UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE AFETIVIDADE E O DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR INFANTIL DE 3 A 6 ANOS Por: Jaqueline Rezende Gomes Fernandes Orientador Profa./Mestre Fátima Alves Rio de Janeiro 2011 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE AFETIVIDADE E O DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR INFANTIL DE 3 A 6 ANOS Monografia apresentada como requisito parcial para conclusão do Curso de Pós-Graduação Lato Senso em Psicomotricidade para disciplina Metodologia da Pesquisa Por: . Jaqueline Rezende Gomes Fernandes. 3 AGRADECIMENTOS ... A Deus por me proporcionar o dom da vida e a realização de mais um sonho. Agradeço também aos meus amigos de turma que sempre estiveram dispostos a auxiliar no que fosse necessário e aos meus professores que contribuíram de forma especial para conhecimento... ampliação do meu 4 DEDICATÓRIA ...Dedico esse trabalho ao meu filho que me acompanhou desde o início quando ainda estava em minha barriga e até o dia de hoje tem me motivado através de cada sorriso, ao meu esposo e aos meus pais por sempre me incentivar... 5 RESUMO A criança na fase de 3 a 6 anos passa por uma etapa muito importante, pois nesta se dá a formação da sua personalidade, e então começa o confronto com o outro e surge a descoberta de novas aptidões. Nesta etapa ela começa a ter opinião própria, reproduz o que aprendeu, e o que viveu até esse período, se faz então notório a percepção da importância e atuação do afeto que esta recebeu ou deveria ter recebido o ambiente que ela viveu ou o simples fato de receber um toque, ser abraçado ter uma mão estendida para ajudar a avançar mediante o obstáculo que estava a sua frente, isso traz resultado de segurança e confiança para a criança, que não é fruto apenas do pensamento consciente, mais, a todo o instante também do inconsciente. Desta forma é possível compreender a atuação da afetividade na criança e o seu envolvimento com o desenvolvimento psicomotor, pois a partir de estímulos que a mesma recebe, o seu corpo responde através de movimentos que cada vez vão se aperfeiçoando mais. 6 METODOLOGIA O presente trabalho foi desenvolvido através de uma pesquisa de campo qualitativa realizada no orfanato no Município de Nova Iguaçu no estado do Rio de Janeiro, onde foram avaliadas cinco crianças que reside nele, sendo três do sexo masculino e duas do sexo feminino com idade de seis anos e outras cinco crianças com a mesma idade que moram com seus pais, sendo três do sexo masculino e três do sexo feminino e reside no mesmo município. A Avaliação foi realizada uma única vez, utilizando o protocolo de Avaliação das Coordenações e Equilíbrio, baseada na Bateria Psicomotora (BPM) de Vitor da Fonseca (1975) dividida em três etapas: 1 - Roteiro Anamnese, com informações referentes aos dados pessoais da criança e período pré e pós-natal, porém em alguns casos não foram possível obter relatos destes períodos. 2 - Seis tarefas de Coordenação Motora Grossa e quatro tarefas de Coordenação Motora Fina, quantificadas em tempo e Óculo Manual e a Óculo Pedal com uma tarefa, quantificada em números de acertos. 3 - Quatro tarefas de Equilíbrio Estático e Uma de Equilíbrio dinâmico, quantificadas em tempo. Depois da aplicação do teste, houve a conclusão estatisticamente significativa nas Coordenações Motora Grossa, Fina e Óculo Manual e Equilíbrio Dinâmico em que crianças que se desenvolve ao ceio de sua família possui maior 7 habilidade de manuseio e manipulação. Com relação à Coordenação Óculo Pedal e Equilíbrio Estático e foi constatada diferença significativa a crianças que reside em orfanato. Entretanto concluiu-se que criança que reside junto a família possui melhor desempenho nas Coordenações exceto Pedal e no Equilíbrio Dinâmico. Esse resultado pode ser atribuído aos estímulos que estas crianças recebem e a importância de se desenvolver junto a sua família. 8 SUMÁRIO Introdução..........................................................................................................9 Capítulo 1 AFETIVIDADE...................................................................................................11 Capítulo 2 DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR............................................................16 Capítulo 3 DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE 3 A 6 ANOS............................................23 Capítulo 4 PESQUISA PRÁTICA................................................................................................28 Conclusão..........................................................................................................32 Anexos...............................................................................................................34 Bibliografia.........................................................................................................46 Índice..................................................................................................................47 9 INTRODUÇÃO Ao buscarmos o significado da palavra afetividade encontraremos como tradução a relação de carinho ou cuidado que se tem com alguém íntimo. A questão central deste trabalho é apresentar a importância do afeto no desenvolvimento psicomotor e como o local onde a criança vive pode ser um agente facilitador ao seu desenvolvimento. A que ponto os responsáveis pela sua educação colaboram também com o seu desenvolvimento no âmbito cognitivo e motor? A criança desde o momento da sua concepção esta em pleno desenvolvimento, pois inicia a formação de órgãos, membros e desde o momento de seu nascimento ela não para de crescer e ganhar peso. Após o seu nascimento o seu desenvolvimento não cessa, mas ao contrário permanece e cada vez se faz mais notório, pois no início ela se movimenta através de movimentos reflexos, porém com o passar dos meses ela começa a ter domínio sobre esses movimentos e corresponde a estímulos recebidos por aqueles que estão a sua volta, os olhos percebem o presença do que esta ao seu redor e também dos que dela se aproxima. Os lábios já começam a esboçar um sorriso devido à aceitação de algo, o choro é o seu meio de mostrar que algo esta desconfortável. Embora as etapas do desenvolvimento de uma criança sejam semelhantes à outra da mesma idade, a criança é única, portanto as mobilidades físicas, as diferentes maneiras de ser e o meio ambiente familiar mostram que crianças com idades iguais podem se comportar de forma diferente. ALVES, (2008) Relata: 10 “A criança só terá uma maturação normal se ela pertencer a um ambiente favorável e com isso sua inteligência se desenvolverá...” (ALVES, 2008, p.88). O meio ambiente que a criança vive é determinante para o seu desenvolvimento social, pois á todo instante ela esta atenta ainda que inconscientemente ao que ocorre a sua volta e através da interação com o que a rodeia ela inicia o seu processo de maturação. O Capítulo 1 tem como objetivo importar a afetividade e a importância da construção de um ambiente afetivo. No Capítulo 2 o estudo relata o desenvolvimento psicomotor, os seus aspectos de desenvolvimento. O Capítulo 3 aborda o desenvolvimento infantil de três a seis anos e a escala do desenvolvimento segundo Bueno (1998). Capítulo 4 apresenta a pesquisa que foi realizada com crianças que reside no orfanato e crianças que reside com seus pais. 11 CAPÍTULO I AFETIVIDADE . . .Afetividade, um dos pilares de sustentação do ser humano a respeito de seu desenvolvimento... O ser humano esta sempre em busca de mudanças e sempre ocupado com inúmeras tarefas diárias e muitas vezes não se dá conta da importância do afeto. O quanto se doar através de um abraço, um toque ou até mesmo um olhar pode contribuir para sua própria vida e a dos que estão a sua volta. O que é então afetividade, somente quando estamos atentos a ela podemos dizer que somos ou não afetivo? Podemos dizer que todo ser humano possui afeto, pois ele esta além de uma escolha de possuir ou não. A afetividade não um adereço de enfeite ao nosso corpo que só utilizamos para ir passear ou quando achamos necessário. Mas ao contrário, á todo momento se faz presente na nossa vida e ainda que inconscientemente se manifesta a nós e quando menos esperamos somos surpreendidos por ela, através de sentimentos e reações que até então não conhecíamos. É importante compreender que a vida afetiva, emoções e sentimentos acompanham o homem e constitui um aspecto de importância fundamental na vida psíquica, pois as emoções e sentimentos que um indivíduo possui são como alimentos e estão nas mais variadas manifestações e expressões, eles são como tempero para a vida. A afetividade nada mais é do que a emoção em todos os aspectos, sentimentos que temos relação ao o nosso próximo, á situações que ocorrem ou já ocorreram em nossas vidas, lembranças antigas ou recentes. 12 Para Wallon a afetividade é o fator fundamental na constituição do sujeito. É interpretada como meio de sobrevivência do ser humano pelo fato de corresponder a primeira manifestação do psiquismo, permite o desenvolvimento cognitivo ao instaurar vínculos imediatos com o meio social, abstraindo deste o universo simbólico. O afeto segundo Mayer e Solovey (1999) é a esfera que inclui emoção, humor, apreciações e outras sensações, inclusive fadiga ou energia. “Em toda conduta, as motivações e o dinamismo energético provém da afetividade, enquanto que as técnicas e o ajustamento dos meios empregados constituem o aspecto cognitivo (sensório - motor ou racional)”. Nunca há ação puramente intelectual (sentimento múltiplo interfere, por exemplo: Na solução de problema matemático, interesses, valores, impressões de harmonia etc.); assim como também não há atos que sejam puramente afetivos (o amor supõe a compreensão)”. PIAGET 2004, p.36 Segundo Piaget não há separação do intelecto ao afetivo, não há como o homem agir de forma racional sem que haja a intervenção da emoção, pois a cada movimento e atitude tomada sofre influência da emoção. O afeto é a parte do nosso psiquismo responsável pela forma de sentir e perceber a realidade. A afetividade é a parte psíquica que se responsabiliza pelo significado sentimental de tudo que se observa a sua volta e de todas as experiências vividas. Se a experiência que esta sendo vivenciada esta sendo agradável, dolorosa, prazerosa, angustiante, indolor, se causa medo ou proporciona satisfação, por tanto, todos esses e outros valores são atribuídos pela afetividade, é através do afeto que o mundo o qual vivemos chega até o nosso consciente com significado emocional. A afetividade nos conduz a enxergar a nossa realidade de forma emocional, ela nos faz observar o nosso meio com clareza e de forma individual, pois uma situação vivida por um indivíduo traz a ele emoções que talvez outro vivendo a mesma situação tivesse outro tipo de emoção, um exemplo é quando se realiza uma viagem 13 de avião, para um indivíduo essa viagem pode causar prazer e para outro desconforto ou medo. A afetividade está presente na vida do ser humano, porém ela representa as experiências vividas de forma diferente. Para Piaget a afetividade não esta limitada a emoções e sentimentos, mas também as tendências e as vontades. É ela quem dá valor a tudo aquilo que esta ao nosso redor e o que acontece a nossa volta. 1.1 CONSTRUINDO UM AMBIENTE AFETIVO O Bebê ainda na sua fase intra-uterina observamos o seu desenvolvimento vemos que ele ocorre de forma de exterior, e interior, ou seja, seu coração que inicia a sua função de bombeamento de sangue, suas mãos, seus pés e todo o seu corpo se movimenta ainda que forma reflexa. Com o auxilio de pesquisas cada vez mais avançadas hoje temos a certeza que um bebê ainda nesta fase sofre alterações devidas a emoções sentidas pela mãe. Nos séculos anteriores os pais não compreendiam o quanto o diálogo com seu bebê nesta era importante para desenvolvimento do mesmo. Hoje compreendemos que o bebê em sua fase ainda de formação já necessita de receber afeto, de ouvir palavras que o revele o quanto ele é querido. Após seu nascimento o bebê passa para um universo diferente, onde o clima que o envolve não é o mesmo de antes, a iluminação é diferente, ele tem que se adaptar a diversos tipos diferentes de som e inúmeras novidades o envolvem, sua forma de se alimentar antes era através do cordão umbilical agora ele precisa realizar o movimento se sucção. Se antes era importante a comunicação dos pais através de diálogo agora é essencial que esse bebê se perceba amado, o colo que recebe da mãe todas as vezes que vai amamentá-lo, um colo onde ela possa transmitir aconchego e conforto para esse bebê. Olhar para esse bebê e enxergá-lo não como um estranho recém chegado e sim como alguém que mesmo sem antes ter sido observado quanto à tonalidade dos olhos e ter tocado em seu rosto já era conhecido e amado. 14 “O recém-nascido não tem ainda outras formas de se comunicar com o outro, que não a emoção [...] Cada movimento, cada expressão corporal dessa criança, acaba por receber um significado atribuído pelo outro, significado esse do qual ele se apropria. Uma criança chora porque seu estômago dói de fome, não chora inicialmente para alguém vir alimentála, mas chora por causa da dor. Ao receber atenção que necessita, vai construindo os significados de cada ação sua.” GONÇALVES, (2003) p.1415. O bebê estabelece uma comunicação com a mãe, e com os que estão a sua volta e esta comunicação se dá por meio de manifestações não verbais que começam a dirigir o seu dia-a-dia. É importante que esse bebê receba estímulos a todo instante para o seu desenvolvimento motor-cognitivo, mas também é de suma importância que ele também receba estímulos afetivos, o ato de atendê-lo durante o choro, conversar com ele durante o banho, cantar canções de ninar, acariciar o seu rosto, pois, ainda que ele não responda naquele instante ao estímulo recebido o estímulo acrescentará na sua formação. ALVES, (2008) afirma: “Para um relacionamento mãe e filho o toque tem importância vital, porque oferece possibilidades de fortalecer o vínculo desde o início da gestação, ajudando no desenvolvimento físico e emocional do bebê.” ALVES, (2008) p.36. Durante toda a maturação desse bebê ele sofrerá influência do meio externo e através de experiências vividas ele vai se descobrir e conhecer as emoções que fazem parte de si. 15 “Ora, traduzir o desenvolvimento da criança apenas em termos de maturação neurológica seria isolar e segregar a importância das condições do ambiente social e cultural, que, tudo indica, parecem determinar um papel determinante na sua evolução”. FONSECA 2008, p. 497 Portanto, a condição social de vida que o adulto proporciona para a criança exerce influência extremamente importante nos primeiros meses de vida e também ao longo do seu desenvolvimento, que podem acelerar ou inibir a maturação motora, cognitiva e afetiva. É importante que esse bebê receba aconchego e acolhimento dos que estão a sua volta. Crianças que passam a maior parte do tempo dentro do berço, sem estímulos de outras pessoas ao redor, possui maior possibilidade de serem retraídas e apresentarem maiores dificuldades em estabelecer contato com objetos que estão ao seu redor, podendo vir a apresentar problema motor. Enquanto que um bebê que é estimulado possui maior facilidade de demonstrar o seu potencial, podendo vir a apresentar um melhor desenvolvimento. Rego (1995), afirma que se comparado com as demais espécies animais, o bebê é o mais indefeso e despreparado para lidar com os desafios do seu meio. A sua sobrevivência depende dos sujeitos mais experientes do seu grupo, que se responsabilizam pelo atendimento de suas necessidades básicas (locomoção, abrigo, alimentação, higiene e etc.), afetos (carinho, atenção) e pela formação de comportamento tipicamente humano. Devido à imaturidade motora do bebê o seu período de dependência dos adultos é longo. CAPÍTULO II 16 DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR “Para que a aprendizagem da criança ocorra, ou seja, para que seu crescimento global se verifique é necessário que se construa condições ambientais e ecológicas favoráveis para o seu desenvolvimento”. FONSECA 2008, p.497 O bebê no momento do seu nascimento esta com seu corpo e órgãos formados, seu cérebro mesmo antes do seu nascimento já esta em atividade, porém o sistema motor não se encontra totalmente formado nem amadurecido. Isso ocorre por causa do sistema nervoso que esta inacabado a respeito da sua formação e se organizará progressivamente através do movimento. Segundo Fonseca, o desenvolvimento do sistema nervoso se dá pela mielinização das células nervosas que por esse processo biológico além de outros, assegura um mais rápido e eficiente controle do sistema motor, processo que segundo Elkonin se dá por volta dos dois anos. Então a motricidade corresponde nesta fase de desempenho neurológico, a uma espécie de imagem de espelho funcional, que garante o desenvolvimento dos centros responsáveis pelo comando motor, promovendo e acelerando também a maturação biopsicossocial da criança. “As fases do desenvolvimento psicomotor não devem ser consideradas apenas segundo um quadro de maturação neurológica, mas como resultado de um processo reacional e relacional complexo. Com isto queremos dizer que ao enfocarmos o desenvolvimento psicomotor, levamos em conta às reações do ser ao ambiente que o cerca e as relações com os demais.” ALVES, (2008) p.31. 2.1 - TÔNUS 17 É a tensão dos músculos pelas quais as posições relativas das diversas partes do corpo são corretamente mantidas e que se opõe ás modificações passivas destas posições. Segundo Ajuriguerra (1980), é o tônus que prepara e guia o gesto e simultaneamente a expressão da realização ou frustração do indivíduo. Pois o indivíduo terá que vivenciar o seu corpo para que o seu tônus tenha condições moldadas. Através da resistência muscular a mobilização passiva de um segmento corporal, observa-se, que o estado do tônus que pode ser: Hipertonia - Grande resistência. Hipotonia - Pequena resistência. Tônus normal - Resistência normal. 2.2 - ESQUEMA CORPORAL É a organização das sensações relativas ao próprio corpo em relação às experiências do mundo exterior. O esquema corporal é formado através da relação que se dá entre o indivíduo e o próprio ambiente. Segundo Frostin (1964), esquema corporal é o conhecimento intelectual do próprio corpo e das suas funções. O esquema corporal é estruturado a partir do momento que o indivíduo descobre o próprio corpo, utiliza e o controla, então passa a ter consciência dele e das possibilidades que ele possui com relação ao meio ambiente que vive. Pois os estímulos sensoriais vividos discriminam as partes do corpo e exercem o controle que implica a percepção do corpo, o equilíbrio, a lateralidade, o domínio muscular, o domínio da respiração e a independência dos membros com relação ao tronco e entre si. 18 Segundo Alves (2008), a noção do esquema corporal é como a noção de âmbito fisiológico. Ela representa experiências que cada um tem com o seu corpo, quando e movimento ou em posição estática em relação com o meio. É consciente, um simples movimento depende de seu esquema corporal. O desenvolvimento do esquema corporal esta dividido em três etapas, que são estas; 1ª Etapa - Corpo vivido, esta se dá até os três (3) anos e corresponde a fase da inteligência sensório-motora de Piaget. 2ª Etapa – Corpo percebido ou descoberto se dá dos três (3) anos aos sete (7) anos de idade. Essa etapa esta relacionada à organização do esquema corporal devido à “função de interiorização”. 3ª Etapa - É a fase do corpo representado e se dá a partir dos sete (7) anos e se conclui até dose (12) anos. Nesta etapa a criança já apresenta a noção de todo o corpo e das suas partes. 2.3 – IMAGEM CORPORAL Imagem corporal é o conhecimento que o individuo tem do próprio corpo em relação ao outro. Diz respeito aos sentimentos que possui em relação à estrutura do corpo, e esta ligada a lateralidade, dinâmica e equilíbrio corporal. Para Fosting (1964), imagem corporal é a impressão que a pessoa tem de si mesma (baixa, alta, gorda, etc.). 2.4 - LATERALIDADE É a dominância de um lado do corpo em relação ao outro, no que diz respeito à força, rapidez, destreza e precisão. Cada metade do corpo é controlada por regiões diferentes do cérebro, pois o lado esquerdo do indivíduo é controlado pelo hemisfério direito, ao passo que o lado direito do corpo é controlado pelo hemisfério esquerdo. Pois quando há dominância do hemisfério esquerdo, o indivíduo é considerado destro ao passo que quando a 19 dominância é do hemisfério direito, o indivíduo é canhoto. Porém é legitimo admitir que ocorra colaboração dos dois hemisférios na elaboração da inteligência. É comum criança de 2 / 3 anos de idade utilizar ambas as mãos para produzir garatujas, pois nesta idade ainda não há predominância lateral e a criança experimenta e explora ambos os lados do corpo. Por volta dos 6 / 7 anos o conhecimento esquerda e direita, tendo como referência o próprio corpo é utilizado com maior estabilidade. Somente após os sete anos a criança consegue reconhecer o lado direito e o lado esquerdo de quem passa a sua frente. Os termos lateralidade e dominância lateral se aplicam, para designar as seguintes condições: Ambidestro - Quando não existe um predomínio claro estabelecido e o indivíduo utiliza indiscretamente dos dois lados. Sinistro ou canhoto - Quando o predomínio se faz presente do lado esquerdo do corpo. Destro - Quando existe um predomínio claro do lado direito na utilização dos membros e órgãos. 2.5 - ORIENTAÇÃO TEMPORAL A orientação temporal é de extrema importância no desenvolvimento da criança, portanto isso não significa que se torna fácil para ela adquirir noções de tempo pelo fato do mesmo ser abstrato. Pois é através da estruturação temporal que a criança terá localização das experiências vivenciadas por ela e desta forma poderá se projetar para o futuro. A orientação temporal traz aprendizado do hoje, amanhã, ontem, antes e depois. O ritmo é um agente facilitador para o desenvolvimento da orientação temporal. 20 Segundo Alves (2008), a estruturação temporal insere o homem no tempo, onde ele nasce, cresce e morre, e a sua atividade é uma seqüência de mudanças condicionadas pelas atividades diárias. A estrutura temporal juntamente com estrutura temporal deve ser construída depois de muito esforço mental, pois a criança só consegue realizar depois que existir um desenvolvimento cognitivo mais avançado. 2.6 – EQUILIBRIO Equilíbrio é a interação da gravidade com o tônus. É ele a base das coordenações sem ele, o simples ato de saltar, girar ou até mesmo trepar se tornam difícil. Pois, ele é a base para andar, ficar em pé, ou seja, ele é peça fundamental para o desenvolvimento humano. O equilíbrio possui duas classificações, que são estas: *Equilíbrio Estático - Se refere à capacidade de se sustentar em situações como; Ficar em pé apenas com a ponta dos pés tocando o solo com elevação dos calcanhares e os pés unidos. Para seu domínio é necessário controle da postura e concentração. *Equilíbrio Dinâmico – È necessário movimento, exemplo, caminhar sobre uma linda pré-delimitada ou em marcha normal, saltar com uma perna elevada. 2.7 – COORDENAÇÃO A coordenação é considerada a união harmoniosa dos movimentos e supõe integridade e maturação do sistema nervoso. E depende de uma perfeita harmonia de jogo muscular em repouso e em movimento. Coordenação dinâmica global 21 A coordenação dinâmica global é responsável por controlar e organizar a musculatura ampla para que ocorra a realização de movimento complexo. Tem a função de permitir de forma eficaz e econômica movimentos que interessam a vários segmentos corporais, aplicados a um gesto ou atitude. Esta coordenação se divide em dois aspectos: *Coordenação estática - Esta voltada para um bom controle de postura é realizada com o indivíduo em repouso. *Coordenação dinâmica - São movimentos realizados com os membros superiores e simultaneamente com os membros inferiores como: correr, andar, marchar, trepar, saltar e arremessar bolas, suspender-se etc. Coordenação fina Esta relacionada à habilidade e destreza manual e constitui um aspecto particular da coordenação global. Pois é necessário haver variedade de formas de manuseio de objetos e formas diferentes de pega-los. Coordenação óculo-manual É a coordenação entre a visão e o tato, os segmentos da cabeça e os segmentos da mão, permitem que a criança segure e controle o objeto com um objetivo. Exemplo: Lançar uma bola. Coordenação óculo-pedal É a coordenação entre a visão e os membros inferiores. Esta relacionada ao fato da criança conduzir um objeto com o pé. 2.8 - FASES DO DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR 22 Quando observamos as fases do desenvolvimento psicomotor, devemos levar em conta não só o quadro de maturação neurológica, mas também o resultado de um processo e relacional complexo. A motricidade possui três fases de organização que são: 1ª Fase - É caracterizada pela obtenção da organização da estrutura motora, tônus de fundo, da propriocepção e do desaparecimento das reações primitivas. 2ª Fase - É a fase da Organização do Plano Motor, pois, nesta fase ocorre o aperfeiçoamento espaço-temporal das reações que evoluem com as reações sociais. 3ª Fase - É a fase da Automatização do Adquirido, pois é nesta fase que as aquisições motoras vão sendo automatizadas através da ação do sujeito. CAPÍTULO III DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE 3 A 6 ANOS 23 Este capítulo se refere ao desenvolvimento da criança de três a seis anos e relata a evolução da mesma. Desde o primeiro instante de vida do ser humano, inicia-se também o seu desenvolvimento, este processo ocorre a todos, porém diferentemente de um indivíduo para outro e nem sempre este processo acompanha a faixa cronológica. Pois os estímulos recebidos por este indivíduo, a realidade e situações vividas interferem e influenciam o seu desenvolvimento. Um exemplo disto é quando observamos uma criança que desenvolveu em meio aos que a estimulou através de diálogo, esta criança terá um vocabulário mais amplo e a sua fala mais cedo se desenvolverá, quando observamos uma criança que para chegar até o quarto necessita de subir escadas, na fase inicial seu pais a carregam no colo, mas logo após iniciam a estimulá-la a subir de mãos dadas com eles, logo quando eles menos esperarem esta criança irá subir sozinha com maior facilidade do que aquela que raramente vivenciou subir escadas. Os estímulos dados a esta criança favorecem o fator intrínseco que é a ação de dentro para fora, ou seja, através de uma brincadeira a criança expressa uma emoção contida, ela é capaz de representar a saudade dos pais através da brincadeira de boneca, ela de forma simbólica expressa o que sente. O fator extrínseco também é favorecido quando estimulado, pois ele é a ação de fora para dentro, ou seja, o estímulo recebido é codificado pelo sistema nervoso é então enviado informações para o corpo e este se expressa através de movimentos. A partir dos três anos a criança passa a ter um domínio maior sobre seu corpo obtendo maior coordenação de seus movimentos estando ela dentro de um espaço determinado ou não. Segundo Wallon (1953), após os três anos, ocorre na criança o estágio do personalismo, ou seja, momento da constituição do eu, no qual a criança em seu confronto com o outro passa por uma verdadeira crise de personalidade, 24 caracterizada pelas mudanças nas suas relações com o seu entorno pelo aparecimento de novas aptidões. Para Pérez (1994), esta é a fase pré-escolar é, portanto, a época da aquisição de habilidades motoras básicas, os movimentos fundamentais são considerados verdadeiros núcleos cinéticos. A capacidade para mover-se cada vez de forma mais autônoma está relacionada com diversos fatores: maturação neurológica que permite movimentos mais completos; Crescimento corporal, que ao final deste período vai permitir maior possibilidade de domínio corporal, facilitando o movimento e aumentando a disponibilidade em realizar atividades motoras. Segundo Jean Piaget, com relação ao desenvolvimento psíquico, nesta etapa a criança esta no período Pré-Operatório do pensamento, onde existe o desenvolvimento da linguagem e uso dos símbolos para representar ações. Neste período pré-operatório a criança olha somente para si, vive o egocentrismo, tem dificuldades de emprestar um brinquedo, não é capaz de ter outras visões, compreender o outro lado senão o de si mesma. É nesta fase que surge o “faz de conta”, e para ela é impossível separar o que é real do imaginário, um exemplo, são desenhos assistidos por ela, ela realmente acredita no que vê. 3.1 - ESCALA DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL Na concepção de Bueno (1998) ocorre da seguinte forma; A partir da três anos a criança começa: Reconhecer e explicar ações; Querer se vestir e calçar sozinha; Utilizar o pronome “eu” - tomada de consciência de si; Comparar, classificar e identificar; Utilizar a tesoura; Usar talheres; 25 Saltar em um pé só, dois ou três passos; Aperfeiçoar a coordenação motora fina; Se envolver na conversa de adultos Os “porquês” Subir e descer escadas alternando os passos; Aumentar o vocabulário que fica em torno de 200 palavras; Andar de velocípede. A partir dos quatro anos a criança já se mostra capaz de: Ter elasticidade das articulações, coordenar os movimentos das mãos na escrita, porém ainda não apresentar freio motor; Iniciar abstrações e relações com os fatos, não distinguindo a fantasia da realidade; Vestir-se sozinho; Distinguir frente e costas; Saltar com facilidade; Iniciar a socialização; Explorar e manipular de forma mais acentuada a área sexual; Copiar carimbos e associar a figura; Copiar uma cruz; Andar na ponta dos pés; Reconhecer as cores pretas e brancas; 26 A partir dos cinco anos a criança já é capaz de: Ter a coordenação motora global desenvolvida; Estar desenvolvendo o esquema corporal; Utilizar a mão predominante; Reconhecer direita e esquerda; Proteger as crianças menores; Colaborar com as tarefas domésticas; Aceitar ordens e responsabilidades; Saltar alternando os pés; Utilizar saltos com distância com habilidade e de forma mais ágil; Ter simpatia ou antipatia por crianças do mesmo sexo; Distinguir outras cores; Fazer identificação com figura de ídolos; Segurar o lápis com maior segurança; Realizar círculos e quadrados; A partir dos seis anos a criança apresenta: Experimentação do corpo; Dissociação manual e digital que já estão formadas. Possibilidades de escrever; Atividades sociais bruscas; Distinção da fantasia e realidade de forma clara; Distinção dos dois lados do corpo; 27 Início dos jogos heterossexuais; Capacidade de andar de bicicleta; Facilidade nos jogos de competição e raciocínio Troca de dentição. 28 CAPÍTULO IV PESQUISA PRÁTICA Métodos e Casuística Participaram do estudo dez crianças consideradas saudáveis, cinco reside em orfanato e cinco reside com seus pais. Entre as cinco que reside no orfanato três eram do sexo masculino e duas eram do sexo feminino e entre as cinco crianças que reside com seus pais, três crianças também eram do sexo masculino e as outras duas crianças do sexo feminino. Todas as dez crianças com idade de seis anos. Critérios de inclusão As crianças deveriam ser saudáveis, nascidas em torno de 38 a 40 semanas de gestação e sem apresentar alterações neurológicas, sensoriais e síndromes. Os pais ou responsáveis tiveram que assinar um terno de autorização que se encontra no anexo. Critérios de exclusão Foram excluídas do estudo crianças que apresentassem déficit de atenção, alterações sensoriais, problemas ortopédicos, alterações neurológicas e síndromes. Informativo as responsáveis O termo de autorização foi entregue aos responsáveis para que permitissem a participação de seus filhos no estudo. 29 Um protocolo de avaliação das coordenações e equilíbrio foi elaborado contendo inicialmente um roteiro de anamnese com a história gestacional e do desenvolvimento da criança, porém com relação às crianças do orfanato obtiveramse poucas respostas. Material utilizado Para que houvesse o desenvolvimento das atividades foi necessário a utilização de alguns materiais, tais estes: Cronômetro - para quantificar o tempo da realização das tarefas; Balança - para verificar o peso das crianças; Fita métrica simples com 150 cm para verificar a altura das crianças; Faixa de papel cartão na cor azul, possuindo 03 metros por 8 cm de largura; Fita adesiva simples – para demarcar o chão; Gol de ferro; Uma bola de borracha; Uma placa de compensado; Uma Bola de tênis; Cinco pregadores de plástico; Suporte de encaixe com dez pinos, contendo quatro modelos diferentes de formas geométricas, sendo quatro para encaixe quadrado, três para encaixe de triângulo, dois de encaixe retângulo e um de encaixe em círculo; Colchonete de 1 metro por 80 cm de largura; Cinco miçangas tamanho médio, nas cores azul, amarelo, verde e laranja; 30 cm de fio de nylon de grossa espessura; Um boneco de tecido; 30 Uma Camisa tamanho infantil com três botões tamanho médio – para vestir no boneco. Realização das tarefas Foram realizadas as tarefas de Coordenação Motora Grossa, Motora Fina, Óculo Manual, Óculo Pedal e Equilíbrio Estático e Equilíbrio dinâmico. As crianças foram avaliadas uma vez somente e a duração da aplicação das atividades foi de aproximadamente 35 minutos. Resultados O objetivo proposto pelo estudo foi analisar o comportamento motor crianças da mesma idade, porém com realidade e vivência afetiva diferente. Os resultados obtidos estão representados nos anexos. Pois foram analisados; Tempo de Marcha Linha Reta (TMLR), Tempo de Salto com Pés Juntos (TSPJ), Tempo de Salto com Pé Direito (TSPD), Tempo de Salto com Pé Esquerdo (TSPE), Tempo de Marcha Ré na Linha (TMRL) e Tempo de Cambalhota (TCT). Os resultados indicam que os dois grupos de crianças, podem ser considerados diferentes no que diz respeito as variáveis; Tempo de Marcha linha Reta, Tempo de Salto com Pés Juntos, Tempo de Salto Pé Direito, Tempo de Salto Pé Esquerdo, Tempo de Marcha Ré na Linha e Tempo de Cambalhota, sobressaindo o grupo que reside com seus pais nas variáveis de Coordenação Motora Grossa. A imagem consta no anexo 3. Nos exercícios para analisar a Coordenação Motora Fina (CMF) os dois grupos mostraram diferença nas variáveis analisadas. Pois o Tempo de Miçangas no Fio de Naylon (TMFN), Tempo de Botões na Camisa (TBC), Tempo de Jogo de Encaixes (TJE) e Tempo de Varal de Prendedores (TVP). O grupo de crianças que reside junto aos seus familiares se sobressaiu com relação ao grupo que reside no orfanato, porém constatou-se diferença significante 31 apenas na variável Tempo de Varal de Prendedores, o qual se destacou o grupo de crianças que reside no orfanato, conforme mostra no anexo 4. Na análise da Coordenação Óculo Manual (COM) dos dois grupos na variável Arremesso com Mão Direita (AMD) foi contatado diferença estatística pelo teste com destaque do grupo de crianças que reside em ambiente familiar junto dos seus pais. Já no Arremesso com Mão Esquerda (AME) não houve diferença estatística, como mostra no anexo 5. Quanto a coordenação Óculo Pedal (COP), em ambas as variáveis GPD (Gol com pé direito) e GPE (Gol com pé Esquerdo), o grupo de crianças que reside no orfanato se sobressaiu, como mostra o anexo 6. Em relação ao Equilíbrio Estático (EE), as amostras demonstram que nas variáveis TPCD (Tempo Parado dentro do Círculo com Pé direito), TPCD (Tempo parado com o pé esquerdo dentro do círculo), TPL (Tempo parado sobre a linha) e TPP (Tempo ponta do pé) foi encontrada diferença significativa entre os dois grupos. Como mostra o anexo 7. Quanto ao Equilíbrio Dinâmico (ED), com apenas uma variável, TMB (Tempo de Marcha sobre a Barra), foi verificado que houve diferença pelo teste entre os grupos, permanecendo em destaque o grupo de crianças que reside com seus familiares. Como mostra o anexo 8 CONCLUSÃO 32 Através do presente estudo foi concluído que independente do meio que a criança vive ela se desenvolve, pois a descoberta de si própria é algo inevitável, porém o meio que ela se desenvolve e o estimulo que recebe dos que estão a sua volta se torna um agente facilitador do desenvolvimento psicomotor, crianças que são aceitas pela sua família compreendem com maior facilidade as diferenças do próximo se sente mais segura e capaz. Pois a criança é um ser especial e necessita de estímulo e afeto para que haja um excelente desenvolvimento. A pesquisa realizada mostrou haver maior aproveitamento entre os diferentes testes aplicados: O grupo de crianças que reside em meio a sua família se destacou nos seguintes testes: Marcha Linha Reta; Salto Pés Juntos; Salto Pé Direito; Salto Pé Esquerdo; Marcha Ré na Linha; Tempo de Cambalhota; Tempo de Miçangas no Fio de Nylon; Botões da Camisa; Tempo Jogo de Encaixes; Arremesso Mão Direita; Arremesso Mão Esquerda; Tempo de Marcha sobre a Barra; Quanto ao grupo de crianças que reside em orfanato seus resultados se destacaram nos seguintes testes: 33 Varal de Pregador; Gol com Pé Direito; Gol com Pé Esquerdo; Tempo Parado dentro do Círculo pé Direito; Tempo Parado dentro do Círculo Pé Esquerdo; Tempo Parado sobre a Linha; Tempo Ponta do Pé; O resultado desta pesquisa é favorável a sua hipótese e prova que a criança, que se desenvolve em meio aos seus pais em ambiente afetuoso sofre maior maturação nos aspectos psicomotores. ANEXOS INDICE DOS ANEXOS 34 ANEXO 1 - Anamnese ANEXO 2 - Folha de Autorização ANEXO 3 - Gráfico ANEXO 4 - Gráfico ANEXO 5 - Gráfico ANEXO 6 - Gráfico ANEXO 7 - Gráfico ANEXO 8 - Gráfico ANEXO 1 - ANAMNESE I. IDENTIFICAÇÃO 35 NOME:_____________________________________________________________________ IDADE: ____________________________________________________________________ NASCIMENTO: _____________________________________________________________ SEXO: _____________________________________________________________________ NATURALIDADE: __________________________________________________________ NACIONALIDADE: _________________________________________________________ FILIAÇÃO: PAI:_______________________________________________________________________ MÃE:______________________________________________________________________ IRMÃOS: __________________________________________________________________ IDADE: ___________________________________________________________________ OUTRAS OSERVAÇÕES REFERENTES AO HISTÓRICO DA CRIANÇA: II. DADOS SOBRE O DESENVOLVIMENTO MOTOR: PARTO: ___________________________________________________________________________ MAMOU?__________________________________________________________________ ENGATINHOU?____________________________________________________________ SENTOU?__________________________________________________________________ COM APOIO E SEM APOIO: ________________________________________________ 36 ANDOU?__________________________________________________________________ _ OBSERVAÇÃO: ___________________________________________________________________________ OUTRAS OBSERVAÇÕES REFERENTES AO DESENVOLVIMENTO MOTOR: LINGUAGEM BABUCIOU COM QUE IDADE? SONO ALGUMA ALTERAÇÃO? TONICIDADE HIPOTONICIDADE: HIPERTONICIDADE: EQUILÍBRIO ESTÁTICO: EQUILÍBRIO DINÂMICO: MARCHA: ________________________________________________________________________ SALTAR: PÉS JUNTOS E UM SÓ PÉ: PÉ DIREITO: 37 PÉ ESQUERDO: ___________________________________________________________________________ COORDENAÇÃO ÓCULO-MANUAL: COORDENAÇÃO ÓCULO PÉDAL: ESQUEMA CORPORAL: LATERALIDADE: RÍTMO: ESTRUTURAÇÃO ESPACIAL: ORIENTAÇÃO TEMPORAL: ANEXO 2- Folha de autorização. 38 Guia de autorização do responsável para realização da Avaliação Psicomotora. Eu______________________________________________, responsável por _________________________________________. Autorizo à participação na avaliação psicomotora consequentemente a participação no trabalho de pesquisa. _________________________________ Assinatura do responsável. ANEXO 3- Gráfico e 39 30 25 20 Crianças do orfanato 15 10 5 0 TMLR TSPE ANEXO 4 - Gráfico TCT Crianças que moram com os pais 40 120 100 80 Crianças do orfanato 60 Crianças que moram com os pais 40 20 0 TMEN TBC ANEXO 5 – Gráfico TJE TVP 41 2 Crianças do orfanato Crianças criadas com os pais 0 AMD AME ANEXO 6 – Gráfico 42 2 1,5 Crianças do orfanato 1 Crianças criadas com os pais 0,5 0 GPD GPE ANEXO 7 – Gráfico 43 35 30 25 Crianças criadas no orfanato Crianças criadas com os pais 20 15 10 5 0 TPCD TPCE ANEXO 8 – Gráfico TPL TPP 44 15 10 Crianças criadas no orfanato Crianças criadas com os pais 5 0 TBM BIBLIOGRAFIA 45 ALVES, Fátima. Psicomotricidade: Corpo, ação e emoção. Rio de Janeiro, 2008. COSTE, J. A Psicomotricidade. Rio de Janeiro, Zahar Editora, 1978. FERREIRA, Andréia Aparecida Rodrigues. A importância da psicomotricidade na pré-escola, Rio de janeiro 2003. FONSECA, Vitor do Desenvolvimento Psicomotor e aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2008. FONSECA, Vitor. Psicomotricidade..São Paulo: Martins Fonseca, 1983. LE BOUCHE, J. O Desenvolvimento Psicomotor do nascimento até 6 anos - A Psicocinética na idade pré-escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986. NETTO, Ana Carolina Ferreira. Desenvolvimento da Psicomotricidade na 1ª infância através do trabalho lúdico, RJ 2005. NEVES, Naiara Madalena Rego. A contribuição da psicomotricidade no desenvolvimento da criança de 0 a 6 anos com o jogo, brinquedo e a brincadeira, RJ 2007. OLIVEIRA, Gislene de Campos. Avaliação Psicomotora à Luz da Psicologia e Psicopedagogia. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005. SALTINI, Cláudio J. P. Afetividade e inteligência. 4. ed., v.1, Rio de Janeiro, DP &a, 2002. INDÍCE AGRADECIMENTO...............................................................................3 DEDICATÓRIA......................................................................................4 46 RESUSMO.............................................................................................5 METODOLOGIA....................................................................................6 SUMÁRIO...............................................................................................8 INTRODUÇÃO........................................................................................9 1. AFETIVIDADE.............................................................................................11 1.1Construindo um ambiente afetivo...........................................................13 2. DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR........................................................16 2.1 Tônus..........................................................................................17 2.2 Esquema corporal.......................................................................17 2.3 Imagem corporal.........................................................................18 2.4 Lateralidade................................................................................18 2.5 Orientação temporal....................................................................19 2.6 Equilíbrio.....................................................................................20 2.7 Coordenação...............................................................................20 2.8 Fases do desenvolvimento psicomotor.......................................22 3. DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE 3 A 6 ANOS.......................................23 3.1 Escala do desenvolvimento infantil............................................24 4. PESQUISA PRÁTICA.....................................................................................28 CONCLUSÃO..........................................................................................32 ANEXOS..................................................................................................34 BIBLIOGRAFIA........................................................................................45 FOLHA DE APROVAÇÃO.......................................................................48 47 48 FOLHA DE AVALIAÇÃO Nome da Instituição: Universidade Cândido Mendes Título da Monografia: Afetividade e o Desenvolvimento Psicomotor Infantil de 3 a 6 anos Autor: Jaqueline Rezende Gomes Fernandes Data da entrega: 04/02/2011 Avaliado por: Profa./Mestre Fátima Alves Conceito: