Instituto Nacional do Semiárido Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação Relatório de Atividades 2007 - 2011 Viabilizando soluções para o desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro Ministro da Ciência e Tecnologia Sergio Machado Rezende Secretário Executivo Luis Antonio Rodrigues Elias Subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa José Edil Bendito Diretor do Instituto Nacional do Semiárido Roberto Germano Costa Coordenador-Geral de Administração Alberício Pereira de Andrade Coordenador-Geral de Pesquisa Pedro Dantas Fernandes Coordenador-Geral de Planejamento e Ações Estratégicas Sérgio Vicentini Edição Sérgio Vicentini Programação Visual Wedscley Melo Equipe responsável Sérgio Vicentini Aldrin Perez Marin Fabiane Rabelo da Costa Jucilene Silva Araújo Relatório de Atividades 2007 – 2011 ARTICULAÇÃO PESQUISA FORMAÇÃO DIFUSÃO POLÍTICAS Sumário Apresentação Histórico Institucional Missão Institucional Funções do INSA Destaques 2007-2011 Articulação Pesquisa Difusão Eventos Técnico-Científicos Comunicação Publicações Cooperação Nacional Cooperação Internacional Insa em Números Visão de Futuro Equipe Técnico-Científica 04 05 05 06 08 09 16 23 24 31 32 39 42 43 45 45 Apresentação O Relatório de Gestão do Instituto Nacional do Semiárido - INSA apresenta neste documento as informações básicas sobre as principais atividades desenvolvidas durante a primeira gestão do Instituto, de maio de 2007 a junho de 2011. Seus resultados refletem a quebra de paradigma proposto em seu Plano Diretor 2008-2011 para o desenvolvimento da região, privilegiando as potencialidades do Semiárido brasileiro. Essa deve ser a filosofia a partir da qual o INSA pretende se tornar uma fonte de conhecimento, inspiração e orientação para os atores institucionais, econômicos, sociais e políticos da região. Roberto Germano Costa Diretor Histórico Institucional 05 O Instituto Nacional do Semiárido - INSA foi criado em abril de 2004, por meio da Lei N° 10.860, como Unidade de Pesquisa do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e regulamentado em 2006, pela Portaria Ministerial 896/2006 de 30/11/2006. A partir de então, foi instituído um Comitê de Busca, prática adotada pelo MCT, para selecionar o primeiro Diretor do Instituto. Imediatamente após sua posse, em maio de 2007, o INSA iniciou seu processo de Planejamento Estratégico, com o apoio do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), visando ajustar suas metas às do Plano de Ação do MCT e às do Plano Plurianual do Governo Federal. Foi um longo processo de construção coletiva, o qual contou com a participação de 65 Instituições e 1.652 técnicos, especialistas e interessados na temática “Semiárido”, em atividades que envolveram a elaboração de notas técnicas, consulta estruturada, oficinas de trabalho, reuniões temáticas, fóruns e seminários. Concomitantemente, foram feitas reuniões e visitas a instituições de todos os Estados da região, sob a organização do INSA e com a participação das respectivas Secretarias Estaduais de Ciência e Tecnologia. Os subsídios levantados deram corpo ao primeiro Plano Diretor da Instituição, se tornando uma realidade e sintetizando o pensamento e as aspirações daqueles que participaram dessa construção. Por ter sido gerado pela equipe do INSA, em interação com atores de instituições parceiras, foi um referencial para a gestão da primeira diretoria nomeada para administrar os destinos do Instituto, em um momento em que já se conseguia configurar o “Desenvolvimento Sustentável do Semiárido” como ação efetiva no Plano de Ação do MCT para o quadriênio 2007 a 2010. Este Plano refletiu, também, uma quebra de paradigma para o desenvolvimento da região, quando privilegiou as potencialidades do Semiárido brasileiro, ao contrário do que prevalecia historicamente. Essa foi e será a filosofia a partir da qual o INSA está se tornando uma fonte de conhecimento, inspiração e orientação para os atores institucionais, econômicos, sociais e políticos da região. Missão Institucional “Viabilizar soluções interinstitucionais para desafios de articulação, pesquisa, formação, difusão e políticas para o desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro, a partir de uma filosofia que assume a semiaridez como vantagem”. 06 A proposta de missão do INSA emergiu da compreensão de que o mais estratégico para a construção do futuro da região seria o conjunto de suas potencialidades. Esta proposta também considerou algumas premissas que inspiraram outras formas de perceber a região, tais como: • O Semiárido brasileiro tem vantagens que outros Semiáridos não têm; • Como a região não é homogênea, não existe um, senão, múltiplos Semiáridos; • A seca é um fenômeno natural com o qual a sociedade local pode conviver bem; • O problema da chuva na região reside na extrema irregularidade de sua distribuição temporal e espacial e não em sua falta; • Não se deve debitar a um fator isolado, como a água, ou a um fenômeno individual, como a seca, o melhor ou pior desempenho da região; • A parceria interinstitucional é fundamental para a mobilização de recursos e talentos em benefício do desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro; • As riquezas da região incluem sua gente, sua biodiversidade, seus recursos minerais e sua diversidade cultural, além de seus produtos, processos, saberes, experiências, inovações e histórias locais. Funções do INSA – (Decreto Nº 5.886/2006) • Promover, executar e divulgar estudos, pesquisas científicas e de desenvolvimento tecnológico; • Formar e proporcionar a fixação de capacidades humanas para o Semiárido brasileiro; 07 • Realizar, propor e fomentar projetos e programas de pesquisa científica, estabelecendo os intercâmbios necessários com instituições regionais, nacionais e internacionais; • Subsidiar a formulação de políticas públicas visando ao desenvolvimento econômico-social e acompanhar e difundir o conhecimento relativo ao Semiárido brasileiro. 08 Destaques 2007-2011 Para cumprir sua Missão e ter como pressupostos a articulação e a cooperação interinstitucional entre os diferentes atores da região, bem como a transversalidade e contextualização das ações daí decorrentes, o INSA envidou esforços em suas diversas áreas de atuação. Foram vários seguimentos beneficiados, sendo destacados os seguintes: Articulação Ao mesmo tempo em que cresce o número de instituições de desenvolvimento, incluindo as de CT&I, aumenta a crítica pela superposição de ações, dispersão de recursos e ausência de intercâmbio de resultados entre elas. Dessa forma, no desempenho da função de articulação interinstitucional, o INSA se dedicou ao preenchimento dessa lacuna institucional, uma das mais antigas existentes no Semiárido brasileiro. Esse isolamento institucional foi confirmado no processo de planejamento estratégico, uma vez que muitos dos temas de interesse regional continuam sendo tratados de forma pontual, em esforços dispersos, quando poderiam ser concentrados em núcleos de inovação, integrados por conjuntos de instituições interessadas em compartilhar infra-estrutura e talentos para gerar impactos positivos, inovadores e sustentáveis na região. Os resultados mais relevantes nessa área foram: 09 § Publicação da Portaria Interministerial (MMA/MCTI) 92-A objetivando a criação da Rede sobre Desertificação do Semiárido Brasileiro. Nesse contexto, o INSA, visando tornar mais decisivo o papel da ciência, tecnologia e inovação sobre a temática de desertificação SAB, promoveu a estruturação e dinamização da Rede de combate à desertificação do Semiárido brasileiro. Assim, em parceria com a Embrapa Semiárido (CPATSA) e outras instituições sediadas na região, com apoio financeiro do CNPq, MMA, BNB, Embrapa e do próprio Instituto, promoveu dois simpósios regionais – o primeiro deles em abril de 2008 (em Petrolina/PE) e o segundo, em maio de 2009 (em Campina Grande), que juntos, envolveram cerca de 300 participantes, representando instituições de naturezas diversas, de todos os estados da região e de outros estados do país. Em Petrolina, apontou-se claramente para a necessidade da construção de caminhos que conduzissem a uma efetiva articulação interinstitucional regional; em Campina Grande, um Grupo de Trabalho foi criado, iniciando-se, já naquela oportunidade, reflexões sobre a estruturação de bases sólidas, tanto conceituais como institucionais, abrangência, objetivos e temáticas prioritárias da Rede, dentre outros pontos importantes para sua caracterização. Ainda como resultado do II Simpósio, foi realizada uma Oficina de Trabalho, na cidade de Natal/RN, em outubro de 2009, com a finalidade de avançar-se na estruturação da Rede, culminando com sua institucionalização e cujo principal objetivo é subsidiar a elaboração e definição de políticas públicas vigorosas voltadas para esta temática na região. De acordo com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), o processo é resultante de vários fatores, dentre eles as variações climáticas e as atividades humanas. No Brasil, o fenômeno é verificado principalmente na região Nordeste, onde a população é estimada em 32 milhões de pessoas. Trata-se de um problema que envolve aspectos financeiro, produtivo e ambiental, atingindo a sociedade civil como um todo. Publicação da Portaria MCT nº 495 objetivando a criação da Rede AgroSAB para o Desenvolvimento da Agroindústria do Semiárido Brasileiro. A Missão da Rede é “Viabilizar soluções para contribuir com o desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro, mediante geração, difusão e apropriação de conhecimento e de tecnologias em planejamento, implementação e gestão de arranjos produtivos locais, desenvolvimento de projetos, processos e produtos de origem animal e vegetal típicos da Caatinga ou a ela adaptados, assim como, contribuir para a formulação de políticas públicas visando ao fortalecimento da agroindústria da região, à conservação da natureza e à melhoria da qualidade de vida de sua população”. O processo de criação se iniciou em 2009 e culminou em 2010 com a implantação da Portaria. Para sua consolidação, o INSA convidou profissionais ligados à atividade de agroindústria, de instituições de ensino, pesquisa, ONG´s e empresas privadas, para debate e elaboração do projeto estruturante e do plano de trabalho da Rede (veja relação dos participantes abaixo). Foram discutidas questões relativas às diretrizes de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) nas áreas de pós-colheita, transformação e comercialização de produtos do Semiárido brasileiro. Hoje, a Rede é integrada por talentos humanos, instituições e organizações que promovem atividades que consideram as potencialidades dos recursos naturais da Caatinga – plantas, animais e fontes alternativas de energia renovável. Essas instituições possuem experiências em projetos e empreendimentos já realizados ou que estão em desenvolvimento na região. Instituições da Rede AgroSab: • Agricultura Familiar e Agroecológica (AS-PTA). • Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) • Biofábrica Moscamed Brasil • Instituto Eco Engenho • IFET/PE • IFET/RN • Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT) 10 11 • Instituto Tecnológico de Pernambuco (ITEP), • Embrapa Agroindústria Tropical • Embrapa Algodão • Embrapa Caprinos • Embrapa Mandioca e Fruticultura • Embrapa Meio Norte • Embrapa Tabuleiros Costeiros • Embrapa Sede • Embrapa Semiárido • Empresa Maratá Sucos • Universidade Federal de Alagoas (UFAL) • Universidade Federal da Bahia (UFBA) • Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) • Universidade Federal do Ceará (UFC) • Universidade Federal da Paraíba (UFPB) • Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) • Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) • Universidade Federal do Piauí (UFPI) • Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) • Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) • Universidade Federal de Sergipe (UFS) • Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) • Participação na Rede Fito-Caatinga – As recentes diretrizes estabelecidas pelo Governo para utilização da fitoterapia no SUS, preconizadas pelas diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF), assim como o atual emprego da fitoterapia no Estado do Ceará, a partir da implantação do projeto Farmácia Viva, permitem vislumbrar um cenário propício para o desenvolvimento de produtos oriundos da biodiversidade brasileira. Diante disso, o INSA participou ativamente como animador no Terceiro Seminário do Escritório de Gestão do Sistema Nacional de Redes Fito – NGBS/Farmanguinhos/Fiocruz. Uma das pautas de discussões no evento foi a elaboração do Sistema Nacional de Redes Fito, com aprofundamento das discussões conceituais, metodológicas e de gestão desta ferramenta da inovação em fitomedicamentos, a partir dos Biomas brasileiros, bem como a formalização da Rede Fito Caatinga; • Participação na Rede de Manejo Florestal Sustentável - O INSA vem trabalhando para a consolidação da Rede de Manejo Florestal da Caatinga - RMFC, iniciativa inserida no âmbito do Sistema Nacional de Informações Florestais, conduzida pelo Serviço Florestal Brasileiro. A Rede de Manejo tem relevância como instrumento gerador de informações científicas que possam subsidiar a formulação de políticas públicas e de normas técnicas adequadas ao Bioma Caatinga. A dependência econômica e social que a região Semiárida do Brasil tem pela energia produzida a partir da biomassa florestal nativa é bem expressiva. Essa demanda por energéticos florestais (lenha e carvão vegetal) pode ser atendida sustentavelmente por meio do manejo florestal, sem conflitos com outros usos do solo como agricultura, pecuária e unidades de conservação. • Implantação da Rede de fibra ótica - Rede Giga. Trata-se de um cabeamento de fibras óticas nas principais instituições de pesquisa e unidades públicas da cidade, seguindo modelo de implantação e gestão proposto no projeto “Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa – Redecomep”, uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia, coordenada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e apoiada pelo INSA. Em Campina Grande estão interligadas as seguintes organizações: 12 • Instituto Nacional do Semiárido - INSA; • Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande - ACCG; • Companhia de Água e Esgotos do Estado da Paraíba - Cagepa; • Companhia Energética da Borborema - Celb; • Centro Nacional de Pesquisa de Algodão - CNPA; • Embrapa, Escola Técnica Redentorista - Éter; • Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba - Fapesq; • Federação das Indústrias do Estado da Paraíba - Fiep; • Fundação Parque Tecnológico da Paraíba - PaqTcPB; • Companhia Paraibana de Gás - PB-GÁS; • Prefeitura Municipal de Campina Grande - PMCG; • Sindicato das Indústrias de Base Tecnológica - SIBT; • Universidade Estadual da Paraíba - UEPB; • Universidade Federal de Campina Grande - UFCG. 15 A Rede Giga de alta velocidade possibilita a realização de importantes serviços institucionais, como vídeo conferência, melhoria do sistema VoIP de telefonia e transferência de arquivos, resultando em maior eficiência dos serviços. • Promoção de articulações, em âmbito regional, que resultaram na criação e oferta, em maio de 2010, pela Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, do Curso de Especialização em Educação Contextualizada para a Convivência com o Semiárido Brasileiro, destinado a professores e gestores de escolas públicas da Educação Básica sediadas na região Semiárida brasileira, com 80 vagas, 40 das quais no Campus de Sumé/PB e as demais em Cajazeiras/PB; • Atuação como articulador com órgãos de fomento como BNB e FINEP, submetendo projetos a Editais específicos lançados pelos referidos órgãos, sendo estes projetos aprovados. Atuou também como articulador com instituições como Universidade Federal de Campina Grande - UFCG, Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Fundações de Pesquisa, Secretárias de Ciência e Tecnologias dos Estados do Semiárido, Centro de Tecnologia Mineral – CETEM, Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba – AESA e SEBRAE. • Promoção de articulações, em âmbitos estadual, regional e nacional, durante a ICID 2010, resultando na proposta de composição, gestão e governança do Observatório do Semiárido brasileiro, além da geração de estratégias para criação, gestão e governança do Fórum do Semiárido brasileiro, ambas as entidades previstas no PDU 2008-2011 do INSA, bem como, da Conferência do Semiárido brasileiro; Pesquisa Nesta primeira gestão do Instituto, foram aprovados pela FINEP quatro grandes projetos para criação da infra-estrutura do Instituto Nacional do Semiárido, na ordem de R$ 20.955.000,00 (vinte milhões, novecentos e cinqüenta e cinco mil reais) em convênio com a Associação Técnico Científica Ernesto Luiz de Oliveira Júnior – ATECEL, sendo eles: I - Projeto INFRAINSA – Criação da Infra-Estrutura de Pesquisa da Estação Experimental do INSA – Fase I Convênio 01.08.0608.00 - 2008 Valor: R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) Objetivo: construção dos laboratórios: a) Reprodução Animal e Genética Aplicada e b) Ecofisiologia e Ecologia Vegetal. Seu objetivo principal é viabilizar a estrutura física para pesquisa na Estação Experimental do INSA, iniciando a construção do Complexo de Laboratórios “Celso Furtado”, construção do Núcleo de CaprinoOvinocultura, com instalações e equipamentos não existentes no interior do nordeste brasileiro, facilitando o acesso a programas de pós-graduação (desenvolvimento de pesquisas para dissertações e teses) e acesso a pesquisadores do país e do exterior, que desejarem conduzir parte ou todo o seu trabalho na região Semiárida brasileira. II – Projeto CIDSAB - Centro Integrado de Inovação e Difusão de Tecnologias para o Semiárido brasileiro 16 Convênio 01.08.0496.00 -2008 Valor: R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) 17 Objetivo: construção, na Estação Experimental do INSA, de um prédio denominado de Complexo de Laboratórios, sendo este caracterizado pelas seguintes unidades: a) Biotecnologia, b) Recursos Naturais e c) Agroindústria. Somado a construção deste Complexo, o projeto, através de parcerias com instituições de CT&I, prevê a implantação de unidades avançadas do CIDSAB a serem instaladas inicialmente em 5 Estados da região Semiárida brasileira. Também, está prevista a construção de um Centro de Treinamento e Capacitação em Tecnologias e Inovações para o Semiárido brasileiro, além da aquisição e instalação dos equipamentos imprescindíveis ao funcionamento do CIDSAB e ainda a fixação de 20 Doutores e Mestres, como bolsistas, para atuarem na articulação entre instituições de CT&I dos Estados e o INSA e na execução de pesquisas. III - Projeto Ações de CT&I para o Desenvolvimento Sustentável do Semiárido brasileiro Convênio 01.10.0208.00 – 2010 Valor: R$ 7.900.000,00 (sete milhões e novecentos mil reais) Objetivos: implantar no INSA o Programa Entidades Associadas, na forma de Laboratórios Associados; Implantar o Fórum “Futuro do Semiárido brasileiro”; ampliar a atuação do Centro Integrado de Inovação e Difusão de Tecnologias para o Semiárido brasileiro (CIDSAB), com implantação de unidades em outros Estados da Federação; possibilitar a consolidação da infra-estrutura do INSA, garantindo-lhe instalações físicas e laboratoriais complementares; possibilitar condições para a execução de pesquisas de médio e longo prazos. IV - Projeto: Complementação da Infra-estrutura da Sede do INSA Convênio 01.11.0119.00 – 2010 Valor: R$ 1.055.110,80 (hum milhão, cinqüenta e cinco mil, cento e dez reais e oitenta centavos) Objetivo: Complementação da infra-estrutura da Sede do INSA (CIENSA), por meio da construção dos reservatórios superior e inferior, incluindo tubulações e casa de bombas para abastecimento das edificações da Sede do INSA – Castelo d'água. Estas propostas constituíram nas ações para construção da infraestrutura de pesquisa da Estação Experimental do Instituto e do Complexo Administrativo composto por 6 (seis) edificações, objetivando a melhoria da qualidade cientifica e tecnológica das pesquisas. Também irá envolver as instituições parceiras mediante o acesso a estudantes que pretendem desenvolver suas atividades e a pesquisadores da região e de todo o País, que desejarem conduzir parte de seus trabalhos em pleno Semiárido. Isso certamente contribuirá para melhorar a qualidade da pesquisa e o nível científico e tecnológico de todas as suas atividades, bem como das instituições parceiras. Ressalta-se ser uma das premissas de atuação do INSA agir sempre em parceria, fortalecendo sua missão de agente viabilizador de soluções interinstitucionais para o desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro. Além de trabalhar privilegiando as potencialidades da região, outra grande quebra de paradigmas foi o esforço de articulação de todos os atores interessados no Semiárido e com responsabilidades em seu desenvolvimento, e a identificação de lacunas onde era necessária a ação precisa dos organismos governamentais. Lançamento do Edital 035/2010 do CNPq - Criação de oportunidades para a geração e apresentação de propostas em 04 Linhas Temáticas (totalizando aporte de R$ 12,5 milhões), voltadas a contribuir com o desenvolvimento da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação no SAB. Das 385 propostas submetidas ao CNPq por pesquisadores de instituições regionais, 271 foram pré-enquadradas, das quais 167 receberam recomendação de aprovação pelo Comitê Técnico daquela agência como prioridade 1, sendo: • 43 voltadas à recuperação de áreas degradadas; • 85 para exploração econômica das potencialidades do Semiárido; • 15 para difusão de tecnologia para convivência com a seca; • 24 para capacitação de educadores e agentes de extensão vinculados a entidades sediadas na região Semiárida da quase totalidade dos estados do Nordeste e do Norte de Minas Gerais; 18 19 Estação Experimental – Pesquisas realizadas: Área vegetal: • Avaliação da produção da maniçoba (Manihot pseudoglaziovii) e pornunça (Manihot spp), em resposta a diferentes formas de adubação; • Avaliação da vegetação e fauna edáfica em área sob pastejo caprino no semiárido da Paraíba; • Avaliação de 53 variedades de palma frutífera no Semiárido paraibano; • Avaliação de 21 variedades de palma forrageira no Semiárido paraibano; • Avaliação do potencial de cultivo do Licuri (Siagrus coronata) como lavoura xerófila regular no Semiárido nordestino; • Consórcio Umbuzeiro (Spondias tuberosa Arr. Câmara) e Licuri (Siagrus coronata L.) na caatinga Paraibana; • Comportamento da palma forrageira (Opuntia fícus indica) variedade Clone 20, submetida a diferentes espaçamentos e doses de fósforo; • Uso de suplementos á base de palma forrageira (Opuntia fícus indica Mill) e uréia na terminação de ovinos à pasto no semiárido brasileiro; • Composição bromatológica de silagens de capim-mombaça (Panicum maximum) colhido em diferentes idades de rebrotação; • Crescimento inicial de plântulas de flor de seda (Calotropis procera) sob o efeito de diferentes substratos; • Cultivo de plantas xerófilas com potencial frutífero e forrageiro; • Degradabilidade in situ da fibra em detergente neutro de silagens de capim-mombaça (Panicum maximum Jacq.) colhido em diferentes idades de rebrotação; 20 • Desenvolvimento de tecnologia para viabilizar o uso do mandacaru com espinho, cujos objetivos foram os de identificar in loco as variabilidades do mandacaru (Cereus jamacaru DC.) existentes no Semiárido nordestino com prioridade para as de ocorrência na Bahia e avaliar as atuais técnicas de utilização (processamento/ beneficiamento) do mandacaru pelos produtores. Como resultado final, foi desenvolvido um equipamento capaz de retirar os espinhos desta cactácea, reduzindo o tempo gasto neste processo e evitando a perda das propriedades de palatabilidade; • Determinação da produção de matéria seca em consórcios lavouras xerófilas versus forrageiras compatíveis: avaliação produtiva de biomassa de 06 espécies de forrageiras sob irrigação; • Diagnóstico Agroambiental da Estação Experimental do Instituto Nacional do Semiárido; • Dinâmica do estrato herbáceo-arbustivo da caatinga, no Cariri Paraibano; • Efeito de diferentes temperaturas sobre a germinação de sementes de orelha de onça (Macroptilium martii Benth.); • Enriquecimento da caatinga com espécies frutíferas nativas da região Semiárida: uma alternativa de renda para o produtor rural; 21 • Flora e dinâmica de vegetação em áreas de Caatinga no Semiárido brasileiro; • Germinação de sementes de flor de seda (Calotropis procera) sob efeito de diferentes temperaturas; • Germinação de sementes de figo de pombo (Macroptilium lathyroides (L.) Urb.) sob o efeito de diferentes temperaturas; • Levantamento florístico do estrato herbáceo em áreas de caatinga; • Levantamento, classificação e identificação de espécies nativas e/ou flora secundária existentes na região do Semiárido brasileiro; • Morfologia e fenologia reprodutiva do Ariri (Siagrus vagans Bondar Hawkes) – Arecacea, numa área de Caatinga do município de Senhor do Bomfim – BA; • Potencialidade da vegetação da Caatinga visando à implantação da Farmácia Viva; • Sistema de produção de culturas alternativas para produção de biodiesel em áreas do Semiárido paraibano; • Sistema de produção de pinhão manso (Jatropha curcas L.) em áreas do Semiárido paraibano; • Superação de dormência em sementes de figo de pombo Macroptilium lathyroides L. urb. Área animal: • Biometria de animais da Raça Pé-Duro; • Biometria testicular dos tourinhos da Raça Pé-Duro; • Comportamento ingestivo de bovinos alimentados com rações à base de silagem de capim-mombaça (Panicum maximum) com ou sem inoculante; • Crescimento de cabritos nativos no Semiárido; • Curvas de crescimento de ovinos Morada Nova em confinamento, alimentados com dietas contendo níveis crescentes de concentrado; • Desenvolvimento ponderal de bezerros da Raça Pé-Duro no Semiárido; • Desempenho produtivo e reprodutivo de vacas da Raça Pé-Duro; • Difusão de tecnologias de manejo sanitário: parasitoses gastrintestinais, linfadenite caseosa, pododermatite, ceratoconjuntivite, ectima contagioso e mastite em caprinos e ovinos; • Efeito de doses de uréia sobre a composição bromatológica do feno de capimbuffel (Cenchrus ciliares); • Estudo do crescimento de bovinos da Raça Pé-Duro do Semiárido; • Parâmetros fisiológicos de bezerros da Raça Pé-Duro na região Semiárida do estado da Paraíba; 22 • Perdas, perfil fermentativo e recuperação da matéria seca de silagem de capim- elefante com feno de pornunça; • Produção de leite de vacas da Raça Pé-Duro; • Recuperação da Raça de bovino Pé-Duro do Núcleo de Conservação de Recursos Genéticos da Fazenda Experimental Lagoa Bonita do INSA; • Respostas fisiológicas de bezerros da Raça Pé-Duro às condições climáticas do Semiárido paraibano; • Sistemas de produção para a Apicultura e Meliponicultura e tipificação do mel no Semiárido paraibano; • Substituição do milho pela palma forrageira (Opuntia fícus indica Mill) na terminação de ovinos Morada Nova e Santa Inês em confinamento; • Utilização de digesta ruminal como adubo orgânico na produção em pastagem de capim-buffel (Cenchrus ciliaris); 23 Difusão • Disponibilização da infraestrutura da Estação Experimental do INSA para o desenvolvimento de dissertações e teses em temas de interesse da região, particularmente, nas seguintes áreas: dinâmica da Caatinga, produção animal (raças bovinas consideradas nativas), impacto ambiental e sequestro de Carbono em solos característicos do SAB, assim como, para produção de mudas de espécies nativas para recuperação de áreas degradadas. • Promoção de visitas, cursos, palestras, dentre outras atividades, realizadas na Estação Experimental do INSA, bem como, coordenação do programa anual da Semana de Ciência e Tecnologia na Paraíba, visando à difusão e popularização de CT&I na região; • Projeto Semiárido na Praça: uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia cujo objetivo é a promoção da popularização da ciência e da tecnologia em escolas e comunidades em geral do Semiárido brasileiro, proporcionando experiências educativas através da itinerância de atividades científicas e interativas para alunos e professores do ensino fundamental e médio da rede pública de ensino do Semiárido e o público em geral. Nesta gestão, o INSA adquiriu o equipamento e atualmente está adaptando-o para iniciar as atividades de disseminação do conhecimento científico na região Semiárida. Eventos Técnico-Científicos Em conformidade com suas variadas funções, dentre elas a de “... Promover, executar e divulgar estudos, pesquisas científicas e de desenvolvimento tecnológico; Formar e proporcionar a fixação de capacidades humanas para o Semiárido brasileiro; Realizar, propor e fomentar projetos e programas de pesquisa científica, estabelecendo os intercâmbios necessários com instituições regionais, nacionais e 24 internacionais”..., o INSA envidou esforços nas seguintes atividades: Palestras • Os desníveis regionais e a inovação no Brasil: Os desafios para as Instituições de Pesquisa Tecnológica – Congresso ABIPTI 2008; • O Agronegócio da Palma, proferida no I Simpósio de Palma Forrageira e outras Cactáceas (2009); • Jornalismo Científico, palestra proferida por ocasião da VII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (2009); • Potencial da produção de caprinos e ovinos no Semiárido: I Encontro dos Cursos Virtuais da UFPB (2009); • Licenciado em Ciências Agrárias: Da Pesquisa e Extensão ao Magistério da Educação Profissional: Encontro Nacional dos Cursos de Licenciatura em Ciências Agrárias (2009); • Ciência para o Desenvolvimento Sustentável durante a VII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (2010); • Ciência Tecnologia e Biodiversidade durante a VII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (2010); • Tecnologia Espacial na Observação da Desertificação, durante a VII Semana Nacional de C&T (2010); • Coleta Seletiva - Uso e conservação da água – realidade e perspectiva para o Semiárido (2010); • Aplicação de Modelagem Numérica para o Clima no Semiárido brasileiro Universidade Federal de Campina Grande (2010); • Coleta Seletiva – elemento integrador dos aspectos ambientais, sociais e econômicos (2010); • Degradação e erosão dos recursos naturais no Semiárido brasileiro - evento dando continuidade ao ciclo de palestras promovido pela Comissão para a Coleta Seletiva Solidária do INSA (2010); • Produção Animal no Semiárido, ministrada durante o Simpósio Alagoano de Produção Animal (2010); • Uso e conservação de água: Realidades e Perspectivas para o SAB. Auditório da Associação Comercial, Campina Grande-PB. Ciclo de palestras promovido pelo Grupo Gestor do INSA de Coleta Seletiva e A3P (2010). 25 Congressos • Participação no 18º Congresso Brasileiro de Zootecnia, em João Pessoa - PB (2008); • Participação do Congresso ABIPT: os desníveis regionais e a inovação no Brasil: Os desafios para as Instituições de Pesquisa Tecnológica, em Campina Grande – PB (2008); • Organização e participação do 5º Congresso Nordestino de Produção Animal e 11º Simpósio Nordestino de Alimentação de Ruminantes – Aracaju – SE (2009); • Congresso Brasileiro de Palma e outras Cactáceas – o INSA coordenou a realização do Congresso Brasileiro de Palma e outras Cactáceas, em Campina Grande, criando com isso, um ambiente propício para a disseminação do conhecimento sobre as cactáceas, chamando a atenção da sociedade para sua importância socioeconômica da região (2009). Conferências • Participação efetiva na Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em regiões Semiáridas (ICID 2010, Fortaleza/CE, agosto de 2010). Workshops • Workshop sobre Segurança Alimentar - “Epidemiologia Molecular e Segurança Alimentar”, promovido pelo INSA, em Campina Grande. Na oportunidade, foram discutidos projetos em andamento e traçadas estratégias para ações em pesquisa e desenvolvimento da segurança alimentar nos sistemas de produção de alimentos de origem animal e vegetal do Semiárido brasileiro. Cursos • Sistema para Análises Estatísticas (SAEG), em Campina Grande, PB (2009); • Ferramentas de controle para garantia da qualidade no processo de elaboração da manta ovina/caprina, em Campina Grande, PB (2009); • Curso de capacitação sobre a utilização da Palma Forrageira na alimentação animal, voltado para produtores de caprinos e ovinos da região de Valente, na Bahia (2009); • Curso Gestão e Editoração de Revistas Eletrônicas, em Campina Grande, PB (2009); • Água e Meio Ambiente: Desafios para o Semiárido brasileiro. IFPB, Campus Sousa, Curso de curta duração (2010); • Planejamento participativo e boas práticas de produção para agregação de valor à cadeia produtiva do arroz vermelho, em Itaporanga-PB (2010); • Fundamentos de Medidas Físicas de Solo e Plantas: apresentação teórica e prática, na Estação Experimental do Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT), em Campina Grande, PB (2010); 26 • Etnozootecnia e conservação de recursos genéticos animais do Semiárido, Campina Grande-PB (2010); • Agronegócio e Mercado da Carne Ovina e Caprina: XVIII Encontro de Médicos Veterinários e Zootecnistas do Agreste Meridional (2010); • I curso de capacitação em Conservação de Recursos Zoogenéticos (2010). Seminários • Seminário sobre Plantas Medicinais e Fitoterápicos, dias 26 e 27 de novembro, em Campina Grande, PB (2009); • Participação na organização e realização do I Seminário de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas: Instrumentos para o Desenvolvimento de Cadeias Produtivas da Paraíba, em Campina Grande, PB (2009); • Participação na organização e realização do II Seminário Internacional de Indicações Geográficas (IG), promovido e realizado pelo Fórum Paraibano de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES e Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil – COFECUB, em setembro de 2010, em João Pessoa/PB, onde se refletiu sobre a importância das IG enquanto estratégia de desenvolvimento do SAB, no contexto da globalização; • Seminário Nacional sobre Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido brasileiro em Campina Grande, PB (2010). 27 Simpósios • Participação da 48ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia SBZ em Lavras (MG) (2008); • Participação na organização do Simpósio sobre “Mudanças Climáticas e Desertificação no Semiárido brasileiro”, em Campina Grande, Pb (2009); • Promoção e realização, em parceria com a Sociedad Científica Iberoamericana sobre Uso y Conservación de Recursos Zoogenéticos Locales – Rede Conbiand e Universidade Federal da Paraíba – UFPB, do 11º Simpósio Iberoamericano sobre Conservação e Utilização de Recursos Zoogenéticos, em João Pessoa/PB, que contou com a participação de representantes de aproximadamente vinte países Iberoamericanos (2010); • Participação do Encontro Regional Nordeste da Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em regiões Semiáridas (ICID): Fortaleza - CE (2010); • Realização e participação do XI Simpósio Iberoamericano de Conservação e Utilização de Recursos Zoogenéticos: UFPB - Campina Grande – PB (2010); • Participação no X Simpósio de Recursos Hídricos do Nordeste, realizado em Fortaleza - CE (2010). 28 Dias de Campo • Sanidade Animal, Produção e Conservação de Forrageiras. Local: Fazenda Quinta dos Quirinos - Congo – PB. Instituições: INSA, UFCG, apoio Prefeitura Municipal de Congo – PB (2009); • Importância da produção e conservação de forragens no Semiárido. Local: Fazenda Quinta dos Quirinos - Congo – PB. Instituições: INSA, UFCG, apoio Prefeitura Municipal de Congo – PB (2009); • Manejo Sanitário e Produção e Conservação de Forragens - Local: Fazenda Quinta dos Quirinos - Congo – PB. Instituições: INSA, UFCG, apoio Prefeitura Municipal de Congo – PB (2009). Semana Nacional de Ciência e Tecnologia • Em parceria com a FAPESQ o INSA trouxe a Exposição “Maravilhas Mecânicas” de Leonardo Da Vinci (2007); • Participação na FETEC Jovem, expondo e avaliando os demais projetos expostos (2007); • Prêmio INSA de Iniciação Científica – Ensino Básico: Instituiu o prêmio INSA de Iniciação Científica – Ensino Básico para estudantes e professores orientadores do Ensino Básico de escolas públicas e privadas, que redigissem uma redação, versando sobre o tema: “Convivência no Semiárido: cidadania e oportunidades” (2007); • Visitação à Fazenda Experimental: demonstração dos trabalhos desenvolvidos pelo INSA com plantas e animais nativos e/ou adaptados, bem como cursos e palestras para públicos alunos do ensino médio e pesquisadores, com os seguintes temas: Biodiversidade da Caatinga, Desertificação no Semiárido brasileiro, Animais e Plantas Adaptadas ao Semiárido, Convivência no Semiárido, Flora e Vegetação da Caatinga. Comunicação 31 Em 2008, a Assessoria de Comunicação iniciou o suporte necessário para a disseminação das ações do Instituto junto à sociedade, através do estabelecimento de relações sólidas e confiáveis com os meios de comunicação de massa e seus agentes. A página do INSA na Internet (www.insa.gov.br) recebeu atenção especial no que diz respeito à sua atualização. Foram adicionados novos dados sobre o Plano Diretor, a Missão do Instituto e o reordenamento de informações. Também foram elaboradas e divulgadas mais de 450 matérias. Em 2010, O INSA realizou Seminário com a presença de jornalistas de órgãos de comunicação locais, estaduais, regionais e nacionais, com o objetivo de lançar a Agência de Notícias do Semiárido brasileiro – SAB Notícias, criada e gerenciada pelo INSA, e que contribuirá para outro quadro de entendimento e conhecimento sobre o SAB, região estratégica para o desenvolvimento do País; Na ocasião, foi lançada a primeira edição do Jornal Informativo trimestral, cuja tiragem é de mil exemplares, enviados para diversas instituições do país. Publicações Apesar de ser uma Instituição recente e de ainda contar com um quadro de pesquisadores aquém do ideal e desejável, o INSA demonstrou nesses primeiros anos sua vocação científica, realizando pesquisas de interesse para a região Semiárida. Contou com a participação de pesquisadores de outras instituições parceiras e de bolsistas do Programa de Capacitação Institucional – PCI, iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia para com as Unidades de Pesquisa que o compõe. As principais contribuições são listadas abaixo: - Almeida Neto, J.X.; Andrade, A.P.; Lacerda, A.V; Felix, L.P; Bruno, R.L.A. Composição florística, estrutura e análise populacional do feijão-bravo (Capparis flexuosa l.) no Semiárido paraibano, Brasil. Revista Caatinga (UFERSA. Impresso), v. 22, p. 187-194, 2009; - Andrade, M.V.M; Andrade, A.P.; Silva, D.S.; Bruno, R.L.A; Guedes, D.S. Levantamento florístico e estrutura fitossociológica do estrato herbáceo e subarbustivo em áreas de caatinga no Cariri Paraibano. Caatinga (Mossoró), v. 22, p. 229-237, 2009; - Araújo, K.D.; Andrade, A.P.; Raposo, R.W.C.; Rosa, P.R.O.; Pazera Jr., E. Emissões de CO2 sob área de Caatinga no Semiárido da Paraíba. Geoambiente on-line, v. 10, p. 204-213, 2008; - Araújo, K.D; Parente, H.N; Correia, K.G; Dantas, R.T; Andrade, A.P.; Pazera JR., E. Liberação de dióxido de carbono (CO2) em área de caatinga no Semiárido da Paraíba. Geoambiente on-line, v. 12, p. 42-53, 2009; - Araújo, K.D; Parente, H.N; Correia, K.G; Rodrigues, M.Q; Dantas, R.T; Andrade, A.P.; Souto, J.S. Influência da precipitação pluvial sobre a mesofauna invertebrada do solo em área de caatinga no Semiárido da Paraíba. Geoambiente on-line, v. 12, p. 1-12, 2009; - Araújo, K.D; Dantas, R.T; Viana, E.P.T; Parente, H.N; Andrade, A.P. Grupos taxonômicos da macro e mesofauna edáfica em área de caatinga. Revista Verde de Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável, v. 4, p. 122-130, 2009; 32 - Araújo, K.D; Dantas, R.T; Andrade, A.P.; Parente, H.N; Correia, K.G; Pazera Jr., E. Levantamento da macrofauna invertebrada do solo em área de caatinga no Semiárido da Paraíba. Geoambiente On-line, v. 13, p. 19-31, 2009; - Bakke, I.A; Bakke, O.A; Salcedo, I.H; Andrade, A.P. In: fodder production of Mimosa tenuiflora under pruning in native caatinga tropical dry forest in Brazil. Tropical Grasslands, v. 43, p. 178-187, 2009; - Camacho-Vallejo, M.E; Costa, R.G; Vallecillo-Hernández, A.F; Cabello-Robles, A; Arguello, A; Delgado-Bermejo, J.V; Zurita, P. An experimental approach to the standardized weight and daily gain of the blanca and luza kids. Tropical and Subtropical Agroecosystems, v. 11, p. 101-104, 2009; - Costa, R; Batista, A; Madruga, M; Neto, S; Queiroga, R.C.R.E; Araújo-Filho, J; Villarroel, A; Costa, R.G. Physical and chemical characterization of lamb meat from different genotypes submitted to diet with different fibre contents. Small Ruminant Research, v. 81, p. 29-34, 2009; - Costa, R.G; Filho, E.M.B.; Medeiros, A.N.; Givisiez, P.E.N.; Queiroga, R.C.R.E.; Melo, A.A.S.. Effects of increasing levels of cactus pear (Opuntia ficus-indica L. Miller) in the diet of dairy goats and its contribution as a source of water. Small Ruminant Research, v. 82, p. 62-65, 2009; - Costa, R.G; Fernandes, P.D; Andrade, A. P; Lacerda, A.V; Araújo, J.S. Desafios Institucionais em Ciência e Tecnologia: A visão do INSA. P. 249-258. IN: Mudanças Climáticas e Desertificação no Semiárido brasileiro. Embrapa 2009. p 295; - Costa, R.G.; Cartaxo, F.Q.; Santos, N.M.; Queiroga, R.C.R.E. Carne caprina e ovina: composição lipídica e características sensoriais. Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal, v. 9, p. 497-506, 2008; - Costa, R.G.; Beltrão Filho, E.M.; Medeiros, G.R; Villarroel, A.B.S.; Cruz, S.E.; Santiago, B.S.; Santos, E.M. Substituição do leite de cabra por soro de queijo bovino para cabritos alpinos. Revista Brasileira de Zootecnia / Brazilian Journal of Animal Science, v. 39, p. 1234-1235, 2010; - Costa, R.G; Medeiros, A.N.; Alves, A.R; Medeiros, G.R. Perspectivas de Utilização da Flor-de-Seda (Calotropis procera) na Produção Animal. Caatinga (Mossoró), v. 22, p. 01-09, 2009; 33 - Costa, R.G; Batista, A.S.M.; Azevedo, P.S; Queiroga, R.C.R.E.; Madruga, M.S.; AraújoFilho, J.T.A. Lipid profile of lamb meat from different genotypes submitted to diets with different energy levels. Revista Brasileira de Zootecnia / Brazilian Journal of Animal Science, v. 38, p. 532-538, 2009; - Costa, R.G; Beltrão-Filho, E.M.; Medeiros, G.R; Villarroel, A; Cruz, S.B.S; Santos, E.M. Replacement of goat milk by cheese whey in the feed of alpine kids. Tropical and Subtropical Agroecosystems, v. 11, p. 87-90, 2009; - Cruz, G.R.B; Costa, R.G; Ribeiro, M.N. Curva de crescimento de caprinos mestiços no estado da Paraíba. Agrária (Recife), v. 4, p. 204-210, 2009; - Edvan, R.L.; Santos, E.M.; Vasconcelos, W.A.; Souto Filho, L.T.; Borburema, J.B.; Medeiros, G.R.; Andrade, A.P. Utilização de adubação orgânica em pastagem de capim-buffel (Cenchrus ciliaris cv. Molopo). Archivos de Zootecnia, v. 59, p. 499-508, 2010; - Filho, E.C.P; Morais, S.A.N.; Costa, R.G.; Almeida, C.C.; Medeiros, G.R. Correlações entre pluviosidade e características produtivas em caprinos no Semiárido paraibano. Revista Brasileira de Zootecnia, v.38, n.9, p.1785-1789, 2009; - Lacerda, A.V. & Barbosa, F.M. Análise florística de uma Vegetação Ciliar em Área de Caatinga no Semiárido paraibano. In: Paz, R.J. & Farias, T. (Orgs.). Gestão de Áreas Protegidas: Processos e Casos Particulares. João Pessoa: Ed. Universitária/UFPB, 2008. 300 p. ISBN 978-85-7745-072-5; - Luna, S.R.F; Gonzaga-Neto, S; Pimenta-Filho, E.C.; Medeiros, A.N.; Torreao, J.N.C; Mariz, T.M.A; Costa, R.G. Comportamento ingestivo de ovelhas Morada Nova no terço final de gestação com níveis de energia metabolizável na dieta. Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal, v. 10, p. 73-84, 2009; - Maia, M.O.; Queiroga, R.C.R.E.; Medeiros, A.N.; Costa, R.G.; Bomfim, M.A.D.; Fernandes, M.F. Consumo, digestibilidade de nutrientes e parâmetros sanguíneos de cabras mestiças moxotó suplementadas com óleos de licuri ou mamona. Ciência Rural (UFSM. Impresso), v. 40, p. 149-155, 2010; 34 37 - Medeiros, G.R.; Carvalho, F.F.R.; Batista, M.V.; Júnior, W.M.D.J.; Santos, G.R.A.; Andrade, D.K.B. Efeito dos níveis de concentrado sobre as características de carcaça de ovinos Morada Nova em confinamento. Revista Brasileira de Zootecnia, v.38, n.4, p.718-727, 2009; - Moreira-Filho, E.C; Silva, D.S.; Andrade, A.P.; Medeiros, A.N; Parente, H.N. Composição química de maniçoba submetida a diferentes manejos de solo, densidades de plantio e alturas de corte. Caatinga (Mossoró), v. 22, p. 187-194, 2009; - Nery, A.R.; Rodrigues, L.N.; Silva, M.B.R.; Fernandes, P.D; Chaves, L.H.G; Dantas-Neto, J.; Gheyi, H.R. Crescimento do pinhão-manso irrigado com águas salinas em ambiente protegido. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 13, p. 551-558, 2009; - Perez-Marim, A.M.; Fernandes, P.D.; Andrade, A.P.; Costa, M.R.S. Desenvolvimento sustentável do Semiárido brasileiro. Parcerias Estratégicas (Brasília), v. 15, p. 43-55, 2010; - Queiroga, R.C.R.E; Fernandes, M.F; Medeiros, A.N; Costa, R.G; Oliveira, C.J.B.; Bomfim, M.A.D; Guerra, I.C.D. Physicochemical and sensory effects of cotton seed and sunflower oil supplementation on Moxotó goat milk. Small Ruminant Research, v. 82, p. 58-61, 2009; - Ramalho, C.I.; Andrade, A.P.; Felix, L.P; Lacerda, A.V; Maracajá, P.B. Flora arbóreo-arbustiva em áreas de caatinga no Semiárido baiano, Brasil. Caatinga (Mossoró), v. 22, p. 182-190, 2009; - Ramalho, C.I.; Andrade, A.P.; Lacerda, A.V. Flora arbustiva-arbórea de uma área de caatinga no município do Senhor do Bonfim, Bahia, Brasil. In: Seabra, G.F.S. (Org.). A Conferência da Terra: Fórum Internacional do Meio Ambiente. Questões globais e soluções locais. Editora Universitária/UFPB, 2008. p.655662. ISBN 978-85-7745-209-3; - Ramalho, C.I.; Andrade, A.P.; Lacerda, A.V. Levantamento florístico em uma área de caatinga no município de Jacobina, Bahia, Brasil. In: Seabra, G.F.S. (Org.). A Conferência da Terra: Fórum Internacional do Meio Ambiente. Questões globais e soluções locais. Editora Universitária/UFPB, 2008. p. 663-670. ISBN 978-85-7745-209-3; - Rodrigues, L.N; Nery, A.R.; Fernandes, P.D; Beltrão, N.E.M.; Gheyi, H.R. Crescimento e produção de bagas da mamoneira irrigada com água residuária doméstica. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 13, p. 825-836, 2009; - Sales, A.T.; Andrade, A.P.; Leite, M.L.M.V; Silva, D.S.; Viana, B.L; Santos, G.E. Mortality index of forage cactus in the semiarid of Paraiba state - Brazil. Acta Horticulturae, v. 811, p. 401-406, 2009; - Sales, A.T.; Andrade, A.P.; Silva, D.S.; Leite, M.L.M.V; Viana, B.L; Leon, M.J.; Solis, A.M. Adaptation potential of cactus pear to soil and climatic conditions of the Semiarid in Paraiba State, Brazil. Acta Horticulturae, v. 811, p. 322-328, 2009; - Sousa, D.M.M; Bruno, R.L.A; Andrade, A.P.; Dornela, C.S.M; Primo, D.M.P. Comportamento de sementes de palma (Opuntia ficus-indica l.) submetidas à fermentação e secagem. Caatinga (Mossoró), v. 22, p. 29-34, 2009; - Vasconcelos, W.A.; Santos, E.M.; Edvan, R.L.; Silva, T.C.; Medeiros, G.R.; SoutoFilho, L.T. Morfometria, produção e Composição Bromatológica da Maniçoba e Pornunça, em resposta a diferentes fontes de adubação. Revista Trópica – Ciências Agrárias e Biológicas. V. 4, N. 2, p.36 – 2010; - Xenofonte, A.R.B.; Carvalho, F.FR.; Batista, A.M.V.; Medeiros, G.R. Características de carcaça de ovinos em crescimento alimentados com rações contendo farelo de babaçu. Revista Brasileira de Zootecnia, v.38, n.2, p.392-398, 2009; 38 Livros - Manta de Petrolina: Uma alternativa para agregar valor às carnes caprina e ovina. Costa, R.G; Madruga, M.S.; Medeiros, G.R.; Voltolini, T.V.; Duarte, T.F. & Pedrosa, N.A. Editora MCT/INSA 2010, 109 pp. Capítulos de Livros: 39 - Andrade, A.P.; Costa, R.G.; Silva, D.S.; Lacerda, A.V.; Araújo, J.S. A caatinga como suporte forrageiro: desafios para exploração sustentável. In: Andrade, E.M.; Pereira, O.J; Dantas, F.E.R. (Org.). Fortaleza: Imprensa Universitária, 2010, v. 1, p. 81-105; - Costa, R.G.; Fernandes, P.D.; Andrade, A.P.; Lacerda, A.V.; Araújo, J.S. Desafios Institucionais em Ciência e Tecnologia: A Visão do INSA. In: Angelotti, F.; Sá, I.B.; Menezes, E.A.; Pellegrino, G.Q. (Org.). Petrolina-PE: Embrapa Semiárido, 2009, v., p. 249-258; - Fernandes, P.D.; Medeiros, S.S.; Gheyi, H.R.; Andrade, A.P. Biossalinidade e produção agrícola. In: Gheyi, H.R; Dias, N.S; Lacerda, C.F. (Org.). 1 ed. Fortaleza CE: INCTSal, UFC-CE, 2010, p. 182-203; - Medeiros, S.S.; Fernandes, P.D.; Santos Júnior, A.; Gheyi, H.R. Biodrenagem. In: Gheyi, H.R.; Dias, N.S.; Lacerda. C.F. (Org.). UFC, 2010, v. 1, p. 410-424; Cooperação Nacional O INSA tem promovido articulação com instituições públicas, empresas privadas e entidades da sociedade civil organizada, de âmbito regional ou mesmo nacionalmente, objetivando desenvolver atividades de pesquisa e desenvolvimento em suas diversas áreas de atuação no Semiárido brasileiro. Nestes quatro anos de existência, o Instituto obteve resultados expressivos em termos de parcerias, algumas ainda em início de negociações, a saber: - Acordo de cooperação técnica entre o INSA e Unidades da Embrapa visando, principalmente, pesquisas de plantas e animais comuns do Semiárido: Embrapa Algodão – Caprinos – Semiárido - Agroindústria Tropical Mandioca e Fruticultura; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA e a Agência Nacional de Águas - ANA visando à conjugação de esforços na implementação de ações conjuntas de interesse na gestão de recursos hídricos na região; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA e o Ministério do Meio Ambiente - MMA, por intermédio do Serviço Florestal Brasileiro - SFB, visando o apoio mútuo ao desenvolvimento de atividades florestais sustentáveis na região Semiárida brasileira; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA, BNB e Atecel visando estudo de enriquecimento da caatinga com frutíferas xerófilas previamente selecionadas quanto à qualidade de frutos. Parceiros: UFPB, IPA, Cpatsa, Cetene; 40 - Convênio entre o INSA, BNB e Atecel visando estudo de enriquecimento da caatinga com umbuzeiros submetidos à seleção para qualidade de frutos. Parceiros: Universidade Federal da Paraíba UFPB; Centro de Pesquisa Agropecuária do Trópico Semiárido - Cpatsa; Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste - Cetene e Instituto Agronômico de Pernambuco - IPA. - Convênio entre o INSA, CNPq e as Universidades Federal da Paraíba UFPB e a Federal de Campina Grande - UFCG visando avaliação da vegetação e fauna edáfica em áreas sob pastejo caprino no Semiárido paraibano; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA e BNB para a execução do Seminário Nacional sobre Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido brasileiro, maio a junho - Campina Grande -PB; - Convênio entre o INSA, BNB e UFCG visando à difusão de tecnologias de manejo sanitário: parasitoses gastrintestinais, linfadenite caseosa, pododermatite, ceratoconjuntivite, ectima contagioso e mastite em caprinos e ovinos; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA, IDRSisal - BA e Laboremus visando o desenvolvimento de tecnologia para viabilizar o uso do mandacaru com espinho, na alimentação animal; 41 - Convênio entre o INSA, BNB e UFPB visando o enriquecimento da caatinga com espécies frutíferas nativas da região Semiárida: Uma alternativa de renda para o produtor rural; - Convênio entre o INSA, BNB e Embrapa Cpatsa visando pesquisas em Manta Caprina: Uma alternativa para agregar valor à carne caprina; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA, FINEP, UFCG, Sebrae e Atecel visando estudos sobre Tecnologias Avançadas para Mineração de Quartzitos; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA, Codevasf, IFMG e Univasf visando estudos sobre Planejamento, gerenciamento e uso racional de água em áreas irrigadas; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA, Embrapa, MAPA/SFA, Senar/Faepa, UFPB e CNPq visando estudos de Planejamento participativo e boas práticas para a agregação de valor à cadeia produtiva do arroz vermelho. INSA; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA e o Centro de Tecnologia Estratégicas do Nordeste - Cetene visando a produção em larga escala, por meio de cultura de tecido, de genótipos de espécies raras presentes no nordeste, com destaques para a faveleira sem espinho, mandacaru sem espinho e palma frutífera (aguardando assinatura); - Convênio entre o UFPB, INSA e BNB visando estudos sobre sistemas de produção para a Apicultura e Meliponicultura e tipificação do mel no Semiárido paraibano; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA, BNB, UFCG, UFPB e CNPA visando estudos sobre sistema de produção de Pinhão Manso (Jatropha curcas L.) em áreas do Semiárido paraibano; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA, BNB e UFPB visando estudos sobre substituição do milho por palma forrageira (Opuntia fícus indica Mill) na terminação de ovinos; - Acordo de cooperação técnica entre o INSA, IDRSisal-BA e UFBA visando o uso de suplementos à base de palma forrageira (Opuntia ficus indica Mill) na terminação de ovinos; Cooperação Internacional O INSA é o representante do Brasil junto à Cúpula América do Sul - Países Árabes (ASPA). Trata-se de um mecanismo de cooperação bi-regional e um fórum de coordenação política criado na I Cúpula de Chefes de Estado e de Governo em 2005. Sua função é discutir formas de combater a desertificação em regiões Áridas e Semiáridas. A definição do INSA como ponto focal regional dos países da América do Sul aconteceu numa mesa de diálogo organizada pelo Palácio do Itamaraty, na Segunda Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em regiões Semiáridas (ICID 2010). Integram a ASPA 34 países, entre Estados sul-americanos e árabes, bem como o Secretariado-Geral da Liga dos Estados Árabes (LEA) e a União das Nações sulamericanas (Unasul). Com isso, o INSA irá desenvolver e viabilizar a implementação de projetos técnico-científicos e pesquisas sobre impactos de mudanças climáticas, redução de vulnerabilidade, degradação ambiental e desertificação entre todos os 34 países participantes. O INSA também tem articulado acordos de cooperação com instituições públicas, empresas privadas e outras entidades internacionais cujos territórios possuem regiões Áridas e Semiáridas objetivando parcerias em atividades de pesquisa e desenvolvimento. Assim, possíveis parcerias poderão resultar das conversações descritas abaixo: - INSA e a Universität Göttingen, da Alemanha visando estudos sobre estratégias e tecnologias para mitigação da escassez de água no Nordeste do Brasil, com ênfase nos seguintes temas: reuso de águas, manejo e recarga artificial e manejo integrado dos recursos hídricos; - INSA e o Governo de Burkina Faso, quando foram enviados representantes da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Ministério das Relações Exteriores e o Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCT) visando estudos de cooperação nas áreas científica, cultural e educacional; - INSA e o Governo da Jordânia, visando possíveis estudos nas áreas de agricultura, recursos hídricos e energias alternativas e renováveis; - INSA e países ibéroamericanos participantes da COP9 nas áreas de desertificação e de recursos zoogenéticos, e outros que tratam do tema desertificação. 42 INSA em números (em 2010) C om po si ção d a f orça d e trab al h o Categoria Pesquisador Tecnologista Analista Técnico Assistente Auxiliar Bolsista Terceirizado Total Qtde 6 4 4 4 5 2 10 39 74 Doutor 6 3 1 0 0 0 3 0 13 Mestre 0 0 1 1 0 0 2 0 4 Graduado 0 1 2 2 3 1 4 10 23 Ensino Médio 0 0 0 1 1 1 1 2 06 Ensino Fundamental 0 0 0 0 1 0 0 27 28 P roj eto s d e P esq ui sa Bás i ca Des en vo lvi do s Ano 2007 2008 2009 2010 Total 43 Total 23 23 29 75 P roj eto s d e C oo peração Ano 2007 2008 2009 2010 Total Nacional 30 30 30 30* Tipo de Cooperação Internacional 1 2 03 * os projetos de cooperação são os mesmos de 2008 e ainda estão em andamento Evento s Técni co-C ien tíf ico s d es envo lvid os Ano 2007 2008 2009 Total 8 6 2010 Total 42 56 P ub li cações d e artigos cien tíf ico s Ano 2007 2008 2009 2010 Total Total 5 27 5 37 In serçõ es de m atérias n a Míd i a Ano 2007 2008 2009 2010 Total Total 84 106 170 360 44 Visão de Futuro 45 Na análise do ambiente externo do processo de planejamento estratégico, a proposta de Visão do INSA emergiu da compreensão de que é imprescindível instituir um novo processo de repensar o Semiárido brasileiro. Isso, para superar a idéia dominante desde o Brasil império, segundo a qual a região é um problema devido ao excesso de adversidades, para estabelecer outra 'idéia de semiárido' em que possa ser expressa toda a viabilidade da região, a partir de suas potencialidades. Foi recomendado ao INSA criar e liderar um processo para imaginar, negociar e construir outra 'idéia de semiárido', na qual a região emerge viável, realizando todo seu potencial natural, cultural e institucional, surgindo, daí, nossa Visão de Futuro, a de “Ser, até 2017, reconhecido regional, nacional e internacionalmente como o principal centro de pensamento do Semiárido brasileiro”. INSA – Equipe Técnico-Científica O INSA foi criado em 2004, regulamentado em 2006 e iniciou suas atividades em 2007 contando com um número reduzido de servidores, parte deles transferida de outras Unidades de Pesquisa do MCT. Nesse ano foi realizado o primeiro concurso público para provimento de alguns cargos administrativo-financeiros e de pesquisa. Hoje, passados 4 anos desta primeira gestão, o instituto ainda conta com um quadro de recursos humanos abaixo do necessário, principalmente na área administrativa, que na falta de novos concursos, os serviços têm sido executados por pessoal terceirizado. Finalmente, a área-fim, a que trata da pesquisa, deve ser vista com muita atenção uma vez que, para uma região compreendida por nove estados, além de parte de Minas Gerais e Espírito Santo, o número atual de pesquisadores é muito aquém do necessário. A Equipe Alberício Pereira de Andrade - Assessor - Técnico Doutor em Agronomia Aldrin Martin Perez Marin - Tecnologista - Doutor em Tecnologias Energéticas e Nucleares Arnóbio de Mendonça B. Cavalcante - Pesquisador - Doutor em Ciências Carlos Ticiano Coutinho Ramos - Técnico - Graduado em Medicina Veterinária Catarina de Oliviera Buriti - Técnico - Mestre em História Claudia Mara Baldim Ribeiro - Assistente em C&T - Graduada em Ciências Econômicas Everaldo Gomes da Silva - Analista em C&T - Mestre em Biologia Fabiane Rabelo da Costa - Pesquisador - Doutora em Genética e Melhoramento de Plantas Geovergue Rodrigues de Medeiros - Tecnologista - Doutor em Zootecnia Gregoriev Aldano de F. Fernandes - Técnico - Graduando em Engenharia mecânica Inesca Cristina Malaquias Pereira - Auxiliar em C&T - Nível Médio Iuri Lima Ramos Reinaldo - Auxiliar em C&T - Graduando em Direito João Bosco dos Santos - Assistente em C&T - Nível médio José Amilton Santos Júnior - Técnico - Mestre em Engenharia Agrícola Jucilene Silva Araújo - Tecnologista - Doutora em Agronomia Luis Augusto Holanda Pires de Melo - Auxiliar em C&T - Graduado em Teologia Maria Amazile Vieira Barbosa - Assistente em C&T - Licenciada em Física Maria Dilma Belo - Assistente em C&T - Nível médio Maristela de Fátima S. de Santana - Tecnologista - Doutor em Engenharia de Alimentos Paulo Luciano da Silva Santos - Técnico - Mestre em Medicina Veterinária Pedro Dantas Fernandes - Assessor Técnico - Doutor em Agronomia Ricardo da Cunha Correia Lima - Tecnologista - Mestre em Ciência e Tecnologia Ambiental Roberto Germano Costa - Diretor - Doutor Rodeildo Clemente de Azevedo Lima - Técnico - Graduado em Direito Rozilene Sousa - Assistente em C&T - Graduada em Direito e Administração de Empresas Salomão de Sousa Medeiros - Pesquisador - Doutor em Engenharia Agrícola Sérgio Vicentini - Analista em C&T - Doutor em Ecologia Vinícius Sampaio Duarte - Analista em C&T - Graduado em Administração de Empresas Wedscley Oliveira de Melo - Designer - Graduado em Design 46