GOVERNO DO ESTADO DO AMAPÁ SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE RELATÓRIO TÉCNICO DE DESMATAMENTO NO ESTADO DO AMAPÁ REFERENTE AO PERÍODO DE 2009 A 2010 MACAPÁ 2011 RELATÓRIO TÉCNICO DE DESMATAMENTO NO ESTADO DO AMAPÁ REFERENTE AO PERÍODO DE 2009 A 2010 Copyright© Governo do Estado do Amapá. Secretaria de Estado do Meio Ambiente CARLOS CAMILO GÓES CAPIBERIBE Governador do Estado do Amapá GRAYTON TAVARES TOLEDO Secretário de Estado do Meio Ambiente - SEMA CLAUDIA FUNI Coordenadora de Geoprocessamento e Tecnologia da Informação – CGTIA EXECUÇÃO Equipe da Coordenadoria de Geoprocessamento e Tecnologia da Informação Ambiental – CGTIA. Amapá, 2011 Catalogação na Fonte: Comissão Técnica e Editorial da SEMA. A479r Amapá. Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Relatório Técnico do Desmatamento no Estado do Amapá, referente aos anos de 2009 a 2010 / Secretaria de Estado do Meio Ambiente. – Macapá: SEMA, 2011. 45f.: 21 X 29,7 cm 1. Desmatamento - Amapá. 2. Meio Ambiente - Amapá. 3. Política Pública Ambiental – Amapá. I. Secretaria de Estado de Meio Ambiente - Amapá. III. Título. CDU (3.ed.): 504.03 (811.6) Índice para Catálogo Sistemático 1 - Desmatamento – Amapá: 504.03 (811.6) 2 - Meio Ambiente – Amapá: 504 (811.6) 3 - Política Publica Ambiental – Amapá: 32:504 (811.6) SUMÁRIO Índice de Figuras................................................................................................ 6 Índice de Tabelas ............................................................................................... 7 1 - INTRODUÇÃO .............................................................................................. 8 2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA........................................................................ 12 2.1 - Amazônia ................................................................................................. 12 2.2 - Alteração da cobertura vegetal na Amazônia........................................... 12 2.3- Projeto de Estimativa do Desflorestamento da Amazônia - PRODES ...... 12 2.4 – Relatório bianual do desmatamento no Amapá produzido pela SEMA ... 13 2.5 - Sensoriamento remoto para mapeamento do desmatamento ................. 14 2.6 - Zona de Convergência Intertropical - ZCIT .............................................. 14 2.7 - Imagem LandSat – TM5........................................................................... 14 2.8 - Correção geométrica................................................................................ 15 3 - METODOLOGIA ......................................................................................... 16 3.1 – Escolha e obtenção de imagens de satélite ............................................ 16 3.2 – Correção e tratamento das imagens de satélite ...................................... 19 3.3 – Utilização de máscara e obtenção dos polígonos ................................... 20 3.4 – Relação das áreas alteradas com variáveis espaciais ............................ 20 4 - RESULTADOS............................................................................................ 21 4.1 - Desmatamento nos domínios florísticos................................................... 21 4.2 - Desmatamento nas Unidades de Conservação ....................................... 24 4.3 - Desmatamento nas Terras Indígenas: ..................................................... 27 4.4 - Desmatamento nos Projetos de Assentamentos ..................................... 29 4.5 – Área desmatada nas Bacias Hidrográficas.............................................. 32 4.6 – Área desmatada em relação ao Sistema Viário ...................................... 35 4.7 - Desmatamento nos Municípios ................................................................ 37 4.8 - Tamanho das áreas desmatadas:............................................................ 39 4.9 – Análise temporal do desmatamento no Amapá....................................... 39 4.10 – Comparação com dados do PRODES .................................................. 40 5 - CONCLUSÃO ............................................................................................. 42 6 - REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA................................................................. 43 Índice de Figuras Figura 1 - Localização do Amapá.................................................................................... 9 Figura 2 - Domínios Florísticos do Amapá ................................................................... 11 Figura 3 – Abrangência das Imagens do Sensor Landsat TM-5, por Óbita-Ponto, no Amapá............................................................................................................................. 17 Figura 4 - Demonstrativo de imagem do satélite TM/LandSat5 (226-060) com nuvens e sem nuvens ..................................................................................................................... 18 Figura 5– Desmatamento dos domínios florísticos ....................................................... 23 Figura 6 - Desmatamento nas Unidades de Conservação, de acordo com a jurisdição. 26 Figura 7 – Desmatamento nas Terras Indígenas............................................................ 28 Figura 8 – Desmatamento nos Projetos de Assentamentos .......................................... 31 Figura 9 – Desmatamento nas Bacias Hidrográficas..................................................... 34 Figura 10 – Área desmatada no entorno do sistema viário ........................................... 36 Figura 11 – Área desmatada nos Municípios ................................................................. 38 Figura 12 - Área desmatada acumulada e incremento, para os biênios de 2002 a 2010, identificada pela SEMA.................................................................................................. 39 Figura 13 – Área desmatada acumulada e incremento, para os biênios de 2002 a 2010 identificada pelo INPE/PRODES ................................................................................... 40 Figura 14 – Área desmatada acumulada e incremento, para os biênios de 2002 a 2010, identificada pela SEMA e pelo INPE/PRODES............................................................. 41 6 Índice de Tabelas Tabela 1 - Imagens Landsat TM-5 utilizadas para Análise do Desmatamento 2009/2010 ........................................................................................................................................ 19 Tabela 2 – Desmatamento nos diferentes domínios florísticos. ..................................... 22 Tabela 3 - Área desmatada nas Unidades de Conservação ............................................ 25 Tabela 4 – Área desmatada nas Terras Indígenas........................................................... 27 Tabela 5 – Área desmatada nos Assentamentos............................................................. 30 Tabela 6 - Área desmatada nas Bacias Hidrográficas .................................................... 32 Tabela 7 - Área desmatada nas proximidades do sistema viário.................................... 35 Tabela 8 - Área desmatada nos Municípios.................................................................... 37 Tabela 9 –Desmatamento por tamanho de polígono. .................................................... 39 7 1 - INTRODUÇÃO Este estudo corresponde ao relatório estimativo bianual 2009/2010 que aborda o incremento do desmatamento no estado do Amapá, elaborado pela Coordenadoria de Geoprocessamento e Tecnologia da Informação Ambiental - CGTIA da Secretaria de Estado do Meio do Amapá – SEMA através da análise de imagens ópticas de satélite. O Amapá pertence ao bioma Amazônia, o qual tem um índice significativo de formação vegetal original, mas que tem passado por várias alterações. Estas ocorrem em função da influência de fatores como a construção de estradas, assentamentos e aumento no processo migratório, que facilitaram a fixação de inúmeras atividades, dentre as quais podem ser citadas a urbanização, a agricultura, a pecuária, a mineração e a exploração madeireira (BECKER, 2005). Localizado no extremo norte do país e cortado pela linha imaginária do Equador, o Estado possui 142.814,585 km² (Res. nº 5/2002- IBGE), que corresponde a 3,70% da Região Norte e 1,67% do território brasileiro (Figura 1). 8 60°0'0"W 50°0'0"W 40°0'0"W 10°0'0"S 10°0'0"S 0°0'0" / 0°0'0" Amapá 30°0'0"W 10°0'0"N 70°0'0"W 10°0'0"N 80°0'0"W 0 250 500 1.000 1.500 90°0'0"W 50°0'0"S 40°0'0"S 40°0'0"S 30°0'0"S 30°0'0"S 20°0'0"S 20°0'0"S Brasil 2.000 Km 80°0'0"W 70°0'0"W Bioma Amazônia Amapá Amazônia Legal Brasil País da América do Sul 60°0'0"W 50°0'0"W 40°0'0"W 30°0'0"W 20°0'0"W Fonte: ESRI, CI-Brasil Organizado: CGTIA - SEMA/AP, 2011 Figura 1 - Localização do Amapá 9 De acordo com o Macrodiagnóstico do Amapá primeira aproximação do ZEE (IEPA, 2002), no estado há uma diversidade de ambientes naturais com tipologias tipicamente amazônicas e extra-hileianas, que correspondem a duas grandes categorias fitofisionômicas denominadas formas florestadas (Manguezal, Floresta de Várzea e Floresta de Terra Firme) e formas não florestadas ou campestres (Floresta de Transição, Cerrado e Campo de Várzea), Figura 2. Desde 2002, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente vem realizando o levantamento da quantificação e da distribuição espacial das áreas desmatadas no Estado. Para o desenvolvimento deste trabalho, a Secretaria utiliza ferramentas de geotecnologia, como softwares para o tratamento de imagens e para obtenção dos polígonos de desmatamento. O presente estudo fornece subsídios para as análises de impactos ambientais e serve como instrumento de suporte às ações gerenciais e à tomada de decisão, nas diversas instâncias governamentais. 10 53°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 53°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 2°0'0"N 0°0'0" 1°0'0"S 1°0'0"S 0°0'0" 1°0'0"N 1°0'0"N 2°0'0"N 3°0'0"N 4°0'0"N / 3°0'0"N 4°0'0"N 54°0'0"W 54°0'0"W Manguezal Litorâneo Ripícola Floresta de Terra Firme Densa Baixos Platôs Densa Sub-Montana Cerrado Cerrado Arbóreo/Arbustivo Cerrado Parque Floresta de Várzea Aberta Densa Campo de Várzea Arbustivo Graminóide Floresta de Transição Cerrado/Floresta Cerrado/Várzea Fonte: IEPA/COT Organizado: CGTIA - SEMA/AP, 2011 Figura 2 - Domínios Florísticos do Amapá 11 2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 - Amazônia A região amazônica recebe várias denominações e é delimitada diferentemente por diversos autores, com base em critérios políticos, biológicos e geomorfológicos. Para fins políticos e administrativos, o Brasil adota os estados do Acre, Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão, como o limite da Amazônia Legal. A importância da Amazônia para a conservação da biodiversidade decorre da sua enorme riqueza de espécies, altas taxas de endemismo, e do pouco conhecimento sobre a sua biodiversidade, que a classificam como uma região de alta “insubstituibilidade” (BROOKS et al., 2006). 2.2 - Alteração da cobertura vegetal na Amazônia As alterações na cobertura vegetal na Amazônia estão associadas, em sua maior extensão, com atividades antrópicas. Os impactos do desmatamento incluem: a perda da biodiversidade; as mudanças no regime hidrológico; a erosão; a compactação e a exaustão dos nutrientes no solo; alterações climáticas regionais e contribuições para o aquecimento global (FEARNSIDE, 2005); com conseqüentes impactos sociais nas áreas mais críticas (WATRIN e VENTURIERI, 2005). As taxas de desmatamento da floresta Amazônica têm aumentado desde 1991 em ritmo variável e rápido (FEARNSIDE, 2005). Porém, o Amapá é o estado da Amazônia brasileira que apresenta as menores taxas de desmatamento (SKOLE e TUCKER, 1993; INPE, 2009a; 2009b). O baixo índice de degradação das florestas é atribuído à falta de acesso e infraestruturas e ao grande número de áreas protegidas no Estado. 2.3- Projeto de Estimativa do Desflorestamento da Amazônia - PRODES O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é responsável por projetos de monitoramento do desflorestamento na Amazônia brasileira, entre eles, o Projeto de 12 Estimativa do Desflorestamento da Amazônia (PRODES). O PRODES, desenvolvido pelo INPE desde 1978, passou a divulgar, a partir de 2003, os mapas digitais que descrevem o desmatamento da Amazônia brasileira (CÂMARA et al., 2006). Estes dados subsidiam as políticas públicas de controle do desmatamento na região (MALDONADO et al., 2007). Entretanto, o PRODES não identifica desmatamentos com áreas inferiores a 5,76 ha, e não analisa cenas com alto índice de cobertura de nuvens. Neste contexto, o Amapá é geralmente excluído das análises oficiais. Seja pela extensa cobertura de nuvens nas imagens de satélite ou pelo fato de que, em muitas partes, o desmatamento está ainda em estágio inicial, sem ter assumido grandes proporções. Há também, no projeto PRODES, a questão do conflito entre o tempo necessário para o processamento de todas as imagens e a data prevista para a divulgação da taxa. Quando há conflito com o tempo necessário, são priorizadas as áreas que apresentaram maior desmatamento no ano anterior (CÂMARA et al., 2006). Assim, geralmente o PRODES divulga resultados sobre o desmatamento no Amapá, com valores muito baixos, o que deixa margens para confiabilidade quanto aos índices de desmatamento no Estado do Amapá. 2.4 – Relatório bianual do desmatamento no Amapá produzido pela SEMA Com o advento da construção da Base Cartográfica digital do Amapá, que fora concebida com apoio financeiro do Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais do Brasil -PPG7, um dos produtos elaborados foi a primeira estimativa da quantificação de desmatamento, produzida a partir da iniciativa do estado, através de uma consultoria especializada. Esta quantificação reuniu um acervo de imagens do satélite óptico LANDSAT, mais precisamente dos anos de 1997 até 2002 (AMAPÁ, 2004). A partir de então, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá, através do Laboratório de Geoprocessamento da SEMA passou a elaborar o Relatório de Desmatamento no Estado, com avaliação de imagens para períodos bianuais (AMAPÁ, 2009 e AMAPÁ 2010). 13 2.5 - Sensoriamento remoto para mapeamento do desmatamento A combinação de técnicas de processamento de imagens e produtos de sensoriamento remoto tem se mostrado uma ferramenta importante para um melhor entendimento dos complexos processos antrópicos que atuam nos sistemas terrestres (COSTA et al., 2007). Dentre estes, aqueles que atuam nas regiões de florestas tropicais, como é o caso da Amazônia. 2.6 - Zona de Convergência Intertropical - ZCIT O uso de sensores ópticos, para monitoramento do desmatamento no Amapá, tem muitas limitações devido à grande cobertura de nuvens sobre o Estado. O Amapá localiza-se na Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), identificado como um dos principais sistemas meteorológicos que atua nos trópicos. Sua posição e estrutura mostram-se decisivas na caracterização do tempo e clima das regiões ao longo do cinturão equatorial (SILVA, 2010). A região norte e parte da região do centro-oeste aparecem os climas equatorial úmido e equatorial subúmido, que são controlados, basicamente, pela oscilação da ZCIT e pela ação dos ventos alísios e baixas pressões equatoriais (ROSS, 2008). De acordo com o Atlas das Unidades de Conservação do Estado do Amapá (2008) o regime pluviométrico apresenta uma periodicidade – o período de julho a novembro registra os menores índices de chuva, sendo os meses de setembro, outubro e novembro os mais secos. Entende-se como o melhor período para obtenção de imagens de sensores ópticos com menor incidência de nuvens. 2.7 - Imagem LandSat – TM5 O sensor Thematic Mapper – TM integra o Sistema Landsat desde 1982, na plataforma Landsat-4, estando presente no satélite LandSat 5. Possui sistema avançado de varredura multiespectral concebido para proporcionar: resolução espacial de 30 metros, boa discriminação espectral entre os objetos da superfície terrestre (7 bandas), maior fidelidade geométrica e melhor precisão radiométrica em relação ao sensor MSS (Multispectral Scanner Subsystem), que também integrava o sistema Landsat, desde o lançamento do primeiro da série, na década de 70 (NOVO 1989). 14 O conjunto de bandas 3 – 4 - 5 do sensor TM LandSat 5 figura entre um dos três conjuntos de bandas espectrais que melhor favorecem a detecção e discriminação das classes espectrais floresta primária, vegetação secundária, pastagem e solo exposto. Os outros conjuntos são 2 – 4 – 5 e 3 – 4 – 7 (NASCIMENTO, 1997). 2.8 - Correção geométrica As imagens de satélites apresentam uma série de distorções espaciais quanto ao posicionamento dos objetos, superfícies e fenômenos identificados. Isso é resultado do movimento de rotação do planeta Terra, da curvatura do planeta, de movimento do espelho de imageamento, das variações de altitude, do posicionamento e da velocidade da plataforma dos satélites (SULSOFT, 2008). A correção geométrica (registro, georreferenciamento) re-organiza os pixels da imagem em relação a determinado sistema de projeção cartográfica. Pode ser obtida através de técnicas de reamostragem dos pixels de uma cena. Este procedimento implica na reformatação da cena em uma dada base cartográfica. Para isto, são necessários pontos de controle no terreno, facilmente identificáveis na base cartográfica e na cena a ser corrigida geometricamente. Os pontos de controle são localizados nas imagens pelas coordenadas x, y (linha e coluna) e na base pelas coordenadas geográficas (longitude e latitude). A base pode ser analógica, como uma carta topográfica (método imagem x mapa) ou outra imagem corretamente registrada (método imagem x imagem). Dados de campo, obtidos com GPS também podem ser utilizados no método imagem x mapa (FUNI, 2009). Em várias áreas da Amazônia não existem cartas na escala de 1:100.000 para serem utilizadas como referência para a correção geométrica (CÂMARA et al, 2006). Esta deficiência tem sido superada por muitos pesquisadores através da utilização de imagens ortorretificadas divulgadas pela NASA (https://zulu.ssc.nasa.gov/mrsid). O uso destas imagens como base para georreferenciamento de outras através do método de registro imagem x imagem tem sido cada vez mais utilizado para estudos da Amazônia (MELLO et al. 2002; MARTINS et al., 2007). 15 3 - METODOLOGIA A elaboração do relatório do desmatamento no estado do Amapá, no biênio 2009/2010, compreendeu diversas etapas, descritas a seguir. Foi considerado como “desmatamento”, as alterações da cobertura da vegetação, incluindo todos os domínios florísticos. 3.1 – Escolha e obtenção de imagens de satélite Foram obtidas gratuitamente, do site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE (www.dgi.inpe.br/CDSR), imagens do satélite óptico LANDSAT TM-5, com resolução temporal de 16 dias e resolução espacial de 30 metros. Treze cenas do satélite LandSat abrangem toda a área do Amapá (Figura 3) 16 / 226/57 228/58 226/58 227/58 228/59 227/59 227/60 55 110 220 226/60 330 225/59 226/59 226/61 0 225/58 225/60 225/61 440 Km Fonte: INPE, SEMA/AP Organizado: CGTIA - SEMA/AP, 2011 Figura 3 – Abrangência das Imagens do Sensor Landsat TM-5, por Óbita-Ponto, no Amapá 17 Devido ao Amapá localizar-se na Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), é freqüente observar intensa cobertura de nuvens nas imagens provindas de sensores ópticos. Tal fato impossibilita uma interpretação mais precisa. Para seleção das imagens, são observadas todas as cenas capturadas durante o ano de 2009 e 2010 mas são escolhidas apenas as que apresentam menor incidência de nuvens (Figura 4). É realizado o download de apenas uma imagem de cada cena, órbita-ponto. Figura 4 - Demonstrativo de imagem do satélite TM/LandSat5 (226-060) com nuvens e sem nuvens As imagens utilizadas se restringem ao período de julho a novembro de 2009 (Tabela 1). Apenas uma cena apresentou baixa cobertura de nuvens no ano de 2010, a cena 225-059, que corresponde à parte leste do Estado. 18 Tabela 1 - Imagens Landsat TM-5 utilizadas para Análise do Desmatamento 2009/2010 ÓRBITA PONTO DATA DE AQUISIÇÃO DAS CENAS 226-061 21/7/2009 227-059 29/8/2009 227-060 29/8/2009 227-058 29/8/2009 225-060 31/8/2009 228-059 23/10/2009 228-058 23/10/2009 226-060 25/10/209 226-059 25/10/2009 226-058 25/10/2009 226-057 25/10/2009 225-058 3/11/2009 225-059 12/8/2010 3.2 – Correção e tratamento das imagens de satélite Todas as cenas da imagem LandSat foram inseridas em arquivo TIFF, no programa ENVI 4.5. Inicialmente procedeu-se a correção atmosférica das cenas, comumente aplicada em imagens Landsat. Esse procedimento trata-se de uma correção das distorções espectrais causadas pelo espalhamento da radiação eletromagnética devido sua interação com a atmosfera. O procedimento aqui empregado foi o Dark Subtract – subtração de píxel escuro. As cenas foram georreferenciadas, com base em mosaico de imagens LandSat ortorretificadas, provindas do site The Global Land Cover Facility. Pontos coletados em campo, com DGPS, mostram distorções de até 60 metros no georreferenciamento das mesmas. Entretanto, devido à falta de material cartográfico oficial, em escala de detalhe, e à dificuldade de acesso em grandes extensões florestadas, as cenas LandSat ortorretificadas (Geocover) têm-se apresentado como soluções possíveis para georreferenciamento de outras cenas na região amazônica. 19 Foi realizado, no Programa ENVI 4.5, registro imagem x imagem, com RMS inferior a 1 e utilização do interpolador vizinho mais próximo. Para cada cena foram coletados entre 15 e 30 pontos de controle. Utilizou-se a projeção Cônica Conforme de Lambert e o Datum Horizontal SAD 69. Sobre as bandas registradas 3, 4 e 5 das imagens LandSat TM-5, foram realizadas composições multiespectrais 5R, 4G e 3B, para facilitar a interpretação visual. 3.3 – Utilização de máscara e obtenção dos polígonos A delimitação dos polígonos de desmatamento foi obtida através da interpretação visual das imagens e vetorização manual. Nesse processo é observado o padrão, a tonalidade, a cor, a forma, o tamanho, a textura e a sombra dos alvos de interesse. Sobre as imagens georreferenciadas, antes de iniciar a vetorização das áreas alteradas, foi sobreposto um arquivo shapefile, denominado máscara-shp, que contém toda as áreas alteradas, já vetorizadas pela SEMA, em anos anteriores. O arquivo de máscara contém também a área de silvicultura do Amapá das empresas AMCEL e Jarí Celulose, existentes no acervo da secretaria. As alterações sob essa máscara não foram observadas. Apenas as áreas alteradas, em locais ainda não observados em mapeamentos anteriores, foram vetorizadas. Ao final da vetorização, os novos polígonos foram somados aos antigos e assim se obteve a área de incremento (que corresponde aos novos polígonos) e a área alterada total (desmatamento acumulado), observadas a partir de imagens de satélites, datadas desde 1997. Não houve trabalho de campo para validar as áreas identificadas. Os polígonos foram vetorizados por vários técnicos da CGTIA, mas não houve auditoria sobre as áreas obtidas, ficando cada cena sob responsabilidade de um intérprete. 3.4 – Relação das áreas alteradas com variáveis espaciais Com o intuito de caracterizar as áreas desmatadas, os polígonos de desmatamento foram cruzados com dados (shapefile) de vegetação, malha viária, áreas protegidas, assentamentos, bacias hidrográficas e limites municipais. 20 4 - RESULTADOS A quantificação total de áreas desmatada no Estado do Amapá corresponde a aproximadamente 240.679,32 ha, levando-se em consideração desmatamentos ocorridos até 2010. Dessa quantificação, somado a área de silvicultura que corresponde 156.751 ha1 , temse um total de áreas alteradas no Estado de aproximadamente 397.430,32 ha, representando 2,78% do Amapá. Para o biênio 2009-2010 foram contabilizados 13.379,39 ha, o que corresponde a 5,55% do total acumulado. É importante ressaltar que esta quantificação não contempla as áreas de silvicultura. 4.1 - Desmatamento nos domínios florísticos De acordo com o estudo, o desmatamento no biênio 2009-2010 foi identificado praticamente em todos os domínios florísticos, com exceção do mangue. A Floresta de Terra Firme apresentou o maior desmatamento em área absoluta, somando 10.573,74 ha. Porém, proporcionalmente a fitofisionomia Transição Cerrado/Floresta foi a mais afetada, com 0,22% de sua área alterada (Tabela 2). 1 Dado retirado do relatório Técnico do desmatamento no estado do Amapá – 2004. 21 Tabela 2 – Desmatamento nos diferentes domínios florísticos. Percentual de Desmatamento Desmatamento Domínios Área (ha) acumulado até Biênio 2009- 2008 (ha) 2010 (ha) desmatamento em relação aos Domínios Florísticos (Biênio 2009-2010) Campo 1.584.522,58 15.852,48 148,29 0,01 Cerrado 970.951,81 16.883,79 1.346,71 0,14 9.920.528,26 145.532,74 Floresta de Várzea 624.576,28 17.426,44 459,68 0,07 Manguezal 347.937,28 25,06 - - Transição Cerrado / Floresta 316.374,43 28.769,94 700,62 0,22 Transição Cerrado / Várzea 122.298,89 2.809,47 150,26 0,12 Floresta de Terra Firme (Densa) 10.573,84 0,11 Fonte: SEMA / CGTIA, 2011 A metodologia utilizada favorece a identificação de áreas desmatadas em ambiente florestado. Assim, é possível que a área desmatada no cerrado, mangue e campos inundáveis, seja maior que a identificada neste relatório. Nota-se que o incremento de vegetação em área de floresta de terra firme, acontece ao redor de áreas desmatadas anteriormente mapeadas (Figura 5), indicando um comportamento de expansão do desmatamento em áreas de desmatamento já consolidados. 22 53°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 2°0'0"N 0°0'0" 1°0'0"S 1°0'0"S 0°0'0" 1°0'0"N 1°0'0"N 2°0'0"N 3°0'0"N 4°0'0"N / 3°0'0"N 4°0'0"N 54°0'0"W 0 30 60 54°0'0"W Desmatamento Manguezal Litorâneo Ripícola Floresta de Várzea Aberta Densa 120 180 240 Km 53°0'0"W Floresta de Terra Firme Densa Baixos Platôs Densa Sub-Montana Cerrado Cerrado Arbóreo/Arbustivo Cerrado Parque Campo de Várzea Arbustivo Graminóide Floresta de Transição Cerrado/Floresta Cerrado/Várzea Fonte: IEPA/COT(vegetação), SEMA (área alterada) Organizado: CGTIA - SEMA/AP, 2011 Figura 5– Desmatamento dos domínios florísticos 23 4.2 - Desmatamento nas Unidades de Conservação Nas Unidades de Conservação o desmatamento para o biênio correspondeu a 2.145,45 ha. A Floresta Estadual do Amapá apresentou o maior desmatamento em números absolutos (1.692,98 ha), mas proporcionalmente a UC mais alterada foi a RPPN Seringal Triunfo, com 0,54% de sua área alterada (Tabela 3). De toda área alterada, observada para o biênio 2009-2010, 16,03% está em Unidade de Conservação (UC). As UCs estaduais apresentaram a maior área desmatada (Figura 6), tanto proporcionalmente (0,61%) quanto em área absoluta (1.880,46 ha). 24 Tabela 3 - Área desmatada nas Unidades de Conservação Percentual Desmatamento Unidades Jurisdição Área (ha) acumulado até 2008 (ha) de área Desmatamento desmatada 2009/2010 (ha) em relação à UC (Biênio 2009-2010) APA da Fazendinha Estadual 193,53 - - - APA do Rio Curiaú Estadual 21.676,00 522,53 115,94 0,53 ESEC Jarí Federal 207.370,00 249,93 28,49 0,01 ESEC Maracá-Jipióca Federal 72.000,00 - - - FLOTA do Amapá Estadual 2.369.027,80 5.761,97 1.692,98 0,07 FLONA do Amapá Federal 412.000,00 566,53 - - PARMU do Cancão Municipal 370,26 - 0,91 0,25 Federal 619.000,00 480,66 - - Tumucumaque Federal 3.867.000,00 761,17 137,93 0,00 RPPN Aldeia Ekinox Federal 10,87 - - - RPPN Boa Esperança Federal 43,01 - - - RPPN Retiro Paraíso Federal 46,75 - - - RPPN Revecom Federal 17,18 - - - RPPN Seringal Triunfo Federal 9.996,16 1.123,73 54,45 0,54 RDS do Rio Iratapuru Estadual 806.184,00 1.137,05 71,54 0,01 REBIO Parazinho Estadual 11.132,20 - - - REBIO do Lago Piratuba Federal 395.000,00 - 11,61 - Municipal 68.524,20 17,94 - - Federal 481.650,00 10.121,55 31,60 0,01 PARNA do Cabo Orange PARNA Montanhas do RESEX Beija-Flor Brilho de Fogo RESEX do Rio Cajarí Fonte: CGTIA/SEMA-AP, 2011 25 53°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 2°0'0"N 0°0'0" 1°0'0"S 1°0'0"S 0°0'0" 1°0'0"N 1°0'0"N 2°0'0"N 3°0'0"N 4°0'0"N / 3°0'0"N 4°0'0"N 54°0'0"W 0 30 60 54°0'0"W 120 180 240 Km 53°0'0"W Desmatamento Jurisdição das Unidades de Conservação Federal Estadual Municipal Particular Fonte: IEPA, SEMA Organizado: CGTIA - SEMA/AP, 2011 Figura 6 - Desmatamento nas Unidades de Conservação, de acordo com a jurisdição. 26 4.3 - Desmatamento nas Terras Indígenas: O desmatamento identificado em terras indígenas no biênio 2009-2010, corresponde a 3,55 % da área desmatada no Estado. A Terra Indígena mais desmatada é a Terra Indígena Uaçá (Tabela 4), com 422,13 ha, que corresponde a 0,89% de sua área (Figura 7) Tabela 4 – Área desmatada nas Terras Indígenas Nome Terra Indígena Parque do Tumucumaque Terra Indígena Jumina Terra Indígena Galibi Terra Indígena Uaça Terra Indígena Waiãpi Área (ha) Desmatamento acumulado até 2008 (ha) 58.027,07 46.434,08 6.311,84 470.816,01 603.914,05 205,81 6449,45 198,70 Fonte: CGTIA/SEMA-AP, 2011 27 Percentual de desmatamento Desmatamento em relação a Terra Biênio 2009-2010 (ha) Indígena (Biênio 20092010) 422,13 53,23 0,0897 0,0088 53°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 2°0'0"N 0°0'0" 1°0'0"S 1°0'0"S 0°0'0" 1°0'0"N 1°0'0"N 2°0'0"N 3°0'0"N 4°0'0"N / 3°0'0"N 4°0'0"N 54°0'0"W 0 30 60 54°0'0"W 120 180 240 Km 53°0'0"W Desmatamento TERRA INDÍGENA Terra Indígena Parque Tumucumaque Terra Indígena Uaça Terra Indígena Galibi Terra Indígena Jumina Terra Indígena Waiãpi Executado: CGTIA - SEMA/AP, 2011 Figura 7 – Desmatamento nas Terras Indígenas 28 4.4 - Desmatamento nos Projetos de Assentamentos Nos assentamentos, os de jurisdição estaduais e federais, o desmatamento no biênio 20092010 correspondeu 13,69% da área de incremento, totalizando 3.820,88 ha (Figura 8). Os maiores valores absolutos ocorreram no PA Munguba e PA Pedra Branca, com 508,74 ha e 622,79 ha, respectivamente (Tabela 5). Porém proporcionalmente o assentamento mais desmatado foi o P A Nova Vida correspondendo a 2,55%. 29 Tabela 5 – Área desmatada nos Assentamentos Nome P. A. Bom Jesus dos Fernandes P. A. Carnot P. A. Cedro P. A. Corre Água P. A. Cruzeiro P. A. Cujubim P. A. Dra. Mércia P. A. Extrativista Anauerapucu P. A. Extrativista do Maracá P. A. Felipe e Irineu P. A. Ferreirinha P. A. Governador Janary P. A. Igarapé Grande P. A. Itaubal P. A. Lourenço P. A. Manoel Jacinto P. A. Matão do Piaçacá P. A. Munguba P. A. Nova Canaã P. A. Nova Colina P. A. Nova Vida P. A. Padre Jósimo P. A. Pancada do Camaipi P. A. Pedra Branca P. A. Perimetral P. A. Piquiá do Amapá P. A. Piquiazal P. A. Santo Antônio da Pedreira P. A. São Benedito do Aporema P. A. Serra do Navio P. A. Vila Velha Jurisdição Área (ha) Federal Federal Federal Federal Federal Federal Estadual Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Estadual Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Federal Desmatamento acumulado até 2008 (ha) 33.067,07 39.290,49 59.222,87 6.136,70 5.951,30 10.401,92 571,43 37.452,73 571.772,43 10.681,28 5.389,70 11.295,26 1.207,62 13.634,68 27.386,84 16.418,57 42.893,44 34.467,19 20.393,12 22.172,54 9.511,38 385,36 24.276,87 29.841,72 39.603,70 4.332,59 5.619,57 744,93 2.316,97 24.046,19 28.748,69 2.608,18 5.458,48 5.406,51 6.010,65 1.467,29 1.104,86 69,14 933,02 10.837,09 322,98 258,37 185,59 335,01 240,23 1.764,96 1.323,39 4.826,42 3.247,62 2.172,14 3.518,13 2.041,80 2.192,95 3.544,08 4.762,28 923,88 1.912,67 323,47 1.296,10 1.858,24 Fonte: CGTIA/SEMA-AP, 2011 30 Percentual de desmatamento em relação à área do Desmatamento assentamento Biênio 2009/2010 (ha) (Biênio 2009-2010) 10,95 493,1 426,21 10,73 5,41 27,99 16,22 248,71 2,06 1,08 73,14 192,02 78,18 508,74 219,88 66,69 242,48 114,26 622,79 25,58 245,94 188,72 0,03 1,26 0,72 0,17 0,09 0,27 0,04 0,04 0,54 0,7 0,18 1,48 1,08 0,3 2,55 0,47 2,09 1,02 0,66 53°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 5°0'0"N 54°0'0"W / 4°0'0"N 4°0'0"N 5°0'0"N 55°0'0"W 14 3°0'0"N 3°0'0"N 28 19 2°0'0"N 2°0'0"N 7 3 2 4 20 26 8 17 6 11 24 25 0°0'0" 13 1 12 27 18 9 23 1°0'0"N 21 22 16 15 0°0'0" 1°0'0"N 5 1°0'0"S 1°0'0"S 10 0 55°0'0"W 30 60 120 180 54°0'0"W 53°0'0"W Desmatamento 1 2 3 4 5 6 7 Assentamento São Benedito Piquiá do Amapá Cruzeiro Cujubim Bom Jesus dos Fernandes Munguba Lourenço 240 Km 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 22 23 24 25 26 27 28 Anauerapucu Matão do Piaçacá Pancada do Camaípi Maracá Pedra Branca Corre Água Vila Velha do Cassiporé Jurisdição dos Projetos de Assentamentos Federal Estadual 8 9 10 11 12 13 14 Nova Vida Nova Colina Piquiazal Nova Canaã Cedro Governador Janary Igarapé Grande 15 16 17 18 19 20 21 Padre Jôsimo Dotoura Mércia Manoel Jacinto Itaubal Carnot Perimetral Norte Serrado Navio Fonte: SEMA, INCRA Organizado: CGTIA - SEMA/AP, 2011 Figura 8 – Desmatamento nos Projetos de Assentamentos 31 4.5 – Área desmatada nas Bacias Hidrográficas A classificação utilizada compreende 39 bacias hidrográficas no Amapá (Figura 9). Destas, a mais desmatada foi a bacia do Rio Curiaú, com 0,38% de sua área alterada (Tabela 6). Entretanto, em área absoluta, a Bacia do Araguari teve o maior índice de desmatamento, compreendendo 45,43% do total de incremento registrado no período analisado. Tabela 6 - Área desmatada nas Bacias Hidrográficas Percentual de área Área Área desmatada acumulada até Biênio 2009- 2008 (ha) 2010 (ha) 19.082,50 1,45 16,38 0,09 CRIQUE 52.162,34 - - - IGARAPÉ MARECAL 81.118,80 - - - IGARAPÉ MATAUAÚ 28.338,20 - - - IGARAPÉ TAMBAQUI 25.408,69 66,92 - - ILHA AÇOUGUE 2.512,40 - - - ILHA BRIGUE 2.396,51 - - - ILHA CAJARI 780,30 - - - ILHA CURUÁ 34.526,28 30,25 - - ILHA DE SANTANA 2.028,97 293,41 - - ILHA DO BAILIQUE 23.132,03 3,84 - - ILHA DO FAUSTINO 3.539,08 0,69 - - ILHA DO MARACÁ 52.069,98 - - - ILHA PEDREIRA 1.653,29 - - - 125.705,61 1.608,42 - - RIO ARAGUARI 4.189.606,56 75.549,54 6.078,88 0,15 RIO ARIRAMBA 10.177,03 3,25 - - RIO CAJARI 492.554,43 10.233,48 41,25 0,01 RIO CALÇOENE 346.398,12 4.784,12 697,53 0,20 RIO CASSIPORÉ 546.421,18 8.486,72 993,76 0,18 Nome IGARAPÉ FORTALEZA Área (ha) desmatada em relação à área das Bacias (Biênio 2009-2010) IGARAPÉ GRANDE RIO AJURUXI 32 RIO CUNANI 174.946,22 4.693,31 329,23 0,19 RIO CURIAÚ 30.093,39 676,28 113,61 0,38 RIO FLECHAL 461.601,42 8.970,39 108,15 0,02 RIO GURIJUBA 336.593,35 14.494,91 79,90 0,02 RIO IPIXUNA GRANDE 13.982,42 - - - 3.045.994,98 14.204,96 1.152,70 0,04 RIO LAMUTE 44.243,23 305,23 41,05 0,09 RIO MACACOARI 62.964,23 1.885,09 89,09 0,14 RIO MACARRI 116.398,75 - - - RIO MARACÁ-PUCU 339.529,07 6.239,25 170,53 0,05 RIO MATAPI 253.967,76 16.991,31 670,67 0,26 RIO MAZAGÃO 39.982,31 2.077,19 99,25 0,25 RIO NOVO 58.665,55 927,11 22,35 0,04 RIO OIAPOQUE 1.248.875,13 12.597,41 746,22 0,06 RIO PEDREIRA 221.653,54 4.320,88 458,83 0,21 RIO PRETO 138.494,83 6.780,20 82,66 0,06 RIO SUCURIJU 216.230,31 - - - RIO UAÇÁ 649.623,25 8.545,41 412,30 0,06 RIO VILA NOVA 506.268,72 22.528,91 975,04 0,19 RIO JARI Fonte: CGTIA/SEMA-AP, 2011 33 53°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 38 ! ( 2 ! ( 21 ! ( 27 ! ( 20 ! ( 34 ! ( 2°0'0"N 29 ! ( 23 ! ( 2°0'0"N 33 ! ( 19 ! ( 26 ! ( 3°0'0"N 3 ! ( 3°0'0"N 13 ! ( 37 ! ( ! ( 16 1°0'0"N 12 ! ( 1°0'0"S 120 180 54°0'0"W 15 ! ( 17 5 ! ( ! ( 8 ! ( 4 ! ( 0°0'0" 1 ! ( ! ( 32 ! ( 10 6 ! ( 240 Km 53°0'0"W 2°0'0"S 60 2°0'0"S 30 14 ! ( ! ( 22 ! ( 25 36 ! ( 0 7 ! ( 9 ! ( 1°0'0"S 0°0'0" 39 ! ( 30 ! ( 18 ! ( 24 ! ( 28 35 ! ( ! ( 31 ! ( 11 ! ( 1°0'0"N 4°0'0"N / 50°0'0"W 4°0'0"N 54°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W Desmatamento 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 IGARAPÉ FORTALEZA IGARAPÉ GRANDE CRIQUE IGARAPÉ MARECAL IGARAPÉ MATAUAÚ IGARAPÉ TAMBAQUI ILHA AÇOUGUE ILHA BRIGUE ILHA CAJARI ILHA CURUÁ ILHA DE SANTANA 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 ILHA DO BAILIQUE ILHA DO FAUSTINO ILHA DO MARACÁ ILHA PEDREIRA RIO AJURUXI RIO ARAGUARI RIO ARIRAMBA RIO CAJARI RIO CALÇOENE RIO CASSIPORÉ 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 RIO CUNANI RIO CURIAÚ RIO FLECHAL RIO GURIJUBA RIO IPIXUNA GRANDE RIO JARI RIO LAMUTE RIO MACACOARI RIO MACARRI RIO MARACÁ-PUCU 31 32 33 34 35 36 37 38 39 RIO MATAPI RIO MAZAGÃO RIO NOVO RIO OIAPOQUE RIO PEDREIRA RIO PRETO RIO SUCURIJU RIO UAÇÁ RIO VILA NOVA Executado: CGTIA - SEMA/AP, 2011 Figura 9 – Desmatamento nas Bacias Hidrográficas 34 4.6 – Área desmatada em relação ao Sistema Viário O desmatamento observado durante o biênio 2009-2010 apresenta grande relação com a o sistema viário (Tabela7), com 72,38% da área desmatada a menos de 5 km de uma rodovia ou estrada (Figura 10). Tabela 7 - Área desmatada nas proximidades do sistema viário Distância da área desmatada à Área desmatada vias de acesso (ha) % 0 a 5 km 9.683,41 72,38 5 a 10 km 2.116,45 15,82 10 a 15 km 1.131,21 8,45 > 15 km 448,32 3,35 Fonte: CGTIA/ SEMA-AP, 2011 Vale ressaltar que o arquivo digital de malha viária está desatualizado. Isso significa que a proximidade das áreas desmatadas com as vias de acesso terrestre pode ser ainda maior. 35 53°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 2°0'0"N 0°0'0" 1°0'0"S 1°0'0"S 0°0'0" 1°0'0"N 1°0'0"N 2°0'0"N 3°0'0"N 4°0'0"N / 3°0'0"N 4°0'0"N 54°0'0"W 0 30 60 54°0'0"W Desmatamento Limite Municipal Sistema Viário Estadual Federal 120 180 240 Km 53°0'0"W Distância do desmatamento às vias de acesso terrestre 0,01 - 5,00 Km 5,01 - 10,00 Km 10,01 - 15,00 Km >15,01 Km Executado: CGTIA - SEMA/AP - 2011 Figura 10 – Área desmatada no entorno do sistema viário 36 4.7 - Desmatamento nos Municípios O município mais desmatado foi Porto Grande, com 0,51% de sua área modificada, correspondendo a 2.259,31 há (Tabela 8). Mas Pedra Branca do Amapari teve mais área desmatada, 2.704.82 há. A espacialização do desmatamento no estado pode ser observada na Figura 11. Tabela 8 - Área desmatada nos Municípios. Nome Amapá Área (ha) Área Percentual de área Área desmatada desmatada desmatada em relação até 2008 (ha) Biênio 2009- à área do Município 2010 (ha) (Biênio 2009-2010) 916.878,70 3.885,70 54,35 0,01 1.426.825,80 16.748,57 1.816,95 0,13 Cutias do Araguari 211.473,20 6.045,86 129,89 0,06 Ferreira Gomes 504.669,60 6.459,96 285,73 0,06 Itaubal do Pirirm 170.379,30 1.978,72 103,98 0,06 Laranjal do Jari 3.096.617,70 19.851,36 392,50 0,01 Macapá 640.712,30 19.480,73 657,89 0,10 Mazagão 1.313.089,20 25.614,36 601,24 0,05 Oiapoque 2.262.501,80 24.655,43 1.554,27 0,07 Pedra Branca do Amapari 949.503,20 22.857,53 2.704,82 0,28 Porto Grande 440.176,30 43.289,55 2.259,31 0,51 Pracuúba 495.673,90 4.659,29 53,19 0,01 Santana 157.751,70 6.341,90 397,17 0,25 Serra do Navio 775.650,60 6.299,40 666,73 0,09 Tartarugalzinho 671.195,00 15.874,36 907,56 0,14 Vitória do Jari 248.260,20 3.256,72 793,83 0,32 Calçoene Fonte: CGTIA/SEMA –AP, 2011 37 53°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 52°0'0"W 51°0'0"W 50°0'0"W 2°0'0"N 0°0'0" 1°0'0"S 1°0'0"S 0°0'0" 1°0'0"N 1°0'0"N 2°0'0"N 3°0'0"N 4°0'0"N / 3°0'0"N 4°0'0"N 54°0'0"W 0 30 60 54°0'0"W Desmatamento Municípios NOME Amapá Calcoene 120 180 240 Km 53°0'0"W Cutias do Amapari Ferreira Gomes Itaubal do Piririm Laranjal do Jari Macapá Mazagão Oiapoque Pedra Branca do Amapari Porto Grande Pracucúba Santana Serra do Navio Tartarugalzinho Vitória do Jari Executado: CGTIA - SEMA/AP, 2011 Figura 11 – Área desmatada nos Municípios 38 4.8 - Tamanho das áreas desmatadas: Em relação à quantificação do Tamanho dos Polígonos de áreas desmatadas, o estudo identificou que a maioria dos polígonos apresenta área igual ou menor a 10 ha. Estes somam 2.668 polígonos e correspondem a um desmate de 6.271,56 ha. Foi identificado apenas um polígono com área maior que 500,1 ha (Tabela 9). Tabela 9 –Desmatamento por tamanho de polígono. Faixa de Desmatamento (ha) Nº de polígonos Total de área desmatada (ha) 0 - 10 2668 6.271,56 10,1 - 50 233 4.191,51 50,1 - 100 14 1.056,37 100,1 - 500 5 1.344,74 > 500,1 1 515,21 Fonte: SEMA / CGTIA, 2011 4.9 – Análise temporal do desmatamento no Amapá A metodologia adotada sempre apresentará um gráfico ascendente de desmatamento, pois considera o que já foi observado como desmatamento acumulado (Figura 12). Figura 12 - Área desmatada acumulada e incremento, para os biênios de 2002 a 2010, identificada pela SEMA Fonte: CGTIA/SEMA-AP, 2011 39 Quanto ao incremento o maior foi observado para o período de 2002-2004 e o menor para o período de 2004-2006. Mas isto não significa que estes foram os anos em que mais ou menos se desmatou. Não é possível saber isto, porque não são observadas as áreas sob a máscara. Assim não é possível afirmar se a área acumulada continua sendo desmatada em sua totalidade, ou se parte dela se recupera. Também a grande incidência de nuvens evita que algumas áreas sejam observadas por anos consecutivos. Para este relatório, por exemplo, apenas uma cena do satélite Landsat foi analisada para o período de 2010. As outras doze cenas que abrangem o Estado foram obtidas para o período de 2009. Isto significa que praticamente todo o desmate mapeada corresponde ao ano de 2009. 4.10 – Comparação com dados do PRODES Para o Projeto de Estimativa do Desflorestamento da Amazônia no estado do Amapá as áreas desmatadas figuram-se próximas aos 140.000 ha (Figura 13). No entanto, os estudos elaborados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá o desflorestamento corresponde aproximadamente 240.000 ha, sendo ambos os estudos demonstrados na Figura 14. 300000,00 250000,00 200000,00 Incremento (ha) 150000,00 àrea alterada acumulada (ha) 100000,00 50000,00 0,00 Até 2002 Até 2004 Até 2006 Até 2008 Até 2010 Figura 13 – Área desmatada acumulada e incremento, para os biênios de 2002 a 2010 identificada pelo INPE/PRODES Fonte: CGTIA/SEMA-AP, 2011 40 250000 200000 150000 àrea alterada acumulada (ha)_SEMA àrea alterada acumulada (há) PRODES 100000 50000 0 Até 2002 Até 2004 Até 2006 Até 2008 Até 2010 Figura 14 – Área desmatada acumulada e incremento, para os biênios de 2002 a 2010, identificada pela SEMA e pelo INPE/PRODES Fonte: CGTIA/SEMA-AP, 2011 41 5 - CONCLUSÃO O relatório do biênio 2009-2010 identificou um desmate de 13.379,39 ha, o que corresponde a 5,55% do total acumulado. Em relação ao estudo 2007-2008 que contabilizou 27.549,04 ha, ocorreu um decréscimo de 51,43 %. Ressalta-se que por falta de qualificação das áreas desmatadas, não são identificados os agentes e as razões dos desmatamentos. Também não há cruzamento com as autorizações para os desmatamentos, assim não é possível quantificar o desmatamento legal (autorizado) do ilegal. Outras inquietações podem ser verificadas na utilização da máscara, a qual impede o real conhecimento sobre quanta área foi desmatada durante o biênio. Dados desatualizados, como malha viária, assentamento, área de silvicultura, comprometem a qualidade de algumas análises espaciais. Alem disso, a metodologia utilizada é mais propicia para identificação do desmatamento em áreas florestadas, sendo pouco eficaz para o monitoramento das demais fitofisionomias. Cabe destacar que para validar a interpretação e para qualificar o desmatamento, seria relevante um investimento maior para realização de trabalhos de campo. O estudo objetivou mensurar o desmatamento no Estado, entretanto detectou uma metodologia carente de aperfeiçoamento. É necessário o investimento em novas ferramentas de geotecnologia e capacitação pessoal para obter um monitoramento mais eficiente da alteração da cobertura natural do solo no Amapá. 42 6 - REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA AMAPÁ, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Relatório Técnico de Desmatamento no Estado do Amapá, referente ao período 2002 a 2004/ Macapá, 2004. AMAPÁ, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Relatório Técnico de Desmatamento no Estado do Amapá, referente ao período 2005 a 2006/ Macapá, 2009 AMAPÁ, Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Relatório Técnico de Desmatamento no Estado do Amapá, referente ao período 2007 a 2008/ Macapá, 2010 ATLAS das Unidades de Conservação do Estado do Amapá. Macapá: MMA/IBAMA-AP; GEA/SEMA, 2008.128p.Texto de José Augusto Drummond; Teresa Cristina Albuquerque de Castro Dias e Daguinete Maria Chaves Brito. 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