Proyecto Regional MEJORAMIENTO DE LAS CONDICIONES AMBIENTALES (AGUA Y SANEAMIENTO) EN LAS COMUNIDADES INDÍGENAS Melhoramento das Condições Ambientais do Povo Xavante Concurso de projetos para o melhoramento das condições ambientais nas comunidades indígenas 2003/2005 Romeo Rodrigues Fundação Nacional de Saúde Ana Maria Costa Fundação Nacional do Índio -Brasília Fialho Miguel Malo Serrano OPAS - Brasília Organização Pan-Americana da Saúde Organização Mundial da Saúde Brasília, outubro 2003 2 Anexo 1 Carta de apresentação do grupo nacional de trabalho Brasília, 30 de outubro de 2003 Senhores: Projeto Regional de Saúde das Populações Indígenas: Melhoramento das Condições Ambientais (água e destino de dejetos) nas Comunidades Indígenas. Lima Referência: Concurso de projetos para o melhoramento das condições ambientais nas comunidades indígenas 2003/2005. Estimados senhores: Por meio desta, os integrantes do Grupo Nacional de Trabalho, abaixo assinados, lhes fazemos chegar a seguinte proposta: “Melhoramento das Condições Ambientais do Povo Xavante”. Atenciosamente, Romeo Rodrigues Fialho Miguel Malo Serrano Fundação Nacional de Saúde Opas - Brasiília Coordenador do GNT Consultor na Área de Promoção da Saúde Ana Maria Costa Fundação Nacional do Índio -Brasília Coordenadora. de Saúde da Diretoria de Assistência ORIGINAL ASSINADO 3 Projeto demonstrativo Contexto Histórico No Brasil, a população indígena, estimada em cerca de cinco milhões de pessoas no início do século XVI, comparável à Europa nesta mesma época, foi dizimada pelas expedições punitivas às suas manifestações religiosas e aos seus movimentos de resistência, mas principalmente, pelas epidemias de doenças infecciosas, cujo impacto era favorecido pelas mudanças no seu modo de vida impostas pela colonização e cristianização. Tiveram também um papel importante na diminuição da população indígena a perda da autoestima, a desestruturação social, econômica e dos valores coletivos, a desmoralização pela catequese, a pressão dos fazendeiros que iam se apropriando de suas terras e o fracasso de encontrar um lugar e um papel no mundo dos não índios. Até hoje há situações regionais de conflito, em que se expõe toda a trama de interesses econômicos e sociais que configuram as relações entre os povos indígenas e demais segmentos da sociedade nacional, especialmente no que se refere à posse da terra, exploração de recursos naturais e implantação de grandes projetos de desenvolvimento. A assistência à saúde indígena, desde o início da colonização portuguesa, foi realizada pelos missionários de forma integrada às políticas dos governos. No início do século XX, após o pronunciamento de Hermann von Ilhering, então diretor do Museu Paulista, onde afirmava que, sendo o índio “um empecilho para a colonização de regiões do sertão que habita, parece que não há outro meio, de que se possa lançar mão, que não seu extermínio” fundou-se o Serviço de Proteção ao Índio e Trabalhadores Nacionais (SPI) antecessor da atual Fundação Nacional do Índio (Funai). O SPI, órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, destinava-se a proteger os índios, procurando o seu enquadramento progressivo e o de suas terras no sistema produtivo nacional, porém não foi instituída qualquer forma de prestação de serviços sistemática, restringindo-se a ações emergenciais ou inseridas em processos de “pacificação”. A assistência à saúde dos povos indígenas permanecia desorganizada e esporádica. Na década de 1950, foi criado o Serviço de Unidades Sanitárias Aéreas (Susa), no Ministério da Saúde, com o objetivo de levar ações básicas de saúde às populações indígena e rural em áreas de difícil acesso. Essas ações eram essencialmente voltadas para a vacinação, atendimento odontológico, controle de tuberculose e outras doenças transmissíveis. Em 1967, com a extinção do SPI, foi criada a Fundação Nacional do Índio (Funai), que, baseando-se no modelo de atenção do Susa, criou as Equipes Volantes de Saúde (EVS). Essas equipes realizavam atendimentos esporádicos às comunidades indígenas de sua área de atuação, prestando assistência médica, aplicando vacinas e supervisionando o trabalho do pessoal de saúde local, geralmente auxiliares ou atendentes de enfermagem. A Funai, após a crise financeira e gerencial na década de 1980, teve dificuldades de diversas ordens para a organização de serviços de atenção à saúde que contemplassem a grande diversidade e dispersão geográfica das comunidades indígenas acarretando na dissolução da equipe administrativa, financeira e de recursos humanos capacitada a atender as demandas existentes na área de saúde. Com o passar do tempo, os profissionais das EVSs foram se fixando nos centros urbanos, nas sedes das administrações regionais, e a sua presença nas aldeias se tornava cada vez mais esporádica, até não mais ocorrer. As iniciativas de atenção à saúde indígena geralmente ignoravam os sistemas de representações, valores e práticas relativas ao adoecer e buscar tratamento dos povos indígenas, bem como seus próprios especialistas. Estes sistemas tradicionais de saúde se apresentam numa grande diversidade de formas, sempre considerando as pessoas integradas ao contexto de suas relações 4 sociais e com o ambiente natural, consistindo ainda num recurso precioso para a preservação ou recuperação de sua saúde. A mobilização da sociedade pela reforma sanitária, cujo ápice é marcado pela VIII Conferência Nacional de Saúde ocorrida em 1986, catalisou as condições para a realização da I Conferência Nacional de Proteção à Saúde Indígena. Neste mesmo ano formulou-se a primeira proposta de política de saúde para o setor, com o propósito de compor o processo de reforma. Em 1988, a Constituição Federal estipulou o reconhecimento e respeito das organizações socioculturais dos povos indígenas, assegurando-lhes a capacidade civil plena – tornando obsoleta a instituição da tutela – e estabeleceu a competência privativa da União para legislar e tratar sobre a questão indígena. A Constituição também definiu os princípios gerais do Sistema Único de Saúde (SUS), posteriormente regulamentados pela Lei nº 8.080/1990, e estabeleceu que a direção única e a responsabilidade da gestão federal do Sistema são do Ministério da Saúde. Foi então criada, no Ministério da Saúde, a Coordenação de Saúde do Índio (Cosai), subordinada ao Departamento de Operações (Deope) da Fundação Nacional de Saúde, com a atribuição de implementar o novo modelo de atenção à saúde indígena. Em fevereiro de 1991, o Decreto Presidencial nº 23 transferiu para o Ministério da Saúde a responsabilidade pela coordenação das ações de saúde, estabelecendo os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) como base da organização dos serviços de saúde. No mesmo ano, a Resolução nº 11, de 13 de outubro de 1991, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), criou a Comissão Intersetorial de Saúde do Índio (Cisi), tendo como principal atribuição assessorar o CNS na elaboração de princípios e diretrizes de políticas governamentais no campo da saúde indígena. No ano de 1993, foi realizada a II Conferência Nacional de Saúde para os Povos Indígenas, onde propuseram a estruturação de um modelo de atenção diferenciada, baseado na estratégia de distritos sanitários especiais indígenas, como forma de garantir aos povos indígenas o direito ao acesso universal e integral à saúde, atendendo às necessidades percebidas pelas comunidades e envolvendo a população indígena em todas as etapas do processo de planejamento, execução e avaliação das ações. Pelo Decreto Presidencial nº 1.141, de 19 de maio de 1994, a atenção à saúde indígena voltou a ser atribuição da Funai, as ações foram redistribuídas. O Ministério da Saúde assumiu a responsabilidade pelas ações de imunização, saneamento, formação de recursos humanos e controle de endemias, enquanto a Funai, Ministério da Justiça, ficou responsável pela recuperação da saúde dos índios doentes. Desde então, a Funasa e a Funai dividiram a responsabilidade sobre a atenção à saúde indígena, passando a executar, cada uma, parte das ações, de forma fragmentada e conflituosa. Ambas já tinham estabelecido parcerias com municípios, organizações indígenas e nãogovernamentais, universidades, instituições de pesquisa e missões religiosas. Os convênios celebrados, no entanto, tinham pouca definição de objetivos e metas a serem alcançados e de indicadores de impacto sobre a saúde da população indígena. Em 1999, foi proposto no âmbito do Ministério da Saúde, um plano de organização de 34 Dseis, para atendimento de toda a população indígena brasileira, onde foi regulamentada pelo Decreto nº 3.156, de 27 de agosto de 1999, que dispõe sobe as condições de assistência à saúde dos povos indígenas. Finalmente, em maio de 2001, com a realização da III Conferência Nacional de Saúde Indígena, houve avaliação e apontamentos de propostas no sentido de detalhamento da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e assim aprovada pela Portaria nº 254, de 31 de janeiro de 2002. O propósito desta política é garantir aos povos indígenas o acesso à atenção integral à saúde, de acordo com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, contemplando a diversidade social, cultural, geográfica, histórica e política de modo a favorecer a superação dos fatores que 5 tornam essa população mais vulnerável aos agravos à saúde de maior magnitude e transcendência entre os brasileiros, reconhecendo a eficácia de sua medicina e o direito desses povos à sua cultura. Conformação Atual Atualmente a população indígena brasileira é estimada em, aproximadamente, 370.000 pessoas, pertencentes a cerca de 210 povos, falantes de mais de 170 línguas identificadas. Cada um destes povos tem sua própria maneira de entender e se organizar diante do mundo, que se manifesta nas suas diferentes formas de organização social, política, econômica e de relação com o meio ambiente e ocupação de seu território. Diferem também no que diz respeito à antigüidade e experiência histórica na relação com as frentes de colonização e expansão da sociedade nacional, havendo desde grupos com mais de três séculos de contato intermitente ou permanente, principalmente nas regiões litorâneas e do Baixo Amazonas, até grupos com menos de dez anos de contato. Há indícios da existência de 55 grupos que permanecem isolados, sendo que, com 12 deles, a Fundação Nacional do Índio (Funai), vem desenvolvendo algum tipo de trabalho de reconhecimento e regularização fundiária. Há também aqueles, como os Potiguara, Guarani e Tupiniquim, cujos ancestrais presenciaram a chegada das primeiras embarcações que cruzaram o Atlântico há cinco séculos. Os povos indígenas estão presentes em todos os estados brasileiros, exceto nos estados do Piauí e do Rio Grande do Norte, vivendo em 579 terras indígenas que se encontram em diferentes situações de regularização fundiária e que ocupam cerca de 12% do território nacional. Uma parcela vive em áreas urbanas, geralmente em periferias. Cerca de 60% dessa população vive no Centro-Oeste e Norte do país, onde estão concentradas 98,7% das terras indígenas. Os outros 40% estão confinados em apenas 1,3% das terras, localizadas nas regiões mais populosas do Nordeste, Leste e Sul do país. Para alcançar o propósito da Política Nacional de Atenção à Saúde Indígena, estabeleceu-se diretrizes que orientam a definição de instrumentos de planejamento, implementação, avaliação e controle das ações de atenção à saúde dos povos indígenas sendo elas: • organização dos serviços de atenção à saúde dos povos indígenas na forma de distritos sanitários especiais e pólos-base, na esfera local, onde a atenção primária e os serviços de referência se situam; • preparação de recursos humanos para atuação em contexto intercultural; • monitoramento das ações de saúde dirigidas aos povos indígenas; • articulação dos sistemas tradicionais indígenas de saúde; • promoção do uso adequado e racional de medicamentos; • promoção de ações específicas em situações especiais; • promoção da ética na pesquisa e nas ações de atenção à saúde envolvendo comunidades indígenas; • promoção de ambientes saudáveis e proteção da saúde indígena; • controle social. Os distritos sanitários funcionam como um modelo de organização de serviços orientado para um espaço etnocultural, dinâmico, geográfico, populacional e administrativo bem delimitado, que contempla um conjunto de atividades técnicas, visando às medidas racionalizadas e qualificadas de atenção à saúde, promovendo a reordenação da rede de saúde e das práticas sanitárias e desenvolvendo atividades administrativo-gerenciais necessárias à prestação da assistência, com controle social. O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena no Brasil está organizado na forma de 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis), figura 1. 6 Figura 1 Localização dos distritos sanitários especiais indígenas Fonte: Desai/Funasa/MS, setembro de 2003 Para definição territorial dos Dseis levaram-se em consideração os seguintes critérios: • população, área geográfica e perfil epidemiológico; • disponibilidade de serviços, recursos humanos e infra-estrutura; • vias de acesso aos serviços instalados em esfera local e à rede regional do SUS; • relações sociais entre os diferentes povos indígenas do território e a sociedade regional; e • distribuição demográfica tradicional dos povos indígenas, que não coincide necessariamente com os limites de estados e municípios onde estão localizadas as terras indígenas. Cada distrito organiza uma rede de serviços de atenção básica de saúde dentro das áreas indígenas, integrada e hierarquizada com complexidade crescente e articulada com a rede do Sistema Único de Saúde. As comissões intergestoras bipartites são importantes espaços de articulação para o eficaz funcionamento dos distritos. As equipes de saúde dos distritos são compostas basicamente por médicos, enfermeiros, odontólogos, auxiliares de enfermagem, agentes indígenas de saúde, agente indígena de saneamento contando com a participação sistemática de antropólogos, educadores, engenheiros sanitaristas e outros especialistas e técnicos considerados necessários. Nas aldeias, a atenção básica inicia-se por intermédio dos agentes indígenas de saúde e agente indígena de saneamento. Nos postos de saúde por intermédio das equipes multidisciplinares periodicamente, conforme planejamento das suas ações. Na organização dos serviços de saúde (figura 2), as comunidades têm uma outra instância de atendimento, que são os pólos-base. Os pólos são a primeira referência para os agentes indígenas de saúde e agentes indígenas de saneamento que atuam nas aldeias. Estão localizados numa comunidade indígena ou num município de referência. Neste último caso, correspondem a uma unidade básica de 7 saúde, já existente na rede de serviços daquele município. A maioria dos agravos à saúde são resolvidas nessa esfera. As demandas que não forem atendidas no grau de resolutividade dos pólos-base são referenciadas para a rede de serviços do SUS, de acordo com a realidade de cada distrito sanitário especial indígena. Essa rede já tem sua localização geográfica definida e esta articulada e incentivada a atender os índios, levando em consideração a realidade socioeconômica e a cultura de cada povo indígena, por intermédio de diferenciação de financiamento. São oferecidos, ainda, serviços de apoio aos pacientes encaminhados à rede do Sistema Único de Saúde. Tais serviços são prestados pelas Casas de Saúde Indígena (Casai), localizadas em municípios de referência dos distritos a partir da readequação das casas do índio. Essas casas de saúde têm condições de receber, alojar e alimentar pacientes encaminhados e acompanhantes, prestar assistência de enfermagem 24 horas por dia, marcar consultas, exames complementares ou internação hospitalar, providenciar o acompanhamento dos pacientes nessas ocasiões e o seu retorno às comunidades de origem, acompanhados das informações sobre o caso. Além disso, as Casas são adequadas para promover atividades de educação em saúde, produção artesanal, lazer e demais atividades para os acompanhantes e mesmo para os pacientes em condições para o exercício dessas atividades. A participação indígena em todas as etapas do planejamento, implantação e funcionamento dos distritos sanitários especiais indígenas se dá especialmente por intermédio da constituição de conselhos locais e distritais de saúde indígena por reuniões macroregionais; pelas conferências nacionais de atenção à saúde dos povos indígenas, fórum nacional sobre a política de saúde indígena e pela presença de representantes indígenas nos conselhos nacional, estaduais e municipais de saúde. Os conselhos locais de saúde são constituídos pelos representantes das comunidades indígenas da área de abrangência dos pólos-base, incluindo lideranças tradicionais, professores indígenas, agentes indígenas de saúde, agentes indígenas de saneamento, especialistas tradicionais, parteiras e outros. Os representantes que fazem parte do Conselho Local de Saúde são escolhidos pelas comunidades daquela região, tendo sua indicação formalizada pelo chefe do Distrito. Os presidentes dos conselhos são eleitos diretamente pelos conselheiros, que devem elaborar o regimento interno e o plano de trabalho de cada Conselho Distrital. Os conselhos distritais são formalizados pelo presidente do órgão responsável pela execução da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, Funasa, mediante portaria publicada no Diário Oficial. Como forma de promover a articulação da população indígena com a população regional na solução de problemas de saúde pública, é favorecida a participação de seus representantes nos conselhos municipais de saúde. Com a finalidade de discutir formas de atuação na condução da Política, estimula-se a criação de Comissões Temáticas ou Câmaras Técnicas, de caráter consultivo, junto aos conselhos estaduais de saúde, nacional de atenção à saúde dos povos indígenas. O Controle Social, no âmbito nacional, é exercido pelo Conselho Nacional de Saúde, assessorado pela Comissão Intersetorial de Saúde Indígena (Cisi), já existente e em funcionamento (figura 2). 8 Figura 2 Povo Xavante O distrito sanitário especial indígena onde será aplicado o projeto demonstrativo é o Dsei Xavante, localizado no Estado do Mato Grosso. Justifica-se a escolha do pólo-base Paranatinga por diversos fatores, entre eles a elevada taxa de mortalidade infantil, tendo como principais causas de morte a desnutrição e o alto percentual de infecções respiratórias agudas (quadro 1). Quadro 1. Taxa de mortalidade infantil (TMI), Taxa bruta de natalidade (TBN), Taxa bruta de mortalidade (TBM), Taxa de crescimento (TC) e Coeficiente de mortalidade Neonatal, 1999-2002 Pólo-base Água Boa Campinápolis Paranatinga São Marcos Dsei 1999 74,5 112,1 12,0 72,6 80,0 TMI 2000 2001 2002 152,2 128,4 60,8 122,8 130,3 79,5 75,0 84,2 105,3 117,6 144,9 180,3 122,2 126,0 99,1 1999 73,5 60,8 63,7 61,6 64,4 Fonte: Plano Distrital Dsei Xavante, 2003. TBN 2000 2001 60,7 62,7 44,0 60,1 58,6 66,9 49,1 64,1 51,0 62,5 2002 59,3 56,5 50,6 54,2 55,8 1999 11,9 17,6 6,9 8,0 12,7 TBM 2000 2001 15,0 14,4 11,1 15,9 9,5 10,6 9,6 15,8 11,4 14,7 TC 2002 1999 2000 2001 2002 1999 12,4 6,2 4,6 4,8 4,6 18,6 13,5 4,3 3,3 4,4 4,3 25,9 11,3 5,7 4,9 5,6 3,9 19,5 5,4 3,9 4,8 3,5 16,1 14,2 5,2 4,0 4,8 4,1 18,3 CMN 2000 2001 36,2 40,5 52,6 42,0 37,5 42,1 19,6 50,7 38,7 43,6 2002 27,0 16,7 26,3 65,6 30,8 9 A degradação ambiental, a possibilidade de maior relação e entendimento da cultura daquele povo, a necessidade de implantação de saneamento ambiental (quadro 2) e a facilidade de acesso às localidades foram outros fatores que levaram à escolha. A estrutura existente no distrito de atenção à saúde com o quadro de profissionais multidisciplinares, e as ONGs prestadoras de serviços, facilitarão com certeza as ações propostas. Quadro 2. Pólo-base Paranatinga – Condições de saneamento ambiental Aldeias População CMI* Abastecimento de água (s/n) Destino dos dejetos Destino de resíduos sólidos 135 Sim Não Não Pontal 25 Não Não Não Colisevo 85 Sim Não Não Uirapuru 60 Não Não Não Saltinho 25 Não Não Não Apertado 39 Não Não Não Arimatéia 109 Não Não Não Alvorada 54 Não Não Não Volta grande 72 Não Não Não 99,1 ‰ Batovi *Coeficiente de Mortalidade Infantil Fonte: Sistema de Informação de Saneamento em Áreas Indígenas (Sisabi)/Funasa. A população xavante hoje é de indivíduos, distribuídos em 140 aldeias, situadas em sete terras indígenas. É assistida pelos quatro pólos-base, três casas de saúde e das unidades de saúde existentes em algumas aldeias. A referência de saúde é garantida nos dez municípios mais próximos às aldeias, sendo eles: Barra do Garças, Aragarças, Canarana, Água Boa, Campinápolis, Nova Xavantina, General Carneiro, Poxoréo, Paranatinga e Primavera. A língua falada é o xavante, classificada no tronco lingüístico macro-jê, família jê. A maioria da população xavante (80%) fala o português, sendo que as comunidades que convivem com os missionários da Missão Selesiana, presentes em algumas áreas desde o início do contato, foram alfabetizados tanto na língua materna como também na língua portuguesa, muitos tendo o acesso facilitado ao ensino fundamental e 2º grau, ministrados nas escolas da missão, situadas em algumas aldeias, como é o caso de Sangradouro e São Marcos. O contato dos grupos xavante com a sociedade não-índia se deu de forma e época diferenciadas. Em 1946, na impossibilidade de outros recuos e com seu território muito reduzido, o grupo que atualmente habita a região de Pimentel Barbosa e Areões aceitaram os presentes da frente de atração do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), estabelecendo o contato permanente. Entretanto, até a década de 1950 alguns grupos permaneceram relativamente isolados e independentes. Essa relativa independência foi logo minada pela ocupação de suas terras por não-índios. Durante as décadas de 1950 e 1960 diversos grupos xavantes foram expulsos de seus territórios. Essa época também foi marcada por epidemias que resultaram em acentuada depopulação (Souza, 1999). As muitas mortes provocavam constantes mudanças dos locais de moradia. A dizimação de parcelas significativas de uma aldeia obrigava a união de grupos, por vezes inimigos, num mesmo local. 10 Segundo Lopes da Silva (1992:372), esse foi um tempo dos grandes surtos epidêmicos; foi também o período de convivência inicial com a ação catequética cotidiana nas missões e com os bens industrializados. As cisões e fusões de facções políticas e aldeias levaram as migrações, a partir de então, em área limitada, disputada palmo a palmo com não-índios. Os xavantes se organizam em grupos clânicos exogâmicos, conhecidos respectivamente como, Poredza´ono, Owawë e Topdató. Eles têm um sistema de metades exogâmicas, ou seja, consideram incestuoso o casamento com membros do mesmo clã. Praticam a poligamia pela poliginia sororal, isto é, os casamentos preferenciais são entre irmãs biológicas ou classificatórias. A descendência é patrilinear e o padrão de moradia é matrilocal. Um grupo doméstico é constituído por até cinco famílias nucleares, sendo que existem nos grupos domésticos três ou quatro gerações de mulheres habitando uma mesma moradia. O povo xavante consideram sua sociedade como estando permanentemente dividida em classes de idade organizadas hierarquicamente. Cada uma dessas classes de idade é constituída por todos aqueles que viveram juntos na casa dos solteiros, precisamente no Hö Uapté e foram iniciados conjuntamente. O companheirismo proveniente da iniciação conjunta supera, às vezes, as diferenças políticas estabelecidas pelo pertencimento a clãs e linhagens distintas. Embora as mulheres passem por outros rituais de iniciação diferenciados do gênero masculino, são incluídas nos mesmos grupos de idade a eles correspondentes. Não admitem que haja, em sua sociedade, pessoas que têm em si mesmas a capacidade de prejudicar os outros. Crêem que são capazes apenas de causar doenças e morte a outros xavantes pelo exercício de certos rituais que envolvem a manipulação de substâncias e implementos mágicos, nesse sentido todos os homens adultos possuem este potencial. Eles consideram como constituindo feitiçaria o uso de “pó ruim” em conjunção com rituais específicos para fazer o mal. O sistema político do grupo caracteriza-se por um intenso dinamismo, que no cotidiano explicita-se por meio de disputas e alianças entre as facções. Muitas destas disputas políticas visam à obtenção de benefícios materiais por parte das lideranças, cujos reflexos podem ser observados, a partir de 1995, na intensa formação de novas aldeias. Conseqüentemente essas disputas de poder extrapolam os limites do aldeamento e estão implícitas nas relações com a equipe de saúde que atua no âmbito do Dsei. I. Título Melhoramento das condições ambientais do Povo Xavante. II. Resumo A população indígena brasileira, presente em quase todo o território nacional, passou por um processo de depopulação, desde o descobrimento do Brasil até o século XX, sem uma política que assegurasse seus direitos. Por mais que a Política Nacional de Atenção à Saúde Indígena implantada hoje, delegando ao Ministério da Saúde/Funasa as ações de saúde e saneamento, tenha facilitado a organização dos serviços e venha se trabalhando com diretrizes e metas, ainda assim há muito a fazer, tal o montante da dívida que se tem com esses povos. O distrito sanitário especial Indígena, onde será aplicado o projeto demonstrativo é o Distrito Sanitário Especial Indígena Xavante, pólo-base de Paranatinga localizado no estado de Mato Grosso. A escolha desta localidade deu-se por diversos fatores, entre os quais a elevada taxa de mortalidade infantil, o alto grau de desnutrição entre as crianças e o alto percentual de infecções respiratórias agudas. A falta de qualquer tipo de saneamento em quase 80% das aldeias, do pólo-base de Paranatinga foi o fator mais preponderante na escolha, seguidas da identificação de degradação 11 ambiental e vislumbre da possibilidade de se travar uma melhor relação e entendimento da cultura daquele povo. Tem-se como objetivos de implementação por meio deste projeto, contribuir com a melhoria da qualidade de vida do povo xavante, especialmente de quatro aldeias da Terra Indígena Marechal Rondon, município de Paranatinga. Para isso todas as comunidades serão mobilizadas desde a definição das ações e modelos de planejamento a serem implantados, passando pelo fortalecimento do controle social, reduções de índices de morbimortalidade infantil e doenças preveníveis por saneamento, até o alcance do entendimento do que seja seu ambiente de uma maneira holística, fortalecendo sua cultura e identidade. A Funasa, já implementa ações de saúde e saneamento na grande maioria das terras indígenas do Brasil. O projeto aqui apresentado, em que se propõe um trabalho integrado com diversos atores, com a identificação e construção de soluções a partir das comunidades, nos parece fadado a ter êxito, mais do que as ações trabalhadas de forma dispersa. A capacitação do agente indígena de saúde e saneamento é um dos pilares que sustentarão o projeto, por eles atuarem como primeiro elo na atenção primária e ambiental em suas comunidades. O sistema de informação de saúde e saneamento, o monitoramento da qualidade da água, a qualificação ou requalificação de recursos humanos são outros objetivos a serem alcançados. A proposta apresentada não visa a solução imediata de todos os problemas identificados pelas comunidades envolvidas, mas se almeja que elas sejam capazes de interpretar sua realidade de maneira diferente, desenvolvendo uma consciência crítica do presente e uma visão de futuro. 12 III. Instituição Fundação Nacional de Saúde (Funasa) Endereço: Setor de Autarquias Sul - Quadra 4 - Bloco N Brasília – DF CEP: 70.070-040 Presidência 5º andar - sala 502 - Ala Norte Telefones: 223 6798 - 224 9269 - 226 4036 Fax: 321 3118 - 226 5631 Assessoria de Comunicação e Educação em Saúde (Ascom) 5º andar - sala 514 - Ala Sul Telefones: 314 6440 - 314 6228 Fax: 225 9428 Departamento de Saúde Indígena (Desai) 7º andar - sala 702 - Ala Norte Telefones: 223 1766 - 314 6356 Fax: 226 7149 Departamento de Engenharia de Saúde Pública (Densp) 10º andar - sala 1.000 - Ala Norte Telefones: 226 0413 - 314 6262 Fax: 226 0326 Departamento de Planejamento e Desenvolvimento Institucional (Depin) 3º andar - sala 302 - Ala Norte Telefones: 314 6206 - 314 6226 Fax: 314 6327 E-mail: [email protected] IV. O problema Degradação ambiental, cultural, socioeconômica, do povo xavante O sentido da vida para o povo xavante está fortemente associado ao relacionamento que têm com a natureza, seja nos aspectos materiais ou espirituais. A mata é a casa, a igreja e o supermercado do índio, que depende mais da qualidade de seu meio ambiente do que o não índio. Deste modo, os danos causados ao meio ambiente têm mais reflexos diretos na sua qualidade de vida do que na de um cidadão cujo estilo de vida é predominantemente urbano. As reservas xavantes tem grandes áreas. Os projetos agropecuários que foram implantados, não consideraram sua sustentabilidade em face das particularidades culturais dos Xavante, que não possuem o perfil de empresários. A caça e a coleta de frutos e raízes do cerrado tem grande importância na dieta dos xavantes. A pesca e a agricultura familiar também são praticadas de forma suplementar. Poucas reservas possuem ainda as condições completas de manutenção da caça sustentável para as suas aldeias, em virtude, principalmente, da ocupação no entorno de seus territórios por atividades agropecuária do não índio. Porém, um aumento da população atual significaria a incapacidade da natureza de fornecer alimento a todos num sistema ecológico de produção. A mudança de hábitos alimentares, traduzido principalmente pelo alto consumo de açúcares, aliado ao sedentarismo, ao crescimento demográfico e à escassez de caça, entre outros fatores, vem 13 acarretando subnutrição nos adultos, particularmente nas mulheres em idade fértil e alto índice de crianças desnutridas. (Leeuwenberg e Salimon, 1999) quadro 3. Quadro 3. Crianças menores de cinco anos, avaliadas segundo o peso, Dsei Xavante, 2002. Desnutrição Pólo-base Crianças avaliadas Obesa Leve Moderada Bom Grave N % N % N % N % N % Água Boa Campinápolis Paranatinga São Marcos 445 12 157 65 64 2 12 14 14,4 16,7 7,6 21,5 63 1 10 7 14,2 8,3 6,4 10,8 35 2 20 8 2,5 0,4 8,3 7,0 2 1 11 03 0,4 8,3 7,0 4,6 281 6 104 33 63,1 50,0 66,2 50,8 Dsei 679 92 13,5 81 11,9 65 9,6 17 2,5 424 62,4 Fonte: Plano Distrital Dsei Xavante, 2003. Os movimentos migratórios mais significativos são os internos, ou seja, dentro da sua própria Terra Indígena. Entretanto, há uma migração temporária intensa, expressa pela visita a parentes moradores de outras localidades, visitas que podem durar até seis meses. A migração também se vincula ao atual quadro sociopolítico entre os xavantes que por sua vez está intimamente relacionado à história da interação com a sociedade não índia. A característica do faccionismo contribuiu para o novo arranjo espacial da população. Permeando esta reordenação espacial existe uma rede de alianças e oposições historicamente estabelecidas pelos processos de cisões internas e pelas diferentes formas de encarar e vivenciar o contato com a sociedade ocidental e as diversas agências intermediadoras. (Silva, 1992). Os xavantes não constituem uma unidade política. Suas comunidades são autônomas política e socialmente e muitas vezes os grupos são hostis entre si. As divisões das aldeias são essencialmente marcadas por conflitos internos e disputas de poder. Um ponto importante naquela cultura é que havia um estado básico de igualdade. Apesar da aparente pobreza expressa por uma aldeia com casas de chão batido e cabanas de palha, o Xavante tinha garantido uma vida saudável e decente. Com a presença do não índio (warazu), o dinheiro passou a fazer parte do cotidiano Xavante, por vezes orientando as tomadas de decisões do grupo. O estado básico de igualdade se encontra ameaçado, uma vez que aqueles com maior capacidade de relacionamento com o mundo exterior têm maiores chances de mobilidade social e de obtenção de privilégios materiais. A aquisição de bens industrializados é possível por meio de recursos financeiros advindos de trabalho remunerado, da aposentadoria dos idosos e deficientes físicos, que se tornaram importantes fontes de renda. Os índios xavantes dão muito valor a suas tradições. São conscientes da importância da manutenção de seus costumes na luta pela sua sobrevivência. Mesmo assim são muito afeitos a aparelhos estereofônicos e gravadores, cultivando o hábito de gravar suas cerimônias para avaliação posterior da qualidade das cantorias. As músicas tipo rap e discoteca tem muita preferência entre os jovens, gerando preocupação entre os mais velhos, com a possibilidade de se diminuir o valor da tradição oral, que por tanto tempo vem sustentando a transmissão de informações por meio das gerações. 14 O alcoolismo pelo consumo de cachaça (qualquer bebida alcóolica) causa tanto dano entre os xavantes que algumas lideranças vêm realizando campanhas – interna e externamente – para banir esse mal de suas vidas. As doenças do aparelho respiratório foram as mais destacadas em 2002, contribuindo com 34,5% de todos os agravos. Em seguida, as doenças infecto-parasitárias, com 29,3%. Em terceiro lugar, aparecem as doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, com 11,4% de todos os eventos registrados. Curiosamente, as doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, grupo principal das causas da mortalidade apresenta-se em sexto lugar, quadro 4. Observou-se que o grupo de alto risco inclui crianças de zero a quatro anos de idade, que constituem 26,1% de toda população. Este grupo etário contribuiu com 74,5% do total de óbitos. Os quadros 4 e 5 mostram que a principal causa da morte é a desnutrição, o que corresponde a 28,4% de todos os óbitos. Nem sempre os xavantes atribuem a causa de doenças e morte a agentes maléficos. Têm certa compreensão dos mecanismos de contágio e, nesses casos, buscam o atendimento da medicina ocidental. Entre os xavantes não existe uma única figura que possa ser chamada de especialista tradicional de cura, ou que pratique o xamanismo. Cada grupo familiar possui um conhecedor de algum tipo de erva para determinada doença, o da’wede’wá, o que acaba configurando-se como um aspecto de coesão grupal, já que nem todos dominam o mesmo conhecimento. Contudo existe o ritual da cura. O saneamento ambiental é inexistente em 60% das aldeias dos xavantes. A incorporação das tecnologias adotadas, não se dá de modo plenamente satisfatório. Hábitos como o não uso de privadas higiênicas é comum a todas as aldeias. O quadro 3 apresenta a situação nutricional de 679 crianças avaliadas em 2002. Destas, 11,9% e 9,6% apresentaram índices de desnutrição moderada e grave, respectivamente. Foi também observado que 2,5% das crianças estavam acima do peso. O quadro 4 constata que 28,4% dos óbitos foram em virtude da desnutrição. A proposta aqui apresentada não visa à solução imediata de todos os problemas que se tem, ou não, conhecimento das comunidades a serem envolvidas. Se pretende que as mulheres e homens sejam capazes de interpretar sua realidade de maneira diferente, desenvolvendo uma consciência crítica do presente e uma visão do futuro, se gere um sentido de identidade individual e coletiva, se fortaleçam hábitos e condutas coerentes com os princípios de desenvolvimento sustentável e com a resolução de conflitos e comunicação eficaz. 15 Quadro 4. Distribuição das causas de óbito segundo o grupo etário, Dsei Xavante, 2002 Causas de óbito Desnutrição < 28 dias < 1 ano M F M F M F M - 01 01 05 01 07 - 08 02 06 - 11 03 03 - 17 02 04 - 03 01 02 - 01 01 03 - 01 01 - 03 02 01 - 01 02 01 - - 01 01 - 01 01 - - - - 01 - Desidratação Pneumonia 03 Insuficiência Respiratória ao nascer Tuberculose Septicemia Septicemia neonatal Politraumatismo Desconhecida Insuficiência Renal Neoplasia Infecção cirúrgica Descarga elétrica/raio Choque séptico Acidente ofídico Queimadura Causas naturais Choque hemorrágico Insuficiência Hepática Cardiopatia Prematuridade Descolamento placenta Falência pulmonar, seqüela TB Hidrocefalia AVC Eclampsia Tétano neonatal Hepatite aguda Meningite bacteriana Raquitismo Afogamento Crise convulsiva Total 1a4 5 a 14 15 a 34 35 a 64 65 ou + Total F M F M F M F 01 - - 01 - - - - - 01 - 42 08 26 01 02 01 01 01 01 - 01 01 01 01 01 01 - 01 01 01 - 02 03 01 - - 01 - 01 - 01 01 01 02 - 01 01 05 02 02 01 03 05 15 01 05 01 01 02 01 01 07 02 01 03 04 03 02 01 - 01 - - 01 - 01 01 - - - - 01 - 03 01 02 01 01 01 01 01 - - - - - - - - - - 01 01 Total % 28,4 5,4 17,6 0,7 1,4 0,7 2,0 3,4 10,1 0,7 3,4 0,7 0,7 1,4 0,7 0,7 4,7 1,4 0,7 2,0 2,7 2,0 1,4 2,0 0,7 1,4 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 09 09 18 22 23 30 07 04 08 01 01 01 05 11 149 100 Fonte: Plano Distrital Dsei Xavante, 2003. 16 Quadro 5. Distribuição das causas de óbito (CID 10) segundo o grupo etário, Dsei Xavante, 2002 Causas CID 10 Doenças Infecciosas e Parasitárias < 28 dias < 1 ano M F M F M F M - 01 02 - 01 01 - - - - - Neoplasias 1a4 5 a 14 15 a 34 35 a 64 65 ou + Total F M F M F M F 01 01 - - - - - 03 10 6,7 - 01 - - - 01 01 01 01 05 3,4 Total % Endócrinas, Nutricionais e... - - 06 10 14 19 - - 01 - - - - 01 51 34,2 Sistema Nervoso - 01 02 - 01 - - - - - - - - - 04 2,7 Aparelho Circulatório - - - 02 01 - - - - - - - 01 04 2,7 Aparelho Respiratório 03 01 07 06 03 04 01 - 01 - - - - - 26 17,4 Aparelho Digestivo - - - - - 01 - - - - - - - - 01 0,7 Aparelho Geniturinário - - - - - - - - - - - - 01 - 01 0,7 Gravidez, Parto e Puerpério - 03 - - - - - 01 01 - - - - 05 3,4 Afecções Período Perinatal 05 02 - 01 - - - - - - - - - - 08 5,4 Sintomas, Sinais ... - - - - - - - - - - - - 02 05 07 4,7 Causas Externas - - - - 02 02 03 01 03 - - - 01 - 12 8,1 Desconhecida* 01 01 01 03 02 02 01 01 03 - - - - - 15 10,1 Total 09 09 18 22 23 30 07 04 08 01 01 01 05 11 149 100 Fonte: Plano Distrital Dsei Xavante, 2003. V. Localização O Brasil está localizado na América do Sul, dividido em 26 unidades federativas e o Distrito Federal. A etnia xavante, objeto do projeto, habita o estado de Mato Grosso, unidade federativa, situada na parte ocidental da região Centro-Oeste do país. O estado ocupa uma área de 906.806,9km2, abriga cerca de 2.498.502 habitantes e faz limite com: • Norte: Amazonas e Pará • Sul: Mato Grosso do Sul • Leste: Tocantins e Goiás • Oeste: Bolívia e Rondônia O estado divide-se em 139 municípios, os quais são interligados entre si e com outras localidades por 82.004 quilômetros de rodovias (4,8% pavimentadas). O povo xavante, que ali habita, possui uma população de 11.156 habitantes distribuídos em 140 aldeias, situadas em sete terras indígenas. As terras estão concentradas no sudoeste do estado, ocupando 1.327.186 ha, quadro 6. O Projeto será desenvolvido na terra indígena Marechal Rondon, na área de abrangência do pólo-base de Paranatinga. 17 Quadro 6 Terra Indígena Extensão (ha) Município Parabubure 224.447 Água Boa e Campinápolis Pimentel Barbosa 328.966 Canarana Ribeirão Cascalheira Areões 218.515 Sangradouro 100.280 Marechal Rondon 98.500 São Marcos 188.478 Marãiwasede 168.000 Aldeias Couto Magalhães, Central, São Pedro, São Domingos Sávio, Espírito Santo, São José, Santa Clara, Santa Rosa, São Salvador, Estrela, Barreiro Piranhão, Egito, Brasil, Buritizal, Etempore, Nova Campinas, Boa Vida, Chão Preto, Jerusalém, Mato Grosso, Santa Helena, Novo Paraíso, Água Limpa, Aldeinha, Aldeona, Alto da Vitória, Alvorada, Auweubpzimedzé, Baixão, Betel, Cohab, Córrego da Mata, Santa Cruz, Santa Fé, Sucuri, Parabubu, Mata Verde, Santo André, Pedra Preta, São João Batista, Serra Verde, Santo do Céu, Santa Luzia; São Jorge, Palmeira, São Felipe, São Paulo, Nossa Senhora Aparecida, Santa Maria, Mata Virgem, Jacu, Onça Preta, Natal, Roodzé, Cristalina, Deus é Amor, Parinaia, Sete Rios, Buruwê, Lagoinha. Pimentel Barbosa, Wederã, Caçula, Tanguro e Água Branca. Babaçu, Buriti, Cachoeira, Dois Galhos, Maire’a, Mutum, Tripá, Tritopá, Santana, Lagoa Grande, Santa Terezinha. Tsorempré, Bom Jesus, Santa Bertila, Sangradouro, Santa Glória, Abelhinha, Três Lagoas, Cabeceira da Pedra, Dom General Carneiro Bosco, Marimbu, Volta Grande, Ete’are, São Miguel, Laura Vicuna, Nhowi, Lagoa Encantada. Batovi; Apertado; Saltinho; Uirapuru; Paranatinga Colisevo; Arimatéia; Pontal; Alvorada São Marcos, Nossa Senhora da Guia, Nova Jerusalém, Sagrada Família; Imaculada Conceição, Santíssima Trindade, Divina Providência, Salvador, Barra do Garças Namunkurá, São Luiz, São José, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora Auxiliadora, Barreirinho, Evangélica de Deus, Terra Prometida, Cristo Rei, Rainha da Paz, São Gabriel, São Francisco. em processo de desocupação, para Boa Vista instalação da população da aldeia Água Branca. Água Boa 18 O acesso às terras xavantes do pólo-base de Paranatinga é feito via terrestre. As referências para sua localização, conforme fluxograma da Funasa, estão assim definidas: Coordenação Regional (Core): unidades descentralizadas, diretamente subordinadas ao Presidente que possuem a competência de coordenar, supervisionar e desenvolver as atividades da Funasa nas suas respectivas áreas de jurisdição. No estado do Mato Grosso, a Core localiza-se no município de Cuiabá – capital do estado. Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei): é uma unidade organizacional da Funasa, entendida como uma base territorial e populacional sob responsabilidade sanitária claramente identificada, enfeixando conjunto de ações de saúde necessárias à atenção básica de saúde indígena. O Dsei selecionado para este projeto está situado no município de Barra do Garças. Pólo-base: no fluxo de organização dos serviços de saúde, os pólos-base se constituem na primeira referência para os agentes indígenas de saúde que atuam nas aldeias. Podem estar localizados numa comunidade indígena ou num município de referência. Neste projeto, o pólo-base definido foi o de Paranatinga, situado no município de mesmo nome. O pólo-base de Paranatinga dista do município de Cuiabá 369Km, sendo o acesso feito pela rodovia BR 070 até o município de Primavera do Leste com 230km de rodovia pavimentada e pela MT 130 com 139km de rodovia não pavimentada. Do Distrito Sanitário Especial Indígena Xavante ao pólo-base dista em média 409km, com 139 km de estrada não pavimentada, pela rodovia MT 130 até Primavera do Leste continuando pela BR 070 mais 270km. A Core/MT dista do Dsei, 500km, sendo o percurso de Cuiabá pela BR 070, até Primavera do Leste com 230km de estrada pavimentada e de Primavera do Leste até o Dsei em Barra do Garças são 270km pela BR 070. As aldeias da Terra de Marechal Rondon distam do pólo-base de Paranatinga em média 140km. A Figura 3 abaixo , demonstra o âmbito de intervenção do projeto. Figura 3 19 VI. Os objetivos Geral Contribuir com a melhoria da qualidade de vida de comunidades da terra indígena Marechal Rondon da etnia xavante, a partir do desenvolvimento de ações e programas voltados para melhoramento das condições ambientais, com a participação ativa das comunidades envolvidas. Específicos 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. Mobilizar a comunidade alvo visando a participação na definição das ações e modelos de planejamento a serem implementados; Fortalecer o controle social; Fortalecer as comunidades para que alcancem sustentabilidade local; Formar líderes ambientais; Reduzir a taxa de mortalidade infantil; Reduzir a incidência das doenças infecto-parasitárias; Reduzir a desnutrição entre as crianças; Desenvolver ações de educação que permitam a incorporação de hábitos saudáveis e conceitos visando à promoção da saúde; Resgatar aspectos socioculturais que fortaleçam a identidade do povo xavante; Garantir o abastecimento de água de qualidade; Garantir o tratamento do esgoto doméstico; Garantir a destinação final adequada dos resíduos sólidos; Desenvolver estratégias de atenção primária ambiental (APA); Avaliar os resultados do projeto proposto; Preparar versão final do modelo participativo de atuação em áreas indígenas para ser disponibilizado às entidades interessadas; e Promover a intersetorialidade. VII. As metas 1. Obter apoio e participação de 100% das instituições governamentais e não-governamentais elencadas como necessárias ao sucesso do projeto; 2. Entidades executoras e representantes das comunidades capacitados para desenvolvimento do projeto e dos métodos de planejamento; 3. Aplicar o projeto demonstrativo em quatro comunidades indígenas; 4. Desenvolver modelos de atuação em áreas indígenas com a efetiva participação da comunidade; 5. Reduzir em 30% a mortalidade infantil; 6. Reduzir em 30% as doenças infecto-parasitárias; 7. Garantir em até dois anos 100% do abastecimento de água com qualidade; 8. Garantir em até seis anos 100% da coleta e tratamento do esgoto doméstico atendendo às necessidades e preferências da comunidade indígena; 9. Garantir em até seis anos 100% da comunidade com destinação final adequada dos resíduos sólidos; 10. Atuação do controle social fortalecido;e 11. Garantir a sustentabilidade das ações implantadas por meio da integração entre o setor público e as comunidades indígenas. 20 VIII. A estratégia A estratégia para participação no desenvolvimento do projeto nacional e regional se dará com a realização de seminários nacional e regional, visando à sensibilização das organizações governamentais e não-governamentais para adesão ao projeto. Para identificação dos principais problemas e estabelecimento de correlação entre a saúde e saneamento, os sistemas de informação serão consultados metodicamente. O planejamento será participativo com conselhos indígenas e comunidades, instituições organizadoras, prestadoras e fomentadoras do projeto em questão para a identificação dos principais problemas e definição das soluções sustentáveis dentro do contexto sociocultural. Uma das principais estratégias utilizadas ao longo da implantação do projeto demonstrativo serão as discussões diretas realizadas nas aldeias seguindo modelo semelhante do planejamento estratégico. Identificar a forma de atuação das mulheres nas decisões da sociedade indígena garantindo a sua participação. O projeto pretende ainda seguir a estratégia já estabelecida pela Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. Com relação à execução e acompanhamento das ações específicas de promoção de saúde indígena, deve-se implementar a política de intersetorialidade procurando identificar entre as diversas políticas públicas das organizações governamentais e não-governamentais de forma que possam contribuir de maneira efetiva para os objetivos do projeto. Em esferal regional contará com a organização de serviços de atenção à saúde dos povos indígenas na forma de Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) e pólos-base, assim como o apoio da organização de outras instituições parceiras governamentais e não-governamentais. Em esfera local, essas ações serão implementadas e acompanhadas pelas equipes multidisciplinares com destaque de atuação nas aldeias pelos Agente Indígena de Saúde (AIS) e Agente Indígena de Saneamento (Aisan) e outros atores de organizações parceiras que possam vir a ser identificadas com forte envolvimento de toda a comunidade em todo o processo. As melhores alternativas, com relação a implantação das ações de saúde e saneamento ambiental (sistemas de abastecimento de água, sistema de esgotamento sanitário, destinação dos resíduos sólidos e demais ações ambientais), serão definidas e detalhadas junto aos fóruns das organizações indígenas (comunidades, conselhos distritais e locais indígenas). Para desenvolvimento do banco de dados e divulgação dos resultados do projeto demonstrativo serão adotadas as estratégias já estabelecidas: Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena (Siasi) e o Sistema de Informação de Saneamento em Áreas Indígenas (Sisabi). IX. Metodologia Atualmente, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vem desenvolvendo ações de saneamento nas áreas indígenas, compreendendo a implantação de sistemas de abastecimento de água e módulos para o esgotamento sanitário domiciliar. O planejamento das ações é realizado pela Funasa, com base em demandas apontadas pelas comunidades indígenas nas reuniões dos conselhos distritais e locais de saúde indígena, assim como em informações epidemiológicas, limitado pelos recursos que são disponibilizados para o setor. As ações planejadas são executadas diretamente pelas coordenações regionais da Funasa nos estados que possuem população indígena ou, diante da deficiência na estrutura técnica e administrativa instalada, por meio de convênios com prefeituras municipais, governos estaduais ou organizações não-governamentais. A participação das comunidades tem se limitado ao encaminhamento de demandas para priorização das localidades a serem atendidas no planejamento e ao acompanhamento da execução das ações, de maneira ainda inexpressiva, nas instâncias deliberativas do controle social. 21 A fase inicial de implementação das ações desse projeto será marcada pela definição das quatro aldeias do Dsei Xavante, nas reuniões do Conselho Local de Saúde Indígena, prevista para acontecer em novembro de 2003 e do Conselho Distrital, que será realizada nos dias 11 e 12 de dezembro de 2003. Após definição das aldeias nas reuniões dos conselhos, realizar-se-á um seminário nacional, em Brasília/DF, no primeiro trimestre de 2004. O seminário nacional terá duração prevista de dois dias e terá caráter divulgador e sensibilizador para adesão de parceiros na continuidade da implementação das ações previstas. Entre as entidades que serão convidadas a participar do seminário nacional, estão elencadas as que desenvolvem trabalhos na área xavante. Buscar parcerias com entidades que já atuam na área é mais uma forma de garantir não só a mobilização social, como também a sustentabilidade do projeto. Apesar de estarem previstas no projeto a execução de ações de saneamento ambiental que garantam o abastecimento das comunidades com água de qualidade, a coleta e tratamento dos esgotos domésticos e a destinação final adequada dos resíduos sólidos, outras ações poderão vir a ser executadas atendendo às demandas e necessidades apontadas pelas comunidades, nas reuniões que serão realizadas no decorrer da implementação das ações e programas propostos, de maneira a garantir o alcance dos objetivos propostos. Para o desenvolvimento das etapas desse projeto serão utilizados métodos de planejamento estratégico participativo, que propõe o levantamento de problemas seguido pela busca de soluções, em discussões contínuas, envolvendo as comunidades do projeto e as equipes interdisciplinares, de modo a desencadear um processo que integre participação comunitária e educação às ações e programas a serem implementadas. A utilização deste método baseia-se em sua característica fundamental que segundo Silva, “é a busca de compreender a realidade, modificando-a” (in :Brose, 2001 p. 163). A integração estará pautada em ações interdisciplinares, na qual atividades sociais e educativas e aquelas previstas no projeto estarão estreitamente relacionadas e serão executadas por uma equipe composta por engenheiros, antropólogos, educadores, geólogos, sociólogos, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, além de outros. Esta integração e interdisciplinaridade leva em consideração o sujeito, equipe técnica e comunidade, em suas diversas dimensões política, econômica, social, cultural e emocional, que interagem para compreensão da realidade e a busca dos modelos possíveis de serem implementados. Os pilares que fundamentarão a implantação do projeto serão as técnicas participativas dirigidas à comunidade pela equipe interdisciplinar, com enfoque “construtivista”, o que implicará em uma construção paulatina e progressiva das soluções a serem implementadas, combinando as diferentes especialidades da equipe com a sabedoria popular das comunidades indígenas, ao longo da execução do projeto. Desse modo, as comunidades beneficiárias serão, ao mesmo tempo, objeto e sujeito ativos do processo. A equipe multidisciplinar e a comunidade irão pactuar para planejar e desenvolver as ações conjuntamente. Por meio dessas práticas serão contempladas a interculturalidade, uma vez que se trata de um público de cultura diferente que estará participando ativamente do desenvolvimento de todas as fases do projeto; a intersetorialidade, pois vários setores da sociedade serão envolvidos, por meio de representantes de órgãos governamentais e não-governamentais; e por se tratar de uma proposta que extrapola um campo de atuação e de conhecimento, várias instituições serão envolvidas garantindo a interinstitucionalidade. A educação em saúde e ambiental serão temas transversais em todo o processo, extrapolando inclusive o tempo de execução do projeto, de modo a garantir a sustentabilidade das ações implantadas. Para o atingimento desse objetivo serão implementados os programas de capacitação dos Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan). Esses programas foram propostos pela Funasa, no ano de 1999, com o objetivo de preparar o próprio índio para participar, como membro das equipes multidisciplinares dos pólos-base, do 22 desenvolvimento das ações de atenção básica à saúde nas suas comunidades, realizar a operação e a manutenção dos sistemas de abastecimento de água, bem como as demais ações de saneamento na aldeia. No período de 2000-2002, foram capacitados no Brasil cerca de 630 Aisans e 3.000 AIS encontram-se em diferentes fases de conclusão do processo de capacitação, sendo do Dsei Xavante 98 AIS e 35 Aisans. “Considerando-se que a aprendizagem é um processo de confronto, principalmente entre a cultura do indivíduo e a herança cultural da humanidade, entre o modo de viver e os modelos desejáveis pela sociedade; e tendo em vista que os processos culturais na educação devem ser considerados como fatores preponderantes para a aprendizagem, não só a respeito da etnia a que pertence, mas, principalmente quanto aos padrões culturais (visão do mundo, mitos, tradições, estrutura familiar ou comunitária, tronco linguistíco, etc.), o Agente Indígena de Saneamento e o Agente Indígena de Saúde são os profissionais mais adequados para deflagarem um processo de mobilização da comunidade, voltado para a promoção de saúde pública.”(Proposta Metodológica para construção de recursos pedagógicos para os Aisans, 2003 p. 3). O programa de capacitação desses agentes adota a linha pedagógica de cunho progressista, que propõe a aprendizagem respeitando os padrões culturais e os esquemas de assimilação, definido por Davini (in: Curso de Capacitação Pedagógica em Áreas Indígenas, 2003 p. 50) como “formas de ação individual que um sujeito desenvolve para conhecer alguma coisa. Essas formas podem ser externas e visíveis (ações materiais) como manipular uma ferramenta de trabalho ou podem ser internas e não visíveis, como ação de conceituar (operações mentais).” Nesse processo, a aprendizagem se dá por meio do confronto do conhecimento indígena com o conteúdo a ser assimilado, o que resulta em uma síntese reelaborada. A aprendizagem, assim, acontece de forma contínua, como resultado de sucessivas aproximações entre o sujeito (aluno) e o objeto (conteúdo a ser apreendido). Deste modo, o que se espera é que os agentes indígenas, além de cuidar das questões relativas à saúde e saneamento na aldeia, ajudem a comunidade a: • identificar seus problemas de saúde e a se preocupar com eles; • promover saúde por suas próprias ações e esforços, adotando atitudes e medidas de prevenção, proteção e promoção da saúde; e • participar nas diversas ações de saúde e saneamento. Com o propósito de fortalecer a atuação dos AIS e Aisans no campo da educação em saúde e ambiental serão realizadas oficinas para construção de recursos pedagógicos, a serem utilizados como instrumento em suas práticas voltadas para a mobilização e o envolvimento da comunidade nas ações de saúde e saneamento nas áreas indígenas. Para o desenvolvimento desse programa, que constitui um dos esforços da Funasa em garantir a sustentabilidade das ações de saúde e saneamento implementadas nas aldeias, os técnicos das áreas de saúde – equipe multidisciplinar dos pólos-base – e de engenharia e educação – técnicos das coordenações regionais (Cores) – vêm sendo capacitados, dentro da mesma proposta pedagógica adotada nos programas de capacitação dos AIS e Aisans, para assumir o papel de instrutores/supervisores neste processo. Como contribuição do projeto para a garantia da sustentabilidade das ações de saneamento implantadas nas aldeias, será proposto a inclusão de um técnico da área de saneamento na equipe multidisciplinar dos pólos-base para realizar: o acompanhamento e a continuidade da capacitação em serviço dos Aisan nas aldeias; o controle da qualidade da água para consumo humano que abastece as comunidades indígenas; e a alimentação do Sisabi. Estas atividades vêm sendo desenvolvidas 23 atualmente pela Funasa de maneira insuficiente, em virtude da deficiência no quadro de recursos humanos. Para a mobilização comunitária serão utilizadas, inicialmente, as instâncias do controle social previstas no modelo de atenção à saúde dos povos indígenas em vigor, os conselhos local e distrital de saúde indígena, além de outras formas de organização estabelecidas nas comunidades do projeto. Nos trabalhos de mobilização se pretende levar as comunidades beneficiárias a participar da análise de suas próprias necessidades e do apontamento ou desenvolvimento de possíveis soluções e inovações, com o propósito de direcioná-las rumo ao desenvolvimento sustentável, buscando difundir o conceito da atenção primária ambiental, no qual o enfoque de desenvolvimento se baseia na comunidade, por incorporar três elementos inter-relacionados como seus fundamentos: satisfação das necessidades humanas básicas; fortalecimento das pessoas e das comunidades; e otimização quanto à utilização e manejo sustentável dos recursos na comunidade e seus arredores. Paralelamente à implantação das ações do projeto serão desenvolvidas atividades voltadas para a coleta e divulgação de informações que possibilitem o monitoramento e a avaliação da eficácia e eficiência do projeto. Os dados serão coletados pelas equipes multidisciplinares e lançados nos sistemas de informação desenvolvidos pela Funasa: Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena (Siasi) e Sistema de Informação de Saneamento em Áreas Indígenas (Sisabi). O Siasi permite que informações epidemiológicas e demográficas das áreas indígenas sejam geradas, além de informações relativas à atenção à saúde desses povos. O Sisabi é composto por quatro módulos: Censo Sanitário, Cadastramento das Ações de Saneamento, Siságua Índio e Caderno do Aisan, que possibilitam conhecer a realidade sanitária das aldeias indígenas, o andamento das obras de saneamento em execução, monitorar a qualidade da água para consumo humano e avaliar a atuação dos Aisan nas aldeias. Esses sistemas encontram-se em fase de implementação e funcionam, conforme quadro demonstrativo abaixo, em ambiente web, o que permite seu acesso de qualquer ponto do país: Base de dados (Siasi e Sisabi) Funasa Presidência Core/Diesp/Dsei Lança e encaminha os dados Equipe multidisciplinar do pólo-base AIS e Aisan Coleta os dados 24 Para a divulgação do andamento dos trabalhos e dos resultados obtidos com a implantação do projeto serão utilizados todos os fóruns referentes à saúde indígena, às páginas da Funasa na Intranet (http://redefunasa) e Internet (http://www.funasa.gov.br), figura 4, além de mídia falada, escrita e televisionada, no âmbito local e nacional, possibilitando o acesso a todos os interessados. Figura 4 X. As atividades 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. Realizar reuniões do Grupo Nacional de Trabalho (GNT); Realizar seminários nacional e regional visando à sensibilização das entidades governamentais e não-governamentais para participação no desenvolvimento do projeto; Criar Grupo Local de Trabalho (GLT) e Grupo Regional de Trabalho (GRT) para desenvolvimento e acompanhamento do projeto; Participação de membros do GNT em reuniões do Conselho Local e Distrital de Saúde Indígena, com vistas a deflagrar a implementação do projeto; Realizar reuniões com as comunidades, visando à identificação dos problemas e de possíveis soluções e o seu envolvimento na implantação e sustentabilidade das ações do projeto; Elaborar os projetos técnicos com vistas à execução dos sistemas de saneamento a serem implantados; Executar os sistemas de saneamento nas comunidades; Contratar e capacitar os Agentes Indígenas de Saúde e Agentes Indígenas de Saneamento, com vistas à implementação e a sustentabilidade das ações e programas; Contratar e capacitar um técnico da área de saneamento com vistas à sua integração na equipe multidisciplinar que atuam na esfera dos pólos-base; Estruturar um minilaboratório no pólo-base para a realização de análises físico-química e bacteriológica da água para consumo humano, que abastece as comunidades indígenas; Realizar o monitoramento da qualidade de água para consumo humano; Capacitar conselheiros indígenas de saúde; Capacitar recursos humanos para implementação das ações propostas no projeto; Implantar e implementar os sistemas de informação – Siasi e Sisabi no Dsei Xavante e pólo-base, para monitoramento e avaliação do projeto; Realizar oficinas para construção de recursos pedagógicos para servirem de instrumentos nas práticas dos Aisans e AIS nas aldeias; Integrar as ações desenvolvidas pelas organizações governamentais e não-governamentais que atuam nas áreas indígenas; Apoiar o ensino formal nas comunidades; Realizar oficinas para construção de materiais educativos voltados para o fortalecimento das competências familiares; 25 19. Apoiar as oficinas de alimentação alternativa; 20. Fomentar e apoiar as atividades que visem à produção de alimentos e à geração de renda. XI. Programação 1. 2. 3. 4. 5. Realizar reuniões do Grupo Nacional de Trabalho (GNT). As reuniões do GNT serão realizadas no decorrer do desenvolvimento da proposta e terão como principais objetivos: elaborar o projeto demonstrativo; discutir as estratégias a serem adotadas na implementação do projeto; consolidar as propostas de ajustes no projeto, que vierem a ser demandadas pelo Grupo Regional de Trabalho (GRT) e pelo Grupo Local de Trabalho (GLT); avaliar os resultados obtidos com a implantação do projeto e preparar a versão final do modelo participativo de atuação em áreas indígenas, para ser adotado em escala nacional. Será prevista, a cada mês, a realização de uma reunião do GNT e suas despesas serão financiadas por cada entidade participante. Participação de membros do GNT em reuniões do conselho local e distrital de saúde indígena, com vistas a deflagrar a implementação do projeto. Atualmente, a definição das localidades a serem atendidas com ações de saneamento é realizada nas reuniões dos conselhos locais e distritais de saúde indígena. Desse modo, está prevista para o mês de novembro do atual exercício a reunião do conselho local e para os dias 11 e 12 de dezembro a reunião do conselho distrital, oportunidade que será aproveitada pelos grupos de trabalho para apresentação e discussão do projeto, com vista à definição das quatro comunidades que serão atendidas. Realizar seis seminários, sendo três nacionais, que serão realizados em Brasília/DF, e três regionais, em local a ser definido, visando à sensibilização das entidades governamentais e não-governamentais para participação no desenvolvimento do projeto. As entidades que serão convidadas a participar dos seminários têm como perfil a atuação em áreas indígenas ou em programas que visem à produção de alimentos, à geração de renda, à melhoria das condições ambientais, ao fortalecimento das organizações comunitárias e ao financiamento de iniciativas das próprias comunidades. O primeiro seminário, tanto nacional como regional, será utilizado para divulgação do projeto e será realizado no primeiro trimestre de 2004, sendo decisivo para o êxito da proposta. O segundo, nas duas esferas, terá como objetivo realizar uma primeira avaliação da implementação do projeto, bem como para a inserção de outras entidades que se fizerem necessárias ao atingimento dos objetivos propostos e será realizado no último trimestre de 2004. O último seminário será realizado no último trimestre de 2005 com o propósito de apresentar os resultados alcançados com a implantação do projeto e o modelo participativo de atuação em áreas indígenas, delineado a partir da implementação do projeto, ficando disponível para as entidades interessadas. Esta ação será coordenada pelo GNT e será financiada pelo projeto. Criar Grupo Regional de Trabalho (GRT) e Grupo Local de Trabalho (GLT) para o desenvolvimento e acompanhamento do projeto. Esses grupos de trabalho serão criados no primeiro trimestre do ano de 2004 e serão compostos por representantes da Funasa, da Funai, dos conselhos local e distrital de saúde indígena, da prefeitura municipal onde estão situadas as comunidades, da Missão Selesiana e da ONG com quem a Funasa tem convênio para execução de ações de saúde na área de abrangência do pólo-base. Realizar reuniões com as comunidades, visando à identificação dos problemas e de possíveis soluções e o seu envolvimento na implantação e sustentabilidade das ações do projeto. Considerando-se o método de planejamento definido para o projeto – Planejamento Estratégico Participativo – todas as ações serão desenvolvidas mediante apontamento de problemas e de possíveis soluções pelas comunidades. Assim, serão 26 desenvolvidas reuniões com as comunidades, quantas forem necessárias, para garantir o seu total envolvimento no projeto. Algumas reuniões serão fomentadas e acompanhadas por membros do GLT e, em alguns momentos, por membros do GRT e GNT, e realizadas nas próprias aldeias, respeitando a hierarquia, a forma de organização e de discussão estabelecida nas comunidades. Essas reuniões serão realizadas no período de janeiro a março de 2004. Outras reuniões serão fomentadas e acompanhadas pelo técnico da área de saneamento, apoiado pelo AIS e Aisans nas aldeias, visando ao envolvimento das comunidades na execução e na sustentabilidade das ações do projeto que serão iniciadas logo após a capacitação desses agentes. E, com esse mesmo fim, outras serão realizadas, motivadas pelos próprios Aisans e AIS, de modo continuado, visto que esta atividade compõe as atribuições que deverão ser desenvolvidas por esses agentes nas aldeias. 6. Elaborar os projetos técnicos com vistas à execução dos sistemas de saneamento a serem implantados. Na medida em que as reuniões avancem nas comunidades e as demandas forem sendo apontadas, as soluções técnicas serão amplamente discutidas, até que seja definido um modelo que, segundo as comunidades, mais se adeque às suas realidades e necessidades. Os projetos, então, serão elaborados por técnicos da Divisão de Engenharia (Diesp) da Funasa/Core/MT, apoiados pelos técnicos do Departamento de Engenharia de Saúde Pública (Densp) da Funasa. A elaboração dos projetos está prevista para ser iniciada no mês de abril de 2004, se estendendo até meados do mês de setembro daquele mesmo ano. 7. Executar os sistemas de saneamento nas comunidades. Os sistemas de saneamento terão sua execução iniciada no mês de julho de 2004, estendendo-se até o mês de novembro de 2005, estando prevista a participação da comunidade também nesta fase, de modo a otimizar o custo das obras e a proporcionar sua incorporação na cultura local, garantindo a sustentabilidade das ações. 8. Contratar e capacitar os Agentes Indígenas de Saúde e Agentes Indígenas de Saneamento, com vistas à implementação e a sustentabilidade das ações e programas. Até o mês de abril de 2004 será viabilizada pela Funasa a contratação de quatro AIS e quatro Aisans, sendo um de cada comunidade a ser atendida com o projeto, e, em seguida, será iniciada a formação dos AIS, por meio da aplicação do primeiro módulo do curso, a ser realizado pela Escola de Saúde Pública do estado do Mato Grosso, que mantêm convênio com a Funasa para esse fim; e a capacitação dos Aisans, que se dará no curso programado pela Core/MT, previsto para acontecer no período de junho a agosto de 2004. 9. Contratar e capacitar um técnico da área de saneamento com vistas à sua integração nas equipes multidisciplinares que atuam em âmbito dos pólos-base. Até o mês de abril de 2004 será viabilizada pela Funasa a contratação de um técnico da área de saneamento, que será lotado no pólo-base onde estarão situadas as comunidades que serão atendidas com o projeto, para prestar, de modo continuado, assistência às aldeias dessa área de abrangência e realizar o controle da qualidade da água para consumo humano. Essa capacitação já está prevista na programação da Funasa para 2004. 10. Estruturar um minilaboratório no pólo-base para a realização de análises físico-química e bacteriológica da água para consumo humano, utilizada no abastecimento das quatro comunidades a serem atendidas com o projeto e demais comunidades da área de abrangência do pólo. A estrutura prevê a aquisição de equipamentos básicos para a montagem do laboratório e o aproveitamento ou ampliação de área física. Sendo necessário, caberá à Divisão de Engenharia de Saúde Pública (Diesp)/Core/MT elaborar o projeto de ampliação da área física do pólo-base e viabilizar sua construção. 27 11. Realizar o monitoramento da qualidade de água para consumo humano. Esta atividade será realizada após a implantação dos sistemas de abastecimento de água, de maneira continuada, pelos Aisans nas aldeias, que farão as análises de menor complexidade (cor, pH e residual de cloro); as de complexidade intermediária serão realizadas pelo técnico da área de saneamento no minilaboratório do pólo-base (turbidez, pH e o bacteriológico); e as de maior complexidade serão realizadas pelo laboratório de referência no estado de Mato Grosso. A freqüência das análises será definida com base na legislação vigente. As despesas com os materiais a serem utilizados na coleta e análises da água e com o deslocamento do técnico até as aldeias, serão, no período que compreende a implementação do projeto, previstas no seu orçamento. Após sua conclusão, serão assumidas pela Funasa, de modo a garantir a sua continuidade. 12. Capacitar conselheiros indígenas de saúde. Os representantes das comunidades que integram o conselho local de saúde indígena participarão de capacitação que vêm sendo desenvolvida pela Funasa, com o propósito de fortalecer o controle social. A capacitação será realizada pela equipe de multiplicadores da Core/MT, estando prevista para acontecer em abril de 2004. 13. Capacitar recursos humanos para implementação das ações propostas no projeto. No período de implementação do projeto a Funasa, com o apoio das instituições parceiras, estará realizando capacitações pedagógicas que visam a preparar os técnicos que estarão envolvidos com a aplicação do projeto para compreenderem o método de planejamento que se pretende adotar. Essas capacitações já estão previstas na programação da Funasa para 2004 e serão financiadas pelo Vigisus. 14. Implantar e implementar os sistemas de informação Siasi e Sisabi no Dsei Xavante e pólo-base, para monitoramento e avaliação do projeto. Será prevista a aquisição de equipamento de informática, com acesso a um provedor local de internet para ser instalado no pólo-base, de modo a garantir que os sistemas sejam implantados e alimentados pela equipe multidisciplinar, com os dados coletados nas aldeias pelos Aisans e AIS, possibilitando que os resultados com a implementação do projeto possam ser avaliados e ajustados, com vistas ao alcance dos objetivos propostos. O período dessa atividade corresponderá ao período de implantação do projeto. 15. Realizar oficinas para construção de recursos pedagógicos para servirem de instrumentos nas práticas dos Aisans e AIS nas aldeias. Essas oficinas serão realizadas pela Core/MT, em continuidade a um trabalho iniciado neste ano pela Funasa, nas quais serão envolvidos os Aisans e AIS das comunidades que serão atendidas com o projeto. As oficinas serão realizadas em agosto e novembro de 2004. 16. Integrar as ações desenvolvidas pelas organizações governamentais e nãogovernamentais que atuam nas áreas indígenas. O GNT, no decorrer da implantação do projeto, estará mapeando as ações que são desenvolvidas pelas diversas entidades nas áreas indígenas e irá propor nos seminários nacional e regional o desenvolvimento de modelos de atuação integrada, com o propósito de otimizar os recursos orçamentários e humanos envolvidos, bem como garantir melhores e maiores resultados com o desenvolvimento das ações. 17. Apoiar o ensino formal nas comunidades. No decorrer da implementação do projeto, os professores das comunidades alvo serão envolvidos de maneira que haja uma contribuição para a sua compreensão a respeito do importante papel dos profissionais da área de educação no desenvolvimento humano e comunitário. Serão dadas oportunidades para que estes profissionais participem da capacitação dos conselheiros indígenas de saúde e de eventos que abordem conteúdos relacionados ao papel do professor na criação de ambientes saudáveis. A capacitação dos conselheiros será realizada pela Core/MT em 2004 e caberá ao GRT, com o apoio do Ministério da Educação (MEC) e da Funai, a 28 identificação e viabilização da participação dos professores em eventos que possam contribuir com a melhoria da qualidade da atuação desses profissionais nas aldeias. Essa ação será financiada pelas instituições que atuam na área de educação. 18. Realizar oficinas para construção de materiais educativos voltados para o fortalecimento das competências familiares relacionadas aos cuidados com as crianças de zero a seis anos de idade. Essas oficinas serão realizadas com o apoio do Unicef, em continuidade a uma proposta que vem sendo coordenada por esta entidade envolvendo as comunidades carentes de todas as regiões do Brasil que será ampliada às comunidades indígenas. Para a aplicação dessas oficinas nas comunidades do projeto, serão envolvidos os AIS, Aisans, os professores e grupos de mulheres. Essa atividade será financiada pelo Unicef e pela Funasa. 19. Apoiar as oficinas de alimentação alternativa. Serão desenvolvidas atividades de educação em saúde junto às mães das comunidades para ampliar o uso da alimentação alternativa, além de fomentar o resgate de alguns hábitos alimentares que foram abandonados, após o contato com o não índio e que, segundo historiadores, concorrem para a desnutrição das crianças e a fragilidade física do povo xavante. Essas atividades serão desenvolvidas, de modo continuado, pelos AIS e Aisans nas aldeias. 20. Fomentar e apoiar as atividades que visem à produção de alimentos e a geração de renda. Nas reuniões com as comunidades se buscará encontrar soluções alternativas para o problema da falta de alimentos e meios de subsistência. Para isso, o GNT estará identificando e buscando o apoio de instituições que atuam com a implantação de programas, que visam à produção de alimentos e a geração de renda. O período para o desenvolvimento desta atividade corresponderá ao da implementação do projeto. Os recursos para o financiamento serão oriundos do orçamento das instituições que apoiarem essa iniciativa. 29 Cronograma de execução das atividades ATIVIDADES 1. Realizar reuniões do Grupo Nacional de Trabalho (GNT). 2. Participação de membros do GNT em reuniões do conselho local e distrital de saúde indígena, com vistas a deflagrar a implementação do projeto. 3. Realizar seminários nacional e regional visando à sensibilização das entidades governamentais e não-governamentais para a participação no desenvolvimento do projeto. 4. Criar Grupo Local de Trabalho (GLT) e Grupo Regional de Trabalho (GRT) para desenvolvimento e acompanhamento do projeto. 5. Realizar reuniões com as comunidades, visando à identificação dos problemas e de possíveis soluções e o seu envolvimento na implantação e sustentabilidade das ações do projeto. 6. Elaborar os projetos técnicos com vistas à execução dos sistemas de saneamento a serem implantados. 7. Executar os sistemas de saneamento nas comunidades. 8. Contratar e capacitar os Agentes Indígenas de Saúde e Agentes Indígenas de Saneamento, com vistas à implementação e à sustentabilidade das ações e programas. 9. Contratar e capacitar um técnico da área de saneamento com vistas à sua integração na equipe multidisciplinar que atuam em âmbito dos pólos-base. 10. Estruturar um minilaboratório no pólo-base para a realização de análises físico-química e bacteriológica da água para consumo humano, que abastece as comunidades indígenas. 11. Realizar o monitoramento da qualidade de água para consumo humano. 12. Capacitar conselheiros indígenas de saúde. 13. Capacitar recursos humanos para implementação das ações propostas no projeto. 14. Implantar e implementar os sistemas de informação – Siasi e Sisabi no Dsei Xavante e pólo-base, para monitoramento e avaliação do projeto. 15. Realizar oficinas para construção de recursos pedagógicos para servirem de instrumentos nas práticas dos Aisans e AIS nas aldeias. 16. Integrar as ações desenvolvidas pelas organizações governamentais e não-governamentais que atuam nas áreas indígenas. 17. Apoiar o ensino formal nas comunidades. 18. Realizar oficinas para construção de materiais educativos voltados para o fortalecimento das competências familiares relacionadas aos cuidados com as crianças de zero a seis anos de idade. 19. Apoiar as oficinas de alimentação alternativa. 20. Fomentar e apoiar as atividades que visem à produção de alimentos e à geração de renda. 2003 IV x Previsão de realização/Ano/Trimestre 2004 2005 I II III IV I II III IV XXX x XXX XXX XXX xxx xxx xxx xxx Conforme programação do conselho x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x 30 XII. Segmento Para alcance dos objetivos propostos a médio prazo, foram traçadas nove principais linhas de ações básicas. • Auto-gestão local dos projetos a serem implantados; • Intersetorialidade e interinstitucionalidade; • Capacitação técnica de membros da comunidade (agentes indígenas de saúde, agentes indígenas de saneamento, conselheiros indígenas, educadores indígenas); • Resgate de aspectos sociosculturais; • Apoio ao ensino formal; • Educação ambiental; • Produção e manejo de alimentos tradicionais e alternativos; • Infra-estrutura de saneamento básico; e • Infra-estrutura de ações básicas de saúde. O segmento do projeto como já definido na logística, será feito principalmente pela Funasa, utilizando-se para tanto a estratégia e infra-estrutura do Dsei Xavante. Serão implantadas estratégias de elaboração de relatórios técnicos trimestrais para alimentação de dados para serem avaliados nas reuniões dos grupos de trabalho. Para efeito de comparação dos resultados serão usados dados demográficos sociais e econômicos e de morbimortalidade de 2002, descritos na análise situacional da base de dados. A sustentabilidade do sucesso dos objetivos, já foram descritas anteriormente, espera-se, portanto, que seja reforçada com a adesão formal de outros parceiros. XIII. Esquema operativo A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do Ministério da Saúde e responsável pela coordenação e execução das ações de atenção à saúde dos povos indígenas (Portaria nº 1.163/GM, de 14 de setembro de 1999). A responsabilidade de coordenar, promover e facilitar todo o processo de articulação intersetorial e interinstitucional de participação no Concurso de Projetos para o Melhoramento das Condições Ambientais nas Comunidades Indígenas promovida pela OPS/Cepis, foi assumida pela Funasa, por entender ser essa uma oportunidade de implementar metodologias que fortaleçam as políticas de atenção aos povos indígenas e as próprias organizações indígenas. Para desenvolvimento do projeto, foram ou estão sendo identificadas as instituições públicas e privadas que desenvolvem atividades nas áreas indígenas, em favor da saúde desses povos ou que desenvolvam atividades que possam impulsionar ou implementar os objetivos do projeto. Inicialmente foram selecionadas aquelas que poderiam compor o Grupo Nacional de Trabalho (GNT). Em virtude da exigüidade de tempo no cumprimento dos prazos estabelecidos, o Grupo optou por primeiramente elaborar o projeto a ser apresentada à comissão avaliadora do concurso e só então, após essa ação, realizar os seminários nacionais e regionais para apresentação do projeto e obtenção de apoio de outras instituições, principalmente aquelas fora do âmbito do setor saúde. Portanto a operacionalidade das ações que serão desenvolvidas por outras instituições que ainda não formalizaram sua participação no projeto, serão detalhadas posteriormente. Com relação à forma de operar da Funasa e das organizações indígenas, seguirá sendo a metodologia de trabalho já estabelecido no desenvolvimento de ações de atenção à saúde dos povos indígenas com importantes aprimoramentos, principalmente procurando aumentar a participação da comunidade indígena. O projeto será executado no estado do Mato Grosso, em terras indígenas Marechal Rondon do povo Xavante, com base operacional no pólo-base de Paranatinga com sede na cidade de Paranatinga, próximo aos locais da área do projeto, com apoio do Distrito Especial Indígena 31 Xavante, com sede na cidade de Barra do Garça, Coordenação Regional da Funasa com sede na cidade de Cuiabá e Presidência da Funasa com sede na capital do Brasil em Brasília. Principais instituições elencadas para participação da execução do projeto Ministério da Saúde Os direitos indígenas têm sede constitucional e são de competência federal, cabendo ao Ministério da Saúde a responsabilidade pela gestão e direção da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Decreto nº 3.146, de 27 de agosto de 1999). Fundação Nacional de Saúde Participação em todas as etapas desde a elaboração, execução e avaliação do projeto As atribuições da Funasa, no projeto: • • • • • • • • • • Estabelecer diretrizes e normas para operacionalização da política de atenção a saúde dos povos xavantes; Promover a articulação intra-setorial e intersetorial; Coordenar e executar as ações de saúde e exercer a responsabilidade sanitária sobre as terras xavantes; Implantar e coordenar o Sistema de Informação em Saúde e Saneamento; Apoiar e fomentar a capacitação de recursos humanos; Participar no Financiamento das Ações; Participar no planejamento; Participar na elaboração dos projetos; Participar das reuniões das organizações xavantes; Fomentar e oficializar a criação dos grupos de trabalhos. Fundação Nacional do Índio/Ministério da Justiça Participação em todas as fases. A Fundação Nacional do Índio é o órgão indigenista oficial, vinculado ao Ministério da Justiça, responsável pela coordenação das ações do Governo Federal destinadas a assegurar os direitos constitucionais dos povos indígenas no país. Entre suas principais atribuições está a garantia dos territórios indígenas, por meio de uma política de demarcação, fiscalização e retirada de invasores, ação que assume relevância primordial entre os fatores determinantes de saúde e qualidade de vida destas populações, os projetos de desenvolvimento sustentável e manejo adequado do meio ambiente são também prioridade dessa instituição, assim como o acompanhamento das ações de saúde desenvolvidas em prol das comunidades indígenas, a garantia do ensino fundamental. Ministério da Educação Participação em todas as fases. O Ministério da Educação apoiorá o ensino nas comunidades. Identificará e viabilizará a participação dos professores em eventos que possam contribuir com a melhoria da qualidade da atuação desses profissionais nas aldeias. Organização Panamericana de Saúde Participação em todas as fases. A Opas, por intermédio de sua regional no Brasil, apoiará os grupos nacionais de trabalhos em assessoria e assistência técnica. 32 Sociedade em Defesa da Cidadania Participação em todas as fases. Organização não-governamental conveniada da Funasa e responsável, de forma complementar, pela execução das ações de saúde entre os povos xavantes. Secretarias estaduais e municipais de saúde Participação em todas as fases. As secretarias estaduais e municipais atuarão de forma complementar na execução das ações de saúde indígena, em articulação com a Funasa. È indispensável à integração das ações nos programas especiais como saúde da mulher e da criança, vigilância nutricional. Vigilância e controle da qualidade da água, apoio à educação formal entre outros; Ministério Público Federal Participação em todas as fases. A participação do Ministério Público Federal tem por objetivo garantir o cumprimento dos preceitos constitucionais assegurando aos povos indígenas no país, que devem obedecer aos princípios da autonomia, eqüidade e respeito à diversidade cultural em todas as políticas a eles destinadas. Organização dos Povos Indígenas Participação em todas as fases. A participação indígena deverá ocorrer em todas as etapas do planejamento, implantação e funcionamento do projeto, contemplando expressões formais e informais. Essa participação dar-se-á especialmente por intermédio dos conselhos locais e distritais de saúde indígena, por reuniões locais com a comunidade, reuniões macrorregionais, pelas conferências nacionais de atenção a saúde dos povos indígenas e Fórum Nacional sobre a Política de Saúde Indígena e pela presença de representantes indígenas nos conselhos nacional, estaduais e municipais de saúde. Os agentes indígenas de saúde e agentes indígenas de saneamento entre outras atuações terão a responsabilidade, de fomentar e executar as ações em nível da aldeia, além de participar na coleta de informação para monitoramento do projeto. Escola de Saúde Dr. Agrícola Paes de Barros – MT Participação na fase de capacitação dos AIS. Organização governamental; conveniada da Funasa e parceira no processo de capacitação do AIS. Unicef Participação na fase de elaboração de materiais educativo. Convênio com a Funasa para apoio à realização de oficinas para construção de materiais educativos. Por intermédio dos seminários nacionais e regionais e outros meios de divulgação, outras instituições necessárias ao sucesso da proposta serão identificadas e buscado meios de estabelecimento de parcerias como, Ministério da Assistência e Promoção Social, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), WWF, Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural S/A (Empaer) e outras. 33 XIV. Logística O centro de operações se dará a partir do pólo-base de Paranatinga, sede do GLT, que dista aproximadamente 400 km da coordenação regional da Funasa em Cuiabá, sede do grupo regional de trabalho, e em média 140 km do local de execução das ações do projeto. Dentro da estrutura organizacional do distrito sanitário especial indígena, a sede do pólo-base é o local com infra-estrutura e de maior proximidade das aldeias indígenas beneficiárias. As demandas partirão das comunidades indígenas e serão filtradas nos conselhos locais e distritais, consolidadas e detalhadas nos Dseis em conjunto com o GRT. As demandas detalhadas e orçadas serão encaminhadas ao GNT para fins de viabilização. O GNT encaminhará as propostas às entidades financiadoras. A Funasa, para as atividades de execução direta os recursos orçamentários e financeiros serão repassados para a Coordenação Regional e, em se tratando de atividades que dependam de outras organizações para execução, serão celebrados convênios. A coordenação regional em conjunto com outras entidades, viabilizarão a operacionalidade das ações. 34 GNT GRT GLT Missão Selesiana FUNAI OPAS Representantes Indígenas no CNS/MS FUNAI, ONGS DSEI - Executora das ações Secretaria Estadual e Municipal de Saúde FUNAI/MJ Conselho Distrital de Saúde Indígena FUNASA/MS CORE/MT - Funasa - Elaboração e execução de Projetos técnicos - Desenvolvimento e acompanhamento do projeto - Alimentação dos Sistemas de Informações - Técnicos capacitados - Desenvolvimento e acompanhamento na implantação das ações - Coordenar projeto demonstrativo - Viabilizar recursos financeiros - Acompanhamento, desenvolvimento, execução e avaliação dos projetos - Realizar Seminários com caráter divulgador e sensibilizador para adesão de parceiros - Desenvolvimento e acompanhamento do projeto - Alimentação dos Sistemas de Informações - Elaboração de Plano Distrital - Executora das ações Conselho Local de Saúde Indígenas Executora das ações PÓLO-BASE CENTRO DE OPERAÇÕES - Desenvolvimento e acompanhamento das ações - Sustentabilidade das ações - Eleição de comunidades prioritárias - Mobilização Comunitária Equipes multidisciplinares (capacitados) AISAN e AIS - Desenvolvimento e acompanhamento das ações - Sustentabilidade das ações - Apresentação de demandas da comunidade - Mobilização Comunitária Médicos, odontólogos, enfermeiros, técnicos de saneamento e outros - Sustentabilidade das ações em conjunto com a comunidade - Caderno do Aisan - Material Pedagógico (participação na elaboração) ALDEIA 1 - ALDEIA 2 ALDEIA 3 ALDEIA 4 Beneficiários – alvo da implantação e implementação das ações e programas Apresentam os problemas, as necessidades e possíveis soluções - Coleta de dados - Sustentabilidade das ações - Capacitações Demais parceiros atuando em todo o processo para alcance dos objetivos 35 XV. Financiamento Ver anexo 4. XVI. Sustentabilidade Uma experiência é sustentável quando as diversas forças que se mobilizaram para concretizála (em vários aspectos) continuam ativas (mesmo que mudadas) depois de terminado o projeto inicial que lhe deu origem. Este conceito aproximaria a gestão, em parceria do governo/comunidade, da sustentabilidade. A parceria do governo com a comunidade, a integração e a articulação institucional, a geração e a administração dos recursos financeiros, a utilização de tecnologias compatíveis com o problema a ser solucionado e a adoção de mecanismos de controle social são fatores necessários, não só à integralidade do projeto como às ações que podem levar ao desenvolvimento sustentável centrado no ser humano e suas relações harmoniosas com o meio ambiente natural e sociocultural. Institucional A proposta atenderá às beneficiárias por meio de atuação de instituições parceiras que, de alguma forma, têm em seu objetivo constitucional responsabilidades com a comunidade indígena. A Funasa possui uma Política de Atenção à Saúde Indígena, que trata de um mecanismo institucional onde garante a sustentabilidade do projeto demonstrativo. A Funai é o órgão que executa a Política Indigenista no Brasil, dando cumprimento ao que determina a Constituição de 1988. O Conselho Nacional de Saúde possui representantes indígenas (CISI) assessorando na elaboração de princípios e diretrizes de políticas governamentais no campo da saúde indígena. A Organização Panamericana orienta os esforços estratégicos de colaboração entre os estados membros e outros parceiros no sentido de promover a eqüidade na saúde, combater doenças, melhorar a qualidade de vida e elevar a qualidade de vida dos povos das Américas. Portanto, todos os componentes do GNT, garantem por meio de suas políticas a continuidade da implementação do projeto e sustentabilidade das ações e programas propostos. Participação A participação da comunidade beneficiária indígena ocorrerá em todas as etapas do planejamento e implantação das ações e dos programas propostos no projeto demonstrativo. O projeto adota o método de planejamento estratégico participativo onde os problemas são apontados pela população indígena. Nas aldeias a sustentabilidade do projeto implantado se dará com a atuação do agente indígena de saúde e agente indígena de saneamento. Os agentes indígenas de saúde, membros da comunidade, após passarem por um processo de formação realizam as seguintes ações nas aldeias: a) Acompanhamento de crescimento e desenvolvimento da criança; b) Acompanhamento de gestantes; c) Atendimento aos casos de doenças; d) Atendimento das doenças mais freqüentes (infecção respiratória, diarréia, malária); e) Acompanhamento de pacientes crônicos; f) Primeiros socorros; g) Promoção à saúde e prevenção de doenças de maior prevalência; h) Acompanhamento da vacinação; i) Acompanhamento e supervisão nos casos de tratamentos longa duração; 36 j) k) l) m) n) o) p) Realização de mapeamento de sua área de atuação; Cadastramento e atualização das famílias de sua área; Identificação de indivíduos e famílias expostos a situações de risco; Realização de visita domiciliar; Acompanhamento mensal das famílias sob sua responsabilidade; Coleta de dados para análise da situação das famílias acompanhadas; Desenvolvimento de ações básicas de saúde nas áreas de atenção à criança, à mulher, ao adolescente, ao adulto e ao idoso, com ênfase na promoção da saúde e prevenção de doenças; q) Promoção de educação em saúde e mobilização comunitária, visando melhor qualidade de vida mediante ações de saneamento e melhorias no meio ambiente; r) Incentivo à formação dos conselhos locais de saúde; s) Orientação às famílias para a utilização adequada dos serviços de saúde; t) Informação aos demais membros da equipe de saúde acerca da dinâmica social da comunidade, sua disponibilidade e necessidades; u) Participação no processo de programação e planejamento local das ações de saúde do Dsei; e v) Apresentação de relatório mensal das atividades desenvolvidas. Os agentes indígenas de saneamento passam por um processo de capacitação pedagógica para atuarem nas aldeias dando sustentabilidade às ações implantada. O Aisan é membro e morador da aldeia/bairro indígena, escolhido pela comunidade com o acompanhamento do técnico da área de saneamento que atua no pólo-base ou do instrutor/supervisor, devendo desempenhar, depois de capacitado, as seguintes funções: a) Identificar os aspectos políticos, econômicos, sociais e etnoculturais do seu território, com vistas à intervenção nas ações de saneamento; b) Realizar e atualizar o censo sanitário das aldeias; c) Operar e manter os sistemas de abastecimento de água; d) Realizar análises para o controle da qualidade de água, referentes a cor, turbidez, pH e residual de cloro; e) Participar da operação e manutenção dos sistemas de esgotamento sanitário e/ou orientar a execução e a manutenção dos módulos sanitários individuais; f) Propor a implantação e participar da operação dos sistemas de remoção e destinação final adequada dos resíduos sólidos; g) Orientar sua comunidade para a utilização adequada dos serviços de saneamento e para a conservação dos equipamentos implantados em sua comunidade; h) Realizar as ações de educação em saúde e ambiental; e i) Executar as atividades diárias/mensais do caderno do Aisan. A sustentabilidade das ações se dá também com a participação ativa dos conselhos locais e distritais de saúde indígena. Financeira O propósito da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas é garantir o acesso à atenção integral à saúde de acordo com o Sistema Único de Saúde (SUS). Assim, é assegurado, que cabe à União, com seus recursos próprios, financiar o subsistema de atenção à Saúde Indígena. O Plano Plurianual 2004-2007 Garante esta sustentabilidade. Ao Ministério da Saúde cabe estabelecer as políticas e diretrizes para a promoção, prevenção e recuperação da saúde e à Fundação Nacional de Saúde, a responsabilidade de conduzir a implantação dos serviços da atenção básica desenvolvidos nos distritos sanitários especiais indígenas. 37 Anualmente a Funasa planeja e disponibiliza recursos orçamentários para as ações de saúde e saneamento. Este planejamento se dá no âmbito dos conselhos local e distrital indígenas, Dsei e coordenações regionais, sendo construído para isso um plano distrital. As ações de saúde e saneamento, incluindo aí a manutenção das equipes multidisciplinares, são executadas em parcerias com ONG ou municípios, por meio de convênios, ou instrumentos congêneres, sob supervisão e acompanhamento da Funasa. Para as ações de saneamento, tais como, construção de sistemas de abastecimento de água, construção de privadas higiênicas ou rede e tratamento de esgotos, bem como para a manutenção e operação dos sistemas existentes, são previstos recursos orçamentários da União ao longo de cada ano. Para o gerenciamento desses serviços, conta-se com uma equipe em todos os 24 estados da Federação que possuem comunidades indígenas. Nas aldeias em que já existe o agente indígena de saneamento, este gerenciamento é facilitado, pois assim há uma fluxo mais rápido de informações entre a aldeia e a sede da coordenação dos serviços, sobre possíveis problemas ou não dos sistemas. XVII. Divulgação O Projeto demonstrativo proposto, assim como os seus resultados, serão divulgados pelo site da Funasa e demais instituições que compõem o GNT que tem alcance nacional até o nível de alguns pólos-base. Serão utilizados cartilhas (boletim informativo) e folderes bilingües. No âmbito da população indígena serão construídos recursos pedagógicos para elaboração de materiais educativos voltados para a área indígena, tendo como exemplo os álbuns seriado, possui um caráter orientador do diálogo, que se torna um instrumento apropriado para ajudar o Aisan em seu processo de mobilização da comunidade. XVIII. Mecanismos e canais de comunicação • • • • Internet; Telefone/fax; Rádio Comunicação; Postal. 38 XIX. Bibliografia Brasil. Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde. Distrito Sanitário Indígena: território de médicos e pajés. Revista da Saúde. Ano I - N.º 1. Brasília: Coordenação de Processo Editorial/CGDI/SAA/SE/MS, 2000 Brasil. Fundação Nacional de Saúde/ Ministério da Saúde. Manual de Saneamento. 3ạ ed. Brasília: Funasa, 1999. 374p. Brasil. Fundação Nacional de Saúde/Ministério da Saúde, Coordenação Regional de Mato Grosso. Plano Distrital de Saúde: Distrito Sanitário Especial Indígena Xavante. Barra do Garça-MT, 2003. (mimeo) Brasil. Fundação Nacional de Saúde/Ministério da Saúde, Coordenação Regional de Mato Grosso. Distrito Sanitário Especial Indígena Xavante: Relatório Anual de Atividades. Barra do Garça-MT: Funasa, 2002. Brasil. Fundação Nacional de Saúde/Ministério da Saúde. Critérios e Procedimentos para Aplicação de Recursos Financeiros. 4ª ed. Brasília: Funasa, 2003. Brasil. Fundação Nacional de Saúde/Ministério da Saúde. Curso de Capacitação Pedagógica em Saneamento para Áreas Indígenas. Brasília: Funasa, 2003 (mimeo) Brasil. Fundação Nacional de Saúde/Ministério da Saúde. Metodologia para Construção de Recursos para o Aisan. Brasília: Funasa, 2003. (mimeo) Brasil. Fundação Nacional de Saúde/Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas. 2ạ ed. .Brasília, 2002. Brasil. Fundação Nacional de Saúde/Ministério da Saúde. Sistema de Informação de Saneamento em Áreas Indígenas- SISABE. Brasília : Funasa, 2003. Brose, Markus (org.). Metodologia participativa: Uma introdução a 29 instrumentos. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2001. 302p. Cavalcante, Andréa S.C. et all. Saúde Indígena em São Gabriel da Cachoeira: Uma abordagem antropológica. Maria do Carmo Brandão et all (org.). Recife: Liber, 2002. 232 p. Colombia. Ministerio de Desarrollo Económico, Dirección Genera de Agua Potable y Saneamiento Básico. Organización Panamericana de la Salud. Proyeto “La salud de las poblaciones indígenas”. Cartilla Pedagógica: Aprendamos sobre saneamiento básico. Colombia: Panamericana, s/d. Guzmán, Jessica Niño, C., Mercedes Zevallos. Programa de Agua y Saneamiento. Construyendo la equidad de género: Metodología e Instrumentos para su inclusión em proyetos de agua y saneamiento. 2ạ ed. Lima-Peru: Biblos, 2003. Leeuwenberg, Franz , Salimon, Mário. A`uwê: Os Xavantes na balança das civilizações. Brasília, 1999. Lobo, Luiz. Saneamento básico: em busca da universalização. Brasília: Editora do Autor, 2003. 228p. Mendoza, Carmem Bustincio et all. Apriendendo a capacitar a los promotores de salud: manual del facilitador – Región Sur. Cáritas del Peru. Lima: Decisión, 2001. Opas. Divisão de Saúde e Ambiente/Programa de Qualidade Ambiental. Atenção Primária Ambiental – APA. Washington,D.C.: Opas/BRA/HEP/001/99, 1999. Peru. Ministerio de Salud, Ministerio de Educacion- Diretoria Regional de Cajamarca. Programa de Agua e Saneamiento del Banco Mundial. Proyecto Piloto de Agua Potable Rural y Salud Comunitaria em el Departamento de Cajamarca –Propilas: Documento Memoria. Lima: s/n, s/d. Schaefer, Morris. Salud, medio ambiente e desarrollo: Enfoques para la preparación de estrategias a nivel de países para el bienestar humano, según la Agenda 21. Trad.: Organización Panamericana de la Salud. s/n, 1994. Venezuela. República Bolivariana de Venezuela, Ministério del Ambiente y Recursos Naturales. La Salud de las Poblaciones Indígenas: Mejoramiento de las condiciones ambientales (agua y saneamiento). Venezuela: s/n, 2003. 39 Anexo 2 Marco lógico do projeto Indicadores objetivamente verificados Objetivos prioritários Fontes de verificação Fatores condicionantes – Favoráveis e desfavoráveis Objetivo geral Favoráveis - Taxa de mortalidade infantil; - Siasi Incidência de doenças infecto-parasitárias; - Siasi % da população das comunidades envolvidas diretamente na execução do projeto; - - Cobertura de saneamento ambiental; - - Número de iniciativas visando à produção de alimentação e renda; - Contribuir com a melhoria da qualidade de vida de comunidades da terra indígena Marechal Rondon da etnia Xavante, a partir do desenvolvimento de ações e programas voltados para melhoramento das condições ambientais, com a participação ativa das comunidades envolvidas. - Sisabi - Interesse das instituições em apoiar ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida dos povos indígenas; Política Nacional de Saúde Indígena em fase avançada de implementação; Estrutura mínima existente para execução das ações; Recursos humanos, financeiros e logísticos disponíveis. Desfavoráveis Ata das reuniões comunitárias; Relatórios técnicos Dificuldades em articular com algumas instituições; Dificuldade de acesso às comunidades; Resistência dos povos indígenas a algumas das ações propostas; Dificuldades na operacionalização das ações do projeto; Deficiência no ensino formal das aldeias; Equívocos na política local que tem conduzido ao surgimento de falsas lideranças no meio indígena. Atividades mitigadoras - Adoção de método de planejamento que garanta o envolvimento das comunidades; Buscar o apoio de outras instituições e ONGs; Realização de trabalhos nos Conselhos Local e Distrital de Saúde visando ao envolvimento das comunidade; Realização de atividades de educação em saúde e ambiental junto às comunidades; Incluir na programação orçamentária da instituição financiadora o atendimento do projeto proposto; 40 Objetivos específicos Favoráveis 1. Mobilizar a comunidade visando à participação na definição das ações e modelos de planejamento a serem implementados; - % de participantes da comunidade nas reuniões e decisões; Relatórios técnicos do Dsei e Ata das reuniões; 2. Fortalecer o controle social; - % de ações implementadas com a participação das comunidades; % de participantes dos conselheiros indígenas na elaboração e desenvolvimento dos planos de trabalho; % de participantes dos conselhos indígenas nas reuniões, decisões e implementação das ações; Ata das reuniões, relatórios de Desfavoráveis supervisão, caderno do - Resistência da população indígena; Aisan, Siasi e - Métodos inadequados de abordagem ou mobilização; Sisabi; - Indisponibilidade de recursos financeiros; - Indisponibilidade de recursos humanos. - - - Aceitabilidade do projeto pelas comunidades; Parceria interinstitucional exitosas; Disponibilidade de recursos financeiros; Disponibilidade de recursos humanos; Envolvimento da comunidade. Ata das reuniões, Atividades mitigadoras relatórios de supervisão, - Adoção de método de planejamento que garanta o caderno do envolvimento das comunidades; Aisan, Siasi e - Buscar o apoio de outras instituições e ONGs; Sisabi; - Realização de trabalhos nos conselhos local e distrital de saúde visando ao envolvimento das comunidades; - Realização de atividades de educação em saúde e ambiental junto às comunidades; Siasi; - Incluir na programação orçamentária da instituição financiadora o atendimento do projeto proposto. Siasi local; 3. Fortalecer as comunidades para que alcancem sustentabilidade local; 4. Formar líderes ambientais; 5. Reduzir a taxa de mortalidade infantil - Taxa de mortalidade infantil; - 6. Reduzir a incidência das doenças infecto-parasitárias; - Incidência das doenças infecto parasitárias; - 7. Reduzir a desnutrição entre as crianças; - % de crianças desnutridas; - Siasi e prontuário médico; 8. Desenvolver ações de educação que permitam a incorporação de hábitos saudáveis e conceitos visando à promoção da saúde; - Número de novos hábitos adquiridos; - Sisabi, relatórios da equipe multidisciplinar 9. Resgatar aspectos socioculturais que fortaleçam a identidade do povo xavante; - Números de práticas culturais resgatadas; Ata das reuniões e Pesquisa junto à comunidade 41 10. Garantir o abastecimento de água de qualidade; - Sistema de Abastecimento de água com vigilância e controle; - Sisabi; 11. Garantir o tratamento do esgoto doméstico; - % de domicílios atendidos com ao coleta e tratamento de esgotos; Sisabi; 12. Garantir a destinação final adequada dos resíduos sólidos; - % de famílias que dão destinação correta aos resíduos sólidos; - Sisabi e Relatórios Técnicos; 13. Implantar estratégias de atenção primária ambiental (APA) - % de estratégias implantadas; - Sisabi, Siasi e Relatórios Técnicos; 14. Avaliar os resultados do projeto proposto; - % de objetivos avaliados; - Todas as fontes de informação anteriormente descritas; - % de parceiros participando do projeto. - Ata das reuniões e relatórios. 15. Preparar versão final do modelo participativo de atuação em áreas indígenas para ser disponibilizado às entidades interessadas; 16. Promover a intersetorialidade; 42 Resultados - 1) Apoio de 100% das instituições governamentais e não-governamentais elencadas como necessárias ao sucesso do projeto; % de instituições que estão apoiando o projeto em relação às instituições contatadas; Termos de adesão; - 2) Entidades executoras e representantes das comunidades capacitados para desenvolvimento do projeto e dos métodos de planejamento; - % de capacitações realizadas em relação às programadas; - Relatórios técnicos; 3) Projeto demonstrativo executado em quatro comunidades indígenas; - % de aldeias com projetos executados; - Siasi, Sisabi e relatórios técnicos; 4) Modelo participativo de atuação em áreas indígenas definido; - % de objetivos específicos alcançados; - 5) Taxa de mortalidade infantil reduzida em 30 %; - Taxa de mortalidade infantil; - Siasi, Sisabi e relatórios técnicos; Siasi e prontuário médico; Incidência das doenças infecto-parasitária; - 7) Abastecimento de água em 100% das comunidades do projeto; % de comunidades atendidas em relação ao programado; - Sisabi; 8) 100 % de coleta e tratamento do esgoto doméstico nas comunidades em até seis anos; % de domicílios atendidos com módulos sanitários; - Sisabi; 9) 100 % de comunidades com destinação final adequada dos resíduos sólidos em até seis anos; % das comunidades com a destinação final adequada dos resíduos sólidos; - Sisabi; - número de organização que participam do projeto em relação às existentes; % de participação dos conselheiros nas reuniões; % de participação da comunidade em outras instâncias do SUS; - Atas das reuniões; 6) Incidência das doenças infecto-parasitárias reduzida em 30%; 10) Organizações comunitárias fortalecidas; - - Favoráveis Siasi e prontuário médico; - Aceitabilidade das comunidades onde o projeto demonstrativo será implantado; Parcerias interinstitucional exitosas; Disponibilidade de recursos financeiros; Disponibilidade de recursos humanos; Desfavoráveis - Resistência da população indígena; Métodos inadequados de abordagem ou mobilização; Indisponibilidade de recursos financeiros; Indisponibilidade de recursos humanos; Atividades Mitigadoras - Adoção de método de planejamento que garanta o envolvimento das comunidades; Buscar o apoio de outras instituições e ONGs; Realização de trabalhos nos conselhos local e distrital de saúde visando ao envolvimento das comunidades; Realização de atividades de educação em saúde e ambiental junto às comunidades; Incluir na programação orçamentária da instituição financiadora o atendimento do projeto proposto; 43 11) Controle social fortalecido; - 12) Compromissos e prioridades do desenvolvimento sustentável local definidos por meio da interação entre o setor público e as comunidades indígenas. % de aprovação de demandas pela comunidade; - número de compromissos e prioridades definidas nas reuniões comunitárias e dos conselhos indígena de saúde. Atas das reuniões; Atas das reuniões, relatórios técnicos, planos distritais e planos nacionais 44 Atividades 1) Realizar reuniões do Grupo Nacional de Trabalho (GNT); - 2) Realizar seminários Nacional e Regional visando à sensibilização das entidades governamentais e nãogovernamentais para participação no desenvolvimento do projeto; 3) Criar Grupo Local de Trabalho (GLT) e Grupo Regional de Trabalho (GRT) para desenvolvimento e acompanhamento do projeto; 4) Participação de membros do GNT em reuniões do conselho local e distrital de saúde indígena, com vistas a deflagrar a implementação do projeto; 5) Realizar reuniões com as comunidades, visando à identificação dos problemas e de possíveis soluções e o seu envolvimento na implantação e sustentabilidade das ações do projeto; - 6) Elaborar os projetos técnicos com vistas à execução dos sistemas de saneamento a serem implantados; 7) Executar os sistemas de saneamento nas comunidades; 8) Contratar e capacitar os agentes indígenas de saúde e agentes indígenas de saneamento, com vistas à implementação e à sustentabilidade das ações e programas; 9) Contratar e capacitar um técnico da área de saneamento com vistas à sua integração na equipe multidisciplinar que atuam em nível dos pólos-base; Favoráveis Meios e recursos - Utilização da estrutura existente na Funasa/MS de atenção à saúde dos povos indígenas; Utilização das estruturas existentes nas instituições parceiras; - - Os recursos humanos serão oriundos do programa de atenção à saúde dos povos indígenas, coordenado pela Funasa, além de outros que terão sua contratação viabilizada pela Funasa como é o caso dos AIS, Aisan e técnicos da área de saneamento para atuarem junto às comunidades; Serão também utilizados os recursos humanos e financeiro disponibilizados pelas instituições parceiras; Para o desenvolvimento das atividades serão utilizadas as estruturas físicas e equipamentos já existentes, complementados com a aquisição de outros que se fizerem necessários ao longo do projeto; Os recursos financeiros serão oriundos do Orçamento Geral da União alocados na FUNASA para o desenvolvimento de Relatório técnico da atividade proposta; Relatório Técnico da atividade proposta; Portaria de criação do grupo; Desfavoráveis - Ata das reuniões; Ata das reuniões; - Sisabi e relatórios técnicos; Termo de contrato, relatório da atividade e Sisabi; Termo de contrato, Relatório da atividade e Sisabi; Dificuldades em articular com algumas instituições; Dificuldade de acesso às comunidades alvo; Resistência dos povos indígenas a algumas das ações propostas; Dificuldades na operacionalização das ações do projeto; Deficiência no ensino formal das aldeias; Equívocos na política local que tem conduzido ao surgimento de falsas lideranças no meio indígena. Atividades Mitigadoras - Projetos técnicos; Interesse das instituições em apoiar ações voltadas para a melhoria da qualidade de vida dos povos indígenas; Política Nacional de Saúde Indígena em implementação; Estrutura mínima existente para execução das ações; Recursos humanos, financeiros e logísticos disponíveis. - Adoção de método de planejamento que garanta o envolvimento das comunidades alvo; Buscar o apoio de outras instituições e ONGs; Realização de trabalhos nos Conselhos Local e Distrital de Saúde visando o envolvimento das comunidades alvo; Realização de atividades de educação em saúde e ambiental junto às comunidades; Incluir na programação orçamentária da instituição financiadora o atendimento do projeto proposto. 45 10) Estruturar um minilaboratório no pólo-base para a realização de análises físico-química e bacteriológica da água para consumo humano, que abastece as comunidades indígenas; 11) Realizar o monitoramento da qualidade de água para consumo humano; 12) Capacitar conselheiros indígenas de saúde; ações de atenção à saúde dos povos indígenas, complementados pelos fundos do concurso Opas– Cepis/GTZ, referentes às despesas elegíveis, podendo outras fontes serem identificadas junto às instituições parceiras. Projeto e Relatório Técnico; Sisabi; Relatório da atividade; 13) Capacitar recursos humanos para implementação das ações propostas no projeto; - Relatório da atividade 14) Implantar e implementar os sistemas de informação – Siasi e Sisabi no Dsei Xavante e pólo-base, para monitoramento e avaliação do projeto; - Relatórios do Siasi e Sisabi; 15) Realizar oficinas para construção de recursos pedagógicos para servirem de instrumentos nas práticas dos Aisans e AIS nas aldeias; - Relatório da atividade e materiais produzidos; 16) Integrar as ações desenvolvidas pelas organizações governamentais e não-governamentais que atuam nas áreas indígenas; - Relatórios técnicos; 17) Apoiar o ensino formal nas comunidades; - Caderneta escolar e Relatório de atividades extraescolar dos professores; 18) Realizar oficinas para construção de materiais educativos voltados para o fortalecimento das competências familiares; - Relatório da atividade e materiais produzidos; 19) Apoiar as oficinas de alimentação alternativa; - Relatórios da Equipe Multidisciplinar; 20) Fomentar e apoiar as atividades que visem à produção de alimentos e à geração de renda. - Relatórios técnicos; 46 Anexo 3 Quadro de orçamento total em R$ Categoria Contrapartida Solicitado Total 1. Pessoal(1) Responsáveis, equipe técnica, assistência (recursos humanos já contratados) 1.090.800,00 - 1.090.800,00 Consultor (a ser contratado) 54.000,00 - 54.000,00 1.144.800,00 2. Gastos de escritório (2) Comunicaçao Serviços básicos Transporte Outros 5.400,00 9.000,00 5.400,00 3.600,00 - 5.400,00 9.000,00 5.400,00 3.600,00 23.400,00 49.904,10 15.900,00 - 49.904,10 15.900,00 65.804,10 4. Infra estrutura (4) Materiais+ MO 477.750,00 258.750,00 736.500,00 4. Capacitação (5) Agente indígena de saúde Agente indígena de saneamento 160.000,00 80.000,00 - 160.000,00 80.000,00 4.000,00 - 4.000,00 3.Bens e serviços (3) Materiais de escritório Móveis e equipamentos Técnico de saneamento em áreas indígenas 244.000,00 5. Seminários (6) Seminários nacional e regional 180.000,00 180.000,00 Subtotal 6. Reserva técnica (7) 10% do total 2.394.504,10 Total geral 2.633.954,51 Obs.: Os itens (1), (2), (3), (5), (6) e (7) são recursos garantidos em orçamento pela Funasa O item (4) será o financiado pela GTZ e Funasa 239.450,41 47 Anexo 3 Quadro de orçamento total em U$ Categoria 1U$ = 2,875 Reais Base: outubro/2003 ContrapartidaSolicitado Total 1. Pessoal(1) Responsáveis, equipe técnica, assistência (recursos humanos já contratados) 379.408,70 - 379.408,70 Consultor (a ser contratado) 18.782,61 - 18.782,61 398.191,30 2. Gastos de escritório (2) Comunicaçao Serviços básicos Transporte Outros 1.878,26 3.130,43 1.878,26 1.252,17 - 1.878,26 3.130,43 1.878,26 1.252,17 8.139,13 17.357,95 5.530,43 - 17.357,95 5.530,43 22.888,38 166.173,91 90.000,00 256.173,91 3.Bens e serviços (3) Materiais de escritório Móveis e equipamentos 4. Infra estrutura (4) Materiais+ MO 4. Capacitação (5) Agente indígena de saúde Agente indígena de saneamento Técnico de saneamento em áreas indígenas 55.652,17 27.826,09 - 55.652,17 27.826,09 1.391,30 - 1.391,30 84.869,57 5. Seminários (6) Seminários nacional e regional 62.608,70 62.608,70 Subtotal 6. Reserva técnica (7) 10% do total 832.870,99 Total geral 916.158,09 Obs.: Os itens (1), (2), (3), (5), (6) e (7) são recursos garantidos em orçamento pela Funasa O item (4) será o financiado pela GTZ e Funasa 83.287,10 48 Anexo 4 Execução mensal de gastos Recursos da Funasa Quadro de execução mensal de gastos em R$ Objetivos/Atividades Objetivos 1, 4 E 8 Atividade 1 - Realizar reuniões com as comunidades alvo, visando a identificação dos problemas e de possíveis soluções e o seu envolvimento na implantação e sustentabilidade das ações do projeto. Atividade 2 - Apoiar o ensino formal nas comunidades alvo. Objetivo 2 Atividade 1 - Participação de membros do GNT em reuniões do Conselho Local e Distrital de Saúde Indígena, com vistas a deflagrar a implementação do projeto. Atividade 2 - Capacitar Conselheiros indígenas de saúde. Objetivos 3 E 8 Atividade 1 - Contratar e capacitar os Agentes Indígenas de Saúde e Agentes Indígenas de Saneamento, com vistas à implementação e a sustentabilidade das ações e programas Atividade 2 - Contratar e capacitar um técnico da área de saneamento com vistas à sua integração na Equipe Multidisciplinar que atuam em nível dos Pólos-base. Atividade 3 - Realizar oficinas para construção de recursos pedagógicos para servirem de instrumentos nas práticas dos Aisan e AIS nas aldeias. Objetivos 5, 6, 10, 11 E 12 Atividade 1 - Elaborar os projetos técnicos com vistas à execução dos sistemas de saneamento a serem implantados. Atividade 2 - Executar os sistemas de saneamento nas comunidades. Atividade 3 - Estruturar um mini-laboratório no Pólo-base para a realização de análises físico-química e bacteriológica da água para consumo humano, que abastece as comunidades indígenas e realizar monitoramento da qualidade da água para consumo humano. Objetivos 7 E 9 Atividade 1 - Realizar oficinas para construção de materiais educativos voltados para o fortalecimento das competências familiares relacionadas aos cuidados com as crianças de 0 a 6 anos de idade Atividade 2 - Apoiar as oficinas de alimentação alternativa. Atividade 3 - Fomentar e apoiar as atividades que visem a produção de alimentos e a geração de renda. 2004 TRI II TRI III TRI I TRI IV TRI I TRI II 2005 TRI III TRI IV 21.000 - - - - - 800 - - - - - - - - - - - - - - - - 4.700 - - - - - - - 40.000 40.000 40.000 40.000 40.000 40.000 - - 4.000 - - - - - - - - 4.000 4.000 - - - - - - - - - - - - - - 70.000 104.125 104.125 104.125 104.125 - - - 5.000 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 49 Anexo 4 Execução mensal de gastos Recursos da Funasa Quadro de execução mensal de gastos em R$ Objetivos/Atividades Objetivos 13, 14, 15 e 16 1. Realizar reuniões do Grupo Nacional de Trabalho - GNT. Atividade 1 - Realizar Seminários Nacional e Regional visando a sensibilização das entidades governamentais e não-governamentais para participação no desenvolvimento do projeto. Atividade 2 - Criar Grupo Local de Trabalho – GLT e Grupo Regional de Trabalho – GRT para desenvolvimento e acompanhamento do projeto. Atividade 3 - Capacitar recursos humanos para implementação das ações propostas no projeto. Atividade 4 - Implantar e implementar os sistemas de informação – Siasi e Sisabi no Dsei Xavante e Pólo-base, para monitoramento e avaliação do projeto. Atividade 5 - Integrar as ações desenvolvidas pelas organizações governamentais e nãogovernamentais que atuam nas áreas indígenas. Total R$ 2004 TRI II TRI III TRI I TRI IV TRI I TRI II 2005 TRI III TRI IV 2.000 - 2.000 - 2.000 - - - 60.000 - - 60.000 - 60.000 - - - - - - - - - - - - 10.000 - - - - - - - 8.000 - - - - - - - - - - - - - 83.800 48.700 139.000 208.125 146.125 204.125 144.125 - 974.000 50 Anexo 4 Execução mensal de gastos Recursos da Funasa Quadro de execução mensal de gastos em U$ Objetivos/Atividades Objetivos 1, 4 E 8 Atividade 1 - Realizar reuniões com as comunidades alvo, visando a identificação dos problemas e de possíveis soluções e o seu envolvimento na implantação e sustentabilidade das ações do projeto. Atividade 2 - Apoiar o ensino formal nas comunidades alvo. Objetivo 2 Atividade 1 - Participação de membros do GNT em reuniões do Conselho Local e Distrital de Saúde Indígena, com vistas a deflagrar a implementação do projeto. Atividade 2 - Capacitar Conselheiros indígenas de saúde. Objetivos 3 E 8 Atividade 1 - Contratar e capacitar os Agentes Indígenas de Saúde e Agentes Indígenas de Saneamento, com vistas à implementação e a sustentabilidade das ações e programas Atividade 2 - Contratar e capacitar um técnico da área de saneamento com vistas à sua integração na Equipe Multidisciplinar que atuam em nível dos Pólos-base. Atividade 3 - Realizar oficinas para construção de recursos pedagógicos para servirem de instrumentos nas práticas dos Aisan e AIS nas aldeias. Objetivos 5, 6, 10, 11 E 12 Atividade 1 - Elaborar os projetos técnicos com vistas à execução dos sistemas de saneamento a serem implantados. Atividade 2 - Executar os sistemas de saneamento nas comunidades. Atividade 3 - Estruturar um mini-laboratório no Pólo-base para a realização de análises físico-química e bacteriológica da água para consumo humano, que abastece as comunidades indígenas e realizar monitoramento da qualidade da água para consumo humano. Objetivos 7 E 9 Atividade 1 - Realizar oficinas para construção de materiais educativos voltados para o fortalecimento das competências familiares relacionadas aos cuidados com as crianças de 0 a 6 anos de idade Atividade 2 - Apoiar as oficinas de alimentação alternativa. Atividade 3 - Fomentar e apoiar as atividades que visem a produção de alimentos e a geração de renda. 1U$ = 2,875 Reais Base: outubro/2003 2004 TRI I TRI II TRI III TRI IV TRI I TRI II 2005 TRI III TRI IV 7.304 - - - - - 278 - - - - - - - - - - - - - - - - 1.635 - - - - - - - 13.913 13.913 13.913 13.913 13.913 13.913 - - 1.391 - - - - - - - - 1.391 1.391 - - - - - - - - - - - - - - 24.348 36.217 36.217 36.217 36.217 - - - 1.739 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 51 Anexo 4 Execução mensal de gastos Recursos da Funasa Quadro de execução mensal de gastos em U$ Objetivos/Atividades Objetivos 13, 14, 15 e 16 1. Realizar reuniões do Grupo Nacional de Trabalho - GNT. Atividade 1 - Realizar Seminários Nacional e Regional visando a sensibilização das entidades governamentais e não-governamentais para participação no desenvolvimento do projeto. Atividade 2 - Criar Grupo Local de Trabalho – GLT e Grupo Regional de Trabalho – GRT para desenvolvimento e acompanhamento do projeto. Atividade 3 - Capacitar recursos humanos para implementação das ações propostas no projeto. Atividade 4 - Implantar e implementar os sistemas de informação – Siasi e Sisabi no Dsei Xavante e Pólo-base, para monitoramento e avaliação do projeto. Atividade 5 - Integrar as ações desenvolvidas pelas organizações governamentais e não-governamentais que atuam nas áreas indígenas. Total U$ 1U$ = 2,875 Reais Base: outubro/2003 2004 TRI I TRI II TRI III TRI IV TRI I TRI II 2005 TRI III TRI IV 696 - 696 - 696 - - - 20.870 - - 20.870 - 20.870 - - - - - - - - - - - - 3.478 - - - - - - - 2.783 - - - - - - - - - - - - - 29.148 16.939 48.348 72.391 50.826 71.000 50.130 - 338.783 52 Anexo 4 Execução mensal de gastos Recursos da GTZ Quadro de execução mensal de gastos em U$ Objetivos/Atividades Objetivos 1, 4 E 8 Atividade 1 - Realizar reuniões com as comunidades alvo, visando a identificação dos problemas e de possíveis soluções e o seu envolvimento na implantação e sustentabilidade das ações do projeto. Atividade 2 - Apoiar o ensino formal nas comunidades alvo. Objetivo 2 Atividade 1 - Participação de membros do GNT em reuniões do Conselho Local e Distrital de Saúde Indígena, com vistas a deflagrar a implementação do projeto. Atividade 2 - Capacitar Conselheiros indígenas de saúde. Objetivos 3 E 8 Atividade 1 - Contratar e capacitar os Agentes Indígenas de Saúde e Agentes Indígenas de Saneamento, com vistas à implementação e a sustentabilidade das ações e programas Atividade 2 - Contratar e capacitar um técnico da área de saneamento com vistas à sua integração na Equipe Multidisciplinar que atuam em nível dos Pólos-base. Atividade 3 - Realizar oficinas para construção de recursos pedagógicos para servirem de instrumentos nas práticas dos Aisan e AIS nas aldeias. Objetivos 5, 6, 10, 11 E 12 Atividade 1 - Elaborar os projetos técnicos com vistas à execução dos sistemas de saneamento a serem implantados. Atividade 2 - Executar os sistemas de saneamento nas comunidades. Atividade 3 - Estruturar um mini-laboratório no Pólo-base para a realização de análises físico-química e bacteriológica da água para consumo humano, que abastece as comunidades indígenas e realizar monitoramento da qualidade da água para consumo humano. Objetivos 7 E 9 Atividade 1 - Realizar oficinas para construção de materiais educativos voltados para o fortalecimento das competências familiares relacionadas aos cuidados com as crianças de 0 a 6 anos de idade Atividade 2 - Apoiar as oficinas de alimentação alternativa. Atividade 3 - Fomentar e apoiar as atividades que visem a produção de alimentos e a geração de renda. 1U$ = 2,875 Reais Base: outubro/2003 2004 TRI I TRI II TRI III TRI IV TRI I TRI II 2005 TRI III TRI IV - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 90.000 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 53 Anexo 4 Execução mensal de gastos Recursos da GTZ Quadro de execução mensal de gastos em U$ Objetivos/Atividades Objetivos 13, 14, 15 e 16 1. Realizar reuniões do Grupo Nacional de Trabalho - GNT. Atividade 1 - Realizar Seminários Nacional e Regional visando a sensibilização das entidades governamentais e não-governamentais para participação no desenvolvimento do projeto. Atividade 2 - Criar Grupo Local de Trabalho – GLT e Grupo Regional de Trabalho – GRT para desenvolvimento e acompanhamento do projeto. Atividade 3 - Capacitar recursos humanos para implementação das ações propostas no projeto. Atividade 4 - Implantar e implementar os sistemas de informação – Siasi e Sisabi no Dsei Xavante e Pólo-base, para monitoramento e avaliação do projeto. Atividade 5 - Integrar as ações desenvolvidas pelas organizações governamentais e não-governamentais que atuam nas áreas indígenas. Total U$ 1U$ = 2,875 Reais Base: outubro/2003 2004 TRI I TRI II TRI III TRI IV TRI I TRI II 2005 TRI III TRI IV - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 90.000 - - - - - 90.000 54 Anexo 5 Evolução de atividades Diagrama GANTT de avanço de atividades Objetivos/Atividades 2004 2005 TRI I TRI II TRI III TRI IV TRI I TRI II TRI III TRI IV Objetivos 1, 4 E 8 Atividade 1 - Realizar reuniões com as comunidades alvo, visando a identificação dos problemas e de possíveis soluções e o seu envolvimento na implantação e sustentabilidade das ações do projeto. Atividade 2 - Apoiar o ensino formal nas comunidades alvo. Objetivo 2 Atividade 1 - Participação de membros do GNT em reuniões do Conselho Local e Distrital de Saúde Indígena, com vistas a deflagrar a implementação do projeto. Atividade 2 - Capacitar Conselheiros indígenas de saúde. Objetivos 3 E 8 Atividade 1 - Contratar e capacitar os Agentes Indígenas de Saúde e Agentes Indígenas de Saneamento, com vistas à implementação e a sustentabilidade das ações e programas Atividade 2 - Contratar e capacitar um técnico da área de saneamento com vistas à sua integração na Equipe Multidisciplinar que atuam em nível dos Pólos-base. Atividade 3 - Realizar oficinas para construção de recursos pedagógicos para servirem de instrumentos nas práticas dos Aisan e AIS nas aldeias. Objetivos 5, 6, 10, 11 E 12 Atividade 1 - Elaborar os projetos técnicos com vistas à execução dos sistemas de saneamento a serem implantados. Atividade 2 - Executar os sistemas de saneamento nas comunidades. Atividade 3 - Estruturar um mini-laboratório no Pólo-base para a realização de análises físico-química e bacteriológica da água para consumo humano, que abastece as comunidades indígenas e realizar monitoramento da qualidade da água para consumo humano. Objetivos 7 E 9 Atividade 1 - Realizar oficinas para construção de materiais educativos voltados para o fortalecimento das competências familiares relacionadas aos cuidados com as crianças de 0 a 6 anos de idade Atividade 2 - Apoiar as oficinas de alimentação alternativa. Atividade 3 - Fomentar e apoiar as atividades que visem a produção de alimentos e a geração de renda. Conforme programação do Conselho 55 Anexo 5 Evolução de atividades Diagrama GANTT de avanço de atividades Objetivos/Atividades Objetivos 13, 14, 15 e 16 1. Realizar reuniões do Grupo Nacional de Trabalho - GNT. Atividade 1 - Realizar Seminários Nacional e Regional visando a sensibilização das entidades governamentais e não-governamentais para participação no desenvolvimento do projeto. Atividade 2 - Criar Grupo Local de Trabalho – GLT e Grupo Regional de Trabalho – GRT para desenvolvimento e acompanhamento do projeto. Atividade 3 - Capacitar recursos humanos para implementação das ações propostas no projeto. Atividade 4 - Implantar e implementar os sistemas de informação – Siasi e Sisabi no Dsei Xavante e Pólo-base, para monitoramento e avaliação do projeto. Atividade 5 - Integrar as ações desenvolvidas pelas organizações governamentais e não-governamentais que atuam nas áreas indígenas. 2004 2005 TRI I TRI II TRI III TRI IV TRI I TRI II TRI III TRI IV 56 Anexo 6 Declaração de participação das entidades (Aliança estratégica) Senhores, Concurso de projetos, Lima Referência: Participação no Concurso de Projetos De conformidade com o estabelecido nas bases do concurso, declaramos que: os abaixo assinados, aceitamos e nos comprometemos a subescrever um acordo de Associação em Participação, no que foi estabelecido nas bases do concurso para a execução do projeto denominado “Melhoria das Condições Ambientais do Povo Xavante” Atenciosamente, Romeo Rodrigues Fialho Miguel Malo Serrano Fundação Nacional de Saúde Coordenador do GNT Opas - Brasiília Consultor na Área de Promoção da Saúde Ana Maria Costa Fundação Nacional do índio -Brasília Coordenadora. de Saúde da Diretoria de Assistência ORIGINAL ASSINADO 57 Anexo 7 Perfil das instituições participantes Instituição Instituição 1 Compromisso com o projeto Assessoria técnica, apoio financeiro, logístico Ministério da Saúde/Fundação Nacional de Saúde • Tipo de organização: Fundação • Endereço: SAS Q4 BL "N" – Brasília - DF CEP – 70 070-040 TEL. +55 61 314 6300 • Pessoas de contato: a) Romeo Rodrigues Fialho Telefones: +55 61 314 6356 [email protected] b) Lucimar Corrêa Alves Telefones: +55 61 314 6527 [email protected] • Objetivo institucional: Promover a inclusão social por meio de ações de saneamento ambiental e de ações integral à saúde dos povos indígenas, com excelência na gestão e em consonância com o Sistema Único de Saúde Prestar assessoria técnica. Instituição 2 • • • Ministério da Justiça/Fundação Nacional do Índio Tipo de organização: Fundação Endereço: SEPS Q 702/902, Projeção A, Edifício LEX - Brasília – DF CEP - 70 390-025 • TEL. +55 61 313 3500 • Pessoa de contato: Ana Maria Costa- Coordenadora de Saúde da Diretoria de Assistência Fone: + 226 9224 [email protected] • Objetivo institucional: Promover a educação básica dos índios, demarcar, assegurar e proteger terras, estimular o desenvolvimento de estudos e levantamentos sobre grupos indígenas e defender as comunidades indígenas, geri o seu patrimônio e fiscalizar suas terras, impedindo ações predatórias de madeireiros, garimpeiros e outros que representem um risco à vida e a preservação desses povos. Instituição 3 Prestar assessoria técnica • • Opas - organização panamericana de saúde Tipo de organização: Organização Internacional de saúde pública Endereço: SEN, LOTE 19 - BRASÍLIA - DF CEP - 70 800-400 TEL. +55 61 426 9595 58 e-mail - [email protected] • Pessoa de contato: Miguel Malo Serrano Fone +55 61 426 9548/ 426 9591 [email protected] • Objetivo institucional: Orientar os esforços estratégicos de colaboração entre os Estados Membros e outros parceiros no sentido de promover a eqüidade na saúde, combater doenças, melhorar a qualidade de vida e elevar a qualidade de vida dos povos das Américas. INSTITUIÇÕES COM POTENCIAL PARA FUTURAS PARCERIAS Instituição 4 Prestar assessoria técnica • • • CNS – Conselho Nacional de Saúde Tipo de organização: Endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Ed. Anexo B, sala 136 BRASÍLIA - DF CEP - 70 058-900 TEL. +55 61 315 2150 e-mail - [email protected] Objetivo institucional: Orientar os esforços estratégicos de colaboração entre os Estados Membros e outros parceiros no sentido de promover a eqüidade na saúde, combater doenças, melhorar a qualidade de vida e elevar a qualidade de vida dos povos das Américas. Instituição 5 Executora • • SDC - Sociedade na Defesa da Cidadania Tipo de organização: Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) • Endereço: CLSW 504 Bloco. A lojas 33/37 – Sudoeste – Brasília-DF CEP –70 673-500 TEL +55 61 3412520/343 1592 e-mail –[email protected] Objetivo institucional: Apoiar e desenvolver ações para a defesa, elevação e manutenção da cidadania, através das atividades de saúde, educação, culturais, assistência social, ambientais e direitos humanos. Instituição 6 Executora • • • • Prefeitura Municipal de Paranatinga - MT Tipo de organização: Poder executivo municipal Endereço: Av. Brasil, 1900 - Centro CEP- 78 870-000 TEL. +55 66 573 1329 e-mail - [email protected] Instituição 7 Ministério da Educação e Cultura Prestar assessoria técnica. 59 • • Tipo de organização: administração direta Endereço: Esplanada dos Ministérios - Bloco L - Ed. Sede - Anexos I e II - Brasília-DF CEP- 70 900-047 • TEL. +55 61 410 8484 • Objetivo Institucional: Estabelecer a política nacional de educação, avaliação , informação e pesquisa educacional, pesquisa e extensão universitárias, coordenação de programas de atenção integral a crianças e adolescentes. Instituição 8 Assessoria técnica • • • Ministério da Assistência e Promoção Social Tipo de organização- administração direta Endereço: Esplanada dos Ministérios, Bloco "C", 5º andar - Brasília-DF CEP - 70 046 - 90 • TEL. +55 61 313 1822 • Objetivo institucional: Estabelecer a política nacional de assistência social; normalização, orientação, supervisão e avaliação da execução da política de assistência social; articulação, coordenação e avaliação de programas sociais do governo federal. Instituição 9 Assessoria técnica e financeira. • Unicef - Fundo para as Nações Unidas para a Infância • Tipo de organização - órgão permanente do sistema das Nações Unidas. • Endereço: SEPN 519, Bloco A, Edif. INAN, 2º andar - Brasília-DF CEP 70 750-521 • TEL. +55 61 3035 1900 • E-mail: [email protected] • Objetivo institucional: Promover o bem estar da criança e do adolescente, com base em sua necessidade, sem discriminação de raça, credo, nacionalidade, condição social ou opinião pública. Instituição 10 Assessoria técnica. • • Embrapa - Empresa brasileira de pesquisa agropecuária Tipo de organização- empresa pública, vinculada ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento • Endereço: Parque Estação Biológica PqEB s/n Brasília-DF CEP - 70 770-901 • TEL. +55 61 448 4433 e-mail - [email protected] • Objetivo institucional: Sua missão é viabilizar soluções para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro por meio de geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias, em benefício da sociedade. Instituição 11 Assessoria técnica. • Empaer/MT - Empresa matogrossense de pesquisa, assistência e 60 extensão rural S/A • Tipo de organização: empresa de economia mista • Endereço: Av. Gonçalo Antunes de Barros, 3435 - Carumbé, Cx. Postal- 225 - Cuiabá-MT CEP - 78 050-300 • TEL: +55 65 648 9202 • E-mail –[email protected] • Objetivo institucional: Gerar, adaptar e transferir tecnologia e conhecimentos para o desenvolvimento sustentável dos segmentos agropecuário, florestal, agro industrial e do meio rural e da sociedade do âmbito do estado de Mato Grosso. Instituição 12 Assessoria técnica. WWF - Brasil • Tipo de organização - organização não governamental • Endereço - SHIS EQ QL 6/8, conjunto E, 2º andar Brasília-DF CEP - 71 620 430 • TEL. +55 61 364 7474 • E-mail: [email protected] • Objetivo institucional: Conservar a natureza e os processos ecológicos por meio da preservação da diversidade genética das espécies e dos ecossistemas; assegurar o uso de recursos naturais renováveis; reduzir a poluição e o desperdício na exploração dos recursos naturais. Instituição 13 Assessoria técnica • • • Escola de Saúde Pública Dr. Agrícola Paes de Barros Tipo de organização: Organização Estadual Endereço: Av. Adalto Botelho s/n, Bairro Coophema Cuiabá-MT CEP – 78 085 200 • TEL. +55 65 6132210 / 6132211 • Objetivo institucional: Capacitar pessoas em cursos técnicos na área de saúde.