Embaixador da Esperança
Eu vim para
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servir
Desafio do Embaixador - foto de Paulo Sidnei Luz
Edição 90. Março 2015
As chagas da
sociedade vem ao
encontro das
comunidades,
como encarar
essas realidades?
Nas diferentes realidades do dia a dia de cada pessoa, existem oportunidades de se aproximar e “servir” o irmão.
A
Campanha da Fraternidade deste ano traz o
lema “Eu vim para servir” (cf. Mc 10, 45) e
aborda a relação da Igreja com a sociedade. A
participação da pessoa na vida em comunidade cria
oportunidades e proporciona diálogos sobre os problemas e as soluções no convívio social.
Como pessoas atuantes e participativas de uma
comunidade, esta abordagem convida a ação de todos, que buscam ou trabalham na missão, para servir
ao próximo.
Frei Hans Stapel, fundador da Fazenda da Esperança, afirma que “servir o irmão é encontrar algo
que nos realiza, nos faz feliz e dá sentido à
nossa vida.”
Com a proposta de uma nova vida, a Fazenda da
Esperança busca dedicar-se àqueles que foram excluídos para mostrar um novo caminho de servidão sem
esperar nada em troca. Essa ideia percebe novas realidades e dá abertura para atuação em novos projetos
sendo o mais recente a Residência Terapêutica Julião,
em Guaratinguetá/SP.
Iraci Leite, fundadora da Fazenda Esperança mostra esta força quando diz que “A Fazenda recebeu
este pedido de acolher essas pessoas e recordou-se da disponibilidade de amar Jesus do
jeito que ele se apresenta, uma nova face que
veio ao nosso encontro”.
Essa nova realidade é uma resposta para a cura
de uma ferida social que tem poucas ou quase nenhuma solução. Cuidar de pessoas que depois de
receberem alta dos hospitais psiquiátricos, não têm
condições de viverem sozinhas e precisam de acompanhamento contínuo.
A Residência Terapêutica, com a experiência colocada em prática, reacendeu os mesmos ideais do início
desta obra e incentivou mais pessoas a participar desse
trabalho. A reintegração do grupo ao convívio social
provoca também a conversão dos que trabalham naquele ambiente.
Isso acontece porque o carisma da Esperança está
aberto ao chamado de servir, como nos conta Alba Valéria, responsável pela Residência Terapêutica “Nós,
como membros da Família da Esperança, estamos aqui para acolher essas pessoas e não teria sentido fazer isso se não por amor. A equipe
que trabalha se sente diferenciada porque para nós,
eles são o caminho para chegarmos a Deus.”
Para fazer um gesto de caridade é necessário empenho e dedicação.
2 - Boletim do Embaixador - Edição 90 - março 2015
Muitos obstáculos foram enfrentados, desde a
não aceitação dos vizinhos, até o entendimento de
que aquele espaço é um lar que se vive com dignidade. Depois do diálogo e do conhecimento do
carisma da Esperança, a vizinhança tem a oportunidade de fazer atos concretos e verdadeiros como
atos de amor ao próximo.
Os moradores da Residência também tiveram se
acostumar com o novo estilo de vida, uma realidade muito diferente do que eles viveram no passado.
Agora eles tem resgataram a dignidade e a liberdade
que as pessoas têm em suas casas. Esse novo ambiente de convívio auxilia os moradores da Residência Terapêutica a conhecer os valores familiares e
reconhecer o valor humano. Por meio do diálogo e
da unidade é possível identificar as dificuldades para
escolher soluções e assim acolher as limitações dos
moradores que retribuem com carinho.
A alegria de participar de eventos com outros
membros da Fazenda são exemplos de que a vida
dessas pessoas mudou, e para melhor!
Ainda este ano será inaugurada uma Residência
Terapêutica, do mesmo modelo da Julião, que vai
atender pacientes do sexo feminino e receberá o
nome Residência Terapêutica Irmã Assunta.
Dar o testemunho também é uma forma de servir,
são muitos os que procuram e podem se sentir animados com essa novidade, que se torna um estilo de vida.
Para o frei Hans Stapel, fundador, “a Família da
Esperança, reconhecida pela Igreja como um carisma, tem como missão dar a oportunidade a muitas
pessoas de servir, de amar de um jeito ou de outro.
Talvez um dos projetos que mais se destaca neste
carisma é a recuperação de dependentes químicos,
mas para nós é a Esperança que Deus quer que nós
levemos uns aos outros... Por isso o carisma da Esperança não tem limite, é aberto para aquilo que o
Espirito Santo nos pede e nos impulsiona a fazer”.
Aconteceu comigo
Hamilton Alvarenga,
23 anos, São José do
Rio Preto/SP
Me recuperei em 2012
e tomei a decisão de fazer a escola missionária
em seguida.
Uma das atividades
deste tempo foi o envolvimento
com a Residência Terapêutica. Eu tive
a oportunidade de fazer almoço para o
grupo por várias vezes e cada vez que
me aproximava daquela realidade, eu
me comovia, algo estava sendo trabalhado em mim. Alguns já tinham perdido
a lucidez e mal conseguiam conversar,
mas sem que soubessem, me ensinaram
muitas coisas. As drogas que usei por
muito tempo fez meu coração se fechar
e eles mostraram a alegria que faltava
em minha vida.
Esse grupo da Residência vinha visitar
a Fazenda São Libório a cada 15 dias
e era com muita alegria que esperava
para fazer o almoço de domingo para
eles. Esses pequenos atos de amor me
fortaleceram nesta preparação durante
a escola missionária e na missão, que
depois fiz na Angola.
Doar a vida pelo irmão foi um grande
exemplo para não reclamar da vida
e nos momentos difíceis lembro-me
dessas ocasiões com a Residência Terapêutica.
Peço todos os dias em minhas orações
por pessoas que são abandonadas pela
suas famílias, o ser humano não nasceu
para ficar isolado, perdido no mundo.
Com essas experiências aprendi a valorizar meus pais e a todos que encontro
pelo meu caminho, sigo a passagem que
Jesus nos diz: “Amai-vos uns aos outros,
como eu vos amei”.
Boletim do Embaixador - Edição 90 - março 2015 - 3
A-notável
Maranhão ganha mais uma Fazenda
Dia 8 de fevereiro a Fazenda da Esperança Dom Rino Carlesi foi inaugurada, segunda
unidade feminina do estado.
Iraci Leite, fundadora, nos conta como foi
este dia “A inauguração foi um momento de
grande graça. As missionárias deram a vida. É
um grupo muito unido, harmonioso, generoso
e corajoso. A Casa ficou muito acolhedora para
receber as recuperandas com uma bonita capela que tem Jesus Eucaristia e um jardim bonito
e simples. Elas vão se manter com fabricação
de pão e biscoitos e artesanato. As missionárias disseram que, apesar de muito trabalho,
paravam tudo quando recebiam visitas e se
lembravam que era para dar esperança a todos
que ali estavam. Então, acolheram cada pessoa
com amor e cafezinho.
O resultado da inauguração foi a presença
de cerca de 500 pessoas, cheias de amor pela
Fazenda. Toda comunidade de Angelim, zona
rural, onde a fazenda está localizada, estava
presente. E também pessoas e autoridades da
cidade de Balsas. O almoço foi preparado pelo
grupo do terço dos homens com ajuda dos
Embaixadores.
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Na missa, o bispo falou que uma obra evangeliza com a própria existência. Ele disse que
as missionárias fizeram o trabalho de unir o
povo e que começava uma nova etapa da Fazenda em Balsas. Dona Lucia fez teve uma bonita experiência quando foram pedir doação a
um empresário. Ele respondeu que os drogados deveriam ser eliminados. Ela, mesmo com
dor, respondeu que teve dois filhos dependentes, que se recuperaram na Fazenda e hoje são
a sua alegria. A missão é mesmo uma ocasião
para confirmar que existe esperança, mesmo
para as pessoas que não creem mais.
O centro masculino e a comunidade foram
uma benção para nós. Ajudaram muito desde
a preparação até os trabalhos da inauguração.
A missão é algo extraordinária, onde Deus derrama suas graças, suscitando a generosidade
de todos e a conversão de muitos. E nos tornamos mesmo uma família. Agora, em Balsas,
estão presentes todas as nossas realidades: as
Fazendas masculina e feminina, os GEVs, os
embaixadores e a Família da Esperança”.
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OBRA SOCIAL NOSSA SENHORA DA GLÓRIA - FAZENDA DA ESPERANÇA
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