Conseguir ter as suas vacas prenhas é uma prioridade para si e para a Semex. Os nossos touros Repromax™ são touros testados em alta fertilidade, sem sacrifícios genéticos Dados sobre taxa de Concepção (SCR) < 1.000 Inseminações Entre 1.000 & 5.000 Inseminações Centro A B C D E Nº Touros 48 48 101 149 29 SCR 0,4 0,4 -1,4 -1,4 -2,5 Nº Touros 168 444 198 400 42 SCR 0.3 0,7 -1,2 -1,0 -2,2 Semex 43 0,6 245 0,0 >5.000 Inseminações Nº Touros SCR 90 1,7 101 1,1 29 -0,1 55 0,5 2 -1,0 36 Taxa de Não-Retorno (NRR) Touros com pelo menos 250 inseminações Touros NRR Semex 211 63,3% Todos os outros 17 62,4% Centros Fonte: Canadian Dairy Network Abril 2012 Interpretação dos resultados: Baseado nos dados de Não retorno os touros Semex São melhores em média para NRR do que os touros da concorrência. 1,1 Fonte: USDA Abril 2012 Interpretação dos resultados: Um ACR de 1,0% permite esperar Uma taxa de concepção de 415 numa exploração que normalmente tem uma média de 40%. Acreditamos que o produtor de leite deve ter o melhor de dois mundos… Vacas prenhas e melhoramento genético nas suas explorações. Contacte o seu distribuidor Semex para incorporar touros Repromax™ no seu programa de inseminação. Terra a Terra Distribuidor Exclusivo Simões Dias - 967 096 545 Paulo Costa - 965 124 232 Ferreira - 964 327 139 Sede Gonçalo Rebelo de Andrade 937822222 Quinta da Ponte, R. 7 Junho, 1 2730-174 Barcarena Fax 219668118 www.semex.pt // LACTICOOP | INFORMAÇÕES ÚTEIS Informações Úteis BRUXELAS aprova ajuda portuguesa aos produtores de leite Portugal recebeu hoje ‘luz verde’ da Comissão Europeia para um reforço da ajuda específica aos produtores leiteiros, que representará cerca de mais três milhões de euros até final de 2013, anunciou a ministra da Agricultura. Assunção Cristas, que falava à Lusa à margem de uma reunião de ministros da Agricultura da União Europeia, explicou que o “’ok’ da Comissão Europeia” para Portugal poder reforçar a ajuda ao setor do leite - que à partida já não poderia sofrer qualquer variação até 2013 - significa que, ainda este ano, poderão ser pagos como reforço até 22 euros por vaca aos produtores. Com o reforço de 54% avalizado pelo executivo comunitário, as ajudas ao setor do leite que, no conjunto dos dois anos atingiriam à partida sensivelmente seis milhões de euros, poderão então agora chegar aos nove milhões, precisou. Lembrando que Portugal se batia há algum tempo por medidas que permitissem ajudar os produtores face às “dificuldades extremas que o setor do leite enfrenta em Portugal”, devido ao aumento dos custos de produção, a ministra congratulou-se com a “rapidez” com que Bruxelas atendeu a solicitação portuguesa -- bem como de Espanha, embora noutros moldes técnicos -, considerando que se trata de uma medida “muito relevante” para o país. Assunção Cristas disse esperar que este apoio “vá ajudar de alguma forma os produtores leiteiros” portugueses a enfrentar as dificuldades que atualmente enfrentam. BES apoia financiamento de equipamentos agrícolas até 100% O Banco Espírito Santo (BES), celebrou um protocolo que permite aos empresários agrícolas condições de crédito favoráveis com possibilidade de financiamento até 100% do investimento, no prazo máximo de pagamento até sete anos e de carência capital até dois anos. As linhas protocoladas fazem parte das soluções BES Agricultura, com o objetivo de garantir sustentabilidade do negócio das empresas agrícolas. As marcas que fazem parte da Linha de crédito são a New Holland, Massey Ferguson, Entreposto, Herculano, Expansão, Lagoalva, Irricampo, Hubel e Sulregas. LEGISLAÇÃO Diário da República Portaria n.º 300/2012 Estabelece quem são os beneficiários, termos e condições de acesso à linha de crédito com juros bonificados, de acordo com o Decreto-Lei n.º 101/2012. Fonte: Expresso // P. 3 // LACTICOOP | ÁRVORE DO MÊS Nogueira A árvore inteligente É uma árvore régia, austera, independente e quase sempre sozinha. O seu nome perpetuou-se em milhares de famílias, eventualmente a partir dum nascimento que ocorreu sob a sua copa ou influência. E deu o nome a muitas povoações, porque os casais se multiplicaram cerca duma nogueira frondosa a sobressair do restante arvoredo. Em finais de Setembro e princípios de Outubro, o S. Miguel inspira feiras, festas e romarias por todo o país. As de Gondomar, Gaia e Penela entre outras, partilham o Santo com a Noz ou não fosse ela fruto real (feira das nozes). A excelência da nogueira está no fruto que também é a semente - a noz, a glande de Júpiter , em latim Juglans que deu nome ao género. Hoje são-lhe atribuídas qualidades nutricionais especiais para além do sabor que a caracteriza. Como todas as coisas boas é difícil de alcançar, protegida por uma casca dura e uma pele adstringente. É particularmente rica em óleo a que são atribuídas qualidades na proteção cardiovascular, como anti-inflamatório, no combate da asma, psoríase, eczemas e até como afrodisíaco. No passado iluminou-nos o caminho ardendo nas candeias e o espírito, cobrindo as telas dos pintores. E segundo uma velha crença, se o fruto é em tudo semelhante ao cérebro, a sua ingestão ser-lhe-á favorável. Mas algum fundamento deve ter a expressão que se atribui ao consumo de nozes: “Uma faz muito bem, Duas é demais e Três é fatal” (Garnerius - 1612). E desde a Antiguidade se conhece a recomendação para não dormir sob uma nogueira. É sabido que as folhas da nogueira, para além do aroma, libertam também a juglone, substância alelopática que inibe o desenvolvimento pelo menos dos seus próprios filhos na proximidade. E assim a virtuosa nogueira (ou não) fica isolada, tão independente que nem às abelhas permite visitar as suas flores. Mas também a sua madeira lhe dá notoriedade. É a mais bela que cresce na Europa e de superior qualidade para o fabrico de móveis. Os veios que a caracteriza, permitem extraordinários revestimentos de superfícies. Também as // P. 04 raízes são muito procuradas por armeiros, escultores e marceneiros. “Onde está a antiga nogueira cujas raízes entravam pela água? Sei que os seus ramos se partiam de cada vez que o ribeiro enchia; que as folhas se espalhavam pelo tanque, antes de se afundarem, formando um lodo em que os pés escorregavam; que o barulho das rãs ecoava na sua copa, enquanto a noite se agitava com o vento frio que trazia o outono. Mas de nada me serve este conhecimento, agora que nada me diz se a nogueira existe, ainda, nessa margem onde me sentei, ouvindo as rãs e o vento, sem que me apercebesse do trabalho do tempo no fundo das raízes. Ou antes: o que ele me dá é uma inquietação áspera como o sabor das nozes que se colhiam dessa árvore. Atiro-as para o armazém da memória onde as sombras se acumulam; e entro nessa árvore, como se fosse uma casa, ou como se as suas ramagens se abrissem num bater de asas impotentes para o voo” (Nuno Júdice – Teoria Geral do Sentimento) Nome científico: Juglans regia Nome vulgar: Nogueira comum; nogueira da Pérsia Família: Juglandaceae Género: Juglans Características botânicas Folhas: Caducas, alternas, imparipinuladas, com 3 a 9 folíolos, ovados ou lanceolados, de 6 a 15 cm sendo o terminal sempre maior. Apresentam-se glabros, inteiros, verdes em ambas as faces e ligeiramente aromatizados. Flores: Árvore monoica com amentos masculinos reunidos em grupos de 1 a 5 nos ramos do mesmo ano com flores de 8 // LACTICOOP | ÁRVORE DO MÊS a 40 estames e flores femininas também reunidas em amentos de 2 a 20 flores. Frutos: Trima grande de 4 a 5 cm de cor verde que se torna negro com a maturação e se desfaz em todo ou em parte libertando a noz que compreende o endocarpo com a semente no interior. Perfil: Árvore que pode atingir os 30 metros, de copa ampla, fortemente ramificada a partir do tronco não muito elevado, apresentando folhagem muito densa. Caule: Liso e castanho-esverdeado enquanto novo tornando-se cinzento e muito fendilhado com a idade que pode chegar aos 300 anos ou mais. adubações regulares e tratamentos fitossanitários. Na Beira Litoral e um pouco por todo o país começam a aparecer alguns pomares modernos de nogueiras enxertadas mas apesar do nosso clima favorável a produção nacional nunca terá a projeção da dos campeões como França e Califórnia. Enfim, “dá Deus as nozes a quem não tem dentes”… Engº Mário Cupido // Publicidade A nogueira é originária duma vasta região compreendida entre o Sudeste da Europa e Ásia Ocidental e Central até à China. Sabe-se hoje, no entanto, que na Europa desde sempre existiram espécies silvestres, que pouco a pouco foram substituídas pela Juglans Regia proveniente da Pérsia. Esta árvore prefere terrenos húmidos e profundos desenvolvendo-se também nos calcários e até nos siliciosos desde que o lençol freático não desça em excesso. Teme zonas encharcadas e geadas tardias. Suporta bem altitudes até aos 800 metros podendo mesmo ir até aos 1500. Suporta grandes variações de temperatura, sendo-lhe favorável os invernos rigorosos pelo que o seu habitat se situa entre nós no interior norte e centro. Em Portugal a nucicultura é incipiente. A produção de noz existente assenta em árvores isoladas, provenientes de semente, antigas, de pouca qualidade e sem cuidados culturais, destinando-se a produção quase sempre apenas ao auto consumo. Na implantação de novos pomares há que ter em conta aspectos como a natureza e qualidade do solo, área mínima que viabilize a colheita mecanizada (2 ha), variedades compatíveis para a polinização cruzada, hipóteses de rega, NOVO ESPAÇO Rua Dr. Alberto Souto, nº18, 3800 - 148 Aveiro // P. 05 Eng.ª Rita Gonçalves: 927 405 762 Eng.º João Sousa: 969 891 986 // P. 06 // LACTICOOP | FORRAGEIRAS DE INVERNO Forrageiras de Inverno A s forragens de Inverno são muito importantes para obtenção de alimento numa exploração animal. Todavia, as espécies forrageiras de climas frios possibilitam a produção de forragem numa época em que as demais espécies paralisam o seu crescimento, devendo-se destacar que mesmo essas espécies requerem temperaturas mínimas para se desenvolver, normalmente acima de 10 - 12˚C. Assim, é muito importante efetuar a sementeira em Outubro, normalmente no início do Outono. Desta maneira aproveitamos as ainda temperaturas elevadas e a maior incidência da radiação solar, favorecendo a germinação e o desenvolvimento das plantas forrageiras antes da chegada do tempo mais frio. Para fazer a sementeira na época adequada, temos que a planificar na estação quente, considerando sempre a aquisição de sementes de boa qualidade. Nunca deveremos pensar nas forrageiras como culturas marginais ou de importância menor. Em relação à escolha das espécies ou cultivares, deve ter-se em consideração o tipo de solo e a possibilidade de maior ou menor encharcamento e assim escolher a espécie ou mistura de espécies forrageiras anuais ou perenes, com ciclos de produção adequados que permitam obter grandes produções, ou se for o caso, aumentar o período de utilização da pastagem. A área destinada às culturas de inverno deverá ser adequada às necessidades nutricionais do efectivo e, assim tentar fazer as sementeiras de forma a colmatar essas necessidades. Normalmente, a utilização de misturas forrageiras de gramíneas e leguminosas apresentam ganhos de produtividade, devido à fixação biológica do azoto, sendo assim uma óptima estratégia para um aumento de produção a um baixo custo e com o mínimo impacto ambiental, visto grande parte das explorações do centro do país estar em zona vulnerável. O primeiro corte é sempre de importância vital, pois este obriga ao rebrote do afilhamento, aumentando assim a área vegetativa. Este funciona sempre como corte de limpeza baixando a população das indesejáveis infestantes, obtendo no corte seguinte uma massa forrageira de grande qualidade e quantidade. À situações em que o inicio da utilização se faz com a entrada de animais. Esta deve ser feita quando as plantas estiverem bem desenvolvidas, com uma boa densidade de folhas e com boa cobertura do solo. O crescimento das forrageiras variam de um local para o outro, quando esta se verifica na mesma parcela, é importante esta observação por parte do produtor, porque estamos perante heterogeneidade nutricional do solo, que deverá ser corrigida, pois em culturas de grande porte esta constatação é mais difícil baixando significativamente os resultados esperados. Contudo, áreas com baixa fertilidade do solo, obtêm-se significativas produções, como foi referido o azoto é fixado biologicamente pelas leguminosas o que ajuda as gramíneas. É sempre necessário fazer fertilizações para evitar heterogeneidade produtiva no entanto por vezes são factos incontornáveis. Em muitas situações, a prática de aplicação de chorumes ou uma adubação anual, permitem a sua diminuição e um aumento na produção. Tenho muitas vezes falado em forrageiras, alerto-vos que não quero ser exaustivo nas minhas referências, quero sim alerta-los para a sua importância. Não podemos menosprezar as matérias primas vindas do exterior, podemos sim é diminuir o seu consumo tendo assim como é facilmente entendível neste momento, uma redução nos custos de produção. Vou repetir-me, mas nunca é demais relembrar que os bovinos são ruminantes, herbívoros e que por razões produtivas, escassez de alimento e baixo valor, bem como aproveitamento de matérias primas que não tinham utilização no passado, transformamos definitivamente a alimentação dos nossos animais. Não podemos voltar ao passado poderemos sim pensar de uma forma mais equilibrada não contrariando a natureza nem a biologia animal. Semear forrageiras é pensar sustentável, económico num futuro promissor, do que estamos á espera? Eng.º Fernando Taveira // P. 07 // LACTICOOP | REGULAMENTAÇÃO ADUBOS Alteração ao Regulamento (CE) nº 2003/2003 relativo aos adubos O REGULAMENTO (UE) Nº 223/2012 DA COMISSÃO de dia 14 de Março de 2012 altera o Regulamento (CE) nº 2003/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho relativo aos adubos, para efeitos de adaptação ao progresso técnico dos seus anexos I e IV. A direção técnica da Agrifértil, apresenta um extrato do regulamento (UE) Nº 223/2012: Considerando o seguinte: (1) O artigo 3º do Regulamento (CE) nº 2003/2003 estabelece que qualquer adubo pertencente a um dos tipos enumerados no seu anexo I e que obedeça aos requisitos estabelecidos nesse regulamento pode ser designado de “adubo CE”. (2) Os tipos de adubos que constam no anexo I do Regulamento (CE) nº 2003/2003 prevêem a utilização de agentes complexantes nos adubos de micronutrientes. Todavia, nenhum adubo desse tipo foi designado como “adubo CE”, por um lado, porque ainda não foi estabelecida a lista de agentes complexantes autorizados, no anexo I desse regulamento, por outro, porque não existem designações do tipo de adubos que contém agentes complexantes. Dado que se encontram agora disponíveis agentes complexantes adequados (sais de ácido lenhos sulfónico – em seguida “LS”), deveriam estes ser acrescentados à lista de complexantes autorizados, devendo ser criadas as correspondentes designações do tipo de adubos. As designações existentes de tipos de adubos em solução devem também ser adaptadas de modo a permitir a utilização de agentes complexantes, mas cada solução não deve conter mais do que um agente complexante, para facilitar os controlos oficiais. (…) (7) Os inibidores de nitrificação dicianodiamida/1,2,4 triazole (em seguida “DCD/TZ) e 1,2,4 triazole/3-metilpirazole (em seguida “TZ/MP”) são utilizados em conjugação com adubos contendo nutrientes azotados sob a forma de ureia e/ou sais de amónio. Esses inibidores prolongam a disponibilidade do azoto para as culturas, reduzem a // P. 08 lixiviação de nitratos e as emissões de óxido nitroso para a atmosfera. (8) O N- (2-nitrofertil) triamida fosfórico (em seguida “2-NPF”) é um inibidor da urease destinado aos adubos azotados contendo ureia para aumentar a disponibilidade de azoto para as plantas, reduzindo simultaneamente as emissões de amoníaco para a atmosfera. (9) Desde à muitos anos que os inibidores DCD/TZ, TZ/MP e 2-NPF são utilizados na Alemanha e os inibidores DCD/ TZ e TZ/MP na República Checa, onde se revelaram eficazes e inócuos para o ambiente. Por conseguinte, os inibidores DCD/TZ, TZ/MP e 2-NPT devem ser acrescentados à lista de inibidores de nitrificação e da urease autorizados que consta no ANEXO I do Regulamento (CE) nº 2003/2003 para que estejam mais largamente ao dispor dos agricultores em toda a união. (…) O Regulamento (UE) Nº 223/2012 de 14 de Março de 2012 pode ser consultado e guardado, na íntegra, na seguinte página: http://www.dgae.min-economia.pt/, clicando em legislação e posteriormente em matérias fertilizantes, onde pode encontrar toda a legislação em vigor sobre fertilizantes. // P. 09 // LACTICOOP | QUALIDADE DO LEITE Qualidade do leite Contagem de células somáticas no tanque Introdução T odos os produtores de leite recebem relatórios da qualidade de leite, que inclui a contagem de células somáticas (CCS), quer através do relatório mensal do contraste leiteiro com a indicação da CCS vaca a vaca, quer através de relatórios da empresa que é responsável pela aquisição do leite, com a indicação da CCS do tanque de leite. A contagem de células somáticas no leite tomadas no tanque é um bom indicador do estado geral de saúde do úbere do rebanho leiteiro. Células somáticas no leite consistem principalmente de glóbulos brancos produzidos pela vaca para destruir as bactérias causadoras da mastite que entram no úbere e para reparar o tecido danificado do úbere. Estas células estão sempre presentes no leite, mas quando um agente infecioso entra no úbere ou quando o úbere é danificado, o número de células somáticas libertadas pelas vacas individualmente aumenta. Perda de produção de leite A tabela 1 mostra as perdas médias de leite por vaca, com base na CCS em rebanhos de Ontário. Dado que a produção não diminui a quantidade uniforme de cada unidade de variação na contagem de células somáticas, é impossível comparar estas perdas por vaca diretamente com as contagens de células do tanque. Tabela 1. Perdas médias de produção por vaca, tendo por base a CCS em explorações do Canada. Contagem de células somáticas Perdas em produção (kg por lactação) 100,000 0 200,000 180 400,000 360 800,000 540 1,600,000 720 // P. 10 Uma estimativa da perda de produção de leite a granel, a partir da contagem de células somáticas do tanque é dada na Tabela 2. Tendo como base nesta tabela, os rebanhos com contagem de células com mais de 500.000 CCS, os mesmos podem produzir entre 8 a 20% abaixo do potencial devido à presença de infeções de mastite subclínica. Outras perdas associadas com elevadas contagens de células incluem a diminuição da qualidade do leite nos seus componentes e o refugo precoce de animais. Em geral, os rebanhos com alta contagem de células somáticas no tanque têm um grande número de vacas com infeções de mastite subclínica. Detetar a percentagem de quartos infetados ou de vacas infetadas a partir do valor da // LACTICOOP | QUALIDADE DO LEITE contagem de células somáticas do tanque é bastante impreciso. As razões para isso incluem a variação na contagem de células entre as vacas infetadas o estado da lactação, estação do ano e idade, bem como uma grande variação entre vacas na sua resposta à CCS. Considerando esses fatores, a contagem do tanque só deve ser usada como uma indicação geral da saúde dos úberes do rebanho. Tabela 2. Valor estimado de perdas de produção, tendo em atenção ao valor da contagem de células somáticas do tanque. Contagem de células somáticas 100.000 Perdas de produção (%) 0 200.000 2 300.000 4 400.000 6 500.000 8 600.000 10 700.000 12 800.000 14 900.000 16 1.000.000 18 Face à forma como o leite é pago, o produtor deverá preocupar-se com o valor de células somáticas no tanque superior a 400.000 células. A partir das 400.000 células somáticas o produtor deve estar alerta para implementar um programa de controlo da saúde do úbere, sendo importante que recorra a técnicos experimentados que implementarão ações apropriadas na qualidade do leite para reduzir a contagem de células e o nível de infeção de mastite através de analises ao leite, gestão de equipamentos de ordenha, correções aos procedimentos de ordenha, programa de vaca seca e aconselhamento para o abate de animais problemáticos. Simões Dias Pub. // P. 11 // LACTICOOP | ALIMENTAÇÃO Porque aquece a alimentação das suas vacas na manjedoura? N uma manhã estava de visita a uma exploração leiteira, que apresentava um bom maneio, onde se podia reparar no excelente conforto das vacas, apresentando-se limpas, com uma boa nota de condição corporal. Havia uma situação negativa, pois ao tomar um punhado da alimentação existente na manjedoura, verifiquei que a mesma estava quente. Eram 10 horas da manhã e a temperatura era de 15 °C e a ração total misturada (RTM), tinha sido distribuída pelas 7 horas da manhã. Por que razão a RTM estava a aquecer? Como pode influenciar o apetite da vaca? Como pode influenciar a rentabilidade da exploração? Para explicar começo por referir um conceito básico: para a produção de calor é necessário que exista energia. Neste caso a energia da RTM estava a ser convertida em calor. Os carbohidratos existentes nos ingredientes da mistura estavam a reagir com o oxigénio para formar dióxido de carbono e água. Na verdade a mistura estava a “queimar-se” lentamente e a energia nela contida estava a ser desperdiçada e não aproveitada pelas vacas. Uma segunda situação que daí surgia era o desenvolvimento de leveduras, bolores e outros microrganismos, devido á existência de oxigénio, originando alimentos menos apetitosos para a vaca e efeitos negativos sobre a função ruminal. Quando fazemos a mistura com o reboque misturador (unifeed), adicionamos oxigénio. Mas por que razão nem todas as misturas aquecem? O aquecimento depende do tempo e da condição de conservação dos ingredientes da mistura, quando estamos a elaborar a ração. Regressemos à forma como preparamos e conservamos as forragens. Quando armazenamos feno seco, diminuímos a humidade até ao ponto em que os microrganismos não se podem desenvolver e o feno permanece estável por um período prolongado. A outra opção é a ensilagem. Na realização da silagem, ao compactarmos o nosso objetivo é a extração do oxigénio, para que os microrganismos nocivos não se desenvolvam e morram e para que as bactérias que não necessitam de oxigénio se instalem produzindo ácido láctico para uma boa conservação da silagem. O uso de Inoculantes de boa qualidade aceleram este proces// P. 12 so, ajudando a minimizar as perdas. Quando preparamos a nossa RTM com forragens que estão bem compactadas, estamos a trabalhar com um bom material. No entanto se as forragens já se deterioram devido à entrada de ar, o processo de aquecimento já se iniciou antes da realização da mistura dos alimentos. Era o que se verificava na exploração que visitava, por falta de cuidado com o corte da silagem na frente do silo. O maneio de corte da frente do silo é importante para que obtenha maiores benefícios das silagens. A temperatura do ar também afecta o processo, quanto maior a temperatura, maior será a temperatura de aquecimento da silagem, pelo que é aconselhável aos produtores que no inverno administram a alimentação uma vez ao dia, passem a fazê-lo duas vezes ao dia e no Verão, três vezes. A adição de ácido propiónico quando realizamos a mistura, diminui significativamente o processo de aquecimento e o crescimento de leveduras e bolores. A sua utilização também é aconselhável no Verão e principalmente quando se utilizam alimentos húmidos. Recorde-se que a saúde e produção das suas vacas está fortemente relacionada com a quantidade e qualidade dos alimentos que comem. Preste atenção que a mistura da ração total está á disposição das suas vacas durante todo o dia. Repare com frequência nos aspetos qualitativos da alimentação tais como: o tamanho da fibra, a quantidade de grão, humidade, odor e temperatura. Cuide da faixa de corte da frente do silo. Simões Dias Camada minima Retirada - 20cm de Espessura // P. 13 // LACTICOOP | SAÚDE Comer iogurte ajuda a prevenir hipertensão S abemos que o iogurte é um alimento com propriedades valiosas para o organismo, que é não apenas uma fonte de proteína de alta qualidade e de cálcio, mas que ajuda também a controlar o apetite, a regular o trânsito intestinal e a tolerar a lactose. Agora, um estudo recentemente publicado nos EUA adiciona-lhe uma nova propriedade e indica que comer iogurte ajuda a prevenir a hipertensão. Se consumir iogurte regularmente, pelo menos uma porção de aproximadamente 200 gramas a cada três dias, a longo prazo tal pode significar uma menor probabilidade de desenvolver hipertensão. Concretamente, e de acordo com aquele estudo, as pessoas que consumiram aquelas quantidades apresentam um risco 31% menor de desenvolver a doença. Estas conclusões surgem de um estudo elaborado pela Universidade de Boston que foi realizado durante 15 anos com mais de 2.000 voluntários que não tinham hipertensão no momento em que foram integrados na investigação, tendo-se constatado que aqueles que comem regularmente iogurte têm uma pressão arterial inferior. O efeito benéfico pode, em princípio, ser associado aos micronutrientes deste alimento, tais como de cálcio ou o potássio, que têm forte intervenção na contração do músculo cardíaco. No entanto, a incorporação de iogurte na dieta com regularidade pode significar outros fatores dietéticos saudáveis não são tidos em conta, pois, normalmente, quem consume iogurte regulamente é também mais propenso a ingerir uma alimentação mais equilibrada e isso ajuda a prevenir a hipertensão. De qualquer forma, sabemos que o iogurte é um alimento saudável, que pode fazer parte de nossa dieta diária e que no quadro de uma alimentação cuidada, juntamente com outros hábitos saudáveis, nos ajudará a evitar a hipertensão a longo prazo. FONTE: Vitonica.com // P. 14 // Publicidade // LACTICOOP | SAÚDE Gordura do leite não é prejudícial ao coração Essas gorduras têm diferentes efeitos fisiológicos. O comité de nutrição da Associação Americana do Coração reconhece a diversidade dos efeitos biológicos dos ácidos gordos individuais e a necessidade de avaliar ácidos gordos específicos relacionando-os ao risco de doenças coronárias cardíacas. A recomendação sempre foi consumir produtos lácteos com baixo teor de gordura, inclusive é o preconizado pelo “MyPlate”, o guia nutricional do governo dos Estados Unidos. Entretanto, de acordo com pesquisas mais recentes, os profissionais de saúde não precisam aderir estritamente a essas diretrizes. Durante os últimos 50 anos, a ingestão de certos ácidos gordos saturados e trans foi relacionada com o aumento do risco de doenças cardiovasculares, levando à generalização de que essas gorduras são prejudiciais à saúde. Por exemplo, o Guia Dietético de 2010, nos Estados Unidos, recomendou consumir menos de 10% das calorias de gorduras saturadas e manter a ingestão de gorduras trans no mais baixo nível possível, limitando alimentos que contenham fontes sintéticas de gorduras trans (particularmente óleos hidrogenados) e outras gorduras sólidas. Entretanto, pesquisas recentes indicaram que a gordura dos alimentos lácteos não é prejudicial à saúde do coração, como se pensava até aqui. De facto, ela até pode ser benéfica. “A evidência é bastante forte”, disse o presidente do Dairy Research Institute e vice-presidente executivo do National Dairy Council, Greg Miller. De acordo com o Comité Conselheiro de Diretrizes Alimentares, Greg Miller afirmou que o consumo de leite e produtos lácteos - independente do nível de gordura - está associado com menor pressão sanguínea e com um menor risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. “As gorduras nos alimentos lácteos inteiros são altamente complexas e podem conter ingredientes benéficos”, disse o professor do departamento de ciência animal da Michigan State University, Adam Lock. Mais de 400 tipos diferentes de ácidos gordos foram identificados na gordura do leite. Os ácidos gordos no leite inteiro são aproximadamente 62% saturados, 30% monoinsaturados, 4% poli-insaturados e 4% de outros tipos, como os ácidos gordos trans de ocorrência natural, que incluem o ácido linoleico conjugado (CLA). O que é crucial é que a gordura do leite não é consumida isoladamente; os alimentos lácteos também contêm proteína, cálcio e outros componentes que podem modular os efeitos da gordura na saúde. “É importante reconhecer que as pessoas que consomem gorduras lácteas, não consomem somente gordura saturada”, disse Lock. Com base nessas descobertas, a ingestão de gordura saturada não é sinónimo de doença cardíaca. A maioria das gorduras saturadas do leite não têm efeito no colesterol circulante e não têm implicações negativas para a saúde humana, afirmou Adam Lock. A gordura saturada no leite pode aumentar o colesterol total e o colesterol LDL, mas também aumentar o colesterol HDL, tendo, dessa forma, um efeito neutro. Novas pesquisas indicam ainda que a gordura saturada nos produtos lácteos pode ser benéfica. Um estudo recente concluiu que uma maior ingestão de gorduras lácteas saturadas estava associada com um menor risco de doenças cardiovasculares. Nos alimentos, existem dois principais tipos de ácidos gordos trans: os ácidos gordos trans industriais, formados por hidrogenação parcial de óleos vegetais, e os ácidos gordos trans de ocorrência natural, presentes no leite e na carne, que são criados pela biohidrogenação em animais ruminantes. Os ácidos gordos trans industriais foram associados a maior risco de doenças cardiovasculares, enquanto os de ocorrência natural tiveram uma associação negativa ou nenhuma associação com essas doenças. Adam Lock acredita que as evidências mais convincentes mostrando que os produtos lácteos são benéficos para a saúde incluem duas pesquisas de revisão sugerindo que aqueles que consomem grandes quantidades de leite têm um risco de doenças cardíacas diminuído em relação àqueles que consomem pouco. De facto, pode haver um pequeno, mas valioso, decréscimo no risco de doenças cardíacas com o maior consumo. “Os consumidores que bebem bastante leite provavelmente têm uma vantagem geral de sobrevivência”. FONTE: Todaysdietitian.com/MilkPoint // P. 15 // LACTICOOP | ATUALIDADE Drª Sandra Vasconcelos A nossa colaboradora Drª Sandra Vasconcelos concluiu (com distinção) recentemente a sua Tese de Mestrado na Universidade de Aveiro, subordinada ao tema “ ADOÇÃO DA NORMA CONTABILISTICA DE RELATO FINANCEIRO 17: ESTUDO DE CASO NO SETOR LEITEIRO”. Na introdução da sua tese pode ler-se que: “Nos últimos anos muito se tem falado e escrito sobre o impacto da adoção das normas internacionais de contabilidade. Em Portugal a adoção do Sistema de Normalização Contabilística (SNC) a 1 de Janeiro de 2010 trouxe alterações profundas ao sistema contabilístico, sobretudo para o setor agrícola. Pela primeira vez, Portugal passou a ter uma norma específica para a agricultura que implementa um novo método de mensuração dos ativos biológicos pelo justo valor. Com este trabalho pretendemos estudar qual o impacto da Norma Contabilística e de Relato Financeiro 17 no setor leiteiro. O setor leiteiro tem sido alvo de inúmeros estudos, a grande maioria relacionados com questões de eficiência produtiva. Não é de estranhar que tal aconteça, pois estamos perante um setor muito representativo na economia mundial e que movimenta milhões de euros. Em Portugal este setor representava em 2011 cerca de 11% de toda a indústria agroalimentar (IACA, 2011). Quando passamos para a vertente contabilística, a informação de que dispomos é muito redutora. Passados mais de dois anos da adoção do SNC como é que este está a ser aplicado nas explorações leiteiras e que impacto isso pode ter? Representará o verdadeiro valor dos ativos biológicos e produtos agrícolas no setor? Urge compreendermos de que forma é que os ativos biológicos nomeadamente os animais estão a ser contabilizados e qual o impacto dessa valorização nas Demonstrações Financeiras”. Das conclusões deste trabalho ressalta o seguinte: “Para compreendermos e debatermos o impacto do novo normativo, temos de compreender o que é que mudou em termos normativos e qual a sua importância. Após termos procedido à revisão da literatura sobre esta temática, procedemos á elaboração de um estudo de caso sendo pertinente apresentar e comparar os resultados obtidos. A principal conclusão que obtivemos é que o impacto da adoção da NCRF 17 no setor leiteiro português é inconclusivo uma vez que a informação financeira das várias explorações não é comparável. O justo // P. 16 valor remete a valorização para os preços de mercado, no caso portugûes, o valor dos bovinos é dado pelo SIMA e pelos negociantes de animais. Sendo que as explorações leiteiras utilizam a valorização de mercado facultada por estas duas fontes e sendo esta divergente, conduz à obtenção de informação inconsistente e não comparável. O SIMA não disponibiliza informação sobre todas as faixas etárias e lactações do efectivo leiteiro, gerando uma grave lacuna para as explorações que se baseiam nos seus preços de mercado. Assim deparamo-nos com uma ambiguidade na valorização de um dos ativos que mais influencia o valor de uma exploração leiteira, ou seja os animais. Apesar das explorações leiteiras portuguesas estarem a utilizar o preço de mercado para valorizarem o seu efetivo leiteiro, estamos perante um setor cujo valor de mercado das suas empresas é díspar e pouco fiável. As conclusões obtidas vêm corroborar o estudo efetuado por Paananen e Lin (2009), que referem que a adoção das IFRS tornou difícil a tomada de decisão por parte dos investidores. Azevedo (2005), refere que a adoção do justo valor contribui para o aumento do resultado das empresas, mas para o setor leiteiro tudo depende de qual o justo valor atribuído aos ativos biológicos. Tal com Aryanto (2011), deparamo-nos com a comparabilidade da informação financeira distorcida. Neste sentido, urge alcançarmos um modelo que nos permita utilizar o normativo de uma forma consistente, real e fiável. A fim de solucionarmos os problemas identificados, procedemos à elaboração de um modelo de valorização do efectivo leiteiro, baseado no preço de mercado do leite e na atualização dos cash-flows futuros, isto é, baseada na atualização dos benefícios económicos futuros. Assim, elaboramos e testamos uma fórmula de cálculo do valor de cada animal, sendo este, no nosso entender, um possível método para a contabilização dos bovinos em produção. Salvaguardamos o princípio de obtenção de informação contabilística útil para a tomada de decisão e se todos os intervenientes no setor aplicarem o mesmo critério conseguiremos comparar os resultados e valores das explorações leiteiras. Apesar da flexibilidade do modelo, estamos cientes que possam existir alguns ajustamentos na fórmula, de forma a permitir a sua aplicação em qualquer exploração leiteira. Estamos cientes de que nesta matéria ainda há muito a explorar e a melhorar. Possíveis estudos poderão proceder ao melhoramento do modelo formulado ou até criarem modelos para outras atividades agrícolas. A nós, resta-nos a certeza que só com trabalho e cooperação poderemos obter melhores resultados”. Este estudo foi publicamente apresentado pela nova Mestre Sandra Vasconcelos no XV ENCUENTRO AECA celebrado em Ofir nos dias 21 e 22 de Setembro de 2012. Para a Lacticoop é uma honra constatar que um Quadro seu tenha desenvolvido um trabalho que vem dar um excelente contributo para a aferição dos resultados financeiros das explorações leiteiras. Parabéns Sandra! F.S. // P. 17 // LACTICOOP | ANUNCIOS Anuncio Separador de estrumes "National Separator" se eVend Tanque de refrigeração de leite 1600 lts Teka c/ lavagem automática Unifeed de 4m3 Comag Contacto: 968 106 167 ◀ Anuncio e-se Vend Tractor lamborghini 80 HP tracção Dupla; Motor de Rega 6,5 cv a gasóleo Charrua de 14 "; Tanque de refrigeração de leite 1500 lts Teka; Fresa Joper 1,90 m; ◀ Contacto: 915 650 989 ◀ Semeador pneumático de 4 linhas; Contacto: 915 650 989 Anuncio se Fardos de palha 300Kg; eVend Anuncio se eVend a-se r Comp se Troca Este espaço pode ser seu! ◀ Boletim Informativo Ficha Técnica Depósito legal: 217931/04 Periodicidade: Mensal Tiragem: 1.500 Exemplares // P. 18 Colaboraram neste número: Ana Franco Fernandes da Silva Fernando Taveira Mário Cupido Simões Dias Redacção: Av. de Oita, 7 r/c - Apartado 92 3810-143 Aveiro - EC AVEIRO Telef. 234 377 280 Fax 234 377 281 Execução Gráfica: Rui Marinho Email: [email protected] Contacte-nos Impressão Litoprint Zona indust. 3 Marcos Vale do Grou - Apartado34 3754-908 Aguada Cima-ÁGUEDA Telef.: 234 600 330 Recepção de anúncios: Todos os textos, publicidade e imagens devem ser entregues até ao dia 15 de cada Mês. 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