Análise dos Óbitos por Aids no Estado de São Paulo Simone Queiroz Rocha Gerência de Assistência Centro de Referência e Treinamento DST/Aids São Paulo, agosto de 2015 Tx de mortalidade por aids no Brasil Taxa de mortalidade (por 100 mil hab.) Gráfico: Taxa de mortalidade por aids (por 100.000 hab.) segundo região de residência por ano do óbito. Brasil, 1980 a 2012 18 16 14 12 10 08 06 04 02 00 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2010 Ano do óbito Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Fontes: SIM Tx de mortalidade por aids no Brasil Gráfico: Taxa de mortalidade por aids (por 100.000 hab.) segundo região de residência por ano do óbito. Brasil, 2004 a 2013 Cenário da mortalidade por aids no Estado de São Paulo Tx de mortalidade por aids em SP 40,0 Gráfico: Taxa de mortalidade por aids (por 100.000 hab.) segundo ano do óbito, Estado de São Paulo, 1981 a 2012 35,0 |Homens Mulheres 30,0 Total 2010: 7,6 2011: 7,2 2012: 6,6 2013: 6,5 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 Fonte: Fundação Sistema Estatístico de Análise de Dados -Seade 2012 2011 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003 2002 2001 2000 1999 1998 1997 1996 1995 1994 1993 1992 1991 1990 1989 1988 1987 1986 1985 0,0 A síndrome da imunodeficiência adquirida (aids) é a evolução clínica avançada da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e teve sua história natural alterada pela introdução da terapia antirretroviral (TARV), através de uma política nacional de oferta gratuita com início no final de 1996, resultando em um aumento da sobrevida dos pacientes mediante reconstituição das funções do sistema imunológico e redução das doenças secundárias. No período de 2000 a 2011, a taxa de mortalidade no estado de São Paulo reduziu 36%, passando de 11,3 para 7,2 óbitos/100 mil habitantes-ano. No entanto, entre os 645 municípios de São Paulo, aproximadamente 10% apresentavam taxas de mortalidade superiores à do Estado em 2011. Este instrumento visa à coleta de dados para a identificação das principais causas de óbito e vulnerabilidades programáticas nos municípios com mortalidade acima da taxa do Estado, para a proposição de medidas que possam impactar na ocorrência de mortes evitáveis por aids. Gerência de Assistência Integral a Saúde Denize Lotufo Estevam Gerência de Vigilância Epidemiológica Ângela Tayra Base de dados FORMSUS • Última atualização: 01/04/15 – 745 formulários preenchidos (17 duplicados) – Total: 728 (706 óbitos no período de interesse) – 18 GVE; 54 municípios (1 a 103 formulários) Ano n ≤ 2012 21 2013 405 2014 289 2015 12 IGN 1 TOTAL 728 706 96,9% Distribuição dos óbitos segundo sexo biológico (n=706) 33% Sexo Masculino Feminino Masculino 470 236 Feminino 67% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição de óbitos segundo faixa etária, em anos (n=706) 1% 0% 0% Até 12 6% 18% Faixa etária Até 12 > 12 e ≤ 20 > 20 e ≤ 35 > 35 e ≤ 50 > 50 e ≤ 65 > 65 IGN TOTAL > 12 e ≤ 20 > 20 e ≤ 35 25% 3 3 124 355 175 40 6 706 > 35 e ≤ 50 > 50 e ≤ 65 50% > 65 IGN Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição dos óbitos segundo etnia (n=706) 0% 2% 23% Raça/Cor/Etnia Branca Preta Parda Amarela IGN TOTAL 453 78 160 1 14 706 Branca Preta Parda Amarela 11% 64% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) IGN Distribuição dos óbitos segundo escolaridade (n=706) * 18% Escolaridade Até fundamental Médio Superior ou mais IGN TOTAL 4% Até fundamental 396 158 Médio 29 123 706 56% 22% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Superior ou mais IGN Distribuição dos óbitos segundo escolaridade (n=583) 5% 27% Escolaridade Até fundamental Médio Superior ou mais IGN TOTAL Até fundamental 396 158 29 123 706 Médio Superior ou mais 68% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Proporção de óbitos segundo segundo situação social (n=706)* Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Situação social Morador de rua Aposentado/inativo Desempregado Bolsa-auxílio Privado de liberdade Estudante Trabalhando IGN 11 135 132 38 12 7 221 154 Proporção de óbitos segundo segundo situação social (n=552) Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Situação social Morador de rua Aposentado/inativo Desempregado Bolsa-auxílio Privado de liberdade Estudante Trabalhando IGN 11 135 132 38 12 7 221 154 Distribuição dos óbitos segundo orientação sexual (n=706) * 19% Orientação sexual Heterossexual Homossexual Bissexual IGN TOTAL 481 60 33 132 706 Heterossexual 5% Homossexual Bissexual 8% IGN 68% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição dos óbitos segundo orientação sexual (n=706) 6% 10% Orientação sexual Heterossexual Homossexual Bissexual IGN TOTAL Heterossexual 481 60 33 132 706 Homossexual Bissexual 84% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição de óbitos segundo categoria de exposição (n=706) * Sexual 22% Categoria de exposição Sexual Transfusão Transmissão vertical Uso de drogas injetáveis IGN TOTAL Transfusão 481 2 9 59 155 706 Transmissão vertical 9% 1% 0% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) 68% Uso de drogas injetáveis IGN Distribuição de óbitos segundo categoria de exposição (n=706) 0% 2% 11% Sexual Categoria de exposição Sexual Transfusão Transmissão vertical Uso de drogas injetáveis IGN TOTAL 481 2 9 59 155 706 Transfusão Transmissão vertical Uso de drogas injetáveis 87% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição de óbitos segundo local de diagnóstico (n=706) * 8% 12% CTA 6% Local Diagnóstico CTA UBS SAE Campanha Convênio Hospital-SUS Privada Outro IGN TOTAL 55 124 166 2 6 201 26 42 84 706 18% 4% UBS SAE Campanha Convênio Hospital-SUS Privada 28% 23% Outro IGN 1% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) 0% Distribuição de óbitos segundo local de diagnóstico (n=622) 4% Local Diagnóstico CTA UBS SAE Campanha Convênio Hospital-SUS Privada Outro IGN TOTAL 7% 9% CTA UBS 55 124 166 2 6 201 26 42 84 706 20% SAE Campanha Convênio 32% Hospital-SUS Privada 27% 1% 0% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Outro Distribuição de óbitos segundo sobrevida após o diagnóstico (n=706)* 15% Sobrevida até 30 dias 1 a 6 meses 6 meses a 1 ano 1 a 2 anos 2 a 5 anos 5 a 10 anos 10 anos ou mais IGN TOTAL 11% até 30 dias 9% 79 65 20 26 64 124 219 109 706 1 a 6 meses 3% 4% 6 meses a 1 ano 1 a 2 anos 2 a 5 anos 31% 9% 5 a 10 anos 10 anos ou mais 18% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) IGN Distribuição de óbitos segundo sobrevida após o diagnóstico (n=597) 13% até 30 dias Sobrevida até 30 dias 1 a 6 meses 6 meses a 1 ano 1 a 2 anos 2 a 5 anos 5 a 10 anos 10 anos ou mais IGN TOTAL 79 65 20 26 64 124 219 109 706 37% 11% 3% 4% 11% 21% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) 1 a 6 meses 6 meses a 1 ano 1 a 2 anos 2 a 5 anos 5 a 10 anos 10 anos ou mais Distribuição de óbitos segundo resultado do primeiro CD4 (n=706)* 25% Faixa primeiro CD4 Menor que 200 200 a 349 350 a 499 500 ou mais IGN TOTAL 34% 243 104 80 106 173 706 Menor que 200 200 a 349 350 a 499 500 ou mais IGN 15% 11% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) 15% Distribuição de óbitos segundo resultado do primeiro CD4 (n=533) 20% Faixa primeiro CD4 Menor que 200 200 a 349 350 a 499 500 ou mais IGN TOTAL 243 104 80 106 173 706 Menor que 200 46% 200 a 349 350 a 499 15% 500 ou mais 19% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição de óbitos segundo resultado do último CD4 (n=706)* 24% Faixa último CD4 Menor que 200 200 a 349 350 a 499 500 ou mais IGN TOTAL Menor que 200 323 71 60 80 172 706 46% 200 a 349 350 a 499 500 ou mais 11% IGN 9% 10% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição de óbitos segundo resultado do último CD4 (n=534) 15% Faixa último CD4 Menor que 200 200 a 349 350 a 499 500 ou mais IGN TOTAL 323 71 60 80 172 706 Menor que 200 11% 200 a 349 350 a 499 13% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) 61% 500 ou mais Distribuição de óbitos segundo resultado da última CV (n=706)* 7% Faixa última CV Indetectável Até 1000 cp/mL 1000 cp/mL ou mais IGN TOTAL Indetectável 27% 19% 48 133 332 193 706 < 1000 cp/mL 1000 cp/mL ou mais IGN 47% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição de óbitos segundo resultado da última CV (n=513) 9% Faixa última CV Indetectável Até 1000 cp/mL 1000 cp/mL ou mais IGN TOTAL 48 133 332 193 706 26% Indetectável < 1000 cp/mL 65% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) 1000 cp/mL ou mais Distribuição de óbitos segundo uso de TARV (n=706) 9% Usou TARV Sim Não IGN TOTAL 509 134 63 706 19% Sim Não IGN 72% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição de óbitos segundo adesão à TARV (n=509) 6% Adesão TARV Não aderente Aderente Adesão IGN TOTAL 33% 167 312 30 509 Não aderente Aderente Adesão IGN 61% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Obs: Tempo TARV < 6 meses = Adesão IGN Distribuição de óbitos segundo última CV quando em TARV (n=403) 7% Uso TARV e CV Indetectável 50-1000 cp/mL 1000 cp/mL ou mais IGN TOTAL 11% Indetectável 44 108 221 30 403 27% 50-1000 cp/mL 1000 cp/mL ou mais IGN 55% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Todos com tempo de TARV > 6 meses Proporção de óbitos segundo outros agravos pré-existentes (n=706) 32,0% 25,2% 22,2% 19,7% 13,9% 13,0% 7,8% 8,6% 8,2% 5,1% 3,5% 2,4% 2,8% 1,4% 3,0% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) 4,4% 19,8% 19,8% Distribuição de óbitos segundo início de seguimento e retenção (n=706) 8% Seguimento e adesão ao serviço Não aderente ao serviço Aderente ao serviço Não iniciou seguimento IGN TOTAL 335 214 104 53 706 30% 15% Iniciou seguimento / aderente Iniciou seguimento / não aderente Não iniciou seguimento IGN 47% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição de óbitos segundo internações anteriores (n=706) 23% Internações anteriores Sim Não IGN TOTAL 335 212 159 706 47% Sim Não IGN 30% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição de óbitos segundo as causas de mortalidade (n=706)* 37,4% 29,7% 42,4% 3,4% 0,4% 0,8% 5,0% 1,6% 0,3% 1,4% 5,8% 3,4% 0,4% 5,2% 1,7% 0,4% 0,7% 0,3% 0,1% 1,3% 0,6% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a abril/2015) Distribuição de óbitos segundo as causas de mortalidade (n=706) 51,4% 56,4% 15,7% 0,4% 0,8% 3,4% 1,6% 5,0% 0,3% 1,4% 3,4% 5,8% 0,4% 1,7% 5,2% 0,4% 0,7% 0,3% 0,1% 1,3% 0,6% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição segundo a causa do óbito (n=706) 13% Causa óbito Aids Não Aids CD4 < 200 Não Aids CD4 ≥ 200 Não Aids CD4 ignorado TOTAL 299 170 144 93 706 42% 21% Aids Não Aids CD4 < 200 Não Aids CD4 ≥ 200 Não Aids CD4 IGN 24% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição segundo a evitabilidade do óbito (n=706)* 28% 29% Óbito evitável? Não Sim Não é possível avaliar TOTAL 199 300 207 706 Não Sim Não é possível avaliar 43% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Proporção de óbitos segundo fatores contribuintes (n=706) 42,1% 42,8% 32,9% 21,4% 11,8% 1,6% 0,8% 1,3% Def. Def. Def. Diagnóstico Início tardio Má adesão Má adesão à Não retaguarda retaguarda retaguarda tardio da TARV ao serviço TARV existiram de de exames hospitalar especialista Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Distribuição segundo a evitabilidade do óbito (n=706) 21% Óbito evitável? (revisão) Existem fatores contribuintes Não existem fatores contribuintes TOTAL Existem fatores contribuintes 557 149 706 Não existem fatores contribuintes 79% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Recorte 1: Sobrevida pós-HIV até 2 a • n = 190 (26,9%) – 94 (49,4%) diagnóstico hospitalizados – 103 (54,2%) realizaram CD4 • 72 (69,9%) com 1º. CD4 < 200 • 71 (68,9%) com último CD4 < 200 – 99 (52,1%) realizaram CV • 5 (95%) com CV detectável – 98 (48,4%) iniciaram TARV • 21 (22,8%) eram aderentes Recorte 1: Sobrevida pós-HIV até 2 anos • n = 190 (26,9%) – 94 (49,4%) diagnóstico hospitalizados – 103 (54,2%) realizaram CD4 • 72 (69,9%) com 1º. CD4 < 200 • 71 (68,9%) com último CD4 < 200 – 99 (52,1%) realizaram CV • 5 (95%) com CV detectável – 98 (48,4%) iniciaram TARV • 21 (22,8%) eram aderentes Causa de óbito para o recorte 1: sobrevida menor que 2 anos (n= 190) 24% Aids Sobrevida < 2 anos e causa óbito Aids 87 Não Aids CD4 < 200 40 Não Aids CD4 ≥ 200 18 Não Aids CD4 ignorado 45 190 TOTAL 46% Não Aids CD4 < 200 9% Não Aids CD4 ≥ 200 21% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Não Aids CD4 ignorado Recorte 2: Uso de álcool e/ou drogas e seguimento (n= 233) 3% 10% Não iniciou 18% Uso álcool e/ou drogas e seguimento Não iniciou Iniciou seguimento / não aderente Iniciou seguimento /aderente Adesão ao seguimento IGN TOTAL Iniciou seguimento / não aderente 23 160 43 7 233 Iniciou seguimento /aderente 69% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Adesão ao seguimento IGN Recorte 2: Uso de álcool e/ou drogas e uso de TARV (n= 233) 4% 16% 17% Uso álcool e/ou drogas e uso TARV Não iniciou Iniciou TARV / não aderente Iniciou TARV / aderente Adesão à TARV IGN TOTAL Não iniciou Iniciou TARV / não aderente 38 147 39 9 233 Iniciou TARV / aderente Adesão à TARV IGN 63% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Recorte 2: Uso de álcool e/ou drogas e causa do óbito (n= 233) 6% Aids 16% Não Aids CD4 < 200 Uso de álcool e/ou drogas e causa do óbito Aids 112 Não Aids CD4 < 200 69 Não Aids CD4 ≥ 200 37 Não Aids CD4 IGN 15 TOTAL 233 48% Não Aids CD4 ≥ 200 30% Fonte: Análise da mortalidade por Aids no Estado de São Paulo (GT estadual período de análise: março/2014 a março/2015) Não Aids CD4 IGN Recorte 3: categoria de exposição = TV • • • • n=9 Todos entre 10 e 34 anos Tempo entre HIV e óbito: de 26 dias a 23,5 anos Contexto óbito: – Carga viral indetectável e CD4 > 1000, em uso de TARV: Atropelamento – Adotado, início tardio da TARV, usuário de drogas, não aderente, falha virológica e CD4 < 200: IO – Falha virológica, CD4 baixo, não aderente (só indetectou uma única vez – gravidez): infecção – Adotado. Poucos dados Recorte 3: categoria de exposição = TV – Aderente enquanto criado pela avó (até os 15 anos). Abandono após o óbito da mesma. Retorna muito doente, 5 anos após, tendo sofrido duas internações: anemia – 10 anos de idade, óbito dia após o diagnóstico sorológico. Mãe tinha exame + do parto e abandonou o seguimento: infecção – HIV diagnosticado aos 6 anos, na internação que culminou com o óbito – Suicídio aos 19 anos – HIV diagnosticado aos 3 anos, morreu meses após Informações adicionais • Diagnósticos com doença instalada e óbito • Dificuldades na retenção ao serviço e adesão ao tratamento • Uso de álcool e drogas, depressão e outras doenças psiquiátricas • Condições sociais • Aceitação e revelação diagnóstica • Religião: crença na cura impedindo início de TARV – 14 anos de infecção, evoluindo com TB – 5 anos cursando com criptococose e NTX – Oportunista grave recusando internação e hemotransfusão • Mudanças de locais (município e estados) de tratamento Informações adicionais • Hepatites virais colaborando para o óbito • Algumas condições clínicas associadas (envelhecimento) • Qualidade da assistência à população privada de liberdade • Necessidade de parceria com outros programas • Múltiplos relatos de busca de faltosos e tentativas de intervenções psico-sociais sem sucesso em serviços específicos • Abandono após a gestação • Diagnóstico em idosos Fragilidades da coleta • Grande número de dados ignorados – Buscar a utilização das fontes disponíveis • • • • Óbitos sem menção à AIDS ou HIV na DO Declaração de óbito mal preenchida Sem acesso a dados do sistema privado IML/SVO: serviços deficitários Diagnóstico precoce Vinculação e retenção Início oportuno da TARV Carga viral indetectável Cuidado Contínuo do HIV (Cascata) Brasil, 2013 20% 9% DIAGNOSTICADOS 734 16,5% EM TRATAMENTO 21% 589 574 537 17,5% 448 355 293 INDETECTÁVEIS Implantação de TRD HIV nos 645 municípios (SP) 470 mun nov 2014 (72,9%) 539 MUNICIPIOS REALIZARAM AÇÕES DE CAMPANHA FIQUE SABENDO - 2014 11 municípios desistiram Proporção de testes rápidos reagentes segundo tipo de exame realizado na campanha Fique Sabendo 2014 TR N REAGENTES % HIV S 93.969 440 0,47 HIV FO 19.490 121 0,62 HIV TOTAL 113.459 561 0,49 Sífilis 85.486 2.391 2,80 Hep B 23.358 79 0,34 Hep C 24.482 328 1,34 Desafios para Assistência das PVHIV Ampliar o diagnóstico para populações vulneráveis Reduzir o tempo entre o diagnóstico e o início do acompanhamento Expandir estratégias para aumentar a retenção nos SAE Ampliar a oferta de TARV Aumentar a adesão aos medicamentos Ampliar a oferta de teste HIV para pessoas com diagnóstico de TB Elevar a taxa de cura em PVHIV e TB para 80% Trabalhar abordagem de populações específicas Obrigada! [email protected] •Slides backup Vinculação e retenção • EUA: – Vinculação: 77% – Retenção: 51% • 59% pelo menos um gap de 6 meses entre seguimento • 73% constância (visita em 4 trimestres) • Baixa retenção: Jovens, homens, negros, não HSH, > CD4 iniciais, UDI • Relação direta entre retenção e supressão viral e retenção e adesão, retenção e mortalidade Yehia, BR, et al. AIDS 2012, 26: 1131-1139 Crawford T, et al. AIDS Behav doi10.1007/s10461-013-0559-0 Giordano TP., et al. J Acquir Immune Defic Syndr 2003;32(4):399-405 Ullet KB, et al. AIDS patient care an STD. 2009, 23(1):1-9 Gardner EM, et al. JIAPAC 2013, 12:384-389 Adesão e mortalidade • A existência de fatores de risco associados a ambos levam a relações causais complexas • Colúmbia Britânica. N= 903 • Início TARV entre 2000 e 2004 (análise 2005) • EFV, NVP, ATV e LPV/r • 96 óbitos • Adesão < 95%: probabilidade 3,3 x maior de óbito – ITRNN: 3,61 vezes – IP/r: 3,25 vezes Lima VD, et al. J Acquir Immune Defic Syndr 2009;50:529–536 Causas relacionadas e causas não relacionadas à Aids - Br 3530 pacientes / 868 óbitos Grinsztejn B, et al. PLoS ONE 8(4): e59768. doi:10.1371/journal.pone.0059768 Mortalidade e fatores associados - Causas relacionadas à Aids: - Apresentação tardia ao serviço de saúde - Pior perfil imunológico no diagnóstico - Antecedente de doença definidora de Aids - Causas não relacionadas à Aids - > idade Menores valores de CD4 e maiores valores de CV pré-TARV Co-infecção com HCV Doença definidora de Aids prévia - TARV protege de todas as causas Grinsztejn B, et al. PLoS ONE 8(4): e59768. doi:10.1371/journal.pone.005976 Wada K,et al. AIDS 2014, 28:257-265 Expectativa de vida - estimativas • Período pré-tratamento: – Da soroconversão ao óbito: 9 a 10 anos – Mediana após o diagnóstico: 20 meses • Dias atuais: – Semelhante a de não infectados – Menor para UDI – Diagnóstico precoce, início oportuno da TARV e adesão – Vinculação e retenção em serviços de saúde – Manejo de co-morbidades – Adoção de estilo de vida mais saudável Sanji H, et al. PLoS ONE 8(12): e81355. doi:10.1371/journal.pone.0081355 Nakagawa F, et al. Curr Opin Infect Dis 2013, 26:17–25