Análise dos Óbitos por Aids
no Estado de São Paulo
Simone Queiroz Rocha
Gerência de Assistência
Centro de Referência e Treinamento DST/Aids
São Paulo, agosto de 2015
Tx de mortalidade por aids no Brasil
Taxa de mortalidade (por 100 mil hab.)
Gráfico: Taxa de mortalidade por aids (por 100.000 hab.) segundo
região de residência por ano do óbito. Brasil, 1980 a 2012
18
16
14
12
10
08
06
04
02
00
1980
1985
1990
1995
2000
2005
2010
Ano do óbito
Brasil
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Fontes: SIM
Tx de mortalidade por aids no Brasil
Gráfico: Taxa de mortalidade por aids (por 100.000 hab.) segundo
região de residência por ano do óbito. Brasil, 2004 a 2013
Cenário da mortalidade
por aids no Estado de
São Paulo
Tx de mortalidade por aids em SP
40,0
Gráfico: Taxa de mortalidade por aids (por 100.000 hab.)
segundo ano do óbito, Estado de São Paulo, 1981 a 2012
35,0
|Homens
Mulheres
30,0
Total
2010: 7,6
2011: 7,2
2012: 6,6
2013: 6,5
25,0
20,0
15,0
10,0
5,0
Fonte: Fundação Sistema Estatístico de Análise de Dados -Seade
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
1993
1992
1991
1990
1989
1988
1987
1986
1985
0,0
A síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) é a evolução clínica avançada da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana
(HIV) e teve sua história natural alterada pela introdução da terapia antirretroviral (TARV), através de uma política nacional de
oferta gratuita com início no final de 1996, resultando em um aumento da sobrevida dos pacientes mediante reconstituição das
funções do sistema imunológico e redução das doenças secundárias.
No período de 2000 a 2011, a taxa de mortalidade no estado de São Paulo reduziu 36%, passando de 11,3 para 7,2 óbitos/100 mil
habitantes-ano. No entanto, entre os 645 municípios de São Paulo, aproximadamente 10% apresentavam taxas de mortalidade
superiores à do Estado em 2011.
Este instrumento visa à coleta de dados para a identificação das
principais causas de óbito e vulnerabilidades programáticas nos
municípios com mortalidade acima da taxa do Estado, para a
proposição de medidas que possam impactar na ocorrência de
mortes evitáveis por aids.
Gerência de Assistência Integral a Saúde
Denize Lotufo Estevam
Gerência de Vigilância Epidemiológica
Ângela Tayra
Base de dados FORMSUS
• Última atualização: 01/04/15
– 745 formulários preenchidos (17 duplicados)
– Total: 728 (706 óbitos no período de interesse)
– 18 GVE; 54 municípios (1 a 103 formulários)
Ano
n
≤ 2012
21
2013
405
2014
289
2015
12
IGN
1
TOTAL
728
706
96,9%
Distribuição dos óbitos segundo
sexo biológico (n=706)
33%
Sexo
Masculino
Feminino
Masculino
470
236
Feminino
67%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição de óbitos segundo
faixa etária, em anos (n=706)
1%
0%
0%
Até 12
6%
18%
Faixa etária
Até 12
> 12 e ≤ 20
> 20 e ≤ 35
> 35 e ≤ 50
> 50 e ≤ 65
> 65
IGN
TOTAL
> 12 e ≤ 20
> 20 e ≤ 35
25%
3
3
124
355
175
40
6
706
> 35 e ≤ 50
> 50 e ≤ 65
50%
> 65
IGN
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição dos óbitos segundo
etnia (n=706)
0% 2%
23%
Raça/Cor/Etnia
Branca
Preta
Parda
Amarela
IGN
TOTAL
453
78
160
1
14
706
Branca
Preta
Parda
Amarela
11%
64%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
IGN
Distribuição dos óbitos segundo
escolaridade (n=706) *
18%
Escolaridade
Até
fundamental
Médio
Superior ou
mais
IGN
TOTAL
4%
Até fundamental
396
158
Médio
29
123
706
56%
22%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Superior ou mais
IGN
Distribuição dos óbitos segundo
escolaridade (n=583)
5%
27%
Escolaridade
Até fundamental
Médio
Superior ou mais
IGN
TOTAL
Até fundamental
396
158
29
123
706
Médio
Superior ou mais
68%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Proporção de óbitos segundo segundo
situação social (n=706)*
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Situação social
Morador de rua
Aposentado/inativo
Desempregado
Bolsa-auxílio
Privado de liberdade
Estudante
Trabalhando
IGN
11
135
132
38
12
7
221
154
Proporção de óbitos segundo segundo
situação social (n=552)
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Situação social
Morador de rua
Aposentado/inativo
Desempregado
Bolsa-auxílio
Privado de liberdade
Estudante
Trabalhando
IGN
11
135
132
38
12
7
221
154
Distribuição dos óbitos segundo
orientação sexual (n=706) *
19%
Orientação sexual
Heterossexual
Homossexual
Bissexual
IGN
TOTAL
481
60
33
132
706
Heterossexual
5%
Homossexual
Bissexual
8%
IGN
68%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição dos óbitos segundo
orientação sexual (n=706)
6%
10%
Orientação sexual
Heterossexual
Homossexual
Bissexual
IGN
TOTAL
Heterossexual
481
60
33
132
706
Homossexual
Bissexual
84%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição de óbitos segundo
categoria de exposição (n=706) *
Sexual
22%
Categoria de exposição
Sexual
Transfusão
Transmissão vertical
Uso de drogas injetáveis
IGN
TOTAL
Transfusão
481
2
9
59
155
706
Transmissão vertical
9%
1%
0%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
68%
Uso de drogas
injetáveis
IGN
Distribuição de óbitos segundo
categoria de exposição (n=706)
0% 2%
11%
Sexual
Categoria de exposição
Sexual
Transfusão
Transmissão vertical
Uso de drogas injetáveis
IGN
TOTAL
481
2
9
59
155
706
Transfusão
Transmissão vertical
Uso de drogas
injetáveis
87%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição de óbitos segundo
local de diagnóstico (n=706) *
8%
12%
CTA
6%
Local Diagnóstico
CTA
UBS
SAE
Campanha
Convênio
Hospital-SUS
Privada
Outro
IGN
TOTAL
55
124
166
2
6
201
26
42
84
706
18%
4%
UBS
SAE
Campanha
Convênio
Hospital-SUS
Privada
28%
23%
Outro
IGN
1%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
0%
Distribuição de óbitos segundo
local de diagnóstico (n=622)
4%
Local Diagnóstico
CTA
UBS
SAE
Campanha
Convênio
Hospital-SUS
Privada
Outro
IGN
TOTAL
7%
9%
CTA
UBS
55
124
166
2
6
201
26
42
84
706
20%
SAE
Campanha
Convênio
32%
Hospital-SUS
Privada
27%
1%
0%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Outro
Distribuição de óbitos segundo
sobrevida após o diagnóstico (n=706)*
15%
Sobrevida
até 30 dias
1 a 6 meses
6 meses a 1 ano
1 a 2 anos
2 a 5 anos
5 a 10 anos
10 anos ou mais
IGN
TOTAL
11%
até 30 dias
9%
79
65
20
26
64
124
219
109
706
1 a 6 meses
3%
4%
6 meses a 1 ano
1 a 2 anos
2 a 5 anos
31%
9%
5 a 10 anos
10 anos ou mais
18%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
IGN
Distribuição de óbitos segundo
sobrevida após o diagnóstico (n=597)
13%
até 30 dias
Sobrevida
até 30 dias
1 a 6 meses
6 meses a 1 ano
1 a 2 anos
2 a 5 anos
5 a 10 anos
10 anos ou mais
IGN
TOTAL
79
65
20
26
64
124
219
109
706
37%
11%
3%
4%
11%
21%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
1 a 6 meses
6 meses a 1 ano
1 a 2 anos
2 a 5 anos
5 a 10 anos
10 anos ou mais
Distribuição de óbitos segundo
resultado do primeiro CD4 (n=706)*
25%
Faixa primeiro CD4
Menor que 200
200 a 349
350 a 499
500 ou mais
IGN
TOTAL
34%
243
104
80
106
173
706
Menor que 200
200 a 349
350 a 499
500 ou mais
IGN
15%
11%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
15%
Distribuição de óbitos segundo
resultado do primeiro CD4 (n=533)
20%
Faixa primeiro CD4
Menor que 200
200 a 349
350 a 499
500 ou mais
IGN
TOTAL
243
104
80
106
173
706
Menor que 200
46%
200 a 349
350 a 499
15%
500 ou mais
19%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição de óbitos segundo
resultado do último CD4 (n=706)*
24%
Faixa último CD4
Menor que 200
200 a 349
350 a 499
500 ou mais
IGN
TOTAL
Menor que 200
323
71
60
80
172
706
46%
200 a 349
350 a 499
500 ou mais
11%
IGN
9%
10%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição de óbitos segundo
resultado do último CD4 (n=534)
15%
Faixa último CD4
Menor que 200
200 a 349
350 a 499
500 ou mais
IGN
TOTAL
323
71
60
80
172
706
Menor que 200
11%
200 a 349
350 a 499
13%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
61%
500 ou mais
Distribuição de óbitos segundo
resultado da última CV (n=706)*
7%
Faixa última CV
Indetectável
Até 1000 cp/mL
1000 cp/mL ou mais
IGN
TOTAL
Indetectável
27%
19%
48
133
332
193
706
< 1000 cp/mL
1000 cp/mL ou
mais
IGN
47%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição de óbitos segundo
resultado da última CV (n=513)
9%
Faixa última CV
Indetectável
Até 1000 cp/mL
1000 cp/mL ou mais
IGN
TOTAL
48
133
332
193
706
26%
Indetectável
< 1000 cp/mL
65%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
1000 cp/mL ou mais
Distribuição de óbitos segundo
uso de TARV (n=706)
9%
Usou TARV
Sim
Não
IGN
TOTAL
509
134
63
706
19%
Sim
Não
IGN
72%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição de óbitos
segundo adesão à TARV (n=509)
6%
Adesão TARV
Não aderente
Aderente
Adesão IGN
TOTAL
33%
167
312
30
509
Não aderente
Aderente
Adesão IGN
61%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Obs: Tempo TARV < 6 meses = Adesão IGN
Distribuição de óbitos segundo
última CV quando em TARV (n=403)
7%
Uso TARV e CV
Indetectável
50-1000 cp/mL
1000 cp/mL ou mais
IGN
TOTAL
11%
Indetectável
44
108
221
30
403
27%
50-1000 cp/mL
1000 cp/mL ou mais
IGN
55%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Todos com tempo de TARV > 6 meses
Proporção de óbitos segundo
outros agravos pré-existentes (n=706)
32,0%
25,2%
22,2%
19,7%
13,9% 13,0%
7,8% 8,6%
8,2%
5,1%
3,5% 2,4%
2,8%
1,4%
3,0%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
4,4%
19,8%
19,8%
Distribuição de óbitos segundo
início de seguimento e retenção (n=706)
8%
Seguimento e adesão ao serviço
Não aderente ao serviço
Aderente ao serviço
Não iniciou seguimento
IGN
TOTAL
335
214
104
53
706
30%
15%
Iniciou seguimento /
aderente
Iniciou seguimento /
não aderente
Não iniciou seguimento
IGN
47%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição de óbitos segundo
internações anteriores (n=706)
23%
Internações anteriores
Sim
Não
IGN
TOTAL
335
212
159
706
47%
Sim
Não
IGN
30%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição de óbitos segundo as
causas de mortalidade (n=706)*
37,4%
29,7%
42,4%
3,4%
0,4% 0,8%
5,0%
1,6%
0,3% 1,4%
5,8%
3,4%
0,4%
5,2%
1,7%
0,4% 0,7% 0,3% 0,1% 1,3% 0,6%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a abril/2015)
Distribuição de óbitos segundo as
causas de mortalidade (n=706)
51,4%
56,4%
15,7%
0,4% 0,8%
3,4%
1,6%
5,0%
0,3% 1,4%
3,4%
5,8%
0,4%
1,7%
5,2%
0,4% 0,7% 0,3% 0,1% 1,3% 0,6%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição segundo a
causa do óbito (n=706)
13%
Causa óbito
Aids
Não Aids CD4 < 200
Não Aids CD4 ≥ 200
Não Aids CD4 ignorado
TOTAL
299
170
144
93
706
42%
21%
Aids
Não Aids CD4 < 200
Não Aids CD4 ≥ 200
Não Aids CD4 IGN
24%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição segundo a
evitabilidade do óbito (n=706)*
28%
29%
Óbito evitável?
Não
Sim
Não é possível avaliar
TOTAL
199
300
207
706
Não
Sim
Não é possível avaliar
43%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Proporção de óbitos segundo
fatores contribuintes (n=706)
42,1%
42,8%
32,9%
21,4%
11,8%
1,6%
0,8%
1,3%
Def.
Def.
Def.
Diagnóstico Início tardio Má adesão Má adesão à
Não
retaguarda retaguarda retaguarda
tardio
da TARV ao serviço
TARV
existiram
de
de exames hospitalar
especialista
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Distribuição segundo a
evitabilidade do óbito (n=706)
21%
Óbito evitável? (revisão)
Existem fatores contribuintes
Não existem fatores contribuintes
TOTAL
Existem fatores
contribuintes
557
149
706
Não existem fatores
contribuintes
79%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Recorte 1: Sobrevida pós-HIV até 2 a
• n = 190 (26,9%)
– 94 (49,4%) diagnóstico hospitalizados
– 103 (54,2%) realizaram CD4
• 72 (69,9%) com 1º. CD4 < 200
• 71 (68,9%) com último CD4 < 200
– 99 (52,1%) realizaram CV
• 5 (95%) com CV detectável
– 98 (48,4%) iniciaram TARV
• 21 (22,8%) eram aderentes
Recorte 1: Sobrevida pós-HIV até 2 anos
• n = 190 (26,9%)
– 94 (49,4%) diagnóstico hospitalizados
– 103 (54,2%) realizaram CD4
• 72 (69,9%) com 1º. CD4 < 200
• 71 (68,9%) com último CD4 < 200
– 99 (52,1%) realizaram CV
• 5 (95%) com CV detectável
– 98 (48,4%) iniciaram TARV
• 21 (22,8%) eram aderentes
Causa de óbito para o recorte 1:
sobrevida menor que 2 anos (n= 190)
24%
Aids
Sobrevida < 2 anos e causa óbito
Aids
87
Não Aids CD4 < 200
40
Não Aids CD4 ≥ 200
18
Não Aids CD4 ignorado
45
190
TOTAL
46%
Não Aids CD4 < 200
9%
Não Aids CD4 ≥ 200
21%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Não Aids CD4 ignorado
Recorte 2: Uso de álcool e/ou drogas
e seguimento (n= 233)
3%
10%
Não iniciou
18%
Uso álcool e/ou drogas e seguimento
Não iniciou
Iniciou seguimento / não aderente
Iniciou seguimento /aderente
Adesão ao seguimento IGN
TOTAL
Iniciou seguimento
/ não aderente
23
160
43
7
233
Iniciou seguimento
/aderente
69%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Adesão ao
seguimento IGN
Recorte 2: Uso de álcool e/ou drogas
e uso de TARV (n= 233)
4%
16%
17%
Uso álcool e/ou drogas e uso TARV
Não iniciou
Iniciou TARV / não aderente
Iniciou TARV / aderente
Adesão à TARV IGN
TOTAL
Não iniciou
Iniciou TARV / não
aderente
38
147
39
9
233
Iniciou TARV /
aderente
Adesão à TARV IGN
63%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Recorte 2: Uso de álcool e/ou drogas
e causa do óbito (n= 233)
6%
Aids
16%
Não Aids CD4 < 200
Uso de álcool e/ou drogas e causa do óbito
Aids
112
Não Aids CD4 < 200
69
Não Aids CD4 ≥ 200
37
Não Aids CD4 IGN
15
TOTAL
233
48%
Não Aids CD4 ≥ 200
30%
Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo
(GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015)
Não Aids CD4 IGN
Recorte 3: categoria de exposição = TV
•
•
•
•
n=9
Todos entre 10 e 34 anos
Tempo entre HIV e óbito: de 26 dias a 23,5 anos
Contexto óbito:
– Carga viral indetectável e CD4 > 1000, em uso de TARV:
Atropelamento
– Adotado, início tardio da TARV, usuário de drogas, não
aderente, falha virológica e CD4 < 200: IO
– Falha virológica, CD4 baixo, não aderente (só
indetectou uma única vez – gravidez): infecção
– Adotado. Poucos dados
Recorte 3: categoria de exposição = TV
– Aderente enquanto criado pela avó (até os 15 anos).
Abandono após o óbito da mesma. Retorna muito
doente, 5 anos após, tendo sofrido duas internações:
anemia
– 10 anos de idade, óbito dia após o diagnóstico
sorológico. Mãe tinha exame + do parto e abandonou
o seguimento: infecção
– HIV diagnosticado aos 6 anos, na internação que
culminou com o óbito
– Suicídio aos 19 anos
– HIV diagnosticado aos 3 anos, morreu meses após
Informações adicionais
• Diagnósticos com doença instalada e óbito
• Dificuldades na retenção ao serviço e adesão ao
tratamento
• Uso de álcool e drogas, depressão e outras doenças
psiquiátricas
• Condições sociais
• Aceitação e revelação diagnóstica
• Religião: crença na cura impedindo início de TARV
– 14 anos de infecção, evoluindo com TB
– 5 anos cursando com criptococose e NTX
– Oportunista grave recusando internação e hemotransfusão
• Mudanças de locais (município e estados) de tratamento
Informações adicionais
• Hepatites virais colaborando para o óbito
• Algumas condições clínicas associadas (envelhecimento)
• Qualidade da assistência à população privada de
liberdade
• Necessidade de parceria com outros programas
• Múltiplos relatos de busca de faltosos e tentativas de
intervenções psico-sociais sem sucesso em serviços
específicos
• Abandono após a gestação
• Diagnóstico em idosos
Fragilidades da coleta
• Grande número de dados ignorados
– Buscar a utilização das fontes disponíveis
•
•
•
•
Óbitos sem menção à AIDS ou HIV na DO
Declaração de óbito mal preenchida
Sem acesso a dados do sistema privado
IML/SVO: serviços deficitários
Diagnóstico
precoce
Vinculação
e retenção
Início
oportuno da
TARV
Carga viral
indetectável
Cuidado Contínuo do HIV (Cascata)
Brasil, 2013
20%
9%
DIAGNOSTICADOS
734
16,5%
EM TRATAMENTO
21%
589
574
537
17,5%
448
355
293
INDETECTÁVEIS
Implantação de TRD HIV nos 645
municípios (SP)
470 mun
nov 2014 (72,9%)
539 MUNICIPIOS REALIZARAM AÇÕES DE CAMPANHA
FIQUE SABENDO - 2014
11 municípios desistiram
Proporção de testes rápidos reagentes segundo tipo de
exame realizado na campanha Fique Sabendo 2014
TR
N
REAGENTES
%
HIV S
93.969
440
0,47
HIV FO
19.490
121
0,62
HIV TOTAL
113.459
561
0,49
Sífilis
85.486
2.391
2,80
Hep B
23.358
79
0,34
Hep C
24.482
328
1,34
Desafios para Assistência das PVHIV
 Ampliar o diagnóstico para populações vulneráveis
 Reduzir o tempo entre o diagnóstico e o início do acompanhamento
 Expandir estratégias para aumentar a retenção nos SAE
 Ampliar a oferta de TARV
 Aumentar a adesão aos medicamentos
 Ampliar a oferta de teste HIV para pessoas com diagnóstico de TB
 Elevar a taxa de cura em PVHIV e TB para 80%
 Trabalhar abordagem de populações específicas
Obrigada!
[email protected]
•Slides backup
Vinculação e retenção
• EUA:
– Vinculação: 77%
– Retenção: 51%
• 59% pelo menos um gap de 6 meses entre seguimento
• 73% constância (visita em 4 trimestres)
• Baixa retenção: Jovens, homens, negros, não HSH, > CD4
iniciais, UDI
• Relação direta entre retenção e supressão viral e retenção
e adesão, retenção e mortalidade
Yehia, BR, et al. AIDS 2012, 26: 1131-1139
Crawford T, et al. AIDS Behav doi10.1007/s10461-013-0559-0
Giordano TP., et al. J Acquir Immune Defic Syndr 2003;32(4):399-405
Ullet KB, et al. AIDS patient care an STD. 2009, 23(1):1-9
Gardner EM, et al. JIAPAC 2013, 12:384-389
Adesão e mortalidade
• A existência de fatores de risco associados a ambos
levam a relações causais complexas
• Colúmbia Britânica. N= 903
• Início TARV entre 2000 e 2004 (análise 2005)
• EFV, NVP, ATV e LPV/r
• 96 óbitos
• Adesão < 95%: probabilidade 3,3 x maior de óbito
– ITRNN: 3,61 vezes
– IP/r: 3,25 vezes
Lima VD, et al. J Acquir Immune Defic Syndr 2009;50:529–536
Causas relacionadas e
causas não relacionadas à Aids - Br
3530 pacientes / 868 óbitos
Grinsztejn B, et al. PLoS ONE 8(4): e59768. doi:10.1371/journal.pone.0059768
Mortalidade e fatores associados
- Causas relacionadas à Aids:
- Apresentação tardia ao serviço de saúde
- Pior perfil imunológico no diagnóstico
- Antecedente de doença definidora de Aids
- Causas não relacionadas à Aids
-
> idade
Menores valores de CD4 e maiores valores de CV pré-TARV
Co-infecção com HCV
Doença definidora de Aids prévia
- TARV protege de todas as causas
Grinsztejn B, et al. PLoS ONE 8(4): e59768. doi:10.1371/journal.pone.005976
Wada K,et al. AIDS 2014, 28:257-265
Expectativa de vida - estimativas
• Período pré-tratamento:
– Da soroconversão ao óbito: 9 a 10 anos
– Mediana após o diagnóstico: 20 meses
• Dias atuais:
– Semelhante a de não infectados
– Menor para UDI
– Diagnóstico precoce, início oportuno da TARV e
adesão
– Vinculação e retenção em serviços de saúde
– Manejo de co-morbidades
– Adoção de estilo de vida mais saudável
Sanji H, et al. PLoS ONE 8(12): e81355. doi:10.1371/journal.pone.0081355
Nakagawa F, et al. Curr Opin Infect Dis 2013, 26:17–25
Download

Acessar arquivo anexo