FACULDADE 7 DE SETEMBRO – FA7 CURSO GRADUAÇÃO EM PUBLICIDADE E PROPAGANDA PARQUES TEMÁTICOS COMO ESTRATÉGIA DE FORTALECIMENTO DA MARCA: O CASO YPARK. ÁLVARO JANSEN VIANA JUNIOR FORTALEZA – 2011 ÁLVARO JANSEN VIANA JUNIOR PARQUES TEMÁTICOS COMO ESTRATÉGIA DE FORTALECIMENTO DA MARCA: O CASO YPARK. Monografia apresentada à Faculdade 7 de Setembro como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Publicidade e Propaganda. Orientador: Prof. Hugo Lopes Mendonça Neto, Esp. FORTALEZA – 2011 PARQUES TEMÁTICOS COMO ESTRATÉGIA DE FORTALECIMENTO DA MARCA: O CASO YPARK. Monografia apresentada à Faculdade 7 de Setembro como requisito parcial para obtenção do título de Bacharel em Publicidade e Propaganda. ___________________________ Álvaro Jansen Viana Júnior Monografia aprovada em: ______ / ______ / ______ ______________________________________ Prof. Hugo Lopes Mendonça Neto, Esp (FA7) 1º Examinador: __________________________________________ Prof. Leonardo Macedo de Paiva, Ms (FA7) 2º Examinador: __________________________________________ Profª. Ana Paula Rabelo e Silva, Ms (FA7) ______________________________ Profa. Juliana Lotif Coordenadora do Curso DEDICATÓRIA À minha família, tão presente nos momentos alegres e difíceis da minha caminhada. Até aqui nos ajudou o Senhor (1 Samuel 7. 12), Dedico. AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, autor da vida que tem me dado forças para chegar até aqui e tem cuidado da minha vida. Aos meus pais, que sempre me incentivaram e acompanharam durante a trajetória da minha vida. Ao Prof. Hugo Lopes, que acreditou na idéia deste trabalho e tão pacientemente me orientou. A toda equipe de professores do curso de publicidade, que esteve presente e disponível a prestar seus conhecimentos. Aos meus colegas, pelo excelente convívio durante todo esse tempo. “A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”. Paulo Freire RESUMO Este trabalho surgiu da curiosidade de se verificar a estratégia de fortalecimento da marca Ypióca, através da criação de seu parque temático: O Ypark. O desafio central do marketing moderno é aliar a manutenção dos níveis de vendas das empresas à satisfação das necessidades e manutenção das relações com seu público-alvo. Este desafio de fazer com que o público-alvo escolha os produtos e serviços da empresa para a solução de determinada necessidade de sua vida abre a possibilidade de uma relação, onde a marca pode ou não ser lembrada e vinculada a um ou mais valores já comunicados pela empresa ao seu público-alvo. A pesquisa tem como objetivo geral levantar as estratégias do Ypark que contribuem para o fortalecimento da marca Ypióca. Como objetivos específicos: caracterizar o universo do Ypark enquanto Parque Temático; identificar os principais elementos temáticos do Ypark e seus respectivos significados; relacionar os elementos temáticos do Ypark à estratégia de fortalecimento da marca Ypióca. A pesquisa exploratória e de caráter misto, teve em sua dimensão bibliográfica a leitura da visão tradicional de marketing feita por Webster (1988); o conceito original de marketing compilado por Brown (1995); as discussões abertas por Kotler & Levy (1969) sobre qual seria o campo de atuação adequado para a disciplina de marketing; a necessidade de avançar na ampliação do conceito de marketing para as transações de qualquer natureza entre duas partes ou unidades sociais ressaltada por Kotler (1972); a exagerada utilização de pesquisas quantitativas em marketing proposta por Kerin (1996); e a proposição de Kotler (2000) que as organizações teriam que incluir premissas de ordem ética e sociais em suas práticas de marketing, buscando equilibrar considerações comumente conflitantes: lucratividade, satisfação das necessidades dos consumidores e interesse público, uma vez que essa é uma exigência do marketing societal. A segunda dimensão trouxe a exposição dos dados tratados através de estatística desctritiva, onde foi verificado a percepção dos visitantes com relação à estrutura e à gestão do Complexo Ypark e suas relações com o fortalecimento da marca Ypióca. Palvras-chave: Fortalecimento de marca. Parques Temáticos. Marketing de Serviço. Marketing Experiencial. Ypióca. Ypark. ABSTRACT This work arose out of curiosity to see the strategy of strengthening the brand Ypióca through the creation of its theme park: The Ypark. The central challenge of modern marketing is to combine the maintenance of the levels of sales of companies to meet the needs and maintaining relationships with your audience. This challenge to make the audience choose the products and services company for the solution of a certain need in your life opens the possibility of a relationship where the brand may or may not be remembered and linked to one or more values already reported by the company to its target audience. The research aims to raise the general Ypark strategies that contribute to strengthening the brand Ypióca. Specific objectives: to characterize the universe as Ypark Theme Park, to identify the main thematic elements of Ypark and their meanings, to relate the thematic elements of the strategy of strengthening Ypark brand Ypióca. The exploratory research of mixed character, its size was in the reading literature from the traditional view of marketing done by Webster (1988), the original concept of marketing compiled by Brown (1995), the discussions opened by Kotler & Levy (1969) on what would be the playing field suitable for the marketing discipline, the need to move forward in expanding the concept of marketing for the transaction of any kind between two parties or social units highlighted by Kotler (1972), the inordinate use of quantitative research in marketing proposed by Kerin (1996), and the proposition of Kotler (2000) that organizations would have to include the assumptions of ethical and social marketing in their practices, seeking to balance conflicting considerations often: profitability, satisfaction of consumer needs and public interest, a Since this is a requirement of societal marketing. The second dimension has brought exposure of data processed by statistical desctritiva, which found the perceptions of visitors' relationship with structure and management of complex Ypark and their relationship to strengthen the brand Ypióca. Key-words: Strengthening brand. Theme Parks. Marketing Service. Experiential Marketing. Ypióca. Ypark. SUMÁRIO INTRODUÇÃO........................................................................................................... 10 1 MARKETING: DOS PROCESSOS ECONÔMICOS E SOCIAIS AO ENFOQUE GERENCIAL 1.1 A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MARKETING................................................ 13 1.2 ELEMENTOS DO SISTEMA CENTRAL DE MARKETING.................................. 17 1.2.1 Mercado 1.2.2 Marca............................................................................................................... 18 1.2.3 Concorrência................................................................................................... 20 1.3 MARKETING DE SERVIÇO................................................................................ 22 1.4 MARKETING EXPERIENCIAL............................................................................ 24 2 EXPERIÊNCIAS DE MARCAS QUE CRIARAM PARQUES TEMÁTICOS 2.1 A ORIGEM DOS PARQUES TEMÁTICOS: O DYREHAVSBAKKEN…............... 27 2.2 O LÍDER DE MERCADO: O WALT DISNEY WORLD RESORT.......................... 34 2.3 PARQUE TEMÁTICO COBERTO (INDOOR): O FERRARI WORLD ABU DHABI.................................................................................................................. 2.4 UMA VITRINE DE CONCEITOS: O WORLD OF COCA- COLA® 40 45 2.4.1 A História da Coca-Cola® Company............................................................. 46 2.4.2 O World of Coca-Cola®.................................................................................. 51 3 A YPIÓCA E O COMPLEXO YPARK: UM ESTUDO DE CASO 3.1 A YPIÓCA: O PRODUTO.................................................................................... 57 3.1.1 História............................................................................................................ 59 3.2 YPARK: O COMPLEXO 3.2.1 Parques Temáticos......................................................................................... 61 4.2.2 O YPark............................................................................................................ 62 3.2.2.1 Campo de Aventura....................................................................................... 63 3.2.2.2 Museu da Cachaça........................................................................................ 68 3.2.2.3 Gastronomia.................................................................................................. 72 4 CAPÍTULO IV: A PERCEPÇÃO DOS VISITANTES SOBRE A EXPERIÊNCIA NO COMPLEXO YPARK: UMA ANÁLISE DESCRITIVA............. 75 4.1 ANÁLISE DESCRITIVA DA PERCEPÇÃO DOS VISITANTES SOBRE A EXPERIÊNCIA NO COMPLEXO YPARK. 4.1.1 Descrição do público....................................................................................... 76 4.1.1.1 Sexo.............................................................................................................. 76 4.1.1.2 Faixa Etária................................................................................................... 77 4.1.1.3 Estado Civil 4.1.1.4 Formação...................................................................................................... 78 4.1.2 Descrição da estrutura 4.1.2.1 Arquitetura..................................................................................................... 79 4.1.2.2 Fator Humano............................................................................................... 81 4.1.2.3 Manutenção e conservação das ares e equipamentos de recreação e entretenimento........................................................................ 84 4.1.2.4 Rapidez para fruição das atrações............................................................... 85 4.1.2.5 Alimentação................................................................................................... 86 4.1.2.6 Hospedagem (real e virtual).......................................................................... 87 4.1.2.7 Universo cultural nacional e regional............................................................. 88 4.1.3 Descrição da gestão 4.1.3.1 Conclusão....................................................................................................... 89 4.1.3.2 Áreas do Complexo Ypark (onde eu me diverti mais?).................................. 91 CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................... 93 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.......................................................................... 96 APÊNDICE.................................................................................................................. 101 APÊNDICE 1: QUESTIONÁRIO................................................................................. 102 APÊNDICE 2: TABULAÇÃO DOS DADOS ................................................................ 104 INTRODUÇÃO A Associação Brasileira de Bebidas – ABRABE 1 estima que são produzidos 1,3 bilhões de litros/ano de aguardente de cana, o que faz da indústria brasileira de cachaça a terceira maior mundo, com mais de cinco mil marcas e 30 mil produtos, o que representa 6,6% da produção do mercado nacional de bebidas. Uma cadeia estimada hoje em R$ 2 bilhões de faturamento (a cifra vai para R$ 8 bilhões para o mercado como um todo, incluindo as cervejas) e que responde por 60 mil empregos diretos e outros 240 mil empregos indiretos (excluídas as cervejas). O aumento progressivo de acidentes com vítimas fatais e vítimas com sequelas irreversíveis tem chamado a atenção do Poder Público e de organizações da sociedade civil organizada para o perigo do consumo exagerado de bebidas alcoólicas e sua associação com os acidentes de trânsito. As organizações da sociedade civil organizada (ONG, Fundações, Associações, Conselhos de Moradores, entre outras) tem pressionado o poder Público para adotar medidas restritivas mais severas em relação à publicidade e ao consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Por outro lado, as indústrias de bebidas tem o desafio de manter os níveis de vendas, garantindo, assim, a sobrevivência e a viabilidade econômica dos negócios. Logo, ações que minimizem os aspectos negativos do consumo de bebidas alcoólicas vem se intensificando entre as indústrias de bebidas que utilizam a mídia para tal. E por ser uma indústria de bebidas, a Ypióca, marca genuinamente cearense e líder do mercado exportador de aguardente de cana, inovou ao criar um parque temático para contribuir no fortalecimento da sua marca, o Ypark. Nesse sentido, a pesquisa tem como objetivo geral levantar as estratégias do 1 ABRABE. Mercado. Disponível em <http://www.abrabe.org.br/mercado.php>. Acesso em 27 out. 2010. 11 Ypark que contribuem para o fortalecimento da marca Ypióca. Como objetivos específicos: caracterizar o universo do Ypark enquanto Parque Temático; identificar os principais elementos temáticos do Ypark e seus respectivos significados; relacionar os elementos temáticos do Ypark à estratégia de fortalecimento da marca Ypióca; descrever a percepção dos visitantes sobre a experiência do Complexo Ypark. A pesquisa exploratória e de caráter misto foi dividida em duas dimensões: a primeira, bibliográfica, consistiu no estudo das obras de referência em marketing estratégico, estratégia e do levantamento dos conceitos centrais do trabalho. Além das obras de referência, documentos, artigos e matérias de referência disponibilizados nas páginas da web foram analisados. Além da fundamentação teórica, foram realizadas observações espontâneas para auxiliar na caracterização do Ypark. A segunda, análise da percepção dos visitantes sobre a experiência no Complexo Ypark, expôs os dados tratados através de estatística desctritiva, que tem por objetivo caracterizar o universo do Ypark, para obtenção de uma visão multidimensional de um parque temático sob a ótica dos visitantes. Para a discussão das tabelas e gráficos foi utilizada a análise tabular e gráfica como modelo de análise. Assim, este trabalho tem sua relevância por estudar o Complexo Ypark, uma vez que é uma ação inovadora no segmento e busca relacionar a estratégia de fortalecimento da marca Ypioca à minimização dos aspectos negativos do consumo de bebidas alcoólicas. Procura também responder o problema de pesquisa: Como a estratégia de criar um parque temático (um pequeno mundo) com todos os significados, o Ypark, contribui para o fortalecimento da marca Ypióca. O trabalho está dividido em quatro partes. Na primeira, trataremos dos conceitos centrais, onde mostraremos a evolução do conceito de marketing; conceitos de mercado, marca e concorrência e os conceito de marketing de serviço e marketing de experiência. Na segunda parte, abordaremos alguns casos exitosos de marcas que criaram parques temáticos para se fortalecerem ou criarem um diferencial em meio à concorrência. Na terceira parte, focaremos a empresa Ypióca, sua história; o Ypark como inovação no segmento de aguardente de cana, com sua 12 história; os serviços oferecidos; e os elementos temáticos e suas relações com a marca Ypioca. Por fim, apresentaremos a análise dos dados da pesquisa a cerca da percepção dos visitantes sobre a experiência no Complexo Ypark a fim de estabelecermos relações entre eles e sugerir estudos posteriores à análise. 1 MARKETING: DOS PROCESSOS ECONÔMICOS E SOCIAIS AO ENFOQUE GERENCIAL A contribuição do marketing para melhorar o desempenho das organizações no mercado é constatada pelo crescente interesse de suas aplicações por parte de empresas comerciais e industriais e instituições que não visam o lucro. Atualmente as organizações sobrevivem à custa de um bom trabalho. Elas devem perseguir a excelência se quiserem ser bem - sucedidas nos mercados de crescente concorrência global. Compradores e consumidores organizacionais enfrentam abundância de fornecedores que procuram satisfazer os consumidoresalvo com oferta competitivamente superiores. A seguir, serão expostos os conceitos centrais desse trabalho que servirão de fundamentação e articulação para os capítulos seguintes. 1.1 A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE MARKETING Assim como os termos democracia e guaraná são corriqueiros no nosso cotidiano, a palavra marketing foi incorporada ao vocabulário do nosso dia a dia, ou seja, o termo circula entre as pessoas e as organizações sem censuras (Brown, 1997; Richers, 2000). Numa revisão na literatura para se descobrir as origens do marketing, percebemos que o enfoque gerencial nem sempre ocupou destaque nos estudos desse tema. Para Webster (1992), foi no meio oeste dos Estados Unidos da América, por volta de 1910, que universidades destinaram atenção acadêmica ao marketing relacionando-o com o mercado agrícola, com o transporte dos produtos para comercialização e como determinar seus preços. Portanto, com a relativa ausência da orientação gerencial o marketing era percebido como uma série de processos econômicos e sociais. Webster (1988) fez a leitura da visão tradicional de marketing: até a década de 1950, o mundo dos negócios equiparava marketing a vendas. Por essa visão o 14 produto era o foco e o lucro das organizações estava diretamente relacionado aos altos volumes de vendas. Assim, o marketing ganhava o papel de vender tudo o que era possível produzir. Segundo Baker (2000) a partir dos meados do século XX, estudiosos como Peter Drucker, John McKitterick, Theodore Levitt entre outros passaram a consolidar e articular o conceito de marketing. Druker (1954) propôs buscar a satisfação do cliente. Este, segundo ele, é o fundamento de um negócio e deve ser buscado por toda a organização. E ainda sugere que Existe uma única definição válida para o propósito empresarial: criar clientes satisfeitos. É o cliente quem determina qual é o negócio... Na verdade, o marketing é tão básico que não basta contar com uma poderosa força de vendas e a ela confiar o marketing. O marketing não é apenas mais amplo do que vendas e definitivamente não é uma função especializada. Ele é todo o negócio visto do ponto de vista do seu resultado final, ou seja, a partir do ponto de vista do cliente (Drucker, 1954, p. 37). Ainda nessa época, Levitt (1960) alertou para os perigos do que chamou de miopia do marketing, ao argumentar que a missão da organização deve ter em seu âmago as necessidades dos clientes, ou seja, [...] Qualquer indústria começa com o freguês e suas necessidades, não uma patente, uma matéria-prima ou habilidade para vender [...] Uma organização precisa aprender a considerar sua função, não a produção de bens ou serviços, mas a aquisição de clientes, a realização de coisas que levarão as pessoas a querer trabalhar com ela [...] (Levitt, 1960, p. 45-56). Já Keith (1960) contribuiu para a popularização da nova concepção de marketing, ao publicar o artigo The Marketing Revolution 2, onde mostra a evolução das fases gerenciais da Pillsbury Company, uma companhia alimentícia norte americana com sede em Minneapolis, Minnesota, passando por produção e vendas, alcançando finalmente o que ele chama de fase de controle de marketing. Segundo Houston (1986), a evolução, proposta por Keith, do pensamento focado na produção, depois nas vendas e em seguida para o marketing deram à organização uma identidade sólida. 2 KEITH, Robert J. The Marketing Revolution. Journal of Marketing, v. 24, n. 3, p. 35-38. jan. 1960. 15 O conceito original de marketing para Brown (1995) é compilado a partir de três ações: conhecer as necessidades dos clientes, ponto de partida para qualquer organização orientada pelo marketing; integrar e coordenar todas as atividades em torno desse foco; e mensurar o resultado final da organização com base nos lucros, não nos volumes de vendas. Durante os anos 70 do século XX, houve um ajuste coerente do conceito de marketing articulado nas décadas anteriores à estratégia corporativa e planejamento de longo prazo. Nesse período, o pensamento predominante era que o crescimento consistente de um negócio voltado para o cliente exigia, além do planejamento de longo prazo, o desenvolvimento de produtos e mercados capazes de contribuir para o desenvolvimento dos negócios. Houve consistência entre a estratégia corporativa e os sistemas formais de planejamento estratégico, segundo Webster (1988), com o conceito de marketing orientado para a estratégia e sua ênfase para a responsabilidade gerencial geral. Kotler & Levy (1969) abriram as discussões sobre qual seria o campo de atuação adequado para a disciplina de marketing ao defenderem a aplicação do marketing para facilitar a venda de: serviços, na atuação dos políticos, universidades, organizações sem fins lucrativos, museus, idéias quanto pasta de dente, sabão e carros, o que, na ótica desses autores, ampliaria as áreas de atuação e se constituiria numa vasta oportunidade para os profissionais de marketing. Mas foi Kotler (1972) que ressaltou a necessidade de avançar na ampliação do conceito de marketing para as transações de qualquer natureza entre duas partes ou unidades sociais, no artigo intitulado A Generic Concept of Marketing 3. Nesse artigo, o autor diz que o marketing deve ser encarado como uma categoria da ação humana distinguível de outras categorias de ação humana como votar, amar, consumir entre outras. Coloca três estágios de conhecimento para tal ampliação do conceito, a saber: • O primeiro estágio: temos a transação como conceito central. Quando duas partes trocam valores temos uma transação, que vai além dos compradores e 3 KOTLER, Philip. A Generic Concept of Marketing. Journal of Marketing. v. 36. n. 2, p. 46-54. abr. 1972. 16 vendedores, organizações e clientes. Nesse estágio, a essência do marketing é o negócio, com preocupação nos vendedores, compradores, produtos e serviços econômicos; • O segundo estágio: relevância do marketing nas situações onde haja a identificação de uma organização, um grupo de clientes e produtos amplamente definidos; • O terceiro estágio: aplicação do marketing a toda iniciativa da organização na busca do relacionamento com seus públicos, além dos seus públicos consumidores. Webster (1988) avalia que foi na década de 1980 que surgiu uma nova ênfase no conceito de marketing: a gerência estratégica superaria o planejamento estratégico. Nesse período, essa ideia foi disseminada tanto através de jornais especializados em negócios como nos jornais acadêmicos. Na sua visão, a característica dessa década foi a renovação do interesse em torno do conceito e filosofia de marketing já articulados na metade da década de 1950. Para Kerin (1996), os temas que ganharam destaque nos anos 80 do século XX foram os esforços no desenvolvimento de uma teoria de marketing, os sistemas de decisão de marketing, estratégias de varejo e o comportamento do consumidor. Na visão de Baker (2000) o período compreendido entre 1960 e 1990 caracterizou-se pela evolução conceitual do marketing. Ele descarta que tenha havido uma revolução conceitual do marketing apoiado no fato de que todos os autores parecerem concordar com o modelo de gerenciamento de marketing do qual Philip Kotler foi figura exponencial desse período e que ajudou a forjar o paradigma dominante na teoria e prática de marketing. Assim, constatamos que longos debates, com ricas contribuições, modificações e críticas foram o objeto do conceito do marketing moderno. Foi Brown (1995) o compilador de vários estudos de marketing, destacando as severas críticas relacionadas ao foco nas necessidades do cliente, a saber: i) as ofertas dos concorrentes não são consideradas; ii) a inovação é reprimida uma vez que o foco no cliente é condenado pelo fato de concentrar todas as atenções sobre suas necessidades; iii) o conceito de marketing deveria extrapolar a ênfase no consumidor e alcançar temas sociais mais amplos. 17 Ainda na década de 1990, segundo Kerin (1996), foi a vez de se questionar a exagerada utilização de pesquisas quantitativas em marketing. O autor descreve que vieram à tona temas como orientação para o mercado, qualidade de serviços, estudo sobre marcas, controle de marketing, marketing de relacionamento e marketing estratégico, dentre outros. Kotler (2000) afirma ter sido desse período o início das reflexões e os questionamentos sobre a pertinência da orientação de marketing ser viável para os limites e escassez dos recursos naturais, tempos de degradação do meio ambiente, explosão demográfica, fome e miséria nos cinco continentes. Para essas reflexões e na busca de ampliar a orientação de marketing, o autor propôs o termo marketing societal: sustenta que a tarefa da organização de determinar as necessidades, os desejos e os interesses dos mercados-alvo e fornecer as satisfações desejadas mais eficaz e eficientemente do que a concorrência, de uma maneira que preserve ou melhore o bem-estar do consumidor e da sociedade. (Kotler, 2000, p. 47). Ainda na visão de Kotler (2000), as organizações teriam que incluir premissas de ordem ética e sociais em suas práticas de marketing, buscando equilibrar considerações comumente conflitantes: lucratividade, satisfação das necessidades dos consumidores e interesse público, uma vez que essa é uma exigência do marketing societal. Em outras palavras, como afirmaram Abratt & Sacks (1988) marketing societal é o conceito mais recente e se configura como o desenvolvimento conceitual aceito por boa parte de acadêmicos e profissionais da área de marketing e que aponta para uma transição bem sucedida da disciplina para um contexto socialmente consciente. Nessa mesma direção, Webster (1978) ressalta que essa nova visão de marketing indica uma nova visão da responsabilidade social da empresa, resultante da criação de verdadeiro valor no mercado, superando o paradigma de redistribuição dos lucros nesse mercado. 1.2 ELEMENTOS DO SISTEMA CENTRAL DE MARKETING Nesta sessão faremos a conceituação dos termos mercado, marca e concorrência, que serão fundamentais para dar resposta ao problema da pequisa. 18 1.2.1 Mercado Para se conceituar mercado faz-se necessária a construção de dois outros conceitos que estão imbricados a este, a saber: troca e transação. Segundo Kotler & Amstrong (2007) troca é a ação de se obter um bem ou serviço desejado tendo como contrapartida algum retorno, que implica na relação de comunhão entre duas partes (bem ou serviço e comprador), onde há momentaneamente convergência de interesses. Transação é a unidade de medida do marketing. Uma transação é composta de uma troca de valores entre duas partes. Podemos incluir nessa modalidade as transações do tipo monetária, de escambo e de cunho ideológico, como o voto, por exemplo. Assim, o conceito de troca nos leva ao conceito de transação e ambos nos remetem ao conceito de mercado, que “é o conjunto de compradores reais e potenciais de um produto” (Kotler & Armstrong, 2007, p. 6). Para Nash (1992) apud Sirico (2008) mercado é como “um conjunto de procedimentos ou arranjos que prevalecem numa sociedade que permite as trocas voluntárias”. o mercado é a estrutura de hábitos e regras na qual cada troca voluntária específica, em cada mercado específico, acontece. O mercado não é “um lugar ou uma coisa específica”, nem é “simplesmente a coletânea de mercados particulares nos quais os bens e serviços são trocados”. Em vez disso, segundo Nash, aquilo que chamamos de “o mercado” é uma “ordem espontânea e impessoal na qual os seres humanos individuais fazem escolhas econômicas. Nash (1992, apud SIRIO, 2008, p. 1) 4. 1.2.2 Marca Segundo Tavares (1998), as primeiras referências de utilização de marcas remontam aos fabricantes de tijolos antigo Egito. Eles utilizavam símbolos para 4 NASH, Ronald H. Pobreza e Riquesa: Por que o socialismo não funciona, 1986. In: SIRICO, Robert A. O mistério e a moralidade do mercado – explicados! Acton Commentary, Michigan, 23 jun. 2008. Internacional, Articles, p. 1. 19 identificar a procedências dos tijolos que produziam. Já na Europa Medieval, as associações de comércio, por meio de suas marcas, garantiam aos consumidores consistência na qualidades de seus produtos, além de ser um mecanismo legal de proteção dos mesmos. Para Martins (2006) as marcas são valorizadas pelos consumidores brasileiros nas suas decisões de compra. A confiança impressa nas marcas de confiança não é abalada facilmente nem mesmo pelo apelo do preço baixo. Essa estratégia geralmente atrai consumidores quando eles se encontram com o poder de compra enfraquecido, mas não tem força, por si só, para impedir a preferência dos consumidores. Mesmo que temporariamente, a troca de marcas preferidas por outros bens e serviços de menor preço geram desconforto nos consumidores, uma vez que estes reconhecem e estão dispostos a remunerar os valores que identificam nas marcas. Qualquer negócio, de qualquer segmento, de qualquer país e em qualquer momento econômico convivem com suas respectivas sobrevivência ou extinção, quer seja no presente ou no futuro. Cobra (1992) afirma que a “marca faz parte do composto de produto e é fator preponderante na adaptação do produto ou serviço à satisfação das necessidades perceptíveis dos consumidores. Para Fernandes Neto (2005) os investimentos na criação e na manutenção de uma marca são fundamentais para seu reconhecimento no mercado local ou internacional. Uma marca tem sua credibilidade atestada perante o público-alvo de acordo com o seu tempo de vida, o que exige dos profissionais da área de marketing grande esforço na sua gestão. O autor também afirma que todas as áreas da organização devem estar alinhadas à gestão dos profissionais de marketing, uma vez que a marca também é afetada pelas ações realizadas com clientes, fornecedores, acionistas, entre outros. Isso nos remete a um parâmetro de que os funcionários não só conhecem as ferramentas de marketing como também são difusores de suas idéias. O nome de uma determinada marca é desenvolvido a partir da consideração de qualidades indispensáveis. A seguir, listamos algumas delas: 20 deve sugerir algo a respeito dos benefícios do produto; deve sugerir as qualidades do produto, como uma ação ou cor; deve ser fácil de pronunciar, de reconhecer e de lembrar; deve ser inconfundível; e não deve apresentar significados negativos em outros países e línguas. Exemplo, Nova é um nome ruim para um carro a ser vendido em países de língua espanhola porque significa "não anda" (no va) (KOTLER, 2000, p. 435). Fernandes Neto (2005) ainda pondera que a criação do nome de uma marca é uma das etapas a se percorrer a fim de se obter uma relação comercial longeva com o público-alvo. Na criação de uma marca é imprescindível que a empresa conheça os anseios do seu público-alvo para que seus produtos atendam aos seus anseios de uma forma duradoura e rentável. Para tanto, os investimentos na marca são necessários para que a empresa seja referência no seu segmento e possa se perpetuar num ambiente de concorrência e auferir lucros crescentes. O perigo para as marcas de serem mal vistas pelos seus clientes, faz com que as organizações, segundo Fernandes Neto (2005), observem e considerem alguns itens 5, que variam de segmento de atuação de cada organização para segmento, bem como sofrem influências do momento histórico onde a organização está inserida. 1.2.3 Concorrência O site Renasce Brasil 6 define concorrência como sendo a disputa entre produtores de um mesmo bem ou serviço com vistas a angariar a maior parcela do mercado possível. As principais variáveis que orientam o jogo mercadológico da concorrência são o preço, a qualidade do produto, a disponibilidade nos pontos de venda e a imagem de que o produto goza junto aos consumidores. Assim, as atividades que dizem respeito diretamente à imagem do produto, como a publicidade e a programação visual, são tão estratégicas quanto a distribuição e o preço. 5 Cultura do público-alvo (que varia de local para local); atenção nas mudanças de hábitos dos consumidores; criação de um sistema de informação de marketing (serve de feedback para a empresa); criação de um programa de endomarketing (marketing interno) para os funcionários da organização; foco quanto às estratégias delineadas pela área de marketing e pela cúpula administrativa; variedade de produtos oferecidos aos clientes; rapidez no atendimento a clientela; política de preços; opções de pagamento oferecidas pela empresa aos consumidores; etc. (FERNANDES NETO, Álvaro Francisco. A Importância da Marca. THESIS, São Paulo, ANO i, V.3, P. 74-83, 2º Semestre, 2005). 6 Projeto Renasce Brasil. O que é Concorrência, Monopólio e Oligopólio? Disponível em: <http://www.renascebrasil.com.br/f_concorrencia2.htm>. Acesso em 08 out. 2010. 21 Segundo Kotler & Amstrong (2007), de acordo com o conceito de marketing, para ser bem-sucedida a empresa deve oferecer mais valor e satisfação para seus clientes do que seus concorrentes. Assim, os profissionais de marketing devem fazer mais do que simplesmente se adaptar às necessidades dos consumidores-alvo. Eles devem também obter vantagem estratégica posicionando agressivamente suas ofertas em relação às de seus concorrentes na mente dos consumidores. Não existe uma estratégia competitiva de marketing ideal para todas as empresas. Cada empresa deve considerar seu tamanho e sua posição no setor em comparação com os de seus concorrentes. Grandes empresas com posição dominantes em um setor podem utilizar determinadas estratégias com as quais pequenas empresas não podem arcar. Não basta ser grande, existem estratégias vitoriosas para grandes empresas, mas também aquelas que podem levá-las ao fracasso. E empresas pequenas podem desenvolver estratégias que lhes deem taxas de retorno melhores do que as das grandes empresas (POTER, 1989). Para Cobra (1992), administrar convenientemente a ação da concorrência é um dos grandes desafios ambientais. Isso exige negociações diretas e indiretas através de associações de classe. De qualquer maneira é graças à atuação da concorrência que uma empresa tende a organizar-se, adaptar-se e até mesmo inovar para poder vencer a batalha do mercado. No balanceamento dos pontos fortes e fracos da empresa versus os da concorrência e na aferição das ameaças e oportunidades recíprocas é que uma organização se supera e até mesmo cresce. Também, a procura e a oferta exercem papel importante para a fixação dos preços e a quantidade dos produtos e serviços que serão oferecidos, que, por sua vez, fornecem informação para que os consumidores façam suas escolhas. Contudo, ao contrário do pensamento neoclássico, já ficou demonstrado o desconhecimento das condições de demanda, pela ignorância das preferências dos consumidores e pela impossibilidade de prever com um mínimo de exatidão, qual será o comportamento dos concorrentes a uma mudança no preço (PAMPLONA, 2001). 22 O monopólio, por sua vez, é aquele mercado que se caracteriza pela existência de um único vendedor. Será um monopólio legal quando a primazia no mercado lhe é assegurada por lei. Ocorre o monopólio técnico quando a produção através de única empresa é a forma mais barata de fabricação do produto (PAMPLONA, 2001). Quando existir um pequeno número de vendedores onde uma parcela restrita destes domina a maior parte do mercado estará configurado um oligopólio, a exemplo da indústria automobilística e a indústria de bebidas. O poder exercido pelas grandes firmas dominantes inibe a entrada de novas empresas no oligopólio (PAMPLONA, 2001).. 1.3 MARKETING DE SERVIÇO Para se entender o que é marketing de serviço faz-se necessário compreender o que é serviço e quais aspectos diferenciam um produto de um serviço e que são observados no uso ou na venda deste último. Segundo Téboul (1999) todos nós estamos cada vez mais envolvidos na utilização ou na prestação de serviços e no futuro estaremos ainda mais envolvidos. Estamos numa sociedade de serviços, conseqüência inevitável do grau elevado de personalização e de interação dentro de um meio desregulamentado e competitivo, onde os consumidores tornam-se cada vez mais exigentes (TÉBOUL, 1999, p.22). Segundo Lovelock (2001) existem duas definições para serviço, que é a essência do marketing de serviço. a) Serviço é um ato ou desempenho oferecido por uma parte a outra. Embora o processo possa estar ligado a um produto físico, o desempenho é essencialmente intangível e normalmente não resulta em propriedade de nenhum dos fatores de produção. b) Serviço são atividades econômicas que criam valor e fornecem benefícios para cliente em tempos e lugares específicos, como decorrência da realização de uma mudança desejada no ou em nome do destinatário do serviço (LOVELOCK, 2001, p. 5). Lima Filho (2001) enumera quatro aspectos que diferenciam um produto de um serviço. O primeiro aspecto trata da natureza intangível dos serviços, ou seja, as características dos serviços não são passíveis de observação antes da compra e uso por parte dos consumidores. Assim, ao contrário dos produtos, os serviços são 23 intangíveis. O segundo aspecto está relacionado com a impossibilidade de estocagem dos serviços, isto é, uma vez produzidos estes devem ser imediatamente usados no momento da transação. […] quando um cliente perde um horário marcado no médico, o profissional não colocar em estoque a hora ociosa; da mesma forma se não houver horas marcadas o horário vazio do profissional será inevitavelmente perdido em termos de renda (LIMA FILHO, 2001. Disponível em:<http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Mark eting%20de%servicos.htm>. Acesso em 27 out. 2010. O terceiro aspecto que diferencia um produto de um serviço reside no fato de que tanto o tomador quanto o prestador do serviço devem estar em contato na transação. Por exemplo: numa aula prática de direção de automóvel sempre haverá um professor instrutor e um aluno. Por último, segundo Lima Filho (2001), diz “que os serviços ao contrário dos produtos variam muito mais em termos de qualidade e eficiência, por estas razões afirmam os mercadólogos que os serviços são de natureza inconsistente". Grönroos (1993 apud TÉBOUL, 1999, p. 20) define serviço como “uma série de atividades que normalmente acontece durante as interações entre cliente e estruturas, recursos humanos, bens e sistemas do fornecedor, com fins de atender a uma necessidade do cliente”. Uma vez estabelecidas as diferenças entre um produto e um serviço, Lima Filho (2001) define marketing de serviço como “as atividades operacionais destinadas a investigar, obter e servir a demanda por assistência Profissionais”. O autor ainda inclui nestas atividades aquelas que objetivam o desenvolvimento e promoção de serviços pessoais e comunitários. Lovelock (2001) reconhece a evolução dos estudos sobre marketing de serviço a partir do estabelecimento do conceito do tema, uma vez que outros estudiosos iniciaram suas investigações preocupados com a qualidade dos serviços e seus conflitos. Os anos 80 foram marcados pela crescente insatisfação do cliente com qualidade dos produtos e serviços. Muitos problemas com os produtos industrializados diziam respeito ao mau atendimento no ponto de compra – a loja de varejo – e a dificuldade na solução de problemas, obtenção de reembolsos ou reparos após a venda. Com a crescente consciência de que a melhoria da qualidade era boa 24 para os negócios e necessária para a competição eficaz, ocorreu uma mudança radical no pensamento. Noções tradicionais de qualidade (baseadas na conformidade com padrões definidos por gerentes operacionais) foram substituídas pelo novo imperativo de deixar a qualidade ser dirigida pelo cliente, o que trouxe enormes conseqüências para a importância do marketing de serviços e o papel da pesquisa junto aos clientes. Numerosas organizações de serviço têm investido em pesquisas para determinar o que os clientes desejam em cada dimensão do serviço, em programas de melhoria da qualidade destinados a entregar aquilo que os clientes almejam e na avaliação contínua do grau de satisfação dos clientes com a qualidade do serviço recebido (LOVELOCK, 2001, p.13-14). Com relação à estratégia de comercialização dos serviços, Lovelock (2001) indica oito aspectos a serem observados, o que chamou de 8P's do marketing de serviço: Elementos do Produto, Lugar e Tempo, Processo, Produtividade, Qualidade, Pessoas, Promoção e Educação, Evidência Física, Preço e outros custos do serviço. 1.4 MARKETING EXPERIENCIAL Antes de conceituarmos marketing experiencial temos que articular a compreensão do conceito de experiência. Para Schmitt (2001) “as experiências são acontecimentos individuais que ocorrem em resposta a algum estímulo […], geralmente são resultados de uma observação direta e/ou de participação nos acontecimentos”. Em outras palavras e por esse ponto de vista, o profissional de marketing tem a possibilidade de direcionar as experiências vivenciadas pelos clientes canalizando-as para os processos de comunicação. A característica fundante do marketing experiencial, que pode ser chamado ainda de marketing experimental ou marketing de experiências, consiste na oferta produtos e campanhas capazes de estimular os sentidos e as emoções do públicoalvo para além dos meios convencionais de comunicação já utilizados. Assim, marketing experiencial “é o marketing que integra diversos elementos relacionados à lógica, às emoções e ao pensamento, visando o contato com o consumidor com a marca ou empresa” (SERRANO, 2010). 25 O marketing experiencial convida o cliente a vivenciar uma experiência positiva em contato com o produto, os serviços, o ambiente e, principalmente, com as pessoas, pois o conceito de experiência está relacionado com sensações humanas. Flôr & Umeda (2009) listam quatro características principais que sustentam a estratégia de marketing experiencial: 1) O marketing de experiências deve ter foco no consumidor, tentando sempre estimular suas percepções sensoriais, emocionais, cognitivas e comportamentais, de forma consciente ou inconsciente para o público-alvo. Como exemplo deste pilar, temos o advento do marketing olfativo, ferramenta que visa a comunicação com o consumidor através do sentido do olfato; 2) A experiência deve estar em sintonia com todo o composto de marketing, visto que todas as ferramentas utilizadas devem revelar ciência da visão da empresa e sintonia com suas ações. Oferecer apenas uma experiência em um ponto específico pode enfraquecer a estratégia ao invés de tonificá-la; 3) Os consumidores devem ser analisados cuidadosamente. É necessário compreender todo o contexto em que a compra está inserida, visto que, algumas vezes, as ações não são feitas diretamente para quem vai consumir o produto e sim para o broker (quem realiza a compra – por exemplo, a mãe comprando leite para seu filho deve ser entendida com broker enquanto a criança como consumidor final, mesmo que esta não participe da compra e nem tenha influência direta sobre qual marca deverá ser comprada. Todo o processo de convencimento sobre qualidade e melhor relação custo/benefício deve lançar apelos à mãe). O profissional que elabora a estratégia deve compreender esta fragilidade e adaptar a percepção da experiência; 4) As ferramentas utilizadas podem ser as mais variadas e, algumas vezes, inesperadas ou nunca antes mobilizadas. Após a compreensão do que significa uma experiência, é possível entender que elas podem ocorrem em todos os lugares e 26 não somente no Ponto de Venda (PDV) 7 ou durante um evento. Não se deve restringir os canais de utilização destas ações, pois, até mesmo espelhos de banheiros podem ser um canal para a comunicação com seu público-alvo (exemplos de estratégias “below the line”). Flôr & Umeda (2009) alertam para o caráter recente da abordagem de marketing experiencial, embora ganhe cada vez mais espaço no campo acadêmico, principalmente nos nossos dias com o advento da televisão digital (que permite que o consumidor escolha o que quer assistir, suprimindo comerciais e, portanto, aumentando seu poder de barganha). Conforme Schmitt (2001) metodologias específicas para este tipo de marketing tem sido cada vez mais desenvolvidas por estudiosos, que incluem nos processos a utilização de imagens, técnicas fotográficas, narração de histórias e outros métodos para tentar compreender o sentimento ou a emoção sentida pelos consumidores ao se depararem com tais situações. Ainda, segundo o autor, o objetivo é explorar o subconsciente dos clientes, por ser a base do pensamento humano as imagens e não as palavras, uma vez que as metodologias convencionais, como por exemplo, os questionários, exploram a razão. Este capítulo ofereceu a base conceitual e teórica para listarmos algumas experiências exitosas de marcas que utilizaram a estratégia de construírem parques temáticos para se fortalecerem e avançarem no processo de comunicação e comercialização com seus respectivos clientes. 7 Uma das ações mais complexas e mais investigativas, que podem ser realizadas no marketing, é voltada ao ponto-de-venda. Inúmeros são os elementos a serem analisados no momento de empregar projetos de comunicação em meio a um montante de informações e elementos contidos em um estabelecimento. Criar alternativas não é uma tarefa fácil, porém elementos podem ser desenvolvidos e praticados separadamente para cada um dos locais em foco. Sabemos que nenhuma outra mídia, consegue alcançar de forma repetitiva a exposição das marcas e produtos como o PDV. Este aspecto é um grande diferencial, pois pesquisas mostram que 85% das compras são decididas dentro da loja, e que o mercado brasileiro apresenta hábitos de consumo superiores aos índices apresentados e comparados aos demais países do mundo (CABRINO, Thiago. A Excelência: O Ponto-de-Venda. Disponínel em: <http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/excelencia%20ponto%20de%20venda.htm>. Acesso em: 12 jun. 2011). 2 EXPERIÊNCIAS DE MARCAS QUE CRIARAM PARQUES TEMÁTICOS A economia globalizada exige que as empresas sejam competitivas. Este é um dos fatores críticos de sobrevivência. Ter proatividade, neste caso, é ser competitivo, ou seja, estar um passo à frente da concorrência, trabalhando na criação e no desenvolvimento de novos mercados. A empresa reativa, que aguarda o concorrente se movimentar para, em seguida, agir, está com os seus dias contados. Poter (1989) afirma que “as empresas constroem suas vantagens competitivas através de aplicação das cadeias de valores de forma estrategicamente importantes de uma forma mais barata ou melhor do que a concorrência”. A seguir, serão listadas experiências exitosas de algumas empresas que construíram seus respectivos parques temáticos, como o objetivo de fortalecerem suas marcas e construíram vantagens competitivas em relação aos seus concorrentes. 2.1 A ORIGEM DOS PARQUES TEMÁTICOS: O DYREHAVSBAKKEN Ashton(1999, p.69), em seu artigo intitulado Parques Temáticos 8, coloca que as origens históricas destes parques remontam à Europa do século XV, onde as grandes cidades começaram a manter nas suas cercanias os chamados Jardins du Plaisir (jardins do prazer), que impressionavam pela riqueza de detalhes e pelo entretenimento oferecido aos seus frequentadores, tais como: danças públicas; jogos de tabuleiros (xadres e dama); músicas e queima de fogos de artifício. 8 Existe uma escassez na literatura para se caracterizar um parque temático. Ashton (1999, p.67) coloca que “Existem algumas diferenças entre um parque urbano e um parque temático. Segundo Andrés Pan de Soraluce (general manager da Disneyland-Paris para o sudeste da Europa) a Disney, pioneira e líder mundial em parques temáticos, apresenta algumas condições que um estabelecimento deste tipo deva reunir: • estar composto por atrações exteriores e cada uma deve ser peça independente; • ter um custo de entrada e não por atração; • ser construído com base nas necessidades dos visitantes; •focalizar mais diversão do que aprendizado; •proporcionar mais sensação física do que simulação;•e por último, ser um destino em si mesmo. Salomão (2000, p. 86) classifica os parques temáticos como sendo de: Personagem de Conhecimento Público; Personagem Vivo de Forte Presença em Mídia; Cinema e Televisão; Multi – temático; Países e Históricos. 28 Mesmo chamados de jardins, foram os precursores dos parques temáticos do mundo contemporâneo, com aceitação popular até a metade do século XVIII, período em que muitos destes jardins fecharam por motivos de inquietações políticas, detre as quais Ashton (1999, p.69) destaca a Revolução Francesa. Porém, a região de Klampenborg, ao norte de Copenhagen, na Dinamarca, abriga o mais longevo parque de divertimento do mundo, o Dyrehavsbakken, hoje conhecido localmente como Bakken, com 425 anos de tradição e reconhecido como o melhor exemplo da cultura popular genuinamente dinamarquesa 9. Foi uma mulher chamada Kirsten Piil, que descobriu uma nascente de água na primavera de 1583, berço de todo o parque Bakken. Este foi um acontecimento importante, uma vez que água potável era muito valorizada e difícil de encontrar dentro das muralhas que rodeavam Copenhagen Real. A água na cidade era conhecida como sopa de enguia, numa referência a sua má qualidade 10. Assim, a água da fonte passou a ser muito apreciada, principalmente por que a tradição considerou que possuía propriedades terapêuticas e curativas, o que passou a atrair grandes multidões na primavera. Portanto, em carroças frágeis, em carros e até mesmo a pé, as pessoas de todos os níveis da sociedade rumavam para a região norte de Copenhagen na esperança de terem cura para várias doenças. E com essas levas de pessoas, vieram também os vendedores ambulantes e os artistas 11. Em 1669, o rei Frederik III ordenou a criação do parque de animais chamado de Stokkerup Dyrehave. Mais tarde, seu herdeiro, o rei Christian V decidiu ampliar o 9 DYREHAVSBAKKEN. Disponível em <http://www.bakken.dk/english.html>. Acesso em 06 mai. 2011. 10 DYREHAVSBAKKEN. Disponível em <http://www.bakken.dk/english/the_history_of_bakken.html>. Acesso em 06 mai. 2011. 11 Ibdem. Uma história conta que uma barraca de louças foi criada na primavera, após um oleiro ter idealizado e difundido entre os visitantes da fonte que os poderes de cura da água poderiam ser aumentados caso bebessem a água em taças recém feitas. Nem todas as taças saiam perfeitas . Essas taças defeituosas eram dispostas em fileiras para que os rapazes locais pudessem praticar tiro ao alvo, mediante pagamento de uma pequena taxa para utilizá-las. 29 parque Dyrehaven de três a quatro vezes o seu tamanho, totalizando, em medidas contemporâneas, a 1.500 hectares. Em 1736, o rei Christian VI deu ordens para a construção do magnífico palácio Eremitagen, um tesouro arquitetônico em estilo rococó localizado ao lado da Planície Eremitage desde então 12. Foi no reinado de Christian V que o parque Dyrehaven fechou suas portas ao público em geral. Só em 1756, durante a época de Frederik V, que a área onde artistas e donos de estalagens haviam se estabelecido na primavera, junto com Kirsten Piil, foi aberta a todos mais uma vez. Nesse mesmo período as festas populares de verão foram revividas. O vendedores, em suas tendas, começaram a se espalhar na área em torno da nascente e em seus arredores, onde estavam os viajantes de passagem que vinham em busca de jogos, dançarinos, domadores de ursos, artistas equestres e outras maravilhas mecânicas, que se tornaram, com o passar do tempo, parte fixa dos divertimentos oferecidos pelo parque 13. A fama do parque Dyrehaven por toda a Europa atraiu um grande fluxo de artistas e animadores. Um deles, o judeu James Price, que se tornou famoso trovador, chegou com sua trupe de artistas e bailarinos em 1795. Price recebeu a nacionalidade dinamarquesa e se tornou o pater familias 14 do clã famoso que lançou muitos famosos para o estrelato no mundo do teatro 15. Em 1800 foi a vez da chegada de Pjerrot, que se tornou um dos personagens mais queridos em Bakken. A personagem Pjerrot é de cerca de 4.000 anos e originalmente vem da Turquia. Essa personagem gradualmente chegou a todas as 12 Ibdem. Ibdem. 14 A família romana tinha um chefe, que recebia o nome de pater familias e detinha toda a autoridade em que estava centrado o grupo familiar. Ele reunia em si a condição de sacerdote, administrador e juiz, ao mesmo tempo em que era pai e esposo. O pater reunia em si a condição de juiz porque a “justiça” era por ele administrada dentro dos limites de sua família, detendo poderes de dispor livremente de pessoas e bens, aplicar penas corporais, vender e até matar, pois era ele quem “julgava os membros de sua domus, como presidente do tribunal doméstico, que se reunia perante o lar”. (FIUZA, 2000, apud PEREIRA, 2000, p.30). 15 DYREHAVSBAKKEN. Disponível em <http://www.bakken.dk/english/the_history_of_bakken.html>. Acesso em 06 mai. 2011). 13 30 partes da Europa e foi no renascimento italiano, na Commedia dell 'Arte 16, onde apareceu como um moleiro aprendiz brincalhão que estava perdidamente apaixonado pela bela Columbine. A personagem Pjerrot tinha uma boca grande, uma vez que, naquela época, o artista pobre realmente tinha o corte da boca maior, mas nos dias de hoje os grandes lábios são pintados. O primeiro Pjerrot em Bakken foi Casorti, o artista italiano, que executou pantomima 17. Desde então, o Pjerrot foi transformado a um personagem que executa essencialmente truques de mágica e teatro de fantoches 18. Em 10 de junho de 1885, cerca de 16 ou 17 proprietários de barracas do parque Bakken, de um universo de 100 barraqueiros, uniram forças para fundar a Associação Dyrehavsbakken Tenda dos Proprietários de 1885. O objetivo principal desta associação foi o de melhorar as condições primitivas em Bakken, com saneamento e canalização da água potável das chuvas para o lago Kildesøen. O problema do esgoto só foi resolvido depois de 1920, uma vez que a demanda por 16 17 18 [...]a commedia dell'arte italiana, construída sobre bases teatrais não canônicas e extraliterárias, alcançaria enorme repercussão popular, estabelecendo um paralelismo importante em relação ao teatro oficial, transformando as práticas teatrais europeias. As trupes itinerantes subsistiram do século VXI ao século XVIII, espalhando-se por toda a Europa, buscando, em maior ou em menor grau, uma modalidade de expressão artística que iria exigir domínio técnico dos comediantes na execução de cantos, danças e acrobacias, o que iria determinar o caráter de ofício de sua atividade. Aspectos que levariam diversos historiadores a considerar as companhias de commedia dell'arte como sendo responsáveis pelas primeiras práticas profissionais em teatro, além de serem vistas como o primeiro grande laboratório do ator. As companhias dell'arte, de caráter itinerante, eram formadas por integrantes oriundos das camadas mais pobres da sociedade, que encontravam nas atividades das trupes uma possibilidade de sobrevivência, aí incluindo mulheres e nobres decadentes. Estes últimos passavam a se responsabilizar pela escrita dos roteiros e repertórios, já que se destacavam por sua origem cultural letrada (FREITAS, Nanci de. A Commedia Dell’Arte: máscaras, duplicidade e o riso diabólico de Alecrim. Textos escolhidos de cultura e arte popular, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, p. 65-74, 2008). Mímica ou pantomima (ou pantomina) é uma forma de representação dramática que usa somente os movimentos corporais para retratar personagens e histórias. A pantomima era usada na Grécia e na Roma antigas como uma forma de entretenimento que procurava representar cenas da vida de maneira ridícula, e incluía nessa representação, além dos movimentos corporais caricatos, diálogos e canções. Os primeiros registros do uso da mímica no teatro grego são do século 5 antes de Cristo nas comédias de Epicharmus. Nos tempos modernos, a pantomima desenvolveuse como uma arte de representar silenciosa, onde o ator expressa-se somente pelos gestos, movimentos corporais e expressões faciais. Essa forma de mímica exerceu forte influência no balé e no cinema mudo, como mostram os filmes de Charlie Chaplin. Na França, a arte da pantomima ganhou novos contornos com os trabalhos de Etiene Decroux, Jean-Louis Barrault e Marcel Marceau que a definiu como "a arte de expressar sentimentos por meio das atitudes e não uma forma de expressar palavras através dos gestos". Nas mais importantes culturas orientais, como a indiana, a chinesa e a japonesa, a mímica é parte integrante das mais tradicionais formas de dança e de teatro (COMO TUDO FUNCIONA. O que é Pantomima. Disponível em: < http://lazer.hsw.uol.com.br/pantomima.htm>. Acesso em 13 jun. 2011). DYREHAVSBAKKEN. Disponível em: <http://www.bakken.dk/english/the_history_of_bakken.html>. Acesso em 06 mai. 2011. 31 água havia aumentado sobremaneira. Imagem 1 - Pierrot Fonte: DYREHAVSBAKKEN. Disponível em <http://www.bakken.dk/english/the_history_of_bakken.html>. Acesso em 06 mai. 2011. A associação também criou grandes caixas de madeira para os resíduos sólidos e demarcou áreas especiais para queima de papel. Em poucos anos, um sistema de coleta decente foi implantado no parque e todo o lixo era levado embora. Hoje, todos os donos de barraca são obrigados a juntar-se a Associação 19. Atualmente, o parque Dyrehavsbakken, ou simplesmente Bakken, a mais antiga de diversões do mundo no segmento de parques de diversões e temáticos, recebe entre 2,5 a 2,7 milhões de visitantes por ano. Esse número coloca Bakken firme em segundo lugar na lista das atrações mais populares na Dinamarca, décimo na Europa, em concorrência com os gigantes parques temáticos multinacionais 20. 19 DYREHAVSBAKKEN. Disponível em <http://www.bakken.dk/english/the_history_of_bakken.html>. Acesso em 06 mai. 2011). 20 Ibdem. 32 Imagem 2 – Casa do Pierrot Fonte: DYREHAVSBAKKEN. Disponível em <http://www.bakken.dk/english/the_history_of_bakken.html>. Acesso em 06 mai. 2011. O parque Bakken possui 160 empresas estabelecidas em uma área de 75.000 m², com excelente localização rodeada por uma floresta verde. Ainda possui 57 empresas independentes que ainda são conhecidos como donos das barracas próprias das respectivas empresas. Eles conduzem seus negócios de acordo com as tradições de séculos atrás, bem como de um conjunto de regulamentos mais formal do Ministério do Meio Ambiente e Agência Natureza dinamarqueses 21, em campos alugados na floresta 22. 21 22 O Ministério do Meio Ambiente é responsável por tarefas administrativas e de pesquisa na área de proteção ambiental e de planejamento. Na Dinamarca, a administração em nível estadual é gerenciado pelo Ministério do Meio Ambiente. A nível regional e local, grande parte da responsabilidade administrativa foi delegada aos municípios. Karen Ellemann é ministra do Meio Ambiente. Agência Natureza está preocupada com a garantia de oportunidades para a fruição da natureza, bem como a proteção do ambiente aquático. A agência também é responsável pela criação, preservação e restauro do interior da Dinamarca, bem como o planejamento das áreas urbanas e rurais. (DANISH MINISTRY OF THE ENVIRONMENT. Disponível em <http://www.mim.dk/eng/>. Acesso em 06 mai. 2011). DYREHAVSBAKKEN. Disponível em <http://www.bakken.dk/english/the_history_of_bakken.html>. Acesso em 06 mai. 2011). 33 Imagem 3 – Entrada do Parque Bakken Fonte: DYREHAVSBAKKEN. Disponível em <http://www.bakken.dk/english/the_history_of_bakken.html>. Acesso em 06 mai. 2011. Esta estrutura organizacional não convencional dá ao parque Bakken um caráter especial e peculiar, distinguido-o dos demais parques por uma atmosfera relaxante e um ambiente marcado pelo compromisso dos proprietários das barracas caracterizados por seus estilos pessoais fortes e o jeito de fazer negócio (múltiplas atividades e uma variedade de produtos), que expressam bem o que a cultura popular dinamarquesa tem de melhor. Uma viagem para Bakken é uma parte natural da temporada de verão dos dinamarqueses. Não importa por que eles vêm - para uma refeição, para uma dança com música ao vivo, para desfrutar de passeios e outros divertimentos, ou simplesmente para dar um passeio, absorver a atmosfera e se divertir - a entrada é sempre gratuita. Além da Associação dos barraqueiros de Bakken, é a própria Dinamarca que se beneficia com o parque, que, também é um centro de difusão da cultura popular dinamarquesa. 34 2.2 O LÍDER DE MERCADO: O WALT DISNEY WORLD RESORT Uma das mais famosas e lucrativas empresas de entretenimento do mundo é o Walt Disney World Resort, que está localizado na cidade de Orlando, no sul do estado da Flórida – EUA. Este complexo turístico, que tem uma área de 122 km², é formado por cinco parques temáticos (Magic Kingdom, Animal Kingdom, MGM Studios, Epcot Center, Downtown Disney, Typhoon Lagoon e Blizard Beach), dois parques aquáticos, campos de golfe, vários hotéis recreativos, sendo cada um com uma tematização diferente e grande quantidade de restaurantes, lojas e lugares de entretenimento em geral. Todo esse complexo foi idealizado por Walt Disney e tem a admiração e o reconhecimento de todo o mundo, sendo conhecido como Disney World. Os hotéis do complexo também possuem preços, estilos e temáticas variados, o que proporciona aos visitantes comodidade e atenção dirigidas 23. O Walt Disney World Resort é operado e controlado pela Walt Disney Parks and Resorts, segmento da Walt Disney Company. A Walt Disney Company foi fundada em 16 de outubro de 1923 por Walter Elias Disney e seu irmão Roy Oliver Disney como um estúdio de animação. Hoje é a maior empresa de mídia e entretenimento do mundo. A sede administrativa da empresa está localizada em Burbank, em Los Angeles, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. O conjunto de prédios administrativos em Burbank chama-se Disney Team 24. Com a finalidade de divertir e educar crianças e adultos do mundo inteiro, a Disney Company inaugurou em 17 de julho de 1955 a Disneylândia, o primeiro parque temático da empresa, que seria o local de tangibilização de um universo de referências no imaginário infantil de sucessivas gerações, presentes nos filmes produzidos pela produtora Laugh-O-Gram, de propriedade dos irmãos Disney e do amigo Ub Iwerks, que mais tarde passaria a se chamar Estúdios Disney 25. Já como o maior sucesso dos Estúdios Disney, o camundongo Mickey, ou 23 24 25 WALT DISNEY WORLD RESORT. Disponível em: <http://disneyworld.disney.go.com/wdwi/pt_BR/index>. Acesso em: 20 out. 2010. THE WALT DISNEY COMPANY. Company history. [tradução livre]. Disponível em: < http://corporate.disney.go.com/corporate/complete_history.html>. Acesso em: 11 jun. 2011. Ibdem. 35 Mickey Mouse, passou a ser o símbolo da Disney Company. Walt Disney faleceu em 15 de dezembro de 1966, aos 65 anos, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos, vítima de câncer. Não pode ver o nascimento do que se tornaria em líder de mercado e no maior parque temático do mundo, além de um exemplo de sucesso de fortalecimento da marca: o Walt Disney World Resort. A Disney teve lucro líquido de US$ 942 milhões em seu segundo trimestre fiscal, que foi até 2 de abril de 2011 26. Imagem 4 - Montanha-russa do Mickey Fonte: WALT DISNEY WORLD RESORT. Disponível em: <http://disneyworld.disney.go.com/wdwi/pt_BR/index>. Acesso em 20 out. 2010. Segundo Connellan (2001) pesquisas e estudos atestam que 70% dos frequentadores da Disney World já a visitaram antes. Uma das causas do êxito e do alcance desses números reside no fato da Disney World ter criado uma linguagem 26 A Walt Disney Co. informou que teve um lucro líquido de US$ 942 milhões em seu segundo trimestre fiscal (até 2 de abril), ou US$ 0,49 por ação, após um lucro de US$ 953 milhões no mesmo período de 2010 (US$ 0,48 por ação). A receita ficou em US$ 9,08 bilhões no segundo trimestre fiscal deste ano, com crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Analistas consultados pela Thomson Reuters previam um lucro líquido de US$ 0,56 por ação e uma receita de US$ 9,13 bilhões. O informe de resultados da Disney foi divulgado depois do fechamento da Bolsa de Nova York. No pregão desta terça-feira, as ações da empresa, que estão entre as componentes do índice Dow Jones, haviam subido 1,88%. No after-hours, elas caíram 2,87%. As informações são da Dow Jones (MARTINS, Renato. Walt Disney tem lucro de US$ 942 mi no trimestre; abaixo do esperado. Estado de São Paulo, São Paulo, 10 mai. 2011. p. 2). 36 própria, que é utilizada nos seus parques temáticos: os visitantes dos parques são chamados de convidados (guests); os funcionários são os membros do elenco (cast members), os espaços que podem ser vistos ou alcançados por um convidado é denominado palco (stage), e áreas reservadas somente para os funcionários são chamadas bastidores (backstage). Uma curiosidade é que os membros do elenco recém contratados passam por um curso de aprendizagem chamado Tradições (Traditions) no qual as quatro chaves principais são transmitidas, a saber: segurança, cortesia, eficiência e espetáculo. Assim, desde o encarregado pelos serviços gerais de limpeza até o mais alto executivo, passaram por esse treinamento, que explica a cultura (o funcionamento da empresa) desenvolvida pela Disney World, como os convidados devem ser tratados, a forma correta de se vestir e de se portar. Outros treinamentos e cursos específicos são oferecidos anualmente para cada setor da empresa, objetivando a reciclagem contínua dos funcionários, uma vez que as pessoas tratam os clientes do mesmo modo como são tratadas, ou seja, a preocupação com o bem-estar do funcionário, a sua preparação para atuar no palco (área comum aos visitantes) e sua motivação são fatores de extrema importância para a empresa, segundo a filosofia Disney 27. Imagem 5 – Castelo da Cinderela Fonte: Magic Kingdom. Castelo da Cinderela no coração do Magic Kingdom. Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Magic_Kingdom>. Acesso em 04 jun. 2011. 27 Ibdem. 37 Segundo a Revista Veja (nov. 2006), os feedbacks dos superiores para os funcionários são constantes. Um método baseado na distribuição de cartões, o Guest Service Fanatic (funcionários fanáticos pelo serviço ao cliente) e um prêmio, o Spirit of Disney Award (Prêmio do Espírito Disney) reforçam o reconhecimento, a celebração e a recompensa da eficiência no trabalho. A medida que um funcionário vai recebendo cartões, através de indicações de outros funcionários, suas chances aumentam de ganhar prêmios, que vão desde viagens com direito a acompanhante com tudo pago até aparelhos eletrônicos. Morais (2007), ao relatar a experiência de uma ex-membra do elenco (ex-cast member), descreve que todos os funcionários da Disney World externalizam entusiasmo na realização de suas funções. Ser agressivamente gentis é o que reforça a cultura da empresa, chegando ao ponto de um funcionário (membro do elenco) parar o que estiver realizando para ajudar um convidado ou utilizarem o pozinho mágico da Sininho (a little pixie dust) para tornar aquele momento inesquecível. Pequenas ações fazem o momento perfeito. Imagem 6 – Chepéu do mago, símbolo do Disney-Hollywood Studios. Fonte: Disney-Hollywood Studios. Chepéu do mago, símbolo do Disney-Hollywood Studios. Disponível em < http://pt.wikipedia.org/wiki/Hollywood_Studios>. Acesso em 04 jun. 2011. 38 Um outro aspecto observado no Walt Disney World é o tratamento exclusivo que cada cliente recebe. Conforme Morais (2007), um ponto de informação localizado na área restrita aos funcionários transmite para um outro ponto, através de mensagem de rádio, o nome e a descrição física de um convidado, como o objetivo de estabelecer um contato mais amigável e direto por parte do membro do elenco. O fato de ser chamado pelo nome, mesmo sem apresentação, gera no convidado um sentimento de realização e de entusiasmo por seu reconhecimento. Assim, busca-se estreitar o relacionamento entre a empresa e o visitante. Connellan (2001), também aponta que a atenção aos mínimos detalhes, assim como outros aspectos inerentes aos convidados, faz parte da cultura da Disney World. Como o complexo possui mais de 35 anos de fundação, todos os dias grande parte dos objetos dos parques recebe retoques de tinta para que os convidados sempre tenham a sensação de que tudo está novo, bem cuidado e preservado; como se o complexo tivesse sido recém inaugurado. Um outro aspecto é a preocupação com o tom de voz dos membros do elenco durante o dia. Por estarem com as expectativas em níveis elevados na chegada à Disney World pela manhã, os funcionários recepcionam os convidados com um tom de voz elevado, demonstrando animação, empolgação e vitalidade. Já no começo da noite, momento em que os convidados se encontram mais cansados das atividades e diversão diurnas, e instante em que os mesmos se dirigem aos hotéis e aos seus lares, os funcionários utilizam um tom de voz mais suave e relaxante. Imagem 7 – Vista aérea do Castelo da Cinderela. Fonte: Magic Kingdom. Op. cit. 39 Morais (2007) aponta um outro aspecto da cultura organizacional da Disney World: O convidado sempre tem razão. Um dos pensamentos de Walt Disney citados no treinamento é que se é possível imaginar, é possível realizar. A experiência de um convidado deve ser baseada em um serviço que procura tangibilizar segurança, cortesia, eficiência e espetáculo. Isto faz com que tenha o sentimento de sempre conseguir o que deseja. Para McKenna (1992), o êxito de uma organização está diretamente relacionado com seu posicionamento no mercado. Por este viés, todos os componentes de marketing (estratégias competitivas, preço, serviço, comunicação) se inter-relacionam quando a organização define sua estratégia de posicionamento, que, por sua vez, é determinada pelas percepções dos clientes em relação ao que lhes foi ofertado. Segundo Connellan (2001), a Disney World utiliza vários postos de escuta operacionalizados por membros do elenco chamados de Surperanfitriões, que circulam pelas áreas dos parques em horários deferentes no decorrer do dia e realizam de 700 a 1400 entrevistas por semana, com o auxílio de computadores portáteis. Com a ajuda de uma Sininho virtual, que faz da entrevista um momento divertido, a Disney World busca analisar o grau de satisfação dos convidados, monitorar seu posicionamento e conhecer o grau de aprovação ou não dos convidados em relação às suas experiências. Semanalmente é realizada a soma e análise dos dados, que também são compartilhados com os membros do elenco a fim de atingir 100% de satisfação dos futuros convidados. Os demais membros do elenco também funcionam com postos de escuta e estão sempre alertas nos movimentos dos convidados, nas suas reclamações, sugestões ou elogios. Morais (2007), ao apontar o fator de sucesso da empresa, registra o depoimento de Bruce Jones, responsável pelo Disney Institute: “a fórmula do sucesso do Walt Disney World é a soma da excelência de qualidade para o elenco (funcionários), excelência de qualidade para os convidados (clientes) e práticas de negócio de qualidade. Isto assegura o futuro da empresa”. 40 Diante do exposto, temos o Walt Disney World um exemplo positivo de marketing de experiência. 2.3 PARQUE TEMÁTICO COBERTO (INDOOR): O FERRARI WORLD ABU DHABI A Ferrari inaugurou, depois de três anos, no dia 28 de outubro de 2010, para alegria e satisfação dos seus fanáticos clientes e fãs, o Ferrari World Abu Dhabi, o primeiro parque temático construído pela marca de Maranello e o maior parque temático coberto (indoor) do mundo, que potencialmente será um dos lugares mais visitados pelos fãs de automóveis no mundo. Ao todo são 86. 000 m² de área cercada, 200.000 m² de área coberta e vinte e quatro atrações exclusivas, numa mistura entre o passado, presente e o futuro da escuderia italiana, além de várias praias artificiais, clubes noturnos, restaurantes, lojas de luxo, marinas, lugar pra jogar um golfezinho, entre outros 28. […] os visitantes poderão andar na Formula Rossa, uma montanha russa que não faz feio diante dos carros de verdade, atingindo os 240 km/h em menos de cinco segundos. O Made in Maranello simula uma visita guiada à fábrica da Ferrari, enquanto que a Viaggio in Italia faz um passeio por paisagens italianas na carona do conversível California (MATSUBARA, Vitor. Ferrari revela atrações de parque temático: Complexo de brinquedos para todos os gostos. Quatro Rodas. São Paulo, jul. 2010. Seção Notícias. Disponível em: <http://quatrorodas.abril.com.br/noticias/ferrari-revela-atracoesparque-tematico-251877_p.shtml>. Acesso em 29. Out. 2010). Outras atrações como a V12, o Fiorano GT Challenge, cinema em quatro dimensões, carrossel e percursos em carrinhos que imitam dos de Fórmula 1 completam a experiência de diversão no parque 29. O Ferrari World está localizado em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos e é a sede da maioria da riqueza e do poder desta nação. De pequenos passeios de camelo no deserto à montanha-russa mais rápida do mundo, Abu Dhabi está galgando seu espaço como local turístico mundial e pode até superar a vizinha Dubai. O parque temático indoor da Ferrari está incluido no desenvolvimento da ilha 28 Disponível em: <http://www.ferrariworldabudhabi.com>. Acesso em 29 out. 2010. 29 Ibdem. 41 Yas pela Aldar Properties, ao custo de 40 bilhões de dólares. Isto é resultado de medidas para afastar a economia Abu Dhabi do petróleo, desenvolvendo os setores industrial, imobiliário, financeiro e turístico. O Ferrari World poderá receber mais de 10 mil visitantes por dia. De acordo com o diretor-geral da Autoridade Turística de Abu Dhabi, a capital, que detém a maior parte das reservas petrolíferas dos Emirados Árabes Unidos, o terceiro maior exportador do mundo, quer um crescimento anual de 15 por cento no número de turistas, com uma meta de 2,3 milhões ao final de 2012 30 . Imagem 8 – Vista aérea do Ferrari World Abu Dhabi Fonte: SOHCK MOTORS. Ferrari World – O maior parque temático indoor do mundo. Disponível em <http://shockmotors.com/novidades-e-lancamentos/fotos-ferrari-world-abu-dhabi>. Acesso em 05 jun. 2011. O Fundo de Investimentos de Abu Dhabi, o Mubadala, é dono de cinco por cento da Ferrari, que era apenas uma equipe de corridas a décadas atrás. No decorrer de sua hitória, passou para a marca de carros mais famosa do mundo todo. Atualmente, a marca se fortalece mais e mais, buscado gerar negócios nas mais diversas áreas e ramos que possamos imaginar. Com concorrentes de peso como Renault e McLaren, a Ferrari passa agora a ser concorrente da marca Disney. Claus Frimand, diretor-geral do Ferrari World, afirma que, além das atrações para as diversas faixas etárias, eles conseguiram tornar uma das marcas mais exclusivas do mundo numa experiência extraordinária para famílias e fãs. Com o perfil lateral de 30 Ibdem. 42 uma Ferrari GT, o telhado do complexo é da cor vermelha e tem no seu centro o maior cavalinho rampante já produzido 31. Imagem 9 – Exposição de modelos de carros e motocicletas da Ferrai Fonte: FOTTUS. Ferrari World Abu Dhabi. Lugares. Veículos. Disponível em <http://fottus.com/lugares/ferrari- world-em-abu-dhabi/>. Acesso em 05 jun. 2011. 31 GARCIA, Fernando. Parque Da Ferrari. Disponível em: <http://www.noticiasautomotivas.com.br/veja-como-sera-o-parque-tematico-ferrari-world>. Acesso em 29 out. 2010. 43 Assim, resultado de uma estreita relação entre a Ferrari e a Aldar Properties, através do sonho de seus líderes visionários de criar um parque temático multiexperiencial, é que os valores da marca, tais omo a paixão, inovação e excelência técnica da Ferrari foram trazidos à vida sob o telhado do maior parque temático coberto do mundo. O Ferrari World Abu Dhabi não é apenas um parque temático, mas a possibilidade de cada convidado mergulhar e se sentir estimulado pelo espírito Ferrari, tornando-se parte da sua história em toda sua paixão, emoção e glória, ou seja, é o lugar onde a paixão e a alma da Ferrari ganham vida. Princípios fundamentais da Ferrari de excelência e desempenho no contexto da inovação tecnológica e paixão irão apoiar todos os aspectos do Ferrari World Abu Dhabi 32. Imagem 10 - Carrro de Fórmula 1 da Escuderia Ferrai Fonte: FOTTUS. Op. cit. Tudo isto é o Ferrari World Abu Dhabi, que nos seus 86.000 m² poderia conter sete campos de futebol. Como a área de cobertura de 200.000 m² é toda de alumínio, daria para cobrir 16.750 Ferraris. Se o lado da Ferrari for liso, este número passaria para 20.100 unidades. Se o Ferrari World Abu Dhabi for colocado na posição vertical, seria a mais alta estrutura artificial do mundo, com mais de 300 andares! O logotipo da Ferrari no telhado, o cavalinho rampante, é o maior já criado, 32 FERRARI WORLD ABU DHABI. Disponível em: <http://http://www.ferrariworldabudhabi.com>. Acesso em 29 out. 2010. 44 com a incrível medida de 65m de comprimento, o que cobre uma área de 3.000 metros quadrados, que poderia caber, pelo menos, sete quadras de basquete 33. O volume de concreto em Hoover Dam poderia caber dentro da Ferrari World Abu Dhabi. 100.000 metros cúbicos de concreto foram usados para construir as lajes do Ferrari World Abu Dhabi, que é de 10.000 metros cúbicos a mais do que aquilo que foi usado para Wembley Stadium, em Londres. Ferrari World Abu Dhabi possui a maior estrutura de armação espacial já construído, com um total de cerca de 172.000 membros e 43.100 nós. Foram necessárias 12.370 toneladas de aço para criar a sua estrutura. A Torre Eiffel, só precisou de 7.000 toneladas. A área útil total do piso da praça é equivalente a aproximadamente 15 campos de futebol americano. O Empire State Building poderia ser reconstruído no mesmo tempo que levou para fabricação dos 200.000 m² de telhado para o Ferrari World Abu Dhabi, ou seja, cerca de 14 meses 34. Fórmula Rossa, montanha-russa mais rápida do mundo, tem a mesma força G sentida na condução de um carro de F1 e de sua frenagem à velocidade máxima. Bell'Italia exibe mais de 40.000 miniaturas de árvores plantadas à mão. O Ferrari World Abu Dhabi possui 1.200 lugares de jantar, o que é o suficiente para alimentar todo o parque em plena capacidade de funcionamento, em três horas. Existe um total de 663 palmeiras que cercam as duas montanhas-russas. Cada palmeira produz de 4 quilos de frutos. Um campo de futebol precisa de 8.400 metros quadrados de cobertura de grama. Para cobrir a área ao redor da montanha-russa, no Ferrari World Abu Dhabi, foram utilizados 4,5 vezes esse montante 35. Todas essas informações nos remetem ao esforço dos investidores de não pouparem recursos para tangibilizar o espírito da Ferrari num espaço de experiências, o Ferrari World Abu Dhabi. 33 34 35 Ibdem. Ibdem. Ibdem. 45 Imagem 11 - Fórmula Rossa, montanha-russa mais rápida do mundo Fonte: FOTTUS. Op. cit. 2.4 UMA VITRINE DE CONCEITOS: O WORLD OF COCA-COLA® Como a maior empresa e o primeiro fornecedor de bebidas gaseificadas e destiladas do mundo, com mais de 500 marcas, acumulou sucesso e reconhecimento global? Estamos falando da Coca-Cola® Company, empresa que conseguiu reinventar-se ao longo dos tempos e uma das organizações melhor preparada para atuar no mercado globalizado, com um poder de resposta à mudanças e de criação de conceitos poderosíssimo. Atualmente, focada na construção e desenvolvimento econômico de comunidades sustentáveis, na promoção de iniciativas de proteção e conservação ambiental, a Coca-Cola® Company também inovou ao conceber seu parque temático, o World of Coca-Cola®. A seguir, passaremos pela história de sucesso dessa organização que está presente em mais países do que a ONU e como concebeu seu parque temático, com o objetivo de descrever que existe uma fórmula para tudo o que a Coca-Cola® faz. 46 2.4.1 A História da Coca-Cola® Company. A cronologia da construção do patrimônio do gigante de bebidas mundialmente conhecido está dividida em nove períodos, que representam bem as mudanças ocorridas e a expansão da Coca-Cola® Company. O Primeiro perído está compreendido entre 1886 e 1892. Inspiração e curiosidade são os ingredientes indispensáveis em qualquer invenção ou descoberta. E foram os que moveram John Pemberton, farmacêutico da cidade de Atlanta, a criar uma bebida de aroma agradável e com uma cor caramelada, que misturada a água gaseificada, resultou numa bebida especial. A data oficial de criação foi 08 de maio de 1886. Alguns clientes aprovaram a novidade, que logo foi posta à venda por cinco centavos de dolar o copo 36. A nova bebida foi batizada de Coca-Cola® pelo contador de John Pemberton, Frank Robinson, que até os nossos dias, mantém o formato. No ano de estréia, as vendas alcançaram a média de nove copos diários. Um século depois, a empresa alcançou o patamar de 10 bilhões de galões de xarope de Coca-Cola®. Seu inventor, John Pemberton, faleceu em 1888, sem tomar conhecimento da magnitude de sua invenção. Daí até 1891, Asa Griggs Candler, um empresário e visionário de Atlanta, comprou os direitos da empresa pela bagatela de dois mil e trezentos dolares. Assim, Candler se constituiria no primeiro presidente da Companhia, implantando a visão de negócio e de marca, fazendo com que a Coca-Cola® fosse apreciada nos Estados Unidos 37. Entre 1893 e 1904, o segundo período da Coca-Cola® Company é marcado inicialmente pela contratação da primeira porta-voz para sua publicidade: Hilda Clark, uma celebridade da música nos Estados Unidos. Candler estava convicto de que poderia saciar a sede das pessoas com o novo e excitante refresco. Então, passou a desenvolver estratégias inovadoras e agressivas na divulgação do produto, tais como: distribuição de cortesias de degustação da primeira Coca-Cola®; 36 37 Ibdem. THECOCA-COLA® COMPANY. The World of Coca-Cola®. Disponível em <http://www.thecocacolacompany.com/heritage/worldcocacola.html>. Acesso em 02 mar. 2011. 47 distribuição de equipamentos farmacêuticos; calendários; vasos; tabelas para boticários e relógios com a marca Coca-Cola®. Assim, a marca era vista por muitas pessoas nos lugares mais variados. O indicador de sucesso da estartégia agressiva foi a construção de mais três fábricas de xarope de Coca-Cola® em Chicago, Dallas e Los Angeles, ao final de 1895. Um ano antes, em 1894, um comerciante do Mississippi, Joseph Biedenharn, foi o pioneiro no engarrafamento da Coca-Cola®. Ele enviou 12 exemplares para Candler, que respondeu sem entusiasmo, não percebendo a oportunidade e que o futuro da Coca-Cola® estaria na sua portabilidade. Cinco anos mais tarde, em 1899, dois advogados de Chattanooga, Benjamin F. Thomas e Joseph B. Whitehead, garantiram os direitos exclusivos a Candler para engarrafar e vender a bebida, mesmo ele não vislumbrando a importância dessa ação 38. O terceiro perído, de 1905 a 1918, teve como marco o desenvolvimento de uma garrafa exclusiva, como o objetivo de inibir os copiadores. O sucesso era visível e a proliferação de imitações foi inevitável. Houve a necessidade de se proteger o produto e a marca. Campanhas publicitárias incentivavam os consumidores a procurarem o verdadeiro e não aceitarem nenhum produto substituto. Logo, a CocaCola® Company promoveu um concurso de design de uma garrafa que poderia ser reconhecida até no escuro, cujo vencedor foi The Root Glass Company de Terre Haute, Indiana. Estava criada a garrafa contorno, que passou a ser fabricada em larga escala em 1916, e que até os nos nossos dias recebe a assinatura da CocaCola®, com um design original e aparência atrativa, além de identificar, até no escuro, a verdadeira Coca-Cola®. Assim, a empresa esperimentou um rápido crescimento, e chegou ao Canadá, Panamá, Cuba, Porto Rico, França e outros países e territórios dos EUA. De duas empresas engarrafadoras de Coca-Cola® em 1900, a Companhia passou para a incrível marca de cerca de mil engarrafadores em 1920 39. O quarto período está compreendido entre 1919 e 1940. A Coca-Cola® lançou o Six-Pack, uma embalagem conveniente que revolucionaria o consumo de 38 39 Ibdem. Ibdem. 48 refrigerantes, ao permitir que os consumidores desfrutassem da Coca-Cola® onde quer que estivéssem. Some-se a este feito o legado de Robert Woodruff, filho de Ernest Woodruff, homem que comprou a Coca-Cola® Company de Asa Candler, em 1919. Em 1923, Robert Woodruff passa a ocupar a presidente da empresa, introduzindo a Coca-Cola®, nos seus mais de 60 anos de liderança, no mercado mundial. Empreendedor, visionário e um gênio do marketing, Woodruff levou a CocaCola® para os Jogos Olímpicos de Amsterdã, em 1928, ao patrocinar a equipe olímpica dos Estados Unidos. Foi nesse período que incentivou as vendas puxadas de inovações como o pacote com seis refrigerantes e o cooler de topo aberto, o que facilitava o consumo dentro e fora de casa. Começa aqui a construção do conceito de que a Coca-Cola® faria parte da vida das pessoas 40. A Segunda Guerra Mundial é o marco o quinto período, que vai de 1941 até 1959. Um duende é criado para promover o espírito do mundo “Coke”. Woodruff desafia seus executivos ao determinar que os soldados americanos pudessem comprar, em qualquer parte do mundo, uma garrafa de Coca-Cola® por cinco centavos de dolar, qualquer que fosse o custo da Companhia. A estratégia agressiva surtil efeito e em 1943 o o general Dwight D. Eisenhower enviou correspondência urgente para a Coca-Cola®, solicitando a remessa de materiais para 10 unidades de engarrafamento. Mesmo em meio a guerra, a Coca-Cola® conquistou o paladar de muitas pessoas. Estavam lançadas as bases para a expansão dos negócios no exterior, o que de fato aconteceu com o fim da guerra. A partir da metade da década de 1940 até 1960, a visão implantada por Woodruff, de colocar a Coca-Cola® ao alcance do desejo das pessoas foi consolidada. As operações com engarrafamento quase duplicaram nesse período. O otimismo e a prosperidade do pós-guerra troxeram o sentimento de que a América estava viva, ou seja, a Coca-Cola® estava associada a diversão, ao estilo de vida despreocupado dos americanos e às imagens publicitárias de casais felizes no drive-in e mães despreocupadas na direção de grandes carros conversíveis amarelos. Era o reflexo dos tempo de otimismo. A 40 Ibdem. 49 Coca-Cola® já estava em 120 países do mundo 41. O sexto período, de 1960 a 1981, foi marcado pela inovação na publicidade emocionante e dinâmica. Nos anos 70 do século XX, a Coca-Cola® emocionou e ensinou o mundo a cantar. A marca foi relacionada com divertimento, amigos e bons momentos. O apelo internacional da Coca-Cola® foi difundido em um comercial de 1971, onde um grupo de jovens de todo o mundo reuniram-se numa colina na Itália para cantar "Eu gostaria de comprar uma Coca-Cola® do Mundo" 42. Sete décadas após a consolidação da marca Coca-Cola® , a empresa decidiu expandir com novos sabores: Fanta®, desenvolvida originalmente na década de 1940 e introduzida em 1950, Sprite® seguido em 1961, com TAB® em 1963 e Fresca® em 1966. Em 1960, a Coca-Cola® Company adquiriu a Minute Maid Company, implementando o segmento de sucos na Companhia. Também, nesse período, a empresa chegou ao Camboja, Montserrat, Paraguai, Macau e Turquia. Outra conquista importante foi alcançada em 1978, com a seleção da Coca-Cola® Company como a única empresa autorizada a vender pacotes de bebidas frias na República Popular da China. Até aqui a Coca-Cola® já estava presente em 163 países 43. O sétimo período vai de 1982 a 1989. São lançadas a Diet Coke e a New Coke. Nesse período, as calças coladas ( legwarmers), as bandanas e a onda das academias de exercícios físicos impulcionam mudanças e inovações na Coca-Cola® Company. Roberto C. Goizueta, que deixou a Cuba de Fidel Castro em 1961, assumiu a presidência do Conselho de Administração e se tornou CEO da CocaCola® Company, implementando uma estratégia que chamou de risco inteligente a tomar 44. Essa estratégia consistia em organizar as numerosas operações de engarrafamento nos Estados Unidos em uma nova empresa pública, a Coca-Cola® 41 42 43 44 Ibdem. Ibdem. Ibdem. Ibdem. 50 Enterprises Inc. Em seguida, introduziu a primeira extensão da marca Coca-Cola®, no prazo de dois anos, uma bebida de baixa caloria, que chegaria rapidamente ao topo do mundo, a Diet Coke® 45. Em 1985, a Coca-Cola® torna-se o primeiro de refrigerantes sempre no espaço e sofre a primeira alteração na fórmula em 99 anos, chamado de New Coke. Mas as ligações emocionais com a fórmula original provocaram pedidos de retorno por parte de consumidores e críticos, que julgaram a mudança como um enorme erro de marketing. Atenta aos pedidos dos consumidores e críticos, a Companhia retornou com a fórmula original ao mercado como Coca-Cola® Classic, o que proporcionou aumentar sua vantagem sobre a concorrência e que se estabelece até os dias de hoje, com a presença da Coca-Cola®, no final deste período, em 165 países 46. O oitavo período, de 1990 a 1999, tem uma matriz de atualização do mundo através do esporte, ou seja, a Companhia permanece com a estratégia de associação com eventos esportivos, incluindo os Jogos Olímpicos, Copa do Mundo FIFA ™ de futebol (soccer), Campeonato Mundial de Rugby e a Associação Nacional de Basquete. A Coca-Cola® Classic tornou-se o refrigerante oficial das corridas de NASCAR, uma das competições automobilísticas com um crecimento muito rápido e popular do mundo. Em 1993 foi a vez da campanha publicitária "SempreCoca- Cola®" e o mundo conheceu o adorável Urso PolarCoca-Cola® pela primeira vez. Novos mercados se abriam e produtosCoca-Cola® foram vendidos na Alemanha Oriental em 1990 e voltou à Índia em 1993 47. Outros produtos foram incluídos na linha da Companhia: Powerade ®, o Qoo ® suco de fruta para crianças e água Dasani ® engarrafada. A expansão também se deu pela aquisição de outras marcas ao redor do mundo: Limca ®, Maaza ® e Thums Up ® na Índia, a cerveja Barq de raiz ® nos Estados Unidos, Inca Kola ® no Peru, e marcas Cadbury Schweppes ® bebidas em mais de 120 países ao redor o mundo. Até o final deste período, aCoca-Cola® era apreciada em quase 200 45 46 47 Ibdem. Ibdem. Ibdem. 51 países 48. O nono período inicia em 2000 até os nossos dias. A plataforma de marketing global da Companhia já estava construída. Mais do que refrescar os clientes de uma farmácia em 1886, dois séculos depois, a meta da Companhia é fornecer a magia toda vez que alguém bebe uma de suas mais de 500 marcas de bebidas. É "O LadoCoca-Cola® da Vida", consumir os produtos com um sentimento gratificante e emocionante. Nos cantos mais remotos do globo, a Companhia alcança as comunidades locais, acreditando que aCoca-Cola® existe para beneficiar e refrescar a todos que toca. Hoje, as vendas superam os 1,4 bilhões de doses de bebidas por dia 49. 2.4.2 O World of Coca-Cola® Com 125 anos de existência e depois de ter engarrafado sua fórmula secreta ao longo de gerações, a Coca-Cola® Company resolveu organizar toda sua trajetória de sucesso em um lugar incrível: O World of Coca-Cola®, ou como é conhecido “O Novo Mundo da Coca-Cola®”. O World of Coca-Cola® foi aberto ao público no dia 24 de maio de 2007, em Atlanta, no estado da Geórgia, Estados Unidos, junto ao Aquário da Geórgia. Um lugar convidativo com muita interação e novidades, que está dividido em dois pavimentos: no primeiro, temos o Lobby, Coca-Cola® Loft, Happiness Factory Theater, Coca-Cola® Polar Bear, Coca-Cola® Connections, Milestones of Refreshmen e o Bottle Works. No segundo, encontra-se o Secret Formula 4-D Theater, a Pop Culture Gallery, o Perfect Pauses Theater, a Coca-Cola® Store e o Taste It! A segiur, descreveremos brevemente estas atrações 50. 48 49 50 Ibdem. Ibdem. THE WORLD OF COCA-COLA®. Disponível em <http://www.worldofcocacola.com/tour_inside.aspx>. Acesso em 02 mar. 2011. 52 Imagem 12 - Fachada do World of Coca-Cola®. Fonte: ADORO VIAGEM. Atlanta e Ilhas Bahamas. World of Coca-Cola®. Disponível em < http://adoroviagem.uol.com.br/materias/adoro/atlanta-e-ilhas-bahamas>. Acesso em 05 jun. 2011. Iniciando o Nível 1, temos o Lobby, onde o visitante recebe as boas-vindas ao Mundo da Coca-Cola®. É convidado a viajar e experimentar a verdadeira história por trás da marca de bebidas mais famosa do mundo, a partir de sua rica herança para o sistema global que proporciona refresco para as pessoas ao redor do mundo, representada por garrafas de diversos tamanhos e com cores e tons que remetem o visitante às culturas dos cinco continentes. Atrás das garrafas, um painel com imagens de diversas pessoas ao redor do mundo 51. Já no Coca-Cola® Loft, o visitante é imerso em um tesouro de artefatos internacional da Coca-Cola® a partir do passado e do presente que são estritamente dedicados à Coca-Cola®. Alguns dos bens mais preciosos da marca estão alojados nesse espaço, tais como letreiros utilizados ao redor do mundo, cartazes e outros 51 Ibdem. 53 artigos utilizados na publicidade 52. Imagem 13 - Cartazes e geladeiras da Coca-Cola®. Fonte: The World of Coca-Cola®. Op. cit. O Happiness Factory Theater é um teatro com 160 lugares, onde é projetado um pequeno filme que leva o visitante para dentro da Fábrica da Felicidade, onde ele poderá ter uma idéia da mágica que vai parar em cada garrafa de Coca-Cola® 53. A personagem mais querida do Mundo Coca-Cola® é o Coca-Cola® Polar Bear (Urso Polar). Nesse ponto da visita, os visitantes são convidados a fazerem suas fotos ou ter a ajuda de um dos especialistas em captura de imagem do parque, e pegar sua foto de recordação na Loja Coca-Cola® no final de sua experiência! O Urso em tamanho gigante interage o tempo todo com adultos e crianças e não se esquiva de nenhuma foto, atendendo a todos 54. 52 53 54 Ibdem. Ibdem. Ibdem. 54 O Coca-Cola® Connections possibilita aos visitantes do parque a oportunidade de conhecerem como a Coca-Cola® modifica positivamente as histórias de milhares de pessoas ao redor do mundo através de programas e iniciativas locais. São relatos de várias pessoas que, com suas próprias palavras, descrevem como a Coca-Cola® alterou positivamente o curso de suas vidas. Um mural com a imagem de várias pessoas e um telefone em cada uma delas é o convite para os visitantes ouvirem os depoimentos e fazerem conexões com a vida 55. No Milestones of Refreshment estão dispostas uma série de dez galerias que percorre a rica história da The Coca-Cola® Company para a vida através de exposições com alguns dos seus bens mais valiosos, incluindo uma fonte de soda de 1880, um caminhão de entrega Chevrolet original da Argentina de 1939, replicas em tamanho real do farmacêutico John Pemberton que inventou a Coca-Cola®, geladeiras e máquinas de Coca-Cola® completam a exposição deste espaço 56. Imagem 14 - Caminhão de entrega Chevrolet original da Argentina de 1939. Fonte: The World of Coca-Cola®. Op. cit. Ao entrar no Bottle Works o visitante está no centro de uma linha de engarrafamento de verdade e pode ver a Coca-Cola® ® sendo feita diante de seus olhos. Esta experiência singular lhe dá uma perspectiva de perto e por trás dos bastidores sobre o processo de engarrafamento até o encaixotamento automático 55 56 Ibdem. Ibdem 55 feito por robôs 57. Imagem 15 – Linha de engarrafamento do Bottle Works, World of Coca-Cola® Fonte: The World of Coca-Cola®. Op. cit. Ao subir para o Nível 2, o visitante chega até o Secret Formula 4-D Theater e é convidado a embarcar em uma viagem de descoberta em 4-D. Após colocar o óculos 3-D, o visitante é conduzido por um excêntrico cientista e seu assistente em sua busca para descobrir a misteriosa fórmula secreta da Coca-Cola®. O filme em 3D é reforçado com assentos especiais, que reproduzem a sensação de se estar em uma difícil jornada 58. A Pop Culture Gallery celebra a Coca-Cola® como um ícone da cultura popular. Até maio de 2011 o For the Love of Coca-Cola® é destaque de uma exposição de Coleção Particular em exibição no parque, que apresenta 16 obras de 13 artistas diferentes, que fazem parte da coleção de Jean-Louis Foucqueteau de Lausanne, na Suíça 59. O Perfect Pauses Theater é o espaço para pausa para saborear o melhor da Coca-Cola® vistos na televisão e publicidade ao longo dos anos, com três curtas57 58 59 Ibdem. Ibdem. Ibdem. 56 metragens: Magic Moments, Animação e Celebração do Festival Internacional 60. A Coca-Cola® Store é a oportunidade que o visitante tem de levar para casa toda a empolgação experimentada no parque. Uma vasta seleção de mercadorias novas e redesenhadas que vão desde artigos de decoração e vestuário, para peças que incentivam o consumo consciente: uma espécie de arte e acessórios reciclados 61. E por fim o Taste It! O visitante é convidado a provar o lado Coke da vida ao levar o seu paladar em uma viagem ao redor do mundo. São mais de 60 produtos diferentes, através de cinco estações de degustação organizadas geograficamente, e uma sexta estação dedicada exclusivamente para a Coca-Cola® marcas. Beber, misturar e saborear a alegria do coração é o contexto desse espaço 62. Ao final do passeio o visitante tem descoberto que há uma fórmula secreta para tudo o que a Coca-Cola® faz. Diante dos casos apresentados aqui, constata-se que as empresas Walt Disney Company, Ferrai e Coca-Cola® estão atentas às demandas e tendências de seus respectivos mercados. Assim, desenvolveram estratégias e se anteciparam aos futuros movimentos dos concorrentes e inovaram ao criar seus respectivos parques temáticos. Por outro lado, temos um viés diferente para o Dyrehavsbakken, que não foi criado para fortalecer uma marca, mas é um caso de sucesso de preservação da identidade da cultura popular de um país, no caso a Dinamarca que é a maior beneficiada, e o mais longevo do mercado de parques temáticos. No próximo capítulo, trataremos da marca Ypioca e de seu parque temático: O Ypark. 60 61 62 Ibdem. Ibdem. Ibdem. 3 A YPIÓCA E O COMPLEXO YPARK Em um mundo de economia globalizada e concorrência acirrada, compete às organizações criar mecanismos para manterem seus mercados e, por conseguinte, os seus níveis de faturamento. No capítulo anterior, vimos exemplos de organizações que estão em sintonia com essa conjuntura de mercado e resolveram utilizar estratégias de marketing para fortalecerem suas respectivas marcas. Nesse ambiente tão competitivo, as indústrias de bebidas são desafiadas a manterem os níveis de vendas, garantindo, assim, a sobrevivência e a viabilidade econômica dos negócios. E por ser uma indústria de bebidas, a Ypióca, marca genuinamente cearense e líder do mercado exportador de aguardente de cana, inovou ao criar um parque temático para contribuir no fortalecimento da sua marca. 3.1 A YPIÓCA: O PRODUTO A Ypióca Agroindustrial Ltda. é a indústria líder em produção de aguardente de origem do Brasil. Suas cinco unidades fabris têm capacidade instalada de 126 milhões de litros por ano, com 100% de produção de origem, e compartilham da mesma característica o primor pelo alto controle da qualidade em todos os processos. O envelhecimento da aguardente, o diferencial da marca Ypióca, foi implantado a partir da terceira geração da família Telles. Os tonéis de bálsamo e freijó são estocados com aguardente por períodos que variam de um a seis anos. A cachaça permanece em estado de repouso, para que a reação química entre substâncias gere o equilíbrio perfeito que compõe o bouquet especial, característica marcante da Ypióca 63. Atualmente o grupo classifica suas bebidas em quatro grupos 64: Extra-Premium: - “Ypióca 150 – Reserva especial comemorativa dos 150 anos da Ypióca. Aguardente extra-premium envelhecida 6 anos (3 anos em tonéis de bálsamo e 3 63 64 YPIOCA. Produtos. Disponível em: <http://www.ypioca.com.br>. Acesso em 11 jun. 2011. Ibdem. 58 anos em tonéis de carvalho)”. Imagem 16 – Grupos de bebidas da Ypióca Fonte: Ypióca. Op. cit. - “Ypióca 160 – Aguardente extra-premium, composta com malte envelhecida 6 anos em tonéis de carvalho. Comemora os 160 anos do grupo e foi eleita melhor cachaça Premium no International Cane Spirits”. - “RIO – Com produção limitada esta aguardente extra-premium é envelhecida 6 anos em tonéis de carvalho. A garrafa é um dos seus diferenciais pois foi desenvolvida na França”. Premium: - “Ypióca Empalhada Ouro – Envelhecida 2 anos em tonéis de bálsamo tem sua embalagem artesanal em palha feita por cerca de 5.000 artesãs”. - “Ypióca Empalhada Prata – Envelhecida 2 anos em tonéis de freijó”. - “Ypióca Orgânica – Aguardente Premium produzida com cana cultivada com adubo orgânico, colhida sem queima de palha e fermentada com leveduras naturais. Envelhecida 1 ano em tonel de Freijó”. - “Acayú – Aguardente Premium feita do suco de caju e envelhecida 1 ano 59 em tonéis de bálsamo”. Standard: - “Ypióca Ouro – Aguardente Standard envelhecida 1 ano em tonéis de bálsamo”. - “Ypióca Prata – Aguardente Standard envelhecida 1 ano em tonéis de freijó”. - “Ypióca Sport – Aguardente envelhecida 2 anos em tonéis de bálsamo”. Saborizadas: - “Ypióca Limão – Feita com Ypióca Prata e suco natural de limão”. - “Ypióca Red Fruits – Feita com Ypióca Prata e essências importadas de frutas vermelhas”. A seguir, iremos conhecer um pouco da história da Ypióca e como nasceu o Ypark, enquanto parque temático, como inovação no segmento de aguardente de cana, com seus serviços oferecidos; os elementos temáticos e suas relações com a marca Ypióca. 3.1.1 História A palavra “ypióca” é de origem tupi-guarani e significa “terra rocha”. É uma referência à terra extremamente fértil e favorável ao plantio de cana-de-açúcar onde começou a história desta tradicional indústria de bebidas cearense, pertencente à família Telles, que pode ser dividida em quatro gerações: a primeira, que vai de 1846 a 1895; a segunda, de 1895 a 1924; a terceira, de 1924 a 1970; e a quarta, de 1970 aos nossos dias 65. Primeira Geração (1846 a 1895). A origem de tudo se deu a partir de um alambique de cerâmica, junto com os segredos dos melhores destilados europeus, trazidos por Dario Telles, um português visionário e de grande tirocínio para os negócios, em 1843. Quando chegou no Ceará, Dario Telles se fixou em Maranguape, que hoje faz parte da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), onde comprou uma terra dando-lhe o nome de Sítio Ypióca. Só em 1846 é que teve início 65 YPIOCA. História. Disponível em <http://www.ypioca.com.br>. Acesso em 14 mar. 2011. 60 a comercialização da aguardente produzida pelo alambique de cerâmica, que era de 30 litros por dia e se destinava a atender a demanda das pequenas bodegas da região no entorno de Maranguape. Nessa fase, a venda era feita a granel e cada bodega utilizava um vasilhame de cinco litros chamado de canada 66. Segunda Geração (1895 a 1924). A pesar da pouca idade, 16 anos, o jovem Dario Borges Telles passa ao comando da empresa e também inicia o seu ciclo de administração à frente dos negócios de produção de aguardente de cana-de-açúcar do Sítio Ypióca. Essa fase é marcada pela introdução de um engenho de ferro fundido na produção, permanecendo, porém, o processamento manual. Outra inovação foi a utilização de garrafas de vidro com tampas de cortiça, que substituíram as canadas. E assim como recebeu de seu pai os negócios, Dario Borges Telles preparou o seu filho mais velho, Paulo Campos Telles, para sucedêlo 67. Terceira Geração (1924 a 1970). Paulo Campos Telles assumiu a direção dos negócios em 1824. Sua gestão é marcada pela introdução de importantes inovações no processo de produção, de embalagem e envelhecimento da aguardente de canade-açúcar (estocagem). O engarrafamento passa a ser feito por litro e com a utilização de conta-gotas nas garrafas. As garrafas passaram a ser envolvidas inicialmente com cipó e, posteriormente, com palha de carnaúba, o que deu um toque todo especial ao designe das embalagens 68. Quanto à estocagem, o envelhecimento passa a ser feito em tonéis de bálsamo por mais dois anos antes da aguardente ser engarrafada para comercialização, o que elevou a qualidade do produto. A primeira destilaria em coluna da aguardente Ypióca foi instalada na unidade de Maranguape também na sua gestão. Mas a aguardente Ypióca passou a comercializar seu produto para além das fronteiras do Ceará, chegando a outros Estados do Brasil e, em 1968, à Alemanha, ano que ficou marcado como a primeira exportação brasileira de 66 67 68 Ibdem. Ibdem. Ibdem. 61 aguardente de cana-de-açúcar 69. Quarta Geração (1970 aos nossos dias). Esse período é marcado por importantes inovações tecnológicas introduzidas por Everardo Ferreira Telles, que assumiu a direção da Ypióca em 1970. Novos produtos foram criados e diversificados, o que contribuiu para fazer da Ypióca uma das mais sólidas empresas de bebidas e o maior produtor de aguardente de origem do Brasil. Só para se ter uma noção do impacto dessas inovações, no começo desta geração a Ypióca produzia dois milhões e quinhentos mil litros ao ano com apenas uma unidade de produção. Atualmente, com cinco modernas unidades industriais, a capacidade instalada saltou para mais de 80 milhões de litros ao ano 70. 3.2 YPARK: O COMPLEXO Antes de tratarmos do Ypark e seus elementos constitutivos de fortalecimento da marca Ypióca, discorreremos sobre o conceito de parque temático. 3.2.1 Parques Temáticos Segundo Edward Soja (1996 apud ASHTON, 1999), em sua pesquisa intitulada Parques Temáticos – Contextualização Existencial, os parques temáticos estão inseridos dentro dos fenômenos pós-modernismo. […] parques temáticos são híbridos contemporâneos que – como a maioria dos fenômenos pós-modernos – cruzam as fronteiras que normalmente separam os até então distintos reinos da cultura, da economia, da filosofia, da sociologia e da política”. [...] os parques temáticos equivalem-se a modelos mutantes que servem como laboratórios civilizacionais que têm sua arquitetura limitada à simbologia e à estética, possível apenas como uma experiência isolada e bem definida (ASHTON, Mary Sandra G. Parques Temáticos. Revista FAMECOS. Porto Alegre, nº 11, dezembro 1999, semestral). Ashton (1999) afirma que “parques públicos e jardins imperiais do passado, são considerados ancestrais dos parques temáticos por terem sido concebidos como espaços complexos de representação simbólica da cultura e da sociedade”. 69 70 Ibdem. Ibdem. 63 Para Edward Soja (1996 apud ASHTON, 1999), os parques temáticos contemporâneos figuram como “espelhos universais” que oferecem imagens da consciência coletiva normalmente difusos ou perdidos, permitindo ao observador reconstruir e reencontrar seu lugar no universo. Segundo Ashton (1999), ao afirmar que parques temáticos são fenômenos pós-modernos, Soja provavelmente refere-se ao pós-modernismo consumista em que a arte e a vida se fundem, são congeladas e transferidas ou emprestadas à outro espaço, a fim de serem contempladas, vivenciadas e consumidas por visitantes das mais diversas origens. No que se refere à arquitetura, argumenta-se que o estilo mais aceito para projetos de parques temáticos tenha sido o pósmoderno, caracterizado por certa liberdade formal e por conter elementos facilmente aceitos e adaptáveis. Ao adotar um tema, o parque se apropria de sua simbologia e restringe-se a representá-la como forma de reviver ou retroceder no tempo e no espaço ou ainda buscar algo no futuro (matar parte da sua curiosidade em relação ao mesmo). 3.2.2 O Ypark Localizado ao pé da serra de Maranguape, a apenas 30 km de Fortaleza (CE), o Ypark oferece atrações para todos os gostos, como o Museu da Cachaça. Trata-se de um excelente passeio pela história de mais de 160 anos da Ypióca, onde se pode conhecer também o maior tonel de madeira do mundo, com capacidade para 374 mil litros de aguardente 71. Outro destaque é o Campo de Aventura, que oferece atrações radicais, a exemplo da maior tirolesa do Nordeste (com nada menos que 280 metros de extensão), além do arvorismo, trilhas ecológicas, muro de escalada e caiaque. Há ainda passeios de charrete e de jardineira, pedalinho, minifazenda e um restaurante regional no qual são preparados pratos típicos do Nordeste 72. 71 72 YPARK. Disponível em <http://www.ypark.com.br>. Acesso em 14 mar. 2011. Ibdem. 63 Imagem 17 - Entrada do Complexo Ypark. Fonte: Ypark. Op. cit. 3.2.2.1 Campo de Aventura O espaço para prática de esportes de aventura ocupa 100 mil m² e comporta mais de 1.500 pessoas. No local, há atividades ao ar livre para todas as idades, como passeios de caiaque, trilhas ecológicas, arvorismo e tirolesa. O Campo de Aventura conta com total infraestrutura: segurança, monitores, guias, salva-vidas e equipe de primeiros socorros. Tudo dentro dos rigorosos padrões que garantem o bem-estar dos visitantes 73. ] 73 Ibdem. 64 Imagem 18: Campo de Aventura: visitante descendo na tirolesa de 260m. Fonte: Diário do Nordeste, Fortaleza, 11 jun. 2008. Turismo. Imagem 19: Campo de Aventura: visitantes no campo tático de Paint-Ball. Fonte: YPARK. Disponível em <http://www.ypark.com.br>. Acesso em 04 jun. 2011. 65 Imagem 20 - Área de lazer do Ypark. Visitante passeando de bicicleta. Fonte: YPARK. Op. cit. A grande atração fica por conta da tirolesa de 260 metros, construída sobre um açude natural de águas calmas. É a maior da região Nordeste e totalmente segura. Os equipamentos são modernos, devidamente aferidos e previamente testados, em conformidade com os padrões utilizados em operações de escala e técnicas verticais. Há ainda uma equipe bem treinada para dar suporte aos usuários, que devem ter mais de 12 anos de idade 74. Imagem 21: Campo de Aventura: visitantes praticando canoagem. Fonte: 74 Ibdem. YPARK. Op. cit. 66 Imagem 22 - Campo de Aventura: visitantes no acqua boll. Fonte: YPARK. Op. cit. Há também um circuito de arvorismo, com 50 metros de extensão e três níveis de dificuldade. E quem procura por uma atividade mais tranquila conta com diversas trilhas, que variam do básico ao avançado. Durante o passeio, pode-se desfrutar de uma área privilegiada, cercada de vegetação serrana. A mata local abriga grande biodiversidade, segundo levantamento realizado pelo biólogo Luiz Gonzaga Sales, professor de Ornitologia e Ecologia do Semi-Árido da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Também é possível observar raposas, cassacos, preás, guaxinis, garças, socós, jaçanãs, tejus, saguis, pebas, gaviões, graúnas e corrupiões, além das espécies vegetais ameaçadas de extinção como pau-branco, jurema, juazeiro, pau-d'arco, cedro, angico e maniçoba. No ambiente lacustre, há predomínio de vegetação aquática (água-pé), junco, taboa e calumbi 75. 75 Ibdem. 68 Imagem 23 - Área de lazer do Ypark. Fonte: YPARK. Op. cit. Outra dica é o relaxante banho no açude. Sem falar nos banheiros com duchas, que garantem que as pessoas voltem com conforto para suas casas, além de uma lanchonete para repor as energias após um dia repleto de atividades 76. 3.2.2.2 Museu da Cachaça O casarão erguido pelo patriarca Dário Telles de Menezes entre 1851 e 1854 abriga atualmente o Museu da Cachaça. No passado, a propriedade sediou a primeira unidade industrial da Ypióca e hoje reúne um completo acervo de mapas, documentos, fotos e filmes, maquinário, garrafas, equipamentos agrícolas e tonéis de bálsamo 77. 76 77 Ibdem. Ibdem. 68 Imagem 24 - Casarão do século XIX, sede do Museu da Cachaça. Fonte: YPARK. Op. cit. Imagem 25 - Salão do Museu da Cachaça: homenagem aos escravos. Fonte: YPARK. Op. cit. O local recebe aproximadamente 10 mil visitantes por mês e é conhecido como uma das principais atrações turísticas de Fortaleza. O Museu da Cachaça é o resgate da própria história da Ypióca. Iniciada em 1846, que se funde com a trajetória da aguardente no Brasil 78. 78 Ibdem. 69 Imagem 26 - Trenzinho do Ypark puxado a trator. Fonte: YPARK. Op. cit. Apenas para recordar, a saga da família Telles começou com a chegada de Dário Telles de Menezes à Fortaleza, em 1843. vindo de Lisboa, Portugal, ele trouxe em sua bagagem um pequeno alambique de cerâmica e a experiência na fabricação de aguardente. Cada geração da família ganhou espaço em murais e galerias 79. A história do Museu da Cachaça é contada por meio de documentos, maquetes e o cenário que, composto por um canavial com iluminação natural, fica no centro do museu. A cozinha do casarão foi preservada, com utensílios originais, a exemplo do fogão à lenha. Há ainda uma homenagem aos escravos, mão de obra bastante presente em meados dos anos 1800, com dois bonecos de resina em tamanho natural, encenando o trabalho na moenda e a produção artesanal da cachaça do século passado 80. 79 80 Ibdem. Ibdem. 70 Imagem 27 - Cozinha do Casarão do século XIX com os utensílios originais. Fonte: YPARK. Op. cit. Imagem 28 - Salão do Museu da Cachaça dedicada à terceira geração da Família Telles. Fonte: YPARK. Op. cit. No salão dedicado à linha de produção encontra-se a simulação de todo o processo de fabricação artesanal da cachaça, desde a moagem até a fermentação, passando da destilação e do envasamento à aplicação de rótulos. Em seguida, o visitante percorre 40 metros entre tonéis de madeira de bálsamo, com cerca de quatro metros de altura que armazenam cachaça envelhecida por um período de até 71 42 anos. Nesse percurso é possível sentir o aroma da bebida 81. Imagem 29 - Salão do Museu da Cachaça que simula o processo de fabricação artesanal da cachaça. Fonte: YPARK. Op. cit. Outra atração imperdível é um tonel de cinco metros de altura. Dentro dele, é possível assistir a vários comerciais de TV dos produtos Ypióca. Antes de sair do museu, há um bar com mobiliário e música ambiente da década de 30, clima ideal para a degustação de bebidas fabricadas pela empresa. Na loja, o visitante pode adquirir produtos variados, a exemplo da Ypióca 160, a primeira cachaça adicionada de malte no mundo 82. 81 82 Ibdem. Ibdem. 72 Imagem 30 - Maior tonel de madeira do mundo, com capacidade para 374 mil litros de aguardente Fonte: YPARK. Op. cit. 3.2.2.3 Gastronomia Aos fins de semana e feriados o Ypark oferece cardápio com pratos típicos regionais, como baião de dois, paçoca e carneiro, feitos especialmente com tempero do Ceará. A famosa tapioca e os doces de frutas regionais podem ser encontrados na Bodega do Zé Leite, criada em homenagem ao idealizador do Museu da Cachaça. O Ypark também oferece opções de lanches leves e saudáveis como açaí e crepes na lanchonete do campo de Aventura 83. 83 Ibdem. 73 Imagem 31 - Pratos típicos regionais servidos na Bodega do Zé Leite Fonte: YPARK. Op. cit. Imagem 32 - Bodega do Zé Leite: homenagem ao idealizador do Museu da Cachaça. Fonte: YPARK. Op. cit. Ao final do passeio por todo o Complexo Ypark, os visitantes tem a opção de eternizar esta experiência. O parque oferece um serviço profissional de fotografias personalizadas no ateliê ao lado da Bodega do Zé Leite. Ao adquirir este serviço, o visitante leva suas recordações em mídia digital (CD). 74 Imagem 33 - Ateliê de fotografias personalizadas do Ypark. Fonte: YPARK. Op. cit. Assim, grande parte das atrações do Complexo Ypark está contextualizada no universo cultural nordestino, somada a caracterização de personagens da história desse chão e do imaginário popular, costumes e comidas típicas. Lima e Guedes (2005, p. 2) resumem o contexto cultural do Nordeste ao descreverem as dificuldades histórias e ressaltarem as potencialidades humanas e seus reflexos nas diversas áreas do conhecimento. O Nordeste brasileiro, ainda que em pleno século XXI, não oferece condições favoráveis de vida para os seus habitantes. É uma região esquecida pelos que ditam e regem as leis públicas deste país. É um lugar castigado pela falta de recursos, pela falta de atenção, e pelo poder constituído. Mesmo apresentando tantas dificuldades, é nesta região que grande parte de escritores, cineastas, universitários, pesquisadores, intelectuais, busca inspiração para escrever livros, poemas, para fazer filmes, novelas, teatros e, também, para elaborar teses, desenvolver estudos, enfim, uma série de atividades culturais. É uma terra curiosa, que desperta o interesse de muitos. É também uma terra rica de sentimentos, de valores e de realizações humanas. No Nordeste, a cultura popular é exuberante. É aclamada e cultuada, não apenas dentro, mas, sobretudo, fora do país. Podemos citar os folhetos da Literatura de Cordel, que são escritos, ilustrados e recitados por artistas da própria região (LIMA, Claudiana; GUEDES, Sandra. O reino mágico da xilo(gravura). Campinas: Unicamp, 2005. p. 2). O próximo capítulo tratará da análise descritiva sobre a experiência dos visitantes do Complexo Ypark. 4 A PERCEPÇÃO DOS VISITANTES SOBRE A EXPERIÊNCIA NO COMPLEXO YPARK: UMA ANÁLISE DESCRITIVA. Para descrever a percepção dos visitantes sobre a experiência no Complexo Ypark adotamos, na metodologia da pesquisa, os conceitos da estatística descritiva de Triola (1999, p. 20). Ao analisarmos um conjunto de dados, devemos determinar em primeiro lugar se se trata de uma amostra ou de uma população. [...] Utilizamos métodos de estatística descritiva para resumir ou descrever as características importantes de um conjunto conhecido de dados populacionais, e recorremos a métodos de inferência estatística quando utilizamos dados amostrais para fazer inferências (ou generalizações) sobre uma população (TRIOLA, Mario F. Introdução à Estatística. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1999, p. 20). Assim, a pesquisa tem em uma das suas duas dimensões a exposição dos dados tratados através de estatística desctritiva, que tem por objetivo caracterizar o universo do Ypark, para obtenção de uma visão multidimensional de um parque temático sob a ótica dos visitantes. Para a discussão das tabelas e gráficos foi utilizada a análise tabular e gráfica como modelo de análise. O Ypark recebe em média, por mês, 10 mil visitantes 84. O estudo exploratório obteve retorno de 88 questionários dos visitantes do Ypark no período de 28 a 30 de maio de 2011. A pesquisa teve como objetivo geral levantar as estratégias do Ypark que contribuem para o fortalecimento da marca Ypióca. Como objetivos específicos: • caracterizar o universo do Ypark enquanto Parque Temático; • identificar os principais elementos temáticos do Ypark e seus respectivos significados; • relacionar os elementos temáticos do Ypark à estratégia de fortalecimento da marca Ypioca. 84 YPARK. Disponível em < http://www.ypark.com.br/museu.swf>. Acesso em 27 mai. 2011. 76 4.1 ANÁLISE DESCRITIVA DA PERCEPÇÃO DOS VISITANTES SOBRE A EXPERIÊNCIA NO COMPLEXO YPARK. A seguir, passaremos a apresentação das tabelas, gráficos e discussão dos dados da pesquisa, conforme estruturado no questionário anexo, divididos em três blocos: descrição do público, descrição da estrutura e descrição da gestão. 4.1.1 Descrição do público 4.1.1.1 Sexo Tabela 1: Sexo dos respondentes Sexo Feminino Masculino f % 46 42 52,27 47,73 Total 88 100,00 Fonte: Pesquisa do Autor Fonte: Pesquisa do Autor Do total dos respondentes, 52,27% são do sexo feminino e 47,73% do sexo masculino. 77 4.1.1.2 Faixa Etária Tabela 2: Faixa Etária dos respondentes Faixa Etária Menor que 18 anos 18 a 24 anos 25 a 31 anos 32 38 anos 39 45 anos 46 a 52 anos 53 a 59 anos 60 ou mais anos Não responderam Total f 8 11 17 11 8 13 12 4 4 88 % 9,09 12,50 19,32 12,50 9,09 14,77 13,64 4,55 4,55 100,00 Fonte: Pesquisa do Autor Fonte: Pesquisa do Autor Os menores de 18 anos somam 9,09%. 31,82% dos respondentes estão na faixa etária dos 18 aos 31 anos; 21,59%, na faixa etária dos 32 aos 45 anos; 28,41%, dos 46 aos 59 anos; 4,55% possuem mais de 60 anos e 4,55% não revelaram a faixa etária. 78 4.1.1.3 Estado Civil Tabela 3: Estado Civil dos respondentes. Estado Civil f % Solteiro(a) Casado(a) Divorciado(a)/Separado(a) Viúvo(a) 34 38 11 5 38,64 43,18 12,50 5,68 Total Fonte: Pesquisa do Autor 88 100,00 Fonte: Pesquisa do Autor Solteiros(as) somam 38,64%; casados(as) representam 43,18% do total; divorciados(as), 12,50%; e 5,68% são viúvos(as). 4.1.1.4 Formação Tabela 4: Formação dos respondentes Formação Ensino Fundamental Ensino Médio Superior Especialização Mestrado Doutorado f % 3 21 34 15 14 1 3,41 23,86 38,64 17,05 15,91 1,14 Total 88 Fonte: Pesquisa do Autor 100,00 79 Fonte: Pesquisa do Autor No que diz respeito à formação dos respondentes 3,41% possuem o ensino funtamental; 23,86% tem o esnsino médio; e os pós-graduados somam 34,09%. A seguir, veremos a percepção dos visitantes sobre a experiência no Complexo Ypark. 4.1.2 Descrição da estrutura 4.1.2.1 Arquitetura Tabela 5: Arquitetura % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % 21. 20 22,73 23 26,14 14 15,91 18 20,45 13 14,77 0 0,00 88 100,00 22. 4 4,55 5 5,68 21 23,86 26 29,55 32 36,36 0 0,00 88 100,00 23. 3 3,41 6 6,82 14 15,91 27 30,68 38 43,18 0 0,00 88 100,00 24. 1 1,14 1 1,14 15 17,05 30 34,09 41 46,59 0 0,00 88 100,00 25. 0 0,00 5 5,68 36 40,91 20 22,73 25 28,41 2 2,27 88 100,00 1 TOTAL TOTAL% 26. 0 0,00 0 0,00 15 17,05 31 35,23 42 47,73 0 0,00 88 100,00 1 - Discordo totalmente / 2 - Discordo um pouco / 3 - Não concordo nem discordo / 4 – Concordo um pouco / 5 - Concordo totalmente / NHR - NÃO HOUVE RESPOSTA 21. A estrada estava bem sinalizada para chegar ao parque./22. O parque é bem sinalizado./23. Não tive problemas para me deslocar pelo parque./24. Senti-me bem acolhido (sensação de segurança) no parque/25. O parque é bem iluminado ./26. As áreas do parque são bem caracterizadas. Fonte: Pesquisa do Autor 80 Fonte: Pesquisa do Autor Discordam totalmente ou discordam um pouco que a estrada estava bem sinalizada para chegar ao parque 48,86% dos respondentes.Já 65,91% concordam um pouco ou concordam totalmente que o parque é bem sinalizado. 73,86% assinalaram concordar um pouco ou concordar totalmente sobre não ter problemas para se deslocarem pelo parque. 80,68% é a soma dos que dizem sentirem-se bem acolhidos (sensação de segurança) no parque. 51,14% concordam um pouco ou concordam totalmente que o parque é bem iluminado, enquanto que 40,91% se mostraram indiferentes. E 82,95% concordam um pouco ou concordam totalmente que áreas do parque são bem caracterizadas. 81 4.1.2.2 Fator Humano Tabela 6: Fator Humano % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % 27. 2 2,27 7 7,95 18 20,45 22 25,00 39 44,32 0 0,00 88 100,00 28. 0 0,00 3 3,41 10 11,36 26 29,55 49 55,68 0 0,00 88 100,00 29. 1 1,14 4 4,55 11 12,50 25 28,41 47 53,41 0 0,00 88 100,00 30. 2 2,27 2 2,27 18 20,45 37 42,05 29 32,95 0 0,00 88 100,00 31. 28 31,82 13 14,77 16 18,18 18 20,45 13 14,77 0 0,00 88 100,00 32. 1 1,14 3 3,41 13 14,77 34 38,64 36 40,91 1 1,14 88 100,00 33. 2 2,27 8 9,09 16 18,18 37 42,05 25 28,41 0 0,00 88 100,00 34. 5 5,68 3 3,41 37 42,05 22 25,00 19 21,59 2 2,27 88 100,00 35. 2 2,27 9 10,23 15 17,05 31 35,23 30 34,09 1 1,14 88 100,00 1 TOTAL TOTAL% 36. 1 1,14 7 7,95 40 45,45 19 21,59 20 22,73 1 1,14 88 100,00 1 - Discordo totalmente / 2 - Discordo um pouco / 3 - Não concordo nem discordo / 4 – Concordo um pouco / 5 - Concordo totalmente / NHR - NÃO HOUVE RESPOSTA 27. Fui bem recebido no momento de chegada no estacionamento./28. Não tive problemas na hora de comprar os ingressos./29. Quando passei na entrada fui bem recebido./30. Havia sempre um funcionário pronto para auxiliar os visitantes./31. Foi me dado um mapa para me localizar dentro do parque./32. Os funcionários do parque são educados e simpáticos./33. Os funcionários do parque entretinham os visitantes./34. Tive um problema no parque e foi solucionado prontamente./35. Tinha área para descanso - suficiente e agradável - dentro do parque./36. Tem uma área preparada (banheiro e/ou berçário) para o cuidado de crianças pequenas. Fonte: Pesquisa do Autor 82 Fonte: Pesquisa do Autor Nesta seção do questionário, 69,32% assinalaram concordar um pouco ou concordar totalmente que foram bem recebidos no momento de chegada no estacionamento, enquanto que 25% se mostraram indiferentes. 85,23% concordam um pouco ou concordam totalmente que não tiveram problemas na hora de comprar os ingressos. 81,82% marcaram concordar um pouco ou concordar totalmente que quando passaram na entrada foram bem recebidos. 75,00% concordam um pouco ou concordam totalmente que havia sempre um funcionário pronto para auxiliá-los, enquanto que 20,45% se mostraram indiferentes. 46,59% discordam totalmente ou discordam um pouco que mapas para localização dentro do parque foram disponibilizados, enquanto que 20,45% concordam um pouco. 79,55% concordam um pouco ou concordam totalmente que os funcionários do parque são educados e simpáticos. 70,45% concordam um pouco ou concordam totalmente que os funcionários do parque entretinham os visitantes. 46,59% concordam um pouco ou concordam totalmente que tiveram um problema e foram prontamente atendidos, enquanto que 42,05% se mostraram indiferentes. 69,32% assinalaram concordar 83 um pouco ou concordar totalmente que tinha área para descanso - suficiente e agradável - dentro do parque. 44,32% marcaram concordar um pouco ou concordar totalmente ter no parque uma área preparada (banheiro e/ou berçário) para o cuidado de crianças pequenas, enquanto que 45,45% se mostraram indiferentes. 4.1.2.3 Manutenção e conservação das áreas e equipamentos de recreação e entretenimento Tabela 7: Manutenção e conservação das áreas e equipamentos de recreação e entretenimento 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 37. 0 0,00 3 3,41 13 14,77 26 29,55 46 52,27 0 0,00 88 100,00 38. 2 2,27 4 4,55 10 11,36 28 31,82 44 50,00 0 0,00 88 100,00 39. 2 2,27 4 4,55 11 12,50 25 28,41 46 52,27 0 0,00 88 100,00 40. 0 0,00 6 6,82 14 15,91 31 35,23 37 42,05 0 0,00 88 100,00 1 - Discordo totalmente / 2 - Discordo um pouco / 3 - Não concordo nem discordo / 4 – Concordo um pouco / 5 - Concordo totalmente / NHR - NÃO HOUVE RESPOSTA 37. O parque estava limpo./38. Os equipamentos de recreação e entretenimento estavam bem conservados./39. Todos os equipamentos de recreação e entretenimento funcionavam perfeitamente./40. Os banheiros do parque são limpos. Fonte: Pesquisa do Autor 84 Fonte: Pesquisa do Autor Neste bloco do questionário, os respondentes assinalaram que concordam um pouco ou concordam totalmente que o parque estava limpo (81,82%); os equipamentos de recreação e entretenimento estavam bem conservados (63,64%); todos os equipamentos de recreação e entretenimento funcionavam perfeitamente (80,68%); e que os banheiros do parque são limpos (77,27%). 85 4.1.2.4 Rapidez para fruição das atrações Tabela 8: Rapidez para fruição das atrações 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 41. 19 21,59 19 21,59 17 19,32 16 18,18 17 19,32 0 0,00 88 100,00 42. 33 37,50 12 13,64 25 28,41 13 14,77 5 5,68 0 0,00 88 100,00 43. 25 28,41 13 14,77 30 34,09 11 12,50 6 6,82 3 3,41 88 100,00 44. 13 14,77 12 13,64 29 32,95 16 18,18 18 20,45 0 0,00 88 100,00 45. 2 2,27 14 15,91 19 21,59 22 25,00 31 35,23 0 0,00 88 100,00 1 - Discordo totalmente / 2 - Discordo um pouco / 3 - Não concordo nem discordo / 4 – Concordo um pouco / 5 - Concordo totalmente / NHR - NÃO HOUVE RESPOSTA 41. Os equipamentos de recreação e entretenimento apresentavam fila./42. Fui avisado sobre o tempo de espera para ficar na fila./43. Havia algo para passar o tempo enquanto esperava na fila./44. Não fiquei incomodado de ficar aguardando o tempo de espera na fila./45. Não fiquei entediado no parque durante minha visita. Fonte: Pesquisa do Autor Fonte: Pesquisa do Autor Nesta seção do questionário, os respondentes acusaram concordar um pouco ou concordar totalmente que os equipamentos de recreação e entretenimento apresentavam fila. 32,95% assinalaram que não ficaram incomodados de ficar aguardando o tempo de espera na fila, enquanto que 20,24% mostraram-se 86 indiferentes. Outros 60,23% indicaram que não ficaram entediados no parque durante a visita, enquanto que 21,59% mostraram-se indiferentes. Os respondentes discordaram totalmente no aspecto de serem avisados sobre o tempo de espera para ficar na fila, (37,50% e 28,41% mostraram-se indiferentes) e de haver algo para passar o tempo enquanto esperava na fila (28,41% e 34,09% mostraram-se indiferentes). 4.1.2.5 Alimentação Tabela 9: Alimentação NHR % TOTAL TOTAL% 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % 46. 6 6,82 3 3,41 15 17,05 30 34,09 34 38,64 0 0,00 88 100,00 47. 17 19,32 19 21,59 15 17,05 23 26,14 14 15,91 0 0,00 88 100,00 48. 46 52,27 13 14,77 18 20,45 8 9,09 3 3,41 0 0,00 88 100,00 49. 5 5,68 2 2,27 17 19,32 34 38,64 30 34,09 0 0,00 88 100,00 50. 8 9,09 5 5,68 25 28,41 24 27,27 25 28,41 1 1,14 88 100,00 1 - Discordo totalmente / 2 - Discordo um pouco / 3 - Não concordo nem discordo / 4 – Concordo um pouco / 5 - Concordo totalmente / NHR - NÃO HOUVE RESPOSTA 46. Tinha variedade nos produtos vendidos no parque./47. O preço estava de acordo com o produto oferecido./48 O serviço de alimentação dentro do parque foi ruim./49. O serviço de alimentação dentro do parque foi bom./50. O serviço de alimentação dentro do parque foi excelente. Fonte: Pesquisa do Autor Fonte: Pesquisa do Autor 87 Dos respondentes, 72,73% assinalaram que concordam um pouco ou concordam totalmente que tinha variedade nos produtos vendidos no parque. Com relação às sentenças relacionadas ao conceito, 52,27% discordam totalmente que o serviço de alimentação dentro do parque foi ruim, enquanto que 20,45% mostraramse indiferentes; 72,73% acusaram concordar um pouco ou concordar totalmente que o serviço de alimentação dentro do parque foi bom; 55,68% atestaram que o serviço de alimentação dentro do parque foi excelente, enquanto que 28,41% mostraram-se indiferentes. Com relação ao preço estar de acordo com o produto oferecido, 21,59% dos respondentes discordaram um pouco e outros 26,14% concordaram totalmente. 4.1.2.6 Hospedagem (real e virtual) Tabela 10: Hospedagem (real e virtual) NHR % TOTAL TOTAL% 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % 51. 5 5,68 11 12,50 36 40,91 20 22,73 14 15,91 2 2,27 88 100,00 52. 2 2,27 8 9,09 33 37,50 23 26,14 20 22,73 2 2,27 88 100,00 53. 4 4,55 7 7,95 24 27,27 16 18,18 34 38,64 3 3,41 88 100,00 1 - Discordo totalmente / 2 - Discordo um pouco / 3 - Não concordo nem discordo / 4 – Concordo um pouco / 5 - Concordo totalmente / NHR - NÃO HOUVE RESPOSTA 51. O site do parque na Internet é bem idealizado./52. O parque corresponde ao que foi divulgado no site./53. Precisa de um hotel na área do parque. Fonte: Pesquisa do Autor Fonte: Pesquisa do Autor 88 Sobre a hospedagem virtual, 22,73% dos respondentes concordam totalmente que o site do parque na Internet é bem idealizado e outros 40,91% mostraram-se indiferentes. Já em relação ao parque corresponder ao que foi divulgado no site, 48,86% concordam um pouco ou concordam totalmente e 37,50% mostraram-se indiferentes. 38,64% concordam totalmente que precisa de um hotel na área do parque e outros 27,27% se mostraram indiferentes. 4.1.2.7 Universo cultural nacional e regional Tabela 11: Universo cultural nacional e regional 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 54. 12 13,64 7 7,95 13 14,77 17 19,32 39 44,32 0 0,00 88 100,00 55. 1 1,14 3 3,41 11 12,50 23 26,14 50 56,82 0 0,00 88 100,00 56. 1 1,14 3 3,41 9 10,23 20 22,73 54 61,36 1 1,14 88 100,00 1 - Discordo totalmente / 2 - Discordo um pouco / 3 - Não concordo nem discordo / 4 – Concordo um pouco / 5 - Concordo totalmente / NHR - NÃO HOUVE RESPOSTA 54. Conhecia os personagens temáticos do parque./55. Os personagens do parque são ligados à cultura brasileira./56. Fiquei satisfeito que o parque seja caracterizado segundo um padrão regional. Fonte: Pesquisa do Autor Fonte: Pesquisa do Autor 89 Com relação ao Universo cultural nacional e regional, 44,32% dos respondentes concordam totalmente que conheciam dos personagens temáticos do parque. Outros 82,95% assinalaram que concordam um pouco ou concordam totalmente que os personagens do parque são ligados à cultura brasileira. Ainda, outros 84,09% acusaram concordar um pouco ou concordar totalmente que ficaram satisfeitos que o parque seja caracterizado segundo um padrão regional. 4.1.3 Descrição da Gestão 4.1.3.1 Conclusão Tabela 12: Conclusão 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 57. 2 2,27 3 3,41 6 6,82 19 21,59 58 65,91 0 0,00 88 100,00 58. 6 6,82 10 11,36 13 14,77 25 28,41 33 37,50 1 1,14 88 100,00 59. 24 27,27 12 13,64 22 25,00 12 13,64 17 19,32 1 1,14 88 100,00 60. 20 22,73 10 11,36 22 25,00 13 14,77 22 25,00 1 1,14 88 100,00 61. 23 26,14 15 17,05 19 21,59 13 14,77 16 18,18 2 2,27 88 100,00 62. 3 3,41 3 3,41 13 14,77 31 35,23 37 42,05 1 1,14 88 100,00 63. 5 5,68 6 6,82 7 7,95 24 27,27 44 50,00 2 2,27 88 100,00 64. 0 0,00 2 2,27 7 7,95 30 34,09 48 54,55 1 1,14 88 100,00 65. 0 0,00 7 7,95 7 7,95 32 36,36 42 47,73 0 0,00 88 100,00 66. 2 2,27 9 10,23 22 25,00 22 25,00 32 36,36 1 1,14 88 100,00 67. 4 4,55 4 4,55 25 28,41 21 23,86 32 36,36 2 2,27 88 100,00 1 - Discordo totalmente / 2 - Discordo um pouco / 3 - Não concordo nem discordo / 4 – Concordo um pouco / 5 - Concordo totalmente / NHR - NÃO HOUVE RESPOSTA 57. Gostei da visita./58. A visita me proporcionou emoções únicas./59. A visita deixou a Ypioca mais perto do meu coração./60. A visita deixou o Ypark mais perto do meu coração./61. Sinto-me emocionalmente ligado à Ypioca./62. Senti-me bem atendido durante toda a visita./63. Não fiquei entediado em momento algum dentro do parque./64. O parque é um ambiente hospitaleiro./65. Minha expectativa em relação à visita foi atingida./66. Vou lembrar da marca Ypioca ao lembrar da visita./67. Farei tudo para voltar ao Ypark. Fonte: Pesquisa do Autor 90 Fonte: Pesquisa do Autor Neste bloco de questões dedicado a conclusão da experiência da visita, os respondentes assinalaram concordar um pouco ou concordar totalmente que gostaram da visita (87,50%); que a visita lhes proporcionou emoções únicas (65,91%); que se sentiram bem atendidos durante toda a visita e que não ficaram entediados em momento algum dentro do parque (77,27%); que o parque é um ambiente hospitaleiro (88,64%); e que as suas expectativas em relação à visita foram atingidas (84,09%). Já 27,27% marcaram que discordam totalmente que a visita deixou a Ypioca mais perto dos seus corações, enquanto 25,00% mostraramse indiferentes. 22,73% também discordam totalmente, 25,00% mostraram-se indiferentes e outros 25,00% concordam totalmente que a visita deixou o Ypark mais perto dos seus corações. 26,14% discordam totalmente e outros 21,59% sobre sentirem-se emocionalmente ligados à Ypioca. Já 61,36% concordam um pouco ou concordam totalmente que vão lembrar lembrar da marca Ypioca ao lembrar da visita, enquanto que 25,00% mostraram-se indiferentes. 60,23% concordam um 91 pouco ou concordam totalmente que farão tudo para voltar ao Ypark, enquanto que 28,41% mostraram-se indiferentes. 4.1.3.2 Áreas do Complexo Ypark (onde eu mais me diverti?) Tabela 13: Áreas do Complexo Ypark (onde eu mais me diverti?) 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 68. 2 2,27 9 10,23 10 11,36 22 25,00 41 46,59 4 4,55 88 100,00 69. 2 2,27 2 2,27 15 17,05 20 22,73 48 54,55 1 1,14 88 100,00 70. 2 2,27 2 2,27 9 10,23 25 28,41 47 53,41 3 3,41 88 100,00 71. 9 10,23 9 10,23 21 23,86 11 12,50 34 38,64 4 4,55 88 100,00 72. 4 4,55 13 14,77 28 31,82 14 15,91 26 29,55 3 3,41 88 100,00 73. 2 2,27 7 7,95 14 15,91 29 32,95 32 36,36 4 4,55 88 100,00 74. 7 7,95 8 9,09 18 20,45 22 25,00 30 34,09 3 3,41 88 100,00 75. 6 6,82 9 10,23 14 15,91 18 20,45 37 42,05 4 4,55 88 100,00 76. 6 6,82 6 6,82 22 25,00 22 25,00 28 31,82 4 4,55 88 100,00 1 - Discordo totalmente / 2 - Discordo um pouco / 3 - Não concordo nem discordo / 4 – Concordo um pouco / 5 - Concordo totalmente / NHR - NÃO HOUVE RESPOSTA 68. Museu da Cachaça./69. Campo de Aventura./70. Área de Lazer./71. Bodega do Zé Leite./72. Ateliê de fotografias personalizadas./73. Tonel de cinco metros de altura./74. Trenzinho do Ypark./75. Bar com mobiliário e música ambiente da década de 30./76. Lanchonete do campo de Aventura. Fonte: Pesquisa do Autor 92 Fonte: Pesquisa do Autor Por fim, no que se refere às áreas do Complexo Ypark onde os respondentes mais se divertiram, assinalaram concordar um pouco ou concordar totalmente que foi no Museu da Cachaça (71,59%); no Campo de Aventura (77,27%); na Área de Lazer (81,82%); no Tonel de cinco metros de altura(69,32%); e no Bar com mobiliário e música ambiente da década de 30 (62,50%); no Trenzinho do Ypark (59,09% e outros 20,45% mostraram-se indiferentes); e na Lanchonete do campo de Aventura (56,82% e outros 25,00% mostraram-se indiferentes). Outros respondentes concordam totalmente que se divertiram mais na Bodega do Zé Leite (38,64%e outros 23,86% mostraram-se indifefrentes); e no Ateliê de fotografias personalizadas (29,55% e outros 31,82% mostraram-se indiferentes). CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho tratou, em linhas gerais, da introdução do conceito de experiência e relacionamento no elenco das ações estratégicas de marketing das organizações contemporâneas, especificamente das que criaram parques temáticos para o fortalecimento de suas respectivas marcas. A subjetividade e a complexidade próprias de temas que devem ser observados pelas organizações, como a emoção, sentimento e desejos não revelados também permeiam tais ações estratégicas. A idéia central do chamado marketing experimental é ofertar experiências agradáveis aos potenciais clientes, a fim de criar um relacionamento consistente e duradouro entre eles e a marca. Assim, esta pesquisa abordou o marketing experiencial numa dimensão concreta e realista, que teve como objetivo levantar as estratégias do Ypark que contribuem para o fortalecimento da marca Ypióca. O estudo exploratório teve como seu campo prático o Complexo Ypark e utilizou pesquisa documental e de levantamento. A primeira buscou conhecer, por meio de fontes bibliográficas e eletrônicas, as principais aplicações de marketing experiencial no universo dos parques temáticos, enquanto a segunda se concentrou em descobrir, através de questionário, em quais proporções elas influenciam os visitantes de lembrarem da experiência e de fazerem a associação à marca. Quanto ao último instrumento de pesquisa referido, foi definida uma amostra nãoprobabilística de conveniência de, no mínimo, 50 pessoas, mas foram conseguidos 88 questionários. Pôde-se depreender dessa etapa que as principais características de experiência presentes no universo do Complexo Ypark são que o parque é um ambiente hospitaleiro (88,64%, ou seja, 30 pessoas concordaram um pouco e outras 41 concordaram totalmente); e que as suas expectativas em relação à visita foram atingidas (84,09%, isto é, 32 pessoas concordaram um pouco e outras 42 concordaram totalmente). Um percentual que requer observação sob a perspectiva do fortalecimento da marca é o de 27,27% (24 pessoas) que marcaram que discordam totalmente que a visita deixou a Ypióca mais perto dos seus corações, enquanto 25,00% (22 pessoas) mostraram-se indiferentes, o que corresponde a dois 94 quartos da amostra, aproximadamente. Outros percentuais que requerem atenção, pois, se somados, estão entre um quarto e um quinto da amostra, são os de 22,73% (20 pessoas) que também discordaram totalmente, outros 25,00% (22 pessoas) mostraram-se indiferentes e ainda outros 25,00% (22 pessoas) concordaram totalmente que a visita deixou o Ypark mais perto dos seus corações. 26,14% (23 pessoas) discordaram totalmente e outros 21,59% (19 pessoas) sobre sentirem-se emocionalmente ligados à Ypióca. O que corresponde às áreas do Complexo Ypark onde os respondentes mais se divertiram, assinalaram concordar um pouco (22 pessoas) ou concordar totalmente (41 pessoas) que foi no Museu da Cachaça, o que totaliza 71,59% da amostra. No Campo de Aventura, respectivamente, 20 e 48 pessoas (77,27%). E na Área de Lazer, respectivamente, 25 e 47 pessoas (81,82%). Além disso, concluiu-se, através da análise tabular e análise gráfica, que o efeito dos esforços de marketing experiencial no espaço do Complexo Ypark sobre a decisão de lembrar e relacionar à marca Ypióca dos seus freqüentadores foi de 61,36% ( 22 pessoas concordaram um pouco e outras 32 concordaram totalmente) que vão lembrar da marca Ypióca ao também lembrar da visita, enquanto que 25,00% (22 pessoas) mostraram-se indiferentes. No total, 60,23% concordaram um pouco (21 pessoas) ou concordaram totalmente (32 pessoas) que farão tudo para voltar ao Ypark, enquanto que 25 pessoas (28,41%) mostraram-se indiferentes. Foi verificado também que, em razão dos preços praticados, 40,91% dos entrevistados dircordaram totalmente (17 pessoas) ou discordam um pouco (19 pessoas); 15 pessoas (17,05%) mostraram-se indiferentes; e outros 42,05% concordaram um pouco (23 pessoas) ou concordaram totalmente (14 pessoas) que o preço estava de acordo com o produto oferecido. Um outro dado importante é que 95,46% da amostra possui grau de instrução satisfatório, ou seja, ensino médio (23,86%); ensino fundamental (38,64%); especialização (17,05%); e mestrado (15,91%), o que nos leva a interpretar que 95 esse público entende a propaganda como tal, sedo a experiência no Complexo Ypark uma forma de acesso aos produtos da Ypióca, o que é um diferencial de mercado. Diante do exposto, vimos que a família Telles fez do Museu da Cachaça uma vitrine para contar a história das suas gerações, com um aspecto importante: agregou valor e contribuiu para o fortalecimento marca e dos produtos Ypióca. Como limitações deste estudo, observa-se o tamanho e o tipo de amostra utilizados, bem como a carência de material científico na área de marketing experiencial. No que se refere as principais contribuições, levanta-se a análise de uma organização nacional e regional e suas relações com o marketing experiencial. Como à sugestões de estudos posteriores, citamos a investigação da percepção da hospitalidade pelos visitantes; como o Ypark treina os seus funcionários e, ainda, uma análise dos impactos da publicidade e propaganda do Ypark para o fortalecimento da marca Ypióca. 96 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABRATT, Russell; SACKS, Diane. The Marketing Challenge: Towards Being Profitable and Socially Responsible. Journal of Business Ethics. V. 7. p. 497-507. 1988. ADORO VIAGEM. Atlanta e Ilhas Bahamas. World of Coca-Cola®. Disponível em < http://adoroviagem.uol.com.br/materias/adoro/atlanta-e-ilhas-bahamas>. Acesso em 05 jun. 2011. ASHTON, Mary Sandra G. Parques Temáticos. Revista FAMECOS. 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SEXO: Faixa Etária: □ menor que 18 anos □ 39 a 45 anos Separado(a) □ Superior □ 18 a 24 anos □ 46 a 52 anos □ Viúvo(a) □Especialização □ 25 a 31 anos □ 53 a 59 anos □ Mestrado □ 32 a 38 anos □ 60 ou mais anos □ Doutorado Arquitetura 21. A estrada estava bem sinalizada para chegar ao parque. 22. O parque é bem sinalizado. 23. Não tive problemas para me deslocar pelo parque. 24. Senti-me bem acolhido (sensação de segurança) no parque 25. O parque é bem iluminado . 26. As áreas do parque são bem caracterizadas. Fator Humano 27. Fui bem recebido no momento de chegada no estacionamento 28. Não tive problemas na hora de comprar os ingressos 29. Quando passei na entrada fui bem recebido. 30. Havia sempre um funcionário pronto para auxiliar os visitantes. 31. Foi me dado um mapa para me localizar dentro do parque. 32. Os funcionários do parque são educados e simpáticos. 33. Os funcionários do parque entretinham os visitantes. 34. Tive um problema no parque e foi solucionado prontamente 35. Tinha área para descanso - suficiente e agradável - dentro do parque. 36. Tem uma área preparada (banheiro e/ou berçário) para o cuidado de crianças pequenas. 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 5 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 Manutenção e conservação das áreas e equipamentos de recreação e entretenimento 37. O parque estava limpo. 38. Os equipamentos de recreação e entretenimento estavam bem conservados. 39. Todos os equipamentos de recreação e entretenimento funcionavam perfeitamente. 40. Os banheiros do parque são limpos. 1 1 1 1 2 2 2 2 3 3 3 3 4 4 4 4 5 5 5 5 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 Rapidez para fruição das atrações 41. Os equipamentos de recreação e entretenimento apresentavam fila. 42. Fui avisado sobre o tempo de espera para ficar na fila. 43. Havia algo para passar o tempo enquanto esperava na fila. 44. Não fiquei incomodado de ficar aguardando o tempo de espera na fila. 45. Não fiquei entediado no parque durante minha visita. 103 Alimentação 46. Tinha variedade nos produtos vendidos no parque. 47. O preço estava de acordo com o produto oferecido. 48. O serviço de alimentação dentro do parque foi ruim. 49. O serviço de alimentação dentro do parque foi bom. 50. O serviço de alimentação dentro do parque foi excelente. 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 Hospedagem (real e virtual) 51. O site do parque na Internet é bem idealizado. 52. O parque corresponde ao que foi divulgado no site. 53. Precisa de um hotel na área do parque. 1 1 1 2 2 2 3 3 3 4 4 4 5 5 5 1 1 1 2 2 2 3 3 3 4 4 4 5 5 5 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 4 4 4 4 4 4 4 4 4 5 5 5 5 5 5 5 5 5 Universo cultural nacional e regional 54. Conhecia os personagens temáticos do parque. 55. Os personagens do parque são ligados à cultura brasileira. 56. Fiquei satisfeito que o parque seja caracterizado segundo um padrão regional. Conclusão 57. Gostei da visita. 58. A visita me proporcionou emoções únicas. 59. A visita deixou a Ypioca mais perto do meu coração. 60. A visita deixou o Ypark mais perto do meu coração. 61. Sinto-me emocionalmente ligado à Ypioca. 62. Senti-me bem atendido durante toda a visita. 63. Não fiquei entediado em momento algum dentro do parque. 64. O parque é um ambiente hospitaleiro. 65. Minha expectativa em relação à visita foi atingida. 66. Vou lembrar da marca Ypioca ao lembrar da visita. 67. Farei tudo para voltar ao Ypark. Áreas do Complexo Ypark (onde eu me diverti mais?) 68. Museu da Cachaça. 69. Campo de Aventura. 70. Área de Lazer. 71. Bodega do Zé Leite. 72. Ateliê de fotografias personalizadas. 73. Tonel de cinco metros de altura. 74. Trenzinho do Ypark. 75. Bar com mobiliário e música ambiente da década de 30. 76. Lanchonete do campo de Aventura. Faça a seguir, se achar necessário, comentários sobre sua visão, sobre outros aspectos importantes da visita ao Complexo Ypark. ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ Obrigado por sua colaboração 104 APÊNDICE 2: TABULAÇÃO DOS DADOS ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA NO COMPLEXO YPARK 1 - Discordo totalmente/ 2 - Discordo um pouco/ 3 - Não concordo nem discordo/ 4 – Concordo um pouco/ 5 - Concordo totalmente. NHR - NÃO HOUVE RESPOSTA PERFIL DA MOSTRA 1. Sexo Feminino 46 52,27% Masculino 42 47,73% Total 88 100,00% 2. Faixa Etária Menor que 18 anos 8 9,09% 18 a 24 anos 11 12,50% 25 a 31 anos 17 19,32% 32 38 anos 11 12,50% 39 45 anos 8 9,09% 46 a 52 anos 13 14,77% 53 a 59 anos 12 13,64% 4 4,55% 60 ou mais anos Não responderam Total 4 4,55% 88 100,00% 3. ESTADO CIVIL Solteiro(a) 34 38,64% Casado(a) 38 43,18% Divorciado(a)/Separado(a) 11 12,50% Viúvo(a) Total 5 5,68% 88 100,00% 4. FORMAÇÃO 1 Ensino Fundamental 3 3,41% 2 Ensino Médio 21 23,86% 3 Superior 34 38,64% 4 Especialização 15 17,05% 5 Mestrado 14 15,91% 6 Doutorado Total 1 1,14% 88 100,00% 105 5. Arquitetura 1 21. A estrada estava bem sinalizada para chegar ao parque. 22. O parque é bem sinalizado. 23. Não tive problemas para me deslocar pelo parque. 24. Senti-me bem acolhido (sensação de segurança) no parque 25. O parque é bem iluminado . 26. As áreas do parque são bem caracterizadas. % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 21. 20 22,73 23 26,14 14 15,91 18 20,45 13 14,77 0 0,00 88 100,00 22. 4 4,55 5 5,68 21 23,86 26 29,55 32 36,36 0 0,00 88 100,00 23. 3 3,41 6 6,82 14 15,91 27 30,68 38 43,18 0 0,00 88 100,00 24. 1 1,14 1 1,14 15 17,05 30 34,09 41 46,59 0 0,00 88 100,00 25. 0 0,00 5 5,68 36 40,91 20 22,73 25 28,41 2 2,27 88 100,00 26. 0 0,00 0 0,00 15 17,05 31 35,23 42 47,73 0 0,00 88 100,00 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 27. 2 2,27 7 7,95 18 20,45 22 25,00 39 44,32 0 0,00 88 100,00 28. 0 0,00 3 3,41 10 11,36 26 29,55 49 55,68 0 0,00 88 100,00 29. 1 1,14 4 4,55 11 12,50 25 28,41 47 53,41 0 0,00 88 100,00 30. 2 2,27 2 2,27 18 20,45 37 42,05 29 32,95 0 0,00 88 100,00 31. 28 31,82 13 14,77 16 18,18 18 20,45 13 14,77 0 0,00 88 100,00 32. 1 1,14 3 3,41 13 14,77 34 38,64 36 40,91 1 1,14 88 100,00 33. 2 2,27 8 9,09 16 18,18 37 42,05 25 28,41 0 0,00 88 100,00 34. 5 5,68 3 3,41 37 42,05 22 25,00 19 21,59 2 2,27 88 100,00 35. 2 2,27 9 10,23 15 17,05 31 35,23 30 34,09 1 1,14 88 100,00 36. 1 1,14 7 7,95 40 45,45 19 21,59 20 22,73 1 1,14 88 100,00 % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 0,00 3 3,41 13 14,77 26 29,55 46 52,27 0 0,00 88 100,00 2,27 4 4,55 10 11,36 28 31,82 44 50,00 0 0,00 88 100,00 2,27 4 4,55 11 12,50 25 28,41 46 52,27 0 0,00 88 100,00 0,00 6 6,82 14 15,91 31 35,23 37 42,05 0 0,00 88 100,00 6. Fator Humano 27. Fui bem recebido no momento de chegada no estacionamento 28. Não tive problemas na hora de comprar os ingressos 29. Quando passei na entrada fui bem recebido. 30. Havia sempre um funcionário pronto para auxiliar os visitantes. 31. Foi me dado um mapa para me localizar dentro do parque. 32. Os funcionários do parque são educados e simpáticos. 33. Os funcionários do parque entretinham os visitantes. 34. Tive um problema no parque e foi solucionado prontamente 35. Tinha área para descanso suficiente e agradável - dentro do parque. 36. Tem uma área preparada (banheiro e/ou berçário) para o cuidado de crianças pequenas. 7. Manutenção e conservação das áreas e equipamentos de recreação e entretenimento 1 37. O parque 37. 0 estava limpo. 38. Os equipamentos de recreação e entretenimento estavam bem conservados. 38. 2 39. Todos os equipamentos de recreação e entretenimento funcionavam perfeitamente. 39. 2 40. Os banheiros do 40. 0 parque são limpos. 106 8. Rapidez para fruição das atrações 1 41. Os equipamentos de recreação e entretenimento apresentavam fila. 42. Fui avisado sobre o tempo de espera para ficar na fila. 43. Havia algo para passar o tempo enquanto esperava na fila. 44. Não fiquei incomodado de ficar aguardando o tempo de espera na fila. 45. Não fiquei entediado no parque durante minha visita. % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 41. 19 21,59 19 21,59 17 19,32 16 18,18 17 19,32 0 0,00 88 100,00 42. 33 37,50 12 13,64 25 28,41 13 14,77 5 5,68 0 0,00 88 100,00 43. 25 28,41 13 14,77 30 34,09 11 12,50 6 6,82 3 3,41 88 100,00 44. 13 14,77 12 13,64 29 32,95 16 18,18 18 20,45 0 0,00 88 100,00 45. 2,27 14 15,91 19 21,59 22 25,00 31 35,23 0 0,00 88 100,00 TOTAL TOTAL% 2 9. Alimentação 1 46. Tinha variedade nos produtos vendidos no parque. 47. O preço estava de acordo com o produto oferecido. 48. O serviço de alimentação dentro do parque foi ruim. 49. O serviço de alimentação dentro do parque foi bom. 50. O serviço de alimentação dentro do parque foi excelente. 46. 2 3 4 5 NHR 6 6,82 3 3,41 15 17,05 30 34,09 34 38,64 0 0,00 88 100,00 47. 17 19,32 19 21,59 15 17,05 23 26,14 14 15,91 0 0,00 88 100,00 48. 46 52,27 13 14,77 18 20,45 8 9,09 3 3,41 0 0,00 88 100,00 49. 5 5,68 2 2,27 17 19,32 34 38,64 30 34,09 0 0,00 88 100,00 50. 8 9,09 5 5,68 25 28,41 24 27,27 25 28,41 1 1,14 88 100,00 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 51. 5 5,68 11 12,50 36 40,91 20 22,73 14 15,91 2 2,27 88 100,00 52. 2 2,27 8 9,09 33 37,50 23 26,14 20 22,73 2 2,27 88 100,00 53. 4 4,55 7 7,95 24 27,27 16 18,18 34 38,64 3 3,41 88 100,00 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 54. 12 13,64 7 7,95 13 14,77 17 19,32 39 44,32 0 0,00 88 100,00 55. 1 1,14 3 3,41 11 12,50 23 26,14 50 56,82 0 0,00 88 100,00 56. 1 1,14 3 3,41 9 10,23 20 22,73 54 61,36 1 1,14 88 100,00 10. Hospedagem (real e virtual) 51. O site do parque na Internet é bem idealizado. 52. O parque corresponde ao que foi divulgado no site. 53. Precisa de um hotel na área do parque. 11. Universo cultural nacional e regional 54. Conhecia os personagens temáticos do parque. 55. Os personagens do parque são ligados à cultura brasileira. 56. Fiquei satisfeito que o parque seja caracterizado segundo um padrão regional. 107 12. Conclusão 57. Gostei da visita. 58. A visita me proporcionou emoções únicas. 59. A visita deixou a Ypioca mais perto do meu coração. 60. A visita deixou o Ypark mais perto do meu coração. 61. Sinto-me emocionalmente ligado à Ypioca. 62. Senti-me bem atendido durante toda a visita. 63. Não fiquei entediado em momento algum dentro do parque. 64. O parque é um ambiente hospitaleiro. 65. Minha expectativa em relação à visita foi atingida. 66. Vou lembrar da marca Ypioca ao lembrar da visita. 67. Farei tudo para voltar ao Ypark. 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 57. 2 2,27 3 3,41 6 6,82 19 21,59 58 65,91 0 0,00 88 100,00 58. 6 6,82 10 11,36 13 14,77 25 28,41 33 37,50 1 1,14 88 100,00 59. 24 27,27 12 13,64 22 25,00 12 13,64 17 19,32 1 1,14 88 100,00 60. 20 22,73 10 11,36 22 25,00 13 14,77 22 25,00 1 1,14 88 100,00 61. 23 26,14 15 17,05 19 21,59 13 14,77 16 18,18 2 2,27 88 100,00 62. 3 3,41 3 3,41 13 14,77 31 35,23 37 42,05 1 1,14 88 100,00 63. 5 5,68 6 6,82 7 7,95 24 27,27 44 50,00 2 2,27 88 100,00 64. 0 0,00 2 2,27 7 7,95 30 34,09 48 54,55 1 1,14 88 100,00 65. 0 0,00 7 7,95 7 7,95 32 36,36 42 47,73 0 0,00 88 100,00 66. 2 2,27 9 10,23 22 25,00 22 25,00 32 36,36 1 1,14 88 100,00 67. 4 4,55 4 4,55 25 28,41 21 23,86 32 36,36 2 2,27 88 100,00 1 % 2 % 3 % 4 % 5 % NHR % TOTAL TOTAL% 68. 2 2,27 9 10,23 10 11,36 22 25,00 41 46,59 4 4,55 88 100,00 69. 2 2,27 2 2,27 15 17,05 20 22,73 48 54,55 1 1,14 88 100,00 70. 2 2,27 2 2,27 9 10,23 25 28,41 47 53,41 3 3,41 88 100,00 71. 9 10,23 9 10,23 21 23,86 11 12,50 34 38,64 4 4,55 88 100,00 72. 4 4,55 13 14,77 28 31,82 14 15,91 26 29,55 3 3,41 88 100,00 73. 2 2,27 7 7,95 14 15,91 29 32,95 32 36,36 4 4,55 88 100,00 74. 7 7,95 8 9,09 18 20,45 22 25,00 30 34,09 3 3,41 88 100,00 75. 6 6,82 9 10,23 14 15,91 18 20,45 37 42,05 4 4,55 88 100,00 76. 6 6,82 6 6,82 22 25,00 22 25,00 28 31,82 4 4,55 88 100,00 13. Áreas do Complexo Ypark (onde eu me diverti mais?) 68. Museu da Cachaça. 69. Campo de Aventura. 70. Área de Lazer. 71. Bodega do Zé Leite. 72. Ateliê de fotografias personalizadas. 73. Tonel de cinco metros de altura. 74. Trenzinho do Ypark. 75. Bar com mobiliário e música ambiente da década de 30. 76. Lanchonete do campo de Aventura.