CONCEPÇÕES MODULARES DE ARCOS ESPACIAIS EM AÇO INOXIDÁVEL UTILIZADO EM COBERTURAS* Luis Cláudio Cândido (1) Ernani Carlos de Araújo (2) Laila Nuić (3) Resumo Muitos materiais novos estão surgindo no mercado internacional. No entanto, ainda são poucos os utilizados no mercado da construção civil em nosso país. Estruturalmente, materiais como o alumínio, o aço inoxidável e o cobre ainda têm um extenso campo de pesquisa, assim como os materiais poliméricos. As excelentes propriedades mecânicas, a alta resistência à corrosão, a estética singular e a baixa exigência de manutenção, são características do aço inoxidável que podem torná-lo competitivo quando comparado com outros materiais em aplicações estruturais na arquitetura. Pesquisa-se a viabilidade de utilização deste material como elemento estrutural para coberturas. Tirase partido das concepções modulares de arcos espaciais. À medida que os módulos são agrupados a estrutura vai formando elementos cruzados dando maior rigidez e estabilidade ao conjunto. Estes elementos cruzados dão origem à ligação central do módulo, onde o encontro dos elementos estruturais se dá em uma mesma superfície. Tendo como condição básica a possibilidade de montagem e desmontagem da estrutura, para aproveitamento da mesma em outros locais, as ligações são todas parafusadas. Verificou-se que houve uma eliminação de grande quantidade de elementos complementares de estruturas de estabilização, detalhes e sistemas de ligações. Simplificaram-se as rotinas de cálculos e detalhamentos dos projetos. Quando comparados com os sistemas estruturais convencionais verifica-se que as etapas de fabricação e montagem dos elementos estruturais reduzem drasticamente. Isto reflete em ganhos de tempo e custos. Palavras-chave: aço inoxidável, sistemas estruturais, construção industrializada, arco espacial, coberturas. Abstract Many new materials are appearing in the international market. However, the ones used in the market of civil construction still are few in our country. Structurally, materials like the aluminium, the stainless steel and the copper has had still one big field of research, as well as the polymeric materials. The excellent mechanical properties, the high resistance to corrosion, the simple aesthetics, and the little necessity of maintenance are characteristics of stainless steel that might become it competitive when it is compared with other materials in structural applications in the architecture. It is researched the viability of using of this material like structural element to coverings. We use like example the modular conceptions of spatial arcs. While the modules are reunited, the structure creates crossed elements offering one bigger stiffness and stability to the set. These crossed elements have originated to the central connection of the module, where the meeting of the structural elements is made in one same surface. Having like basical condition the possibility of setting and unsetting of the structure, to the use of it in other places, all the connections are screwed. It was verified that there was one elimination of big volume of complementary elements of structures of stabilisation, details and connections systems. The routines of design and detailments of projects were simplified. When compared with the conventional structural systems it was verified that the steps of the making and setting of the structural elements are reduced drastically. This has reflected in gainings of time and costs. Key-words: stainless steel, structural systems, industrialized construction, space arc, roofs. *VII Seminário Brasileiro do Aço Inoxidável, 23 a 25 de novembro de 2004, São Paulo - SP. (1) Professor D. Sc., Escola de Minas, UFOP, Ouro Preto/MG. (2) Professor D. Sc., Escola de Minas, UFOP, Ouro Preto/MG. (3) Arquiteta M. Sc., Doutoranda, Escola de Minas, UFOP, Ouro Preto/MG. “As informações e opiniões contidas neste trabalho são de exclusiva responsabilidade dos autores”. 1. INTRODUÇÃO O aço inoxidável é hoje um produto competitivo e representa efetiva solução para muitos problemas específicos na arquitetura. Suas características técnicas o colocam como material adequado para áreas inacessíveis e ao mesmo tempo expostas a intempéries ou sujeitas ao ataque de agentes corrosivos. Como benefício adicional tem-se a diversidade dos tipos de acabamento superficial oferecendo grande efeito estético. Sendo um material versátil o aço inoxidável possibilita inúmeras aplicações na arquitetura, incluindo revestimento de fachadas e coberturas, fabricação de janelas, portas e móveis, e decoração de ambientes. Além disso, o aço inoxidável requer apenas um mínimo de manutenção em qualquer de suas aplicações. Algumas aplicações do aço inoxidável na arquitetura são exemplificadas a seguir, através de edificações construídas em todo o mundo (Figuras 1 e 2), (Nickel Development Institute, 2002). Figura 1 – Edifício Chrysler, Nova Iorque. Figura 2 – Pittsburg Civic Arena,Pensilvânia. O aço inoxidável oferece benefícios quando utilizado em projetos arquitetônicos. Aos seus atributos técnicos associam-se características econômicas e estéticas (Núcleo Inox, 2001), tais como: a) Valor a longo prazo. Considerando todos os custos ao longo do ciclo de vida, o aço inoxidável é freqüentemente a opção de material mais econômica; b) Baixo custo de manutenção. O aço inoxidável normalmente requer apenas limpeza periódica com soluções diluídas de sabão neutro em água; c) Usinabilidade. Com a utilização de equipamentos adequados, o aço inox pode ser cortado, soldado e conformado com a mesma facilidade do aço comum e outros materiais; d) Resistência à corrosão. Os tipos de aço inoxidável com menores teores de liga resistem à corrosão em atmosferas normais e em presença de água potável, enquanto os tipos com maiores teores de liga podem resistir à corrosão em soluções ácidas e alcalinas e em ambientes com presença de cloretos; e) Resistência mecânica. As propriedades mecânicas do aço inoxidável permitem a utilização de espessuras mais finas, se comparado com outros materiais, com a conseqüente redução de peso, sem comprometer a resistência. Substanciais reduções de custo podem ser obtidas aumentando a competitividade do aço inoxidável em relação a outros materiais utilizados na arquitetura e construção civil; f) Higiene. O aço inoxidável é reconhecido internacionalmente como a superfície mais higiênica para o preparo de alimentos. A superfície única do aço inoxidável não possui poros ou frestas que possam acumular detritos, fuligem ou bactérias. A facilidade de limpeza da superfície do aço inoxidável o torna a opção preferencial quando são exigidas condições de extrema higiene, como em hospitais, cozinhas comerciais, frigoríficos e outras unidades de processamento de alimentos; g) Aparência estética. A superfície brilhante e de fácil limpeza do aço inoxidável proporciona aparência atrativa e contemporânea, ideal para um número crescente de aplicações na arquitetura. O AÇO INOXIDÁVEL COMO ELEMENTO ESTRUTURAL O aço inoxidável também pode ser utilizado como elemento estrutural. Um exemplo deste tipo de uso é a estrutura do conjunto de elevadores construído no Grande Arco em Paris (Figura 3). 2. MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa desenvolve-se a partir do estudo do tipo de aço inoxidável mais adequado para a utilização em elementos estruturais. Em seguida será montado um modelo em aço inoxidável que será avaliado estruturalmente e comparado com resultados obtidos em modelos estruturais de aço carbono. Estarão sendo avaliados tanto os perfis tubulares quanto as ligações. 2.1- Materiais: Aço inoxidável e aço carbono. 2.2- Métodos numéricos: As análises propostas exigirão simulações numéricas através da utilização de softwares disponíveis na UFOP. Usar-se-á programas de análise estrutural através de elementos de barras e elementos finitos. São softwares científicos e comerciais disponíveis nos laboratórios de computação do Departamento de Engenharia Civil da Escola de Minas da UFOP, tais como: Programa GTStrudl; Programa Ansys. Para o desenho gráfico dos modelos estruturais será utilizado o software de desenho de precisão, também disponível no mesmo departamento – Programa AutoCad Drawing. Para a seleção de materiais e processos será utilizado o programa CES 4.0 – Cambrigde Engineering Selector. Figura 3 – Grande Arco, La Defénse, Paris. 2.3- Métodos experimentais: - - Máquina de ensaio à tração – máquina digital computadorizada usada para caracterização mecânica dos vários materiais; Pirômetro de infravermelho – equipamento que permite medição remota de temperatura nos pontos de interesse; Utilização de mapeamento através de fotografia em infravermelho; Sistema de aquisição de dados (SAD) – equipamento digital computadorizado que permite medir as deformações específicas e deslocamentos pontuais em posições de esforços máximos e mínimos; Extensômetros eletrônicos – dispositivos elétricos colados aos elementos estruturais e que fornecem informações de deformações ao SAD; LVDT – dispositivos elétricos posicionados em determinados pontos dos elementos estruturais e que permitem fornecer informações de deslocamentos ao SAD. 2.4- Espaços utilizados para montagem e análise dos modelos: - Protótipo em aço com perfis metálicos tubulares, em tamanho natural ⇒ terreno natural cedido no Campus Universitário da UFOP; Modelo em pórtico espacial em aço inoxidável ⇒ terreno natural cedido no Campus Universitário da UFOP. 2.5- Modelo estrutural para efeito comparativo Estudou-se um modelo estrutural para galpões que teve como objetivo pesquisar módulos estruturais, com utilização de perfis metálicos tubulares, que atendessem a uma modulação e a uma adequação de uso destinado a oficinas e armazenamento (Figura 4). Algumas questões foram consideradas, tais como: flexibilidade interna dos ambientes; espaços amplos; iluminação e ventilação naturais. Os fatores que levaram à escolha deste tipo de modulação foram: a) o aproveitamento das potencialidades do perfil tubular; b) partido estético dos perfis, deixando-os aparentes em toda a edificação; c) esquema estrutural o mais simples possível, para facilidade de execução e montagem; d) espaços internos livres, viabilizando o máximo de flexibilidade interna. Figura 4 – Perspectiva da edificação. A partir de um mesmo modelo estrutural foi possível trabalhar com dois conjuntos modulares, a forma trapezoidal ou os elementos cruzados. Estes modelos estão apresentados com mais detalhes na Figura 5. Cada módulo possui 8m de altura no seu eixo central e 16m de largura (seção transversal da edificação), cobrindo uma área de 160 m2. Não foram considerados para efeito deste estudo galpões com utilização de pontes rolantes. Para a execução deste tipo de módulo e seus vários agrupamentos são necessários apenas dois tipos de ligações: a) ligações na base do perfil; b) ligações no topo da estrutura. Tendo como condição básica a possibilidade de montagem e desmontagem da estrutura, para aproveitamento da mesma em outros locais, as ligações são todas parafusadas. As ligações de base utilizadas neste projeto são todas padronizadas, bem como as ligações de topo. A ligação central é formada por quatro chapas dobradas, soldadas nos tubos e parafusadas entre si. A ligação de base é formada por uma chapa de base soldada no tubo. A curvatura do elemento estrutural não é simétrica em relação ao eixo central, desenvolvendo-se com raios diferentes. Para efeito de cálculo e facilidade de execução, foram aplicados apenas dois valores de raios. De um lado a curvatura possui um raio menor, gerando um pé-direito maior possibilitando, assim, um melhor aproveitamento do espaço interno. 1 2 3 4 5 Figura 5 – Modelo estrutural com desenvolvimento da edificação através do agrupamento dos módulos. (1) Módulo-base com cobertura – modelo trapezoidal. (2) Módulo-base sem cobertura – modelo trapezoidal. (3) Modelo cruzado. (4) Cruzamento da estrutura formado pelo agrupamento do módulo-base. (5) Possibilidades de cobertura. 3. RESULTADOS 3.1- Resultados preliminares A verificação do sistema estrutural foi feita através de duas etapas de avaliação. A análise teve como objetivo avaliar a eficiência do sistema estrutural tanto pelo aspecto diferenciado do cruzamento dos seus elementos quanto pela utilização da curvatura. Esta verificação foi feita comparando-se o modelo estrutural proposto com soluções estruturais já conhecidas. O efeito do cruzamento da estrutura foi avaliado comparando-se o pórtico em arco espacial com pórticos planos contraventados. A eficiência da curvatura, por sua vez, foi analisada comparando-se os resultados obtidos com o modelo de raios diferenciados (ARD) e os resultados de outras curvaturas como a semicircunferência e a parábola. A análise estrutural foi realizada a partir de variações no modelo proposto, no número de módulos repetidos, como também, no tipo de pórtico adotado. Além destes, também foram elaborados mais 10 modelos de estrutura em pórtico espacial, variando-se os modelos básicos, o número de módulos agrupados e os espaçamentos entre eixos nas direções transversal e longitudinal. Um dos objetivos foi comparar as áreas de projeção de cada modelo com o peso da estrutura de cada um, bem como as vantagens e desvantagens resultantes destas variações para a edificação. A análise estrutural dos modelos foi feita observando-se as variações no comportamento da estrutura com relação aos deslocamentos e aos esforços atuantes. A Tabela 1 apresenta os resultados dos deslocamentos considerando-se os modelos analisados, comparando-se os maiores deslocamentos ocorridos nos modelos com os três tipos de arcos. Os maiores valores encontrados para os deslocamentos foram devidos ao carregamento 5 em todos os três modelos, pórtico espacial, pórtico plano e pórtico plano contraventado, com utilização do arco ARD. Os gráficos contendo os valores dos resultados dos deslocamentos devidos ao carregamento 5, tanto na direção “x” quanto na direção “z”, para os três modelos estão representados nas Figuras 6 e 7, respectivamente. pontosdefixaçãodasterças deslocamentos (m) 0,000 -0,002 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 -0,004 -0,006 -0,008 -0,010 -0,012 -0,014 espacial plano planocontraventado Figura 6 – Deslocamentos na direção “x” para os três pórticos. Carregamento 5. deslocamentos (m) 0,012 0,010 0,008 0,006 0,004 0,002 0,000 -0,002 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 pontosdefixaçãodasterças -0,004 espacial plano planocontraventado Figura 7 – Deslocamentos na direção “z” para os três pórticos. Carregamento 5. Tabela 1 – Resultados dos deslocamentos. Comparativo entre os três tipos de arco. Pórtico espacial Pórtico plano Pórtico plano contraventado Direções “x” “z” “x” “z” “x” “z” Carregamento 5 – V3 Carregamento 5 – V3 Carregamento 5 – V3 Arco ARD Carregnto. 6 – V4 Carregnto. 1 - CP Carregnto. 6 – V4 Carregnto. 1 - CP Semicircunferência Carregamento 6 – V4 Carregamento 7 – V5 Carregamento 7 – V5 Carregamento 7 – V5 Parábola Observações -utilização de um mesmo perfil para o cálculo de todos os modelos; -a cor verde corresponde à forma deformada; -os carregamentos apresentados foram os que evidenciaram os maiores valores para os deslocamentos. Considerando-se o pórtico espacial, tem-se nos gráficos a seguir (Figuras 8 e 9) os valores dos deslocamentos na direção “x” e na direção “z” levando-se em consideração os maiores valores obtidos para os deslocamentos. As condições de carregamento onde se evidenciaram os maiores deslocamentos são: a) Arco ARD – carregamento 5; b) Semicircunferência – carregamento 6; c) Parábola – carregamento 7. 0,020 arco 1 deslocamentos (m) 0,015 arco 2 0,010 0,005 0,000 -0,005 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 -0,010 -0,015 pontos de fixação das terças -0,020 arco semicircunferência parábola Figura 8 – Deslocamentos na direção “x” para o pórtico espacial. arco 1 deslocamentos (m) 0,010 arco 2 0,005 0,000 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 -0,005 -0,010 arco pontos de fixação das terças semicircunferência parábola Figura 9 – Deslocamentos na direção “z” para o pórtico espacial. Com relação aos resultados dos esforços, analisou-se a força normal, a força cortante, o momento fletor e o momento torçor. Os desenhos apresentados na Figura 10 correspondem aos resultados obtidos para os modelos que constam de um módulo – arco ARD, sendo que todos estes esforços são resultantes da combinação de cargas 1 (NBR 8800). Além dos aspectos estruturais positivos apresentados pelo modelo estrutural proposto (arco ARD em pórtico espacial), este também possui características geométricas que contribuem para a utilização interna do ambiente, bem como benefícios estéticos para o conjunto arquitetônico. força cortante – plano x-z força cortante – plano y-z força normal momento fletor – plano x-z momento fletor – plano y-z momento torçor Figura 10 – Esforços atuantes em estrutura de um módulo com pórtico espacial. Arco ARD. 3.2- Resultados esperados Pretende-se com esta pesquisa avaliar a utilização do aço inoxidável como elemento estrutural, procurando-se identificar os tipos mais apropriados para o uso em estruturas. 4. DISCUSSÃO DESLOCAMENTOS ⇒ Verificou-se que o ângulo interno entre os arcos, adotado na estrutura, condiciona a sua melhor eficiência. ⇒ Os resultados dos deslocamentos na direção “y” foram bastante pequenos. Este resultado traduz a eficiência do tipo de contraventamento adotado no sistema estrutural – pórtico espacial, modelo cruzado. Sendo autoportantes, os módulos trabalham quase que isoladamente, já que as cargas sobre a estrutura, para efeito de cálculo, foram lançadas sobre os arcos. Para os três tipos de pórticos ⇒ Os carregamentos 5 e 6 (vento 3 e vento 4) provocam os maiores deslocamentos na estrutura. Em contraposição, os carregamentos 3 e 4 (vento 1 e vento 2) ocasionam deformações bem inferiores. Sendo assim, a curvatura proporciona um melhor aproveitamento da estrutura quando se posiciona o lado com maior raio para o sentido da direção dos ventos predominantes. Com relação aos deslocamentos, os três sistemas construtivos (pórtico espacial, plano e plano contraventado) apresentaram pouca diferença nos valores dos resultados, sendo que o pórtico espacial apresentou valores intermediários, podendo este ser utilizado sem restrições. ⇒ Com relação aos valores máximos encontrados para os deslocamentos entre os seis modelos, o modelo 3 obteve a melhor situação, apresentando, dentre os valores máximos, os menores valores tanto para os deslocamentos na direção “x” quanto na direção “z”. Isto se deve ao ângulo de cruzamento adotado para este modelo. Para os três tipos de curvatura ⇒ Para o arco ARD, nos três tipos de pórticos, os maiores deslocamentos ocorrem quando é aplicado o carregamento 5 na estrutura, tanto na direção “x” quanto na direção “z”. ⇒ Arco em semicircunferência: Analisando-se o pórtico espacial, este obteve uma maior deformação quando aplicado o carregamento 6 na estrutura. Este resultado foi obtido para deformações na direção “x” e também na direção “z”. Com relação ao pórtico plano, os maiores deslocamentos ocorreram quando aplicados os carregamentos 1 e 6. Para o pórtico plano contraventado as maiores deformações ocorreram com os carregamentos 1 e 6. ⇒ Arco em parábola: os resultados dos deslocamentos em seus valores máximos, foram devido à aplicação do carregamento 7 na estrutura. Este resultado ocorreu para os três tipos de pórtico – espacial, plano e plano contraventado – tanto na direção “x” quanto na direção “z”. ⇒ Para os três tipos de arco verificou-se que o arco em semicircunferência obteve valores menores que o arco ARD e o arco em parábola. ESFORÇOS ATUANTES Para os três tipos de pórticos ⇒ Comparando-se os três sistemas estruturais com um módulo, os valores nominais apresentaram-se com poucas alterações entre si. Para os três casos – pórtico espacial, pórtico plano e pórtico plano contraventado – obteve-se um resultado bastante próximo, tendo porém, o pórtico plano contraventado, alcançado valores um pouco menores. Para os três tipos de curvatura ⇒ Comparando-se os três tipos de curvatura, o arco em semicircunferência obteve valores menores que os demais. FORMATO GEOMÉTRICO Arco ARD – Semicircunferência - Parábola ⇒ Um fator importante e que define a utilização de cada tipo de curvatura são as necessidades de projeto, principalmente com relação ao pé-direito. Sobrepondo-se as curvaturas e comparando-se separadamente o arco ARD com a semicircunferência e com a parábola observa-se esta diferença. A semicircunferência sendo simétrica na sua curvatura possui a mesma situação de altura nos dois lados. Já o arco ARD apresenta, de um lado, a alternativa de melhor aproveitamento do pé-direito se o projeto assim o exigir. A parábola, também com simetria na sua curvatura, apresenta características diferentes. Com um pé-direito bem maior que os outros dois modelos, o arco em parábola é capaz de atender às outras necessidades de projeto. Comparando-se a parábola com o arco ARD, no lado em que a curvatura possui um raio menor, existe de fato, um aproveitamento bem melhor do pé-direito utilizando-se a curvatura proposta. Arco ARD Semicircunferência Arco ARD Parábola 5. CONCLUSÕES As análises dos resultados possibilitaram concluir que os sistemas modulares de arcos espaciais em aço inoxidável propostos para utilizações em coberturas, apresentam características importantes que podem ser traduzidas em; ganho de espaço interno (maior espaço útil); eficiência na estabilidade estrutural; facilidade de execução (Fabricação e Montagem); simplicidade estrutural; redução no número de ligações; variedade de arranjos do módulo proposto; formato geométrico favorável à distribuição das ações do vento quando a direção predominante do mesmo coincide com o eixo transversal da edificação; indicação de aplicações em obras onde se exige rapidez de execução e alta resistência à corrosão (ambientes marítimos, indústrias químicas, coberturas de piscinas, etc). E ainda, onde se deseja atender as exigências de arquitetura na exploração plástica do material. 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