Usuária Busca ativa das usuárias com suspeita de gravidez pela equipe de saúde da Atenção Básica Atraso menstrual Deseja engravidar Sim Tem acesso ao PIM? Vítima de violência sexual B Aborto (suspeito ou confirmado) Gestante sem prénatal E 1 Apoio ao planejamento familiar PIM Não PIM A Não Não Usuária indígena? Fazer consulta de aconselhamento pré-concepcional Sim Avaliação normal? Uso de ácido fólico Não Encaminhar para avaliação ginecológica Sim • A Não 2 Suspeita de infertilidade? Identificar: Atendimento na Unidade Básica de Saúde / ESF / EMSI Atendimento da criança Atendimento na 1ª semana de vida? Sim Fazer teste de gravidez (teste rápido) Sim Resultado positivo? Usuária indígena? Não • • Sim Encaminhar para avaliação ginecológica Obs.: notificar a SESAI diante de avaliação de usuária indígena que não tenha iniciado em EMSI • A Não 1 Baixo risco Qual classificação de risco? • Manter atendimento prénatal e no PIM • Reavaliar o risco gestacional continuamente Há mudança na classificação de risco ou intercorrência clínica aguda? Necessidade de atenção de urgência / emergência? Não Necessidade de atenção especializada? 1. A etnia 2. O acampamento ou aldeia 3. A presença de parteira indígena acompanhando o pré-natal •. Pactuar a assistência ao parto em conjunto com a equipe de saúde e a parteira indígena Está em trabalho de parto ou na 41ª semana? Sim Consulta de puericultura Não Tem acesso ao PIM? Consulta de puericultura X Consulta de puericultura Encaminhar para atenção especializada P Retorna para atendimento na Unidade Básica de Saúde / ESF / EMSI Sem risco Sim B Não Com risco Sim Sim Avalia risco adquirido e relação mãe-bebê Não Necessidade de apoio fora da UBS/ESF/ ESMI? Não Necessidade de encaminhamento para consulta especializada? Peso ao nascimento <2,5Kg ou desmame? Não Sim Visita domiciliar Inicia com suplementação com ferro Rede de proteção social /NASF/ NAAB Retorna para atendimento na Unidade Básica de Saúde / ESF / EMSI Visita domiciliar R Retorna para atendimento na Unidade Básica de Saúde / ESF / EMSI Rede de proteção social /NASF/ NAAB Sim Necessidade de apoio fora da UBS/ESF/ ESMI? Sim Notificar SESAI Assistência ao parto e o pós-parto equipe de saúde com a parteira indígena C Presença de risco? Retorno aos 4, 6, 9, 12, 18 e 24 meses de vida Retorno com 2 meses de vida Não Não Sim Sim Retornou no 1ª mês de vida? Gestão de caso na atenção básica Sim U Desejo de parto domiciliar com parteira indígena? Sim Não Encaminhar para maternidade X Retorno com 1 mês de vida Necessita de atendimento de urgência / emergência? Sim Não C Não Usuária indígena? Sim Alto risco Identificar: Não Realizar exame físico e avaliar: • Triagem neonatal • Vacinas • Crescimento e desenvolvimento • Aleitamento • Prevenção de acidentes Com risco Visita domiciliar Cadastrar no SISPRENATAL; Iniciar o pré-natal, fazer avaliação de risco gestacional, encaminhar para o atendimento no PIM • Notificar a SESAI sempre que a avaliação da usuária indígena não for em EMSI Não U X Visita domiciliar A Atendimento na Unidade Básica de Saúde / ESF / EMSI PIM Não Atendimento da puérpera Sim Sem risco Presença de risco? Avaliar possibilidade de inclusão no PIM Sim A Não 1. A etnia 2. O acampamento ou aldeia •. Notificar a SESAI sempre que a avaliação da usuária indígena não for em EMSI Atenção Básica Sim Atraso menstrual? Sim Avalia risco adquirido e relação mãe-bebê Não Necessita de atendimento de urgência / emergência? Tem acesso ao PIM? Sim Atendimento na Unidade Básica de Saúde / ESF / EMSI Avaliar possibilidade de inclusão no PIM Gestão de caso na atenção básica Unidade de Urgência / Emergência B se Buscar atendimento no Serviço de Urgência / Emergência Realizar avaliação clínica Não Usuária indígena? Há necessidade de internação? Sim Não 1. 2. 3. Não E Não Há necessidade de observação? Há necessidade de internação? Não Fazer teste de gravidez Sim Necessidade de encaminhar para atenção especializada? Realizar observação Atenção Especializada Ambulatorial (Ambulatórios de Pré-natal de Alto Risco) • Internação hospitalar Efetuar consulta especializada A Sim Encaminhar para avaliação ginecológica Obs.: notificar a SESAI diante de avaliação de usuária indígena que não tenha iniciado em EMSI Sim • Não Identificar: 1. A etnia 2. O acampamento ou aldeia 3. A presença de parteira indígena acompanhando o pré-natal •. Pactuar a assistência ao parto em conjunto com a equipe de saúde e a parteira indígena Necessita de hospedagem em Casa de Gestante, Bebê e Puérpera? Não Não Manter atendimento prénatal e reavaliar o risco gestacional continuamente 1 Necessidade de cuidados ou procedimentos de maior densidade tecnológica? Sim Necessita de internação? Sim A Hospedagem em Casa de Gestante, Bebê e Puérpera Sim Não Usuária indígena? • Identificar: Encaminhar para Hospital Geral com Maternidade (leito de gestante de alto risco em hospital secundário) 1 Efetuar a internação Não Abortamento? Não Está em trabalho de parto ou na 41ª semana? Sim Manter atendimento prénatal e o acompanhamento de intercorrências avaliar necessidade de internação em “Casa de Gestante” ou hospedagem em “Casa de Gestante, Bebê e Puérpera” Necessidade de cuidados ou procedimentos de maior densidade tecnológica? Sim Não • Classificar o abortamento • Verificar necessidade de: 1. manter internação 2. realizar esvaziamento do conteúdo uterino 3. antibioticoterapia Não P Sim Está em trabalho de parto ou na 41ª semana? UTI Neonatal Não Usuária indígena? Necessita de atenção especializada? Não A 1 E C Não Risco habitual Não R Disponibilizar à puérpera: Acesso livre à UTI Neonatal Orientações ao aleitamento Encaminhamento para Casa de Gestante., Bebê e Puérpera 1. 2. 3. Sim Não • • • • • • • Notificar SESAI Assistência ao parto e o pós-parto equipe de saúde com a parteira indígena P • Critérios de internação em CPN: 37 a 41 semanas de idade gestacional Fase ativa do trabalho de parto Apresentação fetal de vértice Ausência de mecônio, macrossomia fetal, CIUR, anormalidades nos batimentos cardiofetais Gestante afebril e normotensa, sem cesárea anterior, sem ruptura de membranas com duração maior de 6 horas e sem intercorrências clínicas ou obstétricas T CPN Detecção de líquido amniótico meconial Desacelerações nos batimentos cardiofetais indicando estado fetal não tranquilizador Parada de progressão do trabalho de parto por 2 horas com atividade uterina adequada Hipertonia ou hiperdinamismo uterino Hemorragia durante ou após o parto Lacerações de 3º e 4º graus Retenção placentária Hematomas de parede vaginal Elevação da pressão arterial acima de 140/90 mmHg Febre durante ou após o parto Mantém critérios de internação em CPN? Sim Transferência para Centro Obstétrico? Acompanhamento do trabalho de parto. P 2 UTI Neonatal Não D Encaminhar para Centro Obstétrico do hospital referenciado ao CPN ou Efetuar a internação Não Está em trabalho de parto ou na 41ª semana? Abortamento? Sim Não Sim P Está em trabalho de parto ou na 41ª semana? Não Sim Sim Não A 1 Sim 1 Não Usuária indígena? C UTI Neonatal Alto risco 1. 2. 3. Sim 1 Atendimento à vítima de violência sexual Acolhimento: Dispor de área física e recursos humanos para proporcionar privacidade e acolhimento sem constrangimento ou estigma Notificar a SESAI diante de usuária indígena Criança ou adolescente <18 anos de idade? Alta? A 2 Agendar 1ª consulta do recém-nascido no ambulatório de seguimento do próprio Hospital. Sim R Disponibilizar à puérpera: Acesso livre à UTI Neonatal Orientações ao aleitamento Encaminhamento para Casa de Gestante., Bebê e Puérpera • • Após a alta hospitalar, encaminhar para Atenção Especializada consulta de puerpério Sim Necessita de atendimento na atenção especializada? Encaminhar puérpera para Atenção Básica Não Notificar município de residência para agendar 1ª consulta do recém nascido no ambulatório de seguimento. Após a alta hospitalar, encaminhar para Atenção Básica 1ª consulta do recém nascido e de puerpério Alojamento conjunto Incentivo ao aleitamento materno A 2 Verificar o acesso às possibilidades de apoio familiar e social Comunicar ao Conselho Tutelar ou à Vara da Infância e da Juventude Não Município de residência na mesma região da UTI Neonatal? Sim Notificar SESAI Assistência ao parto e o pós-parto equipe de saúde com a parteira indígena E Após a alta hospitalar, encaminhar para Atenção Especializada consulta de puerpério Não Risco habitual Não Notificar município de residência para agendar 1ª consulta do recém nascido no ambulatório de seguimento. Não Qual o risco do recém nascido? Desejo de parto domiciliar com parteira indígena? Sim Sim Realizar o parto Sim Necessita de atenção especializada? • Classificar o abortamento • Verificar necessidade de: 1. manter internação 2. realizar esvaziamento do conteúdo uterino 3. antibioticoterapia P Necessita de atendimento na atenção especializada? Encaminhar puérpera para Atenção Básica Não Após a alta hospitalar, encaminhar para Atenção Básica 1ª consulta do recém nascido e de puerpério 1 Foi dada alta hospitalar? R Disponibilizar à puérpera: Acesso livre à UTI Neonatal Orientações ao aleitamento Encaminhamento para Casa de Gestante., Bebê e Puérpera Alojamento conjunto Incentivo ao aleitamento materno Sim Manter atendimento prénatal e o acompanhamento de intercorrências avaliar necessidade de internação em “Casa de Gestante” ou hospedagem em “Casa de Gestante, Bebê e Puérpera” 2 Agendar 1ª consulta do recém-nascido no ambulatório de seguimento do próprio Hospital. Sim Não • • Não Notificar a SESAI diante de usuária indígena Risco habitual Não E A Não Sim E Após a alta hospitalar, encaminhar para Atenção Especializada consulta de puerpério Não Qual o risco do recém nascido? 1. 2. 3. T Município de residência na mesma região da UTI Neonatal? Alta? Alto risco Realizar o parto Transferência da puérpera para Centro Obstétrico? Sim Sim Avaliação da puérpera e do recém nascido Efetuar a internação Notificar município de residência para agendar 1ª consulta do recém nascido no ambulatório de seguimento. Após a alta hospitalar, encaminhar para Atenção Básica 1ª consulta do recém nascido e de puerpério Alojamento conjunto Incentivo ao aleitamento materno Critérios para transferência de CPN para Centro Obstétrico: • • • • • • • • • • Necessita de atendimento na atenção especializada? Encaminhar puérpera para Atenção Básica Não Sim CPN Agendar 1ª consulta do recém-nascido no ambulatório de seguimento do próprio Hospital. Sim Não Qual o risco do recém nascido? Desejo de parto domiciliar com parteira indígena? Município de residência na mesma região da UTI Neonatal? Alta? Alto risco Realizar o parto Sim Sim Encaminhar para Centro de Parto Normal? 2 Sim Sim Encaminhar para Hospital de Maior densidade tecnológica ou Maternidade • A Após acompanhamento encaminhar para atenção básica Não Foi dada alta hospitalar? Sim • Efetuar consulta especializada Agendar as consultas subsequentes até os 24 meses. Encaminhar contra-referência à atenção básica Encaminhar referência à imunização especial P Não D R D Sim Está em trabalho de parto ou na 41ª semana? Participar das atividades de pré-natal A E • Sim Não Encaminhar para Hospital de Maior densidade tecnológica com Maternidade (leito de gestante de alto risco em hospital terciário) Sim Não Mantém necessidade de permanecer na atenção especializada? 1. A etnia 2. O acampamento ou aldeia 3. A presença de parteira indígena acompanhando o pré-natal •. Pactuar a assistência ao parto em conjunto com a equipe de saúde e a parteira indígena Notificar a SESAI diante de usuária indígena Alta hospitalar? C Usuária indígena? C Permanece na consulta especializada? Sim Não Resultado positivo? • 2 Sim Sim Realizar avaliação especializada A Não Não Sim Buscar atendimento Ambulatório de Especialidades • Atenção Especializada Ambulatorial Atenção à vitima de violência sexual Há necessidade de avaliação especializada? 1 Não Atenção Especializada Hospitalar de Média Complexidade com Maternidade U Não Há necessidade de exames complementares? Não se Centro de Parto Normal (peri ou intra-hospitalar) Realizar avaliação clínica Sim Sim Vítima de violência sexual? A Atenção Especializada Hospitalar de Alta Complexidade/Maternidade Sim D Encaminhar para Hospital Geral ou Maternidade Atendimento na Unidade Básica de Saúde / ESF / EMSI Não A etnia O acampamento ou aldeia A vontade da usuária em fazer o parto com parteira indígena E Realizar exames complementares Não Sim Abortamento completo? Notificar a SESAI Identificar: Encaminhar para Hospital de Maior densidade tecnológica ou Maternidade Sim Sim Sim • • Necessidade de cuidados ou procedimentos de maior densidade tecnológica? Não Vítima de violência sexual? Atendimento às intercorrências médico-cirúrgicas de emergência e coleta de exames iniciais. Atendimento Exame ginecológico e coleta de material para identificação do provável agressor Traumatismos físicos? Não • • Profilaxia de gravidez e DST/AIDS • • • Verificar eventuais medidas prévias: Atendimento de emergência em outro serviço de saúde e medidas realizadas Realização do Boletim de Ocorrência Policial Realização do exame pericial de Corpo de Delito e Conjunção Carnal Outras medidas legais cabíveis • Encaminhamento para atendimento ambulatorial: risco de gravidez e direito à interrupção da gestação Assistência Social Atendimento Psicológico Sim • • • • • Respeito à autonomia da usuária Informar, sempre que possível, sobre cada etapa do atendimento Preenchimento da ficha de notificação e investigação de violência doméstica, sexual e/ou outras violências Avaliação dos riscos e situações de maior vulnerabilidade junto com a usuária elaboração de estratégias preventivas de atuação Encaminhar ao atendimento psicológico o mais breve possível Importante oferecer o acompanhamento terapêutico Conduta conforme o tipo de trauma A violência sexual resultou em gravidez? Não Sim Necessidade de profilaxia do tétano? Sim Profilaxia do tétano Não C Encaminhar ao prénatal de alto risco posto a violência sofrida Não Desejo de interrupção de gestação? Sim Encaminhar para Serviço Hospitalar habilitado à interrupção da gestação prevista em Lei Notificação compulsória A violência sexual ocorreu no percurso do trabalho? Sim Não Após o atendimento médico, se a mulher tiver condições, poderá ir à delegacia para lavrar o Boletim de Ocorrência Policial, prestar depoimento, ou submeter-se a exame pelos peritos do IML. Se, por alguma razão, não for mais possível a realização dos exames periciais diretamente pelo Instituto Médico Legal (IML), os peritos podem fazer o laudo de forma indireta, com base no prontuário médico. Importante lembrar • • • • Orientar sobre a importância de realizar a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) • • • A mulher que sofre violência sexual não precisa provar que foi vítima de estupro para que seja assistida em seu direito ao aborto legal. O profissional deve partir do princípio da presunção de veracidade de suas informações. Diante de um caso de abortamento, o médico não deve fazer juízo de valor e nem julgar. Também não é necessário que a mulher mostre o Boletim de Ocorrência para que ela se submeta ao aborto. Os procedimentos de saúde não devem ser confundidos com procedimentos policiais ou judiciais. Os cuidados clínicos no atendimento às mulheres homossexuais que sofreram violência sexual deve ser o mesmo dedicado àquelas que fazem sexo com homens; entretanto, é preciso ressaltar que a discriminação e preconceito por orientação sexual e por identidade de gênero determinam formas de adoecimentos e sofrimentos por vezes tão ou mais cruéis que o objeto aqui descrito. Apoiar a mulher que deseja fazer o registro policial da agressão e informá-la sobre o significado do Exame de Corpo de Delito e Conjunção Carnal, ressaltando a importância de tornar visível a situação de violência. Deve-se sugerir encaminhamento aos órgãos competentes, Delegacia de Polícia ou Delegacia de Proteção às Mulheres, responsáveis pela requisição de perícia pelo IML nesses casos, deve-se orientá-la quanto ao direito e importância de guardar cópia do Boletim de Ocorrência. Se existir motivação da mulher para dar andamento ao processo de separação, encaminhá-la aos serviços jurídicos: Defensoria Pública, Fórum local ou organizações não governamentais de apoio jurídico. Não