PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL 2013 COMISSÃO ELABORADORA Marcus Vinícius Gomes de Oliveira - Diretor Acadêmico – Presidente da Comissão. Marco Antonio de Oliveira – Professor/Assessor Acadêmico (TI) e Redator Nelson Marques Ribeiro Junior - Professor (TI) Leonardo Campos Monção - Professor (TI) Silvia Regina da Fonseca Gonçalves Pires - Professora (TI) Daniele Eccard - Coordenadora do Curso de Administração Flavia Orlando - Coordenadora do Curso de Contabilidade Gustavo Alberto Suarez - Coordenador do Curso de Enfermagem Gelson Luis de Oliveira - Coordenador do Curso de Pedagogia Flaviane Melo de Anchieta – Coordenadora de Pós-Graduação 1 APRESENTAÇÃO Este Projeto Pedagógico Institucional é fruto da partilha dos saberes e contribuições dos vários setores que integram a estrutura da FACUNILAGOS1. Ele nasceu de um processo intenso de diálogo e construção, ocorrido no ano de 2013, que envolveu um grande período marcado por encontros, conversas e debates. Nele se encontram as características e elementos pedagógicos fundantes dos idealizadores artífices, uma clara concepção de educação perpassada pelos aspectos da interdisciplinaridade, da crítica construtiva e ativa, da escolha por uma universidade que se propõe a ser um espaço progressista/libertador/crítico-social, de onde emana e se viva uma prática de ensino generalista e humanista e, por conseguinte, gere uma sociedade expressão da consciência de alteridade nas relações sociais. Por estar-se consciente que não cabe a um projeto pedagógico ser fechado e acabado, os idealizadores deste PPI alimentam a expectativa que os processos e caminhos percorridos para sua elaboração inspirem e promovam uma constante renovação, não somente das práticas pedagógicas dos cursos que integram a Unilagos, mas também do próprio documento que ora é apresentado. Que outros encontros nutridos pelas novas experiências surgidas da proposta da partilha do saber possam promover futuras e constantes revisitações ao texto original deste projeto pedagógico. Espera-se que a partir das pistas, princípios, e propostas contidas, os projetos pedagógicos dos cursos que compõem o escopo desta instituição possibilitem uma inovadora prática educativa que seja moderna, ousada, humana, contundente, e apta para atender as exigências sempre novas do atual momento histórico. 1 Para designar a Faculdade União Araruama de Ensino (FAC- UNILAGOS), a partir deste ponto se preferirá o uso da expressão: Unilagos. 2 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO.....................................................................................2 1. DADOS INSTITUCIONAIS.............................................................4 2. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO E ÁREA DE INSERÇÃO..............5 3. CONCEPÇÃO DE MISSÃO...........................................................7 4. PRINCÍPIOS E VALORES BASILARES........................................8 4.1. Dos Objetivos Gerais da Instituição...............................................8 5. CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO.....................................................9 6. POLÍTICA E PRINCÍPIOS DA GRADUAÇÃO E CURSOS SUPERIORES..............................................................................11 6.1. Dos Cursos de Graduação...........................................................12 6.2. Dos Demais Cursos Superiores...................................................13 6.3. Sobre os Projetos Pedagógicos dos Cursos................................13 6.4. Estágio Curricular Supervisionado...,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,14 6.5. Trabalho de Conclusão de Curso.................................................16 7. AVALIAÇÃO E DESEMPENHO ACADÊMICO...........................17 7.1. Múltiplos Aspectos da Avaliação.................................................17 7.2. Da avaliação do Desempenho Acadêmico.................................17 7.3. Da Avaliação Institucional............................................................20 8. POLÍTICA E PRINCÍPIOS DA PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO..................................................................................21 8.1. Pós-Graduação Lato Sensu.........................................................21 8.2. Da Extensão.................................................................................22 8.2.1. Princípios Específicos da Extensão.............................................22 8.2.2. Diretrizes Gerais da Extensão......................................................23 8.2.3. Processos Metodológicos da Execução dos Projetos de Extensão.......................................................................................24 8.3. Da Pesquisa.................................................................................25 BIBLIOGRAFIA........................................................................................26 3 1. DADOS INSTITUCIONAIS 1.1. Constituição da Mantida e Estrutura de Gestão Mantenedora: Faculdade União Araruama de Ensino Ltda. S/s. Categoria: Sociedade por Quotas de Responsabilidade Ltda, com finalidade lucrativa. Endereço: Rua Marechal Castelo Branco, nº333 Bairro: Centro UF: Araruama/RJ CEP: 28970-000 Telefone: (22) 2665 5930 Fax: (22) 2665 2154 E-mail: [email protected] Responsável Legal: Silvana Davi de Castro INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR Diretor Geral: Rogério Leopoldo Rocha Diretor Acadêmico: Marcus Vinícius Gomes de Oliveira Diretor Administrativo: Rogério Leopoldo Rocha Secretaria Geral: Vanusa Ribeiro IES: Faculdade de Administração Geral Curso: Administração Habilitação: Administração de Empresas Coordenador: Daniele Eccard IES: Faculdade de Ciências Contábeis Curso: Ciências Contábeis Coordenador: Flavia Orlando IES: Faculdade de Enfermagem Curso: Enfermagem Coordenador: Gustavo Alberto Suarez IES: Faculdade de Pedagogia Curso: Pedagogia Coordenador: Gelson Luis de Oliveira 4 2. HISTÓRICO DA INSTITUIÇÃO E ÁREA DE INSERÇÃO A Unilagos nasceu de um sonho de se construir uma Instituição de Ensino Superior que viabilizasse desenvolvimento intelectual, cultural, social e econômico para o Estado do Rio de Janeiro, Região da Baixadas Litorâneas, e em especial para a cidade de Araruama. Sua fundação data de 25 de outubro de 2006, após aprovação de funcionamento junto ao Ministério de Educação, e o início das atividades educacionais se deu no ano de 2009, com a instalação dos cursos de Administração e Pedagogia, na cidade de Araruama, local escolhido por apresentar forte potencial socioeconômico e educacional. Araruama (nome de origem Tupinambá – que significa “Lagoa de Conchas”), pertence à região das Baixadas Litorâneas, que é composta ainda pelos municípios de Armação de Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, Rio Bonito, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia, Saquarema e Silva Jardim. Localizada a 108 km da capital do Rio de Janeiro, a Cidade de Araruama foi fundada em 1890, destacando-se atualmente por possuir um dos maiores índices de crescimento demográfico do país, segundo os dados do IBGE/2010. Fruto de oportunidades e sonhos de desenvolvimento, ela tem uma população estimada de 112.008 mil habitantes (a maioria localizada na área urbana), dado que a coloca como detentora de 13,81% do total da população da Região das Baixadas Litorâneas. Quanto a sua área física, Araruama possui 638 Km², o que corresponde a 12,62% da área total da Região das Baixadas Litorâneas. Isto faz com que a sua Densidade Demográfica seja de 175,5 habitantes por km². Além disso, possui um Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) de 0,718, fato que proporciona inúmeras oportunidades de crescimento e necessidades. No tocante aos índices de desenvolvimento econômico e educacional da Baixada Litorânea, as cidade que a compõem apresentam um PIB de R$ 22.958.861.916,00 (IBGE, 2010), 41.515 pessoas matriculadas no Ensino Médio, e cerca de 257.270 pessoas com ensino superior incompleto. Desde total, 22.708 pessoas residem em Araruama. Ressalta-se que parte dessas pessoas não 5 possui ou não concluiu o curso superior devido a falta de opções de cursos de qualidade na região. Ainda sobre a cidade de Araruama deve-se acrescentar que ela é um centro de desenvolvimento turístico-administrativo estadual e municipal em expansão, que configura-se numa das cidades da Baixada Litorânea de maior potencialidade econômica, social e educacional. Como resultado da presença de órgãos das diversas esferas da administração (Federal, Estadual e Municipal), que lhe propicia um grande número de empregos públicos, aliado ao seu grande potencial turístico e sua infra-estrutura, dezenas de empresa aqui se instalaram, que atraem a cada ano uma acentuada quantidade de pessoas interessadas em crescimento econômico, social, vida de qualidade, e novas oportunidade de empregos. Deve-se se destacar que ao fundar esta instituição, os mantenedores partiram do pressuposto que os moradores que vieram para a região buscavam algo mais do que simplesmente prosperidade e oportunidades. Eles reconhecem que a cidade de Araruama por ter nascido de um sonho e de uma ação cujo propósito principal era apresentar ao Brasil e ao Mundo, uma cidade economicamente viável, inserida dentro do moderno conceito de ocupação racional dos espaços, respeito ao meio ambiente e com especial ênfase no ser humano, necessitava para isso, com urgência, de uma instituição que pensasse permanentemente no desenvolvimento do capital intelectual. Insta salientar que a Unilagos configura-se na concretização das idéias por anos alimentadas por seus idealizadores, tendo sempre por filosofia constituir-se num centro de geração e difusão do saber, articulando as atividades de ensino, de pesquisa e de extensão, em consonância com as demandas da sociedade contemporânea e do mundo do trabalho, respeitando a diversidade e cultivando a solidariedade, a inclusão, os valores humanos e a ética, visando à formação de cidadãos qualificados e potencialmente aptos a contribuírem para o desenvolvimento sócio-econômico na região de influência. Com um projeto arrojado e inovador, do ponto de vista acadêmico e pedagógico, bem como de sua estrutura física, a Unilagos apresenta à sociedade da região uma proposta atual e moderna em termos de ensino 6 superior, sendo um instrumento ativo no processo de construção e desenvolvimento sócio-econômico, político e cultural de Araruama/RJ. Desta forma, levando-se em consideração os argumentos supracitados, verificou-se a necessidade de fundação da Unilagos, uma instituição de ensino superior, cujos objetivos estão diretamente atrelados ao processo de desenvolvimento social, econômico e intelectual, político e cultural dos habitantes da Região dos lagos e Baixada Litorânea. Seus projetos são baseados na proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais que leva em consideração os desafios da educação superior diante das intensas transformações que têm ocorrido na sociedade contemporânea, no mercado de trabalho e nas condições de exercício profissional. Para seus idealizadores a Educação Superior não deve ser concebida apenas como produtora e detentora do conhecimento e do saber, mas também como instância voltada para atender às necessidades educativas e tecnológicas da sociedade. Sendo assim, entende-se que o espaço acadêmico não pode ser visto apenas como instância reflexa da sociedade e do mundo do trabalho. Ele deve ser um espaço de cultura e de imaginação criativa, capaz de intervir na sociedade, transformando-a em termos éticos. 3. CONCEPÇÃO DE MISSÃO Para a Unilagos sua missão consiste em: a) Construir competências que agreguem valor profissional, promovendo o desenvolvimento de cidadãos através de ações educacionais pautadas na ética e na excelência do ensino, pesquisa e extensão. b) Ser instrumento ativo no processo de construção e desenvolvimento sócioeconômico, político e cultural da região em que está inserida, a partir da integração com empresas, escolas, bem como instituições comunitárias de produção de conhecimento e tecnologia, do estímulo à criatividade e à originalidade e a consciência da mudança de modelos referenciais. c) Ser referência, no Estado do Rio de Janeiro, mais especificamente na Região dos Lagos e Região das Baixadas Litorâneas, como um centro de ensino superior de excelência, capaz de propor soluções coletivas e 7 promover o desenvolvimento da comunidade por meio da produção, transmissão e disseminação do conhecimento e da formação de profissionais em diferentes áreas. Para isso, através dos cursos de graduação, pósgraduação, extensão e demais atividades docentes, como a Semana de Iniciação Científica e Semana Acadêmica, a Unilagos prioriza em sua filosofia de ação, o ensino mediante a transmissão e a produção do conhecimento, o resgate e a construção da cidadania, a geração e transferência de tecnologia através da pesquisa, da extensão e da prestação de serviços educacionais à região geográfica em que está inserida. 4. PRINCÍPIOS E VALORES BASILARES Entende-se que uma instituição de ensino superior de qualidade deve acima de tudo pautar-se por princípios que gerem valores éticos basilares que apontem para um caminho altérico tanto nos relacionamentos sociais como nas relações sociais entre os sujeitos históricos/atores sociais membros sociedade brasileira. Sendo assim, no processo educacional empreendido, as ações pedagógicas dos cursos que compreendem a Unilagos serão regidas pelo: Respeito às diferenças individuais, à liberdade de expressão e compromisso com o bem comum; Excelência nas ações educacionais; Transparência nas ações; Organização dinâmica e adequada para inovações educacionais; Valorização da solidariedade; Promoção da qualidade de vida nos planos individual, social e ambiental; Qualificação na gestão institucional, estimulando a participação dos profissionais na implantação e adaptação de métodos de gestão direcionados a excelência. 4.1. Dos Objetivos Gerais da Instituição Na qualidade de instituição integrante do Sistema Federal de Ensino, a Unilagos tem, no âmbito dos cursos que ministra, os seguintes objetivos: I. estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; II. incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da 8 cultura e, desse modo, desenvolver o entendimento do ser humano e do meio em que vive; III. promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação; IV. promover a educação integral do cidadão, tornando-o capaz de continuar aprendendo e adaptando-se, com flexibilidade às novas condições de ocupação, inclusive a busca de aperfeiçoamento, voltado à preservação e difusão dos valores culturais e das conquistas; V. formar profissionais éticos nos diferentes cursos e áreas de conhecimento, com desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico, aptos para a inserção em setores compatíveis com sua formação, comprometidos com a sua formação contínua, com sua inserção no processo de desenvolvimento sócio-político-cultural e econômico do País e, em particular da cidade de Araruama (RJ), e sua região de influência geoeconômica; VI. a realização de pesquisas e o estímulo às atividades criadoras; VII. a extensão do ensino e da pesquisa à comunidade, mediante cursos e serviços especiais prestados ao governo, à sociedade civil organizada e aos cidadãos, para promover a preservação e o desenvolvimento da cultura, da ciência, da tecnologia e das artes; VIII. promover o intercâmbio com instituições congêneres, nacionais e estrangeiras; IX. manter o ideal de educação, como processo de desenvolvimento da plena humanização do ser humano; X. valorizar a existência humana em termos qualitativos e não apenas em prolongamento cronológico; XI. prestar solidariedade como forma de manutenção do espírito fraterno entre os ser humano. 5. CONCEPÇÃO DE EDUCAÇÃO Para a Unilagos educar é transformar indivíduos, conscientizando-os de sua capacidade e potencialidade, e fazendo-os perceber que toda realidade é 9 fruto de uma construção histórica que tem como ator preponderante o próprio indivíduo e sua coletividade. Sendo assim, se a realidade precisa ser transformada, somente o indivíduo consciente de seu papel de protagonista tem condições, juntamente com outros, de possibilitar esta transformação. Nisto consiste o grande papel da educação, isto é, ela deve ser fecundadora de esperança, de possibilidades transformadoras. Salienta-se que, o processo educacional na concepção dos idealizadores desta Instituição, em especial a educação superior, precisa estar atenta para as armadilhas dos condicionantes históricos, que impõe modelos que vez por outra representam o interesse de um pequeno grupo ávido para manter seu ‘status quo’ de mandatário, que vê a educação como mera forma de enriquecimento financeiro pessoal. Entende-se como Saviani, que o “o caminho é repleto de armadilhas, já que os mecanismos de adaptação acionados periodicamente a partir dos interesses dominantes podem ser confundidos com os anseios da classe dominada. Para evitar esse risco, é necessário avançar no sentido de captar a natureza específica da educação, o que nos levará à compreensão das complexas mediações pelas quais se dá sua inserção contraditória na sociedade capitalista” 2 , notoriamente representada por grupos interessados em transformar a educação em um sistema para extrair recursos dos indivíduos, em vez de partilhar instrumentos que podem construir caminhos alternativos. A Unilagos, consciente de sua missão, tem a intenção de ser um diferencial também neste aspecto, pois entende que Educar é libertar, é humanizar, é ser ponte possibilitadora. Para isso, propõe um esforço para facilitar o acesso ao ensino superior de qualidade e diferenciado a um maior quantitativo de pessoas da região litorânea e adjacência. Ela compreende a educação como elemento determinante no resgate da cidadania responsável. Logo, os cursos que a integram não têm a intenção de serem reprodutores de um sistema que somente gere profissionais tecnicistas, que gerem produtos que possam ser vendidos ou usufruídos por poucos, mais que sejam responsáveis pelo bem estar de toda sociedade, que não se esqueçam que o 2 SAVIANI, Demerval. Escola e democracia. SP: Cortez/Autores associados, 1987. p.36. 10 conhecimento precisa redundar em partilha, em humanização, em uma sociedade altérica, justa, coesa, sem fronteiras étnicas, sociais, e culturais. Assim como Paulo Freire, crê-se que “educar é impregnar de sentido o que fazemos a cada instante”, é dar condições para que o indivíduo se perceba como livre, autônomo, como um partícipe que pode criar e recriar realidades. É fazê-lo se perceber como humano e não como uma máquina que produz elementos de consumo, que não consegue discernir o que está a sua frente. Estar-se consciente que este é um desafio grande, que deve equacionar a subsistência financeira de uma instituição inserida numa ambiência mercadológica, e o seu sonho de não ser mero reprodutor das propostas que aí estão. Estes pressupostos fundantes que norteiam e perpassam este Projeto Pedagógico Institucional apontam para a percepção que “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua produção ou sua construção. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender” 3, e isso acima de tudo envolve partilha, igualdade, serenidade. Crê-se que a partir destes aspectos, espera-se que na Unilagos, professores e discentes sintam–se motivados para desenvolver um rico, extenso e constante processo dialogal em busca de novos conhecimentos que venham dá conta das necessidades da contemporaneidade. Sendo assim, espera-se que os egressos sejam possibilitadores e partilhadores de um saber que transforma, humaniza, que leva em conta o ser humano em suas múltiplas dimensões. Por isso, a ênfase e a escolha num processo educacional interdisciplinar, crítico, progressista, generalista e humanista. 6. POLÍTICA E PRINCÍPIOS DA GRADUAÇÃO E CURSOS SUPERIORES 3 FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e terra, 1997.p.26. 11 Por ser portadora da concepção de que o conhecimento deve ser construído através do questionamento sistemático e critico da realidade, associado à intenção inovadora e transformadora, a Unilagos, em acordo com a LDB, com o Plano Nacional de Educação (Lei n.º10.172/2001) e com as Diretrizes Curriculares Nacionais, nutre elementos fundamentais para sua política inovadora de Graduação. Da leitura das orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais entende-se que elas conferem aos cursos de graduação autonomia na elaboração de seus projetos, pois alimentam a intenção de garantir a flexibilidade, a criatividade e a responsabilidade das Instituições de Ensino Superior ao elaborarem suas propostas curriculares. Crê-se que neste contexto está em jogo a formação da competência humana, e a construção de novos paradigmas para a cidadania. Tendo estes aspectos como elementos norteadores essenciais, busca-se uma formação acadêmica que transcenda o tradicional espaço da sala de aula, articulando-se com diferentes dimensões da realidade, instaurando, assim, novos papéis para os envolvidos no processo de formação. 6.1. Dos Cursos de Graduação Os seguintes elementos perpassam as intenções e ações pedagógicas dos cursos de graduação: I. Os cursos de Graduação destinam-se à formação profissional em nível superior, estando aberto a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e que tenham se classificado em processo seletivo ou que sejam portadores de diploma de graduação. II. A interligação curricular é feita pelo regime seriado e, em cada período letivo, há a correspondente indicação das disciplinas que o compõem, conforme previsto no Projeto do Curso. III. O currículo pleno de cada curso de graduação é integrado por disciplinas e práticas estabelecidas, cargas horárias respectivas, duração total e prazo de integralização. IV. Entende-se por disciplina um conjunto homogêneo e delimitado de conhecimentos ou técnicas correspondentes a um programa de estudos 12 e atividades, que se desenvolvem em um determinado número de horas/aula distribuídas ao longo do ano letivo. 6.2. Dos Demais Cursos Superiores Os cursos sequenciais, bem como os cursos tecnológicos, por campo de saber de diferentes níveis de abrangência, abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelo Conselho Superior, são programados para: I. atender o desejo permanente de aperfeiçoamento cultural e profissional do cidadão, desenvolvendo-lhe o espírito científico e o pensamento reflexivo; II. promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e tecnológicos; III. estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente e em particular os nacionais e regionais; IV. propiciar a aquisição de conhecimentos e habilidades por meios formais e informais que possam ser aferidos e reconhecidos mediante exames em cursos ulteriores. 6.3. Sobre os Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC) A Unilagos compreende que cada Projeto Pedagógico de Curso é único, visto que as competências a serem construídas e as circunstâncias de seu desenvolvimento constituem uma realidade singular com num contexto histórico objetivo e especifico. Ela também entende o PPC não como um instrumento técnico-burocrático, descontextualizado, estruturado em torno de definições curriculares tradicionais, e sim como instrumento básico da gestão de ensino na graduação. Ele é instrumento propulsor dos objetivos fundamentais do perfil profissional que se pretende delinear. Sendo assim, estar-se consciente que sua elaboração exige reflexão crítica sobre a concepção e as finalidades da educação, individuo e a relação com a sociedade. Qual é o mundo que ser quer pensar e construir é uma das perguntas fundantes. Como instrumento de orientação para a administração acadêmica, os projetos 13 pedagógicos dos cursos devem ser fruto da ação coletiva, reflexiva, e crítica que leva em conta o ser humano em suas múltiplas dimensões. Devem também demonstrar valorização da memória e da historia da instituição e de seus idealizadores. Nele devem estar as estratégias, a concepção de educação, os pressupostos generalistas e humanistas delineadores da ação pedagógica da Instituição, os objetivos, perfil do egresso, suas competências e habilidades, além da abertura para promover espaço para constantes renovações articulada entre pesquisa, ensino e extensão. Neste contexto, o projeto pedagógico deve contemplar, com toda a clareza, a intencionalidade do curso, refletir sua imagem, criar sua identidade e delimitar o seu espaço de autonomia, definidos e resultantes de um processo de discussão coletiva. Assim, o projeto pedagógico de cada curso deve ser adequado aos novos parâmetros de aprendizagem e baseado, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais, nos princípios da articulação entre teoria e prática, entre ensino, pesquisa e extensão, da interdisciplinaridade e da flexibilidade curricular. Os projetos pedagógicos têm, assim, a dupla dimensão de ser orientador e condutor do presente e do futuro. Projetar um curso exige ações mais complexas do que a descrição de conteúdos básicos e complementares em torno dos quais se organizam disciplinas, distribuídas ao longo de um determinado período. Entende-se que os cursos que compõem a Unilagos, em seus projetos pedagógicos devem reportar-se aos desafios do campo de conhecimento profissional e à atribuição social da profissão; buscar, nas diversas dimensões curriculares, um novo papel para a ação docente; e exige buscar valores éticos e políticos fundamentais para o exercício da cidadania, da democracia e da responsabilidade coletiva; buscar formar um profissional competente, socialmente crítico e responsáveis pelos destinos de uma sociedade altérica, justa, democrática e autosustentável, e acima de tudo humana. 6.4. Estágio Curricular Supervisionado A importância do estágio supervisionado/acadêmico na formação profissional, preconizada ao longo deste PPI, embora possa parecer conseqüência natural, 14 merece algumas considerações dentro da perspectiva do projeto pedagógico. O reconhecimento da realidade social do mundo produtivo e das relações sociais é elemento fundamental para a construção de Projetos Pedagógicos adequados aos novos parâmetros de aprendizagem e baseados nos princípios da articulação entre teoria e prática; e entre ensino, pesquisa e extensão. No entanto, é importante ressaltar que preparar o aluno para o mundo do trabalho não significa restringir a sua formação às demandas do mercado. O estágio acadêmico não pode ser considerado um momento pontual da formação, um complemento da formação profissional ou uma atividade de encerramento do curso. Ele deve ser entendido como um componente integrante do curso, na sua totalidade, constituído e constituinte das dimensões do ensino, da pesquisa e da extensão. É um espaço políticopedagógico privilegiado de construção da práxis que possibilita a inserção do estudante no mercado, estimulando a reflexão crítica e a criatividade, a construção do conhecimento sobre a realidade social e a sensibilização do aluno para o atendimento das demandas sociais. Logo, os projetos pedagógicos dos cursos deverão se responsabilizar para que o estágio curricular (obrigatório ou não obrigatório) represente uma autêntica atividade pedagógica planejada e supervisionada, uma experiência permanente de aprendizado desde as fases iniciais do processo de formação profissional. Salienta-se que eles deverão também definir a organização e a orientação do estágio acadêmico, bem como estabelecer sua forma de inserção na programação curricular de modo a favorecer a formação da competência científica e técnica, a compreensão da perspectiva política da profissão e a formação da postura ética profissional. Além dos objetivos já elencados, e estágio acadêmico supervisionado tem por objetivo qualificar o aluno, sob orientação docente, a atuar em sua área de formação, desenvolvendo as competências e habilidades necessárias às diversas áreas de atuação, amparado nos modernos conceitos epistemológicos, éticos e legais que regem a profissão, atendendo às expectativas do mercado de trabalho. Ele deve proporcionar ao estudante oportunidades de desenvolver suas habilidades. Ele é complemento ao 15 processo de deficiências ensino-aprendizagem, individuais e incentivar através a da busca do conscientização das aprimoramento e amadurecimento pessoal, acadêmico e profissional. Através do estágio busca-se atenuar o impacto da passagem da vida de estudante para a vida profissional, abrindo ao estagiário mais oportunidades de conhecimento da filosofia, diretrizes, organização e funcionamento dos órgãos e da comunidade, além de facilitar o processo de atualização de conteúdos disciplinares, permitindo adequar aquelas de caráter profissionalizante às constantes inovações tecnológicas, políticas, sociais e econômicas a que estão sujeitas. Destaca-se que para conclusão satisfatória do estágio acadêmico estão previstos dois documentos principais: o Plano de Estágio (Plano de Trabalho) e o Relatório Final de Estágio. A fim de facilitar a avaliação e andamento do processo de estágio, são previstos relatórios parciais, cujo número e conteúdo estão determinados no Plano de Estágio (Plano de Trabalho). Além destes dois itens, será aprovado o discente que atender às normas gerais e específicas correspondentes a cada área de estágio, entre elas, assiduidade, habilidades e competências específicas do estágio e cumprimento de prazos. Por último deve-se salientar que se estar consciente que a demanda atual requer profissionais mais do que habilitados tecnicamente. Solicita também um indivíduo que assuma o seu papel de ator social, consciente de sua responsabilidade de construtor de novos paradigmas onde a justiça e a partilha do saber acadêmico propiciem libertação, liberdade, autonomia e responsabilidade social para o maior número de pessoas. 6.5. Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Na concepção de educação que norteia as ações pedagógicas da Unilagos, o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é entendido como momento impar, onde a articulação entre ensino, pesquisa, extensão, e aspectos interdisciplinares, enfatizados durante a formação devem estar presentes de forma contundente. Compreende-se que o TCC é uma atividade pedagógica integrada e coordenada entre alunos e professores, e tem por objetivo o aprimoramento da atividade profissional, social e cultural do aluno através da 16 observação, reflexão, exame, análise e diagnóstico de situações organizacionais reais que lhe possibilitem aplicar, compreender e operacionalizar a teoria apreendida ao longo do curso. Espera-se que através do TCC o discente demonstre sua capacidade criativa e habilidade na aplicação dos aspectos técnicos, práticos e pedagógicos do curso. Quanto aos aspectos de avaliação, carga-horária e de metodologia processual do TCC, salienta-se que estes dados devem estar presentes no manual próprio de Trabalho de Conclusão de Curso. 7. AVALIAÇÃO E DESEMPENHO ACADÊMICO 7.1. Múltiplos Aspectos da Avaliação A avaliação é um fator de gestão no sentido de possibilitar correções, reorientar práticas pedagógicas, refletir sobre os projetos pedagógicos, e delimitar os obstáculos administrativos. Deste modo, ela precisa estar definida, de forma clara e objetiva, no projeto pedagógico que, deverá prever tempo amplo para o processo de auto-avaliação pedagógica. Entende-se que a avaliação é um mecanismo que contribui para as respostas dadas às demandas da sociedade e da comunidade acadêmica, devendo ser vista como um processo amplo e co-participativo. Sendo assim, o acompanhamento e a avaliação do processo ensino-aprendizagem deverão estar em consonância com a própria dinâmica curricular. A partir desta compreensão, deve destacar que a avaliação é, portanto, uma atitude de responsabilidade da instituição, dos professores e dos alunos no tocante ao processo formativo. O processo de avaliação proposto não é uma atividade puramente técnica e nem acontece num único momento. Ao contrário, a avaliação deve ser processual e formativa; deve manter coerência com todos os aspectos do planejamento e execução do projeto pedagógico do curso. 7.2. Da avaliação do Desempenho Acadêmico Em conformidade com essas dimensões, a avaliação da aprendizagem e desempenho acadêmico se dará de forma contínua, cumulativa e articulada 17 ao programa analítico de ensino, em seus diferentes níveis, levando-se em conta as competências desenvolvidas no profissionais processo de gerais formação. e específicas a Nessa serem perspectiva, serão consideradas a apropriação das bases conceituais como novo conhecimento (saber), o desenvolvimento de habilidades (fazer) e a subjetividade do aluno (ser). A avaliação será realizada regular e sistematicamente, utilizando-se instrumentos diversos que possibilitem trabalhar e observar, em sua totalidade e de forma interdependente, os aspectos cognitivos por meio de: I. provas teóricas e práticas; II. trabalhos individuais e coletivos; III. apresentações orais durante as atividades; IV. relatórios individuais, ou em grupo, das atividades desenvolvidas (aulas práticas, visitas técnicas, saídas de campo, eventos e outros); V. seminários temáticos; VI. participações em atividades de cunho científico e cultural (Semana Acadêmica, Semana de Iniciação Científica, Projetos de Pesquisa e Extensão); VII. observações diárias individuais de aspectos tais como: postura, organização, interação, atendimento aos conceitos de segurança e ética nos trabalhos realizados em laboratórios e outros ambientes de aprendizagem; VIII. projetos organizados em torno de problemas práticos que simulem situações do cotidiano profissional e que possam ser resolvidos pelo aluno; IX. relatório final do estágio supervisionado; X. índice de assiduidade em todas as atividades presenciais. A partir destes elementos que englobam e possibilitam o processo de avaliação e quantificação do desempenho acadêmico se dará das seguintes formas: I. A avaliação do Desempenho Acadêmico/Escolar é feita separadamente por disciplina e deve considerar a assiduidade 18 dos/as discentes às aulas e demais atividades escolares programadas, o processo e a qualidade da aprendizagem. II. A frequência às aulas e demais atividades escolares, permitida apenas aos discentes matriculados, é obrigatória, vedado o abono de faltas. III. Independentemente dos demais resultados obtidos, é considerado reprovado na disciplina o/a discente que não tenha o mínimo de setenta e cinco por cento de frequência às aulas e demais atividades programadas. IV. A verificação e registro da frequência dos alunos/as são de responsabilidade dos docentes, e seu controle é atribuição da Secretaria. V. O resultado de avaliação do processo de aprendizagem é expresso em grau numérico de zero a dez, sem aproximação de décimos. VI. O/A aluno/a para ser aprovado/a deverá ter no mínimo setenta e cinco por cento de frequência nas aulas previstas e obter, no mínimo, o grau numérico 7 (sete) na média do conjunto de avaliação (médias dos trabalhos e provas aplicados). Caso não consiga obter esta pontuação mínima na média aritmética no processo de avaliação do semestre (A1 e A2), o/a aluno/a deverá ser submetido/a a prova final (A3) desde que sua média de aproveitamento no período regular (MP – média do período) não seja inferior a 3,0. VII. Mediante prova final (PF), será aprovado/a o/a aluno/ que obter um resultado (nota final - NF) igual ou superior a 5,0, resultante da média aritmética obtida da soma entre a média do período regular (MP) e a nota do exame final (NF), conforme quadro explicativo abaixo: Para a aprovação na prova final (PF) o aluno deverá obter nota final (NF) igual ou superior a 5,0 (cinco), onde: I - a média do conjunto de avaliações {CA ou MP = (A1 + A2) ÷2}; II - a prova final (PF=A3); III - a nota final (NF) = {[MP + PF (A3)] ÷ 2}. 19 Nota: O Exame Final realizado ao fim de cada período letivo deverá avaliar o conteúdo abordado pela disciplina de forma integralizada. 7.3. Da Avaliação Institucional Na concepção da Unilagos, a Avaliação Institucional é uma importante ferramenta para o desenvolvimento e acompanhamento das ações pedagógicas e administrativas. A Avaliação Institucional está relacionada à melhoria da qualidade da educação superior; à orientação da expansão de sua oferta; ao aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social e ao aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das instituições de educação superior, por meio da valorização de sua missão pública, da promoção dos valores democráticos, do respeito à diferença e à diversidade (estabelecimento da alteridade), da afirmação da autonomia e da identidade institucional. Entende-se que a avaliação interna ou autoavaliação é um processo contínuo por meio do qual a instituição constrói conhecimento sobre sua própria realidade, buscando compreender os significados do conjunto de suas atividades para melhorar a qualidade educativa e alcançar maior relevância social. Para tanto, sistematiza informações, analisa coletivamente os significados de suas realizações, desvenda formas de organização, administração e ação, identifica os pontos fracos, mas, sobretudo, os pontos fortes e potencialidades, e estabelece estratégias de superação de problemas. Ela transcende a concepção de avaliação da aprendizagem e deve ser integrada ao PPC, como dado que interaja consistentemente na ação pedagógica do curso, de maneira que garanta a flexibilização curricular e que permita a adequação do desenvolvimento acadêmico à realidade na qual se insere a Unilagos. A avaliação requer, portanto, por parte de todos os atores envolvidos com o processo educacional, uma permanente aferição avaliativa do Projeto Pedagógico em relação aos fins pré-constituídos, às metas e às ações definidas. Assim, na concepção de educação alimentada, a avaliação deve ser percebida como movimento de reflexão sobre os constitutivos do processo 20 de ensino aprendizagem, do plano político-pedagógico e das atividades curriculares. A avaliação interna é, portanto, um processo cíclico, criativo e renovador de análise, interpretação e síntese das dimensões que definem a Instituição Educacional. Trabalha-se com a concepção de que em seu conjunto, os processos avaliativos devem constituir um sistema que permita a integração das diversas dimensões da realidade avaliada, assegurando as coerências conceitual, epistemológica e prática, bem como o alcance dos objetivos dos diversos instrumentos e modalidades. Salienta-se que o processo de avaliação interna é coordenado pela Comissão Própria de Avaliação (CPA), que tem suas ações orientadas pelas diretrizes e pelo roteiro da autoavaliação institucional da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior. Cabe também destacar que todos os órgãos integrantes da instituição, assim como os corpos docente e discente participam ativamente deste processo de avaliação interna. 8. POLÍTICA E PRINCÍPIOS DA PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO 8.1. Pós-Graduação Lato Sensu Para a Unilagos os seus cursos de pós-graduação (cursos de especialização, aperfeiçoamento e outros) abertos a portadores de diplomas de curso de graduação, que satisfaçam os requisitos exigidos no projeto de cada curso, destinam-se a excelência acadêmica profissional na área científica em que forem oferecidos visam o preparo de professores e de profissionais para a vida acadêmica e a pesquisa científica, devendo serem autorizados pelo Conselho Superior. Compreende-se que o lato sensu é de fundamental significado no conjunto das ações pedagógicas da instituição que visam o ensino, a pesquisa e a extensão. Segundo os pressupostos epistemológicos que norteiam a educação empreendida, a pós-graduação desempenha um importante papel para a formação continuada do estudante de graduação recém-formado que não pretende ingressar no sistema stricto sensu, assim como para os 21 profissionais que já se encontram no mercado de trabalho e que carecem de atualização constante. Destaca-se como elemento síntese, que o lato sensu deve está em correlação direta com os cursos da graduação. Isso não significa dizer que a cada curso de graduação deva corresponder um curso de pós-graduação, mas que o sistema de Pós-Graduação não deve existir como um nível totalmente independente, cujas ações não possam resultar em benefícios para o desenvolvimento da própria graduação. Sendo assim a articulação entre esses dois níveis – graduação e pós-graduação – deve ser amplamente considerada no momento da criação dos cursos de Pós-Graduação, que precisam perceber o sistema universitário como um todo interligado, atentando, por conseguinte, também para as atividades de extensão como parte integrante da pedagogia dos cursos. 8.2. Da Extensão 8.2.1. Princípios Específicos da Extensão As ações de extensão, desenvolvidas como processo educativo visam, sobretudo, colaborar como parte indissociável na formação de profissionais éticos que possam contribuir na elevação das condições de vida da comunidade local e para o progresso e desenvolvimento regional. Essas ações se consubstanciam em forma de programas, projetos, cursos de extensão, eventos, prestação de serviço, produções e produtos acadêmicos. Assim, para cumprimento dos propósitos e missão institucional, deve-se seguir os seguintes princípios gerais: i. a ciência, a arte e a tecnologia devem alicerçar-se nas prioridades do local, da região, do país; ii. a universidade não pode se imaginar proprietária de um saber pronto e acabado, que vai ser oferecido à sociedade, mas, ao contrário, exatamente porque participa dessa sociedade, a instituição deve estar sensível aos seus problemas e apelos, quer através dos grupos sociais com os quais interage, quer através das questões que surgem de suas atividades próprias de ensino, pesquisa e extensão; 22 iii. a universidade deve estar atenta aos movimentos sociais, priorizando ações que visem à superação das atuais condições de desigualdade e exclusão existentes no Brasil; iv. a ação cidadã da universidade não pode prescindir da efetiva difusão dos saberes nela produzidos, de tal forma que as populações cujos acadêmica sejam conhecimento, problemas tornam-se também tendo, objeto consideradas portanto, pleno direito da sujeito pesquisa desse de acesso às informações resultantes dessas pesquisas; v. a prestação de serviços deve ser produto de interesse acadêmico, científico, filosófico, tecnológico e artístico do ensino, pesquisa e extensão, devendo ser encarada como um trabalho social, ou seja, como ação deliberada que se constitui a partir da realidade e sobre a realidade objetiva, produzindo conhecimentos que visem à transformação social; 8.2.2. Diretrizes Gerais da Extensão A Unilagos tem o compromisso com a formação, não só teórica, mas Profissional/Cidadão, com vistas a dotá-lo/a de competências flexíveis, habilidades comunicativas, expressão e contextualização de problemas, respeito à sociedade e consciência ecológica. A política de extensão, a partir dessa concepção, se define através das seguintes diretrizes: i. Assegurar a relação entre a Universidade e a sociedade, de tal modo que os problemas sociais emergentes recebam atenção produtiva por parte da Universidade; ii. Estimular atividades cujo desenvolvimento implique relações multi inter- e/ou transdisciplinar e interprofissionais de setores da Universidade e da sociedade. Considerar, ainda, as atividades voltadas para o desenvolvimento, produção e preservação cultural e artística como relevantes para a afirmação do caráter nacional e de suas manifestações regionais; iii. Inserir a educação ambiental e desenvolvimento sustentado como componente da atividade extensionista; 23 iv. Tornar permanente a avaliação institucional das atividades de extensão universitária como um dos parâmetros de avaliação da própria universidade; v. Criar as condições para participação da universidade na elaboração das políticas públicas voltadas para a maioria da população, bem como para se constituir em organismo legítimo para acompanhar e avaliar a implantação das mesmas; vi. Possibilitar novos meios e processos de produção, inovação e transferência de conhecimentos, permitindo a ampliação do acesso ao saber e ao desenvolvimento tecnológico e social do país. 8.2.3. Processos Metodológicos da Execução dos Projetos de Extensão Visando a execução dos projetos de extensão manter-se-á atividades de extensão cultural, criação, adaptação, difusão e transferência de conhecimentos e de tecnologia correlatas e/ou afins às áreas de seus cursos, destinadas a órgãos governamentais e não governamentais, à sociedade e ao cidadão em geral, dando ênfase às necessidades da região onde está inserida. Sendo assim, define-se que: i. As atividades de extensão são coordenadas pelas Coordenações de Cursos que as executam e divulgadas através da Assessoria Editorial. ii. Os alunos engajados nas atividades de extensão, por solicitação pessoal ou de seu professor-supervisor, podem requerer aproveitamento de estudos e freqüência oriundos dessas suas atividades escolares. iii. Cabe ao Conselho Superior aprovar proposta das Coordenações, com anuência da Direção Geral e da Direção Acadêmica relativa à formalização das atividades de extensão integradas ao Projeto Pedagógico do curso, inclusive com aproveitamento de estudo e freqüência escolar. iv. Por meio de suas atividades de extensão, busca-se proporcionar aos seus professores e alunos, a oportunidade de participar das 24 atividades que concorram para a elevação das condições de vida da comunidade ou que visem o progresso e desenvolvimento do País. 8.3. Da Pesquisa A pesquisa é de fundamental importância, pois possibilita a interação entre a teoria e a prática. Entende-se que através da pesquisa as ações pedagógicas promovidas em sala de aula e laboratórios chegam até a vida cotidiana e promovem mais qualidade de vida para todos. Por ter esta concepção metodológica, a Unilagos incentivará a pesquisa, mediante concessão de auxílio para a execução de projetos científicos, concessão de bolsas especiais, formação de pessoal em pós-graduação, promoção de congressos e congêneres, intercâmbio com outras instituições, divulgação dos resultados das pesquisas realizadas e outros meios ao seu alcance. Compreende-se que os projetos de pesquisas, sob a supervisão da Coordenação de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação, e coordenadas pelas Coordenações dos Cursos em que se inserem, devem estar voltados para: I busca de identidade regional; II resgate de cidadania, especialmente da população periférica dos grandes centros urbanos; III valorização da cultura nacional e regional; IV desenvolvimento de pesquisas básicas, institucionais, voltadas para as áreas de ensino, vinculadas à Instituição ou de interesse da Comunidade; 25 BIBLIOGRAFIA: 1. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e terra, 1997. 2. GARCIA MORENTE, Manuel. Fundamentos de filosofia. I: Lições preliminares. 8ª ed, São Paulo: Mestre Jou, 1980. 3. LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da educação. 3. Ed. São Paulo: Cortez, 2011. 4. NEVES, André de Araujo. O Desafio de ensinar. http://www.primeiraversao.unir.br/atigos_pdf/numero062Andre.pdf 13/11/2013. In: - 5. SAVIANI, Demerval. Escola e democracia. São Paulo: Cortez/Autores associados, 1987. 26