A ATUAÇÃO DO COORDENADOR PEDAGÓGICO NA ESCOLA DE
ENSINO MÉDIO INTEGRADO EM BELÉM: o desafio de integrar.
Maria Nathália Cunha da Silva1
Cristiane Nazaré Souza Moraes2
João Paulo da Conceição Alves3
RESUMO
Este trabalho apresenta as observações realizadas no estágio em docência oportunizado por
meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID, vinculado ao
Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Trabalho e Educação (GEPTE), da Universidade Federal
do Pará. Trata-se de uma análise sobre o trabalho do coordenador pedagógico na Escola
Técnica Estadual Magalhães Barata (ETEMB), em Belém (PA). Falamos neste caso de uma
escola que possui o ensino médio integrado à educação profissional. Nosso objetivo é analisar
os desafios do coordenador pedagógico em uma instituição de ensino médio integrado,
observando o desenvolvimento das atividades no exercício da coordenação pedagógica.
Refletimos a partir da possibilidade do coordenador pedagógico como articulador de um
projeto que reflita sobre práticas pedagógicas integradoras no cotidiano escolar e também
como são desenvolvidas as ações pedagógicas deliberadas na instituição. Como metodologia
utilizamos o referencial teórico o materialismo histórico dialético balizados por um estudo de
caso dentro de uma abordagem qualitativa. As atividades de estágio junto a ETEMB tiveram
início no primeiro semestre de 2014 e tem nos revelado os desafios de se realizar o ensino
integrado em um contexto onde os professores são contratados de acordo com os cursos
ofertados, o que dificulta o trabalho de continuidade do coordenador pedagógico.
Palavras-Chaves: Coordenação Pedagógica, Ensino Médio Integrado, Educação.
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INTRODUÇÃO
Este texto busca analisar os desafios do coordenador pedagógico em uma instituição
de ensino médio integrado que vem tratar sobre o trabalho do coordenador pedagógico na
Escola Técnica Magalhaes Barata (ETEMB) em Belém (PA). As observações serão realizadas
no estágio em docência oportunizado por meio do Programa Institucional de Bolsa de
Iniciação à Docência – PIBID, vinculado ao Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Trabalho e
Educação (GEPTE), da Universidade Federal do Pará.
Nosso trabalho está dividido em três tópicos. No primeiro tópico, buscamos fazer uma
reconstrução histórica da educação a partir das mudanças no mundo do trabalho e a
implementação do ensino profissionalizante e suas reflexões no contexto educacional. No
segundo tópico, abordamos a gestão e coordenação pedagógica na escola pública; tomando
como base as atribuições da coordenação de acordo com o Art. 60 do Regimento Das Escolas
Públicas Estaduais De Educação Básica (SEDUC) e o Projeto Político Pedagógico da Escola
Técnica Magalhaes Barata (ETEMB). E, no terceiro tópico falamos dos desafios do
coordenador pedagógico em uma instituição de ensino médio integrado.
Em nossa leitura utilizamos os textos de Damasceno (2014), Augustos (2006),
Baracho (2006), Ministério da Educação (2007), kuenze (2006), Placco (2003) e Serpa
(2011), que discutem sobre a educação profissional e coordenação pedagógica. Pretendemos
com este estudo contribuir com as discursões, referentes a compreensão do verdadeiro papel
do coordenador pedagógico numa instituição escolar.
1 AS MUDANÇAS NO MUNDO DO TRABALHO A PARTIR DA EDUCAÇÃO
PROFISSIONAL AO ENSINO MÉDIO INTEGRADO (EMI) E SEUS REFLEXOS NO
CONTEXTO EDUCACIONAL
A educação no Brasil organiza-se de acordo com os níveis sociais e momento histórico.
Essa realidade demonstra a discriminação na educação, pois os indivíduos de classes mais
abastadas recebiam uma educação propedêutica de qualidade superior aos das classes menos
favorecidas que recebiam uma educação de caráter assistencialista.
O século XX marcou a organização do ensino para as camadas populares, isto é, a
educação deixou de ser assistencialista para tornar-se profissionalizante. No ano de 1909, o
então presidente da República Nilo Peçanha cria a Escola de Aprendizes Artífices, destinada
às classes menos favorecidas.
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As escolas de Aprendizes Artífices atendiam as necessidades da educação profissional
do país, sobretudo nos campos da agricultura e indústria.
Esse processo de industrialização e modernização das relações de produção exigiu
um posicionamento mais efetivo das camadas dirigentes com relação á educação
nacional (BRASIL, 2014, p. 11).
Nesse contexto, de industrialização no território brasileiro, houve a necessidade de
recrutamento de mão de obra técnica. Para isso, foram criados um conjunto de decretos,
denominado Reforma Capanema, regulamentando tal atividade. O Decreto nº 4.244/42 Orgânica do Ensino Secundário; Decreto nº. 4.073/42 – Lei Orgânica do Ensino Industrial;
Decreto nº. 6.141/43 – Lei Orgânica do Ensino Comercial; Decerto nº. 8.529/46 – Lei
Orgânica do Ensino Primário; Decreto nº. 8.530/46 – Lei Orgânica do Ensino Normal e,
Decreto nº. 9. 613/46 – Lei Orgânica do Ensino Agrícola; Decreto nº. 4.048/42 – Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).
Esse esforço governamental evidencia a importância que passou a ter a educação no
país e, em especial a educação profissional, pois foram definidas leis especificas
para a formação profissional em cada ramo da economia e para a formação de
professores em nível médio (BRASIL, 2014, p. 12).
Ao longo da história, o ensino médio fora voltado para atender o mercado de trabalho
por meio da educação profissionalizante, devido a grande falta de mão de obra especializada.
É no Ensino Médio que a relação entre Educação e Trabalho, entre o conhecimento e a
atividade prática, é tratada mais explicitamente, fato este claramente expresso na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96, que destaca como uma das finalidades
do Ensino Médio a preparação básica do jovem para o trabalho e a cidadania, para que este
possa continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas
condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores.
Ainda a partir da leitura da LDB, na parte que trata dos princípios e fins da educação
nacional é apontado como uma de suas finalidades do Ensino Médio o pleno desenvolvimento
humano, incluindo o preparo do sujeito para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho, ressaltando a vinculação entre educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
(BRASIL, 2014).
A publicação do Decreto n 5.154/04 (BRASIL, 2014), que regulamenta a educação
profissional, reacendeu a intenção de que a realização da Educação Profissional seja integrada
à Educação Básica, indicando que essa educação deve ser fundamentada em princípios
científicos, tecnológicos, artísticos e culturais, necessários para o desenvolvimento humano
em todas as suas dimensões. Essa proposta se contrapõe ao que previa o Decreto nº. 2.208/97
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(BRASIL, 2014), que através da separação da Educação Profissional da educação geral,
proibiu a formação integrada.
Ao propor uma política para o Ensino Médio, dentro de uma perspectiva de integração é
necessário debater nas Instituições de Ensino a concepção de ensino integrado que esta
modalidade de ensino médio se propõe.
O desafio de construir uma política para o Ensino Médio no Estado do Pará pressupõe a
qualificação docente, mediante educação continuada, visto que ainda não há, em se tratando
de Ensino Superior, uma formação sistemática voltada aos profissionais que atuarão sob essa
nova concepção de Ensino Médio.
A formação continuada para o Ensino Médio Integrado é estratégica para que esta nova
forma de organização possa consolidar-se e cumprir o seu papel, e isto deve estar previsto no
processo de (re) construção do Projeto Político Pedagógico. (MOURA, 2008).
É necessário que a equipe técnica e docente, que irá atuar no ensino médio integrado,
esteja capacitada de acordo com o perfil educacional em consonância com os aspectos
pedagógicos, didáticos e curriculares próprios e específicos para tal.
Neste sentido, qual atuação do pedagogo no desafio da educação integrada? Onde a
coordenação pedagógica contribui ou não para a efetivação do Ensino Médio Integrado?
Busca-se analisar o papel do coordenador pedagógico frente ao ensino médio integrados e os
desafios da integração.
2 GESTÃO E COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA NA ESCOLA PÚBLICA.
A Gestão Democrática vem sendo discutida ao longo dos anos no Brasil, mas
especificamente, a partir da década de 30, quando se tem os primeiros escritos sobre gestão
escolar e, consequentemente, também, sobre coordenação pedagógica, propugnando avanços
e transformações na área da educação estas atreladas ás políticas públicas educacionais.
Isto não significar dizer que a prática administrativa era inexistente na educação
brasileira até então. No entanto, a ausência de um sistema de ensino para a
população, fruto do descaso dos governantes daquele período, não favoreceu o
desenvolvimento de um corpo teórico em relação á administração educacional. As
publicações que existiam até a primeira república consistiam em “Memórias
relatórios e descrições de caráter subjetivo, normativo, assistemático e legalista”
(SANDER apud. DRABACH E MOUSQUER, 2014, p. 260).
A Gestão Democrática é garantida pela constituição federal de 1988 e é um dos
princípios da educação pública. Antes, a escola era pautada na centralização e burocratização
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de suas atividades, não visando á participação de todos no desenvolvimento educacional. Em
contraposição, surgi a Gestão Democrática o qual deu inicio a um novo modelo de
organização escolar, substituindo o modelo da administração por ser considerada mais
democrática e tem como finalidade gerar um trabalho coletivo, dando autonomia e
propiciando o envolvimento de todos os sujeitos nas atividades escolares. Segundo Drabach e
Mousquer (2014, p. 260):
Neste momento, o contexto educacional acadêmico encontrava-se imersos nos ideais
progressistas de educação, em contraposição á educação tradicional, a qual não mais
favorecia aos ideais de desenvolvimento do país naquele período, que se voltava
para o avanço da industrialização. Tal cenário educacional, constituiu-se em virtude,
principalmente, da influência do movimento pedagógico da nova escola,
especialmente, da corrente norte-americana protagonizada por John Dewey.
Devido a este cenário de mudança do modelo educacional brasileiro, consequência das
transformações no âmbito econômico, político e educacional dá década de 30, a educação
passa a ser fortemente discutida por meio do Manifesto Dos Pioneiros, do qual fazia parte,
Anísio Teixeira. O manifesto foi lançado em 1932, e teve significativa participação com
relação ao rumo que a educação estava tomando naquele momento, visto que lutavam pela
ampliação e sistematização da educação, consideradas, por eles, fundamentais para o
desenvolvimento do país. Uma vez que, todas as iniciativas anteriores, governamentais de
desenvolvimento da educação por serem criadas de forma isoladas, fragmentadas e
desarticuladas, não obtiveram êxito. Segundo Damasceno (2014):
O Manifesto foi precedido pela realização, em Niterói, da V Conferência Nacional
de Educação, organizada pela Associação Brasileira de Educação (ABE), que tinha
entre seus objetivos, conforme atesta Fernando de Azevedo, “apreciar sugestões de
uma política escolar e de um plano de educação nacional para o anteprojeto da
constituição”. Nesta Conferência foram elaborados um Anteprojeto do capítulo da
educação para a nova Constituição e um esboço de um plano nacional de educação
(Grifos Nossos)
Nesse contexto, de ampliação da educação e consequentemente da sua complexidade,
torna-se preocupante a questão da qualidade da educação. Segundo Drabach e Mousquer,
(2014)
Dessa forma, Teixeira demonstrava-se preocupado com a questão da qualidade do
ensino diante da expansão dos sistemas escolares, decorrendo disso sua preocupação
com a administração escolar. Nas pequenas escolas, muitas vezes, com apenas um
mestre, altamente experiente, a função de administrar estava intrínseca ao ato de
ensinar (professor administra sua classe, ensina e guia o aluno). v
Diante disso, faz- se necessário á formação de um profissional para atuar na escola
como mediador dessas mudanças, visando contribuir para o aprimoramento do ensino. O que
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antes era atribuição do professor (administrar, ensinar e guiar) passa a ser exercida por um
profissional especializado: administrador escolar, supervisor, sendo que, para Teixeira (2014)
apud. Drabach e Mousquer (2014) estes deveriam ser educadores ou professores, visto que,
“somente o educador ou professor pode fazer administração escolar”.
Nesse contexto, surgi o coordenador pedagógico, com vistas á melhorar o desempenho da
formação de ensino aprendizagem dos alunos, por meio da integralização e democratização,
das atividades desenvolvidas no ambiente escolar e a construção do projeto políticopedagógico. Segundo Placco (2014):
Dado que o trabalho do(a) coordenador-pedagógico visa ao melhor planejamento
possível das atividades escolares, faz-se necessário que ele(a) seja capaz de analisar
sua as ações, no dia-dia, identificando quais aspectos – e em que medida – podem e
devem ser aperfeiçoados ou organizados melhor.
As Atribuições da coordenação, segundo o Art. 60 do Regimento Das Escolas Públicas
Estaduais De Educação Básica (SEDUC), são:
I- Desenvolver atividades de construção do projeto político
pedagógico, cuidando do seu acompanhamento e atualização
periódica;
II- Participar da elaboração dos planos dos cursos técnicos e de suas
atualizações;
III- Acompanhamento e avaliação das metas e diretrizes educacionais
propostas pelo Plano de Desenvolvimento da Educação, diretrizes
curriculares para a educação profissional e Ensino Médio;
IV- Orientar o processo de elaboração dos Planos de Trabalho
Docente junto ao coletivo de professores da unidade escolar;
V- Orientar e articular o trabalho pedagógico coletivamente,
envolvendo os coordenadores de ensino, de curso, docentes e
discentes;
VI- Promover e coordenar reuniões pedagógicas para reflexão e
aprofundamento de temas relativos ao trabalho pedagógico, visando à
qualidade de ensino;
dos educandos, VII- Organizar a jornada dos professores da unidade
escolar, de maneira a garantir que esse espaço-tempo seja de efetivo
trabalho pedagógico;
VIII. Analisar os dados do aproveitamento escolar com vistas a
promover a aprendizagem de todos os alunos;
[...]
XV. Promover a construção de estratégias pedagógicas de superação
de todas as formas de discriminação, preconceito e exclusão social;
XVI. Coordenar a análise de projetos a serem inseridos no Projeto
Político Pedagógicos;
[...]
XXII. Favorecer a formação investigativa e integral com o intuito de
promover ações para o seu desenvolvimento integral;
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Assim, o coordenador pedagógico é responsável por exercer o papel de articulador
entre professor, aluno, direção e comunidade; acompanhando de perto o trabalho e o
rendimento escolar, cuidando da formação do professor e do seu desenvolvimento
profissional. Esses cuidados são considerados fundamentas para o desenvolvimento de uma
educação de qualidade onde não haja uma fragmentação entre teoria e prática e a escola e a
prática docente.
3 DESAFIOS DO COORDENADOR PEDAGÓGICO EM UMA INSTITUIÇÃO DE
ENSINO MÉDIO INTEGRADO
O coordenador muitas das vezes é aquele socorrista, pronto para tudo e todos, aquele
das emergências do cotidiano escolar. Mas do que isso, o coordenador deve ser o responsável
por analisar as dificuldades dos alunos em relação ao ensino e aprendizagem e ajudar na
formação dos professores. Afinal para que ser ver o coordenador pedagógico? Qual a sua
função?
O coordenador pedagógico antes de ter essa nomenclatura, teve diversas
denominações, exercendo diferentes funções dentro da escola, fora no passado o fiscal,
responsável por checar o que acontecia em sala de aula, muita das vezes não tinha
conhecimento sobre ensino e não conhecia a realidade da escola. Outrora era atendente. Que
não possuía um campo de atuação especifico era como dizem apenas para: “apagar focos de
incêndios” e apaziguador dos ânimos da relação professor, aluno e pais. Não raramente o
coordenador é sufocado pelos os afazeres do cotidiano da escola, deixando de realizar as
atividades que, realmente, lhe pertencem. O papel exercido pelo coordenador nas instituições
escolares, hoje, é o de organizador de eventos, é ele quem orienta os pais sobre a
aprendizagem dos filhos e dialoga com a comunidade sobre os feitos da escola.
Ele se faz necessário nas instituições, principalmente por ser ele quem faz a conexão
entre professor e aluno, pois os dois apresentam uma relação conflitante, por isso, é necessário
um intermediador para ajudar na interação de ambos.
A função do coordenador numa escola de ensino médio integrado não difere tanto das
outras escolas ditas regulares. Ele tem que realizar ações que venham a fortalecer as relações
entre a cultura e a escola; analisar o planejamento dos professores, seus planos de ensino e a
avaliação e a prática. Fazer a interação com forme a necessidade e disponibilidade todos. Sem
No entanto, o coordenador de uma escola de Ensino Médio Integrado, se depara com outros
problemas além dos evidenciados numa escola de ensino regular, como o fato de ter que
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integralizar o ensino técnico com o ensino propedêutico. Nesse caso ele precisa não só
dominar os conhecimentos do ensino regular, mas sim, também, do ensino técnico, ou seja
dos cursos ofertados pela instituição, para assim fazer a articulação entre um ensino e outro.
Durante o nosso estágio na coordenação da Escola Técnica Estadual Magalhães
Barata (ETEMB), pudemos notar as inúmeras dificuldades enfrentadas pela coordenadora no
desenvolvimento de sua função:
 A tênue relação com os professores, pois os mesmos não entendem a sua
funcionalidade;
 A dificuldade em acompanhar o trabalho dos professores, devido a rotina acelerada
para resolver outras pendencias que não lhe cabem;
 A difícil tarefa de analisar o desempenho dos alunos;
 As dificuldades em promover eventos no qual tenha participação dos alunos e dos
professores na atividade.
Para que de fato seja realizada com exceto a função do coordenado pedagógico é
necessário que ele desenvolva ações que propicie a integralização de todos no
desenvolvimento desse modelo de ensino e que não mais cometa os erros de ser o fiscal, o
secretário, o psicólogo, o sindico e o assistente social. É necessário que o coordenador saiba
se posicionar diante dessas funções que eventualmente os assombram, pois somente assim, ele
irá ter a sua identidade.
3.1 Principais ações pedagógicas desenvolvidas na escola
As ações desenvolvidas na Escola Técnica Estadual Magalhães Barata (ETEMB),
segundo o Projeto Político Pedagógico (PPP), são as seguintes:
1- Formação de professores
2- Acompanhamento do trabalho docente na perspectiva de fortalece o processo
ensino-aprendizagem
3- Analisar o desempenho dos alunos propondo medidas estratégicas para melhoria
do ensino e da aprendizagem
4- Administrar as estruturas necessárias para o bom trabalho docente
5- Apoiar iniciativas metodológicas inovadoras voltadas a ampliar a aprendizagem
6- Promover encontros
7- Promover e mediar encontros entre, alunos e a comunidade
8- Auxiliar a gestão no âmbito das ações pedagógicas no contexto da escola
9- Gerenciar os instrumentos e ferramentas ligadas ao trabalho do professor
9
10- Analisar e criticar os instrumentos de avaliação afim da aprendizagem a fim de
orientar o professor
3.2 O coordenador pedagógico como articulador de um projeto que reflita sobre
práticas pedagógicas integradoras
As atividades de estágio junto a ETEMB tiveram início no primeiro semestre de 2014
e tem nos revelado os desafios de se realizar o ensino integrado em um contexto onde os
professores são contratados de acordo com os cursos ofertados, o que dificulta o trabalho de
continuidade do coordenador pedagógico.
1. Formação de professores.
2. Acompanhamento do trabalho docente na perspectiva de fortalecer o processo ensino
aprendizagem.
3. Analisar o desempenho dos alunos propondo medidas estratégicas para melhoria do
ensino e da aprendizagem.
4. Administrar as estruturas necessárias para o bom trabalho docente.
5. Apoiar iniciativas metodológicas inovadoras voltadas a ampliar a aprendizagem.
6. Promover e mediar encontros entre docentes, alunos e a comunidade.
7. Auxiliar a gestão no âmbito das ações pedagógicas no contexto da escola.
8. Gerenciar os instrumentos e ferramentas ligadas ao trabalho do professor.
9. Analisar e criticar os instrumentos de avaliação da aprendizagem a fim de orientar o
professor.
3.2 O coordenador pedagógico como articulador de um projeto que reflita sobre
práticas pedagógicas integradoras
As atividades de estágio junto a ETEMB tiveram início no primeiro semestre de 2014
e tem nos revelado os desafios de se realizar o ensino integrado em um contexto onde os
professores são contratados de acordo com os cursos ofertados, o que dificulta o trabalho de
continuidade do coordenador pedagógico.
Por isso torna-se cada vez mais difícil a integração entre o ensino médio regular e
profissionalizante, pela falta de qualificação docente no ensino superior, que ainda continua
com a velha pratica da fragmentação no ensino. O coordenador pedagógico aprende a viver
este fato e outros com tarefas altamente complexas fazendo com que essa nova concepção de
ensino torne-se cada vez mais difícil de concretizar.
O desejo de todo coordenador é a mudança que aponta para a construção coletiva do
projeto de escola, onde todos possam desempenhar suas funções e ao mesmo tempo
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exercendo a integração entre si. Essas mudanças estão relacionadas ao fazer o melhor na
escola, na vida, na maneira de viver em sociedade e no horizonte da cooperação.
O coordenador pedagógico é um líder de processos de mudanças e conseqüentemente
de aprendizagem e tem o compromisso de uma formação contínua para os professores e
também planeja e acompanha a execução de todo o processo didático- pedagógico da
instituição.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As atividades de estágio junto a ETEMB tiveram início no primeiro semestre de 2014
e tem nos revelado os desafios de se realizar o ensino integrado em um contexto onde os
professores são contratados de acordo com os cursos ofertados, o que dificulta o trabalho de
continuidade do coordenador pedagógico.
É por meio do estágio em docência que podemos contribuir para o aprimoramento do
ensino médio integrado, pois é de suma importância que a universidade forme um elo com a
comunidade externa, para levar os conhecimentos produzidos nas instituições superiores,
dessa forma, contribuindo para a produção de uma educação de qualidade, que qualifique os
alunos para o mercado de trabalho mais, também, para a vida em sociedade, formando seres
críticos e autônomos.
O desafio de realizar o ensino integrado requer um trabalho coletivo, no qual todos
estejam dispostos a cooperar, visto que, é uma tarefa árdua, no entanto indispensável para
uma educação tecnológica de qualidade. E, é por isso, que o coordenador pedagógico, tornase a peça central desse quebra cabeça, sendo que é ele quem deve organizar as partes
dispersas para torná-la uma só.
NOTAS
1
Discente do curso de pedagogia e bolsista do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Trabalho e Educação da
Universidade Federal do Pará. [email protected]
11
2
Discente do curso de pedagogia e bolsista do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Trabalho e Educação da
Universidade Federal do Pará. [email protected]
3
Doutorando em Educação pela Universidade Federal do Pará. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre
Trabalho e Educação. [email protected].
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
ALBERTO, Damasceno. Planejamento e Avaliação de Sistema Educacional. Faculdade de
Educação Curso de Pedagogia (Documento impresso).
AUGUSTO, Silvana. Os desafios do coordenador pedagógico. Publicado em GESTÃO
ESCOLAR, Edição 192, de Maio 2006.
BARACHO, Maria; SILVA, Antônia; MOURA, Dante; PEREIRA, Ulisséia. Políticas
Públicas de Formação de Professores e de Financiamento: Ensino Médio Integrado à
Educação Profissional. In: Boletim 07. p. 68-91, maio/junho de 2006.
BRASIL, MINISTERIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de educação profissional e tecnológica.
Educação profissional técnica de nível médio integrada ao ensino médio. Disponível em <
http://portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf/documento_base.pdf> Acesso 28.10.2014.
KUENZER, Acácia e GRABOWSKI, Gabriel. História e perspectivas do ensino médio e
técnico no Brasil: Ensino Médio Integrado à Educação Profissional. In: Boletim 07. p. 16-28,
maio/junho de 2006.
PLACOO, Souza de Nigro Maria Vera. O coordenador Pedagógico e o cotidiano da escola.
4º edição: junho de 2006. Edições Loyola, são Paulo, Brasil, 2003.
SERPA, Dagmar. Os 6 papéis equivocados do coordenador pedagógico. Publicado em
GESTÃO ESCOLAR, Edição 014, junho/julho 2011. Título as faces equivocadas.
DRABACH, Neila Pedrotti e MOUSQUER, Maria Elizabete Londero. Dos primeiros escritos sobre
administração escolar no Brasil aos escritos sobre gestão escolar: mudanças e continuidades. Disponível em:
<www.curriculosemfronteiras.org> Acesso em outubro de 2014.
APOIO
CAPES - PIBID/ PROEX - UFPA
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