PROJETO
PEDAGÓGICO
INSTITUCIONAL
2013
COMISSÃO ELABORADORA
Marcus Vinícius Gomes de Oliveira - Diretor Acadêmico – Presidente da
Comissão.
Marco Antonio de Oliveira – Professor/Assessor Acadêmico (TI) e Redator
Nelson Marques Ribeiro Junior - Professor (TI)
Leonardo Campos Monção - Professor (TI)
Silvia Regina da Fonseca Gonçalves Pires - Professora (TI)
Daniele Eccard - Coordenadora do Curso de Administração
Flavia Orlando - Coordenadora do Curso de Contabilidade
Gustavo Alberto Suarez - Coordenador do Curso de Enfermagem
Gelson Luis de Oliveira - Coordenador do Curso de Pedagogia
Flaviane Melo de Anchieta – Coordenadora de Pós-Graduação
1
APRESENTAÇÃO
Este Projeto Pedagógico Institucional é fruto da partilha dos saberes e
contribuições dos vários setores que integram a estrutura da FACUNILAGOS1. Ele nasceu de um processo intenso de diálogo e construção,
ocorrido no ano de 2013, que envolveu um grande período marcado por
encontros, conversas e debates. Nele se encontram as características e
elementos pedagógicos fundantes dos idealizadores artífices, uma clara
concepção de educação perpassada pelos aspectos da interdisciplinaridade,
da crítica construtiva e ativa, da escolha por uma universidade que se propõe
a ser um espaço progressista/libertador/crítico-social, de onde emana e se
viva uma prática de ensino generalista e humanista e, por conseguinte, gere
uma sociedade expressão da consciência de alteridade nas relações sociais.
Por estar-se consciente que não cabe a um projeto pedagógico ser fechado e
acabado, os idealizadores deste PPI alimentam a expectativa que os
processos e caminhos percorridos para sua elaboração inspirem e promovam
uma constante renovação, não somente das práticas pedagógicas dos cursos
que integram a Unilagos, mas também do próprio documento que ora é
apresentado.
Que outros encontros nutridos pelas novas experiências
surgidas da proposta da partilha do saber possam promover futuras e
constantes revisitações ao texto original deste projeto pedagógico.
Espera-se que a partir das pistas, princípios, e propostas contidas, os projetos
pedagógicos dos cursos que compõem o escopo desta instituição possibilitem
uma inovadora prática educativa que seja moderna, ousada, humana,
contundente, e apta para atender as exigências sempre novas do atual
momento histórico.
1
Para designar a Faculdade União Araruama de Ensino (FAC- UNILAGOS), a partir deste ponto se preferirá o
uso da expressão: Unilagos.
2
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO.....................................................................................2
1.
DADOS INSTITUCIONAIS.............................................................4
2.
HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO E ÁREA DE INSERÇÃO..............5
3.
CONCEPÇÃO DE MISSÃO...........................................................7
4.
PRINCÍPIOS E VALORES BASILARES........................................8
4.1.
Dos Objetivos Gerais da Instituição...............................................8
5.
CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO.....................................................9
6.
POLÍTICA E PRINCÍPIOS DA GRADUAÇÃO E CURSOS
SUPERIORES..............................................................................11
6.1.
Dos Cursos de Graduação...........................................................12
6.2.
Dos Demais Cursos Superiores...................................................13
6.3.
Sobre os Projetos Pedagógicos dos Cursos................................13
6.4.
Estágio Curricular Supervisionado...,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,14
6.5.
Trabalho de Conclusão de Curso.................................................16
7.
AVALIAÇÃO E DESEMPENHO ACADÊMICO...........................17
7.1.
Múltiplos Aspectos da Avaliação.................................................17
7.2.
Da avaliação do Desempenho Acadêmico.................................17
7.3.
Da Avaliação Institucional............................................................20
8.
POLÍTICA E PRINCÍPIOS DA PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E
EXTENSÃO..................................................................................21
8.1.
Pós-Graduação Lato Sensu.........................................................21
8.2.
Da Extensão.................................................................................22
8.2.1. Princípios Específicos da Extensão.............................................22
8.2.2. Diretrizes Gerais da Extensão......................................................23
8.2.3. Processos
Metodológicos
da
Execução
dos
Projetos
de
Extensão.......................................................................................24
8.3.
Da Pesquisa.................................................................................25
BIBLIOGRAFIA........................................................................................26
3
1. DADOS INSTITUCIONAIS
1.1. Constituição da Mantida e Estrutura de Gestão
Mantenedora: Faculdade União Araruama de Ensino Ltda. S/s.
Categoria: Sociedade por Quotas de Responsabilidade Ltda, com finalidade
lucrativa.
Endereço: Rua Marechal Castelo Branco, nº333 Bairro: Centro UF:
Araruama/RJ CEP: 28970-000
Telefone: (22) 2665 5930 Fax: (22) 2665 2154
E-mail: [email protected]
Responsável Legal: Silvana Davi de Castro
INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR
Diretor Geral: Rogério Leopoldo Rocha
Diretor Acadêmico: Marcus Vinícius Gomes de Oliveira
Diretor Administrativo: Rogério Leopoldo Rocha
Secretaria Geral: Vanusa Ribeiro
IES: Faculdade de Administração Geral
Curso: Administração
Habilitação: Administração de Empresas
Coordenador: Daniele Eccard
IES: Faculdade de Ciências Contábeis
Curso: Ciências Contábeis
Coordenador: Flavia Orlando
IES: Faculdade de Enfermagem
Curso: Enfermagem
Coordenador: Gustavo Alberto Suarez
IES: Faculdade de Pedagogia
Curso: Pedagogia
Coordenador: Gelson Luis de Oliveira
4
2. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO E ÁREA DE INSERÇÃO
A Unilagos nasceu de um sonho de se construir uma Instituição de Ensino
Superior que viabilizasse desenvolvimento intelectual, cultural, social e
econômico para o Estado do Rio de Janeiro, Região da Baixadas Litorâneas,
e em especial para a cidade de Araruama. Sua fundação data de 25 de
outubro de 2006, após aprovação de funcionamento junto ao Ministério de
Educação, e o início das atividades educacionais se deu no ano de 2009, com
a instalação dos cursos de Administração e Pedagogia, na cidade de
Araruama, local escolhido por apresentar forte potencial socioeconômico e
educacional.
Araruama (nome de origem Tupinambá – que significa “Lagoa de Conchas”),
pertence à região das Baixadas Litorâneas, que é composta ainda pelos
municípios de Armação de Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Cachoeiras de
Macacu, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, Rio Bonito, Rio das Ostras, São
Pedro da Aldeia, Saquarema e Silva Jardim.
Localizada a 108 km da capital do Rio de Janeiro, a Cidade de Araruama foi
fundada em 1890, destacando-se atualmente por possuir um dos maiores
índices de crescimento demográfico do país, segundo os dados do
IBGE/2010. Fruto de oportunidades e sonhos de desenvolvimento, ela tem
uma população estimada de 112.008 mil habitantes (a maioria localizada na
área urbana), dado que a coloca como detentora de 13,81% do total da
população da Região das Baixadas Litorâneas. Quanto a sua área física,
Araruama possui 638 Km², o que corresponde a 12,62% da área total da
Região das Baixadas Litorâneas. Isto faz com que a sua Densidade
Demográfica seja de 175,5 habitantes por km². Além disso, possui um Índice
de Desenvolvimento Humano (IDHM) de 0,718, fato que proporciona
inúmeras oportunidades de crescimento e necessidades. No tocante aos
índices de desenvolvimento econômico e educacional da Baixada Litorânea,
as cidade que a compõem apresentam um PIB de R$ 22.958.861.916,00
(IBGE, 2010), 41.515 pessoas matriculadas no Ensino Médio, e cerca de
257.270 pessoas com ensino superior incompleto. Desde total, 22.708
pessoas residem em Araruama. Ressalta-se que parte dessas pessoas não
5
possui ou não concluiu o curso superior devido a falta de opções de cursos de
qualidade na região.
Ainda sobre a cidade de Araruama deve-se acrescentar que ela é um centro
de
desenvolvimento
turístico-administrativo
estadual
e
municipal
em
expansão, que configura-se numa das cidades da Baixada Litorânea de maior
potencialidade econômica, social e educacional. Como resultado da presença
de órgãos das diversas esferas da administração (Federal, Estadual e
Municipal), que lhe propicia um grande número de empregos públicos, aliado
ao seu grande potencial turístico e sua infra-estrutura, dezenas de empresa
aqui se instalaram, que atraem a cada ano uma acentuada quantidade de
pessoas interessadas em crescimento econômico, social, vida de qualidade, e
novas oportunidade de empregos.
Deve-se se destacar que ao fundar esta instituição, os mantenedores partiram
do pressuposto que os moradores que vieram para a região buscavam algo
mais do que simplesmente prosperidade e oportunidades. Eles reconhecem
que a cidade de Araruama por ter nascido de um sonho e de uma ação cujo
propósito principal era apresentar ao Brasil e ao Mundo, uma cidade
economicamente viável, inserida dentro do moderno conceito de ocupação
racional dos espaços, respeito ao meio ambiente e com especial ênfase no
ser humano, necessitava para isso, com urgência, de uma instituição que
pensasse permanentemente no desenvolvimento do capital intelectual.
Insta salientar que a Unilagos configura-se na concretização das idéias por
anos alimentadas por seus idealizadores, tendo sempre por filosofia
constituir-se num centro de geração e difusão do saber, articulando as
atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, em consonância com as
demandas da sociedade contemporânea e do mundo do trabalho, respeitando
a diversidade e cultivando a solidariedade, a inclusão, os valores humanos e
a ética, visando à formação de cidadãos qualificados e potencialmente aptos
a contribuírem para o desenvolvimento sócio-econômico na região de
influência. Com um projeto arrojado e inovador, do ponto de vista acadêmico
e pedagógico, bem como de sua estrutura física, a Unilagos apresenta à
sociedade da região uma proposta atual e moderna em termos de ensino
6
superior, sendo um instrumento ativo no processo de construção e
desenvolvimento sócio-econômico, político e cultural de Araruama/RJ.
Desta forma, levando-se em consideração os argumentos supracitados,
verificou-se a necessidade de fundação da Unilagos, uma instituição de
ensino superior, cujos objetivos estão diretamente atrelados ao processo de
desenvolvimento social, econômico e intelectual, político e cultural dos
habitantes da Região dos lagos e Baixada Litorânea. Seus projetos são
baseados na proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais que leva em
consideração os desafios da educação superior diante das intensas
transformações que têm ocorrido na sociedade contemporânea, no mercado
de trabalho e nas condições de exercício profissional. Para seus idealizadores
a Educação Superior não deve ser concebida apenas como produtora e
detentora do conhecimento e do saber, mas também como instância voltada
para atender às necessidades educativas e tecnológicas da sociedade.
Sendo assim, entende-se que o espaço acadêmico não pode ser visto apenas
como instância reflexa da sociedade e do mundo do trabalho. Ele deve ser
um espaço de cultura e de imaginação criativa, capaz de intervir na
sociedade, transformando-a em termos éticos.
3. CONCEPÇÃO DE MISSÃO
Para a Unilagos sua missão consiste em:
a) Construir competências que agreguem valor profissional, promovendo o
desenvolvimento de cidadãos através de ações educacionais pautadas na
ética e na excelência do ensino, pesquisa e extensão.
b) Ser instrumento ativo no processo de construção e desenvolvimento sócioeconômico, político e cultural da região em que está inserida, a partir da
integração com empresas, escolas, bem como instituições comunitárias de
produção de conhecimento e tecnologia, do estímulo à criatividade e à
originalidade e a consciência da mudança de modelos referenciais.
c) Ser referência, no Estado do Rio de Janeiro, mais especificamente na
Região dos Lagos e Região das Baixadas Litorâneas, como um centro de
ensino superior de excelência, capaz de propor soluções coletivas e
7
promover o desenvolvimento da comunidade por meio da produção,
transmissão e disseminação do conhecimento e da formação de profissionais
em diferentes áreas. Para isso, através dos cursos de graduação, pósgraduação, extensão e demais atividades docentes, como a Semana de
Iniciação Científica e Semana Acadêmica, a Unilagos prioriza em sua filosofia
de ação, o ensino mediante a transmissão e a produção do conhecimento, o
resgate e a construção da cidadania, a geração e transferência de tecnologia
através da pesquisa, da extensão e da prestação de serviços educacionais à
região geográfica em que está inserida.
4. PRINCÍPIOS E VALORES BASILARES
Entende-se que uma instituição de ensino superior de qualidade deve acima
de tudo pautar-se por princípios que gerem valores éticos basilares que
apontem para um caminho altérico tanto nos relacionamentos sociais como
nas relações sociais entre os sujeitos históricos/atores sociais membros
sociedade brasileira. Sendo assim, no processo educacional empreendido, as
ações pedagógicas dos cursos que compreendem a Unilagos serão regidas
pelo: Respeito às diferenças individuais, à liberdade de expressão e
compromisso com o bem comum; Excelência nas ações educacionais;
Transparência nas ações; Organização dinâmica e adequada para inovações
educacionais; Valorização da solidariedade; Promoção da qualidade de vida
nos planos individual, social e ambiental; Qualificação na gestão institucional,
estimulando a participação dos profissionais na implantação e adaptação de
métodos de gestão direcionados a excelência.
4.1. Dos Objetivos Gerais da Instituição
Na qualidade de instituição integrante do Sistema Federal de Ensino, a
Unilagos tem, no âmbito dos cursos que ministra, os seguintes objetivos:
I. estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do
pensamento reflexivo;
II. incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o
desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da
8
cultura e, desse modo, desenvolver o entendimento do ser humano e do
meio em que vive;
III. promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e
técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber
através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação;
IV. promover a educação integral do cidadão, tornando-o capaz de
continuar aprendendo e adaptando-se, com flexibilidade às novas
condições de ocupação, inclusive a busca de aperfeiçoamento, voltado à
preservação e difusão dos valores culturais e das conquistas;
V. formar profissionais éticos nos diferentes cursos e áreas de
conhecimento, com desenvolvimento da autonomia intelectual e do
pensamento crítico, aptos para a inserção em setores compatíveis com
sua formação, comprometidos com a sua formação contínua, com sua
inserção no processo de desenvolvimento sócio-político-cultural e
econômico do País e, em particular da cidade de Araruama (RJ), e sua
região de influência geoeconômica;
VI. a realização de pesquisas e o estímulo às atividades criadoras;
VII. a extensão do ensino e da pesquisa à comunidade, mediante cursos e
serviços especiais prestados ao governo, à sociedade civil organizada e
aos cidadãos, para promover a preservação e o desenvolvimento da
cultura, da ciência, da tecnologia e das artes;
VIII. promover o intercâmbio com instituições congêneres, nacionais e
estrangeiras;
IX. manter o ideal de educação, como processo de desenvolvimento da
plena humanização do ser humano;
X. valorizar a existência humana em termos qualitativos e não apenas em
prolongamento cronológico;
XI. prestar solidariedade como forma de manutenção do espírito fraterno
entre os ser humano.
5. CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO
Para a Unilagos educar é transformar indivíduos, conscientizando-os de sua
capacidade e potencialidade, e fazendo-os perceber que toda realidade é
9
fruto de uma construção histórica que tem como ator preponderante o próprio
indivíduo e sua coletividade. Sendo assim, se a realidade precisa ser
transformada, somente o indivíduo consciente de seu papel de protagonista
tem condições, juntamente com outros, de possibilitar esta transformação.
Nisto consiste o grande papel da educação, isto é, ela deve ser fecundadora
de esperança, de possibilidades transformadoras.
Salienta-se que, o processo educacional na concepção dos idealizadores
desta Instituição, em especial a educação superior, precisa estar atenta para
as armadilhas dos condicionantes históricos, que impõe modelos que vez por
outra representam o interesse de um pequeno grupo ávido para manter seu
‘status quo’ de mandatário, que vê a educação como mera forma de
enriquecimento financeiro pessoal. Entende-se como Saviani, que o “o
caminho é repleto de armadilhas, já que os mecanismos de adaptação
acionados periodicamente a partir dos interesses dominantes podem ser
confundidos com os anseios da classe dominada. Para evitar esse risco, é
necessário avançar no sentido de captar a natureza específica da educação,
o que nos levará à compreensão das complexas mediações pelas quais se dá
sua inserção contraditória na sociedade capitalista”
2
, notoriamente
representada por grupos interessados em transformar a educação em um
sistema para extrair recursos dos indivíduos, em vez de partilhar instrumentos
que podem construir caminhos alternativos.
A Unilagos, consciente de sua missão, tem a intenção de ser um diferencial
também neste aspecto, pois entende que Educar é libertar, é humanizar, é
ser ponte possibilitadora. Para isso, propõe um esforço para facilitar o acesso
ao ensino superior de qualidade e diferenciado a um maior quantitativo de
pessoas da região litorânea e adjacência. Ela compreende a educação como
elemento determinante no resgate da cidadania responsável.
Logo, os cursos que a integram não têm a intenção de serem reprodutores de
um sistema que somente gere profissionais tecnicistas, que gerem produtos
que possam ser vendidos ou usufruídos por poucos, mais que sejam
responsáveis pelo bem estar de toda sociedade, que não se esqueçam que o
2
SAVIANI, Demerval. Escola e democracia. SP: Cortez/Autores associados, 1987. p.36.
10
conhecimento precisa redundar em partilha, em humanização, em uma
sociedade altérica, justa, coesa, sem fronteiras étnicas, sociais, e culturais.
Assim como Paulo Freire, crê-se que “educar é impregnar de sentido o que
fazemos a cada instante”, é dar condições para que o indivíduo se perceba
como livre, autônomo, como um partícipe que pode criar e recriar realidades.
É fazê-lo se perceber como humano e não como uma máquina que produz
elementos de consumo, que não consegue discernir o que está a sua frente.
Estar-se consciente que este é um desafio grande, que deve equacionar a
subsistência financeira de uma instituição inserida numa ambiência
mercadológica, e o seu sonho de não ser mero reprodutor das propostas que
aí estão.
Estes pressupostos fundantes que norteiam e perpassam este Projeto
Pedagógico Institucional apontam para a percepção que “ensinar não é
transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua produção ou
sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao
aprender” 3, e isso acima de tudo envolve partilha, igualdade, serenidade.
Crê-se que a partir destes aspectos, espera-se que na Unilagos, professores
e discentes sintam–se motivados para desenvolver um rico, extenso e
constante processo dialogal em busca de novos conhecimentos que venham
dá conta das necessidades da contemporaneidade.
Sendo assim, espera-se que os egressos sejam possibilitadores e
partilhadores de um saber que transforma, humaniza, que leva em conta o ser
humano em suas múltiplas dimensões. Por isso, a ênfase e a escolha num
processo educacional interdisciplinar, crítico, progressista, generalista e
humanista.
6. POLÍTICA E PRINCÍPIOS DA GRADUAÇÃO E CURSOS
SUPERIORES
3
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e terra,
1997.p.26.
11
Por ser portadora da concepção de que o conhecimento deve ser construído
através do questionamento sistemático e critico da realidade, associado à
intenção inovadora e transformadora, a Unilagos, em acordo com a LDB, com
o Plano Nacional de Educação (Lei n.º10.172/2001) e com as Diretrizes
Curriculares Nacionais, nutre elementos fundamentais para sua política
inovadora de Graduação.
Da leitura das orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais entende-se
que elas conferem aos cursos de graduação autonomia na elaboração de
seus projetos, pois alimentam a intenção de garantir a flexibilidade, a
criatividade e a responsabilidade das Instituições de Ensino Superior ao
elaborarem suas propostas curriculares. Crê-se que neste contexto está em
jogo a formação da competência humana, e a construção de novos
paradigmas para a cidadania.
Tendo estes aspectos como elementos norteadores essenciais, busca-se uma
formação acadêmica que transcenda o tradicional espaço da sala de aula,
articulando-se com diferentes dimensões da realidade, instaurando, assim,
novos papéis para os envolvidos no processo de formação.
6.1. Dos Cursos de Graduação
Os seguintes elementos perpassam as intenções e ações pedagógicas dos
cursos de graduação:
I. Os cursos de Graduação destinam-se à formação profissional em nível
superior, estando aberto a candidatos que tenham concluído o ensino
médio ou equivalente e que tenham se classificado em processo seletivo
ou que sejam portadores de diploma de graduação.
II. A interligação curricular é feita pelo regime seriado e, em cada período
letivo, há a correspondente indicação das disciplinas que o compõem,
conforme previsto no Projeto do Curso.
III. O currículo pleno de cada curso de graduação é integrado por disciplinas
e práticas estabelecidas, cargas horárias respectivas, duração total e
prazo de integralização.
IV. Entende-se por disciplina um conjunto homogêneo e delimitado de
conhecimentos ou técnicas correspondentes a um programa de estudos
12
e atividades, que se desenvolvem em um determinado número de
horas/aula distribuídas ao longo do ano letivo.
6.2. Dos Demais Cursos Superiores
Os cursos sequenciais, bem como os cursos tecnológicos, por campo de
saber de diferentes níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam
aos requisitos estabelecidos pelo Conselho Superior, são programados para:
I.
atender o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional
do cidadão, desenvolvendo-lhe o espírito científico e o pensamento reflexivo;
II.
promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e
tecnológicos;
III.
estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente e em
particular os nacionais e regionais;
IV.
propiciar a aquisição de conhecimentos e habilidades por meios
formais e informais que possam ser aferidos e reconhecidos mediante
exames em cursos ulteriores.
6.3. Sobre os Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC)
A Unilagos compreende que cada Projeto Pedagógico de Curso é único, visto
que as competências a serem construídas e as circunstâncias de seu
desenvolvimento constituem uma realidade singular com num contexto
histórico objetivo e especifico. Ela também entende o PPC não como um
instrumento técnico-burocrático, descontextualizado, estruturado em torno de
definições curriculares tradicionais, e sim como instrumento básico da gestão
de ensino na graduação. Ele é instrumento propulsor dos objetivos
fundamentais do perfil profissional que se pretende delinear. Sendo assim,
estar-se consciente que sua elaboração exige reflexão crítica sobre a
concepção e as finalidades da educação, individuo e a relação com a
sociedade. Qual é o mundo que ser quer pensar e construir é uma das
perguntas fundantes.
Como instrumento de orientação para a administração acadêmica, os projetos
13
pedagógicos dos cursos devem ser fruto da ação coletiva, reflexiva, e crítica
que leva em conta o ser humano em suas múltiplas dimensões. Devem
também demonstrar valorização da memória e da historia da instituição e de
seus idealizadores.
Nele devem estar as estratégias, a concepção de
educação, os pressupostos generalistas e humanistas delineadores da ação
pedagógica da Instituição, os objetivos, perfil do egresso, suas competências
e habilidades, além da abertura para promover espaço para constantes
renovações articulada entre pesquisa, ensino e extensão.
Neste contexto, o projeto pedagógico deve contemplar, com toda a clareza, a
intencionalidade do curso, refletir sua imagem, criar sua identidade e delimitar
o seu espaço de autonomia, definidos e resultantes de um processo de
discussão coletiva.
Assim, o projeto pedagógico de cada curso deve ser adequado aos novos
parâmetros de aprendizagem e baseado, de acordo com as Diretrizes
Curriculares Nacionais, nos princípios da articulação entre teoria e prática,
entre ensino, pesquisa e extensão, da interdisciplinaridade e da flexibilidade
curricular. Os projetos pedagógicos têm, assim, a dupla dimensão de ser
orientador e condutor do presente e do futuro. Projetar um curso exige ações
mais complexas do que a descrição de conteúdos básicos e complementares
em torno dos quais se organizam disciplinas, distribuídas ao longo de um
determinado período. Entende-se que os cursos que compõem a Unilagos,
em seus projetos pedagógicos devem reportar-se aos desafios do campo de
conhecimento profissional e à atribuição social da profissão; buscar, nas
diversas dimensões curriculares, um novo papel para a ação docente; e exige
buscar valores éticos e políticos fundamentais para o exercício da cidadania,
da democracia e da responsabilidade coletiva; buscar formar um profissional
competente, socialmente crítico e responsáveis pelos destinos de uma
sociedade altérica, justa, democrática e autosustentável, e acima de tudo
humana.
6.4. Estágio Curricular Supervisionado
A importância do estágio supervisionado/acadêmico na formação profissional,
preconizada ao longo deste PPI, embora possa parecer conseqüência natural,
14
merece algumas considerações dentro da perspectiva do projeto pedagógico.
O reconhecimento da realidade social do mundo produtivo e das relações
sociais é elemento fundamental para a construção de Projetos Pedagógicos
adequados aos novos parâmetros de aprendizagem e baseados nos
princípios da articulação entre teoria e prática; e entre ensino, pesquisa e
extensão. No entanto, é importante ressaltar que preparar o aluno para o
mundo do trabalho não significa restringir a sua formação às demandas do
mercado.
O estágio acadêmico não pode ser considerado um momento pontual da
formação, um complemento da formação profissional ou uma atividade de
encerramento do curso. Ele deve ser entendido como um componente
integrante do curso, na sua totalidade, constituído e constituinte das
dimensões do ensino, da pesquisa e da extensão. É um espaço políticopedagógico privilegiado de construção da práxis que possibilita a inserção do
estudante no mercado, estimulando a reflexão crítica e a criatividade, a
construção do conhecimento sobre a realidade social e a sensibilização do
aluno para o atendimento das demandas sociais.
Logo, os projetos pedagógicos dos cursos deverão se responsabilizar para
que o estágio curricular (obrigatório ou não obrigatório) represente uma
autêntica atividade pedagógica planejada e supervisionada, uma experiência
permanente de aprendizado desde as fases iniciais do processo de formação
profissional. Salienta-se que eles deverão também definir a organização e a
orientação do estágio acadêmico, bem como estabelecer sua forma de
inserção na programação curricular de modo a favorecer a formação da
competência científica e técnica, a compreensão da perspectiva política da
profissão e a formação da postura ética profissional.
Além dos objetivos já elencados, e estágio acadêmico supervisionado tem por
objetivo qualificar o aluno, sob orientação docente, a atuar em sua área de
formação, desenvolvendo as competências e habilidades necessárias às
diversas
áreas
de
atuação,
amparado
nos
modernos
conceitos
epistemológicos, éticos e legais que regem a profissão, atendendo às
expectativas do mercado de trabalho. Ele deve proporcionar ao estudante
oportunidades de desenvolver suas habilidades. Ele é complemento ao
15
processo
de
deficiências
ensino-aprendizagem,
individuais
e
incentivar
através
a
da
busca
do
conscientização das
aprimoramento
e
amadurecimento pessoal, acadêmico e profissional.
Através do estágio busca-se atenuar o impacto da passagem da vida de
estudante para a vida profissional, abrindo ao estagiário mais oportunidades
de conhecimento da filosofia, diretrizes, organização e funcionamento dos
órgãos e da comunidade, além de facilitar o processo de atualização de
conteúdos
disciplinares,
permitindo
adequar
aquelas
de
caráter
profissionalizante às constantes inovações tecnológicas, políticas, sociais e
econômicas a que estão sujeitas.
Destaca-se que para conclusão satisfatória do estágio acadêmico estão
previstos dois documentos principais: o Plano de Estágio (Plano de Trabalho)
e o Relatório Final de Estágio. A fim de facilitar a avaliação e andamento do
processo de estágio, são previstos relatórios parciais, cujo número e conteúdo
estão determinados no Plano de Estágio (Plano de Trabalho).
Além destes
dois itens, será aprovado o discente que atender às normas gerais e
específicas correspondentes a cada área de estágio, entre elas, assiduidade,
habilidades e competências específicas do estágio e cumprimento de prazos.
Por último deve-se salientar que se estar consciente que a demanda atual
requer profissionais mais do que habilitados tecnicamente. Solicita também
um indivíduo que assuma o seu papel de ator social, consciente de sua
responsabilidade de construtor de novos paradigmas onde a justiça e a
partilha do saber acadêmico propiciem libertação, liberdade, autonomia e
responsabilidade social para o maior número de pessoas.
6.5. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Na concepção de educação que norteia as ações pedagógicas da Unilagos, o
Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é entendido como momento impar,
onde
a
articulação
entre
ensino,
pesquisa,
extensão,
e
aspectos
interdisciplinares, enfatizados durante a formação devem estar presentes de
forma contundente. Compreende-se que o TCC é uma atividade pedagógica
integrada e coordenada entre alunos e professores, e tem por objetivo o
aprimoramento da atividade profissional, social e cultural do aluno através da
16
observação,
reflexão,
exame,
análise
e
diagnóstico
de
situações organizacionais reais que lhe possibilitem aplicar, compreender e
operacionalizar a teoria apreendida ao longo do curso.
Espera-se que através do TCC o discente demonstre sua capacidade criativa
e habilidade na aplicação dos aspectos técnicos, práticos e pedagógicos do
curso. Quanto aos aspectos de avaliação, carga-horária e de metodologia
processual do TCC, salienta-se que estes dados devem estar presentes no
manual próprio de Trabalho de Conclusão de Curso.
7. AVALIAÇÃO E DESEMPENHO ACADÊMICO
7.1. Múltiplos Aspectos da Avaliação
A avaliação é um fator de gestão no sentido de possibilitar correções,
reorientar práticas pedagógicas, refletir sobre os projetos pedagógicos, e
delimitar os obstáculos administrativos. Deste modo, ela precisa estar
definida, de forma clara e objetiva, no projeto pedagógico que, deverá prever
tempo amplo para o processo de auto-avaliação pedagógica.
Entende-se que a avaliação é um mecanismo que contribui para as respostas
dadas às demandas da sociedade e da comunidade acadêmica, devendo ser
vista como um processo amplo e co-participativo.
Sendo assim, o
acompanhamento e a avaliação do processo ensino-aprendizagem deverão
estar em consonância com a própria dinâmica curricular. A partir desta
compreensão, deve destacar que a avaliação é, portanto, uma atitude de
responsabilidade da instituição, dos professores e dos alunos no tocante ao
processo formativo.
O processo de avaliação proposto não é uma atividade puramente técnica e
nem acontece num único momento. Ao contrário, a avaliação deve ser
processual e formativa; deve manter coerência com todos os aspectos do
planejamento e execução do projeto pedagógico do curso.
7.2. Da avaliação do Desempenho Acadêmico
Em conformidade com essas dimensões, a avaliação da aprendizagem e
desempenho acadêmico se dará de forma contínua, cumulativa e articulada
17
ao programa analítico de ensino, em seus diferentes níveis, levando-se em
conta as
competências
desenvolvidas
no
profissionais
processo
de
gerais
formação.
e
específicas a
Nessa
serem
perspectiva,
serão
consideradas a apropriação das bases conceituais como novo conhecimento
(saber), o desenvolvimento de habilidades (fazer) e a subjetividade do aluno
(ser).
A avaliação será realizada regular e sistematicamente, utilizando-se
instrumentos diversos que possibilitem trabalhar e observar, em sua
totalidade e de forma interdependente, os aspectos cognitivos por meio de:
I. provas teóricas e práticas;
II. trabalhos individuais e coletivos;
III. apresentações orais durante as atividades;
IV. relatórios individuais, ou em grupo, das atividades desenvolvidas
(aulas práticas, visitas técnicas, saídas de campo, eventos e outros);
V. seminários temáticos;
VI. participações em atividades de cunho científico e cultural (Semana
Acadêmica, Semana de Iniciação Científica, Projetos de Pesquisa e
Extensão);
VII. observações diárias individuais de aspectos tais como: postura,
organização, interação, atendimento aos conceitos de segurança e ética
nos trabalhos realizados em laboratórios e outros ambientes de
aprendizagem;
VIII. projetos organizados em torno de problemas práticos que simulem
situações do cotidiano profissional e que possam ser resolvidos pelo
aluno;
IX. relatório final do estágio supervisionado;
X. índice de assiduidade em todas as atividades presenciais.
A partir destes elementos que englobam e possibilitam o processo de
avaliação e quantificação do desempenho acadêmico se dará das seguintes
formas:
I.
A
avaliação
do
Desempenho
Acadêmico/Escolar
é
feita
separadamente por disciplina e deve considerar a assiduidade
18
dos/as
discentes
às
aulas
e
demais
atividades
escolares
programadas, o processo e a qualidade da aprendizagem.
II.
A frequência às aulas e demais atividades escolares, permitida
apenas aos discentes matriculados, é obrigatória, vedado o abono
de faltas.
III.
Independentemente dos demais resultados obtidos, é considerado
reprovado na disciplina o/a discente que não tenha o mínimo de
setenta e cinco por cento de frequência às aulas e demais atividades
programadas.
IV.
A verificação e registro da frequência dos alunos/as são de
responsabilidade dos docentes, e seu controle é atribuição da
Secretaria.
V.
O resultado de avaliação do processo de aprendizagem é expresso
em grau numérico de zero a dez, sem aproximação de décimos.
VI.
O/A aluno/a para ser aprovado/a deverá ter no mínimo setenta e
cinco por cento de frequência nas aulas previstas e obter, no
mínimo, o grau numérico 7 (sete) na média do conjunto de avaliação
(médias dos trabalhos e provas aplicados). Caso não consiga obter
esta pontuação mínima na média aritmética no processo de
avaliação do semestre (A1 e A2), o/a aluno/a deverá ser
submetido/a a prova final (A3) desde que sua média de
aproveitamento no período regular (MP – média do período) não
seja inferior a 3,0.
VII.
Mediante prova final (PF), será aprovado/a o/a aluno/ que obter um
resultado (nota final - NF) igual ou superior a 5,0, resultante da
média aritmética obtida da soma entre a média do período regular
(MP) e a nota do exame final (NF), conforme quadro explicativo
abaixo:
Para a aprovação na prova final (PF) o aluno deverá obter nota
final (NF) igual ou superior a 5,0 (cinco), onde:
I - a média do conjunto de avaliações {CA ou MP = (A1 + A2) ÷2};
II - a prova final (PF=A3);
III - a nota final (NF) = {[MP + PF (A3)] ÷ 2}.
19
Nota: O Exame Final realizado ao fim de cada período letivo deverá
avaliar o conteúdo abordado pela disciplina de forma integralizada.
7.3. Da Avaliação Institucional
Na concepção da Unilagos, a Avaliação Institucional é uma importante
ferramenta
para
o
desenvolvimento
e
acompanhamento
das
ações
pedagógicas e administrativas. A Avaliação Institucional está relacionada à
melhoria da qualidade da educação superior; à orientação da expansão de
sua oferta; ao aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade
acadêmica
e
social
e
ao
aprofundamento
dos
compromissos
e
responsabilidades sociais das instituições de educação superior, por meio da
valorização de sua missão pública, da promoção dos valores democráticos,
do respeito à diferença e à diversidade (estabelecimento da alteridade), da
afirmação da autonomia e da identidade institucional.
Entende-se que a avaliação interna ou autoavaliação é um processo contínuo
por meio do qual a instituição constrói conhecimento sobre sua própria
realidade, buscando compreender os significados do conjunto de suas
atividades para melhorar a qualidade educativa e alcançar maior relevância
social. Para tanto, sistematiza informações, analisa coletivamente os
significados de suas realizações, desvenda formas de organização,
administração e ação, identifica os pontos fracos, mas, sobretudo, os pontos
fortes e potencialidades, e estabelece estratégias de superação de
problemas. Ela transcende a concepção de avaliação da aprendizagem e
deve ser integrada ao PPC, como dado que interaja consistentemente na
ação pedagógica do curso, de maneira que garanta a flexibilização curricular
e que permita a adequação do desenvolvimento acadêmico à realidade na
qual se insere a Unilagos.
A avaliação requer, portanto, por parte de todos os atores envolvidos com o
processo educacional, uma permanente aferição avaliativa do Projeto
Pedagógico em relação aos fins pré-constituídos, às metas e às ações
definidas. Assim, na concepção de educação alimentada, a avaliação deve
ser percebida como movimento de reflexão sobre os constitutivos do processo
20
de ensino aprendizagem, do plano político-pedagógico e das atividades
curriculares.
A avaliação interna é, portanto, um processo cíclico, criativo e renovador de
análise, interpretação e síntese das dimensões que definem a Instituição
Educacional. Trabalha-se com a concepção de que em seu conjunto, os
processos avaliativos devem constituir um sistema que permita a integração
das diversas dimensões da realidade avaliada, assegurando as coerências
conceitual, epistemológica e prática, bem como o alcance dos objetivos dos
diversos instrumentos e modalidades.
Salienta-se que o processo de avaliação interna é coordenado pela Comissão
Própria de Avaliação (CPA), que tem suas ações orientadas pelas diretrizes e
pelo roteiro da autoavaliação institucional da Comissão Nacional de Avaliação
da Educação Superior. Cabe também destacar que todos os órgãos
integrantes da instituição, assim como os corpos docente e discente
participam ativamente deste processo de avaliação interna.
8. POLÍTICA E PRINCÍPIOS DA PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E
EXTENSÃO
8.1. Pós-Graduação Lato Sensu
Para a Unilagos os seus cursos de pós-graduação (cursos de especialização,
aperfeiçoamento e outros) abertos a portadores de diplomas de curso de
graduação, que satisfaçam os requisitos exigidos no projeto de cada curso,
destinam-se a excelência acadêmica profissional na área científica em que
forem oferecidos visam o preparo de professores e de profissionais para a
vida acadêmica e a pesquisa científica, devendo serem autorizados pelo
Conselho Superior.
Compreende-se que o lato sensu é de fundamental significado no conjunto
das ações pedagógicas da instituição que visam o ensino, a pesquisa e a
extensão.
Segundo os pressupostos epistemológicos que norteiam a
educação empreendida, a pós-graduação desempenha um importante papel
para a formação continuada do estudante de graduação recém-formado que
não pretende ingressar no sistema stricto sensu, assim como para os
21
profissionais que já se encontram no mercado de trabalho e que carecem de
atualização constante.
Destaca-se como elemento síntese, que o lato sensu deve está em correlação
direta com os cursos da graduação. Isso não significa dizer que a cada curso
de graduação deva corresponder um curso de pós-graduação, mas que o
sistema de Pós-Graduação não deve existir como um nível totalmente
independente, cujas ações não possam resultar em benefícios para o
desenvolvimento da própria graduação. Sendo assim a articulação entre
esses dois níveis – graduação e pós-graduação – deve ser amplamente
considerada no momento da criação dos cursos de Pós-Graduação, que
precisam perceber o sistema universitário como um todo interligado,
atentando, por conseguinte, também para as atividades de extensão como
parte integrante da pedagogia dos cursos.
8.2. Da Extensão
8.2.1. Princípios Específicos da Extensão
As ações de extensão, desenvolvidas como processo educativo visam,
sobretudo, colaborar como parte indissociável na formação de profissionais
éticos que possam contribuir na elevação das condições de vida da
comunidade local e para o progresso e desenvolvimento regional. Essas
ações se consubstanciam em forma de programas, projetos, cursos de
extensão, eventos, prestação de serviço, produções e produtos acadêmicos.
Assim, para cumprimento dos propósitos e missão institucional, deve-se
seguir os seguintes princípios gerais:
i.
a ciência, a arte e a tecnologia devem alicerçar-se nas prioridades
do local, da região, do país;
ii.
a universidade não pode se imaginar proprietária de um saber pronto
e acabado, que vai ser oferecido à sociedade, mas, ao contrário,
exatamente porque participa dessa sociedade, a instituição deve
estar sensível aos seus problemas e apelos, quer através dos
grupos sociais com os quais interage, quer através das questões
que surgem de suas atividades próprias de ensino, pesquisa e
extensão;
22
iii.
a
universidade
deve
estar atenta aos movimentos sociais,
priorizando ações que visem à superação das atuais condições de
desigualdade e exclusão existentes no Brasil;
iv.
a ação cidadã da universidade não pode prescindir da efetiva
difusão dos saberes nela produzidos, de tal forma que as
populações
cujos
acadêmica
sejam
conhecimento,
problemas
tornam-se
também
tendo,
objeto
consideradas
portanto, pleno
direito
da
sujeito
pesquisa
desse
de acesso às
informações resultantes dessas pesquisas;
v.
a prestação de serviços deve ser produto de interesse acadêmico,
científico, filosófico, tecnológico e artístico do ensino, pesquisa e
extensão, devendo ser encarada como um trabalho social, ou seja,
como ação deliberada que se constitui a partir da realidade e sobre a
realidade
objetiva,
produzindo
conhecimentos
que
visem
à
transformação social;
8.2.2. Diretrizes Gerais da Extensão
A Unilagos tem o compromisso com a formação, não só teórica, mas
Profissional/Cidadão, com vistas a dotá-lo/a de competências flexíveis,
habilidades comunicativas, expressão e contextualização de problemas,
respeito à sociedade e consciência ecológica. A política de extensão, a partir
dessa concepção, se define através das seguintes diretrizes:
i.
Assegurar a relação entre a Universidade e a sociedade, de tal
modo que os problemas sociais emergentes recebam atenção
produtiva por parte da Universidade;
ii.
Estimular atividades cujo desenvolvimento implique relações multi
inter- e/ou transdisciplinar e interprofissionais de setores da
Universidade e da sociedade. Considerar, ainda, as atividades
voltadas para o desenvolvimento, produção e preservação cultural e
artística como relevantes para a afirmação do caráter nacional e de
suas manifestações regionais;
iii.
Inserir a educação ambiental e desenvolvimento sustentado como
componente da atividade extensionista;
23
iv.
Tornar permanente a avaliação institucional das atividades de
extensão universitária como um dos parâmetros de avaliação da
própria universidade;
v.
Criar as condições para participação da universidade na elaboração
das políticas públicas voltadas para a maioria da população, bem
como para se constituir em organismo legítimo para acompanhar e
avaliar a implantação das mesmas;
vi.
Possibilitar novos meios e processos de produção, inovação e
transferência de conhecimentos, permitindo a ampliação do acesso
ao saber e ao desenvolvimento tecnológico e social do país.
8.2.3. Processos Metodológicos da Execução dos Projetos de
Extensão
Visando a execução dos projetos de extensão manter-se-á atividades de
extensão
cultural,
criação,
adaptação,
difusão
e
transferência
de
conhecimentos e de tecnologia correlatas e/ou afins às áreas de seus cursos,
destinadas a órgãos governamentais e não governamentais, à sociedade e ao
cidadão em geral, dando ênfase às necessidades da região onde está
inserida. Sendo assim, define-se que:
i.
As atividades de extensão são coordenadas pelas Coordenações de
Cursos que as executam e divulgadas através da Assessoria
Editorial.
ii.
Os alunos engajados nas atividades de extensão, por solicitação
pessoal
ou
de
seu
professor-supervisor,
podem
requerer
aproveitamento de estudos e freqüência oriundos dessas suas
atividades escolares.
iii.
Cabe ao Conselho Superior aprovar proposta das Coordenações,
com anuência da Direção Geral e da Direção Acadêmica relativa à
formalização das atividades de extensão integradas ao Projeto
Pedagógico do curso, inclusive com aproveitamento de estudo e
freqüência escolar.
iv.
Por meio de suas atividades de extensão, busca-se proporcionar aos
seus professores e alunos, a oportunidade de participar das
24
atividades que concorram para a elevação das condições de vida da
comunidade ou que visem o progresso e desenvolvimento do País.
8.3. Da Pesquisa
A pesquisa é de fundamental importância, pois possibilita a interação entre a
teoria e a prática. Entende-se que através da pesquisa as ações pedagógicas
promovidas em sala de aula e laboratórios chegam até a vida cotidiana e
promovem mais qualidade de vida para todos. Por ter esta concepção
metodológica, a Unilagos incentivará a pesquisa, mediante concessão de
auxílio para a execução de projetos científicos, concessão de bolsas
especiais, formação de pessoal em pós-graduação, promoção de congressos
e congêneres, intercâmbio com outras instituições, divulgação dos resultados
das pesquisas realizadas e outros meios ao seu alcance.
Compreende-se que os projetos de pesquisas, sob a supervisão da
Coordenação de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação, e coordenadas pelas
Coordenações dos Cursos em que se inserem, devem estar voltados para:
I
busca de identidade regional;
II
resgate de cidadania, especialmente da população periférica
dos grandes centros urbanos;
III
valorização da cultura nacional e regional;
IV
desenvolvimento de pesquisas básicas, institucionais, voltadas
para as áreas de ensino, vinculadas à Instituição ou de interesse
da Comunidade;
25
BIBLIOGRAFIA:
1. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa. São Paulo: Paz e terra, 1997.
2. GARCIA MORENTE, Manuel. Fundamentos de filosofia. I: Lições
preliminares. 8ª ed, São Paulo: Mestre Jou, 1980.
3. LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da educação. 3. Ed. São Paulo: Cortez,
2011.
4. NEVES,
André
de
Araujo.
O
Desafio
de
ensinar.
http://www.primeiraversao.unir.br/atigos_pdf/numero062Andre.pdf
13/11/2013.
In:
-
5. SAVIANI, Demerval. Escola e democracia. São Paulo: Cortez/Autores
associados, 1987.
26
Download

PPI - faculdade União Araruama de Ensino