ESTRUTURAS ARQUITETÔNICAS E URBANÍSTICAS 01. Município: Uberlândia 02. Distrito: Sede 03. Designação: Praça Clarimundo Carneiro 04. Endereço: Centro 05. Propriedade: Pública 06. Responsável: Prefeitura Municipal de Uberlândia 07. Histórico: A Praça Clarimundo Carneiro ocupa a área onde foi o segundo cemitério da cidade, construído em 1881. Esse cemitério foi desapropriado e demolido em 1915, para a construção do Paço Municipal, inaugurado em 1917. Seu primeiro nome foi Praça da Liberdade, depois Praça Antônio Carlos (1929) e, em 1961, passou a chamar-se Clarimundo Carneiro, em homenagem a um dos mais importantes empresários do início do século XX, em Uberlândia, responsável pela companhia da energia elétrica na cidade. A praça foi projetada pelo construtor Cipriano Del Fávero e tinha como finalidade oferecer ornamentação paisagística ao edifício do Paço Municipal, também de sua autoria. O projeto inicial previa, além do Paço, a construção de dois coretos. Na década de 20, foi cogitada a idéia de se construir o edifício do Fórum na praça, em lugar desses coretos. Entretanto, optou-se pelo coreto, tendo sido construído apenas um, entre os anos de 1926 e 1927. Ao longo dos anos, a Praça sofreu várias interferências em seu paisagismo e no desenho de seu contorno, devido a alterações no trânsito. A alteração mais significativa foi a modificação de seus canteiros originais, com troca das espécies de médio porte para plantas de pequeno porte. O argumento para tal reforma, feita também em outras praças da cidade, foi diminuir a violência que ocorria no interior dos jardins escuros, cuja vegetação obstruía a visibilidade de quem andava ao redor. Em 1992, com a transferência da Câmara dos Vereadores para o novo Paço Municipal, o antigo Paço – também conhecido como Palácio dos Leões - foi restaurado e adaptado para abrigar o Museu Municipal (inaugurado em 1987), revalorizando a praça. Esse conjunto – praça, coreto e Palácio dos Leões – é um dos espaços mais importantes e significativos da cidade e, em 25 de setembro de 1985, mereceu o tombamento, em nível municipal, decretado pela Lei n° 4.209. 09. Documentação Fotográfica: 08. Descrição: A praça localiza-se em terreno plano, em uma área que faz o limite entre a atual área central e a parte mais antiga da cidade – o Bairro Fundinho. Seu contorno é definido por dois lados que formam um ângulo reto – lados Oeste e Sul; os outros lados – Norte e Leste – se unem em uma forma arredondada desenhada em função do trânsito de transporte coletivo. Internamente, seu desenho é composto por caminhos definidos por linhas retas que partem dos quatro vértices e caminhos secundários que subdividem o espaço em diversos canteiros, delimitados por elementos pré-moldados em concreto, pintados de branco. Os caminhos se encontram no centro da praça formando um grande pátio pavimentado onde estão o “Palácio dos Leões” e o Coreto. Tanto o centro como os caminhos, tem revestimento em asfalto. Dentro dos limites da Praça, existe um estacionamento destinado a táxi em seu lado Norte e um estacionamento público, no lado Sul. Toda a Praça é contornada por passeios trabalhados em pedra portuguesa, nas cores preta e branca, formando desenhos regulares, que são interrompidos pelos estacionamentos. Na praça existem duas placas comemorativas em bronze, com suporte em concreto, sendo uma delas referente à reinauguração do Coreto e, a outra, com características Art Decô, festejando o “Dia da Vitória”, em referência à Segunda Guerra Mundial. A Praça possui bancos, de estrutura de ferro fundido e de assento de madeira, no pátio central e nos caminhos que levam a ele. Na calçada do lado leste e no estacionamento de táxi, os bancos são de concreto armado. A Praça possui arborização de grande porte, com espécies do cerrado, da mata atlântica e exóticas. A iluminação da praça é feita por quatro modelos de postes, com lâmpadas halógenas e de vapor de sódio. No vértice noroeste, encontra-se uma antiga banca de revista que também comercializa frutas; no lado oposto há um chaveiro e uma banca de comércio de raízes. No interior da Praça, há barracas para os vendedores ambulantes que comercializam roupas, bijouterias, peças de artesanato e manufaturados em geral. Para disciplinar a circulação do pedestre, no ponto de ônibus, situado no lado leste, foi colocado uma grade de metal pintada de amarela, rompendo com a unidade da praça. 10. Uso Atual: ( ( ( ) Residencial ) Comercial ) Industrial 11. Situação de Ocupação: ( ) Serviço ( ) Institucional ( X ) Outros 12. Proteção Legal Existente ( ) Própria ( ) Cedida ( X ) Outros ( ( ) Alugada ) Comodato 13. Proteção Legal Proposta: ( X ) Tombamento ( ) Municipal ( ) Federal ( ) Estadual ( ) Nenhuma ( ) Tombamento Federal ( ) Tombamento Estadual ( X ) Tombamento Municipal ( ) Entorno de Bem Tombado ( )Documentação Histórica ( ) Inventário ( ) Tombamento Integral ( ) Tombamento Parcial ( ) Fachadas ( ) Volumetria ( ) Restrições de Uso e Ocupação 14. Análise do Entorno - Situação e Ambiência: As ruas ao redor da praça encontram-se em boas condições de uso, sendo todas revestidas com pavimentação asfáltica, com mão única. No entorno, predominam as construções de baixo gabarito, de dois pavimentos, com exceção dos edifícios localizados na confluência com a Rua XV de Novembro, com 5 pavimentos, e na confluência da Rua Bernardo Guimarães com Av. João Pinheiro, com 15 pavimentos. Em seu lado leste, há uma via exclusiva para ônibus; para disciplinar os pedestres foi afixada uma grade na cor amarela que interfere negativamente na ambiência do local. Em seu entorno, destaca-se a presença da Oficina Cultural, situada em seu lado Sul, que é um bem tombado em nível municipal e promove intensa programação cultural; em seu lado Leste, a Casa dos Leões, é um exemplar da arquitetura neoclássica, contemporânea à construção do Paço Municipal. 15. Estado de Conservação: ( ) Excelente ( X ) Bom ( ) Regular ( ) Péssimo 16. Análise do Estado de Conservação: A pavimentação asfáltica do pátio central e dos caminhos internos se apresentam em boas condições de uso, apesar da existência de saliências e reentrâncias provocadas por remendos executados em obras de manutenção. Este piso se encontra muito manchado com tintas e resíduos de massas utilizadas na construção civil. Os canteiros e jardins se encontram bem cuidados e limpos; as árvores apresentam-se saudáveis. Os bancos estão em condições precárias de uso: alguns apresentam os pés substituídos por troncos de árvores; outros, com os pés originais, não possuem assento. Os edifícios implantados no interior da praça – Palácio dos Leões e Coreto - se apresentam bem conservados. Os postes de iluminação estão em perfeitas condições, conservados em sua íntegra. 17. Fatores de Degradação: Falta de manutenção dos bancos deteriorados pela ação do tempo. Designação: Praça Clarimundo Carneiro 18. Medidas de Conservação: Os bancos necessitam de reformas. O policiamento constante tem inibido ações de vandalismo e favorecido a conservação dos equipamentos e das construções. 19. Intervenções: Ao longo dos anos, o contorno original da praça sofreu alterações, principalmente no seu lado Leste, em função de adequações do trânsito; a mais recente foi em 2001, com a criação de uma via exclusiva de ônibus e outra exclusiva para veículos particulares. Na praça propriamente dita, foram feitas intervenções de adequação quanto ao tipo de pavimentação dos passeios e mudanças de espécies de vegetação dos jardins alterando a composição paisagística original. Houve acréscimo de poste de iluminação, introduzindo diferentes modelos ao longo dos anos. 20. Referências Bibliográficas: PEZZUTI, Pedro. Município de Uberabinha. Uberabinha, 1922. TEIXEIRA, Tito. Pioneiros e Bandeirantes do Brasil Central. Uberlândia, vol.1, 1970. 21. Informações Complementares: Praça Antônio Carlos, atual Praça Clarimundo Carneiro Fonte: Arquivo Público Municipal – Prefeitura Municipal de Uberlândia 22. Atualização de Informações: 23. Ficha Técnica: Fotografias: Leonardo Finotti Data: março/2001 Elaboração: Adriane Silvério Neto e Alexandre Bueno Sampaio Data: setembro/2001 Revisão: Marília M. B. T. Vale. Data: agosto/2002