CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA
SOUZA - ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA
CURSO TÉCNICO EM CONTABILIDADE
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE CUSTOS E SUA
IMPORTÂNCIA NO SETOR DE MANUTENÇÃO
ANA CÉLIA GONÇALVES
JOÃO PEDRO PEDROSO PIRES
MARIA ANTONIA MONTEIRO METTIFOGO
MICHELE RODRIGUES ROSA BUENO
SUELI DOS SANTOS SABINO
WALTER JOSÉ MONTEIRO JUNIOR
PALMITAL - SP
2011
ANA CÉLIA GONÇALVES
JOÃO PEDRO PEDROSO PIRES
MARIA ANTONIA MONTEIRO METTIFOGO
MICHELE RODRIGUES ROSA BUENO
SUELI DOS SANTOS SABINO
WALTER JOSÉ MONTEIRO JUNIOR
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE CUSTOS E SUA
IMPORTÂNCIA NO SETOR DE MANUTENÇÃO
Trabalho de conclusão de curso
apresentado à ETEC Prof. Mário Antônio
Verza, como parte dos requisitos
necessários para a obtenção do título de
Técnico em Contabilidade.
Orientador: Prof. Cleison Faria Coutinho.
PALMITAL
2011
CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO
TECNOLÓGICA PAULA SOUZA
ETEC PROF. MÁRIO ANTÔNIO VERZA
ANA CÉLIA GONÇALVES
JOÃO PEDRO PEDROSO PIRES
MARIA ANTONIA MONTEIRO METTIFOGO
MICHELE RODRIGUES ROSA BUENO
SUELI DOS SANTOS SABINO
WALTER JOSÉ MONTEIRO JUNIOR
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE CUSTOS E SUA
IMPORTÂNCIA NO SETOR DE MANUTENÇÃO
APROVADO EM ____/____/____
BANCA EXAMINADORA:
______________________________________________________
CLEISON FARIA COUTINHO – ORIENTADOR
______________________________________________________
JOSÉ MARCELINO CALEGARI – EXAMINADOR
______________________________________________________
ROBERTO GABRIEL RONQUI – EXAMINADOR
DEDICATÓRIA
Dedicamos este trabalho a Deus pelo
esplendor da vida, presente em
todas as atividades; aos amigos pelo
incentivo; às nossas famílias, filhos,
esposas e maridos pelo apoio,
compreensão, carinho e paciência
durante
todo
este
curso,
principalmente nos momentos de
dificuldades.
EPÍGRAFE
"Por mais longa que seja a
caminhada, o mais importante é dar
o primeiro passo."
(Vinicius de Moraes)
GONÇALVES, Ana Célia; PIRES, João Pedro Pedroso; METTIFOGO, Maria
Antonia Monteiro; BUENO, Michele Rodrigues Rosa; SABINO, Sueli dos
Santos; MONTEIRO, Walter José Junior. Planejamento estratégico de
custos e sua importância no setor de manutenção. 2011. 58 f. Trabalho de
Conclusão de Curso no Ensino Técnico apresentado à ETEC Prof. Mário
Antônio Verza, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do título
de Técnico em Contabilidade.
RESUMO
O presente Trabalho de Conclusão do Curso Técnico de Contabilidade
abordará o tema de Planejamento Estratégico de custos e sua Importância no
Setor de Manutenção, da Empresa Sucroalcooleira Destilaria Pyles Ltda,
localizada na cidade de Platina, no interior do estado de São Paulo, visando
reduzir seus custos de manutenção através da análise minuciosa dos dados
extraídos na mesma e de terceiras, na região. Para o desenvolvimento do
trabalho foi abordado os tipos de custos, custeios, fixação de custos,
manutenções e as comparações entre os dados fornecidos no decorrer do
estudo, possibilitando a reflexão do grupo na proposta a ser apresentada à
empresa, uma alternativa de redução de custos para aferir o resultado positivo
no setor financeiro e contábil.
Palavras-chave: Planejamento; Estratégia; Custo; Manutenção.
LISTA DE TABELAS
TABELA 01 – Cálculo da hora trabalhada do mecânico ........................................ 41
TABELA 02 – Cálculo da hora trabalhada do motorista ......................................... 42
TABELA 03 – Cálculo do deslocamento do veículo por litro de combustível ......... 43
TABELA 04 – Troca de óleo e componentes a cada 14.000 km - cálculos ............ 44
TABELA 05 – Análise do motor do veículo a cada 14.000 km – cálculos .............. 45
TABELA 06 – Manutenção preventiva - cálculos ................................................... 46
TABELA 07 – Escala de parada para manutenção ................................................ 47
TABELA 08 – Manutenção corretiva 01 - cálculos ...................................................... 48
TABELA 09 – Manutenção corretiva 02 - cálculos ................................................ 49
TABELA 10 – Valores totais de manutenção - cálculos ........................................ 50
TABELA 11 – Custos de manutenção pré-corretivas versus retífica de motor cálculos .................................................................................................................. 50
TABELA 12 – Custos de manutenção pré-corretivas versus troca do motor cálculos .................................................................................................................. 51
LISTA DE GRÁFICOS
GRÁFICO 01 – Custos versus nível de manutenção .............................................. 34
GRÁFICO 02 – Lucro versus disponibilidade .......................................................... 35
GRÁFICO 03 – Custos de manutenção versus retífica do motor ............................ 52
GRÁFICO 04 – Custos de manutenção versus troca de motor .............................. 53
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
CFC – Conselho Federal de Contabilidade
RFB – Receita Federal do Brasil
CRC – Conselho Regional de Contabilidade
TCC – Trabalho de Conclusão de Curso
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................... 11
1.1 OBJETIVOS ...................................................................................................... 12
1.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS .......................................................... 12
2. PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIA ................................................................... 14
3. TERMINOLOGIAS .............................................................................................. 17
4. DEFINIÇÕES DA CONTABILIDADE DE CUSTOS ............................................ 18
4.1 CUSTOS DIRETOS .......................................................................................... 18
4.2 CUSTOS INDIRETOS ....................................................................................... 19
4.3 CUSTO INTEGRAL ........................................................................................... 19
4.4 CUSTOS FIXOS ................................................................................................ 20
4.5 CUSTOS VARIÁVEIS........................................................................................ 20
4.6 CUSTO MISTO ................................................................................................. 21
5. MÉTODO DE CUSTEIO TRADICIONAIS ........................................................... 22
5.1 CUSTEIO POR ABSORÇÃO ........................................................................... 22
5.2 CUSTEIO VARIÁVEL .................................................................................................. 23
5.3 MÉTODOS DE CUSTEIO ABC ......................................................................... 24
5.4 CUSTO PADRÃO .............................................................................................. 25
5.4.1 Tipos de Custo Padrão .................................................................................. 26
5.4.2 Utilização do Custo Padrão ........................................................................... 27
5.4.3 Fixação do Padrão ........................................................................................ 28
5.4.4 Problema da Fixação do Custo Padrão ......................................................... 28
5.4.5 Variações e Custo Padrão ............................................................................. 29
5.4.6 Tipos de Variações ....................................................................................... 29
5.5 CUSTOS CONTROLÁVEIS E CUSTOS NÃO CONTROLÁVEIS ..................... 30
5.6 CONSTRUÇÃO DO PADRÃO .......................................................................... 30
6. CUSTO DE MANUTENÇÃO ............................................................................... 32
6.1 CUSTOS POR FALTA DE MANUTENÇÃO ..................................................... 32
7. TIPOS DE MANUTENÇÃO ................................................................................. 36
7.1 MANUTENÇÃO PREDITIVA ............................................................................ 36
7.2 MANUTENÇÃO DETECTIVA ........................................................................... 37
7.3 MANUTENÇÃO PREVENTIVA ........................................................................ 37
7.4 MANUTENÇÃO CORRETIVA ........................................................................... 38
8. ESTUDO DE CASO ............................................................................................ 40
8.1 MANUTENÇÃO PREDITIVA - CÁLCULOS ...................................................... 44
8.2 MANUTENÇÃO DETECTIVA - CÁLCULOS .................................................... 45
8.3 MANUTENÇÃO PREVENTIVA - CÁLCULOS .................................................. 46
8.4 MANUTENÇÃO CORRETIVA - CÁCULOS....................................................... 48
9. CONCLUSÃO ..................................................................................................... 54
REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 56
11
1. INTRODUÇÃO
A necessidade das empresas em adotar sistemáticas de planejamento
estratégico passou a ser mais criteriosa, estudada, analisada e implantada pelos
contadores, o mesmo não pode se restringir apenas em contabilizar os dados
obtidos no processo de produção e receita, mas em oferecer inúmeras informações
para tomadas de decisões. Uma boa análise dos custos dos produtos e serviços das
empresas é de suma importância para que o contabilista tenha condições de avaliar
as contribuições do departamento de manutenção para uma correta otimização de
custos.
Para obter uma análise mais detalhada, o trabalho utilizará pesquisa de
campo com o estudo de caso e o levantamento bibliográfico como base teórica
sobre planejamento estratégico de custos no setor de manutenção explorando
custos diretos, indiretos, entre outros e principalmente, utilizando como referencia
custo padrão; entretanto todos os métodos proporcionam extraordinários recursos
para o desenvolvimento de mecanismos de sustentação da vantagem competitiva.
A identificação, e classificação dos custos nas empresas são de grande
importância para agrega-los corretamente a planilha de custos das mesmas,
possibilitando gerenciar melhor seu serviço de manutenção e obtendo uma análise
coerente dos dados nela apresentados.
Há uma grande dificuldade nas empresas em definir qual método de custeio é
mais adequado para elaboração do planejamento de custo, pois a escolha é de
extrema importância para definir as estratégias a serem tomadas para redução dos
custos, e definir quais alternativas traz maior rentabilidade.
O Processo de planejamento sendo permanente e dinâmico nas empresas é
capaz de incorporar as mudanças do ambiente e deve durar enquanto a empresa
estiver no mercado. A mobilização agrupa forças e envolve todas as pessoas e
setores da empresa como um todo, em direção ao sucesso, possibilitando a
construção do futuro e não prever ou adivinhar o mesmo, mas sim construí-lo, os
planejamentos
são
classificados
como:
planejamento
estratégico,
tático
e
operacional.
O presente trabalho explora o planejamento organizacional e análise de
custos, dentre vários métodos de custeio, o custo de manutenção como sendo uma
12
a estratégia a ser adotada para redução e padronização dos serviços de
manutenção da empresa, onde a análise de custos de manutenção classifica-se em
preditiva,
detectiva,
preventiva
e
corretiva,
na
qual
serão
abordadas
detalhadamente.
1.1 OBJETIVOS
Adoção da sistemática de planejamento estratégico de custos mais
adequados à realidade econômica e financeira da entidade impacta em maiores
rendimentos e a possibilidade de continuidade do negócio por mais tempo.
Paradoxalmente a esta possibilidade é importante salientar que vários são os
cuidados a serem tomados no sentido de não se cometer erros ou infrações na
obtenção de redução dos custos, pois a empresa torna-se vulnerável as penalidades
no setor financeiro, o que comprometeria da mesma forma a rentabilidade e
continuidade do empreendimento, principalmente nas oscilações decorrentes no
valor final do produto no mercado.
A responsabilidade do profissional contabilista não se restringe apenas em
contabilizar os dados obtidos no processo de produção e receita da empresa, mas
em oferecer inúmeras informações para tomadas de decisões, o presente trabalho
tende a mostrar os processos e custos de manutenção como alternativa de redução
do custo no processo administrativo.
1.2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Uma boa análise dos custos dos produtos e serviços das empresas é de
suma importância para que o contabilista tenha condições de avaliar a mesma e as
contribuições do departamento de manutenção para uma correta otimização de
custos.
O presente trabalho utilizará pesquisa de campo como estudo de caso e o
levantamento bibliográfico, como base teórica sobre planejamento estratégico de
custos no setor de manutenção explorando custos diretos, indiretos e principalmente
utilizando como referencia custo padrão; todos os métodos proporcionam
extraordinários recursos para o desenvolvimento de mecanismos de sustentação da
13
vantagem competitiva. Pois, através de estudo de caso possibilita visualizar
soluções em curto, médio e longo prazo possibilitando melhorar os programas pré –
estabelecidos.
“Ao se elaborar um processo de planejamento estratégico, diversas
questões de projeto precisam ser consideradas. Não existem respostas
únicas sobre as escolhas; ao invés disso, as respostas dependem da
missão que estiver sendo executada pela unidade de negócios”. SHANK &
GOVINDARAJAN (1997, p.121).
Partindo dessa experiência novos instrumentos podem ser introduzidos no
atendimento das necessidades de uma estrutura dinâmica, visando superar modelos
estruturais de estratégia de manutenção.
14
2. PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIA
O planejamento estratégico de custos no setor de manutenção visa uma
melhor gestão dos recursos da empresa, a palavra planejamento, conforme o
dicionário Aurélio a palavra planejamento deriva-se de planejar + mento, é o ato ou
efeito de planejar e constituir o trabalho para a preparação de qualquer
empreendimento, seguindo o roteiro e métodos determinados visando à consecução
dos objetivos.
A palavra estratégia vem do latim strategía que, por sua vez, deriva de dois
termos gregos: stratos (“exército”) e agein (“conduzir”, “guiar”). Portanto, o
significado primário de estratégia é a arte de conduzir as operações militares.
"O planejamento estratégico pode ser conceituado como um processo
gerencial que possibilita aos administradores estabelecerem o rumo a ser
seguido pela empresa, com vistas a obter um nível de melhoria continua na
relação da empresa com seu ambiente". Oliveira (1996, p.46).
Segundo STONER, James (1985, p.112), “Planejamento estratégico é o
processo através do qual a empresa se mobiliza para atingir o sucesso e construir o
seu futuro, por meio de um comportamento proativo, considerando seu ambiente
atual e futuro”.
E OLIVEIRA (2007, p.4), “O planejamento estratégico é ainda um processo
contínuo, composto de várias etapas, funciona de forma não linear em decorrência
de haver variabilidade nas empresas. Essa variabilidade é devida às pressões
ambientais que a empresa tem de suportar”.
Conforme KOTLER (1992, p.63), “planejamento estratégico é definido como o
processo gerencial de desenvolver e manter uma adequação razoável entre os
objetivos e recursos da empresa e as mudanças e oportunidades de mercado”.
O Planejamento estratégico é o processo de seleção dos objetivos
específicos de uma empresa ou organização para se atingir o rumo à consecução
das metas e o estabelecimento necessário dos métodos para assegurar a execução
das políticas e dos programas estratégicos. O planejamento tem o processo
formalizado e de longo alcance empregado para se definir e atingir os objetivos
15
organizacionais, estruturado em processo, mobilização, construção do futuro,
comportamento proativo e ambiente.
O Processo sendo permanente, dinâmico, é capaz de incorporar as
mudanças do ambiente, deve durar enquanto a empresa estiver no mercado. A
mobilização agrupa forças e envolve todas as pessoas e setores da empresa como
um todo, em direção ao sucesso, possibilitando a construção do futuro e não prever
ou adivinhar o mesmo, mas sim construí-lo.
Todo planejamento estratégico envolve análise do passado, presente e traça
caminhos para o futuro das empresas. Fazendo com que o planejamento aproveite
oportunidades frente às mudanças que ocorrem no mercado competitivo entre as
empresas.
Pode-se dizer que o planejamento estratégico irá posicionar o ponto de vista
contábil e administrativo, desenvolvendo ações que levarão a organização ao
cumprimento de suas metas elaboradas.
OLIVEIRA (2007, p.4), Apud, Costa; Freire; et al. “[...] existem três grandes
níveis hierárquicos, que podem ser distinguidos a seguir. Planejamento estratégico;
Planejamento tático; e Planejamento operacional.
Planejamento estratégico: relaciona-se com o objetivo de longo prazo e com
estratégias e ações para alcançá-las no qual afetam a empresa como um todo, ou
seja, é considerado como sendo o planejamento de longo alcance, no qual o
horizonte de tempo é maior do que um ano. Devido ao seu planejamento temporal
longo, o planejamento estratégico opera com dados que são continuamente
incompletos e imprecisos. A falta desses aspectos é suprida através do
desenvolvimento e implantação dos planejamentos táticos e operacionais.
Planejamento tático: tem por finalidade aperfeiçoar determinada área de
resultado e não a empresa como um todo. Portanto, trabalha com decomposições
dos objetivos, estratégias e políticas estabelecidas no planejamento estratégico. É
desenvolvido pelos níveis organizacionais intermediários, tendo como principal
finalidade a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução de
objetivos previamente fixados, segundo uma estratégia predeterminada, bem como
as políticas para o processo decisório da empresa.
16
Planejamento operacional: é formalização, principalmente através de
documentos escritos, das metodologias de desenvolvimento e implantação de
resultados específicos a serem alcançados pelas áreas funcionais da empresa.
O planejamento estratégico e o tático são dois aspectos de comportamento. O
estratégico relaciona-se com objetivos de longo prazo e com modos de persegui-los
que afetam toda a empresa; o tático relaciona-se com metas de curto prazo e com
meios de atingi-los que, geralmente afetam somente uma parte da empresa. O
planejamento operacional é a forma de como executar o que foi planejado no
estratégico e tático”.
As empresas sejam micros, pequenas, médias ou grandes necessitam de
iniciativa estratégica e planejamento de custos a serem instruídas de acordo com as
ferramentas gerenciais que a contabilidade pode proporcionar para o aumento da
rentabilidade e otimização dos custos.
Sendo assim, a contabilidade geral da o suporte para o planejamento da
entidade e apóia o gestor durante as suas operações e construções de conceitos
para gerir seus gastos, investimentos, custos, despesas, perdas e prejuízos
conforme o sistema contábil aderido pela empresa.
17
3. TERMINOLOGIAS
A contabilidade geral utiliza-se de algumas terminologias, como gastos,
investimentos, custos, despesas, perda e prejuízo essas definições são de extrema
importância, para diferenciá-los e obter o aprofundamento da sistemática de custos
que serão abordadas com ênfase no atual Trabalho de Conclusão do Curso.
Gastos é o sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de
um produto ou serviço qualquer, segundo a contabilidade, serão em última instância
classificados como custos ou despesas.
Investimentos representam um gasto ativado em função de sua vida útil ou
benefícios atribuíveis a futuros períodos, ficam temporariamente “congelados” no
ativo da entidade, e posteriormente e de forma gradual, são “descongelados” e
incorporados aos custos e despesas.
Custos é um gasto relativo à bem ou serviço utilizado na produção de outros
bens ou serviços. Portanto, estão associados aos produtos ou serviços produzidos
pela entidade, é reconhecido como custo no momento da utilização dos fatores de
produção para a fabricação de um produto ou para a execução de um serviço.
Despesas estão relacionadas à bens ou serviços consumidos direta ou
indiretamente para a obtenção de receitas. Não estão associados à produção de um
produto ou serviço. São itens que reduzem o patrimônio líquido e tem a
característica de representar sacrifícios no processo de obtenção de receitas. As
despesas são classificadas como fixas ou variáveis.
Perdas são todos os bens ou serviços consumidos de forma anormal e
involuntária, sendo um gasto não intencional decorrente de fatores externos,
extraordinário, ou atividades produtivas normais da empresa.
Prejuízos é todo e qualquer resultado negativo das operações da empresa
envolvendo as receitas menos as despesas refletindo diretamente no patrimônio
liquido.
Conclui – se que as terminologias utilizadas na contabilidade que diferem uma
das outras em função da sua utilização, despesa ou custo, por exemplo, onde uma
classificação correta possibilita a tomada de decisão certa, através de dados
levantados dos custos da empresa, custos estes que será abordado a seguir.
18
4. DEFINIÇÕES DA CONTABILIDADE DE CUSTOS
O Trabalho de Conclusão de Curso abordará o planejamento estratégico de
custos dentro da contabilidade de custo, com breve relato do que é contabilidade e o
aprofundamento de estudo dos conceitos, e definições de custos na contabilidade
gerencial.
Segundo MARION (2005, p.27), “A contabilidade é o instrumento que fornece
o máximo de informações úteis para a tomada de decisões dentro e fora da
empresa. Ela e muito antiga e sempre existiu para auxiliar as pessoas a tomarem
decisões”.
A contabilidade de custos surgiu e iniciou-se com Revolução Industrial, devido
ao fato da grande mudança que passou o país, no início do século XX, com a
industrialização, pois foi necessário elaborar um inventário em um determinado
período operacional, que se procurava identificar o valor dos produtos produzidos e
vendidos. Naquela época apenas alocavam seus custos basicamente com matéria
prima e mão de obra, praticamente um processo artesanal.
“A partir da 1ª guerra mundial com o aumento do processo produtivo e
consequentemente o aumento da concorrência entre empresas e a
escassez de recursos foi necessário aperfeiçoar os mecanismos de
planejamento e controle de seus custos, desde então a contabilidade de
custos sofreu uma elevação considerável podendo ter infinitas ramificações
em sua aplicação dependendo da área de atuação da empresa e de suas
necessidades de controle de custos com a finalidade de redução dos
mesmos. Sendo assim hoje em dia a contabilidade de custos pode ser
aplicada na totalidade dos empreendimentos com maior e menor
complexidade”. SUTIL, Terezinha Zirlei (2007, p.2).
Na contabilidade de custos são subdivididos em custos diretos, custos
indiretos, custo integral, custos fixos, custos variáveis.
4.1 CUSTOS DIRETOS
Constituem todos aqueles elementos de custo individualizáveis com respeito
ao produto ou serviço, isto é, identificam-se, imediatamente, com a produção dos
mesmos, mantendo uma correspondência proporcional. Um mero ato de medição é
necessário para determinar estes custos.
19
“[...] verificam se que alguns custos podem ser diretamente apropriados aos
produtos, bastando haver uma medida de consumo (quilogramas de
materiais consumidos, embalagens utilizadas, horas de mão de obra
utilizadas e até quantidade de força consumida). São os Custos Diretos com
relação aos produtos”. MARTINS (2006, p.48).
Os custos diretos são aqueles que podem ser alocados diretamente à
produção, ficando claro a sua utilização na composição do produto.
4.2 CUSTOS INDIRETOS
Indireto é o custo que não se pode apropriar diretamente a cada tipo de bem
ou função de custo no momento de sua ocorrência. Os custos indiretos são
apropriados aos portadores finais mediante o emprego de critérios pré-determinados
e vinculados a causas correlatas, como mão de obra indireta, rateada por
horas/homem da mão de obra direta, gastos com energia, com base em
horas/máquinas utilizadas, entre outros.
“Os custos diretos são aqueles que podem ser identificados objetivamente
com um objeto de interesse, sem a necessidade de uso de critérios de
alocação. Os custos indiretos, por sua vez, são aqueles que não podem ser
objetivamente identificados com determinado objeto”. GUERREIRO (2006,
p.20).
Os custos indiretos, são aqueles que apesar de comporem a planilha final de
custo das empresas, não agem de forma direta sobre os produtos, não havendo a
possibilidade de definir claramente o percentual de sua participação na composição
do produto.
4.3 CUSTO INTEGRAL
O custo integral pode ser utilizado quando a empresa programa sua produção
a partir de encomendas específicas, pois cada produto tem características especiais
de tamanho, capacidade, tipo de matéria prima, cor, entre outras características.
O custo integral conforme PADOVEZE (2005, p.149), “[...] que pode ser
definido como o método que apropria aos produtos, além dos custos de fabricação,
o total das despesas administrativas e comerciais”.
20
Este método de custo é muito utilizado em produtos sob medida,
personalizados, por encomenda, como navios, ou na construção civil, são todos
aqueles produzidos somente para um determinado fim e específico. Conclui-se custo
integral na apropriação de todos os custos (diretos e indiretos, fixos e variáveis)
causados pelo uso de recursos da produção aos bens elaborados.
4.4 CUSTOS FIXOS
Custos fixos por definição são aqueles que não variam proporcionalmente à
produção, por isso não são apropriados ao produto, serão confrontados com o
resultado pelo total, não pelo valor unitário. Nesse modelo, cada unidade produzida
e vendida contribui para o resultado com uma parcela denominada Margem de
Contribuição, que é, matematicamente, a diferença entre o preço do produto e seus
custos variáveis.
“É classificado como custo fixo o valor dos recursos consumidos que não
guardam estreita correlação com o volume de produção e vendas. Quando
o volume de produção e vendas aumenta – dentro de um determinado
intervalo – o custo fixo permanece de certa forma indiferente. Os custos
fixos são diretamente correlacionados com algum elemento da estrutura,
por exemplo, edifícios, maquinas, contratos de prestação de serviço, espaço
físico ou pessoas”. GUEREIRO (2006, p. 17).
Custos fixos são todos os custos existentes independentes da produção ou
não da empresa, como exemplo, o aluguel e o vigilante.
4.5 CUSTOS VARIÁVEIS
Custos variáveis cujos valores globais de consumo dos materiais diretos por
um período de tempo dependem diretamente do volume de produção. Quanto maior
a quantidade fabricada maior o seu consumo ou vice-versa.
“[...] o valor global de consumo dos materiais diretos por mês depende
diretamente do volume de produção. Quanto maior a quantidade produzida,
maior seu consumo. Dentro, portanto, de uma unidade de tempo (mês,
neste exemplo) o valor do custo com tais materiais varia de acordo com o
volume de produção; logo, materiais diretos são Custos Variáveis”.
MARTINS (2006, p.49).
Portanto, custo variável é alocado os recursos consumidos que possuem
estreita correlação com o volume de produção e vendas, quando o volume de
21
produção e vendas aumenta, o custo aumenta; e ao diminuir o volume de produção
e vendas, o custo tende a diminuir.
4.6 CUSTO MISTO
Custo misto também é conhecido como semivariáveis são aqueles que variam
com o nível de produção. Porém, tem uma parcela fixa mesmo que não exista
produção, conforme a produção aumenta, o custo passa a ser variável e deixa de
tornar se custo fixo, normalmente, apresentam componentes fixos e outros que
variam em função do volume de vendas ou produção.
“[...] custos mistos são aqueles que têm um componente fixo e um
componente variável. Por exemplo: os funcionários que recebem um salário
fixo e comissões sobre a produção. Cada unidade produzida acrescentará
um valor x em seus salários”. Hasen e Mowen (2001, p. 92).
Portanto, são os custos que variam de acordo com a produção, mas possuem
uma parte fixa mesmo que nada seja produzido. Também são denominados
semifixos e semivariáveis. Exemplos: energia elétrica, aluguel de máquinas de
Xerox, entre outros.
22
5. MÉTODOS DE CUSTEIOS TRADICIONAIS
A necessidade das empresas em definir qual método de custeio para
elaboração do planejamento de custo torna-se de extrema importância para definir
as estratégias a serem tomadas para redução dos custos e definir quais produtos e
valores a serem vendidos ao mercado, com maior rentabilidade.
Os três principais métodos de custeio essenciais para as empresas que são
abordadas pela bibliografia de custos no Brasil, referem-se ao custeio por absorção,
variável e ABC.
5.1 CUSTEIO POR ABSORÇÃO
O sistema de custeio por absorção é o sistema que apura o valor dos custos
dos bens ou serviços, tomando como base todos os custos da produção, quer sejam
fixos ou variáveis, diretos ou indiretos.
Conforme Megliorini (2001, p.3), “[...] ensina que custeio por absorção é o
método de custeio que consiste em atribuir aos produtos fabricados todos os custos
de produção, quer de forma direta ou indireta”.
“O método de custeio denominado de custeio por absorção é aquele que
distribui todos os custos de produção e um período, sejam fixos ou
variáveis, direitos ou indiretos, às quantidades de produtos fabricados. O
custeio por absorção está relacionado com a visão financeira da
contabilidade, cuja ênfase é a avaliação dos estoques e o atendimento a
normas e princípios contábeis”. GUERREIRO (2006, p.21).
O custeio por absorção apresenta a vantagem por atender aos Princípios
Fundamentais de Contabilidade, editados pela resolução 750/93 do Conselho
Federal de Contabilidade, principalmente no que tange ao Princípio da Competência.
Nesse sentido reconhece todos os custos de produção como despesas
somente no momento da venda, demonstrando de forma mais apropriada à
confrontação da receita com a despesa, na apuração do resultado sendo aceito pelo
fisco brasileiro.
23
“[...] a dificuldade que as empresas encontram para alocar custos indiretos
reside na definição da base de rateios a ser utilizada, pois é uma tarefa que
envolve aspectos subjetivos e arbitrários. Se o critério adotado não for bem
consistente, o resultado de custos ficará por certo deficiente para atender
aos fins a que se propões”. Megliorini (2001, p.62).
Há necessidade de mencionar dois fatores que se apresentam como
desvantagens do sistema de custeio por absorção. Primeiro, o fato do mesmo
apresentar pouca quantidade de informações para fins gerenciais, pois serve
basicamente à valoração dos estoques e das despesas com produtos ou serviços
vendidos. Em segundo lugar, como este sistema considera a alocação de todos os
custos aos bens, mercadorias ou serviços, há a necessidade de rateio dos custos
indiretos, o que torna as informações de custos frágeis, visto que os rateios estão
sujeitos ao subjetivismo da ação do homem.
5.2 CUSTEIO VARIÁVEL
O sistema de custeio variável procura amenizar as distorções existentes nos
critérios de rateios exigidos no sistema de custeio por absorção. No custeio por
absorção os custos fixos são rateados aos produtos e/ou serviços enquanto que no
custeio variável estes custos são tratados como despesas, e vão direto para o
resultado.
“[...] é aquele que distribui apenas os custos variáveis de produção às
quantidades de produtos produzidos no período. Os custos fixos de
produção não fazem parte do custo do produto e são tratados como gastos
de período da mesma forma que as despesas administrativas, comerciais e
financeiras. Tendo em vista que os custos fixos não são rateados aos
produtos, o custo unitário do produto não sofre o impacto das oscilações de
critérios de rateio e das oscilações do volume de produção e vendas”.
(GUERREIRO, 2006, P.24).
Conforme abordando comentários acerca dos custos fixos, Megliorini (2001,
p.137) afirma que “[...] enquanto no custeio por absorção eles são rateados aos
produtos, no custeio variável são tratados como custos do período, indo diretamente
para o resultado igualmente às despesas”.
A diminuição da necessidade de rateio deve-se ao fato de que no sistema de
custeio variável, são alocados aos produtos e/ou serviços, somente os custos
24
variáveis e, como na maioria dos casos, os custos variáveis também são diretos,
expurgam-se assim os rateios dos custos indiretos.
A vantagem do custeio variável é a apresentação de informações gerenciais
para o gestor. Conforme Megliorini (2001, p.137) “[...] este método permite aos
administradores utilizar os custos como ferramenta auxiliar na tomada de decisões”.
Quando expurga os custos indiretos da composição dos custos unitários de
cada produto e/ou serviço e o leva direto ao resultado, permite-se demonstrar
quanto cada produto e/ou serviço contribuiu para o resultado final da entidade por
meio da margem de contribuição de cada produto. Nesse contexto se permite
avaliar, individualmente o resultado de cada unidade sobre o todo.
Como
desvantagem
apresenta-se
a
não
obediência
aos
Princípios
Fundamentais de Contabilidade, por não atender principalmente o princípio da
competência, uma vez que os custos fixos, referentes a produtos e/ou serviços,
ainda não vendidos, são levados diretamente para o resultado.
O custeio variável não é aceito pela Legislação Tributária vigente no país,
devido ao fato que o custo fixo ao ser absorvido ao produto aumenta seu custo e
maquie o resultado obtido nas transações de receitas e despesas, afetando
diretamente a apuração do resultado e consequentemente o lucro líquido do
período.
5.3 MÉTODO DE CUSTEIO ABC
O sistema de custeio baseado em atividades (ABC – Activity Based Costing)
procura, igualmente, amenizar as distorções provocadas pelo uso do rateio,
necessários aos sistemas tratados anteriormente, principalmente no que tange ao
sistema de custeio por absorção.
Martins (2003, p.87), afirma que o Custeio Baseado em Atividades “[...] é uma
metodologia de custeio que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas
pelo rateio arbitrário dos custos indiretos”.
O sistema tem como fundamento básico a busca do princípio da causação, ou
seja, procura identificar de forma clara, por meio de rastreamento, o agente
causador do custo, para lhe imputar o valor.
A ideia básica é atribuir primeiramente os custos às atividades e
posteriormente atribuir custos das atividades aos produtos. Sendo assim,
25
primeiramente faz-se o rastreamento dos custos que cada atividade causou,
atribuindo-lhes estes custos, e posteriormente verificam-se como os portadores
finais de custos consumiram serviços das atividades, atribuindo-lhes os custos
definidos.
Para LEONE (2004, p.191), “A margem de contribuição é o resultado da
diferença entre a receita e os custos variáveis e diretos incorridos para a sua
realização”.
Conforme Eller (2000, p.82), “[...] o Custeio Baseado em Atividades parte da
premissa de que as diversas atividades desenvolvidas geram custos e que os
produtos consomem essas atividades”.
Segundo Martins (2003, p.96), “[...] para atribuir custos às atividades e aos
produtos utilizam se de direcionadores”.
Martins (2003, p.96) ensina ainda que “[...] há que se distinguir dois tipos de
direcionador: direcionador de custos de recursos, e os direcionadores de custos de
atividades”.
O autor cita e continua afirmando, que “[...] o primeiro identifica a maneira
como as atividades consomem recursos e serve para custear as atividades”, e que
“[...] o segundo identifica a maneira como os produtos consomem atividades e serve
para custear produtos”.
Contudo Nakagawa (2001, p.42), conceitua atividade “[...] como um processo
que combina, de forma adequada, pessoas, tecnologias, materiais, métodos e seu
ambiente, tendo como objetivo a produção de produtos”.
O estudo do método ABC deve-se ponderar sobre as atividades envolvidas
em cada processo de produção, seja de uma mercadoria ou um serviço.
5.4 CUSTO PADRÃO
Corrobora PADOVEZE (1996, p.263), “Custo-Padrão é uma técnica para
avaliar e substituir a utilização do custo real”, não podendo ser confundido com custo
real.
26
“O método do custo padrão tem como função principal fornecer suporte para
o controle de custos da empresa, proporcionando um padrão de
comportamento para os custos. O custo padrão é a determinação
antecipada dos componentes do produto, em quantidade e valor, apoiada
na utilização de dados de várias fontes, com validade para determinado
espaço de tempo". Dutra (1992, p.166).
Consoante IUDÍCIBUS (1991, p.190), “Custo-Padrão é um sistema de
custeamento de produtos e tem filosofia de controle das operações da empresa”.
“Custo-Padrão trata-se de custo determinado a priori, ou seja,
predeterminado, e que se fundamenta em princípios científicos e observa
cada componente de custos (matérias, mão de obra e gastos gerais de
fabricação) dentro de suas medidas de verdadeira participação no processo
de produção, representando o quanto deve custar cada unidade em bases
racionais de fabricação”. LEONE (1977, p.281).
Conforme citado por LEONE (1977, p.281), Custo-Padrão, “[...] é uma
previsão ou predeterminação do que os custos reais devem ser dentro de condições
projetadas, servindo como uma base para o controle de custos e como uma medida
da eficiência de produção”.
Em resumo, a citação de LEONE descrita abaixo aborda a conclusão do
grupo de trabalho do TCC, de forma clara e sucinta.
"[...] o objetivo principal do custo-padrão é estabelecer uma medida
planejada que será usada para compará-los com os custos reais ou
históricos, aqueles que aconteceram e foram registrados pela
Contabilidade, com a finalidade de revelar desvios que serão analisados e
corrigidos, mantendo, assim, o desempenho operacional dentro dos rumos
previamente estabelecidos". LEONE (1997, p.281).
Ao citar o custo padrão há necessidade de abordar os tipos de custos
envolvidos no mesmo.
5.4.1 TIPOS DE CUSTOS PADRÃO
Normalmente, o custo-padrão é dividido em dois tipos: padrão básico e
padrão corrente.
Padrão Básico: Um padrão básico é uma medida-padrão pela qual se
comparam tanto os desempenhos previstos como os reais. Pode comparar-se a um
número índice, pelo qual se medem todos os resultados posteriores. Tal padrão não
27
se modifica, a menos que se modifiquem os métodos de produção, os produtos, as
manutenções ou outros componentes básicos importantes.
Padrão Corrente: Padrão corrente é um padrão para um determinado
período, para certas condições e para certas circunstâncias. Toma o lugar de um
custo real e se endereça para os livros de contas e, mesmo, talvez, para os
demonstrativos financeiros. Quaisquer variações entre custos reais e padrão são
encaradas como lucros ou perdas, devidos a eficiências ou ineficiências relativas.
Revisa-se tal padrão, para refletir a modificação de métodos e de preços. A maioria
das empresas adota o padrão corrente e não o básico.
5.4.2 UTILIZAÇÃO DO CUSTO PADRÃO
O custo-padrão pode ser utilizado para diversas metas ou objetivos.
O
principal objetivo dos padrões é medir diferenças entre os que são custos e quais
deveriam ser para propósitos de controle; mas, o maior objetivo do custo-padrão
está ligado aos conceitos de controlabilidade empresarial. Os objetivos mais
importantes do custo-padrão são:
a) determinar o custo que deve ser o custo correto;
b) definição de responsabilidades e obtenção do comprometimento dos
responsáveis por cada atividade padronizada;
c) avaliação de desempenho e eficácia operacional.
Pode-se ainda identificar outros aspectos importantes do custo-padrão, como
por exemplo:
a) Substituir o custo real, que representa o custo acontecido. Como
instrumento de planejamento estratégico, o custo real não tem nenhum significado.
O mesmo serve apenas para avaliação de inventário e atender às necessidades
legais e fiscais da contabilidade empresarial.
b) Formação de preços de serviços de manutenção: É uma das melhores
utilizações do custo-padrão. Apesar de, teoricamente, ser o mercado que determina
o preço do serviço de manutenção, ele deve ser inicialmente calculado em cima de
condições de custo das empresas.
Dessa forma, como elemento inicial para
formação de preços de manutenção, devemos utilizar o custo-padrão, pois ele traz
28
todos os elementos necessários para parametrizar um preço de serviço de
manutenção ideal.
c) Outra utilização do custo-padrão é no acompanhamento da inflação interna
da empresa. Mensalmente, utiliza-se estruturar padrões para avaliar o crescimento
do nível dos custos internos da empresa.
Conclui-se que o custo padrão são os custos predeterminados cientificamente
para alocar os materiais, horas de mão de obra exigidas e custos indiretos aplicados
a um produto ou serviço.
5.4.3 FIXAÇÃO DO PADRÃO
O padrão a ser estabelecido deve, sempre que possível, ser fixado em
quantidades físicas e valores monetários, quer de mão de obra, kWh, horasmáquinas, entre outros. A fixação final do Custo-Padrão de cada serviço realizado
depende de um trabalho conjunto entre a oficina de manutenção na qual cabe fazer
as fixações físicas e a Contabilidade de Custos é responsável por transformar as
fixações físicas em valores monetários.
Segundo MARTINS (1995, p.336), “[...] recomenda que sua implantação não
seja imposta à empresa totalmente e sim a certos produtos ou departamentos ou
para certos tipos de custos, pois deve ser instalado onde se julgue necessário”.
Mesmo seguindo todos os pré requesitos para estabelecer o custo padrão às
empresas se deparam com algumas dificuldades de fixação.
5.4.4 PROBLEMA DA FIXAÇÃO DO CUSTO PADRÃO
A comparação entre o Custo-Padrão e o custo real, fica evidente quando
existem grandes variações, devem-se alertar os responsáveis pelo controle desses
objetos de custeio. Logo, os contadores de custos, em conjunto com o pessoal de
operações e da administração do setor de manutenção, definem o que são
variações grandes e pequenas.
29
5.4.5 VARIAÇÕES E CUSTO PADRÃO
Entende-se como variação, qualquer distanciamento de uma variável em
relação a um parâmetro pré-estabelecido, e dessa maneira já fica evidente de que
será necessário haver uma base quantitativa para se mensurar o evento, custo
padrão, a fim de permitir uma avaliação qualitativa dos desvios a partir da variação,
necessitando assim a utilização de modelos matemáticos e estatísticos para o
estudo do significado das variações e seus efeitos no resultado desejado.
5.4.6 TIPOS DE VARIAÇÕES
Sendo Fixado o padrão e colocado em prática, sua formação final abrangerá
matéria prima, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação, e cuja realização
trará desvios em quatro significativos aspectos:
Variações de custos são compreendidas em qualquer desvio entre o custo
estabelecido e o custo realizado. O mercado é o responsável por tais variações e o
critério de reduzi-las ao mínimo é através de estudo econômico baseado no conceito
de valor de mercado.
Variações de quantidades é a relação entre a quantidade de peças
estabelecida para a manutenção sobanálise e aquela efetivamente incorrida. São
variações de natureza técnica, e a melhor forma de controle é aquela realizada
simultaneamente ao processo de manutenção.
Variação mista ocorre o efeito das oscilações de valores em relação à
variação de quantidades e seu isolamento deve ser realizado, dando ênfase nas
análises.
Variação por mudança técnica deve existir quando a ocorrência for transitória,
caso contrário far-se-ia necessário a fixação de novos padrões. É o instrumento que
permite verificar os resultados de ensaios gerados no processo por técnicas
inovadoras ou em casos de falta de recursos em um determinado período sem
alteração básica no serviço.
30
5.5 CUSTOS CONTROLÁVEIS E CUSTOS NÃO CONTROLÁVEIS
Os custos controláveis e não controláveis podem incorrer em um determinado
centro de custo. Entretanto, seu controle pode escapar de seu responsável e diante
desse problema existe uma contradição entre a acumulação tradicional de custos
em centros de custos e suas consequentes variações entre previsões de padrão e
realizações. E a necessidade de se atribuírem responsabilidades em nível de
gerencia, pelo desempenho.
No entanto, os custos ou parte dos custos de um departamento podem ser
influenciados por decisões eficientes e ineficientes originadas em
outros
departamentos.
“[...] são os passíveis de serem influenciados diretamente por um supervisor
ou gerente durante um lapso de tempo. Sabe-se que o maior ou menor grau
de controle de um responsável sobre um item de custo está diretamente
associado ao nível de especificação de sua autoridade”. IUDÍCIBUS (1986,
p.250).
O ponto de vista de contabilidade por responsabilidade pura, somente
deveriam ser reportados como responsabilidade de um setor os custos controláveis
pelo responsável do mesmo, eliminando os custos não controláveis, que seriam
alocados como responsabilidade de mais alguém, dentro da entidade.
5.6 CONSTRUÇÃO DO PADRÃO
O mais comum das situações de construção de um padrão são relacionadas
como materiais diretos, mão de obra direta e custos indiretos variáveis:
Materiais diretos: A fixação dos padrões físicos cabe à Engenharia de
Produção, no entanto a Contabilidade de Custos deverá trabalhar na tradução
monetária desses padrões físicos. Muitas manutenções, principalmente as que são
elaboradas
por
processo
contínuo,
utilizando
certas
matérias-primas,
têm
determinado grau de perda ou refugo, que, dentro de condições técnicas ou
científicas, deve ser incorporado ao padrão de quantidade.
31
Mão de obra direta: A mão de obra também deve ser especificada
quantitativamente pela engenharia de produção e posteriormente traduzida em
valores monetários pela contabilidade de custos.
Normalmente, a mão de obra direta padrão é determinada pela quantidade de
horas necessárias do pessoal, ou da quantidade de funcionários diretos, em todas
as fases do processo de manutenção.
A base para a construção dos padrões de mão de obra direta é, portanto, o
processo de manutenção. Todas as atividades e processos necessários para fazer a
manutenção requerem operários para manuseio dos materiais ou dos equipamentos
durante os processos.
As estimativas ou padrões de necessidade de mão de obra direta podem ser
cientificamente calculados quando se trabalha em ambientes de alta tecnologia de
manutenção, gerenciados computacionalmente. Podem se fazer estudos de tempo,
por meio de operações simuladas antecipadamente em ambientes reais.
A base para a valorização dos custos de mão de obra direta deve incluir toda
a remuneração dos trabalhadores mais os encargos sociais de caráter genérico. De
modo geral, utiliza-se o critério de custo médio horário dos salários de cada
departamento de produção ou da célula/atividade de processo por onde passa o
produto, por meio dos centros de custos ou centros de acumulação por atividades.
Custos indiretos variáveis: Os custos indiretos variáveis são padronizados
normalmente por meio da construção de taxas predeterminadas em relação a uma
medida de atividade escolhida. Deve-se evitar o uso de taxas baseadas em valores,
uma vez que isso impede a correta mensuração das variações de quantidade que
ocorrerão, bem como o padrão fica sujeito a eventuais problemas de variação nos
preços.
A atividade a ser escolhida como base para a construção das taxas
predeterminadas de custos indiretos variáveis deve ter uma relação causal com os
diversos custos indiretos variáveis. Também a base de atividade escolhida deve ser
simples de ser entendida, para posterior atribuição de responsabilidades.
A construção do padrão tem como base a fixação das quantidades de
materiais diretos, de mão de obra direta e da construção de taxas predeterminadas
de custos indiretos variáveis para aplicação na fabricação ou execução de serviços
das empresas.
32
6. CUSTO DE MANUTENÇÃO
Os custos de manutenção devem ser identificados como um tipo de medição
universal do desempenho de manutenção, incorporando uma medida relevante e
importante dentro de todo o planejamento da gestão de manutenção. Pode somente
um gestor afirmar qual a melhor maneira de se fazer a manutenção após o
levantamento dos custos, em qual periodicidade e como fazer.
“A norma inglesa BS-3811/1993, define manutenção como a combinação de
qualquer ação para reter um item ou restaurá-lo, de acordo com um padrão
aceitável. Formalmente, a manutenção é definida como a combinação de
ações técnicas e administrativas, incluindo as de supervisão, destinadas a
manter ou recolocar um item em um estado no qual possa desempenhar
uma função requerida” (NBR 5462-1994).
O planejamento de custo a ser apropriado pela empresa deve seguir regras e
normas adequadas a Legislação Contábil, para não gerar problemas de ordem fiscal
e tributária, mesmo que há necessidade de redução dos custos.
“Na atual conjuntura competitiva, quando se busca a inserção, no mundo
globalizado do comércio, da pequena e média empresa, a questão
manutenção tem fator preponderante na redução de custos. Essa matéria
deveria ser tratada como investimento e não como despesa, pois, além de
manter determinado bem em funcionamento, mantém também o processo
produtivo - razão de existir da organização. Algumas empresas de médio
e/ou pequeno porte, no entanto, não têm estabelecido seus processos de
manutenção por entenderem ser “complicado e caro”, quando, na verdade,
é relativamente simples e, deveria ser encarado, como já dito, como
investimento”. CHIOCHETTA (2004, p.1).
O custo de manutenção não é propriamente dito uma despesa, mas sim uma
estratégia da gestão em redução de custos, onde poucas empresas adotam a
manutenção como redução dos custos, pois, além de manter determinado bem ou
serviço em funcionamento, mantém também o processo produtivo da empresa.
6.1 CUSTOS POR FALTA DE MANUTENÇÃO
A necessidade da realização de manutenções em geral, as preventivas
podem gerar resultados significativos para as empresas.
33
Conforme SILVA (2004, P.19), “Manter significa fazer tudo que for preciso para
assegurar que um equipamento continue a desempenhar as funções para as quais
foi projetado, num nível de desempenho exigido”.
Mirshawa & Olmedo complementam a ideia de Silva, conforme a citação a
seguir:
“[...] os custos gerados pela função manutenção são apenas a ponta de um
iceberg. Essa ponta visível corresponde aos custos com mão de obra,
ferramentas e instrumentos, material aplicado nos reparos, custo com
subcontratação e outros referentes à instalação ocupada pela equipe de
manutenção”. Mirshawa & Olmedo (1993, p.23).
Relacionando a importância do conceito do significado em manter ou fazer
tudo o que for preciso para assegurar a manutenção, ou seja, entre a parte visível e
invisível do iceberg, onde se encontram os maiores custos decorrentes da
manutenção na empresa, gerando em alguns casos a indisponibilidade do veículo
ou equipamento na produção.
“O custo da indisponibilidade concentra-se naqueles decorrentes da perda
de produção, da não qualidade dos produtos, da recomposição da produção
e das penalidades comerciais, com possíveis consequências sobre a
imagem da empresa”. Mirshawa & Olmedo (1993, p.26).
Os aspectos também foram tratados por Cattini (1992, p.25), quando aponta
os custos ligados à indisponibilidade e deterioração dos equipamentos como
consequência da falta de manutenção.
A relação entre custo de manutenção, custo da indisponibilidade e
produtividade foi estudada no modelo matemático apresentado por Chiu & Huang
(1996, p.27), cuja sua conclusão aponta para uma melhor relação custo-benefício
quando a manutenção e a mesma são tratadas de forma preventiva ao invés de
situações de descontrole do processo produtivo pela falta de manutenção.
Adquirindo a manutenção como premissa para a redução dos custos da
produção, deve-se definir o melhor modelo a ser adotado para diminuição de custos.
A análise pode ser observada no gráfico clássico mostrado a seguir:
34
Gráfico 01 - Custos versus nível de manutenção.
Fonte: Mirshawa & Olmedo, (1993, p.19).
O gráfico ilustra a relação entre o custo com manutenção preventiva e o custo
da falha. Entre os custos decorrentes da falha estão, basicamente, as peças e a
mão de obra necessária ao reparo e, principalmente, o custo da indisponibilidade do
equipamento, o mesmo mostra que investimentos crescentes em manutenção
preventiva reduzem os custos decorrentes das falhas e, em consequência,
diminuem o custo total da manutenção, em que se somam os custos de manutenção
preventiva com os custos de falha.
Entretanto, o gráfico mostra também que, a partir do ponto ótimo em
investimento com manutenção preventiva, mais investimentos trazem poucos
benefícios para a redução dos custos da falha e acabam elevando o custo total.
Essa questão foi estudada por Murty & Naikan (1995, p.25 - 42), que trabalham os
limites da disponibilidade e apresentam um modelo matemático para o cálculo do
ponto ótimo de disponibilidade, como mostrado no gráfico da figura 2.
35
Gráfico 02 - Lucro versus disponibilidade.
Fonte: Murty & Naikan, (1993, p.19).
O gráfico da figura 2 mostra que a busca por falha zero (100% de
disponibilidade) requer gastos cada vez maiores com manutenção, o que acarreta
uma consequente redução do lucro da operação. Encontrar o ponto ótimo de
disponibilidade, em que o custo da manutenção proporciona um nível de
disponibilidade capaz de gerar máximo lucro à operação é o grande desafio na
gestão da manutenção, como afirma Cabrita (2002). Para ele, a manutenção deve
garantir a produtividade e o lucro dos negócios da empresa com o menor custo
possível.
Importante observar que a busca do ponto ótimo é a forma de adoção da
manutenção, levando em consideração aspectos como; a importância do
equipamento para o processo, o custo dele para empresa, a sua reposição, e as
consequências da falha do mesmo no processo.
36
7. TIPOS DE MANUTENÇÃO
Atualmente, existem quatro tipos de manutenção relevantes nas empresas,
sendo que as mais utilizadas são: a preditiva, a detectiva, a preventiva, e a corretiva.
7.1 MANUTENÇÃO PREDITIVA
Manutenção preditiva é a atuação realizada com base em modificação de
parâmetro de condição ou desempenho, cujo acompanhamento obedece a uma
sistemática.
O objetivo deste tipo de manutenção é prevenir falhas nos equipamentos ou
sistemas através de acompanhamento de parâmetros diversos, permitindo a
operação contínua do equipamento pelo maior tempo possível. É a primeira grande
quebra de paradigma na manutenção e tanto mais se intensifica, quanto mais o
conhecimento tecnológico desenvolve equipamentos que permitam avaliação
confiável das instalações e sistemas operacionais em funcionamento.
Condições básicas:
• O equipamento, o sistema ou a instalação devem permitir algum tipo de
monitoramento/medição;
• O equipamento, o sistema ou a instalação devem merecer esse tipo de
ação, em função dos custos envolvidos;
• As falhas devem ser oriundas de causas que possam ser monitoradas e ter
sua progressão acompanhada;
• Deve ser estabelecido um programa de acompanhamento, análise e
diagnóstico, sistematizado;
• É fundamental que a mão de obra da manutenção responsável pela análise
e diagnóstico seja bem treinada. Não basta apenas medir; é preciso analisar os
resultados e formular diagnósticos.
É uma variação da manutenção preventiva, onde os componentes são
trocados ou verificados antes que apresentem qualquer defeito.
37
7.2 MANUTENÇÃO DETECTIVA
Manutenção detectiva é a atuação efetuada em sistemas de proteção
buscando detectar falhas ocultas ou não perceptíveis ao pessoal de operação e
manutenção.
A identificação de falhas ocultas é primordial para garantir a confiabilidade em
sistemas complexos, as ações só devem ser levadas a efeito por pessoal da área de
manutenção, com treinamento e habilitação para tal, assessorado pelo pessoal de
operação.
É cada vez maior a utilização de computadores digitais em instrumentação e
controle de processo nos mais diversos tipos de plantas industriais, de manutenção
entre outros. São sistemas de aquisição de dados, controladores lógicos
programáveis, sistemas digitais de controle distribuídos - SDCD, multi-loops com
computador supervisório e outra infinidade de arquiteturas de controle somente
possíveis com o advento de computadores de processo.
A principal diferença é o nível de automatização na manutenção preditiva, fazse necessário, o diagnóstico a partir da medição de parâmetros; na manutenção
detectiva, o diagnóstico é obtido de forma direta a partir do processamento das
informações colhidas junto ao veículo.
Há apenas que se considerar, a possibilidade de falha nos próprios sistemas
de detecção de falhas, sendo esta possibilidade muito remota. De uma forma ou de
outra, a redução dos níveis de paradas indesejadas por manutenções não
programadas fica extremamente reduzida.
7.3 MANUTENÇÃO PREVENTIVA
A Manutenção Preventiva consiste em um trabalho de prevenção de defeitos
que possam originar a parada ou um baixo rendimento dos veículos em operação.
Esta prevenção é feita baseada em estudos estatísticos nas empresas, pelo estado
do equipamento, local de instalação, condições elétricas que o suprem, dados
fornecidos pelo fabricante (condições ótimas de funcionamento, pontos e
periodicidade de lubrificação, etc.), entre outros.
38
Com a manutenção preventiva pode-se citar algumas vantagens para as
empresas:
• Diminuição do número total de intervenções corretivas, aligeirando o custo
da corretiva;
• Grande diminuição do número de intervenções corretivas ocorrendo em
momentos inoportunos como por ex: em períodos noturnos, em fins de semana,
durante períodos críticos de produção e distribuição, entre outros;
• Aumento considerável da taxa de utilização anual dos sistemas de produção
e de distribuição
É o procedimento mais barato e garantido, ou seja, corrigir os defeitos antes
que se manifestem ou que causem danos maiores. A vantagem de manutenção
preventiva é que ela pode ser programada, assim o equipamento não é pego de
surpresa.
Os procedimentos de manutenção preventiva podem evitar a maior parte dos
defeitos dos equipamentos diminuindo ao máximo as manutenções corretivas, que
são de longe, as mais caras e prejudiciais para quem depende do equipamento.
7.4 MANUTENÇÃO CORRETIVA
A manutenção corretiva é a forma mais óbvia e a mais primária de
manutenção pode sintetizar-se pelo ciclo "quebra-repara", ou seja, o reparo dos
veículos após a avaria. Constitui a forma mais cara de manutenção quando
encarada do ponto de vista total do sistema.
A corretiva simplesmente conduz a:
• Baixa utilização anual dos veículos, equipamentos e máquinas e, portanto,
das cadeias produtivas;
• Diminuição da vida útil dos equipamentos, máquinas e instalações;
• Paradas para manutenção em momentos aleatórios e muitas vezes,
inoportunos por corresponderem à época de ponta de produção, a períodos de
cronograma apertado, ou até as épocas de crise geral;
Este é o tipo mais comum de manutenção, infelizmente. O equipamento
quebra ou deixa de funcionar de acordo com o esperado, aí então se aciona o
profissional de manutenção para "dar um jeito" na situação. O interessante é que,
39
aparentemente, os equipamentos quebram quando mais se precisa deles. Na qual, o
ideal seria que a manutenção corretiva acontecesse raramente, ou seja, deveria ser
realmente um acidente.
40
8. ESTUDO DE CASO
O presente trabalho de conclusão de curso abordará o estudo de caso
concedido pela Destilaria Pyles que surgiu da iniciativa do Engenheiro Civil Henrique
Pyles, que em 1924 adquiriu terras onde hoje é o município de Platina/SP, localizada
no bairro Água da Mumbuca s/n, inscrita no CNPJ: 49.381.734/0001-57; onde se
dedicou as atividades agrícolas. Por volta de 1936, Pyles começou a produzir
açúcar, período em que o produto era controlado por cotas impostas pelo governo
federal. Na década seguinte, passou a fabricar aguardente que chegou a ter marca
própria. A produção de aguardente era de, aproximadamente 100 mil litros por ano.
Entre 1942 e 1946 a empresa esteve arrendada, pois Henrique Pyles precisou
se afastar para tratamento de saúde. O filho Milton Gondim Pyles, Engenheiro
Químico, retomou o comando da empresa em 1946, fabricando apenas aguardente
e, a partir de 1980 passou também a produzir etanol. Milton Gondim Pyles
permaneceu no comando da empresa até 1981, ano de seu falecimento. O atual
Diretor
Presidente,
Milton
Pamplona
Pyles
(Engenheiro
Mecânico),
o
Superintendente, Carlos Henrique Pamplona Pyles (Engenheiro Civil), filhos de
Milton Gondim, são, portanto, a terceira geração da empresa familiar. Desde 1999 à
Destilaria Pyles fabrica somente etanol (anidro e hidratado). A empresa já conta com
a quarta geração da família colaborando na direção da mesma.
Sendo empresa sucroalcooleira os principais produtos têm os valores
definidos pelo mercado e sazonalidades, quanto em época de safra o valor do
produto tende a cair e na entre safra o valor aumenta, mas neste período não
apresenta produção devido ao ciclo produtivo da cana de açúcar.
A empresa, para obtenção de resultados favoráveis, considera que o
gerenciamento dos seus custos, principalmente de manutenção se torna
imprescindível durante e após a operação de safra, com a finalidade de propiciar
resultados positivos nas suas demonstrações financeiras e contábeis.
Diante disso, o presente trabalho faz um levantamento de dados relativos ao
custo de manutenção de um dos caminhões Mercedes Benz, modelo AXOR 2831,
número de frota 2021, da empresa Destilaria Pyles Ltda, situada no município de
Platina, estado de São Paulo, e dados adquiridos de terceiros na mesma região,
após a obtenção dos mesmos, foram elaboradas as planilhas de demonstração, e
41
comparações dos custos relativos a prevenção e correção dos problemas
relacionado a não prevenção, que darão o suporte aos números apresentados,
como veremos a seguir.
Alguns parâmetros para os cálculos de manutenções serão demonstrados
nas tabelas abaixo, como os custos da mão de obra do mecânico e do motorista
apresentados pela Destilaria Pyles que serão utilizados mais adiante.
Tabela 01 - Cálculo da hora trabalhada do mecânico
CALCULO DE SALÁRIO DE FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA
%
Salário Base do Mecânico
VALOR
R$ 1.100,00
INSS Empresa
20,00%
R$ 220,00
RAT (2 X 0,8503)
1,7006%
R$ 18,71
Outras Entidades
5,80%
R$ 63,80
FGTS do Salário
8,00%
R$ 88,00
Total do Salário Mensal com Impostos
FÉRIAS DO PERÍODO DE 12 MESES
R$ 1.490,51
%
VALOR
Salário Base
R$ 1.100,00
1/3 de Férias
R$ 366,67
INSS da Empresa
20,00%
R$ 220,00
INSS Empresa de 1/3 Férias
2,70%
R$ 9,90
RAT (2 X 0,8503)
1,7006%
R$ 24,94
Outras Entidades
5,80%
R$ 85,07
FGTS do Salário
8,00%
R$ 88,00
Total do Salário Mensal com Impostos
13º SALÁRIO NO PERÍODO DE 12 MESES
R$ 1.894,58
%
Salário Base
VALOR
R$ 1.100,00
INSS Empresa
20,00%
R$ 220,00
RAT (2 X 0,8503)
1,7006%
R$ 18,71
Outras Entidades
5,80%
R$ 63,80
FGTS do Salário
8,00%
R$ 88,00
Total do 13º Salário com Impostos
R$ 1.490,51
42
CÁLCULO DAS HORAS TRABALHADAS
QTDE
VALOR
Salário Base X Numero de Meses do Ano
12
R$ 17.886,08
Férias do Período de 12 Meses
R$ 1.894,58
13º Salário do Período de 12 Meses
R$ 1.490,51
Subtotal
R$ 21.271,16
Subtotal / Numero de Meses do Ano
12
R$ 1.772,60
Valor da Hora Trabalhada do Mecânico
220
R$ 8,06
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
Tabela 02 - Cálculo da hora trabalhada do motorista
CALCULO DE SALÁRIO DE FUNCIONÁRIOS DA EMPRESA
%
Salário Base do Motorista
VALOR
R$ 1.220,00
INSS Empresa
20,00%
R$ 244,00
RAT (2 X 0,8503)
1,7006%
R$ 20,75
Outras Entidades
5,80%
R$ 70,76
FGTS do Salário
8,00%
R$ 97,60
Total do Salário Mensal com Impostos
FÉRIAS DO PERÍODO DE 12 MESES
R$ 1.653,11
%
VALOR
Salário Base
R$ 1.220,00
1/3 de Férias
R$ 406,67
INSS da Empresa
20,00%
R$ 244,00
INSS Empresa de 1/3 Férias
2,70%
R$ 10,98
RAT (2 X 0,8503)
1,7006%
R$ 27,66
Outras Entidades
5,80%
R$ 94,35
FGTS do Salário
8,00%
R$ 97,60
Total do Salário Mensal com Impostos
13º SALÁRIO NO PERÍODO DE 12 MESES
R$ 2.101,26
%
Salário Base
VALOR
R$ 1.220,00
INSS Empresa
20,00%
R$ 244,00
RAT (2 X 0,8503)
1,7006%
R$ 20,75
Outras Entidades
5,80%
R$ 70,76
FGTS do Salário
8,00%
R$ 97,60
Total do 13º Salário com Impostos
R$ 1.653,11
43
CÁLCULO DAS HORAS TRABALHADAS
QTDE
VALOR
Salário Base X Numero de Meses do Ano
12
R$ 19.837,29
Férias do Período de 12 Meses
R$ 2.101,26
13º Salário do Período de 12 Meses
R$ 1.653,11
Subtotal
R$ 23.591,65
Subtotal / Numero de Meses do Ano
12
R$ 1.965,97
Valor da Hora Trabalhada do Motorista
220
R$ 8,94
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
As tabelas de horas trabalhadas apresentam o salário base e impostos
incorridos nas mesmas, o cálculo se dá com a multiplicação do salário base e
impostos por 12 meses e somando com as férias, mais 1/3 férias com impostos e o
13º salário mais impostos, obtendo o subtotal dividido pelas horas trabalhadas
mensais, resultando no valor final da hora trabalhada em ambas as tabelas.
Após a apresentação do cálculo do valor das horas trabalhadas dos
funcionários da empresa Pyles, necessita também, apresentar no estudo de caso o
valor do deslocamento do veículo até a manutenção.
Tomando como ponto de partida a kilometragem desenvolvida pelo veículo
por litro de combustível, conforme demonstrado na tabela abaixo:
Tabela 03 - Cálculo do deslocamento do veículo por litro de combustível
DESLOCAMENTO DO VEÍCULO
Km
Valor
Total
Quantidade Km percorrido por litro de combustível
2,30
Valor do litro de combustível / por Km percorrido por litro
2,30
R$ 1,99
R$ 0,87
70
R$ 0,87
R$ 60,57
Valor Total do Deslocamento
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
Os cálculos iniciam com o valor do combustível divido pela quantidade de km
percorrido por litro, gerando o valor de cálculo por km, multiplica-se este valor com a
quantidade de deslocamento praticado pelo veículo até a manutenção e obtém o
valor final do percurso.
Com as devidos cálculos apresentados nas tabelas 01, 02 e 03 a melhor
forma de apresentar os custos é demonstrando as tabelas de manutenção preditiva,
44
manutenção detectiva, manutenção preventiva e de manutenção corretiva,
decorrente do resultado de estudo na empresa Pyles, na concessionária e de
terceiros na mesma região.
8.1 MANUTENÇÃO PREDITIVA - CÁLCULOS
A Manutenção preditiva, já apresentada anteriormente, é a atuação realizada
com base em modificação de parâmetro de condição ou desempenho, cujo
acompanhamento obedece a uma sistemática.
O veículo em estudo apresenta a sistemática de trocada de óleo e
componentes, recomenda pelo fabricante a cada 14.000 km, conforme a tabela 04
descrita abaixo:
Tabela 04 - Troca de óleo e componentes
a cada 14.000 km - cálculos
VEÍCULO: CAMINHÃO
MERCEDES BENZ AXOR 2831
Descrição
Serviço na Concessionária
Serviço Próprio - Pyles
Qtde
Vr unit.
Vr Total
Qtde
Vr unit.
Vr Total
Óleo Lubrificante
30
R$ 9,20
R$ 276,00
30
R$ 6,99
R$ 209,70
Filtro do Lubrificante
1
R$ 53,30
R$ 53,30
1
R$ 28,00
R$ 28,00
Filtro de Combustível
1
R$ 59,30
R$ 59,30
1
R$ 35,50
R$ 35,50
Filtro de Combustível Racor
1
R$ 73,50
R$ 73,50
1
R$ 44,00
R$ 44,00
Filtro de Ar do Motor
1
R$ 210,00
R$ 210,00
1
R$ 190,00
R$ 190,00
Subtotal
R$ 672,10
Subtotal
R$ 507,20
3
R$ 50,00
R$ 150,00
3
R$ 8,06
R$ 24,17
5
R$ 8,94
R$ 44,68
3
R$ 8,94
R$ 26,81
70
R$ 0,83
R$ 58,10
0
R$ 0,83
R$ 0,00
Subtotal
R$ 252,78
Subtotal
R$ 50,98
Total
R$ 924,88
Total
R$ 558,18
Mão de obra mecânico (horas)
Mão de obra do motorista
(horas)
Deslocamento do veículo para
manutenção (km)
Valor Total da Manutenção
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
A tabela apresentada acima calcula a troca de óleo e componentes ocorridos
em empresas distintas, concessionária e Destilaria Pyles. Pode-se observar que
45
nesta tabela, os itens analisados mantêm a mesma quantidade e qualidade,
apresentando uma variação nos valores dos produtos devido a negociações de
compras adquiridas pela Destilaria em relação ao valor da concessionária, e
variação na quantidade da mão de obra do motorista e deslocamento do veículo
para a manutenção devido ao fato do cálculo da mão de obra na empresa Pyles ser
inferior ao valor apresentado pela concessionária.
8.2 MANUTENÇÃO DETECTIVA - CÁLCULOS
O ponto principal da manutenção detectiva é a atuação efetuada em sistemas
de proteção buscando detectar falhas ocultas ou não perceptíveis ao pessoal de
operação e manutenção.
Nesse tipo de manutenção ocorre apenas nas concessionárias autorizadas,
credenciadas, com profissionais especializados e treinados pelo fabricante do
caminhão, cujo software e o hardware da manutenção não são disponibilizados para
terceiros ou a empresa em estudo conforme colocado na tabela abaixo:
Tabela 05 - Análise do motor do veículo a cada 14.000 km - cálculos
Análise do motor do veículo a cada 14.000 km
Serviço na Concessionária
Qtde
Vr unit.
Vr Total
Análise do óleo do motor
1
R$ 80,00
R$ 80,00
Diagnóstico eletrônico do motor
1
R$ 110,00
R$ 110,00
Mão de obra do motorista (horas)
5
R$ 8,94
R$ 44,68
Deslocamento do veículo para manutenção (km)
70
R$ 0,83
R$ 58,10
Total
R$ 292,78
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
Esta tabela apresenta o valor da análise de óleo, diagnóstico eletrônico do
motor e em seu cálculo os fatores mão de obra do motorista e deslocamento do
veículo são imprescindíveis para finalização do valor desta manutenção.
46
A manutenção detectiva tem o propósito de identificar problemas ocultos no
motor, como falhas nos cilindros, desgaste dos componentes internos, anomalia do
sistema eletrônico, propiciando maior segurança ao motor do caminhão.
8.3 MANUTENÇÃO PREVENTIVA - CÁLCULOS
Conforme a manutenção preventiva propriamente dita consiste em um
trabalho de prevenção de defeitos que possam originar a parada ou um baixo
rendimento do caminhão em operação. Esta prevenção é feita baseada em estudos
estatísticos nas empresas, pelo estado do equipamento, local de instalação,
condições elétricas que o suprem, dados fornecidos pelo fabricante (condições
ótimas de funcionamento, pontos e periodicidade de lubrificação, etc.), entre outros,
como apresentados na tabela abaixo:
Tabela 06 - Manutenção preventiva - cálculos
MANUTENÇÃO DO VEÍCULO
SEMANAL A CADA 2.000 km
Serviço na Concessionária
Serviço Próprio - Pyles
Tempo de Execução: 03 HORAS
VISTORIA MECÃNICA
Verificar o vencimento da troca de
óleo motor
Verificar o nível de óleo motor
Verificar possíveis vazamentos de
óleos do motor
Verificar o nível de água do
reservatório
Verificar possíveis vazamentos de
água
Limpeza no elemento do filtro de
ar
Limpeza nos radiadores de água e
intercooler
Engraxar os componentes de
desgaste do veículo
Vistoria nos terminais e barra de
direção
Verificar o sulco dos pneus
Calibragem dos pneus
Vistoria no sistema e lonas de
freio
Verificar possíveis vazamentos de
ar no sistema de freios
Qtde
Vr unit.
Vr Total
Qtde
Vr unit.
Vr Total
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
Subtotal
R$ 107,55
Subtotal
R$ 28,82
VISTORIA ELÉTRICA
Qtde
Vr unit.
Vr Total
Qtde
Vr unit.
Vr Total
Conferir o painel de instrumentos
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
47
do veículo
Verificar parte elétrica do
climatizador
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
Verificar a água do climatiza dor
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
Verificar filtro manta do
climatizador
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
Verificar as palhetas do para brisa
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
Vistoria das lâmpadas do veículo
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
1
R$ 8,27
R$ 8,27
1
R$ 2,22
R$ 2,22
Subtotal
R$ 82,73
Subtotal
R$ 22,17
Total
R$ 190,29
Total
R$ 50,98
Conferir o engate rápido do
veículo
Verificar as conexões elétricas do
reboque
Verificar a pintura e lacre da placa
do veículo
Conferir a sirene de alerta da ré
TOTAL DA MÃO DE OBRA
MECÂNICO E MOTORISTA
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
A tabela descrita acima apresenta opção da manutenção preventiva entre as
empresas, concessionária e Destilaria Pyles, este cálculo foi realizado em cima do
tempo de parada de três horas do caminhão, o valor da mão de obra dos mecânicos,
motorista envolvidos no processo, o deslocamento do mesmo até o ponto de
manutenção e dividido pela quantidade de serviços a serem executados no período
de tempo da manutenção em ambas as empresas.
Esta manutenção tem por necessidade sua parada semanal obrigatória para a
obtenção de resultados satisfatórios, devido a este fato, está sendo sugerida para a
empresa Pyles a implantação da tabela 07, podendo ser utilizada para os caminhões
envolvidos no processo produtivo da empresa, como demonstrado abaixo:
Tabela 07 - Escala de parada para manutenção
FROTA
SETOR
MECANIZADO
2010
M BENZ AXOR
2831
2011
M BENZ AXOR
2831
2013
M BENZ AXOR
2831
2021
M BENZ AXOR
2831
S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S D S T Q Q S S
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
X
X
X
X
X
X
X
48
Através desta tabela de escala de parada semanal da manutenção
preventiva, a empresa pode controlar e monitorar todos os seus caminhões,
veículos, tratores, colhedoras, entre outros, conforme seu número de frota,
propiciando maior eficácia, desde que se torne obrigatória, frequente e controlada
pela mesma.
8.4 MANUTENÇÃO CORRETIVA - CÁLCULOS
Este é o tipo mais comum de manutenção, infelizmente o equipamento
quebra ou deixa de funcionar de acordo com o esperado, aí então, se aciona o
profissional de manutenção para "dar um jeito" na situação. O interessante é que,
aparentemente, os equipamentos quebram quando mais se precisam deles.
A manutenção corretiva é a forma mais óbvia e a mais primária de
manutenção pode sintetizar-se pelo ciclo "quebra-repara", ou seja, o reparo dos
veículos após a avaria. Constitui a forma mais cara de manutenção quando
encarada do ponto de vista total do sistema.
As tabelas 08 e 09 demonstram a problemática que as empresas enfrentam
em fazer a manutenção corretiva para sanar problemas do veículo por falta de
manutenções preditiva, detectiva e preventiva, primeiramente será demonstrado o
valor do custo da troca do motor em concessionária ou retíficas terceirizadas:
Tabela 08 - Manutenção corretiva 01 - cálculos
MANUTENÇÃO CORRETIVA
DO MOTOR 01
Serviço na Concessionária
Serviço em Retíficas
Conserto do Motor
Qtde
Vr unit.
Vr Total
Qtde
Vr unit.
Vr Total
Usinagem do motor
1
R$ 2.300,00
R$ 2.300,00
1
R$ 1.794,81
R$ 1.794,81
Retifica das injetoras
1
R$ 1.800,00
R$ 1.800,00
1
R$ 1.800,00
R$ 1.800,00
Peças do motor
1
R$ 14.500,00
R$ 14.500,00
1
R$ 14.500,00 R$ 14.500,00
Mão de obra (07 dias uteis)
1
R$ 1.800,00
R$ 1.800,00
1
R$ 1.805,19
R$ 1.805,19
7
R$ 214,47
R$ 1.501,29
7
R$ 214,47
R$ 1.501,29
70
R$ 0,87
R$ 60,57
70
R$ 0,83
R$ 58,10
Total
R$ 21.961,85
Total
R$ 21.459,39
Mão de obra de 03
motoristas (07 dias uteis)
Deslocamento do veículo
para manutenção (km)
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
49
A seguir, será apresentada a outra possibilidade da empresa para
manutenção corretiva, como a troca total do motor em concessionária ou retíficas
terceirizada, caso não apresente o conserto do mesmo, conforme demonstra a
tabela abaixo:
Tabela 09 - Manutenção corretiva 02 - cálculos
MANUTENÇÃO CORRETIVA
DO MOTOR 02
Troca do Motor
Serviço na Concessionária
Serviço em Retíficas
Qtde
Vr unit.
Vr Total
Qtde
Motor novo do veículo
1
R$ 42.000,00
R$ 42.000,00
1
R$ 42.000,00 R$ 42.000,00
Mão de obra (07 dias uteis)
1
R$ 1.800,00
R$ 1.800,00
1
R$ 1.805,19
R$ 1.805,19
7
R$ 214,47
R$ 1.501,29
7
R$ 214,47
R$ 1.501,29
70
R$ 0,83
R$ 58,10
70
R$ 0,83
R$ 58,10
Total
R$ 45.359,39
Total
R$ 45.364,58
Mão de obra de 03
motoristas (07 dias uteis)
Deslocamento do veículo
para manutenção (km)
Vr unit.
Vr Total
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
As tabelas apresentam a retifica e troca do motor em concessionária ou em
retíficas terceirizadas, este tipo de serviço somente pode ser realizado em empresas
especializadas como descritas acima. O cálculo tem como base o valor do serviço, a
usinagem, a retífica das injetoras, as peças do motor envolvidas na montagem, a
mão de obra dos mecânicos, os três turnos diários dos motoristas em sete dias uteis
devido ao tempo de parada do caminhão para a correção do problema e o
deslocamento do mesmo até o conserto.
Na próxima tabela serão apresentados os totais dos valores das manutenções
como preditiva, detectiva, preventiva e corretiva, no período anual ou de 42.000 km
conforme dados apurados no estudo de caso.
50
Tabela 10 - Valores totais de manutenções - cálculos
Qtde
Anual ou
42.000 km
Própria ou
Terceiros
Concessionária
Variação
%
Manutenção Preditiva
3
R$ 1.674,54
R$ 2.774,64
R$ 1.100,10
65,70%
Manutenção Detectiva
3
R$ 878,34
R$ 878,34
R$ 0,00
0,00%
Manutenção Preventiva
52
R$ 2.650,98
R$ 9.894,89
R$ 7.243,90
273,25%
R$ 5.203,87
R$ 13.547,87
R$ 8.344,00
160,34%
R$ 21.961,85
R$ 21.459,39
-R$ 502,47
-2,29%
Custos de manutenções
em 42.000 km ou Anual
Total da Pré-Corretiva
Manutenção Corretiva
1
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
Estes cálculos são baseados em dados fornecidos nas tabelas 04, 05, 06 e
08, e multiplicados pelo fator quantidade e frequência do serviço executado no
período anual ou a cada 42.000 km, sendo que a manutenções são analisadas entre
manutenção própria ou em concessionária, apresentando a variação de valores
entre as mesmas.
Pode-se definir que as manutenções que antecedem a manutenção corretiva,
tais como as manutenções, preditiva, detectiva e preventiva, devem ser classificadas
como manutenção pré-corretiva como demonstrada na tabela acima. A partir deste
fato, podem-se aprimorar as comparações entre as tabelas de pré-corretiva com as
de retífica ou troca de motor do caminhão.
Na próxima tabela será apresentado os custos de manutenções pré-corretivas
em relação à corretiva de motor em retíficas de terceiros ou concessionária.
Tabela 11 - Custos de manutenção pré-corretivas versus
retífica de motor – cálculos
Custos de
Manutenções e
Retífica do Motor
Pré
Corretiva
Corretiva de Terceiros
Variação
%
Empresa Pyles
R$ 5.203,87
R$ 21.459,39
R$ 16.255,52
312,37%
Concessionária
R$ 13.547,87
R$ 21.459,39
R$ 7.911,51
58,40%
Custos de
Manutenções e
Retífica do Motor
Pré
Corretiva
Corretiva na Concessionária
Variação
%
Empresa Pyles
R$ 5.203,87
R$ 16.757,98
R$ 16.757,98
322,03%
Concessionária
R$ 13.547,87
R$ 8.413,98
R$ 8.413,98
62,11%
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
51
Claramente, pode-se afirmar que o custo da pré-corretiva realizada na
empresa Pyles está abaixo em 312,37% do custo total da corretiva de terceiros e
abaixo em 322,03% do custo total da corretiva em concessionárias. A tabela
apresenta outra opção da pré-corretiva realizada em concessionária que o seu custo
também está abaixo em 58,04% do custo total da corretiva de terceiros e abaixo em
62,11% do custo total da corretiva em concessionárias.
A tabela subsequente apresentará também os custos de manutenção précorretiva em relação à troca do motor em terceiros ou concessionárias, caso o motor
não apresente retifica.
Tabela 12 - Custos de manutenção pré-corretivas
versus troca do motor – cálculos
Custos da Troca do
Motor
Pré Corretiva
Corretiva de Terceiros
Variação
%
Empresa Pyles
R$ 5.203,87
R$ 45.364,58
R$ 40.160,71
771,75%
Concessionária
R$ 13.547,87
R$ 45.364,58
R$ 31.816,70
234,85%
Custos da Troca do
Motor
Pré Corretiva
Corretiva na
Concessionária
Variação
%
Empresa Pyles
R$ 5.203,87
R$ 45.359,39
R$ 40.155,52
771,65%
Concessionária
R$ 13.547,87
R$ 45.359,39
R$ 31.811,51
234,81%
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
Pode-se afirmar que o custo da pré-corretiva realizada na empresa Pyles está
abaixo em 771,75% do custo total da corretiva de terceiros e abaixo em 771,65% do
custo total da corretiva em concessionárias. A tabela apresenta outra opção da précorretiva realizada na concessionária que o seu custo também está abaixo em
234,85% do custo total da corretiva de terceiros e abaixo em 234,81% do custo total
da corretiva em concessionárias.
Através da apresentação dos custos da pré-corretiva e corretiva nas tabelas
11 e 12, será demonstrado, em gráficos abaixo, a visualização dos custos referentes
às manutenções citadas acima, que serão mostradas para análise do estudo de
caso, uma vez que a manutenção corretiva pode ser evitada de acordo com a
realização das manutenções pré-corretivas envolvidas na vida útil do motor do
caminhão.
52
Este gráfico está relacionado à tabela 11.
Gráfico 03 - Custos de manutenção versus retífica do motor
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
O gráfico 03 demonstra a vantagem da empresa Pyles em realizar a sua
manutenção pré-corretiva na própria oficina em relação à pré-corretiva na
concessionária, ficando muito mais visível a necessidade da pré-corretiva em
relação à corretiva de retífica do motor tanto realizada em terceiros ou
concessionárias.
53
O próximo gráfico está relacionado à tabela 12.
Gráfico 04 - Custos de manutenção versus troca do motor
Fonte: Elaborado pelos autores (2011)
Ambos os gráficos 03 e 04 apresentam vantagem das pré-corretivas da
Destilaria Pyles em relação da concessionária e as corretivas de terceiros ou
concessionária, cujos valores totais das manutenções baseiam-se em período anual
ou a cada 42.000 km percorridos do caminhão.
54
9. CONCLUSÃO
O método adotado no trabalho baseia-se no custo padrão e tendo como
objetivo fornecer o suporte para o controle de custos da empresa, proporcionando
um padrão de comportamento para os custos. Estes custos determinam a
antecipação dos componentes do produto, em quantidade e valor, apoiada na
utilização de dados de várias fontes, com validade para determinado espaço de
tempo.
O custo padrão se fundamenta em princípios científicos e observa cada
componente de custos (matérias, peças, mão de obra e gastos gerais de
manutenção, entre outros) dentro de suas medidas de verdadeira participação no
processo geral da manutenção.
Com a visualização dos custos é possível afirmar que a manutenção précorretiva não supera o valor da retífica ou troca do motor, passando a ser analisada
como uma gestão de redução de custos e não como um gasto desnecessário, mas
sim um investimento necessário para o contínuo trabalho desenvolvido pelo
caminhão neste caso em questão, pois o mesmo é peça fundamental na produção
de derivados da cana de açúcar desenvolvida pela Destilaria Pyles.
A manutenção pré-corretiva prolonga a vida útil do motor, sendo que a
concessionária e fabricante do veículo alegam que a vida útil depende de inúmeros
fatores dentro dos quais está envolvida a manutenção do caminhão, temperatura de
trabalho do motor, as diversidades de terreno, a dirigibilidade dos condutores, entre
outros. Quanto maior a preocupação da empresa em realizar as devidas précorretivas do caminhão apresentará melhor desempenho na cadeia produtiva.
Define-se mesmo com os gastos anuais em manutenções pré-corretiva na
Destilaria Pyles ou em concessionária, como sendo viáveis em relação à corretiva
praticada por terceiros ou concessionária para o processo de continuidade do
caminhão na produção da empresa.
Os cálculos apresentados nas tabelas 11 e 12 e demonstrados nos gráficos
03 e 04, estão de forma clara e objetiva, mostrando que a manutenção pré-corretiva
na própria empresa torna-se vantajosa e com menor custo benefício para a mesma,
pode-se afirmar que o custo da pré-corretiva passa a ser um investimento da
55
empresa em manter o caminhão em perfeito estado de funcionamento e a précorretiva como principal meio de redução de custos futuros com a corretiva.
O trabalho apresenta de forma explícita que a empresa não deve optar pela
manutenção corretiva do veículo como meio de manutenção, uma vez que os
cálculos demonstram valores altos entre a retífica ou a troca do motor versus as précorretiva da própria empresa e concessionária, apresentadas nos gráficos 03 e 04.
Todavia, as empresas atualmente, necessitam da redução de custos na sua
produção para manterem-se no mercado cada vez mais competitivo, sendo a melhor
forma a redução de custos com qualidade e competência. Contudo, a empresa
estando consciente em praticar os conceitos desenvolvidos neste trabalho pode
aferir o resultado positivo no setor financeiro e contábil da mesma.
56
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. NBR 6023.
CABRITA, G. A manutenção na indústria automotiva. Revista Manutenção, São
Paulo, 20-26. mar./mai./02.
CATTINI, O. Derrubando os Mitos da Manutenção. São Paulo: STS Publicações e
Serviços Ltda., 1992. REVISTA DE CIÊNCIA & TECNOLOGIA • V. 11, Nº 22 – pp.
35-42. Acesso em 22/09/2011.
CHIOCHETTA, João Carlos; HATAKEYAMA, Kazuo; MARÇAL, Rui Francisco
Martins. Sistema de Gestão da Manutenção para a Pequena e Média Empresa.
Artigo publicado no XXIV Encontro Nacional de Engenharia de Produção –
ENEGEP; Florianópolis – SC. Novembro de 2004.
CHIU, H-N. & HUANG, B.S. The economic design of x control charts under a
preventive maintenance policy. International Journal of Quality & Reliability
Management, Cambridge, 13 (1): 61-71, 1996. REVISTA DE CIÊNCIA &
TECNOLOGIA • V. 11, Nº 22 – pp. 35-42. Acesso em 22/09/2011.
COSTA, Cristiane Gomes; FREIRE, Anna Paola Fernandes Freire; CUNHA, Marília
Caroline Freire; ARAUJO, Aneide Oliveira. Gestão estratégica de custos: um
estudo em uma usina produtora de álcool. Artigo científico disponível em:
http://www.custoseagronegocioonline.com.br, acesso em trabalhos. Acesso em
15/03/2011.
DIAS, Elaine Aparecida, Revista Eletrônica Gestão e Sociedade Edição 2 de 2007.
DUTRA, René Gomes. Custos: uma abordagem prática. 4a. ed. São Paulo, Atlas,
1995.
FIQUEIREDO, Sandra; MOURA, Heber. A utilização dos métodos quantitativos pela
contabilidade. Revista Brasileira de Contabilidade. Brasília, ano 30, nº 127. Jan /
fev, 2001.
GARRISON, Ray H; NOREEN, Eric. Contabilidade Gerencial. Rio de Janeiro: LTC
Editora, 2001.
GUERREIRO Reinaldo. Gestão do Lucro. São Paulo, Atlas, 2006.
HORNGREN, Charles T. Introdução à contabilidade gerencial. 5. ed. São Paulo:
LTC, 1985.
57
HORNGREN, Charles T.; FOSTER, George; DATAR, Srikant M. Contabilidade de
custos. 9 a. ed. Rio de Janeiro, LTC Editora, 2000.
http://agoraentendi.livreforum.com/t88-tipos-de-manutencao-preventiva-corretiva-epreditiva, Acesso em 22/09/2011.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Contabilidade gerencial. 6. ed. São Paulo: Atlas, 1998.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Contabilidade gerencial. São Paulo. Atlas. 4ª ed. 1986.
IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da contabilidade. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Curso de contabilidade para não
contadores. 3 a. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARTINS, Eliseu e GELBCKE, Ernesto Rubens. Manual de
contabilidade das sociedades por ações. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2000.
KOLIVER, Olívio. Tópicos especiais de custos. Belo Horizonte: Fundação
Visconde de Cairu, 2003.
LEONE, George Sebastião Guerra, at alli. Dicionário de Custos. São Paulo: Atlas,
2004.
LEONE, George Sebastião Guerra. Curso de Contabilidade de Custos. São Paulo.
Atlas, 1997.
MAHER, Michael. Contabilidade de Custos: Criando Valor para a Administração.
São Paulo: Atlas, 2001.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2003.
MARTINS, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo, Altas, 2006.
MARTINS, Elizeu. Contabilidade de Custos. São Paulo. Atlas, 1990.
MEGLIORINI, Evandir. Custos. 1. ed. São Paulo: Makron Books, 2001.
MIRSHAWKA, V. & OLMEDO, N.C. Manutenção – combate aos custos na não
eficácia – a vez do Brasil. São Paulo: Editora McGraw-Hill Ltda., 1993. REVISTA DE
CIÊNCIA & TECNOLOGIA • V. 11, Nº 22 – pp. 35-42. Acesso em 22/09/2011.
58
MURTY, A.S.R. & NAIKAN, V.N.A. Availability and maintenance cost optimization of
a production plant. International Journal of Quality & Reliability Management,
Cambridge, 12 (2): 28-35, 1995. REVISTA DE CIÊNCIA & TECNOLOGIA • V. 11, Nº
22 – pp. 35-42. Acesso em 22/09/2011.
NAGAGAWA, Masayuki. ABC Custeio baseado em atividades. 2. ed. São Paulo:
Atlas, 2001.
PACHECO, Milton Gomes. Gestão estratégica de custos em uma abordagem
gerencial da produção para alinhamento de estratégia. Artigo científico
disponível em: www.seufuturonapratica.com.br/.../Jul.../PachecoNEAD.pdf. Acesso
em 15/03/2011.
PADOVEZE, Clóvis Luis. Contabilidade Gerencial – Um Enfoque em Sistema de
Informação Contábil. São Paulo. Atlas. 1996.
PEREZ, José Fernandes Junior; PESTANA, Armando Oliveira; FRANCO, Sergio
Paulo Cintra. Controladoria de Gestão, Teoria e Pratica. São Paulo,
Ed. Atlas S.A. – 1997.
Projeto NBR 5462/1994 CB – 03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade CE 03:056.01 - Comissão de Estudo de Confiabilidade NBR 5462.
SHANK, John k. at alli. A Revolução dos Custos. 7. ed. Rio de Janeiro: Campus,
1997.
SILVA, Romeu Paulo. Gerenciamento do Setor de Manutenção. Departamento de
Site: http://www.manutencaoesuprimentos.com.br/conteudo/1798-custos-demanutenção, Acesso em 07/09/2011.
Site: http://www.Swebserver.falnatal.com.br/revista_nova/a6_v1/artigo_6.pdf, Acesso
em 07/09/2011.
Site: http://www.teses.usp.br, Acesso em 22/03/2011.
STONER, James A. Administração. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil,
1985.
Download

planejamento estratégico de custo e sua importância no setor de