MÁRCIA FINIMUNDI BARBIERI
PROJETO DE PESQUISA
BULLYING – Violência nas Escolas
FARROUPILHA/RS
Orientadora: Simone de Oliveira Emer
Farroupilha
22/04/2009
MÁRCIA FINIMUNDI BARBIERI
PROJETO DE PESQUISA
BULLYING – Violência nas Escolas
FARROUPILHA/RS
Projeto de pesquisa junto à comunidade do
Bairro Medianeira em Farroupilha. Secretaria
Municipal de Educação – Curso de Formação
Continuada: Escola e pesquisa – Aprender para
além dos Muros Escolares. Linha de pesquisa:
Culturas da Infância e da Juventude.
Orientadora: Simone de Oliveira Emer
Farroupilha
22/04/2009
SUMÁRIO
1
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO.............................................................................4
1.1 Dados dos pesquisadores ............................................................................. 4
1.1.1 Dados de Identificação da Escola........................................................... 4
1.1.2 Dados de Identificação da Coordenação ................................................ 4
1.1.3 Dados de identificação da Professora Multiplicadora ............................. 4
1.1.4 Dados de identificação dos Alunos Pesquisadores ................................ 4
2
TEMA ..................................................................................................................5
2.1 Delimitação do tema...................................................................................... 5
2.2 Problema ....................................................................................................... 5
3
JUSTIFICATIVA..................................................................................................5
4
HIPÓTESES ........................................................................................................6
5
OBJETIVOS ........................................................................................................6
5.1 Objetivo geral ................................................................................................ 6
5.2 Objetivos específicos..................................................................................... 6
6
METODOLOGIA .................................................................................................6
7
POPULAÇÃO AMOSTRA...................................................................................7
8
RECURSOS ........................................................................................................7
8.1 Recursos humanos........................................................................................ 7
8.2 Recursos materiais........................................................................................ 7
9
CRONOGRAMA..................................................................................................9
10
REFERENCIAL TEÓRICO-METODOLÓGICO.................................................10
11
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................10
1
1.1
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Dados dos pesquisadores
1.1.1 Dados de Identificação da Escola
Escola Municipal de Ensino Fundamental Presidente Dutra
Av. Veneza, 200 – Bairro Medianeira
Telefone: 54 3268 2869
DIREÇÃO
Diretora: Leda Zanella Pancotto
Vice-Diretora: Maria da Glória Bampi
1.1.2 Dados de Identificação da Coordenação do NEPSO
COORDENADORA DO BRASIL: Marlise Araújo
COORDENADORA DO PÓLO RS: Profª Nilda Stecanela Chiaradia
ORIENTADORAS DO NÚCLEO DE FARROUPILHA/RS: Profª Aline Verardo Corrêa e
Simone de Oliveira Emer
1.1.3 Dados de identificação da Professora Multiplicadora
Nome: Márcia Finimundi Barbieri
Endereço: RS 122 KM 52
Bairro: Nova Milano
Cidade: Farroupilha / Rio Grande do Sul
Fones: (54) 3268 0530 / 9181 7712
Período do Desenvolvimento da Pesquisa de Opinião: 30/04/2009 à 27/11/2009
Local de Desenvolvimento da Pesquisa de Opinião: Comunidade do Bairro Medianeira.
Orientadora: Simone de Oliveira Emer
1.1.4 Dados de identificação dos Alunos Pesquisadores
6ª série – Turma 602 – Turno Manhã
ALUNOS MULTIPLICADORES: Anderson Rech, Cassiano da Silva, Natália Piccoli
Brusamarello e Renata Specht.
Anderson Rech, Arthur Salla Antoniolli, Bruna D’Avila, Bruna Maria Ramos da Silva, Camila
de Almeida Pasa, Caroline Krichak, Cassiano da Silva, Eduardo Antonio Miorando, Eduardo
Thome Nicoleti, Eliéser Maklei Custódio de Carvalho, Fabrício Fragata dos Santos, Felipe
Dutra, Filipe Farinon Parmegiani, Franciele Primmaz, Gabriela Donati, Gabrieli Silveira
Alves, Kevyn Marthan Faé, Maurício Matheus Groff, Michele Robaina Sampaio, Natália
Piccoli Brusamarello, Rafael Santin, Renata Specht, Samuel da Cruz Novaski, Tiago Teixeira
de Mello, Valéria Caroline Capra e William da Fontoura.
2
TEMA
Bullying – Violências nas Escolas
2.1
Delimitação do tema
Análise da violência nas escolas, a partir de pesquisa realizada junto à comunidade
do Bairro Medianeira de Farroupilha - RS.
2.2
Problema
Qual a causa da violência nas escolas?
3
JUSTIFICATIVA
A observação do aumento de agressividade entre os alunos da escola e a crescente
preocupação dos docentes e pais com o fato, despertou o interesse pelo conhecimento e
investigação das causas de tal fenômeno. De acordo com a American Academy of Child and
Adolescent Psychiatry, as vítimas do Bullying experimentam um sofrimento real que pode
interferir no seu rendimento escolar, bem como no seu desenvolvimento social e emocional.
Na infância, o Bullying pode desencadear na vítima uma condição psiquiátrica caracterizada
por explosões de cólera e episódios transitórios de paranóia ou psicose (Bordeline
Personality Disorder) distúrbios irreversíveis no desenvolvimento da criança. (L. Figueira.
Universidade Técnica e Lisboa, 2002).
4
HIPÓTESES
Os alunos agressores podem estar sendo influenciados e estimulados pelos:
amigos, mídia e até mesmo pelos pais.
Os alunos agressores sofreram agressões quando crianças e com o avanço de sua
idade estão reproduzindo o que ocorreu com eles próprios, manifestando sua revolta na
escola.
5
5.1
OBJETIVOS
Objetivo geral
Avaliar as causas da violência nas escolas junto à comunidade do Bairro Medianeira
buscando amenizar o fenômeno Bullying.
5.2
Objetivos específicos
Verificar o que as pessoas pensam sobre o fenômeno Bullying.
Analisar o que influencia o aluno ser agressor.
Identificar casos de bullying nas escolas.
Buscar estratégias para amenizar a violência nas escolas.
6
METODOLOGIA
A metodologia consiste em uma pesquisa de opinião com aplicação de um
questionário para investigar o fenômeno Bullying, realizar-se-ão as etapas:

Análise de textos referente a violência nas escolas;

Elaboração de um questionário com perguntas fechadas e abertas;

Aplicação do questionário abrangendo os alunos e moradores do Bairro
Medianeira;

Tabulação dos dados coletados;

Construção de gráficos e tabelas;

Análise dos dados coletados procurando integrar com as diferentes
disciplinas do currículo escolar;

Produção textual referente a violência na escola através dos dados
coletados;
7

Divulgação dos resultados da pesquisa através de folders e seminários;

Elaboração do artigo sobre o tema.
POPULAÇÃO AMOSTRA
A pesquisa será realizada com alunos e moradores do bairro Medianeira.
A amostragem será composta por: 25 alunos da Escola Municipal Presidente Dutra
da 7ª e 8ª série, 25 alunos da Escola Municipal Medianeira da 3ª e 4ª série e 50 moradores
do Bairro Medianeira (25 do sexo Feminino e 25 do sexo Masculino).
8
8.1
RECURSOS
Recursos humanos
Os recursos humanos são compostos de professores, alunos e entrevistados.
8.2
Recursos materiais
A pesquisa demandará 300 cópias impressas em folhas A4 – entre questionários,
projeto e trabalho de divulgação dos resultados de estudo. Para a realização deste trabalho
de pesquisa serão ainda necessários:
Consultas à biblioteca da escola e acesso a internet no laboratório de informática;
Exploração do programa Excel no Laboratório de informática para a tabulação dos
dados e construção de gráficos;
Papel, caneta e lápis;
Folhas Peso 60 para a elaboração do folder e desenho artístico do mesmo.
9
CRONOGRAMA
MÊS
Março
Abril
ATIVIDADES

Apresentação do Projeto para os alunos

Escolha do tema

Eleger os alunos multiplicadores

Explorar o tema (leituras sobre o assunto)

Respostas as perguntas orientadoras

Organizar a estrutura do projeto

Organização do questionário

Dinâmicas para preparar os alunos no trabalho de
campo
Maio
Junho
Julho

Confecção dos crachás

Aplicação do questionário teste

Aplicação do questionário

Palestra sobre o tema

Tabular os dados

Construir os gráficos e analisá-los

Desenhos para os folders

Filme para a discussão do tema

Elaboração e envio do resumo

Orientar a apresentação do trabalho para o Seminário

Envio do artigo

Agendar as apresentações do trabalho para a
comunidade escolar
Agosto

Organizar os painéis

Orientar a apresentação do trabalho no Seminário
Estadual: Escola e Pesquisa um encontro possível em
Caxias do Sul.
10 REFERENCIAL TEÓRICO-METODOLÓGICO
A sociedade mundial tem sido um pouco indiferente relativamente aos seres que são
socialmente frágeis e que muitas vezes adotam condutas violentas como forma de proteção
e/ou imitação.
A violência nas escolas não é um fenômeno novo. Todavia tem vindo a assumir
proporções tais que a escola não sabe que medidas tomar para sanar este problema.
Geralmente está associada a agressões físicas, vandalismo, gangues e tráfico, que são
manifestações explícitas de comportamento agressivo. Porém, há uma violência silenciosa,
que deixa cicatrizes na alma dos nossos jovens, para a qual se entende não haver a devida
atenção por parte da sociedade, o chamado fenômeno bullying.
A intolerância à ausência de parâmetros que orientem a consciência pacífica e a falta
de habilidade para resolver os conflitos são algumas das principais dificuldades
detectadas no âmbito escolar. Atualmente, a matéria mais difícil da escola não é a
Matemática ou o Inglês. A convivência, para muitos alunos de todas as séries, talvez
seja a matéria mais difícil de ser aprendida. Assim, nada mais necessário, neste
momento, do que a proposta de Educar para a Paz, dando ênfase nos valores
básicos da tolerância e da solidariedade (FANTE, 2005. p.1).
O fenômeno Bullying, palavra de origem inglesa adotada em muitos países sem
tradução, expressa o desejo consciente e deliberado de maltratar outra pessoa e colocá-la
sob tensão. Ou seja, é um fenômeno que pode ser caracterizado como uma agressão ou
intimidação, cometida individualmente ou em grupo, com o objetivo de magoar ou ferir a
vítima. Bully, como nome é traduzido como “valentão”, “tirano”, e como verbo, “brutalizar,
“tiranizar”, “amedrontar”. Desta forma, a definição de bullying é compreendida como um
subconjunto de comportamentos agressivos, sendo caracterizado por sua natureza repetitiva
e por desequilíbrio de poder. O fenômeno bullying é uma manifestação de violência
sistemática e intencional que gera e estimula o desenvolvimento da baixa auto-estima nas
vítimas, levando ao mau desempenho escolar e, inclusive, à evasão.
Os meios de comunicação, não raras vezes retratam acontecimentos violentos
protagonizados pelos alunos nas escolas sejam públicas ou particulares.
Os comportamentos violentos na escola têm uma intencionalidade lesiva. Podem ser
determinados de fora para dentro, como acontece nos bairros degradados invadidos pela
miséria e pela dependência de drogas. Pode também tratar da violência contra a escola, em
que alunos problema assumem um verdadeiro desafio à ordem e à hierarquia escolares,
destruindo material e impondo um clima de desrespeito permanente. A violência pode ser
desencadeada fruto de muitas situações de indisciplina que não foram resolvidas e que
constituem a origem de um comportamento mais agressivo (FREIRE, 2006).
Para combater a violência, a escola tem que se organizar pedagogicamente, para
conseguir deter a violência não só internamente, mas também externamente.
11 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FANTE, Cleo; Fenômeno Bullying: Como prevenir a violencia nas escolas e educar para a
Paz. Verus Edit: Campinas - SP. 2005.
FRANTZ, Sâmia. Brincadeira sem Graça. Bullying prejudica vida escolar. Jornal Zero Hora,
12 de novembro, 2007.
FERMOSO, P. La violencia en la escuela: El educador – pedagogo social escolar. In
PANTOJA, L. (Org.). Nuevos espacios de la educación social. Bilbao: Universidad de
Deusto, 1998.
FREIRE, Isabel. O estudo da violência entre pares no 3 ciclo do ensino básico. Revista
Portuguesa de Educação, 2006, 19(2), pp.157-183
GOMES, Álvaro Cardoso. A grande decisão. Texto: Tampinha. Livro didático de Língua
Portuguesa.
PANCINHA,
Jane.
Prevenção
à
violência.
Artigo
www.diganaoaobullying.com.br – Acessado em abril de 2007
disponível
no
site:
SANCHEZ, Zila Van der Meer; OLIVEIRA, Lúcio Garcia de; NAPPO, Solange Aparecida.
Razões para o não-uso de drogas ilícitas entre jovens em situação de risco. Vol.39 no.4, Rev. Saúde Pública: São Paulo, Aug. 2005.
DEBARBIEUX, Éric; BLAYA, Catherine (Orgs.). Violência nas escolas: dez abordagens
européias. UNESCO: Brasília, 2002.
Questionário para o estudo da violência na escola 1. Idade? ( ) 0 a 15 anos (
) Masculino
) 16 a 30 anos
( ) acima de 30 anos
Sexo? (
)Feminino (
2. O que você pensa sobre o problema da agressividade na escola?
3. Você viu alguém ser vítima de alguma(s) agressão(ões) relacionada(s) abaixo, por parte de colegas,
ou por outras pessoas, na escola ou nas suas imediações.
sim não
a) Empurrar com violência?
b) Ameaçar?
sim não
h) Pegar coisas (objetos pessoais, dinheiro, ...)?
i) Magoar de propósito (beliscaram com força,
espetaram com objetos,...)?
c) Fazer gozações/ humilhar?
j) Estragar objetos pessoais ou vestuário, de
propósito?
d) Bater?
e) Chamar nomes ofensivos?
k) Apalpar contra a vontade da pessoa?
f) Levantar calúnias /rumores (dizer coisas
más de alguém ou da sua família)
g) Excluir do grupo (não querer conviver
com alguém?
l) Fazer intrigas?
m) Outras agressões ou perseguições? Qual(is)?
4. O que você fez?
(
(
(
(
) Nada
) Fugi /tive medo
) Recorri a alguém
) Pedi ao agressor para parar
(
(
(
(
) Aproximei-me para ver
) Apoiei o agressor
) Ri da situação
) Apoiei o agredido
( ) Pedi para afastar-se do agressor
( ) Outra.
Qual(is)? ____________
5. Onde ocorreram essas situações?
( ) Sala de aula
( ) Recreio
( ) Corredores e escadas
( ) Espaços - Educação Física
( ) Banheiro
( ) Na saída ou na entrada
6. Estas ações foram praticadas por: ( ) Uma pessoa
(
( ) Imediações da escola
( ) Outros.
Qual(is)?____________
) Duas pessoas
(
) Grupo de pessoas
7. A(s) pessoa(s) que agredir(am) era(m):
SEXO: ( ) feminino
( ) masculino
IDADE: ( ) Mais velhos
( ) Mais novos
8. Na sua opinião, quais as razões que levam a ter esse comportamento?
(
(
(
(
(
(
(
(
(
) Vingança
) Defesa de outros colegas
) Desprezo
) “brincadeira”
) Reação a provocações
) Irritação
) Influência da mídia
) Incentivo dos amigos
) Falta de orientação dos pais
( ) Mesma idade
Outra(s). Qual(is)?
9. Em sua opinião, o que deve-se fazer para mudar esse comportamento agressivo?
10.
Já agrediu alguém? ( ) Sim (
) Não
- O que você sentiu?
11.
Já foi agredido por alguém? ( ) Sim ( ) Não
- O que você fez?
12.
Você acha que a violência pode interferir no rendimento escolar? (
Não - Explique?
) Sim
(
)
13.
Relate qualquer situação diferente, sobre a sua vida escolar, que você gostaria de
contar.
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