Gabriel Teixeira/Divulgação FIQ 2012
acredita que a FIQ é uma feira
bastante tradicional e tem sua posição
consolidada no setor, embora tenha
uma área de abrangência menor. De
acordo com Fernandez, a tendência
é que aumente na feira o espaço
para o atendimento aos marceneiros
e pequenos fabricantes. “Isso fica
evidenciado, por exemplo, no ótimo
Espaço Marceneiro, realizado em
parceria com o Senai.”
O consultor do Senai Arapongas
que assessorou o Espaço Marceneiro
na FIQ 2012, José Carlos Rehme, afirma
que o empresário da marcenaria
precisa investir em eficiência para
aumentar sua lucratividade. “As peças
do mobiliário ficaram iguais. A pergunta
é aonde o marceneiro quer chegar
com a sua fábrica. A matéria-prima é
igual para todos; o preço de venda é
ditado pelo mercado; o valor da mão de
obra é guiado pela categoria. A única
ferramenta que o empresário controla
é o seu processo produtivo. Se produzir
com maior eficiência, o resultado será
melhor e mais lucrativo”, disse.
Para o consultor, a automação
fará cada vez mais parte do trabalho
do marceneiro. Ele afirma que hoje já
existem várias opções de boa qualidade
disponíveis no mercado a um preço
acessível. Além disso, financiamentos e
condições de parcelamento facilitariam
a modernização para as pequenas
empresas. A organização do trabalho e a
utilização de softwares também seriam
essenciais para o crescimento. Ele explica
que “20% do sucesso da marcenaria está
no processo de produção e 80% está
no software, na capacidade de pensar
antes de executar, armazenar dados e
produtos e executar com precisão.”
O consultor avalia que o
trabalho realizado durante a FIQ foi
Avaliação positiva
Para o consultor do Senai Arapongas José
Carlos Rehme, a automatização e o avanço
tecnológico serão cada vez mais necessários
para garantir a lucratividade das marcenarias
extremamente positivo. Segundo ele,
foi possível apresentar as atividades
realizadas pelo Senai, que abrangem
consultoria completa, desde a
identificação dos fatores de perda
das empresas até sinalizar mudanças
e modernização para melhorar a
lucratividade.
Rehme conta ainda que a
qualidade e interesse dos participantes
durante as oficinas tecnológicas
realizadas ao longo da feira – que
abrangeram assuntos como gestão
industrial, design, processo produtivo,
maquinários, softwares e matériasprimas – foi surpreendente. “Houve uma
procura espontânea pelos cursos, além
das caravanas organizadas pelo Senai.
Durante os treinamentos os profissionais
se mostraram bastante interessados,
questionando e buscando informações
para melhorar seu trabalho”, contou.
Segundo a organização da feira,
450 marceneiros participaram das
oficinas. Além dos cursos e treinamentos,
INSTITUTO SENAI TECNOLÓGICO
O Sistema Federação das Indústrias do
Estado do Paraná (Fiep) anunciou, durante a FIQ,
a criação do Instituto Senai Tecnológico (IST) em
Arapongas. O instituto irá receber investimento
de R$ 10 milhões e, segundo a Fiep, contará
com estrutura para educação profissional e
laboratórios de Serviços Técnicos e Tecnológicos. Segundo o órgão, o principal objetivo
da organização será elevar a competitividade
outro diferencial do espaço foi tornar
possível a observação das máquinas em
funcionamento. Os maquinários expostos
em operação foram utilizados para a
confecção, durante a feira, de roupeiros,
mesas de centro e porta trecos, que
foram doados para a Associação de Pais
e Amigos dos Excepcionais (Apae) de
Arapongas.
das empresas do setor moveleiro do Estado,
no mercado nacional e internacional.
O IST terá sede em Arapongas, laboratórios avançados em Curitiba e em União
da Vitória, além de unidades móveis para
atendimentos às empresas do setor moveleiro nas demais regiões do Estado. O Instituto
fará parte de uma rede nacional e deve ser
implementado ainda este ano.
Para João Américo Bezerra, que
veio da Bahia, a feira foi bastante
interessante. Ele afirma que, por
ser uma feira especializada no setor,
esperava encontrar um número maior
que máquinas do tipo CNC, mas afirmou
que as opções encontradas entre as
seccionadoras e plainas, além de outros
equipamentos, foi bastante satisfatória.
“Eu encontrei na FIQ boa parte do que
estava procurando”, afirmou.
Já o moveleiro Hilário Gutierrez, da
Gutti Móveis, que há 22 anos trabalha
com a fabricação de móveis sob medida
em Apucarana (PR), avaliou que muitos
equipamentos disponíveis estavam
distantes da realidade de sua empresa
devido ao nível de automatização. Mas,
segundo ele, a feira foi completamente
satisfatória no que diz respeito ao
produtos expostos e lançamentos
na área de ferragens. “Sempre há
lançamentos interessantes. Eu venho à
feira procurar material mais na área de
matéria-prima e acessórios”, contou.
O diretor-comercial da Alpha
Motion, fabricante de ferragens e
molejos de Aparecida do Taboado (MS),
Alexander Rocha, analisa que a qualidade
técnica dos visitantes foi compensadora.
“Embora o pessoal tenha comentado
que a feira ficou menor, se tornou mais
regional, a negociação foi muito boa.
Estamos bastante satisfeitos”, afirmou.
Para Elias Rene Burgo, gerentecomercial da Joelini, de Arapongas,
que participou pela primeira vez da
feira, uma das principais vantagens
foi a possibilidade de relacionamento
com o cliente. Ele também destaca a
qualificação dos visitantes, que vieram
de várias partes do País. “Bastante gente
de fora, clientes do Norte e Nordeste,
coisa que a gente não esperava tanto
assim, até porque se falava bastante
que a feira seria um pouquinho mais
regional. Foi bastante interessante.”
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INSTITUTO SENAI TECNOLÓGICO Avaliação positiva