCar, São Carlos, SP, Brasil, CEP:13565-905 e Doutora pela UNESP. Professora pesquisadora do grupo de pesquisa (CNPQ) ”Laboratório de estudos e pesquisas em direito à educaçãoEducação Especial (LEPEDEES). E-mail: [email protected]. A educação vem passando por muitas mudanças e, mais especificamente a Educação Especial, que requer reflexões mais significativas quanto ao processo de formação dos alunos com Necessidades Educacionais Especiais e o processo de inclusão, incluindo o direito desse aluno preferivelmente na sala regular de ensino. Pesquisas mostram que os alunos com síndrome de Down necessitam de maior tempo para a realização das atividades, assim como adaptação curricular que auxilie na forma como os conteúdos são trabalhados e dose as atividades para evitar o cansaço do aluno. A disciplina de Química é temida por muitos alunos do ensino médio, o seu conteúdo é muito abstrato, as aulas práticas aliadas aos conceitos teóricos, ajudam no entendimento dos conceitos. Este estudo tem como objetivo descrever como vem ocorrendo o ensino de Química, bem como elaborar e avaliar a adaptações na aprendizagem dos conteúdos desta disciplina para o aluno com síndrome de Down do 1° ano do Ensino Médio. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, sendo um estudo de caso. Após aprovação e parecer do Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos da Universidade Federal de São Carlos, iniciou-se a realização da entrevista com o professor de química e observação participativa na sala de aula que estava matriculada a aluna com síndrome de Down. o professor da disciplina de Química tem formação em Biologia. Quanto à aluna com síndrome de Down o professor relata não modificar as atividades, pois falta tempo para preparar materiais e a sala é muito numerosa para esse tipo de trabalho. Observou-se que o professor de Química tem conhecimento de como realizar as adaptações de materiais didáticos para trabalhar os conteúdos e considera importante para o aprendizado do aluno com síndrome de Down e também para aqueles que apresentam dificuldades. Palavras-chave: Síndrome de Down. Ensino de química. Adaptação curricular. 25 TESTE DO PEZINHO- CONHECIMENTO DE MÃES QUANTO à TRIAGEM NEONATAL. Mendes, C.A., Lamonica, D.A.C. (Faculdade de Odontologia da Bauru, da Universidade de São Paulo, [email protected]) A triagem neonatal conhecida como “Teste do Pezinho” (TP) passou a ser obrigatória no território nacional em 1992, mas somente em 2001 o Ministério da Saúde criou Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), sendo a meta principal realizar o diagnóstico de diversas doenças congênitas ou infecciosas, assintomáticas no período neonatal, visando à diminuição ou eliminação das sequelas associadas às doenças, como deficiência intelectual. O presente estudo teve por objetivo verificar o entendimento de mães de recém-nascidos, em relação ao TP quanto ao conhecimento do teste, as doenças diagnosticadas e suas consequências para o desenvolvimento infantil. Participaram 105 mães de recém-nascidos, voluntárias, convidadas a responder um questionário, após o nascimento dos filhos, antes da realização do TP. O instrumento foi composto por questões abertas. A pesquisa foi realizada em uma maternidade credenciada pelo Sistema Único de Saúde. A faixa etária das mães variou entre 14 a 44 anos. Quanto à escolaridade, 7,62% apresentava nível universitário completo e 2,86% incompleto; 20% ensino médio completo e 20% incompleto, 33,33% ensino fundamental completo e 16,19% incompleto.Observou-se que 100% informaram saber a existência do TP, mas 98% relataram não conhecer quais as doenças avaliadas nem suas consequências para o desenvolvimento infantil e somente 1,9% sabiam sobre a época ideal para realização do teste. Das participantes, 62% informaram conhecer sua finalidade e destas, somente 9% afirmaram que o teste visava prevenção. Apesar das mães entrevistadas saberem que os filhos têm direito à realização do TP, estas não demonstraram conhecimento acerca das doenças que podem ser prevenidas, época do diagnóstico, nem as sequelas advindas da falta do diagnóstico e tratamento precoces. Com o diagnóstico precoce, as crianças receberão o tratamento gratuito nos serviços de referência que contam com equipes multidisciplinares. Cabe ressaltar, que o PNTN não prevê o profissional fonoaudiólogo como parte destas equipes. Entretanto, muitas destas doenças trazem consequências relevantes para o desenvolvimento infantil, bem como interferem no curso do desenvolvimento da linguagem e comunicação. Considerando o caráter preventivo do PNTN, espera-se que o fonoaudiólogo possa contribuir como agente promotor de ações preventivas e estar inserido nos programas de triagem neonatal contribuindo também com ações que visem o acompanhamento do desenvolvimento infantil na promoção e reabilitação de alterações comunicativas. Palavras-chave: Fenilcetonúria. Hipotireoidismo congênito. Aminoacidopatias. 26 UM AMIGO DIFERENTE: ATIVIDADE DE INTERVEÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO ESPECIALIZADO. Aline Mercês Silva; Márcia Duarte (Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos, [email protected]). Este trabalho objetiva relatar a experiência de uma intervenção vivenciada na disciplina de Prática de Ensino e Estágio Supervisionado I, junto à uma instituição de Ensino Especializado, no Atendimento Educacional Especializado - AEE I. Foi elaborado um projeto lúdico com contação de estória. O livro escolhido foi “Um amigo diferente?” da autora Claudia Werneck. Para a leitura da estória utilizou-se materiais concretos como, por exemplo, imagens que representavam os personagens e uma sacola confeccionada pela estagiária para armazenar os materiais que iam sendo retirados durante a narração da estória. O objetivo da atividade foi abordar questões sobre diferença e deficiência de modo lúdico. Quando a história terminou os alunos foram orientados a desenhar eles mesmos com algo que achavam de diferente dos outros colegas. A estagiária não focou na deficiência ao dar exemplos, cada aluno ficou livre para desenhar qualquer coisa que achasse que era uma diferença. Os resultados mostraram que os alunos prestaram atenção na contação da estória e o uso deste livro trouxe muitas contribuições para o desenvolvimento da atividade de intervenção. A estagiária notava que as crianças apresentam dificuldades para desenhar, e que ainda não sabiam escrever o próprio nome, porém nenhum dos alunos teve dificuldades para indicar as próprias diferenças. Cada aluno representou suas diferenças por meio dos desenhos, sendo que a maioria desenhou sua deficiência como sendo a diferença que ele apresenta. Assim, compreende-se que a contação de estória pode ser uma importante ferramenta de ensino e aprendizagem para representar e ilustrar assuntos do currículo escolar e temas de discussão social. Notou-se também que a contação de história auxilia na formação cognitiva, linguística e comunicativa da criança. É preciso implementar práticas pedagógicas prazerosas e regulares, visto que a leitura é ferramenta instrumental na cultura brasileira. Palavras-chave: Educação Especial. Instituição de ensino especial. Contação de histórias. 27 UM ESTUDO DO PERFIL SOCIOEMOCIONAL DE ALUNOS COM MAIOR ÍNDICE DE RENDIMENTO ACADÊMICO DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO NAS ÁREAS DE HUMANAS, EXATAS E BIOLÓGICAS. Diego Henrique Carvalho (Graduando do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Bheatriz Rocha Lima (Graduanda do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Mariana Emilia (Graduanda do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo – Brasil), Maria Amélia Almeida (Professora do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade de São Carlos UFSCar - Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo - Brasil - [email protected]), Márcia Duarte (Professora do curso de licenciatura em Educação Especial da Universidade de São Carlos UFSCar Departamento de Psicologia - 13565-905 - São Carlos - São Paulo - Brasil [email protected]). Educandos com Altas Habilidades/Superdotação são aqueles com grande facilidade de aprendizagem, levando-os a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que pelo menos 5% da população tem algum tipo de alta habilidade. Qual seria o perfil sócio-emocional de alunos que apresentam maior Índice de Rendimento Acadêmico (IRA) em cursos de graduação? Assim, o objetivo desta investigação é identificar o perfil sócio-emocional de alunos com maior índice de rendimento acadêmico de cada turma da graduação dos cursos de mais concorridos das áreas de Humanas, Exatas e Biológicas da Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. Os alunos indicados com melhor IRA pelos coordenadores de cada curso, estão sendo entrevistados por meio de entrevista semi estruturada que aborda as seguintes temáticas: perfil do entrevistado, introspecção, indivíduo e suas relações, conhecimentos sobre altas habilidades/superdotação. As entrevistas estão sendo gravadas e transcritas. Os dados analisados de acordo com as categorias e temáticas investigadas. Espera-se que os resultados finais deste estudo, possam indicar maneiras mais eficazes de acolhimento a esses alunos e formas para melhorar o aproveitamento do potencial dos mesmos no meio universitário. Palavras-chave: Perfil socioemocional. Altas Habilidades/Superdotação. Graduação 28 COMUNICAÇÃO ORAL 29 ESTUDO DA VIALIBILIDADE DE UM INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DO IMPACTO DO USO DE RECURSO DE ALTA TECNOLOGIA ASSISTIVA. Tamiris Vicente da Silva (Departamento de Psicologia. Graduanda de Licenciatura em Educação Espacial pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. CEP. 13.565905, São Carlos/SP/BR. [email protected]), Ana Lidia Penteado Urban (Departamento de Psicologia. Graduanda de Licenciatura em Educação Espacial pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected]), Enicéia Gonçalves Mendes (Departamento de Psicologia. Doutorado em Psicologia pela Universidade São Paulo- USP- Ribeirão Preto- SP. Docente da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar. Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected]). A presente pesquisa faz parte da agenda do “Grupo de Pesquisa sobre Formação de Recursos Humanos e Ensino em Educação Especial” (GP-FOREESP/UFSCar), que há doze anos desenvolve estudos sobre a inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais em escolas da rede pública, e está vinculado e previsto no projeto “Alta TA & Inclusão”, que investiga o uso de recursos de alta-tecnologia assistiva para favorecer a inclusão escolar de alunos com paralisia cerebral. Entende-se por “Tecnologia Assistiva” todos os tipos de recursos e serviços utilizados para promover, manter ou aumentar as habilidades funcionais de um sujeito em decorrência de suas limitações. Os recursos de tecnologia assistiva podem oportunizar as pessoas com paralisia cerebral a superação de barreiras físicas e de comunicação e favorecendo sua participação nas atividades. No entanto, devido à complexidade no processo de implementação desses recursos e do alto custo deste processo se torna relevante monitorar o impacto psicossocial que a tecnologia assistiva traz aos indivíduos com paralisia cerebral, com a finalidade de prevenir possíveis resultados negativos ou mesmo o abandono do recurso antes que alcançarem seus objetivos. Um dos instrumentos que vem sendo usado para avaliação do impacto psicossocial tem sido uma escala canadense, o PIADS, que já foi validado em diversos países, uma vez que estudos teóricos apontam a importância de se avaliar esses fatores. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo verificar a viabilidade do uso do PIADS para avaliar o impacto do uso de recursos de tecnologia assistiva a alunos com paralisia cerebral no Brasil. Os participantes até o presente foram escolares com paralisia cerebral que frequentam as salas de recursos de um município do interior paulista. A metodologia utilizada envolveu a adaptação do instrumento para a língua portuguesa, a partir de uma versão em português lusitano, e sua aplicação em formato de entrevistas. As entrevistas estão sendo realizadas em lugares determinados pelos próprios participantes, facilitando assim a sua disponibilidade. Até o presente foram realizadas três entrevistas com as mães de crianças com paralisia cerebral, as quais indicaram que se mostra pertinente a tradução do PIADS para a realidade nacional. Além disso, o instrumento possibilita visualizar em quais aspectos psicossociais a tecnologia assistiva reflete na vida do indivíduo com paralisia cerebral, indicando também o impacto para seus familiares. O estudo continuará com o aumento no número de entrevistas realizadas e tem como meta contribuir para a validação futura do instrumento no país. Palavras-Chave: Tecnologia Assistiva. Paralisia Cerebral. 30 INVESTIGAÇÃO DAS INFORMAÇÕES TRANSMITIDAS ENTRE PAIS E PROFESSORES DE PRÉ-ESCOLARES INCLUÍDOS. Laura Borges, Danielli Silva Gualda, Fabiana Cia (Departamento de Psicologia/Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos, [email protected], Apoio: PIBIC/CNPq). Para garantir o desenvolvimento de um país, é necessário que este invista amplamente na educação de seus cidadãos. É preciso que todos tenham acesso ao conhecimento oferecido pelas instituições de ensino, mostrando a importância da inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE) na rede regular. Uma das mais palpitantes questões discutidas por pesquisadores e gestores dos sistemas de ensino é a relação entre a escola e a família. Estudos demonstram que há mais sucesso na educação e desenvolvimento dessas crianças quando os pais estão mais presentes e participantes na escola. Diante da necessidade de aprofundar os estudos na área e colaborar para a efetivação dessa relação, realizou-se um estudo com o objetivo entender como funciona a relação família e escola, mais especificamente investigar quais as informações são trocadas entre pais e professores. Foram participantes da pesquisa 20 professores de alunos pré-escolares com necessidades educacionais especiais incluídas da rede municipal de ensino, de 9 pré-escolas. Os participantes responderam a um questionário contento dados de identificação e duas questões sobre as informações que costumam trocar. Ao analisar os dados obtidos, foi possível verificar que 85% dos professores comunicam os pais sobre os sucessos na aprendizagem escolar, 70% sobre as atitudes da criança em relação a outras crianças e 60% sobre as atitudes da criança em relação ao professor. Percebe-se que a maioria dos professores relata aos pais notícias sobre o sucesso na aprendizagem de seus filhos. Ao receber informações sobre avanços do filho, os pais sentem-se mais confiantes, encorajados e motivados a trabalhar pelo progresso da criança. Também constatou-se que 85% dos pais informam aos professores sobre atitudes da criança em casa, 75% transmitem informações vindas de outros profissionais e 55% ansiedades e medos em relação ao sucesso/insucesso da criança. A grande maioria dos professores aponta que os pais costumam informá-los sobre as atitudes da criança em casa, assim, os pais tentam oferecer aos professores informações que possibilite entender e trabalhar a necessidade de seu filho e receber orientações sobre como agir em casa. Conclui-se que as trocas de informações entre os pais e professores baseiam-se em acompanhar o desenvolvimento e comportamento da criança, e que as informações transmitidas por ambos são de extrema relevância ao outro. Assim, é imprescindível que se estabeleça uma relação agradável entre pais e professores para maximizar a relação existente e garantir que mais ações sejam feitas em conjunto, favorecendo o sucesso da criança com NEE. Palavras-chave: Relação família-escola. Pré-escolares. Educação especial. Inclusão escolar. 31 O PERCURSO EDUCACIONAL DE ALUNOS COM PARALISIA CEREBRAL A PARTIR DA PERCEPÇÃO DOS CUIDADORES. Ana Lidia Penteado Urban (Departamento de Psicologia. Graduanda de Licenciatura em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected]), Tamiris Vicente da Silva (Departamento de Psicologia. Graduanda de Licenciatura em Educação Espacial pela Universidade Federal de São Carlos UFSCar . CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected]), Enicéia Gonçalves Mendes (Departamento de Psicologia. Doutorado em Psicologia pela Universidade São Paulo- USP- Ribeirão Preto- SP. Docente da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar . CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected]). Tendo em vista a política de inclusão escolar implementada pelo país, estão matriculadas no processo escolar alunos com várias deficiências, entre elas estão os estudantes com paralisia cerebral, que atualmente é tida como a condição mais comum de deficiência física na infância, estes indivíduos possuem prejuízos e limitações nos movimentos e no controle muscular. Este estudo tem por objetivo coletar informações sobre a escolarização de 12 crianças com o diagnóstico de paralisia cerebral, a fim de analisar suas implicações e demandas para o sistema escolar de um município paulista. Esta pesquisa é parte de uma iniciação cientifica que está vinculada e prevista dentro do projeto Alta TA & Inclusão, e foi submetido à aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Federal de São Carlos e aprovado, que busca caracterizar todos os indivíduos com paralisia cerebral desse município. Esta iniciação cientifica conta com um método de pesquisa como estudo exploratório. Esta análise foi realizada através de entrevistas semi-estruturadas com os pais ou responsáveis destes indivíduos, a partir de um roteiro construído para esse fim. Nesta entrevista foram coletados dados sobre histórico de escolarização das crianças. Os resultados indicam que a idade média de ingresso na escola é de 2,5 anos. Dentre estes estudantes seis frequentam a escola regular e seis estão inseridos em escola especial. Dos 6 que estão apenas em escola especial 1 já passou por diversas instituições e os outros 5 estão na mesma instituição onde iniciaram. 5 alunos dos seis que estão em escola regular passaram por diferentes escolas 1 esta na escola onde iniciou sua escolarização. Os cuidadores apontam sua visão e opção de escolarização dos filhos. Os alunos que estão na instituição os cuidadores relataram que acreditam que a escola especial seja o melhor para seu filho pois seu comprometimento motor é severo. os pais/responsáveis de alunos que estão inseridos em escola regular relataram que lutam para a inclusão de seu filho e muitas vezes eles mesmos realizam e adquirem materiais que supram as necessidades e especificidades. Com as entrevistas pode ser observado o histórico de exclusão e fracasso escolar de alguns alunos bem como históricos de inclusões escolares bem sucedidas, apresentando, na visão dos pais o histórico e a opção de escolarização dos filhos, e relatam quais são os pontos favoráveis para a participação e permanência dos filhos no ambiente educacional. Palavras-Chave: Tecnologia Assistiva. Paralisia Cerebral. 32 PAPEL PATERNO NA ESCOLARIZAÇÃO DE CRIANÇAS PRÉ-ESCOLAS COM DEFICIÊNCIA. Aline Bianca Saladini e Fabiana Cia (Departamento de Psicologia. Graduanda de Licenciatura em Educação Especial pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar. CEP. 13.565-905, São Carlos/SP/BR. [email protected]). O objetivo deste estudo foi o de descrever o envolvimento paterno nas atividades escolares dos seus filhos com deficiência e sua opinião sobre a escolarização do seu filho. Foram participantes do estudo três pais (homens) de crianças pré-escolares, com média de idade de 34 anos. Todos os pais estavam casados, eram pais biológicos da criança. Duas crianças tinham cinco anos e uma seis anos, sendo que uma tem Síndrome de Down, uma Deficiência intelectual e uma com Mielomeningolece. Todas as crianças estudavam na APAE em um período e na escola regular, no período oposto. A coleta de dados ocorreu em escolas de educação especial e ou educação infantil, localizadas em um município de médio porte do interior do estado de São Paulo. Os pais responderam ao questionário contendo quatro questões abertas (Como é o tipo de relação que o senhor tem com a escola do seu filho? O que você acha da escolarização do seu filho? Existe algo que você gostaria que a escola oferecesse ao senhor ou ao seu filho, que ainda não oferece? O que o senhor pensa da inclusão?). Com os dados qualitativos foi realizada análise de conteúdo em que participaram dois juízes. Em relação à opinião dos pais sobre o envolvimento que tem com as escolas dos filhos, dois pais apontaram que se envolvem e participam de todas as atividades das duas escolas. Quanto à opinião dos pais sobre a escolarização dos filhos, dois pais apontaram que a escola de ensino especial traz mais benefícios do que a escola regular. Ao questionar os pais sobre o que eles gostariam que a escola oferecesse, que ainda não oferece, tem-se como resposta: maior atenção ao filho, acessibilidade e serviços na área de saúde. Por fim, quanto ao processo de inclusão, dois pais apontaram que achavam importante para a aprendizagem e socialização dos filhos e um pai apontou ter medo do filho ser incluído. Tais respostas são indicativas de que os pais estão mais envolvidos nas atividades escolares dos filhos e apontam para diretrizes para possíveis intervenções com os pais e nas escolas, a fim de melhorar a escolarização das crianças com deficiência. Palavras-Chave: Educação especial. Inclusão. Pré-escolares. Envolvimento paterno. 33 RECURSOS DE TECNOLOGIA ASSISTIVA NA ÁREA DE DISPOSITIVOS E ACESSÓRIOS COMPUTACIONAIS PARA ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS. Giseli Barbieri do Amaral Lauand (Doutora em Educação Especial, Licenciatura em Educação Especial- Departamento de Psicologia- Centro de Educação e Ciências Humanas- Universidade Federal de São Carlos- UFSCar- CEP 13565-905— São Carlos- SP- Brasil- [email protected]) Nas últimas décadas houve um progresso acentuado no desenvolvimento das tecnologias de informação e tecnologias assistivas e um aumento considerável na procura por essas informações. A possibilidade de cooperação e de trocas no campo das ciências ajuda a explicar, em parte, esse progresso recente, o que converge para o avanço no desenvolvimento de novos recursos para alunos com necessidades especiais. O presente estudo teve como objetivo fazer um levantamento dos dispositivos e acessórios computacionais na área de tecnologia assistiva, que comporta 4 subcategorias: recursos de entrada e saída de informações; softwares especiais; acessórios para o computador e calculadoras especiais, encontrados no Brasil, utilizados para a população de indivíduos com necessidades especiais, potencialmente usuários de tais recursos. Todas as informações foram coletadas utilizando o Banco de Dados de Tecnologia Assistiva para alunos com necessidades especiais (Lauand, 2005) e atualizadas até 2011 com informações adicionais das bases de dados especializadas. Utilizou-se o mesmo procedimento de coleta de dados do estudo anterior que selecionou e classificou as informações coletadas, levando em conta as especificações e características de cada produto, conforme fornecidas pelos fabricantes/fornecedores. Todo o material será organizado no referido banco de dados, de modo a atualizá-lo e tornar mais eficiente a apreensão das informações pelos usuários deste material instrucional. Os dados coletados serão analisados quantitativa e qualitativamente, sendo que os resultados preliminares mostram que a oferta e diversidade dos dispositivos e acessórios computacionais para alunos com necessidades especiais, na realidade brasileira, demonstram um crescimento e desenvolvimento em relação ao estudo anterior, mas em algumas áreas de atendimento da Educação Especial, este crescimento é ainda muito pequeno e necessário maior valorização e investimento na área. Palavras-chave: Educação especial. Alunos com necessidades especiais. Tecnologia Assistiva. Dispositivos e acessórios computacionais 34 RELATO DOS PAIS SOBRE A PARTICIPAÇÃO NA ESCOLARIZAÇÃO DOS FILHOS PRÉ-ESCOLARES INCLUÍDOS. Danielli Silva Gualda, Laura Borges, Fabiana Cia (Departamento de Psicologia, Licenciatura em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, UFSCar. São Carlos/ São Paulo, CEP: 13570-000, Brasil, e-mail [email protected]. Financiamento: PIBIC/CNPq). O estudo teve por objetivo descrever como é a participação dos pais na escola dos seus filhos, considerando especificamente o processo de inclusão. Participaram da pesquisa 11 pais de crianças com NEE, com média de idade de 30 anos. A coleta de dados ocorreu em nove pré-escolas municipais de uma cidade do interior de São Paulo. Para responder aos objetivos, os pais preencheram ao “Questionário sobre a relação família e escola no processo de inclusão – Versão para Pais”, que contém informações de identificação, dados sociodemográficos e quatro questões, sendo: “Em sua opinião, como a sua colaboração poderá ter influências no sucesso do seu filho? Por favor, especifique.”; “Defende-se atualmente a importância de uma boa relação dos pais com a escola, no processo de inclusão. O que é para si uma boa relação entre família e a escola?”; É membro de alguma associação de pais? Ou participa de alguma atividade, com outros pais na escola? Se SIM especifique que tipo de participação desenvolve. “De uma nota de 0 a 10, qual a nota você daria da relação que você estabelece com a escola?”. Com os dados qualitativos foram elaboradas categorias, participando dois juízes. Nas opiniões relatadas pelos pais sobre a influência de sua colaboração no sucesso de seu filho, 45,4% apontaram que colaboram na educação que oferecem a seus filhos e 18,1% contribuem para sua independência e socialização. A respeito do significado da boa relação entre família e escola 45,4% responderam que esta se estabelece a partir da participação dos pais na escola e apenas 27,2% acreditam que seja a boa comunicação entre pais e professores. Nenhum participante respondeu que frequenta associação ou atividade com outros pais na escola. Concluiu-se que os pais demonstram um bom envolvimento com a escola, porém, a maioria acredita que a participação da família é o principal meio para envolver os professores na criação de estratégias que possibilitará melhorar o desempenho da criança na escola e na vida, não considerando que a boa comunicação entre família-escola com sentimentos de colaboração e confiança possam ser o primeiro passo para o sucesso da criança com NEE. Palavras-chave: Relação família-escola. Educação especial. Inclusão. Pré-escolar. 35 A FORMAÇÃO DE PROFESSORES INDÍGENAS PARA ATUAR NA EDUCAÇÃO ESPECIAL. Andrea Carla Machado, Cândice Lima Moreschi, Edinaldo dos Santos Rodrigues Lydia da Cruz Marques Barbieri, Iasmin Zanchi Boueri, Marcela Calil Cayres, Maria Amelia Almeida, Suzelei Faria Bello (Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, São Paulo, [email protected]). Este trabalho tem como objetivo discutir a necessidade da formação de professores indígenas para atuar no contexto da educação especial. O cuidado com a educação e a saúde de pessoas com deficiência é um direito de afirmação democrática que visa à inclusão desses indivíduos em salas de aulas regulares. No contexto escolar indígena essa questão se torna delicada, pois existem poucos estudos sobre levantamentos das condições de alunos especiais em comunidades indígenas, bem como grande escassez de conhecimento, tratamento e técnicas adequadas para se diagnosticar e trabalhar com essa população. Nessa perspectiva, o trabalho apresenta os resultados de um curso realizado com duzentos professores indígenas na etnia Xukuru do Ororubá. Foram desenvolvidas técnicas metodológicas de intervenção educacional, orientações para identificação de casos de alunos que possivelmente venham a apresentar algum tipo de deficiência. Sendo ela de natureza visual, física, auditiva, intelectual, de ordem fonológica ou de aprendizagem e ainda casos de autismo e superlotação, além de se trabalhar com a conscientização visando diminuir estigmas e preconceitos a respeito da pessoa com deficiência. Assim, mostramos que a escola indígena, além de ter um papel fundamental na formação especifica e diferenciada dos seus alunos deve também pensar na inclusão de alunos especiais. Palavras-chave: Educação Especial. Escolas Indígenas. Formação de Professores Indígenas. 36 ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA EJA E O ENSINO DA MATEMÁTICA: REFLEXÕES INICIAIS. Jessica de Brito (Graduanda do Curso de Licenciatura em Educação Especial/ UFSCAR, São Carlos-SP, [email protected]), Juliane Ap. de Paula Perez Campos (Docente do curso de Licenciatura em Educação Especial/Departamento de Psicologia/ UFSCAR, São Carlos- SP, [email protected]). Dentre as várias discussões que têm acontecido sobre os alunos da EJA, seu processo de escolarização, as práticas pedagógicas a eles dirigidas, dentre outros, a presente pesquisa focaliza o interesse pelo ensino de matemática direcionado aos alunos com deficiência intelectual que frequentam a educação de Jovens e adultos. Como o aluno, jovem-adulto com deficiência intelectual aprende os conteúdos matemáticos da EJA? Como o professor de matemática da EJA ensina tais conteúdos para este alunado? Quais as maiores dificuldades relatadas por tal docente? O presente estudo tem por objetivo descrever como ocorre o ensino da matemática para o aluno com deficiência intelectual na EJA, a fim de colaborar com os professores de matemática no desenvolvimento de estratégias de ensino diversificadas. Esta pesquisa encontra-se em desenvolvimento e neste momento, realizou-se uma entrevista semi-estruturada com a coordenadora da EJA, descrita neste estudo por “C”, da cidade de São Carlos- SP, em que o roteiro da entrevista realizada contemplou aspectos referentes ao planejamento das atividades para os alunos da EJA, com destaque para o ensino de matemática aos alunos com deficiência intelectual, exemplos de relatos dos professores da EJA em relação aos processos de ensino-aprendizado da matemática para estes alunos e a parceria entre a EJA e a educação especial. As informações coletadas foram organizadas e analisadas conforme os instrumentos utilizados e objetivos focados. Em relação às dificuldades dos professores no ensino da matemática aos alunos com deficiência intelectual, C relata que estes não conseguem associar o número à quantidade. Já em relação à parceria na EJA, C enfatiza que quando tais jovens podem ter o atendimento educacional especializado (AEE) eles participam no contra turno. Já para aqueles alunos que trabalham, ficam impossibilitados de receber tal atendimento, e que por este motivo, o educador especial orienta o professor da EJA as formas de trabalhar com este aluno. Podemos perceber na fala da coordenadora da EJA, que o não aprender tem como responsabilidade apenas o aluno com deficiência intelectual e a partir dos dados coletados por esta entrevista, esta pesquisa terá outras etapas, tais como entrevista com os professores selecionados, contemplando questões referentes à proposta pedagógica ao ensino da matemática; observação participante, visando conhecer e descrever a prática docente do professor da EJA no ensino da matemática; parceria com o professor da EJA para viabilizar estratégias ao ensino da matemática, estas implementadas pelo professor com auxilio do pesquisador. Palavras-chave: Deficiência intelectual. Ensino da matemática. EJA. 37 CARACTERIZAÇÃO DAS SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS DE UM MUNICÍPIO DO INTERIOR PAULISTA. Roberta Karoline Gonçalves Rodrigues (IC) e Fabiana Cia (O). ((Departamento de Psicologia, Licenciatura em Educação Especial, Universidade Federal de São Carlos, UFSCar. São Carlos/ São Paulo, CEP: 13570-000, Brasil, e-mail [email protected]). A oferta do Atendimento Educacional Especializado (AEE) deve ser iniciada na educação infantil, englobando as idades de zero a seis anos. Este serviço, direcionado às pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (NEE), deve ocorrer nas Salas de Recursos Multifuncionais (SRM). Estas salas devem ser espaços contemplados com materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e profissionais capacitados para o atendimento. O presente estudo teve como objetivo caracterizar as SRMs pré-escolares com relação aos alunos atendidos, recursos existentes, adaptações realizadas, critérios de elegibilidade para o atendimento e como ocorre a busca de informações por parte das professoras. Participaram duas professoras (A e B) atuantes em SRMs de duas préescolas de um município do interior paulista, que responderam a um questionário semiaberto composto por cinco questões. Como resultados, obteve-se uma variação entre os números de crianças atendidas, sendo que estes variaram entre oito alunos (B.) à dez (A.) e todas atendem, além de alunos com deficiências e transtornos globais do desenvolvimento, a alunos com atraso no desenvolvimento, sendo que A. inclui alunos com problemas de comportamento. Os recursos disponíveis citados foram os mesmos apontados pelo Ministério da Educação (MEC), porém grande parte não se encontra em uso devido à falta de mobiliário e contam com brinquedos provenientes de outros projetos municipais. A professora B. relatou que já realizou adaptações dos materiais utilizados em situações cotidianas, como engrossar lápis. Os critérios para que os alunos passem a receber o atendimento foram os de que a criança apresente alguma N.E.E, com diagnóstico fechado ou não, dificuldades que afetem seu aprendizado ou que estejam em situação de risco, em que futuramente possam desenvolver maiores dificuldades. As professoras afirmaram que sempre fazem buscas ao encontrarem alguma dificuldade na realização de seus trabalhos, A. costuma buscar via internet e com professores especializados e B. utiliza a internet, livros oriundos de cursos freqüentados por ela e informações de outros profissionais. Verificou-se que, embora estas SRMs atendam, prioritariamente, às crianças os recursos disponíveis, em sua maioria, são os mesmos destinados ao ensino fundamental. Observou-se a importância da inclusão de alunos em situação de risco para que seja realizada a estimulação precoce de maneira adequada e se evite a possível instalação de uma NEE e a necessidade de que estas profissionais estejam em contato constante com os demais profissionais para a realização de adaptações. Nota-se também que as participantes estão buscando constantemente por informações como forma de aprimorar seu trabalho junto aos alunos. Palavras-chave: Educação Especial. Atendimento Educacional Especializado. Salas de Recursos Multifuncionais. Educação Infantil. 38 “RELAÇÃO FORMAÇÃO E ATUAÇÃO DOS LICENCIADOS EM EDUCAÇÃO ESPECIAL- EGRESSOS 2008 E 2009”. Ana Carolina Macalli (Departamento de Psicologia- Universidade Federal de São Carlos- UFSCar- São Carlos- São Paulo- Brasil- [email protected]); Keisyani da Silva Santos (Departamento de Psicologia- Universidade Federal de São Carlos- UFSCar- São Carlos- São Paulo- Brasil- [email protected]). A presente pesquisa intitulada: "Relação Formação e Atuação dos Licenciados em Educação Especial- Egressos 2008 e 2009", surgiu a partir das temáticas sugeridas pela turma do primeiro semestre (2010) do curso de Licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos. Tendo como propósito analisar e discutir a relação formação e atuação do profissional formado pelo curso de Licenciatura em Educação Especial da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no período de 2008 a 2009. Considerando que este profissional exerce papel fundamental no cenário da educação brasileira, na perspectiva da educação inclusiva. Buscou-se compreender a relação da formação curricular com as áreas de atuação deste profissional, tendo em vista que esta exerce influência sobre as possíveis áreas a serem escolhidas e as práticas desenvolvidas em suas atividades profissionais. Participaram desta pesquisa os 13 alunos egressos do curso de Licenciatura em Educação Especial, dos anos 2008 e 2009, a eles foram enviados um questionário estruturado com nove questões abertas. As questões foram elaboradas dentro de três blocos temáticos, sendo eles: caracterização do profissional, expectativas em relação ao curso e ao mercado de trabalho, e a área de atuação. Os procedimentos de coleta de dados foram realizados via e-mail e telefonemas. Os dados foram classificados em categorias, de acordo com a unidade de seu conteúdo para a análise. A abordagem metodológica adotada para a realização foi qualitativa. Em suma, a partir dos dados coletados nota-se: quanto à caracterização deste profissional que há uma predominância do sexo feminino e a faixa etária predominante é dos 21 aos 25 anos de idade; em relação às expectativas sobre o curso os egressos e expressam conceitos satisfatórios sobre a formação inicial que tiveram; quanto às áreas de atuação os dados apontam que os egressos estão seguindo áreas distintas das previstas pelo projeto pedagógico do curso, mas relacionadas com a área, Educação Especial. Pode-se concluir que há espaço para a atuação e necessidade do educador especial para a escolarização dos alunos com necessidades educacionais especiais- NEE. Pois, como relatado por alguns participantes, as pessoas, inclusive profissionais da educação em geral, não conhecem bem as novas perspectivas para a educação especial. Então, os profissionais formados dentro dessas novas perspectivas, precisam auxiliá-los, trabalhando em conjunto para efetivar a escolarização dos alunos com NEE. Palavras-chave: Licenciatura em Educação Especial. Atuação profissional. Egressos.