3 a 6 de novembro de 2009 - Londrina – Pr - ISSN 2175-960X INVESTIGAÇÃO BIBLIOGRÁFICA EM PERIÓDICOS SOBRE PRÁTICAS DE LEITURA NA EDUCAÇÃO INFANTIL, ALINE DE LIMA HERMINIO1, LAÍS ADORNO1 MARINA FERRARI1 SANDRA ELI SARTORETO OLIVEIRA MARTIN 2, CLAUDIA REGINA MOSCA GIROTO2, LUCIA PEREIRA LEITE 3, 1 Graduanda do Curso de Pedagogia da Faculdade de Filosofia e Ciências Unesp/Marilia , 2 Professoras do Departamento de educação Especial Unesp/Marilia, 3 Professora do Departamento de Psicologia Unesp/Bauru Introdução Ao enfatizar a aprendizagem da leitura na educação infantil, como um processo de imersão em práticas sociais escritas, num processo de troca, de comunicação e de multiplicações das relações entre escritos sociais e o mundo real e assim como Foucambert (1994), este estudo reconhecerá a escola e a família como um lugar privilegiado de formação dos sujeitos conscientes e atuantes na sociedade letrada. Ao conceber a leitura como um aprendizado social, implicará reconhecê-la como capaz de assumir um papel de instrumento de conscientização humana. Nesta perspectiva, a leitura será concebida como um instrumento de linguagem que permite a elaboração de pontos de vistas sobre o mundo e sobre a compreensão dos conflitos sociais existentes e apagados pela ideologia dominante, em nossa sociedade (SILVA, 1998). Nesta concepção as estratégias de ensino da leitura na escola, devem ser consideradas como um conjunto de intervenções, que favoreçam formas de interação com diferentes gêneros discursivos das situações de comunicação que lhes correspondem. Trata-se de fornecer aos alunos os instrumentos necessários para progredir. Para fazê-lo, as atividades comunicativas complexas que os alunos ainda não estão aptos a realizar, de maneira autônoma, serão, de certa forma, decompostas, o que permitirá abordar um a um, separadamente, os componentes que colocam problemas para eles. As intervenções sociais, a ação recíproca dos membros do grupo e, em particular, as intervenções formalizadas nas instituições escolares são fundamentais para a Graduanda do Curso de Pedagogia da Faculdade de Filosofia e Ciências – Universidade Estadual Paulista Unesp – Avenida Hygino Muzzi Filho, nº 737 – Bairro Campus Universitário, Marilia-SP – Brasil 2 Professoras do Departamento de educação Especial– Faculdade de Ciências – Universidade Estadual Paulista - Unesp – Avenida Hygino Muzzi Filho, nº 737 – Bairro Campus Universitário, Marilia-SP – Brasil Universidade Estadual Paulista - Unesp –Av Eng. Edmundo Carrijo Coube, s/n – 17.033-360 – Bauru – São Paulo – Brasil – [email protected],br 3 Professora do Departamento de Psicologia – Faculdade de Ciências – Universidade Estadual Paulista Unesp –Av Eng. Edmundo Carrijo Coube, s/n – 17.033-360 – Bauru – São Paulo – Brasil – [email protected] 1 1848 3 a 6 de novembro de 2009 - Londrina – Pr - ISSN 2175-960X organização das aprendizagens, em geral, e para o processo de apropriação de gênero, em particular. Portanto, as seqüências didáticas dos gêneros lingüísticos a partir de um projeto de leitura, podem se tornar instrumentos valiosos para guiar as intervenções dos professores e familiares na mediação da leitura para as crianças, independente de sua faixa etária (DOLZ, J.; SCHNEUWLY, B. 2004). Políticas atuais reiteram a necessidade de a escola propor e organizar projetos de leitura que discutam e leve em consideração os Referenciais Curriculares Nacional para a Educação Infantil (RCNEI), documento oficial do Ministério da Educação (BRASIL,1998), dentro desta perspectiva aqui comentada. Assim, amparada na concepção de leitura como prática de linguagem discursiva, esta pesquisa promoverá a sua avaliação enquanto estratégia de aprendizagem compartilhada, resultante de um fazer conjunto, entre o educador e aluno, a partir de trocas interacionais, subsidiadas pelo uso de recursos metodológicos, no caso as mediações produções literárias – caracterizadas em geral pelo gênero narrativo (MARTINS, 2005). Por fim, as estratégias de intervenção de leitura serão planejadas, de forma a destacar as interações da criança com o texto e o narrador, como sujeitos ativos neste processo em busca da constituição de sentidos. Justificativa Deste modo, o projeto de pesquisa tem por finalidade elaborar, executar e avaliar um programa de práticas de leitura para crianças de 3 a 5 anos, que estejam matriculadas na educação infantil. Para isso constituem seus objetivos: a) avaliar a concepção dos familiares e professores sobre a importância da leitura nesta faixa etária; b) analisar as práticas e recursos empregados no processo de mediação da leitura para crianças da educação infantil; c) identificar os comportamentos de leitura da criança em casa e nas situações de mediação de leitura propostas; d) analisar o papel do adulto e as manifestações interacionais adulto-criança e criança-criança em situações de leitura. Por fim, as estratégias de intervenção de mediação de leitura serão planejadas, de forma a destacar as interações da criança com o texto e o narrador, como sujeitos ativos neste processo em busca da constituição de sentidos. 1849 3 a 6 de novembro de 2009 - Londrina – Pr - ISSN 2175-960X Antes da realização do programa de mediação de leitura junto às crianças de Educação Infantil duas fases preliminares foram realizadas. A primeira fase constou de um trabalho de revisão bibliográfica com finalidade de revisão conceitual e proposição das práticas e dos recursos de mediação de leitura que irão compor o programa proposto. A segunda fase caracterizou-se pela realização de um estudo piloto com o objetivo de avaliar e promover a adequação dos instrumentos elaborados para a realização do programa de práticas de leitura para crianças. O presente trabalho visa apresentar os resultados obtidos na primeira fase, relativa a processo metodológico de investigação bibliográfica para o delineamento das práticas de leitura. Metodologia A seguir pretende-se apresentar descrever os procedimentos de coleta e análise dos dados coletados na primeira fase do projeto. . Procedimento de coleta de dados 2.1.1. Pesquisa bibliográfica (on line e impressa) Inicialmente o trabalho de consulta da produção bibliográfica sobre o tema pesquisado envolveu o levantamento de livros, revistas, teses e periódicos na base de dados da Biblioteca da FFC- UNESP/Marília, revisitando o acerto e o material impresso, nela disponível. Esta pesquisa se caracterizou pela investigação dos materiais mencionados a partir dos seguintes eixos temáticos (ou palavras chaves): ensino da leitura, mediação, literatura infantil e contar histórias. Para uma visualização e análise dos materiais encontrados, os mesmos foram divididos em duas grandes áreas, a saber: da educação e da psicologia. Do universo encontrado considera-se importante mencionar que 49 produções bibliográficas foram lidas e fichadas, porém destas apenas 13 foram selecionadas para subsidiar a elaboração das práticas de leitura que serão posteriormente avaliadas. Estas referências serão apresentadas a seguir em dois grandes eixos temáticos: A) Área da educação: 1850 3 a 6 de novembro de 2009 - Londrina – Pr - ISSN 2175-960X 1) BARROS, M. H. T. C. de. Vó, me conta uma história?. In: BARROS, M. H. T. C. de;BORTOLIN, S; SILVA, R. J. da. Leitura: mediação e mediador. São Paulo: Ed. FA, 2006.114 p. 2) CHARMEUX, Eveline. Aprender a ler: vencendo o fracasso. 5.ed. São Paulo: Cortez, 2000, 143 p. 3) DUPAS, M. A., SILVA, L. M. S. e. LER É PRAZER: os projetos de incentivo à leitura da Biblioteca Comunitária da UFSCar. Disponível em: < snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/poster019.doc >. Acesso em: 08 jun. 2009 4) FARIA, Maria Alice. Como usar a literatura infantil na sala de aula?. 2ª. ed. São Paulo: Contexto, ( Coleção como usar na sala de aula), 2005, 156 p. 5) FOUCAMBERT, J. A Leitura em questão. Trad. Bruno Charles Magne. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 6) MARTINS, S.E.S. A formação de leitores surdos e a educação inclusiva. Tese (Doutorado em Educação) Faculdade de Filosofia e Ciências, UNESP/ Marília, 2005, 278p. 7) MOTTA, A.B; ENUMO, S.R.F; RODRIGUES, M. M.P; LEHE, L. Contar histórias: uma proposta de avaliação assistida da narrativa infantil. Interação em Psicologia, 2006, v.10, n,1, pp. 157-167. 8) RADINO, Gloria. Oralidade, um estado de escritura. Psicologia em estudo. [online]. 2001, vol.6, n.2, pp.73-79. 9) SCHLEMENSON, Silvia. Narracíon, Imaginacíon y espacio escolar. Cadernos de psicopedagogia. [online]. Jun. 2004, vol.3, n.6, pp.4-17. 10) ZIBERMAN, Regina. Como e por que ler a literatura infantil brasileira. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, 181p. B) Área da psicologia: 11) BETTLHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fada. Trad. CAETANO, Arlene. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980, 366 p. 12) SILVA, Luciana Pellegrini Baptista (org) CARRANO, Eveline. Bruxas e fadas, sapos e príncipes: contos de fadas em experiências arte terapêuticas. Rio de Janeiro: Wak ed., 2006, 148p. 13) VIEIRA, J. M. Era uma vez....Esta pode ser a sua história. Cadernos Pagu [online], 2006, n.26, pp.59-85. Num processo concomitante a pesquisa bibliográfica no acervo da Biblioteca da FFC, iniciou-se o levantamento de dados em periódicos nacionais (disponíveis na internet), com maior circulação nas áreas mencionadas. 1851 3 a 6 de novembro de 2009 - Londrina – Pr - ISSN 2175-960X O trabalho de pesquisa bibliográfica teve a duração de dois meses de atividades consecutivas realizadas na biblioteca, no laboratório de informática da FFC-Unesp/Marilia e nas residências das bolsistas. A pesquisa on line caracterizou-se pela escolha de seis períodos classificados pelo sistema Capes Qualis, notas A e B, com revisão das publicações dos últimos cinco anos, nas seguintes revistas: Cadernos Pagu, Psicologia em Estudo, Psicologia Teoria e Pesquisa e Interação em Psicologia, Caderno de psicopedagogia. A partir da classificação e relevância que cada periódico, os materiais foram lidos e selecionados visando sua posterior análise. Das 30 produções bibliográficas encontradas 5 artigos foram selecionados para leitura e fichamento. Porém os demais foram requisitados via sistema Comute através da rede bibliotecas nacionais, na qual a UNESP esta cadastrada, para posterior análise. Referencia bibliográfica FERREIRA, S. P. A; DIAS, M. G.B.B. A escola e o ensino da leitura. Psicologia em estudo.[online]. 2002, vol 7, n.1, pp. 39-49. SCHLEMENSON, Silvia. Narracíon, Imaginacíon y espacio escolar. Caderno de. psicopedagogia. [online]. Jun. 2004, vol.3, no.6, p.4-17. DIAS, M. da G. B.B. Raciocínio lógico, experiência escolar e leitura com compreensão. Psicologia Teoria. e Pesquisa. [online]. 2000, vol. 16, n.1, pp.55-62. VIEIRA, J. M. Era uma vez....Esta pode ser a sua história. Cadenos Pagu [online], 2006, n.26, pp.59-85. Área temática Psicologia Avaliação Capes Classificação A2 Psicopedagogia Classificação B3 Psicologia Classificação A2 Educação Classificação A2 A seguir as referências serão descritas de acordo com as áreas temáticas que foram publicadas e sua avaliação na CAPES: Descrição do processo de delineamento das práticas de leitura Buscou-se em um primeiro momento na literatura a descrição de como poderia ser realizado o planejamento das práticas de leitura para os alunos da educação infantil. De modo geral, os textos salientaram sobre a importância da narração ou contação das histórias que tem como enfoque o desenvolvimento da imaginação dos alunos e o desenvolvimento da oralidade, e 1852 3 a 6 de novembro de 2009 - Londrina – Pr - ISSN 2175-960X as formas como o professor deve interagir com os alunos posicionando-se como o leitor mais experiente. Poucos artigos e periódicos focalizaram o processo de planejamento e a descrição de práticas e/ou recursos de leitura adequados às crianças na tenra idade. Diante das dificuldades para encontrar interlocutores no âmbito científico e acadêmico, considerou-se necessário levar em conta as experiências dos profissionais (pesquisadores e bolsistas) com a temática, no delineamento e planejamento das práticas de leitura a serem desenvolvida neste estudo. Com o propósito elaborar, desenvolver e avaliar um programa de mediação da leitura para crianças matriculadas na Educação infantil, este estudo visa apresentar 10 práticas de leitura considerando a descrição dos seguintes aspectos para cada uma delas: titulo, justificativa, objetivos, procedimentos, recursos e avaliação final sobre a situação de leitura mediada. A elaboração e a confecção dos recursos também serão consideradas uma etapa importante do processo. A utilização de materiais e recursos diferenciados tem como propósito enriquecer e motivar a participação das crianças durante a implementação das práticas de leitura na educação infantil, demonstrando a importância da mediação da leitura para crianças na tenra idade. Dentre os recursos elaborados, terão destaque o uso de: fantoches, flanelógrafo, livros com dobraduras, caixa que conta história, música, sucata, materiais pedagógicos, brinquedos, massinha de modelar caseira. Além dos recursos, considera-se importante a escolha da história e consequentemente, o modo como ela será contada /ou partilhada com as crianças. Assim abaixo será apresentado brevemente 3 exemplos de práticas de leitura que serão implementadas no programa de intervenção da leitura, ao público alvo deste estudo: 1ª Pratica de leitura Título: Festa no Céu Justificativa: A leitura serve para informar, fazer rir, criar um jogo, conhecer, encantar-se, e assim, ir familiarizando a criança com os livros, mesmo quando ela não sabe ler. Dessa forma, torna-se 1853 3 a 6 de novembro de 2009 - Londrina – Pr - ISSN 2175-960X mais que um meio de socialização, é um modo de representação do real. O texto ajuda a criança a reelaborar o real, através do jogo e da ficção. Objetivos: Estimular o imaginário da criança. Procedimentos: A partir da história “Festa no Céu” elaboramos uma caixa que conta histórias para utilizarmos como recurso no momento da contação. Feito isso, realizaremos uma atividade com as crianças com a música da própria história. Recursos: Livro: “Festa no Céu”, de Luís da Câmara Cascudo, Editora: Contos Tradicionais do Brasil ,Caixa que conta história; Rádio. Avaliação: Observaremos o momento da leitura de história, bem como o interesse das crianças, a interação com a caixa e a participação na atividade da música. 2ª Prática de leitura: Título: Liloca Gatoca sumiu! Onde será que ela está? Você viu? Justificativa: “Contar histórias é saber criar um ambiente de encantamento, suspense, surpresa e emoção, onde enredo e personagens ganham vida, transformando tanto narrador como ouvinte. Deve impregnar todos os sentidos, tocando o coração e enriquecendo a leitura do mundo na trajetória de cada um.” (SOUZA, DUPAS) Objetivos: Por meio da contação de histórias, procuraremos incentivar a capacidade de resolução de situações-problemas. Procedimentos: Contaremos a história da Liloca Gatoca utilizando o recurso do cimeninha. Após esse momento, pediremos para as crianças desenharem com guache a história contada. Enquanto desenham, perguntaremos o que estão desenhando, porquê estão desenhando, para verificar se existe relação com o conto. 1854 3 a 6 de novembro de 2009 - Londrina – Pr - ISSN 2175-960X Recursos: Livro: “Liloca Gatoca sumiu! Onde será que ela está? Você viu?”, de Lilin Sypriano, Editora: Formato; Cineminha; Sequência lógica da história. Avaliação: Perceberemos a participação das crianças durante a contação da história, se tentam desvendar quem seqüestrou Liloca Gatoca, e durante a atividade, se relacionam as sequências com o que foi apresentado. 3ª Pratica de Leitura Título: “Os três porquinhos” versão atualizada Justificativa: A história possui um poder de magia e atração que, no momento da contação o contador exerce sobre seus ouvintes. Para o desenvolvimento infantil isso se mostra muito importante, por ser um momento recreativo, educativo, instrutivo, afetivo (estimulando a criatividade, criando hábitos, despertando emoções, valorizando sentimentos). Objetivos: Mostrar outra versão de uma história que eles já conhecem. Procedimentos: Utilizaremos o recurso do avental, no qual a contadora da história insere e retira os personagens e elementos da mesma conforme os acontecimentos. enviaremos sucatas para confeccionarmos os personagens da história. Recursos: Livro: A verdadeira história dos três porquinhos, de Jon Scieszka, Editora: Companhia das Letrinhas; Avental; Sucatas: caixa de leite, potinhos de danone, iogurte, palitos de madeira, restos de papel crepom, cartolina, lã. tinha guache; Canetinha, lápis de cor, giz de cera. Avaliação: Observaremos o comportamento das crianças (tanto em relação à história como o contato com os amigos) durante a contação da história e durante a atividade com as sucatas. Resultados 1855 3 a 6 de novembro de 2009 - Londrina – Pr - ISSN 2175-960X Na leitura reexaminada podem-se observar falhas na descrição sobre os aspectos de planejamento das propostas e mediação da leitura na educação infantil. Dentre eles, poucos trabalhos conseguiram apontar o papel do professor neste processo. Na descrição das propostas avaliadas na literatura, houve dificuldades para averiguar identificar quais deveriam ser as características dos espaços em que a leitura é medida. Na maioria das vezes os espaços mencionados ficaram circunscritos a exposição de livros em estantes em um canto da sala de aula comum, porém pouco explorados pelas crianças. Entretanto, quando o uso de tais espaços mencionados que a utilização ficava solta para exploração dos recursos nele disponíveis, sem um direcionamento do planejamento e do ensino da leitura. Nas descrições em que a leitura foi partilhada estas por sua vez, estiveram relacionadas aos momentos em que o professor lia para as crianças na roda da leitura. Entretanto, há a importância de se utilizar a leitura em espaços adequados para a efetiva aprendizagem do aluno. Também se pode observar que a mediação do professor neste processo é fundamental visando garantir a apropriação dos conceitos dados por meio da leitura. Conclusão A partir da literatura investigada, pode-se concluir que o acesso ao aprendizado da leitura é um dos múltiplos desafios da escola atual. De modo geral, os textos focalizaram a necessidade que a criança precisa aprender com o leitor experiente as estratégias pela qual este usa no momento da leitura, pois somente tendo um bom domínio dessas, a criança poderá tornar-se efetivamente um bom leitor. Percebe-se que a maneira pela qual o professor lê, faz a mediação da leitura para seus alunos serve como ação motivadora para desenvolver a oralidade, raciocínio, o imaginário, favorecendo o desenvolvimento do aluno e sua inserção no mundo letrado. Retomamos então, o pressuposto que a leitura é aprendida socialmente, pois é através da relação com o outro, representado como, por exemplo, através da figura do professor, o parceiro mais experiente que promoverá estratégias de aprendizagem compartilhada no qual tanto ele, quanto o aluno, irão realizar trocas interacionais, e para que estas ocorram, devem estar subsidiadas pelo uso de recursos metodológicos próprios. 1856 3 a 6 de novembro de 2009 - Londrina – Pr - ISSN 2175-960X Portanto, as escolas devem suprir o desafio de incorporar em suas práticas escolares a leitura e a mediação do professor neste processo de ensino-aprendizagem do aluno da Educação Infantil. Referencias bibliográficas BARROS, M. H. T. C. de. Vó, me conta uma história?. In: BARROS, M. H. T. C. de;BORTOLIN, S; SILVA, R. J. da. Leitura: mediação e mediador. São Paulo: Ed. FA, 2006. 114 p. CHARMEUX, Eveline. Aprender a ler: vencendo o fracasso. 5.ed. São Paulo: Cortez, 2000, 143 p. DUPAS, M. A., SILVA, L. M. S. e. LER É PRAZER: os projetos de incentivo à leitura da Biblioteca Comunitária da UFSCar. Disponível em: < snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/poster019.doc >. Acesso em: 08 jun. 2009 FARIA, Maria Alice. Como usar a literatura infantil na sala de aula?. 2ª. ed. São Paulo: Contexto, ( Coleção como usar na sala de aula), 2005, 156 p. FOUCAMBERT, J. A Leitura em questão. Trad. Bruno Charles Magne. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. MARTINS, S.E.S. A formação de leitores surdos e a educação inclusiva. Tese (Doutorado em Educação) Faculdade de Filosofia e Ciências, UNESP/ Marília, 2005, 278p. MOTTA, A.B; ENUMO, S.R.F; RODRIGUES, M. M.P; LEHE, L. Contar histórias: uma proposta de avaliação assistida da narrativa infantil. Interação em Psicologia, 2006, v.10, n,1, pp. 157-167. RADINO, Gloria. Oralidade, um estado de escritura. Psicologia em estudo. [online]. 2001, vol.6, n.2, pp.73-79. SCHLEMENSON, Silvia. Narracíon, Imaginacíon y espacio escolar. Cadernos de psicopedagogia. [online]. Jun. 2004, vol.3, n.6, pp.4-17. ZIBERMAN, Regina. Como e por que ler a literatura infantil brasileira. Rio de Janeiro : Objetiva, 2005, 181p. BETTLHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fada. Trad. CAETANO, Arlene. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980, 366 p. SILVA, Luciana Pellegrini Baptista (org) CARRANO, Eveline. Bruxas e fadas, sapos e príncipes: contos de fadas em experiências arte terapêuticas. Rio de Janeiro: Wak ed., 2006, 148p. VIEIRA, J. M. Era uma vez....Esta pode ser a sua história. Cadernos Pagu [online], 2006, n.26, pp.59-85. 1857