USP – Universidade de São Paulo
EACH – Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Estudos sobre a TI Verde e suas aplicabilidades na
EACH-USP
Tutor: Professor Fernando Auil
Arthur Garcia
Daniela Almeida
Davi Silva Rodrigues
Douglas Henrique Ferreira
Eiji Komatsu
Mateus de Lara Ribeiro
Paulo Henrique Silva
São Paulo
2009
Sumário:
Resumo ................................................................................................................... 3
Glossário ................................................................................................................. 4
Introdução ............................................................................................................... 6
Objetivos ................................................................................................................11
Justificativa.............................................................................................................12
Metodologia ...........................................................................................................13
Resultados ............................................................................................................ 15
Conclusão Final..................................................................................................... 17
Referências utilizadas ........................................................................................... 20
2
Resumo:
O uso da Tecnologia da Informação (TI) em diversos setores da sociedade
proporcionou comodidade às pessoas devido à melhorias que facilitaram o dia-adia e o trabalho das mesmas. Porém, muitos não conhecem os problemas
ambientais que o desenvolvimento trouxe adjunto (MURUGESAN, 2008.).
A Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo
(EACHUSP)
acompanhou
o
desenvolvimento
tecnológico
contemporâneo
adotando equipamentos de TI que proporcionassem a plena inserção de novos
conhecimentos ao ensino acadêmico, como computadores, data-shows e
servidores para interconexão de sistemas, dentre outros. A cada Watt utilizado
nestes equipamentos, ao menos a mesma quantia ou mais é necessário para
refrigerá-los para o pleno funcionamento (e manutenção de sua integridade),
gerando gastos elétricos cada vez maiores e contribuindo para o aumento de
emissão de CO2 (resultante da geração de eletricidade em Usinas Termoelétricas
ou outros e no processo de produção dos equipamentos ligados direta ou
indiretamente à TI) à atmosfera, trazendo danos ambientais conseqüentes
(PIZYBYLA, 2007).
Este trabalho objetiva estudar os recursos utilizados pela EACH-USP na
área de TI para valorização e manutenção do meio ambiente - nomeada “TI
Verde” (CASCAES, 2009) -, analisando-se o espaço tecnológico da Escola como
laboratórios de informática, estrutura de redes, servidores e outras ferramentas
ligadas à área de tecnologia, tendo como meta aliar tecnologia com meioambiente.
3
Glossário:
CO2: Símbolo químico do dióxido de carbono, também denominado gás carbônico
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Co2 - acessado em 09/2009);
Cota de Carbono: São os Créditos de carbono ou Redução Certificada de
Emissões (RCE), certificados emitidos pela Organização das Nações Unidas
(ONU) quando ocorre a redução de emissão de gases do efeito estufa (GEE);
Energy Star: Em 1992 a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos
lançou “Energy Star”, um selo voluntário que foi designado para promover e
reconhecer eficiência energética em monitores, equipamentos de controle de
clima, e outras tecnologias. Isto resultou na adoção geral do 'modo de descanso'
entre os consumidores de energia. (http://www.energystar.gov/ - acessado em
09/2009);
Marketing: Conjunto de operações que envolvem a vida do produto, desde a
planificação de sua produção até o momento em que é adquirido pelo consumidor
(Dicionário Michaelis). (http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing - acessado em
09/2009);
Stand by: Popularmente conhecido como “modo de espera”, ou seja, com parte
de seus componentes desligados propositalmente pelo sistema de gerenciamento
de energia deste equipamento quando este não está em uso, afim de reduzir os
gastos energéticos;
TI: acrônimo de Tecnologia da Informação. A Tecnologia da Informação pode
ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções providas por
recursos de computação. Este termo é comumente utilizado para designar
também o conjunto de recursos não humanos dedicados ao armazenamento,
4
processamento e comunicação da informação, bem como o modo como esses
recursos estão organizados em um sistema capaz de executar um conjunto de
tarefas.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_da_informa%C3%A7%C3%A3o
-
acessado em 09/2009);
TI
Verde:
conjunto
de
técnicas
e
práticas
sustentáveis
de
produção,
gerenciamento e descarte dos equipamentos eletrônicos, bem como economia de
energia elétrica (http://pt.wikipedia.org/wiki/TI_verde – acessado em 09/2009) ;
Virtualização de Servidores: Forma de esconder as características físicas de
uma plataforma computacional dos utilizadores, mostrando outro hardware virtual,
emulando
um
ou
mais
ambientes
isolados
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Virtualiza%C3%A7%C3%A3o – acessado em 09/2009);
Watt: Unidade do Sistema Métrico Internacional (SI) para potência elétrica,
equivalente a um joule por segundo (1 J/s). O watt é simbolizado pela letra W
(maiúscula) e recebeu o nome de James Watt
(http://pt.wikipedia.org/wiki/Watt – acessado em 09/2009).
5
Introdução:
A sociedade moderna tem como base o uso da tecnologia e inovação
tecnológica para o seu desenvolvimento. Neste aspecto, basicamente todo o
desenvolvimento do ultimo século está diretamente ligado à capacidade de se
produzir novas tecnologias, com reduções de custos e principalmente, rápida
substituição.
Então, na urgência de se estabelecer um equilíbrio entre o desenvolvimento
e a manutenção do planeta, surge a sustentabilidade ou o desenvolvimento
sustentável como meio de se atingir este objetivo.
Assim, com a elaboração de medidas que vão desde ações simples até o
desenvolvimento e produção científica de novos materiais começou a se
estabelecer a chamada TI Verde, que inclui ações na área de Tecnologia da
Informação, bem como nas áreas relacionadas ao desenvolvimento tecnológico
em si. Como exemplo, tem-se a simples atitude em se desligar um monitor após o
uso ou o desenvolvimento de materiais como o bio-plástico feito a base de milho
utilizado para a fabricação de celulares (SCHWANKER, 2008).
As empresas cada vez mais estão com a preocupação de preservar o
ambiente para reduzir os impactos e possíveis esgotamentos das fontes
energéticas, através das ações de tecnologia verde, como aponta um estudo de
tendências no
mercado
corporativo.
Neste
cenário,
a
participação
dos
profissionais de TI e o conhecimento no assunto tornam-se, cada vez mais,
realidade. (Symantec, 2009).
Então, o termo TI Verde engloba o conceito de eficiência, não apenas
energética, mas também das relações humanas que a TI envolve. Que permeia
6
desde a produção, utilização, descarte de equipamentos eletrônicos, até a
contratação de funcionários pelas empresas. (ROQUE, 2009)
Os sistemas de TI modernos contam com uma mistura complicada de
pessoas, redes e equipamentos; como tal, uma iniciativa de computação verde
deve ser sistêmica por natureza e tratar de problemas altamente sofisticados. A
solução deve então comprimir temas como a satisfação do usuário final, gestão de
reestruturação, conformidade com normas, descarte de lixo eletrônico, otimização
do espaço de trabalho, virtualização de servidores, uso de energia, soluções para
terminais leves, e retorno de investimentos.
A TI Verde também visa alcançar viabilidade econômica associada ao
melhor desempenho e uso de sistemas enquanto mantém sua responsabilidade
social e ética.Portanto, TI Verde associa as dimensões de sustentabilidade
ambiental, econômica, de eficiência energética e de custo total da propriedade
(que inclui o custo de reciclagem e descarte). É o estudo e prática do uso de
recursos computacionais de forma eficiente (MURUGESAN, 2008).
A área de informática não era vista tradicionalmente como uma indústria
poluidora, porém, o acelerado avanço tecnológico encurtou o ciclo de vida dos
equipamentos de informática, gerando assim um lixo tecnológico que na maioria
das vezes não está tendo um destino adequado. Assim, tem-se a questão do lixo
tecnológico gerado na recuperação dos equipamentos de informática e, também, a
possibilidade de abrir uma nova forma de captação de recursos fundamentada na
economia em termos de emissão de carbono que a reciclagem dos equipamentos
gera (MATTOS K, et al, 2008).
Tendo em vista o objetivo de reduzir os impactos ambientais causados pelo
consumo de energia elétrica, as técnicas de TI-Verde podem ser aplicadas em três
diferentes abordagens:
7
 TI-Verde de incrementação tática:
Nesta abordagem, a infra-estrutura de TI e as políticas internas não
são modificadas, apenas incorporando medidas de contenção de gastos
elétricos excessivos. São exemplos o uso de monitoramento automático de
energia disponíveis nos equipamentos, o desligamento dos mesmos nos
momentos de não-uso, a utilização de lâmpadas fluorescentes e a
otimização da temperatura das salas. Estas medidas são simples de serem
implementadas e não geram custos adicionais.
 TI-Verde estratégico:
Adotando-se o TI-Verde estratégico, convoca-se uma auditoria sobre
a infraestrutura de TI e seu uso relacionado ao meio-ambiente,
desenvolvendo e implementando novos meios viáveis de produção de bens
ou serviços de forma ecológica. São exemplos a criação de uma nova infraestrutura
na
rede-elétrica
visando
sua
maior
eficiência,
sistemas
computacionais de menor consumo elétrico (incluindo novas políticas
internas e medidas de controle de seus descartes). Além da preocupação
com a retenção de gastos elétricos, o marketing gerado pelas medidas
adotadas pela marca são também levados em consideração.
 TI-Verde a fundo:
Além das medidas adotadas no TI Verde estratégico, nesta
abordagem há também a preocupação com a Cota de Carbono e a
neutralização da emissão de gás carbônico e outros detritos nocivos. A
medida adotada para este tipo de frente inclui a plantação de árvores,
compra de créditos de carbono, uso de energia solar ou eólica e
planejamento de sua planta para a melhor otimização de espaço e recursos
naturais. Somando-se à estas medidas, uma empresa compromissada com
8
a política de TI Verde incentiva seus funcionários à práticas ecológicas tais
como a redução de uso energético em suas casas, preocupação com o
meio-ambiente e o incentivo à reciclagem, além do correto descarte de
componentes eletrônicos.
Os caminhos para a computação verde são:
 design para sustentabilidade ambiental;
 computação com eficiência energética;
 gestão de energia;
 design, alocação e esboço do centro de dados;
 virtualização de servidores;
 reciclagem e descarte responsável;
 normas regulatórias;
 medidas verdes, ferramentas de tributação e metodologia;
 suavização de riscos relacionados ao meio ambiente;
 uso de recursos renováveis de energia
 'eco-rotulação' de produtos de TI;(MURUGESAN, 2008)
A Universidade de São Paulo e a TI Verde:
Tratando-se de TI Verde, a Universidade de São Paulo (USP) deu seu
primeiro passo em dezembro de 2007 ao buscar soluções para os lixos eletrônicos
e ao estabelecerr uma parceria com o Massachusetts Institute of Tecnology (MIT)
para
criar
um
projeto
focado
no
tema.(http://computerworld.uol.com.br/gestao/999/12/31/usp-quer-ser-referenciaem-ti-verde/ - acessado em setembro de 2009).
Em julho de 2008, os funcionários da USP participaram da campanha de
recolhimento de lixo eletrônico levando até a Universidade os seus equipamentos
eletrônicos sem uso, no intuito de reciclar os mesmos. A arrecadação máxima
9
conseguida, consultando diversas empresas de reciclagem, foi de 1,2 mil reais por
5 toneladas de equipamentos. Provou-se então à Tereza Cristina Melo de Brito
Carvalho - diretora do Centro de Computação Eletrônica (CCE) da USP que
organizou a ação – que a reciclagem de lixo eletrônico é complexo e que, caso o
objetivo seja a sua rentabilidade, é necessário separá-los por tipo de material, e
não por categoria de equipamento, possibilitando a venda da sucata às empresas
especializadas em reciclagem de seus devidos materiais.
A universidade também está em vias de criar uma seção no CCE para fazer
este trabalho, o qual necessita de equipamentos como trituradeira, compactador e
balança dentro de uma área de 300m² para suportar tal estrutura. Para tornar-se
viável, segundo cálculos do MIT, são necessários cerca de 500 micros por mês
para serem reciclados.
No intuito de migrar-se à integração da TI Verde, 10% do total do parque de
micros são substituídos ao ano (cada um com cerca de quatro à cinco anos de
vida útil). Os novos micros adquiridos são pertencentes ao “Selo Verde”, criado
pela USP em dezembro de 2008 para especificar os computadores que possuem
especificações que garantem menor consumo energético e que seu processo de
produção
exclui
o
uso
de
substâncias
tóxicas
(http://www.reitoria.usp.br/reitoria/files/discurso/Selo_verde.pdf
como
-
chumbo.
acessado
em
09/2009).
Para completar tais medidas, a Virtualização de Servidores está no
cronograma do 1º semestre de 2009 da universidade, onde 16 servidores de seu
data center adotarão tal tecnologia visando a otimização do espaço físico e,
principalmente, do consumo energético.
10
Objetivos:
Sendo as práticas de TI Verde amplamente adotadas pelas grandes
empresas devido à necessidade de cumprir normas e leis ambientais, é visto que
tais práticas promovem o uso racional dos recursos como, por exemplo, a energia
elétrica e insumos materiais.
Esta pesquisa objetivou analisar as práticas de TI Verde e seus mitos para
a
publicação
de
um
www.guiadohardware.net
artigo
didático
.(publicado
à
em
respeito
do
tema
17/11/2009
na
no
site
página:
http://www.guiadohardware.net/artigos/ti-verde/ ).
Com o conhecimento adquirido, realizamos um estudo sobre as práticas já
implementadas e quais seriam viáveis futuramente no âmbito das dependências
da EACH-USP, visando a redução dos gastos em energia elétrica e a otimização
do uso de equipamentos ligados a TI.
11
Justificativa:
A Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo
acompanhou
o
desenvolvimento
tecnológico
contemporâneo
adotando
equipamentos de TI que proporcionassem a plena inserção de novos
conhecimentos ao ensino acadêmico, como computadores, data-shows e
servidores para interconexão de sistemas, dentre outros. Baseados em nossa
pesquisa, acreditamos que a aplicação das práticas de TI Verde trarão benefícios
econômicos e ambientais à EACH-USP.
Com a adoção de medidas de TI Verde que diminuem o consumo de
eletricidade, reutilizam equipamentos, dimensionam racionalmente seu uso, e
visam o seu correto descarte (RUTH, 2009), esperamos que a EACH-USP - sendo
um marco em sua metodologia de ensino - seja um ideal em consumo consciente
e em par às questões ambientais que circundam uma constante melhoria do
padrão de vida das pessoas
12
Metodologia:
Em princípio, nossa metodologia consistia em consultar funcionários
responsáveis pelo departamento de informática da própria EACH-USP para
coletar dados sobre práticas já adotadas e a totalidade de computadores e
equipamentos de TI em uso.
Segundo respostas obtidas pelo setor responsável pela informática da
instituição, somente a substituição de computadores antigos pelos dotados de
Selo Verde faz parte do programa adotado pela EACH-USP, não possuindo
nenhum projeto futuro tampouco incentivo a outras práticas na instituição.
Por não apresentarem informações completas sobre os equipamentos de
TI, os quais auxiliariam em nossa pesquisa, adotamos uma segunda estratégia
para a finalização do trabalho, que consistiu na verificação e obtenção de dados
de cada equipamento computacional utilizado nos laboratórios de informática e
salas da disciplina Resolução de Problemas, os quais possuímos amplo acesso e
autorização para levantamento de dados.
A metodologia baseou-se na contagem de monitores e microcomputadores
dos locais avaliados, verificação do modelo de cada um deles (para a obtenção
correta de consumo do mesmo) e observações feitas nos laboratórios e quadro de
aulas realizadas para estimar o tempo de utilização dos equipamentos.
O cálculo do consumo foi feito baseado no atual valor cobrado pela
Eletropaulo por Watt utilizado (R$ 0,00029144/ watt), sendo que o valor dos
monitores e CPUs a serem substituídos foram encontrados através de pesquisas
de preços de mercado, chegando à uma média de R$ 450,00 para um monitor
LCD 17” e de R$ 1.000,00 para um CPU Itautec Infoway (com Processador Core 2
13
Duo, configuração idêntica aos micros adotados pela EACH-USP com Selo
Verde).
A comparação de Watt utilizado do equipamento atual, pela substituição de
outro monitor LCD, foi realizada com a permanência da marca do monitor antigo,
mantendo assim, a preferência de confiabilidade da instituição.
14
Resultados:
Os equipamentos analisados para a obtenção dos dados para a pesquisa
foram os seguintes:
Qtde de
Qtde de
Qtde de CPU
Qtde de CPU
Qtde de CPU
monitores CRT
monitores LCD
Celeron
Pentium 4
Core 2 duo
Salas de RP
10
0
0
0
10
Laboratório 1
30
0
0
30
0
Laboratório 2
0
30
0
0
30
Laboratório 3
30
0
0
30
0
Laboratório 4
17
14
17
0
14
Laboratório 5
31
0
0
31
0
Laboratório 6
30
0
0
30
0
Laboratório 7
30
0
0
30
0
Laboratório 8
30
0
30
0
0
Dependência
Tabela 1 - Listagem dos equipamentos analisados na pesquisa.
A implementação de TI Verde de incrementação tática (desligar os
monitores quando os mesmos estão em desuso, deixando-os em Stand by)
resultaria em uma economia mensal de R$ 158,07 supondo-se que todos os
monitores entrassem em Stand By por 2 horas diárias em 20 dias mensais:
Tipo
CRT
LCD
Marca
Proview
LG
Samsung
LG
Consumo em modo
Stand by (W/h)
Consumo
normal
1 ~15
70 ~80
1
25 ~35
Qtde de
monitores
16
148
44
44
Economia gerada
total (kW)
482,56
59,84
Total de kW economizados Valor do Watt /h (R$) Economia gerada (R$)
542,4
0,00029144
158,07
Tabela 2 - Economia obtida com os monitores em Stand By nos momentos de desuso.
15
A implementação de TI Verde Estratégico (troca de monitores CRT por
monitores de LCD, e a substituição dos CPUs com processadores Celeron e
Pentium 4 por CPUs dotados com processadores Core 2 duo – mais eficientes
em consumo enérgico e desempenho), resultaria em um ganho inexpressivo
frente ao investimento necessário, supondo-se o uso dos computadores por 10
horas diárias em 20 dias mensais:
Investimento
Watts/mês
Economia
economizados
Mensal (R$)
Salas de RP
76 kW
22,14
4500
177,6
Lab 1
228 kW
66,45
13500
177,6
Lab 2
Possui LCD 17”
--
--
--
Lab 3
228 kW
66,45
16500
177,6
Lab 4
129 kW
37,6
7650
177,6
Lab 5
235 kW
68,49
13950
177,6
Lab 6
28 kW
66,45
13500
177,6
Lab 7
228 kW
66,45
13500
177,6
Lab 8
228 kW
66,45
13500
177,6
Total
1581 kW
526,93
93600
177,6 (14,8 anos)
Necessário
(R$)
Tempo p/
Retorno (meses)
Tabela 3: Dados caso a troca de monitores fosse efetuada.
Watts/mês
Economia
Investimento
Tempo p/
economizados
Mensal (R$)
Necessário (R$)
Retorno (meses)
Salas de RP
CPU Core 2 duo
--
--
--
Lab 1
6 kW
1,75
30000
17143
Lab 2
CPU Core 2 duo
--
--
--
Lab 3
6 kW
1,75
30000
17143
Lab 4
3,4 kW
0,99
17000
17143
Lab 5
6,2 kW
1,81
31000
17143
Lab 6
6 kW
1,75
30000
17143
Lab 7
6 kW
1,75
30000
17143
Lab 8
6 kW
1,75
30000
17143
Total
39,4 kW
11,55
198000
17143 (1.428 anos)
Tabela 4: Dados caso a troca de CPU fosse efetuada considerando-se somente o consumo
elétrico do processador
16
Conclusão Final:
Com base na metodologia adotada para a verificação de práticas de
computação ecológica, concluímos que apenas as técnicas adotadas na primeira
camada de TI - Verde (de incrementação tática), apresentam alguma viabilidade
para a aplicação na EACHUSP.
A camada de incrementação tática, consiste apenas em tarefas básicas em
prol do menor consumo de energia e otimização dos recursos já disponíveis, ou
seja, não há a necessidade de gastos financeiros com novos equipamentos. Sua
implementação faz sentido na própria EACH-USP, pois requer apenas o trabalho
de conscientização, organização e ação das práticas envolvidas por esta camada,
o que mantém a viabilidade dessa prática na instituição. Um exemplo dessa
prática seria o desligamento dos monitores nos momentos de desuso, pois
supondo-se que os mesmos entrassem em modo stand-by por 2 horas diárias,
estima-se uma economia energética de 482,5 kW mensais, o que equivaleria a
uma economia mensal de R$ 158,07.
Pensando na infra-estrutura da escola, mais especificamente nas salas de
Resolução de Problemas e nos laboratórios de informática, observa-se que o uso
dos computadores não chega a ser tão intenso quanto em algumas empresas,
pois o horário de funcionamento dos equipmanentos é de no máximo 15 horas
diárias (dentro do período de funcionamento da instituição).
Baseando-se em informações do consumo de energia elétrica do monitor
CRT, que corresponde em torno de 50% do total despendido de um computador, e
que esse cenário pode ser melhorado drasticamente com a utilização de
monitores de cristal líquido (LCD), decidimos calcular a viabilidade econômica e
ambiental no processo de substituição desses equipamentos nos locais que o
grupo adotou para a pesquisa.
17
A segunda camada, apresentada como TI – Verde Estratégico, resume-se
em técnicas que envolvem um gasto financeiro com relação à atual estrutura para
uma melhoria de eficiência energética. Em determinado prazo, a estratégia
apresenta uma redução de impactos ambientais e traz vantagens econômicas em
detrimento desse investimento. Com vista nesta estratégia, após todo o processo
realizado na metodologia para o relatório final, verifica-se uma contradição à
nossa hipótese apresentada anteriormente, ou seja, a substituição dos monitores
de CRT pelos de LCD não é viável.
Apesar da economia da conta de energia elétrica mensal de R$ 526,93 ( em
1581 kW economizados) e também na diminuição de emissões de gases que
prejudicam o meio ambiente, correspondentes a 1026 kg mensais de CO2
equivalente na atmosfera, o descarte dos monitores antigos pertencentes à EACHUSP poderia agravar o problema ambiental do lixo eletrônico. Esse lixo que, por
ser formado de componentes eletrônicos, possui em sua estrutura metais e outros
compostos nocivos à saúde humana e demais formas de vida podendo, portanto,
causar danos ao meio ambiente pela contaminação do mesmo.
Outro aspecto que contribuiu para a refutação da nossa hipótese foi o fator
econômico. Embora a utilização de monitores LCD gerarem um consumo menor
de energia comparado aos monitores CRT, não haveria um retorno financeiro dos
investimentos durante muito tempo, por conta do baixo tempo de utilização dos
computadores na EACH-USP comparada a outras organizações que fazem o uso
mais intenso de seus equipamentos. Por estimativas, foi gerado um resultado
indicando um período de aproximadamente 177,6 meses letivos, para que todo o
investimento feito pela instituição fosse retornado pela economia na conta de
energia elétrica no caso de troca de monitores e 17143 meses no caso da troca de
CPUs.
Esses resultados nos fazem acreditar que as práticas de TI Verde são
viáveis apenas para as grandes empresas, que têm capacidade de fazer grandes
18
investimentos que se tornem viáveis no longo prazo. A adoção de práticas TI
Verde tem como grande vantagem para essas empresas a possibilidade de utilizar
o marketing verde, muito comum nas campanhas publicitárias atuais.
19
Referências utilizadas:
CASCAES, Eliana Ferreira Correia. “ESTEIO – TI VERDE”. Disponível em:
http://www.esteio.com.br/downloads/pdf/ti_verde.pdf Acessado em 01/09/2009.
MATTOS, Katty Maria da Costa et al. “Os impactos ambientais causados pelo
lixo eletrônico e o uso da logística reversa para minimizar os efeitos
causados ao meio ambiente”. In: XXVIII Encontro Nacional de Engenharia
de Produção - A integração de cadeias produtivas com a abordagem da
manufatura sustentável, Rio de Janeiro, Brasil, 13 a 16 de outubro de 2008.
MURUGESAN, San. “IT Professional - Harnessing Green IT: Principles and
Practices”, January/February, 2008, p. 24-33. Disponível em:
http://www.computer.org/csdl - Acessado em 08/2009.
PIZYBYLA D., Pegah M. “Dealing with the Veiled Devil: Eco-Responsible
Computing Strategy”. SIGUCCS´07, October 7-10, 2007, p. 296-301,
Orlando Florida, USA.
ROQUE, Luis Paulo. TI Verde é mais do que eficiência energética. In: Revista
Sustentabilidade. Disponível em:
http://www.revistasustentabilidade.com.br/s02/eficienciaenergetica/greenit/?searchterm=TI%20verde>. Acessado em: 25 set 2009.
RUTH S. “Green IT – More than a Three Percent Solution?”. IEEE Computer
Society, july/august 2009, p. 74-78.
SCHWANKER, Steven. Samsung realeases 'green' handsets. In: InfoWorld.
Disponível em:
<http://www.infoworld.com/t/networking/samsung-releases-greenhandsets164>. Acessado em: 25 set 2009.
SYMANTEC. Green IT Report Regional Data – United States and Canada. In:
Symantec. Disponível em:
20
<//www.symantec.com/content/en/us/about/media/GreenIT09_Report.pdf>.
Acessado em: 19 ago 2009.
ELETROPAULO. Estimativa de Consumo. Disponível em:
<http://www.eletropaulo.com.br/estimativa.htm>. Acessado em 30 out. 2009.
EUROPEAN COMISSION. Envoronment. Disponível em:
<http://ec.europa.eu/environment/climat/campaign/pdf/ppt3-notes-pt.pdf>.
Acessado em 16 nov. 2009.
LG. Monitores. Disponível em:
<http://www.lge.com/br/informatica/monitor/index.jsp?countryCd=br>.
Acessado em 16 nov. 2009.
PROVIEW. Monitores. Disponível em:
<http://www.proviewbr.com.br/produtos/monitores.php>.
Acessado em 30 out. 2009.
SAMSUNG. Suporte. Disponível em:
<http://www.samsung.com/br/support/main/supportSupportMain.do>.
Acessado em 16 nov. 2009.
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