PROMOÇÃO DO TURISMO ENERGIAS RENOVÁVEIS Biogás pode tornar cidade autossuficiente na produção de energia. Gestão Integrada do Turismo muda imagem do Destino Iguaçu. Pág. 28-31 Jornal Itaipu Sustentável Outubro/2013 Pág. 16-17 ITAIPU RUMO À LIDERANÇA MUNDIAL EM SUSTENTABILIDADE Empresa tem como visão de futuro ser reconhecida, até 2020, como a melhor do setor elétrico em práticas sustentáveis. CULTIVANDO ÁGUA BOA VEÍCULOS ELÉTRICOS Programa é modelo de Itaipu desenvolve bateria e cuidados socioambientais e de componentes para produção desenvolvimento econômico local. de carros elétricos nacionais. Pág. 6-15 Pág. 18-19 Pág. 2 EQUIDADE DE GÊNERO Iniciativa recebe prêmio de empoderamento das mulheres, concedido pela ONU. Pág. 32 Visão 2020 traz novos desafios EXPEDIENTE Empresa estabelece metas para ser líder mundial em práticas de sustentabilidade A construção de Itaipu, maior geradora de energia limpa e renovável do planeta, representou um desafio político, diplomático, econômico e de engenharia sem precedentes. Mas o seu desafio, hoje, vai além da produção de energia com qualidade e eficiência técnica. Prestes a completar 40 anos de sua criação, Itaipu assume papel de protagonismo no desenvolvimento regional sustentável. A ampliação da sua missão institucional, em 2003, deu um novo impulso às ações da empresa. Com uma gestão inovadora e ampla participação da sociedade, Itaipu se consolida como empresa cidadã, que promove a inclusão social e econômica das comunidades da sua área de influência. E que, agora, estabeleceu como visão de futuro assumir, até 2020, a liderança mundial em práticas de sustentabilidade, dentre as empresas do setor elétrico. Para alcançar esse objetivo, criou o Sistema de Gestão da Sustentabilidade (SGS), um novo modelo de gestão corporativa que internaliza e institucionaliza os mais modernos conceitos de planejamento estratégico e participativo. Com a implantação desse sistema, todos os programas e projetos desenvolvidos pela empresa serão revisados e a sua efetividade passará a ser avaliada em razão da sua aderência aos princípios da sustentabilidade e consonância com a visão estabelecida para 2020. Produzido pela Comunicação Social (CSGB) da Itaipu Binacional – margem esquerda Diretor-geral brasileiro: Jorge Miguel Samek Diretor técnico executivo: Jorge Miguel Samek Diretor jurídico: Cezar Eduardo Ziliotto Diretor administrativo: Edésio Franco Passos Diretora financeira executiva: Margaret Mussoi Luchetta Groff Diretor de Coordenação: Nelton Miguel Friedrich Superintendente de Comunicação Social: Gilmar Piolla Gerente da Divisão de Imprensa: Patrícia Iunovich Textos: Cláudio Dalla Benetta, Patrícia Iunovich, Carla Nascimento e Gilmar Piolla Edição: Cláudio Dalla Benetta Missão Gerar energia elétrica de qualidade, com responsabilidade social e ambiental, impulsionando o desenvolvimento econômico, turístico e tecnológico, sustentável, no Brasil e no Paraguai. Visão Até 2020, a Itaipu Binacional se consolidará como a geradora de energia limpa e renovável com o melhor desempenho operativo e as melhores práticas de sustentabilidade do mundo, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a integração regional. Projeto gráfico e diagramação: Robson Rodrigues (Approach) Fotos: Alexandre Marchetti; Caio Coronel; Nilton Rolim; Adenésio Zanella e Banco de Imagens da Itaipu Binacional CONTATO Usina Hidrelétrica de Itaipu Av. Tancredo Neves, 6.731 CEP 85856-970 Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil Fone: (45) 3520-5252 Centro Executivo da Itaipu Binacional - Av. Sílvio Américo Sasdelli, s/n CEP 85866-900 Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil Escritório de Curitiba - Rua Comendador Araújo, 551 - Edifício Parigot de Souza 80420-000 Curitiba, Paraná, Brasil - Fone: (41) 3321-4411 E-mails: [email protected] [email protected] [email protected] 2 Itaipu Sustentável Em 2012, mais um recorde na geração de energia A usina produziu 98.287.128 MWh, superando a si mesma e deixando para trás a hidrelétrica de Três Gargantas, na China E ntre 2003 e 2012, a usina produziu em média, a cada ano, 91.318 megawatts-hora (MWh), muito acima da energia garantida, aquela prevista no Tratado que deu origem à Itaipu Binacional: 75 milhões de MWh. A produção de 2012 - de 98.287.128 MWh - garantiu 17,3% de toda a energia elétrica consumida no Brasil e atendeu 72,5% da demanda paraguaia. Mesmo com capacidade 60% superior, a usina chinesa de Três Gargantas – a maior do mundo – não superou o volume gerado por Itaipu em 2012, embora tenha chegado bem perto: 98,107 milhões de MWh. O desempenho de Itaipu não é apenas resultado da simples combinação de um bom projeto com condições hidrológicas favoráveis, mas envolve três outros fatores principais: boa gestão técnica e administrativa; perfeito entrosamento entre a área técnica da usina e as empresas da cadeia de energia do Brasil e do Paraguai (Eletrobras, ONS, Ande, Copel e Furnas, especialmente); e padrões de excelência na operação. Meta Mesmo com uma situação hidrológica extrema, com estiagem no início e enchentes na metade do ano, a produção em 2013 chegou ao final de outubro no mesmo volume registrado nos dez primeiros meses de 2012. A meta da usina de Itaipu é chegar à produção anual de 100 milhões de MWh. Itaipu atendeu em 2012 17,3% do mercado brasileiro 72,5% do mercado paraguaio O que representa a produção de 2012 2 dias de consumo de eletricidade do mundo inteiro 3 meses do Reino Unido 1 ano e 8 meses de Portugal 1 mês do Japão 8 anos e 8 meses do Paraguai 10 meses da Argentina 5 meses da Região Sudeste do Brasil Itaipu Sustentável 3 LINHão garantirÁ INDUSTRIALIZAÇÃO DO PARAGUAI Obra contruída em tempo recorde foi financiada pelo Focem D epois das binacionais Itaipu e Yaciretá, a primeira em parceria com o Brasil e a outra com a Argentina, o linhão de 500 kV, que está entrando agora em operação, representa a principal obra pública do Paraguai. A nova linha de transmissão, que liga a subestação da margem direita da usina hidrelétrica de Itaipu a Assunção, permitirá que o Paraguai utilize mais energia de Itaipu para garantir o processo de industrialização do país, atraindo empresas de todos os portes, inclusive do Brasil. A ampliação do uso da energia de Itaipu será gradual, de acordo com a deman- 348 km de linhas de transmissão 759 torres 1.200 MW de capacidade de transmissão Distribuição de Royalties soma US$ 8,7 bilhões da. Inicialmente, serão entre 250 e 300 MW, até chegar ao total de 1.200 MW. Atualmente, o Paraguai utiliza 2,5 mil MW nos horários de pico. O sistema foi financiado pelo Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). Os investimentos são de US$ 320 milhões, na maior parte financiados pelo Brasil. No Paraguai, os recursos dos royalties são repassados integralmente ao Ministério da Fazenda, que já recebeu mais de US$ 4,2 bilhões desde aquele ano. Capacidade instalada do Paraguai* 200 MW da usina de Acaray 7.000 MW de Itaipu 1.550 MW de Yaciretá Guaira (US$ mil) - 68.676,30 Compensação financeira é paga por Itaipu pelo uso do potencial hidráulico do Rio Paraná para a produção de energia elétrica A usina de Itaipu paga royalties ao Brasil e ao Paraguai desde que começou a comercializar energia, em março de 1985, conforme estava previsto no Anexo C do Tratado de Itaipu, assinado em 26 de abril de 1973. No Brasil, o Tesouro Nacional recebeu integralmente os royalties devidos desde o início da comercialização de energia da Itaipu, que correspondem ao valor acumulado de US$ 4,5 bilhões. Do total de royalties, 45% cabem aos Estados, 45% aos municípios e 10% para órgãos federais (Ministério do Meio Ambiente, Ministério de Minas e Energia e Fundo Nacional de Desenvolvimento Mundo Novo (MS) (US$ mil) - 19.741,80 Terra Roxa (US$ mil) - 2.128,00 Mercedes (US$ mil) - 24.671,60 Científico e Tecnológico). Marechal Cândido Rondon (US$ mil) - 68.676,30 Do percentual de 45% destinados aos municípios, 85% é distribuído proporcionalmente aos municípios lindeiros, ou seja, os diretamente atingidos pelo reservatório da usina. Os 15% restantes são distribuídos entre municípios indiretamente atingidos por reservatórios a montante da usina. Pato Bragado (US$ mil) - 60.107,00 Entre Rios do Oeste (US$ mil) - 42.012,30 Santa Helena (US$ mil) - 355.109,10 São José das Palmeiras (US$ mil) - 2.612,60 Diamante d’Oeste (US$ mil) - 7.566,80 A legislação dos royalties beneficiou principalmente 15 municípios paranaenses e o governo do Paraná, os principais atingidos pelo alagamento de terras para a formação do reservatório, além do município de Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul. Missal (US$ mil) - 53.947,60 Itaipulândia (US$ mil) - 229.510,80 Medianeira (US$ mil) - 1.562,60 São Miguel do Iguaçu (US$ mil) - 134.860,60 Santa Terezinha de Itaipu (US$ mil) - 56.411,00 Royalties Foz do Iguaçu (US$ mil) - 271.744,20 US$ 8,7 bilhões N O Venezuela Guiana Suriname 02 L S .250 km Colômbia Equador Paraguai 50% para Administração Central 10% aos departamentos Bolívia Paraguai 40% aos municípios Brasil Brasil Peru 10% Ministérios de Meio Ambiente, Minas e Energia e Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Chile Uruguai Argentina 45% aos estados 45% aos municípios *Obs: Acaray é usina própria. Em Itaipu e Yacyretá, o Paraguai tem direito à metade da capacidade instalada 4 Itaipu Sustentável Itaipu Sustentável 5 Cultivando Água Boa Cultivando Água Boa CULTIVANDO ÁGUA BOA, REFERÊNCIA MUNDIAL 1 milhão de habitantes 29 municípios Programa é desenvolvido na Bacia do Paraná 3 e envolve mais de dois mil parceiros O 135 programa Cultivando Água Boa (CAB) tornou-se referência no Brasil e no exterior em desenvolvimento de boas práticas ambientais e sociais, dentro do conceito de sustentabilidade. (agricultura familiar, agricultura orgânica e plantas medicinais), a produção de peixes, a valorização do patrimônio institucional e regional, a sustentabilidade de segmentos vulneráveis, o monitoramento e avaliação ambiental e o saneamento da região. O CAB é um movimento de participação permanente, que envolve cerca de dois mil parceiros, entre organismos governamentais, ONGs, instituições de ensino, cooperativas, associações comunitárias e empresas. Entre as ações, estão o reflorestamento das matas ciliares, o monitoramento da qualidade da água e do nível de assoreamento do reservatório, o acompanhamento e conservação de espécies da flora e fauna, inclusive aquáticas, além da preservação da história e cultura regionais. microbacias recuperadas 195 microbacias em recuperação 1575 km de estradas adequadas com cascalhamento Ética do cuidado e respeito ao meio ambiente inspiram ações O CAB reúne mais de 20 programas e 65 ações, desenvolvidas na Bacia do Paraná 3, uma área de 8 mil km² dividida em 29 municípios, onde vivem cerca de um milhão de pessoas. Governança Inovadora pe l /Pa De Modo Participativo por Comitês Gestores (PDCA) O que mu dar? Valores e Atitudes Edu c Amb ação ienta l V do aloriz Ins Patr ação titu im Re cion ônio gio al na e l Mis ••Prêmio Carta da Terra (Earth Charter + 5), em 2005. Criado na Holanda para comemorar os cinco anos do lançamento da Carta da Terra, documento planetário, o programa Cultivando Água Boa ficou entre as quatro experiências vencedoras, de 30 práticas ambientais analisadas do mundo inteiro. Doc u Plan mento etár s ios Problem ática Global/Lo cal Biodiver sidade Mo n e A itoram Am valia ento bie ção nta l Agricultur a Familiar Div e A ersif ic g tria roin ação liza dus çã o Agr ic Org ultura ânic a Parque Tecnológico Itaipu ••Prêmio Von Martius de Sustentabilidade (“case” do Cultivando Água Boa ficou em segundo lugar), da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. ea San egião na R PTI to, en jam e ne ção Pla xecu ação e vali iva a olet ar e c rtilh mpa com o e Co operar iões Legitimaçã g o ento C tras Re Reconhecim Ou Externos coletivos educadores ••Prêmio ANA (2010), o maior prêmio nacional em reconhecimento a cuidados com as águas, promovido pela Agência Nacional de Águas. ra trutu aes Infr ciente to Efi men 29 Itaipu Sustentável Como Atuar? ••Os Melhores da Década, entregue pela Mais Projetos Corporativos e pelo Instituto Mais, referências no Brasil em gestão sustentável. A binacional também foi reconhecida com o case Gestão por Bacia Hidrográfica, eleito o melhor de 2012. ••Americas Award, concedido pelo são do an / ltiv oa Cu ua B ena Ág ã/Bu r Po acia Na B áfica gr Hidro /PY) (BR Confira alguns dos mais importantes: ••Prêmio Pintou Limpeza, do Grupo Estado, na categoria Empresa Cidadã. Primeiro lugar no Ranking Benchmarking Legítimos da Sustentabilidade. Instituto das Nações Unidas para o Treinamento e Pesquisa em parceria com o Centro Internacional de Formação de Atores Locais para a América Latina. or op stã s Ge Bacia 29 comitês gestores 6 ar? e Atu Ond Já no primeiro ano em que foi lançado, o programa Cultivando Água Boa vem acumulando prêmios e se destaca em encontros e fóruns de discussão nacionais e internacionais sobre meio ambiente e sustentabilidade. ••Prêmio Socioambiental Chico Mendes, em 2011. Um dos pilares do CAB é a educação ambiental, com a formação e capacitação de educadores para disseminar valores e saberes que contribuem para a formação de cidadãos dentro da ética do cuidado e do respeito ao meio ambiente. Entre os programas, estão a gestão por bacias, o desenvolvimento rural sustentável Prêmios no Brasil e no exterior Cole Soli ta dári a Juventude e Meio Ambien Comunidade te da BP3 Indígena ão duç Pro eixes de P s nta is Pla icina d Me Bases filosóficas • Documentos nacionais e planetários: Carta da Terra, Agenda 21 e Desafios do Milênio. • Pensadores: Edgar Morin, Fritjof Capra, Paulo Freire, Enrique Leff e James Lovelock. Itaipu Sustentável 7 Cultivando Água Boa Cultivando Água Boa Sustentabilidade da lavoura à mesa Itaipu incentiva produção de orgânicos e práticas sustentáveis na agropecuária rias sustentáveis, como a integração lavoura e pecuária, a produção de leite a pasto e a diversificação de culturas, especialmente com o plantio de frutíferas e hortaliças. Além do suporte técnico a esses produtores, a Itaipu e demais parceiros do projeto incentivam a produção agroecológica através das feiras Vida Orgânica, da inserção de alimentos orgânicos na merenda escolar, da criação de agroindústrias e cooperativas voltadas ao agricultor familiar, entre outras ações. O Desenvolvimento Rural Sustentável, programa que faz parte do Cultivando Água Boa, tem como objetivo principal difundir modos de produção que garantam a sustentabilidade das propriedades rurais, do ponto de vista econômico, ambiental e social, com impactos na geração de renda, na qualidade do meio ambiente e na saúde das famílias. Bacia do Paraná 3. Durante décadas essas famílias absorveram tecnologias industriais visando à modernização de sua produção, organizada em monoculturas intensivas em capital, ou seja, que se utilizam de maquinário pesado e grandes quantidades de agrotóxicos e fertilizantes químicos. O alvo do programa são as quase 26 mil propriedades rurais conduzidas em sistema de produção familiar, que representam 90% do total de agricultores da Desde 2003, quando foi implantado, cerca de mil agricultores locais aderiram à prática da agricultura orgânica ou estão em estágio avançado na adoção de práticas agropecuá- 17 mil agricultores familiares 1.200 produtores orgânicos 34 sistemas produtivos locais 21 associações 7 cooperativas 8 Itaipu Sustentável PLANTAS QUE PODEM CURAR Programa incentiva o plantio e o uso de plantas medicinais e fitoterápicos de ação comprovada O programa Plantas Medicinais da Itaipu já capacitou mais de 10 mil pessoas (entre médicos, dentistas, agentes de saúde e produtores) sobre cultivo e uso de fitoterápicos que fazem parte da biodiversidade da região e que têm eficácia cientificamente comprovada em tratamentos de saúde. Hoje, 25 postos de saúde da região fornecem plantas medicinais desidratadas a seus pacientes. A Itaipu mantém um horto e uma estrutura de secagem de plantas medicinais no Refúgio Biológico Bela Vista. A estrutura já forneceu mais de 295 mil mudas de 94 espécies de plantas medicinais e beneficia 35 espécies destas no ervanário. Em 25 postos de saúde do SUS já são receitados remédios à base de plantas 5 mil mudas de plantas medicinais são doadas por mês pelo viveiro do Refúgio Biológico Bela Vista Além disso, auxiliou os produtores a se organizarem na forma de cooperativa e, em parceria com a prefeitura de Pato Bragado e Sustentec, criou uma unidade de extrato seco, possibilitando aumentar o valor agregado à produção de plantas medicinais. No viveiro do Refúgio Biológico Bela Vista são produzidas 6 mil mudas de 89 espécies de plantas medicinais diferentes, que são doadas a agricultores, a universidades e à comunidade. Itaipu Sustentável 9 Cultivando Água Boa Cultivando Água Boa Catadores tratados com RESPEITO TANQUE-REDE beneficia PESCADORes E também melhora alimentação e renda de índios e de assentados O programa Mais peixes em nossas águas foi criado para melhorar a renda dos cerca de 850 pescadores profissionais que atuam no reservatório de Itaipu, entre Foz do Iguaçu e Guaíra. O reservatório de Itaipu produz atualmente cerca de 1.300 toneladas de peixes com a pesca artesanal, sendo o mais produtivo da Bacia do Paraná. A produção é equivalente à da pesca artesanal de todo o Pantanal (1.200 toneladas, de acordo com a Embrapa Pantanal). Itaipu também tem sido pioneira na demarcação de parques aquícolas em reservatórios. Com o projeto, a empresa quer fomentar a criação de peixes no sistema de tanque-rede, atendendo não só aos pescadores, mas também a mais de 130 famílias de indígenas (cerca de 600 pessoas), além de assentados da reforma agrária, ribeirinhos e pescadores amadores. Em 2012, a produção dos cerca de 500 tanques-redes pelos pescadores-aquicul- tores atingiu 51 toneladas. Para 2013, a meta é alcançar 75 toneladas. O estímulo à criação de peixes fomenta também a industrialização e, em especial, o consumo, inclusive na merenda escolar, já que é um dos alimentos mais ricos em proteínas. O programa Mais peixes em nossas águas despertou o interesse da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), que pretende fazer uma parceria com a Itaipu para a instalação de um centro de unidade demonstrativa de piscicultura, na área da usina. Programa beneficia o catador de recicláveis, para transformar a atividade em profissão O programa Coleta Solidária, lançado em 2003 pela Itaipu, em Foz do Iguaçu, logo se expandiu, via parcerias com as prefeituras, para os 29 municípios da Bacia do Paraná 3. E, nos últimos anos, estendeu-se para mais de 60 municípios de todo o Paraná. No total, 2,4 mil catadores de materiais recicláveis, organizados em associações e cooperativas, receberam de Itaipu e de seus parceiros no programa uniformes e capacitação para melhorar sua renda e transformar a atividade em profissão. Catadores de recicláveis recebem carrinhos, uniformes e capacitação Eles são estimulados a se reunir em associações ou cooperativas e recebem cursos de capacitação, além de orientação para a realização de acordos comerciais com empresas de reciclagem. Todo o trabalho é acompanhado por meio de indicadores socioeconômicos e ambientais. Até agora, o Coleta Solidária também fez a doação de 1.620 carrinhos de coleta, dos 10 Itaipu Sustentável quais 200 são elétricos (movidos a bateria). O trabalho é feito com 25 associações de catadores, que hoje contam com 31 centrais de triagem dos materiais. Carrinho elétrico O primeiro protótipo de carrinho elétrico para catadores foi desenvolvido ainda em 2007, em parceria entre a Plataforma Itaipu de Energias Renováveis, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e a empresa Blest Engenharia, de Curitiba. gada – a recarga completa leva em torno de seis horas. O acionamento do motor e o controle de velocidade são feitos manualmente em botões localizados no guidão. Com carrinho elétrico, menos esforço e mais rendimento. A capacidade de transporte é de 300 quilos de carga, com autonomia para rodar de 4 a 5 horas, ou 25 a 30 quilômetros. Após isso, a bateria precisa ser carreItaipu Sustentável 11 Cultivando Água Boa Cultivando Água Boa MATA CILIAR E CORREDOR DA BIODIVERSIDADE ALDEIAS TAMBÉM PODEM SER autossuficientes Uma faixa de proteção com 2,9 mil quilômetros de extensão e 217 metros de largura, em média, margeia todo o reservatório Corredor da Biodiversidade A partir de 2003, Itaipu também começou a trabalhar para formar o Corredor da Biodiversidade, que interliga o Parque Estadual de Ilha Grande, em Guaíra, ao Parque Nacional do Iguaçu. É esta a meta de um programa desenvolvido nas comunidades indígenas da região do reservatório As 300 famílias indígenas que vivem nas aldeias Tekoha Ocoy (São Miguel do Iguaçu), Tekoha Itamarã e Tekoha Añetete (Diamante d’Oeste) são atendidas pelo programa Sustentabilidade das Comunidades Indígenas. Com 13 quilômetros de extensão e 60 metros de largura, protegido por cercas, o Corredor da Biodiversidade é fundamental para garantir a biodiversidade da região, ao permitir o fluxo genético da flora e da fauna regionais. Os índios são incentivados a produzir peixes em tanques-redes, a melhorar as práticas agropecuárias e também a infraestrutura da aldeia, com benfeitorias nas estradas e construção de casas, que seguem os conceitos indígenas. Eles recebem equipamentos para plantio e preparo do solo, insumos, animais e sementes, além de apoio à bovinocultura de leite, à apicultura e assistência técnica. Para a comercialização, as aldeias também contam com apoio. Em 2012, elas venderam 147.967 kg de mandioca e 13.626 kg de milho. Faixa de proteção tem largura média de 217 metros. Desde a implantação do reservatório, Itaipu desenvolve o maior programa de reflorestamento do mundo já feito por uma hidrelétrica, recuperando inclusive áreas que já estavam devastadas. Foram plantados mais de 24 milhões de mudas de árvores de espécies nativas nas margens brasileira e paraguaia, num total de mais de 100 mil hectares de área. Faixa de proteção Ao longo de todo o reservatório, foi formada e é mantida uma faixa de proteção que tem, em média, 217 metros de largura e 2,9 mil km de extensão. Também foram destinados três milhões de mudas para recompor as matas ciliares da Bacia do Paraná 3. A formação do Corrredor começou a dar resultados. Já foi registrado o retorno à região de 55 espécies da fauna nativa, inclusive a abelha jataí, que havia alguns anos não era mais vista. Abelhinha A volta da abelhinha possibilitou a recuperação de uma das atividades dos agricultores locais, dos quais dois mil deles produzem e comercializam mel, por meio de associações e de uma cooperativa de apicultores, a Coofamel. As aldeias também puderam vender 4.243 peças de artesanato, resultado da realização de um curso de artesanato em argila na aldeia Añetete. 12 toneladas de peixes 147 toneladas de mandioca 13 toneladas de milho Quilombolas Um trabalho semelhante ao que é feito com os índios teve início em 2012, quando a Itaipu assinou com a Associação da Comunidade Negra Rural Apepu um protocolo de intenção para promover a diversificação na produção de alimentos consumidos pelas famílias da Comunidade Quilombola de São Miguel do Iguaçu. O objetivo é garantir a segurança alimentar e nutricional, além de preservar e valorizar a cultura Quilombola. 12 Itaipu Sustentável Corredor da Biodiversidade: fluxo genético da flora e da fauna regionais. 1322 km de matas ciliares recompostas 24 milhões de mudas plantadas desde 1979 Itaipu Sustentável 13 Cultivando Água Boa Cultivando Água Boa O recinto das onças, no Refúgio Biológico Bela Vista, é atração turística. Usina mantém programas de reprodução em cativeiro de espécies ameaçadas OESTE INTEGRA CIDADES SUSTENTÁVEIS Os 34 municípios da região são pioneiros na busca do desenvolvimento com base na territorialidade ANIMAIS protegidos e se reproduzindo O trabalho de proteção da fauna e da flora regionais inclui, em Itaipu, pesquisas e atividades nos refúgios ambientais criados para garantir a sobrevivência e procriação de espécies raras, como a harpia, o veado-bororó e até a onça-pintada. No Refúgio Biológico Bela Vista, já se reproduziram mais de 800 animais de 42 espécies. O índice de sobrevivência dos filhotes é superior a 70%. A proteção à fauna inclui também os peixes migradores. A Itaipu construiu um canal artificial para permitir que esses peixes cheguem às áreas de reprodução e berçários acima da usina, no período da piracema, e voltem no período de outono e inverno. A hidrelétrica mantém oito reservas e refúgios biológicos localizados no Brasil e no Paraguai. A área protegida, que inclui mata nativa e trechos de reflorestamento, soma 41.039 hectares. Em cada município serão considerados indicadores que vão da coleta seletiva à mobilidade urbana. A adesão de 34 municípios que integram a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop) está transformando o Oeste do Paraná na primeira região do Brasil a agregar de forma integrada a Plataforma Cidades Sustentáveis. Com isso, a região já está se tornando referência para a plataforma, que tem o primeiro conjunto de municípios agregados. em indicadores que vão da coleta seletiva e reciclagem à mobilidade urbana. Uma das estratégias de implantação está sendo a de criar grupos temáticos, reunindo prefeituras com prioridades semelhantes. Com a adoção dos indicadores, os municípios ganham ferramentas para garantir crescimento econômico sustentável aliado a um planejamento de longo prazo, acompanhado de indicadores confiáveis. Com a adoção dos indicadores, os municípios ganham ferramentas para garantir crescimento econômico Além de estimular a adesão dos municípios, a Itaipu busca alinhar os preceitos da Plataforma às ações desenvolvidas na região pelo Programa Cultivando Água Boa, que garantem alternativas de renda com qualidade de vida e respeito ao meio ambiente. O Canal da Piracema (foto à direita, no alto) permite que os peixes subam o desnível formado pela barragem de Itaipu para se reproduzir rio acima. No Refúgio Biológico Bela Vista e nas áreas de Itaipu, animais são cuidados – o que inclui até a reprodução de espécies ameaçadas de extinção – para voltar à vida natural. 14 Itaipu Sustentável Com a assinatura da carta-compromisso, os municípios passam a adotar metas O programa preconiza a mudança do atual modelo de desenvolvimento para um que tenha por base a sustentabilidade, integrando as dimensões social, ambiental e ética, numa economia que seja includente, verde e responsável. 12 eixos da Plataforma Cidades Sustentáveis ••Governança ••Bens naturais comuns ••Equidade, justiça social e cultura de paz ••Gestão local para a sustentabilidade ••Planejamento e desenho urbano ••Cultura para a sustentabilidade ••Educação para a sustentabilidade e qualidade de vida ••Economia local dinâmica, criativa e sustentável ••Consumo responsável e opções de estilo de vida ••Melhor mobilidade, menos tráfego ••Ação local para a saúde ••Do local para o global Itaipu Sustentável 15 BIOGÁS TRANSFORMA dejetos EM RENDA A iniciativa faz parte da Plataforma Itaipu de Energias Renováveis Um dos mais importantes programas desenvolvidos pela Itaipu, na área de sustentabilidade regional, é o de geração distribuída, para produzir e usar biogás a partir de dejetos de aves e suínos, em propriedades rurais do Oeste do Paraná. O programa, que já está sendo replicado em outros estados e até no Uruguai, tem dois casos de sucesso: a Granja Colombari, em São Miguel do Iguaçu, e o Condomínio de Agroenergia para Agricultura Familiar Sanga Ajuricaba, em Marechal Cândido Rondon. A Granja Colombari é pioneira na produção de biogás. Com um plantel de 4 mil suínos, a granja é autossuficiente em eletricidade e, desde 2009, ainda vende o excedente para a Companhia Paranaense de Energia (Copel). No Condomínio Ajuricaba, os dejetos de suínos e do gado leiteiro de 33 pequenas propriedades rurais são transferidos para biodigestores, para extração do biogás, que depois, numa central termelétrica, vira energia. A matéria orgânica que passa pelo biodigestor, por sua vez, transforma-se em biofertilizante de alta qualidade. A geração distribuída, além dos aspectos econômicos, por gerar renda para a atividade agropecuária e movimentar toda uma cadeia da economia local, agrega ainda outros fatores positivos importantes, como a redução da poluição dos rios e atmosférica. independente EM produção de ENERGIA A partir de 2014, Entre Rios do Oeste começa a aproveitar dejetos – inclusive do esgoto urbano – para produzir biogás Localizado numa região de alta produtividade agrícola e pecuária, o município paranaense de Entre Rios do Oeste, que hoje sequer conta com rede de esgotos, inicia em 2014 um projeto para aproveitamento do biogás, inicialmente com dejetos de suínos e bovinos. Na segunda fase, será possível também o aproveitamento do esgoto urbano, como prevê o projeto desenvolvido pela Plataforma Itaipu de Energias Renováveis em conjunto com a Copel. Os estudos demandaram três anos. O projeto já conta com recursos garantidos pela Aneel. Na primeira fase, haverá o aproveitamento de dejetos de suínos e gado de leite de 63 das 93 propriedades rurais do município. Estas propriedades podem produzir 12 mil metros cúbicos de biogás por dia, suficientes para gerar energia elétrica para atender toda a demanda dos prédios públicos municipais, incluindo as escolas, e suprir a iluminação pública. Haverá ainda uma sobra de 44% deste volume, que será utilizada para abastecer com energia térmica a maior olaria do município, substituindo o uso de lenha, cada vez mais escassa. A iniciativa recebeu o apoio da prefeitura e da Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná (Adeop). O projeto é apoiado ainda pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Onudi). Em cada propriedade um biodigestor recebe os dejetos. Ao invés de poluir os rios, os dejetos se transformam em energia. Modelo é “exportado” O modelo desenvolvido por Itaipu já está sendo aplicado em Pernambuco, em parceria com a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), e no Uruguai, no município de San José, em parceria com a Eletrobras. No Condomínio Ajuricaba, os dejetos de suínos de 33 pequenas propriedades rurais são transformados em biogás num biodigestor, que depois é canalizado para uma central termelétrica. 16 Itaipu Sustentável No caso do Uruguai, o projetopiloto adotado é semelhante ao do Condomínio Ajuricaba, beneficiando 31 pequenos produtores. Itaipu Sustentável 17 100 Mobilidade urbana sem poluição carros elétricos emplacados no Brasil Itaipu desenvolve pesquisas para tornar realidade veículos elétricos a preços acessíveis ao consumidor protótipos de veículos elétricos montados em Itaipu O futuro do transporte sobre rodas passa necessariamente pelo carro elétrico, que não polui e pode utilizar a energia limpa e renovável fornecida por hidrelétricas. Mas ainda há muitos aspectos a resolver, como o custo e a autonomia proporcionada pelas baterias, o que exige muita pesquisa e inovações. 60 E é isso o que vem sendo feito em Itaipu, que há sete anos criou o programa Veículo Elétrico (VE), inicialmente em parceria com a empresa suíça KWO, que mantém usinas de energia naquele país. Atualmente, o programa conta, entre outros parceiros, com empresas do setor elétrico brasileiro e paraguaio, montadoras como Fiat, Agrale, Mascarello e Iveco, além de fabricantes de componentes como Moura (baterias), Euroar, Fiamm e Bom Sinal. O resultado dessas parcerias são mais de 60 protótipos de veículos elétricos, entre carros de passeio, caminhão, miniônibus e utilitários 4 por 4. O último acordo de cooperação tecnológica feito por Itaipu nesta área foi com a Renault. O acordo prevê a montagem de 32 carrinhos elétricos Twizy, no Centro de Pesquisa Desenvolvimento e Montagem de Veículos Elétricos de Itaipu. Os veículos, vendidos pela Renault, chegarão ao País desmontados, em kits mecânicos, e servirão para uso restrito da Itaipu e instituições parceiras do Programa VE. Eles servirão de base para estudos de nacionalização de componentes e identificação de futuros fornecedores no Brasil e no Paraguai. A Itaipu também desenvolve, em conjunto com a KWO, o projeto de uma bateria de sódio nacional, reciclável, que deverá ser utilizada no primeiro carro elétrico fabricado totalmente no Brasil. No galpão de Itaipu, o Twizy (foto acima) será o próximo a ser montado. 18 Itaipu Sustentável O projeto da bateria conta com financiamento da Finep - Agência Brasileira da Inovação, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Comparativo de eficiência energética Tecnologia Combustão Híbrido Híbrido Plugin Fonte de Energia Puro Elétrico + Consumo + + + + + + - - - - + + + + + + + + + + - - - - - Emissões CO2 CO2 CO2 Zero Custo $$$$ $$$ $$ $ Itaipu Sustentável 19 Parque tecnológico itaipu, um polo de conhecimento apoio à instalação da Unila e do IFPR Itaipu doa áreas e projetos para atrair as duas instituições 723 bolsas de estudo concedidas para especialização, mestrado e doutorado PTI abrange ensino de graduação, pós-graduação, pesquisa em P&D e empreendedorismo O Parque Tecnológico Itaipu (PTI), que funciona nas dependências da usina, foi criado em 2003 para fomentar o desenvolvimento sustentável na tríplice fronteira, com ações estratégicas que envolvem capacitação, formação e desenvolvimento científico e tecnológico. A impulsão do empreendedorismo ocorre pelo apoio às empresas incubadas e ao condomínio empresarial. O PTI também é responsável pela execução das demandas da Itaipu na área de Pes- quisa, Desenvolvimento e Inovação. No espaço do PTI circulam diariamente cerca de 3.500 estudantes de cursos de graduação e pós-graduação da Universidade Aberta do Brasil (UAB), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). O PTI abriga ainda os projetos Estação Ciência e Polo Astronômico, que em 2012 atenderam 16.751 e 9.929 estudantes, respectivamente. Em parceria entre a Fundação PTI, a Itaipu Binacional e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), foi criado o Centro de Saberes e Cuidados Socioambientais da Bacia do Prata, que vem em apoio aos estudos mundiais na busca de soluções para problemas como a escassez de água e as mudanças climáticas. Já como resultado de parceria entre Brasil e Paraguai, com apoio do Programa Hidrológico Internacional da Unesco, o Centro Internacional de Hidroinformática, com sede no PTI, trata a temática água por meio de uma perspectiva ampla, envolvendo tecnologia, energia e meio ambiente. A criação do PTI, para disseminar o conhecimento adquirido pela área técnica da Itaipu Binacional, marcou também a multiplicação de parcerias da empresa com as mais diversas instituições de ensino e pesquisa, além de contribuir para a decisão do governo federal de implantar em Foz do Iguaçu a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e o Instituto Federal do Paraná (IFPR). dentro da área da usina, como cedeu parte das instalações do PTI para o funcionamento provisório da instituição de ensino, enquanto o campus está em obras. A empresa também doou o projeto do campus, uma das últimas obras do ar- quiteto Oscar Niemeyer. As obras da primeira fase do campus, que demandam um investimento de R$ 242 milhões do governo federal, devem estar concluídas em 2014. Esta etapa das obras inclui a construção do prédio central, de 23 andares, o prédio de salas de aulas, o restaurante universitário e a galeria central, composta de parte subterrânea com o sistema hidráulico e de condicionamento de ar, entre outros. Obras da primeira fase do campus da Unila, com projeto de Niemeyer (imagem no alto). A Itaipu cedeu para o IFP, instituição voltada à educação superior, básica e profissional, uma área na Vila A, uma das mais nobres de Foz do Iguaçu e onde funciona o Centro Executivo da binacional no lado brasileiro. Para atrair a Unila, a Itaipu não apenas doou um terreno de 78 mil metros quadrados, Desenvolvimento e intercâmbio A lei federal que criou a Unila, em 2010, estabelece que a instituição de ensino superior tem como missão institucional formar pessoas que possam contribuir com a integração latino-americana, com o desenvolvimento regional e com o intercâmbio cultural, científico e educacional da América Latina, especialmente no Mercado Comum do Sul - Mercosul. Para os cursos de graduação, são aceitos alunos de qualquer país latino-americano, bem como professores, na proporção de metade das vagas para brasileiros e metade para os de outros países. 20 Itaipu Sustentável As aulas são ministradas em espanhol e português. Este ano, foram oferecidos os seguintes cursos: Antropologia, Ciência Política e Sociologia, Ciências Biológicas, Ciências da Natureza – Biologia, Física e Química, Ciências Econômicas – Economia, Integração e Desenvolvimento, Cinema e Audiovisual, Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar, Engenharia Civil de Infraestrutura, Engenharia de Energias Renováveis, Geografia – Território e Sociedade na América Latina, História da América Latina, Letras – Artes e Mediação Cultural, Música, Relações Internacionais e Integração, Saúde Coletiva. Itaipu Sustentável 21 ÑANDEVA resgata a identidade regional HOSPITAL ATENDE POPULAÇÃO DE 9 MUNICÍPIOS Programa combina a criatividade do artesão com a cultura regional Criado em 2004, o programa Ñandeva (que, no idioma guarani, quer dizer “Todos nós”), organizou e impulsionou o setor artesanal da região de fronteira de Brasil, Paraguai e Argentina, com a capacitação técnica de artesãos, transferência de tecnologias e busca de canais de comercialização para os produtos certificados. O programa contribui para o fortalecimento da identidade cultural da região, por meio da inserção de elementos e ícones que remetem à cultura desses povos. Cada produto artesanal do Ñandeva se caracteriza pela combinação entre o cuidado com a natureza, a cultura da região e a criatividade do artesão. Por isso, uma peça nunca é exatamente igual à outra. 566 artesãos cadastrados 365 participantes em oficinas de artesanato 115 produtos comercializados Só em 2012, o Hospital Ministro Costa Cavalcanti, maior do Extremo Oeste do Paraná, registrou 400 mil atendimentos Itaipu construiu e contribui para a manutenção de dois hospitais na região de fronteira, um em Foz do Iguaçu – o Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC) – e outro em Ciudad del Este – Área 2. O Hospital Ministro Costa Cavalcanti é a maior unidade do Extremo Oeste do Paraná e beneficia não só os moradores de nove municípios vizinhos como também pacientes que vêm do Paraguai, principalmente em busca de atendimento especializado, já que o HMCC é referência nas áreas de oncologia, cirurgia cardíaca e de alguns tipos de transplantes. R$ 120 milhões de receita em 2012 Parceiros do programa Fundação PTI (Brasil e Paraguai), Itaipu, Sebrae, Conselho dos Municípios Lindeiros, Instituto Paraguayo de Artesanía, Universidad Nacional de Misiones e Fundación Artesanía Misioneras. 22 Itaipu Sustentável 26 milhões de arrecadação via SUS 8 milhões de suplementação de Itaipu O hospital dispõe de 200 leitos, 30 unidades de Terapia Intensiva (dez geral, dez coronariana, oito neonatal e duas pediátricas), dez leitos de unidade de cuidados intermediários neonatal e 160 unidades de enfermaria. Dos 200 leitos, 120 são colocados à dis- posição para pacientes do SUS e 80 para pacientes de convênios e particulares. O HMCC mantém ainda o Hemonúcleo de Foz do Iguaçu, em parceria com a Secretaria de Saúde do Paraná. A unidade é a segunda que mais coleta hemoderivados no Estado. Hospital Costa Cavalcanti (2012) ••982 colaboradores ••250 médicos ••400 mil atendimentos (consultas e procedimentos) ••13.852 internações ••8.217 internações pelo SUS ••5.005 partos ••4.253 partos pelo SUS Itaipu Sustentável 23 A primeira grande chance para quem precisa PROTEÇÃO À CRIANÇA E AO ADOLESCENTE Adolescentes de famílias de baixa renda têm oportunidade de entrar no mercado como menores-aprendizes de Itaipu Atuação no combate à violência infanto-juvenil inclui estímulo a práticas esportivas O Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente da Itaipu Binacional, criado em 2003, trabalha para promover e fortalecer políticas de atendimento e proteção à criança e ao adolescente que vive na região de fronteira. Por meio de convênios e repasses financeiros, o programa promove atividades nas áreas de capacitação profissional, esporte, cultura e educação, além de realizar campanhas em favor da defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Esportes A prática de esportes, seguramente uma das melhores atividades de inclusão social e capaz de diminuir a vulnerabilidade social dos jovens, é estimulada pelo Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente. São três projetos desenvolvidos em parcerias, que formam atletas em Foz do Iguaçu. Velejar é Preciso O projeto Velejar é Preciso, que atende 120 adolescentes, estimula a prática do iatismo no reservatório de Itaipu. E os resultados já aparecem: entre os atletas, saiu o campeão da Copa Mercosul e o velejador mirim indicado para as finais do Prêmio Orgulho Paranaense. Campeões do futuro Itaipu também contribui com o projeto Jovens Atletas – Campeões do Futuro, por meio de convênio com o Instituto de Atletismo de Foz do Iguaçu. A participação de Itaipu é na aquisição de equipamentos de treino, uniformes, transporte, suplementação alimentar e, ainda, ajuda de custo para os cem participantes do projeto. Na Itaipu, o Programa de Iniciação e Incentivo ao Trabalho (PIIT) garantiu, em 25 anos, oportunidade de ingressar no mercado de trabalho para mais de 4.800 jovens, garotos e garotas com idade entre 15 e 17 anos. Com essa iniciativa, a usina já conquistou o título de Empresa Amiga da Criança. Meninos do Lago Outros cem jovens de famílias carentes, entre 7 e 18 anos, participam do projeto Meninos do Lago, desenvolvido no Canal Itaipu, em parceria da empresa com o BNDES, que mantém um centro de treinamento e patrocina os atletas, a Federação Paranaense de Canoagem (Fepacan) e a Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa). O desempenho dos jovens atletas iguaçuenses é tão positivo que, hoje, eles já ocupam metade das vagas da Seleção Brasileira de Canoagem Slalom, montada com vistas à Olimpíada de 2016. Entre os pré-requisitos exigidos, todos precisam ser de famílias de baixa renda, cursar o ensino médio ou fundamental em escola pública e ter bom rendimento escolar. Todos os anos, 300 jovens encaminhados por instituições conveniadas passam pelo PIIT. 317 aprendizes do PIIT 8 Estagiários normativos atletas na Seleção Brasileira de Canoagem Eles recebem uma bolsa-auxílio mensal no valor de um salário mínimo vigente, seguro de vida, vale-transporte, vale-alimentação e assistência médica e odontológica. O expediente, com carga máxima de quatro horas diárias, é feito no contraturno escolar, para não prejudicar os estudos. Outra oportunidade para os jovens – no caso, universitários – são os estágios oferecidos por Itaipu. Os estágios normativos têm duração de um ano e são remunerados. Os extracurriculares ocorrem no período de férias e não são remunerados. Com duração de 20 dias, atraem estudantes do Brasil e do exterior. Em Curitiba, a Itaipu tem convênio com a Associação de Educação Familiar e Social do Paraná (AEFES-PR); em Foz do Iguaçu, com a Guarda Mirim. As duas entida- 2 campeões internacionais O programa se divide em três modalidades: Adolescente Aprendiz, Adolescente em Iniciação ao Trabalho e Jovem Jardineiro. Os jovens trabalham por até dois anos na Itaipu. Estágios O programa oferece a oportunidade de ingresso no mercado de trabalho para jovens de Curitiba e Foz do Iguaçu, no Brasil; e Ciudad del Este, Hernandárias e Presidente Franco, no Paraguai. Beneficiados em 2012 Meninos do Lago des são referência na inserção de jovens no mercado de trabalho. Projeto Jovem Jardineiro: aprendizado durante dois anos. 316 68 Estágios extracurriculares Participantes do PIIT com o gestor do programa, Marcos Araújo. 24 Itaipu Sustentável Itaipu Sustentável 25 ATÉ NAS COMPRAS, A BUSCA de um novo padrão Processo seletivo externo para contratação de pessoal foi adotado em 2006, na margem brasileira RENOVAÇÃO DO QUADRO COM RESPONSABILIDADE Mais da metade dos empregados de Itaipu é formada, hoje, por profissionais contratados por meio de processo seletivo externo, sistema adotado desde 2006 pela gestão brasileira para o ingresso na empresa. po que entrou por concurso. Num prazo de apenas sete anos, a situação também inverteu-se de tal forma que surgiu outro número, relevante e igualmente desafiador para a área de Recursos Humanos de Itaipu: pela primeira vez em mais de 30 anos, a maioria dos empregados tem menos de oito anos de casa. para cá, um total de 788 empregados deixou a empresa, porque chegou o tempo da aposentadoria. Antes da adoção dos processos seletivos, a idade média dos empregados de Itaipu era de 48 anos. Hoje, é de 42 anos. Isso ocorreu porque, de 2006 Novas demandas Com a mudança de perfil, a empresa coloca como meta aprovar até dezembro de 2013 o Plano de Carreira e Remuneração (PCR). 50,85% 48 42 dos empregados já ingressaram por concurso Idade média dos empregados em 2006 Idade média dos empregados atualmente A entrada de 21 novos profissionais, em outubro, marcou a virada no quadro de Itaipu: dos 1.467 empregados do lado brasileiro, 748 deles (ou 50,85%) fazem parte do gru- Outra preocupação é o bem-estar. O Programa de Qualidade de Vida, em reformatação, vai reunir todas as ações, novas ou já existentes, voltadas para a saúde e a qualidade de vida do empregado. Também está em discussão na área de RH um programa de mobilidade interna. O objetivo é que o trabalhador esteja no lugar certo e que isso seja bom para ele e para a empresa. A determinação da empresa é adquirir produtos e serviços que sejam social e ambientalmente corretos Signatária do Pacto de Furnas, de 2010, que preconiza compras e parcerias responsáveis, a Itaipu Binacional adota um projeto binacional para aquisição de produtos social e ambientalmente corretos. Entre alguns dos primeiros exemplos práticos dessa medida, está a troca de galões de água por purificadores e a disponibilização de sachês de açúcar para o cafezinho dos empregados. Itaipu adota critérios de governança corporativa para melhorar a qualidade da gestão e os padrões de conduta e comportamento dos seus colaboradores. Além disso, está sujeita aos mecanismos de controle externo previstos no Tratado de Itaipu, que deu origem à criaItaipu Sustentável Fornecedores Dos fornecedores, exige-se que não empreguem menores (só como aprendizes); não utilizem operações con- sideradas de risco significativo de ocorrência de trabalho forçado ou relacionadas à exploração sexual; e que adotem o respeito à equidade de gênero. de Licitação exclusiva, consolidada nas leis dos dois países. panhol e utiliza três moedas (real, guarani e dólar). Pregão eletrônico Outra medida foi a implantação do pregão eletrônico binacional reverso, em que ganha o fornecedor que propuser o menor preço. O sistema é em português e es- Ouvidoria Para o público externo em geral, a empresa colocou à disposição canais de comunicação, como o Fale Conosco e a Ouvidoria, que recebem e fornecem informações. Lei SOX, Pregão e SAP modernizam gestão Por isso, a empresa submete seus controles internos, processos de negócios e governança coporativa a auditorias internas, feitas com equipes binacionais com plano de trabalho aprovado pelo Conselho de Administração. 26 Quanto às empresas que fornecem bens e serviços a Itaipu, elas devem estar alinhadas ao que preconiza o Sistema de Avaliação de Fornecedores (SAF), ferramenta de uso obrigatório para todos os gestores de contratos a partir de março de 2013. ção da empresa binacional, e seus anexos. Espontaneamente, Itaipu adotou a Lei Sarbanes-Oxley (SOX), de responsabilidade fiscal, para estabelecer controles internos que atestem a autenticidade das informações que compõem os relatórios contábeis. Itaipu adotou também um sistema de gestão integrada dos procedimentos financeiros (SAP), que propiciou melhor gerenciamento das informações e redução dos custos. Já os processos de compras seguem a NGL - Norma Geral Itaipu Sustentável 27 ITAIPU TAMBÉM É SINÔNIMO DE turismo Visitas institucionais Itaipu mantém a gratuidade no atendimento às visitas institucionais, que não têm custo e são destinadas a instituições de ensino, representantes de empresas e autoridades nacionais e estrangeiras, entre outros. Os moradores de Foz do Iguaçu e região também não pagam nada para ingresso nos atrativos. No lado paraguaio de Itaipu, a visitação também é gratuita, mas não tem produtos turísticos formatados. A criação do Complexo Turístico Itaipu, em 2007, marcou uma nova fase na relação da empresa com a principal atividade da região 906.644 visitantes na Itaipu, incluindo as duas margens da usina A partir do momento em que o desenvolvimento do turismo passou a fazer parte de sua missão institucional, a usina de Itaipu assumiu maior responsabilidade na promoção desta atividade que, em Foz do Iguaçu, responde por um em cada quatro empregos e movimenta a economia da fronteira. Em 2007, a usina implantou um novo modelo de visitação nos atrativos que compõem o Complexo Turístico Itaipu. Contratou a Fundação Parque Tecnológico Itaipu (FPTI), na margem brasileira, para fazer a gestão operacional do atendimento aos turistas. A visita aos atrativos passou a ser cobrada, mas em troca os turistas têm serviço de qualidade e várias opções de passeios, como a Visita Panorâmica, o Circuito Especial pelo interior da usina, o Polo Astronômico e o Test-drive de veículo elétrico. Uma frota, composta de modernos ônibus double-deck, faz o transporte dos turistas. Com essa mudança, o atendimento ao turismo na Itaipu se tornou autossustentável e ainda permite contribuições a entidades do trade turístico da região. Parte dos recursos também é revertida ao Fundo Tecnológico do PTI, para utilização em projetos de desenvolvimento sustentável. Trilha Jovem Itaipu é uma das principais parceiras do projeto Trilha Jovem Iguassu – Turismo e Inclusão Social, que já inseriu no mercado de trabalho iguaçuense 690 jovens. Desenvolvido pelo Instituto Polo Internacional Iguassu, o projeto seleciona jovens carentes, que passam por treinamentos e são capacitados para atuar nos vários segmentos da atividade turística. Visita Panorâmica: o passeio mais procurado. Complexo Turístico Itaipu ••0800 645 4645 ••+55 45 3520.6676 ••[email protected] ••[email protected] Test-drive com veículo elétrico: opção desde 2012. E os visitantes confirmam: uma pesquisa mensal revela que a satisfação deles com a qualidade do atendimento turístico se mantém alta. Em média, a nota é de 9,5. 17 milhões de pessoas visitaram Itaipu, de 1977 a 2012 Circuito Especial: passeio completo nas áreas externas e internas da usina. 28 Itaipu Sustentável Exposição Múltiplo Leminski no Ecomuseu de Itaipu. Iluminação da barragem: espetáculo de luzes às sextas e sábados. Itaipu Sustentável 29 PARCERIAS MUDAM IMAGEM DO DESTINO para gerar mídia positiva e criar um calendário de eventos para fortalecer a nova imagem do Destino Iguaçu. E isso ocorreu, inicialmente, com a campanha Foz do Iguaçu Destino do Mundo, um trabalho para consolidar a imagem de Foz do Iguaçu como um dos melhores destinos brasileiros para lazer, eventos, ecoaventura e compras. Participação de Itaipu na Gestão Integrada do Turismo foi decisiva para uma nova fase do setor D esde 2007, Itaipu faz parte da Gestão Integrada do Turismo de Foz do Iguaçu, uma iniciativa que uniu os setores público e privado para mudar a imagem, qualificar o atendimento e melhorar a infraestrutura do Destino Iguaçu. A mudança de foco em sua atuação permitiu à Itaipu se aproximar da comunidade. Antes fechada em seus estreitos limites, a empresa ampliou seu relacionamento com o trade turístico local e regional. Assumiu a coordenação das atividades de promoção e divulgação do Destino Iguaçu, numa ação inédita, desenvolvida em parceria com todas as entidades representativas do setor. Itaipu também coordenou a campanha para eleger as Cataratas do Iguaçu entre as Novas Sete Maravilhas da Natureza. Iniciada em 2007 e com o resultado anunciado em maio de 2012, a campanha projetou a imagem da cidade e da região no mundo inteiro, atraindo mais turistas e novos investimentos. O primeiro grande desafio foi a mudança da imagem. Itaipu coordenou os esforços de comunicação e marketing Rapel nas Cataratas. Trilha do Macuco. Salto duplo de paraquedas. Foz do Iguaçu 2º 4º 4ª A participação da Itaipu permitiu, ainda, a criação do Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu, o Fundo Iguaçu, o que vem garantindo novo impulso à gestão integrada do turismo, intensificando as ações de divulgação, promoção, qualificação e melhoria da infraestrutura. destino na preferência dos turistas estrangeiros maior polo hoteleiro do Brasil cidade brasileira que mais recebe turismo de eventos Visitantes nas Cataratas 2.885.186 Macuco Safari. 30 Itaipu Sustentável 1.349.804 1.535.382 lado argentino lado brasileiro total de visitantes Arvorismo no Parque Nacional do Iguaçu. Itaipu Sustentável 31 reconhecimento à EQUIDADE DE GÊNERO Programa da Itaipu conquista prêmio de empoderamento das mulheres, concedido pela ONU Mulheres em cargos gerenciais Em 2003 10% do total Em 2013 22% do total À esquerda, a diretora financeira executiva da Itaipu, Margaret Groff, recebe o Prêmio Oslo Business for Peace Award 2013, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Câmara Internacional do Comércio e Fundação Business for Peace; à direita, Margaret recebe o 1º Prêmio de Liderança em Empoderamento das Mulheres, da ONU Mulheres e Pacto Global. Empresa que em sua origem era tipicamente masculina, pelas características da época de sua construção, a usina de Itaipu hoje é exemplo no Brasil e no exterior pela aplicação da cultura da equidade de gênero e do empoderamento da mulher. itens, a inclusão como dependentes dos benefícios concedidos pela empresa de companheiros(as) em união estável, inclusive homoafetivos; e a introdução do horário móvel para facilitar que pais e mães possam levar e buscar os filhos na escola. Além do aumento do número de mulheres em cargos de chefia, a empresa adota como política interna, entre outros Em reconhecimento a esse trabalho, a Itaipu Binacional recebeu por quatro vezes consecutivas o selo do Programa 32 Itaipu Sustentável Pró-Equidade de Gênero e Raça, concedido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) do governo federal, em suas quatro edições. E, em 2013, Itaipu foi agraciada pela ONU Mulheres e o Pacto Global com o 1º Prêmio de Liderança em Empoderamento das Mulheres, na categoria “Sete Princípios” da ONU Mulheres e Pacto Global.