XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Maturidade e desafios da Engenharia de Produção: competitividade das empresas, condições de trabalho, meio ambiente. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de outubro de 2010. PROPOSTAS DE MEDIDAS PARA REDUÇÃO DA DEGRADAÇÃO AMBIENTAL NAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DE PERNAMBUCO Natallya de Almeida Levino (UFPE) [email protected] BRUNA MARIA COUTELO BORGES (UFPE) [email protected] Danielle Costa Morais (UFPE) [email protected] O aumento da demanda dos recursos naturais, especialmente os não renováveis, é oriundo do ritmo acelerado de industrialização e globalização, gerando um grande volume de poluição e mau uso dos recursos o que vem acarretando grandes danos ammbientais. Assim, o presente trabalho tem como objetivo analisar as principais medidas minimizadoras dos impactos ambientais e propor que essas metodologias sejam aplicadas nas Bacias Hidrográficas de Pernambuco. Para isso, foram verificados os principais problemas presentes em cinco bacias do Estado, a escolha deu-se de acordo com aquelas que possuíam comitês em funcionamento, devido a facilidade de informações. Verificou-se que alguns problemas eram recorrentes a mais de uma bacia, e que algumas medidas simples poderiam ser instaladas em alguns casos para redução desses impactos. Porém, em alguns casos necessitaria de intervenções de procedimentos combinados e métodos mais rebuscados. Vários são os problemas presentes nas bacias hidrográficas e estes precisam ser combatidos procurando melhorar a qualidade de vida da população buscando o uso sustentável dos recursos naturais. Palavras-chaves: Degradação ambiental, Bacias Hidrográficas de Pernambuco; Medidas redutoras de degradação 1. Introdução Segundo resolução CONAMA 001/86, entende-se por degradação ambiental qualquer alteração ou perturbação no meio ambiente resultante de ação humana. Pode-se dizer que ela afeta direta ou indiretamente a saúde, a segurança e o bem estar da população; as atividades sociais e econômicas, a biota, as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos ambientais. O avanço da degradação mundial, especialmente no Brasil, é resultado de mudanças artificiais ou perturbações no meio ambiente provocadas pela ação humana (LEVINO & MORAIS, 2009). O aumento da demanda dos recursos naturais, especialmente os não renováveis, é oriundo do ritmo acelerado de industrialização e globalização, gerando um grande volume de poluição e mau uso dos recursos. Nessa direção, a problemática ambiental constitui um tema muito propício para aprofundar a reflexão e a prática em torno do impacto das áreas mais afetadas e crescentes agravos ambientais. Diante desse cenário, o presente trabalho tem como objetivo analisar as principais medidas minimizadoras dos impactos ambientais e propor que essas metodologias sejam aplicadas nas Bacias Hidrográficas de Pernambuco. Com isso pretende-se facilitar o uso das metodologias apropriadas para o problema, a fim de garantir que os reais benefícios sejam atingidos. O presente trabalho é dividido em 5 seções, iniciando-se a partir desta introdução. O item 2 expõe alguns conceitos relacionados ao tema. Em seguida, é discutida algumas medidas redutoras do processo de degradação. O quarto tópico apresenta alguns problemas de degradação ambiental de 5 bacias de Pernambuco e algumas medidas para reduzir os danos ambientais. Por fim, o item cinco conclui com algumas considerações sobre o estudo. 2. Degradação Ambiental 2.1 Principais problemas Grande parte dos impactos ambientais atuais é resultado de um crescimento descontrolado de urbanização, industrialização e mau uso dos recursos naturais (LEVINO & MORAIS, 2009). O que já tem acarretado em grandes desequilíbrios ambientais e mudanças no ecossistema. A desarmonia de um dos componentes do meio ambiente resulta, invariavelmente, no desequilíbrio de outros componentes, o que será notado com maior ou menor rapidez em função da forma com que o homem atue nesse meio em busca de benefícios (MAGALHÃES & FERREIRA, 2000). 2.1.1 Erosão dos Solos A erosão é um processo de degradação do solo e remoção de partículas deste que ocorre por consequência da ação da chuva, do vento, do gelo e de organismos (plantas e animais) (SALOMÃO et al., 1995 apud SILVA, 2008). A resistência do solo a erosão depende de propriedades físicas, como textura, estrutura, permeabilidade e densidade, e das propriedades químicas, mineralógicas e biológicas. Como fatores de degradação do solo têm-se o desmatamento da vegetação natural, o superpastejo, atividade agrícola com uso excessivo ou ineficiente de fertilizantes, uso de água de baixa qualidade para irrigação, exploração intensa da vegetação para fins domésticos e atividades industriais ou bioindustriais que causam a poluição do solo. Atrelado a alguns desses fatores, 2 os elementos que podem intensificar o processo erosivo são a chuva, o desmatamento, contato abrupto de solo-rocha, descontinuidades litológicas e pedológicas e declividade das encostas. Como consequência desse fenômeno, ocorre assoreamento de rios que deixa a água turva e gera um grande acumulo de sedimentos. 2.1.2 Poluição dos Recursos hídricos A degradação descontrolada da natureza atinge sobremaneira os recursos hídricos. Utilizados largamente como destino para os resíduos gerados pelo homem, os mananciais de água potável se tornam cada dia mais escassos e os poluentes que lhes atingem possuem diversas origens. Os principais agentes poluidores que atingem os recursos hídricos são: Resíduos domésticos ou industriais: O rápido crescimento da humanidade gerou um descompasso entre a estrutura de muitas cidades e o número de habitantes. Como reflexo, têm-se a precariedade dos sistemas de saneamento e a falta destes torna necessário o despejo de efluentes industriais e domésticos em corpos de água. Esse procedimento não afetaria o equilíbrio ecológico se a quantidade despejada não superasse tanto a capacidade de diluição desses mananciais. A carga depositada nesses corpos receptores compreende metais pesados, pesticidas, produtos industriais e uma série de outros quando se refere a efluentes oriundos de indústrias. Já quando se trata de efluentes domésticos, a composição varia muito, mas em geral compreende matérias em suspensão e metais pesados (MORAES & JORDÃO, 2002). Lixo: A disposição inadequada faz com que esse resíduo encerre o seu ciclo de vida em canais, mares, rios e galerias gerando problemas de ordem ambiental e saúde pública (MUCELIN & BELLINI, 2008). Particularmente em períodos de chuva, pode ocorrer a contaminação de águas subterrâneas por percolado que é a mistura do chorume, líquido proveniente do lixo, com a água da chuva. Agricultura e Pecuária: Essas duas atividades também são responsáveis por uma quantidade considerável de resíduos que poluem os recursos hídricos. O aumento na demanda de alimentos resultou no uso desenfreado de fertilizantes e pesticidas causando maior degradação da qualidade das águas superficiais e subterrâneas (CECÍLIO, GARCIA & MOREIRA, 2007). Ademais, a deposição final inadequada de embalagens de produtos agrícolas também causa impactos ambientais. No que tange a pecuária, Fellenberg (1980) afirma que esta atividade é responsável por despejo de grande quantidade de detritos orgânicos de origem animal enquanto que a armazenagem de forragem é responsável pela liberação de líquidos que apresentam o valor de demanda biológica de oxigênio (DBO) muito maior do que as águas dos esgotos urbanos. 3 Medidas para redução de impactos ambientais Neste tópico serão demonstrados alguns modelos e métodos desenvolvidos e aplicados para redução e minimização dos impactos ambientais. Além das metodologias físico-químicas, serão ressaltadas campanhas de preservação ambiental, fiscalização, coletiva seletiva, entre outros. 3.1.1 Erosão do solo Para a redução dos efeitos da erosão sobre o solo existem diversas medidas que podem ser implantadas de modo que os problemas possam ser satisfatoriamente resolvidos. - Utilizar mantas de controle de erosão - Evitar a remoção de vegetação nativa, sempre que possível; 3 - Evitar revolvimento intensivo do solo; - Instalar sistema de drenagem para evitar aumento do escoamento superficial; - Manter baixa a velocidade de fluxo da água; - Proteger as áreas destruídas com cobertura vegetal de crescimento rápido; - Construir sistemas de drenagem e bernas para interceptar as águas de taludes íngremes e das áreas destituídas de vegetação; - Construir bacias de sedimentação para conter a desagregação do solo, evitando o seu deslocamento para áreas adjacentes. 3.1.2 Poluição dos Recursos Hídricos Processos biológicos: Eles são sem dúvida muito eficientes e largamente utilizados, uma vez que transformam compostos tóxicos a custos relativamente baixos. São processos muito usados para o tratamento de efluentes industriais e domésticos devido à multiplicidade de compostos organoclorados que podem ser encontrados neles. Esse tipo de processo se utiliza de bactérias e fungos e pode ser subdividido em processos aeróbios e anaeróbios. Segundo Castro et al. (2004), os processo biológicos são utilizados para a remoção de sólidos dissolvidos. Sobre os tratamentos que se classificam como processos biológicos já relataram Freire et al. (2000), Freire et al. (1999). Processo físico: Esse tipo de processo é caracterizado pela separação de fases, transição de fases, transferência de fases e separação molecular. Dentro deste tipo de processo está enquadrada a Filtração em Múltiplas Etapas (FiME) que é uma tecnologia versátil, de custo de implantação compatível com a realidade nacional, passível de se adaptar a mudanças de qualidade da água e não necessita de operação e manutenção especializadas. Esse método representa uma especialização do processo de filtração lenta e é particularmente eficiente na remoção de bactérias e vírus, além de já terem sido feitos testes para a remoção de algas e cianobactérias como resultados satisfatórios. A instalação de uma FiME é composta basicamente pela combinação de pré-filtração dinâmica, pré-filtração grosseira e filtração lenta. Alguns dos autores que já trataram sobre esse método foram Di Bernardi et al., (1998, 1999), Tangerino et al. (2006). Processos químicos: O tratamento químico se apresenta como uma forma eficiente e versátil de eliminação de cor e turbidez, odor, ácidos, álcalis, metais pesados e óleos. (BERTAZZOLI & PELEGRINI, 2002) já trataram sobre o tema, Freire et al. (2000) também já relataram sobre o assunto, Freire & Pereira (2005) e Castro et al. (2004). Tratamento por lodos ativados: Talvez seja o procedimento de bioremediação mais versátil e eficiente. Ele é um tipo de processo biológico e opera com pouco substrato auxiliar sendo capaz de remover a toxicidade crônica e aguda, com um menor tempo de aeração. No lodo existe um grande número de espécies bacterianas, além de fungos, protozoários e outros microorganismos, que podem favorecer a redução de um grande número de compostos. Este tipo de processo, desenvolvido na Inglaterra no início do século XX, vem sendo utilizado nos mais diversos tipos de efluentes, inclusive no tratamento de esgotos sanitários. O grande inconveniente é a quantidade de lodo que gera como resíduo. (FREIRE et al., 2000). Um resumo desses procedimentos pode ser visualizado no Quadro 1. Processos de Tipos de tratamento Autores relacionados ao 4 tratamento de água Processo Biológico Processo Físico Processo Químico assunto Processo de lodos ativados e suas Freire et al. (2000). Freire et al. (1999) variações (aeróbio) Scarassati et al. (2003) Reator anaeróbio Processo enzimático Filtros biológicos Discos biológicos rotativos Di Bernardi et al. Filtração lenta (1998,1999). Filtração rápida Tange Tangerino et al. (2006). Filtração em múltiplas etapas Oxidação na presença de ozônio Processo redutivo com ferro de valência zero Tratamento eletroquímico Bertazzoli & Pelegrini (2002). Freire et al. (2000). Freire & Pereira (2005). Castro et al. (2004) QUADRO 1 – Tipos de tratamentos para redução dos impactos nos Recursos Hídricos 3.1.2.1 Resíduos Domésticos e Lixo Basicamente existem quatro processos para solucionar o problema do lixo, são eles: os aterros sanitários controlados, a queima do lixo, a compostagem e a reciclagem do lixo. Essas formas de tratamento dos resíduos sólidos possuem suas vantagens e inconvenientes e a escolha da melhor delas depende de cada caso. Deposição ordenada do lixo ou aterros sanitários controlados: É o procedimento mais antigo. A primeira etapa nele realizada é a impermeabilização do solo para que não haja infiltração de líquido contaminado, a seguir o lixo é depositado, fragmentado e compactado com ajuda de uma motoniveladora e em seguida é colocada uma camada de escombros ou areia estéril a partir de onde o processo será repetido. Quando o depósito de lixo estiver lotado, toda a superfície é coberta por uma camada de argila ou terra e depois por uma camada de terra fértil que deve ser cultivada para evitar fenômenos de erosão. Todo depósito de lixo organizado deve possuir um sistema de drenagem que recebe as águas infiltradas para posterior tratamento. O inconveniente desse tipo de tratamento são os odores liberados nas regiões vizinhas e a necessidade de uma área grande que comporte o aterro Relatos sobre o tema já foram feitos por Fellemberg (1980), Demajorovic (1995). Incineração: É a maneira mais simples de reaproveitar o lixo doméstico, pois esse é constituído em quase 50% por materiais combustíveis. Existem duas formas de aproveitar o lixo como combustível: a separação do material não-combustível e posterior depósito em aterros ou a trituração de todo o lixo e posterior queima onde pelo menos uma parte do material não combustível se funde. Ademais, todos os dejetos animais não aproveitáveis podem ser queimados após um processo inicial de secagem. O procedimento de queima do lixo apresenta a vantagem de redução do volume dos resíduos e sua completa esterilização, no entanto é impossível a queima de todo esse material sem um mínimo comprometimento do meio ambiente já que ao longo do processo são liberados gases de ácido clorídrico (HCL), 5 ácido fluorídrico (HF) e dióxido de enxofre (SO2). Relatos sobre o tema já foram feitos por Fellemberg (1980), Demajorovic (1995). Compostagem do lixo: É a degradação oxidativa dos componentes orgânicos do lixo por meio de microorganismos. Para a realização desse processo é necessária a eliminação de componentes impróprios para a obtenção de adubos como os plásticos. A degradação microbiana do lixo deve ser acompanhada por uma série de precauções para garantir uma decomposição rápida. Pode-se dizer que esse processo presta-se admiravelmente para eliminar, sem comprometer o meio ambiente, dejetos animais, cascas de árvores e muitos outros detritos orgânicos inaproveitáveis e de cheiro desagradável. Relatos sobre esse procedimento já foram feitos por Fellemberg (1980), Demajorovic (1995). Reciclagem do lixo: Processo através do qual obtêm-se produtos úteis a partir do lixo. Ele é procurado sempre que essa solução apresenta-se economicamente viável, mas a redução de fontes de matérias-primas tornará indispensável o reaproveitamento ainda maior dos principais componentes dos resíduos sólidos. Relatos sobre o tema já foram feitos por Fellemberg (1980), Demajorovic (1995). Ademais, outro grande inconveniente oriundo do lixo é a produção de chorume, líquido altamente tóxico que deve ser tratado via processo químico devido a algumas limitações do processo biológico (MORAES, 2005). 3.1.2.2 Agricultura e Agropecuária No que tange a pecuária, a questão dos matadouros preocupa muito devido ao alto nível de poluição gerado pelos seus resíduos. Frente a isso, os processos biológicos são os mais indicados para tratar esse tipo de efluente. Podem ser citados os seguintes tratamentos: Processos anaeróbios, sistemas de lagoas anaeróbias, lodos ativados e suas variações, filtros biológicos de alta taxa e discos biológicos rotativos (SCARASSATI et al., 2003). Outro fator de grande preocupação são os dejetos animais que poluem o solo, o ar e os recursos hídricos. Por causa disso, um estudo junto a EMBRAPA buscou medidas inovadoras para reduzir o impacto negativo dos dejetos sobre o meio ambiente. O procedimento é feito da seguinte maneira: - Unidade de peneiramento: separação da fase sólida e líquida. - Unidade de secagem: a parte sólida separada é introduzida em um secador contínuo. - Unidade de tratamento: visa remover poluentes e adequar o efluente final para uso na unidade de produção e às exigências da Legislação ambiental. Este procedimento encontra-se em adaptação, mas os resultados obtidos já foram satisfatórios. Ademais, a agricultura gera a poluição de solos e águas devido ao uso de agrotóxicos. Para o tratamento de águas poluídas podem ser utilizados os métodos já citados anteriormente e no caso dos solos a fitorremediação (uso de plantas como agentes despoluidores) é uma técnica que está se tornando cada dia mais popular e vem trazendo bons resultados. Autores como Pires et al. (2003) e Procópio et al. (2005) compartilham da idéia de que este é um bom método. 3.1.2.3 Políticas adicionais de combate e prevenção aos impactos ambientais Aliadas às praticas e procedimentos citados anteriormente, é de excepcional importância a fiscalização e possível punição para pessoas físicas ou jurídicas que exerçam alguma ação que atente contra o equilíbrio do meio ambiente. Em Pernambuco, é de responsabilidade da CPRH 6 (Agência Nacional de Meio Ambiente) a fiscalização das infrações e determinação das respectivas penalidades com base na lei 12.916/05. Ademais, campanhas de prevenção ao meio ambiente que visem atingir à sociedade contribuem bastante para a prevenção e o combate dos impactos. A nível global, O documento da Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Sociedade, Educação e Consciência Pública para a Sustentabilidade, realizada em Tessalônica (Grécia), chama a atenção para a necessidade de se articularem ações de educação ambiental baseadas nos conceitos de ética e sustentabilidade, identidade cultural e diversidade, mobilização e participação e práticas interdisciplinares (SORRENTINO, 1998 apud JACOBI, 2003). No estado de Pernambuco, a fim de facilitar a gestão de recursos hídricos, tenta-se adotar a política de Comitês de Bacia. Atualmente existem nove comitês instalados e destes apenas cinco encontram-se em funcionamento (LEVINO, 2009). Viabilizar o funcionamento desses comitês também é uma forma de ajudar na fiscalização e controle dos impactos ambientais sobre os recursos hídricos. 4 Análise sobre as melhores práticas para conservação das Bacias Hidrográficas de Pernambuco A fim de aplicar os processos de tratamento em medidas que possam reduzir os impactos ambientais sobre os recursos hídricos, analisaram-se os casos específicos de Bacias de Pernambuco, as quais possuam comitês de bacia hidrográfica em funcionamento, e as respectivas poluições que as atingem. A idéia consiste em tratar as fontes poluidoras (lixo, esgoto, agrotóxico, etc.) para que os rios possam ser recuperados aos poucos. 4.1 Bacia do Rio Capibaribe 4.1.1 Descrição da Bacia A bacia do rio Capibaribe apresenta uma área de 7.454,88 km² (7,58% da área do estado), abrangendo 42 municípios pernambucanos, dos quais Brejo da Madre de Deus, Chã da Alegria, Cumaru, Feira Nova, Frei Miguelinho, Glória do Goitá, Jataúba, Lagoa do Itaenga, Passira, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria do Cambucá, Surubim, Toritama, Vertentes e Vertente do Lério estão totalmente inseridos na bacia. 4.1.2 Fontes Poluidoras e Métodos de redução Segundo estudo realizado pela CPRH, ao longo de seu percurso, a Bacia é utilizada para o abastecimento humano, recepção de efluentes domésticos e recepção de efluentes industriais. O grande nível de poluição desta bacia se evidencia pelo alto valor de DBO nas águas e isso se dá pelo fato de que dos 43 municípios apenas 7 possuem esgotamento sanitário. Assim, 36 municípios, ou parte deles, lançam esgoto sanitário sem tratamento prévio algum nos rios. Além de existir pouco saneamento, há como agravante a situação de baixa eficiência no sistema de tratamento de esgoto e também a presença de lagoas não operantes (Bione et al., S/D). Ademais, o lixo é outro grande poluidor dos rios e ele é oriundo da própria população ribeirinha. O Quadro 2 lista os principais problemas recorrentes da poluição na bacia e algumas medidas de minimização desses impactos. Problemas Efluentes Domésticos Medidas redutoras da Poluição Processo de lodos ativados e suas variações (aeróbio); Campanhas de preservação. 7 Efluentes industriais Processos biológicos; Fiscalização; Campanhas de preservação; Processos químicos Lixo Aterros sanitários controlados; compostagem; reciclagem do lixo e Campanhas de preservação. Retirada de areia do leito de Fiscalização; Campanhas de preservação vários rios da bacia Uso de agrotóxicos nos plantios Fitorremediação; Combinação dos processos químicos e de cana-de-açúcar localizados às Fiscalização. margens dos rios Destruição da Mata Ciliar Fiscalização; Campanhas de preservação; Reflorestamento. Erosão do Solo Proteger as áreas destruídas com cobertura vegetal de crescimento rápido; Evitar a remoção de vegetação nativa, sempre que possível; Campanhas de preservação, Fiscalização e Construir bacias de sedimentação para conter a desagregação do solo, evitando o seu deslocamento para áreas adjacentes. QUADRO 2 – Problemas de degradação ambiental da Bacia do Capibaribe e Propostas de medidas redutoras O quadro acima lista os principais problemas encontrados na bacia do Capibaribe, em que observa-se que estes afetam principalmente os recursos hídricos, solo e a fauna. As medidas listadas divergem em termo de facilidade de uso, porém devem ser incentivadas a sua implementação como forma de garantir melhorias na qualidade de vida da população. 4.2 Bacia do Rio Ipojuca 4.2.1 Caracterização da Bacia O rio Ipojuca possui uma extensão de 320 km, tendo uma orientação preponderante oesteleste, sendo intermitente no seu início e passando a ser perene a partir do seu médio curso, próximo a cidade de Caruaru. A população da bacia é de 568. 630 habitantes, sendo 461.620 habitam na área urbana e 107. 010 a rural. O Ipojuca tem uma bacia (FIGURA 3.8) com uma área de drenagem 3.514, 35 km², e antes de chegar ao Oceano Atlântico atravessa 24 municípios, em que 12 deles têm suas sedes inseridas na bacia. São eles: Belo Jardim, Bezerros, Caruaru, Chã Grande, Escada, Gravatá, Ipojuca, Poção, Primavera, Sanharó e Tacaimbó. Os outros são: Alagoinha, Altinho, Amaraji, Arcoverde, Cachoeirinha, Pesqueira, Pombos, Riacho das Almas, Sairé, São Bento do Una, São Caetano, Venturosa e Vitória de Santo Antão. 4.2.2 Fontes Poluidoras e Métodos de redução Segundo levantamento da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (CONDEPE/FIDEM, 2006), as águas desta bacia são usadas para abastecimento humano, consumo animal, uso industrial, limpeza, geração de energia elétrica (pequenas hidroelétricas), navegação interior, pesca, turismo, recreação e recepção de efluentes domésticos, industriais e agroindustriais. Os principais usos do solo são: ocupação urbana e industrial; áreas cultivadas com cana-deaçúcar; policultura e pecuária; e áreas de Mata Atlântica e Manguezal. Quanto às atividades industriais presentes na bacia são: produtos alimentares, sucroalcooleira, química, têxtil, couros, bebidas, calçados, agropecuária e metalúrgica. O Quadro 3 lista os principais 8 problemas recorrentes da poluição na bacia e algumas medidas de minimização desses impactos. Problemas Efluentes Domésticos Medidas redutoras da Poluição Processo de lodos ativados e suas variações (aeróbio); Campanhas de preservação. Efluentes oriundo de Processos anaeróbios, sistemas de lagoas anaeróbias, lodos matadouros ativados e suas variações, filtros biológicos de alta taxa e discos biológicos rotativos. Lavagem de pulverizadores, Processos químicos combinados com biológicos; polvilhadeiras e embalagens de Fitorremediação e Fiscalização defensivos agrícolas Retirada de areia do leito de Fiscalização vários rios da bacia Lançamento de vinhaça e de Processos químicos combinados com biológicos e água de lavagem da cana Fiscalização Uso de agrotóxicos nos Processos químicos combinados com biológicos; plantios de cana-de-açúcar Fitorremediação e Fiscalização localizados às margens dos rios Lixões Aterros sanitários controlados; compostagem; reciclagem do lixo e Campanhas de preservação. Criatório de suínos, bovinos e Unidade de peneiramento, unidade de secagem e de aves nas áreas ribeirinhas tratamento; Fiscalização. Lixo hospitalar sem tratamento Processos químicos; Fitorremediação e Fiscalização QUADRO 3 – Problemas de degradação ambiental da Bacia do Ipojuca e Propostas de medidas redutoras A bacia do Ipouca foi o local em que foi listado o maior número de danos ambientais, isto é resultado do maior volume de informações de alguns estudos já realizados na região, a identificação desses problemas facilita o controle e estimula a criação de políticas públicas para minimizar esses impactos. Assim, o quadro acima lista alguma medidas que podem ser tomadas para reduzir o nível de poluição nestes locais. 4.3 Bacia do Pirapama 4.3.1 Caracterização da Bacia A bacia do rio Pirapama juntamente com os rios Jaboatão, Tejipió, Massangana e Tatuoca, compõe o Grupo de Bacias dos Pequenos Rios Litorâneos 2. É composta por 12 sub-bacias, que juntas constituem uma área de cerca de 600. 001 Km2. O rio Pirapama possui 80 quilômetros de extensão e sua bacia situa-se na região centro-sul da Zona da Mata Pernambucana, abrangendo parte de sete municípios, quatro dos quais (2/3 da bacia) pertencentes à área Metropolitana do Recife: Cabo de Santo Agostinho, onde a própria sede está situada na área da bacia, Escada, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Pombos e Vitória de Santo Antão. Os municípios incluídos na bacia possuem uma população de aproximadamente 900.627 habitantes, dos quais 62% residem em centros urbanos (GAMA, 2003). 4.3.2 Fontes Poluidoras e Métodos de redução 9 Os principais usos do solo são: ocupação urbana e industrial, área cultivadas com cana-deaçúcar, policultura, e áreas de proteção ambiental. Os principais usos da água da bacia são para recepção de efluentes domésticos, industrial e agroindustrial; abastecimento público. O Quadro 4 lista os principais problemas recorrentes da poluição na bacia e algumas medidas de minimização desses impactos. Problemas Lançamento de esgotos domésticos Lançamento de lixo Medidas redutoras da Poluição Processo de lodos ativados e suas variações (aeróbio); Processos Biológicos e Campanhas de preservação. Aterros sanitários controlados, compostagem, reciclagem do lixo e Campanhas de preservação. Poluição agropecuária Processos anaeróbios, sistemas de lagoas anaeróbias, lodos ativados e suas variações, filtros biológicos de alta taxa e discos biológicos rotativos e Fiscalização Poluição por agrotóxicos, decorrente Processos químicos combinados com biológicos; de atividades agrícolas Fitorremediação e Fiscalização Extração descontrolada de areia nos leitos Fiscalização dos rios Uso intensivo da água para irrigação Fiscalização; Outorga Destruição da mata ciliar Fiscalização; Campanhas de preservação; Reflorestamento. QUADRO 4 – Problemas de degradação ambiental da Bacia do Pirapama e Propostas de medidas redutoras A bacia do Pirapama é a que apresenta um dos comitês mais atuantes no Estado, sua proximidade com o porto e a concentração de indústrias que utilizam a água do rio, tem resultado no aumento dos níveis de degradação da região. A ausência de saneamento básico, aliada com a falta de coleta seletiva resulta em um grande volume de lixo, que são lançados na bacia causando danos a qualidade da água e do solo. 4.4 Bacia do Una 4.4.1 Caracterização da Bacia A bacia do rio Una apresenta uma área de 6.740,31 km², dos quais 6.262,78 km² estão inseridos no Estado de Pernambuco, correspondendo a 6,37 % do total do Estado. Possui uma população de 553.259 habitantes, dos quais 318. 214 na área urbana e 237. 045 na área rural. A bacia abrange 42 municípios, dos quais 11 estão totalmente inseridos na bacia (Belém de Maria, Catende, Cupira, Ibirajuba, Jaqueira, Lagoa dos Gatos, Maraial, Palmares, Panelas, São Benedito do Sul e Xexéu), 15 possuem sede inserida na bacia (Água Preta, Agrestina, Altinho, Barreiros, Bonito, Cachoeirinha, Calçado, Capoeiras, Jucati, Jupi, Jurema, Lajedo, Quipapá, São Bento do Una e São Joaquim do Monte), e 16 estão parcialmente inseridos (Barra de Guabiraba, Bezerros, Caetés, Camocim de São Félix, Canhotinho, Caruaru, Gameleira, Joaquim Nabuco, Pesqueira, Rio Formoso, Sanharó, São Caetano, São José da Coroa Grande, Tacaimbó, Tamandaré e Venturosa). 10 4.4.2 Fontes Poluidoras e Métodos de redução Segundo levantamento da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (CONDEPE/FIDEM, 2006), os principais usos do solo são: policultura, áreas cultivadas com cana-de-açúcar; áreas de Mata Atlântica e Manguezal. A água de sua bacia é utilizada prioritariamente para abastecimento público; recepção de efluentes domésticos, industrial e agroindustrial. O Quadro 5 lista os principais problemas recorrentes da poluição na bacia e algumas medidas de minimização desses impactos. Problemas Medidas redutoras da Poluição Lixão Aterros sanitários controlados, compostagem, reciclagem do lixo e Campanhas de preservação. Resíduos Domésticos Coletas seletivas, campanhas de conscientização, processos biológicos Lançamento de Processos anaeróbios, sistemas de lagoas anaeróbias, lodos matadouros ativados e suas variações, filtros biológicos de alta taxa e discos biológicos rotativos. Uso de agrotóxicos Fitorremediação, Processos químicos combinados com biológicos e Fiscalização Lançamento de curtume Fitorremediação, Processos químicos combinados com biológicos e agroindustriais e Fiscalização Desmatamento Fiscalização; Campanhas de preservação; Reflorestamento. Captação desordenada de Fiscalização água QUADRO 5 – Problemas de degradação ambiental da Bacia do Una e Propostas de medidas redutoras De acordo com o quadro verifica-se que o lixão e resíduos domésticos apresentam grande impacto na degradação ambiental da região, e que estes podem ser minimizados com uma combinação de práticas sociais e processos biológicos, este último para poluição de áreas já degradadas. A ausência e pouca fiscalização existente sobre os usos da bacia, principalmente para fins industriais, têm potencializado os níveis de degradação, o que tem resultado na mortandade de peixe em alguns trechos da bacia. 4.5 Bacia Goiana 4.5.1 Caracterização da Bacia A bacia do rio Goiana apresenta uma área de 2.847,53 km2 correspondendo a 2,90% da área total do Estado. A população residente da bacia é de 465. 549 habitantes, sendo que 283.500 moram na área urbana, e 182. 049 na zona rural. O rio Goiana é formado a partir da confluência dos rios Tracunhaém e Capibaribe-Mirim, apresentando uma extensão de aproximadamente 18 km até a foz no Oceano Atlântico. A área da bacia do rio Goiana engloba 26 municípios, dentre os quais 9: estão totalmente inseridos na bacia (Aliança, Buenos Aires, Camutanga, Condado, Ferreiros, Machados, Nazaré da Mata, Timbaúba e Vicência); 11 possuem sede na bacia (Bom Jardim,Carpina, Goiana, Itambé, Itaquitinga,João Alfredo, Lagoa do Carro, Macaparana e Tracunhaém); e 6 estão parcialmente inseridos (Araçoiaba, Casinhas, Igarassu, Limoeiro, Paudalho e Salgadinho). 4.5.2 Fontes Poluidoras e Métodos de redução 11 Os principais usos do solo na bacia são: ocupação urbana e industrial; policultura; pecuária; áreas cultivadas com cana-de-açúcar; áreas de Mata Atlântica; aqüicultura na zona litorânea e Manguezal. As águas da bacia são utilizadas prioritariamente para abastecimento público; irrigação de plantações e recepção de efluentes domésticos, industrial e agroindustrial (CONDEPE/FIDEM, 2006). O Quadro 6 lista os principais problemas recorrentes da poluição na bacia e algumas medidas de minimização desses impactos. Problemas Lançamento de esgotos domésticos Medidas redutoras da Poluição Processo de lodos ativados e suas variações (aeróbio); Processos Biológicos e Campanhas de preservação. Poluição agropecuária Processos anaeróbios, sistemas de lagoas anaeróbias, lodos ativados e suas variações, filtros biológicos de alta taxa e discos biológicos rotativos e Fiscalização Poluição por agrotóxicos, decorrente de Processos químicos combinados com biológicos; atividades agrícolas Fitorremediação e Fiscalização Poluição decorrente do escoamento de Instalar sistema de drenagem para evitar aumento chuva em áreas poluídas do escoamento superficial e Construir bacias de sedimentação para conter a desagregação do solo, evitando o seu deslocamento para áreas adjacentes. Extração descontrolada de areia nos leitos dos rios Uso intensivo da água para irrigação Destruição da mata ciliar Fiscalização Fiscalização; Outorga Fiscalização; Campanhas Reflorestamento. de preservação; QUADRO 6 – Problemas de degradação ambiental da Bacia Goiana e Propostas de medidas redutoras De acordo com o Quadro observa-se que o mesmo processo pode ser usado para mais de uma atividade poluidora. Práticas como conscientização da população sobre a importância do não poluir deve ser estimulada, pois através da educação social é possível reduzir os impactos ambientais, isto aliada com outras medidas, como observada no quadro acima. 5 Conclusão A intensificação dos danos ambientais é resultado do aumento do fluxo econômico que resultou no crescimento desordenado das cidades e adoção de várias práticas de aumento da produtividade da indústria sem que fossem criados mecanismos que subsidiasse esse processo. Como resultado observa-se um cenário de degradação difícil de ser minimizado no curto prazo. Várias medidas e metodologias têm sido desenvolvidas como forma de combater esses desequilíbrios ambientais e fornecer a sociedade uma melhor qualidade de vida. Em Pernambuco, o processo de degradação não difere do resto do país, em que se verifica que muitas práticas adotadas são totalmente poluidoras, ausência de medidas de proteção e recuperação ambiental e não há conscientização da população sobre a importância do não poluir. 12 A pesquisa evidenciou os problemas ambientais de cinco bacias hidrográficas do Estado, e observou-se que muito dos problemas apresentados eram comuns a mais de uma bacia, ou seja, as mesmas medidas técnicas podem ser pleiteadas para tais. Assim, as metodologias puderam ser combinadas como forma de obter melhor nível de eficiência e qualidade, garantido que estas adotadas reduziram de forma significativa o nível de contaminação e degradação a que estas regiões se submetem. De acordo com o estudo pode se observar que a degradação atinge todas as esferas ambientais (solo, flora, fauna, recursos hídricos e o ar), ou seja, os problemas ambientais são cíclicos e geralmente afetam mais de uma esfera. A adoção de práticas regulatórias, medidas de controle e recuperação ambiental tornam-se necessárias na busca de melhor qualidade de vida da população e da utilização dos recursos de forma sustentável. Referências ALMEIDA,E.; ASSALIN, M.R.; ROSA, M.A.; Tratamento de efluentes industriais por processos oxidativos na presença de ozônio, Quim. Nova, Vol. 27, No. 5, 818-824, 2004. BERTAZZOLI, R.; PELEGRINI, R.; Descoloração e degradação de poluentes orgânicos em soluções aquosas através do processo fotoeletroquímico; Quim. Nova, Vol. 25, No. 3, 477-482, 2002. CPRH, Relatório sobre as Bacias Hidrográficas <www.cprh.pe.gov.br>. Acesso em 27 de abr. de 2010. de Pernambuco da CPRH, disponível em: CONDEPE/FIDEM, 2006. Relatórios das Bacias Hidrográficas de Pernambuco. Disponível em: <http://www.portais.pe.gov.br/c/portal/layout?p_l_id=PUB.1557.204>. Acesso em: 25 de abr. 2010. 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