1 Sociologia e Sociologia da Educação: história e formação - Conteúdo
Introdução
Revolução Industrial
Revolução Francesa
Crises Sociais do Capitalismo
Sociologia
Sociologia da Educação
Sociologia
da Educação
Material elaborado para o Curso de Licenciatura em Música da UFRGS e Universidades Parceiras, do Programa Pró-Licenciaturas II da CAPES.
Produzido pela equipe do CAEF. Porto Alegre, 2009.
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Introdução
As transformações econômicas, políticas e culturais ocorridas no século XVIII, tais como a
Revolução Industrial e a Revolução Francesa, colocaram em destaque mudanças significativas da
vida em sociedade com relação a suas formas passadas, baseadas principalmente nas tradições.
Foi a partir destas transformações que a Sociologia surgiu no século XIX como forma de entender
essas mudanças e explicá-las.
O surgimento da Sociologia está vinculado à consolidação do capitalismo moderno. Ela nasceu
junto com o proletariado. Saber disto é fundamental para compreender sua história, seu método e
os problemas de que hoje se ocupa. Na condição de uma disciplina científica, marca uma
mudança na maneira de pensar a realidade social, desvinculando-se das preocupações
especulativas e metafísicas e diferenciando-se progressivamente enquanto forma racional e
sistemática de compreensão desta realidade. Vejamos, portanto, um breve panorama destes
eventos para o surgimento e o desenvolvimento da sociologia e da sociologia da educação.
Sociologia
da Educação
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Revolução Industrial
A Revolução Industrial é o marco de uma nova era na história da humanidade, pois deu início a
uma etapa de acumulação crescente de população, bens e serviços. É inseparável do
desenvolvimento por ser uma revolução produtiva, ou seja, uma revolução na capacidade de
produção e acumulação do homem. Este movimento constituiu uma autêntica revolução social,
que se manifesta por transformações profundas na estrutura institucional, cultural, política e
social.
Um dos elementos essenciais que criaram as condições e possibilitaram a Revolução Industrial foi
o acúmulo de recursos proporcionado pela intensificação do comércio internacional, e a política
mercantilista inglesa. O fortalecimento dos grandes comerciantes e das empresas mercantis
resultou no advento do talento empresarial e de importantes recursos de capital na atividade
manufatureira e agrícola.
A Revolução Industrial acelerou a profunda transformação da atividade agrícola através da
introdução de novas técnicas de uso do solo com a incorporação de novos recursos naturais.
Estas mudanças afetaram profundamente a estrutura e a organização da sociedade rural,
baseada na servidão e nas vilas camponesas, resultando na emigração da população para os
centros urbanos.
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Revolução Francesa
A Revolução Francesa, por sua vez, é o fenômeno que reflete com maior perfeição as aspirações
e exigências da nova classe burguesa em consolidação. O conjunto de acontecimentos que
ocorreu entre 1789 e 1799 alterou o quadro político e social da França, cujo regime vigente era
baseado na autoridade do clero e da nobreza. Foi uma das maiores revoluções da história da
humanidade, influenciada pelos ideais do Iluminismo.
A Revolução Francesa é considerada como o acontecimento que deu início à Idade
Contemporânea, pois aboliu a servidão e os direitos feudais proclamando os princípios universais
de liberdade, igualdade e fraternidade. De fato, esta revolução e a Revolução Industrial, que
ocorreu paralelamente na Inglaterra, constituem as duas faces de um mesmo processo: a
consolidação do regime capitalista moderno.
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Crises Sociais do Capitalismo
O nascimento do Capitalismo é marcado por graves crises econômicas e sociais. Elas atingem
inicialmente a Inglaterra, país que conheceu o primeiro capitalismo industrial, o qual tomaria a
Europa posteriormente.
As crises iniciaram no campo com a revolta dos camponeses pelo cercamento das terras e sua
expulsão para as cidades. Logo, atingiram as manufaturas com a revolta dos artesãos por causa
das mudanças e da reorganização do trabalho individual e familiar em grupos, que os tornou
dependentes da matéria-prima, da energia, do local de trabalho e da organização das vendas.
Finalmente, atingiu a indústria, transformando-se numa luta social que colocou, de um lado,
operários, e, do outro, os detentores dos meios de produção.
No século XIX, as alterações econômicas, políticas e sociais – comparadas com o século anterior
– foram tão “anormais” que mudaram radicalmente as idéias dos homens a respeito da sociedade.
Estes fatos contribuíram para o surgimento de uma concepção de progresso como lei de vida e de
melhoria social. As novas formas de pensar permitiram o surgimento da sociologia com a tarefa de
explicar a sociedade.
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Sociologia
A Sociologia é uma ciência que estuda a sociedade. Estuda, portanto, os homens organizados em
grupos, associações e instituições, bem como as diferentes sociedades e culturas. A
compreensão destas relações é um de seus principais objetivos.
A Sociologia tem uma base teórico-metodológica que serve para estudar os fenômenos sociais,
tentando explicá-los, analisando os homens em suas relações de interdependência. Desse modo,
os sociólogos esperavam (e esperam) entender o que mantém os grupos sociais unidos e
descobrir os mecanismos necessários para manter a coesão social.
O termo Sociologia foi criado por Auguste Comte, e tem origem nas palavras socius (do latim:
associação) e logus (do grego: estudo). Ele pretendia juntar todos os estudos sobre a
humanidade, incluindo história, economia e psicologia.
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Sociologia da Educação
A Sociologia da Educação é a vertente da Sociologia que estuda a realidade sócio-educacional e
os processos educacionais de socialização; tem como fundadores: Émile Durkheim, Karl Marx e
Max Weber. Durkheim, aliás, é o primeiro a ter uma Sociologia da Educação sistematizada em
obras como Educação e Sociologia, A Evolução Pedagógica na França e Educação Moral.
A Sociologia da Educação oportuniza aos pesquisadores e educadores compreender que a
educação se dá no contexto de uma sociedade e que a sociedade tanto determina a educação,
como também é resultado dela. A Sociologia da Educação oportuniza compreender a relação
interdependente entre ser humano, sociedade e educação à luz de diferentes abordagens
teóricas.
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