PROCESSO SMA 13.803/02 PLANO DE TRABALHO VOTORANTIM CIMENTOS BRASIL LTDA EXTRAÇÃO DE CALCÁRIO ARAÇARIGUAMA - SP EMPRESA : VOTORANTIM CIMENTOS BRASIL LTDA LOCAL : Bairro da Lagoa MUNICÍPIO : Araçariguama ESTADO : São Paulo SUBSTÂNCIA : Calcário para Brita PROCESSOS DNPM: 227/45 São Paulo, 28 de fevereiro de 2007. ___________________________________ Milton Akira Ishisaki Engº de minas - CREA 0601882560 Rua França Pinto, 1233 – CEP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paulo - SP – Fone/Fax: 5571-6525 - e-mail: [email protected] INTRODUÇÃO __________________________________________________________________________________________ No presente documento é apresentado o P lano de Trabalho da Votorantim Cimentos Brasil Ltda, nova razão social da Cimento Rio Branco S.A. - Mineração Araçariguama, para a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental - EIA de seu empreendimento, localizado no Bairro da Lagoa, município de Araçariguama-SP . São apresentadas as variáveis que o empreendedor entende como significativas na viabilidade ambiental do projeto de ampliação da extração de calcário para produção de brita, com a finalidade de instruir seu pedido de licenciamento ambiental, nos termos da Resolução SMA 42/94. O calcário extraído na mina atual se destina à aplicação direta na construção civil, como agregado de concreto. Esse empreendimento foi implantado em 1959 para suprir a fábrica de cimento da Cimento Santa Rita, localizada em Itapevi, hoje desativada. O transporte da mina até a fábrica era feita por meio de teleférico, a uma distância de 12km aproximadamente. Com a desativação da fábrica de Itapevi esse empreendimento passou a produzir brita de calcário. A Votorantim Cimentos Brasil Ltda é detentora dos direitos minerários do processo DNP M 227/45, com 160,07ha e Decreto de Lavra n° 26.788/49. A área atualmente ocupada, apresentada nos DESENHOS 768C-MA-01 e 768C-MA-02, e figura 1, anexos, é dispensada de Licença de Instalação da CET ESB (CDLI nº 32000445 de 30 de abril de 2002). A empresa é proprietária do solo onde se encontra a jazida. A propriedade compreende uma área total de 205 ha, envolvendo a matrícula nº 10893. A extração mineral será restrita à área da propriedade da empresa. Em 31 de outubro de 2002 foi apresentado o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas P RAD do empreendimento. Em 12 de julho de 2005 foi aprovado o PRAD. Em 11 de maio de 2006 foi emitida pela CET ESB a Licença de Operação nº 32002862, processo nº 32/00151/02, para área atualmente ocupada pela lavra. Basicamente, as operações do empreendimento compreendem as seguintes etapas: • • • • • • • • • remoção e estocagem temporária da camada superficial do solo decapeamento com formação de depósito de estéril abertur a de vias de acesso desmonte do calcário por perfuração e detonação de explosivos carregamento em caminhões basculantes britagem e estocagem expedição com caminhões de terceiros reposição do solo na área de recuperação revegetação das áreas de recuperação Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected] O uso do solo na área do empreendimento é caracterizado por cobertura vegetal nativa em diversos estágios de regeneração, campo antrópico e reflorestamentos de eucaliptos. O projeto prevê a remoção de vegetação nativa para a ampliação da área de lavra e do depósito de estéril. O empreendimento não está inserido em nenhuma Unidade de Conservação. Conforme procedimentos estabelecidos na Resolução SMA 03/99, o EIA deve ser precedido de apresentação de Plano de Trabalho pelo proponente do empreendimento, onde estão descritos os estudos a serem realizados, os resultados esperados e as metodologias a serem adotadas na elaboração do EIA. Após analisado pelo DAIA/SMA, o Plano de T rabalho servirá como suporte para a definição do Termo de Referência do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental - EIA/RIMA. No presente Plano de T rabalho estão incorporadas as diretrizes contidas no P arecer T écnico CP RN/DAIA/259/2005, referente à análise do P RAD, no que concerne à recuperação das áreas degradadas. Considerando-se que a análise preliminar de impactos decorrentes das atividades de ampliação do empreendimento compreende algumas questões altamente relevantes, tais como a supressão de vegetação nativa, e os possíveis impactos sobre a fauna e caracterização hidrogeológica da área decorrente da abertura da cava, estes deverão ser tratados prioritariamente no EIA, sem prejuízo de um completo diagnóstico ambiental e de uma ampla análise dos impactos ambientais. Desta forma, apresenta-se a proposta de Plano de Trabalho que subsidiará a definição do T ermo de Referência do Estudo de Impacto Ambiental do empreendimento da Votorantim Cimentos Brasil Ltda, das áreas abrangidas pela poligonal DNP M 227/45, localizada no município de Araçariguama-SP , cujos mapas da situação atual estão apresentados anexos. Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected] CONTEÚDO DOS ESTUDOS _______________________________________________________________ _____________________________ Este Plano de T rabalho apresenta uma proposta de conteúdo mínimo para subsidiar o T ermo de Referência do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental - EIA/RIMA da Votorantim Cimentos Brasil Ltda, referente às atividades de ampliação de sua mina de calcário, localizada no município de Araçariguama-SP , compreendida na poligonal DNP M 227/45, de titularidade da empresa. Introdução T exto introdutório, discorrendo sobre as características gerais do empreendimento, aspectos históricos sucintos e a apresentação do EIA. Capítulo 1: M etodol ogia Neste capítulo serão descritos a metodologia geral utilizada na elaboração do estudo de impacto ambiental e os procedimentos adotados para a avaliação de impacto ambiental. Capítulo 2: Informações gerais Este capítulo deverá apresentar informações sobre a empresa proponente (razão social, endereço, CNPJ, telefones, e-mails para contato e responsável pelo empreendimento), sobre as empresas consultoras (razão social, endereço, CNPJ, telefones, e-mail e responsável técnico). Neste capítulo ainda deverão constar as seguintes informações: - apresentação sucinta do objeto do licenciamento ambiental; justificativas técnicas, locacionais e socioeconômicas do empreendimento, “situando o projeto no contexto econômico do mercado, as razões mais importantes para sua ampliação, tendo em vista mercados potenciais e existentes, tanto locais quanto regionais”; Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected] - - - localização do empreendimento, apresentando um mapa em escala 1:50.000 e 1:10.000, situando e localizando as áreas da poligonal DNP M 227/45, objeto deste estudo; histórico do licenciamento mineral e ambiental, “ações de conformidade legal, existência de multas ou sanções” (anexando-as quando existentes); atuaç ão e experiência da empresa no setor mineral; discussão da compatibilidade do empreendimento com a legislação ambiental ou eventual conflito do projeto proposto com planos, programas e políticas públicas nas esferas federal, estadual e municipal, sendo necessária a referência aos principais diplomas legais que incidam sobre a área ou atividades do empreendimento; indicação em planta, na escala 1:25.000 ou 1:50.000, das restrições ambientais existentes, tais como áreas de preservação permanente (de drenagem, declividade, topo de morro) e unidades de conservação existentes no entorno do empreendimento. Capítulo 3: Caracterização do empreendimento Neste capítulo será apresentada a descrição técnica do empreendimento, de modo a permitir o entendimento de suas implicações ambientais. Deverão ser descritas detalhadamente as atividades desenvolvidas no local, contemplando as situações atual, intermediárias a cada 6(seis) anos nos primeiros 20 anos de vida útil, e “pit” final, bem como a fase de desativação do empreendimento. Deverá ser composto das seguintes seções: 3.1. Reservas geológicas e características do minério - descrição da jazida, ilustrada sempre que possível com plantas e perfis na escala 1:5.000, mostrando os dados geológicos, a síntese dos trabalhos de pesquisa executados e seus resultados, - características do minério e reservas cubadas (medida e inferida); - planejamento de lavra, considerando toda a vida útil do empreendimento, estimativa dos volumes a serem extraídos mensalmente, programação de início e fim das atividades de lavra e de recuperação ambiental; - escala de produção e vida útil. 3.2. Descrição das atividades produtivas - caracterização do método de lavra a ser adotado; - apresentação de um plano de desenvolvimento da lavra e da configuração da lavra em todos os estágios da vida útil (atual, intermediárias e final) para a mina, na escala 1:5.000; - britagem e classificação do minério; - carregamento, transporte e apoio; - apresentação de cronograma físico que contemple as etapas de operação e desativação da mina e do depósito de estéril; - descrição das instalações de apoio existentes, tais como guaritas, sanitários, oficinas, tanques de combustível etc., com a indicação das mesmas em plantas, na escala 1:5.000; Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected] - relação dos equipamentos de lavra, com descrição sucinta de suas características; descrição da mão-de-obra necessária para o desenvolvimento das atividades produtivas, indicando as respectivas jornadas de trabalho; insumos consumidos na lavra e na unidade de beneficiamento 3.3. Al ternativas de acesso e estocagem - localização em planta e em fotografia aérea das estradas vicinais a serem utilizadas para o escoamento do minério, ambas na escala 1:10.000; - descrição dos trabalhos necessários à melhoria dos acessos e às medidas de conservação a serem adotadas; - indicação em plantas do sistema de drenagem de águas pluviais nas pistas de acesso; - descrição das atividades de manutenção e umectação das vias não pavimentadas; - indicação dos depósitos de material estéril em planta, na escala 1:5.000; - indicação dos locais de disposição de solo orgânico em planta , na escala 1:5.000; 3.4. Sistemas de control e ambiental T odos os sistemas de controle previstos pela empresa deverão ser apresentados nesta seção, incluindo: - sistemas de drenagem e retenção de sedimentos; controle de emissões de material particulado; controle de emissões de ruído; estabilização geotécnica para as cavas e depósitos de estéril; tratamento de efluentes líquidos; procedimentos de revegetação. Capítulo 4: Diagnóstico ambiental O diagnóstico ambiental deverá ser precedido da definição das áreas de influência do empreendimento. P ropõe-se aqui três recortes para essas áreas de influência, a saber: 1. Área Diretamente Afetada - ADA 2. Área de Influência Direta - AID 3. Área de Influência Indireta - AII A ADA corresponde à área onde estão restritas as atividades operacionais do empreendimento, propriamente dito, compreendendo as áreas de lavra, britagem, classificação e carregamento do minério, bem como as áreas de infra-estrutura. A AID corresponde à área da sub-bacia na qual estão inseridas a poligonal DNP M 227/45 e onde serão conduzidos os estudos detalhados dos meios físico, biótico e antrópico. Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected] A AII tem abrangência regional e compreende a área na qual serão conduzidos os estudos ambientais. As delimitações da AII terão recortes espaciais mais amplos que a AID. No EIA será apresentado o mapa com a delimitação das áreas de influência (ADA, AID e AII) do empreendimento, na escala 1:50.000. Na ausência de base cartográfica oficial nesta escala, sugere-se um mapa na escala 1:250.000. A definição das áreas de influência será feita na fase de planejamento dos estudos, com a participação de toda a equipe técnica. P ara realização do diagnóstico ambiental serão utilizadas tanto informações primárias quanto secundárias. T ambém será indispensável os levantamentos de campo. As metodologias utilizadas na abordagem dos meios físico, biótico, antrópico, documentação cartográfica elaborada serão especificados nos respectivos textos do EIA. As informações obtidas serão cartografad as em escalas compatíveis, com níveis de detalhamento até a escala 1:2.500. O diagnóstico ambiental deverá possibilitar a avaliação dos impactos decorrentes da ampliação do empreendimento, no contexto local e regional na qual se insere. 4.1. M eio físico P ara o diagnóstico do meio físico deverão ser abordados os seguintes itens: - - - - geologia, geomorfologia e pedologia: de abrangência regional e local, com textos explicativos, ilustrados com mapas na escala 1:50.000, quando existentes; clima regional: deverão ser compilados dados de pluviometria, de estações meteorológicas existentes nas proximidades, e também será efetuado um levantamento da direção preferencial dos ventos e a conseqüente possibilidade de dispersão de material particulado para as áreas do entorno do empreendimento; hidrografia: deverá ser descrita a rede hidrográfica regional e local, a unidade de gerenciamento de recursos hídricos na qual se insere a área de estudo, as principais características do uso da água; hidrogeologia: os trabalhos a serem realizados estão divididos em três etapas: - primeira et apa: estudos geológicos estruturais e compartimentação do maciço para elaboração de um modelo conceitual preliminar; - segunda etap a: investigações hidráulicas - instalação de instrumentos e execução de ensaios hidráulicos (piezômetros e medidores de nível d’água) em furos que serão abertos para essa finalidade. P ara complementar as informações hidráulicas também serão utilizadas informações sobre profundidade do nível d’água, obtidas a p artir dos furos executados para o desmonte de rocha das bancadas; e levantamento de poços e cacimbas já existentes na AID; - terceira etapa: modelagem matemática do maciço rochoso; para esta modelagem deverão ser empregadas técnicas apropriadas ao estudo do fluxo; elaboração de mapa potenciométrico e simulações de rebaixamento do lençol freático, em função do desenvolvimento da lavra, com localização de nascentes e perfis geológicos; Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected] - - - levantamento espeleológico: para constatar se há presença de monumentos geológicos, depósitos fossilíferos e cavernas; qualidade do ar: deverá ser caracterizada a qualidade do ar na ADA e AID, por meio de medição da concentração de material particulado, com amostradores de grande volume (Hi-Vol), inicialmente propõe-se uma campanha para os presentes estudos e novas campanhas na fase do monitoramento; qualidade das águas superficiais: para a caracterização da qualidade das águas superficiais serão realizadas duas campanhas com 04(quatro) pontos de amostragem, sendo dois pontos no afluente do ribeirão Araçariguama, na caixa de drenagem da cava e depois das antigas bacias de decantação de finos, além de outros dois pontos a montante e a jusante do depósito de estéril, afluente do córrego do Armando; devem ser analisados os seguintes parâmetros: Temperatura, pH, Óleos e graxas, Cor, D.B.O., D.Q.O., Sólidos sedimentáveis, Sólidos totais, Sólidos dissolvidos, T urbidez, Ferro solúvel, Ferro total, Oxigênio dissolvido, Coliformes totais, Coliformes fecais, Bactérias, Nitrogênio total e Saturação de oxigênio; ruído: será efetuada uma campanha de medição dos níveis de ruído internos e externos ao empreendimento; vibração e sobrepressão atmosférica: propõe-se uma campanha de monitoramento da vibração e sobrepressão atmosférica. 4.2. Meio biótico O diagnóstico do meio biótico abordará os seguintes itens: - - - - • Vegetação: o estudo da vegetação compreenderá as seguintes atividades: realização de levantamento fitossociológico na área de influência direta, com indicação em planta dos locais onde foram realizadas as amostragens, na escala 1:10.000, bem como as áreas de supressão de vegetação; se constatada espécie da flora ameaçada de extinção, conforme listagem federal e estadual, deverá ser indicada em planta (1:10.000) o local de sua ocorrência; mapeamento das formações vegetais na escala 1:10.000 e determinação do seu estágio sucessional, de acordo com a legislação vigente; delimitação em carta 1:10.000 das áreas de preservação permanente de drenagem; • Fauna: o estudo da fauna compreenderá as seguintes atividades: levantamentos de campo da ornitofauna, realizados em duas campanhas ao ano; o levantamento será realizado por observação direta, vocalização e outros métodos usuais (transectos, play-back), visando identificar as espécies de aves de ocorrência na área; as campanhas deverão ter duração suficiente para permitir a identificação do maior número possível de espécies; deverão ser indicadas em plantas, na escala 1:10.000, os locais onde foram efetuadas as observações e levantamentos; levantamentos de campo da mastofauna, com ênfase para os mamíferos, este grupo faunístico deverá ser descrito por meios diretos ou indiretos, tais como observações, entrevistas, visualização de rastros e outros métodos; caso seja confirmada a presença de alguma espécie crítica para conservação, deverão ser coletadas maiores informações possíveis, incluindo levantamento populacional, visando a obtenção de dados a serem utilizados no manejo da espécie identificada; Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected] - se constatadas espécies da fauna ameaçada de extinção, deve ser proposto um plano de ação. 4.3. M eio socioeconômico O diagnóstico do meio socioeconômico compreenderá os seguintes itens: - - - - caracterização socioeconômica da região de governo de Sorocaba, apontando o histórico de ocupação da região; esta caracterização será baseada em dados secundários (bibliografias existentes); caracterização socioeconômica do município de Araçariguama, com base em dados secundários, indicando tendências demográficas e de expansão urbana; deverão ser apresentados os principais indicadores sociais e econômicos do município, incluindo educação, saúde, saneamento, produção agrícola, entre outros; descrição das formas de uso do solo na ADA e entorno, acompanhada do mapa de uso e ocupação do solo, apresentada na escala 1:10.000, no qual deverão ser indicadas a poligonal DNP M 227/45, os limites das propriedades, os remanescentes de vegetação nativa e reflorestamentos existentes, os locais previstos para ampliação da lavra, local de disposição do bota-fora e do solo orgânico, infra-estrutura, etc; caracterização do perfil dos moradores das imediações (propriedade e posse da terra, atividades econômicas, escolaridade, condições de saneamento e outros); levantamento arqueológico: realização de serviços de prospecção arqueológica para verificar a existência de indícios de material de interesse arqueológico. Capítulo 5: Análise dos impactos ambientais Este capítulo deverá descrever os principais impactos ambientais ocasionados das atuais atividades, bem como aquelas decorrentes de ampliação da lavra - que envolve o desmatamento de remanescente de vegetação nativa - operação e desativação de mina de calcário. Na análise dos impactos será dada ênfase aos possíveis conflitos entre a atividade mineira e outros usos de recursos ambientais. Na primeira parte deste capítulo serão identificados os prováveis impactos ambientais decorrentes das atividades do empreendimento. Na segunda parte é abordada a previsão da magnitude dos impactos, bem como a avaliação de sua importância. Os procedimentos empregados para a identificação, previsão e avaliação dos impactos serão baseados na experiência da equipe técnica responsável pela elaboração do EIA/RIMA, durante a fase de levantamentos de dados, campanhas de campo, durante e após a elaboração do diagnóstico ambiental e em discussões com a equipe técnica. Quando necessárias, será efetuada analogia às atividades de outras minas existentes na região e que desenvolvem o mesmo tipo de atividade. Durante a fase de análise dos impactos serão enfatizados alguns impactos, comumente decorrentes do tipo de atividade desenvolvido pela Votorantim Cimentos Brasil, podendo, no transcorrer do diagnóstico, ser identificados outros impactos, além dos abaixo relacionados: Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected] - redução do estoque de recursos minerais; supressão de remanescente de vegetação nativa para ampliação da lavra; perda de hábitat; afugentamento da fauna; rebaixamento do lençol freático; deterioração da qualidade do ar; aumento dos níveis de ruído e vibração; deterioração da qualidade das águas superficiais; geração de resíduos sólidos; geração de efluentes líquidos; aumento das taxas de erosão; impacto visual (degradação da paisagem local e do entorno); aumento do tráfego de veículos nas vias locais; possíveis vazamentos de óleos e combustíveis; geração de impostos; aumento da demanda de bens e serviços. Capítulo 6: Programa de gestão ambiental Neste capítulo serão descritas as medidas de gestão ambiental propostas pelo empreendedor para evitar a ocorrência de impactos negativos e medidas para reduzir a magnitude e a importância daqueles impactos negativos que não possam ser evitados. T ambém é descrito neste capítulo o plano de monitoramento ambiental, bem como o plano de recuperação de áreas degradadas. Estas medidas deverão abordar, no mínimo, os seguintes programas de gestão ambiental: - programa de reconformação topográfica e estabilização de taludes das áreas lavradas e depósitos de estéril; programa de controle de erosão e assoreamento; programa de implantação de sistema de drenagem e retenção de sedimentos; programa de controle da poluição do ar; programa de manejo de solo orgânico e material de decapeamento; programa de revegetação; programa de monitoramento ambiental. A descrição das medidas de recuperação ambiental deverá incluir a definição dos objetivos da recuperação, levando em conta a legislação ambiental vigente, as formas de uso e ocupação do solo no entorno do empreendimento. Deverá ser apresentado o cronograma de recuperação ambiental compatível com o cronograma de lavra do empreendimento. O programa de monitoramento e acompanhamento deverá abranger os seguintes itens: - estabilidade de taludes; qualidade do ar; níveis de ruído; Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected] - vibração e sobrepressão do ar; efluentes líquidos; qualidade das águas superficiais e subterrâneas; revegetação. Na descrição dos programas de monitoramento deverá ser especificado o número anual de campanhas a ser realizado para cada programa. Capítulo 7. Proposição de medidas compensatórias Neste capítulo serão descritas e discutidas as medidas compensatórias propostas pelo empreendedor. T ambém será apresentada proposta para a aplicação dos recursos da compensação ambiental, de acordo com o Artigo 36 da Lei Federal 9.985/00, contemplando os seguintes aspectos: - pesquisa das Unidades de Conservação existentes na região; elaboração de quadro comparativo das UC’s encontradas; situação dos itens passíveis de serem contemplados com os recursos da compensação; impacto decorrente da implantação do empreendimento nas UC’s; proposta preliminar relacionando os benefícios que possam ocorrer com a aplicação dos recursos da compensação ambiental; estudo comparativo para subsidiar a decisão da Câmar a de Compensação Ambiental sobre a escolha da UC a ser beneficiada pela compensação ambiental. Capítulo 8. Referências bibliográficas Deverão ser apresentadas todas as referências bibliográficas utilizadas como fonte de informação na elaboração do EIA, sejam aquelas publicadas ou não, EIA; Capítulo 9. Equipe técnica Apresentação do responsável técnico e dos profissionais que participaram da elaboração dos estudos de impacto ambiental, bem como suas respectivas qualificações e registros nos órgãos de classe. Capítulo 10. Rel atório de impacto ambiental O RIMA deverá refletir as conclusões do estudo de impacto ambiental e apresentar, de forma sintética os seguintes aspectos: - informações gerais do empreendedor e consultor; localização, objetivos e justificativas do empreendimento Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected] - caracterização do empreendimento; principais aspectos do diagnóstico ambiental; descrição dos impactos ambientais; descrição das medidas de gestão ambiental e compensação ambiental Mapas, gráficos, tabelas, quadros e documentação fotográfica que ilustre os principais aspectos abordados no EIA deverão acompanhar o RIMA. Capítulo 11. Considerações gerais As regras gerais adotadas pela Secretaria de Meio Ambiente deverão ser seguidas na apresentação do EIA e do RIMA, em particular: - levantamentos de dados e rotinas de análises deverão ter sua metodologia devidamente descrita; no caso de emprego de métodos usuais (por exemplo, coleta de amostras de águas superficiais, análises físico-químicas de amostras de água) é suficiente a referência à fonte ou ao método; - laudos de análises serão apresentados anexos ao EIA; - apresentação dos seguintes documentos: - Anotação de Responsabilidade Técnica - ART; - Certidão de Uso e Ocupação do Solo emitida pela P refeitura Municipal de Araçariguama, dentro do prazo de validade estabelecido na Resolução SMA 33/03; - Manifestação técnica do órgão ambiental municipal quanto à análise do EIA/RIMA, nos termos da Resolução CONAMA 237/97; - Comprovante de propriedade do solo (matrícula, escritura etc.), - Comprovante do protocolo de entrega dos estudos arqueológicos ao IP HAN. Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected] ANEXOS FIGURA 1 - MAPA DE LOCALIZAÇÃO DESENHO 768C-M A-01 - M APA DE DETALHE DESENHO 768C-M A-02 - ORTOFOTOCARTA Rua Franç a Pi nto, 1233 – C EP: 04016-035 – Vila Mariana – São Paul o - SP – F one/Fax: 5571- 6525 - e- mail: promi [email protected]