Itaúna e adjacências
Boletim informativo bimestral da Rede de Itaúna e Adjacências. São Gonçalo, RJ
Edição nº 1 - maio/junho de 2009
Conheça os grupos da Rede
págs. 2 e 3
Palmeiras
Marinha
Itaoca
Fazenda dos
Mineiros
Salgueiro
Jardim
Catarina
São Gonçalo
Coordenador
do Campo
fala sobre a
região
pág. 4
O VALOR DAS COMUNIDADES
O CAMPO – Centro de Assessoria ao
Movimento Popular, tem como metodologia de ação, que não é só dar o peixe
ou ensinar a pescar, é preciso aprender
juntos a pescar.
Quando nos referimos a aprender
juntos a pescar, estamos nos remetendo
a troca constante de conhecimentos e
informações que nos leva ao reconhecimento do trabalho comunitário realizado
pelas pessoas comuns, preocupadas com
o desenvolvimento da região onde vivem,
que é alicerçado pelas articulações realizadas com as esferas pública e privada.
Dentro do contexto social, o trabalho
comunitário ainda tem pouco destaque,
pois as ações que visam favorecer as co-
munidades alinham-se ao pensamento de
“carência”.
Devido ao nosso trabalho dentro das
comunidades de base, podemos afirmar
que não existe carência e sim falta de oportunidade e desfavorecimento. As pessoas
não imaginam as potencialidades que existem nas comunidades.
A assessoria do CAMPO a cada dia
aprende um pouco mais da realidade das
regiões apoiadas, pois cada localidade tem
características próprias enraizadas pela
sua origem e evolução. Essa cultura local
merece nosso total respeito, pois é uma
cultura de luta por melhoria na qualidade
de vida realizada pelas mãos dos próprios
moradores.
EDITORIAL
É muito comum falar em educação popular, mas viver a educação popular só é
possível quando estamos em contato com
os espaços comunitários, vivenciando o interesse dos moradores em multiplicar seus
conhecimentos através de cursos profissionalizantes, ações culturais entre outras atividades. Dentro dessa lógica, o aprender a
aprender se faz real.
Para viver a cidadania plena é preciso
sentir-se membro da comunidade, estar
com os moradores da região nas situações
cotidianas, para assim perceber a força do
trabalho comunitário.
E é assim que juntos, CAMPO e comunidades, conseguimos fazer um trabalho que
já dura 21 anos, com respeito mútuo, per-
cebendo as potencialidades de cada um
e alinhando-as para o Desenvolvimento
Local Comunitário.
Consideramos que ao ler a primeira
edição desse jornal, você irá perceber as
nuances do impacto social proveniente
das ações realizadas pelas comunidades, deixando historicamente retratado
um pouco do calor das conquistas de
cada espaço comunitário.
Boa leitura!
Elisangela Bandeira
CAMPO – Coordenadora do Núcleo de
Desenvolvimento Local Comunitário
Pedagoga – Especialista em Gestão
Social
Saiba quem são, o que fazem e o que pretendem os grupos comunitários que formam a Rede de Itaúna e Adjacências em São Gonçalo (RJ).
ESPAÇO DO CONJUNTO DA MARINHA PASSA POR REESTRUTURAÇÃO
Surgido do esforço de lideranças locais
o Centro Comunitário de Formação Profissional Conjunto da Marinha tornou-se realidade
em 1998, quando em parceria com o Campo,
ergueu sua sede depois de quatro anos de
luta. Atualmente vive uma fase de reestruturação formando uma nova equipe de gestão
e cursos. “Desde agosto de 2008 estamos
trabalhando na reorganização do Centro. O
foco continua sendo a capacitação profissional, mas também estamos dando uma atenção especial às crianças e jovens da região
com atividades culturais como as oficinas de
teatro, de dança de rua e dança afro e de
capoeira”, diz Robson Gomes,instrutor de
capoeira mais conhecido pelos alunos como
instrutor Malhado.”Só na capoeira estamos
com 30 alunos, com duas turmas durante a
semana, uma no turno da manhã e outra no
turno da tarde. E sempre aparece mais um
querendo entrar. A procura tem sido grande.
O Centro também está mantendo turmas de
reforço escolar com profissionais da área de
educação. Nossa intenção é trazer não somente o adulto,mas também o jovem para
dentro do espaço. Em menos de um ano
conseguimos movimentar os finais de semana no Centro, frequentado por cerca de 40
pessoas”.
Um destaque no Centro Comunitário do
Conjunto da Marinha foi a Caminhada Ecológica, realizada em 21 de março desse ano,
AS MULHERES EMPREENDEDORAS
DO SALGUEIRO
Um grupo de mulheres reunidas em torno de uma atividade em comum: a costura.
“Foi assim que surgiu o Centro Comunitário
do Salgueiro, o Comunidades em Ação –
Centro de Integração e Desenvolvimento Comunitário, através de um grupo de costura.
Começamos ocupando um espaço na creche
do Serpa há 10 anos, até montarmos o Centro, assessorados pelo Campo. Depois veio a
sala de cyber, onde hoje funciona o curso de
informática com telemarketing e mais adiante
outros cursos e atividades em prol da da comunidade”, conta Michelle Gomes, uma das
atuais coordenadoras.
2
O Centro atende um público que, segundo Michelle, vai dos 14 aos 90 anos. “Há dois
anos temos curso de pré-vestibular, onde só
em 2008 passaram 90 alunos. Oferecemos
cursos de costura, informática e serigrafia.
Na turma de informática são 50 alunos. Apesar do nosso foco ser a qualificação, temos o
programa de Cultura Jovem para o pessoal
dos 12 aos 20 anos. Ano passado como resultado das atividades produzimos um fanzine, o “Olha o Vulcão aí!”. Também fizemos
passeios culturais a museus, teatros o que
devemos repetir em 2009. Muitos jovens
tiveram nos passeios seu primeiro contato
com esses espaços de
cultura”.
Dentro da programação do Centro para
2009 estão ainda o curso de pintor predial, oficinas de reciclagem de
papel e um mini projeto
de educação ambiental.
“Queremos promover
oficinas de reciclagem,
de cidadania e caminhadas ecológicas. Estamos atentos ao que a
comunidade necessita”,
fala Michelle.
integrando moradores da região, alunos do
centro e os alunos da Ecoart, grupo que iniciou suas atividades no Centro Comunitário e
hoje atua de forma autônoma na comunidade, com várias atividades também de formação profissional e geração de renda.
ESTRELINHA AZUL É REFERÊNCIA NA
ALIMENTAÇÃO ALTERNATIVA
Na Fazenda dos Mineiros não há quem
não tenha ouvido falar da alimentação alternativa servida no Centro de Educação
Infantil Comunitário Estrelinha Azul, nem
da horta de ervas medicinais mantidas ali
e que serve toda comunidade. Raimunda
Gomes da Silva, mais conhecida como Baixinha e umas coordenadoras do espaço,
conta que no início da creche perceberam
que a maioria das crianças eram subnutridas. “Isso foi lá no final dos anos 80,
quando fundamos a creche. O estado das
crianças nos preocupava e queríamos ajudar as mães. Ficávamos ansiosas e resolvemos procurar informação sobre nutrição.
Começamos a participar de cursos, seminários e fomos conhecendo a reeducação
alimentar com uma alimentação enriquecida
com talos, cascas, coisas que normalmente
a dona de casa não aproveita. Assim a creche passou a servir uma alimentação alternativa para as crianças e fomos tendo bons
resultados”. Também as ervas plantadas na
horta são receitadas pelo Posto de Saúde
do governo existente na região. “O pessoal
chega com a receita do Posto na mão e fornecemos as ervas indicadas”.
Com o passar do tempo a creche expandiu suas atividades e junto a ela nasceu o Centro Comunitário Amigos do Serpa.
“Hoje temos a creche, o reforço escolar, a
brinquedoteca, a alfabetização de adultos, o
cinema comunitário, o trabalho cultural com
os jovens e os cursos profissionalizantes.
São muitas atividades. Chegamos a ter 60
crianças numa sessão de cinema comunitário. Temos 22 adultos sendo alfabetizados,
atendemos 80 crianças na educação infantil.
Além disso, mantemos cursos de alimentação
alternativa para as mães. Pelo menos duas
vezes por ano ensinamos as mães a fazer, por
exemplo, um arroz verde com talo de couve
ou uma gelatina com suco de beterraba crua
ao invés da água. Agora com a ajuda dos
nossos parceiros,entre eles o Campo, vamos
construir no terreno ao lado da creche duas
novas salas para abrigar a brinquedoteca
que funciona numa sala de aula e o reforço
escolar. Assim ganharemos mais espaço para
novos cursos”, fala Baixinha.
CENTRO DE JARDIM CATARINA: UM TROFÉU COMO INCENTIVO
Desde 2005 Rosilene Rodrigues, Márcia
Andréa de Aquino e Rosilene Monnerat são
reconhecidas pelo Campo e pela comunidade como as representantes legais do Centro
Comunitário de Jardim Catarina. Intituladas
como as Três Negras de Axé, criaram o troféu
de mesmo nome como forma de incentivar os
que se destacam no trabalho pela comunidade. “É o troféu Personalidade Três Negras
de Axé feito de biscuí e que representa as
três companheiras. Anualmente durante uma
feijoada onde convidamos vários grupos para
se apresentar, ofertamos o troféu aqueles
que contribuem para a melhoria da vida na
comunidade. Também é uma forma de aumentar a auto-estima já que esse é um bairro
onde a maioria é afrodescendente”, explica
Rosilene Rodrigues.
O Centro de Jardim Catarina oferece muitos cursos como informática, pré-vestibular,
alfabetização de adultos. “Mantemos parcerias com os governos municipal e federal.
Participamos do Programa PETI – Programa
de Erradicação do Trabalho Infantil que agre-
GRUPO DE ITAÓCA PLANEJA REFORMAS
Tudo começou há 14 anos nas dependências da Igreja Batista da Ilha de Itaóca.
As mães precisavam de uma creche para
deixar seus filhos quando saiam para trabalhar e a igreja possuía um espaço ocioso
que podia ceder durante a semana. Assim
nasceu a Creche Comunitária Batista Doce
Lar, hoje presidida por Selma da Rocha Cardoso e tendo como mantenedor o Centro
Comunitário Batista Doce Lar. “Com o passar
dos anos nos organizamos e estruturamos
melhor, sempre contando com doações. Conseguimos sair das dependências da igreja,
compramos um terreno e construímos uma
creche com duas salas de atendimento, dois
banheiros para as crianças, um banheiro
para os adultos, uma cozinha e um refeitório. O Campo nos ajudou muito. Atualmente,
atendemos 40 crianças de 2 a 5 anos e 11
meses na creche, e ainda abrimos espaço
para o reforço escolar, recebendo crianças
do primeiro segmento do ensino fundamental”, fala Selma.
Na equipe da Creche Comunitária Batista
Doce Lar, além da coordenação existem dois
educadores, dois auxiliares, dois professores e uma cozinheira. “Não posso deixar de
mencionar a participação das mães, sempre
presentes nas atividades e na programação
que mantemos como o Bingo, os almoços, as
festas, a roda de conversa que promovemos
para discutir questões importantes com a comunidade, como a questão do gênero. Agora
estamos em plena campanha para reformar
a creche. Desde mobiliário até toda parte física do prédio. Estamos buscando novos parceiros para essa empreitada. Nosso objetivo
é melhorar cada vez mais o ambiente para
receber as crianças e atendê-las com qualidade”, conclui a presidente Selma.
A creche, desde o ano passado vem expandindo as suas atividades, promovendo
cursos profissionalizantes para os pais e
mães das crianças e
outros moradores da
comunidade. Foram
realizados os cursos
de pintor, com aulas
práticas em casas da
comunidade e de ladrilheiro, com aula prática no próprio espaço
comunitário e esse
ano o grupo vem estruturando as atividades no âmbito cultural
e profissional para que
a comunidade possa
acompanhar o crescimento da região.
ga atividades interdisciplinares como reforço
pedagógico, educação artística, educação física, dança, capoeira, aulas de percussão utilizando materiais recicláveis. Há as ações dos
projetos em parceria com o CAMPO, nosso
parceiro, como os cursos de cabelereiro, de
ladrilheiro, pintor predial, montagem de computadores. Temos ainda o Programa Cultura
Jovem onde promovemos as sessões do cinema comunitário, as visitas guiadas a espaços
culturais. Fora isso, hoje também oferecemos
para a comunidade um atendimento jurídico
e pretendemos criar um grupo de samba de
raiz no espaço. Nossa missão é contribuir
para o desenvolvimento local”, conclui.
CRECHE DE PALMEIRAS GANHA ANEXO
E pensar que a história da Obra Social
do Bairro das Palmeiras passa pela sala da
casa de Maria Alice Melo de Castro, a Alice,
fundadora da creche.”Sou casada com militar e quando viemos morar aqui coloquei
uma placa na porta dizendo que dava aulas
de reforço escolar. De repente, além dos
meus cinco filhos eu estava tomando conta
de mais 12 crianças. Algumas chegavam a
dormir na minha casa.Meu marido achava ruim, mas o que eu ia fazer? As mães
tinham que trabalhar e as crianças precisavam de mim”, relembra Alice. Só que
havia muito mais crianças necessitando de
cuidados. “Percebi que havia muitos acidentes com crianças nessa área. Crianças
que ficavam sozinhas. Então, junto com um
grupo de mulheres alugamos uma casa a
duras penas e começamos a cuidar dessas
crianças todas. Não tínhamos uma grande
estrutura, nem preparo para tal. Éramos
“mãezonas” mesmo. Só mais tarde, com
a assessoria do Campo, fomos nos preparando melhor e não apenas cuidando, mas
educando”.
A creche hoje atende 70 crianças de
um ano e meio até 6 anos, tem brinquedoteca e oferece reforço escolar além de cursos. “Tivemos que criar um anexo, alugar
outra casa para abrigar cursos para jovens
e adultos que também
careciam de atenção e
qualificação profissional”,
fala Alice. Outra das coordenadoras do Centro,
Nádia de Oliveira, conta
que entrou para o grupo
como cozinheira da creche e foi se envolvendo
tanto que virou uma das
coordenadoras. “A demanda foi crescendo e
a equipe precisou de mais gente na coordenação. É um grande desafio, mas estou feliz
em poder ajudar. No anexo a comunidade
pode fazer curso de pedreiro avançado, de
artesanato. Temos uma professora de fuxico, a Maria das Chagas, que dá curso permanentemente. Também oferecemos curso
de desenho. Jovens da própria comunidade
estão sendo instrutores. Esse envolvimento
de todos é muito importante”.
Preocupadas com a formação da comunidade, o grupo tem organizado palestras
sobre cidadania, Constituição e valores humanos. “Chamamos o projeto de “Informação para Formação”. Nessas ocasiões em
que reunimos a comunidade aproveitamos
para divulgar os cursos e as atividades oferecidas como as do grupo Cultura Jovem, o
cinema comunitário e projetos da reformas
das casas com os mutirões além de outros
que estamos organizando em benefício do
meio ambiente”.
3
ACREDITANDO NO POTENCIAL DA REGIÃO
Cristiano Camerman é coordenador
geral e um dos idealizadores do Campo –
Centro de Assessoria ao Movimento Popular,
instituição que há mais de 20 anos trabalha
no fortalecimento dos grupos comunitários,
buscando a melhoria da qualidade de vida
da população. Ao longo desse tempo acompanha a trajetória de lutas das lideranças
das comunidades de São Gonçalo. Ninguém
melhor do que ele para falar de “Itaúna e
Adjacências”.
DESENVOLVENDO - Como aconteceu
a aproximação do Campo com São Gonçalo, mais precisamente com os grupos da
região de Itaúna? Foram os grupos que
procuraram a assessoria do Campo ou o
contrário?
CRISTIANO – O Campo começou o seu
trabalho nos anos 80 assessorando grupos
comunitários da zona oeste do Rio. Através
de um grupo da Rocinha conhecemos uma
creche em Itaúna e passamos a assessorar
essa creche. Depois fomos percebendo que
São Gonçalo crescia muito rapidamente e
não existia nenhuma ONG atuando na área.
Voltamos nossa atenção para esses grupos
não assistidos.
DESENVOLVENDO – Na opinião da instituição qual a maior carência da região de
Itaúna e Adjacências?
CRISTIANO – A região sofre por falta
de pavimentação e de transporte, o que
dificulta o deslocamento dos moradores.
Parece não haver interesse do município
em desenvolver essa área onde vivem cerca
de 200 mil pessoas. Não existe sequer um
banco na região. É uma carência de infraestrutura.
DESENVOLVENDO – E qual o maior
potencial dos grupos assessorados? É pos-
sível generalizar ou cada grupo tem a sua
própria característica?
CRISTIANO – Sobreviver como grupo é
uma tarefa muito difícil. São seis grupos diferentes, não há como generalizar. São três
creches e três centros de formação profissional. Algumas creches estão expandindo
suas atividades e também criaram centros
de formação. Todos tem potencial de crescimento.
DESENVOLVENDO – Porque o Campo
decidiu instalar uma sede na região?
CRISTIANO – A sede é provisória. A
ideia inicial era os grupos terem uma sede
da Rede de Itaúna e Adjacências. Mas isso
implicaria a autossustentação do espaço.
Eles ficaram preocupados e temerosos de
não conseguir manter a sede. Então, até
que eles se fortaleçam e se sintam seguros
para tocar sozinhos o espaço, ele ficará sob
a responsabilidade do Campo.
DESENVOLVENDO – Qual a opinião do
Campo sobre a criação do Comperj – Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro no município de Itaboraí, vizinho de Itaúna? Trará
novas oportunidades para os moradores da
área?
CRISTIANO – Segundo falam, a criação do Comperj deve gerar 250 mil novos
empregos. Isso é muito interessante para
as comunidades. Especialmente, porque
são postos de trabalho que serão criados
mais adiante, dando tempo aos moradores
para se qualificar a fim de pleitear as vagas. Embora hoje o Campo atue também na
área cultural, na reforma de casas com os
mutirões, nosso foco sempre foi a formação
profissional. Significa que podemos ajudar
muito os moradores. É importante lembrar
o que aconteceu na época em que a Petrobras se instalou em Macaé, para que o mesBoletim informativo bimestral da Rede de Itaúna e Adjacências
Edição nº 1 - maio/junho de 2009
Rede de Itaúna e Adjacências. São Gonçalo, RJ.
Itaúna e adjacências
Jornalista responsável:
Isabel Capaverde
(Reg. 5575/21/07V – RS)
Capaverde Imprensa
Coordenação editorial:
Elisangela Bandeira
Projeto gráfico, editoração e impressão:
www.arquimedesedicoes.com.br
CAMPO - Centro de Assessoria ao Movimento Popular
Rua Paulino Fernandes, no 77, Botafogo
Rio de Janeiro – RJ – Brasil – CEP 22270-050
Tel.: (55)(21) 2275-4037
E-mail: [email protected]
mo não se repita em Itaúna e vizinhança.
Em Macaé a Petrobras não desenvolveu as
comunidades locais, trouxe mão de obra de
fora do município.
DESENVOLVENDO – Como coordenador
não somente da instituição, mas também de
um dos núcleos, o Núcleo de Educação Ambiental, acredita que Itaóca possa receber
turistas ecológicos? Poderia repetir em Itaóca a experiência bem-sucedida que o Campo
mantém em Tinguá, Nova Iguaçu?
CRISTIANO – Talvez possamos explorar
o turismo ecológico até melhor em Itaóca,
do que fazemos em Tinguá. A primeira ideia
que tivemos para Itaóca é a de uma pousada com formação profissional focada no
turismo. Itaóca tem vantagens em relação à
Tinguá. Fica apenas a meia hora do Rio,a
região tem mais grupos comunitários organizados, é uma praia – o que atrai turistas
estrangeiros- a alimentação é a base de
pesca, em suma, é um lugar extraordinário
de uma grande riqueza natural.
DESENVOLVENDO – Qual o objetivo de
criar a Rede de Itaúna e Adjacências?
Obra Social do Bairro das Palmeiras
Rua Cecília Martins, nos 13 e 15
Anexo Rua José Milton de Souza,187
Bairro das Palmeiras – São Gonçalo – RJ – CEP 24415-510
Tel.: (21) 2603-7072/ 8602-4332
Centro de Educação Infantil Comunitário Estrelinha Azul Centro Comunitário Amigos do Serpa
Rua Rosendo Marcos, no 2661
Fazenda dos Mineiros - São Gonçalo – RJ – CEP 24645-000
Tel.: (21) 2701-0790
E-mail: [email protected]
[email protected]
Centro Comunitário de Jardim Catarina
Rua Raposo Botelho, Lote 10, Quadra 80
Jardim Catarina – São Gonçalo – RJ – CEP 24717-030
Tel.: (21) 3022-6067/3242-2853
E-mail: [email protected]
[email protected]
CRISTIANO – Estar em rede é manter
contato, trocar experiências e informações.
A rede fortalece o grupo como um todo, é
uma forma de construir o desenvolvimento
da região.
DESENVOLVENDO – Quem são hoje os
apoiadores dos projetos que estão sendo
desenvolvidos pelos grupos da região?
CRISTIANO – Incentivamos os grupos
a buscarem suas próprias parcerias para
chegar ao objetivo do trabalho do Campo
que é a autossustentação dos grupos. Hoje
apóiam projetos na região o WFD – Welfridensdienst, Cooperação DISOP – Bélgica,
UFF – Universidade Federal Fluminense, Carioca Engenharia, Fundação Bento Rubião,
Cooperativa RCS, União Brasileira de Capoeira, Fundação Gregório de Mattos, GCEF
– Grupo Cênico Expressão da Fé, Escola
Municipal Marcílio Dias, Associação de Moradores do Conjunto Residencial Sandoval
Grumete dos Santos, Secretaria Municipal
de Desenvolvimento Social de São Gonçalo,
Secretaria de Educação de SG, ASPLANDE,
Fórum de Cooperativismo Popular, Fórum
de Economia Solidária.
Centro Comunitário Batista Doce Lar
Estrada de Itaoca, no 07
Itaoca – São Gonçalo – RJ – CEP 24471-230
Tel.: (21) 2723-1009
Centro Comunitário de Formação Prof. do Conjunto da
Marinha - CCFPCM
Alameda Deputado Camilo Prates, no 24 – Conjunto da
Marinha
Itaúna – São Gonçalo – RJ – CEP 24476-480
Tel.: 3703-0804
E-mail: [email protected]
Comunidades em Ação - Centro de Integração e Desenvolvimento Comunitário
Estrada das Palmeiras, no 4
Itaúna - São Gonçalo – RJ – CEP 24473-181
Tel.: (21) 3706-3059
E-mail: [email protected]
[email protected]
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