PROMOÇÃO
DO TURISMO
ENERGIAS RENOVÁVEIS
Biogás pode tornar cidade
autossuficiente
na produção
de energia.
Gestão Integrada
do Turismo muda
imagem do
Destino Iguaçu.
Pág. 28-31
Jornal Itaipu Sustentável
Outubro/2013
Pág. 16-17
ITAIPU RUMO À LIDERANÇA
MUNDIAL EM SUSTENTABILIDADE
Empresa tem como visão de futuro ser reconhecida, até 2020,
como a melhor do setor elétrico em práticas sustentáveis.
CULTIVANDO ÁGUA BOA
VEÍCULOS ELÉTRICOS
Programa é modelo de
Itaipu desenvolve bateria e
cuidados socioambientais e de
componentes para produção
desenvolvimento econômico local. de carros elétricos nacionais.
Pág. 6-15
Pág. 18-19
Pág. 2
EQUIDADE DE GÊNERO
Iniciativa recebe prêmio de
empoderamento das mulheres,
concedido pela ONU.
Pág. 32
Visão 2020 traz
novos desafios
EXPEDIENTE
Empresa estabelece metas para ser líder
mundial em práticas de sustentabilidade
A construção de Itaipu, maior
geradora de energia limpa e
renovável do planeta, representou um desafio político,
diplomático, econômico e de
engenharia sem precedentes.
Mas o seu desafio, hoje, vai
além da produção de energia
com qualidade e eficiência
técnica. Prestes a completar
40 anos de sua criação, Itaipu
assume papel de protagonismo no desenvolvimento regional sustentável.
A ampliação da sua missão
institucional, em 2003, deu
um novo impulso às ações da
empresa.
Com uma gestão inovadora
e ampla participação da sociedade, Itaipu se consolida
como empresa cidadã, que
promove a inclusão social e
econômica das comunidades
da sua área de influência.
E que, agora, estabeleceu como
visão de futuro assumir, até
2020, a liderança mundial em
práticas de sustentabilidade, dentre as empresas do setor elétrico.
Para alcançar esse objetivo,
criou o Sistema de Gestão da
Sustentabilidade (SGS), um
novo modelo de gestão corporativa que internaliza e institucionaliza os mais modernos
conceitos de planejamento
estratégico e participativo.
Com a implantação desse
sistema, todos os programas
e projetos desenvolvidos
pela empresa serão revisados e a sua efetividade passará a ser avaliada em razão
da sua aderência aos princípios da sustentabilidade e
consonância com a visão estabelecida para 2020.
Produzido pela
Comunicação Social (CSGB)
da Itaipu Binacional –
margem esquerda
Diretor-geral brasileiro:
Jorge Miguel Samek
Diretor técnico executivo:
Jorge Miguel Samek
Diretor jurídico:
Cezar Eduardo Ziliotto
Diretor administrativo:
Edésio Franco Passos
Diretora financeira executiva:
Margaret Mussoi Luchetta Groff
Diretor de Coordenação:
Nelton Miguel Friedrich
Superintendente de
Comunicação Social:
Gilmar Piolla
Gerente da Divisão de Imprensa:
Patrícia Iunovich
Textos:
Cláudio Dalla Benetta,
Patrícia Iunovich, Carla
Nascimento e Gilmar Piolla
Edição:
Cláudio Dalla Benetta
Missão
Gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social
e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico,
turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai.
Visão
Até 2020, a Itaipu Binacional se consolidará como a geradora de
energia limpa e renovável com o melhor desempenho operativo e
as melhores práticas de sustentabilidade do mundo, impulsionando
o desenvolvimento sustentável e a integração regional.
Projeto gráfico e diagramação:
Robson Rodrigues (Approach)
Fotos:
Alexandre Marchetti; Caio
Coronel; Nilton Rolim; Adenésio
Zanella e Banco de Imagens
da Itaipu Binacional
CONTATO
Usina Hidrelétrica de Itaipu
Av. Tancredo Neves, 6.731
CEP 85856-970 Foz do
Iguaçu, Paraná, Brasil Fone: (45) 3520-5252
Centro Executivo da Itaipu
Binacional - Av. Sílvio
Américo Sasdelli, s/n
CEP 85866-900 Foz do
Iguaçu, Paraná, Brasil Escritório de Curitiba - Rua
Comendador Araújo, 551
- Edifício Parigot de Souza 80420-000 Curitiba, Paraná,
Brasil - Fone: (41) 3321-4411
E-mails:
[email protected]
[email protected]
[email protected]
2
Itaipu Sustentável
Em 2012, mais um recorde
na geração de energia
A usina produziu 98.287.128 MWh, superando a si mesma e
deixando para trás a hidrelétrica de Três Gargantas, na China
E
ntre 2003 e 2012, a usina produziu em média, a cada ano, 91.318
megawatts-hora (MWh), muito acima da energia garantida, aquela
prevista no Tratado que deu origem à Itaipu
Binacional: 75 milhões de MWh.
A produção de 2012 - de 98.287.128
MWh - garantiu 17,3% de toda a energia
elétrica consumida no Brasil e atendeu
72,5% da demanda paraguaia.
Mesmo com capacidade 60% superior,
a usina chinesa de Três Gargantas – a
maior do mundo – não superou o volume gerado por Itaipu em 2012, embora
tenha chegado bem perto: 98,107 milhões de MWh.
O desempenho de Itaipu não é apenas
resultado da simples combinação de
um bom projeto com condições hidrológicas favoráveis, mas envolve três outros
fatores principais: boa gestão técnica e
administrativa; perfeito entrosamento
entre a área técnica da usina e as empresas da cadeia de energia do Brasil e
do Paraguai (Eletrobras, ONS, Ande, Copel e Furnas, especialmente); e padrões
de excelência na operação.
Meta
Mesmo com uma situação hidrológica
extrema, com estiagem no início e enchentes na metade do ano, a produção
em 2013 chegou ao final de outubro no
mesmo volume registrado nos dez primeiros meses de 2012.
A meta da usina de Itaipu é chegar à produção anual de 100 milhões de MWh.
Itaipu atendeu
em 2012
17,3%
do mercado brasileiro
72,5%
do mercado paraguaio
O que representa a produção de 2012
2 dias de consumo de eletricidade do mundo inteiro
3 meses do
Reino Unido
1 ano e 8 meses
de Portugal
1 mês do
Japão
8 anos e 8 meses
do Paraguai
10 meses da
Argentina
5 meses da
Região Sudeste
do Brasil
Itaipu Sustentável 3
LINHão garantirÁ
INDUSTRIALIZAÇÃO
DO PARAGUAI
Obra contruída em tempo recorde
foi financiada pelo Focem
D
epois das binacionais Itaipu e
Yaciretá, a primeira em parceria com o Brasil e a outra com
a Argentina, o linhão de 500
kV, que está entrando agora em operação, representa a principal obra pública
do Paraguai.
A nova linha de transmissão, que liga a
subestação da margem direita da usina
hidrelétrica de Itaipu a Assunção, permitirá que o Paraguai utilize mais energia de
Itaipu para garantir o processo de industrialização do país, atraindo empresas de
todos os portes, inclusive do Brasil.
A ampliação do uso da energia de Itaipu
será gradual, de acordo com a deman-
348
km de linhas de transmissão
759
torres
1.200 MW
de capacidade de transmissão
Distribuição de Royalties
soma US$ 8,7 bilhões
da. Inicialmente, serão entre 250 e 300
MW, até chegar ao total de 1.200 MW.
Atualmente, o Paraguai utiliza 2,5 mil
MW nos horários de pico.
O sistema foi financiado pelo Fundo para a
Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).
Os investimentos são de US$ 320 milhões,
na maior parte financiados pelo Brasil.
No Paraguai, os recursos dos royalties
são repassados integralmente ao Ministério da Fazenda, que já recebeu mais de
US$ 4,2 bilhões desde aquele ano.
Capacidade instalada
do Paraguai*
200 MW da usina de Acaray
7.000 MW de Itaipu
1.550 MW de Yaciretá
Guaira
(US$ mil) - 68.676,30
Compensação financeira é paga por Itaipu
pelo uso do potencial hidráulico do Rio
Paraná para a produção de energia elétrica
A usina de Itaipu paga royalties ao Brasil e ao
Paraguai desde que começou a comercializar energia, em março de 1985, conforme
estava previsto no Anexo C do Tratado de
Itaipu, assinado em 26 de abril de 1973.
No Brasil, o Tesouro Nacional recebeu integralmente os royalties devidos desde o
início da comercialização de energia da
Itaipu, que correspondem ao valor acumulado de US$ 4,5 bilhões.
Do total de royalties, 45% cabem aos
Estados, 45% aos municípios e 10%
para órgãos federais (Ministério do Meio
Ambiente, Ministério de Minas e Energia
e Fundo Nacional de Desenvolvimento
Mundo Novo (MS)
(US$ mil) - 19.741,80
Terra Roxa
(US$ mil) - 2.128,00
Mercedes
(US$ mil) - 24.671,60
Científico e Tecnológico).
Marechal Cândido Rondon
(US$ mil) - 68.676,30
Do percentual de 45% destinados
aos municípios, 85% é distribuído
proporcionalmente aos municípios
lindeiros, ou seja, os diretamente
atingidos pelo reservatório da usina. Os 15% restantes são distribuídos entre municípios indiretamente
atingidos por reservatórios a montante da usina.
Pato Bragado
(US$ mil) - 60.107,00
Entre Rios do Oeste
(US$ mil) - 42.012,30
Santa Helena
(US$ mil) - 355.109,10
São José das Palmeiras
(US$ mil) - 2.612,60
Diamante d’Oeste
(US$ mil) - 7.566,80
A legislação dos royalties beneficiou principalmente 15
municípios paranaenses e o
governo do Paraná, os principais atingidos pelo alagamento de terras para a
formação do reservatório, além do município
de Mundo Novo, no
Mato Grosso do Sul.
Missal
(US$ mil) - 53.947,60
Itaipulândia
(US$ mil) - 229.510,80
Medianeira
(US$ mil) - 1.562,60
São Miguel do Iguaçu
(US$ mil) - 134.860,60
Santa Terezinha de Itaipu
(US$ mil) - 56.411,00
Royalties
Foz do Iguaçu
(US$ mil) - 271.744,20
US$ 8,7 bilhões
N
O
Venezuela
Guiana
Suriname
02
L
S
.250 km
Colômbia
Equador
Paraguai
50%
para Administração
Central
10%
aos
departamentos
Bolívia
Paraguai
40%
aos
municípios
Brasil
Brasil
Peru
10%
Ministérios de Meio Ambiente, Minas
e Energia e Fundo Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Chile
Uruguai
Argentina
45%
aos
estados
45%
aos
municípios
*Obs: Acaray é usina própria. Em Itaipu e Yacyretá, o Paraguai tem direito à metade da capacidade instalada
4
Itaipu Sustentável
Itaipu Sustentável 5
Cultivando Água Boa
Cultivando Água Boa
CULTIVANDO ÁGUA BOA,
REFERÊNCIA MUNDIAL
1 milhão
de habitantes
29
municípios
Programa é desenvolvido na Bacia do Paraná 3
e envolve mais de dois mil parceiros
O
135
programa Cultivando Água
Boa (CAB) tornou-se referência no Brasil e no exterior
em desenvolvimento de boas
práticas ambientais e sociais, dentro do
conceito de sustentabilidade.
(agricultura familiar, agricultura orgânica e
plantas medicinais), a produção de peixes,
a valorização do patrimônio institucional e
regional, a sustentabilidade de segmentos
vulneráveis, o monitoramento e avaliação
ambiental e o saneamento da região.
O CAB é um movimento de participação
permanente, que envolve cerca de dois
mil parceiros, entre
organismos governamentais, ONGs,
instituições de ensino, cooperativas,
associações comunitárias e empresas.
Entre as ações, estão o reflorestamento das matas ciliares, o monitoramento
da qualidade da
água e do nível
de assoreamento
do reservatório, o
acompanhamento
e conservação de
espécies da flora e
fauna, inclusive aquáticas, além da preservação da história e cultura regionais.
microbacias
recuperadas
195
microbacias em
recuperação
1575 km
de estradas adequadas
com cascalhamento
Ética do cuidado
e respeito ao
meio ambiente
inspiram ações
O CAB reúne mais de 20 programas e
65 ações, desenvolvidas na Bacia do Paraná 3, uma área de 8 mil km² dividida
em 29 municípios, onde vivem cerca de
um milhão de pessoas.
Governança Inovadora
pe
l
/Pa
De Modo
Participativo
por Comitês
Gestores
(PDCA)
O que mu
dar?
Valores
e Atitudes
Edu
c
Amb ação
ienta
l
V
do aloriz
Ins Patr ação
titu im
Re cion ônio
gio al
na e
l
Mis
••Prêmio Carta da Terra (Earth
Charter + 5), em 2005. Criado
na Holanda para comemorar
os cinco anos do lançamento
da Carta da Terra, documento
planetário, o programa Cultivando Água Boa ficou entre as
quatro experiências vencedoras, de 30 práticas ambientais
analisadas do mundo inteiro.
Doc
u
Plan mento
etár s
ios
Problem
ática
Global/Lo
cal
Biodiver
sidade
Mo
n
e A itoram
Am valia ento
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Agricultur
a
Familiar
Div
e A ersif
ic
g
tria roin ação
liza dus
çã o
Agr
ic
Org ultura
ânic
a
Parque Tecnológico
Itaipu
••Prêmio Von Martius de Sustentabilidade (“case” do Cultivando
Água Boa ficou em segundo
lugar), da Câmara de Comércio
e Indústria Brasil-Alemanha.
ea
San egião
na R
PTI
to,
en
jam e
ne ção
Pla xecu ação
e vali iva
a olet
ar e
c
rtilh
mpa com
o e Co operar iões
Legitimaçã
g
o
ento C tras Re
Reconhecim
Ou
Externos
coletivos educadores
••Prêmio ANA (2010), o maior
prêmio nacional em reconhecimento a cuidados com as
águas, promovido pela Agência Nacional de Águas.
ra
trutu
aes
Infr ciente to
Efi men
29
Itaipu Sustentável
Como Atuar?
••Os Melhores da Década, entregue pela Mais Projetos Corporativos e pelo Instituto Mais,
referências no Brasil em gestão
sustentável. A binacional também foi reconhecida com o case
Gestão por Bacia Hidrográfica,
eleito o melhor de 2012.
••Americas Award, concedido pelo
são
do
an /
ltiv oa
Cu ua B ena
Ág ã/Bu
r
Po
acia
Na B áfica
gr
Hidro /PY)
(BR
Confira alguns dos
mais importantes:
••Prêmio Pintou Limpeza, do
Grupo Estado, na categoria Empresa Cidadã. Primeiro lugar
no Ranking Benchmarking Legítimos da Sustentabilidade.
Instituto das Nações Unidas para
o Treinamento e Pesquisa em
parceria com o Centro Internacional de Formação de Atores
Locais para a América Latina.
or
op
stã s
Ge Bacia
29
comitês gestores
6
ar?
e Atu
Ond
Já no primeiro ano em que foi lançado, o programa Cultivando Água Boa
vem acumulando prêmios e se destaca em encontros e fóruns de discussão nacionais e internacionais sobre
meio ambiente e sustentabilidade.
••Prêmio Socioambiental Chico Mendes, em 2011.
Um dos pilares do CAB é a educação ambiental, com a formação e capacitação de
educadores para disseminar valores e saberes que contribuem para a formação de
cidadãos dentro da ética do cuidado e do
respeito ao meio ambiente.
Entre os programas, estão a gestão por bacias, o desenvolvimento rural sustentável
Prêmios no Brasil e no exterior
Cole
Soli ta
dári
a
Juventude e
Meio Ambien Comunidade
te
da BP3
Indígena
ão
duç
Pro eixes
de P
s
nta is
Pla icina
d
Me
Bases filosóficas
• Documentos nacionais e planetários: Carta da
Terra, Agenda 21 e Desafios do Milênio.
• Pensadores: Edgar Morin, Fritjof Capra, Paulo
Freire, Enrique Leff e James Lovelock.
Itaipu Sustentável 7
Cultivando Água Boa
Cultivando Água Boa
Sustentabilidade da
lavoura à mesa
Itaipu incentiva produção de orgânicos e práticas sustentáveis na agropecuária
rias sustentáveis, como a integração lavoura
e pecuária, a produção de leite a pasto e
a diversificação de culturas, especialmente
com o plantio de frutíferas e hortaliças.
Além do suporte técnico a esses produtores, a Itaipu e demais parceiros do
projeto incentivam
a produção
agroecológica
através das
feiras Vida Orgânica, da inserção de
alimentos orgânicos
na merenda escolar, da
criação de agroindústrias e cooperativas
voltadas ao agricultor familiar, entre
outras ações.
O Desenvolvimento Rural Sustentável,
programa que faz parte do Cultivando
Água Boa, tem como objetivo principal difundir modos de produção que garantam
a sustentabilidade das propriedades rurais,
do ponto de vista econômico, ambiental
e social, com impactos na geração de
renda, na qualidade do meio ambiente
e na saúde das famílias.
Bacia do Paraná 3. Durante décadas essas
famílias absorveram tecnologias industriais
visando à modernização de sua produção, organizada em monoculturas intensivas em capital,
ou seja, que se utilizam
de maquinário pesado e
grandes quantidades de
agrotóxicos e fertilizantes químicos.
O alvo do programa são as quase 26
mil propriedades rurais conduzidas em
sistema de produção familiar, que representam 90% do total de agricultores da
Desde 2003, quando foi implantado, cerca
de mil agricultores locais aderiram à prática
da agricultura orgânica ou estão em estágio
avançado na adoção de práticas agropecuá-
17 mil
agricultores
familiares
1.200
produtores orgânicos
34
sistemas produtivos locais
21
associações
7
cooperativas
8
Itaipu Sustentável
PLANTAS
QUE PODEM
CURAR
Programa incentiva
o plantio e o uso de
plantas medicinais
e fitoterápicos de
ação comprovada
O programa Plantas Medicinais da Itaipu
já capacitou mais de 10 mil pessoas (entre médicos, dentistas, agentes de saúde e
produtores) sobre cultivo e uso de fitoterápicos que fazem parte da biodiversidade
da região e que têm eficácia cientificamente comprovada em tratamentos de saúde.
Hoje, 25 postos de saúde da região fornecem plantas medicinais desidratadas a
seus pacientes.
A Itaipu mantém um horto e uma estrutura de secagem de plantas medicinais no
Refúgio Biológico Bela Vista. A estrutura já
forneceu mais de 295 mil mudas de 94
espécies de plantas medicinais e beneficia 35 espécies destas no ervanário.
Em 25 postos de
saúde do SUS já são
receitados remédios
à base de plantas
5 mil
mudas de plantas medicinais
são doadas por mês
pelo viveiro do Refúgio
Biológico Bela Vista
Além disso, auxiliou os produtores a se organizarem na forma de cooperativa e, em
parceria com a prefeitura de Pato Bragado
e Sustentec, criou uma unidade de extrato
seco, possibilitando aumentar o valor agregado à produção de plantas medicinais.
No viveiro do Refúgio Biológico Bela Vista
são produzidas 6 mil mudas de 89 espécies de plantas medicinais diferentes, que
são doadas a agricultores, a universidades
e à comunidade.
Itaipu Sustentável 9
Cultivando Água Boa
Cultivando Água Boa
Catadores tratados com RESPEITO
TANQUE-REDE beneficia PESCADORes
E também melhora alimentação e renda de índios e de assentados
O programa Mais peixes em nossas águas
foi criado para melhorar a renda dos cerca de 850 pescadores profissionais que
atuam no reservatório de Itaipu, entre Foz
do Iguaçu e Guaíra.
O reservatório de Itaipu produz atualmente cerca de 1.300 toneladas de peixes
com a pesca artesanal, sendo o mais produtivo da Bacia do Paraná. A produção é
equivalente à da pesca artesanal de todo
o Pantanal (1.200 toneladas, de acordo
com a Embrapa Pantanal).
Itaipu também tem sido pioneira na demarcação de parques aquícolas em reservatórios.
Com o projeto, a empresa quer fomentar
a criação de peixes no sistema de tanque-rede, atendendo não só aos pescadores,
mas também a mais de 130 famílias de
indígenas (cerca de 600 pessoas), além
de assentados da reforma agrária, ribeirinhos e pescadores amadores.
Em 2012, a produção dos cerca de 500
tanques-redes pelos pescadores-aquicul-
tores atingiu 51 toneladas. Para 2013, a
meta é alcançar 75 toneladas.
O estímulo à criação de peixes fomenta
também a industrialização e, em especial, o consumo, inclusive na merenda
escolar, já que é um dos alimentos mais
ricos em proteínas.
O programa Mais peixes em nossas águas
despertou o interesse da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura
e Alimentação), que pretende fazer uma
parceria com a Itaipu para a instalação de
um centro de unidade demonstrativa de
piscicultura, na área da usina.
Programa beneficia o catador de recicláveis, para
transformar a atividade em profissão
O programa Coleta Solidária, lançado
em 2003 pela Itaipu, em Foz do Iguaçu, logo se expandiu, via parcerias com
as prefeituras, para os 29 municípios da
Bacia do Paraná 3. E, nos últimos anos,
estendeu-se para mais de 60 municípios de todo o Paraná.
No total, 2,4 mil catadores de materiais
recicláveis, organizados em associações
e cooperativas, receberam de Itaipu e de
seus parceiros no programa uniformes e
capacitação para melhorar sua renda e
transformar a atividade em profissão.
Catadores de
recicláveis recebem
carrinhos, uniformes
e capacitação
Eles são estimulados a se reunir em associações ou cooperativas e recebem
cursos de capacitação, além de orientação para a realização de acordos comerciais com empresas de reciclagem.
Todo o trabalho é acompanhado por
meio de indicadores socioeconômicos
e ambientais.
Até agora, o Coleta Solidária também fez a
doação de 1.620 carrinhos de coleta, dos
10
Itaipu Sustentável
quais 200 são elétricos (movidos a bateria). O trabalho é feito com 25 associações de catadores, que hoje contam com
31 centrais de triagem dos materiais.
Carrinho elétrico
O primeiro protótipo de carrinho elétrico para
catadores
foi desenvolvido ainda
em 2007, em
parceria entre a Plataforma Itaipu de
Energias
Renováveis, o Parque
Tecnológico Itaipu
(PTI) e a empresa
Blest Engenharia,
de Curitiba.
gada – a recarga completa leva em torno
de seis horas. O acionamento do motor e
o controle de velocidade são feitos manualmente em botões localizados no guidão.
Com carrinho
elétrico, menos
esforço e mais
rendimento.
A capacidade de
transporte é de
300 quilos de carga, com autonomia
para rodar de 4 a 5
horas, ou 25 a 30 quilômetros. Após isso, a
bateria precisa ser carreItaipu Sustentável 11
Cultivando Água Boa
Cultivando Água Boa
MATA CILIAR E
CORREDOR DA BIODIVERSIDADE
ALDEIAS TAMBÉM
PODEM SER
autossuficientes
Uma faixa de proteção com 2,9 mil quilômetros de extensão e 217 metros
de largura, em média, margeia todo o reservatório
Corredor da Biodiversidade
A partir de 2003, Itaipu também começou a trabalhar para formar o Corredor
da Biodiversidade, que interliga o Parque Estadual de Ilha Grande, em Guaíra,
ao Parque Nacional do Iguaçu.
É esta a meta de um programa desenvolvido nas
comunidades indígenas da região do reservatório
As 300 famílias indígenas que vivem nas aldeias Tekoha Ocoy (São Miguel do Iguaçu),
Tekoha Itamarã e Tekoha Añetete (Diamante
d’Oeste) são atendidas pelo programa Sustentabilidade das Comunidades Indígenas.
Com 13 quilômetros de extensão e 60
metros de largura, protegido por cercas,
o Corredor da Biodiversidade é fundamental para garantir a biodiversidade da
região, ao permitir o fluxo genético da
flora e da fauna regionais.
Os índios são incentivados a produzir
peixes em tanques-redes, a melhorar as
práticas agropecuárias e também a infraestrutura da aldeia, com benfeitorias nas
estradas e construção de casas, que seguem os conceitos indígenas.
Eles recebem equipamentos para plantio
e preparo do solo, insumos, animais e
sementes, além de apoio à bovinocultura
de leite, à apicultura e assistência técnica.
Para a comercialização, as aldeias também contam com apoio. Em 2012, elas
venderam 147.967 kg de mandioca e
13.626 kg de milho.
Faixa de proteção
tem largura média
de 217 metros.
Desde a implantação do reservatório,
Itaipu desenvolve o maior programa de
reflorestamento do mundo já feito por
uma hidrelétrica, recuperando inclusive
áreas que já estavam devastadas.
Foram plantados mais de 24 milhões
de mudas de árvores de espécies nativas nas margens brasileira e paraguaia, num total de mais de 100 mil
hectares de área.
Faixa de proteção
Ao longo de todo o reservatório, foi formada e é mantida uma faixa de proteção que tem, em média, 217 metros de
largura e 2,9 mil km de extensão. Também foram destinados três milhões de
mudas para recompor as matas ciliares
da Bacia do Paraná 3.
A formação do Corrredor começou a dar
resultados. Já foi registrado o retorno à
região de 55 espécies da fauna nativa,
inclusive a abelha jataí, que havia alguns
anos não era mais vista.
Abelhinha
A volta da abelhinha possibilitou a recuperação de uma das atividades dos
agricultores locais, dos quais dois mil
deles produzem e comercializam mel,
por meio de associações e de uma cooperativa de apicultores, a Coofamel.
As aldeias também puderam vender
4.243 peças de artesanato, resultado da
realização de um curso de artesanato em
argila na aldeia Añetete.
12
toneladas
de peixes
147
toneladas
de mandioca
13
toneladas de
milho
Quilombolas
Um trabalho semelhante ao que é feito
com os índios teve início em 2012, quando a Itaipu assinou com a Associação
da Comunidade Negra Rural Apepu um
protocolo de intenção para promover a
diversificação na produção de alimentos
consumidos pelas famílias da Comunidade Quilombola de São Miguel do Iguaçu.
O objetivo é garantir a segurança alimentar e nutricional, além de preservar e valorizar a cultura Quilombola.
12
Itaipu Sustentável
Corredor da Biodiversidade:
fluxo genético da flora e da
fauna regionais.
1322 km
de matas ciliares
recompostas
24 milhões
de mudas plantadas
desde 1979
Itaipu Sustentável 13
Cultivando Água Boa
Cultivando Água Boa
O recinto das onças, no
Refúgio Biológico Bela
Vista, é atração turística.
Usina mantém
programas de
reprodução em
cativeiro de espécies
ameaçadas
OESTE INTEGRA
CIDADES SUSTENTÁVEIS
Os 34 municípios da região são pioneiros na busca do
desenvolvimento com base na territorialidade
ANIMAIS
protegidos e se reproduzindo
O trabalho de proteção da fauna e da flora regionais inclui, em Itaipu, pesquisas
e atividades nos refúgios ambientais criados para garantir a sobrevivência e procriação de espécies raras, como a harpia,
o veado-bororó e até a onça-pintada.
No Refúgio Biológico Bela Vista, já se reproduziram mais de 800 animais de 42
espécies. O índice de sobrevivência dos
filhotes é superior a 70%.
A proteção à fauna inclui também os
peixes migradores. A Itaipu construiu um
canal artificial para permitir que esses
peixes cheguem às áreas de reprodução
e berçários acima da usina, no período
da piracema, e voltem no período de
outono e inverno.
A hidrelétrica mantém oito reservas e refúgios
biológicos
localizados no Brasil e no Paraguai. A
área protegida, que
inclui mata nativa
e trechos de reflorestamento, soma
41.039 hectares.
Em cada município serão considerados indicadores que vão da coleta seletiva à mobilidade urbana.
A adesão de 34 municípios que integram
a Associação dos Municípios do Oeste
do Paraná (Amop) está transformando
o Oeste do Paraná na primeira região
do Brasil a agregar de forma integrada a
Plataforma Cidades Sustentáveis. Com
isso, a região
já está se tornando referência para a
plataforma,
que tem o primeiro conjunto de municípios agregados.
em indicadores que vão da coleta seletiva e reciclagem à mobilidade urbana.
Uma das estratégias de implantação
está sendo a de criar grupos temáticos,
reunindo prefeituras com
prioridades
semelhantes.
Com a adoção dos indicadores, os
municípios
ganham ferramentas para garantir crescimento econômico sustentável aliado a um planejamento de longo prazo, acompanhado de
indicadores confiáveis.
Com a adoção dos
indicadores, os municípios
ganham ferramentas
para garantir crescimento
econômico
Além de estimular a adesão dos municípios,
a Itaipu busca alinhar os preceitos da Plataforma às ações desenvolvidas na região
pelo Programa Cultivando Água Boa, que
garantem alternativas de renda com qualidade de vida e respeito ao meio ambiente.
O Canal da Piracema (foto à direita, no alto) permite que os peixes subam o desnível formado pela barragem de Itaipu para se reproduzir rio acima. No Refúgio
Biológico Bela Vista e nas áreas de Itaipu, animais são cuidados – o que inclui até a reprodução de espécies ameaçadas de extinção – para voltar à vida natural.
14
Itaipu Sustentável
Com a assinatura da carta-compromisso,
os municípios passam a adotar metas
O programa preconiza a mudança do
atual modelo de desenvolvimento para
um que tenha por base a sustentabilidade, integrando as dimensões social,
ambiental e ética, numa economia que
seja includente, verde e responsável.
12 eixos da Plataforma
Cidades Sustentáveis
••Governança
••Bens naturais comuns
••Equidade, justiça social
e cultura de paz
••Gestão local para a
sustentabilidade
••Planejamento e desenho urbano
••Cultura para a sustentabilidade
••Educação para a sustentabilidade
e qualidade de vida
••Economia local dinâmica,
criativa e sustentável
••Consumo responsável e
opções de estilo de vida
••Melhor mobilidade, menos tráfego
••Ação local para a saúde
••Do local para o global
Itaipu Sustentável 15
BIOGÁS TRANSFORMA
dejetos EM RENDA
A iniciativa faz parte da Plataforma Itaipu de Energias Renováveis
Um dos mais importantes programas
desenvolvidos pela Itaipu, na área de
sustentabilidade regional, é o de geração
distribuída, para produzir e usar biogás a
partir de dejetos de aves e suínos, em
propriedades rurais do Oeste do Paraná.
O programa, que já está sendo replicado em
outros estados e até no Uruguai, tem dois
casos de sucesso: a Granja Colombari, em
São Miguel do Iguaçu, e o Condomínio de
Agroenergia para Agricultura Familiar Sanga
Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon.
A Granja Colombari é pioneira na produção de biogás. Com um plantel de 4
mil suínos, a granja é autossuficiente em
eletricidade e, desde 2009, ainda vende
o excedente para a Companhia Paranaense de Energia (Copel).
No Condomínio Ajuricaba, os dejetos de
suínos e do gado leiteiro de 33 pequenas
propriedades rurais são transferidos para
biodigestores, para extração do biogás,
que depois, numa central termelétrica,
vira energia. A matéria orgânica que passa
pelo biodigestor, por sua vez, transforma-se em biofertilizante de alta qualidade.
A geração distribuída, além dos aspectos
econômicos, por gerar renda para a atividade agropecuária e movimentar toda uma
cadeia da economia local, agrega ainda outros fatores positivos importantes, como a
redução da poluição dos rios e atmosférica.
independente
EM produção
de ENERGIA
A partir de 2014, Entre Rios do Oeste
começa a aproveitar dejetos – inclusive
do esgoto urbano – para produzir biogás
Localizado numa região de alta produtividade agrícola e pecuária, o município
paranaense de Entre Rios do Oeste, que
hoje sequer conta com rede de esgotos,
inicia em 2014 um projeto para aproveitamento do biogás, inicialmente com dejetos de suínos e bovinos.
Na segunda fase, será possível também o
aproveitamento do esgoto urbano, como
prevê o projeto desenvolvido pela Plataforma Itaipu de Energias Renováveis em
conjunto com a Copel.
Os estudos demandaram três anos. O projeto
já conta com recursos garantidos pela Aneel.
Na primeira fase, haverá o aproveitamento
de dejetos de suínos e gado de leite de 63
das 93 propriedades rurais do município.
Estas propriedades podem produzir 12
mil metros cúbicos de biogás por dia,
suficientes para gerar energia elétrica
para atender toda a demanda dos prédios públicos municipais, incluindo as
escolas, e suprir a iluminação pública. Haverá ainda
uma sobra de 44% deste
volume, que será utilizada
para abastecer com energia térmica a maior olaria
do município, substituindo
o uso de lenha, cada vez
mais escassa.
A iniciativa recebeu o
apoio da prefeitura e da
Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná
(Adeop). O projeto é apoiado ainda
pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e
Organização das Nações Unidas para o
Desenvolvimento Industrial (Onudi).
Em cada propriedade um
biodigestor recebe os dejetos.
Ao invés de poluir os rios, os dejetos se
transformam em energia.
Modelo é “exportado”
O modelo desenvolvido por
Itaipu já está sendo aplicado em
Pernambuco, em parceria com
a Companhia Hidro Elétrica do
São Francisco (Chesf), e no Uruguai, no município de San José,
em parceria com a Eletrobras.
No Condomínio Ajuricaba, os dejetos de suínos de 33 pequenas
propriedades rurais são transformados em biogás num biodigestor,
que depois é canalizado para uma central termelétrica.
16
Itaipu Sustentável
No caso do Uruguai, o projetopiloto adotado é semelhante
ao do Condomínio Ajuricaba,
beneficiando 31 pequenos
produtores.
Itaipu Sustentável 17
100
Mobilidade urbana
sem poluição
carros elétricos
emplacados no Brasil
Itaipu desenvolve pesquisas para
tornar realidade veículos elétricos a
preços acessíveis ao consumidor
protótipos de veículos
elétricos montados
em Itaipu
O futuro do transporte sobre rodas passa
necessariamente pelo carro elétrico, que
não polui e pode utilizar a energia limpa e
renovável fornecida por hidrelétricas. Mas
ainda há muitos aspectos a resolver, como
o custo e a autonomia proporcionada pelas baterias,
o que exige muita
pesquisa e inovações.
60
E é isso o que vem sendo feito em Itaipu,
que há sete anos criou o programa Veículo Elétrico (VE), inicialmente em parceria
com a empresa suíça KWO, que mantém
usinas de energia naquele país.
Atualmente, o programa conta, entre outros parceiros, com empresas do setor
elétrico brasileiro e paraguaio, montadoras como Fiat, Agrale, Mascarello
e Iveco, além de fabricantes
de componentes como
Moura (baterias), Euroar,
Fiamm e Bom Sinal.
O resultado dessas parcerias são mais de 60
protótipos de veículos
elétricos, entre carros
de passeio, caminhão, miniônibus e
utilitários 4 por 4.
O último acordo de cooperação tecnológica feito por Itaipu nesta área foi com a
Renault. O acordo prevê a montagem de
32 carrinhos elétricos Twizy, no Centro
de Pesquisa Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos de Itaipu.
Os veículos, vendidos pela Renault, chegarão ao País desmontados, em kits mecânicos, e servirão para uso restrito da
Itaipu e instituições parceiras do Programa VE. Eles servirão de base para estudos de nacionalização de componentes
e identificação de futuros fornecedores
no Brasil e no Paraguai.
A Itaipu também desenvolve, em conjunto com a KWO, o projeto de uma bateria
de sódio nacional, reciclável, que deverá
ser utilizada no primeiro carro elétrico fabricado totalmente no Brasil.
No galpão de Itaipu, o Twizy (foto acima)
será o próximo a ser montado.
18
Itaipu Sustentável
O projeto da bateria conta com financiamento da Finep - Agência Brasileira da
Inovação, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Comparativo de
eficiência energética
Tecnologia
Combustão Híbrido
Híbrido
Plugin
Fonte de
Energia
Puro
Elétrico
+
Consumo
+
+
+
+ + +
-
-
-
-
+
+
+
+
+
+
+
+
+
+
-
-
-
-
-
Emissões
CO2
CO2
CO2
Zero
Custo
$$$$
$$$
$$
$
Itaipu Sustentável 19
Parque tecnológico itaipu,
um polo de conhecimento
apoio à
instalação da
Unila e do IFPR
Itaipu doa áreas e projetos para
atrair as duas instituições
723
bolsas de estudo concedidas
para especialização,
mestrado e doutorado
PTI abrange ensino de graduação, pós-graduação,
pesquisa em P&D e empreendedorismo
O Parque Tecnológico Itaipu (PTI), que
funciona nas dependências da usina, foi
criado em 2003 para fomentar o desenvolvimento sustentável na tríplice fronteira, com ações estratégicas que envolvem
capacitação, formação e desenvolvimento científico e tecnológico.
A impulsão do empreendedorismo
ocorre pelo apoio às empresas incubadas e ao condomínio empresarial. O PTI
também é responsável pela execução
das demandas da Itaipu na área de Pes-
quisa, Desenvolvimento e Inovação.
No espaço do PTI circulam diariamente
cerca de 3.500 estudantes de cursos de
graduação e pós-graduação da Universidade Aberta do Brasil (UAB), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e Universidade Federal da Integração
Latino-Americana (Unila).
O PTI abriga ainda os projetos Estação Ciência
e Polo Astronômico, que em 2012 atenderam
16.751 e 9.929 estudantes, respectivamente.
Em parceria entre a Fundação PTI, a Itaipu
Binacional e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), foi
criado o Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata, que vem
em apoio aos estudos mundiais na busca
de soluções para problemas como a escassez de água e as mudanças climáticas.
Já como resultado de parceria entre Brasil e Paraguai, com apoio do Programa
Hidrológico Internacional da Unesco, o
Centro Internacional de Hidroinformática, com sede no PTI, trata a temática
água por meio de uma perspectiva ampla, envolvendo tecnologia, energia e
meio ambiente.
A criação do PTI, para disseminar o conhecimento adquirido pela área técnica da Itaipu
Binacional, marcou também a
multiplicação de parcerias da
empresa com as mais diversas instituições de ensino e
pesquisa, além de contribuir
para a decisão do governo federal de implantar em Foz do
Iguaçu a Universidade Federal
da Integração Latino-Americana (Unila) e o Instituto Federal do Paraná (IFPR).
dentro da área da usina, como
cedeu parte das instalações
do PTI para o funcionamento
provisório da instituição de ensino, enquanto o campus está
em obras. A empresa também
doou o projeto do campus,
uma das últimas obras do ar-
quiteto Oscar Niemeyer.
As obras da primeira fase
do campus, que demandam
um investimento de R$ 242
milhões do governo federal,
devem estar concluídas em
2014.
Esta etapa das obras inclui a
construção do prédio central, de
23 andares, o prédio de salas de
aulas, o restaurante universitário
e a galeria central, composta de
parte subterrânea com o sistema hidráulico e de condicionamento de ar, entre outros.
Obras da primeira fase do
campus da Unila, com projeto
de Niemeyer (imagem no alto).
A Itaipu cedeu para o IFP, instituição voltada à educação superior, básica e profissional, uma
área na Vila A, uma das mais
nobres de Foz do Iguaçu e onde
funciona o Centro Executivo da
binacional no lado brasileiro.
Para atrair a Unila, a Itaipu
não apenas doou um terreno
de 78 mil metros quadrados,
Desenvolvimento e intercâmbio
A lei federal que criou a Unila, em 2010, estabelece
que a instituição de ensino superior tem como missão
institucional formar pessoas que possam contribuir
com a integração latino-americana, com o desenvolvimento regional e com o intercâmbio cultural,
científico e educacional da América Latina, especialmente no Mercado Comum do Sul - Mercosul.
Para os cursos de graduação, são aceitos alunos
de qualquer país latino-americano, bem como professores, na proporção de metade das vagas para
brasileiros e metade para os de outros países.
20
Itaipu Sustentável
As aulas são ministradas em espanhol e português.
Este ano, foram oferecidos os seguintes cursos:
Antropologia, Ciência Política e Sociologia, Ciências
Biológicas, Ciências da Natureza – Biologia, Física
e Química, Ciências Econômicas – Economia, Integração e Desenvolvimento, Cinema e Audiovisual, Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar,
Engenharia Civil de Infraestrutura, Engenharia de
Energias Renováveis, Geografia – Território e Sociedade na América Latina, História da América Latina,
Letras – Artes e Mediação Cultural, Música, Relações Internacionais e Integração, Saúde Coletiva.
Itaipu Sustentável 21
ÑANDEVA resgata a
identidade regional
HOSPITAL ATENDE POPULAÇÃO
DE 9 MUNICÍPIOS
Programa combina a criatividade
do artesão com a cultura regional
Criado em 2004, o programa Ñandeva (que, no idioma guarani, quer dizer
“Todos nós”), organizou e impulsionou
o setor artesanal da região de fronteira
de Brasil, Paraguai e Argentina, com a
capacitação técnica de artesãos, transferência de tecnologias e busca de canais de comercialização para os produtos certificados.
O programa contribui para o fortalecimento da identidade cultural da região, por
meio da inserção
de elementos e
ícones que remetem
à cultura desses povos.
Cada produto artesanal do Ñandeva se caracteriza pela combinação entre o cuidado
com a natureza, a cultura
da região e a criatividade
do artesão. Por isso, uma peça
nunca é exatamente igual à outra.
566
artesãos cadastrados
365
participantes em oficinas
de artesanato
115
produtos comercializados
Só em 2012, o Hospital Ministro Costa Cavalcanti, maior do
Extremo Oeste do Paraná, registrou 400 mil atendimentos
Itaipu construiu e contribui para a manutenção de dois hospitais na região de fronteira, um em Foz do Iguaçu – o Hospital
Ministro Costa Cavalcanti (HMCC) – e outro em Ciudad del Este – Área 2.
O Hospital Ministro Costa Cavalcanti é a
maior unidade do Extremo Oeste do Paraná e beneficia não só os moradores de
nove municípios vizinhos como também
pacientes que vêm do Paraguai, principalmente em busca de atendimento especializado, já que o HMCC é referência nas
áreas de oncologia, cirurgia cardíaca e de
alguns tipos de transplantes.
R$ 120
milhões de receita
em 2012
Parceiros do programa
Fundação PTI (Brasil e Paraguai), Itaipu,
Sebrae, Conselho dos Municípios Lindeiros,
Instituto Paraguayo de Artesanía,
Universidad Nacional de Misiones e
Fundación Artesanía Misioneras.
22
Itaipu Sustentável
26
milhões de
arrecadação via SUS
8
milhões de
suplementação de Itaipu
O hospital dispõe de 200 leitos, 30 unidades de Terapia Intensiva (dez geral, dez
coronariana, oito neonatal e duas pediátricas), dez leitos de unidade de cuidados
intermediários neonatal e 160 unidades
de enfermaria.
Dos 200 leitos, 120 são colocados à dis-
posição para pacientes do SUS e 80 para
pacientes de convênios e particulares.
O HMCC mantém ainda o Hemonúcleo
de Foz do Iguaçu, em parceria com a Secretaria de Saúde do Paraná. A unidade é
a segunda que mais coleta hemoderivados no Estado.
Hospital Costa Cavalcanti (2012)
••982 colaboradores
••250 médicos
••400 mil atendimentos
(consultas e
procedimentos)
••13.852 internações
••8.217 internações
pelo SUS
••5.005 partos
••4.253 partos pelo SUS
Itaipu Sustentável 23
A primeira grande chance
para quem precisa
PROTEÇÃO À
CRIANÇA E AO
ADOLESCENTE
Adolescentes de famílias de baixa renda têm oportunidade de
entrar no mercado como menores-aprendizes de Itaipu
Atuação no combate à violência
infanto-juvenil inclui estímulo
a práticas esportivas
O Programa de Proteção à Criança e ao
Adolescente da Itaipu Binacional, criado
em 2003, trabalha para promover e fortalecer políticas de atendimento e proteção à criança e ao adolescente que vive
na região de fronteira.
Por meio de convênios e repasses financeiros, o programa promove atividades
nas áreas de capacitação profissional,
esporte, cultura e educação, além de realizar campanhas em favor da defesa dos
direitos de crianças e adolescentes.
Esportes
A prática de esportes, seguramente
uma das melhores atividades de inclusão social e capaz de diminuir a vulnerabilidade social dos jovens, é estimulada pelo Programa de Proteção à
Criança e ao Adolescente. São três projetos desenvolvidos em parcerias, que
formam atletas em Foz do Iguaçu.
Velejar
é Preciso
O projeto Velejar é
Preciso, que atende 120 adolescentes, estimula a prática do iatismo no
reservatório de Itaipu. E os resultados já
aparecem: entre os atletas, saiu o campeão da Copa Mercosul e o velejador
mirim indicado para as finais do Prêmio
Orgulho Paranaense.
Campeões do futuro
Itaipu também contribui com o projeto Jovens Atletas – Campeões do Futuro, por
meio de convênio com o Instituto de Atletismo de Foz do Iguaçu. A participação de
Itaipu é na aquisição de equipamentos de
treino, uniformes, transporte, suplementação alimentar e, ainda, ajuda de custo
para os cem participantes do projeto.
Na Itaipu, o Programa de Iniciação e Incentivo ao Trabalho (PIIT) garantiu, em
25 anos, oportunidade de ingressar no
mercado de trabalho para mais de 4.800
jovens, garotos e garotas com idade entre 15 e 17 anos. Com essa iniciativa, a
usina já conquistou o título de Empresa
Amiga da Criança.
Meninos do Lago
Outros cem jovens de famílias carentes,
entre 7 e 18 anos, participam do projeto Meninos do Lago, desenvolvido no
Canal Itaipu, em parceria da empresa
com o BNDES, que mantém um centro
de treinamento e patrocina os atletas,
a Federação Paranaense de Canoagem
(Fepacan) e a Confederação Brasileira
de Canoagem (CBCa).
O desempenho dos jovens atletas iguaçuenses é tão positivo que, hoje, eles já
ocupam metade das vagas da Seleção
Brasileira de Canoagem Slalom, montada
com vistas à Olimpíada de 2016.
Entre os pré-requisitos exigidos, todos
precisam ser de famílias de baixa renda,
cursar o ensino médio ou fundamental
em escola pública e ter bom rendimento
escolar. Todos os anos, 300 jovens encaminhados por instituições conveniadas
passam pelo PIIT.
317
aprendizes do PIIT
8
Estagiários
normativos
atletas na Seleção
Brasileira de Canoagem
Eles recebem uma bolsa-auxílio mensal
no valor de um salário mínimo vigente, seguro de vida, vale-transporte, vale-alimentação e assistência médica e odontológica. O expediente, com carga máxima de
quatro horas diárias, é feito no contraturno
escolar, para não prejudicar os estudos.
Outra oportunidade para os
jovens – no caso, universitários – são os estágios oferecidos por Itaipu. Os estágios
normativos têm duração de
um ano e são remunerados.
Os extracurriculares ocorrem
no período de férias e não são
remunerados. Com duração
de 20 dias, atraem estudantes do Brasil e do exterior.
Em Curitiba, a Itaipu tem convênio com a
Associação de Educação Familiar e Social
do Paraná (AEFES-PR); em Foz do Iguaçu, com a Guarda Mirim. As duas entida-
2
campeões
internacionais
O programa se divide em três modalidades:
Adolescente Aprendiz, Adolescente em Iniciação ao Trabalho e Jovem Jardineiro. Os
jovens trabalham por até dois anos na Itaipu.
Estágios
O programa oferece a oportunidade de
ingresso no mercado de trabalho para
jovens de Curitiba e Foz do Iguaçu, no
Brasil; e Ciudad del Este, Hernandárias e
Presidente Franco, no Paraguai.
Beneficiados em 2012
Meninos do Lago
des são referência na inserção de jovens
no mercado de trabalho.
Projeto Jovem Jardineiro: aprendizado durante dois anos.
316
68
Estágios
extracurriculares
Participantes do PIIT com o gestor do programa, Marcos Araújo.
24
Itaipu Sustentável
Itaipu Sustentável 25
ATÉ NAS COMPRAS,
A BUSCA de um
novo padrão
Processo seletivo externo para
contratação de pessoal foi adotado
em 2006, na margem brasileira
RENOVAÇÃO DO
QUADRO COM
RESPONSABILIDADE
Mais da metade dos empregados de Itaipu é formada,
hoje, por profissionais contratados por meio de processo seletivo externo, sistema
adotado desde 2006 pela
gestão brasileira para o ingresso na empresa.
po que entrou por concurso.
Num prazo de apenas sete
anos, a situação também
inverteu-se de tal forma
que surgiu outro número,
relevante e igualmente desafiador para a área de Recursos Humanos de Itaipu:
pela primeira vez em mais
de 30 anos, a maioria dos
empregados tem menos de
oito anos de casa.
para cá, um total de 788 empregados deixou a empresa,
porque chegou o tempo da
aposentadoria. Antes da adoção dos processos seletivos,
a idade média dos empregados de Itaipu era de 48 anos.
Hoje, é de 42 anos.
Isso ocorreu porque, de 2006
Novas demandas
Com a mudança de perfil, a
empresa coloca como meta
aprovar até dezembro de
2013 o Plano de Carreira e
Remuneração (PCR).
50,85%
48
42
dos empregados
já ingressaram
por concurso
Idade média
dos empregados
em 2006
Idade média
dos empregados
atualmente
A entrada de 21 novos profissionais, em outubro, marcou
a virada no quadro de Itaipu:
dos 1.467 empregados do
lado brasileiro, 748 deles (ou
50,85%) fazem parte do gru-
Outra preocupação é o bem-estar. O Programa de Qualidade de Vida, em reformatação, vai reunir todas as ações,
novas ou já existentes, voltadas para a saúde e a qualidade de vida do empregado.
Também está em discussão
na área de RH um programa de mobilidade interna. O
objetivo é que o trabalhador
esteja no lugar certo e que
isso seja bom para ele e
para a empresa.
A determinação da empresa é adquirir
produtos e serviços que sejam
social e ambientalmente corretos
Signatária do Pacto de Furnas,
de 2010, que preconiza compras e parcerias responsáveis,
a Itaipu Binacional adota um
projeto binacional para aquisição de produtos social e ambientalmente corretos.
Entre alguns dos primeiros
exemplos práticos dessa medida, está a troca de galões
de água por purificadores e
a disponibilização de sachês
de açúcar para o cafezinho
dos empregados.
Itaipu adota critérios de governança corporativa para
melhorar a qualidade da gestão e os padrões de conduta
e comportamento dos seus
colaboradores.
Além disso, está sujeita aos
mecanismos de controle externo previstos no Tratado de
Itaipu, que deu origem à criaItaipu Sustentável
Fornecedores
Dos fornecedores, exige-se
que não empreguem menores (só como aprendizes);
não utilizem operações con-
sideradas de risco significativo de ocorrência de trabalho forçado ou relacionadas
à exploração sexual; e que
adotem o respeito à equidade de gênero.
de Licitação exclusiva, consolidada nas leis dos dois países.
panhol e utiliza três moedas
(real, guarani e dólar).
Pregão eletrônico
Outra medida foi a implantação do pregão eletrônico
binacional reverso, em que
ganha o fornecedor que propuser o menor preço. O sistema é em português e es-
Ouvidoria
Para o público externo em
geral, a empresa colocou à
disposição canais de comunicação, como o Fale Conosco
e a Ouvidoria, que recebem e
fornecem informações.
Lei SOX, Pregão e SAP
modernizam gestão
Por isso, a empresa submete
seus controles internos, processos de negócios e governança coporativa a auditorias
internas, feitas com equipes
binacionais com plano de trabalho aprovado pelo Conselho de Administração.
26
Quanto às empresas que
fornecem bens e serviços a
Itaipu, elas devem estar alinhadas ao que preconiza o
Sistema de Avaliação de Fornecedores (SAF), ferramenta
de uso obrigatório para todos
os gestores de contratos a
partir de março de 2013.
ção da empresa binacional, e
seus anexos.
Espontaneamente, Itaipu adotou a Lei Sarbanes-Oxley (SOX),
de responsabilidade fiscal, para
estabelecer controles internos
que atestem a autenticidade
das informações que compõem os relatórios contábeis.
Itaipu adotou também um sistema de gestão integrada dos
procedimentos
financeiros
(SAP), que propiciou melhor
gerenciamento das informações e redução dos custos.
Já os processos de compras
seguem a NGL - Norma Geral
Itaipu Sustentável 27
ITAIPU TAMBÉM É
SINÔNIMO DE turismo
Visitas institucionais
Itaipu mantém a gratuidade no atendimento às visitas institucionais, que não
têm custo e são destinadas a instituições
de ensino, representantes de empresas
e autoridades nacionais e estrangeiras,
entre outros.
Os moradores de Foz do Iguaçu e região
também não pagam nada para ingresso
nos atrativos. No lado paraguaio de Itaipu, a visitação também é gratuita, mas
não tem produtos turísticos formatados.
A criação do Complexo
Turístico Itaipu,
em 2007, marcou
uma nova fase na
relação da empresa
com a principal
atividade da região
906.644
visitantes na Itaipu,
incluindo as duas
margens da usina
A partir do momento em que o desenvolvimento do turismo passou a fazer
parte de sua missão institucional, a usina de Itaipu assumiu maior responsabilidade na promoção desta atividade que,
em Foz do Iguaçu, responde por um em
cada quatro empregos e movimenta a
economia da fronteira.
Em 2007, a usina implantou um novo
modelo de visitação nos atrativos que
compõem o Complexo Turístico Itaipu.
Contratou a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI), na margem brasileira,
para fazer a gestão operacional do atendimento aos turistas.
A visita aos atrativos passou a ser cobrada, mas em troca os turistas têm serviço
de qualidade e várias opções de passeios,
como a Visita Panorâmica, o Circuito Especial pelo interior da usina, o Polo Astronômico e o Test-drive de veículo elétrico.
Uma frota, composta de modernos ônibus
double-deck, faz o transporte dos turistas.
Com essa mudança, o atendimento ao
turismo na Itaipu se tornou autossustentável e ainda permite contribuições a entidades do trade turístico da região. Parte
dos recursos também é revertida ao Fundo Tecnológico do PTI, para utilização em
projetos de desenvolvimento sustentável.
Trilha Jovem
Itaipu é uma das principais parceiras do
projeto Trilha Jovem Iguassu – Turismo e
Inclusão Social, que já inseriu no mercado de trabalho iguaçuense 690 jovens.
Desenvolvido pelo Instituto Polo Internacional Iguassu, o projeto seleciona
jovens carentes, que passam por treinamentos e são capacitados para atuar nos
vários segmentos da atividade turística.
Visita Panorâmica: o passeio mais procurado.
Complexo
Turístico Itaipu
••0800 645 4645
••+55 45 3520.6676
••[email protected]
••[email protected]
Test-drive com veículo elétrico: opção desde 2012.
E os visitantes confirmam: uma pesquisa
mensal revela que a satisfação deles com
a qualidade do atendimento turístico se
mantém alta. Em média, a nota é de 9,5.
17 milhões
de pessoas
visitaram Itaipu,
de 1977 a 2012
Circuito Especial: passeio completo nas
áreas externas e internas da usina.
28
Itaipu Sustentável
Exposição Múltiplo Leminski
no Ecomuseu de Itaipu.
Iluminação da barragem: espetáculo
de luzes às sextas e sábados.
Itaipu Sustentável 29
PARCERIAS MUDAM
IMAGEM DO DESTINO
para gerar mídia positiva e criar um calendário de eventos para fortalecer a
nova imagem do Destino Iguaçu. E isso
ocorreu, inicialmente, com a campanha
Foz do Iguaçu Destino do Mundo, um
trabalho para consolidar a imagem de
Foz do Iguaçu como um dos melhores
destinos brasileiros para lazer, eventos,
ecoaventura e compras.
Participação de Itaipu na Gestão Integrada do
Turismo foi decisiva para uma nova fase do setor
D
esde 2007, Itaipu faz parte da
Gestão Integrada do Turismo
de Foz do Iguaçu, uma iniciativa que uniu os setores público
e privado para mudar a imagem, qualificar o atendimento e melhorar a infraestrutura do Destino Iguaçu.
A mudança de foco
em sua atuação permitiu à
Itaipu se aproximar da comunidade. Antes fechada em seus estreitos limites,
a empresa ampliou seu relacionamento
com o trade turístico local e regional.
Assumiu a coordenação das atividades
de promoção e divulgação do Destino
Iguaçu, numa ação inédita, desenvolvida em parceria com todas as entidades
representativas do setor.
Itaipu também coordenou a campanha
para eleger as Cataratas do Iguaçu entre as Novas Sete Maravilhas da Natureza. Iniciada em 2007 e com
o resultado anunciado em
maio de 2012, a campanha
projetou a imagem da cidade
e da região no mundo inteiro, atraindo mais turistas e
novos investimentos.
O primeiro grande desafio foi a mudança da imagem. Itaipu coordenou
os esforços de comunicação e
marketing
Rapel nas
Cataratas.
Trilha do Macuco.
Salto duplo de
paraquedas.
Foz do Iguaçu
2º
4º
4ª
A participação da Itaipu
permitiu, ainda, a criação do
Fundo de Desenvolvimento
e Promoção Turística do Iguaçu,
o Fundo Iguaçu, o que vem garantindo novo impulso à gestão integrada
do turismo, intensificando as ações
de divulgação, promoção, qualificação e melhoria da infraestrutura.
destino na preferência dos
turistas estrangeiros
maior polo
hoteleiro do Brasil
cidade brasileira que mais
recebe turismo de eventos
Visitantes nas Cataratas
2.885.186
Macuco Safari.
30
Itaipu Sustentável
1.349.804
1.535.382
lado
argentino
lado
brasileiro
total de
visitantes
Arvorismo no Parque
Nacional do Iguaçu.
Itaipu Sustentável 31
reconhecimento à
EQUIDADE DE GÊNERO
Programa da Itaipu conquista prêmio de
empoderamento das mulheres, concedido pela ONU
Mulheres em
cargos gerenciais
Em 2003
10%
do total
Em 2013
22%
do total
À esquerda, a diretora financeira executiva da Itaipu, Margaret Groff, recebe o Prêmio Oslo Business for Peace Award 2013, do
Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Câmara Internacional do Comércio e Fundação Business for Peace;
à direita, Margaret recebe o 1º Prêmio de Liderança em Empoderamento das Mulheres, da ONU Mulheres e Pacto Global.
Empresa que em sua origem era tipicamente masculina, pelas características da
época de sua construção, a usina de Itaipu hoje é exemplo no Brasil e no exterior
pela aplicação da cultura da equidade de
gênero e do empoderamento da mulher.
itens, a inclusão como dependentes dos
benefícios concedidos pela empresa de
companheiros(as) em união estável, inclusive homoafetivos; e a introdução do horário móvel para facilitar que pais e mães
possam levar e buscar os filhos na escola.
Além do aumento do número de mulheres em cargos de chefia, a empresa
adota como política interna, entre outros
Em reconhecimento a esse trabalho,
a Itaipu Binacional recebeu por quatro
vezes consecutivas o selo do Programa
32
Itaipu Sustentável
Pró-Equidade de Gênero e Raça, concedido pela Secretaria de Políticas para as
Mulheres (SPM) do governo federal, em
suas quatro edições.
E, em 2013, Itaipu foi agraciada pela ONU
Mulheres e o Pacto Global com o 1º Prêmio de Liderança em Empoderamento
das Mulheres, na categoria “Sete Princípios” da ONU Mulheres e Pacto Global.
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