PLANO MUNICIPAL DE E SANEAMENTO BÁSICO DE ARARENDÁ – CE 2013 ÍNDICE INTRODUÇÃO ................................................................................................ ................................ ..................................... 1 1.1 Conteúdo................................................................................................ ................................ ........................................ 1 1.2 Metodologia ................................................................................................ ................................ .................................... 2 1.2.1 Convênio ................................................................................................ ................................ ................................. 2 1.2.2 Etapas da elaboração do Plano ............................................................... ............................... 3 2 ASPECTOS LEGAIS ................................................................ ............................................................ 6 2.1 Federal ................................................................................................ ................................ ........................................... 6 2.2 Municipal ................................................................................................ ................................ ........................................ 9 3 CARACTERÍSTICAS GERAIS ................................................................ ........................................... 11 3.1 Histórico ................................................................................................ ................................ ....................................... 11 3.2 Localização ................................................................................................ ................................ .................................. 11 3.3 Aspectos Fisiográficos ................................................................ ................................................. 12 3.4 Aspectos Demográficos ................................................................ ............................................... 13 3.5 Aspectos Sociais e Econômicos ................................................................ .................................. 15 3.5.1 Índices de Desenvolvimento ................................................................ .................................. 15 3.5.2 Produto Interno Bruto ................................................................ ............................................ 17 3.5.3 Receitas e Despesas Municipais ........................................................... ................................ 20 3.5.4 Investimentos em Saneamento Básico.................................................. ................................ 21 3.6 Saúde ................................................................................................ ................................ ........................................... 24 3.6.1 Cobertura de Saúde Saú ................................................................ .............................................. 25 3.6.2 Indicadores de Saúde ................................................................ ............................................ 27 3.7 Educação ................................................................................................ ................................ ..................................... 31 3.8 Recursos Hídricos Hídrico do Município ................................................................ ................................... 32 3.8.1 Identificação e Caracterização da Bacia Hidrográfica ........................... 32 3.8.2 Compatibilidade do Pacto das Águas da Bacia do Poti-Longá Poti e o Plano Municipal de Saneamento Básico de Ararendá.................................................. ................................ 35 4 DIAGNÓSTICO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO........................ BÁSICO 37 4.1 Unidade Territorial de Análise e Planejamento ............................................. ................................ 37 4.2 Aspectos Institucionais ................................................................ ................................................. 38 4.3 Abastecimento de Água ................................................................ ............................................... 39 4.3.1 Distrito Sede e Localidades ................................................................ ................................... 39 4.3.2 Distrito Santo Antônio e Localidades ..................................................... ................................ 52 4.3.3 Índices de Cobertura e Atendimento do Abastecimento de Água .......... 55 4.4 Esgotamento Sanitário ................................................................ ................................................. 57 4.4.1 Distrito Sede e Localidades ................................................................ ................................... 58 4.4.2 Distrito Santo Antônio e Localidades ..................................................... ................................ 61 4.4.3 Índices de Cobertura e Atendimento do Esgotamento Sanitário ........... 63 4.5 Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas ....................................... ................................ 64 4.6 Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos ..................... 65 4.6.1 Distrito Sede e Localidades ................................................................ ................................... 66 4.6.2 Distrito Santo Antônio e Localidades ..................................................... ................................ 69 4.6.3 Distrito Sede e Localidades ................................................................ ................................... 69 4.6.4 Índices de Cobertura e Atendimento do Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos ................................................................ ............................................ 71 1 LISTA DE FIGURAS Figura 1.1 - Cartaz da 1ª audiência pública................................................................ ................................. 5 Figura 3.1 - Foto da Sede do Município de Ararendá ............................................... ................................ 11 Figura 3.2 - Localização de Ararendá no Estado do Ceará ....................................... ................................ 12 Figura 3.3 – Sub-Bacia Bacia do Salgado................................................................ ........................................... 33 Figura 3.4 - Manancial e sistema da oferta de água ................................................. ................................ 34 Figura 4.1 - Distritos e localidades de Ararendá ........................................................ ................................ 37 Figura 4.2 – Prédio de abrigo do PT-01 PT 01 e do quadro de comando da EEPT-01........ 40 Figura 4.3 – Poço PT-02 ................................................................ ........................................................... 40 Figura 4.4 – Vista da ETA................................................................ .......................................................... 41 Figura 4.5 – Vista da Casa de Química ................................................................ ..................................... 41 Figura 4.6 - Croqui do sistema de abastecimento de água de Ararendá................... 44 Figura 4.7 – Chafariz na localidade Barros ............................................................... ............................... 52 Figura 4.8 – Cisterna na localidade Santana............................................................. Santana ............................. 52 Figura 4.9 – Abastecimento no distrito Santo Antônio ............................................... ................................ 55 Figura 4.10 – Cisterna na localidade Aurora ............................................................. ............................. 55 Figura 4.11 – Kit Sanitário na localidade Santana ..................................................... ................................ 61 Figura 4.12 – Kit Sanitário na localidade Vila Nova ................................................... ................................ 61 Figura 4.12 – Canal de drenagem na Sede............................................................... Sede ............................... 65 Figura 4.13 – Drenagem na Sede ................................................................ ............................................. 65 Figura 4.14 – Caminhão utilizado para coleta ........................................................... ................................ 67 Figura 4.15 – Lixão................................................................................................ ................................ .................................... 68 LISTA DE TABELAS Tabela 3.1 - Evolução Populacional por situação do domicílio, segundo distritos – 2000 a 2010 ................................................................................................ ................................ .............................................. 13 Tabela 3.2 - Dados de Domicílios Particulares e Coletivos, segundo distritos – 2010 ................................................................ ................................................................................................ .................................. 14 Tabela 3.3 - Índices de Desenvolvimento de Ararendá – 2000 e 2008...................... 15 Tabela 3.4 - Crescimento do Produto Interno Bruto de Ararendá – 2004 a 2008 ...... 17 Tabela 3.5 - Produto Interno Bruto de Ararendá por setores – 2008 ......................... 18 Tabela 3.6 – Descrição de Famílias segundo informações do Cadastro Único – Agosto/2011 ................................................................................................ ................................ .............................................. 20 Tabela 3.7 - Receitas e Despesas de Ararendá – 2010 ............................................ ................................ 20 Tabela 3.9 - Tipo de Unidade de Saúde de Ararendá - 2009 ..................................... ................................ 25 Tabela 3.10 - Profissionais de Saúde ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) de Ararendá – 2009................................................................................................ ................................ ........................................ 26 Tabela 3.11 - Programa de Saúde da Família (PSF) - 2009 ...................................... ................................ 26 Tabela 3.12 - Taxa de Internação por Diarréia em menores de 5 anos por 1.000 hab, segundo o município de Ararendá, microrregião e Estado – 2001 a 2006 ................ 27 Tabela 3.13 - Indicadores de Saúde – 2008 .............................................................. .............................. 28 Tabela 3.14 - Indicadores de Atenção Básica do PSF - 2009 ................................... ................................ 29 Tabela 3.15 - Taxa de Incidência de Dengue por 100.000 hab – 2001 a 2006 .......... 29 Tabela 3.16 - Indicadores de Morbidade e Mortalidade – 2008 ................................. ................................ 30 Tabela 3.17 - Número de Professores e Alunos matriculados de Arerendá - 2009 ... 31 Tabela 3.18 - Rendimento to Escolar – 2010 ................................................................ ................................ 32 Tabela 3.19 - Distribuição dos pontos de água de Ararendá ..................................... ................................ 35 Tabela 4.5 – Extensão da Rede do SAA da Sede de Ararendá ................................. ................................ 43 Tabela 4.6 - Índice de Hidrometração do distrito Sede – 2003 a 2011 ...................... 46 Tabela 4.3 - Cobertura Urbana do SAA do distrito Sede – 2008 a 2009 ................... 47 Tabela 4.4 - Quantidade de Economias, ativas e cobertas do SAA do distrito Sede – 2008 a 2012 ................................................................................................ ................................ .............................................. 47 Tabela 4.5 – Índice de Cobertura do SAA do distrito Sede – 2008 a 2012 ................ 47 Tabela 4.6 - Ligações do SAA do distrito Sede – 2003 a 2011 .................................. ................................ 48 Tabela 4.7 - Quantidade de domicílios utilizando cisterna no distrito Sede ............... 48 Tabela 4.8 – Domicílios Particulares Permanentes por tipo de abastecimento na zona urbana do distrito Sede – 2010 ................................................................ ................................................. 49 Tabela 4.9 - Quantidade de Domicílios por cisterna na zona rural do distrito Sede .. 50 Tabela 4.10 – Quantidade de domicílios abastecidos por cisterna Sede .................. 51 Tabela 4.11 – Domicílios Particulares Permanentes por tipo de abastecimento abasteciment na zona rural do distrito Sede – 2010................................................................ ............................................. 51 Tabela 4.12 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Sede .......................... 52 Tabela 4.13 - Quantidade de domicílios utilizando cisterna no distrito Santo Antônio ................................................................ ................................................................................................ .................................. 52 Tabela 4.14 – Domicílios Particulares Permanentes por tipo de abastecimento na zona urbana do distrito Santo Antônio – 2010 ........................................................... ................................ 53 Tabela 4.15 - Quantidade de Domicílios por cisterna na zona rural do distrito Santo Antônio ................................................................................................ ................................ ...................................................... 53 Tabela 4.16 – Quantidade de domicílios abastecidos por cisterna na zona rural de Santo Antônio ................................................................................................ ................................ ............................................ 54 Tabela 4.17 – Domicílios Particulares permanentes por tipo de abastecimento na zona rural do distrito Santo Antônio................................................................ ........................................... 54 Tabela 4.18 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Santo Antônio ............ 55 Tabela 4.19 – Cobertura e Atendimento do abastecimento de água de Ararendá..... Ararendá 57 Tabela 4.24 - Domicílios Particulares permanentes, por existência de banheiro ou sanitário e tipo de esgotamento sanitário – 2010 ...................................................... ................................ 57 Tabela 4.21 – Quantidade de Domicílios por tipo de esgotamento na zona urbana urban do distrito Sede ................................................................................................ ................................ .............................................. 58 Tabela 4.22 – Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona urbana do distrito Sede ............................................................................................. ................................ ............................. 58 Tabela 4.23 – Quantidade de Domicílios por tipo de esgotamento na zona rural do distrito Sede ................................................................................................ ................................ .............................................. 59 Tabela 4.24 – Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona rural do distrito Sede ................................................................................................ ................................ ................................. 60 Tabela 4.25 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Sede .......................... 60 Tabela 4.26 – Quantidade de Domicílios por tipo de esgotamento na zona urbana do distrito Santo Antônio ................................................................................................ ................................ ................................ 61 Tabela 4.27 – Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona urbana do distrito Santo Antônio ................................................................ ............................................... 61 Tabela 4.28 – Quantidade de Domicílios por tipo de esgotamento na zona rural do distrito Santo Antônio ................................................................................................ ................................ ................................ 62 Tabela 4.29 – Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona rural do distrito Santo Antônio ................................................................ ................................................... 62 Tabela 4.30 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Santo Antônio ............ 63 Tabela 4.31 – Cobertura e Atendimento do esgotamento sanitário de Ararendá....... Ararendá 64 Tabela 4.32–Extensão Extensão por tipo de pavimentação de Ararendá ................................. ................................ 64 Tabela 4.33 – Características da drenagem urbana no entorno do município de Ararendá................................ ................................................................................................ .................................................... 65 Tabela 4.34 – Domicílios por destino dos resíduos sólidos na zona rural do distrito Sede ................................................................................................ ................................ .......................................................... 66 Tabela 4.35 – Destinação dos Resíduos Sólidos Sólidos por domicílio do distrito Sede nas zonas urbana e rural ................................................................................................ ................................ ................................. 68 Tabela 4.36 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Sede .......................... 69 Tabela 4.37 – Domicílios por destino dos resíduos sólidos na zona rural do distrito Santo Antônio ................................................................................................ ................................ ............................................ 70 Tabela 4.38 – Disposição dos Resíduos Sólidos por domicílios do distrito Santo Antônio nas zonas urbana e rural................................................................ .............................................. 70 Tabela 4.39 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Santo Antônio ............ 71 Tabela 4.40 - Cobertura e Atendimento do sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos de Ararendá ................................................................ .................................................... 72 LISTA DE QUADROS Quadro 3.1 - Componentes ambientais ................................................................ ..................................... 13 Quadro 3.2 - Investimentos em Saneamento Básico de Ararendá por convênio federal – 1998 a 2012 ............................................................................................... ................................ ............................... 22 Quadro 3.3 - Projetos de Abastecimento de Água conveniados com recursos do Projeto São José de 2004 a outubro de 2011 ........................................................... ................................ 23 Quadro 3.5 - Precipitação Pluviométrica Pluviométr de Ararendá – 2008 a 2009 ....................... 34 Quadro 4.1 – Características Gerais do contrato de concessão ............................... 38 Quadro 4.2 – Características do Tratamento de Água do distrito Sede .................... 41 Quadro 4.3 – Principais Características do Reservatório do distrito Sede - 2012 ..... 42 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 3.1 - Evolução Populacional por situação do domicílio, segundo distritos – 2000 a 2010 ................................................................................................ ................................ .............................................. 14 Gráfico 3.2 - Evolução do Produto Interno Bruto de Ararendá – 2004 a 2008 .......... 18 Gráfico 3.3 - Percentual de Domicílios Particulares, segundo rendimento mensal per capita – 2010 ................................................................................................ ................................ ............................................. 19 Gráfico 3.4 - Taxa de Internação por Diarréia em menores de 5 anos por 1.000 hab, segundo o município de Ararendá, microrregião e Estado – 2001 a 2006 ................ 28 Gráfico 3.5 - Taxa de Incidência de Dengue D por 100.000 hab – 2001 a 2006 ........... 30 Gráfico 4.1 - Volume faturado, consumido e consumo mensal de água por ligação – 2010 a 2011................................................................................................ ................................ ............................................... 46 ELABORAÇÃO – ANO 2013 201 Prefeitura Municipal de Ararendá Prefeito: Aristeu Alves Eduardo Representantes Secretaria de Obras - Raimundo. Liuvi Siqueira Secretaria de Administração - Antônio Cicero da Silva Oliveira APOIO INSTITUCIONAL À ELABORAÇÃO Associação dos Municípios do Estado do Ceará (APRECE) Presidente: Adriana Pinheiro Barbosa Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (ARCE) Presidente do Conselho Diretor: Guaracy Diniz Aguiar Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (CAGECE) Diretor Presidente: André Macedo Facó Secretaria das Cidades (SCIDADES) Secretário Camilo Sobreira de Santana EQUIPE TÉCNICA DE APOIO À ELABORAÇÃO DO PLANO Coordenação Alceu de Castro Galvão Júnior – Coordenador de Saneamento Básico (ARCE) Apoio Técnico Talles George Gomes – Coordenador Técnico (APRECE) Luiz Pragmácio Telles Ferreira de Souza – Assessor Ambiental (APRECE) Alexandre Caetano da Silva – Analista de Regulação (ARCE) Geraldo Basílio Sobrinho – Analista de Regulação (ARCE) Marcelo Silva de Almeida – Analista de Regulação (ARCE) Michelyne de Oliveira Fernandes – Supervisora de Contratos e Concessões (CAGECE) Ana Carla da Silva Valente - Analista Químico - UNBME (CAGECE) Carlos Andre Braz da Silva - Supervisor da UNBCL (CAGECE) Cícero Valmir Macedo Ferreira - Supervisor - GEPLAN (CAGECE) Cincinato Furtado Leite Junior - Executivo de Relacionamento (CAGECE /GEMEC) Clenilton Lima Ximenes - Supervisor Comercial – UNBAC (CAGECE) Cleudenice Vasconcelos Araújo - Auxiliar de Engenharia a a Serviço da Cagece (CAGECE/UNBAC) Cloris Maria Marques Ferreira - Economista (CAGECE/GEORC) Dalmo Vasconcelos Barreto – Coord. Técnico de Esgoto e Meio Ambiente (CAGECE/UNBPA) Delano Sampaio Cidrack - Coordenador de Suporte Técnico (CAGECE/UNBBA) Ezequiel uiel Albuquerque de Macedo Filho - Engenheiro a serviço da Cagece (CAGECE/UNBAJ) Francisco Gilberto Máximo Bezerra Júnior - Supervisor Comercial (CAGECE/UNBSA) Francisco Vanilson dos Santos - Analista econômico financeiro (CAGECE/GEORC) Hamilton Claudino Sales - Gerente da UNBPA (CAGECE) Helder dos Santos Cortez - Gerente GESAR (CAGECE) Jorge André Fernandes - Técnico operador de manutenção (CAGECE/UNBME) Jose Atila Austregesilo Telles - Geógrafo a serviço da Cegece (CAGECE/GESAR) Leonardo Marques de Freitas Freit - Supervisão técnica de medição e distribuição (CAGECE/UNBBA) Luiz Alberto Siqueira Campos - Supervisor Técnico de Esgoto e Meio Ambiente (CAGECE/UNBPA) Marcelo Gutierres Wuerzius - Gerente (CAGECE/UNBAJ) Maria Socorro dos Santos Sousa - Coordenadora de Suporte Técnico (CAGECE/UNBAC)) Mauricio Soares Aguiar – Engenheiro – (CAGECE/UNBCL) Neyla Cristina de Oliveira Lima - Coordenadora Administrativa Financeira (CAGECE/ UNBBJ) Renato Regis de Melo - Coordenador de Suporte Técnico (CAGECE/UNBBJ) Rivelino Cardoso doso Xavier Teles - Supervisor de Medição e Distribuição (CAGECE/UN-BSA) (CAGECE/UN Valmiki Sampaio de Albuquerque Neto - Economista (CAGECE/GEMEC) Victor Hugo Cabral de Moraes – Supervisor de Estudos Técnicos (CAGECE/GAPLAN) Equipe Técnica da Consultoria Empresa: CMSTecnologia CNPJ: 13.726.027/0001-08 08 Endereço: Rua José Alves Cavalcante, 695 Cidade dos Funcionários – Fortaleza-CE 60822-570 Email: [email protected] Consultores Carlos Marcos Severo de Oliveira – Analista de Sistemas Karla Donato Lima de Araújo – Engenheira Civil Francisca Bruna Silva Sousa – Tecnóloga em Saneamento Ambiental Estagiários Thiago de Norões Albuquerque - Graduando em Tecnologia em Saneamento Ambiental Ambienta 1 INTRODUÇÃO A Lei Federal nº 11.445/2007, marco regulatório do setor de saneamento básico, estabelece diretrizes nacionais e define saneamento básico como o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana e resíduos sólidos. A referida lei, dentre suas definições, determina que o titular do serviço é responsável por planejar a universalização do saneamento básico, permitindo o acesso cesso aos serviços a todos os domicílios ocupados. O planejamento será consubstanciado no Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Ararendá, cuja elaboração é requisito para o acesso a recursos federais destinado às melhorias e expansões para o alcance alcance da universalização (inciso I do art. 2º de Lei Federal nº 11.445/2007). Ademais, ressalta-se ressalta se que o PMSB, ainda, é fator condicionante para validar contratos cujo objeto envolva serviços públicos de saneamento básico. Para assegurar a eficácia do PMSB de Ararendá, é necessária a adoção de um conjunto de ações normativas, técnicas, operacionais, financeiras e de planejamento que objetivem gerenciar, de forma adequada, a infraestrutura sanitária do saneamento básico, para prevenção de doenças, melhoria da salubridade s ambiental, proteção dos recursos hídricos e promoção da saúde pública. 1.1 Conteúdo O PMSB de Ararendá apresenta o diagnóstico situacional, os objetivos e as metas de curto, médio e longo prazo para a universalização; os programas, projetos e ações necessários para alcançá-la; alcançá la; as ações de emergência e contingência; além dos mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e eficácia das ações programadas para atendimento ao que dispõe a Lei Federal nº 11.445/2007, em seu art. ar 19. O plano apresenta horizonte de 20 anos, a partir da data de publicação em imprensa oficial pelo município de Ararendá, com revisões periódicas que não ultrapassem 4 (quatro) anos. 1.2 Metodologia A proposta metodológica, que propiciou o planejamento do d setor de saneamento básico do município de Ararendá, iniciou com a realização de um convênio de cooperação técnica entre várias entidades e o município. Esta articulação institucional tornou possível realizar o planejamento, cuja materialização é o plano.. Maiores detalhamento da metodologia utilizada estão dispostas nos subitens a seguir. 1.2.1 Convênio O convênio de cooperação técnica firmado entre a Associação de Municípios do Estado do Ceará (APRECE), a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (ARCE) e a Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (CAGECE) visa contribuir com a formulação de políticas públicas no setor de saneamento básico. Tal iniciativa objetiva apoiar tecnicamente a elaboração de PMSB’s em municípios com população população de até 20.000 habitantes, abrangendo abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana. O município de Ararendá é um dos beneficiários dessa cooperação técnica, mediante convênio específico com a APRECE, assinado no dia di 18 de abril de 2011,, no qual consta, entre outras, como responsabilidades da Prefeitura de Ararendá: • Transferir à APRECE os recursos financeiros previstos no Plano de Trabalho; • Disponibilizar infraestrutura física e operacional e recursos humanos para a preparação e realização das audiências públicas atinentes à elaboração do PMSB conforme cronograma de atividades; • Viabilizar a participação da população do Município nas audiências públicas; • Disponibilizar dados, informações e documentos atinentes aos serviços ser de consultoria; • Viabilizar a participação de pessoal próprio em seminários e eventos na ARCE ou APRECE; • Indicar dois representantes para participação e acompanhamento da elaboração do PMSB, preferencialmente um servidor público de carreira e um funcionário do setor de infraestrutura. Posteriormente, a Secretaria das Cidades ingressou no convênio, financiando 50% do custeio da elaboração dos planos municipais de saneamento básico. 1.2.2 Etapas da elaboração do Plano A metodologia envolveu várias etapas: etapa 1ª Etapa – Diagnóstico A realização do diagnóstico constitui-se constitui se na avaliação do estado presente da situação de cada componente do saneamento básico e de seus impactos, a fim de apontar as causas de deficiências detectadas. Sua elaboração compôs-se compôs dos seguintes tópicos. Definição de modelo Foram definidos os pontos importantes para o levantamento das informações e das características do município de Ararendá quanto à saúde, educação, recursos hídricos, economia, saneamento básico, abrangendo todos os seus componentes, e demais aspectos relevantes. Coleta de dados primários Ação executada pela Prefeitura de Ararendá, que disponibilizou dois técnicos, os Srs.: Raimundo. Liuvi Siqueira da Secretaria de Obras e Antônio Cicero da Silva Oliveira da Secretaria Secre de Administração.. Estes receberam capacitação em oficina, realizada ealizada nos dias 17 e 18 de janeiro de 2012, no Auditório da ARCE, pela equipe técnica do Convênio, com a finalidade de orientar sobre a aplicação dos questionários referentes aos componentess do setor de saneamento nos distritos e nas várias localidades do Município. Os técnicos foram os responsáveis em obter informações sobre a real situação do município, por meio de coleta de dados in loco, para à elaboração do diagnóstico. Além disso, o Município nicípio realizou reuniões para a obtenção de informações complementares, ouvindo a população, sob a coordenação dos representantes técnicos da Prefeitura. Coleta de dados secundários Foram coletadas informações técnicas e sócio-econômicas sócio econômicas referentes às zonas onas urbana e rural do Município para a elaboração do diagnóstico. Os dados foram obtidos nos sítios de instituições governamentais, na prefeitura de Ararendá, nos relatórios de fiscalização da ARCE, e nos cadastros e projetos da CAGECE. Tratamento das informações nformações De posse dos dados, informações e indicadores primários e secundários levantados, procedeu-se se o tratamento das informações. A princípio, a análise envolveu aspectos gerais sobre demografia, saúde, investimentos, economia, entre outros, posteriormente rmente complementada com a discussão específica de cada componente: abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana. 1ª Audiência pública – Diagnóstico Preliminar A ser realizada no dia 06 de maio de 2013, às 14:00 00 h no Auditório da Secretaria de Educação (Figura 1.1), com a presença da ARCE, APRECE e CAGECE, além de representantes dos Poderes Executivo e Legislativo do município e da sociedade civil. Figura 1.1 - Cartaz da 1ª audiência pública 2 ASPECTOS LEGAIS 2.1 Federal A Lei Federal nº 11.445/2007, conhecida como a Lei Nacional de Saneamento Básico (LNSB), regulamentada pelo Decreto Federal nº 7.217/2010, estabelece, entre seus princípios fundamentais, a universalização universalização e a integralidade da prestação dos serviços (art. 2º). A universalização é conceituada como a ampliação progressiva do acesso de todos os domicílios ocupados ao saneamento básico. Já a integralidade é compreendida como o conjunto de todas as atividades ati e componentes de cada um dos serviços de saneamento básico, propiciando à população o acesso aos mesmos em conformidade com suas necessidades e maximizando a eficácia das suas ações e resultados. Desta forma, estabelece-se estabelece se a premissa de investimentos investiment contínuos, de modo a alcançar o acesso universal e a oferta integral aos serviços de saneamento básico, em conformidade com o contexto local da população atendida. Portanto, a política pública de saneamento básico do município de Ararendá deve ser formulada formulada visando à universalização e à integralidade da prestação dos serviços, tendo o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) como instrumento de definição de diretrizes e estratégias. Conforme o art. 3º da LNSB, o saneamento básico é entendido como conjunto unto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana, definidos como: • Abastecimento de água potável: constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações necessárias necessárias ao abastecimento público de água potável, desde a captação até as ligações prediais e os respectivos instrumentos de medição; • Esgotamento sanitário: constituído pelas atividades, infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento tr e disposição final adequados dos esgotos sanitários, desde as ligações prediais até o seu lançamento final no meio ambiente; • Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos: conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de coleta, transporte, transbordo, tratamento e destino final do lixo doméstico e do lixo originário da varrição e limpeza de logradouros e vias públicas; • Drenagem e manejo das águas pluviais urbanas: conjunto de atividades, infraestruturas e instalações operacionais de drenagem urbana de águas pluviais, de transporte, detenção ou retenção para o amortecimento de vazões de cheias, tratamento e disposição final das águas pluviais drenadas nas áreas urbanas. Ao município de Ararendá, titular dos serviços públicos públicos de saneamento, atribui-se se a obrigatoriedade de formular a política de saneamento, devendo, para tanto, entre outras competências, elaborar o plano de saneamento, de acordo com o art. 9º da LNSB, cuja estruturação básica mínima, conforme o art. 19 da LNSB, deve contemplar: • Diagnóstico da situação e de seus impactos nas condições de vida, utilizando sistema de indicadores sanitários, epidemiológicos, ambientais e socioeconômicos e apontando as causas das deficiências detectadas; • Objetivos e metas de curto, curto, médio e longo prazos para a universalização, admitidas soluções graduais e progressivas, observando a compatibilidade com os demais planos setoriais; • Programas, projetos e ações necessários para atingir os objetivos e as metas, de modo compatível com os os respectivos planos plurianuais e com outros planos governamentais correlatos, identificando possíveis fontes de financiamento; • Ações para emergências e contingências; • Mecanismos e procedimentos para a avaliação sistemática da eficiência e eficácia das ações aç programadas. Para além do conteúdo mínimo, a elaboração e a revisão do plano devem garantir ampla divulgação em conjunto com os estudos que o fundamentaram para recebimento de sugestões e críticas por meio de consulta ou audiência pública, propiciando a participação da população e da sociedade civil, como estabelecido no art. 51 da LNSB. O Decreto nº 7.217/2010, em seu art. 26, vincula, a partir do ano de 2014, o acesso de recursos públicos federais orçamentários ou financiados para o setor de saneamento o à existência de PMSB elaborado pelo titular dos serviços. Além disto, o art. 55 estabelece que a alocação destes recursos federais deve ser feita em conformidade com o plano. O art. 11 da LNSB coloca a existência do PMSB como condição necessária à validade de do contrato de prestação dos serviços públicos de saneamento entre titular e prestador dos serviços. Estes contratos são dispositivos legais, onde o titular dos serviços públicos (no caso, o município de Ararendá) pode delegar tais serviços a prestadores prestadores (a CAGECE, por exemplo), por tempo determinado, para fins de exploração, ampliação e implantação. Outro requisito exigido pelo art.11 da LNSB é a existência de estudo de viabilidade econômico-financeira financeira da prestação universal e integral dos serviços em conformidade onformidade com o respectivo plano, de forma a garantir a sustentabilidade econômico-financeira financeira dos serviços prestados em regime de eficiência. Recentemente, foi aprovada a Lei Federal nº 12.305/2010, conhecida como a Lei Nacional de Resíduos Sólidos (LNRS), (LNRS), que estabelece, entre seus princípios norteadores, a visão sistêmica, envolvendo diversas variáveis, como ambiental, social, econômica e de saúde pública. O art. 9º da LNRS dispõe sobre diretrizes da gestão e do gerenciamento dos resíduos sólidos e traz, traz em ordem de prioridade, as seguintes ações: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final dos rejeitos de modo ambientalmente adequado. Entre os objetivos basilares da LNRS, tem-se tem se a proteção da saúde pública e da qualidade e ambiental. A saber, o art. 10 incumbe ao Município a gestão dos resíduos gerados em seu território; o art. 8º incentiva a adoção de consórcios entre entes federados para elevar a escala de aproveitamento e reduzir custos como instrumentos da política de resíduos sólidos; e o art. 45 estabelece prioridade, na obtenção de incentivos do governo federal, aos consórcios públicos constituídos para viabilizar a descentralização e a prestação dos serviços relacionados aos resíduos. Quanto à disposição final dos resíduos resíduos a céu aberto (lixões), excetuandoexcetuando se os derivados de mineração, a LNRS proíbe esta prática em seu art. 47. Define, ainda, prazo para a extinção dos lixões, observando o ano de 2014 como prazo limite para implantação da disposição final ambientalmente ambientalmente adequada dos resíduos. 2.2 Municipal A Lei Orgânica do município de Ararendá de 1990 estabelece, no art. 7°, como competência do município, entre outras, a organização da prestação de forma direta ,sob regime de concessão ou permissão de serviços públicos de interesse local; além de limpeza pública, coleta domiciliar e destinação do lixo urbano. No art. 8°, como competência do município, em harmonia com o Estado e a União a promoção de programas de habitação e melhoria das condições de saneamento básico da a população. Em seu art. 124, da política urbana, em parceria com o Estado cabe ao município a implantação de serviços e equipamentos de infrainfra estrutura básica tais como rede de água e esgoto.No art. 141 que trata do meio ambiente, para a prevenção do meio ambiente o poder público municipal adotará entre outras a proibição do lançamento de resíduos industriais, hospitalares ou residenciais em rios,riachos,córregos,lagoas ou açudes. Em seu art. 142 que trata do saneamento e da habitação popular, Cabe ao município cípio promover programas que assegurem progressivamente, o saneamento básico à população urbana e rural, objetivando a melhoria das condições habitacionais da população, propiciando-lhes propiciando lhes o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário. No tocante a os serviços serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário, o município de Ararendá, delegou a prestação à CAGECE. A Lei Municipal n° 200, de 8 de janeiro de 2010, estabelece por prazo de 30 anos para a concessão e prestação de serviços à CAGECE, competindo competindo à mesma a implantação, exploração, ampliação e melhoramento de tais serviços O Plano Plurianual (PPA) do município para o quadriênio de 2010-2013, 2010 disposto na Lei Municipal n° 192/2009, estabelece em seu art. 1° os programas com seus respectivos objetivos,ações e metas financeiras da administração pública municipal,inserido nesse a promoção de ações visando a construção de fossas assépticas,manter e operacionalizar os sistemas de esgotamento sanitário, coleta e disposição de resíduos sólidos e drenagem, drenagem, destinados a melhoria das condições sanitárias . Vale ressaltar que os investimentos e os projetos relativos a o contrato deverão ser revisados e compatíveis com o respectivo plano de saneamento básico. Portanto, o presente plano será vinculado a os os prestadores de serviços de saneamento básico do município de Ararendá ,inclusive a própria CAGECE. 3 CARACTERÍSTICAS GERAIS 3.1 Histórico Chamou-se se inicialmente Canabrava e Canabrava dos Mourões, Ararendá era o nome de uma aldeia de índios Tabajaras, quase no pé da serra de lbiapaba, onde foram hospedados os jesuítas missionários. O nome da Taba era Ararena, que o capuchinho francês Claude de Abbeville grafou Ararendá, que assim prevaleceu. Distrito criado com a denominação de Canabrava, pelo Decreto Estadual Estadu nº 448/1938, com territórios desmembrados dos distritos de Nova Russas e Águas Belas, sendo esse subordinado ao município de Nova Russas. Através do Decreto Estadual nº 1114/1943, o distrito de Canabrava passou a denominar-se se Ararendá. Elevado à categoria categoria de município a partir da Lei Estadual nº 6525/1963, desmembrando-se desmembrando de Nova Russas. Por meio do Decreto Estadual nº 8339/1965, o município é extinto, sendo seu território anexado ao município de Nova Russas. Pela Lei Estadual nº 11771/1990, elevado novamente novamente a categoria de município com a denominação de Ararendá, desmembrando-se desmembrando se novamente de Nova Russas e passando a ser constituída por 2 (dois) distritos: Ararendá e Santo Antônio,sendo o distrito de Santo Antônio anexado a Ararendá no ano de 1993. 1993 Fonte: Google (2012) Figura 3.1 - Foto da Sede do Município de Ararendá 3.2 Localização O município de Ararendá está localizado no oeste do Estado do Ceará, aproximadamente a 334,2 km da capital Fortaleza, situando-se sit se na macrorregião do Sertão dos Inhamuns,, mesorregião dos Sertões Cearenses e microrregião do Sertão de Crateús. Possui área de 344,13 km² e está a 350 m de altitude. Suas coordenadas geográficas são 4º 45’ 10” de latitude e 40º 49’ 58” de longitude.Ararendá faz limite com os seguintes municípios: Ipuieras ao Norte; Ipaporanga ao Sul; Nova Russas ao Leste; Poranga e Ipaporanga ao Oeste (Figura 3.2). O acesso ao Município pode ser feito pelas rodovias BR - 020, CE – 257/187/333. Fonte: Adaptação, aptação, Wikipédia (2012) e IPECE (2012) Figura 3.2 3 - Localização de Ararendá no Estado do Ceará 3.3 Aspectos Fisiográficos O clima da região é tropical quente semi-árido, semi árido, tropical quente semi-árido semi brando e tropical opical quente semi-árido semi sub-úmido, caracterizando-se se por temperaturas médias entre 24º a 26ºC e pluviosidade média de 832 mm, concentrada nos meses de fevereiro a abril. No Quadro 3.1 podem-se podem se verificar os demais componentes ambientais do município de Ararendá. Ara Quadro 3.1 - Componentes ambientais Relevo Solos Vegetação Bacia hidrográfica Depressão Sertaneja, Planalto da Ibiapaba Areias Quartzosas Distróficas, Planossolo Solódico, Podzólico Vermelho Vermelho-Amarelo Floresta Subperenifólia Tropical Pluvio Nebular, Floresta Subcaducifólia Tropical Pluvial, Caatinga Arbustiva Densa Parnaíba Fonte: IPECE (2012) 3.4 Aspectos Demográficos Os dados da população de Ararendá surgem a partir do Censo de 2000, devido à sua não existência como município nos Censos anteriores. A população da zona urbana apresentou crescimento de 20,4% de 2000 a 2010. Já na zona rural, ocorreu um decréscimo no período de 5,8%. No total, o Município aumentou sua população no período de 2000 a 2010, em cerca de 4,8%. A população total, em 2000, era de 10 mil habitantes, sendo 40,7% residentes na zona urbana e 59,3% residente na zona rural. No ano de 2010, a participação da população urbana era de 46,8% e rural de 53,2%, em relação à população total de 10,4 mil habitantes. Analisando a evolução populacional por situação do domicílio, segundo distritos (Tabela 3.1 e o Gráfico 3.1), observa-se observa se que a maioria da população do município continua concentrada na zona rural, com exceção do distrito de Santo Antônio que apresenta 55,3% da sua população na zona urbana. Tabela 3.1 - Evolução Populacional por situação do domicílio, segundo distritos – 2000 a 2010 Ano 2000 2010 Variação 2000-2010 2000 Total 10.008 10.491 4,8% Urbana 4.075 4.906 20,4% Rural 5.933 5.585 -5,9% 5,9% Total 7.832 8.284 5,8% Urbana 2.946 3.684 25,1% Rural 4.886 4.600 -5,9% 5,9% Total 2.176 2.207 1,4% Urbana 1.129 1.222 8,2% Rural 1.047 985 -5,9% 5,9% Município e distritos Ararendá Sede Santo Antônio Fonte: IBGE (2012) Gráfico 3.1 - Evolução Populacional por situação do domicílio, segundo distritos – 2000 a 2010 12.000 10.000 8.000 4.000 2000 2.000 2010 Ararendá Ararendá - Sede Rural Urbana Total Rural Urbana Total Urbana Rural 0 Total Habitantes 6.000 Santo Antonio Fonte: IBGE (2012) Para efeito deste PMSB, o número de domicílios considerado para determinação dos níveis de atendimento e de cobertura por saneamento básico, calculados pelo IBGE, são os definidos pelo Censo 2010. O detalhamento da distribuição dos dados de domicílios particulares e coletivos encontra-se encontra na Tabela 3.2. Tabela 3.2 - Dados de Domicílios Particulares e Coletivos, segundo distritos – 2010 Município e distritos Ararendá Sede Santo Antônio Fonte: IBGE (2012) Média de moradores Domicílios por domicílio particulares Domicílios particular não coletivos ocupado ocupados (hab./dom.) Total de domicílios Domicílios particulares ocupados Total 3.897 3.078 3,41 812 7 Urbana 1.847 1.500 3,27 340 7 Rural 2.050 1.578 3,43 472 - Total 3.088 2.443 3,39 638 7 Urbana 1.362 1.118 3,29 237 7 Rural 1.726 1.325 3,40 401 - Total 809 635 3,48 174 - Urbana 485 382 3,20 103 - Rural 324 253 3,89 71 - Situação do domicílio A partir dos dados sobre domicílios, pode-se pode se aferir que há cerca de 20,8% de domicílios não ocupados em Ararendá, representando em termos absolutos, 812 domicílios. Santo Antônio apresenta maior medida relativa de desocupação de domicílios: 21,5%, sendo no total das casas presentes na zona urbana a proporção de desocupação cerca de 1/5. Apesar do distrito Sede possuir menor medida relativa de desocupação, em torno de 20,6%, seus 638 domicílios particulares não ocupados representam 78,5% do total de domicílios domicílios não ocupados do Município. 3.5 Aspectos Sociais e Econômicos 3.5.1 Índices de Desenvolvimento Os índices de desenvolvimento do município de Ararendá, Ararendá em relação ao Estado e aos demais municípios cearenses, são explícitos na Tabela 3.3. DescreveDescreve se tanto o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que considera informações sobre longevidade, educação e renda, como do Índice de Desenvolvimento do Município (IDM), que considera quatro conjuntos de indicadores: i) fisiográficos, fundiários e agrícolas (que incluem incluem pluviometria e salinidade de água) ii) demográficos e econômicos, iii) de infraestrutura de apoio, e iv) sociais (que incluem mortalidade infantil e cobertura de abastecimento de água). O primeiro e o quarto conjunto de indicadores do IDM são os que trazem trazem mais parâmetros associados aos serviços de saneamento básico ou aqueles são influenciados por estes serviços. Tabela 3.3 - Índices de Desenvolvimento de Ararendá – 2000 e 2008 Município Índices Estado Valor Ranking municipal Valor Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM), 2008 24,33 123 29,14 Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM), 2000 16,49 160 26,19 Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), 2000 0,626 105 0,700 Fonte: IPECE (2012); PNUD (2012) O IDH é analisado apenas para o ano de 2000, devido sua aferição em nível municipal mais atualizada. A análise do IDH desagregado revela que o IDHIDH Longevidade (índice de 0,715) é o que mais contribui positivamente para o município, seguido do IDH-Educação IDH (índice de 0,689) e do IDH-Renda IDH (índice de 0,473). Com relação ao IDM, de 2008, desagregado, verifica-se verifica se que a maior medida é dos indicadores sociais (índice de 40,76), seguidos pelos indicadores fisiográficos, fundiários e agrícolas (índice de 24,75), indicadores indicadores de infraestrutura de apoio (índice de 24,57), e demográficos e econômicos (índice de 11,01). Verificando informações sobre o IDH, constata-se constata se que sua amplitude, no ano de 2000, entre os estados brasileiros, ficou entre 0,636 a 0,822. Já a amplitude amplit entre os municípios brasileiros foi de 0,467 a 0,919. E entre municípios cearenses, a amplitude do índice foi de 0,551 a 0,786. Ainda com relação ao IDH, que apresenta média nacional de 0,766 (superior ao índice estadual e do município), o Estado ocupa a vigésima colocação entre as unidades federativas e o município ocupa a posição de número 4.188 no país (de 5.507 municípios com índice calculados). No Município, o IDH apresenta nível médio (intervalo 0,500-0,800) 0,500 entre três níveis que variam de baixo a alto. A avaliação do índice indicará maior desenvolvimento quanto mais próximo estiver de 1, conforme critérios do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). O IDM é analisado nos anos 2000 e 2008. Em relação ao IDM, é verificado o aumento no indicador no período considerado, seguindo a evolução do índice no Estado. Neste sentido, o aumento absoluto do IDM no município contribui para avanço de posição frente aos demais municípios. A amplitude do IDM, em 2008, no Ceará, foi de 8,97 a 85,41; e, no ano de 2000, foi de 4,51 a 79,25. Verifica-se, Verifica se, portanto, um aumento dos valores mínimo e máximo, assim como aumento do índice médio no Estado (Tabela 3.3), demonstrando melhoria nas condições de vida da população, tomando como parâmetro o IDM. Nesse sentido, o índice no município obteve aumento de 47% (2000-2008), 2008), melhorando a posição no ranking dos municípios, de 46º a 26º. No Município, o IDM é de classe 4 (quatro) (intervalo 8,97-26,78) 8,97 entre quatro classes que variam de 1 (um) a 4 (quatro). A avaliação avaliação do índice dá-se dá com maior desenvolvimento quanto mais próximo estiver de 100, conforme critérios do IPECE (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará). Portanto, a universalização do saneamento básico, objeto deste PMSB, deverá contribuir fortemente para a melhoria dos índices de desenvolvimento do município de Ararendá. 3.5.2 Produto Interno Bruto Indicador que demonstra a evolução da economia municipal, o Produto Interno Bruto (PIB) de Ararendá apresentou aumento de 67,5% no período de 20042004 2008. 008. No mesmo período, o PIB per capita cresceu menos (56,6%). Os maiores níveis de crescimento dos indicadores ocorreram no período 2007-2008, 2007 em 26,1% para o PIB, e em 21,4% para o PIB per capita.. Os resultados encontram-se encontram na Tabela 3.4 e no Gráfico 3.2, 3.2, considerando valores nominais (preços correntes), ou seja, sem efeito inflacionário. Tabela 3.4 - Crescimento do Produto Interno Bruto de Ararendá – 2004 a 2008 Ano 2004 2005 2006 2007 2008 PIB a preços correntes PIB per capita Valor (R$ mil) Variação (%) Valor (R$) Variação (%) 20.637 − 1.992 − 22.638 10 2.169 9 27.134 20 2.580 19 27.422 1 2.569 0 34.582 26 3.120 21 Fonte: Adaptado de IBGE (2012); IPECE (2012) Nota: (-)) Dados(s) inexistente(s) por não haver variação. Gráfico 3.2 - Evolução do Produto Interno Bruto de Ararendá – 2004 a 2008 40.000 35.000 30.000 25.000 27.134 27.422 2.580 2.569 34.582 22.638 20.637 20.000 15.000 10.000 1.992 2.169 2004 2005 5.000 3.120 0 2006 PIB (R$ mil) 2007 2008 PIB per capita (R$) Fonte: Adaptado de IBGE (2012); IPECE (2012) O resultado do PIB municipal, superior em 34 milhões em 2008, teve maior participação do setor de serviços, com mais de 2/3 do montante, com a mesma proporção para o Estado. Ainda no Município, os setores agropecuários e industriais, segundo e terceiro mais expressivos, respectivamente, têm desempenhos semelhantes (Tabela (T 3.5). Tabela 3.5 - Produto Interno Bruto de Ararendá por setores – 2008 PIB PIB a preços correntes (R$ milhões) Município 34.582 Estado 60.099.000 3.120 7.112 Agropecuária (%) 19,59 7,1 Indústria (%) 8,19 23,6 Serviços (%) 72,22 69,3 PIB per capita (R$ mil) PIB Setorial Fonte: Adaptado de IBGE (2012) e IPECE (2012) Comparativamente aos valores de PIB do Estado, que, em 2008, foi de 60.099 milhões de reais, o PIB municipal participa com menos de 0,1% do montante estadual. Já o PIB per capita cearense foi de 7.112 reais em 2008, sendo o indicador do município, 43,8% do indicador estadual. Isto demonstra fragilidade social e econômica. O valor do PIB per capita,, relativamente reduzido, indica baixa capacidade de pagamento da população. Esta condição ndição ocorre, em especial, por 41,6% dos domicílios do Município não apresentarem rendimento, bem como 26,6% e 25,5% dos domicílios, respectivamente, terem renda mensal per capita de até 1/2 e mais de 1/2 a 1 salário mínimo, em 2010 (valor salarial de R$ 510,00), conforme dados do IBGE dispostos no Gráfico 3.3. Gráfico 3.3 - Percentual de Domicílios Particulares, segundo rendimento mensal per capita – 2010 Ararendá 45,0% 40,0% 35,0% 30,0% 25,0% 20,0% 15,0% 10,0% 5,0% 0,0% 41,6% 26,6% 25,5% 4,7% 1,4% 0,1% 0,0% 0,0% Fonte: IBGE (2012) 1 Nota: SM – Salário Mínimo. A Tabela 3.6 demonstra, para o município de Ararendá, dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS, que traz informações sobre famílias com renda mensal per capita de até 1/2 salário mínimo ou renda domiciliar mensal de até três salários mínimos. Tais famílias, com filhos entre idade de 0 (zero) a 17 anos, têm perfil para inclusão no Programa Bolsa Família. Pode-se Pode aferir que 73,2% das famílias cadastradas no Cadúnico Cadúnico são beneficiadas pelo Bolsa Família, e 88,3% têm renda mensal por pessoa de até 1/2 salário mínimo (valor 2011 de R$ 545,00). Tabela 3.6 – Descrição de Famílias segundo informações do Cadastro Único – Agosto/2011 Identificação Quantidade Famílias cadastradas 2.649 Famílias cadastradas com renda mensal per capita até 1/2 salário mínimo 2.341 Famílias beneficiadas no Programa Bolsa Família 1.941 Fonte: MDS (2012) 3.5.3 Receitas e DespesasMunicipais Despesas A situação das finanças municipais pode ser analisada pela observação das suas receitas e despesas (Tabela 3.7). ). As receitas correntes constituem o principal componente de entrada (96,3%), (96 %), tendo as transferências correntes como maior fonte de receita (97,2%) (97,2 nesta rubrica. Estas transferências são compostas de participação na receita da União, com destaque à cota-parte cota parte do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), superior a seis milhões de reais, bem como à receita do Estado, com destaque à cota-parte cota do Imposto posto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), quase dois milhões de reais. Da mesma forma, as despesas correntes constituem a principal p componente de saída (92,2%), (92 tendo os gastos com outras despesas correntes como as maiores despesas (54,4%) (54,4 nesta rubrica. Tabela 3.7 - Receitas e Despesas de Ararendá – 2010 Receitas Valor R$ mil % Receita total 19.903 100,0 Receitas correntes 19.165 96,3 Receita tributária 417 2,2 0 Receita patrimonial Receita de serviços Despesas Valor R$ mil % Despesa total 17.760 100,0 Despesas correntes 16.379 92,2 Pessoal e encargos sociais 7.466 45,6 0,0 Juros e encargos da dívida 0 0,0 0,02 0,0 Outras despesas correntes 8.912 54,4 0,01 0,0 1.381 7,8 Transferências correntes 18.634 97,2 Investimentos 845 61,2 Outras receitas correntes 0,8 0,0 Inversões financeiras 25 1,8 738 3,7 Amortização da dívida 510 36,9 Receita de contribuições Receitas de capital Despesas de capital Fonte: Adaptado de STN (2012) Portanto, com base em dados da Secretaria do Tesouro Nacional para o ano fiscal de 2010, verifica-se verifica saldo positivo nas contas públicas pública do município, de R$ 2.143.000,00. O saldo das finanças demonstra a capacidade de investimento por parte do município, entretanto, o aporte de recursos dos demais entes da federação (União e Estado) ainda se faz necessário, uma vez que os custos das intervenções em saneamento básico, em geral, são bastante elevados. elevados 3.5.4 Investimentos em Saneamento Básico Informações acerca de investimentos realizados ou previstos por meio de convênios estabelecidos por entes da federação com o município de Ararendá estão descritos no Quadro 3.21, com dados até 2012 do Portal da Transparência do Governo Federal ederal (ressalte-se (ressalte se que no banco de dados do Portal da Transparência do Governo Estadual não foram verificados convênios na área de saneamento sane básico). O montante maior provém do Ministério Ministério da Saúde, com mais de 6,2 milhões de reais, para sistemas de abastecimento abast de água, esgotamento sanitário e melhorias sanitárias, e uma pequena parcela provém do Ministério de Integração Nacional, com cerca de 330 mil reais para abastecimento de água, para o intervalo 1999 199 a 2013. 1 Os valores do Projeto São José estão especificados no Quadro 3.3. Quadro 3.2 - Investimentos em Saneamento Básico de Ararendápor por convênio federal – 1998 a 2012 Ente Órgão Ministério da Saúde Governo Federal Convenente Objeto Vigência Sistema de abastecimento de água Sistema de abastecimento de água dez/2007 dez/2012 nov/2006 nov/2012 Melhoria de condição sanitária Sistema de abastecimento de água Sistema de abastecimento de água dez/2007 dez/2012 jun/2006 out/2008 jun/2006 jan/2008 Sistema de abastecimento de água Sistema de abastecimento de água Sistema de abastecimento de água Melhoria de condição sanitária Prefeitura Melhoria de condição Municipal de sanitária Ararendá Melhoria de condição sanitária Melhoria de condição sanitária Melhoria de condição sanitária Melhoria de condição sanitária Melhoria de condição sanitária Melhoria de condição sanitária Sistema de esgotamento sanitário jun/2006 jan/2008 dez/2003 jan/2006 dez/2003 jan/2006 jun/2006 abr/2008 jun/2006 mai/2008 dez/2003 jan/2006 dez/2003 fev/2006 jan/2002 jul/2003 jan/2002 jul/2003 dez/1999 nov/2001 jan/2000 ago/2001 dez/2011 dez/2013 Valor conveniado (R$) 500.000,00 70.000,00 850.000,00 130.000,00 100.000,00 100.000,00 348.883,85 169.946,57 108.000,00 140.000,00 210.000,00 79.918,31 51.000,00 150.000,00 36.000,00 40.000,00 500.000,00 Sistema de esgotamento sanitário dez/2007 2.600.000,00 jan/2013 Sistema de esgotamento sanitário nov/2006 nov/2007 100.000,00 dez/1999 nov/2001 250.000,00 dez/1999 nov/2002 80.000,00 Sistema de abastecimento Ministério Prefeitura de água de Municipal de Integração Sistema de abastecimento Ararendá Nacional de água Fonte: Portal da Transparência nsparência Governo Federal (2012); (201 Portal da Transparência sparência Governo Estadual (2012) O governo de Estado promove o Programa de Combate à Pobreza Rural, no qual se insere o Projeto São José, financiador de obras hídricas, inclusive sistemas de abastecimento, para comunidades rurais e distritais, distrita inseridas no semiárido, que possuam até 50 5 famílias.. Os sistemas são projetados, executados e fiscalizados pela Superintendência de d Obras Hidráulicas (SOHIDRA). O custeio da execução do projeto, pela SOHIDRA e pela CAGECE, ocorre contrapartida de 10% proveniente roveniente da comunidade. A administração dos serviços é realizada de diversas formas, inclusive, por meio de Sistema Integrado de Saneamento Rural (SISAR). De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA, 2011), os projetos de abastecimento de água conveniados com recursos do Projeto São José contemplam 665famílias, famílias, através de 10 10 obras no período de 2002 a 2010, totalizando R$ 798.427,47 47 (Quadro 3.3). Quadro 3.3 - Projetos de Abastecimento A de Água conveniados com recursos do Projeto P São José de2004 a outubro de 2011 Projeto Ano de Convênio convênio 80 108 2002 72 260 74 31 2003 Localidade/ comunidade Associação Associação dos Moradores de Ararendá Associação dos Moradores Ramadinha da Ramadinha Associação dos Moradores Ribeiro do Ribeiro Lagoa de Associação Comunitaria da Santo Antônio Lagoa de Santo Antônio Veremos Quantidade de famílias Valor total (R$) 72 59.171,68 68 60.249,59 52 90.625,79 65 74.862,71 1707 235 658 45 Assentamento Vitória Ass. Comunitária dos Assentados e Assentadas do Assentamento Vitória 86 91.985,72 4871 420 Itauru Associação Comunitaria Abreu Memoria Projeto Itauru 71 75.864,41 2153 62 Cabelo do Negro 63 101.209,49 106 Lagoa dos Bois 64 101.209,49 146 Itauru 71 72.128,96 174 Angola 53 71.119,63 665 798.427,47 2008 1327 2009 4879 4002 2010 Total Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Agrário (2011) (201 Associação Comunitária de Cabelo do Negro Associação dos Agricultores Familiar de Lagoa dos Bois Associação Comunitaria Abreu Memoria Projeto Itauru Associação dos Moradores da Angola 3.6 Saúde Os sistemas de serviços de saúde propiciam a melhoria das condições de saúde da população através de ações de vigilância e de intervenções governamentais, assegurando promover, proteger e recuperar a saúde. As unidades de saúde permitem, e facilitam, o acesso mais rápido à resolução dos problemas de saúde da população. Ararendá dispõe de 5 (cinco) unidades de saúde, de acesso universal, denominadas Sistema de d Assistência Suplementar à Saúde. A Tabela 3.9 apresenta os tipos de unidades existentes no município, dos quais 4 (quatro) são centros de saúde. Tabela 3..8 - Tipo de Unidade de Saúde de Ararendá - 2009 Tipo de estabelecimento Público Central de Regulação de Serviços de Saúde - Centro de Atenção Hemoterápica e ou Hematológica - Centro de Atenção Psicossocial - Centro de Apoio a Saúde da Família - Centro de Parto Normal - Centro de Saúde/Unidade Básica de Saúde 4 Clinica Especializada/Ambulatório Especializado - Consultório Isolado - Cooperativa - Farmácia Medic Excepcional e Prog Farmácia Popular - Hospital Dia - Hospital Especializado - Hospital Geral - Laboratório Central de Saúde Pública - LACEN - Policlínica - Posto de Saúde - Pronto Socorro Especializado - Pronto Socorro Geral - Secretaria de Saúde - Unid Mista - atend 24h: atenção básica, intern/urg 1 Unidade de Atenção à Saúde Indígena - Unidade de Serviço de Apoio de Diagnose e Terapia - Unidade de Vigilância em Saúde - Unidade Móvel Fluvial - Unidade Móvel Pré Hospitalar - Urgência/Emergência - Unidade Móvel Terrestre - Tipo de estabelecimento não informado - Total 5 Fonte: SESA (2012) Nota: Número total de estabelecimentos prestando, estando, ou não, serviços ao SUS. 3.6.1 Cobertura de Saúde O Programa de Saúde da Família (PSF) é uma estratégia voltada para o atendimento primário no município, com o objetivo de prestar assistência à população local na promoção da saúde, com prevenção, recuperação e reabilitação. O grupo do PSF de Ararendá é composto composto por uma equipe de 60 multiprofissionais alocados em unidades básicas de saúde, em sua maioria, agentes comunitários que realizam visitas domiciliares em torno da unidade, obtendo informações capazes de permitir o dimensionamento dos problemas de saúde saúde que afetam a comunidade. Ademais são profissionais que levam até a população difusa soluções, destes problemas (Tabela 3.10). Tabela 3.9 - Profissionais de Saúde ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) de Ararendá – 2009 Discriminação Quantidade Agentes comunitários de saúde 28 Dentistas 4 Enfermeiros 6 Médicos 9 Outros profissionais de saúde/nível médio 11 Outros profissionais de saúde/nível superior 2 Total 60 Fonte: SESA (2009) apud IPECE (2012) Nota: Profissionais de saúde cadastrados em unidades de entidades públicas e privadas. O Programa de Saúde da Família confere ênfase às ações de promoção e prevenção da saúde da população. O mesmo acontece quando se investe em saneamento. Em Ararendá, 100% das crianças com menos de dois anos, acompanhadas pelo programa, estão com suas vacinas em dia. Na avaliação geral da Tabela 3.11, Ararendá apresentou 5 (cinco) dos 6 (seis) indicadores do PSF com desempenho superior aos do Estado. Tabela 3.10 3 - Programa de Saúde da Família (PSF) - 2009 Crianças acompanhadas pelo programa agentes de saúde (%) Município Estado Até 4 meses só mamando 69,05 71,16 De 0 a 11 meses com vacina em dia 100,00 97,03 1,61 1,55 100,00 96,9 De 12 a 23 meses subnutridas (1) 7,09 3,71 Peso < 2,5 kg ao nascer 4,48 7,19 De 0 a 11 meses subnutridas (1) De 12 a 23 meses com vacina em dia Fonte: SESA (2009) apud IPECE (2012) Nota: (1) Crianças com peso inferior a P10. 3.6.2 Indicadores de Saúde A taxa de internação por diarréia em crianças menores de 5 (cinco) anos (por 1.000 hab) pode estar associada ao acesso a infraestrutura sanitária. De acordo com os dados da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (SESA - CE), Ararendá e sua microrregião2 (Crateús) apresentaram uma taxa de internação superior a média do Estado no período de 2002 a 2006 (Tabela 3.12 e Gráfico 3.4).Segundo o Departamento de Informática do SUS (DATASUS, 2012), durante o período de janeiro de 2008 a outubro de 2012, não foram notificados internações por diarréia e gastroenterite em crianças menores de 5 (cinco) anos no município. Tabela 3.11 - Taxa de Internação por Diarréia em menores de 5 anos por 1.000 hab, segundo o município de Ararendá, microrregião e Estado – 2001 a 2006 Ano Ararendá MR 15 Crateús Estado 2001 2,6 11,6 - 2002 21,3 26,9 21,9 2003 34,5 27,5 20,1 2004 54,4 24,3 20,4 2005 44,2 29,6 22,4 2006 32,6 29,9 19,1 Fonte: SESA (2012) Nota: (-) ( Dado(s) não disponível(eis) ou inexistente(s) no sítioda SESA. 2 Cada município do Ceará está inserido em uma microrregião de saúde. Existem 21 microrregiões no Estado e o município de Ararendá está inserido na 15º Microrregião. Gráfico 3.4 - Taxa de Internação por Diarréia em menores de 5 anos por 1.000 hab, segundo o Diarréia < 5 anos por 1.000 hab município de Ararendá, microrregião e Estado – 2001 1 a 2006 60 50 40 30 20 10 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 An o Ararendá MR 15 - Crateús Estado Fonte: SESA (20112) Segundo o DATASUS (2011), órgão da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, no ano de 2008 a taxa de mortalidade infantil no Município foi de 7,3 por mil nascidos vivos, inferior à observada no Estado (13,11 por mil nascidos vivos), conforme Tabela 3.13. Não foi disponibilizado dado de mortalidade infantil por diarréia, porém, a taxa de desnutrição (6,8%) superou a do Estado (Tabela 3.14). Observa-se se que a cobertura do Programa de Atenção Básica do PSF atinge índice de 67,9%. Tabela 3.12 - Indicadores de Saúde – 2008 Indicadores de saúde Município Estado Nascidos vivos 137 128.182 Óbitos infantis 78 1.680 Taxa de mortalidade infantil/1.000 nascidos vivos 7,3 13,11 Fonte: DATASUS (2012) Tabela 3.13 13 - Indicadores de Atenção Básica do PSF - 2009 Indicadores Município (%) Estado (%) 67,9 76,9 População coberta pelo programa Mortalidade infantil por diarréia Prevalência de desnutrição (1) (2) Hospitalização por pneumonia (3) Hospitalização por desidratação (3) - 1,2 6,8 3,3 43,2 17,3 14,4 9,6 Fonte: DATASUS (2012) Nota: (1) por 1.000 nascidos vivos; (2) em menores de 2 anos, por 100; (3) em menores de 5 anos, por 1000; menores de 5 anos na situação do final do ano; (-)) Dado(s) não disponível(eis) ou inexistente(s) no sítio do DATASUS. Ararendá apresentou alta taxa de incidência de dengue em 2001 (331,5 por 100.000 hab). No entanto, no ano de 2006 atingiu índice índice de 9,5 por 100.000 hab, mantendo média menor que sua microrregião (211,1 por 100.000 hab) e o Estado (669,3 por 100.000 hab). Este declínio pode estar relacionado campanhas de educação ambiental ou à infraestrutura de drenagem (Tabela 3.15 e Gráfico 3.5). 3.5 De acordo com o DATASUS (2011), houve 34 casos de dengue clássica no período de janeiro/2008 a outubro/2012. Tabela 3.14 - Taxa de Incidência de Dengue por 100.000 hab – 2001 a 2006 Ano Ararendá MR 15 Crateús Estado 2001 331,5 0 - 2002 19,7 633,6 215,1 2003 48,9 876 340,3 2004 - 15,9 49,4 2005 747,3 276,6 281,8 2006 9,5 211,1 669,3 Fonte: SESA ( 2012) Nota: (-) ( ) Dado(s) não disponível(eis) ou inexistente(s) no sítioda SESA. Incidência de dengue por 100.000 hab Gráfico 3.5 - Taxa de Incidência de Dengue D por 100.000 hab – 2001 a 2006 1000 900 800 700 600 500 400 300 200 100 0 2001 2002 2003 2004 2005 2006 Ano Ararendá MR 15 - Crateús Estado Fonte: SESA (2012) A taxa de morbidade do Município ocasionada por doenças infecciosas e parasitárias de 109,7% é superior a observada no Estado Estado (10,5%). A taxa de mortalidade de 8,1%, também é superior a taxa Estadual em 4,9%. No geral, conforme a Tabela 3.16, Ararendá apresentou 3 (três) dos 5 (cinco) indicadores de morbidade e 3 (três) dos 7 (sete) de mortalidade com resultados melhores quando qu comparados aos índices do Estado. Tabela 3.15 15 - Indicadores de Morbidade e Mortalidade – 2008 Por grupo de Causas Morbidade (%) Município Estado Mortalidade (%) Município Estado Algumas doenças infecciosas e parasitárias 19,7 10,5 8,1 4,9 Neoplasias (tumores) 1,7 4,8 25,8 16,1 Doenças do aparelho circulatório 7,0 8,1 19,4 32,6 Doenças do aparelho respiratório 22,7 13 12,9 10,1 Algumas afecções originadas no período perinatal 1,1 2,1 6,5 3,1 Causas externas de morbidade e mortalidade - 0 9,7 13,9 Demais causas definidas - - 17,7 19,3 Fonte: DATASUS (2012) Nota: (-)) Dado(s) não disponível(eis) ou inexistente(s) no sítio do DATASUS. Os dados, informações e indicadores de saúde e de epidemiologia do município de Ararendá denotam que os esforços, neste setor, empreendidos até o momento com ótica curativa, não tem sido suficientes para se alcançar índices satisfatórios. Entretanto, pela comprovada correlação entre saúde e saneamento, é necessário aliar as ações em ambos os setores de forma conjunta e concomitante, adicionando-se se às atividades feitas na área de saúde o papel preventivo das ações de saneamento, por meio da universalização das das quatro componentes deste setor. 3.7 Educação A educação é o mecanismo pelo qual o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades e atitudes que estabelecem vínculos entre a cidadania e a qualidade ambiental. A Lei N° 9.795/1999 – Lei da Educação Ambiental, em seu art. 2° afirma: "A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal”. formal”. Portanto, a educação ambiental tenta despertar em todos a consciência de que o ser humano é parte do meio ambiente. No município de Ararendá, em 2010, havia 3.333 alunos (Tabela 3.16), representando um público passível de formação visando visando o desenvolvimento sustentável, com potencial para desenvolver idéias inovadoras, principalmente no que se refere à preservação dos recursos naturais. A rede de ensino municipal concentra 84,4% dos alunos matriculados em todo o município. município A rede escolar lar possui 165 professores (Tabela 3.16), distribuídos em escolas estaduais e municipais, dos quais 83,6% são de esfera municipal. Toda esta rede educacional é um mecanismo potencial para a disseminação do conhecimento referente à educação ambiental. Tabela 3.16 - Número de Professores e Alunos matriculados de Arerendá - 2009 Dependência administrativa Professores Matrícula inicial Estadual 44 1.300 Municipal 309 5.125 Particular 15 261 Total 368 6.686 Fonte: SEDUC (2009) (2009 apud IPECE(2012) De acordo com os indicadores educacionais divulgados pela Secretaria da Educação do Ceará (SEDUC, 2012), relativos ao ano de 2010, Ararendá, no quesito aprovação, apresentou desempenho inferior em rendimento escolar nos ensinos fundamental e médio, em relação ao do Estado (Tabela 3.18). 3.18) Tabela 3.17 - Rendimento Escolar – 2010 Discriminação Ensino Fundamental (%) Município Estado Ensino Médio (%) Município Estado Aprovação 91,8 88,4 85,5 89,1 Reprovação 4,4 8,7 5,9 7,2 Abandono 3,8 2,9 8,6 10,6 Fonte: SEDUC (2012) (2012 3.8 Recursos Hídricos do Município Este tópico aborda a exigência da Política Nacional de Saneamento Básico, Lei Federal nº 11.445/2007, no tocante ao disposto no § 3º do art. 19, determina que os planos de saneamento básico deverão ser compatíveis com os planos das bacias hidrográficas em que estiverem inseridos. A análise foi subsidiada pelo Pacto das Águas3 – Caderno Regional da Bacia do Poti-Longá(CRBPL, Longá(CRBPL, 2009). 2009) 3.8.1 Identificação e Caracterização da Bacia Hidrográfica O município de Ararendá está totalmente inserido o na região hidrográfica da Bacia Poti-Longá (Figura 3.3), 3.3), situada na porção ocidental do Estado, a qual possui área de drenagem de 16.761,78 km² e abrange 19 municípios, municípios dos quais 11 estão tão totalmente inseridos na Bacia. 3 O Pacto é uma articulação desenvolvida pela Assembléia Legislativa, por meio do Conselho de d Altos Estudos e Assuntos Estratégicos, que objetiva traçar um diagnóstico e um plano estratégico sobre o gerenciamento dos Recursos Hídricos do Estado. Fonte: Atlas da Secretaria de Recursos Hídricos do Estado do Ceará (2012) (2012 Figura 3.3– Sub-Bacia do Salgado Conforme o Caderno Regional da Bacia do Poti-Longá Poti Longá (CRBPL, 2009), este apresenta alto nível de açudagem açudagem possuindo um total de 1.657 reservatórios, sendo alguns com capacidade superior a 10 milhões de metros cúbicos. A gestão dos recursos hídricos na Sub Bacia do Alto Jaguaribe é executada pela COGERH, em parceria como DNOCS, e com a participação do Comitê de Bacia. Ararendá utiliza manancial subterrâneo para o abastecimento de água,(Figura 3.4). Quanto à precipitação pluviométrica, o ano de 2009 superou a média normal (992,50 mm) em 63,90mm (Quadro 3.5). Fonte: Atlas Brasil, ANA (2012) Figura 3.4 - Manancial e sistema da oferta de água gua Quadro 3.4 - Precipitação Pluviométrica de Ararendá – 2008 a 2009 Precipitação pluviométrica (mm) 2008 Normal 992,50 Observada Anomalia 328,00 -664,50 2009 Normal 992,50 Observada Anomalia 1.056,40 63,90 Fonte: IPECE - Anuário Estatístico do Ceará 2010 (2012) Estudos realizados por diversas instituições públicas e privada (CRSBB, 2009), mostram a existência de 17.969 pontos de água, dos quais 16.019 são poços tubulares; 1.945 poços amazonas e 5 fontes naturais. A Tabela 3.19 cita a quantidade de pontos de água no município de Ararendá. Tabela 3.18 18 - Distribuição dos pontos de água de Ararendá Município Poços Poços Fontes tubulares amazonas naturais Ararendá 43 - 1 Total 44 Fonte: CORDEIRO, et al (2009) apudCaderno Regional da-Bacia Bacia do PotiLongá (2009) 3.8.2 Compatibilidade do Pacto das Águas da Bacia do Poti-Longá Poti e o Plano Municipal de Saneamento Básico de Ararendá Uma vez que o município de Ararendá possui sua área territorial inserida na Bacia hidrográfica do Poti-Longá, Poti Longá, deve ter seus objetivos, programas, projetos e ações definidos neste Plano compatíveis com o CRBPT (2009). De acordo com o CRBPT (20090), os principais ncipais problemas ambientais, com impactos no saneamento básico, encontrados na Bacia do Poti-Longá Poti são os seguintes: − Degradação de nascentes; − Falta de conservação da mata ciliar; − Lançamento de resíduos químicos em corpos de água; − Inexistência de saneamento saneamen básico; − Utilização de agrotóxicos; − Poluição de nascentes; − Uso inadequado das águas; − Excessivo desmatamento. Em busca da melhoria das condições ambientais, o CRBPT(2009) recomenda as seguintes ações relacionadas ao saneamento básico: − Recuperação de nascentes; nasc − Reflorestamento da margem dos rios; − Investimento em obras hidroambientais; − Tratamento de resíduos líquido; − Desenvolvimento da agricultura orgânica; − Incentivar o uso de sistemas de irrigação; − Construção de poços e cisternas. Portanto, para obter a compatibilidade entre o Plano Municipal de Saneamento Básico e o Pacto das Águas da Bacia do Poti-Longá, Poti Longá, o PMSB de Salitre precisará adotar diretrizes envolvendo as 4 (quatro) componentes do serviço de saneamento básico, as quais contribuirão para o alcance alcance dos objetivos e das ações previstas nos CRBPT (2009). As principais diretrizes a serem adotadas neste PMSB de Ararendá, relacionadas ao Plano da Bacia são: − Universalização do acesso aos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário de Ararendá, Ararendá, minimizando o risco à saúde e assegurando qualidade ambiental; − Universalizar a gestão adequada dos resíduos sólidos, nos termos da Lei nº 12.305/2010, que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; − Promover o manejo das águas pluviais urbanas, minimizando a ocorrência de problemas de inundação, enchentes ou alagamentos; − Articular com outros planos setoriais correspondentes, notadamente com os Planos da Bacia do Poti-Longá; Poti − Fortalecer a cooperação com União, Estado, Municípios e população para a aplicabilidade da política municipal de saneamento básico; − Buscar recursos, nos níveis federal e estadual, compatíveis com as metas estabelecidas no Plano Municipal de Saneamento Básico, orientando sua destinação e aplicação segundo critérios que garantam à universalização do acesso ao saneamento básico. Ressalte-se se que estas diretrizes servirão como estabelecimento dos programas, projetos e ações deste PMSB. orientação no 4 DIAGNÓSTICO DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO O diagnóstico busca retratar a situação sit do saneamento básico de Ararendá,, considerando sua infraestrutura e possibilitando um planejamento planej adequado à realidade do Município. M 4.1 Unidade Territorial erritorial de Análise e Planejamento Para efeito do presente diagnóstico, diagnóstico adota-se se o distrito como c a unidade territorial de análise lise e planejamento. Desta forma, forma mesmo quando existirem dados, informações ou indicadores por localidade, estes serão agregados e analisados em nível de distrito. O município de Ararendá possui 2 (dois) distritos, a saber: Sede, e Santo Antônio. As respectivas localidades dos distritos estão expostas na Figura 4.1. Fonte:Adaptado Adaptado Secretaria Estadual de Recursos Hídricos (2012); Censo 2010 (2012); CAGECE (2012); Prefeitura Municipal de Ararendá (2012); Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2013) Figura 4.1 - Distritos e localidades de Ararendá Ressalte-se se que o diagnóstico das localidades, apresentadas na Figura 4.1,foi ,foi função dos dadosdo dados setor de saneamento disponibilizados zados pelo município de Ararendá (2012), CAGECE (2012), Ministério do Desenvolvimento nto Social e Combate à Fome (MDS, 2013) e Censo 2010 (2012). (2012) 4.2 Aspectos Institucionais O município de Ararendá delegou à CAGECE, por meio de contrato de concessão, a exploração dos serviços públicos de abastecimento de água e de coleta, remoção, tratamento de esgotos sanitários. O contrato de concessão conce foi celebrado em 23/03/2010, 23/03/2010 com validade de 30 anos, renovável el por igual período (Quadro 4.1). O objeto do contrato de concessão é a outorga, por parte do município, com exclusividade à CAGECE, da prestação dos serviços públicos municipais de abastecimento de água e esgotamento sanitário, para fins de exploração e ampliação dos mesmos, exceto nos nos aglomerados com até 1.500 habitantes. Uma das exigências deste contrato de concessão, sob responsabilidade da CAGECE, é a elaboração ação a cada 5 (cinco) anos de Plano de Exploração dos Serviços outorgados, contendo os investimentos a serem realizados. Com o advento da Lei nº 11.445/2007, 11.445/2007, o Plano de Exploração dos Serviços deverá ser substituído pelo Plano Municipal de Saneamento Básico, objeto do presente trabalho. Quadro 4.1 1–Características Gerais do contrato de concessão Contrato de Concessão Descrição Objeto Outorga, com exclusividade, à CAGECE, a prestação dos serviços públicos municipais de abastecimento de água e esgotamento sanitário, para fins de exploração, ampliação e implantação dos mesmos. Fundamento Lei Estadual nº 9.499, de 20/07/1971, na Lei Municipal nº 200 de 8 de janeiro de 2010 e no regulamento geral de prestação de serviços de água e esgoto sanitário do Estado do Ceará, aprovado pelo Decreto Estadual nº 12.844, de 31 de julho de 1978. Data 23 de março de 2010 Prazo 30 (trinta) anos, renovável por igual período a critério das partes. Fonte: CAGECE (2012) Além das obrigações contratuais, a CAGECE deve observar outros regulamentos, tais como as resoluções da ARCE, nos termos da Lei Estadual nº 14.394/2009. A utilização de recurso hídrico, insumo para a prestação dos serviços desenvolvidos pela CAGECE, está enquadrada, pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (COEMA), na Resolução COEMA n° 08/2004 como atividade de potencial poten poluidor degradador médio. A renovação da licença de operação do sistema de abastecimento de água,, expedida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (SEMACE) e pelo Conselho de Políticas e Gestão do do Meio Ambiente (CONPAM), nº n 599/2010 CONPAM – NUAM, contida c no processo de n° 2010-007007 007007/TEC/RENLO, nº10218411-9 autoriza a CAGECE a operar o sistema de abastecimento de água na n sede do município de Ararendá. Ararendá Conforme disposto, a licença apresenta prazo de validade va até 21 de novembro de 2013. No município de Ararendá,não não existe sistemas de esgotamento sanitário operados pela CAGECE. 4.3 Abastecimento de Água O abastecimento de d água do município de Ararendá ocorre por diversas formas: sistemas públicos de distribuição com tratamento convencional e simplificado (CAGECE),, poço e cisterna. cisterna O principal sistema de abastecimento de água é delegado à CAGECE e inclui a Sede Sede e o distrito Santo Antônio. Antônio 4.3.1 Distrito Sede e Localidades O distrito Sede, maior aglomerado populacional,apresenta apresenta seu sistema público blico de abastecimento de água, operado pela CAGECE. Este sistema é composto por: captação, adução de água bruta e tratada, tratamento, reservação e rede de distribuição. Portanto, os itens a seguir tratam dos elementos elementos que compõem o sistema do distrito istrito Sede. a. Captação A captação de água bruta do sistema está sob gestão da COGERH e operacionalização da CAGECE, CAGECE ocorrendo em 4 (quatro)) mananciais do tipo subterrâneo, sendo todos do tipo poço tubular (PT-01; (PT PT-02; 02; PT-03 PT e PT-04), localizados no Centro (Figuras 4.2 e 4.3). 4.3 Fonte: ARCE (2012) Fonte: ARCE (2012) Figura 4.2 – Prédio de abrigo do PT-01 PT e do quadro de comando da EEPT-01 EEPT Figura 4.3 – Poço PT-02 PT b. Adução de Água Bruta A adutora ora transfere a água das estações elevatórias (EEPT-01, ( EEPT-02, EEPT-03 e EEPT-04),, para o Reservatório Apoiado 01 (Rap-01), 01), com extensão de 1.492 m em PVC de diâmetro 100 mm. c. Tratamento (laboratório/casa de química) De acordo com o RF/CSB/0004/2012, o laboratório/Casa de Química (Figuras 4.4 e 4.5) alimenta o REL-01 REL e a rede de distribuição. Fonte: ARCE (2012) Fonte: ARCE (2012) Figura 4.4 – Vista da ETA Figura 4.5 – Vista da Casa de Química Quadro 4.2– Características doTratamento do de Água do distrito Sede Informações Técnicas Descrição Classificação Sistema simples. Tipo de Tratamento Simples desinfecção Produtos químicos Utilizado atualmente: hipoclorito de cálcio Capacidade Dado não disponibilizado no RASO (CAGECE, 2012) Vazão de produção 15,37 m³/h ou 4,26 l/s Per capita fornecido 77,9 l/hab/dia Horas de funcionamento 23,6 h/dia Fonte: ARCE (2012);; CAGECE (2012) (2012 Segundo estudo realizado em 2007 pela ANA (2011), (2011) a demanda para este sistema será de 13L/s 1 no ano de 2015. De outra forma, considerando a população de 3.744 hab (CAGECE, ( 2012), per capita de 150L/hab/dia 150L/ (adotado), taxa de crescimento geométrico de 2% a.a. e coeficientes k1=1,2 (dia de maior consumo) e k2=1,5 (hora de maior consumo), a demanda necessária em 2017 201 será de 13,44 L/s, aproximadamente. Portanto, nestas condições, a produção deverá ser acrescida a para suprir a demanda atual e futura. d. Adutora de Água Tratada É a linha de adução entre a EEAT-01 EEAT e o REL-01 01 e entre a EEAT-02 EEAT ea rede à rede de distribuição, em PVC de 100 mm eDEFºFº de 150 mm de diâmetro. diâmetro e. Reservação O sistema de Ararendá é composto de 2 (dois)) reservatórios, reser sendo um apoiado-01(RAP-01), 01), com capacidade de 250 m³,, e outro elevado-01(REL-01) elevado (Quadro 4.3). O reservatório apoiado-01(RAP-01) apoiado 01) recebe água bruta dos poços PTPT 01, PT-02, PT-03 e PT-04 PT e após tratamento repassa para o reservatório de distribuição(REL-01). Quadro 4.3–Principais Principais Características do Reservatório R do distrito Sede - 2012 Tipo Nome Utilização Cap. (m³) Elevado REL-01 Distribuição 150 RAP-01 Reunião/ Distribuição 250 Apoiado Fonte: CAGECE (2012) (2012 No que diz respeito à capacidade de reservação, o cálculo da disponibilidade hídrica, realizado através do somatório da capacidade dos reservatórios do sistema e do volume de água produzido por ano, foi feito com base no seguinte indicador: Icr = [Capacidade apacidade de reservação (m³) / Água Entrada no Sistema4 (m³/ano)] X 365 Conforme cálculo, considerando uma capacidade capacidade de reservação atual de 400 00 m³ e volume de água entrada en no sistema diário de 571,65 m³, obtido a partir doper capita de 150L/hab/dia /hab/dia (inclusas as perdas) e 3.811 hab(população hab coberta atual de Ararendá), ), este índice í apresentou o valor de 0,7 dias, acimado a valor de referência (0,4 dias). 4 Adotado o volume consumido como água entrada no sistema. f. Rede de distribuição A rede ede de distribuição de Ararendá A é composta de 17.08 7.087 m de extensão em PVC (Figura 4.5). Verifica-se Verifica se que houve investimento em expansão da rede de abastecimento de água no ano de 2011(Tabela 2011 4.5). Tabela 4.1 1 – Extensão da Rede do SAA da Sede de Ararendá Ano Extensão (m) Dez/2009 0,00 Dez/2010 0,00 Dez/2011 17.436,00 Dez/2012 17.807,00 Fonte: CAGECE (2012) Fonte: CAGECE (2012) Figura 4.6 - Croqui do sistema de abastecimento a de água deArarendá de g. Qualidade da água distribuída Segundo o relatório de fiscalização fiscalização da ARCE, RF/CSB/004/2012, RF/CSB/004/2012 de acordo com os padrões de potabilidade estabelecidos pela Portaria MS 518/04, os laudos físico-químicos e bacteriológicos provenientes de amostras coletadas cole na rede de distribuição de Ararendá, Ararendá, no período de abril de 2009 a março de 2010, apresentaram não-conformidades conformidades quanto aos resultados dos exames realizados. h. Pressão e Continuidade De acordo com o relatório de fiscalização da ARCE RF/CSB/0032/2010, RF/CSB/0 o sistema de Ararendá apresenta baixa pressão. O relatório demonstra que as pressões existentes no sistema, monitorados nos dias 7 e 8 de dezembro de 2011, 2011 apresentam pressão média de 0,4 m.c.a., variando de 0,0 a 6,0 6 m.c.a., estando, portanto, fora da faixa ixa de 10 a 50 m.c.a., segundo às exigências normativas. i. Volume Faturado e consumido O Gráfico 4.1 apresenta os volumes faturado e consumido por ligação para o sistema público do município de Ararendá, operado pela CAGECE. ObservaObserva se que, neste sistema, a média do volume faturado é 28.959 m³, enquanto a do volume consumido é 24 4.784 m³, para o período de 2010e 2011, com o volume consumido representando apenas 85,58% do faturado. 70.000 25,0 Volume (m³) 60.000 20,0 50.000 40.000 15,0 30.000 10,0 20.000 5,0 10.000 - 2010 2011 Consumo médio por mês (m³/mês) Gráfico 4.1 - Volume faturado, consumido e consumo mensal de água por ligação – 2010 a 2011 Ano Volume Faturado - Líquido de Água Volume Consumido - Líquido de Água Consumo por ligação Fonte: CAGECE (2012) (201 j. Hidrometração O sistema de abastecimento abastecimento de água da sede de Ararendá, Ararendá segundo a CAGECE (2012), teve 99% de suas suas ligações hidrometradas no ano de 2011 (Tabela 4.6). Tabela 4.2 - Índice de Hidrometração H do distrito Sede – 2003 a 2011 Período Índice (%) Dez/2010 100,00 Dez/2011 99,70 Fonte: CAGECE (2012) k. Cobertura e Atendimento Não há dados disponíveis para ligações reais, ativas, volume produzido e taxa de cobertura urbana do Município.. Já o Estado apresentou, para os mesmos índices, aumento de 4,2%, 4,3%, 3,5% e 1,3%,respectivamente, 1,3%,respectivamente, conforme Tabela 4.3 (IPECE, 2010). Tabela 4.3 - Cobertura Urbana U do SAA do distrito Sede– 2008 a 2009 Município 2008 2009 - Discriminação Ligações reais Ligações ativas - - Volume produzido (m³) - - 94,01 38,98 Taxa de cobertura d’água urbana (%) Estado 2008 2009 1.323.071 1.378.913 1.221.063 1.273.561 313.187.544 324.077.910 90,86 92,15 Fonte: CAGECE/SEINFRA apudIPECE - Anuário Estatístico do Ceará 2010 (2011) Nota: (-)) Dado(s) não disponível(eis) ou inexistente(s) no Anuário Estatístico do Ceará 2010. 2010 O serviço de abastecimento de água em 2011, 20 , no distrito distri Sede, abrangia 1.609 economias cobertas, cobertas e em 2012, alcançou 1.652 (Tabela 4.4), 4. apresentando crescimento de cerca erca de 2,7%. 2,7%. A variação da quantidade de economias e ativas de água foi de 4% (CAGECE, 2012). 2012 Tabela 4.4 - Quantidade de Economias, E ativas e cobertas do SAAdo distrito Sede – 2008 a 2012 Ano Qtd total de Qtd de economias economia economias ativas de água Qtd de economias cobertas de água Dez/2011 1.614 1.347 1.609 Nov/2012 1.654 1.404 1.652 Fonte: CAGECE (2012) (201 Segundo a CAGECE (2012), (201 o índice de cobertura de abastecimento abastecime de água da sede de Ararendá foi de 99,88% 99 em 2012, 2, no entanto, apenas 84,89% 84,89 estão ativos, ou seja, 14,99% 14,99 da população têm o serviço disponível, mas não o usufrui (Tabela 4.5). Tabela 4.5– Índice de Cobertura C do SAA do distrito Sede– 2008 a 2012 201 Ano População População População projetada ativa de com cobertura (IBGExIPECE) Água de Água Índice Ativo de Água (%) Índice de Cobertura de Água (%) Dez/11 3.756 3.135 3.744 83,46% 99,69 Nov/12 3.816 3.239 3.811 84,89% 99,88 Fonte: CAGECE (2012) Segundo a CAGECE (2012), (2012 existem 1.791 ligações ções ativas na sede de Ararendá em Dezembro de 2011 (Tabela 4.6). Tabela 4.6 6 - Ligações do SAA do distrito Sede – 2003 a 2011 Situação/Ano Ativa dez/03 0 dez/04 0 dez/05 0 dez/06 0 dez/07 0 dez/08 0 dez/09 0 dez/10 1397 dez/11 1428 Cortada 0 0 0 0 0 0 0 0 22 Factível 1433 1433 1433 1433 1433 1433 1433 755 720 Potencial 0 0 0 0 0 0 0 23 19 Total 1.433 1.433 1.433 1.433 1.433 1.433 1.433 2.175 2.189 Fonte: CAGECE (2012) Nota: Ligada Normal – Apresenta rede de água e está interligada à rede de abastecimento; Cortada – Apresenta rede de água e não está interligada à rede de abastecimento; abastecimento Factível – Apresenta rede de água disponível para ligação, mas não está ligada; ligada Potencial – Não apresenta rede de água disponível para ligação. Segundo a Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), a zona urbana do distrito Sede utiliza cisterna como forma de abastecimento de água, Tabela 4.7. Tabela 4.7 - Quantidade de domicílios utilizando cisterna no distrito Sede Localidade Sede Quantidade de cisterna Total de domicílios 3 1.076 Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Em complementação aos dados apresentados referentes à Sede, consultou-se o Censo 2010 (2012). (201 Segundo este, a zona urbana da Sede S possui diversas formas de abastecimento, rede, poço, cisterna, além de formas não identificadas. O levantamento dos domicílios particulares permanentes e suas formas de abastecimento estão apresentados apresentado na Tabela 4.8. Tabela 4.8 – Domicílios Particulares Permanentes por tipo de abastecimento abastecimento na zona urbana do distrito Sede – 2010 Forma de abastecimento Distrito Sede Zona urbana Rede 874 Poço 4 Cisterna 1 Outras formas 14 Total de domicílios¹ 893 Fonte: Censo 2010 (2012) (2012 Nota: ¹Total de domicílios particulares permanentes representativos da zona urbana apresentados no Censo (2010). O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS, 2013), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN, 2013), financia, desde 2003, a construção de cisternas de placa de cimento. Tratase de uma tecnologia simples e de baixo custo, na qual cada cisterna armazena 16 mil litros de água, o suficiente para atender uma família de 5 (cinco) pessoas, em um período de estiagem de aproximadamente 8 (oito) meses. Segundo o MDS (2013), (2013), há 656 cisternas utilizadas como forma alternativa de abastecimento de água na zona rural do distrito Sede (Tabela 4.9). Tabela 4.9 - Quantidade de Domicílios por cisterna na zona rural do distrito Sede Localidade Agua Branca Forma de Abastecimento Cisterna 12 Açude dos Cosmos 7 Barriguda 20 Barros 5 Baxio 11 Benfinca 2 Boa Vista 25 Bom Principio 1 Bonfim 18 Cabelo do Negro 48 Caicara 11 Diamante 1 16 Fazenda Nova 37 Grota 4 Imbu 3 Ingá 26 Lagoa dos Bois 93 Lagoa de Dentro 10 Lagoa Grande 36 Olho D Agua 10 Piauia 5 Poço das Pedras 1 Ribeiro 37 Santana 19 Saramanta 49 Seixo 7 Siriema 34 Sitio 1 Sossego 4 Umburaninha 31 Veremos 49 Vila Nova 24 Total 656 Fonte: CENSO 2010 (2012); Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2013) Segundo levantamento de campo da Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), 012), ocorre uso de chafariz, chafariz cisterna e sistemas públicos na zona rural da Sede, conforme Tabela 4.10. Tabela 4.10 – Quantidade de domicílios abastecidos por cisterna Sede Localidade Sistema de Abastecimento Domicílios Domicílios cobertos ativos Água Branca Angola 99 31 Barriguda 15 8 Domicílios abastecidos por cisterna 10 Domicílios abastecidos por chafariz 6 Total de domicílios 4 22 101 16 21 Barros 19 6 23 Bom Princípio 64 62 65 Cabelo do Nego 74 13 Diamante 38 12 62 82 18 55 Emburninha 15 28 Fazenda Nova 18 33 13 13 Grota 13 3 Lagoa Grande 43 13 Lga. dos Bois Mufumbo 74 22 Pedra Branca 38 43 98 100 0 74 13 9 28 16 75 Ramadinha 50 24 10 Santana 30 11 5 Saramanta 24 Siriema 60 19 41 Vila Nova Total 31 527 11 167 4 472 45 26 41 60 125 37 946 Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Em complemento às informações, segundo o Censo (2010), a zona rural da Sede é atendida por rede, poço, poço cisterna e outras formas de abastecimento. O levantamento dos domicílios particulares permanentes e suas formas de abastecimento estão apresentados na Tabela 4.11. 4.1 Tabela 4.11 – Domicílios Particulares Particul Permanentes por tipo de abastecimento bastecimento na zona rural do distrito Sede – 2010 Forma de abastecimento Distrito Sede Zona rural Rede 816 Poço 86 Cisterna 36 Outras formas 386 Total de domicílios¹ domicílios 1.324 Fonte: Censo 2010 (2011) Nota: ¹Total de domicílios particulares permanentes representativos da zona rural apresentados no Censo (2010). Diante do exposto, chegou-se chegou se aos índices de cobertura e atendimento do distrito Sede de Ararendá apresentados na Tabela 4.12. Tabela 4.12 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Sede Distrito Localização Total Sede Índices (%) Cobertura Atendimento 87,37 67,68 Urbana 100,00 100,00 Rural 77,40 42,18 Fonte: CAGECE (2012); Censo 2010 (2012); Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) e MDS (2013) A seguir são apresentadas fotos das formas de abastecimento de água pertencentes ao distrito Sede (Figuras 4.7 e 4.8). 4.8) Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Figura 4.7–Chafariz Chafariz na localidade Barros Figura 4.8–Cisterna Cisterna na localidade Santana 4.3.2 Distrito Santo Antônio e Localidades Segundo a Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), a zona urbana do distrito Santo Antônio é abastecida por SISAR, cerca de 363 domicílios, domicílios Tabela 4.13. Tabela 4.13 - Quantidade de domicílios utilizando cisterna no distrito Santo Antônio Localidade Santo Antônio SISAR Quantidade de cisterna Total de domicílios 363 Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) 3 363 Em complementação aos dados apresentados referentes aSanto Antônio, consultou-se se o Censo 2010 (2012). Segundo este, a zona urbana do d distrito Santo Antônio possui diversas formas de abastecimento, rede, poço, além de formas não identificadas. O levantamento dos domicílios particulares permanentes e suas formas de abastecimento estão apresentados na Tabela 4.14. 4. Tabela 4.14 – Domicílios Particulares Permanentes por tipo de abastecimento na zona urbana do distrito Santo Antônio – 2010 Forma de abastecimento Distrito Santo Antônio Rede 348 Zona urbana Poço 6 Cisterna 0 Outras formas 26 Total de domicílios¹ 380 Fonte: Censo 2010 (2012) Nota: ¹Total de domicílios particulares permanentes representativos da zona urbana apresentados no Censo (2010). Segundo o MDS (2013), (2013), há 109 cisternas utilizadas como forma alternativa de abastecimento de água na zona rural do distrito Santo Antônio (Tabela 4.15). Tabela 4.15 - Quantidade de Domicílios por cisterna na zona rural do distrito Santo Antônio Localidade Aurora Forma de Abastecimento Cisterna 21 Bom Principio 65 Fazenda Lindoia 2 Riacho do Mel 17 Sitio Mel 1 Vila Santo Antônio 1 Violete 2 Total 109 Fonte: CENSO 2010 (2012); Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (2013) Segundo levantamento de campo da Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), ocorre uso de chafariz, cisterna, cisterna poços e sistemas públicos na zona rural de Santo Antônio,, conforme Tabela 4.16. Tabela 4.16 – Quantidade de domicílios abastecidos por cisterna na zona rural deSanto de Antônio Sistema de Abastecimento Localidade Domicílios Domicílios Domicílios abastecidos Total de abastecidos abastecidos por cacimba domicílios Domicílios Domicílios por cisterna por chafariz ou poço cobertos ativos artesiano Ass. Vitória, Boa Vista, Poti e Ipueiras Funda Aurora e Cosmos Embú, Caiçara e Cachoeirinha Ingá - - - 11 3 16 Itauru E Lindóia 49 Riacho do Mel Violete, Piauí e Seixo Total 5 - - - 11 20 0 8 22 15 10 8 22 3 5 17 57 61 81 175 41 55 15 57 11 11 130 29 105 13 Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Nota: (-)) Dado(s) não disponível(eis) ou inexistente(s). inexistente(s) Segundo o Censo (2010), a zona rural do distrito Santo Antônio são atendidas por rede, poço e outras formas de abastecimento. O levantamento dos domicílios cílios particulares permanentes e suas formas de abastecimento abastec estão apresentados na Tabela 4.17. 4. Tabela 4.17 – Domicílios Particulares permanentes permanentes por tipo de abastecimento na n zona rural do distrito Santo Antônio Distrito Santo Antônio Zona rural Forma de abastecimento Rede Poço Cisterna Outras formas 147 42 3 60 Total de domicílios¹ 252 Fonte: Censo 2010 (2012 2) Nota: ¹ Total de domicílios particulares permanentes representativos da zona rural rur apresentados no Censo (2010). Diante do exposto, chegou-se chegou ao índice de cobertura e atendimento do d distrito Santo Antônio,, Tabela 4.18. 4.18 Tabela 4.18 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Santo Antônio Distrito Santo Antoinio Localização Índices (%) Cobertura Atendimento Total 72,56 60,07 Urbana Rural 72,37 72,84 72,37 41,67 Fonte: CAGECE (2012); Censo 2010 (2012); Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) e MDS (2013) A seguir é apresentada fotos foto das as formas de abastecimento do d distrito Santo Antônio (Figurass 4.9 e 4.10). 4.10 Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Figura 4.9 – Abastecimento no distrito Santo Antônio Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Figura 4.10 – Cisterna na localidade Aurora 4.3.3 Índices de Cobertura e Atendimento do Abastecimento A nto de Água Á A Tabela 4.19 apresenta os índices de cobertura e de atendimento por abastecimento de água do município de Ararendá. Estes índices foram calculados a partir dos dados da CAGECE (2012), do Censo 2010 (2012), da Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) e do MDS (2013). Ressalte-se, Ressalte se, porém, que a análise de cada fonte demonstra que as mesmas possuem lógicas distintas, haja vista as diferenças verificadas nos números de domicílios cobertos e/ou atendidos por abastecimento de água apresentadoss por cada uma delas, cujos valores fornecem diferentes dimensões do déficit, tanto urbano como rural. Além disto, algumas informações colhidas não permitem avaliação dos aspectos qualitativos, restringindo-se, restringindo em geral, à dimensão quantitativa da oferta e da demanda do abastecimento de água. Portanto, para expressar os índices finais de cobertura e atendimento, foi necessário analisar de forma crítica os diversos dados, informações e indicadores apresentados pelas fontes. A análise estabeleceu as seguintes premissas para o cálculo dos índices: • O número de domicílios foi o utilizado com variáveis. Assim, quando foram fornecidos valores populacionais, o número de domicílios foi obtido a partir da média de habitantes por domicílio do Censo 2010 (2012) (Tabela 3.2); • As formas de abastecimento consideradas no cálculo dos índices de cobertura e atendimento foram rede e cisterna; • O número de domicílios total foi obtido a partir do Censo 2010 (2012) (Tabela 3.2); • Os números de domicílios coberto e atendido da zona urbana u do distrito Sede foram obtidos da CAGECE (Tabela 4.4), porém a quantidade de domicílios cobertos, fornecidos pela empresa em 2012, superou o total de domicílios urbanos do Censo 2010 (2012) (Tabela 3.2). Neste caso, o excedente foi considerado como domicílios omicílios cobertos da zona rural, acrescido dos domicílios rurais cobertos fornecidos pela Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) (Tabela 4.9) e pelo MDS (2013) (Tabela 4.10); 4.10) • Os números de domicílios coberto e atendido da zona urbana do distrito Santo Antônio foram obtidos a partir dos dados da Prefeitura Municipal de Ararendá (Tabela 4.13) e do Censo 2010 (Tabelas 4.14), enquanto os da zona rural foram do MDS (Tabelas 4.15) e da Prefeitura Municipal de Ararendá (Tabela 4.16). Ao final, o abastecimento de água no município de Ararendá atingiu índices totais de cobertura de 84,30% e de atendimento de 66,10%, 66,10 acima do índice de domicílios particulares permanentes apresentado pelo Censo/2010 de 79,5% – rede geral (78%) %) e cisterna (1,5%). ( Tabela 4.19 – Cobertura obertura e Atendimento do abastecimento de água de Ararendá ABASTECIMENTO DE ÁGUA Município/ Distritos Localização Número de domicílios Índices (%) Total Coberto Atendido Cobertura Atendimento Ararendá Sede Santo Antônio Total 3.897 3.285 2.576 84,30 66,10 Urbana 1.847 1.713 1.713 92,74 92,74 Rural 2.050 1.572 863 Total 2.698 1.362 2.090 1.362 76,68 87,37 42,10 67,68 Urbana 3.088 1.362 100,00 100,00 Rural 1.726 1.336 728 Total 587 351 486 351 42,18 60,07 Urbana 809 485 77,40 72,56 72,37 72,37 Rural 324 236 135 72,84 41,67 Fonte:CAGECE (2012); Censo 2010 (2012); Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) (2012 e MDS (2013) 4.4 Esgotamento sgotamento Sanitário Considerando os domicílios que não possuem infraestrutura mínima, não apresentando esentando banheiro ou sanitário, conforme Tabela 4.24,, tem-se tem 506 domicílios com situação agravada pela exposição aos seus próprios dejetos (IBGE, 2011). Ademais,, apenas 406 (17,33%) (17,33 destinam adequadamente seus dejetos à rede geral e fossa séptica. Tabela 4.20 - Domicílios Particulares articulares permanentes, ermanentes, por existência de banheiro ou sanitário e tipo de esgotamento sanitário – 2010 Domicílios particulares permanentes Total Domicílios particulares permanentes com banheiro de uso exclusivo dos moradores ou sanitário via rede geral de esgoto ou pluvial via fossa séptica via fossa rudimentar Quantidade 2.849 2.343 2 404 1.862 via vala 24 via rio, lago ou mar 1 via outro escoadouro 50 Domicílios particulares permanentes sem banheiro de uso exclusivo dos moradores e nem sanitário Fonte:Censo 2010 (2012) 506 4.4.1 Distrito Sede e Localidades Não há sistema de esgotamento sanitário público operado pela CAGECE no município de Ararendá. Foi identificada a existência de fossas sépticas e rudimentares, rudimentares utilizadas como alternativa de solução para o esgotamento sanitário na zona urbana da sede de Ararendá,, segundo os dados fornecidos pela Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), Tabela 4.21. Ademais, há 26 domicílios sem banheiro na Sede. Tabela 4.21 – Quantidade de Domicílios por tipo de esgotamento na na zona urbana do d distrito Sede Fossa Séptica Fossa Rudimentar Não tem banheiro 9 1.014 26 Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Foi identificada a existência de rede, fossass sépticas, fossas rudimentares, rio, lago ou mar, vala e outros escoadouros utilizados como alternativa de solução para o esgotamento sanitário na zona urbana da sede de Ararendá. Segundo o Censo (2010), na n zona urbana, há 4 (quatro)domicílios domicílios sem banheiro (Tabela 4.22). Tabela 4.22–Domicílios omicílios Particulares permanentes p por tipo de esgotamento na n zona urbana do distrito Sede Forma de esgotamento Distrito Sede Rede geral de esgoto ou pluvial Fossa séptica Zona Urbana 1 207 Total de Fossa Rio, lago Outro Sem domicílios¹ rudimentar ou mar escoadouro banheiro 675 3 3 4 893 Fonte: Censo 2010 (2012) Nota: ¹Total de domicílios particulares permanentes representativos da zona urbana apresentados no Censo (2010). Segundo a Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), ocorre uso de fossas sépticas e rudimentares, utilizadas como alternativa de solução para o esgotamento sanitário na zona rural da Sede, Sede, segundo os dados fornecidos pela, Tabela 4.23. 4.2 Ademais, há 344 domicílios sem banheiro na zona rural do distrito Sede. S Tabela 4.23 – Quantidade de Domicílios por tipo de esgotamento na zona rural do d distrito Sede Fossa Rudimentar Não tem banheiro 15 7 84 9 Barriguda 15 6 Barros 8 14 Bom Princípio 20 45 58 13 Diamante 21 34 Emburninha 4 24 Fazenda Nova 6 26 Localidades Fossa Séptica Água Branca Angola Cabelo do Nego 9 11 Grota 13 Lagoa Grande 29 13 Lga. dos Bois 85 15 Mufumbo 60 15 Pedra Branca 25 3 Ramadinha 54 21 Santana 33 12 Saramanta 7 34 Seriema 26 34 Vila Nova 31 6 581 344 Total 20 Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Em consulta ao Censo 2010 (2012), identificou-se identificou a existência de fossas sépticas, fossas rudimentares, rio, lago ou mar, vala e outros escoadouros utilizados como alternativa de solução para o esgotamento sanitário na zona rural da sede de Ararendá. Ademais, 424 domicílios domicíli não possuem banheiro (Tabela 4.24). 4.2 Tabela 4.24 – Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na n zona rural do distrito Sede Forma de esgotamento Distrito Sede Zona Rural Fossa séptica Fossa rudimentar 131 735 Vala Rio, lago ou mar Outro escoadouro Sem banheiro 12 1 21 424 Total de domicílios¹ 1.324 Fonte: Censo 2010 (2012) Total de domicílios particulares permanentes representativos da zona rural apresentados no Censo Nota: ¹Total (2010). Diante do exposto, chegou-se chegou se aos índices de cobertura e atendimento do distrito Sede apresentados na Tabela 4.25. 4.2 Os valores referentes à rede foram desconsiderados por ser sabido que não existe sistema público de esgotamento sanitário em A|rarendá. Tabela 4.25 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Sede Distrito Localização Total Sede Urbana Rural Índices (%) Cobertura Atendimento 10,95 15,20 7,59 10,95 15,20 7,59 Fonte: Censo 2010 (2012) (201 e Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) A seguir são apresentadas fotos dos kits sanitários da zona rural do distrito Sede (Figuras 4.11 e 4.12). Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) (2012 Figura 4.11 – Kit Sanitário na localidade Santana Figura 4.12 – Kit Sanitário na localidade Vila Nova 4.4.2 Distrito Santo Antônio e Localidades Foi identificada a existência de fossas sépticas e rudimentares, utilizadas como alternativa de solução para o esgotamento sanitário na zona urbana de d Santo Antônio,, segundo os dados fornecidos pela Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), Tabela 4.26.. Ademais, há 13 1 domicílios sem banheiro na zona urbana de Santo Antônio. Tabela 4.26 – Quantidade de Domicílios por tipo de esgotamento na zona urbana do distrito Santo Antônio Fossa Séptica Fossa Rudimentar Não tem banheiro 25 324 13 Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Foi identificada a existência de rede, fossas sépticas, fossas rudimentares, vala e outros escoadouros utilizados como alternativa de solução para o esgotamento o sanitário na zona urbana do distrito Santo Antônio. Antônio Segundo o Censo (2010), na zona urbana,, há 12domicílios 1 domicílios sem banheiro na zona urbana do distrito Santo Antônio(Tabela (Tabela 4.27). 4.27 Tabela 4.27 – Domicílios Particulares permanentes p por tipo de esgotamento na zona urbana do distrito Santo Antônio Forma de esgotamento Distrito Santo Antônio Zona Urbana Rede geral de Fossa Fossa esgoto séptica rudimentar ou pluvial 1 3 345 Vala 6 Total de Outro Sem domicílios¹ escoadouro banheiro 13 12 380 Fonte: Censo 2010 (2012) Nota: ¹Total Total de domicílios particulares permanentes representativos da zona urbana apresentados no Censo (2010). Segundo a Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), ocorre uso de fossas rudimentares, utilizadas como alternativa para o esgotamento sanitário na zona rural do distrito Santo Antônio o,, segundo os dados fornecidos pela, Tabela 4.28. Ademais, há 15 domicílios sem banheiro na zona rural do distrito Santo Antônio. Antônio Tabela 4.28 – Quantidade de Domicílios por tipo de esgotamento na zona rural do distrito Santo Antônio Localidades Fossa Rudimentar Não tem banheiro - - 20 3 Ass. Vitória, Boa Vista, Poti e Ipueiras Funda Aurora e Cosmos Embú, Caiçara e Cachoeirinha Ingá 0 0 21 4 Itauru E Lindóia 56 7 Riacho do Mel 18 1 Violete, Piauí e Seixo 0 0 115 15 Total Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Em consulta ao Censo 2010 (2012), identificou-se identificou se a existência de fossas sépticas, fossas rudimentares, rio, lago ou mar, vala e outros escoadouros utilizados como alternativa de solução para o esgotamento sanitário na zona rural do distrito Santo Antônio. Ademais, 66 domicílios não possuem banheiro (Tabela 4.24). Tabela 4.29 – Domicílios Particulares permanentes por tipo de esgotamento na zona rural do distrito Santo Antônio Distrito Santo Antônio Zona Rural Forma de esgotamento Rede Total de geral de Fossa Fossa Outro Sem domicílios¹ esgoto Vala séptica rudimentar escoadouro banheiro ou pluvial 0 63 107 3 13 66 252 Fonte: Censo 2010 (2012) Nota: ¹Total de domicílios particulares permanentes representativos da zona rural apresentados no Censo (2010). Diante do exposto, chegou-se chegou se aos índices de cobertura e atendimento do distrito Santo Antônio apresentados na Tabela 4.30.. Os valores referentes à rede foram desconsiderados por ser sabido que não não existe sistema público de esgotamento sanitário em Ararendá. Tabela 4.30 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Santo Antônio Distrito Localização Total Santo Antônio Urbana Rural Índices (%) Cobertura Atendimento 10,88 10,88 5,15 19,44 5,15 19,44 Fonte: Censo 2010 (2012) e Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) 4.4.3 Índices de Cobertura e Atendimento do Esgotamento Sanitário A Tabela 4.31 apresenta os índices de cobertura e de atendimento por esgotamento sanitário do município de Ararendá. Estes índices foram calculados a partir dos dados do Censo 2010 (2012) e dos dados da Prefeitura Municipal de Ararendá (2012). Algumas informações colhidas colhidas não permitem avaliação dos aspectos qualitativos, restringindo-se, restringindo se, em geral, à dimensão quantitativa da oferta e da demanda do esgotamento sanitário. Portanto, para expressar os índices finais de cobertura e atendimento, foi necessário analisar de forma forma crítica os diversos dados, informações e indicadores apresentados pelas duas fontes. A análise estabeleceu as seguintes premissas para o cálculo dos índices: Tabela 4.31– Cobertura obertura e Atendimentodo do esgotamento sanitário de Ararendá ESGOTAMENTO SANITÁRIO Município/ Distritos Número de Domicílios Localização Índices (%) Total Coberto Atendido Cobertura Atendimento Ararendá Sede Total 3.897 426 426 10,93 10,93 Urbana 1.847 232 232 12,56 12,56 Rural Total 2.050 3.088 194 338 194 338 9,46 10,95 9,46 10,95 Urbana 1.362 207 207 15,20 15,20 Rural 1.726 809 131 88 131 88 7,59 10,88 7,59 10,88 Urbana 485 25 25 5,15 5,15 Rural 324 63 63 19,44 19,44 Total Santo Antônio Fonte:Censo 2010 (2012) e Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) 4.5 Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas A rede de drenagem urbana está diretamente ligada à infraestrutura de transporte e, as vias públicas, sob responsabilidade da Secretaria de Obras do município. O planejamento das redes, de macro e microdrenagem, deve considerar as características planialtimétricas do terreno, os pontos de alagamento e os cursos de água existentes, além das passagens molhadas necessárias para o fluxo do tráfego. De acordoo com o levantamento da Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), 745 domicílios da zona urbana do distrito Sede são atendidos atendid pelo sistema de drenagem, entretanto, não há cadastro deste. Ademais, há ruas com pedra tosca, assim como ruas sem pavimento, pavimento Tabela 4.32 e Figuras 4.12 e 4.13. 4.13 Tabela 4.32 32–Extensão por tipo de pavimentação de Ararendá Extensão por tipo de pavimentação (km) Sem pavimento Pedra Tosca 7,5 14,5 Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Figura 4.13 – Canal de drenagem na Sede Figura 4.14 – Drenagem na Sede Segundo dados do Censo 2010 (2012), na zona urbana do município de Ararendá, 79,73% % dos domicílios possuem pavimentação no entorno de seus domicílios. A Tabela 4.33 33 apresenta dados acerca das características relativas à drenagem urbana no município de Ararendá. Tabela 4.33 – Características da drenagem urbana no entorno do município de Ararendá Características do entorno Pavimentação Meio-fio/guia Bueiro/boca de lobo Esgoto a céu aberto Resíduos acumulado nos logradouros Existência de características do entorno Não Sem Existe Total existe declaração 1.192 291 12 1.495 1.162 321 12 1.495 161 1.322 12 1.495 2 1.481 12 1.495 28 1.455 12 1.495 Fonte: Censo 2010 (2012) 4.6 Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos Os dados referentes aos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos de Ararendá abordados neste diagnóstico fora obtidos através do Censo 2012 (2012) e da Prefeitura Municipal de Ararendá (2012). 4.6.1 Distrito Sedee e Localidades Coleta Segundo a Prefeitura Municipal de Ararendá arendá (2012), toda a zona urbana do distrito é contemplada com a coleta de resíduos, 1.076 domicílios. São coletadas cerca de 10 ton de resíduos domiciliares por mês na zona urbana de Ararendá referente a resíduos domiciliares, a coleta é realizada 2 (duas) vezes por semana, conforme levantamento. De acordo com a Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), das localidades alidades pertencentes à zona rural do distrito, apenas a localidade Angola têm seus resíduos coletados, Tabela 4.34. Tabela 4.34 – Domicílios por destino dos resíduos sólidos na zona rural do distrito Sede Localidade Angola Coletado Queimado 24 9 Enterrado Jogado em rio, lago ou mar 81 Total de domicílios 101 Barriguda 12 9 21 Barros 12 6 5 23 Bom Princípio 44 12 11 65 Cabelo do Nego 41 41 82 Fazenda Nova 26 6 33 Grota 13 29 43 Lagoa Grande Lga. dos Bois Pedra Branca Santana Saramanta Seriema Vila Nova Total 50 7 5 8 53 4 284 13 26 21 40 33 7 34 356 13 100 28 45 41 60 37 692 24 24 42 Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Coletas diferenciadas − Resíduos de Serviços de Saúde Não foram informados dados acerca da coleta dos resíduos sólidos de saúde. − Resíduos de Construção e Demolição Não foram informados dados acerca da coleta dos resíduos de construção e demolição. Transporte Segundo a Prefeitura Municipal Municipa de Ararendá (2012), a coleta dos resíduos é realizada por caminhão carroceria (Figura 4.14). Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Figura 4.15 – Caminhão utilizado para coleta Tratamento O Município não possui sistema de tratamento dos resíduos sólidos urbanos. Disposição Final Conforme a Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), os resíduos sólidos são destinados ao lixão (figura 4.15). 4.15) Existem 6 (seis) catadores no lixão. Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Figura 4.16 – Lixão Programa de coleta seletiva No levantamento de dados da Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), não mencionado a existência de programa de coleta seletiva. Em complemento as informações da Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), ), considerando a destinação final dos resíduos sólidos do distrito Sede, segundo o Censo 2010 (2012), 878 domicílios têm seus resíduos sólidos coletados, enquanto que 1.339 destinam de forma inadequada, queimando-os, queimando enterrando-os ou dispondo-os os em locais indevidos, conforme Tabela 4.35. 4.3 Tabela 4.35 – Destinação dos Resíduos Sólidos por domicílio do distrito Sede nas zonas urbana e rural Serviço de limpeza Quantidade de domicílios Zona urbana Zona rural Total 845 33 878 Lixo coletado por serviço de limpeza 37 0 37 Lixo coletado em caçamba de serviço de limpeza 808 33 841 34 1023 1057 Lixo coletado Lixo queimado na propriedade Lixo enterrado na propriedade 0 4 4 Lixo jogado em terreno baldio ou logradouro 9 260 269 Lixo jogado em rio, lago ou mar 0 3 3 Outro destino do lixo 5 1 6 Fonte: Censo 2010 (2012) Diante do exposto, chegou-se chegou se aos índices de cobertura e atendimento do distrito Sede apresentados na Tabela 4.36. 4.3 Tabela 4.36 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Sede Distrito Localização Total Sede Urbana Rural Índices (%) Cobertura Atendimento 35,62 79,00 35,62 79,00 1,39 1,39 Fonte:Censo 2010 (2012) (201 e Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) 4.6.2 Distrito istrito Santo Antônio e Localidades Os dados referentes aos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos de Ararendá abordados neste diagnóstico fora obtidos através do Censo 2012 (2012) e da Prefeitura Municipal de Ararendá (2012). 4.6.3 Distrito Sede e Localidades Coleta Segundo a Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), toda a zona urbana do distrito Santo Antônio é contemplada com a coleta de resíduos, 363 domicílios. São coletadas cerca de 6 ton de resíduos domiciliares por mês na zona urbana de Santo Antônio referente a resíduos domiciliares, a coleta é realizada 2 (duas) vezes por semana, conforme levantamento. De acordo com a Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), nenhuma das localidades pertencentes à zona rural do distrito tem seus resíduos coletados, Tabela 4.37. Tabela 4.37 – Domicílios por destino dos resíduos resíduos sólidos na zona rural do distrito Santo S Antônio Localidade Queimado Enterrado Jogado em rio, lago ou mar Total de domicílios 12 4 1 17 Ass. Vitória, Boa Vista, Poti e Ipueiras Funda Aurora Embú, Caiçara e Cachoeirinha Ingá 0 0 20 20 0 0 0 Itauru e Lindóia 13 9 22 Riacho do Mel 28 26 55 Violete Total 0 73 0 36 0 114 0 4 Fonte: Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) Em complemento as informações da Prefeitura Municipal de Ararendá (2012), considerando a destinação final dos resíduos sólidos do distrito Sede, segundo o Censo 2010 (2012), 327 domicílios têm seus resíduos sólidos coletados, enquanto que 305 destinam de forma f inadequada, queimando-os, os, enterrando-os enterrando ou dispondo-os os em locais indevidos, conforme Tabela 4.38. 4.3 Tabela 4.38 – Disposição dos Resíduos Sólidos por domicílios do distritoSanto distrito Antônio nas zonas urbana e rural Quantidade de domicílios Serviço de limpeza Zona urbana Zona rural Total 285 42 327 Lixo coletado por serviço de limpeza 153 0 153 Lixo coletado em caçamba de serviço de limpeza Lixo coletado 132 42 174 Lixo queimado na propriedade 36 167 203 Lixo enterrado na propriedade 0 2 2 Lixo jogado em terreno baldio ou logradouro 59 40 99 Lixo jogado em rio, lago ou mar 0 0 0 Outro destino do lixo 0 1 1 Fonte: Censo 2010 (2012) Diante do exposto, chegou-se chegou se aos índices de cobertura e atendimento do distrito Santo Antônio apresentados na Tabela 4.39. 4.3 Tabela 4.39 – Índices de cobertura e atendimento do distrito Santo Antônio Distrito Santo Antônio Localização Índices (%) Cobertura Atendimento Total 44,87 44,87 Urbana Rural 74,85 - 74,85 - Fonte:Censo Fonte: Censo 2010 (2012) e Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) 4.6.4 Índices de Cobertura e Atendimento do Sistema de Limpeza Urbana e Manejo dos Resíduos Sólidos A Tabela 4.40 apresenta a consolidação dos índices de cobertura e de atendimento pela coleta de resíduos sólidos do município de Ararendá. Assim, • O número de domicílios total foi obtido a partir do Censo (2010) (Tabela 3.2); • A quantidade de domicílios cobertos ou atendidos das da zonas urbana e rural foram obtidos a partir dos dados da Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) (Tabelas 4.34 e 4.37). Ao final, os resíduos sólidos no município de Ararendá atingiram índices urbanos de cobertura e/ou de atendimento de 77,91%.Portanto, %.Portanto, conclui-se conclui que o município de Ararendáainda ainda não atingiu a universalização da limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos em relação às atividades de coleta, como determina a Lei Federal no 11.445/2007. Entretanto, verifica-se que 1,17% % dos resíduos sólidos rurais, também, estão sendo coletados. Tabela 4.40 - Cobertura e Atendimento A dimento do sistema de limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos de Ararendá Ararendá Total Urbana Rural SISTEMA DE LIMPEZA URBANA E MANEJO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS Número de Domicílios Índices (%) Total Coberto Atendido Cobertura Atendimento 3.897 1.463 1.463 37,54 37,54 1.847 1.439 1.439 77,91 77,91 2.050 24 24 1,17 1,17 Sede Total Urbana Rural 3.088 1.362 1.726 1.100 1.076 24 1.100 1.076 24 Urbana 809 485 363 363 363 363 Rural 324 - - Município/ Distritos Localização Total Santo Antônio Fonte: Censo 2010 (2012) e Prefeitura Municipal de Ararendá (2012) 35,62 79,00 35,62 79,00 1,39 44,87 1,39 44,87 74,85 74,85 - -