Extensômetros de Resistência Elétrica Extensômetros de Resistência Elétrica EREs ou Electrical Resistance Strain Gages Extensômetros de Resistência Elétrica 1 – Definição para ERE Extensômetros de resistência elétrica (EREs ou electrical resistance strain gages) são sensores formados por fios condutores finos que acusam variações do seu comprimento (alongamento ou encurtamento) através de variações de sua resistência elétrica. t P Fio condutor colado na superfície do componente antes deste sofrer o carregamento P Comprimento inicial = Li Resistência inicial = Ri Rf Ri Lf Li K. Ri Li Fio condutor colado é alongado após a aplicação de P Comprimento final = Lf Resistência final = Rf R K . R colado = significa que o fio tem a mesma deformação da superfície do componente K = fator de calibração do ERE ou gage factor 2 – Ordem de grandeza das deformações Extensômetros de Resistência Elétrica Para os componentes metálicos estruturais, as deformações a serem medidas são muito pequenas e, por isto, medições diretas das variações de comprimento com paquímetros e micrômetros são inviáveis. s P = 1t Aço A36 Su = 400 MPa Sy = 250 MPa d =10 mm s s A Li + L P A .d 2 4 L Li Li 10 mm s = 125 MPa E = 200 GPa = 0.000613 = 6.13 x 10-4 = 0.0613% = 613 x 10-6 = 613 m Extensômetros de Resistência Elétrica Lx Lxi Lxi 10 mm x Lx x 605 10 6 605m Lx 6.05 mm Lxf 10.00605mm y . x Ly Lxi 10.00000mm e para um estado uniaxial 0.3 y Lx + Lx Ly d 181m Ly di d f 9.99837mm R K . x R R 120 e R 0.1452 e d i 10.00000mm Ly + Ly K 2.0 Extensômetros de Resistência Elétrica 3 – Relações entre tensões e deformações A partir do Ensaio de Tração relações entre tensões e deformações podem ser estabelecidas. P s P Deformação total X Deformação elástica Deformação plástica sx= s1= P/A tg-1E x= s1/E no regime élástico e linear e p t Extensômetros de Resistência Elétrica Exemplo: caso uniaxial para as relações entre tensões e deformações Caso Uniaxial sx x E s x x z y E Y P sx= s1 P Z sx= s1 X Extensômetros de Resistência Elétrica 4 – Princípio básico dos EREs – sensibilidade à deformação dos fios metálicos condutores R . L A Diâmetro D Área A Comprimento L dR A .dL L dA .d L. . 2 A A dR 1 L dA .dL .d L. . 2 L A R A A A dR d dL dA R L A Extensômetros de Resistência Elétrica Equação fundamental para os EREs L R . A dR d dL dA R L A dL d L dR d dA d R A Segundo Bridgeman d dV V onde c é a constante de Bridgeman c. mas V L.A dV LdA AdL dV dL dA d 2. .d V L A d cd 2. .d dR cd 2. .d 2. .d d R dR c1 2. 2. 1.d R K c1 2. 2. 1 dA dD dA 2. .D.dD 2. 4 4 A D dD dL dA mas d y .d x . 2. .d D L A onde é o coeficiente de Poisson dR d 2. .d d R dR K .d R A .D 2 Extensômetros de Resistência Elétrica K c1 2. 2. 1 Notar que se c 1, K 2 dR K .d R dR dL K .d K . R L para K constante, ln Rf Ri K .ln Lf Li e para pequenasdeformações , d R K . R Lf dL L L ln L Li Li Lf Extensômetros de Resistência Elétrica Material 5 – Materiais para EREs Composição Aplicação 2.1 Uso geral. K é constante até 8%. 2.0 Melhor compensação de temperatura, resistência à fadiga e estabilidade. Isoelastic 36% Ni 8% Cr 0.5% Mo 55.5% Fe 3.6 Uso geral. Mais sensível à temperatura. Nichrome 80% Ni 20% Cr 2.1 PlatinaTungstênio 92% Pt 8% W 4.0 Armour D 70% Fe 20% Cr 10% Al 2.0 Advance ou Constantan Karma 45% Ni 55% Cu K 74% Ni 20% Cr 3% Al 3% Fe Para trabalhos a altas temperaturas. Resistentes à oxidação. x 6 – EREs típicos Camadas de proteção: verniz, epóxi, borracha RTV, massa 3M Extensômetros de Resistência Elétrica Superfície do componente que está sob deformação Elemento sensor de deformação. Condutor, só sente e mede deformação na sua direção longitudinal, x y y Adesivo: cianoacrilato, resina epóxi, cola cerâmica Base do ERE, para resistência e rigidez para manuseio, feita de papel, resina epóxi ou fenólica ou poliimida Terminal para conectar por solda o ERE ao cabo condutor Cabo condutor para levar sinal elétrico ao condicionador de sinais, AWG 24-28 x Extensômetros de Resistência Elétrica 7 – Principais Características dos EREs e das suas Medições • • • • • • • • • • • O princípio básico dos EREs foi descoberto a partir de experimentos realizados por Lord Kelvin em 1856 com arames de condutores. EREs de arame com base de papel foram desenvolvidos por Simmons e Ruge por volta de 1930 e 1940. EREs modernos (metal foil em base epóxi ou poliéster) foram desenvolvidos por Sanders e Roe a partir de 1952. A constante de calibração dos EREs deve ser estável com respeito à temperatura e ao tempo. A exatidão deve ser igual a + 1 m e a faixa de medição deve ser igual a + 5% ou + 50 x 10-3 m O comprimento e a largura de sua base de medição devem ser pequenos para que a deformação medida possa ser a deformação de um “ponto”. Isto implica em considerações sobre a homogeneidade e isotropia do ponto material e sobre os gradientes de deformações ao longo do comprimento e da largura da base de medida. As medições são “pontuais” e não dão informações de campo global. A inércia e a rigidez das instalações dos EREs e dos próprios EREs devem ser pequenas para não influenciarem as medições e permitirem os registros de sinais de alta freqüência. As respostas devem ser lineares em toda a faixa de medição. Os EREs são muito utilizados em Análise Experimental de Tensões e também como sensores em transdutores de força, acelerômetros resistivos e transdutores de deslocamentos. Sensores similares a EREs são utilizados para medições de temperatura. Construções similares também são usadas como resistores de precisão. Extensômetros de Resistência Elétrica Principais Características dos EREs e das suas Medições Sensibilidade transversal dos EREs Para maior facilidade de medição dos valores de R, os valores de R devem ser grandes. EREs comerciais possuem Rs iguais a 120 e 350 ohms (outros valores podem ser encontrados), por isto e também por razões históricas. Valores desta ordem são conseguidos com comprimentos L grandes e áreas transversais pequenas. Os EREs são bastante delgados e seu grande comprimento L é atingido pela existência de vários fios finos paralelos que são interconectados. Estas conexões devem ter R muito baixo para que não gerem variações importantes de R nas direções transversais à direção de medição das deformação dos EREs. Mesmo assim existe alguma sensibilidade transversal, dada por uma constante Kt fornecida pelo fabricante dos EREs. R Sa. a St. t Sat. at Sat St Sa R R St t Sa. a .1 . R Sa a Kt sensibilidade transversal R K . aa R aa deformação aparente K gage factor fator de calibraçãodo ERE t a Extensômetros de Resistência Elétrica Principais Características dos EREs e das suas Medições Sensibilidade transversal dos EREs A constante de calibração K é determinada pelo fabricante do ERE através de um ensaio de flexão de uma viga engastada com coeficiente de Poisson igual a 0.285. Nesta calibração tem-se: t a .0.285 R Sa. a .1 Kt . t R a Sa. a .1 0.285Kt K . a K Sa..1 0.285Kt De uma forma geral tem se : t R K . aa R aa deformação aparente Por causa disto, a deformação aparente devida à sensibilidade transversal só será igual à deformação real se uma das condições seguintes ocorrer: t 0 e K 0 ou t 0.285 a a Extensômetros de Resistência Elétrica Principais Características dos EREs e das suas Medições Sensibilidade transversal dos EREs A correção das deformações aparentes só poderão ser feitas se ambas deformações forem medidas no ponto. R Sa. a .1 K t . t R a K . aa Sa. aa 1 0.285Kt Erro t , a , Kt aa .1 0.285K t a 1 Kt . t a ou a 1 0.285Kt a a Kt . tt 1 Kt 1 0.285Kt t 1 Kt t t Kt . aa t 0.285 a Kt 1 0.285Kt 0.16 0.14 0.12 t Erro( 5 , 1 , Kt ) Erro( 1 , 1 , Kt ) a Erro( 0.5 , 1 , Kt ) 0.08 Erro( 0.2 , 1 , Kt ) 0.06 0.04 ou t K 0 . 285 t a aa a erro a 1 0.285Kt 0.1 0.02 0 0 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 Kt Erro da deformação medida com relação à sensibilidade transversal e à razão de deformações reais existentes. Exemplo: t/a1, K=0.05, erro=7% t/a=5, K=0.05, erro=27% Extensômetros de Resistência Elétrica Principais Características dos EREs e das suas Medições Compensação de temperatura Diferenças de respostas às variações de temperatura no que se refere às expansões e contrações e à resistividade do material dos EREs fazem com que deformações aparentes possam ser indicadas. Os EREs são fabricados para indicar uma deformação mínima de acordo com o material do componente e a faixa de temperatura de trabalho. R a .K . . R aparente ,a Coef . exp ansãotérmica dos materiaisdo componentee ERE var iação da resistencia do ERE com K var ia pouco com a temperatura Extensômetros de Resistência Elétrica Principais Características dos EREs e das suas Medições Compensação de temperatura Uma outra forma de modelar matematicamente o problema da deformação aparente devido à temperatura pode ser desenvolvida a partir da equação básica da resposta de um ERE. R l A R R( , ), ( , ), l l( , ), A A( , ) dR d dl dA R l A R aparente a .K . a . R ,a Coef . exp ansão térmica dos materiaisdo componentee ERE var iação da resistencia do ERE com K var ia pouco com a temperatura , no entorno da temperatura ambiente Extensômetros de Resistência Elétrica Principais Características dos EREs e das suas Medições Compensação de temperatura Diferenças de respostas às variações de temperatura no que se refere às expansões e contrações e à resistividade do material dos EREs fazem com que deformações aparentes possam ser indicadas. Os ERES são fabricados, e devem ser selecionados, para que, nas faixas de temperatura utilizadas numa medição, as deformações aparentes sejam mínimas. O gráfico ao lado mostra a resposta, em termos de deformação aparente, de um ERE “apropriado” para trabalho em aço quando a temperatura sofre variações. Convencionalmente, a deformação aparente foi igualada a zero para um ERE inicialmente balanceado a 24oC. Extensômetros de Resistência Elétrica Principais Características dos EREs e das suas Medições Voltagem máxima de alimentação A corrente circulada através de um ERE deve ter limites para que este não aqueça demais e cause perturbações na medição a ser realizada. Estas perturbações são causadas por uma deformação aparente devido à incompatibilidade entre ERE e material do componente quanto às suas respostas térmicas e também porque o aquecimento pode mudar localmente as propriedades mecânicas do material, além de efeitos transientes poderem ocorrer (falta de constância da temperatura devido ao chaveamento rápido). Algumas indicações estão dadas na tabela abaixo e no gráfico fornecido pelo grupo Vishay. Densidade de potência admissível PD=P/A, watts/in2, A=área da grelha Al, Cu com seções espessas 5 – 10 Aço com seções espessas 2–5 Aço com seções finas 1–2 Cerâmica, vidro , compostos 0.2 – 0.5 Polímeros 0.02 – 0.05 Extensômetros de Resistência Elétrica Principais Características dos EREs e das suas Medições Incertezas e erros típicos R 0.4% K 1.5% Kt 0.5% desvio de linearidade 0.05 a 0.1% devio de zero primeirociclo 1% max m Resposta devido a gradientes o Resposta devido a pulsos c.to to lo t=lo/c Extensômetros de Resistência Elétrica Principais Características dos EREs e das suas Medições Estabilidade A estabilidade do sistema de medição para longos períodos de tempo depende da influência da umidade, temperatura, poeira sobre a instalação (ERE, adesivos, cabos), fadiga, fluência ou relaxação do fio, do adesivo e “backing” e do comportamento da aparelhagem de condicionamento. Efeitos ambientais •Umidade •Temperatura (alta, baixa) e sua influência nas propriedades mecânicas e elétricas dos materiais que compõem os EREs •Pressão hidrostática •Radiação nuclear •Deformações cíclicas •Fadiga (resistência da instalação) Extensômetros de Resistência Elétrica 8 – Ponte de Wheatstone A ponte de Wheatstone é usada para medir pequenas variações das resistências que compõem seus braços. B R1 R2 i1 i i1 i 2 C A i2 i R4 R3 D V E V AC V i1.( R1 R 2 ) V AC V i 2.( R3 R 4 ) V BD E R1.i1 R 4.i 2 E V .R1 V .R 4 R1 R 2 R3 R 4 E V. R1.R3 R 2.R 4 R1 R 2 R3 R 4 V R1 R 2 V i2 R3 R 4 i1 Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone A ponte de Wheatstone é dita estar balanceada quando seu output E é igual a zero. Isto ocorre quando B R1 R1.R3 = R2.R4 R2 i1 C A i2 i R4 R3 D V E R1.R3 R 2.R 4 E V. R1 R2 R3 R4 R1.R3 R 2.R 4 0 E0 Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone A ponte de Wheatstone mede variações das resistências dos braços que a compõem através de variações do seu output E. Por exemplo, se a resistência R1 varia de R1 tem-se: B R1+R1 R2 C A R4 R3 D E+E E E V . Se a ponte estiver balanceada , E 0. Então , E V . V R1 R1.R3 R2.R 4 R1 R1 R2 R3 R4 R1.R3 R1 R1 R 2 R3 R 4 Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone A ponte de Wheatstone mede variações das resistências dos braços que a compõem através de variações do seu output E. Para uma ponte inicialmente balanceada, isto é, com E=0, e quando todos os seus braços tiverem variações R, tem-se que seu output E será: B R1+R1 R2+R2 C A E+E E E V . R1 R1. R3 R3 R 2 R 2. R 4 R 4 R1 R1 R 2 R 2 R3 R3 R 4 R 4 Se a ponte estiver balanceada , E 0. Então , R3+R3 E V . R1 R1. R3 R3 R 2 R 2. R 4 R 4 R1 R1 R 2 R 2 R3 R3 R 4 R 4 E V . R1 R 2 R3 R 4 . .1 1 r 2 R1 R 2 R3 R 4 R4+R4 D V r é um termo não linear , desprezível se as var iações R o forem . 1 1 r 1 R1 R 4 R 2 R3 r . R1 R4 R3 R2 e r R2 R1 Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone A equação básica para uma ponte de Wheatstone inicialmente balanceada é: B R1+R1 R2+R2 E V . C E A r R3+R3 R4+R4 D V R1 R 2 R3 R 4 . 2 R1 R 2 R 3 R 4 1 r r R2 e valores pequenos de R R1 Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone A ponte de Wheatstone mede variações das resistências dos braços que a compõem através de variações do seu output E. Por exemplo, se um ERE com resistência R1 sofre uma deformação tal que R1 varia de varia de R1e a ponte estiver inicialmente balanceada, tem-se que: R1+R1 B R2 E+E C A E E V . R4 R1 R1.R3 R2.R 4 R1 R1 R2 R3 R4 Se a ponte estiver balanceada , E 0. Então , R3 E V . D R1.R3 R1 R1 R 2 R3 R 4 ou , V E V . r R1 R 2 R3 R 4 . V. 1 r 2 R1 R 2 R3 R 4 1 r 2 r R1 . R1 R2 e valores pequenos de R. Por exemplo , se r 1 e R1 R1 1 K . E V . .K . R1 4 r Extensômetros de Resistência Elétrica 9 – Ponte de Wheatstone – Necessidade da amplificação do sinal de saída O ganho G do amplificador deve ser tal que o sinal de saída possa ser lido por um voltímetro convencional (3 ou 4 ½ dígitos ou placa de 12 a 20 bits). R1+R1 B Exemplo: R2 s 200MPa E 200GPa C A G.E 1000m K 2.0 R 120 R4 R3 D V R1 K . R1 R1 0.240 1 E V . .K . 4 E 500 mV 0.0005V ! ! ! ! para uma deformação tão alta quanto 1000m . Extensômetros de Resistência Elétrica 10 – Ponte de Wheatstone – Calibração em Paralelo, “shunt calibration” R1+R1 R1 ou R1+R1 Rs B B R2 R2 C A R4 R3 V D C E A R4 E R3 V D É possível simular-se uma variação E através da associação de uma resistência em paralelo a um dos braços da ponte. Isto é normalmente feito para verificar-se a calibração da ponte. É importante realizar-se esta calibração considerando os tamanhos dos cabos que conectam o ERE à ponte. Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Calibração em paralelo, “shunt calibration” E V . R1 ou R1+R1 Rs R1 RERE R1 R1 paralelo RERE B R1 paralelo R2 C A R4 R3 V R1 . 2 R 1 1 r r D E RERE .Rs RERE Rs R1 K . R1 RERE .Rs RERE RERE Rs K . RERE 1 Rs RERE .1 K . para R 120 , K 2.0 e 1000m 103 Rs 59880 para R 350 tem se Rs 174650 Extensômetros de Resistência Elétrica 11 – Ponte de Wheatstone – Ponte de balanceamento nulo R1+R1 R1+R1 B B R2 R2eq R5 C C G A G A R6 R4 R3 V D R4 R3eq V D O arranjo da ponte visto acima possibilita o balanceamento (elétrico) inicial de uma ponte de Wheatstone. Os primeiros instrumentos para EREs usaram a ponte de balanceamento nulo para medições de R1. A ponte de balanceamento nulo usa um galvanômetro (indicador de passagem de corrente) conectando os pontos B e D; e um potenciômetro com resistência total igual a Rp. As modificações das resistências R5 e R6 através do botão de giro do potenciômetro faz com que R2eq e R3eq tornem iguais os produtos R1.R3eq e R2eq.R4, impedindo passagem de corrente (indicação zero) pelo galvanômetro. Conhecendo-se os valores de R5=- R6 pode-se conhecer a variação R1. Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ponte de balanceamento nulo R1+R1 R2eq C G A R1 R 2eq 3eq R 4 . 2 R1 R 2er R3eq R 4 1 r inicialmente, sabe se que : E V . B r R1.R3eq R 2eq.R 4 R 2.R5 R5 R 2 Rp R5 R 6 R 2eq R5 R 6 R 4 0 R4 R3eq V D R1 R5 R6 . 2 R 1 R 5 R 6 1 r G 0 E 0 E V . r R1 R5 R5 K . R1 R5 Rp R5 R5 1 K . . R5 1 R5 Rp Extensômetros de Resistência Elétrica 12 – Ponte de Wheatstone – Exemplo de ligação em ¼ de ponte Exemplo: aplicação à medição da deformação longitudinal atuante num componente submetido a um esforço normal trativo. B R2 P P X C A R4 sx= s1= x . E = P/A R3 D B R2 C A R3 R4 V D E 1 V .K s V .K P E V . .K . . . 4 4 E 4 A.E Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Exemplo de ligação em ¼ de ponte R1+R1 A ponte de Wheatstone mede variações das resistências dos braços onde estão localizados os EREs. As demais resistências devem existir para completar a ponte, mas devem ser constantes. B R2 C A R4 R3 D Na ponte em 1/4, existe apenas um ERE chamado de ativo. Este é um caso comum, utilizado para a determinação de deformações em pontos de componentes estruturais, onde uma compensação elétrica de efeitos espúrios de temperatura não seja necessária. r R1 R 2 R3 R 4 R1 . V . . 2 2 R 1 R 2 R 3 R 4 R 1 1 r 1 r R1 se r 1 e K . R1 1 E V . .K . 4 E V . r Extensômetros de Resistência Elétrica 13 – Ponte de Wheatstone – Ligações em 2 e em 3 fios Ligação em 2 Fios P A ligação de um ERE em ¼ de ponte usando 2 fios induz a dois inconvenientes quando os cabos são longos porque: P •introduz variações no output E causadas por Rw originadas por variações de temperatura nos cabos de conexão, que têm resistências Rw. Estas são sensíveis à temperatura porque os cabos são de cobre. Rw1 Rw1 •diminui a sensibilidade da medição porque aumenta o denominador de R1/R1, já que neste caso R1= RERE + 2.Rw. B R2 C A R3 R4 V D E Tanto maior for a distância do ERE ao condicionador maiores serão estes dois efeitos porque maiores serão as resistências dos cabos de conexão. Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações em 2 e em 3 fios Ligação em 2 Fios P Exemplo: Seja medir uma deformação mecânica igual a 1000m usando uma ligação de um ERE em ¼ de ponte usando 2 fios de cobre AWG 28 com comprimento igual a 3m.Durante a medição ocorre uma varia’vão de temperatura igual a 100C. P R1 RERE 2.Rw ,T R1 RERE 2.Rw Rw1 1000m RERE 0.240 Rw1 2 Rw 0.65 para 3m de cabo Rw 0 R 0 0.4% / C w Cu / C T 100C 2Rw ,T 0.026 B R2 C A R3 R4 V D E 2Rw ,T RERE 10% aparente devido a T 10% de a ser medido Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações em 2 e em 3 fios Ligação em 3 Fios P P A ligação de um ERE usando 3 fios tem preferência sobre uma ligação em 2 fios porque: •compensa a variação no output E causadas por R originadas por variações de temperatura nos cabos de conexão. Rw1 Rw4 Rwv •diminui a influência da resistência dos cabos de conexão. Notar que a união entre os pontos A e A’ da ponte de Wheatstone é feita na conexão com o ERE. Assim, o braço 1 da ponte passa a ter a resistência do cabo Rw1 adicionada à resistência do ERE. O braço 4 tem adicionado à sua resistência o valor Rw4. A resistência Rwv fica adicionada ao braço de alimentação de voltagem constante da ponte e então não influencia a saída E desta. B R2 C A R3 R4 A’ V D E Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações em 2 e em 3 fios Análise RERE Rw1 Rw1 Além da inf luência de Rw em r tem se : 2 Fios E V . B R2 RERE R3 R4 Rw1 E C A D V R1 R1 R1 . 1 r 2 R1 RERE 2.Rw ,T r RERE 2.Rw 3 Fios R1 R 4 . 2 R 1 R4 1 r Rw ,T R1 R 4 RERE Rw,T R1 R4 RERE Rw RERE Rw E V . Rw4 Rwv B R2 C A R3 R4 A’ V D E r R1 R 4 RERE R1 R4 RERE Rw Extensômetros de Resistência Elétrica 14 – Instrumentos de Medição e Registro Ponto Medição para um ponto com condicionador comum R2 A C R4 G.E R3 Rs A’ D V Condicionador de Sinais •Resistências internas (opções para ¼, ½, ponte completa) •Amplificador Variável (G) •Ajuste de balanceamento •Fonte de voltagem constante •Filtros (para ruído elétrico) •‘Resistência para calibração em paralelo Indicador Registrador Analisador Extensômetros de Resistência Elétrica Instrumentos de Medição e Registro Ponto 1 Medição para vários pontos com condicionador comum (fonte e amplificador) R2 A C R4 R3 D Ponto 2 B’ R2 A R2 C R4 A C R4 R3 G.E R3 D D Caixa de Conexão e Multiplexação A’ V D’ Rs C’ •Resistências internas (opções para ¼, ½, ponte completa) Ponto n •Ajuste de balanceamento •Chave de multiplexação Condicionador de Sinais •Resistências internas (opções para ¼, ½, ponte completa) R2 A •Amplificador Variável (G) C R4 R3 D •Ajuste de balanceamento •Fonte de voltagem constante •Filtros (para ruído elétrico) •‘Resistência para calibração em paralelo Indicador Registrador Analisador Extensômetros de Resistência Elétrica Instrumentos de Medição e Registro Medição uniaxial 1 canal de medição Considerar: •Tamanho do ponto de medição. Medição com roseta biaxial 2 canais de medição Medição com roseta triaxial 3 canais de medição •Número de informações necessárias para definir o estado plano de deformações e tensões. Extensômetros de Resistência Elétrica Instrumentos de Medição e Registro Considerar: •Medição estática ou dinâmica: •Forma de multiplexação se existirem vários pontos de medição •Meio de indicação da informação •Meio de registro da informação •Freqüência mínima necessária para a aquisição do sinal dinâmico •Registradores: •Manuais (leitura e registro do sinal) •Automáticos: •Baixa freqüência (o a 2 Hz) - plotters xy ou xt •Média freqüência (0 aq 5000 Hz) •Oscilógrafos (caneta-0.6kHz, termosensível-100Hz, fotosensível-5kHz) •Alta freqüência (0 a 10 kHz) •Gravadores FM • Muito alta freqüência (0 a 500 kHz) •Osciloscópios •Partes girantes: •Transmissão dos sinais por telemetria FM ou por anéis com escovas Placas de aquisição e conversores A/D acopladas a micros Extensômetros de Resistência Elétrica Instrumentos de Medição, Registro e Análise Considerar: •Análise estática ou dinâmica: •Tensões abaixo do limite de escoamento •Tensões abaixo do limite de ruptura •Fadiga •Mecânica da Fratura •FAD ou diagrama de análise de falha •Vibrações, análise dinâmica e análise modal •Modo de registro para análise por histograma de carga ou história de tensão no tempo ou aquisição direta registrando número de ciclos segundo um método especificado (rain flow, rain flow seqüencial) Extensômetros de Resistência Elétrica 15 – Aplicação – Colagem de EREs usando o adesivo cianoacrilato (Exemplo: Super-bonder 496) 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. Selecionar o ponto para colagem do ERE Limpar a superfície de colagem (e adjacente) retirando graxa, ferrugem, tinta, etc. Usar freon, cloreto de metileno, acetona ou álcool. Lixar a superfície até lixa 180 ou 220. Limpar com solvente (acetona para aço ou alumínio). Marcar a direção de colagem do ERE. Posicionar o ERE usando uma fita adesiva. Levantar o ERE através do levantamento parcial da fita e usar uma gota de adesivo sob o ERE. Reposicionar rapidamente o ERE e exercer pressão com o polegar durante pelo menos2 minutos para cura do adesivo. Usar uma folha de polietileno entre fita adesiva e o dedo polegar quando exercer a pressão. Esperar por aproximadamente 15 minutos. Enquanto isto preparar cabos de ligação dos EREs ou preparar novos pontos para outras colagens. Retirar fita adesiva expondo o ERE já colado. Remover excessos de adesivo ao lado do ERE. Inspecionar visualmente a instalação. Verificar resistência do ERE e seu isolamento do componente (deve ser acima de 100 Mohms). Fazer a ligação elétrica do ERE soldando os cabos de ligação aos seus terminais. Re-inspecionar visualmente e verificar novamente a resistência e o isolamento. Proteger a instalação usando verniz de secagem rápida, borracha de silicone e resina epóxi. Conectar o ERE ao circuito condicionador de sinais e verificar a sua resposta. Usar calibração em paralelo usando uma resistência fixa apropriada. Extensômetros de Resistência Elétrica 16 – Ponte de Wheatstone – Ligações típicas Caso 1: Ponte em 1/4 R1+R1 A ponte de Wheatstone mede variações das resistências dos braços onde estão localizados os EREs. As demais resistências devem existir para completar a ponte, mas devem ser constantes. B R2 C A R4 R3 D Na ponte em 1/4, existe apenas um ERE chamado de ativo. Este é um caso comum, utilizado para a determinação de deformações em pontos de componentes estruturais, onde uma compensação elétrica de efeitos espúrios de temperatura não seja necessária. r R1 R 2 R3 R 4 R1 . V . . 2 2 R 1 R 2 R 3 R 4 R 1 1 r 1 r R1 se r 1 e K . R1 1 E V . .K . 4 E V . r Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações típicas Caso 1: Ponte em 1/4 – Esforço Normal Exemplo: aplicação à medição da deformação longitudinal atuante num componente submetido a um esforço normal trativo. B R2 P P X C A R4 sx= s1= x . E = P/A R3 D B R2 C A R3 R4 V D E 1 V .K s V .K P E V . .K . . . 4 4 E 4 A.E Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações típicas Caso 1: Ponte em ¼- Flexão Exemplo: aplicação à medição da deformação longitudinal atuante num componente submetido a um esforço de flexão. Pontos localizados na superfície superior e inferior terão deformações positivas e negativas, respectivamente. B R2 Y M C A R4 X M Z R3 sx= s1= x . E = Mc/I D B R2 C A R3 R4 V D E 1 V .K s V .K M .c E V . .K . . . 4 4 E 4 I .E Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações típicas Caso 2: Meia Ponte B R2 Na meia ponto, existem dois EREs ativos ou 1 ERE chamado de ativo e outro ERE chamado de passivo ou “dummy”. C A R4 D Caso 2a B C A R4 R3 D Caso 2b No caso de dois EREs ativos procura-se somar, convenientemente, os sinais de deformações gerados por EREs que têm deformações iguais de mesmo sinal (caso 2a) ou iguais de sinais contrários (caso 2b). No caso de um ERE ativo e outro passivo, este último é utilizado para a compensação elétrica de algum sinal espúrio que se desja subtrair do sinal medido pelo ERE ativo. Este é um caso comum, utilizado para a determinação de deformações em pontos de componentes estruturais, onde uma compensação elétrica de efeitos espúrios de temperatura não seja necessária. O ERE passivo deve ser montado no braço R2 ou R4 da ponte, tal como esquematizado na figura do caso 2b. Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações típicas Caso 2: Meia Ponte 1 R1 R2 R3 R4 E V . . se r 1 4 R1 R2 R3 R4 B B R2 R4 C A C A R4 R3 D D Caso 2a 1 R1 R3 E V . . 4 R1 R3 R K . R 1 V .K . E V . .2.K . 4 2 E V . Caso 2b R1 R 2 . 2 R 1 R 2 1 r r R K . R V .K . E 2 Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações típicas Caso 2a: Meia Ponte – Esforço Normal ou Flexão B R2 Exemplo: aplicação à medição da deformação longitudinal atuante num componente submetido a um esforço normal ou de flexão. No caso da flexão, é importante posicionar os EREs de modos a estarem submetidos a deformações iguais. C A R4 P P X D Caso 2a sx= s1= x . E Y M M B X R2 Z C A R3 R4 V D E 1 V .K s E V . .K . . 2 2 E Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações típicas Caso 2b: Meia Ponte – Esforço Normal ou Flexão Exemplo: aplicação à medição da deformação longitudinal atuante num componente submetido a um esforço normal ou de flexão. É importante posicionar os EREs de modos a estarem submetidos a deformações de sinais contrários, para que estes possam somar-se eletricamente. B P C A R4 P X R3 sx= s1= x . E D Y M M Tração B X y . x Z C A R3 R4 V D E V .K V .K s 1 . 1 . 4 4 E Flexão E 1 V .K s E V . .K . . 2 2 E Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações típicas Ponto 1 Caso 2b: Meia Ponte – Esforço Normal ou Flexão – Compensação Elétrica do Efeito de Temperatura T Ponto 2 B A influência da temperatura na resposta dos EREs, embora pequena quando estes são adequadamente selecionados, pode ser minimizada através do posicionamento em meia ponte de EREs que estejam sob as mesmas condições de ambiente e montados em materiais e componentes semelhantes. É importante posicionar os EREs de modo a estarem submetidos a deformações de sinais contrários, para que estes possam somar-se eletricamente. C A R4 T R3 Ponto 1 P D Ponto 1 P X Y M Ponto 2 X M Z Ponto 2 Ponto 2 opcional, montado em componente similar não carregado Tração y . x V .K V .K s 1 . 1 . 4 4 E Flexão E 1 V .K s E V . .K . . 2 2 E Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações típicas Caso 3: Ponte Completa 1 R1 R2 R3 R4 E V . . se r 1 4 R1 R2 R3 R4 B C A D Na ponte completa, existem quatro EREs ativos. Procura-se somar os quatro sinais de deformações gerados pelos EREs que têm deformações iguais de mesmo sinal ou iguais de sinais contrários usando-se para isto , convenientemente, os braços da ponte com respostas positivas e negativas. 1 R1 R 2 R3 R 4 E V . . 4 R1 R2 R3 R4 R K . R E V .K . Extensômetros de Resistência Elétrica Ponte de Wheatstone – Ligações típicas Caso 3: Ponte Completa– Esforço Normal ou Flexão – Compensação Elétrica do Efeito de Temperatura Ponto 1 T Ponto 2 T B Além de dobrar a resposta de uma ligação em meia ponte, a ligação em ponte completa também elimina eletricamente a influência: •da temperatura na resposta dos EREs e •de efeitos espúrios de outros esforços com relação àqueles que são o objetivo principal de medição. C A Pontos 1 e 3 D Ponto 4 T P Ponto 3 P T X Pontos 2 e 4 Pontos 1 e 3 Tração Y M y . x X M Z Pontos 2 e 4 V .K V .K s 1 .2. 1 . 4 2 E Flexão E E V .K . V .K . s E Extensômetros de Resistência Elétrica 17 – Livros para consultas: 1. “Experimental Stress Analysis”, J.W. Dally & W.F. Riley, MacGraw-Hill Int. Ed., 4th ed., 2006. Ordens para [email protected] (7500). 2. “Instrumentation for Engineering Measurements”, J.W. Dally, W.F. Riley & K.G. MacConnell, John Wiley & Sons, 2nd ed., 1993. 3. “Mechanical Engineering Design”, J.E. Shigley, C. R. Mischke & R.G.Budynas, 7th ed., McGraw-Hill, 2004.