CAPÍTULO 1: INTRODUÇÃO – O CONCEITO DE TENSÃO 1.1 INTRODUÇÃO RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS: “estática dos corpos deformáveis” OBJETIVO: Proporcionar ao engenheiro os meios necessários à análise e ao projeto de estruturas de máquinas submetidas a diversos tipos de carregamento. PRINCIPAIS PARÂMETROS DA ANÁLISE: - TENSÕES e DEFORMAÇÕES envolvidas, decorrentes das cargas aplicadas MECÂNICA TÉCNICA (corpo rígido) Æ F=ma RES. MAT. (propriedades dos materiais) Æ tensão e deformação RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.1 1.2 FORÇAS E TENSÕES EXEMPLO: Ponto de vista da Mec. Tec.: Quais são as reações nos vínculos? Ponto de vista da Res. Mat.: A estrutura suporta (com segurança) a carga aplicada? RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.2 Análise das forças atuantes nas barras: RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.3 Equilíbrio (forças internas) na barra BC: A barra suportará a ação da força interna? Efeito da força interna sobre a seção da barra (tensão gerada): Resultante das forças internas distribuídas na seção transversal RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.4 A resistência da barra à deformação e à ruptura depende da força, da área da seção transversal e do material. tensão atuante na seção (força por unidade de área) P σ= A A força interna representa a resultante de forças elementares distribuidas sobre a área da seção RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.5 Convenção de sinais: Tensão de tração: + Tensão de compressão: - Unidade (SI): Pascal (Pa) = N/m2 Unidades Práticas: 1kPa = 103 Pa = 103 N/m2 1MPa = 106 Pa = 106 N/m2 1GPa = 109 Pa = 109 N/m2 Unidade Inglesa: psi; força: lb e área: in2 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.6 Tensão na barra BC (supondo aço e diâmetro de 20mm): Comparar com a tensão máxima admissível para o material utilizado (aço): σ adm = 165MPa Logo, a barra BC resistirá com segurança à carga aplicada! E a barra AB e os pinos e suportes da estrutura, também resistirão? E quanto às deformações? Æ Capítulo 2 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.7 Situação vista: análise de uma estrutura existente Outra situação: projeto de uma estrutura nova EX: Qual deveria ser o diâmetro da barra BC, se o material fosse alumínio? Neste caso: σ adm = 100MPa RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.8 1.3 FORÇAS AXIAIS; TENSÕES NORMAIS - No exemplo apresentado, as forças nas barras atuam na direção axial, ou seja, trata-se de forças axiais. - Estas forças são perpendiculares ou normais à seção transversal da barra, dando origem a TENSÕES NORMAIS, obtidas a partir da fórmula: P σ= A Fornece o valor médio das tensões na seção Hipótese assumida: distribuição uniforme de tensões na seção RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.9 distribuição uniforme das tensões distribuição das tensões Resultante passando pelo centróide RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.10 Resultante não passando pelo centroide da seção Geração de momento (flexão) combinado com tração RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.11 1.4 TENSÕES DE CISALHAMENTO -Neste caso, a direção da força aplicada é TRANSVERSAL à barra - Resultante das forças internas: FORÇA CORTANTE Tensão (média) de cisalhamento: P τ= A OBS: A distribuição de tensões não é uniforme RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.12 Situação encontrada: Rebites e Parafusos de ligação em barras e chapas P F τ= = A A P F τ= = A 2A RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.13 1.5 TENSÕES DE ESMAGAMENTO Provocadas por parafusos e rebites sobre as barras ligadas, ao longo da superfície de contato. P P σE = = A td onde: td é área projetada na parede do furo RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.14 1.6 APLICAÇÕES NA ANÁLISE DE ESTRUTURAS SIMPLES Considerando-se novamente o exemplo 1: Derterminar: 1- Tensões normais nas barras 2- Tensões de cisalhamento nas ligações 3- Tensões de esmagamento RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.15 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.16 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.17 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.18 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.19 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.20 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.21 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.22 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.23 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.24 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.25 1.7 TENSÕES EM UM PLANO OBLÍQUO AO EIXO Foi visto que: Forças Axiais causam tensões NORMAIS Forças Transversais causam tensões de CISALHAMENTO Condição válida para o plano normal ao eixo longitudinal da peça RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.26 Para planos OBLÍQUOS ao eixo longitudinal, pode ocorrer que: -Forças AXIAIS causem também tensões de CISALHAMENTO -Forças TRANSVERSAIS causem também tensões NORMAIS Componente Normal de P: Componente Tangencial de P: F = P cos θ σ= F Aθ V = Psenθ τ= V Aθ RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.27 Sendo A0 a área da seção normal ao eixo, temos: A0 A 0 = A θ cos θ ∴ A θ = cos θ Substituindo, temos: Psenθ τ= A0 cos θ P cos θ σ= A0 cos θ P σ= cos 2 θ A0 o σ max → θ = 0 ; σ max = τ= P A0 P senθ cos θ A0 o τ max → θ = 45 ; τ max = P 2A 0 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.28 Para θ = 45 o , temos: σ= P cos 2 θ A0 σ 45 o = τ= P senθ cos θ A0 τ 45 o = τ max = P 2A 0 P 2A 0 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.29 1.8 TENSÕES PARA UM CASO DE CARREGAMENTO QUALQUER; COMPONENTES DE TENSÕES ∆F x σ x = lim ∆A → 0 ∆ A τ xz τ xy = lim ∆A → 0 ∆Vyx ∆A ∆Vzx = lim ∆A → 0 ∆ A RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.30 Considerando a outra metade do corpo: OBS: As tensões serão positivas no sentido negativo dos eixos: O vetor área aponta (é positivo) para fora do elemento de área, e neste caso é contrário ao sentido positivo do eixo X. RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.31 Para as demais direções em torno do elemento de área no ponto considerado: Estado de Tensões no ponto σx τ yx τ zx τ xy σy τ zy τ xz τ yz σ z τ xy = τ yx τ xz = τ zx τ yz = τ zy Para um carregamento axial simples: RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.32 1.9 TENSÕES PARA UM CASO DE CARREGAMENTO QUALQUER; COMPONENTES DE TENSÕES Situações: Projeto e Análise PU Tensão Última: σ U = (tração) A Condição: Ruptura Para a tensão de cisalhamento, pode-se aplicar o ensaio das seguintes formas: RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.33 Tensão Admissível: tensão de projeto Coeficiente de Segurança: CS = PU σ = U Padm σ adm Definição do CS: segurança X economia Parâmetros a considerar: 1- Modificações nas propriedades do material 2- Carregamento repetitivo (fadiga) 3- Carregamento real X carregamento estimado 4- Modos possíveis de ruptura (função do tipo de material empregado) 5- Aproximações nos cálculos 6- Deterioração por falta de manutenção e por corrosão 7- Importância do componente (peça) na estrutura 8- Risco de vida e danos materiais associados a um possível colapso 9- Peso final RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.34 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.35 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.36 RES. MAT. X – Prof. Renato Rocha – UERJ 1.37