COLÉGIO ESTADUAL RUI BARBOSA - ENSINO MÉDIO - PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR ABATIÁ Março/2010 O que me interessa agora, (...), é alinhar e discutir alguns saberes fundamentais à prática educativo-crítica ou progressista e que, por isso mesmo, devem ser conteúdos obrigatórios à organização programática da formação docente. Conteúdos cuja compreensão , tão clara e tão lúcida quanto possível, deve ser elaborada na prática formadora. É preciso, sobretudo, e aí já vai um destes saberes indispensáveis, que o formando, desde o princípio mesmo de sua experiência formadora, assumindo-se como sujeito também da produção do saber, se convença definitivamente de que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção e a sua construção. Paulo Freire, 1996, p. 24-25 SUMÁRIO 1 APRESENTAÇÃO 05 2 IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO 2.1 Colégio 2.2 Endereço 2.3 Telefone 2.4 Fax 2.5 Município 2.6 Dependência Administrativa 2.7 NRE 2.8 Entidade Mantenedora 2.9 Ato de Autorização do Estabelecimento 2.10 Ato de Reconhecimento do Estabelecimento 2.11 Ato de Renovação do Estabelecimento 2.12 Ato Administrativo de Aprovação do Regimento Escolar 2.13 Distância do Colégio ao NRE 2.14 Localização 2.15 Correio Eletrônico 06 06 06 06 06 06 06 06 06 06 06 06 06 06 06 06 3 OBJETIVOS 06 4 MARCO SITUACIONAL 4.1 Organização da Entidade Escolar 4.2 Histórico da Realidade Escolar 4.3 Dados Históricos do Colégio 4.4 Caracterização da Comunidade Escolar 4.5 Porte do colégio 4.6 Regime Escolar 4.7 Classificação 4.8 Promoção 4.9 Regime de Progressão Parcial 4.10 Quantidade de profissionais em cada setor 4.11 Quantidade de profisionais em educação 4.12 Formação dos profissionais em educação 4.13 Problemas existentes no Colégio 4.14 Gestão Democrática 4.15 Desafios Educacionais Contemporâneos 4.16 Diversidade 07 07 12 13 14 14 14 14 15 15 15 15 15 17 29 30 30 5 MARCO CONCEITUAL 5.1 Fundamentação Teórica e Organização Pedagógica do Colégio 5.2 Concepção do Tempo Escolar 5.3 Organização Curricular 5.4 Matriz Curricular 5.5 Educação das Relações Étnico-raciais e para o ensino de História e 30 30 41 42 42 44 Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena 5.6 O Ensino de História do Paraná 5.7 Ensino de Filosofia e Sociologia 5.8 Concepções de Ações Didático-Pedagógicas 5.9 Concepção de Complementação Curricular 5.10 Concepção de Desafios Educacionais Contemporâneos 5.11 Concepção de Diversidade 5.12 Concepção Curricular 5.13 Concepção de Avaliação 5.14 Planos de Avaliação 44 45 45 46 47 48 49 53 55 6 MARCO OPERACIONAL 6.1 Plano de Ação 6.2 Redimensionamento da Gestão Democrática 6.3 Formação Continuada 6.4 Ações Didático-Pedagógicas 6.5 Desafios Educacionais Contemporâneos 6.6 Diversidade 6.7 Metas para os Programas de Complementação Curricular 56 56 62 64 66 67 69 69 7 AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DO PPP 7.1 Plano de Acompanhamento do PPP e de Informação à Comunidade 7.2 Participação das Instâncias Colegiadas 7.3 Periodicidade do Acompanhamento e Avaliação do PPP 70 71 75 75 8 BIBLIOGRAFIA 75 9 ANEXOS 79 COLÉGIO ESTADUAL RUI BARBOSA - ENSINO MÉDIO RUA 19 DE DEZEMBRO 343 - CENTRO - CEP86460000 FONE/FAX: 0XX4335561750 - 0XX4335561515 ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ ABATIÁ – PARANÁ PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO 1. APRESENTAÇÃO Todo projeto supõe rupturas com o presente e promessas para o futuro. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma nova estabilidade em função da promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. (GADOTTI, 2000, p. 56) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB9394/96) aponta para a responsabilidade das instituições de ensino na elaboração dos projetos políticos pedagógicos, como determina em seu artigo 12º,: "os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de: elaborar e executar sua proposta pedagógica." Esse apontamento é de extrema importância, pois jamais um Sistema Educacional pode ser considerado sério se não for norteado por um projeto de educação. O Projeto Político-Pedagógico também se permeia aos direitos dos educandos de um educação de qualidade, em nosso caso, adolescentes do Ensino Médio e jovens trabalhadores. Portanto, é importante ressaltar que tais direitos estão determinados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente em seus artigos 53º e 54º, onde se ressaltam, além dos direitos à educação e permanência escolar dos educandos, os deveres do Estado em assegurar um ensino laico, obrigatório e gratuito, dando acessibilidade aos educandos à escola. Pensar o Projeto Político-Pedagógico de uma escola é pensar a escola no conjunto e a sua função social, por isso, o Projeto Político Pedagógico é uma proposta de educação cujo objetivo mais nobre é deixar claro para onde a educação deve se conduzir, sendo um instrumento mediador para efetivação da relação teoria e prática e correspondendo às expectativas de uma sociedade democrática, justa e igualitária, quanto a função da escola e da educação, sendo assim, o projeto da escola é ação consciente e organizada, por que é planejada tendo em vista o futuro. Projetar é lançar-se para o futuro, é um instrumento que visa orientar os desafios do futuro. O futuro não está dado, não é algo pronto, ele torna-se assim problemático e não inexorável (Freire, 1996) é preciso entender que o projeto é caracterizado como ação consciente, deste modo deve orientar-se para a capacidade de olhar as práticas e suas conseqüências e pela redução dos mecanismos de regulação ideológicas que sempre dominaram as escolas. O envolvimento de todos na construção do projeto, ao desencadear uma reflexão coletiva, promove a adoção de uma prática educativa, na medida em que reflete individualmente e coletivamente sobre ele. Os artigos 13º e 14º da atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional explicita claramente a necessidade de tal envolvimento, onde determina: Art. 13º. Os docentes incumbir-se-ão de: I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; Art. 14º. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola. Entretanto, a participação coletiva deste documento está além de determinações legais, e sim como expressão de uma gestão democrática de ensino e participação política na educação. É uma oportunidade ímpar de envolvimento dos pares, de discussão, de embates ideológicos e sínteses através de uma proposta única e coletiva. A história da educação brasileira vem se dinamizando através de eternas dialéticas e, a construção de um Projeto Político-Pedagógico é um marco histórico no colégio, pois é documento que determina tempo e espaço para a contradição de ideias e práticas da realidade escolar do Colégio Estadual Rui Barbosa e que se efetivam diante de uma práxis inovadora de educação ruibarbosense. 2. IDENTIFICAÇÃO DO ESTABELECIMENTO 2.1. Estabelecimento: Colégio Estadual Rui Barbosa - Ens. Médio.Código: 00012 2.2. Endereço: Rua 19 de dezembro, 343, Centro. 2.3. Telefone: 043 35561750 2.4. Fax: 043 35561750 2.5. Município: Abatiá. Código: 0010 2.6. Dependência Administrativa: Estadual 2.7. NRE: Jacarezinho 2.8. Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná. Secretaria Estadual de Educação do Paraná/ SEED. 2.9. Ato de Autorização do Estabelecimento: Decreto nº 5.477 de 31 de agosto de 1978 2.10. Ato de Reconhecimento do Estabelecimento: Decreto N.º 255 de 18 de março de 1983 2.11. Ato de Renovação do Reconhecimento do Estabelecimento: Resolução nº 2499/04 de 14 de julho de 2004.. 2.12. Ato Administrativo de Aprovação do Regimento Escolar: nº 160/09 2.13. Distância da Instituição Escolar do NRE: 60 (sessenta) quilômetros. 2.14. Localização: zona urbana 2.15. Correio eletrônico: [email protected] 3. OBJETIVOS DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: Construir a identidade do Ensino Médio no Colégio Estadual Rui Barbosa; Ampliar os canais de participação entre os segmentos da escola e da comunidade; Oportunizar o diálogo e a democracia dentro do espaço escolar tornando a escola um centro permanente de estudos e debates; Fortalecer o Conselho Escolar, tomando-o, como grande articulador do aperfeiçoamento da gestão democrática na escola; Melhorar o processo ensino-aprendizagem, através do envolvimento de todos, dialogando sobre suas necessidades e opiniões; Reafirmar o compromisso da escola com a formação do cidadão; Refletir individual e coletiva e participativamente sobre a escola, seus problemas e êxitos; Propiciar a qualidade das atividades escolares nas dimensões técnica e política, visando o bom desenvolvimento da educação no preparo para a cidadania e na qualificação para o trabalho. 4. MARCO SITUACIONAL 4.1. Organização da Entidade Escolar 4.1.1. Modalidade de Ensino: Ensino Médio/ Sala de Recursos-DF/ CELEM-Espanhol 4.1.2. Número: Com relação à organização desta instituição, na modalidade ofertada - Ensino Médio, é seriado e anual com duração de 3 (três) anos e carga horária mínima para o ensino médio diurno e noturno de 2.400 (duas mil e quatrocentas) horas, considerando aulas de 50 (cinquenta) minutos para o ensino diurno, sendo que para o ensino noturno 3 (três) aulas de 50 (cinquenta) minutos e 2 (duas) aulas de 45 (quarenta e cinco) minutos, conforme instrução n.º 01/03CDE/SEED. Este Colégio conta com 13 turmas distribuídas em dois períodos: Matutino e Noturno. No período vespertino abriu-se uma turma de CELEM - Espanhol. A clientela atendida no período Diurno é de aproximadamente 206 alunos, sendo dispostos como segue: 1ªsérie A - 40 alunos 1ªsérie B - 41 alunos 2ªsérie A - 30 alunos 2ªsérie B - 31 alunos 3ªsérie A - 30 alunos 3ªsérie B - 34 alunos A clientela atendida no período Noturno é de aproximadamente 237 alunos, sendo dispostos como segue: 1ªsérie C - 50 alunos 1ªsérie D - 54 alunos 2ªsérie C - 39 alunos 2ªsérie D - 39 alunos 3ªsérie C - 30 alunos 3ªsérie D - 25 alunos O Total da clientela atendida por este Colégio é de aproximadamente 443 alunos. CORPO DOCENTE Contamos com 13 (treze) professores do Quadro Próprio do Magistério do Estado do Paraná e 13 (treze) professores temporários do Processo Seletivo Seriado (PSS). TITULAÇÃO Filosofia Educação Artística - Hab. NOME Sergio B. Rodolfo Vieira Eliana Aparecida DISCIPLINA M Filosofia EM Arte EM V QPM TURNO M/N QPM M/N Artes Plásticas. Ciências/ Habilit. Química Habilitação Matem./PósGrad. em Educação Matemática Habilitação em Biologia e Pós-Grad. em Biologia Vegetal Habilitação em Biologia e Pós-Grad. em Biologia Vegetal Física Habil. Educ.Física e Pós Grad. Met.Did.Ensino Habilitação e Pós-Grad. em Língua Portuguesa. Habilitação Física PósGrad. Met.Did. do Ensino Licenciatura Plena História - Pós-Grad. Met.Did. do Ensino Geografia. Esp: Pedagogia Empreendedora e Gestão Escolar. Letras-Lic.Plena - PósGrad.Lingua Inglesa Letras História Letras Química Física Física Biologia Biologia Filosofia Pedagogia Química Helbel de Almeida Sonia Maria Chaves Terra Anágela Cristina Moretti Félix Química EM QPM M/N Matemática EM QPM M/N Maria do Carmo de Oliveira Biologia EM QPM N Dulce Félix Lourenço Biologia EM QPM M Maria Beatriz P. Modos Edson Néia Cunha Física EM QPM M/N Ed.Física EM QPM M/N Eliane de F.Ferreira Okada Maria Beatriz Pinheiro Modos L.Portuguesa EM QPM M/N Física EM QPM M/N Sandra Cecília Martins História E.M QPM M/N Cleonice de Medeiros Rocha Geografia EM PSS M/N EM QPM M/N EM EM PSS PSS M M EM PSS N EM PSS N EM EM PSS PSS M N EM EM EM PSS PSS PSS M N M EM PSS N EM PSS V Lucélia Aparecida Inglês Vozni Aparecida Assolari L. Portuguesa Maria de Lourdes História Guergoleti Edilene Apª F. L. Portuguesa Manzini Edinilza Margareth Química Fernandes Fátima Apª Pedroso Física Antenógenes D. Física Teixeira Vanessa K. da Costa Biologia Rosimeire Simões Biologia Ricardo Apº Filosofia Rodrigues Luciene P. Carvalho Sociologia e Filosofia Edinilza M. Projeto Viva Fernandes Escola: Física Carla Dutra Matemática Érica H. da Silva História Patricia Pitoli Yamagami Investigação Científica Projeto Viva Escola: Preparação para o Vestibular Apoio Permanente DF Sociologia e História EM PSS V EM QPM M EM PSS M/N EQUIPE PEDAGÓGICA Contamos com 04 (quatro) professores pedagogos, que formam a equipe pedagógica do colégio, todos do Quadro Próprio do Magistério do Estado do Paraná. NOME Alício de Almeida FUNÇÃO Diretor Ilza Maria Capellini Pedagoga Silvanira Vieira Pedagoga Lino Luciana Nair Pedagoga Moretto Pires Regina Maria Pedagoga Nogueira VINCULO CH ESCOLARIDADE QPM 40 Pedagogia e História - Esp: Met.Did.do Ensino QPM 40 Pedagogia- Esp.: Met. Didática do Ensino QPM 20 Pedagogia - Esp: Met.Did.do Ensino QPM 20 Pedagogia - Esp: EJA e Psicopedagogia QPM 20 Pedagogia PESSOAL DE APOIO: Técnico Administrativo: Contamos com 03 (três) funcionários assim distribuídos: Efetivos: 03 (três) APOIO TÉCNICO ADMINISTRATIVO NOME Cynthia Vieira da Silva Pacheco Maria Rosângela Perpétuo dos Santos Maria Roseli Perpétuo Serviços Gerais: FUNÇÃO Aux.Adm. VÍNCULO CH ESCOLARIDADE QPPE 40 Pedagogia Aux.Adm. QPPE 40 Pedagogia Secretária QPPE 40 Pedagogia-Pós Grad. em Met.Did. do Ensino E Pedag.Empresarial Contamos com 06 (seis) funcionários assim distribuídos: NOME Josiane Carlos de Oliveira Marcio A. Kosloviski Maria José dos Santos Mariana A. Fernandes Roseli de Aquino FUNÇÃO Aux.Serv. Gerais Aux.Serv. Gerais Aux.Serv. Gerais Aux.Serv. Gerais Aux.Serv. Gerais da Aux. Serv. Gerais VÍNCULO CH PEAD 40 Magistério e Contabilidade CLAD 40 Ensino Médio João Arcanjo Rosa Filho Técnico QPPE 40 QPPE 40 Ensino Fundamental 1º Segmento-incompleto Ensino Fundamental CLAD 40 Ensino Médio-incompleto PEAD 40 Ensino Médio em 4.1.3. Turno de Funcionamento O horário de funcionamento do Colégio Estadual Rui Barbosa - E.M. é dividido em dois períodos: matutino e noturno. Matutino Entrada: 7:40 horas Saída: 12:00 horas Período Matutino 1ª Aula - 7:40 às 8:30 2ª Aula - 8:30 às 9:20 3ª Aula - 9:20 às 10:10 Intervalo - 10:10 às 10:20 4ª Aula - 10:20 às 11:10 5ª Aula - 11:10 às 12:00 Noturno Entrada: 19:00 horas Saída: 23:10 horas HORÁRIO DAS AULAS Período Noturno 1ª Aula - 19:00 às 19:50 2ª Aula - 19:50 às 20:40 3º Aula - 20:40 às 21:30 Intervalo - 21:30 às 21:40 4ª Aula - 21:40 às 22:25 5º Aula - 22:25 às 23:10 4.1.4. Ambientes Pedagógicos O Colégio Estadual Rui Barbosa - E.M. possui excelente estrutura física, uma vez que foi construído novo Prédio Escolar, e passou a fazer uso das novas instalações a partir de 2004, com todos os ambientes necessários para que se efetive o processo ensinoaprendizagem em condições adequadas. É importante acrescentar que todo o ambiente físico do Colégio é adequado para atender clientela com necessidades especiais. Salas de aula: 08 salas de aula, sendo utilizadas nos períodos manhã 06 (seis) salas, e a noite 06 (seis) salas. Biblioteca: Serve de apoio a todos os alunos, professores e funcionários além de estar aberta a comunidade, sede os livros para pesquisa no domicilio dos alunos, outrossim salienta-se que não há atendente da biblioteca ou bibliotecário. Sala de Multimídia: Equipada com 1 Estante, 1 TV 29’ Philips, 1 DVD Philips com caraoque, 1 Caixa de som, 1 Microfone, 1 Vídeo Philco e 1 Aparelho de som microsistem, 2 retroprojetores, 1 projetor de slides, 1 tela para projeção juntamente com 50 cadeiras. Pátio Coberto: Com 13 mesas para refeição, 26 banquetas. Laboratório de Física, Química e Biologia: Adequado para atividades de experimentação contendo 2 bancadas com 3 pontos de água e 4 bicos de gás, equipado com 41 banquetas de estrutura tubular, 1 estante de aço, 1 armário de aço, Conjunto de movimento cinemática e dinâmica, vidrarias, 1 Kit de física, química e biologia, 2 microscópios, 2 torso humano anatômico e conjunto de reagentes químicos. Salienta-se que o laboratório, mesmo equipado, não possui agente de execução para apoio ao professor, dificultando assim o processo ensino-aprendizagem, uma vez que aulas em laboratórios exigem dedicação e preparo antecedente. Laboratório de Informática: equipado com 23 mesas para microcomputadores, e 44 cadeiras giratórias para digitador e 20 computadores modernos instalados em pleno funcionamento. Já foi realizado treinamento dos profissionais, pelos órgãos competentes, para que se proceda a utilização dos mesmos. Sala de professores: Contendo 2 mesas para reunião, 15 cadeiras, Lousa quadriculada, 1 armários de aço, 2 armários de aço para professores com 16 portas 1 TV 21' Philco, 1 Microcomputador, 1 impressora jato de tinta, 1 scanner, 1 filtro de água gelada, 1 balcão de madeira. Banheiros para professores: 2 banheiros. Banheiros para alunos: 7 banheiros, sendo 3 para portadores de necessidades especiais. Elevador para pessoas com necessidades especiais: 1 plataforma elevada, porém sem condição de funcionamento, sob Judici. Secretaria: Contendo 6 Microcomputadores, 2 impressoras jato de tinta, 2 armários de aço, 3 arquivos de aço, 1 Aparelho de fax, 3 mesas para computadores, 2 escrivaninhas, 5 cadeiras. Cozinha: 1 Fogão industrial 6 bocas, 1 Liquidificar industrial, 1 Batedeira industrial, 2 Geladeiras, 1 Freezer, Kits de utensílios de Cozinha. Sala de apoio pedagógico: 1 Microcomputador, 1 impressora jato de tinta, 2 armários de aço, 1 máquina de escrever elétrica. Sala de direção: Com 1 armário de aço, 2 arquivos de aço, 1 jogo estofado, 1 escrivaninha, Quadra coberta: 1 quadra poliesportiva coberta, no entanto salientamos que a mesma é uso compartilhado com o Grupo Escolar Dom Bosco - Educação Infantil e Ensino Fundamental. 4.2. Histórico da Realidade Diante das lutas do povo brasileiro localizamos os princípios da educação e da escola desejada por todos: pública, gratuita, democrática, de qualidade e para todos. Vivemos no século XXI numa sociedade do espetáculo, do descartável, do imediato, do consumismo, e a ausência de sentido para a vida, a ausência do sonho e da esperança muitas vezes reduz o fazer educativo à mesma lógica do descontinuismo, do imediato, do fragmentado. É na reflexão coletiva, sobre o que planejamos e o que fazemos na escola que podemos encontrar caminhos para uma escola humanizadora. A escolarização ainda é um dos requisitos fundamentais para o processo de democratização da sociedade, entendendo por democratização a conquista, pela população, das condições materiais, sociais, políticas e governamentais. Dados recentes do Ministério da Educação mostram que, ainda hoje, na maioria das regiões do País, há um alto índice de analfabetos, principalmente entre a população mais pobre. Diante dessas considerações, há a necessidade da implementação de um projeto de educação que se ordena num sistema educacional de um país, num determinado momento histórico, que venha a atender os anseios da população que nesse momento histórico achase excluída do sistema formal de educação - A escola. É impossível, na sociedade atual com o progresso dos conhecimentos científicos e técnicos, a participação efetiva dos indivíduos e grupos nas decisões que permeiam a sociedade sem a educação intencional e sistematizada promovida pela educação escolar. A concepção democrática de escola como direito de todos ainda é um desafio a ser enfrentado pelo Estado em Municípios, devido principalmente aos números da evasão escolar, motivada por vários fatores históricos, sociais, econômicos e mesmo educacionais e que crescem em proporção. O Ministério da educação concluiu em 2003 o mapa da exclusão educacional no Brasil, e no Estado do Paraná o número alarmante é de 64.606 (sessenta e quatro mil e seiscentos e seis) crianças de 07 (sete) a 14 (quatorze) anos fora da escola. Em nosso Município e neste Colégio os indicativos demonstram a necessidade do enfrentamento da evasão e repetência mediante a criação de projetos e ações de modo a descobrir as causas socioeconômicas e culturais que levam a exclusão/evasão escolar, observado o contexto de cada realidade. As terras deste município começaram a ser povoadas graças a cultura de café que incentivou o seu desenvolvimento. Em 1939, foi elevado a Distrito com o Nome de Lajeado, pertencendo ao Município de Santo Antonio da Platina. Em 1943 passou a denominar-se Abatiá e em 17 de outubro de 1947 emancipou-se politicamente, elevando-se a categoria de Município, completando no corrente ano 58 anos de emancipação política. Limita-se geograficamente ao norte: Santa Amélia e Bandeirantes, ao Sul: Ribeirão do Pinhal e Jundiaí do Sul, a leste: Santo Antonio da Platina e a oeste: Cornélio Procópio. A população deste município é de 8.259 habitantes, sendo que na zona urbana residem 5.356 habitantes e na zona rural residem 2.903 habitantes, densidade demográfica 41,7 habitantes por Km2. (Censo 2000/2001). Este número vem caindo, devido a ausência de empregos e a busca de melhoria de vida com a migração dos munícipes para outras localidades. A população estimada para 2004 era de 7.244 habitantes. Uma queda de 1.015 habitantes. A economia baseia-se na agricultura principalmente do café e do milho, cultivado em pequenas propriedades em conseqüência a população em sua grande maioria é formada por trabalhadores rurais, há um tímido comércio formado por pequenas lojas, que ofertam poucos empregos e não existem indústrias. Diante de nossa realidade ,buscando cada vez mais atender a nossa clientela , preocupados com a formação total de nossos alunos , fazendo-os desenvolver o espírito de equipe , críticos , líderes e conscientes de seu papel na sociedade, desenvolvemos o Programa Viva a Escola ,” Fera e Comciencia” e Jogos Colegiais . QUADRO DE RENDIMENTO NOMINAL MENSAL ABATIÁ/PR Até 1 salário mínimo De 1 a 2 salários mínimos De 2 a 3 salários mínimos De 3 a 5 salários mínimos De 5 a 10 salários mínimos Acima de 10 a 20 salários mínimos Acima de 20 salários mínimos Sem rendimento mensal 2.267 1.288 343 266 159 60 6 2.279 Fonte: IBGE O incentivo a cultura é precário, mesmo com biblioteca pública municipal, o município não possui museus, nem teatros, apenas as bibliotecas dos Estabelecimentos de Ensino das quais o acervo bibliográfico é desatualizado e formado por poucos volumes. A área do Município possui 233 km2 e o Perímetro Urbano possui 217 há. Para atividades de esportes e lazer temos um clube de campo, um estádio de futebol, uma quadra municipal de esportes coberta e a praça central e anualmente acontece a Festa do Peão de Rodeio e a Festa da Padroeira de Abatiá Nossa Senhora Aparecida no mês de outubro, contando com a participação de toda a população de nosso município e região. O Município possui cinco escolas municipais rurais que ofertam o ensino fundamental e apenas a Escola Municipal Dom Bosco - EIEF é situada na zona urbana, funcionando nos períodos matutino e vespertino. 4.3. Dados Históricos da Instituição Por ato do Interventor Federal do Estado do Paraná, Decreto Nº 8.946 de 14 de fevereiro de 1968 e Portaria Nº 1.663 de 15 de fevereiro de 1968 foi criada a Escola Normal Colegial de Abatiá, que passou a funcionar no Prédio do Grupo Escolar Dom Bosco, iniciando assim as suas atividades diurnas. Essa escola foi criada por iniciativa do Senhor: Everaldo Reis da Rocha e demais colaboradores. Teve como 1º Diretor o Senhor Antenor Molina, que permaneceu nesta função por um período de 03 anos. Ainda em 1968 pelo Decreto Nº 11.069 recebeu a denominação de Escola Normal Colegial Estadual Rui Barbosa. Pelo Decreto Nº 5.477 de 31 de Agosto de 1.978 passou a denominar-se Colégio Rui Barbosa - Ensino de 2º Grau, resultado da reorganização da Escola Normal Colégial Abatiá e oferecendo além do Magistério, mais um curso o Técnico em Contabilidade. Com a implantação da Reforma de Ensino preconizada pela Lei Nº 5692/71, o Colégio passou a funcionar no mesmo Prédio do Grupo Escolar Dom Bosco e ambas passaram a denominar-se Colégio Estadual Rui Barbosa - Ensino de 1º e 2º Graus. Atendendo aluno de 1ª a 4ª séries e 2º Grau, passando a pertencer ao Complexo Escolar Estadual Dom Bosco. Em 1990 com a municipalização do Ensino de 1º Grau( Atual 1º Segmento do Ensino Fundamental) o Ensino de 2º Grau(Atual Ensino Médio) desmembrou-se a passou a denominar-se Colégio Estadual Rui Barbosa - Ensino de 2º Grau, funcionando em prédio próprio (ala de madeira). Em 1997 a Resolução N.º 3.360/97 autorizou o funcionamento do Curso Educação Geral - 2º Grau em substituição as habilitações dos Cursos Profissionalizantes Técnico em Contabilidade e Magistério iniciando com isso o cessamento gradativo dos mesmos. A Resolução Nº 900/99, considerando o disposto na legislação vigente e o Parecer Nº 240/99 do CEE prorrogou o prazo de autorização para Funcionamento do Ensino Médio, concedido pela Resolução Nº 3.360/97 e o Estabelecimento de Ensino passou a denominar-se Colégio Estadual Rui Barbosa - Ensino Médio, amparado pela Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n º 9394/98. A Resolução N.º 2499/04 DOE de 29/07/04, reconheceu o Curso Ensino Médio do referido Colégio, convalidando os atos escolares expedidos por esta Instituição, Regularizando seu funcionamento desde o ano letivo de 2001 até a data desta Resolução. A partir de 2004 este Colégio passou a funcionar em um novo e moderno prédio de alvenaria, construído pelo Governo do estado do Paraná. 4.4. Caracterização da Comunidade Escolar Devido a este município ser formado por pequenas propriedades agrícolas e delas subsistir e a atividade da agricultura não exigir qualificação profissional, a comunidade sobrevive de subempregos com baixa remuneração financeira, tanto para empregados como para os próprios proprietários das lavouras. As condições de moradia da população são precárias, não existe rede de esgotos, e muitas famílias vivem em condições subhumanas, abaixo da linha da pobreza. A comunidade apresenta baixo nível de escolaridade, o que também dificulta o acesso às informações tecnológicas atuais e à cultura elaborada tornando-a quase alheia as questões sociais mundiais, como a informatização e a globalização. Nesse contexto insere-se a clientela que freqüenta o Colégio, alunos com baixa auto-estima, sem perspectiva de melhoria de condições de moradia, acesso a cultura e a empregos e profissões socialmente valorizadas. Aproximadamente 40% dos alunos que freqüentam a escola residem na zona urbana e 60% residem na zona rural, estes últimos dependem de transporte escolar municipal para ter acesso a escola e nos dias chuvosos são impossibilitados de freqüentar as aulas, o que acaba acarretando dificuldades quanto ao acompanhamento do currículo. A grande maioria tem dificuldades financeiras quanto a aquisição de materiais didáticos e aos veículos de informação como jornais, revistas, vídeos, CDs, internet e outros. Podemos constatar que trata-se de uma comunidade com baixo índice de desenvolvimento humano, praticamente à margem do desenvolvimento socioeconômico e cultural do Estado e quiçá do País. Diante desses condicionantes a maioria que permanece na escola e concluiu o Ensino Médio, desloca-se para os grandes centros a procura de novos horizontes. 4.5. Porte do Colégio: Porte III 4.6. Regime Escolar: Seriado e semestral. 4.7. Classificação: Ensino Médio. 4.8. Promoção: Conforme rege nosso Regimento Interno em seus artigos 111 e 112: a promoção é o resultado da avaliação do aproveitamento escolar do aluno, aliada à apuração da sua frequência. Na promoção ou certificação de conclusão, para o o Ensino Médio, a média final mínima exigida é de 6,0 (seis vírgula zero), observando a frequênica mínima por lei, em nosso caso é de 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas letivas. 4.9. Regime de Progressão Parcial: O Colégio Rui Barbosa oferta matrícula com progressão parcial ao aluno que não obtiver êxito em uma disciplina, a qual deverá ser cursada em turno contrário ao da série em que foi matriculado. Exige-se a frequência determinada em lei e o aproveitamento mínimo estabelecido. Havendo incompatibilidade de horário, será estabelecido plano especial de estudos para a disciplina em dependência, registrando-se em relatório e no registro de classe do professor. É vedada a matrícula inicial no Ensino Médio ao aluno com dependência de disciplina no Ensino Fundamental. 4.10. Quantidade de Profissionais em cada setor CORPO DOCENTE Contamos com 13 (treze) professores do Quadro Próprio do Magistério do Estado do Paraná e 13 (treze) professores temporários do Processo Seletivo Seriado (PSS). EQUIPE PEDAGÓGICA Contamos com 04 (quatro) professores pedagogos, que formam a equipe pedagógica do colégio, e mais 01 (um) Diretor, todos do Quadro Próprio do Magistério do Estado do Paraná. TÉCNICO ADMINISTRATIVO: Contamos com 03 (três) funcionários Efetivos: 03 (três) SERVIÇOS GERAIS: Contamos com 06 (seis) funcionários 4.11. Quantidade dos Profissionais em educação CORPO DOCENTE Contamos com 13 (treze) professores do Quadro Próprio do Magistério do Estado do Paraná e 13 (treze) professores temporários do Processo Seletivo Seriado (PSS). EQUIPE PEDAGÓGICA Contamos com 04 (quatro) professores pedagogos, que formam a equipe pedagógica do colégio, e mais 01 (um) Diretor, todos do Quadro Próprio do Magistério do Estado do Paraná. 4.12. Formação dos Profissionais em educação CORPO DOCENTE Contamos com 13 (treze) professores do Quadro Próprio do Magistério do Estado do Paraná e 13 (treze) professores temporários do Processo Seletivo Seriado (PSS). TITULAÇÃO Filosofia NOME Sergio B. Rodolfo Vieira Educação Artística - Hab. Artes Plásticas. Ciências/ Habilit. Química Habilitação Matem./PósGrad. em Educação Matemática Habilitação em Biologia e Pós-Grad. em Biologia Vegetal Habilitação em Biologia e Pós-Grad. em Biologia Vegetal Física Habil. Educ.Física e Pós Grad. Met.Did.Ensino Habilitação e Pós-Grad. em Língua Portuguesa. Habilitação Física PósGrad. Met.Did. do Ensino Licenciatura Plena História - Pós-Grad. Met.Did. do Ensino Geografia. Esp: Pedagogia Empreendedora e Gestão Escolar. Letras-Lic.Plena - PósGrad.Lingua Inglesa Letras. Esp.: Estudos Linguisticos Literários e Produção de Textos História. Esp; História e Ed. Especial Letras Química Física Física Biologia Biologia Teologia e Filosofia Pedagogia Química Física Ciências Contábeis e Matemática. Esp: Ed. Especial. Eliana Aparecida Helbel de Almeida Sonia Maria Chaves Terra Anágela Cristina Moretti Félix Maria do Carmo de Oliveira Dulce Félix Lourenço Maria Beatriz P. Modos Edson Néia Cunha Eliane de F.Ferreira Okada Maria Beatriz Pinheiro Modos Sandra Cecília Martins Cleonice de Medeiros Rocha Lucélia Aparecida Vozni Aparecida Assolari Maria de Lourdes Guergoleti Edilene Apª F. Manzini Edinilza Margareth Fernandes Fátima Apª Pedroso Antenógenes D. Teixeira Vanessa K. da Costa Rosimeire Simões Ricardo Apº Rodrigues Luciene P. Carvalho Edinilza M. Fernandes Carla Dutra Érica H. da Silva História e Pedagogia. Esp: Ed. Especial e Ensino Religioso Patricia Pitoli Yamagami EQUIPE PEDAGÓGICA Contamos com 04 (quatro) professores pedagogos, que formam a equipe pedagógica do colégio, todos do Quadro Próprio do Magistério do Estado do Paraná. NOME Alício de Almeida FUNÇÃO Diretor Ilza Maria Capellini Pedagoga Silvanira Vieira Pedagoga Lino Luciana Nair Pedagoga Moretto Pires Regina Maria Pedagoga Nogueira VINCULO CH ESCOLARIDADE QPM 40 Pedagogia e História - Esp: Met.Did.do Ensino QPM 40 Pedagogia- Esp.: Met. Didática do Ensino QPM 20 Pedagogia - Esp: Met.Did.do Ensino QPM 20 Pedagogia - Esp: EJA e Psicopedagogia QPM 20 Pedagogia 4.13. Problemas existentes no Colégio indisciplina dos alunos; rotatividade dos professores; desinteresse das famílias e dos alunos em relação aos estudos; evasão escolar; salas super lotadas de alunos; falta de bibliotecário; falta de instrutor de informática para orientação aos professores; falta da patrulha escolar; falta de recursos pedagógicos; falta de conhecimento do PPP e do Regimento Interno por parte dos docentes e funcionários; • Desinteresse dos professores e alunos em paricipar dos eventos escolares. • 4.13.1. Índice de Aproveitamento Escolar • • • • • • • • • • Ilustração 1: Gráfico das taxas de evasão e repetência 30 20 EVASÃO REPETÊNCIA 10 0 2007 2008 2009 4.13.2. Contradição e conflitos presentes na prática docente Sendo os professores os mediadores da aprendizagem, percebe-se que falta domínio, num recurso de uso constatnte do nosso aluno em casa, do computador e a internet - pesquisas e redes de relacionamentos. Não há cursos de capacaitação ao uso do computador e, principalmente de orientação ao uso sadio pelos adolescentes e jovens. Entre os principais conflitos está em mediar o conteúdo junto aos educandos devido a indisciplina e falta de interesse nas aulas, nas realizações de atividades em grupo, na realização e entrega de trabalhos. O aluno não questiona perante o conteúdo trabalhado e até mesmo a presente disciplina. Nos momentos de avaliação não demonstra responsabilidade em se preparar para a mesma ou realizá-la com dedicação. 4.13.3. Formação Inicial e Continuada Atualmente, à política de capacitação para os professores e funcionários, vem acontecendo porém, lentamente quando se trata dos funcionários da instituição. O Corpo docente participa de seminários, grupos de estudos, encontros, correspondendo razoavelmente suas expectativas. A escola não possui um projeto de formação continuada, os professores e funcionários fazem a capacitação ofertada pela mantenedora, havendo portanto a necessidade de se criar um projeto. 4.13.4. Organização do Tempo e do Espaço O Colégio cumpre a carga horária de cada disciplina estabelecida na Matriz Curricular para o Curso Ensino Médio, bem como, as horas-aula programadas. O tempo é utilizado em atividades de sala de aula, no laboratório de Física Química e Biologia, na sala de vídeo, no pátio, na biblioteca, na quadra esportiva, em excursões pedagógicas para outros municípios, entre outros. Nesses ambientes são desenvolvidas atividades diversificadas, como: palestras, filmes, leituras, pesquisas, trabalhos em grupo, reuniões com a comunidade escolar, ensaios do coral do Colégio, experimentos científicos, exposições pedagógicas, festa do dia do estudante, jogos, projetos, feiras, gincanas e outras atividades similares, porém, além do tempo e do espaço já utilizados, é necessário, novas propostas para dinamizá-los. O tempo de permanência do aluno na escola é o tempo das aprendizagens, intelectual, sociocultural, afetiva e ética e o desempenho dos alunos no processo de aprendizagem é aferido em diversos momentos durante o ano letivo. 4.13.5. Equipamentos Físicos e Pedagógicos Biblioteca: Serve de apoio a todos os alunos, professores e funcionários além de estar aberta a comunidade, sede os livros para pesquisa no domicilio dos alunos, outrossim salienta-se que não há atendente da biblioteca ou bibliotecário. O acervo conta com aproximadamente 1500 (um mil e quinhentos) livros de diversos títulos e gêneros. Sala de Multimídia: Equipada com 1 Estante, 1 TV 29’ Philips, 1 DVD Philips com caraoque, 1 Caixa de som, 1 Microfone, 1 Vídeo Philco e 1 Aparelho de som microsistem, 2 retroprojetores, 1 projetor de slides, 1 tela para projeção juntamente com 50 cadeiras. Pátio Coberto: Com 13 mesas para refeição, 26 banquetas. Laboratório de Física, Química e Biologia: Adequado para atividades de experimentação contendo 2 bancadas com 3 pontos de água e 4 bicos de gás, equipado com 41 banquetas de estrutura tubular, 1 estante de aço, 1 armário de aço, Conjunto de movimento cinemática e dinâmica, vidrarias, 1 Kit de física, química e biologia, 2 microscópios, 2 torso humano anatômico e conjunto de reagentes químicos. Salienta-se que o laboratório, mesmo equipado, não possui agente de execução para apoio ao professor, dificultando assim o processo ensino-aprendizagem, uma vez que aulas em laboratórios exigem dedicação e preparo antecedente. Laboratório de Informática: equipado com 23 mesas para microcomputadores, e 44 cadeiras giratórias para digitador e 20 computadores modernos instalados em pleno funcionamento. Já foi realizado treinamento dos profissionais, pelos órgãos competentes, para que se proceda a utilização dos mesmos. Sala de professores: Contendo 2 mesas para reunião, 15 cadeiras, Lousa quadriculada, 1 armários de aço, 2 armários de aço para professores com 16 portas 1 TV 21' Philco, 1 Microcomputador, 1 impressora jato de tinta, 1 scanner, 1 filtro de água gelada, 1 balcão de madeira. Banheiros para professores: 2 banheiros. Banheiros para alunos: 7 banheiros, sendo 3 para portadores de necessidades especiais. Elevador para pessoas com necessidades especiais: 1 plataforma elevada, porém sem condição de funcionamento, sob Judici. Secretaria: Contendo 6 Microcomputadores, 2 impressoras jato de tinta, 2 armários de aço, 3 arquivos de aço, 1 Aparelho de fax, 3 mesas para computadores, 2 escrivaninhas, 5 cadeiras. Cozinha: 1 Fogão industrial 6 bocas, 1 Liquidificar industrial, 1 Batedeira industrial, 2 Geladeiras, 1 Freezer, Kits de utensílios de Cozinha. Sala de apoio pedagógico: 1 Microcomputador, 1 impressora jato de tinta, 2 armários de aço, 1 máquina de escrever elétrica. Sala de direção: Com 1 armário de aço, 2 arquivos de aço, 1 jogo estofado, 1 escrivaninha, Quadra coberta: 1 quadra poliesportiva coberta, no entanto salientamos que a mesma é uso compartilhado com o Grupo Escolar Dom Bosco - Educação Infantil e Ensino Fundamental. 4.13.6. Relações Humanas de Trabalho no Colégio GRAFICOS DOS INDICATIVOS DE QUALIDADE DA COMUNIDADE ESCOLAR Dimensão 1 - Ambiente Educativo Quanto a amizade e solidariedade: 1O ambiente da escola favorece a amizade entre todos ( entre alunos e alunos; entre professores e alunos; entre os professores, etc.)? Quanto a alegria: 2A escola promove festas com a participação de pais, alunos, professores e funcionários? 3As pessoas que trabalham na escola gostam do que fazem? Quanto ao Respeito ao outro: 4- As pessoas que trabalham na escola, respeitam e se sentem respeitadas e valorizadas por pais e alunos? 5Na escola todos são tratados com respeito e mantém laços de amizade, não importando se são negros, brancos, indígenas, pessoas com deficiência, ricos ou pobres, homens ou mulheres, homossexuais ou não? Quanto a disciplina: 6As regras de convivência na escola são claras, conhecidas e respeitadas por toda comunidade escolar? Respeito as Direitos da Criança e do Adolescente: 7O ECA é abordado nas salas de aula ou em outras atividades realizadas na escola? 8Toda Comunidade escolar conhece o Estatuto da Criança e do Adolescente, e respeitam os direitos nele estabelecidos? Dimensão 2 - Prática Pedagógica Proposta Pedagógica definida e conhecida por todos: 1Todos que trabalham na escola pais e alunos conhecem a proposta pedagógica da escola? Quanto ao Planejamento: 2Os professores procuram saber o que os alunos aprenderam no ano anterior para preparar o Planejamento do ano letivo? Quanto a Contextualização: 3A escola promove visitas no bairro e na cidade para que os alunos conheçam e aprendam a usar os equipamentos públicos da região(posto de saúde, hospitais, câmara de vereadores, parques, praças, monumentos, museus, bibliotecas, centros culturais, Conselho Tutelas, Vara da Infância.)? Quanto a variedade de estratégias e recursos de ensino aprendizagem: 4São usados diferentes recursos pedagógicos (internet, jornais, revistas, livros, obras de arte, filmes) em sala de aula? Quanto ao incentivo à autonomia e ao trabalho coletivo 5As aulas são organizadas de maneira que todos os alunos possam fazer perguntas, conversar sobre o assunto apresentado. 6A escola realiza feiras ou exposições das criações dos alunos( por exemplo, desenhos, poesias, invenções)? Quanto a prática pedagógica exclusiva 7No dia-a-dia da sala de aula, respeita-se o fato de que cada aluno precisa de um tempo diferente para aprender? 8A escola cuida para que todos os alunos ( negros, brancos, indígenas, ricos ou pobres, homens ou mulheres, homossexuais ou não) recebam a mesma atenção na sala de aula. Dimensão 3 - Avaliação Processo de aprendizagem dos alunos 1Os professores observam a progressão dos alunos e quais suas principais dificuldades (por exemplo, corrigem os trabalhos e redações, auxiliam individualmente os alunos nos exercícios de classe, incentivam os alunos a fazer perguntas. Mecanismos de avaliação 2Os professores fazem uso de diferentes atividades para avaliar os alunos(provas, trabalhos, seminários). 3A atribuição de notas e conceitos é discutida entre todos os professores? Participação dos alunos na avaliação de sua aprendizagem 4Os professores dizem aos alunos por que eles tiram esta ou aquela nota/conceito ou por que foram aprovados ou reprovados? Avaliação do trabalho dos profissionais da escola 5existe na escola algum procedimento formalizado para avaliar o trabalho realizado durante o ano por todas as pessoas que ali trabalham? Dimensão 4 - Gestão Escolar Democrática Escola democratizada 1A direção consegue informar toda a comunidade escolar sobre os principais acontecimentos da escola? 2As informações circulam de maneira rápida e precisa entre pais, professores, demais profissionais da escola, alunos e outros membros da comunidade escolar? Conselhos Escolares 3O conselho escolar tem normas de funcionamento definidas e conhecidas por todos? Participação efetiva do aluno, pais, e comunidade em geral. 4Há grêmio estudantil ou outros grupos participando da tomada de decisões na escola e ajudando os alunos a se organizarem? 5A Direção presta contas à comunidade escolar, apresentando regularmente o orçamento da escola e seus gastos? Tratamento aos conflitos que ocorrem no dia-a-dia da escola. 6O diretor juntamente com professores, alunos e demais membros da comunidade escolar, procura resolver os conflitos que surgem entre as pessoas no ambiente escolar(brigas, discussões, etc.) com base no diálogo e na negociação? 7Os professores desenvolvem atividades para que os alunos aprendam a dialogar e negociar. Dimensão 5 - Formação e condições de trabalho dos profissionais da escola Habilitação 1- Todos os professores e funcionários tem formação inicial necessária para o exercício de sua função? Formação continuada 2Os cursos e as ações de formação correspondem as expectativas de quem participa? 3As reuniões pedagógicas ajudam para melhor a prática na sala de aula? 4Todas as pessoas que trabalham na escola tem oportunidade de se atualizar e participar de cursos e ações de formação? Dimensão 6 - Ambiente físico escolar Acesso à Internet 1Todos os alunos e professores tem acesso a internet? Biblioteca 2Qualquer pessoa, aluno, professor, funcionário, pai) pode freqüentar a biblioteca ou Ter acesso aos livros da escola e ela conta com responsável que apóia os alunos na busca de livros que necessitam? 3Há algum trabalho pedagógico sobre a destinação adequada do lixo? Dimensão 7 - Acesso, permanência e sucesso na escola. Numero de faltas total dos alunos 1A escola possui alguma maneira de atender os alunos com maior número de faltas, buscando resolver esse problema. 2A Comunidade escolar procura compreender as causas das faltas dos alunos? Abandono e evasão 3A comunidade escolar tem informações sobre a quantidade de alunos que se evadem ou abandonam a escola? 4A escola adota alguma medida para trazer de volta alunos que se evadiram ou abandonaram a escola? Essas medidas tem gerado resultados? Atenção aos alunos com alguma defasagem 5No dia a dia, os professores dão atenção individual àqueles alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem? 6A comunidade escolar sabe quais são as disciplinas que mais reprovam e isso recebe atenção especial da direção e dos professores? Atenção as necessidades educativas da comunidade 7A escola costuma fazer campanhas junto à comunidade para que todos que estão fora da escola se matriculem? 8Além da educação formal a escola oferece outras oportunidades educativas para a comunidade? DIAGNÓSTICO – Corpo Discente Participaram dessa pesquisa 323 alunos, sugerindo melhorias em alguns aspectos deste Colégio . Observe a legenda: 1. Questões nulas; 2. Aumentar o Horário do intervalo; 3. Melhorias na Merenda Escolar; 4. Melhorias na Biblioteca Escolar; 5. Aquisição de computadores para o Laboratório de Informática; 6. Incentivo ao esporte; 7. Melhoria da qualidade das aulas; quanto a metodologia e relacionamento; 8. Aulas de experimentação em laboratório de Biologia, Química e física; 9. Exigência de Disciplina e punição para alunos desordeiros; 10. Diminuir número de alunos em sala de aula; 11. Elógios a escola; 12. Lazer por ocasião do intervalo; 13. Priorizar aulas de redação e literatura, com devidas correções; 14. Aumentar as aulas de inglês; 15. Organizar aulas de reforço em Matemática, Português, Química e Física; 16. Sala Apropriada com TV, DVD, etc. Esse gráfico demonstra os aspectos administrativos, pedagógicos e de espaços físicos que devem ser alvo de atenção na atuação de todos envolvidos no processo ensinoaprendizagem, sendo assim, serão implementadas as seguintes ações: Merenda Escolar: Solicitar da FUNDEPAR, alimentos saudáveis, diminuindo enlatados e embutidos e acrescentando produtos in natura. Biblioteca Escolar: Necessidade de livro didático para todas as disciplinas, maior número de acervos bibliográficos, e profissional capacitado para atender a biblioteca. Laboratório de Informática: Necessidade de acesso a tecnologias atuais: como computadores e Internet. Esporte: Necessidade de maior incentivo ao esporte, participação nos Jogos Escolares. Qualidade das aulas: Dinamizar as aulas, melhorar o relacionamento professor/aluno, utilizar com maior freqüência o laboratório onde se efetivem aulas práticas de experimentação. Formação de Turmas: Diminuir o número de alunos por turmas. Normas de Conduta: Necessidade de esclarecer e informar sobre as normas de conduta. Conforme os gráficos indicam, há uma boa relação de trabalho na escola, uma vez que a amizade e solidariedade o respeito ao outro, apresentam-se com altos índices positivos. 4.13.7. Organização da Hora-Atividade O tempo da Hora Atividade é utilizado para subsidiar o trabalho dos professores, apresentando novos textos, sugerindo leituras, propondo metodologias, dinâmicas e atividades diferenciadas com o objetivo de enriquecer a atividade do professor tornando-a atrativa para o aluno, porém, isso não segue um cronograma rigorosamente determinado pela escola, oportunizando ao professor administrar sua hora atividade com liberdade, desde que cumpra os 20% da carga horária prevista. Ela é ainda utilizada como espaço diagnóstico, no sentido de avaliar os resultados pedagógicos, tanto do aluno - buscando causas do declínio do interesse/ou rendimento e realizando ações corretivas evitando a repetência, evasão, ou a falta de interesse do aluno - como do professor, propondo ao professor uma auto-avaliação, oportunizando-lhe julgar se é o caso de adotar mudanças de método ou de postura. 4.13.8. Inclusão Uma vez que a atual LDB prevê o atendimento aos alunos com necessidades especiais, de preferência na rede pública regular de ensino, a inclusão deve acontecer, pois nenhuma escola pode verdadeiramente cumprir sua missão se não desenvolver um compreensão profunda do significado da inclusão, sendo que ela não se restringe apenas aos alunos cujos problemas de aprendizagem são devidos a déficit físicos ou intelectuais, mas é extensiva aos alunos não alfabetizados, àqueles com problemas disciplinares, aos superdotados, aos hiperativos, etc. não se limitando apenas às situações de deficiência ou desvantagem, mas abrange todas as diferenças. Essa forma de pensar e agir deve romper com a lógica que desconsidera as diferenças presentes no interior da escola. Sabe-se que no processo educativo existem sujeitos que possuem necessidades e potencialidades diferentes, e a escola vem se adaptando para o atendimento dessas diferenças, porém timidamente, então é fundamental a construção da cultura do respeito ao pluralismo, como comportamento indispensável a todos os envolvidos no processo educativo, cultivando o respeito e criando condições para o desenvolvimento das potencialidades e para o atendimento das necessidades específicas dos estudantes. No entanto, apesar de conceber a inclusão como filosofia primordial para a qualidade da educação e receber alunos com deficiências, o professor não conta com nenhum tipo de apoio, uma vez que não há capacitação aos professores, e quando é divulgado algum curso específico, as vagas ofertadas são limitadas, não atendendo a demanda dos interessados. No Colégio Estadual Rui Barbosa há um aluno deficiência física, com 16 anos, onde o colégio está preparado para atendê-lo fisicamente, com rampas de acesso, cadeira de rodas e banheiro para cadeirantes. Há uma professora específica para atendê-lo (apoio permanente). 4.14. Gestão Democrática Existem, certamente, algumas limitações e obstáculos à instauração de um processo democrático como parte do projeto político-pedagógico deste Colégio. Entre eles, podemos citar: a) pouca experiência democrática; b) mentalidade que atribui aos técnicos e apenas a eles a capacidade de governar; c) Estrutura vertical de nosso sistema educacional; d) Conceitos autoritários que impregnaram sistema educacional; e) Pouca voluntariedade de envolvimento das instâncias colegiadas. 4.14.1. Conselho de Classe Constitui-se em um espaço de reflexão pedagógica onde todos os sujeitos do processo educativo de forma coletiva discutem alternativas e propõem ações educativas eficazes que possam vir a sanar necessidades,dificuldades apontadas no processo ensino e aprendizagem. 4.14.2. Conselho Escolar É composto por representantes da comunidade escolar e representantes de movimentos sociais organizados e comprometidos com a educação pública, representates na comunidade, sendo presidida por seu membro nato,o(a) diretor(a)escolar.Sua principal atribuição, aprovar e acompanhar a efetivação do Projeto Político-Pedagógico do estabelecimento de ensino. 4.14.3. Grêmio Estudantil É regido por Estatuto próprio, aprovado e homologado em Assembléia Geral,convocado especialmente para este fim.Com objetivo de defender os interesses individuais e coletivos dos alunos, incentivando a cultura literária, artística e desportiva de seus membros. 4.14.4. APMF A Associação de Pais, Mestres e Funcionários é regida por Estatuto próprio, aprovado e homologado em Assembléia Geral, convocada especificamente para este fim, não sendo remunerados os seus dirigentes e conselheiros, sendo constituida por prazo indeterminado.Visa o intercâmbio entre a família do aluno, os professores, funcionários e a direção do estabelecimento.Tem por objetivo propor medidas que visem o aprimoramento do ensino ministrado e assistência de modo geral ao corpo discente.Para a validade da APMF deverá ser registrado em Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. 4.14.5. Participação dos Pais Os pais são tão responsáveis quanto os professores pelo desempenho escolar de seus filhos. Para que isso acorra porém, é necessário reorganizar a rotina,encontrar tempo para acompanhar as atividades escolares e mostrar interesse no que o filho aprende, deste modo podendo estimular a aprendizagem dele e fazer com que ele se sinta capaz de assimilar novos conhecimentos.No entanto,vemos a participação dos pais insatisfatória, muitos comparecendo à escola mais quando são solicitados, não demonstrando interesse em participar ativamente da vida escolar de seus filhos. 4.14.6. Critérios de Organização e Distribuição de turmas A distribuição das aulas é realizada obedecendo a classificação dos profissionais pela SEED-Pr. 4.15. Desafios Educacionais Contemporâneos O Colégio Estadual Rui Barbosa contempla os desafios educacionais contemporâneos nas seguintes temáticas: Uso indevido de Drogas, História e Cultura AfroBrasileira, Africana e Indígena, Educação Fiscal. 4.16. Diversidade O Colégio Estadual Rui Barbosa contempla os seguintes programas e/ou estudos: Educação do Campo, Paraná Alfabetizado e Relações Étnicos- Racial e Afrosdescendência, através das disciplinas em seus conteúdos, bem como num trabalho voltado aos educandos e comunidade escolar em parceria aos acadêmicos da UENP. 5. MARCO CONCEITUAL 5.1 Fundamentação Teórica e Organizado Pedagógica do Colégio Este PPP está fundamentado na busca da melhoria da qualidade de ensino que deve ser ofertada na Instituição Escolar, o termo qualidade tomado aqui não se reduz a superação do problema da reprovação e da evasão Ele deve ser entendido como a própria organização do trabalho pedagógico da escola como um todo. Deverá ir além de um conjunto de planos e atividades. Não é algo para ser construído e arquivado ou ser enviado para autoridades educacionais para comprovar a efetivação de mais uma tarefa burocrática. Deverá ser construído e vivenciado em todos os envolvidos com o processo educativo da escola. Deverá ser considerado como um processo permanente de reflexão e discussão dos problemas da escola, na busca de soluções possíveis a sua intencionalidade, que é constituída, proporcionando uma convivência democrática que é necessária para a participação de todos os membros da comunidade escolar e o exercício da cidadania Veiga (1997). Nas décadas que se seguiam a II Guerra Mundial no âmbito do debate sobre desenvolvimento econômico, a idéia subjacente era de que, em longo prazo, o crescimento econômico seria condição necessária e suficiente para a superação do subdesenvolvimento. Portanto, a questão social não apareceria como um problema que pudesse persistir face ao crescimento econômico. A política para a educação, comprometida com esse modelo de crescimento desigual, limitou cada vez mais o acesso à escola, excluindo uma ampla maioria dos segmentos populares do processo educativo. Aos supostamente excluídos, acirrou as desigualdades na rede escolar, expressas em altos índices de fracasso e evasão. Além da necessidade de políticas educacionais que considerem essas contradições, a escola precisa estar atenta às grandes transformações ocorridas no mundo contemporâneo. Segundo Libâneo(2004), as instituições escolares vem sendo pressionadas a repensar seu papel diante das transformações que caracterizam o acelerado processo de integração e reestruturação capitalista mundial. Esse autor menciona o novo paradigma econômico, os avanços científicos e tecnológicos, a reestruturação do sistema de produção e as mudanças no mundo do conhecimento como os aspectos que afetam a organização do trabalho e o perfil dos trabalhadores, repercutindo na qualificação profissional e, por conseqüência nos sistemas de ensino e nas escola. Essas transformações, que ocorrem na escala mundial, decorrem da conjunção de um conjunto de acontecimentos e processos que acabam por caracterizar novas realidades sociais, política, econômicas, culturais, geográficas. Dentro os aspectos mais visíveis desse fenômeno Libâneo(2004) destaca os seguintes: Novos avanços tecnológicos na microeletrônica, na informática, nas telecomunicações, na automação industrial, na biotecnologia, na engenharia genética, entre outros setores, caracterizando uma revolução tecnológica sem precedentes. Globalização da sociedade, internacionalização do capital e dos mercados, reestruturação do sistema de produção e do desenvolvimento econômico. Difusão maciça da informação, produção de novas tecnologias da comunicação e da informação, afetando a produção, circulação e consumo da cultura. Mudanças nos processos de produção, na organização do trabalho, nas formas de organização dos trabalhadores, nas qualificações profissionais. Alteração nas concepções de Estado e de suas funções, prevalecendo o modelo neoliberal de diminuição do papel do Estado e fortalecimento das leis do mercado. Mudanças nos paradigmas da ciência e do conhecimento, influindo na pesquisa, na produção de conhecimentos, nos processos de ensino-aprendizagem. Agravamento da exclusão social, aumento da distância social e econômica entre incluídos e excluídos dos novos processos de produção e das novas formas de conhecimento. Essa realidade é expressa em novas formas de produção, baseadas nas novas tecnologias e no capitalismo financeiro, que vem sendo chamado de globalização. O modelo econômico, conhecido por neo-liberalismo, tem trazido conseqüências bastante prejudiciais às políticas sociais dos países e o empobrecimento da população. No aspecto individual, as pessoas são estimuladas a se preparar para competir, por si mesmas, no mercado de trabalho e a gerar seus meios de vida. Segundo Faleiros(1999), na ótica neo-liberal, as garantias sociais e os direitos devem ser desmantelados para que o indivíduo sobreviva com seus recursos, sem a proteção social, política. Aqueles que não conseguirem competir formarão o segmento dos excluídos sociais. Por isso, cada vez mais, a discussão educacional deve estar fortalecida por uma visão crítica de conhecimento que considere as especificidades culturais locais, sem a qual continuaremos a produzir ideologias e exclusões sociais. È importante o entendimento de que a informação é necessária, mas por si só não propicia saber. A informação é um caminho de acesso ao conhecimento, mas ela precisa ser analisada e interpretada de forma crítica, de modo a não exercer o domínio sobre a consciência e a ação das pessoas (Libâneo, 2004). Essa postura crítica ante aos grandes problemas sociais que marcam os novos tempos e a dinâmica da inter-relação entre educação e sociedade convergem para um novo pensar pedagógico e, consequentemente para emergência de propostas curriculares mais abrangentes e complexas, que busquem a superação da visão hierárquica e fragmentada do saber. Como enfoca Morin apud Petraglia(1996): " O currículo escolar é mínimo e fragmentado. Na maioria das vezes, peca tanto quantitativa como qualitativamente. Não oferece, através de suas disciplinas, a visão do todo, do curso e do conhecimento uno, nem favorece a comunicação e o diálogo entre os saberes; dito de outra forma as disciplinas com seus programas e conteúdos não se integram ou complementam, dificultando a perspectiva de conjunto e de globalização que favorece a aprendizagem". Diferente desse tipo de currículo espera-se que ele seja decorrente de novas necessidades geradas no processo educativo e social, incorporando críticas a cerca de abordagem reducionistas de mundo que contribuíram para a adoção de tendências pedagógicas conservadoras, antidialógicas, lineares e estanques, e desconsideraram o sujeito enquanto tal, socio-historicamente constituído. Por isso, um novo enfoque a cerca do fazer pedagógico torna-se imprescindível. Um enfoque em que o currículo seja visto como uma construção social do conhecimento, pressupondo a produção, transmissão e assimilação como processos que compõem uma metodologia de construção coletiva do saber escolar. Veiga(1996) considera que o currículo expressa uma cultura. Por isso, salienta que na organização curricular é preciso considerar alguns pontos básicos. O primeiro ponto resgata a importância do currículo como produto de uma análise interpretativa e crítica do conhecimento escolar, decorrente tanto da cultura dominante quanto da cultura popular. Segundo, um currículo historicamente situado e culturalmente determinado. O terceiro coloca o currículo como um todo organizado, visando aproximar as diferentes disciplinas curriculares. O quarto encontra-se relacionado a questão das discussões entre saberes e poderes presentes no currículo formal ( conteúdos, metodologias e recursos, avaliação e relação pedagógica), uma vez que "as normas e os valores dominantes são passados aos alunos no ambiente escolar, no material didático e mas especificamente por intermédio dos livros didáticos, na relação pedagógica, nas rotinas escolares"(op.cit.28). Pelo exposto, o currículo constitui o elemento nuclear do trabalho pedagógico, pois materializa intenções, em consonância com seu sentido etmológico (do latim, "ato de correr, percurso"). No linguajar comum ainda predomina a idéia de currículo como o conjunto das disciplinas que o aluno deve percorrer. Significados mais ampliados do termo surgem no início do século XX, indicando quase sempre o conjunto dos saberes e/ou experiências que os alunos precisam adquirir e/ou vivenciar em função de sua formação. Desde os anos 70, os estudos sobre currículo tiveram um desenvolvimento considerável, originando novas tendências teóricas que introduziram referências de cunho crítico para investigação do currículo. Essa tendência é expressa na seguinte afirmação de Bernstein ( apud Pedra, 1997): "A maneira pela qual uma sociedade seleciona, classifica, distribui, transmite e avalia os saberes educacionais destinados ao ensino reflete a distribuição do poder em seu interior e a maneira pela qual se encontra ai assegurado o controle social dos comportamentos individuais". Se essa afirmação é verdadeira no sentido de entender que o currículo quase sempre expressa interesses dos grupos sociais com mais poder econômico social e político, segundo Libâneo(2004), é verdade, também que ele pode concretizar objetivos e práticas que representam interesses sociais e políticos dos segmentos mais excluídos e explorados das sociedade. Desse modo, afirma Sacristán(1989) que o currículo: "É a ligação entre a cultura e a sociedade exterior à escola e à educação, entre o conhecimento e a cultura herdados e a aprendizagem dos alunos, entre a teoria ( idéias suposições e aspirações) e a prática possível, dadas determinadas condições". Para isso, é importante considerar a escola como uma unidade social formada por grupos humanos intencionalmente constituídos. Sobre isso, afirma Forquin (1993). " A escola é, também um mundo social que tem suas características de vida próprias, seus ritmos e seus ritos, sua linguagem, seu imaginário, seus modos próprios de regulação e transgressão, seus regime próprio de produção e de gestão de símbolos". E a partir do entendimento dessa realidade que se pode vislumbrar uma gestão escolar, em que a participação de todos no processo de tomada de decisões no funcionamento da organização escolar se dê assegurando uma gestão efetivamente democrática. Diante de tais considerações, é valido ressaltar que os atuais problemas do processo educativo não podem ser enfrentados com base em práticas, geradas por modelos que ignoram o diálogo e as interações entre os indivíduos, entre educação e sociedade, técnica e política, superando posturas dicotômicas que dirigiam um olhar sobre as práticas educativas fundamentado em valores cada vez, mas individualizados, desconectados uns dos outros. No contexto sociocultural brasileiro, a maioria dos profissionais da educação incorporou uma visão de mundo individualista, que urge ser substituída por uma vivência democrática, em que haja participação de todos os membros da comunidade escolar e o exercício da cidadania no ambiente escolar. A construção dessa nova estrutura organizacional educativa impele à busca de relações intersubjetivas mais flexíveis, pautadas em atividades de solidariedade, reciprocidade e participação coletiva; que favoreçam o diálogo a comunicação horizontal entre os diferentes segmentos envolvidos no processo educativo. A partir dessa mudança de percepção pedagógica, o fazer pedagógico não mais será um pacote fechado, limitado à sala de aula, mas algo construído que emerge da ação do sujeito em interação com os outros. Portanto, é um processo baseado no diálogo transformador e nas possibilidades e peculiaridades das situações locais. Respeito a capacidade do educando de planejar, executar, criar e recriar o conhecimento, podendo ser alterado com base nas possibilidades e na ação individual e coletiva. Entende-se que qualquer ação pedagógica desenvolvida na escola deve possibilitar aos envolvidos apreenderem-na e interpretarem-na em sua dimensão histórico-social, psicológica, ética e política. Assim , sendo o Programa Paraná Alfabetizado traz a proposta de erradicação do analfabetismo , possui 11 turmas de funcionamento em nosso município ,buscando desenvolver não somente a alfabetização ,mas também a criticidade nos indivíduos de nossa comunidade . O nosso estabelecimento não possui salas de alfabetização ,devido a proximidade existente entre os locais de funcionamento , porém sempre busca oferecer subsídios pedagógicos quando solicitado. O Fera e Comciencia e Jogos Colegiais proporciona a integração do aluno referente aos aspectos ; social , cultural e pessoal . Programa Viva a Escola , aprovado pela Resolução 3683/2008 assume como política pública as Atividades Pedagógicas de Complementação Curricular , com os seguintes objetivos: - dar condições para que os profissionais da educação , os educandos e a comunidade escolar, desenvolvam diferentes atividades pedagógicas no estabelecimento de ensino , além do turno escolar ; - viabilizar o acesso , permanência e participação dos educandos em atividades pedagógicas de seu interesse; -possibilitar aos educandos maior integração na comunidade escolar , ao realizar atividades pedagógicas de Complementação Curricular que os levem à interação com colegas , professores e comunidade. 5.1.1. Filosofia do Colégio A realidade social e educacional atual do nosso país, requer o enfrentamento e a superação da estrutura que existe entre a declaração constitucional dos direitos sociais e a negação da prática desses direitos. Requer recolocar-se o problema da escola pública em termos de direitos de todos, de acesso ao conhecimento elaborado; requer recolocar a questão do trabalho como atividade de produção, apropriação de conhecimento, não apenas como mera operação mecânica, em repensar a relação escola e trabalho. Segundo Atílio Boron, vivemos em uma sociedade heterogênea e fragmentada, marcada por profundas desigualdades de todo tipo - classe, etnia, gênero, religião, etc. que foram exacerbadas com a aplicação das políticas neoliberais. Compreendendo essa realidade a filosofia do colégio é buscar a formação integral do ser humano, preparando-o para defrontar-se com as realidades diferenciadas e heterogêneas do mundo social. 5.1.2. Concepção Educacional O Colégio Rui Barbosa adota a Pedagogia Progressista, numa vertente HistóricoCrítica, estando também em consonância a ideologia atual de educação da SEED. Tal opção se fez diante do coletivo em acreditar que o colégio é o espaço do conhecimento, não o dado, o pré estabelecido, o cultuado, mas o conhecimento construído, elaborado a partir das diversas opiniões, dinamizado e transformado através das dialéticas vividas. Acreditamos que a construção do conhecimento é a função social do colégio, por isso nosso currículo se embasa nos conteúdos planejados e organizados pelos profissionais da educação do colégio. 5.1.3. Princípios norteadores da Educação A educação que esse colégio se propõe a oferecer, tem por base os princípios da democracia e da justiça social, da liberdade de expressão, da solidariedade e do respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente, fundamentos estes previstos na Constituição Brasileira, na LDB nas políticas da SEED, no Estatuto da Criança e do Adolescente, nas Diretrizes Curriculares Estaduais; pauta-se no trabalho como fundamento da existência social, dignidade e bem estar pessoal como fundamento da vida humana. 5.1.4. Objetivos do Colégio É missão desse colégio promover uma formação humana preocupada com a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a ética e a melhoria da sociedade. É contribuir para que o ser humano se torne capaz de sonhar seus próprios sonhos e transformá-los em realidade. O Colégio além de considerar importante a transmissão/assimilação dos conhecimentos historicamente elaborados, considera imprescindível repassar princípios que orientem os alunos no caminho do bem e da realização pessoal. OBJETIVOS DA ESCOLA Possibilitar o crescimento integral do ser humano nas relações intra e interpessoais; Proporcionar a construção do conhecimento elaborado, tendo como referência a realidade do aluno enquanto sujeito de seu processo de aprendizagem; Possibilitar ao aluno a aquisição de uma visão de mundo, capaz de dar-lhe condições de fazer uma leitura interpretativa dos fatos sociais; Manter sempre o foco na qualidade do ensino para todos, motivando e efetivando a permanência do aluno na escola; Promover a permanente integração escola/comunidade; Propor atividades e situações pedagógicas que permitam ao aluno exercitar a cidadania; Garantir o acesso ao conhecimento sistematizado e ensinar a pensar; Levar o aluno a aprender a descobrir, a pesquisar na busca da formação do aluno-pesquisador; Otimizar o uso da linguagem oral e escrita, para possibilitar uma conexão mais efetiva do sujeito com o mundo, por meio da comunicação e da expressão; Garantir a ampla participação do representantes dos diferentes segmentos da escola nas decisões administrativa e pedagógicas; 5.1.5. Fins Educativos Como etapa final da Educação Básica, o Ensino Médio deve consolidar o domínio das diferentes linguagens, desenvolver o raciocínio lógico e a capacidade de usar conhecimentos científicos, tecnológicos e sócio-históricos para compreender e intervir na vida social e produtiva de forma crítica e criativa, construindo identidades autônomas, intelectuais e eticamente capazes de continuar aprendendo ao longo da vida. Essa finalidade do Ensino Médio leva a compreender que, mais do que dominar conteúdos, deverá o jovem, aprender a se relacionar com o conhecimento de forma ativa, construtiva e criadora. O novo conceito do Ensino Médio abrange: • Conteúdos curriculares contextualizados. • Consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental. • Oportunizar a compreensão dos fundamentos científicos tecnológicos, dos processos produtivos, relacionando teoria e prática em cada disciplina. • Desenvolver-se para continuar aprendendo, de forma autônoma e crítica, em níveis mais complexos de estudos. • Capacitar-se para: → Domínio da linguagem. → Construção de conceitos. → Tomada de decisões. → Capacidade de argumentação. → Ações transformadoras. 5.1.6. Concepções norteadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional O Colégio Estadual Rui Barbosa tem como base legal a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, como princípio legal norteador das ações do Colégio. Portanto, adota os princípios de laicidade, gratuidade e igualitário, em defesa de um colégio público e democrático a todos. Busca uma gestão partilhada e democrática e uma qualidade de ensino público aos cidadãos abatienses. Tem como tarefa a superação do analfabetismo, a matricular todos os alunos em faxas etárias próprias, totalizando 100% dos jovens e adolescentes matriculados no ensino médio do município e, ainda garantir a permanência destes com sucesso. 5.1.7 Diretrizes curriculares As diretrizes curriculares nacionais são normas obrigatórias que orientarão o planejamento curricular das escolas e sistemas de ensino, fixadas pelo Conselho Nacional de Educação por meio da Câmara de Educação Básica. O ponto de partida para a formulação das diretrizes para o ensino médio foi o primeiro artigo da Lei 9394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB). Esse artigo afirma que a educação escolar deverá estar vinculada ao trabalho e à prática social. Em primeiro lugar, as novas diretrizes consideram a questão da identidade e da diversidade. A proposta é que o ensino médio supere a dualidade profissional ou acadêmica e adquira uma diversidade que pode ser mais voltada para o trabalho ou mais acadêmica, dependendo da clientela. O currículo vai se organizar em três grandes áreas de conhecimento, correspondendo exatamente àquelas tradicionais: • a área das linguagens, seus códigos de apoio e suas tecnologias • a área das ciências da natureza e suas tecnologias • a área das ciências humanas e sociais e suas tecnologias. Afirmar que o currículo será organizado por área de conhecimento não significa eliminar as disciplinas, mas colocá-las em um permanente diálogo conforme as afinidades entre elas e delas com os problemas da realidade que se quer que os alunos compreendam e interpretem para propor soluções. Princípios Fundamentais: Interdisciplinaridade, partindo da noção de que as disciplinas escolares são recortes arbitrários do conhecimento. A interdisciplinaridade pode ser muito mais que uma solidariedade didática. Quanto mais o professor se aprofunda na sua disciplina, mais percebe as conexões dessa disciplina (como objeto e como método) com outras áreas de conhecimento. Isso implica em domínio para perceber a conexão. Educação profissional. Em inglês é conhecido como aprendizagem situada. Em português é chamado de contextualização do conteúdo. A contextualização tem a ver com a motivação, conceito fartamente explorado em pedagogia. Motivar o aluno depende de fazê-lo entender, dar sentido àquilo que aprende. Por essa razão, na transposição didática o processo de invenção precisa ser reproduzido quase artificialmente para que o aluno possa aprender significativamente. Um dos recursos para fazer isso é a contextualização: relacionar o que está sendo ensinado com sua experiência imediata ou cotidiana. Assim, o aluno poderá perceber que o ruído de pneu e a freada do carro têm a ver com aquela fórmula sobre atrito, explicada em aula pelo professor de física. E o aluno fará a ponte entre a teoria e a prática, como manda a LDB. Um dos contextos importantes para fazer isso é o da produção de bens e serviços, isto é, o contexto do trabalho. Mas não é o único. O novo aluno do ensino médio precisa, por exemplo, determinar a sua sexualidade e como exercê-la de maneira segura. Ou precisa, também, decidir se faz dieta ou não e como cuida da sua saúde; se fuma ou não; se usa droga. Quer saber como conviver com a família, como lidar com a questão de já estar avançado em relação ao nível escolar de seu pai ou de sua mãe. Deve decidir como buscar seu parceiro ou sua parceira. Problemas desse tipo, concretamente enfrentados pelos jovens, desenham contextos que dependem das características e exigências da clientela. É na contextualização que se ausculta, portanto, como trabalhar os conteúdos de modo a que o aluno dê aos mesmos um sentido prático. 5.1.8. Concepção do Estatuto da Criança e do Adolescente O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), passou a garantir direitos básicos referentes à proteção, assistência material,moral e educacional a todas as pessoas até dezoito anos de idade,tendo como um dos principais direitos dos jovens, a educação;pois só o acesso à educação,cultura e lazer é a base para a prevenção de violências e a promoção do adultos autônomos e cidadãos.A criança e o adolescente tem direito a educação visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa,preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho. 5.1.9. Concepção das Capacitações Continuadas A valorização dos Profissionais da Educação do Estado do Paraná constitui um dos princípios básicos estabelecidos pela Secretaria de Estado de Educação. Dentre as inúmeras ações desencadeadas para que esta valorização se efetive, são ofertados eventos de formação continuada aos profissionais da educação, considerando o contido na LDB 9394/96, em seus artigos 67, 80 e 87, bem como na Lei Nacional nº 10172/2001 – Plano Nacional de Educação e Plano Estadual de Educação. 5.1.10. Concepções De Homem: O ser humano, na atualidade, é competitivo e individualista,resultado das relações impostas pelo modelo de sociedade em vigor.No entanto,a luta deve ser por um homem social,voltado para o seu bem próprio mas,acima de tudo,para o bem estar do grupo do qual faz parte.O homem,que modifica a si mesmo pela apropriação dos conhecimentos,modifica também a sociedade por meio do desenvolvimento dialético "do social para o individual para o social".Destarte,torna-se sujeito da história. De Sociedade: Pertencente a uma sociedade capitalista,competitiva baseada nas ações e resultados, por isso faz-se necessário construir uma sociedade libertadora, crítica, reflexiva,igualitária,democrática e integradora,fruto das relações entre as pessoas,caracterizadas pela interação de diversas culturas em que cada cidadão constrói a sua existência e a do coletivo. De Mundo: O mundo é o local onde ocorrem as interações homem-homem e homemmeio social caracterizadas pelas diversas culturas e pelo conhecimento.Devido a rapidez dos meios de comunicação e tecnológicos e pela globalização torna-se necessário proporcionar igualmente ao homem o alcance dos objetivos materiais,políticos,culturais e espirituais para que sejam superadas as injustiças sociais,diferenças,distinções e divisões na tentativa de se formar o ser humano.Isto será possível se a escola for um espaço que contribua para a efetiva mudança social. De Educação: O processo educacional deve contemplar um tipo de ensino e aprendizagem que ultrapassa a mera reprodução de saberes "cristalizados" e desemboque em um processo de produção e de apropriação de conhecimento e transformá-lo,possibilitando assim,que o cidadão torne-se crítico e que exerça sua cidadania, refletindo sobre as questões sociais e buscando alternativas de superação da realidade. 5.1.11. Concepção de tempo e espaço no Colégio Neste colégio, como visto anteriormente os turnos de aulas são noperíodo matutino e noturno. Entretanto, como abertura legal, a Secretaria Estadual de Educação oportuniza a complementação curricular com o Programa Viva a Escola, o qual o Colégio adota pelo período vespertino. Na organização curricular das disciplinas expressas na matriz curricular da Educação Básica, as atividades de complementação curricular são concebidas a partir de recortes dos conteúdos das disciplinas e buscam desenvolver encaminhamentos metodológicos investigativos, fundamentados nas DCE, apontando para a interdisciplinaridade, como sendo um diálogo entre as disciplinas contextualizando o conhecimento produzido historicamente. As atividades de Complementação Curricular tomam como base as Diretrizes Curriculares Estaduais e devem estar contempladas na PPC, vinculadas ao PPP. Sua elaboração não deve partir somente da iniciativa do professor, mas sim da Comunidade Escolar, com a participação de representantes de todos os segmentos, que após analisar o contexto onde a escola está inserida e as necessidades sócioeducacionais dos alunos propõem a atividade de Complementação Curricular. É fundamental que o encaminhamento metodológico das atividades, auxiliem na formação dos alunos enquanto sujeitos críticos em relação aos saberes, mostrando que o espaço escolar é também lugar de produção do conhecimento. Desta forma ao elaborar uma proposta pedagógica de Complementação Curricular é necessário considerar: O Recorte de conteúdo: além da atividade estar ligada a algum conteúdo estruturante/básico/específico das disciplinas curriculares, pretende-se que o enfoque tenha caráter complementar, ou seja, transcenda a mera repetição daquilo que já faz parte do trabalhado decorrente da Proposta Pedagógica Curricular e busque aprofundar o conhecimento a ser construído. O enfoque curricular materializa-se no recorte de um conteúdo que seja relevante para a comunidade escolar, considerando aspectos sociais, econômicos e culturais dos sujeitos os quais se pretende envolver, de modo que contribua significativamente no processo de ensino e aprendizagem. É a partir deste recorte curricular que será elaborada a proposta pedagógica para as atividades considerando os objetivos gerais e específicos, a justificativa, os encaminhamentos metodológicos, os recursos materiais, humanos e avaliação; O Encaminhamento metodológico investigativo: no que diz respeito à complementaridade, o encaminhamento para a investigação é a melhor forma de se criar um novo conhecimento, ou mesmo estudar um objeto já conhecido de uma perspectiva diferente. Dessa forma, estabelecer um roteiro de investigação para o tema da atividade é parte importante da metodologia. Esta etapa compreende o como fazer, é o desenvolvimento das atividades. Utilizando metodologias diferenciadas que propicie, no processo de investigação, o aprofundamento dos conhecimentos científicos. 5.1.12. Gestão Democrática A Gestão Democrática é uma prática cotidiana que contém o princípio da reflexão, da compreensão e da transformação que envolve, necessariamente, a formação de um projeto político pedagógico libertador. Ela apresenta-se como mais um desafio dentre outros desafios para construção das novas relações sociais. E no sentido da efetivação desse desafio, contamos neste colégio com os órgãos colegiados, Conselho de Classe, Conselho Escolar e APMF; eles representam a comunidade e atuam juntamente com administração da escola definindo caminhos para tomar decisões administrativas, financeira e politico-pedagógicas de acordo com as necessidades da escola. O Conselho Escolar participa da elaboração do projeto político pedagógico e acompanha o desenrolar das ações da escola, num processo permanente de reflexão e avaliação, principalmente da prática educativa, do processo ensino aprendizagem. O Conselho de Classe é um órgão de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático pedagógicos, tendo por objetivo avaliar o processo ensino aprendizagem na relação professor/aluno e os procedimentos adequados a cada classe do estabelecimento de ensino e a cada caso. É realizado um conselho de classe a cada bimestre com a participação do diretor e professores de cada série, mas se faz necessário a inserção do aluno nos conselhos já que ele é parte principal do processo ensino aprendizagem. Estamos iniciando o processo de preparação dos alunos para que quando inseridos nos conselhos tenham consciência sobre a responsabilidade e os objetivos dessa participação a fim de evitar constrangimentos, conflitos e interpretações errôneas. A APMF, é um órgão de representação dos Pais Mestres e Funcionários do estabelecimento de ensino, seu principal objetivo é discutir, no seu âmbito de ação sobre ações de assistência ao educando, de aprimoramento do ensino e integração família-escolacomunidade, enviando sugestões em consonância com a proposta pedagógica para apreciação do conselho escolar e equipe pedagógica-administrativa. Atualmente observamos que há uma maior participação de professores e funcionários; quanto aos pais, há um certo desinteresse em acompanhar seus filhos no Ensino Médio, por conta da maioria dos alunos terem idade acima de 16 anos, e os pais considerarem que já são responsáveis pelos seus atos. Muito embora, o Colégio já venha desenvolvendo ações para chamar os pais à participação da escola, os resultados ainda não são considerados satisfatórios. 5.1.13. Administração Colegiada Ao se adotar a administração colegiada, se pressupõe a participação da comunidade nas decisões do processo educativo. Essa nova prática de exercício do poder funda-se na esperança de que a autonomia e a descentralização representam o fortalecimento da sociedade civil organizada, tornando possível a construção de uma sociedade participativa pelos seres humanos, conscientizados de seu papel transformador. Essa forma de organização pode possibilitar a utilização coerente e adequada dos meios necessários para se alcançar os fins a que se propõe a escola. Assim, a partir dos anos 90, a participação passa a ser vista como um dos principais meios para promover a gestão democrática. A esse respeito , LIBÂNEO, OLIVEIRA e TOSCHI (2007, p. 329) afirmam: A participação é o principal meio de assegurar a gestão democrática, possibilitando o envolvimento de todos os integrantes da escola no processo de tomada de decisões e no funcionamento da organização escolar. A participação proporciona melhor conhecimento dos objetivos e das metas da escola, de sua estrutura organizacional e de sua dinâmica, de suas relações com a comunidade, e propicia um clima de trabalho favorável a maior aproximação entre professores, alunos e pais. Supõe-se, portanto, que, à medida que a gestão democrática colegiada define coletivamente as ações e as concepções da escola, esta passa a se construir com base na condição determinada e determinante de uma teoria e prática progressista de educação, especialmente quando essa gestão é adotada como uma necessidade histórica da comunidade. Dentre as modalidades mais conhecidas de participação colegiada, destacam-se os Conselhos Escolares: Conselho de Classe, APMF -Associação de Pais, Mestres e Funcionários, Grêmio Estudantil e Conselho Escolar. 5.1.14. Concepção de Formação Continuada Numa Concepção Marxista de conhecimento na qual as coisas acontecem no mundo das relações, deve-se compreender que a aula é algo menor, uma parte do todo que pode ser as Políticas Públicas para a Educação, Legislação, Propostas e/ou Diretrizes Curriculares, Projeto Político Pedagógico, Regimento Escolar entre outros. No entanto o todo – que são estas políticas - está no particular; que é a aula. E a aula, que é a parte, deve estar integrada com este todo. Também possui outros elementos que o aluno traz consigo os quais contribui direta ou indiretamente na aula do professor. Por isso insiste-se na formação continuada dos profissionais da Educação. Não se pode mais conceber que a escola atual permaneça com os mesmos modelos das Escolas Tradicional e Tecnicista que seguiam o modelo fordismo/tylorista. Acácia Küenzer (1989) descreve muito bem o fordismo/tylorismo em seu livro Pedagogia da Fábrica ao discutir a dicotomia entre a teoria e a prática e as relações do modo de produção capitalista. A valorização dos Profissionais da Educação do Estado do Paraná constitui um dos princípios básicos estabelecidos pela Secretaria de Estado de Educação. Dentre as inúmeras ações desencadeadas para que esta valorização se efetive, são ofertados eventos de formação continuada aos profissionais da educação, considerando o contido na LDB 9394/96, em seus artigos 67, 80 e 87, bem como na Lei Nacional nº 10172/2001 – Plano Nacional de Educação e Plano Estadual de Educação. 5.1.15. Concepção da Hora-Atividade Devemos pensar nas possibilidades e limites da hora-atividade como espaço para a formação em serviço dos professores de Educação Básica. Os estudos sobre a horaatividade apontaram que o significado da hora-atividade se localiza na escola em torno de duas construções diferenciadas: um grupo de professores indica que a hora-atividade se constitui num momento para realização das atividades burocráticas inerentes ao trabalho docente; outro indica a possibilidade de apropriação deste espaço para troca de experiência e integração das diferentes disciplinas, o que indica a possibilidade de que a formação em serviço, a partir da hora atividade, seja possível. Dessa forma, entendemos que a questão da apropriação da hora- atividade ainda não está definida na escola, podendo se tornar um espaço de apropriação orgânica da formação de professores em serviço ou apenas em espaço compensatório para aliviar a sobrecarga de trabalho dos professores, já que as contradições presentes no universo escolar inviabilizam sua integral efetivação. Contudo, esta questão não pode ser tratada isoladamente, mas sim, mediante a articulação de interesse e compromisso de todos aqueles que compõem o universo educacional do colégio Rui Barbosa. 5.1.16. Concepção do Plano de Trabalho Docente Implica no registro escrito e sistematizado do planejamento do professor. Antecipa a ação do professor, organizando o tempo e o material de forma adequada, sendo um instrumento político e pedagógico que permite a dimensão transformadora do conteúdo. O Plano de Trabalho Docente permite uma avaliação do processo de ensino e aprendizagem, possibilitando a compreender a concepção de ensino e aprendizagem e avaliação do professor, desde qua haja conhecimento prévio da Proposta Pedagógica Curricular. Através da orientação e reorientação do trabalho do professor, o Plano de Trabalho Docente pressupõe a reflexão sistemática da prática educativa. 5.1.17. Concepção de Reunião Pedagógica É o momento privilegiado para redefinir práticas pedagógicas com o objetivo de superar a fragmentação do trabalho escolar e oportunizar formas diferenciadas de ensino que realmente garantam a todos os alunos a aprendizagem. 5.1.18. Concepção de Conselho de Classe O Conselho de Classe é um colegiado, no qual, diretor, equipe pedagógica, alunos e professores se encontram para discutir o ensino aprendizagem e o desempenho dos alunos. O Conselho de Classe pode se tornar um momento de reflexão, quando se discute as dificuldades de ensino, de aprendizagem, adequação dos conteúdos curriculares, metodologia empregada, enfim da própria proposta pedagógica da escola para se adequar às necessidades dos alunos. É um espaço de trabalho participativo em que alunos e educadores avaliam e dão encaminhamentos para que haja um crescimento e amadurecimento coletivo. Ainda falta uma conquista maior em relação a conselho de Classe, pois falta a participação dos pais em todas as questões que se referem ás ações políticopedagógicas e administrativas do estabelecimento. O Conselho de Classe, para cumprir sua função, exige do professor um olhar cotidiano, detalhado sobre cada indivíduo para que durante o mesmo, possam contar, explicar, lembrar, refletir e definir a partir daquilo que observaram e obtiveram como informação sobre a aprendizagem e o desenvolvimento de cada um, o tipo de progressão adequada para cada aluno.Caberá ao Conselho de Classe o acompanhamento do processo de Avaliação de série – turma a que pertence, de acordo com o Regimento Escolar do Estabelecimento, ou seja, conselho para cada turma. 5.2. Concepção de Tempo Escolar O Colégio Estadual Rui Barbosa adota o regime semestral por séries do Ensino Médio. Esta concepção de tempo se instituiu para favorecer a permanência escolar no Ensino Médio e o seu sucesso na forma semestral de avaliação final. 5.3. Organização Curricular O currículo compõe-se de idéias, teorias e métodos, é uma seleção ampla de conhecimentos e saberes, que deve estar de acordo com a clientela que se servirá dele, tem de ser real para ser executado com clareza e responsabilidade. Sua função é transformar o conhecimento que o aluno traz (senso comum) em conhecimento elaborado (científico); daí a importância do papel do educador. A ele cabe deixar transparecer aos educandos a maneira de estar no mundo e com o mundo, como seres históricos. Estabelecer a relação entre a identidade cultural do educando e os fins da educação pressupõe desenvolver conteúdos significativos através de uma metodologia que considere a diversidade cultural, ponto de partida para o processo ensino-aprendizagem, é nessa perspectiva que a mediação do professor faz a diferença, pois ensinar exige respeito aos saberes dos educandos. Entre os saberes curriculares fundamentais e a experiência social trazida pelos alunos, há de se estabelecer um elo de valorização que faça superar a rejeição à novas formas de pensar e agir aonde o aprendiz em comunhão com o professor supera o senso comum e incorpora conhecimentos científicos, pois o homem tem jeito específico de realizar sua humanidade, é um ser permanentemente em construção que vai se fazendo no tempo pela mediação de sua prática, e de sua ação histórica. Enfim, nessa perspectiva de currículo ativo, dinâmico e construtor de conhecimentos gerais, faz-se necessário a contextualização de conteúdos, de forma ampla e interdisciplinar, aonde cada área inexiste isolada, só adquire importância e valor ao tornar-se suporte que suscita a busca de conhecimentos diversos e diferenciados que o cidadão do mundo necessita, para uma vivência cultural, se não plena, pelo menos que lhe dê condições de lutar pelo melhor. Neste Colégio o ensino é ministrado por disciplina, as quais compreendem a Base Nacional Comum, que são Arte, Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Portuguesa, Matemática, Química, Sociologia. e Parte Diversificada, Inglês. 5.4. Matriz Curricular ESTADO DO PARANÁ SEED – SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO COLÉGIO ESTADUAL RUI BARBOSA-EM RUA 19 DE DEZEMBRO – Nº 343 – FONE FAX:(0XX43)3556-1750 CEP: 86460-000 – ABATIÁ – PARANÁ E-mail:[email protected] MATRIZ CURRICULAR 2010 NRE: 17 – JACAREZINHO MUNICÍPIO: 0010 - ABATIÁ ESTABELECIMENTO: 00012 – COLÉGIO ESTADUAL RUI BARBOSA - E.M CURSO: 0009–ENSINO MÉDIO ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2010 TURNO: MANHÃ FORMA DE IMPLANTAÇÃO: SIMULTÂNEA ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ DISCIPLINAS B A S E SÉRIES CARGA HORÁRIA L.E.M - Inglês ( 1107) - 2 2 160 25 25 25 3.000 2.500 TOTAL GERAL EM H/A 1.000 1.000 1.000 3.000 2.500 TOTAL GERAL EM H/R 833 833 833 Arte (704) Biologia (1001) N A C I O N A Educação Física (601) C O M U M Língua Portuguesa (106) Filosofia (2201) Física (901) Geografia (401) História (501) Matemática (201) Química (801) Sociologia (2301) SUB TOTAL P. D. 133SUB TOTAL 2.500 Matriz Curricular de acordo com a LDB nº 9394/96 MATRIZ CURRICULAR 2010 NRE: 17 – JACAREZINHO MUNICÍPIO: 0010 - ABATIÁ ESTABELECIMENTO: 00012 – COLÉGIO ESTADUAL RUI BARBOSA - E.M CURSO: 0009–ENSINO MÉDIO ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2010 TURNO: NOITE FORMA DE IMPLANTAÇÃO: SIMULTÂNEA ENTIDADE MANTENEDORA: GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ DISCIPLINAS B A S E SÉRIES CARGA HORÁRIA L.E.M Inglês (1107) - 2 2 160 25 25 25 3.000 2.500 TOTAL GERAL EM H/A 1.000 1.000 1.000 3.000 2.500 TOTAL GERAL EM H/R 833 833 833 N A C I O N A C O M U M Arte (704) Biologia (1001) Educação Física (601) Filosofia (2201) Física (901) Geografia (401) História (501) Língua Portuguesa (106) Matemática (201) Química (801) Sociologia (2301) SUB TOTAL P. D. 133SUB TOTAL 2.500 Matriz Curricular de acordo com a LDB nº 9394/96 * Obs: Serão ministradas 03 aulas de 50 minutos e 02 aulas de 45 minutos. 5.5. Resolução CP nº 1 de 17/06/2004: Educaçãodas relações étnico-raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena. Esse componente curricular deve oferecer uma resposta à demanda da população afrodescendente e indígena no sentido de políticas de reparação e de reconhecimento e valorização de sua história, cultura, identidade. Busca-se com essa diretriz curricular a fundamentação na dimensão histórica, social e antropológica oriunda da realidade brasileira e procura combater o racismo e as discriminações que atingem particularmente o negros e índios . Nesta perspectiva, prepõe à divulgação e produção de conhecimentos, a formação de atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento étnico-racial – descendentes de africanos, povos indígenas, descendentes de europeus, de asiáticos – para interagirem na construção de uma nação democrática, em que todos, igualmente, tenham seus direitos garantidos e sua identidade valorizada. É importante salientar que essa proposta tem como meta o direito dos negros se reconhecerem na cultura nacional, expressarem visões de mundo próprias, manifestarem com autonomia, individual e coletiva, seus pensamentos. É necessário sublinhar que tais propostas tem, também, como meta o direito dos negros e índio , assim como de todos os cidadãos brasileiros, cursarem cada um dos níveis de ensino, em escolas devidamente instaladas e equipadas, orientados por professores qualificados para o ensino das diferentes áreas de conhecimentos; com formação para lidar com as tensas relações produzidas pelo racismo e discriminações, sensíveis e capazes de conduzir a reeducação das relações entre diferentes grupos étnico-raciais, ou seja, entre descendentes de africanos, de europeus, de asiáticos e povos indígenas. Estas condições materiais das escolas e de formação de professores são indispensáveis para uma educação de qualidade, para todos, assim como o é o reconhecimento e valorização da história, cultura e identidade dos descendentes de africanos. 5.6. Lei 13.381/2001: Ensino da História do Paraná A Lei 13.381/2001 torna obrigatória a inclusão dos conteúdos da História do Paraná nos currículos da educação básica, no âmbito do Sistema Estadual de Educação, objetivando a formação de cidadãos conscientes da sua identidade, do potencial e das possibilidades de valorização do nosso Estado. O Colégio Estadual Rui Barbosa optou em distribuir os conteúdos de História do Paraná na disciplina de História em temáticas, onde contempla os conteúdos e os trabalhos diversificados no Plano de Trabalho do docente em questão. 5.7. Ensino de Filosofia e Sociologia O ensino de Filosofia e Sociologia é ofertado através de disciplinas específicas com docentes e conteúdos curriculares próprios. 5.8. Concepção das Ações Didático-Pedagógicas CELEM O ensino do CELEM/ Espanhol pretende ser problematizado, com o objetivo de justificar a concepção teórico-metodológica que norteia estas diretrizes. No que se refere às práticas e aos objetivos que atribuem a disciplina, a Abordagem Comunicativa tem orientado o trabalho em sala de aula, que favorece o uso da língua pelos alunos, ainda que de forma limitada, evidenciando uma concepção centrada numa perspectiva utilitarista de ensino na qual a língua é concebida enquanto sistema para a expressão do significado, dentro de um contexto interativo de uso. No Brasil, a Abordagem Comunicativa passou a fundamentar grande parte dos materiais e livros didáticos disponíveis para o uso em escolas de ensino regular, desde a década de 80 até os dias atuais (PEREIRA, 2004: CORACINI, 1999). No Paraná, segundo Gimenez (1999), esta Abordagem foi apropriada como referencial teórico na elaboração da proposta de ensino de LE do Currículo Básico (1992). Embora esse documento apresente uma concepção de língua discursiva e surgira um trabalho em sala de aula com diferentes tipos de textos, a partir da visão bakhtiniana, observa-se em sua proposta que a progressão de conteúdos, está voltada para o ensino comunicativo, centrado apenas em funções da linguagem ligadas ao cotidiano, esvaziando as práticas sociais mais amplas de uso da língua. Pode-se perceber que, embora o discurso de tal abordagem se apresente como veiculador de idéias progressistas e inovadoras, é importante atentar para suas origens históricas e as vinculações ideológicas dos seus princípios e conceitos. Torna-se evidente que esse modelo de ensino pauta-se num contexto histórico em que questões a cerca da hegemonia de uma língua, plurilingüismo e imperialismo lingüístico, bem como a ideologia e as relações de poder que a permeiam não eram problematizadas. Partindo dos princípios educacionais fundamentais, identificou-se na pedagogia crítica o referencial teórico que sustenta este documento, por entender que esta é a tônica de uma abordagem que valoriza a escola como espaço social, responsável pela apropriação crítica e histórica do conhecimento, enquanto instrumento de compreensão da realidade social e de atuação crítica e democrática para a transformação da realidade. Entende-se que a escolarização tem o compromisso de prover aos alunos meios necessários para que não apenas assimilem o saber enquanto resultado, mas aprendam o processo de usa produção, bem como as tendências de sua transformação. Deste modo, a escola tem o papel de informar, mostrar, desnudar, ensinar regras, não apenas para que sejam seguidas, mas principalmente para que possam ser modificadas. Para tanto, deve ser superada a visão de ensino do CELEM apenas como meio para se atingir fins comunicativos, que restringem as possibilidades de sua aprendizagem como experiência de identificação social e cultural, ao postular os significados como externos aos sujeitos. Propõe-se então,como objeto de estudo fazer da aula de língua estrangeira um espaço para que o aluno reconheça e compreenda a diversidade lingüística e cultural, oportunizando-o a engajar-se discursivamente e a perceber possibilidades de construção de significados em relação ao mundo em que vive, ou seja, o aluno poderá compreender que os significados são sociais e historicamente construídos e, portanto, passíveis de transformação na prática social. FERA e COM CIÊNCIA O Fera Com Ciência reúne os programas Festival de Arte da Rede Estudantil (Fera) e Educação Com Ciência (Com Ciência). Desde 2004, milhares de estudantes, professores, artistas e representantes da comunidade participam do Fera e do ComCiência. Em 2008, a Secretaria de Estado da Educação promoveu a integração dos projetos educacionais no Fera Com Ciência. Ambos os projetos são programas pioneiros e inovadores no país: o Fera tem como objetivo enriquecer as atividades artístico-culturais das escolas e incentivar a cultura e a pesquisa; e o Com Ciência oferecer aos estudantes paranaenses a oportunidade de divulgar os trabalhos de natureza científica e tecnológica. São 32 eventos regionais e um grande evento estadual. Os alunos e professores podem participar de atividades de arte, música, dança, teatro, esportes, brincadeiras, ginásticas, lutas, jogos, história, cultura regional, artes visuais, fóruns de estudo e discussões, além de exposições de investigação e divulgação científicas. JOGOS COLEGIAIS Os jogos colegiais tem o intuito de promover o desporto educacional, através de jogos que envolvam várias modalidades esportivas, dando oportunidade de participação a um maior número de estudantes, despertando o gosto pela prática dos esportes, com fins educativos e formativos. O Colégio Rui Barbosa proporciona a congregação dos estudantes das várias escolas, propiciando o estímulo recíproco, intercâmbio social, a vivência e reflexo sobre os aspectos positivos do esporte, contribuindo para situar a escola como um centro cultural, desportivo e formativo da comunidade e, assim propiciando a oportunidade para o surgimento de novos talentos esportivos, sem perder de vista os valores educacionais dos jogos interescolares. 5.9. Concepção de Complementação Curricular ( Projeto Viva Escola e Instrução 010/2009) O Programa Viva a Escola e o Currículo da Escola Pública Estadual A formação dos alunos da Educação Básica tem sido objeto de muitas discussões que envolvem concepções de conhecimento, currículo e metodologias e ainda, a questão de qual sujeito se quer formar ao longo dos anos da Educação Básica. O Programa Viva a Escola se insere no contexto destas questões, pois são atividades de Complementação Curricular, que tem o Currículo da escola como referencial para a construção da proposta pedagógica das atividades de complementação a serem desenvolvidas no ambiente escolar, com amparo teórico das Diretrizes Curriculares Estaduais do Paraná (DCE), de cada disciplina, e do Projeto Político Pedagógico (PPP). O Programa tem como objetivo possibilitar ao colégio o desenvolvimento de atividades como Complementação Curricular com recortes do conteúdo disciplinar contemplados na Proposta Pedagógica Curricular (PPC), com encaminhamento teóricometodológico de caráter investigativo, mediantes os Projetos de Investigação Científica e Preparação para o Vestibular. Por se tratar de atividades de complementação ao currículo escolar, vinculadas diretamente às diversas disciplinas da matriz curricular, entende-se que: " ... tratar os conteúdos curriculares em sua totalidade significa compreendê-los como síntese de múltiplos fatos e determinações, como um todo estruturado, marcado pela disciplinaridade didática. Tratar os conteúdos em sua dimensão práxica é compreender que a atividade educativa é uma ação verdadeiramente humana e requer consciência de uma finalidade em face à realidade, por meio dos conteúdos, impossibilitando o tratamento evasivo e fenomênico destes (...). Na opção por um currículo que trabalha com a totalidade de conhecimento historicamente produzido pela humanidade, citada acima, automaticamente há a renúncia ao enfoque individualista e, portanto, fragmentado e superficial de tratamento ao conhecimento." (PARANÁ, SEED, SUED, 2009, p.9) Na primeira proposta do Programa Viva a Escola, a investigação científica é uma atividade de grande valia para os nossos alunos, pois está voltada ao trabalho em grupo, o que desenvolve o espírito do trabalho em equipe, que é hoje uma das maiores necessidades da sociedade. Preocupados com a formação total de nossos alunos fazendo-os desenvolver o espírito de equipe, críticos, líderes e conscientes de seu papel na construção do todo é que se elaborou essa proposta, para assim desenvover conhecimentos e habilidades que farão uso; não será um conhecimento pronto, acabado, memorizado, será o conhecimento de aprender a fazer fazendo. Na segunda proposta contempla o preparação dos alunos do Colégio para realizar exames, testes seletivos e ingressarem nas universidades. O conhecimento partirá das experiências já acumuladas, em coletividade e permanente comunicação e avaliação e como um dos objetivos do ensino- aprendizagem é a preparação para o exercício da cidadania serão a eles fornecidos meios para progredir nos estudos posteriores e terem sucesso no trabalho. 5.10. Concepção de Desafios Educacionais Contemporâneos EDUCAÇÃO AMBIENTAL Constitui-se numa forma abrangente de educação, que se propõe atingir todos os cidadãos através de um processo pedagógico participativo permanente que procura incutir no educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, compreendendo-se como crítica a capacidade de captar a gênese e a evolução de problemas ambientais. USO INDEVIDO DE DROGAS Os jovens devem aprender a conhecer suas emoções e a lidar com suas dificuldades e problemas. Um modelo de prevenção deve contribuir para que os indivíduos se responsabilizem por si mesmos, a fim de que comportamentos de risco da sociedade como um todo possam ser modificados. As questões relacionadas com as drogas são trabalhadas dentro de um contexto de valorização da vida e aumento da autonomia. ENSINO DE HISTÓRIA AFRO-BRASILEIRA, AFRICANA E INDÍGENA Insere-se no processo de educação formal que prepara o aluno para o exercício pleno da cidadania no saio de uma sociedade multicultural e pluriétnica, conhecendo, resgatando, oferecendo garantias a essa população de ingresso, permanência e sucesso na educação escolar e valorizando e ressignificando a identidade da cultura afro-descendente e indígena, como fatores componentes da história e cultura nacional. EDUCAÇÃO FISCAL A Educação Fiscal está diretamente ligada com a cidadania, por isso ela deve ser entendida como uma nova prática educacional que tem como objetivo o desenvolvimento de valores e atitudes necessárias ao exercício de direitos e deveres na relação recíproca entre o cidadão e o Estado. Fundamenta-se na conscientização da sociedade sobre a estrutura e o funcionamento da Administração Pública; a função socioeconômica dos tributos; a aplicação dos recursos públicos; as estratégias e os meios para o exercício do controle democrático. “Ter consciência fiscal é fazer-se presente, desenvolver espírito crítico e participativo, comprometer-se e entender que, ao exercermos nossos direitos e deveres, temos nossa cidadania garantida.” A educação fiscal propõe: • Ser um instrumento de fortalecimento permanente do Estado Democrático; • Contribuir para fortalecer os mecanismos de transformação social por meio da educação; • Difundir informações que possibilitem a construção da consciência cidadã; • Ampliar a participação popular na gestão democrática; • Contribuir para aperfeiçoar a ética a administração pública e na sociedade; • Harmonizar a relação Estado-cidadão; • Desenvolver a consciência crítica da sociedade para o exercício do controle social; • Aumentar a eficiência e a transparência do Estado; • Aumentar a responsabilidade fiscal; • Obter o equilíbrio fiscal a longo prazo; • Reduzir a corrupção; • Promover a reflexão sobre nossas práticas sociais; • Melhorar o perfil do homem público; • Atenuar as desigualdades sociais. ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS o combate à violência deve buscar primordial suas raizes, que obviamente se encontram além dos limites das escolas, que acima de tudo precisa assumir sua missão legal e constitucional de promover junto aos educando o pleno desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania. 5.11. Concepção de Diversidade EDUCAÇÃO DO CAMPO A educação do campo é um projeto educacional compreendido a partir dos sujeitos que tem o campo como seu espaço de vida. Nesse sentido, ela é uma educação que deve ser no campo e do campo – No, porque “o povo ter direito de ser educado no lugar onde vive”; Do, pois “ o povo tem direito a uma educação pensada desde o seu lugar e com a sua participação, vinculada à sua cultura e às suas necessidades humanas e sociais”. Nesse sentido o conceito 0d0e campo busca ampliar e superar a visão do rural como local de atraso, no qual as pessoas não precisam estudar ou basta uma educação precarizada e aligeirada. Campo nesta concepção, é entendido como lugar de vida onde as pessoas produzem conhecimento na sua relação de existência e sobrevivência. Há uma produção cultural no campo que deve se fazer presente na escola. Os conhecimentos desses povos devem ser levados em consideração, melhor, são o ponto de partida das práticas pedagógicas na escola do campo. Sendo assim, esta compreensão de campo vai além de uma definição jurídica, configurando-se como um conceito político, ao considerar as especificidades dos sujeitos e não apenas sua localização espacial e geográfica(Veiga,2003). Sendo assim podemos afirmar que os sujeitos do campo são as populações ribeirinas, pequenos agricultores, quilombolas, pescadores, camponeses – nas mais diferentes denominações(meeiros,bóias-frias,sem-terras, etc.) e os povos indígenas. Toda esta diversidade encontrada nas populações do campo paranaense, sinaliza um fato que não pode ser deixado de lado. As Escolas do Campo terão presente no seu interior esta conflituosa, por isso rica diversidade. Desta forma, temos a preocupação não de estabelecr um padrão a ser seguido e implementado, porém, diretrizes a serem observadas e consideradas na construção dos planejamentos dos professores e professoras, por isso também presente neste projeto políticos pedagógico. PROGRAMA PARANÁ ALFABETIZADO O Programa Paraná Alfabetizado é um projeto de extensão do Brasil Alfabetizado do Governo Federal. As pessoas que nunca tiveram a oportunidade de estudar podem participar do projeto , aprendendo desta forma a ler e escrever. o curso é oferecido em um período de oito meses, podendo ser prorrogado ao dobro, caso o educador perceba que o aluno ainda não foi completamente alfabetizado. Com o objetivo de articular as ações governamentais, buscando garantir à população em processo de alfabetização o acesso às demais políticas, benefícios e serviços sociais públicos, propiciando a superação das diversas situações de exclusão em que se encontra a população não alfabetizada. EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICOS-RACIAIS E AFRODESCENDÊNCIA A educação das relações étnicos-raciais tem por objetivo a divulgação e produção de conhecimentos, bem como de atitude, posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à pluralidade étnico-racial, tornando-os capazes de interagir e de negociar objetivos comuns que garantam, a todos, respeito aos direitos legais e valorização da identidade, na busca da consolidação da democracia brasileira. 5.12. Concepção Curricular Segundo Veiga (1995) o Currículo é um importante elemento constitutivo da organização escolar. Currículo implica, necessariamente, a interação entre sujeitos que tenham um mesmo objetivo e a opção por um referencial teórico que o sustente. Currículo é uma construção social do conhecimento, pressupondo a sistematização dos meios para que esta construção se efetive; A transmissão dos conhecimentos historicamente produzidos e as formas de assimilá-los, portanto, produção, transmissão e assimilação são processos que compõe uma metodologia de construção coletiva do conhecimento escolar, ou seja, o currículo propriamente dito. Nesse sentido, o currículo refere-se a organização do conhecimento escolar. O Conhecimento escolar é dinâmico, daí a necessidade de se promover, na escola, uma reflexão aprofundada sobre o processo de produção do conhecimento escolar, uma vez que ele é ao mesmo tempo, processo e produto. Nesse sentido o currículo não deve ser encarado como um instrumento neutro, ele passa ideologia, e a escola precisa identificar e desvelar os componentes ideológicos do conhecimento escolar que são trabalhados nos currículos. Segundo Moreira, o primeiro desafio que a escola precisa enfrentar, é tornar-se um espaço de criação e de crítica cultural, o que envolve eleger a cultura como eixo articulador do currículo. A escola precisa inicialmente, considerar os educando como sujeitos culturais e adota uma postura aberta a cultura, e a suas distintas manifestações, uma postura que supere o "daltonismo cultural" de muitos docentes, que desconsideram o "arco-íris de culturas" que se encontra nas salas de aula. Quer-se uma perspectiva que valorize e leve em conta a riqueza decorrente da existência de diferentes culturas no espaço escolar. Segundo McCarthy é essencial que nos situemos, na prática pedagógica culturalmente orientada, além da visão das culturas como interrelacionadas, como mutuamente geradas e influenciadas, e procuremos facilitar a compreensão do mundo pelo olhar do subalternizado. “O olhar do poder suas normas e pressupostos, precisam ser desconstruídos" ( MacCarthy, 1998) trata-se de questionar a lógica eurocêntrica, cristã, masculina, branca e heterossexual que até agora informou o processo pedagógico, assim como permitir o confronto com outras lógicas, com outras maneiras de ver e compreender o mundo e nele atuar . Uma perspectiva instigante sobre o processo de seleção de conhecimento escolar é a de Gunther Kress, para quem o currículo deve ser pensado a partir da articulação de três dimensões: a) em termos individuais, psicológicos, como o projeto de uma subjetividade particular; b) em termos sociais, como o projeto de um sujeito social; e c) em termos políticos, como de um projeto cidadão de uma sociedade futura. Kress propõe os seguintes princípios para seleção do conhecimento currícular, a) o currículo deve visar a construção dos indivíduos capazes de bem lidar com a diferença e a mudança, que valorizem a inovação e que saibam questionar, desafiar e propor alternativas; e b) o currículo deve projetar e ajudar a desenvolver uma sociedade na qual todos os indivíduos sejam valorizados e tenha garantido um padrão mínimo de qualidade de vida, não só em termos de materiais como também em termos culturais e sociais. Além disso o currículo deve proporcionar as alegrias do presente ( e não apenas pensar nas promessas do futuro), pois quando a escola consegue proporcionar o prazer de se aprender no momento atual, as crianças e os jovens irão pressentir o prazer de aprender sempre. 5.12.1. Relação entre conteúdo, método, contexto sócio-cultural e fins da educação O Colégio Estadual Rui Barbosa – Ensino Médio, visa formar cidadãos críticos, conscientes, democráticos, participativos, criativos e responsáveis com os valores éticos e morais, capazes de agir individualmente em grupo, através da participação ativa e do diálogo, propor realizações que possam superar conflitos, eliminar relações competitivas, corporativas e autoritárias, a fim de possibilitar a compreensão da realidade históricasocial, para que coletivamente possa desenvolver o papel do sujeito construtor, resultando numa sociedade mais justa, democrática, fraterna, solidária, produtiva e participativa. 5.12.2. Relações entre as concepções de homem, sociedade, mundo, educação, aprendizagem e a finalidade dos conteúdos A educação está na pauta das discussões mundiais. Discute-se cada vez mais o papel essencial que ela desempenha no desenvolvimento das pessoas e das sociedades. No Brasil aeducação está na pauta de discussão nas universidades, nas secretarias de educação, nas escolas, nas instituições de estudos e pesquisas, nas organizações não-governamentais, nas associações, nos sindicatos, na mídia. Entre os educadores e profissionais de outras áreas debatem-se os problemas educacionais e apontam-se novas perspectivas para a educação brasileira. A educação é uma prática social, uma atividade específica dos homens situando-os dentro da história – ela não muda o mundo, mas o mundo pode ser mudado pela sua ação na sociedade e nas suas relações de trabalho. Para SAVIANI (1992, p. 19) “educação é um fenômeno próprio dos seres humanos, significa afirmar que ela é, ao mesmo tempo, uma exigência do e para o processo de trabalho, bem como é ela própria, um processo de trabalho. É o processo pela dimensão histórica, por representar a própria história individual do ser humano e da sociedade em sua evolução. É um fato existencial porque o homem se faz ser homem – processo constitutivo do ser humano. É um fato social pelas relações de interesses e valores que movem a sociedade, num movimento contraditório de reprodução do presente e da expectativa de transformação futura. É intencional ao pretender formar um homem com um conceito prévio de homem. É libertadora porque segundo Boff (2000, p. 77) se faz necessário desenvolver uma educação que nos abra para uma democracia integral, capaz de produzir um tipo de desenvolvimento socialmente justo e ecologicamente sustentado. Portanto, conhecimento nesta concepção é uma atividade humana que busca explicar as relações entre o homem e a natureza, sendo, produzido nas relações sociais mediadas pelo trabalho. Neste sentido, o conhecimento pressupõe as concepções de homem, de mundo e das condições sociais que o geram configurando as dinâmicas históricas que representam as necessidades humanas a cada momento, implicando necessariamente nova forma de ver a realidade, novo modo de atuação para obtenção do conhecimento, mudando portanto a forma de interferir nesta realidade. Essa interferência traz conseqüências para a escola, cabendo a ela garantir a socialização do conhecimento que foi apropriado do trabalho humano no contexto as suas relações sociais. De acordo com Veiga (1995, p. 27) “o conhecimento escolar é dinâmico e não mera simplificação do conhecimento científico, que se adequaria à faixa etária e aos interesses dos alunos”, é o resultado de fatos, conceitos, e generalizações, sendo portanto, objeto de trabalho do professor. Para Boff (2000, p. 82) “conhecer implica pois, fazer uma experiência e a partir dela ganhar consciência e capacidade de conceitualização. O ato de conhecer, portanto, representa um caminho privilegiado para a compreensão da realidade, o conhecimento sozinho não transforma a realidade; transforma a realidade somente a conversão do conhecimento em ação”. Ele não ocorre individualmente, acontece socialmente gerando mudanças internas e externas no cidadão e nas relações sociais, tendo sempre uma intencionalidade. De acordo com a D.C.N.(2006; p.31) : Nessa perspectiva , desenvolver a observação da realidade e trazer para o espaço de sala de aula as demandas sociais para serem discutidas a partir de conhecimentos específicos, com vista a propiciar aos alunos chaves conceituais que permitam uma compreensão crítica da realidade. Portanto, há de se ter clareza com relação ao conhecimento escolar, pois como destaca Severino (1988, p. 88) “educar é utilizar, com a devida competência e criatividade, as ferramentas do conhecimento, as únicas de que efetivamente o homem dispõe para dar sentido às práticas mediadoras de sua existência real.” 5.12.3. Respeito a identidade cultural do aluno na perspectiva da diversidade culturalmente As culturas são produzidas pelos grupos sociais ao longo de suas histórias, na construção de suas formas de subsistência, na organização da vida social e política, nas suas relações com o meio e com outros grupos, na produção de conhecimento, etc. Nesse contexto, as imagens construídas pelos gestos, pelos sons, pela fala, pela plasticidade e pelo silêncio implicam conteúdos relevantes para a construção da identidade, pois, é nesse universo plural de significados e sentidos que as pessoas se reconhecem na sua singularidade. Conhecer e respeitar diferentes linguagens é decisivo para que o trabalho com este tema possa desenvolver atitudes de diálogo e respeito para com culturas distintas daquela que o aluno conhece, do grupo do qual participa, valorizando, desta forma, a pluralidade cultural considerada como o respeito ao conhecimento e à valorização de características étnicas e culturais dos diferentes grupos sociais que convivem no território nacional e que permeiam a sociedade em que está inserido. A Pluralidade Cultural não é a divisão ou o esquadrinhamento da sociedade em grupos culturais fechados, mas o enriquecimento propiciado a cada um e a todos pela pluralidade de formas de vida, pelo convívio e pelas opções pessoais, sendo assim, como o compromisso ético de contribuir com as transformações necessárias à construção de uma sociedade mais justa. Reconhecer e valorizar a diversidade cultural significa atuar sobre um dos mecanismos de discriminação e exclusão, entraves à plenitude da cidadania para todos e, portanto, para a própria nação. 5.12.4. Articulação desses saberes das áreas de conhecimento, do aluno, do contexto histórico-social e a função de mediação do professor Nessa perspectiva de currículo ativo, dinâmico e construtor de conhecimentos gerais, faz-se necessário a contextualização de conteúdos, de forma ampla e interdisciplinar, aonde cada área inexiste isolada, só adquire importância e valor ao tornar-se suporte que suscita a busca de conhecimentos diversos e diferenciados que o cidadão do mundo necessita, para uma vivência cultural, se não plena, pelo menos que lhe dê condições de lutar pelo melhor. 5.12.5. Relação professor-aluno A relação professor/aluno adquire importância maior à medida que se aprende mutuamente, ambos são criadores de conhecimentos. O aluno fundamenta-se da base político cultural, que lhe facultará exercer a cidadania, o professor, vai além, precisa preparar-se de forma contínua pois a ele cabe ter consciência crítica entre as compreensões do hoje que darão suporte às necessidades do amanhã. A performance da escola será aferida pelo grau de interatividade professor/aluno na compreensão e na transformação de si mesmo e da realidade. 5.12.6. Desenvolvimento de uma prática pedagógica que articule conteúdos e a dinâmica de um processo educativo que empregue recursos didáticospedagógicos facilitadores da aprendizagem Toda atividade pedagógica tem por detrás uma intenção educacional. No Colégio Estadual Rui Barbosa, não se faz diferente. Portanto, em consonância aos documentos escolares: PPP, PPC, PTD somos coerentes a nossa ação educativa, a de formar o aluno pesquisador, sedento de informações e estudos e assim, crítico. O aluno crítico só pode criticar aquilo que realmente conhece, portanto cabe aí ao solégio a sua função social de mediar o conhecimento, atrelada ao emprego de recursos didáticos-pedagógicos que favorecem a aprendizagem. 5.12.7. Intervenção constante do professor no processo ensinoaprendizagem O professor intervem diariamente, através de revisão de conteúdos, aulas motivadoras com o uso de recursos tecnológicos e pedagógicos, como: DVDs, em sessões de cine-fórum, verificação oral da aprendizagem e escrita, relatórios de conteúdos propostos aos alunos, recuperação paralela, lançando mão de técnicas e estratégias pedagógicas adequadas às dificuldades de aprendizagem demonstradas pelos alunos. 5.12.8. Relação entre a formação continuada do professor e a dinâmica de sua prática em sala de aula Quanto a formação continuada do professor e a dinâmica de sua prática em sala de aula considera-se que contribui para a melhor elaboração e desenvolvimento das aulas. 5.12.9. Interdisciplinaridade e contextualização Nas Diretrizes Curriculares, a opção político-pedagógica apresentada é por um currículo constituído pelas doze disciplinas de tradição no Ensino Médio. Esta opção, entretanto, pressupõe uma perspectiva interdisciplinar, a partir da qual aprofunda-se os conceitos de interdisciplinaridade e de contextualização. Interdisciplinaridade e contextualização são conceitos que transitam pelas diferentes matrizes curriculares, das conservadoras às críticas, há muitas décadas. Por isso, não basta anunciá-los como princípios integradores do currículo do Ensino Médio para o Estado do Paraná. É preciso especificar como esses conceitos são compreendidos. Lopes (2002, p. 149) afirma que [há] três grandes matrizes do pensamento curricular clássico sobre a organização do conhecimento escolar: a) currículo por competências, organizado em módulos; b) currículo centrado nas disciplinas de referência; c) currículo centrado nas disciplinas ou matérias escolares. Os conceitos de integração curricular e de interdisciplinaridade estão presentes nestas três matrizes curriculares de formas distintas. Para os currículos centrados nas disciplinas escolares, as matérias [...] são definidas em função das finalidades sociais a serem atendidas e não em função das disciplinas de referência. Não se trata, porém, das finalidades sociais do mundo produtivo, como no caso do currículo por competências. [...] os objetivos sociais das disciplinas escolares são diferentes dos objetivos sociais das disciplinas de referência (LOPES, 2002, p. 153). O currículo proposto para o Ensino Médio apresenta uma arquitetura disciplinar, mas não é um elogio ao pensamento cartesiano. Compreende-se que as disciplinas escolares são campos do conhecimento delimitados por saberes que os identificam. Tais saberes são compostos por conteúdos estruturantes e específicos e por um quadro teórico conceitual de referência, metodologicamente tratados no ensino escolar. A disciplina é, assim, o elemento motor que constrói a interdisciplinaridade e a constextualização. 5.13. Concepção de Avaliação 5.13.1. Conceito e Indicadores de Aprendizagem A sociedade moderna, com a civilização urbana constituída ao longo do século de sua formação, passou a exigir a escolarização de todos os cidadãos. Para os cidadãos usufruírem os bens construídos por esta sociedade, é quase que uma exigência a escolarização, para que tenham um entendimento elaborado. Não será a escolarização sozinha que possibilitará isso, porém ela é o instrumento necessário para se chegar a esse patamar de compreensão e ação, segundo Luckesi (2003). A democratização do ensino, nesse sentido seria fundamental para, garantir a todos a possibilidade de ingressar no processo de escolarização, tendo em vista a aquisição de um instrumento mínimo que fosse, para auxiliá-los na movimentação dentro dos bens que a sociedade criou, como úteis e necessários ao bem viver. Um dos elementos que definem a democratização do ensino é a permanência do educando na escola e a terminalidade escolar. Isso quer dizer que o aluno que teve acesso à escola teve ter a possibilidade de permanecer nela até um nível de terminalidade que seja significativo para o indivíduo e para a sociedade. É nessa perspectiva que deve estar voltado o trabalho escolar, consequentemente, a avaliação escolar, já que podemos afirmar que ela é uma determinada forma de olhar a questão, pedagógica, o desenvolvimento do aluno e a construção do conhecimento. A avaliação escolar existe para garantir a qualidade da aprendizagem do aluno. Ela tem a função de possibilitar uma qualificação da aprendizagem desse aluno. Uma avaliação escolar conduzida de forma inadequada pode possibilitar a repetência e a evasão e estar contribuindo para o processo que inviabiliza a democratização do ensino. Segundo Luckesi a primeira coisa a ser feita para que a avaliação sirva a democratização do ensino é modificar a sua utilização de classificatória para diagnóstica. Ou seja, ela deverá ser um instrumento de compreensão do estágio de aprendizagem em que está o aluno, a fim de tomar decisões para que possa avançar no seu processo de ensino-apredizagem. Aqui a prática docente pode ser entendida como inacabada, é tomada como objeto de investigação, de indagação, exigindo do professor uma postura reflexiva, ou seja, a prática pedagógica passa a ser objeto de pesquisa e reflexão. A avaliação é concebida como processo de coleta de informação, julgamento de valor do objeto avaliado das informações tratadas e decifradas, e por fim tomada de decisão. A avaliação é uma prática comum e necessária em todas as áreas da atividade humana e principalmente na educação, porque consiste num processo de acompanhamento e julgamento de toda atividade, sendo ela uma tarefa necessária e permanente do trabalho pois, através dela os resultados que vão sendo obtidos no decorrer das atividades são comparados com os objetivos propostos, a fim de constatar progressos, dificuldades e reorientar o trabalho para as correções necessárias. 5.13.2. Critérios da Promoção: A promoção do aluno é realizada através de notas. A média final mínima exigida é 6,0 (seis vírgula zero), observando a frequência mínima exigida por lei de 75% do total de horas letivas. 5.13.3. Resultado da Avaliação: É importante mencionar que os Pré e Pós Conselho de Classe serve de redirecionamento do trabalho docente para recuperação de conteúdos e aprendizagem, bem como redimensionar o trabalho docente. Portanto, nos pós conselhos de classes é realizada uma análise através de gráficos, tabelas ou descritivos do SERE, junto aos docentes, dos índices de notas e respectivas médias das turmas para então redefinir o trabalho pedagógico no Colégio: rever conteúdos, feiras e projetos a cerca da recuperação de aprendizagem. 5.14. Planos de Avaliação 5.14.1 Adaptação Curricular A adaptação de estudos de disciplinas é atividade didático-pedagógica desenvolvida sem prejuízo das atividades previstas na Proposta Pedagogica Curricular, para que o aluno possa seguir o novo currículo, com princípio a Base Nacional Comum de Currículo e, ao térmimo do curso ter cursado pelo menos uma Língua Estrangeira Moderna. A efetivação do processo de adaptação será de responsabilidade da equipe pedagógica e docente, que deve especificar as adaptações a que o aluno está sujeito, elaborando um plano próprio, flexível e adequado ao aluno. Ao final do processo de adaptação, será elaborada Ata de Resultados, os quais serão registrados no Histórico Escolar do aluno e no Relatório Final. 5.14.2. Progressão Parcial A Matrícula com Progressão Parcial será aquela por meio da qual ao aluno reprovado em 1 disciplina da série, será permitido cursar o período subseqüente concomitantemente à disciplina na qual reprovou. O Regime de Progressão Parcial exigirá para a aprovação, a freqüência igual ou superior a 75% do total da carga horária do período letivo e média anual igual ou superior a 6,0(seis vírgula zero) resultante da média aritmética nas respectivas disciplinas. Quando ficar comprovada a impossibilidade do aluno cursar a disciplina em horário compatível ao da série que o aluno estiver cursando, será estabelecido um plano especial de estudo que deverá integrar a pasta individual do aluno e deverá ser elaborado pelo respectivo professor da disciplina juntamente com a equipe pedagógica dando todo o acompanhamento necessário para que seja realizado com êxito. As transferências de alunos com dependências em até 01 (uma) disciplina serão aceitas e deverão ser cumpridas mediante Plano Especial de Estudos. 5.14.3. Recuperação A Recuperação de Estudo é um dos aspectos da aprendizagem no seu desenvolvimento contínuo pelo qual os alunos, com aproveitamento insuficientes, dispõe de condições que lhes possibilitem a apreensão de conteúdos básicos. A Recuperação de Estudos, encaminhamento de caráter pedagógico, destinada a alunos de aproveitamento escolar insuficiente, será ofertada preferencialmente por este estabelecimento, de forma paralela, contínua e progressiva durante o período letivo, visando a melhoria do aproveitamento escolar e aperfeiçoamento do currículo. Para que os conteúdos sejam recuperados, os professores deverão utilizar técnicas e estratégias pedagógicas adequadas às dificuldades de aprendizagem demonstradas pelos alunos, assumindo várias formas como: Estudos dirigidos, pesquisa, leitura e interpretação de textos, atividades individuais e em grupo com monitoramento de alunos que se sobressaem no conteúdo, interpretação oral e escrita de vídeos educativos, avaliação oral, escrita e dramatizada, entre outros. Processo de recuperação poderá ser registrado no livro de freqüência ou em fichas próprias elaboradas pelo professor e/ou equipe pedagógica. 5.14.4. Classificação A classificação tem caráter pedagógico centrado na aprendizagem, e exige as seguintes ações para resguardar os direitos dos alunos, das escolas e dos profissionais. A classficação no Ensino Médio é o procedimento que o estabelecimetno adota para posicionar o aluno na etapa de estudos compatível com a idade, experiência e desenvolvimento adquiridos por meiod formais ou informais, podendo ser realizada por promoção, transferência ou independente da escolarização anterior, mediante avaliação para posicionar o aluno na série compatível. 5.14.5. Reclassificação A reclassificação é o processo pelo qual o estabelecimento de ensino avalia o grau de experiência do aluno matriculdado, preferencialmente no início do ano letivo, levando em conta as normas curriculares gerais, a fim de encaminhá-lo à etapa de estudos compatível com sua experiência e desenvolvimento, independente do que registre o seu Histórico Escolar. O processo de reclassificação poderá ser aplicado como verificação da possibilidade de avanço em qualquer série/ano/carga horária da (s) disciplina (s) do nível da Educação Básica, quando devidamente demonstrado pelo aluno, sendo vedada a reclassificação para a conclusão do Ensino Médio. Cabe ao colégio contemplar, em seu PPP e PPC e no Regimento Interno a reclassificação do aluno. 5.14.6. Avaliação Final Após o término do ano letivo, o resultado final das avaliações são colocados para análise dos membros do Conselho de Classe Final: professores, equipe pedagógica, direção, conselho escolar e grêmio estudantil. A análise de tais resultados leva ao redirecionamento e redimensionamento do trabalho pedagógico no âmbito do colégio, buscando a superação do fracasso escolar, o qual tem índices alarmantes no país. 5.14.7. Procedimento de Informações aos Pais Os pais ou responsáveis são sempre convidados ao colégio com o intuito de se informarem sobre o rendimento escolar do (a) seu (sua) filho (a) ou dependente. Este convite é realizado através de comunicados escritos e verbais. Em casos de baixo rendimento escolar, os pais ou responsáveis são convocados a comparecer no colégio para juntos, equipe pedagógica, corpo docente e pais ou responsáveis encontrem os devidos encaminhamentos para o caso. 6- MARCO OPERACIONAL 6.1. Plano de Ação 6.1.1. Objetivos • Organizar e levantar dados para a melhoria da prática pedagógica; • Promover grupos de trabalhos e estudos encarregados de estudar e propor alternativas para atender aos problemas pedagógicos; • Traças metas e ações para o trabalho pedagógico. 6.1.2. Facilitadores da Aprendizagem • Desenvolver atividades intra e extra escolares, através da TV multimídia, laboratórios de informática, de ciências e palestras, danças, filmes, etc. • Estabelecer parcerias com os órgãos sociais e de saúde do município, como: campanha contra a dengue, H1N1, campanha de matrícula, entre outros. • Buscar parcerias para a execução de projetos que envolvam efetivamente as entidades externas, como: Feira das Profissões, Comemorações, etc. • Incentivar o uso da biblioteca como fonte de pesquisa na formação do aluno pesquisador. 6.1.3. Discussão continuada e coletiva da prática pedagógica Há dificuldade em tempo no calendário escolar em realizar discussões continuadas e coletiva da prática docente, pelo menos no que entendemos de "continuada". As horasatividades se constituem para tal espaço e tempo, mas também visa atender a necessidade do professor em planejar e pesquisar temas, conteúdos e recursos para as suas aulas. Em calendário escolar são previstas apenas duas reuniões pedagógicas em todo ano letivo e, mesmo assim, agendadas nos finas de semana (sábado), onde extrapola a carga horária semanal do professor e, ainda encontra-se um profissional cansado e preocupado com suas responsabilidades de vida pessoal. Portanto, o colégio preocupa-se em realizar encontros de discussão em intervalos de recreio, aulas vagas e hora-atividade, porém não com o mesmo sucesso que seria em tempo próprio. 6.1.4. Intervenção constante do professor no processo de aprendizagem do aluno O professor e a equipe pedagógica intervem constantemente do processo de aprendizagem do aluno, através de revisão de conteúdos, verificação oral e escrita da assimilação dos conteúdos dos alunos, acompanhamento dos conteúdos através de relatórios, recuperação paralela, lança mão de técnicas e estratégias pedagógicas adequadas as dificuldades de aprendizagem demonstradas pelos alunos. 6.1.5. Relação entre a formação continuada do professor e a dinâmica de sua prática em sala de aula Quanto a formação continuada do professor e a dinâmica de sua prática em sala de aula percebe-se que contribui constantemente para o melhor desnvolvimento de sua aula. • • • • • 6.1.6. Mudanças significativas a serem alcançadas Viabilizar a igualdade de condições para a permanência do aluno no colégio, respeitando a diversidade, a pluralidade cultural e as peculiaridades de cada aluno no processo de ensino e aprendizagem. Propiciar ao aluno a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico, visando ao exercício consciente da autonomia. Combater a evasão escolar, incentivando o aluno a permanência e ao sucesso no colégio, através de palestras, orientação coletivas e individuais. Prevenção ao uso indevido de drogas e álcool, a partir de um projeto coletivo que abranja todas as disciplinas. Trabalhar a auto-estima do educando, mostrando a importância dos estudos em sua vida, como forma de ascensão intetectual, moral e ética na formação do cidadão consciente, responsável e comprometido às mudanças sociais. • 6.1.7. Organização da Hora-Atividade, Reuniões Pedagógicas e Conselhos de Classe Hora- Atividade: A Hora-atividade é tempo reservado ao professor em exercício de docência, para estudos avaliação e planejamento, deverá favorecer o trabalho coletivo. De acordo com a legislação pertinente será atribuído 20% de hora-atividade sobre o total de hora-aula no mesmo turno em que serão supridas as aulas, neste colégio, a horaatividade será organizada, quando possível, agrupando as disciplinas e professores por área do conhecimento, conforme quadro abaixo: 2ª FEIRA 3ªFEIRA Língua Portuguesa Matemática LEM - Inglês Física 4ªFEIRA História Geografia Filosofia Sociologia 5ª FEIRA Ciências Biologia Química 6ª FEIRA Educação Física Arte A hora-atividade, apesar de organizada por áreas do conhecimento, deverá favorecer a formação de grupos de professores para o planejamento e para o desenvolvimento de ações necessárias ao enfrentamento de problemáticas específicas diagnosticadas no interior do estabelecimento, reuniões pedagógicas, grupos de estudos, troca de experiências, e também deverá garantir carga horária que permita ao professor a realização de atividades pedagógicas individuais inerentes ao exercício da docência, como: correção de tarefas dos alunos, projetos pedagógicos, assessoramento de alunos, atendimento aos pais e outros assuntos educacionais de interesse do professor. Ficará a cargo de a equipe pedagógica coordenar as atividades coletivas e acompanhar as atividades individuais a serem desenvolvidas durante a hora-atividade. Caberá à direção do estabelecimento de ensino a distribuição e a verificação do cumprimento da hora-atividade, bem como, a sistematização do quadro da distribuição da hora atividade, que deverá constar em edital, permitindo o seu acompanhamento e informando à comunidade escolar da disponibilidade de horário de atendimento do professor aos alunos e pais. Conselho de Classe: Órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos com atuação restrita a cada classe do estabelecimento de ensino, será realizado 01 por bimestre. Os Conselhos de classe serão constituídos pelo Diretor, pela Equipe Pedagógica, pelo secretário e por todos os professores que atuam na mesma classe e haverá ainda a participação indireta dos alunos opinando a respeito do processo ensino-aprendizagem através de caixinha de sugestões e da participação direta dos representantes de turmas, que sistematizarão as sugestões e avaliações dos colegas e levarão para estudo, no Conselho de Classe. O Conselho Final que fará a apuração dos resultados finais, não contará com a participação dos alunos por ser essa atribuição do colegiado de professores. Reunião Pedagógica: As reuniões serão realizadas bimestralmente e consideradas como efetivo trabalho escolar, organizadas e estruturadas a partir da proposta pedagógica do estabelecimento e inseridas no planejamento anual, porém deverá haver a complementação de carga horária correspondente a esses dias para garantir aos alunos o mínimo de 800 horas exigidas por lei. Nas Reuniões Pedagógicas serão feitas exposições dos problemas enfrentados pêlos membros da equipe escolar, leitura de textos de interesse do grupo e legislação educacional emanada da SEED, apresentação de atividades práticas realizadas em sala de aula, seleção de textos e componentes curriculares comuns a todas as disciplinas, entre outros. 6.1.8. Recuperação de Estudos e Progressão Parcial Quanto a recuperação de estudos, acontece num processo contínuo e de forma diagnóstica, onde se considera a participação do aluno no trabalho pedagógico, seu envolvimento em debates, em discussóes em sala de aula, sua seriedade, responsabilidade e comprometimento diante as atividades propostas. O Regime de Progressão Parcial exigirá para a aprovação, a freqüência igual ou superior a 75% do total da carga horária do período letivo e média anual igual ou superior a 6,0(seis vírgula zero) resultante da média aritmética nas respectivas disciplinas. Quando ficar comprovada a impossibilidade do aluno cursar a disciplina em horário compatível ao da série que o aluno estiver cursando, será estabelecido um plano especial de estudo que deverá integrar a pasta individual do aluno e deverá ser elaborado pelo respectivo professor da disciplina juntamente com a equipe pedagógica dando todo o acompanhamento necessário para que seja realizado com êxito. As transferências de alunos com dependências em até 01 (uma) disciplina serão aceitas e deverão ser cumpridas mediante Plano Especial de Estudos. 6.1.9. Plano de Trabalho Docente Há uma preocupação em elaborar e executar o trabalho docente em consonância com os demais documentos escolares e de cunho estadual: PPP, PPC, DCEs. Tanto que orienta-se a leitura e discussão destes documetos para a elaboração do PTD do docente. É importante dizer que, ao selecionar conteúdos e estratégias de trabalho, o professor deve ter em mente o tipo de educação, escola e aluno pretende formar, por isso o seu trabalho, mesmo que nas suas particularidades, tem muito a revelar as concepções educacionais préexistentes. • • • • • • • • • • • • • • • • 6.1.10. Diretrizes para a avaliação geral de desempenho São os seguintes critérios elaborados pelo coletivo colegial: pontualidade; assiduidade; participação em cursos e capacitações; participação na elaboração dos documentos escolares; ética; intervenção constante no processo ensino-aprendizagem mostra iniciativa zelo pelo patrimônio escolar; práticas higiênicas e preservação dos alimentos (merendeira); dinamismo em reuniões; elaboração e execução do planejamento de sua prática; relacionamento entre colegas; competência em sua função; assertividade em suas ações; visão conjunta e técnica da sua função; capacidade em rever sua prática e refazê-la, caso necessário. 6.1.11. Ações envolvendo outras instituições Programa Universidade sem Fronteiras: Alunos estagiários das Universidades e Faculdades próximas que desenvolvem um trabalho motivador e enriquecedor junto aos alunos e comunidade escolar sobre temas relevantes e, mesmo polêmicosque afetam a nossa comunidade abatiense. No Colégio, são os alunos de Biologia que oferecem palestras e aulas sobre: Transgênicos, Drogas e outros assuntos de interesse da comunidade escolar. 6.1.12. Recursos Finaceiros Por tratar-se de escola pública, o Colégio conta com recursos financeiros oriundos de três fontes: Recursos do Governo Federal, Recursos do Governo Estadual e Recursos próprios. A principal entidade mantenedora do Colégio é o Governo do Estado do Paraná, através dO programa estadual, o Fundo-Rotativo. O dinheiro do Fundo Rotativo, é repassado diretamente para o Diretor do colégio, ficando sob sua responsabilidade, com o acompanhamento do Conselho Escolar. Destinase a aquisição de materiais de expediente, limpeza, esportivos, à execução de pequenos reparos e a complementação de gêneros alimentícios para a merenda escolar. O Governo Federal repassada recursos para o colégio através da APMF-Col. Est. Rui Barbosa - PDDE/FNDE. Destina-se para a compra de material de consumo, didáticopedagógico, expediente e esportivo. A escola conta ainda com recursos oriundos da APMF, que através das suas pequenas promoções angaria alguns poucos recursos financeiros para a escola. Dinheiro esse a ser usado no atendimento de necessidades prioritárias e imediatas de forma a atingir o objetivo maior que é a construção de uma escola pública de qualidade. O Colégio participa também dos programas federais de assistência social: Programa Nacional de Alimentação Escolar, PNAE; e Bolsa Família. Programas estaduais: Leite das Crianças. 6.1.13. Organização Interna O Projeto Político Pedagógico deste colégio busca como instrumento de ação pedagógica a eficiente articulação dos aspectos pedagógicos, administrativos, financeiros e político educacionais, uma vez que todo o processo visa uma única missão, que se resume em dar oportunidade para que toda a pessoa freqüente a escola com êxito, por isso, os aspectos devem ser amarrados à luz dessa missão, para que o processo produza os resultados esperados. Especialmente no aspecto pedagógico, as áreas e os componentes curriculares, devem ser fruto da compatibilização do conjunto de disciplinas e do corpo docente. É muito importante para o processo de ensino-aprendizagem que o profissional da educação possa trocar experiências com seus colegas a respeito das necessidades, expectativas e dificuldades das turmas com quais trabalha. Assim poderão melhorar a qualidade do trabalho escolar, colaborar uns com os outros no sentido de auxiliar os alunos alcançarem seu desenvolvimento, proporcionando aulas contextualizadas, vinculando o conhecimento à realidade do lugar onde eles são aprendidos, para que adquiram significação, não só intelectual, mas também afetiva (Cury), além do trabalho contextualizado, organização escolar deve se efetivar sobre a interdisciplinaridade. Os conteúdos trabalhados nas diversas disciplinas só serão assimilados adequadamente pelos alunos se forem apresentados de forma não fragmentada, articulados uns com os outros, de forma a possibilitar a construção de um significado para aquele que procura compreendê-los. O conhecimento do mundo não é fragmentado. Para entender e explicar fenômenos científicos e tecnológicos é preciso compreender o conhecimento como um todo, integrado e correlacionado. O tratamento do conhecimento no âmbito fragmentado de cada disciplina não dá conta de explicar fenômenos. É preciso ir além, trazer convergências da contribuição das outras disciplinas para explicá-los. A interdisciplinaridade é um dos focos de especial atenção da educação, pois promove a intima associação entre as partes do todo, levando os jovens a uma compreensão cada vez mais abrangente do mundo que os cerca e de suas possibilidades de atuação no mesmo, tal como determina a LDB. Ela deve buscar um clima cooperativo entre todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, estabelecendo a intercomunicação efetiva entre as disciplinas por meio do enriquecimento das relações entre elas. A comunidade escolar deve ter como norte para a organização escolar, um mesmo ideal, para a busca da excelência da educação. O Ensino Médio, ofertado por esse Estabelecimento de Ensino, tem o currículo organizado de acordo com o Art. 26 da LDB 9394/96, em componentes curriculares - Base Nacional Comum pautada nas grandes áreas Linguagens e Códigos e suas Tecnologias, Ciências da Natureza, matemática e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, e Parte Diversificada. Conforme Parecer 1000/03, a Matriz Curricular é de competência do Estabelecimento de Ensino, sendo por ele organizada, de modo que a Base Nacional Comum compreenda, ao menos, 75% de carga horária mínima de 2.400 horas, podendo a Parte Diversificada variar até 25% da mesma carga horária, sendo assim, a Matriz Curricular desse Estabelecimento se apresenta com a seguinte organização: Disciplinas que compõem a Área Linguagens, Códigos e suas Tecnologia: Língua Portuguesa, Artes e Educação Física; Disciplinas que compõem a Área Ciências da Natureza Matemática e suas Tecnologias: Matemática, Física, Química e Biologia; Disciplinas que compõem a Área Ciências humanas e suas Tecnologias: História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e Indigena; Geografia; Filosofia e Sociologia; Disciplinas que compõem a Parte Diversificada: L.E.M. Inglês; A Parte Diversificada do Currículo destina-se as características regionais e locais da sociedade, da cultura da economia e da clientela, complementando a Base Nacional Comum, tendo como objetivo, desenvolver e consolidar o conhecimento das áreas, de forma contextualizada referindo-os às atividades das práticas sociais e produtivas, A Base Nacional Comum e a Parte Diversificada deverão integra-se articulando entre vários dos seus aspectos, os temas da vida cidadã, sendo definida em cada sistema de ensino. Os temas da vida cidadã que serão trabalhados por este Estabelecimento de ensino são: Educação Fiscal, Sexualidade, Meio Ambiente(Agenda 21), Tabagismo, Direitos e Deveres do Cidadão, etc. Programa Viva a Escola serão trabalhados com abertura aos quarto núcleos de conhecimento: Expressivo – Corporal, Científico – Cultural, Apoio à Aprendizagem e Integração Comunidade e Escola . 6.1.14. Relações entre aspectos administrativos e pedagógicos No Colégio Estadual Rui Barbosa o trabalho administrativo e pedagógico tem uma visão conjunta, indissociável e parceira. As tomadas de decisões são feitas no coletivo, buscando unir todos os profissionais do colégio numa visão de educação de qualidade, respeito ao próximo diante os princípios de ética e cidadania. Um Colégio onde todos, com olhares e jeitos diferentes de ser e sentir a educação, possam se posicionar critica e livremente, cresce e solidifica numa base de educação para todos e de todos. 6.1.15. Qualificação dos equipamentos pedagógicos Os equipamentos pedagógicos do Colégio Estadual Rui Barbosa estão em bons estados de conservação e uso. A estrutura física é nova e moderna, com sala de vídeo com bons equipamentos. As televisões multimídias estão novas e em todas as salas de aulas, bem como os DVDs, os quadros-de-giz, retroprojetores e os equipamentos de laboratórios. 6.1.16. Família e Comunidade Estratégias de articulação Família/Comunidade Palestras com a Promotoria de Justiça sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente; Reuniões com instrutores dos PROERD- Abordando temas como: Drogas e Gravidez na adolescência.; Reuniões semestrais com a Comunidade Escolar, para o acompanhamento do desenvolvimento escolar dos filhos; Organização de peças teatrais e apresentações do Coral do Colégio objetivando atrair os pais à escola através de eventos prazerosos; Enviar convites para as famílias visitarem e conhecerem a escola que o filho estuda; Palestras com psicólogos, buscando melhor entendimento sobre as fases de desenvolvimento dos adolescentes; 6.2. Redimensionamento da Gestão Democrática: A gestão democrática é o princípio para a consolidação da escola que se pretende, enquanto instituição de ensino. A gestão democrática escolar supõe a abertura de novos espaços de decisões, desenvolvendo projetos e propostas nos âmbitos interno e externo, opinando sobre a aplicação dos recursos financeiros, da atuação dos Conselhos existentes na estrutura institucional . Essas iniciativas apontam no sentido da articulação da democracia, considerada representativa com legitimidade e participação. Dessa forma, a escola por ser uma instituição social que apresenta objetivos sócio-políticos e pedagógicos, deve se apoiar na concepção de que as pessoas são agentes de mudanças; portanto, cada membro é indispensável na construção da gestão. Por isso é imprescindível a autonomia dessa instituição na tomada de decisão sobre suas diretrizes, objetivos e metas definidos nesse Projeto Pedagógico, fazendo valer a decisão coletiva da comunidade escolar. • Garantir e consolidar a participação dos conselhos e colegiados escolares; • Garantir o cumprimento dos direitos e deveres de todos os segmentos da instituição (docentes, administrativos e discentes); • Divulgar leis e normas da educação no âmbito da instituição, promovendo estudos e reflexões na observância de sua aplicabilidade; • Assegurar os espaços de atuação das entidades representativas dos estudantes; • Criar fóruns de discussões e decisões coletivas sobre a prática escolar; • Instituir comitê coordenador da implementação do P.P.P.; 6.2.1. Conselho Escolar O Conselho Escolar é um órgão colegiado de natureza deliberativa, consultiva e fiscal, tem por finalidade efetivar a gestão escolar e os setores da escola constituindo-se como órgão auxiliar da direção do estabelecimento de ensino, seu papel será: Democratizar as relações no âmbito da escola, visando a qualidade do ensino, através de uma educação transformadora que prepare o indivíduo para a plena cidadania; Promover a articulação entre os segmentos da comunidade escolar e os setores da escola a fim de garantir o cumprimento da sua função que é ensinar; Estabelecer no âmbito da escola diretrizes e critérios gerais relativos a sua organização, funcionamento e articulação com a comunidade, de forma compatível com as orientações da política educacional da SEED, participando e responsabilizandose social e coletivamente pela implantação de suas deliberações; Garantir a participação da Comunidade Escolar na definição do Projeto Político Pedagógico da Unidade Escolar; Acompanhar o desenvolvimento do Calendário Escolar; Acompanhar a evolução dos indicadores educacionais (abandono escolar, aprovação, aprendizagem, entre outros) propondo quando se fizerem necessárias, intervenções pedagógicas e/ou medidas socio-educativas, visando a melhoria da qualidade social da educação escolar; Fiscalizar a gestão administrativa, pedagógica e financeira da unidade escolar; 6.2.2. Conselho de Classe Uma gestão descentralizada, criativa, inovadora e participativa contará com a atuação do Conselho de Classe no sentido de: Levantar através do confronto das diversas avaliações colhidas de cada disciplina, a situação de aprendizagem dos alunos; Analisar as causas do rendimento satisfatório e do insatisfatório alcançado pelos alunos, indicando alunos com dificuldades; Traçar o perfil da turma; Avaliar o desempenho dos professores com relação ao desempenho dos alunos; 6.2.3. Grêmio Estudantil O Grêmio Estudantil Força Jovem do Colégio Estadual Rui Barbosa – Ensino Médio, da cidade de Abatiá, Paraná, estabelece as seguintes ações para seu mandato: Organizar atas de reuniões e arquivos históricos do Grêmio e mantê-los acessíveis a todos os estudantes representados pelo mesmo; Promover campeonatos esportivos sob a supervisão do Professor de Educação Física ; Colaborar na conscientização dos alunos do Colégio a respeito da preservação do Meio Ambiente e Coleta do lixo reciclável; Promover concurso literário: Redação, Poesias, Piadas. Promover palestras educacionais envolvendo os assuntos: drogas, gravidez na adolescência, DST, anorexia,com pessoas capacitadas em relação aos temas. 6.2.4. Eleição do Representante de Turma Será realizada eleição anual para escolha de representante de turmas, de forma democrática através de voto secreto, em que qualquer aluno da turma poderá candidatar se. Caberá aos representantes de turmas: -Ser porta-voz da turma, sempre que necessário em especial nos conselhos de classe; -Atuar junto a Direção, emitindo pareceres e sugestões quanto aos aspectos administrativos e pedagógicos; -Acompanhar e assessorar colegas com problemas de aprendizagem na turma; 6.2.5. APMF A APMF - Associação de Pais, Mestres e Funcionários do Colégio Estadual Rui Barbosa, pessoa jurídica de direito privado é um órgão de representação dos pais, mestres e funcionários do estabelecimento de ensino, não tendo caráter político partidário, religioso, racial e nem fins lucrativos, não sendo remunerados seus dirigentes e conselheiros. Cabe a APMF: Promover palestras, conferências e grupos de estudos, envolvendo pais, professores, alunos, funcionários e comunidade, a partir das necessidades apontadas por esses segmentos. Acompanhar o Desenvolvimento da Proposta Pedagógica sugerindo as alterações que julgar necessárias ao Conselho Escolar do estabelecimento, para deferimento ou não; Estimular a criação e o desenvolvimento de atividades para pais, alunos, professores, funcionários, assim como a comunidade, após análise do Conselho Escolar; Colaborar, de acordo com as possibilidades financeiras da entidade, com as necessidades dos alunos comprovadamente carentes; Reunir-se com o Conselho Escolar para definir o destino dos recursos advindos de convênios públicos mediante a elaboração de planos de aplicação, bem como reunir-se para prestação de constas desses recursos, com registro em ata. Receber doações e contribuições voluntárias, mobilizar a comunidade escolar na perspectiva de sua organização enquanto órgão representativo para que esta comunidade expresse suas expectativas e necessidades. 6.3. Formação Continuada Partindo do pressuposto de que, ninguém ensina, quando não conhece, quando não sabe fazer, quando não sabe conviver e quando não sabe ser, é notória a necessidade do aperfeiçoamento profissional continuado. Aprender a aprender e continuar aprendendo durante toda a vida profissional é uma competência exigida não só para os alunos, mas para todos os profissionais, não somente aos gestores de sala de aula, mas para todos aqueles que apoiam o processo de ensino-aprendizagem como: Diretor, Equipe Pedagógica, Equipe Administrativa, Equipe de Apoio, Alunos Representantes de Turmas, Componentes dos Órgãos Colegiados que representam a comunidade e atuam na escola. A LDB no Título VI, afirma que o Sistema de Ensino deve promover a valorização de todos os profissionais da educação, assegurando-lhes esse aperfeiçoamento, ou seja, a sua valorização está intimamente relacionada a sua competência. Valorizar-se não quer dizer aparentar o que não é. Significa isto sim, conhecer-se e ser, a cada momento, expressão deste conhecimento. Ter consciência dos próprios defeitos e qualidades, dos próprios erros e acertos, mas estar sempre disposto a mudar e melhorar. Não é por palavras que o professor se valoriza. Auto valorização decorre principalmente da ação, se esta for autônoma ou autêntica. O Conhecimento de si próprio e a prática coerente desse conhecimento estão na base da valorização pessoal e social. Ação e reflexão constantes são as forças dinâmicas que desenvolvem nossa vida como seres individuais e sociais. Como a educação faz parte da vida, ação e reflexão permanentes constituem também a base dinâmica do processo educativo e de sua valorização. Quando se fala sobre valorização profissional torna-se impossível não se referir ao aperfeiçoamento e atualização pois estão ligados entre si. Tanto o aperfeiçoamento quanto a atualização constantes são indispensáveis para qualquer ser humano e muito mais para os que se dedicam a educação das novas gerações. O professor ao concluir seu curso de formação, abandona os livros, as discussões, os debates sobre seu trabalho, tende facilmente a frustração e ao fracasso. Aperfeiçoar-se constantemente é de fundamental importância já que novas idéias, novos métodos de ensino, novas experiências educacionais sempre surgem, com possibilidades de melhorar o trabalho educativo. Em qualquer atividade humana não existe a estagnação, o ponto de chegada: ou evoluímos constantemente, através de sucessivos pontos de partida ou regredimos irremediavelmente. Segundo Paulo Freire " Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, por que indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade." A atualização é outro requisito essencial para o educador não alienado, que exerce suas funções num mundo real em permanente transformação. A atividade será tanto mais produtiva quanto mais estiver integrada no mundo dos educandos. Escola e vida devem formar uma só e mesma realidade. Para tanto, é necessário que o educador não só esteja a par do que se passa a sua volta mas, também participe dos acontecimentos. Jornais, Revistas, teatro, literatura, etc. são meios indispensáveis a qualquer educador que pretenda se manter atualizado em relação ao mundo em que vive e atua. Objetivos: Adotar uma postura de pesquisar e não apenas de transmissor de conhecimentos; Ter um melhor conhecimento dos conteúdos escolares e das características do desenvolvimento e da aprendizagem de seus alunos. Sistematizar as metodologias, compartilhar com os colegas os problemas que enfrenta; Discutir temas recorrentes em educação: Avaliação, disciplina em sala de aula, conteúdos, motivação dos alunos, LDB, Projeto Político Pedagógico, entre outros; Criar e utilizar vários meios de ensino, uma vez que o foco deve ser a aprendizagem; Contextualizar os conhecimentos, os problemas e as atividades, uma vez que o que dá sentido a aprendizagem é a dimensão vivencial que a condiciona; Trabalhar regularmente com situações problema, pois, aproxima a produção escolar da prática social; Considerar, explicitar e explorar as relações interdisciplinares, considerando o caráter orgânico do conhecimento, pela complementaridade dos saberes; Negociar projetos dos e com os alunos, e gerenciá-los coletivamente, uma vez que nada pode substituir a atuação do próprio aluno na sua aprendizagem; Adotar um planejamento flexível e saber improvisar; Desenvolver uma avaliação formativa e permanente durante o trabalho; Implementar e explicitar para os alunos o contrato didático pois, a relação entre professor e alunos é pautada por uma contrato entre partes onde nem sempre os deveres, direitos e expectativas de cada parte são explicitados, resultando em entreves ao processo de ensino-aprendizagem. METAS Tomar consciência do que faz ou pensa a respeito de sua prática pedagógica; Buscar uma visão crítica das atividades e procedimentos na sala de aula e dos valores culturais de sua função docente; Reconhecer que a formação permanente é um instrumento básico para garantir o desenvolvimento profissional; Reconhecer a relevância da auto-gestão da formação do professor, estimulando o desenvolvimento de projetos pessoais de estudo e trabalho; Compreender que a formação profissional é um processo permanente de reflexão e aperfeiçoamento da equipe, e, portanto, não tem fim; Considerar os conhecimentos construídos pelos alunos fora da escola anteriores a vida escolar e em construção concomitante a ela, articulando senso comum e conhecimento socialmente conhecido e valorizado. 6.4. Ações Didático-Pedagógicas QUADRO DEMONSTRATIVO DAS AÇÕES QUE SERÃO DESENVOLVIDAS Atividades a serem desenvolvidas Cursos Ofertados pelo NRE/SEED Curso de atualização - Seminários Simpósios de longa duração e Curso de aperfeiçoamento de conteúdos e metodologias de ensino nas diferentes áreas curriculares Período de realização Conforme cronograma do NRE/SEED Conforme cronograma do NRE/SEED a ser realizado em Fax.Céu, Curitiba e outros. Conforme programa de capacitação a ser realizado na Universidade do Professor em Fax.Céu, em Curitiba e outros locais Primeiro e segundo semestre Palestras promovidas pelo Colégio Estadual Rui Barbosa sobre temas para a vida cidadã: Sexualidade, drogas, gravidez na adolescência, tabagismo, direitos e deveres. Teleconferências com assuntos pertinentes à Conforme convites educação veiculados pelos órgãos competentes Qualidade de vida- Reuniões sociais: Primeiro e segundo - Dinâmicas de relacionamento semestres interpessoal; - Dinâmicas recreativas para descontração e socialização, como: Confraternizações em datas especial ( Dia do Diretor, Dia dos Professores, Dia do estudante, Dia da Secretária, Comemoração de aniversários, festas de final de ano). Encontros e reuniões da equipe pedagógica Bimestrais como subsídios para a prática docente: Jornada Pedagógica Cursos de Capacitação descentralizada Primeiro e segundo semestre Reuniões envolvendo os professores por Bimestrais área do Conhecimento Grupos de estudos: Mensais - Apresentação de vídeos; - Momentos de reflexão sobre a prática pedagógica; - Troca de experiências; - Levantamento de metodologias diferenciadas; - Diagnóstico dos problemas enfrentados pela escola, professores e alunos. Pessoas envolvidas Diretor, professores, equipe pedagógica, Rep. APMF, Alunos. Diretor, professores, equipe pedagógica, Equipe de Apoio, Equipe Administrativa, Rep.APMF. Professores, equipe pedagógica e diretor. Palestrante, diretor, alunos, professores, equipe pedagógica, funcionários, pais, Diretor, professores, equipe pedagógica, equipe de apoio. Diretor, professores, equipe pedagógica, equipe administrativa, equipe de apoio, órgãos colegiados, alunos, Equipe pedagógica Diretor, Equipe pedagógica, professores, equipe de apoio, equipe administrativa. Professores de cada área, equipe pedagógica e diretor Diretor, professores e equipe pedagógica 6.5. Desafios Educacionais Contemporâneos AÇÕES EDUCATIVAS PARA INSERÇÃO DA CULTURA AFRO-BRASILEIRA E AFRICANA E INDÍGENA NO CURRICULO • A conexão dos objetivos, estratégias de ensino e atividades com a experiência de vida dos alunos e professores, valorizando aprendizagens vinculadas às suas relações com pessoas negras, brancas, mestiças e assim como as vinculadas às relações entre negros, indígenas e brancos no conjunto da sociedade; • a crítica pelos coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais, professores, das representações dos negros e de outras minorias nos textos, materiais didáticos, bem como providências para corrigi-las; • condições para professores e alunos pensarem, decidirem, agirem, assumindo responsabilidade por relações étnico-raciais positivas, enfrentando e superando discordâncias, conflitos, contestações, valorizando os contrastes das diferenças; • valorização da oralidade, da corporeidade e da arte, por exemplo, como a dança, marcas da cultura de raiz africana e indígena ao lado da escrita e da leitura; • educação patrimonial, aprendizado a partir do patrimônio cultural afro-brasileiro e indígena , visando a preservá-lo e a difundi-lo; • o cuidado para que se dê um sentido construtivo à participação dos diferentes grupos sociais, étnico- raciais na construção da nação brasileira, aos elos culturais e históricos entre diferentes grupos étnico- raciais, às alianças sociais; • participação de grupos do Movimento Negro, e de grupos culturais negros, bem como da comunidade em que se insere a escola, sob a coordenação dos professores, na elaboração de projetos político-pedagógicos que contemplem a diversidade étnico-racial. • Estes princípios e seus desdobramentos mostram exigências de mudança de mentalidade, de maneiras de pensar e agir dos indivíduos em particular, assim como das instituições e de suas tradições culturais. É neste sentido que se fazem as seguintes determinações: O ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e Indígena, evitando-se distorções, envolverá articulação entre passado, presente e futuro no âmbito de experiências, construções e pensamentos produzidos em diferentes circunstâncias e realidades do povo negro e índio. É um meio privilegiado para a educação das relações étnico- raciais e tem por objetivos o reconhecimento e valorização da identidade, história e cultura dos afro-brasileiros, garantia de seus direitos de cidadãos, reconhecimento e igual valorização das raízes africanas da nação brasileira, ao lado das indígenas, européias, asiáticas. O ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e Indígena se fará por diferentes meios, em atividades curriculares ou não, em que: • explicitem-se, busquem compreender e interpretar, na perspectiva de quem o formule, diferentes formas de expressão e de organização de raciocínios e pensamentos de raiz da cultura africana e indígena; • promovam-se oportunidades de diálogo em que se conheçam, se ponham em comunicação diferentes sistemas simbólicos e estruturas conceituais, bem como se busquem formas de convivência respeitosa, além da construção de projeto de sociedade em que todos se sintam encorajados a expor, defender sua especificidade étnico-racial e a buscar garantias para que todos o façam; • sejam incentivadas atividades em que pessoas — estudantes, professores, servidores, integrantes da comunidade externa aos estabelecimentos de ensino — de diferentes culturas interatuem e se interpretem reciprocamente, respeitando os valores, visões de mundo, raciocínios e pensamentos de cada um. O ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e Indígena , a educação das relações étnico-raciais, se desenvolverá no cotidiano dessa escola, como conteúdo de todo o currículo, especialmente nas áreas de Arte, Literatura e História do Brasil, em atividades curriculares ou não, trabalhados em sala de aula, nos laboratórios disponiveis, bem como na utilização da sala de leitura, biblioteca, quadra de esportes e outros ambientes escolares, evidenciando as lições de confiança no futuro e de luta pela vida e plenitude que o indígena nos oferece . AÇÕES EDUCATIVAS PARA O APOIO A EDUCAÇÃO DO CAMPO • Propiciar práticas e idéias educativas que respeitem as várias diferenças culturais e locais. • Divulgar o respeito necessários a identidade e origem dos sujeitos sociais; • Dinamizar a ligação dos seres humanos com a produção das condições de existência social, na relação com a terra e o meio ambiente, incorporando os conhecimentos especificos dos povos do campo; • Priorizar no Curriculo escolar conteúdos e metodologias apropriadas as reais necessidades e interesses dos alunos de zona rural. 6.6. Diversidade Este Colégio se fundamenta numa filosofia que reconhece e valoriza a diversidade, como característica inerente à constituição de qualquer sociedade. Partindo desse principio e tendo como horizonte o cenário ético dos Direitos Humanos, sinaliza a necessidade de se garantir o acesso e a participação de todos, a todas as oportunidades, independentemente das peculiaridades de cada individuo, portanto fazse necessário: • Rever as práticas pedagógicas e os processos de avaliação; • Conhecer o desenvolvimento humano e suas relações com o processo de ensino aprendizagem, e como ele se dá para cada aluno; • Investir em capacitação, atualização, sensibilização, envolvendo toda comunidade escolar; • Focar na formação profissional do professor, que é relevante para aprofundar as discussões teóricas práticas; • Assessorar o professor para resolução de problemas no cotidiano na sala de aula, criando alternativas que possam beneficiar todos os alunos; • Utilizar currículos e metodologias flexíveis, levando em conta a singularidade de cada aluno, respeitando seus interesses,suas idéias e desafios para novas situações; • Investir na proposta de diversificação de conteúdos e práticas que possam melhorar as relações entre professor e alunos; • Avaliar de forma continuada e permanente, dando ênfase na qualidade do conhecimento e não na quantidade, oportunizando a criatividade, a cooperação e a participação; • Valorização maior das metas e não dos obstáculos encontrados pelo caminho, priorizando as questões pedagógicas e não apenas a questão biológica, com expectativa de que tudo será resolvido pela saúde; 6.7. Metas para os Programas de Complementação Curricular Formar grupos discentes de estudos permanentes, com o auxílio dos professores; Eleger um monitor para cada disicplina para a organização das aulas; Fortalecer o Programa Viva a Escola, em seus projetos: Química dos Produtos Domésticos e Conhecimento integração-Comunidade e Escola Preparatório para o Vestibular; Incentivar os alunos a participarem ativamente do Projetos do Viva a Escola; Organizar simulados das provas dos vestibulares e do ENEM; Visitar feiras de Profissões das Instituições de Ensino Superior; 7. AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO AVALIAÇÃO A avaliação é uma prática comum e necessária em todas as áreas da atividade humana e principalmente na educação, porque consiste num processo de acompanhamento e julgamento de toda atividade, sendo ela uma tarefa necessária e permanente do trabalho pois, através dela os resultados que vão sendo obtidos no decorrer das atividades são comparados com os objetivos propostos, a fim de constatar progressos, dificuldades e reorientar o trabalho para as correções necessárias. Toda avaliação é uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho desenvolvido e os dados coletados serão interpretados em relação a um padrão de desempenho e expressos através do preenchimento de ficha que será demonstrada logo abaixo. FICHA DE AVALIAÇÃO DOS ENCONTROS E GRUPOS DE ESTUDO DATA:_______________ ENCONTRO N.º________________ 1.Nesse encontro, aprendi________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 2.O que aprendi, serve para________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 3.Participando desse encontro me senti_______________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 4.Do que menos gostei____________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 5.Do que mais gostei_____________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 6.Minha relação com as pessoas do grupo_____________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 7.Espero que____________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 8.Que assuntos estavam inseridos___________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 9.Atividades realizadas que despertaram a minha atenção e meu interesse____________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ __________________________________________________________________ 10.Sugestões e comentários________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________ ______________________________________________________________ 7.1. Plano de Acompanhamento do PPP e de Informação à comunidade Justificativa: Esse plano justifica-se no reconhecimento da importância da avaliação interna da escola como condição para o estabelecimento de rumos e estratégias de melhoria da qualidade do ensino pela construção de ambiente escolar participativo e orientado para resultados, reconhecendo-a como estratégia principal, sem a qual não se pode promover a melhoria pretendida. Entendemos que a auto avaliação é uma oportunidade de reflexão, aprendizado e crescimento para a comunidade escolar e que o valor pedagógico desse processo será proporcional ao empenho da escola e a participação democrática e representativa de todos os segmentos da comunidade escolar. Sendo assim o processo de avaliação será uma oportunidade de aprendizado e evolução em que os resultados a serem obtidos servirão de referência à adoção de práticas para resolver problemas como evasão e repetência, elevar o índice de rendimento escolar, consequentemente concorrerão para melhoria de processos e resultados da escola. Aspectos a serem Avaliados Relacionamento da escola com a comunidade; Funcionamento do Conselho Escolar, Conselho de Classe, APMF, Participação de Pais e alunos nas atividades da escola; Atualização e enriquecimento do currículo, levando em conta os resultados de avaliação dos alunos e o trabalho pedagógico dos professores; Desenvolvimento do projeto político pedagógico, avaliando o compromisso das pessoas envolvidas (professores, pais, alunos, direção, equipe pedagógica, funcionários), bem como seu desempenho; Como são organizados e gerenciados os serviços de apoio, recursos físicos e financeiros; Quanto aos resultados obtidos pela escola em sua função principal que é assegurar o acesso, a permanência, o sucesso escolar e a adoção de mecanismos de monitoramento e a avaliação desses resultados. Metodologia A metodologia utilizada para efetivar a avaliação interna da escola, será um processo diagnóstico a ser efetuado durante o correr de todo ano letivo, utilizando como instrumento para essa verificação fichas específicas de avaliação de cada segmento da escola, quando posteriormente, serão organizados registros dos dados coletados, através de tabelas, gráficos e outros demonstrativos dos resultados obtidos. Esses registros servirão como ponto de partida, para verificar o andamento e redimensionar os objetivos, metas e ações, além disso, estarão a disposição da comunidade, para que a mesma caminhe junto com a escola, no sentido de superar dificuldades evidenciadas no processo avaliativo, bem como acompanhar os progressos realizados. Pessoas Envolvidas: Participarão desse processo avaliativo, professores, pais, equipe pedagógica, alunos, equipe da apoio e equipe administrativa. FICHA DE AVALIAÇÃO ATUALIZAÇÃO E ENRIQUECIMENTO CURRICULAR N.º DESCRIÇÃO 0 a 10 01 Ha na escola um esforço sistemático no sentido de atualizar seu currículo escolar, tendo como referência as Diretrizes Curriculares Nacionais, bem como a evolução da sociedade da ciência, da tecnologia e da cultura. 02 A escola identifica, desde o início do ano letivos as dificuldades de aprendizagem dos alunos e desenvolve ações pedagógicas, tendo por objetivo a recuperação do rendimento escolar e a sua melhoria contínua 03 A escola realiza projetos criativos, dinâmicos e inovadores, para melhoria da auto-estima dos alunos, o atendimento a saúde escolar, assim como a prevenção e combate a violência escola e a educação ambiental. 04 A escola adota critérios pedagógicos para organizar turmas, horários e atividades extra-classe de modo a qualificar o ensino e a aprendizagem dos alunos. 05 A escola completa em seu processo pedagógico o atendimento apropriado aos alunos portadores de necessidades especiais. 06 É claramente manifestado, nas ações do corpo docente da escola o seu comprometimento com a aprendizagem dos alunos(sua recuperação, articulação com as famílias e comunidade, execução dos planos de trabalho, em sintonia com a proposta pedagógica.). FICHA DE AVALIAÇÃO RELACIONAMENTO ESCOLA/COMUNIDADE N.º DESCRIÇÃO 0 a 10 01 A escola realiza o planejamento, o desenvolvimento e avaliação de ações escolares de forma participativa, organizada e sistemática envolvendo órgão colegiados, professores, funcionários, pais e alunos. 02 Existe na escola em pleno funcionamento, órgãos colegiados adotando uma atitude positiva marcada pelo comprometimento, iniciativa e forte colaboração. 03 A escola define cooperativamente sua função, valores, princípios, objetivos e os adota como orientadores das suas ações, tornando-as evidente em seu cotidiano. 04 A escola mantém parcerias com entidades, empresas, instituições diversas, visando a melhoria da gestão escolar, o enriquecimento do currículo escolar e a aprendizagem de seus alunos. 05 Há um cuidado e uma prática de comunicação e informação aberta na escola e na comunidade, promovendo-se dessa forma, a socialização e a transparência das suas ações. 06 A escola estimula e apóia a organização dos alunos e outros segmentos para que atuem em ações conjuntas, solidárias, cooperativas e comunitárias. FICHA DE AVALIAÇÃO ASPECTO HUMANO N.º DESCRIÇÃO 0 a 10 01 A escola promove ações de formação continuada e em serviço, para o desenvolvimento de liderança e aperfeiçoamento de seus professores e funcionários. 02 A escola dedica-se regularmente a promover a integração entre os professores e demais profissionais da escola, visando a articulação de suas ações e a unidade de propósitos e concepções educacionais 03 A escola cria ambiente de trabalho acolhedor e alegre, promovendo dinâmicas para desenvolver equipes, mediar conflitos e favorecer a organização dos seus segmentos, em um clima de compromisso ético e solidário. 04 A escola adota práticas de avaliação de desempenho de seus professores e funcionários, de modo a verificar o cumprimento de objetivos e metas que levem a melhoria contínua deste desempenho e da aprendizagem dos alunos. 05 A escola desenvolve ações para assegurar, do ponto de vista quantitativo e 06 qualitativo o atendimento das necessidades de desenvolvimento profissional de professores e funcionários. A escola adota práticas de valorização e reconhecimento do trabalho e esforço dos seus professores e demais profissionais, no sentido de aprimoramento do seu desempenho. FICHA DE AVALIAÇÃO ASPECTO ADMINISTRATIVO, FÍSICO E FINANCEIRO Nº 01 02 DESCRIÇÃO 0 a 10 A escola mantém e disponibiliza serviços atualizados de escrituração escola, devidamente organizado-registros, documentação dos alunos, e outros. A escola utiliza apropriadamente as instalações e equipamentos existentes em benefício de seu projeto pedagógico e da criação de um ambiente de aprendizagem e de cidadania. 03 A escola promove ações que favoreçam a conservação - higiene e limpeza e a manutenção do patrimônio escolar - instalações e equipamentos. 04 A escola busca pareceria na comunidade, para suprir suas limitações físicas instalações e equipamentos atendendo a seu projeto pedagógico. 05 A escola disponibiliza aos professores serviços e recursos de apoio à realização de ações pedagógicas diferenciadas. A escola disponibiliza seu espaço, nos fins de semana e período de férias para realização de atividades que congreguem a comunidade em que está inserida. 06 FICHA DE AVALIAÇÃO RESULTADOS OBTIDOS Nº 01 02 03 04 05 06 DESCRIÇÃO 0 a 10 A escola tem alcançado os objetivos e metas definidas em seu projeto político pedagógico A escola realiza pesquisa de satisfação dos alunos e dos pais, com relação ao ensino por ela promovido. A escola, tem acompanho e gerenciado os índices de acesso, permanência, aprovação e aproveitamento escolar de seus alunos. A escola utiliza referência de comparação com outras escolas, Sistema SAEB ou outros para analisar seus resultados e o nível de seu desempenho. A escola presta conta aos pais e a comunidade, dos resultados das ações que promovem, em relação a aprendizagem dos seus alunos. A escola elevou os índices de aprovação e permanência dos alunos. 7.2. Participação das Instâncias Colegiadas O Colégio Estadual Rui Barbosa incentiva a participação das instâncias colegiadas no processo de Avaliação Institucional, através das seguintes ações: - Mobilização da comunidade escolar: reuniões com pais, alunos e membros das instâncias colegiadas (distribuição de panfletos a comunidade convidando a participar da construção e avaliação do PPP - Formação da Comissão Avaliadora; - Distribuição das atividades por grupos, conforme os marcos do PPP; - Reunião com os grupos para a apreciação dos documentos dos documentos escritos por grupo: o documento PPP deverá ser apreciado e aprovado. 7.3. Periodicidade do Acompanhamento e Avaliação do PPP O acompanhamento do PPP é contínuo, na medida em que as necessidades, as prioridades e as concepções se renovem numa dialética eterna. Entretanto, para questões documentais o prazo de redimensionamento do PPP, acompanhamento e avaliação será bianual. 8.BIBLIOGRAFIA FREIRE, Paulo Freire. Pedagogia da Autonomia:saberes necessários à pratica educativa. 29 ed.São Paulo: Paz e Terra, 2004. BOFF, Leonard. Projetos políticos e modelos de cidadania. In: Boff, L. Depois de 500 anos: que Brasil queremos? Petrópolis, RJ vozes, 2000. p.57-74. FEIGES, M.M.F. O projeto político-pedagógico e a eleição para diretores de escola: limites e possibilidades da gestão democrática. In: Secretaria de Educação de Maringá, Caderno temático I, 2003, p.32-37. LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da Aprendizagem escolar: um ato amoroso. In: Avaliação de aprendizagem escolar: estudos e proposições. 5ª ed. SP: Cortez, 2003, p. 168180. _________. Avaliação do Aluno: a favor ou contra a democratização do ensino? In: Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. – 15ª ed. SP 2003, p.60-84. FRIGOTTO, Gaudêncio. Fundamentos de um projeto político-pedagógico. In: Demerval Saviani e a educação brasileira: o simpósio de Marília. São Paulo, Cortez, 1994 p.180-191. MARTINS, R.B. Educação para a cidadania: o projeto político-pedagógico como elemento articulador. In: VEIGA, I. P. A.: REZENDE, M. L. G. de ( orgs.). Escola: espaço do projeto político-pedagógico. Campinas, SP: Papirus, 1998, p. 49-73. PINO, A. Escola e cidadania: apropriação do conhecimento e exercício da cidadania. In: SEVERINO, A.I, MARTINS, I. de S., Zaluar A. e outros. Sociedade cível e educação. Campinas, SP: Papirus: Cedes; São Paulo: Ande: Anped, 1992, p. 15-25. CHARLOT, Bernard. A mistificação pedagógica. Rio de Janeiro, Zahar, 1979. LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública – a pedagogia critico-social dos conteúdos. São Paulo, Loyola, 1984. VEIGA, I.P.A. Perspectiva para reflexão em torno do projeto político-pedagógico. In: VEIGA, I. P. A.e REZENDE, L. M. G. de (orgs). Escola: espaço do projeto políticopedagógico. Campinas, SP: Papirus, 1998, p 9-32. NISKIER, Arnaldo – LDB – A nova lei da Educação – 6ª ed. Editora consultor, 1997. GANDIN, Danilo & Gandin, Luiz Armando. Temas para um projeto políticopedagógico. 2ª ed.. São Paulo, Vozes, 2000. DEMO, Pedro. Participação é conquista: Noções de política social participante. São Paulo, Cortez, 1998. VEIGA, Ilma Passos. Projeto político da escola: Uma construção possível. 2ª ed. SP. Papirus.1996. Diretrizes Curriculares de Arte para o Ensino Médio. 2006 Arte/ vários autores – Curitiba:SEED-PR, 2006 – 336 p.Cadernos temáticos – História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. PAULINO, Wilson Roberto. Biologia Vol. 1. 2. 3., 1ªed. – São Paulo – Ática, 2005 Biologia/vários autores, Curitiba. SEED-PR, 2006. MACHADO, Sídio. Biologia para o Ensino Médio – volume único – São PauloScipione,2003. Diretrizes curriculares de Biologia para o Ensino Médio/2006. Educação Física / Vários Autores. – Curitiba:SEED-PR, 2006. – 232p. Diretrizes Curriculares de Educação Física para o Ensino Médio/2006. Cadernos temáticos História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Diretrizes Curriculares da Disciplina de Filosofia/06 Paraná. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Departamento de Ensino Fundamental.Cadernos Temáticos – A inserção dos conteúdos de História e cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares. Curitiba: SEED-PR, 2005, 43 p. Filosofia / Vários Autores. – Curitiba: SEED-PR, 2006- 336p. Diretrizes Curriculares de Física para o Ensino Médio/2006 Cadernos Temáticos – A inserção dos conteúdos de História e cultura afro-brasileira e africana nos currículos escolares.- Curitiba: SEED-PR, 2005, 43 p. SENE, Eustáquio de, João Carlos Moreira, Geografia geral e do Brasil; espaço geográfico e globalização – São Paulo: Spione, 1998. Krajewski, Ângela Corrêa, Raul Borges Guimarães, Wagner Costa Ribeiro – 1ªed – São Paulo: Moderna 2000-(Coleção Base) VESENTINI, José Willian, Geografia Série Brasil, Ensino Médio/Vol. Único/ Ed. Ática) 2003. MARINA, Lúcia, Tércio Rigolin, Geografia, série Novo Ensino Médio, Editora Ática 2002. Manual de Aulas Práticas/Geografia par o Ensino Médio. 1999/2005. Geografia/ Vários Autores.- Curitiba:SEED-PR, 2006. – 280p. Diretrizes Curriculares de Geografia para o Ensino Médio/2006. Diretrizes Curriculares de Língua Estrangeira para o Ensino Médio/2006 Livro Público Didático- Língua Estrangeira Moderna – Espanhol-Inglês(Ensino Médio) FERRARI. Marisa Tiemann/ Rubin, Sarah Giersztel. Inglês para o Ensino Médio. São Paulo; Scipione, 2002. MARQUES, Amaadeu. Password-Special Edition. São Paulo: Ática, 1999. Tradução: a prática da diferença/organizador: Paulo Ottoni. 2ª ed. Ver. – Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2005. Ensino de Língua Inglesa: reflexões e experiências/ Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva(Org.) - O ensino do inglês como língua estrangeira: estudos e reflexões/Simone Sarmento, Vera Muller, Organizadoras. – Porto Alegre: APIRS, 2004. Diretrizes Curriculares de História para o Ensino Médio/2006 História / Vários Autores. – Curitiba: SEED-PR,2006. – p.376. Diretrizes Curriculares da Rede Pública de Educação Básica do Estado do Paraná/2006 Língua Portuguesa e Literatura – Ensino Médio – Curitiba-SEED/PR. DCE - Diretrizes Curriculares de Matemática para o Ensino Médio/2006 – SEED Livro Didático Publico Matemática – SEED- PR MARCONDES Gentil e Sérgio Matemática – Série Novo Ensino Médio - Volume único. Editora Ática. GIOVANNI, José R José R. Bonjorno e José R. Giovanni Jr. Matemática Completa. FTD FACCHINI, Matemática – Volume único. Editora Saraiva. BEZERRA. Matemática 2 º Grau – Volume único . Editora Scipione. Dante. Luiz R. Matemática – Contextos e Aplicações - Volume 1, 2 e 3. Editora Ática. IEZZI.Gelson Osvaldo Dolce, David M Degenszajn e Roberto Périgo. Matemática – Volume único. Editora atual. NICOLAU, Vicente e Elizabeth. Matemática – Ensino Médio – volume único. Editora Scipione. FILHO, Benigno B e Cláudio X da Silva- Matemática Aula por Aula – volume único.. Ed. FTD. Revista Superinteressante, ed. Abril Revista Mundo Estranho, ed. Abril. Revista SBEM – Sociedade Brasileira de Educação Matemática. Revista do Professor de Matemática –RPM Diretrizes Curriculares de Química para o Ensino Médio – Secretaria de Estado da Educação – Junho/2006. CHRISPINO, Álvaro. O Que é Química. Ed. Brasiliense/1998 SANTOS, Wilson Luiz Pereira dos/ SCHNETZLER, Roseli Racheco. Educação em Química – Compromisso com a Cidadania. Uniuí – RS/ 2003 SARDELLA, Antônio. Química Novo Ensino Médio. Ática – SP/ 2005. SANTOS, Wilson Luiz Pereira dos/ et all. Química e Sociedade. Nova Geração – SP/ 2005. CHAGAS, Aécio Pereira. Como se faz Química. Unicamp – Campinas – SP/ 2005 MALDANER, Otávio Aloísio. A Formação Inicial e Continuada de Professores de Química. Inijuí: 2003 Diretrizes Curriculares de Sociologia para o Ensino Médio./2006 Sociologia/vários autores – Curitiba: SEED-PR, 2006 – 336p. 9. ANEXOS 9.1. ATA DE APROVAÇÃO DO CONSELHO ESCOLAR 9.2. ATAS DAS REUNIÕES DA COMISSÃO DE ELABORAÇÃO DO PPP 84 PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR Os atuais marcos legais para a oferta do Ensino Médio, consubstanciados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Nº 9394/96), representam um divisor na construção da identidade da terceira etapa da educação básica. Dois aspectos merecem destaque. O primeiro diz respeito às finalidades do Ensino Médio: o aprimoramento do educando como ser humano, sua formação ética, desenvolvimento de sua autonomia intelectual e de seu pensamento crítico, sua preparação para o mundo do trabalho e o desenvolvimento conhecimentos aptidões para continuar seu aprendizado.(art.35) O segundo propõe a organização curricular com os seguintes componentes: - Base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada que atenda a especificidades regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e do próprio aluno(art.26); - Integração e articulação dos conhecimentos em processos permanentes de interdisciplinaridade e contextualização; - Proposta pedagógica elaborada e executada pelos estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as de seu sistema de ensino; Participação dos docentes na elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino. O grande avanço determinado por tais diretrizes consiste na possibilidade objetiva de pensar a escola a partir de sua própria realidade, privilegiando o trabalho coletivo. Ao se tratar da organização curricular tem-se consciência de que a essência da organização escolar é, pois, contemplada. Por outro lado, um conjunto de questões emerge, uma vez que o currículo traz na sua construção o tratamento das dimensões histórico-social e epistemológica. A primeira afirma o valor histórico e social do conhecimento; a segunda impõe a necessidade de reconstruir os procedimentos envolvidos na produção dos conhecimentos. Além disso, a proposta curricular deve ser entendida como expressão de uma política cultural, na medida em que seleciona conteúdos e práticas de uma dada cultura para serem trabalhados no interior da escola. Assim sendo o currículo é a expressão dinâmica do conceito que a escola e o sistema de ensino têm sobre o desenvolvimento dos seus alunos e que se propõe realizar com e para eles. 85 ARTE APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A arte está presente desde os primórdios da humanização, o ser humano como seu criador produz novas maneiras de ver e sentir, possibilitando ao aluno um novo olhar, um ouvir mais crítico, um interpretar da realidade além das aparências com a criação de uma nova realidade. Pela arte, o ser humano torna-se consciente da sua existência individual e social, ele se percebe e se interroga, sendo levado a interpretar o mundo e a si mesmo. Sendo assim ele transforma o mundo e a si próprio, pelo trabalho, constituindo dessa forma, a arte, a linguagem e a cultura. A arte não vive num puro terreno da afetividade imediata. Ela requer, para o criador como para o consumidor, a posse de um certo número de ferramentas intelectuais e técnicas que nenhuma espontaneidade permite dispensar. Assim a disciplina de Arte para o Ensino Médio deverá estabelecer as formas de relação da arte com a sociedade numa dimensão ampliada, enfatizando a associação desta com a cultura e a linguagem. Desse modo, a Cultura funcionará como uma lente através da qual o aluno se vê, se compreende, se inclui, se localiza, se insere na diversidade, provocando-o para a inauguração de novos códigos e signos, e não somente para a reprodução de padrões estabelecidos, pois esse sujeito está frente a uma sociedade construída historicamente e em constante transformação. OBJETIVOS GERAIS Ampliar o repertório cultural do aluno a partir dos conhecimentos estéticos, artístico e contextualizado, aproximando-o do Universo cultural da humanidade nas suas diversas representações. Promover conhecimentos de arte aos alunos buscando contribuir com o fortalecimento de experiências sensíveis e criativas para as identidades artísticas. Criar formas singulares de pensamentos, aprender e expandir suas potencialidades criativas. Possibilitar aos educandos o acesso às obras artísticas, música, dança, teatros e artes visuais para que os mesmos possam familiarizar-se com as diversas formas de produção de arte. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES O Currículo para a disciplina de Arte, no Ensino Médio, deve ser organizado de forma a preservar o direito do aluno de ter acesso ao conhecimento sistematizado de arte. O conhecimento em arte tem por objetivo revelar o conteúdo social da arte por meio dos fatos históricos culturais e sociais. O Caráter social é relevante pelo fato da arte alterar a noção de tempo e espaço do ser humano, em toda a história e particularmente a do jovem do século XXI, com as novas tecnologias dos meios de comunicação. Os Conteúdos Estruturantes serão citados nas linhas subseqüentes. No Currículo para o ensino médio também será considerada a Lei 10.639/03, a qual se refere a inserção História da Cultura Afro-brasileira e Africana. AREAS 86 ELEMENTOS FORMAIS CONTEUDOS ESTRUTURANTES COMPOSIÇÃO MOVIMENTOS E PERÍODOS • • • • • • • Ponto Linha Superfície Textura Volume Luz Cor • • • • • • • • • Figurativa Abstrata Fugura/fundo Bidimensional/tridimensional Semelhanças Contrastes Ritmo visual Gêneros Técnicas Arte Pré-histórica Arte no Egito Antigo Arte Greco-Romana Arte Pré-Colombiana Nas Américas Arte Oriental Arte Africana Arte Medieval Renascimento MUSICA • • • • • Altura Duração Timbre Intensidade Densidade • Personagem: Expressões corporais, vocais, gestuais e faciais Ação Espaço Cênico • • • • • Ritmo Melodia Harmonia Intervalo melódico Intervalo harmônico Tonal Modal Gêneros Técnicas Improvisação Repreesentação Sonoplastia/iluminação/ cenografia/figurino/ caracterização/maquiagem/ adereços Jogos teatrais Roteiro Enredo Gêneros Técnicas Barroco Neoclassicismo Romantismo Realismo Impressionismo Expressionismo Fauvismo Cubismo Abstracionismo Dadaísmo TEATRO • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Ponto de apoio Salto e queda Rotação Formação Deslocamento Sonoplatia Coreaografia Gêneros Técnicas Hip hop Dança Moderna Vanguardas Artísticas Arte Brasileira Influência Africana e Indígena Arte Paranaense Indústria Cultural ARTES VISUAIS • • DANÇA • Movimento Corporal • Tempo • Espaço Surrealismo Op-art Pop-art Teatro Pobre Teatro do Oprimido Música Serial Música Eletrônica Rap, Funk, Techo Música Minimalista Arte Engajada 87 METODOLOGIA A Arte é um campo do conhecimento humano, produto da criação e do trabalho de indivíduos, histórica e socialmente datados, onde cada conteúdo tem sua origem e melhor compreensão por parte do aluno. A Arte é uma composição estética e instrumento de simbolização que necessita do trabalho material, o que a faz freqüentemente intervir com as ciências o que possibilita a articulação e a unidade com a proposta curricular da escola, oportunizando um trabalho mais efetivo na formação e desenvolvimento do aluno, porém a arte e suas múltiplas linguagens representam um contraponto com a grande quantidade de racionalismo existente no currículo escolar. O Objeto do trabalho com a arte é o conhecimento, desta forma deve ser contemplados três momentos da organização pedagógica da disciplina de arte: o sentir e perceber, que são as formas de apreciação e apropriação, o trabalho artístico, que se resume na prática criativa e o conhecimento, que vem fundamentar e possibilitar ao aluno um sentir/perceber e um trabalho artístico mais sistematizado, direcionando o aluno para a formação de conceitos artísticos. Sendo assim, serão trabalhados textos que valorizem o conhecimento científico, filosófico e artístico, bem como a dimensão histórica da disciplina de maneira contextualizada, numa linguagem que aproxime esses saberes da sua realidade e discute-se em diferentes perspectivas de análise. Serão enfatizadas atividades que configuram a construção do conhecimento por meio do diálogo e da pesquisa. O desenvolvimento da criatividade dos educandos se efetivará através de exercícios e linguagem própria pelo movimento, expressando-se livremente para o desenvolvimento do senso crítico e perceptivo. Sem o estudo e a prática dessa disciplina os estudantes tendem a ter uma visão mais restrita de si mesmo e da própria cultura. A Arte torna os alunos mais sensíveis e mais críticos. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A disciplina de Arte deve avaliar de forma que o aluno tenha liberdade de raciocínio e criatividade para favorecer o processo pessoal. Ao avaliar a aprendizagem do aluno, o professor está também, avaliando a qualidade do trabalho pedagógico realizado. E através de seus resultados, podem identificar o nível das elaborações dos alunos e o tipo de dificuldades surgidas, para que se elabore situações didáticas e seqüências de intervenções com os desafios (perguntas, leituras, etc.) Necessários á construção dos conhecimentos pelos alunos. Logo a avaliação é compreendida como processo de libertação do autoritarismo e valorização do papel de mediador/provocador exercido pelo professor. Avaliação está presente em todos os momentos do ato pedagógico, vitalizando o processo de produção e socialização do saber da escola. Sendo assim, o aluno será avaliado no dia-a-dia, observando a participação, o interesse, através de atividades práticas teóricas, trabalhos artísticos, pesquisas, trabalhos individuais e coletivos, enfim será avaliado todo o processo de construção do cidadão como pessoa e convivência pessoal. 88 BIOLOGIA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A disciplina de Biologia tem como objeto de estudo o fenômeno Vida. Ao longo da história da humanidade, muitos foram os conceitos elaborados sobre esse fenômeno, numa tentativa de explica-lo e, ao mesmo tempo, compreendê-lo. A preocupação com a discrição dos seres vivos e dos fenômenos naturais levou o homem a diferentes concepções de Vida, de mundo e de seu papel como parte deste mundo. Tal interesse sempre esteve relacionado à necessidade de garantir a sobrevivência humana. Como parte desse processo, a biologia é uma das disciplinas mais relevantes e merecedoras de atenção do aluno. A formação biológica contribui para que cada indivíduo seja capaz de compreender e aprofundar as explicações atualizadas de processos e conceitos biológicos para a importância da ciência e da tecnologia na vida moderna e para o interesse pelo mundo dos seres vivos. Para o ensino de Biologia, compreender o fenômeno Vida e sua complexidade das relações, significa pensar em uma ciência em transformação, cujo caráter provisório garante a reavaliação de seus resultados e possibilitar o repensar e a mudança constante de conceitos e teorias elaboradas em cada momento histórico, social, político, econômico e cultural. OBJETIVOS GERAIS Fornecer aos alunos meios para apropriar-se de conhecimentos que lhe permitirão transcender o ambiente imediato. Ao longo desse processo, o aluno desenvolverá características passíveis de avaliação, entre elas as capacidades de interpretação, análise, compreensão, síntese e formulação. Entender que os avanços tecnológicos exigem dos cidadãos crescimento constante e que, para não ficar à margem da sociedade, será necessário desenvolver o gosto pela cultura e a habilidade e promover seu próprio conhecimento; Compreender que o conhecimento científico não é exclusivo de cientistas, visto que os produtos desse conhecimento entram em nossas casas e em nossas vidas a todo instante, tornando-nos parte ativa do processo, o que exige de todos atualização constante; Perceber que a resolução de muitos problemas está em suas mãos e que para isso será preciso será preciso analisar os acontecimentos, questionar, discutir com as outras pessoas e procurar a melhor forma para solucioná-los; CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 1- Organização dos Seres Vivos; A metodologia descritiva, utilizada no momento histórico em que seu Conteúdo Estruturante foi sistematizado no pensamento biológico, propõe a observação e descrição dos seres vivos. Busca-se partir desta metodologia ampliando a discussão para a comparação das características estruturais anatômicas e comportamentais de seres, realizando as discussões entre os critérios usados desde Linné até atualidade com a introdução da análise genômica propiciando a compreensão sobre o pensamento humano, partindo da compreensão do mundo imutável, chegou ao modelo do mundo em constante mudança. Estudo das características biológicas dos diversos povos; 89 2- Mecanismos Biológicos; Este conteúdo estruturante fundamenta-se no pensamento biológico mecanicista para explicar os mecanismos biológicos. Por isso, baseava-se na análise dos conhecimentos biológicos sob a perspectiva fragmentada, conhecendo-se as partes, utilizando-se as idéias do método científico, com a proposição de hipótese que permitisse analisar com os sistemas biológicos funcionavam. Nesta diretriz, considera-se que este conhecimento isoladamente, é insuficiente para permitir ao aluno compreender as relações que se estabelecem entre os diversos mecanismos para a manutenção da vida. É importante que o professor considere o aprofundamento, a especialização, o conhecimento objetivo como ponto de partida para que se possa compreender os sistemas vivos como fruto de interação entre seus elementos constituintes da interação deste sistema com os demais componentes do seu meio. Análise e reflexão sobre o panorama saúde dos Africanos; 3- Biodiversidade: Relações ecológicas, modificações evolutivas e variabilidade genética; Este Conteúdo Estruturante fundamenta-se no pensamento biológico evolutivo. Sendo a concepção da Ciência entendida como construção humana, a metodologia do ensino neste conteúdo estruturante pretende caracterizar a diversidade da VIDA como um conjunto de processos organizados e integrados, quer no nível de uma célula, de um indivíduo, ou, ainda, de organismos no seu meio. Pretende-se ainda que as reflexões propostas, deste conteúdo estruturante partam das contribuições de Lamarck e Darwin para superar as idéias fixistas, já superadas a muito pela ciência e supostamente pela sociedade. Pretende-se a superação das concepções alternativas do aluno como aproximação das concepções científicas, procurando compreender os conceitos da genética, da evolução e da ecologia, como forma de explicar a diversidade dos seres vivos. Estudos sobre as teorias antropológicas; 4- Implicação dos avanços Biológicos no Fenômeno Vida; Este conteúdo estruturante fundamenta-se no pensamento biológico da manipulação genética. Ao propor o paradigma da manipulação genética não significa que esteja sendo proposta a manipulação do material genético nos laboratórios escolares. O que se pretende, é garantir a reflexão sobre as implicações dos avanços biológicos para o desenvolvimento da sociedade. Uma possibilidade metodológica a ser utilizada é a problematização. Esta proposta metodológica parte do princípio da provocação e mobilização do aluno na busca por conhecimentos necessários para resolução de problemas. Estes problemas relacionam os conteúdos da biologia ao cotidiano do aluno para que ele busque compreender e atuar em sociedade, de uma forma crítica. Compreendendo-se a proposta dos conteúdos estruturantes, atenção especial deve ser dada ao modo como os recursos pedagógicos serão utilizados e aos critérios políticopedagógicos da seleção de recursos didáticos que podem contribuir para uma leitura crítica que permitirá realizar os recortes necessários dos conteúdos específicos, identificados como significativos para o ensino médio. Recursos como a aula dialogada, a leitura, a escrita, a experimentação, as analogias, entre tantos outros, deve ser utilizado no sentido de possibilitarem a participação dos alunos, favorecendo a expressão de seus pensamentos, suas percepções, significações, interpretações, uma vez que aprender envolve a produção/criação de novos significados, tendo em vista que esse processo acarreta o encontro e o confronto das diferentes idéias que 90 circulam na sala de aula. Contribuições dos povos africanos e seus descendentes para avanços da ciência e da tecnologia. CONTEÚDOS DE BIOLOGIA CONTEÚDOS ESTRUTURANTES CONTEÚDOS BÁSICOS Classificação dos seres vivos: critérios taxonômicos e filogenéticos. Organização dos seres vivos Sistemas biológicos: anatomia,morfologia e fisiologia. Mecanismos biológicos Mecanismos de desenvolvimento embriológico. Mecanismos celulares biofísicos e bioquímicos. Teorias evolutivas. Biodiversidade Transmissão das características hereditárias. Dinâmica dos ecossistemas: relações entre os seres vivos e interdependência com o ambiente. Manipulação genética Organismos geneticamente modificado. METODOLOGIA O desenvolvimento dos conteúdos estruturantes deve ocorrer de forma integrada, ou seja, à medida que se discute um conteúdo específico do Conteúdo Estruturante Biodiversidade, por exemplo, necessita-se de conhecimentos sobre os Mecanismos Biológicos e Organização dos Seres Vivos para compreender porque determinados fenômenos acontecem e como a vida se organiza na terra e quais implicações dos avanços biológicos são decorrentes. Ao considerar o embate entre as diferentes concepções teóricas propostas para compreender um fato científico ao longo da história, torna-se evidente a dificuldade de 91 consolidação de novas concepções em virtude das teorias anteriores, pois estas podem agir como obstáculos epistemológicos. Torna-se, importante, então considerar a necessidade de se conhecer e respeitar a diversidade social, cultural e as idéias primeiras do aluno, como elementos que também podem constituir obstáculos à aprendizagem dos conceitos científicos que levam a compreensão do conceito VIDA. Os ensinos dos conteúdos específicos de biologia apontam para as seguintes estratégias metodológicas de ensino: Pratica social, problematização, instrumentalização, catarse e o retorno à pratica social (Gasparin,2002;Saviani,1997). 1.PRATICA SOCIAL: caracteriza-se por ser o ponto de partida onde o objetivo é perceber e denotar, dar significação às concepções alternativas do aluno a ártir de uma visão sincrética, desorganizada, de senso comum a respeito do conteúdo à ser trabalhado. 2.PROBLEMATIZAÇÃO: é o momento para detectar e apontar as questões que precisam ser resolvidas no âmbito da prática social e em conseqüência, estabelecer que conhecimentos são necessários para a resolução destas questões, e as exigências sociais de aplicação desse conhecimento. 3.INSTRUMENTALIZAÇÃO: consiste em apresentar os conteúdos sistematizados para que os alunos assimilem e os transformem em instrumento de construção pessoal e profissional. Neste contexto, que os alunos apropriem-se das ferramentas culturais necessárias à luta social para superar a condição de exploração em que vivem. 4.CATARSE: é a fase de aproximação entre o que o aluno adquiriu de conhecimento e o problema em questão. A partir da apropriação dos instrumentos culturais, transformados em elementos ativos de transformação social e assim sendo, o aluno passa ao entendimento e elaboração de novas estruturas de conhecimento, ou seja, passa da ação para a conscientização. 5.RETORNO A PRATICA SOCIAL: caracteriza-se pelo retorno a prática social, com o saber concreto e pensado para atuar e transformar as relações de produção que impedem a construção de uma sociedade mais igualitária. a situação. A situação de compreensão sincrética apresentada pelo aluno no início do processo, passa de um estágio de menor compreensão do conhecimento científico a uma fase de maior clareza e compreensão, explicitada numa visão sintética. Neste contexto, o processo educacional põe-se a serviço da referida transformação das relações de produção. Assim, ao utilizar-se desta estratégia metodológica e retomando as metodologias que favorecem a determinação dos marcos conceituais apresentados para o ensino de Biologia, propõe-se a utilização das estratégias acima apresentadas e considerar os princípios metodológicos utilizados naqueles momentos históricos, porém, adequados ao ensino neste momento histórico. Este conteúdo estruturante fundamenta-se no pensamento biológico da manipulação genética. Ao propor o paradigma da manipulação genética não significa que esteja sendo proposta a manipulação do material genético nos laboratórios escolares. O que se pretende, é garantir a reflexão sobre as implicações dos avanços biológicos para o desenvolvimento da sociedade. Uma possibilidade metodológica a ser utilizada é a problematização. Esta proposta metodológica parte do princípio da provocação e mobilização do aluno na busca por conhecimentos necessários para resolução de problemas. Estes problemas relacionam os conteúdos da biologia ao cotidiano do aluno para que ele busque compreender e atuar em sociedade, de uma forma crítica. Compreendendo-se a proposta dos conteúdos estruturantes, atenção especial deve ser dada ao modo como os recursos pedagógicos serão utilizados e aos critérios políticopedagógicos da seleção de recursos didáticos que podem contribuir para uma leitura crítica 92 que permitirá realizar os recortes necessários dos conteúdos específicos, identificados como significativos para o ensino médio. Recursos como a aula dialogada, a leitura, a escrita, a experimentação, as analogias, entre tantos outros, deve ser utilizado no sentido de possibilitarem a participação dos alunos, favorecendo a expressão de seus pensamentos, suas percepções, significações, interpretações, uma vez que aprender envolve a produção/criação de novos significados, tendo em vista que esse processo acarreta o encontro e o confronto das diferentes idéias que circulam na sala de aula. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A avaliação é um dos aspectos do processo ensino-aprendizagem que mais se faça necessária uma mudança didática favorecendo a uma reflexão crítica de idéias e comportamentos docentes de “senso comum” muito. É preciso compreender a avaliação como prática emancipadora. Deste modo, a avaliação da disciplina de Biologia, passa a ser entendida como instrumento cuja finalidade é obter informações necessárias sobre o desenvolvimento da prática pedagógica para nela intervir e reformular os processos de aprendizagem. Pressupõe-se uma tomada de decisão onde o aluno toma conhecimento dos resultados de sua aprendizagem e organiza-se para as mudanças necessárias. A avaliação como instrumento reflexivo prevê um conjunto de ações pedagógicas pensadas e realizadas pelo professor ao longo do ano letivo. Professores e alunos tornam-se observadores dos avanços e dificuldades a fim de superar obstáculos. Avaliar pressupõe expectativas de resultados, sendo desejável que o aluno apresente progressos: - na atividade cognitiva, como a conquista de maneiras de pesquisar, estudar e auto-avaliar-se; - nas relações inter-pessoais, pela demonstração de sociabilidade, solidariedade,cooperação e participação; - na elaboração de textos cada vez mais integrados e conseguindo transferir os conhecimentos da biologia para outras situações, inclusive de vida diária; - na capacidade de analisar, comparar, classificar, deduzir, criticar, sintetizar e interpretar dados, fatos e situações. - Na compreensão dos meios de comunicação, não se deixando manipular como consumidor e cidadão; Quanto aos instrumentos de avaliação, poderão ser utilizados: - Prova escrita: Questões dissertativas estimulam a capacidade de síntese do aluno; - Prova oral- As questões devem ser do mesmo nível de dificuldade, para que diferentes alunos não sejam prejudicados; - Pesquisa- Atividades extraclasse, com o envolvimento dos familiares. - Atividades em classe- Atividade em grupo ou individual para a melhor compreensão e o aprofundamento dos conteúdos ministrados em aula expositiva; - Seminários. 93 EDUCAÇÃO FÍSICA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A educação Física pretende refletir sobre as necessidades atuais de ensino, superando a visão fragmentada de homem. Essa proposta tem como fundamento geral o materialismo histórico, cujos princípios apresentam uma profunda reflexão e crítica a respeito das estruturas sociais e suas desigualdades, inerentes ao funcionamento da sociedade. Busca ainda superar as concepções fundadas nas lógicas, instrumental, anátomo funcional e esportivizada proveniente de outras matrizes teórico-metodológicas e principalmente, no modelo de inspiração positivista, originários das ciências da Natureza. A nova proposta para o ensino da Educação Física tem avançado para preocupações pautadas por disciplinas variadas que permitem o entendimento do corpo e muito de sua complexidade, ou seja, a atual educação física permite uma abordagem biológica, antropológica, sociológica, psicológica, filosófica e política das práticas corporais, justamente por sua constituição interdisciplinar. A Educação Física é parte do projeto geral de escolarização e, como tal, deve estar articulada ao Projeto político Pedagógico da escola. Se a atuação do professor é na quadra e em outros lugares do ambiente escolar, seu compromisso é com a escola e com o projeto de escolarização ali instituído, sempre em favor da formação humana. Deve-se considerar a Educação física de forma mais abrangente, propiciando uma educação voltada para uma consciência crítica, onde o trabalho, enquanto categoria é um dos princípios fundantes dessa reflexão. Conteúdos estruturantes que serão trabalhados: Ginástica, Esporte, Dança, lutas e Jogos. OBJETIVOS GERAIS O papel da Educação física será o de transcender aquilo que se apresenta como senso comum, desmistificando formas já arraigadas e equivocadas sobre o entendimento das diversas práticas e manifestações corporais. Desse modo, deve-se levar o aluno a priorizar a construção do conhecimento sistematizado como oportunidade ímpar, de reelaboração de idéias e práticas que, por meio de ações pedagógicas, intensifiquem a compreensão do aluno sobre a gama de conhecimentos produzidos pela humanidade e suas implicações para a vida. Como exemplo destes conhecimentos, pode-se apresentar a discussão sobre a diversidade cultural em termos corporais, com o intuito de que os alunos possam respeitar as diferenças identificadas, bem como se posicionarem frente a elas de modo autônomo, realizando opções, pautadas nos conhecimentos relevantes apresentados. Comprometer-se com desenvolvimento do sujeito omnilateral; Proporcionar ao aluno uma visão crítica do mundo e da sociedade na qual está inserido; Potencializar as formas de expressão do corpo: Contato corporal e o necessário respeito mútuo; Organização de grupos estabelecendo critérios que contemplem todos os participantes; Respeito por aqueles que, de alguma forma, não conseguem realizar o que foi proposto pelo próprio grupo, devendo refletir, com elementos que levem o sujeito a questionar formas já neutralizadas de preconceito, sobre a domesticação e violência em relação ao corpo. Assim, almeja-se que os alunos tenham condições tanto de entender e respeitar o diferente como também de posicionarem-se frente ao mundo. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES 94 Conteúdos Estruturantes são aqueles saberes que identificam e organizam os campos de estudos da disciplina, sendo estes considerados basilares e fundamentais para a compreensão de seu objeto de estudo, constituem-se históricamente e são legitimados socialmente. Sendo assim, os conteúdos estruturantes, têm como princípios básicos o reconhecimento das características de seus alunos, considerando as diferentes experiências com o conhecimento sistematizado. O aluno do ensino médio já possui condições de manifestar sua expressividade corporal, e capacidade de abstração, por isso, os conteúdos estruturantes para o Ensino Médio são: Ginástica; Esporte; Dança; Lutas; Jogos. Em concordância com a lei 10.639/03, que trata sobre a inserção dos conteúdos da Cultura Afro-brasileira e africana nos currículos escolares, será trabalhada a Capoeira, seus significados e sentidos no contexto histórico social, como elemento da cultura corporal. Por meio da capoeira torna-se possível resgatar a historicidade do negro. Poderão ser abordadas questões relativas a gênero, sexualidade, sexismo e outras formas de preconceito, num processo de discussão que permita aos alunos do Ensino Médio a reconstrução de conceitos e atitudes que valorizem a condição humana em sua totalidade, levando-se em conta o outro, o diferente, o exótico, o distante, não como objeto, mas como ser humano. METODOLOGIA Segundo os pressupostos do materialismo histórico-dialético, a metodologia utilizada será a Crítico-Superadora. Esta metodologia permite ao educando ampliar sua visão de mundo por meio da cultura corporal, superando a perspectiva anterior, pautada no tecnicismo e na esportivização das práticas corporais. Esta abordagem metodológica encontra sua referência na pedagogia histórico crítica estando centrada no princípio da igualdade entre os seres humanos, em termos reais e não formais. Essa metodologia entende a educação como possibilidade de se alcançar transformações sociais, pois educação e sociedade relacionam-se dialeticamente(SAVIANI,1991). Desta perspectiva os conteúdos não precisam ser organizados numa seqüência baseada em pré-requisitos, mas sim, abordados segundo o princípio da complexidade crescente, onde um mesmo conteúdo pode ser discutido tanto na primeira como na terceira série do Ensino Médio, mudando, portanto, o grau de complexidade que possivelmente o professor irá apresentar, estabelecendo diferenças de entendimento e de relações entre o conteúdo e possíveis elementos articuladores. Assim, os conteúdos devem oportunizar o desenvolvimento de uma visão ampliada dos conhecimentos a serem apreendidos pelo aluno. Numa perspectiva dialética são apresentados de forma simultânea. O que muda de uma unidade para outra é a amplitude do conhecimento sobre cada conteúdo. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A avaliação deve estar colocada a serviço da aprendizagem de todos os alunos, de modo que permeie o conjunto das ações pedagógicas, sendo contínua, identificando os progressos do aluno durante todo o ano letivo, com vistas a diminuição das desigualdades sociais e com a luta por uma sociedade justa e mais humana.Sendo assim, através da avaliação diagnóstica, tanto o professor quanto o aluno poderá revisitar o processo desenvolvido até então, para identificar lacunas no processo de ensino e aprendizagem,bem 95 como planejar e propor outros encaminhamentos que visem a superação das dificuldades contatadas. Será um processo contínuo, permanente e cumulativo, onde o professor estará organizando e reorganizando o seu trabalho tendo no horizonte as diversas manifestações corporais, evidenciadas nas formas da ginástica, do esporte, dos jogos, das lutas, levando os alunos a refletirem e a se posicionarem criticamente com o intuito de construir uma suposta relação com o mundo. FILOSOFIA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A filosofia na atual polêmica mundial e brasileira a cerca dos possíveis sentidos dos valores éticos, políticos estéticos, epistemológicos tem um espaço a ocupar e uma rica contribuição a dar, gira basicamente em torno de problemas e conceitos criados no decorrer de sua longa história, os quais fazem gerar discussões resultando em ações transformadoras atuando com as outras disciplinas para compreensão do mundo da linguagem, da literatura, da história das ciências e da arte, já que no espaço escolar a filosofia busca demonstrar aquilo que lhe é próprio: O pensamento crítico, criação e provocação do pensamento original, da busca, da compreensão, da imaginação, da investigação é da criação de conceitos. O que se espera é que o estudante, ao tomar contato com os problemas e textos filosóficos possa pensar e argumentar criticamente e que nesse processo crie e recrie para si os conceitos filosóficos, tendo como objeto de estudo: problemas, conceitos e idéias. Conteúdos estruturantes da disciplina: Mito e Filosofia; Teoria do Conhecimento; Ética; Filosofia Política; Estética e Filosofia da ciência não devem ser entendidos como isolados entre si, estanques, sem comunicação. Eles são dimensões da realidade que dialogam continuamente entre si, com as ciências, a arte, a história, enfim, com as demais disciplinas. Como mediadores da reflexão filosófica, os conteúdos estruturantes devem estar vinculados à tradição filosófica, confrontando diferentes pontos de vista e concepções, de modo que o estudante perceba a diversidade de problemas e abordagens. O Ensino da Filosofia tem uma especificidade que se concretiza na relação do estudante com os problemas suscitados, na busca de soluções nos textos filosóficos por meio da investigação, enfim no trabalho em direção à criação de conceitos. OBJETIVOS GERAIS: • • • Pensar problemas com significado histórico e social estudados e analisados com textos filosóficos fornecendo subsídios para além de pensar o problema, pesquisar, fazer relações e criar conceitos. Propiciar o entendimento das estruturas lógicas e argumentativas, o cuidado com a precisão dos enunciados e com o encadeamento e clareza das idéias e a busca da superação do caráter fragmentário do conhecimento. Aprender a pensar filosoficamente, a organizar perguntas num problema filosófico, a ler e escrever filosoficamente, a investigar e dialogar filosoficamente e a criar saídas filosóficas para o problema investigado. 96 • Criar a possibilidade de elaborar de forma problematizadora, questões e tentativas de respostas. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Conteúdos estruturantes são conhecimentos basilares de uma disciplina, que se constitui historicamente em contextos e sociedades diferentes, mas que neste momento ganham sentido e significado político, social educacional, tendo em vista o estudante do ensino médio. Conteúdos: Mito e Filosofia:O homem pode ser identificado e caracterizado como um ser que pensa e cria explicações criando pensamentos onde está presente tanto o mito como a racionalidade. A base mitológica, o pensamento por figuras e a base racional, o pensamento por conceitos, constituem o processo de formação do conhecimento filosófico. Teoria do Conhecimento: Ocupa-se de forma sistemática com a origem, a essência e a certeza do conhecimento humano. Ética: Estuda os fundamentos da ação humana sendo a relação sujeitoXnorma um dos grandes problemas do campo da ética. Possibilita análise critica para atribuição de valores podendo ser ao mesmo tempo especulativa e normativa, crítica da heteronomia e da anomia e propositiva na busca da autonomia. Filosofia Política: Busca discutir as relações de poder e compreender os mecanismos que estruturam e legitimam os diversos sistemas políticos. Problematiza conceitos como o de cidadania, democracia, soberania, justiço, igualdade e liberdade, dentre outros. Filosofia da Ciência: Reflete criticamente o conhecimento científico para conhecer e analisar todo o processo de construção da ciência do ponto de vista lógico, lingüístico, sociológico, interdisciplinar, político, filosófico e histórico. Ciência e tecnologia são frutos da cultura do nosso tempo e envolvem o universo empirista e pragmatista da pesquisa aplicada, por isso a necessidade de entende-las e é exatamente aí que está a importância da Filosofia da ciência. Estética: Compreender a sensibilidade, a representação criativa, a apreensão intuitiva do mundo concreto e a forma como elas determinam as relações do homem com o mundo e consigo mesmo é objeto do conteúdo estruturante de Estética. Voltada principalmente para a beleza e a arte, a Estética está intimamente ligada à realidade e às pretensões humanas de dominar, moldar, representar, reproduzir, completar, alterar, apropriar-se do mundo enquanto realidade humanizada. Serão inseridos ainda conteúdos relacionados a cultura Afro brasileira e africana; através de análise e reflexão sobre a diversidade cultural e racial reconhecendo os afrobrasileiros como sujeitos na construção da sociedade do país, ressaltando os valores que precisam ganhar amplitude e status de conhecimento, na perspectiva de uma sociedade multicultural e pluriétnica, lei 10.639/03 que integra a educação Afro-brasileira e Africana ao Currículo do Ensino médio. Os Conteúdos Estruturantes, estão assim organizados com o objetivo de estimular o trabalho da mediação intelectual, o pensar, a busca da profundidade dos conceitos e das suas relações históricas, em oposição ao caráter imediato que assedia e permeia a experiência do conhecimento e as ações delas resultantes. METODOLOGIA 97 O trabalho com os conteúdos estruturantes da filosofia se dará em 4 momentos: a sensibilização, a problematização, a investigação e a criação de conceitos. A exibição de um filme ou de uma imagem, a leitura de um texto jornalístico ou literário, a audição de uma musica serão instrumentos usados para a sensibilização. A problematização ocorrerá quando, a partir do conteúdo em discussão as questões serão levantadas, os problemas identificados e o conteúdo será investigado. Problematizando o estudo será convidado a analisar o problema por meio da investigação que pode ser o primeiro passo para possibilitar a experiência filosófica. Para orientar a discussão, o estudante deverá recorrer a historia da filosofia e aos clássicos, defrontando-se com diferentes maneiras de enfrentar o problema e elaborando possíveis soluções. O ensino da filosofia, uma vez que articula vários elementos pressupões um planejamento que inclua leitura, debate e produção de textos, entre outras estratégias desde a sensibilização até a elaboração de conceitos, para que se garanta de fato a reflexão filosófica. As práticas utilizadas serão: aula expositiva, pesquisa, seminários, trabalhos em grupo, produção de textos, debates. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO O ensino de filosofia tem uma especificidade que deve ser levan em conta nos processo de avaliação. A filosofia como prática, como discussão com o outro, como construção de conceitos encontra seu sentido na experiência de pensamentos filosóficos e isso pode ser propiciado, preparado, porém não avaliado e nem medido. A avaliação deve ser concebida na sua função diagnóstica, ela não tem finalidade em si mesma, mas tem a função de subsidiar e mesmo redirecionar o curso da ação no processo ensino-aprendizagem, tendo em vista a qualidade de ensino que estudantes, professores e a própria instituição estão construindo coletivamente. Ao avaliar, deve ser levado em consideração a capacidade do aluno em argumentar criar conceitos, construir e tomar posições, detectar os princípios e interesses subjacentes aos temas e discursos. Com isso é possível entender a avaliação como um processo que se dá no processo e não como um momento separado, visto em si mesmo. A avaliação será realizada através de participação do educando em sala de aula, em aferições escritas, orais, pesquisas, trabalho individual e em grupo, seminários, debates. FÍSICA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A física como um campo estruturado de conhecimento que permite a compreensão dos fenômenos físicos que cercam o nosso mundo macroscópico e microscópico. O Universo com o objetivo de estudo da física: sua evolução, suas transformações e as interações que nele se apresentam. A busca do conhecimento físico que contribui para a construção desta sociedade que estamos vivendo hoje, não foi um caminho de uma única direção, tão pouco linear, mas cheia de dúvidas e contradições, erros e acertos, muitas vezes, motivados por interesses externos à produção científica. O quadro conceitual de referência da física em três campos de estudo: Movimento, termodinâmica e eletromagnetismo. Os conceitos fundamentais: espaço, tempo e massa; calor e entropia; carga elétrica, pólos magnéticos e campos magnéticos. 98 OBJETIVOS GERAIS Quando se constrói o ensino da Física centrado em conteúdos e metodologias capazes de levar os estudantes a refletir sobre o mundo das ciências, existe a perspectiva de que esta ciência não é fruto apenas da pura racionalidade científica. Assim, busca-se contribuir para o desenvolvimento de um sujeito crítico, capaz de admirar a beleza da produção científica e compreender a necessidade desse conhecimento para entender o universo de fenômenos que o cerca, percebendo a não neutralidade de sua produção, bem como os aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais desta ciência, seu comprometimento e envolvimento com as estruturas que representam esses aspectos. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Esses conteúdos representam campos de estudos onde os professores devem buscar os referenciais teóricos da disciplina escolar, buscando garantir o objetivo de estudo da disciplina em toda a sua complexidade. Esses três campos foram escolhidos porque, embora tenha evoluído separadamente, representam teorias unificadoras: - O estudo dos movimentos; mecânica de Newton unificou a estatística, a dinâmica e a astronomia (séculos XVII). - A Termodinâmica unificou os conhecimentos sobre gases, pressão, temperatura e calor (séculos XIX). - A Teoria eletromagnética, unificou o magnetismo, a eletricidade e a óptica (século XIX). A interdependência entre esses três campos nos obriga buscar para o mesmo conteúdo os referenciais teóricos dos três campos de estudos, por exemplo, o estudo da luz, que tem os seus referenciais teóricos no eletromagnetismo, mas também, no estudo dos movimentos. Em respeito a lei 10.639/03 que integra a educação Afro-brasileira e Africana ao Currículo do Ensino médio, serão tratados os seguintes conteúdos: Movimentos: Danças de natureza religiosa, lúdica, funerária, guerreira, dramática e profana. Instrumentos musicais: Maracá, aúca, tabaque, reco-reco, agogô. Termodinâmica: Pressão atmosférica, temperatura e calor(regiões da África em que muitas pessoas vivem permanentemente em locais muitos altos.) Eletromagnetismo:Contribuições dos povos africanos e de seus descendentes para os avanços da ciência e da tecnologia. METODOLOGIA É importante que o processo de ensino-aprendizagem, em física parta do conhecimento prévio dos estudantes, onde se incluem as concepções alternativas ou concepções espontâneas sobre os quais a ciência tem um conceito científico. Dentro de um determinado conteúdo, seja qual for a metodologia escolhida pelo professor, é importante que considere o que eles conhecem e, esse seja o ponto de partida para o início de uma aprendizagem que agregue significados para professor e estudantes. 99 O professor, em conformidade com os conteúdos trabalhados, deve sempre buscar uma avaliação do processo, que só tem sentido se utilizada para verificar a apropriação do conteúdo. A partir desse processo avaliativo o professor terá subsídios para intervir. Podemos utilizar modelos como metodologia, mas devemos discutir com os alunos suas considerações, pois elas não são avaliadas para todo tipo de movimento, como no estudo de lançamento de projeteis. Ao utilizarmos um modelo, precisamos propiciar aos estudantes às condições para que ele contemple a beleza, a elegância das teorias físicas. A experimentação é muito importante para uma melhor compreensão dos fenômenos físicos. Uma atividade experimental privilegia as interações entre os estudantes e, entre eles e os professores, dentro de um contexto especial que é a escola, podendo potencializar o aprendizado. Qualquer que seja a experiência realizada, é importante que o professor peça um relatório individual, a fim de verificar a aprendizagem de seus estudantes e obter subsídios para interferir no processo de desenvolvimento do aluno. Sendo a física uma produção da humanidade, as leituras científicas, pesquisas, filmes científicos, tornam-se elementos importantes para a formação cultural do cidadão contemporâneo sendo um elemento motivador, até mesmo para criar o hábito de ler, assistir filmes e pesquisar. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A avaliação deve ter um caráter diversificado, levando em consideração todos os aspectos: A compreensão dos conceitos físicos; a capacidade de analise de um texto, seja ele literário ou científico, emitindo uma opinião que leva em conta o conteúdo físico, a capacidade de elaborar um relatório sobre um experimento ou qualquer outro evento que envolva física; Avaliar só tem sentido quando utilizada como instrumento para intervir no processo de aprendizagem dos estudantes, visando seu crescimento. Deve-se buscar sempre, uma avaliação do processo de aprendizagem como um todo, não só para verificar a apropriação do conteúdo, mas para, a partir dela, o professor encontrar subsídio para intervir. Meios: Atividade escrita e oral, auto avaliação, trabalhos de pesquisa, tarefas cem classe, trabalhos em grupo, participação nas aulas, seminários, relatórios. GEOGRAFIA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A geografia busca ampliar o conhecimento do aluno sobre o mundo, sobre as relações entre sociedade e natureza, das quais participa e promove valores e atitudes que concorram para a construção de uma sociedade melhor e mais organizada. Essa integração deve ser interpretada como a capacidade de refletir criticamente sobre a sociedade em que vive e sobre o espaço que ocupa e, muitas vezes ajuda a construir. O Conhecimento geográfico é, pois indispensável a formação de indivíduos participantes da vida social a medida que propicia o entendimento do espaço geográfico e do papel desse espaço nas práticas sociais. 10 A geografia assume como objeto de principal atenção na área de sociedade cultural, na análise de fenômenos sócio-ambientais, na perspectiva de uma espacialidade em que toma como orientações privilegiadas de trabalho as mudanças que ocorrem no mundo, tendo assim uma visão atual dos conhecimentos, possibilitando a aquisição de novos modos de ver o mundo. A geografia crítica sistematiza os pontos mais básicos e essenciais que são inquiridos nas múltiplas avaliações que existem para o ensino médio, baseando-se num suporte teórico crítico, que vincula o objeto da geografia, seus conceitos referenciais, conteúdos de ensino e abordagens metodológicas aos determinantes sociais econômicos, políticos e culturais em um contexto histórico atual. Para a formação de um aluno consciente das relações socioespaciais de seu tempo, o ensino de geografia deve assumir o quadro conceitual das teorias criticas dessa disciplina, que incorporam os conflitos e as contradições sociais, econômicas, culturais e políticas, constitutivas de um determinado espaço. Deve ser estabelecidas as relações entre o objeto de estudo: Espaço Geográfico. Os conceitos: Sociedade, Natureza, Território, Região, Paisagem, Lugar. E os Conteúdos Estruturantes: A Dimensão Econômica da Produção do/no Espaço, Geopolítica, Dimensão Socioambiental, A Dinâmica Cultural Demográfica. Os conteúdos estruturantes serão trabalhados considerando que seu objeto de estudo/ensino é o espaço geográfico. A partir dos conteúdos estruturantes derivam-se os conteúdos específicos, a serem trabalhados na relação de ensino e aprendizagem no cotidiano escolar. OBJETIVOS GERAIS O ensino da geografia deve, no processo de aprendizagem: • • • • Priorizar a análise do espaço vivido e as práticas do espaço percebido, transpondo-as para as representações do espaço temporal, assim como suas questões socioespaciais; Possibilitar que o aluno construa não apenas o conceito de categorias já elaborados socialmente, mas que parta para a compreensão do particular, do poder ser diferente nas interpretações; Mostrar os conteúdos geográficos como fatos muito próximos da realidade do aluno, por que na verdade os são; Compreender que a organização e as transformações sofridas pelo espaço são essenciais para a formação do cidadão consciente e crítico dos problemas do mundo em que vive. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E CONTEÚDOS BÁSICOS A Dimensão Econômica da Produção do/ no Espaço: • • • • Características socioeconômicas da sociedade brasileira. Sociedade tecnológica; Industrialização no espaço urbano; A modernização da agropecuária no Brasil e no mundo; 10 • • • • • • • Circulação de mercadorias no Brasil; Períodos entre guerras; Modos de produção socialista e capitalista; Indicadores socieconômicos de um País; Países desenvolvidos e subdesenvolvidos; A Globalização da economia; O comércio mundial (GATT e OMC); Geopolítica • • • • • • • • • Violência urbana; Conflitos de terras MST e a violência no campo; Teorias racistas; Nação e Estado; A Guerra fria (Socialismo Capitalismo); Conceito de soberania nos dias atuais; O novo arranjo geopolítico no mundo; Formação de blocos regionais; A importância da ONU; Dimensão Socioambiental • • • • Disponibilidade e consumo da água (Brasil/Mundo); A distribuição da natureza: erosão e poluição do solo por agrotóxicos; O lixo urbano; Poluição do ar: Ilhas de calor, inversão térmica, chuva ácida, efeito estufa, destruição da camada de ozônio; • A questão dos trangênicos; • A formação do solo e suas degradação; • Estrutura geológica; • Dinâmica da natureza; • Teoria das placas tectônicas, morfogênese do relevo; • Classificação climática; • Distribuição da vegetação no mundo; • Impacto ambiental, fachada litorânea; Dinâmica Cultural e demográfica • • • • • • • • Crescimento demográfico/causas/conseqüências; Distribuição da população mundial; Migrações; Características demográficas socioeconômicas da população brasileira; Relações de trabalho e a migração campo/cidade; Estrutura fundiária brasileira; Relações ético-raciais; Geografia regional do mundo; 10 Em respeito a lei 10.639/03 que integra a educação Afro-brasileira e Africana ao Currículo do Ensino médio, serão tratados os seguintes conteúdos: 1. A Colonização da África pelos europeus; 2. Localização no mapa e pesquisa sobre a atualidade de alguns países(como vivem, população, idioma, economia, cultura, história, musica, religião. 3. Estudo da organização espacial das aldeias africanas(questões urbanísticas); 4. Estudo de como o continente Africano se configurou espacialmente: as (re)divisões territoriais; 5. Discussões a respeito de práticas de segregação racial, como as acontecidas por exemplo na África do Sul e nos Estados Unidos da América. Os conteúdos específicos serão desdobrados de acordo com os conteúdos estruturantes, portanto não serão seriados, mas abordados de acordo com a realidade, buscando uma visão crítica da totalidade e, quando necessário, um mesmo conteúdo poderá ser trabalhado em diferentes séries. METODOLOGIA A geografia que devemos ensinar é aquela que nos permite melhor compreender o mundo, mas para isso precisamos conhecer esse mundo, ter acesso às informações e saber organizá-las num contexto maior. O ensino da geografia tem como preocupação fundamental oferecer subsídio ao desenvolvimento da cidadania, fazendo o aluno compreender criticamente o mundo em que vive desde a escala local até a global ou planetária. Devemos contextualizar os conteúdos, formulando-os de tal maneira que o aluno reflita, deduza os conceitos, estabeleça relações com outras disciplinas e com a sua realidade de vivência. Utilizar diversas pesquisas bibliográficas, pois livros didáticos são apenas pontos de referência (apoio), portanto, devemos adaptá-los as condições da escola e dos alunos. Os trabalhos de campo, observações no pátio da escola, na vizinhança, constituem uma técnica interessante e produtiva no ensino da geografia.A aula de campo abre, ainda, possibilidades de desenvolver múltiplas atividades práticas, como:livros, periódicos, análise ou fatos, entrevista, interpretação de mapas, maquetes, murais. O diálogo deve levar o aluno a questionar o assunto, apresentar dúvidas, para que respondam oralmente de maneira crítica e construtiva. Também para que haja maior interesse dos alunos e assim maior aproveitamento, que poderão ser transferidos para vida em sociedade. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Será considerada a participação do aluno no trabalho didático, seu envolvimento em debates, em discussões na sala de aula, sua seriedade diante das atividades propostas e sua capacidade de apreensão: de leitura e interpretação e produção de textos; interpretação de imagens; fotos; gráficos; mapas; relatórios de atividades; pesquisa de campo, apresentação de trabalhos e seminários. Estes critérios devem estar relacionados de acordo com cada conteúdo. Pesquisas bibliográficas são de fundamental importância, e finalmente através de avaliações escritas. Lembrando que a avaliação é contínua e deve ficar claro para os alunos os critérios e formas de avaliação. 10 HISTÓRIA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA Neste documento, a organização do currículo para o ensino da história terá como referência os conteúdos estruturantes, entendidos como saberes que aproximam e organizam os campos da história e seus objetos, são identificados no processo histórico da constituição da disciplina e no referencial teórico atual que sustenta os campos de investigação da história política, econômica – social e cultural. No que se refere aos fundamentos teóricos metodológicos na disciplina de história houve relação do ensino de história com a formação de uma democracia por meio da construção do conhecimento histórico caracterizado a partir do domínio da especificidade por parte do professor, aplicando-a de forma adequada ao ensino médio, viabilizando a prática em sala de aula da produção do conhecimento através da pesquisa continuada, tendo como construtores do saber histórico, os alunos e os professores, identificando-os assim como o sujeitos históricos. Os conteúdos estruturantes: Relação de Trabalho; Relação de Poder e Relações Culturais podem ser entendidos como categorias intercambiantes numa relação dialética entre si que configuram o campo ou o domínio de investigação das ciências históricas. Eles estruturam os conteúdos específicos de caráter temático junto com as categorias de tempo, e de espaço, os quais são elementos imprescindíveis para articulação entre os mesmos. Destaca-se que as diretrizes curriculares, recusam uma concepção de história como verdade pronta e definitiva, vinculada a uma vertente do pensamento humano, sem diálogo com outras vertentes, pois não se pode admitir que o ensino de história seja marcado pelo dogmatismo e pela ortodoxia. A partir das Leis 10.639/2003 e 11.645 de 10 de março de 2008 o ensino da Cultura Afro- Brasileira e Africana e Indígena passou a ser obrigatório, sendo assim o professor de história deverá construir um novo olhar sobre a história nacional e regional/local e ressaltar a contribuição dos Africanos afrodescendentes e indigenas na constituição da nação brasileira. A história tem como objeto de estudos os processos históricos relativos às ações e às relações humanas praticadas no tempo, bem como os sentidos que os sujeitos deram às mesmas tendo ou não consciência dessas ações. Já as relações humanas produzidas por estas ações podem ser definidas como estruturas sóciohistóricas, ou seja, são as formas de agir, e de pensar ou de raciocinar, de representar, de imaginar, de instituir, portanto, de se relacionar, social, cultural e politicamente. A finalidade da historia é expressa no processo de produção do conhecimento humano sobre a forma da consciência histórica e dos sujeitos. É voltada para a interpretação dos sentidos do pensar histórico dos mesmos, por meio da compreensão da provisoriedade deste conhecimento. Esta provisoriedade não significa relativismo teórico, mas que, além de existirem várias explicações e/ou interpretações para um determinado fato, algumas delas são mais válidas historiograficamente do que as outras. Esta validade é constituída pelo estado atual da ciência histórica em relação ao seu objeto de investigação, construídas a partir das experiências dos sujeitos. A contribuição que o ensino de história traz é uma formação de uma consciência histórica tradicional, uma consciência histórica exemplar para formação da consciência histórica crítica para que o aluno possa conhecer e fazer valer seus direitos e deveres. 10 OBJETIVO GERAIS • • • • • Induzir o aluno a considerar a história “uma disciplina textual”. Cujas práticas deverão estar registradas sob a forma de exercício ou atividades de história “desconfiar, voltar a codificar, analisar” e escrever textos históricos. Construir textos cuja composição (“informação de fatos, elaborados e inferidos”) e que sua estrutura temporal se qualifique como historiográfica. Considerar a dinâmica dos conceitos que adquirem a especificidade a partir da construção de representações. Perceber os conceitos como representações gerais do real social, organizados pelo pensamento. Compreender os conceitos como expectativas analíticas que auxiliam na indagação das fontes e das realidades históricas. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES RELAÇÃO DE TRABALHO; RELAÇÃO DE PODER; RELAÇÕES CULTURAIS; Os conteúdos estruturantes Relações de Trabalho, Relações de Poder e Relações Culturais organizam a investigação do conhecimento histórico e dão seqüência às dimensões política, econômica, social e cultural, trabalhadas no ensino médio. A disciplina de História no Ensino Médio se ocupa em trabalhar recortes específicos e mais aprofundados dos conteúdos estruturantes, os quais estão interligados com o objetivo de uma melhor compreensão das ações humanas. Tais ações e relações humanas constituem o processo histórico, que é dinâmico. Nestas diretrizes privilegiam-se as relações culturais de trabalho e de poder, cuja articulação é possível a partir das categorias de análise espaço e tempo. Por meio desses conteúdos estruturantes deve-se discorrer acerca de problemas contemporâneos, bem como daqueles que representam demandas sociais estabelecidas em lei, quais sejam: a inclusão das temáticas história e cultura Afro-Brasileira e história do Paraná. Assim como as ações e relações humanas se transformam ao longo do tempo, sua abordagem teórico-metodológica é reelaborada de acordo com o contexto histórico em que vivem os sujeitos. As relações de trabalho expressa a relação que os seres humanos estabelecem entre si e a natureza. O estudo das relações culturais deve considerar a especificidade de cada sociedade e as relações entre elas. O processo histórico constituído nessa relação pode ser chamado de cultura comum. Os conteúdos podem ser utilizados nas 3 séries do ensino médio, pois serão focados de diversos aspectos. METODOLOGIA 10 A problematização de situações relacionadas às dimensões econômica, social, política e cultural leva a seleção de temas, ambos em sintonia como o Projeto Político Pedagógico da escola. Para abordar esses conteúdos estruturantes torna-se necessário que se proponha recortes espaço/temporais e conceituais à luz da historiografia de referência. Esses recortes se constituem nos conteúdos específicos tais como conceitos, acontecimentos, processos, entre outras a serem estudados pelos alunos do Ensino Médio. Focaliza o acontecimento, processo ou sujeito que se quer representar do ponto de vista da historiografia. Delimitar o tema histórico em um período bem definido demarcando referências temporais fixas e estabelecer uma separação entre o seu início e o seu final. A metodologia proposta pode ser utilizada partindo da problematiza: Por que no Brasil existe tanta desigualdade social? Assim seria utilizado o conteúdo estruturante Relações de trabalho articulando-os com as categorias de análise espaço e tempo. Narração- “forma de discurso na qual o professor e o aluno ordena os fatos históricos que se sucederam em um período de tempo.” Essa reconstrução representa o processo histórico relativo as mudanças e transformações por meio de acontecimentos que levem de um contexto inicial a um final. Descrição - É a forma de representar um contexto histórico. Utilização de narrações como exemplos ou provas da descrição do contexto histórico abordado. A narrativa histórica é a construção de uma resposta para a problemática focalizada. A explicação é a busca das causas e origens de determinadas ações e relações humanas e a argumentação e a resposta dada à problemática, a qual é construída através da narração e da descrição. O uso de documentos em sala de aula para proporcionar a produção de conhecimento histórico quando usado como fonte na qual buscam-se respostas para problematizações. Criar conceitos sobre o passado e questionar os conceitos já construídos. A constituição de conhecimento histórico será também através de imagens, livros, jornais, histórias em quadrinhos, fotografias, pinturas, gravuras, museus, filmes, músicas, etc. serão usados na elaboração de biografias, confecção de dossiê, representação de danças folclóricas, exposição de objetos sobre o passado que esteja no alcance do aluno, com a descrição de cada objeto exposto e o contexto em que os mesmos foram produzidos e estabelecer relações entre as fontes. Utilizar imagens, livros, jornais, história em quadrinhos, fotografias, pinturas, gravuras, etc. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Será uma avaliação formal, processual, continuada e diagnóstica. A avaliação através do professor deverá acompanhar o processo, percebendo o quanto cada educando desenvolveu na apropriação do conhecimento histórico. Ao longo do Ensino Médio o aluno deverá entender que as relações de trabalho, as relações de poder e as relações culturais, as quais se articulam e constituem o processo histórico. E compreender que o estudo do passado se realiza a partir de questionamentos feitos no presente por meio da análise de diferentes documentos históricos. O aluno deverá compreender como se encontram as relações de trabalho no mundo contemporâneo, como estas se configuram e como o mundo do trabalho se constitui em diferentes períodos históricos considerando os conflitos inerentes as relações de trabalho. 10 No que diz respeito às relações de poder, o aluno deve compreender que estas encontram em todos os espaços sociais, e também deve identificar localizar as arenas decisórias e os mecanismos que as constituíram. Quanto às relações culturais, o aluno deverá reconhecer a si e aos outros como construtores de uma cultura comum, compreendendo a especificidade de cada sociedade e as relações entre elas. O aluno deverá entender como se constituíram as experiências culturais dos sujeitos ao longo do tempo e detectar as permanências e mudanças nas diversas tradições e costumes sociais. Para tanto, serão utilizadas diferentes atividades como leitura, interpretação e análise de textos historiográficos, mapas e documentos históricos, produção de narrativas históricas, pesquisas bibliográficas, sistematização de conceitos históricos, apresentação de seminários, entre outras. Será utilizado como formas de avaliação provas, trabalhos extra-classe, debates, seminários e pesquisa de campo. LINGUA ESTRANGEIRA MODERNA - INGLÊS APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA O ensino da LEM pretende inicialmente ser problematizado, com o objetivo de justificar a concepção teórico-metodológica que norteia estas diretrizes. No que se refere às práticas e aos objetivos que atribuem a disciplina, a Abordagem Comunicativa tem orientado o trabalho em sala de aula, que favorece o uso da língua pelos alunos, ainda que de forma limitada, evidenciando uma concepção centrada numa perspectiva utilitarista de ensino na qual a língua é concebida enquanto sistema para a expressão do significado, dentro de um contexto interativo de uso. No Brasil, a Abordagem Comunicativa passou a fundamentar grande parte dos materiais e livros didáticos disponíveis para o uso em escolas de ensino regular, desde a década de 80 até os dias atuais (PEREIRA, 2004: CORACINI, 1999). No Paraná, segundo Gimenez (1999), esta Abordagem foi apropriada como referencial teórico na elaboração da proposta de ensino de LE do Currículo Básico (1992). Embora esse documento apresente uma concepção de língua discursiva e surgira um trabalho em sala de aula com diferentes tipos de textos, a partir da visão bakhtiniana, observa-se em sua proposta que a progressão de conteúdos, está voltada para o ensino comunicativo, centrado apenas em funções da linguagem ligadas ao cotidiano, esvaziando as práticas sociais mais amplas de uso da língua. Pode-se perceber que, embora o discurso de tal abordagem se apresente como veiculador de idéias progressistas e inovadoras, é importante atentar para suas origens históricas e as vinculações ideológicas dos seus princípios e conceitos. Torna-se evidente que esse modelo de ensino pauta-se num contexto histórico em que questões a cerca da hegemonia de uma língua, plurilingüismo e imperialismo lingüístico, bem como a ideologia e as relações de poder que a permeiam não eram problematizadas. Partindo dos princípios educacionais fundamentais, identificou-se na pedagogia crítica o referencial teórico que sustenta este documento, por entender que esta é a tônica de uma abordagem que valoriza a escola como espaço social, responsável pela apropriação crítica e histórica do conhecimento, enquanto instrumento de compreensão da realidade social e de atuação crítica e democrática para a transformação da realidade. Entende-se que a 10 escolarização tem o compromisso de prover aos alunos meios necessários para que não apenas assimilem o saber enquanto resultado, mas aprendam o processo de usa produção, bem como as tendências de sua transformação. Deste modo, a escola tem o papel de informar, mostrar, desnudar, ensinar regras, não apenas para que sejam seguidas, mas principalmente para que possam ser modificadas. Para tanto, deve ser superada a visão de ensino de LEM apenas como meio para se atingir fins comunicativos, que restringem as possibilidades de sua aprendizagem como experiência de identificação social e cultural, ao postular os significados como externos aos sujeitos. Propõe-se então,como objeto de estudo fazer da aula de língua estrangeira um espaço para que o aluno reconheça e compreenda a diversidade lingüística e cultural, oportunizando-o a engajar-se discursivamente e a perceber possibilidades de construção de significados em relação ao mundo em que vive, ou seja, o aluno poderá compreender que os significados são sociais e historicamente construídos e, portanto, passíveis de transformação na prática social. Os conteúdos estruturantes de LEM( Escrita, Oralidade e Leitura) devem ser parte integrante do ensino. As práticas de leitura, escrita, fala e compreensão auditiva são muito importantes para que o aluno possa interagir com a LEM. OBJETIVOS GERAIS Orientar para o uso efetivo da língua e não apenas para o estudo da “língua pela língua”, para a busca da interação e não apenas da precisão, para autenticidade da língua e contextos, atendendo às necessidades dos alunos no mundo real. Integrar as quatro habilidades: ler, escrever, falar e ouvir (escrita, oralidade e leitura). Produzir significados que são considerados, além da gramática, o contexto sóciolingüístico, os papéis dos falantes na situação, os meios lingüísticos e paralingüísticos, tipologia textual, etc. e o aluno é visto como agente do processo de aprendizagem. Formar o sujeito crítico, capaz de interagir criticamente com o mundo a sua volta, o ensino de LEM ofertada nas escolas públicas deve contribuir para esse fim, adotando uma alternativa teórica de concepção que contemple esse objetivo. Ultrapassar as questões técnicas e instrumentais e se centrar na educação, pois para que o aluno reflita e transforme a realidade que se lhe apresenta, é preciso que entenda essa realidade, seus processos sociais, políticos, econômicos, tecnológicos e culturais e, perceba que esta realidade não é estática e nem definitiva, mas está em constante movimento e transformação. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Os conteúdos estruturantes da LEM (escrita, oralidade e leitura) devem ser parte integrante do ensino de inglês. Eles devem ser trabalhados continuamente no sentido de que eles relacionem-se entre si, e não sejam apresentados isoladamente, fazendo assim com que o estudo seja significativo. Esses conteúdos serão trabalhados através de textos orais, escritos, visuais, que estimulem a entrar no universo da LEM. Serão utilizadas práticas de leitura, escrita, fala e compreensão auditiva, podendo até enfatizar um ou outro, mas de acordo com o contexto social em que tiverem inseridos. Levando-se em conta a abordagem crítica de leitura, a ênfase no trabalho pedagógico está voltada para a interação dos alunos com o discurso, materializada com variados tipos de 10 textos, os quais abordarão diferentes gêneros discursivos e temáticos, os quais se referem ao objeto ou finalidade discursiva, abordando temas polêmicos e culturais, apresentando a diversidade étnica-social africana e sua contribuição cultural, adequados à faixa etária, contemplando os interesses dos alunos, porém visando fins educativos. O desenvolvimento desse trabalho Irã basear-se nas diversas tipologias textuais originais e não originais escritos na língua a ser estudada, para interpretação e discussão dos mesmos; Trabalhar a gramática de modo contextualizado para a melhor aprendizagem, enfatizando sempre as quatro habilidades(ouvir, falar, ler e escrever). METODOLOGIA O texto enquanto unidade de linguagem em uso, ou seja, uma unidade de comunicação verbal, que pode tanto ser escrita, oral ou visual será o ponto de partida da aula de língua estrangeira. Esse texto trará uma problematização em relação a um tema. A busca pela solução deste problema despertará o interesse dos alunos, fazendo com que eles desenvolvam uma prática reflexiva e crítica, ampliem seus conhecimentos lingüísticos e percebam as ampliações sociais, históricas e ideológicas presentes em todo discurso. Em LEM, os conhecimentos lingüísticos são fundamentais, pois eles darão suporte para que o aluno interaja com os textos, mas a escolha desse conhecimento será diferenciada, dependendo do grau de conhecimento dos alunos e será voltada para a interação verbal – que tenha por finalidade o uso efetivo da linguagem e não a memorização de conceitos. É fundamental auxiliar os alunos a entenderem que ao interagir com/na língua, estão interagindo com pessoas específicas e que é preciso levar em conta que para entender um enunciado em particular deve-se ter em mente quem disse o quê, para quem, onde, quando e por que é imprescindível. Além de apresentar ao aluno textos em diferentes gêneros textuais, mas sem categorizá-los. O objetivo será o de proporcionar a possibilidade de interagir com a infinita variedade discursiva presente nas diversas práticas sociais. O ensino da língua inglesa será articulado com as demais disciplinas do currículo, objetivando relacionar os vários conhecimentos. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A avaliação deve ser parte integrante do processo de aprendizagem e contribuir para a construção de saberes. Esta deve ser contínua e cumulativa e os aspectos qualitativos devem prevalecer sobre os quantitativos. A avaliação servirá para que o professor repense a sua metodologia e planeje as suas aulas de acordo com as necessidades de seus alunos. É através dela que é possível perceber quais são os conhecimentos – lingüísticos, discursivos, sócio-pragmáticos ou culturais – e as práticas – leitura, escrita ou oralidade – que ainda não foram suficientemente trabalhados e que precisam ser abordados mais exaustivamente para garantir a efetiva interação do aluno com os discursos em língua estrangeira. Através de atividades e trabalhos criativos, utilizando para isso situações cotidianas para a fixação de vocabulários e novas expressões, além de conversações dirigidas entre os discentes. 10 LINGUA PORTUGUESA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A proposta de Língua Portuguesa e Literatura é desenvolver nos educandos um conhecimento da língua que lhes permita analisar, interpretar e relacionar as informações recebidas, levando-os a opinar sobre fatos e idéias e a assumirem posições críticas. Pensar o ensino da Língua e da literatura implica pensar também nas contradições nas diferenças e nos paradoxos do quadro complexo da contemporaneidade. A rapidez das mudanças ocorridas no meio social, e a percepção das inúmeras relações de poder presentes nas teias discursivas que atravessam o campo social, estão a requerer do professore, uma mudança de posicionamentos da sua própria ação pedagógica. Ensinar português é oferecer aos alunos a oportunidade de amadurecer e ampliar o domínio que eles já têm das praticas da linguagem, cabendo ao professor, criar condições para que esse domínio dê um salto de qualitativo, tornando-se mais maduro e mais amplo. A ação pedagógica referente a língua, deve pautar-se na interlocução, em atividades planejadas que possibilitem ao aluno não só a leitura e a expressão oral ou escrita, mas também, refletir sobre o uso que faz da linguagem nos diferentes contextos e situações. Essas ações estão circunscritas no domínio da discursividade, ou seja, o conteúdo estruturante da língua portuguesa/literatura é o discurso enquanto pratica social. O professor de Língua Portuguesa e Literatura deve valer-se de todos os meio de que dispõe para – ao aperfeiçoar a expressão e a compreensão dos seus alunos nos níveis da oralidade, leitura e escrita – permitir que os alunos façam suas próprias escolhas ante as oportunidades que a vida colocar na sua frente e assim, caminhem com suas próprias pernas. Deve se educar para criatividade e para liberdade. OBJETIVOS GERAIS O trabalho pedagógico da língua portuguesa tem por objetivo: • • • • • Garantir ao aluno a proliferação do pensamento; Aprimorar a expressão e do domínio discursivo no âmbito da oralidade, da leitura e da escrita, de modo a permitir que compreenda e interfira nas relações de poder com seus próprios pontos de vistas; Ampliar as capacidades discursivas em atividades de uso da língua; Aperfeiçoando, através de textos literários, sua capacidade de pensamento crítico e sensibilidade estética, propiciando através da literatura, a constituição de um espaço dialógico que permita a expansão lúdica do trabalho com as praticas da oralidade, da leitura e da escrita; Propiciar através da literatura, a constituição de um espaço dialógico que permita a expansão lúdica do trabalho em as práticas da oralidade, da leitura e da escrita; CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Os conteúdos devem direcionar-se no sentido da prática da oralidade, da escrita, da leitura e análise lingüística, organizando os conteúdos em: Variedades Lingüísticas; os Gêneros textuais ou discursivos e literatura, incluindo os elementos gramaticais na construção do texto, elaborando assuntos que englobam a influência da Cultura Afro na Sociedade brasileira e africana conforme a lei complementar 10.639/93. 11 O objeto de estudo da disciplina é a língua e o conteúdo estruturante da língua portuguesa e literatura é o discurso enquanto prática social.(leitura, oralidade , escrita). A língua é tomada pelo olhar analítico a partir das experiências da necessidade demandada pela interação. O professor deve considerar: Os conhecimentos anteriores dos alunos em relação ao que se pretende ensinar, o nível de aprofundamento possível de cada conteúdo, em função das possibilidades de compreensão dos alunos nos diferentes momentos do seu processo de aprendizagem; e a ampliação da complexidade dos conteúdos, conforme autonomia lingüística adquirida pelos alunos na realização das práticas discursivas. METODOLOGIA As atividades de leitura devem considerar a formação do leitor e isso implica não só considerar diferentes leituras de mundo, diferentes experiências de vida, consequentemente, diferentes leituras, mas também o diálogo dos estudantes com o texto (e não sobre o texto dirigido pelo professor). A formação de leitores constará com atividades que contemplem as linhas que tecem a leitura: memória, intersubjetividade, interpretação, fruição e intertextualidade. Além disso, o trabalho com a leitura demanda atividades que percebam a incompletude dos textos, os vazios que eles apresentam, implícitos, pressupostos, subentendidos, que devem ser preenchidos pelo leitor. As possibilidades de trabalho com a oralidade são muito ricas e nos apontam diferentes caminhos: discussões, transmissão de informações, troca de opiniões, de defesa de ponto de vista, representação teatral, etc. Além disso, pode-se analisar a linguagem em uso: como jornais, propagandas, programas radiofônicos, no discurso publico, etc. No que concerne a literatura oral, cabe considerar a potencia dos textos literários como Arte, produzindo a necessidade de considerar seus estatutos, sua dimensão estética e suas forças políticas particulares. O trabalho com a escrita é um processo. Dessa forma, fazem-se necessárias atividades que permitam ao aluno refletir sobre seu texto e reelaborá-lo, de forma individual ou em grupo, considerando sempre a intenção e as circunstancias da produção. É a experiência concreta de produção de textos que o aluno vai aumentando seu universo referencial e aprimorando sua competência de escrita. É na experiência com a escrita que ele vai aprender as exigências dessa manifestação lingüística, o sistema de organização próprio da escrita, diferente da oralidade, da organização da fala. As aulas de leitura atenderão as reações do aluno; incorporando suas idéias e as relações textuais por ele estabelecidas, partindo de textos selecionados pelo professor, que colocarão o aluno em face de textos literários integrais, aceitando no seu desenvolvimento os textos sugeridos pelos alunos (lembranças de um filme, de uma música, de outras leituras, etc.) Como ponto de lançamento para a leitura de outros textos num contínuo texto-puxatexto, que leve o aluno a reflexão, ao aprimoramento de pensar e a um aperfeiçoamento no manejo que terá de suas habilidades de falantes, leitor e escritor. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A oralidade será avaliada em função da adequação do discurso/texto aos diferentes interlocutores e situações. Num debate, numa troca informal de idéias, numa entrevista, etc. 11 as exigências de adequação da fala são diferentes, e isso deve ser considerado numa análise da produção oral do aluno. Na avaliação da leitura devem-se considerar as diferenças de leituras do mundo e o repertório das experiências dos alunos. Além das estratégias que os estudantes empregarão no decorrer da leitura, deve-se avaliar a compreensão do texto lido, o sentido construído para o texto, sua reflexão e sua resposta ao texto. Compreender o texto de maneira global e não fragmentada. O texto escrito será avaliado nos seus aspectos textuais e gramaticais. Tal como na oralidade, o aluno precisa posicionar-se como avaliador tanto dos textos que o rodeiam quanto de seu próprio texto, para isso serão propostos temas de Redação, Relatórios, Sínteses, testes escritos, atividades extra-classe e em grupos. O posicionamento do aluno como avaliador de seus textos orais e escritos é essencial para que ele adquira autonomia. Deve se observar ainda à adequação ao nível de linguagem e/ ou a norma padrão, a unidade temática; a clareza na exposição de idéias, a utilização de recursos coesivos. As aulas de língua portuguesa devem propor situações de interlocução que fomentarão atividades de produção e reflexão discursiva. MATEMÁTICA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A Matemática é uma ciência que tem ponto de conexão com todas as áreas do conhecimento humano, sejam elas de natureza física ou social. Os conhecimentos ao longo da história das ciências mostram que a produção teórica tem suas raízes nos problemas que surgem na prática do dia-a-dia. Portanto, a Matemática produzida por homens e mulheres na busca de soluções para problemas do cotidiano, profissionais ou científicos, deve ser apreciada e reconhecida como parte integrante de nossas raízes culturais. Discussões entre educadores matemáticos do inicio do século XX já apontavam para a necessidade de se compreender como acontecia o ensino da Matemática, de forma que se demarcasse, nos currículos escolares, uma postura que possibilitasse aos estudantes realizar análises, discussões, conjecturas, apropriação de conceitos e formulação de idéias. Nesse contexto, a Educação Matemática configurou-se como campo de estudos de modo que os professores encontraram fundamentação teórica e metodológica para direcionar sua prática docente. Para Lorenzato & Fiorentini (2001) a Educação Matemática é uma área que engloba inúmeros saberes, na qual, apenas, o conhecimento da Matemática e a experiência de magistério não garantem competência a qualquer profissional que nela trabalhe. Embora o objeto de estudo da Educação Matemática, ainda encontre-se em processo de construção, pode-se dizer que ele está centrado na prática pedagógica da Matemática, de forma a envolver-se com as relações entre o ensino, a aprendizagem e o conhecimento matemático. Sendo assim, pode-se afirmar que os objetivos básicos da Educação Matemática visam desenvolve-la enquanto campo de investigação e de produção de conhecimento – natureza científica – e a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem da Matemática – natureza pragmática. Esta é a Educação Matemática proposta para estas Diretrizes Curriculares de Matemática para a educação básica. Este campo de investigação prevê a 11 formação de um estudante crítico, capaz de agir com autonomia nas suas relações sociais e, para isso, é necessário que ele se aproprie de conhecimentos, dentre eles, o matemático. O ensino da Matemática, desta forma, tratará a construção do conhecimento matemático, por meio de uma visão histórica em que os conceitos foram apresentados, discutidos, construídos e reconstruídos, influenciando na formação do pensamento humano e na produção de sua existência por meio das idéias e das tecnologias. Nesta perspectiva, a Educação Matemática dá condições ao professor de Matemática para desenvolver-se intelectual e profissionalmente, refletir sobre sua prática, além de tornar-se um educador matemático e pesquisador, que vivencia sua própria formação continuada. Mediante as investigações no campo da Educação Matemática, o educador tem a possibilidade de refletir sobre sua ação docente e sobre a concepção de Matemática como ciência. Optar pelo ensino da Matemática no contexto da Educação Matemática envolve falar na busca de transformações que intencionam minimizar problemas de ordem social, visto que esta educação se dá em uma escola que, por sua vez, está inserida numa sociedade, cujo modelo de organização precisa ser questionado, ou seja, a pensar nos aspectos pedagógicos e cognitivos da produção do conhecimento matemático, mas também nos aspectos sociais envolvidos. Pensar numa prática docente a partir da Educação Matemática, portanto, implica pensar na sociedade em que vivemos, constituindo-se, assim, o ato de ensinar numa ação reflexiva e política. Portanto, é necessário que o processo de ensino aprendizagem em Matemática contribua para que o estudante tenha condições de constatar regularidades matemáticas, generalizações e apropriação de linguagem adequada para descrever e interpretar fenômenos ligados à Matemática e as outras áreas do conhecimento. Assim, a partir do conhecimento matemático, seja possível o estudante criticar questões sociais, políticas, econômicas e históricas, ou seja , a formação de um individuo com autonomia, fruto da sua capacidade de pensar, raciocinar e resolver problemas, de um ser que se apropria desse conhecimento e usa-o para ler o mundo a sua volta e interferir positivamente nesse mundo, produzindo novos conhecimentos. Enfim, a opção pela Educação Matemática para o exercício da prática docente é um fato relevante nestas Diretrizes Curriculares. Pela construção histórica do objeto matemático é possível identificar e organizar alguns campos do conhecimento matemático, aqui denominados de conteúdos estruturantes. Para o Ensino Médio da Rede Pública Estadual os conteúdos estruturantes são: Números e Álgebra, Geometrias, Funções e Tratamento da Informação. OBJETIVOS GERAIS Tendo a Educação Matemática como proposta para estas diretrizes curriculares, os objetivos visam desenvolvê-la enquanto campo da investigação e de produção de conhecimento – natureza cientifica – e a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem da matemática. Fazendo com que o estudante compreenda e se aproprie da própria Matemática concebida como um conjunto de resultados, métodos, procedimentos, algoritmos, que o estudante construa, por intermédio do conhecimento matemático, valores e atitudes de natureza diversa, visando a formação integral do ser humano e, particularmente, do cidadão, isto é, do homem público. Prevendo a formação de um estudante crítico, capaz de agir com autonomia nas relações sociais: • Aprender a apreciar e valorizar a matemática; • Associar a matemática com outras áreas do conhecimento; 11 • Adquirir conhecimentos básicos, a fim de possibilitar sua integração na sociedade; • Desenvolver a partir de suas experiências um conhecimento organizado que proporcione a construção de seu aprendizado; • Desenvolver a capacidade de observação do espaço, visando compreender, descrever e representar de forma organizada o mundo físico; • Perceber o poder da matemática na organização do pensamento envolvendo as possibilidades, identificando estratégias de sínteses, transmissão e interpretação de dados; • Compreender a importância do uso da tecnologia como forma de aquisição de conhecimentos matemáticos. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Numa prática de ensino no contexto da Educação Matemática é necessário que a Álgebra venha a ser compreendida de forma ampla no sentido de analisar e descrever relações em vários contextos onde se situam as abordagens matemáticas, partindo do pensamento algébrico e dos significados que este produz. O campo matemático mapeado pelo conceito da Álgebra é muito abrangente e permeado pelo uso de convenções algébricas: conceito de variável, conceito de incógnita, conhecimento de produtos notáveis, manipulação de variáveis e operações, cálculo literal e coeficientes numéricos. O conhecimento algébrico não pode ser concebido pelas simples manipulações automáticas desses elementos que a compõem. Juntamente com a Álgebra, formando um único conteúdo estruturante estão os Números. Os Números estão presentes na vida do homem desde tempos “remotos como os do começo da idade da pedra, o paleolítico”(STRUIK, 1997, p.29). A passagem do estágio de coleta para o estágio de produção do alimento, por meio da atividade agrícola, foi uma transformação fundamental e a ação do homem sobre a natureza passou de passiva à ativa, ocorrendo progressos no conhecimento de valores numéricos e das noções de relações espaciais. Deve-se compreender que os números estão inseridos em contextos articulados com os conteúdos específicos da Matemática. A Geometria não deve ser trabalhada rigidamente separada da Aritmética e da Álgebra. Por ser a Geometria rica em elementos que favorecem a percepção espacial e a visualização, ela constitui um conhecimento relevante, inclusive para outras disciplinas do conhecimento. Para Lorenzato (1995,p 7) “a geometria é a mais eficiente conexão didáticopedagógico que a Matemática possui: ela se interliga com a aritmética e com a álgebra porque os objetos e relações dela correspondem aos das outras; assim sendo, conceitos, propriedades e questões aritméticas ou algébricas podem ser clarificados pela geometria, que realiza uma verdadeira tradução para o aprendiz”. O ensino da Geometria deve permitir que o estudante realize leituras que exijam a percepção, e linguagem e raciocínio geométricos, fatores estes que influenciam diretamente na relação que envolve a construção e apropriação de conceitos abstratos e aqueles que se referem ao objeto geométrico em si. O conteúdo estruturante Função é o instrumento que permeia as diversas áreas do conhecimento, modelando matematicamente situações que, a partir de resolução de problemas possam auxiliar as atividades humanas. Enquanto conteúdo da disciplina de Matemática, deve ser visto como uma construção histórica e dinâmica capaz de provocar, por conta da noção de variabilidade e da possibilidade de leituras analíticas do seu objeto de estudo e atuação em outros conteúdos específicos da Matemática uma mobilidade às explorações matemáticas. Assim, a partir das Funções, esta mobilidade alcança patamares 11 ligados a modelos geométricos e algébricos, propiciando a leitura tanto algébrica como geométrica inserindo, assim, a noção analítica de leitura do objeto matemático. O Tratamento da Informação é instituído conteúdo estruturante diante da necessidade do estudante dominar um conhecimento que lhe dê condições de realizar leituras críticas dos fatos que ocorrem em seu entorno, interpretando informações que se expressam por meio de tabelas, gráficos, dados percentuais, indicadores e conhecimento das possibilidades e chances de ocorrência de eventos. Isso se revela necessário, pois vivemos um momento histórico caracterizado pela facilidade e rapidez no acesso às informações e que exigem o desenvolvimento do espírito crítico, e a capacidade de analisar e de tomar decisões, diante de diversas situações da vida em sociedade. Números e Álgebra Geometrias Funções Conjuntos dos números reais; - Noções de números complexos; - Matrizes; - Determinantes; - Sistemas Lineares; - Polinômios. - Geometria Plana; - Geometria Espacial; - Geometria Analítica; -Noções básicas de geometria não euclidiana. - Função Afim; - Função Quadrática; Função Exponencial; Função Logarítmica; Função Trigonométrica; - Função Modular; Progressão Aritmética; Progressão Geométrica. Tratamento da Informação -Análise Combinatória; -Estatística; -Probabilidade; -Matemática Financeira; -Binômio de Newton. -Análise de pesquisa ref. a cultura Afrobrasileira e Africana, conf. Lei 10639/03. METODOLOGIA Educação não pode ter como objetivo a simples transmissão de informações para o aluno, deve sim, garantir-lhe autonomia de pensamento, capacidade de tomar iniciativa e de desenvolver o pensamento crítico para viver numa sociedade em constante e acelerado processo de crescimento e transformação. É fundamental acreditar que o indivíduo é capaz de construir seu próprio conhecimento, embora necessite, nos primeiros anos de vida, de orientação de professores, de sua família e de organização do processo de aprendizagem. Como ensinar matemática está vinculado às reflexões da prática docente, as tendências metodológicas elencadas e estudadas no campo da Educação Matemática devem ser entendidas como meio que fundamentará metodologias para a prática docente. • Resolução de Problemas: Abordar os conteúdos matemáticos a partir da resolução de problemas, meio pelo qual, o estudante terá a oportunidade de aplicar conhecimentos previamente adquiridos em novas situações. Na solução de um problema, o estudante deve ter condições de buscar várias alternativas que almejam a solução. • Etnomatemática: O papel da etnomatemática é reconhecer e registrar questões de relevância social que produzem conhecimento matemático. Esta tendência leva em consideração que não existe um único saber, mas vários saberes distintos e nenhum 11 menos importante que o outro. A etnomatemática busca uma organização da sociedade que permite o exercício da crítica e a análise da realidade. • Modelagem Matemática: Essa abordagem tem como pressuposto que o ensino e a aprendizagem da Matemática pode ser potencializado quando se problematizam situações do cotidiano. A modelagem matemática, ao mesmo tempo em que propõe a valorização do aluno no contexto social, procura levantar problemas que sugerem questionamentos sobre situações de vida. A abordagem Matemática, por meio da modelagem matemática, em fenômenos diários , sejam eles, físicos, biológicos e sociais, contribuem para análises críticas e compreensões diversas do mundo. • Mídias Tecnológicas: Os ambientes de aprendizagem gerados por aplicativos informáticos, dinamizam os conteúdos curriculares e potencializam o processo de ensino e da aprendizagem. O trabalho com as mídias tecnológicas, insere formas diferenciadas de ensinar e aprender, e valorizar o processo de produção de conhecimentos. • História da Matemática: Considera-se a História da Matemática como um elemento orientador na elaboração de atividades, na criação das situações-problema, na fonte de busca, na compreensão e como elemento esclarecedor de conceitos matemáticos. Possibilitam o levantamento e a discussão das razões para a aceitação de certos fatos, raciocínios e procedimentos por parte do estudante. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO A avaliação deve ser contínua para que possa cumprir sua função de auxilio ao processo de ensino aprendizagem. A avaliação que importa é aquela que é feita no processo, quando o professor pode estar acompanhando a construção do conhecimento pelo estudante, verificando os vários estágios do desenvolvimento do estudante e não julgando-o apenas num determinado momento. Avaliar o processo e não apenas o produto. Avaliar, segundo a concepção de Educação Matemática adotada nestas Diretrizes, tem um papel de mediação no processo de ensino e aprendizagem, ou seja, ensino, aprendizagem e avaliação devem ser vistos integrados na prática docente. Cabe ao professor considerar no contexto das práticas de avaliação encaminhamentos diversos como a observação, a intervenção, a busca de diversos métodos avaliativos: • Trabalhos em grupos; • Pesquisas ( jornais, revistas, etc.) • Exposição de trabalhos; • Debates em sala de aula; • Testes individuais; • Trabalhos extra-classe. QUÍMICA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA O conhecimento químico não é algo pronto, acabado e inquestionável, mas em constante transformação. Esse processo de elaboração e transformação do conhecimento ocorre a partir das necessidades humanas, uma vez que a Ciência é construída pelos homens e mulheres, falível e inseparável dos processos sociais, políticos e econômicos. 11 O desenvolvimento da sociedade no contexto capitalista passou a exigir das ciências respostas precisas e específicas às suas demandas econômicas, sociais, políticas. A industrialização brasileira influenciou o sistema produtivo e a produção científica com a formação de cursos profissionalizantes caracterizados pelo método positivista e com isso o ensino de Química privilegiou as definições dos compostos químicos, nas operações matemáticas e na resolução de problemas. Nesta abordagem do ensino que Química propõe-se que a compreensão e apropriação do conhecimento químico aconteçam por meio do contato do aluno com o objetivo estudo da Química, que é o estudo da matéria e suas transformações. Este processo deve ser planejado, organizado e dirigido pelo professor, numa relação dialógica, onde a aprendizagem dos conceitos químicos se realize no sentido da organização do conhecimento científico. Para que se concretizem os conceitos químicos é de vital importância a experimentação para a realização da atividade pedagógica, com ou sem materiais de laboratoriais de precisão, tendo em vista que as análises realizadas nas escolas não visam o resultado quantitativo dos experimentos. Os números, os resultados quantitativos não devem ser menosprezados, porém eles podem ser mais bem compreendidos por outras vias que não somente a dos cálculos matemáticos. Esta concepção será tratada com os alunos de modo a possibilitar o entendimento do mundo e a sua interação com ele. Pode-se ilustrar a nossa afirmação com uma situação observada no cotidiano. Caberá ao professor criar situações de aprendizagem do modo que o aluno pense mais criticamente sobre o mundo, reflita sobre as razões dos problemas. Considerando estas propostas serão apresentados os seguintes Conteúdos Estruturantes para que haja uma inter-relação no ensino de Química: Matéria e sua Natureza, Biogeoquímica e Química Sintética. OBJETIVOS GERAIS Introduzir conceitos básicos de transformação química e de substâncias, por meio de aspectos qualitativos, introduzindo a linguagem química e sua simbologia, levando o aluno também a utilizar conceitos dentro de uma visão microscópica e macroscópica. Reconhecer tendências e relações a partir de dados experimentais e outros subsídios, compreender também o significado, a utilidade e reconhecer o papel do químico no sistema produtivo, industrial e rural. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES * Matéria e sua Natureza: - Estrutura da Matéria; - Contribuição dos povos africanos e seus descendentes para os avanços da Ciência e da Tecnologia; - Estrutura Atômica; - Substâncias; - Materiais; - Métodos de Separação; - Fenômenos Químicos e Físicos; - Configuração Eletrônica; 11 - Classificação Periódica dos Elementos; - Ligações Químicas; - Funções Químicas; - Fórmulas Químicas - Reações Químicas - Radioatividade; - Cálculos Químicos; * Biogeoquímica: - Interações entre hidrosfera, litosfera e atmosfera; - Caracterização histórica da sobreposição da Biologia, Geologia e Química; - Soluções; - Termoquímica; - Cinética Química; - Equilíbrio Químico; - Eletroquímica; * Química Sintética: - Química do Carbono; - Funções Oxigenadas; - Funções Nitrogenadas; - Isomeria; - Polímeros; - Compostos Orgânicos Naturais. - Sabores da culinária africana; - Síntese de novos produtos e novos materiais, produtos farmacêuticos; - Indústria alimentícia (conservantes, acidulantes, aromatizantes, edulcorantes); - Avanços tecnológicos; Os Conteúdos Estruturantes recaem sobre esses três enfoques, o qual como a Química se estruturou enquanto ciência e como disciplina escolar sendo que eles se interrelacionam. Deve-se ter a preocupação de articulá-los com as especificidades regionais. METODOLOGIA É importante que o processo de ensino-aprendizagem, em Química, parta do conhecimento prévio dos estudantes, onde se incluem as concepções alternativas ou concepções espontâneas, a partir das quais será elaborado um conceito científico. Os conceitos que os estudantes adquirem no seu dia-a-dia, devem-se a interação com os diversos objetos no seu espaço de conivência, na escola, se fazem presentes no momento em que se inicia o processo de ensino-aprendizagem. Já a concepção científica envolve um saber socialmente construído e sistematizado, o qual necessita de metodologias específicas para ser disseminado no ambiente escolar. As fórmulas matemáticas não podem ser o objeto central da aprendizagem, pois, apenas representam modelos, elaborados para entender determinado fenômeno ou evento químico, sem negar a importância da linguagem matemática na Química, visto que em muitas situações, os fenômenos químicos são ensinados a partir de fórmulas com resoluções matemáticas. Outro modo é o uso de experimentação para que o aluno tenha uma melhor compreensão dos fenômenos químicos, onde se deve levá-lo a questionar e discutir possíveis 11 erros. Os experimentos podem ser o ponto de partida para desenvolver a compreensão de conceitos ou percepção de sua relação sobre a teoria e prática e, ao mesmo tempo permitindo que o professor perceba as dúvidas de seus alunos. A utilização de textos não deve ser visto como se todo o conteúdo estivesse ali presente, mas sim com um instrumento de mediação na sala de aula, entre aluno-aluno e aluno-professor, levando as novas questões e discussões. Os textos devem propor aos alunos leituras que contribuam para a sua formação e identificação cultural, que possam se constituir num elemento motivador para a aprendizagem da Química, contribuindo, para a criação do hábito da leitura. CRITERIOS DE AVALIAÇÃO A avaliação deve ser concebida de forma processual e formativa, sob as condicionantes do diagnóstico e da continuidade. Esse processo ocorre por meio de interações recíprocas, no dia a dia, no transcorrer da própria aula e não apenas de modo pontual, portanto sujeita a alteração no seu desenvolvimento. Em Química, o principal critério de avaliação é a formação de conceitos científicos. A avaliação não deve dicotomizar teoria e prática e que deverá considerar as estratégias empregadas pelos alunos na articulação e reflexão dos experimentos com os conceitos químicos. É necessário que o professor diversifique para avaliar a linguagem oral e escrita do aluno, o seu poder de argumentação, a sua disponibilidade de trabalhar em grupo, a sua atuação para resolver situações-problema e as contribuições individuais e os resultados parciais e finais dos grupos na execução de atividades e projetos. Em lugar de avaliar apenas por meio de provas, o professor deve usar instrumentos de avaliação que contemplem várias formas de expressão dos alunos, como: leitura, interpretação e produção de textos utilizando o livro didático público, revistas, etc; leitura e interpretação da tabela periódica, podendo para isso fazer jogos interativos ou outras atividades para que a interpretação da mesma torne-se mais lúdica e menos metódica; pesquisas bibliográficas; relatórios de aulas prática, levando e consideração o exposto acima, apresentação de seminários; exposição de trabalhos para toda a comunidade escolar; pesquisas via internet. SOCIOLOGIA APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA A sociologia, muito mais do que ser uma disciplina teórica e conceitual, está presente no Ensino Médio, para garantir aos estudantes a discussão e a reflexão sobre as relações estabelecidas entre os homens, nas diversas conjunturas sociais. É uma disciplina que contribui para a manifestação de uma consciência crítica do aluno sobre o mundo que o cerca e sobre si mesmo. Em contato com os diversos conteúdos estruturantes, Processo de Socialização e as Instituições sociais, Cultura e Indústria Cultural,Trabalho, Produção e Classes Sociais, Poder Política e Ideologia, Direitos Cidadania e Movimentos Sociais. O aluno enfrenta o desafio de analisar o seu cotidiano, sobre a ótica de pensadores que mudaram e influenciaram o pensamento sobre a ordem social do Brasil e no Mundo, com seus conceitos. 11 “ O mais importante, a Sociologia propicia um clareamento dela mesma que permite a grupos e indivíduos compreenderem e alterarem suas próprias condições de vida. No mais, sabendo sobre o porque nós agimos e como nós fazemos certas coisas em sociedade, provavelmente nós seremos capazes de influenciar nosso próprio futuro” (Giddens, A.1999) Por exemplo, Karl Marx e o materialismo histórico, Max Weber e a questão da racionalidade burocrática do estado. Pois, não é intenção da disciplina ressaltar o senso comum, e sim propiciar ao aluno a busca do conhecimento, que exige conceitos científicos de uma disciplina historicamente consolidada. Ao compreender a dinâmica social, o aluno percebe as transformações que se dão no decorrer do processo histórico e pode refletir sobre a sua posição diante do mundo i intervir sobre ele. Dessa forma, a disciplina preenche um requisito muito importante da educação como um todo, a construção da cidadania desse sujeito pensante que se revela. Disponibilizar as ferramentas para um olhar mais atento sobre as relações sociais de dos homens com a natureza é papel fundamental da Sociologia no Ensino Médio. Tornando o aluno um sujeito atuante dentro do processo histórico, um sujeito capaz de enxergar além das névoas de ideologia dominante, tendo como objeto de estudo as relações sociais decorrentes das mudanças estruturais impostas pela formação do modo de produção capitalista. OBJETIVOS GERAIS Ampliar os conhecimentos do homem sobre sua condição de vida, fundamentando assim a análise das sociedades, ao compor, consolidar e alargar um saber especializado pautado em teorias e pesquisas que esclarecem muitos problemas sociais Explicar a sociedade através da compreensão das diversas formas pelas quais os seres humanos vivem em grupos, das relações que se estyabelecem no interior e entre esses diferentes grupos, bem como a compreesão das conseqüências dessas relações para indivíduos e coletividade; Explicar a sociedade capitalista como forma de organização social; Refletir com base em fundamentos teóricos, sobre os problemas postos pela prática social capitalista, tais como: desigualdade social e econômica, exclusão imposta pelas mudanças no mundo do trabalho, as conflituosas relações entre sociedade – natureza, a negação da diversidade cultural de gênero e ético racial. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES Deve atender as dimensões intelectuais e políticas que permitam uma boa formação crítica do aluno. Os conteúdos estruturantes foram organizados dessa forma pois, são a representação dos grandes campos do saber, da cultura e do conhecimento universal e devem ser compreendidos a partir da práxis pedagógica como construção histórica. São os conhecimentos de grande amplitude, os conceitos e as práticas que identificam e organizam os campos de estudo da sociologia, considerados centrais e básicos para a compreensão dos processos de construção social. A compreensão desses conhecimentos deve encaminhar para que se explique a dialética dos fenômenos sociais do cotidiano de uma perspectiva que não seja a do senso comum, chegando-se à síntese necessária ao entendimento da sociedade, a luz do conhecimento científico. Esses são os conteúdos estruturantes. 12 1- O surgimento da sociologia e teorias sociológicas – O surgimento da sociologia, As teorias sociológicas na compreensão do presente, A produção sociológica brasileira – A integração do Negro na sociedade de classe – Florestan Fernandes. 2- Processo de socialização e Instituições Sociais – A instituição Escolar, A Instituição Religiosa, A Instituição familiar. 3- Cultura e Industria Cultural – Cultura ou Culturas: uma contribuição antropológica; Diversidades Cultural Brasileira; Cultura-criação ou apropriação. 4- Trabalho, Produção e Classes Sociais – O Processo de Trabalho é a desigualdade social, Globalização. 5- Poder, Política e Ideologia – Ideologia, Formação do Estado Moderno. 6- Direito, Cidadania e Movimentos Sociais – Movimentos Sociais, Movimentos agrários no Brasil, Movimento Estudantil. Entendemos que os conteúdos estruturantes não são apenas um norte, no processo de ensino aprendizagem, devendo ser realizados desdobramentos dos mesmos. Através do conhecimento que o professor tem do Ambiente escolar e da sua comunidade é possível, a partir desse conhecimento, abordar conteúdos específicos como, educação sexual, movimentos sociais rurais, trabalho infantil, etc. METODOLOGIA No ensino de sociologia é fundamental a utilização de múltiplos instrumentos metodológicos, os quais devem adequar-se aos objetivos pretendidos, seja a exposição, a leitura e esclarecimento do significado dos conceitos e da lógica dos textos(teóricos, temáticos ou literários), a análise , a discussão, a pesquisa de campo e bibliográfica ou outros pois os encaminhamentos metodológicos e o processo de avaliação ensinoaprendizagem também devem estar relacionados à própria construção histórica da sociedade crítica, caracterizada portanto por posturas teóricas e práticas favorecedoras ao desenvolvimento de um pensamento criativo e instigante. O aluno de Ensino médio deve ser considerado em sua especificidade etária, e em sua diversidade cultural, ou seja, além de importantes aspectos como a linguagem; interesses pessoais e profissionais e necessidades materiais, deve se ter em vista as peculiaridades da região em que a escola está inserida e a origem social do aluno, para que os conteúdos trabalhos e a metodologia utilizada possam responder as necessidades desse grupo social. Aprender a pensar sobre a sociedade em que vivemos, e consequentemente a agir nas diversas instâncias sociais, implica antes de tudo numa atitude ativa e participativa. O ensino da sociologia pressupõe metodologias que coloquem o aluno como sujeito de seu aprendizado, não importa que o encaminhamento seja a leitura, o debate, a pesquisa de campo, ou a análise de filmes, mas importa que o aluno esteja constantemente provocado a relacionar a teoria com o vivido, a rever conhecimentos e a reconstruir coletivamente novos saberes. 12 Como práticas serão usados: Livro didático para leitura, análise e discussão de textos, pesquisa de campo, debates, exibições de filmes, produção de textos, aula expositiva. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO O Processo de avaliação no âmbito do ensino da sociologia, perpassara todas as atividades relacionadas à disciplina, portanto, não necessitando de um tratamento metódico e sistemático. Será pensada e elaborada de uma forma transparente e coletiva, para que os critérios sejam debatidos, criticados e acompanhados tanto pelo aluno como pelo professor. A apreensão de conceitos básicos da ciência, articulados com a prática social; a capacidade de argumentação fundamentada teoricamente; a clareza e coerência na exposição das idéias, seja no texto oral ou escrito, são alguns critérios possíveis de serem verificados no decorrer do curso. As formas de avaliação em Sociologia acompanham as próprias práticas de ensino e de aprendizagem da disciplina, seja a reflexão crítica nos debates, que acompanham os textos ou filmes, seja a participação nas pesquisas de campo, seja a produção de textos que demonstrem capacidade de articulação entre teoria e prática, enfim várias podem ser as formas, desde que se tenha como perspectiva ao seleciona-la, a clareza dos objetivos que se pretende atingir, no sentido da apreensão/compreensão/reflexão dos conteúdos pelos aluno. Nos critérios de avaliação o professor observará a capacidade do aluno em fazer critica a partir de argumentos e conceitos da Sociologia. Devemos observar a sua postura em relação a assuntos polêmicos como homossexualismo e o racismo. Além de privilegiar o aluno crítico em suas avaliações o professor deve observar ainda questões como, o domínio das correntes de pensamento que versão sobre cada conteúdo estruturante. A avaliação será realizada através de provas escritas, participação, exposição, trabalhos e atividades individuais e em grupo. 12 COMPLEMENTAÇÃO CURRICULAR PROGRAMA VIVA A ESCOLA As atividades de complementação curricular visam a investigação do conhecimento construído historicamente, envolvendo professor, aluno e comunidade, dando condições para que os profissionais da educação, os alunos da rede pública estadual e a comunidade escolar, desenvolvam diferentes atividades pedagógicas no estabelecimento de ensino o qual estão vinculados, além do turno escolar. Possibilita a integração entre na comunidades escolar, pais, alunos e professores, viabilizando o acesso, a permanência e a participação dos alunos. No Colégio Estadual Rui Barbosa há dois programas do Viva a Escola em funcionamento: Química dos Produtos Domésticos e Preparatório para o Vestibular. 12 12 12 12