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Vc
c.a.lupe cotrim
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ikmçâo
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Ihewm
mté...
ALMEIDA
Editorial
ELITÜZADOl
HERMÊTICOl
PANFLETÁRIO!
As acusações contra o
ALMEIDA sao muitas o A prin
cipalf porém, talvez seja
o descaso que os nossos a
cusadores tem para com o
jornal que deveria ser o
meio de expressão dos es^
tudantes. Falhas existem,
o ciue não existe sao tenta
txvas para contorna-las o
Pretendemos, a partir desve número, realizar algum
mas mudanças:
VAMOS POPULARIZAR 0 ALMEIDAl
Para isso precisamos de
sua participação, critica,
opxniaot, Se tiver alguma
fofoquinha para contar, ejs
creva para a seção especia
lizada; recadinhos sentimen
tais podem ser enviados p
para o CORREIO AMOROSO; p
pequenas poesias serão publicadas; a partir deste
número as fotos poderão
ser publicadas para as ilustrações; quem gostar de
esportes pode mandar sua
contribuição e também tert^
mos a coluna dos leitores o
PARTICIPE o
PARA 0 ALMEIDA CAIR NA BOCA
DO POVOt
COMISSÃO DE IMPRENSA
PARTICIPARAM DESTE
NÚMERO: antonio,
cao, cida, clarice,
daniel, denise, edu
arde, hernesto, Ivan,
ligia, losnack, raari,
m. elena, marli, nadia,
rosana, tada., tomio,
zé geraldo. julia,
norma(PAU), gersõn,
Uma Feira de Arte - Livre - da
Eca! Essa é uma idéia que sempre es
tá rondando na minha cabeça. Em mui^
tos papos a gente já ventilou o assunto. E parece que há interesse do
pessoal da escola em realiza-lg.
Estou me lembrando agora, da mostra de arte de 1978» da mostra estudantil livre da ECA (meleca, lembram?)
da "noite dos poetas", que o pessoal
do atual 8c semestre realizou ano
passado, da mostra de cartuns...
Pensando bem, esses eventos são muito pouco diante das possibilidades
da escola. No entanto, a realização
deles não foi um "monstro de sete ca
becas". Ao contrário: com o potencial
das próprias pessoas da ECA, teve um
desdobramento fácil.
Agora, a mostra de arte - livre, que
começa a ser pensada para o segundo
semestre, tem que ser algo que englo
be as diversas atividades ja promovi
das pelo CALC. Mais que isso; que di
rija-se também, para fora da Universidade. Shovrs de musica, teatro, dan
ça, artesanato, pinturas, poesia, ra
dio e tv, cinema, cordel, e tudo o
que pintar vai entrar. Acompanhados
de discussões sobre o papel da arte,
as várias correntes artísticas que se
expressam, a arte popular - hoje, e
o papel das entidades em congregar
as manifestações artísticas. Daí, en
tra umas perguntas pra gente pensar:
Qual o papel da Universidade na formação cultural de nosso povo? Por que
não se expressam no CA. a criação
dos alunos da ECA?
Uma mostra neste estilo vai exigir muita gente participando. Tem
uma reunião do Cultural no dia 4 de
agosto que vai discutir isso, Já temos a idéia de ümi concurso do cartaz
para a mostra. Traga suas idéias. Pre
cisamos agitar essa escola.
Ou a ECA não é mais a Escola de Co
municações e ARTES?
Marli, 8Q sem. not
ALMEIDA
peda^o^ía moderna
comissão de
inquérito
0 motivo de toda essa agitação foi mais uma vez a impossibi
lidade de os alunos poderem
se
utilizar plenamente dos (parcos)
recursos da Escola. Desta vez ,
alias, a escola como um todo estava vetada ao uso dos estudan tes, que encontraram a EGA completamente fechada nas primeiras
semanas de ferias. Nesse período
o 78 sem de jornalismo not. havia marcado uma reunião junto
com os professores, para dar con
tinuidade ao projeto do curso: a
edição de uma revista especializada em Arte, que estava com todo seu processo de pesquisa, entrevistas e redação prontos. Mas
apenas os banheiros e os corredo
res estavam abertos ( e não são
*" os lugares mais apropriados oara
a edição de uma revista não e.
ou e? ). 0 que ocorreu em seguida foi a completa pichação
do
Bloco A exigindo que "Abram a Re
dação"?
A repercussão dessa pichação
foi muito alem da expectativa
dos estudantes. Se o que eles re
ivindicavam era a livre utilização da redação, o que eles conse
guiram foi a instalação de
uma
"Comissão de Inquérito", a nível
de diretoria e de deoartamento ,
para apurar re3ponsabi3j.dades. 0
79 sem. foi convocado para uma
reunião, dia 5/8, com o Torquato
que, pelo que parece, vai diri gir a "comissão".
A utilização deste recurso
pela burocracia da ECA talves S£
ja um fato inédito e, ainda que
ela seja obrigada a desistir da
"Comissão", sua simples convocação e um elemento extremamente
grave e demonstra como a diretoobs:embora as pichaçoes tenham
sido rapidamente apagadas, elas
foram registradas em fotos, e
talves pinte uma exposição.
ALMEIDA
ria da escola enfrentara os pro
bleraas daqui para a frente: eximindo-se das suas responsabilida
des e indo buscar entre os pro fesaores e alunos os culpados pe
Ias péssimas condições de ensina
!SEQÜESTRO DE IMAGENS
Sumiram miatariosanente da Grafica
da ECA fotos e ilustrações gua aguardavam
publicação ew noeso jornal.
É importante fazer um breve
relato das experiências da turma
do 7° sem, na luta para ver pu publicados os jornais que realizou. Nao e a toa nem por acaso
que esta manifestação de "sacocheio" com a burocracia da escola ocorreu. Cora 4 anos de ECA ,
desde o início de 79 essa turma
vem enfrentando o Depto. de Jornalismo (e a diretoria) mais de
perto. Os 3 jornais que escreveram no 23 sem, de 79 só foram editados, respectivamente, era novembro/79, 'dezembro/79 e março /
80; um deles sem as fotos,
que
foram "perdidas". 0 jornal dedicado à Semana de Jornalismo, que
ocorreu em março deste ano, completamente pronto em abril, so
veio a ser publicado em 2i/julha
E isto com muita pressão: foi en
caminhado documento ao Perri, re
alizadas duas reuniões com a diretoria e uma enorme pressão jun
to ao Departamento. Jornais feitos com câmeras fotográficas do
século passado, laboratório que
parece uma cozinha (so tem sal),
e com enormes dificuladades de
impressão.
A todos esses problemas e atrasos o Perri e a Fernanda respondiam:
-"Eu já dei todas as ordens
para que o jornal fosse feito.Me
chamem o Coelho 1"
E obrigavam o Coelho a res ponder porque o jornal nao saia,
quando nos sabemos que o que ocor
re e a sobrecarga da grafica com
trabalhos externos, falta de fun
cionprios, péssimas condições de
material (os jornais são comoostos fora), laboratórios daficien
tes, fechaitento da grafica no pe
riodo noturno e infindáveis tramites para liberação de verba»
Sao os professores que aevem
responder a tudo isto ?
Não bastasse,a burocracia da
escola começa a utilizar-se de
métodos cada vez mais inadmissi-
è
veis. Desde o 18 instante após a
pichação ficou-se buscando "quem
iòüí.Os -professores foraa convocados pela diretoria. Os alunos
do 7Õ tiveram uma reunião com a
prof. Pe manda J^L qual ela insis
tia em perguntar "quem foi" e a
exigir desculpas. A reunião foi
sem dúvida pitoresca, üm doa alunoa que havia se exaltado, ao
sair da àala foi interpelado pe
Io motorista da prof. da seguin
te forma: "Se você faltar ao IBS^
peito com a prof, eu chamo 6
camburões e mando prender todo
mundo?» 3u achei muito 6 camburões, pois éramos apenas uns 20
Agora a coisa chega ao ní vel de tuna comissão de inquérito» Com que objetivo: aoúrar Os
responsáveis? , investigar os
problemas? » Isto é inadmissi" vel. Basta atender às reivindicações mais do que repetidas de
todos os estudantes»
Pois este não é um problema
apenas do 7a sem», mas afeta to
da escola. So para lembrar, os
alunos do básico não podem utilizar a redação se não estiver
aberta pelos professores ou alu
nos de jornalismo. Se isto ocor
re com a redação, os demais laboratórios são simples portas a
trás das quais não sabemos o que
existe: se equipamentos ou um
depósito de tóxicos, pois nãoiB
mos acesso»
|
Neste semestre, o agora 89
semestre de jornalismo noturno
irá deparar-se com os laboratórios de Radio-e-TV e de Cinema.
Alguém imagina o que vai a-,
contecer?
70 sem» not.
ALMEIDA
Gringo é gente?
0 combate ditadura x povo
continus com mais um round. Desta
vez a questão é a lei dos estrangeiros. Preparada por^quatro ãnõs
nos corredores do Palácio do Planalto (e outros centros de poder),
essa lei tem prazer até 5 de agosto
para ser debatida e votada no Congresso (o recesso parlamentar vai
ate o fim do mês de julho), após o
que será aprovada por decurso
de
prazo.
Essa lei é uma maravilha de jurisprudência, segundo alguns especialistas no assunto. Por exemplo,
a permanência de estrangeiros no
país dependerá de escassez de wao-de-obra nacional no setor, E essa
escassez ou não de mio-de-obra
será determinada, claro,
pelas "otoridades" do país, o Mi nistério da 3ustiça e seus funcionários (que até agora não descobri
ram os responsáveis pelo atentado
a Dalmo Dallari, aos jornais Ej)
Tempo, Hora do Povo, a bancas de
jornais"^ etc. etc.) .
Outra maravilha dessa lei e a JJ
xigência aos estrangeiros gue in formem seu local de permanência ao
governo, tendo estes, lógico, o dJL
reito de impedir o livre transito
dos mesmos (violando, pra começo
de conversa, a Declaração Univer sal dos^Direitos Humanos, a qual o
Brasil é signatário), Pra reforçar
esse mecanismo foi criado um outro
as imobiliárias, hotéis, síndicos
e os proprietários de imóveis que
abrigarem estrangeiros ou com eles
fizerem contratos são obrigados a
enviar os dados dos estrangeiros
ao Ministério da^Dustiça (ótimo me
canismo, assim não será preciso o
DOPS, PM, DOI/CODI, etc. pagarem^
delatores, economia dos cofres públicos) .
Quanto aos estrangeiros aqui re
sidentes, a nova lei permite sua
expulsão, bastando serem considera
dos indesejáveis^pelo Ministério'
da (quáj quá, quá) Justiça. Se tiverem cônjuge ou filhos brasilei ros,não importará, serão expulsos
assim mesmo. Sem apelação. Os filhos pagarão pelo "crime" de terem
pais imigrantes...
PO/ SEU (7UARM/
ZU SÓ £5rAVA
Pf^TlCAV^O O
0
sente Declaração sem distinção alguma, seja de raça, cor, sexo, lín
gua, religião, opinião política ou
de qualquer outra natureza, nacional ou social., "fortuna,^nascimento
ou qualquer outra condição."
Declaração Universal dos Direitos do Homem, ONU, 1946.
Tomio, 65 sem, not.
representantes
Quando a "Libelu"recusa
a participação noò orgaos
colegiados, alegando repúdio as condições vigentes,
lamentamos que tamanha for
ça de engajamento seja ga£
ta numa atividade de negação, que se por um lado exorcisa o comodismo de uma
sociedade que se habituou
a abrir mão de seus direitos, por outro lada desper
dica uma força revoluciona
ria efetiva, capaz de sustentar combate nos redutos
mais obstruídos das nossas
instituições.
Acreditando com força,
que sabe equivalente àquela, na necessidade imediata de uma transformação
profunda na nossa escola,
assumimos a representação
discente na Congregação,
órgão máximo de decisão
dentro da ECA. Nem a humilhante proporção que torna
uma farça o poder decisório
do estudante, nem a orienta
ção geral do governo que ne^
ga aos cidadãos o direito a
uma formação crxtica, nos
assustam» Move-nos a esperança de que presenciando
as cerimonias de decisão,
possamos detectar onde estão as falhas de cujos reflexos todos se ressentem.
A primeira falha que sal_
ta aos olhos e cuia vivenjcia deprime, é a inexisten
cia de real representativo^
dade, que não diz respeito
apenas à baixa proporciona
lidade burocrática mas ao
interesse da comunidad dis_
cente. 0 representante ja
existe mas e os representa
dos? Onde seu real em^ anho
em se fazer representar,
em que seja levado seu parecer? 0 comportamento geral é de inquilinos indescentes a quem pouco importa se a casa está caindo:
seu prazo de jpermanêucia
é curto...
Mas por quê?
Se somos filhos de lares
idiotas onde a criatividade é sinônimo de rebeldia,
se pertencemos a uma estru
tura política onde a cada
nível autoridades constitu
idas são absolutamente ciu
mentas de seu poder, usurpado a comunidade, por onde começar?
É preciso ter claro que
TUDO DEPENDE DE NÓS,
O organismo social esta
decrepto por falta de sei-
Tacb- .
va.O que falta sao novas
idéias, novas propostas de
se encaminhar as ativida des. Ou nos moldamos servilmente às exigências sutilmente aviltantes de um
mercado de trabalho exis tente, ou nos sacrificamos
ao sonho de uma exnerien cia revolucionariais bem sucedida, ou nos apropriamos de vez do espaço_de
discussão e proposição que
é nosso por direito. .
Que tal começar com o as_
sunto da pixação do bloco
do CJE, assinado "7e semes
tre noturno". Excelente
meio de comunicação, atingiu em cheio o objetivo
que era comunicar desconten
tamento. A professora visada, chefe do CJE, reagiu mais classicatnente que bandido .provocado em filme de
far-west: levou o assunto
como comunicado, a Congrega
ção, queixando-se da injustiça dos ataques pessoais e
da improcedencia do motivo,
O Diretor, mais classicamen
te ainda, chamou a si o assunto, considerando-o administrativo e formando duas
comissões. Uma de "dindican
cia a fim de apurar a eventual responsabilidade de
alunos do 7e semestre notur
-no, do curso de Jornalismo,
em atos predatórios ocorridos no Departamento de Jornalismo e Editoração, na
noite de 2/07/80 cuja documentação fotográfica se encontra no processo ECA n2
160/80". A outra comissão
deverá ouvir o lado oposto
implicado.
ALMEIDA
tentes
Toda esta movimentação
mostra quão longe estamos
de um consenso sobre os limites entre o direito de expressão e a conservação de
um patrimônio nosso. Como e
importante ventilar este as_ —
sunto. Ao que parece a pi•
xação é tanto mais eficaz
quanto mais inusitada. Don
de o perigo de institucioi
nalizá-la, Pixar uma parede
impecavelmente branca é bom
mais chocante que faze-lo
num muro sujo, ou usado.
Tem o pixador o direito à
eternização ou dever-se-ia
pintar periodicamente os
muros para receberem novas
mensagens? Todas estas que£
toes e outras são pertinentes. Agora, se o pixador, s
seja qual for sua mensagem,
e um fora^ da lei»^ que deve
ser inquerido e punido, eis
uma questão que posta a.r pl^
biscito estudantil tem ampla possibilidade de levar
um solene não.
Talvez uma saída bem mais
adequada ao assunto.
Talvez uma saída bem
mais adequada ao assunto
fosse a realização de sim
pósio, com a participação
maciça da Escola, onde
procurássemos definir a
legitimidade e os limites
da pixação como meio de 0
coraunxmçac, poxs e inegável que a noção cla=sica
de conservação do patrimônio
na escola publica como ai
go que sendo de todos nao
temos o direito de estragar
se choca hoje com uma necom uma necessidade mais
fundamental, de desabafar
num momento eci que nos
sentimos traídos por quem
,
quer que se.ia que detenha
um poder instituído com o
aceite de uai regime de ex
cessão.
Sendo assim, condamos
toda a população estudantil da ECA a se movimentar
ja, para encaminharmos nos^
sos problemas de maneira
nova, mais fundamental,
mais fundamental
mais verdadeira, representativa e por isso mais
eficaz.
Não deixe de encaminhar
seu parecer ao CALC.
So você pode fazer esta
escola viver.
Nadia
ALMEIDA
Healizou-se no Rio de Janeiro,
nos dias 5 e 6 de Julho a reunião
prévia para o IV ENECOM - Encontro
Nacional dos Estudantes de Comuni
cação ~ da subsecretária de corau
nicações da UNE, por ocasião do
III Seminário da UNlAO NACIONAL
DE ESTUDANTES. Estiveram presen
tes 20 entidades de todo o pais
e a pauta discutida foi a seguin
te:
1) proposta de continuidade da
luta
2)nautat local, data e critério
de tirada de delegados para
o IV ENECOM
Sobre o primeiro ponto a pauta, e discussão girou em torno da
luta pela aprovação do novo currí
culo. Este currículo foi elabora
do à partir do III ENECOM e do II
ENPC - Encontro Nacional dos Pro
fessores de Comunicação - numa comissão paritária nacionalo £ foi
entregue em Brasília pela ABEPEC
(Associação Brasileira para o Ef»
tudo e Pesquisa da Comunicação,,
Neste sentido as entidades reu
nidas no Rio decidiram: encaminhr
um abaixo-assinado pela aprovação
deste currículo; caravana à Brasí^
lia para entregar o abaixo-assina
do; no dia da caravana será o DIA
NACIONAL PELA APROVAÇÃO DO NOSSO
CURRÍCULO; as entidades devem en
caminhar ao MEC e ao CFE, bem co
mo a xmprensa, moções pedindo a
aprovação do currxculo; deverá
acontecer uma reunião com os sin
dicatos sobre mercado de trabalho,
estagio e comissões academicaso
0 IV ENECOM será em Curitiba
e a data certa vai se marcada na
reunão da executiva em Brasília.
A pauta será a seguinte:
l)Abertura e informes
Deve contar com a presença de
profissionais da imprensa. Devemos buscar uma forte unificação
pela liberdade de expressão e
contra todos os ataques a entidades e meios de comunicação.
2)subsecretaria de comunicação da
UNE.
3)Mercado de Trabalho e e campa
nha pela não fechamento das escí>
Ias de comunicação
3)Currículo.
A idéia e fazer um encontro c
com a participação de profissio
nais , professores, alem de discus^
soes em plenárias e em grupo com
programação cultural à noite. O
critério para a tirada de delega
dos será: 4 delegados para cada
500 estudantes e 1 para 200 ou
fração,
TODO MUNDO NO ENECOMl
E principalmente a reunião no
CA. para organizar sua participa
çáo.
v
CA0
8
ALMEIDA
Tíido normal em El Salvador
Denise
Não. Nada está ocorrendo.
Se aquietam todos. Tudo esta
tranqüilo.
A Junta de Salvação esta
cumprindo o seu papel • Um
governo popular esta no poder.
Todo o nosso sonho, toda a
nossa utopia se realizando:
'hiedidas drásticas e radicais
em favor do povo".
A tão sonhada reforma
agrária...os camponeses com£
moram pelas campos.
Na cidade tudo e calmo. 0
exército está nos quartéis.
As organizações de esquerda
estão silenciosas e confiantes reconstruindo o pais. Afinal, tudo o que nós somos,
o que acreditamos, esta_acon
tecendo: "a transformação da
sociedade..."
0 que lemos em alguns pou
cos jornais é mentira. Todos
os estudantes sabem disso. A
morte de D. Romero foi acidental. Os camponeses estão
na embaixada de Porto Rico
porque não querem dividir as
suas terras.
Neste mês, comemoramos um
ano de Revolução Nicaraguense. Lembram-se?••«Milhares de
muros pixados...Moções e moções em solidariedade a Pren
te Sandinista.•.
Foi um erro?
Todo dia o governo norteamericano se manifesta: "Nao
permitiremos uma nova Nicarâ
gua..."
Será preciso lembrar a im
portãncia que e, as entidades estudantis - UNE, UEE,
DCE, CA - declararem que
apoiam a luta do povo de El
Salvador?
Será preciso lembrar a
importância que é levar à po
pulação, que mais um pais,
em nosso continente, esta lu
'tando para se libertar?
Mas por favor, não nos pr^
ocupemos muito com isso...
Existem coisas mais importantes ...
ALMEIDA
Se você nao ouviu falar nessa
Vila, não fique frustrado. i;iinse
ninguém a conhece. Eu mesma só
fiquei sabendo de sua existência
no mes de julho, quando estive
no Hio de Janeiro e hospedei-me
perto do local.
A Vila rio Arcozelo é uma "tni
ni-cidade encantada' onde tudo
é arte, cultura, imaginação, cri^
atividade.
Foi fundada pelo já falecido
Pascoal Carlos Mngno, que desde
o início do ano, ameaçou por f0_
go em tudo, por não ter condições
financeiras para continuar sustentando sua obra. Na ocasião o
programa "Fantástico" . lançou a
campanha do "Um Cruzeiro" - cada estudante brasileiro deveria
enviar à Vila essa quantia, coo
perando para a restauração do
local. Muitos cruzeiros chegaram
ao seu destino, mas nao foram
suficiente para concretizarem
os sonhos do senhor I-ascoal.
"- Seu Pascoal morreu triste..." foram as palavras de
um rapaz que eu encontrei mais
tarde e que me mostrou todo o
local.
Estive na Vila por três vezes. Na primeira , andei dez minutos por lá, sem encontrar nin
guetn. 0 portão estava aberto,
fui entrando. Numa sala simples,
estavam pregados nas paredes car
tazes referentes a acontecimentos
culturais importantes. Alguns de
ate vinte anos atrás. So mnis
tarde fiquei sabendo que ali é
a Prefeitura da Vila.
0 museu, todo em reformas,
muito lentas, por sinal, recebeu
o nome de seu criador, •'•numeras
obras do arte estão ali ruardadas, inutilizadas, perdendo-se.
Ha também o cinema e o teatro
(onde o teto desabou), uma biblioteca com mais de mil volumes empilhados e embolorados
(não ha ninguém para cuidá-la),
um salão para danças, um barzinho bem aconchegante, piscina.
campo 3e futebol, um enorme refeitório, uma escola em funcionamento para mil crianças Tembo
ra precáxia ) e muitos quartos
com banheiros, onde qualquer um
pode se hospedar. Aliás, aquele
mesmo r,-ipaz me contou que por a
queles dias uma equipe de teatro
amador tinha estado Ia, cnsaian
do e partido depois para o Rio.
A vila do Arcozelo e um depó
sito cultural abandonado pelas
pessoas e infestada pelos cupins, que tem feito a festa!
Até dói o coração ver o estado
de tudo aquilo.
Segundo o rapaz, a Vila é a
única, nesse gênero, na América
Latina além de ter o terceiro
melhor ar, ainda respirável,
do Brasil •
Perguntei se
esperavam con
tar com a ajuda do governo cario
ca para a restauração, o rapaz
sorriu, levantou os ombros e res_
pondeu:-"Talvez..."
Durante alguns minutos fiquei
imaginando todos nós da KCA hospedados naqueles quartinhos, gozando daquela riqueza cultural.
Vi o pessoal da EAD se esbaldan
do no palco de teatro, a turma
de biblioteconomia "curtindo"
os mil volumes de livros. Emfim,
arranjei afazeres para todas as
áreas profissionais da ECA.
Mas quando me deparei com as
estátuas pelo imenso jardim, des_
truídas, com o mato crescendo
em volta de um belo lago, com os
vidros quebrados, portas e tetos caldos, quadros rasgados,
acordei e voltei à realidade.
Creio que talvez a ECA possa se
reunir ali, mas primeiro ajucian
do na reconstrução da Vila e d£
pois usufruindo dela.
Aqui fica dado o meu recado
e aproveito parí» fazer a pergun^
ta: "0 que podemos fazer pela
Vila do Arcpzelpjr'
Mari - 20 básico
Not - ECA
10
ALMEIDA
ALMEIDA
12
ALMEIDA
Falanges^ Vampiros e
Democracia
A Idade Media ameaça
desabar novamente sobre
nos. Sinistros atentados
de Ia destra - denunciados
ja ha algum tempo por este
combativo semi-periódico intensificaram-se e
tornaram-se mais descarados
nas ultimas semanas.
Advogados, entidades,
bancas de jornais, tudo
aquilo que cheire a luta
democrática e popular tem
sido alvo do que há de
mais reacionário e obscuro
neste país.
A direita não se
conforma com o avanço das
forças que querem a
democracia e que a cada
dia ampliam seu espaço no
peito e na raça.
Não restam dúvidas
sobre a ligação dessas
brigadas fascistas com
setores e forças
encasteladas dentro do
regime. Se assim não
fosse, os fatos e os
responsáveis já teriam sido
apurados. Afinal, quem não
se lembra
da implacável
*
mm
eficiência dos orgaos de
segurança contra as ações
armadas da esquerda nos
anos 60 e 70?
O mais - curioso é que,
justamente quando começam
a surgir as primeiras
evidencias de prováveis
ligações do D0I-C0DI com
a prisão ilegal e com o
seqüestro de Dalmo Dallari,
surge um panfleto assinado
por uma tal "Falange Pátria
Nova" (vade retro)
assumindo a autoria deste
último ato, numa clara
manobra diversionista dos
setores efetivamente
envolvidos. 0 mesmo
panfleto traz uma lista das
próximas vítimas:
personalidades e entidades
das mais diversas inspirações
e tendências, havendo um
único ponto comum entre
elas: todas representam
forças empenhadas na
conquista das liberdades
democráticas,
Como o vampiro que
precisa da escuridão da
noite para fazer suas
vitimas e continuar
vivendo do sangue alheio,
também os DOI-CODIs,
Falanges e CCCs da vida
não podem sobreviver sob
a luz da democracia e agem
no sentido de perpetuar a
noite da ditadura.
Diante disso, só cabe
uma alternativa aos
setores comprometidos com
a luta democrática:
avanç ar. Avanç ar
firmemente contra a
retranca do regime, contra
sua violentíssima linha de
zagueiros (LSN, D0I-C0DI,
SNI, CENIMAR, etc).
Lembrando sempre que ainda
estamos no campo do .
adversário, e no campo do
adversário, como diz o
Gonzaguinha, é bom jogar
com muita calma,
procurando pela brecha
pra poder marcar...
Zé Geraldo
ALMEIÜA
A 32a. Reunião Anual da
SBPC contou com a presença
de cerca de 8 mil pessoas,
na sua maioria estudantes.
A discussão a respeito do
caráter do encontro (se
devia ser político ou
estritamente científico)
mostrou-se uma falsa
polemica, ja que todo
mundo percebeu que o
caráter político do
encontro não depende da
intenção dos diretores da
SBPC nem dos cientistas
participantes, mas decorre
de uma imposição da própria
realidade. Por exemplo:
como discutir e analisar a
questão energética sem
discutir e analisar também
a política oficial para o
setor? Como debater a
Educação no Brasil sem
aprofundar a análise de
seu paçel e de sua
importância para as
diversas classes e setores
da sociedade? Querer
separar a ciência da
política seria agir como
uma Santa Inquisição que
dissesse: ate aqui a
ciência pode ir, daqui
pra frente é heresia.
Mas se a ciência não
se separa da política,
tampouco se confunde com
ela. E essa confusão,
quando realizada, acaba
custando caro tanto para
uma quanto para a outra.
Esse problema fêa-se
13
sentir, nesta última
reunião, nos debates da
área de ciências humanas,
onde o público,
predominantemente
estudantil, esperava
respostas imediatas e
palavras de ordem para
fazer frente às questões
colocadas pela conjuntura
política. Muitos
expositores entraram nesse
jogo infantil e fizeram
tronitroantes e
demagógicos discursos,
levando o público ao
delírio e a catarse. Deçta
maneira, deixaram, por um
lado, de contribuir para
uma compreensão mais
científica da realidade, e
por outro lado,
contribuíram como força '
desmobilizadora através da
terapia que proporcionaram
aos ouvintes, politicamente
satisfeitos e cheios de
certezas. Como exemplos
dessa atitude, podemos
citar as exposições de
Chico De Oliveira (na mesa
sobre "A Conjuntura Crítica
da Teoria Econômica") e de
Frei Beto (na mesa
"Democracia e Socialismo").
A crítica a isso foi feita
por Maria Conceição Tavares
("isto não é discussão
científica isto é um
happening"), no mesmo
debate do Chico de Oliveira.
Um fato político da
maior importância para nós,
estudantes, foi a
realização da mesa-redonda
promovida pelo DCE-Livre da
USP, sobre o tema "A Crise
da Universidade: o Caso-da
USP". Coordenada pelo nosso
DCEj a mesa contou com a
participação do presidente
da ADUSP (Brás Araújo), de
um membro da ASUSP, dé um
diretor da UEE-SP (Mauro) e
do presidente da UNE (Rui
César). Foi a primeira vez
que se abriu um espaço para
as entidades estudantis na
SBPC. 0 rico debate quo se
travou levou à confirmação
da perspectiva de luta
conjunta entre professores,
funcionários e estudantes
em defesa do ensino público
e pela democratização da
Universidade.
Essa unificação, que na
USP já deu seus primeiros
passos no semestre passado,
ganha agora uma dimensão
nacional com a proposta,'
aprovada no COXEB da UNE,
de greve nacional de 3 dias
com a participação de
estudantes, e professores.
Ê isso aí: estudantes,
professores, cientistas e
funcionários brigando
juntos por uma educação
decente neste país.
Ze Geraldo
Ik
ALMEIDA
imPL0D
WAD
Preciso de alguém pra desabafaro
Meu coração, meu pobrfe coraçãozinho
tem uma grande mágoa, tao profunda
e tenebrosa quanto um poço de petróleo vazio. Já não posso suportar tao grande desventura sozinha<>
Ê demais o peso que sobre a minha
tão frágil e delicada pessoa desa
bou. Por isso , resolvi dividir
não a rapadura, porque meu atroz
dilema não e doce, mas repartir o
gilo quiabético que me oprime o
Nada mais tinha eu alem das sim
pies e corriqueiras dúvidas sobre
o futuro que me esperava aqui na
escola, o futuro que me esperava
depois da escola, (vocês sabem, aqueles problemas quase insoluveis
tipo como fazer pra voltar pra ca^
sa depois de perder o último ônibus, sem conhecer o caminho ate o
outro lado da cidade, como consje
guir convencer os colegas a pagarem
o lanche de cada dia, pelo menos
uma vez por mes, como discutir inteligentemente um texto sem ter li^
DO nem mesmo seu titulo, e outras
coisas do gênero). Então, como se
já não bastassem esses terríveis
problemas, acabei elegendo(fora do
tempo de eleição), um candidato prá
tomar posse do meu coração solit£
rio, SÓ que(snft), meu eleito nem
sabe que eu existo(snift), Quando
fala comigo é como se falasse ap£
nas a uma possível mão que se elt^
vasse junto a outras votando em
algumas de suas propostas numa as^
sembleia, Tenho a sensação de que
ele está simplesmente tentando ga
nhar a minha mão(não no poético
sentido de unir nossos destinos,
infelizmente), e consequentemente
meu voto, Mas(ai, ai, ai,), mais
do que a mão, ele ganhou meu coração,*, Se bem que nem notou»
E para amargar mais esse seu
chá de lozna, li no último número
do ALMEIDA o depoimento de Doris,
sobre seu envolvimento com um militante da VPI, e fiquei preocupa
da, apesar de achar a estória dela até certo ponto mais compensadora do que a minha. Afinal de con
tas, o eleito dela apenas morreu,
e eles ficaram juntos vm tempo.
Quanto a mim, (ai, ai, ai", )
que tenho eu? Apenas o ultimato
do pessoal que numa fria e escu
ra noite, no ponto de ônibus,
resolveu dar o golpe de misericórdia: "Você escolhe ou o LIBELU, ou a gente" (esqueci de es_
clarecer que o meu eleito maravi^
lhoso é um dos mais ardorosos in
tegrantes da LIBELU,
E agora, companheiros, que de^
vo fazer? Ou fico com o LIBELU,
que nem ao menos notou minha di£
creta, mas sensacional pessoa, e
perco a companhia do meu pessoal
que teme que eu metransforme numa libélula, ou amordaço, sufoco
e impludo meu pobre coraçãozinho
que, se é que vai se recuperar,
vai ficar vazio de novo.
Por favor, por favor, ajudemme! Que faço eu da vida? Só não
me sugiram tentar o suicídio,
pois sou um pouco menos que cora
josa prá esse tipo de atentado.
Sugestões, favor endereçar a
essa coluna de utilidade univer
sitária,,
15
ALMEIDA
eu, brincando de Jornalista
cem o ^Paíces da América"
primeira parte
"Mi ofício do cantor es ei
mas lindo ..."
Que dizer então do meu oficio de "correaponciente internacional das Américas" no
Anhambi? No mínimo, e gratificante, apesar de apavorante no início, naquele momento em que você se pegn com
um medo danado de encarar
sua futura profissão. aquela
que você sempre pensou reali^
zar de maneira segura, com
toda aquela"classe"de filme
ou comercial de telovisaoíos
bem feitos, é claro). E^no
entanto, tudo o que você pode contar no momento fatal (?)
é com aquela porção de duvidas, assim tipo "mas o que e
que eu vou perguntar?", "como é que eu começo", "como e
que eu termino". Duvidas, co
mo dá prá perceber, altamente filosóficas. E então, num
momento de extremo bom senso
você decide desistir de fazer uma entrevista, ate que
se sinta mais segura, mais
preparada, numa outra oportu
nidade, E é aí que vocerdescobre que está ficando muito
parecida com um rato de navio. (E isso não tem nada a
ver com seus dentes meio sa^
tados). Ax, para o bem de
sua auto-estima, você resolve encarar. E foi assim que
aconteceu esta "reportagem".
No lugar do gravador, contei
com a minha incrível tremedeira para registrar o que o
ENZO MERINO me contava sobre
o grupo. No lugar do papel e
caneta, o medo (ou a emoção?)
primeiro de estair "entrevistando" pela primeira vez, e
a vontade incrível de que tu
do dess*» certo.
II
Ja que o cantor pode fazer
jardins dos desertos, nada
impede uma aspirante a jorna
lista (eu) de fazer de alguma impressões uma reportagem
(Desenferrugem a imaginação
e façam de conta de que e eente o que isto e).
M
JA QUE O
CANTOR PODE
FAZER JARDINS
DOS DESERTOS...»1
ALMEIDA
16
segunda parte!
0 show do HAICES DA AMÉRICA e do princípio do fim, al^
«o assim <le maravilhoso, uma
integração perfeita de vozes
e instrumentos, que aos poucos vai
despertando nosso pedaço latino (coso você não o tenho,
no momento do show você acaba adotando um)» Começa asas
sim de mansinho, atè explodir com toda a garra, com to
1
da a força de emoções comuns
aos filhos de todas asi bane
bande
deiras.
0 grupo foi formado aqui i
em Sao P
Paulo e dele participam argentinos brasileiros
e chilenos (como vocês perce^
bem, por ordem alfabética).
Inicialmente eram só quatro.
AÍ surgiu a idéia do grupo
dedicado a cantar músicas da
América Latina, e outros qua
tro foram incorporados» 0
objetivo era o de mostrar a
realidade latino-americaTia
(e essa idéia e ainda mais
reforçada pelos textos de Ne^
ruda, Flávio Hangel e ourros
tros inclusive um texto cuba
no), e esse foi o critério
utilizado na escolha das musicas. Por isso a inclusão
de Geraldo Vandré
Tudo perfeito, descontando-se e claro, o atraso iniciai e o microfone que falhou
um única vez (mas que show se
ria este se não tivesse algumas falhas tecnicas?).
Tudo
perfeito, se bem que
rudo pi
a atuação de Aricle Peres (a
atriz que declamou as poesias
e textos ) por momentos pareceu postiça, assim como se tm
fosse uma pena de pardal na
asa do condor. Mas, de qualquer maneira, pardal também e
ave.
Outro momento gratificante
foi o finzinho, quando o publico foi presenteado com fio
res atiradas pelos componentes do grupo. Parecia assim
um pouco demais, ja que o melhor presente ( apesar do pro
■-o), o trabalho
ço do ingress
do grupo, já havia sido dado.
Alem disso, as flores
foram atiradas ao pessoal
que estava embaixo, bem pertinho do palco, e eu, infe-•
lismente, fiquei traumatiza-
meu...
da sem nenhuma florzinha, j
que
ue meu dinheiro so deu pra
ê
_omprar lugar lá em cima,bem
quem
distante do palco ( o show
luta
foi realizado no Palácio
0S venc,
óculos
venc^^fuitos oh,
das Convenções do Anhembi).
Tomara que os aplausos
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« £ se ,,
de ^speran
tenham regado essas raízes,
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e que elas se alastrem, brove-nci
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Sua "correspondente
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17
ALMEIDA
Patética c o suicídio
de Qlatico Herz^og
„„ pretende
^ ^„ ser
„ .._
._^.
WX„ se
Nao
um indi
cador de peças que merecem ou
não ser vistas, o que seria u
ma grande ambição, na medida
em que a expressão "crítica
teatral" soa de maneira pedan
te. Deixe-se, entretanto, a
sugestão: Patet ica comove.
Um circo ameaçado de fechamento se prppoe a apresentar-Ihe o último espetáculo: tra
ta-se do drama de Glauco Horo
witz, jornalista preso ilegaT
mente, torturado (também ilegalmente) e morto dentro de
um prédio do governo. Por mera semelhnça, a ação coincide
com o falecimento do jornalis_
ta Vladimir Herzog (aquele
professor da ECA), encontrado
na forca em outubro de 1975,
no DOI-CODI de são Paulo".
Patética é uma corajosa denúncia contra a repressão ins_
titucionalizada e mostra o epílogo das pessoas que não se
aclimatam nos princípios do
governo: tornam-se suicidas.
Os suicidadores quase sempre
ficam impunes, mas às vezes
admitem que exageraram em seu
patriotismo. 0 torturador de
Glauco, por exemplo, lastima
a fraqueza do jornalista, cujo organismo não suportou muita descarga elétrica.
A peça de João Ribeiro Chaves Neto (que, aliás, e cunha
do de Vladimir Herzog) se caracteriza por introduzir unia
peça dentro de outra, resultante da fusão entre dois sis
temas: o circo e aquele que
envolve a história de Glauco
Horowitz. I«to obriga cada
membro do elenco a desempenhar dois papéis no decorrer
da peça considerada em s^u to
do. Cada ator começa vivfndo
artistas do circo, ma« ao»
poucos se transforma om ju. rso
nagens no drama do jornali.sta.
Assim, Ewerton de Castro interpreta iricialmcrto o palha
ço Bolota e iiaia tarde vivo o
papel do próprio Glauco -nome que representa a figura rJe
Herzog.
Com boa interpretação dos i^
toros e apresentando alguui*
pitadas de humor (sem, contudo, perder a seriedade), Paté
tica tenta reavivar nossa memóriíi histórica -por sinal
muito curta, como disse Ewerton de Castro, trazendo à dis^
cussão um dos momentos negros
de nossa hi.storia„
Existe uma personagem cuja'
cuja%^
aparição (momentânea) talvez
tenha algum significado que
escape numa apreciação ligeá^
ra; é o anão com uniforme de
polícia. Por que o policial
não é um gigante, símbolo de
força? Por que um anão? Esto
supõe insignificância, aquele
que faz o que lhe mandam, e
isto não demonstra a própria
subalternidade do executante?
0 autor já poderia ter iniciado a peça tratando diretamente da morte do jornalista.
Mas não. Escolhe o picadeiro
de um circo como prefácio ide
ai para a" iniciação à segunda
peça (a que trata da tortura
propriamente), núcleo central
de toda Patética.
Por que"?
Uma tese é a que ve nessa
inserção de cenário circence
uma tentativa de analogia com
a trágica comedia. Ora, quando se pensa em circo logo vem
à lembrança a imagem do palha
ço. Palhaço sugere palhaçada.
0 episódio não foi uma palhaçada?
Como qualquer outra peça, a
de Chaves Neto não pode fugir
à diversidade de interpretações. Nenhum espectador será
capaz de assimilar a plenitude ideológica que o autor pre,
tende transmitir. Assim, esta
foi apenas mais uma versão.^
Cada qual entenda Patética a
sua maneira. Há, porem, uma
conclusão unânime: o jornalia^
ta torturado (seja Glauco, •£
ja Vladimir), realmente, se
suicidou. Entre oopas, por fa
vor.
Losnak e Kaz
2Q semi básico not.
SOLIDÃO MATA
,
,
8
E COMO SOU AINDA MUITO JOVEM,
procuro um rapaz de boa família,
VSLC inad o e que nao sofra de molest ias suspeitas e/ou contagiosas .
Sou mo rena, s audável, carinho
sa, sei cozinhar e, segundo mãtnae, sou uma gracinhas
Os interessad os , que tenham
serias intenções , podem procurarme e "quando me encontrar, meu
grande amor, me reconheça^„u"
<
O
o
18
0$mct
ALMEIDA
^a ^ (Vanguarda
7
1
«,
g^^ ^- |
feFP^
^^->^:
Morreu o poeta Vinícius de Mo
raeso Morreu numa banheira, de
madrugada, saido de uma sessão
de parceria musical com Toquinho
seu acompanhante de viola nos úl
timos dez anos.*Morreu assutadora
mente, repentinamente, deixando
os amigos com gosto de espanto na
boca: "passeio aflito; tantos amigos já granito."; Hai-Kai do
Millôr, dizendo tudoo
O Tom Jobin não quis ver o ami
go morto o 0 Drumond foi velar de
barba por fazer. O Ferreira Guiar
soltou o leite: "Menos que uma
questão literária, a poesia e
uma questão de vida e morte. Vinícius escolheu viver como poeta"
Morreu como um, diríamos. 0 cemitério cheio, o povo cantando...
''Eu sei que vou te amar, por to
da minha vida vou te amar"...
e no rádio aquela pauleira de
poema & música vinicianao (Eu
tava no Rio, era de tarde, sexta-feira, o locutor anunciou e
a voz do morto entrou lindíssima, com uma coisa transcendentalmente bonita chamada "Conjugação do Ausente". Olha, gente,
era de comover até meganha de
serviço...)
Mas o que sobra desta morte?
Estranho isso, mas a morte do
poeta abre aqueles buracos na
gente, aquele poço de pergunta
engulindo tudo, mastigando tudo,
querendo uma certeza em cada
mão, feito pedra, feito arma.
Mas o morto era materialista
convicto«Tinha suas quedas pela
Mãe do Gantois, mas sua crença
fundamental era na vida, palavra dele que a gente não contes^
ta. "Homem sou belo,/Macho, sou
forte,/poeta, sou altíssimo"; o
Mario de Andrade disse que o ai
tissimo era um pouco exagerado.
E a gente, a gente que cansou de ouvir Vinícius de Moraes
no rádio. A gente que ate esque
cia que o homem era poeta. A gen
te que é obrigado a ouvir a "Ma
lu Mulher" citar poema errado.
E a gente, o que é que pensa dt£ *
so tudo?
0 Carlos Drummond de Andrade
(quem não conhece se enforque)
disse um troço muito serio* Ele
falou que o Vinícius foi o único poeta brasileiro que conseguiu
chegar ao povo, que conseguiu
ser ouvido. Quem esteve em Sao
Bernardo, no dia ic de maio de
79, se lembra do poeta na Missa,
no Paço Municipal. Quem deu uma
olhada no bônus dos metalúrgicos
deste ano, também viu: o poema,
"0 OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO", tanto foi declamado na Missa como
impresso no bônus. Parece que
realmente ele responde a sensibi
lidade dos operários.
De qualquer modo, o grande
achado do Vinícius foi a transação da música popular. Com ela,
ele chegou onde poeta nenhum chie
gava, ou chega. Baixou o nível?
Quem determina o nível? 0 Glauber
Rocha, defensor do código de arte
descolonizado, disse que o Vinícius merecia ser santifiçado, que
ele rompeu com a poesia estabele^
cida. Digamos assim: ele rompeu
com a elitezinha que determina o
que é ou não poético, inovador.
SÓ que a regra é romper por dentro, utilizando a linguagem dos
críticos, como fizeram os concre
tistas, como fazem as "vanguardas". Daí vem a pauleira.
Sem polemizar muito, mesmo
,
porque tem espaço prá tudo (Chico & Caetano; Glauber 8c Babenco,
Torquato Neto & Ferreira Gullar) •
a gente queria, em honra do Vinl
cius, poeta da sensualidade e do
lirismo, usar uma idéia, do poeta Roberto Piva, que é mais ou
menos assim; esta na vanguarda
quem fala de coisas que a sociedade ainda não aceita. Nestes
termos, a fruição, o gozo do
amor, a livre-libertinagem dos
amantes, o ócio da paixão, o desespero da separação, ainda estão
na vanguarda; e vão estar durante muito tempo, com Vinícius.
Ivan 4c sem not
X9
ALMEIDA
/^Ão, otíomn! eu
( Nfe T* CONSIJ>e«P u^
ss
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