RELATÓRIO DE GESTÃO REFERENTE AO PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE 26 DE SETEMBRO A 31 DE DEZEMBRO DE 2013 ABRIL 2014 ÍNDICE Página 1. INTRODUÇÃO 3 2. SÍNTESE DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 5 3. RELATÓRIO E CONTAS 11 3.1. EXECUÇÃO ORÇAMENTAL 12 3.2. CONTA DE GERÊNCIA 19 3.3. DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 21 3.3.1. CONTA DE RESULTADOS 21 3.3.2. BALANÇO 23 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 27 2. 1. INTRODUÇÃO A atual Presidência da ESHTE tomou posse no dia 25 de setembro de 2013, pelo que lhe ficou acometida a responsabilidade de produzir dois relatórios de gestão. Assim, no dia 18 de dezembro de 2013, foram submetidos à apreciação do Conselho Geral o relatório de gestão e as contas respeitantes ao período compreendido entre 1/1/2013 e 25/09/2013, os quais foram objeto de aprovação. Tratou-se de um relatório eminentemente factual, já que correspondia ao período de intervenção da anterior Presidência da Escola. Dando sequência ao processo, procede-se agora à elaboração do relatório de gestão inerente ao período de 26/09/2013 a 31/12/2013, o qual contém a acumulação de valores para a totalidade do ano, de modo a viabilizar a comparação com exercícios anteriores, sobretudo no que concerne a dados contabilísticos. Durante o período em apreço, os órgãos sociais da ESHTE tiveram a seguinte composição: Conselho Geral Presidente Presidente Carlos Manuel Lavrador de Jesus Carreiras Vice-Presidente Carlos Fernando Santiago Neto Brandão Administrador Vítor Manuel Pereira de Andrade Raul Manuel das Roucas Filipe Conselho de Gestão Presidente Raul Manuel das Roucas Filipe Vogal Carlos Fernando Santiago Neto Brandão Vogal Vítor Manuel Pereira de Andrade Vogal António Manuel Henrique Fernandes Vogal Carlos Manuel Torres Conselho Técnico-Científico Presidente Jorge Manuel Rodrigues Umbelino (a partir de 11/12/2013) Conselho Pedagógico Presidente Isilda Maria Lopes de Sousa Ramos Leitão Raul Manuel das Roucas Filipe (até 11/12/2013) O presente relatório – que procurará ser o mais objetivo possível – irá contemplar duas partes principais, além de um breve preâmbulo introdutório. Assim, a primeira grande área de abordagem será preenchida com uma súmula das atividades desenvolvidas, reproduzindo-se 3. um excerto do Relatório de Atividades de 2013, o qual constitui uma peça autónoma, tal como preconiza a legislação sobre esta matéria. Por outro lado, o segundo foco de análise centrar-se-á na apreciação das contas respeitantes ao período em apreço e ao acumulado anual, concedendo-se particular atenção à execução orçamental, à conta de gerência e às demostrações financeiras. Na preparação deste documento utilizaram-se documentos produzidos pela anterior Presidência, com particular enfâse para as “Linhas orientadoras do orçamento para 2013”, cujo conteúdo inclui o conjunto de apostas por relação aos grandes objetivos (e estratégias) então definidos para a Escola. Tal como enfatizado no Relatório de Atividades de 2013, a presidência da ESHTE irá apresentar ao Conselho Geral da ESHTE, após um período de consulta à comunidade académica, um Plano Estratégico de Médio Prazo para a Escola, o qual passará a constituir a referência orientadora das políticas e estratégias a materializar pela ESHTE, funcionando como umbrella na elaboração dos futuros Planos de Atividades. Pretende-se que o Plano Estratégico em fase final de conclusão da sua versão preliminar, incorpore as perspetivas e as ideias já constantes de reflexões produzidas pela presidência e que integram os documentos "Raúl Filipe - Candidatura à Presidência da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril - Programa de ação" e "Linhas de reforma do ensino superior Particularidades e contributos da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril", além de agregar novas pistas de trabalho. Contudo, considera-se desde já que a questão do estatuto da ESHTE, e do seu enquadramento no contexto do ensino superior público, constitui a dimensão com um caráter mais decisivo para o futuro da Escola. Contudo, também se afigura essencial ponderar outros aspetos associados ainda à dimensão estratégica transversal e integrada, bem como à sustentabilidade identitária e operativa da Escola. Assim, para a atual presidência da Escola, a intervenção da ESHTE deve fixar-se em torno de dois grandes pólos. Um primeiro, de carater estruturante, que se foca numa dimensão estratégica transversal e integrada, a qual procura criar as condições para a ESHTE consolidar a sua posição no contexto do ensino superior do turismo no contexto nacional e se transformar 4. numa escola de referência internacional. Como eixos de atuação associados a este desiderato, podem-se destacar os seguintes, alguns dos quais já integram o conjunto de atividades desenvolvidas em 2013: Estabilização do posicionamento institucional no quadro do ensino superior público; Resolução do problema das instalações; Sustentabilidade económico-financeira, por via da ampliação das receitas próprias e da racionalização das despesas; Modernização do campus escolar e criação um centro de prestação de serviços à comunidade; Modernização e extensão dos cursos e programas; Qualificação do corpo docente; Desenvolvimento da investigação fundamental e aplicada; Internacionalização. No caso do segundo pólo, orientado para a dimensão operacional e identitária da Escola, importa integrar os vetores subjacentes às intervenções em áreas críticas do funcionamento da instituição, abrangendo as vertentes de caráter institucional, de ensino e organização académica, dos serviços e dos funcionários não docentes, dos funcionários docentes, dos alunos, da comunicação e da imagem, da comunidade interna e externa, da solidariedade e da responsabilidade social e ambiental. Esta perspetiva certamente que será refletida nos próximos planos de atividades, cuja lógica de elaboração será ajustada em função do futuro enquadramento estratégico, facto não verificado ainda no presente relatório, o qual recai sobre a avaliação de uma grelha de atividades definida a partir de outros pressupostos e orientações. Contudo, as linhas de força atrás referidas estiveram bem patentes na orientação das atividades desenvolvidas no 4.º trimestre de 2013, tal como se evidenciará no ponto seguinte. 2. SÍNTESE DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Tal como sublinhado no anterior Relatório de Gestão, o qual incidiu sobre o período compreendido entre 1/1/2013 e 25/9/2013, o Plano de atividades da ESHTE para 2013, elaborado pela anterior presidência, comportava 5 (cinco) domínios de intervenção, os quais 5. se desdobravam por 18 (dezoito) ações específicas. Recordam-se seguidamente, os domínios então considerados: 1. Instalações, infraestruturas e equipamentos 2. Inovação, empreendedorismo e formação do capital humano 3. Visibilidade externa e redes relacionais 4. Reorganização funcional 5. Avaliação e política de qualidade Por outro lado, a nova presidência, no decurso da sua atuação no 4.º trimestre de 2013, sentiu a necessidade de criar mais 4 (quatro) domínios de atividades: A. Posicionamento institucional no quadro do ensino superior público B. Sustentabilidade económico-financeira C. Produção científica D. Internacionalização A inclusão destes novos domínios de intervenção comportaram a junção de mais 38 (trinta e oito) ações, pelo que a avaliação dos níveis de execução passou a reportar-se a um total de 56 (cinquenta e seis) ações. Neste sentido, e para ilustrar a intervenção na sua globalidade, reproduzem-se seguidamente os quadros que integram o Relatório de Atividades de 2013 e que permitem uma leitura exaustiva das ações consideradas, bem como a sinalização dos desvios observados. 6. Quadro 1 Desvios nas ações programadas 2 – INOVAÇÃO, 1 – INSTALAÇÕES, 3 – VISIBILIDADE 5 – AVALIAÇÃO E EMPREENDORISMO E 4 – REORGANIZAÇÃO INFRA-ESTRUTURAS E EXTERNA E REDES POLÍTICA DE FUNCIONAL FORMAÇÃO DO EQUIPAMENTOS RELACIONAIS QUALIDADE CAPITAL HUMANO J/S O/D A J/S O/D A J/S O/D A J/S O/D A J/S Recupera çã o e a da pta çã o de i ns ta l a ções i nterna s e externa s à Es col a Repa ra çã o e renova çã o de equi pa mentos na s á rea s técni ca s de cozi nha Apetrecha mento da s á rea s l a bora tori a i s Articulação com o Turismo de Portugal Núcl eo Inova çã o e Empreendori s mo Acredi ta çã o de ci cl os de es tudos junto da A3ES Cri a çã o de condi ções pa ra o l a nça mento de oferta forma ti va em i ngl ês Parceria IGOT e FLUL Conceção de um programa de ações que reforcem os valores da Escola e a sua cultura académica Renova çã o dos ma teri a i s de di vul ga çã o da Ins ti tui çã o e dos curs os Expa ns ã o da a ti vi da de educa ti va à di s tâ nci a Promoçã o de eventos Promoçã o do projeto ESHTE Sol i dAct 2011/12 Mus eu Vi rtua l do Turi s mo (MUVITUR) Promoçã o da As s oci a çã o de Anti gos Al unos da ESHTE Acordos com revistas do sector, de modo a acolherem artigos de opinião dos docentes da ESHTE Reforço dos protocolos a celebrar com as empresas e outras instituições do sector Articulação de atividades conjuntas com as estruturas representativas dos alunos Versão em inglês do website da Escola PRODER Revisão do Protocolo com a Associação CESTUR e acerto de contas Compilação de oportunidades de financiamento de projetos através de programas nacionais e comunitários Fonte: Produção própria Legenda : Projecto concl uído s em des vi os J/S - Ja nei ro a Setembro de 2013 Projecto com des vi os menores O/D - Outubro a Dezembro de 2013 Projecto com des vi os s i gni fi ca ti vos A - Ano de 2013 Projecto com des vi os mui to s i gni fi ca ti vos Projecto a ba ndona do 7. O/D A Quadro 2 Fonte: Produção própria 8. Quadro 3 Desvios nas ações programadas A – POSICIONAMENTO INSTITUCIONAL NO QUADRO DO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO J/S O/D A B– SUSTENTABILIDADE ECONÓMICO- C – PRODUÇÃO D – INTERNACIONACIENTÍFICA LIZAÇÃO FINANCEIRA J/S O/D A J/S O/D A J/S O/D A Reuniões com a tutela e com o Município de Cascais e produção de documentação relevante Visita do Senhor Secretário de Estado do Ensino Superior à ESHTE Participação nas reuniões do CCISP Revisão dos estatutos da ESHTE Conceção de um plano estratégico da ESHTE a médio prazo Criação de um sistema contabilístico por centros de custo Revisão dos mecanismos de aprovisionamento ao nível do F&B Acompanhamento da auditoria realizada pelo TC Estudo preliminar da criação de um sistema de informação à gestão Recomendações do Fiscal Único sobre procedimentos internos Definição do quadro legal de contratação de docentes Medidas de racionalização interna Reflexão sobre a reorganização da produção científica As redes de investigação Publicações e reuniões científicas Investigação e Publicação Reforço das relações institucionais e funcionais com os países lusófonos, Protocolo com Cabo Verde Intercâmbios ERASMUS CLIC-ESHTE Fonte: Produção própria 9. Como decorre da leitura do Quadro 3, reproduzido na página anterior, os novos quatro domínios de intervenção lançados pela nova presidência da ESHTE registaram na generalidade desvios mais reduzidos do que os verificados nos definidos inicialmente. Esta situação foi particularmente evidente no caso das ações que integram o “Posicionamento institucional no quadro do ensino superior público” e a “Sustentabilidade económico-financeira”, o que se explica pelo caráter prioritário que muitas destas iniciativas possuíram. Para facilitar a análise global das iniciativas desenvolvidas, apresentam-se dois gráficos que resumem a situação nos dois períodos distintos de 2013, ou seja, no cômputo dos primeiros nove meses do ano e no 4.º trimestre. Gráfico 1 Gráfico 2 Fonte: Produção própria Fonte: Produção própria No que respeita ao período de outubro a dezembro (Gráfico 2), o grau de concretização das ações programadas subiu consideravelmente, passando as ações sem desvios a representar 46,4% do total; no plano oposto, as ações com desvios significativos quedaram-se pelos 16,1% do total. Se considerássemos apenas as novas ações incluídas no 4.º trimestre e ignorássemos as transitadas do período janeiro a setembro, a incidência de ações sem desvios subiria para 55,3%. Como apontamento final, interessa perceber como as atividades realizadas em 2013, sobretudo as decorrentes da intervenção no último trimestre, contribuíram para o cumprimento das grandes estratégias da Escola (relevância), pelo que se irá proceder ao cruzamento das atividades/ações com as grandes opções estratégicas presentes no Plano de Ação apresentado à Escola em junho de 2013 pela atual presidência (ver Quadro 4, na página seguinte). 10. Quadro 4 Fonte: Produção própria Como conclusão dominante destaca-se a orientação das atividades da nova presidência para os aspetos ligados à dimensão operacional e identitária, o que se justifica pelo imperativo de introdução dos mecanismos e dos procedimentos considerados essenciais para a Escola melhorar o seu desempenho. Contudo, esta visão de cunho eminentemente funcional tenderá a dar progressivamente lugar a uma intervenção de carater mais estratégica, a qual aliás não foi ignorada nas ações já concretizadas, nomeadamente no domínio da procura de soluções para a estabilização institucional da instituição, na modernização e extensão dos cursos e na correção dos desequilíbrios financeiros. 3. RELATÓRIO E CONTAS À semelhança do verificado em anos anteriores, a conta de gerência e demais peças finais de prestação de contas foram preparadas com base nos livros e registos contabilísticos da ESHTE, mantidos em conformidade com os princípios, métodos e critérios geralmente aceites em 11. Portugal e consignados no Plano Oficial de Contabilidade Pública para o Setor da Educação (POC – Educação), aprovado pela Portaria nº. 794/2000, de 20 de setembro. A elaboração das demonstrações financeiras assentou, nomeadamente, nos princípios contabilísticos da consistência, da especialização dos exercícios, da prudência e da materialidade, no pressuposto da continuidade das operações. A análise efetuada no âmbito do Relatório e Contas incidiu sobre a análise à execução orçamental e às demonstrações financeiras (balanço e demonstração de resultados) previstas no POC – Educação. Relativamente às demonstrações financeiras, utilizaram-se técnicas de análise comparativa e de rácios. Os dados a seguir apresentados reportam-se sempre que possível ao período decorrido entre 26/9 e 31/12/2013, sendo que em alguns casos apresentaram-se igualmente os valores acumulados no final do ano, de modo a se viabilizar o confronto com o ano anterior. 3.1. EXECUÇÃO ORÇAMENTAL No período decorrido entre 26 de setembro e 31 de dezembro de 2013, a despesa realizada atingiu o valor de 1.846.816 Euros, o que representou 30,7% da execução anual (6,021,348 Euros). O Quadro 5, a seguir apresentado, confronta a evolução verificada neste período face à execução observada até 25/9/2013. Tipos Pessoal Aquisição de bens e serviços Transferências correntes Outras despesas Despesas de capital Total Quadro 5 ESHTE - EXECUÇÃO ORÇAMENTAL EM 2013 Execução da despesa Execução até 25/9 Execução de 26/9 a 31/12 Execução anual € % € % € % 3451026 69,8 1493486 30,2 4944512 100,0 572570 68,7 261006 31,3 833576 100,0 105986 65,4 56154 34,6 162140 100,0 7413 93,4 525 6,6 7938 100,0 37537 51,3 35645 48,7 73182 100,0 4174532 69,3 1846816 30,7 6021348 100,0 Fonte: Produção própria Trata-se de um primeiro indicador que permite aferir o esforço de contenção de despesas ocorrido no 4.º trimestre do ano, precisamente aquele que tradicionalmente concentra um montante de despesas elevado face ao pagamento aos funcionários do subsídio de Natal e da 12. habitual tendência para alguns fornecedores apresentarem as suas faturas no mês de dezembro. Os Gráficos abaixo reproduzidos permitem a visualização da repartição da despesa paga no período de 26/9 a 31/12/2013 (Gráfico 4), comparando-a com a verificada desde o início do ano até 25/9/2013. Gráfico 3 Gráfico 4 Fonte: Produção própria Fonte: Produção própria A estrutura revela uma grande similitude entre os dois períodos, sendo de ressaltar a redução em 1,8 pontos percentuais do peso das despesas com o pessoal (82,7% para 80,9%), a qual se explica pelas reduções introduzidas nos contratos em regime de avença/tarefa, na realização de horas extraordinárias e nas ajudas de custo (ver o Quadro 8, inserto na página 15). Com efeito, foi dada particular atenção aos compromissos assumidos até ao final do ano, tendo-se estabelecido critérios de controlo orçamental muito estreitos, reduzindo-se ao máximo a concretização de novas despesas (não cabimentadas). Contudo, tal facto não evitou o aparecimento de despesas extraordinárias, decorrentes de compromissos imprevistos, nomeadamente os resultantes da realização da Conferência Euromed, em relação à qual a ESHTE assumiu responsabilidades que não puderam ser negligenciadas. É de referir que no decurso da execução orçamental deste período foi possível regularizar todos os pagamentos em atraso aos fornecedores da Escola, sendo que a maior parte ainda não se encontravam com faturas vencidas a 31/12/2013. A ESHTE procedeu também à entrega integral das contribuições para a Caixa Geral de Aposentações, para a ADSE e para a Segurança Social. 13. Passando para o prisma de observação na perspetiva anual, o Quadro 6 compara as dotações orçamentais corrigidas para os últimos três anos com os valores correspondentes de execução. Quadro 6 ESHTE - EXECUÇÃO ORÇAMENTAL Execução da despesa Euros Tipos Orçamento Corrigido Pessoal 5112438 Aquisição de bens e serviços 1022107 Transferências correntes 190772 Outras despesas 9500 Despesas de capital 89000 Total 6423817 2013 Execução % Orçamento anual Execução Corrigido 4944512 96,7% 4423642 833576 81,6% 893827 162140 85,0% 135736 7938 83,6% 6500 73182 82,2% 96775 6021348 93,7% 5556480 2012 Execução anual 4346996 708526 109237 6442 88856 5260057 % Orçamento Execução Corrigido 98,3% 5096890 79,3% 809233 80,5% 168126 99,1% 22700 91,8% 99500 94,7% 6196449 2011 Execução anual 5288930 629670 159260 22117 65761 6165738 Fonte: Produção própria Assinale-se, em primeiro lugar, que o reforço orçamental de 2012 para 2013, ao nível das despesas de pessoal, deve-se à aplicação da Lei do Orçamento de Estado para 2013, a qual determinou a consideração dos subsídios de férias e de Natal, por oposição ao verificado no ano anterior. Conforme se pode verificar, a taxa global de execução da despesa foi, em 2013, de 93,7%, o que ficou ligeiramente aquém da obtida no ano anterior (94,7%). Saliente-se, que as despesas com pessoal registaram a taxa de execução mais elevada no ano de 2013 (96,7%); no plano oposto, com uma taxa de execução de 81,6% localizou-se a aquisição de bens e serviços. Em termos da estrutura da despesa por tipos, o Quadro 7 permite concluir que a execução anual seguiu uma linha muito semelhante à observada em 2012, com as despesas de pessoal a denotarem uma incidência superior à dotação orçamental corrigida (82,2% contra 79,6%). Quadro 7 ESHTE - EXECUÇÃO ORÇAMENTAL Execução da despesa Tipos 2013 Orçamento 2012 Execução Orçamento Execução Corrigido Anual Corrigido Anual Pessoal 79,6 82,2 79,9 82,6 Aquisição de bens e serviços 15,9 13,8 16,1 13,5 Transferências correntes 3,0 2,7 2,4 2,1 Outras despesas 0,1 0,1 0,1 0,1 Despesas de capital Total 1,4 1,2 1,7 1,7 100,0 100,0 100,0 100,0 Fonte: Produção própria 14. % Execução 103,8% 77,8% 94,7% 97,4% 66,1% 99,5% Detalhando o controlo orçamental da despesa por principais rubricas, dentro das tipologias atrás apresentadas, pode-se confrontar a situação para os dois períodos em apreço, nomeadamente para os compromissos assumidos e para a despesa paga (Quadro 8). Quadro 8 CONTROLO ORÇAMENTAL DA DESPESA - Valores em Euros Tipos de despesas 1. Despesas correntes - Total 1.1. Pessoal Órgãos sociais Pessoal dos quadros Pessoal além dos quadros Pessoal em regime de tarefa/avença Subsídios de refeição Subsídio de férias e de Natal Horas extraordinárias Ajudas de custo Colaboração técnica especializada Contribuições ADSE Contribuições C.G. Aposentações Contribuições Segurança Social Outras despesas Total 1.2. Aquisição de bens Matérias-primas e subsidiárias e serviços Alimentação - Refeições confeccionadas Limpeza e higiene Conservação de bens Hardware informático Comunicações móveis Transportes Deslocações e estadas Estudos, pareceres e projectos Seminários Software informático Outros trabalhos especializados Outras aquisições Total 1.3. Transferências correntes 1.4. Outras despesas correntes 2. Despesas de capital - Total Equipamento de informática Software informático Equipamento administrativo Equipamento básico Total geral Despesas correntes e de capital Ano 2013 1/1/2013 a 25/9/2013 26/9/2013 a 31/12/2013 Dotação corrigida Cativos/congela- Compromissos Despesa paga Grau de execução Compromissos Despesa paga Grau de execução mentos assumidos orçamental (%) assumidos orçamental (%) 6.334.817,00 165.837,00 1.548.276,00 1.486.494,00 228.294,00 106.646,00 520.749,00 30.650,00 15.000,00 51.000,00 85.124,00 546.869,00 244.133,00 83.366,00 5.112.438,00 103.100,00 39.000,00 43.000,00 69.343,00 30.000,00 30.000,00 22.670,00 50.000,00 88.840,00 30.000,00 74.350,00 97.790,00 344.014,00 1.022.107,00 190.772,00 9.500,00 89.000,00 28.000,00 0,00 1.000,00 60.000,00 6.423.817,00 82.312,00 4.035,00 27.042,00 45.223,00 0,00 1.972,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 415,00 78.687,00 0,00 0,00 0,00 3.625,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 3.625,00 0,00 0,00 2.625,00 0,00 0,00 0,00 2.625,00 84.937,00 4.318.560,74 120.692,61 1.128.222,23 1.079.127,63 169.489,58 74.426,10 214.948,71 19.423,18 11.044,73 38.516,75 63.172,37 375.261,81 166.806,26 52.959,13 3.514.091,09 63.964,30 30.907,16 23.661,00 53.489,16 22.651,16 20.779,65 18.060,86 42.931,18 72.127,41 0,00 61.317,52 174.342,53 106.838,23 691.070,16 105.986,44 7.413,05 48.766,74 15.132,35 0,00 0,00 33.634,39 4.367.327,48 4.136.995,24 120.692,61 1.128.222,23 1.079.127,63 169.489,58 74.426,10 214.948,71 19.423,18 11.044,73 38.516,75 63.172,37 333.729,47 147.926,28 52.959,13 3.453.678,77 57.740,53 25.907,16 18.403,00 52.570,34 15.888,77 16.980,40 16.823,84 41.186,97 72.127,41 0,00 41.581,32 147.602,36 63.104,88 569.916,98 105.986,44 7.413,05 37.536,84 15.132,35 0,00 0,00 22.404,49 4.174.532,08 68,17% 1.630.327,61 1.811.171,42 72,78% 41.056,76 41.056,76 72,87% 389.146,60 389.146,60 72,60% 362.114,86 362.114,86 74,24% 23.008,68 23.008,68 69,79% 28.865,20 28.865,20 41,28% 305.793,48 305.793,48 63,37% 3.955,79 3.955,79 73,63% 1.390,90 4.127,64 75,52% 11.679,29 11.679,29 74,21% 11.803,63 11.803,63 68,62% 157.432,53 198.964,87 68,33% 74.452,20 93.332,18 63,53% 19.637,39 19.637,39 68,74% 1.430.337,31 1.493.486,37 62,04% 33.967,55 40.191,32 79,25% -2.672,60 2.327,40 55,03% 8.680,47 14.275,00 77,14% 6.395,89 7.314,71 75,50% 5.300,44 12.062,83 69,27% 6.451,83 10.251,08 79,67% 1.236,80 2.473,82 85,86% 4.532,22 6.276,43 81,19% 9.904,00 9.904,00 0,00% 29.984,03 29.984,03 82,47% 11.509,62 31.245,82 178,28% 5.894,65 14.764,84 31,06% 22.126,45 79.934,82 67,61% 143.311,35 261.006,10 55,56% 56.153,65 56.153,65 78,03% 525,30 525,30 54,79% 24.414,94 35.644,84 54,04% 4.658,63 4.658,63 0,00% 0,00 0,00 0,00% 0,00 0,00 56,06% 19.756,31 30.986,21 67,99% 1.654.742,55 1.846.816,26 Fonte: Produção própria Ao nível das despesas pagas, além das já mencionadas ao nível do pessoal, importa destacar as reduções operadas no 4.º trimestre de 2013 ao nível das seguintes rubricas da aquisição de serviços: “conservação de bens”, “transportes, deslocações e estadas”, “estudos, pareceres e projetos” e “outros trabalhos especializados”. Outro aspeto particularmente relevante prende-se com a inversão da tendência observada até 25/9/2013, onde os compromissos assumidos superavam as despesas pagas em 192.795 15. 25,74% 24,76% 25,13% 24,36% 10,08% 27,07% 58,72% 12,91% 9,27% 22,90% 13,87% 28,79% 30,50% 23,56% 27,98% 32,95% -6,85% 20,19% 9,22% 17,67% 21,51% 5,46% 9,06% 11,15% 99,95% 15,48% 6,03% 6,43% 14,02% 29,43% 5,53% 27,43% 16,64% 0,00% 0,00% 32,93% 25,76% Euros, tendo este diferencial sido praticamente absorvido no período de 26/9/2013 até o final do ano, como demonstra o Quadro 9. Quadro 9 ESHTE - EXECUÇÃO ORÇAMENTAL EM 2013 Execução da despesa (em Euros) Compromissos Despesas Saldo Assumidos Pagas 1/1 a 25/9/2013 4367327 4174532 -192795 26/9 a 31/12/2013 1654743 1846816 192073 Fonte: Produção própria Ainda na apreciação da execução da despesa, e na perspetiva das fontes de financiamento, podem-se evidenciar alguns pontos marcantes. Assim, como decorre da observação do Gráfico 5, reproduzido seguidamente, o Orçamento do Estado assumia-se com a principal fonte de financiamento (58% do total), seguindo-se as receitas próprias (40,0% do total) e, de uma forma praticamente residual, as verbas decorrentes de programas comunitários (2% do total). Gráfico 5 Fonte: Produção própria O Gráfico 6, inserido na página seguinte, compara a execução orçamental da despesa por fontes de financiamento, considerando também a dotação orçamental corrigida. Assim, tornase possível constatar que a proporcionalidade entre as três fontes de financiamento mantevese nos dois períodos considerados de 2013, bem como na acumulação anual de valores. 16. Gráfico 6 Fonte: Produção própria Passando à execução da receita, apurou-se que o montante cobrado líquido de 26/09 a 31/12/2013 atingiu 1.705.886 Euros, o que representou 26,5% da previsão estabelecida até final do ano (6.449.741 Euros). No Gráfico 7, a seguir inserido, sintetiza-se a previsão da desagregação das receitas correntes para o ano de 2013, podendo-se observar a predominância das transferências correntes do Orçamento de Estado (57,7% do total) e, no plano imediato, as receitas próprias (40,3% do total). Gráfico 7 Fonte: Produção própria 17. Assinale-se que o valor total da receita cobrada em 2013 atingiu 6.065.073 Euros, o que ficou aquém em cerca de 6% do valor previsional estabelecido. Este gap poderá ser justificado em parte pelo volume de propinas em mora a 31/12/2013, tal como decorre da apreciação do Quadro 10. Quadro 10 Ano letivo 2013/14 2012/13 2011/12 TOTAL Propinas em dívida a 30-09-2013 131.502 € 76.788 € 73.317 € 281.607 € Propinas em dívida a 31-12-2013 84.722 € 70.419 € 72.342 € 230.400 € Fonte: Produção própria Conforme se pode inferir, o volume de propinas em atraso no final de 2013 ascendia a 84.722 Euros, o que constituiu uma subida, face aos valores respeitantes às duas datas homólogas precedentes. Não obstante esta circunstância, assinale-se igualmente a redução operada nas propinas em dívida tendo como referencial o final do 3.º trimestre de 2013 (-46.780 Euros). Em termos de comparação anual entre o valor de receitas próprias previstas em Orçamento, e a receita efetivamente cobrada, verificou-se uma diminuição de cerca de 11,1%. No caso das transferências do orçamento do Estado, a receita arrecada ficou apenas 2,8% aquém do valor estabelecido em orçamento. Por outro lado, o Quadro 11, reproduzido na página seguinte, contém a desagregação da receita cobrada pelas principais rubricas, isolando-se os períodos até 25/9/2013 e de 26/9/2013 a 31/12/2013. Como nota saliente, retenham-se os baixos níveis execução orçamental para as propinas, as taxas diversas, as multas e outras penalidades. 18. Quadro 11 CONTROLO ORÇAMENTAL DA RECEITA - Valores em Euros 1/1/2013 a 25/9/2013 26/9/2013 a 31/12/2013 Grau de Grau de Origem das receitas Ano 2013 Previsão Receita cobrada execução Receita cobrada execução líquida orçamental líquida orçamental (%) (%) 311 OE - Transferências correntes 3.659.621,00 2.382.400,31 65,10% 1.179.048,69 32,22% 311 OE - PIDDAC 29.000,00 19.031,23 65,62% 6.343,77 21,88% 319 Transferências da FCT 4.700,00 0,00 0,00% 0,00 0,00% 480 Transferências da União Europeia 98.500,00 46.161,80 46,86% 58.740,00 59,63% 510 Receitas próprias 2.555.698,00 1.821.458,15 71,27% 454.960,92 17,80% Propinas 2.057.151,00 1.569.174,39 76,28% 384.823,79 18,71% Taxas diversas 344.476,00 156.254,00 45,36% 29.128,87 8,46% Multas e outras penalidades 25.000,00 10.578,80 42,32% 690,65 2,76% Juros 2.000,00 22,24 1,11% 17,12 0,86% Bancos - Transferências correntes 10.000,00 14.000,00 140,00% 0,00 0,00% Venda de publicações e impressos 10.000,00 4.459,87 44,60% 1.554,00 15,54% Outras vendas 5.000,00 4.549,50 90,99% 3.033,00 60,66% Estudos, pareceres e projectos 31.639,00 0,00 0,00% 0,00 0,00% Outros serviços 45.000,00 62.418,97 138,71% 35.712,50 79,36% Outras receitas correntes 25.432,00 0,38 0,00% 0,99 0,00% 540 IEFP 7.871,00 7.870,59 99,99% 0,00 0,00% Receitas correntes - Total 6.355.390,00 4.276.922,08 67,30% 1.699.093,38 26,73% 311 OE - PIDDAC 21.000,00 13.781,25 65,63% 4.593,75 21,88% 313 OE - Saldo da gerência anterior 2.539,00 2.538,50 99,98% 0,00 0,00% 480 Reposições não abatidas nos pagamentos 4.000,00 3.941,60 98,54% 1.677,96 41,95% 480 Saldo orçamental na posse do serviço 58.712,00 58.711,93 100,00% 0,00 0,00% 510 Reposições não abatidas nos pagamentos 5.000,00 191,81 3,84% 520,90 10,42% 520 Saldo orçamental na posse do serviço 3.100,00 3.099,92 100,00% 0,00 0,00% Receitas de capital - Total 94.351,00 82.265,01 87,19% 6.792,61 7,20% Total geral 6.449.741,00 4.359.187,09 67,59% 1.705.885,99 26,45% Fonte: Produção própria 3.1. CONTA DE GERÊNCIA A conta de gerência relativa ao período entre 26 de setembro e 31 de dezembro de 2013 apresentou um volume global de 2.447.122,43 Euros e resume-se no Quadro 12, o qual consta da página seguinte deste documento. Conforme se pode verificar, o total de pagamentos efetuados durante o período em apreço (2.403.397,69 Euros) superou os recebimentos ocorridos no mesmo intervalo temporal (2.155.250,97 Euros), o que se explica em parte pelo elevado montante de compromissos assumidos até 25/9/2013 (4367327 Euros), dos quais 192.795 Euros não foram pagos até essa data. Ainda no domínio dos pagamentos convém relembrar que no 4.º trimestre de 2013 procedeuse ao pagamento do subsídio de Natal aos funcionários, além de se ter materializado a liquidação das faturas inerentes ao Congresso Euromed (29.984,03 Euros), entre as quais se incluíram encargos não previstos com serviços de refeições. 19. Quadro 12 Conta de gerência Saldo da gerência anterior De dotações orçamentais (OE) De receitas próprias De receitas do estado De operações de tesouraria Recebimentos na gerência De dotações orçamentais (OE) De receitas próprias De receitas do estado De operações de tesouraria TOTAL RECEBIMENTOS Pagamentos na gerência De dotações orçamentais (OE) De receitas próprias De investimento no plano De operações de tesouraria Saldo para a gerência seguinte De dotações orçamentais (OE) De receitas próprias TOTAL PAGAMENTOS 26/9/2013 a 31/12/2013 (Em euros) 57.175,90 127.479,11 73.498,14 33.718,31 291.871,46 1.189.986,21 515.899,78 299.887,36 149.477,62 2.155.250,97 2.447.122,43 1.232.917,42 602.668,94 11.229,90 556.581,43 2.403.397,69 3.014,79 40.709,95 43.724,74 2.447.122,43 Fonte: Produção própria Por outro lado, como já se referiu no ponto anterior, a presidência da ESHTE optou por regularizar todas as dívidas existentes para com os fornecedores da Escola, o que também teve reflexo na expressão global da verba inerente aos pagamentos concretizados. Acresce igualmente que as receitas próprias neste período não beneficiaram com significado do contributo da sua principal componente (propinas), que concentrou no período em causa apenas 19,7% da verba arrecadada (384.823,79 Euros), o que se explica pelo calendário estabelecido para pagamentos por parte dos alunos. 20. 3.2. ANÁLISE ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As demonstrações financeiras para o período entre 1/1 e 31/12/2013 foram elaboradas de acordo com os princípios contabilísticos consagrados no Plano Oficial de Contabilidade Pública para o Setor da Educação (POC-Educação), apresentando-se seguidamente uma breve análise à Conta de Resultados e ao Balanço. Tratam-se de elementos contabilísticos que refletem a situação no final de cada período, daí não revestir grande significado a individualização dos valores para o intervalo temporal compreendido entre 26/9 e 31/12/2013. Contudo, na apresentação de resultados neste documento, tentou-se sempre proceder à comparação entre os dados homólogos anuais de 2013 e 2012, incluindo-se igualmente os valores obtidos até 25/9 e que integraram o relatório de gestão anterior. 3.2.1. CONTA DE RESULTADOS No final do ano de 2013, a ESHTE obteve resultados correntes negativos de 26198,74 Euros, fruto de resultados operacionais negativos de 25.461,10 Euros, de resultados extraordinários negativos de 27.648,03 Euros e de resultados financeiros também negativos de 737,64 Euros. Deste modo, o prejuízo líquido do exercício foi de 53846,77 Euros, o que constituiu um valor que indicia uma clara recuperação não só face a 2012 (-303.562 Euros), como sobretudo em relação ao prejuízo detetado até 25/9/2013 (-289.648,84 Euros). Assinale-se que este desempenho assinala seguramente uma inversão da tendência detetada nos últimos anos e evidencia o efeito das medidas de contenção colocadas em prática no último trimestre de 2013 e cujo prolongamento para os próximos exercícios se considera indispensável. A formação dos Proveitos e Ganhos Operacionais aparece resumida no Quadro 13, reproduzido na página seguinte, podendo observar-se que em termos estruturais não foram visíveis alterações significativas entre e globalidade do ano de 2013 e o período parcelar até 25/9. 21. Contudo, no que concerne ao confronto entre as estruturas anuais de 2013 e 2012, já se podem sublinhar algumas mutações, nomeadamente o reforço das “Transferências e subsídios correntes obtidos” (Orçamento de Estado) e das “Vendas e prestações de serviços”. Quadro 13 Proveitos e ganhos 1/1/2013 a 25/9/2013 Proveitos e ganhos Valor € Ano 2013 Ano 2012 % Valor € % 71.428,34 1,7 109.455,34 1,8 75971,54 1,4 Impostos e taxas 1.637.512,24 38,5 2.081.985,55 34,7 2196544,67 41,0 Transferências e subsídios correntes obtidos 2.526.025,43 59,4 3.784.157,89 63,1 3047214,30 56,8 22,24 0,0 40,35 0,0 17,73 0,0 17.274,63 0,4 25.121,73 0,4 42428,78 0,8 Vendas e prestações de serviços Proveitos e ganhos financeiros Proveitos e ganhos extraordinários Proveitos e ganhos totais 4252262,88 100,0 Valor € % 6.000.760,86 100,0 5362177,02 100,0 Fonte: Produção própria Volta-se a sublinhar a importância das “Transferências e subsídios correntes obtidos” e das receitas próprias contabilizadas em “Impostos e taxas”, as quais contribuíram em conjunto com 97,8% para o total de proveitos e ganhos, incidência esta equivalente à registada no ano de 2012, embora se observe uma subida do peso das transferências do OE em detrimento dos proveitos provenientes das propinas cobradas. Passando aos custos e perdas (Quadro 14), os dados contabilísticos existentes apontam para um total de 6.054.607,38 Euros no período entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2013, o que superou os proveitos totais, no mesmo período, em apenas 0,9%. Chama-se novamente para a melhoria observada também para esta relação, cuja expressão no final de 2012 era de 5,7% e em 25/9/2013 de 6,8%. Quadro 14 Custos e perdas Custos e perdas Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas Fornecimentos e serviços externos Custos com o pessoal Transferências correntes concedidas e prestações sociais 1/1/2013 a 25/9/2013 Valor € Ano 2013 % % (a) 67.748,37 1,5 1,6 519.606,79 11,4 3622417,15 Valor € Ano 2012 % % (a) Valor € % % (a) 102362,52 1,7 1,7 101570,55 1,8 1,9 12,2 633772,30 10,4 10,6 472954,99 8,3 8,8 79,8 85,2 4904666,78 81,0 81,7 4613099,7 81,4 86,0 107.089,10 2,4 2,5 157007,25 2,6 2,6 103548,6 1,8 1,9 Amortizações do exercício 95.478,32 2,1 2,2 120465,99 2,0 2,0 181686,02 3,2 3,4 Provisões do exercício 70.056,40 1,5 1,6 70056,40 1,2 1,2 131222,6 2,3 2,4 5.967,84 0,1 0,1 12728,64 0,2 0,2 7842,58 0,1 0,1 777,99 0,0 0,0 777,99 0,0 0,0 638,85 0,0 0,0 52.769,76 1,2 1,2 52769,76 0,9 0,9 53175,97 0,9 1,0 100,0 106,8 100,0 100,9 100,0 105,7 Outros custos e perdas operacionais Custos e perdas financeiras Custos e perdas extraordinárias Custos e perdas totais 4541911,72 6054607,63 5665739,86 (a) - Percentagem face aos proveitos totais Fonte: Produção própria 22. O quadro anteriormente apresentado, mostra a estrutura de custos para o período em análise e para a globalidade do ano de 2012, além de incluir a relação percentual face aos proveitos totais. Como decorre da sua leitura, os “custos com pessoal” (81,0% do total no final de 2013) e os “fornecimentos e serviços externos” (10,4% do total no final de 2013) constituíram as rubricas determinantes no total, sendo que, no caso da primeira, atingiu uma expressão mais significativa em 31/12 do que em 25/9, face ao já aludido pagamento do subsídio de Natal em novembro. Por outro lado, os “fornecimentos e serviços externos” dispararam no período entre 1/1/2013 e 25/9/2013, atingindo um valor (519.606,79 Euros) que já superava em 9,9% o quantitativo apurado para o cômputo de 2012 (472.954,99 Euros). Trata-se de uma situação que se desviou claramente do previsto e que foi parcialmente atenuada no 4.º trimestre de 2013, onde a verba inerente a esta rubrica se fixou em 114.165,51 Euros contra 519606,79 Euros no período acumulado até 25/9. 3.2.2. BALANÇO A síntese das principais rubricas do Balanço surge devidamente refletida no Quadro 15, abaixo reproduzido. A estrutura encontra-se evidenciada em relação ao Ativo Total (100,0%), destacando-se desde já, o facto da superioridade do Passivo em relação ao Ativo ter subido de 31,8% no final de 2012 para 41,1% no final de 2013. Trata-se de uma situação que merece a melhor atenção porque em 2011, o Passivo Total era superior ao Ativo Líquido Total em apenas 11,7%. Quadro 15 Rubricas do Balanço Rubricas do Balanço Ativo Imobilizado 1/1/2013 a 25/9/2013 Valor € % Ano 2013 Valor € Ano 2012 % Valor € % 160073,35 8,8 159500,62 11,5 206784,93 12,7 Ativo circulante 1664862,69 91,2 1231277,55 88,5 1420418,59 87,3 Ativo Total 1824936,04 100,0 1390778,17 100,0 1627203,52 100,0 Passivo de Curto Prazo 2363897,40 129,5 1962568,49 141,1 2075975,50 127,6 Passivo de Médio e Longo Prazo 0,0 0,0 0,0 Passivo Total 2632528,43 144,3 1962568,49 141,1 2145147,07 131,8 Fundos Próprios -807592,39 -44,3 -571790,32 -41,1 -517943,55 -31,8 Fonte: Produção própria Assinale-se que os Fundos Próprios atingiram em 25/09/2013 o valor negativo de 807592,90 Euros. Trata-se da diferença entre o que a Escola tem e o que deve a terceiros em 23. determinado momento. Ao longo do tempo, os Fundos Próprios são influenciados por vários fatores, como os resultados obtidos pela empresa, as reavaliações do imobilizado, entre outros, mas a sua expressão crescente deve ser entendida como um sinal de alerta que interessa inverter no futuro imediato. Nesse sentido, a redução dos fundos próprios negativos operada entre 26/9 e 31/12/2013 (baixou para -571.790,32 Euros) deve ser entendida como mais um sinal positivo que carece de aprofundamento nos exercícios seguintes. Passando à desagregação do Ativo, importa enfatizar que no final de 2013, a sua expressão líquida cifrava-se 1.390.778,17 Euros, como resultado da diferença entre o seu valor bruto de 3.991.916,54 Euros e o valor das Amortizações acumuladas, no montante de 2.600.238,37 Euros (ver Quadro 16). Quadro 16 Ativo 1/1/2013 a 25/9/2013 Valores Brutos Amort./Prov. Ano 2013 Ativo Líquido Valores Brutos Amort./Prov. Ano 2012 Ativo Líquido Valores Brutos Amort./Prov. Ativo Líquido Imobilizado Imobilizações Incorpóreas Propriedade Industrial e outos direitos 198880,90 198697,99 182,91 198880,90 198852,68 28,22 198880,90 194269,71 4611,19 833526,06 734415,97 99110,09 853282,37 747083,91 106198,46 799891,67 690814,10 109077,57 36446,41 36446,41 36446,41 36446,41 36446,41 36446,41 1289396,05 1228615,70 1294054,68 1240780,74 1274263,70 1181250,43 47460,53 47460,53 47460,53 47460,53 47460,53 47377,63 82,90 2206829,05 2046938,61 2231243,99 2071771,59 2158062,31 1955888,57 202173,74 Imobilizações Corpóreas Equipamento e material básico Equipamento de transporte Equipamento administrativo Outras Imobilizações Corpóreas 60780,35 159890,44 53273,94 159472,40 93013,27 Circulante Existências Matérias-primas, subsidiárias e de consumo Dívidas de terceiros - curto prazo Clientes C/C Alunos C/C Clientes, alunos e utentes de cobrança duvidosa Outros devedores 2272,50 2272,50 14000,00 14000,00 16272,50 16272,50 1359350,46 1359350,46 1159288,54 1159288,54 1264170,11 1264170,11 330399,10 330399,10 1414,35 1693436,41 Depósitos em Instituições Financeiras 330399,10 291871,46 Acréscimos e Diferimentos Custos Diferidos Total do Ativo 329614,10 329614,10 1363037,31 1502902,64 329614,10 291871,46 43724,74 260342,70 260342,70 1173288,54 1540785,31 260342,70 43724,74 123275,91 1414,35 1280442,61 123275,91 0,00 9953,92 4400971,74 2576035,70 9953,92 14264,27 1824936,04 3991016,54 2600238,37 14264,27 16700,07 1390778,17 4037704,50 16700,07 2410500,98 Fonte: Produção própria Para melhor visualização do peso das várias rubricas do ativo, chama-se a atenção para o Quadro 17, o qual contém o resumo da estrutura percentual em 31/12 para os dois anos. Saliente-se que o Ativo Circulante representou 88,5% do total em 2013, o que proporcionou uma subida face aos 87,3% detetados no final de 2012. O valor das dívidas de alunos ascendeu a 1.159.288,54 Euros no final de 2013, revelando uma diminuição de 104.881,57 Euros face ao montante contabilizado no final de 2012 (1.264.170,11 Euros) e de 200.061,92 Euros em relação ao valor apurado em 25/9. 24. 1627203,52 Este fato implicou o reforço da provisão para fazer face a dívidas de clientes, alunos e utentes de cobrança duvidosa, a qual se situou em 329.614,10 Euros em 31/12/2013. Quadro 17 Desagregação do Ativo Líquido (%) Imobilizado Imobilizações Incorpóreas Propriedade Industrial e outos direitos 2013 2012 11,5 12,7 0,0 0,3 0,0 0,3 11,5 12,4 Equipamento e material básico 7,7 6,7 Equipamento de transporte 0,0 0,0 Equipamento administrativo 3,8 5,7 Outras Imobilizações Corpóreas 0,0 0,0 88,5 87,3 Clientes C/C 1,0 1,0 Alunos C/C Imobilizações Corpóreas Circulante 83,4 77,7 Clientes, alunos e utentes de cobrança duvidosa 0,0 0,0 Outros devedores 0,0 0,0 Depósitos em Instituições Financeiras 3,1 7,6 Acréscimos e Diferimentos 0,0 0,0 Custos Diferidos 1,0 1,0 Total do Ativo 100,0 100,0 Fonte: Produção própria Entrando na análise do Passivo (ver Quadro 18), apurou-se que atingiu o quantitativo global de 1.962.568,49 Euros no final de 2013, o que originou um decréscimo de 8,5% em relação ao valor registado no final de 2012 (2.145.147,07 Euros). Em termos absolutos, a redução foi de 182578,58 Euros. Quadro 18 Passivo Passivo 1/1/2013 a 25/9/2013 Valor € % Ano 2013 Valor € Ano 2012 % Valor € % 10246,01 0,5 58925,56 2,7 69171,57 3,2 31,8 697399,88 32,5 64,3 Dívidas a terceiros de curto prazo Fornecedores C/C 87444,31 3,3 Fornecedores de Imobilizado C/C 11229,90 0,4 Estado e Outros Entes Públicos 165507,25 6,3 4449,57 0,2 268631,03 10,2 Acéscimo de Custos 793564,51 30,1 623182,01 Proveitos Diferidos 1570332,89 59,7 1339386,48 68,2 1378575,62 2363897,40 89,8 1962568,49 100,0 2075975,50 96,8 2632528,43 100,0 1962568,49 100,0 2145147,07 100,0 Outros credores Acéscimos e diferimentos Total do Passivo Fonte: Produção própria 25. Como evidencia o quadro anterior, a ESHTE não possuía no final de 2013 qualquer dívida a terceiros com exigência de curto prazo, o que constitui um fato relevante em termos da própria imagem da instituição. Faça-se notar que em 25/9/2013, esta componente do passivo apresentava um valor de 268.631,03 Euros. Na estrutura do Passivo releva-se igualmente a rubrica “Acréscimo de Custos”, no montante de 623.182,01 Euros em 31/12/2013 (31,8% do total), e que se reportam sobretudo a encargos com remunerações a liquidar. Por outro lado, os Proveitos diferidos, no montante de 1.339.386,48 Euros em 31/12/2013, dizem respeito sobretudo ao diferimento do valor relativo a propinas para o ano letivo 2013/14, na proporção que respeita ao ano de 2014. Orientando a apreciação para os Fundos Próprios em 31/12/2013, convém mencionar que esta rubrica agrega três contas – a conta de Património, que manteve o valor de 328.761,04 Euros, os Resultados Transitados (dos anos anteriores) com uma preocupante expressão negativa acumulada de 846.704,59 Euros e o “Resultado Líquido do Exercício”, o qual acusou o já citado prejuízo de 53.846,77 Euros. Quadro 19 Fundos Próprios Rubricas do Balanço Ativo Imobilizado 1/1/2013 a 25/9/2013 Valor € Var. % (2013/12) Ano 2013 Ano 2012 Valor € Var. % (2013/12) Valor € Var. % (2012/11) 160073,35 -23 159500,62 -23 206784,93 Ativo Circulante 1664862,69 17 1231277,45 -13 1420418,59 -6 Ativo Total 1824936,04 12 1390778,17 -15 1627203,52 -11 Passivo de Curto Prazo 2363897,40 14 1962568,49 -5 2075975,50 15 Passivo Total 2632528,43 23 1962568,49 -9 2145147,07 5 Fundos Próprios -807592,39 56 -571790,32 10 -517943,55 142 -35 Passivo de Médio e Longo Prazo Fonte: Produção própria Como evidencia o Quadro 19, o valor negativo dos Fundos Próprios agravou-se ligeiramente na comparação entre os valores finais de 2012 e 2013, passando de -517.943,55 Euros para 571.790,32 Euros, mas foi objeto de uma assinalável recuperação em função da expressão que possuía em 25/9/2013 (-870.592,39 Euros). Embora revista um caráter acessório, proceder-se-á de imediato à apreciação de um conjunto de rácios que permitirão aquilatar a situação em termos de rendibilidade, endividamento, autonomia financeira, solvabilidade e liquidez. Com efeito, a leitura dos indicadores 26. económicos e financeiros, deve ter sempre em consideração que a ESHTE está integrada no setor público administrativo, o que condiciona a interpretação dos resultados, os quais podem refletir valores menos comuns, mas que certamente encontrarão a sua explicação na ponderação das especificidades do próprio organismo enquanto instituição do ensino superior público. Tendo presente sempre esta ressalva, selecionaram-se os indicadores que constam do Quadro 18 e que se reportam aos últimos três anos, sendo que em 2013 também se incluiu a retrospetiva de dados a 25/9/2013. QUADRO 18 Indicadores económico-financeiros 2013 2012 2011 Ano 25/set Rentabilidade do volume de negócios -2% -18% -13% -23% Rentabilidade dos fundos próprios 9% 36% 59% 253% Rentabilidade do ativo total -4% -16% -19% -30% Rácio de endividamento geral 141% 144% 132% 112% Rácios de endividamento de curto prazo 141% 144% 132% 112% Rácio de Autonomia Financeira -41% -44% -32% -12% Rácio de Solvabilidade -29% -31% -24% -10% Rácio de Liquidez Geral 63% 70% 66% 74% Fonte: Produção própria Rácios de Rentabilidade Rácios de Endividamento Outros Rácios Como nota geral, saliente-se o agravamento dos rácios de autonomia financeira, de solvabilidade e de endividamento geral em 2013, tomando como base de comparação os valores homólogos de 2012 e 2011. Contudo, face à situação existente no final de setembro, ocorreu uma ligeira melhoria para estes indicadores. No caso dos rácios de rentabilidade, nomeadamente do volume de negócios e dos fundos próprios, tornou-se visível a sua menor expressão negativa em 2013. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Como apontamento final, e embora tratando-se de um período curto, a evolução verificada entre 26/9 e 31/12/2013 mostram uma melhoria ao nível dos principais agregados económico27. financeiros da ESHTE, pelo que importa continuar a consolidar esta inversão da tendência observada até 25/9/2013. Tal como se enfatizava no Relatório de Gestão respeitante ao período entre 1/1 e 25/9/2013, conhecem-se as limitações decorrentes do próximo orçamento para 2014, o qual não foi elaborado pela atual presidência e que será concretizado num quadro difícil, decorrente da conjuntura económico-financeira do país. Contudo, tal situação não poderá impedir que a presidência desencadeie um conjunto de medidas que consolidem as receitas próprias da instituição e que introduzam um procedimento adequado para se garantir um maior controlo sobre as despesas da instituição. Assim, implementar-se-á em 2014, um sistema de informação que permitirá garantir a prática de uma gestão eficaz e devidamente orientada para objetivos concretos. Neste sentido, a contabilidade terá que evoluir para um verdadeiro instrumento de gestão, suscetível de produzir indicadores de avaliação do desempenho económico e financeiro, além de viabilizar uma análise segmentada por centros de custos. A integração entre os sistemas informáticos dos recursos humanos, dos serviços académicos, de contabilidade e de tesouraria, a introdução de um sistema renovado de avaliação mensal da execução orçamental e a já aludida criação de um sistema contabilístico por centros de custo, serão peças importantes para se concretizar o desiderato de uma gestão orientada por objetivos e com instrumentos adequados para a sua monitorização. Estoril, em 24 de abril de 2014 28.