Pró-Reitoria de Graduação Curso de Serviço Social Trabalho de Conclusão de Curso A VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO: ANÁLISE A PARTIR DOS DADOS DA CENTRAL JUDICIAL DO IDOSO – CJI 2012 - 2013 Autora: Glaudeth R. dos Santos Ferreira Orientador: Profª. Drª. Helga Cristina Hedler Brasília - DF 2014 GLAUDETH RÊGO DOS SANTOS FERREIRA A VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO: ANÁLISE A PARTIR DOS DADOS DA CENTRAL JUDICIAL DO IDOSO – CJI 2012 - 2013 TCC apresentado ao curso de graduação em Serviço Social da Universidade Católica de Brasília, como requisito parcial para obtenção do titulo de bacharel em Serviço Social. Prof.ªDrª. Helga Cristina Hedler Brasília 2014 TERMO DE APROVAÇÃO Trabalho de Conclusão de Curso de autoria de Glaudeth Rêgo dos Santos Ferreira, intitulado “A violência contra o idoso: análise a partir dos dados da central Judicial do Idoso – CJI 2012-2013”, apresentado como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Serviço Social da Universidade Católica de Brasília em 02 de junho de 2014, definido e aprovado pela banca examinadora abaixo assinada: _________________________________________________________ Profª. Drª. Helga Cristina Hedler Orientadora - Curso de Serviço Social _________________________________________________________ Profª. Drª. Luciana de Castro Álvares Examinadora - Curso de Serviço Social _________________________________________________________ Profª. MSc. Késia Miriam dos Santos Araújo Examinadora - Curso de Serviço Social Brasília 2014 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho de conclusão de curso ao meu amado esposo e ao meu pai que sempre me apoiaram. Agradeço a todos que de forma direta ou indireta contribuíram para a realização deste sonho. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus por ter me proporcionado a graça de ter chegado onde cheguei e por ter me ajudado nos momentos mais difíceis. Agradeço à Universidade Católica de Brasília por ter me acolhido através de seus doutores, mestres, especialistas, alunos e funcionários administrativos. Ao meu pai que mesmo distante sempre me incentivou a estudar e lutar pelos meus objetivos. Ao meu amado esposo pelo apoio de todas as horas, muito obrigada meu amor por levantar minha autoestima quando eu me sentia desanimada e até incapacitada, sem você eu jamais conseguiria chegar até aqui. Aos meus familiares e amigos que torceram e torcem por mim. Agradeço cada palavra de apoio que vieram nos momentos em que eu mais precisava. Às minhas professoras Msc. Karina Figueiredo e Drª. Helga Cristina Hedler pela paciência e dedicação com que me ajudaram na conclusão deste trabalho. A todos acima citados, o meu muito obrigada e que Deus possa lhes abençoar grandiosamente hoje e sempre. 6 A VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO: ANÁLISE A PARTIR DOS DADOS DA CENTRAL JUDICIAL DO IDOSO – CJI 2012 - 2013 GLAUDETH REGO DOS SANTOS FERREIRA RESUMO Esta pesquisa teve como objetivo analisar a violência praticada contra os idosos no Distrito Federal. Para isso usou-se o método qualiquantitativo analisando-se os dados da Central Judicial do Idoso dos anos de 2012 e 2013. Os resultados indicaram que as denúncias de crimes contra os idosos aumentaram de 298 casos em 2012 para 417 em 2013, um aumento significativo de 28, 53%. Constatou-se também que o âmbito onde mais acorre a violência é dentro da própria residência e os principais autores são os filhos. A violência mais praticada contra o idoso de acordo com a pesquisa da CJI é a psicológica, representando 31,81% dos casos. No que se refere aos encaminhamentos, nota-se um aumento das demandas para o Serviço Social demonstrando que os idosos têm procurado cada vez esse atendimento. Daí a importância do trabalho do Assistente Social na defesa e garantia dos direitos dos idosos. Palavras- chave: Violência, Idoso, Central Judicial do Idoso INTRODUÇÃO Este trabalho teve como foco a análise e discussão da violência praticada contra os idosos do Distrito Federal a partir dos dados da Central Judicial do Idoso – CJI 2012 - 2013. A pesquisa baseou-se em dados da Central Judicial do Idoso – CJI, trata-se de um órgão que surgiu em 2007, a partir de um convênio firmado entre o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios - TJDFT e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios - MPDFT, e Termos de Cooperação Técnica com a Defensoria Pública do Distrito Federal, Defensoria Pública da União e a Polícia Civil do Distrito Federal. Essa central possui um serviço voltado para o fortalecimento da rede de defesa e proteção à pessoa idosa do Distrito Federal. O trabalho da CJI destina-se aos idosos, pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, residentes no Distrito Federal, que tenham seus direitos ameaçados ou violados e necessitem de orientação e atendimento na esfera da Justiça. Diante deste contexto investigou-se o problema de pesquisa: o que se pode apreender a partir dos dados da Central Judicial do Idoso – CJI 2012 - 2013 em relação à violência contra a pessoa idosa? Acredita-se que as formas de violência mais frequentes praticadas contra os idosos do Distrito Federal são - a psicológica, a financeira e a negligência. 7 A partir deste direcionamento, esta pesquisa tem como objetivo geral: analisar a violência praticada contra os idosos moradores do DF a partir dos dados da Central Judicial do Idoso no período de 2012 a 2013. Como objetivos específicos foram: identificar as formas de violência mais praticadas contra os idosos no Distrito Federal; identificar em qual âmbito mais acontece a violência contra o idoso e quem são os autores e discutir as possíveis contribuições do Assistente Social a essa problemática. Foram discutidos os direitos da pessoa idosa sob o olhar do Serviço Social. Para isso o referencial teórico foi constituído para abordar os seguintes tópicos: o que é ser idoso; a violência contra os idosos; a família e o idoso e a política de assistência social e o idoso. 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 O QUE É SER IDOSO A Política Nacional do Idoso regida pela Lei de n° 8.842/94 (BRASIL.2010) e o Estatuto do Idoso, Lei 10.741/03 (BRASIL, 2008) definem idoso como a pessoa maior de sessenta anos de idade. A Organização Mundial da Saúde – OMS classifica cronologicamente como idosos as pessoas com mais de 65 anos de idade residentes em países desenvolvidos e com mais de 60 anos de idade as residentes nos países em desenvolvimento. Parte-se do princípio de que o envelhecimento de um indivíduo está associado a um processo biológico de declínio das capacidades físicas, relacionado a novas fragilidades psicológicas e comportamentais. Então, o estar saudável deixa de ser relacionado com a idade cronológica e passa a ser entendido como a capacidade do organismo de responder às necessidades da vida cotidiana, a capacidade e a motivação física e psicológica para continuar na busca de objetivos e novas conquistas pessoais e familiares (CAMARANO E PASINATO, 2004, p. 4). Desta forma pode-se perceber que a definição de idoso não está associada apenas à idade cronológica, mas também ao fato de se estar saudável e bem disposto para os afazeres do cotidiano ou não. Ainda segundo Camarano e Pasinato (2004), o conceito de idoso apresenta três limitações: A primeira se refere à heterogeneidade dos indivíduos ou grupos sociais. Ora, a definição de idoso não está atrelada a indivíduos isolados, mas à sociedade como um todo, portanto usar a idade cronológica como critério de classificação universal para a categoria é correr o risco de classificar os sujeitos de diferentes épocas e culturas como homogêneos. 8 A segunda supõe que características biológicas existem independentes das culturais. Supõe-se que o efeito de características biológicas semelhantes tem os mesmos resultados em indivíduos de culturas diferentes. E a terceira limitação se refere ao fato que há uma finalidade social no conceito de idoso. O termo idoso pode ser atribuído a indivíduos de determinada idade mesmo que estes não apresentem características associadas à velhice, desta forma podendo excluir os que necessitam de auxílios por parte das políticas públicas e incluir os que dela não necessitam. 2.2 A VIOLÊNCIA CONTRA OS IDOSOS Segundo Michaud (1989) a violência pode ser expressa não apenas por intermédio do uso da força física contra outrem, mas também por meio de palavras ou ações. Muitas vezes, a agressão verbal fere muito mais o indivíduo do que a violência física, dependendo do momento e de quem partiu a agressão. De acordo com Faleiros (2007), a conceituação de violência envolve a consideração do conflito, do poder e da força, resultando na desestruturação da convivência e causando a dominação do outro e de suas possibilidades pelo exercício da relação de forças. Infelizmente muitos se aproveitam da fragilidade dos idosos para obter vantagens sobre os mesmos, usando da força física de maneira desleal, contra quem já não tem mais o vigor de um jovem. Segundo Minayo (2004) a violência contra os idosos se apresenta de três formas: estrutural, interpessoal e institucional. De acordo com a autora, violência Estrutural é aquela que ocorre pela desigualdade social e se banaliza nas manifestações de pobreza e discriminação; a Interpessoal ocorre nas diversas formas de interação cotidiana e a Institucional como o próprio nome diz, acontece nas instituições por meio da omissão na gestão das políticas sociais, pelo Estado e pela maneira privilegiada de reprodução das relações de poder, domínio, e discriminação. Segundo Faleiros e Loureiro (2006. p. 182) “nas sociedades capitalistas, o espaço social que os idosos ocupam não é muito privilegiado. Muitas vezes são encarados como incapazes de gerarem riqueza, portanto improdutivos aos olhos da população”. Os idosos são vistos como inúteis para a sociedade capitalista, já que deixaram de produzir e por isso são maltratados pelo sistema. Faleiros (2007) considera a falta de acesso à saúde e a remédios uma grave violência praticada pelo Estado contra os idosos, pois desta forma está descumprindo o pacto de direitos à cidadania. Minayo (2004, p. 13) traz as definições das violências praticadas contra os idosos: 9 • Abuso físico, maus tratos físicos ou violência física são expressões que se referem ao uso da força física para compelir os idosos a fazerem o que não desejam, para feri-los, provocar-lhes dor, incapacidade ou morte. • Abuso psicológico, violência psicológica ou maus tratos psicológicos correspondem a agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar os idosos, humilhá-los, restringir sua liberdade ou isolá-los do convívio social. • Abuso sexual, violência sexual são termos que se referem ao ato ou jogo sexual de caráter homo ou hetero-relacional, utilizando pessoas idosas. Esses abusos visam a obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças. • Abandono é uma forma de violência que se manifesta pela ausência ou deserção dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção. • Negligência refere-se à recusa ou à omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos, por parte dos responsáveis familiares ou institucionais. A negligência é uma das formas de violência contra os idosos mais presente no país. Ela se manifesta frequentemente, associada a outros abusos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais, em particular, para as que se encontram em situação de múltipla dependência ou incapacidade. • Abuso financeiro e econômico consiste na exploração imprópria ou ilegal dos idosos ou ao uso não consentido por eles de seus recursos financeiros e patrimoniais. Esse tipo de violência ocorre, sobretudo, no âmbito familiar. • Auto-negligência diz respeito à conduta da pessoa idosa que ameaça sua própria saúde ou segurança, pela recusa de prover cuidados necessários a si mesma. 2.3 OS DIREITOS SOCIOASSISTENCIAIS DOS IDOSOS Muitos idosos desconhecem seus direitos, ou muitas vezes os mesmos lhes são negados por parte do Estado. O Assistente Social tem um importante papel na vida desses idosos, quando se é possível alcançá-los, fazendo-os conhecedores dos seus direitos. Estes estão assegurados pelo Estatuto do Idoso, onde estão dispostas suas garantias, como o direito à saúde, previdência e Assistência Social, previstos na Constituição Federal de 1988, como seguridade social. (Cartilha: Cidadão idoso parceiro de uma vida inteira, p. 6). O Estatuto do Idoso (BRASIL, 2008) em seu cap. III adverte: Art. 14º Se o idoso ou seus familiares não possuírem condições de prover o seu sustento, impõe-se ao Poder Público esse provimento, no âmbito da assistência social. O Estatuto do Idoso regido pela lei 10.741/03 em seu artigo 4º ressalta que nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão será punido em lei. 2.4 A FAMÍLIA E O IDOSO Herédia (2007) define família como “um grupo social, formado por pessoas que vivem juntas por um determinado tempo e que possuem laços determinados por parentesco, 10 matrimônio ou relações afetivas”. Muitos idosos compõem esses arranjos familiares modernos, porém nem sempre são bem vindos por todos os membros da família, sendo por vezes considerados como um fardo. Em alguns casos, os familiares têm um motivo a mais para acolherem seus idosos ou os manterem em seus lares, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2008) os idosos estão cada vez participantes do orçamento familiar, sendo em algumas famílias seus principais provedores. O Estatuto do Idoso (BRASIL, 2008) em seu artigo 3° adverte: Art. 3° É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. É obrigação da família cuidar dos seus idosos, porém é justamente no núcleo familiar onde mais acontece a violência contra esse grupo etário, seja ela física, financeira, na forma de negligência, abandono entre outras. Mioto (2010, p. 167, 168) destaca que a família, nas suas mais diversas configurações constitui-se como um espaço altamente complexo, pois se constrói e se reconstrói cotidianamente, através das relações e negociações que estabelece entre seus membros e outras esferas da sociedade como Estado, trabalho e mercado. Estas constantes reconstruções se devem também aos novos formatos de família que se tem hoje, sejam aquelas que incluem famílias menores, famílias maiores, com mais idosos e etc. 2.5 POLÍTICA DEASSISTÊNCIA SOCIAL E O IDOSO A Política Nacional de Assistência Social – PNAS/2004 (BRASIL, 2005) visa o enfrentamento das desigualdades garantindo à sociedade os seus direitos sociais. Esta deve ser oferecida a quem dela necessitar. De acordo com o disposto na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS, 1993) capítulo II, seção I, artigo 4º, a Política Nacional de Assistência Social rege-se pelos seguintes princípios democráticos: I – Supremacia do atendimento às necessidades sociais sobre as exigências de rentabilidade econômica; II – Universalização dos direitos sociais, a fim de tornar o destinatário da ação assistencial alcançável pelas demais políticas públicas; III – Respeito à dignidade do cidadão, à sua autonomia e ao seu direito a benefícios e serviços de qualidade, bem como à convivência familiar e comunitária, vedando-se qualquer comprovação vexatória de necessidade; IV – Igualdade de direitos no acesso ao atendimento, sem discriminação de qualquer natureza, garantindo-se equivalência às populações urbanas e rurais; V – Divulgação ampla dos benefícios, serviços, programas e projetos assistenciais, bem como dos recursos oferecidos pelo Poder Público e dos critérios para sua concessão (PNAS/2004). 11 Os serviços e programas da Política de Assistência Social estão divididos em dois grupos: Proteção Social Básica e Proteção Social Especial. Dentro da Proteção Social Básica pode-se destacar o Centro de Referência de Assistência Social – CRAS onde é possível encontrar informações sobre programas como: o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à família – PAIF e o Benefício de Prestação Continuada – BPC voltados para famílias com idosos e pessoas com deficiência. O PAIF possui um trabalho de caráter continuado visando fortalecer a função de proteção das famílias, prevenindo a ruptura de laços, promovendo o acesso a direitos e contribuindo para uma melhor qualidade de vida. O público do PAIF são as famílias em situação de vulnerabilidade social, porém os prioritários no atendimento são os beneficiários que atendam aos critérios de participação em programas de transferência de renda e benefícios assistenciais, pessoas com deficiência e/ou idosos que vivenciam situações de fragilidade (MDS, 2005). O Benefício de Prestação Continuada – BPC é uma garantia destinada a pessoas com deficiência e idosos a partir dos 65 anos de idade. Através desse benefício, o governo disponibiliza um salário mínimo ao idoso, desde que seja comprovado que a família do mesmo não dispõe de meios para provimento de sua subsistência, ou seja, a renda per capita sendo inferior a um quarto do salário mínimo. A Proteção Social Especial é a modalidade de atendimento assistencial destinado a indivíduos que se encontram em situação de risco pessoal e social decorrentes de abandono, maus tratos físicos e/ou psíquicos, abuso sexual, uso de substâncias psicoativas, cumprimento de medidas socioeducativas, situação de rua, situação de trabalho infantil, entre outras. Os serviços de proteção especial exigem, muitas vezes, uma gestão mais complexa e compartilhada com o Poder Judiciário, Ministério Público e outros órgãos e ações do Executivo. Na proteção Social Especial destaca-se o Centro de Referência Especializado da Assistência Social – CREAS e os Albergues (PNAS/2004). 12 3 METODOLOGIA Realizou-se uma pesquisa qualiquantitativa por meio de levantamento bibliográfico e documental. Seu objetivo foi a compreensão dos dados das pesquisas da CJI dos anos de 2012 e 2013. A pesquisa qualiquantitativa segundo Creswell (2010, p. 238) é um “método misto, no qual são empregadas combinações de abordagens quantitativas e qualitativas para que se possam usar os pontos fortes de ambas”. A pesquisa documental envolveu a leitura e análise dos relatórios da CJI comparando os dados do período de 2012 e 2013 juntamente com informações do Mapa da Violência contra a pessoa idosa no Distrito Federal. Os relatórios estão disponíveis na internet no sítio www.tjdft.jus.br. 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Segundo dados da Central Judicial do Idoso – CJI (TJDFT, 2013), no DF a maioria das vítimas de violência são as idosas com faixa etária que varia entre 60 e 69 anos. A pessoa idosa, vítima de violência intrafamiliar, está inserida em um contexto de vulnerabilidade, onde convive com o medo, com a culpa por ser o seu próprio filho o agressor - e com a vergonha. Nesse sentido, portanto, a presença do amor paternal/maternal dificulta a denúncia do familiar agressor e favorece a manutenção da situação de violência (MAPA DA VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA 2013). Ainda de acordo com a Central Judicial do Idoso – CJI (TJDFT, 2013), a violência contra o idoso geralmente é cometida pelos próprios filhos, ou algum outro membro da família. Porém os idosos são vitimizados também fora de seus domicílios por parte do próprio Estado na omissão da garantia de direitos desse grupo etário. O Manual para atendimento às vítimas de violência da rede de saúde pública do DF (BRASIL, 2009), também afirma que grande parte dessa violência é cometida por familiares. O idoso não denuncia, muitas vezes por vergonha, culpa-se pelo fracasso das relações familiares ou até mesmo por medo de aumentar a hostilidade ou perder o “amor” da família. Muitas vezes ocorre também a omissão do fato pela vítima por aceitação da violência como algo natural que faz parte das relações familiares. 13 A partir dos relatórios de 2012 e 2013 da CJI foi realizada a análise comparativa entre os resultados publicados em cada ano e também se buscou a compreensão à luz dos estudos levantados nesta pesquisa. Gráfico 1 - Atividades realizadas pela Central Judicial de Solução de Conflitos e de Cidadania da Central Judicial do Idoso (2012 e 2013) 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 atendimento inicial acompanhamento de casos orientação por telefone total ano 2012 795 912 512 2219 ano 2013 975 1052 649 2676 Fonte: Planilha (elaborado a partir dos dados da CJI anos 2012 e 2013). Conforme se observa houve um aumento no total dos atendimentos da Central Judicial do Idoso, entre os anos de 2012 e 2013 na ordem de 457 casos (17,07%). Sendo que o maior aumento foi em relação ao atendimento inicial que representou um crescimento de 180 casos. Nesse sentido também se verifica o aumento das atividades de acompanhamento de casos e orientação pelo telefone. O acompanhamento de casos pelo CJI se dá por meio de uma equipe multidisciplinar que acolhe as denúncias advindas de outros órgãos ou de autoridades judiciais. Em seguida são elaboradas as estratégias de atendimento e articulação com a rede do idoso, oferecendo suporte nesse atendimento. O acompanhamento se faz a partir do retorno do demandante à CJI ou quando há uma nova informação do acolhimento. O aumento no número de atendimentos pode estar associado a diversas questões como: aumento da violência contra pessoas idosas, ou ainda, maior esclarecimento por parte 14 dos idosos que mesmo em situação de violação de direitos buscam apoio ou soluções para as situações vividas. À medida que aumenta o registro das demandas de violência contra os idosos, deveria também aumentar a preocupação em relação às estratégias possíveis para a sua contenção. Gráfico 2 - Demandas para Realização de estudos Psicossocial de Casos envolvendo Idosos (2012 e 2013) 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Oriundo do TJDFT Oriundo do MPDFT Oriundo do Nucl. De Assist. Jurid. De defesa do Idoso Total Ano 2012 26 12 0 38 Ano 2013 31 3 5 39 Fonte: Planilha (elaborado a partir dos dados da CJI anos 2012 e 2013). O estudo psicossocial da CJI refere-se a um estudo realizado por psicólogos e assistentes sociais com idosos que vivem em situação de risco, auxiliando na tomada de decisão de juízes do TJDFT, defensores público se Promotores de justiça nos pedidos de medidas protetivas. O Núcleo de Assistência Jurídica de Defesa do Idoso é um núcleo da defensoria pública que presta assistência jurídica gratuita aos idosos atendidos pela CJI que não possuem condições financeiras para a contratação de um advogado particular. De acordo com o observado no gráfico houve um pequeno aumento das demandas para realização de estudos psicossocial envolvendo idosos (2,56%) entre os anos de 2012 e 2013. Nota-se que não foi um aumento expressivo, questiona-se nesse sentido quais os fatores relacionados. Talvez possa existir uma demanda reprimida para este tipo de atendimento. Os profissionais responsáveis por essa atividade talvez já se encontrem sobrecarregados em relação às suas atividades. Em estudos futuros essa questão poderia ser explorada. O maior aumento foi em relação aos casos oriundos do TJDFT e a maior queda em relação aos casos oriundos do MPDFT. 15 Gráfico 3 - Evolução das demandas de acolhimento 2012 e 2013 1200 1000 800 600 400 200 0 Orientaç Crimes ão Contra o Jurídica Idoso Saude Assistênc Conflito Habitaçã Previdên Transpor ia Social Familiar o cia Social te Total Ano 2012 477 298 94 42 30 30 16 8 995 Ano 2013 472 417 90 67 33 31 13 7 1130 Fonte: Planilha (elaborado a partir dos dados da CJI anos 2012 e 2013). As demandas de acolhimento são de diversas origens, pois esta é a porta de entrada na CJI, onde os idosos chegam com questões de vários âmbitos. Conforme se observa no gráfico 3, houve um aumento de 135 casos (11,94%) nas demandas de acolhimento entre os anos de 2012 e 2013. Nota-se que o maior crescimento foi em relação aos crimes contra os idosos que aumentou em 119 casos no ano de 2013, representando um aumento de 28,53%. Houve uma pequena diminuição nas demandas de saúde, que passaram de 94 para 90 representando 4,44% de diminuição. Houve um crescimento expressivo da demanda em relação à assistência social 37,31%. A Assistência Social oferece seus benefícios a quem dela necessitar, dentre eles estão os eventuais e o de prestação continuada – BPC. Houve também aumento em relação às demandas de conflito familiar, que ocorre quando há algum tipo de discórdia no seio familiar. Os conflitos podem acontecer em qualquer família, seja por disputa de poder dentro de casa ou simples desavenças que ocorrem em decorrência das diferenças de cada um (Emiliano, 2008). Houve diminuição em relação à demanda paraa Previdência Social, de 16 para 13 casos. Esta demanda diz respeito ao trabalho de inscrição do contribuinte no Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, revisão e manutenção de cadastro no órgão em questão. Em relação ao transporte houve diminuição de 14,28%. De acordo com essas informações as circunstâncias das violências acolhidas pela CJI e as ponderações de Minayo (2005) revelam que os crimes contra os idosos têm ganhado mais 16 visibilidade nos últimos tempos, porém é preocupante constatar que os casos têm aumentado. A mesma pesquisa de Minayo descreve as principais causas de morte de idosos no Brasil, dentre elas estão os acidentes de trânsito como os que mais matam idosos, em seguida estão as quedas e depois os homicídios. Em relação ao conflito familiar os dados do mapa da violência nos permitem um melhor entendimento dos atores envolvidos na problemática. Gráfico4 - Distribuição Percentual do Perfil do Agressor Fonte: Mapa da Violência (BRASIL, 2013, p. 31). O gráfico 4 demonstra conforme Mapa da Violência que os principais agressores dos idosos são seus próprios filhos, em seguida vem outros membros da família e por último o cuidador, apesar de haverem constantes relatos na mídia de violência por parte destes. Estes dados explicam o aumento das demandas de conflito familiar retratadas no gráfico anterior, já que estes conflitos podem resultar em violência. A PNAS vê a família como “um espaço privilegiado e insubstituível de proteção e socialização primárias, provedora de cuidados aos seus membros, mas que também precisa ser cuidada e protegida”. A reestruturação dos vínculos familiares é foco da Assistência Social. Sugere-se que esses dados colaborem com o repensar o papel do idoso na família e da família para com o idoso. 17 Gráfico 5 - Evolução de Encaminhamentos 600 500 400 300 200 100 0 Serviç Saude Juizad Plano Inst. Inst. MPDF Deleg Cartór Defen o Públic de Financ DPU Privad Total GDF os T acia io soria Social a TJDFT Saude eiras as Ano 2012 147 45 62 65 39 22 30 25 23 10 11 9 488 Ano 2013 216 47 75 55 24 54 4 17 9 1 6 3 511 Fonte: Planilha (elaborado a partir dos dados da CJI anos 2012 e 2013). No gráfico 5 nota-se que houve um aumento de 4,5% de encaminhamentos para a rede no ano de 2013 em relação ao ano anterior, (23 casos a mais). É possível notar que o maior aumento no ano de 2013 foi em relação ao Serviço Social, 69 casos. Os encaminhamentos realizados para as instâncias mencionadas no gráfico 5referemse ao Serviço Social no apoio à garantia de direitos; Evolução de Encaminhamentos i Gráfico 6 - Áreas de atuação da CJI 120 100 80 60 40 20 0 Familia, Órfãos e Sucessões Cível Regitro Público Fazenda Pública Total Ano 2012 62 28 11 8 109 Ano 2013 66 20 5 9 100 Fonte: Planilha (elaborado a partir dos dados da CJI anos 2012 e 2013) A área de atuação do CJI em relação aos idosos refere-se às varas da família, pois o TJDFT não possui uma vara específica para os idosos. De acordo com o gráfico 6, houve uma 18 queda de 9 casos (8,25%) no que diz respeito às áreas de atuação do CJI no ano de 2013 em relação ao ano anterior. Gráfico 7 - Distribuição percentual do tipo de violência praticada contra os idosos Fonte: Mapa da Violência (BRASIL, 2013, p. 27). De acordo com o gráfico 7 a violência psicológica é a que tem o maior registro, esta acontece quando são proferidos insultos ou agressões verbais contra outrem, seguida da negligência que ocorre quando as necessidades dos idosos não são atendidas e a financeira que se dá nas tentativas de subtração de algum bem da pessoa idosa. Estes dados corroboram as pesquisas de Minayo (2005) e Faleiros (2007) no que diz respeito aos tipos de violências mais praticados contra os idosos. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Em relação à violência praticada contra os idosos, verificou-se que os dados captados pela CJI, devido à natureza do órgão, inserem-se principalmente naqueles de natureza de ordem legal, via denúncias. A pesquisa baseada nos gráficos do Mapa da Violência expõe os tipos mais praticados de violência contra os idosos moradores do Distrito Federal sendo a violência psicológica aquela que ocorre em primeiro lugar, seguida da negligência e a financeira em terceiro. Sabese que a violência contra os idosos pode ocorrer em qualquer família, independente da classe social. Constatou-se que é no seio das famílias onde mais ocorre a violência e seus algozes são os próprios familiares, especialmente os filhos. 19 O Serviço Social possui um importante papel no atendimento aos idosos, trabalhando na defesa e garantia dos seus direitos. Os dados da CJI comprovam a participação e até o aumento na procura desse atendimento por parte dos idosos. No Brasil, em termos de legislação, os idosos são amparados pela Constituição Federal (1988), pela Política Nacional do Idoso (Lei n° 8. 842/94) e o Estatuto do Idoso (Lei n° 10.741/03). Mas a verdade é que poucos são conhecedores dessas leis e ainda as penas dos crimes contra a pessoa idosa não são tão severas. Destaca-se a relevância do acompanhamento da evolução dos dados da CJI como fonte importante do conhecimento da situação dos idosos no DF. A análise comparativa realizada nesta pesquisa mediante discussão favorece e sensibiliza para o maior êxito e necessidade de intervenção junto a esta população. Por fim esta pesquisa não pretende esgotar o tema abordado, mas sensibiliza para a importância nas ações da Política de Assistência Social e do Assistente Social na defesa e garantia dos direitos dos idosos. Espera-se que os idosos continuem denunciando e que a partir das denúncias as autoridades tornem essas leis mais rígidas no que se refere à punição dos autores. Acredita-se que apouca punição ou a falta dela ocasione a reincidência dos crimes, portanto é necessário que haja mais rigor na aplicação das penas, pois a impunidade não pode sobrepor os direitos dos idosos estabelecidos em lei. 20 Abstract This research aimed to examine violence against the elderly in the Federal District. For this we used the method qualiquantitative analyzing the data of the Central Judicial Elderly the years 2012 and 2013. The results indicated that allegations of crimes against the elderly increased from 298 cases in 2012 to 417 in 2013, a significant increase of 28, 53%. It was also found that the context in which violence is more rushes inside the residence itself and the main perpetrators are the children. The most practiced violence against the elderly according to research from the CJI is psychological, representing 31.81% of the cases. With regard to referrals, there is an increase in demand for Social Services showing that the elderly have increasingly sought such assistance. Hence the importance of the work of the social worker in the defense and guarantee of the rights of the elderly. Keywords: Violence, Elderly, Central Judicial Elderly 21 6 BIBLIOGRAFIA BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Lei 8. 842/94. Política Nacional do Idoso. 1ª Ed. Brasília: reimpresso em maio de 2010. BRASIL. Ministério da Previdência Social. Cidadão idoso parceiro de uma vida inteira. Brasília. BRASIL. Secretaria Especial dos Direitos Humanos. O Estatuto do Idoso e outros atos legais. Brasília, 2008. BRASIL. Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. Manual para atendimento às vítimas de violência na rede de saúde pública do DF. Brasília, 2009. Disponível em<http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/publicacoes/crianca-e adolescente/Manual_de_atendimento_as_vitimas_de_violencia_na_rede_de_saude_publica_d o_df_secretaria_de_saude_do_df_2009.pdf> acesso em: 05/08/13. BRASIL. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Mapa da violência contra a pessoa idosa no Distrito Federal. Brasília, 2013. Disponível em<http://www.tjdft.jus.br/acesso-rapido/acoes/acesso-a-justica-e-cidadania/central-doidoso/mapadaviolenciacontraoidoso.pdf> acesso em: 02/08/13. CAMARANO, Ana Amélia; PASINATO, Maria Tereza. Os novos idosos brasileiros muito além dos 60?Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Rio de Janeiro: IPEA, 2004, p. 5. Disponível em<http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/atuacao-e-conteudos-de-apoio/publicacoes/pessoaidosa/Livro%20Os%20novos%20Idosos%20Brasileiros%20%20muito%20alem%20dos%2060.pdf:>acesso em: 02/09/13. CRESWELL. Jonh W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 3ª Ed. Porto Alegre: Artmed, 2010. EMILIANO, Norma. Conflitos familiares. 2008. Disponível em>http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo721.shtml>acesso em: 06/05/2014. FALEIROS, Vicente de Paula. Violência contra a pessoa idosa, ocorrência, vítima e agressores. Brasília: Universa, 2007. FALEIROS, Vicente de Paula; LOUREIRO, Altair Macedo Laud (Orgs.). Desafios do envelhecimento vez, sentido e voz. Brasília: Universa, 2006. 22 HERÉDIA, Vânia Beatriz Merlotti; CASARA, Miriam Bonho; CORTELLETTI, Ivonne Assunta. Impactos da longevidade na família multigeracional. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: v.10 n.1 2007. Disponível em<http://revista.unati.uerj.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S180998232007000100002&lng=pt&nrm=iso>acesso em: 18/11/2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE. Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira. Rio de Janeiro, 2008. Disponível em<http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/indicadoresminimos/ sinteseindicsociais2008/indic_sociais2008.pdf> acesso em 03/05/2014 Lei Orgânica da Assistência Social.LOAS.1993. Lei 8.742/93.Brasília, 1993. Disponível em<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm acesso em: 29/04/2014. MICHAUD, Yves. A violência. São Paulo: Ática, 1989. MINAYO, Maria Cecília de Souza. Violência contra idosos: o avesso do respeito à experiência e à sabedoria. Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos, 2004. Disponível em http://www.observatorionacionaldoidoso.fiocruz.br/biblioteca/_manual/4.pdf acesso em: 01/11/13. MIOTO, Regina Célia Tamaso. Família, trabalho com famílias e Serviço Social. Serviço Social em Revista. Londrina, 2010. Disponível em<http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/ssrevista/article/view/7584/6835>acesso em: 20/11/13. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. MDS. Política Nacional de Assistência Social – PNAS/2004. Brasília, 2005. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. TJDFT. Cartilha do idoso. Disponível em<http://www.tjdft.jus.br/acesso-rapido/acoes/acesso-a-justica-e-cidadania/central-doidoso/CartilhaDoIdoso.pdf> acesso em: 03/09/13. _______.Central Judicial do Idoso. Disponível em<http://www.tjdft.jus.br/acessorapido/acoes/acesso-a-justica-e-cidadania/central-do-idoso> acesso em: 25/11/13. _______. Relatório de atividades 2013. Disponível em<http://www.tjdft.jus.br/institucional/2a-vice-presidencia/nupecon/central-judicial-doidoso/copy_of_RelatrioNupeconAnual2013Internet.pdf/view> acesso em: 02/04/13 23 _______. Relatório semestral referente ao período de julho a novembro/2012. Disponível em<http://www.tjdft.jus.br/institucional/2a-vice-presidencia/nupecon/central-judicial-doidoso/copy_of_RelatrioNupeconAnual2013Internet.pdf/view> acesso em: 02/04/13 24 APÊNDICE A – Tabelas Tabela A Tipo de atendimento Ano 2012 Ano 2013 Atendimento inicial 795 975 Acompanhamento de casos 783 1022 Orientações por telefone 647 800 Total Fonte: CJI 2012-2013 2225 2797 Demandas para Realização de estudos Psicossocial de Casos envolvendo Idosos Ano 2012 Ano 2013 Oriundo do TJDFT Oriundo do MPDFT 26 12 31 3 Tabela B Oriundo do Nucl. De Assist. Jurid. De defesa do Idoso 0 5 Total Fonte: CJI 2012-2013 38 39 Demandas de Acolhimento Ano 2012 Ano 2013 Orientação Jurídica 477 472 Crimes Contra o Idoso 298 417 Saude 94 90 Assistência Social 42 67 Conflito Familiar 30 33 Habitação 30 31 Previdência Social 16 13 Transporte 8 7 Total Fonte: CJI 2012-2013 995 1130 Evolução de Encaminhamentos Ano 2012 Ano 2013 Serviço Social 147 216 MPDFT 45 47 Saude Pública 62 75 Delegacia 65 55 GDF 39 24 Juizados - TJDFT 22 54 Cartório 30 4 Plano de Saude 25 17 Tabela C Tabela D 25 Inst. Financeiras 23 9 DPU 10 1 Defensoria 11 6 Inst. Privadas 9 3 Total Fonte: CJI 2012-2013 488 511 Áreas de Atuação Ano 2012 Ano 2013 Família, Órfãos e Sucessões 62 66 Cível 28 20 Registro Público 11 5 Fazenda Pública 8 9 109 100 Tabela E Total Fonte: CJI 2012-2013 26 i O MPDFT nos casos em que a família ou outras pessoas tentam se apropriar dos bens de um idoso ou mesmo em casos de maus tratos; Saúde pública refere-se ao atendimento na rede pública de saúde; Delegacia, quando se faz necessária a investigação nos casos requeridos pelo Ministério Público; No âmbito do Governo do Distrito Federal – GDF há a Secretaria Especial do Idoso que atua com ações para efetivação dos direitos dos idosos; Os Juizados TJDFT oferecem serviços de solução de processos judiciais; Cartório oferece serviços como registros de nascimento, certidão de óbito ou ainda registro de imóveis; Plano de saúde refere-se aos encaminhamentos para contratação destes planos, pois frequentemente os idosos precisam de auxílios médicos e nem sempre podem contar ou esperar pela rede pública de saúde. A contratação é feita pelos próprios usuários ou empresas privadas no caso de haver vínculo empregatício. Instituições financeiras são os bancos; Defensoria Pública da União – DPU, nos casos em que os idosos não disponibilizam de condições financeiras para custear a contratação de um advogado; Instituições privadas são empresas particulares não pertencentes ao Estado.